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INICIANDO O DIÁLOGO para desenvolver competências socioemocionais Contém planos de aula e atividades para apoiar educadores do 2º ano do Ensino Fundamental 2 © AS E – C ri ad or es d o Se nn in ha e s ua tu rm a: R og ér io M . M ar ti ns / R id au t D ia s Jr . INICIANDO O DIÁLOGO para desenvolver competências socioemocionais Contém planos de aula e atividades para apoiar educadores do 2º ano do ensino fundamental INSTITUTO AYRTON SENNA PRESIDENTE Viviane Senna DIRETORA DE EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO Tatiana Filgueiras GERENTE EXECUTIVA Inês Kisil Miskalo GERENTES Laura di Pizzo Shirley Ferrari PRODUÇÃO DO DOCUMENTO Hudson de Carvalho Julia Braga Karen Teixeira Maria Clara Couto Regina Marino Thais Bertin Brandão Tonia Casarin EDITORA Marta Pagotto ROTEIRO E LAY-OUT DE ILUSTRAÇÕES Kaled Kanbour EDITOR DE ARTE Marcio Petta ILUSTRAÇÕES SENNINHA Thelia Produções DIAGRAMAÇÃO E ILUSTRAÇÕES Ideia Múltipla ©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr. 2019 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 5 2º ANO 9 4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS 9 AS CORES QUE SENTIMOS 17 AUTOAVALIAÇÃO 27 BATATINHA QUENTE 33 CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA 39 CHECKLIST DA TAREFA 49 CLASSIFICANDO PENSAMENTOS 57 COLEÇÃO DE TROFÉUS 65 COMO ESTOU ME SENTINDO? 71 DESENHANDO SENTIMENTOS 79 ESCANEAMENTO CORPORAL 87 GRÁFICO DE FOCO 93 MAPA DA HISTÓRIA 105 MAPA DO SOM 111 PERGUNTAS PARA A RODA DE ENTRADA 117 PLANTINHA DE FEIJÃO 125 QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA 131 UM(A) GRANDE AMIGO(A) 139 UM(A) PROFESSOR(A) MUITO MALUQUINHO(A) 145 UMA SITUAÇÃO E DOIS PONTOS DE VISTA 153 INTERVENÇÕES CAIXA DE PREOCUPAÇÕES 161 PEDIR AJUDA OU CONVERSAR 167 RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS 177 ROLETA DE OPÇÕES 183 5 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO Olá professor (a), O material que hoje chega às suas mãos reflete o trabalho de um grupo de profissionais do Instituto Ayrton Senna que, desde o ano de 2017, se dedica à construção detalhada de um projeto a ser desenvolvido pelas redes de ensino no que tange ao trabalho com as competências socioemocionais no Ensino Fundamental I: os Cadernos de Atividades sobre competências socioemocionais. Tais cadernos são constituídos de Planos de Aula para cada ano do ciclo I do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) e indicam atividades que, ao serem integradas ao planejamento cotidiano do professor, visam o desenvolvimento das competências socioemocionais indicadas dentre as 10 competências gerais da BNCC. Perceba que cada atividade apresenta um formato de possibilidades de trabalho: a atividade única é apresentada uma vez e pode ser a base de inúmeras outras atividades que você pode planejar; atividade de rotina indica alguma ideia que pode compor e ampliar o planejamento de suas aulas e oferece um conhecimento muito útil para ser usado sempre, em todas as suas aulas; atividades de intervenção tem como diferencial poder ser aplicada em quaisquer anos escolares e usado por você conforme necessidade. Entendemos que o momento do planejamento é um momento de construção do professor, considerando os conteúdos a serem desenvolvidos e o desempenho de sua turma, e esse caderno tem o objetivo de contribuir para que nesse momento você possa integrar atividades sobre competências socioemocionais ao seu planejamento das aulas buscando qualificar ainda mais seu trabalho e também a formação de seus alunos de forma mais plena. Esperamos contribuir com seu trabalho e desejamos que cada vez mais, profissionais como você possam construir uma vida escolar e futura mais feliz para nossas crianças! 2ºANO 9 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS 4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 1/8 4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS Os 4 Passos Para Resolução de Conflitos é uma metodologia utilizada para trabalhar com os alunos estratégias que os ajudem a resolver conflitos. Nesta aula, o professor irá ensinar a metodologia e os alunos precisarão colocá-la em prática. JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o objetivo de explorar estratégias que alunos possam utilizar para resolver conflitos no ambiente escolar. Professor e turma debatem maneiras diferentes para que alunos possam manejar de modo efetivo os conflitos que surgem no cotidiano da escola. A metodologia proposta ensina quatro passos para resolver conflitos sociais. O primeiro passo, “fique calmo”, enfatiza a importância da regulação das emoções e do autocontrole no processo de resolução de conflitos, favorecendo o desenvolvimento da tolerância à frustração e ao estresse. Para resolver conflitos, além de aprender a lidar com as suas emoções, as crianças precisam conseguir se colocar no lugar do outro e se expressar de forma adequada. Assim, os três passos seguintes da metodologia oportunizam os alunos a trabalharem a empatia, o respeito e a assertividade. É importante que o professor faça uma moderação do debate que permita aos alunos desenvolverem um senso de que eles são agentes no processo de pacificação de conflitos, fortalecendo, assim, o seu senso de responsabilidade. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Responsabilidade › Assertividade › Iniciativa social › Empatia › Respeito › Autoconfiança › Tolerância à frustração › Tolerância ao estresse › Imaginação criativa As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 10 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS 4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 2/8 Ao aprenderem a lidar com situações de estresse e frustração e a resolver conflitos de forma independente, os alunos terão a possibilidade de desenvolver a sua autoconfiança. O formato da atividade com debate e trabalho em dupla permite que o professor explore intencionalmente a iniciativa social. Os alunos também precisam pensar em soluções alternativas para gerar ideias sobre estratégias para resolverem conflitos, o que dá espaço para que mobilizem a competência da imaginação criativa. FORMATO: Intervenção DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa <<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Escrita Autônoma e Compartilhada › Habilidade: (EF01LP17) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem e legendas para álbuns, fotos ou ilustrações (digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto. › Habilidade: (EF01LP21) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, listas de regras e regulamentos que organizam a vida na comunidade escolar, dentre outros gêneros do campo da atuação cidadã, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA (ALFABETIZAÇÃO) Objeto de Conhecimento: Formas de composição de narrativas › Habilidade: (EF01LP26) Identificar elementos de uma narrativa lida ou escutada, incluindo personagens, enredo, tempo e espaço. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção,falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. 11 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS 4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 3/8 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão discutir e usar 4 Passos Para Resolução de Conflitos a fim de refletirem e decidirem como um conflito pode ser resolvido. DURAÇÃO: 40 a 50 minutos. MATERIAIS: › Modelo para construção do cartaz (ANEXO 1) › Folha de exercício: 4 Passos Para Resolução de Conflitos (uma por aluno); (ANEXO 2) › Folha grande de papel para fazer o cartaz; › Caneta(s) para escrever e/ou desenhar no cartaz; › Lápis e borrachas. PREPARAÇÃO PARA AULA: › O professor pode optar por criar um cartaz 4 Passos Para Resolução de Conflitos antes da aula ou durante a aula, enquanto ensina a metodologia para os alunos. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Conte uma história sobre um conflito que surge entre duas crianças na escola. Sugestão de história: “Eu tinha dois alunos, o Carlos e o Pedrinho, que sempre brincavam juntos na hora do recreio. Eles adoravam brincar de super-heróis e corriam pelo pátio salvando as crianças que precisavam de ajuda. Um dia, o Eduardo, primo do Carlos, entrou para a escola. Carlos ficou muito feliz por ser da mesma sala que seu primo, e eles combinaram de jogar bola no recreio. Na hora do recreio, Pedrinho chamou Carlos para brincar de super-heróis, mas Carlos disse que queria jogar bola com seu primo Eduardo. Pedrinho ficou muito triste, começou a chorar e disse para Carlos que nunca mais seria seu amigo! Carlos então respondeu: ‘Que bom, também não quero nunca mais brincar com você’. Carlos jogou bola com Eduardo, e Pedrinho veio chorando me chamar”. O uso da história e de questões disparadoras pode ser um meio efetivo de engajar os alunos em uma reflexão crítica sobre como Pedrinho e Carlos Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. 12 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS 4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 4/8 se sentiram com o comportamento um do outro e sobre de que outras maneiras eles poderiam ter resolvido o conflito de modo mais positivo. Por isso, aproveite este momento para discutir sobre o que seus alunos acharam da história. Possíveis perguntas para a discussão: “Por que vocês acham que o Carlos e o Pedrinho se chatearam um com o outro?”; “Como vocês acham que eles se sentiram com esta situação?”; “Vocês acham que eles reagiram da melhor maneira?”; “Eles poderiam ter reagido de outra forma?”; “O que vocês fariam no lugar do Pedrinho?”; “E no lugar do Carlos?”. PARTICIPAÇÃO: Apresente e ensine os 4 Passos Para Resolução de Conflitos e discuta sobre cada um deles. Você poderá optar por criar um cartaz durante a discussão ou trazer um cartaz já pronto para aula. 1. Fique Calmo: Discuta sobre maneiras de ficar calmo, como contar até 10 ou respirar fundo. Pergunte às crianças quais outras estratégias elas já usam ou poderiam usar para se acalmarem. Peça para os alunos testarem uma dessas estratégias e diga: “Reparem se vocês se sentem mais calmos”. Faça uma relação com a história: “Vocês acham que Pedrinho teria reagido de uma forma melhor se ele tivesse contado até 10? E o Carlos?”. Explique que quando nos sentimos nervosos ou agitados, é possível que tenhamos reações não muito construtivas frente a conflitos ou problemas. Por isso, é importante nos acalmarmos antes de reagirmos. 2. Diga como você se sente e por quê: Peça que os alunos deem exemplos de maneiras de completar a frase: “Eu estou ___________ porque __________.” (exemplos: “Eu estou triste porque não consegui terminar meu trabalho”; “Eu estou com raiva porque não me deixaram entrar na brincadeira”; “Eu estou com medo porque não gosto de brincadeiras de fantasma”.) Faça uma relação com a história, perguntando como Pedrinho poderia ter contado para Carlos como estava se sentindo. 3. Pensem juntos em possíveis soluções: Explique para os alunos que, depois de dizerem um ao outro como se sentem, é importante que pensem juntos em soluções para o problema. Diga que é muito importante ouvir o amigo e ponderar as suas ideias, assim como também propor ideias para que, juntos, eles possam pensar em como resolver o seu conflito. Faça uma relação com a história contada, e peça para os alunos pensarem em possíveis soluções para a situação de Carlos e Pedrinho. 4. Façam um combinado: Diga: “Essa é a melhor parte dos 4 passos porque, a partir dela, vocês poderão continuar brincando ou trabalhando juntos”. Explique que a partir das ideias que surgiram no passo 3, eles precisarão fazer um combinado sobre como agir daqui para a frente. Lembre seus alunos sobre o que é um combinado, fazendo conexões com experiências passadas. Por exemplo, “Vocês precisam fazer um combinado igual aos que fazemos aqui na escola. Vocês lembram que quando fazemos um combinado cada um 13 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS 4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 5/8 de nós precisa se responsabilizar por cumpri-lo para que ele funcione?” Faça uma relação com a história: “Depois do Pedrinho ter se acalmado, dito para o Carlos como ele se sentia, e, juntos, os dois terem pensado em possíveis soluções, qual seria um bom combinado para eles fazerem para evitar outras brigas?”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Mostre a folha de exercício 4 Passos Para Resolução de Conflitos e diga que ela é uma versão menor do cartaz que vocês acabaram de usar. Explique que, em duplas, os alunos vão precisar inventar uma situação de conflito e descrever, por meio da escrita e/ou de desenho, como irão agir em cada um dos quatro passos para resolvê-la. Os alunos podem descrever um conflito que tenha acontecido com eles na escola, por exemplo. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão trabalhar com um amigo, usando esses quatro passos para resolver um conflito que vocês irão inventar”. TRABALHO EM DUPLA: Peça aos alunos que se sentem com suas respectivas duplas para completarem a tarefa. Fica a seu critério se você irá determinar as duplas ou deixar os alunos escolherem com quem querem trabalhar. Se a sua turma tiver um número ímpar de alunos, faça um trio. Circule pela sala de aula, dando suporte e ajuda quando for necessário. Se por acaso houver algum conflito durante a tarefa, reveja os quatro passos com seus alunos e use essa situação como oportunidade de aprendizado. Procure se informar logo sobre o enredo escolhido pelas duplas, para evitar que os alunos escrevam sobre situações agressivas ou ofensivas aos outros. Se esse for o caso, explique o motivo pelo qual a situação escolhida não é apropriada, e então peça para que tenham outra ideia. ENCERRAMENTO: Em roda, peça para cada dupla apresentar seu trabalho. Destaque a importância de escutar com atenção e respeito a dupla que apresenta. Se tiver tempo disponível, peça à criança que está apresentando para dizer: “Estou pronto(a) para uma pergunta ou comentário”. Diga, então, para as outras crianças levantarem a mão. Faça comentários positivos sobre as ideias dos alunos para resolverem conflitos seguindo os quatro passos que acabaram de aprender. Encerre a atividade, colocando o cartaz 4 Passos Para Resolução de Conflitos em um lugar visível da sala de aula. DIFERENCIAÇÃO: Certifique-se de que a história contada a título de exemplo, no início da aula, esteja de acordo com a realidade e a cultura da turma. É importante que os alunos consigam se relacionar com o conflito contado na história, para que possam compreender como os personagens se sentiram ao vivenciá- lo. Para o trabalho em dupla,se necessário, defina previamente as duplas de acordo com suas observações de como as crianças se relacionam. 14 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS 4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 6/8 Pode ser interessante deixar que as crianças escolham livremente com quem querem trabalhar, assim como também pode ser enriquecedor dar a oportunidade para que trabalhem com crianças com quem não costumam trabalhar no dia a dia. Provavelmente, seus alunos estão em diferentes fases no desenvolvimento da escrita e da leitura. Essa diferença deve ser respeitada e todos os alunos devem ser incentivados a dar o seu melhor. Quando necessário, peça para o aluno ditar o que escreveu/desenhou e registre estas palavras na folha dele. Assim, na hora de apresentar o trabalho para a turma, você poderá ajudá-lo a “ler” o que escreveu. Uma outra ideia é juntar os alunos de forma que a maioria das duplas tenha uma criança que saiba escrever, ajudando e incentivando o colega. A partir do momento que a metodologia 4 Passos Para Resolução de Conflitos for implementada em sala de aula, é possível que alguns alunos encontrem maior facilidade ou dificuldade para utilizá-la. As formas como as crianças reagem são naturalmente heterogêneas já que cada criança tem sua maneira própria de ser. Por exemplo, uma criança mais impulsiva pode tender a reagir a um conflito de forma mais imediata. Esta criança poderá se beneficiar bastante da sua ajuda no passo 1 da metodologia, “Fique calmo”. Você poderá lembrá-la deste passo e, na medida em que perceber resultados positivos, ela poderá se sentir mais motivada a praticá-lo. Outra criança pode ter mais dificuldade em expressar sentimentos ou propor novas ideias, precisando reforçar os passos 2 e 3. As suas observações sobre cada criança são importantes para que você entenda em quais dos quatro passos elas têm mais facilidade ou dificuldade. Esta compreensão poderá lhe ajudar a determinar em que ponto cada criança precisa de mais ajuda. Lembre-se de que apesar de os passos terem níveis de dificuldade/facilidade diferente para cada criança, em situações de conflito, elas deverão se engajar nos quatro passos e não apenas nos que precisam melhorar ou nos que têm mais facilidade. É importante lembrar que a metodologia 4 Passos Para Resolução de Conflitos é um meio para ajudar alunos a desenvolverem competências importantes para a vida em sociedade e para as suas relações interpessoais. Ela não é uma ferramenta que promete acabar com todos os conflitos entre alunos. O seu papel enquanto professor(a) é de ajudar seus alunos a desenvolverem tais competências, observando possíveis dificuldades e oferecendo suporte quando necessário. AVALIAÇÃO: Ao apresentar os quatro passos e discutir sobre cada um deles, atente-se aos comentários e às ideias dos alunos, a fim de verificar se eles compreenderam a metodologia ensinada. Após a atividade, avalie o trabalho das duplas. Veja se eles foram capazes de escolher uma situação de conflito para trabalhar. Repare, também, se eles seguiram corretamente cada passo ensinado para a resolução de conflitos. Se possível, anote quais passos ficaram claros e quais precisam ser mais trabalhados nas próximas aulas. 15 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS 4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS • 2º ano • 7/8 CRIANDO UMA ROTINA: Crie o hábito de se referir ao cartaz 4 Passos Para Resolução de Conflitos, sempre que necessário. Quando surgirem conflitos em sua turma, incentive os alunos a seguirem os quatro passos para resolvê-los. Ofereça apoio sempre que for preciso. Se possível, faça conexões com a literatura, pausando as histórias quando houver conflitos entre personagens. Nestas situações, pergunte aos alunos o que os personagens deveriam fazer, caso seguissem os 4 Passos Para Resolução de Conflitos. Lembre-se que a etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade de aprendizagem de estratégias de resolução de conflitos. A oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais. 4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS 1 2 3 4 Fique calmo(a) Pensem juntos em possíveis soluções Diga como você se sente e por quê Façam um combinado Conte até 10 ou Respire fundo ANEXO 1 O professor deve construir um cartaz em cartolina, como mostrado abaixo. © AS E – C ri ad or es d o Se nn in ha e s ua tu rm a: R og ér io M . M ar ti ns / R id au t D ia s Jr . 16 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S A N EX O 2 4 PA SS O S PA R A R E SO LU Ç Ã O D E C O N FL IT O S • 2 º a no • 8/ 8 QUAL É A SITUAÇÃO CONFLITO: 3 4 1 Fique calmo(a) Pensem juntos em possíveis soluções 2 Diga como você se sente e por quê Façam um combinado 4 Passos para resolver um conflito com um amigo Escolha uma estratégia e explique o porquê, escrevendo ou desenhando Folha de exercício › 4 PASSOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS 17 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 1/10 AS CORES QUE SENTIMOS As Cores que Sentimos1 é um instrumento para ajudar crianças a reconhecerem emoções (em si e nos outros) e a expressarem suas próprias emoções. Nesta atividade, os alunos irão aprender a usar quatro cores para categorizar as emoções de personagens em imagens. Depois, eles irão criar o próprio mural As Cores que Sentimos para a sala de aula. JUSTIFICATIVA: As Cores que Sentimos é uma atividade baseada no RULER2, abordagem cientificamente comprovada que foi criada pelo Centro de Inteligência Emocional da Universidade de Yale (EUA), para integrar o aprendizado socioemocional nas escolas. Essa abordagem ajuda as crianças a reconhecerem, nomearem, entenderem, expressarem e regularem as suas emoções. Por consequência, ela estimula a assertividade e a autoconfiança. Reconhecer e expressar emoções são aspectos centrais para as relações interpessoais. Assim, nesta atividade, a empatia também tem destaque e os alunos terão a oportunidade de fortalecê-la ao precisarem identificar emoções e escutar como os seus amigos estão se sentindo. O trabalho em grupo facilitará o engajamento e a colaboração (iniciativa social) assim como o respeito pelo próximo. Como os alunos precisam dividir tarefas neste trabalho, a organização também pode ser trabalhada. Por fim, a aula também inclui um trabalho de artes, o que possibilita o desenvolvimento do interesse artístico. 1 Esta aula deve acontecer antes da aula Como Estou me Sentindo? 2 Ruler – https://www.rulerapproach.org/ MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Organização › Assertividade › Iniciativa social › Empatia › Respeito › Autoconfiança › Interesse artístico As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 18 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão classificar imagens de emoções de acordo com a metodologia ensinada pelo professor. O objetivo desta atividade é trabalhar com o tema das emoções. Especific amente, com o reconhecimento (em si e nos outros) e a expressão das emoções. AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 2/10 FORMATO: Aula Única DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa; Arte. RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextoscomunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. COMPONENTE: ARTE UNIDADES TEMÁTICAS: ARTES VISUAIS Objetos de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais. Objetos de Conhecimento: Processos de criação › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais. 19 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 3/10 DURAÇÃO: 45 a 60 minutos MATERIAIS: › 4 pratos de plástico ou papelão; › Materiais para pintura, como: tinta guache e pincéis; › 20 imagens de emoções (Anexo 1); › Orientação para elaborar o mural As cores que sentimos (Anexo 2); › Cartaz As cores que sentimos (Anexo 3). PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Pergunte para as crianças como elas estão se sentindo e escute algumas respostas. PARTICIPAÇÃO: Mostre uma imagem e pergunte o que os alunos acham que o personagem está sentindo. Escolha um aluno para responder e incentive a participação das outras crianças, dizendo: “Quem concorda, bota o polegar para cima. Quem discorda, bota o polegar para baixo”. Repita isso com três ou quatro imagens e comente sobre a importância de reconhecer a emoção do outro. Explique que, ao compreender o que o outro sente, podemos ajudá-lo. Por exemplo: “Se um amigo está triste e eu percebo, posso dar um abraço nele. Ou se ele estiver com raiva, posso lembrá-lo de respirar fundo para se acalmar”. Comente, também, como é importante demonstrar os nossos próprios sentimentos, para que os outros possam reconhecer e tentar nos ajudar. Nesta etapa, é importante engajar os alunos com perguntas provocadoras que os desafiem a pensar sobre o que cada emoção representa (O que é a tristeza? O que é a alegria?), sobre o motivo pelo qual atribuem emoções aos personagens nas imagens (Que elementos você acha que ajudam a identificar a tristeza neste personagem? Por que ele está triste e não alegre?) e o que podem fazer quando se deparam (ou experienciam) com uma determinada emoção (O que você pode fazer quando percebe que uma pessoa está triste? E quando você está triste, como você pode expressar isso aos outros?). EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Avise aos seus alunos que, nesta atividade, vocês vão usar quatro cores para falar de emoções. Mostre o cartaz As Cores que Sentimos e explique como ele funciona. Diga que as cores de cima (vermelho e amarelo) representam alta energia e as cores de baixo (azul e verde) representam baixa energia. Pergunte aos alunos se eles sabem o que é energia e como eles definiriam um momento de alta energia e um momento de baixa energia. Explique que alta energia significa que o seu corpo está sentindo uma emoção tão forte, que ele está quase explodindo. Comente que podemos nos sentir assim quando estamos animados, surpresos, com raiva ou com medo. Reforce que, quando nos sentimos assim, estamos na parte de cima do cartaz e, quando estamos mais calmos e com menos energia, estamos na parte de baixo. 20 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 4/10 Depois, informe que essas cores também indicam o quão agradável ou desagradável é a emoção que estamos sentindo. Explique que as cores do lado esquerdo (vermelho e azul) representam emoções desagradáveis e as cores do lado direito (amarelo e verde) representam emoções agradáveis e gostosos de sentir. Dê exemplos de emoções e pergunte aos alunos se eles as consideram agradáveis ou desagradáveis. Questione a cor a qual aquela emoção corresponderia. Informe aos alunos que vocês irão classificar cada emoção presente nas imagens em uma das quatro cores. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês irão classificar as emoções das imagens de acordo com estas quatro cores”. PARTICIPAÇÃO: Coloque o cartaz no chão e peça para os alunos sentarem em torno dele, criando uma roda. Revisite as imagens que você já mostrou no início da aula e questione em qual cor aquelas pessoas estariam. Peça ao aluno que responder, para colocar a imagem em cima da cor correspondente. Depois, continue o exercício com as outras imagens. Use este critério para ajudar os seus alunos: COR: CRITÉRIO: POSSÍVEIS ADJETIVOS: VERMELHO Alta Energia & Desagradável Com raiva, com medo, nervoso, preocupado, estressado. AMARELO Alta Energia & Agradável Animado, feliz, alegre, entusiasmado, surpreso. AZUL Baixa Energia & Desagradável Triste, cansado, sozinho, desanimado. VERDE Baixa Energia & Agradável Tranquilo, sereno, confortável, relaxado, descansado, pensativo. Ao ajudar os alunos a determinarem a que cor corresponde uma imagem, evite usar adjetivos sobre a emoção que a pessoa está sentindo. Em vez disso, use os critérios acima para questionar as crianças e orientá-las na direção certa, como: “Você acha que este personagem está sentindo uma emoção agradável ou desagradável?” e “Ele(a) parece estar com muita ou pouca energia?”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: CRIANDO UM MURAL Divida a turma em quatro grupos e dê uma cor (vermelho, azul, verde e amarelo) para cada grupo. Mostre os pratos e explique aos alunos que cada grupo deverá pintar o seu prato da cor combinada. 21 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 5/10 TRABALHO EM GRUPO: Entregue um prato para cada grupo, junto com a tinta da cor selecionada e pincéis. Fique disponível enquanto os alunos trabalham e, se necessário, lembre-os de que todos devem ter uma vez e contribuir. ENCERRAMENTO: Ao terminar a pintura, explique que vocês vão usar estes pratos para criar o mural As Cores que Sentimos. Avise que eles poderão expressar o que estão sentindo neste mural em outra atividade que realizarão em breve (Como estou me sentindo). Explique que isso vai ser importante para que eles possam ajudar os amigos que estão sentindo emoções desagradáveis e precisam de apoio ou de um tempinho para se acalmar e se sentir melhor. Esta atividade oferece uma oportunidade para ampliar o vocabulário dos alunos no que se refere aos sentimentos e, quando for o caso, conversar com eles sobre possíveis semelhanças entre eles, como no caso de “feliz” e “animado” ou “raiva” e “nervoso”. DIFERENCIAÇÃO: Esta aula deve ser diferenciada para alunos que tiverem dificuldades em reconhecer emoções nos outros. Esses alunos provavelmente terão mais dificuldade em identificar as emoções das imagens. Uma solução pode ser dar dicas para o aluno, utilizando, por exemplo, detalhes de expressões faciais relacionadas a certas emoções tais como: “Paulinho, quando a pessoa franze a sobrancelha assim, o que ela está sentindo?”. AVALIAÇÃO: Avalie a capacidade dos alunos de classificarem emoções de acordo com os critérios apresentados nesta aula. Observe se eles conseguiram identificar as emoções nas imagens e se foram capazes de colocá-las nas cores corretas. Se possível, entregue uma imagem para cada aluno(a) e verifique se ele(a) compreendeu o método de classificar emoções por cores. Se a turma for grande e isso não for possível, atente-se aos comentários dos alunos que não tiveram a oportunidade de organizar as imagens para se certificarde que eles também entenderam a atividade. No final da aula, examine se os alunos tiveram facilidade (ou dificuldade) em responder qual “cor” da emoção que o personagem está sentindo. Como eles não precisarão nomear a emoção ou justificar o motivo para ela, você não poderá ter certeza se eles indicaram a cor correta. Entretanto, avalie se eles responderam à pergunta de forma confiante e assertiva. É importante lembrar que esta atividade é uma introdução para a atividade de rotina Como estou me sentindo? Sendo assim, não há exigência de que todos os alunos aprendam a usar as cores para expressar as suas emoções. Eles terão muitas oportunidades para praticar, e esse processo está apenas se iniciando. 22 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S AS C O R E S QU E S E N TI M O S • 2 º a no • 6/ 10 © AS E – C ri ad or es d o Se nn in ha e s ua tu rm a: R og ér io M . M ar ti ns / R id au t D ia s Jr . com raiva com medo nervoso preocupado estressado animado feliz alegre entusiasmado surpreso triste cansado sozinho desanimado tranquilo sereno confortável relaxado descansado pensativo ANEXO 1 Que emoção estou sentindo? 23 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S AS C O R E S QU E S E N TI M O S • 2 º a no • 7/ 10 © AS E – C ri ad or es d o Se nn in ha e s ua tu rm a: R og ér io M . M ar ti ns / R id au t D ia s Jr . 24 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 8/10 25 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 9/10 ANEXO 2 Criando o mural “As cores que sentimos” Divida a turma em quatro grupos e dê uma cor (vermelho, azul, verde e amarelo) para cada grupo. Mostre os pratos e explique aos alunos que cada grupo deverá pintar o seu prato da cor combinada. Ao terminar a pintura, explique que eles vão usar estes pratos para criar o mural “As Cores que Sentimos”. A imagem abaixo é um exemplo de como poderá ficar o mural. Neste caso, foram usados prendedores. ©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr. 26 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AS CORES QUE SENTIMOS • 2º ano • 10/10 ANEXO 3 Construindo o cartaz “As cores que sentimos” O professor deve reproduzir o cartaz em cartolinas coloridas. Recortar os quadrados coloridos com o meio círculo e colar em uma cartolina branca. Os critérios são esses abaixo: COR: CRITÉRIO: POSSÍVEIS ADJETIVOS: VERMELHO Alta Energia & Desagradável Com raiva, com medo, nervoso, preocupado, estressado. AMARELO Alta Energia & Agradável Animado, feliz, alegre, entusiasmado, surpreso. AZUL Baixa Energia & Desagradável Triste, cansado, sozinho, desanimado. VERDE Baixa Energia & Agradável Tranquilo, sereno, confortável, relaxado, descansado, pensativo. AS CORES QUE SENTIMOS ALTA ENERGIA & AGRADÁVEL ALTA ENERGIA & DESAGRADÁVEL BAIXA ENERGIA & DESAGRADÁVEL BAIXA ENERGIA & AGRADÁVEL 27 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AUTOAVALIAÇÃO • 2º ano • 1/6 AUTOAVALIAÇÃO Nesta aula, os alunos têm a oportunidade de avaliar o próprio desempenho na escola. O(a) professor(a) irá ler diferentes afirmações e a criança precisará refletir e marcar em uma escala o quanto está de acordo com as afirmações que o(a) professor(a) acabou de ler. O(a) professor(a) também avaliará os alunos nas diferentes afirmações. Ao final, o professor realizará uma conversa individual com os alunos em que será possível ver o quão próximas foram as avaliações e pensar em estratégias para que o aluno progrida nas diferentes áreas avaliadas. JUSTIFICATIVA: Ao ser incluído no processo de avaliação, o aluno terá a oportunidade de refletir sobre o seu desempenho e comportamento na escola. Isso pode facilitar o desenvolvimento do senso de responsabilidade pelo próprio aprendizado e pelas próprias atitudes. Ao passar pelo processo de autoavaliação os alunos podem perceber que houve conquistas e, assim, terem a autoconfiança fortalecida. Por outro lado, também pode acontecer de as crianças perceberem que não atingiram as metas esperadas, o que pode levar a uma sensação de frustração. Neste caso, há espaço para trabalhar a tolerância à frustração, ajudando os alunos a refletirem sobre suas possíveis dificuldades e limitações e sobre como ultrapassá-las. Esta atividade ajuda as crianças a desenvolverem uma melhor percepção sobre si e sobre como podem evoluir, trabalhando a determinação, a persistência, a organização e o foco. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Determinação › Foco › Organização › Persistência › Responsabilidade › Autoconfiança › Tolerância à frustração As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 28 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AUTOAVALIAÇÃO • 2º ano • 2/6 FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa <<Esta atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão basear-se no próprio desempenho na escola para marcar se concordam, concordam um pouco ou não concordam com afirmativas lidas pelo(a) professor(a). DURAÇÃO: 10 a 20 minutos MATERIAIS: › Folha de exercício autoavaliação; (ANEXO 1) › Lápis e borracha. PREPARAÇÃO PARA AULA: Antes da aula, leia as afirmativas na folha de exercício e use-as para avaliar cada aluno de acordo com o seu conhecimento sobre ele. Guarde esta informação com você. Ela será utilizada mais tarde, em conversa com o aluno, para analisar a capacidade de autoavaliação de cada criança. 29 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AUTOAVALIAÇÃO • 2º ano • 3/6 PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Diga aos alunos que você tem observado que eles estão crescendo e evoluindo muito na escola. Dê bastantes exemplos, como: “Agora, todos os dias que vocês chegam na escola, vocês demoram muito menos para ficarem prontos para a aula”. Se possível, faça comentários sobre diferentes esferas da vida escolar, incluindo comportamentos, relações de amizade, aprendizado e a capacidade dos alunos de seguirem as suas direções. É importante que esses comentários sejam reais. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Explique aos alunos que você gostaria de que eles refletissem sobre o próprio aprendizado e comportamento. Diga que, da mesma forma que você precisa avaliá-los para saber o que ensinar, é importante que eles também aprendam a ser os seus próprios professores. Avise que hoje você vai dividir um pouco do seu trabalho com eles. Mostre a folha de exercício autoavaliação e demonstre como ela funciona. Leia todos as afirmativas e comunique que os alunos deverão marcá-la de acordo com as instruções“Vocês vão marcar se concordam, concordam só um pouco ou não concordam com cada frase que eu ler” : › Carinha feliz: Concordo completamente! › Carinha neutra: Concordo um pouco. › Carinha triste: Não concordo. Peça para os alunos refletirem antes de escolherem a resposta que se aproxima mais do modo como eles se percebem (ou se avaliam). Avise que você irá ler cada afirmativa e esperar que todos selecionem a resposta mais adequada para cada um. TRABALHO INDIVIDUAL: Solicite para cada aluno se sentar individualmente com sua folha de exercício e um lápis para marcar a resposta. Leia cada afirmativa lentamente e espere todos os alunos escolherem uma categoria correspondente para marcar. Para garantir que todos estejam prontos para escutar a próxima afirmativa, peça a quem já tiver marcado a sua folha que levante a mão. Antes de continuar, espere a turma toda estar de mão levantada. ENCERRAMENTO: Colete a folha de exercício dos alunos para verificar depois. Reserve um tempo no final desta aula e nas próximas para fazer uma conversa individual para comparar a sua avaliação com a autoavaliação deles. Nesta conversa, cada um poderá dizer o que pensou ao fazer a avaliação. Esta etapa é importante, pois o aluno poderá ver se a autoavaliação que fez está condizente com a sua percepção, o que permite um espaço para a autorreflexão e diálogo, bem como para pensar em quais áreas ele ainda precisa melhorar. 30 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AUTOAVALIAÇÃO • 2º ano • 4/6 Você deve, junto com o aluno, pensar o que pode estar dificultando o progresso do estudante em determinada área, por exemplo: faça perguntas ou comentários do que observa no dia a dia para que o aluno perceba o que faz com que ele não consiga prestar atenção. “Vejo que você conversa bastante com a Maria durante as aulas e isso faz com que seja difícil concentrar- se na aula, pois a sua atenção está voltada para ela. Sei o quanto é difícil não conversar para prestar atenção na aula. Será que se mudássemos você de lugar te ajudaria a prestar atenção na aula? Quem da sala você acha que conversaria menos durante as aulas para que você possa sentar ao lado? Será que sentando na frente não ajudaria?” ou “Quando você tem alguma dúvida, qual seria a forma de perguntar que você se sentiria mais à vontade?”. Este momento do feedback é essencial para o objetivo da atividade, pois os alunos precisam se conscientizar sobre o modo como se avaliaram, que evidências têm para fundamentar sua avaliação e em caso de precisarem melhorar, o que podem fazer. DIFERENCIAÇÃO: Nesta aula, você, professor(a), tem a opção de usar a folha de exercício com afirmações já prontas ou criar as próprias afirmações na folha em branco. Sendo assim, você poderá diferenciar a atividade para melhor atender aos seus alunos. É importante lembrar que cada criança está em seu próprio processo de desenvolvimento e, portanto, podem apresentar habilidades bastante distintas para se avaliar. Com isso, cabe a você, professor(a), adaptar as suas expectativas, respeitando a capacidade de cada um. Você não precisará concordar com as respostas de seus alunos. Inclusive, algumas crianças podem ter dificuldade em se perceberem neste processo de autoavaliação. Isso pode levá-las a se superestimarem ou a se subestimarem. Você será o facilitador neste processo de compreensão de si, o que é esperado. Este exercício é apenas uma oportunidade para eles começarem a desenvolver tal consciência. AVALIAÇÃO: Examine a capacidade de autoavaliação de seus alunos. Eles não precisam compartilhar da mesma opinião que você, mas é importante que tenham uma percepção semelhante à sua. Repare, também, se algumas crianças têm a tendência de se enxergar de forma exageradamente positiva ou negativa. Também observe a forma com que o aluno reage, quando a sua avaliação não é tão positiva como ele pensava e veja se existe uma abertura para dialogar com relação às estratégias que ele pode adotar para progredir em determinada área. Guarde as folhas de exercício, pois esta atividade será repetida ao longo do ano. Você poderá comparar a evolução das autoavaliações e mostrar para o aluno o quanto ele veio progredindo desde o início da atividade. Com isso, vocês poderão notar se, com a prática da autoavaliação, o aluno começa a perceber e mudar alguns comportamentos que facilitam a aprendizagem. 31 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AUTOAVALIAÇÃO • 2º ano • 5/6 CRIANDO UMA ROTINA: No início, o exercício de autoavaliação pode ser difícil para as crianças, mas a ideia é que ele se torne mais fácil com a prática. A partir do momento que ele for introduzido, você poderá continuar usando-o durante o ano letivo. Cada vez que for repetida, os alunos terão mais prática e a atividade será mais simples. Geralmente, professores se surpreendem com a capacidade dos alunos de se autoavaliarem. Se as afirmativas presentes na folha de exercício forem focadas em comportamento, como os sugeridos no ANEXO, esta mesma folha poderá ser utilizada diversas vezes. Assim, você poderá avaliar como os alunos percebem seu desenvolvimento na esfera socioemocional ao longo do tempo. Mas, se as afirmativas forem focadas em conteúdo acadêmico – por exemplo: “Já sei contar até 20” – , é importante sempre atualizá-la, para que continue relevante. 32 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S A U TO AV A LI A Ç Ã O • 2º a no • 6/ 6 A N EX O 1AUTOAVALIAÇÃO NOME: Data: / / Concordo Concordo só um pouco Não concordo © AS E – C ri ad or es d o Se nn in ha e s ua tu rm a: R og ér io M . M ar ti ns / R id au t D ia s Jr . 33 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS BATATINHA QUENTE • 2º ano • 1/6 BATATINHA QUENTE Esta atividade consiste em uma brincadeira de batatinha quente, em que os alunos que forem “queimados pela batata” têm 10 segundos para responderem um problema matemático. Ainda inclui uma roda de conversa para entender como os alunos se sentiram durante a brincadeira e explora maneiras de lidar com pressão e estresse. JUSTIFICATIVA: A atividade tem como objetivo ajudar os alunos a experimentarem uma situação controlada de estresse e a refletirem sobre ela. Ao promover um debate sobre a preocupação, o estresse e o medo do fracasso, os alunos terão a oportunidade de entender que tais situações fazem parte da vida e que, consequentemente, precisamos desenvolver estratégias para lidar com elas. Esta atividade tem o potencial de desenvolver a tolerância ao estresse e à frustração bem como o foco dos alunos (que precisam passar a batata quente para o lado correto e realizar uma operação matemática de modo rápido). Ser capaz de encarar desafios, dificuldades e situações de estresse de modo positivo fortalece o senso de autoconfiança. FORMATO: Aula Única MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Foco › Autoconfiança › Tolerância à frustração › Tolerância ao estresse As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 34 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS BATATINHA QUENTE • 2º ano •2/6 DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Matemática; Língua Portuguesa. RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: MATEMÁTICA UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS Objeto de Conhecimento: Contagem de rotina. Contagem ascendente e descendente. Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, indicação de ordem ou indicação de código para a organização de informações. › Habilidade: (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas e reconhecer situações em que os números não indicam contagem nem ordem, mas sim códigode identificação. UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS Objeto de Conhecimento: Problemas envolvendo diferentes significados da adição e da subtração (juntar, acrescentar, separar, retirar) › Habilidade: (EF01MA08) Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração, envolvendo números de até dois algarismos, com os significados de juntar, acrescentar, separar e retirar, com o suporte de imagens e/ou material manipulável, utilizando estratégias e formas de registro pessoais. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. 35 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS BATATINHA QUENTE • 2º ano • 3/6 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão descrever sobre como se sentem sob estresse e debater estratégias para lidar com ele. DURAÇÃO: 30 minutos. MATERIAIS: › Objeto para representar a batata quente, como uma bola de plástico ou uma batata de verdade; › Venda para os olhos, como um pano ou tapa olho; › Papel e caneta. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Pergunte: “Espero que não tenha acontecido com nenhum de vocês, porque dói muito, mas alguém já encostou em algum objeto quente? Uma comida quente? Um fogão quente?”. Espere alguns alunos responderem e conte que vocês vão brincar de batatinha quente. Nesta brincadeira, eles terão de imaginar uma batata que está pelando de tão quente e que, por isso, terão de passá-la o mais rápido para o aluno que estiver ao seu lado. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Diga aos alunos que eles terão de sentar em círculo, e um deles ficará sentado no meio da roda, de olhos vendados. “Eu vou dar a batata quente para um de vocês e vocês deverão passar rapidamente para o amigo que está do lado direito, já que a batata está muito quente e ninguém vai querer se queimar!”. Peça para os alunos apontarem para o lado direito, certificando-se de que eles sabem identificar direita e esquerda. Caso seja preciso, mostre a direção para onde eles deverão passar a batata. Depois, explique que, a qualquer momento, o aluno que está vendado no centro da roda, poderá dizer: ‘Queimou!’. O aluno que estiver com a batata na mão, será, então, queimado. Diga que você vai pedir ao aluno que ficou com a batata na mão para resolver uma conta matemática e que ele terá 10 segundos para dar uma resposta. Explique que, se o aluno acertar, ele terá vencido e irá para o centro da roda. Mas, que, caso o aluno erre, ele continuará em seu lugar, e a mesma criança seguirá no centro da roda. Após explicar as regras do jogo, diga que vocês estão, propositadamente, criando uma situação de estresse. Pergunte aos alunos se eles conhecem essa palavra e depois a defina: “Estresse é uma reação do nosso corpo diante de situações difíceis ou de pressão. O estresse faz com que fiquemos muito tensos e preocupados”. Diga: “Este jogo pode causar estresse, porque vocês terão de se preocupar, ao 36 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS BATATINHA QUENTE • 2º ano • 4/6 mesmo tempo, em passar a batata para o lado certo, em não se queimar e, caso isso aconteça, em responder o problema matemático corretamente. Tudo isso em um tempo curto!”. Explique que, para isso funcionar, vocês precisarão realmente fingir que a batata está muito quente e pode queimar as mãos. Entretanto, não é permitido jogar a batata para o colega ao lado, mas sim colocá-la em sua mão. Participação – Jogo Batatinha Quente: Escolha um aluno para ser vendado e ficar no meio da roda. Durante a brincadeira, fale algumas frases para aumentar a pressão nos alunos, como: “Vamos passar rápido essa batata!”; “Rápido, rápido, rápido!”; “Cuidado para não se queimar!”. Quando um aluno for queimado, faça uma pergunta relacionada com o que vocês estão aprendendo em matemática, como “Quanto é 3 + 2?”, e peça para os outros alunos te ajudarem a contar de trás para frente, começando no 10 e terminando no 0. Se o aluno responder o problema corretamente dentro desse tempo, peça para ele se sentar no meio da roda, e recomece a brincadeira. Se o aluno errar ou não responder, repita a rodada com a mesma criança no meio da roda. Repita o jogo até que, no mínimo, oito crianças tenham tido a chance de responder o problema matemático. Se a sua turma for pequena, tente jogar até que todos tenham a oportunidade de experimentar estar sob pressão. Se a turma for grande e isso não for possível, a experiência de oito crianças servirá de referência para todos. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Agora, nós iremos conversar sobre como vocês se sentiram sob estresse e o que fizeram para lidar com ele e se sentirem melhor. Vocês lembram o que esta palavra significa?”. PARTICIPAÇÃO Ao terminar a brincadeira, recolha a bola ou objeto escolhido para representar a batata e continue em roda com os alunos. Pergunte como eles se sentiram durante a brincadeira. Possíveis perguntas: “Como vocês se sentiram quando a batata quente estava nas suas mãos?”; “Vocês tiveram muita pressa em passar a batata para o amigo? Por quê?”; “Como vocês se sentem, quando precisam ter muita pressa?”; “Vocês ficaram com medo de serem queimados? Por quê?”, “Vocês usaram alguma estratégia para conseguir lidar com a pressão da brincadeira? Qual?”. Depois, foque nas crianças que precisaram responder a pergunta matemática e pergunte como foi a experiência: Possíveis perguntas: “Como foi essa experiência?”; “Vocês ficaram com medo de não conseguir resolver a questão matemática no tempo determinado?”, “Vocês acham que ter pouco tempo para responder uma pergunta, atrapalha a pensar?”; “Como foi ter que responder uma pergunta na frente da turma toda?”; “Vocês ficaram nervosos e estressados?”; “Esse nervoso e estresse atrapalha a pensar?”; “Ter pouco tempo, aumenta o nervoso e o estresse?”; “Por quê?”. Procure também dar, para os alunos que não foram queimados, a oportunidade de descrever como foi a sua experiência: “Ver o amigo sob pressão, deixou vocês nervosos? Por quê?”; “Vocês gostariam de poder ajudá-lo?”; 37 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS BATATINHA QUENTE • 2º ano • 5/6 “Foi difícil contar 10 segundos para o amigo responder a pergunta?”; “Vocês sentiram que estavam dificultando que o amigo respondesse o problema matemático ao marcarem o tempo?”; “Vocês conseguiram se colocar no lugar do amigo queimado?”; “Ficaram estressados e nervosos só de olhar?”. Crie uma oportunidade para os alunos relacionarem esta atividade com a vida real. Diga: “Vocês se sentem estressados e sob pressão na escola? Quando?”. Aqui, quanto mais respostas você puder ouvir dos alunos, melhor. Comente que a vida é cheia de situações que nos colocam sob pressão e nos deixam nervosos e estressados. Diga que esses sentimentos são normais, e que todo mundo os sente, inclusive os adultos. Fale: “O importante é reconhecer quando estamos nos sentindo sob pressão e tentarmos nos acalmar para podermos lidar melhor com a situação”. Pergunte aos alunos o que eles fazem, ou podem fazer, para se acalmarem e se sentirem melhor em uma situação de estresse. Novamente, procure dar a chance para vários alunos falarem e compartilharem as suas ideias. Aqui,você poderá optar por anotar as estratégias ou apenas conversar sobre elas. Se necessário, ajude os alunos a listarem estratégias, dando exemplos, como: “Quando me sinto nervoso(a), eu sempre tento respirar fundo para me acalmar. Também tento dar o meu melhor e me lembrar de que não preciso ter medo de errar!”. ENCERRAMENTO: Encerre a aula dizendo que você escolheu esta brincadeira como uma oportunidade para os alunos lidarem com o estresse e a preocupação. Diga que a vida também dá muitas oportunidades para que as pessoas aprendam a conviver com esses sentimentos difíceis. Fale que, de agora em diante, todas as vezes que os alunos se sentirem nervosos ou estressados, eles poderão se lembrar da brincadeira da batatinha quente e das estratégias discutidas na aula (mencioná-las novamente). Diga para que os alunos se lembrem, também, de que, assim como a brincadeira, essas situações de estresse da vida são oportunidades para aprendermos a lidar com elas, nos tornando mais capazes de lidar com os nossos sentimentos no futuro. DIFERENCIAÇÃO: Para esta atividade, é importante lembrar que cada criança tem um nível diferente de tolerância ao estresse e à frustração. Antes da aula, reflita sobre quais alunos têm mais dificuldade em lidar com estas questões, que se chateiam, choram ou se irritam com mais facilidade. Esses alunos, possivelmente, podem encontrar mais dificuldades nesta atividade. O jogo deve causar um pouco de estresse e nervosismo nos alunos, mas é importante evitar que esse estresse seja muito grande, a ponto de não ser tolerado. Portanto, analise sua turma e, se necessário, faça pequenas adaptações. Por exemplo, você poderá desacelerar o ritmo do jogo, e até estipular 20 ou 30 segundos para cada aluno fazer a conta matemática, sem fazer a contagem regressiva, mas apenas avisando a criança quanto tempo ela ainda tem. Caso algum aluno se sinta mal por ter sido queimado e ter errado a conta de matemática, procure dar atenção especial a ele, acolha as suas emoções e lembre da sua explicação inicial, de que vocês estão 38 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS BATATINHA QUENTE • 2º ano • 6/6 apenas jogando um jogo e que o erro também faz parte. Ao fazer uma pergunta matemática para um aluno, use o seu conhecimento sobre o desempenho matemático e a habilidade em tolerar estresse desse aluno como pontos de partida. A partir disso, crie perguntas apropriadas para cada um. AVALIAÇÃO: Durante a brincadeira, repare quais alunos demonstraram sintomas de estresse e aflição, e quais tiveram mais prazer durante o jogo. Observe comportamentos sutis, como sorrisos, gritos de animação e expressões de tensão. Na discussão, avalie os relatos dos alunos sobre o que sentiram durante a brincadeira, percebendo a facilidade ou dificuldade que cada um encontra ao se expressar. Observe, também, se as crianças conseguem fazer um paralelo entre a brincadeira e a vida real. Preste atenção nas estratégias e soluções que cada aluno listou. Se possível, faça anotações, e use o que anotou para decidir os próximos passos a serem ensinados e praticados com sua turma. 39 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 1/10 JUSTIFICATIVA: Esta aula ajuda os alunos a enxergarem o seu processo de aprendizado de forma mais clara. A ideia de que o percurso de aprendizagem é individual e composto por diferentes estágios permite que o aluno compreenda que tem potencial para se desenvolver e aprimorar seus conhecimentos. O trabalho com esta concepção coloca o aluno no centro do processo de aprendizagem do qual ele é o protagonista. O professor tem papel muito importante de provocar o aluno a entender em que estágio está e o que pode fazer para ir além sem desistir, apesar das dificuldades. O Vale da Aprendizagem ensina que a dificuldade e o esforço fazem parte de todo e qualquer aprendizado. Essa compreensão é importante para ajudar os alunos a tolerarem e superarem possíveis frustrações (tolerância à frustração) ao longo do caminho. 1 Esta atividade é uma continuação da atividade de rotina O Vale da Aprendizagem do 1º ano. Porém, ela pode ser realizada mesmo que os alunos não tenham tido a aula no ano anterior. 2 O Vale da Aprendizagem é uma tradução adaptada do The Learning Pit desenvolvido por James Nottingham. CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA Esta atividade dá sequência à atividade do 1º ano chamada O Vale da Aprendizagem, cujo objetivo é mostrar aos alunos que os percursos de aprendizagem são caracterizados por diferentes fases. Esta aula utiliza o Vale da Aprendizagem2 para apresentar quatro estágios de experiência e aquisição de conhecimento. Os alunos vão usar esses estágios para medir o seu desempenho em uma determinada atividade acadêmica pré-determinada pelo professor. A partir disso, eles precisarão definir estratégia(s) para chegar ao próximo estágio de aprendizado. 1 MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Persistência › Responsabilidade › Assertividade › Iniciativa social › Respeito › Autoconfiança › Tolerância à frustração › Imaginação criativa As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 40 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 2/10 Ao encarar os erros e obstáculos como processos naturais, o aluno será estimulado a continuar a trabalhar em um problema desafiador, tarefa ou projeto, sem desistir quando as coisas ficam difíceis ou desconfortáveis, mantendo-se confiante em sua capacidade (persistência e autoconfiança). A atividade inclui refletir sobre uma atividade acadêmica proposta pelo professor. Para isso, o aluno precisará prestar atenção em si para avaliar o seu desempenho e identificar o seu estágio de aprendizado. Isso favorece que o aluno se veja como responsável pelo próprio aprendizado e se sinta incentivado a cumprir as suas obrigações e compromissos para melhorar o seu desempenho. Este processo de avanço no aprendizado demanda que o aluno estabeleça uma estratégia para que possa evoluir em uma determinada área ou habilidade. Na medida em que os alunos precisam refletir sobre seu processo de aprendizagem e criar estratégias para melhorar, a competência de Imaginação Criativa tem espaço para desenvolvimento O Vale da Aprendizagem também ajuda a criança a perceber que aprendizados acadêmicos, como a leitura ou a Matemática, seguem um processo similar a outros aprendizados da vida cotidiana, como andar de bicicleta. Isso é importante para incentivar alunos que apresentam algum tipo de resistência ao aprendizado formal. Ao final, os alunos são convidados a apresentarem seu trabalho para a turma. As competências de Iniciativa Social e Assertividade podem ser intencionalmente trabalhadas pelo professor. Respeito pelos colegas que aceitam o desafio de partilhar seu percurso de aprendizado e ideias para melhorar também deve ser fomentado. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa; Matemática. <<Esta atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada › Habilidade: (EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, em meio impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. Objeto de Conhecimento: Construção do sistema alfabético/ Convenções da escrita › Habilidade: (EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia correta de palavras conhecidas ou com estruturas silábicas já dominadas, letras maiúsculas em início de frases e em substantivos próprios, segmentaçãoentre as palavras, ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação. 41 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 3/10 PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. CONTEXTO: Esta atividade será integrada a uma aula escolhida pelo professor. Para que os alunos consigam refletir sobre o aprendizado, é necessário que o professor selecione um tópico de estudo que já tenha sido apresentado para turma. Isso facilitará a reflexão das crianças. Esta atividade não inclui o Plano de Aula nem os materiais necessários para a tarefa escolhida pelo professor, pois esta pode variar. É importante que o professor proponha uma atividade de curta duração, que ofereça a oportunidade para os alunos experimentarem algum nível de dificuldade ou esforço, mas que sobre tempo no final da aula para a atividade proposta aqui. Seria ideal que esta tarefa durasse em torno de 10 minutos. Com o propósito de dar um exemplo, escolhemos uma aula de Matemática para o 2º ano do Ensino Fundamental, e a seguinte diretriz da BNCC: Objeto de Conhecimento: Construção de sequências repetitivas e de sequências recursivas › Habilidade: (EF02MA09) Construir sequências de números naturais em ordem crescente ou decrescente a partir de um número qualquer, utilizando uma regularidade estabelecida. 42 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 4/10 PLANO DE AULA OBJETIVOS: 1. Alunos irão usar o cartaz Onde Estou no Caminho do Aprendizado? para avaliar o seu desempenho; 2. Alunos irão determinar uma estratégia para evoluir em seu aprendizado. DURAÇÃO: O tempo de duração desta aula vai depender da tarefa escolhida pelo professor e se os alunos já conhecem ou não o Vale da Aprendizagem. › 25 a 60 minutos MATERIAIS: › Cartaz: Vale da Aprendizagem; (ANEXO 1) › Cartaz: Onde Estou no Caminho do Aprendizado?;(ANEXO 2) › Lápis e borracha; › Folhas de exercício: Onde Estou no Caminho do Aprendizado? (Uma por aluno). (ANEXO 3) PROCEDIMENTO: CONEXÃO: › Opção 1: Se os alunos já conhecerem o Vale da Aprendizagem revise o cartaz com eles, relembrando as suas diferentes etapas. › Opção 2: Caso os alunos ainda não conheçam, use o Vale da Aprendizagem para contar uma história sobre algo que você aprendeu. Siga o Vale com o dedo indicador, para as crianças entenderem que você precisou passar por todas as etapas. Sugestão: 1. Aponte para o início, e diga: “Um dia, eu decidi que iria aprender a andar de bicicleta. A minha amiga tinha uma bicicleta e pedi para ela me ensinar. 2. Depois peguei a bicicleta, e pensei: Nossa, eu nunca vou conseguir fazer isso! 3. A minha amiga me explicou que eu precisava sentar no assento e pedalar. Então pensei: Isso é difícil demais! 4. Finalmente, consegui subir na bicicleta, mas fiquei com medo de fazer alguma coisa errada e cair no chão! 5. Então eu disse para minha amiga que iria desistir. Falei: Muito obrigada por me emprestar a bicicleta, mas isso não é para mim. Afinal, eu adoro andar de ônibus ou a pé, não preciso aprender a andar de bicicleta. 6. Mas, minha amiga falou que aprender a andar de bicicleta é realmente muito difícil. Ela disse que, quando estava aprendendo, também pensou em desistir. Ela pediu para tentarmos de novo no dia seguinte, pois tinha certeza de que eu ia aprender. 43 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 5/10 7. No dia seguinte, encontrei minha amiga e tentamos de novo. Ainda era muito difícil, mas foi ficando mais fácil. Então combinamos de praticar todos os dias. 8. Eu errava muito ainda, mas sentia que estava melhorando. Até que um dia, pensei: Acho que isso não é tão difícil assim! 9. A cada dia que passava, eu conseguia andar um pouco mais, até que um dia pensei: Nossa! Ainda bem que não desisti! 10. Hoje em dia, eu adoro andar de bicicleta e já cheguei no outro lado do Vale!”. DEMONSTRAÇÃO: Após (re)apresentar o Vale da Aprendizagem, mostre o cartaz Onde estou no Caminho do Aprendizado? e leia os seus quatro estágios: 1. Eu tenho MUITAS perguntas e fico sempre na dúvida 2. Eu sinto que ainda tenho muito a aprender. Eu ainda tenho algumas perguntas e as vezes fico na dúvida. 3. Sinto que entendi bem. Acerto quase todas as perguntas na primeira tentativa. 4. Eu entendi isso muito bem e sinto que poderia ensinar para outra pessoa. Explique que quando aprendemos uma coisa nova, precisamos passar por estes quatro estágios de aprendizado até realmente nos tornarmos um especialista naquele assunto. Se necessário, conte que um especialista é alguém que sabe tanto sobre um tema que já pode ensinar aos outros. TAREFA ESCOLHIDA PELO PROFESSOR: Diga para os alunos o que eles vão precisar fazer durante a tarefa previamente escolhida por você. Avise-os que, enquanto trabalham, eles deverão pensar em que estágio de aprendizado eles estão naquele conteúdo acadêmico. Por exemplo, “Ao construir sequências crescentes e decrescentes, pense o quanto esta tarefa é difícil ou fácil para você. Procure identificar em qual estágio de aprendizado você está”. Acrescente qualquer outra explicação, exemplo ou demonstração que achar necessário para que os alunos realizem o trabalho. Dê um tempo determinado para alunos realizarem a tarefa. Avise que não é necessário terminá-la. Ao acabar o tempo, peça para alunos guardarem os trabalhos e sentarem em roda. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Mostre novamente o cartaz Onde Estou no Caminho do Aprendizado? e peça para os alunos refletirem sobre como foi a tarefa que acabaram de completar. Mostre uma folha de exercício Onde Estou no Caminho do Aprendizado? e explique como completá-la. Diga aos alunos que eles devem marcar o estágio de aprendizado em que acreditam estar. É importante que os alunos descrevam alguma evidência do por quê atribuem estar em determinado estágio. 44 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 6/10 Peça também para eles escreverem e/ou desenharem o que podem fazer para chegar no próximo passo do caminho do aprendizado. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Você vai marcar onde está em seu caminho de aprendizado e escrever e/ou desenhar o por que acha que está neste estágio e o que pode fazer para chegar no próximo” TRABALHO INDIVIDUAL: Entregue as folhas de exercício para os alunos e peça para eles completarem-na individualmente. Circule pela sala oferecendo ajuda ou suporte quando necessário. ENCERRAMENTO: Reúna os alunos novamente e pergunte quem gostaria de compartilhar o trabalho com a turma. Procure escolher voluntários que acreditam estar em diferentes estágios de aprendizado. Comente sobre como cada pessoa tem o seu próprio processo e ritmo de aprender. Enfatize também a importância dos alunos reconhecerem onde estão em seu aprendizado e estabelecerem estratégias para continuar evoluindo, como: “Muitas vezes é melhor estar em um nível abaixo e ter uma boa estratégia para continuar evoluindo do que estar em um nível acima e não se esforçar para aprender mais”. Por fim, agradeça cada voluntário e elogie a sua coragem emcompartilhar o seu processo de aprendizado com a turma. DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade é individual e oferece oportunidades de diferenciação. Cada aluno terá a liberdade de refletir sobre o seu processo de aprendizado e criar suas próprias estratégias para avançar. É importante que você, professor(a), já tenha previamente ensinado o conceito da tarefa escolhida (como construir sequências crescentes e decrescentes) e avaliado o desempenho de seus alunos. A tarefa selecionada deve ter um nível de dificuldade apropriado para incentivar a reflexão das crianças. Os alunos devem conseguir, mesmo que com ajuda, ter sucesso em alguma parte do trabalho. Isso vai permiti-los pensar em possíveis estratégias para continuar evoluindo. A tarefa também não deve ser demasiadamente fácil. Esta aula terá mais impacto nos alunos que ainda não chegaram no 4° estágio e precisam refletir sobre como chegar lá. Então, se você acreditar que um aluno não irá encontrar dificuldade alguma na tarefa, proponha uma atividade mais avançada para ele. O mais importante é que todas as crianças tenham a oportunidade de refletir sobre o seu aprendizado e sobre como continuar evoluindo. Portanto, se necessário, proponha duas ou três diferentes tipos de atividades para atender diferentes perfis de alunos. Durante a atividade escolhida, procure engajar, principalmente, alunos que se irritam e costumam desistir das coisas com mais facilidade. Lembre-os de que as dificuldades fazem parte do processo de aprendizado e, se necessário, revisite o Vale da Aprendizagem com eles. Se a atividade causar emoções fortes e difíceis na turma, use o fim da aula para debater sobre isso. Questione os alunos sobre 45 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 7/10 como se sentem quando encontram uma dificuldade no caminho e converse sobre possíveis estratégias de superação, como respirar fundo, pedir ajuda e/ ou tentar novamente. Você também pode optar por fazer um paralelo com a atividade de rotina Como estou me sentindo?, como uma forma de incentivar os alunos a identificarem suas emoções e compartilharem suas frustrações. AVALIAÇÃO: Circule pela sala de aula observando o desempenho de seus alunos enquanto eles trabalham na tarefa escolhida. Se possível, anote o estágio de aprendizado que você acredita que cada criança está. Após a aula, compare o trabalho dos alunos com as suas folhas de exercício Onde estou no caminho do aprendizado? Avalie quais alunos têm uma percepção realista sobre o seu aprendizado e quais alunos ainda precisam desenvolver ou aprimorar esta compreensão. Se você tiver feito anotações durante a aula, repare se as suas anotações estão de acordo com a autorreflexão dos alunos. Avalie também se os alunos conseguiram listar estratégias eficientes para chegar no próximo estágio de aprendizado. CRIANDO UMA ROTINA: Após a aula introdutória, você vai poder avaliar se os alunos compreenderam como utilizar a folha de exercício Onde estou no caminho do aprendizado? ou se ainda precisam de mais instrução e/ou prática. Ao repetir esta aula, o aluno vai se tornar cada vez mais capaz de fazer uma autoavaliação e listar estratégias para evoluir em seu aprendizado. Sendo assim, você eventualmente poderá entregar a folha de exercício aos alunos sem maiores explicações. Use isto a seu favor, pedindo para alunos se autoavaliarem em diferentes matérias e conteúdos acadêmicos. Muitas vezes, esta prática vai ajudar você a desenvolver uma compreensão maior sobre o processo de aprendizagem de cada aluno, sabendo onde eles têm dúvidas ou dificuldades. Isso vai permitir que você seja um(a) professor(a) ainda melhor para cada criança. Aproveite também estes estágios de aprendizagem quando der feedback aos alunos. Compartilhe as suas observações com a criança e procure definir juntos o estágio de aprendizado que ela está, assim como o que ela deve fazer para continuar evoluindo. Se possível, coloque o cartaz Onde estou no caminho do aprendizado? no mural ou na parede da sala de aula por algumas semanas, e refira-se a ele sempre que possível. Isso ajudará os alunos a internalizarem o conceito. A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade. A oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais. 46 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 8/10 ANEXO 1 O cartaz pode ser desenhado em uma folha de cartolina. Desenhe um vale como indicado abaixo. E escreva ou faça colagem para indicar os passos para o processo de aprendizagem: › APRENDIZAGEM – POR AQUI › NÃO ENTENDI! › É MUITO DIFÍCIL! › QUERO DESISTIR! › VOU TENTAR DE NOVO... › ACHO QUE ESTOU ENTENDENDO. › AINDA BEM QUE EU NÃO DESISTI! › CHEGUEI! Para saber mais, acesse: https://www.jamesnottingham.co.uk/learning-pit/ APRENDIZAGEM – POR AQUI É MUITO DIFÍCIL! QUERO DESISTIR! VOU TENTAR DE NOVO... ACHO QUE ESTOU ENTENDENDO. AINDA BEM QUE EU NÃO DESISTI! CHEGUEI! NÃO ENTENDI! 