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História da Arte, da Arquitetura e do Mobiliário

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Questões resolvidas

Estudamos a arquitetura grega e romana e observamos suas principais características. Tendo em vista que os romanos inspiraram-se e muitas vezes imitaram a arte dos gregos, podemos dizer que existe ou não um estilo romano?

a) Sim, existe um estilo romano.
b) Não, não existe um estilo romano.
c) O estilo romano é uma cópia exata do estilo grego.

Na arquitetura grega dos templos dedicados aos deuses era simétrica e seguia as ordens de colunas dórica, jônica e coríntia. Nos espaços interiores, havia mobiliários que, apesar de os registros físicos serem escassos, eram representados nas pinturas. Os romanos se inspiraram na arte grega, mas desenvolveram um estilo próprio na escultura, pintura e arquitetura. Na escultura retrataram as emoções e as características do homem. Na pintura, utilizaram cores vivas em decorações de interiores. Na arquitetura, representada sobretudo pelos edifícios públicos, inventaram a partir da arquitetura grega e etrusca, o arco e a abóbada, as quais se tornaram o seu maior legado enquanto técnica arquitetônica para a humanidade.

a) A arquitetura romana é uma cópia fiel da arquitetura grega.
b) Os romanos não contribuíram com nenhuma inovação na arquitetura.
c) Os romanos desenvolveram um estilo próprio na escultura, pintura e arquitetura, contribuindo com inovações como o arco e a abóbada.

Qual é uma das mais conhecidas figuras femininas do período Paleolítico, datada entre 24.000 a.C. a 20.000 a.C.?

a) Vênus de Willendorf.
b) Pirâmides de Gizé.
c) Tumba de Tutancâmon.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO MOBILIÁRIO GREGO Adaptado às dimensões humanas (ergonomia), influência da cultura humanista; Dimensões menores que os modelos egípcios, proporcionando mais leveza e praticidade; Usavam mármore, bronze, ferro, madeira e eram decorados com entalhações e pinturas; Divide-se em móveis cerimoniais (aqueles utilizados nos eventos ao ar livre) e de uso comum (cama, bancos, cadeiras, mesas, baús e arcas); Assim como na arquitetura, buscavam simetria, harmonia e regularidade no desenho do mobiliário; (PIERONI, 2014).

Apesar da criação dessas duas novas ordens, o maior legado dos romanos na arquitetura foi o aperfeiçoamento do uso do arco que, multiplicados em novos arranjos estéticos, foram transformados em abóbadas e cúpulas, ou também chamadas de domos. Esses elementos possibilitaram a construção de maiores vãos nos edifícios sem uma quantidade excessiva de pilares, o que foi um avanço para a história da arquitetura.

De acordo com o texto apresentado sobre a arte românica, qual das seguintes características NÃO é mencionada como parte da arquitetura românica?
A retomada do uso das abóbadas e a construção de pilares maciços de pedra com paredes espessas e sólidas e pequenas janelas.
A ornamentação externa das igrejas com fachadas decoradas com adornos e esculturas.
A presença de pinturas a fresco nas superfícies internas das igrejas românicas.
A representação de figuras caricatas com olhos grandes e cores chapadas na pintura românica.
a) A retomada do uso das abóbadas e a construção de pilares maciços de pedra com paredes espessas e sólidas e pequenas janelas.
b) A ornamentação externa das igrejas com fachadas decoradas com adornos e esculturas.
c) A presença de pinturas a fresco nas superfícies internas das igrejas românicas.
d) A representação de figuras caricatas com olhos grandes e cores chapadas na pintura românica.

No Renascimento, percebe-se que os arquitetos e artistas se assumem enquanto profissionais independentes, com estilos próprios. É durante esses séculos que protagonizarão no financiamento das artes e monumentos os chamados mecenas, famílias ricas da burguesia que bancavam os artistas e suas obras. Outros importantes arquitetos da época são Leone Battista Alberti e Donnato Bramante. O Palácio Rucellai, em Florença e a Igreja de Santo André, em Mântua ambos projetados por Alberti, nos remetem ao rigor dos arcos e frontões, elementos da arquitetura greco-romana. O rigor matemático da arquitetura era alcançado por exemplo, pela utilização dos cálculos de proporção pela razão áurea (Figuras 60 e 61), segundo Janson (1989).

Quais são as principais diferenças da arte produzida no período do renascimento e no barroco?

O que caracteriza o Pós-Impressionismo na arte?

a) Revisão das técnicas e temas retratados, evoluindo do Impressionismo.
b) Rejeição das cores e formas geométricas simples.
c) Ênfase na representação fiel da natureza.
d) Origem na Itália no século XVII.

Quais são as principais características do movimento De Stijl?

Uso de linhas verticais e horizontais, cores primárias e ângulos retos.
A arquitetura De Stijl evidencia clareza, austeridade e ordem semelhantes à pintura do grupo.
A linguagem geométrica e abstrata da pintura neoplasticista se expressou em três dimensões.

Uma reação crítica ao racionalismo modernista, propondo o retorno da ornamentação e do historicismo. Utilizam estruturas ambíguas e contraditórias, ironias e diversos materiais e técnicas com referências às arquiteturas antigas, além de colagens de elementos diversos como os clássicos. É ao mesmo tempo uma ruptura ao modernismo, pois rompe com o formalismo, e um prolongamento do mesmo, já que propõe a experimentação, tal como faziam os artistas dadaístas e surrealistas, segundo Dempsey (2005). Entre as obras teóricas norteadoras desses movimentos estavam a Arquitetura da Cidade de Aldo Rossi (1966) e o polêmico Complexidade e Contradição na arquitetura de Robert Venturi do mesmo ano. Entre as diversas manifestações da arquitetura denominada pós-moderna, que ainda estão presentes na produção arquitetônica atual, estão:

a) Historicista: retomada das tipologias e signos arquitetônicos (tal como os telhados inclinados das residências), além de elementos históricos utilizados geralmente em colagens.
b) High tech: exposição dos elementos construtivos e tecnológicos, de todo esqueleto do edifício.
c) Desconstrutivismo: desconstrução das formas geométricas puras, fragmentação do processo criativo das formas.

Quais foram as principais contribuições do estilo gótico para a história da arquitetura? Uma das contribuições inovadoras do estilo gótico foi a invenção do sistema de arcobotantes e contrapesos que fez com que a ampliação do espaço interior e a verticalização das igrejas fossem possíveis.

Quais são as principais diferenças da arte produzida no período do renascimento e no barroco?

Qual foi a contribuição da arte renascentista em relação à descoberta da perspectiva e da profundidade?

a) A descoberta da perspectiva e da profundidade foi uma das maiores contribuições da arte renascentista.
b) A arte renascentista não teve influência na descoberta da perspectiva e da profundidade.
c) A arte renascentista contribuiu apenas com a descoberta da perspectiva, não da profundidade.

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Questões resolvidas

Estudamos a arquitetura grega e romana e observamos suas principais características. Tendo em vista que os romanos inspiraram-se e muitas vezes imitaram a arte dos gregos, podemos dizer que existe ou não um estilo romano?

a) Sim, existe um estilo romano.
b) Não, não existe um estilo romano.
c) O estilo romano é uma cópia exata do estilo grego.

Na arquitetura grega dos templos dedicados aos deuses era simétrica e seguia as ordens de colunas dórica, jônica e coríntia. Nos espaços interiores, havia mobiliários que, apesar de os registros físicos serem escassos, eram representados nas pinturas. Os romanos se inspiraram na arte grega, mas desenvolveram um estilo próprio na escultura, pintura e arquitetura. Na escultura retrataram as emoções e as características do homem. Na pintura, utilizaram cores vivas em decorações de interiores. Na arquitetura, representada sobretudo pelos edifícios públicos, inventaram a partir da arquitetura grega e etrusca, o arco e a abóbada, as quais se tornaram o seu maior legado enquanto técnica arquitetônica para a humanidade.

a) A arquitetura romana é uma cópia fiel da arquitetura grega.
b) Os romanos não contribuíram com nenhuma inovação na arquitetura.
c) Os romanos desenvolveram um estilo próprio na escultura, pintura e arquitetura, contribuindo com inovações como o arco e a abóbada.

Qual é uma das mais conhecidas figuras femininas do período Paleolítico, datada entre 24.000 a.C. a 20.000 a.C.?

a) Vênus de Willendorf.
b) Pirâmides de Gizé.
c) Tumba de Tutancâmon.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO MOBILIÁRIO GREGO Adaptado às dimensões humanas (ergonomia), influência da cultura humanista; Dimensões menores que os modelos egípcios, proporcionando mais leveza e praticidade; Usavam mármore, bronze, ferro, madeira e eram decorados com entalhações e pinturas; Divide-se em móveis cerimoniais (aqueles utilizados nos eventos ao ar livre) e de uso comum (cama, bancos, cadeiras, mesas, baús e arcas); Assim como na arquitetura, buscavam simetria, harmonia e regularidade no desenho do mobiliário; (PIERONI, 2014).

Apesar da criação dessas duas novas ordens, o maior legado dos romanos na arquitetura foi o aperfeiçoamento do uso do arco que, multiplicados em novos arranjos estéticos, foram transformados em abóbadas e cúpulas, ou também chamadas de domos. Esses elementos possibilitaram a construção de maiores vãos nos edifícios sem uma quantidade excessiva de pilares, o que foi um avanço para a história da arquitetura.

De acordo com o texto apresentado sobre a arte românica, qual das seguintes características NÃO é mencionada como parte da arquitetura românica?
A retomada do uso das abóbadas e a construção de pilares maciços de pedra com paredes espessas e sólidas e pequenas janelas.
A ornamentação externa das igrejas com fachadas decoradas com adornos e esculturas.
A presença de pinturas a fresco nas superfícies internas das igrejas românicas.
A representação de figuras caricatas com olhos grandes e cores chapadas na pintura românica.
a) A retomada do uso das abóbadas e a construção de pilares maciços de pedra com paredes espessas e sólidas e pequenas janelas.
b) A ornamentação externa das igrejas com fachadas decoradas com adornos e esculturas.
c) A presença de pinturas a fresco nas superfícies internas das igrejas românicas.
d) A representação de figuras caricatas com olhos grandes e cores chapadas na pintura românica.

No Renascimento, percebe-se que os arquitetos e artistas se assumem enquanto profissionais independentes, com estilos próprios. É durante esses séculos que protagonizarão no financiamento das artes e monumentos os chamados mecenas, famílias ricas da burguesia que bancavam os artistas e suas obras. Outros importantes arquitetos da época são Leone Battista Alberti e Donnato Bramante. O Palácio Rucellai, em Florença e a Igreja de Santo André, em Mântua ambos projetados por Alberti, nos remetem ao rigor dos arcos e frontões, elementos da arquitetura greco-romana. O rigor matemático da arquitetura era alcançado por exemplo, pela utilização dos cálculos de proporção pela razão áurea (Figuras 60 e 61), segundo Janson (1989).

Quais são as principais diferenças da arte produzida no período do renascimento e no barroco?

O que caracteriza o Pós-Impressionismo na arte?

a) Revisão das técnicas e temas retratados, evoluindo do Impressionismo.
b) Rejeição das cores e formas geométricas simples.
c) Ênfase na representação fiel da natureza.
d) Origem na Itália no século XVII.

Quais são as principais características do movimento De Stijl?

Uso de linhas verticais e horizontais, cores primárias e ângulos retos.
A arquitetura De Stijl evidencia clareza, austeridade e ordem semelhantes à pintura do grupo.
A linguagem geométrica e abstrata da pintura neoplasticista se expressou em três dimensões.

Uma reação crítica ao racionalismo modernista, propondo o retorno da ornamentação e do historicismo. Utilizam estruturas ambíguas e contraditórias, ironias e diversos materiais e técnicas com referências às arquiteturas antigas, além de colagens de elementos diversos como os clássicos. É ao mesmo tempo uma ruptura ao modernismo, pois rompe com o formalismo, e um prolongamento do mesmo, já que propõe a experimentação, tal como faziam os artistas dadaístas e surrealistas, segundo Dempsey (2005). Entre as obras teóricas norteadoras desses movimentos estavam a Arquitetura da Cidade de Aldo Rossi (1966) e o polêmico Complexidade e Contradição na arquitetura de Robert Venturi do mesmo ano. Entre as diversas manifestações da arquitetura denominada pós-moderna, que ainda estão presentes na produção arquitetônica atual, estão:

a) Historicista: retomada das tipologias e signos arquitetônicos (tal como os telhados inclinados das residências), além de elementos históricos utilizados geralmente em colagens.
b) High tech: exposição dos elementos construtivos e tecnológicos, de todo esqueleto do edifício.
c) Desconstrutivismo: desconstrução das formas geométricas puras, fragmentação do processo criativo das formas.

Quais foram as principais contribuições do estilo gótico para a história da arquitetura? Uma das contribuições inovadoras do estilo gótico foi a invenção do sistema de arcobotantes e contrapesos que fez com que a ampliação do espaço interior e a verticalização das igrejas fossem possíveis.

Quais são as principais diferenças da arte produzida no período do renascimento e no barroco?

Qual foi a contribuição da arte renascentista em relação à descoberta da perspectiva e da profundidade?

a) A descoberta da perspectiva e da profundidade foi uma das maiores contribuições da arte renascentista.
b) A arte renascentista não teve influência na descoberta da perspectiva e da profundidade.
c) A arte renascentista contribuiu apenas com a descoberta da perspectiva, não da profundidade.

Prévia do material em texto

HISTÓRIA DA ARTE,
DA ARQUITETURA 
E MOBILIÁRIO 
PROF.A MA. JEANNE CHRISTINE VERSARI FERREIRA SAPATA
Reitor: 
Prof. Me. Ricardo Benedito de 
Oliveira
Pró-reitor: 
Prof. Me. Ney Stival
Gestão Educacional: 
Prof.a Ma. Daniela Ferreira Correa
PRODUÇÃO DE MATERIAIS
Diagramação:
Alan Michel Bariani
Thiago Bruno Peraro
Revisão Textual:
Gabriela de Castro Pereira
Letícia Toniete Izeppe Bisconcim 
Mariana Tait Romancini 
Produção Audiovisual:
Heber Acuña Berger 
Leonardo Mateus Gusmão Lopes
Márcio Alexandre Júnior Lara
Gestão da Produção: 
Kamila Ayumi Costa Yoshimura
Fotos: 
Shutterstock
© Direitos reservados à UNINGÁ - Reprodução Proibida. - Rodovia PR 317 (Av. Morangueira), n° 6114
 Prezado (a) Acadêmico (a), bem-vindo 
(a) à UNINGÁ – Centro Universitário Ingá.
 Primeiramente, deixo uma frase de Só-
crates para reflexão: “a vida sem desafios não 
vale a pena ser vivida.”
 Cada um de nós tem uma grande res-
ponsabilidade sobre as escolhas que fazemos, 
e essas nos guiarão por toda a vida acadêmica 
e profissional, refletindo diretamente em nossa 
vida pessoal e em nossas relações com a socie-
dade. Hoje em dia, essa sociedade é exigente 
e busca por tecnologia, informação e conheci-
mento advindos de profissionais que possuam 
novas habilidades para liderança e sobrevivên-
cia no mercado de trabalho.
 De fato, a tecnologia e a comunicação 
têm nos aproximado cada vez mais de pessoas, 
diminuindo distâncias, rompendo fronteiras e 
nos proporcionando momentos inesquecíveis. 
Assim, a UNINGÁ se dispõe, através do Ensino 
a Distância, a proporcionar um ensino de quali-
dade, capaz de formar cidadãos integrantes de 
uma sociedade justa, preparados para o mer-
cado de trabalho, como planejadores e líderes 
atuantes.
 Que esta nova caminhada lhes traga 
muita experiência, conhecimento e sucesso. 
Prof. Me. Ricardo Benedito de Oliveira
REITOR
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01
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................. 4
1 - A PRÉ-HISTÓRIA .................................................................................................................................................. 5
1.1. A ARTE NA IDADE DA PEDRA LASCADA - PALEOLÍTICO INFERIOR E SUPERIOR ....................................... 5
1.2. A ARTE NA IDADE DA PEDRA POLIDA - NEOLÍTICO ........................................................................................ 7
2 - A ANTIGUIDADE .................................................................................................................................................. 10
2.1. A ANTIGUIDADE ORIENTAL .............................................................................................................................. 10
2.1.1. A ARTE EGÍPCIA .............................................................................................................................................. 10
2.1.2. A ARTE MESOPOTÂMICA .............................................................................................................................. 15
2.2. A ANTIGUIDADE CLÁSSICA .............................................................................................................................. 17
2.2.1. ARTE GREGA ................................................................................................................................................... 17
2.2.2. A ARTE ROMANA ........................................................................................................................................... 22
3 - CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................................................. 28
O MUNDO PRÉ-HISTÓRICO E A 
ANTIGUIDADE
PROF.A MA. JEANNE CHRISTINE VERSARI FERREIRA SAPATA
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
HISTÓRIA DA ARTE, DA ARQUITETURA 
E MOBILIÁRIO
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ENSINO A DISTÂNCIA
INTRODUÇÃO
A disciplina de História da Arte, da Arquitetura e Mobiliário, assim como qualquer outra 
que aborde conhecimentos históricos, sujeita-se a limitações, perspectivas e territórios diversos. 
Nessa apostila adotamos como principal diretriz a história da arte no chamado antigo continente, 
mas abrimos alguns parênteses para a arte brasileira, que poderia facilmente compor uma única 
apostila e que, dentro dos limites dessa disciplina, abordamos sinteticamente.
A origem da arte e da arquitetura na história da humanidade é um tema em constante 
discussão. A história da arte, ou ainda as “histórias que dizem respeito a esses objetos” (BELL, 
2008, p. 6) buscam compreender a forma e a função dos objetos em períodos históricos 
distintos do homem. Apesar da impossibilidade de definir uma origem da arte, é no período que 
denominados pré-história que data, segundo os estudos históricos tradicionais, do início dos 
tempos até os anos de 3500 a.C., com os primeiros registros da língua escrita, que as primeiras 
manifestações artísticas que se tem conhecimento começaram a surgir.
Nessa unidade, abordamos sobre as primeiras civilizações humanas e suas manifestações 
artísticas e arquitetônicas. Abrangemos, ainda que brevemente, sobre a arte, a arquitetura e o 
advento do mobiliário desde o período da pré-história, até as civilizações da Antiguidade Oriental, 
na Mesopotâmia e no Egito, e da Antiguidade Clássica, na Grécia e em Roma. Abordamos sobre 
as representações e caracterizações gerais dessas manifestações artísticas. É evidente que há 
especificidades em cada território, bem como os as datas que situamos para contextualização 
podem ser distintas em cada lugar do globo terrestre.
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1 - A PRÉ-HISTÓRIA
Os homens primitivos abrigavam-se em lugares que a natureza lhes oferecia, tais como 
cavernas, aberturas nas rochas e grutas. Apesar do pouco desenvolvimento de técnicas e de estilos 
de arquitetura no período pré-histórico, é possível traçar as origens do pensamento arquitetônico 
nessas primeiras construções humanas.
A arte na pré-história é em geral dividida em dois períodos: Paleolítica, ou Idade da Pedra 
Lascada (entre 2.500.000 a.C. e 10.000 a.C.) e Neolítica, ou Idade da Pedra Polida (entre 10.000 
a.C. e 3.500 a.C. ano de descoberta da escrita, coincidindo com surgimento das civilizações da 
Mesopotâmia e do Egito no crescente fértil dos Rios Nilo, Tigre e Eufrates). Entre essas duas fases, 
há a Mesolítica, que se caracteriza como uma transição entre as culturas paleolítica e neolítica, 
possuindo traços artísticos de ambas. Ressaltamos que essas subdivisões temporais não são 
estanques tendo em vista que a arte se desenvolveu em períodos diferentes no mundo oriental e 
ocidental.
1.1. A Arte na Idade da Pedra Lascada - Paleolítico Inferior e 
Superior
As primeiras manifestações artísticas registradas por pesquisadores ocorreram no 
Paleolítico, período que ne inicia nos primórdios da humanidade, estimado em 2.500.000 a. 
C. e que se desenvolve até cerca do período de 10.000 a.C., quando estima-se ter acontecido 
a Revolução Neolítica que trataremos no tópico a seguir. A Idade de Pedra Lascada é assim 
denominada devido aos instrumentos elaborados pelo homem feitos com esse material e essa 
técnica. No período paleolítico, os homens sobreviviam essencialmente da caça e de abrigos 
naturais, eram nômades, ou seja, se deslocavam conforme as necessidades cotidianas de morar e 
se alimentar.
Em abrigos não-projetados, mas naturais, surgiram as primeiras manifestações de pinturas 
pré-históricas: as chamadas pinturas rupestres, do latim rupes (rocha). Muitas pinturas foram 
encontradas em sítios arqueológicos pelo mundo, tais como as cavernas de Niaux e Lascaux, na 
França, deAltamira, na Espanha e no caso do Brasil, há um dos maiores acervos de arte rupestre 
das Américas, o Sítios Arqueológico da Serra da Capivara, no Piauí.
Uma das principais características das pinturas rupestres é o naturalismo. As imagens 
de seres humanos caçando animais eram retratadas pela observação direta da natureza com a 
utilização de materiais como óxidos minerais, ossos carbonizados e sangue de animais (Figuras 1 
e 2). Para o historiador Janson (1989), quanto essas pinturas:
Escondidas nas entranhas da Terra, fora do alcance de eventuais intrusos, estas 
imagens devem ter obedecido a um propósito muito mais sério que o simples 
gosto de decorar. De facto, parece não haver dúvida de que foram executadas 
para servir um rito mágico destinado, talvez, a assegurar o êxito na caça. 
(JANSON, 1989, p. 28).
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Figura 1 - Caverna de Lascaux, França. Fonte: Nechvatal (2015).
 
