Prévia do material em texto
CYAN VS Gráfica VS Gráfica MAG VS Gráfica YEL VS Gráfica BLACK W ard law S m ith www.grupoa.com.br 0800 703 3444 www.grupoa.com.br NUTRIÇÃO R ecorte aq u i seu m arcad or d e p ág in a. Elaborada para reunir os fundamentos necessários para tomada de decisão nutricional na prática diária, bem como para esclarecer as dúvidas mais frequentes, Nutrição contemporânea, 8ª edição, destaca-se pela forma didática como apresenta o tema, sempre complementado por ilustrações que também facilitam o entendimento. As discussões aqui apresentadas partem do importante pressuposto de que os indivíduos não são iguais, motivo pelo qual o leitor aprenderá a personalizar as informações nutricionais e a fazer escolhas corretas em diferentes contextos. A maneira como os capítulos foram elaborados é outro destaque, oferecendo uma visão completa do assunto abordado, podendo ser utilizados em sala de aula conforme as necessi- dades de cada curso. Nutrição contemporânea é um excelente livro-texto de introdução à nutrição... Sua leitura é agradável, e as informações são de alta qualidade.” Karen Schuster, Florida Community College of Jacksonville“ Além de reunir informações diferenciadas, com base em pesquisas, o livro contém fotos interessantes, coloridas, tabelas e quadros úteis, tópicos especiais e bons estudos de caso para discussão.... Fiquei muito bem-impressionada.” Linda D. DeTurk, North Platte Community College“ Gordon M. Wardlaw Anne M. Smith A Artmed Editora é parte do Grupo A, uma empresa que engloba diversos se- los editoriais e várias plataformas de dis- tribuição de conteúdo técnico, científi co e profi ssional, disponibilizando-o como, onde e quando você precisar. O Grupo A publica com exclusividade obras com o selo McGraw-Hill em língua portuguesa. Wardlaw Smith Nutrição Contemporânea 8ª Edição Gordon M. Wardlaw Anne M. Smith Em http://www.mhhe.com/wardlawcont8, estão disponíveis materiais complementares do livro (em inglês), que incluem animações, atualizações, vídeos e outros recursos. NUTRIÇÃO CLARK, N. Guia de Nutrição Desportiva: Alimentação para uma Vida Ativa, 4.ed. CORDÁS, T.A.; KACHANI, A. & COLS. Nutrição em Psiquiatria DELGADO FERNÁNDEZ, M.; GUTIÉRREZ SAÍNZ, A.; CASTILLO GARZÓN, M.J. Treinamento Físico-desportivo e Alimentação: Da Infância à Idade Adulta, 2.ed. SALWAY, J.G. Metabolismo Passo a Passo, 3.ed. WARDLAW, G.M.; SMITH, A.M. Nutrição Contemporânea, 8.ed. Nutrição Contemporânea N utrição C o ntem p o rânea N utrição C o ntem p o rânea 42649 Nutricao Contemporanea.indd 142649 Nutricao Contemporanea.indd 1 28/01/2013 11:30:3528/01/2013 11:30:35 Catalogação na publicação: Ana Paula M. Magnus – CRB 10/2052 W266n Wardlaw, Gordon M. Nutrição contemporânea [recurso eletrônico] / Gordon M. Wardlaw, Anne M. Smith ; tradução: Laís Andrade, Maria Inês Corrêa Nascimento ; revisão técnica: Ana Maria Pandolfo Feoli. – 8. ed. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : AMGH, 2013. Editado também como livro impresso em 2013. ISBN 978-85-8055-189-1 1. Nutrição. I. Smith, Anne M. II. Título. CDU 612.39 202 Gordon M. Wardlaw & Anne M. Smith 5.4 Como disponibilizar os lipídeos para uso pelo corpo Não é segredo que as gorduras e os óleos tornam os alimentos mais agradáveis ao paladar. Sua presença contribui para o sabor, a textura e a maciez dos alimentos. O que acontece com os lipídeos depois de ingeridos? Vejamos em detalhe os processos de digestão e absorção, bem como o papel fisiológico dos lipídeos no organismo. Digestão Na primeira fase da digestão das gorduras, o estômago secreta lipase (as glândulas salivares também). Essa enzima atua primariamente sobre os triglicerídeos que pos- suem ácidos graxos de cadeia curta, por exemplo, os da manteiga. Entretanto, a ação da lipase salivar e estomacal é muito menos importante do que a da lipase secretada pelo