47 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAMINHO PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 9/10 ANEXO 2 Cartaz “Onde estou no caminho do aprendizado?” O professor deve reproduzir o cartaz em cartolina, conforme modelo abaixo. 4 ESTÁGIOS DO APRENDIZADO PARA SER UM ESPECIALISTA Eu sinto que ainda tenho muito a aprender. Eu ainda tenho algumas perguntas e às vezes fico na dúvida. Sinto que entendi bem. Acerto quase todas as perguntas na primeira tentativa. Eu entendi isso muito bem! Sinto que poderia ensinar para outra pessoa. Eu tenho MUITAS perguntas e fico sempre na dúvida! ©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr. 48 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S C A M IN H O P A R A L IN H A D E C H E G A D A • 2º a no • 10 /1 0 ANEXO 3 Folha de exercício: Entregar uma folha de exercício para cada aluno. Eles devem circular o estágio de aprendizado que acreditam estar e escrever e/ ou desenhar o que podem fazer para chegar no próximo passo acima. ESTÁGIOS REFLEXÃO ONDE ESTOU NO CAMINHO DO MEU APRENDIZADO? ALUNO: Eu sinto que ainda tenho muito a aprender. Eu ainda tenho algumas perguntas e às vezes fico na dúvida. Sinto que entendi bem. Acerto quase todas as perguntas na primeira tentativa. Eu entendi isso muito bem! Sinto que poderia ensinar para outra pessoa. Eu tenho MUITAS perguntas e fico sempre na dúvida! 49 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CHECKLIST DA TAREFA • 2º ano • 1/7 CHECKLIST DA TAREFA Esta atividade consiste em uma checklist para ajudar o aluno a completar todas as etapas de uma tarefa. O aluno precisa confirmar que completou cada passo do trabalho, antes de passar para o próximo. JUSTIFICATIVA: Esta atividade enfatiza as competências de autogestão (foco, organização, responsabilidade, persistência e determinação). Deste modo, está relacionada ao desenvolvimento de funções executivas, que são um conjunto de habilidades cognitivas importantes para realizarmos tarefas cotidianas com sucesso e eficácia. Na escola, estas funções são fundamentais pois permitem que os alunos mantenham o foco e a atenção assim como consigam se organizar para executar uma tarefa. A estrutura da checklist em etapas ajuda os alunos a entenderem que existem vários passos a serem cumpridos para se completar uma tarefa ou projeto e dá suporte para os alunos seguirem de forma ordenada, evitando que desistam antes de chegarem ao fim ou que se percam, deixando a tarefa incompleta. Este processoenvolve persistência e determinação, elementos importantes não apenas no contexto escolar (pois podem melhorar o desempenho acadêmico), mas também no dia a dia e, futuramente, no mundo do trabalho, em que as competências de autogestão são muito importantes. Além disso, a atividade fomenta a autonomia na medida em que estimula as crianças a assumirem responsabilidade e trabalharem com menos lembretes do professor. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO Competências que podem ser trabalhadas: › Determinação › Foco › Organização › Persistência › Responsabilidade As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 50 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CHECKLIST DA TAREFA • 2º ano • 2/7 FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa <<Esta atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura › Habilidade: (EF01LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, quadras, quadrinhas, parlendas, trava-línguas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA(COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Construção do sistema alfabético/ Convenções da escrita › Habilidade: (EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia correta de palavras conhecidas ou com estruturas silábicas já dominadas, letras maiúsculas em início de frases e em substantivos próprios, segmentação entre as palavras, ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA (ALFABETIZAÇÃO) Objeto de Conhecimento: Pontuação 51 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CHECKLIST DA TAREFA • 2º ano • 3/7 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos farão uma checklist, completando ou verificando cada etapa de uma tarefa. DURAÇÃO: Esta atividade pode ser usada em qualquer aula. Portanto, o tempo de duração deverá variar de acordo com a aula escolhida. MATERIAIS: › Checklist (uma folha por aluno); (ANEXO 1) › Lápis e borracha. PREPARAÇÃO: › Crie uma checklist, levando em consideração a tarefa, a aula e o seus conhecimentos sobre os alunos. PROCEDIMENTO: Com o propósito de dar um exemplo de como executar esta prática, usaremos uma aula de produção de texto. CONEXÃO: Faça uma conexão com a matéria escolhida para a atividade, dizendo que você vai apresentar uma ferramenta para ajudá-los ainda mais. Diga: “Hoje, vocês vão receber uma lista para ajudar na hora de escrever. Essa lista inclui todas as coisas que vocês não podem esquecer de incluir no texto, como... (dê exemplos apropriados para a matéria e seus alunos)”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Mostre a checklist aos seus alunos e explique o que é: “Checklist é uma lista de etapas necessárias para completar uma tarefa em que precisamos fazer uma marquinha ao lado de cada coisa que já fizemos até que a tarefa esteja completa”. Diga que, durante a aula escolhida, eles precisarão usar essa checklist para indicar que completaram cada etapa de uma tarefa. Por exemplo: “Ao escrever uma história, vocês vão usar essa lista para indicar que incluíram tudo isso”. Liste, então, os itens que você incluiu na checklist: “1. Escrevi meu nome; 2. Escrevi a data; 3. Incluí um título; 4. Escrevi todas as palavras da frase; 5. Coloquei um espaço entre as palavras; › Habilidade: (EF02LP09) Usar adequadamente ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação. Objeto de Conhecimento: Forma de composição do texto › Habilidade: (EF02LP17) Identificar e reproduzir, em relatos de experiências pessoais, a sequência dos fatos, utilizando expressões que marquem a passagem do tempo (“antes”, “depois”, “ontem”, “hoje”, “amanhã”, “outro dia”, “antigamente”, “há muito tempo” etc.), e o nível de informatividade necessário. 52 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CHECKLIST DA TAREFA • 2º ano • 4/7 6. Incluí sinais de pontuação; 7. Fiz um desenho”. Explique, também, o trabalho que os alunos farão na aula, por exemplo: “Vocês vão escrever sobre o final de semana”. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão fazer uma marquinha na checklist, completando e conferindo cada parte do trabalho”. TRABALHO INDIVIDUAL: Entregue uma checklist por aluno e peça que eles a utilizem durante o trabalho. Peça para os alunos escreverem seus nomes nas checklists. Circule pela sala de aula, conferindo se as crianças estão usando a checklist. Quando for necessário, diga: “Você esqueceu de marcar que completou esse passo” ou “Verifique a sua checklist, veja se está faltando alguma coisa”. ENCERRAMENTO: No final da aula, peça que os alunos verifiquem se escreveram o nome na folha de checklist, depois entreguem a mesma junto ao trabalho. DIFERENCIAÇÃO: Ao apresentar o conceito de checklist, é importante considerar que alguns alunos provavelmente encontrarão mais facilidade do que outros para trabalhar com este sistema. Isso vai depender do nível de desenvolvimento das funções executivas de cada criança. Portanto, alguns alunos vão precisar de mais ajuda para trabalhar com a checklist. Por exemplo, crianças com mais dificuldade de foco poderão precisar de lembretes, como: “Onde você está em sua checklist?” ou “Qual é o próximo passo agora?”. Ainda, é possível que alguns alunos esqueçam de usar a checklist, sendo necessário lembrá-los antes de começar a tarefa. Ademais, outros alunos precisarão de mais suporte e incentivo para demonstrarem persistência e determinação: “Reparei que você se esforçou para completar os dois primeiros passos da tarefa. Parabéns pelo trabalho! Vamos em frente agora? O que você precisa fazer em seguida?” Por outro lado, algumas crianças podem já ter bastante facilidade em planejar e executar todas as etapas de um trabalho. Isso não quer dizer que o uso de uma lista não as beneficie, sendo algo que pode maximizar estas competências. O que você pode fazer se tiver alunos com esta característica é desenvolver uma checklist mais complexa para eles, com mais passos ou etapas mais avançadas. Assim, eles poderão se beneficiar desta ferramenta e se manter engajados na atividade. Também, ao observar seus alunos usando a checklist, você poderá criar, no futuro, diferentes modelos para a sua turma, respeitando o processo de cada um. AVALIAÇÃO: Depois da aula, compare a checklist com o trabalho de cada aluno. Verifique se o aluno realmente completou todas as etapas que marcou. Se possível, faça anotações, para verificar se ele teve êxito ou se ainda precisa de mais ajuda. Essas observações e anotações vão permitir que você diferencie as checklists para os seus alunos no futuro. Também vão ajudar você a perceber quais alunos conseguem usar uma lista corretamente e quais ainda precisam de mais apoio.53 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CHECKLIST DA TAREFA • 2º ano • 5/7 CRIANDO UMA ROTINA: Após a aula introdutória, continue usando checklists sempre que necessário. É ideal continuar repetindo a prática na mesma atividade na qual ela foi introduzida, a fim de que os alunos se acostumem. Por exemplo, se você apresentar a checklist durante uma aula de produção de texto, continue repetindo a prática nessa mesma aula. Isso também fará com que os passos do trabalho de produção de texto se tornem cada vez mais automáticos para os alunos. Eventualmente, essa checklist não será mais necessária e poderá ser dispensada. A partir do momento em que os alunos aprenderem a trabalhar com uma checklist, você poderá criar esse tipo de lista para várias atividades e matérias. As checklists também poderão se tornar mais complexas à medida que os alunos forem dominando uma matéria. Você poderá acrescentar mais passos à lista e incluir novas etapas, como exigir que os alunos incluam acentos ou chequem se escreveram as palavras corretamente. 54 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S C H E C K LI ST D A T A R E FA • 2º a no • 6/ 7 A N EX O 1 CHECKLIST DE TAREFA NOME: CHECKLIST DE TAREFA NOME: CHECKLIST DE TAREFA NOME: CHECKLIST DE TAREFA NOME: 55 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S C H E C K LI ST D A T A R E FA • 2º a no • 7/ 7 CHECKLIST DE TAREFA NOME: 1. Escrevi meu nome; 10 2. Escrevi a data; 3. Incluí um título; 4. Tentei escrever todas as palavras da frase; e_a 5. Coloquei um espaço entre as palavras; !? 6. Incluí sinais de pontuação; 7. Fiz um desenho. CHECKLIST DE TAREFA NOME: 1. Escrevi meu nome; 10 2. Escrevi a data; 3. Incluí um título; 4. Tentei escrever todas as palavras da frase; e_a 5. Coloquei um espaço entre as palavras; !? 6. Incluí sinais de pontuação; 7. Fiz um desenho. CHECKLIST DE TAREFA NOME: 1. Escrevi meu nome; 10 2. Escrevi a data; 3. Incluí um título; 4. Tentei escrever todas as palavras da frase; e_a 5. Coloquei um espaço entre as palavras; !? 6. Incluí sinais de pontuação; 7. Fiz um desenho. CHECKLIST DE TAREFA NOME: 1. Escrevi meu nome; 10 2. Escrevi a data; 3. Incluí um título; 4. Tentei escrever todas as palavras da frase; e_a 5. Coloquei um espaço entre as palavras; !? 6. Incluí sinais de pontuação; 7. Fiz um desenho. 57 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CLASSIFICANDO PENSAMENTOS • 2º ano • 1/6 CLASSIFICANDO PENSAMENTOS Esta atividade1 consiste em uma conversa sobre diferentes tipos de pensamentos, expressos em frases, que os alunos terão que identificar e classificar como otimistas ou pessimistas. JUSTIFICATIVA: O propósito desta aula é engajar os alunos em uma reflexão sobre o que são pensamentos pessimistas e otimistas. Ao nos depararmos com situações do dia-a-dia, podemos interpretá-las de modos distintos. A interpretação que fazemos destas situações tem um papel importante na forma como nos sentimos e como nos comportamos frente a elas. Assim, conseguir enxergar uma mesma situação de diferentes maneiras favorece o repertório cognitivo e comportamental dos alunos e, por isso, pode ajudá-los a lidarem com acontecimentos difíceis e emoções desagradáveis (tolerância ao estresse e à frustração). Ser capaz de interpretar situações de forma positiva e otimista também pode fortalecer o desenvolvimento da autoconfiança. FORMATO: Aula Única 1 Esta atividade deve acontecer antes da aula 1 Situação e 2 Pontos de Vista. O professor pode optar por fazer as duas aulas no mesmo dia, emendando uma na outra. MACROCOMPETÊNCIA: RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Autoconfiança › Tolerância à frustração › Tolerância ao estresse As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 58 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CLASSIFICANDO PENSAMENTOS • 2º ano •2/6 DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura › Habilidade: (EF12LP04) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor ou já com certa autonomia, listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem (digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade. › Habilidade: (EF12LP17) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, enunciados de tarefas escolares, diagramas, curiosidades, pequenos relatos de experimentos, entrevistas, verbetes de enciclopédia infantil, entre outros gêneros do campo investigativo, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada › Habilidade: (EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, em meio impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão identificar e classificar frases de pensamentos como otimistas ou pessimistas. DURAÇÃO: 15 a 20 minutos 59 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CLASSIFICANDO PENSAMENTOS • 2º ano • 3/6 MATERIAIS: › Folha de Pensamentos (para serem recortados); (ANEXO 1) › Folha grande de papel, como: cartolina, papel 40kg ou folha de papel A3; › Cola. PREPARAÇÃO PARA AULA: › Imprima ou tire cópia da folha de pensamentos. Depois, recorte as frases e embaralhe-as para que os alunos possam classificar os pensamentos. › Prepare um cartaz de acordo com a imagem. Escreva: “Pensamentos Otimistas” de um lado e “Pensamentos Pessimistas” do outro. Desenhe uma linha no meio da folha, separando as duas colunas. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Inicie uma conversa com a turma, perguntando se os alunos têm muitos pensamentos durante o dia. Escute algumas respostas e diga: “Muitas vezes, ao longo do nosso dia, temos diversos pensamentos sobre as coisas que fazemos ou que iremos fazer, por exemplo ‘Nossa, hoje eu vou para a escolar ter aula de artes, estou ansioso para ver o que faremos’ ou até mesmo pensar ‘hoje tenho aula de Matemática, espero que consiga fazer o que o professor passar. Ajude os alunos a compreenderem o conceito fazendo perguntas, como: “ “Vocês já tiverem pensamentos assim?”. Mantenha o foco da conversa em pensamentos relacionados à rotina escolar. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Explique para os alunos que, assim como temos pensamentos de alegria ou de empolgação com algo que faremos, também temos pensamentos de desânimo ou de que não conseguiremos realizar as atividades do nosso dia. Diga que esses pensamentos se chamam pensamentos pessimistas. Pensamentos pessimistas são carregados por ideias negativas; são pensamentos que nos deixam sem confiança de que podemos superar problemas e de que coisas boas podem acontecer. Já quando estamos animados e pensando a quão boa será a atividade que faremos, além de pensar que conseguiremos completar a tarefa, independente da dificuldade dela, estes são considerados como pensamentos otimistas. Conte, em seguida, oque significa os pensamentos otimistas. Pensamentos otimistas são carregados de energia positiva, nos ajudam a ver o melhor em cada situação e nos deixam confiantes de que coisas boas podem acontecer. Avise que você vai ler diferentes frases de pensamentos, e que os alunos precisarão identificá-los e classificá-los como otimistas ou pessimistas. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão identificar e classificar pensamentos como otimistas ou pessimistas”. PARTICIPAÇÃO: Selecione alunos para lerem as frases em voz alta para a turma. Pergunte: “Que tipo de pensamento é esse? Um pensamento otimista ou um pensamento pessimista?”. 60 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CLASSIFICANDO PENSAMENTOS • 2º ano • 4/5 Diga para o aluno que leu a frase chamar um amigo para classificar o pensamento. Incentive a participação das outras crianças, pedindo: “Vocês concordam com o que fulano disse? Quem concorda, levante a mão!”. Quando todos chegarem a uma conclusão, peça para o aluno colar o pensamento no lado correspondente da folha. Repita o procedimento com todos os pensamentos. ENCERRAMENTO: Exponha uma situação para os alunos — por exemplo: “A sua mãe se atrasou para te buscar na escola” —, e pergunte como eles poderiam pensar sobre essa situação de forma otimista e pessimista. Comente sobre como uma mesma situação pode gerar pensamentos opostos. Explique que pensamentos otimistas nos ajudam a sentirmo-nos melhor e a ter boas atitudes, enquanto pensamentos pessimistas, muitas vezes, só pioram ainda mais uma situação, nos fazendo sentir tristes, chateados ou injustiçados. Reforce que é sempre importante reconhecer que tipo de pensamento estamos tendo e tentar enxergar a situação de forma mais positiva. DIFERENCIAÇÃO: Nesta atividade, é importante tentar engajar todos os alunos na realização e na decisão sobre quais pensamentos são otimistas e quais são pessimistas. Será especialmente relevante trabalhar com maneiras de reavaliar os pensamentos pessimistas, ajudando os alunos a verem outras perspectivas da mesma situação. O professor pode questionar os alunos sobre como seria possível transformar um pensamento pessimista em um otimista. Neste processo, o professor pode estar atento aos alunos que demonstram mais dificuldade em enxergar uma mesma situação de modo positivo. Se isso acontecer, o professor pode fazer perguntas que ajudem esses alunos a reavaliarem os pensamentos pessimistas, mostrando como cada situação também pode ser interpretada de modo otimista. Os colegas também podem ajudar. AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos foram capazes de, corretamente, identificar e classificar pensamentos como otimistas ou pessimistas. Atente-se, também, aos comentários deles. Se possível, perceba se eles demonstram mais facilidade em pensar de forma otimista ou pessimista. 61 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S C L AS SI FI C A N D O P E N SA M E N TO S • 2 º a no • 5/ 6 A N EX O 1 62 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CLASSIFICANDO PENSAMENTOS • 2º ano • 6/6 CLASSIFICANDO PENSAMENTOS Pensamentos Pessimistas Pensamentos Otimistas Cartaz: C L AS SI FI C A N D O P E N SA M E N TO S • 2 º a no • / 63 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S Errei um gol, nunca vou conseguir ser bom! Perdi um gol, mas amanhã eu faço um! Tirei uma nota ruim, nunca conseguirei ir bem na prova! Tirei uma nota ruim, mas agora vou estudar muito para tirar uma boa nota! Não sou capaz de cantar a música até o final. Se eu treinar bastante, serei capaz de cantar a música até o final! Esqueci novamente meu caderno, sou péssimo aluno. Esqueci novamente meu caderno, mas a partir de hoje vou melhorar e colocar um lembrete para não esquecer mais. Matemática é muito difícil, nunca vou ser bom. Matemática é muito difícil, mas eu adoro desafios! Nunca vou conseguir fazer aquela conta. Se eles conseguem fazer aquela conta, então eu também consigo. A Mariana não falou comigo hoje, ela não deve gostar de mim. A Mariana não falou comigo hoje, ela não deve ter me visto. Quando chove, não dá para fazer nada. Quando chove é bom, porque dá para jogar jogos e conversar com meus amigos. Eu não fui escolhido(a) para ser o(a) primeiro(a) da fila, porque a professora não deve gostar de mim. Eu não fui escolhido(a) para ser o(a) primeiro(a) da fila, porque ainda não chegou a minha vez. Observação: Essa é uma sugestão de pensamentos. Eles estão divididos como „pessimistas“ e „otimistas“ para facilitar. Mas, na hora de apresentá-los para os alunos, eles estarão recortados e fora de ordem para a classificação. Pensamentos OtimistasPensamentos Pessimistas 65 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COLEÇÃO DE TROFÉUS • 2º ano • 1/6 COLEÇÃO DE TROFÉUS A Coleção de Troféus é um mural coletivo em que o professor registra as conquistas dos alunos e da turma inteira. Cada conquista é representada por um troféu que é desenhado ou inserido no mural. As conquistas dos alunos serão celebradas e eles receberão uma recompensa quando atingirem um número determinado de troféus. JUSTIFICATIVA: Esta atividade encoraja os alunos a identificarem suas conquistas na escola e a se orgulharem delas. A prática de reconhecer e registrar as conquistas dos alunos visa motivá-los a se esforçarem para dar o melhor de si, ajudando-os a desenvolverem a determinação. Ao receber um “troféu”, o aluno poderá se sentir mais autoconfiante e com uma maior convicção de que poderá ser bem-sucedido em seu próximo desafio. A atividade também possibilita um espaço para que o professor converse com os alunos sobre a importância da persistência, fortalecendo a compreensão da turma de que as conquistas dependem de não desistirmos e de terminarmos as tarefas que assumimos mesmo quando elas parecem difíceis. Esta discussão é relevante e pode motivar os alunos a se manterem engajados e entusiasmados em tarefas na escola mesmo quando elas demandam alto nível de esforço e/ou tem elevado nível de dificuldade. É importante destacar que não apenas as conquistas individuais são valorizadas na atividade, mas também as conquistas que o grupo pode atingir por meio de esforço conjunto, o que permite que o professor trabalhe com questões relacionadas ao valor da colaboração e do senso de grupo. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Determinação › Persistência › Entusiasmo › Iniciativa social › Autoconfiança As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 66 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COLEÇÃO DE TROFÉUS • 2º ano • 2/6 Neste sentido, esta atividade tem o potencial de desenvolver também a competência de Iniciativa Social. Além disso, ao celebrar as suas conquistas e às do grupo, é possível que se fortaleça o entusiasmo das crianças. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Matemática; Língua Portuguesa. <<Esta atividade pode ser utilizada em qualquer disciplina>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmoadequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. COMPONENTE: MATEMÁTICA UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS Objeto de Conhecimento: Leitura, escrita, comparação e ordenação de números de até três ordens pela compreensão de características do sistema de numeração decimal (valor posicional e papel do zero) › Habilidade: (EF02MA01) Comparar e ordenar números naturais (até a ordem de centenas) pela compreensão de características do sistema de numeração decimal (valor posicional e função do zero). › Habilidade: (EF02MA02) Fazer estimativas por meio de estratégias diversas a respeito da quantidade de objetos de coleções e registrar o resultado da contagem desses objetos (até 1000 unidades). 67 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COLEÇÃO DE TROFÉUS • 2º ano • 3/6 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão reconhecer e identificar algo que conquistaram em suas vidas. DURAÇÃO: 10 a 20 minutos. MATERIAIS: › Modelo para o Cartaz de Troféu; (ANEXO 1) › Caneta hidrográfica. PREPARAÇÃO PARA AULA: Sugerimos que você, professor(a), que já conhece seus alunos, tenha um exemplo de conquista para cada um deles. Esse exemplo é fundamental para que eles compreendam a atividade e se beneficiem dela. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Diga: “Hoje, nós vamos começar uma coleção de troféus”, e pergunte aos alunos o que é um troféu. Escute uma ou duas explicações, e depois fale que é preciso muito esforço para fazer uma coleção de troféus. Comente sobre como o esforço é importante na vida dos adultos e das crianças. Dê exemplos, e faça perguntas sobre esforços que sejam relevantes para os alunos, como: “Eu me lembro que precisei me esforçar muito para aprender a andar de bicicleta. Vocês já se esforçaram muito para aprender alguma coisa?”; “Quando me esforço para correr três vezes por semana, eu consigo correr mais rápido” ou “Quando me esforço para prestar atenção na aula, eu consigo aprender mais. Isso acontece com vocês também?”. Se os seus alunos tiverem realizado a atividade de rotina Escadas das Conquistas no 1º ano, questione-os sobre como eles registravam as suas conquistas no ano anterior. Pergunte como era esta atividade mencionada e explique que o que vocês farão hoje, nesta atividade, será bem parecido. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Explique aos alunos como vocês criarão a Coleção de Troféus. Mostre o Cartaz de Troféus à turma, e diga que vocês irão usá-lo para colecionar os esforços e conquistas dos alunos. Diga que esses esforços e conquistas serão troféus, e combine como os mesmos serão registrados no cartaz. Aqui, você tem a opção de escolher uma representação para esses troféus que seja prática. Algumas sugestões: desenhar mini troféus, círculos, ou qualquer outra forma que possa facilitar a representação do troféu. Determine, também, uma meta de troféus com os alunos: “Será que conseguimos uma coleção de 50 troféus?”. Combine, ainda, que haverá algum tipo de recompensa quando eles atingirem essa meta. É importante que, antes de iniciar a atividade, você estabeleça e comunique qual será a recompensa quando esse número de troféus for conquistado pela turma, “Faremos uma festinha na sala com pipoca”. Você também pode pedir ajuda aos alunos para escolher uma recompensa que faça sentido para eles. Esta opção pode motivá-los ainda mais a se engajarem na atividade. 68 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COLEÇÃO DE TROFÉUS • 2º ano • 4/6 DEMONSTRAÇÃO: Para garantir que os alunos compreendam o que são conquistas, dê um exemplo de uma conquista sua, enfatizando seu esforço. Sugestão: “Eu queria muito aprender a fazer uma receita de bolo da minha avó, mas achava que era muito difícil e nunca iria conseguir. Um dia, decidi tentar. Comprei todos os ingredientes necessários e tentei fazer a receita. Mas não ficou bom. Repeti a receita várias vezes, cada vez ficava um pouquinho melhor. Aí um dia, finalmente, eu consegui fazer o bolo igual ao da minha avó!” EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão contar sobre uma conquista que tiveram em suas vidas”. PARTICIPAÇÃO: Peça para cada aluno compartilhar uma conquista que teve em sua vida. Se possível, faça comentários, enfatizando seu esforço, como: “Nossa, você deve ter se esforçado muito para aprender a andar de bicicleta!”. Se alguma criança tiver dificuldade em contar uma conquista, você pode ajudá-la, lembrando de algo que ela conquistou na escola, por exemplo: “Lucas, você se lembra de quando veio aqui no quadro nos ajudar durante a aula de matemática?”. Nesta etapa de Participação, você, professor(a), precisa engajar os alunos na atividade para que eles se sintam entusiasmados com a possibilidade de participar e partilhar suas conquistas. Conforme os alunos compartilham suas conquistas, você pode aproveitar para destacar o esforço empenhado pelos alunos para terem tido sucesso. ENCERRAMENTO: Encerre a aula dizendo que de agora em diante você vai prestar muita atenção nas conquistas das crianças no ambiente escolar, para acrescentar troféus na coleção. Explique que também os alunos podem indicar a você quando acharem que tiveram uma conquista pessoal e/ou da turma e que vocês irão conversar para decidir se ela vale um troféu. É muito importante que os alunos entendam que tipos de comportamentos podem representar uma conquista na escola. Por isso, prepare exemplos variados e claros para ilustrar diferentes tipos de conquistas (acadêmica, social etc.) que você julga como importantes para o desenvolvimento de seus alunos. Explique, ainda, que um aluno pode conquistar um troféu para a turma, mas que a turma inteira também poderá ganhar um troféu quando trabalharem em grupo. Dê exemplos, como: “Vocês podem limpar a sala de aula muito bem depois da aula de arte, e ganhar um troféu por isso!”