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ASPECTOS JURÍDICOS 
APLICADOS I
Prof. Rogério Castro
Vito
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*A responsabilidade pela idoneidade, 
originalidade e licitude dos conteúdos didáticos 
apresentados é do professor.
Proibida a reprodução, total ou parcial, sem 
autorização. Lei nº 9610/98
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ASPECTOS JURÍDICOS APLICADOS 
À GESTÃO DE NEGÓCIOS
1. Economia e Direito (Empresarial);
2. O Direito como “direito-custo”; 
3. Registro de empresa e escrituração;
4. Direito Societário (LTDA, S/A e EIRELI);
5. Direito Contratual (compra e venda, representação comercial, 
desconto bancário/factoring e seguro).
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1 – ECONOMIA E DIREITO 
É a ciência social que estuda como o indivíduo e a 
sociedade decidem (escolha) empregar recursos 
produtivos escassos na produção de bens e serviços, de 
modo a distribuí-los entre as várias pessoas e grupos da 
sociedade, a fim de satisfazer as necessidades humanas. 
Não houvesse escassez nem necessidade de repartir os 
bens entre os homens, não existiriam sistemas econômicos 
e nem Economia. (ROSSETI – Introdução à Economia).
1.1 – ECONOMIA (oikos/casa + nomos/lei): 
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1 – ECONOMIA E DIREITO 
1.2 – DIREITO: 
• É um sistema de disciplina social fundado na natureza 
humana que, estabelecendo nas relações entre os 
homens uma proporção de reciprocidade de poderes e 
deveres que lhe atribui, regula as condições existenciais 
dos indivíduos e dos grupos sociais e, em consequência, 
da sociedade mediante normas coercitivamente 
impostas pelo poder público (Vicente Ráo).
• É a disciplina da convivência humana por 
excelência (Goffredo Telles Jr.) 
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Fato → Valor → Norma
(Teoria Tridimensional do Direito – Miguel Reale)
1 – ECONOMIA E DIREITO 
1.3 – CONSTRUÇÃO DO DIREITO: 
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1 – ECONOMIA E DIREITO 
1.4 – TULLIO ASCARELLI (1903-1959): Jurista Economista
• O Direito Comercial nasce das exigências da 
sociedade capitalista e, para entendê-lo, é 
necessário estudá-lo historicamente; o direito é 
produto do processo histórico;
• É um direito que nasceu para disciplinar relações 
econômicas que se desenvolvem em grande parte 
fora do poder estatal (lei); é um direito que nasceu 
predominantemente dos costumes e pactos entre 
particulares (economia agrícola feudal → 
economia mercantil → economia industrial);
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1.4 – TULLIO ASCARELLI (1903-1959): 
• Estrutura normativa e função econômica;
• As normas são postas em relação às exigências de vida 
em sociedade e não como desenvolvimento lógico das 
ações (o direito não é lógica, mas experiência).
• As regras jurídicas são um elemento constitutivo de um 
determinado sistema econômico, no sentido de que 
contribuem para formá-lo, isto é, para forjá-lo e um 
modo ou de outro.
1 – ECONOMIA E DIREITO 
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1 – ECONOMIA E DIREITO 
1.5 – O DIREITO determina a ECONOMIA 
ou a ECONOMIA determina o DIREITO? 
• A meu ver, o Direito e a Economia se entrelaçam para 
formar a realidade social e, ao se entrelaçarem, 
condicionam-se e modificam-se mutuamente, numa 
construção e reconstrução contínua. 
• O Direito deve se preocupar com a eficácia econômica, 
muito embora não esteja obrigatoriamente 
condicionada a ela. O Direito têm valores próprios que 
muitas vezes condicionam a atividade econômica.
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1.6 – Os bens e serviços de que todos precisamos para viver
são produzidos em organizações econômicas especializadas
e negociados no mercado (Fábio Ulhoa Coelho); essa
assertiva é do interesse de diversas áreas do conhecimento,
tais como Direito, Economia e Contabilidade, dentre outras.