Figura 2 - Serra da Capivara, Piauí, Brasil. Fonte: Cancela (2014). 
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Os homens paleolíticos realizavam também esculturas com materiais como ossos, chifres 
ou pedras talhadas com instrumentos de sílex. As figuras femininas eram predominantes, sendo 
uma das mais conhecidas a Vênus de Willendorf, que estima-se datar entre 24.000 a.C. a 20.000 
a.C. (Figura 3).
 
Figura 3 - Vênus de Willendorf, Áustria. Fonte: Google Images (2018).
1.2. A Arte na Idade da Pedra Polida - Neolítico
O período Neolítico, ou ainda, a Idade da Pedra Polida, denominado dessa forma 
devido à construção de armas e instrumentos com pedras polidas mediante atrito, se inicia 
com a Revolução Neolítica. Essa revolução teve origem no Médio Oriente, quando o homem 
começou a desenvolver a agricultura e a domesticar animais. Antes, os nômades iam em busca 
de alimentos pela caça e sobrevivência em abrigos naturais, então, os homens começaram a se 
fixar em territórios, uma vez que haviam adquirido o aprendizado do cultivo da terra e de criar 
rebanhos de animais, tornando-se sedentário, segundo Proença (2009). 
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Surgia, então, um novo estilo de vida proporcionado pela aglomeração da população 
e pelo desenvolvimento das primeiras instituições, o que transformou o cotidiano do homem. 
Essa grande transformação foi determinante na formação das sociedades e refletiu em novas 
expressões artísticas nessa época. O homem do Neolítico passou a construir moradias fixas, a 
fabricar cerâmicas, a tecer panos e a representar figuras humanas em situações diárias. As pinturas 
não eram mais realizadas pela observação direta, mas pela abstração:
A revolução estilística ocorrida na Pré-História, isto é, a passagem do 
figurativismo realista do Paleolítico para o geometrismo de tendência abstrata 
do Neolítico, não se fez por acaso, nem pela fantasia ou imaginação dos artistas 
pré-históricos. Refletiu apenas modificações profundas ocorridas na vida do 
homem, que evoluía na economia de caça e pesca para a economia de agricultura 
e pecuária. (CAVALCANTI, 1968, p. 10).
O sedentarismo proporcionou o desenvolvimento da construção de moradias e 
monumentos. Há indícios de que os agrupamentos neolíticos orientais deram origem às 
construções palafíticas, casas de madeira e adobe agrupadas por pátios abertos. Não havia ruas 
nem portas nas casas. Acredita-se que a entrada era realizada pelos telhados, tal como no exemplo 
na região de Çatalhüyük, na atual Turquia (Figura 4).
Figura 4 - Representação de casas e santuários em terraços em Çatalhüyük. Fonte: Janson (1989).
Um outro agrupamento habitacional do final do período neolítico, mas nesse caso, situado 
na Europa ocidental, é o sítio arqueológico de Skara Brae, na Escócia. Ocupado por volta de 3.100 
a 2.500 a. C. O vilarejo foi construído com pedras empilhadas. Dentro do sitio arqueológico, 
foram identificadas residências. Pode-se afirmar que os elementos de pedra unidos às paredes 
externas eram mobílias primitivas, tais como assentos, camas e prateleiras, segundo Scotland 
(2003) (Figura 5).
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Figura 5 - Residência em Skara Brae. Fonte: Megalithic (2012).
Além dessas construções habitacionais, foram construídos os monumentos megalíticos, 
que não serviam para habitação, mas para funções religiosas e cultos funerários. Eles são os 
representantes mais reconhecidos da arquitetura neolítica na Europa a partir de cerca de 3000 
a.C., que teve um desenvolvimento mais lento da Revolução Neolítica em relação ao Oriente. 
Os megalíticos são construções de grandes dimensões de blocos ou lajes de pedra 
empilhados sem argamassa, técnica que até mesmo nos dias de hoje nos impressionas pela força 
necessária para construí-la. Eles podem ser classificados em: as antas ou dólmens, que consistem 
em pedras verticais cobertas com lajes e que se acredita que representavam locais de culto à 
morte; e os menires, grandes blocos de pedra erguidos verticalmente. Os menires podem ser 
encontrados em alinhamento, dispostos em uma reta ou em cromeleque, organizados em círculos. 
O exemplo mais conhecido dessa arquitetura é o Santuário de Stonehenge, na Inglaterra, mas 
tais construções se espalharam pelo mundo nesse período em diante, explica Janson (1989) e 
Cavalcanti (1968) (Figura 6).
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Figura 6 - Santuário de Stonehenge, Inglaterra. Fonte: Discovering Britain (2018).
2 - A ANTIGUIDADE
O desenvolvimento da arte neolítica e a passagem de um figurativismo para um 
geometrismo atravessa a Idade dos Metais (após a Idade da Pedra) e encontra novas manifestações 
artísticas, retomando as formas figurativas, nos primeiros povos históricos da Antiguidade 
Oriental no Crescente Fértil do Rio Nilo, com os egípcios e entre os Rios Tigre e Eufrates, com 
os mesopotâmicos. No desenvolvimento das civilizações da Antiguidade Clássica na Europa 
Ocidental, com os gregos e romanos, há o surgimento de novas técnicas artísticas, arquitetônicas 
e de ornamentos. Portanto, discutimos o período que chamamos de Antiguidade, englobando os 
povos egípcios, mesopotâmicos, gregos e romanos, considerando o alcance histórico que abrange 
da invenção da escrita por volta de 3500 a.C. até a queda do Império Romano Ocidental, no ano 
de 476 d.C. 
2.1. A Antiguidade Oriental
2.1.1. A arte egípcia
A arquitetura egípcia é reconhecida pelas gigantescas construções de pedras empilhadas: 
as pirâmides (Figura 7) – eram consideradas muito importantes para a representação do poder 
dos reis perante seus súditos e refletiam uma sociedade extremamente organizada. “O rei era 
considerado um ser divino que tinha completo domínio sobre eles e, ao partir deste mundo, 
voltava a ascender para junto dos deuses donde viera. As pirâmides elevando-se para o céu ajudá-
lo-iam provavelmente a fazer sua ascensão” (GOMBRICH, 1993, p. 32-33).
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Figura 7 - Pirâmides de Miquerinos (2470 a.C.), Quefren (2500 a.C.) e de Quéops (2530 a.C.) Gizé. Egito. 
Fonte: Revista Galileu (2018).
Junto às pirâmides, eram construídas as tumbas para as múmias de faraós, decoradas 
com altos relevos e adornos. Havia uma combinação de regularidade geométrica e observação da 
natureza nesses desenhos esculpidos (Figura 8). “Destaquemos, contudo, que a palavra ‘adornar’ 
ajusta-se mal a uma arte que devia ser vista apenas pela alma do morto. De fato, essas obras não 
tinham a finalidade de provocardeleite. A rigor elas se destinavam a ‘manter vivo’” (GOMBRICH, 
1993, p. 33).
Figura 8 - Tumba de Tutancâmon. Fonte: Antón (2016).
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Esses relevos e pinturas murais representavam a vida do povo egípcio. As figuras 
planificadas e chapadas seguiam o que os historiadores denominaram Lei da frontalidade e 
demonstravam um modo diferente de representar a realidade. Isso provavelmente está relacionado 
à finalidade dos artistas e a função de sua arte. “O que mais importava não era a boniteza, mas a 
plenitude” (GOMBRICH, 1993, p. 34).
O que lhes importava era que a representação da memória de um povo se enquadrasse 
em um mural com linhas claras, e não o seu retrato fiel, naturalista de uma paisagem observada 
no mesmo momento. “Não é apenas o seu conhecimento de formas e contornos que o artista 
consubstancia na pintura, mas também o conhecimento que ele possui do significado dessas 
formas” (GOMBRICH, 1993, p. 36). 
O método dos artistas egípcios se assemelhava, portanto, mais ao do cartógrafo, com regras 
rígidas de representação, do que de um pintor naturalista. Observava-se, por exemplo, olhos, 
cabeças e pernas humanas ou de outros animais de perfil. Figuras que representavam autoridades 
eram elaboradas em tamanho maior que o restante dos outros corpos, já que este representava 
um poder sobre os demais. As cenas retratavam situações cotidianas com hieróglifos (escritas) 
que descreviam os títulos e honrarias dos faraós, segundo Gombrich (1993). As rigorosas regras 
de representação eram as seguintes (Figura 9):
As estátuas sentadas deviam ter as mãos sobre os joelhos; os homens eram 
sempre pintados com a pele mais escura do que as mulheres; a aparência de 
cada deus egípcio era rigorosamente estabelecida: Hórus, o deus-sol, tinha que 
ser apresentado como um falcão ou com a cabeça de falcão; Anúbis, o deus da 
morte, como um chacal ou com uma cabeça de chacal. Todo artista precisava 
aprender a arte da bela escrita. Tinha que recortar na pedra, de maneira clara e 
precisa, as imagens e os símbolos dos hieróglifos. (GOMBRICH, 1993, p.38-39).
Figura 9 - Exemplo de pintura mural egípcia. Fonte: Au magic (2016).
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As habitações egípcias eram elaboradas com barro cozido e divergiam de acordo com 
a situação econômica das famílias. Nas cabanas das classes trabalhadoras, os móveis eram 
essencialmente “Bancos de baixa altura, feitos de terra lamacenta, cobertos de esteiras de junco ou 
de rolos de linho serviam de camas e assentos; talvez houvesse um escabelo trípode ou uma mesa 
de grosseiro acabamento” (OATES, 1991, p. 9). Já as famílias ricas habitavam casas maiores com 
paredes grossas de argila cozida e grandes jardins externos e mobílias elaboradas. As principais 
construções egípcias adotavam ordens de desenho para os pilares:
Figura 10 - Ordens arquitetônicas egípcias. Fonte: Ducher (1992).
Os primeiros registros de mobiliários elaborados com materiais além das próprias pedras 
empilhadas nas vilas neolíticas são dos povos egípcios. Os móveis eram encontrados tanto 
nas habitações das classes mais abastadas quanto nos aposentos da realeza. Entre as principais 
características observadas nos mobiliários encontrados por escavações arqueológicas nessa época, 
estão: linhas retas, utilização de madeiras maciças, cores vivas e inspirações na fauna e na flora 
local. Entre os tipos de móveis elaborados estavam os de apoio, como mesas; os assentos, como 
bancos, tronos, escabelos; os móveis de armazenagem, como arcas, baús e cestos; e as camas. As 
matérias primas que tais móveis eram construídos eram essencialmente: madeira, junco, tecidos, 
cordas, fibras, marfim, metais, pedras, estuque, cerâmica, vidro, resinas, pigmentos naturais, 
entre outros, conforme Oates (1991).
Os egípcios se aperfeiçoaram na marcenaria, inventando uma grande variedade de juntas 
na madeira. Muitas peças eram gessadas e pintadas, sendo algumas elaboradas com decorações 
douradas, folheadas a ouro. Entre os móveis talhados, destacavam-se as cadeiras, geralmente 
elaboradas em dois tipos: de fechar ou rígidas, geralmente ornamentadas com patas de animais 
em seus pés. As cadeiras geralmente tinham baixa altura, com cerca de 20cm do chão, já que os 
egípcios se sentavam com pernas cruzadas (Figura 11).
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Figura 11 - Exemplos de móveis egípcios. Fonte: Met Museum (2018).
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO MOBILIÁRIO EGÍPCIO
Ornamentação com motivos cotidianos e religiosos;
Móveis com patas de animais, referência a mitologia, aos deuses;
Juntas e encaixes perfeitos;
 Geralmente de madeira (acácia, cedro, ébano e outros);
Ornamentação com metais preciosos como ouro e prata, marfim, pedras preciosas e outros 
materiais de luxo;
Fibras eram utilizadas nos assentos e camas. (PIERONI, 2014).
Quadro 1 – Mobília egípcia. Fonte: o autor.
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2.1.2. A arte mesopotâmica
Foi na região mesopotâmica que o homem construiu as primeiras cidades, estruturou 
o Estado, surgiram os primeiros registros da escrita e onde desenvolveu-se uma economia 
comercial.
A arte mesopotâmica é menos conhecida que a arte egípcia, é provável que isso se deve 
pelo fato de que não havia pedreiras nos vales da região da Mesopotâmia, diferente do que ocorria 
no território Egípcio, assim, a arquitetura mesopotâmica era construída com tijolos cozidos que 
se desintegraram com o passar do tempo, não restando edifícios representantes desses povos. 
Além disso, outra explicação possível é o fato de que os povos mesopotâmicos não tinham a 
crença de que, ao decorar as tumbas dos reis mortos, conseguiriam salvaguardar suas almas. Há 
evidências de que os monumentos eram construídos para perdurar a imagem de um reinado 
triunfante e de batalhas vencidas com a finalidade de rebelar as forças de povos inimigos, e não 
pra apenas conservar viva a alma dos seus reis, tais como o Monumento ao Rei Naram-Sim 
(Figura 12), afirma Gombrich (1993).
Embora os artistas da mesopotâmia não fossem chamados a decorar as paredes 
dos túmulos, também tinham de assegurar, de um modo diferente, que a imagem 
ajudasse a manter vivos os poderosos. Desde os primeiros tempos, era costume 
dos reis mesopotâmicos encomendar monumentos para celebrar suas vitórias 
na guerra, os quais falavam das tribos derrotadas e dos despojos capturados. 
(GOMBRICH, 1993, p. 43)
Figura 12 - Monumento ao Rei Naram-Sin, Mesopotâmia. Fonte: Louvre (2018).
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Os Zigurates são os edifícios que geralmente se apresentam como representantes dessa 
civilização. Eles eram templos dedicados aos deuses construídos com tijolos de barro queimados 
em várias camadas que se elevavam verticalmente com a intenção de se “aproximar ao céu”, 
parecendo-se com pirâmides escalonadas. Um dos exemplos preservados, ainda que parte não 
esteja completo, é o Zigurate de Ur (Figuras 13 e 14).
Figura 13 - Zigurate de Ur. Fonte: Bezerra (2017).
Figura 14 - Reconstituição do Zigurate de Ur. Fonte: Gograph, 2018.
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2.2. A Antiguidade Clássica
2.2.1. Arte grega
As civilizações gregas têm origem creto-micênica, povos que se desenvolveram na Ilha 
de Creta a partir de cerca de 2000 a.C. no período denominado pelos historiadores como pré-
homérico e homérico. Apesar de no século XII a.C. a população grega ser formada por distintosgrupos, tais como aqueus, jônios, dórios e eólios, esses povos uniram-se em uma mesma cultura. 
Por volta de 1.000 a.C., os habitantes da Grécia continental e das ilhas do Mar Egeu, 
comunicando-se com diversos dialetos, passaram a reunir-se em comunidades que, por sua 
vez, se tornaram as cidades-estado, ou as denominadas pólis gregas. Cada cidade-estado era 
independente politicamente uma da outra, o que havia de comum eram a cultura e os valores. 
A pólis que se destacou na história e hoje é uma das mais conhecidas é Atenas. Para Gombrich 
(1993), foi em Atenas que houve a maior e mais significativa revolução na história da arte.
A história da arte na Grécia pode ser periodizada, de acordo com Proença (2009) em: 
• Período arcaico (da formação das cidades-estado em 700 a.C. até as Guerras Pérsicas, 
em 500 a.C.); 
• Período clássico (de 500 a.C. até a Guerra do Peloponeso, em 400 a.C.);
• Período helenístico (de 400 a.C. até o 200 a.C. - em 146 a.C. a Grécia seria dominada 
pelos romanos).
Os gregos experimentaram uma liberdade maior nas manifestações artísticas em relação 
aos egípcios, apesar de que há indícios de que a arte grega estudou a arte egípcia, a tomou como 
ponto de partida, evoluindo-a. A arte não era ligada aos cultos religiosos, mas à racionalidade 
do homem, à harmonia, à perfeição e à beleza, o que refletiu nas diversas experimentações na 
arquitetura, na pintura, na escultura, na literatura e filosofia, etc.
Convictos de que o ser humano ocupava especial lugar no Universo, os 
gregos não se submeteram a imposições de reis ou sacerdotes. Para eles, o 
conhecimento, expressado pela razão, estava acima da crença em qualquer 
divindade (PROENÇA, 2009, p. 30).
A partir da observação de esculturas egípcias e da apreciação pela simetria natural do 
corpo humano, os gregos desenvolveram suas obras com a representação de corpos, sobretudo 
nos períodos arcaico e clássico, imagens geralmente masculinas, nuas, em posição frontal, 
distribuindo o peso do corpo igualmente entre as duas pernas, características que assumiam 
a forma do modelo kouros (homem jovem). Pelo fato da arte grega não possuir regras rígidas 
como a egípcia, a escultura, por exemplo, evoluiu nos períodos posteriores ao arcaico para novas 
formas de representação, em novos materiais além do mármore, tal como esculturas com apoio 
do peso do corpo no eixo de simetria deslocado e não frontalizadas, como as obras de Míron e 
Policleto (Figura 15).
Já no período helenístico, os escultures passam a representar corpus femininos nus, 
expressões e sentimentos, caracterizando um grande avanço nessa forma artística. “Mas o grande 
desafio - e a grande conquista - da escultura do período helenístico foi a representação não de 
uma só figura, mas de grupos de figuras que sugerissem mobilidade e fossem belos de todos os 
ângulos” (PROENÇA, 2009, p. 39).
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“Simetria: Correspondência, em tamanho, forma e posição, entre partes localiza-
das em lados opostos de uma linha ou plano central. Regularidade; proporção” 
(PROENÇA, 2009, p. 31).
Figura 15 - Esculturas clássicas. Padrão kouros (c. 525 a.C.); Cópia romana de Discóbolo 
de Míron (c. 450 a.C.); Cópia romana do Doríforo de Policleto (c. 440 a.C.). Fonte: o autor.
Os representantes da pintura grega mais conhecidos atualmente são as cerâmicas da época. 
Nos primeiros vasos, há vestígios de métodos egípcios, sobretudo as regras de frontalidade. No 
entanto, já se percebem diferenças que serão realçadas com o passar do tempo. O pintor grego 
se atentará à observação da realidade e a representação dos pés, por exemplo, não será mais 
planificada tal como nas pinturas egípcias, mas desenhada pela descoberta do escorço, ou seja, os 
pés serão pintados tal como são vistos de frente, informa Gombrich (1993) (Figura 16).
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Figura 16 - Vaso grego “A despedida do guerreiro” de Eumetídes (c. 500 a.C.). Fonte: Imagem Expressão 
(2007).
Na arquitetura grega, os templos não tinham compromissos com crenças religiosas, 
como reunir as pessoas para cultos, mas tinham o intuito de homenagear e proteger as estátuas 
dos deuses gregos. Em ambos os períodos artísticos da Grécia, a característica mais evidente dos 
edifícios gregos era a simetria, seja nos templos, quanto nos teatros. No caso dos templos, eles 
eram formados por um pronau, a naos (onde ficavam as imagens dos deuses) e o opistódomo. A 
colunata que circundava esses três espaços era chamada de peristilo, que podiam ser compostos 
por uma ou duas camadas de colunas.
Figura 17 - Templo típico grego Fonte: Proença (2009).
Os templos eram construídos em blocos de pedra justapostos e sobrepostos sem argamassa, 
sob uma base de três degraus e sob ela, erguiam-se as colunas que sustentavam um entablamento 
horizontal, formado pela arquitrave, friso e cornija. As colunas seguiam duas ordens: dórica e 
jônica; e uma variação do capitel, o coríntio, segundo Janson (1989).
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Figura 18 - Ordens de colunas gregas e capitel coríntio. Fonte: Proença (2009).
Cobertos por telhados de duas águas, o espaço triangular remanescente entre a cornija e o 
telhado formavam o frontão, que era ornamentado com esculturas. Talvez, um dos templos mais 
conhecidos dessas características, seja o Parthenon. Esse templo foi construído no século V a.C. 
na acrópole de Atenas, como homenagem à deusa grega Atena. A ordem utilizada nas colunas é a 
dórica e, apesar de estar em ruína, é possível observar que existia um frontão (Figura 19).
Figura 19 - Parthenon, Atenas. Fonte: Reed (2018).
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Os ricos espaços interiores e os mobiliários da Grécia antiga não chegaram aos nossos 
tempos. Assim, o historiador Oates (1991) aponta que os únicos registros de móveis gregos são 
os contidos na literatura, na filosofia, na escultura e na pintura de vasos cerâmicos, tais como as 
cadeiras do tipo klismos e a cama kliné (Figura 20).
Os textos de Homero falam-nos dos esplendores dos antigos palácios gregos; 
os de Platão, Aristóteles e Xenofonte referem-se à vida do dia a dia nos lares, às 
mulheres que por eles circulavam e à atividade mercantil dos homens. A partir 
das pinturas dos vasos cerâmicos é possível imaginar o mobiliário e os restantes 
acessórios. (OATES, 1991, p. 20).
Na arquitetura cotidiana, as habitações gregas em geral eram construídas com tijolos 
cozidos ao sol e com fundações sobre pedras. Eram casas intimistas, com pátios centrais. As 
paredes internas eram ornamentadas com estuque colorido, os pisos eram empedrados com 
mosaicos e as casas de banho com ladrilhos. Haviam pequenas janelas com persianas, não 
envidraçadas, explica Oates (1991) (Figura 21).
Figura 20 - Desenhos de móveis extraídos de pinturas. Cadeira klismos e Cama kliné. Fonte: Gutenberg 
(2018).
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Figura 21 - Tipologia da casa grega. Fonte: Oates (1991).
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO MOBILIÁRIO GREGO
Adaptado às dimensões humanas (ergonomia), influência da cultura humanista;
Dimensões menores que os modelos egípcios, proporcionando mais leveza e praticidade;
Usavam mármore, bronze, ferro, madeira e eram decorados com entalhações e pinturas;
Divide-se em móveis cerimoniais (aqueles utilizados nos eventos ao ar livre) e de uso comum 
(cama, bancos, cadeiras, mesas, baús e arcas);
Assim como na arquitetura, buscavam simetria, harmonia e regularidade no desenho do 
mobiliário; (PIERONI, 2014).
Quadro 2 – MobíliaGrega. Fonte: o autor.
2.2.2. A arte romana
A cidade de Roma surgiu em meados do século VII a.C., sendo sua formação influenciada 
pelos gregos e etruscos. A história romana pode ser dividida nos seguintes períodos: Período 
Monárquico (de 753 a.C. - ano de formação de Roma até 509 a.C.); Período Republicano (de 
509 a.C. até 27 a.C.); e Período Imperial (de 27 a.C. até 476 d.C. - queda do Império Romano do 
Ocidente, que havia sido dividido no ano de 395 d.C. pelo Imperador Teodósio).
A arte romana assimilou muitas características das manifestações artísticas do período 
grego helenístico. Os romanos tinham uma profunda admiração à arte grega e reproduziam 
as obras dos artistas com frequência, tal como aconteceu no caso das esculturas. Os escultores 
romanos, além de reproduzirem as esculturas gregas, deixaram o legado de produzir retratos de 
seus imperadores. Diferente dos gregos, que buscavam a representação de um homem ideal, os 
romanos acrescentavam características realistas dos seres retratados (Figura 22).
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Figura 22 - 1) Retrato de um Romano (c. 80 a.C.) 2) Retrato do Imperador Constantino, O grande. (c. 312-
325 d.C.). Fonte: Google Images (2018).
A arquitetura romana destacou-
se pela construção de edifícios públicos, 
tais como templos, aquedutos, teatros, 
arcos e banhos públicos. Os escritos de 
Vitruvius, no final do século I a.C., são 
testemunhos da riqueza da arquitetura 
romana. Inspirados na arquitetura 
grega, os romanos continuaram a 
construir as colunas segundo as ordens 
pré-estabelecidas (dórica, jônica e 
coríntia), e criaram outras duas: a 
toscana e a composta. A toscana era 
uma coluna baseada na dórica, só que 
sem as estrias na fuste, já a composta, 
tinha um capitel diferenciado com 
elementos decorativos da ordem jônica 
e características coríntias (Figura 23).
Apesar da criação dessas 
duas novas ordens, o maior legado 
dos romanos na arquitetura foi o 
aperfeiçoamento do uso do arco que, 
multiplicados em novos arranjos 
estéticos, foram transformados em 
abóbadas e cúpulas, ou também 
chamadas de domos. Esses elementos 
possibilitaram a construção de maiores 
vãos nos edifícios sem uma quantidade 
excessiva de pilares, o que foi um 
avanço para a história da arquitetura. Figura 23 - Ordens gregas e romanas. Fonte: Google 
Images (2018).
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Os arcos simples, apoiados em duas extremidades, foram transformados em abóbadas: 
coberturas côncavas em forma de arcos construídas em pedras ou tijolos que são apoiados entre 
si e nas paredes ou colunas nas extremidades, cilíndrica/de berço ou de aresta (abordaremos 
sobre estas quando falarmos da arquitetura româmica); já as cúpulas ou domos: são telhados 
esféricos (Figura 24), explica Janson (1989) e Proença (2002).
Figura 24 - Arco, abóbadas e cúpula. Fonte: O autor.
Um dos mais surpreendentes edifícios 
construídos que ainda é conservado é o 
Panteão de Roma. Datado do início do século 
II a.C. e reconstruído após um incêndio no 
ano 125 d.C. Sua cúpula em concreto aparente, 
considerada durante um longo período como a 
maior do mundo, possui um óculo central de 9 
metros de largura que permite que os raios do 
sol e as chuvas permeiem sob o chão do templo 
(Figura 25).
Na arquitetura cênica, diferentemente 
dos teatros gregos, que eram situados em 
declives naturais, os teatros romanos eram 
edificados inseridos nos centros das cidades 
com estruturas de pilares e abóbadas. Um dos 
mais conhecidos é o Coliseu de Roma (70-
80 d.C.). Ele é um dos maiores símbolos do 
Império Romano e sede de grandes espetáculos 
de luta na Roma antiga, inaugurado em 80 d.C. 
pelo imperador Tito. O edifício foi construído 
em cimento natural em arcos que formam 
uma elipse de 190 x 155m com altura de 48,5m 
(Figura 26 e 27).
Figura 25 - Panteão de Roma. Fonte: O autor.
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Figura 26 - Coliseu de Roma. Fonte: O autor.
Figura 27 - Coliseu de Roma. Fonte: O autor.
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Na escala habitacional, a arquitetura romana tinha dois tipos que a representavam: a 
domus, casa independente para uma só família que seguia as plantas tradicionais com um atrium 
central; e a insula ou bloco habitacional, destinado a mais de uma família. Exemplos dessas 
edificações podem ainda ser encontrados nas ruínas de Pompeia e Herculano, expõe Janson 
(1989). 
Nesses exemplares vivos das habitações romanas é possível observar o que acreditam ser 
os únicos vestígios das pinturas dessa época. As pinturas murais:
Foram executadas no mesmo período, uns escassos duzentos anos (desde os 
últimos anos do séc. I. a.C. até os finais do séc. I d.C.): do que sucedeu antes e 
depois, nada sabemos senão por conjectura. E como não dispomos de pinturas 
murais gregas e clássicas ou helenísticas, o problema de distinguir os elementos 
de origem grega dos de origem romana é bem mais difícil que na escultura ou na 
arquitetura. (JANSON, 1989, p. 190).
 As pinturas eram afrescos com cores vivas, executados em painéis verticais e utilizados 
como decoração nos espaços internos dos edifícios, podendo ser substituídos pelos mosaicos. 
Nesses painéis, entre os principais temas retratados, haviam ilusões de janelas abertas e, nessas 
aberturas, paisagens com animais, além de outras representações de pessoas em cenas cotidianas. 
Um exemplo vivo das pinturas murais é o painel da Vila dos Mistérios, em Pompeia (Figura 28).
Figura 28 - Afresco na Vila dos Mistérios, Pompéia (c. 60 a.C.) Fonte: Vírus da Arte, 2018.
Derivados dos móveis gregos, os mobiliários romanos eram de uso comum ou cerimonial. 
De acordo com o historiador Oates (1991), no geral, as casas romanas eram escassamente 
decoradas e os móveis existentes eram simples, mas também “[...] nas casas opulentas a decoração 
era frequentemente cheia de enfeites” (OATES, 1991, p. 26). 
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Entre os móveis de uso cerimonial, dos assentos destacam-se os tronos, geralmente 
construídos de bronze e mármore para oferecer um aspecto de solidez à imagem de poder. Alguns 
deles possuíam os pés em formato de patas de leão. Já no grupo dos assentos de uso comum, 
os mais conhecidos são os lectus que, geralmente elaborados em madeira, serviam a funções 
variadas como refeições ou descanso, sendo agrupados para serem utilizado em salas de estar, 
formando uma estrutura em “U” com três lectus (Figura 29), segundo The Archeology (2010).
Figura 29 - Assento Lectus, madeira e ornamentos em bronze. Fonte: The Archeology (2010).
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO MOBILIÁRIO ROMANO
As cadeiras são semelhantes [às gregas], contudo, há ornamentos típicos da cultura de 
Roma (leão usado nos combates contra os gladiadores);
Desenvolveu-se um estilo mais característico principalmente nos tronos, pela necessidade 
romana de mostrar o seu poder. Até mesmo as cadeiras da população em geral se pareciam 
com tronos;
Materiais nobres como bronze e mármore. Aparência pesada, maciça e luxuosa.
Os sofás romanos pareciam camas e eram mais elevados e com apoio para os pés. [...]
Mesa e bancos de três pés feito em madeira ou mármore apoiado sobre uma base de 
mármore entalhado[...] (PIERONI, 2014)
Estudamos a arquitetura grega e romana e observamos suas principais caracte-
rísticas. Tendo em vista que os romanos inspiraram-se e muitas vezes imitaram a 
arte dos gregos, podemos dizer que existe ou não um estilo romano?
No caso da arquitetura, apesar de as obras arquitetônicas romanasserem resul-
tados da simetria e das proporções gregas, é evidente que há novas tecnologias e 
elementos inovadores tais como os arcos e abóbadas.
Quadro 3 – Mobília Romana. Fonte: o autor.
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Para aprofundar sobre as características da arquitetura na antiguidade clássica 
leia: SUMMERSON. J. A linguagem clássica da arquitetura. São Paulo, WMF Mar-
tins Fontes, 2009.
3 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nessa primeira unidade, estudamos, em linhas gerais, as características da arte das 
primeiras civilizações humanas. Aprendemos sobre a arte, a arquitetura e o mobiliário na pré-
história, nos períodos Paleolítico e Neolítico; na antiguidade oriental, no Egito e na Mesopotâmia; 
e por fim na antiguidade clássica, na Grécia e em Roma.
As primeiras manifestações artísticas no período pré-histórico ocorriam nos abrigos 
naturais que o homem ocupava: as pinturas rupestres. Os homens pintavam animais e seres 
humanos em cenas de caça com características primeiramente no período Paleolítico naturalistas 
e, posteriormente no Neolítico, geométricas. Elaboraram esculturas, sobretudo figuras femininas 
e, a partir do período Neolítico, construíram suas residências primitivas com o empilhamento 
de pedras e barro, as quais possuíam mobiliários elaborados também em pedra. Construíram 
também os monumentos megalíticos, construções de grande dimensão de blocos ou lajes de 
pedra empilhados sem argamassa.
Pertencentes ao período que se denomina antiguidade oriental, no Crescente Fértil do 
delta do Rio Nilo, os egípcios desenvolveram a arquitetura mortuária monumental das pirâmides, 
construídas com pedras empilhadas para guardar os corpos dos faraós, mas também construíram 
residências em barro cozido, de escala não monumental, como cabanas. A pintura egípcia, 
representada pelos murais em painéis e paredes de pedra, retratavam a vida do povo egípcio 
com regras rígidas de representação, como a Lei da Frontalidade. Os egípcios se especializaram 
na marcenaria, o que resultou na invenção de vários tipos de mobiliários com traços de design 
bastante atuais. Já entre os Rios Tigre e Eufrates, a civilização mesopotâmica se destacou pela 
construção dos Zigurates, um tipo de pirâmide escalonada que abrigavam templos para as 
divindades.
Na antiguidade clássica, os gregos experimentaram mais liberdade no campo artístico que 
os egípcios. As principais caraterísticas eram a valorização do homem, a perfeição e a simetria. 
Evoluíram na elaboração de esculturas, que passaram a ter movimento, e nas pinturas, com a 
representação do corpo do homem a partir da observação, abandonando a lei da frontalidade 
egípcia. A arquitetura grega dos templos dedicados aos deuses era simétrica e seguia as ordens 
de colunas dórica, jônica e coríntia. Nos espaços interiores, havia mobiliários que, apesar de 
os registros físicos serem escassos, eram representados nas pinturas. Os romanos se inspiraram 
na arte grega, mas desenvolveram um estilo próprio na escultura, pintura e arquitetura. Na 
escultura retrataram as emoções e as características do homem. Na pintura, utilizaram cores vivas 
em decorações de interiores. Na arquitetura, representada sobretudo pelos edifícios públicos, 
inventaram a partir da arquitetura grega e etrusca, o arco e a abóbada, as quais se tornaram o seu 
maior legado enquanto técnica arquitetônica para a humanidade.
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02
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................................... 30
1 - A ANTIGUIDADE TARDIA .................................................................................................................................... 31
1.1. ARTE PALEOCRISTÃ .......................................................................................................................................... 31
1.2. ARTE BIZANTINA .............................................................................................................................................. 36
2 - A IDADE MÉDIA .................................................................................................................................................. 43
2.1. ARTE CAROLÍNGIA ........................................................................................................................................... 43
2.2. ARTE ROMÂNICA ............................................................................................................................................. 45
2.3. ARTE GÓTICA .................................................................................................................................................... 48
3 - CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................................................. 55
DA ANTIGUIDADE TARDIA À 
IDADE MÉDIA
PROF.A MA. JEANNE CHRISTINE VERSARI FERREIRA SAPATA
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
HISTÓRIA DA ARTE, DA ARQUITETURA 
E MOBILIÁRIO
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INTRODUÇÃO
Antiguidade Tardia é um termo utilizado pelos historiadores para caracterizar a transição 
de dois grandes períodos: a Antiguidade Clássica e a Idade Média. Abrangemos nessa unidade a 
arte produzida no momento tardio entre os séculos III e VIII d. C., período em que há mudanças 
significativas nos rumos da arte e da arquitetura, tendo em vista o enfraquecimento das ordens 
clássicas gregas e romanas, e a afirmação da religião cristã enquanto hegemônica na Europa, 
ascendendo como um poder dentro do Estado. É na Idade Média que todo o poder da igreja 
transparecerá com o advento das grandes catedrais.
Nessa unidade, estudamos, primeiramente, o período que denominamos de Antiguidade 
Tardia, abordando os aspectos artísticos paleocristãos e bizantinos. Posteriormente, embarcamos 
nas manifestações artísticas da Idade Média, compreendendo as principais características da arte 
carolíngia, românica e gótica. 
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1 - A ANTIGUIDADE TARDIA
A sede do Império Romano mudou, sob o comando do Imperador Constantino, em 323 
d.C., de Roma, para uma cidade grega chamada Bizâncio. A partir desse momento, ela se tornou 
Constantinopla (atual Istambul). Essa mudança da sede do poder imperial sucedeu uma cisão 
no Estado romano, que passou a ser dividido em 395 d.C. em Império Romano do Ocidente 
(sede em Milão) e Império Romano do Oriente (sede em Constantinopla). Nesse contexto, há o 
florescimento da arte religiosa e monoteísta, arte feita por e para cristãos e que se desenvolverá 
durante os cinco primeiros séculos depois de Cristo, cita Janson (1989).
O período que chamamos de antiguidade tardia nas artes compreende duas principais 
formas de manifestações artísticas: a Paleocristã e a Bizantina. Para o historiador Janson (1989) 
não há uma fronteira entre essas duas artes: “Poderia sustentar-se que logo no início do séc. 
V, quando se deu a cisão efectiva do Império [Romano], se afirma um estilo bizantino (isto é, 
associado à corte de Constantinopla) dentro de uma arte paleocristã” (JANSON, 1989, p. 217). 
Portanto, concordamos com a ideia de que a arte paleocristã é toda a arte que advém de um povo 
cristão, e destacamos o estilo da arte bizantina inserido nesse universo. 
1.1. Arte Paleocristã
São poucos os vestígios da arte cristã produzida antes do imperador Constantino tomar 
posse do Império Romano em 306 d.C. já que ele foi o primeiro a professar o cristianismo. Sabe-se 
que as primeiras manifestações artísticas da religião cristã podem ser identificadas nas decorações 
pintadas em catacumbas romanas,bem como em cemitérios subterrâneos. Nas imagens pintadas 
nesses espaços funerários já se encontravam imagens que buscavam representar seres para além 
da terra, tais como o “Cristo Redentor” e o “Bom Pastor”, afirma Janson (1989) (Figura 30).
As religiões monoteístas são as que creem em um só deus (como o cristianismo, 
judaísmo, islamismo). Já as religiões politeístas são aquelas que têm a crença em 
vários deuses (como nas civilizações egípcia, grega, romana). 
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Figura 30 - Tetos pintados da catacumba de São Pedro e Marcelino, Roma. Fonte: Rome and Italy (2018).
 Até o início do século III d.C., as manifestações cristãs, tais como os cultos, não eram 
feitas publicamente, mas celebradas às escondidas em residências de fieis. A decisão do Impera-
dor Constantino de conceder liberdade religiosa ao Império fez com que a arte cristã se desen-
volvesse e, no campo da arquitetura, isso resultou em mudanças significativas pois foi preciso 
criar um novo espaço público para celebrar a fé cristã. Muitas igrejas cristãs foram construídas 
com patrocínio imperial em várias cidades do Império Romano, explica Janson (1989).
 A Igreja se tornou um poder supremo no Estado romano e todo o seu relacionamento 
com a arte teve que ser reavaliado. Se na antiguidade clássica, politeísta os templos eram locais 
para abrigar as imagens dos deuses e protege-las das intempéries, agora, na antiguidade tardia, 
com a ascensão do cristianismo, religião monoteísta, deveriam ser construídas igrejas para 
reunir as pessoas, comenta Gombrich (1993). 
Assim, aconteceu que as igrejas não usaram os templos pagãos como seus modelos, 
mas adotaram o tipo de amplos salões de reunião que, em templos clássicos, 
eram conhecidos pelo nome de “basílica”, o que significa aproximadamente 
“pórtico real”. Esses edifícios eram usualmente mercados cobertos e recintos 
para audiências públicas dos tribunais; consistiam principalmente em vastos 
salões elípticos, com compartimentos mais estreitos e baixos ao longo das 
laterais mais espaçosas, divididos do corpo central por colunatas. (GOMBRICH, 
1993, p. 94-95).
 Apesar de as basílicas paleocristãs não permanecerem no seu estado construído orig-
inalmente até os dias atuais, há diversos exemplos conhecidos ainda que em planta, como é 
o caso da primeira Basílica de São Pedro, em Roma. Os espaços arquitetônicos das basílicas 
cristãs, com o intuito de reunir os fiéis e ao mesmo tempo serem locais sagrados, eram traçados 
com um novo ponto de convergência no desenho: o altar. 
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As primeiras basílicas cristãs possuíam um espaço central, a nave longitudinal, que ficava 
entre o narthex, um vestíbulo e o transepto, um espaço que configurava o cruzeiro com o altar, 
no sentido transversal à nave em formato cruciforme. Esses espaços eram rodeados por pórticos 
com colunatas, o atrium. Podemos observar esses espaços na planta e na perspectiva da versão 
original da Basílica de São Pedro em Roma (Figura 31).
Figura 31 - Planta e desenho de reconstituição da primeira Basílica de São Pedro em Roma. Fonte: Janson 
(1989).
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Além das características da planta, destacamos a ausência de ornamentação nos espaços 
externos das igrejas, que expressavam a sua solidez. Isso pode ser observado em um dos 
exemplares de basílica paleocristã ainda no seu estado original, a Basílica de San Apollinare em 
Classe, em Ravena (Figuras 32 e 33), que possui as seguintes características que Gombrich (1993) 
e Janson (1989) apontam:
Na maior parte das basílicas, a espaçosa nave era coberta simplesmente por um 
teto de madeira com vigas expostas. As alas tinham quase sempre um teto plano. 
As colunas, que separavam a nave das alas eram muitas vezes suntuosamente 
decoradas (GOMBRICH, 1993, p.95).
O exterior, de tijolo simples, foi intencionalmente deixado sem ornatos: é apenas 
uma carapaça lisa cuja conformação corresponde ao espaço interno - oposto do 
templo clássico. (JANSON, 1989, p.201).
Figura 32 - Basílica de San Apollinare em Classe, Ravena. Fonte: Italy Around (2018).
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Figura 33 - Interior da Basílica de San Apollinare em Classe, Ravena. Fonte: Italy Around (2018).
Como podemos observar na imagem do interior da Basílica de San Apollinare em Classe 
e segundo aponta o historiador Cavalcanti (1968), não existiam muitas esculturas dentro dos 
templos. Os cristãos não queriam correlacionar o uso de imagens de santos, por exemplo, dentro 
de seus templos com a prática da época das estátuas de deuses gregos e divindades mitológicas 
da antiguidade clássica. Os escultores, portanto, tinham um papel secundário na arte paleocristã, 
havia uma “proibição bíblica” pelo uso de imagens. Restringiam-se à ornamentação em alto 
relevo de sarcófagos de mármore e de retrato de imperadores, afirma Janson (1989).
O protagonismo da arquitetura na arte cristã nesses primeiros séculos depois de Cristo 
levou ao desenvolvimento revolucionário de outra manifestação artística. As superfícies internas 
das igrejas formariam espaços para uma nova prática que substituiria a pintura mural romana: 
os mosaicos parietais.
Os mosaicos paleocristãos e bizantinos não tinham precedentes na história da arte, 
apesar dessa técnica já ter sido utilizada por romanos e povos anteriores, foi na arte cristã que 
novos materiais, como vidros coloridos, proporcionaram tonalidades variadas e intensas. Apesar 
de parecerem rígidas e primitivas, as figuras plantadas em posição frontal refletem a simplicidade 
que se queria transmitir: uma imagem com fins didáticos de evangelizar e ajudar a interpretação 
dos analfabetos, por exemplo, evitando o culto às imagens e aos deuses. Diferente das figuras 
planificadas egípcias, essas paleocristãs tinham contornos humanos definidos, sombras refletidas 
no chão, e vestimentas com um movimento, menciona Gombrich (1993) e Janson (1989) (Figura 
34).
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Figura 34 - Mosaico na Basílica de San Apollinare em Classe, Ravena. Fonte: Gombrich (1993).
1.2. Arte Bizantina
 
