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HISTÓRIA HISTÓRIA A ASSUNTO: CIVILIZAÇÕES ANTIGAS Primeiras civilizações Mesopotâmia ALTA MESOPOTÂMIA -Região noroeste. -Montanhosa. -Povoamento paleolítico BAIXA MESOPOTÂMIA: -Região sudeste -Planícies. -Povoamento calcolítico (aprox. 5000 e 3500 a.C). - “Revolução urbana” (3100-2900 a.C). MESOPOTÂMIA - UMA TERRA DE DOIS RIOS • LOCALIZAÇÃO: Os gregos denominaram a região do vale dos rios Tigre e Eufrates de Mesopotâmia, ou seja "terra entre rios". As diversas civilizações que se estabeleceram na Mesopotâmia desenvolveram- se numa área que corresponde, aproximadamente, ao atual estado do Iraque. O Tigre e o Eufrates nascem nas montanhas da Armênia • O EUFRATES E O TIGRE: planície fértil por aluvião decorrente das enchentes dos rios. A DINÂMICA DOS RIOS 1. Grandes enchentes: cheias irregulares dos rios: entre março e maio. 2. A violência das cheias: a violência das cheias demanda um sistema complexo de irrigação. 3. As Vantagens do Eufrates: com cheias menos violentas, o Eufrates é mais propício para o desenvolvimento da Agricultura. 4. Os leitos "nômades": os dois rios apresentam leitos naturalmente variáveis ao longo do tempo, levando a mudanças na fixação demográfica. 5. Instabilidade da produção agrícola: a instabilidade na produção resultou em períodos de grande fome, levando a revoltas e quedas de impérios. ATIVIDADES ECONÔMICAS 1. Pesca: além da agricultura, destaque para a pesca (muito superior à caça). 2. Artesanato: grande variedade de atividades artesanais, com destaque para a arquitetura monumentalista. 3. Comércio: comércio intenso com outras localidades, com grande concorrência, através de uma economia protomonetária 4, Escravidão: majoritariamente prisioneiros de guerra. Destaque para a escravidão feminina. SOCIEDADE • A sociedade estava dividida em três categorias jurídicas. Os homens livres (awilium), o homem livre dependente do palácio (mushkenum) e o escravo (wardum) O CÓDIGO HAMURABI • O Código de Hamurabi é um dos conjuntos de leis mais antigos conhecidos, criado na Mesopotâmia por volta de 1754 a.C. pelo rei Hamurabi da Babilônia. • Ele consiste em uma série de regras que abrangem diversos aspectos da vida cotidiana e da sociedade da época. • O código é famoso por sua abordagem de "olho por olho, dente por dente" para a justiça, bem como por suas disposições sobre propriedade, comércio e relações familiares. A ESCRITA • A escrita na Mesopotâmia era realizada principalmente por meio de uma forma de escrita cuneiforme. Essa escrita era feita em tábuas de argila úmidas usando uma ferramenta em forma de cunha, como um estilete. • OBS: a escrita desenvolveu-se pela necessidade prática de se manterem assentamentos e registros comerciais RELIGIÃO • A religião na Mesopotâmia era politeísta, com muitos deuses desempenhando papéis importantes na vida das pessoas. • Os mesopotâmicos adoravam esses deuses através de rituais e oferendas em templos • Acreditavam que isso garantiria proteção e bênçãos divinas em diferentes aspectos da vida, como agricultura e guerra. Sacerdotes e templos eram centrais para a prática religiosa. Alguns destaques mesopotâmicos: ASSÍRIOS: - Cidades: Nínive, Assur e Nimrod. - Principal imperador: Assurbanipal (690-627 a.C.). - Construção da biblioteca de Nínive. - 1o exército permanente da história. CALDEUS (2o Império Babilônico) - Construção de obras monumentais (Jardins Suspensos). - Principal imperador: Nabucodonosor (642-562 a.C.). - Cativeiro da Babilônia: escravização dos Hebreus. - Foram conquistados em 539 a.C. pelos Persas (Ciro II). A PALESTINA Fenícia: -Cidades-estados: Biblos, Sidon e Tiro. -Governo: Talassocracia. -Economia: comércio marítimo. -Feitorias: Mar Mediterrâneo. — —Herança cultural: Alfabeto — Religião: politeístas e antropomórficas Hebreus: -Rio Jordão. -Cativeiro do Egito: 1750-1250 a.C. -Êxodo: retorno à Palestina. -Cisma Hebraico: 926 a.C. -Cativeiro da Babilônia (domínio Caldeu (sécs. VII e VI a.C.) - —Diáspora Hebraica: 70 d.C. A PÉRSIA (Aquemênidas): Ciro, o Grande (559-529 a.C.): - Unificação dos povos medas e persas. - Conquista da Mesopotâmia (libertação dos Hebreus) Cambises II (529-522 a.C.): - Conquista do Egito (525 a.C.) Dário I (512-484 a.C.): - Divisão do império em satrapias. - Correios / estradas reais / moeda única de ouro (dárico). - Religião dualista: zoroastrismo ou zaratustrismo (livro de Zend-Anvesta). - 330 a.C.: derrota para os gregos nas Guerras Médicas e domínio macedônico. Primeiras civilizações Egito antigo LOCALIZAÇÃO E O RIO NILO • Localizado no nordeste da África, o Egito limita- se ao norte com o Mediterrâneo, ao sul com a Núbia, a oeste com a Líbia e a leste com o mar Vermelho. O país é um extenso oásis irrigado pelo rio Nilo, que é ladeado pelos desertos da Arábia e da Líbia. • O rio Nilo nasce no lago Vitória e, depois de percorrer 6500 quilômetros, desemboca no Mediterrâneo. • Suas cheias são provocadas pelas chuvas equatoriais e pelo derretimento das neves das montanhas da Etiópia. As cheias do Nilo iniciam- se em julho e vão até novembro. Nesse período, o rio transborda e deposita nas margens o lodo e o limo que possibilitam o aproveitamento agrícola da região. ECONOMIA NO ANTIGO EGITO 1. Tecnologia: a tecnologia egípcia era menor e mais lenta do que a mesopotâmica. 2. O ciclo da agricultura: o ano era dividido em três estações: a inundação (Akhet - julho a outubro), o “inverno” (péret - novembro a fevereiro) e o “verão” (chemu - março a junho). 3. Comércio: intensa rede de trocas com outras civilizações TRABALHO NO EGITO ANTIGO Trabalho: essencialmente compulsório = Servidão Coletiva. Principal tributação: corveia real. Trabalho livre: fortemente fiscalizado pela burocracia estatal. - Existiam cidades operárias com trabalho livre e compulsório. Escravos: em pequena quantidade. - Trabalho em minas, pedreiras estatais terras reais e templos. - Existiam escravos domésticos. - Existiram tropas militares formadas por escravos. A RELIGIÃO 1. Politeísmo: Superposição e organização das divindades dos nomos. 2. Antropomorfização totêmica: Os totens originais dos nomos são gradativamente humanizados. 3. Culto oficial e culto popular: - Oficial: complexo, letrado, inacessível às camadas populares. - Popular: simplificado, ligado aos deuses locais (nomos). 4. Criação do mundo: - Cosmo: ilha de ordem em meio ao caos. - Faraó: representante da ordem divina entre os humanos. 5. Crenças funerárias: - Tumba: casa da eternidade. - Tipo de tumbas: mastaba / pirâmide / hipogeu. - Vida eterna: na tumba (escapes temporários) ou no além. 6. Magia: - Atuante na vida material e espiritual. - Presente em amuletos e conjurações. 7. Mumificação: - Múmia: Osíris foi a primeira múmia. - Osíris descobriu o segredo da vida eterna. - Ligação com aspectos cíclicos do Nilo. POLÍTICA • No Egito Antigo, a política estava fortemente ligada à religião e à autoridade dos faraós, que eram considerados líderes divinamente escolhidos e governantes supremos. O faraó detinha poder absoluto como chefe de estado, líder religioso e figura central na sociedade. • Estado teocrático As terras eram propriedade do faraó e da elite, e os camponeses trabalhavam nessas terras em troca de proteção e recursos. • Os faraós também eram responsáveis pela construção de monumentos, como pirâmides e templos, que simbolizavam sua autoridade e conexão com os deuses. A sucessão era tipicamente hereditária, passando do pai para o filho, embora houvesse exceções. ESCRITA - Hieróglifos: mais ligada à religião e aos monumentos. - Hierático: simplificação tardia dos hieróglifos (cursiva). - Demótico: simplificação tardia do hierático (mais popular). - Leitura: da direita para a esquerda. - Pontuação:ausente, bem como a separação de palavras. SOCIEDADE - PERSONAGENS IMPORTANTES 1. FUNÇÃO DO FARAÓ: • Escolher e supervisionar a burocracia. • Atuar como juiz (garantir paz interna). • Comandar guerras. 2. OS PRIMEIROS MINISTROS • Os Tjati: dois "primeiros-ministros": Sul (Tebas) e Norte (Heliópolis). 3. OS SACERDOTES - Faziam parte da burocracia do Estado. 4. OS ESCRIBAS • Os escribas eram executores materiais e fiscais das ordens reais. • Os escribas não determinavam o conteúdo das leis. - Sua função está mais para a de um burocrata do que intelectual. ASSUNTO: CIVILIZAÇÕES CLÁSSICA Civilização grega Grécia antiga GEOGRAFIA E LOCALIZAÇÃO • A Grécia Antiga, chamada Hélade pelos antigos gregos (daí helenos), abrangia o sul da península Balcânica (Grécia Continental), as ilhas dos mares Egeu e Jônio (Grécia Insular) e o litoral da Ásia Menor (Grécia Asiática). A Grécia Continental é montanhosa no interior e tem um litoral recheado de golfos e baías. Os solos são pobres. PERÍODO PRÉ-HOMÉRICO (antes de Homero) 1. FORMAÇÃO - Migração indo-europeia. - Aqueus (2000 a.c.) / Eólios (1700 a.C.) / Jônios (1500 a.C.). - Formação das civilizações cretense e minoense. - Principais cidades: Micenas, Cnossos e Troia 2. POLÍTICA E CULTURA - Talassocracia. - Desenvolvimento da base cultural grega (língua e mitologia). A partir de 1200 a.C.: - Invasão dos dórios e destruição do mundo creto- minoense - 1ª diáspora grega: dispersão dos cretenses e micênicos pelo interior da Península Balcânica. OBS: O mundo micênico desapareceu no século XI a.C., gradativamente, sem que se saiba o que ocorreu. Os palácios deixaram de ser usados, assim como a escrita, até que uma nova civilização, sem palácios, viesse a surgir. Segundo a interpretação tradicional, teria sido a invasão dos dórios, no fim do segundo milênio, que teria feito submergir a Grécia aqueia a partir de 1200 a.C., entre os séculos XII e XI. PERÍODO HOMÉRICO Comunidades familiares formadas a partir da 1° Diáspora. - Propriedade coletiva da terra. - Economia: aaricultura de subsistência - Sociedade: organização familiar patriarcal - Líder = pater (pai) / poder hereditário (eupátridas = bem-nascidos). - Disputa pela terra = fim da economia coletivista - Formação da propriedade privada da terra. camadas sociais* - Eupátridas (latifundiários) / Georghoi (pequenos proprietários) / Thetas (sem terras). Política: governo aristocrático. SOLUÇÃO PARA A FALTA DE TERRAS - Expansão pelo Mediterrâneo = 2ª Diáspora. - Colonização grega na Magna Grécia = diminuição dos conflitos internos (estabilidade). OBS: O Período Homérico, também conhecido como Era Homérica, é um período na história da Grécia Antiga que é associado aos poemas épicos atribuídos ao poeta Homero: a "Ilíada" e a "Odisseia". Esse período é considerado uma fase inicial da história grega, abrangendo aproximadamente os séculos VIII a.C. e VII a.C. PERÍODO ARCAICO 1. POLITICA: estrutura incialmente monárquica • Pater: monarca e Eupátrida = herdeiro. - Crescimento das famílias poderosas FORMAÇÃO DA POLIS • Fim das comunidades gentilicas levou à união dos propaletários (aristocracia rural) em fratrias. As fratrias deram origem às tribos e a união das tribos originou os vilarejos, que por sua vez originaram as cidades. Ou seja, na Grécia Antiga, a cidade nasceu como resultado do agrupamento das tribos e de seus vilarejos, fato que deu origem à pólis grega. • Inicialmente, o termo pólis foi utilizado para denominar a cidade alta (acrópole), o ponto mais elevado da cidade, local ideal para garantir a segurança. Uma parte central (ágora) era utilizada para a realização de assembleias pelos membros da comunidade e como local onde ocorriam as trocas comerciais. A DESCENTRALIZAÇÃO POLÍTICA • na organização política do mundo grego predominou a descentralização. A pólis grega possuía total soberania, cada uma tinha seu próprio governante e seu conjunto de leis independentes. Por isso umas desenvolveram a democracia, como Atenas, e outras se mantiveram oligárquicas, como Esparta, por exemplo ESPARTA • Os espartanos ou esparciatas, descendentes dos antigos dórios, formavam a classe dominante. Eram os únicos detentores da cidadania. • Os periecos, chamados os da periferia, compunham populações livres, porém sem direitos políticos. • Os hilotas eram servos pertencentes ao Estado, os chamados "escravos públicos", , prováveis descendentes da população conquistada pelos dórios. • Toda atividade econômica era proibida aos espartanos, os quais dependiam das outras classes dos periecos e sobretudo dos hilotas. • Libertos de qualquer preocupação econômica, os espartanos podiam se dedicar unicamente à preparação militar, formando uma casta de guerreiros profissionais. • Esparta era governada por dois reis, diarquia (um deles comandava as tropas em guerra e o outro permanecia em Esparta). ATENAS • Os povoadores da Ática eram de origem ariana: aqueus, jônios e eólios, mas os atenienses se consideravam jônios. • Em Atenas, no Período Clássico, predominou o modo de produção escravista. Os escravos trabalhavam em todas as atividades. • A sociedade ateniense estava assim estruturada: • Eupátridas: "Bem nascidos". Aristocracia rural. • Geomores e demiurgos: geomores, pequenos agricultores; • demiurgos, comerciantes e artesãos formavam o povo, isto é, o demos ateniense. • Metecos: estrangeiros e seus descendentes livres, mas sem direitos políticos. • Escravos: em geral, os capturados na guerra ou adquiridos por compra. Havia também a escravidão por dívidas. Segundo Aristóteles, "o escravo é uma propriedade instrumental animada". • A sociedade ateniense era essencialmente masculina. As mulheres não tinham direito à cidadania. • Esperava-se que as mulheres preparassem a comida, dirigissem a casa e se conservassem à distância. Deviam ficar em casa caladas, no gineceu, subordinando-se totalmente ao marido. DEMOCRACIA EM ATENAS • A democracia se desenvolveu gradualmente. Algumas etapas: 1. REFORMAS DE SOLON: Aboliu a escravidão por dividas, reestruturou as classes e introduziu a ideia de que qualquer cidadão ateniense, independente de sua riqueza, poderia participar das assembleias 2. REFORMAS DE CLISTENES: Reorganizou Atenas e, unidades chamadas demos, expandindo a participação policia. Introduziu a isonomia, ou seja, igualdade de direitos para os cidadãos 3. Ostracismo: Os atenienses também desenvolveram o sistema de ostracismo, que permitia que os cidadãos votassem para exilar temporariamente um indivíduo cujo poder ou influência consideravam excessivos ou perigosos para a democracia. 4. Participação direta: presença fisica dos cidadãos nas assembleias e tribunais 5. Restrições da cidadania: Vale ressaltar que a democracia ateniense excluía mulheres, estrangeiros (metecos) e escravos da participação política. Somente os cidadãos nascidos de pais atenienses tinham direitos políticos. Civilização grega As guerras clássicas do mundo grego GUERRAS PERSAS OU MÉDICAS (496-448 a.C.): apogeu do imperialismo Ateniense - Invasão persa ao Mundo Grego. - Motivo: conter o avanço ateniense sobre o Mar Egeu. PRIMEIRA FASE: - Vitória ateniense sobre a 1a investida persa. - Derrota espartana na batalha de Termópilas. SEGUNDA FASE: - Liga Délica: aliança militar liderada por Atenas. - Vitória final sobre os persas. - Consequência: Imperialismo Ateniense. IMPERIALISMO ATENIENSE - Apogeu ateniense: Século de Ouro / Governo de Péricles. - Expansão da escravidão: apogeu da democracia (ócio). - Criação da mistoforia: salário político para o cidadão ateniense. - Fonte de recursos: tributos pagos pelas colônias e aliadas atenienses. A LIGA DE DELOS - Nome moderno da aliança criada por Atenas em 478 a.C. - “Pan-helenismo” como justificativade Atenas para dominar outras cidades. Como foi a dominação ateniense? - Restrição de liberdade de ação nas relações entre as cidades. - Interferência política, administrativa e jurídica em negócios internos. - Serviço militar e naval interno. - Pagamento de alguma forma de tributo. - Confisco de terras. - Possibilidade de emigração de colonizadores do Estado imperial. - Formas variadas de exploração ou subordinação econômica. GUERRA DO PELOPONESO - Confederação do Peloponeso: aliança militar liderada por Esparta. - Objetivo: conter revoltas internas e a expansão ateniense. - Consequências da vitória espartana na guerra: a. Conflito interno ao Mundo Grego. b. Enfraquecimento militar do Mundo Grego = novas invasões. c. Invasões: Macedônia (Filipe e Alexandre). d. Tese do “suicídio grego” (Jacqueline de Romilly). PERÍODO HELENÍSTICO • Dominio macedônio • Alexandre conquista o mundo grego e da inicio a formação da cultura helenística CULTURA HELENÍSTICA - Características fundamentais: 1. Expansão da cultura grega para o oriente. 2. Tolerância cultural. 3. Fusão: cultura ocidental (racionalismo grego) + cultura oriental (dualismo persa e monumentalismo egípcio). 4. Abandono das questões políticas na filosofia. 5. Debate sobre questões éticas / existenciais / realistas. 6. Sentimentalismo + subjetivismo + fatalismo. Civilização romana Monarquia a republica MONARQUIA Durante a Monarquia (753 a.C./509 a.C.), Roma teria sido governada por sete reis, quatro latinos e sabinos e os três últimos de origem etrusca. Em Roma, o rei não tinha autoridade ilimitada. O poder real era fiscalizado pelo Conselho dos Anciãos, integrado por ilustres patrícios. Segundo a tradição, Roma teve sete reis. O primeiro foi Rômulo e o último foi Tarquínio, o Soberbo. SOCIEDADE MONÁRQUICA A sociedade romana, no período monárquico, estava assim dividida: 1. PATRÍCIOS: eram cidadãos romanos e tinham poder econômico e politico 2. Clientes: ligavam-se a uma família Patrícia e subordinavam-se ao seu patrono, devendo segui-lo na politica e na guerra 3. Plebeus: eram homens livres, porem sem direitos políticos 4. Escravos: recrutados entre os derrotados de guerra, eram considerados instrumentos desta, sem direito politico. O escravismo nao desempenhou papel significativo durante a monarquia REPUBLICA • Os magistrados romanos detinham, durante a República, o poder executivo e eram eleitos anualmente. • Abolida a realeza, o poder executivo foi entregue a dois magistrados (cônsules), os quais eram, anualmente, eleitos pelas Assembleias Centuriatas. • Tinham funções administrativas e militares. Presidiam o Senado. Cada cônsul possuía o poder de veto sobre a decisão do outro. • Em caso de grave crise interna, era escolhido um ditador. com poderes absolutos, pelo prazo de seis meses. A designação era feita pelos cônsules. • Os pretores eram eleitos pelas Assembleias Centuriatas; com-petia-lhes decidir as contendas entre: cidadãos romanos (pretor urbanus); cidadãos romanos e estrangeiros ou estrangeiros entre si (praetor peregrinus). • Os censores promoviam o censo da população, classificando-a de acordo com a renda anual de cada um. Preparavam a lista de senadores e cuidavam da moralidade pública. • edis eram encarregados da conservação da cidade, do policiamento, do abastecimento, etc. Os tribunos eram representantes da plebe. O Senado era a assembleia de notáveis. Composto por cem membros, na origem; trezentos, no fim do período real; seiscen-tos, no tempo de Sila; novecentos, no tempo de César. De início, os senadores eram recrutados entre os patrícios; a plebe só teve acesso ao senado a partir do século IV a.C., e os provinciais, a partir do governo de César. A idade exigida para participar da assembleia variou bastante. O mandato era vitalício. As assembleias curiatas, embora importantes na época monár-quica, perderam quase toda a sua importância na República e permaneceram apenas com funções religiosas. A assembleia centuriata tornou-se a assembleia mais importante da República. Consistia numa reunião do exército no Campo de Marte. A assembleia centuriata elegia os cônsules, os pretores e os censores e votava as leis. A assembleia tribunícia era formada pelas tribos de Roma. Havia um total de 35 tribos: 31 rurais e 4 urbanas. Cada tribo tinha um voto. A divisão das tribos não se baseava na riqueza de seus membros, porém a plebe geralmente estava inscrita nas tribos urbanas, enquanto os patrícios, nas rurais. A assembleia tribuni-cia também votava as leis. • Os questores eram cobradores de impostos. Estavam sob a autoridade dos cônsules. • Os tribunos eram representantes da plebe. • O Senado era a assembleia de notáveis. Composto por cem membros, na origem; trezentos, no fim do período real; seiscen-tos, no tempo de Sila; novecentos, no tempo de César. De início, os senadores eram recrutados entre os patrícios; a plebe só teve acesso ao senado a partir do século IV a.C., e os provinciais, a partir do governo de César. A idade exigida para participar da assembleia variou bastante. O mandato era vitalício. • As assembleias curiatas, embora importantes na época monár-quica, perderam quase toda a sua importância na República e permaneceram apenas com funções religiosas. A assembleia centuriata tornou-se a assembleia mais importante da República. Consistia numa reunião do exército no Campo de Marte. A assembleia centuriata elegia os cônsules, os pretores e os censores e votava as leis. A assembleia tribunícia era formada pelas tribos de Roma. Havia um total de 35 tribos: 31 rurais e 4 urbanas. Cada tribo tinha um voto. A divisão das tribos não se baseava na riqueza de seus membros, porém a plebe geralmente estava inscrita nas tribos urbanas, enquanto os patrícios, nas rurais. A assembleia tribuni-cia também votava as leis. PLEBEUS X PATRÍCIOS • ORIGEM DO CONFLITO: O crescimento da população e o alargamento do território trouxeram, como consequência, a implantação de métodos e constituição propícios a uma repartição desigual do poder político entre os membros da comunidade. Surgiram as grandes diferenças entre os patrícios (de pater) e os plebeus (de plebem, que significa multidão). • Os patrícios controlavam direta ou indiretamente as instituições políticas. Marginalizada, a plebe se rebelou, buscando a igualdade de direitos. o • Em 494 a.C., com a Revolta do Monte Sagrado, a plebe passou a ter o direito de eleger o Tribuno de Plebe, o qual tinha o poder de veto sobre as ações que prejudicassem os plebeus. • Em 450 a.C., obtiveram a igualdade jurídica com o estabelecimento de uma legislação escrita: a Lei das Doze Tábuas. • Em 445 a.C., a igualdade civil e a possibilidade do casamento interclasses foram estabelecidas pela Lei Canuleia. — Em 367 a.C., a Lei Licínia abriu aos plebeus enriquecidos as portas das magistraduras com essas mudanças os patrícios incorporaram às suas fileiras a camada enriquecida dos plebeus. As guerras da republica romana CONQUISTAS ROMANAS E GUERRAS ROMANAS • As guerras da República Romana foram motivadas por expansão territorial, rivalidades políticas, busca por recursos, defesa contra ameaças externas, disputas por rotas comerciais, busca por liberdade e prestígio pessoal. Esses fatores combinados moldaram os conflitos, levando a uma série de batalhas, incluindo as Guerras Púnicas, Guerras Civis e outros conflitos, que contribuíram para a transformação da República Romana em um poderoso Império. GUERRAS PÚNICAS - CONQUISTA DO MEDITERRÂNEO • As Guerras Púnicas foram uma série de três conflitos entre Roma e Cartago, ocorridas entre 264 a.C. e 146 a.C. As motivações principais incluíam rivalidades comerciais, controle de rotas marítimas e disputa por territórios. A PrimeiraGuerra Púnica (264-241 a.C.) foi uma luta naval pela Sicília. A Segunda Guerra Púnica (218-201 a.C.) envolveu Aníbal atravessando os Alpes e infligindo pesadas derrotas a Roma, mas Roma eventualmente prevaleceu. A Terceira Guerra Púnica (149-146 a.C.) resultou na completa destruição de Cartago e no domínio romano sobre o Mediterrâneo ocidental. As Guerras Púnicas tiveram um impacto duradouro nas relações geopolíticas da época e no crescimento de Roma como potência global. CONSEQUÊNCIAS DAS GUERRAS PÚNICAS • ASCENSÃO DE ROMA: a vitoria de Roma permitiu que a republica romana expandisse seu território • DOMINIO MARÍTIMO: a primeira guerra púnica levou Roma desenvolver sua marinha e ganhar domínio sobre Mediterrâneo ocidental • ANEXAÇÃO DE TERRITÓRIOS: Roma adquiriu importantes territórios, incluindo a Sicília, Sardenha e Córsega, expandindo suas fronteiras e riquezas • DECLÍNIO DE CARTAGO: após a terceira guerra púnica, Cartago foi completamente destruída por Roma, encerrando a potencia que ela tinha • DISPARIDADE SOCIAL: a riqueza acumulada por Roma através das conquistas pois em evidencia disparidades que contribuíram para conflitos internos • TRANSIÇÃO PARA O IMPÉRIO: as guerras púnicas contribuíram para a erosão do sistema republicano. O poder centralizado e ascensão de lideres militares, como Júlio César e augusto, culminariam para a transição da republica AS LUTAS SOCIAIS E A CRISE NA REPÚBLICA Tibério Graco propôs a Lei Agrária: a) Limitação do tamanho dos latifúndios; b) Desapropriação do excedente de terras; c) Divisão das terras desapropriadas em minifúndios para a plebe. Foi assassinado E os triunviratos Caio Graco: Tribuno entre 122-121 a.C. - Lei do Trigo (Lei Frumentária). - Extensão do direito de cidadania a todos os habitantes do Lácio. Consequência: período de grande instabilidade devido ao contraste entre o crescimento econômico de Roma e o aprofundamento da condição de pobreza da plebe e dos habitantes das províncias. O PRIMEIRO TRIUNVIRATO —Diante do grave quadro de crise política, os romanos estabeleceram o chamado Primeiro Triunvirato — O governo seria composto por três líderes Pompeu que triunfara na Espanha, Crasso, o homem mais rico de Roma, e Júlio César o favorito da plebe romana. - César seria o primeiro dos três a assumir o Consulado. Em seu consulado, César tentou reformas para “abrir” a política aos populares e à opinião pública, adotando, por exemplo, o princípio da publicidade. - César adotou suas medidas sem a aprovação de do outro cônsul, o que era ilegal. Problema: César seria julgado pelos seus atos ilegais após o fim de sua magistratura. Solução: sair de Roma e ter um exército à sua disposição - Campanha da Gália. POMPEU X CÉSAR • O conflito entre Pompeu e César foi uma rivalidade política que se transformou em guerra civil na República Romana. Pompeu, apoiado pelo Senado, e César, um general popular, competiam por poder. César cruzou o rio Rubicão com suas tropas, desafiando as ordens do Senado, e isso desencadeou a guerra. César venceu a batalha de Farsália, forçando Pompeu a fugir e sendo posteriormente assassinado no Egito. Isso permitiu que César consolidasse poder e se tornasse ditador. Sua vitória teve impacto duradouro, enfraquecendo a República e levando à eventual ascensão do Império Romano. A DITADURA DE CÉSAR • A ditadura de César foi um período na República Romana onde Júlio César assumiu poderes extraordinários em 49 a.C. após a Guerra Civil contra Pompeu. Embora originalmente nomeado ditador por um curto período, ele posteriormente estendeu seu mandato várias vezes, acumulando poder. César implementou reformas e medidas para estabilizar Roma, mas sua crescente autoridade causou preocupação entre os senadores e levou ao seu assassinato em 44 a.C., encerrando sua ditadura. Sua morte desencadeou mais turbulências políticas, culminando na ascensão de Augusto e no estabelecimento do Império Romano. O SEGUNDO TRIUNVIRATO • O Segundo Triunvirato foi uma aliança política formada por Marco Antônio, Otaviano (futuro imperador Augusto) e Lépido, em 43 a.C., após o assassinato de Júlio César. Eles uniram forças para perseguir os assassinos de César e consolidar seu próprio poder. Durante o período do triunvirato, eles purgaram opositores, incluindo o Senado e outros líderes, e dividiram partes do Império Romano entre si. No entanto, rivalidades e desconfianças crescentes levaram ao conflito entre Marco Antônio e Otaviano. A batalha de Ácio em 31 a.C. resultou na vitória de Otaviano sobre Marco Antônio e Cleópatra, consolidando seu domínio. Isso marcou o fim do triunvirato e pavimentou o caminho para o estabelecimento