1.7 – Para a produção de bens e serviços, há necessidade de 
pessoas com vocação para a tarefa de combinar fatores de 
produção (capital, trabalho, insumo e tecnologia), sendo 
certo que essa vocação é alavancada principalmente pela 
possibilidade de ganhar dinheiro, isto é, obter lucro. Essas 
pessoas são os empresários.
1 – ECONOMIA E DIREITO 
EMPRESARIAL 
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1 – ECONOMIA E DIREITO 
EMPRESARIAL 
1.8 – A tarefa do empresário está sujeita a risco. Estruturar a 
produção ou a circulação de bens ou serviços significa reunir 
os recursos financeiros (capital), humanos (mão de obra), 
materiais (insumos) e tecnológicos que viabilizem oferece-los 
ao mercado consumidor com preços e qualidade 
competitivos. Não é tarefa simples, principalmente no Brasil. 
1.9 – Riscos que cercam o empresário: (a) inexistência de 
demanda; (b) crises políticas ou econômicas; (c) passivos 
judiciais; (d) deslealdade de concorrentes; dentre outros. Vito
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1 – ECONOMIA E DIREITO 
EMPRESARIAL 
1.10 – O Direito Empresarial é indispensável à 
existência de trocas econômicas, à geração de 
riquezas, à criação dos mercados e ao 
desenvolvimento econômico dos países sob um 
regime de produção capitalista.
1.11 – Para fins didáticos, dividiremos o Direito 
Empresarial em “direito privado externo da 
empresa (“empresa de fora”, “empresa atividade”) e 
“direito privado interno da empresa” (“empresa de 
dentro”, “empresa organização”, “organização 
jurídica da empresa).
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2 – O DIREITO COMO 
“DIREITO-CUSTO”
2.1 - Há normas jurídicas que importam aumento do 
custo da atividade produtiva (ex. normas tributárias, 
trabalhistas, etc), conhecidas como normas de 
“direito-custo” (Fábio Ulhoa Coelho).
2.2 - O “direito-custo” exige interpretação o mais 
objetiva possível para possibilitar o cálculo 
empresarial, isto é, a definição dos custos da 
atividade econômica e dos preços dos produtos ou 
serviços correspondentes. 
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2 – O DIREITO COMO “DIREITO-CUSTO”
(g) Questão socioambiental
Agenda 2030 – Plano Ação 
Global
Objetivos de Desenvolvimento 
Sustentável (ODS)
Compliance
Governança Corporativa
2.3 – Normas de “direito-custo” relacionadas à exploração da atividade da empresa:
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(b) Responsabilidade contratual 
(civil x consumerista);
(c) Propriedade industrial 
(amortização de investimentos 
em pesquisas x tempo 
exclusividade exploração);
(d) Concorrência desleal e 
abuso do poder econômico 
(livre concorrência x práticas 
desleais e abusivas);
(e) Anticorrupção 
(Lei 12.846/13) 
(compliance x custo);
(f) Recuperação do crédito 
(Lei 11.101/05) (recuperação 
judicial e falência)
2 – O DIREITO COMO “DIREITO-CUSTO”
2.3 – Normas de “direito-custo” relacionadas à exploração da atividade da empresa:
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• É um plano de ação global para um 2030 sustentável
• 193 Estados-membros da ONU, incluindo o Brasil, 
aprovaram em 2015 o documento intitulado 
“Transformando o Nosso Mundo: a Agenda 2030 
para o Desenvolvimento Sustentável”
• O plano de ação global se divide em 17 Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 Metas.
• É um plano para governos, empresas, academias e 
as pessoas em geral.
O que é a 
 Agenda 2030? 
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• Trata do Trabalho Decente e Crescimento Econômico e traz várias metas, 
dentre elas a 8.7, objeto da palestra.
• Que compreende promover o crescimento econômico sustentado, 
inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente 
para todos 
O que é o ODS 8 da ONU? 
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O que se entende por compliance?
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• A atividade de compliance surgiu nas instituições financeiras, 
desempenhada pelas assessorias jurídicas em função da expertise delas 
nas interpretações das normas.