Entre a arte paleocristã e a bizantina, não existem fronteiras. A arte bizantina é um 
estilo de arte cristã que se desenvolveu na cidade de Bizâncio, que passou a ser denominada 
Constantinopla ao sediar o poder do Império Romano e que, após a sua cisão, tornou-se a sede 
do Império Romano do Oriente, também denominado Império Bizantino. A cidade sobreviveu 
ao declínio do Império Romano do Ocidente no século V d.C. e prosperou durante séculos, até 
sua queda em 1453, quando foi conquistada pelo Império Otomano, ano que alguns historiadores 
apontam ser o fim da Idade Média.
A oficialização do cristianismo, enquanto religião do Império Bizantino, fez com que a 
arte cristã assumisse um caráter de poder e riqueza. A arte bizantina tinha então o objetivo de 
expressar a força da Igreja cristã, glorificando o imperador, que era visto como um representante 
de Deus na terra, segundo Proença (2009).
Na chamada “Primeira Idade de Ouro” da arte bizantina, quando se tem o mais rico 
conjunto de monumentos arquitetônicos, esse estilo não se desenvolve em Constantinopla, mas 
em Ravena, outra cidade italiana. A igreja que é o principal exemplar que representa esse tempo 
é a de São Vital, construída entre 526 d.C. e 547 d.C. A planta tem formato octogonal, com o 
corpo central coberto por uma cúpula. Nos espaços laterais, abóbadas leves permitem a abertura 
de janelas que preenchemo espaço com luz natural (Figuras 35 e 36). Já podemos perceber que 
houve mudanças no espaço religioso com relação ao produzido na igreja que citamos, a de San 
Apollinare em Classe, também em Ravena, expõe Janson (1989).
 
