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O QUE É POLÍTICA CULTURAL? Aretha Laila Maira A. Souza Karla Priscila Neves Patrícia Ferreira dos Santos Suely M. Rocha Vanessa Luíza F. Guilherme Belo Horizonte,2007 INTRODUÇÃO A idéia principal do Seminário foi baseada no livro: O que é Política Cultural? Escrito por Martim Cézar Feijó. Existem várias definições de cultura, mas temos que entende-la neste seminário como sendo: culturais as obras da inteligência ou da sensibilidade humana objetivando interferir na realidade. (FEIJÒ,1983. p.8) ORIGEM_ GRÉCIA Aristóteles afirmou que “o homem é um animal político”; Os cidadãos gregos participavam da democracia ateniense. Foi na Grécia (Atenas), que claramente se adotou umas política cultural. (FEIJÓ, 1983 p.11,) ROMA Os romanos usavam a cultura para justificar principalmente o poder; Derivou o termo mecenator (mecenas), pessoas que mantinham artistas ou escritores por algum poder político ou econômico resultando em uma visão utilitária da cultura. http://fotos.sapo.pt/topazio1950/pic/0009es8b EUROPA Desenvolve-se economicamente, ocorre a Revolução Industrial e consequentemente o resgate da cultura greco-romana: Renascimento. O Renascimento que se propunha resgatar a cultura greco-romana encontrou uma forte barreira: a inquisição da Igreja Católica. (FEIJÓ, 1983.p.12). http://pism.tripod.com.br/sitebuildercontent/sitebuilderpictures/galileu.jpg FRANÇA “No século XVIII a França passava por uma crise geral, o pensamento filosófico passa a de ocupar da política.” (FEIJÓ 1983, p.14) http://www.correiogourmand.com.br/images/cg_bg10_procope_hist2_230.jpg O Iluminismo foi um movimento cultural e político que defendia idéias racionais e novas experiências; A Enciclopédia foi a principal obra da época, organizada por Diderot,mas continha idéias de outros filósofos e escritores. http://adlitteram.free.fr/portraits/diderot.jpg Estes momentos históricos significativos em nossa formação cultural e política, permitem entender?(FEIJÓ,1983. p. 16) A política sempre se ocupou da cultura; A cultura tende a ser incentivada de acordo com interesses dominantes; Quando a cultura ultrapassou os limites perdidos foi reprimida; A produção cultural, quando organizada e consciente, provocou ou deu contribuição decisiva para transformações históricas. MOVIMENTO OPERÁRIO E POLÍTICAS CULTURAIS Revolução Industrial; Movimento Operário descontente com a classe dominante; Anarquistas e marxistas defendiam a classe operária, “a importância do conhecimento na luta pela transformação da sociedade”. (FEIJÓ,1983. p. 20-21) Revolução e Política Cultural As Revoluções Socialistas Revolução Russa Cultura e a Arte na visão Maiakovski Revolução Russa Não derrubou apenas uma forma de Governo mas foi também a primeira Revolução organizada pelo movimento operário. Após a morte de Lênin(1924),a luta política entre Stalin e Trotsky. Maiakovski foi o primeiro poeta a enfrentar na pratica a questão cultural no processo revolucionário. O húngaro Lukás,dizia que quanto mais profunda for a particularidade de uma obra de arte o seu enraizamento no período histórico,por exemplo,maior será seu valor e sua contribuição cultural. Outro aspecto importante é o fato da cultura não possuir o papel de transformar a realidade,mas a capacidade de assegurar e preservar valores humanos.Alem de poder criar novos valores. A perspectiva do alemão Bertolt Brecht não se encaixava na simplificação que era exigida dos revolucionários .O maior prazer do ser humano é pensar. O fato de não se encaixar em tais padrões levou Brecht a definir seu teatro como “Dialético”em posição ao chamado de teatro “Aristotélico” ou seja,modestamente todo teatro que fora criado antes do seu. Antonio Gramsci “O socialismo passa pela cultura e efeito expansionista dos meios de comunicação,sempre tentando modificar a mentalidade vigente de uma sociedade.” (GRAMSCI1983,p.39) Revolução Chinesa A revolução chinesa começou no meio rural chamado (A Grande Marcha). “A luta contra os velhos hábitos,idéias e costumes seu no plano da cultura.” (FEIJÓ.1983,p.43) Cuba:nascimento do ano novo Os efeitos políticos e culturais da Revolução Cubana se espalharam por toda a América. Objetivos da Política Cultural Criar condições para Produção Cultural e não administra-las,os organismos culturais criados pela Revolução possui como objetivo dar uma maior ênfase no caráter educacional constante. Instituto Cubano de Arte Industria Cinematográfica(ICAIC) Casa de las Américas Responsável pelo introdução da cultura produzida em Cuba com o que se produz em outros paises principalmente latinos