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HISTÓRIA
HISTÓRIA A
ASSUNTO:
CIVILIZAÇÕES ANTIGAS
Primeiras civilizações 
Mesopotâmia 
ALTA MESOPOTÂMIA 
-Região noroeste. 
-Montanhosa.
 -Povoamento paleolítico
BAIXA MESOPOTÂMIA:
-Região sudeste
-Planícies.
-Povoamento calcolítico (aprox. 5000 e 3500 a.C). -
“Revolução urbana” (3100-2900 a.C).
MESOPOTÂMIA - UMA TERRA DE DOIS RIOS
• LOCALIZAÇÃO: Os gregos denominaram a região do 
vale dos rios Tigre e Eufrates de Mesopotâmia, ou 
seja "terra entre rios". As diversas civilizações que 
se estabeleceram na Mesopotâmia desenvolveram-
se numa área que corresponde, aproximadamente, 
ao atual estado do Iraque. O Tigre e o Eufrates 
nascem nas montanhas da Armênia
• O EUFRATES E O TIGRE: planície fértil por aluvião 
decorrente das enchentes dos rios.
A DINÂMICA DOS RIOS
1. Grandes enchentes: cheias irregulares dos rios: 
entre março e maio.
2. A violência das cheias: a violência das cheias 
demanda um sistema complexo de irrigação. 
3. As Vantagens do Eufrates: com cheias menos 
violentas, o Eufrates é mais propício para o 
desenvolvimento da Agricultura.
4. Os leitos "nômades": os dois rios apresentam 
leitos naturalmente variáveis ao longo do tempo, 
levando a mudanças na fixação demográfica.
5. Instabilidade da produção agrícola: a 
instabilidade na produção resultou em períodos de 
grande fome, levando a revoltas e quedas de 
impérios.
ATIVIDADES ECONÔMICAS 
1. Pesca: além da agricultura, destaque para a 
pesca (muito superior à caça).
2. Artesanato: grande variedade de atividades 
artesanais, com destaque para a arquitetura 
monumentalista.
3. Comércio: comércio intenso com outras 
localidades, com grande concorrência, através de 
uma economia protomonetária
4, Escravidão: majoritariamente prisioneiros de 
guerra. Destaque para a escravidão feminina.
SOCIEDADE 
• A sociedade estava dividida em três categorias 
jurídicas. Os homens livres (awilium), o homem 
livre dependente do palácio (mushkenum) e o 
escravo (wardum) 
O CÓDIGO HAMURABI
• O Código de Hamurabi é um dos conjuntos 
de leis mais antigos conhecidos, criado na 
Mesopotâmia por volta de 1754 a.C. pelo rei 
Hamurabi da Babilônia. 
• Ele consiste em uma série de regras que 
abrangem diversos aspectos da vida 
cotidiana e da sociedade da época. 
• O código é famoso por sua abordagem de 
"olho por olho, dente por dente" para a 
justiça, bem como por suas disposições 
sobre propriedade, comércio e relações 
familiares.
A ESCRITA 
• A escrita na Mesopotâmia era realizada 
principalmente por meio de uma forma de 
escrita cuneiforme. Essa escrita era feita 
em tábuas de argila úmidas usando uma 
ferramenta em forma de cunha, como um 
estilete. 
• OBS: a escrita desenvolveu-se pela necessidade 
prática de se manterem assentamentos e 
registros comerciais 
RELIGIÃO 
• A religião na Mesopotâmia era politeísta, com 
muitos deuses desempenhando papéis 
importantes na vida das pessoas. 
• Os mesopotâmicos adoravam esses deuses através 
de rituais e oferendas em templos
• Acreditavam que isso garantiria proteção e 
bênçãos divinas em diferentes aspectos da vida, 
como agricultura e guerra. Sacerdotes e templos 
eram centrais para a prática religiosa.
Alguns destaques mesopotâmicos:
 ASSÍRIOS:
- Cidades: Nínive, Assur e Nimrod.
- Principal imperador: Assurbanipal (690-627 a.C.). - 
Construção da biblioteca de Nínive.
- 1o exército permanente da história.
CALDEUS (2o Império Babilônico)
- Construção de obras monumentais (Jardins 
Suspensos). - Principal imperador: Nabucodonosor 
(642-562 a.C.).
- Cativeiro da Babilônia: escravização dos Hebreus.
- Foram conquistados em 539 a.C. pelos Persas (Ciro II).
A PALESTINA 
Fenícia:
-Cidades-estados: Biblos, Sidon e Tiro. 
-Governo: Talassocracia.
-Economia: comércio marítimo.
 -Feitorias: Mar Mediterrâneo. — 
—Herança cultural: Alfabeto 
— Religião: politeístas e antropomórficas
Hebreus:
-Rio Jordão.
-Cativeiro do Egito: 1750-1250 a.C.
-Êxodo: retorno à Palestina.
-Cisma Hebraico: 926 a.C.
-Cativeiro da Babilônia (domínio Caldeu (sécs. VII e 
VI a.C.) -
—Diáspora Hebraica: 70 d.C.
A PÉRSIA (Aquemênidas):
Ciro, o Grande (559-529 a.C.):
- Unificação dos povos medas e persas.
- Conquista da Mesopotâmia (libertação dos 
Hebreus)
Cambises II (529-522 a.C.):
- Conquista do Egito (525 a.C.)
Dário I (512-484 a.C.):
- Divisão do império em satrapias.
- Correios / estradas reais / moeda única de ouro 
(dárico). 
- Religião dualista: zoroastrismo ou zaratustrismo 
(livro de Zend-Anvesta).
- 330 a.C.: derrota para os gregos nas Guerras 
Médicas e domínio macedônico.
Primeiras civilizações 
Egito antigo 
LOCALIZAÇÃO E O RIO NILO 
• Localizado no nordeste da África, o Egito limita-
se ao norte com o Mediterrâneo, ao sul com a 
Núbia, a oeste com a Líbia e a leste com o mar 
Vermelho. O país é um extenso oásis irrigado 
pelo rio Nilo, que é ladeado pelos desertos da 
Arábia e da Líbia. 
• O rio Nilo nasce no lago Vitória e, depois de 
percorrer 6500 quilômetros, desemboca no 
Mediterrâneo. 
• Suas cheias são provocadas pelas chuvas 
equatoriais e pelo derretimento das neves das 
montanhas da Etiópia. As cheias do Nilo iniciam-
se em julho e vão até novembro. Nesse período, 
o rio transborda e deposita nas margens o lodo 
e o limo que possibilitam o aproveitamento 
agrícola da região.
ECONOMIA NO ANTIGO EGITO 
1. Tecnologia: a tecnologia egípcia era menor e mais 
lenta do que a mesopotâmica.
2. O ciclo da agricultura: o ano era dividido em três 
estações: a inundação (Akhet - julho a outubro), o 
“inverno” (péret - novembro a fevereiro) e o “verão” 
(chemu - março a junho).
3. Comércio: intensa rede de trocas com outras 
civilizações 
TRABALHO NO EGITO ANTIGO 
Trabalho: essencialmente compulsório = Servidão 
Coletiva.
Principal tributação: corveia real.
Trabalho livre: fortemente fiscalizado pela 
burocracia estatal.
- Existiam cidades operárias com trabalho livre e 
compulsório.
Escravos: em pequena quantidade.
- Trabalho em minas, pedreiras estatais terras 
reais e templos.
- Existiam escravos domésticos.
- Existiram tropas militares formadas por escravos.
A RELIGIÃO 
1. Politeísmo: Superposição e organização das 
divindades dos nomos.
2. Antropomorfização totêmica: Os totens originais 
dos nomos são gradativamente humanizados.
3. Culto oficial e culto popular:
- Oficial: complexo, letrado, inacessível às camadas 
populares.
- Popular: simplificado, ligado aos deuses locais 
(nomos).
4. Criação do mundo:
- Cosmo: ilha de ordem em meio ao caos.
- Faraó: representante da ordem divina entre os 
humanos.
5. Crenças funerárias:
- Tumba: casa da eternidade.
- Tipo de tumbas: mastaba / pirâmide / hipogeu.
- Vida eterna: na tumba (escapes temporários) 
ou no além.
6. Magia:
- Atuante na vida material e espiritual. - 
Presente em amuletos e conjurações.
7. Mumificação:
- Múmia: Osíris foi a primeira múmia.
- Osíris descobriu o segredo da vida eterna. 
- Ligação com aspectos cíclicos do Nilo.
 
POLÍTICA 
• No Egito Antigo, a política estava fortemente 
ligada à religião e à autoridade dos faraós, que 
eram considerados líderes divinamente 
escolhidos e governantes supremos. O faraó 
detinha poder absoluto como chefe de estado, 
líder religioso e figura central na sociedade.
• Estado teocrático As terras eram propriedade 
do faraó e da elite, e os camponeses 
trabalhavam nessas terras em troca de 
proteção e recursos. 
• Os faraós também eram responsáveis pela 
construção de monumentos, como pirâmides e 
templos, que simbolizavam sua autoridade e 
conexão com os deuses. A sucessão era 
tipicamente hereditária, passando do pai para o 
filho, embora houvesse exceções.
ESCRITA
- Hieróglifos: mais ligada à religião e aos monumentos.
- Hierático: simplificação tardia dos hieróglifos (cursiva).
- Demótico: simplificação tardia do hierático (mais 
popular). 
- Leitura: da direita para a esquerda.
- Pontuação:ausente, bem como a separação de palavras.
SOCIEDADE - PERSONAGENS IMPORTANTES 
1. FUNÇÃO DO FARAÓ:
• Escolher e supervisionar a burocracia. 
• Atuar como juiz (garantir paz interna). 
• Comandar guerras.
2. OS PRIMEIROS MINISTROS
• Os Tjati: dois "primeiros-ministros": Sul (Tebas) e Norte 
(Heliópolis).
3. OS SACERDOTES 
- Faziam parte da burocracia do Estado.
4. OS ESCRIBAS
• Os escribas eram executores materiais e fiscais das 
ordens reais.
• Os escribas não determinavam o conteúdo das leis. - 
Sua função está mais para a de um burocrata do que 
intelectual.
ASSUNTO:
CIVILIZAÇÕES CLÁSSICA
Civilização grega 
Grécia antiga 
GEOGRAFIA E LOCALIZAÇÃO 
• A Grécia Antiga, chamada Hélade pelos antigos 
gregos (daí helenos), abrangia o sul da península 
Balcânica (Grécia Continental), as ilhas dos mares 
Egeu e Jônio (Grécia Insular) e o litoral da Ásia 
Menor (Grécia Asiática). A Grécia Continental é 
montanhosa no interior e tem um litoral recheado 
de golfos e baías. Os solos são pobres.
PERÍODO PRÉ-HOMÉRICO (antes de Homero)
1. FORMAÇÃO
- Migração indo-europeia.
- Aqueus (2000 a.c.) / Eólios (1700 a.C.) / Jônios (1500 
a.C.).
- Formação das civilizações cretense e minoense.
- Principais cidades: Micenas, Cnossos e Troia
2. POLÍTICA E CULTURA 
- Talassocracia.
- Desenvolvimento da base cultural grega (língua e 
mitologia).
A partir de 1200 a.C.:
- Invasão dos dórios e destruição do mundo creto-
minoense
- 1ª diáspora grega: dispersão dos cretenses e 
micênicos pelo interior da Península Balcânica.
OBS: O mundo micênico desapareceu no século XI 
a.C., gradativamente, sem que se saiba o que 
ocorreu. Os palácios deixaram de ser usados, assim 
como a escrita, até que uma nova civilização, sem 
palácios, viesse a surgir. Segundo a interpretação 
tradicional, teria sido a invasão dos dórios, no fim do 
segundo milênio, que teria feito submergir a Grécia 
aqueia a partir de 1200 a.C., entre os séculos XII e XI.
PERÍODO HOMÉRICO 
Comunidades familiares formadas a partir da 1° 
Diáspora.
- Propriedade coletiva da terra.
- Economia: aaricultura de subsistência
- Sociedade: organização familiar patriarcal
- Líder = pater (pai) / poder hereditário (eupátridas = 
bem-nascidos).
- Disputa pela terra = fim da economia coletivista
- Formação da propriedade privada da terra.
camadas sociais*
- Eupátridas (latifundiários) / Georghoi (pequenos 
proprietários) / Thetas (sem terras).
Política: governo aristocrático.
SOLUÇÃO PARA A FALTA DE TERRAS
- Expansão pelo Mediterrâneo = 2ª Diáspora.
- Colonização grega na Magna Grécia = diminuição 
dos conflitos internos (estabilidade).
OBS: O Período Homérico, também conhecido 
como Era Homérica, é um período na história 
da Grécia Antiga que é associado aos poemas 
épicos atribuídos ao poeta Homero: a "Ilíada" e a 
"Odisseia". Esse período é considerado uma 
fase inicial da história grega, abrangendo 
aproximadamente os séculos VIII a.C. e VII a.C.
PERÍODO ARCAICO 
1. POLITICA: estrutura incialmente monárquica 
• Pater: monarca e Eupátrida = herdeiro.
- Crescimento das famílias poderosas
FORMAÇÃO DA POLIS 
• Fim das comunidades gentilicas levou à união 
dos propaletários (aristocracia rural) em 
fratrias. As fratrias deram origem às tribos e a 
união das tribos originou os vilarejos, que por 
sua vez originaram as cidades. Ou seja, na 
Grécia Antiga, a cidade nasceu como resultado 
do agrupamento das tribos e de seus vilarejos, 
fato que deu origem à pólis grega. 
• Inicialmente, o termo pólis foi utilizado para 
denominar a cidade alta (acrópole), o ponto 
mais elevado da cidade, local ideal para garantir 
a segurança. Uma parte central (ágora) era 
utilizada para a realização de assembleias pelos 
membros da comunidade e como local onde 
ocorriam as trocas comerciais.
A DESCENTRALIZAÇÃO POLÍTICA 
• na organização política do mundo grego 
predominou a descentralização. A pólis grega 
possuía total soberania, cada uma tinha seu 
próprio governante e seu conjunto de leis 
independentes. Por isso umas desenvolveram a 
democracia, como Atenas, e outras se mantiveram 
oligárquicas, como Esparta, por exemplo
ESPARTA 
• Os espartanos ou esparciatas, descendentes dos 
antigos dórios, formavam a classe dominante. 
Eram os únicos detentores da cidadania.
• Os periecos, chamados os da periferia, 
compunham populações livres, porém sem direitos 
políticos.
• Os hilotas eram servos pertencentes ao Estado, os 
chamados "escravos públicos", , prováveis 
descendentes da população conquistada pelos 
dórios.
• Toda atividade econômica era proibida aos 
espartanos, os quais dependiam das outras 
classes dos periecos e sobretudo dos hilotas.
• Libertos de qualquer preocupação econômica, os 
espartanos podiam se dedicar unicamente à 
preparação militar, formando uma casta de 
guerreiros profissionais.
• Esparta era governada por dois reis, diarquia (um 
deles comandava as tropas em guerra e o outro 
permanecia em Esparta).
ATENAS 
• Os povoadores da Ática eram de origem ariana: 
aqueus, jônios e eólios, mas os atenienses se 
consideravam jônios.
• Em Atenas, no Período Clássico, predominou o 
modo de produção escravista. Os escravos 
trabalhavam em todas as atividades.
• A sociedade ateniense estava assim estruturada:
• Eupátridas: "Bem nascidos". Aristocracia rural.
• Geomores e demiurgos: geomores, pequenos 
agricultores; 
• demiurgos, comerciantes e artesãos formavam o 
povo, isto é, o demos ateniense.
• Metecos: estrangeiros e seus descendentes 
livres, mas sem direitos políticos.
• Escravos: em geral, os capturados na guerra ou 
adquiridos por compra. Havia também a 
escravidão por dívidas. Segundo Aristóteles, "o 
escravo é uma propriedade instrumental 
animada".
• A sociedade ateniense era essencialmente 
masculina. As mulheres não tinham direito à 
cidadania.
• Esperava-se que as mulheres preparassem a 
comida, dirigissem a casa e se conservassem à 
distância. Deviam ficar em casa caladas, no 
gineceu, subordinando-se totalmente ao marido.
DEMOCRACIA EM ATENAS 
• A democracia se desenvolveu gradualmente. 
Algumas etapas:
1. REFORMAS DE SOLON: Aboliu a escravidão por 
dividas, reestruturou as classes e introduziu a 
ideia de que qualquer cidadão ateniense, 
independente de sua riqueza, poderia participar 
das assembleias
2. REFORMAS DE CLISTENES: Reorganizou Atenas e, 
unidades chamadas demos, expandindo a 
participação policia. Introduziu a isonomia, ou 
seja, igualdade de direitos para os cidadãos 
3. Ostracismo: Os atenienses também 
desenvolveram o sistema de ostracismo, que 
permitia que os cidadãos votassem para exilar 
temporariamente um indivíduo cujo poder ou 
influência consideravam excessivos ou 
perigosos para a democracia.
4. Participação direta: presença fisica dos 
cidadãos nas assembleias e tribunais 
5. Restrições da cidadania: Vale ressaltar que a 
democracia ateniense excluía mulheres, 
estrangeiros (metecos) e escravos da 
participação política. Somente os cidadãos 
nascidos de pais atenienses tinham direitos 
políticos.
Civilização grega 
As guerras clássicas do mundo grego 
GUERRAS PERSAS OU MÉDICAS (496-448 a.C.): 
apogeu do imperialismo Ateniense 
- Invasão persa ao Mundo Grego.
- Motivo: conter o avanço ateniense sobre o Mar 
Egeu. 
PRIMEIRA FASE:
- Vitória ateniense sobre a 1a investida persa.
- Derrota espartana na batalha de Termópilas.
SEGUNDA FASE:
- Liga Délica: aliança militar liderada por Atenas.
- Vitória final sobre os persas.
- Consequência: Imperialismo Ateniense.
IMPERIALISMO ATENIENSE 
- Apogeu ateniense: Século de Ouro / Governo de 
Péricles. 
- Expansão da escravidão: apogeu da democracia 
(ócio).
- Criação da mistoforia: salário político para o 
cidadão ateniense.
- Fonte de recursos: tributos pagos pelas 
colônias e aliadas atenienses.
A LIGA DE DELOS 
- Nome moderno da aliança criada por Atenas 
em 478 a.C.
- “Pan-helenismo” como justificativade Atenas 
para dominar outras cidades.
Como foi a dominação ateniense?
- Restrição de liberdade de ação nas relações entre as 
cidades.
- Interferência política, administrativa e jurídica em 
negócios internos.
- Serviço militar e naval interno.
- Pagamento de alguma forma de tributo.
- Confisco de terras.
- Possibilidade de emigração de colonizadores do Estado 
imperial.
- Formas variadas de exploração ou subordinação 
econômica.
GUERRA DO PELOPONESO 
- Confederação do Peloponeso: aliança militar liderada 
por Esparta.
- Objetivo: conter revoltas internas e a expansão 
ateniense. - Consequências da vitória espartana na 
guerra:
a. Conflito interno ao Mundo Grego.
b. Enfraquecimento militar do Mundo Grego = novas 
invasões.
c. Invasões: Macedônia (Filipe e Alexandre).
d. Tese do “suicídio grego” (Jacqueline de Romilly).
PERÍODO HELENÍSTICO 
• Dominio macedônio 
• Alexandre conquista o mundo grego e da inicio a 
formação da cultura helenística 
CULTURA HELENÍSTICA 
- Características fundamentais:
1. Expansão da cultura grega para o oriente. 
2. Tolerância cultural.
3. Fusão: cultura ocidental (racionalismo grego) + 
cultura oriental (dualismo persa e 
monumentalismo egípcio).
4. Abandono das questões políticas na filosofia.
5. Debate sobre questões éticas / existenciais / 
realistas. 
6. Sentimentalismo + subjetivismo + fatalismo.
Civilização romana 
Monarquia a republica 
MONARQUIA
Durante a Monarquia (753 a.C./509 a.C.), Roma 
teria sido governada por sete reis, quatro latinos 
e sabinos e os três últimos de origem etrusca.
Em Roma, o rei não tinha autoridade ilimitada. O 
poder real era fiscalizado pelo Conselho dos 
Anciãos, integrado por ilustres patrícios.
Segundo a tradição, Roma teve sete reis. O 
primeiro foi Rômulo e o último foi Tarquínio, o 
Soberbo. 
SOCIEDADE MONÁRQUICA 
A sociedade romana, no período monárquico, 
estava assim dividida:
1. PATRÍCIOS: eram cidadãos romanos e tinham 
poder econômico e politico
2. Clientes: ligavam-se a uma família Patrícia e 
subordinavam-se ao seu patrono, devendo 
segui-lo na politica e na guerra
3. Plebeus: eram homens livres, porem sem 
direitos políticos
4. Escravos: recrutados entre os derrotados de 
guerra, eram considerados instrumentos 
desta, sem direito politico. O escravismo nao 
desempenhou papel significativo durante a 
monarquia 
REPUBLICA 
• Os magistrados romanos detinham, durante a 
República, o poder executivo e eram eleitos 
anualmente.
• Abolida a realeza, o poder executivo foi 
entregue a dois magistrados (cônsules), os 
quais eram, anualmente, eleitos pelas 
Assembleias Centuriatas.
• Tinham funções administrativas e militares. 
Presidiam o Senado. Cada cônsul possuía o 
poder de veto sobre a decisão do outro.
• Em caso de grave crise interna, era escolhido 
um ditador. com poderes absolutos, pelo prazo 
de seis meses. A designação era feita pelos 
cônsules.
• Os pretores eram eleitos pelas Assembleias 
Centuriatas; com-petia-lhes decidir as 
contendas entre: cidadãos romanos (pretor 
urbanus); cidadãos romanos e estrangeiros 
ou estrangeiros entre si (praetor 
peregrinus).
• Os censores promoviam o censo da população, 
classificando-a de acordo com a renda anual 
de cada um. Preparavam a lista de senadores 
e cuidavam da moralidade pública.
• edis eram encarregados da conservação da 
cidade, do policiamento, do abastecimento, 
etc.
Os tribunos eram representantes da plebe.
O Senado era a assembleia de notáveis. Composto 
por cem membros, na origem; trezentos, no fim 
do período real; seiscen-tos, no tempo de Sila; 
novecentos, no tempo de César. De início, os 
senadores eram recrutados entre os patrícios; a 
plebe só teve acesso ao senado a partir do século 
IV a.C., e os provinciais, a partir do governo de 
César. A idade exigida para participar da 
assembleia variou bastante. O mandato era 
vitalício.
As assembleias curiatas, embora importantes na 
época monár-quica, perderam quase toda a sua 
importância na República e permaneceram 
apenas com funções religiosas.
A assembleia centuriata tornou-se a assembleia 
mais importante da República. Consistia numa 
reunião do exército no Campo de Marte.
A assembleia centuriata elegia os cônsules, os 
pretores e os censores e votava as leis.
A assembleia tribunícia era formada pelas tribos 
de Roma.
Havia um total de 35 tribos: 31 rurais e 4 urbanas. 
Cada tribo tinha um voto. A divisão das tribos não 
se baseava na riqueza de seus membros, porém 
a plebe geralmente estava inscrita nas tribos 
urbanas, enquanto os patrícios, nas rurais. A 
assembleia tribuni-cia também votava as leis.
• Os questores eram cobradores de impostos. 
Estavam sob a autoridade dos cônsules.
• Os tribunos eram representantes da plebe.
• O Senado era a assembleia de notáveis. 
Composto por cem membros, na origem; 
trezentos, no fim do período real; seiscen-tos, 
no tempo de Sila; novecentos, no tempo de 
César. De início, os senadores eram recrutados 
entre os patrícios; a plebe só teve acesso ao 
senado a partir do século IV a.C., e os 
provinciais, a partir do governo de César. A 
idade exigida para participar da assembleia 
variou bastante. O mandato era vitalício.
• As assembleias curiatas, embora importantes 
na época monár-quica, perderam quase toda a 
sua importância na República e permaneceram 
apenas com funções religiosas. A assembleia 
centuriata tornou-se a assembleia mais 
importante da República. Consistia numa 
reunião do exército no Campo de Marte. A 
assembleia centuriata elegia os cônsules, os 
pretores e os censores e votava as leis.
A assembleia tribunícia era formada pelas tribos 
de Roma. Havia um total de 35 tribos: 31 rurais e 4 
urbanas. Cada tribo tinha um voto. A divisão das 
tribos não se baseava na riqueza de seus 
membros, porém a plebe geralmente estava 
inscrita nas tribos urbanas, enquanto os patrícios, 
nas rurais. A assembleia tribuni-cia também votava 
as leis.
PLEBEUS X PATRÍCIOS 
• ORIGEM DO CONFLITO: O crescimento da 
população e o alargamento do território 
trouxeram, como consequência, a implantação 
de métodos e constituição propícios a uma 
repartição desigual do poder político entre os 
membros da comunidade. Surgiram as grandes 
diferenças entre os patrícios (de pater) e os 
plebeus (de plebem, que significa multidão).
• Os patrícios controlavam direta ou 
indiretamente as instituições políticas. 
Marginalizada, a plebe se rebelou, buscando a 
igualdade de direitos. o
• Em 494 a.C., com a Revolta do Monte Sagrado, a 
plebe passou a ter o direito de eleger o Tribuno 
de Plebe, o qual tinha o poder de veto sobre as 
ações que prejudicassem os plebeus.
• Em 450 a.C., obtiveram a igualdade jurídica com 
o estabelecimento de uma legislação escrita: a 
Lei das Doze Tábuas.
• Em 445 a.C., a igualdade civil e a possibilidade do 
casamento interclasses foram estabelecidas 
pela Lei Canuleia.
— Em 367 a.C., a Lei Licínia abriu aos plebeus 
enriquecidos as portas das magistraduras com 
essas mudanças os patrícios incorporaram às suas 
fileiras a camada enriquecida dos plebeus.
As guerras da republica romana 
CONQUISTAS ROMANAS E GUERRAS ROMANAS 
• As guerras da República Romana foram 
motivadas por expansão territorial, rivalidades 
políticas, busca por recursos, defesa contra 
ameaças externas, disputas por rotas comerciais, 
busca por liberdade e prestígio pessoal. Esses 
fatores combinados moldaram os conflitos, 
levando a uma série de batalhas, incluindo as 
Guerras Púnicas, Guerras Civis e outros conflitos, 
que contribuíram para a transformação da 
República Romana em um poderoso Império.
GUERRAS PÚNICAS - CONQUISTA DO MEDITERRÂNEO 
• As Guerras Púnicas foram uma série de três 
conflitos entre Roma e Cartago, ocorridas entre 
264 a.C. e 146 a.C. As motivações principais 
incluíam rivalidades comerciais, controle de rotas 
marítimas e disputa por territórios. A PrimeiraGuerra Púnica (264-241 a.C.) foi uma luta naval 
pela Sicília. A Segunda Guerra Púnica (218-201 a.C.) 
envolveu Aníbal atravessando os Alpes e infligindo 
pesadas derrotas a Roma, mas Roma 
eventualmente prevaleceu. A Terceira Guerra 
Púnica (149-146 a.C.) resultou na completa 
destruição de Cartago e no domínio romano sobre 
o Mediterrâneo ocidental. As Guerras Púnicas 
tiveram um impacto duradouro nas relações 
geopolíticas da época e no crescimento de Roma 
como potência global.
CONSEQUÊNCIAS DAS GUERRAS PÚNICAS 
• ASCENSÃO DE ROMA: a vitoria de Roma permitiu 
que a republica romana expandisse seu território 
• DOMINIO MARÍTIMO: a primeira guerra púnica 
levou Roma desenvolver sua marinha e ganhar 
domínio sobre Mediterrâneo ocidental
• ANEXAÇÃO DE TERRITÓRIOS: Roma adquiriu 
importantes territórios, incluindo a Sicília, 
Sardenha e Córsega, expandindo suas fronteiras 
e riquezas
• DECLÍNIO DE CARTAGO: após a terceira guerra 
púnica, Cartago foi completamente destruída por 
Roma, encerrando a potencia que ela tinha
• DISPARIDADE SOCIAL: a riqueza acumulada por 
Roma através das conquistas pois em evidencia 
disparidades que contribuíram para conflitos 
internos 
• TRANSIÇÃO PARA O IMPÉRIO: as guerras púnicas 
contribuíram para a erosão do sistema 
republicano. O poder centralizado e ascensão de 
lideres militares, como Júlio César e augusto, 
culminariam para a transição da republica 
AS LUTAS SOCIAIS E A CRISE NA REPÚBLICA 
Tibério Graco propôs a Lei Agrária:
a) Limitação do tamanho dos latifúndios;
b) Desapropriação do excedente de terras;
c) Divisão das terras desapropriadas em minifúndios 
para a plebe. Foi assassinado 
E os triunviratos 
Caio Graco: Tribuno entre 122-121 a.C.
- Lei do Trigo (Lei Frumentária).
- Extensão do direito de cidadania a todos os 
habitantes do Lácio.
Consequência: período de grande instabilidade 
devido ao contraste entre o crescimento 
econômico de Roma e o aprofundamento da 
condição de pobreza da plebe e dos habitantes das 
províncias.
O PRIMEIRO TRIUNVIRATO 
—Diante do grave quadro de crise política, os 
romanos estabeleceram o chamado Primeiro 
Triunvirato
— O governo seria composto por três líderes 
Pompeu que triunfara na Espanha, Crasso, o 
homem mais rico de Roma, e Júlio César o favorito 
da plebe romana.
- César seria o primeiro dos três a assumir o 
Consulado. Em seu consulado, César tentou 
reformas para “abrir” a política aos populares e à 
opinião pública, adotando, por exemplo, o princípio 
da publicidade.
- César adotou suas medidas sem a aprovação de 
do outro cônsul, o que era ilegal.
Problema: César seria julgado pelos seus atos 
ilegais após o fim de sua magistratura.
Solução: sair de Roma e ter um exército à sua 
disposição - Campanha da Gália.
POMPEU X CÉSAR 
• O conflito entre Pompeu e César foi uma rivalidade 
política que se transformou em guerra civil na 
República Romana. Pompeu, apoiado pelo Senado, e 
César, um general popular, competiam por poder. 
César cruzou o rio Rubicão com suas tropas, 
desafiando as ordens do Senado, e isso 
desencadeou a guerra. César venceu a batalha de 
Farsália, forçando Pompeu a fugir e sendo 
posteriormente assassinado no Egito. Isso permitiu 
que César consolidasse poder e se tornasse ditador. 
Sua vitória teve impacto duradouro, enfraquecendo 
a República e levando à eventual ascensão do 
Império Romano.
A DITADURA DE CÉSAR 
• A ditadura de César foi um período na República 
Romana onde Júlio César assumiu poderes 
extraordinários em 49 a.C. após a Guerra Civil contra 
Pompeu. Embora originalmente nomeado ditador por 
um curto período, ele posteriormente estendeu seu 
mandato várias vezes, acumulando poder. César 
implementou reformas e medidas para estabilizar 
Roma, mas sua crescente autoridade causou 
preocupação entre os senadores e levou ao seu 
assassinato em 44 a.C., encerrando sua ditadura. 
Sua morte desencadeou mais turbulências políticas, 
culminando na ascensão de Augusto e no 
estabelecimento do Império Romano.
O SEGUNDO TRIUNVIRATO 
• O Segundo Triunvirato foi uma aliança política 
formada por Marco Antônio, Otaviano (futuro 
imperador Augusto) e Lépido, em 43 a.C., após o 
assassinato de Júlio César. Eles uniram forças 
para perseguir os assassinos de César e 
consolidar seu próprio poder. Durante o 
período do triunvirato, eles purgaram 
opositores, incluindo o Senado e outros líderes, 
e dividiram partes do Império Romano entre si. 