pâncreas e que atua no intestino delgado. Os triglicerídeos e outros lipídeos presentes nos óleos vegetais comuns e nas carnes possuem cadeias mais longas e em geral não são digeridos até que cheguem ao intestino delgado (Fig. 5.10). lipase Enzima produzida pelas glândulas sali- vares, pelo estômago e pelo pâncreas, capaz de digerir gorduras. Estômago: Só uma pequena parte da digestão das gorduras ocorre no estômago, sob ação da enzima lipase. Fígado: O fígado produz bile, que fica armazenada na vesícula biliar e é liberada, através do duto biliar, chegando ao intestino delgado. A bile ajuda na digestão e absorção das gorduras porque emulsifica os lipídeos nos sucos digestivos. Pâncreas: O pâncreas secreta uma mistura de enzimas, que inclui a lipase, no intestino delgado. Intestino delgado: O intestino delgado é o sítio primário de digestão e absorção de lipídeos. Uma vez absorvidos, os ácidos graxos de cadeia longa são acondicionados para transporte pela linfa e pelo sangue. (Os ácidos graxos de cadeia mais curta são absorvidos diretamente para a circulação porta.) Intestino grosso: Menos de 5% das gorduras ingeridas são excretadas nas fezes em condições normais. IntestinoIntestino delgadodelgado Intestino delgado ÂnusÂnusÂnus PâncreasPâncreasPâncreas EstômagoEstômagoEstômagoFígadoFígadoFígado 3 2 1 1 5 5 2 3 4 4 Digestão e absorção das gordurasFIGURA 5.10 � Resumo da digestão e absorção das gorduras. No Capítulo 3, foram abordados aspectos gerais desse processo. Wardlaw_Cap_5.indd 202Wardlaw_Cap_5.indd 202 04/12/12 14:4804/12/12 14:48 Nutrição Contemporânea 203 No intestino delgado, os triglicerídeos são quebrados pela lipase, gerando moléculas menores, os monoglicerídeos (estrutura básica de glicerol com um único ácido graxo ligado) e ácidos graxos. Nas condições adequadas, a digestão é rápida e completa. Essas condições “adequadas” incluem a presença da bile, expelida pela vesícula biliar. Os ácidos biliares presentes na bile atuam como emulsificantes dos produtos digeridos pela lipase, produzindo uma suspensão de monoglicerídeos e ácidos graxos nos sucos digestivos aquosos. Essa emulsificação melhora a digestão e a absorção porque à medida que os grandes glóbulos de gordura são fragmentados, aumenta a superfície total de contato dos lipídeos com a enzima lipase (Fig. 5.11). A digestão dos fosfolipídeos é feita por certas enzimas do pâncreas e da pare- de do intestino delgado. Os produtos que se formam nessa digestão são glicerol, ácidos graxos e outros resíduos. No caso da digestão do colesterol, certas enzimas liberadas pelo pâncreas separam o colesterol de todo ácido graxo que esteja ligado a ele, produzindo colesterol livre e ácidos graxos. DECISÕES ALIMENTARES Ácidos biliares Durante as refeições, os ácidos biliares circulam a partir do fígado, passando pela vesícula biliar e chegando ao intestino delgado. Depois de participar da digestão das gorduras, a maior parte dos ácidos biliares é absorvida e acaba voltando ao fígado. Aproximadamente 98% dos ácidos biliares são reciclados. Só 1 a 2% chegam ao intestino grosso e são eliminados nas fe- zes. Uma das formas de se tratar a elevação do colesterol sanguíneo é usar medicamentos que bloqueiem parte dessa reabsorção de ácidos biliares. O fígado retira o colesterol da corrente sanguínea para produzir novos ácidos biliares. Algumas fibras solúveis presentes em certos alimentos se ligam aos ácidos biliares causando o mesmo efeito (ver adiante o item sobre in- tervenções clínicas para tratamento de doenças cardiovasculares). Se a vesícula biliar for removida cirurgicamente (p. ex., nos casos em que se formam cálculos biliares), a bile sairá diretamente do fígado para o intestino delgado. FIGURA 5.11 � Os ácidos biliares se mistu- ram às gorduras formando pequenas gotículas chamadas micelas, que facilitam a absorção dos monoglicerídeos