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Figura 35 - Planta Basílica de São Vital. Fonte: Janson (1989).
 
Figura 36 - Corte transversal Basílica de São Vital. Fonte: Janson (1989).
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A basílica conhecida como obra-prima da arquitetura bizantina é a de Santa Sofia, 
construída na então cidade de Constantinopla, atual Istambul. Já foi uma mesquita e hoje é aberta 
ao público como um museu. Foi construída no reinado de Justiniano entre os anos de 532 e 
537 por Anthemius de Tralles e Isidorus de Mileto, ambos arquitetos construtores da época. O 
traçado da igreja possui uma combinação inédita de dois elementos: o eixo longitudinal de uma 
basílica paleocristã e uma nave quadriculada com uma imensa cúpula, apoiada em semicúpulas. 
A transição entre a grande cúpula e as semicúpulas é feita através de triângulos esféricos, os 
pendentes (Figuras 37, 38, 39 e 40), expõe Janson (1989).
 
Figura 37 - Planta Basílica de Santa Sofia. Fonte: Janson, 1989.
 
Figura 38 - Corte Basílica de Santa Sofia. Fonte: Janson, 1989.
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Figura 39 - Exterior Basílica de Santa Sofia. Fonte: Google Images (2018).
 
Figura 40 - Interior Basílica de Santa Sofia. Fonte: Google Images (2018). 
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A basílica de Santa Sofia, tal como as basílicas cristãs primitivas, é repleta de mosaicos 
que cobrem as paredes e abóbadas com cores intensas e materiais que refletem a luz. Além dos 
mosaicos, os artistas bizantinos criaram os ícones, novas expressões artísticas na pintura. Os 
ícones são pinturas de quadros que representam figuras sagradas, tal como Jesus Cristo, Virgem 
Maria, entre outros santos e apóstolos da religião cristã. Apesar de terem sido proibidas em 
algum momento do Império Bizantino, tais imagens repercutiram na história da arte cristã, 
como representações do poder da igreja, estando inseridas nos interiores dos templos e também 
nas residências dos fieis em oratórios, informa Proença (2009) e Janson (1989).
[...] após um século de repressão, as pinturas de igreja não podiam mais ser 
encaradas como meras ilustrações para uso de analfabetos. Eram consideradas 
reflexos misteriosos do mundo sobrenatural. Portanto, a Igreja Oriental não 
pôde continuar permitindo ao artista que seguisse a sua fantasia na criação 
dessas obras. Por certo, nenhuma bela pintura, apenas porque representava uma 
mãe com o filho pequeno, podia ser aceita como verdadeira imagem sacra ou 
“ícone” da Mãe de Deus, mas somente aquelas figuras consagradas por uma 
tradição de séculos. 
Assim, os bizantinos passaram a insistir quase tão rigorosamente quanto os 
egípcios na observância das tradições. (GOMBRICH, 1993, p.98).
Os artistas pintavam os ícones utilizando a técnica de têmpera ou da encáustica. A têmpera 
consiste na mistura de pigmentos a uma goma orgânica, tal como gema de ovo, resultando em 
um efeito brilhante; já a encáustica era realizada pela diluição de pimentos em cera derretida, 
gerando um efeito fosco. No acabamento dos quadros, geralmente executados em madeiras ou 
placas de metal, eram sobrepostas camadas douradas ou até mesmo joias e pedras preciosas para 
representar vestimentas, rendas e bordados (Figura 41), segundo Proença (2009).
Apesar de existirem escassos exemplares dos móveis do Império Bizantino, as pinturas 
e mosaicos representavam o mobiliário da época. De acordo com Oates (1991), o palácio real 
era constantemente representado com um mobiliário ostentoso, com mesas de marfim e ouro 
para os banquetes, já nas casas das famílias comuns as mesas eram de madeira. Os tronos, 
que naturalmente representavam também o poder do cristianismo, tal como os ícones, eram 
suntuosos e decorados com materiais nobres, tal como o Trono de Maximiliano coberto de placas 
esculpidas de marfim (Figura 42).
Os tronos eram, dum modo geral, pesadas construções de madeira, com forma 
arquitectónica e decoração pintada, habitualmente usados com um banquinho 
para os pés, num estrado e sob um baldaquino. Alguns destes tronos eram 
verdadeiramente grandiosos - feitos com materiais preciosos, decorados com 
joias, envolvidos por tecidos sumptuosos e invulgares, e replectos de coxins 
ornamentados. (OATES, 1991, p.33).
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Figura 41 - Nossa Senhora Entronizada com o Menino (cerca de 1280). Fonte: Gombrich (1993).
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Figura 42 - Trono de Maximiliano, Ravena, século VI. Fonte: Pinterest, 2018.
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2 - A IDADE MÉDIA
O período entre a queda do Império Romano do Ocidente, com a invasão dos bárbaros 
em 476 d.C. e o século XV, é o marco para o início da Idade Moderna, que é denominado pelos 
historiadores como Idade Média. Divide-se ainda esse período em Alta Idade Média (entre 
os séculos V e IX com o enfraquecimento do sistema feudal) e Baixa Idade Média (entre os 
séculos IX e XV). Não consideraremos essas duas subclassificações enquanto marcos temporais, 
tendo em vista de que por vezes há rupturas e, por outras, continuidades dos estilos artísticos. 
Se observarem os itens que abordamos anteriormente nessa unidade, poderão perceber que o 
período que compreende a Alta Idade Média se sobrepõe com o advento da arte paleocristã e 
bizantina. De fato, há historiadores que consideram a arte bizantina como produção artística 
medieval, mas aqui a consideramos enquanto produção da antiguidade tardia.
As invasões ao Império Romano do Ocidente, o domínio dos seus territórios por diversos 
povos com culturas e expressões artísticas distintas resultaram no quase total desaparecimento 
da cultura greco-romana na Europa Ocidental e na ascensão de novas manifestações de arte. 
Os chamados pelos historiadores de bárbaros tinham formas diferentes das representações 
da antiguidade clássica, por exemplo, não retratavam figuras humanas, mas somente temas 
decorativos, explica Proença (2009).
Nesse período, conforme aponta Gombrich (1993), há o florescimento de não somente um 
estilo, mas uma grande e conflituosa quantidade de formas arquitetônicas distintas. Destacamos 
as características mais evidentes da produção artística de três momentos: a arte carolíngia, 
românica e gótica. 
2.1. Arte Carolíngia 
A arte carolíngia é a desenvolvida durante o Império de Carlos Magno e seus sucessores, 
entre o século VI e IX. Carlos Magno foi coroado imperador do Ocidente pelo papa Leão III 
em 800, tornando-se uma espécie de rei protetor do cristianismo. Nesse período, destaca-se a 
produção artística elaborada nos monastérios, em que se desenvolveram oficinas para produzir 
objetos de arte e manuscritos. Os manuscritos carolíngios são famosos pelas cópias e reproduções 
mais bem conservadas da literatura romana. São nos mosteiros e conventos que os humanos 
buscavam resguardar a admiração pela arte, preservando e resgatando obras da antiguidade 
clássica, por exemplo, segundo Gombrich (1993) e Janson (1989).
Entre as principais características arquitetônicas dos templos religiosos carolíngios 
estavam: a influência bizantina e paleocristãcom as plantas centradas e uso de cúpulas; exteriores 
maciços e sóbrios e, em contraponto, interiores decorados com murais, mosaicos e baixos relevos; 
e por fim, a retomada de elementos clássicos. Um dos exemplos mais conhecidos é a Capela 
Palatina de Carlos Magno, inspirada na Basílica de São Vital, de Ravena. O historiador Janson 
(1989) aponta que a fachada frontal monumental seria um dos primeiros exemplares de igrejas a 
adotar as duas torres típicas de templos medievais posteriores (Figuras 43 e 44).
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Figura 43 - Planta Capela Palatina de Carlos Magno. Fonte: Janson (1989, p. 260).
 
