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Tragédia do titanic
Um dia perfeito, raro
Com os cabelos ao vento
Com as estrelas brilhando
Cada um em seu aposento
Momentos inesquecíveis 
Da alegria ao sofrimento.
Era um grande exemplo
Com muito mais segurança
Acessível apenas a poucos
Donos de grande herança 
O navio era Titanic 
A bordo muitas crianças.
No inicio da viagem,
Partia da Grã Inglaterra 
Com destino a Nova York
Não eram tempos de guerra 
Tudo ia muito bem 
Mas tristemente encerra.
Era quase uma cidade,
Tinha até décimo andar,
Mas ainda não sabia
Era que não ia durar
 E nunca a terra firme
Iria mais alcançar.
Em um dia muito frio
Todos estavam dormindo 
Com a sensação de paz
Mas algo estava vindo
Pouco alcance de visão
E ninguém estava agindo.
Bruscamente acordamos 
Com gritos desesperados
Anunciando a noticia
Que tudo havia alagado
Infelizmente alguns 
Faleceram afogados.
Vimos logo o que ocorreu
A causa da colisão
O timoneiro falhou
Nas ordens do capitão
O que então resultou 
Em uma grande confusão.
Este navio foi lançado 
Em meio a uma transição 
Da vela para o de vapor
Uma grande contradição 
Estibordo era a esquerda 
Mas mudou a direção.
Era quase meia noite 
Quando no ice Berg raspou
E fez fendas em seu casco
Pressão logo aumentou
A água o invadiu
O Titanic alagou
Eram quase duas horas 
Começou logo rachar
O caos se instalou 
Tentávamos nos salvar
Empurrávamos os outros 
Difícil de respirar
Naquela embarcação 
Estávamos eu e ela 
Minha querida filhinha 
Corri com ela, minha bela
Desviando das pessoas 
Quebravam-se as janelas.
Lá havia poucos botes
Corri em busca de um 
Com minha filha ao lado
Mas não encontrei nenhum
Olhei para todos os lados 
Salvaram apenas alguns
O navio então tombou 
Logo se partiu ao meio
Consegui me segurar
O lugar que antes cheio
Na tragédia ficou vazio
Tudo destruído, feio.
Presa à uma barra de ferro
 A Any eu segurava 
Quase caindo, pendurada
Quando vi que não agüentava 
Desisti e a soltei
Soltei a filha que me amava...
Logo veio o desespero
Minha perfeita riqueza...
Como pude soltá-la?
Morte era a única certeza 
Não tinha o que fazer
Joguei-me na correnteza...
A água estava agitada
 A consciência perdi 
Só via muitos outros corpos 
Naquele azul morri
Ao menos iria ao céu
Com Any, por isso, sorri...

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