e ácidos graxos pelas células da mucosa do intestino delgado. Grande gota de gordura Micela Monoglicerídeos e ácidos graxos Lipase Célula da mucosa Ácidos biliares Wardlaw_Cap_5.indd203Wardlaw_Cap_5.indd 203 04/12/12 14:4804/12/12 14:48 204 Gordon M. Wardlaw & Anne M. Smith Absorção Os produtos da digestão das gorduras no intestino delgado são ácidos graxos e monoglicerídeos. Esses produtos se difundem para dentro das células absortivas do intestino delgado. Cerca de 95% das gorduras da alimentação são absorvidas dessa maneira. O tamanho da cadeia dos ácidos graxos afeta o destino final desses ácidos e dos monoglicerídeos após sua absorção. Se a cadeia do ácido graxo tiver menos de 12 átomos de carbono, esse ácido graxo será solúvel em água e, portanto, é provável que seja levado pela veia porta diretamente ao fígado. Se o ácido graxo for da va- riedade mais típica, de cadeia longa, terá que ser transformado em triglicerídeo no interior das células absortivas do intestino e, posteriormente, entrar na circulação pelo sistema linfático (voltar ao Cap. 3 para revisar esse processo). REVISÃO CONCEITUAL No intestino delgado, uma enzima lipase proveniente do pâncreas digere os triglicerídeos da dieta, transformando-os em monoglicerídeos (uma molécula de glicerol com um único ácido graxo ligado a ela) e ácidos graxos. Esses subprodutos se difundem, então, para dentro das células absortivas do intestino delgado. Os ácidos graxos de cadeia longa são transportados pelo sistema linfático, ao passo que os ácidos graxos de cadeia mais curta são diretamente ab- sorvidos e levados pela veia porta até o fígado. Outros lipídeos são preparados para absorção por diferentes enzimas. 5.5 Transporte dos lipídeos na corrente sanguínea Conforme já mencionado, as gorduras e a água não se misturam com facilidade. Essa incompatibilidade representa um obstáculo ao transporte de gorduras pelo meio aquoso do sangue e da linfa. As lipoproteínas servem como veículos para transportar os lipídeos do intestino delgado e do fígado aos tecidos do corpo (Tab. 5.3). Com base em sua densidade, as lipoproteínas se classificam em quatro grupos: quilomícrons, VLDL, LDL e HDL. Os lipídeos são menos densos do que as pro- teínas. Portanto, as lipoproteínas que contêm um grande percentual de lipídeos comparativamente ao teor de proteína são menos densas do que aquelas que são depletadas de lipídeos. As gorduras alimentares são transportadas pelos quilomícrons Conforme abordado no item anterior, a digestão de gorduras alimentares resulta em uma mistura de glicerol, monoglicerídeos e ácidos graxos. Uma vez absorvidos pelas células do intestino delgado, esses produtos se recompõem na forma de trigli- cerídeos. Em seguida, as células intestinais acondicionam os triglicerídeos nos qui- lomícrons, que entram no sistema linfático e, então, chegam à corrente sanguínea lipoproteína Composto presente na corrente sanguínea, formado por um núcleo de lipídeo envolvido por uma membrana de proteína, fosfolipídeo e colesterol. quilomícron Lipoproteína composta por gor- duras de origem alimentar envolvidas por uma membrana de colesterol, fosfolipídeos e pro- teína. Os quilomícrons se formam nas células absortivas do intestino delgado depois da ab- sorção das gorduras e são levados pelo sistema linfático até a corrente sanguínea. TABELA 5.3 Composição e funções das principais lipoproteínas do sangue Lipoproteína Componente primário Principal função Quilomícron Triglicerídeo Transporta as gorduras de origem alimentar a partir das células do intestino delgado. VLDL Triglicerídeo Transporta os lipídeos produzidos e captados pelas células do fígado. LDL Colesterol Transporta o colesterol produzido no fígado e em outras células. HDL Proteína Contribui para remover o colesterol das células e para sua excreção do organismo. Wardlaw_Cap_5.indd 