No entanto, rivalidades e desconfianças 
crescentes levaram ao conflito entre Marco 
Antônio e Otaviano. A batalha de Ácio em 31 a.C. 
resultou na vitória de Otaviano sobre Marco 
Antônio e Cleópatra, consolidando seu domínio. 
Isso marcou o fim do triunvirato e pavimentou 
o caminho para o estabelecimento do governo 
imperial de Augusto, marcando o início do 
Principado Romano.
Império romano 
CONTEXTO 
• Depois da vitória sobre Marco Antônio que pôs fim 
ao Segundo Triunvirato, Otávio completou a 
unificação do mundo mediterrâneo. Uma nova era 
começou: a era imperial. Otávio absteve-se de 
proclamar-se rei ou ditador, recordando-se da 
morte trágica de César, seu tio. Fingiu respeitar as 
instituições republicanas, porém impôs o princípio 
monárquico e a hereditariedade do poder, pois 
acreditava que só assim haveria estabilidade no 
Império. Bajulado pelo Senado, Otávio recebeu os 
títulos de:
Imperador - título reservado aos generais vitoriosos.
Augusto - quer dizer divino, título até então atribuído 
apenas aos deuses
MEDIDAS DE OTÁVIO AUGUSTO 
• Doação de terras aos soldados após o término das 
Guerras Civis. 
• Aposentadoria militar: 13 anos de soldo.
• Conclusão da profissionalização do Exército.
• Fim do recrutamento a partir do governo de Tibério 
(14-37).
• Fim da pressão do recrutamento sobre os pequenos 
proprietários. 
• Estabilização da distribuição de cereais ao 
proletariado urbano.
-
*Os incêndios eram um grande problema em Roma. - 
Criação de um corpo policial permanente em Roma. - 
Reforma na cobrança de impostos.
*Redução da autonomia dos publicanos.
- Expansão do sistema judicial de apelação às 
províncias.
- Criação de um sistema postal imperial (integração 
das províncias). - Reforma dos costumes: moralização 
da vida cotidiana.
• Incorporação do Egito ao império = estoque de 
cereais.
• Grandes construções: geração de empregos.
• Criação de um corpo de Bombeiros e de aquedutos 
(água).
• Os incêndios eram um grande problema em Roma. - 
Criação de um corpo policial permanente em Roma. - 
Reforma na cobrança de impostos.
• Redução da autonomia dos publicanos.
• Expansão do sistema judicial de apelação às 
províncias.
• Criação de um sistema postal imperial (integração 
das províncias). 
• Reforma dos costumes: moralização da vida 
cotidiana.
CARACTERÍSTICAS GERAIS DO ALTO IMPÉRIO 
• Origem plebeia: camponês, tornou-se soldado e 
alcançou o generalato. 
• Limite da expansão territorial romana (séc. II d.C.)
• Pax Romana (27 a.C. - 180 d.C.): fim das guerras 
civis.
• Força de trabalho: predominantemente escrava.
• Economia: intensificação do papel das províncias 
(colonialismo).
• Financiamento dos custos do Império: arrecadação 
de impostos.
• Estradas e aquedutos: principais obras públicas.
E a crise romana 
OS RISCOS DE NOVAS EXPANSÕES 
• Expansões particulares, como as de César, na 
Gália, tornam-se impraticáveis (altos custos e 
alto risco de fracasso).
• A principal preocupação dos imperadores era 
administrar, não conquistar. (O império já 
estava gigantesco) 
• Vilas: os grandes generais possuíam grandes 
vilas, latifúndios escravistas rentáveis.
• Recrutamento: oneroso para as províncias, 
poderia gerar crises de abastecimento no 
Império.
• Resumindo: a expansão deixa de ser um 
negócio atrativo.
DINASTIA JÚLIO-CLAUDIANO 
• Augusto (27 a.C. - 14 d.C.): Augusto foi o 
fundador da dinastia e estabeleceu a base do 
governoimperial. Ele trouxe estabilidade após 
anos de guerra civil, realizou reformas 
administrativas e promoveu um período de 
relativa paz chamado de Pax Romana.
• Tibério (14 - 37 d.C.): Enteado de Augusto, 
Tibério teve um reinado marcado por 
suspeitas, intrigas e governança autoritária. 
Sua ascensão trouxe mudanças nas políticas e 
no papel do Senado.
• Calígula (37 - 41 d.C.): Conhecido por seu comportamento 
errático e tirânico, Calígula causou controvérsias e 
instabilidade durante seu curto reinado. Ele foi 
assassinado por conspiradores.
• Cláudio (41 - 54 d.C.): Apesar das limitações físicas e das 
dificuldades iniciais, Cláudio se mostrou um 
administrador capaz e promoveu reformas legais. Ele 
também expandiu o Império Romano.
• Nero (54 - 68 d.C.): Nero é lembrado por sua 
extravagância, perseguição aos cristãos após o Grande 
Incêndio de Roma e pela crise política que culminou em 
sua morte. Sua queda levou ao fim da Dinastia Júlio-
Claudiana.
FLAVIOS 
• A Dinastia dos Flávios foi uma linha de imperadores 
romanos que governou o Império Romano de 69 d.C. a 
96 d.C. Eles emergiram durante um período de guerra 
civil após a queda da Dinastia Júlio-Claudiana. 
Vespasiano, o fundador da dinastia, trouxe estabilidade 
ao império e construiu o Coliseu. Seu filho, Tito, 
continuou essa estabilidade e enfrentou desafios, 
incluindo um grande incêndio em Roma. Domiciano, 
irmão de Tito, governou de maneira mais autocrática, 
trazendo prosperidade, mas também desconfiança e 
perseguição. A dinastia restaurou a ordem após um 
período tumultuado, contribuindo para o 
fortalecimento do governo central e preparando o 
terreno para a próxima fase da história romana.
ANTONINOS 
• A Dinastia dos Antoninos foi uma série de 
imperadores romanos que governou de 96 
d.C. a 192 d.C. Destacou-se pelo período de 
relativa estabilidade chamado "Pax Romana". 
Trajano expandiu o império, Adriano 
consolidou fronteiras e construiu a Muralha 
de Adriano. Antonino Pio manteve a paz, e 
Marco Aurélio, filósofo, enfrentou desafios 
germânicos. Commodus encerrou a dinastia 
com excessos. Durante esse tempo, Roma 
prosperou e influenciou culturalmente, mas 
a estabilidade começou a declinar no final da 
dinastia
O BAIXO IMPÉRIO 
Causas estruturais da crise no Baixo Império
- Anarquia Militar: disputa pelo poder imperial 
entre grandes generais.
-Crise do colonialismo = desabastecimento e 
inflação.
—Crise do escravismo = escassez de força de 
trabalho.
-Expansão do Cristianismo: Criação de uma 
estrutura dual de poder (César e Papa) e fim 
do caráter divino do poder imperial.
- Burocracia da Igreja: altos custos e grande 
poder administrativo.
- Divisão do Império
O problema da mão de obra
- Reposição da escravidão: dependia de novas guerras 
(prisioneiros).
- Comércio de escravos de fronteira: feito junto aos 
"bárbaros", não era suficiente para suficiente para 
atender à demanda do Império.
- Consequência: aumento do preço dos escravizados.
*Sécs. I e II: o preço médio de um escravizado chegou a 
superar entre oito e dez vezes os valores dos sécs. II e I 
a.C.
A inflação e a crise da moeda (283-284)
- Crise política: entre 235 e 284, Roma passa por grande 
instabilidade.
*Constantes guerras civis.
*20 imperadores nesse período (18 assassinados).
*Essa instabilidade marca o início das invasões.
*Surgimento de diversas epidemias.
*Fim da fundação de novas cidades (retração do 
urbanismo).
- Consequência: volta da disputa entre grandes 
generais pelo poder. *É o início da chamada Anarquia 
Militar
orientalização do Império
- Roma: perde importância como capital.
*Imperadores: deixam de morar em Roma.
- Senado: perde relevância e se isola na cidade de Roma.
- Porção oriental do Império: resistente à romanização 
econômica
motivos da crise
- Constantino: governou de 306 a 337.
*Refundou Bizâncio como Constantinopla.
*Batalha de Ponte Mílvia: conversão do imperador 
ao cristianismo. *Mudança do eixo político, religioso 
e econômico para o Oriente.
- Teodósio: divisão oficial do império em 395. * 
Formação do Império Romano do Oriente
A ruralização do Império do Ocidente
- Império Ocidental: grande retração econômica 
no séc. IV.
*Causa: deslocamento do eixo de poder para o 
Oriente. *Consequências:
a. Empobrecimento das cidades ocidentais. b. 
Declínio do comércio.
c. Crescimento das trocas naturais.
d. Enfraquecimento da proteção das cidades. e. 
Início de um êxodo urbano rumo as Vilas.
*Vilas: grandes latifúndios escravistas.
f. Colonato: substituição do trabalho escravo por 
camponeses
"presos à terra" pelo pagamento de obrigações em 
troca de proteção.
g. Patronato: concessão de terras por parte de 
pequenos proprietários a um "senhor-patrão" 
devido à incapacidade de defesa da terra por 
parte dos camponeses.
A expansão do Cristianismo (séc. IV) - Édito de Milão (313): 
*Criado pelo imperador Constantino. *Deu liberdade de 
culto ao cristianismo.
*Criou a base da Lei Canônica. - Édito de Tessalônica (380): 
*Criado pelo imperador Teodósio.
*Adotou o Catolicismo Romano como religião oficial do 
Estado. *Cesaropapismo.
As invasões:
- Séc. IV: romanização de grande parte dos povos 
germânicos. *Os "bárbaros" já apresentavam inúmeras 
características latinas.
- Sucesso das invasões: em parte, se deu por conta da 
romanização dos invasores ao longo da República e do 
Império. *As invasões são consequências do Império.
- Foederati: germânicos incorporados ao Exército romano 
como aliados que mantinham sua independência.
- Duas ondas de invasões: sécs. III e IV.
*Primeira onda: consequência da expansão dos Hunos.
*Segunda onda: conquistas decorrentes da desagregação 
da porção ocidental do Império
ASSUNTO:
IDADE MÉDIA
Idade média 
CONTEXTO HISTÓRICO 
• Diminuição das invasões barbaras fez com que a 
população crescesse exponencialmente 
• Invenção de tecnologias agrícolas para a produção 
de alimentos, como a drenagem e a tração com 
animais
• A população cresceu muito rápido, o que gerou 
inúmeros problemas, a exemplo das questões de 
heranças, que ocasionou brigas por terras entre 
os filhos, já que os pais tinham apenas um 
território pequeno para a divisão entre os filhos. 
Houve conflito ate mesmo entre os nobres
• Nobres migraram dos feudos para os BURGOS, os 
indivíduos que viviam nessa região posteriormente 
foram chamados de burgueses
• Os comércios começaram a ascender, e a 
burguesia começou a surgir gradativamente no 
Seculo XII 
PROCESSO DE URBANIZAÇÃO
• Cidades começam a crescer
• O senhor feudal dono das cidades que cresceram 
começaram a exigir algumas coisas
• As cidades geram novas necessidades e demandas 
• Mão de obra assalariada começa a surgir
• Não havia o desejo constante pelo lucro, a 
estrutura ainda era feudal 
 A PESTE NEGRA
• Bactéria que se alojava na pulga do rato
• 13 milhões de mortos
• Doença extremamente mortal
• Pulmonar ou bolhas na pele 
• Igreja começou a ascender como forma de 
consolo aos indivíduos de luto. No entanto a 
igreja também começou a ficar com medo
• Os indivíduos começaram a questionar a igreja 
• Sem Deus, comida e família revoltas 
camponesas começaram a ocorrer
GUERRA DOS CEM ANOS
• A idade media acaba junto com a guerra
• Inglaterra x franca 
• 1 período: Inglaterra ataca a França por 
interesses econômicos pois o território do norte 
da franca era bom, tinha muitas feiras e 
comércios e políticos porque o rei da Inglaterra 
também queria governar a franca, pois tinha 
linhagens parentais, no entanto os ingleses 
argumentaram com a lei salica que dizia que o 
rei da França só poderia ter descendência 
masculina e o rei da França tinha linhagem de 
uma mulher
• Foram 23 anos de ataque inglês, a franca cedeu 
e fez um acordo de que as terras conquistadas 
seriam deles caso o rei fosse o francês 
Contexto geral 
• 3 fase a franca teve uma reviravolta, 
conseguiramsomar grandes continentes com a 
ajuda da Joana Dárc, franceses conseguiram 
expulsar os ingleses.
• Vitória francesa entre aspas, teve muita morte 
e os territórios nao teve alto crescimento
• As consequências da guerra foram: crises 
econômicas, nobres empobrecidos, atraso nas 
expedições marítimas 
Idade media 
Conceitos básicos 
• bárbaro: todos que não seguiam a cultura e 
costumes romanos, o estrangeiro, indivíduos 
considerados inferiores 
• Colonato: acordos entre Germanos e romanos. 
Romanos iriam ceder seus territórios em troca 
de proteção as invasões dos bárbaros, a 
exemplo dos hunos. 
• Comitatus: transformação das estruturas 
sociais, já que os costumes dos germanos e 
romanos que começaram a viver no mesmo 
território. Um comitê foi criado para trocar 
ideias. Fusão cultural 
• Ruralizacao: com a chegada dos germânicos, os 
romanos aprendem com a cultura deles e vice-
versa. No entanto, não era totalmente pacifico, 
havia muito conflitos, o que fizeram 
populações migrarem da cidade para o campo 
• Beneficium: os novos líderes fizeram acordos 
cedendo terras para a igreja católica. A igreja 
começa a ficar muito rica, os próprios 
germânicos começaram a questionar essa 
quantidade de terra sem ninguém estar 
trabalhando. Acordo entre senhores. Um deles 
lutava pela terra, a terra seria do outro 
individuo, mas em troca o lutador moraria no 
território (caseiro) 
• fragmentação politica: todos esses fatores 
geraram a descentralização politica 
ECONOMIA MEDIEVAL 
• De maneira geral, a agricultura era o meio de 
sobrevivência
• Economia de subsistência, amonetário ou 
escâmbo pela troca de produtos era o motor da 
economia 
• Nos feudos havia a divisão das terras
• MANSO SENHORIAL: onde o castelo residia. Lá os 
trabalhadores/servos produziam alimentos. 
• MANSO SERVIL: onde os servos moraram
• MANSO COMUNAL: meio que de todo mundo
• Técnica agrícola: rotação de culturas para a 
terra não se desgastar. 
POLÍTICA MEDIEVAL 
• Política descentralizada. 
SUSERANIA E VASSALAGEM
• Suserano: dono da fazenda que nao conseguia 
cuidar do território gigantesco sozinho. A 
solução foi dividir a fazenda 
• Vassalo: suserano cede territórios ao vassalo em 
troca de proteção. A terra continua sendo do 
suserano. O vassalo também era um cara 
importante da nobreza 
• Política descentralizada. Precisava ter uma 
interação direta com a pessoa que você tinha 
interesse
SOCIEDADE MEDIEVAL 
• Divisão muito clara
• Belatores: eram os nobres que lutavam
• Clero: rezavam, também tinham esquemas 
políticos, tinham domínio na cultura, topo na 
pirâmide 
• Servos: trabalhavam para alimentar as classes 
mais alta. O servo trabalhava 3 dias totalmente 
para o senhor feudal, tudo que ele produzia 
nao seria dele. Nos outros 3 dias o servo 
produzia para ele, no entanto 1/3 voltava para o 
senhor feudal. 
• TALHA: 1/3 do que plantou
• CORVEIA: plantação totalmente para o senhor 
feudal
• MÃO MORTA: a herança que seria passada para 
os filhos após a morte também era confiscado
• BANALIDADE: pagamento pelo uso dos maquinários 
para a produção 
'
Igreja medieval 
Igreja católica 
• A igreja católica era a maior instituição da idade 
media 
• O cristianismo demorou para se espalhar. O 
crescimento foi lento. Após o ano 313, o imperador 
Constantino se converte ao catolicismo, antes a 
população era majoritariamente politeístas. Os 
politeístas tinham mais tolerância a outros deusos
• Os cristoes eram intolerantes a outros reis. Aqueles 
que nao acreditavam em Cristo eram pagoes 
• Constantino começa a ceder recursos do estado para 
a construção de igrejas. Bispos foram nomeados a 
prefeitos. 
• Mistura de politica com a religião
• A igreja começa a constitucionar. Dogmas foram 
criadas para a dominação, se expande muito
• Secularização: próprios membros do clero 
começaram a perceber que aquilo que a igreja 
estava fazendo era errado e começaram a criar 
outro tipo de igreja católica, começaram a ir para o 
deserto
• Clero secular: atuava no dia a dia da população
• Clero regular: amigos dos monges, vivam distantes 
da cidade 
• Eréges: aqueles que discordavam 
• criação de universidades católicas para 
fundamentar as crenças propostas. 
• A igreja comandava a politica, o alto clero podiam 
nomear cargos. A igreja também tinha influencia 
na economia. A sociedade era influenciado pela 
igreja. Poder religioso (teocracia)
AS CRUZADAS 
• Expedição militar entre Cristãos e muçulmanos
• Mais de 100 anos de luta
• O termo cruzada surge devido a roupa que tinha 
uma cruz vermelha cravado no peito 
• Os muçulmanos começaram a se espalhar. O papa 
na Europa começa a observar esse crescimento e 
ficou com medo desse crescimento 
• O papa começou a instigar a violência, 
argumentava que a violência contra os 
muçulmanos levaria as pessoas para os céus 
• Cristãos atravessaram o continente para lutar 
contra muçulmanos motivados pela conquista de 
terras e também pela salvação (perdoamento dos 
pecados)
• Interesse politico: senhores feudais querem 
terras novas
• Interesses econômicos: novos territórios de 
comercio
• Interesse social: 
• Interesse religioso: salvação dos pecados 
• a cruzada foi planejada, o objetivo era chegar 
em Jerusalém, 
• A primeira cruzada foi a dos nobres: juntam os 
50 mil nobres. Três grandes lideres se reunem 
e pedem fidelidade 
• Muçulmanos tinham instrumentos de guerra 
mais leves. Já os católicos usavam 
instrumentos pesados 
• Guerra de cercos: estratégia militar de 
cercamento do inimigos
• Na primeira batalha houve 20 mil mortes de 
muçulmanos 
• Jerusalém cai na mão dos cristãos
• A terceira cruzada, foi a cruzada dos reis 
• A quarta cruzada foi entre cristãos católicos 
contra cristãos ortodoxos 
RESULTADO DAS CRUZADAS
• Interesses políticos: conquistaram novas terras 
mas perderam novamente
• Interesses econômicos: os comerciantes pós 
cruzadas conseguiram novos comércios
• Interesses sociais: nao foi bom, teve muita 
morte 
• Interesse religioso: a igreja católica nao se 
expandiu e nao teve novos adeptos, o que 
resultou na crise dela 
• essa crise da religião católica vai culminar na 
reforma protestante 
Cultura medieval 
CARACTERÍSTICAS DA IDADE MÉDIA 
Religião 
• Teocentrismo: a igreja tinha a mão da cultura 
letrada e detinha a mão do conhecimento. 
• Alta idade media: Augustinho hipona na 
patrística, razão + fé 
• Baixa idade media: escolástica, sao tomas de 
Aquino, justifica a existência de deus através 
da ração 
ARTES
• Artes Sacra: feito para exaltar deus 
• Artes profanas: sem teor religioso 
• Iluminura: estilo de pintura medieval que 
exaltava o azul, vermelho, amarelo, pintura 
feito com primeiro plano 
• Escultura: imagens de santos 
• Igrejas na alta idade media: arquitetura 
românica, igrejas fortalezas, horizontalidade, 
paredes robustas, poucas janelas, sobriedade
• Igreja baixa idade media: renascimento 
urbano, cidades cercadas por muralhas 
(Burgos), renascimento cultural 
• arquitetura gótica: leveza, grandiosidade, 
verticalidade, Torres verticais, formato de 
cruzes, vitrais, nervuras, arcos ogivais, 
riqueza de detalhes 
BAIXA IDADE MÉDIA X ALTA IDADE MÉDIA 
1. Período de Transição: A Alta Idade Média foi 
caracterizada por ser um período de transição após o 
declínio do Império Romano. Houve migrações bárbaras, 
fragmentação política e o estabelecimento de reinos 
germânicos. Na Baixa Idade Média, ocorreu um 
renascimento cultural e econômico, com o crescimento 
das cidades e a expansão do comércio.
2. Sociedade Feudal: A Alta Idade Média foi marcada pelo 
sistema feudal, em que a sociedade estava organizada 
em torno das relações de vassalagem e suserania. Os 
senhores feudais possuíam terras e concediam feudos 
a seus vassalos em troca de serviços e lealdade. Na 
Baixa Idade Média, a estrutura feudal enfraqueceu-se 
gradualmente e deu lugar a umasociedade mais 
centralizada, com o fortalecimento dos reis e a 
ascensão da burguesia.
3. Papado e Igreja: Durante a Alta Idade Média, a Igreja 
Católica teve um papel central na sociedade, exercendo 
poder político e influência cultural. O papado ganhou 
força e ocorreram controvérsias como as disputas de 
investidura. Na Baixa Idade Média, houve um declínio do 
poder papal em relação aos reis e ocorrências de cismas 
e conflitos religiosos, como o Cisma do Ocidente.
4. Renascimento Cultural: Na Alta Idade Média, houve 
uma diminuição da atividade cultural e intelectual em 
comparação com o período romano. A maioria dos 
centros de aprendizagem estava nas mãos da Igreja.
Na Baixa Idade Média, ocorreu um renascimento 
cultural conhecido como Renascimento Carolíngio, 
seguido pelo florescimento da filosofia, arte e 
ciência no período do Renascimento.
5. Crises e Transformações: A Alta Idade Média foi 
marcada por desafios como as invasões bárbaras, a 
instabilidade política e as epidemias. Na Baixa Idade 
Média, houve eventos significativos como as 
Cruzadas, a Peste Negra, a Guerra dos Cem Anos e 
a queda do Império Romano do Oriente (Bizâncio).
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Idade média 
Civilizações árabes: origem e expansão do islã 
INTRODUÇÃO 
• É possível ser árabe e nao ser muçulmanos e 
vice versa
• Os árabes são descendentes dos semitas. 
• Tem-se o mito de que o primeiro árabe teria 
vindo a partir do Abraão. Abraão teve dois filhos 
muito famosos, o Ismael (teve tendo relações 
com a servente dele) e Isaac (filho legitimo). Os 
hebreus serão descendentes do isaac e os 
árabes descentes do Ismael 
• O árabe é uma etnia descendente de um povo 
• Muçulmano é uma crença
ÁRABES - QUEM SÃO? 
• A maioria deles vivem na península arábica, 
uma região desértica 
• Os árabes por muito tempo ficavam dividindo 
entre tribos, nao havia um rei ou alguem 
superior que comandasse. Todos eles eram 
seminomades 
• Os árabes antes do islamismo tinham vários 
deuses, cada tribo era defendido por um deus. 
A politica era descentralizada e fragmentado
• Os árabes após o islamismo: nasce um homem 
chamado Maomé, com 40 anos recebe a visão do 
anjo Gabriel 
• Maomé divulga aos indivíduos que teve uma 
relevação divina 
• Gabriel dizia a Maomé que havia a existência 
somente de um Deus, e não vários como eles 
acreditavam 
• Maomé entra em conflito com varias tribos 
• Muitos comerciantes decidem perseguir 
Maomé, já que eles ganhavam o seu sustendo 
com a entrada de turistas a meca, e a 
existência de um deus ameaçava isso 
• Maomé foge (essa fuga é chamada de regia) 
para Medina e cria uma aliança com os lideres 
da cidade, ali ele conseguiu seguidores. 
Conseguiu ate perseguir os politeístas. Maomé 
foi se fornicando
• 8 anos após a fuga, Maomé volta para meca e 
consegue dominar a cidade. Ele unifica as tribos 
poucos a pouco
• Havia 5 pilares principais para se dizer 
muçulmano: 
1. Acreditar somente em 1 Deus e crer que Maomé 
é o último profeta 
2. Fazer 5 orações todos os dias direcionados a 
meca 
3. é preciso realizar caridades
4. O nono mês deles chama-se ramada, nesse mês 
eles precisam jejuar. É preciso ficar sem comer 
e sem beber desde o nascer do sol ate o por do 
sol 
5. Se for possível, é preciso ir a meca pelo menos 1 
vez na vida 
IMPORTÂNCIA CULTURAL
• Os árabes trouxeram novas palavras e costumes 
(medicina rebuscadas)
INFLUENCIA DOS ÁRABES NA EUROPA 
• Eles influenciam diretamente a Europa. São eles 
que fortificam o feudalismo na Europa 
• Os árabes unidos conseguem se expandir por 
todo da África e chegar ate a Europa. Quando 
chegam, os francos conseguem resistir aos 
árabes, mas mesmo assim uma nova cultura foi 
espalhada 
• O europeu com tanto medo dos árabes começam 
a se esconder nos feudos. Quando mais ataque 
dos muçulmanos, mais retraídos ficam os 
Cristãos 
SUNITAS X XIITAS
• Os muçulmanos nao sao todos iguais e 
homogêneos 
• Xiitas: acreditam que para ser um líder religioso 
você precisa ser descendente direto de Maomé 
• Sunitas: nao precisa ser descendente de Maomé 
Idade media 
Império bizantino 
INTRODUÇÃO 
• Bizantinos é a apelido que deram para a galera 
do povo romano do oriente (Turquia ou bizancio)
• Essa cidade foi crescendo ate os romanos 
tomarem conta. Constantino (imperador romano 
do ocidente) chegou a essa região onde hoje é 
estabu e muda o nome para nova Roma. 
Ninguém aceitou
• Deram o nome de Constantinopla 
• Essa cidade é tão importante que quando os 
turcos conseguem invadir essa cidade é 
exatamente o momento em que acaba a idade 
media e começa a idade moderna 
PORQUE OS BIZANTINOS SÃO TÃO IMPORTANTES?
1. O império bizantino vivia na cidade, 
diferentemente das outras regiões que 
moravam nos feudos (isso desconstrói a visão 
da idade media) 
2. Há no imaginário que na idade media nao havia 
quase nenhum comércio, no entanto, os 
bizantinos fizeram muito comercio. Até porque 
era uma cidade portuária, sua principal 
economia era marítima 
ESTRUTURA SOCIAL 
1. POLÍTICA: centralizada. O imperador bizantino 
tinha muito poder. Justiniano (imperador) 
consegue revigorar a cidade 
• ECONOMIA: comercio marítimo 
• SOCIEDADE: a sociedade dos bizantinos é mais 
urbana 
• RELIGIÃO: o império bizantino tinha muitas 
discussões com a igreja católica. Eles criaram 
uma própria religião deles a IGREJA CATÓLICA 
ORTODOXA GREGA (falariam grego e nao 
latim). Essa divisão é tão grande que ficou 
chamado de o cisma do oriente. Os ocidentes 
chamavam eles de éregis 
DIFERENÇAS
• No imperio bizantino tinha alguns indivíduos 
que acreditavam que Jesus nao tinha sido 
homem, mas sim espírito = MONOFISTAS
• Ha quem acredita que Jesus tenha sido 
somente homem = ARIANOS
• Os católicos de Roma acreditavam na 
consubistalidade. Jesus era homem e espírito 
ao mesmo tempo. Todos que nao acreditavam 
nisso eram eregis 
• No imperio romano também tinha gente que 
achava que quem estava fazendo tudo errado 
era a igreja católica de Roma. Os romanos 
acreditavam em santos e a galera do imperio 
bizantino achava isso errado, porque nao 
estava no mandamento 
• Movimento iconoclasta: quebra de imagens 
GOVERNANTE
• O governante mais lembrado é o justiniano. 
Ele governou por 28 anos.
• Política extremamente centralizada
• Consegue recuperar territórios perdidos
• Constrói a catedral de santa sophia 
• Constrói um velódromo que caberia mais de 30 
mil pessoas 
• Ele tinha tanto poder e cobrava tanto 
impostos que algumas pessoas começaram a 
resistir a essa dominação 
• Um uma das corridas de cavalo, estava 
correndo um cavalo participante que todo 
gostava o NICA (vitória). Houve um empate 
tecnico e o imperador precisava decidir quem 
ganhou, todo mundo gritava NICA NICA NICA, 
no entanto o Justiniano escolheu o outro 
cavalo, isso gerou muita ódio 
• Justiniano prometeu um acordo para decidir 
esse conflito na semana seguinte. Ele fecha 
os portões e mata mais de 30 mil pessoas
CÓDIGO JUSTINIANO 
• Justiniano pegou o direito romano estudou e 
refez algumas coisas
• A cultura ocidental usa o texto dele como 
base. O CÓDIGO JUSTINIANO 
• CÓDEX: leis
• JESTO: leis aplicadas no dia a dia
• INSTITUTAS: explicação do porque de cada lei 
CESAROPAPISMO 
• Havia uma mistura entre o poder politico e 
religioso
• O imperador tinha poder de César e papa ao 
mesmo tempo 
Cruzadas medievais 
O QUE ERAM AS CRUZADAS?
• As cruzadas foram expedições militares de 
motivação crista, que ocorreram entre o século 
XI e XIII, que tinham por objetivo inicial a 
reconquista da terra santa (Jerusalém), que 
estavam nas mãos dos árabes muçulmanos
• Não era apenas uma motivação religiosa, tinha 
também interesses econômicos,apesar da 
justificação ser religiosa. Queriam chegar ate o 
oriente próximo (Ásia), lá tinha ordens religiosas 
(templários)
• Ao todo foram 9 cruzadas oficiais 
• É importante saber as 5 primeiras cruzadas
CRUZADA EXTRAOFICIAL POPULAR OU DOS MENDIGOS: 
iniciada pelo monge Pedro, o eremita, tinha por 
objetivo reconquistar Jerusalém e massacrar 
judeus e muçulmanos que entrassem no caminho, 
não tiveram apoio da igreja romana e nem do 
império bizantino (o apoio aos membros de 
Constantinopla foi negado), e assim, foram 
derrotadas por ataques a muçulmanos. A cruzada 
apesar de ter sido fracassada, foi importante para 
despertar o interesse a igreja católica em realizar 
outras expedições 
1. CRUZADA DOS NOBRES: a primeira cruzada oficial, 
teve participação dos nobres católicos da Europa, 
buscavam a salvação divina e aumento de seus 
poderes, se aliaram ao império bizantino (os 
bizantinos em trocas receberiam terras, no 
entanto, mesmo com a conquista não receberam 
essas terras) e conseguiram reconquistar 
Jerusalém das mãos dos muçulmanos 
2. CRUZADA: Através do sultão saladino, os 
muçulmanos reconquistaram Jerusalém, porem, os 
cristãos não obtiveram apenas derrotas, pois o 
infante D.Afonso Henriques conseguiu conquistar 
Lisboa dos Mouros 
3. CRUZADA DOS REIS: Os reis Filipe Augusto da Franca, 
Frederico Barba Ruiva do sacro império e Ricardo 
coração de leão da Inglaterra, partiram e 
conquistaram cidades no caminho para o oriente, mas 
foram derrotados em Jerusalém por fim, ricardo 
coração de leão entrou em um acordo com saladino de 
abertura da cidade para a peregrinação crista 
4. CRUZADA COMERCIAL: Comerciantes de Veneza, 
apoiados pelo papa Inocêncio III invadem 
Constantinopla e obtém o controle comercial do mar 
Mediterrâneo 
ASSUNTO:
RENASCIMENTO
Renascimento comercial e urbano 
Mercantilismo e guerra dos cem anos
MERCANTILISMO
• Conjunto de práticas econômicas que visavam 
fortalecer o estado nacional
• Antecedentes medievais
• Guildas
• Letras de Cambio
• Ligas anseaticas
CARACTERISTÍCAS DO MERCANTILISMO 
• Intervenção no estado através de protecionismo 
alfandegário 
• Balança comercial favorável: fortalecer a 
economia nacional
• Nacionalismo econômico 
• Metalismo
• Estabelecimento de monopólios 
TIPOS DE MERCANTILISMO
BULIONISMO: Espanha (acúmulo máximo de metais 
preciosos)
COLONIALISMO: Portugal 
COMERCIALISMO: Holanda (atividades comerciais 
diversas)
INDUSTRIALISMO: Inglaterra 
COLBERTISMO: França (manufatura com altíssimo 
valor agregado, produtos luxuosos)
GUERRA DOS CEM ANOS (1337-1453)
• motivação da guerra: disputa por Flandres, 
uma região muito rica que tinha atividades 
comerciais muito fortes com a Inglaterra, mas 
que territorialmente pertencia a franca
• Os ingleses sempre desejavam flanders mas a 
franca continha 
• ESTOPIM DA GUERRA: questão de sucessão.