. No caso de uma conquista individual, a turma ganhará um troféu. Já quando a conquista for coletiva, a turma ganhará dois troféus. Diga também que uma conquista coletiva não precisa envolver a sala inteira, mas mais de uma pessoa. Aproveite para enfatizar que, a partir desse dia, eles terão o desafio de se esforçar constantemente para ganhar mais troféus até que atinjam a meta estabelecida. Reforce que todos ganharão o prêmio final caso a meta seja alcançada, 69 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COLEÇÃO DE TROFÉUS • 2º ano • 5/6 e reflita sobre como o esforço individual pode promover ou prejudicar o crescimento coletivo, ou seja, quando fazemos a nossa parte, estamos ajudando a todos de nosso grupo, mas que o contrário também é verdadeiro. DIFERENCIAÇÃO: A Coleção de Troféus é uma atividade que pode ser facilmente diferenciada para atender cada criança. Para que todos se beneficiem da prática, é importante que você, professor(a), conheça seus alunos e saiba o que é uma conquista para cada um deles. Talvez escrever a data em um trabalho seja uma conquista para uma criança; usar sinais de pontuação seja uma conquista para outra e finalizar uma tarefa em sala de aula seja uma conquista para outra. Portanto, as diferenciações nesta atividade serão feitas por você, através de suas observações e seu conhecimento sobre seus alunos. O importante é que todos os alunos tenham a oportunidade de ter suas conquistas reconhecidas e contribuir para a Coleção de Troféus. Além disso, ao criar a Coleção de Troféus para os seus alunos, você tem a liberdade de definir quantos troféus eles precisarão ganhar para obter a recompensa. Procure começar com uma meta que os seus alunos consigam atingir a curto prazo. Sendo assim, eles logo receberão a recompensa e isso servirá de estímulo para que eles continuem se esforçando na escola. Ademais, você também tem a opção de escolher uma recompensa que funcione para você, para os alunos e para o contextoda escola onde trabalha. AVALIAÇÃO: Durante a aula introdutória, avalie se os alunos entenderam o conceito de conquista e conseguiram dar um exemplo de algo que conquistaram em suas vidas. Para avaliar isso melhor, é interessante perguntar a cada aluno sobre o que seria uma conquista para ele. Ao longo das próximas semanas, repare se a Coleção de Troféus está tendo efeito em sua turma, observando o esforço e o empenho dos alunos para conquistar troféus. CRIANDO UMA ROTINA: É importante que você, professor(a), sempre retome o conceito da coleção de troféus, para ajudar seus alunos a criar o hábito de se esforçar e ter êxito na escola. Quando possível, use a coleção para incentivá-los a se esforçarem mais. Estimule, também, os alunos a anunciarem conquistas dos colegas que podem ser colocadas no mural. Isso vai ajudá-los a colaborar e reconhecer as conquistas dos outros, além das suas próprias. A prática de ganhar troféus deve ser frequente, para que a Coleção de troféus se torne uma rotina na sala de aula e não seja esquecida. Ao longo do tempo, você pode aumentar o número de troféus que os alunos precisam colecionar para ganhar uma recompensa. Explique que tal mudança foi feita de acordo com a evolução deles, “Eu tenho reparado que vocês estão ganhando cada vez mais troféus! Será que vocês conseguem conquistar ainda mais?” Além disso, de tempos em tempos, troque a recompensa para estimular o entusiasmo das crianças: “Eu sei que vocês adoram ganhar mais 15 minutos de recreio quando completam o número de troféus, mas pensei em fazermos uma coisa diferente. Que tal tomarmos um sorvete / fazermos uma festinha da turma / assistirmos um filme?” Certifique-se que a recompensa sugerida é acessível em sua realidade e que você tenha o aval da coordenação da escola. 70 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COLEÇÃO DE TROFÉUS • 2º ano • 6/6 COLEÇÃO DE TROFÉUS CONQUISTAS DA CLASSE CONQUISTA INDIVIDUAL META: 30 TROFÉUS PRÊMIO: FESTINHA DA TURMA ANEXO 1 Coleção de Troféus Reproduzir em uma cartolina o cartaz Coleção de Troféus, conforme modelo abaixo. 71 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 1/7 COMO ESTOU ME SENTINDO? A atividade Como estou me Sentindo1 permite a continuidade do exercício da atividade As cores que sentimos bem como o aprimoramento e a consolidação das habilidades de reconhecimento e expressão de emoções. A partir desta atividade, a ênfase será nas próprias emoções, em como as expressamos e que comportamentos temos quando nos sentimos de diferentes modos. Nesta aula, os alunos terão de identificar a emoção que estão sentindo e expressá-la verbalmente para a turma. Eles usarão o mural As cores que sentimos para marcar o prato com a cor correspondente ao seu estado de espírito naquele momento. O professor tem um papel de moderação muito importante no sentido de poder acolher as emoções dos alunos, de estimular um ambiente acolhedor e respeitoso entre os colegas. JUSTIFICATIVA: O desenvolvimento emocional é uma tarefa complexa que se estende desde a infância até a fase adulta. Desta forma, em crianças, a capacidade de reconhecer emoções e de nomeá-las ainda não está plenamente desenvolvida. Com o tempo, por meio de experiências e da própria maturação, as crianças vão se tornando melhores em reconhecer emoções em si e, por consequência, também nas outras pessoas. Em um estágio desenvolvimental mais avançado, as crianças se tornam capazes de regular 1 Esta aula introdutória e atividade de rotina devem acontecer na sequência da aula única As Cores que Sentimos, na qual foram trabalhados o reconhecimento e a expressão de emoções. MACROCOMPETÊNCIA: ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Assertividade › Iniciativa social › Empatia › Respeito › Autoconfiança › Tolerância à frustração › Tolerância ao estresse As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 72 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 2/7 suas emoções e ajustar seus pensamentos para que se sintam melhores. Assim, é comum que crianças mais novas possam ter dificuldades para identificar emoções e para encontrar palavras certas para nomear aquilo que estão sentindo. Nesta atividade, o uso das cores visa a facilitar esse processo. Para realizar a atividade, o aluno precisará prestar atenção em si para poder identificar como está se sentindo e o motivo por trás de suas emoções. A repetição desta prática possibilita o desenvolvimento de uma maior consciência e autoconhecimento. Ao compreender o que sente, a criança terá a oportunidade de praticar a autorregulação. Em situações em que as crianças expressam tristeza, medo ou raiva, por exemplo, há espaço para trabalhar com a tolerância à frustração e a tolerância ao estresse. A rotina de reconhecer e expressar emoções possibilita a prática das competências de assertividade, autoconfiança e iniciativa social. Ademais, as crianças serão incentivadas a escutar os amigos e acolher as suas emoções, trabalhando assim a empatia e o respeito. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina. DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa. <<Essa atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA Objeto de Conhecimento: Construção do sistema alfabético/ Convenções da escrita › Habilidade: (EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia correta de palavras conhecidas ou com estruturas silábicas já dominadas, letras maiúsculas 73 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 3/7 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos compartilharão o que estão sentindo e identificarão a cor correspondente àquela emoção, de acordo com os critérios ensinados na atividade As cores que sentimos. DURAÇÃO: 15 a 20 minutos. MATERIAIS: › Prendedores de roupa (um por aluno); › Caneta ou marcador que escreva no prendedor de roupa; › Mural: As Cores que Sentimos2;(ANEXO 1) › Materiais para fazer um mural com os pratos, como: cola, grampeador e cartolina. PREPARAÇÃO PARA A AULA: Prepare o mural As cores que sentimos de acordo com a imagem de referência no ANEXO 1, utilizando os pratos produzidos pelos alunos na aula As cores que sentimos. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Mostre o mural As cores que sentimos. Aponte para cada prato, relembrando o que aquela cor representa: “As cores de cima (vermelho e amarelo representam alta energia e as cores de baixo (azul e verde) representam baixa energia; as cores do lado esquerdo (vermelho e azul) representam sentimentos desagradáveis e as cores do lado direito (amarelo e verde) representam sentimentos agradáveis e gostosos de sentir”. PARTICIPAÇÃO: Pergunte a dois ou três alunos como eles estão se sentindo e em qual cor essa emoção estaria. Envolva a turma, perguntando se a cor escolhida realmente poderia representar aquela emoção, como: “O Joca disse queestá muito feliz e então estaria no amarelo. Vocês concordam que a felicidade pode estar nessa cor?; A felicidade é uma emoção agradável ou desagradável?; “Quando vocês estão muito felizes, vocês se sentem agitados, com bastante energia?”. Não tem problema se as crianças não concordarem com a cor de uma emoção. Esse conceito é difícil e pode demorar meses para ser compreendido. Além disso, a própria emoção que nomeamos de “felicidade” pode ser considerada “verde” ou “amarela”, dependendo de como a criança a vivencia. em início de frases e em substantivos próprios, segmentação entre as palavras, ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação. CONTEXTO: Como esta atividade é uma continuação da atividade As Cores que Sentimos, é importante que o mural As cores que sentimos esteja pronto antes de iniciá-la. 2 Produzido com os pratos pintados na aula As Cores que Sentimos. 74 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 4/7 Portanto, não se apegue a definições exatas. O importante, agora, é repetir cotidianamente os critérios, a fim de que eles fiquem cada vez mais claros para os seus alunos. Possivelmente, algum aluno irá nomear uma emoção e colocar o pregador em um prato que não combina com ela (exemplo: raiva no prato verde). Se os próprios alunos repararem no erro e o corrigirem, aproveite a oportunidade para rever os critérios de cada cor. Se o erro passar despercebido, pode ser melhor deixá-lo de lado naquele momento e continuar trabalhando o conceito no futuro. O importante, aqui, é que a criança perceba como vivencia as emoções de acordo com os conceitos e que esses sejam aprendidos e internalizados a longo prazo. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Explique que vocês vão usar o mural As cores que sentimos para identificar a cor da emoção que estão sentindo naquele momento. Depois, avise que cada criança terá um pregador com seu nome e deverá colocá-lo no prato amarelo, vermelho, azul ou verde, de acordo com o que está sentindo. DEMONSTRAÇÃO: Escreva o seu nome em um prendedor de roupa e demonstre como o mural deve ser utilizado. Expresse como você está se sentindo e explique o motivo daquele sentimento. Depois, prenda o pregador de roupa no prato correspondente. Por exemplo: “Hoje, eu estou me sentindo muito animada. Estou sentindo uma sensação agradável e estou com bastante energia! Estou me sentindo assim, porque hoje é sexta-feira e eu vou visitar uma amiga amanhã. Em qual cor eu devo colocar o meu pregador?” ou “O meu cachorrinho está muito doente. Estou com um sentimento desagradável, que não é bom de sentir. Estou, também, desanimado(a), com pouca energia. Então, vou colocar o meu pregador no prato azul”. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Hoje, vocês irão compartilhar como estão se sentindo e colocar um prendedor no prato da cor da sua emoção”. PARTICIPAÇÃO: Distribua um prendedor de roupa para cada aluno e uma caneta para escrever nele. Peça que cada criança escreva seu nome no pregador que recebeu. Depois, chame um aluno por vez para expressar o que está sentindo, e então colocar o pregador no prato correspondente. ENCERRAMENTO: Quando todos os pregadores tiverem sido colocados no prato, questione os alunos sobre como foi compartilhar as suas emoções (como estão se sentindo). Pergunte, também, se foi fácil ou difícil encontrar uma cor para aquela emoção. Avise à turma que vocês repetirão a atividade diariamente. Pontue a importância de estar atento aos sentimentos dos amigos, para assim ajudá-los e oferecer suporte quando necessário. 75 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 5/7 DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade pode ser complexa para alunos que não têm a experiência de compartilhar, conversar ou até mesmo refletir sobre as suas emoções. Use a aula introdutória para avaliar quais alunos tiveram facilidade e quais ainda precisam de ajuda. Se alguns alunos demonstrarem dificuldade ao expressar emoções, busque investigar o motivo por trás disso. Possivelmente, como as crianças são heterogêneas quanto à sua maturação e capacidade de identificar as emoções, é possível que este seja o motivo. Também pode ocorrer de algumas crianças se sentirem mais tímidas ou terem alguma resistência em falar na frente da turma. Você pode conversar com estes alunos para tentar entender a razão da sua dificuldade e poder pensar em estratégias para ajudá-los. Por exemplo, se o aluno não conseguir identificar as emoções, ele poderá se beneficiar de exercícios de foco em que ele seja incentivado a prestar atenção em si. Também é importante avaliar se o aluno tem o vocabulário e o conhecimento necessário para compreender diferentes emoções e sentimentos. Se houver uma lacuna neste sentido, você precisará explicar sobre as emoções de forma explícita: ensinando o nome delas, como elas nos fazem sentir e os possíveis momentos quando elas aparecem. Agora, se a questão do aluno for resistência para falar na frente da turma, ele precisará de oportunidades para trabalhar a assertividade e autoconfiança. Se o aluno realmente não quiser se expressar oralmente, respeite esta vontade até que ele esteja preparado para tal. Você pode sugerir que ele apenas se levante e coloque o pregador de roupa no prato correspondente. Lembre-se que os alunos terão muitos meses para praticar esta atividade de rotina. O hábito é muito importante tanto para que esta prática seja eficaz quanto para que os alunos internalizem os conceitos apresentados. AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos foram capazes de expressar como se sentem e de colocar o pregador de roupa na cor correspondente àquela emoção. Se possível, use uma checklist com os nomes dos alunos, a fim de verificar quais crianças foram capazes de usar as cores corretamente e quais ainda precisam de ajuda com isso. Atente-se, também, à forma como cada aluno expressa o seu estado de espírito. Repare se eles demonstram autoconfiança e assertividade ao falar. É possível que os seus alunos encontrem dificuldade para classificar as emoções. Se isso acontecer, lembre-se de que a rotina ainda está se iniciando e de que as crianças terão muitas oportunidades para praticá-la ao longo do ano. Portanto, a avaliação, aqui, é mais focada em perceber em que fase de reconhecimento os alunos estão, e em como é possível ajudá-los a evoluir. CRIANDO UMA ROTINA: Esta prática deve ser repetida todos os dias por um longo período de tempo, até que ela se torne natural para os alunos. Sugerimos fazê-la assim que os alunos chegarem na escola. Se isso não for possível, procure praticá-la no mesmo horário todos os dias, para que se torne parte da rotina das crianças. Quando viável, peça que os alunos façam um minuto de silêncio, para respirarem e prestarem atenção em suas emoções antes de responderem como se sentem. 76 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 6/7 Após um ou dois meses de prática, você pode diminuir a frequência desta atividade, realizando-a uma ou duas vezes por semana. Em dias que os alunos estiverem especialmente agitados, você pode sugerir um minuto de silêncio e depois pedir para eles marcarem como se sentem no mural. Esta prática pode vir a ser eficiente no que diz respeito a uma melhora no comportamento das crianças, já que reconhecer nossas emoções é passo inicial para que possamos regulá-las. É importante usar o seu prendedor para fazer demonstrações sobre a metodologia ensinada. Use a sua vez como uma oportunidade para ensinar conceitos que ainda não estão muito claros, bem como para revisar o que for preciso, como: “Estou me sentindo contente e relaxado(a). Em qual cor eu estou? Por quê?”. Aproveite essas situações para apresentar um novo vocabulário à turma. Muitas vezes, as crianças ficam limitadas a expressões simples, como: “feliz”, “triste” e “com raiva”. Portanto, procure aumentar o vocabuláriodelas, introduzindo palavras como: “desanimado(a)”, “pensativo(a)”, “ansioso(a)”, “decepcionado(a)” e “sereno(a)”. Dê exemplos, a fim de garantir que a turma compreenda o seu sentido. Quando os alunos se apropriarem do mural e estiverem usando o mesmo com facilidade, dê a liberdade deles trocarem o seu nome de lugar sempre que houver necessidade. Explique que, muitas das vezes, sentimos muitas emoções diferentes enquanto estamos na escola. Portanto, o prato em que colocamos o nosso nome pode não fazer mais sentido algumas horas depois. Diga que, quando for assim, eles podem trocar o pregador de lugar. Mas, é muito importante determinar quando e como eles podem usar o mural. Um aluno não deve se levantar no meio da aula para trocar o seu nome de lugar. Afinal, essa ferramenta existe para ajudar e não atrapalhar a sua gestão da sala de aula. Sendo assim, estabeleça regras sobre o momento do dia em que podem mexer no mural; quantas crianças podem usar o mural ao mesmo tempo; etc. Seja flexível com as regras, quando uma criança estiver sentindo uma emoção muito intensa e se direcionar ao mural. Quando isso acontecer, você vai poder observar os benefícios desta prática. Ao se familiarizar com o mural As cores que sentimos, os alunos começarão a utilizá-lo como uma maneira saudável de expressar suas emoções. Por exemplo, uma criança que sente raiva e se levanta para trocar seu nome de lugar e indicar como está se sentindo ajuda o professor e os colegas a entenderem o seu estado emocional. Esta compreensão permite ao professor usar alguma estratégia para ajudar o aluno a regular esta emoção. Com isso, ele tende a interromper menos a aula e a demonstrar menos comportamentos externalizantes (como incomodar os colegas, por exemplo). Portanto, mostre aos seus alunos que você valoriza os sentimentos deles, fazendo comentários como: “Mariana, eu vi que você colocou o seu nome no prato azul hoje durante a aula de Matemática; você gostaria de conversar sobre isso?” e “Pessoal, o Antônio não está respondendo porque o nome dele está no vermelho, vocês não estão vendo? Eu também gosto de ficar sozinho(a) quando me sinto assim! Antônio, obrigada por nos avisar sobre como está sentindo. Quando você quiser falar com seus amigos, avisa, tá bom?. A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade. A oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais. 77 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO ESTOU ME SENTINDO? • 2º ano • 7/7 ANEXO 1 Criando o mural “As cores que sentimos” Divida a turma em quatro grupos e dê uma cor (vermelho, azul, verde e amarelo) para cada grupo. Mostre os pratos e explique aos alunos que cada grupo deverá pintar o seu prato da cor combinada. Ao terminar a pintura, explique que vocês vão usar estes pratos para criar o mural “As Cores que Sentimos”. A imagem abaixo é um exemplo de como poderá ficar o mural. Neste caso, a professora usou prendedores. ©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr. 79 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DESENHANDO SENTIMENTOS • 2º ano • 1/7 DESENHANDO SENTIMENTOS Nesta atividade, os alunos serão incentivados a fechar os olhos, fazer silêncio por alguns minutos e focar em seus sentimentos. Depois, eles farão um desenho para expressar seus sentimentos por meio de formas, cores e representações. JUSTIFICATIVA: Desenhando Sentimentos é uma atividade que enfatiza a prática de atenção plena ou foco no momento presente (mindfulness). Durante a atividade, os alunos farão um exercício de meditação em que precisarão focar em seus sentimentos naquele momento e nas sensações que estes sentimentos estão produzindo em seu corpo. A rotina do fortalecimento do foco e da atenção pode trazer benefícios, dentre eles uma sensação interior de tranquilidade e bem-estar e, consequentemente, uma redução da ansiedade e do estresse. O desenvolvimento emocional é um processo complexo que se inicia na infância e perdura até a velhice. Desta forma, em crianças, a capacidade de reconhecer emoções e de nomeá-las está começando a ser desenvolvida. Com isso, é comum que crianças tenham dificuldades para reconhecer o que estão sentindo e/ou expressarem seus sentimentos. Como os sentimentos são estados internos que produzem sensações no corpo, o reconhecimento das repercussões interna dos sentimentos nos ajuda a compreender o que estamos sentindo em uma determinada situação e avaliá-la de modo mais preciso. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Foco › Assertividade › Iniciativa social › Empatia › Respeito › Imaginação criativa › Interesse artístico As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 80 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DESENHANDO SENTIMENTOS • 2º ano • 2/7 Entretanto, no início, a criança precisa de um adulto que a ensine a relacionar suas sensações e disposição corporal com os sentimentos, dando nomes a este conjunto de respostas do nosso corpo (internas e externas). A percepção acurada das sensações nas diferentes partes do corpo pela criança é importante para que o adulto possa nomear corretamente o que a criança possa estar sentindo, uma vez que são informações que o adulto não consegue ter acesso por observação direta. É nessa interação que a criança desenvolve a consciência de seus sentimentos, bem como adquire e amplia seu vocabulário emocional. A repetição desta atividade possibilita o desenvolvimento de uma maior consciência no aluno sobre as suas emoções. Conseguir identificar as emoções é parte importante da capacidade de se autorregular emocionalmente, sendo uma competência fundamental de desenvolvimento nesta faixa etária. Ao identificar o que sente, a criança pode fazer relações do sentimento com os eventos que vivencia. Deste modo, a criança passa a compreender cada vez melhor o que está acontecendo ao seu redor e como os eventos a afetam emocionalmente, o que a ajudará a lidar de modo mais efetivo com situações semelhantes no futuro. Esta atividade permite o desenvolvimento dessas competências nos alunos, que também precisarão representar seus sentimentos com a arte, fortalecendo a imaginação criativa e o interesse artístico. De tempos em tempos, os alunos serão incentivados a compartilhar o seu trabalho com a turma, caso queiram. Esta parte da aula tem a possibilidade de fortalecer a assertividade e a iniciativa social. Novamente, a capacidade de expressar o que sente é desenvolvida, dessa vez por meio de palavras. Além disso, ao escutar os relatos de seus colegas, o aluno terá a oportunidade de desenvolver a empatia e o respeito pelo próximo. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina. DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Arte; Língua Portuguesa. <<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: ARTE Unidades Temáticas: Artes Visuais Objetos de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais. Objetos de Conhecimento: Processos de Criação › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais. 81 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DESENHANDO SENTIMENTOS • 2º ano • 3/7 PLANO DE AULA OBJETIVO: Após um curto exercício de meditação, os alunos expressarão os seus sentimentos pormeio de um desenho. DURAÇÃO: › Aula introdutória: 30 a 40 minutos. › Atividade de rotina: 10 a 20 minutos. MATERIAIS: › Folha com contorno do corpo humano para localização das sensações identificadas (uma por aluno); (ANEXO 1) › Folha de papel para desenho (uma por aluno); › Materiais para desenho, como: lápis de cor, canetas e lápis de cera. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Pergunte para as crianças como elas estão se sentindo e escute algumas respostas. Diga que hoje vocês vão fazer uma meditação para refletir sobre os seus sentimentos. Questione se os alunos já ouviram a palavra meditação e pergunte se eles sabem o que ela significa. Explique que a meditação é um exercício onde sentamos sozinhos, de olhos fechados e focamos em um pensamento ou uma atividade específica, buscando nos conectar com nós mesmos. Na meditação, temos que nos focar no momento presente. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA Práticas de Linguagem: Oralidade Objetos de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objetos de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. 82 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DESENHANDO SENTIMENTOS • 2º ano • 4/7 PARTICIPAÇÃO: Peça para os alunos se sentarem de forma confortável e fecharem os olhos. Quando todos estiverem prontos, solicite que eles façam três respirações profundas: inspirando pelo nariz e soltando o ar pela boca. Depois diga: “Agora eu quero que vocês prestem atenção no que estão sentindo e o que e como o seu corpo está reagindo a este momento”. Avise que eles devem permanecer em silêncio e de olhos fechados até o seu aviso. Guie a meditação para direcionar os alunos aos seus sentimentos: “Repare em como você está se sentindo”; “Você está calmo ou agitado?”; “Perceba se tem alguma sensação dentro do seu corpo”; “Os sentimentos podem se manifestar através de diferentes partes do nosso corpo, às vezes aparecem por meio de sensações na barriga, outras vezes no peito, outras vezes na garganta… repare o que você sente nas diferentes partes do seu corpo”; “Perceba se o que você está sentindo é um sentimento que te deixa tranquilo, relaxado ou algo que te deixa tenso, com o corpo mais pesado”, “A sensação é boa ou ruim?”; “Este sentimento tem uma cor? Seria uma cor clara ou uma cor escura?”, “Vocês sentem que estão com quanta energia no corpo, muita, normal ou pouca?”. Procure fazer uma pausa entre cada frase ou pergunta, para que os alunos tenham tempo de refletir. Depois de aproximadamente cinco minutos, encerre o exercício solicitando que os alunos abram os olhos. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Explique que os alunos devem localizar, na folha que foi entregue, as partes do corpo em que os sentimentos se manifestaram na hora da meditação. Diga que eles devem usar cores claras para indicar uma sensação fraca e cores escuras para indicar sensações fortes. Depois, em uma folha em branco, os alunos devem fazer um desenho para representar o que sentiram durante o exercício. Comunique que as cores podem ajudá- los a representar os seus sentimentos e que eles estão livres para criar o desenho. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Primeiro vocês vão localizar no corpo as sensações e, depois, vocês vão expressar os seus sentimentos por meio de um desenho”. TRABALHO INDIVIDUAL: Circule pela sala de aula enquanto os alunos desenham. Procure conversar com eles sobre como estão representando seus sentimentos. Disponibilize cerca de 15 minutos para esta atividade e avise quando o tempo estiver terminando. ENCERRAMENTO: No fim da aula introdutória, peça para os alunos se sentarem em roda e contarem como foi a experiência de meditar e desenhar os seus sentimentos. Depois, fale sobre alguns sentimentos, como alegria, medo, tristeza e raiva, e pergunte para as crianças como elas acham que geralmente sentimos estes sentimentos no nosso corpo. 83 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DESENHANDO SENTIMENTOS • 2º ano • 5/7 Engaje os alunos na reflexão, pergunte se quando estão sentindo aquele sentimento, se eles sentem sensações parecidas ou diferentes. Por exemplo: “Quando estou triste, eu tenho pouca energia e eu sinto uma sensação forte e ruim na garganta e no peito. E vocês, como se sentem? ”, “Nesse caso, chorar me ajuda a aliviar a sensação forte e ruim na garganta e no peito, deixando ela menos intensa, apesar de ainda continuar lá. E vocês? Já repararam como o corpo fica depois que vocês choram quando estão tristes?”, “Geralmente, quando eu estou muito feliz e animada, eu sinto uma sensação forte e boa no peito, e muita energia no corpo. E vocês”, e assim por diante. Ao repetir esta atividade de rotina, caso perceba que existe um espaço de confiança e acolhimento, é possível chamar um voluntário por aula para apresentar o seu desenho e explicar o que ele significa, bem como as sensações que os sentimentos estão despertando nele. Procure chamar uma criança diferente em cada aula para garantir que todos tenham uma vez. Ao final, sempre agradeça a criança pela confiança que ela teve em você e nos colegas em compartilhar como se ela se sente. Mas respeite a vontade dos alunos se eles não quiserem compartilhar o desenho com a turma. Caso perceba que algum aluno está profundamente triste, não faça esta parte da atividade e o chame para conversar individualmente depois. PONTO DE ATENÇÃO: A ideia da atividade não é a de investigar o motivo do aluno estar se sentindo daquela maneira, o que poderia expor o aluno emocionalmente ou desencadear reações emocionais intensas, mas o intuito é apenas de ajudá-lo a entender como ele está se sentindo naquele momento. Portanto, é importante ficar atento ao menor sinal de que a atividade está fugindo de seu objetivo. Neste caso, agradeça a apresentação e diga que a criança pode conversar com você depois sobre o que está acontecendo, com mais calma. Encerre a atividade e chame a criança para conversar individualmente em seguida. Caso a atividade desencadeie abruptamente reações emocionais intensas, você deve agir com tranquilidade e naturalidade, acalmar a criança e encerrar a atividade. Por exemplo, a criança tem uma reação de raiva, como gritar e bater o pé, traduza para a criança que ela está sentindo raiva, que quando sentimos raiva temos vontade de ter estes comportamentos, mas que ter estes comportamentos não vão ajudá-la a se sentir melhor. Diga que nestes casos precisamos respirar bem profundamente e devagar para aos poucos nos sentirmos melhor. Outro exemplo extremo é o de a criança começar a chorar. Diga a ela com voz amável que chorar é natural, alivia as sensações intensas e que você também faz isso. Espere ela se acalmar e valorize a criança dizendo que ela está sendo forte por se permitir chorar. Chame a criança para conversar com você em seguida ou quando for possível. Nesta conversa, escute-a com atenção e valide o que ela está sentindo. O simples ato de validar o sentimento do outro e escutá-lo faz com que as sensações fortes e ruins sentidas no corpo se atenuem. Caso a criança lhe conte um problema em que ela precise de ajuda, comunique o diretor da sua escola e os responsáveis pela criança. 84 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DESENHANDO SENTIMENTOS• 2º ano • 6/7 DIFERENCIAÇÃO: É possível que algumas crianças apresentem dificuldade no exercício da meditação. Sentar sozinho em silêncio e se manter focado pode ser difícil para alunos desta faixa etária, principalmente para aqueles que ainda não conseguem manter o foco por períodos prolongados. Você pode ajudar um aluno que apresente dificuldade no exercício pedindo que ele se posicione em um local que favoreça a sua concentração. Outra opção seria pedir para ele sentar ao seu lado. Veja esta aula como uma oportunidade de aprendizado e entenda que é natural que crianças demonstrem diferentes níveis de concentração. Isso não é um problema. Em geral, os alunos que apresentam maiores dificuldades são os que mais precisam da atividade. Observe o foco de seus alunos para determinar a duração da meditação. É importante que a meditação não seja demasiadamente longa, exigindo um esforço excessivo. Você, professor(a), pode diferenciar o tempo do exercício aumentando ou diminuindo o tempo de meditação de acordo com o desempenho de seus alunos. AVALIAÇÃO: Enquanto os alunos estiverem desenhando, repare na capacidade que cada criança tem de se expressar através do desenho. É possível que você não consiga avaliar todos os alunos em uma só aula, portanto, continue a avaliação ao repetir esta atividade de rotina, prestando atenção em diferentes alunos a cada vez. Quando necessário, faça perguntas aos seus alunos para que possam te ajudar a avaliar se eles alcançaram o objetivo da aula, como: “Como você representou seus sentimentos neste desenho?” e “Por que você escolheu usar essas cores?” Além disso, preste atenção nos relatos dos alunos quando eles apresentarem os seus trabalhos. Esta apresentação poderá te dar informações importantes sobre como o aluno usou trabalho artístico para representar o seu estado emocional presente. CRIANDO UMA ROTINA: Implemente esta atividade em sua rotina de sala de aula, praticando-a no mínimo duas vezes por semana. Após dois ou três meses de prática, você pode adaptar a atividade, pedindo para os alunos falarem sobre seus sentimentos ao invés de desenhá-los e localizarem as sensações no corpo. A aposta é que ao ter tido bastante oportunidade para observar seu corpo, expressar sentimentos com a arte e conversar sobre estas experiências em roda, o aluno se torne mais capaz de identificar e nomear suas emoções, facilitando a conversa oral. Assim, após a meditação, varie a atividade, pedindo para os alunos compartilharem seus sentimentos e emoções com o colega ao lado. Outras vezes, caso se sintam confortáveis, você pode pedir para eles contarem como estão se sentindo para a turma toda. Entretanto, é importante que os alunos ainda tenham a chance de se expressar através da arte. Diminua a frequência do desenho, mas, sempre que possível, volte para ele. Desenhar como forma de expressar sentimentos é uma atividade prazerosa que gera muitos benefícios para o desenvolvimento socioemocional das crianças. Logo, mesmo que os alunos já estejam preparados para conversar sobre emoções, ofereça oportunidades para eles continuarem desenhando seus sentimentos quando possível. 