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DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA LABORATÓRIO DE ENSINO DE HISTÓRIA 2 (ESTÁGIO SUPERVISIONADO) PROFA. SUSANE R. DE OLIVEIRA PLANEJAMENTO DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA NOMES DOS INTEGRANTES DA EQUIPE: Ana Paula Ribeiro da Silva NOME E LOCALIDADE DA ESCOLA: CEM 804 RECANTO DAS EMAS PÚBLICO ALVO: 2º ano do Ensino Médio. TEMA: A Escravidão dos Povos Africanos no Brasil Colonial e suas Resistências OBJETIVO GERAL: Contribuir no desenvolvimento das aprendizagens em História por meio de práticas de letramento (leitura e interpretação de textos) em sala de aula. METODOLOGIA: Aula expositiva dialogada e atividade de leitura e interpretação de fontes. A atividade de leitura em sala de aula será baseada nas propostas de Isabel Solé no livro “Estratégias de Leitura” (link para download: https://drive.google.com/file/d/1RFgSMsKRpk2T5xLwdkA7WoW34NGaB6iE/view?u sp=drive_link). DURAÇÃO: Duas horas/aula de 50 minutos cada. MATERIAL DE APOIO: Um Alvará sobre a comercialização de africanos escravizados, um trecho retirado de uma história em quadrinhos sobre resistência quilombola e um documento de determinação sobre a missão contra o Quilombo dos Palmares. AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS: A avaliação será por meio das respostas às perguntas que serão entregues no documento de “Análise de Fontes”, em que será questionado informações que instiguem a interpretação das fontes apresentadas e um comentário relacionando ao menos duas delas. BIBLIOGRAFIA: ALVARÁ DE 24 DE DEZEMBRO DE 1724, SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DE ESCRAVOS DA COSTA AFRICANA. Internet Archive. Disponível em: https://archive.org/details/euelreyfaosabera10port/page/n1/mode/2up. Acesso em: 13 nov. 2023. AZEVEDO, Gislane; SERIACOPI, Reinaldo. História Passado e Presente 2 (do Mundo Moderno ao Século XIX). 1ª ed. São Paulo: Ática, 2016. CONCEIÇÃO, Joaquim Tavares da. Plano de Curso, Disciplina: História 2º Ano – Ensino Médio. [s.l.: s.n., s.d.]. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1RFgSMsKRpk2T5xLwdkA7WoW34NGaB6iE/view?usp=drive_link https://drive.google.com/file/d/1RFgSMsKRpk2T5xLwdkA7WoW34NGaB6iE/view?usp=drive_link https://daffy.ufs.br/uploads/page_attach/path/6464/PLANO_DE_ENSINO_- _HIST_RIA_2__SERIE.pdf. Acesso em: 13 nov. 2023. GORENDER, Jacob. O Escravismo Colonial. 6ª ed. São Paulo: Expressão Popular; Perseu Abramo, 2016. Disponível em: https://fpabramo.org.br/publicacoes/wp- content/uploads/sites/5/2021/11/Escravismo-Colonial-Web.pdf. Acesso em: 13 nov. 2023. MIRA, Andre Luis Mikilita. Para Além dos Livros: O Uso de Fontes Históricas em Sala de Aula no Estudo da Escravidão. Paraná: UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, 2020. Disponível em: https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/29616/3/livrosfonteshistoricasescravida o.pdf. Acesso em: 13 nov. 2023. MOURA, Clóvis; MOYA, Álvaro. Zumbi dos Palmares (Edição comemorativa dos 300 anos). 1995. Disponível em: https://lemad.fflch.usp.br/node/4928. Acesso em: 13 nov. 2023. PACHECO, Paulo Henrique Silva. Plano de aula – 7º ano – O comércio de escravizados na América portuguesa do século XVIII. Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/7ano/historia/o-comercio-de- escravizados-na-america-portuguesa-do-seculo-xviii/6221. Acesso em: 13 nov. 2023. PACHECO, Paulo Henrique Silva. Plano de aula – 7º ano – O quilombo como resistência no Brasil colonial do século XVII. Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/7ano/historia/o-quilombo-como- resistencia-no-brasil-colonial-do-seculo-xvii/6222. Acesso em: 13 nov. 2023. VILLAS, Sara. Plano de aula – 4º ano – A comercialização de pessoas em diferentes tempos e espaços. Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/planos-de- aula/fundamental/4ano/historia/a-comercializacao-de-pessoas-em-diferentes-tempos-e- espacos/5884. Acesso em: 13 nov. 2023. PLANO DE AULA 1 CONTEÚDOS: Motivos e funcionamento da escravidão no Brasil colonial, trazendo uma contextualização introdutória sobre a monocultura do açúcar, dos motivos e funcionamento do tráfico negreiro e do cotidiano dos negros escravizados no Brasil. OBJETIVOS: Conhecer as justificativas ideológicas que procuravam legitimar a escravização de africanos; Compreender as condições de transporte dos africanos para a colônia portuguesa na América e as condições de trabalho no novo continente; Entender algumas consequências históricas do tráfico negreiro para o continente africano; Perceber que o trabalho escravo foi a base da colonização portuguesa na América e sustentou todo o modo de vida da colônia. DESCRIÇÃO: Exposição oral por parte do/a estagiário/a contextualizando a sociedade da monocultura do açúcar, que era a base da economia brasileira colonial, e o uso de mão de obra escrava, por ser uma sociedade escravagista. Apresentar a primeira fonte para análise, sendo essa o Alvará de comercialização de africanos escravizados e utilizar do documento para introduzir a prática do tráfico negreiro, o cotidiano dos negros escravizados no Brasil, e suas condições de trabalho desumanas. PLANO DE AULA 2 CONTEÚDOS: Análise de fontes relacionadas a escravidão dos povos africanos no Brasil colonial e suas plurais formas de resistências à opressão colonizadora. OBJETIVO GERAL: Reconhecer a presença do africano e de sua cultura na formação da sociedade brasileira tanto no passado como no presente; Identificar as estratégias de resistência empreendidas pelos escravizados; Refletir criticamente sobre as condições do afro-brasileiro no mercado de trabalho atual e as disparidades sociais em relação aos brancos na sociedade brasileira contemporânea. DESCRIÇÃO: Atividade de leitura e interpretação de texto mais aprofundada da fonte já apresentada anteriormente (o Alvará sobre a comercialização dos africanos escravizados) e a apresentação de duas novas fontes, sendo uma delas o trecho retirado da história em quadrinhos "Zumbi dos Palmares (Edição Comemorativa dos 300 anos)” e a outra sendo a transcrição do documento que lista as determinações da missão dos colonizadores contra o Quilombo dos Palmares. ANEXO Com o Alvará, abordar como a prática escravista era totalmente legal por lei e que foi a base do modo de produção brasileiro durante todo o período colonial, se estendendo até mesmo para além do período. Já com a HQ e o documento de determinação, argumentar com a luta da resistência negra sempre se fez presente, assim como a tentativa de opressão dessa mesma luta por parte do colonizador, que sempre teme perder sua posição de privilégio.