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HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Antiguidade ....................................................................................................................6 1. Antiguidade .................................................................................................................6 1.1. Os Povos do Oriente Próximo e suas Organizações Políticas..................................... 7 1.2. As Cidades-Estados da Grécia ................................................................................ 16 3. Formação, Desenvolvimento e Declínio do Império Romano do Ocidente. ..............24 4. A Vida Socioeconômica e Religiosa dos Mesopotâmicos, Egípcios, Fenícios e Hebreus....................................................................................................................... 30 1.5. O Legado Cultural dos Gregos e dos Romanos .......................................................38 Resumo ........................................................................................................................44 Mapa Mental.................................................................................................................46 Ǫuestões Comentadas ........... ....................................................................................49 Ǫuestões de Concurso..................................................................................................52 Gabarito ....................................................................................................................... 77 Gabarito Comentado.....................................................................................................78 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 2 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos ANTIGUIDADE Prezado(a), veja o conteúdo que será trabalhado nesta aula. Lembrando que, sempre, se- guiremos a ordem posta pelo edital: 1. ANTIGUIDADE; 1. Os povos do Oriente Próximo e suas organizações políticas; 2. As cidades-estados da Grécia; 3. Formação, desenvolvimento e declínio do Império Romano do Ocidente; 4. A vida socioeconômica e religiosa dos mesopotâmicos, egípcios, fenícios e hebreus; 5. O legado cultural dos gregos e dos romanos, Antes de seguirmos, observe a divisão didática dos conteúdos elucidados na linha do tempo de História Geral: 1.ANTIGUIDADe A Antiguidade compreende 4.000 a.C., com o surgimento da escrita, até a Queda do Império Romano do Ocidente, em 476 d.C. Assim, não precisaremos nos ocupar de temas como o surgimento do homem, pinturas rupestres ou dos primeiros hominídeos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 3 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos 1.1.Os POVOs DO ORIeNTe PRÓXIMO e sUAs ORGANIZAÇÕes POLÍTICAs. São considerados povos do Oriente Próximo as civilizações Egípcia, Mesopotâmica, Hebraica, Fenícia. Vamos a elas: Mesopotâmia Querido(a), Egito e Mesopotâmia são considerados pela historiografia o berço das primeiras civilizações. Foram as primeiras a se organizarem politicamente em estruturas hierárquicas e a instituírem uma organização jurídica. São chamadas de civilizações hidráulicas ou de regadio, em função de surgirem graças à necessidade de aproveitamento dos recursos hídricos. Localizada no Oriente Médio, entre os rios Tigre e Eufrates, a Mesopotâmia (do grego “terra entre rios”) foi a área onde hoje está localizado o Iraque, ou seja, entre a Ásia, África e Europa. É considerada uma das mais antigas civilizações da história e vários povos habitaram essa região entre os séculos V e I a.C., destacando os sumérios, assírios, caldeus, amoritas, acá- dios e babilônicos. Os povos da Mesopotâmia que criavam gado, eram agricultores, artesãos, mineiros, desenvolveram a escrita cuneiforme e os veículos de rodas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 4 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Localização da Mesopotâmia. Escrita Cuneiforme. A sociedade mesopotâmica era dividida em duas partes que formavam uma pirâmide, sen- do o topo o local onde os membros da família real, nobres, sacerdotes e militares ficavam. Já a parte inferior ficava com as camadas menos favorecidas, como os artesões, camponeses e escravos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 5 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Pirâmide social da Mesopotâmia. A mesopotâmia teve sua formação ligada à vários povos que ocuparam a região entre o rio Tigre e Eufrates. Vamos a eles: Sumérios: Povo que se destacou na história pela produção de um complexo sistema de controle da água dos rios, com canais de irrigação, barragens e diques. Também contribuíram desenvolvendo a escrita cuneiforme, por volta de 4.000 a.C. Vale lembrar que os sumérios eram excelentes arquitetos e construtores, tanto que chegaram a desenvolver os zigurates, construções em formato de pirâmide que armazenavam os produtos agrícolas e também serviam como templos religiosos. Zigurate da cidade de Ur. Figura e desenho de um Zigurate. Babilônios: Com as suas cidades construídas às margens do rio Eufrates, os babilônios foram responsáveis pelo primeiro código de leis conhecidos até então. Baseado nas Leis de Talião (olho por olho, dente por dente) o Imperador Hamurabi desenvolveu um conjunto de leis para organizar e controlar a sociedade. Conhecido como Código de Hamurabi, a lei deter- minava que todo criminoso deveria ser punido de uma forma proporcional ao crime cometido. O Imperador Nabucodonosor II foi o responsável pela construção dos famosos jardins sus- pensos da Babilônia e a Torre de Babel. Assírios: Ficaram conhecidos na história pela organização e desenvolvimento militar, pois encaravam a guerra como uma das principais formas de conquistar poder e desenvolver a sociedade. Utilizavam carros de Guerra e Arqueiros. Eram povos muito brutos e cruéis com os inimigos conquistados, sofrendo como consequência desses atos uma série de revoltas populares. Tamanho poderio militar levou à expansão dominado a Palestina e o norte do Egito. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 6 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Caldeus: Os caldeus, de origem semita, habitaram a região conhecida como Baixa Mesopo- tâmia no primeiro milênio antes de Cristo. Entre 612 a.C. e 539 a.C., formaram um império na Mesopotâmia (Segundo Império Babilônico). O auge do Império Caldeu ocorreu em 587 a.C., quando Nabucodonosor conquistou os judeus de Jerusalém e ampliou o território do império. Portanto, Nabucodonosor II foi o mais importante imperador caldeu. Após a morte desteimpera- dor, o império babilônico foi conquistado pelos persas, em 539 a.C., sob o comando do rei Ciro. QUesTÃO 1 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 7 de 115 (FGV/ADMINISTRAÇÃO/2015).A notícia a seguir foi publicada em 26/02/2015: O Estado Islâmico destruiu uma coleção de estátuas e esculturas inestimáveis no norte do Iraque que remontam à antiga era assíria, de acordo com um vídeo publicado na Internet. O vídeo dos militantes islâmicos radicais mostrou homens atacando os artefatos, alguns deles identifi- cados como antiguidades do século 7 a.C., com marretas ou furadeiras, dizendo se tratar de símbolos de idolatria. [...] Os artigos destruídos parecem ser de um museu de antiguidades na cidade de Mosul, no norte iraquiano, tomada pelo Estado Islâmico em junho passado, afirmou um ex-funcionário do museu à Reuters. Os militantes derrubaram as estátuas de suas colunas, despedaçando-as no chão, e um homem usou uma furadeira elétrica em um touro alado. Isabel Coles e Saif Eldin Hamdan. Combatentes do Estado Islâmico destroem antiguidades no norte do Iraque. Reuters Brasil. 26/02/2015. Disponível em: http://br.reuters.com/article/entertain- mentNews/idBRKBN0LU1PO20150226. Sobre as antigas civilizações que se desenvolveram na região do atual Iraque, é correto afirmar: a)As primeiras sociedades da Mesopotâmia desenvolveram-se a partir da expansão islâmica, cujos integrantes combateram intensamente as crenças politeístas. b)Em torno do século VII a.C., o Império Assírio, conhecido pela utilização de carros de guerra, incluiu em seus domínios a Palestina e o norte do Egito. c)As principais atividades econômicas desenvolvidas na Mesopotâmia entre os séculos IX e VII a.C. eram a pecuária e a comercialização de tecidos e pedras preciosas. d) Do ponto de vista político, o Império Assírio estava organizado em Cidades-Estados que implementaram a participação democrática de seus cidadãos. https://www.grancursosonline.com.br/ http://br.reuters.com/article/entertain- HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos e) O surgimento do monoteísmo judaico na Mesopotâmia deixou marcas culturais profundas que contribuíram para a difusão da religião muçulmana com o Império Assírio. Letra b. Entre os séculos IX e VII a.C., a Mesopotâmia viveu o domínio do Império Assírio, que teria sua derrocada em 612 a.C., na Revolta de Nínive, eclodida poucos anos após a morte do rei Assurbanipal. Contudo, nesse período de domínio do Império Assírio, houve a última expansão territorial, com seu exército típico, repleto de arqueiros e carros de guerra, em que os limites do Império se ampliaram até as regiões da Palestina e norte do Egito. Egito Prezado(a), a civilização egípcia surgiu, como já dito, da necessidade de aproveitamento dos recursos hídricos. Várias comunidades surgiram às margens do rio Nilo (nomos: núcleos familiares organizados em pequenas cidades-estados) e enfrentavam problemas como en- chentes e secas. Para superar essas questões, foi necessário a organização de um grande contingente de mão de obra para construção de represas e diques. Como a agricultura era difícil - tanto por causa do deserto, quanto por causa da sazonali- dade do rio Nilo -, esses nomos acabaram se unindo com o passar do tempo (não se conhece a data precisa), dando origem a dois reinos: o do Norte (Baixo Egito) e o do Sul (Alto Egito). De acordo com a tradição, o rei Menés teria unificado ambos os reinos por volta do ano 3.000 a.C., tornando-se o primeiro faraó (título do rei egípcio), ou como se dizia na época “o senhor das duas terras”, inaugurando assim a primeira dinastia do Egito. A unificação garantiu a centralização política e administrativa dos vários nomos egípcios, o que facilitou a organização eficaz do trabalho da sociedade nas obras públicas, para manter o controle das águas e a construção de sistemas de irrigação do solo, garantindo a ampliação da agricultura e da pecuária, levando ao crescimento das cidades. A partir de então, os nomos passaram a ser unidades administrativas dentro do Egito, en- globando várias cidades, e os nomarcas passaram a se subordinar diretamente ao faraó. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 8 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos A civilização egípcia desenvolveu-se às margens do rio Nilo, ocupando uma faixa de terra cuja largura média entre 10 e 20 quilômetros e que se estendia por cerca de mil quilômetros. Era extremamente dependente do rio, tanto para a manutenção das atividades agrícolas e a pecuária, como para o transporte de mercadorias e comunicação entre as diversas cidades. Tão apropriada era a navegação entre as várias regiões banhadas pelo Nilo, que os egípcios não precisaram construir estradas. A história do Egito divide-se em três fases: o Antigo Império; Médio Império e o Novo Im- pério. Ao longo desses três períodos, o Egito atingiu o apogeu. Porém, a partir do século VII a.C. o Egito foi invadido por vários povos e perdeu o seu antigo esplendor. A seguir, uma rápida explanação sobre cada período. Antigo Império (3200 a.C.-2100 a. C.) Durante o Antigo Império foram construídas obras de drenagem e irrigação, que permitiram a expansão da agricultura; são desse período ainda as grandes pirâmides dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, construídas nas proximidades de Mênfis, a capital do Egito na época. Pirâmide de Quéops As pirâmides eram túmulos dos faraós. Para o seu interior era levada grande quantidade de objetos que pertenciam ao soberano, como móveis, joias e outros objetos preciosos. Durante o Antigo Império, o faraó conquistou amplos poderes. Isso acabou gerando alguns conflitos: os grandes proprietários de terra e os chefes dos diversos nomos não aceitaram a situação e procuraram diminuir o poder do faraó. Essas disputas acabaram por enfraquecer o poder político do Estado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 9 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 10 de 115 Médio Império (2100 a.C.-1580a.C.) Durante o Médio Império, os faraós reconquistaram o poder político no Egito. A capital passou a ser Tebas. Nesse período, conquistas territoriais trouxeram prosperidade econômica. Mas algumas agitações internas voltariam a enfraquecer o império, o que possibilitou, por volta de 1750 a.C., a invasão dos hicsos, povo nômade de origem asiática. Os hicsos permane- ceram no Egito cerca de 170 anos. Novo Império (1580 a.C. – 715 A.C.) O período iniciou-se com a expulsão dos hicsos e foi marcado por numerosas conquistas territoriais. Em seu final ocorreram agitações internas e outra onda de invasões. Devido ao enfraquecimento do Estado, o Egito foi conquistado sucessivamente pelos assírios (670 a.C.), persas (525 a.C.), gregos (332 a.C.) e romanos (30 a.C.) Inicialmente, os egípcios se organizaram por meio de um conjunto de comunidades pa- triarcais chamadas de nomos. Os nomos eram controladospor um chefe chamado nomarca. Os nomos se agrupavam em duas regiões distintas, que formavam dois reinos rivais: o reino do Alto Egito e o reino do Baixo Egito. Por volta de 3.200 a.C. o reino do Norte dominou o reino do Sul, unificando assim, o Egito. O responsável por essa união foi Menés, que passou, então, a ser chamado de faraó, cujo sig- nificado é “casa grande”, “rei das duas terras”. O poder dos reis passava de pai para filho, isto é, era hereditário. Como os egípcios acreditavam que os faraós eram deuses ou, pelo menos, representantes diretos dos deuses na Terra, a forma de governo que se instalou foi chamada de monarquia teocrática. A ilustração abaixo representa como era dividida a sociedade no Antigo Egito: https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Pirâmide social do Egito Antigo. Como podemos perceber, a sociedade egípcia era organizada em torno do faraó, senhor de todas as terras e de todas as pessoas. Ele era responsável pela justiça, pelas funções religio- sas, pela fiscalização das obras públicas e pelo comando do exército. O faraó era considerado um deus vivo, filho de deuses e intermediário entre eles e a população. Em sua honra, realiza- vam-se inúmeros cultos. Abaixo do faraó, e em ordem de importância, estavam o Vizir do Alto Egito, o do Baixo Egito e o Sumo-Sacerdote de Amon-Rá, um dos principais deuses do Egito Antigo. Os vizires O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 11 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos contavam com a ajuda dos supervisores e dos nomarcas, isto é, os governadores dos nomos, os distritos do Egito. Os nomarcas por sua vez, eram auxiliados pelos funcionários do governo, os escribas, que sabiam ler e escrever. A centralização política do Egito não foi de fato uma constante em sua história. Vários episódios de dissolução do Estado podem ser observados durante sua trajetória. Por volta de 2.300 a.C., uma série de contendas internas e invasões deram fim à supremacia do faraó. Nos três séculos subsequentes os nomos voltaram a ser a principal unidade de organização sociopolítica. Esse primeiro período que vai da unificação ao restabelecimento dos nomos corresponde ao Antigo Império. Ao fim do século XXI a.C., o Estado centralizado foi restabelecido graças aos esforços do faraó Mentuhotep II. A servidão coletiva foi mais uma vez adotada, permitindo a construção de vários canais de irrigação e a transferência da capital para a cidade de Tebas. Mesmo sendo um período de diversas conquistas e desenvolvimento da cultura egípcia, o Médio Império chegou ao seu fim em 1580, com a dominação exercida pelos hicsos. A presença estrangeira serviu para que os egípcios se unissem contra a presença dos hicsos. Com a expulsão definitiva dos invasores, temos o início do Novo Império. Nessa época, presenciamos a dominação egípcia sob outros povos. Entre as civilizações dominadas pelos egípcios, destacamos os hebreus, fenícios e assírios. Tal expansão das fronteiras possibilitou a ampliação das atividades comercias durante o Novo Império. O Novo Império, considerado o mais estável período da civilização egípcia, teve seu fim com a deflagração de uma série de invasões. Os assírios, persas, macedônios e romanos invadiram e controlaram o Egito ao longo da Antiguidade. Ao longo de mais de 2500 anos, os egípcios ainda foram alvo do controle árabe, turco e britânico. Querido(a), trataremos dos Hebreus e Fenícios no tópico “1.4” da nossa aula. É um recurso didático para não ficarmos indo e voltando no conteúdo ok. QUesTÃO 2 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 12 de 115 (FGV/VESTIBULAR/2004) Acerca das estruturas governamentais egípcias no reino Antigo, é possível afirmar que: https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos a) A burguesia incipiente criada pelo comércio com o Oriente Médio, principalmente com a Pérsia, tinha no faraó a garantia de seu domínio absoluto. b)A pequena burguesia das cidades competia com o campesinato na tentativa de controlar o faraó e a burocracia que o cercava, incluindo os escribas e os guerreiros. c)O faraó era o mais absoluto dos monarcas, adorado como um deus e visto como suprema autoridade religiosa, militar e civil. d) O faraó e totalmente controlado pelos sacerdotes e funcionários, cuja base de poder estava na propriedade privada dos meios de produção e na força das armas. e)A burocracia era controlada pela sociedade, que tinha como guardiã suprema de seus direi- tos a figura do faraó. Letra c. Como vimos, o faraó era considerado um Deus e tinha poderes ilimitados. Os escribas e sacer- dotes o serviam, assim como o restante da população. 1.2.As CIDADes-esTADOs DA GRéCIA Querido(a), Grécia e Roma se inserem, didaticamente, no que se convencionou chamar de Antiguidade Clássica. O termo refere-se a um longo período da História da Europa que se estende aproximadamente do século VIII a.C., com o surgimento da poesia grega de Homero, à queda do Império Romano do Ocidente no século V d.C., mais precisamente no ano 476. A Grécia antiga compreendia uma região chamada Hélade e ocupava o sul dos Bálcãs (Grécia continental), a Península do Peloponeso (Grécia peninsular), as ilhas do Mar Egeu (Grécia Insular), além das colônias na costa da Ásia Menor e no sul da Península Itálica (Mag- na Grécia). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 13 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos A história da Grécia é dividida, pelos historiadores, em quatro períodos principais: • Pré-Homérico; • Homérico; • Arcaico; • Clássico. No entanto, respeitando o edital, vamos nos ocupar apenas da formação das cidades-es- tados. É no período Arcaico que se inicia a reunião dos genos em unidades políticas maiores, chamadas pólis ou cidades-Estados. Nesse tipo de organização não existia um governo único, cada cidade-estado tinha suas leis, seu governo, sua economia e sua sociedade própria e independente. O palácio do gover- no e os templos eram construídos em uma colina fortificada, a acrópoles. Cidade-Estado é o termo que define um local independente, uma cidade que possui seu pró- prio governo. Uma Cidade-Estado pode ser uma cidade dentro de outra cidade ou um local O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 14 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos autônomo, independente, que tem seu governo próprio mesmo estando no território de qual- quer outro país, sendo gerenciada por suas próprias leis, por seus próprios governantes. Eram comuns na antiguidade, principalmente na Grécia, quando os gregos ainda não formavam um país. Atenas, Esparta e Tróia eram cidades-estados, formadas por uma população que falava a mesma língua, tinha os mesmos costumes, veneravam os mesmos deuses, mas eram inde- pendentes entre si, cada uma governada por um rei, com um regime político próprio. “Polis” era o termoque designava um território e um sistema político, uma região onde a cidade exercia o poder e se tornava um centro cultural, político e econômico. As pólis gregas possuíam uma arquitetura parecida. Na parte baixa ficava uma praça, a ágora, onde aconteciam as assembleias dos cidadãos e as transações comerciais. Era tam- bém onde os juízes da cidade julgavam os criminosos e onde se realizavam os festivais de poesias e os jogos praticados em honra aos deuses. As duas pólis mais importantes foram Esparta e Atenas. Esparta: Militarismo Esparta foi fundada pelos dórios por volta do século IX a.C. Situava-se em uma região cha- mada Lacônia. As condições naturais da região onde ficava Esparta eram muito áridas: o solo montanhoso e seco dificultava o abastecimento da cidade. Essas condições adversas levaram os espartanos a conquistar terras férteis por meio de guerras. O poder em Esparta era exercido por um pequeno grupo ligado às atividades militares. Apenas uma minoria participava das decisões políticas e administrativas – os esparciatas – que se dedicavam única e exclusivamente à política e à guerra. A vida em Esparta girava em torno da guerra. Os espartanos temiam que os povos que ha- viam conquistado se rebelassem; temiam também que os escravos se revoltassem. A neces- sidade de garantir o poder dos esparciatas e o medo de que ideias vindas de fora colocassem em xeque esse poder faziam com que as viagens fossem proibidas e os contatos comerciais fossem quase inexistentes. Esparta fechava-se em torno de si mesma, impondo aos seus habitantes um modo de vida autoritário e de subordinação aos interesses do Estado. 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O poder dos reis espartanos era limitado; magistrados conhecidos como éforos vigiavam suas atividades. As leis em Esparta foram elaboradas por Licurgo, o legislador que transformou a cidade em um Estado militarista. Outro sistema conhecido pelos gregos foi a oligarquia, em que o poder ficava dividido entre pessoas que pertenciam às famílias mais importantes de uma cidade. O termo oligarquia significa “governo de poucos”. Em algumas cidades, os governos oligárquicos foram derrubados pela força. Aqueles que assumiam o poder em seguida eram conhecidos como tiranos. A tirania – governo dos tiranos – se estabelecia e se mantinha no poder por meio da força. Atenas: Democracia Atenas, hoje a capital da Grécia, localizava-se no centro da planície Ática, às margens do Mar Egeu. Foi o avesso de Esparta: teve uma vida urbana e aberta às novidades. A atividade comercial foi a base de sua economia e os atenienses praticaram intenso comércio com diversos povos. A sociedade ateniense era dominada pelos eupátridas, que eram grandes proprietários de terras. Contudo, o poder dos eupátridas era constantemente desafiado pelas camadas menos favorecidas e pelos comerciantes, que exigiam maior igualdade de direitos. Esses segmentos desafiavam o poder dos eupátridas. Os pequenos proprietários, muitas vezes sem recursos, viviam constantemente ameaçados pela escravidão por dívidas. Já os comerciantes, artesãos e assalariados urbanos, que eram chamados demiurgos, estavam excluídos das decisões políticas da pólis e também queriam participar delas. 