americanos e africanos. Brasil:Política Cultural “a questão da relação entre cultura e política no Brasil começou a se tornar mais clara com o advento da Republica”. (FEIJÓ,1983.p.50). Brasil não tinha identidade cultural definida, se importava cultura da Europa, mas em busca de respostas alguns intelectuais antenados com as transformações que estavam acontecendo foi em busca destas respostas de um Brasil de diferentes realidades, como Euclides da Cunha e Lima Barreto. Euclides da Cunha e Lima Barreto buscaram a inserção da sociedade brasileira numa ordem humanitária sem fronteiras trazia porem outro problema de importância crucial para os literários: a questão nacional. ”Ambos abominavam o cosmopolitismo, tal como era interpretado pela elite social do Rio... Para eles,se o Brasil conseguisse demonstrar um alto grau de organização e desenvolvimento cultural sobreviveria ameaças imperialistas européias e norte-americano. “(SEVENCENKO.1983,p.122) Na década 20, o governo republicano estava em crise, à insatisfação das classes sociais aumentava, greves organizadas por movimentos operários que ficavam cada vez mais politizados.Nasci então o Partido Comunista do Brasil (PCB), nesta efervescência de acontecimentos as artes se desenvolvem com grande movimento renovador, que culmina com a Semana de Arte Moderna, os artista brasileiros passaram a defender uma arte com temas brasileiros _ o índio, o negro, o imigrante, as cidades, os costumes, e a total liberdade de expressão. Mario de Andrade e Astrojildo Pereira "desse processo cultural e político iniciado na década 20, dois intelectuais se destacaram: Mario de Andrade e Astrojildo Pereira.” (FEIJÓ 1983,p.53). Mario de Andrade Mario de Andrade,um dos representantes do modernismo, visionário na sua época,não se limitou apenas a literatura , se preocupou com a questão política cultural no Brasil Participou da criação do Departamento de Cultura,fundado ano de 1935 em São Paulo, tinha como objetivo a democratização da cultura. Aproximar a “cultura erudita” da “cultura popular”. Para ele, ambas as culturas tinham valor igual. Em sua gestão Departamento de Cultura de São Paulo promoveu pesquisas folclóricas, pesquisas setor de iconografia levantamentos demográficos, construção de parques infantis, criação do coral paulistano e publicações variadas. Mas com a ditadura do Estado Novo, Mario de Andrade e esmagado pela burocracia sendo demitido na podendo dar continuidade ao seu novo projeto a criação do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN).Iniciando um novo período na historia política cultural do Brasil,o Estado Novo Estado Novo Com o discurso de proteger a cultura, o Governo Getulio Vargas,” concebeu e organizou a cultura com os olhos voltados para as experiências européias nazi-fascistas da Alemanha e da Itália, onde a cultura era entendida como suporte da política O processo foi acompanhado principalmente: pelo surgimento de cursos superiores; pela expansão das instituições culturais públicas e pelo surto editorial O Projeto Educativofoi baseado em dois níveis de estratégia: o do Ministério da Educação, dirigido por Gustavo Capanema, Ministro da Educação voltado para a cultura erudita e o do Departamento de Imprensa e Propaganda – DIP encabeçado por Lourival Fontes, responsável por orientar as manifestações da cultura popular.” O Estado Novo patrocinou a música,o teatro , o cinema, a arquitetura e as artes plásticas, mas não de maneira idêntica. Os diferentes campos artísticos foram organizados e regulamentados Foi uma época de muito nacionalismo, com destaque para a construção da "cultura brasileira". O governo Getulio Vargas sofreu serias criticas de intelectuais, artistas,protetores da cultura mas mesmo as pessoas que eram contra o Governo de Getúlio apoiavam suas ações em prol da cultura.” Por ter favorecido a politização da cultura. Astrojildo Pereira Astrojildo Pereira começou cedo a participar dos movimentos políticos, sendo um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro (PCB), principal formulador do que seria uma política cultural da esquerda no Brasil elaborou um projeto de transformação social com a democratização da cultura ,uma relação complementar ,tensa e, por vezes conflituosa. Para ele,os intelectuais deveria participar de um processo social específico visando a transformação radical de uma sociedade ágrafa a partir de sua realidade cultural. Os sujeitos da ação política seriam os intelectuais, e a ação seria determinada pela política cultural proposta para o contexto específico do término da guerra – no caso a necessidade urgente de