do governo imperial de Augusto, marcando o início do Principado Romano. Império romano CONTEXTO • Depois da vitória sobre Marco Antônio que pôs fim ao Segundo Triunvirato, Otávio completou a unificação do mundo mediterrâneo. Uma nova era começou: a era imperial. Otávio absteve-se de proclamar-se rei ou ditador, recordando-se da morte trágica de César, seu tio. Fingiu respeitar as instituições republicanas, porém impôs o princípio monárquico e a hereditariedade do poder, pois acreditava que só assim haveria estabilidade no Império. Bajulado pelo Senado, Otávio recebeu os títulos de: Imperador - título reservado aos generais vitoriosos. Augusto - quer dizer divino, título até então atribuído apenas aos deuses MEDIDAS DE OTÁVIO AUGUSTO • Doação de terras aos soldados após o término das Guerras Civis. • Aposentadoria militar: 13 anos de soldo. • Conclusão da profissionalização do Exército. • Fim do recrutamento a partir do governo de Tibério (14-37). • Fim da pressão do recrutamento sobre os pequenos proprietários. • Estabilização da distribuição de cereais ao proletariado urbano. - *Os incêndios eram um grande problema em Roma. - Criação de um corpo policial permanente em Roma. - Reforma na cobrança de impostos. *Redução da autonomia dos publicanos. - Expansão do sistema judicial de apelação às províncias. - Criação de um sistema postal imperial (integração das províncias). - Reforma dos costumes: moralização da vida cotidiana. • Incorporação do Egito ao império = estoque de cereais. • Grandes construções: geração de empregos. • Criação de um corpo de Bombeiros e de aquedutos (água). • Os incêndios eram um grande problema em Roma. - Criação de um corpo policial permanente em Roma. - Reforma na cobrança de impostos. • Redução da autonomia dos publicanos. • Expansão do sistema judicial de apelação às províncias. • Criação de um sistema postal imperial (integração das províncias). • Reforma dos costumes: moralização da vida cotidiana. CARACTERÍSTICAS GERAIS DO ALTO IMPÉRIO • Origem plebeia: camponês, tornou-se soldado e alcançou o generalato. • Limite da expansão territorial romana (séc. II d.C.) • Pax Romana (27 a.C. - 180 d.C.): fim das guerras civis. • Força de trabalho: predominantemente escrava. • Economia: intensificação do papel das províncias (colonialismo). • Financiamento dos custos do Império: arrecadação de impostos. • Estradas e aquedutos: principais obras públicas. E a crise romana OS RISCOS DE NOVAS EXPANSÕES • Expansões particulares, como as de César, na Gália, tornam-se impraticáveis (altos custos e alto risco de fracasso). • A principal preocupação dos imperadores era administrar, não conquistar. (O império já estava gigantesco) • Vilas: os grandes generais possuíam grandes vilas, latifúndios escravistas rentáveis. • Recrutamento: oneroso para as províncias, poderia gerar crises de abastecimento no Império. • Resumindo: a expansão deixa de ser um negócio atrativo. DINASTIA JÚLIO-CLAUDIANO • Augusto (27 a.C. - 14 d.C.): Augusto foi o fundador da dinastia e estabeleceu a base do governoimperial. Ele trouxe estabilidade após anos de guerra civil, realizou reformas administrativas e promoveu um período de relativa paz chamado de Pax Romana. • Tibério (14 - 37 d.C.): Enteado de Augusto, Tibério teve um reinado marcado por suspeitas, intrigas e governança autoritária. Sua ascensão trouxe mudanças nas políticas e no papel do Senado. • Calígula (37 - 41 d.C.): Conhecido por seu comportamento errático e tirânico, Calígula causou controvérsias e instabilidade durante seu curto reinado. Ele foi assassinado por conspiradores. • Cláudio (41 - 54 d.C.): Apesar das limitações físicas e das dificuldades iniciais, Cláudio se mostrou um administrador capaz e promoveu reformas legais. Ele também expandiu o Império Romano. • Nero (54 - 68 d.C.): Nero é lembrado por sua extravagância, perseguição aos cristãos após o Grande Incêndio de Roma e pela crise política que culminou em sua morte. Sua queda levou ao fim da Dinastia Júlio- Claudiana. FLAVIOS • A Dinastia dos Flávios foi uma linha de imperadores romanos que governou o Império Romano de 69 d.C. a 96 d.C. Eles emergiram durante um período de guerra civil após a queda da Dinastia Júlio-Claudiana. Vespasiano, o fundador da dinastia, trouxe estabilidade ao império e construiu o Coliseu. Seu filho, Tito, continuou essa estabilidade e enfrentou desafios, incluindo um grande incêndio em Roma. Domiciano, irmão de Tito, governou de maneira mais autocrática, trazendo prosperidade, mas também desconfiança e perseguição. A dinastia restaurou a ordem após um período tumultuado, contribuindo para o fortalecimento do governo central e preparando o terreno para a próxima fase da história romana. ANTONINOS • A Dinastia dos Antoninos foi uma série de imperadores romanos que governou de 96 d.C. a 192 d.C. Destacou-se pelo período de relativa estabilidade chamado "Pax Romana". Trajano expandiu o império, Adriano consolidou fronteiras e construiu a Muralha de Adriano. Antonino Pio manteve a paz, e Marco Aurélio, filósofo, enfrentou desafios germânicos. Commodus encerrou a dinastia com excessos. Durante esse tempo, Roma prosperou e influenciou culturalmente, mas a estabilidade começou a declinar no final da dinastia O BAIXO IMPÉRIO Causas estruturais da crise no Baixo Império - Anarquia Militar: disputa pelo poder imperial entre grandes generais. -Crise do colonialismo = desabastecimento e inflação. —Crise do escravismo = escassez de força de trabalho. -Expansão do Cristianismo: Criação de uma estrutura dual de poder (César e Papa) e fim do caráter divino do poder imperial. - Burocracia da Igreja: altos custos e grande poder administrativo. - Divisão do Império O problema da mão de obra - Reposição da escravidão: dependia de novas guerras (prisioneiros). - Comércio de escravos de fronteira: feito junto aos "bárbaros", não era suficiente para suficiente para atender à demanda do Império. - Consequência: aumento do preço dos escravizados. *Sécs. I e II: o preço médio de um escravizado chegou a superar entre oito e dez vezes os valores dos sécs. II e I a.C. A inflação e a crise da moeda (283-284) - Crise política: entre 235 e 284, Roma passa por grande instabilidade. *Constantes guerras civis. *20 imperadores nesse período (18 assassinados). *Essa instabilidade marca o início das invasões. *Surgimento de diversas epidemias. *Fim da fundação de novas cidades (retração do urbanismo). - Consequência: volta da disputa entre grandes generais pelo poder. *É o início da chamada Anarquia Militar orientalização do Império - Roma: perde importância como capital. *Imperadores: deixam de morar em Roma. - Senado: perde relevância e se isola na cidade de Roma. - Porção oriental do Império: resistente à romanização econômica motivos da crise - Constantino: governou de 306 a 337. *Refundou Bizâncio como Constantinopla. *Batalha de Ponte Mílvia: conversão do imperador ao cristianismo. *Mudança do eixo político, religioso e econômico para o Oriente. - Teodósio: divisão oficial do império em 395. * Formação do Império Romano do Oriente A ruralização do Império do Ocidente - Império Ocidental: grande retração econômica no séc. IV. *Causa: deslocamento do eixo de poder para o Oriente. *Consequências: a. Empobrecimento das cidades ocidentais. b. Declínio do comércio. c. Crescimento das trocas naturais. d. Enfraquecimento da proteção das cidades. e. Início de um êxodo urbano rumo as Vilas. *Vilas: grandes latifúndios escravistas. f. Colonato: substituição do trabalho escravo por camponeses "presos à terra" pelo pagamento de obrigações em troca de proteção. g. Patronato: concessão de terras por parte de pequenos proprietários a um "senhor-patrão" devido à incapacidade de defesa da terra por parte dos camponeses. A expansão do Cristianismo (séc. IV) - Édito de Milão (313): *Criado pelo imperador Constantino. *Deu liberdade de culto ao cristianismo. *Criou a base da Lei Canônica. - Édito de Tessalônica (380): *Criado pelo imperador Teodósio. *Adotou o Catolicismo Romano como religião oficial do Estado. *Cesaropapismo. As invasões: - Séc. IV: romanização de grande parte dos povos germânicos. *Os "bárbaros" já apresentavam inúmeras características latinas. - Sucesso das invasões: em parte, se deu por conta da romanização dos invasores ao longo da República e do Império. *As invasões são consequências do Império. - Foederati: germânicos incorporados ao Exército romano como aliados que mantinham sua independência. - Duas ondas de invasões: sécs. III e IV. *Primeira onda: consequência da expansão dos Hunos. *Segunda onda: conquistas decorrentes da desagregação da porção ocidental do Império ASSUNTO: IDADE MÉDIA Idade média CONTEXTO HISTÓRICO • Diminuição das invasões barbaras fez com que a população crescesse exponencialmente • Invenção de tecnologias agrícolas para a produção de alimentos, como a drenagem e a tração com animais • A população cresceu muito rápido, o que gerou inúmeros problemas, a exemplo das questões de heranças, que ocasionou brigas por terras entre os filhos, já que os pais tinham apenas um território pequeno para a divisão entre os filhos. Houve conflito ate mesmo entre os nobres • Nobres migraram dos feudos para os BURGOS, os indivíduos que viviam nessa região posteriormente foram chamados de burgueses • Os comércios começaram a ascender, e a burguesia começou a surgir gradativamente no Seculo XII PROCESSO DE URBANIZAÇÃO • Cidades começam a crescer • O senhor feudal dono das cidades que cresceram começaram a exigir algumas coisas • As cidades geram novas necessidades e demandas • Mão de obra assalariada começa a surgir • Não havia o desejo constante pelo lucro, a estrutura ainda era feudal A PESTE NEGRA • Bactéria que se alojava na pulga do rato • 13 milhões de mortos • Doença extremamente mortal • Pulmonar ou bolhas na pele • Igreja começou a ascender como forma de consolo aos indivíduos de luto. No entanto a igreja também começou a ficar com medo • Os indivíduos começaram a questionar a igreja • Sem Deus, comida e família revoltas camponesas começaram a ocorrer GUERRA DOS CEM ANOS • A idade media acaba junto com a guerra • Inglaterra x franca • 1 período: Inglaterra ataca a França por interesses econômicos pois o território do norte da franca era bom, tinha muitas feiras e comércios e políticos porque o rei da Inglaterra também queria governar a franca, pois tinha linhagens parentais, no entanto os ingleses argumentaram com a lei salica que dizia que o rei da França só poderia ter descendência masculina e o rei da França tinha linhagem de uma mulher • Foram 23 anos de ataque inglês, a franca cedeu e fez um acordo de que as terras conquistadas seriam deles caso o rei fosse o francês Contexto geral • 3 fase a franca teve uma reviravolta, conseguiramsomar grandes continentes com a ajuda da Joana Dárc, franceses conseguiram expulsar os ingleses. • Vitória francesa entre aspas, teve muita morte e os territórios nao teve alto crescimento • As consequências da guerra foram: crises econômicas, nobres empobrecidos, atraso nas expedições marítimas Idade media Conceitos básicos • bárbaro: todos que não seguiam a cultura e costumes romanos, o estrangeiro, indivíduos considerados inferiores • Colonato: acordos entre Germanos e romanos. Romanos iriam ceder seus territórios em troca de proteção as invasões dos bárbaros, a exemplo dos hunos. • Comitatus: transformação das estruturas sociais, já que os costumes dos germanos e romanos que começaram a viver no mesmo território. Um comitê foi criado para trocar ideias. Fusão cultural • Ruralizacao: com a chegada dos germânicos, os romanos aprendem com a cultura deles e vice- versa. No entanto, não era totalmente pacifico, havia muito conflitos, o que fizeram populações migrarem da cidade para o campo • Beneficium: os novos líderes fizeram acordos cedendo terras para a igreja católica. A igreja começa a ficar muito rica, os próprios germânicos começaram a questionar essa quantidade de terra sem ninguém estar trabalhando. Acordo entre senhores. Um deles lutava pela terra, a terra seria do outro individuo, mas em troca o lutador moraria no território (caseiro) • fragmentação politica: todos esses fatores geraram a descentralização politica ECONOMIA MEDIEVAL • De maneira geral, a agricultura era o meio de sobrevivência • Economia de subsistência, amonetário ou escâmbo pela troca de produtos era o motor da economia • Nos feudos havia a divisão das terras • MANSO SENHORIAL: onde o castelo residia. Lá os trabalhadores/servos produziam alimentos. • MANSO SERVIL: onde os servos moraram • MANSO COMUNAL: meio que de todo mundo • Técnica agrícola: rotação de culturas para a terra não se desgastar. POLÍTICA MEDIEVAL • Política descentralizada. SUSERANIA E VASSALAGEM • Suserano: dono da fazenda que nao conseguia cuidar do território gigantesco sozinho. A solução foi dividir a fazenda • Vassalo: suserano cede territórios ao vassalo em troca de proteção. A terra continua sendo do suserano. O vassalo também era um cara importante da nobreza • Política descentralizada. Precisava ter uma interação direta com a pessoa que você tinha interesse SOCIEDADE MEDIEVAL • Divisão muito clara • Belatores: eram os nobres que lutavam • Clero: rezavam, também tinham esquemas políticos, tinham domínio na cultura, topo na pirâmide • Servos: trabalhavam para alimentar as classes mais alta. O servo trabalhava 3 dias totalmente para o senhor feudal, tudo que ele produzia nao seria dele. Nos outros 3 dias o servo produzia para ele, no entanto 1/3 voltava para o senhor feudal. • TALHA: 1/3 do que plantou • CORVEIA: plantação totalmente para o senhor feudal • MÃO MORTA: a herança que seria passada para os filhos após a morte também era confiscado • BANALIDADE: pagamento pelo uso dos maquinários para a produção ' Igreja medieval Igreja católica • A igreja católica era a maior instituição da idade media • O cristianismo demorou para se espalhar. O crescimento foi lento. Após o ano 313, o imperador Constantino se converte ao catolicismo, antes a população era majoritariamente politeístas. Os politeístas tinham mais tolerância a outros deusos • Os cristoes eram intolerantes a outros reis. Aqueles que nao acreditavam em Cristo eram pagoes • Constantino começa a ceder recursos do estado para a construção de igrejas. Bispos foram nomeados a prefeitos. • Mistura de politica com a religião • A igreja começa a constitucionar. Dogmas foram criadas para a dominação, se expande muito • Secularização: próprios membros do clero começaram a perceber que aquilo que a igreja estava fazendo era errado e começaram a criar outro tipo de igreja católica, começaram a ir para o deserto • Clero secular: atuava no dia a dia da população • Clero regular: amigos dos monges, vivam distantes da cidade • Eréges: aqueles que discordavam • criação de universidades católicas para fundamentar as crenças propostas. • A igreja comandava a politica, o alto clero podiam nomear cargos. A igreja também tinha influencia na economia. A sociedade era influenciado pela igreja. Poder religioso (teocracia) AS CRUZADAS • Expedição militar entre Cristãos e muçulmanos • Mais de 100 anos de luta • O termo cruzada surge devido a roupa que tinha uma cruz vermelha cravado no peito • Os muçulmanos começaram a se espalhar. O papa na Europa começa a observar esse crescimento e ficou com medo desse crescimento • O papa começou a instigar a violência, argumentava que a violência contra os muçulmanos levaria as pessoas para os céus • Cristãos atravessaram o continente para lutar contra muçulmanos motivados pela conquista de terras e também pela salvação (perdoamento dos pecados) • Interesse politico: senhores feudais querem terras novas • Interesses econômicos: novos territórios de comercio • Interesse social: • Interesse religioso: salvação dos pecados • a cruzada foi planejada, o objetivo era chegar em Jerusalém, • A primeira cruzada foi a dos nobres: juntam os 50 mil nobres. Três grandes lideres se reunem e pedem fidelidade • Muçulmanos tinham instrumentos de guerra mais leves. Já os católicos usavam instrumentos pesados • Guerra de cercos: estratégia militar de cercamento do inimigos • Na primeira batalha houve 20 mil mortes de muçulmanos • Jerusalém cai na mão dos cristãos • A terceira cruzada, foi a cruzada dos reis • A quarta cruzada foi entre cristãos católicos contra cristãos ortodoxos RESULTADO DAS CRUZADAS • Interesses políticos: conquistaram novas terras mas perderam novamente • Interesses econômicos: os comerciantes pós cruzadas conseguiram novos comércios • Interesses sociais: nao foi bom, teve muita morte • Interesse religioso: a igreja católica nao se expandiu e nao teve novos adeptos, o que resultou na crise dela • essa crise da religião católica vai culminar na reforma protestante Cultura medieval CARACTERÍSTICAS DA IDADE MÉDIA Religião • Teocentrismo: a igreja tinha a mão da cultura letrada e detinha a mão do conhecimento. • Alta idade media: Augustinho hipona na patrística, razão + fé • Baixa idade media: escolástica, sao tomas de Aquino, justifica a existência de deus através da ração ARTES • Artes Sacra: feito para exaltar deus • Artes profanas: sem teor religioso • Iluminura: estilo de pintura medieval que exaltava o azul, vermelho, amarelo, pintura feito com primeiro plano • Escultura: imagens de santos • Igrejas na alta idade media: arquitetura românica, igrejas fortalezas, horizontalidade, paredes robustas, poucas janelas, sobriedade • Igreja baixa idade media: renascimento urbano, cidades cercadas por muralhas (Burgos), renascimento cultural • arquitetura gótica: leveza, grandiosidade, verticalidade, Torres verticais, formato de cruzes, vitrais, nervuras, arcos ogivais, riqueza de detalhes BAIXA IDADE MÉDIA X ALTA IDADE MÉDIA 1. Período de Transição: A Alta Idade Média foi caracterizada por ser um período de transição após o declínio do Império Romano. Houve migrações bárbaras, fragmentação política e o estabelecimento de reinos germânicos. Na Baixa Idade Média, ocorreu um renascimento cultural e econômico, com o crescimento das cidades e a expansão do comércio. 2. Sociedade Feudal: A Alta Idade Média foi marcada pelo sistema feudal, em que a sociedade estava organizada em torno das relações de vassalagem e suserania. Os senhores feudais possuíam terras e concediam feudos a seus vassalos em troca de serviços e lealdade. Na Baixa Idade Média, a estrutura feudal enfraqueceu-se gradualmente e deu lugar a umasociedade mais centralizada, com o fortalecimento dos reis e a ascensão da burguesia. 3. Papado e Igreja: Durante a Alta Idade Média, a Igreja Católica teve um papel central na sociedade, exercendo poder político e influência cultural. O papado ganhou força e ocorreram controvérsias como as disputas de investidura. Na Baixa Idade Média, houve um declínio do poder papal em relação aos reis e ocorrências de cismas e conflitos religiosos, como o Cisma do Ocidente. 4. Renascimento Cultural: Na Alta Idade Média, houve uma diminuição da atividade cultural e intelectual em comparação com o período romano. A maioria dos centros de aprendizagem estava nas mãos da Igreja. Na Baixa Idade Média, ocorreu um renascimento cultural conhecido como Renascimento Carolíngio, seguido pelo florescimento da filosofia, arte e ciência no período do Renascimento. 5. Crises e Transformações: A Alta Idade Média foi marcada por desafios como as invasões bárbaras, a instabilidade política e as epidemias. Na Baixa Idade Média, houve eventos significativos como as Cruzadas, a Peste Negra, a Guerra dos Cem Anos e a queda do Império Romano do Oriente (Bizâncio). Olá meu nome é stefany e eu sou linda maravilhosa e gostosa, olá meu nom é stefany de eu vou fazer um vídeo incrível e seancaiconakl sou maravilhosa e gostosa sou extremamente ergonômica kkk risa Idade média Civilizações árabes: origem e expansão do islã INTRODUÇÃO • É possível ser árabe e nao ser muçulmanos e vice versa • Os árabes são descendentes dos semitas. • Tem-se o mito de que o primeiro árabe teria vindo a partir do Abraão. Abraão teve dois filhos muito famosos, o Ismael (teve tendo relações com a servente dele) e Isaac (filho legitimo). Os hebreus serão descendentes do isaac e os árabes descentes do Ismael • O árabe é uma etnia descendente de um povo • Muçulmano é uma crença ÁRABES - QUEM SÃO? • A maioria deles vivem na península arábica, uma região desértica • Os árabes por muito tempo ficavam dividindo entre tribos, nao havia um rei ou alguem superior que comandasse. Todos eles eram seminomades • Os árabes antes do islamismo tinham vários deuses, cada tribo era defendido por um deus. A politica era descentralizada e fragmentado • Os árabes após o islamismo: nasce um homem chamado Maomé, com 40 anos recebe a visão do anjo Gabriel • Maomé divulga aos indivíduos que teve uma relevação divina • Gabriel dizia a Maomé que havia a existência somente de um Deus, e não vários como eles acreditavam • Maomé entra em conflito com varias tribos • Muitos comerciantes decidem perseguir Maomé, já que eles ganhavam o seu sustendo com a entrada de turistas a meca, e a existência de um deus ameaçava isso • Maomé foge (essa fuga é chamada de regia) para Medina e cria uma aliança com os lideres da cidade, ali ele conseguiu seguidores. Conseguiu ate perseguir os politeístas. Maomé foi se fornicando • 8 anos após a fuga, Maomé volta para meca e consegue dominar a cidade. Ele unifica as tribos poucos a pouco • Havia 5 pilares principais para se dizer muçulmano: 1. Acreditar somente em 1 Deus e crer que Maomé é o último profeta 2. Fazer 5 orações todos os dias direcionados a meca 3. é preciso realizar caridades 4. O nono mês deles chama-se ramada, nesse mês eles precisam jejuar. É preciso ficar sem comer e sem beber desde o nascer do sol ate o por do sol 5. Se for possível, é preciso ir a meca pelo menos 1 vez na vida IMPORTÂNCIA CULTURAL • Os árabes trouxeram novas palavras e costumes (medicina rebuscadas) INFLUENCIA DOS ÁRABES NA EUROPA • Eles influenciam diretamente a Europa. São eles que fortificam o feudalismo na Europa • Os árabes unidos conseguem se expandir por todo da África e chegar ate a Europa. Quando chegam, os francos conseguem resistir aos árabes, mas mesmo assim uma nova cultura foi espalhada • O europeu com tanto medo dos árabes começam a se esconder nos feudos. Quando mais ataque dos muçulmanos, mais retraídos ficam os Cristãos SUNITAS X XIITAS • Os muçulmanos nao sao todos iguais e homogêneos • Xiitas: acreditam que para ser um líder religioso você precisa ser descendente direto de Maomé • Sunitas: nao precisa ser descendente de Maomé Idade media Império bizantino INTRODUÇÃO • Bizantinos é a apelido que deram para a galera do povo romano do oriente (Turquia ou bizancio) • Essa cidade foi crescendo ate os romanos tomarem conta. Constantino (imperador romano do ocidente) chegou a essa região onde hoje é estabu e muda o nome para nova Roma. Ninguém aceitou • Deram o nome de Constantinopla • Essa cidade é tão importante que quando os turcos conseguem invadir essa cidade é exatamente o momento em que acaba a idade media e começa a idade moderna PORQUE OS BIZANTINOS SÃO TÃO IMPORTANTES? 1. O império bizantino vivia na cidade, diferentemente das outras regiões que moravam nos feudos (isso desconstrói a visão da idade media) 2. Há no imaginário que na idade media nao havia quase nenhum comércio, no entanto, os bizantinos fizeram muito comercio. Até porque era uma cidade portuária, sua principal economia era marítima ESTRUTURA SOCIAL 1. POLÍTICA: centralizada. O imperador bizantino tinha muito poder. Justiniano (imperador) consegue revigorar a cidade • ECONOMIA: comercio marítimo • SOCIEDADE: a sociedade dos bizantinos é mais urbana • RELIGIÃO: o império bizantino tinha muitas discussões com a igreja católica. Eles criaram uma própria religião deles a IGREJA CATÓLICA ORTODOXA GREGA (falariam grego e nao latim). Essa divisão é tão grande que ficou chamado de o cisma do oriente. Os ocidentes chamavam eles de éregis DIFERENÇAS • No imperio bizantino tinha alguns indivíduos que acreditavam que Jesus nao tinha sido homem, mas sim espírito = MONOFISTAS • Ha quem acredita que Jesus tenha sido somente homem = ARIANOS • Os católicos de Roma acreditavam na consubistalidade. Jesus era homem e espírito ao mesmo tempo. Todos que nao acreditavam nisso eram eregis • No imperio romano também tinha gente que achava que quem estava fazendo tudo errado era a igreja católica de Roma. Os romanos acreditavam em santos e a galera do imperio bizantino achava isso errado, porque nao estava no mandamento • Movimento iconoclasta: quebra de imagens GOVERNANTE • O governante mais lembrado é o justiniano. Ele governou por 28 anos. • Política extremamente centralizada • Consegue recuperar territórios perdidos • Constrói a catedral de santa sophia • Constrói um velódromo que caberia mais de 30 mil pessoas • Ele tinha tanto poder e cobrava tanto impostos que algumas pessoas começaram a resistir a essa dominação • Um uma das corridas de cavalo, estava correndo um cavalo participante que todo gostava o NICA (vitória). Houve um empate tecnico e o imperador precisava decidir quem ganhou, todo mundo gritava NICA NICA NICA, no entanto o Justiniano escolheu o outro cavalo, isso gerou muita ódio • Justiniano prometeu um acordo para decidir esse conflito na semana seguinte. Ele fecha os portões e mata mais de 30 mil pessoas CÓDIGO JUSTINIANO • Justiniano pegou o direito romano estudou e refez algumas coisas • A cultura ocidental usa o texto dele como base. O CÓDIGO JUSTINIANO • CÓDEX: leis • JESTO: leis aplicadas no dia a dia • INSTITUTAS: explicação do porque de cada lei CESAROPAPISMO • Havia uma mistura entre o poder politico e religioso • O imperador tinha poder de César e papa ao mesmo tempo Cruzadas medievais O QUE ERAM AS CRUZADAS? • As cruzadas foram expedições militares de motivação crista, que ocorreram entre o século XI e XIII, que tinham por objetivo inicial a reconquista da terra santa (Jerusalém), que estavam nas mãos dos árabes muçulmanos • Não era apenas uma motivação religiosa, tinha também interesses econômicos,apesar da justificação ser religiosa. Queriam chegar ate o oriente próximo (Ásia), lá tinha ordens religiosas (templários) • Ao todo foram 9 cruzadas oficiais • É importante saber as 5 primeiras cruzadas CRUZADA EXTRAOFICIAL POPULAR OU DOS MENDIGOS: iniciada pelo monge Pedro, o eremita, tinha por objetivo reconquistar Jerusalém e massacrar judeus e muçulmanos que entrassem no caminho, não tiveram apoio da igreja romana e nem do império bizantino (o apoio aos membros de Constantinopla foi negado), e assim, foram derrotadas por ataques a muçulmanos. A cruzada apesar de ter sido fracassada, foi importante para despertar o interesse a igreja católica em realizar outras expedições 1. CRUZADA DOS NOBRES: a primeira cruzada oficial, teve participação dos nobres católicos da Europa, buscavam a salvação divina e aumento de seus poderes, se aliaram ao império bizantino (os bizantinos em trocas receberiam terras, no entanto, mesmo com a conquista não receberam essas terras) e conseguiram reconquistar Jerusalém das mãos dos muçulmanos 2. CRUZADA: Através do sultão saladino, os muçulmanos reconquistaram Jerusalém, porem, os cristãos não obtiveram apenas derrotas, pois o infante D.Afonso Henriques conseguiu conquistar Lisboa dos Mouros 3. CRUZADA DOS REIS: Os reis Filipe Augusto da Franca, Frederico Barba Ruiva do sacro império e Ricardo coração de leão da Inglaterra, partiram e conquistaram cidades no caminho para o oriente, mas foram derrotados em Jerusalém por fim, ricardo coração de leão entrou em um acordo com saladino de abertura da cidade para a peregrinação crista 4. CRUZADA COMERCIAL: Comerciantes de Veneza, apoiados pelo papa Inocêncio III invadem Constantinopla e