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Com o fim da tirania, foi Clistenes, um aristocrata preocupado com os problemas das ca- madas populares, o responsável por uma nova reforma. Ampliou a participação e o direito de decisão política para todos os cidadãos atenienses, isto é, todos os homens livres e nascidos em Atenas, maiores de 18 anos. A cidade foi dividida em demos, um tipo de distrito que elegia seus representantes para a assembleia. Esta, por sua vez, escolhia as pessoas que iriam inte- grar o conselho, responsável pelo governo da cidade. Continuavam excluídos da pólis os estrangeiros, as mulheres e os escravos. Como você pode observar, os benefícios da democracia ateniense estavam reservados somente aos cidadãos, o que é diferente da democracia dos nossos dias. A educação em Atenas era bastante diferente da adotada em Esparta. Os atenienses acreditavam que sua cidade-Estado seria mais forte se cada menino desenvolvesse integral- mente suas melhores aptidões. O ensino não era gratuito nem obrigatório, ficando a cargo da iniciativa particular. Os garotos entravam para a escola aos 6 anos e ficavam sob a supervisão de um pedagogo, com quem estudavam aritmética, literatura, música, escrita e educação física. Interrompiam os estudos apenas nos dias de festas religiosas, e, quando completavam 18 anos, eram recrutados pelo governo para treinamento militar, que durava cerca de dois anos. As mulheres de Atenas estavam reservadas apenas as funções domésticas. Os pais tratavam de casar logo as filhas adolescentes, as quais, após núpcias, ficavam sob o domínio total dos maridos. Nesse mundo masculino, ficar em casa e em silencio era o maior exemplo de virtude para representantes do sexo feminino. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 17 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Ostracismo: o reformador Clistenes implantou uma lei em Atenas determinando que qualquer cidadão que ameaçasse a segurança da cidade poderia ser condenado ao exílio por dez anos, isso era chamado de ostracismo. Ela lei procurava evitar que se repetisse um governo tirano em Atenas. A democracia ateniense atingiu seu apogeu durante o governo de Péricles, no século V a.C. que marcou o início do chamado Período Clássico. O princípio da isonomia (igualdade) era a base da democracia. Contudo, em seu sentido real, era pouco praticado. Como vimos, em Atenas, apenas podiam exercer a cidadania, os cidadãos livres, acima de 18 anos. Portanto, o princípio não era válido para estrangeiros, escravos e mulheres. Contudo, as desavenças internas, a escassez de terras e a necessidade de expansão do comércio levaramas cidades gregas, entre elas Atenas, a conquistar várias áreas coloniais, próximas ou distantes. Os espartanos não gostaram dessa expansão territorial de Atenas e a disputa por melhores terras determinou a criação de dois grupos rivais: a Liga do Peloponeso, liderada por Esparta, e a Liga de Delos, sob a liderança de Atenas. No início do século V a.C., iniciou-se a chamada Guerra do Peloponeso, na qual Atenas saiu derrotada. Esse acontecimento foi o começo do declínio das antigas cidades-Estados gregas. Guerra contra os Persas Entre os séculos VI e V a.C., a expansão do Império Persa passou a ameaçar a autonomia das cidades-estados gregas. Por volta de 500 a.C., os persas dominavam várias colônias gre- gas na Ásia Menor e seu objetivo era conquistar também a Grécia. Na luta contra o inimigo comum, as cidades-estados se uniram e conseguiram derrotar os persas em várias batalhas. Esse conflito, que durou vários anos, ficou conhecido como Guerras Greco-pérsicas ou Guerras Médicas, assim denominadas porque os gregos chamavam os persas de medos. Sobre esse tema, indico que assista ao filme “300”: além de tratar da guerra contra os persas, também discorre sobre a formação militar do espartano. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 18 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 19 de 115 Guerras entre as Cidades-Estados A decadência da civilização grega iniciou-se a partir das Guerras do Peloponeso, quando os gregos lutaram contra os gregos. As origens do conflito estão no descontentamento geral, sobretudo de Esparta, em relação à supremacia ateniense. Esparta era aristocrática e estava determinada a manter sua organização sem interferências ou influencias atenienses. Atenas, democrática e também poderosa guerreira, estava disposta a impor suas ideias e princípios. Na primeira fase da guerra, entre 431 e 421 a.C., houve um certo equilíbrio entre as partes, com espartanos e atenienses conseguindo algumas vitórias. Após esse período, as duas cidades fizeram um acordo de paz que deveria durar 50 anos. Entre 415 e 413 a.C., a trégua foi quebrada pelos atenienses, que desejavam conquistar regiões dominadas pelos espartanos. Atenas foi derrotada e perdeu parte de sua frota e con- tingente militar. Os anos seguintes, de 413 a 404 a.C., podem ser considerados de ofensiva dos espartanos. Esparta aniquilou definitivamente Atenas, já bastante enfraquecida pelas perdas anteriores, iniciando sua hegemonia (domínio) sobre o mundo grego. Aconquista da Grécia pela Macedônia Atenas, o centro glorioso do século de ouro da Grécia, chegava ao fim. Esparta também. Todas as cidades-estados ficaram enfraquecidas com as Guerras do Peloponeso e tornaram- -se alvos fáceis para a dominação de outros povos. Os macedônios, povo que habitava o norte da Grécia, conseguiram progredir e fortalecer-se econômica e militarmente. Aproveitando-se da fraqueza e da desunião dos gregos, Filipe II, o rei da Macedônia, preparou um poderoso exército e conquistou o território grego. A política expansionista iniciada por Filipe II teve continuidade com seu filho e sucessor Alexandre Magno, conhecido também como Alexandre O Grande, que consolidou a dominação da Grécia e iniciou a conquista do império Persa. A Macedônia tornou-se o centro do maior império formado até então, que só seria superado anos depois pelo Império Romano. As conquistas de Alexandre Magno, promovendo a fusão das culturas das várias regiões conquistadas no Oriente com os valores gregos deu origem a cultura helenística, que teve como centro de difusão cultural Alexandria, no Egito, e Pérgamo, na Ásia Menor. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos QUesTÃO 3 (FGV-RJ/VESTIBULAR/1998) Sobre a Grécia antiga, observe as afirmações abaixo e assinale quais são as afirmações corretas: I.– O primeiro povoamento, nesta região, por volta de 2000 a C foi resultado da invasão dos dórios; II.– Os cidadãos de Atenas eram todos iguais perante a Lei; III.– Na Guerra do Peloponeso, Atenas conseguiu ter a hegemonia sobre toda a Hélade. IV.– Foram denominadas Guerras Médicas os conflitos entre o mundo grego e o mundo persa. A vitória grega, liderada por Atenas, deu a esta cidade-estado o domínio sobre as demais. a) I e IV. b) II e IV. c) II e III. d) I e II. e) III e IV. Letra b. I.– Errado. A região já era povoada desde o século VIII a.C. II.– Certo. Cuidado com a pegadinha da banca. Em Atenas, apenas os cidadãos (homens, maiores de 18 anos, filhos de pai e mãe ateniense) tinham direitos políticos e eram iguais pe- rante a lei. A afirmativa não disse que todos eram iguais perante a lei. III. – Errado. Foi Esparta que conseguiu hegemonia na Hélade após derrotar Atenas na Guerra do Peloponeso. IV.–Certo. As Guerras Médicas uniram as cidades-estados gregas na luta contra a invasão dos Persas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 20 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 21 de 115 1.3. FORMAÇÃO, DeseNVOLVIMeNTO e DeCLÍNIO DO IMPéRIO ROMANO DO OCIDeNTe. Querido(a), a história de Roma remonta a 753 a.C., com a fundação de um pequeno povo- ado na península Itálica. Embora a fundação tenha ocorrido no século VIII a.C., o mais antigo registro escrito é o estabelecido pelo historiador Marco Terêncio Varrão (116 a.C. - 27 a.C.) durante o reino de Augusto, cerca de 500 anos após o fato. Com o tempo, Roma tornou-se o centro de uma vasta civilização que dominou a região me- diterrânica durante séculos, e que seria derrubada por algumas tribos germânicas, dando início à era historiográfica da Idade Média. Tornou-se a sede da Igreja Católica e, por pressão das cir- cunstâncias políticas, seria obrigada a ceder parte de si, no seu interior, para formar um Estado independente, a Cidade do Vaticano. Continuou, no entanto, a desempenhar um papel importante na política global, tal como o fez na história e cultura dos povos europeus durante milênios. Origem de Roma A etimologia do nome da cidade é incerta, e são várias as teorias que nos chegam desde a Antiguidade. A menos provável indica-nos que derivaria da palavra grega Ρώμη (Róme), que significa “bravura”, “coragem”. A mais provável é a ligação com a raiz “rum”, “seios”, com pos- sível referência a uma loba (em latim, lupa) que teria adotado os gémeos Rómulo e Remo que, segundo se pensa, seriam descendentes dos povos de Lavínio. Rómulo mataria o seu irmão e fundaria Roma. As tribos itálicas entraram no Lácio a partir de uma região montanhosa no centro da penín- sula Itálica, vindos da costa oriental. Apesar das circunstâncias da fundação de Roma, a sua população original era, por certo, uma combinação da civilização etrusca e povos itálicos, com uma provável predominância de etruscos. Gradualmente, a infiltração itálica aumentaria, ao ponto de predominar sobre os Etruscos;i.e., as populações etruscas seriam assimiladas pelas itálicas, dentro e fora de Roma. Roma cresceu com a sedentarização dos povos no monte Palatino até outras colinas a oito milhas do mar Tirreno, na margem Sul do rio Tibre. Outra destas colinas, o Quirinal, terá sido, https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos provavelmente, um entreposto para outro povo itálico, os Sabinos. Nesta zona, o Tibre esboça uma curva em forma de “Z” contendo uma ilha que permite a sua travessia. Assim, Roma esta- va no cruzamento entre o vale do rio e os comerciantes que viajavam de Norte a Sul pelo lado ocidental da península. Monarquia Romana A tradição romana informa que a cidade foi governada por sete reis de 753 a.C. a 509 a.C., ini- ciando-se com o mítico Rómulo que, juntamente com o seu irmão, Remo, teriam fundado Roma. Sobre os últimos três reis, especialmente Tarquínio Prisco e Tarquínio, o Soberbo, informa-nos ainda que estes seriam de origem etrusca — segundo fontes literárias antigas. Prisco seria filho de um refugiado grego e de uma mãe etrusca — e cujos nomes se referem a Tarquinia. O valor historiográfico da lista de reis é, contudo, dúbio, embora os últimos reis pareçam ter sido figuras históricas. Crê-se, também — embora contestado em controvérsia — que Roma teria estado sob influência etrusca durante quase um século, durante este período. Sabe-se, porém, que nestes anos foi construída uma ponte designada Ponte Sublício, que viria a substi- tuir um baixio do rio Tibre utilizado para a sua travessia, e a Cloaca Máxima, o sistema romano de esgotos, obras de engenharia com um traçado típico da civilização etrusca. Do ponto de vista técnico e cultural, os Etruscos são considerados como o segundo maior impacto no de- senvolvimento romano, apenas suplantados pelos Gregos. Continuando a expansão, para Sul, os Etruscos estabeleceram contato direto com os Gre- gos. Após o sucesso inicial nos conflitos com os Gregos colonizadores, a Etrúria entraria em declínio. Aproveitando-se da situação, a cerca de 500 a.C., dá-se uma rebelião em Roma que lhe iria dar a independência dos etruscos. Na Roma monárquica, a sociedade era formada basicamente por três classes sociais: • os patrícios, a classe dominante, formada por nobres e proprietários de terra; • os plebeus, que eram constituídos por comerciantes, artesãos, camponeses e pequenos proprietários; • os clientes, que viviam da dependência dos patrícios e os plebeus, e eram prestadores de serviços. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 22 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Na monarquia romana, o rei exercia funções executiva, judicial e religiosa. O Senado, compos- to pelos patrícios, assessorava o rei e tinha o poder de vetar as leis apresentadas pelo monarca. As lendas narram os acontecimentos dos sete reinados da época. Durante o governo dos três últimos, que eram etruscos, o poder político dos patrícios declinou. A aproximação dos reis com a plebe descontentava os patrícios. Em 509 a.C., o último rei etrusco foi deposto e um golpe político marcou o fim da monarquia. O legado etrusco mostrou-se duradouro: os Romanos aprenderam a construir templos, e pensa-se que os primeiros tenham sido os responsáveis pela introdução da adoração a uma tríade divina — Juno, Minerva, e Júpiter — possivelmente correspondentes aos deuses etrus- cos. Em suma, os etruscos transformaram Roma, uma comunidade pastoral, numa verdadeira cidade, imprimindo-lhe alguns aspectos culturais da cultura grega, que teriam adotado, como a versão ocidental do alfabeto grego. República Romana A monarquia foi também abolida em detrimento de um sistema republicano baseado num senado, composto pelos nobres da cidade, alguns populares representantes, que iriam garantir a participação política aos cidadãos de Roma, e magistrados eleitos anualmente. No virar para o século V a.C., Roma uniu-se às cidades latinas como medida defensiva das incursões dos Sabinos. Vencedora da Batalha do Lago Regilo, em 493 a.C., Roma estabeleceu novamente a supremacia sobre as regiões latinas que perdera com a queda da monarquia. Após séries de lutas, a supremacia veio a consolidar-se em 393 a.C., com a subjugação dos Volscos (volsci) e dos Équos (aequi). No ano anterior, já teriam resolvido a ameaça dos vizi- nhos Veios, conquistando-os. A potência etrusca estava agora confinada exclusivamente à sua própria região, e Roma tornara-se na cidade dominante do Lácio. A implantação da república significou a afirmação do Senado, o órgão de maior poder político entre os romanos. O poder executivo ficou a cargo das magistraturas, ocupadas pelos patrícios. A república romana foi marcada pela luta de classes entre patrícios e plebeus. Os patrícios lutavam para preservar privilégios e defender seus interesses políticos e econômicos, manten- do os plebeus sob sua dominação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 23 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Entre 449 e 287 a.C. os plebeus organizaram cinco revoltas que resultaram em várias con- quistas: Tribunos da plebe, Leis das XII tábuas, Leis Licínias e Lei Canuleia. Com essas medi- das, as duas classes praticamente se igualaram. Durante a República, além de Patrícios, Plebeus e Clientes, é adicionada mais uma classe social que será a base da expansão dos Romanos: os escravos. Para assegurar a segurança do seu território, Roma empenhou-se na reconstrução dos edifícios e tornou-se ela própria a invasora, ao conquistar a Etrúria e alguns territórios aos gau- leses, mais a norte. Em 345 a.C., Roma voltou-se para Sul, a combater outros latinos, na tenta- tiva de assegurar o seu território contra posteriores invasões. Neste quadrante, o seu principal inimigo eram os temidos samnitas que já haviam derrotado as legiões em 321 a.C. Apesar desses e outros contratempos temporais, os Romanos prosseguiram a sua expan- são casual de forma equilibrada. Em 290 a.C., Roma já controlava mais de metade da penín- sula Itálica e, durante esse século ainda, os Romanos apoderaram-se também das polis da Magna Grécia mais a sul. Segundo a lenda, Roma tornou-se numa República em 509 a.C., quando um grupo de aris- tocratas expulsou Tarquínio, o Soberbo. No entanto, foram necessários vários séculos até Roma assumir a forma monumental com que é popularmente concebida. Durante as Guerras Púnicas, entre Roma e o grande império mediterrânico de Cartago, o estatuto de Roma aumen- tou mais ainda, já que assumia cada vez mais o papel de uma capital de um império ultrama- rino pela primeira vez. Iniciada no século II a.C., Roma viveu uma significativa explosão populacional, com os agri- cultores ancestrais a trocarem as suas terras pela grande cidade, com o advento das quintas operadas por escravos obtidos durante as conquistas, os latifúndios. Em 146 a.C., os Romanos arrasaram as cidades de Cartago e Corinto, anexando o Norte de África e a Grécia ao seu império e transformando Roma na cidade mais importante da parte ocidental do Mediterrâneo. A partir daqui, até ao final da república, os cidadãos iriam empenhar-se numa corrida de prestígio, suportando a construção de monumentos e grandes estruturas públicas. Talvez a mais notável tenha sido o Teatro de Pompeu, erigido pelo general Pompeu, que era o primeiro teatro de carácter permanente alguma vez construído na cidade. O conteúdo deste livroeletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 24 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Depois de Júlio César regressar vitorioso das conquistas gálicas e subsequente guerra civil com Pompeu, embarcou num programa de reconstrução sem precedentes na história romana. Seria, no entanto, assassinado em 44 a.C. com a maioria dos seus projetos ainda em constru- ção, como a Basílica Júlia e a nova casa do senado romano (Cúria Hostília). Na República romana, a escravidão era a base de toda produção e o número de escravos ultrapassava os de homens livres. A violência contra os escravos causou dezenas de revoltas. Uma das principais revoltas escravos foi liderada por Espártaco entre 73 a 71 a.C. À frente das forças rebeldes, Espártaco ameaçou o poder de Roma. Para equilibrar as forças políticas, em 60 a.C., o Senado indicou três líderes políticos ao consulado, Pompeu, Crasso e Júlio César, que formaram o primeiro Triunvirato. Após a morte de Júlio César, foi instituído o segundo Triunvirato constituído por Marco Auré- lio, Otávio Augusto e Lépido. As disputas de poder eram frequentes. Otávio recebeu do senado o título de Prínceps (primeiro cidadão) foi a primeira fase do império disfarçado de República. Império Romano O imperador Otávio Augusto (27 a.C. a 14) reorganizou a sociedade romana. Ampliou a distribuição de pão e trigo e de divertimentos públicos -a política do “pão e circo”. Depois de Augusto, várias dinastias se sucederam. Entre os principais imperadores estão: • Tibério (14 a 37): Propôs uma reforma agraria que desagradou os patrícios, grandes proprietários de terras; • Calígula (37 a 41): Conhecido por prostituir as esposas dos senadores; • Nero (54 a 68): Incendiou Roma; • Tito (79 a 81): Derrotou a rebelião dos judeus; • Trajano (98 a 117): Construção de estradas; • Adriano (117-138): Construção da Muralha de Adriano no norte da Grã-Bretanha, para proteger o império das invasões bárbaras; • Marco Aurélio (161 a 180): Considerado culto, dedicou-se a guerras no oriente e no norte. Decadência de Roma A partir de 235, o Império começou a ser governado pelos imperadores-soldados, cujo prin- cipal objetivo era combater as invasões. Do ponto de vista político, o século III caracterizou-se O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 25 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos pela volta da anarquia militar. Num período de apenas meio século (235 a 284) Roma teve 26 imperadores, dos quais 24 foram assassinados. O cristianismo passou por três fases durante o Império Romano. Num primeiro momento foi combatido, num segundo, tolerado e, num terceiro, assimilado. Acontece que, percebendo o poder aglutinador dessa religião monoteísta, o Imperador Constantino criou o Edito de Milão (313 d.C.), segundo o qual o cristianismo se tornou religião oficial do Império e declarou Cons- tantino protetor da Igreja. Com a morte do imperador Teodósio, em 395, o Império Romano foi dividido entre seus filhos Honório e Arcádio. Honório ficou com o Império Romano do Ocidente, capital Roma, e Arcádio ficou com o Império Romano do Oriente, capital Constantinopla. Em 476, o Império Romano do Ocidente desintegrou-se e o imperador Rômulo Augusto foi deposto. O ano de 476 é considerado pelos historiadores o marco divisório da Antiguidade para a Idade Média. Da poderosa Roma, restou apenas o Império Romano do Oriente, que se manteria até 1453. Escravidão Romana: a escravidão é a razão do crescimento territorial do Império Romano e, também, de sua decadência. Conquistavam territórios para escravizar sua população e levavam essa população para vários locais do Império. Ocorre que, o novo território conquistado, exigia mais mão de obra para viabilizar nele as atividades econômicas. Como o tempo de vida útil de um escravo era curta, cerca de 15 anos, em função das péssimas condições de vida, criava-se novamente a necessidade de mais mão de obra. Daí o círculo vicioso da expansão. Como o pas- sar dos anos, com a mão de obra escrava cada vez mais escassa, a economia entrou em crise faltando dinheiro mesmo para pagar os soldos dos centuriões, que abandonaram seus postos fronteiriços. Resumindo: A escravidão foi o motivo do apogeu e da decadência de Roma. QUesTÃO 4 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 26 de 115 (FGV/VESTIBULAR/1995) O Edito de Milão (313), no processo de desenvolvi- mento histórico de Roma, reveste-se de grande significado, tendo em vista que https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos a) combateu a heresia ariana, acabando com a força política dos bispados de Alexandria e Antioquia. b) tornou o cristianismo a religião oficial de todo Império Romano, terminando com a concepção de rei-deus. c) acabou inteiramente com os cultos pagãos que então dominavam a vida religiosa. d) deu prosseguimento à política de Deocleciano de intenso combate à expansão do cristianismo. e) proclamou a liberdade do culto cristão passando Constantino a ser o protetor da Igreja. Letra e. O Edito de Milão foi um documento assinado pelos imperadores romanos Constantino e Licínio em 313. Ele proibiu a perseguição aos cristãos, pois permitiu que os membros do império pudessem fazer parte de qualquer religião. 1.4. A VIDA sOCIOeCONÔMICA e ReLIGIOsA DOs MesOPOTÂMICOs, eGÍPCIOs, FeNÍCIOs e HeBReUs Querido(a), uma importante civilização da antiguidade não será discutida porque não está listada no edital, falo dos Persas. Entretanto, como pôde ver, foram citados quando tratamos, por exemplo, das Guerras Médicas. Reforço que o importante é você se concentrar no que a banca exige. Mesopotâmicos De forma geral, tinham crença em vários deuses ligados à natureza, portanto eram politeístas. A política tinha uma forma de organização com base na centralização do poder para uma única pessoa (Rei ou Imperador) governar em todos os âmbitos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 27 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Já a economia desses povos era baseada na agricultura e comércio nômade de caravanas. Com a região muito bem localizada, a Mesopotâmia podia garantir a sua população água boa para consumo, rios para pesca e transporte pelos rios Tigre e Eufrates, que cercavam a civilização. Um outro ponto positivo dos rios era as cheias que davam em certas épocas do ano, pois elas fertilizavam as margens e garantiam um excelente local para praticar as técnicas agrícolas. A escrita foi se desenvolvendo para controlar a produtividade agrícola. As primeiras plaquetas de argila que continham a escrita cuneiforme, típica dos sumérios, demonstraram que eram importantes justamente para esse controle. Por ser uma sociedade muito desenvolvida, a rivalidade e cobiça dos povos vizinhos geraram várias lutas, que eram constantes. Apesar da vantagem geológica, os povos da Mesopotâmia acabaram vencidos e conquistados pelos persas em 331 a.C. A principalarte da antiga Mesopotâmia foi, sem dúvida, a arquitetura, principalmente voltada para a construção de templos e palácios. Como vimos, os templos, chamados zigura- tes, possuíam na parte superior uma torre piramidal de base retangular, composta de vários pisos superiores. Provavelmente só os sacerdotes tinham acesso à torre, que tanto podia ser um santuário como um local de observação de astros. A pintura e a escultura eram artes decorativas. Retratavam principalmente temas religiosos e guerreiros e embelezavam o interior dos templos e palácios, com destaque para baixos- -relevos para assírios. Os mesopotâmicos utilizavam a escrita cuneiforme criada pelos sumérios. Essa escrita, como as demais, é uma extraordinária fonte histórica, pois, através da leitura das plaquetas que chegaram até nós, podemos conhecer parte das leis, da literatura, das criações científicas, das práticas comerciais e religiosas e do comportamento social dos povos que viveram entre os rios Tigre e Eufrades. Os babilônicos acreditavam na existência de uma relação entre os astros e o destino dos ho- mens, e, por isso mesmo, a astronomia era sua ciência predileta. Eles foram os primeiros a fazer a distinção entre planetas e estrelas, a observar várias fases da Lua, os eclipses e etc. Criaram os signos do zodíaco, dividiram o ano em 12 meses, a semana em 7 dias e o dia em 12 horas duplas. Foram também os principais responsáveis pelo desenvolvimento da matemática. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 28 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 29 de 115 Egípcios A religião no Egito Antigo era marcada por várias crenças, mitos e simbolismos. A prática religiosa era muito valorizada na sociedade egípcia, sendo que os rituais e cerimônias ocorriam em diversas cidades. A religião egípcia teve grande influência em várias áreas da sociedade. Os egípcios eram politeístas (acreditavam em vários deuses). De acordo com este povo, os deuses possuíam poderes específicos e atuavam na vida das pessoas. Havia também deuses que possuíam o corpo formado por parte humana e parte de animal sagrado (antropozoomor- fia). Anúbis, por exemplo, deus da morte, era representado com cabeça de chacal num corpo de ser humano. Os egípcios antigos faziam rituais e oferendas aos deuses. Era uma forma de con- seguirem agradar aos deuses, conseguindo ajuda em suas vidas. Existiam diversos templos, que eram construídos em homenagem aos deuses. Cada cidade possuía um deus protetor. Outra característica importante da religião egípcia era a crença na vida após a morte. De acordo com esta crença, o morto era julgado no Tribunal de Osíris. O coração era pesado e, de acordo com o que havia feito em vida, receberia um julgamento. Para os bons havia uma espécie de paraíso, para os negativos, Ammut devoraria o coração. Nas esculturas era observada a lei do frontalidade, ou seja, o corpo humano era represen- tado de frente e dividido em duas partes iguais, e o hieratismo, ou seja, a rigidez. Nas pinturas era utilizada a pintura afresco, e as pinturas eram representadas com o rosto, pés e pernas de perfil, enquanto que os olhos e o tórax eram vistos de frente. Eram represen- tadas cenas do cotidiano nas pinturas, e tinham também a função decorativa. A pintura era realizada principalmente na folha de papiro. Os egípcios sabiam lidar bem com cálculos e faziam previsões das cheias do Nilo. A literatura era basicamente em cima da ideologia religiosa e moral. Um dos livros mais importantes da literatura egípcia é o Livro dos Mortos ou Livro Sagrado, que seria para eles como uma bíblia. Para eles haviam 360 dias divido em 12 meses, mais 5 dias de festas religiosas. O calendá- rio baseava-se no movimento do Sol. As estações eram ditas conforme a agropecuária: verão, estação das cheias e inverno. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Por possuírem a crença na imortalidade, a morte seria passageira e a vida retornaria para o corpo. Porém, o retorno à vida aconteceria somente se o corpo do moribundo fosse conservado. Se a alma (Rá) não voltasse para o corpo (Ká), significava que o corpo não tinha sido con- servado. Parte daí a importância da mumificação dos corpos, do embalsamento e da conser- vação, para evitar a decomposição. Para isso, existiam técnicas avançadas de mumificação para os nobres e técnicas mais simples para os pobres. As avançadas técnicas de mumificação desenvolvidas no Egito Antigo contribuíram para o desenvolvimento da medicina. Os médicos egípcios faziam cirurgias, cuidavam de fraturas, conheciam a anatomia humana. Além da técnica de preservar os corpos através da mumifica- ção, os egípcios precisavam desenvolver um método de proteger os corpos contra saqueado- res, daí a construção de enormes túmulos. Os túmulos garantiriam a conservação dos corpos. Geralmente quando uma pessoa rica (faraó), que ostentava poder, morria, seu corpo era mumificado e posteriormente colocado nos túmulos que eram considerados uma verdadeira habitação. Neles, o faraó e suas riquezas eram enterrados em uma câmara real e os seus criados (empregados), escribas, sacerdotes e animais em outras câmaras mais simples. No Egito Antigo a escrita mais usada era conhecida como escrita hieroglífica, pois era base- ada em hieróglifos. Estes eram desenhos e símbolos que representavam ideias, conceitos e objetos. Os hieróglifos eram juntados, formando textos. Essa escrita era dominada, principal- mente, pelos escribas. Os egípcios escreviam, usando os hieróglifos, no papiro (espécie de papel feito de uma planta de mesmo nome) e também nas paredes de pirâmides, palácios e templos. Estes hieróglifos são a principal fonte histórica para entendermos a história desta im- portante civilização antiga. Poucos egiptólogos (estudiosos do Egito Antigo) conseguem deci- frar a escrita hieroglífica. Jean-François Champollion, egiptólogo e linguista de nacionalidade francesa, fez a decifração dos hieróglifos egípcios. Isso aconteceu entre os anos de 1822 e 1824, usando a Pedra de Roseta como fonte. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 30 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Fenícios A civilização fenícia desenvolveu-se na Fenícia, território do atual Líbano. Os fenícios eram povos de origem semita. Por volta de 3000 a.C., estabeleceram-se numa estreita faixa de terra com cerca de 35 km de largura, situada entre as montanhas do Líbano e o mar Mediterrâneo. Com 200 km de extensão, corresponde a maior parte do litoral do atual Líbano e uma pequena parte da Síria. Por habitarem uma região montanhosa e com poucas terras férteis, os fenícios dedica- ram-se à pesca e ao comércio marítimo. As cidades fenícias que mais de desenvolveram na antiguidade foram Biblos, Tiro e Sidon. O solo montanhoso da Fenícia não era favorável ao desenvolvimento agrícola e pastoril. Vivendo como que espremido em seu território, o povo fenício percebeu a necessidade de se lançar ao mar e desenvolver o comércio pelas cidades do Mediterrâneo. Entre os fatores que favoreceram o sucesso comercial e marítimo da Fenícia, podemos destacarque a região: • era muito encruzilhada de rotas comerciais, escoadouro natural das caravanas de comercio que vinham da Ásia em direção ao Mediterrâneo; • era rica em cedros, que forneciam a valiosa madeira para a construção de navios; • possuía bons portos naturais em suas principais cidades (Ugarit, Biblos, Sidon e Tiro); O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 31 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos • tinha praias repletas de um molusco (múrice), do qual se extraía a púrpura, corante de cor vermelha utilizando para o tingimento de tecidos, muito procurados entre as elites de diversas regiões da Antiguidade. A Fenícia era, na verdade, um conjunto de Cidades-Estado, independentes entre si. Algumas adotavam a Monarquia Hereditária; outras eram governadas por um Conselho de Anciãos. As cidades fenícias disputavam entre si e com outros povos, o controle das principais rotas do comércio marítimo. Comercializavam com grande número de povos e em vários lugares do Mediterrâneo, guar- dando em segredo as rotas marítimas que descobriam. Considerável parte dos produtos comercializados pelos fenícios provinha de suas oficinas artesanais, que dedicavam à metalurgia (armas de bronze e de ferro, joias de ouro e de prata, estátuas religiosas); à fabricação de vidros coloridos e à produção de tintura de tecidos (me- recem destaque os tecidos de púrpura). Por sua vez, importavam de várias regiões produtos como metais, essências aromáticas, pedras preciosas, cavalos e cereais. Tiro era a principal cidade que se dedicava ao comércio de escravos, adquirindo prisioneiros de guerra e vendendo-os aos soberanos do Oriente próximo. Expandindo suas atividades comerciais, os fenícios fundaram diversas colônias que, a princípio, serviam de bases mercantis. Encontramos colônias fenícias em lugares como Chipre, Sicília, Sar- denha e sul da Espanha. No norte da África, os fenícios fundaram a importante colônia de Cartago. Devido a necessidade de controlar e facilitar o comércio, os fenícios desenvolveram um alfabeto. O alfabeto fenício possuía 22 letras, apenas consoantes, e era, portanto, muito mais simples do que a escrita cuneiforme e a hieroglífica. O alfabeto fenício serviu de base para o alfabeto grego. Este deu origem ao alfabeto latino, que, por sua vez, gerou o alfabeto atual- mente utilizado no Brasil. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 32 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Alfabeto fenício. A religião dos fenícios era politeísta e antropomórfica. Os fenícios conservaram os antigos deuses tradicionais dos povos semitas: as divindades terrestres e celestes, comuns a todos os povos da Ásia antiga. Entretanto, como fato estranho, não deram maior importância às di- vindades do mar. Cada cidade tinha seu deus, Baal (senhor), associado muitas vezes a uma entidade femi- nina - Baalit. O Baal de Sidon era Eshmun (deus da saúde). Biblos adorava Adônis (deus da vegetação), cujo culto se associava ao de Ashtart (a caldeia Ihstar; a grega Astarteia), deusa dos bens terrestres, do amor e da primavera, da fecundidade e da alegria. Em Tiro rendia-se culto a Melcart e Tanit. Para aplacar a ira dos deuses sacrificavam-se animais e, às vezes, realizavam-se terríveis sacrifícios humanos. Queimavam-se, inclusive, os próprios filhos. Em uma ocasião, 200 recém- -nascidos foram lançados, ao mesmo tempo, ao fogo - enquanto as mães assistiam, impassí- veis, ao sacrifício. QUesTÃO 5 (FGV-SP/VESTIBULAR/2001) Das alternativas abaixo, a que melhor caracteriza a sociedade fenícia é: a) a existência de um Estado centralizado e o monoteísmo; b) o monoteísmo e a agricultura; c) o comércio e o politeísmo; d) as cidades-Estados e o monoteísmo; e) a agricultura e a forma de Estado centralizado. Letra c. Os fenícios se destacaram pelo comércio marítimo, principalmente no Mar Mediterrâneo, além de adorarem diversos deuses e realizarem cultos considerados violentos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 33 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 34 de 115 Hebreus O povo hebreu, ou hebraico, também conhecidos como israelitas ou judeus, faz parte de uma das mais importantes civilizações da Antiguidade – a civilização hebraica. Esse povo, que inicialmente vivia na Mesopotâmia, era nômade e vivia em busca de solo favorável para a criação do seu gado. A maior documentação da história dos hebreus está registrada na Torá, livro sagrado dos judeus e nos livros escritos por Moisés, na Bíblia. Por volta de 2000 a.C. foram para a Palestina, atual Israel, por orientação de Abraão, em busca da Terra prometida – Canaã. Anos depois, em decorrência da seca que atingiu a Palestina, os hebreus foram para o Egito, onde, passado algum tempo, começaram a ser escravizados, sendo libertados da escravidão por Moisés no conhecido episódio bíblico da travessia do Mar Vermelho em que se Moisés abre uma passagem e divide o mar para que os hebreus fujam de regresso à Palestina. No Antigo Testamento da Bíblia, há muitos relatos sobre esse povo da Antiguidade, de origem semita. Veja o trecho do Livro de Êxodo sobre a travessia: Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento orien- tal toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel en- traram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda. E os egípcios os seguiram, e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar. (Êxodo 14:21-23) Enquanto dedicavam-se à pecuária, o povo hebreu era um povo nômade, mas de regresso à Palestina passou a se dedicar à agricultura, ao artesanato e ao comércio, se tornando, assim, um povo sedentário. O judaísmo é o nome da religião desse povo. Os hebreus eram monoteístas e cultuavam a Javé. A sua religião estava baseada nos Dez Mandamentos, escritos por Deus nas Tábuas da Lei e entregues a Moisés, no Monte Sinai. A governação do povo hebreu passou por três períodos: patriarcas, seguidamente, juízes e, finalmente, reis. • Patriarcas: Abraão, Isaac e Jacó. • Juízes: Sansão, Otoniel, Gideão e Samuel. • Reis: Saul, Davi e Salomão. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Após a morte do rei Salomão, e na sequência da revolta do povo contra a desigualdade so- cial oriunda do pagamento de altos impostos, a Palestina foi dividida em dois reinos, formadas por 10 tribos de Israel e por 2 tribos de Judá. Anos mais tarde, os reinos foram conquistados pelos assírios e pelos babilônios, respetiva- mente. Data dessa altura o Cativeiro da Babilônia. Séculos depois Jerusalém é destruída e os judeus foram obrigados a dispersar-se. É a conhecida Diáspora Judaica. Visto que o cristianis- mo tem origem na religião judaica,a civilização hebraica influenciou largamente a civilização contemporânea. Os hebreus construíram grandes palácios e templos, o maior deles foi o Templo de Jerusa- lém, que foi destruído pelos romanos, dele sobrando apenas um muro, o qual atualmente é co- nhecido como o Muro das Lamentações que compõe o Patrimônio Mundial da Humanidade. 1.5.O LeGADO CULTURAL DOs GReGOs e DOs ROMANOs Legado Cultural Grego Os gregos foram os responsáveis pelo nascimento da Filosofia, termo grego que significava amor à sabedoria, por volta do século IV a.C., na cidade de Mileto. Um dos mais importantes pensadores gregos foi Pitágoras, matemático e filósofo. Pitágoras desenvolveu a ideia de que o princípio comum do homem, dos animais, vegetais e minerais era o átomo, considerado a menor parte da matéria. Segundo Pitágoras, o que dife- renciava os seres animados e inanimados eram as diferentes estruturas que os átomos forma- vam em cada um deles. Além disso, ele formulou teorias sobre números e os classificou em várias categorias: os pares, os impares e os números primos. Defendia, também, a ideia de que a Terra era redonda. Os responsáveis pelo apogeu da filosofia grega no século IV a.C. foram Sócrates, Platão e Aristóteles. Sócrates não deixou nenhuma obra escrita. Ensinava nas ruas e nas praças. Seu princi- pal discípulo foi Platão, cujas obras, em forma de diálogos, conservam-se até nossos dias. Aristóteles, por sua vez, foi o mais importante discípulo de Platão. Foi responsável pelo O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 35 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos estabelecimento das bases da Lógica, ciência que estuda os métodos e processos que possi- bilitam diferenciar os argumentos verdadeiros dos falsos nos estudos filosóficos. A Lógica é, até hoje, um instrumento fundamental para todas as outras ciências. Entre os matemáticos gregos, além de Pitágoras, conhecido como o “pai da matemática”, estão Euclides, que estabeleceu os fundamentos da Geometria, e Arquimedes, conhecido pelo famoso “Princípio de Arquimedes” segundo o qual um corpo mergulhado na água sofre, de baixo para cima, um impulso equivalente ao líquido que deslocou. Os médicos também eram profissionais muito respeitados. O mais importante deles foi Hi- pócrates de Cós anexo, que é considerado o “Pai da Medicina”. Ainda hoje, os médicos, ao se formarem, prestam o chamado “juramento de Hipócrates”. Hipócrates, naquela época, já utili- zava procedimentos muito parecidos aos que utilizam nossos médicos para fazer diagnóstico de doenças como examinar o globo ocular, verificar a temperatura do corpo, aspecto da urina e das fezes, entre outros. Ao lado da Medicina praticada pelos médicos, havia também, tratamentos populares ba- seados na superstição e na magia. Uma das práticas mais comuns era pendurar amuletos no pescoço, atitude essa, tida como infalível para a prevenção e cura de várias doenças. Os mesmos avanços se verificaram na Astronomia e no campo da Geografia. Por volta do século II a.C., os gregos mapearam o mundo conhecido, dividindo-o em meridianos e paralelos e em três zonas: a frígida, a temperada e a tórrida. Usando cálculos matemáticos, mediram a circunferência da terra, as distâncias dela do Sol e da Lua. A preocupação dos gregos com a ciência era muito grande. Suas bibliotecas eram repletas de obras importantes e todas elas possuíam cópias, para não se perderem em caso de incên- dio ou de outro tipo de desastre. E como os gregos trataram a História? Alguns historiadores gregos tiveram uma grande importância para o desenvolvimento dessa área de conhecimento, ao substituírem os mitos poéticos pela explicação histórica. Os principais historiadores gregos foram Heródoto, consi- derado “o pai da história”, que escreveu uma obra sobre a guerra dos gregos contra os persas, e Tucídides, que narrou a história da Guerra do Peloponeso, da qual participou. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 36 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Os gregos alcançaram notável desenvolvimento cultural e artístico. Sua produção tornou-se tão rica e fecunda que ultrapassou os limites do tempo e do espaço geográfico e influenciou toda a cultura ocidental e algumas sociedades orientais. Inclusive, na nossa terceira aula, veremos a importância da estética grega no Renascimento Cultural. O teatro que surgiu na Grécia Antiga era diferente do atual. Os gregos assistiam a peças de graça, mas não frequentavam o teatro quando queriam. Ir ao teatro era um dos compromissos sociais das pessoas. Assim como havia rituais religiosos e assembleias para decidir os rumos das cidades, existiam festivais de teatros. Dedicados às tragédias ou às comédias, eles eram financiados pelos cidadãos ricos e o governo pagava aos mais pobres para comparecer às apresentações. Os festivais dedicados à tragédia ocorriam em teatros de pedra, ao ar livre, onde se escolhia o melhor autor. Embora alguns atores fizessem sucesso, os grandes ídolos do teatro eram os autores. As apresentações duravam vários dias e começavam com uma procissão em homenagem ao deus Dionísio, considerado o protetor do teatro. A plateia acompanhava as peças o dia todo e reagia intensamente às encenações. Os gregos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses, assim como a maioria dos povos da Antiguidade. Mas, ao contrário dos outros povos, tinham uma grande intimidade com seus deuses, pois acreditavam que eles estavam a serviço das pessoas. Os deuses gregos possuíam características humanas, defeitos e qualidades, fraquezas e paixões. A diferença existente entre eles e os humanos é que os deuses eram imortais. Os gregos acreditavam na existência de 12 grandes divindades, que se reunião em seus tronos no alto do Monte Olimpo, onde moravam. O pai de todos os deuses era Zeus, casado com Hera. Apolo era o deus do Sol e protetor das artes, Ares era o deus guerra, Poseidon, do mar. Afrodite era a deusa do amor, e Palas Atena, da sabedoria, entre outros. Geralmente, esses deuses e deusas eram associados a fenômenos naturais. A arma de Zeus, por exemplo, era o raio – as tempestades seriam efeito de sua cólera. Por sua vez, os ter- remotos, que eram comuns na Grécia, eram explicados pelo mau humor de Poseidon, que batia com seu tridente no fundo do mar. Também foram os gregos que criaram os Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 AC, os gre- gos faziam homenagens aos deuses, principalmente Zeus. Atletas das cidades-estados gregas se reuniam na cidade de Olímpia para disputarem diversas competições esportivas: atletismo, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 37 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos luta, corrida de cavalo e pentatlo (luta, corrida, salto em distância, arremesso de dardo e de dis- co). Os vencedores eram recebidos como heróis em suas cidades e ganhavam uma coroa de louros. Os gregos buscavam através dos jogos olímpicos a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega. Legado Cultural Romano Querido(a), vários aspectos culturais que surgiram com os romanos foram absorvidos pe- los reinos germânicos que foram formadosna Idade Média, após as invasões bárbaras dos séculos IV e V. Muitos aspectos culturais romanos foram preservados na Europa Medieval e, a partir do século XVI (época das Grandes Navegações e Descobrimentos), difundidos pela América, África e algumas regiões da Ásia. O legado romano é uma marca fortemente presen- te nas culturas ocidentais da atualidade, principalmente nas áreas jurídica e linguística. A importante contribuição da Roma Antiga começa pelo básico: o alfabeto. Até hoje, civili- zações ocidentais têm o alfabeto romano como base, mesmo em países cuja língua não tem matriz latina, a exemplo do alemão. O sistema numérico romano, ou os algarismos, também foram criados na Roma Antiga. Mesmo que seu uso atual seja restrito às referências seculares ou documentos oficiais, os al- garismos romanos são ensinados na escola. Para efeitos de conhecimento, o sistema de nu- meração romana é composto por sete letras maiúsculas do alfabeto latino: I, V, X, L, C, D e M. Os romanos foram responsáveis pela criação de leis que, mais tarde, originaram os Códi- gos Jurídicos. A ação foi necessária para a administração e ordenamento das cidades com- ponentes do Império. Os Códigos, então, constituíram o Direito Romano que, por sua vez, era dividido em três categorias: • Direito Público: leis aplicadas aos cidadãos romanos • Direito Estrangeiro: leis aplicadas aos estrangeiros • Direito Privado: leis aplicadas às famílias O Direito Público, inclusive, deu origem ao Código Civil, largamente utilizado pelas socieda- des ocidentais contemporâneas. As contribuições não param por aí. Expressões adotadas na legislação têm origem no Direito Romano. Já viu que, a maioria delas, são escritas em latim? O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 38 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Está aí, a razão! Por isso, saiba que palavras como habeas corpus, stricto sensu habeas data, juris tantum e vacatio legis são parte do legado romano para o Direito. A habilidade em construir palácios, templos, anfiteatros, prédios públicos, estádios, estra- das e, até mesmo, aquedutos era tão grande que muitas dessas construções seguem de pé até hoje. Exemplo maior disso é o Coliseu que, como vimos, abrigava espetáculos de gladiadores. O tamanho do Império Romano justificou a construção de estradas. Era preciso um sistema de comunicação terrestre eficiente que ligasse todas as cidades que compunham o território ocupado. Mesmo que aprimoradas, as técnicas de engenharia e arquitetura usadas naquela época ainda influenciam os construtores contemporâneos. Basta dar uma olhada em quantos pré- dios são inspirados nas obras da Roma Antiga. Basta observar a Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos. Para além da bela arquitetura, a intenção dos norte-americanos foi a de se firmarem como um Império inspirado nos romanos. O idioma oficial da Roma Antiga era o latim, tanto para escrita quanto para a fala. Com a queda do Império Romano e a invasão dos povos germânicos, outras línguas foram originadas a partir do latim. São exemplos o francês, português, espanhol, italiano e romeno, chamadas de línguas neolatinas ou românicas. Ah, sabe onde mais o latim está presente? Em nomes científicos? Já reparou em expressões como homo sapiens ou Apis mellifera scutellata? Pois bem, o seu uso para denominar espécies de plantas e animais foi escolhido como forma de regulação de nomenclaturas. Mesmo quem nunca pisou o pé na Itália conhece quantas esculturas representando o cor- po humano estão espalhadas por praças, museus e monumentos. Essas obras são influência de outra era muito importante para a contemporaneidade, a Grécia Antiga. A reprodução do corpo humano, buscando retratar elementos naturais de forma realística está presente em pinturas e esculturas. Durante a Idade Média, as artes plásticas foram, leve- mente, esquecidas, mas, voltaram à tona com o Renascimento para ser preservado por escolas artísticas posteriores. O calendário, tal como conhecemos hoje, com 365 dias distribuídos entre 12 meses é uma herança da Roma Antiga. A invenção é de autoria do Imperador Julio Cesar. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 39 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Estimado(a), chegamos ao final da parte teórica de nossa primeira aula. A seguir, estude o resumo e utilize os mapas mentais para fazer links cognitivos com o conteúdo. Isso é muito importante para você memorizar o que estudou. Faça os exercícios com atenção e sem pressa. Entenda que o momento de errar é agora! No entanto, à medida em que for resolvendo as questões, verá que a resolução ficará mais fá- cil, até automática. Não deixe de fazê-los. São parte significativa para sua adaptação à maneira como a banca cobra seu conhecimento. Ah, não se esqueça de avaliar a aula, ok! Qualquer dúvida, chame no fórum. Nos encontramos novamente na próxima aula, muito em breve. Um grande abraço. Professor Daniel Vasconcellos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 40 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 41 de 115 RESUMO Mesopotâmia: • Civilização hidráulica: Entre os rios Tigre e Eufrates. • Sumérios: escrita cuneiforme, veículo de rodas • Babilônios: Código de Hamurabi, Jardins Suspensos, Torre de Babel • Assírios: Militares • Caldeus: Nabucodonosor • Religião: Politeístas Egito: • Civilização hidráulica: “Egito é uma dádiva do Nilo” • Sociedade Estamental: Servidão Coletiva. • Classes sociais: Faraó, Sacerdotes, Escribas, Exército, Artesãos, Servos, Escravos. • Religião: Politeísta, Antropozoomorfia. • Escrita Hieróglifica • Herança: Medicina, escrita, mitologia. Fenícios: • Atual Líbano • Navegadores e Comerciantes • Metalurgia • Alfabeto fonético Hebreus: • Origem: Mesopotâmia. • Monoteísmo • Nomadismo até se fixarem em Canaã. • Criação de gado, agricultura. • Patriarcas: Abraão, Isaac e Jacó • Juízes: Sansão, Otoniel, Gideão e Samuel https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 42 de 115 • Reis: Saul, Davi e Salomão • Escravidão no Egito • Busca da terra prometida • Diáspora Judaica. Grécia: • Períodos: Pré-Homérico, Homérico, Arcaico e Clássico. • Cidades-Estado: Pólis: Autonomia político administrativa. • Esparta: Militarismo, Oligarquia • Atenas: Cultura, artes e filosofia. Democracia direta. Cidadãos. • Guerras contra os Persas • Crise: conflitos entre as cidades-estados. Domínio macedônio. • Herança: Filosofia, matemática, artes, mitologia. Roma: • Monarquia 753 a.C. a 509 a. C.: domínio etrusco.Patrícios, plebeus, clientes, escravos. • República: 509 a.C. a 27 a. C.: Apogeu da expansão romana. Revoltas plebeias e escra- vas. • Império: 27 a.C. a 476 d.C.: Centralização Política. • Leis favoráveis à plebe. • Decadência: crise da escravidão. • Herança: Latim, Direito, Arquitetura, Calendário, https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos MAPAMENTAL O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 43 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 44 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 45 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 46 de 115 QUESTÕES COMENTADAS EM AULA QUesTÃO 1 (FGV/ADMINISTRAÇÃO/2015).A notícia a seguir foi publicada em 26/02/2015: O Estado Islâmico destruiu uma coleção de estátuas e esculturas inestimáveis no norte do Iraque que remontam à antiga era assíria, de acordo com um vídeo publicado na Internet. O vídeo dos militantes islâmicos radicais mostrou homens atacando os artefatos, alguns deles identifi- cados como antiguidades do século 7 a.C., com marretas ou furadeiras, dizendo se tratar de símbolos de idolatria. [...] Os artigos destruídos parecem ser de um museu de antiguidades na cidade de Mosul, no norte iraquiano, tomada pelo Estado Islâmico em junho passado, afirmou um ex-funcionário do museu à Reuters. Os militantes derrubaram as estátuas de suas colunas, despedaçando-as no chão, e um homem usou uma furadeira elétrica em um touro alado. Isabel Coles e Saif Eldin Hamdan. Combatentes do Estado Islâmico destroem antiguidades no norte do Iraque. Reuters Brasil. 26/02/2015. Disponível em: http://br.reuters.com/article/entertain- mentNews/idBRKBN0LU1PO20150226. Sobre as antigas civilizações que se desenvolveram na região do atual Iraque, é correto afirmar: a)As primeiras sociedades da Mesopotâmia desenvolveram-se a partir da expansão islâmica, cujos integrantes combateram intensamente as crenças politeístas. b)Em torno do século VII a.C., o Império Assírio, conhecido pela utilização de carros de guerra, incluiu em seus domínios a Palestina e o norte do Egito. c)As principais atividades econômicas desenvolvidas na Mesopotâmia entre os séculos IX e VII a.C. eram a pecuária e a comercialização de tecidos e pedras preciosas. d)Do ponto de vista político, o Império Assírio estava organizado em cidades-estados que im- plementaram a participação democrática de seus cidadãos. e)O surgimento do monoteísmo judaico na Mesopotâmia deixou marcas culturais profundas que contribuíram para a difusão da religião muçulmana com o Império Assírio. https://www.grancursosonline.com.br/ http://br.reuters.com/article/entertain- HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 47 de 115 QUesTÃO 2 (FGV/VESTIBULAR/2004) Acerca das estruturas governamentais egípcias no reino Antigo, é possível afirmar que: a) A burguesia incipiente criada pelo comércio com o Oriente Médio, principalmente com a Pérsia, tinha no faraó a garantia de seu domínio absoluto. b)A pequena burguesia das cidades competia com o campesinato na tentativa de controlar o faraó e a burocracia que o cercava, incluindo os escribas e os guerreiros. c)O faraó era o mais absoluto dos monarcas, adorado como um deus e visto como suprema autoridade religiosa, militar e civil. d) O faraó e totalmente controlado pelos sacerdotes e funcionários, cuja base de poder estava na propriedade privada dos meios de produção e na força das armas. e)A burocracia era controlada pela sociedade, que tinha como guardiã suprema de seus direitos a figura do faraó. QUesTÃO 3 (FGV-RJ/VESTIBULAR/1998) Sobre a Grécia antiga, observe as afirmações abaixo e assinale quais são as afirmações corretas: I. – O primeiro povoamento, nesta região, por volta de 2000 a C foi resultado da invasão dos dórios; II.– Os cidadãos de Atenas eram todos iguais perante a Lei; III.– Na Guerra do Peloponeso, Atenas conseguiu ter a hegemonia sobre toda a Hélade. IV. – Foram denominadas Guerras Médicas os conflitos entre o mundo grego e o mundo persa. A vitória grega, liderada por Atenas, deu a esta cidade-estado o domínio sobre as demais. a) I e IV b) II e IV c) II e III d) I e II e) III e IV https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 48 de 115 QUesTÃO 4 (FGV/VESTIBULAR/1995) O Edito de Milão (313), no processo de desenvolvi- mento histórico de Roma, reveste-se de grande significado, tendo em vista que a) combateu a heresia ariana, acabando com a força política dos bispados de Alexandria e Antioquia. b) tornou o cristianismo a religião oficial de todo Império Romano, terminando com a concepção de rei-deus. c) acabou inteiramente com os cultos pagãos que então dominavam a vida religiosa. d) deu prosseguimento à política de Deocleciano de intenso combate à expansão do cristianismo. e) proclamou a liberdade do culto cristão passando Constantino a ser o protetor da Igreja. QUesTÃO 5 (FGV-SP/VESTIBULAR/2001) Das alternativas abaixo, a que melhor caracteriza a sociedade fenícia é: a) a existência de um Estado centralizado e o monoteísmo. b) o monoteísmo e a agricultura. c) o comércio e o politeísmo. d) as cidades-Estados e o monoteísmo. e) a agricultura e a forma de Estado centralizado. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 49 de 115 QUesTÃO 1 QUESTÕES DE CONCURSO (FGV/VESTIBULAR/1997) Um império teocrático, baseado na agricultura, na arregimentação de camponeses para grandes obras e profundamente dependentes das águas de um grande rio. Esta frase se refere aos: a) fenícios e a importância do Tigre. b) hititas e a importância do Eufrates. c) sumérios e a importância do Jordão. d) cretenses e a importância do Egeu. e) egípcios e a importância do Nilo. QUesTÃO 2 (FGV/VESTIBULAR/2003) Após a conquista da Península ltálica, Roma ampliou seus domínios em torno do Mediterrâneo, que passou a serdesignado como mare nostrum, um verdadeiro lago interno que permitia a comunicação, as transações comerciais e o deslo- camento de tropas para as diversas regiões romanas. A respeito dessa expansão, é correto afirmar: a)A conquista de novos territórios desacelerou o processo de concentração fundiária nas mãos da aristocracia patrícia, uma vez que o Estado romano estabeleceu um conjunto de medidas que visava, distribuir terras aos pequenos e médios proprietários e à plebe urbana empobrecida. b)Apesar da conquista do Mediterrâneo, os romanos não conseguiram estabelecer a integra- ção das diversas formações sociais ao sistema escravista nem tampouco se dispuseram a criar mecanismos de cooptação social e política dos seus respectivos grupos dominantes. c)As conquistas propiciaram, pela primeira vez na Antiguidade, a combinação entre o trabalho escravo em larga escala e o latifúndio, associação que constituiu uma alavanca de acumulação econômica graças às campanhas militares romanas. d)As conquistas militares acabaram por solucionar o problema agrário em Roma, colocando em xeque as medidas defendidas por líderes como os irmãos Graco, que postulavam a expropriação das terras particulares dos patrícios e sua repartição entre as camadas sociais empobrecidas. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos e) A expansão militar levou os romanos a empreender um duro processo de latinização dos ter- ritórios situados a leste, o que se tornou um elemento de constante instabilidade político-social durante a República e também à época do Império. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 50 de 115 QUesTÃO 3 (FGV/VESTIBULAR/2019) Aqueles que compõem a cidade, tão diferentes entre si por suas origens, condições e funções, de certa forma parecem “semelhantes” uns aos ou- tros. Essa similitude funda a unidade da pólis, porque para os gregos somente os semelhantes podem permanecer mutuamente unidos pela Philia, associados a uma mesma comunidade. Todos aqueles que participam do Estado definem-se como Homoioi, semelhantes, depois de maneira mais abstrata, como Isoi, iguais. Essa imagem das relações humanas encontrará no século VI a.C. a sua expressão rigorosa no conceito de isonomia: igual participação de todos os cidadãos no exercício do poder. (Jean-Pierre Vernant. Les origines de la pensée grecque, 1995. Adaptado.) O autor argumenta que a organização da pólis grega a) desconhecia as desigualdades reais entre os cidadãos na esfera das decisões políticas coletivas. b)fundava-se no sentimento recíproco de amizade entre os cidadãos dos mesmos grupos econômicos. c)abria-se à participação nas decisões públicas dos aliados incondicionais da cidade nos pe- ríodos de guerra. d) enaltecia o exercício da racionalidade política em prejuízo dos cultos das divindades do mundo grego. e) distribuía o conjunto das tarefas públicas de acordo com as aptidões políticas de cada um dos cidadãos. Comentários O autor da passagem do enunciado faz um comentário geral sobre as cidades-estados gregas. Se lembrarmos da estrutura geral que nos remete à organização das sociedades espartana e da ateniense (duas pólis diferentes), podemos construir uma saída para o gabarito. QUesTÃO 4 (FGV 2018) Leia o texto. Aos 7 anos: deixava sua família para iniciar a educação militar. Aos 20: era admitido num grupo de outros guerreiros; a participação era obrigatória. Aos 30: ganhava poder de voto na Apela, https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos assembleia militar que indicava o conselho dos anciãos. A partir dos 60: se fosse um membro da aristocracia, podia ser indicado para o conselho de anciãos, a Gerúsia. (Flavio Campos e Regina Claro, Oficina de História). As informações fazem referência a um a) meteco ateniense. b) nobre troiano. c) cidadão espartano. d) escriba egípcio. e) tribuno romano O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 51 de 115 QUesTÃO 5 (FGV/VESTIBULAR/2017) A vida privada dos escravos romanos à época do Império é um espetáculo pueril que se olha com desdém. No entanto, esses homens tinham vida própria; por exemplo, participavam da religião, e não apenas da religião do lar que, afinal, era o seu: fora de casa, um escravo podia perfeitamente ser aceito como sacerdote pelos fiéis de alguma devoção coletiva; podia também se tornar padre dessa Igreja cristã que nem por um momento pensou em abolir a escravidão. Paganismo ou cristianismo, é possível que as coisas religiosas os tenham atraído muito, pois bem poucos outros setores estavam abertos para eles. Os escravos também se apaixonavam pelos espetáculos públicos do teatro, do circo e da arena, pois, nos dias de festa, tinham folga, assim como os tribunais, as crianças das escolas e... os burros de carga. (Paul Veyne, O Império Romano. Em: Paul Veyne (org.). História da vida privada v. 1: do Império Romano ao ano mil, 2009. Adaptado) A partir da discussão presente no trecho, é correto afirmar: a)a característica fundante do escravismo romano era a origem étnica, o que fazia com que a escravização dos povos conquistados e o tráfico nas fronteiras do Império proporcionassem a grande maioria da mão de obra servil, ao mesmo tempo em que a escravidão entre os próprios romanos havia caído em desuso desde a crise da República. b)os escravos na sociedade romana não eram uma coisa, mas seres humanos, na medida em que até os senhores que os tratavam desumanamente impunham-lhes o dever moral de ser bons escravos, de servir com dedicação e fidelidade, características necessariamente humanas; no entanto, esses seres humanos eram igualmente um bem cuja propriedade seu amo detinha. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos c)a escravidão caracterizava as relações de produção em Roma e os escravos, em sua inferioridade jurídica, desempenhavam uma função produtiva, marcados por um lugar social de pobreza, privação e precariedade, estando associados às formas braçais de trabalho e à produção de bens materiais em uma sociedade altamente hierarquizada. d)a justificativa moral da escravidão sofreu uma intensa transformação ao longo dos séculos, de tal forma que a própria sociedade romana passou a questioná-la, tornando mais brandas as relações escravistas em meio à transformação do cristianismo em religião oficial do Império, o que contribuiu para o aprofundamento da crise do escravismo. e)as relações escravistas caracterizaram os tempos da República romana, muito associadas ao poder dos patrícios, pertencentes à aristocracia de grandes proprietários, mas entraram em decadência na passagem para o Império, pois os generais que centralizaram o poder reconhe- ciam na escravidão um mecanismo de enfraquecimento do exército. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 52 de 115 QUesTÃO 6 (FGV/VESTIBULAR/2017) (...) a partir do século V a.C., a guerra tornou-se endê-mica no Mediterrâneo. Foram séculos de guerra contínua, com maior ou menor intensidade, ao redor de toda a bacia. O trabalho acumulado nos séculos anteriores tornara possível um adensamento dos contatos, um compartilhamento de informações e estruturas sociais, uma organização dos territórios rurais que propiciava aextensão de redes de poder. Foram os pon- tos centrais dessas redes de poder que animaram o conflito nos séculos seguintes. Norberto Luiz Guarinello. História Antiga, 2013. Sobre esses “séculos de guerra contínua”, é correto afirmar que a)as Guerras Púnicas, entre Atenas e Cartago, foram uma disputa pelo controle comercial sobre o mar Mediterrâneo, terminando após três grandes enfrentamentos, com a vitória de Cartago e a hegemonia cartaginesa em todo o Mundo Antigo ocidental. b)as Guerras Macedônicas foram um longo conflito entre o Reino da Macedônia, em aliança com os persas, e o Império Romano, que venceu com muitas dificuldades porque ainda estava em guerra com outros povos. c)as Guerras Médicas, entre persas e gregos, resultaram na vitória dos últimos e, em meio a esses confrontos, permitiram que Atenas liderasse a Liga de Delos, aliança de cidades-Estados gregas com o intuito de combater a presença persa no Mediterrâneo. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos d)as Campanhas de Alexandre, o Grande, aliado a Esparta e Corinto, combateram e venceram as poderosas forças persas e ampliaram os domínios gregos até a Ásia Menor, propagando os princípios da democracia ateniense pelo Mediterrâneo. e)a Guerra do Peloponeso, o mais importante conflito bélico da Antiguidade, envolveu as principais cidades-Estados gregas que, aliadas a Roma, enfrentaram e derrotaram as forças militares cartaginesas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 53 de 115 QUesTÃO 7 (FGV/VESTIBULAR/2016) “Não descreverei catástrofes pessoais de alguns dias infelizes, mas a destruição de toda a humanidade, pois é com horror que meu espírito segue o quadro das ruínas da nossa época. Há vinte e poucos anos que, entre Constantinopla e os Alpes Julianos, o sangue romano vem sendo diariamente vertido. A Cítia, Trácia, Macedônia, Tessália, Dardânia, Dácia, Épiro, Dalmácia, Panônia são devastadas pelos godos, sármatas, quedos, alanos (...); deportam e pilham tudo. Quantas senhoras, quantas virgens consagradas a Deus, quantos homens livres e nobres ficaram na mão dessas bestas! Os bispos são cap- turados, os padres assassinados, todo tipo de religioso perseguido; as igrejas são demolidas, os cavalos pastam junto aos antigos altares de Cristo (…).” (São Jerônimo, Cartas apud Pedro Paulo Abreu Funari, Roma: vida pública e vida privada. 2000) O excerto, de 396, remete a um contexto da história romana marcado pela a)combinação da cultura romana com o cristianismo, além da desorganização do Estado Romano, em meio às invasões germânicas e de outros povos. b)reorientação radical da economia, porque houve o abandono da relação com os mercados mediterrâneos e o início de contato com o norte da Europa. c)expulsão dos povos invasores de origem não germânica, seguida da reintrodução dos organismos representativos da República Romana. d) crescente restrição à atuação da Igreja nas regiões fronteiriças do Império, porque o governo romano acusava os cristãos de aliança com os invasores. e) retomada do paganismo e o consequente retorno da perseguição aos cristãos, responsabi- lizados pela grave crise política do Império Romano. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 54 de 115 QUesTÃO 8 (FGV/VESTIBULAR/2015) É a partir do século VIII a.C. que começamos a entre-ver, em diferentes regiões do Mediterrâneo, o progressivo surgimento das cidades-Estados ou pólis. Elas formaram a organização social e política dominante das comunidades organizadas ao longo do Mediterrâneo nos séculos seguintes. (Norberto Luiz Guarinello, História Antiga, 2013, p. 77. Adaptado) Nas pólis, é correto a) assinalar a crescente importância da mulher e da família nos espaços públicos. b) reconhecer a presença de espaços públicos, caso da ágora. c) destacar uma característica: a inexistência de espaços rurais. d) identificar a acumulação de capital pela ação do Estado. e) apontar para a sua essência: a organização urbana estruturada para a guerra. QUesTÃO 9 (FGV/VESTIBULAR/2014) São características do período arcaico (séculos VIII- -VI a.C.), na Grécia Antiga: a) desenvolvimento dos oikos e expansão creto-micênica. b) desenvolvimento das póleis e expansão pelo Mediterrâneo. c) rivalidades entre Esparta e Atenas e Guerra do Peloponeso. d) enfraquecimento das póleis e expansão macedônica. e) guerras entre gregos e persas e o fim da democracia ateniense. QUesTÃO 10 (FGV/VESTIBULAR/2008) Leia as afirmativas sobre a República Romana (509-27 a.C.). I. – Nos primeiros tempos da República, a sociedade era composta por apenas dois setores: os patrícios e os escravos. II.– Os escravos, pouco numerosos no início da República, cresceram numericamente com as guerras de conquista. III.– Entre as funções públicas em Roma, havia os cônsules, os pretores e os tribunos da plebe. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos IV. – Em 494 a.C., plebeus rebelados se retiram para o Monte Sagrado, ameaçando fundar outra cidade se não tivessem, entre outras reivindicações, o direito de eleger seus próprios magistrados. V. – Com o expansionismo romano e as suas conquistas territoriais, houve um grupo especial- mente beneficiado: os plebeus, que passaram a vender trigo para os povos dominados. São corretas as afirmativas a) I, II e III, apenas. b) II, III e IV, apenas. c) II, III, IV e V, apenas. d) III, IV e V, apenas. e) I, II, III, IV, V. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 55 de 115 QUesTÃO 11 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2019) As cidades-estados antigas desen- volveram, progressivamente, formas mais abertas de participação no poder, denominadas pelos próprios antigos de “democracia”. O caso mais exemplar foi o de Atenas, modelo para muitas cidades-estados, onde a democracia se manteve por quase dois séculos. (Norberto Luiz Guarinello. Cidades-estados na Antiguidade Clássica. Em: J. Pinsky; C. B. Pinsky. História da Cidadania. São Paulo: Contexto, 2008. Adaptado) Entre as marcas da democracia antiga, é correto identificar a) a eleição de representantes masculinos com direito a voz e voto pela assembleia da cidade- -estado, órgão político que incluía mulheres e estrangeiros. b)a importância decrescente dos escravos, a ponto de discutir-se a abolição da escravatura, e a consequente redução das desigualdades nas cidades-estados. c) a conquista pacífica de direitos por parte dos mais pobres, ainda que se mantivesse a marca aristocrática de distinção social regulada pelo nascimento. d) a ojeriza à guerra e ao conflito social, o que contribuiu para que Atenas fosse derrotada sucessivamente pelos persas e pelos espartanos. e) a participação política direta, exercida por um corpo de cidadãos ativos, sem a noção de representação e restrita aos cidadãos masculinos. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br56 de 115 QUesTÃO 12 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2016) A decisão, ao final de cada combate dos jogos de gladiadores, estava nas mãos da multidão, a testemunhar um ato de soberania popular que só teria equivalência, no mundo moderno, com os referendos ou plebiscitos, em que todos se manifestam. O princípio da soberania popular manifestava- -se, na arena, de for- ma direta e incisiva. Se nas eleições as mulheres não tinham direito ao voto, na arena todos podiam manifestar-se, prerrogativa que a cidadania moderna atingiria apenas no século XX. (Jaime Pinsky e Carla Pinsky (orgs.), História da Cidadania) De acordo com o texto, os jogos de gladiadores a) eram um aspecto importante da participação da coletividade na vida pública. b) destinavam-se à diversão dos escravos, distraindo-os das questões sociais. c) faziam parte da política social do Império, contribuindo para a redução das desigualdades. d) reproduziam o caráter horizontal e igualitário da estrutura da sociedade romana. e) funcionavam como o sistema penal da sociedade romana, punindo ladrões e marginais. QUesTÃO 13 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2015) O grupo extremista islâmico autode- nominado “Estado Islâmico” (EI) começou a destruir mais um sítio arqueológico no norte do Iraque, segundo fontes curdas. No início desta semana, militantes do grupo haviam começado a demolir as ruínas da cidade de Nimrud, antiga capital do império assírio, situada no norte da Mesopotâmia e fundada no século 13 a.C.. (UOL, 7 mar.15. Disponível em: Adaptado) Em relação à cidade citada no trecho, é correto afirmar que ficava localizada em uma região a)desértica, sem muitos recursos e sem a possibilidade de cultivar alimentos, o que fez do lugar um sítio bastante inóspito e com uma ocupação sempre muito instável e irregular. b)bem próxima ao vale do rio Nilo, o que favorecia o cultivo de alimentos nas terras férteis da várzea do rio, tendo possibilitado o contato com os egípcios e o processo de sedentarização. c)pouco propícia à sedentarização, o que levava os seus habitantes a estabelecerem trocas comerciais em busca de alimentos, além de conviverem com a dificuldade de produzir objetos de cerâmica. d)banhada por dois importantes rios, o Tigre e o Eufrates, em torno dos quais surgiram os primeiros agrupamentos humanos que dominaram a técnica da escrita de que se tem notícia. e)que oferecia água corrente em abundância, sem que se fizessem necessárias obras hidráu- licas, o que favoreceu o desenvolvimento de uma sociedade complexa e institucionalizada. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 57 de 115 QUesTÃO 14 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2014) A religião dos romanos era politeísta e antropomórfica com nítidas influências das crenças etrusca e grega. Ao dominar grande parte do mundo conhecido, os romanos entraram em contato com diversas religiões e tiveram por elas grande respeito. Algumas chegaram a erigir seus templos na própria cidade de Roma. O Panteão, ou conjunto de deuses, dos romanos chegou a incorporar alguns dos deuses gre- gos, com nomes trocados para nomes latinos, mas com os mesmos atributos. (FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011) A tolerância que os romanos tiveram para com diversas religiões do mundo por eles conquis- tadas não existiu, entretanto, para com a religião cristã, pois a) o universo simbólico do cristianismo era muito próximo da religiosidade romana, inclusive em relação ao monoteísmo, o que acabou gerando certa competição entre as religiões. b)no momento em que surgiu o cristianismo, a sociedade romana vivia o período mais agudo da sua crise política, social e econômica, o que aumentou a repressão à nova religião. c)o cristianismo era, à época, uma religião fechada à conversão, assim como o judaísmo, o que contrariava o esforço de expansão e a perspectiva universalizante da sociedade romana. d)a figura do Papa e das outras autoridades da Igreja Católica, tais como cardeais, bispos e ar- cebispos, ameaçavam simbolicamente a ordem, a hierarquia e a própria existência do império. e)de início os cristãos foram perseguidos principalmente por motivos políticos, ainda que mais tarde, no contexto de crise da sociedade romana, o cristianismo tenha se expandido. QUesTÃO 15 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2013) A cidadania nos Estados nacionais contemporâneos é um fenômeno único na História. Não podemos falar de continuidade do mundo antigo, de repetição de uma experiência passada e nem mesmo de um desenvolvimen- to progressivo que unisse o mundo contemporâneo ao antigo. São mundos diferentes, com sociedades distintas, nas quais pertencimento, participação e direitos têm sentidos diversos. (Norberto Luiz Guarinello, Cidades-Estados na Antiguidade Clássica. In PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi (orgs.). História da Cidadania. São Paulo: Contexto, 2008, p. 29.) Entre as diferenças que separam o Estado nacional contemporâneo da cidade-estado da Antiguidade, é possível destacar https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos a) o aspecto militar, que no passado era considerado parte das responsabilidades particulares de cada cidadão e hoje é um dever do Estado. b) a concepção de cidadania, muito mais restrita à época do que hoje, de tal forma que mulheres, estrangeiros e escravos não eram considerados cidadãos. c)a política educacional, de caráter público e direcionada a toda a população no mundo antigo, enquanto hoje coexistem instituições públicas e privadas. d)a política de reforma agrária, desnecessária no mundo antigo devido à igualdade econômica existente, enquanto hoje é parte importante das políticas sociais. e)a questão econômica, àquela época comandada pelo poder público e hoje sob a responsa- bilidade dos agentes privados, que gozam de grande autonomia. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 58 de 115 QUesTÃO 16 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2012) No século II a.C., os irmãos Tibério e Caio Graco defenderam a reforma agrária em Roma. Tal proposta era consequência de um processo histórico anterior de concentração de terras na sociedade romana, pois a)os camponeses, empobrecidos e sem condições de produzir, vinham perdendo suas terras para os patrícios e migrando para as cidades. b) os patrícios eram os únicos que poderiam ser proprietários de terra em Roma, já que havia uma clara limitação social relacionada ao direito de propriedade. c) a escravidão vinha diminuindo, o que fazia com que os ricos proprietários ampliassem as suas propriedades na tentativa de aumentar a produção em mais terras cultiváveis. d)as guerras de expansão tiveram como resultado a ampliação do número de pequenos pro- prietários, porque formavam-se pequenas propriedades nos novos territórios conquistados. e)apenas os grandes proprietários participavam do exército, o que tornava necessário aumen- tar o número de latifundiários para ampliar e reforçar o poder militar de Roma. QUesTÃO 17 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2011) No tempo de Péricles, a população de Atenas era de, aproximadamente, 400 mil habitantes. Mas os cidadãos com direitos plenos não passavam de 40 mil. (...) (Luiz Koshiba. História: origens, estruturas e processos, 2000.) Na época tratada no fragmento, eram considerados cidadãos em Atenas apenas os a) homens e as mulheres religiosos, que tivessem propriedade rural. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade DanielVasconcellos b) homens, filhos de pais atenienses. c) homens guerreiros, com origem nobre. d) aristocratas e os comerciantes, atenienses ou estrangeiros. e) homens e as mulheres, que possuíssem renda advinda de atividade urbana. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 59 de 115 QUesTÃO 18 (UFPI) A respeito da sociedade fenícia podemos afirmar corretamente que: a)a Fenícia desconhecia centralização do poder, pois era formada por cidades-estados que tinham ampla autonomia política, econômica, religiosa e administrativa. b)a independência política das cidades-estados fenícias foi possível, durante séculos, pelas alianças estabelecidas com os romanos que, por sua vez, faziam frente à expansão persa. c) os extensos vales situados entre as montanhas e o mediterrâneo possibilitaram o grande desenvolvimento da agricultura e do pastoreio e, consequentemente, do comércio. d) de todas as criações fenícias, a mais importante foi a caravela, posteriormente aperfeiçoada pelos gregos. e)a grande e original contribuição dos fenícios para a história da civilização foi a introdução das vogais no alfabeto criado pelos gregos e romanos, o que veio tornar a comunicação mais fácil e rápida. QUesTÃO 19 (UFRS) Em relação aos povos da Antiguidade, é correto afirmar que a)os assírios foram submetidos por Nabucodonosor, originando o episódio conhecido como o Cativeiro da Babilônia. b) os fenícios foram os criadores do alfabeto, posteriormente aperfeiçoado pelos gregos e latinos. c) os hebreus criaram um quadro religioso caracterizado pelo politeísmo e a mumificação. d)os egípcios estabeleceram, em 300 a.C., o importante Código de Hamurabi, um dos primeiros códigos jurídicos escritos. e)os persas, após derrotarem as tropas de Alexandre, conseguiram anexar o território grego ao seu império. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 60 de 115 QUesTÃO 20 (UEL) “... essencialmente mercadores, exportavam pescado, vinhos, ouro e prata, armas, praticavam a pirataria, e desenvolviam um intenso comércio de escravos no Mediterrâ- neo...” O texto refere-se a características que identificam, na Antiguidade Oriental, os a) fenícios. b) hebreus. c) caldeus. d) egípcios. e) persas. QUesTÃO 21 (UNESP/2003) Na região onde atualmente se encontra o Líbano, instalou-se, no III milênio a.C., um povo semita, que passou a ocupar a estreita faixa de terra, com cerca de 200 quilômetros de comprimento, apertada entre o mar e as montanhas. Várias razões os levaram ao comércio marítimo, merecendo destaque sua proximidade geográfica com o Egito; a costa, que oferecia lugares para bons portos; e os cedros, principal riqueza, usados na construção de navios. O contido nesse parágrafo refere-se ao povo a) fenício. b) hebreu. c) sumério. d) hitita. e) assírio. QUesTÃO 22 (UNESP/2013) Na Mesopotâmia, todos os bens produzidos pelos próprios palá- cios e templos não eram suficientes para seu sustento. Assim, outros rendimentos eram busca- dos na exploração da população das aldeias e das cidades. As formas de exploração eram prin- cipalmente duas: os impostos e os trabalhos forçados. (Marcelo Rede. A Mesopotâmia, 2002.) Entre os trabalhos forçados a que o texto se refere, podemos mencionar a a)internação de doentes e loucos em áreas rurais, onde deviam cuidar das plantações de al- godão, cevada e sésamo. b) utilização de prisioneiros de guerra como artesãos ou pastores de grandes rebanhos de gado bovino e caprino. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos c)escravidão definitiva dos filhos mais velhos das famílias de camponeses, o que caracteriza- va o sistema econômico mesopotâmico como escravista. d) servidão por dívidas, que provocava a submissão total, pelo resto da vida, dos devedores aos credores. e)obrigação de prestar serviços, devida por toda a população livre, nas obras realizadas pelo rei, como templos ou muralhas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 61 de 115 QUesTÃO 23 (UFCSPA/RS) A Mesopotâmia atual situa-se no Oriente Médio entre os rios Tigre e Eufrates, que ficam no atual Iraque, na região conhecida como Crescente Fértil. Seu nome vem do grego (meso = meio e potamos = água) e significa “terra entre rios”. A fertilidade desta região, localizada em meio a montanhas e desertos, deve-se à presença dos rios. Sobre a civilização mesopotâmica, na Antiguidade Oriental, analisar os itens abaixo: I. – A estrutura social baseava-se na existência de uma pequena elite, controladora de uma vasta população que estava submetida ao trabalho compulsório, característica de um governo despótico, de fundamento teocrático, que domina todos os grupos sociais. II. – O Estado era responsável pelas obras hidráulicas necessárias para a sobrevivência da população, bem como pela cobrança de impostos e pela administração de estoques de alimentos. III. – Na religião mesopotâmica, o governante era representado e compreendido por seus súditos mais como uma divindade viva do que como um representante dos deuses. IV. – Em termos políticos, a Mesopotâmia caracterizou-se por ter, na instituição monárquica, personificada no governante, o seu principal fator de unidade. Está(ão) CORRETO(S): a) Somente o item I. b) Somente os itens I e II. c) Somente os itens I, III e IV. d) Somente os itens II e IV. e) Todos os itens. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 62 de 115 QUesTÃO 24 (UFSM/2004) A região da Mesopotâmia ocupa lugar central na história da humanidade. Na Antiguidade, foi berço da civilização sumeriana devido ao fato de a) ser ponto de confluência de rotas comerciais de povos de diversas culturas. b)ter um subsolo rico em minérios, possibilitando o salto tecnológico da idade da pedra para a idade dos metais. c) apresentar um relevo peculiar e favorável ao isolamento necessário para o crescimento socioeconômico. d) possuir uma área agriculturável extensa, favorecida pelos rios Tigre e Eufrates. e) abrigar um sistema hidrográfico ideal para locomoção de pessoas e apropriado para desenvolvimento comercial. QUesTÃO 25 (PUCPR) Na Antiguidade muitos povos consideravam que as doenças eram envia- das pelos deuses. No final do século VIII a.C., quando os assírios sitiaram a cidade de Jerusalém e ameaçaram invadi-la, uma epidemia virulenta acometeu o acampamento matando muitos soldados. Nessa ocasião, Ezequias, rei de Judá, considerou essa epidemia uma bênção de Deus. Nesse contexto, marque a alternativa INCORRETA sobre a religião dos hebreus: a) Os hebreus consideravam Deus como soberano absoluto, fonte de todo o Universo e dono de uma vontade suprema. b)O Deus hebreu era transcendente, não se identificava com nenhuma força natural; estava acima da natureza. c)Os hebreus consideravam Deus bom e que fazia exigências éticas ao seu povo. Ao contrário dos deuses do Oriente Próximo, Deusnão era atraído pela luxúria ou impelido pelo mal. d) Deus para os hebreus era uno, soberano, transcendente e bom. e)Para os hebreus o poder de Deus vinha de um poder preexistente, habitava a natureza e fazia parte dela. QUesTÃO 26 (UPF/2012) Com relação à civilização hebraica é incorreto afirmar: a) O denominado “Cativeiro da Babilônia” constituiu-se no processo de diáspora dos hebreus da região da Palestina. Esse processo os tornou um povo vagante desde aquela migração https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos forçada e consequente dispersão de sua civilização - situação só reparada com a criação do Estado de Israel em 1948. b)Suas leis foram sistematizadas a partir de reelaborações de códigos de várias civilizações do Oriente Próximo, todavia, apresentaram uma novidade em relação às demais ao defender os pobres, viúvas e órfãos. c)A defesa de um deus uno, transcendente e bom implicava a vivência ética e moral visando à salvação futura de cada um. d)A consideração de si mesmos como “povo eleito” incutia nos hebreus a responsabilidade de serem exemplos de moralidade e vivência para as demais civilizações antigas. e)A importância dedicada à história devia-se à compreensão de que é na atuação temporal/ cotidiana que se está constituindo o caminho para a salvação futura. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 63 de 115 QUesTÃO 27 (FUVEST/2011) As cidades [do Mediterrâneo antigo] se formaram, opondo-se ao internacionalismo praticado pelas antigas aristocracias. Elas se fecharam e criaram uma identidade própria, que lhes dava força e significado. Norberto Luiz Guarinello, A cidade na Antiguidade Clássica. São Paulo: Atual, p.20, 2006. Adaptado. As cidades-estados gregas da Antiguidade Clássica podem ser caracterizadas pela a) autossuficiência econômica e igualdade de direitos políticos entre seus habitantes. b) disciplina militar imposta a todas as crianças durante sua formação escolar. c) ocupação de territórios herdados de ancestrais e definição de leis e moeda próprias. d)concentração populacional em núcleos urbanos e isolamento em relação aos grupos que habitavam o meio rural. e)submissão da sociedade às decisões dos governantes e adoção de modelos democráticos de organização política. QUesTÃO 28 (MACKENZIE/SP) As afirmações seguintes referem-se à história da Roma Antiga. I – Ao lado da versão lendária da fundação de Roma pelos jovens gêmeos Rômulo e Remo, a versão histórica sugere a presença de grupos humanos estabelecidos, já antes de 753 a.C., na região do futuro Lácio. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos II. – O período republicano foi marcado pelas lutas entre patrícios e plebeus, como aquela que, em 498 a.C., acabou por instituir os Tribunos da Plebe, representantes plebeus no Senado. III. – Entre as maiores heranças culturais dos romanos para a civilização ocidental, estão o Direi- to e a língua latina, tendo esta servido de matriz linguística a inúmeros idiomas modernos. Assinale: a) se apenas I é correta. b) se apenas II é correta. c) se apenas III é correta. d) se apenas I e II são corretas. e) se I, II e III são corretas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 64 de 115 QUesTÃO 29 (FUVEST/2005) “Vendo Sólon [que] a cidade se dividia pelas disputas entre facções e que alguns cidadãos, por apatia, estavam prontos a aceitar qualquer resultado, fez aprovar uma lei específica contra eles, obrigando-os, se não quisessem perder seus direitos de cidadãos, a escolher um dos partidos”. Aristóteles, em A Constituição de Atenas. A lei visava: a) diminuir a participação dos cidadãos na vida política da cidade. b) obrigar os cidadãos a participar da vida política da cidade. c) aumentar a segurança dos cidadãos que participavam da política. d) deixar aos cidadãos a decisão de participar ou não da política. e) impedir que conflitos entre os cidadãos prejudicassem a cidade. QUesTÃO 30 (UFTM/MG) O comércio desenvolveu-se; a mão de obra escrava tornou-se domi- nante; ocorreu o êxodo rural; surgiram os homens novos ou cavaleiros; generais fortaleceram- -se; intensas lutas pelo poder desencadearam guerras civis e o governo recorreu à política do pão e circo para alienar a plebe urbana. Essas transformações: a) marcaram o surgimento das civilizações do Oriente Próximo. b) caracterizaram Atenas durante o apogeu da democracia. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos c) foram consequências do domínio macedônio sobre as cidades gregas. d) explicaram a transição da Monarquia para a República em Roma. e) resultaram das conquistas romanas na bacia do Mediterrâneo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 65 de 115 QUesTÃO 31 (UFRGS) Principal governante do primeiro império babilônico, o rei Hamurábi (1792-1750 a.C.) destacou-se pelas conquistas territoriais e pela forma de administração dos territórios conquistados. Em seu legado, podemos incluir a: a)construção de um complexo conjunto arquitetônico em seu palácio suntuoso, conhecido como Os Jardins Suspensos da Babilônia; b) criação de um sistema coerente de escrita para ser utilizada nos cultos religiosos praticados no império, denominada acádica-cuneiforme; c)fixação, por escrito, dos costumes jurídicos num dos primeiros códigos de leis de que se tem notícia, o Código de Hamurábi; d)organização de um exército permanente composto por guerreiros profissionais assalaria- dos, armados com equipamentos de ferro; e) realização da célebre Torre de Babel, construção de altura descomunal, mencionada no Antigo Testamento. QUesTÃO 32 (UFAM) “Se um homem alugar um boi ou um asno, e se nos campos o leão matar o gado, é o proprietário do gado quem sofrerá a perda. Se um homem bater em seu pai, terá as mãos cortadas. Se um homem furar o olho de um homem livre, ser-lhe-á furado o olho”. Sendo um dos primeiros códigos de lei de que se tem conhecimento, este texto está associado: a) Ao Império Babilônico sob o reinado de Hamurabi. b) Ao Império Persa sob a dinastia de Talião. c) Ao Império Persa sob o reinado de Cambises ll. d) Ao Egito sob o reinado de Amenófis l. e) A Sociedade ateniense sob a direção de Péricles. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 66 de 115 QUesTÃO 33 (UECE/2008/2) Os fenícios viviam numa faixa de duzentos quilômetros de com- primento, entre o mar Mediterrâneo e as montanhas do atual Líbano. Semitas, provinham do litoral setentrional do mar Vermelho. Assinale a principal contribuição desse povo para as sociedades atuais. a) O alfabeto. b) Os templos. c) A escrita hieroglífica. d) A escrita cuneiforme. e) A invenção do comércio. QUesTÃO 34 (FUVEST/1998) A partir do III milênio a. C. desenvolveram-se, nos vales dos grandes rios do Oriente Próximo, como o Nilo, o Tigre e o Eufrates, estados teocráticos, forte- mente organizados e centralizados e com extensaburocracia. Uma explicação para seu surgimento é a)a revolta dos camponeses e a insurreição dos artesãos nas cidades, que só puderam ser contidas pela imposição dos governos autoritários. b) a necessidade de coordenar o trabalho de grandes contingentes humanos, para realizar obras de irrigação. c)a influência das grandes civilizações do Extremo Oriente, que chegou ao Oriente Próximo através das caravanas de seda. d) a expansão das religiões monoteístas, que fundamentavam o caráter divino da realeza e o poder absoluto do monarca. e) a introdução de instrumentos de ferro e a consequente revolução tecnológica, que transfor- mou a agricultura dos vales e levou à centralização do poder. QUesTÃO 35 (UFPE) Entre os povos do oriente médio, os hebreus foram os que mais influen- ciaram a cultura da civilização ocidental, uma vez que o cristianismo é considerado como uma continuação das tradições religiosas hebraicas. A partir do texto anterior, assinale a alternativa incorreta: https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos a) Originários daArábia, os hebreus constituíram dois reinos: o de Judá e o de Israel na Palestina. b)As guerras geraram a unidade política dos hebreus. Essa unidade se firmou primeiro em torno de juízes e, depois, em volta dos reis. c) Os profetas surgiram na Palestina por volta dos séculos VIII e VII a.C., quando ocorreu uma onda de protestos dos trabalhadores contra os comerciantes. d) A religião hebraica passou por diversas fases, evoluindo do politeísmo ao monoteísmo difundido pelos profetas. e)Os hebreus organizaram-se social e economicamente com base na propriedade da terra, o que deu início à Diáspora. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 67 de 115 QUesTÃO 36 (UFRN) Entre os hebreus da Antiguidade, os profetas eram considerados mensa- geiros de Deus, lembrando ao povo as demandas da justiça e da Lei dadas por Javé. Isaías, um dos profetas dessa época, em nome de Javé proclamou: Ai dos que decretam leis injustas; dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos! (Isaías 10:1-2). Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e ficam como únicos moradores no meio da terra! (Isaías 5:8) Esses pronunciamentos do profeta Isaías estão ligados a uma época da história hebraica em que ocorreu: a)a saída dos hebreus do Egito, sob o comando de Moisés, e o estabelecimento em Canaã, conquistando as terras dos povos que ali habitavam. b)a imigração para o Egito, quando os hebreus receberam terras férteis no delta do rio Nilo, por influência de José, que exercia ali o cargo de governador. c)a formação de uma aristocracia, que enriquecera com o comércio e com a apropriação das terras dos camponeses endividados. d)a conquista de Jerusalém por Nabucodonosor, quando os judeus foram despojados de suas terras e deportados para a Babilônia. e) ao domínio persa, como Ciro, o Grande, que massacrou milhares de camponeses hebreus. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 68 de 115 QUesTÃO 37 (PUC-SP) Diáspora é o termo que designa a dispersão dos hebreus por várias regiões do mundo, após serem expulsos de seu território no século II. Somente depois de 1948, com a criação do Estado de Israel, esse povo pôde voltar a se reunir num mesmo país. Entretanto, essa reconquista vem sendo, há quase meio século, motivo de contendas entre os israelenses e o povo ocupante daquela região. O ano de 1995, talvez, seja o marco do apazi- guamento desses conflitos, uma vez que acordos têm sido realizados pelos seus líderes, sob a chancela da diplomacia internacional – o que, infelizmente, não impediu o assassinato do primeiro-ministro de Israel. O povo que provocou a dispersão dos hebreus no século II e o povo que manteve o confronto com os israelenses desde 1948 são, respectivamente: a) os egípcios e os iranianos. b) os romanos e os palestinos. c) os palestinos e os egípcios d) os romanos e os iranianos e) os egípcios e os palestinos. QUesTÃO 38 (UESPI) Roma, capital do maior império da Antiguidade, tinha uma vida agitada que lembra alguns problemas vividos pelas cidades modernas. Em Roma: a) apesar da grande população, não havia problemas de falta de moradia. b) o lazer não tinha um papel significativo, não sendo comuns espetáculos públicos. c) havia reclamações contra a violência e os transtornos causados pelo trânsito. d) não havia o desequilíbrio econômico que marca algumas cidades modernas. e) as mulheres tinham liberdade e não dependiam dos seus maridos. QUesTÃO 39 (UFAM) A civilização romana conheceu a seguinte evolução política: a) Império, Monarquia e República. b) Monarquia, Império e República. c) Monarquia, República e Império. d) Império, República e Monarquia. e) República, Monarquia e Império. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 69 de 115 QUesTÃO 40 (ENEM) Em 3200 a.C., Menés ficou conhecido por ser o primeiro Faraó do EgitoAntigo. Durante os seus reinados, os faraós possuíam bastante poder político e econômico. Diante disso, marque a alternativa correta sobre o que foi a Teocracia na civilização egípcia. a)Os Faraós tinham autonomia política e econômica na civilização egípcia, mas, em relação à religião, eles não demonstravam tanta autoridade, pois os deuses eram considerados os mais poderosos pelos indivíduos egípcios. b)Teocracia foi uma forma de governo no Egito Antigo em que os Faraós promoveram uma aliança entre religião e política, uma vez que eles eram adorados como deuses e respeitados como rei. c)Um governo teocrático era simplesmente aquele em que os indivíduos eram governados por um Faraó que, apesar do grande poder político e econômico, não era visto como um deus. d)Somente o Faraó Mentuhotep II, durante o Médio Império, conseguiu promover uma monar- quia teocrática em que ele era visto como um deus perante os indivíduos egípcios. QUesTÃO 41 (UFSM-RS) A região da Mesopotâmia ocupa lugar central na história da humani- dade. Na Antiguidade, foi berço da civilização sumeriana devido ao fato de: a) ser ponto de confluência de rotas comerciais de povos de diversas culturas. b)ter um subsolo rico em minérios, possibilitando o salto tecnológico da idade da pedra para a idade dos metais. c) apresentar um relevo peculiar e favorável ao isolamento necessário para o crescimento so- cioeconômico. d) possuir uma área agricultável extensa, favorecida pelos rios Tigre e Eufrates. e)abrigar um sistema hidrográfico ideal para a locomoção de pessoas e apropriado para de- senvolvimento comercial. QUesTÃO 42 (FCL-SP) Examine as proposições e responda de acordo com o código. I – A região que compreendia a Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates e atualmente parte do Iraque, foi habitada entre 3200 e 2000 a.C. por diferentes povos semitas, entre os quais se incluíam os sumérios. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos II. – A cidade de Babel, capital do império de Hamurábi,desenvolveu-se e abrigou parte da civilização babilônica antes do nascimento de Cristo. III. – Outro importante rei babilônico, em cujo império foram construídas grandes obras ar- quitetônicas, foi Nabucodonosor, que também viveu antes do nascimento de Cristo. a) Todas as proposições são verdadeiras. b) Apenas as proposições I e II são verdadeiras. c) Apenas as proposições I e III são verdadeiras. d) Apenas as proposições II e III são verdadeiras. e) Todas as proposições são falsas. 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QUesTÃO 44 (PUC-SP) Na História Antiga, os sumérios são necessariamente lembrados quando se estuda: a) a base religiosa das civilizações iranianas. b) a base cultural da civilização mesopotâmica. c) o caráter religioso da astronomia caldaica. d) a evolução econômica da civilização fenícia. e) n.d.a. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 71 de 115 QUesTÃO 45 (AOCP/PREF. MUN. DE SEROPÉDICA/PROF. DE HISTÓRIA/2013) Ao longo da história, os sujeitos oprimidos lutaram para conquistar seus direitos empreendendo rebeliões ou desenvolvendo formas de resistências. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta. a)Foi durante o período da República romana (509-27 a.C.) que os plebeus percorreram um caminho de lutas contra os patrícios para adquirir direitos sociais, jurídicos e políticos. b)No período em que vigorou o feudalismo na Europa, os camponeses eram dóceis e resigna- dos em relação aos senhores feudais, portanto não há registros de rebeliões. c)A sociedade europeia dos séculos XVI a XVIII viveu um período de tranquilidade, sem gran- des contestações à ordem estabelecida até que eclodiu a Revolução Francesa. d)A Revolução Industrial foi um advento muito importante para os operários que a receberam com gratidão por ter, afinal, as máquinas a seu favor no desempenho das atividades fabris. e)A luta pelos direitos de cidadania da mulher se estendeu pelos séculos XVIII, XIX e início do XX, trazendo conquistas plenas para estas em todo o Ocidente e Oriente. QUesTÃO 46 (IFG) A GréciaAntiga não conheceu um Estado centralizado. Organizou-se por meio de cidades-estados, denominadas de pólis. A esse respeito, assinale a alternativa INCORRETA: a)A pólis era uma construção social e política autodeterminada; todavia, a disputa pela hegemonia na antiga Grécia a movia. b)Na pólis, não havia espaço para cultos, deuses e santuários, nem mesmo para consulta aos oráculos anteriormente à tomada de decisões. c) A pólis expressava uma cultura e uma identidade próprias, marcadamente urbanas, denomi- nadas de ethos. d)Nas pólis, a norma jurídica (lei), promulgada nos regimes democráticos ou outorgada nos regimes aristocráticos, era reconhecida como ato orientado pela razão e, portanto, humano. e)A experiencialização social e cultural que o grego antigo viveu nas pólis permitiu a capa- cidade de explicar os problemas da comunidade no âmbito dela própria, fundamentalmente apartada dos deuses. QUesTÃO 47 (IFG) Nas cidades-estadosda Grécia Antiga, sobretudo emAtenas, a discussão po- lítica entre os homens livres ocorria em ambiente público. Esse ambiente era conhecido como: https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 72 de 115 a) Campos Elísios b) Coreto c) Praça Cidadã d) Ágora e) Liceu QUesTÃO 48 (UFAM) Foi durante o período da Monarquia que a cidade de Roma foi constituída, dando origem posteriormente ao maior Império da Antiguidade. Sobre o mito de origem da cidade de Roma é correto afirmar que: a) Foi fundada por Cícero e Tito Flávio, órfãos amamentados por uma cabra. b) Foi fundada pelos irmãos Tibério e Caio Graco, criados por uma loba. c) Foi fundada por Rômulo e Remo, abandonados no rio Tibre e amamentados por uma loba. d) Foi fundada por César e Otávio Augusto, após as vitórias militares na Gália. QUesTÃO 49 (UFV)Arespeito das classes que compunham a sociedaderomana naAntiguidade, é CORRETO afirmar que: a)os “plebeus” podiam casar-se com membros das famílias patrícias, forma pela qual conse- guiam quitar suas pendências de terra e dinheiro, conseguindo assim certa ascensão social. b)os “plebeus” compunham a classe formada pelos camponeses, artesãos e alguns que conseguiam enriquecer-se por meio do comércio, atividade que lhes era permitida. c)os “clientes” eram estrangeiros acolhidos pelos patrícios e transformados em escravos, quando sua conduta moral não condizia com a de seus protetores. d)os “patrícios” foram igualados aos plebeus durante a democracia romana, quando da revolta dos clientes, que lutaram contra a exclusão social da qual eram vítimas. e)os “escravos” por dívida eram resultado da transformação de qualquer romano em proprie- dade de outrem, o que ocorria para todos que violassem a obrigação de pagar os impostos que sustentavam o Estado expansionista. QUesTÃO 50 (UFSCAR) Quando a notícia disto chegou ao exterior, explodiram revoltas de escravos em Roma (onde 150 conspiraram contra o governo), em Atenas (acima de 1.000 https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos envolvidos), em Delos e em muitos outros lugares. Mas os funcionários governamentais logo as suprimiram nos diversos lugares com pronta ação e terríveis torturas como punição, de modo que outros que estavam a ponto de revoltar- se caíram em si. (Diodoro da Sicília, sobre a Guerra Servil na Sicília. 135-132 a.C.) É correto afirmar que as revoltas de escravos na Roma Antiga eram: a) lideradas por senadores que lutavam contra o sistema escravista. b) semelhantes às revoltas dos hilotas em Esparta. c) provocadas pela exploração e maus-tratos impostos pelos senhores. d) desencadeadas pelas frágeis leis, que deixavam indefinida a situação de escravidão. e) pouco frequentes, comparadas com as que ocorreram em Atenas no tempo de Sólon. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 73 de 115 QUesTÃO 51 (UNESP) É certo que as civilizações da Antiguidade legaram à posteridade um respeitável acervo cultural. No entanto, para superar equívoco, assinale a alternativa INCORRETA: a)A pintura egípcia revela belos exemplos de descrição de movimento, sendo a figura humana representada com a cabeça e os pés de perfil.b)Entre as Civilizações Mesopotâmicas que se desenvolveram no vale dos rios Tigre e Eufrates, predominou, durante certo tempo, a forma asiática de produção. c) No período denominado Homérico, houve a dissolução das comunidades gentílicas e a formação gradativa das Cidades-Estados da Grécia. d) A escrita egípcia era em caracteres cuneiformes. e)O Direito Romano, sujeito a novas interpretações, tornou-se parte importante do Código de Justiniano, influenciou juristas da Idade Média e até das fases históricas subsequentes. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 74 de 115 GABARITO 1. e 28. e 2. c 29. b 3. b 30. e 4. c 31. c 5. b 32. a 6. c 33. a 7. a 34. b 8. b 35. e 9. b 36. c 10. b 37. b 11. e 38. c 12. a 39. c 13. d 40. b 14. e 41. d 15. b 42. d 16. a 43. c 17. b 44. b 18. a 45. a 19. b 46. b 20. a 47. d 21. a 48. c 22. e 49. b 23. b 50. c 24. d 51. d 25. e 26. a 27. c https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos QUesTÃO 1 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 75 de 115 GABARITO COMENTADO (FGV/VESTIBULAR/1997) Um império teocrático, baseado na agricultura, na arregimentação de camponeses para grandes obras e profundamente dependentes das águas de um grande rio. Esta frase se refere aos: a) fenícios e a importância do Tigre; b) hititas e a importância do Eufrates; c) sumérios e a importância do Jordão; d) cretenses e a importância do Egeu; e) egípcios e a importância do Nilo. Letra e. Muito fácil! O Egito é uma dádiva do Nilo. Guarde isso! Foi um estado teocrático (de poder religioso) que prosperou graças à organização da população como mão de obra para aprovei- tamento dos recursos hídricos do Rio Nilo. QUesTÃO 2 (FGV/VESTIBULAR/2003) Após a conquista da Península ltálica, Roma ampliou seus domínios em torno do Mediterrâneo, que passou a ser designado como mare nostrum, um verdadeiro lago interno que permitia a comunicação, as transações comerciais e o deslo- camento de tropas para as diversas regiões romanas. A respeito dessa expansão, é correto afirmar: a)A conquista de novos territórios desacelerou o processo de concentração fundiária nas mãos da aristocracia patrícia, uma vez que o Estado romano estabeleceu um conjunto de me- didas que visava, distribuir terras aos pequenos e médios proprietários e à plebe urbana em- pobrecida. b)Apesar da conquista do Mediterrâneo, os romanos não conseguiram estabelecer a integra- ção das diversas formações sociais ao sistema escravista nem tampouco se dispuseram a criar mecanismos de cooptação social e política dos seus respectivos grupos dominantes. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos c)As conquistas propiciaram, pela primeira vez na Antiguidade, a combinação entre o trabalho escravo em larga escala e o latifúndio, associação que constituiu uma alavanca de acumulação econômica graças às campanhas militares romanas. d)As conquistas militares acabaram por solucionar o problema agrário em Roma, colocando em xeque as medidas defendidas por líderes como os irmãos Graco, que postulavam a expropriação das terras particulares dos patrícios e sua repartição entre as camadas sociais empobrecidas. e)A expansão militar levou os romanos a empreender um duro processo de latinização dos territórios situados a leste, o que se tornou um elemento de constante instabilidade político- -social durante a República e também à época do Império. Letra c Lembre-se do papel da escravidão para o processo de expansão do território romano. QUesTÃO 3 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 76 de 115 (FGV/VESTIBULAR/2019) Aqueles que compõem a cidade, tão diferentes entre si por suas origens, condições e funções, de certa forma parecem “semelhantes” uns aos ou- tros. Essa similitude funda a unidade da pólis, porque para os gregos somente os semelhantes podem permanecer mutuamente unidos pela Philia, associados a uma mesma comunidade. Todos aqueles que participam do Estado definem-se como Homoioi, semelhantes, depois de maneira mais abstrata, como Isoi, iguais. Essa imagem das relações humanas encontrará no século VI a.C. a sua expressão rigorosa no conceito de isonomia: igual participação de todos os cidadãos no exercício do poder. (Jean-Pierre Vernant. Les origines de la pensée grecque, 1995. Adaptado.) O autor argumenta que a organização da pólis grega a) desconhecia as desigualdades reais entre os cidadãos na esfera das decisões políticas coletivas. b)fundava-se no sentimento recíproco de amizade entre os cidadãos dos mesmos grupos econômicos. c)abria-se à participação nas decisões públicas dos aliados incondicionais da cidade nos períodos de guerra. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos d) enaltecia o exercício da racionalidade política em prejuízo dos cultos das divindades do mundo grego. e) distribuía o conjunto das tarefas públicas de acordo com as aptidões políticas de cada um dos cidadãos. Letra b. O autor da passagem do enunciado faz um comentário geral sobre as cidades-estados gregas. Se lembrarmos da estrutura geral que nos remete à organização das sociedades espartana e da ateniense (duas pólis diferentes), podemos construir uma saída para o gabarito O texto trata da identificação de semelhança entre os membros da cidade-estado, apesar das desigualdades entre os cidadãos e o restante da população. QUesTÃO 4 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 77 de 115 (FGV/2018) Leia o texto. Aos 7 anos: deixava sua família para iniciar a educação militar. Aos 20: era admitido num grupo de outros guerreiros; a participação era obrigatória. Aos 30: ganhava poder de voto na Apela, assembleia militar que indicava o conselho dos anciãos. A partir dos 60: se fosse um membro da aristocracia, podia ser indicado para o conselho de anciãos, a Gerúsia. (Flavio Campos e Regina Claro, Oficina de História). As informações fazem referência a um a) meteco ateniense. b) nobre troiano. c) cidadão espartano. d) escriba egípcio. e) tribuno romano Letra c Querido(a), lembre-se do que discutimos a respeito da educação do espartano, sendo prepa- rado para a guerra desde sua infância. Essa questão é de fácil grau de dificuldade. Questões desse tipo você não pode errar, pois seu concorrente fatalmente também não errará. Se não acertou, melhor porque agora é o momento em que pode se dar a esse luxo. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 78 de 115 QUesTÃO 5 (FGV/VESTIBULAR/2017) A vida privada dos escravos romanos à época do Império é um espetáculo pueril que se olhacom desdém. No entanto, esses homens tinham vida própria; por exemplo, participavam da religião, e não apenas da religião do lar que, afinal, era o seu: fora de casa, um escravo podia perfeitamente ser aceito como sacerdote pelos fiéis de alguma devoção coletiva; podia também se tornar padre dessa Igreja cristã que nem por um momento pensou em abolir a escravidão. Paganismo ou cristianismo, é possível que as coisas religiosas os tenham atraído muito, pois bem poucos outros setores estavam abertos para eles. Os escravos também se apaixonavam pelos espetáculos públicos do teatro, do circo e da arena, pois, nos dias de festa, tinham folga, assim como os tribunais, as crianças das escolas e... os burros de carga. (Paul Veyne, O Império Romano. Em: Paul Veyne (org.). História da vida privada v. 1: do Império Romano ao ano mil, 2009. Adaptado) A partir da discussão presente no trecho, é correto afirmar: a)a característica fundante do escravismo romano era a origem étnica, o que fazia com que a escravização dos povos conquistados e o tráfico nas fronteiras do Império proporcionassem a grande maioria da mão de obra servil, ao mesmo tempo em que a escravidão entre os próprios romanos havia caído em desuso desde a crise da República. b)os escravos na sociedade romana não eram uma coisa, mas seres humanos, na medida em que até os senhores que os tratavam desumanamente impunham-lhes o dever moral de ser bons escravos, de servir com dedicação e fidelidade, características necessariamente humanas; no entanto, esses seres humanos eram igualmente um bem cuja propriedade seu amo detinha. c)a escravidão caracterizava as relações de produção em Roma e os escravos, em sua in- ferioridade jurídica, desempenhavam uma função produtiva, marcados por um lugar social de pobreza, privação e precariedade, estando associados às formas braçais de trabalho e à produção de bens materiais em uma sociedade altamente hierarquizada. d)a justificativa moral da escravidão sofreu uma intensa transformação ao longo dos séculos, de tal forma que a própria sociedade romana passou a questioná-la, tornando mais brandas as relações escravistas em meio à transformação do cristianismo em religião oficial do Império, o que contribuiu para o aprofundamento da crise do escravismo. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos e) as relações escravistas caracterizaram os tempos da República romana, muito associadas ao poder dos patrícios, pertencentes à aristocracia de grandes proprietários, mas entraram em decadência na passagem para o Império, pois os generais que centralizaram o poder reconhe- ciam na escravidão um mecanismo de enfraquecimento do exército. Letra b. Questão de interpretação de texto. Note que o autor narra como os escravos tinham sua vida privada, com liberdade de cultos religiosos e participação em festejos. No entanto, o autor também destaca que, apesar de serem humanos, eram propriedades. QUesTÃO 6 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 79 de 115 (FGV/VESTIBULAR/2017) (...) a partir do século V a.C., a guerra tornou-se endê-mica no Mediterrâneo. Foram séculos de guerra contínua, com maior ou menor intensidade, ao redor de toda a bacia. O trabalho acumulado nos séculos anteriores tornara possível um adensamento dos contatos, um compartilhamento de informações e estruturas sociais, uma organização dos territórios rurais que propiciava a extensão de redes de poder. Foram os pon- tos centrais dessas redes de poder que animaram o conflito nos séculos seguintes. Norberto Luiz Guarinello. História Antiga, 2013. Sobre esses “séculos de guerra contínua”, é correto afirmar que a)as Guerras Púnicas, entre Atenas e Cartago, foram uma disputa pelo controle comercial sobre o mar Mediterrâneo, terminando após três grandes enfrentamentos, com a vitória de Cartago e a hegemonia cartaginesa em todo o Mundo Antigo ocidental. b)as Guerras Macedônicas foram um longo conflito entre o Reino da Macedônia, em aliança com os persas, e o Império Romano, que venceu com muitas dificuldades porque ainda estava em guerra com outros povos. c)as Guerras Médicas, entre persas e gregos, resultaram na vitória dos últimos e, em meio a esses confrontos, permitiram que Atenas liderasse a Liga de Delos, aliança de cidades-Estados gregas com o intuito de combater a presença persa no Mediterrâneo. d)as Campanhas de Alexandre, o Grande, aliado a Esparta e Corinto, combateram e venceram as poderosas forças persas e ampliaram os domínios gregos até a Ásia Menor, propagando os princípios da democracia ateniense pelo Mediterrâneo. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos e) a Guerra do Peloponeso, o mais importante conflito bélico da Antiguidade, envolveu as principais cidades-Estados gregas que, aliadas a Roma, enfrentaram e derrotaram as forças militares cartaginesas. Letra c. Lembre-se de que Esparta liderava a Liga do Peloponeso e, Atenas, a liga de Delos. Também se recorde que resolvemos uma questão sobre as Guerras Médicas no decorrer da aula. As Guerras Médicas foram travadas entre os gregos e os invasores persas. QUesTÃO 7 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 80 de 115 (FGV/VESTIBULAR/2016) “Não descreverei catástrofes pessoais de alguns dias infelizes, mas a destruição de toda a humanidade, pois é com horror que meu espírito segue o quadro das ruínas da nossa época. Há vinte e poucos anos que, entre Constantinopla e os Alpes Julianos, o sangue romano vem sendo diariamente vertido. A Cítia, Trácia, Macedônia, Tessália, Dardânia, Dácia, Épiro, Dalmácia, Panônia são devastadas pelos godos, sármatas, quedos, alanos (...); deportam e pilham tudo. Quantas senhoras, quantas virgens consagradas a Deus, quantos homens livres e nobres ficaram na mão dessas bestas! Os bispos são cap- turados, os padres assassinados, todo tipo de religioso perseguido; as igrejas são demolidas, os cavalos pastam junto aos antigos altares de Cristo (…).” (São Jerônimo, Cartas apud Pedro Paulo Abreu Funari, Roma: vida pública e vida privada. 2000) O excerto, de 396, remete a um contexto da história romana marcado pela a)combinação da cultura romana com o cristianismo, além da desorganização do Estado Romano, em meio às invasões germânicas e de outros povos. b)reorientação radical da economia, porque houve o abandono da relação com os mercados mediterrâneos e o início de contato com o norte da Europa. c)expulsão dos povos invasores de origem não germânica, seguida da reintrodução dos organismos representativos da República Romana. d) crescente restrição à atuação da Igreja nas regiões fronteiriças do Império, porque o governo romano acusava os cristãos de aliança com os invasores. e) retomada do paganismo e o consequente retorno da perseguição aos cristãos, responsabi- lizados pela grave crise política do Império Romano. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Letra a. O texto faz referência à crise e desintegração do Império Romano a partir das invasões bárbaras, decorrentes da crise do escravismo. Note, também, que a narrativa traz a combinação de valores romanos e cristãos. Nesse momento, o cristianismo já é religião oficializada do Império. QUesTÃO 8 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilizaçãocivil e criminal. www.grancursosonline.com.br 81 de 115 (FGV/VESTIBULAR/2015) É a partir do século VIII a.C. que começamos a entre-ver, em diferentes regiões do Mediterrâneo, o progressivo surgimento das cidades-Estados ou pólis. Elas formaram a organização social e política dominante das comunidades organizadas ao longo do Mediterrâneo nos séculos seguintes. (Norberto Luiz Guarinello, História Antiga, 2013, p. 77. Adaptado) Nas pólis, é correto a) assinalar a crescente importância da mulher e da família nos espaços públicos. b) reconhecer a presença de espaços públicos, caso da ágora. c) destacar uma característica: a inexistência de espaços rurais. d) identificar a acumulação de capital pela ação do Estado. e) apontar para a sua essência: a organização urbana estruturada para a guerra. Letra b. A Ágora, praça central da cidade-estado, era onde ocorriam as decisões políticas da pólis. Era um local público, apesar de apenas os cidadãos poderem participar das decisões políticas nela realizadas. QUesTÃO 9 (FGV/VESTIBULAR/2014) São características do período arcaico (séculos VIII-VI a.C.), na Grécia Antiga: a) desenvolvimento dos oikos e expansão creto-micênica. b) desenvolvimento das póleis e expansão pelo Mediterrâneo. c) rivalidades entre Esparta e Atenas e Guerra do Peloponeso. d) enfraquecimento das póleis e expansão macedônica. e) guerras entre gregos e persas e o fim da democracia ateniense. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Letra b. Lembre-se de que é no período Arcaico que surgem as cidades-estados, as pólis gregas. QUesTÃO 10 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 82 de 115 (FGV/VESTIBULAR/2008) Leia as afirmativas sobre a República Romana (509-27 a.C.). I. – Nos primeiros tempos da República, a sociedade era composta por apenas dois setores: os patrícios e os escravos. II.– II – Os escravos, pouco numerosos no início da República, cresceram numericamente com as guerras de conquista. III.– III – Entre as funções públicas em Roma, havia os cônsules, os pretores e os tribunos da plebe. IV. – IV – Em 494 a.C., plebeus rebelados se retiram para o Monte Sagrado, ameaçando fun- dar outra cidade se não tivessem, entre outras reivindicações, o direito de eleger seus próprios magistrados. V. – V – Com o expansionismo romano e as suas conquistas territoriais, houve um grupo especialmente beneficiado: os plebeus, que passaram a vender trigo para os povos do- minados. São corretas as afirmativas a) I, II e III, apenas. b) II, III e IV, apenas. c) II, III, IV e V, apenas. d) III, IV e V, apenas. e) I, II, III, IV, V. Letra b. I – Errado. A sociedade romana, durante a República, era composta por Patrícios, Plebeus, Clientes e Escravos. V – Errado. Os povos dominados eram transformados em escravos e, portanto, não compra- vam trigo dos plebeus. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos QUesTÃO 11 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 83 de 115 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2019) As cidades-estados antigas desen- volveram, progressivamente, formas mais abertas de participação no poder, denominadas pelos próprios antigos de “democracia”. O caso mais exemplar foi o de Atenas, modelo para muitas cidades-estados, onde a democracia se manteve por quase dois séculos. (Norberto Luiz Guarinello. Cidades-estados na Antiguidade Clássica. Em: J. Pinsky; C. B. Pinsky. História da Cidadania. São Paulo: Contexto, 2008. Adaptado) Entre as marcas da democracia antiga, é correto identificar a) a eleição de representantes masculinos com direito a voz e voto pela assembleia da cidade- -estado, órgão político que incluía mulheres e estrangeiros. b)a importância decrescente dos escravos, a ponto de discutir-se a abolição da escravatura, e a consequente redução das desigualdades nas cidades-estados. c) a conquista pacífica de direitos por parte dos mais pobres, ainda que se mantivesse a marca aristocrática de distinção social regulada pelo nascimento. d) a ojeriza à guerra e ao conflito social, o que contribuiu para que Atenas fosse derrotada sucessivamente pelos persas e pelos espartanos. e) a participação política direta, exercida por um corpo de cidadãos ativos, sem a noção de representação e restrita aos cidadãos masculinos. Letra e. A democracia ateniense era exercida diretamente pelos cidadãos (homens, maiores de 18 anos, filhos de pai e mãe atenienses). QUesTÃO 12 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2016) A decisão, ao final de cada combate dos jogos de gladiadores, estava nas mãos da multidão, a testemunhar um ato de soberania popular que só teria equivalência, no mundo moderno, com os referendos ou plebiscitos, em que todos se manifestam. O princípio da soberania popular manifestava- -se, na arena, de for- ma direta e incisiva. Se nas eleições as mulheres não tinham direito ao voto, na arena todos podiam manifestar-se, prerrogativa que a cidadania moderna atingiria apenas no século XX. (Jaime Pinsky e Carla Pinsky (orgs.), História da Cidadania) https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos De acordo com o texto, os jogos de gladiadores a) eram um aspecto importante da participação da coletividade na vida pública. b) destinavam-se à diversão dos escravos, distraindo-os das questões sociais. c) faziam parte da política social do Império, contribuindo para a redução das desigualdades. d) reproduziam o caráter horizontal e igualitário da estrutura da sociedade romana. e) funcionavam como o sistema penal da sociedade romana, punindo ladrões e marginais. Letra a. A política de “pão e circo” criava a ilusão de participação da vida pública na população. Decidiam, nesses eventos de luta de gladiadores, se o derrotado seria morto ou não. De todo modo, era uma maneira de participação da coletividade. QUesTÃO 13 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 84 de 115 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2015) O grupo extremista islâmico autode- nominado “Estado Islâmico” (EI) começou a destruir mais um sítio arqueológico no norte do Iraque, segundo fontes curdas. No início desta semana, militantes do grupo haviam começado a demolir as ruínas da cidade de Nimrud, antiga capital do império assírio, situada no norte da Mesopotâmia e fundada no século 13 a.C. (UOL, 7 mar.15. Disponível em: Adaptado) Em relação à cidade citada no trecho, é correto afirmar que ficava localizada em uma região a)desértica, sem muitos recursos e sem a possibilidade de cultivar alimentos, o que fez do lugar um sítio bastante inóspito e com uma ocupação sempre muito instável e irregular. b)bem próxima ao vale do rio Nilo, o que favorecia o cultivo de alimentos nas terras férteis da várzea do rio, tendo possibilitado o contato com os egípcios e o processo de sedentarização. c)pouco propícia à sedentarização, o que levava os seus habitantes a estabelecerem trocas comerciais em busca de alimentos, além de conviverem com a dificuldade de produzir objetos de cerâmica. d)banhada por dois importantes rios, o Tigre e o Eufrates, em torno dos quais surgiram os primeiros agrupamentos humanos que dominaram a técnica da escrita de que se tem notícia. e)que oferecia água corrente em abundância, sem que se fizessem necessáriasobras hidráu- licas, o que favoreceu o desenvolvimento de uma sociedade complexa e institucionalizada. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Letra d. O enunciado faz referência ao Império Assírio e ao norte do Iraque. Ora, a civilização da antigui- dade que se desenvolveu na região fora os mesopotâmios. Tendo essa informação é possível concluir que se trata da região entre os rios Tigre e Eufrates. QUesTÃO 14 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 85 de 115 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2014) A religião dos romanos era politeísta e antropomórfica com nítidas influências das crenças etrusca e grega. Ao dominar grande parte do mundo conhecido, os romanos entraram em contato com diversas religiões e tiveram por elas grande respeito. Algumas chegaram a erigir seus templos na própria cidade de Roma. O Panteão, ou conjunto de deuses, dos romanos chegou a incorporar alguns dos deuses gre- gos, com nomes trocados para nomes latinos, mas com os mesmos atributos. (FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011) A tolerância que os romanos tiveram para com diversas religiões do mundo por eles conquis- tadas não existiu, entretanto, para com a religião cristã, pois a) o universo simbólico do cristianismo era muito próximo da religiosidade romana, inclusive em relação ao monoteísmo, o que acabou gerando certa competição entre as religiões. b)no momento em que surgiu o cristianismo, a sociedade romana vivia o período mais agudo da sua crise política, social e econômica, o que aumentou a repressão à nova religião. c)o cristianismo era, à época, uma religião fechada à conversão, assim como o judaísmo, o que contrariava o esforço de expansão e a perspectiva universalizante da sociedade romana. d)a figura do Papa e das outras autoridades da Igreja Católica, tais como cardeais, bispos e ar- cebispos, ameaçavam simbolicamente a ordem, a hierarquia e a própria existência do império. e)de início os cristãos foram perseguidos principalmente por motivos políticos, ainda que mais tarde, no contexto de crise da sociedade romana, o cristianismo tenha se expandido. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Letra e. O Edito de Milão, promulgado em 13 de junho de 313, foi um documento proclamatório para no qual se determina que o Império Romano seria neutro em relação ao credo religioso, acabando oficialmente com toda perseguição sancionada oficialmente, especialmente aos cristãos. O imperador Constantino, um dos responsáveis pela sua promulgação, se autodecla- rou protetor da fé cristã. QUesTÃO 15 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 86 de 115 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2013) A cidadania nos Estados nacionais contemporâneos é um fenômeno único na História. Não podemos falar de continuidade do mundo antigo, de repetição de uma experiência passada e nem mesmo de um desenvolvimento progressivo que unisse o mundo contemporâneo ao antigo. São mundos diferentes, com sociedades distintas, nas quais pertencimento, participação e direitos têm sentidos diversos. (Norberto Luiz Guarinello, Cidades-Estados na Antiguidade Clássica. In PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi (orgs.). História da Cidadania. São Paulo: Contexto, 2008, p. 29.) Entre as diferenças que separam o Estado nacional contemporâneo da cidade-estado da Antiguidade, é possível destacar a) o aspecto militar, que no passado era considerado parte das responsabilidades particulares de cada cidadão e hoje é um dever do Estado. b) a concepção de cidadania, muito mais restrita à época do que hoje, de tal forma que mulheres, estrangeiros e escravos não eram considerados cidadãos. c)a política educacional, de caráter público e direcionada a toda a população no mundo antigo, enquanto hoje coexistem instituições públicas e privadas. d)a política de reforma agrária, desnecessária no mundo antigo devido à igualdade econômica existente, enquanto hoje é parte importante das políticas sociais. e)a questão econômica, àquela época comandada pelo poder público e hoje sob a responsa- bilidade dos agentes privados, que gozam de grande autonomia. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Letra b. A questão cobra a evolução história de uma instituição. Nesse sentido, a afirmativa “b” mostra claramente que a noção de cidadania de hoje é muito mais ampla do que a cidadania em Ate- nas da antiguidade, restrita aos homens, maiores de 18 anos e filhos de pai e mãe ateniense. QUesTÃO 16 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 87 de 115 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2012) No século II a.C., os irmãos Tibério e Caio Graco defenderam a reforma agrária em Roma. Tal proposta era consequência de um processo histórico anterior de concentração de terras na sociedade romana, pois a)os camponeses, empobrecidos e sem condições de produzir, vinham perdendo suas terras para os patrícios e migrando para as cidades. b) os patrícios eram os únicos que poderiam ser proprietários de terra em Roma, já que havia uma clara limitação social relacionada ao direito de propriedade. c) a escravidão vinha diminuindo, o que fazia com que os ricos proprietários ampliassem as suas propriedades na tentativa de aumentar a produção em mais terras cultiváveis. d)as guerras de expansão tiveram como resultado a ampliação do número de pequenos pro- prietários, porque formavam-se pequenas propriedades nos novos territórios conquistados. e)apenas os grandes proprietários participavam do exército, o que tornava necessário aumen- tar o número de latifundiários para ampliar e reforçar o poder militar de Roma. Letra a. Tibério e Graco tinha origem plebeia e, por isso, tentaram realizar uma reforma agrária para diminuir as injustiças dos patrícios. QUesTÃO 17 (VUNESP/PM-SP/ALUNO-OFICIAL/2011) No tempo de Péricles, a população de Atenas era de, aproximadamente, 400 mil habitantes. Mas os cidadãos com direitos plenos não passavam de 40 mil. (...) (Luiz Koshiba. História: origens, estruturas e processos, 2000.) https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Na época tratada no fragmento, eram considerados cidadãos em Atenas apenas os a) homens e as mulheres religiosos, que tivessem propriedade rural. b) homens, filhos de pais atenienses. c) homens guerreiros, com origem nobre. d) aristocratas e os comerciantes, atenienses ou estrangeiros. e) homens e as mulheres, que possuíssem renda advinda de atividade urbana. Letra b. Querido(a), sobre esse assunto já discutimos muito em questões anteriores. Eram cidadãos apenas os homens, maiores de 18 anos, filhos de pai e mãe atenienses. QUesTÃO 18 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 88 de 115 (UFPI) A respeito da sociedade fenícia podemos afirmar corretamente que: a)a Fenícia desconhecia centralização do poder, pois era formada por cidades-estados que tinham ampla autonomia política, econômica, religiosa e administrativa. b)a independênciapolítica das cidades-estados fenícias foi possível, durante séculos, pelas alianças estabelecidas com os romanos que, por sua vez, faziam frente à expansão persa. c) os extensos vales situados entre as montanhas e o mediterrâneo possibilitaram o grande desenvolvimento da agricultura e do pastoreio e, consequentemente, do comércio. d) de todas as criações fenícias, a mais importante foi a caravela, posteriormente aperfeiçoada pelos gregos. e)a grande e original contribuição dos fenícios para a história da civilização foi a introdução das vogais no alfabeto criado pelos gregos e romanos, o que veio tornar a comunicação mais fácil e rápida. Letra a. Os fenícios eram comerciantes navegadores porque a região em que viviam não possibilitava a agricultura e o pastoreio em larga escala, suficiente para alimentar a população. Desse modo, fundaram cidades-estados independentes, com religião própria e cultos violentos, destacando o sacrifício de crianças. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos QUesTÃO 19 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 89 de 115 (UFRS) Em relação aos povos da Antiguidade, é correto afirmar que a)os assírios foram submetidos por Nabucodonosor, originando o episódio conhecido como o Cativeiro da Babilônia. b) os fenícios foram os criadores do alfabeto, posteriormente aperfeiçoado pelos gregos e latinos. c) os hebreus criaram um quadro religioso caracterizado pelo politeísmo e a mumificação. d)os egípcios estabeleceram, em 300 a.C., o importante Código de Hamurabi, um dos primei- ros códigos jurídicos escritos. e)os persas, após derrotarem as tropas de Alexandre, conseguiram anexar o território grego ao seu império. Letra b. Essa questão traz alternativas que misturam as realizações dos povos da antiguidade. A única alternativa que faz essa relação corretamente é a “b”, pois, como você sabe, os fenícios cria- ram o alfabeto fonético que foi aprimorado pelos romanos. QUesTÃO 20 (UEL) “... essencialmente mercadores, exportavam pescado, vinhos, ouro e prata, armas, praticavam a pirataria, e desenvolviam um intenso comércio de escravos no Mediterrâ- neo...” O texto refere-se a características que identificam, na Antiguidade Oriental, os a) fenícios. b) hebreus. c) caldeus. d) egípcios. e) persas. Letra a. Essa é muito fácil. Nem deixa margem para dúvidas. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos QUesTÃO 21 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 90 de 115 (UNESP/2003) Na região onde atualmente se encontra o Líbano, instalou-se, no III milênio a.C., um povo semita, que passou a ocupar a estreita faixa de terra, com cerca de 200 quilômetros de comprimento, apertada entre o mar e as montanhas. Várias razões os levaram ao comércio marítimo, merecendo destaque sua proximidade geográfica com o Egito; a costa, que oferecia lugares para bons portos; e os cedros, principal riqueza, usados na construção de navios. O contido nesse parágrafo refere-se ao povo a) fenício. b) hebreu. c) sumério. d) hitita. e) assírio. Letra a. Os fenícios ficaram conhecidos na história por serem grandes navegadores no mar mediterrâ- neo e, daí, comercializavam. QUesTÃO 22 (UNESP/2013) Na Mesopotâmia, todos os bens produzidos pelos próprios palá- cios e templos não eram suficientes para seu sustento. Assim, outros rendimentos eram bus- cados na exploração da população das aldeias e das cidades. As formas de exploração eram principalmente duas: os impostos e os trabalhos forçados. (Marcelo Rede. A Mesopotâmia, 2002.) Entre os trabalhos forçados a que o texto se refere, podemos mencionar a a) internação de doentes e loucos em áreas rurais, onde deviam cuidar das plantações de algodão, cevada e sésamo. b) utilização de prisioneiros de guerra como artesãos ou pastores de grandes rebanhos de gado bovino e caprino. c)escravidão definitiva dos filhos mais velhos das famílias de camponeses, o que caracteriza- va o sistema econômico mesopotâmico como escravista. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos d) servidão por dívidas, que provocava a submissão total, pelo resto da vida, dos devedores aos credores. e)obrigação de prestar serviços, devida por toda a população livre, nas obras realizadas pelo rei, como templos ou muralhas. Letra e. A Mesopotâmia e o Egito constituem os melhores modelos do Modo de Produção Asiático, praticado por determinadas civilizações da Antiguidade Oriental. Nesse sistema, além das co- munidades camponesas submetidas ao regime de servidão coletiva, o restante da população pertencente aos estamentos inferiores podia ser mobilizado pelo Estado para a realização de obras de interesse comum. QUesTÃO 23 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 91 de 115 (UFCSPA/RS) A Mesopotâmia atual situa-se no Oriente Médio entre os rios Tigre e Eufrates, que ficam no atual Iraque, na região conhecida como Crescente Fértil. Seu nome vem do grego (meso = meio e potamos = água) e significa “terra entre rios”. A fertilidade desta região, localizada em meio a montanhas e desertos, deve-se à presença dos rios. Sobre a civilização mesopotâmica, na Antiguidade Oriental, analisar os itens abaixo: I. – A estrutura social baseava-se na existência de uma pequena elite, controladora de uma vasta população que estava submetida ao trabalho compulsório, característica de um governo despótico, de fundamento teocrático, que domina todos os grupos sociais. II. – O Estado era responsável pelas obras hidráulicas necessárias para a sobrevivência da população, bem como pela cobrança de impostos e pela administração de estoques de alimentos. III. – Na religião mesopotâmica, o governante era representado e compreendido por seus súditos mais como uma divindade viva do que como um representante dos deuses. IV. – Em termos políticos, a Mesopotâmia caracterizou-se por ter, na instituição monárquica, personificada no governante, o seu principal fator de unidade. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Está(ão) CORRETO(S): a) Somente o item I. b) Somente os itens I e II. c) Somente os itens I, III e IV. d) Somente os itens II e IV. e) Todos os itens. Letra b. Na religião mesopotâmica o governante era visto como um representante dos deuses. Em ter- mos políticos, cabe ressaltar que a Mesopotâmia se caracterizou pelo desenvolvimento de diver- sas cidades-estados que disputavam a controle da região e alternaram períodos hegemônicos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 92 de 115 QUesTÃO 24 (UFSM/2004) A região da Mesopotâmia ocupa lugar central na história da humanidade. Na Antiguidade, foi berço da civilização sumeriana devido ao fato de a) ser ponto de confluência de rotas comerciais de povos de diversas culturas. b)ter um subsolo rico em minérios, possibilitando o salto tecnológico da idade da pedra para a idade dos metais. c) apresentar um relevo peculiar e favorável ao isolamento necessáriopara o crescimento so- cioeconômico. d) possuir uma área agriculturável extensa, favorecida pelos rios Tigre e Eufrates. e)abrigar um sistema hidrográfico ideal para locomoção de pessoas e apropriado para desen- volvimento comercial. Letra d. A Mesopotâmia se constituiu como um local bastante favorável ao desenvolvimento agrícola, potencializado pela construção de obras hidráulicas. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos QUesTÃO 25 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 93 de 115 (PUCPR) Na Antiguidade muitos povos consideravam que as doenças eram enviadas pelos deuses. No final do século VIII a.C., quando os assírios sitiaram a cidade de Jerusalém e ameaçaram invadi-la, uma epidemia virulenta acometeu o acampamento matando muitos soldados. Nessa ocasião, Ezequias, rei de Judá, considerou essa epidemia uma bênção de Deus. Nesse contexto, marque a alternativa INCORRETA sobre a religião dos hebreus: a) Os hebreus consideravam Deus como soberano absoluto, fonte de todo o Universo e dono de uma vontade suprema. b)O Deus hebreu era transcendente, não se identificava com nenhuma força natural; estava acima da natureza. c)Os hebreus consideravam Deus bom e que fazia exigências éticas ao seu povo. Ao contrário dos deuses do Oriente Próximo, Deus não era atraído pela luxúria ou impelido pelo mal. d) Deus para os hebreus era uno, soberano, transcendente e bom. e)Para os hebreus o poder de Deus vinha de um poder preexistente, habitava a natureza e fazia parte dela. Letra e. O monoteísmo inaugurado pelos hebreus não acreditava em um deus que habitasse a natureza, como vemos nos deuses egípcios, fenícios e mesopotâmicos. QUesTÃO 26 (UPF/2012) Com relação à civilização hebraica é incorreto afirmar: a)O denominado “Cativeiro da Babilônia” constituiu-se no processo de diáspora dos hebreus da região da Palestina. Esse processo os tornou um povo vagante desde aquela migração forçada e consequente dispersão de sua civilização -situação só reparada com a criação do Estado de Israel em 1948. b)Suas leis foram sistematizadas a partir de reelaborações de códigos de várias civilizações do Oriente Próximo, todavia, apresentaram uma novidade em relação às demais ao defender os pobres, viúvas e órfãos. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos c)A defesa de um deus uno, transcendente e bom implicava a vivência ética e moral visando à salvação futura de cada um. d)A consideração de si mesmos como “povo eleito” incutia nos hebreus a responsabilidade de serem exemplos de moralidade e vivência para as demais civilizações antigas. e)A importância dedicada à história devia-se à compreensão de que é na atuação temporal/ cotidiana que se está constituindo o caminho para a salvação futura. Letra a. O cativeiro babilônico é uma referência ao tempo em que o povo hebreu do reino de Judá ficou exilado sob o domínio do Império Babilônico. O exílio dos judeus na Babilônia se deu, segundo a Bíblia, por sua rebeldia frente aos mandamentos de Deus. QUesTÃO 27 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 94 de 115 (FUVEST/2011) As cidades [do Mediterrâneo antigo] se formaram, opondo-se ao internacionalismo praticado pelas antigas aristocracias. Elas se fecharam e criaram uma identidade própria, que lhes dava força e significado. Norberto Luiz Guarinello, A cidade na Antiguidade Clássica. São Paulo: Atual, p.20, 2006. Adaptado. As cidades-estados gregas da Antiguidade Clássica podem ser caracterizadas pela a) autossuficiência econômica e igualdade de direitos políticos entre seus habitantes. b) disciplina militar imposta a todas as crianças durante sua formação escolar. c) ocupação de territórios herdados de ancestrais e definição de leis e moeda próprias. d)concentração populacional em núcleos urbanos e isolamento em relação aos grupos que habitavam o meio rural. e)submissão da sociedade às decisões dos governantes e adoção de modelos democráticos de organização política. Letra c. a) Errada. Não havia igualdade de direito entre todos os habitantes. b) Errada. Esparta sim educava as crianças para a guerra desde os sete anos de idade. Entre- tanto, as outras cidades-estados não. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos c)Certa. As cidades se formaram pela ocupação de diferentes povos, como os jônios, eólios e dórios. Ao longo do tempo, nos territórios ocupados originalmente pelo povo creto-micênico, fundaram-se as cidades-estados. d) Errada. Havia integração entre as cidades-estados e o meio rural devido à necessidade de abastecimento das pólis. e) Errada. Afirmativa contraditória. QUesTÃO 28 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 95 de 115 (MACKENZIE/SP) As afirmações seguintes referem-se à história da Roma Antiga. I. – Ao lado da versão lendária da fundação de Roma pelos jovens gêmeos Rômulo e Remo, a versão histórica sugere a presença de grupos humanos estabelecidos, já antes de 753 a.C., na região do futuro Lácio. II. – O período republicano foi marcado pelas lutas entre patrícios e plebeus, como aquela que, em 498 a.C., acabou por instituir os Tribunos da Plebe, representantes plebeus no Senado. III. – Entre as maiores heranças culturais dos romanos para a civilização ocidental, estão o Direito e a língua latina, tendo esta servido de matriz linguística a inúmeros idiomas modernos. Assinale: a) se apenas I é correta. b) se apenas II é correta. c) se apenas III é correta. d) se apenas I e II são corretas. e) se I, II e III são corretas. Letra e. Todas as afirmativas estão corretas. Cabe destacar que a Tribuna da Plebe foi instituída devido à pressão dos plebeus por participação na política romana. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos QUesTÃO 29 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 96 de 115 (FUVEST/2005) “Vendo Sólon [que] a cidade se dividia pelas disputas entre facções e que alguns cidadãos, por apatia, estavam prontos a aceitar qualquer resultado, fez aprovar uma lei específica contra eles, obrigando-os, se não quisessem perder seus direitos de cidadãos, a escolher um dos partidos”. Aristóteles, em A Constituição de Atenas. A lei visava: a) diminuir a participação dos cidadãos na vida política da cidade. b) obrigar os cidadãos a participar da vida política da cidade. c) aumentar a segurança dos cidadãos que participavam da política. d) deixar aos cidadãos a decisão de participar ou não da política. e) impedir que conflitos entre os cidadãos prejudicassem a cidade. Letra b. Esta questão envolve interpretação de texto. Note que temos a ideia de obrigação no enuncia- do. Assim, a única alternativa que concorda com o texto é a “b”. QUesTÃO 30 (UFTM/MG) O comércio desenvolveu-se; a mão de obra escrava tornou-se dominante; ocorreu o êxodo rural; surgiram os homens novos ou cavaleiros; generais fortaleceram-se; intensas lutas pelo poder desencadearam guerras civis e o governorecorreu à política do pão e circo para alienar a plebe urbana. Essas transformações: a) marcaram o surgimento das civilizações do Oriente Próximo. b) caracterizaram Atenas durante o apogeu da democracia. c) foram consequências do domínio macedônio sobre as cidades gregas. d) explicaram a transição da Monarquia para a República em Roma. e) resultaram das conquistas romanas na bacia do Mediterrâneo. Letra e. Devido às conquistas territoriais dos romanos houve um aumento da riqueza que circulava em Romas. Entretanto, essa riqueza não era distribuída, ficando concentrada nas mãos dos patrí- https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos cios. Desse moto, aumentaram sobremaneira as lutas dos plebeus por melhores condições. Assim, todos os eventos descritos no enunciado são consequências desta expansão romana. QUesTÃO 31 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 97 de 115 (UFRGS) Principal governante do primeiro império babilônico, o rei Hamurábi (1792-1750 a.C.) destacou-se pelas conquistas territoriais e pela forma de administração dos territórios conquistados. Em seu legado, podemos incluir a: a)construção de um complexo conjunto arquitetônico em seu palácio suntuoso, conhecido como Os Jardins Suspensos da Babilônia; b) criação de um sistema coerente de escrita para ser utilizada nos cultos religiosos praticados no império, denominada acádica-cuneiforme; c)fixação, por escrito, dos costumes jurídicos num dos primeiros códigos de leis de que se tem notícia, o Código de Hamurábi; d) organização de um exército permanente composto por guerreiros profissionais assalariados, armados com equipamentos de ferro; e) realização da célebre Torre de Babel, construção de altura descomunal, mencionada no Antigo Testamento. Letra c. O Código de Hamurabi é um conjunto de leis criadas pelo sexto rei da Suméria Hamurabi, da primeira dinastia babilônica, no século XVIII a.C., na Mesopotâmia. É um código baseado na lei do Talião, que representa uma dura retaliação do crime praticado e de sua pena. QUesTÃO 32 (UFAM) “Se um homem alugar um boi ou um asno, e se nos campos o leão matar o gado, é o proprietário do gado quem sofrerá a perda. Se um homem bater em seu pai, terá as mãos cortadas. Se um homem furar o olho de um homem livre, ser-lhe-á furado o olho”. Sendo um dos primeiros códigos de lei de que se tem conhecimento, este texto está associado: a) Ao Império Babilônico sob o reinado de Hamurabi. b) Ao Império Persa sob a dinastia de Talião. c) Ao Império Persa sob o reinado de Cambises ll. d) Ao Egito sob o reinado de Amenófis l. e) A Sociedade ateniense sob a direção de Péricles. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Letra a. Lembre-se de que o Código de Hamurabi, embasado a lei te talião, visava a justiça de acordo com o crime cometido. “Olho por olho, dente por dente.” QUesTÃO 33 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 98 de 115 (UECE/2008/2) Os fenícios viviam numa faixa de duzentos quilômetros de com- primento, entre o mar Mediterrâneo e as montanhas do atual Líbano. Semitas, provinham do litoral setentrional do mar Vermelho. Assinale a principal contribuição desse povo para as sociedades atuais. a) O alfabeto. b) Os templos. c) A escrita hieroglífica. d) A escrita cuneiforme. e) A invenção do comércio. Letra a. Muito fácil. Tenho certeza de que já memorizou de tanto resolver exercícios sobre os fenícios. QUesTÃO 34 (FUVEST/1998) A partir do III milênio a. C. desenvolveram-se, nos vales dos grandes rios do Oriente Próximo, como o Nilo, o Tigre e o Eufrates, estados teocráticos, forte- mente organizados e centralizados e com extensa burocracia. Uma explicação para seu surgimento é a)a revolta dos camponeses e a insurreição dos artesãos nas cidades, que só puderam ser contidas pela imposição dos governos autoritários. b) a necessidade de coordenar o trabalho de grandes contingentes humanos, para realizar obras de irrigação. c)a influência das grandes civilizações do Extremo Oriente, que chegou ao Oriente Próximo através das caravanas de seda. d) a expansão das religiões monoteístas, que fundamentavam o caráter divino da realeza e o poder absoluto do monarca. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos e) a introdução de instrumentos de ferro e a consequente revolução tecnológica, que transfor- mou a agricultura dos vales e levou à centralização do poder. Letra b. Também acredito que não errou essa. Lembre-se de que foi Menés quem conseguiu unificar o Egito, sendo considerado o primeiro faraó, justamente por coordenar a mão de obra dos no- mos para construção de grandes obras públicas para aproveitamento dos recursos hídricos do Rio Nilo. A mesma situação ocorreu na Mesopotâmia para aproveitamento dos Rios Tigre e Eufrates. QUesTÃO 35 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 99 de 115 (UFPE) Entre os povos do oriente médio, os hebreus foram os que mais influen- ciaram a cultura da civilização ocidental, uma vez que o cristianismo é considerado como uma continuação das tradições religiosas hebraicas. A partir do texto anterior, assinale a alternativa incorreta: a) Originários daArábia, os hebreus constituíram dois reinos: o de Judá e o de Israel na Palestina. b)As guerras geraram a unidade política dos hebreus. Essa unidade se firmou primeiro em torno de juízes e, depois, em volta dos reis. c) Os profetas surgiram na Palestina por volta dos séculos VIII e VII a.C., quando ocorreu uma onda de protestos dos trabalhadores contra os comerciantes. d) A religião hebraica passou por diversas fases, evoluindo do politeísmo ao monoteísmo difundido pelos profetas. e)Os hebreus organizaram-se social e economicamente com base na propriedade da terra, o que deu início à Diáspora. Letra e. A diáspora hebraica não ocorreu em razão da organização social e econômica baseada na propriedade de terras (inclusive, durante uma boa parte da constituição enquanto civilização, os hebreus eram seminômades), mas por esse povo ter sido submetido ao domínio de outras civilizações, como a babilônica e, posteriormente, a romana e a árabe. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos QUesTÃO 36 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 100 de 115 (UFRN) Entre os hebreus da Antiguidade, os profetas eram considerados mensa- geiros de Deus, lembrando ao povo as demandas da justiça e da Lei dadas por Javé. Isaías, um dos profetas dessa época, em nome de Javé proclamou: Ai dos que decretam leis injustas; dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos! (Isaías 10:1-2). Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e ficam como únicos moradores no meio da terra! (Isaías 5:8) Esses pronunciamentos do profeta Isaías estão ligados a uma época da históriahebraica em que ocorreu: a)a saída dos hebreus do Egito, sob o comando de Moisés, e o estabelecimento em Canaã, conquistando as terras dos povos que ali habitavam. b)a imigração para o Egito, quando os hebreus receberam terras férteis no delta do rio Nilo, por influência de José, que exercia ali o cargo de governador. c)a formação de uma aristocracia, que enriquecera com o comércio e com a apropriação das terras dos camponeses endividados. d)a conquista de Jerusalém por Nabucodonosor, quando os judeus foram despojados de suas terras e deportados para a Babilônia. e) ao domínio persa, como Ciro, o Grande, que massacrou milhares de camponeses hebreus. Letra c. Questão de interpretação de texto. Os textos proféticos do Antigo Testamento, além de guar- darem consigo, segundo a tradição judaico-cristã, o anúncio da vinda do Messias, também revelam muitos aspectos do contexto histórico que permeava a vida dos hebreus daquele pe- ríodo. O trecho em questão evidencia a crítica do profeta Isaías àqueles que se enriqueceram às custas da população camponesa. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos QUesTÃO 37 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 101 de 115 (PUC-SP) Diáspora é o termo que designa a dispersão dos hebreus por várias regiões do mundo, após serem expulsos de seu território no século II. Somente depois de 1948, com a criação do Estado de Israel, esse povo pôde voltar a se reunir num mesmo país. Entretanto, essa reconquista vem sendo, há quase meio século, motivo de contendas entre os israelenses e o povo ocupante daquela região. O ano de 1995, talvez, seja o marco do apazi- guamento desses conflitos, uma vez que acordos têm sido realizados pelos seus líderes, sob a chancela da diplomacia internacional – o que, infelizmente, não impediu o assassinato do primeiro-ministro de Israel. O povo que provocou a dispersão dos hebreus no século II e o povo que manteve o confronto com os israelenses desde 1948 são, respectivamente: a) os egípcios e os iranianos. b) os romanos e os palestinos. c) os palestinos e os egípcios d) os romanos e os iranianos e) os egípcios e os palestinos. Letra b. Esse tipo de questão fatalmente você encontrará na prova. A FGV gosta muito de fazer essa relação de processo histórico, de ponte entre passado e presente. Expulsos da Palestina pelos romanos, os judeus ficaram dispersos por várias regiões do mundo até o início do século XX, quando o movimento sionista iniciou a campanha para reconquistar a região palestina, palco de intensos conflitos militares até os dias atuais. QUesTÃO 38 (UESPI) Roma, capital do maior império da Antiguidade, tinha uma vida agitada que lembra alguns problemas vividos pelas cidades modernas. Em Roma: a) apesar da grande população, não havia problemas de falta de moradia. b) o lazer não tinha um papel significativo, não sendo comuns espetáculos públicos. c) havia reclamações contra a violência e os transtornos causados pelo trânsito. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos d) não havia o desequilíbrio econômico que marca algumas cidades modernas. e) as mulheres tinham liberdade e não dependiam dos seus maridos. Letra c. Essa é pra acertar por eliminação: a) Errada. Havia grande desigualdade, refletida inclusive, na falta de moradias. b) Errada. Haviam grandes espetáculos dentro a política de “pão e circo”, especialmente os combates entre gladiadores. d) Errada. Havia sim grandes desigualdades sociais. e) Errada. As mulheres não tinham os mesmos direitos políticos dos homens, ademais, eram totalmente dependentes da vontade de seus maridos. QUesTÃO 39 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 102 de 115 (UFAM) A civilização romana conheceu a seguinte evolução política: a) Império, Monarquia e República. b) Monarquia, Império e República. c) Monarquia, República e Império. d) Império, República e Monarquia. e) República, Monarquia e Império. Letra c. Essa questão é muito fácil, mas exige a memorização da ordem cronológica da organização política de Roma. QUesTÃO 40 (ENEM) Em 3200 a.C., Menés ficou conhecido por ser o primeiro Faraó do EgitoAntigo. Durante os seus reinados, os faraós possuíam bastante poder político e econômico. Diante disso, marque a alternativa correta sobre o que foi a Teocracia na civilização egípcia. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos a)Os Faraós tinham autonomia política e econômica na civilização egípcia, mas, em relação à religião, eles não demonstravam tanta autoridade, pois os deuses eram considerados os mais poderosos pelos indivíduos egípcios. b)Teocracia foi uma forma de governo no Egito Antigo em que os Faraós promoveram uma aliança entre religião e política, uma vez que eles eram adorados como deuses e respeitados como rei. c)Um governo teocrático era simplesmente aquele em que os indivíduos eram governados por um Faraó que, apesar do grande poder político e econômico, não era visto como um deus. d)Somente o Faraó Mentuhotep II, durante o Médio Império, conseguiu promover uma monar- quia teocrática em que ele era visto como um deus perante os indivíduos egípcios. Letra b. O sistema teocrático no Egito Antigo prevaleceu por vários anos e consistiu numa prática que auxiliava os Faraós em seus governos. Nesse sistema, o Faraó, além de ser visto como um líder político, isto é, um rei, ele também era adorado pelos indivíduos como um deus. Portanto, a aliança entre religião e política foi uma maneira de legitimar a autoridade do Faraó perante a civilização egípcia. QUesTÃO 41 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 103 de 115 (UFSM-RS) A região da Mesopotâmia ocupa lugar central na história da humani- dade. Na Antiguidade, foi berço da civilização sumeriana devido ao fato de: a) ser ponto de confluência de rotas comerciais de povos de diversas culturas. b)ter um subsolo rico em minérios, possibilitando o salto tecnológico da idade da pedra para a idade dos metais. c) apresentar um relevo peculiar e favorável ao isolamento necessário para o crescimento so- cioeconômico. d) possuir uma área agricultável extensa, favorecida pelos rios Tigre e Eufrates. e)abrigar um sistema hidrográfico ideal para a locomoção de pessoas e apropriado para de- senvolvimento comercial. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Letra d. Marcando o período da história em que observamos o nascimento das chamadas “sociedades hidráulicas”, a Mesopotâmia atraiu diversas civilizações em virtude de seus amplos recursos hídricos. Com o desenvolvimento agrícola ali observado, podemos ver a formação de vários cen- tros urbanos, onde temos a elaboração de complexas atividades culturais, religiosas e políticas. QUesTÃO 42 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 104 de 115 (FCL-SP) Examine as proposições e responda de acordo com o código. I.– A região que compreendia a Mesopotâmia, entre os rios Tigre eEufrates e atualmente parte do Iraque, foi habitada entre 3200 e 2000 a.C. por diferentes povos semitas, entre os quais se incluíam os sumérios. II.– A cidade de Babel, capital do império de Hamurábi, desenvolveu-se e abrigou parte da civi- lização babilônica antes do nascimento de Cristo. III.– Outro importante rei babilônico, em cujo império foram construídas grandes obras arquite- tônicas, foi Nabucodonosor, que também viveu antes do nascimento de Cristo. a) Todas as proposições são verdadeiras. b) Apenas as proposições I e II são verdadeiras. c) Apenas as proposições I e III são verdadeiras. d) Apenas as proposições II e III são verdadeiras. e) Todas as proposições são falsas. Letra d. A Mesopotâmia começou a se povoada há cerca de 4.000 a.C. Grupos tribais da Ásia Central e das montanhas da Eurásia chegaram ao local devido às extensas áreas férteis próximas aos rios, além da vantagem de terem água próxima, fornecendo subsídio para pesca, alimentação e transporte. Somente mais tarde chegaram os sumérios, por volta de 3250 a.C. e 2800 a.C. QUesTÃO 43 (UFRN) As sociedades que, na Antiguidade, habitavam os vales dos rios Nilo, Tigre e Eufrates tinham em comum o fato de: https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos a)terem desenvolvido um intenso comércio marítimo, que favoreceu a constituição de grandes civilizações hidráulicas. b) serem povos orientais que formaram diversas cidades-estados, as quais organizavam e controlavam a produção de cereais. c)haverem possibilitado a formação do Estado a partir da produção de excedentes, da neces- sidade de controle hidráulico e da diferenciação social. d)possuírem, baseados na prestação de serviço dos camponeses, imensos exércitos que viabilizaram a formação de grandes impérios milenares. Letra c. Marcando o processo de formação que se desenrola na formação das primeiras civilizações, os povos que habitaram a região do Nilo, Tigre e Eufrates tinham no uso do rico suporte hidráu- lico dessas regiões a criação de sociedades complexas onde vemos a presença de um grande contingente populacional, a formação de instituições políticas e diferenciações sociais. QUesTÃO 44 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 105 de 115 (PUC-SP) Na História Antiga, os sumérios são necessariamente lembrados quando se estuda: a) a base religiosa das civilizações iranianas. b) a base cultural da civilização mesopotâmica. c) o caráter religioso da astronomia caldaica. d) a evolução econômica da civilização fenícia. e) n.d.a. Letra b. Os povos sumérios, ou civilização sumeriana, desenvolveram-se na Mesopotâmia, entre a Ásia Menor e o Oriente Médio, no vale fértil banhado pelos rios Tigre e Eufrates, onde hoje se encontram os atuais países do Iraque e da Síria. Dos sumérios, outros povos desenvolveram-se nessa mesma região. Por isso, eles são considerados a base cultural da Mesopotâmia. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos QUesTÃO 45 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 106 de 115 (AOCP/PREF. MUN. DE SEROPÉDICA/PROF. DE HISTÓRIA/2013) Ao longo da história, os sujeitos oprimidos lutaram para conquistar seus direitos empreendendo rebeliões ou desenvolvendo formas de resistências. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta. a)Foi durante o período da República romana (509-27 a.C.) que os plebeus percorreram um caminho de lutas contra os patrícios para adquirir direitos sociais, jurídicos e políticos. b)No período em que vigorou o feudalismo na Europa, os camponeses eram dóceis e resigna- dos em relação aos senhores feudais, portanto não há registros de rebeliões. c)A sociedade europeia dos séculos XVI a XVIII viveu um período de tranquilidade, sem grandes contestações à ordem estabelecida até que eclodiu a Revolução Francesa. d)A Revolução Industrial foi um advento muito importante para os operários que a receberam com gratidão por ter, afinal, as máquinas a seu favor no desempenho das atividades fabris. e)A luta pelos direitos de cidadania da mulher se estendeu pelos séculos XVIII, XIX e início do XX, trazendo conquistas plenas para estas em todo o Ocidente e Oriente. Letra a. Durante a República Romana (529 a.C. a 27 a.C.) os plebeus empreenderam uma dura luta contra o domínio dos patrícios. Nesse sentido, conseguiram estabelecer a Tribuna da Plebe, a Lei das Doze Tábuas, a lei Licínia, entre outras conquistas. QUesTÃO 46 (IFG) A GréciaAntiga não conheceu um Estado centralizado. Organizou-se por meio de cidades-estados, denominadas de pólis. A esse respeito, assinale a alternativa INCORRETA: a)A pólis era uma construção social e política autodeterminada; todavia, a disputa pela hegemonia na antiga Grécia a movia. b)Na pólis, não havia espaço para cultos, deuses e santuários, nem mesmo para consulta aos oráculos anteriormente à tomada de decisões. c) A pólis expressava uma cultura e uma identidade próprias, marcadamente urbanas, denomi- nadas de ethos. d)Nas pólis, a norma jurídica (lei), promulgada nos regimes democráticos ou outorgada nos regimes aristocráticos, era reconhecida como ato orientado pela razão e, portanto, humano. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos e) A experiencialização social e cultural que o grego antigo viveu nas pólis permitiu a capa- cidade de explicar os problemas da comunidade no âmbito dela própria, fundamentalmente apartada dos deuses. Letra b. A alternativa “b” está incorreta porque era fundamental, na pólis grega, os espaços para os cultos aos deuses, consultas a oráculos, bem como para espetáculos como o teatro, entre outras atividades. A religião tinha um papel vital na estrutura das cidades-estados. QUesTÃO 47 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 107 de 115 (IFG) Nas cidades-estados da Grécia Antiga, sobretudo em Atenas, a discussão política entre os homens livres ocorria em ambiente público. Esse ambiente era conhecido como: a) Campos Elísios b) Coreto c) Praça Cidadã d) Ágora e) Liceu Letra d. Ágora era o termo usado tanto para a reunião dos homens livres com o objetivo de deliberação sobre assuntos políticos quanto para denominar o lugar em que eles se reuniam, isto é, em alguma praça central da pólis. QUesTÃO 48 (UFAM) Foi durante o período da Monarquia que a cidade de Roma foi constituída, dando origem posteriormente ao maior Império da Antiguidade. Sobre o mito de origem da cidade de Roma é correto afirmar que: a) Foi fundada por Cícero e Tito Flávio, órfãos amamentados por uma cabra. b) Foi fundada pelos irmãos Tibério e Caio Graco, criados por uma loba. c) Foi fundada por Rômulo e Remo, abandonados no rio Tibre e amamentados por uma loba. d) Foi fundada por César e Otávio Augusto, após as vitórias militares na Gália. https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos Letra c. A lenda conta que Rômulo e Remo, após serem amamentados por uma loba, foram criados por um pastor, fundando posteriormente a cidade de Roma. QUesTÃO 49 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-seaos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 108 de 115 (UFV)Arespeito das classes que compunham a sociedaderomana naAntiguidade, é CORRETO afirmar que: a)os “plebeus” podiam casar-se com membros das famílias patrícias, forma pela qual conse- guiam quitar suas pendências de terra e dinheiro, conseguindo assim certa ascensão social. b)os “plebeus” compunham a classe formada pelos camponeses, artesãos e alguns que conseguiam enriquecer-se por meio do comércio, atividade que lhes era permitida. c)os “clientes” eram estrangeiros acolhidos pelos patrícios e transformados em escravos, quando sua conduta moral não condizia com a de seus protetores. d)os “patrícios” foram igualados aos plebeus durante a democracia romana, quando da revolta dos clientes, que lutaram contra a exclusão social da qual eram vítimas. e)os “escravos” por dívida eram resultado da transformação de qualquer romano em proprie- dade de outrem, o que ocorria para todos que violassem a obrigação de pagar os impostos que sustentavam o Estado expansionista. Letra b. Ao contrário dos patrícios, a plebe não possuía origem nobre nos antigos clãs que funda- ram a cidade de Roma. Consequentemente, também não possuía as grandes faixas de terras cultiváveis que os patrícios possuíam e nem os mesmos privilégios políticos que estes. QUesTÃO 50 (UFSCAR) Quando a notícia disto chegou ao exterior, explodiram revoltas de escravos em Roma (onde 150 conspiraram contra o governo), em Atenas (acima de 1.000 envolvidos), em Delos e em muitos outros lugares. Mas os funcionários governamentais logo as suprimiram nos diversos lugares com pronta ação e terríveis torturas como punição, de modo que outros que estavam a ponto de revoltar- se caíram em si. (Diodoro da Sicília, sobre a Guerra Servil na Sicília. 135-132 a.C.) https://www.grancursosonline.com.br/ HISTÓRIA Antiguidade Daniel Vasconcellos É correto afirmar que as revoltas de escravos na Roma Antiga eram: a) lideradas por senadores que lutavam contra o sistema escravista. b) semelhantes às revoltas dos hilotas em Esparta. c) provocadas pela exploração e maus-tratos impostos pelos senhores. d) desencadeadas pelas frágeis leis, que deixavam indefinida a situação de escravidão. e) pouco frequentes, comparadas com as que ocorreram em Atenas no tempo de Sólon. Letra c. Os escravos rebelaram-se em virtude da exploração e maus-tratos que lhes eram impostos como forma de controle social. Todavia, essas revoltas só foram possíveis pelo fato de esses escravos terem se articulado contra os senhores, apesar de não terem sido um grupo social homogêneo. QUesTÃO 51 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 109 de 115 (UNESP) É certo que as civilizações da Antiguidade legaram à posteridade um respeitável acervo cultural. No entanto, para superar equívoco, assinale a alternativa INCORRETA: a)A pintura egípcia revela belos exemplos de descrição de movimento, sendo a figura humana representada com a cabeça e os pés de perfil. b)Entre as Civilizações Mesopotâmicas que se desenvolveram no vale dos rios Tigre e Eufra- tes, predominou, durante certo tempo, a forma asiática de produção. c)No período denominado Homérico, houve a dissolução das comunidades gentílicas e a for- mação gradativa das Cidades-Estados da Grécia. d) A escrita egípcia era em caracteres cuneiformes. e)O Direito Romano, sujeito a novas interpretações, tornou-se parte importante do Código de Justiniano, influenciou juristas da Idade Média e até das fases históricas subsequentes. Letra d. A escrita egípcia era hieroglífica. https://www.grancursosonline.com.br/ O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 110 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/ O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DIEGO SALES DE OLIVEIRA - 05122655502, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. www.grancursosonline.com.br 111 de 115 https://www.grancursosonline.com.br/