• O Rei Philips V da franca morreu, na franca 
apenas homens poderiam assumir o poder. O 
rei morto tinha três filhos e uma filha. Seu 
filho Louis X morre de peste negra no mesmo 
ano que seu filho recém nascido.
• Fhilip V (o outro irmão) assume o poder e 
morre, tinha 4 filhas na qual nenhuma poderia 
assumir 
• O poder passa para o terceiro filho Charles IV 
que também morreu com 6 anos de governo, 
só tinha uma filha. Acabaram os filhos homens
• A única filha de Phillip tinha um filho homem 
que era descendente. Mas a filha isabela era 
casada com um Lord Inglês que acabou virando 
rei da Inglaterra. Posteriormente o rei morreu 
e o neto de Phillip da franca acaba virando rei 
da Inglaterra (EDWARD III) 
• O Rei Edward III queria governar a Inglaterra 
e a franca ao mesmo tempo 
• Obviamente a corte francesa não permitiu
• LEI SALICA: O rei da França precisava ser filho 
obrigatoriamente de um francês. O trono 
francês não poderia ser transmitido por linha 
materna 
• Edward ficou inelegível e verificaram que o 
Phillip IV tinha um irmão que tinha um filho 
homem (PHILIP V)
• Edward e PHILIP tinham praticamente a 
mesma ideia 
• Edward III manda presentes para PHILIP 
parabenizando mas logo em seguida invade 
flanders. 
PRIMEIRA BATALHA: batalha de Sluys 
• Pela disputa do canal de franders 
• Batalha natal
• A rainha dos mares Inglaterra ganha 
• Inglaterra desembarga em terras francesas
SEGUNDA BATALHA; batalha de Crecy 
• O próprio rei da franca e Inglaterra 
participaram 
• O eduardo da Inglaterra colocou seu próprio 
filho de 16 anos como comandante. Ficou 
conhecido como o Eduardo, o príncipe negro 
• Táticas de flechadas nunca vistos antes
• Vitoria inglesa 
• Franca recua
BATALHA DE POITIERS 
• Brilhante atuação de eduardo, o príncipe de 
Gales e filho de eduardo III. O príncipe negro
• Joao II (sucessor do rei PHILIP que tinha 
morrido) é sequestrado com o seu filho
• Obriga o rei da franca a entregar uma espada
• Humilhação total 
• O joao II volta para a franca a pedido da 
Inglaterra e deixa o seu filho foragindo 
• 6 anos após, o filho foge e volta para a franca
• Seu pai fala pra ele voltar, pois a Inglaterra iria 
ficar muito puta e faria declaração de guerra. 
O filho nao aceitou, o pai entrega a coroa a ele 
e volta para a inglaterra e se apresenta uma 
refem 
TRATATO DE BRETIGHY
• Grande superioridade inglesa nas batalhas
• Franca assina o tratado apos sofrer grandes 
derrotas 
• 1/3 das terras francesas tornam-se posse da 
Inglaterra 
• Interrupção temporária da guerra 
PESTE NEGRA MATA O EDUARDO PRÍNCIPE NEGRO: o 
pai fica tão triste que morre logo em seguida. Com 
a morte do eduardo III morto e do seu filho o 
príncipe negro é ocasionado uma guerra entre 
primos
• O filho do príncipe negro (eduardo II) briga com 
seu primo henrique IV, nessa guerra Carlos V 
tenta recuperar o território perdido
SEGUNDA FASE (1364-1380)
• Restruturação do exercito
• Com apenas 18 anos Carlos lidera os franceses 
e paga o restado do pai
• “campanhas brancas”: reação francesa
• Eduardo II na Inglaterra morre e começa a 
dinástica dos lancasters 
CARLOS VI (da franca) X HENRIQUE V (inglaterra)
• O Carlos VI tinha esquizofrenia (o rei louco) e 
cruel 
• Carlos VI perde a batalha e o rei da Inglaterra 
exige a mão da irmã dele
• Henrique V casa-se com a irmã de Carlos V, os 
dois tem um filho (metade francês e metade 
inglês)
• O Carlos VI também teve um filho legítimo. 
Quando Carlos VI morre, o filho ilegítimo 
reivindica o trono da franca, recebe apoio de 
famílias francesas 
• Carlos VIII o filho legitimo é sequestrado 
• Franca começa viver a pior fase de sua historia 
• Henrique VI da Inglaterra assume a capital de 
paris, flanders, e toda a Inglaterra e Carlos VIII 
fica resistindo no sul da franca 
JOANA DÀRD 
• desde cedo Joana dizia conversar com anjos 
• Deus manda uma mensagem para Joana, ela 
deveria entregar uma mensagem para o rei 
• Isso chega ate o rei 
• Soldados levam Joana até o rei 
• Submeteram Joana a teste de virgindade
• Joana afirmou ao rei que somente a franca 
teria a vitoria se ela participasse da guerra 
• A primeira armadura feita para uma mulher foi 
criada
• Inglaterra se rende
• Joana venceu a guerra e ficou conhecida como 
santa
• Após a vitoria, a próxima meta era invadir a 
capital, Joana sugeriu entrar pelos portões da 
frente (o que era um absurdo). Soldados 
aceitaram
• Os portões foram abertos sem nenhuma luta, 
conquistaram a capital 
• Carlos VIII queria ser coroado pelo papa, o papa 
nao aceitou e afirmou que as vozes de Joana era 
do diabo 
• O papa só iria fazer a coroação se Joana se 
confessasse e se exilasse 
• Joana é sequestrada e dois dias após se 
apresentou à inquisição 
• Foi condenada a morte por incineração pois 
nao aceitou negar-se que a voz era de Deus
• A morte nao teve gritos e nem desesperos 
• Joana vira padroeira da França 
• Franca se unifica e a Inglaterra continua a 
guerra
Formação dos estados modernos 
E o absolutismoTRANSIÇÃO IDADE MÉDIA PARA A MODERNA
• características idade media
— descentralização politica
— feudalismo (produção de subsistência) 
— igreja tem poder total 
— visão e explicação do mundo baseado na fé 
(teocentrismo)
• características da idade media 
— absolutismo (transformação politica)
— mercantilismo (transformação econômica)
— igreja católica perde sua hegemonia devido as 
reformas protestantes (transformação religiosa)
— renascimento cultural (racionalismo) 
CONTEXTO HISTÓRICO 
• A Europa estava passando por um momento 
caótico, a fome e a peste negra dizimavam a 
população, a guerra dos cem anos e as 
cruzadas também 
• Com tantas mortes, a população começou a 
desacreditar da igreja católica 
• A solução viável era o fortalecimento do rei. O 
rei prometia negociar com as principais 
classes para ter o poder em suas mãos 
• Rei promete acordos com a igreja, prometia 
sustentar ela e nao cobrar impostos, em troca 
ela deveria fazer uma propaganda do poder 
monárquico 
• Para a nobreza o rei promete reprimir os 
camponeses, nao iria cobrar impostos e os 
nobres seriam a corte e fariam parte do 
governo. Em troca as muralhas deveriam ser 
quebradas e os feudos pertenceriam aos reis. As 
classes deveriam se submeter a ele
ALIANCA DO REI COM A BURGUESIA 
• Alianca do rei com a burguesia, a burguesia 
fornecia dinheiro. A burguesia iria pagar 
impostos, sustentar a igreja, sustentar exercito. 
A burguesia em troca ganha proteção 
• Unificação dos pesos e medidas
• Garantiria monopólio das economias para a 
burguesia
CARACTERÍSTICA DOS ESTADOS NACIONAIS
• Mesmo idioma 
• Mesma cultura
• Uma constituição e conjuntos de leis
• Bandeira 
• Exército nacional
• União de pesos e medidas e monetários
• Centralização do poder
• Corpo de funcionários públicos que fazem 
assistencia ao re 
SOCIEDADE MODERNA
• sociedade estamental. Sem possibilidade de 
excessão 
• 1 estado: clero, rezam e influenciam tudo. 
Podem ate mesmo direcionar países a 
guerra. Nao pagam impostos 
• 2 estado: nasceram para lutar, eram 
generais, almirantes. Nao pagam impostos
• 3 estado: povo + burguesia 
TEÓRICOS ABSOLUTISTAS
• Nicolau Maquiavel: italiano. Vivia em uma 
região da Europa em que não consegue 
centralizar o poder 
• O grande sonho do Maquiavel era 
transformar a Itália em uma única nação
• O príncipe: obra do Maquiavel
• “Os fins justificam os meios”. O fim era 
centralizar o poder a qualquer custo. Como 
você vai fazer isso, para ele, não importa 
• se for necessário matar, mate. 
• ‘’Melhor um príncipe temido do que amado”
THOMAS HOBBES 
• Escreveu “Leviatã”
• “O homem é o lobo do homem’’
• HOBBES propõe um contrato social. O estado 
entrega paz e segurança, em troca, a 
população nao pode ser contra ele 
• Apenas um estado forte e organizado pode 
protejer os mais fracos das ambições e 
violência dos mais fortes 
JACQUES BOSSUET 
• Escreveu “a politica tirada da sagrada 
escritura’’
• Teoria divina do rei 
• O povo deve abdicar de seus direitos, devendo 
obediência absoluta ao rei. O monarca, 
enquanto representação divina, presta contas 
somente a Deus 
~Clero
->Nobreza
~e povo + Burguesia
↑
ASSUNTO:
REFORMAS RELIGIOSAS
Reforma protestante 
Idade moderna 
Antecedentes e luteranismo.calvinismo e anglicanismo 
PRÉ-REFORMADORES
• Pessoas que, antes do Lutero, fizeram críticas 
as mas praticas da igreja católica
CRÍTICAS DE LUTERO
• Venda de indulgências (compra do perdão do 
pecado): monge tetzel foi muito criticado por 
Lutero justamente por vender indulgências. 
Ganhou muito direito 
• Venda de cargos eclesiásticos e relíquias 
sagradas. 
• Aumento do nacionalismo
— combate ao poder supranacional do papa
— interesse da parte da nobreza nas terras da 
propriedade da igreja católica 
A INVENÇÃO DA IMPRENSA
• A prensa de Gutenerg (prensa de tipos moveis) 
facilitou bastante a difusão das ideias 
reformistas 
LUTERANISMO: ASPECTOS POLÍTICOS
• Início da reforma: Martinho Lutero prega suas 
95 teses na igreja de wittenberg em 1517
• Lutero era um monge agostiniano. Por essa 
razão, pôde-se afirmar que a reforma começou 
dentro do próprio clero católico 
• De inicio Lutero só desejava reformar as 
praticas que estavam sendo cometidas por 
alguns integrantes do clero. O rompimento 
definitivo com a igreja católica demorou alguns 
anos
• Excomunhão de Lutero em 13 de janeiro de 1521
A DIETA DE WORMS (28 DE JANEIRO ATÉ 26 DE MAIO)
• Lutero é convidado a se explicar na assembleia 
presidida pelo sacro império romano germânico 
Carlos V
• Lutero foi instado a renegar suas ideias, mas ele 
recusou
• A partir desse momento, Lutero passou a ser 
declarado criminoso pelo sacro imperador 
• Declarado pela igreja e pelo imperador 
A REVOLTA DOS CAMPONESES
• Também conhecida como guerra dos camponeses 
ou revolta dos camponeses anabatistas
• Principal líder: Thomas Montzer
• Lutero foi contra essa revolta
• Pode-se dizer que Lutero era favorável ao 
componentes por defender uma melhor 
condição de vida a esse grupo, mas era contrario 
a revoltas camponeses 
A CONFISSÃO DE FÉ E A PAZ DE AUGSBURG
• a confissão de Ausburgo teve como principal 
redator Felipe Melanchton e expos as princípios 
do luteranismo
• Paz de Ausburgo: tratado que diminuiu os 
conflitos entre católicos e luteranos nas terras 
do sacro império romano germânico 
• Princípio base: cujos régio. (A religião seria 
determina pelo próprio príncipe do local 
ASPECTOS TEOLICOS DO LUTERANISMO
• Sola fide (apenas a fé) e sola scripta (apenas 
as escrituras)
• Princípio do livre exame (interpretação) da 
palavra de deus 
• Lutero era livre para ler e interpretar a Bíblia
• Grande aumento dos índices de alfabetização 
nas religião luteranas
• A alfabetização ocorreu entre homens e 
mulheres, sem distinção 
• Tradução da Bíblia para linguagens vernaculares 
(nacionais, faladas em cada localizade)
• Nao acreditava em setores sociais 
• A fé é a única salvação 
• Apenas dois sacramentos (Batismo e comunhão/
eucaristia) 
• Nao existe purgatório 
• Não existe a necessidade do celibato sacerdotal
CALVINISMO : SUÍÇA 
• na franca o pensamento reformista tambem 
se propagava. Jean Calvino elaborou o 
calvinismo
• 1. Predestinação: deus escolheu aqueles que 
seriam salvo, trabalhadores
• Graça irresistível: a graça de deus é irresistível 
e aqueles que sao predestinados para a 
salvação nao podem resistir ao chamado de 
deus 
• Autoridade da Bíblia 
• Segundo Max Weber, a ética calvinista se 
consolidou ainda mais com o capitalismo do que 
com a ética católica 
REFORMA NA INGLATERRA; ANGLICANISMO
• Na Inglaterra o rei henrique VIII usou a reforma 
para se fortalecer politicamente 
• Ato da supremacia: chefe da igreja anglicana '
Reforma católica e contrarreforma 
Reforma protestante 
CALVINISMO
• Principal líder: joão Calvino 
• Local: Genebra na Suíça 
• Teve grande aceitação pela burguesia
• Teoria da predestinação: antes mesmo de 
nascer você está predestinado a salvação ou 
condenação eterna 
• A disciplina para o trabalho e o lucro 
decorrente do trabalho honesto sao vistos 
como indícios de que você esta escolhido para a 
salvação
• Calvino combate a ideia católica de que o lucro 
é pecado (doutrina do justo preço). Ele 
também combate a proibição da usura 
• Max Weber aponta que o calvinismo foi crucial 
para o desenvolvimento do capitalismo 
• OBS: o Calvino não defende o luxo!! O calvinismo 
defende uma vida simples, com a valorização 
das relações familiares 
CORRENTES DERIVADAS DO CALVINISMO
1. Puritanismo (inglaterra)
2. Presbiterianos (Escócia)
3. Huguenotes (franca): viitimas de uma enorme 
violência conhecida como massacre na noite de 
São Bartolomeu 
ANGLICANISMO 
• Líder: henrique VII, rei da Inglaterra 
• Motivação da reforma: questões politicas e 
nacionalistas 
• A primeira esposa de henrique foi a catarina de 
Aragão (princesa de origemespanhola, Espanha 
tava muito rica na época). Henrique e catarina 
tiveram uma filha chamada Maria I (maria foi 
prometida ao filho do futuro rei da Espanha) 
• No entanto, maria tinha problemas na gestação. A 
Inglaterra ficou sob risco de perder sua 
independência para a Espanha, henrique precisava 
de um filho homem
• Henrique pediu o divorcio, o papa nega
• Henrique se separa do catolicismo e cria uma nova 
igreja e casa-se com Ana Bolena (era inglesa, 
reafirmando o nacionalismo) 
• Ana bolena foi morta por inimigos políticos que 
acusavam ela de ter traído o henrique
• Henrique se casa novamente com Joana Seymour 
ATO DE SUPREMACIA
• Cria a igreja anglicana. Negou autoridades 
internacionais. O papa se torna chefe da igreja 
anglicana 
• Os bens e terras da igreja católica na Inglaterra 
sao confiscadas pela coroa inglesa 
Contrarreforma 
Reforma católica 
CONTEXTO
• A contrarreforma foi uma tentativa de deter o 
avanço do protestantismo 
CONCÍLIO DE TRENTO (CONCÍLIO TRIDENTINO)
• Eventos realizados pela igreja para decidir eventos 
importantes 
• Os dogmas sao reafirmamos e fortalecidos 
• Fim das vendas de indulgências (perdão do pecado)
• Combate à corrupção existente em setores do clero
• Investimentos para a melhor formação do clero 
(para melhor interpretar a Bíblia) mas nao estimulou 
a população a ler a Bíblia 
PRINCIPAIS MEDIDAS DO CONCÍLIO DE TRENTO 
• A igreja precisava estimular o catolicismo para fora 
da Europa, já que lá o protestantismo estava muito 
forte
• Fortalecimento da ordem dos jesuíta (companhia de 
Jesus) - Inacio de Loyola principal líder
• Fortalecimento do tribunal do santo oficio 
(inquisição): uso de tortura, violência nos hereges
• criação do índex (livros proibidos) so foi abolido na 
década de 60 
DECISÕES DO CONCÍLIO DE TRENTO 
• Totalmente contra o principio de unificamene pela 
fé 
• Reafirmação dos sete sacramentos
• O sacramento precisava ser de alguem 
autorizado 
ASSUNTO:
EXPANSÃO MARITIMA
Expansão marítima europeia 
CONTEXTO 
• Transformação efetivada pela ação dos reis e 
da burguesia. Desenvolveu-se durante a Idade 
Moderna e foi graças à mudança de 
mentalidade (usura, lucro, herança das 
reformas religiosas) e às novas práticas 
econômicas (moeda e circulação internacional, 
desenvolvimento do sistema bancário, criação 
de companhias regulamentadas e privilegiadas, 
bem como da criação de sociedade por ações).
• Economia fechada e pouco produtiva para uma 
economia mais dinâmica e de âmbito mundial 
(capitalista).
FATORES DO PIONEIRISMO INGLÊS
1. Formação do Estado nacional: o processo de 
centralização do poder em Portugal ocorreu 
muito antes de outras nações europeias
2. A escola de Sagres: centro de estudos focado 
em aprimorar técnicas náuticas. 
3. Burguesia mercantil: os empreendimentos 
marítimos exigiam grande investimento e a 
burguesia portuguesa possuía capital 
4. Localização geográfica: Portugal esta na costa 
atlântica o que permitia fácil acesso ao oceano
NAVEGAÇÕES PORTUGUESAS - CICLO ORIENTAL
• 1415: Conquista de Ceuta, no Norte da África 
1488: Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança, 
completando o contorno ocidental africano.
1498: Vasco da Gama chegou a Calicute, na Índia.
• 1500: Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, depois de 
cruzar o Atlântico.
NAVEGAÇÕES ESPANHOLAS- CICLO OCIDENTAL
1492: Cristóvão Colombo chegou à América, depois de 
cruzar o Atlântico. Américo Vespúcio provou ser a 
América um novo continente.
1500: Vicente Yañes Pinzón chegou à foz do rio 
Amazonas.
1513: Vasco Nuñez de Balboa descobriu o oceano 
Pacífico.
1516: Juan Díaz e Solís descobriu o rio da Prata.
1519 a 1522: Fernão de Magalhães e Juan Sebastián de 
Elcano primeira viagem de circunavegação.
Bula Inter Coetera (1493): linha divisória dos domínios 
portugueses e espanhóis a 100 léguas a oeste das Ilhas 
de Cabo Verde.
Tratado de Tordesilhas (1494): linha divisória a 370 
léguas a oeste das Ilhas de Cabo Verde.
EXPANSÃO FRANCESA
• Foi somente a partir do reinado de Francisco I que 
se iniciou o expansionismo marítimo francês. O rei 
da França questionou o tratado de tordilhas 
firmado entre Portugal e Espanha 
"Gostaria de que espanhôis e portugueses
mostrassem onde esta o testamento de Acao, que
divichu o mundo entre Fortugal e Espanha” 
EXPANSÃO HOLANDESA 
• Depois de derrotarem os espanhóis que ocupavam 
os Países Baixos, os holandeses criaram a republica 
das Províncias Unidas.
• Através da poderosa Companhia das índias, os 
holandeses estabeleceram um poderoso imperio 
colonia fundando Nova Amsterdã, depois 
transformada pelos ingleses em Nova lorque, e 
ocuparam o nordeste brasileiro (1630-54). parte das 
Antilhas e o Suriname.
CONSEQUÊNCIAS DAS GRANDES NAVEGAÇÕES
• Elevação do nível científico.
Descoberta de novas terras e novos povos.
• Expansão do capitalismo mercantil para níveis 
mundiais.
• Fortalecimento da burguesia e dos monarcas.
• Grande fluxo de metais da América para a Europa.
• Transferência do eixo econômico do Mediterrâneo 
para o Atlântico.
• Genocídio dos povos americanos.
• Tráfico de escravos africanos.
• Intercâmbio de produtos europeus e americanos.
Civilizações pré-colombianas 
As civilizações pré-colombianas eram sociedades 
avançadas que se desenvolveram nas Américas 
antes do contato com Cristóvão Colombo e outros 
exploradores europeus. 
INTRODUÇÃO 
SOCIEDADE DOS CAÇADORES E COLETORES 
• Ocupando uma ampla região, esses povos viviam 
da caça, da pesca e da coleta. Alguns 
praticavam uma agricultura rudimentar, 
cultivando o milho, a batata-doce e a mandioca. 
Desconheciam os metais. Utilizavam utensílios 
de madeira e de pedra. Como exemplos dessas 
sociedades, podemos citar: os iroqueses e sioux, 
na América do Norte; os caraíbas, nas Antilhas; 
os araques e tupis-guaranis, no Brasil; os 
patagônios e araucanos, no sul do continente 
americano.
SOCIEDADES AGRÁRIAS - CARACTERÍSTICAS 
• alta densidade demogratica;
• divisão em camadas sociais;
• as terras pertenciam ao Estado;
• as comunidades vizinhas prestavam serviços aos 
dominadores; no caso dos incas, era a mita;
• desconheciam o ferro, a roda e o cavalo.
MAIAS 
• Os Maias floresceram na região que hoje é a 
América Central e sul do México. Eles eram 
conhecidos por sua escrita hieroglífica, 
calendários precisos, arquitetura 
impressionante e avanços matemáticos. Suas 
cidades-estado tinham complexas estruturas 
sociais e religiosas. 
ASTECAS
• Os Astecas estabeleceram um vasto império 
no planalto mexicano. Eles construíram a 
cidade de Tenochtitlán, hoje a Cidade do 
México, e eram conhecidos por sua 
arquitetura grandiosa, sistema de escrita 
pictográfica e sacrifícios humanos em 
cerimônias religiosas.
INCAS
• Os Incas governaram uma vasta área nos 
Andes, abrangendo o que hoje é o Peru, 
Equador, Bolívia e partes da Colômbia e Chile. 
Eles construíram uma rede extensa de 
estradas e edifícios de pedra, como Machu 
Picchu. Sua administração centralizada e 
sistema agrícola engenhoso contribuíram 
para seu sucesso.
Conquista e colonização 
Da América Espanhola 
INTRODUÇÃO 
• Durante a expansão marítima, a burguesia investiu 
para lucrar e garantir sua segurança econômica, 
enquanto os reis buscavam mais riqueza para 
fortalecer seu poder e nação. A Espanha, por 
exemplo, conquistou a América em 1492 e a 
transformou em colônia. Isso fortaleceu a Espanha 
como metrópole e seguiu a política mercantilista, 
visando manter o controle sobre essas colônias. Para 
isso, a Espanha criou o Sistema Colonial para obter 
matérias-primas, produtos tropicais e metais 
preciosos, enquanto monopolizava o comércio para 
suprir as necessidades da metrópole e da burguesia.
CONQUISTAS ESPANHOLAS
• Os conquistadores que chegaram à América eram da 
Europa, uma sociedade avançada com imprensa, pólvora, 
caravelas, bússolas e astrolábios. Ao enfrentarem lendasdo "Mar Tenebroso", exploraram as Américas. 
Encontraram povos em diferentes estágios de 
desenvolvimento: alguns foram expulsos ou 
massacrados por não acumularem riquezas; outros, 
como incas, maias e astecas, foram subjugados. A busca 
por metais preciosos motivou a conquista, e os jesuítas 
converteram nativos ao cristianismo. A superioridade 
bélica dos conquistadores, armas de fogo e cavalos, 
atemorizou os nativos. Lendas e crenças também 
facilitaram a dominação. No México, Cortez e, no Peru, 
Pizarro, marcaram a colonização pela violência.
COLONIZAÇÃO ESPANHOLA 
• A colonização espanhola da América priorizou a 
exploração de metais preciosos para beneficiar os 
interesses mercantilistas e comerciantes. A mina 
de prata de Potosí, na Bolívia, foi descoberta em 
1545 e produziu grandes quantidades de prata até 
o esgotamento no século seguinte. A mão de obra 
indígena foi usada através do sistema de mita, 
com os nativos trabalhando nas minas. A 
administração era organizada por particulares no 
início, mas o conflito levou a uma administração 
estatal mais centralizada. A sociedade colonial 
estava hierarquicamente dividida entre 
chapetones (espanhóis nascidos na Espanha), 
criollos (espanhóis nascidos na América), nativos, 
negros e mestiços. A política administrativa incluía 
governadores, vice-reis, audiências judiciárias, 
capitanias gerais e cabildos municipais. 
Universidades, como a de São Marcos de Lima e do 
México, foram fundadas no século XVI.
A independência dos Estados Unidos 
CONTEXTO
- Crise do Antigo Regime (Absolutismo). - Expansão 
dos ideais iluministas.
CAUSAS:
- Autonomia política e fiscal da colonização do 
Nordeste (Plymouth).
- Negligência salutar: liberdade das colônias devido 
às guerras e revoluções na Inglaterra durante o 
século XVII (aula 18).
- Revolução Industrial = necessidade de maiores 
mercados consumidores e fornecedores = aperto do 
arrocho colonial.
- Guerra dos Sete Anos (1756-63).
•Treinamento militar dos colonos.
•Custo da guerra = novos impostos.
- Reação das 13 colônias aos novos impostos.
A QUESTÃO DOS IMPOSTOS
1764-67: Arrocho colonial.
- Limitações de expansões territoriais na colônia.
- Impostos criados sem a aprovação das 13 Colônias.
- Lei do Açúcar: proibição do livre comércio nas 
colônias. - Lei do Selo: censura sobre as publicações 
nas colônias.
LEI DO CHÁ 
• Avalanche dos Impostos (1767-73): reação 
britânica à autonomia colonial. - Charles 
Townshend: (Chanceler do Tesouro): criou 
impostos sem a aprovação das 13 colônias, 
conhecidos como Atos Townshend.
• Massacre de Boston (05/03/1770): confronto 
entre colonos e tropas inglesas.
• Resultado: suspensão dos impostos, exceto a 
Lei do Chá.
A GUERRA DE INDEPENDÊNCIA
 Os Congressos Continentais
Congressos Continentais da Filadélfia:
• 1774: boicote comercial aos produtos ingleses.
• Resultado: novos conflitos (Lexington e 
Concord).
• 1775: as 13 Colônias decidem pela ruptura política 
com a Inglaterra. - Publicação do panfleto “Bom 
Senso”, de Thomas Paine.
DECLARAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA 
- Autores: Thomas Jefferson, John Adams, 
Benjamin Franklin. 
- Ideais iluministas (Locke, Montesquieu, 
Rousseau).
- Marca o início da Guerra de Independência.
RESULTADO DA GUERRA 
• vitória das 13 Colônias. 
• Apoio da França e da Espanha às 13 colônias.
• 1781: capitulação da Inglaterra após a Batalha 
de Yorktown.
• 1783: Tratado de Paris: reconhecimento da 
independência pela Inglaterra.
A FORMAÇÃO DOS EUA 
• Os caminhos políticos após a independência
Dois grupos políticos:
• Republicanos X Federalistas.
• Autonomia para os Estados X Centralismo 
Político. 
• Solução: República Federativa Presidencialista.
• Poder central + Autonomia para os Estados.
• 1789: Eleição indireta de George Washington.
• Bill Of Rights: 10 primeiras Emendas 
Constitucionais.
• Liberdade de expressão, direito ao porte de 
armas e manutenção da escravidão.
CONSEQUÊNCIAS DA INDEPENDÊNCIA 
- Estímulo para outros processos de 
independência no continente. - Influenciou a 
Revolução Francesa.
HISTÓRIA B
ASSUNTO:
ILUMINISMO
Iluminismo 
CONTEXTO HISTÓRICO 
• O Iluminismo emergiu após períodos de 
instabilidade, como as guerras religiosas e a 
Revolução Científica.
• A ascensão da burguesia e da classe média 
também contribuiu para um ambiente de 
questionamento da autoridade e busca por 
autonomia.
CARACTERÍSTICAS DO ILUMINISMO
• A razão é o único guia infalível da sabedoria.
• O Universo é governado por leis inflexíveis.
• Existência de um Deus único, que criou o 
Universo e estabeleceu as leis naturais que o 
regem.
• Liberalismo político e econômico, ou seja, 
oposição ao absolutismo e ao mercantilismo.
TEÓRICOS DO ILUMINISMO - DIREITOS 
1. JOHN LOCKE: base do liberalismo jurídico 
Teoria: bases contratualistas, empiristas e 
jusnaturalistas.
Obra: Segundo Tratado sobre o Governo Civil.
Direitos naturais, universais e inalienáveis: vida, 
liberdade, propriedade e direito a revolta 
2. MONTESQUIEU: base do liberalismo politico 
Obra: O espírito das leis.
Teoria: Separação dos poderes.
 - Legislativo. 
- Executivo. 
- Judiciário.
3. VOLTAIRE 
Obra: Tratado sobre a tolerância.
Teoria:
- Crítica irônica ao Antigo Regime.
- Crítica à intolerância religiosa.
- Defesa da liberdade de expressão.
TEÓRICOS ECONOMISTAS 
Os fisiocratas 
4, François Quesnay (1694-1774).
• Obra: “Tableau Economique” (1758). 
• Anne Robert Jacques Turgot (1727-1781) - Ministro 
das finanças de Luís XVI.
Teoria:
- A economia é uma ciência natural.
- Leis econômicas = leis naturais.
- Não dependem da vontade ou da intervenção 
humana. - Origem da riqueza: terra.
Autônomos e harmônicos 3
5, Adam Smith (1723-1790): base da economia clássica 
• Obra: “Uma investigação sobre a natureza e a 
causa da riqueza das nações” (1776).
• Teoria:
- Economia = ciência natural.
- Lei geral: oferta e procura.
- Metáfora da “mão invisível”. 
- Origem da riqueza: trabalho.