85 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S D E SE N H A N D O S E N TI M E N TO S • 2 º a no • 7/ 7 A N EX O 1 Localizando sensações em seu corpo 87 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ESCANEAMENTO CORPORAL • 2º ano • 1/5 ESCANEAMENTO CORPORAL Nesta atividade, os alunos serão guiados pelo(a) professor(a) a focar em suas sensações corporais. JUSTIFICATIVA: Escaneamento Corporal é uma prática de mindfulness, que tem como objetivo trazer a atenção dos alunos à experiência que estão vivenciando no momento, o que auxilia na redução do estresse e da ansiedade. Os alunos precisarão prestar atenção em seu corpo, no contato da pele com outras superfícies, na temperatura e nas sensações internas. A prática regular desta atividade favorece o foco e a concentração, pois precisarão inibir pensamentos que as impediriam de focar nas sensações corporais e sustentar a atenção nestas sensações pelo tempo da atividade. O fortalecimento do foco traz muitos benefícios, entre eles a redução da ansiedade, da raiva e da impulsividade (tolerância ao estresse e tolerância à frustração). FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa <<Essa atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>> CONTEXTO: Esta atividade deve acontecer em um local silencioso, com espaço para todos os alunos se deitarem no chão (caso tenha tapete) ou se encostem na parede. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Foco › Tolerância à frustração › Tolerância ao estresse As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 88 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ESCANEAMENTO CORPORAL • 2º ano • 2/5 RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA UNIDADE TEMÁTICA: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). UNIDADE TEMÁTICA: ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA (ALFABETIZAÇÃO) Objeto de Conhecimento: Forma de composição do texto › Habilidade: (EF02LP17) Identificar e reproduzir, em relatos de experiências pessoais, a sequência dos fatos, utilizando expressões que marquem a passagem do tempo (“antes”, “depois”, “ontem”, “hoje”, “amanhã”, “outro dia”, “antigamente”, “há muito tempo” etc.), e o nível de informatividade necessário. PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão seguir as direções do(a) professor(a) e focar em suas sensações corporais. DURAÇÃO: 10 a 15 minutos MATERIAIS: › Imagem de um aparelho de Raio-X.(buscar em revistas ou Internet) PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Apresente a imagem da máquina de Raio-X e pergunte se eles sabem do que se trata. Escute algumas respostas e explique: “Esta máquina escaneia o que há dentro do nosso corpo. Ela ajuda na investigação dos ossos e outros órgãos do corpo humano para identificar se há ossos quebrados, cáries nos dentes etc. 89 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ESCANEAMENTO CORPORAL • 2º ano • 3/5 A máquina de Raio-X também é usada nos aeroportos e mesmo com a mala fechada, ela consegue mostrar todos os itens que colocamos na nossa bagagem. Ela mostra se tem brinquedo, roupa, algum biscoito etc.”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Diga aos alunos que, nesta atividade, eles irão “escanear” o próprio corpo. Explique que, como um scanner, que pode enxergar tudo que tem dentro do corpo ou da mala, eles tentarão perceber todas as sensações do corpo. PREPARAÇÃO: Peça que as crianças se deitem no chão (caso tenha algum tapete) ou se encostem na parede, fiquem de olhos fechados e atentas aos seus comandos. Pontue a importância do foco, pois só assim será possível observar as sensações corporais difíceis de perceber. Solicite que os alunos coloquem as mãos na barriga e façam três respirações profundas. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Hoje, vocês irão prestar atenção às sensações corporais a partir das minhas instruções”. PARTICIPAÇÃO: Guie a respiração de seusalunos, pedindo que eles inspirem e expirem lentamente, percebendo o movimento do ar dentro do corpo: “Inspire, puxando o ar pelo nariz, e expire, soltando o ar bem devagarzinho”. Peça que eles sintam como cada respiração se move dentro do corpo, enchendo o peito e a barriga suavemente. Faça isso até sentir que eles estão atentos e relaxados. Faça perguntas, para incentivar que os alunos prestem atenção em suas sensações corporais. Procure direcionar a atenção deles, lentamente, para cada parte do corpo; da cabeça aos pés. Algumas sugestões: › “O ar que entra pelo nariz está quente ou frio? Conseguem perceber? E ao sair, o ar sai quente ou frio? Percebam a temperatura desse ar”; › “Vocês sentem o ar percorrendo todo o corpo? Ele passa pela sua garganta, desce pelo seu peito e chega até sua barriga?”; › “Percebam o ar saindo sozinho, sem que vocês façam esforço”; › “Repare como o ar enche a sua barriga”; › “Observe a barriga murchando”; › “Com o movimento de sua respiração, perceba sua barriga encostando na roupa no momento da inspiração. O que acontece com esse contato quando você solta o ar?”; 90 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ESCANEAMENTO CORPORAL • 2º ano • 4/5 › “Agora, perceba como estão seus dedos dos pés, sinta-os. Tenta deixá-los soltinhos”; › “Suba um pouquinho e perceba as pernas. Qual é a sensação de peso em suas pernas? Elas estão leves ou pesadas?”; › “Subindo mais um pouco, como estão seus braços? Vocês estão sentindo eles tocarem no chão/na parede? Seus braços estão frios ou quentes?”; › “Agora, perceba seus ombros, pescoço e rosto. Eles estão relaxados ou duros?”; › “Vamos levar a atenção, agora, ao coração. Perceba como ele está batendo. Está rápido ou devagar? O que vocês estão sentindo ao prestar atenção no coração?; Ao terminar, diga aos alunos que abram os olhos lentamente, mexam os pés e as mãos, estiquem o corpo e se espreguicem. Depois, peça que eles se sentem em roda. ENCERRAMENTO: Em roda, converse sobre a experiência. Diga que este é um exercício de relaxamento que faz com que sejamos mais focados. Pergunte se os alunos perceberam alguma diferença no corpo, antes e depois do escaneamento corporal. Pergunte se eles se sentiram mais calmos e relaxados ou se continuam do mesmo modo. Pergunte se alguém ficou agitado ou nervoso. Estimule a participação de todos, pedindo “Quem concorda, levanta a mão”, e perguntando “Quem teve uma experiência diferente e gostaria de compartilhar conosco?”. DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade propicia o desenvolvimento do foco. Entretanto, alguns alunos podem ter dificuldade com a atividade, especificamente em permanecerem deitados e manterem a atenção por um período longo de tempo. Se isso ocorrer, não há problema. É possível que algumas crianças precisem de mais oportunidades para exercitar o foco do que outras. Se perceber que algumas crianças se distraem no processo, tente trazer sua atenção novamente para a sua narrativa. Pense também em outras atividades e estratégias que podem ajudar os alunos neste processo. Ao final, você pode perguntar para a turma se foi fácil ficar parado e manter a atenção durante a atividade, e o que acharam que foi mais difícil, por exemplo. Possivelmente, uma dinâmica como essa pode demorar para se tornar uma rotina e ser bem aceita por todos. Portanto, é preciso ter paciência. Muitas vezes, os alunos que apresentam maiores dificuldades são os que mais se beneficiarão da atividade. AVALIAÇÃO: Avalie o foco de seus alunos durante a atividade. Observe quais crianças conseguiram seguir as direções e quais tiveram dificuldade. Perceba, também, se alguns alunos ficaram muito agitados 91 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ESCANEAMENTO CORPORAL • 2º ano • 5/5 a ponto de não conseguirem se beneficiar do exercício. No fim da aula, considere os relatos sobre a experiência. O ponto de vista dos alunos a respeito de como se sentiram antes e depois te ajudará a avaliar a eficácia da prática. Faça anotações, para guiar o seu trabalho, assim como te ajudar a analisar o impacto da atividade ao longo do tempo. CRIANDO UMA ROTINA: Implemente esta atividade em sua rotina de sala de aula, escolhendo um horário fixo para praticá-la. O ideal seria praticá-la todos os dias, mesmo que por curtos períodos de tempo. Se isso não for possível, procure repeti- la pelo menos duas vezes na semana. Quando houver tempo, promova um debate sobre como foi a experiência para os alunos. É importante ajudá- los a refletir sobre os benefícios desta prática. A repetição do exercício te ajudará a perceber as oscilações de comportamento de seus alunos. Provavelmente, um aluno estará mais concentrado em um dia e mais disperso no outro. Sem expor as crianças, rocure incluir tais comparações nos debates, para que as crianças se tornem mais conscientes de si. Ao criar uma rotina, você poderá optar por unir esta prática à atividade de rotina Como Estou me Sentindo?. Sendo assim, primeiro pratique o escaneamento corporal com seus alunos, depois emende-o na próxima atividade, perguntando como os alunos estão se sentindo e pedindo que eles utilizem o mural As Cores que Sentimos, para indicar a sua emoção. Explique que o escaneamento corporal serve para nos tornar mais conscientes de nossas sensações corporais e emoções. 93 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 1/12 GRÁFICO DE FOCO Nesta aula, os alunos usarão um relógio digital para marcar o tempo que conseguem permanecer focados em uma atividade. A atividade propõe uma reflexão sobre quais comportamentos favorecem a manutenção do foco e quais diminuem a probabilidade do aluno conseguir se manter focado na tarefa. Trata-se de uma atividade de rotina, pois a prática de cronometrar o tempo de trabalho e refletir sobre o que influenciou no tempo dispendido é repetida durante o ano, para estimular que as crianças sejam capazes de autorregular seus comportamentos durante uma atividade ou aula na escola, desenvolvendo suas competências de foco e organização. JUSTIFICATIVA: A prática de marcar o tempo de foco em uma tarefa e posteriormente avaliar comportamentos durante a sua execução visa a ajudar os alunos a compreenderem quais são os comportamentos e os elementos do ambiente (por exemplo, barulho), bem como da tarefa (por exemplo, alto nível de dificuldade) que facilitam ou dificultam a manutenção do foco na tarefa. Com o tempo, os alunos se tornarão mais conscientes sobre quais estratégias funcionam melhor para que se mantenham focados. A atividade também ensina que, ao aumentar o foco e o tempo produtivo de trabalho, o aproveitamento escolar melhora. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Foco › Organização › Persistência › Responsabilidade › Tolerância à frustração As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 94 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 2/12 Portanto, esta prática visa a desenvolver a capacidade de foco dos alunos. A repetição desta aula também ajuda as crianças a autorregularem seus comportamentos e a desenvolverem a organização. Afinal, elas precisam planejar (organização) o que farão para aumentar o tempo de foco e diminuir as distrações, além de desenvolver um senso maior do tempo que demoram em certas atividades (organização do tempo). É importante que os alunos entendam que o exercício do foco no dia-a- dia é uma forma de escolha que os ajuda a aprenderem mais na escola (responsabilidade), pois a atividade também ensina que, ao aumentar o foco e o tempo produtivo de trabalho, o aproveitamento escolar melhora. O exercício de manutenção do foco pode ser difícil no início, mas os alunos poderão desenvolver estratégias para lidar com as dificuldades, ossentimentos de cansaço, bem como para lidar com possíveis distrações que seriam mais prazerosas do que fazer a atividade em questão, como conversar com o colega ao lado. Desse modo, a atividade oportuniza o desenvolvimento da persistência e da tolerância à frustração. Ademais, a atividade proporciona a oportunidade de que as crianças aprendam e pratiquem habilidades matemáticas importantes, como usar um relógio digital, contar e/ou subtrair para calcular o intervalo de tempo, bem como organizar informações em um gráfico de barras. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Matemática; Língua Portuguesa. <<Esta atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: MATEMÁTICA UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS Objeto de Conhecimento: Leitura, escrita, comparação e ordenação de números de até três ordens pela compreensão de características do sistema de numeração decimal (valor posicional e papel do zero) › Habilidade: (EF02MA01) Comparar e ordenar números naturais (até a ordem de centenas) pela compreensão de características do sistema de numeração decimal (valor posicional e função do zero). Objeto de Conhecimento: Problemas envolvendo diferentes significados da adição e da subtração (juntar, acrescentar, separar, retirar) › Habilidade: (EF02MA06) Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração, envolvendo números de até três ordens, com os significados de juntar, acrescentar, separar, retirar, utilizando estratégias pessoais ou convencionais. 95 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 3/12 Objeto de Conhecimento: Identificação de regularidade de sequências e determinação de elementos ausentes na sequência › Habilidade: (EF02MA10) Descrever um padrão (ou regularidade) de sequências repetitivas e de sequências recursivas, por meio de palavras, símbolos ou desenhos. UNIDADE TEMÁTICA: GRANDEZAS E MEDIDAS Objeto de Conhecimento: Medidas de tempo: intervalo de tempo, uso do calendário, leitura de horas em relógios digitais e ordenação de datas › Habilidade: (EF02MA19) Medir a duração de um intervalo de tempo por meio de relógio digital e registrar o horário do início e do fim do intervalo. UNIDADE TEMÁTICA: PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA Objeto de Conhecimento: Coleta, classificação e representação de dados em tabelas simples e de dupla entrada e em gráficos de colunas › Habilidade: (EF02MA22) Comparar informações de pesquisas apresentadas por meio de tabelas de dupla entrada e em gráficos de colunas simples ou barras, para melhor compreender aspectos da realidade próxima. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). 96 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 4/12 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão refletir sobre o tempo em que permanecem focados em uma atividade acadêmica e sobre quais comportamentos e variáveis que favorecem ou dificultam a manutenção do foco DURAÇÃO: A duração desta aula dependerá do tempo de foco de seus alunos e da atividade escolhida para o exercício. MATERIAIS: › 1 relógio digital, podendo ser de pulso ou celular; › 1 pregador de roupa; › Quadro (negro ou branco) e pincel marcador ou giz; › 1 folha de papel grande, como: cartolina ou papel 40kg (se conseguir uma folha de papel grande quadriculada, seria o ideal); › Modelo de cartaz Gráfico de foco; (ANEXO 1) › Canetas coloridas para escrever no cartaz Gráfico de foco; › Régua; › Lápis. PREPARAÇÃO: › Antes de iniciar a atividade, sugerimos que você marque o tempo de foco de seus alunos em algumas aulas. Assim, você poderá determinar uma meta (tempo de foco) que eles já alcançaram, conseguindo, portanto, ter sucesso nesta atividade. É importante que você marque o tempo de concentração de seus alunos na mesma disciplina e tipo de tarefa em que fará a atividade. Por exemplo, se você fizer a atividade na hora da leitura individual na aula de português, é fundamental que já saiba quanto tempo a maioria consegue permanecer nessa atividade sem perder o foco. › Prepare o Gráfico de foco na folha de papel grande, de acordo com a imagem de referência. Se você não conseguir uma folha de papel quadriculada, use uma régua e um lápis para fazer medidas e garantir que os espaços entre os números do gráfico estejam proporcionais. Os números que você incluir no gráfico deverão estar de acordo com o tempo de foco de sua turma. É importante começar do zero e terminar em um número que os seus alunos ainda não alcançaram. Use as suas observações sobre o tempo de foco dos alunos para determinar uma meta final para o gráfico. Por exemplo, se os seus alunos conseguirem focar por 15 minutos este gráfico poderá ir de 0 a 30 minutos, assim eles terão uma meta para conquistar ao longo do tempo. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Comece perguntando aos alunos se eles sabem o que é “concentração”. Escute alguns alunos a fim de saber o conhecimento prévio. 97 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 5/12 Depois explique “Concentração é quando conseguimos prestar atenção em algo ou alguém por um período de tempo”. Faça a seguinte pergunta aos alunos: “Vocês acham que controlamos totalmente a nossa atenção? Ou seja, que sempre decidimos se vamos ou não prestar atenção em algo ou alguém?”. Novamente escute as respostas e veja se todos os alunos concordam com o que foi dito pelos colegas ou se alguém pensa de forma diferente. Depois, explique que não temos total controle sobre o que prestamos atenção, mas que temos apenas parte deste controle. Diga que podemos decidir prestar atenção em algo e de repente a nossa atenção mudar o alvo sem que nós tenhamos decidido voluntariamente mudá-la. Escute as reações dos alunos e se eles se surpreenderam com esta informação. Exemplifique com uma história fictícia: “Maria gosta muito de ler histórias. Um dia ela decidiu continuar a ler um livro, pois estava gostando muito da história e queria saber como ela terminava. Ao lado dela, estavam João e Rafaela conversando sobre o que tinham feito no final de semana. Como ela já sabia o que eles tinham feito no final de semana, ela decidiu prestar atenção na leitura, pois queria muito saber o que ia acontecer na história. Ela estava conseguindo concentrar-se na leitura e ignorar a conversa que acontecia ao lado dela, mas de repente o nome dela surgiu na conversa entre Rafaela e João. Ao escutar seu nome, automaticamente ela deixou de prestar atenção na leitura e passou a prestar atenção nesta conversa, pois poderiam estar falando sobre ela”. Explique que, neste caso, Maria não teve controle de sua atenção. Ela estava querendo prestar atenção na leitura, mas ao ouvir o seu nome, ela não conseguiu mais fazer o que queria e sua atenção foiatraída por algo que aconteceu ao seu redor e que ela não estava esperando. Neste momento, por mais que ela quisesse ler, a atenção dela mudou de alvo. Explique que estas mudanças no foco acontecem com frequência justamente porque não temos total controle da nossa atenção. O que podemos fazer é, depois que a nossa atenção mudou de alvo, escolher voltar para a tarefa anterior (ler o livro) ou deixar de lado o que estávamos fazendo e fazer a nova atividade que atraiu a nossa atenção. Dê outros exemplos e pergunte se algo parecido aconteceu com os alunos e deixe eles contarem qual escolha fizeram nessas situações. Alguns exemplos são sugeridos aqui, mas você pode escolher outros que julgar mais pertinentes. Por exemplo: “Já aconteceu de vocês estarem fazendo a lição de casa e alguém falar que o desenho favorito de vocês está começando?” ou “Alguém já estava tentando ver algo na TV que queria muito e do nada começar um barulho de obra perto de casa?”. Escute as respostas e pergunte: “Vocês conseguiram voltar a prestar atenção no que estavam fazendo depois de terem mudado o foco da atenção?”. Aos que nunca passaram por essas situações, pergunte o que eles fariam nelas. Neste momento, vá listando as estratégias relatadas pelos alunos de inibir a distração e voltar para a atividade que estavam fazendo. Caso na situação da lição de casa eles digam que iriam assistir ao desenho e depois fazer a lição, diga que eles teriam apenas o tempo em que o desenho passaria para fazer a lição e que caso assistissem ao desenho, ficariam sem fazer a lição. Explicite que quando essas situações acontecem, em que algo atrai a nossa atenção, temos que fazer uma escolha sobre o que fazer nestas situações, se vamos deixar a distração tomar conta de nós ou se vamos tentar voltar para o que precisamos ou queremos fazer naquele momento. 98 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 6/12 EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Explique o que os alunos vão fazer naquela determinada aula e pergunte: “Como podemos medir o foco de vocês em determinada atividade?”. Ouça o que os alunos dizem e fale que o relógio digital pode ser um aliado para ajudar a entender o tempo de foco em determinada atividade. Explique a atividade: “Eu vou marcar quantos minutos vocês conseguem se concentrar sem perder o foco”. Avise que vocês irão marcar o tempo de concentração deles como uma medida de foco. Mostre o relógio digital e, se necessário, questione os alunos sobre o nome e o uso do instrumento. Possivelmente, você vai precisar demonstrar como ele funciona. Se esse for o caso, anote alguns horários no quadro e explique como ler a hora. Pratique o suficiente, a fim de garantir que todos entendam e estejam prontos para a atividade. Diga que, para se concentrar por bastante tempo, são necessárias algumas estratégias de manutenção do foco. Discuta com os alunos sobre estratégias para manter o foco, perguntando: “O que vocês fazem quando querem focar em determinada atividade? Qual estratégia vocês utilizam?” . Liste essas estratégias com os alunos. Você também pode citar alguns exemplos de estratégia: evitar conversas fora de hora, deixar em cima da mesa apenas o material que for usar, anotar algum assunto que lembrar e que queira conversar com o amigo para falar com ele depois da tarefa, falar com voz baixa para não atrapalhar os outros, fazer uma coisa de cada vez, sentar sozinho(a) ou longe daquele amigo que dá vontade de conversar etc. Peça que cada um deles escolha uma das estratégias que eles acreditam que terá maior impacto positivo no tempo que conseguem focar na atividade. Relembre rapidamente o que alunos irão fazer nesta aula e diga: “Vamos cronometrar quanto tempo vocês conseguem trabalhar nesta atividade” Proponha uma meta atingível para a turma, baseando-se em suas observações passadas, como: “Será que vocês conseguem focar por 20 minutos?” DEMONSTRAÇÃO: Possivelmente, você precisará fazer uma demonstração. Uma sugestão é propor que vocês marquem o tempo que demoram para cantar uma música popular na turma. Você pode selecionar um aluno para ser o ajudante, dando a ele a responsabilidade de que leia a hora que vocês começaram e terminaram de cantar a música. É importante ressaltar que, quando marcamos o tempo, precisamos verificar a hora exata do início e do fim da atividade. Explique que é importante anotar essas informações, para que depois vocês possam calcular o tempo que passou. Portanto, peça ao ajudante que anote o horário certo que vocês iniciaram e terminaram a cantoria. Depois, peça ajuda aos alunos, para calcular o tempo que passou. Relembre, rapidamente, o que os alunos irão fazer nesta aula e diga: “Vamos medir quanto tempo vocês conseguem trabalhar sem distrações ou interrupções?”. 99 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 7/12 EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vamos medir o tempo que vocês conseguem focar e vamos refletir sobre o que influenciou esse tempo no final da aula”. TRABALHO INDEPENDENTE: Peça aos alunos que se desloquem para os lugares onde permanecerão durante a atividade. Quando todos estiverem prontos, selecione dois alunos para serem ajudantes. Solicite que eles utilizem o relógio digital, a fim de verificar o horário de início da atividade. Peça, também, que eles anotem esse horário no quadro. Ofereça apoio aos alunos e verifique se executaram as suas tarefas corretamente. Avise que o tempo marcado será o da turma e que será finalizado quando metade dos alunos demonstrarem ter perdido o foco. Isso é importante para que os alunos que continuarem focados não se desmotivem. Depois, peça para os alunos começarem a trabalhar na atividade escolhida. Circule pela sala de aula, ajudando os alunos quando necessário e lembrando o objetivo desta atividade. Dê feedbacks positivos para incentivá-los, como: “Nossa, vocês realmente estão crescendo e conseguindo focar muito mais do que antes!”; “João, estou vendo que você está evitando distrações. Que bom, acho que você vai aproveitar muito mais a aula assim”. Observe os seus alunos e ofereça suporte e diferenciações de acordo com a necessidade deles (para mais informações, veja a seção «Diferenciação» abaixo). Quando os alunos começarem a dispersar, comente as suas observações: “Estou percebendo que estamos perdendo o foco. Será que conseguimos focar por mais um pouco?”. Atente-se para sinais que indicam que um grande número de alunos (pelo menos metade da turma) se distraíram e perderam o foco. Quando isto ocorrer, anuncie o fim da atividade e escolha dois alunos para verificar o horário e anotá-lo no quadro. ENCERRAMENTO: Em roda, peça ajuda aos alunos para calcular o intervalo de tempo que permaneceram focados na atividade. É importante elogiar a performance deles, para que se sintam motivados a continuar se esforçando nas próximas vezes. Portanto, nesse momento, procure ressaltar os comportamentos que deram certo e, por ora, ignore o que não funcionou. Mostre o Gráfico de foco, diga que é um gráfico de barras e explique que ele servirá para marcar o tempo de concentração durante vários dias. Escreva a data inicial na parte inferior do gráfico (como na imagem de referência) e questione as crianças a respeito do tempo que permaneceram focadas. Chame um aluno para marcar essa informação no gráfico. Pergunte como foi a experiência. Possíveis perguntas: “Como vocês se sentiram enquanto marcávamos o tempo?”; “Teve algum momento em que vocês se sentiram mais focados?”; “O que estava acontecendo para que se sentissem assim? , 100 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 8/12 O assunto da atividade era mais legal, a sala estava silenciosa etc.?” “Houve momentos difíceis de focar?”; “O que atrapalha a concentração de vocês?”; “O que vocês fizeram quando perderam a atenção?”. Essas perguntas não precisam ser feitas na primeiraaula, mas podem ser usadas nos diferentes dias em que a atividade for realizada. Caso o tempo de concentração da turma na tarefa tenha sido menor que o tempo em atividade anterior, é importante levantar esta reflexão de quais motivos podem ter feito com que o tempo fosse menor nesta atividade. Alguns possíveis questionamentos para título de exemplo: Será que foi o momento da aula (por exemplo, antes do almoço e talvez os alunos estivessem com fome; ou primeira aula do dia e os alunos ainda estavam com sono), ou será que foi a dificuldade da tarefa que era maior que a da tarefa realizada na aula passada, ou, ainda, estava tendo barulho na sala ao lado naquele dia. Ainda, é possível dividir a turma em grupos de trabalho ou duplas e verificar se essa configuração ajudou a manter o foco ou não. Provavelmente, a resposta não será a mesma para todos os alunos, mas será uma oportunidade para que cada aluno avalie a forma de trabalhar que aumente as probabilidades de se manter focado na tarefa. Incentive os alunos a escreverem uma estratégia que eles vão utilizar na próxima aula para focar melhor. Pergunte aos alunos qual estratégia escolheram e pergunte: “Quem acha que essa estratégia também poderia ajudar a se manter focado na tarefa? Quem pode me contar uma estratégia diferente que vai utilizar?” Na próxima aula que utilizar essa atividade, peça para que eles consultem a estratégia escolhida para relembrar. Aproveite para criar metas para o futuro: “O que pode ajudar vocês a se concentrarem ainda mais da próxima vez?”; “Vocês acham que, se repetirmos essa atividade toda semana, conseguiremos aumentar o nosso tempo de foco?”; “Como podemos fazer para evitar as distrações?”. Deixe claro que a meta é alcançar o topo do gráfico. Lembre-se que essa atividade também pode ser utilizada em outros momentos, não somente nessa aula. Explique que o foco é uma habilidade que eles usam em diferentes momentos e não somente na aula, mas também no dever de casa, na leitura de um livro e ao ouvir alguém contar sobre algo que aconteceu com ele, por exemplo. DIFERENCIAÇÃO: Nesta aula, é importante levar em consideração as dificuldades de diferentes crianças. Focar em uma atividade é muito mais fácil para uns do que para outros. Cada criança tem o seu próprio tempo de foco e, portanto, alguns alunos terão maior dificuldade que outros para perceberem o que os auxilia e o que os atrapalha na manutenção do seu foco. Ainda, haverá aluno com maior dificuldade que outros para autorregular seu comportamento de se manter focado na tarefa. Uma forma de ajudar este aluno é ir até a sua mesa e lembrá-lo do que ele estava fazendo quando o vir distraído, como modo de redirecionar a sua atenção de volta para a tarefa. Ainda, é possível descrever a esse aluno o que você observa que o ajuda ou o atrapalha a se manter focado na tarefa. Além disso, o aluno se beneficiará se você fizer perguntas que o auxiliem a se autorregular, como “O que você precisa fazer agora?” ou “Você está se distraindo, o que você pode fazer para tentar voltar para a tarefa? 101 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 9/12 AVALIAÇÃO: Verifique se os alunos foram capazes de medir o tempo que permaneceram focadas em uma atividade. Aproveite para examinar, também, suas habilidades matemáticas. Avalie o efeito desta atividade, verificando se os alunos estão conseguindo identificar os comportamentos ou elementos da tarefa ou ambiente que favorecem a distração. Também avalie se eles estão conseguindo se autorregular com mais facilidade à medida que esta atividade é repetida. A marcação de tempo é apenas uma brincadeira com o intuito de incentivar as crianças a focarem em uma dada aula ou atividade. Logo, é importante que você, professor(a), não se apegue a essa medida e entenda que ela vai variar de atividade para atividade, tanto para cima quanto para baixo. O importante é os alunos conseguirem fazer a reflexão do que os ajuda e o que os atrapalha para que se mantenham focados, bem como conseguirem fazer o cálculo do tempo de foco da turma. CRIANDO UMA ROTINA: Para a prática de marcação do tempo realmente ser eficaz, ela deverá ser integrada à rotina da turma. Se você estabelecer uma meta inicial de 25 minutos, é importante repetir essa mesma meta várias vezes antes de aumentá-la. Aumentar o tempo esperado muito depressa pode tornar a atividade difícil demais para os alunos. É fundamental que eles tenham sucesso na atividade. Procure repetir esta atividade não apenas na mesma disciplina, como também no mesmo momento da aula. Por exemplo, você pode escolher usar o Gráfico de foco quando os alunos estiverem lendo, escrevendo ou trabalhando individualmente em exercícios de Matemática. Seja qual for a escolha, use o Gráfico de foco sempre na mesma situação, o que inclui a mesma quantidade de exercícios e até, se possível, nível de dificuldade da tarefa. Sempre que combinar com a turma que o tempo de foco será medido, faça-o. Inclua o resultado no gráfico, ainda que o mesmo esteja acima ou abaixo da última marcação. É normal que o gráfico de barras tenha variações, pois diversos fatores podem afetar a concentração dos alunos. Comente os resultados com a turma, sejam positivos ou negativos. Questione os alunos sobre os motivos daquele resultado e pergunte o que eles podem fazer para focar por um tempo ainda maior da próxima vez. Os alunos devem ter oportunidades na aula para que compartilhem as estratégias entre eles do que funcionou e não funcionou para que outros alunos possam utilizar essas estratégias e verificar se funciona para eles. A cada vez que você repetir a atividade, procure variar os alunos responsáveis pela marcação do tempo, pelo cálculo da duração do intervalo e pela anotação das informações no gráfico. Assim, todos terão a oportunidade de praticar as competências matemáticas incluídas nesta atividade. Quando você achar que seus alunos estão prontos para trabalhar por mais tempo, poderá acrescentar cinco minutos e dizer: “Reparei que vocês estão muito focados e 25 minutos está ficando fácil demais. Vamos acrescentar mais cinco minutos? Será que vocês conseguem focar por 30 minutos hoje?”. 102 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 10/12 Combine com os alunos possíveis recompensas caso eles atinjam a meta estipulada, como forma de manter os alunos engajados em tentar manter o foco na atividade. Estas recompensas podem ser alguns minutos no final da aula para brincadeiras ou menor quantidade de exercícios de lição de casa, por exemplo. Você tem a liberdade de definir quais serão as recompensas, mas certifique-se de que elas são atrativas o suficiente para a sua turma para que eles queiram recebê-la. 103 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 11/12 ANEXO 1 Imagem de referência: Gráfico de Foco DATAS M IN U TO S D E LE IT U R A 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 104 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS GRÁFICO DE FOCO • 2º ano • 12/12 Exemplo de gráfico de barras – Minutos de leitura NOSSA META: 20 MINUTOS DE FOCO M IN U TO S D E LE IT U R A 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 05/set 09/set 12/set 16/set 19/set 23/set 26/set 105 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MAPA DA HISTÓRIA • 2º ano • 1/6 MAPA DA HISTÓRIA Nesta atividade, os alunos ouvirão uma história e completarão uma folha de exercício com seus diferenteselementos, incluindo o enredo, os personagens e o ambiente onde a história se desenrola. JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o intuito de estender o conhecimento dos alunos sobre elementos de uma história. Para tanto, eles utilizarão a folha de exercício Mapa da história, que serve como estrutura para facilitar a identificação e organização desses elementos. Reconhecer os elementos de uma história é indispensável para a compreensão do texto, competência fundamental a ser desenvolvida durante a alfabetização. A prática de identificar e organizar os elementos de uma história em uma folha de exercício aumentará a familiaridade do aluno com a literatura e o ajudará na hora de planejar e escrever suas próprias histórias. A aula tem o potencial de fortalecer o foco dos alunos, que precisarão prestar atenção durante todo o momento em que a história está sendo contada. Ao ouvir a narrativa, eles deverão se concentrar para identificar os elementos pedidos pelo professor. Além disso, eles terão que distinguir informações importantes de outros detalhes menos relevantes. FORMATO: Aula Única MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO Competências que podem ser trabalhadas: › Foco › Organização As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 106 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MAPA DA HISTÓRIA • 2º ano • 2/6 DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada › Habilidade: (EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, em meio impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. Objeto de Conhecimento: Construção do sistema alfabético/ Convenções da escrita › Habilidade: (EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia correta de palavras conhecidas ou com estruturas silábicas já dominadas, letras maiúsculas em início de frases e em substantivos próprios, segmentação entre as palavras, ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação. PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Estratégia de leitura › Habilidade: (EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas. › Habilidade: (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). 107 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MAPA DA HISTÓRIA • 2º ano • 3/6 PLANO DE AULA OBJETIVO: Após ouvir uma história, os alunos irão organizar os seus diferentes elementos em uma folha de exercício. DURAÇÃO: 40 a 50 minutos. MATERIAIS: › Livro de história (escolhido pelo professor); › Folha de exercício (uma por aluno): Mapa da história; (ANEXO 1) › Lápis e borracha; › Materiais para desenho, como: lápis de cor e lápis de cera. PREPARAÇÃO PARA A AULA: Escolha um livro de história que inclua os atributos mencionados abaixo: › Personagens; › Enredo: problema e solução; › Ambiente/cenário: localização e, se for o caso, período de tempo; › Autor e ilustrador. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Avise à turma que você vai ler uma história. Mostre o livro escolhido e acione o conhecimento prévio de seus alunos, fazendo perguntas sobre características de um livro, como: “Como se chama essa parte do livro (aponte para a capa)?”, “Quais informações eu tenho nela (capa)?”; “Onde fica o título?” etc. Ao ler o nome do(a) autor(a) e ilustrador(a), pergunte quem são essas pessoas e o que elas fazem. PARTICIPAÇÃO: Durante a leitura, faça pausas para comentar sobre os elementos da história que serão apresentados nesta aula. Sempre questione o conhecimento que os alunos já trazem, antes de apresentar um novo conceito: “Quem sabe o que é um personagem?”. Escute a definição dos alunos antes de explicar: “Os personagens são as pessoas da história. Um personagem também pode ser um animal ou até um objeto da história, quando este é vivo: fala e pensa”. Se possível, dê exemplos de personagens conhecidos pela turma. Depois, dê oportunidade para os alunos aplicarem este conceito, perguntando: “Quem são os personagens desta história?”. Repita o mesmo procedimento para conversar sobre o enredo e o ambiente. Explique que o enredo, geralmente, inclui um problema e uma solução. Esclareça, também, que o ambiente engloba os lugares onde a história acontece e o período de tempo. Apenas comente sobre o período de tempo se esta informação for relevante no livro que escolheu: 108 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MAPA DA HISTÓRIA • 2º ano • 4/6 “Essa história se passa no passado, presente ou futuro?”. Mas, se isso não se aplicar, como em contos de fadas, deixe esse conceito de lado, introduzindo-o mais à frente. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Mostre a folha de exercício Mapa da história e avise que os alunos devem usar as informações da história para completá-la. Explique o que eles precisam incluir em cada parte da folha, revendo os elementos que foram debatidos durante a leitura, como: “Aqui, vocês devem incluir os personagens. Quem pode me dar um exemplo de personagem desta história?”. Fica a seu critério se os alunos devem desenhar ou escrever na folha de exercício. Isso vai depender de onde estão no desenvolvimento da escrita e de seu objetivo para eles. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão escrever e/ou desenhar cada elemento da história nesta folha de exercício”. TRABALHO INDIVIDUAL: Circule pela sala de aula enquanto os alunos trabalham, oferecendo ajuda quando necessário. ENCERRAMENTO: Reúna seus alunos em uma roda e peça para eles trazerem seus trabalhos. Revisite a folha de exercício Mapa da história, questionando como os alunos preencheram cada parte dela. Pergunte: “O que vocês colocaram em personagens?”. Escute a resposta de uma criança e peça a todos que colocaram o mesmo, que levantem a mão. Solicite aos alunos que responderam algo diferente, que compartilhem o seu ponto de vista com a turma. Possivelmente, algumas crianças vão acrescentar mais detalhes que outras ao listar personagens secundários ou incluir mais partes do enredo. Isso não tem importância, o essencial é que elas compreendam a função de cada elemento da história e que as suas respostas façam sentido. DIFERENCIAÇÃO: Use o seu conhecimento sobre a turma para criar diferenciações apropriadas aos seus alunos. Crianças que não têm o hábito de ouvir histórias poderão encontrar dificuldades para se concentrar na narrativa. Você poderá ajudar estes alunos selecionando um texto simples, com poucos elementos e de fácil compreensão. Ler uma história já conhecida favorecerá a compreensãodestes alunos, permitindo que eles se concentrem nos elementos pedidos. Fazer pausas durante a contação da história para comentários e perguntas também pode ajudar alunos menos focados, mantendo-os engajados na atividade. É possível também, solicitar que o aluno repita cada frase da história. Na contação coletiva, caso a turma tenha bastante dificuldade para manter o foco na atividade até o final, você pode dizer que a cada 109 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MAPA DA HISTÓRIA • 2º ano • 5/6 frase escolherá um aluno para repetir o que acabou de contar. É importante que as frases sejam curtas e fáceis de serem repetidas. Caso o aluno escolhido não se lembre da frase, você poderá perguntar para a turma quem se lembra e pedir para que essa criança repita para a turma. Garanta que você trabalhou suficientemente bem com seus alunos o que são elementos de uma história antes de fazer esta atividade. Caso contrário, eles podem ter dificuldade e não conseguirem realizar a atividade. Uma segunda ideia seria pedir para os alunos completarem a folha de exercício em duplas. Assim, uma criança pode ajudar a outra. Entretanto, fique atento se os dois alunos estão participando da realização da tarefa e trabalhando em conjunto. Se a sua turma já estiver familiarizada com os elementos apresentados aqui (ou seja, se este tema já foi trabalhado com a turma), escolha uma história nova para ler. Você pode tornar a atividade mais desafiante ao escolher histórias mais complexas e com mais elementos, como, por exemplo, com uma série de personagens e ambientes. AVALIAÇÃO: Atente-se à folha de exercício de cada aluno e examine se ele soube identificar e organizar os elementos da história. Durante a leitura, avalie o conhecimento prévio das crianças, observando se souberam responder às suas perguntas. Aproveite, também, para analisar o foco dos alunos ao escutar a história. Repare se eles demonstraram interesse e curiosidade. DANDO CONTINUIDADE À AULA: Para que os conceitos apresentados nesta aula sejam internalizados pelos alunos, continue se referindo a eles durante o ano. Ao ler uma história para a turma, crie o hábito de pausar e fazer perguntas para checar a compreensão das crianças. O hábito da leitura ajudará os alunos a se concentrarem cada vez mais enquanto escutam ou leem uma história. Portanto, certifique-se de estar sempre lendo e oferecendo oportunidades para os alunos lerem, ou tentarem ler, sozinhos. Isso fortalecerá o foco deles e os tornará mais capazes de compreender a estrutura de um texto. 110 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S M A PA D A H IS TÓ R IA • 2º a no • 6/ 6 A N EX O 1 SEU NOME: TÍTULO DO LIVRO: AUTOR: ILUSTRADOR: CONCLUSÃO:ENREDO: PERSONAGENS: CENÁRIO: Folha de exercício › MAPA DA HISTÓRIA 111 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MAPA DO SOM • 2º ano • 1/6 MAPA DO SOM Os alunos irão prestar atenção em sons do ambiente e criar um Mapa do Som a partir do que ouvirem. JUSTIFICATIVA: O propósito desta atividade é ajudar os alunos a desenvolverem a concentração, ao focarem em um sentido (audição) e ignorarem outros estímulos. A capacidade de direcionar a atenção é muito importante tanto na escola quanto na vida, portanto, deve ser estimulada desde cedo. O Mapa do Som também ajuda as crianças a se sentirem mais calmas e relaxadas, podendo ser um bom preparo para uma aula. FORMATO: Aula Única DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Arte; Língua Portuguesa; Geografia. RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: ARTE UNIDADE TEMÁTICA: MÚSICA Objeto de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR15) Explorar fontes sonoras diversas, como as existentes no próprio corpo (palmas, voz, percussão corporal), MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO Competências que podem ser trabalhadas: › Foco As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 112 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MAPA DO SOM • 2º ano • 2/6 na natureza e em objetos cotidianos, reconhecendo os elementos constitutivos da música e as características de instrumentos musicais variados. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objetos de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. COMPONENTE: GEOGRAFIA UNIDADE TEMÁTICA: FORMAS DE REPRESENTAÇÃO E PENSAMENTO ESPACIAL Objeto de Conhecimento: Localização, orientação e representação espacial › Habilidade: (EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência. › Habilidade: (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos farão silêncio para ouvir sons do ambiente e, com isso, criar um mapa do som. DURAÇÃO: 20 minutos. MATERIAIS: › Folhas de exercício: Mapa do Som (uma por aluno); (ANEXO 1) › Lápis e borracha. 113 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MAPA DO SOM • 2º ano • 3/6 PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Conte aos alunos que, naquela aula, vocês farão um Mapa do Som. Pergunte o que é um mapa, e escute de duas a três respostas. Explique que o Mapa do Som é um pouco diferente do mapa que eles conhecem, pois, em vez de ter ruas, lugares ou objetos, ele tem representações de diferentes tipos de som. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Diga aos alunos que vocês vão sentar em algum lugar da escola para fazer um Mapa do Som. É importante que você, professor(a), escolha previamente este local. O ideal é que não seja um local muito barulhento a ponto de os alunos não conseguirem distinguir os diferentes sons ou até mesmo localizá-los. O local pode ser a própria sala de aula caso você a julgue adequada. Explique que, para fazer esse mapa, é preciso estar calmo e focado, pois só quando estamos relaxados é que conseguimos nos concentrar e escutar os tantos sons que nos rodeiam, mas passam despercebidos. Além disso, é importante explicar que eles irão realizar a tarefa individualmente, ou seja, que precisarão se manter em silêncio para que todos possam manter a atenção e ouvir todos os sons durante a atividade. PARTICIPAÇÃO: Pergunte como os alunos estão se sentindo no momento da aula. Para facilitar, faça perguntas, como: “Quem está se sentindo calmo e relaxado, levanta a mão”; “ E quem está agitado, levanta a mão”; “Agora quem não está nem relaxado e nem agitado, levanta a mão”. Comente sobre qual das três opções é a mais frequente naquele momento, e questione os alunos sobre a razão disso. Exemplo: “Por que será que a maioria da turma está agitada?”. Se for realmente o caso de a turma estar agitada, peça para alunos fecharem os olhos e fazerem um minuto de silêncio e prestarem atenção na sua respiração. DEMONSTRAÇÃO: Mostre a folha de exercício Mapa do Som aos alunos e demonstre como ela será utilizada.Diga: “Nós estamos no centro da folha, então eu gostaria que vocês se desenhassem bem no centro do papel”. A fim de que pratiquem antes de iniciar, peça para eles fazerem silêncio e escutarem todos os sons do ambiente (um relógio de parede, uma voz na sala ao lado, passos no corredor, um passarinho cantando etc.). Use alguns sons de exemplo e pergunte “De que direção está vindo esse som?”. Peça para os alunos apontarem a direção correta e use essa mesma orientação espacial para desenhar e/ou escrever a origem do som na folha (exemplo: se o som for o barulho do relógio, desenhe e/ou escreva “relógio”). Caso os alunos tenham dificuldade para compreender, você pode pedir para que eles fechem os olhos e bater palmas em um canto da sala e pedir para eles identificarem de qual direção as palmas estão vindo. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês devem fazer silêncio, prestar atenção nos sons do ambiente e mostrá-los em seus mapas”. 114 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MAPA DO SOM • 2º ano • 4/6 TRABALHO INDIVIDUAL: No lugar escolhido para a atividade, entregue uma folha Mapa do Som a cada aluno, e peça para eles se sentarem confortavelmente, permanecendo no mesmo lugar até o seu aviso. Lembre-os de que é fundamental que eles façam silêncio e trabalhem individualmente. Circule pelo espaço, oferecendo suporte ou ajuda quando necessário. Após 10 minutos, anuncie o fim da atividade. ENCERRAMENTO: Em roda, converse com os alunos sobre como foi essa experiência. Questione- os sobre o que ouviram e como representaram diferentes sons em seus mapas. Como, por exemplo: “Que sons vocês escutaram?”, “Que sons vocês já estavam acostumados a escutar aqui na escola?”, “Que sons vocês nunca tinham reparado aqui na escola? Por que vocês acham que nunca tinham reparado neste som antes? De onde ele veio?”, Dos sons que vocês escutaram, de qual vocês gostaram mais? Por quê?”. Estimule a participação da turma, pedindo que levantem a mão os alunos que ouviram o mesmo som que o amigo. Depois, pergunte às crianças se esta atividade as ajudou a ficarem mais calmas e preparadas para conhecer um novo conteúdo. Peça aos alunos que comparem como se sentiram antes e após esta aula. DIFERENCIAÇÃO: Nesta atividade, é importante considerar a capacidade dos alunos de focar em uma tarefa e ignorar outros estímulos. Crianças desta idade podem mostrar bastante diferença nesse aspecto, portanto não se pode ter a mesma expectativa para todos. Na hora de trabalhar, procure dar suporte aos alunos que demonstrarem estar mais agitados, sentando com eles e perguntando sobre os sons que estão escutando, assim, em conjunto, vocês podem pensar o que ele pode fazer para conseguir ficar mais focado. Sendo importante que além de sugestões que você poderá fazer a ele, o aluno também traga o que ele pensa e o que pode fazer para conseguir se concentrar. Também é importante saber que nem toda criança que apresenta dificuldade para manter o corpo parado não está focada. Algumas crianças precisam se movimentar para conseguir se concentrar. Sendo assim, permita que os alunos se mexam, contanto que estejam engajados na atividade. É possível que uma criança muito ativa atrapalhe a concentração dos outros, então escolha um lugar estratégico para ela, onde ela possa se movimentar sem incomodar ninguém, desde que ainda esteja incluída no grupo. Como os alunos também vão estar em diferentes fases na aquisição da escrita, você pode pedir para eles escreverem ou desenharem os sons que escutam. Se achar apropriado, peça para eles desenharem o som (de onde ele vem) e escreverem a palavra desejada em cima do desenho da forma que conseguirem. AVALIAÇÃO: Avalie a capacidade de seus alunos de ignorarem estímulos externos e focarem na atividade. Anote quais alunos conseguem se sentar e concentrar na tarefa facilmente e quais alunos demonstram dificuldade. 115 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MAPA DO SOM • 2º ano • 5/6 Se possível, repare, também, se a atividade foi útil para baixar o nível de energia da turma, analisando o comportamento dos alunos logo depois. Ao recolher os trabalhos, verifique o Mapa do Som de cada aluno e repare se ele registrou os sons presentes no ambiente na hora da atividade. Isso vai te permitir saber se o aluno seguiu as direções e entendeu o exercício. ANEXO 1 Folha de exercício: MAPA DO SOM © AS E – C ri ad or es d o Se nn in ha e s ua tu rm a: R og ér io M . M ar ti ns / R id au t D ia s Jr . passarinho vento abelha 116 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S M A PA D O S O M • 2º a no • 6/ 6 117 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PERGUNTAS PARA A RODA DE ENTRADA • 2º ano • 1/8 PERGUNTAS PARA A RODA DE ENTRADA Esta atividade consiste em uma uma roda de conversa na qual os alunos sorteiam uma pergunta e precisam respondê-la para a turma. JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o objetivo de proporcionar aos alunos a oportunidade de se conhecerem melhor por meio de uma roda de conversa na qual precisam responder perguntas sobre si. Por meio desta atividade, os alunos podem compreender a importância de exercitar o interesse pelos outros e que, aos nos abrirmos para conhecê-los, é possível fazermos amigos. A ideia é fomentar as relações interpessoais. Ao longo da atividade, os alunos são convidados a partilhar uma informação sobre si respondendo uma pergunta. A atividade pretende aumentar o engajamento entre os alunos, fortalecendo as amizades e a confianca entre eles. Ao responder uma pergunta e se expressar na frente da turma, o aluno poderá praticar a iniciativa social, a assertividade e a autoconfiança. Durante a atividade, os alunos irão se comportar como ouvintes e terão a oportunidade de conhecer melhor os seus amigos, desenvolvendo, assim, a empatia e o respeito pelo próximo. O sorteio de perguntas visa a fazer com que os alunos se envolvam ativamente uns com os outros de forma positiva e alegre. É importante lembrar que para alguns alunos a tarefa de falar sobre si aos demais pode gerar ansiedade. Assim, o professor também pode trabalhar com a competência de tolerância ao estresse fomentando um ambiente confortável para que todos se sintam bem para falar. MACROCOMPETÊNCIA: ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Assertividade › Iniciativa social › Empatia › Respeito › Autoconfiança › Tolerância ao estresse As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 118 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PERGUNTAS PARA A RODA DE ENTRADA • 2º ano • 2/8 FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA UNIDADE TEMÁTICA: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Decodificação/Fluência de leitura › Habilidade: (EF12LP01) Ler palavras novas com precisão na decodificação, no caso de palavras de uso frequente, ler globalmente, por memorização. Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura › Habilidade: (EF12LP10) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, cartazes, avisos, folhetos, regras e regulamentos que organizam a vida na comunidade escolar, dentre outros gêneros do campo da atuação cidadã, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. UNIDADE TEMÁTICA: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento:Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. CONTEXTO: Esta atividade é para ser feita no início do dia, durante a acolhida ou roda de entrada. Mas, se isso não for possível, ela poderá ser realizada em outros momentos que sejam mais convenientes para o(a) professor(a) e seus alunos. O(a) professor(a) também poderá mudar o nome da atividade, de acordo com a hora do dia que escolher executá-la. 119 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PERGUNTAS PARA A RODA DE ENTRADA • 2º ano • 3/8 PLANO DE AULA OBJETIVO: Após selecionar uma pergunta aleatoriamente, os alunos irão respondê-la para a turma. DURAÇÃO: 5 a 15 minutos. A duração desta atividade vai depender da quantidade de alunos em sua turma. MATERIAIS: › Folha de perguntas já diagramadas para serem recortadas (ANEXO 1) › Pote ou copo. PREPARAÇÃO PARA AULA: Use as perguntas pré-prontas e/ou crie mais perguntas. Coloque todas as perguntas dentro de um pote ou copo. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Comente sobre a importância de fazer amizades na escola e conhecer melhor os nossos colegas. Diga que ter bons relacionamentos nos faz feliz, nos faz sentir queridos e até nos ajuda a aprender. Se possível, dê exemplos de como conhecer os seus alunos e/ou colegas de trabalho contribui para o seu bem-estar na escola. Como: «Quando eu conheci a professora Margarete, descobri que ela adorava jogar cartas. Então, começamos a jogar cartas juntos(as) aos domingos e nos tornamos grandes amigos(as). Eu só descobri isso sobre ela, porque fiz perguntas e me interessei por saber mais sobre ela» ou “Quando eu conheci o professor Marcos, descobri que ele torcia para o mesmo time que eu. Então, começamos a conversar sobre futebol e, às vezes, até assistimos aos jogos juntos. Assim nos tornamos amigos!”. Conte aos alunos que esta atividade irá ajudá-los a se conhecerem melhor e se tornarem mais próximos um dos outros. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Diga para os alunos que eles irão selecionar uma pergunta do pote. Explique como será a ordem da atividade: “Vamos começar com o João. Quando ele responder a pergunta, vai passar o pote para o amigo sentado a sua direita”. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão ler a pergunta e respondê-la para a turma”. PARTICIPAÇÃO: Escolha um aluno para começar o jogo, peça para ele tirar uma pergunta do pote, lê-la em voz alta e responder para a turma. Se possível, selecione um aluno que tenha um nível de leitura avançado para iniciar a brincadeira. O pote deverá passar de mão em mão até todas as crianças terem lido uma vez. 120 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PERGUNTAS PARA A RODA DE ENTRADA • 2º ano • 4/8 ENCERRAMENTO: Comente sobre como essa atividade permite que vocês se conheçam melhor, como: “Adorei saber que o José gosta de andar de skate, não sabia disso!”. Explique que, ao saber mais sobre o amigo, muitas vezes descobrimos semelhanças e afinidades, por exemplo: “O Joaquim cozinhou nesse final de semana. Quem mais tem o hábito de cozinhar?. Quem gostaria de aprender a cozinhar?”. Avise aos alunos que vocês irão repetir essa brincadeira frequentemente, para conhecer melhor uns aos outros. DIFERENCIAÇÃO: Como esta atividade envolve leitura, é importante pensar em alunos que possam ter dificuldade nesta área. Sugerimos que você, professor(a), ajude esses alunos a lerem a pergunta que tiraram do pote. Às vezes, um aluno pode conseguir ler a maior parte do texto e ter dificuldade com uma palavra ou outra. Como você já conhece as perguntas do pote, pode rapidamente identificar a pergunta que aquele aluno tirou, e então ajudá-lo com as palavras difíceis, sem precisar sair do lugar. Uma outra ideia seria sugerir que o aluno peça ajuda a um colega. Além disso, é natural que algumas crianças apresentem timidez ou resistência para se expressar na frente da turma. Se um aluno realmente não quiser participar da atividade, respeite o desejo dele. Entretanto, solicite que ele participe como ouvinte. Possivelmente, ao escutar outras crianças respondendo às perguntas, ele pode, aos poucos, se sentir mais à vontade. Ademais, lembre-se que esta atividade de rotina será muito praticada ao longo do ano escolar. Portanto, seus alunos terão muitas oportunidades para se engajarem nela. Uma pequena dose de incentivo diário pode levá-los longe! Também é possível diferenciar esta atividade, escolhendo perguntas que sejam mais apropriadas para o contexto cultural de sua turma. As perguntas pré- prontas são sugestões, que podem ser incluídas ou deixadas de lado. Cabe a você, professor(a), saber quais perguntas são mais interessantes para os seus alunos. AVALIAÇÃO: Avalie a maneira como cada aluno responde uma pergunta para a turma. Observe se a sua resposta faz sentido e se ele responde com frases inteiras, em vez de apenas falar palavras soltas. Perceba, no tom de voz do aluno, se ele se expressa com confiança e assertividade. É importante avaliar, também, como as crianças se comportam como ouvintes. Veja se elas respeitam o amigo que está falando e esperam sua vez de falar. Repare, também, se demonstram empatia, se interessando pela fala do outro e fazendo conexões. Você também pode usar esta atividade como mais uma oportunidade para avaliar a leitura de seus alunos. Para isso, observe a fluência deles e as palavras que reconhecem automaticamente. Perceba, ainda, as estratégias que usam para ler palavras difíceis, seus erros e suas tentativas. CRIANDO UMA ROTINA: Para que esta atividade sirva a seu propósito, é importante que ela se torne uma rotina em sua turma. 121 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PERGUNTAS PARA A RODA DE ENTRADA • 2º ano • 5/8 Sugerimos realizá-la diariamente ou, no mínimo, duas vezes por semana. Uma ideia para turmas maiores seria selecionar diferentes alunos para responder perguntas a cada dia. Assim, a atividade é repetida diariamente, mas os alunos se revezam, gastando menos tempo de aula. A fim de tornar a rotina mais interessantes, varie as perguntas, acrescentando novas e retirando antigas. Você vai rapidamente identificar as perguntas mais populares entre os seus alunos. Deixe-as no pote, para garantir o interesse deles. Anuncie quando acrescentar novas perguntas, para incentivar a curiosidade da turma. Deixe esta atividade de lado quando sentir que as crianças já perderam o interesse nela. Nós sugerimos interrompê-la entre quatro e sete semanas após a aula introdutória. A motivação da sua turma e as suas observações serão o melhor termômetro para isso. Se quiser, guarde o pote em sua sala e continue a usá-lo em dias aleatórios, quando tiver tempo. Este tipo de atividade social, descontraída, pode servir como um intervalo para as crianças relaxarem o corpo e a mente entre uma aula e outra. A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade. A oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais. 122 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S PE R G U N TA S PA R A A R O D A D E E N TR A D A • 2º a no • 6/ 8 Perguntas pré-prontas O professor deve imprimir a folha e depois recortar cada uma das perguntas. Depois, dobrá-las e colocar dentro de um pote qualquer, que poderá ser decorado junto com os alunos. Sugestões de perguntas: O que você mais gosta de aprender na escola? Você aprendeu algo novo recentemente? Conte sobre isso. Qual é a sua parte do dia preferida na escola? Você leu um livro essa semana? Qual? Conte uma coisa que te fez rir?Você já pagou um mico? Conte sobre ele. Qual é o seu livro preferido? Por quê? Qual foi o maior susto que você já levou? Você já aprendeu algo muito difícil? Como foi isso? Fale sobre a brincadeira que você mais gosta e por quê. De que tipo de música você gosta © AS E – C ri ad or es d o Se nn in ha e s ua tu rm a: R og ér io M . M ar ti ns / R id au t D ia s Jr . A N EX O 1 123 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S PE R G U N TA S PA R A A R O D A D E E N TR A D A • 2º a no • 7/ 8 Se você fosse um super-herói, qual seria? Por quê? Conte sobre algo que você tenha orgulho de ter conseguido. Conte um momento em que você se sentiu corajoso. Fale sobre a última vez que você sentiu ciúmes. Qual a sua comida favorita? Qual esporte você pratica? © AS E – C ri ad or es d o Se nn in ha e s ua tu rm a: R og ér io M . M ar ti ns / R id au t D ia s Jr . Outra possibilidade (conforme imagem abaixo), é recortar círculos, escrever as perguntas e depois colar os papeis em palitos de sorvete. 124 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S PE R G U N TA S PA R A A R O DA D E EN TR A DA • 2º a no • 8/ 8 125 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PLANTINHA DE FEIJÃO • 2º ano • 1/5 PLANTINHA DE FEIJÃO Esta atividade consiste em cada aluno plantar uma semente de feijão e tomar os devidos cuidados para que ela cresça. Também inclui uma discussão sobre o que uma planta precisa para crescer e as responsabilidades que os alunos precisam ter durante esse processo. JUSTIFICATIVA: A atividade Plantinha de feijão visa a aumentar intencionalmente o senso de responsabilidade dos alunos por meio do cultivo de uma planta que, para crescer, precisa de cuidados. Os alunos precisarão ser pacientes ao esperarem os sinais de que a planta está crescendo. Como cada semente plantada responderá de um jeito, alguns alunos precisarão desenvolver a tolerância à frustração, diante da possibilidade de perceberem que sua semente não está crescendo da mesma forma que a do amigo ou até mesmo que precisa de mais cuidados para que possa crescer. Ao mesmo tempo, o aluno pode ser encorajado a plantar novas sementes ou a pensar no que pode fazer para sua planta crescer, desenvolvendo, assim, a compreensão de que é importante não desistirmos na primeira tentativa (persistência). Esta atividade também poderá ter como consequência um aumento na curiosidade para aprender do aluno, que terá a oportunidade de explorar e se interessar por alguns conteúdos da aula de Ciências. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO RESILIÊNCIA EMOCIONAL ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Persistência › Responsabilidade › Tolerância à frustração › Curiosidade para aprender As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 126 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PLANTINHA DE FEIJÃO • 2º ano • 2/5 DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Ciências; Língua Portuguesa. RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: CIÊNCIAS UNIDADE TEMÁTICA: VIDA E EVOLUÇÃO Objeto de Conhecimento: Seres vivos no ambiente: Plantas › Habilidade: (EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (tamanho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem. › Habilidade: (EF02CI05) Investigar a importância da água e da luz para a manutenção da vida de plantas em geral. › Habilidade: (EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. 127 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PLANTINHA DE FEIJÃO • 2º ano • 3/5 PLANO DE AULA OBJETIVOS: 1. Os alunos irão seguir instruções para plantar uma semente de feijão; 2. Os alunos irão demonstrar responsabilidade através de cuidados diários com a planta, como: regar e perceber se a planta está pegando luz solar. DURAÇÃO: 45 a 60 minutos. MATERIAIS: › Copo plástico descartável ou pote de vidro pequeno (um por aluno); › Algodão (um ou dois pedaços por aluno); › Sementes de feijão (quatro sementes por criança); › Água. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Inicie a aula, questionando os alunos: “Alguém sabe me dizer por que as plantas são importantes?”. Espere que alguns alunos respondam e depois complemente, dizendo: “As plantas são fundamentais para a gente. Elas geram oxigênio para respirarmos, alimento para nós comermos, combustíveis para andarmos de carro ou ônibus, o papel que escrevemos e alguns remédios para quando estamos doentes. Vocês sabiam?”. Perceba a curiosidade dos alunos e deixe que eles reflitam durante um tempo. É importante que você, professor(a), explique quais são as responsabilidades e obrigações fundamentais de uma pessoa que planta uma semente e quer que ela cresça. Pergunte aos alunos se eles sabem o que uma planta precisa para crescer. Escute algumas respostas, sem responder se está certo ou errado. Depois, explique que, para uma planta crescer, ela precisa de água, de uma temperatura ambiente estável (sem ser muito quente nem muito frio) e de um pouco de luz solar. EXPLICAÇÃO DOS OBJETIVOS: “Vocês irão seguir as minhas instruções e plantar uma semente de feijão. “Nesta atividade, teremos que ser responsáveis, pois a planta dependerá dos nossos cuidados e atenção”. “Para que as plantas possam crescer, vocês terão que cuidar delas todo os dias, regando-as com água e verificando se elas estão pegando sol”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Explique como os materiais serão usados para plantar a semente: “Eu vou distribuir, para cada um de vocês, um copo plástico, um pedaço de algodão e quatro sementes de feijão. Depois que todos vocês já estiverem com o material, eu vou colocar alguns potes de água no centro da roda, e vocês irão molhar um pouquinho o algodão e colocar dentro do copo plástico”. É importante frisar que eles devem apenas umedecer o algodão e não encharcar de água, portanto demonstre como isso deverá ser feito. 