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Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 1 Sumário 1 PRINCIPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA............................................................................ 3 2 ORGANIZAÇÃO DA AGENDA............................................................................................... 16 3 ROTINAS ADMINISTRATIVA ............................................................................................... 18 4 ATENDIMENTO e COMUNICAÇÃO COM O PÚBLICO................................................................ 25 5 ORGANIZAÇÃO E ARQUIVAMENTO DE DOCUMENTOS. ........................................................... 37 Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 2 Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 3 1 PRINCIPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1.1 CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Administração pública é um conceito da área do direito que descreve o conjunto de agentes, serviços e órgãos instituídos pelo Estado com o objetivo de fazer a gestão de certas áreas de uma sociedade, como Educação, Saúde, Cultura, etc. Administração pública também representa o conjunto de ações que compõem a função administrativa. A administração pública tem como objetivo trabalhar a favor do interesse público, e dos direitos e interesses dos cidadãos que administra. Na maior parte das vezes, a administração pública está organizada de forma a reduzir processos burocráticos. Também é comum existir a descentralização administrativa, no caso da administração pública indireta, que significa que alguns interessados podem participar de forma efetiva na gestão de serviços. Um indivíduo que trabalha na administração pública é conhecido como gestor público, e tem uma grande responsabilidade para com a sociedade e nação, devendo fazer a gestão e administração de matérias públicas, de forma transparente e ética, em concordância com as normas legais estipuladas. Quando um agente público incorre em uma prática ilegal contra os princípios da Administração Pública, ele pode ser julgado por improbidade administrativa, conforme a lei nº 8.429 de 2 de junho de 1992. NATUREZA Natureza é a de um encargo de defesa, conservação e aprimoramento dos bens, serviços e interesses da coletividade. Como tal, impõe-se ao administrador público a obrigação de cumprir fielmente os preceitos do Direito e da moral administrativa que regem a sua atuação. Ao ser investido em função ou cargo público, todo agente do poder assume para com a coletividade o compromisso de bem servi- la, porque outro não é o desejo do povo, como legítimo destinatário dos bens, serviços e interesses administrados pelo Estado. FINS O bem comum da coletividade administrada. Toda atividade do administrador público deve ser orientada para esse objetivo. Se dele o administrador se afasta ou desvia, trai o mandato de que está investido, porque a comunidade não institui a Administração senão como meio de atingir o bem-estar social. Ilícito e imoral será todo ato administrativo que não for praticado no interesse da coletividade. O fim, e não a vontade do administrador, domina todas as formas de administração. Os fins da Administração consubstanciam-se, portanto, na defesa do interesse público, assim entendidas aquelas aspirações ou vantagens licitamente almejadas por toda a comunidade administrada, ou por uma parte expressiva de seus membros. O ato ou contrato administrativo realizado sem interesse público configura desvio de finalidade. CRITÉRIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O critério objetivo (material), ou seja, o que é realizado pela administração pública: Serviço Público (atividade positiva); bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 4 Poder de Polícia (atividade negativa, pois demonstra o que não pode ser feito); pelo critério subjetivo (formal), ou seja, quem realiza são: Órgãos; Pessoas; ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA (CENTRALIZADA) Administração Pública Direta Também chamada de Administração Pública Centralizada, existe em todos os níveis das Esferas do Governo, Federal, Estadual, Distrital e Municipal, e em seus poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário. Na Administração Pública Direta como o próprio nome diz, a atividade administrativa é exercida pelo de Mello (2004:130) Estes órgãos são despersonalizados, ou seja, não possuem personalidade jurídica própria, portanto, não são capazes de contrair direitos e obrigações por si próprios. Os Órgãos não passam de simples repartições internas de retribuições, e necessitam de um representante legal (agente público) para constituir a vontade de cada um deles. Trata-se da desconcentração do poder na Administração Pública. Onde há desconcentração administrativa vai haver hierarquia, entre aquele Órgão que está desconcentrando e aquele que recebe a atribuição (exemplo: Delegacias Regionais da Polícia Federal, Varas Judiciais, Comissão de Constituição e Justiça). ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA (DESCENTRALIZADA) Apenas com a Administração Pública Direta, o Estado não seria capaz de administrar todo o território nacional, tanto pela sua extensão quanto pela complexidade e volume das relações sociais existentes entre o administrado (particular) e o Governo. Por isso, houve-se por bem outorgar poderes para outras estruturas (Entidades). A Administração Pública Indireta ou Descentralizada é a atuação estatal de forma indireta na prestação dos serviços públicos que se dá por meio de outras pessoas jurídicas, distintas da própria entidade política. Estas estruturas recebem poderes de gerir áreas da Administração Pública por meio de outorga. A outorga ocorre quando o Estado cria uma entidade (pessoa jurídica) e a ela transfere, por lei, determinado serviço público ou de utilidade pública. Nesta descentralização de poderes não há vinculo hierárquico entre a Administração Central e as Entidades que recebem a titularidade e a execução destes poderes, portanto, as entidades não são subordinadas ao Estado. O que existe na relação entre ambas é um poder chamado de Controle com atribuições de fiscalização. Assim, enquanto os poderes do hierarca são presumidos, os do controlador só existem quando ntônio Bandeira de Mello (2004:141) Estas Entidades são personalizadas, portanto, possuem vontade e capacidade de exercer direitos e contrair obrigações por si próprios. São elas: Autarquias, Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista e Fundações Públicas. bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 5 Observação: No sistema norte americano o federalismo é do tipo centrípeto, no entanto, no Brasil o federalismo é centrífugo ou por desagregação. ORGÃOS PÚBLICOS Os órgãos públicos são as repartições internas do Estado, criados a partir da desconcentração administrativa, com a finalidade de desempenhar funções estatais, sendo despidos de personalidade jurídica. Ou seja, é o compartimento na estrutura estatal a que são cometidas determinadas funções, sendo integrado por agentes públicos que, quando as executam, manifestam a própria vontade do Estado. Nas palavras de Celso Antônio Bandeira de Mello, "os órgãos nada mais significam que círculos de atribuições, os feixes individuais de poderes funcionais repartidos no interior da personalidade estatal e expressados através dos agentes neles providos". A principal característica dos órgãos públicos é a ausência de personalidade jurídica. Não possuem vontade própria e estão ligados e submetidos a pessoa jurídica a que pertence. Características dos órgãos públicos: Não possui patrimônio e nem vontade própria; Não possui personalidade jurídica (são unidades despersonalizas); Os agentes atuam em imputação à pessoa jurídicaque está ligada. DESCENTRALIZAÇÃO X DESCONCENTRAÇÃO Ambas são divisão do trabalho estatal. A administração direta é composta de órgãos internos do Estado, se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios (no âmbito federal). A administração indireta compreende entidades (pessoas jurídicas) dotadas de personalidade jurídica própria (autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas). A desconcentração administrativa ocorre quando o Estado (Administração direta) cria órgãos públicos, por meio de lei, para desempenharem as funções típicas em benefício do interesse público, é uma repartição interna de competências. Assim, se determinada atribuição administrativa for outorgada a órgão público por meio de uma composição hierárquica da mesma pessoa jurídica, em uma relação de coordenação e subordinação entre uns e outros, esse fato corresponderá a uma desconcentração, pois essa modalidade de divisão do trabalho estatal liga-se à hierarquia. Por outro lado, a concentração administrativa é a situação em que o Poder Público extingue os órgãos públicos que fazem parte de sua estrutura interna. Tanto a criação como a extinção de órgãos dependem de lei e, nesse sentido, a Constituição incluiu a (art. 48, XI). Anteriormente era exigida lei para a criação, estruturação e atribuições dos órgãos, todavia, com a nova redação dada ao dispositivo pela EC nº 32, de 11.9.2001, a exigência passou a alcançar apenas a criação e a extinção dos órgãos. Quanto a estruturação e as atribuições, podem ser processadas por decreto do Chefe do Executivo, conforme consta no art. 84, inc. VI, alínea a, da CF/88. bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 6 A descentralização administrativa ocorre quando o Estado cria entidades ou transfere poderes a uma pessoa jurídica distinta, que faz parte da administração indireta. Pode ocorrer por meio de outorga legal ou por delegação/colaboração. Na outorga, é transferida a titularidade e a execução do serviço público à pessoa jurídica diversa do Estado, ao passo que, na colaboração, ocorre por contrato ou ato unilateral em que apenas a execução do serviço público é transferida (para uma pessoa jurídica de direito privado), permanecendo com o Estado a titularidade do serviço. ÓRGÃO PÚBLICO CNPJ Os órgãos públicos embora não sejam entes personalizados, possuem o registro do CNPJ, que serve apenas para fins fiscais de reconhecimento. Exemplo: Casas Legislativas (Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais). ENTIDADE, ÓRGÃO E AGENTE PÚBLICO. Entidade Estado (pessoa jurídica de direito público). Órgão unidade despersonalizada, instituída para desempenhar funções do Estado que a criou. Agentes Públicos são pessoas naturais que atuam nos órgãos públicos em imputação a pessoa jurídica que está ligada. ÓRGÃO PÚBLICO PERSONALIDADE JUDICIÁRIA A regra geral é de que só os entes personalizados, com capacidade jurídica, têm capacidade de estar em juízo, na defesa dos seus direitos. O entendimento doutrinário foi acolhido pela jurisprudência no sentido de admitir que órgãos sem personalidade jurídica possam em juízo defender interesses e direitos próprios, excepcionalmente, para manutenção, preservação, autonomia e independência das atividades do órgão em face de outro Poder. Isto é, o órgão público, em regra, não pode ter capacidade processual, esse foi o entendimento do STF, acórdão proferido na Pet. 3.674-QO/DF, em que não conheceu uma ação popular ajuizada em desfavor do Conselho Nacional do Ministério Público, por entender que se trata de órgão e não de pessoa jurídica, como o exige a lei processual (Informativo STF nº 443/2006). Nesse sentido, os órgãos públicos só podem titularizar a chamada personalidade (capacidade) judiciária, o que os permite atuar em juízo diretamente e não representado pela pessoa jurídica instituidora. Esta característica é verificada nos órgãos públicos que estejam, cumulativamente, situados na cúpula da hierarquia administrativa e atuem em juízo na defesa de suas prerrogativas institucionais, tais como as Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais. A jurisprudência entende que as Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas possuem personalidade judiciária, e não jurídica. Assim, podem estar em juízo tão somente na defesa de suas prerrogativas institucionais. Nesse sentido, o entendimento do STJ: "a Câmara de Vereadores não possui personalidade jurídica, mas apenas personalidade judiciária, de modo que só pode demandar em juízo para defender os seus direitos institucionais, entendidos esses como sendo os relacionados ao funcionamento, autonomia e independência do órgão. Referido ente não detém legitimidade para integrar o pólo ativo de demanda em que se discute a exigibilidade de contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração paga aos exercentes de mandato eletivo no Município". REsp nº 730.976 - AL (2005/0037393-9). Com base nisso, resta consolidada a Súmula 525 do STJ: personalidade jurídica, apenas personalidade judiciária, somente podendo demandar em juízo para . bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 7 TEORIA DO MANDATO, REPRESENTAÇÃO E DO ÓRGÃO PÚBLICO Teoria do mandato: segundo essa teoria, os agentes eram mandatários do Estado. Não podia prosperar a teoria porque, despido de vontade, não poderia o Estado outorgar mandato. Primeiramente, pelo fato de que a relação do agente com o Estado não se reveste de natureza contratual, mas sim legal e, também pela concepção de que o Estado não teria vontade própria para celebração de contrato de mandato com o agente para outorgar-lhe os poderes inerentes a este instrumento. Teoria da representação: o agente público, por força de lei, atuaria como representante do Poder Público, como os curadores ou tutores de incapazes. Novamente, a teoria peca por considerar a existência de duas vontades independentes, ou seja, a do Estado e a do agente público que teria a capacidade de representar a vontade estatal, em decorrência da representação. Dessa forma, o Estado estaria sendo considerado como uma pessoa incapaz, que precisa da representação. Depois, porque se o dito representante exorbitasse de seus poderes, não se poderia atribuir responsabilidade ao Estado, este como representado. A solução seria, à evidência, iníqua e inconveniente. Teoria do órgão público (teoria da imputação volitiva): segundo ela, a vontade da pessoa jurídica deve ser atribuída aos órgãos que a compõem, sendo eles mesmos, os órgãos, compostos de agentes. Pode-se dizer que as pessoas físicas integram órgãos públicos e a manifestação de vontade destes órgãos apresenta a vontade da pessoa jurídica. Com efeito, a lei cria órgãos públicos, compostos por pessoas físicas que manifestam a vontade do Estado em sua atuação e, nestes casos, se