PROPRIEDADE - FUNÇÃO SOCIAL 
6. J. J. Rousseau (1712-1778)
Obra: “Do contrato social” (1762). - Teoria: 
Contratualismo
Questão: Qual a origem da desigualdade entre os 
homens?
Resposta: Uma sociedade que molda os homens na 
defesa da propriedade privada como um privilégio, 
causando o conflito entre os proprietários e os não-
proprietários.
Solução: um novo contrato social com:
- Democracia
- Educação universal
- Exercício do direito à propriedade privada a partir 
de sua função social.
A Enciclopédia
Autores:
- Denis Diderot (1713-1784).
- Jean Le Rond d’Alembert (1717- 1783).
DESPOTISMO ESCLARECIDO E O ILUMINISMO 
Definição: reformas de modernização do estado a 
partir dos princípios iluministas.
Contradição: política absolutista X administração 
iluminista.
Exemplos:
- José II (Áustria: 1780-90).
- Catarina II (Rússia: 1762-96).
- Frederico II (Prússia: 1712-86). - José I (Portugal: 
1750-77).
- Carlos II (Espanha: 1716-88).
Revoluções inglesas 
CONTEXTO HISTÓRICO 
• Inglaterra do século XVII estava enfrentando 
tensões entre o rei e o Parlamento, assim como 
conflitos religiosos, econômicos e sociais.
• O absolutismo dos monarcas Stuart, 
especialmente Carlos I e Jaime II, desencadeou 
descontentamento por suas tentativas de 
impor impostos sem o consentimento 
parlamentar e restringir as liberdades civis e 
religiosas.
REVOLUÇÃO PURITANA - (1642-1651)
• Conflito entre o rei Carlos I e o Parlamento 
levou à Guerra Civil Inglesa (1642-1651).
• Os parlamentaristas (apoiadores do 
Parlamento) e os realistas (apoiadores do rei) 
lutaram em uma série de batalhas.
• Oliver Cromwell e o Exército Novo Modelo 
emergiram como uma força significativa ao 
lado dos parlamentaristas.
• A execução de Carlos I em 1649 resultou na 
proclamação da República da Inglaterra, 
conhecida como Comunidade.
• Sob o governo de Cromwell, a Comunidade 
passou por turbulências internas, mas tambémadotou reformas sociais e religiosas.
RESTAURAÇÃO MONÁRQUICA - (1660)
• A morte de Cromwell levou à restauração da 
monarquia em 1660, com Carlos II retornando ao 
trono.
• O Parlamento foi restaurado, mas monarquia 
absoluta continuou a prevalecer.
REVOLUÇÃO GLORIOSA (1688-1689)
• A Revolução Gloriosa foi seguida pela 
Revolução de 1688-1689 na Escócia e na Irlanda, 
resultando na formação do Reino da Grã-
Bretanha.
CONSEQUÊNCIA 
• As Revoluções Inglesas estabeleceram um 
precedente importante para a limitação do 
poder real e para a supremacia do 
Parlamento.
• A Declaração de Direitos deu origem a uma 
monarquia constitucional e influenciou 
futuras democracias.
• Em resumo, as Revoluções Inglesas foram um 
período de mudança política crucial que 
resultou na limitação do poder monárquico e 
no surgimento de um governo mais 
representativo e constitucional na Inglaterra.
ASSUNTO:
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Revolução indústrial 
INTRODUÇÃO 
• Processo caracterizado pelo aprimoramento de 
métodos fabris e pela aceleração da produção do 
consumo do desenvolvimento cientifico e 
tecnologico, do crescimento populacional, da 
velocidade, etc 
• Durante o Secarlo XVII. apenas a Inglaterra 
entrou em processo de Revolução industrial 
PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (XIX)
• Máquina a vapor: A invenção da máquina a 
vapor por James Watt permitiu o uso eficiente da 
energia para impulsionar máquinas e locomotivas.
• Indústria têxtil: A produção de tecidos foi 
transformada pela introdução de teares mecânicos 
e máquinas de fiar, aumentando a eficiência e a 
produção.
• Urbanização: A urbanização acelerou à medida 
que as fábricas se concentravam em cidades, 
atraindo trabalhadores rurais para as áreas 
urbanas em busca de emprego
SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (final do século 19 
até início do século 20):
• Eletrificação: A eletricidade permitiu a criação 
de novas indústrias e melhorou a eficiência nas 
existentes, além de trazer iluminação e 
eletricidade para os lares.
• Aço e produtos químicos: Avanços na produção de 
aço e produtos químicos impulsionaram setores como a 
construção de estruturas e a fabricação de produtos 
químicos.
• Automóveis e aviação: A produção em massa de 
automóveis revolucionou o transporte, e os primeiros 
passos na aviação também foram dados.
TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 
 • Tecnologia da Informação: O surgimento dos 
computadores e da tecnologia digital transformou a 
forma como as informações são processadas e 
compartilhadas.
 • Automação: A automação industrial aumentou a 
eficiência e reduziu a necessidade de mão de obra 
humana em muitas tarefas.
• Globalização: O comércio internacional aumentou 
significativamente com avanços nos sistemas de 
transporte e comunicação.
QUARTA REVOLUÇÃO 
• Tecnologias digitais: A convergência de tecnologias 
como IA, big data, análise de dados e IoT permitiu a 
criação de sistemas interconectados e inteligentes.
• IA e Robótica: Automação avançada, robôs 
colaborativos e sistemas de IA estão mudando 
• Personalização e produção sob demanda: A 
capacidade de personalizar produtos em massa e 
produzir sob demanda está se tornando mais viável 
com as tecnologias modernas.
PIONEIRISMO INGLÊS - MOTIVOS 
1. Os cercamentos 
• proprietários de terra cercavam campos 
abertos e áreas antes ocupadas por pequenos 
agricultores e pecuaristas, expulsando 
inúmeras famílias dessas regiões
• Muitos desses camponeses viviam há gerações 
nessas terras
• Isso provocou um grande Êxodo rural e a 
disponibilização de mão de obra barata nas 
cidades
• Os processos de cercamento aconteceu de 
forma gradual desde o século XVI
2. Revolução gloriosa
• adoção do sistema parlamentarista
• Estabilidade politica
• Favorecimento da burguesia e ideias liberais
3. Outros fatores
• Recursos disponíveis para investimentos
• Solo favorável
• Disponibilidade de carvão e minério de ferro
RELAÇÃO TRABALHISTA 
• Relação conflituosa entre a burguesia e o 
proletariado
• Essa oposição era percebida na segregação 
espacial
• Nos bairros operários circulava esgoto a céu 
aberto, grande fome e transmissão de doenças 
• várias famílias partilhavam a mesma habitação
• Os operários habitavam em torno das fabricas 
• As cidades cresciam de maneira desordenada 
(Manchester, por exemplo)
• péssimas condições de trabalho, ambientes 
insalubres, maus tratos, vigilância abusiva e 
salários baixíssimos 
• Mulheres e crianças também eram explorador
• Valorização da pontualidade
MOVIMENTOS TRABALHISTAS
1. Ludismo: movimento dos quebradores de 
maquinas
• trabalhadores desempregados após o processo 
de automação se revoltam contra o novo estilo 
de produção 
• Foi feito pena de morta para quebra de 
maquinas 
• Essa medida gerou enfraquecimento do 
movimento 
2. Cartismo: a insatisfação foi redirecionada para 
a criação de associações organizados e realizações 
de greve. Pediam:
• sufrágio universal masculino
• Direito de participação no parlamento
• Pagamento de salário aos membros do 
parlamento 
• Diminuição da Jordana de trabalho
• o parlamento rejeitou todos os pedidos 
ASSUNTO:
REVOLUÇÃO FRANCESA 
Revolução francesa 
CONTEXTO 
• Revolução Francesa, ocorrida entre 1789 e 1799, 
foi um dos eventos mais marcantes da história 
moderna. Ela foi influenciada por uma série de 
fatores econômicos, sociais e políticos que 
criaram um ambiente propício para a agitação e 
a mudança radical na França.
CAUSAS ESTRUTURAIS DA CRISE
1. Crise econômica (altos impostos e custos da 
monarquia)
2. Privilégios feudais (isenções fiscais da alta 
nobreza).
3. Crise do campesinato (tributos feudais / 
estiagens).
4. Revolta aristocrática (Reação Feudal / Revolta dos 
Notáveis – 1787 e 1788).
CAUSAS CONJUNTURAIS 
- Guerra dos Sete Anos (1756-63).
- Revolução Americana (1776-81).
- Grande Fome (1787-89): estopim da Revolução.
A QUESTÃO DOS IMPOSTOS - DÍVIDA INTERNA 
1o e 2o Estados: Alto Clero e Alta Nobreza.
- Aprox. 500.000 hab. = isenções fiscais totais e/ou 
parciais, ou seja, não pagavam nada
3o Estado: burguesia/povo.
- Aprox. 24.500.000 hab. = arcavam com a quase 
totalidade dos impostos.
DIVIDA EXTERNA 
Empréstimos em bancos ingleses feitos pela Coroa: 5 
milhões. 
Receita anual de impostos: 2,5 milhões
Resultado: falência da França.
(Alem disso, a independência dos EUA custou milhões aos 
cofres franceses)
TRATADO DE ÉDEN-RAYNEVAL
• novos empréstimos condicionados a isenção de 
impostos sobre produtos ingleses.
Consequências:
- Falência das fábricas francesas.
- Aumento do desemprego.
- Descontentamento da burguesia e do povo.
CONVOCAÇÃO DOS ESTADOS GERAIS 
A crise financeira levou o rei Luís XVI a convocar os 
Estados Gerais, uma assembleia representativa composta 
por clero, nobreza e o Terceiro Estado (burguesia e 
camponeses).
ASSEMBLEIA DOS ESTADOS GERAIS 
• O Terceiro Estado se declarou como Assembleia 
Nacional, buscando criar uma nova constituição 
para limitar os poderes do rei. Nao resolveu o 
problema 
QUEDA DA BASTILHA: início simbólico da revolução 
PRIMEIRO DOCUMENTO DA CONSTITUIÇÃO 
• Declaração dos direitos do homem e do cidadão 
• Isonomia jurídica
• Aplicação do principio “liberdade, igualdade e 
fraternidade) 
ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE - O GRANDE 
MEDO
• Essa investida, conhecida como Grande Medo, 
aconteceu entre julho e agosto de 1789 e foi 
marcada por ataques e saqueamentos contra 
propriedades de aristocratas e, muitas vezes, 
pelo assassinato dos donos desses locais. Os 
camponeses lutavam pelo fim de alguns 
impostos e exigiam que fosse garantido a eles 
um maior acesso aos alimentos — a fome era 
um problema grave entre o campesinato."
• Privilégios feudais foram abolidos 
• A radicalização popular fez com que a classe 
média e a burguesia francesa assumissem uma 
posição conservadora como forma de frear o 
ímpeto do povo. Já a nobreza e o clero 
iniciaramuma fuga em massa da França, 
mudando-se para países como Áustria e 
Prússia. Além disso, começaram uma 
conspiração contrarrevolucionária, que tinha 
como objetivo reverter as mudanças que 
estavam em curso.
• O próprio rei Luís XVI tentou fugir da França
Veja mais sobre "Revolução Francesa" em: https://
brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-
francesa.htm
"As tentativas de barrar a radicalização da revolução 
tornaram-se claras quando foi promulgada a nova 
Constituição Francesa, em 1791. Ela transformou a 
França em uma monarquia constitucional e frustrou 
aqueles que esperavam que a França seria uma 
república com ampla democracia. Com isso, a 
Assembleia Nacional Constituinte transformou-se em 
Assembleia Legislativa."
GIRONDINOS X JACOBINOS 
• Os girondinos entendiam que as mudanças 
deveriam ser contidas, já os jacobinos achavam que 
as mudanças deveriam ser mais radicalizadas."
Jacobinos: decretaram a “Pátria em Perigo”.
- Líderes jacobinos: Robespierre, Marat e Danton.
- Comuna Insurrecional de Paris: governo jacobino 
provisório de Paris na luta contra os invasores.
"sans-culottes organizaram-se, derrubaram a 
monarquia francesa e instauraram a república.
CONVENÇÃO 
• Com a instauração da República na França, a 
Assembleia Legislativa foi substituída pela 
Convenção, inaugurada em setembro de 1792. Os 
membros da Convenção foram determinados por 
sufrágio universal masculino. Com isso, Luís XVI 
deixou de ser o rei da França, e um novo debate 
surgiu: a execução do rei."
DIRETÓRIO 
• Com a derrocada jacobina, os girondinos e a alta 
burguesia francesa redigiram uma nova 
Constituição para a França e restauraram algumas 
medidas, como o voto censitário. Foi um período 
autoritário no qual o exército francês foi utilizado 
várias vezes para reprimir o povo. Além disso, houve 
resistência às tentativas de golpe por parte de 
jacobinos e monarquistas."
• A instabilidade que a França vivia fez com que a alta 
burguesia francesa defendesse esse autoritarismo, 
pois as massas estavam insatisfeitas, a economia 
estava ruim e a guerra ameaçava o país. Por isso, 
passaram a defender a implantação de uma 
ditadura no país sob o governo de uma figura forte, 
autoritária. Dessa forma, nasceu o apoio a Napoleão 
Bonaparte, general famoso por liderar os exércitos 
franceses na luta contra as coalizões internacionais.
CONSEQUÊNCIAS DA REVOLUÇÃO 
• fim dos privilégios de classe na França;
• fim de qualquer resquício do feudalismo no país e 
início da consolidação do capitalismo;
• início do processo de queda do absolutismo na 
Europa e na França;
• inspiração para movimentos de independência no 
continente americano;
• popularização da república como forma de governo;
• separação entre os poderes;
• imposição das liberdades individuais,
Veja mais sobre "Revolução Francesa" em: https://
brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-francesa.htm
FASE DO TERROR 
Enquanto os girondinos exigiam que Luís XVI fosse 
exilado, os jacobinos exigiam sua execução. O 
destino do rei foi selado quando foram descobertas 
evidências que associavam-no ao esforço 
contrarrevolucionário realizado no exterior. Assim, o 
rei foi executado em janeiro de 1793.
O regicídio inaugurou o período do Terror, no qual 
jacobinos liderados por Maximilien Robespierre 
radicalizaram a revolução na tentativa de impor 
uma ampla agenda reformista no país. Apesar de a 
Convenção ser a instituição mais importante do 
país, os jacobinos impuseram seus ideais por meio 
do Comitê de Salvação Pública.
"A república liderada por jacobinos ficou marcada 
por conseguir estabilizar a situação do país e 
colocar a guerra e as massas populares sob 
controle. Apesar disso, a guerra agravou-se depois 
da execução do rei, porque os países absolutistas 
alarmaram-se com o regicídio cometido pelos 
jacobinos. Outra marca jacobina era a perseguição 
a todos os seus opositores.
Com a Lei dos Suspeitos, os jacobinos começaram a 
perseguir todos aqueles que eram considerados 
inimigos da revolução. Os suspeitos eram julgados 
e, se condenados, guilhotinados."
A Era napoleônica 
INTRODUÇÃO 
• Napoleão Bonaparte era um jovem e 
promissor militar que ascendeu ao generalato 
aracas as suas proezas nas campanhas da 
Itália e do Egito.
CONSULADO
• Através do Golpe de 18 Brumário (1799), 
Napoleão tornou-se cônsul e, em 1802, cônsul 
vitalício.
• Realizações internas: nova constituição 
(1799), centralização administrativa, incentivo 
à educação, promulgação de um Código Civil, 
assinatura de uma concordata com o papa.
• Realizações externas: enfrentou a segunda 
coligação, vencendo a Austria, estabelecendo 
a paz com a Rússia e isolando a Inglaterra.
IMPÉRIO 
• Napoleão sagrou-se Imperador da França em 
1804.
• Campanhas externas: guerra contra a 
terceira coligação - venceu russos e 
austríacos - e contra a quarta coligação - 
venceu a Prússia e a Rússia e instituiu o 
Bloqueio Continental. Nos domínios e áreas de 
influências da França, Napoleão promoveu 
reformas inspiradas nas ideias da Revolução 
Francesa.
Declínio do Imperador: a instituição do Bloqueio 
Continental, a invasão aos estados da Igreja, a 
Portugal e à Espanha e, sobre-tudo, a desastrosa 
invasão à Rússia, enfraqueceram Napoleão, que 
foi derrotado pela sexta coligação e exilado na 
Ilha de Elba.
Napoleão retornou à França, estabelecendo o 
Governo dos Cem Dias. Foi definitivamente 
derrotado, em junho de 1815, na Batalha de 
Waterloo, sendo deportado para a Ilha de Santa
Helena, onde morreu.
• Declínio do Imperador: a instituição do Bloqueio 
Continental, a invasão aos estados da Igreja, a 
Portugal e à Espanha e, sobre-tudo, a 
desastrosa invasão à Rússia, enfraqueceram 
Napoleão, que foi derrotado pela sexta 
coligação e exilado na Ilha de Elba.
• Napoleão retornou à França, estabelecendo o 
Governo dos Cem Dias. Foi definitivamente 
derrotado, em junho de 1815, na Batalha de 
Waterloo, sendo deportado para a Ilha de Santa
Helena, onde morreu.
O CONGRESSO DE VIENA
• Nações que combateram as forças 
napoleônicas reuniram-se, entre 1814 e 1815, 
para reorganizar o mapa político da Europa e 
restaurar os governos anteriores à Revolução 
Francesa.
SANTA ALIANCA
• Organização supranacional que, entre 1815 e 
1830, garantiu os objetivos do Congresso de 
Viena, procurou reprimir as revoluções liberais 
na França e os movimentos de independência
na América.
Aspectos do século XIX
A REVOLUÇÃO DE 1830
• Da queda de Napoleão até o começo de 1820, os 
Bourbons – na pessoa de Luís XVIII – 
conseguiram, sem maiores dificuldades, 
governar a França.
• Em 13 de fevereiro de 1820, ocorreu o 
assassinato do duque de Berry, sobrinho do 
rei. Os ultrarrealistas responderam com uma 
série de medidas repressivas
• Foi restabelecida a censura à imprensa; os 
suspeitos por crimes políticos podiam ser 
detidos por três meses, sem julgamento, e os 
eleitores mais ricos teriam direito ao voto 
duplo nas eleições parlamentares.
• Em 1824, Luís XVIII morreu. Em seu lugar, subiu 
ao trono o conde de Artois, seu irmão, com o 
título de Carlos X. O novo monarca, que era 
um reacionário, logo desfraldou a bandeira da 
Contrarrevolução. Baixou leis, reprimindo 
violentamente aqueles que atacassem o clero 
católico 
• A revivência do absolutos e as ordenações de 
julho (fim da liberdade de imprensa, 
dissolução da Camera e convocação de novas 
eleições) foram o estopim para a revolução 
OS TRÊS DIAS GLORIOSOS
• Em meio a uma grave crise econômica os 
trabalhadores saíram as ruas para derrubar 
Carlos X
LUÍS FILIPE DE ORLEANS 
 - subiu ao trono Luss rilipe de Orleans
• A Revolução de 1830, feita por republicanos e 
bonapartistas, acabou sendo uma vitória da 
monarquia constitucional
A REVOLUÇÃO DE 1848
• A partir de 1845, a situação política foi profun- 
damente agravada pela eclosão de uma crise do 
capitalismo. Essa crise acabariase estendendo 
por todo o continente e estaria na origem das 
revoluções liberais que abalaram a Europa 
Centro-Ocidental, no ano de 1848.
• Os anos de 1845 e 1846 foram de péssimas co- 
lheitas, desencadeando uma crise agrícola em 
todo o continente. Essa crise provocou uma alta 
vertiginosa do custo de vida, atirou à miséria 
grandes setores da população rural e reduziu 
drasticamente a sua capacidade de consumo de 
produtos manufaturados. A crise se agravou, 
atingindo a indústria e as finanças.
• A crise econômica gerou uma crise social e 
política na França, culminando com uma 
revolução que levou à queda de Luís Filipe.
SEGUNDA REPÚBLICA 
• A burguesia francesa, apoiada pelos batalhões 
da Guarda Nacional, assumiu o poder, formando 
um Governo Provisório. Desse Governo, 
participaram figuras de destaque, como o poeta 
Lamartine, o advogado Ledru- -Rollin e o 
socialista Louis Blanc (Ministro do Trabalho).
• A Assembleia Nacional Constituinte, eleita em 
abril de 1848, era dominada por republicanos 
moderados, uma parcela de monarquistas 
disfarçados e por uma minoria socialista.
• A dissolução da “Comissão do Luxemburgo” e, 
finalmente, o fechamento das “Oficinas 
Nacionais” – que empregavam 110 mil operários – 
desencadearam, no mês de junho, a insurreição 
geral em Paris. A rebelião operária foi reprimida 
duramente.
• Em 1848, por ampla maioria, Luis Napoleão, 
sobrinho de Napoleão Bonaparte - foi eleito 
presidente da republica 
SEGUNDO IMPÉRIO 
• De 1849 até 1851, consolidou-se a reação 
conservadora. A Assembleia Legislativa interditou 
o direito de greve e privou quase três milhões de 
eleitores de voto.
• As divergências entre Luís Napoleão e a 
Assembleia Legislativa aumentaram 
enormemente.
Em 2 de dezembro de 1851, Luís Napoleão baixou um 
decreto, proclamando a dissolução da Assembleia 
Legislativa e restabelecendo o sufrágio universal. 
Uma tentativa de insurreição republicana contra o 
Golpe de Estado foi brutalmente esmagada pelo 
exército. Karl Marx chamou o golpe de “18 Brumário” 
numa alusão segundo a qual o sobrinho procurou 
imitar o tio.
Em 20 de dezembro, um plebiscito aprovou o Golpe 
de Estado, concedendo a Luís Napoleão plenos 
poderes por dez anos.
Em 1852, apoiado pela grande burguesia e 
referendado por um plebiscito, Luís Napoleão 
transformou-se em Imperador da França, com o 
título de Napoleão III.
Aula 08
História 2B 29
 
 “A Comuna foi formada por conselheiros 
municipais, eleitos por sufrágio universal nos vários 
bairros da cidade, responsáveis e revogáveis em 
qualquer momento. A maioria dos seus membros 
eram naturalmente operários ou representantes 
reconhecidos da classe operária. A Comuna havia de 
ser não um corpo parla- mentar, mas operante 
executivo e legislativo ao mesmo tempo. Em vez de 
continuar a ser o instrumento do governo central, a 
polícia foi logo despojada dos seus atributos políticos 
e transformada no instrumento da Comuna, 
responsável e revogável em qualquer momento. O 
mesmo aconteceu com os funcionários de todos os 
outros ramos da administração. Dos membros da 
Comuna para baixo, o serviço público tinha de ser 
feito em troca de salários de operários. Os direitos 
adquiridos e os subsídios de representação dos altos 
dignitários do Estado desapareceram com os 
princípios dignitários do Estado. As funções públicas 
deixaram de ser a pro- priedade privada dos testas 
de ferro do governo central. Não só a administração 
municipal, mas também toda a iniciativa até então 
exercida pelo Estado foram entregues nas mãos da 
Comuna.”
Karl Marx. A Guerra Civil na França.
30
Extensivo Terceirão
No plano interno: autoritarismo político; desen- 
volvimento econômico; grandes obras públicas, espe- 
cialmente em Paris, realizadas pelo barão 
Haussmann; controle e censura da imprensa.
No plano externo: atuou com destaque nas lutas 
pela unificação da Itália; no Congresso de
• Em 2 de dezembro de 1851, Luís Napoleão baixou um 
decreto, proclamando a dissolução da Assembleia 
Legislativa e restabelecendo o sufrágio universal. 
Uma tentativa de insurreição republicana contra o 
Golpe de Estado foi brutalmente esmagada pelo 
exército. Karl Marx chamou o golpe de “18 Brumário” 
numa alusão segundo a qual o sobrinho procurou 
imitar o tio.
• Em 20 de dezembro, um plebiscito aprovou o Golpe de 
Estado, concedendo a Luís Napoleão plenos poderes 
por dez anos.
• Em 1852, apoiado pela grande burguesia e 
referendado por um plebiscito, Luís Napoleão 
transformou-se em Imperador da França, com o 
título de Napoleão III.
COMUNA DE PARIS 
• Com a queda de Napoleão III, formaram-se na França 
dois governos: um com sede em Versalhes, 
predominante- mente burguês, e outro em Paris – a 
Comuna de Paris –, revolucionário.
• Em 18 de março, após ser derrotado em combate, o 
exército versalhês bateu em retirada e o poder em 
Paris passou às mãos do Comitê da Guarda Nacional.
• O Comitê convocou, em seguida, eleições para a 
constituição do Conselho da Comuna de Paris. O 
Conselho da Comuna de Paris, eleito por sufrágio 
universal, era formado por socialistas (pela primeira 
vez na história)
ASSUNTO:
IMPERIALISMO
Imperialismos
CONTEXTO 
• Imperialismo é um sistema político, 
econômico e militar no qual um país 
estende seu poder e influência sobre 
outras nações, muitas vezes por meio da 
colonização, anexação ou dominação 
econômica. Isso geralmente envolve a 
exploração de recursos naturais e mão de 
obra, além de impactos culturais nos 
territórios conquistados. O imperialismo foi 
mais proeminente nos séculos XIX e XX, 
quando potências europeias e outros 
países buscavam expandir seu território e 
influência global.
FATORES DETERMINANTES 
• Procura de novas fontes de matérias 
primas
• Procura de novos mercados
• Grande aumento populacional na Europa 
• Desejo de aplicar capitais excedentes
• Progressos tecnológicos 
COLONIZAÇÃO EUROPEIA 
• No final do século XIX, as potências europeias, 
como Grã-Bretanha, França, Alemanha e 
Bélgica, buscaram expandir suas influências 
coloniais na África, Ásia e outras partes do 
mundo.
PARTILHA DA ÁFRICA 
• A Conferência de Berlim (1884-1885) estabeleceu as 
regras para a divisão da África entre as nações 
europeias, levando à ocupação de quase todo o 
continente.
PARTILHA DA ÁSIA 
• Potências europeias também estenderam sua 
influência na Ásia, resultando em colônias e áreas de 
influência, como na Índia britânica e na Indochina 
francesa.
• Índia: dominação inglesa concluída após a Revolta dos 
Cipaios (1857-1859). Era um importante mercado para 
os tecidos de algo-dão, fabricados na Inglaterra.
• China: a partilha do Império Chinês teve início após as 
Guerras do Ópio (1840-1858). A China tornou-se um país 
recortado por "zonas de influências" (Inglaterra, 
França, Alemanha, Itália, Rússia, EUA e Japão). O 
principal movimento de resistência chinês foi a 
Revolta dos Boxers (1900-1901), derrotada por uma 
força expedicionária internacional.
AMÉRICA LATINA 
• Até 1870, a presença inglesa foi acentuada, 
principalmente por meio de empréstimos e fundação 
de empresas britânicas.
• No final do século, início da expansão norte-americana 
sobre o continente. A intervenção inspirava-se na 
Doutrina Monroe ( América para os americanos) 
ASSUNTO:
PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Primeira Guerra Mundial 
CONTEXTO E ANTECEDENTES 
Contexto europeu anterior ao conflito
- 2a Revolução Industrial.
- Crescimento econômico e militar alemão após a 
unificação.
- Neocolonialismo e imperialismo.
- Unificações: fim do equilíbrio europeu proposto 
pelo Congresso de Viena em 1815.
- Corrida armamentista + corrida naval.
POLITICA DE ALIANÇAS 
- 1873: Tratado dos Três Imperadores: Alemanha + 
Rússia + Áustria- Hungria.
- 1882: Tríplice Aliança: Alemanha + Itália + Áustria-
Hungria.
PAZ ARMADA 
- Inglaterra + França + Rússia: temiam o 
expansionismoalemão.
- Estratégia: Corrida armamentista + 
estabelecimento de alianças. 
• 1894: formação do Pacto Franco-Russo.
- 1904: formação da Entente Cordiale (França + 
Inglaterra).
- 1907: Formação da Tríplice Entente (França + 
Inglaterra + Rússia).
A QUESTÃO MARROQUINA (1904-1911)
• Alemanha + Áustria-Hungria X França + 
Inglaterra.
• Objetivo: controle sobre o Marrocos.
• Resultado: derrota alemã.
•
A Questão Balcânica (1911-1914) 
• Rússia X Áustria-Hungria.
• Objetivo austríaco: construção da ferrovia 
Berlim-Bagdá (atendendo ao interesse alemão).
• Objetivo russo: criação da Grande Sérvia = Estado 
pan-eslavo para controlar o Mar Negro.
INÍCIO DA GUERRA 
• Resultado das Guerras Balcânicas: revanchismo 
sérvio, reforço da aliança sérvia com a Rússia e 
fortalecimento do sentimento pan-eslavista 
sérvio.
• Divisão dos Balcãs: Sérvia + Rússia X Áustria-
Hungria + Bósnia + Herzegovina.
• Proposta austríaca: formação do Império Austro-
Húngaro-Eslavo
• Eslavos: teriam grande autonomia dentro do 
Império (essa proposta desinteressava à Sérvia).
• 28/06/1914: Assassinato de Francisco Ferdinando. - 
Ativação do sistema de alianças.
• 01/09/1914: Início da grande guerra 
DESENVOLVIMENTO DA GUERRA
• No início, foi uma guerra de movimento, com 
maiores vitórias da Alemanha nas frentes 
ocidental e oriental.
• Em 1915, a luta se estabilizou na frente ocidental, 
com o início da guerra de trincheiras.
• Em 1917, os EUA entram na guerra e, a partir daí, 
a Tríplice Entente começou a obter vitórias.
• Na segunda batalha de Marne (julho de 1918), a 
ofensiva austro-húngara foi contida e a Tríplice 
Entente obrigou o inimigo a recuar.
• Em novembro de 1918, o regime monárquico 
alemão foi deposto e o País assinou sua rendição.
OS TRATADOS DE PAZ
• Conferência de Paris (1919): EUA, França, 
Inglaterra e Itália.
• Recusa do plano dos 14 Pontos proposto pelos 
EUA (“paz sem vencedores”).
• Fundação da Liga das Nações sem a participação 
dos EUA.
• Assinatura do Tratado de Versalhes: Alemanha 
responsabilizada pela guerra. Pagaria 
indenização de £ 6,6 milhões (US$ 33 milhões).
• Perdas territoriais e coloniais.
• Restrição militar: 100 mil soldados, sem 
aeronáutica e seis navios. - Criação do Corredor 
Polonês (Danzig).
• Tratado de Saint-Germain (1919): fim do Império 
Austro-Húngaro. 
Tratado de Sèvres (1920): fim do Império Turco-
Otomano.
ASSUNTO:
REVOLUÇÃO RUSSA
Revolução russa 
OS ROMANOVS 
• A Rússia perdeu uma guerra para o império 
turco otomano na Crimeia. Isso foi um atraso 
gigantesco, transpareceu a população a 
péssima situação que a Rússia se encontrava. 
RÚSSIA PRÉ-REVOLUÇÃO 
• Aboliu a servidão: a Rússia era baseado em 
sistema de servidão, quase uma relação 
feudal em pleno Seculo XIV
• Início de uma tímida industrialização
• Houve reformas politicas
• Vende o Alaska para os EUA 
• Autonomia para a Finlândia 
• Séries de reformas importantíssimas. Iria até 
limitar o seu poder.