eliminar o analfabetismo do povo. Investimento na formação intelectual, moral e estética de todas as pessoas, em condições iguais e democráticas. Mario de Andrade e Astrojildo Pereira se cruzaram em um ponto comum a busca de descobrir a identidade cultural e assumir a realidade nacional. DÉCADA DE 60 Devido as mudanças ocorridas na economia do país, o crescimento das indústrias e da urbanização houve uma grande mudança na cultura do Brasil na década de 60. Inicialmente as políticas culturais no Brasil foram bem marcadas e caminhavam para um futuro de calma e evolução. Em Pernambuco a política cultural do governo Miguel Arraes foi a experiência mais avançada neste sentido; o professor Paulo Freire coordenou um projeto para acabar com o analfabetismo onde este projeto alfabetizava adultos baseando-se na realidade cultural e social deles, desenvolvendo uma visão crítica. No sentido federal o governo Jango teve no Ministério da Educação e Cultura Darci Ribeiro, intelectual que fez então vários projetos, dentre eles , uma grande reforma universitária, fazendo crescer uma universidade crítica, aberta e mais voltada para a realidade social e cultural do país. A “cultura engajada” também foi muito estimulada pelos CPCs (Centro Popular de Cultura) criado por Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha, juntamente com outros dramaturgos como José Celso Martinez que procuravam levar a arte ate o povo: encenavam peças teatrais nas favelas, nas portas de fábricas, nas praças públicas, nas escolas. A idéia do CPC era simplificar os temas para uma “cultura popular” e “consientizadora” das massas. DÉCADA DE 70 A repressão política pós Ato Institucional nº5 em 1968, compuseram um novo quadro de atuação na cultura do pais. A Rede Globo, nessa década, já apresentava enorme abrangência sobre o território nacional, inclusive com um caráter monopolista. E como a tentativa de integração nacional por intermédio de uma política cultural, era um dos objetivos dos governos militares, principalmente nos governos de Médici (1969- 1974) e Geisel (1974 - 1979), tal política vislumbrava na televisão uma grande possibilidade de integração via unificação da linguagem, do consumo e da ideologia. Esse interesse dos governos autoritários acabou por confluir com a política de expansão e unificação da programação da Rede Globo no início da década de 70. No final da década, a Globo tornou-se então “o produto mais bem acabado do acordo entre militares e burguesia”. O aumento dos satélites de comunicação beneficiou a Rede Globo. Nesta década, a TV realmente se serviu bem do momento de desenvolvimento - milagre econômico - conjugando a apologia da modernização, a formação de hábitos novos e de um público consumidor com o apoio político garantido pela ditadura. E a Globo, emissora hegemônica, foi o principal alvo e apoio. DÉCADA DE 80 O Brasil retomou o seu processo democrático mais precisamente em 1985, com o que nós chamamos de período de transição. Dois setores culturais específicos se destacam no campo das políticas culturais: o primeiro, impulsionado pela renovação da sociedade civil, as organizações não-governamentais comunitárias e o segundo, impulsionado pelo Governo, mais precisamente o Ministério da Cultura implantado em 1985 onde lideranças empresariais utilizou políticas de subsídios fiscais para estimular a produção cultural profissionalizada. Desde 1985,quando surgiu o Ministério da Cultura adotou por meio da Lei Sarney o mecanismo de incentivo fiscal a empresas, como fonte de financiamento a cultura nacional. DÉCADA DE 90 A política voltada para a cultura nos anos 90 sofreu várias modificações. Lei Federal de Incentivo à Cultura de 1991 é conhecida como Lei Rouanet por ser resultado do projeto submetido pelo então Secretário de Cultura do Governo Collor, Sérgio Paulo Rouanet. Ela foi aprovada em dezembro de 1991 e dá base a toda política de incentivos praticada hoje no Brasil. A Lei Rouanet introduziu mais rigor no controle dos incentivos fiscais, tornando-se necessária a aprovação prévia dos projetos culturais, com base na análise de seu mérito, pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), formada por representantes do governo e de entidades culturais. A captação junto às empresas passou a ser autorizada somente após a divulgação de sua aprovação e criou-se processos de prestação de contas. Lei nº. 8.313/91 instituiu o Programa Nacional de Incentivo à Cultura, que abarcou três mecanismos: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), o Mecenato, e o Fundos de Investimento Cultural e Artístico, o Ficart. FNC destinava