torna indissociável a vontade do órgão e da pessoa jurídica que ele integra. A característica fundamental da teoria do órgão consiste no princípio da imputação volitiva, ou seja, a vontade do órgão público é imputada à pessoa jurídica a cuja estrutura pertence. Há, pois, uma relação jurídica externa, entre a pessoa jurídica e outras pessoas, e uma relação interna, que vincula o órgão à pessoa jurídica a que pertence. Nesse sentido, dispõe Maria Sylvia Zanella di Pietro, definindo que "enquanto a teoria da representação considera a existência da pessoa jurídica e do representante como dois entes autônomos, a teoria do órgão funde os dois elementos, para concluir que o órgão é parte integrante do Estado". A teoria do órgão foi elaborada na Alemanha, por Otto Gierke, adotada, até então, pelo direito brasileiro e pela doutrina nacional. Conforme essa teoria, as pessoas jurídicas se configuram uma ficçãodo direito e, por isso, não têm existência fática, a sua manifestação de vontade somente pode ser concretizada pela intenção de pessoas físicas. Dessa forma, a manifestação de vontade da pessoa jurídica se dá por meio da atuação da pessoa física e essas vontades se confundem, ou seja, a vontade do Estado se exterioriza pela manifestação de seu agente. TEORIAS DE CARACTERIZAÇÃO DO ÓRGÃO A primeira teoria é a subjetiva, em que os órgãos públicos são os próprios agentes públicos. Tal pensamento não se coaduna com a realidade administrativa, tendo em vista que faz desaparecer o agente público que, por via de consequência, deixará de existir o órgão. Temos ainda a teoria objetiva (defendida pela doutrina italiana), que prevê no órgão apenas um conjunto de atribuições, seriam unidades funcionais da organização administrativa. A crítica à teoria objetiva também tem procedência: é que, prendendo-se apenas à unidade funcional bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 8 em si, repudia-se o agente, que é o verdadeiro instrumento através do qual as pessoas jurídicas recebem a oportunidade de querer e agir. Assim, ela não merece prosperar, já que despercebe o agente e, não estabelece o órgão com vontade própria, da mesma forma que o Estado, não exemplifica a vontade e/ou finalidade, que seria a mesma do Estado. Por fim, temos a teoria eclética, em que o órgão é formado por dois elementos, o agente e o complexo de atribuições a ele inerentes. O pensamento moderno reside em caracterizar-se o órgão público como um círculo efetivo de poder que, para tornar efetiva a vontade do Estado, precisa estar integrado pelos agentes. Ou seja, os dois elementos se reclamam entre si, mas não constituem uma só unidade, no desaparecimento de um dos elementos, também desaparecerá o outro, pois são necessários para existência do órgão. A doutrina majoritária entende que prevalece no direito brasileiro o órgão com apenas um feixe de atribuições, uma unidade inconfundível com os agentes. Segundo Hely Lopes Meirelles, "cada órgão, como centro de competência governamental ou administrativa, tem necessariamente funções, cargos e agente, mas é distinto desses elementos, que podem ser modificados, substituídos ou retirados sem supressão da unidade orgânica. Isto explica por que a alteração de funções, ou vacância dos cargos, ou a mudança de seus titulares não acarreta a extinção do órgão". CLASSIFICAÇÃO DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS INDEPENDENTES são os órgãos que estão expressos no texto constitucional. São caracterizados por representarem os Poderes do Estado, sem qualquer subordinação hierárquica ou funcional. Esses órgãos somente são controlados uns pelos outros, em obediência ao princípio da separação dos poderes. Suas atribuições são exercidas por agentes políticos, por tempo determinado. Exemplo: Chefes do Executivo (Presidente, Governadores e Prefeitos), as Casas Legislativas (Senadores, Deputados Federais, Deputados Estaduais e Vereadores) e os Tribunais. Os agentes políticos são aqueles que executam as diretrizes traçadas pelo Poder Público, além de desenharem os destinos fundamentais do Estado e que criam as estratégias políticas por eles consideradas necessárias e convenientes para que o Estado alcance seus fins. AUTÔNOMOS (ÓRGÃOS DIRETIVOS) são órgãos imediatamente subordinados aos órgãos independentes e diretamente subordinados aos seus agentes. Gozam de ampla autonomia administrativa e financeira, são órgãos diretivos, com funções de coordenação e planejamento, tem orçamento próprio para gerir o exercício da sua atividade. Ex.: Ministério da Fazenda (União), Secretaria de Segurança Pública (Estado) e Secretarias Municipais (Município). Apenas os órgãos independentes e autônomos possuem o atributo da autonomia administrativa e financeira. SUPERIORES possuem apenas poder de direção e controle sobre assuntos específicos da sua competência, não têm autonomia, não têm independência, dependem de controle hierárquico de uma chefia superior, porém, conservam o poder de decisão, no que tange aos atos praticados no exercício de suas atividades. Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 9 Exemplo: Secretaria da Receita Federal do Brasil, Procuradorias Estaduais e Municipais, Polícias, Departamentos e etc. SUBALTERNOS São órgãos com reduzido poder de decisão; constituindo-se, em verdade, em órgãos de mera execução de atividades administrativas. Com efeito, esses órgãos atuam diretamente no exercício da atividade estatal. Exemplo: portaria, seção de pessoal, zeladoria e etc. O Ministério Público, embora não seja um poder, para fins de organização hierárquica, é elevado ao status de Poder do Estado e, portanto, caracterizam-se como órgãos independentes. Atualmente, a Lei 8.112/90, coloca o Ministério Público como poder separado e independente, quando, por exemplo, estabelece, em seu art. 141, inc. I a competência para aplicação de penalidade de demissão. QUANTO À ATUAÇÃO FUNCIONAL DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS a) Singular É um órgão de único titular; aquele que atua pela manifestação de vontade de um único agente que é o seu chefe e representante. Nesse caso, a manifestação deste agente se confunde com a manifestação de vontade do órgão. Exemplo: Presidência da República, na Chefia do Executivo Federal. b) Colegiado órgãos integrados por vários agentes, atuam e decidem pela manifestação da vontade de seus membros, funcionando por um colegiado de agentes, em observância ao seu estatuto ou regimento interno. Exemplo: Assembleia Legislativa. Os órgãos coletivos são compostos por vários agentes. QUANTO À ESTRUTURA DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS a) órgãos simples são chamados de órgãos unitários e possuem uma estrutura formada por única unidade orgânica, possuem um só centro de competência. Com efeito, não existem outros órgãos agregados a sua estrutura para garantir uma maior desconcentração das suas atividades. Importante ressaltar que não é relevante saber a quantidade de agentes públicos que integram seus quadros, mas sim a inexistência de outros órgãos compondo sua estrutura organizacional. Exemplo: Presidência da República, Assembleia Legislativa (Estado). Órgãos de Representação Unitária: aqueles em que a exteriorização da vontade do dirigente do órgão é bastante para consubstanciar a vontade do próprio órgão. É o caso, por exemplo, de um Departamento ou de uma Coordenadoria: a manifestação volitiva do órgão é representada pela manifestação volitiva do Diretor ou do Coordenador; b) órgãos compostos reúnem outros órgãos ligados a sua estrutura, ensejando uma desconcentração e divisão de atividades. Exemplo: Congresso Nacional - é formado pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados. Órgãos de Representação Plúrima: aqueles em que a exteriorização da vontade do órgão, quando se trata de expressar ato inerente à função institucional do órgão como um todo, emana da unanimidade ou da maioria das vontades dos agentes que o integram, normalmente através de votação. É o caso de Conselhos, Comissões ou Tribunais Administrativos. Como a manifestação do órgão resulta da vontade conjugada de seus membros, têm sido denominados de órgãos colegiados. Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 10 QUANTO ÀS FUNÇÕES DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS a) ativos são os órgãos que atuam diretamente no exercício da função administrativa, exercem atos essenciais ao cumprimento dos fins desta pessoa jurídica. Dessa forma, têm funções de prestação de serviços públicos, execução de obras ou exercício do poder de polícia estatal, seja por meio de direção de atividades ou por meio da execução direta destas atividades. Exemplo: Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Saúde (Estado). b) consultivos são aqueles órgãos que atuam na emissão de pareceres jurídicos, assumindo a função de aconselhamento da atuação dos demais órgãosestatais. Praticam atos que dão suporte e auxílio técnico ou jurídico, por meio de atos opinativos, sejam de legalidade ou de mérito, não agindo diretamente na prática de atos de execução. Isto é, exercem uma atividade consultiva para outros órgãos. Exemplo: o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União e etc. c) de controle são órgãos que atuam na atividade de controle dos demais órgãos e agentes públicos, seja esse controle exercido internamente, no âmbito de um mesmo Poder do Estado ou externamente, quando se manifesta entre Poderes estatais diversos. Exemplo: Tribunal de Contas da União, Controladoria Geral da União e etc. QUANTO À ATUAÇÃO a) central são aqueles que possuem atribuição em todo território nacional, estadual, municipal. Enfim, têm competência em toda a área da pessoa jurídica que integram. Ex.: Ministérios e Secretaria de Segurança Pública b) local atuam apenas em uma determinada localidade no exercício de suas atribuições. Exemplo: Delegacia do Bairro de Santo Antônio competência na região daquele bairro 1.2 Princípios da Administração Pública Definição dos Princípio Os princípios são linhas gerais aplicadas a determinada área do direito, constituindo as bases e determinando as estruturas em que se assentam institutos e normas jurídicas. São de grande importância e aplicação no Direito Administrativo. Princípios de uma ciência são as proposições básicas, fundamentais, típicas que condicionam todas as estruturas subsequentes. Os Princípios são os alicerces da disciplina estudada. A Constituição Federal, no caput do art. 37, estabelece cinco princípios da Administração Pública (direta e indireta): legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Exatamente por estarem textualmente previstos no texto constitucional, esses princípios são chamados de princípios expressos, em oposição a outros princípios que, por não estarem elencados de forma expressa na Constituição (embora por ela acolhidos), são chamados de princípios reconhecidos ou princípios implícitos. Portanto, os princípios jurídicos são as ideias centrais do sistema, que norteiam toda a interpretação jurídica, conferindo a ele um sentido lógico e harmonioso. Os princípios estabelecem o alcance e sentido amplo das regras existentes no ordenamento jurídico. 1. Princípios Constitucionais Art. 37, CF/8 Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 11 Estão previstos no artigo 37, caput, da Constituição da República de 1988. A seguir passamos a descrever os princípios constitucionais expressos fundamentais, os quais são aplicáveis a todos os institutos do Direito Administrativo. LEGALIDADE: também chamado de princípio da juridicidade, exige adequação de toda e qualquer conduta administrativa a todo o ordenamento jurídico, nele estando incluídos todas as normas e todos os princípios. Enquanto o particular é livre para fazer tudo o que não seja proibido, a Administração só pode agir se a lei ordenar, nos termos que a lei traz, no condicionamento da lei e no tempo que a lei determina. Se a lei não traz qualquer comando, a Administração não pode agir IMPESSOALIDADE: princípio da isonomia no Direito Administrativo. Não significa dar o mesmo tratamento a todos, mas sim, um tratamento igual para os iguais e para os desiguais, um tratamento desigual, na medida em que se desigualam, como ensinava Pontes de Miranda. Desse modo, é possível um tratamento privilegiado desde que ele venha expressamente previsto em lei e esteja em conformidade com o interesse da sociedade. MORALIDADE: obrigação de honestidade e de probidade. Ser honesto quer dizer ser fiel ao interesse público definido na lei. É exigido da Administração como um todo, de cada agente público e também dos particulares que se relacionam com a Administração. Em Direito Administrativo a violação grave do dever de moralidade é chamada de improbidade administrativa e está prevista no artigo 37, parágrafo 4º, da CF/88 e na lei nº 8.429/92. PUBLICIDADE: como a Administração não é titular do interesse público, o qual pertence ao povo, tudo aquilo que acontece na esfera administrativa deve ser publicitado. É o dever de clareza e de transparência que a Administração deve ter em relação aos titulares do interesse público. A publicidade é também condição de validade dos atos administrativos, ou seja, apenas quando se tornam claros, eles estão em conformidade com a ordem jurídica. EFICIÊNCIA: foi tornado expresso no caput do art. 37 da CR/88, por meio da Emenda Constitucional nº 19/98. Antes da emenda esse princípio não estava escrito na Constituição, pois era implícito, no entanto, a Administração já tinha o dever de ser eficiente, independente da ordem estar escrita ou não. Princípio da Legalidade O princípio da legalidade encontra fundamento constitucional no artigo 5º, II, prescrevendo que que o administrador público está, em toda sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei, e as exigências do bem comum, e deles não se pode afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor- Em decorrência do princípio da legalidade, é costumeira a afirmação de que a Administração Pública não pode agir contra a lei ou além da lei, só podendo agir nos estritos limites da lei. bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 12 Princípio da Impessoalidade Podemos analisar o princípio da impessoalidade, como desdobramento do princípio da igualdade (CF, artigo 5º, I), no qual se estabelece que o administrador público deve objetivar o interesse público, sendo, em consequência, inadmitido tratamento privilegiado aos amigos e/ou inimigos, não devendo imperar na Administração Pública a vigência do dito popular de que aos inimigos ofertaremos a lei e aos amigos as benesses da lei. Segundo