Figura 44 -Interior da Capela Palatina de Carlos Magno. Fonte: Travel (2018).
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2.2. Arte Românica
O nome românico remete ao novo estilo, principalmente arquitetônico, mas também 
presente na pintura e na escultura, aplicado nas igrejas construídas entre os séculos XI e XII na 
Europa e inspirados nas construções dos antigos romanos. Entre as principais características 
da arquitetura românica, especialmente nas igrejas, há a retomada do uso das abóbadas e a 
construção de pilares maciços de pedra com paredes espessas e sólidas e pequenas janelas. Tais 
templos sóbrios, sólidos, ficaram conhecidos como as “fortalezas de Deus” (PROENÇA, 2009).
A novidade nas igrejas românicas, além da maior dimensão em relação às construídas em 
períodos anteriores, estava na ornamentação externa do edifício, que tinha sua fachada principal 
decoradas com adornos e esculturas. Apesar disso, a simplicidade das formas geométricas externas 
traduz a planta interna, que era facilmente reconhecida pela fachada. Mas foi o desenvolvimento 
das abóbadas de arestas a inovação mais importante da época. Elas foram elaboradas para deixar 
as coberturas mais leves e conseguir uma melhor iluminação interna. Tais abóbadas consistiam 
na intersecção de duas abóbadas de berço apoiadas sobre pilares. (Figura 45), coloca Proença 
(2009).
Figura 45 - Abóbada de berço e abóbada de arestas. Fonte: Proença, 2009.
Há exemplares românicos em diversos locais da Europa, principalmente em rotas 
de peregrinação. Cada templo possui elementos singulares, mas que, em geral, possuem tais 
abóbadas. Como exemplo, destacamos a Catedral de Durham, construída no Reino Unido entre 
1093 e 1128. O traçado em planta demonstra a retomada do formato de cruz e da disposição 
longitudinal da nave central do templo. Nesse edifício foi utilizada a abóbada de arestas o que 
possibilitou que a cobertura fosse muito mais leve. As nervuras nas ligações das abóbadas 
formaram uma armação sólida o que permitiu que as superfícies curvas triangulares entre elas 
fossem preenchidas com alvenarias de espessura mínima (Figura 46). 
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Figura 46 - Interior da Catedral de Durham, Reino Unido. Fonte: Um olhar sobre a arte (2009).
Um exemplo da ornamentação das fachadas românicas é a catedral de Saint-Trophime, 
construída em Arles no sul da França em cerca de 1180 (Figura 47), explica Gombrich (1993) e 
Janson (1989).
Figura 47 - Fachada da Catedral de Saint-Trophime, Arles. Fonte: Minube (2018).
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Devido a utilização de paredes espessas e as poucas janelas, as igrejas possuíam muitas 
superfícies a serem decoradas. São nessas superfícies que veremos a manifestação de pinturas e 
a retomada da prática dos escultores. As três manifestações de artes, quais sejam: arquitetura, 
pintura e escultura serão integradas e sintetizadas com finalidades estéticas comuns, mostra 
Cavalcanti (1968).
Como vimos na imagem da fachada da Catedral de Saint-Trophime, a escultura que teve 
sua prática um pouco esquecida nos primeiros momentos da arte cristã pela proibição do culto à 
imagem, é retomada no repertório dos artistas românicos enquanto parte do edifício. As imagens 
retratadas nas paredes das igrejas assumem um caráter para além da prática decorativa, mas 
“[...] incarnam as forças tenebrosas que foram domesticadas e reduzidas à condição de figuras 
guardiãs” (JANSON, 1989, p. 291). Retratam cenas bíblicas, tais como o “Juízo final” esculpido 
entre 1130 e 1135 na Catedral de Autun, na França (Figura 48).
Figura 48 - O Juízo Final na Catedral de Autun, França. Fonte: Google Images (2018).
Outras cenas também eram retratadas nas superfícies internas das igrejas românicas em 
pinturas, as quais utilizavam a técnica “a fresco”. Nesse tipo de pintura, utilizava-se a parede 
úmida, com uma camada de reboco à base de cal e outra de gesso, e por cima das duas, o artista 
executaria sua obra. Essa técnica fazia com que a pintura se incorporasse ao reboco, como parte 
integrante do edifício, mostra Proença (2009).
Entre as principais características da pintura românica e que a diferencia da prática dos 
artistas anteriores está a deformação da realidade e dos seres retratados, tal como a representação 
de figuras caricatas com olhos grandes. As cores eram chapadas, ou seja, não havia o cuidado 
com sombras ou meios tons. Uma dessas pinturas é o Cristo em Majestade, de cerca de 1123 na 
Igreja de San Clemente de Tahull, na Espanha (Figura 46), mostra Proença (2009).
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Figura 49 - Cristo em Majestade (1123). Fonte: História das Artes (2015).
Sobre os mobiliários no período românico, tal como no Império Bizantino, os exemplares 
existentes são raros e os seus desenhos e formatos podem ser identificados em algumas pinturas 
da época. Galvão (2018) destaca que os móveis eram fabricados em castanho e eram pesados e 
sóbrios, tal como a arquitetura. A autora destaca a existência dos seguintes mobiliários da época: 
arcas, elaboradas de madeira com ferro forjado; cadeiras, reforçadas com estruturas em “x”; e 
mesas simples e robustas. 
2.3. Arte Gótica
A partir do século XII, o enfraquecimento do sistema feudal e a ascensão de uma burguesia 
fez com que o centro da vida urbana e das artes deixasse os campos e mosteiros para florescer 
nas cidades. É no início desse século que surgirá, sobretudo na França e depois em outros países, 
o estilo que mais tarde chamariam de gótico. A Abadia de Saint-Denis, construída por volta do 
ano de 1140, foi a pioneira de uma nova maneira de construir igrejas, as quais ficaram conhecidas 
como as grandiosas e misteriosas catedrais góticas. Posteriormente, cerca do ano 1163, o exemplar 
mais conhecido dessa arquitetura seria construído: a Catedral de Notre Dame de Paris. 
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Nas fachadas de ambas as igrejas, podemos observar algumas das principais características 
que diferenciam as catedrais góticas: três portais com acesso a três naves (Figura 50), diferente 
das catedrais românicas possuíam somente uma entrada; uma torre que continuava os pórticos 
laterais; uma grande abertura central e redonda, chamada rosácea (PROENÇA, 2009) (Figura 
51).
Figura 50 - Planta da Catedral de Saint Denis (1140) e Planta da Catedral Notre Dame de Paris (1163). 
Fonte: Google Images (2018).
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Figura 51 - Catedral de Saint Denis (1140) e Catedral Notre Dame de Paris (1163). Fonte: Souza (2014).
Apesar dessas diferenças significativas na fachada a característica mais importante seria 
o surgimento da abóbada de nervuras e dos arcobotantes.Diferente das abóbadas de arestas 
românicas, as de nervuras eram formadas com o encontro de arcos ogivais, sendo que tais 
abóbadas não eram apoiadas nas paredes, mas sim em pilares (Figura 52). Os pilares tinham 
reforços que se projetavam para fora dos edifícios, um sistema formado por arcobotantes e 
contrafortes. Esse sistema possibilitou que as igrejas fossem construídas em alturas muito 
superiores às já construídas (Figura 53), citam Janson (1989) e Gombrich (1993).
Figura 52 - Arco ogival e abóbada de nervuras. Fonte: Concreto em Curva, 2016.
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Figura 53 - Seção do sistema estrutural catedrais góticas. Fonte: Concreto em Curva (2016).
Com a utilização dessas técnicas construtivas, os interiores das igrejas góticas 
transpassavam um aspecto de leveza das formas arquitetônicas, ao contrário da solidez que os 
templos românicos apresentavam. As paredes, sem função estrutural já que tal objetivo já era 
alcançado com o sistema de arcobotantes, podiam receber grandes superfícies envidraçadas. 
Nessas grandes janelas, os vitrais protagonizaram a entrada abundante de luz que proporcionava 
uma sensação de proximidade com Deus (Figura 54).
Figura 54 - Interiores da Catedral de Notre Dame de Paris (1163). Fonte: Concreto em Curva (2016).
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As esculturas do período gótico geralmente estavam integradas à arquitetura, seja nas 
fachadas das catedrais, como também em seus interiores. As esculturas eram feitas diretamente 
nas pedras, materiais em que eram construídas as igrejas, nos tímpanos dos portais, por exemplo. 
Os tímpanos eram os espaços acima dos pórticos na fachada, comenta Janson (1989).
Comumente são encontradas nos exemplares das esculturas góticas figuras alongadas 
e separadas entre si, independentes, cada uma em seu próprio eixo, e não mais amontoadas 
tal como nos painéis esculpidos românicos. Um desses exemplos é o umbral da Catedral de 
Chartres, na França (Figura 55). Se no início os corpos eram representados com rigidez, pouco a 
pouco as cabeças começaram a ter um movimento natural humano, com uma maior intensidade 
dramática, cita Janson (1989).
Figura 55 - Esculturas do umbral da Catedral de Chartres, França. Fonte: Medieval Imago (2018).
A pintura gótica, desenvolvida entre os séculos XIII e início do século XV, incorporou 
características que pressagiaram alguns elementos do Renascimento, entre elas, a busca do 
realismo na representação dos seres, que não são estáticos, mas com movimento. Entre as obras 
de pintura góticas, destacam-se os afrescos produzidos nos interiores das catedrais, mostra 
Proença (2009).
Entre os pintores conhecidos dessa época, havia Giovanni Gualteri e Ambrogiotto 
Bondone, mais conhecido como Giotto, que representava os seres divinos e santos com aparência 
de homens comuns, diferenciando somente as santidades com auréolas ao redor das cabeças. 
Suas pinturas tinham o efeito de fazer-nos sentir tão próximos do acontecimento que retratava 
que causavam a ilusão de que poderíamos tomar parte dele também (Figura 56), comenta Janson 
(1989).
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Figura 56 - Entrada de Cristo em Jerusalém. Fresco. Capela de Arena, Pádua. Fonte: Santana (2011).
O mobiliário gótico reproduziu os temas religiosos das diversas formas de arte: arquitetura, 
escultura e pintura: 
Raríssimos exemplares restaram desse trabalho artesanal, de madeiras entalhadas, 
tapeçaria de sedas e, principalmente, metais caprichosamente trabalhados. Hoje 
são encontrados apenas em museus e igrejas, onde o desconforto que parecem 
propiciar é sublimado pelo prazer visual da riqueza de seus detalhes (GALVÃO, 
2018, p. 6).
Os interiores dos salões residenciais medievais dos senhores feudais recebiam muitas 
pessoas e, devido ao fato das famílias se deslocarem para administrar suas propriedades, surgiu 
o termo que naquela época chamaram de meubles, os móveis, ou seja, algo transportável. Entre 
os assentos, haviam as cadeiras com baldaquino (colunas esculpidas de madeira que cobriam o 
assento - um símbolo de alta sociedade) e bancos de madeira e de fechar. Destacavam-se também 
os buffets, móveis para servir, nossos atuais aparadores, armários e camas. Além desses móveis 
domésticos, haviam os cerimoniais, para compor as naves e altares das catedrais. Ambos os móveis 
recebiam motivos decorativos talhados em madeira, assim como outros adornos em alvenaria ou 
outros materiais como metais e ferro forjado, segundo Oates (1991) (Figura 57).
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Figura 57 - Exemplos de mobiliários góticos. Fonte: IS. Design (2015).
Quais foram as principais contribuições do estilo gótico para a história da arqui-
tetura? Uma das contribuições inovadoras do estilo gótico foi a invenção do sis-
tema de arcobotantes e contrapesos que fez com que a ampliação do espaço 
interior e a verticalização das igrejas fossem possíveis.
Para aprofundar sobre as características da arquitetura gótica, leia: PANOFSKY, E. 
Arquitetura Gótica e Escolástica: Sobre a analogia entre arte, filosofia e teologia 
na Idade Média. Martins Fontes: São Paulo, 2001.
Se você quer saber mais sobre as inovações estruturais e as características das 
catedrais góticas, assista ao vídeo: O Enigma das Catedrais Góticas (Dublado) Do-
cumentário Completo National Geographic. 
Disponível em: <https://youtu.be/KcgZyRSZoQI>. 
Acesso em 31 jul. 2018.
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3 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nessa segunda unidade, abordamos sobre as manifestações artísticas entre o período que 
denominamos Antiguidade Tardia e a Idade Média. Na antiguidade tardia, entre os séculos III e 
VIII d.C., estudamos sobre a arte cristã primitiva, também denominada paleocristã, bem como a 
arte bizantina. No período da Idade Média, a partir do século V até XV, abrangemos três estilos: 
carolíngio, românico e gótico.
A arte paleocristã se desenvolveu no Império Romano e ganhou força a partir do Império 
de Constantino, no século IV d.C. As manifestações artísticas buscavam demonstrar a ascensão 
da igreja cristã como um poder supremo no Estado romano. A arquitetura paleocristã foi 
representada principalmente pelas basílicas, com exteriores sóbrios e sólidos, eram construídas 
em plantas cruciformes organizadas com o centro de convergência para o altar. As esculturas não 
eram comuns para evitar o culto às imagens. Nesse período há o surgimento dos mosaicos com 
imagens evangelizadoras.
A arte bizantina baseou-se em muitas características paleocristãs, tendo em vista de que 
fazia parte do universo cristão. As plantas das igrejas eram mais centralizadas em relação às 
plantas cruciformes cristãs primitivas e eram cobertas com enormes cúpulas, mas também eram 
decoradas com mosaicos. Na pintura, destacavam-se os ícones, pinturas de imagens santificadas 
ornamentadas que foram retomadas nos interiores das igrejas. 
Foi no Império de Carlos Magno que se desenvolveu a arte carolíngia. Na arquitetura, 
é evidente a influência bizantina e paleocristã com as plantas centradas e uso de cúpulas e 
exteriores sóbrios com interiores decorados com murais, mosaicos e baixos relevos. A novidade 
está na retomada de elementos clássicos. No caso das igrejas românicas, elas se diferenciaram 
pela ornamentação externa com adornos e esculturas e pelo desenvolvimento das abóbadas de 
arestas, as quais permitiram a construção de coberturas mais leves. Apesar disso, as paredes ainda 
eram espessas e as aberturas eram pequenas, espaçosque foram preenchidos com pinturas.
O período gótico representou avanços grandiosos na arte, sobretudo na construção das 
catedrais. O aumento do número de portais de acesso das igrejas, o uso da abóbada de nervuras 
e o sistema de arcobotantes e contrafortes, a verticalidade e técnica dos vitrais são as principais 
contribuições desse tempo para a história da arquitetura.
Os escassos exemplares ainda existentes de móveis, e as pinturas que continham 
mobiliários bizantinos, românicos e góticos remetem à representação do poder da religião 
cristã e do imperador, considerado representante de Deus na terra. Um exemplo disso era a 
ornamentação dos tronos, que também chegava aos móveis residenciais, como as camas e buffets.
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03
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................................... 57
1 - A IDADE MODERNA ............................................................................................................................................ 58
1.1. RENASCIMENTO .............................................................................................................................................. 58
1.2. MANEIRISMO .................................................................................................................................................... 65
1.3. BARROCO .......................................................................................................................................................... 68
1.4. ROCOCÓ ............................................................................................................................................................. 79
1.5. NEOCLÁSSICO .................................................................................................................................................. 82
2 - CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................................................. 87
A IDADE MODERNA
PROF.A MA. JEANNE CHRISTINE VERSARI FERREIRA SAPATA
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DISCIPLINA:
HISTÓRIA DA ARTE, DA ARQUITETURA 
E MOBILIÁRIO
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INTRODUÇÃO
O período que os historiadores denominam Idade moderna, compreende desde a 
queda do Império Romano do Oriente, com a tomada de Constantinopla em 1453, até o início 
da Revolução Francesa em 1789. Esse foi um momento marcado pela transição do feudalismo 
para o capitalismo e pelo surgimento de diversas formas de manifestações artísticas. Os estados-
nacionais começam a surgir apesar de a Igreja Cristã ainda ter forte influência no poder público.
Foi na Idade Moderna que a história da civilização mundial passou por muitas 
transformações, conviveu com a expansão marítima e a descoberta de novos continentes, além 
da reforma religiosa, e do renascimento. Nesse período que apontamos que os reis absolutistas 
ascenderam e, como antecedentes da Revolução Francesa, surgiram as ideias iluministas.
Nessa unidade, abordamos cinco momentos da história da arte, da arquitetura e do 
mobiliário: o renascimento, o maneirismo, o barroco, o rococó e o neoclassicismo.
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1 - A IDADE MODERNA
1.1. Renascimento 
O Renascimento compreende o período em que a civilização europeia viveu entre os 
séculos XIV e XVI, um movimento cultural, político, econômico e científico que surge a partir da 
Itália. O termo “renascimento” representa o reviver de ideais da cultura greco-romana, mas não 
somente isso aconteceu. Esse foi um período da história com muitas transformações e progressos 
na arte, na arquitetura e nas ciências. 
A valorização do homem e da natureza, como oposição ao divino e ao sobrenatural, 
foi um dos ideais que regeu essa civilização: o humanismo. Portanto, há dois ideais que se 
manifestam no Renascimento enquanto guias da arte: o humanismo e o classicismo, que buscam 
a racionalidade do homem como fim.
Na pintura e na arquitetura, a descoberta da perspectiva por meio de experiências dos 
artistas surgiu como uma nova forma de compreender espaço enquanto algo compreensível e 
controlável através da razão do homem. É em Florença, na Itália, que se atribui o território da 
revolução renascentista nas artes e na arquitetura, em que os conhecimentos adquiridos durante 
o período medieval foram aplicados em novas formas, incorporando os elementos da linguagem 
clássica, mostra Gombrich (1993) e Janson (1989).
A arquitetura renascentista criou espaços que fossem compreensíveis em todos os ângulos 
visuais, buscando a ordem e a disciplina regidas por relações matemáticas. Filippo Brunelleschi 
foi um dos arquitetos mais importantes desse período. O artista completo, já que além de 
arquiteto também era pintor e escultor, construiu uma das obras que se tornariam o símbolo 
dessa época: a cúpula da Catedral de Florença, também conhecida como igreja de Santa Maria 
del Fiore (Figuras 58 e 59). Destacamos um trecho do historiador Janson (1989) que descreve a 
inovação que Brunelleschi trouxera: 
A grande realização de Brunelleschi foi ter construído a cúpula em dois grandes 
cascos separados (um dentro do outro), engenhosamente ligados de forma a 
reforçarem-se mutuamente. Como o peso total da estrutura ficava assim mais 
leve, ele pôde dispensar a maciça e custosa armação de madeira exigida pelo 
velho método de construção. [...] Todo o seu projeto reflecte um espírito ousado e 
analítico, que rejeitou sempre as soluções convencionais quando outras melhores 
podiam ser concebidas. É esta a nova atitude que distingue Brunelleschi dos 
mestres de pedraria - arquitectos do Gótico, com os seus processos consagrados 
por antigas práticas. (JANSON, 1989, p.409).
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Figura 58 - Cúpula da Catedral de Florença. Brunelleschi (c. 1419). Fonte: Teatri e Musei (2018).
Figura 59 - Cúpula da Catedral de Florença em comparação com a do Panteão de Roma. Fonte: Google 
Images (2018).
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No Renascimento, percebe-se que os arquitetos e artistas se assumem enquanto 
profissionais independentes, com estilos próprios. É durante esses séculos que protagonizarão 
no financiamento das artes e monumentos os chamados mecenas, famílias ricas da burguesia que 
bancavam os artistas e suas obras. 
Outros importantes arquitetos da época são Leone Battista Alberti e Donnato Bramante. 
O Palácio Rucellai, em Florença e a Igreja de Santo André, em Mântua ambos projetados por 
Alberti, nos remetem ao rigor dos arcos e frontões, elementos da arquitetura greco-romana. 
O rigor matemático da arquitetura era alcançado por exemplo, pela utilização dos cálculos de 
proporção pela razão áurea (Figuras 60 e 61), segundo Janson (1989).
“A proporção áurea, número de ouro, número áureo ou proporção de ouro é uma 
constante real algébrica irracional denotada pela letra grega φ (em homenagem 
ao escultor Fídias, que a teria utilizado para conceber o Parthenon e com o valor 
arredondado a três casas decimais de 1,618” (GIMENEZ, 2011, s.p.).
Figura 60 - Palácio Rucellai, Alberti, Florença, (c.1446-1451). Fonte: Google Images (2018).
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Figura 61 - Igreja de Santo André, Alberti, Mântua (c.1470). Fonte: Google Images (2018).
Na pintura, esse recurso também era utilizado e, como já mencionamos, há um grande 
avanço na descoberta daperspectiva. Os pintores da época, tal como os arquitetos, desenvolveram-
se de forma individualista, assumindo características próprias. No entanto, de modo geral, ao 
desvendar a perspectiva, os artistas passaram a retratar o espaço e a luz de maneira mais realista 
com jogos de claro-escuro. Além disso, a nova técnica de pintura a óleo em quadros desvinculados 
a superfícies de paredes também era recorrente. Os vários os pintores renascentistas, entre os 
quais se destacam como principais expoentes: Leonardo da Vinci, Rafael Sânzio, Michelangelo, 
Donatello, Botticelli, entre outros, segundo Janson (1989) e Gombrich (1993).
Entre as pinturas de Leonardo da Vinci, as mais conhecidas são “Santa Ceia”, “Anunciação”, 
“Gioconda”, e “Santana, a Virgem e o Menino”. Da Vinci expressava com intensidade em suas 
pinturas o jogo de luz, com os elementos dispostos em equilíbrio dentro do espaço perspectivado 
do quadro, características que davam profundidade às imagens (Figura 62), cita Proença (2009).
Já Rafael Sânzio, era o pintor considerado o que melhor expressava os ideais clássicos de 
beleza renascentistas como harmonia e regularidade das formas e cores, como podes observar 
em Escola de Atenas (Figura 63), expõe Proença (2009).
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Figura 62 - Santa Ceia, Leonardo da Vinci (c.1494-1497). Fonte: Cunha (2018).
Figura 63 - Escola de Atenas, Rafael Sânzio (c.1509-1511). Fonte: História das Artes (2017).
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Michelangelo se destacou tanto pela pintura, que tem seu exemplar mais reconhecido 
como o teto da Capela Sistina, em Roma, como pela escultura e arquitetura. No campo da 
arquitetura, o artista se insere na transição do Renascimento e do Maneirismo, já que propõe 
uma subversão do que se colocava como regra na utilização de elementos clássicos. No campo 
da escultura, as conhecidas obras Davi e a Pietá de Michelangelo representam o ideal perseguido 
pelos renascentistas: a importância do homem e sua força perante o mundo, com a busca da 
harmonia, da perfeição, equilíbrio e movimento realístico (Figura 64).
Figura 64 - Pietá (c. 1499-1500); Davi (c.1501-1504), Michelangelo. Fonte: Mazzonetto (2017).
A produção do mobiliário no Renascimento acontece em meio aos ideais de racionalismo 
e resquícios de espiritualidade medievais, resultando na incessante busca pelo ornamento. Quanto 
aos mobiliários renascentistas a partir do século XV: “[...] era abundante em pormenores e tinha 
grandes dimensões, mas estava ao dispor de poucos” (OATES, 1991, p. 53). 
Um dos móveis mais prestigiados na época era o cassone, uma espécie de arca/assento 
utilizada em casamentos. Essas arcas eram construídas de madeira e decoradas com os brasões 
das famílias e talhas para representa-las nas cerimônias e com painéis pintados por famosos 
pintores da época retratando cenas variadas, desde santos cristãos à mitologia clássica. Evoluíram 
posteriormente para a cassapanca, uma versão polida e entalhada, sem pintura e com o acréscimo 
de braços (Figura 65).
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Figura 65- Cassone Nerli e Cassapanca, Florença, final do século XV. Fonte: Google Images (2018).
Foi a partir do Renascimento e da ascensão do absolutismo que surgirão os estilos de 
mobiliários chamados pelos primeiros nomes dos reis, sobretudo na França. No Século XVI, por 
exemplo, o estilo denominado Henrique IV dominou os interiores franceses. E já na transição 
entre o Renascimento e o Barroco, o mobiliário estilo Luís XIII surge como desenvolvimento da 
marcenaria e da marchetaria, buscando o aproveitamento da madeira (Figura 66).
[..] com o estilo denominado Henrique IV, cujos móveis, tratados como 
autênticos edifícios, são formados por complexas molduras, colunas e pilastras, 
que delimitam uma série de nichos, conchas, tampos finamente ornamentados 
com entalhados de difícil elaboração. [...] 
Os móveis de assento do estilo Luís XIII distinguem-se pelos ângulos retos e 
pelo apoio sobre pernas torneadas, geralmente em forma de rosário (esferas 
sobrepostas) ou de balaústre. Aparecem nesta época também os escabelos e 
tamboretes, de dimensões mais reduzidas (GALVÃO, 2018, p.7). 
Figura 66 - Assento estilo Luís XIII, Florença, século XVI. Fonte: História e estilo do mobiliário (2018).
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1.2. Maneirismo
O Maneirismo é apontado por alguns historiadores como uma transição entre o 
Renascimento e o Barroco, sendo que outros acreditam que ele seja um estilo próprio. 
Independente de considerarmos um argumento ou outro, no período entre cerca de 1520 e 
1600 o chamado cinquecento, os movimentos artísticos começam a se distanciar dos modelos 
da antiguidade clássica, confrontando os ideais tão venerados pelos renascentistas e que então 
se tornaram decadentes. Esse foi um momento em que o antigo continente sofrera com os 
movimentos religiosos reformistas e a consolidação dos reis absolutistas. 
Na arquitetura, como apontamos, Michelangelo foi um dos primeiros artistas que se 
manifestou por vezes em abandonar as convenções greco-romanas, para criar suas próprias 
formas, buscando novas formas de expressão. Outros arquitetos atuantes nesse período, entre os 
quais destacamos Andrea Palladio, Giorgio Vasari, Giulio Romano, Giacomo Vignola e Giacomo 
dela Porta, buscaram novidades para além das referências clássicas, como novos elementos e 
ornamentos. Se antes, na alta renascença, o que regia a arquitetura era o equilíbrio e a harmonia, 
no maneirismo seria o desequilíbrio e a dissonância, mostra Pevsner (1982).
Na obra-prima de Michelangelo na arquitetura, a parte posterior e o domo da Catedral 
de São Pedro, no Vaticano, já se percebem algumas tímidas características subversivas ao estilo 
clássico (Figura 67): 
Figura 67 - Plano para o término de São Pedro, Michelangelo (1546). Fonte: Pevsner (1982).
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Miguel Ângelo voltou ao plano central, mas despojou-o do equilíbrio opressor. 
Manteve os braços da cruz grega mas, ali onde Bramante havia pretendido colocar 
subcentros que repetiam, em escala menor, o motivo do centro principal, Miguel 
Ângelo cortou os braços dos subcentros, com isso condensando a composição 
num núcleo domo central colocado sobre pilares (que Bramante teria recusado 
por ser colossal, isto é, inumano), e com um deambulatório quadrado em volta 
desse centro (PEVSNER, 1982, p. 217-218).
A igreja de Il Gesù, em Roma, que teve o início de sua construção em 1568 por Giacomo 
Vignola e depois finalizada sua fachada por Giacomo dela Porta representa claramente as novas 
características que buscavam se afastar dos ideais greco-romanos. Sua planta combina o esquema 
central renascentista e o esquema longitudinal medieval. Sua fachada e seu interior recebem 
ornamentos que serão percussores da arquitetura barroca, tais como as volutas, as curvas laterais 
da fachada abaixo do frontão, cita Pevsner (1982) e Janson (1989) (Figuras 68 e 69).
Figura 68 - Fachada Igreja de Il Gesù, Roma, 1568. Fonte: Google Images (2018).
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Figura 69 - Fachada Igreja de Il Gesù, Roma, 1568. Fonte: Google Images (2018).
 
Na pintura, os artistas buscam deformar a realidade, se afastando dos pintores 
renascentistas. Compunham formas esguias e alongadas amontoadas em espaços pequenos e 
com expressões melancólicas. Buscavam recursos de ilusão de ótica e múltiplosplanos. Entre os 
pintores destacamos o trabalho de Domenico Theotocopoulos, mais conhecido como El Greco, 
bem como Parmigianino, Tintoretto (Figura 70) e Bronzino, segundo Janson (1989).
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Figura 70 - A última ceia, Tintoreto, 1592-1594. Fonte: Pevsner (1982).
1.3. Barroco 
Barroco é o termo utilizado para denominar o estilo dominante nas manifestações 
artísticas que surgiram na Itália a partir do século XVII e que perduraram até a primeira metade 
do século XVIII, expandindo-se rapidamente para outros países. Se no maneirismo há uma 
busca pela subversão dos conceitos clássicos e novas perspectivas artísticas, é no barroco que isso 
se consolidará como uma nova concepção de espaço.
O contexto da época era de conflitos religiosos e consolidação do absolutismo. A Reforma 
Protestante foi um movimento religioso que teve início na Alemanha e que se expandiu para 
muitos outros países e, para além de questões de fé, favoreceu o surgimento de Estados nacionais 
e reis absolutistas, já que propunha a libertação da nação da submissão ao cristianismo e ao 
governo do papado. A Contrarreforma, foi o movimento contrário, conduzido pela Igreja católica 
que, com uma série de ordens religiosas para propagar a religião, como a Companhia de Jesus, 
o catolicismo retoma sua hegemonia. Nesse contexto, a arte novamente se torna um meio de 
propagar a religião, mas também o poder absoluto dos reis, conforme Proença (2009) e Janson 
(1989).
Historiadores apontam que Michelangelo já havia sido um precursor da arte barroca, 
tanto no campo da pintura, mas também da arquitetura, no seu projeto para a cúpula da basílica 
de São Pedro que vimos no item anterior.
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Figura 71 - Vocação de São Mateus, Caravaggio, 1599. Fonte: Proença (2009).
Destacam-se também no período barroco as pinturas dos tetos das igrejas. Geralmente 
eram retratadas ilusões de ótica com a continuação das pilastras e uma abertura ao céu que 
davam uma sensação de profundidade às pinturas, tal como na Igreja de Santo Inácio em Roma, 
com o afresco de Andrea Pozzo (Figura 72). Essas pinturas são comumente encontradas nas 
igrejas representantes do barroco brasileiro, entre as quais podem ser representadas pela pintura 
de Manuel da Costa Ataíde, em especial a Assunção de Nossa Senhora retratada no século XVIII 
no teto da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto (Figura 73).
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Figura 72 - A Glória de Santo Inácio, Pozzo, Roma, 1691-1694. Fonte: Proença (2009).
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Figura 73 - Assunção de Nossa Senhora, Ataíde, séc XVIII, Ouro Preto. Fonte: Turismo Ouro Preto (2016).
 
