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DISSERTAÇAO EXPOSITIVA 2 DISSERTAÇAO EXPOSITIVA A dissertação expositiva tende à simples exposição de ideias, de informações, de definições e de conceitos, sem necessidade de um forte convencimento do leitor. Quando o texto dissertativo se dedica mais a expor ideias, a fazer que o leitor/ouvinte tome conhecimento de informações ou interpretações dos fatos, tem caráter expositivo e podemos classificá-lo como expositivo. (COROA , 2008b, p. 121). ESTRUTURA DO TEXTO DISSERTATIVO-EXPOSITIVO ͫ Na introdução, há a apresentação do tema (parágrafo mais curto). Como não há tese, o candidato deve fazer a apresentação do tema (ideia central do texto). ͫ Tipos de introdução: » Definição: tem por objetivo expor uma definição, uma ideia, uma expressão. Para isso, é importante ter como referência os sentidos expostos em dicionários, leis, doutrinas, etc. » Paráfrase: é uma reescritura do tema e dos tópicos apresentados na proposta de redação. Não pode haver alteração de sentido e deve ser respeitada a simetria (paralelismo) sintática e semântica. » Citações e estatísticas: neste tipo de introdução, o candidato traz uma frase (citação) de algum especialista no assunto, ou estatísticas a respeito do tema. Importante tomar cuidado para não trazer citações “vazias”, que não sejam relacionadas ao assunto, e também se preocupar em fazer uma análise a respeito das estatísticas trazidas, para que elas não fiquem deslocadas. ͫ No desenvolvimento, há a apresentação de informações sobre assuntos, exposição, expli- cação de ideias de modo objetivo, fundamentação por meio de leis, citação de autores, exemplos etc. Segundo fulano de tal, ...; Segundo a Lei Tal,..., Conforme entendimento do STF, ... Em outras palavras, há presença de dados polifônicos. Não há opinião do candi- dato aqui, e sim apresentação do seu conhecimento técnico sobre determinado assunto. ELEMENTOS COESIVOS PARA INCIAR OS PARÁGRAFOS DE DESENVOLVIMENTO A primeira delas ... A primeira dessas questões ... 1º PARÁGRAFO DE DESENVOLVIMENTO O primeiro desses pontos ... Em primeiro lugar, ... Outra questão importante é... Também é de suma importância ... 2º PARÁGRAFO DE DESENVOLVIMENTO O segundo dos aspectos ... Além disso, ... Em segundo lugar, ... DISSERTAÇAO EXPOSITIVA 3 Há de se considerar também, ... Há de se considerar, por último, ... 3º PARÁGRAFO DE DESENVOLVIMENTO O terceiro dos aspectos, ... ͫ A conclusão é opcional. Se construir um parágrafo conclusivo, haverá a retomada da ideia central. » Síntese: consiste em sintetizar as ideias que foram abordadas ao longo da dissertação, confirmando a ideia central que aparece na introdução do texto. ELEMENTOS COESIVOS PARA INCIAR O ÚLTIMO PARÁGRAFO Por fim, ... Por último, ... Finalmente, ... Em último lugar, ... COMO FUNDAMENTAR AS IDEIAS São várias as formas de fundamentar a ideia central do parágrafo de desenvolvimento. As mais comuns são a explicação e a exemplificação. Normalmente a banca já solicita que tipo de funda- mentação ela deseja que o candidato apresente (por exemplo, explique e exemplifique). Explicação: apresenta um conceito, uma definição. Essa é a ferramenta mais comum. Exemplo: ilustra o tópico frasal. Pode vir depois de uma explicação. Não há problema algum utilizar mais de uma estratégia. Comparação: enumera elementos semelhantes ou diferentes. PROPOSTA DE DISSERTAÇÃO EXPOSITIVA Na trajetória da administração pública brasileira, destacam-se o modelo burocrático, associado ao poder racional-legal, e o modelo gerencialista, representado pela nova administração pública. Discorra sobre os seguintes tópicos, relacionados a esses dois modelos: 1 contextos em que esses modelos surgiram; [valor: 9,00 pontos] 2 propósito de cada um desses modelos; [valor: 9,00 pontos] 3 princípios e práticas norteadores (apresente, ao menos, três para cada modelo). [valor: 20,00 pontos] O Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado – PDRAE, importante documento elabo- rado pelo Ministério da Administração Federal e da Reforma do Estado no ano de 1995, evidencia a existência de três modelos de gestão da administração pública: a patrimonialista, a burocrática e a gerencial. Esses modelos de administração evoluíram ao longo do histórico político-social brasileiro sem que nenhum desses tenha sido totalmente desconsiderado. O burocrático surgiu como oposição a um tipo de administração patrimonialista, que era altamente dependente da figura pessoal do governante e, assim, inseguro para a manutenção do patrimônio do Estado. O gerencialista, fre- quentemente associado à nova administração pública no Brasil, por sua vez, surgiu em oposição aos resultados insatisfatórios obtidos com a adoção das práticas associadas ao modelo burocrático 4 formalismo excessivo, baixa produtividade e elevado índice de insatisfação dos cidadãos quanto aos serviços públicos ofertados. Cumpre destacar também que cada um deles tinha um propósito. A fim de garantir eficiência administrativa, o burocrático promoveu a centralização de atividades, pautando-se em formalismo, clareza nas definições hierárquicas, meritocracia, racionalidade impessoal, regras formais padro- nizadas, igualdade de tratamento de casos semelhantes e clareza na definição das relações de subordinação. Já o gerencialista é uma iniciativa gerada com o propósito de promover descentra- lização das atividades do Estado, autonomia para a gestão e ênfase na qualidade da prestação de serviços públicos por meio da incorporação de práticas típicas da gestão corporativa com busca da eficiência administrativa. Destaca-se, ainda, sua intenção de reduzir custos e tornar mais eficiente a administração dos serviços sob a responsabilidade do Estado. Por fim, é importante destacar os princípios e práticas norteadores das duas gestões. Para o modelo burocrático destacam-se, entre outros: foco no cumprimento de responsabilidades pelos agentes administrativos, obediência dos agentes às regras e procedimentos, adoção de sistemas administrativos formalizados como estratégia para combater o nepotismo e a corrupção. Para o modelo gerencial, destacam-se, entre outros: alcance de resultados valorizados pela sociedade, promoção de accountability e transparência nas ações do Estado, aumento da qualidade percebida para os serviços públicos prestados direta ou indiretamente pelo Estado, promoção de concorrência para serviços públicos, com oferta de escolha para os usuários.