Antônio Bandeira de Mello, a impessoalidade funda-se no postulado da isonomia e tem desdobramentos explícitos em variados dispositivos constitucionais como o artigo 37, II, que exige concurso público para ingresso em cargo ou emprego público, ou no artigo 37, XXI, que exige que as licitações públicas assegurem igualdade de condições a todos os concorrentes. Portanto, a impessoalidade estabelece que a Administração Pública não deve conter a marca pessoal do administrador, ou seja, os atos públicos não são praticados pelo servidor, e sim pela Administração a que ele pertence. Princípio da Moralidade não se trata da moral comum, Assim, o administrador, ao agir, deverá decidir não só entre o legal e o ilegal, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas também entre o honesto e o desonesto. A doutrina enfatiza que a noção de moral administrativa não está vinculada as convicções íntimas do agente público, mas sim a noção de atuação adequada e ética existente no grupo social. Princípio da Publicidade Tal princípio prega que a publicação em órgão oficial é requisito de eficácia dos atos administrativos que devam produzir efeitos externos ou que impliquem oneração do patrimônio público. Ou seja, enquanto não for publicado, levado a conhecimento de todos, o ato administrativo não produzirá efeitos. Princípio da Eficiência Entende-se como as normas da boa administração no sentido de que a Administração Pública, em todos os seus setores, deve concretizar suas atividades com vistas a extrair o maior número possível de efeitos positivos ao administrado, sopesando a relação custo benefício, buscando a excelência de recursos, enfim, dotando de maior eficácia possível as ações do Estado. REGRAS SOBRE OS PRINCIPIOS NA CF Regras são as letras das leis, os princípios são os valores maiores que norteiam as leis e todo o ordenamento jurídico. No caso de conflito de regras e pode-se fazer uma interpretação hierárquica, temporal ou especializada para resolver qual aplicar. bruna Realce bruna Realcebruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 13 Quando se tem conflito de normas diferentes deve-se analisar o caso. Megaprincípios do Direito Administrativo são princípios grandes dos quais decorrem todos os outros. O interesse público deve se sobrepor ao privado (no caso de desapropriação não se pode negar o interesse público por parte daquele que está gerindo a AP- indisponibilidade). Interesse público é o interesse da coletividade. Interesse privado é o interesse particular. Interesse público primário- é o interesse da coletividade é a vontade geral, vontade da maioria que estará consubstanciada na lei, buscando sempre o bem comum da sociedade. Interesse público secundário-Interesse do Estado quanto pessoa jurídica arrecadador, que busca o lucro, isto é, o interesse do estado em arrecadar fundos para aplicar em suas necessidades (Tributos, venda de bens...) LEGALIDADE Princípio da Legalidade, a atual denominação é princípio da juridicidade, pois o administrador deve cumprir não só a lei, mas também os princípios, regras, jurisprudência e todo o ordenamento jurídico. Tal princípio é diferente para particular, vez que o Estado, administrador, somente poderá atuar quando e da forma que a lei determinar, logo o estado só pode fazer o que a lei determina, por outro lado o particular poderá realizar tudo o que a lei não vedar (lei é feita pelo legislador, não pelo legislativo). Esse princípio serve como proteção ao particular e limitação ao administrador, pois restringirá as ações da AP. Há súmulas que permitem a AP rever e anular seus próprios atos. Anula atos ilegais e revoga atos inconvenientes e inoportunos. O Princípio da Legalidade possui interpretações distintas em se tratando de sua aplicação para os cidadãos e para a Administração Pública. Para os primeiros, sua aplicação consiste na seguinte afirmativa "tudo aquilo que não for proibido por lei, é permitido". Já para a segunda, possui uma interpretação mais "fechada", posto que somente poderá agir de acordo com o que a legislação permite, ou seja, o Administrador Público somente poderá praticar os atos que a lei expressamente prevê e, ainda, permite. É importante ressaltar que, em se tratando especificamente da Administração Pública, aquilo que a lei não dispõe, ela não permite; portanto, se a legislação é omissa sobre determinada conduta, ela a proíbe. Podemos citar as Súmulas 346 e 473 do Supremo Tribunal Federal como oriundas da aplicação expressa do princípio da legalidade. IMPESSOALIDADE bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 14 Princípio da Impessoalidade, ser neutro, ausência de subjetividade. O administrador não pode vincular sua imagem a uma atividade realizada (p.ex. Lula falar que fez uma escola para carentes, essa atitude não pode ocorrer pois é o Estado quem fez e com o dinheiro estatal). Outro aspecto é a relação que AP tem que ter perante todos as outras pessoas e empresas, deve-se oferecer as mesmas chances para todo os particulares e tratar todo mundo igualmente é uma isonomia (vedação do nepotismo; não fazer procedimento licitatório para colocar uma empresa amiga). Celso Antônio Bandeira de Melo entende que o princípio da impessoalidade está vinculado ao princípio da isonomia, porque realiza um equilíbrio das desigualdades tentando tratar todos da mesma proporção. Já o Princípio da Impessoalidade, que pode ser considerado um desdobramento do Artigo 5º, caput, da Constituição Federal; conforme os ensinamentos de Hely Lopes Meirelles, deve ser interpretado à luz do princípio da finalidade, haja vista que a impessoalidade é a maneira pela qual deve agir o agente sempre visando o interesse público. Segundo a corrente majoritária, a impessoalidade tem seu grande foco para o Administrador (exemplo disto é o disposto no Artigo 100 da Constituição Federal). Já a corrente minoritária entende que seu foco é direcionado ao Administrado (fixando sua responsabilidade, como no disposto no Artigo 37, parágrafo 2º da CF). Portanto, o agente público não deve agir em nome próprio e sim em nome do Poder Público. Além disso, sempre deve agir em consonância ao princípio da Legalidade e da Supremacia do Interesse Público sobre o Particular. MORALIDADE Princípio da Moralidade: É um conceito abstrato; tem que ter como parâmetro a finalidade da lei esse princípio é aplicado para o agente público e ainda para o particular. A violação grave da moralidade é a improbidade. Causa Improbidade: Enriquecimento ilícito, dano ao erário, lesão a princípios. Enriquecimento ilícito: é a transferência de bens, valores ou direitos, de uma pessoa para outra, quando não é caracterizada uma causa jurídica adequada. Exemplo: cobrança de tarifas, por instituição financeira ou por empresa de telefonia, não previstas na legislação ou que não atendam a serviços efetivos. A legislação brasileira determina que aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores monetários. Dano ao erário: Atos de improbidade que causam prejuízo ao erário público são aqueles que, conforme expõe o art. 10 da Lei 8.429/92, um agente público, ou particular que concorra com o referido agente na execução ou indução do ato, pratica mediante qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que ocasione perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento, ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades constantes no art. 1º da LIA. O terceiro princípio consagrado no Artigo 37 caput é o Princípio da Moralidade, a princípio, devemos fazer a distinção entre a moralidade comum e a moralidade jurídica. bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 15 A primeira diz respeito aos conceitos de moralidades trazidos pela Filosofia e Sociologia, ou seja, são aquelas condutas esperadas da sociedade. Podemos citar a moralidade jurídica como sinônimo da probidade administrativa esperada de seus agentes. Desta maneira, o Princípio da Moralidade prega que o administrador possui a obrigação de honestidade e probidade, sob pena de enquadramento no parágrafo 4º do Artigo 37 da Constituição Federal e da Lei nº 8.429/92. PUBLICIDADE Princípio da Publicidade: Serve para fiscalizar os atos e o administrador, isso deve ser feito pois este está em um cargo público, serve ainda para dar transparência, validade e prazos para os atos público. Para dar validade a alguns atos a lei exige publicidade; alguns prazos somente podem correr após a validade do ato; pode-se dar publicidade a um ato apenas notificando o administrado. No dia da notificação, que é a publicidade do ato, é que se inicia o prazo. O regime político que mais se amolda a esse princípio é o democrático. Há exceções decorrentes do interesse do estado e da intimidade que restringem a publicidade dos atos. A motivação diz respeito à forma como o ato se apresentará no mundo jurídico e de fato, além disso, está atrelado às razões para as quais um ato foi realizado, entretanto, a motivação está ligada muito mais a forma de externação do ato administrativo, vez que há pequena diferença entre motivo e motivação. A publicidade de obras, programas e serviços não podem levar a imagem, símbolos nem nomes de agentes, a menos que seja meramente educativo ou informativo (37 §3º CF). O próximo Princípio é o da Publicidade que se baseia na afirmativa de que todos os atos devem ser acessíveis à todos, possuindo ampla publitização, visando uma atuação transparente do Poder Público, ressalvando-se os casos excepcionais de sigilo (quando imprescindível para a segurança da sociedade e do próprio Estado). É de grande importância, posto que referido princípio é o que sustenta o Sistema Republicano. EFICIÊNCIA Princípio da Eficiência:Surgiu porque a administração pública era muito burocrática e não agia de acordo com padrões normais. Quem determina o padrão de eficiência é a lei. Quando se percebe que o servidor não é eficiente ele é apenado com a demissão. Deve-se ter bons resultados atuando bem nos meios e nos fins. O Princípio da Eficiência foi inserido junto aos princípios expressos citados acima apenas no ano de 1998, através da Emenda Constitucional nº 19 e aduz que o administrador deve sempre atuar em busca do interesse público, entretanto deve fazê-lo observando a rapidez, perfeição e rendimento, culminando na obtenção do melhor resultado. bruna Realce bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 16 2 ORGANIZAÇÃO DA AGENDA Organização Da Agenda: Por Onde Começar? Uma das principais dicas que costumo dar para quem pretende se organizar melhor é a escolha de uma boa ferramenta para isso, que normalmente costuma ser uma agenda. Como estamos no início do ano, ainda dá tempo para você, que ainda não sabe como sair do lugar, começar a se planejar melhor e ter uma gestão do tempo eficiente, com as tarefas separadas e cumpridas de acordo com a sua importância. Mas não basta apenas ter a ferramenta, é preciso saber como administrá-la. O conceito básico é que você que centralize suas atividades e informações. Muitas pessoas utilizam uma ou duas agendas. Quando você distribui suas informações acaba perdendo muito tempo, e por isso centralizar é fundamental neste caso. Outro ponto é que ela seja móvel, ou seja, a agenda não pode estar somente no seu computador de mesa. Suas informações precisam estar com você onde quer que você esteja. Se você for high tech, recomendo a utilização da própria Internet ou serviços online que permitem controlar toda sua produtividade. Com a ferramenta escolhida, todas as ações que precisam ser feitas por você no dia a dia devem ser transformadas em tarefas no seu planejador. O seu dia deve ser organizado com base em ações (tarefas) e reuniões (compromissos). Cada uma dessas atividades tem uma duração e essa é a informação mais importante para você gerenciar seu tempo. Não deixe suas atividades ultrapassarem 6 horas diárias, pois, com o tempo, você consegue espaço para encaixar eventuais urgências e interrupções que apareçam no seu dia. Gestão do tempo pessoal não tem receita a ser seguida, mas algumas orientações de como encontrar o caminho para administrar melhor as atividades ao longo dos dias. Abaixo, listo cinco armadilhas que não ajudam na organização. Não anotar suas demandas Se você faz gestão de tempo por memória, é provável que as urgências e esquecimentos tornem-se rotineiros. Isso porque é muito mais fácil e assertivo planejar algo que se consiga visualizar claramente. Faça o que chamo de a e escreva o que deve ser feito na agenda ou computador; Lotar a segunda-feira Uma segunda-feira mal planejada é a chave para estragar o restante da semana. Se você perder o controle das suas atividades no primeiro dia e não recuperar na terça-feira, dificilmente conseguirá manter o planejamento semanal. Além do que, você pode ter o sentimento de improdutividade por não ser capaz de finalizar tudo o que pretendia; Planejar o dia O dia não deve ser planejado, ele deve ser priorizado! O planejamento é antecedência, isso significa que você deve pensar nas suas atividades, no mínimo, dos próximos 3 dias, caso contrário será quase impossível reduzir as urgências. Eu planejo minha semana no domingo e coloco todas as atividades que lembrar. Ao longo dos dias, quando surge algo pequeno para fazer eu faço na hora e nem anoto nada. Quando é algo que eu vá gastar mais de 15 minutos, eu crio uma tarefa nova, priorizo na ordem e faço quando chegar a sua vez; Trabalhar por E-mail Quem deve definir a sua rotina é você mesmo, e não as demandas que chegam pela Internet. É um grande erro ficar com o correio eletrônico aberto o tempo todo, por isso estipule alguns horários por dia para verificar a sua caixa; Usar o calendário para anotar tarefas Seu dia possui tarefas (não têm um horário pré- determinado) e compromissos (com hora de bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 17 início e término). Dessa forma, a adoção de um calendário não é uma boa alternativa. Isso porque este método não foi feito para agendar atividades ao longo do dia. Com mais estes exemplos, reitero que os métodos errados podem arruinar uma agenda realmente eficaz. Não basta apenas focar no que uma boa gestão do tempo trará de benefícios, é importante, antes, verificar quais os meios adequados para chegar até ela e quais aqueles que devem ser evitados. Como Eu Utilizo A Minha Agenda Já mais de uma vez me perguntaram como eu atualizo a minha agenda, então resolvi colocar um passo-a-passo para mostrar a quem tiver interesse nesse método. Em primeiro lugar, descobri que trabalhar com cores é altamente eficaz. Assim, eu anoto os eventos diariamente divididos por cores, formando