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A escultura barroca, em contraponto com o equilíbrio e da harmonia renascentista, dá 
lugar aos sentimentos expressados na sua mais profunda forma, atingindo uma dramaticidade 
jamais alcançada. Há o predomínio de linhas curvas, drapeados e uso de adornos dourados, 
segundo Proença (2009).
Um dos mais reconhecidos escultores barrocos era Bernini. Sem dúvida ele foi um dos 
mais importantes artistas da época, já que também era arquiteto, decorador e pintor. O Baldaquino 
elaborado para a Catedral de São Pedro e construído entre 1624 e 1633 (Figura 74), bem como a 
escultura “Êxtase de Santa Teresa” elaborada para a Capela Cornaro de Santa Maria della Vittoria, 
em Roma, expressam com clareza as características que apontamos para a escultura barroca 
(Figura 75). 
Figura 74 - Baldaquino da Catedral de São Pedro, Bernini, (1624-1633), Roma. Fonte: Bronson (2014).
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Figura 75 - Êxtase de Santa Teresa, Bernini, (1645-1652), Capela Cornaro, Santa Maria dela Vittoria, Roma. 
Fonte: Bronson (2014).
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A arquitetura italiana barroca teve seu apogeu em Roma entre 1630 e 1670, e se expandiu, 
a partir desse período, para o norte da Itália e depois para outros países, como Espanha, Portugal, 
Alemanha, Áustria e, na França, assumiu como estilo dos reis absolutistas. No Brasil, podemos 
observar exemplares barrocos a partir do século XVII com características próprias e um pouco 
distantes do barroco italiano original, explorando os materiais regionais. 
Os artistas barrocos insistem nos efeitos decorativos na arquitetura e, para além de 
reavaliar os antigos padrões clássicos, criaram uma nova concepção espacial. Colunas contorcidas 
e espirais, sinuosidades, contrastes de luz entre cheios e vazios e uso de elementos dourados são 
as principais características, segundo Gombrich (1993) e Proença (2009). 
Podemos observar tais características ao observar a Igreja de Santa Inês, na Praça 
Navona em Roma, uma típica igreja barroca construída pelo arquiteto Francesco Borromini e 
concluída em 1663. Apesar de seu exterior ainda contemplar formas renascentistas, há detalhes 
acrescentados, como pilastras duplicadas e outros motivos decorativos (Figura 76). Seu interior 
é construído nos mínimos detalhes, repleto de motivos decorativos e molduras douradas com 
cheios e vazios configurados pelas capelas (Figuras 77 e 78).
Figura 76 - Igreja de Santa Inês, Borromini, Roma. Fonte: Baltazar (2013).
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Figura 77 - Interior da Igreja de Santa Inês, Borromini, Roma. Fonte: Google Images (2018).
Figura 78 - Interior da Igreja de Santa Inês, Borromini, Roma. Fonte: Pevsner (1982).
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No período barroco europeu, os arquitetos passam a se preocupar com o entorno dos 
edifícios e seu empraçamento, tal como a Praça da Basílica de São Pedro, no Vaticano, uma das 
obras mais importantes da história da arquitetura desenhada por Bernini no século XVII (Figura 
79), e também como podemos observar na arquitetura absolutista francesa do Rei Luís XIV, no 
Palácio de Versalhes e seus jardins (Figura 80), informa Gombrich (1993). 
Figura 79 - Praça da Basílica de São Pedro, Bernini, Vaticano. Fonte: O autor.
Figura 80 - Palácio de Versalhes, França. Fonte: Google Images (2018).
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No período barroco, destacamos os seguintes estilos de mobiliário (Tabela 1).
ESTILO
Luís XIV
Restauração
Guilherme 
e Maria
CARACTERISTICAS
Amplas dimensões, 
suntuosidade e simetria. 
Uso da madeira nogueira 
com acabamentos em 
dourado ou natural. 
Estruturas com linhas em 
forma de “S” e travessas 
em forma de “H”, 
cruzando-se em forma 
de “X”. Ornamentos 
entalhados em madeira e 
marchetaria. 
Temas decorativos: 
franjas, pregas, 
faixas, lambrequins, 
relacionados à guerra, 
folhagens, origem 
animal, origem humana 
ou antropomórfica e 
geométricos.
Formas semelhantes 
ao estilo Luís XIII. 
Pés torneados e em 
volutas. Ornamentos 
com esculturas, colunas 
ou ramagens e com 
frequência utilizavam 
palhas.
Características que 
remetem ao estilo 
renascentista italiano. 
Pés em forma de 
esfera achatada ou 
bolas torneadas e 
unidas por travessões 
recurvados. Móveis 
com numerosasgavetas, 
envidraçados e com 
cornijas emolduradas e 
ornamentadas.
TIPOS USUAIS
Assentos 
(tamboretes, 
cadeirão em 
confessional, 
ambos estofados). 
Mesas (de 
escritório, 
mazarino). 
Camas com 
baldaquinos (à 
quenouilles, d’ange 
e à la duchesse). 
Armários.
Assentos (chaise-
longue, cadeirão 
estofado). Mesas.
Armários. 
Cômodas. Mesas 
(Escrivaninhas). 
Vitrines
EXEMPLO
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Rainha Ana Simplificação do 
mobiliário, preferência 
da forma sobre a 
ornamentação, apesar de 
ainda utilizarem os pés 
dos móveis torneados, 
além de frontões e 
volutas. Modelos de 
maior comodidade e 
simplicidade. Formas 
enquadradas em curvas 
ligeiras e proporções. 
Supressão de motivos 
decorativos. Pernas 
cabriolet (garras de 
águia). Utilização de 
laca em armários, 
escrivaninhas, vitrines e 
mesas de escritório com 
fundos vermelhos, verdes 
ou pretos.
Assentos. Mesas. 
Armários. 
Vitrines.
Quais são as principais diferenças da arte produzida no período do renascimento 
e no barroco? As principais diferenças estão relacionadas ao humanismo, racio-
nalismo em contraponto com a espiritualidade e religiosidade.
Para aprofundar sobre as características da arquitetura barroca, leia: PEVSNER, 
N. Panorama da arquitetura ocidental. Martins Fontes: São Paulo, 1982.
Se você quer saber mais sobre a arte barroca no Brasil, assista ao vídeo: 
HISTÓRIA DO BRASIL: O BARROCO. 
Disponível em: <https://youtu.be/F7FEbj9jmts>. 
Acesso em: 07 ago. 2018.
Tabela 1 - Estilos do mobiliário barroco. Fonte: Gomez, 2012; Galvão, 2018; Roza, 2018.
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1.4. Rococó
O Estilo Rococó é visto por muitos historiadores como uma variação requintada da 
arte barroca, quando há uma exaltação dos motivos decorativos. Ele teve início na França, no 
século XVIII difundindo-se pela Europa como um todo. Segundo Proença (2009) o Rococó foi 
introduzido no Brasil pelos colonizadores portugueses e se manifestou pelo mobiliário no “estilo 
Dom João V”. 
Em meio a um governo autoritário de Luís XIV a França viveu um período mais clássico 
nas artes e, quando esse rei veio a morrer em 1715, a corte mudou-se de Paris para Versalhes. A 
partir desse período, a sociedade aristocrata passou a investir em artistas para produzirem obras 
para os espaços internos de suas casas, bem como objetos de uso doméstico, conforme Proença 
(2009).
Na arquitetura, o estilo rococó foi aplicado sobretudo nos espaços interiores, que 
recebiam exuberantes ornamentações, tais como paredes cobertas com pinturas de cores claras 
e suaves e motivos florais de estuque. Já as fachadas dos edifícios são produzidas sem exageros, 
com elementos mais clássicos ao estilo renascentista italiano. Um exemplo é o Petit Trianon 
construído no Palácio de Versalhes entre 1762 e 1768 por Jacques-Ange Gabriel, explica Janson 
(1989) e Proença (2009) (Figuras 81 e 82).
Figura 81 - Fachada Petit Trianon, Jacques-Ange Gabriel, (1762-1768), França. Fonte: Château de Versail-
les (2018).
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Figura 82 - Interior Petit Trianon, Jacques-Ange Gabriel, (1762-1768), França. Fonte: Château de Versailles 
(2018).
No período rococó, destacamos os seguintes estilos de mobiliário (Tabela 2):
ESTILO
Regência
CARACTERISTICAS
Falta de simetria, formas 
torneadas arredondadas e 
suavizadas. Móveis mais 
funcionais, além de belos. 
Motivos decorativos: 
concha assimétrica, 
motivos chineses, vegetais 
e animais.
TIPOS USUAIS
Assentos (cadeira 
de braços - 
bergére e chaise-
longue). Mesas 
(escrivaninha).
EXEMPLO
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Luís XV
Chippen-
dale
Móveis mais leves e 
baixos. Pés com patas 
de animais ou com 
cubos e volutas. Motivos 
decorativos: Conchas 
recortadas ou perfuradas, 
flores estilizadas entre 
outros temas orientais.
Ornamentação ligada 
não à acréscimos mas 
são esculturas próprias 
dos móveis. Motivos 
decorativos: chineses, 
góticos, geométricos, 
conchas, folhas, máscaras, 
patas de leão, garras e 
esculturas.
Assentos. 
Cômodas. 
Consoles.
Assentos. Camas.
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Dom João V
Dom José I
Influências no móvel 
brasileiro. Utilização de 
madeiras muito escuras 
e enceradas como pau-
santo, pau-preto, nogueira 
e castanho. Entalhes que 
substituem os tornos, 
encurvamento das linhas 
acentuado. Estofados de 
veludo e seda. Motivos 
decorativos: conchas, 
folhas, volutas, ferragens 
de bronze.
Simplificação do 
mobiliário produzido 
anteriormente. Madeiras 
de cor escura e enceradas 
com folheados. Motivos 
decorativos: ornamentos 
embutidos em cores, 
estrias e veios da madeira.
Assentos. 
Cômodas. 
Mesas.
Assentos (de 
fitas e laços 
entrelaçados 
e cabriolet). 
Cômodas 
(cômodas-
papeleiras). 
Camas.
Tabela 2 - Estilos do mobiliário rococó. Fonte: Gomez (2012); Galvão (2018); Roza (2018).
1.5. Neoclássico 
O movimento neoclássico se desenvolve primeiramente nos países na Europa na 
transição dos períodos denominados pelos historiadores como Idade Moderna para a Idade 
Contemporânea. Esse novo espírito historicista da arte se desenvolveu entre as últimas décadas 
do século XVIII e as três primeiras do século XIX.
Durante esse período, há muitos fatos importantes na história mundial. Um deles foi a 
Revolução Francesa em que, a partir de 1789 a burguesia, guiada pelo espírito iluminista de autores 
como Voltaire, Montesquieu, Rousseau e Adam Smith, questionou os poderes monárquicos 
absolutistas. O ano de 1979, a tomada da prisão da Bastilha, em Paris também marca o início 
da Idade que os historiadores chamam de Contemporânea e, por isso, comentamos que o 
neoclassicismo se desenvolve na transição da Idade Moderna para a Contemporânea.
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O Neoclassicismo, ou ainda, o academicismo, propôs o retorno aos elementos clássicos 
greco-romanos nas academias. Para a arte neoclássica ser bela deveria seguir rigorosamente as 
formas dos artistas gregos e renascentistas italianos. O trabalho de imitação das formas greco-
romanas nas academias de belas-artes exigiu técnicas e convenções rigorosas, e que se expressaram 
sobretudo na pintura e na arquitetura, sendo questionadas posteriormente pela arte modernista, 
segundo Proença (2009). 
Começa a surgir a ideia de que a cidade, não sendo mais patrimônio do clero 
e das grandes famílias, mas instrumento pelo qual uma sociedade realiza e 
expressa seu ideal de progresso, deve ter um asseio e um aspecto racionais. A 
técnica dos arquitetos e engenheiros deve estar a serviço da coletividade para 
realizar grandes obras públicas. Os pintores, também eles com os olhos postos 
na “perfeição” do antigo, parecem preocupados sobretudo em demonstrar 
sua modernidade e a socialidade da pessoa; aos quadros mitológicos, em que 
projetam na evocação do antigo da “sensibilidade” moderna, e aos quadros 
históricos, em que refletem seus ideais civis. (ARGAN, 2008, p. 22).
Portanto, na arquitetura neoclássica, as construções civis e as religiosas, foram construídas 
seguindo o modelo dos templos greco-romanos e das edificações do Renascimento italiano. Um 
dos exemplos dessa arquitetura é a igreja de Santa Genoveva, projetada por Jacques-Germain 
Soufflot em 1756 e transformada depois no Panteão Nacional, em Paris. A planta desse edifício 
tem forma de uma cruz grega, com um pórtico de seis colunas e um frontão com esculturas 
(Figuras 83 e 84), cita Proença(2009).
Figura 83 - Panteão de Paris, Jacques-Germain Soufflot (c.1764-1790), França. Fonte: Google Images 
(2018).
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Figura 84 - Panteão de Paris, Jacques-Germain Soufflot (c.1764-1790), França. Fonte: Commons, 2006.
Inspirados principalmente em Rafael Sânzio e nas descobertas arqueológicas das cidades 
de Herculano e Pompéia, os pintores neoclássicos buscaram o formalismo e a harmonia na 
composição, refletindo o racionalismo clássico, com exatidão nos contornos. Entre os temas 
retratados, percebe-se que há uma maior liberdade na representação de corpos nus, inclusive 
femininos. Um dos maiores representantes da pintura neoclássica é Jacques-Louis David, uma de 
suas obras mais conhecidas é Napoleão cruzando os Alpes (Figura 85). Outro pintor reconhecido 
é Jean Auguste Dominique Ingres, pintor de Banhista de Valpinçon (Figura 86).
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Figura 85 - Napoleão cruzando os Alpes, Jacques-Louis David (c.1801-1805), França. Fonte: Musées Na-
tionaux (2018).
 
Figura 86 - Banhista de Valpinçon, Ingres (c.1808), França. Fonte: Louvre (2018).
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ESTILO
Luís XVI
CARACTERISTICAS
Pernas dos assentos são 
bastante característicos - 
pernas anteriores direitas 
e estriadas, e posteriores 
inclinadas para trás. 
Motivos decorativos: 
grinaldas de flores, 
pilastras arquitetônicas, 
medalhões ovais com 
faixas, rostos de mulheres 
e crianças, repetições 
lineares de elementos 
clássicos como nós, 
corações, folhas, flores 
etc.
TIPOS USUAIS
Assentos 
(bergères). 
Mesas (mesas 
de secretária). 
Cômodas 
(chiffonier). 
Camas (cama à 
francesa)
EXEMPLO
Dos mobiliários produzidos no período neoclássico, destacamos os seguintes estilos 
(Tabela 3):
Adam
Hepplewhite
Estrutura rigorosa e em 
proporções, com escassas 
linhas curvas, que são 
clássicas e geométricas. 
Móveis simples e 
utilitários. Pernas cônicas 
ou torneadas. Utilização 
da madeira de mogno. 
Ornamentação em leque. 
Motivos decorativos: 
grinaldas gregas ou 
formas geométricas.
Semelhante ao Adam 
nos materiais, estrutura 
e ornamentação, porém 
com desenhos mais 
delicados. Encostos dos 
assentos em coração 
e em escudo. Motivos 
decorativos: entalhes de 
faixas entrelaçadas, hastes 
e plumas esculpidas.
Assentos. Mesas 
(circulares).
Assentos 
(cadeirões). Mesas 
(ovais). Consoles.
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Carlos IV Em muitos casos, a fiel 
transposição do estilo 
Luís XVI para a Espanha. 
Introdução de lacas e 
marchetarias. Sofás com 
linhas retas.
Assentos (peineta, 
cadeirões). Sofás.
Tabela 3 - Estilos do mobiliário neoclássico. Fonte: Abalarte (2018); Galvão (2018); Louvre (2018); Met 
Museum (2018). 
2 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nessa terceira unidade estudamos as manifestações artísticas no período que os 
historiadores denominam como Idade Moderna. Estudamos sobre a arte renascentista, a 
maneirista, a barroca, o estio rococó e a arte neoclássica.
Sobre a arte renascentista, aprendemos que os artistas se inspiraram na antiguidade clássica, 
retomando elementos greco-romanos e a racionalidade do homem. Os ideais perseguidos eram do 
humanismo e classicismo. Uma das maiores contribuições da arte renascentista foi a descoberta 
da perspectiva e, por consequência, da profundidade. A ideia medieval de frontalidade e planos 
retos e bidimensionais foram superadas e avançou-se muito em todos os campos artísticos, tanto 
na arquitetura, como na escultura e na pintura. 
A arte maneirista, uma transição da arte renascentista para a barroca, começou a 
se distanciar dos elementos clássicos gregos e romanos para se tornar mais livre nas formas 
arquitetônicas e nas outras manifestações artísticas. A deformação da realidade, por exemplo, 
afastou os pintores maneiristas dos renascentistas. 
A arte barroca se consolidará como uma subversão aos conceitos clássicos como uma 
nova concepção do espaço, tanto na arquitetura como na pintura e na escultura. O predomínio 
dos jogos de claro-escuro e contrastes e composições assimétricas com diretrizes diagonais eram 
as principais características da pintura barroca. Na arquitetura, há a constante utilização de cheios 
e vazios, colunas retorcidas e sinuosidades nos interiores de templos e das construções dos reis 
absolutistas.
O rococó foi um estilo que se configurou como uma variação rebuscada da arquitetura 
barroca que se manifestou sobretudo nos espaços interiores franceses. Os mobiliários refletiam a 
ornamentação exagerada dos estabelecimentos internos.
O movimento neoclássico, de caráter historicista, retomou elementos clássicos greco-
romanos em normativas rigorosas ensinadas nas academias de belas-artes europeias. 
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SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................................... 90
1 - AS MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS NO SÉCULO XIX ....................................................................................... 91
1.1. ROMANTISMO .................................................................................................................................................... 91
1.2. REALISMO ........................................................................................................................................................ 93
1.3. IMPRESSIONISMO ........................................................................................................................................... 95
1.4. PÓS-IMPRESSIONISMO .................................................................................................................................. 97
1.4.1. NEOIMPRESSIONISMO ................................................................................................................................. 97
1.4.2. SIMBOLISMO ................................................................................................................................................. 98
1.4.3. O AUGE PÓS-IMPRESSIONISTA .................................................................................................................. 99
2 - A ARQUITETURA E O DESIGN NO FINAL DO SÉCULO XIX E INÍCIO DO SÉCULO XX ............................... 102
2.1. NEOGÓTICO ..................................................................................................................................................... 102
A IDADE CONTEMPORÂNEA
PROF.A MA. JEANNE CHRISTINE VERSARI FERREIRA SAPATA
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
HISTÓRIA DA ARTE, DA ARQUITETURA 
E MOBILIÁRIO
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2.2. ARTS AND CRAFTS ........................................................................................................................................ 104
2.3. ART NOUVEAU ................................................................................................................................................ 108
2.4. O MOVIMENTO MODERNISTA CATALÃO ...................................................................................................... 111
3 - AS VANGUARDAS E MOVIMENTOS ARTÍSTICOS NO SÉCULO XX .............................................................. 112
3.1. EXPRESSIONISMO .......................................................................................................................................... 113
3.2. FAUVISMO ........................................................................................................................................................ 115
3.3. CUBISMO......................................................................................................................................................... 116
3.4. ABSTRACIONISMO ......................................................................................................................................... 119
3.5. FUTURISMO .................................................................................................................................................... 120
3.6. DADAÍSMO ....................................................................................................................................................... 122
3.7. SURREALISMO ................................................................................................................................................ 124
3.8. ARTE POP ........................................................................................................................................................ 125
3.9. ARTE OP .......................................................................................................................................................... 126
4 - A ARQUITETURA E O DESIGN NO SÉCULO XX .............................................................................................. 128
4.1. PURISMO ........................................................................................................................................................ 128
4.2. DE STIJL ........................................................................................................................................................... 134
4.3. BAUHAUS ........................................................................................................................................................ 136
4.4. ORGANICISMO ................................................................................................................................................ 139
4.5. PÓS-MODERNISMO ....................................................................................................................................... 144
5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................................................ 149
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INTRODUÇÃO
A Idade contemporânea é o período artístico denominado pelos historiadores que tem 
início na Revolução Francesa em 1789 e se estende até os dias atuais. O final do século XVIII e 
início do século XIX foi uma era de transformações profundas na sociedade, devido ao advento 
da Revolução Industrial e a expansão do capitalismo enquanto modo de produção mundial 
principal. Foram muitos os avanços tecnológicos que mudaram radicalmente as manifestações 
artísticas durante esses séculos, se destacando os movimentos da arte modernista.
Tendo em vista o fato de que nesse período foram muitos os estilos e formas de abordagem 
da arte e da arquitetura em diversas partes do mundo, estudamos nessa unidade de uma forma 
sistematizada quais foram as principais características, artistas e obras das pinturas, esculturas, 
arquiteturas e mobiliários desse período. Sobre a vastidão de temas da arte nesse período que 
abordamos, Argan (1992 p. 73) aponta que “[...] o estudo da arte contemporânea é quase uma 
disciplina autônoma em relação à arte antiga: impõe pesquisas diferentes e mais articuladas, 
outros instrumentos, outros locais de pesquisa, se não outras metodologias”.
As manifestações artísticas organizadas em linhas do tempo da arte e da arquitetura por 
vezes se coincidem, mas por outras não, ou seja, um movimento pode se manifestar somente na 
pintura, ou na arquitetura por exemplo, ou ainda em ambas incluindo outras formas artísticas. 
Portanto, elencamos dos vários momentos da história, a partir de referências de vários autores, 
tais como Dempsey (2005) e Argan (2008), os estilos, movimentos e escolas que consideramos 
importantes para compreender a arte produzida na idade contemporânea.
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1 - AS MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS NO SÉCULO XIX
1.1. Romantismo
• A origem: Europa entre 1820 e 1850.
• O contexto histórico: Surge como a primeira reação ao neoclassicismo, com a retomada 
de elementos da arte cristã da Idade Média, como por exemplo o Românico e o Gótico, 
bem como elementos barrocos. 
• Principais características: Pinturas com composições em diagonal, instabilidade, 
dinamismo e realismo. Cores e contrastes de claro-escuro são novamente utilizadas, 
retomando os efeitos dramáticos e de sentimentos dos corpos retratados. Os temas mais 
recorrentes eram fatos reais da história e paisagens naturais (PROENÇA, 2009). 
• Principais artistas e algumas obras: Francisco José Goya, Os fuzilamentos de 3 de maio 
de 1808 (Figura 87); Eugène Delacroix, Liberdade Guiando o Povo (Figura 88); Joseph 
Mallord William Turner, O Grande Canal (Figura 89).
Figura 87 - Os fuzilamentos de 3 de maio de 1808, Goya (1814-1815) Fonte: Proença (2009).
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Figura 88 - Liberdade Guiando o Povo, Goya (1830). Fonte: Proença (2009).
 
Figura 89 - O Grande Canal, Turner (1835). Fonte: Met Museum (2018).
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1.2. Realismo 
• A origem: Europa, sobretudo na França, entre 1850 e 1900.
• O contexto histórico: A Revolução Industrial, e com ela o desenvolvimento tecnológico 
e científico fez com que o homem dominasse a observação da natureza, portanto, novos 
ideais estéticos de realismo manifestaram-se em vários campos das artes.
• Principais características: Esculturas que representavam fielmente as expressões 
humanas e com temas políticos em suas obras. As pinturas deveriam ser representadas 
com objetividade científica, revelando os aspectos mais expressivos da realidade, 
portanto, os temas retratados eram reais e não mais mitológicos ou bíblicos, históricos, 
afirma Proença (2009). 
• Principais artistas e algumas obras: Auguste Rodin com as esculturas A Idade do 
Bronze e O Pensador (Figura 91); Gustave Courbet, com as pinturas Moças Peneirando 
Trigo; Édouard Manet, com Almoço na Relva (Figura 90).
Figura 90 - Almoço na relva, Manet, (1863). Fonte: Musée d’Orsay (2018).
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Figura 91 - O Pensador, Rodin (1903) Fonte: Musée Rodin (2018).
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1.3. Impressionismo
• A origem: Paris, em 1874, em uma exposição de um grupo de jovens artistas, denominado 
“Société Anonyme des Artistes Peintres, Sculpteurs, Graveurs, etc”, e traduzindo, “Sociedade 
Anônima dos Artistas Pintores, Escultores, Gravuristas, etc” no estúdio do fotógrafo Félix 
Nadar.
• O contexto histórico: Os artistas do grupo que expôs no ano de 1874 rejeitavam o 
establishment, ou ainda o poder hegemônico da arte e o monopólio das exposições que 
aconteciam em Paris. Assim, promoveram uma exposição independente, sendo modelo 
para os vanguardistas do século XX, segundo Dempsey (2005)
• Principais características: Incorporação de novas técnicas, teorias, práticas e uma 
maior variedade de temas retratados. Os pintores buscavam captar a impressão visual de 
cada cena, pintura instantânea, com o que o olho via, e não o conhecimento das formas 
pelo artista, incluindo, por exemplo, os jogos de luz e cores da natureza. Rejeição do ponto 
de fuga único, em favor da perspectiva natural.Uso de cores complementares puras.
O impacto causado pelo impressionismo não pode ser subestimando. Suas ações 
e experimentos simbolizaram a rejeição às tradições artísticas e aos julgamentos 
de valor da crítica. Os futuros movimentos de vanguarda seguiriam seu exemplo 
e defenderiam a liberdade artística e a inovação. Ao pintar a “visão” - não aquilo 
que se enxerga, mas o que significa ver - eles foram os arautos do modernismo, 
iniciando um processo que revolucionaria o conceito e a percepção do objeto 
artístico. (DEMPSEY, 2005, p. 18).
• Principais artistas e algumas obras: Claude Monet, com as pinturas Impressão, nascer 
do sol (Figura 92), série Catedral de Rouen; Pierre Auguste Renoir, com O Baile no Moulin 
de la Galantte (Figura 93), Rosa e Azul; Edgar Degas, com Aula de dança, O Absinto; Paul 
Cézanne com A casa do enforcado em Auvers. No Brasil, temos Eliseu Visconti como 
representante, uma de suas obras é Moça no Trigal (Figura 94).
Figura 92 - Impressão, nascer do sol, Monet (1872) Fonte: Musée Marmottan Monet (2018).
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Figura 93 - O Baile no Moulin de la Galantte, Renoir (1876) Fonte: Musée d’Orsay (2018).
 