obtém o controle comercial do mar Mediterrâneo ASSUNTO: RENASCIMENTO Renascimento comercial e urbano Mercantilismo e guerra dos cem anos MERCANTILISMO • Conjunto de práticas econômicas que visavam fortalecer o estado nacional • Antecedentes medievais • Guildas • Letras de Cambio • Ligas anseaticas CARACTERISTÍCAS DO MERCANTILISMO • Intervenção no estado através de protecionismo alfandegário • Balança comercial favorável: fortalecer a economia nacional • Nacionalismo econômico • Metalismo • Estabelecimento de monopólios TIPOS DE MERCANTILISMO BULIONISMO: Espanha (acúmulo máximo de metais preciosos) COLONIALISMO: Portugal COMERCIALISMO: Holanda (atividades comerciais diversas) INDUSTRIALISMO: Inglaterra COLBERTISMO: França (manufatura com altíssimo valor agregado, produtos luxuosos) GUERRA DOS CEM ANOS (1337-1453) • motivação da guerra: disputa por Flandres, uma região muito rica que tinha atividades comerciais muito fortes com a Inglaterra, mas que territorialmente pertencia a franca • Os ingleses sempre desejavam flanders mas a franca continha • ESTOPIM DA GUERRA: questão de sucessão. • O Rei Philips V da franca morreu, na franca apenas homens poderiam assumir o poder. O rei morto tinha três filhos e uma filha. Seu filho Louis X morre de peste negra no mesmo ano que seu filho recém nascido. • Fhilip V (o outro irmão) assume o poder e morre, tinha 4 filhas na qual nenhuma poderia assumir • O poder passa para o terceiro filho Charles IV que também morreu com 6 anos de governo, só tinha uma filha. Acabaram os filhos homens • A única filha de Phillip tinha um filho homem que era descendente. Mas a filha isabela era casada com um Lord Inglês que acabou virando rei da Inglaterra. Posteriormente o rei morreu e o neto de Phillip da franca acaba virando rei da Inglaterra (EDWARD III) • O Rei Edward III queria governar a Inglaterra e a franca ao mesmo tempo • Obviamente a corte francesa não permitiu • LEI SALICA: O rei da França precisava ser filho obrigatoriamente de um francês. O trono francês não poderia ser transmitido por linha materna • Edward ficou inelegível e verificaram que o Phillip IV tinha um irmão que tinha um filho homem (PHILIP V) • Edward e PHILIP tinham praticamente a mesma ideia • Edward III manda presentes para PHILIP parabenizando mas logo em seguida invade flanders. PRIMEIRA BATALHA: batalha de Sluys • Pela disputa do canal de franders • Batalha natal • A rainha dos mares Inglaterra ganha • Inglaterra desembarga em terras francesas SEGUNDA BATALHA; batalha de Crecy • O próprio rei da franca e Inglaterra participaram • O eduardo da Inglaterra colocou seu próprio filho de 16 anos como comandante. Ficou conhecido como o Eduardo, o príncipe negro • Táticas de flechadas nunca vistos antes • Vitoria inglesa • Franca recua BATALHA DE POITIERS • Brilhante atuação de eduardo, o príncipe de Gales e filho de eduardo III. O príncipe negro • Joao II (sucessor do rei PHILIP que tinha morrido) é sequestrado com o seu filho • Obriga o rei da franca a entregar uma espada • Humilhação total • O joao II volta para a franca a pedido da Inglaterra e deixa o seu filho foragindo • 6 anos após, o filho foge e volta para a franca • Seu pai fala pra ele voltar, pois a Inglaterra iria ficar muito puta e faria declaração de guerra. O filho nao aceitou, o pai entrega a coroa a ele e volta para a inglaterra e se apresenta uma refem TRATATO DE BRETIGHY • Grande superioridade inglesa nas batalhas • Franca assina o tratado apos sofrer grandes derrotas • 1/3 das terras francesas tornam-se posse da Inglaterra • Interrupção temporária da guerra PESTE NEGRA MATA O EDUARDO PRÍNCIPE NEGRO: o pai fica tão triste que morre logo em seguida. Com a morte do eduardo III morto e do seu filho o príncipe negro é ocasionado uma guerra entre primos • O filho do príncipe negro (eduardo II) briga com seu primo henrique IV, nessa guerra Carlos V tenta recuperar o território perdido SEGUNDA FASE (1364-1380) • Restruturação do exercito • Com apenas 18 anos Carlos lidera os franceses e paga o restado do pai • “campanhas brancas”: reação francesa • Eduardo II na Inglaterra morre e começa a dinástica dos lancasters CARLOS VI (da franca) X HENRIQUE V (inglaterra) • O Carlos VI tinha esquizofrenia (o rei louco) e cruel • Carlos VI perde a batalha e o rei da Inglaterra exige a mão da irmã dele • Henrique V casa-se com a irmã de Carlos V, os dois tem um filho (metade francês e metade inglês) • O Carlos VI também teve um filho legítimo. Quando Carlos VI morre, o filho ilegítimo reivindica o trono da franca, recebe apoio de famílias francesas • Carlos VIII o filho legitimo é sequestrado • Franca começa viver a pior fase de sua historia • Henrique VI da Inglaterra assume a capital de paris, flanders, e toda a Inglaterra e Carlos VIII fica resistindo no sul da franca JOANA DÀRD • desde cedo Joana dizia conversar com anjos • Deus manda uma mensagem para Joana, ela deveria entregar uma mensagem para o rei • Isso chega ate o rei • Soldados levam Joana até o rei • Submeteram Joana a teste de virgindade • Joana afirmou ao rei que somente a franca teria a vitoria se ela participasse da guerra • A primeira armadura feita para uma mulher foi criada • Inglaterra se rende • Joana venceu a guerra e ficou conhecida como santa • Após a vitoria, a próxima meta era invadir a capital, Joana sugeriu entrar pelos portões da frente (o que era um absurdo). Soldados aceitaram • Os portões foram abertos sem nenhuma luta, conquistaram a capital • Carlos VIII queria ser coroado pelo papa, o papa nao aceitou e afirmou que as vozes de Joana era do diabo • O papa só iria fazer a coroação se Joana se confessasse e se exilasse • Joana é sequestrada e dois dias após se apresentou à inquisição • Foi condenada a morte por incineração pois nao aceitou negar-se que a voz era de Deus • A morte nao teve gritos e nem desesperos • Joana vira padroeira da França • Franca se unifica e a Inglaterra continua a guerra Formação dos estados modernos E o absolutismoTRANSIÇÃO IDADE MÉDIA PARA A MODERNA • características idade media — descentralização politica — feudalismo (produção de subsistência) — igreja tem poder total — visão e explicação do mundo baseado na fé (teocentrismo) • características da idade media — absolutismo (transformação politica) — mercantilismo (transformação econômica) — igreja católica perde sua hegemonia devido as reformas protestantes (transformação religiosa) — renascimento cultural (racionalismo) CONTEXTO HISTÓRICO • A Europa estava passando por um momento caótico, a fome e a peste negra dizimavam a população, a guerra dos cem anos e as cruzadas também • Com tantas mortes, a população começou a desacreditar da igreja católica • A solução viável era o fortalecimento do rei. O rei prometia negociar com as principais classes para ter o poder em suas mãos • Rei promete acordos com a igreja, prometia sustentar ela e nao cobrar impostos, em troca ela deveria fazer uma propaganda do poder monárquico • Para a nobreza o rei promete reprimir os camponeses, nao iria cobrar impostos e os nobres seriam a corte e fariam parte do governo. Em troca as muralhas deveriam ser quebradas e os feudos pertenceriam aos reis. As classes deveriam se submeter a ele ALIANCA DO REI COM A BURGUESIA • Alianca do rei com a burguesia, a burguesia fornecia dinheiro. A burguesia iria pagar impostos, sustentar a igreja, sustentar exercito. A burguesia em troca ganha proteção • Unificação dos pesos e medidas • Garantiria monopólio das economias para a burguesia CARACTERÍSTICA DOS ESTADOS NACIONAIS • Mesmo idioma • Mesma cultura • Uma constituição e conjuntos de leis • Bandeira • Exército nacional • União de pesos e medidas e monetários • Centralização do poder • Corpo de funcionários públicos que fazem assistencia ao re SOCIEDADE MODERNA • sociedade estamental. Sem possibilidade de excessão • 1 estado: clero, rezam e influenciam tudo. Podem ate mesmo direcionar países a guerra. Nao pagam impostos • 2 estado: nasceram para lutar, eram generais, almirantes. Nao pagam impostos • 3 estado: povo + burguesia TEÓRICOS ABSOLUTISTAS • Nicolau Maquiavel: italiano. Vivia em uma região da Europa em que não consegue centralizar o poder • O grande sonho do Maquiavel era transformar a Itália em uma única nação • O príncipe: obra do Maquiavel • “Os fins justificam os meios”. O fim era centralizar o poder a qualquer custo. Como você vai fazer isso, para ele, não importa • se for necessário matar, mate. • ‘’Melhor um príncipe temido do que amado” THOMAS HOBBES • Escreveu “Leviatã” • “O homem é o lobo do homem’’ • HOBBES propõe um contrato social. O estado entrega paz e segurança, em troca, a população nao pode ser contra ele • Apenas um estado forte e organizado pode protejer os mais fracos das ambições e violência dos mais fortes JACQUES BOSSUET • Escreveu “a politica tirada da sagrada escritura’’ • Teoria divina do rei • O povo deve abdicar de seus direitos, devendo obediência absoluta ao rei. O monarca, enquanto representação divina, presta contas somente a Deus ~Clero ->Nobreza ~e povo + Burguesia ↑ ASSUNTO: REFORMAS RELIGIOSAS Reforma protestante Idade moderna Antecedentes e luteranismo.calvinismo e anglicanismo PRÉ-REFORMADORES • Pessoas que, antes do Lutero, fizeram críticas as mas praticas da igreja católica CRÍTICAS DE LUTERO • Venda de indulgências (compra do perdão do pecado): monge tetzel foi muito criticado por Lutero justamente por vender indulgências. Ganhou muito direito • Venda de cargos eclesiásticos e relíquias sagradas. • Aumento do nacionalismo — combate ao poder supranacional do papa — interesse da parte da nobreza nas terras da propriedade da igreja católica A INVENÇÃO DA IMPRENSA • A prensa de Gutenerg (prensa de tipos moveis) facilitou bastante a difusão das ideias reformistas LUTERANISMO: ASPECTOS POLÍTICOS • Início da reforma: Martinho Lutero prega suas 95 teses na igreja de wittenberg em 1517 • Lutero era um monge agostiniano. Por essa razão, pôde-se afirmar que a reforma começou dentro do próprio clero católico • De inicio Lutero só desejava reformar as praticas que estavam sendo cometidas por alguns integrantes do clero. O rompimento definitivo com a igreja católica demorou alguns anos • Excomunhão de Lutero em 13 de janeiro de 1521 A DIETA DE WORMS (28 DE JANEIRO ATÉ 26 DE MAIO) • Lutero é convidado a se explicar na assembleia presidida pelo sacro império romano germânico Carlos V • Lutero foi instado a renegar suas ideias, mas ele recusou • A partir desse momento, Lutero passou a ser declarado criminoso pelo sacro imperador • Declarado pela igreja e pelo imperador A REVOLTA DOS CAMPONESES • Também conhecida como guerra dos camponeses ou revolta dos camponeses anabatistas • Principal líder: Thomas Montzer • Lutero foi contra essa revolta • Pode-se dizer que Lutero era favorável ao componentes por defender uma melhor condição de vida a esse grupo, mas era contrario a revoltas camponeses A CONFISSÃO DE FÉ E A PAZ DE AUGSBURG • a confissão de Ausburgo teve como principal redator Felipe Melanchton e expos as princípios do luteranismo • Paz de Ausburgo: tratado que diminuiu os conflitos entre católicos e luteranos nas terras do sacro império romano germânico • Princípio base: cujos régio. (A religião seria determina pelo próprio príncipe do local ASPECTOS TEOLICOS DO LUTERANISMO • Sola fide (apenas a fé) e sola scripta (apenas as escrituras) • Princípio do livre exame (interpretação) da palavra de deus • Lutero era livre para ler e interpretar a Bíblia • Grande aumento dos índices de alfabetização nas religião luteranas • A alfabetização ocorreu entre homens e mulheres, sem distinção • Tradução da Bíblia para linguagens vernaculares (nacionais, faladas em cada localizade) • Nao acreditava em setores sociais • A fé é a única salvação • Apenas dois sacramentos (Batismo e comunhão/ eucaristia) • Nao existe purgatório • Não existe a necessidade do celibato sacerdotal CALVINISMO : SUÍÇA • na franca o pensamento reformista tambem se propagava. Jean Calvino elaborou o calvinismo • 1. Predestinação: deus escolheu aqueles que seriam salvo, trabalhadores • Graça irresistível: a graça de deus é irresistível e aqueles que sao predestinados para a salvação nao podem resistir ao chamado de deus • Autoridade da Bíblia • Segundo Max Weber, a ética calvinista se consolidou ainda mais com o capitalismo do que com a ética católica REFORMA NA INGLATERRA; ANGLICANISMO • Na Inglaterra o rei henrique VIII usou a reforma para se fortalecer politicamente • Ato da supremacia: chefe da igreja anglicana ' Reforma católica e contrarreforma Reforma protestante CALVINISMO • Principal líder: joão Calvino • Local: Genebra na Suíça • Teve grande aceitação pela burguesia • Teoria da predestinação: antes mesmo de nascer você está predestinado a salvação ou condenação eterna • A disciplina para o trabalho e o lucro decorrente do trabalho honesto sao vistos como indícios de que você esta escolhido para a salvação • Calvino combate a ideia católica de que o lucro é pecado (doutrina do justo preço). Ele também combate a proibição da usura • Max Weber aponta que o calvinismo foi crucial para o desenvolvimento do capitalismo • OBS: o Calvino não defende o luxo!! O calvinismo defende uma vida simples, com a valorização das relações familiares CORRENTES DERIVADAS DO CALVINISMO 1. Puritanismo (inglaterra) 2. Presbiterianos (Escócia) 3. Huguenotes (franca): viitimas de uma enorme violência conhecida como massacre na noite de São Bartolomeu ANGLICANISMO • Líder: henrique VII, rei da Inglaterra • Motivação da reforma: questões politicas e nacionalistas • A primeira esposa de henrique foi a catarina de Aragão (princesa de origemespanhola, Espanha tava muito rica na época). Henrique e catarina tiveram uma filha chamada Maria I (maria foi prometida ao filho do futuro rei da Espanha) • No entanto, maria tinha problemas na gestação. A Inglaterra ficou sob risco de perder sua independência para a Espanha, henrique precisava de um filho homem • Henrique pediu o divorcio, o papa nega • Henrique se separa do catolicismo e cria uma nova igreja e casa-se com Ana Bolena (era inglesa, reafirmando o nacionalismo) • Ana bolena foi morta por inimigos políticos que acusavam ela de ter traído o henrique • Henrique se casa novamente com Joana Seymour ATO DE SUPREMACIA • Cria a igreja anglicana. Negou autoridades internacionais. O papa se torna chefe da igreja anglicana • Os bens e terras da igreja católica na Inglaterra sao confiscadas pela coroa inglesa Contrarreforma Reforma católica CONTEXTO • A contrarreforma foi uma tentativa de deter o avanço do protestantismo CONCÍLIO DE TRENTO (CONCÍLIO TRIDENTINO) • Eventos realizados pela igreja para decidir eventos importantes • Os dogmas sao reafirmamos e fortalecidos • Fim das vendas de indulgências (perdão do pecado) • Combate à corrupção existente em setores do clero • Investimentos para a melhor formação do clero (para melhor interpretar a Bíblia) mas nao estimulou a população a ler a Bíblia PRINCIPAIS MEDIDAS DO CONCÍLIO DE TRENTO • A igreja precisava estimular o catolicismo para fora da Europa, já que lá o protestantismo estava muito forte • Fortalecimento da ordem dos jesuíta (companhia de Jesus) - Inacio de Loyola principal líder • Fortalecimento do tribunal do santo oficio (inquisição): uso de tortura, violência nos hereges • criação do índex (livros proibidos) so foi abolido na década de 60 DECISÕES DO CONCÍLIO DE TRENTO • Totalmente contra o principio de unificamene pela fé • Reafirmação dos sete sacramentos • O sacramento precisava ser de alguem autorizado ASSUNTO: EXPANSÃO MARITIMA Expansão marítima europeia CONTEXTO • Transformação efetivada pela ação dos reis e da burguesia. Desenvolveu-se durante a Idade Moderna e foi graças à mudança de mentalidade (usura, lucro, herança das reformas religiosas) e às novas práticas econômicas (moeda e circulação internacional, desenvolvimento do sistema bancário, criação de companhias regulamentadas e privilegiadas, bem como da criação de sociedade por ações). • Economia fechada e pouco produtiva para uma economia mais dinâmica e de âmbito mundial (capitalista). FATORES DO PIONEIRISMO INGLÊS 1. Formação do Estado nacional: o processo de centralização do poder em Portugal ocorreu muito antes de outras nações europeias 2. A escola de Sagres: centro de estudos focado em aprimorar técnicas náuticas. 3. Burguesia mercantil: os empreendimentos marítimos exigiam grande investimento e a burguesia portuguesa possuía capital 4. Localização geográfica: Portugal esta na costa atlântica o que permitia fácil acesso ao oceano NAVEGAÇÕES PORTUGUESAS - CICLO ORIENTAL • 1415: Conquista de Ceuta, no Norte da África 1488: Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança, completando o contorno ocidental africano. 1498: Vasco da Gama chegou a Calicute, na Índia. • 1500: Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, depois de cruzar o Atlântico. NAVEGAÇÕES ESPANHOLAS- CICLO OCIDENTAL 1492: Cristóvão Colombo chegou à América, depois de cruzar o Atlântico. Américo Vespúcio provou ser a América um novo continente. 1500: Vicente Yañes Pinzón chegou à foz do rio Amazonas. 1513: Vasco Nuñez de Balboa descobriu o oceano Pacífico. 1516: Juan Díaz e Solís descobriu o rio da Prata. 1519 a 1522: Fernão de Magalhães e Juan Sebastián de Elcano primeira viagem de circunavegação. Bula Inter Coetera (1493): linha divisória dos domínios portugueses e espanhóis a 100 léguas a oeste das Ilhas de Cabo Verde. Tratado de Tordesilhas (1494): linha divisória a 370 léguas a oeste das Ilhas de Cabo Verde. EXPANSÃO FRANCESA • Foi somente a partir do reinado de Francisco I que se iniciou o expansionismo marítimo francês. O rei da França questionou o tratado de tordilhas firmado entre Portugal e Espanha "Gostaria de que espanhôis e portugueses mostrassem onde esta o testamento de Acao, que divichu o mundo entre Fortugal e Espanha” EXPANSÃO HOLANDESA • Depois de derrotarem os espanhóis que ocupavam os Países Baixos, os holandeses criaram a republica das Províncias Unidas. • Através da poderosa Companhia das índias, os holandeses estabeleceram um poderoso imperio colonia fundando Nova Amsterdã, depois transformada pelos ingleses em Nova lorque, e ocuparam o nordeste brasileiro (1630-54). parte das Antilhas e o Suriname. CONSEQUÊNCIAS DAS GRANDES NAVEGAÇÕES • Elevação do nível científico. Descoberta de novas terras e novos povos. • Expansão do capitalismo mercantil para níveis mundiais. • Fortalecimento da burguesia e dos monarcas. • Grande fluxo de metais da América para a Europa. • Transferência do eixo econômico do Mediterrâneo para o Atlântico. • Genocídio dos povos americanos. • Tráfico de escravos africanos. • Intercâmbio de produtos europeus e americanos. Civilizações pré-colombianas As civilizações pré-colombianas eram sociedades avançadas que se desenvolveram nas Américas antes do contato com Cristóvão Colombo e outros exploradores europeus. INTRODUÇÃO SOCIEDADE DOS CAÇADORES E COLETORES • Ocupando uma ampla região, esses povos viviam da caça, da pesca e da coleta. Alguns praticavam uma agricultura rudimentar, cultivando o milho, a batata-doce e a mandioca. Desconheciam os metais. Utilizavam utensílios de madeira e de pedra. Como exemplos dessas sociedades, podemos citar: os iroqueses e sioux, na América do Norte; os caraíbas, nas Antilhas; os araques e tupis-guaranis, no Brasil; os patagônios e araucanos, no sul do continente americano. SOCIEDADES AGRÁRIAS - CARACTERÍSTICAS • alta densidade demogratica; • divisão em camadas sociais; • as terras pertenciam ao Estado; • as comunidades vizinhas prestavam serviços aos dominadores; no caso dos incas, era a mita; • desconheciam o ferro, a roda e o cavalo. MAIAS • Os Maias floresceram na região que hoje é a América Central e sul do México. Eles eram conhecidos por sua escrita hieroglífica, calendários precisos, arquitetura impressionante e avanços matemáticos. Suas cidades-estado tinham complexas estruturas sociais e religiosas. ASTECAS • Os Astecas estabeleceram um vasto império no planalto mexicano. Eles construíram a cidade de Tenochtitlán, hoje a Cidade do México, e eram conhecidos por sua arquitetura grandiosa, sistema de escrita pictográfica e sacrifícios humanos em cerimônias religiosas. INCAS • Os Incas governaram uma vasta área nos Andes, abrangendo o que hoje é o Peru, Equador, Bolívia e partes da Colômbia e Chile. Eles construíram uma rede extensa de estradas e edifícios de pedra, como Machu Picchu. Sua administração centralizada e sistema agrícola engenhoso contribuíram para seu sucesso. Conquista e colonização Da América Espanhola INTRODUÇÃO • Durante a expansão marítima, a burguesia investiu para lucrar e garantir sua segurança econômica, enquanto os reis buscavam mais riqueza para fortalecer seu poder e nação. A Espanha, por exemplo, conquistou a América em 1492 e a transformou em colônia. Isso fortaleceu a Espanha como metrópole e seguiu a política mercantilista, visando manter o controle sobre essas colônias. Para isso, a Espanha criou o Sistema Colonial para obter matérias-primas, produtos tropicais e metais preciosos, enquanto monopolizava o comércio para suprir as necessidades da metrópole e da burguesia. CONQUISTAS ESPANHOLAS • Os conquistadores que chegaram à América eram da Europa, uma sociedade avançada com imprensa, pólvora, caravelas, bússolas e astrolábios. Ao enfrentarem lendasdo "Mar Tenebroso", exploraram as Américas. Encontraram povos em diferentes estágios de desenvolvimento: alguns foram expulsos ou massacrados por não acumularem riquezas; outros, como incas, maias e astecas, foram subjugados. A busca por metais preciosos motivou a conquista, e os jesuítas converteram nativos ao cristianismo. A superioridade bélica dos conquistadores, armas de fogo e cavalos, atemorizou os nativos. Lendas e crenças também facilitaram a dominação. No México, Cortez e, no Peru, Pizarro, marcaram a colonização pela violência. COLONIZAÇÃO ESPANHOLA • A colonização espanhola da América priorizou a exploração de metais preciosos para beneficiar os interesses mercantilistas e comerciantes. A mina de prata de Potosí, na Bolívia, foi descoberta em 1545 e produziu grandes quantidades de prata até o esgotamento no século seguinte. A mão de obra indígena foi usada através do sistema de mita, com os nativos trabalhando nas minas. A administração era organizada por particulares no início, mas o conflito levou a uma administração estatal mais centralizada. A sociedade colonial estava hierarquicamente dividida entre chapetones (espanhóis nascidos na Espanha), criollos (espanhóis nascidos na América), nativos, negros e mestiços. A política administrativa incluía governadores, vice-reis, audiências judiciárias, capitanias gerais e cabildos municipais. Universidades, como a de São Marcos de Lima e do México, foram fundadas no século XVI. A independência dos Estados Unidos CONTEXTO - Crise do Antigo Regime (Absolutismo). - Expansão dos ideais iluministas. CAUSAS: - Autonomia política e fiscal da colonização do Nordeste (Plymouth). - Negligência salutar: liberdade das colônias devido às guerras e revoluções na Inglaterra durante o século XVII (aula 18). - Revolução Industrial = necessidade de maiores mercados consumidores e fornecedores = aperto do arrocho colonial. - Guerra dos Sete Anos (1756-63). •Treinamento militar dos colonos. •Custo da guerra = novos impostos. - Reação das 13 colônias aos novos impostos. A QUESTÃO DOS IMPOSTOS 1764-67: Arrocho colonial. - Limitações de expansões territoriais na colônia. - Impostos criados sem a aprovação das 13 Colônias. - Lei do Açúcar: proibição do livre comércio nas colônias. - Lei do Selo: censura sobre as publicações nas colônias. LEI DO CHÁ • Avalanche dos Impostos (1767-73): reação britânica à autonomia colonial. - Charles Townshend: (Chanceler do Tesouro): criou impostos sem a aprovação das 13 colônias, conhecidos como Atos Townshend. • Massacre de Boston (05/03/1770): confronto entre colonos e tropas inglesas. • Resultado: suspensão dos impostos, exceto a Lei do Chá. A GUERRA DE INDEPENDÊNCIA Os Congressos Continentais Congressos Continentais da Filadélfia: • 1774: boicote comercial aos produtos ingleses. • Resultado: novos conflitos (Lexington e Concord). • 1775: as 13 Colônias decidem pela ruptura política com a Inglaterra. - Publicação do panfleto “Bom Senso”, de Thomas Paine. DECLARAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA - Autores: Thomas Jefferson, John Adams, Benjamin Franklin. - Ideais iluministas (Locke, Montesquieu, Rousseau). - Marca o início da Guerra de Independência. RESULTADO DA GUERRA • vitória das 13 Colônias. • Apoio da França e da Espanha às 13 colônias. • 1781: capitulação da Inglaterra após a Batalha de Yorktown. • 1783: Tratado de Paris: reconhecimento da independência pela Inglaterra. A FORMAÇÃO DOS EUA • Os caminhos políticos após a independência Dois grupos políticos: • Republicanos X Federalistas. • Autonomia para os Estados X Centralismo Político. • Solução: República Federativa Presidencialista. • Poder central + Autonomia para os Estados. • 1789: Eleição indireta de George Washington. • Bill Of Rights: 10 primeiras Emendas Constitucionais. • Liberdade de expressão, direito ao porte de armas e manutenção da escravidão. CONSEQUÊNCIAS DA INDEPENDÊNCIA - Estímulo para outros processos de independência no continente. - Influenciou a Revolução Francesa. HISTÓRIA B ASSUNTO: ILUMINISMO Iluminismo CONTEXTO HISTÓRICO • O Iluminismo emergiu após períodos de instabilidade, como as guerras religiosas e a Revolução Científica. • A ascensão da burguesia e da classe média também contribuiu para um ambiente de questionamento da autoridade e busca por autonomia. CARACTERÍSTICAS DO ILUMINISMO • A razão é o único guia infalível da sabedoria. • O Universo é governado por leis inflexíveis. • Existência de um Deus único, que criou o Universo e estabeleceu as leis naturais que o regem. • Liberalismo político e econômico, ou seja, oposição ao absolutismo e ao mercantilismo. TEÓRICOS DO ILUMINISMO - DIREITOS 1. JOHN LOCKE: base do liberalismo jurídico Teoria: bases contratualistas, empiristas e jusnaturalistas. Obra: Segundo Tratado sobre o Governo Civil. Direitos naturais, universais e inalienáveis: vida, liberdade, propriedade e direito a revolta 2. MONTESQUIEU: base do liberalismo politico Obra: O espírito das leis. Teoria: Separação dos poderes. - Legislativo. - Executivo. - Judiciário. 