categorias. Elas são as seguintes: Preto = tarefas relacionadas ao trabalho; Azul = tarefas relacionadas a trabalhos paralelos (sites, blogs, bandas); Verde = tarefas pessoais (em casa, compras, estudos); Vermelho =compromissos (consultas médicas, shows, vencimento de contas); Você pode usar outras cores se achar necessário. Anotações diversas eu faço a lápis (número de gastos, por exemplo). Depende da sua necessidade. Se você tem alguma atividade que requer muitas tarefas (exemplos: faculdade, banda, um site que você atualiza), talvez seja conveniente ter uma cor de caneta só para isso. Eu, no entanto, acredito que, nesse caso, quanto menos, melhor, senão complica muito. E essas quatro cores de caneta que eu uso são fáceis de achar, além de existir a clássica caneta com quatro cores. Eu sempre anoto as tarefas com um quadrado ao lado, para atualizar seu status. Veja abaixo como faço: Esses são os risquinhos que eu faço nos quadradinhos que ficam ao lado das tarefas. No final do dia, eles me dão uma boa orientação. Quando a tarefa é adiada para outro dia, eu sempre anoto, à lápis, na frente da tarefa, a data para a qual eu a designei. Isso me ajuda a localizar na agenda, mais para a frente. Quando a tarefa é delegada, eu coloco entre parênteses o nome da pessoa que agora está cuidando do assunto, para que eu possa ter controle. Outros símbolos simples que eu uso são esses: Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 18 Círculo = tarefas que devem ser realizadas no período da manhã; Quadrado = tarefas que devem ser realizadas no período da tarde; Triângulo = tarefas que devem ser realizadas no período da noite; Isso também facilita muito a minha vida, pois quando bato o olho na agenda, já sei o que deve ser feito, quando, onde e a que horas. Por exemplo, se antes de sair de casa eu olho a agenda, vejo direto as tarefas em verde (que são as pessoais) e que têm o círculo, pois sei que são as tarefas que devo fazer de manhã em casa, como colocar o lixo para fora, ligar para alguém ou coisas do tipo. Agora, uma questão muito importante: a frequência de atualização da agenda. É fundamental que a sua agenda seja atualizada sempre que você conseguir fazer isso. Ela deve ser uma fonte confiável de seus compromissos e tarefas, por isso não pode ter informações antigas. Para sua agenda não se tornar uma bagunça que arrasta as tarefas de um dia para o outro, você terá ao seu lado outro grande aliado: o caderninho de anotações! O seu caderninho de anotações deve andar sempre com você. Sempre. Na rua, no mercado, no shopping, na fila do banco, no cinema, ao lado da cama quando for dormir. Nele, você irá anotar tudo o que vier à sua cabeça. Eu costumo chamá- pois é nele que eu faço um verdadeiro antes de dormir, anotando tudo o quetenho em mente, para que eu fique mais tranquila e consiga pegar no sono. Isso dá uma aliviada, porque quando encosto a cabeça no travesseiro, minha mente começa a trabalhar incessantemente, pensando nas coisas que tenho que fazer no dia seguinte, durante a semana, enfim, qualquer coisa! E então, você terá que investir alguns minutos do seu dia na manutenção das suas tarefas. Eu garanto: é a melhor forma de aproveitar o tempo, pois você renderá horrores otimizando as suas tarefas. Suponhamos que você possa atualizar a sua agenda todos os dias à noite, antes de dormir. 1. Você pegará então a sua agenda, suas canetas e o seu caderno de anotações. 2. Fará uma revisão do seu dia (na agenda) e anotará o que fez, o que adiou, o que não tem mais necessidade. 3. Verificará o dia seguinte. 4. Fará uma revisão do seu caderno de anotações. Se executou alguma tarefa que está lá e sequer conseguiu passar para a agenda, risque-a imediatamente. 5. Veja, no caderninho, as tarefas que podem ser feitas no dia seguinte. Anote-as na agenda. Risque no caderninho e coloque a informação colocada na agenda). 6. Depois, distribua algumas tarefas pela sua semana, também na agenda. Importante: seja realista! Ninguém consegue fazer um milhão de coisas em um só dia! 7. Atualize, no decorrer do dia, a sua agenda, com o status das tarefas. Se novas tarefas surgirem, anote primeiro no caderno de notas para não se esquecer delas, e assim que tiver um tempinho, passe-as para a agenda. 3 ROTINAS ADMINISTRATIVA Antes de entendermos mais sobre rotinas administrativas devemos entender que rotina administrativa é formada por vários processos que acontecem de forma sistemática e que requerem conhecimento técnico e domínio de tecnologias. Sendo, que processo é todo conjunto de procedimentos com entradas, processamento e resultados. Nas rotinas administrativas ocorre que um conjunto de profissionais executa atividades para se obter resultados, essas atividades devem estar em conformidade com o nível de competência dos profissionais, nível de autoridade e responsabilidades. bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 19 Dessa forma, tem-se que administradores e gerentes possuem competências distintas no processamento das rotinas administrativas, assim como os profissionais de nível técnico e de apoio também o possuem. Portanto, os administradores possuem responsabilidades como planejamento, direção, controle, supervisão e outras funções que exigem dos profissionais conhecimento e experiências maiores. É necessário também distinguir atividades administrativas das atividades gerenciais, pois as atividades gerenciais constituem um processo que originará as atividades administrativas, ou seja, é para apoio gerencial que existem as atividades administrativas. Deixando, mas claro, que as atividades gerenciais têm a função de identificar estratégias, trabalhar as oportunidades, alocação de recursos, compartilhamento de objetivos e outros. A administração, portanto, é algo maior e que exige critério nas atividades gerenciais e rotineiras, de forma ordenada, pois primeiro é necessário planejar, depois se organiza os recursos, dirige a informação e a mão de obra de forma eficiente e depois se controla os resultados alcançados. Na verdade, a administração é todo conjunto de procedimentos que consome recursos, que requer organização dos recursos, planejamento de alocação e avaliação dos resultados obtidos com esses recursos. As organizações trabalham com determinados recursos disponíveis e a partir disso, deve estabelecer e avaliar se os recursos estão alinhados aos objetivos e estratégias, se os recursos serão de grande valia para obter objetivos, se os recursos estão ao alcance da empresa e se não estão, como a empresa pode trabalhar com os recursos disponíveis sem desistir de seus objetivos e estratégias traçadas. Essa problemática acima pertence à capacidade da empresa dirigir o que possui e buscar algo mais. De forma que o principal recurso da empresa capaz de transformar recursos em objetivos são as pessoas. Colocando as pessoas certas para as atividades ideais. Todo o conjunto de procedimentos acima exige que o profissional tenha nível superior e saiba lidar com o ambiente complexo das organizações. Abaixo teremos algumas rotinas administrativas que são repetitivas e exige conhecimento técnico dos profissionais. Técnicas Nas Rotinas Administrativas As funções básicas de uma empresa são a função comercial, a função técnica, financeira e de contabilidade. Algumas técnicas administrativas são a construção de organogramas, que identifique os departamentos da empresa e os níveis de hierarquia. Outros documentos referentes às técnicas administrativas são o manual de rotina e regulamento interno. Nos manuais de rotina estão descritos quais as normas necessárias para execução de atividades específicas. Já o regulamento ou regimento interno é um documento com um conjunto de diretrizes que definem a estrutura organizacional e as políticas da empresa. Outros documentos que auxiliam as atividades administrativas são os relatórios que devem expor fatos e ocorrências para esclarecimento, dúvidas ou informação de problemas e outros documentos propostos para informações do interesse de um quadro de colaboradores são documentos como a CI (circular interna) e o ofício. Qualidade Nas Rotinas Administrativas Como vimos a atividade administrativa são compostos de vários processos, processos primários, processos de apoio e processos finalísticos que são os processos que definem a atividade fim da empresa. bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 20 Os processos, portanto, são fundamentais para que as empresas atinjam seus objetivos e tenham sucesso. Para que tenha um funcionamento eficiente, a empresa deve estruturar e organizar seus processos e sempre que necessário trabalhar a melhoria de processos. A qualidade nos processos administrativos requer métodos, técnicas, normas e até inovações. Os métodos são utilizados para que as ações nos processos sejam realizadas e atinjam os objetivos propostos. Já os objetivos nos processos deve ser sempre o valor agregado e por isso, exige-se qualidade total em todos os processos, para isso faz-se necessário a implantação de metodologias e ferramentas da qualidade para que as organizações atinjam objetivos, conquiste o cliente e se torne competitiva mesmo em longo prazo. Para isso, temos algumas ferramentas da qualidade que são de simples aplicação, mas rendem até uma certificação ISO, se forem implantadas com sucesso. Entre as ferramentas da qualidade aplicada aos processos está a ferramenta 5´s. O 5´s surgiram de uma filosofia japonesa e se solidificou no meio empresarial como ferramenta da qualidade aplicada aos processos e útil para estruturar, desenhar e evitar desperdícios com maior economia de recursos e tempo. O ideal é que toda a equipe esteja integrada em um trabalho de organização, arrumação, utilização, limpeza, padronização e disciplina. -Organização: organizar poupa tempo e faz com que as atividades sejam desenvolvidas sem atrapalho. Organizar materiais pela frequência de uso elimina retrabalhos e tempo gasto com a distribuição de materiais para as atividades frequentes e segurança contra acidentes ou perda de materiais. -Identificar: o trabalho de identificar materiais por categorias poupa o tempo de procurar o material e acabar perdendo o tempo. -Utilização: o senso de utilização é também ligado á organização e realiza-se o trabalho de separar o material de uso eventual e material necessário ás atividades menos constantes, evitando que fiquem espalhados pelo chão material sem uso imediato. -Limpeza: a limpeza é útil para manter o ambiente com uma aparência limpa,organizada e com maior segurança. Criar meios para manter o ambiente limpo, organizado e sempre arrumado é também uma medida para que os colaboradores poupem tempo e trabalho de organizarem e limparem tudo de novo, quando deveriam estar concentrados em outras tarefas. -Padronizar: padronizar é uma solução para manter uma rotina de organização, de limpeza e de eliminação de desperdícios, sendo que a padronização pode auxiliar o trabalho e orientar a equipe para a realização das atividades. E por fim, para manter a limpeza, a organização e a padronização nas rotinas administrativas deve-se manter o senso de disciplina, portanto é necessário que o programa 5´s tenha a adesão e participação com o comprometimento de todos. O auxiliar administrativo é o profissional que presta suporte na gestão das empresas, auxiliando principalmente gestores de finanças, de logística, de pessoal e da área operacional na realização de atividades de controle e emissão de documentos. A grande vantagem dessa profissão é que, sendo uma atividade de nível médio e com menor exigência de experiência em relação a outras áreas, torna-se a porta mais larga para ingressar em uma grande empresa (não é incomum encontrar supervisores e gerentes que começaram sua carreira como auxiliar administrativo). Vamos entender mais sobre a descrição do cargo, salários, o que as empresas querem encontrar nos candidatos a essas vagas (em bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 21 seus processos seletivos) e como utilizar esse cargo como marco inicial para alavancar sua carreira! O Grau De Escolaridade e os Cursos Exigidos Em tese, o mercado de trabalho exige do auxiliar administrativo apenas nível médio. Entretanto, com o agravamento da crise econômica, tem sido cada vez mais comum ver estudantes universitários candidatando-se a vagas para esse cargo, cientes da possibilidade de promoção futura (em função de sua maior qualificação). Para se ter uma ideia dessa mudança de perfil, uma pesquisa recente da Catho indicou que 57% dos ocupantes das vagas de auxiliar administrativo têm graduação, sendo que 22% deste montante, em Administração de Empresas. Dessa maneira, é importante registrar que quem está cursando ensino superior tem muito mais chances de conseguir uma vaga. A promoção também é iminente quando se tem um auxiliar administrativo competente e de qualificação superior ao que o cargo exige. Já Pois bem. Quando preparação encontra oportunidade, o sucesso é consequência certa. Outras exigências para o preenchimento desse cargo: Office, trabalho em nuvem, desenvoltura com os sistemas da empresa); formal (você vai redigir ofícios e memorandos frequentemente); desejável, uma vez que um profissional com essa habilidade pode fazer reserva em hotéis pelo telefone, alterar passagens aéreas, entrar em contato com fornecedores estrangeiros etc.; -se preferência a profissionais com certificado técnico de auxiliar administrativo (caso o interessado não esteja cursando alguma graduação). O Que Faz Um Auxiliar Administrativo O profissional ocupante desse cargo auxilia na condução de processos operacionais da empresa. Suas atribuições variam muito de acordo com as necessidades do negócio. Entretanto, fazendo uma pesquisa no setor, encontramos algumas responsabilidades comuns ao cargo: te de correspondências e documentos; organização; receitas e contas a pagar; le de estoque (registros em sistemas); (que serão posteriormente consolidados pelo departamento contábil); informações; entrega de vales, por exemplo); práticas da rotina de trabalho, como responder e-mails, controlar a folha de ponto dos funcionários, preparar documentos, prestar informações ao público etc. O Perfil De Um Auxiliar Administrativo Com Chances De Crescimento Por lidar com prazos curtos, multiplicidade de ordens de diversos gestores diferentes e montanhas de papéis e arquivos, um auxiliar bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 22 administrativo deve ter senso de organização e tranquilidade para atuar sob pressão. Mas é justamente a grande responsabilidade que explica por que as promoções nessa área são comuns. Dessa