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Projeto de drenagem pluvial urbana Comprimento crítico de sarjeta Prof. Dr. Rafael Pedrollo de Paes Eng. Sanitarista e Ambiental – FAET – UFMT MSc. Eng. Hidráulica e Saneamento – EESC – USP Dr. Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos – UFMG MICRODRENAGEM: É a drenagem de lotes, ruas, loteamentos, parques, entre outros ambientes. Depende essencialmente do traçado das ruas. MACRODRENAGEM: É a drenagem de grandes galerias, cursos de água e canais, com destinação a lagos, rios ou oceano Drenagem urbana Elementos a serem considerados no projeto de sistema de drenagem Hidrológicos Hidráulicos Gerais Área de captação - microbacias Tipologia e materiais de construção Padronização dos dispositivos Risco e período de retorno associado Níveis de alagamento da sarjeta e da via Critérios de posicionamento das BLs Tempo de concentração mínimo Parâmetros hidráulicos admissíveis Traçado da tubulação Coeficientes de deflúvio Hipóteses e simplificações de cálculo Critérios de posicionamento dos nós Chuvas de projeto Fatores de segurança Requisitos de escavação e recobrimento de condutosMétodos de estimativas de vazões Otimização dos parâmetros hidráulicos para minimização da escavação ZORNBERG, Jorge. 2020. Aplicações de geossintéticos em rodovias. Educando Educadores 2020. IGS Brasil. Seção convencional de uma via pavimentada •Classe de tráfego •Capacidade de resistência do terreno (CBR California Bearing Rate) Obras de micro drenagem O dimensionamento da rede de águas pluviais é baseado nas seguintes etapas: 1. Subdivisão das áreas de contribuição; 2. Determinação das vazões que afluem à rede de condutos; 3. Dimensionamento da rede de condutos. • Levantamento topográfico • Planta-baixa e perfil vertical (planialtimetria) • Cadastro de ocupação do solo • Cadastro imobiliário de áreas vizinhas • Dados relativos ao curso de água receptor • Termo de referência para elaboração do projeto Informações para o projeto Elementos de microdrenagem superficial urbana • Meio-fio: blocos de concreto ou de pedra, entre a via pública e o passeio, cuja face superior é nivelada com o passeio, de modo a formar uma faixa paralela ao eixo da via pública. • Sarjetas: faixas formadas pelo limite da via pública com os meio- fios. Ela forma uma calha que coleta as águas pluviais oriundas da bacia de contribuição. Meio-fios de concreto (MFC) Caídas de água dos MFCs Superelevação No tempo do onça Superelevação Qual o comprimento crítico da sarjeta? Qual a distância entre uma boca de lobo e outra? 0 1 2 3 1 4 0 1 0 Art. 176º Os Padrões Geométricos Mínimos de caixa viária são: I -Vias Estruturais – 30 (trinta) metros; II -Vias Principais – 24 (vinte e quatro) metros; III-Vias Coletoras – 18 (dezoito) metros; IV -Vias Locais – 12 (doze) metros; V -Vias Especiais – será definido caso a caso, tendo no mínimo 4 metros. § 1º Nos casos de Vias Estruturais e Principais em sistemas binários de tráfego, o Padrão Geométrico Mínimo será 25m (vinte e cinco metros) e 20m (vinte metros), respectivamente. § 2º O padrão geométrico para as Vias Estruturais e Principais abertas posteriormente à aprovação da Lei de Hierarquização Viária será 50m (cinquenta metros) e 30m (trinta metros), respectivamente. § 3º No caso das vias locais o leito carroçável deverá atender a largura mínima de 8 metros. CUIABÁ. Lei Municipal 389/2015. Disciplina o uso e ocupação do solo no município de Cuiabá. Disponível em: http://www.smades.cuiaba.mt.gov.br/storage/app/media/LC_389_de_2015_Uso_e_ocupacao_do_solo.pdf PGM (Da hierarquização viária) Profundidade média da bacia (L) Profundidade do lote Meia largura da via L SILVA, K. P. e DE PAES, R. P. (2014) Fator hidrológicoFator hidrológico i = intensidade; t = duração; T = período de retorno; a, b, c e d são os parâmetros empíricos, que variam em função da estação pluviométrica Fator hidrológicoFator hidrológico Equação de chuvas intensas (idf) • DAEE / Cetesb (1980) • Legislação Municipal de hierarquização viária de Cuiabá: Lei Complementar Nº 232/2011 Coeficiente de Runoff (C) Fator hidrológicoFator hidrológico A capacidade de condução da rua ou da sarjeta pode ser calculada a partir da escolha de três hipóteses: • Escoamento por toda a calha da rua, com declividade transversal da rua 3% (Figura abaixo) e a altura máxima da água na sarjeta igual a 0,15 m; • Escoamento somente pela sarjeta, com declividade transversal também de 3% e altura máxima de água na sarjeta igual a 0,10 m; • Escoamento pela sarjeta e por parte da rua, admitindo uma faixa de alagamento da pista, por exemplo, 1/3 da pista. W 𝑄𝑗 = 0,375. 