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FISIOLOGIA DA MICÇÃO 
 
1) A micção é o processo por meio do qual a bexiga urinária é esvaziada. 
 
2) Esse processo envolve: 
 
a) Primeiro, a bexiga se enche até que a tensão em suas paredes aumente 
acima de um limiar. 
 
b) Depois, um reflexo nervoso chamado reflexo de micção esvazia a 
bexiga ou promove um desejo consciente de urinar. 
 
 
 
FUNCIONAMENTO DA BEXIGA 
 
1) A bexiga urinária, é uma câmara de músculo liso composta por duas 
partes: 
 
(1) corpo, responsável por armazenar a urina; 
 
(2) colo, extensão afunilada do corpo que se conecta à uretra. 
 
2) O músculo liso da bexiga recebe o nome de músculo detrusor. A 
contração do músculo detrusor aumenta a pressão vesical, sendo 
importante no esvaziamento da bexiga. 
 
3) As células do detrusor fundem-se umas às outras e formam trajetos de 
baixa resistência elétrica de uma célula até a outra. Dessa forma, o 
potencial de ação pode se distribuir ao longo do músculo, causando 
contração de toda a bexiga de uma só vez. 
 
4) Acima do colo vesical, há uma região denominada trígono vesical (forma 
de triângulo). No ápice do triângulo formado pelo trígono está o colo 
vesical que se abre para a uretra posterior e, nos dois ângulos superiores 
do trígono, dois ureteres desembocam na bexiga. 
 
5) A mucosa do trígono, o revestimento interno da bexiga, é lisa, diferente da 
mucosa do restante da bexiga, que é formada por pregas. 
 
6) O colo vesical (uretra posterior) possui parede composta pelo músculo 
detrusor e tecido elástico. Nessa área, o músculo denomina-se esfíncter 
interno. Seu tônus natural mantém o colo e a uretra posterior sem urina, 
prevenindo o esvaziamento da bexiga até que a pressão aumente até 
atingir o limiar. 
 
7) Após a uretra posterior, o canal uretral passa pelo diafragma urogenital, 
que contém uma camada muscular chamada esfíncter externo da bexiga. 
Esse músculo é de natureza esquelética e voluntária, logo, pode ser 
utilizado para impedir a micção de forma consciente. 
 
 
 
INERVAÇÃO DA BEXIGA 
 
1) O principal suprimento nervoso da bexiga provém dos nervos pélvicos, 
que se ligam à medula espinhal por meio do plexo sacral. 
 
2) No curso dos nervos pélvicos há fibras sensitivas e motoras – nervo 
misto. 
 
3) As fibras sensitivas detectam o grau de estiramento da parede da bexiga. 
Os sinais de estiramento que advêm da uretra posterior são os 
responsáveis pelos reflexos que causam o esvaziamento da bexiga. 
 
4) As fibras motoras são fibras parassimpáticas. Terminam em células 
ganglionares localizadas na parede da bexiga. Ou seja, são fibras pós-
ganglionares curtas inervando o músculo detrusor. 
 
5) Fora as fibras dos nervos pélvicos há fibras motoras esqueléticas 
transmitidas pelo nervo pudendo para o esfíncter externo da bexiga. 
Essas fibras são somáticas e inervam e controlam o músculo esquelético 
voluntário do esfíncter. 
 
 
TRANSPORTE DE URINA 
 
1) A urina expelida da bexiga tem a mesma composição do líquido que 
flui dos ductos coletores. Não há alterações significativas na 
composição da urina conforme ela flui. 
 
2) A urina que flui dos ductos coletores até os cálices renais causa 
estiramento desses cálices, isso provoca contrações peristálticas ao 
longo da pelve renal e do trajeto do ureter, forçando a urina a fluir da 
pelve renal até a bexiga. 
 
3) As paredes dos ureteres contêm músculo liso e são inervadas por 
nervos simpáticos e parassimpáticos. Como em outros músculos lisos 
viscerais, contrações peristálticas são aumentadas pela estimulação 
parassimpática e inibidas pela estimulação simpática. 
 
4) Os ureteres adentram a bexiga através do músculo detrusor. O tônus 
normal do músculo detrusor na parede da bexiga tende a comprimir os 
ureteres, de forma que não ocorra fluxo retrógrado (refluxo) de urina a 
partir da bexiga quando a pressão aumenta durante a micção. 
 
REFLEXO DE MICÇÃO 
 
1) Conforme a bexiga é preenchida contrações de micção sequenciais vão 
surgindo. Elas resultam de um reflexo de estiramento deflagrado por 
receptores sensitivos de estiramento presentes na parede da bexiga. 
 