204Wardlaw_Cap_5.indd 204 04/12/12 14:4804/12/12 14:48 Nutrição Contemporânea 205 (ver novamente a Fig. 3.5, no Cap. 3, que mostra um diagrama da circulação linfá- tica). Os quilomícrons contêm gorduras de origem alimentar e se formam apenas nas células intestinais. Assim como as outras lipoproteínas descritas no próximo item, os quilomícrons são compostos por grandes glóbulos de gordura envoltos em uma fina membrana hidrossolúvel, composta de fosfolipídeos, colesterol e proteí- nas (Fig. 5.12). A membrana hidrossolúvel que envolve o quilomícron permite que os lipídeos flutuem livremente no meio aquoso do sangue. Algumas das proteínas presentes também podem ajudar outras células a identificar a lipoproteína como um quilomícron. Depois que o quilomícron entra na corrente sanguínea, os triglicerídeos do seu núcleo são fragmentados liberando ácidos graxos e glicerol, sob a ação de uma en- zima chamada lipase lipoproteica, que se encontra ligada à parede interna dos va- sos sanguíneos (Fig. 5.13). Tão logo chegam à corrente sanguínea, os ácidos graxos são absorvidos pelas células que se encontram ao redor, enquanto a maior parte do glicerol volta ao fígado. As células musculares são capazes de utilizar imediatamen- te, como combustível, os ácidos graxos absorvidos. As células adiposas, no entanto, tendem a recompor os triglicerídeos a partir dos ácidos graxos, formando reservas. Depois que os triglicerídeos são removidos do quilomícron, sobram os restos des- ses glóbulos, que são retirados da circulação pelo fígado e têm seus componentes reciclados para formar outras lipoproteínas e ácidos biliares. Outras lipoproteínas transportam lipídeos do fígado para as células do corpo O fígado extrai vários lipídeos do sangue e também produz lipídeos e colesterol. As matérias-primas para a síntese de lipídeos e colesterol são os ácidos graxos livres retirados da corrente sanguínea, além do carbono e do hidrogênio derivados de carboidratos, proteínas e álcool. Em seguida, o fígado precisa acondicionar esses lipídeos sintetizados sob a forma de lipoproteínas, para transportá-los, pelo sangue, para os tecidos corporais. A primeira categoria, na nossa discussão sobre lipoproteínas produzidas no fígado, são as lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL). São partículas formadas por colesterol e triglicerídeos, envolvidos por uma membrana hidrosso- lúvel. As VLDLs são ricas em triglicerídeos e por isso têm muito baixa densidade. Uma vez na corrente sanguínea, a lipase lipoproteica da superfície interna dos vasos sanguíneos fragmenta o triglicerídeo da VLDL gerando ácidos graxos e glicerol. Os ácidos graxos e o glicerol circulam pela corrente sanguínea e são captados pelas células do corpo. lipase lipoproteica Enzima ligada às célu- las que revestem a parede interna dos vasos sanguíneos e que promove a quebra dos tri- glicerídeos em ácidos graxos livres e glicerol. lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) Lipoproteína produzida no fígado e que transporta colesterol e lipídeos captados ou recém-sintetizados no fígado. lipoproteína de baixa densidade (LDL) Li- poproteína do sangue que contém principal- mente colesterol. O nível elevado de LDL tem forte correlação com o risco de doença cardio- vascular. FIGURA 5.12 � Estrutura de uma lipoproteína, nesse caso, LDL. Essa estrutura permite que as gorduras circulem no meio aquoso da corrente sanguínea. Várias lipoproteínas podem ser en- contradas na corrente sanguínea. O componen- te primário da LDL é o colesterol. Triglicerídeos Proteína Fosfolipídeos Colesterol livre Colesterol ligado a ácidos graxos Wardlaw_Cap_5.indd 205Wardlaw_Cap_5.indd 205 04/12/12 14:4804/12/12 14:48 206 Gordon M. Wardlaw & Anne M. Smith À medida que perde seus triglicerídeos, a VLDL se torna relativamente mais densa. A maior parte dessa fração remanescente