• É assassinado em um atentado anarquista 
em maio a ideologias extremistas 
• O filho mais velho que foi treinado para 
governar morre e seu irmao mais novo 
governa 
ALEXANDER III
• Um dos czares mais perversos. Era contra 
todas as ideias do seu pai
• Violenta repressão aos operários
• Retrocesso nas reformas politicas 
• Alexander morre 
• Alexandre ulyanov morre em meio a perseguição 
dos revolucionários. Quando ele morre, seu irmão 
mais novo tenta entender as ideias anarquistas do 
seu irmão. Seu irmão (Vladimir Lenin) começou a 
se amigar ao socialismo
NICOLAU II
• após a morte de Alexander II, a Rússia ainda 
manter seus laços absolutistas sob o governo de 
Nicolau II, membro tradicional da dinastia Romanov
• A servidão só foi definitivamente abolida na Rússia 
em 1861, o que demonstra discrepância no processo 
histórico russo comparado a outras regiões da 
Europa 
• O seu casamento não foi bem visto para outras 
regiões
• Alexander era primo do rei George da inglaterra
• Alexander teve 4 filhas e 1 filho que tinha doença 
hemolítica do recém nascido
• Rasputim (político camponês muito influente na 
corte, era uma especie de santo que iria curar seu 
filho doente)
• Nicolau era muito despreparado, o povo da Rússia 
vivia com fome, era muito manipulado pelo irmão 
GRUPOS CONTRÁRIOS AO GOVERNO DE NICOLAU
• Vladimir Lenin e maltov 
Os dois grupos tinham divergências de ideias
MALTOV: defendia o socialismo moderado, uma 
espécie de socialismo democrático (mencheviques)
LENIN: socialista marxista tradicional, acredita no 
processo revolucionário e em uma ditadura 
operaria. 
FORMAÇÃO DOS PARTIDOS
Kadete
• alta burguesia
• Monarquia parlamentar
• Voto censitário 
PARTIDO OPERÁRIO SOCIAL DEMOCRATA RUSSO 
• MENCHEVIQUES (minoria)
— media burguesia
— socialismo moderado
— governo democrático
— lideres: plekhanov e maltov
• BOLCHEVIQUE (maioria)
— Povo
— Socialismo total
— Ditadura operaria
— lideres: Lenin e trotski
ENSAIO GERAL PARA A REVOLUÇÃO 
GUERRA RUSSO-JAPONESA
• disputa imperialista na china pela manchúria. 
Contrapõe os impérios da Rússia e Japão 
• O império japonês causa graves danos ao 
império russo, o que não foi nada esperado, já 
que a Rússia era mais forte
• Essa guerra levou a séries problemas de 
abastecimento a Rússia
• TRATATO DE POSTUMOUTH: a Rússia é forcada a 
entregar portos e reconhecer direitos 
pesqueiros japoneses em parte do seu litoral, 
alem de oficializar reconhecimento da 
soberania japonesa 
• Povo com fome decide marchar ao palácio de 
ksar, era um movimento extremamente 
pacífica 
O DOMINGO SANGRENTO 
• Um protesto pacifico pedindo melhorias para 
terríveis condições pelas quais passavam a 
população terminou violentamente reprimido 
em frente ao palácio de São Petesburgo 
• Graves e protestos não pacíficos começaram 
ocorrer após essa reação 
ENSAIO GERAL
• Criação dos sovietes em outubro de 1905
• Unidades trabalhistas reinvindicadores 
• Os sovietes era uma reunião de todos os 
trabalhadores contra o governo
• Era uma forca contraria muito grande 
• Até as forcas armadas (marinheiros) se 
revoltaram. 
• O Csar entendeu que nao podia mais bater de 
frente. Aconselhado por diversas pessoas decide 
ceder poderes
MONARQUIA CONSTITUCIONAL
• Mesmo sendo instruída por uma duma, o czar 
segue concentrando o poder demasiadamente
• Estrutura política-partidária 
• Deu liberdade de expressão e também liberdade 
de organização sindical 
• O voto continua censitário
• Com essas medidas as revoltas foram acalmadas, 
ate chegar a primeira guerra mundial
RÚSSIA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL 
• A guerra foi extremamente prejudicial para ao 
império russo 
• A guerra gerou uma crise de abastecimento 
absurda, levando novamente a privação 
• só tomaram pancadas, haviam soldados russos 
sem ter nem armas 
• Nicolau em meio a revolta decide ir para guerra 
levar alimentos aos soldados, mas para isso 
precisou racionar o alimento dos civis 
• Rasputin perdeu seu respaldo popular, 
começaram piadas na corte ao seu respeito 
• O Rasputin tinha um vínculo muito forte.
• Rasputim morre após tentativa de 
envenenamento, a principio nao deu certo, 
posteriormente levou um tiro e teve seu pinto 
Mutilado
REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO (1917)
• Pressionado, Nicolau II renúncia e deixa o poder 
aos mencheviques 
• Um governo provisório passa a governar junto 
aos sovietes
• características do governo:
— estabelecimento de uma república
— anistia aos exilados políticos
— retorno de Vladimir Lenin
— manutenção da propriedade privada
— concentração fundiária continua
— Rússia é mantida na primeira guerra mundial 
TESES DE ABRIL 
• Vladimin Lenin (líder dos bolcheviques), começa 
a fazer discursos contrários aos 
mencheviques
• Todo poder aos sovietes
• Paz, terra e pão. PAZ (saída da Rússia da 
guerra). TERRA (reforma agrária). PÃO 
(acabar a fome)
REVOLUÇÃO DE OUTUBRO (1917)
• Os sovietesdissolvem o governo provisório e Lenin 
lidera os bolcheviques na tomada do poder
• Os bolcheviques retiram a Rússia da guerra no 
tratato de brest-livovsky
• Os mencheviques apoiados por forcas 
internacionais reagem formando um exército 
contrarrevolucionários 
• Os bolcheviques formam o exercito vermelho
• Destaca-se a difira de leon trostkuy e a utilização 
do comunismo de guerra nesse processo 
GUERRA CIVIL NA RÚSSIA
• exército vermelho x exercito branco
• Dezenas de estados autônomos sao proclamados 
e orientados por distintas ideologias 
• Paises capitalistas lutavam contra Lenin para 
impedir a revolução, já que afetava os interesses 
e ameaçavam a integridade capitalista 
• Lenin mesmo em frente consegue chegar ao 
poder
• Lenin tinha vários problemas de saude, mas nao 
tinha outra pessoa para governar
GOVERNO DE LÊNIN
• Ditadura comunista, necessidade de se 
restabeleceu a economia debilitado pelas guerras
O MASSACRE DOS ROMANOVS (17 DE JULHO 1918)
• os atiradores matam toda a família dos 
czares
FORMAÇÃO DA URSS (1922)
• A vitoria do exercício vermelho consolida a 
revolução bolchevique sob a lideranca de 
lensino
• Constitui-se assim a união das republicas 
socialistas soviéticas 
NOVA POLÍTICA ECONOMIA (NEP)
• Um passo atrás para se dar dois a frente
• Capitalismo em favor do comunismo 
• Adoção de medidas capitalistas para 
estimular a economia, já que a Rússia estava 
quebrada e nao tinha recursos
— privatização de algumas 
— diferentes remunerações
— empréstimos 
— venda de excedentes
— reformas trabalhistas 
• Lenin morre e trovsky governa. Lenin fala 
para trovsky cuidar do STÁLIN 
• STÁLIN era partido do comunismo, conhecia 
muito mais o povo, pois era ele quem fazia os 
processos 
MORTE DE LÊNIN E SUCESSÃO 
Trovsky era um marxista que defendia a revolução 
mundial, o capitalismo precisava deixar de existir
Stalin negava essa vertente, o comunismo 
precisava ser somente na URSS
STALINISMO
• persegue todos os seus opositores, inclusive 
trovsky que foi morte
• Totalitarismo
• Criação da KGB
• Controle estatal da produção agrícola
• Racionamento alimentício na Ucrânia em prol 
do desenvolvimento russo 
• Espécie de holocausto na Ucrânia 
• Culto ao líder no Stálin, palácios 
ASSUNTO:
NAZISMO E REGIMES TOTALITÁRIOS
O nazifascismo 
A ascensão de Hittler no poder 
ALEMANHA NO PÓS GUERRA
• Alemanha foi destruída no ponto de vista 
econômico, ficou devendo dívidas milionárias a 
franca. No entanto, Alemanha nao consegue 
honrar seu compromisso em pagar as parcelas
• A franca vai cobrar o vale do RHUR, território 
Alemao rico em ferro 
• Proclamação da republica de Weimar (novo 
nome da Alemanha no pós guerra). Houve uma 
nova proclamação pois a franca determinou 
que os alemães deveriam extrair ferro para o 
território Alemao, trabalhadores nao 
concordaram
• produção excessiva de papel moeda
• Hiperinflação de 32400%
• Soldados alemães pedem esmola nas ruas
A VIDA DE HITLER
• Nasceu no interior da Áustria
• Teve uma infância complicada
• Recebeu uma pensão do pai que sustentou ele 
e a mae ate os 18 anos
• Hitler tentou viver a vida com a arte, mas nao 
foi aceito
• Alemanha sobe até Alemanha para vender 
seus quadros e ganhar a vida
• Hitler se alistou no exercito e lutou pela 
Alemanha na primeira guerra mundial 
• grande disputa partidária no pós guerra
• O fantasma vermelho criada pela URSS começou a 
ganhar muita forca. Hitler foi contratado para 
espionar os socialistas
FUNDAÇÃO DO PARTIDO TRABALHISTA
• Em 1919 o ferroviário Antón Drexler funda o partido 
nacional socialista dos trabalhadores alemães
• Funda o partido nazista
• Forte apelo ao nacionalismo
• Discursos em cervejarias 
• Hitler começa a ganhar forca publica e fica mestre 
em oratória. Teve uma capacidade extraordinária de 
linguagem corporal. Criticava muito o tratado de 
pós guerra que prejudicava a Alemanha, defendia a 
pureza do sangue Alemão
• Em um dos seus discursos tinham comunistas no 
local, o que gerou uma confusão 
• No dia seguinte Hitler estava na capa do jornal 
• Em um dia enquanto Hitler treinava sua oratória, 
um homem começa a tocar piano e Hitler se 
emociona 
• Esse homem deu conselho para sua construção de 
imagem e ofereceu dinheiro para o combate dos 
comunistas. Hitler cria a suástica e seu bigode
A ASCENSÃO DE HITLER
• cria uma politica para-militar, SÁ (seções de 
assalto) ou camisas pardas
• Aprimoramento incessante da oratória
• em meio a crise, recebe apoio da burguesia e 
alcança prestigio na Baviera
• Hitler tinha planos de tomar o poder com suas 
próprias mãos já que ele tinha apoio do exercito 
• O golpe já estava armado 
O PUTSCHE DE MUNIQUE (1923)
• Hitler une as forcas de oposição a república de 
Weimar e tenta golpe de estado
• Traído por políticos que temiam o radicalismo de 
seus discursos, o putsh fracassa
O JULGAMENTO
• Hitler é condenado a 5 anos de prisão
• Ludedorf é inocentado 
• Nessa prisão Hitler se considerou culpado, mas 
culpado em defender a Alemanha, teve um 
discurso que emocionou a população com sua 
prisão 
PRISÃO E O MEIN KAMPF
• Prisão de hitler: escreve o mein kumpf (minha 
luta)
• Ideologia nazista, principio de espaço vital, 
arianismo, anti-semitismo, anticomunismo, 
militarismo com solução 
O NOVO HITLER
• Férias na Áustria
• Reunifica o partido e conhece goebbels 
• Campanha sem violência
• República americana de Weimar
• Isolamento político e problemas pessoais
• Namorada/prima de Hitler se suicida e deixa 
carta insinuando que o motivo era os assédios de 
Hitler 
• Eva brau torna-se companheira de Hitler
1929 - A CRISE TOTAL 
• Hitler sempre criticou a economia americana, com 
a crise Hitler meio que falou “eu aviseeei”
• partido nazista distribui roupas e sopas
• Viaja o pais inteiro discursando
• É visto como um visionário e líder redentor pelo 
povo Alemao
1933 - CHANCELER
• Presidente Hindenburg nomeia Hitler como 
primeiro ministro da Alemanha 
CENTRALIZAÇÃO
• Atentado ao parlamento alemão (incêndio)
• Hitler culpa os comunistas
• Envio de políticos de esquerda a campos de 
concentração
• Encontro com Mussulini
• no encontro com Mussolini é mostrado para Hitler 
o grande exército e poder da Itália
O III REICH 1934
• Morte de hindebung 1934
• Hitler unifica chancelaria e presidência
• Se autoproclama fuhrer
• 500 mil pessoas vão ao encontro de Hitler 
• Hitler desejava a guerra
MÁQUINA NAZISTA
• criação SS (seções de segurança, extremamente 
fies a Hitler)
• Extermino dos próprios nazistas (SA)
• Criação da gestapo (serviço de inteligência)
• A noite dos longos punhais 
• O SEU GRANDE INIMIGO ERA OS COMUNISTAS
A RECUPERAÇÃO
• As leis de Nuremberg 1936
• Inicia o programa de militarização alemã
• Desenvolvimento econômico
• Expansão alemã forja o estopim da II guerra 
mundial. 
À NOITE DOS CRISTAIS 1938
• Início da solução final
• Perseguição total aos judeus 
Regimes totalitários 
REGIMES TOTALITÁRIOS
• É um regime politico ao qual o Estado personifica 
em um líder o controle de todos os âmbitos da 
sociedade, mão do estado 
• Sistema unipartidario: um único partido 
• Propaganda politica em torno de um líder 
carismático 
• A sociedade estava no fundo do posso, regimes 
totalitários era a única solução para as dores da 
sociedade, o caos é a justificativa de dominação 
• Nazifascismo x liberalismo
• O ódio ao judeu se deu pelo fato de que os judeus 
eram os povos que nao se misturavam, judeu era 
apenas quem era filho de pai e mae judeu. Os 
judeus viviam em território alemao mas eram 
sempre imigrantes
• “a liberdade é um cadáver apodrecendo”
• “Nada contra, nada fora e nada acima do Estado”
CARACTERÍSTICAS GERAIS
• Totalitarismo
• Nacionalismo, patriota e xenofóbica 
• Passado de glória
• Romantismo, idealiza algo como superior
• Anti-democracia, anti-comunismo, terror 
• Autoritarismo, militarismo, anticomunismo• Culto ao líder
• Homofobia 
• criação de símbolos, bandeiras, saudações, 
uniformes 
• Sociedade obediente 
• O inimigo é a grande motivação do grupo
TOTALITARISMO DE ESQUERDA = RÚSSIA
TOTALITARISMO DE DIREITA = ALEMANHA 
FASCISMO ITALIANO
• líder = Benito Mussolini = pai do fascismo 
• Origens: crise econômica italiana no pós guerra 
em 1918
• Fundação do partido fascista (1919)
AS CAMISAS NEGRAS
• Milícia paramilitar formada para proteger os 
interesses do partido
• Jovens e veteranos de guerra fardados e 
armados pelas ruas
• Perseguição politica e xenofobia 
A MARCHA SOBRE ROMA (1922)
• Mussolini invadiu a Roma com sua milícia 
(camisas negras) e o rei Vítor Emanuel III 
convidou-o para seu governo 
• Se autoproclama imperador, concentra poder 
em todas as esferas de poder, inicio do 
autoritarismo 
A utopia do estado 
O FRANQUISMO (espanha)
GUERRA CIVIL: O governo republicano espanhol era 
composto por uma aliança liberal e membros do 
partido socialista
• Em julho de 1936 o general franco inicia um golpe 
contra a república
• Diversas cidades foram conquistadas, porém 
Barcelona e Madri mantiveram-se leais ao 
governo
AS BRIGADAS INTERNACIONAIS
• Pessoas de todo o mundo se voluntariam na 
guerra em apoio aos republicanos
• Países capitalistas nao emitiram nota sobre o 
comitê
• Inglaterra reconhece o governo de franco 
O TERROR BRANCO
• Franco inicia violenta perseguição aos que 
apoiaram os republicanos, executando milhares 
de pessoas
• Meio milhão de espanhóis abandonaram o pais
• George orwell 1984 - filme 
Revolução mexicana 
CONTEXTO 
• O México estava se inserindo no processo da 
segunda revolução industrial 
• O desenvolvimento do México era baseado na 
concentração de renda
• LUTA PELAS TERRAS
• Governo ditatorial de Portífirio Dias: apesar do 
desenvolvimento do pais, Porfírio mantinha a 
concentração de riquezas, excluindo a 
população pobre dos ejidos (terras não cultivá-
las de bem comum a população)
• Os ejidos era um bem público, a população 
tinha direito de usufruir dessas terras, mas 
esse direito foi negado 
OPOSIÇÃO AO PORTIFIRIO
• o liberal Francisco Madero propaga a revolução 
para a população, e através de um golpe de 
estado assume o poder em 1911
• Governo de Francisco Madero: traiu o povo, 
apesar do discurso liberal, Madero centralizou 
o acesso a terra nas mãos da elite, com isso os 
movimentos populares continuaram a crescer 
MOVIMENTOS POPULARES
• Pancho vila e Emiliano Zapata se colocarão a 
frente da situação, representando os 
interesses da populacao
PLANO AYALA 
• Tentativa de revolução social 
• Pancho: iria para o norte
• Emiliano: iria para o sul 
CONTRAREVOLUCAO 
• Em 1914 o general Victoriano huerta aplica um 
golpe de estado em Madero assumindo o poder 
e transformando o México novamente em uma 
didática
• Porém, devido a forte pressão populacao, 
victoriano renuncia do poder 
VENUSTIANO CARRANZA ASSUME APOS RENÚNCIA 
• Venustiano carranza assume o poder com o 
apoio dos eua, se comprometendo a elaborar o 
que seria ate os tempos atuais a constituição 
de 1917, que estabelece o salário mínimo, a 
jornada de 8 horas e reconhecimento das 
terras indígenas 
• Tenta amenizar os movimento populares, mas 
não resolve a problemática da concentração de 
terras e renda
ASSASSINATO DOS LÍDERES ZAPATA E PANCHO VILA 
• O processo se reorganizou. O exercício sapatilha 
de libertação nacional, de caráter marxista foi 
formado em sua maioria indígena 
Continua até hoje 
Estados Unidos no século XX
DÉCADA DE PROSPERIDADE 
• Após primeira guerra Mundial, a economia 
estadunidense cresceu exponencialmente
• O mundo precisava de recursos e bem de 
consumos, os Estados Unidos ofereceu os 
recursos
• Ideal de vida: american way of life 
• Investimento em tecnologia, estradas, veículos
• O crescimento desenfreado resultou em 
inúmeros problemas
SINAIS DA DECADÊNCIA 
• Crescimento dos eua só foi possível gracas ao 
federal reserve, um banco que reduzia os 
juros
• Eua emprestava dinheiro com baixos juros
• Empréstimos e compra de ações foram 
popularizados com a ideia de dinheiro fácil 
(compra imagem)
• O aumento do preço das acoes 
• A Europa começou a dar sinais de recuperação 
econômica, suspendendo as importações com 
os Estados Unidos 
• A economia americana começou a dar sinais de 
desaceleração 
• Excesso de ofertas principalmente de produtos 
agrícolas, já que a Europa parou de comprar 
• Na tentativa de conter as perdas dos 
agricultores o governo alavancou uma serie de 
medidas legislativas para aumentar as tarifas 
de produtos agrícolas da Europa
• Outros países fizeram o mesmo aumentando 
tarifas para importações americanas
• As empresas continuaram tomando 
empréstimos e gastando muito, mesmo quando 
o giro da economia nao era mais o mesmo 
• Os salários estagnaram e os bancos 
continuaram a emprestar dinheiro que era 
colocado no mercado de ações 
• em 1928 Frederic elevou as taxas de juro para 
frear o mercado especulativo, isso foi uma 
decisão errada
• A redução das importações gerou um aumento 
nos estoques e obrigou as industrias a vender 
seus produtos muito abaixo do valor esperado, 
levando uma queda no valor das ações 
• Muitos americanos começaram retirar seus 
dinheiros nos bancos e vender suas acoes que 
desvalorizaram rapidamente 
• As ações da bolsa despencaram em níveis 
alarmantes em uma quinta feira que ficou 
conhecida como quinta feira negra
• Desesperos começaram a tomar conta, até 
suicidios ocorreram 
NEW DEAL - A SOLUÇÃO 
• condições para a solução da crise pelo presidente 
Franklin roosevelt 
• O NEW deal nao liquidou totalmente a grande 
depressao, mas manteve a estabilidade. A 
segunda guerra mundial viria para reestabelecer 
a prosperidade 
Salazarismo 
Portugal no entreguerras
A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS 
• Foi um importante movimento ocorrido em 
Portugal após a ditadura do estado novo, de 
orientação fascista, que iniciou em 1932, 
através de Antônio Oliveira Salazar
• SALAZARISMO
• violência do estado como forma de governo
• Salazar faleceu em 1970 e seu sucessor 
Marcelo Caetano deu continuidade ao regime
• Portugal vivia em uma grave crise econômica 
e social devido a concentração de renda da 
elite industrial, e a perda de seus domínios 
coloniais na africa, com grande pressão 
internacional
• Havia um racha entre militares em Portugal, 
pois parte do ministério defendia a solução 
pacifica e nao militar para tratar questões 
das colônias da africa
• Os generais spinola e costa gomes foram 
demitidos de seus cargos políticos 
MOVIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS (MFA)
• Criado clandestinamente em 1973, formado por 
capitães que conspiravam contra a ditadura
• O movimento se movimentava através de 
acoes secretas utilizando o rádio renascença 
• Eram através de canções de autores 
portuguesas que funcionavam indicações para 
tomada de posições
• A canção grandola vila morena de zera Afonso 
que havia sido censurada pelo estado novo, 
ecoou pela radio anunciando o golpe
• O governo ditatorial tentou resistir ao golpe, 
reprimindo manifestações populares que 
tomáramos ruas de lisboa 
FORMAÇÃO DA JUNTA DE SALVAÇÃO NACIONAL
• Formada por militares com o objetivo de 
conduzir o governo transitório a um novo 
sistema dos “três DS”: democratizar, 
descolonizar e desenvolver
• Os sindicados foram legalizamos, a censura 
previa a veículos de comunicação teve o seu 
fim e a anistia a condenados políticos no 
estado novo foi colocado em pratica
FORMAÇÃO DA PRIMEIRA ASSEMBLEIA CONSTITUINTE
• Vencida pelo partido socialista que conduziu o 
país a criação da primeira constituição após 
décadas de ditadura. 
• Assim encaminhou a politica portuguesa se 
apondo ao marxismo e se aproximando aos 
ideais liberais 
O período entreguerras
Espanha, portugal e Espanha 
CONTEXTO HISTÓRICO 
• Conforme crescia a economia espanhola,agravava-se a desigualdade social
• Crescimento do movimento operário 
• Movimentos republicanos começavam acrescer
• Crise leva a renuncia do rei Afonso XIII
• Profunda crise
• Esquerda e direita começam a disputas o poder
• Movimentos monarquistas 
• Alternâncias do poder
• Frente popular ganha as eleições e conspirações 
surgiam dentro das forcas armadas
• Republicanos (eleitos democraticamente) x 
nacionalistas (favoráveis ao golpe)
• O nazifascismo europeu auxiliou os nacionalistas
• O general franco tomou o poder iniciando a 
ditadura franquista
GUERNICA
• O pintor pablo Picasso era defensor da causa 
republicana e ao saber do bombardeio da cidade de 
Guernica pelos naxistas, Picasso tentou pintar com 
detalhes a chacina. 
ASSUNTO:
SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
Segunda guerra mundial 
A ALEMANHA
• Quebra do tratado de Versalhes e remilitarizacao 
e desenvolvimento industrial 
• A politica do apaziguamento europeu: franca e 
Inglaterra permitem o fortalecimento da 
Alemanha nazista para barrar o avanço soviético 
no leste europeu 
• Espaco vital de hitler. O objetivo era a anexação 
da Sibéria (carvão e ferro). Românica ao 
Cáucaso (petróleo), Ucrânia (trigo) e o 
reordenamento do mundo colonial 
JAPÃO
• Busca por territórios e mercados
• Disputava com eua e URSS a hegemonia no 
pacifico e na Ásia
• Abandona as ligas da nação
• Anseio popular pela guerra
• Anexou manchuria chinesa, Tailândia, Hong Kong, 
nova guine, Java, timor e pequena ilhas 
A ITÁLIA 
• Ideologia
• Industrialista e armamentarismo 
• Busca por mercados consumidores
• Almejava um maior território em relação a sua 
população 
PACTO ANTI-KOMINTERN
• Alemanha, Itália e Japão formam um pacto de 
combate ao comunismo internacional 
EXPANSIONISMO ALEMAO 
• Militarização da Renania
• Anexação da Áustria “anschuss’’: principio da 
germanidade
• Reivindicação dos sudetos tchecoslovaquia 
• Acordo de Munique permitem uma ultima 
anexação sob prometimento da paralização do 
expansionismo alemão 
• Hitler odiava a Polônia, lá havia uma grande 
concentração de judeus. A Polônia só começa a 
existir com a derrota da Alemanha na primeira 
guerra. A Polônia tem acesso ao mar cortando 
a Alemanha ao meio “corredor polonês”. Por 
fim, a Alemanha foi obrigada a ceder um 
porto para a Polônia.
ESTOPIM DA GUERRA
• Pacto de não agressão germano-sovietico e 
neutralização das fronteiras alemãs com o 
leste europeu: apesar de hitler odiar a URSS, 
ele odiava ainda mais a franca e a Inglaterra, 
pois foram esses países responsável pelo 
grande período de crise e fome da Alemanha 
• Permite aos soviéticos a anexação da Finlândia 
e leste da Polônia 
• Hitler reivindica o corredor polonês (território 
concedido a Polônia pelo tratado de Versalhes)
• Recusa anglo-francesa
• Invasão alemã a Polônia: a Polônia nao tinha 
nenhuma condição de conter o avanço, só 
haviam cavalaria
• Hitler pretendia extinguir a população polaca. 
Pretendia matar a população adulta e mantar 
as crianças para Alemanha para serem criados 
como alemães 
• Inglaterra declara guerra à Alemanha levando 
a eclosão do conflito
• Na capital polonesa, Hitler estabelece o famoso 
“gueto de Varsóvia”
• fazer o extermínio de pessoas gastava 
munição, dinheiro e esforço físico, foi ai que 
começaram a criar campos de extermínio 
AUSCHWITZ
• Maior campo de concentração de judeus
URSS OCUPA O LESTE E A GUERRA NA FINLÂNDIA 
• Os finlandeses tinham um vasto conhecimento 
de seu território. A Finlândia é um pais branco, 
neva o ano todo 
A OFENSIVA ALEMÃ - O COMEÇO DA GUERRAA
• 1940: O “Blitzkrieg” para o ocidente - a guerra 
relampago 
• Hitler queria que a Noruega se rendesse 
porque a Suécia fornecia carvão para a 
Alemanha. Havia um plano da Inglaterra de 
atacar a Suécia para interromper isso com a 
colaboração da Noruega 
• Conquistou a Dinamarca em um dia
• Em 3 dias de ataque Noruega se rendeu 
• A Bélgica estava preparada para receber os 
exércitos
• Holanda é atacada 
• Retirada de Dunquerque 335 mil ingleses 
retiram-se da França para a Inglaterra
• Tomada de paris em junho 
A SITUAÇÃO FRANCESA
• Franca de rende
• Hitler explode uma estação de trem em que foi 
assinado o tratado de Versalhes
• Hitler manda para os campos de concentração 
50 mil judeus que viviam na franca 
A BATALHA DA INGLATERRA
• Operação seolin : intenso bombardeio da força 
aérea alemã; centenas de bairros ingleses 
destruídos
 
• conflito aéreo
• Royal aiforce contra lutwaffe: após 80 dias de 
ataque, os alemães não conseguem a invasão 
Segunda guerra mundial II
Consequências 
• Após 80 dias tentando invadir a Inglaterra e sua 
capital Londres, o exército nazista começa a sofrer 
com a falta de combustível 
• Eles precisam e qualquer forma de petróleo, mas o 
petróleo ficava no oriente medio, em uma região 
da união soviética onde fez pacto de não agressão 
EXPANSÃO DO EIXO
• Iugoslávia se rende em 6 dias
• Grécia se rende em 3 semanas
• Hitler invade a África. África korps liderada por 
Erwin Rommel (a raposa do deserto) 
A AFRIKA KORPS “a raposa do deserto” 
• 2 divisões blindadas
• 2 divisões motorizadas
• 3 divisões de infantaria
• Divisão de paraquedista 
A INVASÃO ALEMÃ A URSS - O GRANDE ERRO DE HITLER
• operação barbaríssa: invasão alemã a URSS sem 
declaração de guerra; três milhões de soldados 
divididos em três frente: Leningrado, moscou, 
Stalingrado
• URSS entra na guerra ao lado dos aliado 
• mediante a expansão Hitler manda as tropas 
descerem para moscou para resolver alguns 
problemas, isso foi o maior erro
MOSCOU SE PREPARA 
• Convocaram 16 milhões de soldados
• O exercito vermelho nao era objeto como se 
imaginava
• População civil ajudou cavar linhas de defesa
A ENTRADA DOS EUA NA GUERRA
• Hitler percebeu que a Inglaterra estava 
resistindo pois estava recebendo apoio bélico 
dos estados unidos
• Hitler faz uma ligação para o Japão e manda 
eles atacarem os EUA
• Ataque japonês a pearl Harbor: ataque 
surpresa deixa 2403 americanos mortos 
• Os eua bombardeiam a costa japonesa
O DIA D 
• Operação overlord
• Pressionados por stalin, os aliados planejavam 
a abertura de mais uma frente de batalha 
visando um desembarque massivo das tropas 
aliadas da Normandia ao norte da franca
• Stálin, churchill e roosevelt foram na 
conferencia de Teerã 
A Guerra fria 
CRISE DOS MÍSSEIS 
• Cuba, a poucos quilômetros dos Estados Unidos, 
aponta mísseis para Washington
• Quando os americanos descobriram, keneddy 
começou a pensar em formas pacificas de 
contornar essa problemática, já que queria 
evitar uma terceiras guerra mundial 
• Como questão de defesa, americanos divulgam 
as fotos dos mísseis para o mundo, gerando 
pressão para a união soviética 
• Faz um bloqueio naval a ilha de cuba para se 
protejer
• Fidel Castro vai a mídia puto da vida dizendo 
que nao iria permitir que seus navios fossem 
revistados
• Keneddy disse que se ele nao deixasse uma 
terceira guerra iria acontecer
• Uma terceira guerra foi evitada pelos 
bastidores. A URSS fez uma ligação ao keneddy 
dizendo que havia implantado mísseis a 
Washington porque havia mísseis 
estadunidenses apontados para a Turquia. Uma 
negociação foi feita, os mísseis seriam 
retirados se os Estados Unidos fizessem uma 
promessa de não agressão a cuba 
• Para a população keneddy foi um herói, já para 
os militares keneddy foi um covarde que 
abaixou a cabeça para os comunistas 
• Keneddy foi assassinado em transmissão 
nacional, acusaram os comunistas pela morte
• o assassino era um fuzileiro naval americano 
que foi morto no mesmo dia 
• Lyndon jhonson vice de keneddy assume o 
poder com uma frase anti-comunista 
• Determinado a nao permitir nenhum governo 
comunista no mundo
GUERRA DO VIETNÃ (1960-1975)
• O Vietnã era uma colônia da franca a muito 
anos
• Quando acabou a segunda guerra, pressões 
para que o Vietnã fizesse a sua independênciacomeçaram a ocorrer
• A França não quis permitir
• Um homem vietnamita declarou guerra à 
França e pela supresa ele ganha, mas o 
problema é que o homem era comunista. Os 
Estados Unidos jamais permitiram um país 
socialista
• A conferencia de Genebra reconhece os Estados 
do Vietnã do sul e do norte divididos pelo 
paralelo, alem de Laos e caramboja. 