𝐼. 𝑧𝑗 𝑛 . 𝑦 𝑗 ൗ8 3Equação de Izzard: Fator hidráulicoFator hidráulico Qual a faixa de alagamento da pista de rolamento? Q1 Q2 Q3 Qtotal = Q1 - Q2 + Q3 y1, 1, Z1 y2, 2, Z2 y3, 3, Z3 𝑄𝑗 = 0,375. 𝐼. 𝑧𝑗 𝑛 . 𝑦 𝑗 ൗ8 3Equação de Izzard: Fator hidráulicoFator hidráulico Capacidade da sarjeta com declividade composta (método I) Qtotal = Q1 + Q2 + Q3 Equação de Manning para três seções diferentes Fator hidráulicoFator hidráulico Capacidade da sarjeta com declividade composta (método II) Q = vazão máxima admitida [m3/s]; n = coeficiente de rugosidade da sarjeta (tabela); I = Declividade longitudinal da pista [m/m] zj = tan() [rad] y = altura da lâmina de água [m] j = índice relativo ao triângulo da sarjeta composta (1, 2 ou 3) AiC=Q .. LdA = C= Coeficiente de infiltração; i= Intensidade pluviométrica mm/h; A = Área de contribuição m²; L= Profundidade média da bacia de contribuição m; d = Comprimento da sarjeta m (incógnita). LiC10782 Q =d 7 ...., _ Dedução geométricaDedução geométrica 𝑄𝑗 = 0,375. 𝐼. 𝑧𝑗 𝑛 . 𝑦 𝑗 ൗ8 3 Eq. de IzzardEq. de Izzard Compatibilização hidráulica-hidrológicaCompatibilização hidráulica-hidrológica Qual o comprimento crítico da sarjeta (d)? I = 0,5% i = 232mm/h A ~ Lote + PGM j? zj? n? yj? Q C? L? d Assumindo: Encontro: Exemplo de exercícioExemplo de exercício Qual o comprimento crítico da sarjeta (d)? I (%) d (m) 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 Assumindo valores de declividade longitudinal da via, são encontradas as distâncias máximas que uma BL deverá ser projetada para drenar a água da sarjeta. Para cada característica hidráulica ou hidrológica (MFC, L, C,...), obter uma tabela d(m) X I(m/m), com variação de I a cada 0,5% Exemplo de exercícioExemplo de exercício Em um projeto: 𝑉0 = 0,958. 1 𝑧 . 𝐼 𝑛 3/4 . 𝑄1 1/4 𝑡𝑝 = 𝑑/𝑉0 Qual a velocidade de escoamento de água na sarjeta (d)? Roteiro para dimensionamento de comprimento crítico da sarjeta: 1 - Escolher meios-fio tipo e encontrar parâmetros geométricos 2 - Assumir rugosidade da superfície da sarjeta; 3 - Calcular vazão na seção do MFC (Eq. Izzard), para diversas declividades; 4 - Calcular/encontrar curva idf para determinar a intensidade da chuva (i); 5 - Adotar largura média da bacia (L) 6 - Estimar o coeficiente de escoamento superficial (C) da microbacia (runoff); 7 - Calcular comprimento crítico da sarjeta (d) em função de cada declividade, por dedução geométrica; 8 - Adotar um valor arredondado genérico de comprimento crítico da sarjeta; 9 - Calcular a velocidade média de escoamento; 10 – Calcular a área média (A = dxL) da microbacia. Eu entrego: • Conteúdo teórico • Projeto em planta-baixa com levantamento topográfico E vocês entregam: Planta-baixa (2,0) Perfil vertical e detalhes (2,0) Memoriais descritivo e de cálculo (2,0) Planilha de quantificação de materiais (1,0) Defesa individual do projeto no dia da defesa do projeto (3,0) Nota do projeto = ∑ PROJETO x C Coeficiente de cronograma atualizado (C) Verificações V = 100% C = 1,10 80% ≥ V > 100% C = 1,00 80% ≥ V ≥ 50% C = 0,85 V < 50% C = 0,75 ∑ PROJETO = 10,00 - Definir o tipo de MFC, idf, PGM e calcular os comprimentos críticos da sarjeta (d); -Traçar o estaqueamento das pistas drenadas a partir da layer “eixo”. Verificação 1: - Encontrar 15 dispositivos de drenagem constantes no álbum de projetos-tipo do DNIT (BRASIL, 2013). Apresentar o material em arquivo word constando: (i) foto; (ii) nome do dispositivo; (iii) função do dispositivo; (iv) imagem da página de BRASIL (2013) com esse dispositivo. Verificação 2: Agradeço a participação!