Figura 94 - Moça no Trigal, Eliseu Visconti (1913-1916) Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural (2018).
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1.4. Pós-Impressionismo
Uma série de manifestações artísticas que propõem uma evolução do impressionismo e 
revisão de suas técnicas e temas retratados sobretudo na pintura.
1.4.1. Neoimpressionismo
• A origem: França, a partir da década de 1880.
• O contexto histórico: “No começo da década de 1880 muitos impressionistas eram 
de opinião que o impressionismo tinha ido longe demais ao desmaterializar o objeto, 
tornando-se por demais efêmero” (DEMPSEY, 2005, p. 27).
• Principais características: Reconstituição dos objetos que os impressionistas 
haviam desmaterializado, mas continuando a utilizar a luminosidade impressionista. 
Aperfeiçoamento das técnicas para representar a luminosidade, que será não pela 
mistura das tintas no quadro, mas pela aproximação de pequenos pontos coloridos que 
criam tons e criando efeitos ópticos. Tal técnica ficou conhecida como “pontilhismo” ou 
“divisionismo”, afirma Dempsey (2005) e Argan (2008).
• Principais artistas e algumas obras: George Seurat, Os banhistas em Asnières, Tarde 
de domingo na ilha de La Grande Jatte (Figura 95); Paul Signac, Entrada do porto de 
Marselha, Retrato de Félix Fénéon.
Figura 95 - Tarde de domingo na ilha de La Grande Jatte, Seurat, (1883-1886). Fonte: Art Institute Chicago 
(2018).
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1.4.2. Simbolismo
• A origem: França, a partir de 1886, com o manifesto elaborado pelo poeta Jean Moréas.
• O contexto histórico: Reação contra o naturalismo associado ao impressionismo e ao 
realismo, questionando o fato de que a pintura deveria ser dirigida somente às coisas reais 
e existentes.
• Principais características: Na pintura simbolista, há a representação de valores 
transcendentes, para além de sensações visuais. Retorno dos temas do espiritualismo e 
da mitologia, segundo Dempsey (2005) e Argan (2008).
• Principais artistas e algumas obras: Gustave Moreau, com A aparição (Figura 96); 
Pierre Puvis de Chavannes com A guerra e a paz; Odilon Redon, Orfeu, Nascimento de 
Vênus.
Figura 96 - A aparição, Moreau. (sem data) Fonte: Musée National Gustave Moreau (2018).
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1.4.3. O auge pós-impressionista
• Principais características: O auge da nova linguagem estética na pintura, é baseada no 
uso intenso das cores e formas geométricas simples, contornos definidos e predomínio 
das representações bidimensionais, segundo Dempsey (2005) e Argan (2008).
• Principais artistas e algumas obras: Paul Cézanne, com A montanha de Sainte-Victoire 
(Figura 97), Madame Cézane; Paul Gauguin com Jacó e o Anjo, Jovens Taitianas com 
Flores de Manga, Te tamari no atua, Natividade (Figura 98); Vincent van Gogh, com 
Auto-retrato (Figura 99), Os Girassóis (Figura 100), Os comedores de batata; Henri de 
Toulouse-Lautrec, com Ivette Guilbert que Saúda o Público, A toalete (Figura 101) entre 
muitas outras.
Figura 97 - A montanha de Sainte-Victoire, Cézanne (1902-1904). Fonte: Dempsey (2005).
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Figura 98 - Te tamari no atua, Gauguin (1896) Fonte: Die Pinakotheken (2018).
 
 
 
Figura 99 - Auto-retrato, Van Gogh (1889) Fonte: Musée d’Orsay (2018).
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Figura 100 - Os girassóis, Van Gogh (1888) Fonte: Die Pinakotheken (2018).
 
 
 
Figura 101 - A toalete, Toulouse-Lautrec (1889) Fonte: Musée d’Orsay (2018).
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2 - A ARQUITETURA E O DESIGN NO FINAL DO SÉCULO 
XIX E INÍCIO DO SÉCULO XX
Até meados do século XIX, o movimento neoclássico ainda estava presente na arquitetura 
e no design. No entanto, ainda a partir da segunda metade do século XVIII e no século XIX, 
as inovações trazidas pela Revolução Industrial e as transformações em geral da sociedade 
resultaram em outros movimentos: neogótico, Arts and Crafts, Art Nouveau e Modernismo 
Catalão que caracterizaremos brevemente a seguir.
2.1. Neogótico
• A origem: Inglaterra, meados do século XVIII e século XIX.
• O contexto histórico: O revivalismo da arquitetura gótica está relacionada com o 
despertar da igreja anglo-católica e a busca pelos elementos góticos medievais, em 
contraponto com os neoclássicos das academias. Tangencia com o movimento do 
romantismo histórico nas suas diversas manifestações na pintura. O advento da indústria 
e da possibilidade de fabricação das peças construtivas repercutirá no estilo revivalista 
neogótico.
• Principais características: Na arquitetura neogótica, observamos a superação dos 
elementos clássicos copiados pelo neoclassicismo, e repertório voltado às técnicas e aos 
elementos góticos medievais, que auxiliarão inclusive no restauro de edifícios antigos. As 
estruturas góticas racionalizadas terão suas seções reduzidas ao mínimo, com o uso do 
ferro e do vidro. No design as características góticas também serão retomadas no século 
XIX, por exemplo com o estilo “gótico regência” (ARGAN, 2008).
• Principais artistas e algumas obras: François-Christian Gau, com o edifício Basílica de 
Sainte-Clotilde em Paris (Figura 102); Augustus Pugin & Charles Barry, com a expansão 
do Palácio da Câmara dos Comuns e Torre do Relógio (Figura 103), o Parlamento Inglês 
em Londres; Viollet-le-Duc, com o restauro de muitos edifícios góticos, entre os quais a 
Sainte Chapelle. No Brasil, um dos exemplares mais conhecidos é a Catedral da Sé, em 
São Paulo, projetada pelo alemão Maximilian Emil Hehl (Figura 104).
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Figura 102 - Basílica de Sainte-Clotilde, Paris (c. 1846-
1857). Fonte: Google Images (2018).
Figura 103 - Palácio da Câmara dos Comuns e Torre do 
Relógio, Londres, (final séc. XIX) Fonte: Google Images 
(2018).
Figura 104 - Catedral da Sé, São Paulo (1913-1967) Fonte: Google Images (2018).
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2.2. Arts and Crafts
• A origem: O Arts and Crafts,ou “Movimento de Artes e Ofícios” foi um movimento que 
teve início na Inglaterra, na segunda metade do século XIX.
• O contexto histórico: Diante da crescente industrialização e mecanização dos objetos e 
da vida cotidiana, os artistas, arquitetos, designers, escritores e artesãos buscaram retomar 
a importância de suas artes e da qualidade, ao invés da quantidade. Foi um movimento 
precursor do Art Nouveau.
• Principais características: Baseados nas ideias do crítico de arte John Ruskin e de 
Augustus W. Northmore Pugin, os artistas do Arts and Crafts formaram a base teórica do 
movimento. Liderados por William Morris, criaram sociedades e associações operárias 
que elaboraram objetos de design e decoração, tais como papeis de parede, vidros, 
mobiliário, estampas de tecido e objetos em geral. Na busca de elevar o status do artesão, 
utilizavam materiais e tradições vernaculares.
• Principais artistas e algumas obras: William Morris e Philip Webb com a Casa Vermelha 
(Figuras 105, 106 e 107), seu projeto e todos os móveis e detalhes, também produziu 
estampas de tecido e azulejos (Figuras 108 e 109). Gustave Stickley, com a cadeira Canapé 
(Figura 110); e Charles Francis Annesley Voysey, com papeis de parede (Figura 111).
Figura 105 - Casa Vermelha, Londres (1860). Fonte: Archdaily (2018).
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Figura 106 - Decorações na Casa Vermelha, Londres (1860). Fonte: Archdaily (2018).
 
Figura 107 - Cabinet St. George, Casa Vermelha, Londres (1861-1862). Fonte: William 
Morris Tile (2018).
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Figura 108 - Estampa Pássaros, Casa Vermelha (1859). Fonte: William Morris Tile (2018). 
 
Figura 109 - Estampa Acanthus (1874). Fonte: William Morris Tile (2018).
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Figura 110 - Canapé (1905-1907). Fonte: Dempsey (2005).
 
Figura 111 - Estampa Voysey (1889). Fonte: Dempsey (2005).
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2.3. Art Nouveau
• A origem: Europa, na década de 1880, espalhando-se também pelos Estados Unidos e 
pelo mundo.
• O contexto histórico: Em busca de acompanhar a sociedade industrial, a Art Nouveau 
surge como uma síntese possível entre arte e indústria. Baseado nos princípios de William 
Morris e suas referências anteriores, promove uma nova arte, unificando suas diversas 
manifestações possíveis, quais sejam: objetos, texturas, mobiliários, joias, arquitetura, 
etc., cita Dempsey (2005) e Pevsner (2001; 2002). 
• Principais características: Design e formas arquitetônicas assimétricas e derivadas 
de elementos da natureza, “[...] manipuladas com obstinação e vigor, e a recusa em 
aceitar qualquer ligação com o passado” (PEVSNER, 2001, p. 43). Utilização de materiais 
popularizados pela industrialização, como o ferro e o vidro. Predomínio das linhas, sejam 
retas ou sinuosas.
A Art Nouveau transforma totalmente o aspecto dos móveis. Os seus móveis de 
assento caracterizam-se por uma linha sinuosa que se estende desde o espaldar 
até as pernas. O espaldar é geralmente alto e o assento, estreito. Por vezes o tecido 
do estofado reveste ambas as partes sem interrupção, acentuando a unidade do 
móvel. [...]
O rico e dinâmico conjunto de motivos decorativos da Art Nouveau baseia-se 
em formas de inspiração vegetal, como algas e outras plantas aquáticas, lírios, 
orquídeas e outras flores exóticas, formas animais como pássaros, borboletas, 
libélulas e por vezes serpentes, inspiradas na pintura japonesa, e figuras 
femininas, de corpo inteiro, em forma apenas de bustos ou mesmo de lânguidas 
cabeças. (GALVÃO, 2018, p. 21).
• Principais artistas e algumas obras: Victor Horta, com a residência Tassel em Bruxelas 
(Figura 112) e a Casa Solvay (Figura 113); Henry van de Velde, com sua própria residência 
Le Bloemenwerf; Hector Guimard, com a residência Castel Beranger e a estação do metrô 
Bastilha (Figura 114), em Paris; René Lalique, Emile Gallé e Louis Comfort Tiffany com a 
produção de objetos, joias e vidros; Charles Rennie Mackintosh, com o design de móveis 
(Figura 115); Alphonse Mucha, com design gráfico e tipografia, entre outros. No Brasil, 
um dos exemplares é a Vila Penteado em São Paulo de 1902, de Carlos Ekman.
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Figura 112 - Interior da Casa Tassel, Bruxelas (1892-1893). Fonte: Archdaily (2018).
 
Figura 113 - Detalhe da escada Casa Solvay, Bruxelas (1898). Fonte: Patrimoine Brussels (2018).
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Figura 114 - Estação Bastilha, Paris (1890). Fonte: Archdaily (2018).
 
Figura 115 - Cadeira (1902). Fonte: Dempsey (2005).
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2.4. O Movimento Modernista Catalão
• A origem: Espanha, entre 1880 e 1910.
• O contexto histórico: Em meio a produção do Art Nouveau na Europa e no mundo, 
o principal expoente catalão, Antoni Gaudi, encontrara nas formas de Hector Guimard 
e os neogóticos, referências para novas formas de experimentação da arquitetura 
relacionando-as com as tipologias estruturais e materiais locais. Essas novas formas 
encontrarão terreno fértil para serem desenvolvidas em Barcelona, na Espanha, cidade 
que estava em processo de renovação pelo plano de Idelfonso Cerdà que estava sendo 
implantado na segunda metade do século XIX, mostra Contri (2011). 
• Principais características: Ondulações estruturadas, ornamentos decorativos com 
mosaicos e orgânicos (em formas naturais), estruturas neogóticas.
• Principais artistas e algumas obras: Antoni Gaudi, com as obras Casa Batló (Figuras 
116 e 117), Sagrada Família, Parque Güell, Casa Milà.
Figura 116 - Fachada Casa Batló (1904-1906). Fonte: Casa Batló (2018).
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Figura 117 - Interior Casa Batló (1904-1906). Fonte: Casa Batló (2018).
3 - AS VANGUARDAS E MOVIMENTOS ARTÍSTICOS NO 
SÉCULO XX
As vanguardas artísticas no século XX influenciaram a arte moderna mundialmente em 
todos os campos: arquitetura, pintura, escultura, cinema, teatro, música, etc. No Brasil, elas tiveram 
influência direta no movimento modernista, que teve início com a Semana de Arte Moderna de 
1922 e repercutiu com artistas tais como Tarsila do Amaral, Anita Malfati, Di Cavalcanti, Victor 
Brecheret, entre outros. 
O rompimento com a arte tradicional, o abandono da cópia da natureza com o 
surgimento da fotografia e as revoluções tecnológicas que ocorriam na Europa no século XIX e 
XX, formam o contexto comum em que se desenvolvem todos os movimentos que abordamos, 
que se manifestaram sobretudo na pintura, mas que também repercutiram nas outras artes: 
expressionismo, fauvismo, cubismo, abstracionismo, futurismo, suprematismo, construtivismo, 
dadaísmo e surrealismo, op arte e pop arte, explica Proença (2009). 
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3.1. Expressionismo
• A origem: Alemanha, nos primeiros anos do século XX.
• Principais características: A pintura expressionista vai de encontro a uma reação 
ao movimento impressionista, buscando não expressar a luz e sombra natural, mas as 
expressões humanas interiores, as angústias que caracterizavam o homem industrial 
e a sociedade urbana. Também faziam o uso simbólicodas cores com referências no 
movimento simbolista e deformavam a realidade. Entre os precursores estavam Van 
Gogh e Edward Munch, com sua obra O grito (Figura 118), mostra Dempsey (2005) e 
Proença (2009).
• Principais artistas e algumas obras: além dos precursores que citamos, destacamos 
o grupo Die Brúcke (A ponte): Ernest Ludwig Kirchner, com a pintura Cinco Mulheres 
na Rua (Figura 119), Os pintores de A ponte, Erick Heckel, com Dois homens à mesa; e 
Karl Schmidt-Rottluf, além de outros fora do grupo, como Georges Rouault. No Brasil, 
um dos artistas com influências expressionistas foi Lasar Segall, com as obras Família 
Enferma (Figura 120) e Os Eternos Caminhantes.
Figura 118 - O Grito, Munch (1893). Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural (2018).
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Figura 119 - Cinco Mulheres na Rua, Kirchner (1913). Fonte: Proença (2009).
 
 
 
Figura 120 - Interior de Família Enferma, Segall (1921-1922). Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural (2018).
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3.2. Fauvismo
• A origem: Paris, 1905, na exposição dos “fauves”.
• Principais características: Pinturas com formas figurativas simples e cores puras. As 
figuras são sugeridas, e não realísticas, de forma que as cores não resultam de misturas 
ou gradações, mas são utilizadas na sua tonalidade original. Despreocupavam-se com o 
realismo, inclusive com relação às cores observadas na natureza, cita Proença (2009).
• Principais artistas e algumas obras: Henri Matisse, com A dança (Figura 121) e 
Natureza-morta com Peixes Vermelhos; André Derain, com Três figuras sentadas na relva 
(Figura 122); Maurice de Vlaminck, com A casa branca.
Figura 121 - A dança, Matisse (1906) Fonte: Argan (2008).
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Figura 122 - Três figuras sentadas na relva, Derain (1910) Fonte: Dempsey (2005).
3.3. Cubismo
• A origem: Europa, entre os anos de 1908 e 1911, com a fase analítica.
• Principais características: Na pintura da fase analítica usava-se poucas cores (preto, 
cinza e alguns tons de marrons e ocre) e buscava-se retratar o objeto em todos seus lados 
simultaneamente, uma fragmentação. Na pintura cubista da fase sintética, busca-se trazer 
as figuras novamente reconhecíveis, sem retornar ao realismo, nessa fase desenvolveu-se 
o que foi chamado de “colagem” de elementos como letras, palavras, pedaços de materiais 
como madeira, metal etc. Ambas as fases buscam a destruição da representação harmônica 
e clássica das figuras, propondo uma deformação da realidade, segundo Dempsey (2005) 
e Proença (2009)
• Principais artistas e algumas obras: na fase analítica, temos Pablo Picasso, com O Poeta 
(Figura 123) e Georges Braque com Mulher com Violão (Figura 124). Na fase sintética 
alguns dos exemplos de Picasso são Les Demoiselles d’Avignon (Figura 126) e Guernica 
(Figura 125). 
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Figura 123 - O Poeta, Picasso (1911) Fonte: Proença (2009). Figura 124 - Mulher com violão, Braque (1908) 
Fonte: Proença (2009).
Figura 125 - Guernica, Picasso (1937). Fonte: Proença (2009).
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Figura 126 - Les Demoiselles d’Avignon, Picasso (1907). Fonte: Proença (2009).
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3.4. Abstracionismo
• A origem: Europa, e, 1910 com a obra A Batalha de Wassily Kandinsky.
• Principais características: Nas pinturas abstratas, observa-se a ausência de relações 
entre o objeto ou o ser com as formas e cores de sua representação. Não se representa 
nessa arte nada que remeta a alguma forma conhecida historicamente, há uma negação 
ao figurativismo. A arte abstrata é caracterizada por duas fases: o abstracionismo 
informal e o geométrico. Na fase informal, há o predomínio dos sentimentos e emoções, 
com formas e cores criadas mais livremente. Já na fase geométrica, as formas e cores são 
organizadas em composição puramente geométrica, cita Proença (2009). Esse movimento 
trará influências para o design e a arquitetura produzida no “De Stijl” que abordaremos 
posteriormente.
• Principais artistas e algumas obras: na fase informal, destacam-se as obras de 
Wassily Kandinsky, como por exemplo o que já citamos A batalha (Figura 127) e a série 
Composições, Improvisações e Impressões e Paul Klee, com Senecio. Na fase geométrica, o 
principal expoente é Piet Mondrian com suas Composições (Figuras 128 e 129).
Figura 127 - A Batalha, Kandinsky (1910) Fonte: Tate (2018).
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Figura 128 - Composição com vermelho, azul, 
preto, amarelo, e cinza, Mondrian (1921). Fon-
te: MoMa (2018).
Figura 129 - Composição com vermelho, azul e amarelo Mon-
drian (1937-1942). Fonte: MoMa (2018). 
3.5. Futurismo
• A origem: em 1910, pelo Manifesto Futurista de Filippo Tommaso Marinetti. 
• Principais características: Advindo de uma reforma literária, no futurismo o “[...] 
princípio unificador era a paixão pela velocidade, o poder, novas máquinas e tecnologias 
e o desejo de transmitir o “dinamismo” da moderna cidade industrial” (DEMPSEY, 2005, 
p. 88). Portanto, o que se buscava era a expressão do movimento, e não do movimento 
do corpo.
• Principais artistas e algumas obras: Giacomo Balla, com a pintura “Ritmo de 
um violinista” (Figura 130); Umberto Boccioni, com a escultura “Formas únicas de 
continuidade no espaço” (Figura 131).
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Figura 130 - Ritmo de um violinista, Balla (1912). Fonte: Dempsey (2005).
Figura 131 - Formas únicas de continuidade no espaço, Boccioni (1913). Fonte: Dempsey (2005).
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3.6. Dadaísmo
• A origem: o termo “dadá” foi cunhado em Zurique, na Suíça, em 1916, mas a arte se 
desenvolvia nesse período além da Suíça, em Nova York, Paris, Berlim, Hanover, Colônia 
e Barcelona.
• Principais características: É um fenômeno multidisciplinar, um estado mental e um 
movimento. É um movimento que questionou as tradições da arte e dos valores da 
sociedade que vivia entre guerras. Prezavam pelo automatismo psíquico, ao combinar 
elementos da indústria com a arte, resultando no absurdo, desordem. Alguns desses tipos 
de obra são as colagens e os ready-mades, objetos que eram escolhidos do cotidiano e 
após alguma intervenção se transformavam em objetos de arte, afirma Argan (2008) e 
Dempsey (2005).
• Principais artistas e algumas obras: Marcel Duchamp, com a Fonte (Figura 132), um 
urinol que após ready-made transformou-se em um objeto de arte e também a Roda 
de bicicleta. Hans Arp, com Colagem feita segundo as leis do acaso, Hannah Höch, com 
Recorte com faca de bolo (Figura 133); Kurt Schwitters, com Merzbau e Merz, Konstruktion.
Figura 132 - Fonte, Duchamp (1917), réplica (1964). Fonte: O autor.
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Figura 133 - Recorte com faca de bolo, Höch (1919). Fonte: Dempsey (2005).
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3.7. Surrealismo
• A origem: Manifesto do Surrealismo em 1924pelo poeta francês André Breton.
• Principais características: Com inspiração dadaísta, as obras de pinturas e esculturas 
abordam sentimentos como medo, desejo, erotização. 
Talvez a influência mais exercida sobre o surrealismo tenha sido a de Freud. O 
inconsciente, os sonhos e inúmeras teorias freudianas fundamentais foram usados 
pelos surrealistas como repertórios de imagens reprimidas, a seres exploradas à 
vontade. Eles se interessavam sobretudo pelas ideias de Freud relativas ao meda 
da castração, os fetiches e ao sinistro. Os surrealistas inspiravam-se nessas ideias 
de muitas maneiras: em sua tentativa de criar estranheza quanto ao que era 
familiar; em suas experiências com a escrita e o desenho automático; em seu uso 
do acaso e de estranhas justaposições; em seu conceito de mulher devoradora; 
e na sua ruptura das fronteiras - entre os gêneros, entre o homem e o animal e 
entre a fantasia e a realidade. (DEMPSEY, 2005, p. 153).
• Principais artistas e algumas obras: Salvador Dalí, com as pinturas A persistência da 
memória (Figura 134), O sono, A tentação de Santo Antônio; Max Ernest, com os quadros 
O nadador cego e Duas crianças ameaçadas por um rouxinol; Joan Miró, com as pinturas 
Verão e Noite Esnobe da Princesa; Alberto Giacometti com as esculturas Mulher com a 
garganta cortada (Figura 135) e O objeto invisível (mãos segurando o vazio).
Figura 134 - A persistência da memória, Dalí (1931). Fonte: MoMa (2018).
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Figura 135 - Mulher com a garganta cortada, Giacometti (1919). Fonte: Google Images (2017).
3.8. Arte Pop
• A origem: Estados Unidos, por volta de 1960.
• Principais características: Com inspiração no cotidiano movimentado das grandes 
cidades norte-americanas, a proposta da arte pop era romper com as fronteiras entre a 
vida comum e a arte, convertendo a sua produção para as massas, tal como é o cinema, 
a televisão e a publicidade. Isso era possível pois com o desenvolvimento da indústria, a 
arte poderia ser reproduzível, ou seja, impressa quantas vezes fosse necessário. Como a 
arte se desenvolveu sob as bases da cultura popular, os temas mais comuns retratados são 
símbolos e produtos dirigidos às massas. As obras são realizadas por meio de fotografias, 
objetos, panfletos, cartazes, mostra Dempsey (2005) e Proença (2009)
• Principais artistas e algumas obras: Andy Warhol, com as obras Marilyn Monroe, 
Latas de Sopa Campbell (Figura 136); Roy Lichtenstein, com diversos cartazes como Mr. 
Bellamy (Figura 137) e Menina com fita de cabelo.
Figura 136 - Latas de Sopa Campbell, Warhol (1962). Fonte: MoMa (2018).
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Figura 137 - Mr. Bellamy, Lichtenstein (1961). Fonte: Dempsey, 2005.
3.9. Arte Op
• A origem: Estados Unidos, em meados da década de 1960.
• Principais características: Na Arte op, buscava-se a simbolizar a constante modificação 
da realidade em que o homem vive. Tanto as pinturas como as esculturas são construídas 
com figuras geométricas preto e branco ou coloridas que são combinadas para transmitir 
aos espectadores sensações de movimento, ilusões ópticas, aponta Dempsey (2005) e 
Proença (2009).
• Principais artistas e algumas obras: Victor Vasarely, com as pinturas Vega-Gyongiy-2 
(Figura 138) e Zebra; Alexander Calder, com vários móbiles (Figura 139); Bridget Riley, 
com a pintura Pausa.
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Figura 138 - Vega-Gyongiy-2, Vasarely (1971). Fonte: Dempsey (2005).
 