ESTOPIM DO CONFLITO
• De acordo com a conferencia de Genebra, a 
divisão do pais seria provisória. Os dois Vietnã 
deveriam por meio de plebiscitos consultar a 
população 
• • Temeroso em relação ao comunismo, o 
governo sul-vietnamita cancela a consulta 
popular
• Vietnã entra em guerra contra os Estados 
Unidos 
• O Vietnã era uma região muito complicada, 
cheia de mosquitos, os soldados tinham uma 
tática de guerra de criar túneis. 
AGENTE LARANJA
• Arma química que fazia as árvores caíram as 
folhas, era extremamente tóxica que matava 
as pessoas entoxicados 
CONSEQUÊNCIAS 
• A guerra foi filmada, gerou uma enorme 
revolta pois a guerra era de um inimigo 
invisível
• Imagens de crianças vietnamitas sofrendo 
geraram revoltas 
• Na década de 60 desperta guerras contra 
guerra e fúria de movimentos oprimidos 
(movimento negro, feminista, etc) 
O ESTADO TENTA TE CONVENCER..
• Wesley spresley faz fotos fardados com o 
objetivo de fazer um marketing para levar 
soldados para a guerra 
PANTERAS NEGRAS
• Malcolm X era negro e comunista que foi 
contra o estado americano 
• Panteras negros: jovens negros organizados 
contra o racismo 
MARTIN LUTER KING
• Pacifista 
• Queria acabar com a guerra sem violência 
GERAÇÃO BARRA PESADA E MOVIMENTOS HIPPIES
• Movimentos como esses começaram a ocorrer
• Drogaaassss 
1968 NO MUNDO
• FRANCA: movimentos estudantis contra o 
enxugamento dos investimentos educacionais. 
Revolta contra a proibição das habitações 
coletivas. Movimentos operários também 
ocorreram. (Rumos contrários)
• BRASIL: passeada dos cem mil (RJ). Boicote ao 
desfile do sete de setembro
PRIMAVERA DE PRAGA
• Um comunismo alternativo na tchecoslovaquia
• O líder tcheco Alexandre dubeck critica o 
socialismo soviético
• Alinha a tchecoslovaquia ao seu tipo de 
socialismo 
• estudantes fazem protestos pedindo luz, 
foram friamente reprimidos 
JOGOS OLÍMPICOS (MÉXICO)
• Gestões dos panteras negra com luvas pelos 
jogadores
• Entraram descalços 
• Foram expulsos de jogar
ASSASSINATO DE BOB KENNEDY 
• Homem que desejava melhorias étnicas
ASSASSINATOS DE MARTING LUTHER KING
• Gerou muitas revoltas 
• Fim da guerra fria 
PLANOS SALT
• Proibição de testes nucleares superiores a 150 
quilotons
• Redução de bombardeiros 
GUERRA DO AFEGANISTÃO (1979-89)
• Afeganistão era o maior fornecedor de petróleo 
a URSS 
• Começaram a perceber que eles eram 
muçulmanos crensores de Maomé e que 
estavam submetidos a um ateu (socialismo não 
tinha religião)
• Começaram a perceber que aquilo era pecado
• luta armada contra o governo
• O governo Afeganistão pede ajuda a Rússia e os 
mesmos mandam soldados 
• Binladem: com toda sua forca financeira e vai 
ele mesmo até Afeganistão. Virou moda lutar ao 
lado de binlandem 
• Virou um ídolo árabe 
• Os Estados Unidos ficaram felizes com isso e 
começaram a financiar o conflito 
• Armas super potentes
• Permanece o conflito ate 1988
PROJETO GUERRA NAS ESTRELAS
• Política de intimidamento: o presidente norte 
americano ronald Reagan apresentou um 
projeto anti-misseis em satélites espaciais, 
demonstrando a superioridade bélica capitalista
• Boicote aos jogos olímpicos de moscou 
• Invasão a ilha de granada 
CRISE DA UNIÃO SOVIÉTICA
• Altos gastos com armamentos 
• Isolamento econômico
• Burocratização do estado
• Inflexibilidade administrativa
• Palestroika: abertura economica reduz a 
quantidade de dinheiro gasto em defesa
• Abertura politica - liberdade ao indivíduo e ao 
meio de comunicação
• Resistências nacionalistas 
• acumulação de armas caríssimas que nao 
foram usadas 
• Setores tecnológicos tinham muito 
investimentos já outros setores viviam na 
miséria, nem camisinha poderia fabricar 
direito 
Independência das colônias 
Asiáticas e africanas 
INTRODUÇÃO 
• A África começou a fazer sua independência na 
década de 40 a 50, o auge foi a década de 60
• A África foi colonizada a muito tempo. Foram 
séculos de dominação intensa pela Europa
• A África começou a pensar em sua 
independência pois os “donos” do mundo estavam 
enfraquecidos pela guerra fria. Ficaram 6 anos 
se matando.
• A África aproveitou a crise para sua 
independência 
CARTA DE AUTODERTERMINACAO DOS POVOS 
• Para evitar novos conflitos, a onu foi acionada e 
reconheceu um documento onde qualquer povo 
do mundo poderia se autorreconhecer. 
• A carta da onu foi usada como argumento 
GUERRA FRIA E O APOIO NORTE AMERICANO E 
SOVIÉTICO
• Tanto os Estados Unidos como a união soviética 
procuraram ajudar os países colonizados a obter 
suas independências a fim de atender seus 
próprios interesses
• os Estados Unidos viam esses territórios como 
possíveis mercados consumidores
• Já a união soviética via esses territórios como 
possíveis países que poderiam aderir ao 
socialismo 
PAN-AFRICANISMO (JOMO QUENIATA) 
• é uma ideologia que busca a unidade e solidariedade 
entre os povos africanos, promovendo a identidade, 
a cooperação e o desenvolvimento do continente 
africano. Ele surgiu em resposta ao colonialismo 
europeu na África, que dividiu arbitrariamente as 
terras e povos africanos, resultando em várias 
nações fragmentadas e exploradas.
PAN-ARABISMO (GAMAL ABDEL NASSER) 
• O Pan-Arabismo é uma ideologia que busca a 
unificação política, cultural e econômica dos 
países árabes. 
CONFERENCIA DE BANDUNG (1955)
• Conferência que ocorreu na Indonésia
• reunião de países que queriam se tornar 
independentes 
• 29 novas nações da África e Ásia 
• Ajuda mútua entre nações afro-asiáticas
• Combate ao racismo e neocolonialismo 
ÁFRICA PORTUGUESA
• 1974: Revolução dos cravos (portugueses) - 
movimento militar que derrubou a ditadura 
salazarista e implantou a democracia 
• Fim da ditadura desarticula o império colonial 
ANGOLA (1975)
• 1975: independência (tratado de alvor)
• 1975 - 1992 : guerra civil 
MOÇAMBIQUE 
• 1875: independência (acordo de Lusaka)
• Frelimo (socialista) x renamo (capitalista)
• Guerra civil descarga o pais
• Saída da mao de obra qualificada
• Esgotamento da economia
• Epidemias de fome e cólera 
• Missão onu Boss: brasil foi tentar pacificar 
A ÁFRICA DO SUL - A EXCESSÃO 
• 1910: união sul africana: ingleses + africânderes 
(descendentes de holandeses, alemães e 
franceses)
• Leis segregacionistas (hegemonia dos brancos)
• 1948 - oficialização do apartheid (separação) 
CONGRESSO NACIONAL AFRICANO
• organização negra que liderou a resistência ao 
aparthaid 
• Líder: Nelson Mandela 
• Desobediência civil sem levantar armas
• Massacre de scharpeville 
• Mandela é preso 
• Resto do mundo ficou chocada com tamanha 
barbaridade 
• 1980 campanhas internacionais condenam o 
aparthaid
• Mandela é solto 
• Revocação de leis racistas
• Mandela é eleito presidente 
ÁSIA E ÍNDIA 
• Ex colônia inglesa
• Década de 20: Mahatma gandhi lidera mobilizações 
populares 
• desobediência civil - não violência e resistência 
passiva
• 1947 Inglaterra concede independência 
• desgaste internacional + mercado 
Japão e china 
Na contemporaneidade 
JAPÃO 
• Os bombardeios atômicos sobre Hiroshima e 
Nagasaki levaram as autoridades japonesas a 
compreenderem que a guerra estava perdida.
• A capitulação foi anunciada através do rádio, 
pelo imperador Hiroíto (muitos japoneses 
ouviram pela primeira vez sua voz) no dia 15 de 
agosto de 1945.
TROPAS ESTADUNIDENSES OCUPAM O PAÍS 
• O comando supremo das forças aliadas, sob o 
comando do general Douglas MacArthur, passou 
a governar o Japão, que estavá arruina-do. 
Uma constituição democráticafoi promulgada 
em 1946.
• A indústria militar japonesa e os grandes 
monopólios (zaibatsu) foram desmantelados.
• Um tribunal militar julgou expoentes do antigo 
regime. Dois ex-primeiros ministros foram 
condenados à morte e foram exe-cutados.
• O imperador Hiroíto renunciou a sua 
ascendência divina, perma- necendo apenas 
como um símbolo do Estado japonês. O país 
tornou-se uma monarquia parlamentar, o 
sistema educacional foi demo- cratizado, a 
nobreza foi abolida, o xintoísmo deixou de ser a 
religião do Estado, a legislação trabalhista foi 
modernizada e foi realizada uma reforma 
agrária 
ASCENSÃO ECONÔMICA DO JAPÃO 
• Na década de 1950, o Japão vivenciou um 
período de extraordinário crescimento 
econômico. As principais razões foram:
• Mão de obra abundante e qualificada.
• Cultura japonesa de valorização da disciplina e do 
trabalho.
• Investimentos em pesquisas.
• Apoio ativo do Estado.
• Protecionismo severo relativamente aos produtos 
estrangeiros.
• Apoio estadunidense, pois durante a Guerra Fria o 
Japão passou a ter uma grande importância 
estratégica para os Estados Unidos, devido a sua 
posição geográfica.
• Estabilidade política, apesar da corrupção e do 
clientelismo levado a cabo pelo Partido Liberal-
Democrata, dominante após 1955
• Pelo fato de o país importar grande parte do 
petró- leo que consome, os dois choques 
petrolíferos de 1973 e 1979 amorteceram muito o 
ritmo de crescimento da economia japonesa
REVOLUÇÃO CHINESA 
• No começo de 1912, a China tornou-se uma 
República. À frente do movimento 
revolucionário estava o Partido Nacionalista 
(Kuomintang), fundado pelo médico Sun Yat-
sen.
1. Queda Imperial: A dinastia Qing caiu em 1911, 
levando à criação da República da China.
2. Era dos Senhores da Guerra: A China entrou em 
instabilidade, com líderes regionais lutando pelo 
poder.
3. Unificação Nacionalista: Chiang Kai-shek liderou a 
unificação sob o Kuomintang, buscando eliminar 
senhores da guerra e influências estrangeiras.
4. Conflito com Comunistas: O Partido Comunista 
Chinês, liderado por Mao Zedong, cresceu em 
influência e rivalidade com os nacionalistas.
5, Longa Marcha: Comunistas iniciaram uma retirada 
épica em 1934 para escapar das forças nacionalistas.
6. Segunda Guerra Mundial: A China enfrentou 
ocupação japonesa, levando a uma trégua 
temporária entre comunistas e nacionalistas.
7. Vitória Comunista: Os comunistas venceram a 
guerra civil em 1949, estabelecendo a República 
Popular da China no continente.
8. Mudanças Comunistas: Mao Zedong implementou 
reformas sociais, econômicas e políticas radicais.
HISTÓRIA C
ASSUNTO:
BRASIL COLONIAL
Brasil: os primeiros anos
PERÍODO PRÉ-COLONIAL 
• Os 30 primeiros anos foram de quase abandono. 
As terras descobertas não ofereciam riquezas - 
exceto o pau-brasil - e as Índias estavam por 
ser exploradas.
EXPEDIÇÕES EXPLORADORAS
1. Expedições Exploradoras: Gaspar de Lemos (1501) e 
Gonçalo Coelho (1503).
2. Expedições Guarda-Costas: Cristóvão Jaques (1516 
e 1526).
3. Expedição Colonizadora: Martim Afonso de Sousa 
(1530).
PERÍODO COLONIAL 
• A decadência das Indias e a presença francesa 
levaram o governo português a colonizar o 
Brasil.
ESTRATÉGIAS DE OCUPAÇÃO 
1. CAPITANIAS HEREDITÁRIAS (1534): 15 lotes, 14 
capitanias e 12 donatários.
• Carta de doação e foral: documentos que 
continham os direitos e deveres dos donatários.
• Os donatários tinham a posse das capitanias.
• O sistema não funcionou em face da sua 
excessiva descentra-lização. Só Pernambuco e São 
Vicente prosperaram.
2. GOVERNO GERAL 
• Em 1548 é criado o Governo-Geral, com o objetivo de 
auxi liar as capitanias, centralizando a 
administração. 1
• O Governador era auxiliado pelo ouvidor-mor, 
provedor-mor e capitão-mor.
• Em 1572, o Brasil é dividido em dois governos, com 
sedes em Salvador e Rio de Janeiro.
• Entre 1580 e 1640 o Brasil ficou sob domínio Espanhol - 
União Ibérica.
ECONOMIA COLONIAL 
• O Brasil era visto como uma colônia de exploração e 
as atividades econômicas foram desenvolvidas 
dentro desse contexto.
• Pacto Colonial: conjunto de obrigações entre 
Metrópole e colônias (Metrópole tinha monopólio do 
comércio, navegação e extração de produtos 
naturais; colônias deveriam fornecer gêneros 
tropicais e matérias-primas e consumir 
manufaturas metropolitanas).
• Pau-brasil: explorado com mão de obra indígena 
(escambo). Armazenado em feitorias antes de ser 
exportado. Não fixou o homem à terra.
• Cana-de-açúcar: latifúndio, mão de obra escrava, 
mercado externo. Comércio do produto na Europa 
controlado pelos holan deses. Decadência devido à 
concorrência antilhana.
• Algodão: importância econômica interna (roupas 
para escravos e pobres). Importância externa no 
fim do século XVIII, com a crise em outras regiões 
produtoras.
• Tabaco: utilizado como produto de troca, na 
África, pelo escravo negro.
• Pecuária: promoveu ocupação do interior do 
Nordeste e Sul do país. Atividade complementar à 
cana e à mineração.
• Mineração: século XVIII. Ouro extraído por 
faiscação ou lavra.
• Fiscalização da Coroa efetivada pelas 
intendências das Minas, pelas casas de fundição 
e pelas derramas.
• O principal imposto cobrado era o Quinto. As 
áreas de mineração foram, principalmente, MG, 
GO e MT; no século XVIII descobriu-se também o 
diamante, cuja principal área de exploração era o 
Arraial de Tijucos.
• Drogas do Sertão: guaraná, pimenta, ervas e 
cacau, extraídos da Amazônia.
NEGROS 
• Chegada dos primeiros escravos com Martim 
Afonso de Sousa e posterior intensificação da 
escravidão na Colônia
• Grupos negros trazidos ao Brasil: sudanês, 
sudanês islamizado e banto.
• Tráfico de escravos: obtenção de negros na 
África, viagens nos navios negreiros, venda 
nos mercados.
• Importância: acúmulo de capitais pela 
burguesia mercantil euro-peia; 
fornecimento de mão de obra para a 
Colônia.
• Trabalho escravo: doméstico, lavoura, 
mineração e de ganho.
• Resistência negra: de organização de 
quilombos a suicídio.
SOCIEDADE
• Sociedade açucareira: latifundiária, 
escravocrata e patriarcal.
• Sociedade mineira: urbanização, novas 
categorias sociais atenuação do 
patriarcalismo, maior mobilidade social.
Invasões no Brasil 
INVASÕES FRANCESAS
• Razões: Contrabando; Fixação no território; 
Retaliação a Portugal.
• Rio de Janeiro (1555 - 1567); chefiada por Nicolau 
Villegaignon; fundação da França Antártica; 
expulsão no governo de Mem de Sá.
• Maranhão (1612 - 1615): chefiada por Daniel de La 
Touche; fundação da França Equinocial; expulsão 
pelos portugueses che-fiados por Alexandre 
Moura e Jerônimo de Albuquerque.
• Rio de Janeiro (1710); chefiada por Jean François 
Duclerc. Foi derrotada e seu comandante 
assassinado.
• Rio de Janeiro (1711); chefiada por Duguay-Trouin, 
veio ao Brasil com o objetivo de vingar a morte de 
Duclerc.
INVASÕES HOLANDESAS
• Resultante da proibição do comércio do açúcar, 
durante o domínio espanhol.
• Bahia (1624-1625) - chefiada por Jacob Willekens, 
Pieter Heyn e Johan Van Dorth; ataque a 
Salvador, capital da Colônia; derrotada por forças 
luso-espanholas, comandadas por Dom Fradique 
de Toledo Osório.
• Pernambuco (1630-1654) - com uma esquadra 
organizada pela Companhia das Índias Ocidentais, 
apossou-se de Olinda e Recife.
• Resistência portuguesa - Arraial do Bom Jesus 
(Matias de Albuquerque); derrota luso 
espanhola e formação da Nova Holanda.
• Governo de Nassau - prosperidade e paz 
social; incentivo às artes e as ciências
• Acordo Definitivo: Paz de Haia: 1661.
• Consequência da Expulsão: Concorrência com o 
- açúcar brasileiro. Crise da lavoura açucareira 
no Brasil.
Expansão territorial 
CONTEXTO
Além das atividades econômicas - gado, ouro, 
drogas do sertão, etc. -, outros fatores 
contribuíram decisivamente para a ocupação do 
nosso território.
ENTRADAS
• Expedições oficiais(séculos XVI e XVII); não 
ultrapassavam o Meridiano de Tordesilhas.
BANDEIRAS 
expedições particulares (séculos XVII e XVIII); 
ultrapassavam o Meridiano de Tordesilhas; 
crescimento dos domínios portugueses, 
descoberta de riquezas e fundação de cidades no
interior.
• Sertanismo de contrato: bandeirantes a 
serviço do governo Combate a negros e índios.
• Monções: expedições fluviais para 
abastecimento das regiões das minas.
• 20 Missões ou reduções: instaladas por 
jesuítas, notadamente no Sul do Brasil (séc. 
XVII); foram destruídas pelos bandeirantes.
TRATADO DE LIMITES 
• Os limites do território brasileiro foram 
revistos a partir de 1680 e, em 1750, com o 
Tratado de Madrid, o Brasil passou a ter 
praticamente a dimensão de hoje. A exceção 
mais importante foi o Acre, anexado em 1903.
• 1493: Bula Inter Coetera
• 1494: Tratado de Tordesilhas
• 1680: Fundação da Colônia de Sacramento. 
Conflito de interesses com a Espanha.
• Tratado de Lisboa (1681): soberania de Portugal 
na Colônia de Sacramento (acordo rompido 
posteriormente).
• Tratado de Utrecht (1713 e 1715): rio Oiapoque 
como divisa entre Brasil e Guiana Francesa; 
confirmação da soberania portu-quesa na 
Colônia de Sacramento.
• Tratado de Madrid (1750): soberania espanhola 
na Colônia de Sacramento; soberania 
portuguesa na Iihas de Cabo Verde região de 
"Sete Povos das Missões" e nas terras a oeste 
da Linha de Tordesilhas, exploradas pelos 
bandeirantes.
• Princípio do "Uti Possidetis": Portugal garante a 
posse sobre as terras ocupadas ao longo dos 
séculos XVI e XVII.
• Tratado de EI Pardo (1761): revogação do 
Tratado de Madrid.
Manifestações contra a metrópole 
MOVIMENTOS NATIVISTAS 
• Revolta de Beckman (1684): No Maranhão, colonos 
portugueses e indígenas se rebelaram contra a 
Companhia de Comércio do Maranhão, que 
controlava o comércio na região. A revolta foi 
reprimida pelas autoridades coloniais.
• Guerra dos Emboabas (1707-1709): Em Minas Gerais, 
ocorreu uma disputa entre paulistas (emboabas) e 
forasteiros (pessoas de outras regiões) por causa 
das minas de ouro. A guerra resultou em conflitos 
armados, mas foi eventualmente resolvida.
• Revolta de Vila Rica (1720): Também em Minas 
Gerais, mineradores protestaram contra os 
impostos elevados cobrados pela coroa portuguesa 
sobre o ouro. A revolta foi sufocada pelas 
autoridades.
• Revolta dos Mascates (1710-1711): Em Pernambuco, 
houve conflitos entre comerciantes locais 
(mascates) e proprietários de terras. Os 
comerciantes buscavam maior autonomia 
econômica, mas a revolta foi controlada.
• Revolta de Filipe dos Santos (1720): Em Minas Gerais, 
mineradores liderados por Filipe dos Santos se 
rebelaram contra o domínio português e os 
impostos. A revolta foi esmagada pelas autoridades 
coloniais.
MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 
1. Inconfidência Mineira (1789): O movimento 
ocorreu em Minas Gerais e envolveu líderes 
locais descontentes com a exploração colonial 
e a alta carga de impostos. Eles planejavam 
uma revolta para proclamar a 
independência, mas a conspiração foi 
descoberta pelas autoridades e os líderes 
foram presos e condenados.
2. Conjuração Baiana (1798): Também conhecida 
como Revolta dos Alfaiates, ocorreu em 
Salvador, Bahia. Os participantes eram em 
grande parte negros, mulatos e artesãos, 
insatisfeitos com as desigualdades sociais. O 
movimento foi reprimido pelo governo colonial.
3. Revolução Pernambucana (1817): Em Recife, 
Pernambuco, ocorreu uma revolta liderada por 
membros da elite local e intelectuais. Eles 
buscavam maior autonomia política e econômica. 
A revolta foi suprimida pelas forças 
portuguesas.
ASSUNTO:
PERÍODO JOANINO
Período joanino 
(1808-1821)
CONTEXTO 
• Período Joanino refere-se ao período em que 
a família real portuguesa, liderada por Dom 
João VI, transferiu sua corte para o Brasil 
devido às ameaças das tropas napoleônicas 
em Portugal.
• • O Bloqueio Continental, decretado por 
Napoleão, complica a situação do governo 
português de D. João. 
• Com o apoio inglês, o Príncipe Regente 
resolve se transferir para o Brasil
• Napoleão decreta a ocupação de Portugal. 
Ocorre uma verdadeira fuga. Em 22/01/1808, a 
Família Real chega a Salvador.
MEDIDAS E MODERNIZAÇÃO 
• Dom João VI implementou uma série de 
reformas e medidas modernizadoras no 
Brasil, incluindo a abertura de portos ao 
comércio estrangeiro, a criação de escolas, a 
Imprensa Régia e a fundação do Banco do 
Brasil.
ELEVAÇÃO DO BRASIL
• Em 1815, Dom João elevou o Brasil à categoria 
de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, 
reconhecendo a importância crescente da 
colônia em relação ao império português
VOLTA A PORTUGAL 
• Com a derrota de Napoleão em 1815, a corte 
portuguesa voltou a Portugal em 1821. Dom 
João VI deixou seu filho Dom Pedro no 
Brasil como príncipe regente.
A independência 
Primeiro reinado 
A INDEPENDÊNCIA POLITICA 
• O "Partido" português era a favor da 
recolonização do Brasil; o "Partido" brasileiro 
era a favor de medidas anticolonialistas; 
enquanto o* radical abietivava o 
estabelecimento uma República independente
• Com a volta de Dom João, o Brasil ficou em 
situação dificil. A imprensa teve um papel 
importante no processo de emarcipação 
política.
• A elite brasileira induz o Príncipe Regente a 
romper com as determinações das cortes. O 
processo de emancipação tambér atenderia 
aos interesses ingleses. 
PROCLAMAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA 
• Em 1822, Dom Pedro I proclamou a 
independência do Brasil, rompendo os laços 
coloniais com Portugal. Ele foi aclamado 
imperador em 12 de outubro do mesmo ano.
RECONHECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA
• Na Europa, os países da "Santa Aliança" nãO 
queriam reconhecer a Independência do 
Brasil.
• Os Estados Unidos foram o primeiro país a 
reconhecer a Independência do Brasil, em 1824 
(Doutrina Monroe).
A Inglaterra reconheceu a Independência do 
Brasil, mas exigiu a ratificação dos Tratados de 
1810.
Constituição de 1824: foi outorgada; o Brasil 
estava dividido em províncias; a religião oficial 
era a católica; estabeleceu quatro poderes; 
Senado vitalício
• Portugal reconheceu a Independência do 
Brasil mediante indenização.
• A Inglaterra reconheceu a Independência 
do Brasil, mas exigiu a ratificação dos 
Tratados de 1810.
CONSTITUIÇÃO DE 1824
• foi outorgada; o Brasil estava dividido em 
províncias; a religião oficial era a católica; 
estabeleceu quatro poderes; Senado 
vitalício. Sistema de monarquia 
constitucional hereditária que conferiu 
poderes consideráveis ao imperador 
TENSÕES POLÍTICAS E O ENFRAQUECIMENTO 
• O Primeiro Reinado foi marcado por 
tensões políticas entre as elites brasileiras 
e o imperador. Dom Pedro I interferia 
frequentemente no Legislativo e, em 1823, 
dissolveu a Assembleia Constituinte após 
desentendimentos.
• Confederação do Equador: Em 1824, o 
Nordeste do Brasil viu a eclosão da 
Confederação do Equador, um movimento 
separatista que buscava maior autonomia 
regional. Foi reprimido pelo governo 
central.
ABDICAÇÃO DE DOM PEDRO 
• As tensões políticas e a interferência na vida 
política de Portugal levaram a conflitos. Em 
1831, Dom Pedro I abdicou do trono em favor 
de seu filho, Dom Pedro II, em meio a 
protestos populares.
VOLTA DE DOM PEDRO A PORTUGAL 
• Após a abdicação, Dom Pedro I voltou a Portugal 
para tentar resolver as disputas dinásticas. No 
entanto, ele envolveu-se em conflitos políticos e 
morreu em 1834.
O Primeiro Reinado foi marcado por turbulências 
políticas, interferências do imperador nas 
instituições democráticas e conflitos que 
culminaram na abdicação de Dom Pedro I. Esse 
período estabeleceu as bases para a construção 
da monarquia constitucional no Brasil, que seria 
mais consolidada durante o governo de seu filho, 
Dom Pedro II.
ASSUNTO:
PERÍODO REGENCIAL
Período regencial 
CONTEXTO HISTÓRICO: O Período Regencialno 
Brasil ocorreu entre 1831 e 1840, após a abdicação 
de Dom Pedro I e antes da maioridade de seu 
filho, Dom Pedro II. Durante esse período, o país 
foi governado por regentes em nome do jovem 
imperador.
REGÊNCIA TRINA PROVISÓRIA 
Regência Trina Provisória (1831): Após a abdicação 
de Dom Pedro I, uma Regência Trina Provisória 
assumiu o governo composta por José Joaquim da 
Rocha, Nicolau de Campos Vergueiro e Carneiro de 
Campos. Esse período foi marcado por tensões 
entre liberais e conservadores e pela preocupação 
com a manutenção da unidade do país.
TRINA PERMANENTE 
A Regência Trina Permanente foi formada por 
José da Costa Carvalho, João Bráulio Muniz e José 
da Silva Lisboa. Tiveram que enfrentar revoltas, 
como a Cabanagem na região Norte e a Sabinada 
na Bahia.
REGÊNCIA UNA DE FEIJÓ 
Diogo Antônio Feijó, nomeado regente único, tentou 
equilibrar as tensões políticas e sociais. Ele 
enfrentou a Revolta dos Malês na Bahia, liderada 
por escravos muçulmanos, e a Revolta Farroupilha 
no Sul.
REGÊNCIA ARAUJO LIMA 
Padre Araújo Lima assumiu a regência após a 
renúncia de Feijó. Seu governo foi marcado por 
instabilidade política, com agravamento das revoltas 
no Sul e a Revolução Praieira em Pernambuco.
REVOLTAS REGENCIAIS 
• revoltas regenciais foram uma série de conflitos 
ocorridos no Brasil durante o Período Regencial 
(1831-1840), marcado pela ausência de um 
monarca adulto no trono. 
1. Cabanagem (1835-1840): Ocorreu na província do 
Grão-Pará (atual Pará) e foi liderada por grupos 
sociais marginalizados, incluindo cabanos (população 
pobre e mestiça). Eles se rebelaram contra o domínio 
das elites locais e a centralização do poder no Rio de 
Janeiro. A revolta foi marcada por intensos 
combates e teve impacto significativo na região.
2, Balaiada (1838-1841): Ocorreu no Maranhão
• Líder: Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, 
conhecido, por razões de ofício, como "Balaio"
• Comecou com a luta entre 
"Cabanos" (conservadores) e "bem-te-vis" (liberais).
• O movimento extrapolou e tornou-se popular.
• Luís Alves de Lima e Silva tomou Caxias, cidade em 
poder dos rebeldes, e iniciou a repressão.
3. SABINADA (1837): Ocorreu na Bahia
Líder: Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira. 
Descontente, proclamou a República Baiense 
(1837). A repressão foi violenta.
4. FARROUPILHA (1835-1845): Rio Grande do Sul.
Líderes: Bento Gonçalves da Silva, Antônio de 
Sousa Neto, Giuseppe Garibaldi e outros.
Razões: altos impostos, descaso com a província 
e ideias republicanas. Os rebeldes proclamaram 
a República Piratini e a República Juliana. O fim 
da guerra só se deu em 1845, com um acordo do 
Governo Imperial com as elites do Rio Grande.
MAIORIDADE
• Defendida pelo liberal Antônio Carlos Ribeiro 
de Andrade, Secretário do Clube da 
Maioridade. Acordo das elites. Marquês de 
Paranaguá proclama a maioridade de D. 
Pedro II.
ASSUNTO:
BRASIL IMPERIAL 
Segundo reinado 
CONTEXTO 
• O Segundo Reinado foi um período da história 
do Brasil que durou de 1840 a 1889, durante o 
governo de Dom Pedro II. Este foi um período 
marcado por estabilidade política, 
desenvolvimento econômico e eventos que 
levaram à queda da monarquia. Aqui está um 
resumo desse período:
ACESSO AO TRONO 
• Dom Pedro II assumiu o trono do Brasil em 1840 
após a abdicação de seu pai, Dom Pedro I. Ele 
tinha apenas 14 anos na época e governou como 
imperador até 1889.
ESTABILIDADE POLÍTICA E CENTRALIZAÇÃO DO PODER
• O Segundo Reinado foi caracterizado por uma 
maior estabilidade política em comparação com 
o período regencial. Houve centralização do 
poder nas mãos do imperador, que tinha a 
capacidade de nomear e destituir ministros e 
controlar as instituições políticas.
CONSOLIDAÇÃO NACIONAL 
• Durante o Segundo Reinado, houve esforços 
para consolidar a unidade e a identidade 
nacionais. Foi uma época de maior coesão 
territorial e cultural.
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO 
• Brasil experimentou crescimento econômico, 
impulsionado principalmente pela produção e 
exportação de café. A economia agrícola, baseada 
na mão de obra escrava, se expandiu 
consideravelmente.