maneira, para ocupar esse cargo, é necessário ter: Capacidade De Concentração Você precisa remarcar aquele voo para o diretor da empresa e, mais do que isso, é preciso antes entrar em contato com fornecedores chineses para negociar o fracionamento da carga que chegará de navio ao Porto de Santos, trazendo os insumos que a empresa precisa para atender sua demanda interna. Distrações, em um momento importante como esse, certamente vão resultar em prejuízos à organização. Definitivamente, é necessário ter capacidade de concentração. Organização e Disciplina São planilhas diversas, inúmeros arquivos físicos e digitais. Perder uma nota fiscal pode resultar em inconsistências contábeis passíveis de multas pesadas à empresa. Já permitir o extravio de atestados médicos ou comprovante de realização de horas extras, por exemplo, vai gerar prejuízo aos colegas (e talvez uma futura ação trabalhista pelos descontos indevidos). Dinamismo Você não pode ficar esperando seu gerente lembrá-lo que você tem que fazer o follow-up dos produtos solicitados ao fornecedor: seja proativo e anteveja as necessidades da empresa. Comunicação Você vai intermediar processos de diversas áreas da empresa. De certa forma, a organização esperará que você seja um dos elos de ligação entre departamentos, integrando processos sem gerar gaps de comunicação. As dezenas de ligações diárias para solucionar problemas exigem também essa capacidade de comunicação. Gestão Do Tempo As múltiplas tarefas impõem uma habilidade imprescindível: administração do tempo. Exige- se desse profissional alta produtividade, o que significa saber equilibrar o tempo escasso e o volume de tarefas diárias. Os Tipos De Auxiliar Administrativo Em geral, o ocupante do cargo é uma espécie auxiliando diversos departamentos. Essa, aliás, é a melhor posição possível, uma vez que dá ao profissional uma visão de 360 graus dos negócios da empresa. Entretanto, há algumas organizações que centralizam as ações dos auxiliares na circunscrição dos departamentos. Por exemplo: : pode atuar como secretário ou na intermediação entre a empresa e agentes estrangeiros; : lançamento de notas fiscais, registros de passivos, auxílio nas tarefas de faturamento etc.; : apoio na emissão da folha de pagamento, controle de ponto, gerenciamento de férias, entrega de vales e outros documentos. O Salário De Um Auxiliar Administrativo Segundo o guia de profissões da Catho, o salário médio pago pelo mercado a um auxiliar administrativo gira em torno de R$ 1.200,00. Parece pouco? Nem tanto. Se você levar em consideração que se trata do melhor atalho para alcançar postos de maior responsabilidade (como assistente financeiro, supervisor de equipe e gerente administrativo) em grandes empresas brasileiras, perceberá que estamos falando de uma oportunidade incrível a quem está ingressando na universidade e esbarra nas exigências do mercado por longos anos de experiência nas carreiras pretendidas. A estratégia ideal para quem quer entrar em uma multinacional por meio desse cargo é fazer bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 23 um curso de graduação em Administração de Empresas, Negócios ou Engenharia de Produção, por exemplo, que vão lapidar competências gerenciais para que você possa alçar cargos diretivos ao longo de sua jornada na empresa. 1- Afinal, O Que É Gerenciamento De Rotina Do Trabalho? O gerenciamento de rotina engloba um conjunto de ações e verificaçõescontínuas para que os colaboradores consigam desenvolver, de maneira satisfatória, as atividades apresentadas. 2- Mantenha Uma Padronização Nos Processos Nesse sentido, é de vital importância que todos esses processos estejam no mesmo padrão, assim, obtendo maior velocidade, confiança e coesão na hora de pôr em prática as tarefas. Padronizar os processos também é benéfico para o trabalho em equipe, pois, dessa forma, uma mesma tarefa pode ser executada por diferentes colaboradores que já estarão familiarizados com o mesmo padrão. O que torna a equipe mais colaborativa. 3- Defina Os Projetos Definir os projetos é muito importante quando se trata de cumprimento das rotinas traçadas. Desse modo, é possível alcançar os objetivos pretendidos dentro de um tempo aceitável. Assim, é essencial deixar claro que o não cumprimento de determinadas tarefas programadas poderá acarretar problemas de atraso e sobrecarga no futuro, trazendo dificuldade para obtenção de metas maiores. 4- Categorize As Rotinas Operacionais Esta é uma estratégia muito valiosa no que tange o aumento do desempenho para executar tarefas rotineiras. Ainda engloba a categorização de procedimentos coletivos por semelhanças e afinidades. Dessa forma, o gestor pode medir períodos para serem realizadas todas as atividades de uma mesma categoria, o que, por sua vez, permite sustentar o foco por um período maior em obrigações semelhantes. 5- Monitore O Desempenho Para que o gerenciamento de rotina dê certo, uma grande determinante se encontra no monitoramento de desempenho do grupo, do indivíduo e da empresa em relação a dados projetos. Para um monitoramento de desempenho eficaz, é necessário ter controle de tarefas e cobrança, não sendo assim, é quase impossível ocorrer uma melhora perceptível na performance corporativa. Essa estratégia se torna ainda mais imprescindível no começo, quando a conservação do status quo e o aumento da pressão por mudanças estão arraigados na rotina das equipes. Para sobrepor esses desafios, todo líder precisa monitorar de perto a sua equipe, fazendo uso de check-lists, planilhas, tabelas e outras ferramentas para liberar o andamento das tarefas em grupo ou individuais. Graças ao monitoramento de desempenho é possível também verificar ineficiências e dificuldades na execução de variadas rotinas, bem como alterá-las, ampliá-las ou dividi-las entre os membros das equipes. 6- Divida As Rotinas De Acordo Com As Prioridades Uma forma de melhorar o gerenciamento de rotina do trabalho e otimizar o fluxo no ambiente de trabalho é dividir as rotinas por critérios claros e objetivos. Separar as atividades críticas das normais, é um bom exemplo disso. Outra possibilidade é utilizar sistemas baseados em tempo, ou seja, os trabalhos que estiverem com a data de entrega mais próxima serão priorizados, em detrimento dos com prazos mais longos. Uma outra forma de classificação de rotina de uma empresa se dá sobre os recursos envolvidos. Por exemplo, quanto maior, mais Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 24 importante. Ainda podemos classificar pelo grau de impacto que um recurso traz para o funcionamento da empresa e pelo nível de necessidade e dificuldade de colaboração entre profissionais, mantendo, por exemplo, tarefas individuais para depois das coletivas. 7- Delegue As Tarefas Um dos princípios básicos do gerenciamento de rotina é a execução correta das atividades dentro do período programado. Assim, é necessário abandonar vícios centralizadores em razão de uma eficiência no cumprimento dos prazos. Dessa forma, é de vital importância delegar rotinas para os demais colaboradores se baseando em dois critérios: habilidade dos profissionais e prioridade dos procedimentos. O critério sobre a habilidade dos profissionais refere-se à entrega das funções de acordo com as habilidades dos liderados ou colegas de equipe, promovendo esse conceito entre todos os membros do time. Já sobre a prioridade dos procedimentos, refere-se a repassar primeiro as atividades que não demandam atenção especial e podem ser realizadas por outras pessoas sem maiores problemas. Um dos erros comuns que muitos líderes cometem ao demandar tarefas é a escolha de um colaborador sem as qualidades necessárias para executar as tarefas entregues. Essa má escolha pode gerar um efeito negativo, pois ineficiência ou erros no cumprimento de rotinas operacionais acabam, muitas vezes, aumentando as incertezas do administrador em descentralizar as atividades. 8- Use Ferramentas Para Melhorar O Gerenciamento De Rotina É um fato que a aplicação do gerenciamento de rotina otimiza procedimentos e processos operacionais. Sendo assim, pode-se facilitar a adoção de ferramentas que objetivem melhorar o fluxo interno e promover a rotina de hábitos que aperfeiçoem a disciplina dos colaboradores. Um bom exemplo é a utilização de agendas, planilhas, notas e variadas ferramentas organizacionais que ajudam no controle da rotina diária. A adoção de um sistema de recompensa é outro exemplo interessante e que colabora com a gestão. Com outras palavras, para cada período de obrigação cumprido e metas alcançadas, uma recompensa poderá ser concedida aos colaboradores ou à equipe. Essa prática possibilita mudar a cultura da empresa de forma gradativa, tornando a equipe e o ambiente mais organizado, colaborativo e com maior capacidade de execução. Além disso, desenvolve qualidade como disciplina e trabalho em equipe. A gestão de rotina do trabalho deve fazer parte da cultura da empresa e estar presente em todas as áreas da organização. Dessa forma, a empresa estará mais preparada para lidar com mudanças, entregar resultados de forma consistente, ter organização física e visual e manter os colaboradores motivados. Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 25 4 ATENDIMENTO e COMUNICAÇÃO COM O PÚBLICO Conceito De Atendimento O conceito de Atendimento ao Cliente se refere ao serviço prestado pelas empresas de serviços ou que comercializam produtos a seus clientes. Em caso da necessidade de manifestar reclamações, sugestões, levantar preocupações sobre o produto ou serviço em questão, solicitar informação adicional, solicitar serviço técnico, estão as principais opções e alternativas oferecidas por este setor ou área da empresa a seus consumidores. Sem dúvidas, o sucesso de uma empresa depende fundamentalmente que as demandas de seus clientes estejam satisfeitas, pois eles são os principais protagonistas e é o fator mais importante no mundo dos negócios. Se ao contrário, uma empresa não satisfaz as necessidades ou demandas de seus clientes, seu futuro será muito curto. Então, todos os esforços devem estar destinados ao cliente, a sua satisfação por menor que seja, porque o atendimento ao cliente é o verdadeiro propulsor de todas as atividades da empresa, pois de nada serve que o produto seja de excelente qualidade, tenha um preço competitivo ou esteja bem apresentado, se não existem compradores para ele. Entre as principais causas de insatisfação de um cliente estão as seguintes: um serviço pouco profissional; tratar o cliente como um objeto, um mero número e não como uma pessoa; um serviço não tão bem realizado pela primeira vez que foi comprado; um serviço prestado com péssimos resultados; quando não foi resolvido seu problema; quando foi tratado mal educadamente; ou quando o preço foi pago a mais do que estava combinado, gerando desconfiança. Nesta época, o serviço de Atendimento ao Cliente é uma questão e uma área muito comum, especialmente nas grandes empresas como as de cartão de crédito, ou então naquelas que oferecem os serviços de televisão a cabo, telefonia móbil, entre outras. No entanto, é comum que diante de alguma contingência neste tipo de serviço, devemos comunicar essa área para procurar soluções, ea partir de uma resposta satisfatória ou não, é que formaremos a imagem da empresa, além de saber se o produto é bom, útil ou interessante. Noções De Atendimento Ao Público O primeiro princípio para o bom atendimento, foco no cliente, postula que é necessário que o usuário fique satisfeito com a qualidade dos serviços prestados. O segundo princípio estabelece que o serviço deve atender a uma real necessidade do usuário. Ele é relacionado à dimensão da validade, isto é, o serviço (produto, informação) deve ser exatamente como o usuário espera, deseja ou necessita que ele seja. O terceiro princípio diz respeito à manutenção da qualidade dos serviços. O padrão de qualidade mantido ao longo do tempo é que leva à conquista da confiabilidade. Para agirmos com base nesses princípios, podemos nos orientar por algumas ações que imprimem qualidade ao atendimento, tais como: e escrita); qualidade; atendente/usuário; da empatia; Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 26 indicadores competência, presteza, cortesia, paciência e respeito que podem ser percebidos e avaliados de forma positiva pelos usuários. Por outro lado, arrogância, desonestidade, impaciência, desrespeito, imposição de normas ou exibição de poder tornam o atendente intolerável, na percepção dos usuários. Destacamos ainda um fator crucial para a excelência no atendimento ao público: a empatia. O estado de empatia implica, por exemplo, sentir a dor ou o prazer do outro como ele o sente e perceber suas causas como ele a percebe, porém sem perder nunca de vista que se trata da dor ou do prazer do outro. A empatia é um tema muitas vezes negligenciado, mas a utilização adequada dessa ferramenta no momento em que as pessoas estão interagindo é fundamental. O bom atendimento requer a inclusão de frases como - - - com suavidade e cordialidade, podem levar o usuário a perceber o tratamento diferenciado que algumas organizações já conseguem oferecer ao seu público-alvo. A comunicação é uma extraordinária ferramenta da qualidade no atendimento. Portanto, é preciso muito cuidado para evitar ruídos na comunicação, ou seja, é necessário reconhecer os elementos que podem complicar ou impedir o perfeito entendimento das mensagens. Para entendermos melhor os ruídos da comunicação, é importante conhecermos a comunicação verbal e não verbal. A comunicação verbal realiza-se oralmente ou por meio da escrita. São exemplos de comunicações orais: ordens, pedidos, debates, discussões, tanto face-a-face quanto por telefone, rádio, televisão ou outro meio eletrônico. Cartas, jornais, impressos, revistas, cartazes, entre outros, fazem parte das comunicações escritas. A comunicação não verbal realiza-se por meio de gestos, mímicas, olhar, expressão facial e corporal, que podem reforçar ou contradizer o que está sendo dito. Cruzar os braços e as pernas, por exemplo, é um gesto que pode ser interpretado como posição de defesa. Gestos como colocar a mão no queixo, coçar a cabeça ou espreguiçar-se na cadeira podem indicar falta de interesse no que a outra pessoa tem a dizer. Também são gestos interpretados como forma de demonstrar desinteresse durante a comunicação: ajeitar papéis que se encontrem sobre a mesa, guardar papéis na gaveta, responder perguntas com irritação ou deixar de respondê-las. No atendimento ao público, a função principal do profissional é a de ajudar a pessoa a resolver os seus problemas ou ter suas necessidades atendidas. Para ajudar o público durante o atendimento, devemos: corretamente; Atendimento Telefônico No atendimento telefônico, a linguagem é o fator principal para garantir a qualidade da comunicação. Portanto, é preciso que o atendente saiba ouvir o interlocutor para responder a suas demandas de maneira cordial, simples, clara e objetiva. O uso correto da língua portuguesa e a qualidade da dicção também são fatores importantes para assegurar uma boa comunicação telefônica. É fundamental que o atendente transmita a seu interlocutor segurança, compromisso e credibilidade. Deve-se reforçar a necessidade de se evitar ruído na comunicação telefônica, buscando a mais correta e adequada interação ao telefone, Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 27 que é o instrumento responsável pela maior parte da comunicação entre uma organização e seus usuários. Ao receber uma ligação, o atendente assume a responsabilidade pelas informações prestadas a quem está do outro lado da linha. A utilização do telefone, além de significar economia de tempo, imprime qualidade à imagem da organização. Em toda e qualquer situação de comunicação em meio empresarial ou institucional, é preciso enfatizar o foco no cliente ou no usuário. Em muitos casos, o público constrói uma representação extremamente positiva da organização apenas com base na qualidade do atendimento telefônico que lhe é dispensado. Por isso, convém: a) Atender rapidamente a chamada (2.