da VLDL passa a se chamar lipo- proteína de baixa densidade (LDL), composta, principalmente, pelo colesterol re- manescente. A função primária da LDL é transportar o colesterol até os tecidos. As partículas de LDL são removidas da corrente sanguínea por receptores específicos existentes nas células, sobretudo nas células do fígado, onde são fragmentadas. O colesterol e as proteínas que compõem a LDL são alguns dosblocos necessários para a síntese de membranas celulares e hormônios, o que garante o crescimento e o desenvolvimento das células. O último grupo de lipoproteínas, as lipoproteínas de alta densidade (HDL), são participantes críticos e benéficos para esse processo de transporte de lipídeos. A elevada proporção de proteína torna a HDL a lipoproteína de maior densidade. O fígado e o intestino produzem a maior parte da HDL encontrada no sangue. A HDL circula pela corrente sanguínea, capturando o colesterol das células mortas e de várias outras fontes. Em geral, a HDL entrega o colesterol a outras lipoproteínas, para que elas sejam levadas de volta ao fígado e, então, excretadas. Parte da HDL volta diretamente ao fígado. Colesterol – o “bom” e o “mau” – na corrente sanguínea HDL e LDL costumam ser chamadas, respectivamente, de “bom” e “mau” coleste- rol. Muitos estudos demonstram que o nível de HDL presente na corrente sanguí- lipoproteína de alta densidade (HDL) Li- poproteína circulante que captura o colesterol derivado de células mortas e de outras fontes e o transfere para outras lipoproteínas na cor- rente sanguínea ou diretamente ao fígado. Um nível baixo de HDL significa um maior risco de doença cardiovascular. menopausa Cessação dos ciclos menstruais da mulher, geralmente por volta dos 50 anos de idade. células “lixeiras” [scavenger] Tipo específico de leucócitos que se escondem na parede das artérias e acumulam LDL. No momento em que captam as LDL, as células lixeiras contri- buem para o desenvolvimento da aterosclerose. aterosclerose Acúmulo de material gordu- roso (placa de ateroma) nas artérias, inclusive nas que levam sangue ao coração (coronárias). Várias gorduras em uma refeição. Fontes de gordura Produção de lipoproteínas Função das lipoproteínas Produção final de LDL Função da LDL Vários lipídeos captados ou produzidos pelo fígado. Colesterol que se origina de células destruídas ou durante o metabolismo das lipoproteínas. A HDL recolhe esses lipídeos e os transfere a outras lipoproteínas ou ao fígado. A VLDL leva os ácidos graxos até as células. LDL basicamente leva o colesterol às células.* Os quilomícrons levam os ácidos graxos até as células. Acondicionadas como quilomícrons no intestino Acondicionadas como VLDL pelo fígado HDL produzido no fígado e no intestino A LDL se origina da partícula de VLDL a partir da remoção de ácidos graxos. * O colesterol não captado pelas células pode ser englobado pelas células “lixeiras” da parede das artérias. O acúmulo de colesterol pode ocasionar a aterosclerose. VLDL � lipoproteína de muito baixa densidade LDL � lipoproteína de baixa densidade HDL � lipoproteína de alta densidade FIGURA 5.13 � Produção e função das lipoproteínas. Os quilomícrons levam a gordura absorvida às células do corpo. A VLDL leva às células do corpo a gordura extraída da corrente sanguínea pelo fígado, além da gordura produzida pelo próprio fígado. A LDL deriva da VLDL e transporta até as células a maior parte do colesterol. A HDL se origina principalmente do fígado e do intestino. A HDL transporta o colesterol das células para ou- tras lipoproteínas e para o fígado, para excreção. Wardlaw_Cap_5.indd 206Wardlaw_Cap_5.indd 206 04/12/12 14:4804/12/12 14:48 Nutrição Contemporânea 207 nea permite prever, com muita precisão, o risco de doença cardiovascular. O risco aumenta quando a HDL é baixa porque pouco colesterol é transportado de volta ao fígado