2) Os sinais sensitivos advindos dos receptores de estiramento da bexiga são 
conduzidos pelos nervos esplâncnicos pélvicos até os segmentos 
sacrais da medula espinhal e o reflexo retorna à bexiga através das fibras 
nervosas parassimpáticas. 
 
3) Quando a bexiga está parcialmente cheia, as contrações de micção se 
relaxam espontaneamente após um curto intervalo de tempo, com o 
detrusor cessando sua contração e a pressão voltando ao seu valor basal. 
 
4) À medida que a bexiga é preenchida, os reflexos de micção tornam-se 
mais frequentes e causam maiores contrações do músculo detrusor. 
 
5) A contração inicial da bexiga ativa os receptores de estiramento, 
causando aumento nos impulsos sensitivos que provêm da bexiga e uretra 
posterior. O aumento nos impulsos provoca aumento na contração reflexa 
da bexiga; dessa forma, o ciclo se repete até que a bexiga atinja um grau 
de contração forte. 
 
6) Após alguns segundos, o reflexo autorregenerativo começa a fatigar-se, 
cessando o ciclo de reflexos de micção e permitindo o relaxamento da 
bexiga. 
 
7) Após ocorrência de um reflexo de micção que não culminou com o 
esvaziamento da bexiga, os elementos nervosos do reflexo 
permanecem em um estado refratário por um tempo (minutos – horas), 
antes que ocorra um próximo reflexo. 
 
8) Com o enchimento cada vez maior da bexiga, mais e mais reflexos de 
micção são deflagrados e com maior intensidade. 
 
9) Quando o reflexo de micção se torna forte o suficiente, ele induz um outro 
reflexo, que segue pelos nervos pudendos até o esfíncter externo, 
causando sua inibição. 
 
10) Se a inibição do encéfalo for mais potente do que os sinais de constrição 
voluntários enviados ao esfíncter externo, ocorrerá a micção. Caso 
contrário, não ocorrerá micção até que a bexiga seja ainda mais 
preenchida, de forma a tornar o reflexo ainda mais intenso. 
 
INFLUÊNCIA DO ENCÉFALO NA MICÇÃO 
 
1) O reflexo de micção é um reflexo da medula espinhal, mas pode ser 
inibido ou facilitado por centros no encéfalo (ponte e córtex). 
 
2) O reflexo de micção é a causa base da micção, mas centros superiores 
normalmente exercem o controle final da micção da seguinte forma: 
 
a) Os centros superiores mantêm o reflexo de micção parcialmente 
inibido, exceto quando há desejo de urinar. 
 
b) Os centros superiores podem impedir a micção, mesmo durante o 
reflexo de micção, por meio de contração tônica do esfíncter externo da 
bexiga, até que se apresente o momento conveniente de urinar. 
 
c) Quando chega o momento de urinar, centros corticais podem auxiliar a 
deflagração do reflexo de micção e, ao mesmo tempo, inibir o esfíncter 
urinário externo para que ocorra a micção. 
 
3) A micção voluntária é iniciada do seguinte modo: 
 
a) O indivíduo contrai voluntariamente os músculos abdominais, os 
quais aumentam a pressão vesical e permitem que mais urina adentre o 
colo vesical e pressionem a uretra posterior, estirando suas paredes. 
 
b) Essa ação estimula os receptores de estiramento, que deflagram o 
reflexo de micção. 
 
c) Simultaneamente, o esfíncter uretral externo é inibido. 
 
d) Normalmente, toda a urina é eliminada. 
 
 
FORMAÇÃO DE URINA 
 
1) A formação da urina se inicia quando uma grande quantidade de líquido 
com baixa concentração de proteínas é filtrado dos capilares 
glomerulares para a cápsula de Bowman. 
 
2) A maioria das substâncias presentes no plasma, exceto as proteínas, é 
filtrada livremente. 
 
3) Conforme o filtrado deixa a cápsula de Bowman e passa através dos 
túbulos, é modificado pela reabsorção ou pela secreção de outras 
substâncias dos capilares peritubulares para os túbulos. 
 
 
 
4) Os eletrólitos, como íons sódio, cloro e bicarbonato, são altamente 
reabsorvidos, deforma que apenas pequenas quantidades estarão 
presentes na urina. 
 
5) Substâncias nutricionais, como aminoácidos e glicose, são completamente 
reabsorvidas dos túbulos e tornam-se ausentes na urina, mesmo quando 
grandes quantidades são filtradas nos capilares glomerulares. 
 
6) Cada um desses processos – filtração glomerular, reabsorção tubular e 
secreção tubular – é regulado de acordo com as necessidades do 
organismo. 
 
REFERÊNCIAS 
1) Hall JE, Hall ME. Guyton & Hall – Tratado de Fisiologia Médica. 14ª edição. 
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2021.

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