 
Figura 139 - Antenas com pontos vermelhos e azuis, Calder (1953). Fonte: Tate (2018).
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4 - A ARQUITETURA E O DESIGN NO SÉCULO XX
A produção arquitetônica hegemonicamente desenvolvida a partir do final do século 
XIX até a primeira metade do século XX é conhecida como movimento moderno. Apoiados 
no desenvolvimento do concreto armado e sua flexibilidade, bem como novas tecnologias 
construtivas, esse movimento revolucionou a forma de projetar edifícios e produzir objetos de 
design. A partir da segunda metade do século XX, a “crise” do movimento moderno dá origem 
uma série de movimentos que historiadores denominam como pós-modernos.
Entre as principais características comuns para os diversos movimentos da produção 
arquitetônica moderna, com exceção à arquitetura pós-moderna, estão a rejeição dos estilos 
passados da história e a repulsa ao ornamento, além da busca pela racionalidade e a funcionalidade 
das formas geométricas. Adolf Loos, um dos pioneiros da arquitetura moderna já havia publicado 
em 1908 a obra Ornamento é Crime. 
Podemos afirmar que os diversos movimentos da arquitetura e do design da primeira 
metade do século XX, principalmente, o Purismo e a Bauhaus culminaram no que os historiadores 
denominam Estilo Internacional, o estilo da arquitetura modernista que se disseminou dos 
centros de origem para o mundo.
A seguir abordamos, sinteticamente sobre os principais expoentes desses movimentos. 
Essas correntes se manifestam também na pintura e escultura, mas privilegiaremos os exemplos 
arquitetônicos e do design.
4.1. Purismo 
• A origem: em 1917 com o livro Après le cubisme ou Depois do Cubismo do pintor francês 
Amedée Ozenfant e do arquiteto Charles-Edouard Jeanneret, mais conhecido pelo seu 
pseudônimo: Le Corbusier e posteriormente o movimento continua com a fundação da 
revista L’esprit nouveau, ou O espírito novo na década de 1920, mostra Dempsey (2005).
• Principais características: Utilização de formas geométricas puras. A máquina era um 
modelo, um paradigma a ser seguindo pela arte, que deveria privilegiar a funcionalidade, 
e não a beleza ou subjetividade. Havia também os cinco pontos da arquitetura moderna, 
segundo Benevolo (2014) (Figura 140).
1. Uso de Pilotis: para liberar o edifício do térreo para que esse espaço seja público 
e permitir a livre circulação de pessoas e automóveis;
2. Terraço jardim: coberturas transformadas em terraços funcionais e planos, 
rejeitando os telhados inclinados das construções tradicionais antigas; 
3. Planta livre: desvincular a estrutura e as vedações, fazendo com que o espaço 
interno seja mais flexível;
4. Fachada livre: devido à separação entre estrutura e vedação, era possível abrir 
ao máximo as paredes externas.
5. A janela em fita: a independência entre estrutura e vedações, possibilitava 
janelas compridas que permitem uma iluminação mais uniforme.
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Figura 140 - Os cinco pontos da arquitetura moderna, Le Corbusier (1927). Fonte: Google Images (2018).
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• Principais artistas e algumas obras: Le Corbusier, com a obras Ville Savoye (Figuras 
141 e 142), o Pavilhão do Espírito Novo (Figura 143). Nesse pavilhão, destacavam-se o 
design de mobiliário de madeira curvada, a primeira da história, de Michael Thonet, a 
qual seria posteriormente disseminada pelo mundo (Figura 144). Le Corbusier também 
produziu móveis conhecidos mundialmente como as cadeiras LC1 e LC2, o sofá LC3 e a 
chaise LC4 (Figuras 145 e 146). 
No Brasil, Le Corbusier influenciou as obras e design de objetos de Oscar Niemeyer 
(Figuras 147 e 148) e de Lucio Costa. Tais arquitetos, entre outros, se apropriaram de técnicas e 
materiais locais, com o espírito modernista, para conformarem a arquitetura moderna brasileira. 
Niemeyer muitas vezes é aproximado aos surrealistas pelo uso livre das formas, com uma 
plasticidade então desconhecidapelos europeus e norte-americanos, menciona Proença (2009).
Figura 141 - Ville Savoye, Poissy, Le Corbusier (c. 1929-1931). Fonte: O autor.
 
Figura 142 - Plantas Ville Savoye, Le Corbusier (1929-1931). Fonte: Khan Academy (2018).
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Figura 143 - Pavilhão do Espírito Novo, Paris, Le Corbusier (1925). Fonte: López (2017).
 
Figura 144 - Pavilhão do Espírito Novo com as cadeiras de Michael Thonet. Fonte: López (2017).
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Figura 145 - Assentos LC1 (1928) e LC2 (1928). Fonte: Fondation Le Corbusier (2018).
 
Figura 146 - Sofá LC3 (1928) e Chaise LC4 (1928). Fonte: Fondation Le Corbusier (2018).
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Figura 147 - Palácio do Planalto, Brasília, Oscar Niemeyer, (c. 1958-1960). Fonte: Fundação Oscar Nie-
meyer (2018).
 
Figura 148 - Chaise Oscar Niemeyer e Anna Maria Nieyemer (c.1977-1978). Fonte: Fundação Oscar Nie-
meyer (2018).
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4.2. De Stijl
• A origem: Uma aliança de artistas (Bart van der Leck, Piet Mondrian- movimento 
abstracionista, Georges Vantongerloo), arquitetos (Gerrit Rietveld, J.J.Oud, Robert van’t 
Hoff e Jan Wils) e designers (Vilmos Huszár) formada pelo pintor e arquiteto holandês 
Theo van Doesburg em 1917. A revista De Stijl ou O Estilo foi lançada no mesmo ano para 
divulgar as ideias do grupo.
• Principais características: Uso de linhas verticais e horizontais, cores primárias e 
ângulos retos. O pintor Piet Mondrian, que estudamos no item “abstracionismo” definiu 
esse estilo redutor como “neoplasticismo”:
A arquitetura De Stijl evidencia clareza, austeridade e ordem semelhantes à 
pintura do grupo, e a linguagem geométrica e abstrata da pintura neoplasticista 
[abstracionismo geométrico] - linhas retas, ângulos retos e superfícies despojadas 
- se expressou em três dimensões. (DEMPSEY, 2005, p. 123).
• Principais artistas e algumas obras: Gerrit Rietveld, com a “Residência Schröder” 
(Figuras 149 e 150), e a lendária Cadeira Vermelha-Azul (Figura 151). 
Figura 149 - Residência Schröder, Utrecht, Rietveld (1925). Fonte: Archdaily (2018).
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Figura 150 - Interior Residência Schröder, Utrecht, Rietveld (1925). Fonte: Archdaily (2018).
 
Figura 151 - Cadeira Vermelha-Azul, Rietveld (1917). Fonte: Google Images (2018).
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4.3. Bauhaus
• A origem: A Bauhaus foi uma escola fundada por Walter Gropius em Weimar na 
Alemanha em abril de 1919 a partir da união da Academia de Belas Artes de Weimar e a 
Escola de Artes e Ofícios. A escola mudou para Dessau, também na Alemanha em 1925 
e depois para Berlim em 1933.
• Principais características: Na escola Bauhaus, a intenção era formar alunos que 
pudessem elaborar objetos e projetos arquitetônicos que ao mesmo tempo fossem artísticos 
e comerciais, racionalizados geometricamente e passíveis de serem reproduzidos pela 
indústria. Ou seja, deveriam ser funcionais, mas com um design belo, segundo Argan 
(2008), Benevolo (2014) e Dempsey (2005).
A Bauhaus foi a primeira escola de design no mundo que, influenciando até os tempos 
atuais, tinha o intuito de disseminar o desenho industrial na vida cotidiana da sociedade. 
Nas obras arquitetônicas eram utilizados elementos racionalizados, tal como perfis 
metálicos. Muitos artistas foram professores da escola, tais como Kandinsky e Paul Klee, 
do movimento abstracionista informal que estudamos anteriormente, expõe Dempsey 
(2005) e Proença (2009).
• Principais artistas e algumas obras: Walter Gropius, com o prédio da Bauhaus (Figura 
152); Marcel Breuer, com a cadeira Wassily (Figura 153); Mies van der Rohe, com as obras 
do IIT - Illinois Instituto de Tecnologia em Chicago (Figura 154), e a poltrona Barcelona 
(Figura 155); Peter Keler, com o berço (Figura 156); William Wagenfeld, com o Abajur 
Bauhaus (Figura 157); e Marianne Brandt, com o infusor de chá (Figura 158).
Figura 152 - Bauhaus, Dessau, Gropius(1926). Fonte: Google Images (2018).
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Figura 153 - Cadeira Wassily, Breuer (1925). Fonte: Covert (2012).
 
Figura 154 - IIT Crown Hall, Mies van der Rohe (1925). Fonte: Google Images (2018).
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Figura 155 - Poltrona Barcelona, Mies van der Rohe (1929). Fonte: Covert (2012).
Figura 156 - Berço, Keler (1922). Fonte: Covert (2012). Figura 157 - Abajur Bauhaus, Wagenfeld 
(1924). Fonte: Covert (2012).
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Figura 158 - Infusor de chá, Brandt (1924). Fonte: Covert (2018). 
4.4. Organicismo
• A origem: Nos Estados Unidos, com Frank Lloyd Wright no início do século XX, mas 
também tinha suas origens europeias, como Alvar Aalto. 
• Principais características: A arquitetura organicista, ou orgânica prevê a integração 
do edifício com a natureza, permitindo formas mais dinâmicas e não tão dependentes 
de ordens e proporções geométricas. Há a valorização dos materiais em seus estados 
originais, como a madeira, a pedra. Diferente da arquitetura purista e da Bauhaus em que 
a funcionalidade e a racionalidade são as principais premissas e que resultam na “forma 
segue a função”, no organicismo a forma é resultado do espaço projetado em movimento, 
conforme a sua integração com a natureza, cita Proença (2009).
• Principais artistas e algumas obras: Frank Lloyd Wright, com as chamadas Praire 
houses, tais como a Robie House (Figura 159) e os móveis e esquadrias produzidos para a 
casa (Figuras 160 e 161); a “Casa da cascata” (Figura 162) e o Museu Guggenheim; Alvar 
Aalto, com as obras Villa Mairea (Figura 163 e 164), Maison Louis Carré e os diversos 
objetos projetados por ele (Figura 164).
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Figura 159 - Robie House, Chicago, Wright (1906). Fonte: Frank Lloyd Wright Foundation (2018).
Figura 160 - Móveis Robie House, Chicago, Wright (1906). Fonte: Frank Lloyd Wright Trust (2018).
Figura 161 - Esquadrias Robie House, Chicago, Wright (1906). Fonte: Frank Lloyd Wright Trust (2018).
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Figura 162 - Casa da Cascata, Mill Run, Wright (1935). Fonte: Frank Lloyd Wright 
Foundation (2018).
 
Figura 163 - Villa Mairea, Noormarkku - Finlândia, Aalto(1937-1939). Fonte: Alvar 
Aalto (2018).
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Figura 164 - Interior Villa Mairea, Noormarkku - Finlândia, Aalto(1937-1939). Fonte: Alvar Aalto (2018).
 
 
 
Figura 165 - Objetos e móveis de Alvar Aalto, diversas datas. Fonte: Alvar Aalto (2018).
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A arquitetura e o design do movimento moderno europeu e norte-americano chegaram 
em terras brasileiras, com novas reformulações, apropriadas ao contexto e aosmateriais e 
técnicas locais. Como apontamos, não é possível nos limites dessa apostila aprofundar em todos 
os arquitetos e designers que fizeram a história da arquitetura e do móvel brasileiro. Apontamos 
aqui alguns nomes, entre os quais já citamos alguns, para pesquisas:
• Arquitetura: Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Gregori Warchavchik, Affonso Eduardo 
Reidy, Vilanova Artigas, Lina Bo Bardi, Paulo Mendes da Rocha, Rino Levi, os irmãos 
Roberto (Marcelo, Milton e Maurício Roberto), entre outros.
• Mobiliário e objetos: Sérgio Rodrigues, Lina Bo Bardi, Paulo Mendes da Rocha, Estúdio 
Branco e Preto, Joaquim Tenreiro, Geraldo de Barros, Zanini de Zanine, etc.
Também não nos aprofundamos em muitos outros nomes importantes da história do 
mobiliário moderno mundial, tais como os designers Charles e Ray Eames, Eero Saarinen, Arne 
Jacobsen, mas instigamos a pesquisa de suas obras.
Um outro movimento na arquitetura do século XX foi o construtivismo russo:
A arquitetura construtivista é mais frequentemente 
relacionada à escritos e projetos que não saíram do 
papel. As duas estruturas mais famosas e radicais do 
movimento, o Monumento à Terceira Internacional de 
Vladimir Tatlin e o Tributo a Lenin de El Lissitzky nunca 
foram construídos. Na esteira da Revolução Russa de 
1917, o construtivismo foi o resultado de artistas cubis-
tas e futuristas combinando suas preocupações com a 
abstração e o movimento com as questões sociais dos 
bolcheviques na esperança de usar a arte como uma 
plataforma para motivar mudanças na sociedade (Ar-
chdaily, 2015, n.p.)
Quais elementos da arquitetura moderna ainda podemos observar na atualidade? 
Uma das características ainda presentes é o uso de terraços jardins, com os te-
lhados planos.
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Para aprofundar sobre as características da arquitetura moderna mundial, leia: 
BENEVOLO, L. História da Arquitetura Moderna. Perspectiva: São Paulo, 2014.
Se você quer saber mais sobre a arquitetura moderna no Brasil, assista ao vídeo: 
Arquitetura Moderna no Brasil. 
Disponível em: <https://youtu.be/pfGol4nV7Mo>. 
Acesso em 19 ago. 2018.
4.5. Pós-modernismo
• A origem: Na Europa e nos Estados Unidos a partir da década de 1970.
• Principais características: Várias manifestações, em diversos locais do mundo como 
uma reação crítica ao racionalismo modernista, propondo o retorno da ornamentação e do 
historicismo. Utilizam estruturas ambíguas e contraditórias, ironias e diversos materiais e 
técnicas com referências às arquiteturas antigas, além de colagens de elementos diversos 
como os clássicos. É ao mesmo tempo uma ruptura ao modernismo, pois rompe com o 
formalismo, e um prolongamento do mesmo, já que propõe a experimentação, tal como 
faziam os artistas dadaístas e surrealistas, segundo Dempsey (2005). 
Entre as obras teóricas norteadoras desses movimentos estavam a Arquitetura da Cidade 
de Aldo Rossi (1966) e o polêmico Complexidade e Contradição na arquitetura de Robert 
Venturi do mesmo ano.
Entre as diversas manifestações da arquitetura denominada pós-moderna, que ainda 
estão presentes na produção arquitetônica atual, estão:
a) Historicista: retomada das tipologias e signos arquitetônicos (tal como os 
telhados inclinados das residências), além de elementos históricos utilizados 
geralmente em colagens.
b) High tech: exposição dos elementos construtivos e tecnológicos, de todo 
esqueleto do edifício.
c) Desconstrutivismo: desconstrução das formas geométricas puras, 
fragmentação do processo criativo das formas.
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• Principais artistas e algumas obras: No historicismo, há obras de Rafael Moneo, com 
a ampliação do Museu do Prado e o Museu Nacional de Arte Romana; Robert Venturi, 
com Casa Vanna Venturi (Figura 166) e Museu de Arte de Seattle, Charles Moore, com 
a Piazza d’Italia (Figura 167); Léon Krier; Aldo Rossi, com Cemitério San Cataldo e 
Bonnefantenmuseum; e Michael Graves com Casa Plocek e Edifício Portland. No estilo 
High Tech, temos Renzo Piano e Richard Rogers, com o Centro Pompidou (Figura 168); 
Norman Foster, com Hong Kong e Shanghai Bank (Figura 169). No Desconstrutivismo, 
destacam-se Peter Eisenman, com Memorial aos judeus; Frank Gehry com o Museu 
Guggenhein de Bilbao (Figura 170), Zaha Hadid com MAXXI Museu; e Rem Koolhaas 
com Casa da música No Brasil destacamos a obra pós-moderna de Éolo Maia e Sylvio de 
Podestá, com o Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves (Figura 171).
Figura 166 - Casa Vanna Venturi, Venturi (1964). Fonte: Archdaily (2018).
Figura 167 - Piazza d’Italia, Nova Orleans Moore (1978). Fonte: Archdaily (2018).
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Figura 168 - Centro Pompidou, Paris, Piano e Rogers (1977). Fonte: Archdaily (2018).
 
Figura 169 - Hong Kong e Shanghai Bank, Hong Kong, Foster (1986). Fonte: Archdaily (2018).
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Figura 170 - Museu Guggenhein, Bilbao, Gehry (1997). Fonte: Archdaily (2018).
 
Figura 171 - Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves, Belo Horizonte, Maia e Podestá (1992). Fonte: 
Archdaily (2018).
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No campo do desenho de objetos, os designers também se apropriaram do discurso 
pós-moderno para demonstrar sua insatisfação com a ordem da Bauhaus. Passaram a novas 
experimentações com texturas e cores e retorno de motivos decorativos. Philippe Starck é um 
dos designers mais reconhecidos atualmente (Figura 172). No Brasil, destacam-se os trabalhos 
dos Irmãos Campana (Figura 173).
Figura 172 - Cadeira Louis Ghost, Philippe Starck (2000). Fonte: Archdaily (2018).
Figura 173 - Coleção Sushi, Irmãos Campana (2002). Fonte: Campanas (2018).
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5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nessa quarta e última unidade da apostila de História da Arte, da Arquitetura e 
Mobiliário, estudamos as manifestações artísticas no período que os historiadores denominam 
Idade Contemporânea, a partir do início do século XIX, estendendo-se até os dias atuais. Temos 
consciência de que não foi possível abordar todos os movimentos artísticos desse período, 
tampouco conseguimos aprofundar sobre a arte moderna brasileira. 
Destacamos dentre os diversos movimentos, estilos e escolas de arte, arquitetura e design 
os que influenciaram a produção no mundo como um todo. Ao nos aproximarmos do nosso tempo, 
as referências são rarefeitas, tendo em vista de que ainda é uma história inacabada. Portanto, não 
abordamos algumas tendências da arte contemporânea, tais como: antidesign, instalações, body 
art, arte performática, GRAV, CoBrA, neopop, neoexpressionismo, entre muitas outras.
No século XIX, aprendemos sobre as manifestações artísticas na pintura, mas também na 
escultura nos períodos do romantismo, realismo, impressionismo, pós-impressionismo, sendo 
esse último subdividido em neoimpressionismo, simbolismo e o auge pós-impressionista. Já no 
século XX, estudamos as vanguardas artísticas que revolucionaram a arte no mundo inteiro, 
inclusive no Brasil, com influências para a Semana de Arte Moderna de 1922. As vanguardas e 
movimentos do século XX foram o expressionismo, o fauvismo, o cubismo, o abstracionismo, o 
futurismo, o dadaísmo e o surrealismo. Além desses, incluímos a arte pop e a arte op.
A produção arquitetônica e do design no final do século XIX foi abordada pelos períodos 
denominados como Neogótico, Arts and Crafts, Art Nouveau e ModernismoCatalão. Já no 
século XIX, o “movimento moderno” nesses campos foi caracterizado pelas principais vertentes: 
o purismo, o De Stijl, a Escola Bauhaus e o organicismo. O movimento pós-moderno, uma reação 
crítica ao modernismo, surgiu na década de 1970 nos países centrais e se espalhou posteriormente 
pelo resto do globo, desestruturando a racionalidade e a ordem da arquitetura e do design 
modernos. Como apontamos, os temas e assuntos relacionados à história da arte, da arquitetura 
e mobiliário não se esgotam nessa apostila. Incentivamos a leitura dos livros indicados no texto e 
nas bibliografias básicas e complementares da disciplina!
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