para ser excretado. As mulheres tendem a ter níveis mais elevados de HDL do que os homens, especialmente antes da menopausa. Níveis elevados de HDL freiam o desenvolvimento da doença cardiovascular, por isso o colesterol transpor- tado pela HDL pode ser considerado “bom” colesterol. No entanto, a LDL às vezes representa o “mau” colesterol. Quando se fala sobre a LDL, percebe-se que ela é capturada pelos receptores presentes em várias células. Se a LDL não for prontamente retirada da corrente sanguínea, as células “lixeiras” da parede das artérias captarão essa lipoproteína, causando acúmulo de colesterol nos vasos sanguíneos. Esse processo de acúmulo (aterosclerose) aumenta muito o risco de doença cardiovascular (ver, a seguir, o tópico “Nutrição e Saúde”). A LDL só causa problemas quando seu nível no sangue é muito elevado, porque em pequena quantidade ela faz parte das funções rotineiras do corpo. DECISÕES ALIMENTARES LDL colesterol O colesterol dos alimentos não é classificado em “bom” ou “mau”. Somente depois de ser pro- cessado ou sintetizado no fígado é que ele aparece, na corrente sanguínea, sob a forma de LDL ou HDL. Entretanto, os hábitos alimentares podem influenciar o metabolismo do colesterol. Dietas com pouca gordura saturada, gordura trans e colesterol estimulam a captação da LDL pelo fígado, removendo, assim, a LDL da corrente sanguínea e diminuindo o risco de formação de placas de aterosclerose pelas células da parede dos vasos sanguíneos. Em contrapartida, as dietas ricas em gorduras saturadas, gorduras trans e colesterol reduzem a captação de LDL pelo fígado, aumentando o nível de colesterol no sangue e o risco de doença cardiovascular. Que alimentos da sua dieta são ricos em gorduras saturadas, gorduras trans e colesterol? REVISÃO CONCEITUAL Os lipídeos em geral circulam na corrente sanguínea sob a forma de lipoproteínas. As gorduras alimentares absorvidas no intestino delgado são acondicionadas e transportadas sob a forma de quilomícrons, ao passo que os lipídeos sintetizados no fígado são transportados sob a forma de lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL). A lipase lipoproteica remove as lipoproteínas de dentro dos quilomícrons e da VLDL, fragmentando esses triglicerídeos em glicerol e ácidos graxos, que são distribuídos aos tecidos para servirem como fonte de energia ou para serem armazenados. Os componentes remanescentes dos quilomícrons depois da ação da lipase li- poproteica são reciclados pelo fígado, dando origem às lipoproteínas de baixa densidade (LDL), ricas em colesterol. As LDLs são captadas pelos receptores presentes nas células do corpo, especialmente as células do fígado. As células “lixeiras” da parede das artérias também captam LDL, acelerando o desenvolvimento da aterosclerose. As lipoproteínas de alta densidade (HDL), também produzidas, em parte, pelo fígado, retiram o colesterol das células e o transportam, pri- mariamente, até as lipoproteínas, para que ele retorne ao fígado. Os fatores de risco de doença cardiovascular incluem níveis elevados de LDL e/ou níveis baixos de HDL no sangue. Aparentemente, os ácidos graxos saturados provocam aumento da quantidade de colesterol livre (não ligado a ácidos graxos) no fígado, ao passo que os ácidos graxos insaturados exercem o efeito oposto. À medida que aumenta a quantidade de colesterol livre no fígado, esse órgão passa a retirar menos colesterol da corrente sanguínea, o que contribui para elevar o nível de LDL no sangue. (Acredita-se que os ácidos graxos trans atuem da mesma forma que os ácidos graxos saturados.) Ver o tópico “Nutrição e Saúde”: lipídeos e doença cardiovascular, no final do Capítulo 5. Wardlaw_Cap_5.indd 207Wardlaw_Cap_5.indd 207 04/12/12 14:4804/12/12 14:48 Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual da Instituição, você encontra a obra na íntegra.