3. VOLTAIRE Obra: Tratado sobre a tolerância. Teoria: - Crítica irônica ao Antigo Regime. - Crítica à intolerância religiosa. - Defesa da liberdade de expressão. TEÓRICOS ECONOMISTAS Os fisiocratas 4, François Quesnay (1694-1774). • Obra: “Tableau Economique” (1758). • Anne Robert Jacques Turgot (1727-1781) - Ministro das finanças de Luís XVI. Teoria: - A economia é uma ciência natural. - Leis econômicas = leis naturais. - Não dependem da vontade ou da intervenção humana. - Origem da riqueza: terra. Autônomos e harmônicos 3 5, Adam Smith (1723-1790): base da economia clássica • Obra: “Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações” (1776). • Teoria: - Economia = ciência natural. - Lei geral: oferta e procura. - Metáfora da “mão invisível”. - Origem da riqueza: trabalho. PROPRIEDADE - FUNÇÃO SOCIAL 6. J. J. Rousseau (1712-1778) Obra: “Do contrato social” (1762). - Teoria: Contratualismo Questão: Qual a origem da desigualdade entre os homens? Resposta: Uma sociedade que molda os homens na defesa da propriedade privada como um privilégio, causando o conflito entre os proprietários e os não- proprietários. Solução: um novo contrato social com: - Democracia - Educação universal - Exercício do direito à propriedade privada a partir de sua função social. A Enciclopédia Autores: - Denis Diderot (1713-1784). - Jean Le Rond d’Alembert (1717- 1783). DESPOTISMO ESCLARECIDO E O ILUMINISMO Definição: reformas de modernização do estado a partir dos princípios iluministas. Contradição: política absolutista X administração iluminista. Exemplos: - José II (Áustria: 1780-90). - Catarina II (Rússia: 1762-96). - Frederico II (Prússia: 1712-86). - José I (Portugal: 1750-77). - Carlos II (Espanha: 1716-88). Revoluções inglesas CONTEXTO HISTÓRICO • Inglaterra do século XVII estava enfrentando tensões entre o rei e o Parlamento, assim como conflitos religiosos, econômicos e sociais. • O absolutismo dos monarcas Stuart, especialmente Carlos I e Jaime II, desencadeou descontentamento por suas tentativas de impor impostos sem o consentimento parlamentar e restringir as liberdades civis e religiosas. REVOLUÇÃO PURITANA - (1642-1651) • Conflito entre o rei Carlos I e o Parlamento levou à Guerra Civil Inglesa (1642-1651). • Os parlamentaristas (apoiadores do Parlamento) e os realistas (apoiadores do rei) lutaram em uma série de batalhas. • Oliver Cromwell e o Exército Novo Modelo emergiram como uma força significativa ao lado dos parlamentaristas. • A execução de Carlos I em 1649 resultou na proclamação da República da Inglaterra, conhecida como Comunidade. • Sob o governo de Cromwell, a Comunidade passou por turbulências internas, mas tambémadotou reformas sociais e religiosas. RESTAURAÇÃO MONÁRQUICA - (1660) • A morte de Cromwell levou à restauração da monarquia em 1660, com Carlos II retornando ao trono. • O Parlamento foi restaurado, mas monarquia absoluta continuou a prevalecer. REVOLUÇÃO GLORIOSA (1688-1689) • A Revolução Gloriosa foi seguida pela Revolução de 1688-1689 na Escócia e na Irlanda, resultando na formação do Reino da Grã- Bretanha. CONSEQUÊNCIA • As Revoluções Inglesas estabeleceram um precedente importante para a limitação do poder real e para a supremacia do Parlamento. • A Declaração de Direitos deu origem a uma monarquia constitucional e influenciou futuras democracias. • Em resumo, as Revoluções Inglesas foram um período de mudança política crucial que resultou na limitação do poder monárquico e no surgimento de um governo mais representativo e constitucional na Inglaterra. ASSUNTO: REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Revolução indústrial INTRODUÇÃO • Processo caracterizado pelo aprimoramento de métodos fabris e pela aceleração da produção do consumo do desenvolvimento cientifico e tecnologico, do crescimento populacional, da velocidade, etc • Durante o Secarlo XVII. apenas a Inglaterra entrou em processo de Revolução industrial PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (XIX) • Máquina a vapor: A invenção da máquina a vapor por James Watt permitiu o uso eficiente da energia para impulsionar máquinas e locomotivas. • Indústria têxtil: A produção de tecidos foi transformada pela introdução de teares mecânicos e máquinas de fiar, aumentando a eficiência e a produção. • Urbanização: A urbanização acelerou à medida que as fábricas se concentravam em cidades, atraindo trabalhadores rurais para as áreas urbanas em busca de emprego SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (final do século 19 até início do século 20): • Eletrificação: A eletricidade permitiu a criação de novas indústrias e melhorou a eficiência nas existentes, além de trazer iluminação e eletricidade para os lares. • Aço e produtos químicos: Avanços na produção de aço e produtos químicos impulsionaram setores como a construção de estruturas e a fabricação de produtos químicos. • Automóveis e aviação: A produção em massa de automóveis revolucionou o transporte, e os primeiros passos na aviação também foram dados. TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL • Tecnologia da Informação: O surgimento dos computadores e da tecnologia digital transformou a forma como as informações são processadas e compartilhadas. • Automação: A automação industrial aumentou a eficiência e reduziu a necessidade de mão de obra humana em muitas tarefas. • Globalização: O comércio internacional aumentou significativamente com avanços nos sistemas de transporte e comunicação. QUARTA REVOLUÇÃO • Tecnologias digitais: A convergência de tecnologias como IA, big data, análise de dados e IoT permitiu a criação de sistemas interconectados e inteligentes. • IA e Robótica: Automação avançada, robôs colaborativos e sistemas de IA estão mudando • Personalização e produção sob demanda: A capacidade de personalizar produtos em massa e produzir sob demanda está se tornando mais viável com as tecnologias modernas. PIONEIRISMO INGLÊS - MOTIVOS 1. Os cercamentos • proprietários de terra cercavam campos abertos e áreas antes ocupadas por pequenos agricultores e pecuaristas, expulsando inúmeras famílias dessas regiões • Muitos desses camponeses viviam há gerações nessas terras • Isso provocou um grande Êxodo rural e a disponibilização de mão de obra barata nas cidades • Os processos de cercamento aconteceu de forma gradual desde o século XVI 2. Revolução gloriosa • adoção do sistema parlamentarista • Estabilidade politica • Favorecimento da burguesia e ideias liberais 3. Outros fatores • Recursos disponíveis para investimentos • Solo favorável • Disponibilidade de carvão e minério de ferro RELAÇÃO TRABALHISTA • Relação conflituosa entre a burguesia e o proletariado • Essa oposição era percebida na segregação espacial • Nos bairros operários circulava esgoto a céu aberto, grande fome e transmissão de doenças • várias famílias partilhavam a mesma habitação • Os operários habitavam em torno das fabricas • As cidades cresciam de maneira desordenada (Manchester, por exemplo) • péssimas condições de trabalho, ambientes insalubres, maus tratos, vigilância abusiva e salários baixíssimos • Mulheres e crianças também eram explorador • Valorização da pontualidade MOVIMENTOS TRABALHISTAS 1. Ludismo: movimento dos quebradores de maquinas • trabalhadores desempregados após o processo de automação se revoltam contra o novo estilo de produção • Foi feito pena de morta para quebra de maquinas • Essa medida gerou enfraquecimento do movimento 2. Cartismo: a insatisfação foi redirecionada para a criação de associações organizados e realizações de greve. Pediam: • sufrágio universal masculino • Direito de participação no parlamento • Pagamento de salário aos membros do parlamento • Diminuição da Jordana de trabalho • o parlamento rejeitou todos os pedidos ASSUNTO: REVOLUÇÃO FRANCESA Revolução francesa CONTEXTO • Revolução Francesa, ocorrida entre 1789 e 1799, foi um dos eventos mais marcantes da história moderna. Ela foi influenciada por uma série de fatores econômicos, sociais e políticos que criaram um ambiente propício para a agitação e a mudança radical na França. CAUSAS ESTRUTURAIS DA CRISE 1. Crise econômica (altos impostos e custos da monarquia) 2. Privilégios feudais (isenções fiscais da alta nobreza). 3. Crise do campesinato (tributos feudais / estiagens). 4. Revolta aristocrática (Reação Feudal / Revolta dos Notáveis – 1787 e 1788). CAUSAS CONJUNTURAIS - Guerra dos Sete Anos (1756-63). - Revolução Americana (1776-81). - Grande Fome (1787-89): estopim da Revolução. A QUESTÃO DOS IMPOSTOS - DÍVIDA INTERNA 1o e 2o Estados: Alto Clero e Alta Nobreza. - Aprox. 500.000 hab. = isenções fiscais totais e/ou parciais, ou seja, não pagavam nada 3o Estado: burguesia/povo. - Aprox. 24.500.000 hab. = arcavam com a quase totalidade dos impostos. DIVIDA EXTERNA Empréstimos em bancos ingleses feitos pela Coroa: 5 milhões. Receita anual de impostos: 2,5 milhões Resultado: falência da França. (Alem disso, a independência dos EUA custou milhões aos cofres franceses) TRATADO DE ÉDEN-RAYNEVAL • novos empréstimos condicionados a isenção de impostos sobre produtos ingleses. Consequências: - Falência das fábricas francesas. - Aumento do desemprego. - Descontentamento da burguesia e do povo. CONVOCAÇÃO DOS ESTADOS GERAIS A crise financeira levou o rei Luís XVI a convocar os Estados Gerais, uma assembleia representativa composta por clero, nobreza e o Terceiro Estado (burguesia e camponeses). ASSEMBLEIA DOS ESTADOS GERAIS • O Terceiro Estado se declarou como Assembleia Nacional, buscando criar uma nova constituição para limitar os poderes do rei. Nao resolveu o problema QUEDA DA BASTILHA: início simbólico da revolução PRIMEIRO DOCUMENTO DA CONSTITUIÇÃO • Declaração dos direitos do homem e do cidadão • Isonomia jurídica • Aplicação do principio “liberdade, igualdade e fraternidade) ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE - O GRANDE MEDO • Essa investida, conhecida como Grande Medo, aconteceu entre julho e agosto de 1789 e foi marcada por ataques e saqueamentos contra propriedades de aristocratas e, muitas vezes, pelo assassinato dos donos desses locais. Os camponeses lutavam pelo fim de alguns impostos e exigiam que fosse garantido a eles um maior acesso aos alimentos — a fome era um problema grave entre o campesinato." • Privilégios feudais foram abolidos • A radicalização popular fez com que a classe média e a burguesia francesa assumissem uma posição conservadora como forma de frear o ímpeto do povo. Já a nobreza e o clero iniciaramuma fuga em massa da França, mudando-se para países como Áustria e Prússia. Além disso, começaram uma conspiração contrarrevolucionária, que tinha como objetivo reverter as mudanças que estavam em curso. • O próprio rei Luís XVI tentou fugir da França Veja mais sobre "Revolução Francesa" em: https:// brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao- francesa.htm "As tentativas de barrar a radicalização da revolução tornaram-se claras quando foi promulgada a nova Constituição Francesa, em 1791. Ela transformou a França em uma monarquia constitucional e frustrou aqueles que esperavam que a França seria uma república com ampla democracia. Com isso, a Assembleia Nacional Constituinte transformou-se em Assembleia Legislativa." GIRONDINOS X JACOBINOS • Os girondinos entendiam que as mudanças deveriam ser contidas, já os jacobinos achavam que as mudanças deveriam ser mais radicalizadas." Jacobinos: decretaram a “Pátria em Perigo”. - Líderes jacobinos: Robespierre, Marat e Danton. - Comuna Insurrecional de Paris: governo jacobino provisório de Paris na luta contra os invasores. "sans-culottes organizaram-se, derrubaram a monarquia francesa e instauraram a república. CONVENÇÃO • Com a instauração da República na França, a Assembleia Legislativa foi substituída pela Convenção, inaugurada em setembro de 1792. Os membros da Convenção foram determinados por sufrágio universal masculino. Com isso, Luís XVI deixou de ser o rei da França, e um novo debate surgiu: a execução do rei." DIRETÓRIO • Com a derrocada jacobina, os girondinos e a alta burguesia francesa redigiram uma nova Constituição para a França e restauraram algumas medidas, como o voto censitário. Foi um período autoritário no qual o exército francês foi utilizado várias vezes para reprimir o povo. Além disso, houve resistência às tentativas de golpe por parte de jacobinos e monarquistas." • A instabilidade que a França vivia fez com que a alta burguesia francesa defendesse esse autoritarismo, pois as massas estavam insatisfeitas, a economia estava ruim e a guerra ameaçava o país. Por isso, passaram a defender a implantação de uma ditadura no país sob o governo de uma figura forte, autoritária. Dessa forma, nasceu o apoio a Napoleão Bonaparte, general famoso por liderar os exércitos franceses na luta contra as coalizões internacionais. CONSEQUÊNCIAS DA REVOLUÇÃO • fim dos privilégios de classe na França; • fim de qualquer resquício do feudalismo no país e início da consolidação do capitalismo; • início do processo de queda do absolutismo na Europa e na França; • inspiração para movimentos de independência no continente americano; • popularização da república como forma de governo; • separação entre os poderes; • imposição das liberdades individuais, Veja mais sobre "Revolução Francesa" em: https:// brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-francesa.htm FASE DO TERROR Enquanto os girondinos exigiam que Luís XVI fosse exilado, os jacobinos exigiam sua execução. O destino do rei foi selado quando foram descobertas evidências que associavam-no ao esforço contrarrevolucionário realizado no exterior. Assim, o rei foi executado em janeiro de 1793. O regicídio inaugurou o período do Terror, no qual jacobinos liderados por Maximilien Robespierre radicalizaram a revolução na tentativa de impor uma ampla agenda reformista no país. Apesar de a Convenção ser a instituição mais importante do país, os jacobinos impuseram seus ideais por meio do Comitê de Salvação Pública. "A república liderada por jacobinos ficou marcada por conseguir estabilizar a situação do país e colocar a guerra e as massas populares sob controle. Apesar disso, a guerra agravou-se depois da execução do rei, porque os países absolutistas alarmaram-se com o regicídio cometido pelos jacobinos. Outra marca jacobina era a perseguição a todos os seus opositores. Com a Lei dos Suspeitos, os jacobinos começaram a perseguir todos aqueles que eram considerados inimigos da revolução. Os suspeitos eram julgados e, se condenados, guilhotinados." A Era napoleônica INTRODUÇÃO • Napoleão Bonaparte era um jovem e promissor militar que ascendeu ao generalato aracas as suas proezas nas campanhas da Itália e do Egito. CONSULADO • Através do Golpe de 18 Brumário (1799), Napoleão tornou-se cônsul e, em 1802, cônsul vitalício. • Realizações internas: nova constituição (1799), centralização administrativa, incentivo à educação, promulgação de um Código Civil, assinatura de uma concordata com o papa. • Realizações externas: enfrentou a segunda coligação, vencendo a Austria, estabelecendo a paz com a Rússia e isolando a Inglaterra. IMPÉRIO • Napoleão sagrou-se Imperador da França em 1804. • Campanhas externas: guerra contra a terceira coligação - venceu russos e austríacos - e contra a quarta coligação - venceu a Prússia e a Rússia e instituiu o Bloqueio Continental. Nos domínios e áreas de influências da França, Napoleão promoveu reformas inspiradas nas ideias da Revolução Francesa. Declínio do Imperador: a instituição do Bloqueio Continental, a invasão aos estados da Igreja, a Portugal e à Espanha e, sobre-tudo, a desastrosa invasão à Rússia, enfraqueceram Napoleão, que foi derrotado pela sexta coligação e exilado na Ilha de Elba. Napoleão retornou à França, estabelecendo o Governo dos Cem Dias. Foi definitivamente derrotado, em junho de 1815, na Batalha de Waterloo, sendo deportado para a Ilha de Santa Helena, onde morreu. • Declínio do Imperador: a instituição do Bloqueio Continental, a invasão aos estados da Igreja, a Portugal e à Espanha e, sobre-tudo, a desastrosa invasão à Rússia, enfraqueceram Napoleão, que foi derrotado pela sexta coligação e exilado na Ilha de Elba. • Napoleão retornou à França, estabelecendo o Governo dos Cem Dias. Foi definitivamente derrotado, em junho de 1815, na Batalha de Waterloo, sendo deportado para a Ilha de Santa Helena, onde morreu. O CONGRESSO DE VIENA • Nações que combateram as forças napoleônicas reuniram-se, entre 1814 e 1815, para reorganizar o mapa político da Europa e restaurar os governos anteriores à Revolução Francesa. SANTA ALIANCA • Organização supranacional que, entre 1815 e 1830, garantiu os objetivos do Congresso de Viena, procurou reprimir as revoluções liberais na França e os movimentos de independência na América. Aspectos do século XIX A REVOLUÇÃO DE 1830 • Da queda de Napoleão até o começo de 1820, os Bourbons – na pessoa de Luís XVIII – conseguiram, sem maiores dificuldades, governar a França. • Em 13 de fevereiro de 1820, ocorreu o assassinato do duque de Berry, sobrinho do rei. Os ultrarrealistas responderam com uma série de medidas repressivas • Foi restabelecida a censura à imprensa; os suspeitos por crimes políticos podiam ser detidos por três meses, sem julgamento, e os eleitores mais ricos teriam direito ao voto duplo nas eleições parlamentares. • Em 1824, Luís XVIII morreu. Em seu lugar, subiu ao trono o conde de Artois, seu irmão, com o título de Carlos X. O novo monarca, que era um reacionário, logo desfraldou a bandeira da Contrarrevolução. Baixou leis, reprimindo violentamente aqueles que atacassem o clero católico • A revivência do absolutos e as ordenações de julho (fim da liberdade de imprensa, dissolução da Camera e convocação de novas eleições) foram o estopim para a revolução OS TRÊS DIAS GLORIOSOS • Em meio a uma grave crise econômica os trabalhadores saíram as ruas para derrubar Carlos X LUÍS FILIPE DE ORLEANS - subiu ao trono Luss rilipe de Orleans • A Revolução de 1830, feita por republicanos e bonapartistas, acabou sendo uma vitória da monarquia constitucional A REVOLUÇÃO DE 1848 • A partir de 1845, a situação política foi profun- damente agravada pela eclosão de uma crise do capitalismo. Essa crise acabariase estendendo por todo o continente e estaria na origem das revoluções liberais que abalaram a Europa Centro-Ocidental, no ano de 1848. • Os anos de 1845 e 1846 foram de péssimas co- lheitas, desencadeando uma crise agrícola em todo o continente. Essa crise provocou uma alta vertiginosa do custo de vida, atirou à miséria grandes setores da população rural e reduziu drasticamente a sua capacidade de consumo de produtos manufaturados. A crise se agravou, atingindo a indústria e as finanças. • A crise econômica gerou uma crise social e política na França, culminando com uma revolução que levou à queda de Luís Filipe. SEGUNDA REPÚBLICA • A burguesia francesa, apoiada pelos batalhões da Guarda Nacional, assumiu o poder, formando um Governo Provisório. Desse Governo, participaram figuras de destaque, como o poeta Lamartine, o advogado Ledru- -Rollin e o socialista Louis Blanc (Ministro do Trabalho). • A Assembleia Nacional Constituinte, eleita em abril de 1848, era dominada por republicanos moderados, uma parcela de monarquistas disfarçados e por uma minoria socialista. • A dissolução da “Comissão do Luxemburgo” e, finalmente, o fechamento das “Oficinas Nacionais” – que empregavam 110 mil operários – desencadearam, no mês de junho, a insurreição geral em Paris. A rebelião operária foi reprimida duramente. • Em 1848, por ampla maioria, Luis Napoleão, sobrinho de Napoleão Bonaparte - foi eleito presidente da republica SEGUNDO IMPÉRIO • De 1849 até 1851, consolidou-se a reação conservadora. A Assembleia Legislativa interditou o direito de greve e privou quase três milhões de eleitores de voto. • As divergências entre Luís Napoleão e a Assembleia Legislativa aumentaram enormemente. Em 2 de dezembro de 1851, Luís Napoleão baixou um decreto, proclamando a dissolução da Assembleia Legislativa e restabelecendo o sufrágio universal. Uma tentativa de insurreição republicana contra o Golpe de Estado foi brutalmente esmagada pelo exército. Karl Marx chamou o golpe de “18 Brumário” numa alusão segundo a qual o sobrinho procurou imitar o tio. Em 20 de dezembro, um plebiscito aprovou o Golpe de Estado, concedendo a Luís Napoleão plenos poderes por dez anos. Em 1852, apoiado pela grande burguesia e referendado por um plebiscito, Luís Napoleão transformou-se em Imperador da França, com o título de Napoleão III. Aula 08 História 2B 29 “A Comuna foi formada por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos vários bairros da cidade, responsáveis e revogáveis em qualquer momento. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna havia de ser não um corpo parla- mentar, mas operante executivo e legislativo ao mesmo tempo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi logo despojada dos seus atributos políticos e transformada no instrumento da Comuna, responsável e revogável em qualquer momento. O mesmo aconteceu com os funcionários de todos os outros ramos da administração. Dos membros da Comuna para baixo, o serviço público tinha de ser feito em troca de salários de operários. Os direitos adquiridos e os subsídios de representação dos altos dignitários do Estado desapareceram com os princípios dignitários do Estado. As funções públicas deixaram de ser a pro- priedade privada dos testas de ferro do governo central. Não só a administração municipal, mas também toda a iniciativa até então exercida pelo Estado foram entregues nas mãos da Comuna.” Karl Marx. A Guerra Civil na França. 30 Extensivo Terceirão No plano interno: autoritarismo político; desen- volvimento econômico; grandes obras públicas, espe- cialmente em Paris, realizadas pelo barão Haussmann; controle e censura da imprensa. No plano externo: atuou com destaque nas lutas pela unificação da Itália; no Congresso de • Em 2 de dezembro de 1851, Luís Napoleão baixou um decreto, proclamando a dissolução da Assembleia Legislativa e restabelecendo o sufrágio universal. Uma tentativa de insurreição republicana contra o Golpe de Estado foi brutalmente esmagada pelo exército. Karl Marx chamou o golpe de “18 Brumário” numa alusão segundo a qual o sobrinho procurou imitar o tio. • Em 20 de dezembro, um plebiscito aprovou o Golpe de Estado, concedendo a Luís Napoleão plenos poderes por dez anos. • Em 1852, apoiado pela grande burguesia e referendado por um plebiscito, Luís Napoleão transformou-se em Imperador da França, com o título de Napoleão III. COMUNA DE PARIS • Com a queda de Napoleão III, formaram-se na França dois governos: um com sede em Versalhes, predominante- mente burguês, e outro em Paris – a Comuna de Paris –, revolucionário. • Em 18 de março, após ser derrotado em combate, o exército versalhês bateu em retirada e o poder em Paris passou às mãos do Comitê da Guarda Nacional. • O Comitê convocou, em seguida, eleições para a constituição do Conselho da Comuna de Paris. O Conselho da Comuna de Paris, eleito por sufrágio universal, era formado por socialistas (pela primeira vez na história) ASSUNTO: IMPERIALISMO Imperialismos CONTEXTO • Imperialismo é um sistema político, econômico e militar no qual um país estende seu poder e influência sobre outras nações, muitas vezes por meio da colonização, anexação ou dominação econômica. Isso geralmente envolve a exploração de recursos naturais e mão de obra, além de impactos culturais nos territórios conquistados. O imperialismo foi mais proeminente nos séculos XIX e XX, quando potências europeias e outros países buscavam expandir seu território e influência global. FATORES DETERMINANTES • Procura de novas fontes de matérias primas • Procura de novos mercados • Grande aumento populacional na Europa • Desejo de aplicar capitais excedentes • Progressos tecnológicos COLONIZAÇÃO EUROPEIA • No final do século XIX, as potências europeias, como Grã-Bretanha, França, Alemanha e Bélgica, buscaram expandir suas influências coloniais na África, Ásia e outras partes do mundo. PARTILHA DA ÁFRICA • A Conferência de Berlim (1884-1885) estabeleceu as regras para a divisão da África entre as nações europeias, levando à ocupação de quase todo o continente. PARTILHA DA ÁSIA • Potências europeias também estenderam sua influência na Ásia, resultando em colônias e áreas de influência, como na Índia britânica e na Indochina francesa. • Índia: dominação inglesa concluída após a Revolta dos Cipaios (1857-1859). Era um importante mercado para os tecidos de algo-dão, fabricados na Inglaterra. • China: a partilha do Império Chinês teve início após as Guerras do Ópio (1840-1858). A China tornou-se um país recortado por "zonas de influências" (Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Rússia, EUA e Japão). O principal movimento de resistência chinês foi a Revolta dos Boxers (1900-1901), derrotada por uma força expedicionária internacional. AMÉRICA LATINA • Até 1870, a presença inglesa foi acentuada, principalmente por meio de empréstimos e fundação de empresas britânicas. • No final do século, início da expansão norte-americana sobre o continente. A intervenção inspirava-se na Doutrina Monroe ( América para os americanos) ASSUNTO: PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL Primeira Guerra Mundial CONTEXTO E ANTECEDENTES Contexto europeu anterior ao conflito - 2a Revolução Industrial. - Crescimento econômico e militar alemão após a unificação. - Neocolonialismo e imperialismo. - Unificações: fim do equilíbrio europeu proposto pelo Congresso de Viena em 1815. - Corrida armamentista + corrida naval. POLITICA DE ALIANÇAS - 1873: Tratado dos Três Imperadores: Alemanha + Rússia + Áustria- Hungria. - 1882: Tríplice Aliança: Alemanha + Itália + Áustria- Hungria. PAZ ARMADA - Inglaterra + França + Rússia: temiam o expansionismoalemão. - Estratégia: Corrida armamentista + estabelecimento de alianças. • 1894: formação do Pacto Franco-Russo. - 1904: formação da Entente Cordiale (França + Inglaterra). - 1907: Formação da Tríplice Entente (França + Inglaterra + Rússia). A QUESTÃO MARROQUINA (1904-1911) • Alemanha + Áustria-Hungria X França + Inglaterra. • Objetivo: controle sobre o Marrocos. • Resultado: derrota alemã. • A Questão Balcânica (1911-1914) • Rússia X Áustria-Hungria. • Objetivo austríaco: construção da ferrovia Berlim-Bagdá (atendendo ao interesse alemão). • Objetivo russo: criação da Grande Sérvia = Estado pan-eslavo para controlar o Mar Negro. INÍCIO DA GUERRA • Resultado das Guerras Balcânicas: revanchismo sérvio, reforço da aliança sérvia com a Rússia e fortalecimento do sentimento pan-eslavista sérvio. • Divisão dos Balcãs: Sérvia + Rússia X Áustria- Hungria + Bósnia + Herzegovina. • Proposta austríaca: formação do Império Austro- Húngaro-Eslavo • Eslavos: teriam grande autonomia dentro do Império (essa proposta desinteressava à Sérvia). • 28/06/1914: Assassinato de Francisco Ferdinando. - Ativação do sistema de alianças. • 01/09/1914: Início da grande guerra DESENVOLVIMENTO DA GUERRA • No início, foi uma guerra de movimento, com maiores vitórias da Alemanha nas frentes ocidental e oriental. • Em 1915, a luta se estabilizou na frente ocidental, com o início da guerra de trincheiras. • Em 1917, os EUA entram na guerra e, a partir daí, a Tríplice Entente começou a obter vitórias. • Na segunda batalha de Marne (julho de 1918), a ofensiva austro-húngara foi contida e a Tríplice Entente obrigou o inimigo a recuar. • Em novembro de 1918, o regime monárquico alemão foi deposto e o País assinou sua rendição. OS TRATADOS DE PAZ • Conferência de Paris (1919): EUA, França, Inglaterra e Itália. • Recusa do plano dos 14 Pontos proposto pelos EUA (“paz sem vencedores”). • Fundação da Liga das Nações sem a participação dos EUA. • Assinatura do Tratado de Versalhes: Alemanha responsabilizada pela guerra. Pagaria indenização de £ 6,6 milhões (US$ 33 milhões). • Perdas territoriais e coloniais. • Restrição militar: 100 mil soldados, sem aeronáutica e seis navios. - Criação do Corredor Polonês (Danzig). • Tratado de Saint-Germain (1919): fim do Império Austro-Húngaro. Tratado de Sèvres (1920): fim do Império Turco- Otomano. ASSUNTO: REVOLUÇÃO RUSSA Revolução russa OS ROMANOVS • A Rússia perdeu uma guerra para o império turco otomano na Crimeia. Isso foi um atraso gigantesco, transpareceu a população a péssima situação que a Rússia se encontrava. RÚSSIA PRÉ-REVOLUÇÃO • Aboliu a servidão: a Rússia era baseado em sistema de servidão, quase uma relação feudal em pleno Seculo XIV • Início de uma tímida industrialização • Houve reformas politicas • Vende o Alaska para os EUA • Autonomia para a Finlândia • Séries de reformas importantíssimas. Iria até limitar o seu poder. • É assassinado em um atentado anarquista em maio a ideologias extremistas • O filho mais velho que foi treinado para governar morre e seu irmao mais novo governa ALEXANDER III • Um dos czares mais perversos. Era contra todas as ideias do seu pai • Violenta repressão aos operários • Retrocesso nas reformas politicas • Alexander morre • Alexandre ulyanov morre em meio a perseguição