º toque); b) Dizer o seu nome e identificar a organização ou o setor; c) Ouvir o usuário com atenção, para d) Prestar informações de forma objetiva, não apressar a chamada: é importante dar tempo ao tempo, ouvir calmamente o que o cliente/usuário tem a dizer e mostrar que o diálogo está sendo acompanhado com atenção, dando feedback, mas não interrompendo o raciocínio do interlocutor; e) Eliminar frases que possam desapontar ou informação deve ser negada, mas há que se identificar o interlocutor antes de fornecê-la, para confirmar a seriedade da chamada. Nessa anotar esses dados e depois entraremos em contato. f) Solucionar o problema do usuário (ou direcionar a ligação para o setor competente), assumir a responsabilidade pela resposta: a pessoa que atende ao telefone deve considerar o assunto como seu, ou seja, comprometer-se e, assim, garantir ao interlocutor uma resposta uma resposta logo que seja p for mesmo possível dar uma resposta ao assunto, o atendente deverá apresentar formas alternativas para fazê-lo, como: fornecer o número do telefone direto de alguém capaz de resolver o problema rapidamente, indicar o e- mail ou o número do fax do responsável procurado. A pessoa que ligou deve ter a garantia de que alguém confirmará a recepção do pedido ou chamada; g) Agradecer ao usuário pela ligação, sorrir, pois um simples sorriso reflete-se na voz e demonstra que o atendente é uma pessoa amável, solícita e interessada e ser sincero, haja vista que qualquer falta de sinceridade pode ser catastrófica: as más palavras difundem-se mais rapidamente do que as boas; h) Manter o cliente informado: como, nessa forma de comunicação, não se estabelece o contato visual, é necessário que o atendente, se tiver mesmo que desviar a atenção do telefone durante alguns segundos, peça licença para interromper o diálogo e, depois, peça desculpa pela demora. Essa atitude é importante porque poucos segundos podem parecer uma eternidade para quem está do outro lado da linha; i) Ter as informações à mão: um atendente deve conservar a informação importante perto de si e ter sempre à mão as informações mais significativas de seu setor. Isso permite aumentar a rapidez de resposta e demonstra o profissionalismo do atendente; j) Estabelecer os encaminhamentos para a pessoa que liga: quem atende a chamada deve definir quando é que a pessoa deve voltar a ligar (dia e hora) ou quando é que a empresa ou instituição vai retornar a chamada. de regras que podem resultar em atitude positiva na relação interpessoal e tornar o atendimento harmonioso e interativo. Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 28 Desde que se tenha interesse, o bom atendimento pode ser aperfeiçoado por meio do aprendizado e da manutenção de lembretes sobre procedimentos, como os que se seguem: a) cuidar das relações interpessoais; b) aprender a lidar com as emoções dos outros;c) interessar-se pelo encaminhamento da solicitação dos usuários; d) não criticar ou ironizar as diferenças; e) ouvir os usuários com a máxima atenção; f) demonstrar honestidade e transparência; g) não perder a calma em nenhum momento; h) agregar valor aos serviços (surpreender o usuário). Administração Do Tempo Com as novas tecnologias e rotinas corridas do mundo moderno, economizar tempo é cada vez mais uma necessidade. Ninguém gosta de demorar horas para ser atendido. É preciso ser o mais rápido possível, sem perder a qualidade. Esse certamente é um dos motivos mais comuns para que um cliente desista de uma marca e dê preferência a outra. Portanto, a agilidade deve ser a marca de um bom atendente. E, quando for percebida uma demanda além das condições para cumpri-la, as empresas devem ficar alerta para a necessidade de contratar pessoal extra. Além disso, é preciso que sejam definidos prazos reais e que sejam respeitados, já que a definição de uma data ou horário gera uma expectativa ao consumidor. Surpreender E Superar As Expectativas O último pilar para uma qualidade no atendimento ao cliente é encantar, ou seja, ir além do que o cliente espera. Cumprir com o básico, às vezes, já é suficiente. Mas, para ir além da confiança e realmente ser amado, surpreender pode ser a chave para um relacionamento mais duradouro. Em um mercado competitivo, ter um diferencial em termos de atendimento aumenta consideravelmente as chances de fidelização a uma marca. Cliente feliz e realizado ainda pode indicar os produtos e serviços a outra pessoa. Parece óbvio bater nessa tecla, mas, diante de tantos dados que nos mostram que o atendimento é ruim, continuamos insistindo. COMUNICAÇÃO Comunicação: A comunicação adequada para o bom atendimento ao cliente não se trata somente de usar as palavras corretas ou aplicar uma gramática de excelência (apesar de serem detalhes essenciais), mas de falar a língua do cliente, em seus diversos momentos e circunstâncias. Evite: Palavras ou expressões técnicas à pessoas com pouco grau de instrução sobre o assunto; Não corte a pronúncia das palavras: seja claro; Evite transmitir incerteza; Tratamentos íntimos; Diminutivos, gerúndios, gírias e regionalismos (você viu a frase que abriu esse tópico, não?) Apresentação: Lembra-se de ser atendido por alguém mal vestido, sem postura, com um palito na boca, a mascar pastilha elástica ou com mau hálito? Provavelmente, a resposta é sim, e já deve estar a recordar-se que ficou com uma má imagem desse ponto de venda. A primeira impressão do cliente conta muito, logo é imprescindível atender com uma boa presença. É necessário ter cuidado com o vestuário, a higiene corporal (cabelo, barba, maquiagem, unhas, etc.) e a postura das pessoas que estão a atender e que contribuem para a imagem do local público ou privado. Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 29 Quanto à postura, é importante que seja correta, pois, revela aos clientes à primeira vista, a imagem do estabelecimento, da qual todos os membros da organização são representantes. Por exemplo, é difícil ser prestável ao cliente, se alguém estiver constantemente em posição de relaxamento muscular. Os gestos são também muito importantes para a postura que se deve ter perante um cliente. É fundamental ter cuidado com os movimentos bruscos, pois transmitem ao cliente a imagem negativa dos membros do estabelecimento, dos produtos e da organização. Por último é de referir o cuidado que se deve ter com o tom de voz, pois pode insinuar o que as palavras não dizem. Quem atende o cliente tem de saber que a voz que revela entusiasmo, conquista os clientes, pois transmite a satisfação que se tem em atendê-los. Que todos os empresários e seus colaboradores não esqueçam que a boa presença é importante para conquistar os clientes. Atenção: O cliente precisa perceber que as ações do atendente estão direcionadas a ele. O cliente tem que sentir que realmente você está atento ao que ele deseja olhando nos olhos e criando uma empatia (Ação de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria nas mesmas circunstâncias. Aptidão para se identificar com o outro, sentindo o que ele sente, desejando o que ele deseja, aprendendo da maneira como ele aprende etc) Cortesia: Ser gentil e educado e tratar de forma amável deixando as pessoas tranquilas e a vontade Interesse: Hoje para um atendimento não basta apenas conhecer o produto ou o serviço, mas demonstrar interesse no que o cliente necessita e atendê-lo. Presteza: Presteza é a disposição e boa vontade em prestar um serviço. Isto está ligado a não deixar o cliente à espera, às vezes indefinida, da empresa ou de seus funcionários. Eficiência: Eficiência é o que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. É o mais moderno princípio da função administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros. Trate cada cliente como se fosse único e nunca deixe o cliente sem retorno. Tolerância: A tolerância define a capacidade de uma pessoa ou grupo de aceitar, em outra pessoa ou grupo uma atitude diferente das que são a norma de seu grupo. Assim, o atendente deve aceitar o que o cliente está falando mesmo se não concordar, evitando conflitos. A intolerância é entendida como a ruptura das relações harmoniosas, justa e fundada no diálogo e no respeito ao outro. Discrição: O atendente deve ser prudente, ter discernimento, sensatez quando fornece uma informação ao cliente. É necessário manter-se reservado sobre o que o cliente lhe diz. Assim, estará transmitindo confiabilidade e seriedade no trabalho desenvolvido. Conduta: A conduta é uma manifestação de comportamento do indivíduo. No atendimento, o funcionário/ servidor deve conhecer e respeitar as normas internas. Deve manter postura profissional, saber que naquele momento ele é o representante da empresa junto ao seu público de interesse. Para que isso ocorra é necessário que o atendente conheça a cultura da empresa/ instituição, seus colegas de trabalho, para que possa agir conforme os interesses institucionais. A conduta de qualquer funcionário servidor deve ser a mesma dentro e fora de seu ambiente de trabalho. Objetividade, clareza e concisão: O atendente deve ser direto, objetivo e claro em suas respostas para o cliente, e se ater ao foco do que está sendo perguntado. Deve fornecer informações precisas e sucintas com atenção e clareza. ção é uma derivação do termo latinoCommunicare que significa; Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 30 Ou seja, a comunicação é um conjunto de várias formas de expressão, fala, gestos, interpretações, compreensão, seja dentro das organizações ou fora, a comunicação é o elo entre emissor que emite uma mensagem e o receptor que recebe a informação. Comunicação é a forma de transparência ao passar as informações, que são emitidas em constância por todos os seres humanos, envolve participação de todas as partes, o retorno das informações é o feedback, essa relação acontece a todo momento, na vida e no cotidiano de todos. O processo da comunicação inicia-se com o Emissor: que é um dos atores responsável pela emissão da comunicação. Codificação: O ato de conversão de uma mensagem em linguagem, Segundo Robbins (2014) essa conversão é perceptível pela habilidade, conhecimento e cultura. Mensagem: É em si o objeto da comunicação, notícia ou recado sendo verbal ou mensagem trafega que é selecionada pelo Decodificação: É a interpretação de uma mensagem emitida pelo receptor. Receptor: é um dos atores que recebe a mensagem, aquele que recebe a informação e a decodificae a interpreta. Por fim, temos o feedback que é o retorno, que leva o comportamento após a interpretação da informação. A comunicação é essencial para todos, pois é através dela que o conhecimento pode ser adquirido, e repassado, podemos ter o livre acesso a expressão, oportunidade de amadurecer, de aprender, ensinar, desenvolver, melhorar, isso se reflete principalmente, no âmbito organizacional. Porém, apesar de existirem diversas opções de a comunicação ser utilizada, existem falhas e com essas falhas na comunicação, o negócio de uma organização pode ser comprometido, independentemente do segmento, ou do tamanho, se não há comunicação efetiva e eficiente, não há desenvolvimento. O motivo da existência dos conflitos tanto nas organizações como na vida pessoal, é decorrente da falha na comunicação, falha essa que pode ser identificada pelo emissor e pelo receptor, e que pode ser trabalhada através de diversas formas, dentre elas através das categorias. São elas, segundo (MATOS, 2014, p. 04): cada e conflituosa comunicação entre as pessoas. Comunicação entre familiares, amigos, colegas de profissão, desconhecidos na rua, em fim a comunicação praticada por todos. conjunto pequeno, médio ou grande de pessoas, por exemplo, entre um grupo de colegas de trabalho, colegas da faculdade, família, dentro de uma organização. dirigida à um grande público, que se utiliza dos meios de comunicação coletiva, por exemplo: jornal, revista, televisão, rádio e internet. Através desses tipos de comunicação, pode-se perceber que é de suma importância a pratica da comunicação entre os indivíduos. Pois é capaz de não somente transmitir informações, mas sim de causar influencias no comportamento dos seres humanos, de acordo informa, motiva, ensina, emociona, distrai, entusiasma, dá status, forma opiniões, orienta, desorienta, faz rir, faz chorar, inspira, produz A partir deste conceito, é perceptível que a comunicação abrange em todos os aspectos do socialismo e comportamental de cada pessoa, é capaz de alavancar a vida de uma pessoa como também não favorecer, assim acontece dentro das organizações, quando há comunicação clara: que é possível ser entendida e interpretada de forma correta pelo receptor, e direta: sem rodeios que mudam a ideia central passada. FLUXOS DECOMUNICAÇÃO A transmissão de uma mensagem é executada através de processos, assim esta é composta por vários tipos de como deve e pode ser transmitida, são os chamados fluxos de Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 31 comunicação, estes fluxos são a classificação de como a informação está sendo passada, e como o receptor recebe a mensagem. Deste modo, segundo Matos (2014), temos cinco fluxos que constituem as maneiras e formas que a comunicação pode ser transmitida dentro das organizações: 1 Descendente: são as mensagens e informações que saem do topo decisório e descem até as bases. É o tipo de comunicação vertical, isto é, de cima para baixo em direção descendente. É a comunicação oficial (falada, impressa ou eletrônica) que transmite normas, procedimentos, atribuições, politicas instruções, estratégias e planos, objetivo e metas, praticas organizacionais, notícias institucionais, enfim, é a comunicação que emana dos cargos diretivos e gerenciais, voltada para o corpo funcional da organização. 