recursos a projetos culturais através de empréstimos reembolsáveis ou cessão a fundo perdido. Mecenato viabilizava benefícios fiscais para investidores que apoiava projetos culturais sob forma de doação ou patrocínio. Ficart possibilitou a criação de fundos de investimentos culturais e artísticos. Pernambuco Pernambuco é um bom exemplo de políticas culturais da década de 90 . O escritor Ariano Suassuna em janeiro de 1995 se tornou Secretário de Cultura do estado de Pernambuco. Sua proposta para a política cultural previa o apoio às manifestações populares tradicionais e o financiamento de espetáculos que tivessem essas manifestações como referência. Suassuna programou a criação de vários grupos artísticos com o intuito de fundar uma arte erudita baseada na estética popular. Brasil: Políticas Culturais Atuais A política cultural brasileira e coordenada atualmente pelo Ministério da Cultura dirigido pelo então Ministro Gilberto Gil deste o ano de 2003 . A sua gestão tem como meta a reformulação e implantação de políticas publicas voltadas para o fortalecimento do setor cultural brasileiro procurando sempre a coerência e consistência nas ações políticas ,já que ,existe no Brasil uma enorme diversidade cultural a ser contemplada. Ministério da Cultura elaborou diretrizes políticas envolvendo um conjunto de instrumentos institucionais que atenta a todos os segmentos culturais e públicos, como exemplo o povos indígenas ,a juventude, comunidades marginalizadas das grandes cidades e etc. A uma preocupação do Ministério da Cultura que as ações políticas sejam coerentes que os programas,projetos,editais,leis,decretos e portarias ,entre outrosfeitos,sejam implementados respeitando a diversidade cultural. “A diretriz do Ministério da Cultura baseou-se em uma concepção mais ampliada de Cultura, considerando-a em suas três dimensões: 1) enquanto produção simbólica (foco na valorização da diversidade, das expressões e dos valores culturais); 2) enquanto direito e cidadania (foco nas ações de inclusão social por meio da Cultura); e 3) enquanto Economia (foco na geração de empregos e renda, fortalecimento de cadeias produtivas e regulação). Essas dimensões passaram a nortear as ações do MinC, como tripé fundamental para o desenvolvimento das novas políticas culturais sob responsabilidade do Órgão”. (MINISTÈRIO DA CULTURA,2007) Para implantação destas diretrizes agregou também a política – instuticional que é a reformulação das estruturas físicas e operacionais do Órgão. Sendo criados as Câmaras Setoriais que são representadas por diversas áreas como teatro,livro e leitura,musica,dança,artes visuais e circo que levam propostas para o aperfeiçoamento da ação publica em cada destes segmentos.Fortalecendo e aproximando o debate entre os responsáveis pelas ações da Pasta: do Plano Nacional de Cultura e dos Sistemas Nacional e Federal de Cultura – que estabelecerão as parcerias entre os diferentes entes governamentais para detectar oportunidades, evitar sobreposição de esforços e integrar a ação pública em todo o território nacional Existem vários projetos encabeçados pelo Ministério da Cultura com o mesmo grau de importância destes citados, mas a principal preocupação do Governo atual e manter a coerência e estabelecer políticas culturais para todos os segmentos ,ver o Brasil como um tudo. Referências Bibliográficas Anastásia,Carla;Ribeiro,Vanisa.Brasil:encontros com a historia.São Paulo:Brasil,1999.184 p. CAPELATO, Maria Helena. 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INTRODUÇÃO ORIGEM_ GRÉCIA ROMA EUROPA Slide Number 6 FRANÇA Slide Number 8 Estes momentos históricos significativos em nossa formação cultural e política, permitem entender?(FEIJÓ,1983. p. 16) MOVIMENTO OPERÁRIO E POLÍTICAS CULTURAIS Revolução e Política Cultural Revolução Russa Slide Number 13 Slide Number 14 Antonio Gramsci Revolução Chinesa �Cuba:nascimento do ano novo� Objetivos da Política Cultural Instituto Cubano de Arte Industria Cinematográfica(ICAIC) Casa de las Américas Brasil:Política Cultural Slide Number 22 Slide Number 23 Slide Number 24 Mario de Andrade e Astrojildo Pereira �Mario de Andrade� Slide Number 27 Slide Number 28 Estado Novo Slide Number 30 Slide Number 31 Astrojildo Pereira Slide Number 33 Slide Number 34 DÉCADA DE 60 Slide Number 36 Slide Number 37 DÉCADA DE 70 Slide Number 39 Slide Number 40 Slide Number 41 DÉCADA DE 80 Slide Number 43 DÉCADA DE 90 Slide Number 45 Slide Number 46 �Pernambuco� Brasil: Políticas Culturais Atuais Slide Number 49 Slide Number 50 Slide Number 51 Slide Number 52 Referências Bibliográficas Slide Number 54