• O complianceacaba se expandindo para as empresas dos mais variados 
segmentos, substituindo o conhecido O&M (Organização e Métodos).
• As empresas precisam mostrar e comprovar para o mercado que estão 
adotando “boas práticas”. Para isso as empresas precisam estar em 
conformidade, ou seja, precisam estar em compliance.
Breve histórico do compliance
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• Compliance Trabalhista (ex. indústria de 
alimentos - CLT, NR´s); 
• Compliance Tributário (ex. instituição 
financeira – CTN, leis esparsas); 
• Compliance Ambiental (ex. indústria de 
celulose - Código Florestal);
• Compliance Regulatório (ex. indústria 
farmacêutica e as normativas da ANVISA);
• Outras áreas.
Áreas em que o compliance 
pode ser utilizado?
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• Reconhecimento do mercado como empresa cumpridora das normas.
• Facilidade de acesso a recursos financeiros;
• Mitiga riscos de atuações e multas (cultura da prevenção); 
• Mitiga riscos de ações judiciais (cultura da prevenção); 
• Maior facilidade para expansão dos negócios;
• Dentre outros (marca, ativos, valores agregados, etc).
Alguns benefícios do compliance para empresa
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3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
3.1 – O que se entende por EMPRESA?
• É a atividade ou é o sujeito (ASQUINI, Perfis da empresa)?
• É uma instituição-organização, ou seja, uma criação do homem para atender
determinada necessidade social, que por atribuição legal passa a gozar de 
personalidade jurídica?
• É uma forma de organização dos fatores de produção voltada ao lucro?
• É o centro de imputação de responsabilidades?
• É uma técnica jurídica indispensável à disciplina das relações entre o Estado e 
o capital, é uma técnica de concreção da ordem econômica (WARDE JR.)? 
• É o resultado de um feixe de contrato (COASE)?
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3 – REGISTRO 
DE EMPRESA E 
ESCRITURAÇÃO
3.2 – REGISTRO DE EMPRESA
• Previsão legal (Lei 8.934/94 e Decreto 1.800/96); 
• DNRC (federal) e Juntas Comerciais (estatuais);
• As sociedades empresárias, independentemente
do objeto a que se dedicam, devem ser registrar na
Junta Comercial do Estado em que estão sediados;
• As sociedades simples são registradas no Registro
Civil de Pessoas Jurídicas (serviços engenharia, 
serviços médicos etc) ou no órgão de classe
(serviços de advocacia);
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• 3.2.1 – O registro do empresário na Junta Comercial assegura-lhe o uso 
exclusivo do nome nos limites do respectivo Estado (art. 1.166/CC)
• 3.2.2 – O empresário rural: tem a faculdade de requerer ou não o seu 
registro na Junta Comercial (art. 971 CC).
• 3.2.3 – Microempreendedor Individual (MEI), com receita anual de até 
R$ 81.000,00, não precisa de registro na Junta Comercial.
• 3.2.3 – Consequências da falta de registro: responsabilidade ilimitada dos 
sócios; não pode requerer a falência de outro empresário; não pode 
requerer recuperação judicial; impossibilidade nos cadastros federais, 
estaduais e municipais (ex. CNPJ); leva à economia informal.
3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
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3 – REGISTRO DE EMPRESA 
E ESCRITURAÇÃO
3.3 Escrituração
• Escriturar significa fazer a contabilidade. A contabilidade é 
o registro de movimentações patrimoniais e financeiras. 
Dessa forma, a escrituração são os registros contábeis do 
empresário.
• A vida do empresário está escrita em seus livros comerciais
• O empresário (à exceção do microempreendedor 
individual – MEI) têm o dever de manter a escrituração dos 
negócios de que participam (art. 1.179 a 1.195 do CC);Vito
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• Não há como se falar em escrituração sem 
contador/contabilista; no exercício de suas funções, são 
pessoalmente responsáveis pelos atos culposos perante 
o preponente e pelos atos dolosos perante terceiros (art. 
1.177, § único CC). 
• Funções da escrituração: (a) gerencial (tomada de 
decisões); (b) documental (informações para sócios, 
investidores, bancos, licitações etc); (c) fiscal 
(recolhimento de tributos). 
3 – REGISTRO DE EMPRESA 
E ESCRITURAÇÃO
3.3 Escrituração
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• É obrigação do empresário efetuar o levantamento anual das demonstrações 
contábeis (art. 1.179/CC): balanço patrimonial (demonstra a situação patrimonial 
desde o início da atividade) e balanço de resultado econômico (revela a situação 
financeira de um determinado período, a partir dos registros das receitas e das 
despesas, apurando se houve lucro ou prejuízo).
• Em regra, o balanço patrimonial e o balanço de resultado econômico, assinados por 
técnico em Contabilidade, deverão ser lançados no livro Diário (art. 1.184, § 2º, CC)
3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
3.3 Escrituração
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Livros empresariais obrigatórios:
a) Diário: em que se lança os atos ou operações diárias da atividade 
empresarial (art. 1.180/CC, exceto aos pequenos empresários); 
b) Registro de Duplicatas: livro empresárial obrigatório especial caso seja 
emitido esse título de crédito (art. 19 da Lei 5.474/68); 
c) Registro de Ações, Registro das Atas das Assembleias, Atas de Reuniões 
do Conselho de Administração e Diretoria, dentre outros (art. 100 da LSA)
Livros empresariais facultativos (auxiliares): Livro-Caixa, Conta-Corrente, 
Razão, Contas a pagar e a receber, etc.
3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
3.3 Escrituração
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Livros obrigatórios não empresariais: Trabalhista (Registro de Empregados; Inspeção 
do Trabalho); Fiscais (entrada e saída de mercadorias; apuração ICMS; apuração IPI);
Eficácia probatória dos livros: Os livros empresariais que preencham os requisitos 
exigidos por lei tem efeito de prova em litígios entre empresários (arts. 417 e 418 
CPC); 
Consequências da falta da escrituração: crime falimentar (art. 178 LF); perda do 
benefício da recuperação judicial (art. 51, V, LF); perda da eficácia probatória (arts. 
417 e 418 CPC). 
3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
3.3 Escrituração
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Contabilidade eletrônica
(alteração do meio papelizado para o digital): 
SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) é um instrumento de unificação das
atividades de recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e
documentos integrantes da escrituração comercial e fiscal das empresas, mediante
fluxo único e computadorizado de informações;
ECD (Escrituração Contábil Digital) tem por objetivo a substituição da escrituração
em papel pela escrituração transmitida via arquivo (livro Diário, Razão etc); NFe
(Nota Fiscal Eletrônica), etc.
3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
3.3 Escrituração
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4 – DIREITO SOCIETÁRIO
4.1 – Introdução ao Direito Societário
• Exploração da atividade econômica pode ser feita pela pessoa física 
(pessoa natural) e pela pessoa jurídica (sociedade empresária).
• Sociedade empresária é a pessoa jurídica que explora uma empresa; 
Empresário, para todos os efeitos de direito, é a sociedade, e não os seus 
sócios (empreendedores e investidores);
• Personalização: As sociedades empresárias são sempre personalizadas, ou 
seja, são pessoas distintas dos sócios, titularizam seus próprios direitos e 
obrigações; pessoa jurídica é uma criação do Direito, é um sujeito de 
direito inanimado personalizado (Fábio Ulhoa Coelho);
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Classificação das pessoas jurídicas: (a) pessoas jurídicas 
de direito público (União, Estados, Municípios, Autarquias 
– art. 41 CC); pessoas jurídicas de direito privado 
(sociedade simples, sociedade empresária, fundação, 
associação, cooperativa e a a extinta EIRELI – art. 44 CC).
Efeitos da personalização: a titularidade obrigacional, a 
titularidade processuale a responsabilidade patrimonial 
(o princípio da autonomia patrimonial, que é um dos 
elementos fundamentais do direito societário; em razão 
desse princípio, os sócios não respondem, em regra, pelas 
obrigações da sociedade).
4 – DIREITO SOCIETÁRIO
4.1 – Introdução ao Direito Societário
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Início e término da personalização: começa com o 
registro dos atos constitutivios da sociedade empresária 
na Junta Comercial e termina com o procedimento 
dissolutório extrajudicial ou judicial (falência). 
Limites da personalização: O princípio da autonomia 
patrimonial não é absoluto, pois não prevalece com 
relação a obrigações tributárias, consumeristas, 
trabalhistas e ambientais. Praticamente fica restrito às 
obrigações da sociedade perante outros empresários 
(obrigações negociáveis).
4 – DIREITO SOCIETÁRIO
4.1 – Introdução ao Direito Societário
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Classificação das sociedades empresárias: 
a) são cinco os tipos de sociedades empresárias: nome coletivo, comandita 
simples, comandita por ações, anônima e por quotas de responsabilidade limitada 
(arts. 1.039 a 1.092 CC);
b) sociedade de pessoa e sociedade de capital (a natureza da sociedade importa 
diferenças no tocante à alienação da participação societária, à sua penhorabilidade 
por dívida particular do sócio e à questão da sucessão por morte); 
c) sociedades contratuais e institucionais (contrato social x estatuto social; Código 
Civil x Lei 6.404/76 – LSA); 
d) responsabilidade ilimitada (nome coletivo) e limitada (LTDA e S/A)
4 – DIREITO SOCIETÁRIO
4.1 – Introdução ao Direito Societário
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Desconsideração da personalidade jurídica: 
a) instrumento jurídico para combater fraudes que o princípio da autonomia 
patrimonial possa trazer (surge no século XIX); 
b) a aplicação da teoria da desconsideração não implica anulação ou desfazimento do 
ato constitutivo da sociedade empresária, mas apenas a sua ineficácia episódica; 
c) previsão legal (art. 28 CDC; art. 18 da Lei Antitruste (Lei 8.884/94 revogada pela Lei 
12.529/11); art. 4º Lei 9.605/98 (Crimes Ambientais); art. 50 Código Civil; 
d) Teoria Maior x Teoria Menor; 
e) aspectos processuais (cabe ao juiz decidir o incidente – IDPJ - previsto nos arts. 
133 a 137 do CPC/2015). 
4 – DIREITO SOCIETÁRIO
4.1 – Introdução ao Direito Societário
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OBRIGADO (A)!
LinkedIn: 
https://www.linkedin.com/in/rogerio-
alessandre-de-oliveira-castro-7831b0136/
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	Slide 1
	Slide 2
	Slide 3: ASPECTOS JURÍDICOS APLICADOS À GESTÃO DE NEGÓCIOS
	Slide 4: 1 – ECONOMIA E DIREITO 
	Slide 5: 1 – ECONOMIA E DIREITO 
	Slide 6
	Slide 7: 1 – ECONOMIA E DIREITO 
	Slide 8
	Slide 9: 1 – ECONOMIA E DIREITO 
	Slide 10: 1 – ECONOMIA E DIREITO EMPRESARIAL 
	Slide 11: 1 – ECONOMIA E DIREITO EMPRESARIAL 
	Slide 12: 1 – ECONOMIA E DIREITO EMPRESARIAL 
	Slide 13: 2 – O DIREITO COMO “DIREITO-CUSTO”
	Slide 14: 2 – O DIREITO COMO “DIREITO-CUSTO”
	Slide 15: 2 – O DIREITO COMO “DIREITO-CUSTO”
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22: 3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
	Slide 23: 3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
	Slide 24: 3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
	Slide 25: 3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
	Slide 26: 3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
	Slide 27: 3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
	Slide 28: 3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
	Slide 29: 3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
	Slide 30: 3 – REGISTRO DE EMPRESA E ESCRITURAÇÃO
	Slide 31: 4 – DIREITO SOCIETÁRIO
	Slide 32: 4 – DIREITO SOCIETÁRIO
	Slide 33: 4 – DIREITO SOCIETÁRIO
	Slide 34: 4 – DIREITO SOCIETÁRIO
	Slide 35: 4 – DIREITO SOCIETÁRIO
	Slide 36

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