2 Ascendente: é a comunicação que se processa das bases de direção aos níveis mais elevados da hierarquia organizacional. Podem ser opiniões, criticas, elogios ou reclamações dos colaboradores, expressadas por meio de reuniões e conversações formais e informais das lideranças com suas equipes, por meio de caixas de sugestões ou pesquisa de clima organizacional. 3 Horizontal: é a comunicação realizada entre colegas de trabalho de um mesmo nível hierárquico. Nas estruturas organizacionais mais burocráticas e hierárquicas, pode-se identificar uma tendência para se manter a informação como propriedade secreta de grupos de um mesmo nível funcional. das organizações, ou seja, informações que são controladas e manipuladas conforme o interesse de determinados grupos de profissionais. 4 Transversal: Nas organizações mais modernas (descentralizadas e flexíveis), nas quais a gestão é mais participativa e integrada, as pessoas interagem mais, o que permite o fluxo de comunicações que se dá em todas as direções, sem a distinção de níveis hierárquicos. 5 Circular: Esse fluxo de comunicação é mais presente na organização de pequeno porte é extremamente informal, onde as informações circulam indistintamente entre todos os níveis de sua estrutura funcional. Os fluxos mencionados acima, servem para nortear o fluxo da comunicação e agilizar a transmissão da informação sendo ela formal ou informal. A comunicação interna como estratégia necessita de um planejamento e a definição de um público específico considerando a cultura e o ambiente organizacional. As organizações necessitam de programas internos, que focam na comunicação no ambiente organizacional, por isso que podem ser utilizadas algumas ferramentas e métodos da informação ser transmitida de forma clara e objetiva para todos da organização. De acordo com (PESSONI, 2011), é importante que um programa de comunicação interna possa ser estruturado e fundamentado, com a participação do corpo funcional, de modo que os trabalhadores fazem parte da interação e fazendo assim a diferença. Dessa maneira, programas diferenciados poderão ser criados e desenvolvidos com a empatia e o engajamento direto do público interno. Através das formas e maneiras que a comunicação pode ser exercida, pode ser constatado um problema atuante e também pode ser descoberta uma solução para determinado problema, estas formas são as maneiras que colaboradores e gestores podem se comunicar e também melhorar a comunicação no âmbito profissional. FUNÇÕES DE COMUNICAÇÃO Assim como existem os elementos que constituem a relação de transmissão de mensagens, ou seja, a comunicação, da mesma forma acontece com as funções, que são os objetivos e formas no qual acontece a relação da comunicação. De acordo com Robbins Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 32 (2010) a comunicação tem 04 funções que são exercidas dentro de grupos: 1 - Controle: O controle é exercido na comunicação, quando o indivíduo é informado, por exemplo, quais são as regras hierárquicas da organização ou as regras básicas que constituem o grupo. Quando houver alguma situação crítica seja positiva ou negativa deve-se informar ao superior. Em casos de comunicação informal, quando se tem uma pessoa que se destaca entre as demais e acaba sendo manipulada por terceiros, o controle é exercido, quando se há providencias a serem tomadas para que tal atitude não seja mais situada. 2 Motivação: A Motivação é executada através de cada indivíduo, o mesmo podendo identificar o seu papel e o que deve ser feito para que seu objetivo seja alcançado, a motivação deve ser instigada através de metas, acompanhamento do desempenho, trazendo o feedback para que seu desenvolvimento seja melhorado, alcançando a satisfação no ambiente organizacional. 3 Expressão emocional: As pessoas sentem necessidade de se expressar, seja quando estiver feliz, triste, frustrado ou decepcionado. Em qualquer âmbito profissional, a comunicação deve ser bem clara e confortante. É necessário que seja possível a expressão emocional para o progresso de cada indivíduo. De acordo com Robbins (2010), a comunicação dentro do grupo é um mecanismo fundamental para que seus participantes expressem suas satisfações ou suas insatisfações. 4 Informação: Essa função é utilizada para facilitar a tomada de decisões. As pessoas necessitam a todo o momento que dados sejam transmitidos para todos os integrantes da organização para que seja possível tomar alguma providência. Entende-seque nenhuma dessas funções é mais importante que as demais. Todas são necessárias, são interligadas, têm que funcionar instantaneamente para que haja progresso no desenvolvimento e realização das atividades desempenhadas. São estimuladas com o intuito de obter-se sucesso para todos colaboradores no âmbito profissional e pessoal. RUÍDOS NACOMUNICAÇÃO A comunicação é uma ação que viabiliza a troca de mensagens entre as pessoas, que estimula e intenciona o ato de se comunicar, desenvolve-se desde cedo a necessidade de comunicação para inserção nas relações sociais e dentro das organizações. Comunica-se grande parte do tempo e nem sempre as informações são compreendidas como deveriam ser, pois ocorrem ruídos na interpretação ou na emissão da mensagem. Para (TORQUATO, 2015, p.47); [..] Um sério problema das organizações. A grande quantidade de comunicação instrumental, no fluxo descendente, inibe e bloqueia os caudais da comunicação expressiva, que, por falta de vazão para subirem até o topo, correm lateralmente, criando redes informais de comunicação. Essas redes absorvem grandes quantidades de mensagens ambientais (Principalmente em momentos de crise), constituindo verdadeiros focos de tensão e alterando os comportamentos normativos. De acordo com a ideia acima leva-se ao entendimento que os ruídos acontecem por falta de acesso a informação. Essa falta de estruturação da comunicação gera o desconforto dos colaboradores, pois quando a mensagem emitida pelos gestores chega aos grupos de colaboradores de forma descendente e geralmente recebe destorcidas pela falta de compreensão ou clareza na emissão da mensagem, esse fenômeno de distorção dar-se como as fofocas. têm pelo menos três objetivos: estruturar e reduzir a ansiedade; dar sentido à informação nas organizações por conta das Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 33 confidencialidades e os rumores assustam os colaboradores. Robbins (2014), como por exemplo, a mensagem de reestruturação das estratégias da organização no qual o objetivo é inovar. Atualmente, vive-se em um período de crise e dentro das organizações, se a mensagem não for clara poder ocorrer falha na transmissão da mensagem e se não for interpretada e recebida corretamente pode ser entendida como redução de custos e do quadro funcional ou falência da organização, essas distorções de informação torna os colaboradores preocupados e ansiosos. Os boatos dificilmente deixaram de existir dentro das organizações, pois é um fluxo de comunicação interna utilizada para ficarem por dentro do que ocorre no direcionamento da organização. É dever do gestor ou líder identificar e trata-la de forma benéfica e separar o público específico que deverá receber tal mensagem. Atualmente utiliza-se a tecnologia para girar as informações informais dentro das organizações como, por exemplo, o WhatsApp, a fim de agilizar a comunicação e auxiliar nas atividades. Por isso a comunicação deve ser utilizada de forma estratégica dentro da organização. COMUNICAÇÃO INTERNA COMO ESTRATÉGIA A comunicação é um instrumento, no qual pessoas físicas e jurídicas utilizam no cotidiano, contudo como os instrumentos musicais precisam ser utilizados corretamente para trazerem algum resultado, assim é com a comunicação em si, seja dentro de uma organização ou na vida pessoal, com ênfase no âmbito profissional, antes do colaborador ser integrado na equipe de trabalho precisa conhecer e ser treinado para executar as tarefas delegadas. Assim acontece o processo de comunicação como estratégia. A comunicação interna é realizada a partir do momento em que se tem uma informação e essa informação precisa ser passada para os demais, através de treinamentos, as orientações, metas, objetivos da organização, visão da organização, conversas, bate-papo, dialogo entre gestor e colaborador. A informação precisa ser transmitida, visando a formação de colaboradores eficientes, competentes e eficazes, as organizações estão apostando na comunicação interna como estratégia, para alcançarem mais os objetivos desejados. Deste modo, os gestores passaram a perceber a importância de investimento da comunicação como estratégias, apostam neste processo, que pode transformar uma organização. E para apostar na comunicação como estratégia, esta deve ser bem estruturada internamente, ter em pratica uma boa comunicação. De acordo com Matos, (2014), a boa comunicação é condição básica para a saúde orgânica da cultura de uma organização, que consolida valores voltados para a unidade de pensamento e de ação. Os gestores podem conseguir colocar estes métodos em pratica, podem estruturar a comunicação interna, passando a trabalhar em sinergia com todos, obtendo responsabilidade no trabalho é possível alcançar êxito nas atividades e melhoria no desempenho de todos que constituem uma organização. A prática de ser ouvido e ouvir, tem sido utilizada pelas organizações em forma de estratégia tanto interna como externa, saber das expectativas do colaborador em relação a organização, se o colaborador tem a mesma visão da organização, o que o colaborador espera dos gestores como algo que pode agregar na vida de todos os colaboradores, é provável que essa estratégia está sendo muito utilizada por gestores que prezam o trabalho com sinergia, onde todos possam trabalham com satisfação e prazer em executar o que realizam. Segundo Matos, (2014) a comunicação é a interação da organização com o seu público interno e externo, que envolve um conjunto de procedimentos e técnicas destinados a intensificação do processo de comunicação e a difusão de informações sobre as suas atuações, resultados, missão, objetivos, metas, projetos, Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 34 normas, procedimentos, instruções de serviço etc. Ou seja, o elo que pode unir todo público interno é a clareza na comunicação, esta interação internamente, influencia também nos resultados externos, com a junção de todos envolvidos num mesmo objetivo, os negócios também podem alcançar o sucesso organizacional. A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO DENTRO DAS ORGANIZAÇÕES A comunicação dentro da organização é importante, pois é a partir dela que se utiliza a troca de informações, no esclarecimento e na explicação das decisões e na orientação do desempenho de tarefas, para que o colaborador esteja informado e tenha um maior desempenho e sintam-se motivados por saberem que o seu esforço contribui com a organização em alcançar seus objetivos decisões tomadas e ao mesmo tempo estimular os colaboradores a participar, ouvindo seu ponto de vista, sugestões e contribuições, fazendo que o colaborador sinta-se valorizado e corresponsável do resultado da organização. Através de um elaborado programa de comunicação interna, é possível manter colaboradores integrados, motivados, informados e comprometidos com a organização e os resultados são evidentes. sem dúvida, a maior arma de uma empresa para contribuir com a felicidade do público interno e consequentemente o alcance dos A comunicação dentro das organizações tem se tornado vital independe do seu tamanho, embora ainda exista organização que tem dificuldade em fazer com que as informações circulem de maneira almejada. É necessário estabelecer nas organizações reuniões periódicas, treinamentos, que visem a motivação dos colaboradores, conhecer suas opiniões, esclarecer suas dúvidas, seus sentimento e aspirações, pois a medida em que os colaboradores encontram espaços para expressar-se, consequentemente irão sentir-se motivados e valorizados. A comunicação interna mostra a maneira de ser da organização, por essa razão, a organização precisa questionar-se a respeito da verdadeira situação da comunicação interna, apontando as falhas, que estão gerando ineficácia e improdutividade, para que os gestores possam estabelecermétodo de uma comunicação eficaz. As organizações devem manter seus colaboradores bem informados para torna-los verdadeiros multiplicadores dos objetivos, pois certamente o público interno bem orientado terá maior credibilidade para falar a respeito da organização com o seu público externo. Portanto é imprescindível que os colaboradores estejam bem informados. Para que a comunicação interna seja eficaz, é necessário compreender seu público interno, pensando nisso muitas organizações investem periodicamente em cursos, workshops, para promover o diálogo entre dirigentes e colaboradores, estimulando o relacionamento, a troca de informações e a troca de ideias. A importância da comunicação para administradores Existem muitos cursos pelo Brasil para ensinar contabilidade, matemática financeira, finanças de um modo geral para pessoas que não são da área e precisam deste conhecimento para desenvolver as atividades na sua empresa, são os cursos chamados, por exemplo, de Finanças para Não Financeiros. Isso acontece porque essas disciplinas não são muito disseminadas nas universidades brasileiras, principalmente, em cursos nas áreas de humanas e também por serem consideradas as matérias mais difíceis no ensino fundamental e médio, com maior índice de reprovação, pois exigem uma dedicação maior do aluno o que torna o aprendizado mais complicado. Já as disciplinas das ciências sociais, onde se encontra a comunicação social, são Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 35 consideradas de fácil aprendizagem, pois não exigem cálculos, análises de balanços financeiros etc. Entretanto, o conceito de ser uma disciplina simples é um mito. A