dos revolucionários. Quando ele morre, seu irmão mais novo tenta entender as ideias anarquistas do seu irmão. Seu irmão (Vladimir Lenin) começou a se amigar ao socialismo NICOLAU II • após a morte de Alexander II, a Rússia ainda manter seus laços absolutistas sob o governo de Nicolau II, membro tradicional da dinastia Romanov • A servidão só foi definitivamente abolida na Rússia em 1861, o que demonstra discrepância no processo histórico russo comparado a outras regiões da Europa • O seu casamento não foi bem visto para outras regiões • Alexander era primo do rei George da inglaterra • Alexander teve 4 filhas e 1 filho que tinha doença hemolítica do recém nascido • Rasputim (político camponês muito influente na corte, era uma especie de santo que iria curar seu filho doente) • Nicolau era muito despreparado, o povo da Rússia vivia com fome, era muito manipulado pelo irmão GRUPOS CONTRÁRIOS AO GOVERNO DE NICOLAU • Vladimir Lenin e maltov Os dois grupos tinham divergências de ideias MALTOV: defendia o socialismo moderado, uma espécie de socialismo democrático (mencheviques) LENIN: socialista marxista tradicional, acredita no processo revolucionário e em uma ditadura operaria. FORMAÇÃO DOS PARTIDOS Kadete • alta burguesia • Monarquia parlamentar • Voto censitário PARTIDO OPERÁRIO SOCIAL DEMOCRATA RUSSO • MENCHEVIQUES (minoria) — media burguesia — socialismo moderado — governo democrático — lideres: plekhanov e maltov • BOLCHEVIQUE (maioria) — Povo — Socialismo total — Ditadura operaria — lideres: Lenin e trotski ENSAIO GERAL PARA A REVOLUÇÃO GUERRA RUSSO-JAPONESA • disputa imperialista na china pela manchúria. Contrapõe os impérios da Rússia e Japão • O império japonês causa graves danos ao império russo, o que não foi nada esperado, já que a Rússia era mais forte • Essa guerra levou a séries problemas de abastecimento a Rússia • TRATATO DE POSTUMOUTH: a Rússia é forcada a entregar portos e reconhecer direitos pesqueiros japoneses em parte do seu litoral, alem de oficializar reconhecimento da soberania japonesa • Povo com fome decide marchar ao palácio de ksar, era um movimento extremamente pacífica O DOMINGO SANGRENTO • Um protesto pacifico pedindo melhorias para terríveis condições pelas quais passavam a população terminou violentamente reprimido em frente ao palácio de São Petesburgo • Graves e protestos não pacíficos começaram ocorrer após essa reação ENSAIO GERAL • Criação dos sovietes em outubro de 1905 • Unidades trabalhistas reinvindicadores • Os sovietes era uma reunião de todos os trabalhadores contra o governo • Era uma forca contraria muito grande • Até as forcas armadas (marinheiros) se revoltaram. • O Csar entendeu que nao podia mais bater de frente. Aconselhado por diversas pessoas decide ceder poderes MONARQUIA CONSTITUCIONAL • Mesmo sendo instruída por uma duma, o czar segue concentrando o poder demasiadamente • Estrutura política-partidária • Deu liberdade de expressão e também liberdade de organização sindical • O voto continua censitário • Com essas medidas as revoltas foram acalmadas, ate chegar a primeira guerra mundial RÚSSIA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL • A guerra foi extremamente prejudicial para ao império russo • A guerra gerou uma crise de abastecimento absurda, levando novamente a privação • só tomaram pancadas, haviam soldados russos sem ter nem armas • Nicolau em meio a revolta decide ir para guerra levar alimentos aos soldados, mas para isso precisou racionar o alimento dos civis • Rasputin perdeu seu respaldo popular, começaram piadas na corte ao seu respeito • O Rasputin tinha um vínculo muito forte. • Rasputim morre após tentativa de envenenamento, a principio nao deu certo, posteriormente levou um tiro e teve seu pinto Mutilado REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO (1917) • Pressionado, Nicolau II renúncia e deixa o poder aos mencheviques • Um governo provisório passa a governar junto aos sovietes • características do governo: — estabelecimento de uma república — anistia aos exilados políticos — retorno de Vladimir Lenin — manutenção da propriedade privada — concentração fundiária continua — Rússia é mantida na primeira guerra mundial TESES DE ABRIL • Vladimin Lenin (líder dos bolcheviques), começa a fazer discursos contrários aos mencheviques • Todo poder aos sovietes • Paz, terra e pão. PAZ (saída da Rússia da guerra). TERRA (reforma agrária). PÃO (acabar a fome) REVOLUÇÃO DE OUTUBRO (1917) • Os sovietesdissolvem o governo provisório e Lenin lidera os bolcheviques na tomada do poder • Os bolcheviques retiram a Rússia da guerra no tratato de brest-livovsky • Os mencheviques apoiados por forcas internacionais reagem formando um exército contrarrevolucionários • Os bolcheviques formam o exercito vermelho • Destaca-se a difira de leon trostkuy e a utilização do comunismo de guerra nesse processo GUERRA CIVIL NA RÚSSIA • exército vermelho x exercito branco • Dezenas de estados autônomos sao proclamados e orientados por distintas ideologias • Paises capitalistas lutavam contra Lenin para impedir a revolução, já que afetava os interesses e ameaçavam a integridade capitalista • Lenin mesmo em frente consegue chegar ao poder • Lenin tinha vários problemas de saude, mas nao tinha outra pessoa para governar GOVERNO DE LÊNIN • Ditadura comunista, necessidade de se restabeleceu a economia debilitado pelas guerras O MASSACRE DOS ROMANOVS (17 DE JULHO 1918) • os atiradores matam toda a família dos czares FORMAÇÃO DA URSS (1922) • A vitoria do exercício vermelho consolida a revolução bolchevique sob a lideranca de lensino • Constitui-se assim a união das republicas socialistas soviéticas NOVA POLÍTICA ECONOMIA (NEP) • Um passo atrás para se dar dois a frente • Capitalismo em favor do comunismo • Adoção de medidas capitalistas para estimular a economia, já que a Rússia estava quebrada e nao tinha recursos — privatização de algumas — diferentes remunerações — empréstimos — venda de excedentes — reformas trabalhistas • Lenin morre e trovsky governa. Lenin fala para trovsky cuidar do STÁLIN • STÁLIN era partido do comunismo, conhecia muito mais o povo, pois era ele quem fazia os processos MORTE DE LÊNIN E SUCESSÃO Trovsky era um marxista que defendia a revolução mundial, o capitalismo precisava deixar de existir Stalin negava essa vertente, o comunismo precisava ser somente na URSS STALINISMO • persegue todos os seus opositores, inclusive trovsky que foi morte • Totalitarismo • Criação da KGB • Controle estatal da produção agrícola • Racionamento alimentício na Ucrânia em prol do desenvolvimento russo • Espécie de holocausto na Ucrânia • Culto ao líder no Stálin, palácios ASSUNTO: NAZISMO E REGIMES TOTALITÁRIOS O nazifascismo A ascensão de Hittler no poder ALEMANHA NO PÓS GUERRA • Alemanha foi destruída no ponto de vista econômico, ficou devendo dívidas milionárias a franca. No entanto, Alemanha nao consegue honrar seu compromisso em pagar as parcelas • A franca vai cobrar o vale do RHUR, território Alemao rico em ferro • Proclamação da republica de Weimar (novo nome da Alemanha no pós guerra). Houve uma nova proclamação pois a franca determinou que os alemães deveriam extrair ferro para o território Alemao, trabalhadores nao concordaram • produção excessiva de papel moeda • Hiperinflação de 32400% • Soldados alemães pedem esmola nas ruas A VIDA DE HITLER • Nasceu no interior da Áustria • Teve uma infância complicada • Recebeu uma pensão do pai que sustentou ele e a mae ate os 18 anos • Hitler tentou viver a vida com a arte, mas nao foi aceito • Alemanha sobe até Alemanha para vender seus quadros e ganhar a vida • Hitler se alistou no exercito e lutou pela Alemanha na primeira guerra mundial • grande disputa partidária no pós guerra • O fantasma vermelho criada pela URSS começou a ganhar muita forca. Hitler foi contratado para espionar os socialistas FUNDAÇÃO DO PARTIDO TRABALHISTA • Em 1919 o ferroviário Antón Drexler funda o partido nacional socialista dos trabalhadores alemães • Funda o partido nazista • Forte apelo ao nacionalismo • Discursos em cervejarias • Hitler começa a ganhar forca publica e fica mestre em oratória. Teve uma capacidade extraordinária de linguagem corporal. Criticava muito o tratado de pós guerra que prejudicava a Alemanha, defendia a pureza do sangue Alemão • Em um dos seus discursos tinham comunistas no local, o que gerou uma confusão • No dia seguinte Hitler estava na capa do jornal • Em um dia enquanto Hitler treinava sua oratória, um homem começa a tocar piano e Hitler se emociona • Esse homem deu conselho para sua construção de imagem e ofereceu dinheiro para o combate dos comunistas. Hitler cria a suástica e seu bigode A ASCENSÃO DE HITLER • cria uma politica para-militar, SÁ (seções de assalto) ou camisas pardas • Aprimoramento incessante da oratória • em meio a crise, recebe apoio da burguesia e alcança prestigio na Baviera • Hitler tinha planos de tomar o poder com suas próprias mãos já que ele tinha apoio do exercito • O golpe já estava armado O PUTSCHE DE MUNIQUE (1923) • Hitler une as forcas de oposição a república de Weimar e tenta golpe de estado • Traído por políticos que temiam o radicalismo de seus discursos, o putsh fracassa O JULGAMENTO • Hitler é condenado a 5 anos de prisão • Ludedorf é inocentado • Nessa prisão Hitler se considerou culpado, mas culpado em defender a Alemanha, teve um discurso que emocionou a população com sua prisão PRISÃO E O MEIN KAMPF • Prisão de hitler: escreve o mein kumpf (minha luta) • Ideologia nazista, principio de espaço vital, arianismo, anti-semitismo, anticomunismo, militarismo com solução O NOVO HITLER • Férias na Áustria • Reunifica o partido e conhece goebbels • Campanha sem violência • República americana de Weimar • Isolamento político e problemas pessoais • Namorada/prima de Hitler se suicida e deixa carta insinuando que o motivo era os assédios de Hitler • Eva brau torna-se companheira de Hitler 1929 - A CRISE TOTAL • Hitler sempre criticou a economia americana, com a crise Hitler meio que falou “eu aviseeei” • partido nazista distribui roupas e sopas • Viaja o pais inteiro discursando • É visto como um visionário e líder redentor pelo povo Alemao 1933 - CHANCELER • Presidente Hindenburg nomeia Hitler como primeiro ministro da Alemanha CENTRALIZAÇÃO • Atentado ao parlamento alemão (incêndio) • Hitler culpa os comunistas • Envio de políticos de esquerda a campos de concentração • Encontro com Mussulini • no encontro com Mussolini é mostrado para Hitler o grande exército e poder da Itália O III REICH 1934 • Morte de hindebung 1934 • Hitler unifica chancelaria e presidência • Se autoproclama fuhrer • 500 mil pessoas vão ao encontro de Hitler • Hitler desejava a guerra MÁQUINA NAZISTA • criação SS (seções de segurança, extremamente fies a Hitler) • Extermino dos próprios nazistas (SA) • Criação da gestapo (serviço de inteligência) • A noite dos longos punhais • O SEU GRANDE INIMIGO ERA OS COMUNISTAS A RECUPERAÇÃO • As leis de Nuremberg 1936 • Inicia o programa de militarização alemã • Desenvolvimento econômico • Expansão alemã forja o estopim da II guerra mundial. À NOITE DOS CRISTAIS 1938 • Início da solução final • Perseguição total aos judeus Regimes totalitários REGIMES TOTALITÁRIOS • É um regime politico ao qual o Estado personifica em um líder o controle de todos os âmbitos da sociedade, mão do estado • Sistema unipartidario: um único partido • Propaganda politica em torno de um líder carismático • A sociedade estava no fundo do posso, regimes totalitários era a única solução para as dores da sociedade, o caos é a justificativa de dominação • Nazifascismo x liberalismo • O ódio ao judeu se deu pelo fato de que os judeus eram os povos que nao se misturavam, judeu era apenas quem era filho de pai e mae judeu. Os judeus viviam em território alemao mas eram sempre imigrantes • “a liberdade é um cadáver apodrecendo” • “Nada contra, nada fora e nada acima do Estado” CARACTERÍSTICAS GERAIS • Totalitarismo • Nacionalismo, patriota e xenofóbica • Passado de glória • Romantismo, idealiza algo como superior • Anti-democracia, anti-comunismo, terror • Autoritarismo, militarismo, anticomunismo• Culto ao líder • Homofobia • criação de símbolos, bandeiras, saudações, uniformes • Sociedade obediente • O inimigo é a grande motivação do grupo TOTALITARISMO DE ESQUERDA = RÚSSIA TOTALITARISMO DE DIREITA = ALEMANHA FASCISMO ITALIANO • líder = Benito Mussolini = pai do fascismo • Origens: crise econômica italiana no pós guerra em 1918 • Fundação do partido fascista (1919) AS CAMISAS NEGRAS • Milícia paramilitar formada para proteger os interesses do partido • Jovens e veteranos de guerra fardados e armados pelas ruas • Perseguição politica e xenofobia A MARCHA SOBRE ROMA (1922) • Mussolini invadiu a Roma com sua milícia (camisas negras) e o rei Vítor Emanuel III convidou-o para seu governo • Se autoproclama imperador, concentra poder em todas as esferas de poder, inicio do autoritarismo A utopia do estado O FRANQUISMO (espanha) GUERRA CIVIL: O governo republicano espanhol era composto por uma aliança liberal e membros do partido socialista • Em julho de 1936 o general franco inicia um golpe contra a república • Diversas cidades foram conquistadas, porém Barcelona e Madri mantiveram-se leais ao governo AS BRIGADAS INTERNACIONAIS • Pessoas de todo o mundo se voluntariam na guerra em apoio aos republicanos • Países capitalistas nao emitiram nota sobre o comitê • Inglaterra reconhece o governo de franco O TERROR BRANCO • Franco inicia violenta perseguição aos que apoiaram os republicanos, executando milhares de pessoas • Meio milhão de espanhóis abandonaram o pais • George orwell 1984 - filme Revolução mexicana CONTEXTO • O México estava se inserindo no processo da segunda revolução industrial • O desenvolvimento do México era baseado na concentração de renda • LUTA PELAS TERRAS • Governo ditatorial de Portífirio Dias: apesar do desenvolvimento do pais, Porfírio mantinha a concentração de riquezas, excluindo a população pobre dos ejidos (terras não cultivá- las de bem comum a população) • Os ejidos era um bem público, a população tinha direito de usufruir dessas terras, mas esse direito foi negado OPOSIÇÃO AO PORTIFIRIO • o liberal Francisco Madero propaga a revolução para a população, e através de um golpe de estado assume o poder em 1911 • Governo de Francisco Madero: traiu o povo, apesar do discurso liberal, Madero centralizou o acesso a terra nas mãos da elite, com isso os movimentos populares continuaram a crescer MOVIMENTOS POPULARES • Pancho vila e Emiliano Zapata se colocarão a frente da situação, representando os interesses da populacao PLANO AYALA • Tentativa de revolução social • Pancho: iria para o norte • Emiliano: iria para o sul CONTRAREVOLUCAO • Em 1914 o general Victoriano huerta aplica um golpe de estado em Madero assumindo o poder e transformando o México novamente em uma didática • Porém, devido a forte pressão populacao, victoriano renuncia do poder VENUSTIANO CARRANZA ASSUME APOS RENÚNCIA • Venustiano carranza assume o poder com o apoio dos eua, se comprometendo a elaborar o que seria ate os tempos atuais a constituição de 1917, que estabelece o salário mínimo, a jornada de 8 horas e reconhecimento das terras indígenas • Tenta amenizar os movimento populares, mas não resolve a problemática da concentração de terras e renda ASSASSINATO DOS LÍDERES ZAPATA E PANCHO VILA • O processo se reorganizou. O exercício sapatilha de libertação nacional, de caráter marxista foi formado em sua maioria indígena Continua até hoje Estados Unidos no século XX DÉCADA DE PROSPERIDADE • Após primeira guerra Mundial, a economia estadunidense cresceu exponencialmente • O mundo precisava de recursos e bem de consumos, os Estados Unidos ofereceu os recursos • Ideal de vida: american way of life • Investimento em tecnologia, estradas, veículos • O crescimento desenfreado resultou em inúmeros problemas SINAIS DA DECADÊNCIA • Crescimento dos eua só foi possível gracas ao federal reserve, um banco que reduzia os juros • Eua emprestava dinheiro com baixos juros • Empréstimos e compra de ações foram popularizados com a ideia de dinheiro fácil (compra imagem) • O aumento do preço das acoes • A Europa começou a dar sinais de recuperação econômica, suspendendo as importações com os Estados Unidos • A economia americana começou a dar sinais de desaceleração • Excesso de ofertas principalmente de produtos agrícolas, já que a Europa parou de comprar • Na tentativa de conter as perdas dos agricultores o governo alavancou uma serie de medidas legislativas para aumentar as tarifas de produtos agrícolas da Europa • Outros países fizeram o mesmo aumentando tarifas para importações americanas • As empresas continuaram tomando empréstimos e gastando muito, mesmo quando o giro da economia nao era mais o mesmo • Os salários estagnaram e os bancos continuaram a emprestar dinheiro que era colocado no mercado de ações • em 1928 Frederic elevou as taxas de juro para frear o mercado especulativo, isso foi uma decisão errada • A redução das importações gerou um aumento nos estoques e obrigou as industrias a vender seus produtos muito abaixo do valor esperado, levando uma queda no valor das ações • Muitos americanos começaram retirar seus dinheiros nos bancos e vender suas acoes que desvalorizaram rapidamente • As ações da bolsa despencaram em níveis alarmantes em uma quinta feira que ficou conhecida como quinta feira negra • Desesperos começaram a tomar conta, até suicidios ocorreram NEW DEAL - A SOLUÇÃO • condições para a solução da crise pelo presidente Franklin roosevelt • O NEW deal nao liquidou totalmente a grande depressao, mas manteve a estabilidade. A segunda guerra mundial viria para reestabelecer a prosperidade Salazarismo Portugal no entreguerras A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS • Foi um importante movimento ocorrido em Portugal após a ditadura do estado novo, de orientação fascista, que iniciou em 1932, através de Antônio Oliveira Salazar • SALAZARISMO • violência do estado como forma de governo • Salazar faleceu em 1970 e seu sucessor Marcelo Caetano deu continuidade ao regime • Portugal vivia em uma grave crise econômica e social devido a concentração de renda da elite industrial, e a perda de seus domínios coloniais na africa, com grande pressão internacional • Havia um racha entre militares em Portugal, pois parte do ministério defendia a solução pacifica e nao militar para tratar questões das colônias da africa • Os generais spinola e costa gomes foram demitidos de seus cargos políticos MOVIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS (MFA) • Criado clandestinamente em 1973, formado por capitães que conspiravam contra a ditadura • O movimento se movimentava através de acoes secretas utilizando o rádio renascença • Eram através de canções de autores portuguesas que funcionavam indicações para tomada de posições • A canção grandola vila morena de zera Afonso que havia sido censurada pelo estado novo, ecoou pela radio anunciando o golpe • O governo ditatorial tentou resistir ao golpe, reprimindo manifestações populares que tomáramos ruas de lisboa FORMAÇÃO DA JUNTA DE SALVAÇÃO NACIONAL • Formada por militares com o objetivo de conduzir o governo transitório a um novo sistema dos “três DS”: democratizar, descolonizar e desenvolver • Os sindicados foram legalizamos, a censura previa a veículos de comunicação teve o seu fim e a anistia a condenados políticos no estado novo foi colocado em pratica FORMAÇÃO DA PRIMEIRA ASSEMBLEIA CONSTITUINTE • Vencida pelo partido socialista que conduziu o país a criação da primeira constituição após décadas de ditadura. • Assim encaminhou a politica portuguesa se apondo ao marxismo e se aproximando aos ideais liberais O período entreguerras Espanha, portugal e Espanha CONTEXTO HISTÓRICO • Conforme crescia a economia espanhola,agravava-se a desigualdade social • Crescimento do movimento operário • Movimentos republicanos começavam acrescer • Crise leva a renuncia do rei Afonso XIII • Profunda crise • Esquerda e direita começam a disputas o poder • Movimentos monarquistas • Alternâncias do poder • Frente popular ganha as eleições e conspirações surgiam dentro das forcas armadas • Republicanos (eleitos democraticamente) x nacionalistas (favoráveis ao golpe) • O nazifascismo europeu auxiliou os nacionalistas • O general franco tomou o poder iniciando a ditadura franquista GUERNICA • O pintor pablo Picasso era defensor da causa republicana e ao saber do bombardeio da cidade de Guernica pelos naxistas, Picasso tentou pintar com detalhes a chacina. ASSUNTO: SEGUNDA GUERRA MUNDIAL Segunda guerra mundial A ALEMANHA • Quebra do tratado de Versalhes e remilitarizacao e desenvolvimento industrial • A politica do apaziguamento europeu: franca e Inglaterra permitem o fortalecimento da Alemanha nazista para barrar o avanço soviético no leste europeu • Espaco vital de hitler. O objetivo era a anexação da Sibéria (carvão e ferro). Românica ao Cáucaso (petróleo), Ucrânia (trigo) e o reordenamento do mundo colonial JAPÃO • Busca por territórios e mercados • Disputava com eua e URSS a hegemonia no pacifico e na Ásia • Abandona as ligas da nação • Anseio popular pela guerra • Anexou manchuria chinesa, Tailândia, Hong Kong, nova guine, Java, timor e pequena ilhas A ITÁLIA • Ideologia • Industrialista e armamentarismo • Busca por mercados consumidores • Almejava um maior território em relação a sua população PACTO ANTI-KOMINTERN • Alemanha, Itália e Japão formam um pacto de combate ao comunismo internacional EXPANSIONISMO ALEMAO • Militarização da Renania • Anexação da Áustria “anschuss’’: principio da germanidade • Reivindicação dos sudetos tchecoslovaquia • Acordo de Munique permitem uma ultima anexação sob prometimento da paralização do expansionismo alemão • Hitler odiava a Polônia, lá havia uma grande concentração de judeus. A Polônia só começa a existir com a derrota da Alemanha na primeira guerra. A Polônia tem acesso ao mar cortando a Alemanha ao meio “corredor polonês”. Por fim, a Alemanha foi obrigada a ceder um porto para a Polônia. ESTOPIM DA GUERRA • Pacto de não agressão germano-sovietico e neutralização das fronteiras alemãs com o leste europeu: apesar de hitler odiar a URSS, ele odiava ainda mais a franca e a Inglaterra, pois foram esses países responsável pelo grande período de crise e fome da Alemanha • Permite aos soviéticos a anexação da Finlândia e leste da Polônia • Hitler reivindica o corredor polonês (território concedido a Polônia pelo tratado de Versalhes) • Recusa anglo-francesa • Invasão alemã a Polônia: a Polônia nao tinha nenhuma condição de conter o avanço, só haviam cavalaria • Hitler pretendia extinguir a população polaca. Pretendia matar a população adulta e mantar as crianças para Alemanha para serem criados como alemães • Inglaterra declara guerra à Alemanha levando a eclosão do conflito • Na capital polonesa, Hitler estabelece o famoso “gueto de Varsóvia” • fazer o extermínio de pessoas gastava munição, dinheiro e esforço físico, foi ai que começaram a criar campos de extermínio AUSCHWITZ • Maior campo de concentração de judeus URSS OCUPA O LESTE E A GUERRA NA FINLÂNDIA • Os finlandeses tinham um vasto conhecimento de seu território. A Finlândia é um pais branco, neva o ano todo A OFENSIVA ALEMÃ - O COMEÇO DA GUERRAA • 1940: O “Blitzkrieg” para o ocidente - a guerra relampago • Hitler queria que a Noruega se rendesse porque a Suécia fornecia carvão para a Alemanha. Havia um plano da Inglaterra de atacar a Suécia para interromper isso com a colaboração da Noruega • Conquistou a Dinamarca em um dia • Em 3 dias de ataque Noruega se rendeu • A Bélgica estava preparada para receber os exércitos • Holanda é atacada • Retirada de Dunquerque 335 mil ingleses retiram-se da França para a Inglaterra • Tomada de paris em junho A SITUAÇÃO FRANCESA • Franca de rende • Hitler explode uma estação de trem em que foi assinado o tratado de Versalhes • Hitler manda para os campos de concentração 50 mil judeus que viviam na franca A BATALHA DA INGLATERRA • Operação seolin : intenso bombardeio da força aérea alemã; centenas de bairros ingleses destruídos • conflito aéreo • Royal aiforce contra lutwaffe: após 80 dias de ataque, os alemães não conseguem a invasão Segunda guerra mundial II Consequências • Após 80 dias tentando invadir a Inglaterra e sua capital Londres, o exército nazista começa a sofrer com a falta de combustível • Eles precisam e qualquer forma de petróleo, mas o petróleo ficava no oriente medio, em uma região da união soviética onde fez pacto de não agressão EXPANSÃO DO EIXO • Iugoslávia se rende em 6 dias • Grécia se rende em 3 semanas • Hitler invade a África. África korps liderada por Erwin Rommel (a raposa do deserto) A AFRIKA KORPS “a raposa do deserto” • 2 divisões blindadas • 2 divisões motorizadas • 3 divisões de infantaria • Divisão de paraquedista A INVASÃO ALEMÃ A URSS - O GRANDE ERRO DE HITLER • operação barbaríssa: invasão alemã a URSS sem declaração de guerra; três milhões de soldados divididos em três frente: Leningrado, moscou, Stalingrado • URSS entra na guerra ao lado dos aliado • mediante a expansão Hitler manda as tropas descerem para moscou para resolver alguns problemas, isso foi o maior erro MOSCOU SE PREPARA • Convocaram 16 milhões de soldados • O exercito vermelho nao era objeto como se imaginava • População civil ajudou cavar linhas de defesa A ENTRADA DOS EUA NA GUERRA • Hitler percebeu que a Inglaterra estava resistindo pois estava recebendo apoio bélico dos estados unidos • Hitler faz uma ligação para o Japão e manda eles atacarem os EUA • Ataque japonês a pearl Harbor: ataque surpresa deixa 2403 americanos mortos • Os eua bombardeiam a costa japonesa O DIA D • Operação overlord • Pressionados por stalin, os aliados planejavam a abertura de mais uma frente de batalha visando um desembarque massivo das tropas aliadas da Normandia ao norte da franca • Stálin, churchill e roosevelt foram na conferencia de Teerã A Guerra fria CRISE DOS MÍSSEIS • Cuba, a poucos quilômetros dos Estados Unidos, aponta mísseis para Washington • Quando os americanos descobriram, keneddy começou a pensar em formas pacificas de contornar essa problemática, já que queria evitar uma terceiras guerra mundial • Como questão de defesa, americanos divulgam as fotos dos mísseis para o mundo, gerando pressão para a união soviética • Faz um bloqueio naval a ilha de cuba para se protejer • Fidel Castro vai a mídia puto da vida dizendo que nao iria permitir que seus navios fossem revistados • Keneddy disse que se ele nao deixasse uma terceira guerra iria acontecer • Uma terceira guerra foi evitada pelos bastidores. A URSS fez uma ligação ao keneddy dizendo que havia implantado mísseis a Washington porque havia mísseis estadunidenses apontados para a Turquia. Uma negociação foi feita, os mísseis seriam retirados se os Estados Unidos fizessem uma promessa de não agressão a cuba • Para a população keneddy foi um herói, já para os militares keneddy foi um covarde que abaixou a cabeça para os comunistas • Keneddy foi assassinado em transmissão nacional, acusaram os comunistas pela morte • o assassino era um fuzileiro naval americano que foi morto no mesmo dia • Lyndon jhonson vice de keneddy assume o poder com uma frase anti-comunista • Determinado a nao permitir nenhum governo comunista no mundo GUERRA DO VIETNÃ (1960-1975) • O Vietnã era uma colônia da franca a muito anos • Quando acabou a segunda guerra, pressões para que o Vietnã fizesse a sua independênciacomeçaram a ocorrer • A França não quis permitir • Um homem vietnamita declarou guerra à França e pela supresa ele ganha, mas o problema é que o homem era comunista. Os Estados Unidos jamais permitiram um país socialista • A conferencia de Genebra reconhece os Estados do Vietnã do sul e do norte divididos pelo paralelo, alem de Laos e caramboja. ESTOPIM DO CONFLITO • De acordo com a conferencia de Genebra, a divisão do pais seria provisória. Os dois Vietnã deveriam por meio de plebiscitos consultar a população • • Temeroso em relação ao comunismo, o governo sul-vietnamita cancela a consulta popular • Vietnã entra em guerra contra os Estados Unidos • O Vietnã era uma região muito complicada, cheia de mosquitos, os soldados tinham uma tática de guerra de criar túneis. AGENTE LARANJA • Arma química que fazia as árvores caíram as folhas, era extremamente tóxica que matava as pessoas entoxicados CONSEQUÊNCIAS • A guerra foi filmada, gerou uma enorme revolta pois a guerra era de um inimigo invisível • Imagens de crianças vietnamitas sofrendo geraram revoltas • Na década de 60 desperta guerras contra guerra e fúria de movimentos oprimidos (movimento negro, feminista, etc) O ESTADO TENTA TE CONVENCER.. • Wesley spresley faz fotos fardados com o objetivo de fazer um marketing para levar soldados para a guerra PANTERAS NEGRAS • Malcolm X era negro e comunista que foi contra o estado americano • Panteras negros: jovens negros organizados contra o racismo MARTIN LUTER KING • Pacifista • Queria acabar com a guerra sem violência GERAÇÃO BARRA PESADA E MOVIMENTOS HIPPIES • Movimentos como esses começaram a ocorrer • Drogaaassss 1968 NO MUNDO • FRANCA: movimentos estudantis contra o enxugamento dos investimentos educacionais. Revolta contra a proibição das habitações coletivas. Movimentos operários também ocorreram. (Rumos contrários) • BRASIL: passeada dos cem mil (RJ). Boicote ao desfile do sete de setembro PRIMAVERA DE PRAGA • Um comunismo alternativo na tchecoslovaquia • O líder tcheco Alexandre dubeck critica o socialismo soviético • Alinha a tchecoslovaquia ao seu tipo de socialismo • estudantes fazem protestos pedindo luz, foram friamente reprimidos JOGOS OLÍMPICOS (MÉXICO) • Gestões dos panteras negra com luvas pelos jogadores • Entraram descalços • Foram expulsos de jogar ASSASSINATO DE BOB KENNEDY • Homem que desejava melhorias étnicas ASSASSINATOS DE MARTING LUTHER KING • Gerou muitas revoltas • Fim da guerra fria PLANOS SALT • Proibição de testes nucleares superiores a 150 quilotons • Redução de bombardeiros GUERRA DO AFEGANISTÃO (1979-89) • Afeganistão era o maior fornecedor de petróleo a URSS • Começaram a perceber que eles eram muçulmanos crensores de Maomé e que estavam submetidos a um ateu (socialismo não tinha religião) • Começaram a perceber que aquilo era pecado • luta armada contra o governo • O governo Afeganistão pede ajuda a Rússia e os mesmos mandam soldados • Binladem: com toda sua forca financeira e vai ele mesmo até Afeganistão. Virou moda lutar ao lado de binlandem • Virou um ídolo árabe • Os Estados Unidos ficaram felizes com isso e começaram a financiar o conflito • Armas super potentes • Permanece o conflito ate 1988 PROJETO GUERRA NAS ESTRELAS • Política de intimidamento: o presidente norte americano ronald Reagan apresentou um projeto anti-misseis em satélites espaciais, demonstrando a superioridade bélica capitalista • Boicote aos jogos olímpicos de moscou • Invasão a ilha de granada CRISE DA UNIÃO SOVIÉTICA • Altos gastos com armamentos • Isolamento econômico • Burocratização do estado • Inflexibilidade administrativa • Palestroika: abertura economica reduz a quantidade de dinheiro gasto em defesa • Abertura politica - liberdade ao indivíduo e ao meio de comunicação • Resistências nacionalistas • acumulação de armas caríssimas que nao foram usadas • Setores tecnológicos tinham muito investimentos já outros setores viviam na miséria, nem camisinha poderia fabricar direito Independência das colônias Asiáticas e africanas INTRODUÇÃO • A África começou a fazer sua independência na década de 40 a 50, o auge foi a década de 60 • A África foi colonizada a muito tempo. Foram séculos de dominação intensa pela Europa • A África começou a pensar em sua independência pois os “donos” do mundo estavam enfraquecidos pela guerra fria. Ficaram 6 anos se matando. • A África aproveitou a crise para sua independência CARTA DE AUTODERTERMINACAO DOS POVOS • Para evitar novos conflitos, a onu foi acionada e reconheceu um documento onde qualquer povo do mundo poderia se autorreconhecer. • A carta da onu foi usada como argumento GUERRA FRIA E O APOIO NORTE AMERICANO E SOVIÉTICO • Tanto os Estados Unidos como a união soviética procuraram ajudar os países colonizados a obter suas independências a fim de atender seus próprios interesses • os Estados Unidos viam esses territórios como possíveis mercados consumidores • Já a união soviética via esses territórios como possíveis países que poderiam aderir ao socialismo PAN-AFRICANISMO (JOMO QUENIATA) • é uma ideologia que busca a unidade e solidariedade entre os povos africanos, promovendo a identidade, a cooperação e o desenvolvimento do continente africano. Ele surgiu em resposta ao colonialismo europeu na África, que dividiu arbitrariamente as terras e povos africanos, resultando em várias nações fragmentadas e exploradas. PAN-ARABISMO (GAMAL ABDEL NASSER) • O Pan-Arabismo é uma ideologia que busca a unificação política, cultural e econômica dos países árabes. CONFERENCIA DE BANDUNG (1955) • Conferência que ocorreu na Indonésia • reunião de países que queriam se tornar independentes • 29 novas nações da África e Ásia • Ajuda mútua entre nações afro-asiáticas • Combate ao racismo e neocolonialismo ÁFRICA PORTUGUESA • 1974: Revolução dos cravos (portugueses) - movimento militar que derrubou a ditadura salazarista e implantou a democracia • Fim da ditadura desarticula o império colonial ANGOLA (1975) • 1975: independência (tratado de alvor) • 1975 - 1992 : guerra civil MOÇAMBIQUE • 1875: independência (acordo de Lusaka) • Frelimo (socialista) x renamo (capitalista) • Guerra civil descarga o pais • Saída da mao de obra qualificada • Esgotamento da economia • Epidemias de fome e cólera • Missão onu Boss: brasil foi tentar pacificar A ÁFRICA DO SUL - A EXCESSÃO • 1910: união sul africana: ingleses + africânderes (descendentes de holandeses, alemães e franceses) • Leis segregacionistas (hegemonia dos brancos) • 1948 - oficialização do apartheid (separação) CONGRESSO NACIONAL AFRICANO • organização negra que liderou a resistência ao aparthaid • Líder: Nelson Mandela • Desobediência civil sem levantar armas • Massacre de scharpeville • Mandela é preso • Resto do mundo ficou chocada com tamanha barbaridade • 1980 campanhas internacionais condenam o aparthaid • Mandela é solto • Revocação de leis racistas • Mandela é eleito presidente ÁSIA E ÍNDIA • Ex colônia inglesa • Década de 20: Mahatma gandhi lidera mobilizações populares • desobediência civil - não violência e resistência passiva • 1947 Inglaterra concede independência • desgaste internacional + mercado Japão e china Na contemporaneidade JAPÃO • Os bombardeios atômicos sobre Hiroshima e Nagasaki levaram as autoridades japonesas a compreenderem que a guerra estava perdida. • A capitulação foi anunciada através do rádio, pelo imperador Hiroíto (muitos japoneses ouviram pela primeira vez sua voz) no dia 15 de agosto de 1945. TROPAS ESTADUNIDENSES OCUPAM O PAÍS • O comando supremo das forças aliadas, sob o comando do general Douglas MacArthur, passou a governar o Japão, que estavá arruina-do. Uma constituição democráticafoi promulgada em 1946. • A indústria militar japonesa e os grandes monopólios (zaibatsu) foram desmantelados. • Um tribunal militar julgou expoentes do antigo regime. Dois ex-primeiros ministros foram condenados à morte e foram exe-cutados. • O imperador Hiroíto renunciou a sua ascendência divina, perma- necendo apenas como um símbolo do Estado japonês. O país tornou-se uma monarquia parlamentar, o sistema educacional foi demo- cratizado, a nobreza foi abolida, o xintoísmo deixou de ser a religião do Estado, a legislação trabalhista foi modernizada e foi realizada uma reforma agrária ASCENSÃO ECONÔMICA DO JAPÃO • Na década de 1950, o Japão vivenciou um período de extraordinário crescimento econômico. As principais razões foram: • Mão de obra abundante e qualificada. • Cultura japonesa de valorização da disciplina e do trabalho. • Investimentos em pesquisas. • Apoio ativo do Estado. • Protecionismo severo relativamente aos produtos estrangeiros. • Apoio estadunidense, pois durante a Guerra Fria o Japão passou a ter uma grande importância estratégica para os Estados Unidos, devido a sua posição geográfica. • Estabilidade política, apesar da corrupção e do clientelismo levado a cabo pelo Partido Liberal- Democrata, dominante após 1955 • Pelo fato de o país importar grande parte do petró- leo que consome, os dois choques petrolíferos de 1973 e 1979 amorteceram muito o ritmo de crescimento da economia japonesa REVOLUÇÃO CHINESA • No começo de 1912, a China tornou-se uma República. À frente do movimento revolucionário estava o Partido Nacionalista (Kuomintang), fundado pelo médico Sun Yat- sen. 1. Queda Imperial: A dinastia Qing caiu em 1911, levando à criação da República da China. 2. Era dos Senhores da Guerra: A China entrou em instabilidade, com líderes regionais lutando pelo poder. 3. Unificação Nacionalista: Chiang Kai-shek liderou a unificação sob o Kuomintang, buscando eliminar senhores da guerra e influências estrangeiras. 4. Conflito com Comunistas: O Partido Comunista Chinês, liderado por Mao Zedong, cresceu em influência e rivalidade com os nacionalistas. 5, Longa Marcha: Comunistas iniciaram uma retirada épica em 1934 para escapar das forças nacionalistas. 6. Segunda Guerra Mundial: A China enfrentou ocupação japonesa, levando a uma trégua temporária entre comunistas e nacionalistas. 7. Vitória Comunista: Os comunistas venceram a guerra civil em 1949, estabelecendo a República Popular da China no continente. 8. Mudanças Comunistas: Mao Zedong implementou reformas sociais, econômicas e políticas radicais. HISTÓRIA C ASSUNTO: BRASIL COLONIAL Brasil: os primeiros anos PERÍODO PRÉ-COLONIAL • Os 30 primeiros anos foram de quase abandono. As terras descobertas não ofereciam riquezas - exceto o pau-brasil - e as Índias estavam por ser exploradas. EXPEDIÇÕES EXPLORADORAS 1. Expedições Exploradoras: Gaspar de Lemos (1501) e Gonçalo Coelho (1503). 2. Expedições Guarda-Costas: Cristóvão Jaques (1516 e 1526). 3. Expedição Colonizadora: Martim Afonso de Sousa (1530). PERÍODO COLONIAL • A decadência das Indias e a presença francesa levaram o governo português a colonizar o Brasil. ESTRATÉGIAS DE OCUPAÇÃO 1. CAPITANIAS HEREDITÁRIAS (1534): 15 lotes, 14 capitanias e 12 donatários. • Carta de doação e foral: documentos que continham os direitos e deveres dos donatários. • Os donatários tinham a posse das capitanias. • O sistema não funcionou em face da sua excessiva descentra-lização. Só Pernambuco e São Vicente prosperaram. 2. GOVERNO GERAL • Em 1548 é criado o Governo-Geral, com o objetivo de auxi liar as capitanias, centralizando a administração. 1 • O Governador era auxiliado pelo ouvidor-mor, provedor-mor e capitão-mor. • Em 1572, o Brasil é dividido em dois governos, com sedes em Salvador e Rio de Janeiro. • Entre 1580 e 1640 o Brasil ficou sob domínio Espanhol - União Ibérica. ECONOMIA COLONIAL • O Brasil era visto como uma colônia de exploração e as atividades econômicas foram desenvolvidas dentro desse contexto. • Pacto Colonial: conjunto de obrigações entre Metrópole e colônias (Metrópole tinha monopólio do comércio, navegação e extração de produtos naturais; colônias deveriam fornecer gêneros tropicais e matérias-primas e consumir manufaturas metropolitanas). • Pau-brasil: explorado com mão de obra indígena (escambo). Armazenado em feitorias antes de ser exportado. Não fixou o homem à terra. • Cana-de-açúcar: latifúndio, mão de obra escrava, mercado externo. Comércio do produto na Europa controlado pelos holan deses. Decadência devido à concorrência antilhana. • Algodão: importância econômica interna (roupas para escravos e pobres). Importância externa no fim do século XVIII, com a crise em outras regiões produtoras. • Tabaco: utilizado como produto de troca, na África, pelo escravo negro. • Pecuária: promoveu ocupação do interior do Nordeste e Sul do país. Atividade complementar à cana e à mineração. • Mineração: século XVIII. Ouro extraído por faiscação ou lavra. • Fiscalização da Coroa efetivada pelas intendências das Minas, pelas casas de fundição e pelas derramas. • O principal imposto cobrado era o Quinto. As áreas de mineração foram, principalmente, MG, GO e MT; no século XVIII descobriu-se também o diamante, cuja principal área de exploração era o Arraial de Tijucos. • Drogas do Sertão: guaraná, pimenta, ervas e cacau, extraídos da Amazônia. NEGROS • Chegada dos primeiros escravos com Martim Afonso de Sousa e posterior intensificação da escravidão na Colônia • Grupos negros trazidos ao Brasil: sudanês, sudanês islamizado e banto. • Tráfico de escravos: obtenção de negros na África, viagens nos navios negreiros, venda nos mercados. • Importância: acúmulo de capitais pela burguesia mercantil euro-peia; fornecimento de mão de obra para a Colônia. • Trabalho escravo: doméstico, lavoura, mineração e de ganho. • Resistência negra: de organização de quilombos a suicídio. SOCIEDADE • Sociedade açucareira: latifundiária, escravocrata e patriarcal. • Sociedade mineira: urbanização, novas categorias sociais atenuação do patriarcalismo, maior mobilidade social. Invasões no Brasil INVASÕES FRANCESAS • Razões: Contrabando; Fixação no território; Retaliação a Portugal. • Rio de Janeiro (1555 - 1567); chefiada por Nicolau Villegaignon; fundação da França Antártica; expulsão no governo de Mem de Sá. • Maranhão (1612 - 1615): chefiada por Daniel de La Touche; fundação da França Equinocial; expulsão pelos portugueses che-fiados por Alexandre Moura e Jerônimo de Albuquerque. • Rio de Janeiro (1710); chefiada por Jean François Duclerc. Foi derrotada e seu comandante assassinado. • Rio de Janeiro (1711); chefiada por Duguay-Trouin, veio ao Brasil com o objetivo de vingar a morte de Duclerc. INVASÕES HOLANDESAS • Resultante da proibição do comércio do açúcar, durante o domínio espanhol. • Bahia (1624-1625) - chefiada por Jacob Willekens, Pieter Heyn e Johan Van Dorth; ataque a Salvador, capital da Colônia; derrotada por forças luso-espanholas, comandadas por Dom Fradique de Toledo Osório. • Pernambuco (1630-1654) - com uma esquadra organizada pela Companhia das Índias Ocidentais, apossou-se de Olinda e Recife. • Resistência portuguesa - Arraial do Bom Jesus (Matias de Albuquerque); derrota luso espanhola e formação da Nova Holanda. • Governo de Nassau - prosperidade e paz social; incentivo às artes e as ciências • Acordo Definitivo: Paz de Haia: 1661. • Consequência da Expulsão: Concorrência com o - açúcar brasileiro. Crise da lavoura açucareira no Brasil. Expansão territorial CONTEXTO Além das atividades econômicas - gado, ouro, drogas do sertão, etc. -, outros fatores contribuíram decisivamente para a ocupação do nosso território. ENTRADAS • Expedições oficiais(séculos XVI e XVII); não ultrapassavam o Meridiano de Tordesilhas. BANDEIRAS expedições particulares (séculos XVII e XVIII); ultrapassavam o Meridiano de Tordesilhas; crescimento dos domínios portugueses, descoberta de riquezas e fundação de cidades no interior. • Sertanismo de contrato: bandeirantes a serviço do governo Combate a negros e índios. • Monções: expedições fluviais para abastecimento das regiões das minas. • 20 Missões ou reduções: instaladas por jesuítas, notadamente no Sul do Brasil (séc. XVII); foram destruídas pelos bandeirantes. TRATADO DE LIMITES • Os limites do território brasileiro foram revistos a partir de 1680 e, em 1750, com o Tratado de Madrid, o Brasil passou a ter praticamente a dimensão de hoje. A exceção mais importante foi o Acre, anexado em 1903. • 1493: Bula Inter Coetera • 1494: Tratado de Tordesilhas • 1680: Fundação da Colônia de Sacramento. Conflito de interesses com a Espanha. • Tratado de Lisboa (1681): soberania de Portugal na Colônia de Sacramento (acordo rompido posteriormente). • Tratado de Utrecht (1713 e 1715): rio Oiapoque como divisa entre Brasil e Guiana Francesa; confirmação da soberania portu-quesa na Colônia de Sacramento. • Tratado de Madrid (1750): soberania espanhola na Colônia de Sacramento; soberania portuguesa na Iihas de Cabo Verde região de "Sete Povos das Missões" e nas terras a oeste da Linha de Tordesilhas, exploradas pelos bandeirantes. • Princípio do "Uti Possidetis": Portugal garante a posse sobre as terras ocupadas ao longo dos séculos XVI e XVII. • Tratado de EI Pardo (1761): revogação do Tratado de Madrid. Manifestações contra a metrópole MOVIMENTOS NATIVISTAS • Revolta de Beckman (1684): No Maranhão, colonos portugueses e indígenas se rebelaram contra a Companhia de Comércio do Maranhão, que controlava o comércio na região. A revolta foi reprimida pelas autoridades coloniais. • Guerra dos Emboabas (1707-1709): Em Minas Gerais, ocorreu uma disputa entre paulistas (emboabas) e forasteiros (pessoas de outras regiões) por causa das minas de ouro. A guerra resultou em conflitos armados, mas foi eventualmente resolvida. • Revolta de Vila Rica (1720): Também em Minas Gerais, mineradores protestaram contra os impostos elevados cobrados pela coroa portuguesa sobre o ouro. A revolta foi sufocada pelas autoridades. • Revolta dos Mascates (1710-1711): Em Pernambuco, houve conflitos entre comerciantes locais (mascates) e proprietários de terras. Os comerciantes buscavam maior autonomia econômica, mas a revolta foi controlada. • Revolta de Filipe dos Santos (1720): Em Minas Gerais, mineradores liderados por Filipe dos Santos se rebelaram contra o domínio português e os impostos. A revolta foi esmagada pelas autoridades coloniais. MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 1. Inconfidência Mineira (1789): O movimento ocorreu em Minas Gerais e envolveu líderes locais descontentes com a exploração colonial e a alta carga de impostos. Eles planejavam uma revolta para proclamar a independência, mas a conspiração foi descoberta pelas autoridades e os líderes foram presos e condenados. 2. Conjuração Baiana (1798): Também conhecida como Revolta dos Alfaiates, ocorreu em Salvador, Bahia. Os participantes eram em grande parte negros, mulatos e artesãos, insatisfeitos com as desigualdades sociais. O movimento foi reprimido pelo governo colonial. 3. Revolução Pernambucana (1817): Em Recife, Pernambuco, ocorreu uma revolta liderada por membros da elite local e intelectuais. Eles buscavam maior autonomia política e econômica. A revolta foi suprimida pelas forças portuguesas. ASSUNTO: PERÍODO JOANINO Período joanino (1808-1821) CONTEXTO • Período Joanino refere-se ao período em que a família real portuguesa, liderada por Dom João VI, transferiu sua corte para o Brasil devido às ameaças das tropas napoleônicas em Portugal. • • O Bloqueio Continental, decretado por Napoleão, complica a situação do governo português de D. João. • Com o apoio inglês, o Príncipe Regente resolve se transferir para o Brasil • Napoleão decreta a ocupação de Portugal. Ocorre uma verdadeira fuga. Em 22/01/1808, a Família Real chega a Salvador. MEDIDAS E MODERNIZAÇÃO • Dom João VI implementou uma série de reformas e medidas modernizadoras no Brasil, incluindo a abertura de portos ao comércio estrangeiro, a criação de escolas, a Imprensa Régia e a fundação do Banco do Brasil. ELEVAÇÃO DO BRASIL • Em 1815, Dom João elevou o Brasil à categoria de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, reconhecendo a importância crescente da colônia em relação ao império português VOLTA A PORTUGAL • Com a derrota de Napoleão em 1815, a corte portuguesa voltou a Portugal em 1821. Dom João VI deixou seu filho Dom Pedro no Brasil como príncipe regente. A independência Primeiro reinado A INDEPENDÊNCIA POLITICA • O "Partido" português era a favor da recolonização do Brasil; o "Partido" brasileiro era a favor de medidas anticolonialistas; enquanto o* radical abietivava o estabelecimento uma República independente • Com a volta de Dom João, o Brasil ficou em situação dificil. A imprensa teve um papel importante no processo de emarcipação política. • A elite brasileira induz o Príncipe Regente a romper com as determinações das cortes. O processo de emancipação tambér atenderia aos interesses ingleses. PROCLAMAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA • Em 1822, Dom Pedro I proclamou a independência do Brasil, rompendo os laços coloniais com Portugal. Ele foi aclamado imperador em 12 de outubro do mesmo ano. RECONHECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA • Na Europa, os países da "Santa Aliança" nãO queriam reconhecer a Independência do Brasil. • Os Estados Unidos foram o primeiro país a reconhecer a Independência do Brasil, em 1824 (Doutrina Monroe). A Inglaterra reconheceu a Independência do Brasil, mas exigiu a ratificação dos Tratados de 1810. Constituição de 1824: foi outorgada; o Brasil estava dividido em províncias; a religião oficial era a católica; estabeleceu quatro poderes; Senado vitalício • Portugal reconheceu a Independência do Brasil mediante indenização. • A Inglaterra reconheceu a Independência do Brasil, mas exigiu a ratificação dos Tratados de 1810. CONSTITUIÇÃO DE 1824 • foi outorgada; o Brasil estava dividido em províncias; a religião oficial era a católica; estabeleceu quatro poderes; Senado vitalício. Sistema de monarquia constitucional hereditária que conferiu poderes consideráveis ao imperador TENSÕES POLÍTICAS E O ENFRAQUECIMENTO • O Primeiro Reinado foi marcado por tensões políticas entre as elites brasileiras e o imperador. Dom Pedro I interferia frequentemente no Legislativo e, em 1823, dissolveu a Assembleia Constituinte após desentendimentos. • Confederação do Equador: Em 1824, o Nordeste do Brasil viu a eclosão da Confederação do Equador, um movimento separatista que buscava maior autonomia regional. Foi reprimido pelo governo central. ABDICAÇÃO DE DOM PEDRO • As tensões políticas e a interferência na vida política de Portugal levaram a conflitos. Em 1831, Dom Pedro I abdicou do trono em favor de seu filho, Dom Pedro II, em meio a protestos populares. VOLTA DE DOM PEDRO A PORTUGAL • Após a abdicação, Dom Pedro I voltou a Portugal para tentar resolver as disputas dinásticas. No entanto, ele envolveu-se em conflitos políticos e morreu em 1834. O Primeiro Reinado foi marcado por turbulências políticas, interferências do imperador nas instituições democráticas e conflitos que culminaram na abdicação de Dom Pedro I. Esse período estabeleceu as bases para a construção da monarquia constitucional no Brasil, que seria mais consolidada durante o governo de seu filho, Dom Pedro II. ASSUNTO: PERÍODO REGENCIAL Período regencial CONTEXTO HISTÓRICO: O Período Regencialno Brasil ocorreu entre 1831 e 1840, após a abdicação de Dom Pedro I e antes da maioridade de seu filho, Dom Pedro II. Durante esse período, o país foi governado por regentes em nome do jovem imperador. REGÊNCIA TRINA PROVISÓRIA Regência Trina Provisória (1831): Após a abdicação de Dom Pedro I, uma Regência Trina Provisória assumiu o governo composta por José Joaquim da Rocha, Nicolau de Campos Vergueiro e Carneiro de Campos. Esse período foi marcado por tensões entre liberais e conservadores e pela preocupação com a manutenção da unidade do país. TRINA PERMANENTE A Regência Trina Permanente foi formada por José da Costa Carvalho, João Bráulio Muniz e José da Silva Lisboa. Tiveram que enfrentar revoltas, como a Cabanagem na região Norte e a Sabinada na Bahia. REGÊNCIA UNA DE FEIJÓ Diogo Antônio Feijó, nomeado regente único, tentou equilibrar as tensões políticas e sociais. Ele enfrentou a Revolta dos Malês na Bahia, liderada por escravos muçulmanos, e a Revolta Farroupilha no Sul. REGÊNCIA ARAUJO LIMA Padre Araújo Lima assumiu a regência após a renúncia de Feijó. Seu governo foi marcado por instabilidade política, com agravamento das revoltas no Sul e a Revolução Praieira em Pernambuco. REVOLTAS REGENCIAIS • revoltas regenciais foram uma série de conflitos ocorridos no Brasil durante o Período Regencial (1831-1840), marcado pela ausência de um monarca adulto no trono. 1. Cabanagem (1835-1840): Ocorreu na província do Grão-Pará (atual Pará) e foi liderada por grupos sociais marginalizados, incluindo cabanos (população pobre e mestiça). Eles se rebelaram contra o domínio das elites locais e a centralização do poder no Rio de Janeiro. A revolta foi marcada por intensos combates e teve impacto significativo na região. 2, Balaiada (1838-1841): Ocorreu no Maranhão • Líder: Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, conhecido, por razões de ofício, como "Balaio" • Comecou com a luta entre "Cabanos" (conservadores) e "bem-te-vis" (liberais). • O movimento extrapolou e tornou-se popular. • Luís Alves de Lima e Silva tomou Caxias, cidade em poder dos rebeldes, e iniciou a repressão. 3. SABINADA (1837): Ocorreu na Bahia Líder: Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira. Descontente, proclamou a República Baiense (1837). A repressão foi violenta. 4. FARROUPILHA (1835-1845): Rio Grande do Sul. Líderes: Bento Gonçalves da Silva, Antônio de Sousa Neto, Giuseppe Garibaldi e outros. Razões: altos impostos, descaso com a província e ideias republicanas. Os rebeldes proclamaram a República Piratini e a República Juliana. O fim da guerra só se deu em 1845, com um acordo do Governo Imperial com as elites do Rio Grande. MAIORIDADE • Defendida pelo liberal Antônio Carlos Ribeiro de Andrade, Secretário do Clube da Maioridade. Acordo das elites. Marquês de Paranaguá proclama a maioridade de D. Pedro II. ASSUNTO: BRASIL IMPERIAL Segundo reinado CONTEXTO • O Segundo Reinado foi um período da história do Brasil que durou de 1840 a 1889, durante o governo de Dom Pedro II. Este foi um período marcado por estabilidade política, desenvolvimento econômico e eventos que levaram à queda da monarquia. Aqui está um resumo desse período: ACESSO AO TRONO • Dom Pedro II assumiu o trono do Brasil em 1840 após a abdicação de seu pai, Dom Pedro I. Ele tinha apenas 14 anos na época e governou como imperador até 1889. ESTABILIDADE POLÍTICA E CENTRALIZAÇÃO DO PODER • O Segundo Reinado foi caracterizado por uma maior estabilidade política em comparação com o período regencial. Houve centralização do poder nas mãos do imperador, que tinha a capacidade de nomear e destituir ministros e controlar as instituições políticas. CONSOLIDAÇÃO NACIONAL • Durante o Segundo Reinado, houve esforços para consolidar a unidade e a identidade nacionais. Foi uma época de maior coesão territorial e cultural. DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO • Brasil experimentou crescimento econômico, impulsionado principalmente pela produção e exportação de café. A economia agrícola, baseada na mão de obra escrava, se expandiu consideravelmente. QUESTÃO RELIGIOSA • A Questão Religiosa foi um conflito entre o governo e a Igreja Católica sobre a nomeação de bispos. Foi resolvida com o Ato Adicional de 1834, que enfraqueceu o poder da igreja ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA • Durante o Segundo Reinado, cresceram os movimentos abolicionistas, que buscavam o fim da escravidão no Brasil. A Lei Áurea, que aboliu a escravidão no país, foi assinada em 1888. 1. Revolta Praieira (1848-1850): Uma revolta ocorreu em Pernambuco, liderada por grupos republicanos e liberais insatisfeitos com o poder imperial. A revolta foi esmagada pelas forças do governo. 