QUESTÃO RELIGIOSA 
• A Questão Religiosa foi um conflito entre o governo 
e a Igreja Católica sobre a nomeação de bispos. Foi 
resolvida com o Ato Adicional de 1834, que 
enfraqueceu o poder da igreja
ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA 
• Durante o Segundo Reinado, cresceram os 
movimentos abolicionistas, que buscavam o fim 
da escravidão no Brasil. A Lei Áurea, que aboliu a 
escravidão no país, foi assinada em 1888.
1. Revolta Praieira (1848-1850): Uma revolta ocorreu em 
Pernambuco, liderada por grupos republicanos e 
liberais insatisfeitos com o poder imperial. A revolta 
foi esmagada pelas forças do governo.
2. Guerra do Paraguai (1864-1870): O Brasil, juntamente 
com Argentina e Uruguai, enfrentou o Paraguai em 
uma guerra que resultou em perdas humanas e 
econômicas significativas para todos os lados 
envolvidos.
A crise do império 
Proclamação da republica 
• A proclamação da república não teve 
participação populacional, não teve conflitos e 
mortos. O único ferido foi um ministro que 
levou um tiro na bunda
• A república foi proclamada em uma madrugada
• O próprio imperador não estava no RJ
• A republica teve um fim melancólico 
A CRISE DA MONARQUIA BRASILEIRA 
como pode ninguém ter defendido um homem que 
governou por 49 anos?
1. Base de sustentação do império 
— segurança externa: exercito
— segurança interna: guarda nacional 
— economia: café do vale 
— propaganda do império: igreja católica
2. A crise se deu por perda de apoio das bases de 
sustentação 
— Crise militar (70): atritos exercito x império após 
o fim da guerra do Paraguai. O exercito pós 
guerra não ganhou reconhecimento, o que gerou 
um ressentimento. O exercito começa a conspirar 
e posteriormente derruba o império 
— Crise religiosa: desgaste na relação entre igreja 
e monarquia. A igreja católica era religião oficial do 
estado, somente católico poderiam exercer sua fé 
em espaços públicos e tinham vantagens como 
direito ao voto
• O custo que a igreja católica teve para ser a 
religião oficial foi a PADROADO E O BENEPLÁCITO 
Padroado: dava ao imperador poder de nomear 
padres e bispos. Foram escolhidos fies ao imperador
Beneplácito: dava poder ao imperador de vetar 
decisões do papa 
• causa imediata da crise: prisão dos bispos, 
fazendo a igreja se afastar do império 
— Crise econômica Cafeicultores abandonam a 
monarquia: abolição da escravatura em 1888. Os 
cafeicultores eram escravocatas com modo de 
produção plantation 
ASSUNTO:
BRASIL REPÚBLICA 
República da espada 
1889-1894
A republica foi proclamada por um golpe militar, 
liderada por Teodoro da Fonseca. Não teve apoio 
social e nem revoltas
BASE DE SUSTENTAÇÃO DA REPÚBLICA
1. Exército/militares: protagonista da republica, 
apoiam pelo ressentimento que tinham pelo 
império 
2. Cafeicultores de SP: interesse do federalismo 
(autonomia, capacidade de se conduzir)
3. Classe média urbana/intelectuais: republica + 
modernidade = industria (inspirado nos 
Estados Unidos)
GOVERNO PROVISÓRIO (1889-1891)
• Para ser um governo definitivo era preciso ter 
uma constituição própria
• Deodoro da Fonseca foi o líder do governo 
provisório, começou a dar regra aos jogos 
—> período instável, a republica nasceu muito 
fraca, sem projetos e apoiada somente pelos 
militares
POLÍTICA ECONÔMICA DE RUY BARBOSA
• dele parte o primeiro projeto republicano
• Projeto de industrialização 
• Modelo inspirado nos Estado Unidos 
• O capital foi pela emissão de moedas e 
aberturas de capitais
• A emissão de moedas gerou a inflação
• A abertura de capitais gerou especulação, 
venda de acoes de muitas pessoas ao mesmo 
tempo
• Rui barbosa pede demissão
CRISE DIPLOMÁTICA 
• Questões das missões envolvendo brasil x 
argentina
• Os argentinos queriam o oeste de sc e sudoestedo Paraná, pois esses territórios foram 
limitados por um geografo que definiu a 
fronteira
CONSTITUIÇÃO DE 1891 
• Segunda Constituição do Brasil e primeira da 
republica 
• Influência americana
• Brasil se torna um pais federativo 
• Presidencialismo forte 
• No geral, a constituição diz tudo ao contrario da 
constituição
• Monarquia era unitária, na republica ficou 
federativa
• O estado ficou laico, sem nenhuma religião 
oficial 
• Voto universal no quesito capital
• Analfabetos eram impedidos de votar, o que 
diminui o número de votantes
PRIMEIRO GOVERNO CONSTITUCIONAL
1. Deodoro da Fonseca (1891-1891); teve 
desentendimento com o congresso
2. Deodoro fecha o congresso, o que não era 
permitido = GOLPE
REVOLTA DA ARMADA
• Marinha x Deodoro
• Na marinha havia os últimos núcleos da 
monarquia
• A marinha ameaçou a bombardear o Rj caso 
não abrisse o congresso
• Deodoro da Fonseca renúncia 
FLORIANO PEIXOTO
• Vice do Deodoro da Fonseca
• Faz um golpe, pois não faz novas eleições
• Autoritário
• Os seguidores de Floriano eram chamados 
de Jacobinos 
REVOLTA DA ARMADA II
• Marinha bombardeia o RJ
• Contra a decisão de Floriano Peixoto 
REVOLUÇÃO FEDERALISTA
• RS —> SC —> PR
• O conflito originou-se da crise política gerada 
pelos Federalistas, grupo opositor ao governo de 
Júlio de Castilhos, então presidente do Rio Grande 
do Sul, que buscava conquistar maior autonomia e 
descentralizar o poder da recém-instalada 
República
• Havia divergência entre dois grupos opostos
1. Liderado por Júlio castilhos (presidente do Rio 
Grande do Sul), aliado ao Floriano Peixoto que 
defendia um governo forte e poder centralizado. 
PICA-PAUS (cor do uniforme usado pelos grupo era 
a mesma do pássaro da região)
2. E o outro liderado por Gaspar silveira Martins que 
defendia a descentralização do poder e o 
parlamentarismo, ou seja, poder limitado ao 
presidente. MARAGATOS (termos usados pelos 
republicanos) 
República do café 
IMPORTÂNCIA DA REPUBLICA DO CAFÉ 
• A republica do café foi o mais longo período de 
dominação de um grupo politico 
• desde o império o agronegócio comanda as 
relações brasileiras
• Esse grupo foi chamado de oligarquia brasileira
OLIGARQUIA BRASILEIRA
• Oligarquia é o governo de poucas pessoas cujo 
o propósito é atender os seus próprios 
interesses
• Sergio Buarque de Holanda traduz em seu livro 
que o brasileiro é um homem Cordial, ou seja, o 
homem governa com seu coração (próprios 
interesses)
• No livro os "donos do poder, é adotado um 
conceito de patrimonialismo, ou seja, aqueles 
que detém o poder enxergam as coisas publicas 
como parte do seu patrimônio 
PRUDENTE DE MORAIS
• Primeiro presidente civil. Era cafeicultor
• Ficou conhecido como “pacificador”. O efeito 
que se esperava era atingir a estabilidade
• Prudente pacifica a revolução federalista 
(insatisfação dos setores do Rio Grande do Sul 
com a descentralização) e a questão das 
missões 
• A revolução federalista ficou conhecida como 
revolta da degola. Uma pratica comum era 
cortar pescoços. Floriano Peixoto liderou essa 
opressão violenta 
• A questão das missoes foi uma questão 
diplomática entre argentina e o brasil. 
Prudente propôs a argentina a solução de 
escolher um terceiro pais como juíz das 
decisões, o pais escolhido foi os EUA 
• A argentina reclamava que houve um erro na 
demarcação de fronteiras após o tratado de 
Madri
• O Brasil levou o Consul Barão do Rio Branco 
para defender os nossos interesses. O barão 
era obcecado por mapas e entendia muito do 
assunto. O próprio governo argentino aceitou 
os argumentos porque eram irrefutáveis
• Prudente de morais escolhe barão do Rio 
Branco como ministro 
O GRANDE DESAFIO DE PRUDENTE NA PACIFICAÇÃO 
• As revoltas sociais voltaram a ocorrer 
• GUERRA DOS CANUDOS: revolta social da 
população pobre e rural no sertão da Bahia. O 
principal motivo do conflito foi a miséria. Essa 
população nao tinha acesso aos bens de 
consumo, eram miseráveis 
• A população nao tinha terra para plantar e o 
emprego era escasso. O gado era feito de 
maneira extensiva
• A característica que desenvolveu essa 
população miserável foi a forte presença da 
religiosidade. Acreditavam que deus iria voltar 
e salvar a população (milenarismo: pregações 
de fim do mundo). Messiânico (espera da 
vinda de um messias)
• Líder: Antonio conselheiro (monarquista), era 
um cidadão comum, mas que aprendeu a ler, 
escrever e falar bem
• O conflito começou a ameaçar os agricultores
• Os fazendeiros pediu ajuda a salvador e Rio 
de Janeiro para reprimir o movimento 
• Esse episódio ficou muito conhecido devido a 
obra guerra dos sertões que retratou a 
guerra do canudos 
CAMPOS SALES (1898-1902)
• Saneou a economia e tentou controlar a 
inflação. 
• Campos Sales foi extremamente impopular
• Questão do Amapá: brasil x franca, também 
pediu ajuda a outros países, o pais escolhido 
foi a Suíça. O brasil venceu essa questão 
diplomática 
• Política do café com leite: sp apoiaria minas e 
minas apiária sp na sucessão presidencial
O QUE FALTAVA PARA ESTABELECER A ESTABILIDADE?
• Faltava garantir o futuro 
• Como fazer eleições e ao mesmo tempo manter 
os cafeicultores no poder? 
• Campos Sales cria a politica dos governadores. 
Presidente —> governadores —> chefes locais —> 
eleitores (empregados dos chefes)
• O voto nao era secreto, logo os chefes locais 
obrigavam os trabalhadores a votar nos seus 
interesses
• Essa configuração durou 36 anos 
República do café II
RODRIGUES ALVES (1902-1906)
• Usufrui do período de estabilidade
• Auge da republica do café 
• Reurbanização e saneamento do RJ: antes 
disso a condição no Rio de Janeiro era 
extremamente precária. A ultima vez que 
obras haviam sido realizadas foi a 100 anos 
atrás com a vinda da familia real 
• O inchaço do Rio de Janeiro decorreu da 
escravidão (século XIX foi o auge da entrada 
de escravos). Com a abolição da escravatura, 
mesmo livre os negros não tinham 
oportunidades de trabalho e condições de vida, 
migraram para os morros e para o centro velho
• O cheiro no centro era insuportável
• Pensando nisso tudo, rodrigues Alves contrata 
um engenheiro (Pereira Passos) e um medico 
(Osvaldo Cruz, especialista em doenças 
tropicais) 
• Pereira passou orientou que a única solução 
era derrubar tudo, destruir os cortiços e 
começar do zero, pois a situação era muito 
precária 
• Foi ai que começou o processo de expulsão das 
pessoas mais pobres, que foram obrigadas a ir 
para os morros/favelas (GENTRIFICACAO)
• Osvaldo cruz precisava lidar com as três 
doenças que mais matavam: febre amarela, 
peste bubônica e varíola 
OSVALDO CRUZ E A REVOLTA DA VACINA
• Obrigatoriedade da imunização contra a varíola
• Foi uma medida radical que acabou “assustando”
a população, isso gerou movimentos antivacinas 
• A vacina se dava por meio de uma lança, era 
muito invasivo, feito na coxa (invasão da 
intimidade da mulher) 
• Boatos de que a vacina era um planejamento do 
governo para matar a população mais pobre e 
fazer uma limpa populacional 
QUESTÃO DO ACRE
• Questão diplomática
• Envolve Brasil x Bolívia 
• por trás da disputa havia um ciclo econômico 
extremante lucrativo, O CICLO DA BORRACHA
• Foi um surto produtivo que durou pouco tempo 
• Decorrente da revolução industrial fordista, os 
países internacionais precisavam de matéria 
prima, principalmente a borracha 
• TRATATO DE PETRÓPOLIS: pela primeira vez nao 
tem intermediação internacional, Brasil compra 
o acre da Bolívia e também oferece a construção 
de uma estrada de ferro (Brasil nunca pagou o 
que prometeu) 
PRIMEIRA CRISE DO CAFÉ 
• Crise decorrente da superprodução. Produzia 
mais café do que a população mundial 
conseguiria consumir.
Solução: governo compra o café e estoca para 
começar aumentar os preços 
AFONSO PENA (1906-1909)
• Primeiro presidente mineiro 
• Não aconteceumuitos fatos relevante
• Morreu no exercício do cargo, morreu 10 
meses faltando para acabar o seu mandato
NILO PEÇANHA (1909-1910)
• vice presidente do Afonso pena que governou 
por pouquíssimo tempo
• Único presidente negro. As fotos 
esbranquiçavam ele
• Cria o SPI (serviço de proteção ao índio): se 
deu após o escândalo de massacre de índios 
em Santa Catarina 
República do café III
1. ELEIÇÃO DE 1910
• Primeira campanha polarizada
• Campanha civilista: RUI BARBOSA (BA)
• Campanha militar: HERMES DA FONSECA (RS)
• SP e minas não surgiram nessa eleição pois a 
política do café com leite não funcionou. SP 
apoia RUI e minas apoia HERMES 
• Quebra da polarização da politica do café
• Hermes da Fonseca ganha pois o seu refém 
prometeu estabelecer o voto secreto (coronéis 
os grandes atingidos foram contra isso e 
fizeram apoio a Hermes) 
GOVERNO HERMES DA FONSECA
• Governo agitado
• Sem apoio ninguém governa
—> REVOLTA DA CHIBATA: revolta social no RJ entre 
marinheiros, foram contra as punições físicas e as 
condições na qual viviam 
—> LÍDER DO MOVIMENTO: Joao Cândido (o almirante 
negro). Prometeu bombardear Rio de Janeiro. A 
revolta deu certo, a retirada da chibata foram 
retiradas, no entanto, os lideres foram presos. 
—> POLITICAS DAS SALVAÇÕES: intervenções federais 
(ações previstas na constituição onde o poder 
federal pode assumir o controle da parte da gestão 
dos estados). Hermes da Fonseca alegou a 
corrupção de alguns estados do nordeste 
• Os governantes afetados do nordeste foram os 
coronéis
—> REVOLTA DA SEDIÇÃO DE JUAZEIRO: revolta contra 
essa intervenção. Padre era líder e venceu Hermes 
—> INÍCIO DA GUERRA DO CONTESTADO: Movimento 
messiânico, principal modelo canudos, ocorreu entre 
Paraná e Santa Catarina 
Tinha em canudos mas nao tinha no contestado: seca
Tinha no contestado mas nao em canudos: empresas 
estrangeiras e imigrantes 
GOVERNO VENCESLAU BRAz: 1914-1918
• Governo mineiro
• Coincide com a primeira guerra mundial
• Brasil participa da guerra como apoiador logistico. 
Sem um envolvimento direto
• Surto industrial: investimento em tecidos e 
alimentos processados
• Crescimento do movimento operário 
• Anarquismo e graves 
• Gripe espanhola 
*
República do café IV 
A crise da republica do café 
CRISE DA OLIGARQUIA CAFEEIRA 
• Quem preenchia a esfera politica era os 
cafeicultores de SP e MG pela politica do café 
com leite
• A crise se deu após a primeira guerra mundial, 
na década de 20 
• A esfera se rompe na revolução de 30 com a 
constituição de um novo modelo 
• A crise de inicia com os próprios cafeicultores 
• A parceria entre Minas Gerais e São Paulo se 
quebrou devido a brigas de natureza 
economica
MOTIVOS DA CRISE 
• Devido a primeira guerra, os países pararam de 
comprar café e isso acabou sobrando estoque 
• Para os paulistas os mineiros eram culpados e 
vice versa 
• Os aliados dos cafeicultores eram os coronéis, 
eles faziam parte da construção da hegemonia 
do poder 
• Outros estados queriam parar de ser apenas 
coadjuvante na política (RJ e Rio Grande do 
Sul)
• Novos grupos surgem com a primeira guerra: 
indústrias devido ao surto industrial
• Os industriais queriam investimentos e fazer 
parte da agenda 
• Outro grupo que ascende devido a guerra foi 
a classe media civil (comerciantes, advogados, 
funcionários públicos.. e militar 
• A classe media via a economia cafeeira como 
um atraso ao desenvolvimento do pais 
• A classe media pretendia modernizar 
• O primeiro herói da classe media foi ruy 
barbosa
• Os operários também foram personagens 
importantes da tensão, eram os mais radicais, 
queriam fazer uma revolução econômica, 
acabando com a propriedade privada. 
• Com tanta pressão, uma hora a quebra 
acontece
ELEIÇÕES DE 1918 E A CRISE SUCESSÓRIA 
• O presidente paulista rodrigo Alves morre e 
quem assume era o seu vice que marca novas 
eleições 
• Era vez de quem tomar o poder? Sp queria 
indicar outro nome, mas os mineiros nao 
concordavam. Isso gerou uma crise sucessória
• Primeira vez que ocorre uma tensão entre 
esses grupos
• Rui barbosa se candidatou ao lado da 
população urbana 
• Epitáfio pessoa se candidatou: sp e minas 
concordaram pq era menos pior que o rui 
GOVERNO DE EPITÁCIO PESSOA (1919-1922)
• Paraibano 
• Ganhou as eleições sem nem estar no brasil
• Rui barbosa morre e nunca mais se candidata
• 1922: semana da arte moderna —> esse 
movimento cultural ajudou na crise do café 
devido ao seu discurso de rompimento de 
padrões antigos. Defendiam acabar com o 
mesmíssimo 
• Os artistas da semana da arte moderna eram a 
classe media, eles queriam defender seus 
interesses 
• Marco de 1922
— Fundação do PCB: operários influenciado pelo 
anarquismo e pela revolução russa. Queriam tomar 
o poder 
— Chapa de oposição republicana; pequenas 
oligarquias desafiam sp e minas 
TENENTISMO
• Levante dos 18 do forte: rebelião armada 
ARTHUR BERNARDES (1922-1926)
• Outra revolta ocorre 
• O maior movimento tenentistas ocorre:
• COLUNA PRESTES 
ASSUNTO:
ERA VARGAS
A revolução de 30 
GOVERNO DE WASHIGTON LUÍS (SP)
• ultimo governador da republica do café
• “Governar é abrir estrada’’
• Buscava uma aproximação com o povo
PRECEDENTES E FRAGILIDADES 
• Tensão econômica entre São Paulo e minas 
• Tenentismo -> coluna prestes -> herói urbano 
que torcia contra o governo -> foram para um 
exílio, nunca foram derrotados 
• Classes de operários -> CGT -> BOC (bloco 
operário camponês, ideias comunistas foram 
para o campo)
• Surgimento de um partido democrático (SP): 
Cafeicultores + industriais 
CRISE DE 1929
• A crise agrava a crise do cafe
• Restrição do consumo 
• No ano da crise o brasil produziu o dobro do 
cafe do que produzia antes. Produziu mais do 
que a população conseguia consumir
• Muitos cafeicultores se suicidam
ELEIÇÃO DE 30 E A SUCESSÃO PRESIDENCIAL 
• Weshion Luís indica outro paulista 
• Julio prestes é indicado 
• Minas nao aceita e rompe com sp 
• MG rompe com SP E FORMA COM MS e a PB uma 
chapa de oposição —> aliança liberal
• A alianca liberal indica Getúlio Vargas como 
opositor de Júlio prestes
• Julio prestes ganha a eleição e fica debochando 
dos opositores
A REVOLUÇÃO 
• Assassinato de João Pessoa foi estopim para a 
revolução
• Getulio Vargas assume no RJ (chefe da 
revolução) 
Governo provisório de Vargas 
COMO VARGAS CHEGOU AO PODER?
• Ele tomou o poder, possuindo maiores poderes 
em suas mãos 
• A revolução de 30 foi um golpe militar liderada 
por um civil, os tenentes foram os 
responsáveis 
• O Júlio prestes nao era mais líder, permitiu ao 
Getúlio esse papel de líder
MEDIDAS E ATITUDES DO NOVO GOVERNO
1. Anualmente da constituição
2. Fechamento do congresso
3. Demite os governadores com excessão ao 
governador de minas, já que firmou uma 
liderança 
Em nenhum momento da historia do brasil ocorreu 
tanta mudança, isso pode-se chegar mais perto de 
uma revolução
FORMAÇÃO DO GOVERNO
• A revolução de 30 tinha muito apoio 
populacional, já que ninguém aguentava mais 
as oligarquias
• Paulistas e comunistas eram os únicos rivais de 
Getúlio 
• “Façamos a revolução antes que o povo a faca” 
(referenciando os comunistas) 
• Para Getúlio foi bem difícil formar um novo 
governo, isso porque era complicado reunir todos 
os apoiadores (as forcas eram heterogêneas, o 
que impossibilitava atender às demandas de 
todos) 
• Getúlio foi um politico muito hábil em garantir 
essa estabilidade
ESTADO DE COMPROMISSO:
• Nome que se da ao governo da era Vargas
• 1. Oligarquias: garantir as estruturas mantidas 
(nao houve uma revolução agrária por exemplo, o 
latifúndio continuou a ocorrer) 
• 2. Tenentes: divide os tenentes e nomeiam eles 
como governadores dos estados, perdendo a 
forca que eles tinham unidos 
• 3. Indústrias: concessões, os industriais foram os 
mais beneficiados 
• 4. Operários: concessões,regula as relações de 
trabalho para conseguir industrializar o Brasil, 
para o brasil crescer, era necessário que ceder 
poder de compra as camadas populares 
• Governo de coalisão: governar de acordo com 
interesses secundários 
modernização conservadora
PRINCIPAL OBSTÁCULO 
• As oligárquicas paulistas
MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 32
• Tentativa da oligarquia paulista de voltar ao 
poder
• O movimento foi uma guerra civil que durou 
aproximadamente 3 meses 
• São Paulo perde 
• Para diminuir a tensão com os paulistas, 
Getúlio atende a convocação de uma 
constituinte
CONSTITUIÇÃO DE 34 (WEIMAR) 
• Terceira constituição 
• Inspirado na constituição alemã
• Constituição social democrata: mantem os 
princípios liberais mas ao mesmo tempo 
mantem os interesses dos trabalhadores
• Concede direitos trabalhistas aos 
trabalhadores urbanos 
• Direito ao voto feminino 
• a constituinte concedia o direito de escolher o 
primeiro presidente 
Governo constitucionalista de Vargas
(1934-1927)
RADICALIZAÇÃO IDEOLÓGICA
• origem da radicalização: comunismo x fascismo 
na Europa 
• Surge a AIB (ação integralista brasileira) em 
1932. 
O QUE CARACTERIZOU A AIB?
• Fundada em 1932 pelo plinio salgado 
• Lema “Deus, pátria e familia” 
• Era contra o comunismo e contra o estado 
liberal
• Defendia o nacionalismo e a intervenção do 
estado 
• Militarismo 
• Defendia a existência de um só partido e de um 
chefe: estado forte
• Era tradicionalista, religioso e moralismo
• Teve integralistas negro, nao havia a ideia de 
povos superiores igual na Alemanha 
• Corporativismo: união das classes, todos tem 
uma função, mas somente um líder, todos 
colaboram para um fim = estado
• Anticomunista: extremamente contra a luta de 
classes 
• Antissemitismo 
SÍMBOLOS DO FASCISMO
• Gesto com braço erguido: origem no império 
romano 
• Grito: ANAUÊ (companheiro)
• Uniforme: camisas verde
ALIANCA NACIONAL LIBERTADORA (ANL)
• Contra os comunistas
• Líder: Luís Carlos prestes
• Conta a ameaça do fascismo 
• Formação de um governo popular
• Condenação do latifúndio e apelo a reforma 
agrária 
• Nacionalização de empresas estrangeiras e 
critica a ação imperialista
• Suspensão do pagamento da divida externa
• Convocação de uma constituinte
GETÚLIO VARGAS E A RADICALIZAÇÃO IDEOLÓGICA 
• Aproveita o movimento de tensão e faz uma 
artimanha politica para se manter no poder
• Getulio elogia a AIB
• Getulio manda fechar a ANL 
• Censura os jornais 
• Getulio pretendia buscar um motivo para o 
golpe, gerando um momento de instabilidade 
& símbolo
INTENTONA COMUNISTA 
• Tentativa de tirar o Getúlio do poder
VARGAS E O GOLPE
• Getúlio aproveitou da situação e realizou uma caca 
aos comunistas, procurando desbaratar o 
movimento
• Getulio é apoiado pelos governadores (antigos 
tenentes) e exercito: Goes Monteiro e Eurico Dutra 
• Declara estado de guerra 
• Prestes e sua esposa, Olga benário, foram presos 
(Olga era alemã, judia e comunista)
• fecha o congresso e outorgar (impõe) uma nova 
constituição. A constituição de 37 (A POLACA)
A ameaça comunista foi em 1935, mas Vargas só deu o 
golpe em 1937. Porque demorou dois anos?
• CAUSA IMEDIATA DO GOLPE: intentona comunista
• FALSO PLANO COMUNISTA: Plano cohen
• PRECISAVA DE: bases de apoio 
• Demorou 2 anos para construir essa base de 
sustentação para apoiá-lo a aplicado ao golpe
O estado novo 
(1937-1945)
O QUE CARACTERIZOU O ESTADO NOVO?
• foi uma ditadura, ou seja, havia uma 
hipertrofia do executivo. Concentração do 
poder na mão de uma pessoa
• O poder executivo era exercido por um líder e 
tinha como base de sustentação as forcas 
armadas
• Centralização do estado: fim da autonomia 
• Retorno da figura do interventor dos estados, 
nomeado pelo presidente. Os estado perderam 
a autonomia, sendo-lhes, negado o direito a 
hinos e bandeiras próprias (Getúlio manda 
queimar as bandeiras dos estados 
• Extinção dos partidos
MECANISMOS DE AÇÃO E CONTROLE
• Censura: Vargas cercou-se de instrumentos de 
controle e repressão especialmente o DIP 
(departamento de imprensa e propaganda, que 
tinha como tarefa controlar toda a imprensa e 
determinar o que podia ou nao ser publicado) 
• Repressão: a repressão ideológica era feito 
pela policia politica, chefiada por felinto Müller, 
prática extrema de violência, torturando e 
assasinando indivíduos considerados nocivos a 
ordem 
• Restabelecimento da pena de morte 
REALIZAÇÕES 
• foi durante o estado novo que o brasil deu os 
primeiros sinais da industrialização 
• Autonomia na produção de ferro: Getúlio 
passou a intervir fortemente na atividade 
industrial, criando condições para o 
empresario, com incentivos fiscais e 
achatamento salarial. Investiu diretamente na 
consolidação da indústria de base, com a 
criação da SIDERÚRGICA NACIONAL (CSN) 
• Criação da CLT
CRISE DO ESTADO NOVO- O QUE CONTRIBUIU? 
• Apos de 15 anos do poder, Getúlio fortaleceu 
muito o seu poder. Criou mecanismos incríveis 
para a consolidação de poder. Mas o que 
explica a sua queda?
• A entrada do brasil na segunda guerra 
mundial provoca a crise. O brasil tinha 
características fascistas, mas mesmo assim 
entrou na guerra ao lado dos Estados Unidos, 
contra aos regimes totalitários
• Rompe ações diplomáticas e logo depois declara 
a guerra 
• Submarinos alemães afundam submarinos 
brasileiros 
• Brasil luta na Itália em 1944
O populismo 
(1945-1964)
FIM DO ESTADO NOVO - 1945
• A segunda guerra foi a percursora da queda do 
Getúlio Vargas
• A entrada do brasil na guerra foi fruto da 
pressão dos Estados Unidos. O afundamento de 
navios brasileiros gerou uma comoção nos 
brasileiros que forçou Getúlio a tomar uma 
posição. Lutou ao lado dos Estados Unidos
• Essa ação foi incongruente, pois, o governo de 
Vargas era autoritária, com traços fascistas, 
mais parecido com o nazismo, mas mesmo com 
isso nao lutou ao lado da Alemanha 
• Devido a pressão, Vargas renuncia do poder 
para salvar seus direitos políticos 
REDEMOCRATIZAÇÃO 
• Do fim do estado novo ao início do populismo 
houve uma redemocratização 
QUEM REDEMOCRATIZA O BRASIL?
• Foi o próprio Getúlio Vargas
• Anistia dos presos políticos - Júlio prestes
• Permitiu a volta dos partidos 
• Surge partidos importantes:
1. PSD: Varguista (ricos Varguista) 
2. PTB: Varguista (pobres Varguista) 
3. UDN: Antivarguista 
4. PCB: Partido comunista 
ÚLTIMA TENTATIVA DE VARGAS NO PODER 
• Queremismo: movimento popular que envolveu PTB e 
PCB que vai propor uma constituinte com Getúlio 
• “Queremos constituinte com Getúlio”
• Getulio queria que primeiro fizessem uma 
constituinte para que depois convocassem novas 
eleições. Pretendia fortalecer a democracia para 
focar em cada eleição de cada vez (era estratégia de 
se manter por mais tempo no poder) 
• Nao deu certo, pois o exercito não apoiou a alianca 
com os comunistas. Sem o apoio do exército Getúlio 
jamais conseguiria governar 
• Dutra era um general do exército que nao aceitou a 
aliança. Vargas esperto do jeito que é sugeriu que 
Dutra se candidate as eleições com ele 
• Dutra se elege a presidente com o apoio de Vargas.
• Getulio se elege senador da república e garante seus 
direitos políticos. Congresso pro-Getúlio 
O QUE FOI O POPULISMO?
• Aquele governo que inclui as massas urbanas na sua 
equação de poder
• O QUE ORIGINOU ESSE FENÔMENO?
• Reformas na estrutura agrária, industrialização, 
emergencia das populações urbanas e organização 
das reivindicações operarias sao alguns exemplos 
dessas mudanças que originaram esse fenômeno 
GOVERNO DE DUTRA
• Conservador
• Pro Estados Unidos 
• Continuidade no processo de industrialização = 
plano salte (saude alimentação transporte e 
energia) 
• Fecha o partido comunista (PSB): estava em 
clima de guerra fria, nao era possível manter 
um meio tempo 
• Governo apagado, sem carisma
ELEIÇÕES DE 50
• Vargas ganhasem esforço nenhum
COMO FOI O RETORNO DE VARGAS NO PODER? 
• O quadro da sucessão presidencial, em 1950, foi 
muito favorável a Getúlio. O maior partido do 
país, o PSD, lançou a candidatura de Cristiano 
Machado e, diante disso, dividiu-se. A UDN 
apostou mais uma vez em Eduardo Gomes. João 
Mangabeira concorria pelo pequeno PSB, com 
poucas chances. A Getúlio restava abrigar sua 
candidatura no PTB. Buscando um arranjo 
político mais sólido, o político gaúcho costurou 
uma aliança em São Paulo, com Adhemar de 
Barros e o seu PSP. Em troca desse apoio – 
lembrem que em São Paulo Getúlio nunca teve 
grande aceitação em face dos acontecimentos
OBS: A UDN tentou invalidar a vitória getulista, 
alegando que o Presidente não havia obtido 
metade mais um dos votos. Como essa exigência 
não esta- va contemplada na legislação eleitoral da 
época, Vargas garantiu a sua posse.