comunicação social, assim como as disciplinas que a compõem, é bem complexa e interdisciplinar. É necessário que organizações entendam que não se constrói uma empresa sem interagir com seus públicos, ou seja, é necessário se comunicar. Esta comunicação empresarial necessita estar alinhada com a cultura da empresa para se tornar uma maneira de engajar todos os stakeholders (desde clientes, colaboradores, até fornecedores e a comunidade local). A comunicação empresarial não deve ser ensinada para não comunicadores como sendo apenas uma ferramenta que serve para influenciar os diferentes públicos, mas sim como uma estratégia alinhada ao planejamento e ao posicionamento de determinada empresa. Infelizmente, muitas empresas ainda acreditam que a comunicação é um meio para disfarçar os erros, ocultar os defeitos ao passar informações desconexas e que não agregam valor algum para nenhuma parte interessada. A comunicação nas empresas tem a necessidade de ser parte integrante da identidade da organização, de suas metas e objetivos para representar, da melhor forma, sua imagem e consolidar sua reputação. QUAL É A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NOS RESULTADOS DE UMA EMPRESA Todavia, é muito grande a importância da comunicação nos resultados de uma empresa, e por isso para obter sucesso em seus negócios, você deve prezar (e muito!) pela comunicação. Sendo assim, vamos abordar tal tema e ajudar a você a criar estratégias que facilitem a conversa e a troca de ideias dentro do ambiente corporativo e com os seus clientes. Comunicação interna: Manter uma boa comunicação interna (fornecedores, colaboradores, parceiros etc.) garante que todos consigam se alinhar com o discurso oficial da empresa, fortalecendo sua produtividade. Uma comunicação interna confusa e ineficiente pode gerar problemas sérios dentro de uma empresa e uma das consequências pode ser a perda de parceiros. Dentre os vários benefícios de investir no melhoramento da comunicação interna posso citar: Funcionários e colaboradores mais engajados com as metas da empresa. Funcionários totalmente conscientes de todas as ações que devem ser tomadas para o crescimento da empresa. Facilidade para desenvolver ações que venham influenciar a imagem externa da empresa sem que ocorram mal entendidos e incoerências. Diminuição nas taxas de rotatividade. Melhoria da imagem da empresa Para isso, muitas empresas estão aderindo ao endomarketing que é um conjunto de estratégias de marketing institucional totalmente voltada para as ações internas das empresas. As estratégias do endomarketing são desenvolvidas com o intuito de melhorar a imagem da empresa em meio aos seus colaboradores, visando ter uma equipe mais motivada e comprometida. Veja algumas dicas para aplicar o endomarketing em sua empresa: Oferecer treinamento aos colaboradores para nivelar o nível de conhecimento dos mesmos. Usar estratégias para aumentar a interação entre os mesmos através da troca de experiências. Implementar algum tipo de bonificação por bons resultados Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 36 Realizar pesquisas de satisfação Permitir que os colaboradores contribuam com sugestões Comunicação externa A comunicação externa é tão importante quanto à interna, tendo em vista que cuida da imagem da sua empresa fora dos seus muros. Saiba que a imagem que você deseja passar para seus parceiros ou público alvo depende quase exclusivamente do investimento realizado em comunicação externa. Geralmente a imagem de uma empresa é desenvolvida através de materiais gráficos e de identidade visual. Por esse motivo é tão importante contratar uma agência de comunicação para cuida de todas as vertentes de comunicação de sua empresa. Agora que você já sabe importância da comunicação nos resultados de uma empresa, não perca mais tempo e comece a desenvolver estratégias para melhorar o diálogo e a divulgação de informações dentro e fora de seu escritório. Explore mais a ferramenta comunicação Só existe uma maneira de contar uma novidade ou expressar uma ideia: comunicando-se. Seja de maneira visual ou sonora, a comunicação precisa acontecer para que dois (ou mais) indivíduos compartilhem as suas ideias. Nesse cenário, já é possível entender a importância da comunicação nos resultados de uma empresa: total e absoluta. Seja na conversação interna ou externa, é de extrema necessidade que sejam criados canais que possibilitem a troca de ideias entre as pessoas, neste caso, funcionários ou clientes. Tão importante quanto ter um sistema excelente de marketing, é ter uma comunicação que funcione. A seguir, vamos listar algumas estratégias que podem facilitar nesse âmbito: Assessoria de imprensa: Esse departamento é essencial para manter a empresa na mídia, disparando releases e informações que sejam relevantes acerca de lançamentos e participações de sua marca. A assessoria de imprensa tem um papel crucial na divulgação dos produtos e serviços, e trabalha ativamente ao lado do departamento de marketing para construir canais de comunicação que sejam claros e objetivos. Mídias sociais e marketing digital: Essas são duas ferramentas essenciais nos tempos modernos. Não se pode falar em divulgação e comunicação sem considerar a importância do marketing digital e das redes sociais nesse processo. Através de uma excelente estratégia de marketing digital você poderá divulgar a sua marca na web, e estruturar uma comunicação direta com o seu público a partir de suas redes sociais. Automatize processos e ganhe tempo Para tornar a comunicação, tanto externa quanto interna, ainda mais eficiente, você pode apostar em um sistema ERP online (Enterprise Resource Planning). Em tradução literal, esse termo significa Planejamento dos Recursos da Empresa, e é exatamente isso o que ele faz. Esse é um programa que não pode ser ignorado quando falamos sobre a importância da comunicação nos resultados de uma empresa. Um sistema de gestão pode ser instalado para ajudar na organização empresa, facilitando assim o arquivamento de dados a respeito de clientes, fornecedores, vendas, produtos, financeiro, etc. Com isso você evita a perda de informações,e facilita a comunicação entre diferentes departamentos. Também é um meio de tornar mais prático e mais rápido o processo de comunicação com o cliente. Através de um sistema Webdesk, que é uma funcionalidade encontrada em alguns sistemas, você também poderá garantir que os seus Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 37 clientes consigam entrar em contato com a empresa para tirar dúvidas, fazer solicitações ou orçamentos rapidamente. Ademais, em alguns ERPs online é possível realizar cotações online dentro do próprio programa. Dessa forma, você ganha tempo e pode otimizar os lucros da sua empresa falando diretamente com vários fornecedores ao mesmo tempo. 5 ORGANIZAÇÃO E ARQUIVAMENTO DE DOCUMENTOS. Métodos De Arquivamento Com base na análise cuidadosa das atividades da instituição, aliada à observação de como os documentos é solicitado ao arquivo, é possível definir-se o método principal a ser adotado e quais os seus métodos auxiliares. Em cada caso pode-se organizar os Arquivos em: 1) Ordem Alfabética (por nome) 2) Ordem Geográfica (por local ou procedência) 3) Ordem Numérica (por números simples ou cronológica) 4) Ordem Ideográfico ou temático (de assunto) Estes métodos pertencem a dois grandes sistemas: direto e indireto. Sistema direto é aquele em que a busca é realizada diretamente no local onde estão guardados os documentos. Sistema indireto é aquele em que, para se ter acesso aos documentos guardados, primeiro têm se de consultar um índice ou código. 1. Ordem Alfabética (Por Nomes) No método alfabético, o principal elemento a ser considerado para a organização dos documentos e a sua posterior localização é o nome. Este método é muito utilizado nas organizações, e apresenta como vantagens ser um método fácil e rápido. No entanto, ao armazenar um grande volume de informações, é comum a ocorrência de erros, devido ao cansaço visual por parte do funcionário e à grande variedade de grafia dos nomes. Regras De Alfabetação No arquivamento de documentos por nome, existem algumas regras, chamadas de regras de alfabetação, que devem ser consideradas. São elas: 1) Nos nomes de pessoas físicas, considera-se o último sobrenome e depois, o prenome. Araújo, Marcos Pereira Carvalho, Lucas Tavares Obs.: No caso de sobrenomes iguais, a ordenação será feita pelo prenome. Ferreira, André Ferreira, João 2) Sobrenomes compostos de substantivo e adjetivo ou ligados por hífen não devem ser separados. Bom Tempo, Cláudia Castelo Branco, Humberto de Alencar Obs.: Sobrenomes iniciados com as palavras Santo, São e Santa seguem a mesma regra. Santa Cruz, Pedro Henrique Santo Expedito, João Barbosa 3) As iniciais abreviativas de prenomes, quando da ordenação, devem preceder os nomes que iniciam com a mesma letra. Pereira, M. Pereira, Marcelo 4) Artigos e preposições não devem ser considerados. Anjos, Milton Sousa dos bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 38 Costa, Severino Pereira da Obs.: No caso de sobrenomes estrangeiros, esta partícula que acompanha o nome pode ou não ser considerada. O mais comum é considerá-la, quando esta iniciar com letra maiúscula. Da Vinci, Leonardo Del Piero, Fabio 5) Sobrenomes de parentesco, como Filho, Júnior, Neto e Sobrinho, devem vir para o início acompanhados do sobrenome anterior. Araújo Filho, Marcos Pereira Carvalho Júnior, Lucas Tavares 6) Títulos que acompanham os nomes não devem ser considerados. Devem ser colocados no final, entre parênteses. Alves, José Silva dos (Presidente) Barbosa, Lucas Moreira (Ministro) 7) No caso de nomes estrangeiros, a organização será feita pelo último sobrenome, com exceção dos nomes orientais e de países de língua espanhola, que tem regras especificas. Camões, Luis Vaz de Clinton, Bill 8) No caso de nomes de espanhóis ou de qualquer país de língua espanhola, a ordenação deverá ser feita pelo penúltimo sobrenome e, para tanto, os dois últimos sobrenomes deverão ser transpostos para o início. Bolaños Fuentes, Pablo Gutierrez Salazar, Juan 9) Nomes orientais, chineses, japoneses, coreanos ou árabes, por exemplo, deverão ser organizados da mesma forma como se apresentam, sem qualquer alteração. Al Jahzir Kim Il Sung 10) Na organização de nomes de instituições, os nomes são mantidos da mesma forma como se apresentam, levando-se o artigo do início para o final, entre parênteses. Quando não há artigo no início, não deve ser feita qualquer alteração. Associação Brasilense de Arquivologia 11) Nos nomes de eventos, o numeral do início deve ser colocado no final, entre parênteses. A ordenação, neste caso, se dará pelo nome do evento e não pelo numeral. Congresso de Medicina (Segundo) Encontro de Arquivistas (IV) Obs.: O numeral servirá para ordenar eventos com o mesmo nome. Encontro de Arquivistas (I) Encontro de Arquivistas (II 2) Ordem geográfica (por local ou procedência) O método geográfico é utilizando quando os documentos são organizados pela procedência ou local, ou seja, quando a instituição opta por classificar os documentos pelo local de origem. No entanto, de acordo com a literatura arquivística, algumas regras devem ser adotadas para a correta utilização do método geográfico: 1) Na ordenação de documentos por estado ou país, os mesmos devem ser ordenados alfabeticamente, para facilitar a posterior localização. Deve-se observar, contudo, que as cidades referentes a um mesmo estado ou país deverão ser organizadas de forma alfabética, mas mantendo a capital no início, uma vez que esta é, normalmente, a cidade mais procurada e com o maior número de documentos. Exemplo: Bahia: Salvador Ilhéus Itabuna Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 39 2) Quando o arquivamento é feito por cidades, sem haver a separação por estado, não há a necessidade de se colocar as capitais no início. A ordenação será simplesmente alfabética, com o detalhe de que, ao final de cada cidade, deve ser identificado o estado correspondente, para o caso de cidades com o mesmo nome. Exemplo: Anápolis (Goiás) Crato (Ceará) Custódia (Pernambuco) Vitória (Espírito Santo) 3) Ordem Numérica (Por Números Simples Ou Cronológica) O método numérico, como o próprio nome diz, é aquele em que os documentos são ordenados por número. Na utilização deste método, pode-se optar por três maneiras distintas: numérico simples, cronológico ou dígito-terminal. O método numérico simples é adotado quando a organização é feita pelo número do documento ou da pasta em que este foi arquivado. É um método muito utilizado na organização de prontuários médicos, pastas de funcionários, processos e filmes. No entanto, ao se trabalhar com números maiores, com vários dígitos, o método numérico simples acaba por se tornar muito lento e trabalhoso, tanto na organização quanto na localização do documento. Neste caso, é indicada a utilização do método digito-terminal, onde a ordenação é feita pelos dois últimos dígitos, o que torna o arquivamento mais rápido e eficiente. A seguir, temos um exemplo prático da utilização do método dígito-terminal. 14-25-01 78-44-10 22-26-28 Observe que a ordenação foi feita pelos dois últimos dígitos. Quanto estes são iguais, a ordenação se dará pelos dois dígitos anteriores. O método numérico cronológico é aquele utilizado para organizar os documentos por data. É um método largamente utilizado na organização de fotografias, documentos financeiros e outros em que a data seja o principal elemento na busca da informação. 4) Ordem Ideográfico Ou Temático (Por Assunto) O método ideográfico é utilizado quando a ordenação dos documentos é feita por assunto. É também um método muito utilizado no dia-a- dia das instituições. O método ideográfico tem algumas subdivisões que serão detalhadasa seguir: Na organização por assunto, estes podem ser ordenados de forma alfabética ou numérica. A ordenação alfabética dos assuntos pode ser feita em um único nível (método dicionário) ou em vários níveis hierarquizados (enciclopédico). Observe a seguir a diferença entre os dois métodos. Suponha que um setor separou seus documentos por assunto, onde foram criadas as seguintes pastas: Férias Contas a pagar Aposentadoria Empréstimos bancários Licença médicas Contas a receber Frequência Licença maternidade Empréstimos rurais Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA 40 A ordenação destas pastas de forma alfabética pode se dar em um único nível ou em níveis hierarquizados, de acordo com a conveniência do usuário. Na prática, a ordenação será efetivada da seguinte forma: