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INICIANDO 
O DIÁLOGO
para desenvolver competências socioemocionais 
Contém planos de aula e atividades para apoiar 
educadores do 2º ano do Ensino Fundamental
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INICIANDO 
O DIÁLOGO
para desenvolver competências socioemocionais 
Contém planos de aula e atividades para apoiar 
educadores do 2º ano do ensino fundamental
 INSTITUTO AYRTON SENNA
 PRESIDENTE Viviane Senna
 DIRETORA DE EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO Tatiana Filgueiras
 GERENTE EXECUTIVA Inês Kisil Miskalo
 GERENTES Laura di Pizzo
 Shirley Ferrari
 PRODUÇÃO DO DOCUMENTO Hudson de Carvalho
 Julia Braga
 Karen Teixeira
 Maria Clara Couto
 Regina Marino
 Thais Bertin Brandão
 Tonia Casarin
 EDITORA Marta Pagotto
 ROTEIRO E LAY-OUT DE ILUSTRAÇÕES Kaled Kanbour
 EDITOR DE ARTE Marcio Petta
 ILUSTRAÇÕES SENNINHA Thelia Produções
 DIAGRAMAÇÃO E ILUSTRAÇÕES Ideia Múltipla
 ©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr.
 2019
SUMÁRIO
 INTRODUÇÃO 5
 2º ANO 9
 4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS 9
 AS CORES QUE SENTIMOS 17
 AUTOAVALIAÇÃO 27
 BATATINHA QUENTE 33
 CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA 39
 CHECKLIST DA TAREFA 49
 CLASSIFICANDO PENSAMENTOS 57
 COLEÇÃO DE TROFÉUS 65
 COMO ESTOU ME SENTINDO? 71
 DESENHANDO SENTIMENTOS 79
 ESCANEAMENTO CORPORAL 87
 GRÁFICO DE FOCO 93
 MAPA DA HISTÓRIA 105
 MAPA DO SOM 111
 PERGUNTAS PARA A RODA DE ENTRADA 117
	 PLANTINHA	DE	FEIJÃO	 125
 QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA 131
 UM(A) GRANDE AMIGO(A) 139
 UM(A) PROFESSOR(A) MUITO MALUQUINHO(A) 145
 UMA SITUAÇÃO E DOIS PONTOS DE VISTA 153
 
 INTERVENÇÕES 
 CAIXA DE PREOCUPAÇÕES 161
 PEDIR AJUDA OU CONVERSAR 167
 RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS 177
 ROLETA DE OPÇÕES 183 
5 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
INTRODUÇÃO 
INTRODUÇÃO
Olá professor (a),
O	material	que	hoje	chega	às	suas	mãos	reflete	o	trabalho	de	um	grupo	de	
profissionais	do	Instituto	Ayrton	Senna	que,	desde	o	ano	de	2017,	se	dedica	à 
construção detalhada de um projeto a ser desenvolvido pelas redes de ensino 
no que tange ao trabalho com as competências socioemocionais no Ensino 
Fundamental I: os Cadernos de Atividades sobre competências socioemocionais.
Tais cadernos são constituídos de Planos de Aula para cada ano do ciclo I do 
Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) e indicam atividades que, ao serem integradas ao 
planejamento cotidiano do professor, visam o desenvolvimento das competências 
socioemocionais indicadas dentre as 10 competências gerais da BNCC.
Perceba que cada atividade apresenta um formato de possibilidades de 
trabalho: a atividade única é apresentada uma vez e pode ser a base de 
inúmeras outras atividades que você pode planejar; atividade de rotina indica 
alguma ideia que pode compor e ampliar o planejamento de suas aulas e 
oferece um conhecimento muito útil para ser usado sempre, em todas as suas 
aulas; atividades de intervenção tem como diferencial poder ser aplicada 
em quaisquer anos escolares e usado por você conforme necessidade.
Entendemos que o momento do planejamento é um momento de construção 
do professor, considerando os conteúdos a serem desenvolvidos e o 
desempenho de sua turma, e esse caderno tem o objetivo de contribuir para 
que nesse momento você possa integrar atividades sobre competências 
socioemocionais	ao	seu	planejamento	das	aulas	buscando	qualificar	ainda	
mais seu trabalho e também a formação de seus alunos de forma mais plena.
Esperamos contribuir com seu trabalho e desejamos que cada 
vez	mais,	profissionais	como	você	possam	construir	uma	vida	
escolar e futura mais feliz para nossas crianças!
2ºANO
9 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 1/8
4 PASSOS 
PARA 
RESOLUÇÃO 
DE CONFLITOS
Os 4 Passos Para Resolução de Conflitos é uma 
metodologia utilizada para trabalhar com os alunos 
estratégias que os ajudem a resolver conflitos. 
Nesta aula, o professor irá ensinar a metodologia 
e os alunos precisarão colocá-la em prática.
JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o objetivo de explorar estratégias que alunos possam 
utilizar para resolver conflitos no ambiente escolar. Professor e turma 
debatem maneiras diferentes para que alunos possam manejar de 
modo efetivo os conflitos que surgem no cotidiano da escola. 
A metodologia proposta ensina quatro passos para resolver conflitos 
sociais. O primeiro passo, “fique calmo”, enfatiza a importância da regulação 
das emoções e do autocontrole no processo de resolução de conflitos, 
favorecendo o desenvolvimento da tolerância à frustração e ao estresse. 
Para resolver conflitos, além de aprender a lidar com as suas emoções, as 
crianças precisam conseguir se colocar no lugar do outro e se expressar de 
forma adequada. Assim, os três passos seguintes da metodologia oportunizam 
os alunos a trabalharem a empatia, o respeito e a assertividade. É importante 
que o professor faça uma moderação do debate que permita aos alunos 
desenvolverem um senso de que eles são agentes no processo de pacificação 
de conflitos, fortalecendo, assim, o seu senso de responsabilidade.
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Responsabilidade › Assertividade
 › Iniciativa social
 › Empatia
 › Respeito
 › Autoconfiança
 › Tolerância à 
frustração
 › Tolerância ao 
estresse
 › Imaginação 
criativa
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
10 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 2/8
Ao aprenderem a lidar com situações de estresse e frustração e a resolver conflitos de 
forma independente, os alunos terão a possibilidade de desenvolver a sua autoconfiança. 
O formato da atividade com debate e trabalho em dupla permite que o professor 
explore intencionalmente a iniciativa social. Os alunos também precisam pensar em 
soluções alternativas para gerar ideias sobre estratégias para resolverem conflitos, 
o que dá espaço para que mobilizem a competência da imaginação criativa.
FORMATO: Intervenção
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa
<<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Escrita Autônoma e Compartilhada
 › Habilidade: (EF01LP17) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas 
e com a ajuda do professor, listas, agendas, calendários, avisos, convites, 
receitas, instruções de montagem e legendas para álbuns, fotos ou ilustrações 
(digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, 
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto.
 › Habilidade: (EF01LP21) Escrever, em colaboração com os colegas e com a 
ajuda do professor, listas de regras e regulamentos que organizam a vida na 
comunidade escolar, dentre outros gêneros do campo da atuação cidadã, 
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA (ALFABETIZAÇÃO)
Objeto de Conhecimento: Formas de composição de narrativas
 › Habilidade: (EF01LP26) Identificar elementos de uma narrativa lida 
ou escutada, incluindo personagens, enredo, tempo e espaço.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção,falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
11 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 3/8
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão discutir e usar 4 Passos Para Resolução de Conflitos a fim 
de refletirem e decidirem como um conflito pode ser resolvido. 
DURAÇÃO: 40 a 50 minutos.
MATERIAIS: › Modelo para construção do cartaz (ANEXO 1)
 › Folha de exercício: 4 Passos Para Resolução de Conflitos (uma por aluno); (ANEXO 2)
 › Folha grande de papel para fazer o cartaz;
 › Caneta(s) para escrever e/ou desenhar no cartaz;
 › Lápis e borrachas.
PREPARAÇÃO 
PARA AULA: 
 › O professor pode optar por criar um cartaz 4 Passos Para Resolução de Conflitos 
antes da aula ou durante a aula, enquanto ensina a metodologia para os alunos. 
PROCEDIMENTO: CONEXÃO: 
Conte uma história sobre um conflito que surge entre duas crianças na escola. 
Sugestão de história:
“Eu tinha dois alunos, o Carlos e o Pedrinho, que sempre brincavam juntos 
na hora do recreio. Eles adoravam brincar de super-heróis e corriam pelo 
pátio salvando as crianças que precisavam de ajuda. Um dia, o Eduardo, 
primo do Carlos, entrou para a escola. Carlos ficou muito feliz por ser da 
mesma sala que seu primo, e eles combinaram de jogar bola no recreio. 
Na hora do recreio, Pedrinho chamou Carlos para brincar de super-heróis, 
mas Carlos disse que queria jogar bola com seu primo Eduardo.
Pedrinho ficou muito triste, começou a chorar e disse para Carlos 
que nunca mais seria seu amigo! Carlos então respondeu: ‘Que bom, 
também não quero nunca mais brincar com você’. Carlos jogou 
bola com Eduardo, e Pedrinho veio chorando me chamar”. 
O uso da história e de questões disparadoras pode ser um meio efetivo de 
engajar os alunos em uma reflexão crítica sobre como Pedrinho e Carlos
 Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
12 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 4/8
se sentiram com o comportamento um do outro e sobre de que outras maneiras 
eles poderiam ter resolvido o conflito de modo mais positivo. Por isso, aproveite 
este momento para discutir sobre o que seus alunos acharam da história.
Possíveis perguntas para a discussão: “Por que vocês acham que o Carlos 
e o Pedrinho se chatearam um com o outro?”; “Como vocês acham que 
eles se sentiram com esta situação?”; “Vocês acham que eles reagiram 
da melhor maneira?”; “Eles poderiam ter reagido de outra forma?”; “O 
que vocês fariam no lugar do Pedrinho?”; “E no lugar do Carlos?”.
PARTICIPAÇÃO:
Apresente e ensine os 4 Passos Para Resolução de Conflitos e 
discuta sobre cada um deles. Você poderá optar por criar um cartaz 
durante a discussão ou trazer um cartaz já pronto para aula.
1. Fique Calmo: Discuta sobre maneiras de ficar calmo, como contar até 10 ou 
respirar fundo. Pergunte às crianças quais outras estratégias elas já usam ou 
poderiam usar para se acalmarem. Peça para os alunos testarem uma dessas 
estratégias e diga: “Reparem se vocês se sentem mais calmos”. Faça uma relação 
com a história: “Vocês acham que Pedrinho teria reagido de uma forma melhor se ele 
tivesse contado até 10? E o Carlos?”. Explique que quando nos sentimos nervosos 
ou agitados, é possível que tenhamos reações não muito construtivas frente a 
conflitos ou problemas. Por isso, é importante nos acalmarmos antes de reagirmos.
2. Diga como você se sente e por quê: Peça que os alunos deem exemplos 
de maneiras de completar a frase: “Eu estou ___________ porque 
__________.” (exemplos: “Eu estou triste porque não consegui terminar 
meu trabalho”; “Eu estou com raiva porque não me deixaram entrar na 
brincadeira”; “Eu estou com medo porque não gosto de brincadeiras 
de fantasma”.) Faça uma relação com a história, perguntando como 
Pedrinho poderia ter contado para Carlos como estava se sentindo. 
3. Pensem juntos em possíveis soluções: Explique para os alunos que, 
depois de dizerem um ao outro como se sentem, é importante que 
pensem juntos em soluções para o problema. Diga que é muito importante 
ouvir o amigo e ponderar as suas ideias, assim como também propor 
ideias para que, juntos, eles possam pensar em como resolver o seu 
conflito. Faça uma relação com a história contada, e peça para os alunos 
pensarem em possíveis soluções para a situação de Carlos e Pedrinho. 
4. Façam um combinado: Diga: “Essa é a melhor parte dos 4 passos porque, a 
partir dela, vocês poderão continuar brincando ou trabalhando juntos”. Explique 
que a partir das ideias que surgiram no passo 3, eles precisarão fazer um 
combinado sobre como agir daqui para a frente. Lembre seus alunos sobre 
o que é um combinado, fazendo conexões com experiências passadas. Por 
exemplo, “Vocês precisam fazer um combinado igual aos que fazemos aqui 
na escola. Vocês lembram que quando fazemos um combinado cada um 
13 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 5/8
de nós precisa se responsabilizar por cumpri-lo para que ele funcione?” Faça uma 
relação com a história: “Depois do Pedrinho ter se acalmado, dito para o Carlos 
como ele se sentia, e, juntos, os dois terem pensado em possíveis soluções, 
qual seria um bom combinado para eles fazerem para evitar outras brigas?”.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Mostre a folha de exercício 4 Passos Para Resolução de Conflitos e diga que 
ela é uma versão menor do cartaz que vocês acabaram de usar. Explique 
que, em duplas, os alunos vão precisar inventar uma situação de conflito 
e descrever, por meio da escrita e/ou de desenho, como irão agir em 
cada um dos quatro passos para resolvê-la. Os alunos podem descrever 
um conflito que tenha acontecido com eles na escola, por exemplo. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão trabalhar com um amigo, usando esses quatro passos 
para resolver um conflito que vocês irão inventar”.
TRABALHO EM DUPLA:
Peça aos alunos que se sentem com suas respectivas duplas para completarem 
a tarefa. Fica a seu critério se você irá determinar as duplas ou deixar os alunos 
escolherem com quem querem trabalhar. Se a sua turma tiver um número ímpar 
de alunos, faça um trio. Circule pela sala de aula, dando suporte e ajuda quando 
for necessário. Se por acaso houver algum conflito durante a tarefa, reveja 
os quatro passos com seus alunos e use essa situação como oportunidade 
de aprendizado. Procure se informar logo sobre o enredo escolhido pelas 
duplas, para evitar que os alunos escrevam sobre situações agressivas ou 
ofensivas aos outros. Se esse for o caso, explique o motivo pelo qual a situação 
escolhida não é apropriada, e então peça para que tenham outra ideia. 
ENCERRAMENTO: 
Em roda, peça para cada dupla apresentar seu trabalho. Destaque a importância de 
escutar com atenção e respeito a dupla que apresenta. Se tiver tempo disponível, 
peça à criança que está apresentando para dizer: “Estou pronto(a) para uma pergunta 
ou comentário”. Diga, então, para as outras crianças levantarem a mão. Faça 
comentários positivos sobre as ideias dos alunos para resolverem conflitos seguindo 
os quatro passos que acabaram de aprender. Encerre a atividade, colocando o 
cartaz 4 Passos Para Resolução de Conflitos em um lugar visível da sala de aula. 
DIFERENCIAÇÃO: Certifique-se de que a história contada a título de exemplo, no início da aula, 
esteja de acordo com a realidade e a cultura da turma. É importante que 
os alunos consigam se relacionar com o conflito contado na história, para 
que possam compreender como os personagens se sentiram ao vivenciá-
lo. Para o trabalho em dupla,se necessário, defina previamente as duplas 
de acordo com suas observações de como as crianças se relacionam. 
14 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 6/8
Pode ser interessante deixar que as crianças escolham livremente com quem 
querem trabalhar, assim como também pode ser enriquecedor dar a oportunidade 
para que trabalhem com crianças com quem não costumam trabalhar no dia a dia. 
Provavelmente, seus alunos estão em diferentes fases no desenvolvimento da 
escrita e da leitura. Essa diferença deve ser respeitada e todos os alunos devem 
ser incentivados a dar o seu melhor. Quando necessário, peça para o aluno ditar 
o que escreveu/desenhou e registre estas palavras na folha dele. Assim, na 
hora de apresentar o trabalho para a turma, você poderá ajudá-lo a “ler” o que 
escreveu. Uma outra ideia é juntar os alunos de forma que a maioria das duplas 
tenha uma criança que saiba escrever, ajudando e incentivando o colega. 
A partir do momento que a metodologia 4 Passos Para Resolução de Conflitos 
for implementada em sala de aula, é possível que alguns alunos encontrem 
maior facilidade ou dificuldade para utilizá-la. As formas como as crianças 
reagem são naturalmente heterogêneas já que cada criança tem sua maneira 
própria de ser. Por exemplo, uma criança mais impulsiva pode tender a reagir 
a um conflito de forma mais imediata. Esta criança poderá se beneficiar 
bastante da sua ajuda no passo 1 da metodologia, “Fique calmo”. Você poderá 
lembrá-la deste passo e, na medida em que perceber resultados positivos, 
ela poderá se sentir mais motivada a praticá-lo. Outra criança pode ter mais 
dificuldade em expressar sentimentos ou propor novas ideias, precisando 
reforçar os passos 2 e 3. As suas observações sobre cada criança são 
importantes para que você entenda em quais dos quatro passos elas têm mais 
facilidade ou dificuldade. Esta compreensão poderá lhe ajudar a determinar 
em que ponto cada criança precisa de mais ajuda. Lembre-se de que apesar 
de os passos terem níveis de dificuldade/facilidade diferente para cada 
criança, em situações de conflito, elas deverão se engajar nos quatro passos 
e não apenas nos que precisam melhorar ou nos que têm mais facilidade. 
É importante lembrar que a metodologia 4 Passos Para Resolução de Conflitos 
é um meio para ajudar alunos a desenvolverem competências importantes 
para a vida em sociedade e para as suas relações interpessoais. Ela não é uma 
ferramenta que promete acabar com todos os conflitos entre alunos. O seu papel 
enquanto professor(a) é de ajudar seus alunos a desenvolverem tais competências, 
observando possíveis dificuldades e oferecendo suporte quando necessário.
AVALIAÇÃO: Ao apresentar os quatro passos e discutir sobre cada um deles, 
atente-se aos comentários e às ideias dos alunos, a fim de 
verificar se eles compreenderam a metodologia ensinada. 
Após a atividade, avalie o trabalho das duplas. Veja se eles foram 
capazes de escolher uma situação de conflito para trabalhar. Repare, 
também, se eles seguiram corretamente cada passo ensinado para a 
resolução de conflitos. Se possível, anote quais passos ficaram claros 
e quais precisam ser mais trabalhados nas próximas aulas. 
15 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 7/8
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Crie o hábito de se referir ao cartaz 4 Passos Para Resolução de Conflitos, sempre 
que necessário. Quando surgirem conflitos em sua turma, incentive os alunos a 
seguirem os quatro passos para resolvê-los. Ofereça apoio sempre que for preciso.
Se possível, faça conexões com a literatura, pausando as histórias quando 
houver conflitos entre personagens. Nestas situações, pergunte aos 
alunos o que os personagens deveriam fazer, caso seguissem os 4 Passos 
Para Resolução de Conflitos. Lembre-se que a etapa “Criando uma Rotina” 
é muito importante para promover a consolidação das competências 
trabalhadas nesta atividade de aprendizagem de estratégias de resolução 
de conflitos. A oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades 
e novos comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial 
no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais.
4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
1
2
3
4
Fique 
calmo(a)
Pensem 
juntos em 
possíveis 
soluções
Diga como 
você se sente 
e por quê
Façam um 
combinado
Conte até 10 ou Respire fundo
ANEXO 1
O professor deve construir um cartaz em cartolina, como mostrado abaixo.
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8 
QUAL É A SITUAÇÃO CONFLITO: 
3
4
1 Fique calmo(a)
Pensem 
juntos em 
possíveis 
soluções
2
Diga como 
você se sente 
e por quê
Façam um 
combinado
4 Passos para resolver 
um conflito com um amigo 
Escolha uma estratégia e explique 
o porquê, escrevendo ou desenhando
Folha de exercício › 4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
17 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 1/10
AS CORES QUE 
SENTIMOS
As Cores que Sentimos1 é um 
instrumento para ajudar crianças 
a reconhecerem emoções (em 
si e nos outros) e a expressarem 
suas próprias emoções. Nesta 
atividade, os alunos irão aprender a 
usar quatro cores para categorizar 
as emoções de personagens em 
imagens. Depois, eles irão criar 
o próprio mural As Cores que 
Sentimos para a sala de aula. 
JUSTIFICATIVA: As Cores que Sentimos é uma atividade baseada no RULER2, abordagem 
cientificamente comprovada que foi criada pelo Centro de Inteligência Emocional 
da Universidade de Yale (EUA), para integrar o aprendizado socioemocional 
nas escolas. Essa abordagem ajuda as crianças a reconhecerem, nomearem, 
entenderem, expressarem e regularem as suas emoções. Por consequência, ela 
estimula a assertividade e a autoconfiança. Reconhecer e expressar emoções 
são aspectos centrais para as relações interpessoais. Assim, nesta atividade, a 
empatia também tem destaque e os alunos terão a oportunidade de fortalecê-la ao 
precisarem identificar emoções e escutar como os seus amigos estão se sentindo. 
O trabalho em grupo facilitará o engajamento e a colaboração (iniciativa social) 
assim como o respeito pelo próximo. Como os alunos precisam dividir tarefas neste 
trabalho, a organização também pode ser trabalhada. Por fim, a aula também inclui 
um trabalho de artes, o que possibilita o desenvolvimento do interesse artístico.
1 Esta aula deve acontecer antes da aula Como Estou me Sentindo? 
2 Ruler – https://www.rulerapproach.org/ 
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Organização › Assertividade
 › Iniciativa social
 › Empatia
 › Respeito
 › Autoconfiança › Interesse 
artístico
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
18 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão classificar imagens de emoções de acordo com a metodologia 
ensinada pelo professor. O objetivo desta atividade é trabalhar com o tema das 
emoções. Especific amente, com o reconhecimento (em si e nos outros) e a 
expressão das emoções.
AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 2/10
FORMATO: Aula Única
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa; Arte.
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextoscomunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
COMPONENTE: ARTE UNIDADES TEMÁTICAS: ARTES VISUAIS
Objetos de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística 
(desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 
instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, 
instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
Objetos de Conhecimento: Processos de criação
 › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e 
as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 3/10
DURAÇÃO: 45 a 60 minutos
MATERIAIS: › 4 pratos de plástico ou papelão;
 › Materiais para pintura, como: tinta guache e pincéis;
 › 20 imagens de emoções (Anexo 1);
 › Orientação para elaborar o mural As cores que sentimos (Anexo 2);
 › Cartaz As cores que sentimos (Anexo 3). 
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Pergunte para as crianças como elas estão se sentindo e escute algumas respostas. 
PARTICIPAÇÃO:
Mostre uma imagem e pergunte o que os alunos acham que o personagem está 
sentindo. Escolha um aluno para responder e incentive a participação das outras 
crianças, dizendo: “Quem concorda, bota o polegar para cima. Quem discorda, bota 
o polegar para baixo”. Repita isso com três ou quatro imagens e comente sobre a 
importância de reconhecer a emoção do outro. Explique que, ao compreender o que 
o outro sente, podemos ajudá-lo. Por exemplo: “Se um amigo está triste e eu percebo, 
posso dar um abraço nele. Ou se ele estiver com raiva, posso lembrá-lo de respirar 
fundo para se acalmar”. Comente, também, como é importante demonstrar os nossos 
próprios sentimentos, para que os outros possam reconhecer e tentar nos ajudar.
Nesta etapa, é importante engajar os alunos com perguntas provocadoras 
que os desafiem a pensar sobre o que cada emoção representa (O que é a 
tristeza? O que é a alegria?), sobre o motivo pelo qual atribuem emoções aos 
personagens nas imagens (Que elementos você acha que ajudam a identificar 
a tristeza neste personagem? Por que ele está triste e não alegre?) e o que 
podem fazer quando se deparam (ou experienciam) com uma determinada 
emoção (O que você pode fazer quando percebe que uma pessoa está triste? 
E quando você está triste, como você pode expressar isso aos outros?). 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Avise aos seus alunos que, nesta atividade, vocês vão usar quatro cores para falar de 
emoções. Mostre o cartaz As Cores que Sentimos e explique como ele funciona. Diga 
que as cores de cima (vermelho e amarelo) representam alta energia e as cores de 
baixo (azul e verde) representam baixa energia. Pergunte aos alunos se eles sabem 
o que é energia e como eles definiriam um momento de alta energia e um momento 
de baixa energia. Explique que alta energia significa que o seu corpo está sentindo 
uma emoção tão forte, que ele está quase explodindo. Comente que podemos 
nos sentir assim quando estamos animados, surpresos, com raiva ou com medo. 
Reforce que, quando nos sentimos assim, estamos na parte de cima do cartaz e, 
quando estamos mais calmos e com menos energia, estamos na parte de baixo.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 4/10
Depois, informe que essas cores também indicam o quão agradável ou desagradável 
é a emoção que estamos sentindo. Explique que as cores do lado esquerdo 
(vermelho e azul) representam emoções desagradáveis e as cores do lado direito 
(amarelo e verde) representam emoções agradáveis e gostosos de sentir. Dê 
exemplos de emoções e pergunte aos alunos se eles as consideram agradáveis 
ou desagradáveis. Questione a cor a qual aquela emoção corresponderia.
Informe aos alunos que vocês irão classificar cada emoção 
presente nas imagens em uma das quatro cores. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês irão classificar as emoções das imagens de acordo com estas quatro cores”.
PARTICIPAÇÃO:
Coloque o cartaz no chão e peça para os alunos sentarem em torno dele, criando uma 
roda. Revisite as imagens que você já mostrou no início da aula e questione em qual 
cor aquelas pessoas estariam. Peça ao aluno que responder, para colocar a imagem 
em cima da cor correspondente. Depois, continue o exercício com as outras imagens.
Use este critério para ajudar os seus alunos:
 COR: CRITÉRIO: POSSÍVEIS ADJETIVOS:
VERMELHO
Alta Energia 
& Desagradável
Com raiva, com medo, nervoso, 
preocupado, estressado.
AMARELO
Alta Energia 
& Agradável
Animado, feliz, alegre, 
entusiasmado, surpreso.
AZUL
Baixa Energia 
& Desagradável
Triste, cansado, sozinho, 
desanimado.
VERDE
Baixa Energia 
& Agradável
Tranquilo, sereno, confortável, 
relaxado, descansado, pensativo.
Ao ajudar os alunos a determinarem a que cor corresponde uma imagem, evite 
usar adjetivos sobre a emoção que a pessoa está sentindo. Em vez disso, use 
os critérios acima para questionar as crianças e orientá-las na direção certa, 
como: “Você acha que este personagem está sentindo uma emoção agradável 
ou desagradável?” e “Ele(a) parece estar com muita ou pouca energia?”. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: CRIANDO UM MURAL
Divida a turma em quatro grupos e dê uma cor (vermelho, azul, verde 
e amarelo) para cada grupo. Mostre os pratos e explique aos alunos 
que cada grupo deverá pintar o seu prato da cor combinada. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 5/10
TRABALHO EM GRUPO: 
Entregue um prato para cada grupo, junto com a tinta da cor selecionada 
e pincéis. Fique disponível enquanto os alunos trabalham e, se 
necessário, lembre-os de que todos devem ter uma vez e contribuir.
ENCERRAMENTO: 
Ao terminar a pintura, explique que vocês vão usar estes pratos para criar o 
mural As Cores que Sentimos. Avise que eles poderão expressar o que estão 
sentindo neste mural em outra atividade que realizarão em breve (Como estou 
me sentindo). Explique que isso vai ser importante para que eles possam ajudar 
os amigos que estão sentindo emoções desagradáveis e precisam de apoio 
ou de um tempinho para se acalmar e se sentir melhor. Esta atividade oferece 
uma oportunidade para ampliar o vocabulário dos alunos no que se refere 
aos sentimentos e, quando for o caso, conversar com eles sobre possíveis 
semelhanças entre eles, como no caso de “feliz” e “animado” ou “raiva” e “nervoso”. 
DIFERENCIAÇÃO: Esta aula deve ser diferenciada para alunos que tiverem dificuldades 
em reconhecer emoções nos outros. Esses alunos provavelmente terão 
mais dificuldade em identificar as emoções das imagens. Uma solução 
pode ser dar dicas para o aluno, utilizando, por exemplo, detalhes de 
expressões faciais relacionadas a certas emoções tais como: “Paulinho, 
quando a pessoa franze a sobrancelha assim, o que ela está sentindo?”. 
AVALIAÇÃO: Avalie a capacidade dos alunos de classificarem emoções de acordo com os 
critérios apresentados nesta aula. Observe se eles conseguiram identificar as 
emoções nas imagens e se foram capazes de colocá-las nas cores corretas. Se 
possível, entregue uma imagem para cada aluno(a) e verifique se ele(a) compreendeu 
o método de classificar emoções por cores. Se a turma for grande e isso não for 
possível, atente-se aos comentários dos alunos que não tiveram a oportunidade de 
organizar as imagens para se certificarde que eles também entenderam a atividade. 
No final da aula, examine se os alunos tiveram facilidade (ou dificuldade) em responder 
qual “cor” da emoção que o personagem está sentindo. Como eles não precisarão 
nomear a emoção ou justificar o motivo para ela, você não poderá ter certeza se eles 
indicaram a cor correta. Entretanto, avalie se eles responderam à pergunta de forma 
confiante e assertiva. É importante lembrar que esta atividade é uma introdução 
para a atividade de rotina Como estou me sentindo? Sendo assim, não há exigência de 
que todos os alunos aprendam a usar as cores para expressar as suas emoções. Eles 
terão muitas oportunidades para praticar, e esse processo está apenas se iniciando. 
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com raiva com medo nervoso preocupado
estressado animado feliz alegre
entusiasmado surpreso triste cansado
sozinho desanimado tranquilo sereno
confortável relaxado descansado pensativo
ANEXO 1 Que emoção estou sentindo?
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AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 8/10
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 9/10
ANEXO 2 
Criando o mural “As cores que sentimos”
Divida a turma em quatro grupos e dê uma cor (vermelho, azul, verde e amarelo) para cada grupo. Mostre 
os pratos e explique aos alunos que cada grupo deverá pintar o seu prato da cor combinada. Ao terminar 
a pintura, explique que eles vão usar estes pratos para criar o mural “As Cores que Sentimos”. 
A imagem abaixo é um exemplo de como poderá ficar o mural. 
Neste caso, foram usados prendedores. 
©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 10/10
ANEXO 3
Construindo o cartaz “As cores que sentimos”
O professor deve reproduzir o cartaz em cartolinas coloridas. Recortar os quadrados coloridos 
com o meio círculo e colar em uma cartolina branca. Os critérios são esses abaixo:
 COR: CRITÉRIO: POSSÍVEIS ADJETIVOS:
VERMELHO Alta Energia & Desagradável
Com raiva, com medo, nervoso, 
preocupado, estressado.
AMARELO Alta Energia & Agradável
Animado, feliz, alegre, 
entusiasmado, surpreso.
AZUL Baixa Energia & Desagradável Triste, cansado, sozinho, desanimado.
VERDE Baixa Energia & Agradável
Tranquilo, sereno, confortável, 
relaxado, descansado, pensativo.
AS 
CORES 
QUE 
SENTIMOS
ALTA ENERGIA 
& AGRADÁVEL
ALTA ENERGIA & 
DESAGRADÁVEL
BAIXA 
ENERGIA & 
DESAGRADÁVEL
BAIXA 
ENERGIA & 
AGRADÁVEL
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AUTOAVALIAÇÃO • 2º ano • 1/6
AUTOAVALIAÇÃO
Nesta aula, os alunos têm a oportunidade 
de avaliar o próprio desempenho na escola. 
O(a) professor(a) irá ler diferentes afirmações 
e a criança precisará refletir e marcar em 
uma escala o quanto está de acordo com as 
afirmações que o(a) professor(a) acabou de ler. 
O(a) professor(a) também avaliará os alunos 
nas diferentes afirmações. Ao final, o professor 
realizará uma conversa individual com os alunos 
em que será possível ver o quão próximas foram 
as avaliações e pensar em estratégias para que 
o aluno progrida nas diferentes áreas avaliadas.
JUSTIFICATIVA: Ao ser incluído no processo de avaliação, o aluno terá a oportunidade 
de refletir sobre o seu desempenho e comportamento na escola. Isso 
pode facilitar o desenvolvimento do senso de responsabilidade pelo 
próprio aprendizado e pelas próprias atitudes. Ao passar pelo processo de 
autoavaliação os alunos podem perceber que houve conquistas e, assim, 
terem a autoconfiança fortalecida. Por outro lado, também pode acontecer 
de as crianças perceberem que não atingiram as metas esperadas, o que 
pode levar a uma sensação de frustração. Neste caso, há espaço para 
trabalhar a tolerância à frustração, ajudando os alunos a refletirem sobre 
suas possíveis dificuldades e limitações e sobre como ultrapassá-las. 
Esta atividade ajuda as crianças a desenvolverem uma melhor 
percepção sobre si e sobre como podem evoluir, trabalhando a 
determinação, a persistência, a organização e o foco.
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Determinação
 › Foco
 › Organização
 › Persistência
 › Responsabilidade
 › Autoconfiança
 › Tolerância à 
frustração
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AUTOAVALIAÇÃO • 2º ano • 2/6
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa
<<Esta atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão basear-se no próprio desempenho na escola 
para marcar se concordam, concordam um pouco ou não 
concordam com afirmativas lidas pelo(a) professor(a).
DURAÇÃO: 10 a 20 minutos
MATERIAIS: › Folha de exercício autoavaliação; (ANEXO 1)
 › Lápis e borracha.
PREPARAÇÃO 
PARA AULA:
Antes da aula, leia as afirmativas na folha de exercício e use-as para avaliar 
cada aluno de acordo com o seu conhecimento sobre ele. Guarde esta 
informação com você. Ela será utilizada mais tarde, em conversa com o 
aluno, para analisar a capacidade de autoavaliação de cada criança. 
29 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AUTOAVALIAÇÃO • 2º ano • 3/6
PROCEDIMENTO: CONEXÃO: 
Diga aos alunos que você tem observado que eles estão crescendo e evoluindo 
muito na escola. Dê bastantes exemplos, como: “Agora, todos os dias que vocês 
chegam na escola, vocês demoram muito menos para ficarem prontos para a aula”. 
Se possível, faça comentários sobre diferentes esferas da vida escolar, incluindo 
comportamentos, relações de amizade, aprendizado e a capacidade dos alunos 
de seguirem as suas direções. É importante que esses comentários sejam reais.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Explique aos alunos que você gostaria de que eles refletissem sobre 
o próprio aprendizado e comportamento. Diga que, da mesma forma 
que você precisa avaliá-los para saber o que ensinar, é importante 
que eles também aprendam a ser os seus próprios professores. Avise 
que hoje você vai dividir um pouco do seu trabalho com eles.
Mostre a folha de exercício autoavaliação e demonstre como ela funciona. 
Leia todos as afirmativas e comunique que os alunos deverão marcá-la de 
acordo com as instruções“Vocês vão marcar se concordam, concordam 
só um pouco ou não concordam com cada frase que eu ler” :
 › Carinha feliz: Concordo completamente!
 › Carinha neutra: Concordo um pouco.
 › Carinha triste: Não concordo.
Peça para os alunos refletirem antes de escolherem a resposta que se aproxima 
mais do modo como eles se percebem (ou se avaliam). Avise que você irá ler cada 
afirmativa e esperar que todos selecionem a resposta mais adequada para cada um.
TRABALHO INDIVIDUAL:
Solicite para cada aluno se sentar individualmente com sua folha de exercício 
e um lápis para marcar a resposta. Leia cada afirmativa lentamente e 
espere todos os alunos escolherem uma categoria correspondente para 
marcar. Para garantir que todos estejam prontos para escutar a próxima 
afirmativa, peça a quem já tiver marcado a sua folha que levante a mão. 
Antes de continuar, espere a turma toda estar de mão levantada.
ENCERRAMENTO:
Colete a folha de exercício dos alunos para verificar depois. Reserve um tempo 
no final desta aula e nas próximas para fazer uma conversa individual para 
comparar a sua avaliação com a autoavaliação deles. Nesta conversa, cada 
um poderá dizer o que pensou ao fazer a avaliação. Esta etapa é importante, 
pois o aluno poderá ver se a autoavaliação que fez está condizente com a 
sua percepção, o que permite um espaço para a autorreflexão e diálogo, 
bem como para pensar em quais áreas ele ainda precisa melhorar.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AUTOAVALIAÇÃO • 2º ano • 4/6
Você deve, junto com o aluno, pensar o que pode estar dificultando o 
progresso do estudante em determinada área, por exemplo: faça perguntas 
ou comentários do que observa no dia a dia para que o aluno perceba o 
que faz com que ele não consiga prestar atenção. “Vejo que você conversa 
bastante com a Maria durante as aulas e isso faz com que seja difícil concentrar-
se na aula, pois a sua atenção está voltada para ela. Sei o quanto é difícil 
não conversar para prestar atenção na aula. Será que se mudássemos você 
de lugar te ajudaria a prestar atenção na aula? Quem da sala você acha que 
conversaria menos durante as aulas para que você possa sentar ao lado? Será 
que sentando na frente não ajudaria?” ou “Quando você tem alguma dúvida, 
qual seria a forma de perguntar que você se sentiria mais à vontade?”. 
Este momento do feedback é essencial para o objetivo da atividade, 
pois os alunos precisam se conscientizar sobre o modo como se 
avaliaram, que evidências têm para fundamentar sua avaliação 
e em caso de precisarem melhorar, o que podem fazer. 
DIFERENCIAÇÃO: Nesta aula, você, professor(a), tem a opção de usar a folha 
de exercício com afirmações já prontas ou criar as próprias 
afirmações na folha em branco. Sendo assim, você poderá 
diferenciar a atividade para melhor atender aos seus alunos.
É importante lembrar que cada criança está em seu próprio processo de 
desenvolvimento e, portanto, podem apresentar habilidades bastante distintas 
para se avaliar. Com isso, cabe a você, professor(a), adaptar as suas expectativas, 
respeitando a capacidade de cada um. Você não precisará concordar com as 
respostas de seus alunos. Inclusive, algumas crianças podem ter dificuldade 
em se perceberem neste processo de autoavaliação. Isso pode levá-las a 
se superestimarem ou a se subestimarem. Você será o facilitador neste 
processo de compreensão de si, o que é esperado. Este exercício é apenas 
uma oportunidade para eles começarem a desenvolver tal consciência.
AVALIAÇÃO: Examine a capacidade de autoavaliação de seus alunos. Eles não precisam 
compartilhar da mesma opinião que você, mas é importante que tenham uma 
percepção semelhante à sua. Repare, também, se algumas crianças têm a 
tendência de se enxergar de forma exageradamente positiva ou negativa. 
Também observe a forma com que o aluno reage, quando a sua avaliação não é 
tão positiva como ele pensava e veja se existe uma abertura para dialogar com 
relação às estratégias que ele pode adotar para progredir em determinada área. 
Guarde as folhas de exercício, pois esta atividade será repetida ao longo do 
ano. Você poderá comparar a evolução das autoavaliações e mostrar para 
o aluno o quanto ele veio progredindo desde o início da atividade. Com isso, 
vocês poderão notar se, com a prática da autoavaliação, o aluno começa a 
perceber e mudar alguns comportamentos que facilitam a aprendizagem.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AUTOAVALIAÇÃO • 2º ano • 5/6
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
No início, o exercício de autoavaliação pode ser difícil para as crianças, mas 
a ideia é que ele se torne mais fácil com a prática. A partir do momento que 
ele for introduzido, você poderá continuar usando-o durante o ano letivo. 
Cada vez que for repetida, os alunos terão mais prática e a atividade 
será mais simples. Geralmente, professores se surpreendem 
com a capacidade dos alunos de se autoavaliarem. 
Se as afirmativas presentes na folha de exercício forem focadas em 
comportamento, como os sugeridos no ANEXO, esta mesma folha poderá ser 
utilizada diversas vezes. Assim, você poderá avaliar como os alunos percebem 
seu desenvolvimento na esfera socioemocional ao longo do tempo. Mas, se as 
afirmativas forem focadas em conteúdo acadêmico – por exemplo: “Já sei contar 
até 20” – , é importante sempre atualizá-la, para que continue relevante. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
BATATINHA QUENTE • 2º ano • 1/6
BATATINHA 
QUENTE
Esta atividade consiste em uma 
brincadeira de batatinha quente, em 
que os alunos que forem “queimados 
pela batata” têm 10 segundos para 
responderem um problema matemático. 
Ainda inclui uma roda de conversa para 
entender como os alunos se sentiram 
durante a brincadeira e explora maneiras 
de lidar com pressão e estresse.
JUSTIFICATIVA: A atividade tem como objetivo ajudar os alunos a experimentarem uma 
situação controlada de estresse e a refletirem sobre ela. Ao promover um 
debate sobre a preocupação, o estresse e o medo do fracasso, os alunos 
terão a oportunidade de entender que tais situações fazem parte da vida 
e que, consequentemente, precisamos desenvolver estratégias para lidar 
com elas. Esta atividade tem o potencial de desenvolver a tolerância ao 
estresse e à frustração bem como o foco dos alunos (que precisam passar 
a batata quente para o lado correto e realizar uma operação matemática 
de modo rápido). Ser capaz de encarar desafios, dificuldades e situações 
de estresse de modo positivo fortalece o senso de autoconfiança. 
FORMATO: Aula Única
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Foco › Autoconfiança
 › Tolerância à 
frustração
 › Tolerância ao 
estresse
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
34 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
BATATINHA QUENTE • 2º ano •2/6
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Matemática; Língua Portuguesa.
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA
UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS
Objeto de Conhecimento: Contagem de rotina. Contagem 
ascendente e descendente. Reconhecimento de números no 
contexto diário: indicação de quantidades, indicação de ordem ou 
indicação de código para a organização de informações.
 › Habilidade: (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador 
de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas 
e reconhecer situações em que os números não indicam 
contagem nem ordem, mas sim códigode identificação.
UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS
Objeto de Conhecimento: Problemas envolvendo diferentes significados 
da adição e da subtração (juntar, acrescentar, separar, retirar)
 › Habilidade: (EF01MA08) Resolver e elaborar problemas de adição e de 
subtração, envolvendo números de até dois algarismos, com os significados 
de juntar, acrescentar, separar e retirar, com o suporte de imagens e/ou 
material manipulável, utilizando estratégias e formas de registro pessoais.
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
BATATINHA QUENTE • 2º ano • 3/6
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão descrever sobre como se sentem sob 
estresse e debater estratégias para lidar com ele.
DURAÇÃO: 30 minutos.
MATERIAIS: › Objeto para representar a batata quente, como uma 
bola de plástico ou uma batata de verdade;
 › Venda para os olhos, como um pano ou tapa olho;
 › Papel e caneta.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO: 
Pergunte: “Espero que não tenha acontecido com nenhum de vocês, porque 
dói muito, mas alguém já encostou em algum objeto quente? Uma comida 
quente? Um fogão quente?”. Espere alguns alunos responderem e conte 
que vocês vão brincar de batatinha quente. Nesta brincadeira, eles terão 
de imaginar uma batata que está pelando de tão quente e que, por isso, 
terão de passá-la o mais rápido para o aluno que estiver ao seu lado. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Diga aos alunos que eles terão de sentar em círculo, e um deles ficará 
sentado no meio da roda, de olhos vendados. “Eu vou dar a batata quente 
para um de vocês e vocês deverão passar rapidamente para o amigo 
que está do lado direito, já que a batata está muito quente e ninguém vai 
querer se queimar!”. Peça para os alunos apontarem para o lado direito, 
certificando-se de que eles sabem identificar direita e esquerda. Caso 
seja preciso, mostre a direção para onde eles deverão passar a batata. 
Depois, explique que, a qualquer momento, o aluno que está vendado no 
centro da roda, poderá dizer: ‘Queimou!’. O aluno que estiver com a batata 
na mão, será, então, queimado. Diga que você vai pedir ao aluno que ficou 
com a batata na mão para resolver uma conta matemática e que ele terá 
10 segundos para dar uma resposta. Explique que, se o aluno acertar, ele 
terá vencido e irá para o centro da roda. Mas, que, caso o aluno erre, ele 
continuará em seu lugar, e a mesma criança seguirá no centro da roda.
Após explicar as regras do jogo, diga que vocês estão, propositadamente, 
criando uma situação de estresse. Pergunte aos alunos se eles 
conhecem essa palavra e depois a defina: “Estresse é uma reação 
do nosso corpo diante de situações difíceis ou de pressão. O estresse 
faz com que fiquemos muito tensos e preocupados”. Diga: “Este jogo 
pode causar estresse, porque vocês terão de se preocupar, ao
36 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
BATATINHA QUENTE • 2º ano • 4/6
mesmo tempo, em passar a batata para o lado certo, em não se queimar e, caso 
isso aconteça, em responder o problema matemático corretamente. Tudo isso em 
um tempo curto!”. Explique que, para isso funcionar, vocês precisarão realmente 
fingir que a batata está muito quente e pode queimar as mãos. Entretanto, não é 
permitido jogar a batata para o colega ao lado, mas sim colocá-la em sua mão.
Participação – Jogo Batatinha Quente:
Escolha um aluno para ser vendado e ficar no meio da roda. Durante a brincadeira, 
fale algumas frases para aumentar a pressão nos alunos, como: “Vamos passar 
rápido essa batata!”; “Rápido, rápido, rápido!”; “Cuidado para não se queimar!”. 
Quando um aluno for queimado, faça uma pergunta relacionada com o que vocês 
estão aprendendo em matemática, como “Quanto é 3 + 2?”, e peça para os outros 
alunos te ajudarem a contar de trás para frente, começando no 10 e terminando 
no 0. Se o aluno responder o problema corretamente dentro desse tempo, peça 
para ele se sentar no meio da roda, e recomece a brincadeira. Se o aluno errar 
ou não responder, repita a rodada com a mesma criança no meio da roda. 
Repita o jogo até que, no mínimo, oito crianças tenham tido a chance de responder 
o problema matemático. Se a sua turma for pequena, tente jogar até que todos 
tenham a oportunidade de experimentar estar sob pressão. Se a turma for grande e 
isso não for possível, a experiência de oito crianças servirá de referência para todos. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Agora, nós iremos conversar sobre como vocês se sentiram sob estresse e o que fizeram 
para lidar com ele e se sentirem melhor. Vocês lembram o que esta palavra significa?”.
PARTICIPAÇÃO
Ao terminar a brincadeira, recolha a bola ou objeto escolhido para representar 
a batata e continue em roda com os alunos. Pergunte como eles se sentiram 
durante a brincadeira. Possíveis perguntas: “Como vocês se sentiram quando a 
batata quente estava nas suas mãos?”; “Vocês tiveram muita pressa em passar a 
batata para o amigo? Por quê?”; “Como vocês se sentem, quando precisam ter muita 
pressa?”; “Vocês ficaram com medo de serem queimados? Por quê?”, “Vocês usaram 
alguma estratégia para conseguir lidar com a pressão da brincadeira? Qual?”. 
Depois, foque nas crianças que precisaram responder a pergunta matemática e 
pergunte como foi a experiência: Possíveis perguntas: “Como foi essa experiência?”; 
“Vocês ficaram com medo de não conseguir resolver a questão matemática no tempo 
determinado?”, “Vocês acham que ter pouco tempo para responder uma pergunta, 
atrapalha a pensar?”; “Como foi ter que responder uma pergunta na frente da turma 
toda?”; “Vocês ficaram nervosos e estressados?”; “Esse nervoso e estresse atrapalha 
a pensar?”; “Ter pouco tempo, aumenta o nervoso e o estresse?”; “Por quê?”.
Procure também dar, para os alunos que não foram queimados, a oportunidade 
de descrever como foi a sua experiência: “Ver o amigo sob pressão, deixou 
vocês nervosos? Por quê?”; “Vocês gostariam de poder ajudá-lo?”; 
37 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
BATATINHA QUENTE • 2º ano • 5/6
“Foi difícil contar 10 segundos para o amigo responder a pergunta?”; “Vocês 
sentiram que estavam dificultando que o amigo respondesse o problema 
matemático ao marcarem o tempo?”; “Vocês conseguiram se colocar no lugar 
do amigo queimado?”; “Ficaram estressados e nervosos só de olhar?”.
Crie uma oportunidade para os alunos relacionarem esta atividade com a vida 
real. Diga: “Vocês se sentem estressados e sob pressão na escola? Quando?”. 
Aqui, quanto mais respostas você puder ouvir dos alunos, melhor. Comente que 
a vida é cheia de situações que nos colocam sob pressão e nos deixam nervosos 
e estressados. Diga que esses sentimentos são normais, e que todo mundo os 
sente, inclusive os adultos. Fale: “O importante é reconhecer quando estamos 
nos sentindo sob pressão e tentarmos nos acalmar para podermos lidar melhor 
com a situação”. Pergunte aos alunos o que eles fazem, ou podem fazer, para 
se acalmarem e se sentirem melhor em uma situação de estresse. Novamente, 
procure dar a chance para vários alunos falarem e compartilharem as suas ideias. 
Aqui,você poderá optar por anotar as estratégias ou apenas conversar sobre elas. 
Se necessário, ajude os alunos a listarem estratégias, dando exemplos, como: 
“Quando me sinto nervoso(a), eu sempre tento respirar fundo para me acalmar. 
Também tento dar o meu melhor e me lembrar de que não preciso ter medo de errar!”.
ENCERRAMENTO:
Encerre a aula dizendo que você escolheu esta brincadeira como uma oportunidade 
para os alunos lidarem com o estresse e a preocupação. Diga que a vida também 
dá muitas oportunidades para que as pessoas aprendam a conviver com esses 
sentimentos difíceis. Fale que, de agora em diante, todas as vezes que os alunos 
se sentirem nervosos ou estressados, eles poderão se lembrar da brincadeira da 
batatinha quente e das estratégias discutidas na aula (mencioná-las novamente). 
Diga para que os alunos se lembrem, também, de que, assim como a brincadeira, 
essas situações de estresse da vida são oportunidades para aprendermos a lidar 
com elas, nos tornando mais capazes de lidar com os nossos sentimentos no futuro. 
DIFERENCIAÇÃO: Para esta atividade, é importante lembrar que cada criança tem um nível diferente 
de tolerância ao estresse e à frustração. Antes da aula, reflita sobre quais alunos 
têm mais dificuldade em lidar com estas questões, que se chateiam, choram ou 
se irritam com mais facilidade. Esses alunos, possivelmente, podem encontrar 
mais dificuldades nesta atividade. O jogo deve causar um pouco de estresse e 
nervosismo nos alunos, mas é importante evitar que esse estresse seja muito grande, 
a ponto de não ser tolerado. Portanto, analise sua turma e, se necessário, faça 
pequenas adaptações. Por exemplo, você poderá desacelerar o ritmo do jogo, e até 
estipular 20 ou 30 segundos para cada aluno fazer a conta matemática, sem fazer a 
contagem regressiva, mas apenas avisando a criança quanto tempo ela ainda tem. 
Caso algum aluno se sinta mal por ter sido queimado e ter errado a 
conta de matemática, procure dar atenção especial a ele, acolha as suas 
emoções e lembre da sua explicação inicial, de que vocês estão 
38 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
BATATINHA QUENTE • 2º ano • 6/6
apenas jogando um jogo e que o erro também faz parte. Ao fazer uma pergunta 
matemática para um aluno, use o seu conhecimento sobre o desempenho 
matemático e a habilidade em tolerar estresse desse aluno como pontos 
de partida. A partir disso, crie perguntas apropriadas para cada um. 
AVALIAÇÃO: Durante a brincadeira, repare quais alunos demonstraram sintomas de 
estresse e aflição, e quais tiveram mais prazer durante o jogo. Observe 
comportamentos sutis, como sorrisos, gritos de animação e expressões de 
tensão. Na discussão, avalie os relatos dos alunos sobre o que sentiram durante 
a brincadeira, percebendo a facilidade ou dificuldade que cada um encontra ao 
se expressar. Observe, também, se as crianças conseguem fazer um paralelo 
entre a brincadeira e a vida real. Preste atenção nas estratégias e soluções 
que cada aluno listou. Se possível, faça anotações, e use o que anotou para 
decidir os próximos passos a serem ensinados e praticados com sua turma.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 1/10
JUSTIFICATIVA: Esta aula ajuda os alunos a enxergarem o seu processo de aprendizado de forma 
mais clara. A ideia de que o percurso de aprendizagem é individual e composto 
por diferentes estágios permite que o aluno compreenda que tem potencial para 
se desenvolver e aprimorar seus conhecimentos. O trabalho com esta concepção 
coloca o aluno no centro do processo de aprendizagem do qual ele é o protagonista. 
O professor tem papel muito importante de provocar o aluno a entender em que 
estágio está e o que pode fazer para ir além sem desistir, apesar das dificuldades.
O Vale da Aprendizagem ensina que a dificuldade e o esforço 
fazem parte de todo e qualquer aprendizado. Essa compreensão é 
importante para ajudar os alunos a tolerarem e superarem possíveis 
frustrações (tolerância à frustração) ao longo do caminho. 
1 Esta atividade é uma continuação da atividade de rotina O Vale da Aprendizagem do 1º ano. Porém, ela pode ser realizada mesmo que os alunos não 
tenham tido a aula no ano anterior.
2 O Vale da Aprendizagem é uma tradução adaptada do The Learning Pit desenvolvido por James Nottingham.
CAMINHO
PARA LINHA
 DE CHEGADA
Esta atividade dá sequência à atividade do 1º ano chamada 
O Vale da Aprendizagem, cujo objetivo é mostrar aos alunos 
que os percursos de aprendizagem são caracterizados por 
diferentes fases. Esta aula utiliza o Vale da Aprendizagem2 
para apresentar quatro estágios de experiência e aquisição 
de conhecimento. Os alunos vão usar esses estágios 
para medir o seu desempenho em uma determinada 
atividade acadêmica pré-determinada pelo professor. 
A partir disso, eles precisarão definir estratégia(s) 
para chegar ao próximo estágio de aprendizado.
1
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Persistência
 › Responsabilidade
 › Assertividade
 › Iniciativa social
 › Respeito › Autoconfiança
 › Tolerância à 
frustração
 › Imaginação 
criativa
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
40 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 2/10
Ao encarar os erros e obstáculos como processos naturais, o aluno será 
estimulado a continuar a trabalhar em um problema desafiador, tarefa ou 
projeto, sem desistir quando as coisas ficam difíceis ou desconfortáveis, 
mantendo-se confiante em sua capacidade (persistência e autoconfiança). 
A atividade inclui refletir sobre uma atividade acadêmica proposta pelo 
professor. Para isso, o aluno precisará prestar atenção em si para avaliar o 
seu desempenho e identificar o seu estágio de aprendizado. Isso favorece 
que o aluno se veja como responsável pelo próprio aprendizado e se sinta 
incentivado a cumprir as suas obrigações e compromissos para melhorar 
o seu desempenho. Este processo de avanço no aprendizado demanda 
que o aluno estabeleça uma estratégia para que possa evoluir em uma 
determinada área ou habilidade. Na medida em que os alunos precisam refletir 
sobre seu processo de aprendizagem e criar estratégias para melhorar, a 
competência de Imaginação Criativa tem espaço para desenvolvimento 
O Vale da Aprendizagem também ajuda a criança a perceber que aprendizados 
acadêmicos, como a leitura ou a Matemática, seguem um processo similar a outros 
aprendizados da vida cotidiana, como andar de bicicleta. Isso é importante para 
incentivar alunos que apresentam algum tipo de resistência ao aprendizado formal.
Ao final, os alunos são convidados a apresentarem seu trabalho para a turma. As 
competências de Iniciativa Social e Assertividade podem ser intencionalmente 
trabalhadas pelo professor. Respeito pelos colegas que aceitam o desafio de partilhar 
seu percurso de aprendizado e ideias para melhorar também deve ser fomentado. 
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa; Matemática.
<<Esta atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA
Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada
 › Habilidade: (EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, em meio 
impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, 
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
Objeto de Conhecimento: Construção do sistema alfabético/ Convenções da escrita
 › Habilidade: (EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia correta de palavras 
conhecidas ou com estruturas silábicas já dominadas, letras maiúsculas 
em início de frases e em substantivos próprios, segmentaçãoentre as 
palavras, ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 3/10
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
CONTEXTO: Esta atividade será integrada a uma aula escolhida pelo professor. Para que 
os alunos consigam refletir sobre o aprendizado, é necessário que o professor 
selecione um tópico de estudo que já tenha sido apresentado para turma. Isso 
facilitará a reflexão das crianças. Esta atividade não inclui o Plano de Aula nem 
os materiais necessários para a tarefa escolhida pelo professor, pois esta pode 
variar. É importante que o professor proponha uma atividade de curta duração, 
que ofereça a oportunidade para os alunos experimentarem algum nível de 
dificuldade ou esforço, mas que sobre tempo no final da aula para a atividade 
proposta aqui. Seria ideal que esta tarefa durasse em torno de 10 minutos.
Com o propósito de dar um exemplo, escolhemos uma aula de Matemática 
para o 2º ano do Ensino Fundamental, e a seguinte diretriz da BNCC:
Objeto de Conhecimento: Construção de sequências 
repetitivas e de sequências recursivas
 › Habilidade: (EF02MA09) Construir sequências de números 
naturais em ordem crescente ou decrescente a partir de um 
número qualquer, utilizando uma regularidade estabelecida.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 4/10
PLANO DE AULA
OBJETIVOS: 1. Alunos irão usar o cartaz Onde Estou no Caminho do 
Aprendizado? para avaliar o seu desempenho;
2. Alunos irão determinar uma estratégia para evoluir em seu aprendizado. 
DURAÇÃO: O tempo de duração desta aula vai depender da tarefa escolhida pelo 
professor e se os alunos já conhecem ou não o Vale da Aprendizagem.
 › 25 a 60 minutos
MATERIAIS: › Cartaz: Vale da Aprendizagem; (ANEXO 1)
 › Cartaz: Onde Estou no Caminho do Aprendizado?;(ANEXO 2)
 › Lápis e borracha;
 › Folhas de exercício: Onde Estou no Caminho do 
Aprendizado? (Uma por aluno). (ANEXO 3)
PROCEDIMENTO: CONEXÃO: 
 › Opção 1: Se os alunos já conhecerem o Vale da Aprendizagem revise 
o cartaz com eles, relembrando as suas diferentes etapas.
 › Opção 2: Caso os alunos ainda não conheçam, use o Vale da Aprendizagem para 
contar uma história sobre algo que você aprendeu. Siga o Vale com o dedo indicador, 
para as crianças entenderem que você precisou passar por todas as etapas.
Sugestão: 
1. Aponte para o início, e diga: “Um dia, eu decidi que iria aprender a andar de 
bicicleta. A minha amiga tinha uma bicicleta e pedi para ela me ensinar.
2. Depois peguei a bicicleta, e pensei: Nossa, eu nunca vou conseguir fazer isso! 
3. A minha amiga me explicou que eu precisava sentar no 
assento e pedalar. Então pensei: Isso é difícil demais!
4. Finalmente, consegui subir na bicicleta, mas fiquei com 
medo de fazer alguma coisa errada e cair no chão!
5. Então eu disse para minha amiga que iria desistir. Falei: Muito obrigada 
por me emprestar a bicicleta, mas isso não é para mim. Afinal, eu adoro 
andar de ônibus ou a pé, não preciso aprender a andar de bicicleta.
6. Mas, minha amiga falou que aprender a andar de bicicleta é 
realmente muito difícil. Ela disse que, quando estava aprendendo, 
também pensou em desistir. Ela pediu para tentarmos de novo 
no dia seguinte, pois tinha certeza de que eu ia aprender.
43 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 5/10
7. No dia seguinte, encontrei minha amiga e tentamos de novo. Ainda era muito 
difícil, mas foi ficando mais fácil. Então combinamos de praticar todos os dias.
8. Eu errava muito ainda, mas sentia que estava melhorando. Até 
que um dia, pensei: Acho que isso não é tão difícil assim!
9. A cada dia que passava, eu conseguia andar um pouco mais, até 
que um dia pensei: Nossa! Ainda bem que não desisti!
10. Hoje em dia, eu adoro andar de bicicleta e já cheguei no outro lado do Vale!”. 
DEMONSTRAÇÃO:
Após (re)apresentar o Vale da Aprendizagem, mostre o cartaz Onde 
estou no Caminho do Aprendizado? e leia os seus quatro estágios:
1. Eu tenho MUITAS perguntas e fico sempre na dúvida
2. Eu sinto que ainda tenho muito a aprender. Eu ainda tenho 
algumas perguntas e as vezes fico na dúvida.
3. Sinto que entendi bem. Acerto quase todas as perguntas na primeira tentativa.
4. Eu entendi isso muito bem e sinto que poderia ensinar para outra pessoa.
Explique que quando aprendemos uma coisa nova, precisamos passar por 
estes quatro estágios de aprendizado até realmente nos tornarmos um 
especialista naquele assunto. Se necessário, conte que um especialista é 
alguém que sabe tanto sobre um tema que já pode ensinar aos outros. 
TAREFA ESCOLHIDA PELO PROFESSOR: 
Diga para os alunos o que eles vão precisar fazer durante a tarefa previamente 
escolhida por você. Avise-os que, enquanto trabalham, eles deverão pensar 
em que estágio de aprendizado eles estão naquele conteúdo acadêmico. Por 
exemplo, “Ao construir sequências crescentes e decrescentes, pense o quanto 
esta tarefa é difícil ou fácil para você. Procure identificar em qual estágio de 
aprendizado você está”. Acrescente qualquer outra explicação, exemplo ou 
demonstração que achar necessário para que os alunos realizem o trabalho.
Dê um tempo determinado para alunos realizarem a tarefa. Avise 
que não é necessário terminá-la. Ao acabar o tempo, peça para 
alunos guardarem os trabalhos e sentarem em roda. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Mostre novamente o cartaz Onde Estou no Caminho do Aprendizado? e peça 
para os alunos refletirem sobre como foi a tarefa que acabaram de completar. 
Mostre uma folha de exercício Onde Estou no Caminho do Aprendizado? e 
explique como completá-la. Diga aos alunos que eles devem marcar o estágio 
de aprendizado em que acreditam estar. É importante que os alunos descrevam 
alguma evidência do por quê atribuem estar em determinado estágio. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 6/10
Peça também para eles escreverem e/ou desenharem o que podem 
fazer para chegar no próximo passo do caminho do aprendizado.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Você vai marcar onde está em seu caminho de aprendizado e escrever e/ou desenhar 
o por que acha que está neste estágio e o que pode fazer para chegar no próximo”
TRABALHO INDIVIDUAL:
Entregue as folhas de exercício para os alunos e peça para eles completarem-na 
individualmente. Circule pela sala oferecendo ajuda ou suporte quando necessário. 
ENCERRAMENTO:
Reúna os alunos novamente e pergunte quem gostaria de compartilhar o trabalho 
com a turma. Procure escolher voluntários que acreditam estar em diferentes 
estágios de aprendizado. Comente sobre como cada pessoa tem o seu próprio 
processo e ritmo de aprender. Enfatize também a importância dos alunos 
reconhecerem onde estão em seu aprendizado e estabelecerem estratégias 
para continuar evoluindo, como: “Muitas vezes é melhor estar em um nível abaixo 
e ter uma boa estratégia para continuar evoluindo do que estar em um nível acima 
e não se esforçar para aprender mais”. Por fim, agradeça cada voluntário e elogie 
a sua coragem emcompartilhar o seu processo de aprendizado com a turma. 
DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade é individual e oferece oportunidades de diferenciação. 
Cada aluno terá a liberdade de refletir sobre o seu processo de 
aprendizado e criar suas próprias estratégias para avançar. 
É importante que você, professor(a), já tenha previamente ensinado o conceito 
da tarefa escolhida (como construir sequências crescentes e decrescentes) e 
avaliado o desempenho de seus alunos. A tarefa selecionada deve ter um nível de 
dificuldade apropriado para incentivar a reflexão das crianças. Os alunos devem 
conseguir, mesmo que com ajuda, ter sucesso em alguma parte do trabalho. Isso 
vai permiti-los pensar em possíveis estratégias para continuar evoluindo. A tarefa 
também não deve ser demasiadamente fácil. Esta aula terá mais impacto nos 
alunos que ainda não chegaram no 4° estágio e precisam refletir sobre como chegar 
lá. Então, se você acreditar que um aluno não irá encontrar dificuldade alguma 
na tarefa, proponha uma atividade mais avançada para ele. O mais importante é 
que todas as crianças tenham a oportunidade de refletir sobre o seu aprendizado 
e sobre como continuar evoluindo. Portanto, se necessário, proponha duas ou 
três diferentes tipos de atividades para atender diferentes perfis de alunos.
Durante a atividade escolhida, procure engajar, principalmente, alunos que se 
irritam e costumam desistir das coisas com mais facilidade. Lembre-os de que as 
dificuldades fazem parte do processo de aprendizado e, se necessário, revisite o 
Vale da Aprendizagem com eles. Se a atividade causar emoções fortes e difíceis 
na turma, use o fim da aula para debater sobre isso. Questione os alunos sobre 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 7/10
como se sentem quando encontram uma dificuldade no caminho e converse 
sobre possíveis estratégias de superação, como respirar fundo, pedir ajuda e/
ou tentar novamente. Você também pode optar por fazer um paralelo com a 
atividade de rotina Como estou me sentindo?, como uma forma de incentivar os 
alunos a identificarem suas emoções e compartilharem suas frustrações. 
AVALIAÇÃO: Circule pela sala de aula observando o desempenho de seus alunos enquanto 
eles trabalham na tarefa escolhida. Se possível, anote o estágio de aprendizado 
que você acredita que cada criança está. Após a aula, compare o trabalho dos 
alunos com as suas folhas de exercício Onde estou no caminho do aprendizado? 
Avalie quais alunos têm uma percepção realista sobre o seu aprendizado e 
quais alunos ainda precisam desenvolver ou aprimorar esta compreensão. Se 
você tiver feito anotações durante a aula, repare se as suas anotações estão de 
acordo com a autorreflexão dos alunos. Avalie também se os alunos conseguiram 
listar estratégias eficientes para chegar no próximo estágio de aprendizado.
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Após a aula introdutória, você vai poder avaliar se os alunos compreenderam como 
utilizar a folha de exercício Onde estou no caminho do aprendizado? ou se ainda 
precisam de mais instrução e/ou prática. Ao repetir esta aula, o aluno vai se tornar 
cada vez mais capaz de fazer uma autoavaliação e listar estratégias para evoluir 
em seu aprendizado. Sendo assim, você eventualmente poderá entregar a folha 
de exercício aos alunos sem maiores explicações. Use isto a seu favor, pedindo 
para alunos se autoavaliarem em diferentes matérias e conteúdos acadêmicos. 
Muitas vezes, esta prática vai ajudar você a desenvolver uma compreensão 
maior sobre o processo de aprendizagem de cada aluno, sabendo onde 
eles têm dúvidas ou dificuldades. Isso vai permitir que você seja um(a) 
professor(a) ainda melhor para cada criança. Aproveite também estes estágios 
de aprendizagem quando der feedback aos alunos. Compartilhe as suas 
observações com a criança e procure definir juntos o estágio de aprendizado 
que ela está, assim como o que ela deve fazer para continuar evoluindo.
Se possível, coloque o cartaz Onde estou no caminho do aprendizado? no 
mural ou na parede da sala de aula por algumas semanas, e refira-se a ele 
sempre que possível. Isso ajudará os alunos a internalizarem o conceito.
A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover 
a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade. A 
oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos 
comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no 
processo de desenvolvimento das competências socioemocionais.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 8/10
ANEXO 1 
O cartaz pode ser desenhado em uma folha de cartolina. Desenhe um vale como indicado abaixo. 
E escreva ou faça colagem para indicar os passos para o processo de aprendizagem:
 › APRENDIZAGEM – POR AQUI
 › NÃO ENTENDI!
 › É MUITO DIFÍCIL!
 › QUERO DESISTIR!
 › VOU TENTAR DE NOVO...
 › ACHO QUE ESTOU ENTENDENDO.
 › AINDA BEM QUE EU NÃO DESISTI!
 › CHEGUEI!
Para saber mais, acesse: https://www.jamesnottingham.co.uk/learning-pit/
APRENDIZAGEM 
– POR AQUI
É MUITO 
DIFÍCIL!
QUERO 
DESISTIR!
VOU TENTAR 
DE NOVO...
ACHO QUE 
ESTOU 
ENTENDENDO.
AINDA BEM 
QUE EU NÃO 
DESISTI!
CHEGUEI!
NÃO 
ENTENDI!
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 9/10
ANEXO 2
Cartaz “Onde estou no caminho do aprendizado?”
O professor deve reproduzir o cartaz em cartolina, conforme modelo abaixo.
4 ESTÁGIOS DO APRENDIZADO 
PARA SER UM ESPECIALISTA
Eu sinto que ainda tenho 
muito a aprender. Eu 
ainda tenho algumas 
perguntas e às vezes 
fico na dúvida.
Sinto que entendi 
bem. Acerto quase 
todas as perguntas na 
primeira tentativa.
Eu entendi isso 
muito bem! Sinto 
que poderia ensinar 
para outra pessoa.
Eu tenho MUITAS 
perguntas e fico 
sempre na dúvida!
©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr.
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2º
 a
no
 • 
10
/1
0 
ANEXO 3
Folha de exercício: Entregar uma folha de exercício para cada aluno. 
Eles devem circular o estágio de aprendizado que acreditam estar e escrever e/
ou desenhar o que podem fazer para chegar no próximo passo acima.
ESTÁGIOS REFLEXÃO
ONDE ESTOU NO CAMINHO 
DO MEU APRENDIZADO?
ALUNO: 
Eu sinto que ainda tenho 
muito a aprender. Eu 
ainda tenho algumas 
perguntas e às vezes 
fico na dúvida.
Sinto que entendi 
bem. Acerto quase 
todas as perguntas na 
primeira tentativa.
Eu entendi isso 
muito bem! Sinto 
que poderia ensinar 
para outra pessoa.
Eu tenho MUITAS 
perguntas e fico 
sempre na dúvida!
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CHECKLIST DA TAREFA • 2º ano • 1/7
CHECKLIST 
DA TAREFA
Esta atividade consiste em uma checklist 
para ajudar o aluno a completar todas as 
etapas de uma tarefa. O aluno precisa 
confirmar que completou cada passo do 
trabalho, antes de passar para o próximo.
JUSTIFICATIVA: Esta atividade enfatiza as competências de autogestão (foco, organização, 
responsabilidade, persistência e determinação). Deste modo, está relacionada 
ao desenvolvimento de funções executivas, que são um conjunto de habilidades 
cognitivas importantes para realizarmos tarefas cotidianas com sucesso e 
eficácia. Na escola, estas funções são fundamentais pois permitem que os 
alunos mantenham o foco e a atenção assim como consigam se organizar 
para executar uma tarefa. A estrutura da checklist em etapas ajuda os alunos a 
entenderem que existem vários passos a serem cumpridos para se completar 
uma tarefa ou projeto e dá suporte para os alunos seguirem de forma ordenada, 
evitando que desistam antes de chegarem ao fim ou que se percam, deixando 
a tarefa incompleta. Este processoenvolve persistência e determinação, 
elementos importantes não apenas no contexto escolar (pois podem melhorar o 
desempenho acadêmico), mas também no dia a dia e, futuramente, no mundo do 
trabalho, em que as competências de autogestão são muito importantes. Além 
disso, a atividade fomenta a autonomia na medida em que estimula as crianças a 
assumirem responsabilidade e trabalharem com menos lembretes do professor.
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Determinação
 › Foco
 › Organização
 › Persistência
 › Responsabilidade
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
50 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CHECKLIST DA TAREFA • 2º ano • 2/7
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa 
<<Esta atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA 
PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura
 › Habilidade: (EF01LP16) Ler e compreender, em colaboração com os 
colegas e com a ajuda do professor, quadras, quadrinhas, parlendas, 
trava-línguas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, 
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto 
e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA(COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Construção do sistema alfabético/ Convenções da escrita
 › Habilidade: (EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia correta de palavras 
conhecidas ou com estruturas silábicas já dominadas, letras maiúsculas 
em início de frases e em substantivos próprios, segmentação entre as 
palavras, ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA (ALFABETIZAÇÃO)
Objeto de Conhecimento: Pontuação
51 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CHECKLIST DA TAREFA • 2º ano • 3/7
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos farão uma checklist, completando ou 
verificando cada etapa de uma tarefa.
DURAÇÃO: Esta atividade pode ser usada em qualquer aula. Portanto, o tempo 
de duração deverá variar de acordo com a aula escolhida. 
MATERIAIS: › Checklist (uma folha por aluno); (ANEXO 1)
 › Lápis e borracha.
PREPARAÇÃO: › Crie uma checklist, levando em consideração a tarefa, 
a aula e o seus conhecimentos sobre os alunos.
PROCEDIMENTO: Com o propósito de dar um exemplo de como executar esta 
prática, usaremos uma aula de produção de texto. 
CONEXÃO:
Faça uma conexão com a matéria escolhida para a atividade, dizendo 
que você vai apresentar uma ferramenta para ajudá-los ainda mais. Diga: 
“Hoje, vocês vão receber uma lista para ajudar na hora de escrever. Essa 
lista inclui todas as coisas que vocês não podem esquecer de incluir no 
texto, como... (dê exemplos apropriados para a matéria e seus alunos)”. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Mostre a checklist aos seus alunos e explique o que é: “Checklist é uma lista de 
etapas necessárias para completar uma tarefa em que precisamos fazer uma 
marquinha ao lado de cada coisa que já fizemos até que a tarefa esteja completa”. 
Diga que, durante a aula escolhida, eles precisarão usar essa checklist para indicar 
que completaram cada etapa de uma tarefa. Por exemplo: “Ao escrever uma história, 
vocês vão usar essa lista para indicar que incluíram tudo isso”. Liste, então, os itens 
que você incluiu na checklist: “1. Escrevi meu nome; 2. Escrevi a data; 3. Incluí um 
título; 4. Escrevi todas as palavras da frase; 5. Coloquei um espaço entre as palavras; 
 › Habilidade: (EF02LP09) Usar adequadamente ponto final, 
ponto de interrogação e ponto de exclamação.
Objeto de Conhecimento: Forma de composição do texto
 › Habilidade: (EF02LP17) Identificar e reproduzir, em relatos de experiências 
pessoais, a sequência dos fatos, utilizando expressões que marquem a 
passagem do tempo (“antes”, “depois”, “ontem”, “hoje”, “amanhã”, “outro dia”, 
“antigamente”, “há muito tempo” etc.), e o nível de informatividade necessário.
52 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CHECKLIST DA TAREFA • 2º ano • 4/7
6. Incluí sinais de pontuação; 7. Fiz um desenho”. Explique, também, o trabalho que 
os alunos farão na aula, por exemplo: “Vocês vão escrever sobre o final de semana”. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: 
“Vocês vão fazer uma marquinha na checklist, completando 
e conferindo cada parte do trabalho”.
TRABALHO INDIVIDUAL:
Entregue uma checklist por aluno e peça que eles a utilizem durante o 
trabalho. Peça para os alunos escreverem seus nomes nas checklists. 
Circule pela sala de aula, conferindo se as crianças estão usando a checklist. 
Quando for necessário, diga: “Você esqueceu de marcar que completou esse 
passo” ou “Verifique a sua checklist, veja se está faltando alguma coisa”.
ENCERRAMENTO:
No final da aula, peça que os alunos verifiquem se escreveram o nome 
na folha de checklist, depois entreguem a mesma junto ao trabalho.
DIFERENCIAÇÃO: Ao apresentar o conceito de checklist, é importante considerar que alguns alunos 
provavelmente encontrarão mais facilidade do que outros para trabalhar com este 
sistema. Isso vai depender do nível de desenvolvimento das funções executivas de 
cada criança. Portanto, alguns alunos vão precisar de mais ajuda para trabalhar com 
a checklist. Por exemplo, crianças com mais dificuldade de foco poderão precisar 
de lembretes, como: “Onde você está em sua checklist?” ou “Qual é o próximo passo 
agora?”. Ainda, é possível que alguns alunos esqueçam de usar a checklist, sendo 
necessário lembrá-los antes de começar a tarefa. Ademais, outros alunos precisarão 
de mais suporte e incentivo para demonstrarem persistência e determinação: 
“Reparei que você se esforçou para completar os dois primeiros passos da tarefa. 
Parabéns pelo trabalho! Vamos em frente agora? O que você precisa fazer em seguida?” 
Por outro lado, algumas crianças podem já ter bastante facilidade em planejar e 
executar todas as etapas de um trabalho. Isso não quer dizer que o uso de uma lista 
não as beneficie, sendo algo que pode maximizar estas competências. O que você 
pode fazer se tiver alunos com esta característica é desenvolver uma checklist 
mais complexa para eles, com mais passos ou etapas mais avançadas. Assim, 
eles poderão se beneficiar desta ferramenta e se manter engajados na atividade. 
Também, ao observar seus alunos usando a checklist, você poderá criar, no futuro, 
diferentes modelos para a sua turma, respeitando o processo de cada um.
AVALIAÇÃO: Depois da aula, compare a checklist com o trabalho de cada aluno. Verifique 
se o aluno realmente completou todas as etapas que marcou. Se possível, faça 
anotações, para verificar se ele teve êxito ou se ainda precisa de mais ajuda. 
Essas observações e anotações vão permitir que você diferencie as checklists 
para os seus alunos no futuro. Também vão ajudar você a perceber quais alunos 
conseguem usar uma lista corretamente e quais ainda precisam de mais apoio.53 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CHECKLIST DA TAREFA • 2º ano • 5/7
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Após a aula introdutória, continue usando checklists sempre que necessário. É 
ideal continuar repetindo a prática na mesma atividade na qual ela foi introduzida, 
a fim de que os alunos se acostumem. Por exemplo, se você apresentar a checklist 
durante uma aula de produção de texto, continue repetindo a prática nessa 
mesma aula. Isso também fará com que os passos do trabalho de produção de 
texto se tornem cada vez mais automáticos para os alunos. Eventualmente, 
essa checklist não será mais necessária e poderá ser dispensada. 
A partir do momento em que os alunos aprenderem a trabalhar com uma 
checklist, você poderá criar esse tipo de lista para várias atividades e 
matérias. As checklists também poderão se tornar mais complexas à medida 
que os alunos forem dominando uma matéria. Você poderá acrescentar 
mais passos à lista e incluir novas etapas, como exigir que os alunos 
incluam acentos ou chequem se escreveram as palavras corretamente.
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CHECKLIST DE TAREFA
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CHECKLIST DE TAREFA
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2º
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7/
7 
CHECKLIST DE TAREFA
NOME:
1. Escrevi meu nome;
10 2. Escrevi a data;
3. Incluí um título;
4. Tentei escrever todas 
as palavras da frase;
 e_a 5. Coloquei um espaço 
entre as palavras;
!? 6. Incluí sinais de pontuação;
7. Fiz um desenho.
CHECKLIST DE TAREFA
NOME:
1. Escrevi meu nome;
10 2. Escrevi a data;
3. Incluí um título;
4. Tentei escrever todas 
as palavras da frase;
 e_a 5. Coloquei um espaço 
entre as palavras;
!? 6. Incluí sinais de pontuação;
7. Fiz um desenho.
CHECKLIST DE TAREFA
NOME:
1. Escrevi meu nome;
10 2. Escrevi a data;
3. Incluí um título;
4. Tentei escrever todas 
as palavras da frase;
 e_a 5. Coloquei um espaço 
entre as palavras;
!? 6. Incluí sinais de pontuação;
7. Fiz um desenho.
CHECKLIST DE TAREFA
NOME:
1. Escrevi meu nome;
10 2. Escrevi a data;
3. Incluí um título;
4. Tentei escrever todas 
as palavras da frase;
 e_a 5. Coloquei um espaço 
entre as palavras;
!? 6. Incluí sinais de pontuação;
7. Fiz um desenho.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CLASSIFICANDO PENSAMENTOS • 2º ano • 1/6
CLASSIFICANDO 
PENSAMENTOS
Esta atividade1 consiste em uma conversa sobre 
diferentes tipos de pensamentos, expressos 
em frases, que os alunos terão que identificar e 
classificar como otimistas ou pessimistas.
JUSTIFICATIVA: O propósito desta aula é engajar os alunos em uma reflexão sobre o que são 
pensamentos pessimistas e otimistas. Ao nos depararmos com situações 
do dia-a-dia, podemos interpretá-las de modos distintos. A interpretação 
que fazemos destas situações tem um papel importante na forma como nos 
sentimos e como nos comportamos frente a elas. Assim, conseguir enxergar 
uma mesma situação de diferentes maneiras favorece o repertório cognitivo 
e comportamental dos alunos e, por isso, pode ajudá-los a lidarem com 
acontecimentos difíceis e emoções desagradáveis (tolerância ao estresse 
e à frustração). Ser capaz de interpretar situações de forma positiva e 
otimista também pode fortalecer o desenvolvimento da autoconfiança. 
FORMATO: Aula Única
1 Esta atividade deve acontecer antes da aula 1 Situação e 2 Pontos de Vista. O professor 
pode optar por fazer as duas aulas no mesmo dia, emendando uma na outra. 
MACROCOMPETÊNCIA:
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Autoconfiança
 › Tolerância à 
frustração
 › Tolerância ao 
estresse
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
58 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CLASSIFICANDO PENSAMENTOS • 2º ano •2/6
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura
 › Habilidade: (EF12LP04) Ler e compreender, em colaboração com 
os colegas e com a ajuda do professor ou já com certa autonomia, 
listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de 
montagem (digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da 
vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto 
do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.
 › Habilidade: (EF12LP17) Ler e compreender, em colaboração com os colegas 
e com a ajuda do professor, enunciados de tarefas escolares, diagramas, 
curiosidades, pequenos relatos de experimentos, entrevistas, verbetes 
de enciclopédia infantil, entre outros gêneros do campo investigativo, 
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA
Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada 
 › Habilidade: (EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, 
em meio impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do campo 
da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa 
e o tema/assunto/finalidade do texto.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão identificar e classificar frases de 
pensamentos como otimistas ou pessimistas.
DURAÇÃO: 15 a 20 minutos
59 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CLASSIFICANDO PENSAMENTOS • 2º ano • 3/6
MATERIAIS: › Folha de Pensamentos (para serem recortados); (ANEXO 1)
 › Folha grande de papel, como: cartolina, papel 40kg ou folha de papel A3;
 › Cola.
PREPARAÇÃO 
PARA AULA:
 › Imprima ou tire cópia da folha de pensamentos. Depois, recorte as frases 
e embaralhe-as para que os alunos possam classificar os pensamentos. 
 › Prepare um cartaz de acordo com a imagem. Escreva: “Pensamentos 
Otimistas” de um lado e “Pensamentos Pessimistas” do outro. Desenhe 
uma linha no meio da folha, separando as duas colunas.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO: 
Inicie uma conversa com a turma, perguntando se os alunos têm muitos 
pensamentos durante o dia. Escute algumas respostas e diga: “Muitas vezes, ao 
longo do nosso dia, temos diversos pensamentos sobre as coisas que fazemos ou que 
iremos fazer, por exemplo ‘Nossa, hoje eu vou para a escolar ter aula de artes, estou 
ansioso para ver o que faremos’ ou até mesmo pensar ‘hoje tenho aula de Matemática, 
espero que consiga fazer o que o professor passar. Ajude os alunos a compreenderem 
o conceito fazendo perguntas, como: “ “Vocês já tiverem pensamentos assim?”. 
Mantenha o foco da conversa em pensamentos relacionados à rotina escolar.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Explique para os alunos que, assim como temos pensamentos de alegria ou de 
empolgação com algo que faremos, também temos pensamentos de desânimo 
ou de que não conseguiremos realizar as atividades do nosso dia. Diga que 
esses pensamentos se chamam pensamentos pessimistas. Pensamentos 
pessimistas são carregados por ideias negativas; são pensamentos que nos 
deixam sem confiança de que podemos superar problemas e de que coisas boas 
podem acontecer. Já quando estamos animados e pensando a quão boa será a 
atividade que faremos, além de pensar que conseguiremos completar a tarefa, 
independente da dificuldade dela, estes são considerados como pensamentos 
otimistas. Conte, em seguida, oque significa os pensamentos otimistas. 
Pensamentos otimistas são carregados de energia positiva, nos ajudam a ver o 
melhor em cada situação e nos deixam confiantes de que coisas boas podem 
acontecer. Avise que você vai ler diferentes frases de pensamentos, e que os 
alunos precisarão identificá-los e classificá-los como otimistas ou pessimistas.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão identificar e classificar pensamentos como otimistas ou pessimistas”. 
PARTICIPAÇÃO:
Selecione alunos para lerem as frases em voz alta para a turma. Pergunte: “Que tipo 
de pensamento é esse? Um pensamento otimista ou um pensamento pessimista?”. 
60 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CLASSIFICANDO PENSAMENTOS • 2º ano • 4/5
Diga para o aluno que leu a frase chamar um amigo para classificar o 
pensamento. Incentive a participação das outras crianças, pedindo: “Vocês 
concordam com o que fulano disse? Quem concorda, levante a mão!”. Quando 
todos chegarem a uma conclusão, peça para o aluno colar o pensamento no lado 
correspondente da folha. Repita o procedimento com todos os pensamentos.
ENCERRAMENTO: 
Exponha uma situação para os alunos — por exemplo: “A sua mãe se atrasou para 
te buscar na escola” —, e pergunte como eles poderiam pensar sobre essa situação 
de forma otimista e pessimista. Comente sobre como uma mesma situação pode 
gerar pensamentos opostos. Explique que pensamentos otimistas nos ajudam a 
sentirmo-nos melhor e a ter boas atitudes, enquanto pensamentos pessimistas, 
muitas vezes, só pioram ainda mais uma situação, nos fazendo sentir tristes, 
chateados ou injustiçados. Reforce que é sempre importante reconhecer que tipo 
de pensamento estamos tendo e tentar enxergar a situação de forma mais positiva. 
DIFERENCIAÇÃO: Nesta atividade, é importante tentar engajar todos os alunos na realização e na 
decisão sobre quais pensamentos são otimistas e quais são pessimistas. Será 
especialmente relevante trabalhar com maneiras de reavaliar os pensamentos 
pessimistas, ajudando os alunos a verem outras perspectivas da mesma 
situação. O professor pode questionar os alunos sobre como seria possível 
transformar um pensamento pessimista em um otimista. Neste processo, 
o professor pode estar atento aos alunos que demonstram mais dificuldade 
em enxergar uma mesma situação de modo positivo. Se isso acontecer, o 
professor pode fazer perguntas que ajudem esses alunos a reavaliarem os 
pensamentos pessimistas, mostrando como cada situação também pode 
ser interpretada de modo otimista. Os colegas também podem ajudar. 
AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos foram capazes de, corretamente, identificar e 
classificar pensamentos como otimistas ou pessimistas. Atente-se, 
também, aos comentários deles. Se possível, perceba se eles demonstram 
mais facilidade em pensar de forma otimista ou pessimista. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CLASSIFICANDO PENSAMENTOS • 2º ano • 6/6
CLASSIFICANDO PENSAMENTOS
Pensamentos Pessimistas Pensamentos Otimistas
Cartaz:
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Errei um gol, nunca vou 
conseguir ser bom! Perdi um gol, mas amanhã eu faço um!
Tirei uma nota ruim, nunca 
conseguirei ir bem na prova!
Tirei uma nota ruim, mas agora vou 
estudar muito para tirar uma boa nota!
Não sou capaz de cantar a 
música até o final.
Se eu treinar bastante, serei capaz 
de cantar a música até o final!
Esqueci novamente meu 
caderno, sou péssimo aluno.
Esqueci novamente meu caderno, mas 
a partir de hoje vou melhorar e colocar 
um lembrete para não esquecer mais.
Matemática é muito difícil, 
nunca vou ser bom.
Matemática é muito difícil, 
mas eu adoro desafios!
Nunca vou conseguir fazer aquela conta. Se eles conseguem fazer aquela conta, então eu também consigo.
A Mariana não falou comigo hoje, 
ela não deve gostar de mim.
A Mariana não falou comigo hoje, 
ela não deve ter me visto.
Quando chove, não dá para fazer nada. Quando chove é bom, porque dá para jogar jogos e conversar com meus amigos.
Eu não fui escolhido(a) para ser 
o(a) primeiro(a) da fila, porque a 
professora não deve gostar de mim.
Eu não fui escolhido(a) para ser 
o(a) primeiro(a) da fila, porque 
ainda não chegou a minha vez.
Observação: Essa é uma sugestão de pensamentos. Eles estão divididos como „pessimistas“ e „otimistas“ para 
facilitar. Mas, na hora de apresentá-los para os alunos, eles estarão recortados e fora de ordem para a classificação.
Pensamentos OtimistasPensamentos Pessimistas
65 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COLEÇÃO DE TROFÉUS • 2º ano • 1/6
COLEÇÃO 
DE TROFÉUS
A Coleção de Troféus é um mural coletivo em 
que o professor registra as conquistas dos 
alunos e da turma inteira. Cada conquista é 
representada por um troféu que é desenhado 
ou inserido no mural. As conquistas dos 
alunos serão celebradas e eles receberão 
uma recompensa quando atingirem um 
número determinado de troféus.
JUSTIFICATIVA: Esta atividade encoraja os alunos a identificarem suas conquistas na escola e a se 
orgulharem delas. A prática de reconhecer e registrar as conquistas dos alunos visa 
motivá-los a se esforçarem para dar o melhor de si, ajudando-os a desenvolverem a 
determinação. Ao receber um “troféu”, o aluno poderá se sentir mais autoconfiante 
e com uma maior convicção de que poderá ser bem-sucedido em seu próximo 
desafio. A atividade também possibilita um espaço para que o professor converse 
com os alunos sobre a importância da persistência, fortalecendo a compreensão 
da turma de que as conquistas dependem de não desistirmos e de terminarmos 
as tarefas que assumimos mesmo quando elas parecem difíceis. Esta discussão 
é relevante e pode motivar os alunos a se manterem engajados e entusiasmados 
em tarefas na escola mesmo quando elas demandam alto nível de esforço e/ou tem 
elevado nível de dificuldade. É importante destacar que não apenas as conquistas 
individuais são valorizadas na atividade, mas também as conquistas que o grupo 
pode atingir por meio de esforço conjunto, o que permite que o professor trabalhe 
com questões relacionadas ao valor da colaboração e do senso de grupo. 
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Determinação
 › Persistência
 › Entusiasmo
 › Iniciativa social
 › Autoconfiança
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
66 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COLEÇÃO DE TROFÉUS • 2º ano • 2/6
Neste sentido, esta atividade tem o potencial de desenvolver também a 
competência de Iniciativa Social. Além disso, ao celebrar as suas conquistas 
e às do grupo, é possível que se fortaleça o entusiasmo das crianças.
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Matemática; Língua Portuguesa. 
<<Esta atividade pode ser utilizada em qualquer disciplina>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmoadequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA
UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS
Objeto de Conhecimento: Leitura, escrita, comparação e ordenação 
de números de até três ordens pela compreensão de características do 
sistema de numeração decimal (valor posicional e papel do zero)
 › Habilidade: (EF02MA01) Comparar e ordenar números naturais (até a 
ordem de centenas) pela compreensão de características do sistema 
de numeração decimal (valor posicional e função do zero).
 › Habilidade: (EF02MA02) Fazer estimativas por meio de estratégias 
diversas a respeito da quantidade de objetos de coleções e registrar 
o resultado da contagem desses objetos (até 1000 unidades).
67 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COLEÇÃO DE TROFÉUS • 2º ano • 3/6
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão reconhecer e identificar algo que conquistaram em suas vidas.
DURAÇÃO: 10 a 20 minutos.
MATERIAIS: › Modelo para o Cartaz de Troféu; (ANEXO 1)
 › Caneta hidrográfica.
PREPARAÇÃO 
PARA AULA:
Sugerimos que você, professor(a), que já conhece seus alunos, tenha um 
exemplo de conquista para cada um deles. Esse exemplo é fundamental 
para que eles compreendam a atividade e se beneficiem dela.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO: 
Diga: “Hoje, nós vamos começar uma coleção de troféus”, e pergunte aos alunos 
o que é um troféu. Escute uma ou duas explicações, e depois fale que é preciso 
muito esforço para fazer uma coleção de troféus. Comente sobre como o esforço 
é importante na vida dos adultos e das crianças. Dê exemplos, e faça perguntas 
sobre esforços que sejam relevantes para os alunos, como: “Eu me lembro que 
precisei me esforçar muito para aprender a andar de bicicleta. Vocês já se esforçaram 
muito para aprender alguma coisa?”; “Quando me esforço para correr três vezes 
por semana, eu consigo correr mais rápido” ou “Quando me esforço para prestar 
atenção na aula, eu consigo aprender mais. Isso acontece com vocês também?”.
Se os seus alunos tiverem realizado a atividade de rotina Escadas das 
Conquistas no 1º ano, questione-os sobre como eles registravam as suas 
conquistas no ano anterior. Pergunte como era esta atividade mencionada e 
explique que o que vocês farão hoje, nesta atividade, será bem parecido. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Explique aos alunos como vocês criarão a Coleção de Troféus. Mostre o Cartaz de 
Troféus à turma, e diga que vocês irão usá-lo para colecionar os esforços e conquistas 
dos alunos. Diga que esses esforços e conquistas serão troféus, e combine como 
os mesmos serão registrados no cartaz. Aqui, você tem a opção de escolher uma 
representação para esses troféus que seja prática. Algumas sugestões: desenhar 
mini troféus, círculos, ou qualquer outra forma que possa facilitar a representação 
do troféu. Determine, também, uma meta de troféus com os alunos: “Será que 
conseguimos uma coleção de 50 troféus?”. Combine, ainda, que haverá algum tipo de 
recompensa quando eles atingirem essa meta. É importante que, antes de iniciar a 
atividade, você estabeleça e comunique qual será a recompensa quando esse número 
de troféus for conquistado pela turma, “Faremos uma festinha na sala com pipoca”. 
Você também pode pedir ajuda aos alunos para escolher uma recompensa que faça 
sentido para eles. Esta opção pode motivá-los ainda mais a se engajarem na atividade.
68 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COLEÇÃO DE TROFÉUS • 2º ano • 4/6
DEMONSTRAÇÃO:
Para garantir que os alunos compreendam o que são conquistas, dê 
um exemplo de uma conquista sua, enfatizando seu esforço. 
Sugestão:
“Eu queria muito aprender a fazer uma receita de bolo da minha avó, mas 
achava que era muito difícil e nunca iria conseguir. Um dia, decidi tentar. 
Comprei todos os ingredientes necessários e tentei fazer a receita. Mas não 
ficou bom. Repeti a receita várias vezes, cada vez ficava um pouquinho melhor. 
Aí um dia, finalmente, eu consegui fazer o bolo igual ao da minha avó!”
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão contar sobre uma conquista que tiveram em suas vidas”.
PARTICIPAÇÃO:
Peça para cada aluno compartilhar uma conquista que teve em sua vida. Se 
possível, faça comentários, enfatizando seu esforço, como: “Nossa, você deve 
ter se esforçado muito para aprender a andar de bicicleta!”. Se alguma criança 
tiver dificuldade em contar uma conquista, você pode ajudá-la, lembrando 
de algo que ela conquistou na escola, por exemplo: “Lucas, você se lembra 
de quando veio aqui no quadro nos ajudar durante a aula de matemática?”. 
Nesta etapa de Participação, você, professor(a), precisa engajar os alunos na atividade 
para que eles se sintam entusiasmados com a possibilidade de participar e partilhar 
suas conquistas. Conforme os alunos compartilham suas conquistas, você pode 
aproveitar para destacar o esforço empenhado pelos alunos para terem tido sucesso.
ENCERRAMENTO:
Encerre a aula dizendo que de agora em diante você vai prestar muita atenção nas 
conquistas das crianças no ambiente escolar, para acrescentar troféus na coleção. 
Explique que também os alunos podem indicar a você quando acharem que tiveram 
uma conquista pessoal e/ou da turma e que vocês irão conversar para decidir 
se ela vale um troféu. É muito importante que os alunos entendam que tipos de 
comportamentos podem representar uma conquista na escola. Por isso, prepare 
exemplos variados e claros para ilustrar diferentes tipos de conquistas (acadêmica, 
social etc.) que você julga como importantes para o desenvolvimento de seus alunos. 
Explique, ainda, que um aluno pode conquistar um troféu para a turma, mas que a 
turma inteira também poderá ganhar um troféu quando trabalharem em grupo. Dê 
exemplos, como: “Vocês podem limpar a sala de aula muito bem depois da aula de arte, 
e ganhar um troféu por isso!”. No caso de uma conquista individual, a turma ganhará 
um troféu. Já quando a conquista for coletiva, a turma ganhará dois troféus. Diga 
também que uma conquista coletiva não precisa envolver a sala inteira, mas mais 
de uma pessoa. Aproveite para enfatizar que, a partir desse dia, eles terão o desafio 
de se esforçar constantemente para ganhar mais troféus até que atinjam a meta 
estabelecida. Reforce que todos ganharão o prêmio final caso a meta seja alcançada,
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COLEÇÃO DE TROFÉUS • 2º ano • 5/6
e reflita sobre como o esforço individual pode promover ou prejudicar o 
crescimento coletivo, ou seja, quando fazemos a nossa parte, estamos 
ajudando a todos de nosso grupo, mas que o contrário também é verdadeiro. 
DIFERENCIAÇÃO: A Coleção de Troféus é uma atividade que pode ser facilmente diferenciada para 
atender cada criança. Para que todos se beneficiem da prática, é importante que 
você, professor(a), conheça seus alunos e saiba o que é uma conquista para cada um 
deles. Talvez escrever a data em um trabalho seja uma conquista para uma criança; 
usar sinais de pontuação seja uma conquista para outra e finalizar uma tarefa em 
sala de aula seja uma conquista para outra. Portanto, as diferenciações nesta 
atividade serão feitas por você, através de suas observações e seu conhecimento 
sobre seus alunos. O importante é que todos os alunos tenham a oportunidade 
de ter suas conquistas reconhecidas e contribuir para a Coleção de Troféus.
Além disso, ao criar a Coleção de Troféus para os seus alunos, você tem a liberdade 
de definir quantos troféus eles precisarão ganhar para obter a recompensa. Procure 
começar com uma meta que os seus alunos consigam atingir a curto prazo. Sendo assim, 
eles logo receberão a recompensa e isso servirá de estímulo para que eles continuem se 
esforçando na escola. Ademais, você também tem a opção de escolher uma recompensa 
que funcione para você, para os alunos e para o contextoda escola onde trabalha.
AVALIAÇÃO: Durante a aula introdutória, avalie se os alunos entenderam o conceito de conquista e 
conseguiram dar um exemplo de algo que conquistaram em suas vidas. Para avaliar isso 
melhor, é interessante perguntar a cada aluno sobre o que seria uma conquista para 
ele. Ao longo das próximas semanas, repare se a Coleção de Troféus está tendo efeito 
em sua turma, observando o esforço e o empenho dos alunos para conquistar troféus. 
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
É importante que você, professor(a), sempre retome o conceito da coleção de 
troféus, para ajudar seus alunos a criar o hábito de se esforçar e ter êxito na escola. 
Quando possível, use a coleção para incentivá-los a se esforçarem mais. Estimule, 
também, os alunos a anunciarem conquistas dos colegas que podem ser colocadas 
no mural. Isso vai ajudá-los a colaborar e reconhecer as conquistas dos outros, 
além das suas próprias. A prática de ganhar troféus deve ser frequente, para que 
a Coleção de troféus se torne uma rotina na sala de aula e não seja esquecida.
Ao longo do tempo, você pode aumentar o número de troféus que os alunos 
precisam colecionar para ganhar uma recompensa. Explique que tal mudança 
foi feita de acordo com a evolução deles, “Eu tenho reparado que vocês estão 
ganhando cada vez mais troféus! Será que vocês conseguem conquistar ainda 
mais?” Além disso, de tempos em tempos, troque a recompensa para estimular 
o entusiasmo das crianças: “Eu sei que vocês adoram ganhar mais 15 minutos 
de recreio quando completam o número de troféus, mas pensei em fazermos 
uma coisa diferente. Que tal tomarmos um sorvete / fazermos uma festinha da 
turma / assistirmos um filme?” Certifique-se que a recompensa sugerida é 
acessível em sua realidade e que você tenha o aval da coordenação da escola.
70 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COLEÇÃO DE TROFÉUS • 2º ano • 6/6
COLEÇÃO DE TROFÉUS
CONQUISTAS 
DA CLASSE
CONQUISTA 
INDIVIDUAL
META: 30 TROFÉUS PRÊMIO: FESTINHA DA TURMA
ANEXO 1
Coleção de Troféus
Reproduzir em uma cartolina o cartaz Coleção de Troféus, conforme modelo abaixo.
71 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 1/7
COMO ESTOU 
ME SENTINDO?
A atividade Como estou me Sentindo1 permite a continuidade 
do exercício da atividade As cores que sentimos bem como 
o aprimoramento e a consolidação das habilidades de 
reconhecimento e expressão de emoções. A partir desta 
atividade, a ênfase será nas próprias emoções, em como 
as expressamos e que comportamentos temos quando nos 
sentimos de diferentes modos. Nesta aula, os alunos terão 
de identificar a emoção que estão sentindo e expressá-la 
verbalmente para a turma. Eles usarão o mural As cores que 
sentimos para marcar o prato com a cor correspondente 
ao seu estado de espírito naquele momento. O professor 
tem um papel de moderação muito importante no sentido 
de poder acolher as emoções dos alunos, de estimular 
um ambiente acolhedor e respeitoso entre os colegas.
JUSTIFICATIVA: O desenvolvimento emocional é uma tarefa complexa que se estende 
desde a infância até a fase adulta. Desta forma, em crianças, a capacidade 
de reconhecer emoções e de nomeá-las ainda não está plenamente 
desenvolvida. Com o tempo, por meio de experiências e da própria 
maturação, as crianças vão se tornando melhores em reconhecer emoções 
em si e, por consequência, também nas outras pessoas. Em um estágio 
desenvolvimental mais avançado, as crianças se tornam capazes de regular 
1 Esta aula introdutória e atividade de rotina devem acontecer na sequência da aula única As Cores que Sentimos, 
na qual foram trabalhados o reconhecimento e a expressão de emoções. 
MACROCOMPETÊNCIA:
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Assertividade
 › Iniciativa social
 › Empatia
 › Respeito
 › Autoconfiança
 › Tolerância 
à frustração
 › Tolerância 
ao estresse
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 2/7
suas emoções e ajustar seus pensamentos para que se sintam melhores. Assim, é 
comum que crianças mais novas possam ter dificuldades para identificar emoções 
e para encontrar palavras certas para nomear aquilo que estão sentindo. Nesta 
atividade, o uso das cores visa a facilitar esse processo. Para realizar a atividade, o 
aluno precisará prestar atenção em si para poder identificar como está se sentindo 
e o motivo por trás de suas emoções. A repetição desta prática possibilita o 
desenvolvimento de uma maior consciência e autoconhecimento. Ao compreender 
o que sente, a criança terá a oportunidade de praticar a autorregulação. Em 
situações em que as crianças expressam tristeza, medo ou raiva, por exemplo, há 
espaço para trabalhar com a tolerância à frustração e a tolerância ao estresse. 
A rotina de reconhecer e expressar emoções possibilita a prática das 
competências de assertividade, autoconfiança e iniciativa social. 
Ademais, as crianças serão incentivadas a escutar os amigos e acolher 
as suas emoções, trabalhando assim a empatia e o respeito. 
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina.
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa.
<<Essa atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA
Objeto de Conhecimento: Construção do sistema alfabético/ Convenções da escrita
 › Habilidade: (EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia correta de palavras 
conhecidas ou com estruturas silábicas já dominadas, letras maiúsculas 
73 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 3/7
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos compartilharão o que estão sentindo e identificarão a cor correspondente 
àquela emoção, de acordo com os critérios ensinados na atividade As cores que sentimos. 
DURAÇÃO: 15 a 20 minutos.
MATERIAIS: › Prendedores de roupa (um por aluno);
 › Caneta ou marcador que escreva no prendedor de roupa;
 › Mural: As Cores que Sentimos2;(ANEXO 1)
 › Materiais para fazer um mural com os pratos, como: cola, grampeador e cartolina. 
PREPARAÇÃO 
PARA A AULA:
Prepare o mural As cores que sentimos de acordo com a imagem de referência no 
ANEXO 1, utilizando os pratos produzidos pelos alunos na aula As cores que sentimos. 
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Mostre o mural As cores que sentimos. Aponte para cada prato, relembrando o que 
aquela cor representa: “As cores de cima (vermelho e amarelo representam alta 
energia e as cores de baixo (azul e verde) representam baixa energia; as cores do lado 
esquerdo (vermelho e azul) representam sentimentos desagradáveis e as cores do lado 
direito (amarelo e verde) representam sentimentos agradáveis e gostosos de sentir”.
PARTICIPAÇÃO:
Pergunte a dois ou três alunos como eles estão se sentindo e em qual cor essa 
emoção estaria. Envolva a turma, perguntando se a cor escolhida realmente 
poderia representar aquela emoção, como: “O Joca disse queestá muito feliz 
e então estaria no amarelo. Vocês concordam que a felicidade pode estar nessa 
cor?; A felicidade é uma emoção agradável ou desagradável?; “Quando vocês 
estão muito felizes, vocês se sentem agitados, com bastante energia?”. 
Não tem problema se as crianças não concordarem com a cor de uma emoção. 
Esse conceito é difícil e pode demorar meses para ser compreendido. Além 
disso, a própria emoção que nomeamos de “felicidade” pode ser considerada 
“verde” ou “amarela”, dependendo de como a criança a vivencia. 
em início de frases e em substantivos próprios, segmentação entre as 
palavras, ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação.
CONTEXTO: Como esta atividade é uma continuação da atividade As Cores que Sentimos, é 
importante que o mural As cores que sentimos esteja pronto antes de iniciá-la. 
2 Produzido com os pratos pintados na aula As Cores que Sentimos.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 4/7
Portanto, não se apegue a definições exatas. O importante, agora, é repetir 
cotidianamente os critérios, a fim de que eles fiquem cada vez mais claros para 
os seus alunos. Possivelmente, algum aluno irá nomear uma emoção e colocar o 
pregador em um prato que não combina com ela (exemplo: raiva no prato verde). 
Se os próprios alunos repararem no erro e o corrigirem, aproveite a oportunidade 
para rever os critérios de cada cor. Se o erro passar despercebido, pode ser melhor 
deixá-lo de lado naquele momento e continuar trabalhando o conceito no futuro. 
O importante, aqui, é que a criança perceba como vivencia as emoções de acordo 
com os conceitos e que esses sejam aprendidos e internalizados a longo prazo. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Explique que vocês vão usar o mural As cores que sentimos para identificar 
a cor da emoção que estão sentindo naquele momento. Depois, avise que 
cada criança terá um pregador com seu nome e deverá colocá-lo no prato 
amarelo, vermelho, azul ou verde, de acordo com o que está sentindo.
DEMONSTRAÇÃO:
Escreva o seu nome em um prendedor de roupa e demonstre como o mural deve 
ser utilizado. Expresse como você está se sentindo e explique o motivo daquele 
sentimento. Depois, prenda o pregador de roupa no prato correspondente. 
Por exemplo: “Hoje, eu estou me sentindo muito animada. Estou sentindo uma 
sensação agradável e estou com bastante energia! Estou me sentindo assim, 
porque hoje é sexta-feira e eu vou visitar uma amiga amanhã. Em qual cor eu devo 
colocar o meu pregador?” ou “O meu cachorrinho está muito doente. Estou com um 
sentimento desagradável, que não é bom de sentir. Estou, também, desanimado(a), 
com pouca energia. Então, vou colocar o meu pregador no prato azul”. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Hoje, vocês irão compartilhar como estão se sentindo e colocar 
um prendedor no prato da cor da sua emoção”.
PARTICIPAÇÃO:
Distribua um prendedor de roupa para cada aluno e uma caneta para 
escrever nele. Peça que cada criança escreva seu nome no pregador 
que recebeu. Depois, chame um aluno por vez para expressar o que está 
sentindo, e então colocar o pregador no prato correspondente.
ENCERRAMENTO: 
Quando todos os pregadores tiverem sido colocados no prato, questione 
os alunos sobre como foi compartilhar as suas emoções (como estão 
se sentindo). Pergunte, também, se foi fácil ou difícil encontrar uma 
cor para aquela emoção. Avise à turma que vocês repetirão a atividade 
diariamente. Pontue a importância de estar atento aos sentimentos dos 
amigos, para assim ajudá-los e oferecer suporte quando necessário.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 5/7
DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade pode ser complexa para alunos que não têm a experiência de 
compartilhar, conversar ou até mesmo refletir sobre as suas emoções. Use a aula 
introdutória para avaliar quais alunos tiveram facilidade e quais ainda precisam 
de ajuda. Se alguns alunos demonstrarem dificuldade ao expressar emoções, 
busque investigar o motivo por trás disso. Possivelmente, como as crianças são 
heterogêneas quanto à sua maturação e capacidade de identificar as emoções, 
é possível que este seja o motivo. Também pode ocorrer de algumas crianças se 
sentirem mais tímidas ou terem alguma resistência em falar na frente da turma. 
Você pode conversar com estes alunos para tentar entender a razão da sua 
dificuldade e poder pensar em estratégias para ajudá-los. Por exemplo, se o aluno 
não conseguir identificar as emoções, ele poderá se beneficiar de exercícios de 
foco em que ele seja incentivado a prestar atenção em si. Também é importante 
avaliar se o aluno tem o vocabulário e o conhecimento necessário para compreender 
diferentes emoções e sentimentos. Se houver uma lacuna neste sentido, você 
precisará explicar sobre as emoções de forma explícita: ensinando o nome delas, 
como elas nos fazem sentir e os possíveis momentos quando elas aparecem. 
Agora, se a questão do aluno for resistência para falar na frente da turma, ele 
precisará de oportunidades para trabalhar a assertividade e autoconfiança. Se 
o aluno realmente não quiser se expressar oralmente, respeite esta vontade 
até que ele esteja preparado para tal. Você pode sugerir que ele apenas 
se levante e coloque o pregador de roupa no prato correspondente. 
Lembre-se que os alunos terão muitos meses para praticar esta atividade de 
rotina. O hábito é muito importante tanto para que esta prática seja eficaz 
quanto para que os alunos internalizem os conceitos apresentados. 
AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos foram capazes de expressar como se sentem e de colocar 
o pregador de roupa na cor correspondente àquela emoção. Se possível, use 
uma checklist com os nomes dos alunos, a fim de verificar quais crianças foram 
capazes de usar as cores corretamente e quais ainda precisam de ajuda com 
isso. Atente-se, também, à forma como cada aluno expressa o seu estado de 
espírito. Repare se eles demonstram autoconfiança e assertividade ao falar. 
É possível que os seus alunos encontrem dificuldade para classificar as 
emoções. Se isso acontecer, lembre-se de que a rotina ainda está se iniciando 
e de que as crianças terão muitas oportunidades para praticá-la ao longo do 
ano. Portanto, a avaliação, aqui, é mais focada em perceber em que fase de 
reconhecimento os alunos estão, e em como é possível ajudá-los a evoluir. 
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Esta prática deve ser repetida todos os dias por um longo período de tempo, até 
que ela se torne natural para os alunos. Sugerimos fazê-la assim que os alunos 
chegarem na escola. Se isso não for possível, procure praticá-la no mesmo 
horário todos os dias, para que se torne parte da rotina das crianças. Quando 
viável, peça que os alunos façam um minuto de silêncio, para respirarem e 
prestarem atenção em suas emoções antes de responderem como se sentem. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 6/7
Após um ou dois meses de prática, você pode diminuir a frequência desta atividade, 
realizando-a uma ou duas vezes por semana. Em dias que os alunos estiverem 
especialmente agitados, você pode sugerir um minuto de silêncio e depois 
pedir para eles marcarem como se sentem no mural. Esta prática pode vir a ser 
eficiente no que diz respeito a uma melhora no comportamento das crianças, já 
que reconhecer nossas emoções é passo inicial para que possamos regulá-las. 
É importante usar o seu prendedor para fazer demonstrações sobre a metodologia 
ensinada. Use a sua vez como uma oportunidade para ensinar conceitos que ainda 
não estão muito claros, bem como para revisar o que for preciso, como: “Estou 
me sentindo contente e relaxado(a). Em qual cor eu estou? Por quê?”. Aproveite 
essas situações para apresentar um novo vocabulário à turma. Muitas vezes, as 
crianças ficam limitadas a expressões simples, como: “feliz”, “triste” e “com raiva”. 
Portanto, procure aumentar o vocabuláriodelas, introduzindo palavras como: 
“desanimado(a)”, “pensativo(a)”, “ansioso(a)”, “decepcionado(a)” e “sereno(a)”. 
Dê exemplos, a fim de garantir que a turma compreenda o seu sentido. 
Quando os alunos se apropriarem do mural e estiverem usando o mesmo com facilidade, 
dê a liberdade deles trocarem o seu nome de lugar sempre que houver necessidade. 
Explique que, muitas das vezes, sentimos muitas emoções diferentes enquanto 
estamos na escola. Portanto, o prato em que colocamos o nosso nome pode não fazer 
mais sentido algumas horas depois. Diga que, quando for assim, eles podem trocar o 
pregador de lugar. Mas, é muito importante determinar quando e como eles podem 
usar o mural. Um aluno não deve se levantar no meio da aula para trocar o seu nome 
de lugar. Afinal, essa ferramenta existe para ajudar e não atrapalhar a sua gestão da 
sala de aula. Sendo assim, estabeleça regras sobre o momento do dia em que podem 
mexer no mural; quantas crianças podem usar o mural ao mesmo tempo; etc. 
Seja flexível com as regras, quando uma criança estiver sentindo uma emoção muito 
intensa e se direcionar ao mural. Quando isso acontecer, você vai poder observar os 
benefícios desta prática. Ao se familiarizar com o mural As cores que sentimos, os 
alunos começarão a utilizá-lo como uma maneira saudável de expressar suas emoções. 
Por exemplo, uma criança que sente raiva e se levanta para trocar seu nome de lugar 
e indicar como está se sentindo ajuda o professor e os colegas a entenderem o seu 
estado emocional. Esta compreensão permite ao professor usar alguma estratégia para 
ajudar o aluno a regular esta emoção. Com isso, ele tende a interromper menos a aula 
e a demonstrar menos comportamentos externalizantes (como incomodar os colegas, 
por exemplo). Portanto, mostre aos seus alunos que você valoriza os sentimentos deles, 
fazendo comentários como: “Mariana, eu vi que você colocou o seu nome no prato azul hoje 
durante a aula de Matemática; você gostaria de conversar sobre isso?” e “Pessoal, o Antônio 
não está respondendo porque o nome dele está no vermelho, vocês não estão vendo? Eu 
também gosto de ficar sozinho(a) quando me sinto assim! Antônio, obrigada por nos avisar 
sobre como está sentindo. Quando você quiser falar com seus amigos, avisa, tá bom?.
A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover a consolidação das 
competências trabalhadas nesta atividade. A oportunidade de praticar repetidas vezes 
novas habilidades e novos comportamentos em diferentes situações da vida real é 
essencial no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais.
77 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 7/7
ANEXO 1 
Criando o mural “As cores que sentimos”
Divida a turma em quatro grupos e dê uma cor (vermelho, azul, verde e amarelo) para cada grupo. Mostre 
os pratos e explique aos alunos que cada grupo deverá pintar o seu prato da cor combinada. Ao terminar 
a pintura, explique que vocês vão usar estes pratos para criar o mural “As Cores que Sentimos”.
A imagem abaixo é um exemplo de como poderá ficar o mural. Neste caso, a professora usou prendedores.
©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr.
79 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DESENHANDO SENTIMENTOS • 2º ano • 1/7
DESENHANDO 
SENTIMENTOS
Nesta atividade, os alunos serão 
incentivados a fechar os olhos, fazer 
silêncio por alguns minutos e focar 
em seus sentimentos. Depois, eles 
farão um desenho para expressar 
seus sentimentos por meio de 
formas, cores e representações.
JUSTIFICATIVA: Desenhando Sentimentos é uma atividade que enfatiza a prática de atenção 
plena ou foco no momento presente (mindfulness). Durante a atividade, os 
alunos farão um exercício de meditação em que precisarão focar em seus 
sentimentos naquele momento e nas sensações que estes sentimentos estão 
produzindo em seu corpo. A rotina do fortalecimento do foco e da atenção 
pode trazer benefícios, dentre eles uma sensação interior de tranquilidade e 
bem-estar e, consequentemente, uma redução da ansiedade e do estresse. 
O desenvolvimento emocional é um processo complexo que se inicia na 
infância e perdura até a velhice. Desta forma, em crianças, a capacidade de 
reconhecer emoções e de nomeá-las está começando a ser desenvolvida. 
Com isso, é comum que crianças tenham dificuldades para reconhecer o que 
estão sentindo e/ou expressarem seus sentimentos. Como os sentimentos são 
estados internos que produzem sensações no corpo, o reconhecimento das 
repercussões interna dos sentimentos nos ajuda a compreender o que estamos 
sentindo em uma determinada situação e avaliá-la de modo mais preciso. 
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Foco › Assertividade
 › Iniciativa social
 › Empatia
 › Respeito
 › Imaginação 
criativa
 › Interesse artístico
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
80 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DESENHANDO SENTIMENTOS • 2º ano • 2/7
Entretanto, no início, a criança precisa de um adulto que a ensine a relacionar 
suas sensações e disposição corporal com os sentimentos, dando nomes a 
este conjunto de respostas do nosso corpo (internas e externas). A percepção 
acurada das sensações nas diferentes partes do corpo pela criança é importante 
para que o adulto possa nomear corretamente o que a criança possa estar 
sentindo, uma vez que são informações que o adulto não consegue ter acesso 
por observação direta. É nessa interação que a criança desenvolve a consciência 
de seus sentimentos, bem como adquire e amplia seu vocabulário emocional. 
A repetição desta atividade possibilita o desenvolvimento de uma maior 
consciência no aluno sobre as suas emoções. Conseguir identificar as emoções 
é parte importante da capacidade de se autorregular emocionalmente, sendo 
uma competência fundamental de desenvolvimento nesta faixa etária. Ao 
identificar o que sente, a criança pode fazer relações do sentimento com os 
eventos que vivencia. Deste modo, a criança passa a compreender cada vez 
melhor o que está acontecendo ao seu redor e como os eventos a afetam 
emocionalmente, o que a ajudará a lidar de modo mais efetivo com situações 
semelhantes no futuro. Esta atividade permite o desenvolvimento dessas 
competências nos alunos, que também precisarão representar seus sentimentos 
com a arte, fortalecendo a imaginação criativa e o interesse artístico.
De tempos em tempos, os alunos serão incentivados a compartilhar o seu trabalho com a 
turma, caso queiram. Esta parte da aula tem a possibilidade de fortalecer a assertividade 
e a iniciativa social. Novamente, a capacidade de expressar o que sente é desenvolvida, 
dessa vez por meio de palavras. Além disso, ao escutar os relatos de seus colegas, 
o aluno terá a oportunidade de desenvolver a empatia e o respeito pelo próximo.
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina.
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Arte; Língua Portuguesa.
<<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: ARTE Unidades Temáticas: Artes Visuais
Objetos de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística 
(desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 
instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, 
instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
Objetos de Conhecimento: Processos de Criação
 › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e 
as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.
81 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DESENHANDO SENTIMENTOS • 2º ano • 3/7
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Após um curto exercício de meditação, os alunos expressarão 
os seus sentimentos pormeio de um desenho.
DURAÇÃO: › Aula introdutória: 30 a 40 minutos.
 › Atividade de rotina: 10 a 20 minutos.
MATERIAIS: › Folha com contorno do corpo humano para localização das 
sensações identificadas (uma por aluno); (ANEXO 1)
 › Folha de papel para desenho (uma por aluno);
 › Materiais para desenho, como: lápis de cor, canetas e lápis de cera.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Pergunte para as crianças como elas estão se sentindo e escute algumas 
respostas. Diga que hoje vocês vão fazer uma meditação para refletir sobre 
os seus sentimentos. Questione se os alunos já ouviram a palavra meditação 
e pergunte se eles sabem o que ela significa. Explique que a meditação é 
um exercício onde sentamos sozinhos, de olhos fechados e focamos em um 
pensamento ou uma atividade específica, buscando nos conectar com nós 
mesmos. Na meditação, temos que nos focar no momento presente. 
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
Práticas de Linguagem: Oralidade
Objetos de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objetos de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
82 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DESENHANDO SENTIMENTOS • 2º ano • 4/7
PARTICIPAÇÃO:
Peça para os alunos se sentarem de forma confortável e fecharem os olhos. 
Quando todos estiverem prontos, solicite que eles façam três respirações 
profundas: inspirando pelo nariz e soltando o ar pela boca. Depois diga: 
“Agora eu quero que vocês prestem atenção no que estão sentindo e o 
que e como o seu corpo está reagindo a este momento”. Avise que eles 
devem permanecer em silêncio e de olhos fechados até o seu aviso. 
Guie a meditação para direcionar os alunos aos seus sentimentos: “Repare em 
como você está se sentindo”; “Você está calmo ou agitado?”; “Perceba se tem 
alguma sensação dentro do seu corpo”; “Os sentimentos podem se manifestar 
através de diferentes partes do nosso corpo, às vezes aparecem por meio de 
sensações na barriga, outras vezes no peito, outras vezes na garganta… repare o 
que você sente nas diferentes partes do seu corpo”; “Perceba se o que você está 
sentindo é um sentimento que te deixa tranquilo, relaxado ou algo que te deixa 
tenso, com o corpo mais pesado”, “A sensação é boa ou ruim?”; “Este sentimento 
tem uma cor? Seria uma cor clara ou uma cor escura?”, “Vocês sentem que estão 
com quanta energia no corpo, muita, normal ou pouca?”. Procure fazer uma pausa 
entre cada frase ou pergunta, para que os alunos tenham tempo de refletir.
Depois de aproximadamente cinco minutos, encerre o 
exercício solicitando que os alunos abram os olhos.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Explique que os alunos devem localizar, na folha que foi entregue, as partes do corpo em 
que os sentimentos se manifestaram na hora da meditação. Diga que eles devem usar 
cores claras para indicar uma sensação fraca e cores escuras para indicar sensações 
fortes. Depois, em uma folha em branco, os alunos devem fazer um desenho para 
representar o que sentiram durante o exercício. Comunique que as cores podem ajudá-
los a representar os seus sentimentos e que eles estão livres para criar o desenho. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Primeiro vocês vão localizar no corpo as sensações e, depois, vocês 
vão expressar os seus sentimentos por meio de um desenho”. 
TRABALHO INDIVIDUAL:
Circule pela sala de aula enquanto os alunos desenham. Procure conversar com 
eles sobre como estão representando seus sentimentos. Disponibilize cerca de 
15 minutos para esta atividade e avise quando o tempo estiver terminando. 
ENCERRAMENTO:
No fim da aula introdutória, peça para os alunos se sentarem em roda e contarem 
como foi a experiência de meditar e desenhar os seus sentimentos. Depois, fale sobre 
alguns sentimentos, como alegria, medo, tristeza e raiva, e pergunte para as crianças 
como elas acham que geralmente sentimos estes sentimentos no nosso corpo. 
83 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DESENHANDO SENTIMENTOS • 2º ano • 5/7
Engaje os alunos na reflexão, pergunte se quando estão sentindo aquele 
sentimento, se eles sentem sensações parecidas ou diferentes. 
Por exemplo: “Quando estou triste, eu tenho pouca energia e eu sinto uma 
sensação forte e ruim na garganta e no peito. E vocês, como se sentem? ”, 
“Nesse caso, chorar me ajuda a aliviar a sensação forte e ruim na garganta e no 
peito, deixando ela menos intensa, apesar de ainda continuar lá. E vocês? Já 
repararam como o corpo fica depois que vocês choram quando estão tristes?”, 
“Geralmente, quando eu estou muito feliz e animada, eu sinto uma sensação 
forte e boa no peito, e muita energia no corpo. E vocês”, e assim por diante.
Ao repetir esta atividade de rotina, caso perceba que existe um espaço de confiança 
e acolhimento, é possível chamar um voluntário por aula para apresentar o seu 
desenho e explicar o que ele significa, bem como as sensações que os sentimentos 
estão despertando nele. Procure chamar uma criança diferente em cada aula 
para garantir que todos tenham uma vez. Ao final, sempre agradeça a criança 
pela confiança que ela teve em você e nos colegas em compartilhar como se ela 
se sente. Mas respeite a vontade dos alunos se eles não quiserem compartilhar o 
desenho com a turma. Caso perceba que algum aluno está profundamente triste, 
não faça esta parte da atividade e o chame para conversar individualmente depois. 
PONTO DE ATENÇÃO: 
A ideia da atividade não é a de investigar o motivo do aluno estar se sentindo 
daquela maneira, o que poderia expor o aluno emocionalmente ou desencadear 
reações emocionais intensas, mas o intuito é apenas de ajudá-lo a entender como 
ele está se sentindo naquele momento. Portanto, é importante ficar atento ao 
menor sinal de que a atividade está fugindo de seu objetivo. Neste caso, agradeça 
a apresentação e diga que a criança pode conversar com você depois sobre o 
que está acontecendo, com mais calma. Encerre a atividade e chame a criança 
para conversar individualmente em seguida. Caso a atividade desencadeie 
abruptamente reações emocionais intensas, você deve agir com tranquilidade 
e naturalidade, acalmar a criança e encerrar a atividade. Por exemplo, a criança 
tem uma reação de raiva, como gritar e bater o pé, traduza para a criança que 
ela está sentindo raiva, que quando sentimos raiva temos vontade de ter estes 
comportamentos, mas que ter estes comportamentos não vão ajudá-la a se 
sentir melhor. Diga que nestes casos precisamos respirar bem profundamente e 
devagar para aos poucos nos sentirmos melhor. Outro exemplo extremo é o de a 
criança começar a chorar. Diga a ela com voz amável que chorar é natural, alivia as 
sensações intensas e que você também faz isso. Espere ela se acalmar e valorize 
a criança dizendo que ela está sendo forte por se permitir chorar. Chame a criança 
para conversar com você em seguida ou quando for possível. Nesta conversa, 
escute-a com atenção e valide o que ela está sentindo. O simples ato de validar o 
sentimento do outro e escutá-lo faz com que as sensações fortes e ruins sentidas 
no corpo se atenuem. Caso a criança lhe conte um problema em que ela precise 
de ajuda, comunique o diretor da sua escola e os responsáveis pela criança.
84 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DESENHANDO SENTIMENTOS• 2º ano • 6/7
DIFERENCIAÇÃO: É possível que algumas crianças apresentem dificuldade no exercício da 
meditação. Sentar sozinho em silêncio e se manter focado pode ser difícil 
para alunos desta faixa etária, principalmente para aqueles que ainda não 
conseguem manter o foco por períodos prolongados. Você pode ajudar um 
aluno que apresente dificuldade no exercício pedindo que ele se posicione 
em um local que favoreça a sua concentração. Outra opção seria pedir 
para ele sentar ao seu lado. Veja esta aula como uma oportunidade de 
aprendizado e entenda que é natural que crianças demonstrem diferentes 
níveis de concentração. Isso não é um problema. Em geral, os alunos que 
apresentam maiores dificuldades são os que mais precisam da atividade.
Observe o foco de seus alunos para determinar a duração da meditação. É 
importante que a meditação não seja demasiadamente longa, exigindo um esforço 
excessivo. Você, professor(a), pode diferenciar o tempo do exercício aumentando ou 
diminuindo o tempo de meditação de acordo com o desempenho de seus alunos.
AVALIAÇÃO: Enquanto os alunos estiverem desenhando, repare na capacidade que cada 
criança tem de se expressar através do desenho. É possível que você não consiga 
avaliar todos os alunos em uma só aula, portanto, continue a avaliação ao repetir 
esta atividade de rotina, prestando atenção em diferentes alunos a cada vez. 
Quando necessário, faça perguntas aos seus alunos para que possam te ajudar a 
avaliar se eles alcançaram o objetivo da aula, como: “Como você representou seus 
sentimentos neste desenho?” e “Por que você escolheu usar essas cores?” Além 
disso, preste atenção nos relatos dos alunos quando eles apresentarem os seus 
trabalhos. Esta apresentação poderá te dar informações importantes sobre como 
o aluno usou trabalho artístico para representar o seu estado emocional presente.
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Implemente esta atividade em sua rotina de sala de aula, praticando-a no mínimo 
duas vezes por semana. Após dois ou três meses de prática, você pode adaptar 
a atividade, pedindo para os alunos falarem sobre seus sentimentos ao invés de 
desenhá-los e localizarem as sensações no corpo. A aposta é que ao ter tido bastante 
oportunidade para observar seu corpo, expressar sentimentos com a arte e conversar 
sobre estas experiências em roda, o aluno se torne mais capaz de identificar e 
nomear suas emoções, facilitando a conversa oral. Assim, após a meditação, 
varie a atividade, pedindo para os alunos compartilharem seus sentimentos e 
emoções com o colega ao lado. Outras vezes, caso se sintam confortáveis, você 
pode pedir para eles contarem como estão se sentindo para a turma toda. 
Entretanto, é importante que os alunos ainda tenham a chance de se 
expressar através da arte. Diminua a frequência do desenho, mas, sempre que 
possível, volte para ele. Desenhar como forma de expressar sentimentos é 
uma atividade prazerosa que gera muitos benefícios para o desenvolvimento 
socioemocional das crianças. Logo, mesmo que os alunos já estejam 
preparados para conversar sobre emoções, ofereça oportunidades para 
eles continuarem desenhando seus sentimentos quando possível. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ESCANEAMENTO CORPORAL • 2º ano • 1/5
ESCANEAMENTO 
CORPORAL
Nesta atividade, os alunos serão guiados pelo(a) 
professor(a) a focar em suas sensações corporais.
JUSTIFICATIVA: Escaneamento Corporal é uma prática de mindfulness, que tem como objetivo 
trazer a atenção dos alunos à experiência que estão vivenciando no momento, o 
que auxilia na redução do estresse e da ansiedade. Os alunos precisarão prestar 
atenção em seu corpo, no contato da pele com outras superfícies, na temperatura 
e nas sensações internas. A prática regular desta atividade favorece o foco e a 
concentração, pois precisarão inibir pensamentos que as impediriam de focar nas 
sensações corporais e sustentar a atenção nestas sensações pelo tempo da atividade. 
O fortalecimento do foco traz muitos benefícios, entre eles a redução da ansiedade, 
da raiva e da impulsividade (tolerância ao estresse e tolerância à frustração).
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa
<<Essa atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>>
CONTEXTO: Esta atividade deve acontecer em um local silencioso, com espaço para todos 
os alunos se deitarem no chão (caso tenha tapete) ou se encostem na parede.
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Foco › Tolerância à 
frustração
 › Tolerância ao 
estresse
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
88 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ESCANEAMENTO CORPORAL • 2º ano • 2/5
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
UNIDADE TEMÁTICA: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
UNIDADE TEMÁTICA: ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA (ALFABETIZAÇÃO)
Objeto de Conhecimento: Forma de composição do texto
 › Habilidade: (EF02LP17) Identificar e reproduzir, em relatos de experiências 
pessoais, a sequência dos fatos, utilizando expressões que marquem a 
passagem do tempo (“antes”, “depois”, “ontem”, “hoje”, “amanhã”, “outro dia”, 
“antigamente”, “há muito tempo” etc.), e o nível de informatividade necessário.
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão seguir as direções do(a) professor(a) 
e focar em suas sensações corporais.
DURAÇÃO: 10 a 15 minutos
MATERIAIS: › Imagem de um aparelho de Raio-X.(buscar em revistas ou Internet)
PROCEDIMENTO: CONEXÃO: 
Apresente a imagem da máquina de Raio-X e pergunte se eles sabem do que se 
trata. Escute algumas respostas e explique: “Esta máquina escaneia o que há 
dentro do nosso corpo. Ela ajuda na investigação dos ossos e outros órgãos do 
corpo humano para identificar se há ossos quebrados, cáries nos dentes etc. 
89 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ESCANEAMENTO CORPORAL • 2º ano • 3/5
A máquina de Raio-X também é usada nos aeroportos e mesmo com a mala 
fechada, ela consegue mostrar todos os itens que colocamos na nossa 
bagagem. Ela mostra se tem brinquedo, roupa, algum biscoito etc.”. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Diga aos alunos que, nesta atividade, eles irão “escanear” o próprio corpo. 
Explique que, como um scanner, que pode enxergar tudo que tem dentro do 
corpo ou da mala, eles tentarão perceber todas as sensações do corpo. 
PREPARAÇÃO:
Peça que as crianças se deitem no chão (caso tenha algum tapete) ou 
se encostem na parede, fiquem de olhos fechados e atentas aos seus 
comandos. Pontue a importância do foco, pois só assim será possível 
observar as sensações corporais difíceis de perceber. Solicite que os alunos 
coloquem as mãos na barriga e façam três respirações profundas. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Hoje, vocês irão prestar atenção às sensações 
corporais a partir das minhas instruções”. 
PARTICIPAÇÃO: 
Guie a respiração de seusalunos, pedindo que eles inspirem e expirem 
lentamente, percebendo o movimento do ar dentro do corpo: “Inspire, puxando 
o ar pelo nariz, e expire, soltando o ar bem devagarzinho”. Peça que eles sintam 
como cada respiração se move dentro do corpo, enchendo o peito e a barriga 
suavemente. Faça isso até sentir que eles estão atentos e relaxados.
Faça perguntas, para incentivar que os alunos prestem atenção 
em suas sensações corporais. Procure direcionar a atenção deles, 
lentamente, para cada parte do corpo; da cabeça aos pés.
Algumas sugestões:
 › “O ar que entra pelo nariz está quente ou frio? Conseguem perceber? E 
ao sair, o ar sai quente ou frio? Percebam a temperatura desse ar”;
 › “Vocês sentem o ar percorrendo todo o corpo? Ele passa pela sua 
garganta, desce pelo seu peito e chega até sua barriga?”;
 › “Percebam o ar saindo sozinho, sem que vocês façam esforço”;
 › “Repare como o ar enche a sua barriga”;
 › “Observe a barriga murchando”;
 › “Com o movimento de sua respiração, perceba sua barriga 
encostando na roupa no momento da inspiração. O que 
acontece com esse contato quando você solta o ar?”; 
90 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ESCANEAMENTO CORPORAL • 2º ano • 4/5
 › “Agora, perceba como estão seus dedos dos pés, 
sinta-os. Tenta deixá-los soltinhos”;
 › “Suba um pouquinho e perceba as pernas. Qual é a sensação 
de peso em suas pernas? Elas estão leves ou pesadas?”; 
 › “Subindo mais um pouco, como estão seus braços? Vocês estão sentindo 
eles tocarem no chão/na parede? Seus braços estão frios ou quentes?”; 
 › “Agora, perceba seus ombros, pescoço e rosto. 
Eles estão relaxados ou duros?”; 
 › “Vamos levar a atenção, agora, ao coração. Perceba como 
ele está batendo. Está rápido ou devagar? O que vocês 
estão sentindo ao prestar atenção no coração?; 
Ao terminar, diga aos alunos que abram os olhos lentamente, 
mexam os pés e as mãos, estiquem o corpo e se espreguicem. 
Depois, peça que eles se sentem em roda.
ENCERRAMENTO: 
Em roda, converse sobre a experiência. Diga que este é um exercício de 
relaxamento que faz com que sejamos mais focados. Pergunte se os alunos 
perceberam alguma diferença no corpo, antes e depois do escaneamento 
corporal. Pergunte se eles se sentiram mais calmos e relaxados ou se continuam 
do mesmo modo. Pergunte se alguém ficou agitado ou nervoso. Estimule a 
participação de todos, pedindo “Quem concorda, levanta a mão”, e perguntando 
“Quem teve uma experiência diferente e gostaria de compartilhar conosco?”.
DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade propicia o desenvolvimento do foco. Entretanto, alguns alunos 
podem ter dificuldade com a atividade, especificamente em permanecerem 
deitados e manterem a atenção por um período longo de tempo. Se isso 
ocorrer, não há problema. É possível que algumas crianças precisem de mais 
oportunidades para exercitar o foco do que outras. Se perceber que algumas 
crianças se distraem no processo, tente trazer sua atenção novamente 
para a sua narrativa. Pense também em outras atividades e estratégias que 
podem ajudar os alunos neste processo. Ao final, você pode perguntar para a 
turma se foi fácil ficar parado e manter a atenção durante a atividade, e o que 
acharam que foi mais difícil, por exemplo. Possivelmente, uma dinâmica como 
essa pode demorar para se tornar uma rotina e ser bem aceita por todos. 
Portanto, é preciso ter paciência. Muitas vezes, os alunos que apresentam 
maiores dificuldades são os que mais se beneficiarão da atividade.
AVALIAÇÃO: Avalie o foco de seus alunos durante a atividade. Observe quais 
crianças conseguiram seguir as direções e quais tiveram dificuldade. 
Perceba, também, se alguns alunos ficaram muito agitados
91 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ESCANEAMENTO CORPORAL • 2º ano • 5/5
a ponto de não conseguirem se beneficiar do exercício. No fim da aula, 
considere os relatos sobre a experiência. O ponto de vista dos alunos 
a respeito de como se sentiram antes e depois te ajudará a avaliar a 
eficácia da prática. Faça anotações, para guiar o seu trabalho, assim 
como te ajudar a analisar o impacto da atividade ao longo do tempo.
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Implemente esta atividade em sua rotina de sala de aula, escolhendo um 
horário fixo para praticá-la. O ideal seria praticá-la todos os dias, mesmo 
que por curtos períodos de tempo. Se isso não for possível, procure repeti-
la pelo menos duas vezes na semana. Quando houver tempo, promova um 
debate sobre como foi a experiência para os alunos. É importante ajudá-
los a refletir sobre os benefícios desta prática. A repetição do exercício 
te ajudará a perceber as oscilações de comportamento de seus alunos. 
Provavelmente, um aluno estará mais concentrado em um dia e mais 
disperso no outro. Sem expor as crianças, rocure incluir tais comparações 
nos debates, para que as crianças se tornem mais conscientes de si. 
Ao criar uma rotina, você poderá optar por unir esta prática à atividade 
de rotina Como Estou me Sentindo?. Sendo assim, primeiro pratique o 
escaneamento corporal com seus alunos, depois emende-o na próxima 
atividade, perguntando como os alunos estão se sentindo e pedindo 
que eles utilizem o mural As Cores que Sentimos, para indicar a sua 
emoção. Explique que o escaneamento corporal serve para nos tornar 
mais conscientes de nossas sensações corporais e emoções. 
93 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 1/12
GRÁFICO 
DE FOCO
Nesta aula, os alunos usarão um 
relógio digital para marcar o tempo que 
conseguem permanecer focados em 
uma atividade. A atividade propõe uma 
reflexão sobre quais comportamentos 
favorecem a manutenção do foco e 
quais diminuem a probabilidade do aluno 
conseguir se manter focado na tarefa. 
Trata-se de uma atividade de rotina, pois a 
prática de cronometrar o tempo de trabalho 
e refletir sobre o que influenciou no tempo 
dispendido é repetida durante o ano, para 
estimular que as crianças sejam capazes de 
autorregular seus comportamentos durante 
uma atividade ou aula na escola, desenvolvendo 
suas competências de foco e organização.
JUSTIFICATIVA: A prática de marcar o tempo de foco em uma tarefa e posteriormente avaliar 
comportamentos durante a sua execução visa a ajudar os alunos a compreenderem 
quais são os comportamentos e os elementos do ambiente (por exemplo, 
barulho), bem como da tarefa (por exemplo, alto nível de dificuldade) que 
facilitam ou dificultam a manutenção do foco na tarefa. Com o tempo, os alunos 
se tornarão mais conscientes sobre quais estratégias funcionam melhor para 
que se mantenham focados. A atividade também ensina que, ao aumentar o 
foco e o tempo produtivo de trabalho, o aproveitamento escolar melhora.
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Foco
 › Organização
 › Persistência
 › Responsabilidade
 › Tolerância à 
frustração
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
94 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 2/12
Portanto, esta prática visa a desenvolver a capacidade de foco dos alunos.
A repetição desta aula também ajuda as crianças a autorregularem 
seus comportamentos e a desenvolverem a organização. Afinal, elas 
precisam planejar (organização) o que farão para aumentar o tempo de 
foco e diminuir as distrações, além de desenvolver um senso maior do 
tempo que demoram em certas atividades (organização do tempo). É 
importante que os alunos entendam que o exercício do foco no dia-a-
dia é uma forma de escolha que os ajuda a aprenderem mais na escola 
(responsabilidade), pois a atividade também ensina que, ao aumentar o 
foco e o tempo produtivo de trabalho, o aproveitamento escolar melhora.
O exercício de manutenção do foco pode ser difícil no início, mas os 
alunos poderão desenvolver estratégias para lidar com as dificuldades, ossentimentos de cansaço, bem como para lidar com possíveis distrações 
que seriam mais prazerosas do que fazer a atividade em questão, como 
conversar com o colega ao lado. Desse modo, a atividade oportuniza o 
desenvolvimento da persistência e da tolerância à frustração.
Ademais, a atividade proporciona a oportunidade de que as crianças 
aprendam e pratiquem habilidades matemáticas importantes, como 
usar um relógio digital, contar e/ou subtrair para calcular o intervalo de 
tempo, bem como organizar informações em um gráfico de barras. 
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Matemática; Língua Portuguesa. 
<<Esta atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA
UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS
Objeto de Conhecimento: Leitura, escrita, comparação e ordenação 
de números de até três ordens pela compreensão de características do 
sistema de numeração decimal (valor posicional e papel do zero)
 › Habilidade: (EF02MA01) Comparar e ordenar números naturais (até a 
ordem de centenas) pela compreensão de características do sistema 
de numeração decimal (valor posicional e função do zero).
Objeto de Conhecimento: Problemas envolvendo diferentes significados 
da adição e da subtração (juntar, acrescentar, separar, retirar)
 › Habilidade: (EF02MA06) Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração, 
envolvendo números de até três ordens, com os significados de juntar, 
acrescentar, separar, retirar, utilizando estratégias pessoais ou convencionais.
95 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 3/12
Objeto de Conhecimento: Identificação de regularidade de sequências 
e determinação de elementos ausentes na sequência
 › Habilidade: (EF02MA10) Descrever um padrão (ou regularidade) 
de sequências repetitivas e de sequências recursivas, 
por meio de palavras, símbolos ou desenhos.
UNIDADE TEMÁTICA: GRANDEZAS E MEDIDAS
Objeto de Conhecimento: Medidas de tempo: intervalo de tempo, uso do 
calendário, leitura de horas em relógios digitais e ordenação de datas
 › Habilidade: (EF02MA19) Medir a duração de um intervalo de tempo por meio 
de relógio digital e registrar o horário do início e do fim do intervalo.
UNIDADE TEMÁTICA: PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA
Objeto de Conhecimento: Coleta, classificação e representação de dados 
em tabelas simples e de dupla entrada e em gráficos de colunas
 › Habilidade: (EF02MA22) Comparar informações de pesquisas apresentadas 
por meio de tabelas de dupla entrada e em gráficos de colunas simples 
ou barras, para melhor compreender aspectos da realidade próxima.
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
96 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 4/12
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão refletir sobre o tempo em que permanecem focados 
em uma atividade acadêmica e sobre quais comportamentos e 
variáveis que favorecem ou dificultam a manutenção do foco
DURAÇÃO: A duração desta aula dependerá do tempo de foco de seus 
alunos e da atividade escolhida para o exercício.
MATERIAIS: › 1 relógio digital, podendo ser de pulso ou celular;
 › 1 pregador de roupa;
 › Quadro (negro ou branco) e pincel marcador ou giz;
 › 1 folha de papel grande, como: cartolina ou papel 40kg (se conseguir 
uma folha de papel grande quadriculada, seria o ideal);
 › Modelo de cartaz Gráfico de foco; (ANEXO 1) 
 › Canetas coloridas para escrever no cartaz Gráfico de foco;
 › Régua;
 › Lápis.
PREPARAÇÃO: › Antes de iniciar a atividade, sugerimos que você marque o tempo de foco de seus 
alunos em algumas aulas. Assim, você poderá determinar uma meta (tempo de 
foco) que eles já alcançaram, conseguindo, portanto, ter sucesso nesta atividade. É 
importante que você marque o tempo de concentração de seus alunos na mesma 
disciplina e tipo de tarefa em que fará a atividade. Por exemplo, se você fizer a 
atividade na hora da leitura individual na aula de português, é fundamental que já saiba 
quanto tempo a maioria consegue permanecer nessa atividade sem perder o foco.
 › Prepare o Gráfico de foco na folha de papel grande, de acordo com a imagem de 
referência. Se você não conseguir uma folha de papel quadriculada, use uma régua e 
um lápis para fazer medidas e garantir que os espaços entre os números do gráfico 
estejam proporcionais. Os números que você incluir no gráfico deverão estar de 
acordo com o tempo de foco de sua turma. É importante começar do zero e terminar 
em um número que os seus alunos ainda não alcançaram. Use as suas observações 
sobre o tempo de foco dos alunos para determinar uma meta final para o gráfico. Por 
exemplo, se os seus alunos conseguirem focar por 15 minutos este gráfico poderá ir 
de 0 a 30 minutos, assim eles terão uma meta para conquistar ao longo do tempo. 
PROCEDIMENTO: CONEXÃO: 
Comece perguntando aos alunos se eles sabem o que é “concentração”. 
Escute alguns alunos a fim de saber o conhecimento prévio. 
97 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 5/12
Depois explique “Concentração é quando conseguimos prestar atenção em algo ou 
alguém por um período de tempo”. Faça a seguinte pergunta aos alunos: “Vocês acham 
que controlamos totalmente a nossa atenção? Ou seja, que sempre decidimos se 
vamos ou não prestar atenção em algo ou alguém?”. Novamente escute as respostas 
e veja se todos os alunos concordam com o que foi dito pelos colegas ou se alguém 
pensa de forma diferente. Depois, explique que não temos total controle sobre o que 
prestamos atenção, mas que temos apenas parte deste controle. Diga que podemos 
decidir prestar atenção em algo e de repente a nossa atenção mudar o alvo sem que 
nós tenhamos decidido voluntariamente mudá-la. Escute as reações dos alunos e se 
eles se surpreenderam com esta informação. Exemplifique com uma história fictícia:
“Maria gosta muito de ler histórias. Um dia ela decidiu continuar a ler um livro, pois 
estava gostando muito da história e queria saber como ela terminava. Ao lado dela, 
estavam João e Rafaela conversando sobre o que tinham feito no final de semana. 
Como ela já sabia o que eles tinham feito no final de semana, ela decidiu prestar 
atenção na leitura, pois queria muito saber o que ia acontecer na história. Ela 
estava conseguindo concentrar-se na leitura e ignorar a conversa que acontecia 
ao lado dela, mas de repente o nome dela surgiu na conversa entre Rafaela e João. 
Ao escutar seu nome, automaticamente ela deixou de prestar atenção na leitura e 
passou a prestar atenção nesta conversa, pois poderiam estar falando sobre ela”. 
Explique que, neste caso, Maria não teve controle de sua atenção. Ela estava querendo 
prestar atenção na leitura, mas ao ouvir o seu nome, ela não conseguiu mais fazer o que 
queria e sua atenção foiatraída por algo que aconteceu ao seu redor e que ela não estava 
esperando. Neste momento, por mais que ela quisesse ler, a atenção dela mudou de alvo. 
Explique que estas mudanças no foco acontecem com frequência justamente porque 
não temos total controle da nossa atenção. O que podemos fazer é, depois que a nossa 
atenção mudou de alvo, escolher voltar para a tarefa anterior (ler o livro) ou deixar de 
lado o que estávamos fazendo e fazer a nova atividade que atraiu a nossa atenção. Dê 
outros exemplos e pergunte se algo parecido aconteceu com os alunos e deixe eles 
contarem qual escolha fizeram nessas situações. Alguns exemplos são sugeridos 
aqui, mas você pode escolher outros que julgar mais pertinentes. Por exemplo: “Já 
aconteceu de vocês estarem fazendo a lição de casa e alguém falar que o desenho 
favorito de vocês está começando?” ou “Alguém já estava tentando ver algo na TV que 
queria muito e do nada começar um barulho de obra perto de casa?”. Escute as respostas 
e pergunte: “Vocês conseguiram voltar a prestar atenção no que estavam fazendo depois 
de terem mudado o foco da atenção?”. Aos que nunca passaram por essas situações, 
pergunte o que eles fariam nelas. Neste momento, vá listando as estratégias relatadas 
pelos alunos de inibir a distração e voltar para a atividade que estavam fazendo. Caso na 
situação da lição de casa eles digam que iriam assistir ao desenho e depois fazer a lição, 
diga que eles teriam apenas o tempo em que o desenho passaria para fazer a lição e que 
caso assistissem ao desenho, ficariam sem fazer a lição. Explicite que quando essas 
situações acontecem, em que algo atrai a nossa atenção, temos que fazer uma escolha 
sobre o que fazer nestas situações, se vamos deixar a distração tomar conta de nós ou 
se vamos tentar voltar para o que precisamos ou queremos fazer naquele momento. 
98 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 6/12
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: 
Explique o que os alunos vão fazer naquela determinada aula e pergunte: 
“Como podemos medir o foco de vocês em determinada atividade?”. Ouça o que 
os alunos dizem e fale que o relógio digital pode ser um aliado para ajudar a 
entender o tempo de foco em determinada atividade. Explique a atividade: “Eu 
vou marcar quantos minutos vocês conseguem se concentrar sem perder o foco”.
Avise que vocês irão marcar o tempo de concentração deles como uma 
medida de foco. Mostre o relógio digital e, se necessário, questione os 
alunos sobre o nome e o uso do instrumento. Possivelmente, você vai 
precisar demonstrar como ele funciona. Se esse for o caso, anote alguns 
horários no quadro e explique como ler a hora. Pratique o suficiente, a fim 
de garantir que todos entendam e estejam prontos para a atividade. 
Diga que, para se concentrar por bastante tempo, são necessárias algumas 
estratégias de manutenção do foco. Discuta com os alunos sobre estratégias 
para manter o foco, perguntando: “O que vocês fazem quando querem focar 
em determinada atividade? Qual estratégia vocês utilizam?” . Liste essas 
estratégias com os alunos. Você também pode citar alguns exemplos de 
estratégia: evitar conversas fora de hora, deixar em cima da mesa apenas 
o material que for usar, anotar algum assunto que lembrar e que queira 
conversar com o amigo para falar com ele depois da tarefa, falar com voz 
baixa para não atrapalhar os outros, fazer uma coisa de cada vez, sentar 
sozinho(a) ou longe daquele amigo que dá vontade de conversar etc. Peça 
que cada um deles escolha uma das estratégias que eles acreditam que terá 
maior impacto positivo no tempo que conseguem focar na atividade.
Relembre rapidamente o que alunos irão fazer nesta aula e diga: “Vamos 
cronometrar quanto tempo vocês conseguem trabalhar nesta atividade” 
Proponha uma meta atingível para a turma, baseando-se em suas observações 
passadas, como: “Será que vocês conseguem focar por 20 minutos?”
DEMONSTRAÇÃO:
Possivelmente, você precisará fazer uma demonstração. Uma sugestão é 
propor que vocês marquem o tempo que demoram para cantar uma música 
popular na turma. Você pode selecionar um aluno para ser o ajudante, 
dando a ele a responsabilidade de que leia a hora que vocês começaram 
e terminaram de cantar a música. É importante ressaltar que, quando 
marcamos o tempo, precisamos verificar a hora exata do início e do fim 
da atividade. Explique que é importante anotar essas informações, para 
que depois vocês possam calcular o tempo que passou. Portanto, peça 
ao ajudante que anote o horário certo que vocês iniciaram e terminaram a 
cantoria. Depois, peça ajuda aos alunos, para calcular o tempo que passou.
Relembre, rapidamente, o que os alunos irão fazer nesta aula e diga: “Vamos medir 
quanto tempo vocês conseguem trabalhar sem distrações ou interrupções?”.
99 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 7/12
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vamos medir o tempo que vocês conseguem focar e vamos refletir 
sobre o que influenciou esse tempo no final da aula”. 
TRABALHO INDEPENDENTE:
Peça aos alunos que se desloquem para os lugares onde permanecerão 
durante a atividade. Quando todos estiverem prontos, selecione dois alunos 
para serem ajudantes. Solicite que eles utilizem o relógio digital, a fim de 
verificar o horário de início da atividade. Peça, também, que eles anotem esse 
horário no quadro. Ofereça apoio aos alunos e verifique se executaram as suas 
tarefas corretamente. Avise que o tempo marcado será o da turma e que será 
finalizado quando metade dos alunos demonstrarem ter perdido o foco. Isso é 
importante para que os alunos que continuarem focados não se desmotivem. 
Depois, peça para os alunos começarem a trabalhar na atividade escolhida.
Circule pela sala de aula, ajudando os alunos quando necessário e lembrando 
o objetivo desta atividade. Dê feedbacks positivos para incentivá-los, como: 
“Nossa, vocês realmente estão crescendo e conseguindo focar muito mais 
do que antes!”; “João, estou vendo que você está evitando distrações. Que 
bom, acho que você vai aproveitar muito mais a aula assim”. Observe os seus 
alunos e ofereça suporte e diferenciações de acordo com a necessidade 
deles (para mais informações, veja a seção «Diferenciação» abaixo).
Quando os alunos começarem a dispersar, comente as suas observações: 
“Estou percebendo que estamos perdendo o foco. Será que conseguimos 
focar por mais um pouco?”. Atente-se para sinais que indicam que um 
grande número de alunos (pelo menos metade da turma) se distraíram 
e perderam o foco. Quando isto ocorrer, anuncie o fim da atividade e 
escolha dois alunos para verificar o horário e anotá-lo no quadro.
ENCERRAMENTO:
Em roda, peça ajuda aos alunos para calcular o intervalo de tempo que 
permaneceram focados na atividade. É importante elogiar a performance 
deles, para que se sintam motivados a continuar se esforçando nas 
próximas vezes. Portanto, nesse momento, procure ressaltar os 
comportamentos que deram certo e, por ora, ignore o que não funcionou.
Mostre o Gráfico de foco, diga que é um gráfico de barras e explique que 
ele servirá para marcar o tempo de concentração durante vários dias. 
Escreva a data inicial na parte inferior do gráfico (como na imagem de 
referência) e questione as crianças a respeito do tempo que permaneceram 
focadas. Chame um aluno para marcar essa informação no gráfico. 
Pergunte como foi a experiência. Possíveis perguntas: “Como vocês se sentiram 
enquanto marcávamos o tempo?”; “Teve algum momento em que vocês se sentiram 
mais focados?”; “O que estava acontecendo para que se sentissem assim? ,
100 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 8/12
O assunto da atividade era mais legal, a sala estava silenciosa etc.?” “Houve momentos 
difíceis de focar?”; “O que atrapalha a concentração de vocês?”; “O que vocês fizeram 
quando perderam a atenção?”. Essas perguntas não precisam ser feitas na primeiraaula, mas podem ser usadas nos diferentes dias em que a atividade for realizada.
Caso o tempo de concentração da turma na tarefa tenha sido menor que o 
tempo em atividade anterior, é importante levantar esta reflexão de quais 
motivos podem ter feito com que o tempo fosse menor nesta atividade. Alguns 
possíveis questionamentos para título de exemplo: Será que foi o momento da 
aula (por exemplo, antes do almoço e talvez os alunos estivessem com fome; 
ou primeira aula do dia e os alunos ainda estavam com sono), ou será que foi a 
dificuldade da tarefa que era maior que a da tarefa realizada na aula passada, 
ou, ainda, estava tendo barulho na sala ao lado naquele dia. Ainda, é possível 
dividir a turma em grupos de trabalho ou duplas e verificar se essa configuração 
ajudou a manter o foco ou não. Provavelmente, a resposta não será a mesma para 
todos os alunos, mas será uma oportunidade para que cada aluno avalie a forma 
de trabalhar que aumente as probabilidades de se manter focado na tarefa.
Incentive os alunos a escreverem uma estratégia que eles vão utilizar na próxima aula 
para focar melhor. Pergunte aos alunos qual estratégia escolheram e pergunte: “Quem 
acha que essa estratégia também poderia ajudar a se manter focado na tarefa? Quem 
pode me contar uma estratégia diferente que vai utilizar?” Na próxima aula que utilizar 
essa atividade, peça para que eles consultem a estratégia escolhida para relembrar. 
Aproveite para criar metas para o futuro: “O que pode ajudar vocês a se concentrarem 
ainda mais da próxima vez?”; “Vocês acham que, se repetirmos essa atividade toda 
semana, conseguiremos aumentar o nosso tempo de foco?”; “Como podemos fazer 
para evitar as distrações?”. Deixe claro que a meta é alcançar o topo do gráfico.
Lembre-se que essa atividade também pode ser utilizada em outros momentos, 
não somente nessa aula. Explique que o foco é uma habilidade que eles usam em 
diferentes momentos e não somente na aula, mas também no dever de casa, na leitura 
de um livro e ao ouvir alguém contar sobre algo que aconteceu com ele, por exemplo.
DIFERENCIAÇÃO: Nesta aula, é importante levar em consideração as dificuldades de diferentes 
crianças. Focar em uma atividade é muito mais fácil para uns do que para outros. 
Cada criança tem o seu próprio tempo de foco e, portanto, alguns alunos terão 
maior dificuldade que outros para perceberem o que os auxilia e o que os atrapalha 
na manutenção do seu foco. Ainda, haverá aluno com maior dificuldade que outros 
para autorregular seu comportamento de se manter focado na tarefa. Uma forma de 
ajudar este aluno é ir até a sua mesa e lembrá-lo do que ele estava fazendo quando o 
vir distraído, como modo de redirecionar a sua atenção de volta para a tarefa. Ainda, 
é possível descrever a esse aluno o que você observa que o ajuda ou o atrapalha 
a se manter focado na tarefa. Além disso, o aluno se beneficiará se você fizer 
perguntas que o auxiliem a se autorregular, como “O que você precisa fazer agora?” 
ou “Você está se distraindo, o que você pode fazer para tentar voltar para a tarefa?
101 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 9/12
AVALIAÇÃO: Verifique se os alunos foram capazes de medir o tempo que permaneceram 
focadas em uma atividade. Aproveite para examinar, também, suas habilidades 
matemáticas. Avalie o efeito desta atividade, verificando se os alunos estão 
conseguindo identificar os comportamentos ou elementos da tarefa ou ambiente 
que favorecem a distração. Também avalie se eles estão conseguindo se 
autorregular com mais facilidade à medida que esta atividade é repetida.
A marcação de tempo é apenas uma brincadeira com o intuito de 
incentivar as crianças a focarem em uma dada aula ou atividade. Logo, 
é importante que você, professor(a), não se apegue a essa medida e 
entenda que ela vai variar de atividade para atividade, tanto para cima 
quanto para baixo. O importante é os alunos conseguirem fazer a reflexão 
do que os ajuda e o que os atrapalha para que se mantenham focados, 
bem como conseguirem fazer o cálculo do tempo de foco da turma.
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Para a prática de marcação do tempo realmente ser eficaz, ela deverá ser 
integrada à rotina da turma. Se você estabelecer uma meta inicial de 25 minutos, 
é importante repetir essa mesma meta várias vezes antes de aumentá-la. 
Aumentar o tempo esperado muito depressa pode tornar a atividade difícil 
demais para os alunos. É fundamental que eles tenham sucesso na atividade.
Procure repetir esta atividade não apenas na mesma disciplina, como 
também no mesmo momento da aula. Por exemplo, você pode escolher 
usar o Gráfico de foco quando os alunos estiverem lendo, escrevendo ou 
trabalhando individualmente em exercícios de Matemática. Seja qual for a 
escolha, use o Gráfico de foco sempre na mesma situação, o que inclui a mesma 
quantidade de exercícios e até, se possível, nível de dificuldade da tarefa. 
Sempre que combinar com a turma que o tempo de foco será medido, faça-o. 
Inclua o resultado no gráfico, ainda que o mesmo esteja acima ou abaixo da 
última marcação. É normal que o gráfico de barras tenha variações, pois diversos 
fatores podem afetar a concentração dos alunos. Comente os resultados com 
a turma, sejam positivos ou negativos. Questione os alunos sobre os motivos 
daquele resultado e pergunte o que eles podem fazer para focar por um tempo 
ainda maior da próxima vez. Os alunos devem ter oportunidades na aula para que 
compartilhem as estratégias entre eles do que funcionou e não funcionou para que 
outros alunos possam utilizar essas estratégias e verificar se funciona para eles.
A cada vez que você repetir a atividade, procure variar os alunos responsáveis 
pela marcação do tempo, pelo cálculo da duração do intervalo e pela 
anotação das informações no gráfico. Assim, todos terão a oportunidade 
de praticar as competências matemáticas incluídas nesta atividade.
Quando você achar que seus alunos estão prontos para trabalhar por mais 
tempo, poderá acrescentar cinco minutos e dizer: “Reparei que vocês estão 
muito focados e 25 minutos está ficando fácil demais. Vamos acrescentar mais 
cinco minutos? Será que vocês conseguem focar por 30 minutos hoje?”. 
102 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 10/12
Combine com os alunos possíveis recompensas caso eles atinjam a meta estipulada, 
como forma de manter os alunos engajados em tentar manter o foco na atividade. 
Estas recompensas podem ser alguns minutos no final da aula para brincadeiras 
ou menor quantidade de exercícios de lição de casa, por exemplo. Você tem a 
liberdade de definir quais serão as recompensas, mas certifique-se de que elas 
são atrativas o suficiente para a sua turma para que eles queiram recebê-la. 
103 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 11/12
ANEXO 1
Imagem de referência: Gráfico de Foco
DATAS
M
IN
U
TO
S 
D
E 
LE
IT
U
R
A
20              
19              
18              
17              
16              
15              
14              
13              
12              
11              
10              
9              
8              
7              
6              
5              
4              
3              
2              
1              
0              
               
104 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 12/12
Exemplo de gráfico de barras – Minutos de leitura
NOSSA META: 20 MINUTOS DE FOCO
M
IN
U
TO
S 
D
E 
LE
IT
U
R
A
21
20
19
18
17
16
15
14
13
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
05/set 09/set 12/set 16/set 19/set 23/set 26/set 
105 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MAPA DA HISTÓRIA • 2º ano • 1/6
MAPA DA 
HISTÓRIA
Nesta atividade, os alunos ouvirão 
uma história e completarão uma folha 
de exercício com seus diferenteselementos, incluindo o enredo, 
os personagens e o ambiente 
onde a história se desenrola.
JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o intuito de estender o conhecimento dos alunos 
sobre elementos de uma história. Para tanto, eles utilizarão a folha 
de exercício Mapa da história, que serve como estrutura para facilitar 
a identificação e organização desses elementos. Reconhecer os 
elementos de uma história é indispensável para a compreensão do texto, 
competência fundamental a ser desenvolvida durante a alfabetização. A 
prática de identificar e organizar os elementos de uma história em uma 
folha de exercício aumentará a familiaridade do aluno com a literatura 
e o ajudará na hora de planejar e escrever suas próprias histórias. 
A aula tem o potencial de fortalecer o foco dos alunos, que precisarão 
prestar atenção durante todo o momento em que a história está sendo 
contada. Ao ouvir a narrativa, eles deverão se concentrar para identificar 
os elementos pedidos pelo professor. Além disso, eles terão que distinguir 
informações importantes de outros detalhes menos relevantes. 
FORMATO: Aula Única
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Foco
 › Organização
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
106 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MAPA DA HISTÓRIA • 2º ano • 2/6
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA
Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada
 › Habilidade: (EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, em meio 
impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, 
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
Objeto de Conhecimento: Construção do sistema alfabético/ Convenções da escrita
 › Habilidade: (EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia correta de palavras 
conhecidas ou com estruturas silábicas já dominadas, letras maiúsculas 
em início de frases e em substantivos próprios, segmentação entre as 
palavras, ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Estratégia de leitura
 › Habilidade: (EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai 
ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social 
do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de 
produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem 
como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra 
(índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes 
e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.
 › Habilidade: (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
107 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MAPA DA HISTÓRIA • 2º ano • 3/6
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Após ouvir uma história, os alunos irão organizar os seus 
diferentes elementos em uma folha de exercício. 
DURAÇÃO: 40 a 50 minutos.
MATERIAIS: › Livro de história (escolhido pelo professor);
 › Folha de exercício (uma por aluno): Mapa da história; (ANEXO 1)
 › Lápis e borracha;
 › Materiais para desenho, como: lápis de cor e lápis de cera.
PREPARAÇÃO 
PARA A AULA:
Escolha um livro de história que inclua os atributos mencionados abaixo: 
 › Personagens;
 › Enredo: problema e solução;
 › Ambiente/cenário: localização e, se for o caso, período de tempo;
 › Autor e ilustrador.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Avise à turma que você vai ler uma história. Mostre o livro escolhido e acione o 
conhecimento prévio de seus alunos, fazendo perguntas sobre características de 
um livro, como: “Como se chama essa parte do livro (aponte para a capa)?”, “Quais 
informações eu tenho nela (capa)?”; “Onde fica o título?” etc. Ao ler o nome do(a) 
autor(a) e ilustrador(a), pergunte quem são essas pessoas e o que elas fazem.
PARTICIPAÇÃO:
Durante a leitura, faça pausas para comentar sobre os elementos da história 
que serão apresentados nesta aula. Sempre questione o conhecimento que os 
alunos já trazem, antes de apresentar um novo conceito: “Quem sabe o que é um 
personagem?”. Escute a definição dos alunos antes de explicar: “Os personagens 
são as pessoas da história. Um personagem também pode ser um animal ou até 
um objeto da história, quando este é vivo: fala e pensa”. Se possível, dê exemplos 
de personagens conhecidos pela turma. Depois, dê oportunidade para os alunos 
aplicarem este conceito, perguntando: “Quem são os personagens desta história?”. 
Repita o mesmo procedimento para conversar sobre o enredo e o 
ambiente. Explique que o enredo, geralmente, inclui um problema e uma 
solução. Esclareça, também, que o ambiente engloba os lugares onde a 
história acontece e o período de tempo. Apenas comente sobre o período 
de tempo se esta informação for relevante no livro que escolheu:
108 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MAPA DA HISTÓRIA • 2º ano • 4/6
“Essa história se passa no passado, presente ou futuro?”. Mas, 
se isso não se aplicar, como em contos de fadas, deixe esse 
conceito de lado, introduzindo-o mais à frente.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Mostre a folha de exercício Mapa da história e avise que os alunos devem usar 
as informações da história para completá-la. Explique o que eles precisam 
incluir em cada parte da folha, revendo os elementos que foram debatidos 
durante a leitura, como: “Aqui, vocês devem incluir os personagens. Quem pode 
me dar um exemplo de personagem desta história?”. Fica a seu critério se os 
alunos devem desenhar ou escrever na folha de exercício. Isso vai depender 
de onde estão no desenvolvimento da escrita e de seu objetivo para eles.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão escrever e/ou desenhar cada elemento 
da história nesta folha de exercício”.
TRABALHO INDIVIDUAL:
Circule pela sala de aula enquanto os alunos trabalham, 
oferecendo ajuda quando necessário.
ENCERRAMENTO:
Reúna seus alunos em uma roda e peça para eles trazerem seus trabalhos. 
Revisite a folha de exercício Mapa da história, questionando como os 
alunos preencheram cada parte dela. Pergunte: “O que vocês colocaram 
em personagens?”. Escute a resposta de uma criança e peça a todos 
que colocaram o mesmo, que levantem a mão. Solicite aos alunos que 
responderam algo diferente, que compartilhem o seu ponto de vista com a 
turma. Possivelmente, algumas crianças vão acrescentar mais detalhes que 
outras ao listar personagens secundários ou incluir mais partes do enredo. 
Isso não tem importância, o essencial é que elas compreendam a função 
de cada elemento da história e que as suas respostas façam sentido. 
DIFERENCIAÇÃO: Use o seu conhecimento sobre a turma para criar diferenciações apropriadas 
aos seus alunos. Crianças que não têm o hábito de ouvir histórias poderão 
encontrar dificuldades para se concentrar na narrativa. Você poderá ajudar 
estes alunos selecionando um texto simples, com poucos elementos e de 
fácil compreensão. Ler uma história já conhecida favorecerá a compreensãodestes alunos, permitindo que eles se concentrem nos elementos pedidos. 
Fazer pausas durante a contação da história para comentários e perguntas 
também pode ajudar alunos menos focados, mantendo-os engajados na 
atividade. É possível também, solicitar que o aluno repita cada frase da 
história. Na contação coletiva, caso a turma tenha bastante dificuldade 
para manter o foco na atividade até o final, você pode dizer que a cada 
109 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MAPA DA HISTÓRIA • 2º ano • 5/6
frase escolherá um aluno para repetir o que acabou de contar. É importante 
que as frases sejam curtas e fáceis de serem repetidas. Caso o aluno 
escolhido não se lembre da frase, você poderá perguntar para a turma quem 
se lembra e pedir para que essa criança repita para a turma. Garanta que 
você trabalhou suficientemente bem com seus alunos o que são elementos 
de uma história antes de fazer esta atividade. Caso contrário, eles podem ter 
dificuldade e não conseguirem realizar a atividade. Uma segunda ideia seria 
pedir para os alunos completarem a folha de exercício em duplas. Assim, 
uma criança pode ajudar a outra. Entretanto, fique atento se os dois alunos 
estão participando da realização da tarefa e trabalhando em conjunto. 
Se a sua turma já estiver familiarizada com os elementos apresentados 
aqui (ou seja, se este tema já foi trabalhado com a turma), escolha uma 
história nova para ler. Você pode tornar a atividade mais desafiante 
ao escolher histórias mais complexas e com mais elementos, como, 
por exemplo, com uma série de personagens e ambientes. 
AVALIAÇÃO: Atente-se à folha de exercício de cada aluno e examine se ele soube 
identificar e organizar os elementos da história. Durante a leitura, avalie 
o conhecimento prévio das crianças, observando se souberam responder 
às suas perguntas. Aproveite, também, para analisar o foco dos alunos ao 
escutar a história. Repare se eles demonstraram interesse e curiosidade. 
DANDO 
CONTINUIDADE 
À AULA:
Para que os conceitos apresentados nesta aula sejam internalizados pelos 
alunos, continue se referindo a eles durante o ano. Ao ler uma história 
para a turma, crie o hábito de pausar e fazer perguntas para checar a 
compreensão das crianças. O hábito da leitura ajudará os alunos a se 
concentrarem cada vez mais enquanto escutam ou leem uma história. 
Portanto, certifique-se de estar sempre lendo e oferecendo oportunidades 
para os alunos lerem, ou tentarem ler, sozinhos. Isso fortalecerá o foco 
deles e os tornará mais capazes de compreender a estrutura de um texto. 
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TÍTULO DO LIVRO:
AUTOR: 
ILUSTRADOR:
CONCLUSÃO:ENREDO: 
PERSONAGENS: CENÁRIO:
Folha de exercício › MAPA DA HISTÓRIA
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MAPA DO SOM • 2º ano • 1/6
MAPA 
DO SOM
Os alunos irão prestar 
atenção em sons do 
ambiente e criar um Mapa do 
Som a partir do que ouvirem.
JUSTIFICATIVA: O propósito desta atividade é ajudar os alunos a desenvolverem a concentração, ao 
focarem em um sentido (audição) e ignorarem outros estímulos. A capacidade de 
direcionar a atenção é muito importante tanto na escola quanto na vida, portanto, 
deve ser estimulada desde cedo. O Mapa do Som também ajuda as crianças a se 
sentirem mais calmas e relaxadas, podendo ser um bom preparo para uma aula. 
FORMATO: Aula Única
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Arte; Língua Portuguesa; Geografia. 
RELAÇÃO COM A BNCC: 
COMPONENTE: 
ARTE
UNIDADE TEMÁTICA: MÚSICA
Objeto de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR15) Explorar fontes sonoras diversas, como as 
existentes no próprio corpo (palmas, voz, percussão corporal),
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Foco
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
112 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MAPA DO SOM • 2º ano • 2/6
na natureza e em objetos cotidianos, reconhecendo os elementos constitutivos 
da música e as características de instrumentos musicais variados.
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objetos de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
COMPONENTE: 
GEOGRAFIA
UNIDADE TEMÁTICA: FORMAS DE REPRESENTAÇÃO E PENSAMENTO ESPACIAL
Objeto de Conhecimento: Localização, orientação e representação espacial
 › Habilidade: (EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas 
de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para 
representar componentes da paisagem dos lugares de vivência.
 › Habilidade: (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e 
posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, 
esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio 
de representações espaciais da sala de aula e da escola.
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos farão silêncio para ouvir sons do ambiente 
e, com isso, criar um mapa do som.
DURAÇÃO: 20 minutos.
MATERIAIS: › Folhas de exercício: Mapa do Som (uma por aluno); (ANEXO 1)
 › Lápis e borracha.
113 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MAPA DO SOM • 2º ano • 3/6
PROCEDIMENTO: CONEXÃO: 
Conte aos alunos que, naquela aula, vocês farão um Mapa do Som. Pergunte 
o que é um mapa, e escute de duas a três respostas. Explique que o Mapa do 
Som é um pouco diferente do mapa que eles conhecem, pois, em vez de ter 
ruas, lugares ou objetos, ele tem representações de diferentes tipos de som. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: 
Diga aos alunos que vocês vão sentar em algum lugar da escola para fazer um 
Mapa do Som. É importante que você, professor(a), escolha previamente este 
local. O ideal é que não seja um local muito barulhento a ponto de os alunos não 
conseguirem distinguir os diferentes sons ou até mesmo localizá-los. O local pode 
ser a própria sala de aula caso você a julgue adequada. Explique que, para fazer 
esse mapa, é preciso estar calmo e focado, pois só quando estamos relaxados é 
que conseguimos nos concentrar e escutar os tantos sons que nos rodeiam, mas 
passam despercebidos. Além disso, é importante explicar que eles irão realizar 
a tarefa individualmente, ou seja, que precisarão se manter em silêncio para que 
todos possam manter a atenção e ouvir todos os sons durante a atividade. 
PARTICIPAÇÃO:
Pergunte como os alunos estão se sentindo no momento da aula. Para facilitar, 
faça perguntas, como: “Quem está se sentindo calmo e relaxado, levanta 
a mão”; “ E quem está agitado, levanta a mão”; “Agora quem não está nem 
relaxado e nem agitado, levanta a mão”. Comente sobre qual das três opções 
é a mais frequente naquele momento, e questione os alunos sobre a razão 
disso. Exemplo: “Por que será que a maioria da turma está agitada?”. Se for 
realmente o caso de a turma estar agitada, peça para alunos fecharem os olhos 
e fazerem um minuto de silêncio e prestarem atenção na sua respiração.
DEMONSTRAÇÃO:
Mostre a folha de exercício Mapa do Som aos alunos e demonstre como ela será 
utilizada.Diga: “Nós estamos no centro da folha, então eu gostaria que vocês se 
desenhassem bem no centro do papel”. A fim de que pratiquem antes de iniciar, peça 
para eles fazerem silêncio e escutarem todos os sons do ambiente (um relógio de 
parede, uma voz na sala ao lado, passos no corredor, um passarinho cantando etc.). 
Use alguns sons de exemplo e pergunte “De que direção está vindo esse som?”. Peça 
para os alunos apontarem a direção correta e use essa mesma orientação espacial 
para desenhar e/ou escrever a origem do som na folha (exemplo: se o som for o barulho 
do relógio, desenhe e/ou escreva “relógio”). Caso os alunos tenham dificuldade para 
compreender, você pode pedir para que eles fechem os olhos e bater palmas em um 
canto da sala e pedir para eles identificarem de qual direção as palmas estão vindo.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês devem fazer silêncio, prestar atenção nos sons 
do ambiente e mostrá-los em seus mapas”.
114 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MAPA DO SOM • 2º ano • 4/6
TRABALHO INDIVIDUAL:
No lugar escolhido para a atividade, entregue uma folha Mapa do Som a cada 
aluno, e peça para eles se sentarem confortavelmente, permanecendo no 
mesmo lugar até o seu aviso. Lembre-os de que é fundamental que eles façam 
silêncio e trabalhem individualmente. Circule pelo espaço, oferecendo suporte 
ou ajuda quando necessário. Após 10 minutos, anuncie o fim da atividade.
ENCERRAMENTO:
Em roda, converse com os alunos sobre como foi essa experiência. Questione-
os sobre o que ouviram e como representaram diferentes sons em seus mapas. 
Como, por exemplo: “Que sons vocês escutaram?”, “Que sons vocês já estavam 
acostumados a escutar aqui na escola?”, “Que sons vocês nunca tinham reparado 
aqui na escola? Por que vocês acham que nunca tinham reparado neste som antes? 
De onde ele veio?”, Dos sons que vocês escutaram, de qual vocês gostaram mais? Por 
quê?”. Estimule a participação da turma, pedindo que levantem a mão os alunos 
que ouviram o mesmo som que o amigo. Depois, pergunte às crianças se esta 
atividade as ajudou a ficarem mais calmas e preparadas para conhecer um novo 
conteúdo. Peça aos alunos que comparem como se sentiram antes e após esta aula.
DIFERENCIAÇÃO: Nesta atividade, é importante considerar a capacidade dos alunos de focar em uma 
tarefa e ignorar outros estímulos. Crianças desta idade podem mostrar bastante 
diferença nesse aspecto, portanto não se pode ter a mesma expectativa para todos. 
Na hora de trabalhar, procure dar suporte aos alunos que demonstrarem estar mais 
agitados, sentando com eles e perguntando sobre os sons que estão escutando, 
assim, em conjunto, vocês podem pensar o que ele pode fazer para conseguir ficar 
mais focado. Sendo importante que além de sugestões que você poderá fazer a ele, o 
aluno também traga o que ele pensa e o que pode fazer para conseguir se concentrar. 
Também é importante saber que nem toda criança que apresenta dificuldade 
para manter o corpo parado não está focada. Algumas crianças precisam 
se movimentar para conseguir se concentrar. Sendo assim, permita que os 
alunos se mexam, contanto que estejam engajados na atividade. É possível 
que uma criança muito ativa atrapalhe a concentração dos outros, então 
escolha um lugar estratégico para ela, onde ela possa se movimentar 
sem incomodar ninguém, desde que ainda esteja incluída no grupo. 
Como os alunos também vão estar em diferentes fases na aquisição da escrita, 
você pode pedir para eles escreverem ou desenharem os sons que escutam. 
Se achar apropriado, peça para eles desenharem o som (de onde ele vem) e 
escreverem a palavra desejada em cima do desenho da forma que conseguirem.
AVALIAÇÃO: Avalie a capacidade de seus alunos de ignorarem estímulos externos e 
focarem na atividade. Anote quais alunos conseguem se sentar e concentrar 
na tarefa facilmente e quais alunos demonstram dificuldade. 
115 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MAPA DO SOM • 2º ano • 5/6
Se possível, repare, também, se a atividade foi útil para baixar o nível de 
energia da turma, analisando o comportamento dos alunos logo depois. Ao 
recolher os trabalhos, verifique o Mapa do Som de cada aluno e repare se 
ele registrou os sons presentes no ambiente na hora da atividade. Isso vai 
te permitir saber se o aluno seguiu as direções e entendeu o exercício. 
ANEXO 1
Folha de exercício: MAPA DO SOM
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PERGUNTAS PARA A RODA DE ENTRADA • 2º ano • 1/8
PERGUNTAS 
PARA A RODA 
DE ENTRADA
Esta atividade consiste em uma uma 
roda de conversa na qual os alunos 
sorteiam uma pergunta e precisam 
respondê-la para a turma.
JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o objetivo de proporcionar aos alunos a oportunidade de se 
conhecerem melhor por meio de uma roda de conversa na qual precisam responder 
perguntas sobre si. Por meio desta atividade, os alunos podem compreender 
a importância de exercitar o interesse pelos outros e que, aos nos abrirmos 
para conhecê-los, é possível fazermos amigos. A ideia é fomentar as relações 
interpessoais. Ao longo da atividade, os alunos são convidados a partilhar uma 
informação sobre si respondendo uma pergunta. A atividade pretende aumentar 
o engajamento entre os alunos, fortalecendo as amizades e a confianca entre 
eles. Ao responder uma pergunta e se expressar na frente da turma, o aluno 
poderá praticar a iniciativa social, a assertividade e a autoconfiança. 
Durante a atividade, os alunos irão se comportar como ouvintes e terão a 
oportunidade de conhecer melhor os seus amigos, desenvolvendo, assim, a 
empatia e o respeito pelo próximo. O sorteio de perguntas visa a fazer com que 
os alunos se envolvam ativamente uns com os outros de forma positiva e alegre. 
É importante lembrar que para alguns alunos a tarefa de falar sobre si 
aos demais pode gerar ansiedade. Assim, o professor também pode 
trabalhar com a competência de tolerância ao estresse fomentando 
um ambiente confortável para que todos se sintam bem para falar. 
MACROCOMPETÊNCIA:
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Assertividade
 › Iniciativa social
 › Empatia
 › Respeito
 › Autoconfiança
 › Tolerância ao 
estresse
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PERGUNTAS PARA A RODA DE ENTRADA • 2º ano • 2/8
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
UNIDADE TEMÁTICA: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Decodificação/Fluência de leitura
 › Habilidade: (EF12LP01) Ler palavras novas com precisão na decodificação, 
no caso de palavras de uso frequente, ler globalmente, por memorização.
Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura
 › Habilidade: (EF12LP10) Ler e compreender, em colaboração com 
os colegas e com a ajuda do professor, cartazes, avisos, folhetos, 
regras e regulamentos que organizam a vida na comunidade escolar, 
dentre outros gêneros do campo da atuação cidadã, considerando 
a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
UNIDADE TEMÁTICA: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento:Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
CONTEXTO: Esta atividade é para ser feita no início do dia, durante a acolhida ou roda 
de entrada. Mas, se isso não for possível, ela poderá ser realizada em 
outros momentos que sejam mais convenientes para o(a) professor(a) 
e seus alunos. O(a) professor(a) também poderá mudar o nome da 
atividade, de acordo com a hora do dia que escolher executá-la. 
119 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PERGUNTAS PARA A RODA DE ENTRADA • 2º ano • 3/8
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Após selecionar uma pergunta aleatoriamente, os 
alunos irão respondê-la para a turma.
DURAÇÃO: 5 a 15 minutos. A duração desta atividade vai depender 
da quantidade de alunos em sua turma.
MATERIAIS: › Folha de perguntas já diagramadas para serem recortadas (ANEXO 1)
 › Pote ou copo.
PREPARAÇÃO 
PARA AULA: 
Use as perguntas pré-prontas e/ou crie mais perguntas. Coloque 
todas as perguntas dentro de um pote ou copo.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Comente sobre a importância de fazer amizades na escola e conhecer 
melhor os nossos colegas. Diga que ter bons relacionamentos nos faz feliz, 
nos faz sentir queridos e até nos ajuda a aprender. Se possível, dê exemplos 
de como conhecer os seus alunos e/ou colegas de trabalho contribui para o 
seu bem-estar na escola. Como: «Quando eu conheci a professora Margarete, 
descobri que ela adorava jogar cartas. Então, começamos a jogar cartas 
juntos(as) aos domingos e nos tornamos grandes amigos(as). Eu só descobri 
isso sobre ela, porque fiz perguntas e me interessei por saber mais sobre 
ela» ou “Quando eu conheci o professor Marcos, descobri que ele torcia para 
o mesmo time que eu. Então, começamos a conversar sobre futebol e, às 
vezes, até assistimos aos jogos juntos. Assim nos tornamos amigos!”.
Conte aos alunos que esta atividade irá ajudá-los a se conhecerem 
melhor e se tornarem mais próximos um dos outros.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: 
Diga para os alunos que eles irão selecionar uma pergunta do pote. Explique 
como será a ordem da atividade: “Vamos começar com o João. Quando ele 
responder a pergunta, vai passar o pote para o amigo sentado a sua direita”.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão ler a pergunta e respondê-la para a turma”.
PARTICIPAÇÃO:
Escolha um aluno para começar o jogo, peça para ele tirar uma pergunta do 
pote, lê-la em voz alta e responder para a turma. Se possível, selecione um 
aluno que tenha um nível de leitura avançado para iniciar a brincadeira. O pote 
deverá passar de mão em mão até todas as crianças terem lido uma vez.
120 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PERGUNTAS PARA A RODA DE ENTRADA • 2º ano • 4/8
ENCERRAMENTO: 
Comente sobre como essa atividade permite que vocês se conheçam melhor, como: 
“Adorei saber que o José gosta de andar de skate, não sabia disso!”. Explique que, ao 
saber mais sobre o amigo, muitas vezes descobrimos semelhanças e afinidades, 
por exemplo: “O Joaquim cozinhou nesse final de semana. Quem mais tem o hábito de 
cozinhar?. Quem gostaria de aprender a cozinhar?”. Avise aos alunos que vocês irão 
repetir essa brincadeira frequentemente, para conhecer melhor uns aos outros.
DIFERENCIAÇÃO: Como esta atividade envolve leitura, é importante pensar em alunos que possam 
ter dificuldade nesta área. Sugerimos que você, professor(a), ajude esses alunos 
a lerem a pergunta que tiraram do pote. Às vezes, um aluno pode conseguir ler 
a maior parte do texto e ter dificuldade com uma palavra ou outra. Como você 
já conhece as perguntas do pote, pode rapidamente identificar a pergunta que 
aquele aluno tirou, e então ajudá-lo com as palavras difíceis, sem precisar sair 
do lugar. Uma outra ideia seria sugerir que o aluno peça ajuda a um colega. 
Além disso, é natural que algumas crianças apresentem timidez ou resistência 
para se expressar na frente da turma. Se um aluno realmente não quiser 
participar da atividade, respeite o desejo dele. Entretanto, solicite que 
ele participe como ouvinte. Possivelmente, ao escutar outras crianças 
respondendo às perguntas, ele pode, aos poucos, se sentir mais à vontade. 
Ademais, lembre-se que esta atividade de rotina será muito praticada ao longo 
do ano escolar. Portanto, seus alunos terão muitas oportunidades para se 
engajarem nela. Uma pequena dose de incentivo diário pode levá-los longe!
Também é possível diferenciar esta atividade, escolhendo perguntas que sejam 
mais apropriadas para o contexto cultural de sua turma. As perguntas pré-
prontas são sugestões, que podem ser incluídas ou deixadas de lado. Cabe a você, 
professor(a), saber quais perguntas são mais interessantes para os seus alunos. 
AVALIAÇÃO: Avalie a maneira como cada aluno responde uma pergunta para a turma. 
Observe se a sua resposta faz sentido e se ele responde com frases inteiras, 
em vez de apenas falar palavras soltas. Perceba, no tom de voz do aluno, se 
ele se expressa com confiança e assertividade. É importante avaliar, também, 
como as crianças se comportam como ouvintes. Veja se elas respeitam 
o amigo que está falando e esperam sua vez de falar. Repare, também, se 
demonstram empatia, se interessando pela fala do outro e fazendo conexões. 
Você também pode usar esta atividade como mais uma oportunidade para 
avaliar a leitura de seus alunos. Para isso, observe a fluência deles e as 
palavras que reconhecem automaticamente. Perceba, ainda, as estratégias 
que usam para ler palavras difíceis, seus erros e suas tentativas.
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Para que esta atividade sirva a seu propósito, é importante 
que ela se torne uma rotina em sua turma. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PERGUNTAS PARA A RODA DE ENTRADA • 2º ano • 5/8
Sugerimos realizá-la diariamente ou, no mínimo, duas vezes por semana. 
Uma ideia para turmas maiores seria selecionar diferentes alunos para 
responder perguntas a cada dia. Assim, a atividade é repetida diariamente, 
mas os alunos se revezam, gastando menos tempo de aula.
A fim de tornar a rotina mais interessantes, varie as perguntas, acrescentando novas 
e retirando antigas. Você vai rapidamente identificar as perguntas mais populares 
entre os seus alunos. Deixe-as no pote, para garantir o interesse deles. Anuncie 
quando acrescentar novas perguntas, para incentivar a curiosidade da turma.
Deixe esta atividade de lado quando sentir que as crianças já perderam o 
interesse nela. Nós sugerimos interrompê-la entre quatro e sete semanas 
após a aula introdutória. A motivação da sua turma e as suas observações 
serão o melhor termômetro para isso. Se quiser, guarde o pote em sua 
sala e continue a usá-lo em dias aleatórios, quando tiver tempo. Este tipo 
de atividade social, descontraída, pode servir como um intervalo para 
as crianças relaxarem o corpo e a mente entre uma aula e outra. 
A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover 
a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade. A 
oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos 
comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no 
processo de desenvolvimento das competências socioemocionais.
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Perguntas pré-prontas 
O professor deve imprimir a folha e depois recortar 
cada uma das perguntas. Depois, dobrá-las e colocar 
dentro de um pote qualquer, que poderá ser decorado 
junto com os alunos. Sugestões de perguntas:
O que você mais 
gosta de aprender 
na escola?
Você aprendeu algo 
novo recentemente? 
Conte sobre isso. 
Qual é a sua parte 
do dia preferida 
na escola?
Você leu um livro 
essa semana? 
Qual? 
Conte uma coisa 
que te fez rir?Você já pagou 
um mico? 
Conte sobre ele.
Qual é o seu livro 
preferido? 
Por quê?
Qual foi 
o maior susto que 
você já levou?
Você já aprendeu 
algo muito difícil? 
Como foi isso?
Fale sobre 
a brincadeira 
que você mais 
gosta e por quê.
De que tipo de 
música você gosta
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Se você fosse 
um super-herói, 
qual seria? Por quê?
Conte sobre algo 
que você tenha 
orgulho de ter 
conseguido.
Conte um momento 
em que você se 
sentiu corajoso.
Fale sobre 
a última vez que 
você sentiu ciúmes.
Qual a sua 
comida favorita?
Qual esporte 
você pratica?
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Outra possibilidade (conforme imagem abaixo), é recortar círculos, 
escrever as perguntas e depois colar os papeis em palitos de sorvete. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PLANTINHA DE FEIJÃO • 2º ano • 1/5
PLANTINHA 
DE FEIJÃO
Esta atividade consiste em cada aluno 
plantar uma semente de feijão e tomar 
os devidos cuidados para que ela cresça. 
Também inclui uma discussão sobre o 
que uma planta precisa para crescer 
e as responsabilidades que os alunos 
precisam ter durante esse processo.
JUSTIFICATIVA: A atividade Plantinha de feijão visa a aumentar intencionalmente o senso de 
responsabilidade dos alunos por meio do cultivo de uma planta que, para crescer, 
precisa de cuidados. Os alunos precisarão ser pacientes ao esperarem os sinais 
de que a planta está crescendo. Como cada semente plantada responderá de um 
jeito, alguns alunos precisarão desenvolver a tolerância à frustração, diante da 
possibilidade de perceberem que sua semente não está crescendo da mesma forma 
que a do amigo ou até mesmo que precisa de mais cuidados para que possa crescer. 
Ao mesmo tempo, o aluno pode ser encorajado a plantar novas sementes ou 
a pensar no que pode fazer para sua planta crescer, desenvolvendo, assim, 
a compreensão de que é importante não desistirmos na primeira tentativa 
(persistência). Esta atividade também poderá ter como consequência um 
aumento na curiosidade para aprender do aluno, que terá a oportunidade 
de explorar e se interessar por alguns conteúdos da aula de Ciências. 
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Persistência
 › Responsabilidade
 › Tolerância à 
frustração
 › Curiosidade 
para aprender
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
126 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PLANTINHA DE FEIJÃO • 2º ano • 2/5
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Ciências; Língua Portuguesa.
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
CIÊNCIAS
UNIDADE TEMÁTICA: VIDA E EVOLUÇÃO
Objeto de Conhecimento: Seres vivos no ambiente: Plantas
 › Habilidade: (EF02CI04) Descrever características de plantas e animais 
(tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem 
parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem.
 › Habilidade: (EF02CI05) Investigar a importância da água e da 
luz para a manutenção da vida de plantas em geral.
 › Habilidade: (EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, 
caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, 
e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
127 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PLANTINHA DE FEIJÃO • 2º ano • 3/5
PLANO DE AULA
OBJETIVOS: 1. Os alunos irão seguir instruções para plantar uma semente de feijão; 
2. Os alunos irão demonstrar responsabilidade através de cuidados diários 
com a planta, como: regar e perceber se a planta está pegando luz solar.
DURAÇÃO: 45 a 60 minutos.
MATERIAIS: › Copo plástico descartável ou pote de vidro pequeno (um por aluno);
 › Algodão (um ou dois pedaços por aluno);
 › Sementes de feijão (quatro sementes por criança);
 › Água.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Inicie a aula, questionando os alunos: “Alguém sabe me dizer por que as plantas são 
importantes?”. Espere que alguns alunos respondam e depois complemente, dizendo: 
“As plantas são fundamentais para a gente. Elas geram oxigênio para respirarmos, 
alimento para nós comermos, combustíveis para andarmos de carro ou ônibus, o papel 
que escrevemos e alguns remédios para quando estamos doentes. Vocês sabiam?”. 
Perceba a curiosidade dos alunos e deixe que eles reflitam durante um tempo. 
É importante que você, professor(a), explique quais são as responsabilidades e 
obrigações fundamentais de uma pessoa que planta uma semente e quer que ela 
cresça. Pergunte aos alunos se eles sabem o que uma planta precisa para crescer. 
Escute algumas respostas, sem responder se está certo ou errado. Depois, explique 
que, para uma planta crescer, ela precisa de água, de uma temperatura ambiente 
estável (sem ser muito quente nem muito frio) e de um pouco de luz solar. 
EXPLICAÇÃO DOS OBJETIVOS: 
“Vocês irão seguir as minhas instruções e plantar uma semente de feijão. “Nesta 
atividade, teremos que ser responsáveis, pois a planta dependerá dos nossos 
cuidados e atenção”. “Para que as plantas possam crescer, vocês terão que cuidar 
delas todo os dias, regando-as com água e verificando se elas estão pegando sol”.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Explique como os materiais serão usados para plantar a semente: “Eu vou distribuir, 
para cada um de vocês, um copo plástico, um pedaço de algodão e quatro sementes 
de feijão. Depois que todos vocês já estiverem com o material, eu vou colocar alguns 
potes de água no centro da roda, e vocês irão molhar um pouquinho o algodão e colocar 
dentro do copo plástico”. É importante frisar que eles devem apenas umedecer o 
algodão e não encharcar de água, portanto demonstre como isso deverá ser feito.
128 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PLANTINHA DE FEIJÃO • 2º ano • 4/5
Explique, também, que, se eles molharem o algodão demais, é provável que o 
feijão não cresça. Diga: “Depois de molhar o algodão um pouco na água e colocar no 
copo plástico, vocês irão jogar as quatro sementes de feijão em cima do algodão”. 
PARTICIPAÇÃO: 
Peça para cada aluno seguir as suas instruções e plantar suas quatro 
sementes de feijão no copinho. Circule pela sala de aula, ajudando e dando 
suporte para as crianças que precisarem. Se algumas crianças terminaremde plantar antes das outras, peça que elas ajudem seus amigos. 
Depois que cada aluno plantar a sua semente, peça para os alunos 
escreverem os seus nomes nos respectivos copos e escolha um lugar da 
sala que bata sol, para colocá-los. Se possível, pergunte aos alunos: “Onde 
podemos colocar as nossas sementinhas?”. Caso não exista esse local na 
sala de aula, tente algum espaço livre no colégio, que bata um pouco de 
sol. Explique aos alunos que eles terão de levar os copos plásticos para 
esse lugar escolhido, já que a planta precisa de sol para crescer. 
ENCERRAMENTO:
Explique aos alunos que eles terão de ser responsáveis e pergunte quais 
são as obrigações que eles terão que ter com a planta. Espere alguns alunos 
responderem, e diga: “Conto com a responsabilidade de cada um de vocês. É 
muito importante verificar todos os dias se a planta está pegando sol, se está 
precisando de água, e perceber se ela está crescendo.” É importante que você, 
professor(a), explique como perceber se a planta está de fato pegando sol, 
se está pedindo por água etc. Se preciso, faça uma comparação para eles 
compreenderem melhor o conceito de responsabilidade: “Assim como nossos 
pais e familiares cuidam da gente, nos dão comida, trazem a gente na escola e 
ajudam a gente, nós faremos a mesma coisa com a plantinha a partir de agora”. 
Pergunte se eles estão entusiasmados para ver a plantinha crescer. 
É importante comentar que nem todas as plantinhas crescerão na mesma 
velocidade. Assim como algumas crianças crescem mais rápido do que 
outras, a mesma coisa acontece com as plantas. Diga aos alunos que eles 
terão que ter paciência, pois cada planta terá o seu ritmo. Pontue que existe 
a possibilidade de uma semente não crescer e que, caso isso ocorra, você 
ajudará a criança a plantar outra semente. Diga que para qualquer dúvida 
eles poderão pedir ajuda a você. Encerre, dizendo que você estará prestando 
atenção para ver a dedicação e cuidado de cada um deles com sua planta.
DIFERENCIAÇÃO: Nesta aula, é importante levar em consideração o nível de atenção de diferentes 
alunos, assim como a capacidade deles de lembrar e seguir instruções. Focar em 
uma atividade é muito mais fácil para uns do que para outros. Algumas crianças 
podem se beneficiar de perguntas e lembretes, como: “Já viram sua plantinha 
hoje?”, “Qual é o próximo passo?” e “Lembre de umedecer o seu algodão!” 
129 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PLANTINHA DE FEIJÃO • 2º ano • 5/5
Se você tiver alunos com dificuldades para seguir instruções, você pode 
ajudá-los ao criar uma ficha com os passos que devem percorrer. A folha 
de exercício da atividade Checklist da tarefa poderá funcionar bem para 
isso. O importante, aqui, é que todos participem de forma ativa.
AVALIAÇÃO: No início da aula, preste atenção nos comentários de seus alunos, e 
perceba o conhecimento prévio que eles trazem sobre o que uma planta 
precisa para sobreviver. Observe os alunos plantando as sementes e 
avalie se tiveram facilidade ou dificuldade para compreender e seguir 
suas instruções ao longo dos dias. Perceba quais alunos se engajaram na 
atividade, demonstrando responsabilidade e interesse em cuidar da planta. 
Também perceba quais persistiram em fazer com que a planta crescesse.
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Lembre os alunos de regar as plantas e verificar se elas estão pegando sol. O 
ideal, aqui, é definir um horário para que eles sigam essa rotina. Uma sugestão é 
criar um calendário de observação para os alunos acompanharem e registrarem o 
crescimento de suas plantas. Aqui, eles poderão brincar de cientistas, anotar as 
datas e registrar, através do desenho, o quanto a planta cresceu. Você também 
poderá integrar a Matemática, medindo a planta de forma formal ou informal. 
É possível que nem todas as sementes germinem. Isso pode acontecer por falta 
de água, excesso de temperatura ou porque a semente não está em condições 
de germinar. Nesses casos, é fundamental que você explique que o erro faz parte 
do exercício. Aproveite essa situação para promover um debate sobre por que 
a planta não cresceu. Se algum aluno ficar chateado porque sua semente não 
germinou, acolha as suas emoções e dê a oportunidade para ele plantar uma nova 
semente. Você também poderá optar por conversar sobre esta aula durante a 
atividade de rotina Como estou me sentindo?, dando a oportunidade para os alunos 
compartilharem as suas frustrações e identificarem as cores de suas emoções.
131 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 1/8
QUADRO DE 
METAS 
PARA LINHA 
DE CHEGADA
O Quadro de Metas Para Linha de Chegada é 
um mural, na sala de aula, em que os alunos 
escrevem uma meta para si mesmos e uma 
estratégia para alcançá-la. Nesta aula, o professor 
vai explicar o que são metas, dar exemplos e 
ajudar os alunos a estabelecerem metas, bem 
como estratégias, para evoluir na escola.
JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem como objetivo estimular as competências relacionadas 
ao domínio de Autogestão. Tratam-se de competências importantes para 
ajudar no estabelecimento de metas e a como persistir para cumpri-las, 
com foco e organização. Ao definir uma meta e uma estratégia, o aluno será 
estimulado a trabalhar para fazer progressos em direção ao alcance de sua 
meta, desenvolvendo dessa forma a responsabilidade e a determinação. 
Além disso, na medida em que alcança sua meta, o aluno se tornará mais 
consciente de suas conquistas na escola, fortalecendo sua autoconfiança.
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa
<<Esta atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>>
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Determinação
 › Foco
 › Organização
 › Persistência
 › Responsabilidade
 › Autoconfiança
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
132 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 2/8
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA
Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada 
 › Habilidade: (EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, em meio 
impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, 
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura
 › Habilidade: (EF02LP12) Ler e compreender com certa autonomia 
cantigas, letras de canção, dentre outros gêneros do campo da vida 
cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do 
texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Com suporte do professor, os alunos irão determinar uma 
meta e uma estratégia para evoluir na escola. 
DURAÇÃO: › Aula introdutória: 15 a 30 minutos;
 › Encontro individual com aluno: cinco minutos.
133 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUADRO DEMETAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 3/8
MATERIAIS: › Modelo do Quadro de Metas para Linha de Chegada; (ANEXO 1)
 › Papel para os alunos escreverem as metas: post it ou papel 
branco ou colorido recortado em retângulos pequenos;
 › Durex/fita adesiva;
 › Lápis e borracha.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO: 
Em roda, conte a história de alguma situação em que você ou um personagem 
conhecido conquistou um objetivo com esforço. Pergunte aos alunos se eles já 
conquistaram algo difícil e escute alguns exemplos. Depois, explique que, para 
conquistar objetivos, nós precisamos antes estabelecer metas. Explique que, às vezes, 
precisamos de pequenas metas para conquistar um objetivo. Noutras vezes, a meta 
precisa ser maior. O tamanho de nossas metas (e o esforço que precisamos fazer) 
depende do objetivo que queremos conquistar. É importante lembrar, no entanto, que 
todas as conquistas são muito importantes e devem ser valorizadas e comemoradas.
Conte um exemplo de esforço e conquista para a turma, como: “Para aprender 
a andar, o bebê precisa primeiro engatinhar, depois tentar ficar em pé, depois 
cair um monte de vezes, para depois finalmente ficar de pé e andar… e um 
dia ele ainda aprenderá a correr”. Comente como o bebê precisa se esforçar 
muito para aprender a andar. Diga que, assim como o bebê, nós também 
precisamos nos esforçar para aprender e evoluir na escola e, portanto, 
precisamos estar sempre estabelecendo metas que nos ajudem a avançar.
Opção: Caso seus alunos tenham praticado a atividade de rotina 
Lâmpada Mágica no 1° ano, questione-os sobre como era essa atividade 
e explique que o que vocês farão nesta será bem parecido. 
PARTICIPAÇÃO:
Explique que os pilotos de Fórmula 1 também precisam estabelecer metas para 
chegar em um bom tempo na linha de chegada; que eles treinam o ano inteiro 
para terem uma boa performance. Diga que, assim como eles, os alunos também 
precisam de metas para chegar na linha de chegada e evoluírem na escola e 
na vida. Se possível, dê exemplos de metas que seriam apropriadas para a sua 
turma e estejam de acordo com o desenvolvimento de seus alunos em uma área 
específica. Por exemplo: “Nós podemos estabelecer a meta de ler quatro livros por 
semana” ou “Vamos estabelecer a meta de escrever um bilhete essa semana”. 
Peça para os alunos pensaram em uma meta para si. Faça uma pausa e solicite 
àqueles que pensaram em uma meta, que levantem a mão. Quando todos 
estiverem com as mãos levantadas, peça para os alunos virarem-se para o 
amigo ao lado, e contarem sua meta. Se necessário, defina essas duplas e dê 
dois minutos para as crianças compartilharem as metas umas com as outras. 
134 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 4/8
Peça aos alunos para compartilharem alguns exemplos de metas que 
pensaram durante esse bate-papo. Escute algumas duplas e envolva 
os outros alunos na discussão, perguntando: “Levante a mão se você 
acha que essa meta também seria importante para você”.
Depois, explique que para alcançar uma meta é importante fazer um plano. Use 
os exemplos que você usou no início da discussão ou os exemplos de metas 
compartilhadas pelos alunos e questione-os sobre possíveis passos para atingir 
aqueles objetivos: “O que vocês poderiam fazer para alcançar a meta de ler todos os 
dias da semana?” Dê a oportunidade para diferentes alunos darem as suas sugestões 
e comente que é possível ir por diversos caminhos para atingir um mesmo objetivo. 
Finalmente, peça para os alunos se virarem novamente para o colega 
e discutirem sobre possíveis planos e caminhos para atingir uma 
determinada meta. Marque entre dois a três minutos de conversa. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Mostre os papéis que serão usados para as metas e diga 
que cada aluno terá a oportunidade de pensar em uma meta 
para si e que você irá ajudá-los neste processo.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Quando vocês se encontrarem individualmente comigo, nós vamos determinar 
uma meta e uma estratégia que vão ajudar vocês a evoluírem aqui na escola». 
ENCERRAMENTO:
Avise que, durante os próximos dias, você vai chamar cada criança para 
conversar com você e escrever uma meta e uma estratégia para alcançá-
la no quadro. Conte que, depois de definidas a meta e a estratégia, você 
fará alguns encontros ao longo do ano para que possa checar junto 
ao aluno o quanto cada um está próximo de atingir a meta ou se já a 
atingiu. Neste último caso, uma nova meta poderá ser formulada. 
ENCONTROS INDIVIDUAIS:
Durante as próximas aulas, converse com cada aluno individualmente e pergunte se 
eles pensaram em uma meta. Se a meta do aluno não for apropriada ou se ele tiver 
dificuldade de pensar em uma meta, dê suporte através de sugestões e perguntas, 
como: “Que legal que você quer aprender a contar até mil. Mas, que tal aprender a 
contar até cem antes?”. Também é necessário que a meta seja mensurável para 
que a criança facilmente consiga ver que a alcançou. Por exemplo, “Quero ler 
melhor” é uma meta muito subjetiva. Você, professor(a), precisará especificar com 
o aluno o que seria ler melhor. Caso “melhor” seja “com mais fluência”, é possível 
especificar a meta da seguinte forma: “Quero ler um livro em voz alta mais rápido 
do que leio agora”. É importante explicar o motivo pelo qual você propõe o ajuste, 
caso contrário ele pode perder o entusiasmo e engajamento com a tarefa. 
135 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 5/8
Quando a meta e a estratégia forem definidas, o papel das metas deverá ser 
completado e colocado no Quadro de Metas para Linha de Chegada. Se o aluno já 
souber escrever, peça que o faça com sua meta e estratégia no quadro. Se ele 
ainda não souber escrever, peça para ele ditar a meta e a estratégia para você. 
A escrita, aqui, não precisará ser perfeita. O importante é que o aluno tenha uma 
meta apropriada, e que ele consiga compreendê-la. É essencial que a meta e a 
estratégia possam ser lidas depois, para que sejam acompanhadas. Se a letra do 
aluno for difícil de compreender, reescreva as informações em um canto da folha.
DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade consegue ser adaptada e individualizada a qualquer aluno. Todo 
mundo pode melhorar em alguma área: o aluno mais avançado academicamente 
precisa de uma meta e o aluno com a maior dificuldade na escola também. 
Além disso, a criança tem a liberdade de manter uma meta pelo tempo que 
for necessário. O aluno que alcançar a sua meta rapidamente, poderá trocá-
la logo, definindo uma nova meta para si, e o aluno que demorar mais para 
alcançá-la, poderá trabalhar nela por mais tempo. Como nessa fase o nível da 
escrita dos alunos pode variar muito, você poderá pedir para o aluno escrever 
a sua própria meta ou, se for o caso, você poderá escrevê-la para ele. 
Crianças desta idade estão começando a desenvolver habilidades que são 
importantes para o planejamento e execução de tarefas. Possivelmente, alguns 
alunos demonstrarão mais facilidade para determinar uma meta relevante 
e realista, bem como fazer um plano para alcançá-la, do que outros. Você, 
professor(a), poderá ajudar as crianças com dificuldade ao conversar com elas 
e questionar as suas escolhas, bem como para incentivá-las a refletirem sobre 
um plano de ação, dando a elas ideias do que podem fazer para atingir o seu 
objetivo. . Por exemplo, se uma criança determinar que ela quer ler 15 livros, você 
pode fazer perguntas para incentivar o planejamento: «O que você precisa fazer 
para ler 15 livros?», «Quando você tem mais tempo para ler?», «Você vai ler com 
alguém ou sozinho?» e «Como você vai contar o número de livros que leu?»
AVALIAÇÃO: Avalie a capacidade de seus alunos ao definirem uma meta para si. Pergunte 
para si mesmo(a): “Eles têm uma visão realista sobre a sua performance na 
escola?”; “Eles entendem o que precisam fazer para atingir aquela meta?”. 
Anote as metas de cada aluno para avaliar sea capacidade deles de criar 
metas relevantes e realistas evolui com a prática, durante o ano.
Depois que as metas forem definidas, perceba o esforço dos seus alunos 
para alcançá-las. Repare, também, se o Quadro de Metas aumentou a 
responsabilidade que os alunos demonstram em relação àquilo que se 
comprometeram. Identifique, ainda, as atitudes e os comportamentos que 
aproximam e/ou afastam os alunos daquilo que eles planejaram para si mesmos. 
É importante que, caso sejam identificados atitudes e comportamentos que 
aproximam e/ou afastam os alunos de sua meta, tais comportamentos sejam 
relatados aos alunos no momento de feedback sobre o quadro de metas.
136 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 6/8
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Depois que o quadro estiver pronto, refira-se sempre a ele, para lembrar os 
alunos de suas metas. Dê feedbacks para os alunos, apontando quando eles estão 
sendo responsáveis e se comportando de acordo com suas metas. “Clara, sei 
que tem se esforçado muito para chegar na linha de chegada do quadro de metas. 
Parabéns!”. É importante sempre elogiar o esforço que os alunos estão fazendo 
para alcançar aquilo a que se propuseram. Também use o quadro para redirecionar 
comportamentos negativos, como: “Davi, fazer bagunça na sala está te aproximando 
ou está te afastando da linha de chegada?”. Tome o cuidado de não expor a criança 
neste processo ao indicar comportamentos que a afaste de sua meta. Quando 
alguns conquistarem suas metas, aponte isso para eles e os ajude a determinar 
uma próxima meta para si. Sempre que possível, faça um equilíbrio entre o que 
você acredita ser o próximo passo para um aluno e o que ele deseja conquistar. É 
muito comum que o aluno escolha uma meta grande demais. Cabe a você ajudá-
lo a quebrá-la em metas menores. Por exemplo: “João, Parabéns! Eu reparei que 
conquistou a sua meta, está lendo muito mais livros agora. Qual seria a próxima meta 
para você continuar melhorando como um leitor?”. A criança pode responder: “Eu 
quero ler ainda mais livros” ou até “Eu quero ler todos os livros do mundo!”. Nessas 
horas, cabe a você dizer: “E o que você acha de tentar ler com mais fluência, ou seja, 
mais rápido do que lê agora? Acho que isso vai ser importante para você conseguir ler 
mais livros”. Ou ainda: “Que tal ler um livro com mais palavras?”. Dessa forma, vocês 
definem uma meta que seja importante para o aluno e possível de ser realizada 
no tempo que dispõem, o que diminui a probabilidade de o aluno se frustrar por 
não ter conseguido alcançar sua meta nos próximos encontros de feedback. 
A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover 
a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade de 
aprendizagem. A oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades 
e novos comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial 
no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais.
137 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 7/8
QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA
nome nome nome nome nome
nome nome nome nome nome
nome nome nome nome nome
nome nome nome nome nome
nome nome nome nome nome
ANEXO 1
Modelo do Quadro de Metas para Linha de Chegada
Fonte: imagem publicada no blog da professora Megan Skogstad (http://reflectionsofanintentionalteacher.
blogspot.com/2014/04/goal-setting-in-classroom.html)
138 
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2º
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 • 
8/
8 
Modelo para cartão que aluno preencherá com sua meta e estratégias.
Esse cartão pode ser feito em um post-it ou ser impresso e distribuído aos alunos.
MINHA META
META:
ESTRATÉGIA:
MINHA META
META:
ESTRATÉGIA:
MINHA META
META:
ESTRATÉGIA:
MINHA META
META:
ESTRATÉGIA:
MINHA META
META:
ESTRATÉGIA:
MINHA META
META:
ESTRATÉGIA:
139 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UM(A) GRANDE AMIGO(A) • 2º ano • 1/6
UM(A) 
GRANDE 
AMIGO(A)
Nesta aula, os alunos refletirão sobre as 
características de um(a) grande amigo(a). As 
crianças vão precisar pensar como esse(a) 
amigo(a) é, o que ele(a) faz e o que ele(a) diz. 
Também aproveitarão a oportunidade para 
refletir sobre comportamentos que fazem 
com que uma pessoa não seja um bom amigo.
JUSTIFICATIVA: Esta é uma atividade cujo objetivo é trabalhar com os alunos a compreensão que 
têm sobre o que é ser um bom amigo. Os alunos precisam se engajar em gerar 
ideias sobre distintas facetas de um bom amigo buscando refletir e identificar 
quais os seus comportamentos. Saber reconhecer um grande amigo é importante, 
mostra que conseguimos identificar características positivas (como também 
negativas) nas relações interpessoais. No entanto, também será muito importante, 
nesta tarefa, trabalhar com os alunos a ideia de que se reconhecemos nos outros 
comportamentos que achamos positivos, também devemos nos esforçar para nos 
comportarmos assim. A atividade pode estimular as crianças a desenvolverem 
empatia, confiança e respeito pelos outros. Ela também promove um clima 
positivo em sala e entre os colegas. A atividade também oportuniza que os alunos 
exercitem a iniciativa social uma vez que inclui um momento importante de debate. 
FORMATO: Aula Única
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa
MACROCOMPETÊNCIA:
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Iniciativa Social › Confiança
 › Empatia
 › Respeito
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
140 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UM(A) GRANDE AMIGO(A) • 2º ano • 2/6
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA
Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada 
 › Habilidade: (EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, em meio 
impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, 
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
Objeto de Conhecimento: Construção do sistema 
alfabético/ Convenções da escrita
 › Habilidade: (EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia correta de palavras 
conhecidas ou com estruturas silábicas já dominadas, letras maiúsculas 
em início de frases e em substantivos próprios, segmentação entre as 
palavras, ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura
 › Habilidade: (EF02LP12) Ler e compreender com certa autonomia 
cantigas, letras de canção, dentre outros gêneros do campo da vida 
cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do 
texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos listarão as características de um(a) grande amigo(a): 
como ele(a) é, o que ele(a) diz e o que ele(a) faz.
DURAÇÃO: 15 a 20 minutos.
MATERIAIS: › Folha de papel grande para cartaz, como: cartolina, papel 40kg ou folha A3;
 › Canetas.
PREPARAÇÃO 
PARA A AULA:
 › Fazer cartaz: Um grande amigo (como imagem de referência; ANEXO 1)
141 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UM(A) GRANDE AMIGO(A) • 2º ano • 3/6
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Pergunte à turma: “Quem aqui tem um grande amigo ou uma grande amiga?”. 
Peça aos alunos que levantem a mão para contar quem é o(a) seu(sua) grande 
amigo(a). Incentive ascrianças a pensarem em diferentes tipos de amigo, 
como familiares, colegas da escola, professores e animais de estimação.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: 
Mostre o cartaz Um(a) grande amigo(a) para a turma e explique que vocês escreverão 
diferentes características de um grande amigo ou de uma grande amiga. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão contar como é um grande amigo, o que ele faz e o que ele diz”.
PARTICIPAÇÃO: 
Aponte para cada parte do cartaz e peça que os alunos levantem 
a mão com sugestões do que escrever em cada categoria:
 › “Como é um grande amigo ou uma grande amiga?;
 › “O que um grande amigo faz?”;
 › “O que um grande amigo diz?”;
 › “O que um grande amigo não faz?”.
Complete o cartaz Um grande amigo, anotando as respostas dos alunos. 
Procure dar oportunidade para todos contribuírem pelo menos uma vez.
Exemplos de resposta:
Um Grande Amigo:
 › É… simpático, carinhoso, atencioso...
 › Diz… por favor, obrigado, me dá licença, pode usar primeiro, você quer brincar?...
 › Faz… divide os brinquedos e materiais, te convida para 
brincar, te elogia, se preocupa com você...
 › Não Faz… não briga, não é injusto, não exclui os outros...
ENCERRAMENTO: 
Releia o cartaz com os alunos e mostre a eles que sabem reconhecer um grande 
amigo. Comente sobre a importância de ter e ser um grande amigo: “É muito bom 
ter um grande amigo, mas também é importante procurar ser um grande amigo”. Diga 
que, de agora em diante, você vai observar as características listadas nos alunos. 
Peça que eles também reparem quando um colega estiver se comportando como 
um grande amigo. Por exemplo: “Eu vou ficar prestando atenção, para ver quem 
está agindo como um grande amigo. Mas, é importante que vocês também observem 
e elogiem seus colegas quando eles se comportarem como um grande amigo”. 
142 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UM(A) GRANDE AMIGO(A) • 2º ano • 4/6
DIFERENCIAÇÃO: Nesta aula, procure pedir contribuições aos alunos que têm mais dificuldade 
de demonstrar comportamentos generosos, respeito e empatia pelos 
outros. Se necessário, faça perguntas diretamente a esses alunos, 
como: “João Felipe, o que mais um bom amigo diz?”. Engajá-los nesta 
reflexão pode ajudá-los a desenvolver consciência sobre os seus próprios 
comportamentos. Com relação à participação dos alunos, procure encorajar 
e dar oportunidades para os mais tímidos compartilharem as suas ideias.
 AVALIAÇÃO: Avalie as respostas de seus alunos em relação aos comportamentos e às atitudes 
que eles valorizam em um(a) amigo(a). Essa informação é importante para que você 
possa analisar as referências deles sobre amizade e comportamentos admiráveis.
DANDO 
CONTINUIDADE 
À AULA: 
Se possível, pendure o cartaz Um grande amigo em sua sala de aula, a fim de 
continuar se referindo a ele por algumas semanas. Ao observar comportamentos 
pró-sociais e afetuosos em sua turma, faça comentários e elogios para incentivar 
os alunos a serem bons amigos uns para os outros, como: “Margarida, você está 
sendo uma grande amiga ao ajudar o Rafael” e “Eu reparei que o Carlos deixou o 
Marcos escolher primeiro. Muito bem, Carlos, você está sendo um grande amigo!”.
Se necessário, use o cartaz para redirecionar comportamentos negativos. Comente 
sobre o comportamento e peça que o aluno reflita se está sendo um grande amigo. 
Por exemplo: “Joana, você está dizendo coisas que podem chatear a Isabela. Isso 
é um comportamento de uma grande amiga? O que você pode fazer para ser uma 
grande amiga e ajudar a Isabela a se sentir melhor?”. É importante que esse tipo de 
conversa aconteça em particular, para não expor o aluno ou fazer com que a turma 
crie uma imagem negativa a respeito dele. Também é fundamental que você mostre 
ao aluno que acredita que ele pode mudar o comportamento e ser um grande amigo.
143 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UM(A) GRANDE AMIGO(A) • 2º ano • 5/6
UM 
GRANDE 
AMIGO
CARTAZ “UM GRANDE AMIGO”
O professor deve reproduzir em cartolina ou outro tipo de papel esse modelo de cartaz abaixo. 
DIZ...É...
FAZ... NÃO 
FAZ... 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UM(A) GRANDE AMIGO(A) • 2º ano • 6/6
UM 
GRANDE 
AMIGO
DIZ...É...
FAZ... NÃO 
FAZ... 
©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UM(A) PROFESSOR(A) MUITO MALUQUINHO(A) • 2º ano • 1/7
UM(A) 
PROFESSOR(A) 
MUITO 
MALUQUINHO(A)
Nesta atividade, o(a) professor(a) conta a história 
de um(a) professor(a) muito maluquinho(a), que se 
engana e se atrapalha em várias situações. Após 
listar uma série de enganos desse personagem, o(a) 
professor(a) conta que, na verdade, esse(a) professor(a) 
é ele(a). Ao revelar esse segredo, o(a) professor(a) 
pede para os alunos refletirem e listarem alguns 
dos enganos que cometem (ou já cometeram).
JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o objetivo de trabalhar a ideia de que os erros são uma parte 
natural e importante da vida porque podem nos ajudar a entender como podemos 
melhorar para superá-los. Ao compartilhar os seus próprios enganos e erros 
com a turma, o(a) professor(a) demonstra que todos nós podemos nos enganar e 
cometer erros e que, desta forma, não há motivo para nos envergonharmos ou nos 
sentirmos mal por isso. A percepção de que o(a) professor(a) também se engana e 
erra é importante para que os alunos entendam o erro como um fenômeno natural. 
Para se sentir confortável no momento de partilhar com a turma situações em que 
se enganou ou cometeu erros, o aluno também precisará confiar nas boas intenções 
dos colegas que o escutam, os quais por sua vez precisarão respeitá-lo. Ao ouvir 
os enganos e erros do(a) professor(a) e dos amigos, o aluno terá a possibilidade 
de se identificar com eles ou de tentar compreender e ajudar as pessoas quando 
elas se enganam ao invés de julgá-las, podendo, assim, fortalecer a empatia.. 
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Determinação
 › Persistência
 › Confiança
 › Empatia
 › Respeito
 › Autoconfiança
 › Tolerância à 
frustração
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
146 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UM(A) PROFESSOR(A) MUITO MALUQUINHO(A) • 2º ano • 2/7
Ele será estimulado a entender que errar é algo natural e que é possível 
aprender com nossos erros (autoconfiança). O exercício de desmistificar 
erros e considerá-los parte natural da vida ajuda os alunos a terem mais 
facilidade de lidar com erros futuros (tolerância à frustração). Além 
disso, a compreensão de que podemos aprender com nossos erros 
ajuda os alunos a desenvolverem a persistência e a determinação. 
FORMATO: Aula Única
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA
Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada 
 › Habilidade: (EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, em meio 
impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, 
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura
 › Habilidade: (EF02LP12) Ler e compreender com certa autonomia 
cantigas, letras de canção, dentre outros gêneros do campo da vida 
cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do 
texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irãolistar e compartilhar com a turma alguns dos 
enganos e erros que cometem (ou já cometeram).
DURAÇÃO: 45 a 60 minutos.
147 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UM(A) PROFESSOR(A) MUITO MALUQUINHO(A) • 2º ano • 3/7
MATERIAIS: › Folhas de exercício Um(a) aluno(a) muito maluquinho(a) (uma folha por aluno); (ANEXO 1)
 › Modelo de como fazer o cartaz Um(a) professor(a) muito maluquinho(a) (ANEXO 2)
 › Folha grande de papel, como: papel 40kg, cartolina, papel 
A3 etc. ou quadro para escrever: branco ou negro;
 › Lápis e borracha;
 › Materiais para desenho disponíveis, como: lápis de 
cera, lápis de cor e/ou canetas hidrográficas.
PREPARAÇÃO: Você pode optar por criar o cartaz Um(a) professor(a) muito maluquinho(a) em uma 
folha grande de papel ou usar um quadro, branco ou negro, para isso. Seja como 
for, é importante que os seus enganos/erros sejam acrescentados durante a 
aula. Portanto, prepare apenas o título e a imagem do(a) professor(a) no centro. 
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Conte à turma sobre um(a) professor(a) que você conhece e que se engana e 
se atrapalha muito. Se possível, conte histórias em que ele(a) se enganou ou 
cometeu erros diversas vezes, como: “Um dia, esse(a) professor(a) maluquinho(a) 
acordou atrasado(a) porque esqueceu de programar o despertador. Ele(a) 
precisou sair correndo para a escola e nem teve tempo de pentear os cabelos. Ao 
chegar na escola, ele(a) estava atrasado(a) e despenteado(a)! Então, ele(a) logo 
começou a aula, mas esqueceu de fazer a chamada!”. Após contar a história, 
pergunte aos alunos quais foram alguns dos erros do(a) professor(a) e anote as 
respostas no cartaz. Se eles esquecerem de listar um erro, ajude-os, fazendo 
perguntas: “O que foi que que ele(a) esqueceu de fazer antes de sair de casa?”. 
Continue contando outras situações em que o(a) professor(a) cometeu erros, até 
preencher o cartaz: “Às vezes ele(a) chama um aluno pelo nome errado”; “Um dia 
ele(a) esqueceu a carteira em casa, foi no supermercado, e não pode pagar pelas 
coisas”; “Na aula de arte, ele(a) sempre se suja de tinta!”; “Ele(a) às vezes erra contas 
matemáticas”; etc. Ao listar cada uma dessas situações, acrescente-as no cartaz.
Depois, diga que você tem uma coisa para confessar para a turma. Se gostar 
da ideia, faça suspense e pergunte aos alunos o que eles acham que você 
vai confessar. Escute algumas ideias sem confirmá-las ou negá-las. Conte: 
“Na verdade, esse(a) professor(a) maluquinho(a) sou eu!”. Você, professor(a), 
deve adaptar essa história para contar a sua, mas é importante que os fatos 
que você contar sejam verdadeiros e de fato tenham acontecido.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Explique aos alunos que, assim como você compartilhou com eles 
alguns dos seus enganos e erros, você também gostaria de saber 
sobre alguns dos enganos e erros que eles já cometeram. 
148 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UM(A) PROFESSOR(A) MUITO MALUQUINHO(A) • 2º ano • 4/7
Diga que errar é natural e muito importante, pois, quando erramos, 
aprendemos muito. Explique, também, que ter consciência dos erros e 
refletir sobre eles nos ajuda a aprender e errar menos no futuro. 
Mostre a folha de exercício Um(a) aluno(a) muito maluquinho(a) e peça 
para os alunos se desenharem no centro e listarem os seus enganos/
erros em volta. Você pode optar por pedir para os alunos desenharem e/ou 
escreverem os seus enganos/erros. Faça o que você julgar mais apropriado 
para eles considerando o seu nível de desenvolvimento na escrita.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão listar algumas situações em que cometeram 
enganos ou erros e compartilhá-las com a turma».
TRABALHO INDIVIDUAL: 
Entregue uma folha de exercício Um(a) aluno(a) muito maluquinho(a) para cada aluno 
e peça que eles trabalhem individualmente. Circule pela sala, oferecendo ajuda 
quando necessário. Se um aluno tiver dificuldade em pensar em um erro, faça 
perguntas que podem ajudá-lo, como: “Você já quebrou alguma coisa?”; “Você às 
vezes se atrasa?”; “Às vezes esqueço algumas coisas, e você?”. Ao fazer perguntas, não 
mencione erros que o aluno tenha feito na escola. Essa é uma oportunidade para ele 
listar os erros que quiser, portanto não deve ser lembrado de seus erros passados.
ENCERRAMENTO: 
Peça para os alunos se sentarem juntos no chão ou em roda. Chame um aluno 
por vez para apresentar seu trabalho e compartilhar algumas das situações 
em que se enganou ou cometeu erros com a turma. Comente: “Às vezes, dá 
vergonha de contar sobre os nossos erros. Algumas vezes, eu fico com vergonha 
só de lembrar! Mas, quando conversamos sobre nossos erros, reparamos que 
errar é normal e que todo mundo erra! Além disso, aprendemos com nossos 
erros, que nos ajudam a pensar em como corrigi-los no futuro”. Estimule a 
atenção e participação dos alunos durante as apresentações, perguntando: “Se 
isso já aconteceu com você, levante o polegar”; “Se você já cometeu esse erro, 
coloque a mão na cabeça”; “Quem sentiria vergonha nessa situação, levanta a 
mão”. Também é importante estimular a reflexão de como este engano pode 
ser evitado no futuro, com perguntas como “O que podemos fazer para que 
nos lembremos da próxima vez?” ou “O que acham que seria bom fazer para não 
nos atrasarmos de novo?”. Você também pode dar algumas sugestões e ver o 
que os alunos acham delas. Ao escutar os enganos de seus alunos, é preciso 
ter o cuidado de manter tanto o tom de voz quanto a expressão neutra e 
acolhedora para mostrar aos alunos que de fato é normal cometer enganos. 
DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade oferece possibilidades de diferenciação, pois cada 
aluno pode incluir os enganos/erros que quiser em seu trabalho. 
149 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UM(A) PROFESSOR(A) MUITO MALUQUINHO(A) • 2º ano • 5/7
Assim, não há uma única versão para o que se considera um 
engano ou um erro. Talvez, o que uma criança considera um 
erro, pode passar despercebido por outra criança. 
Ao pedir para os alunos completarem a folha de exercício, respeite o nível de 
desenvolvimento da escrita de cada um. Baseie-se em seu conhecimento 
sobre cada criança para pedir que ela escreva mais ou menos. 
Ao pedir para os alunos compartilharem seus trabalhos, leve em consideração que 
as crianças são diferentes umas das outras. Alguns alunos vão ter mais facilidade 
em compartilhar seus erros de forma confiante e assertiva do que outros. Falar em 
grupo também vai ser mais simples para algumas crianças do que para outras. Se 
você tiver um aluno que não queira compartilhar o trabalho, respeite a vontade dele. 
AVALIAÇÃO: Durante a atividade, observe se os alunos têm dificuldade ou facilidade de lembrar 
e listar seus erros. Repare quais alunos conversam com os colegas sobre esses 
episódios com humor, e quais demonstraram vergonha ou desconforto. Verifique se 
há crianças muito exigentes consigo mesmas e que demonstram muita dificuldade 
para lidar com seus enganos. Observe, também, como estes alunos se comportaram 
quando pedidos para compartilhar o trabalho. Se possível, faça anotações. No 
final da aula, confira o trabalho de cada aluno, verificando se ele compreendeu a 
atividade e listou situações em que acreditou ter cometido um engano ou errado. 
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Modelo para criar um cartaz Um(a) professor(a) muito maluquinho(a)
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UMA SITUAÇÃO EDOIS PONTOS DE VISTA • 2º ano • 1/5
UMA SITUAÇÃO 
E DOIS PONTOS
 DE VISTA
Nesta aula, os alunos vão precisar imaginar 
uma situação que pode ser interpretada 
de duas maneiras: de forma otimista ou 
de forma pessimista. Eles precisarão 
descrever a situação e depois criar um 
trabalho artístico para representá-la sob 
os dois pontos de vista possíveis.
JUSTIFICATIVA: Esta atividade acontece na sequência da atividade “Classificando Pensamentos” 
e tem o objetivo de dar continuidade ao trabalho de identificação de dois 
tipos de pensamentos: o pessimista e o otimista. A atividade central é a de 
buscar interpretações otimistas para uma situação inicialmente considerada 
pessimista pela criança. Esta mudança de perspectiva na forma de enxergar um 
problema favorece o desenvolvimento da imaginação criativa, competência 
socioemocional que flexibiliza nosso modo de ver o mundo e aumenta 
nossa capacidade de resolver problemas. Além disso, ao nos depararmos 
com situações do dia-a-dia, podemos interpretá-las de modos distintos. 
A interpretação que fazemos destas situações tem um papel importante 
na forma como nos sentimos e como nos comportamos frente a elas. 
1 Esta aula deve acontecer depois da aula Classificando Pensamentos. O professor pode optar por fazer as duas aulas no mesmo dia, 
emendando uma na outra. 
1
MACROCOMPETÊNCIA: AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Confiança › Autoconfiança
 › Tolerância à 
frustração
 › Tolerância ao 
estresse
 › Imaginação 
criativa
 › Interesse artístico
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
154 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UMA SITUAÇÃO E DOIS PONTOS DE VISTA • 2º ano • 2/5
Assim, conseguir enxergar uma mesma situação de diferentes maneiras 
pode ajudar os alunos a lidarem com acontecimentos difíceis e emoções 
desagradáveis (tolerância ao estresse e à frustração) uma vez que 
favorece o seu repertório cognitivo e comportamental. Ser capaz de 
interpretar situações de forma positiva e otimista também auxilia os alunos 
a desenvolverem uma maior confiança em si próprios (autoconfiança), 
uma vez que passam a extrair aprendizagens de cada situação, o que os 
prepara melhor para lidar com situações semelhantes no futuro. Não 
se trata de não reconhecer as dificuldades, mas de ponderar o quanto 
elas também podem representar uma oportunidade de crescimento. 
O exercício de representar uma situação imaginária por meio de dois 
trabalhos artísticos tem potencial para fortalecer o interesse artístico.
CONTEXTO: Esta atividade acontece na sequência da atividade “Classificando Pensamentos”. 
O professor pode optar por trabalhar separadamente com elas ou por emendar 
uma na outra. Mas, é fundamental que esta atividade aconteça até, no máximo, 
uma semana depois da atividade “Classificando Pensamentos”. Isso é importante 
para que os conceitos aprendidos ainda estejam frescos na memória dos alunos.
FORMATO: Aula Única
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa; Arte.
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Formação do leitor literário/Leitura multissemiótica
 › Habilidade: (EF15LP18) Relacionar texto com 
ilustrações e outros recursos gráficos.
COMPONENTE: ARTE Unidades Temáticas: Artes Visuais
Objetos de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística 
(desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 
155 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UMA SITUAÇÃO E DOIS PONTOS DE VISTA • 2º ano • 3/5
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão imaginar uma situação e fazer um trabalho artístico 
para representá-la de forma otimista e pessimista. 
DURAÇÃO: 45 a 90 minutos (podendo também ser dividida em duas aulas)
MATERIAIS: › Materiais de arte disponíveis, como: tinta guache, 
pinceis, aquarela, lápis de cera etc.
 › Folhas de papel para trabalho artístico, como: 1/2 cartolina, 
papel A3, 1/3 papel 40 kg (duas folhas por aluno).
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Relembre os alunos da atividade “Classificando Pensamentos“ e peça a 
eles que deem um exemplo de pensamento pessimista e otimista. Se 
achar necessário, releia alguns pensamentos trabalhados anteriormente 
e peça para os alunos identificarem se eles são pensamentos otimistas ou 
pessimistas. Se você optar por emendar as duas atividades, pule esta parte. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Diga aos alunos que, agora que eles já sabem identificar pensamentos otimistas 
e pessimistas, eles precisarão pensar em uma situação do dia a dia escolar que 
geralmente é interpretada por eles como negativas (pessimistas). A partir desta 
situação, o desafio será buscar uma interpretação positiva (otimista). Por exemplo: 
“Agora que vocês já sabem identificar pensamentos, vocês vão pensar em uma situação 
que ocorre na escola que geralmente é vista de forma pessimista por vocês,”. Para se 
certificar de que os alunos compreenderam, peça um ou dois exemplos de uma situação 
que pode ser vista dessa maneira. Pode ocorrer de os alunos terem dificuldade em 
dar exemplos deste tipo de situação. Por isso, é importante que você tenha exemplos 
prontos caso isso ocorra, como “Não saber responder a uma pergunta que o professor 
fez”, “Esquecer de trazer o material” ou “Se distrair com pensamentos e se dar conta 
que perdeu boa parte da aula”. Uma explicação importante é a de que, apesar de 
conseguirmos extrair uma interpretação otimista de uma situação difícil, isso não 
quer dizer que devemos ignorar os sentimentos que aquela situação nos desperta.
 › instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, 
instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
Objetos de Conhecimento: Processos de criação
 › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e 
as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.
156 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UMA SITUAÇÃO E DOIS PONTOS DE VISTA • 2º ano • 4/5
É preciso tomar cuidado também para o aluno não criar uma interpretação 
positiva para uma situação a qualquer custo, ou seja, que se distancia da 
realidade ou que foge do problema citado e não o ajuda a lidar de forma efetiva 
com aquela situação. Por exemplo, “um amigo falou que eu nunca divido os meus 
brinquedos. Geralmente eu fico triste e não quero mais brincar. Uma interpretação 
positiva é lembrar que tenho outros amigos e não preciso dele”. Nestes casos, o 
professor precisará ajudar o aluno com perguntas que o ajude nesta reflexão.
Mostre a folha de papel escolhida para a atividade (ver seção Materiais) 
e explique que cada aluno receberá duas folhas. Explique, ainda, que em 
uma folha eles devem representar a situação que pensaram de forma 
pessimista, primeiro, e na outra, representar a nova interpretação, 
otimista. Avise que este será um trabalho artístico e, se necessário, 
demonstre como utilizar os materiais de arte selecionados por você. 
Diga aos alunos que o primeiro passo será pensar e definir a situação com a qual eles 
vão trabalhar. Cada aluno vai pensar em uma situação e trabalhar individualmente. 
Explique também que, após terem concluído o trabalho, haverá um momento de 
apresentação para a turma. Informe onde estarão as folhas de papel e os materiais 
artísticos. Peça que primeiro eles escolham uma situação, depois verifiquem 
com você se ela é apropriada, para, finalmente, começarem a trabalhar.
TRABALHO INDIVIDUAL: 
Quando os alunos definirem uma situação para trabalhar,verifique se o que 
escolheram é de fato pessimista. Pergunte aos alunos qual a interpretação 
otimista que pensaram e faça perguntas para auxiliá-los neste momento. Se 
considerar necessário, pergunte como eles pensam em representar a situação 
em cada folha. Anote a situação escolhida pelos alunos e as interpretações 
para poder auxiliá-los caso se esqueçam delas ao longo da atividade.
Enquanto os alunos trabalham, circule pela sala de aula oferecendo o seu suporte 
e verificando se eles estão representando a situação que compartilharam com 
você. Se for preciso, você pode auxiliar o aluno a retomar a situação que ele 
propôs anteriormente. Procure dar o mesmo tempo para os alunos criarem 
cada trabalho artístico. Por exemplo, se você disponibilizar 40 minutos para 
o trabalho individual, informe quando tiver passado metade do tempo: “Já 
se passaram 20 minutos, é importante que todos comecem logo a segunda 
folha para que consigam terminar hoje”. Se você não tiver disponibilidade 
para ter uma aula mais longa (de 60 minutos), recomendamos que separe 
tempo para as crianças terminarem os trabalhos em uma próxima aula. 
ENCERRAMENTO: 
No final da aula, convide os alunos a apresentarem seus trabalhos à 
turma. Se eles tiverem usado tinta e os trabalhos precisarem secar, 
solicite que apenas contem sobre a situação que escolheram e expliquem 
como transformaram a interpretação pessimista em otimista. 
157 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
UMA SITUAÇÃO E DOIS PONTOS DE VISTA • 2º ano • 5/5
Conclua, comentando como uma mesma situação pode ser interpretada de 
maneiras tão diferentes e como isso pode nos ajudar a nos sentirmos melhor e a 
nos comportarmos de maneira mais positiva quando nos deparamos com situações 
negativas. Ser capaz de dar novos significados a situações que consideramos 
difíceis pode favorecer nosso bem-estar e nos fazer sentir confiantes.
DIFERENCIAÇÃO: A atividade proposta nesta aula é bastante subjetiva e pode ser diferenciada de 
acordo com cada aluno. Como a atividade trata de temas que são entendidos 
pelas crianças inicialmente como pessimistas, é possível que alguns alunos não 
queiram compartilhar seus trabalhos com a sala, o que deve ser respeitado. 
A complexidade da situação escolhida também pode variar bastante, e é 
importante que você, professor(a), respeite as escolhas dos alunos desde que 
estejam alinhadas ao objetivo da atividade. Se perceber que algum aluno tem 
dificuldade para pensar em uma situação, você pode retomar exemplos dos tipos 
de pensamentos trabalhados bem como dar alguns exemplos que podem ajudar o 
aluno a gerar exemplos próprios. O mesmo se aplica para o trabalho artístico. As 
habilidades e experiências artísticas de cada aluno podem variar muito. Porém, 
o importante, aqui, é que a criança represente duas maneiras de enxergar uma 
mesma situação. A sua aptidão para a arte não é o foco principal da aula.
AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos conseguiram descrever uma situação que geralmente 
interpretam como pessimista e se conseguiram buscar uma interpretação 
otimista alternativa. Avalie também se esta interpretação otimista é coerente 
e relacionada ao problema apresentado, e não uma fuga da situação. Examine, 
também, se as produções artísticas das crianças se conectam com a situação 
escolhida e demonstram um ponto de vista positivo e um negativo. Perceba 
se os alunos usaram a imaginação, escolhendo situações originais para 
representar. Durante o trabalho artístico, observe a maneira como as crianças 
usam os materiais; se elas demonstram interesse artístico e entusiasmo. 
159 INTERVENÇÕES • INTERVENÇÕES • /
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
INTERVENÇÕES
161 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 1/6
CAIXA DE 
PREOCUPAÇÕES
Nesta atividade o professor vai implementar 
uma Caixa de Preocupações em sala de aula. 
Os alunos irão desenhar ou escrever sobre suas 
preocupações, medos e/ou apreensões em 
um pedaço de papel e inseri-lo dentro caixa.
JUSTIFICATIVA: Essa atividade ajuda as crianças a identificarem situações que as preocupam 
ou as deixam ansiosas. Este é um passo importante para que tentem 
compreender os motivos de se sentirem preocupadas e busquem pensar 
no que é possível fazer para se sentirem melhor. Além disso, ao identificar 
situações que os deixem preocupados ou ansiosos, os alunos conseguem 
entender melhor os seus sentimentos e o que acontece com eles. 
Assim, a atividade pode oportunizar o desenvolvimento da resiliência 
emocional. A Caixa de Preocupações serve como uma representação 
física e simbólica de um lugar onde as preocupações, medos e anseios 
podem, uma vez identificados, ser colocados. Dessa forma, o exercício 
pode fortalecer a competência de tolerância ao estresse. 
DISCIPLINA 
INTEGRADA:
Língua Portuguesa.
<<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>>
MACROCOMPETÊNCIA:
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Tolerância 
ao estresse
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 2/6
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA 
PORTUGUESA 
(1° – 5° ANOS)
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão escrever ou desenhar uma preocupação 
e inseri-la na Caixa de Preocupações.
DURAÇÃO: 30 minutos
MATERIAIS: › Lápis e borracha(s);
 › Folhas de papel;
 › Modelo para Caixa de Preocupações. (ANEXO 1)
PREPARAÇÃO 
PARA AULA:
 › Defina como será a Caixa de Preocupações de sua turma. Se quiser, 
veja as imagens de referência para ter ideias. Não é necessário ser uma 
caixa, você pode optar por fazer um Copo de Preocupações, Garrafa 
de Preocupações ou Lata de Preocupações, se preferir. É possível usar 
uma caixa de sapato, embalagem de suco ou garrafa d’água. Você pode 
optar por decorar uma Caixa de Preocupações e mostrá-la já pronta 
para os alunos ou você pode preferir envolvê-los nessa decoração. 
 › Recorte folhas brancas de papel em pedaços pequenos para os 
alunos escreverem e/ou desenharem suas preocupações. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 3/6
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Conte para a turma que hoje vocês vão conversar sobre a preocupação. 
Diga que adultos e crianças muitas vezes têm preocupações e que isso é 
normal. Questione os alunos sobre o que é uma preocupação. Escute os 
seus pontos de vista e informe-os que nossas preocupações podem incluir 
medos, receios, ansiedade, angústias e agonias. Depois, pergunte aos alunos 
sobre alguns motivos pelos quais as pessoas (adultos e crianças) geralmente 
se preocupam. Incentive-os a compartilharem seus pontos de vista.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Mostre a Caixa de Preocupações para a turma e conte que essa caixa não 
é uma caixa normal, mas uma caixa de preocupações. Explique que ela é 
um lugar onde as pessoas podem jogar suas preocupações dentro. 
Informe queessa caixa ficará dentro da sala de aula e poderá ser sempre 
usada pelos alunos. Comunique a eles que podem jogar qualquer tipo de 
preocupação lá dentro, desde uma preocupaçãozinha até uma preocupação 
grande. Diga que eles podem escolher escrever o nome na preocupação ou 
não. Avise que toda semana você irá ler as preocupações que eles colocarem 
na caixa e, se eles tiverem optado por se identificar, você irá convidá-los 
para conversar em particular sobre a preocupação que escreveram. 
Anuncie que hoje vocês vão estrear a caixa. Solicite que os alunos façam 
um minuto de silêncio e pensem em uma preocupação para inserir na 
caixa. Distribua folhas de papel recortadas e material para escrever. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão desenhar e/o escrever sobre uma preocupação 
e depois inseri-la na Caixa de Preocupações”. 
TRABALHO INDIVIDUAL:
Certifique-se que os alunos tenham privacidade no momento de escrever 
e/ou desenhar uma preocupação. Quando terminarem, chame uma 
criança de cada vez para inserir sua preocupação dentro da caixa.
ENCERRAMENTO:
Em roda, questione os alunos sobre como se sentiram ao escrever e/ou 
desenhar uma preocupação. Comente com a turma que, muitas vezes, a 
prática de escrever e/ou desenhar as preocupações pode gerar alívio, pois 
compreendemos melhor a forma com que nos sentimos ao estabelecer relações 
entre os eventos e os nossos sentimentos. Depois questione-os sobre como 
se sentiram ao inserir a sua preocupação dentro da Caixa de Preocupações. 
Encerre a atividade dizendo que de agora em diante a Caixa de Preocupações 
vai morar na sala de aula e poderá ser utilizada pelos alunos sempre que 
precisarem. Se necessário, estabeleça algumas regras para o seu uso. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 4/6
Lembre aos alunos que quando quiserem compartilhar uma preocupação 
com você, eles devem escrever o próprio nome na preocupação, caso 
contrário, devem apenas escrever a preocupação, sem incluir seu nome. 
Comunique também que você está sempre à disposição para conversar 
individualmente com cada um deles sobre os assuntos que os preocupam. 
DIFERENCIAÇÃO: É possível que alguns alunos tenham dificuldade em reconhecer suas preocupações 
ou identificar um motivo para elas. Isso ocorre porque as crianças ainda estão 
em processo de desenvolvimento emocional e podem ainda não ter muita 
consciência sobre o que ou como se sentem. Você pode ajudar esses alunos com 
perguntas concretas, como: “Você tem medo de alguma coisa?”, “Você às vezes 
acha que algo pode dar errado?” e “Algum sentimento ou situação te incomoda?”. 
Outros alunos que já conseguem identificar suas preocupações podem não se sentir 
à vontade em escrever ou desenhá-las. Lembre essas crianças que elas têm a opção 
de não escrever o nome no papel, para assim não serem identificadas. Informe-as, 
também, que a única pessoa que vai ler as preocupações dentro da caixa é você. 
Talvez o aluno ainda não tenha desenvolvido muita confiança em você, professor(a). 
Portanto, use essa oportunidade para fortalecer o vínculo entre vocês. Se um aluno 
realmente não quiser incluir sua preocupação na Caixa de Preocupações, sugira que 
ele pratique o exercício e guarde sua preocupação consigo. Também pode ocorrer 
de haver alunos que nao estão preocupados com nada no momento da atividade. 
Não há problema, explique que a caixa ficará na sala e eles poderão utilizá-la 
quando acharem que têm uma preocupação que gostariam de compartilhar.
Além disso, é provável que apareçam preocupações bastante distintas 
entre seus alunos. Uma criança pode escrever sobre medo de escuro 
enquanto outra pode estar preocupada com saúde de um parente próximo. 
Portanto, enfatize que a Caixa de Preocupações é para todos os tipos de 
preocupações. Assim, procure garantir que todas as crianças se sintam 
à vontade para incluir a preocupação que quiserem dentro da caixa.
A Caixa de Preocupações tem a finalidade de ajudar as crianças a se expressarem 
e nomearem o que já sentem. Se o aluno achar demasiadamente doloroso 
escrever/desenhar sobre uma determinada situação ou sentimento, ele 
pode sempre escolher uma outra preocupação com a qual ele tenha mais 
facilidade de entrar em contato. Ademais, a Caixa de Preocupações é uma 
atividade optativa e, portanto, o aluno só irá utilizá-la se assim quiser.
É possível que alguns alunos tenham preocupações consideradas graves. 
Sendo assim, essa atividade pode fazer com que você, professor(a), tome 
consciência de uma situação que precise ser resolvida imediatamente, 
como, por exemplo, a violência doméstica. Em casos como esse, tome todas 
as medidas necessárias, juntamente com a direção da escola, para garantir 
a proteção integral dos direitos da criança e do adolescente. Entretanto, 
faço-o garantindo que todos os procedimentos éticos sejam respeitados. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 5/6
AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos foram capazes de escrever e/ou desenhar um motivo 
de preocupação. Escute os relatos deles sobre a experiência de escrever 
e/ou desenhar uma preocupação e “jogá-la” na caixa. Com isso, analise 
os possíveis benefícios da atividade. Ao longo do tempo, observe se 
a Caixa de Preocupações é uma estratégia eficiente para ajudar seus 
alunos a identificarem seus medos, ansiedades e preocupações. 
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Coloque a Caixa de Preocupações em um local de fácil acesso na sala de 
aula. Sempre que possível, incentive o uso dela: “Tiago, que tal jogar essa sua 
preocupação dentro da caixa?” Leia as preocupações dos alunos no final do dia 
e procure oportunidades para conversar com eles sobre o que os afligem. Por 
exemplo: “Marcelo, eu li que você está preocupado com a prova de matemática 
na sexta-feira. Tem alguma coisa que eu possa fazer para te ajudar? Na quinta 
nós vamos fazer uma revisão e tirar dúvidas, então traga suas perguntas para a 
aula, tá bom? E lembre-se de respirar fundo para estar calmo durante a prova” 
e “Juliana, eu vi que você está preocupada com o seu irmão. Você gostaria 
de conversar sobre isso?”. É importante que esses convites para conversar 
com você, professor(a), sejam realizados individualmente, para não expor 
os alunos. Além disso, tome todas as providências para garantir que apenas 
você tenha acesso ao conteúdo incluído na caixa. Deste modo, você garante 
o sigilo, elemento fundamental para o bom andamento da atividade.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 6/6
ANEXO 1
Exemplo para montagem da Caixa de Preocupações
 › Arrume uma caixa grande com tampa
 › Forre a caixa e a tampa com papeis coloridos ou desenhos
 › Corte uma abertura na caixa para a inserção dos papeis. Pode ser no alto ou na parte da frente
 › Escrever “Caixa das Preocupações” em lugar visível
 › Imagem de referência da Caixa de Preocupações para professor:
Fonte: https://www.sacredheartgateshead.org/worry-box-you-talk-we-listen/
CAIXA DE 
PREOCUPAÇÕES
CAIXA DE 
PREOCUPAÇÕES
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 1/9
PEDIR AJUDA 
OU CONVERSAR
Nesta atividade, o(a) professor(a) lerá 
cartas com diferentes situações e 
comportamentos. Os alunos precisarão 
avaliar cada uma para decidir se devem 
ou não reportar aquela situação ou 
comportamento a um adulto. Durante 
esse jogo, o professor ensinará a 
diferença entre contar para um 
adulto sobre o comportamento de 
alguém, como forma de denunciar 
ou pedir ajuda, ou conversar com o 
colega para resolver a situação.
JUSTIFICATIVA: O propósito desta atividade é ensinar aos alunos a diferença entre avisar e pedir 
ajuda ao professor sobre uma situação preocupante ou conversar diretamente 
com o colega para resolver uma situação. A intervenção ensina que contar ou 
denunciar sobre algoque um amigo fez não é uma boa solução para resolver 
problemas interpessoais ou de outros contextos e oferece alternativas para os 
alunos poderem gerir situações problemáticas de uma forma mais adequada. 
Com isso, espera-se que os alunos fortaleçam sua autoconfiança na resolução 
de conflitos e desenvolvam mais empatia pelos seus colegas, confiando assim 
em suas boas intenções. A atividade trabalha intencionalmente a iniciativa 
social e a assertividade ao incentivar alunos a resolverem problemas sociais 
através do diálogo. Ela também oferece uma oportunidade para os alunos 
aprenderem a lidar com frustrações sociais (tolerância à frustração).
FORMATO: Intervenção
MACROCOMPETÊNCIA:
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Assertividade
 › Iniciativa social
 › Confiança
 › Empatia
 › Autoconfiança
 › Tolerância 
à frustração
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 2/9
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão distinguir situações e comportamentos 
que devem ou não pedir ajuda a um(a) adulto(a).
DURAÇÃO: 10 minutos
MATERIAIS: › Cartazes: Pedir ajuda ou conversar; (ANEXO 1)
 › Cartas: Pedir ajuda ou conversar?; (ANEXO 2)
 › Fita adesiva.
PREPARAÇÃO 
PARA AULA:
 › Preparar as palavras “pedir ajuda ou conversar” de 
acordo com as imagens de referência. 
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Pergunte aos alunos se eles sabem o que significa avisar para um adulto sobre 
o comportamento de alguém, no sentido de denunciar ou entregar o colega. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 3/9
Escute algumas respostas e defina: “É quando você conta para alguém, seus 
pais ou um professor, por exemplo, o que outra pessoa fez ou disse, sem antes 
ter conversado com ela.” Depois, pergunte à turma o que é pedir ajuda e escute 
algumas respostas. Possivelmente, você escutará definições parecidas com as de 
antes. Defina: “Quando pedimos ajuda, geralmente estamos passando por alguma 
situação perigosa e não estamos conseguindo resolver um problema sozinho”. 
DEFINIÇÃO DOS TERMOS:
Explique que, quando avisamos algo a alguém, fazemos isso para informar a pessoa de 
um possível perigo ou problema. Esclareça que o aviso é importante para prevenir que 
algo ruim aconteça. Diga que, quando avisamos o professor sobre o comportamento 
de alguém, fazemos isso para impedir que essa pessoa se machuque ou machuque 
o outro. Explique que esses machucados podem ser físicos ou emocionais, como o 
bullying e a falta de respeito. Também avisamos algo a um adulto quando achamos 
que não conseguimos gerir a situação sozinhos. Informe que avisar para pedir ajuda 
é bem diferente de avisar para dedurar o amigo e esperar uma possível punição para 
ele. Explique que a diferença está na intenção da criança ao contar uma situação 
para um adulto. Conte que, muitas vezes, não há necessidade de avisar sobre o 
comportamento do amigo, pois é possível conversar com ele para resolver o problema. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Coloque um cartaz com a palavra “Pedir ajuda” em um canto da sala e um com a 
palavra “Conversar” no outro canto. Avise que você vai ler diferentes situações e 
os alunos precisarão decidir, em cada caso, se nesta situação o ideal seria contar 
para pedir ajuda ou conversar. Explique que, caso escolham contar determinada 
situação a um adulto por uma questão de segurança ou preocupação, eles devem 
ir para perto do cartaz “Pedir ajuda”. Porém, caso acreditem que não precisam 
avisar ao adulto, pois o problema é pequeno e pode ser resolvido entre eles, 
devem ir para perto do cartaz “Conversar”. Porém, se acaso eles, após ouvirem 
a situação, acharem que precisariam de ajuda para resolver, pois não sabem o 
que fazer nessa situação, eles devem ir para perto do cartaz “Pedir ajuda”.
PARTICIPAÇÃO:
Leia as situações das cartas Pedir ajuda ou Conversar? e peça que os alunos se 
posicionem de acordo com cada situação. Diga para eles não se basearem no 
julgamento do amigo, pois devem ir para o lado que acreditam que fariam nas 
situações apresentadas. Possivelmente, ocorrerão situações em que os alunos 
terão opiniões diferentes. Se isso acontecer, questione os motivos por trás de suas 
escolhas e promova uma conversa com todos da sala, mas com a finalidade de refletir 
sobre o que deveria ser feito, atribuindo assim, significado para a atitude esperada. 
Ao conversar sobre situações que devem ser reportadas a um adulto, 
enfatize a importância de avisar ocorridos que envolvam perigo, injustiça 
ou possam prejudicar alguém, seja fisicamente ou emocionalmente. Faça 
perguntas, como: “Vocês acham que esta situação tem perigo?”; 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 4/9
“Alguém pode se machucar?”; “Houve bullying ou uma injustiça?”; “Alguém pode 
ficar muito triste com isso?”. Ao conversar sobre situações que não precisam 
ser avisadas a um adulto, questione a gravidade daquele problema: “É um 
problema grande ou pequeno?”. Pergunte, ainda, se poderia ser resolvido sem 
um adulto ou até ignorado. É importante conversar com os alunos sobre como 
eles poderiam resolver o conflito entre si e que estratégias eles poderiam utilizar 
nestes casos mais simples. Ou seja, caso as crianças optem por conversar, 
reflita com eles sobre o que poderia ser dito ao colega e de qual forma (exemplo: 
tom de voz), a fim de ampliar o repertório deles de resolução de conflitos.
ENCERRAMENTO:
Encerre a atividade pedindo que os alunos definam, novamente, as palavras 
conversar e pedir ajuda. Peça que, de agora em diante, eles reflitam sobre 
o que aprenderam antes de reportar uma situação a um adulto.
DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade pode ser adaptada a crianças de diferentes idades e em 
diferentes estágios de leitura. Você pode ler as situações das cartas ou pedir 
que os alunos o façam em voz alta. As 10 cartas extras também podem ser 
usadas para tornar a atividade mais apropriada à faixa etária de sua turma, 
pois você pode criar cenários familiares àquela idade. Essas mesmas cartas 
podem ser usadas para criar situações que sejam culturalmente relevantes 
para os seus alunos. Você também tem a opção de excluir situações que não 
se apliquem ao contexto da escola, deixando algumas cartas de lado. 
Se você tiver alunos com dificuldades físicas em sua turma, avalie se a proposta de andar 
para diferentes cantos da sala é viável para eles. Caso não seja, faça acomodações. Você 
pode, por exemplo, pedir que os alunos levantem a mão direita para dizer “conversar”, a 
mão esquerda para dizer “pedir ajuda” e as duas mãos quando estiverem na dúvida. Outra 
solução seria ler as situações para a turma e pedir que as crianças apenas respondam. 
O importante, aqui, é que todos possam participar e refletir sobre as respostas.
AVALIAÇÃO: Avalie a habilidade de seus alunos quantoà distinção de situações que devem ou 
não reportar a um adulto. Perceba se as crianças conseguem fazer essa distinção e, 
se achar necessário, faça anotações. Compare, também, as definições dos alunos 
para as palavras Pedir ajuda e Conversar no início e no fim da aula. Perceba se eles 
entenderam a diferença entre uma coisa e outra e se as definições se tornaram mais 
específicas depois da prática. Isso vai lhe ajudar a perceber o impacto da atividade.
Ao longo dos próximos dias e semanas, avalie a efetividade da intervenção, 
percebendo se as crianças estão se queixando menos e conseguindo 
resolver problemas do cotidiano da escola entre si. Ainda, se estão buscando 
por ajuda quando necessário e refletindo sobre como poderiam resolver a 
situação. Repare, também, se os alunos agora lembram uns aos outros de 
quando devem ou não chamar um adulto. Frases como “Não precisa chamar 
a professora, a gente resolve!” indicam que a atividade teve sucesso.
171 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 5/9
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Após esta atividade, sempre questione os alunos que vierem contar sobre 
os comportamentos dos outros. Se necessário, repita as perguntas feitas 
durante a atividade, como: “Alguém pode ficar muito triste com isso?”; 
“Alguém está correndo perigo?”; “Esse problema é grande ou pequeno?”. 
Quando necessário, lembre seus alunos de que denunciar não é legal e 
incentive-os a resolver seus problemas sozinhos. É importante que você 
auxilie o aluno a refletir sobre o melhor modo de resolver aquela situação 
e que ele pode acioná-lo sempre que tiver dúvidas sobre como agir. 
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EU ESTAVA PASSANDO E UM AMIGO 
ME MOSTROU A LÍNGUA
UMA AMIGA ENTROU NA FILA 
NA MINHA FRENTE SEM PEDIR
NA HORA DO RECREIO, 
DUAS CRIANÇAS COMEÇARAM 
A BRIGAR DANDO CHUTES E SOCOS
UM AMIGO MEU ESTÁ SOFRENDO 
BULLYING NA ESCOLA TODOS OS DIAS
EU VI UMA CRIANÇA RASGANDO 
UM LIVRO NA BIBLIOTECA DA ESCOLA
UM MENINO PEGOU O LÁPIS 
QUE EU ESTAVA USANDO 
E NEM ME PEDIU POR FAVOR
NA HORA DO RECREIO, 
NINGUÉM QUIS BRINCAR COMIGO
EU VI UMA MENINA CORRENDO 
NO CORREDOR DA ESCOLA E ISSO É PROIBIDO
UMA MENINA ESTAVA CORRENDO, 
CAIU NO CHÃO E SE MACHUCOU
UMA CRIANÇA ME DEU UM CHUTE
O MENINO QUE SENTA AO MEU LADO 
NÃO ESTÁ FAZENDO A TAREFA
MINHA MELHOR AMIGA COMPARTILHOU 
COM OUTROS COLEGAS UM SEGREDO 
QUE EU CONTEI SOMENTE PARA ELA
UM COLEGA ME CHAMOU 
DE BURRO QUANDO EU TIREI UMA 
NOTA BAIXA NO TESTE
EU EMPRESTEI MEU CADERNO PARA 
UMA COLEGA LEVAR PARA CASA E 
COPIAR A LIÇÃO, MAS ELA NÃO TROUXE 
MEU CADERNO NO DIA SEGUINTE
Cartas: PEDIR AJUDA OU CONVERSAR? 
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10 cartas para o professor usar
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 1/6
RESPIRANDO 
AS FORMAS 
GEOMÉTRICAS
Respirando as Formas Geométricas é uma atividade 
que pode ser usada de forma individual ou com 
a turma inteira. Os alunos irão respirar de forma 
lenta e profunda enquanto acompanham os traços 
de linhas em formato de figuras geométricas, 
desenhadas no papel. A cada linha percorrida, 
o aluno deverá ora inspirar e ora expirar. A 
atividade será acompanhada por uma música de 
fundo auxiliando no relaxamento dos alunos. 
JUSTIFICATIVA: O propósito desta intervenção é fazer com que, através da respiração, os 
alunos entrem em um estado de foco, tranquilidade e relaxamento, para 
assim poderem aprender melhor, desfrutar de relacionamentos sociais 
e aproveitar a escola. O foco é uma competência importante porque nos 
ajuda a ter concentração em uma tarefa e ignorar as outras distrações. 
Além disso, esta prática pode ser utilizada de forma individual 
para auxiliar alunos a administrar sentimentos e emoções fortes. 
Através do exercício da respiração, a criança torna-se mais capaz 
de lidar com a preocupação, a raiva e a irritação, assim como em 
situações em que está mais agitada ou dispersa. Dessa forma, esta 
atividade também fortalece a tolerância ao estresse dos alunos. 
CONTEXTO: Esta atividade pode ser utilizada com um grupo de alunos ou com a turma inteira. 
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Foco › Tolerância 
ao estresse
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
178 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 2/6
O professor deve fazer esta escolha de acordo com as suas 
observações e as necessidades de seus alunos.
Esta atividade poderá ser utilizada com a turma toda em momentos agitados, como a 
volta do recreio, com o objetivo de criar uma transição e preparar os alunos para a aula. 
FORMATO: Intervenção 
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
 Língua Portuguesa; Matemática.
<<Essa atividade pode ser realizada durante qualquer disciplina>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA 
(1° AO 5° ANO)
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
Objeto de Conhecimento: Escuta de textos orais
 › Habilidade: (EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de 
trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes 
ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA (1° ANO)
UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA
Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas: reconhecimento 
do formato das faces de figuras geométricas espaciais
 › Habilidade: (EF01MA14) Identificar e nomear figuras planas (círculo, 
quadrado, retângulo e triângulo) em desenhos apresentados em diferentes 
disposições ou em contornos de faces de sólidos geométricos.
179 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 3/6
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão praticar a respiração enquanto traçam as linhas de figuras 
geométricas, como forma de acalmá-los e auxiliar na concentração para a 
aula, além de propiciar o conhecimento para os alunos destas formas.
DURAÇÃO: 5 a 15 minutos
MATERIAL 
OPCIONAL: 
 › Lápis e borracha;› Folhas de papel;
 › Caneta ou lápis de cor; 
 › Aparelho de som ou celular; 
 › Músicas para relaxamento.
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA 
(2° ANO)
UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA
Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas (círculo, 
quadrado, retângulo e triângulo): reconhecimento e características
 › Habilidade: (EF02MA15) Reconhecer, comparar e nomear figuras planas (círculo, 
quadrado, retângulo e triângulo), por meio de características comuns, em 
desenhos apresentados em diferentes disposições ou em sólidos geométricos.
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA 
(3° ANO)
UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA
Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas (triângulo, quadrado, 
retângulo, trapézio e paralelogramo): reconhecimento e análise de características
 › Habilidade: (EF03MA15) Classificar e comparar figuras planas (triângulo, 
quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo) em relação a seus 
lados (quantidade, posições relativas e comprimento) e vértices.
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA 
(5° ANO)
UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA
Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas: 
características, representações e ângulos
 › Habilidade: (EF05MA17) Reconhecer, nomear e comparar 
polígonos, considerando lados, vértices e ângulos, e desenhá-
los, utilizando material de desenho ou tecnologias digitais.
OBS: A BNCC não inclui “figuras geométricas planas” como um objeto de 
conhecimento para alunos do 4° ano do Ensino Fundamental.
180 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 4/6
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Pergunte aos alunos sobre as formas geométricas que eles conhecem. Escute 
algumas respostas e desenhe-as no quadro ou opte por pedir para os alunos se 
levantarem e desenharem aquelas que conhecem no quadro, nominando-as. 
Depois, comente sobre momentos em que você sente a turma agitada ou dispersa e 
que, possivelmente, eles iriam se beneficiar da prática da respiração concentrada: 
“Quando voltamos do recreio, às vezes vocês ainda estão muito agitados. Como 
vocês estão menos focados, fica mais difícil aprender”. Explique que respirar com 
consciência é muito importante. Ressalte que: “Quando prestamos atenção em 
nossa respiração nos sentimos bem, focamos mais e conseguimos ir nos acalmando”.
E o que tem as figuras geométricas com isso? Conte que é possível aliar 
o ritmo da respiração com o traçado das formas geométricas e que, a 
partir desse movimento, eles podem se acalmar, ao mesmo tempo em que 
memorizam essas figuras. Avise que hoje você vai colocar uma música antes 
de começar a aula para praticarem o Respirando as formas geométricas.
DEMONSTRAÇÃO:
Aponte para uma forma geométrica desenhada no quadro e avise que ela servirá 
como exemplo para o início da atividade. É importante que os alunos, além 
do formato, também saibam os nomes de cada figura. Questione os alunos 
sobre as palavras inspirar e expirar. Se necessário, defina cada termo, como: 
“Inspirar quer dizer puxar o ar para dentro e expirar é quando soltamos o ar para 
fora” e demonstre a ação. Depois, peça para os alunos inspirarem e expirarem 
e verifique se eles entenderam o conceito. Explique que, ao longo da música, 
façam o exercício de inspiração e expiração: eles devem inspirar enquanto 
acompanham com o dedo ou lápis uma reta da figura e, ao começar a outra 
reta, devem expirar. A inspiração e expiração devem ser lentas para que seja 
possível traçar, com calma, até o final da reta (lado da figura geométrica). 
Demonstre essa ação puxando o ar pelo nariz e soltando pela boca. Comece 
inspirando e, ao passar para o próximo lado da forma, solte o ar. Após completar 
todos os lados da forma escolhida, repita a ação e peça para os alunos te 
acompanharem dessa vez. Solicite que eles usem o dedo para desenhar a 
forma geométrica no ar enquanto respiram junto com você. No caso do círculo, 
explique que você demarcará dois pontos na circunferência. O primeiro é o 
de partida e o segundo indica quando os alunos devem começar a expirar. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Você(s) deve(m) inspirar ou expirar ao acompanhar os 
traços de cada lado da forma geométrica”
PRÁTICA:
Peça para cada aluno escolher uma forma geométrica para praticar a 
respiração. Se for necessário, use as formas geométricas desenhadas
181 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 5/6
no quadro como referência para eles. Avise que é importante que cada criança 
escolha uma forma geométrica que conheça bem. Comunique que você irá marcar 
três minutos e que os alunos devem fazer o exercício de usar uma forma geométrica 
para respirar. Você, professor(a), deve decidir se os alunos vão desenhar a forma no 
ar ou em um pedaço de papel. Isso vai depender da idade e do comportamento deles. 
A prática de usar um lápis e papel pode ajudar crianças que têm maior necessidade 
de segurar um objeto para focar. Anuncie quando iniciar e terminar o tempo 
determinado. Ao decorrer da música, passe mais algumas instruções como: “Percebam 
se o seu coração está batendo mais devagar ou ainda continua a bater rápido”. 
“Percebam também como está seu corpo, se ele está mais relaxado ou permanece 
mais rígido”. Quando a música acabar, peça para que eles se sentem em roda. 
ENCERRAMENTO:
Em roda, questione os alunos sobre a prática: “Como foi usar uma forma 
geométrica para respirar? Como foi ouvir a música e trabalhar a respiração 
ao mesmo tempo?”, “Como vocês estão se sentindo?”, “Como estavam 
se sentindo antes do exercício?”, “Houve alguma mudança? Qual?”.
Depois de conversar com a turma sobre a atividade, anuncie que ela será 
implementada para ajudá-los a focar e se acalmar – em diversos momentos. Diga 
que vocês poderão praticá-la juntos, como fizeram hoje, ou individualmente. 
DIFERENCIAÇÃO: Durante esta atividade, é importante considerar que algumas crianças 
irão demonstrar mais facilidade que outras para focar no exercício de 
respiração. Lembre-se que cada aluno tem o seu próprio tempo de foco e 
procure respeitá-lo, adaptando as suas expectativas de acordo com o seu 
conhecimento sobre as crianças. Se necessário, sugira que um aluno mais 
disperso escolha um lugar que facilite a sua concentração. Outra possibilidade 
seria ficar próximo a este aluno e fazer o exercício junto com ele.
Outra diferenciação possível envolve a forma como os alunos irão usar ou 
desenhar as formas geométricas. Alguns alunos irão se beneficiar de desenhar 
a forma em um papel enquanto respiram. Segurar o lápis e se ocupar do 
desenho aumentará a concentração de algumas crianças. Outra ideia seria 
dar ao aluno uma folha com várias formas geométricas já desenhadas e pedir 
para ele usar o dedo para contornar as laterais das formas enquanto respira. 
Esta atividade motora também estimulará o foco de algumas crianças.
AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos conseguiram usar a forma geométrica para praticar 
a respiração. Observe o comportamento deles antes e após a atividade 
para verificar se houve alguma mudança significativa, e se a atividade foi 
uma maneira eficiente de acalmá-los e prepará-los para aula. Além disso, 
escute o relato das crianças sobre o efeito que o exercício teve nelas. 
Por fim, aproveite a ocasião para conferir o conhecimento da turma sobre as formas 
geométricas. Isso poderá auxiliar o seu ensino nas próximas aulas de matemática.
182 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 6/6
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Esta atividade pode ser utilizada em momentos pontuais, em que um ou mais 
alunos possam se beneficiar de uma pausa para a respiração, ou em horários 
pré-determinados. Você, professor(a), pode definir um momento do dia ou da 
semana para este exercício. Sendo assim, recomendamos escolher momentos de 
transição, como a volta do recreio ou do almoço, em que as crianças costumam 
ficar mais agitadas. Dessa forma, esta atividade pode se tornar rotinada turma. 
183 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 1/8
ROLETA 
DE OPÇÕES
Esta atividade consiste na criação de 
uma roleta com opções de estratégias 
para ajudar os alunos a lidarem com 
situações que envolvem a experiência de 
emoções difíceis. Depois de construída, 
a Roleta de Opções se tornará uma 
ferramenta para os alunos utilizarem 
quando sentirem necessidade. As 
estratégias presentes na Roleta de Opções 
visam ajudar a criança a se acalmar, 
permanecer no ambiente de sala de aula 
e voltar à atividade que foi interrompida 
em consequência de uma situação que 
envolve emoções difíceis de manejar. 
JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o objetivo de fortalecer as competências relacionadas à 
resiliência emocional. A Roleta de Opções inclui estratégias para ajudar os alunos 
a lidarem com situações que envolvem a experiência de emoções difíceis, como 
raiva, medo, tristeza, frustração, ansiedade, preocupação ou estresse. Para 
manejar estas situações, a tolerância à frustração e a tolerância ao estresse 
precisam ser desenvolvidas e/ou fortalecidas. Além disso, ser capaz de lidar com 
essas emoções de forma construtiva tem impacto positivo no desenvolvimento da 
autoconfiança. A ferramenta também promove a autonomia das crianças. Por um 
lado, elas precisam identificar quando sentem emoções difíceis em consequência 
de algum acontecimento na escola; por outro, precisam assumir responsabilidade 
pela sua regulação, realizando a estratégia sugerida pela Roleta de Opções.
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Responsabilidade › Autoconfiança
 › Tolerância à 
frustração
 › Tolerância ao 
estresse
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
184 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 2/8
FORMATO: Intervenção
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa; Artes.
<<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
Objeto de Conhecimento: Escuta de textos orais
 › Habilidade: (EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de 
trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes 
ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
COMPONENTE: 
ARTES
UNIDADE TEMÁTICA: ARTES VISUAIS
Objeto de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística 
(desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 
instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, 
instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
Objeto de Conhecimento: Processos de criação
 › Habilidade: (EF15AR05) Experimentar a criação em artes 
visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando 
diferentes espaços da escola e da comunidade.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 3/8
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão listar estratégias que podem ajudá-los a 
lidar com experiências de emoções difíceis.
DURAÇÃO: 60 minutos
MATERIAIS: › Materiais necessários para fazer a Roleta de Opções, como: 
papéis coloridos, cola, tesoura, cartolina, grampo ou pino.
 › Material para desenho e escrita, como: caneta 
hidrográfica, lápis de cor, giz de cera etc.
 › Material opcional: livro ou história que fale sobre a experiência de 
emoções difíceis e de como lidar com elas. (sugestões ANEXO 1)
 › Modelo para fazer a Roleta de Opções. (ANEXO 2)
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Ao introduzir esta atividade, você, professor(a), pode optar por ler uma história 
sobre a experiência de emoções fortes. Opcionalmente você pode seguir 
direto para a etapa de “Participação”. Entretanto, o uso da história pode ser 
importante porque oferece às crianças a possibilidade de perceberem que 
elas não são as únicas que sentem emoções difíceis; outras crianças (como a 
personagem do livro, por exemplo) também experienciam estas emoções. 
PARTICIPAÇÃO:
Questione os alunos sobre situações em que sentiram emoções difíceis. Se você tiver 
contado uma história, faça conexões com as emoções sentidas pela personagem. 
Explique que sentir emoções negativas pode ser algo natural, todos podemos nos sentir 
assim, às vezes. O importante é sabermos que elas são temporárias e que podemos 
lidar com elas de forma construtiva, para que voltemos a nos sentir bem o mais rápido 
possível. Diga que às vezes quando sentimos uma emoção muito forte como raiva, 
medo ou tristeza, nós temos dificuldade em controlar o nosso comportamento (por 
exemplo, podemos ser rudes, gritar com alguém, podemos nos recusar a participar de 
uma brincadeira ou ajudar um colega). Explique que isso acontece porque emoções 
muito fortes ocupam um espaço grande na nossa mente, atrapalham o nosso 
pensamento e por isso acaba sendo difícil agir de forma tranquila, clara e racional. 
PREPARAÇÃO 
PARA AULA:
Decida como será construída a Roleta de Opções (ver modelo de referência). 
É importante que se incluam entre oito e 10 espaços para estratégias e 
uma seta que se movimente. Para ser possível construir a Roleta de Opções, 
é necessário organizar todos os materiais que serão utilizados. 
186 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 4/8
Portanto, quando experimentamos emoções difíceis nem sempre conseguimos 
fazer as melhores escolhas. Pergunte aos alunos se isso já aconteceu com eles: 
“Vocês já deixaram de fazer uma boa escolha por causa de uma emoção forte?”; 
“Uma emoção forte já fez vocês fazerem algo de que se arrependeram depois?”.
Diga que quando sentimos uma emoção forte, que nos impede de fazer 
boas escolhas, a melhor coisa é esperar ela passar. Explique que da mesma 
forma que as emoções vêm, elas também vão embora. Por isso, é importante 
não agir de modo precipitado quando sentimos emoções difíceis. O melhor 
será pensar e se acalmar antes de agir. Podemos nos perguntar: Temos um 
plano para enfrentar as nossas emoções e conseguir superá-las? Assim, 
evitamos agir de maneira impulsiva, podendo magoar o outro ou piorar ainda 
mais uma situação. Com esse plano, conseguimos administrar o nosso 
comportamento e nos acalmar para depois retomar o que estávamos fazendo. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Hoje nós vamos refletir sobre e listar estratégias para lidar com emoções difíceis”. 
ATIVIDADE – LISTA DE ESTRATÉGIAS:
Solicite que os alunos fechem os olhos e tentem lembrar de uma situação 
em que sentiram uma emoção difícil, em um momento que era complicado 
manter a calma. Peça que reflitam sobre a maneira como agiram naquele 
momento e se acham que poderiam ter agido de maneira diferente. 
Em seguida, diga para os alunos abrirem os olhos. Solicite que dois voluntários 
contem sobre como se sentiram e agiram na situação que lembraram. 
Comente, novamente, sobre como temos dificuldade para fazer boas escolhas quando 
estamos sentindo umaemoção difícil, negativa. Lembre-os que o ideal é que primeiro 
a gente se acalme para depois poder agir de uma forma construtiva. Peça para que os 
alunos pensem e listem estratégias que podem tentar usar para se acalmar e lidar com 
situações que envolvam emoções difíceis. Se possível, use o(s) exemplo(s) dado(s) 
pelos próprios alunos: “O João contou que sentiu muita raiva quando a sua irmã quebrou 
o seu carrinho de brinquedo. O que o João poderia ter feito para se sentir melhor?”
Anote, no quadro, as estratégias sugeridas pelos alunos. Se 
necessário, dê algumas ideias. Alguns exemplos são: 
 › Contar até 30;
 › Fazer 10 respirações profundas;
 › Falar sobre o que sente;
 › Desenhar o que sente;
 › Escrever sobre o que sente;
 › Beber lentamente um copo de água;
187 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 5/8
 › Fazer um intervalo;
 › Ir no banheiro para sair da situação;
 › Conversar com um colega;
 › Pedir ajuda.
É importante que você, professor(a), adapte esta lista para melhor 
atender os seus alunos. Considere a idade das crianças e os tipos de 
emoções e comportamentos que você mais precisa trabalhar com elas. 
Se os seus alunos já estiverem familiarizados com atividades disponíveis 
neste material, como: Respirando as formas geométricas, Eu preciso 
de um intervalo ou Pote da tempestade vocês podem incluir as ideias 
aqui como possíveis estratégias para lidar com emoções difíceis. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE – CRIANDO UMA ROLETA DE OPÇÕES:
Diga que vocês vão montar uma Roleta de Opções, que será uma ferramenta 
para ajudar os alunos a lembrarem das tantas opções de estratégias que 
eles podem usar quando precisarem lidar com emoções muito fortes. Se 
acreditar ser necessário, explique o que é uma roleta: A roleta é um círculo 
com uma seta no meio. Essa seta é parecida com o ponteiro de um relógio, 
pois ela dá voltas no círculo. Em um jogo de roleta, o jogador dá um peteleco na 
seta, a seta começa a rodar e o jogador espera para ver onde a seta parou”.
Comunique que essa roleta vai se chamar Roleta de Opções porque 
quando sentimos emoções fortes sempre temos a opção de escolher 
uma estratégia que nos ajude a nos acalmar. Aproveite para dar 
qualquer outra explicação necessária para a feitura da roleta.
Solicite que os alunos reflitam sobre as estratégias listadas e 
selecionem oito ou 10 delas que consideram mais eficientes para lidar 
com emoções fortes. Você pode incluir uma votação. Após a seleção, 
avise que estas oito ou 10 estratégias serão incluídas na roleta. 
CRIANDO UMA ROLETA DE OPÇÕES:
Crie a Roleta de Opções com os alunos. Procure incentivar a 
participação de diferentes alunos nesse processo.
ENCERRAMENTO:
Ao terminar a Roleta de Opções faça combinados com os alunos sobre 
como e quando utilizá-la. Avise que da próxima vez que sentirem emoções 
fortes, eles podem girar a Roleta de Opções para terem a opção de uma 
boa estratégia para se acalmarem. Diga que se eles não acharem aquela 
estratégia apropriada, eles poderão girar a roleta novamente e escolher 
uma outra opção. Explique que a Roleta de Opções ficará na sala de 
aula para que eles a usem individualmente quando desejarem.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 6/8
DIFERENCIAÇÃO: Com a Roleta de Opções pronta e exposta em sala de aula, ela 
deverá ser utilizada por um aluno de cada vez, que terá a opção de 
girá-la até encontrar uma estratégia que julgue efetiva.
Por isso, ela sempre poderá ser diferenciada para atender as necessidades de cada 
aluno. Como as estratégias foram sugeridas pelos próprios alunos, as opções da 
roleta são de antemão diferenciadas e relevantes para eles. É importante que você, 
professor(a), acompanhe o uso da Roleta de Opções e observe quais estratégias 
funcionam melhor para cada criança. Assim, você pode conversar com o seu 
aluno e comentar sobre quais estratégias parecem funcionar bem para ele.
AVALIAÇÃO: Examine se os alunos são capazes de listar estratégias para ajudá-
los a se acalmarem e lidarem com emoções difíceis, negativas. Depois 
de realizar a atividade Roleta de Opções, avalie se os alunos estão 
utilizando-a corretamente. Analise, também, a eficiência das estratégias 
ao observar o impacto delas no comportamento dos alunos. 
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
A Roleta de Opções deve estar sempre disponível para uso dos alunos. Sempre 
que possível, incentive o uso da ferramenta: “Pedro, parece que você está sentindo 
uma emoção forte, porque não usa a Roleta de Opções para escolher uma estratégia 
para se acalmar?” Observe os efeitos da atividade ao longo do tempo e faça 
adaptações de acordo com suas percepções. Se você acreditar que uma estratégia 
da roleta não é eficiente para ajudar o(s) aluno(s) a lidarem com suas emoções, 
converse com a(s) criança(s) sobre isso e encontrem uma alternativa para ela. 
Observe, ao longo do tempo, a eficiência dessa atividade para ajudar 
os seus alunos a lidarem com emoções fortes. A partir de suas 
observações, decida se a Roleta de Opções deve ou não deve ser 
mantida como uma atividade de rotina para os seus alunos. 
189 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 7/8
ANEXO 1
Sugestões de livros de história que falam sobre a experiência de emoções difíceis 
e sobre como lidar com elas.
 › Menina Amarrotada, Aline Abreu
 › Tromba Tromba, David McKee
 › A Raiva, Blandina Franco e José Carlos Lollo
 › Ernesto, Blandina Franco e José Carlos Lollo
 › Sinto Medo, Mike Gordon
 › Sinto Tristeza, Mike Gordon
 › Vavá e Popó Descobrem as Famílias das Emoções, Miriam Rodrigues
 › A Lata de Sentimentos, Monica Guttman
 › Eu Não Tenho Medo, Todd Parr
 › O Livro dos Sentimentos, Todd Parr
 › Tenho Monstros na Barriga, Tonia Casarin
 › Tenho Mais Monstros na Barriga, Tonia Casarin
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 8/8
ANEXO 2
Imagem de referência: Roleta de Opções
Contar 
até 30 Fazer 10 
respirações 
profundas
Falar sobre 
o que sente
Desenhar 
o que sente
Escrever sobre 
o que sente
Beber 
lentamente 
um copo 
de água
Fa
ze
r u
m 
int
erv
alo
Ir
 a
o 
ba
nh
ei
ro
 
pa
ra
 s
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Pe
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