2. Guerra do Paraguai (1864-1870): O Brasil, juntamente com Argentina e Uruguai, enfrentou o Paraguai em uma guerra que resultou em perdas humanas e econômicas significativas para todos os lados envolvidos. A crise do império Proclamação da republica • A proclamação da república não teve participação populacional, não teve conflitos e mortos. O único ferido foi um ministro que levou um tiro na bunda • A república foi proclamada em uma madrugada • O próprio imperador não estava no RJ • A republica teve um fim melancólico A CRISE DA MONARQUIA BRASILEIRA como pode ninguém ter defendido um homem que governou por 49 anos? 1. Base de sustentação do império — segurança externa: exercito — segurança interna: guarda nacional — economia: café do vale — propaganda do império: igreja católica 2. A crise se deu por perda de apoio das bases de sustentação — Crise militar (70): atritos exercito x império após o fim da guerra do Paraguai. O exercito pós guerra não ganhou reconhecimento, o que gerou um ressentimento. O exercito começa a conspirar e posteriormente derruba o império — Crise religiosa: desgaste na relação entre igreja e monarquia. A igreja católica era religião oficial do estado, somente católico poderiam exercer sua fé em espaços públicos e tinham vantagens como direito ao voto • O custo que a igreja católica teve para ser a religião oficial foi a PADROADO E O BENEPLÁCITO Padroado: dava ao imperador poder de nomear padres e bispos. Foram escolhidos fies ao imperador Beneplácito: dava poder ao imperador de vetar decisões do papa • causa imediata da crise: prisão dos bispos, fazendo a igreja se afastar do império — Crise econômica Cafeicultores abandonam a monarquia: abolição da escravatura em 1888. Os cafeicultores eram escravocatas com modo de produção plantation ASSUNTO: BRASIL REPÚBLICA República da espada 1889-1894 A republica foi proclamada por um golpe militar, liderada por Teodoro da Fonseca. Não teve apoio social e nem revoltas BASE DE SUSTENTAÇÃO DA REPÚBLICA 1. Exército/militares: protagonista da republica, apoiam pelo ressentimento que tinham pelo império 2. Cafeicultores de SP: interesse do federalismo (autonomia, capacidade de se conduzir) 3. Classe média urbana/intelectuais: republica + modernidade = industria (inspirado nos Estados Unidos) GOVERNO PROVISÓRIO (1889-1891) • Para ser um governo definitivo era preciso ter uma constituição própria • Deodoro da Fonseca foi o líder do governo provisório, começou a dar regra aos jogos —> período instável, a republica nasceu muito fraca, sem projetos e apoiada somente pelos militares POLÍTICA ECONÔMICA DE RUY BARBOSA • dele parte o primeiro projeto republicano • Projeto de industrialização • Modelo inspirado nos Estado Unidos • O capital foi pela emissão de moedas e aberturas de capitais • A emissão de moedas gerou a inflação • A abertura de capitais gerou especulação, venda de acoes de muitas pessoas ao mesmo tempo • Rui barbosa pede demissão CRISE DIPLOMÁTICA • Questões das missões envolvendo brasil x argentina • Os argentinos queriam o oeste de sc e sudoestedo Paraná, pois esses territórios foram limitados por um geografo que definiu a fronteira CONSTITUIÇÃO DE 1891 • Segunda Constituição do Brasil e primeira da republica • Influência americana • Brasil se torna um pais federativo • Presidencialismo forte • No geral, a constituição diz tudo ao contrario da constituição • Monarquia era unitária, na republica ficou federativa • O estado ficou laico, sem nenhuma religião oficial • Voto universal no quesito capital • Analfabetos eram impedidos de votar, o que diminui o número de votantes PRIMEIRO GOVERNO CONSTITUCIONAL 1. Deodoro da Fonseca (1891-1891); teve desentendimento com o congresso 2. Deodoro fecha o congresso, o que não era permitido = GOLPE REVOLTA DA ARMADA • Marinha x Deodoro • Na marinha havia os últimos núcleos da monarquia • A marinha ameaçou a bombardear o Rj caso não abrisse o congresso • Deodoro da Fonseca renúncia FLORIANO PEIXOTO • Vice do Deodoro da Fonseca • Faz um golpe, pois não faz novas eleições • Autoritário • Os seguidores de Floriano eram chamados de Jacobinos REVOLTA DA ARMADA II • Marinha bombardeia o RJ • Contra a decisão de Floriano Peixoto REVOLUÇÃO FEDERALISTA • RS —> SC —> PR • O conflito originou-se da crise política gerada pelos Federalistas, grupo opositor ao governo de Júlio de Castilhos, então presidente do Rio Grande do Sul, que buscava conquistar maior autonomia e descentralizar o poder da recém-instalada República • Havia divergência entre dois grupos opostos 1. Liderado por Júlio castilhos (presidente do Rio Grande do Sul), aliado ao Floriano Peixoto que defendia um governo forte e poder centralizado. PICA-PAUS (cor do uniforme usado pelos grupo era a mesma do pássaro da região) 2. E o outro liderado por Gaspar silveira Martins que defendia a descentralização do poder e o parlamentarismo, ou seja, poder limitado ao presidente. MARAGATOS (termos usados pelos republicanos) República do café IMPORTÂNCIA DA REPUBLICA DO CAFÉ • A republica do café foi o mais longo período de dominação de um grupo politico • desde o império o agronegócio comanda as relações brasileiras • Esse grupo foi chamado de oligarquia brasileira OLIGARQUIA BRASILEIRA • Oligarquia é o governo de poucas pessoas cujo o propósito é atender os seus próprios interesses • Sergio Buarque de Holanda traduz em seu livro que o brasileiro é um homem Cordial, ou seja, o homem governa com seu coração (próprios interesses) • No livro os "donos do poder, é adotado um conceito de patrimonialismo, ou seja, aqueles que detém o poder enxergam as coisas publicas como parte do seu patrimônio PRUDENTE DE MORAIS • Primeiro presidente civil. Era cafeicultor • Ficou conhecido como “pacificador”. O efeito que se esperava era atingir a estabilidade • Prudente pacifica a revolução federalista (insatisfação dos setores do Rio Grande do Sul com a descentralização) e a questão das missões • A revolução federalista ficou conhecida como revolta da degola. Uma pratica comum era cortar pescoços. Floriano Peixoto liderou essa opressão violenta • A questão das missoes foi uma questão diplomática entre argentina e o brasil. Prudente propôs a argentina a solução de escolher um terceiro pais como juíz das decisões, o pais escolhido foi os EUA • A argentina reclamava que houve um erro na demarcação de fronteiras após o tratado de Madri • O Brasil levou o Consul Barão do Rio Branco para defender os nossos interesses. O barão era obcecado por mapas e entendia muito do assunto. O próprio governo argentino aceitou os argumentos porque eram irrefutáveis • Prudente de morais escolhe barão do Rio Branco como ministro O GRANDE DESAFIO DE PRUDENTE NA PACIFICAÇÃO • As revoltas sociais voltaram a ocorrer • GUERRA DOS CANUDOS: revolta social da população pobre e rural no sertão da Bahia. O principal motivo do conflito foi a miséria. Essa população nao tinha acesso aos bens de consumo, eram miseráveis • A população nao tinha terra para plantar e o emprego era escasso. O gado era feito de maneira extensiva • A característica que desenvolveu essa população miserável foi a forte presença da religiosidade. Acreditavam que deus iria voltar e salvar a população (milenarismo: pregações de fim do mundo). Messiânico (espera da vinda de um messias) • Líder: Antonio conselheiro (monarquista), era um cidadão comum, mas que aprendeu a ler, escrever e falar bem • O conflito começou a ameaçar os agricultores • Os fazendeiros pediu ajuda a salvador e Rio de Janeiro para reprimir o movimento • Esse episódio ficou muito conhecido devido a obra guerra dos sertões que retratou a guerra do canudos CAMPOS SALES (1898-1902) • Saneou a economia e tentou controlar a inflação. • Campos Sales foi extremamente impopular • Questão do Amapá: brasil x franca, também pediu ajuda a outros países, o pais escolhido foi a Suíça. O brasil venceu essa questão diplomática • Política do café com leite: sp apoiaria minas e minas apiária sp na sucessão presidencial O QUE FALTAVA PARA ESTABELECER A ESTABILIDADE? • Faltava garantir o futuro • Como fazer eleições e ao mesmo tempo manter os cafeicultores no poder? • Campos Sales cria a politica dos governadores. Presidente —> governadores —> chefes locais —> eleitores (empregados dos chefes) • O voto nao era secreto, logo os chefes locais obrigavam os trabalhadores a votar nos seus interesses • Essa configuração durou 36 anos República do café II RODRIGUES ALVES (1902-1906) • Usufrui do período de estabilidade • Auge da republica do café • Reurbanização e saneamento do RJ: antes disso a condição no Rio de Janeiro era extremamente precária. A ultima vez que obras haviam sido realizadas foi a 100 anos atrás com a vinda da familia real • O inchaço do Rio de Janeiro decorreu da escravidão (século XIX foi o auge da entrada de escravos). Com a abolição da escravatura, mesmo livre os negros não tinham oportunidades de trabalho e condições de vida, migraram para os morros e para o centro velho • O cheiro no centro era insuportável • Pensando nisso tudo, rodrigues Alves contrata um engenheiro (Pereira Passos) e um medico (Osvaldo Cruz, especialista em doenças tropicais) • Pereira passou orientou que a única solução era derrubar tudo, destruir os cortiços e começar do zero, pois a situação era muito precária • Foi ai que começou o processo de expulsão das pessoas mais pobres, que foram obrigadas a ir para os morros/favelas (GENTRIFICACAO) • Osvaldo cruz precisava lidar com as três doenças que mais matavam: febre amarela, peste bubônica e varíola OSVALDO CRUZ E A REVOLTA DA VACINA • Obrigatoriedade da imunização contra a varíola • Foi uma medida radical que acabou “assustando” a população, isso gerou movimentos antivacinas • A vacina se dava por meio de uma lança, era muito invasivo, feito na coxa (invasão da intimidade da mulher) • Boatos de que a vacina era um planejamento do governo para matar a população mais pobre e fazer uma limpa populacional QUESTÃO DO ACRE • Questão diplomática • Envolve Brasil x Bolívia • por trás da disputa havia um ciclo econômico extremante lucrativo, O CICLO DA BORRACHA • Foi um surto produtivo que durou pouco tempo • Decorrente da revolução industrial fordista, os países internacionais precisavam de matéria prima, principalmente a borracha • TRATATO DE PETRÓPOLIS: pela primeira vez nao tem intermediação internacional, Brasil compra o acre da Bolívia e também oferece a construção de uma estrada de ferro (Brasil nunca pagou o que prometeu) PRIMEIRA CRISE DO CAFÉ • Crise decorrente da superprodução. Produzia mais café do que a população mundial conseguiria consumir. Solução: governo compra o café e estoca para começar aumentar os preços AFONSO PENA (1906-1909) • Primeiro presidente mineiro • Não aconteceumuitos fatos relevante • Morreu no exercício do cargo, morreu 10 meses faltando para acabar o seu mandato NILO PEÇANHA (1909-1910) • vice presidente do Afonso pena que governou por pouquíssimo tempo • Único presidente negro. As fotos esbranquiçavam ele • Cria o SPI (serviço de proteção ao índio): se deu após o escândalo de massacre de índios em Santa Catarina República do café III 1. ELEIÇÃO DE 1910 • Primeira campanha polarizada • Campanha civilista: RUI BARBOSA (BA) • Campanha militar: HERMES DA FONSECA (RS) • SP e minas não surgiram nessa eleição pois a política do café com leite não funcionou. SP apoia RUI e minas apoia HERMES • Quebra da polarização da politica do café • Hermes da Fonseca ganha pois o seu refém prometeu estabelecer o voto secreto (coronéis os grandes atingidos foram contra isso e fizeram apoio a Hermes) GOVERNO HERMES DA FONSECA • Governo agitado • Sem apoio ninguém governa —> REVOLTA DA CHIBATA: revolta social no RJ entre marinheiros, foram contra as punições físicas e as condições na qual viviam —> LÍDER DO MOVIMENTO: Joao Cândido (o almirante negro). Prometeu bombardear Rio de Janeiro. A revolta deu certo, a retirada da chibata foram retiradas, no entanto, os lideres foram presos. —> POLITICAS DAS SALVAÇÕES: intervenções federais (ações previstas na constituição onde o poder federal pode assumir o controle da parte da gestão dos estados). Hermes da Fonseca alegou a corrupção de alguns estados do nordeste • Os governantes afetados do nordeste foram os coronéis —> REVOLTA DA SEDIÇÃO DE JUAZEIRO: revolta contra essa intervenção. Padre era líder e venceu Hermes —> INÍCIO DA GUERRA DO CONTESTADO: Movimento messiânico, principal modelo canudos, ocorreu entre Paraná e Santa Catarina Tinha em canudos mas nao tinha no contestado: seca Tinha no contestado mas nao em canudos: empresas estrangeiras e imigrantes GOVERNO VENCESLAU BRAz: 1914-1918 • Governo mineiro • Coincide com a primeira guerra mundial • Brasil participa da guerra como apoiador logistico. Sem um envolvimento direto • Surto industrial: investimento em tecidos e alimentos processados • Crescimento do movimento operário • Anarquismo e graves • Gripe espanhola * República do café IV A crise da republica do café CRISE DA OLIGARQUIA CAFEEIRA • Quem preenchia a esfera politica era os cafeicultores de SP e MG pela politica do café com leite • A crise se deu após a primeira guerra mundial, na década de 20 • A esfera se rompe na revolução de 30 com a constituição de um novo modelo • A crise de inicia com os próprios cafeicultores • A parceria entre Minas Gerais e São Paulo se quebrou devido a brigas de natureza economica MOTIVOS DA CRISE • Devido a primeira guerra, os países pararam de comprar café e isso acabou sobrando estoque • Para os paulistas os mineiros eram culpados e vice versa • Os aliados dos cafeicultores eram os coronéis, eles faziam parte da construção da hegemonia do poder • Outros estados queriam parar de ser apenas coadjuvante na política (RJ e Rio Grande do Sul) • Novos grupos surgem com a primeira guerra: indústrias devido ao surto industrial • Os industriais queriam investimentos e fazer parte da agenda • Outro grupo que ascende devido a guerra foi a classe media civil (comerciantes, advogados, funcionários públicos.. e militar • A classe media via a economia cafeeira como um atraso ao desenvolvimento do pais • A classe media pretendia modernizar • O primeiro herói da classe media foi ruy barbosa • Os operários também foram personagens importantes da tensão, eram os mais radicais, queriam fazer uma revolução econômica, acabando com a propriedade privada. • Com tanta pressão, uma hora a quebra acontece ELEIÇÕES DE 1918 E A CRISE SUCESSÓRIA • O presidente paulista rodrigo Alves morre e quem assume era o seu vice que marca novas eleições • Era vez de quem tomar o poder? Sp queria indicar outro nome, mas os mineiros nao concordavam. Isso gerou uma crise sucessória • Primeira vez que ocorre uma tensão entre esses grupos • Rui barbosa se candidatou ao lado da população urbana • Epitáfio pessoa se candidatou: sp e minas concordaram pq era menos pior que o rui GOVERNO DE EPITÁCIO PESSOA (1919-1922) • Paraibano • Ganhou as eleições sem nem estar no brasil • Rui barbosa morre e nunca mais se candidata • 1922: semana da arte moderna —> esse movimento cultural ajudou na crise do café devido ao seu discurso de rompimento de padrões antigos. Defendiam acabar com o mesmíssimo • Os artistas da semana da arte moderna eram a classe media, eles queriam defender seus interesses • Marco de 1922 — Fundação do PCB: operários influenciado pelo anarquismo e pela revolução russa. Queriam tomar o poder — Chapa de oposição republicana; pequenas oligarquias desafiam sp e minas TENENTISMO • Levante dos 18 do forte: rebelião armada ARTHUR BERNARDES (1922-1926) • Outra revolta ocorre • O maior movimento tenentistas ocorre: • COLUNA PRESTES ASSUNTO: ERA VARGAS A revolução de 30 GOVERNO DE WASHIGTON LUÍS (SP) • ultimo governador da republica do café • “Governar é abrir estrada’’ • Buscava uma aproximação com o povo PRECEDENTES E FRAGILIDADES • Tensão econômica entre São Paulo e minas • Tenentismo -> coluna prestes -> herói urbano que torcia contra o governo -> foram para um exílio, nunca foram derrotados • Classes de operários -> CGT -> BOC (bloco operário camponês, ideias comunistas foram para o campo) • Surgimento de um partido democrático (SP): Cafeicultores + industriais CRISE DE 1929 • A crise agrava a crise do cafe • Restrição do consumo • No ano da crise o brasil produziu o dobro do cafe do que produzia antes. Produziu mais do que a população conseguia consumir • Muitos cafeicultores se suicidam ELEIÇÃO DE 30 E A SUCESSÃO PRESIDENCIAL • Weshion Luís indica outro paulista • Julio prestes é indicado • Minas nao aceita e rompe com sp • MG rompe com SP E FORMA COM MS e a PB uma chapa de oposição —> aliança liberal • A alianca liberal indica Getúlio Vargas como opositor de Júlio prestes • Julio prestes ganha a eleição e fica debochando dos opositores A REVOLUÇÃO • Assassinato de João Pessoa foi estopim para a revolução • Getulio Vargas assume no RJ (chefe da revolução) Governo provisório de Vargas COMO VARGAS CHEGOU AO PODER? • Ele tomou o poder, possuindo maiores poderes em suas mãos • A revolução de 30 foi um golpe militar liderada por um civil, os tenentes foram os responsáveis • O Júlio prestes nao era mais líder, permitiu ao Getúlio esse papel de líder MEDIDAS E ATITUDES DO NOVO GOVERNO 1. Anualmente da constituição 2. Fechamento do congresso 3. Demite os governadores com excessão ao governador de minas, já que firmou uma liderança Em nenhum momento da historia do brasil ocorreu tanta mudança, isso pode-se chegar mais perto de uma revolução FORMAÇÃO DO GOVERNO • A revolução de 30 tinha muito apoio populacional, já que ninguém aguentava mais as oligarquias • Paulistas e comunistas eram os únicos rivais de Getúlio • “Façamos a revolução antes que o povo a faca” (referenciando os comunistas) • Para Getúlio foi bem difícil formar um novo governo, isso porque era complicado reunir todos os apoiadores (as forcas eram heterogêneas, o que impossibilitava atender às demandas de todos) • Getúlio foi um politico muito hábil em garantir essa estabilidade ESTADO DE COMPROMISSO: • Nome que se da ao governo da era Vargas • 1. Oligarquias: garantir as estruturas mantidas (nao houve uma revolução agrária por exemplo, o latifúndio continuou a ocorrer) • 2. Tenentes: divide os tenentes e nomeiam eles como governadores dos estados, perdendo a forca que eles tinham unidos • 3. Indústrias: concessões, os industriais foram os mais beneficiados • 4. Operários: concessões,regula as relações de trabalho para conseguir industrializar o Brasil, para o brasil crescer, era necessário que ceder poder de compra as camadas populares • Governo de coalisão: governar de acordo com interesses secundários modernização conservadora PRINCIPAL OBSTÁCULO • As oligárquicas paulistas MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 32 • Tentativa da oligarquia paulista de voltar ao poder • O movimento foi uma guerra civil que durou aproximadamente 3 meses • São Paulo perde • Para diminuir a tensão com os paulistas, Getúlio atende a convocação de uma constituinte CONSTITUIÇÃO DE 34 (WEIMAR) • Terceira constituição • Inspirado na constituição alemã • Constituição social democrata: mantem os princípios liberais mas ao mesmo tempo mantem os interesses dos trabalhadores • Concede direitos trabalhistas aos trabalhadores urbanos • Direito ao voto feminino • a constituinte concedia o direito de escolher o primeiro presidente Governo constitucionalista de Vargas (1934-1927) RADICALIZAÇÃO IDEOLÓGICA • origem da radicalização: comunismo x fascismo na Europa • Surge a AIB (ação integralista brasileira) em 1932. O QUE CARACTERIZOU A AIB? • Fundada em 1932 pelo plinio salgado • Lema “Deus, pátria e familia” • Era contra o comunismo e contra o estado liberal • Defendia o nacionalismo e a intervenção do estado • Militarismo • Defendia a existência de um só partido e de um chefe: estado forte • Era tradicionalista, religioso e moralismo • Teve integralistas negro, nao havia a ideia de povos superiores igual na Alemanha • Corporativismo: união das classes, todos tem uma função, mas somente um líder, todos colaboram para um fim = estado • Anticomunista: extremamente contra a luta de classes • Antissemitismo SÍMBOLOS DO FASCISMO • Gesto com braço erguido: origem no império romano • Grito: ANAUÊ (companheiro) • Uniforme: camisas verde ALIANCA NACIONAL LIBERTADORA (ANL) • Contra os comunistas • Líder: Luís Carlos prestes • Conta a ameaça do fascismo • Formação de um governo popular • Condenação do latifúndio e apelo a reforma agrária • Nacionalização de empresas estrangeiras e critica a ação imperialista • Suspensão do pagamento da divida externa • Convocação de uma constituinte GETÚLIO VARGAS E A RADICALIZAÇÃO IDEOLÓGICA • Aproveita o movimento de tensão e faz uma artimanha politica para se manter no poder • Getulio elogia a AIB • Getulio manda fechar a ANL • Censura os jornais • Getulio pretendia buscar um motivo para o golpe, gerando um momento de instabilidade & símbolo INTENTONA COMUNISTA • Tentativa de tirar o Getúlio do poder VARGAS E O GOLPE • Getúlio aproveitou da situação e realizou uma caca aos comunistas, procurando desbaratar o movimento • Getulio é apoiado pelos governadores (antigos tenentes) e exercito: Goes Monteiro e Eurico Dutra • Declara estado de guerra • Prestes e sua esposa, Olga benário, foram presos (Olga era alemã, judia e comunista) • fecha o congresso e outorgar (impõe) uma nova constituição. A constituição de 37 (A POLACA) A ameaça comunista foi em 1935, mas Vargas só deu o golpe em 1937. Porque demorou dois anos? • CAUSA IMEDIATA DO GOLPE: intentona comunista • FALSO PLANO COMUNISTA: Plano cohen • PRECISAVA DE: bases de apoio • Demorou 2 anos para construir essa base de sustentação para apoiá-lo a aplicado ao golpe O estado novo (1937-1945) O QUE CARACTERIZOU O ESTADO NOVO? • foi uma ditadura, ou seja, havia uma hipertrofia do executivo. Concentração do poder na mão de uma pessoa • O poder executivo era exercido por um líder e tinha como base de sustentação as forcas armadas • Centralização do estado: fim da autonomia • Retorno da figura do interventor dos estados, nomeado pelo presidente. Os estado perderam a autonomia, sendo-lhes, negado o direito a hinos e bandeiras próprias (Getúlio manda queimar as bandeiras dos estados • Extinção dos partidos MECANISMOS DE AÇÃO E CONTROLE • Censura: Vargas cercou-se de instrumentos de controle e repressão especialmente o DIP (departamento de imprensa e propaganda, que tinha como tarefa controlar toda a imprensa e determinar o que podia ou nao ser publicado) • Repressão: a repressão ideológica era feito pela policia politica, chefiada por felinto Müller, prática extrema de violência, torturando e assasinando indivíduos considerados nocivos a ordem • Restabelecimento da pena de morte REALIZAÇÕES • foi durante o estado novo que o brasil deu os primeiros sinais da industrialização • Autonomia na produção de ferro: Getúlio passou a intervir fortemente na atividade industrial, criando condições para o empresario, com incentivos fiscais e achatamento salarial. Investiu diretamente na consolidação da indústria de base, com a criação da SIDERÚRGICA NACIONAL (CSN) • Criação da CLT CRISE DO ESTADO NOVO- O QUE CONTRIBUIU? • Apos de 15 anos do poder, Getúlio fortaleceu muito o seu poder. Criou mecanismos incríveis para a consolidação de poder. Mas o que explica a sua queda? • A entrada do brasil na segunda guerra mundial provoca a crise. O brasil tinha características fascistas, mas mesmo assim entrou na guerra ao lado dos Estados Unidos, contra aos regimes totalitários • Rompe ações diplomáticas e logo depois declara a guerra • Submarinos alemães afundam submarinos brasileiros • Brasil luta na Itália em 1944 O populismo (1945-1964) FIM DO ESTADO NOVO - 1945 • A segunda guerra foi a percursora da queda do Getúlio Vargas • A entrada do brasil na guerra foi fruto da pressão dos Estados Unidos. O afundamento de navios brasileiros gerou uma comoção nos brasileiros que forçou Getúlio a tomar uma posição. Lutou ao lado dos Estados Unidos • Essa ação foi incongruente, pois, o governo de Vargas era autoritária, com traços fascistas, mais parecido com o nazismo, mas mesmo com isso nao lutou ao lado da Alemanha • Devido a pressão, Vargas renuncia do poder para salvar seus direitos políticos REDEMOCRATIZAÇÃO • Do fim do estado novo ao início do populismo houve uma redemocratização QUEM REDEMOCRATIZA O BRASIL? • Foi o próprio Getúlio Vargas • Anistia dos presos políticos - Júlio prestes • Permitiu a volta dos partidos • Surge partidos importantes: 1. PSD: Varguista (ricos Varguista) 2. PTB: Varguista (pobres Varguista) 3. UDN: Antivarguista 4. PCB: Partido comunista ÚLTIMA TENTATIVA DE VARGAS NO PODER • Queremismo: movimento popular que envolveu PTB e PCB que vai propor uma constituinte com Getúlio • “Queremos constituinte com Getúlio” • Getulio queria que primeiro fizessem uma constituinte para que depois convocassem novas eleições. Pretendia fortalecer a democracia para focar em cada eleição de cada vez (era estratégia de se manter por mais tempo no poder) • Nao deu certo, pois o exercito não apoiou a alianca com os comunistas. Sem o apoio do exército Getúlio jamais conseguiria governar • Dutra era um general do exército que nao aceitou a aliança. Vargas esperto do jeito que é sugeriu que Dutra se candidate as eleições com ele • Dutra se elege a presidente com o apoio de Vargas. • Getulio se elege senador da república e garante seus direitos políticos. Congresso pro-Getúlio O QUE FOI O POPULISMO? • Aquele governo que inclui as massas urbanas na sua equação de poder • O QUE ORIGINOU ESSE FENÔMENO? • Reformas na estrutura agrária, industrialização, emergencia das populações urbanas e organização das reivindicações operarias sao alguns exemplos dessas mudanças que originaram esse fenômeno GOVERNO DE DUTRA • Conservador • Pro Estados Unidos • Continuidade no processo de industrialização = plano salte (saude alimentação transporte e energia) • Fecha o partido comunista (PSB): estava em clima de guerra fria, nao era possível manter um meio tempo • Governo apagado, sem carisma ELEIÇÕES DE 50 • Vargas ganhasem esforço nenhum COMO FOI O RETORNO DE VARGAS NO PODER? • O quadro da sucessão presidencial, em 1950, foi muito favorável a Getúlio. O maior partido do país, o PSD, lançou a candidatura de Cristiano Machado e, diante disso, dividiu-se. A UDN apostou mais uma vez em Eduardo Gomes. João Mangabeira concorria pelo pequeno PSB, com poucas chances. A Getúlio restava abrigar sua candidatura no PTB. Buscando um arranjo político mais sólido, o político gaúcho costurou uma aliança em São Paulo, com Adhemar de Barros e o seu PSP. Em troca desse apoio – lembrem que em São Paulo Getúlio nunca teve grande aceitação em face dos acontecimentos OBS: A UDN tentou invalidar a vitória getulista, alegando que o Presidente não havia obtido metade mais um dos votos. Como essa exigência não esta- va contemplada na legislação eleitoral da época, Vargas garantiu a sua posse. CARACTERÍSTICAS DO GOVERNO VARGAS • Caráter populista e nacionalista: um exemplo disso foi a campanha “o petróleo é nosso’’ • • a expansão da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda; • a organização da Vale do Rio Doce; • a criação da Eletrobras; • a criação do Serviço Social Rural e o Seguro Agrícola; • a criação do BNDE – Banco Nacional de Desenvolvi- mento Econômico • A politica de aproximação das massas contou com a participação de João Goulart, a quem fez o ministro do trabalho, e nessa condição propôs um aumento de 100% no salário mínimo • Getulio também atendeu a pressão dos grupos nacionalistas ao criticar a remessa de lucro das multinacionais • Essa politica nao agradou muito os multinacionais, latifundiários e empresários, que ficaram ressentidos como reajuste salarial dos trabalhadores • Essa reação provocou uma crise no governo de Getúlio O populismo II ELEMENTOS DA CRISE DO GOVERNO VARGAS • política de Vargas gerou reações nos grupos mais conservadores do país. Suspeitava-se que o presidente pretendia instalar uma República Sindicalista no país, nos moldes do Movimento Justicialista do então presidente argentino, Juan Domingo Perón. Os latifundiários não gostavam nada das promessas feitas por Getúlio. • Os militares - influenciado pelo discurso anticomunista dos EUA - desconfiavam de uma bolchevizadas do pais • O PCB tambem fazia oposição ao presidente. E, por fim, a dificuldade de Vargas em controlar o processo inflacionário iniciado no fim do go- verno Dutra, além das constantes acusações levantadas pela imprensa de corrupção no seu governo, minavam o apoio da classe média. • Houve também o “Manifesto dos Coronéis” documentos que trazia fortes criticas a politica salarial do governo, Getúlio se obrigou a demitir seu ministro do trabalho, Joao Goulart. • Getulio perdeu apoio da imprensa. Somente o jornal A ultima hora defendia as virtudes do governo • Capitaneado pela UDN e seu porta-voz, o jornalista Carlos Lacerda, o cerco da oposição vai se fechando contra o Presidente. COMO TERMINOU O GOVERNO DE VARGOS • Na madrugada de 5 de agosto de 1954, Carlos Lacerda – que era diretor do jornal A Tribuna da Imprensa – houve um atentado que acabou ferindo Carlos Lacerda e matando o major. • Os jornais começaram a estampar em suas manchetes acusando Getúlio pelo crime • Vargas repudiou qualquer insinuação de seu envolvimento com o fato. Mas mesmo assim a população exigiu renúncia. O presidente prometeu que só sairia morto do palácio do cadete • Membros da Aeronáutica iniciaram uma investigação para descobrir o mandante do crime contra o major Rubens Vaz. Constituiu-se, então, o que passou a ser conhecido como a “República do Galeão”, numa alusão à comissão de investigação que se instalou no aeroporto carioca. • Ficou comprovado que o assassino era o pistoleiro de aluguel Alcino João do Nascimento e que ele obedecera a ordens expressas do chefe da guarda pessoal de Getúlio, Gregório Fortunato. • Getulio estava com os dias contados • O congresso começou a negociar com o vice, Café Filho, o afastamento do Presidente. O clima de instabilidade atinge um grau insuportável. • Na madrugada do dia 23 para 24 de agosto, Getúlio comanda uma reunião no Palácio do Catete, para decidir o que fazer. O SUICÍDIO DE VARGAS • Uma solução mediadora foi apresentada, solicitando o licenciamento de Getúlio até a completa apuração dos fatos. Abatido, Vargas afirmou que daria uma resposta no dia seguinte. Despediu-se de todos e retirou-se para o quarto • As 8h35min da manhã de 24 de agosto de 1954, o presidente Getúlio Vargas suicidou-se com um tiro no peito. Sobre a escrivaninha, a carta testamento. COMO SUICÍDIO, COMO FOI O PROCESSO DE SUCESSÃO? • Após a morte de Vargas, assume o vice cafe filho. • Nas eleições presidenciais de 1955, é eleito, o mineiro Juscelino Kubitschek. CARACTERÍSTICAS DO GOVERNO DE JK • O Governo de JK tinha duas características: o populismo do tipo Varguista, somado a um modelo de desenvolvimento liberal, baseado na forte presenca de capital estrangeiro • Tinha como slogan de campanha "Cinquenta anos de progresso em cinco de governo”. • Teve uma ampla expansão nos setores de infraestrutura e no setor industrial de bens de consumo duráveis • De fato houve um crescimento efetivo na econômica com uma ampla extensão nos setores de infraestrutura e no setor industrial de bens de consumo • Este crescimento pode ser creditado a uma série de fatores: • aumento do mercado interno; • existência de recursos energéticos; • abundância de mão de obra barata; • incentivo dado às firmas estrangeiras interessadas em instalar-se ou ampliar-se no país, inclusive isenção de exigência de cobertura cambial para a importação de máquinas e equipamentos. PLANO DE METAS • Prometia investimentos na produção de energia, transportes, alimentos, industria de base e educação Dentre as realizações do governo, além da construção de Brasília, podemos citar: • a construção da Rodovia Belém-Brasília; • a criação do Conselho Nacional de Energia Nuclear; • a construção das usinas hidrelétricas de Furnas e Três Marias; • a implantação da indústria automobilística. • Diversas empresas automobilísticas instalaram- -se no Brasil: a Ford Motors, a General Motors, a Willys Overland; a Volkswagen; a Mercedes Benz; a Simca; a Toyota; a Scania; a Vemag, etc. CONSEQUÊNCIAS DO DESENVOLVIMENTO • As grandes realizações do presidente JK tiveram também um lado menos glorioso. A inflação, a perda do poder de compra dos trabalhadores • Endividamento externo • Desnacionalização da economia • Foram feitas acusações de corrupção tambem • Somou-se a isso, enfim, a falta de empenho efetivo do Presidente com as regiões mais pobres do país, notadamente o Nordeste. PROCESSO DE SUCESSÃO DE JK • Para a sucessão presidencial, os partidos buscaram alguém com honestidade e cujo discurso nacionalista recuperasse o apoio que o próprio presidente Kubitschek havia perdido. • O escolhido foi o marechal Teixeira Lott, “herói” da novembrada de 1955. Para vice, a coligação PSD-PTB repetiu a candidatura João Goulart • A candidatura de Teixeira Lott recebeu o apoio dos nacionalistas e mesmo dos comunistas, liderados por Luís Carlos Prestes. • A PDC escolheu o ex governador de São Paulo: Jânio quadros • Jânio, um dos mais astutos políticos brasileiros, apresentou-se ao público como um “moralista apolítico”, único capaz de promover uma mudança radical nos costumes da política nacional. • Jânio dirigia seu apelo aos eleitores de classe média que consideravam a sua fama de administrador honesto requisito fundamental para o exercício da presidência. • Porém, exercia também atração sobre as camadas mais humildes, pois desafiava os padrões de vestuário e comportamento. Jânio usava ternos rasgados e tinha cabelos cheio de caspas. • Essa identidade de homem simplescontribuiu muito para a sua vitoria • O populismo III O QUE MARCOU O CURTO GOVERNO DE JÂNIO QUADRO • Jânio quadros foi empossado presidente do Brasil • Na véspera de posse, Jânio denunciou o governo Juscelino, afirmando que a crise crise moral, administrativa e político-social do Brasil é tão grave quanto a situação econômica e financeira”. • Jânio nos seus primeiros meses de governo demonstrou ser um político conservador e autoritário. Controlou a ação dos candidatos e reprimiria protestares • Por outro lado, agiu com mão pesada nos casos de corrupção • Jânio buscou sanear o funcionalismo público. Cerca de dez mil funcionários foram demitidos. Declarou guerra ao contrabando, demitindo vários fiscais da alfândega envolvidos em operações fraudulentas. Assinou alguns decretos insólitos, tais como: a proibição das corridas de cavalo durante os dias úteis; a proibição de brigas de galo e de canário; o uso de biquínis nas praias O QUE MARCOU O GOVERNO DE JÂNIO • Jânio herdou problemas de difícil solução. A pesada herança a das contas referentes à construção de Brasília é um exemplo. Para tentar contornar esse problema precisou impor a austeridade das contas publicas, adotando medidas impopulares, como o congelamento de salários, cortes federais e desvalorização da moeda nacional • Todas essas medidas provocaram grande desconforto na população • Não bastassem essas medidas, Jânio resolveu “provocar” seus aliados. Reatou relações comerciais com a URSS e os países do Leste Europeu e recusou-se a apoiar sanções contra Cuba, onde uma revolução nacionalista, liderada por Fidel Castro, ameaçava os interesses dos EUA. • As pressões contra Jânio eram no sentido de ele justificar suas últimas atitudes. No entanto, o Presidente, ao invés de explicar, simplesmente renunciou, • Segundo versão que se tornou popular, a renúncia de Jânio fazia parte de uma estratégia que visava, com apoio popular, à sua recondução ao poder com poderes amplos. • Congresso aceitou prontamente sua renúncia e entregou o cargo interinamente ao presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, já que o vice-presidente, João Goulart, encontrava-se na China. DESDOBRAMENTOS DA RENÚNCIA DE JÂNIO • Houve uma não aceitação acentuada do vice presidente Joao Goulart • Jango retornadas de uma viagem polêmica aos países socialistas do leste • Os militares lançaram um manifesto de não aceitação da tomada do cargo por jango • A crise estava armada. O país divide-se: dever-se- ia obedecer à Constituição, dando posse ao vice, independente de suas“ideias”, ou ceder à força militar e às pressões conservadoras, embaladas no temor anticomunista? COMO FOI SOLUCIONADA A CRISE PROVOCADA PELA RENÚNCIA DE JÂNIO? • O deputado Plínio Salgado propõe uma solução simples e salvadora para esse conflito : a aprovação de uma emenda constitucional, instituindo o sistema de governo parlamentarista, o que limitaria os poderes de Jango, sem precisar impedir a sua posse. • A proposta foi aceita pela dois lados. A emenda foi aprovada • João Goulart assumiu e ele seria chefe de Estado • O Gabinete de Governo seria presidido pelo político moderado do PSD, Tancredo Neves. CARATERÍSTICAS DO GOVERNO PARLAMENTARISTA • governo parlamentarista não agradou a ninguém. Aos nacionalistas, porque a excessiva moderação do novo governo não satisfazia a seus desejos de mudanças econômicas e sociais. Também não agradou aos conservadores, por causa da continuidade da política externa independente, • Além disso, a emenda que criou o sistema parlamentarista era confusa e não estabelecia com clareza as funções do primeiro-ministro e os poderes remanescentes do presidente. • Tentando salvaguardar seus interesses políticos, Tancredo Neves deixa o governo em junho de 1962 para concorrer às eleições daquele ano. • Tancredo não consegui vencer a eleição para o governo de minas e se demitiu • Com a demissão de Tancredo, Jânio enfrentou dificuldade para formar um novo gabinete • O nome de Brochado da Rocha, que havia sido Secretário do governo de Leonel Brizola, no Rio Grade do Sul. Seu governo, porém, durou pouco mais de dois meses. • O quadro caótico em que o país se encontrava acabou por vencer as resistências dos mais conservadores e o Congresso marcou, para o dia 6 de janeiro de 1963, um plebiscito para decidir qual sistema de governo deveria existir no país. • A vitoria presidencialista foi esmagadora CARACTERÍSTICAS DO GOVERNO PRESIDENCIALISTA • com reais poder João Goulart procurou dar ênfase à questão da reforma agrária, à estruturação de uma política que controlasse melhor a ação das multinacionais e a uma política salarial compatível com os inte- resses das classes operárias, • elaborou também uma ação que ele denominou reformas de base, que alem da reforma agrária incluía uma necessária reforma resgatando a liberdade sindical, uma reforma eleitoral, estendendo o direito de voto aos analfabetos, uma re- forma universitária, democratizando o ensino e o acesso a ele, entre outras coisas. • No plano externo, Goulart procurou manter a polí- tica externa independente, apesar do desagrado dos norte-americanos. • Essas acoes provocaram reações conservadoras, a quem Jango não consegui sensibilizar • A esquerda também pressionou o governo, colo- cando no limite o populismo janguista. Os movimentos de massa se radicalizaram, assustando não só os mais conservadores, mas até os moderados. No ano de 1961, ocorreram 105 greves; em 1962, 128 e, em 1963, nada menos que 149 greves sacudiram o país. COMO TERMINOU O GOVERNO DE JOÃO GOULART? • No segundo semestre de 1963, a situação política foI se complicando para o Presidente. O governo ameri- cano, claramente, optara por enviar recursos diretamente aos estados antijanguistas, ou seja, São Paulo, Minas Gerais e Guanabara. • Cortava fluxo de investimentos junto ao governo federal. • Em Brasília eclodiu a reforma dos sargentos que ficaram inconformados com a decisão do tribunal superior eleitoral que tornou inelegível sargentos que haviam vencido o pleito em 1962 • O saldo do levante foram dois mortos. Houve a sensação de que o governo havia perdido o controle • Em 13 de março de 1964, perante uma multidão de 200 mil pessoas, Jango tentou estabelecer um canal direto com o povo para tentar pressionar o Congresso e vencer a resistência dos congressistas conservadores, que não queriam aprovar as Reformas de Base • Goulart discursou, enfatizando a necessidade de mudanças na Constitui- ção que legalizava uma “estrutura econômica superada, injusta e desumana”. • A manifestação que visava a apressar as reformas acabou assustando a classe média. A leitura rasa e ideológica dos acontecimentos traduziu o esforço de Jango numa “ameaça comunista”. • No dia 19, em São Paulo, veio a resposta dos conservadores organizada pela Igreja: quase meio milhão de pessoas foi às ruas para protestar contra o governo e pedir a saída de João Goulart do poder. Foi a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”. • João Goulart se obrigou a abandonar Brasília e, no dia 4, o Brasil. O poder foi entregue, interinamente, ao presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli. Regime Militar (1964-1985) CARACTERÍSTICAS DO PERÍODO DE 1964-1967 • Os primeiros períodos do momento “pós-golpe” foram marcados por uma tentativa de manter a ordem politica e constitucional intacta • Os militares fizeram diversos acordos com os partidos políticos - exceto o PTB - pelo qual ficou acertada a eleição indireta do general Castelo Branco para a Presidência da República. Este, por sua vez, comprometeu-se a efetuar eleições diretas em 1965. • Na teoria, nada havia mudado, o congresso funcionando, a imprensa e etc • No entanto, os militares pelo “Alto Comendo da Revolução”, expediram um Ato Institucional, dandoa Castelo Branco poderes para expurgar os responsáveis pelos atos de subversão e corrupção. • O governo alterou radicalmente a politica externa, adotando uma postura pro-norte americanos • Foi revogado uma lei que controlava a remessa de lucros para o exterior • A política econômica nacional-reformista tentada por Jango foi substituída pela associação com o capital estrangeiro. • A reforma agrária foi congelada • As classes trabalhadoras saíram de cena. • Houve medidas de combate à inflação, as quais os salários foram congelados, impostos elevados e o governo cortou gastos no setor da educação e saude. • Nem todos do exercício pensavam assim. Foi dividido em duas posições grupo castelista ou da Sorbonne e o grupo Linha Dura, os militares digladiavam-se nos bastidores sobre os rumos a tomar. • Ficou evidente o sucesso do grupo Linha Dura sobre Castelo Branco. Pressionado por militares dessa tendência, inconformados com a permanência de “grupos de esquerda” ameaçando a “ordem demo- crática”, o Presidente determinou, através do Ato Institucional 2: ATO INSTITUCIONAL 2 • Fim dos partidos políticos • Criação da ARENA, movimento de sustentação do governo e o MDB, movimento democrático brasileiro • Fim da eleição direta para presidente da Republica • Catelo amplia seu mandato, adiando por um ano as eleições direta. AI-3 • Tornou-se indireta a eleição para governador AI-4 • Deu ao congresso poderes ilimitados para elaborar uma nova Constituição • De quebra, ainda outorga a Lei de Segu- rança Nacional, engessando os setores da sociedade em normas rígidas e autoritárias e impondo sanções pesadas aos que violassem tais dispositivos. • Incorporou os dispositivos impostos pelos militares que reforçava ainda mais o presidencialismo, fortalecendo o executivo • Os que defendiam Castelo Branco advogavam que as medidas tomadas pelo presidente visavam a evitar uma ação mais radical do grupo chamado “Linha Dura”, preservando assim o principal, ou seja, as instituições. Mas, se era verdade essa preocupação de Castelo Branco, ele não pôde impedir que o general líder da Linha Dura, Costa e Silva, ascendesse ao poder, elegendo-se indiretamente Presidente, em 1967. CARACTERÍSTICAS DO GOVERNO COSTA E SILVA • Costa e Silva assumiu pretendendo um democracia e economia em ordem • A política externa continuava fiel ao ideário ameri- cano. As relações com Cuba foram cortadas e técnicos americanos passaram à condição de orientadores privi- legiados de vários assuntos brasileiros. • O Brasil fez um acordo com os EUA que colocava o sistema educacional brasileiro sob gerenciamento dos técnicos americanos • Muitas pessoas que antes eram favoráveis ao golpe começaram a se indignar com as medidas tomadas • Vários presos políticos que apoiavam o golpe passaram a acusar o governo de desvios de rumo REAÇÕES CIVIL CONTRA O GOVERNO MILITAR 1. Formação da Frente Ampla que reuniu políticos até então adversários, como Carlos Lacerda, Jusceli- no Kubitschek e João Goulart, para exigir a redemocratização do país; • Os operários voltam a paralisar as atividades. Greves e discursos com a palavra democracia eram as mais citadas • Estudantes vão as ruas, a UNE mobiliza passeadas e encontros • Em 1968 foi realizada a passeata dos 100 mil. • Em julho, um documento da CNBB – Confedera- ção Nacional dos Bispos do Brasil – critica duramente a falta de liberdade no país. DITADURA - A REAÇÃO • O governo Costa e Silva reage duramente às manifestações anteriormente descritas: • proibição do movimento da frente ampla • Impedimento as manifestações de rua • intervindo nos sindicatos; • prendendo estudantes, como em Ibiúna (SP), onde se realizava, clandestinamente, um congresso da UNE; • ampliando a censura e apreendendo livros, jornais e periódicos. Mas tais medidas não eram o limite. Os grupos mais conservadores pressionavam o Presidente a endurecer mais o regime, livrando-o de “coisas incômodas”, como o Congresso, e das garantias básicas de expressão e locomoção, como o habeas corpus. O deputado pelo MDB, Márcio Moreira Alves, em que o jovem político propunha à população que não participasse das comemorações do 7 de Setembro, em desagravo às atitudes do regime militar. Membros do governo consideraram o discurso ofensivo e desrespeitoso AI-5 - O INÍCIO DA DITADURA • Sem prazo para expirar, o AI-5 dava ao presidentes poderes para: 1. Fechar o congresso nacional 2. Cessar mandados políticos 3. Suspender direitos dos cidadãos 4. Demitir funcionários públicos 5. Aplicar medidas de segurança, como liberdade vigiada e proibição de frequentar os lugares Os cidadãos atingidos por medidas determinadas pelo AI-5 não poderiam recorrer ao Judiciário. O habeas corpus foi limitado e os crimes políticos passaram a ser julgados por tribunais militares. Para tentar compensar essa repressão, o governo tentou mostrar serviço: 1. A fim de solucionar a grande porcentagem de brasileiros analfabetos, ofereci um substituto ao Projeto Paulo Freire – educador per- nambucano que havia desenvolvido, no governo João Goulart, um plano de alfabetização nacional, abortado pelos militares – Costa e Silva criou o MOBRAL. 2. Também em uma tentativa de mostrar preocupação com o homem do campo – historicamente explorado pelos apoiadores do seu governo – o Presidente criou o FUNRURAL – Fundo de Assistência e Previdência do Trabalhador Rural. Também criou a FUNAI. 3. Construção da ponte rio-Niteroi • Em agosto de 1969 Costa e Silva é afastado da Presidência pois estava muito doente • De acordo com a constitucional seria que o vice- presidente, o advogado mineiro Pedro Aleixo assumisse, mas isso não ocorreu. Os ministros militares impediram a posse do vice – que havia se recusado a apoiar o AI-5 – e formaram uma Junta Militar, arrebatando o poder. Em 17 de outubro de 1969, Lyra Tavares, Márcio de Souza e Augusto Rademaker, os membros da Junta, editaram a Emenda 1, que alterava substancialmente a Constituição de 1967, legalizando o regime autoritário. • Em 30 de outubro de 1969, foi “eleito” pelo Congres- so – reaberto “especialmente” para a ocasião – o general Emílio Garrastazu Médici. Regime Militar O QUE CARACTERIZOU O GOVERNO DE MÉDICI: • Foram criados 1. O instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária 2. Programa da Integração Nacional – PIN – com a implantação das rodovias Cuiabá-Santarém e a Transamazônia 3. Ampliação do mar territorial brasileiro para 200 milhas marítimas 4. Inauguração da ponte Rio-Niteroi 5. Criação da Telegram 6. Expansão do credito com a popularização do sistema crediário Nesse período houve um grande crescimento econômico. As pessoas começaram a falar de milagre econômico. O governo empreendeu campanhas publicitarias em torno de seus resultados. A vitoria do Brasil na copa de 70 acabou sendo vendida como uma vitoria do governo militar CONSEQUÊNCIAS DO MILAGRE ECONÔMICO • O chamado milagre econômico, na verdade, sustentava-se em duas bases bem concretas e reais: a entrada maciça de capital estrangeiro e a compressão forçada dos salá- rios da classe trabalhadora. 1964-1986 • Enquanto a dívida externa saltava, em 69, de 4,4 bilhões de dólares para 17,2, em 1974, o tempo de trabalho necessário para o operário se alimentar saltou de 105 horas, em 1970, para 163 horas, em 1974. • A partir de 1973, a crise internacional do petróleo fez com que os juros dos empréstimos internacionais se elevassem perigosamente. A OUTRA FACE DO GOVERNO MÉDICI • A violência e repressão foi grande. O governo de MÉDICI, foi, sem duvidas o mais violento • Intensificou as manifestações radicais de esquerda • Nas cidades, ocorriam assaltos em bancos e sequestros • Nos campos, organizações de guerrilhas • Noticias de morte e tortura a presospoliticas, a existência de leis admitindo pena de morte, prisão perpetua e banimento, lentamente foram se tornando um fardo pesado, a classe media começou a se indignar • O regime militar, diante dessa mudança de atitude da sociedade, percebia que era também hora de mudar, visto que não era possível compensar a ditadura com o milagre. A distensão teria, então, seu início. GOVERNO DE ERNESTO GEISEL • O general Ernesto Geisel foi indicado pelos militares para suceder a Médici. • Era uma escolha emblemática dos “novos tempos”, já que o militar gaúcho pertencia ao “gru- po da Sorbonne”, isto é, à ala mais moderada do Exército. • O que Geisel pretendia uma promessa de abertura era iniciar um processo de descompressão - isto é, retorno a democracia - de forma que compensasse as dificuldades econômicas que se avolumavam, sem perder as rédeas do poder. Foi o que seu principal auxiliar, o general Golbery do Couto e Silva, denominou de sistema de “sístoles” e “diástoles”, que consistia em promover a abertura com autoridade, sem permitir deslizes ou entusiasmos exagerados da sociedade civil. A DISTENSÃO • No processo de abertura política no Brasil, houve momentos de avanços e retrocessos. Em 1974, ocorreram eleições legislativas em que o partido governante, ARENA, sofreu uma derrota significativa. Apesar disso, o governo restringiu a exposição dos candidatos através da Lei Falcão, limitando sua aparição na TV, rádio e jornais a informações básicas como nome, número, currículo e foto. Isso aconteceu após a derrota, diminuindo a influência política dos opositores. • Apesar das medidas para conter a oposição, o governo obteve uma estreita vitória nas eleições municipais de 1976. No entanto, o crescimento da oposição provocou pressão dos militares linha-dura. Entre 1975 e 1977, ações extremistas tentaram minar o plano gradual de abertura do presidente Geisel. Um exemplo foi o "suicídio" do jornalista Vladimir Herzog em outubro de 1975, que tinha sido detido para questionamentos pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) e não retornou, gerando controvérsia. • Outro sucedido acontece, o operário Manuela FIlho morre • O presidente Geisel, frustrado com as provocativas ações da facção militar Linha Dura, toma uma postura firme, demitindo o general Ednardo D’Ávila Mello e deixando claro que não aceitaria mais esse comportamento. Paralelamente, Geisel não deseja que a oposição ganhe influência rapidamente. Para evitar isso, em abril de 1977, ele fecha temporariamente o Congresso e introduz o Pacote de Abril. Esse pacote modifica a Constituição, mantendo as eleições indiretas para governadores, reduzindo o número de cadeiras no Congresso e ajustando a distribuição de cadeiras para beneficiar estados onde o partido ARENA tinha mais força, além de introduzir senadores "biônicos" - um eleito indiretamente a cada três senadores por Estado. Tudo isso foi uma estratégia de Geisel para controlar o avanço rápido da oposição e manter seu controle político. Em outubro de 1977, o presidente Geisel concentrou seus esforços em conter os impulsos da facção militar Linha Dura. Nesse incidente, considerado o mais sério de seu governo, o Ministro do Exército Sylvio Frota, aspirante à sucessão presidencial, desafiou Geisel ao recusar a indicação de outro general para o cargo. Geisel, por sua vez, demitiu Frota sem hesitar. Na sociedade civil, a paciência com a abordagem de Geisel estava diminuindo. Greves no ABC, lideradas por Luiz Inácio da Silva, também conhecido como Lula, somaram-se às demandas por democracia e à formação de comitês pela anistia a presos políticos e exilados. O avanço mais concreto em direção à abertura ocorreu quando Geisel anunciou o fim do AI-5. O presidente seguinte, o general João Batista Figueiredo, lideraria o país sem o AI-5, um instrumento de exceção. Esse período marcou o início do fim da ditadura. Regime militar GOVERNO JOÃO FIGUEIREDO - CARACTERÍSTICAS 1. Abertura política gradual: Figueiredo deu continuidade ao processo de abertura política iniciado por seus antecessores. Houve uma flexibilização do regime autoritário, com a anistia a presos políticos e exilados, a volta das eleições diretas para governadores e a convocação de eleições indiretas para a presidência em 1985. 3. Transição democrática: Sob Figueiredo, ocorreu a transição do regime militar para a democracia. O presidente permitiu a formação de novos partidos políticos e as eleições diretas para governadores, além de apoiar o início do processo de redemocratização. 3. Crise econômica: O governo Figueiredo enfrentou uma grave crise econômica, caracterizada por alta inflação, endividamento externo e problemas no setor produtivo. As políticas econômicas adotadas não foram capazes de reverter esses desafios. 4. Pressões sociais: Durante seu mandato, houve um aumento nas mobilizações sociais, incluindo greves e protestos. A sociedade estava cada vez mais engajada em busca de direitos políticos e sociais. 5. Desgaste das Forças Armadas: O governo Figueiredo testemunhou o desgaste das Forças Armadas, que perderam parte do apoio que tinham nos anos anteriores. Isso foi resultado da crescente pressão por democracia e da crise econômica, que afetou a imagem das instituições militares FATOS QUE MARCARAM O FIM DO REGIME MILITAR 1. Eleição de Tancredo Neves: Em 1985, foi realizada uma eleição indireta para a presidência, e Tancredo Neves, um político civil e opositor ao regime militar, foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral. 2. Doença e morte de Tancredo Neves: Antes de tomar posse, Tancredo Neves adoeceu e acabou falecendo em abril de 1985, antes de assumir o cargo. 3. Posse de José Sarney: Com a morte de Tancredo Neves, seu vice-presidente, José Sarney, assumiu a presidência, marcando o início de uma fase de transição rumo à democracia. 4. Nova Constituição: Durante o governo de Sarney, a Assembleia Nacional Constituinte foi convocada para redigir uma nova Constituição. Em 1988, a Constituição foi promulgada, estabelecendo os fundamentos do novo regime democrático e os direitos dos cidadãos. 5. Eleições diretas: Em 1989, ocorreram as primeiras eleições presidenciais diretas após o regime militar. Fernando Collor de Mello foi eleito presidente. 6. Institucionalização democrática: Com a realização de eleições diretas, a posse de presidentes eleitos democraticamente e a promulgação de uma nova Constituição, o Brasil consolidou sua transição do regime militar para a democracia.