CARACTERÍSTICAS DO GOVERNO VARGAS 
• Caráter populista e nacionalista: um exemplo disso 
foi a campanha “o petróleo é nosso’’
• • a expansão da Companhia Siderúrgica Nacional, 
em Volta Redonda;
• a organização da Vale do Rio Doce;
• a criação da Eletrobras;
• a criação do Serviço Social Rural e o Seguro Agrícola;
• a criação do BNDE – Banco Nacional de Desenvolvi- 
mento Econômico
• A politica de aproximação das massas contou com a 
participação de João Goulart, a quem fez o 
ministro do trabalho, e nessa condição propôs um 
aumento de 100% no salário mínimo
• Getulio também atendeu a pressão dos grupos 
nacionalistas ao criticar a remessa de lucro das 
multinacionais
• Essa politica nao agradou muito os multinacionais, 
latifundiários e empresários, que ficaram 
ressentidos como reajuste salarial dos 
trabalhadores
• Essa reação provocou uma crise no governo de 
Getúlio 
O populismo II 
ELEMENTOS DA CRISE DO GOVERNO VARGAS
• política de Vargas gerou reações nos grupos 
mais conservadores do país. Suspeitava-se 
que o presidente pretendia instalar uma 
República Sindicalista no país, nos moldes do 
Movimento Justicialista do então presidente 
argentino, Juan Domingo Perón. Os 
latifundiários não gostavam nada das 
promessas feitas por Getúlio. 
• Os militares - influenciado pelo discurso 
anticomunista dos EUA - desconfiavam de 
uma bolchevizadas do pais 
• O PCB tambem fazia oposição ao presidente. 
E, por fim, a dificuldade de Vargas em 
controlar o processo inflacionário iniciado no 
fim do go- verno Dutra, além das 
constantes acusações levantadas pela 
imprensa de corrupção no seu governo, 
minavam o apoio da classe média.
• Houve também o “Manifesto dos Coronéis” 
documentos que trazia fortes criticas a 
politica salarial do governo, Getúlio se 
obrigou a demitir seu ministro do trabalho, 
Joao Goulart. 
• Getulio perdeu apoio da imprensa. Somente 
o jornal A ultima hora defendia as virtudes 
do governo 
• Capitaneado pela UDN e seu porta-voz, o 
jornalista Carlos Lacerda, o cerco da oposição vai 
se fechando contra o Presidente.
COMO TERMINOU O GOVERNO DE VARGOS 
• Na madrugada de 5 de agosto de 1954, Carlos 
Lacerda – que era diretor do jornal A Tribuna da 
Imprensa – houve um atentado que acabou 
ferindo Carlos Lacerda e matando o major.
• Os jornais começaram a estampar em suas 
manchetes acusando Getúlio pelo crime
• Vargas repudiou qualquer insinuação de seu 
envolvimento com o fato. Mas mesmo assim a 
população exigiu renúncia. O presidente 
prometeu que só sairia morto do palácio do 
cadete
• Membros da Aeronáutica iniciaram uma 
investigação para descobrir o mandante do 
crime contra o major Rubens Vaz. Constituiu-se, 
então, o que passou a ser conhecido como a 
“República do Galeão”, numa alusão à comissão de 
investigação que se instalou no aeroporto 
carioca.
• Ficou comprovado que o assassino era o pistoleiro 
de aluguel Alcino João do Nascimento e que ele 
obedecera a ordens expressas do chefe da 
guarda pessoal de Getúlio, Gregório Fortunato.
• Getulio estava com os dias contados 
• O congresso começou a negociar com o vice, 
Café Filho, o afastamento do Presidente. O 
clima de instabilidade atinge um grau 
insuportável. 
• Na madrugada do dia 23 para 24 de agosto, 
Getúlio comanda uma reunião no Palácio do 
Catete, para decidir o que fazer.
O SUICÍDIO DE VARGAS 
• Uma solução mediadora foi apresentada, 
solicitando o licenciamento de Getúlio até a 
completa apuração dos fatos. Abatido, Vargas 
afirmou que daria uma resposta no dia 
seguinte. Despediu-se de todos e retirou-se 
para o quarto
• As 8h35min da manhã de 24 de agosto de 1954, 
o presidente Getúlio Vargas suicidou-se com 
um tiro no peito. Sobre a escrivaninha, a carta 
testamento. 
COMO SUICÍDIO, COMO FOI O PROCESSO DE 
SUCESSÃO? 
• Após a morte de Vargas, assume o vice cafe 
filho.
• Nas eleições presidenciais de 1955, é eleito, o 
mineiro Juscelino Kubitschek.
CARACTERÍSTICAS DO GOVERNO DE JK 
• O Governo de JK tinha duas características: 
o populismo do tipo Varguista, somado a um 
modelo de desenvolvimento liberal, baseado 
na forte presenca de capital estrangeiro 
• Tinha como slogan de campanha "Cinquenta 
anos de progresso em cinco de governo”.
• Teve uma ampla expansão nos setores de 
infraestrutura e no setor industrial de bens 
de consumo duráveis 
• De fato houve um crescimento efetivo na 
econômica com uma ampla extensão nos 
setores de infraestrutura e no setor 
industrial de bens de consumo
• Este crescimento pode ser creditado a uma 
série de fatores: 
• aumento do mercado interno;
• existência de recursos energéticos;
• abundância de mão de obra barata;
• incentivo dado às firmas estrangeiras 
interessadas em instalar-se ou ampliar-se no 
país, inclusive isenção de exigência de cobertura 
cambial para a importação de máquinas e 
equipamentos.
PLANO DE METAS
• Prometia investimentos na produção de 
energia, transportes, alimentos, industria de 
base e educação 
Dentre as realizações do governo, além da 
construção de Brasília, podemos citar:
• a construção da Rodovia Belém-Brasília;
• a criação do Conselho Nacional de Energia Nuclear;
• a construção das usinas hidrelétricas de Furnas e 
Três Marias;
• a implantação da indústria automobilística.
• Diversas empresas automobilísticas instalaram- 
-se no Brasil: a Ford Motors, a General Motors, a 
Willys Overland; a Volkswagen; a Mercedes 
Benz; a Simca; a Toyota; a Scania; a Vemag, etc.
CONSEQUÊNCIAS DO DESENVOLVIMENTO 
• As grandes realizações do presidente JK 
tiveram também um lado menos glorioso. A 
inflação, a perda do poder de compra dos 
trabalhadores
• Endividamento externo 
• Desnacionalização da economia
• Foram feitas acusações de corrupção tambem
• Somou-se a isso, enfim, a falta de empenho 
efetivo do Presidente com as regiões mais 
pobres do país, notadamente o Nordeste.
PROCESSO DE SUCESSÃO DE JK
• Para a sucessão presidencial, os partidos 
buscaram alguém com honestidade e cujo 
discurso nacionalista recuperasse o apoio que o 
próprio presidente Kubitschek havia perdido.
• O escolhido foi o marechal Teixeira Lott, “herói” 
da novembrada de 1955. Para vice, a coligação 
PSD-PTB repetiu a candidatura João Goulart
• A candidatura de Teixeira Lott recebeu o apoio 
dos nacionalistas e mesmo dos comunistas, 
liderados por Luís Carlos Prestes.
• A PDC escolheu o ex governador de São Paulo: 
Jânio quadros 
• Jânio, um dos mais astutos políticos brasileiros, 
apresentou-se ao público como um “moralista 
apolítico”, único capaz de promover uma 
mudança radical nos costumes da política 
nacional.
• Jânio dirigia seu apelo aos eleitores de classe 
média que consideravam a sua fama de 
administrador honesto requisito fundamental 
para o exercício da presidência.
• Porém, exercia também atração sobre as 
camadas mais humildes, pois desafiava os 
padrões de vestuário e comportamento. Jânio 
usava ternos rasgados e tinha cabelos cheio de 
caspas. 
• Essa identidade de homem simplescontribuiu 
muito para a sua vitoria
•
O populismo III
O QUE MARCOU O CURTO GOVERNO DE JÂNIO QUADRO
• Jânio quadros foi empossado presidente do Brasil 
• Na véspera de posse, Jânio denunciou o governo 
Juscelino, afirmando que a crise crise moral, 
administrativa e político-social do Brasil é tão grave 
quanto a situação econômica e financeira”.
• Jânio nos seus primeiros meses de governo 
demonstrou ser um político conservador e 
autoritário. Controlou a ação dos candidatos e 
reprimiria protestares
• Por outro lado, agiu com mão pesada nos casos de 
corrupção 
• Jânio buscou sanear o funcionalismo público. Cerca 
de dez mil funcionários foram demitidos. Declarou 
guerra ao contrabando, demitindo vários fiscais da 
alfândega envolvidos em operações fraudulentas. 
Assinou alguns decretos insólitos, tais como: a 
proibição das corridas de cavalo durante os dias 
úteis; a proibição de brigas de galo e de canário; o 
uso de biquínis nas praias
O QUE MARCOU O GOVERNO DE JÂNIO 
• Jânio herdou problemas de difícil solução. A pesada 
herança a das contas referentes à construção de 
Brasília é um exemplo. Para tentar contornar esse 
problema precisou impor a austeridade das contas 
publicas, adotando medidas impopulares, como o 
congelamento de salários, cortes federais e 
desvalorização da moeda nacional 
• Todas essas medidas provocaram grande 
desconforto na população 
• Não bastassem essas medidas, Jânio resolveu 
“provocar” seus aliados. Reatou relações comerciais 
com a URSS e os países do Leste Europeu e 
recusou-se a apoiar sanções contra Cuba, onde 
uma revolução nacionalista, liderada por Fidel 
Castro, ameaçava os interesses dos EUA.
• As pressões contra Jânio eram no sentido de ele 
justificar suas últimas atitudes. No entanto, o 
Presidente, ao invés de explicar, simplesmente 
renunciou, 
• Segundo versão que se tornou popular, a renúncia 
de Jânio fazia parte de uma estratégia que visava, 
com apoio popular, à sua recondução ao poder com 
poderes amplos.
• Congresso aceitou prontamente sua renúncia e 
entregou o cargo interinamente ao presidente da 
Câmara, Ranieri Mazzilli, já que o vice-presidente, 
João Goulart, encontrava-se na China.
DESDOBRAMENTOS DA RENÚNCIA DE JÂNIO 
• Houve uma não aceitação acentuada do vice 
presidente Joao Goulart
• Jango retornadas de uma viagem polêmica aos 
países socialistas do leste
• Os militares lançaram um manifesto de não 
aceitação da tomada do cargo por jango 
• A crise estava armada. O país divide-se: dever-se-
ia obedecer à Constituição, dando posse ao vice, 
independente de suas“ideias”, ou ceder à força 
militar e às pressões conservadoras, embaladas no 
temor anticomunista?
COMO FOI SOLUCIONADA A CRISE PROVOCADA PELA 
RENÚNCIA DE JÂNIO? 
• O deputado Plínio Salgado propõe uma solução 
simples e salvadora para esse conflito : a 
aprovação de uma emenda constitucional, 
instituindo o sistema de governo parlamentarista, 
o que limitaria os poderes de Jango, sem precisar 
impedir a sua posse.
• A proposta foi aceita pela dois lados. A emenda foi 
aprovada
• João Goulart assumiu e ele seria chefe de Estado
• O Gabinete de Governo seria presidido pelo político 
moderado do PSD, Tancredo Neves.
CARATERÍSTICAS DO GOVERNO PARLAMENTARISTA 
• governo parlamentarista não agradou a ninguém. 
Aos nacionalistas, porque a excessiva moderação 
do novo governo não satisfazia a seus desejos de 
mudanças econômicas e sociais. Também não 
agradou aos conservadores, por causa da 
continuidade da política externa independente,
• Além disso, a emenda que criou o sistema 
parlamentarista era confusa e não estabelecia 
com clareza as funções do primeiro-ministro e os 
poderes remanescentes do presidente. 
• Tentando salvaguardar seus interesses políticos, 
Tancredo Neves deixa o governo em junho de 1962 
para concorrer às eleições daquele ano. 
• Tancredo não consegui vencer a eleição para o 
governo de minas e se demitiu
• Com a demissão de Tancredo, Jânio enfrentou 
dificuldade para formar um novo gabinete
• O nome de Brochado da Rocha, que havia sido 
Secretário do governo de Leonel Brizola, no Rio 
Grade do Sul. Seu governo, porém, durou pouco 
mais de dois meses. 
• O quadro caótico em que o país se encontrava 
acabou por vencer as resistências dos mais 
conservadores e o Congresso marcou, para o dia 6 
de janeiro de 1963, um plebiscito para decidir qual 
sistema de governo deveria existir no país.
• A vitoria presidencialista foi esmagadora
CARACTERÍSTICAS DO GOVERNO PRESIDENCIALISTA 
• com reais poder João Goulart procurou dar ênfase 
à questão da reforma agrária, à estruturação de 
uma política que controlasse melhor a ação das 
multinacionais e a uma política salarial compatível 
com os inte- resses das classes operárias, 
• elaborou também uma ação que ele denominou 
reformas de base, que alem da reforma agrária 
incluía uma necessária reforma resgatando a 
liberdade sindical, uma reforma eleitoral, 
estendendo o direito de voto aos analfabetos, uma 
re- forma universitária, democratizando o ensino 
e o acesso a ele, entre outras coisas.
• No plano externo, Goulart procurou manter a polí- 
tica externa independente, apesar do desagrado 
dos norte-americanos.
• Essas acoes provocaram reações conservadoras, a 
quem Jango não consegui sensibilizar
• A esquerda também pressionou o governo, colo- 
cando no limite o populismo janguista. Os 
movimentos de massa se radicalizaram, 
assustando não só os mais conservadores, mas 
até os moderados. No ano de 1961, ocorreram 105 
greves; em 1962, 128 e, em 1963, nada menos que 149 
greves sacudiram o país.
COMO TERMINOU O GOVERNO DE JOÃO GOULART? 
• No segundo semestre de 1963, a situação política 
foI se complicando para o Presidente. O governo 
ameri- cano, claramente, optara por enviar 
recursos diretamente aos estados antijanguistas, 
ou seja, São Paulo, Minas Gerais e Guanabara.
• Cortava fluxo de investimentos junto ao governo 
federal. 
• Em Brasília eclodiu a reforma dos sargentos que 
ficaram inconformados com a decisão do tribunal 
superior eleitoral que tornou inelegível sargentos 
que haviam vencido o pleito em 1962
• O saldo do levante foram dois mortos. Houve a 
sensação de que o governo havia perdido o controle 
• Em 13 de março de 1964, perante uma multidão de 
200 mil pessoas, Jango tentou estabelecer um canal 
direto com o povo para tentar pressionar o 
Congresso e vencer a resistência dos congressistas 
conservadores, que não queriam aprovar as 
Reformas de Base
• Goulart discursou, enfatizando a necessidade de 
mudanças na Constitui- ção que legalizava uma 
“estrutura econômica superada, injusta e 
desumana”.
• A manifestação que visava a apressar as reformas 
acabou assustando a classe média. A leitura rasa e 
ideológica dos acontecimentos traduziu o esforço de 
Jango numa “ameaça comunista”.
• No dia 19, em São Paulo, veio a resposta dos 
conservadores organizada pela Igreja: quase meio 
milhão de pessoas foi às ruas para protestar contra 
o governo e pedir a saída de João Goulart do poder. 
Foi a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”.
• João Goulart se obrigou a abandonar Brasília e, no 
dia 4, o Brasil. O poder foi entregue, interinamente, 
ao presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli.
Regime Militar 
(1964-1985)
CARACTERÍSTICAS DO PERÍODO DE 1964-1967
• Os primeiros períodos do momento “pós-golpe”
foram marcados por uma tentativa de manter a 
ordem politica e constitucional intacta
• Os militares fizeram diversos acordos com os 
partidos políticos - exceto o PTB - pelo qual ficou 
acertada a eleição indireta do general Castelo 
Branco para a Presidência da República. Este, por 
sua vez, comprometeu-se a efetuar eleições 
diretas em 1965.
• Na teoria, nada havia mudado, o congresso 
funcionando, a imprensa e etc
• No entanto, os militares pelo “Alto Comendo da 
Revolução”, expediram um Ato Institucional, 
dandoa Castelo Branco poderes para expurgar 
os responsáveis pelos atos de subversão e 
corrupção.
• O governo alterou radicalmente a politica 
externa, adotando uma postura pro-norte 
americanos
• Foi revogado uma lei que controlava a remessa 
de lucros para o exterior
• A política econômica nacional-reformista tentada 
por Jango foi substituída pela associação com o 
capital estrangeiro.
• A reforma agrária foi congelada 
• As classes trabalhadoras saíram de cena. 
• Houve medidas de combate à inflação, as quais 
os salários foram congelados, impostos elevados 
e o governo cortou gastos no setor da educação 
e saude.
• Nem todos do exercício pensavam assim. Foi 
dividido em duas posições grupo castelista ou da 
Sorbonne e o grupo Linha Dura, os militares 
digladiavam-se nos bastidores sobre os rumos a 
tomar.
• Ficou evidente o sucesso do grupo Linha Dura 
sobre Castelo Branco. Pressionado por militares 
dessa tendência, inconformados com a 
permanência de “grupos de esquerda” 
ameaçando a “ordem demo- crática”, o 
Presidente determinou, através do Ato 
Institucional 2:
ATO INSTITUCIONAL 2
• Fim dos partidos políticos
• Criação da ARENA, movimento de sustentação 
do governo e o MDB, movimento democrático 
brasileiro 
• Fim da eleição direta para presidente da 
Republica 
• Catelo amplia seu mandato, adiando por um ano 
as eleições direta.
AI-3
• Tornou-se indireta a eleição para governador
AI-4
• Deu ao congresso poderes ilimitados para elaborar 
uma nova Constituição 
• De quebra, ainda outorga a Lei de Segu- rança 
Nacional, engessando os setores da sociedade em 
normas rígidas e autoritárias e impondo sanções 
pesadas aos que violassem tais dispositivos.
• Incorporou os dispositivos impostos pelos militares 
que reforçava ainda mais o presidencialismo, 
fortalecendo o executivo 
• Os que defendiam Castelo Branco advogavam que 
as medidas tomadas pelo presidente visavam a 
evitar uma ação mais radical do grupo chamado 
“Linha Dura”, preservando assim o principal, ou 
seja, as instituições. Mas, se era verdade essa 
preocupação de Castelo Branco, ele não pôde 
impedir que o general líder da Linha Dura, Costa e 
Silva, ascendesse ao poder, elegendo-se 
indiretamente Presidente, em 1967.
CARACTERÍSTICAS DO GOVERNO COSTA E SILVA 
• Costa e Silva assumiu pretendendo um 
democracia e economia em ordem 
• A política externa continuava fiel ao ideário 
ameri- cano. As relações com Cuba foram 
cortadas e técnicos americanos passaram à 
condição de orientadores privi- legiados de vários 
assuntos brasileiros.
• O Brasil fez um acordo com os EUA que colocava 
o sistema educacional brasileiro sob 
gerenciamento dos técnicos americanos
• Muitas pessoas que antes eram favoráveis ao 
golpe começaram a se indignar com as medidas 
tomadas
• Vários presos políticos que apoiavam o golpe 
passaram a acusar o governo de desvios de 
rumo
REAÇÕES CIVIL CONTRA O GOVERNO MILITAR
1. Formação da Frente Ampla que reuniu políticos 
até então adversários, como Carlos Lacerda, 
Jusceli- no Kubitschek e João Goulart, para 
exigir a redemocratização do país;
• Os operários voltam a paralisar as atividades. 
Greves e discursos com a palavra democracia eram 
as mais citadas 
• Estudantes vão as ruas, a UNE mobiliza 
passeadas e encontros
• Em 1968 foi realizada a passeata dos 100 mil.
• Em julho, um documento da CNBB – Confedera- 
ção Nacional dos Bispos do Brasil – critica 
duramente a falta de liberdade no país.
DITADURA - A REAÇÃO 
• O governo Costa e Silva reage duramente às 
manifestações anteriormente descritas:
• proibição do movimento da frente ampla 
• Impedimento as manifestações de rua
• intervindo nos sindicatos;
• prendendo estudantes, como em Ibiúna (SP), 
onde se realizava, clandestinamente, um 
congresso da UNE;
• ampliando a censura e apreendendo livros, 
jornais e periódicos.
Mas tais medidas não eram o limite. Os grupos 
mais conservadores pressionavam o Presidente a 
endurecer mais o regime, livrando-o de “coisas 
incômodas”, como o Congresso, e das garantias 
básicas de expressão e locomoção, como o habeas 
corpus.
O deputado pelo MDB, Márcio Moreira Alves, em 
que o jovem político propunha à população que não 
participasse das comemorações do 7 de Setembro, 
em desagravo às atitudes do regime militar. 
Membros do governo consideraram o discurso 
ofensivo e desrespeitoso 
AI-5 - O INÍCIO DA DITADURA
• Sem prazo para expirar, o AI-5 dava ao 
presidentes poderes para:
1. Fechar o congresso nacional
2. Cessar mandados políticos
3. Suspender direitos dos cidadãos
4. Demitir funcionários públicos
5. Aplicar medidas de segurança, como liberdade 
vigiada e proibição de frequentar os lugares
Os cidadãos atingidos por medidas determinadas 
pelo AI-5 não poderiam recorrer ao Judiciário. O 
habeas corpus foi limitado e os crimes políticos 
passaram a ser julgados por tribunais militares.
Para tentar compensar essa repressão, o governo 
tentou mostrar serviço:
1. A fim de solucionar a grande porcentagem de 
brasileiros analfabetos, ofereci um substituto 
ao Projeto Paulo Freire – educador per- 
nambucano que havia desenvolvido, no governo 
João Goulart, um plano de alfabetização 
nacional, abortado pelos militares – Costa e 
Silva criou o MOBRAL.
2. Também em uma tentativa de mostrar 
preocupação com o homem do campo – 
historicamente explorado pelos apoiadores do 
seu governo – o Presidente criou o FUNRURAL – 
Fundo de Assistência e Previdência do 
Trabalhador Rural. Também criou a FUNAI.
3. Construção da ponte rio-Niteroi 
• Em agosto de 1969 Costa e Silva é afastado da 
Presidência pois estava muito doente 
• De acordo com a constitucional seria que o vice-
presidente, o advogado mineiro Pedro Aleixo 
assumisse, mas isso não ocorreu. Os ministros 
militares impediram a posse do vice – que havia 
se recusado a apoiar o AI-5 – e formaram uma 
Junta Militar, arrebatando o poder. Em 17 de 
outubro de 1969, Lyra Tavares, Márcio de Souza e 
Augusto Rademaker, os membros da Junta, 
editaram a Emenda 1, que alterava 
substancialmente a Constituição de 1967, 
legalizando o regime autoritário.
• Em 30 de outubro de 1969, foi “eleito” pelo 
Congres- so – reaberto “especialmente” para a 
ocasião – o general Emílio Garrastazu Médici.
Regime Militar
O QUE CARACTERIZOU O GOVERNO DE MÉDICI:
• Foram criados 
1. O instituto Nacional de Colonização e Reforma 
Agrária 
2. Programa da Integração Nacional – PIN – com a 
implantação das rodovias Cuiabá-Santarém e a 
Transamazônia
3. Ampliação do mar territorial brasileiro para 200 
milhas marítimas
4. Inauguração da ponte Rio-Niteroi 
5. Criação da Telegram
6. Expansão do credito com a popularização do 
sistema crediário 
Nesse período houve um grande crescimento 
econômico. As pessoas começaram a falar de 
milagre econômico. 
O governo empreendeu campanhas publicitarias 
em torno de seus resultados. A vitoria do Brasil na 
copa de 70 acabou sendo vendida como uma vitoria 
do governo militar 
CONSEQUÊNCIAS DO MILAGRE ECONÔMICO 
• O chamado milagre econômico, na verdade, 
sustentava-se em duas bases bem concretas e 
reais: a entrada maciça de capital estrangeiro 
e a compressão forçada dos salá- rios da classe 
trabalhadora.
1964-1986
• Enquanto a dívida externa saltava, em 69, de 4,4 
bilhões de dólares para 17,2, em 1974, o tempo de 
trabalho necessário para o operário se alimentar 
saltou de 105 horas, em 1970, para 163 horas, em 
1974.
• A partir de 1973, a crise internacional do petróleo 
fez com que os juros dos empréstimos 
internacionais se elevassem perigosamente. 
A OUTRA FACE DO GOVERNO MÉDICI 
• A violência e repressão foi grande. O governo de 
MÉDICI, foi, sem duvidas o mais violento
• Intensificou as manifestações radicais de 
esquerda
• Nas cidades, ocorriam assaltos em bancos e 
sequestros
• Nos campos, organizações de guerrilhas 
• Noticias de morte e tortura a presospoliticas, a 
existência de leis admitindo pena de morte, 
prisão perpetua e banimento, lentamente foram 
se tornando um fardo pesado, a classe media 
começou a se indignar 
• O regime militar, diante dessa mudança de 
atitude da sociedade, percebia que era também 
hora de mudar, visto que não era possível 
compensar a ditadura com o milagre. A 
distensão teria, então, seu início.
GOVERNO DE ERNESTO GEISEL 
• O general Ernesto Geisel foi indicado pelos militares 
para suceder a Médici. 
• Era uma escolha emblemática dos “novos tempos”, 
já que o militar gaúcho pertencia ao “gru- po da 
Sorbonne”, isto é, à ala mais moderada do Exército.
• O que Geisel pretendia uma promessa de abertura 
era iniciar um processo de descompressão - isto é, 
retorno a democracia - de forma que compensasse 
as dificuldades econômicas que se avolumavam, 
sem perder as rédeas do poder. Foi o que seu 
principal auxiliar, o general Golbery do Couto e Silva, 
denominou de sistema de “sístoles” e “diástoles”, que 
consistia em promover a abertura com autoridade, 
sem permitir deslizes ou entusiasmos exagerados 
da sociedade civil.
A DISTENSÃO 
• No processo de abertura política no Brasil, houve 
momentos de avanços e retrocessos. Em 1974, 
ocorreram eleições legislativas em que o partido 
governante, ARENA, sofreu uma derrota 
significativa. Apesar disso, o governo restringiu a 
exposição dos candidatos através da Lei Falcão, 
limitando sua aparição na TV, rádio e jornais a 
informações básicas como nome, número, currículo 
e foto. Isso aconteceu após a derrota, diminuindo a 
influência política dos opositores.
• Apesar das medidas para conter a oposição, o 
governo obteve uma estreita vitória nas eleições 
municipais de 1976. No entanto, o crescimento da 
oposição provocou pressão dos militares linha-dura. 
Entre 1975 e 1977, ações extremistas tentaram minar 
o plano gradual de abertura do presidente Geisel. 
Um exemplo foi o "suicídio" do jornalista Vladimir 
Herzog em outubro de 1975, que tinha sido detido 
para questionamentos pelo DOPS (Departamento de 
Ordem Política e Social) e não retornou, gerando 
controvérsia.
• Outro sucedido acontece, o operário Manuela FIlho 
morre
• O presidente Geisel, frustrado com as provocativas 
ações da facção militar Linha Dura, toma uma 
postura firme, demitindo o general Ednardo D’Ávila 
Mello e deixando claro que não aceitaria mais esse 
comportamento. Paralelamente, Geisel não deseja 
que a oposição ganhe influência rapidamente. Para 
evitar isso, em abril de 1977, ele fecha 
temporariamente o Congresso e introduz o Pacote 
de Abril. Esse pacote modifica a Constituição, 
mantendo as eleições indiretas para governadores, 
reduzindo o número de cadeiras no Congresso e 
ajustando a distribuição de cadeiras para beneficiar 
estados onde o partido ARENA tinha mais força, 
além de introduzir senadores "biônicos" - um eleito 
indiretamente a cada três senadores por Estado. 
Tudo isso foi uma estratégia de Geisel para 
controlar o avanço rápido da oposição e manter seu 
controle político.
Em outubro de 1977, o presidente Geisel concentrou 
seus esforços em conter os impulsos da facção 
militar Linha Dura. Nesse incidente, considerado o 
mais sério de seu governo, o Ministro do Exército 
Sylvio Frota, aspirante à sucessão presidencial, 
desafiou Geisel ao recusar a indicação de outro 
general para o cargo. Geisel, por sua vez, demitiu 
Frota sem hesitar.
Na sociedade civil, a paciência com a abordagem de 
Geisel estava diminuindo. Greves no ABC, lideradas 
por Luiz Inácio da Silva, também conhecido como Lula, 
somaram-se às demandas por democracia e à 
formação de comitês pela anistia a presos políticos e 
exilados. O avanço mais concreto em direção à 
abertura ocorreu quando Geisel anunciou o fim do 
AI-5.
O presidente seguinte, o general João Batista 
Figueiredo, lideraria o país sem o AI-5, um 
instrumento de exceção. Esse período marcou o início 
do fim da ditadura.
Regime militar 
GOVERNO JOÃO FIGUEIREDO - CARACTERÍSTICAS 
1. Abertura política gradual: Figueiredo deu continuidade 
ao processo de abertura política iniciado por seus 
antecessores. Houve uma flexibilização do regime 
autoritário, com a anistia a presos políticos e exilados, a 
volta das eleições diretas para governadores e a 
convocação de eleições indiretas para a presidência em 
1985.
3. Transição democrática: Sob Figueiredo, ocorreu a 
transição do regime militar para a democracia. O 
presidente permitiu a formação de novos partidos 
políticos e as eleições diretas para governadores, além 
de apoiar o início do processo de redemocratização.
3. Crise econômica: O governo Figueiredo enfrentou 
uma grave crise econômica, caracterizada por alta 
inflação, endividamento externo e problemas no setor 
produtivo. As políticas econômicas adotadas não foram 
capazes de reverter esses desafios.
4. Pressões sociais: Durante seu mandato, houve um 
aumento nas mobilizações sociais, incluindo greves e 
protestos. A sociedade estava cada vez mais engajada 
em busca de direitos políticos e sociais.
5. Desgaste das Forças Armadas: O governo Figueiredo 
testemunhou o desgaste das Forças Armadas, que 
perderam parte do apoio que tinham nos anos 
anteriores. Isso foi resultado da crescente pressão por 
democracia e da crise econômica, que afetou a imagem 
das instituições militares
FATOS QUE MARCARAM O FIM DO REGIME MILITAR
1. Eleição de Tancredo Neves: Em 1985, foi 
realizada uma eleição indireta para a 
presidência, e Tancredo Neves, um político civil 
e opositor ao regime militar, foi eleito 
presidente pelo Colégio Eleitoral.
2. Doença e morte de Tancredo Neves: Antes de 
tomar posse, Tancredo Neves adoeceu e acabou 
falecendo em abril de 1985, antes de assumir o 
cargo.
3. Posse de José Sarney: Com a morte de Tancredo 
Neves, seu vice-presidente, José Sarney, assumiu 
a presidência, marcando o início de uma fase de 
transição rumo à democracia.
4. Nova Constituição: Durante o governo de Sarney, 
a Assembleia Nacional Constituinte foi convocada 
para redigir uma nova Constituição. Em 1988, a 
Constituição foi promulgada, estabelecendo os 
fundamentos do novo regime democrático e os 
direitos dos cidadãos.
5. Eleições diretas: Em 1989, ocorreram as primeiras 
eleições presidenciais diretas após o regime militar. 
Fernando Collor de Mello foi eleito presidente.
6. Institucionalização democrática: Com a 
realização de eleições diretas, a posse de 
presidentes eleitos democraticamente e a 
promulgação de uma nova Constituição, o Brasil 
consolidou sua transição do regime militar para a 
democracia.

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