128 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PLANTINHA DE FEIJÃO • 2º ano • 4/5 Explique, também, que, se eles molharem o algodão demais, é provável que o feijão não cresça. Diga: “Depois de molhar o algodão um pouco na água e colocar no copo plástico, vocês irão jogar as quatro sementes de feijão em cima do algodão”. PARTICIPAÇÃO: Peça para cada aluno seguir as suas instruções e plantar suas quatro sementes de feijão no copinho. Circule pela sala de aula, ajudando e dando suporte para as crianças que precisarem. Se algumas crianças terminaremde plantar antes das outras, peça que elas ajudem seus amigos. Depois que cada aluno plantar a sua semente, peça para os alunos escreverem os seus nomes nos respectivos copos e escolha um lugar da sala que bata sol, para colocá-los. Se possível, pergunte aos alunos: “Onde podemos colocar as nossas sementinhas?”. Caso não exista esse local na sala de aula, tente algum espaço livre no colégio, que bata um pouco de sol. Explique aos alunos que eles terão de levar os copos plásticos para esse lugar escolhido, já que a planta precisa de sol para crescer. ENCERRAMENTO: Explique aos alunos que eles terão de ser responsáveis e pergunte quais são as obrigações que eles terão que ter com a planta. Espere alguns alunos responderem, e diga: “Conto com a responsabilidade de cada um de vocês. É muito importante verificar todos os dias se a planta está pegando sol, se está precisando de água, e perceber se ela está crescendo.” É importante que você, professor(a), explique como perceber se a planta está de fato pegando sol, se está pedindo por água etc. Se preciso, faça uma comparação para eles compreenderem melhor o conceito de responsabilidade: “Assim como nossos pais e familiares cuidam da gente, nos dão comida, trazem a gente na escola e ajudam a gente, nós faremos a mesma coisa com a plantinha a partir de agora”. Pergunte se eles estão entusiasmados para ver a plantinha crescer. É importante comentar que nem todas as plantinhas crescerão na mesma velocidade. Assim como algumas crianças crescem mais rápido do que outras, a mesma coisa acontece com as plantas. Diga aos alunos que eles terão que ter paciência, pois cada planta terá o seu ritmo. Pontue que existe a possibilidade de uma semente não crescer e que, caso isso ocorra, você ajudará a criança a plantar outra semente. Diga que para qualquer dúvida eles poderão pedir ajuda a você. Encerre, dizendo que você estará prestando atenção para ver a dedicação e cuidado de cada um deles com sua planta. DIFERENCIAÇÃO: Nesta aula, é importante levar em consideração o nível de atenção de diferentes alunos, assim como a capacidade deles de lembrar e seguir instruções. Focar em uma atividade é muito mais fácil para uns do que para outros. Algumas crianças podem se beneficiar de perguntas e lembretes, como: “Já viram sua plantinha hoje?”, “Qual é o próximo passo?” e “Lembre de umedecer o seu algodão!” 129 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PLANTINHA DE FEIJÃO • 2º ano • 5/5 Se você tiver alunos com dificuldades para seguir instruções, você pode ajudá-los ao criar uma ficha com os passos que devem percorrer. A folha de exercício da atividade Checklist da tarefa poderá funcionar bem para isso. O importante, aqui, é que todos participem de forma ativa. AVALIAÇÃO: No início da aula, preste atenção nos comentários de seus alunos, e perceba o conhecimento prévio que eles trazem sobre o que uma planta precisa para sobreviver. Observe os alunos plantando as sementes e avalie se tiveram facilidade ou dificuldade para compreender e seguir suas instruções ao longo dos dias. Perceba quais alunos se engajaram na atividade, demonstrando responsabilidade e interesse em cuidar da planta. Também perceba quais persistiram em fazer com que a planta crescesse. CRIANDO UMA ROTINA: Lembre os alunos de regar as plantas e verificar se elas estão pegando sol. O ideal, aqui, é definir um horário para que eles sigam essa rotina. Uma sugestão é criar um calendário de observação para os alunos acompanharem e registrarem o crescimento de suas plantas. Aqui, eles poderão brincar de cientistas, anotar as datas e registrar, através do desenho, o quanto a planta cresceu. Você também poderá integrar a Matemática, medindo a planta de forma formal ou informal. É possível que nem todas as sementes germinem. Isso pode acontecer por falta de água, excesso de temperatura ou porque a semente não está em condições de germinar. Nesses casos, é fundamental que você explique que o erro faz parte do exercício. Aproveite essa situação para promover um debate sobre por que a planta não cresceu. Se algum aluno ficar chateado porque sua semente não germinou, acolha as suas emoções e dê a oportunidade para ele plantar uma nova semente. Você também poderá optar por conversar sobre esta aula durante a atividade de rotina Como estou me sentindo?, dando a oportunidade para os alunos compartilharem as suas frustrações e identificarem as cores de suas emoções. 131 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 1/8 QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA O Quadro de Metas Para Linha de Chegada é um mural, na sala de aula, em que os alunos escrevem uma meta para si mesmos e uma estratégia para alcançá-la. Nesta aula, o professor vai explicar o que são metas, dar exemplos e ajudar os alunos a estabelecerem metas, bem como estratégias, para evoluir na escola. JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem como objetivo estimular as competências relacionadas ao domínio de Autogestão. Tratam-se de competências importantes para ajudar no estabelecimento de metas e a como persistir para cumpri-las, com foco e organização. Ao definir uma meta e uma estratégia, o aluno será estimulado a trabalhar para fazer progressos em direção ao alcance de sua meta, desenvolvendo dessa forma a responsabilidade e a determinação. Além disso, na medida em que alcança sua meta, o aluno se tornará mais consciente de suas conquistas na escola, fortalecendo sua autoconfiança. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa <<Esta atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>> MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Determinação › Foco › Organização › Persistência › Responsabilidade › Autoconfiança As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 132 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 2/8 RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada › Habilidade: (EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, em meio impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura › Habilidade: (EF02LP12) Ler e compreender com certa autonomia cantigas, letras de canção, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade. PLANO DE AULA OBJETIVO: Com suporte do professor, os alunos irão determinar uma meta e uma estratégia para evoluir na escola. DURAÇÃO: › Aula introdutória: 15 a 30 minutos; › Encontro individual com aluno: cinco minutos. 133 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUADRO DEMETAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 3/8 MATERIAIS: › Modelo do Quadro de Metas para Linha de Chegada; (ANEXO 1) › Papel para os alunos escreverem as metas: post it ou papel branco ou colorido recortado em retângulos pequenos; › Durex/fita adesiva; › Lápis e borracha. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Em roda, conte a história de alguma situação em que você ou um personagem conhecido conquistou um objetivo com esforço. Pergunte aos alunos se eles já conquistaram algo difícil e escute alguns exemplos. Depois, explique que, para conquistar objetivos, nós precisamos antes estabelecer metas. Explique que, às vezes, precisamos de pequenas metas para conquistar um objetivo. Noutras vezes, a meta precisa ser maior. O tamanho de nossas metas (e o esforço que precisamos fazer) depende do objetivo que queremos conquistar. É importante lembrar, no entanto, que todas as conquistas são muito importantes e devem ser valorizadas e comemoradas. Conte um exemplo de esforço e conquista para a turma, como: “Para aprender a andar, o bebê precisa primeiro engatinhar, depois tentar ficar em pé, depois cair um monte de vezes, para depois finalmente ficar de pé e andar… e um dia ele ainda aprenderá a correr”. Comente como o bebê precisa se esforçar muito para aprender a andar. Diga que, assim como o bebê, nós também precisamos nos esforçar para aprender e evoluir na escola e, portanto, precisamos estar sempre estabelecendo metas que nos ajudem a avançar. Opção: Caso seus alunos tenham praticado a atividade de rotina Lâmpada Mágica no 1° ano, questione-os sobre como era essa atividade e explique que o que vocês farão nesta será bem parecido. PARTICIPAÇÃO: Explique que os pilotos de Fórmula 1 também precisam estabelecer metas para chegar em um bom tempo na linha de chegada; que eles treinam o ano inteiro para terem uma boa performance. Diga que, assim como eles, os alunos também precisam de metas para chegar na linha de chegada e evoluírem na escola e na vida. Se possível, dê exemplos de metas que seriam apropriadas para a sua turma e estejam de acordo com o desenvolvimento de seus alunos em uma área específica. Por exemplo: “Nós podemos estabelecer a meta de ler quatro livros por semana” ou “Vamos estabelecer a meta de escrever um bilhete essa semana”. Peça para os alunos pensaram em uma meta para si. Faça uma pausa e solicite àqueles que pensaram em uma meta, que levantem a mão. Quando todos estiverem com as mãos levantadas, peça para os alunos virarem-se para o amigo ao lado, e contarem sua meta. Se necessário, defina essas duplas e dê dois minutos para as crianças compartilharem as metas umas com as outras. 134 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 4/8 Peça aos alunos para compartilharem alguns exemplos de metas que pensaram durante esse bate-papo. Escute algumas duplas e envolva os outros alunos na discussão, perguntando: “Levante a mão se você acha que essa meta também seria importante para você”. Depois, explique que para alcançar uma meta é importante fazer um plano. Use os exemplos que você usou no início da discussão ou os exemplos de metas compartilhadas pelos alunos e questione-os sobre possíveis passos para atingir aqueles objetivos: “O que vocês poderiam fazer para alcançar a meta de ler todos os dias da semana?” Dê a oportunidade para diferentes alunos darem as suas sugestões e comente que é possível ir por diversos caminhos para atingir um mesmo objetivo. Finalmente, peça para os alunos se virarem novamente para o colega e discutirem sobre possíveis planos e caminhos para atingir uma determinada meta. Marque entre dois a três minutos de conversa. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Mostre os papéis que serão usados para as metas e diga que cada aluno terá a oportunidade de pensar em uma meta para si e que você irá ajudá-los neste processo. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Quando vocês se encontrarem individualmente comigo, nós vamos determinar uma meta e uma estratégia que vão ajudar vocês a evoluírem aqui na escola». ENCERRAMENTO: Avise que, durante os próximos dias, você vai chamar cada criança para conversar com você e escrever uma meta e uma estratégia para alcançá- la no quadro. Conte que, depois de definidas a meta e a estratégia, você fará alguns encontros ao longo do ano para que possa checar junto ao aluno o quanto cada um está próximo de atingir a meta ou se já a atingiu. Neste último caso, uma nova meta poderá ser formulada. ENCONTROS INDIVIDUAIS: Durante as próximas aulas, converse com cada aluno individualmente e pergunte se eles pensaram em uma meta. Se a meta do aluno não for apropriada ou se ele tiver dificuldade de pensar em uma meta, dê suporte através de sugestões e perguntas, como: “Que legal que você quer aprender a contar até mil. Mas, que tal aprender a contar até cem antes?”. Também é necessário que a meta seja mensurável para que a criança facilmente consiga ver que a alcançou. Por exemplo, “Quero ler melhor” é uma meta muito subjetiva. Você, professor(a), precisará especificar com o aluno o que seria ler melhor. Caso “melhor” seja “com mais fluência”, é possível especificar a meta da seguinte forma: “Quero ler um livro em voz alta mais rápido do que leio agora”. É importante explicar o motivo pelo qual você propõe o ajuste, caso contrário ele pode perder o entusiasmo e engajamento com a tarefa. 135 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 5/8 Quando a meta e a estratégia forem definidas, o papel das metas deverá ser completado e colocado no Quadro de Metas para Linha de Chegada. Se o aluno já souber escrever, peça que o faça com sua meta e estratégia no quadro. Se ele ainda não souber escrever, peça para ele ditar a meta e a estratégia para você. A escrita, aqui, não precisará ser perfeita. O importante é que o aluno tenha uma meta apropriada, e que ele consiga compreendê-la. É essencial que a meta e a estratégia possam ser lidas depois, para que sejam acompanhadas. Se a letra do aluno for difícil de compreender, reescreva as informações em um canto da folha. DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade consegue ser adaptada e individualizada a qualquer aluno. Todo mundo pode melhorar em alguma área: o aluno mais avançado academicamente precisa de uma meta e o aluno com a maior dificuldade na escola também. Além disso, a criança tem a liberdade de manter uma meta pelo tempo que for necessário. O aluno que alcançar a sua meta rapidamente, poderá trocá- la logo, definindo uma nova meta para si, e o aluno que demorar mais para alcançá-la, poderá trabalhar nela por mais tempo. Como nessa fase o nível da escrita dos alunos pode variar muito, você poderá pedir para o aluno escrever a sua própria meta ou, se for o caso, você poderá escrevê-la para ele. Crianças desta idade estão começando a desenvolver habilidades que são importantes para o planejamento e execução de tarefas. Possivelmente, alguns alunos demonstrarão mais facilidade para determinar uma meta relevante e realista, bem como fazer um plano para alcançá-la, do que outros. Você, professor(a), poderá ajudar as crianças com dificuldade ao conversar com elas e questionar as suas escolhas, bem como para incentivá-las a refletirem sobre um plano de ação, dando a elas ideias do que podem fazer para atingir o seu objetivo. . Por exemplo, se uma criança determinar que ela quer ler 15 livros, você pode fazer perguntas para incentivar o planejamento: «O que você precisa fazer para ler 15 livros?», «Quando você tem mais tempo para ler?», «Você vai ler com alguém ou sozinho?» e «Como você vai contar o número de livros que leu?» AVALIAÇÃO: Avalie a capacidade de seus alunos ao definirem uma meta para si. Pergunte para si mesmo(a): “Eles têm uma visão realista sobre a sua performance na escola?”; “Eles entendem o que precisam fazer para atingir aquela meta?”. Anote as metas de cada aluno para avaliar sea capacidade deles de criar metas relevantes e realistas evolui com a prática, durante o ano. Depois que as metas forem definidas, perceba o esforço dos seus alunos para alcançá-las. Repare, também, se o Quadro de Metas aumentou a responsabilidade que os alunos demonstram em relação àquilo que se comprometeram. Identifique, ainda, as atitudes e os comportamentos que aproximam e/ou afastam os alunos daquilo que eles planejaram para si mesmos. É importante que, caso sejam identificados atitudes e comportamentos que aproximam e/ou afastam os alunos de sua meta, tais comportamentos sejam relatados aos alunos no momento de feedback sobre o quadro de metas. 136 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 6/8 CRIANDO UMA ROTINA: Depois que o quadro estiver pronto, refira-se sempre a ele, para lembrar os alunos de suas metas. Dê feedbacks para os alunos, apontando quando eles estão sendo responsáveis e se comportando de acordo com suas metas. “Clara, sei que tem se esforçado muito para chegar na linha de chegada do quadro de metas. Parabéns!”. É importante sempre elogiar o esforço que os alunos estão fazendo para alcançar aquilo a que se propuseram. Também use o quadro para redirecionar comportamentos negativos, como: “Davi, fazer bagunça na sala está te aproximando ou está te afastando da linha de chegada?”. Tome o cuidado de não expor a criança neste processo ao indicar comportamentos que a afaste de sua meta. Quando alguns conquistarem suas metas, aponte isso para eles e os ajude a determinar uma próxima meta para si. Sempre que possível, faça um equilíbrio entre o que você acredita ser o próximo passo para um aluno e o que ele deseja conquistar. É muito comum que o aluno escolha uma meta grande demais. Cabe a você ajudá- lo a quebrá-la em metas menores. Por exemplo: “João, Parabéns! Eu reparei que conquistou a sua meta, está lendo muito mais livros agora. Qual seria a próxima meta para você continuar melhorando como um leitor?”. A criança pode responder: “Eu quero ler ainda mais livros” ou até “Eu quero ler todos os livros do mundo!”. Nessas horas, cabe a você dizer: “E o que você acha de tentar ler com mais fluência, ou seja, mais rápido do que lê agora? Acho que isso vai ser importante para você conseguir ler mais livros”. Ou ainda: “Que tal ler um livro com mais palavras?”. Dessa forma, vocês definem uma meta que seja importante para o aluno e possível de ser realizada no tempo que dispõem, o que diminui a probabilidade de o aluno se frustrar por não ter conseguido alcançar sua meta nos próximos encontros de feedback. A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade de aprendizagem. A oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais. 137 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA • 2º ano • 7/8 QUADRO DE METAS PARA LINHA DE CHEGADA nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome nome ANEXO 1 Modelo do Quadro de Metas para Linha de Chegada Fonte: imagem publicada no blog da professora Megan Skogstad (http://reflectionsofanintentionalteacher. blogspot.com/2014/04/goal-setting-in-classroom.html) 138 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S QU A D R O D E M E TA S PA R A L IN H A D E C H E G A D A • 2º a no • 8/ 8 Modelo para cartão que aluno preencherá com sua meta e estratégias. Esse cartão pode ser feito em um post-it ou ser impresso e distribuído aos alunos. MINHA META META: ESTRATÉGIA: MINHA META META: ESTRATÉGIA: MINHA META META: ESTRATÉGIA: MINHA META META: ESTRATÉGIA: MINHA META META: ESTRATÉGIA: MINHA META META: ESTRATÉGIA: 139 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UM(A) GRANDE AMIGO(A) • 2º ano • 1/6 UM(A) GRANDE AMIGO(A) Nesta aula, os alunos refletirão sobre as características de um(a) grande amigo(a). As crianças vão precisar pensar como esse(a) amigo(a) é, o que ele(a) faz e o que ele(a) diz. Também aproveitarão a oportunidade para refletir sobre comportamentos que fazem com que uma pessoa não seja um bom amigo. JUSTIFICATIVA: Esta é uma atividade cujo objetivo é trabalhar com os alunos a compreensão que têm sobre o que é ser um bom amigo. Os alunos precisam se engajar em gerar ideias sobre distintas facetas de um bom amigo buscando refletir e identificar quais os seus comportamentos. Saber reconhecer um grande amigo é importante, mostra que conseguimos identificar características positivas (como também negativas) nas relações interpessoais. No entanto, também será muito importante, nesta tarefa, trabalhar com os alunos a ideia de que se reconhecemos nos outros comportamentos que achamos positivos, também devemos nos esforçar para nos comportarmos assim. A atividade pode estimular as crianças a desenvolverem empatia, confiança e respeito pelos outros. Ela também promove um clima positivo em sala e entre os colegas. A atividade também oportuniza que os alunos exercitem a iniciativa social uma vez que inclui um momento importante de debate. FORMATO: Aula Única DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa MACROCOMPETÊNCIA: ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE Competências que podem ser trabalhadas: › Iniciativa Social › Confiança › Empatia › Respeito As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 140 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UM(A) GRANDE AMIGO(A) • 2º ano • 2/6 RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada › Habilidade: (EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, em meio impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. Objeto de Conhecimento: Construção do sistema alfabético/ Convenções da escrita › Habilidade: (EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia correta de palavras conhecidas ou com estruturas silábicas já dominadas, letras maiúsculas em início de frases e em substantivos próprios, segmentação entre as palavras, ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação. PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura › Habilidade: (EF02LP12) Ler e compreender com certa autonomia cantigas, letras de canção, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade. PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos listarão as características de um(a) grande amigo(a): como ele(a) é, o que ele(a) diz e o que ele(a) faz. DURAÇÃO: 15 a 20 minutos. MATERIAIS: › Folha de papel grande para cartaz, como: cartolina, papel 40kg ou folha A3; › Canetas. PREPARAÇÃO PARA A AULA: › Fazer cartaz: Um grande amigo (como imagem de referência; ANEXO 1) 141 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UM(A) GRANDE AMIGO(A) • 2º ano • 3/6 PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Pergunte à turma: “Quem aqui tem um grande amigo ou uma grande amiga?”. Peça aos alunos que levantem a mão para contar quem é o(a) seu(sua) grande amigo(a). Incentive ascrianças a pensarem em diferentes tipos de amigo, como familiares, colegas da escola, professores e animais de estimação. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Mostre o cartaz Um(a) grande amigo(a) para a turma e explique que vocês escreverão diferentes características de um grande amigo ou de uma grande amiga. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão contar como é um grande amigo, o que ele faz e o que ele diz”. PARTICIPAÇÃO: Aponte para cada parte do cartaz e peça que os alunos levantem a mão com sugestões do que escrever em cada categoria: › “Como é um grande amigo ou uma grande amiga?; › “O que um grande amigo faz?”; › “O que um grande amigo diz?”; › “O que um grande amigo não faz?”. Complete o cartaz Um grande amigo, anotando as respostas dos alunos. Procure dar oportunidade para todos contribuírem pelo menos uma vez. Exemplos de resposta: Um Grande Amigo: › É… simpático, carinhoso, atencioso... › Diz… por favor, obrigado, me dá licença, pode usar primeiro, você quer brincar?... › Faz… divide os brinquedos e materiais, te convida para brincar, te elogia, se preocupa com você... › Não Faz… não briga, não é injusto, não exclui os outros... ENCERRAMENTO: Releia o cartaz com os alunos e mostre a eles que sabem reconhecer um grande amigo. Comente sobre a importância de ter e ser um grande amigo: “É muito bom ter um grande amigo, mas também é importante procurar ser um grande amigo”. Diga que, de agora em diante, você vai observar as características listadas nos alunos. Peça que eles também reparem quando um colega estiver se comportando como um grande amigo. Por exemplo: “Eu vou ficar prestando atenção, para ver quem está agindo como um grande amigo. Mas, é importante que vocês também observem e elogiem seus colegas quando eles se comportarem como um grande amigo”. 142 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UM(A) GRANDE AMIGO(A) • 2º ano • 4/6 DIFERENCIAÇÃO: Nesta aula, procure pedir contribuições aos alunos que têm mais dificuldade de demonstrar comportamentos generosos, respeito e empatia pelos outros. Se necessário, faça perguntas diretamente a esses alunos, como: “João Felipe, o que mais um bom amigo diz?”. Engajá-los nesta reflexão pode ajudá-los a desenvolver consciência sobre os seus próprios comportamentos. Com relação à participação dos alunos, procure encorajar e dar oportunidades para os mais tímidos compartilharem as suas ideias. AVALIAÇÃO: Avalie as respostas de seus alunos em relação aos comportamentos e às atitudes que eles valorizam em um(a) amigo(a). Essa informação é importante para que você possa analisar as referências deles sobre amizade e comportamentos admiráveis. DANDO CONTINUIDADE À AULA: Se possível, pendure o cartaz Um grande amigo em sua sala de aula, a fim de continuar se referindo a ele por algumas semanas. Ao observar comportamentos pró-sociais e afetuosos em sua turma, faça comentários e elogios para incentivar os alunos a serem bons amigos uns para os outros, como: “Margarida, você está sendo uma grande amiga ao ajudar o Rafael” e “Eu reparei que o Carlos deixou o Marcos escolher primeiro. Muito bem, Carlos, você está sendo um grande amigo!”. Se necessário, use o cartaz para redirecionar comportamentos negativos. Comente sobre o comportamento e peça que o aluno reflita se está sendo um grande amigo. Por exemplo: “Joana, você está dizendo coisas que podem chatear a Isabela. Isso é um comportamento de uma grande amiga? O que você pode fazer para ser uma grande amiga e ajudar a Isabela a se sentir melhor?”. É importante que esse tipo de conversa aconteça em particular, para não expor o aluno ou fazer com que a turma crie uma imagem negativa a respeito dele. Também é fundamental que você mostre ao aluno que acredita que ele pode mudar o comportamento e ser um grande amigo. 143 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UM(A) GRANDE AMIGO(A) • 2º ano • 5/6 UM GRANDE AMIGO CARTAZ “UM GRANDE AMIGO” O professor deve reproduzir em cartolina ou outro tipo de papel esse modelo de cartaz abaixo. DIZ...É... FAZ... NÃO FAZ... 144 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UM(A) GRANDE AMIGO(A) • 2º ano • 6/6 UM GRANDE AMIGO DIZ...É... FAZ... NÃO FAZ... ©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr. 145 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UM(A) PROFESSOR(A) MUITO MALUQUINHO(A) • 2º ano • 1/7 UM(A) PROFESSOR(A) MUITO MALUQUINHO(A) Nesta atividade, o(a) professor(a) conta a história de um(a) professor(a) muito maluquinho(a), que se engana e se atrapalha em várias situações. Após listar uma série de enganos desse personagem, o(a) professor(a) conta que, na verdade, esse(a) professor(a) é ele(a). Ao revelar esse segredo, o(a) professor(a) pede para os alunos refletirem e listarem alguns dos enganos que cometem (ou já cometeram). JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o objetivo de trabalhar a ideia de que os erros são uma parte natural e importante da vida porque podem nos ajudar a entender como podemos melhorar para superá-los. Ao compartilhar os seus próprios enganos e erros com a turma, o(a) professor(a) demonstra que todos nós podemos nos enganar e cometer erros e que, desta forma, não há motivo para nos envergonharmos ou nos sentirmos mal por isso. A percepção de que o(a) professor(a) também se engana e erra é importante para que os alunos entendam o erro como um fenômeno natural. Para se sentir confortável no momento de partilhar com a turma situações em que se enganou ou cometeu erros, o aluno também precisará confiar nas boas intenções dos colegas que o escutam, os quais por sua vez precisarão respeitá-lo. Ao ouvir os enganos e erros do(a) professor(a) e dos amigos, o aluno terá a possibilidade de se identificar com eles ou de tentar compreender e ajudar as pessoas quando elas se enganam ao invés de julgá-las, podendo, assim, fortalecer a empatia.. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Determinação › Persistência › Confiança › Empatia › Respeito › Autoconfiança › Tolerância à frustração As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 146 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UM(A) PROFESSOR(A) MUITO MALUQUINHO(A) • 2º ano • 2/7 Ele será estimulado a entender que errar é algo natural e que é possível aprender com nossos erros (autoconfiança). O exercício de desmistificar erros e considerá-los parte natural da vida ajuda os alunos a terem mais facilidade de lidar com erros futuros (tolerância à frustração). Além disso, a compreensão de que podemos aprender com nossos erros ajuda os alunos a desenvolverem a persistência e a determinação. FORMATO: Aula Única DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada › Habilidade: (EF02LP13) Planejar e produzir bilhetes e cartas, em meio impresso e/ou digital, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura › Habilidade: (EF02LP12) Ler e compreender com certa autonomia cantigas, letras de canção, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade. PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irãolistar e compartilhar com a turma alguns dos enganos e erros que cometem (ou já cometeram). DURAÇÃO: 45 a 60 minutos. 147 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UM(A) PROFESSOR(A) MUITO MALUQUINHO(A) • 2º ano • 3/7 MATERIAIS: › Folhas de exercício Um(a) aluno(a) muito maluquinho(a) (uma folha por aluno); (ANEXO 1) › Modelo de como fazer o cartaz Um(a) professor(a) muito maluquinho(a) (ANEXO 2) › Folha grande de papel, como: papel 40kg, cartolina, papel A3 etc. ou quadro para escrever: branco ou negro; › Lápis e borracha; › Materiais para desenho disponíveis, como: lápis de cera, lápis de cor e/ou canetas hidrográficas. PREPARAÇÃO: Você pode optar por criar o cartaz Um(a) professor(a) muito maluquinho(a) em uma folha grande de papel ou usar um quadro, branco ou negro, para isso. Seja como for, é importante que os seus enganos/erros sejam acrescentados durante a aula. Portanto, prepare apenas o título e a imagem do(a) professor(a) no centro. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Conte à turma sobre um(a) professor(a) que você conhece e que se engana e se atrapalha muito. Se possível, conte histórias em que ele(a) se enganou ou cometeu erros diversas vezes, como: “Um dia, esse(a) professor(a) maluquinho(a) acordou atrasado(a) porque esqueceu de programar o despertador. Ele(a) precisou sair correndo para a escola e nem teve tempo de pentear os cabelos. Ao chegar na escola, ele(a) estava atrasado(a) e despenteado(a)! Então, ele(a) logo começou a aula, mas esqueceu de fazer a chamada!”. Após contar a história, pergunte aos alunos quais foram alguns dos erros do(a) professor(a) e anote as respostas no cartaz. Se eles esquecerem de listar um erro, ajude-os, fazendo perguntas: “O que foi que que ele(a) esqueceu de fazer antes de sair de casa?”. Continue contando outras situações em que o(a) professor(a) cometeu erros, até preencher o cartaz: “Às vezes ele(a) chama um aluno pelo nome errado”; “Um dia ele(a) esqueceu a carteira em casa, foi no supermercado, e não pode pagar pelas coisas”; “Na aula de arte, ele(a) sempre se suja de tinta!”; “Ele(a) às vezes erra contas matemáticas”; etc. Ao listar cada uma dessas situações, acrescente-as no cartaz. Depois, diga que você tem uma coisa para confessar para a turma. Se gostar da ideia, faça suspense e pergunte aos alunos o que eles acham que você vai confessar. Escute algumas ideias sem confirmá-las ou negá-las. Conte: “Na verdade, esse(a) professor(a) maluquinho(a) sou eu!”. Você, professor(a), deve adaptar essa história para contar a sua, mas é importante que os fatos que você contar sejam verdadeiros e de fato tenham acontecido. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Explique aos alunos que, assim como você compartilhou com eles alguns dos seus enganos e erros, você também gostaria de saber sobre alguns dos enganos e erros que eles já cometeram. 148 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UM(A) PROFESSOR(A) MUITO MALUQUINHO(A) • 2º ano • 4/7 Diga que errar é natural e muito importante, pois, quando erramos, aprendemos muito. Explique, também, que ter consciência dos erros e refletir sobre eles nos ajuda a aprender e errar menos no futuro. Mostre a folha de exercício Um(a) aluno(a) muito maluquinho(a) e peça para os alunos se desenharem no centro e listarem os seus enganos/ erros em volta. Você pode optar por pedir para os alunos desenharem e/ou escreverem os seus enganos/erros. Faça o que você julgar mais apropriado para eles considerando o seu nível de desenvolvimento na escrita. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão listar algumas situações em que cometeram enganos ou erros e compartilhá-las com a turma». TRABALHO INDIVIDUAL: Entregue uma folha de exercício Um(a) aluno(a) muito maluquinho(a) para cada aluno e peça que eles trabalhem individualmente. Circule pela sala, oferecendo ajuda quando necessário. Se um aluno tiver dificuldade em pensar em um erro, faça perguntas que podem ajudá-lo, como: “Você já quebrou alguma coisa?”; “Você às vezes se atrasa?”; “Às vezes esqueço algumas coisas, e você?”. Ao fazer perguntas, não mencione erros que o aluno tenha feito na escola. Essa é uma oportunidade para ele listar os erros que quiser, portanto não deve ser lembrado de seus erros passados. ENCERRAMENTO: Peça para os alunos se sentarem juntos no chão ou em roda. Chame um aluno por vez para apresentar seu trabalho e compartilhar algumas das situações em que se enganou ou cometeu erros com a turma. Comente: “Às vezes, dá vergonha de contar sobre os nossos erros. Algumas vezes, eu fico com vergonha só de lembrar! Mas, quando conversamos sobre nossos erros, reparamos que errar é normal e que todo mundo erra! Além disso, aprendemos com nossos erros, que nos ajudam a pensar em como corrigi-los no futuro”. Estimule a atenção e participação dos alunos durante as apresentações, perguntando: “Se isso já aconteceu com você, levante o polegar”; “Se você já cometeu esse erro, coloque a mão na cabeça”; “Quem sentiria vergonha nessa situação, levanta a mão”. Também é importante estimular a reflexão de como este engano pode ser evitado no futuro, com perguntas como “O que podemos fazer para que nos lembremos da próxima vez?” ou “O que acham que seria bom fazer para não nos atrasarmos de novo?”. Você também pode dar algumas sugestões e ver o que os alunos acham delas. Ao escutar os enganos de seus alunos, é preciso ter o cuidado de manter tanto o tom de voz quanto a expressão neutra e acolhedora para mostrar aos alunos que de fato é normal cometer enganos. DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade oferece possibilidades de diferenciação, pois cada aluno pode incluir os enganos/erros que quiser em seu trabalho. 149 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UM(A) PROFESSOR(A) MUITO MALUQUINHO(A) • 2º ano • 5/7 Assim, não há uma única versão para o que se considera um engano ou um erro. Talvez, o que uma criança considera um erro, pode passar despercebido por outra criança. Ao pedir para os alunos completarem a folha de exercício, respeite o nível de desenvolvimento da escrita de cada um. Baseie-se em seu conhecimento sobre cada criança para pedir que ela escreva mais ou menos. Ao pedir para os alunos compartilharem seus trabalhos, leve em consideração que as crianças são diferentes umas das outras. Alguns alunos vão ter mais facilidade em compartilhar seus erros de forma confiante e assertiva do que outros. Falar em grupo também vai ser mais simples para algumas crianças do que para outras. Se você tiver um aluno que não queira compartilhar o trabalho, respeite a vontade dele. AVALIAÇÃO: Durante a atividade, observe se os alunos têm dificuldade ou facilidade de lembrar e listar seus erros. Repare quais alunos conversam com os colegas sobre esses episódios com humor, e quais demonstraram vergonha ou desconforto. Verifique se há crianças muito exigentes consigo mesmas e que demonstram muita dificuldade para lidar com seus enganos. Observe, também, como estes alunos se comportaram quando pedidos para compartilhar o trabalho. Se possível, faça anotações. No final da aula, confira o trabalho de cada aluno, verificando se ele compreendeu a atividade e listou situações em que acreditou ter cometido um engano ou errado. 150 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S U M (A ) P R O FE SS O R (A ) M U IT O M A LU QU IN H O (A ) • 2 º a no • 6/ 7 Folha de exercício › UM(A) ALUNO(A) MUITO MALUQUINHO(A) A N EX O 1 151 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S U M (A ) P R O FE SS O R (A ) M U IT O M A LU QU IN H O (A ) • 2 º a no • 7/ 7 Modelo para criar um cartaz Um(a) professor(a) muito maluquinho(a) A N EX O 2 153 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UMA SITUAÇÃO EDOIS PONTOS DE VISTA • 2º ano • 1/5 UMA SITUAÇÃO E DOIS PONTOS DE VISTA Nesta aula, os alunos vão precisar imaginar uma situação que pode ser interpretada de duas maneiras: de forma otimista ou de forma pessimista. Eles precisarão descrever a situação e depois criar um trabalho artístico para representá-la sob os dois pontos de vista possíveis. JUSTIFICATIVA: Esta atividade acontece na sequência da atividade “Classificando Pensamentos” e tem o objetivo de dar continuidade ao trabalho de identificação de dois tipos de pensamentos: o pessimista e o otimista. A atividade central é a de buscar interpretações otimistas para uma situação inicialmente considerada pessimista pela criança. Esta mudança de perspectiva na forma de enxergar um problema favorece o desenvolvimento da imaginação criativa, competência socioemocional que flexibiliza nosso modo de ver o mundo e aumenta nossa capacidade de resolver problemas. Além disso, ao nos depararmos com situações do dia-a-dia, podemos interpretá-las de modos distintos. A interpretação que fazemos destas situações tem um papel importante na forma como nos sentimos e como nos comportamos frente a elas. 1 Esta aula deve acontecer depois da aula Classificando Pensamentos. O professor pode optar por fazer as duas aulas no mesmo dia, emendando uma na outra. 1 MACROCOMPETÊNCIA: AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Confiança › Autoconfiança › Tolerância à frustração › Tolerância ao estresse › Imaginação criativa › Interesse artístico As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 154 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UMA SITUAÇÃO E DOIS PONTOS DE VISTA • 2º ano • 2/5 Assim, conseguir enxergar uma mesma situação de diferentes maneiras pode ajudar os alunos a lidarem com acontecimentos difíceis e emoções desagradáveis (tolerância ao estresse e à frustração) uma vez que favorece o seu repertório cognitivo e comportamental. Ser capaz de interpretar situações de forma positiva e otimista também auxilia os alunos a desenvolverem uma maior confiança em si próprios (autoconfiança), uma vez que passam a extrair aprendizagens de cada situação, o que os prepara melhor para lidar com situações semelhantes no futuro. Não se trata de não reconhecer as dificuldades, mas de ponderar o quanto elas também podem representar uma oportunidade de crescimento. O exercício de representar uma situação imaginária por meio de dois trabalhos artísticos tem potencial para fortalecer o interesse artístico. CONTEXTO: Esta atividade acontece na sequência da atividade “Classificando Pensamentos”. O professor pode optar por trabalhar separadamente com elas ou por emendar uma na outra. Mas, é fundamental que esta atividade aconteça até, no máximo, uma semana depois da atividade “Classificando Pensamentos”. Isso é importante para que os conceitos aprendidos ainda estejam frescos na memória dos alunos. FORMATO: Aula Única DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa; Arte. RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Formação do leitor literário/Leitura multissemiótica › Habilidade: (EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos. COMPONENTE: ARTE Unidades Temáticas: Artes Visuais Objetos de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 155 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UMA SITUAÇÃO E DOIS PONTOS DE VISTA • 2º ano • 3/5 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão imaginar uma situação e fazer um trabalho artístico para representá-la de forma otimista e pessimista. DURAÇÃO: 45 a 90 minutos (podendo também ser dividida em duas aulas) MATERIAIS: › Materiais de arte disponíveis, como: tinta guache, pinceis, aquarela, lápis de cera etc. › Folhas de papel para trabalho artístico, como: 1/2 cartolina, papel A3, 1/3 papel 40 kg (duas folhas por aluno). PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Relembre os alunos da atividade “Classificando Pensamentos“ e peça a eles que deem um exemplo de pensamento pessimista e otimista. Se achar necessário, releia alguns pensamentos trabalhados anteriormente e peça para os alunos identificarem se eles são pensamentos otimistas ou pessimistas. Se você optar por emendar as duas atividades, pule esta parte. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Diga aos alunos que, agora que eles já sabem identificar pensamentos otimistas e pessimistas, eles precisarão pensar em uma situação do dia a dia escolar que geralmente é interpretada por eles como negativas (pessimistas). A partir desta situação, o desafio será buscar uma interpretação positiva (otimista). Por exemplo: “Agora que vocês já sabem identificar pensamentos, vocês vão pensar em uma situação que ocorre na escola que geralmente é vista de forma pessimista por vocês,”. Para se certificar de que os alunos compreenderam, peça um ou dois exemplos de uma situação que pode ser vista dessa maneira. Pode ocorrer de os alunos terem dificuldade em dar exemplos deste tipo de situação. Por isso, é importante que você tenha exemplos prontos caso isso ocorra, como “Não saber responder a uma pergunta que o professor fez”, “Esquecer de trazer o material” ou “Se distrair com pensamentos e se dar conta que perdeu boa parte da aula”. Uma explicação importante é a de que, apesar de conseguirmos extrair uma interpretação otimista de uma situação difícil, isso não quer dizer que devemos ignorar os sentimentos que aquela situação nos desperta. › instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais. Objetos de Conhecimento: Processos de criação › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais. 156 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UMA SITUAÇÃO E DOIS PONTOS DE VISTA • 2º ano • 4/5 É preciso tomar cuidado também para o aluno não criar uma interpretação positiva para uma situação a qualquer custo, ou seja, que se distancia da realidade ou que foge do problema citado e não o ajuda a lidar de forma efetiva com aquela situação. Por exemplo, “um amigo falou que eu nunca divido os meus brinquedos. Geralmente eu fico triste e não quero mais brincar. Uma interpretação positiva é lembrar que tenho outros amigos e não preciso dele”. Nestes casos, o professor precisará ajudar o aluno com perguntas que o ajude nesta reflexão. Mostre a folha de papel escolhida para a atividade (ver seção Materiais) e explique que cada aluno receberá duas folhas. Explique, ainda, que em uma folha eles devem representar a situação que pensaram de forma pessimista, primeiro, e na outra, representar a nova interpretação, otimista. Avise que este será um trabalho artístico e, se necessário, demonstre como utilizar os materiais de arte selecionados por você. Diga aos alunos que o primeiro passo será pensar e definir a situação com a qual eles vão trabalhar. Cada aluno vai pensar em uma situação e trabalhar individualmente. Explique também que, após terem concluído o trabalho, haverá um momento de apresentação para a turma. Informe onde estarão as folhas de papel e os materiais artísticos. Peça que primeiro eles escolham uma situação, depois verifiquem com você se ela é apropriada, para, finalmente, começarem a trabalhar. TRABALHO INDIVIDUAL: Quando os alunos definirem uma situação para trabalhar,verifique se o que escolheram é de fato pessimista. Pergunte aos alunos qual a interpretação otimista que pensaram e faça perguntas para auxiliá-los neste momento. Se considerar necessário, pergunte como eles pensam em representar a situação em cada folha. Anote a situação escolhida pelos alunos e as interpretações para poder auxiliá-los caso se esqueçam delas ao longo da atividade. Enquanto os alunos trabalham, circule pela sala de aula oferecendo o seu suporte e verificando se eles estão representando a situação que compartilharam com você. Se for preciso, você pode auxiliar o aluno a retomar a situação que ele propôs anteriormente. Procure dar o mesmo tempo para os alunos criarem cada trabalho artístico. Por exemplo, se você disponibilizar 40 minutos para o trabalho individual, informe quando tiver passado metade do tempo: “Já se passaram 20 minutos, é importante que todos comecem logo a segunda folha para que consigam terminar hoje”. Se você não tiver disponibilidade para ter uma aula mais longa (de 60 minutos), recomendamos que separe tempo para as crianças terminarem os trabalhos em uma próxima aula. ENCERRAMENTO: No final da aula, convide os alunos a apresentarem seus trabalhos à turma. Se eles tiverem usado tinta e os trabalhos precisarem secar, solicite que apenas contem sobre a situação que escolheram e expliquem como transformaram a interpretação pessimista em otimista. 157 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS UMA SITUAÇÃO E DOIS PONTOS DE VISTA • 2º ano • 5/5 Conclua, comentando como uma mesma situação pode ser interpretada de maneiras tão diferentes e como isso pode nos ajudar a nos sentirmos melhor e a nos comportarmos de maneira mais positiva quando nos deparamos com situações negativas. Ser capaz de dar novos significados a situações que consideramos difíceis pode favorecer nosso bem-estar e nos fazer sentir confiantes. DIFERENCIAÇÃO: A atividade proposta nesta aula é bastante subjetiva e pode ser diferenciada de acordo com cada aluno. Como a atividade trata de temas que são entendidos pelas crianças inicialmente como pessimistas, é possível que alguns alunos não queiram compartilhar seus trabalhos com a sala, o que deve ser respeitado. A complexidade da situação escolhida também pode variar bastante, e é importante que você, professor(a), respeite as escolhas dos alunos desde que estejam alinhadas ao objetivo da atividade. Se perceber que algum aluno tem dificuldade para pensar em uma situação, você pode retomar exemplos dos tipos de pensamentos trabalhados bem como dar alguns exemplos que podem ajudar o aluno a gerar exemplos próprios. O mesmo se aplica para o trabalho artístico. As habilidades e experiências artísticas de cada aluno podem variar muito. Porém, o importante, aqui, é que a criança represente duas maneiras de enxergar uma mesma situação. A sua aptidão para a arte não é o foco principal da aula. AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos conseguiram descrever uma situação que geralmente interpretam como pessimista e se conseguiram buscar uma interpretação otimista alternativa. Avalie também se esta interpretação otimista é coerente e relacionada ao problema apresentado, e não uma fuga da situação. Examine, também, se as produções artísticas das crianças se conectam com a situação escolhida e demonstram um ponto de vista positivo e um negativo. Perceba se os alunos usaram a imaginação, escolhendo situações originais para representar. Durante o trabalho artístico, observe a maneira como as crianças usam os materiais; se elas demonstram interesse artístico e entusiasmo. 159 INTERVENÇÕES • INTERVENÇÕES • / INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS INTERVENÇÕES 161 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 1/6 CAIXA DE PREOCUPAÇÕES Nesta atividade o professor vai implementar uma Caixa de Preocupações em sala de aula. Os alunos irão desenhar ou escrever sobre suas preocupações, medos e/ou apreensões em um pedaço de papel e inseri-lo dentro caixa. JUSTIFICATIVA: Essa atividade ajuda as crianças a identificarem situações que as preocupam ou as deixam ansiosas. Este é um passo importante para que tentem compreender os motivos de se sentirem preocupadas e busquem pensar no que é possível fazer para se sentirem melhor. Além disso, ao identificar situações que os deixem preocupados ou ansiosos, os alunos conseguem entender melhor os seus sentimentos e o que acontece com eles. Assim, a atividade pode oportunizar o desenvolvimento da resiliência emocional. A Caixa de Preocupações serve como uma representação física e simbólica de um lugar onde as preocupações, medos e anseios podem, uma vez identificados, ser colocados. Dessa forma, o exercício pode fortalecer a competência de tolerância ao estresse. DISCIPLINA INTEGRADA: Língua Portuguesa. <<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>> MACROCOMPETÊNCIA: RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Tolerância ao estresse As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 162 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 2/6 RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA (1° – 5° ANOS) PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão escrever ou desenhar uma preocupação e inseri-la na Caixa de Preocupações. DURAÇÃO: 30 minutos MATERIAIS: › Lápis e borracha(s); › Folhas de papel; › Modelo para Caixa de Preocupações. (ANEXO 1) PREPARAÇÃO PARA AULA: › Defina como será a Caixa de Preocupações de sua turma. Se quiser, veja as imagens de referência para ter ideias. Não é necessário ser uma caixa, você pode optar por fazer um Copo de Preocupações, Garrafa de Preocupações ou Lata de Preocupações, se preferir. É possível usar uma caixa de sapato, embalagem de suco ou garrafa d’água. Você pode optar por decorar uma Caixa de Preocupações e mostrá-la já pronta para os alunos ou você pode preferir envolvê-los nessa decoração. › Recorte folhas brancas de papel em pedaços pequenos para os alunos escreverem e/ou desenharem suas preocupações. 163 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 3/6 PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Conte para a turma que hoje vocês vão conversar sobre a preocupação. Diga que adultos e crianças muitas vezes têm preocupações e que isso é normal. Questione os alunos sobre o que é uma preocupação. Escute os seus pontos de vista e informe-os que nossas preocupações podem incluir medos, receios, ansiedade, angústias e agonias. Depois, pergunte aos alunos sobre alguns motivos pelos quais as pessoas (adultos e crianças) geralmente se preocupam. Incentive-os a compartilharem seus pontos de vista. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Mostre a Caixa de Preocupações para a turma e conte que essa caixa não é uma caixa normal, mas uma caixa de preocupações. Explique que ela é um lugar onde as pessoas podem jogar suas preocupações dentro. Informe queessa caixa ficará dentro da sala de aula e poderá ser sempre usada pelos alunos. Comunique a eles que podem jogar qualquer tipo de preocupação lá dentro, desde uma preocupaçãozinha até uma preocupação grande. Diga que eles podem escolher escrever o nome na preocupação ou não. Avise que toda semana você irá ler as preocupações que eles colocarem na caixa e, se eles tiverem optado por se identificar, você irá convidá-los para conversar em particular sobre a preocupação que escreveram. Anuncie que hoje vocês vão estrear a caixa. Solicite que os alunos façam um minuto de silêncio e pensem em uma preocupação para inserir na caixa. Distribua folhas de papel recortadas e material para escrever. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão desenhar e/o escrever sobre uma preocupação e depois inseri-la na Caixa de Preocupações”. TRABALHO INDIVIDUAL: Certifique-se que os alunos tenham privacidade no momento de escrever e/ou desenhar uma preocupação. Quando terminarem, chame uma criança de cada vez para inserir sua preocupação dentro da caixa. ENCERRAMENTO: Em roda, questione os alunos sobre como se sentiram ao escrever e/ou desenhar uma preocupação. Comente com a turma que, muitas vezes, a prática de escrever e/ou desenhar as preocupações pode gerar alívio, pois compreendemos melhor a forma com que nos sentimos ao estabelecer relações entre os eventos e os nossos sentimentos. Depois questione-os sobre como se sentiram ao inserir a sua preocupação dentro da Caixa de Preocupações. Encerre a atividade dizendo que de agora em diante a Caixa de Preocupações vai morar na sala de aula e poderá ser utilizada pelos alunos sempre que precisarem. Se necessário, estabeleça algumas regras para o seu uso. 164 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 4/6 Lembre aos alunos que quando quiserem compartilhar uma preocupação com você, eles devem escrever o próprio nome na preocupação, caso contrário, devem apenas escrever a preocupação, sem incluir seu nome. Comunique também que você está sempre à disposição para conversar individualmente com cada um deles sobre os assuntos que os preocupam. DIFERENCIAÇÃO: É possível que alguns alunos tenham dificuldade em reconhecer suas preocupações ou identificar um motivo para elas. Isso ocorre porque as crianças ainda estão em processo de desenvolvimento emocional e podem ainda não ter muita consciência sobre o que ou como se sentem. Você pode ajudar esses alunos com perguntas concretas, como: “Você tem medo de alguma coisa?”, “Você às vezes acha que algo pode dar errado?” e “Algum sentimento ou situação te incomoda?”. Outros alunos que já conseguem identificar suas preocupações podem não se sentir à vontade em escrever ou desenhá-las. Lembre essas crianças que elas têm a opção de não escrever o nome no papel, para assim não serem identificadas. Informe-as, também, que a única pessoa que vai ler as preocupações dentro da caixa é você. Talvez o aluno ainda não tenha desenvolvido muita confiança em você, professor(a). Portanto, use essa oportunidade para fortalecer o vínculo entre vocês. Se um aluno realmente não quiser incluir sua preocupação na Caixa de Preocupações, sugira que ele pratique o exercício e guarde sua preocupação consigo. Também pode ocorrer de haver alunos que nao estão preocupados com nada no momento da atividade. Não há problema, explique que a caixa ficará na sala e eles poderão utilizá-la quando acharem que têm uma preocupação que gostariam de compartilhar. Além disso, é provável que apareçam preocupações bastante distintas entre seus alunos. Uma criança pode escrever sobre medo de escuro enquanto outra pode estar preocupada com saúde de um parente próximo. Portanto, enfatize que a Caixa de Preocupações é para todos os tipos de preocupações. Assim, procure garantir que todas as crianças se sintam à vontade para incluir a preocupação que quiserem dentro da caixa. A Caixa de Preocupações tem a finalidade de ajudar as crianças a se expressarem e nomearem o que já sentem. Se o aluno achar demasiadamente doloroso escrever/desenhar sobre uma determinada situação ou sentimento, ele pode sempre escolher uma outra preocupação com a qual ele tenha mais facilidade de entrar em contato. Ademais, a Caixa de Preocupações é uma atividade optativa e, portanto, o aluno só irá utilizá-la se assim quiser. É possível que alguns alunos tenham preocupações consideradas graves. Sendo assim, essa atividade pode fazer com que você, professor(a), tome consciência de uma situação que precise ser resolvida imediatamente, como, por exemplo, a violência doméstica. Em casos como esse, tome todas as medidas necessárias, juntamente com a direção da escola, para garantir a proteção integral dos direitos da criança e do adolescente. Entretanto, faço-o garantindo que todos os procedimentos éticos sejam respeitados. 165 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 5/6 AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos foram capazes de escrever e/ou desenhar um motivo de preocupação. Escute os relatos deles sobre a experiência de escrever e/ou desenhar uma preocupação e “jogá-la” na caixa. Com isso, analise os possíveis benefícios da atividade. Ao longo do tempo, observe se a Caixa de Preocupações é uma estratégia eficiente para ajudar seus alunos a identificarem seus medos, ansiedades e preocupações. CRIANDO UMA ROTINA: Coloque a Caixa de Preocupações em um local de fácil acesso na sala de aula. Sempre que possível, incentive o uso dela: “Tiago, que tal jogar essa sua preocupação dentro da caixa?” Leia as preocupações dos alunos no final do dia e procure oportunidades para conversar com eles sobre o que os afligem. Por exemplo: “Marcelo, eu li que você está preocupado com a prova de matemática na sexta-feira. Tem alguma coisa que eu possa fazer para te ajudar? Na quinta nós vamos fazer uma revisão e tirar dúvidas, então traga suas perguntas para a aula, tá bom? E lembre-se de respirar fundo para estar calmo durante a prova” e “Juliana, eu vi que você está preocupada com o seu irmão. Você gostaria de conversar sobre isso?”. É importante que esses convites para conversar com você, professor(a), sejam realizados individualmente, para não expor os alunos. Além disso, tome todas as providências para garantir que apenas você tenha acesso ao conteúdo incluído na caixa. Deste modo, você garante o sigilo, elemento fundamental para o bom andamento da atividade. 166 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 6/6 ANEXO 1 Exemplo para montagem da Caixa de Preocupações › Arrume uma caixa grande com tampa › Forre a caixa e a tampa com papeis coloridos ou desenhos › Corte uma abertura na caixa para a inserção dos papeis. Pode ser no alto ou na parte da frente › Escrever “Caixa das Preocupações” em lugar visível › Imagem de referência da Caixa de Preocupações para professor: Fonte: https://www.sacredheartgateshead.org/worry-box-you-talk-we-listen/ CAIXA DE PREOCUPAÇÕES CAIXA DE PREOCUPAÇÕES 167 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 1/9 PEDIR AJUDA OU CONVERSAR Nesta atividade, o(a) professor(a) lerá cartas com diferentes situações e comportamentos. Os alunos precisarão avaliar cada uma para decidir se devem ou não reportar aquela situação ou comportamento a um adulto. Durante esse jogo, o professor ensinará a diferença entre contar para um adulto sobre o comportamento de alguém, como forma de denunciar ou pedir ajuda, ou conversar com o colega para resolver a situação. JUSTIFICATIVA: O propósito desta atividade é ensinar aos alunos a diferença entre avisar e pedir ajuda ao professor sobre uma situação preocupante ou conversar diretamente com o colega para resolver uma situação. A intervenção ensina que contar ou denunciar sobre algoque um amigo fez não é uma boa solução para resolver problemas interpessoais ou de outros contextos e oferece alternativas para os alunos poderem gerir situações problemáticas de uma forma mais adequada. Com isso, espera-se que os alunos fortaleçam sua autoconfiança na resolução de conflitos e desenvolvam mais empatia pelos seus colegas, confiando assim em suas boas intenções. A atividade trabalha intencionalmente a iniciativa social e a assertividade ao incentivar alunos a resolverem problemas sociais através do diálogo. Ela também oferece uma oportunidade para os alunos aprenderem a lidar com frustrações sociais (tolerância à frustração). FORMATO: Intervenção MACROCOMPETÊNCIA: ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Assertividade › Iniciativa social › Confiança › Empatia › Autoconfiança › Tolerância à frustração As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 168 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 2/9 DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão distinguir situações e comportamentos que devem ou não pedir ajuda a um(a) adulto(a). DURAÇÃO: 10 minutos MATERIAIS: › Cartazes: Pedir ajuda ou conversar; (ANEXO 1) › Cartas: Pedir ajuda ou conversar?; (ANEXO 2) › Fita adesiva. PREPARAÇÃO PARA AULA: › Preparar as palavras “pedir ajuda ou conversar” de acordo com as imagens de referência. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Pergunte aos alunos se eles sabem o que significa avisar para um adulto sobre o comportamento de alguém, no sentido de denunciar ou entregar o colega. 169 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 3/9 Escute algumas respostas e defina: “É quando você conta para alguém, seus pais ou um professor, por exemplo, o que outra pessoa fez ou disse, sem antes ter conversado com ela.” Depois, pergunte à turma o que é pedir ajuda e escute algumas respostas. Possivelmente, você escutará definições parecidas com as de antes. Defina: “Quando pedimos ajuda, geralmente estamos passando por alguma situação perigosa e não estamos conseguindo resolver um problema sozinho”. DEFINIÇÃO DOS TERMOS: Explique que, quando avisamos algo a alguém, fazemos isso para informar a pessoa de um possível perigo ou problema. Esclareça que o aviso é importante para prevenir que algo ruim aconteça. Diga que, quando avisamos o professor sobre o comportamento de alguém, fazemos isso para impedir que essa pessoa se machuque ou machuque o outro. Explique que esses machucados podem ser físicos ou emocionais, como o bullying e a falta de respeito. Também avisamos algo a um adulto quando achamos que não conseguimos gerir a situação sozinhos. Informe que avisar para pedir ajuda é bem diferente de avisar para dedurar o amigo e esperar uma possível punição para ele. Explique que a diferença está na intenção da criança ao contar uma situação para um adulto. Conte que, muitas vezes, não há necessidade de avisar sobre o comportamento do amigo, pois é possível conversar com ele para resolver o problema. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Coloque um cartaz com a palavra “Pedir ajuda” em um canto da sala e um com a palavra “Conversar” no outro canto. Avise que você vai ler diferentes situações e os alunos precisarão decidir, em cada caso, se nesta situação o ideal seria contar para pedir ajuda ou conversar. Explique que, caso escolham contar determinada situação a um adulto por uma questão de segurança ou preocupação, eles devem ir para perto do cartaz “Pedir ajuda”. Porém, caso acreditem que não precisam avisar ao adulto, pois o problema é pequeno e pode ser resolvido entre eles, devem ir para perto do cartaz “Conversar”. Porém, se acaso eles, após ouvirem a situação, acharem que precisariam de ajuda para resolver, pois não sabem o que fazer nessa situação, eles devem ir para perto do cartaz “Pedir ajuda”. PARTICIPAÇÃO: Leia as situações das cartas Pedir ajuda ou Conversar? e peça que os alunos se posicionem de acordo com cada situação. Diga para eles não se basearem no julgamento do amigo, pois devem ir para o lado que acreditam que fariam nas situações apresentadas. Possivelmente, ocorrerão situações em que os alunos terão opiniões diferentes. Se isso acontecer, questione os motivos por trás de suas escolhas e promova uma conversa com todos da sala, mas com a finalidade de refletir sobre o que deveria ser feito, atribuindo assim, significado para a atitude esperada. Ao conversar sobre situações que devem ser reportadas a um adulto, enfatize a importância de avisar ocorridos que envolvam perigo, injustiça ou possam prejudicar alguém, seja fisicamente ou emocionalmente. Faça perguntas, como: “Vocês acham que esta situação tem perigo?”; 170 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 4/9 “Alguém pode se machucar?”; “Houve bullying ou uma injustiça?”; “Alguém pode ficar muito triste com isso?”. Ao conversar sobre situações que não precisam ser avisadas a um adulto, questione a gravidade daquele problema: “É um problema grande ou pequeno?”. Pergunte, ainda, se poderia ser resolvido sem um adulto ou até ignorado. É importante conversar com os alunos sobre como eles poderiam resolver o conflito entre si e que estratégias eles poderiam utilizar nestes casos mais simples. Ou seja, caso as crianças optem por conversar, reflita com eles sobre o que poderia ser dito ao colega e de qual forma (exemplo: tom de voz), a fim de ampliar o repertório deles de resolução de conflitos. ENCERRAMENTO: Encerre a atividade pedindo que os alunos definam, novamente, as palavras conversar e pedir ajuda. Peça que, de agora em diante, eles reflitam sobre o que aprenderam antes de reportar uma situação a um adulto. DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade pode ser adaptada a crianças de diferentes idades e em diferentes estágios de leitura. Você pode ler as situações das cartas ou pedir que os alunos o façam em voz alta. As 10 cartas extras também podem ser usadas para tornar a atividade mais apropriada à faixa etária de sua turma, pois você pode criar cenários familiares àquela idade. Essas mesmas cartas podem ser usadas para criar situações que sejam culturalmente relevantes para os seus alunos. Você também tem a opção de excluir situações que não se apliquem ao contexto da escola, deixando algumas cartas de lado. Se você tiver alunos com dificuldades físicas em sua turma, avalie se a proposta de andar para diferentes cantos da sala é viável para eles. Caso não seja, faça acomodações. Você pode, por exemplo, pedir que os alunos levantem a mão direita para dizer “conversar”, a mão esquerda para dizer “pedir ajuda” e as duas mãos quando estiverem na dúvida. Outra solução seria ler as situações para a turma e pedir que as crianças apenas respondam. O importante, aqui, é que todos possam participar e refletir sobre as respostas. AVALIAÇÃO: Avalie a habilidade de seus alunos quantoà distinção de situações que devem ou não reportar a um adulto. Perceba se as crianças conseguem fazer essa distinção e, se achar necessário, faça anotações. Compare, também, as definições dos alunos para as palavras Pedir ajuda e Conversar no início e no fim da aula. Perceba se eles entenderam a diferença entre uma coisa e outra e se as definições se tornaram mais específicas depois da prática. Isso vai lhe ajudar a perceber o impacto da atividade. Ao longo dos próximos dias e semanas, avalie a efetividade da intervenção, percebendo se as crianças estão se queixando menos e conseguindo resolver problemas do cotidiano da escola entre si. Ainda, se estão buscando por ajuda quando necessário e refletindo sobre como poderiam resolver a situação. Repare, também, se os alunos agora lembram uns aos outros de quando devem ou não chamar um adulto. Frases como “Não precisa chamar a professora, a gente resolve!” indicam que a atividade teve sucesso. 171 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 5/9 CRIANDO UMA ROTINA: Após esta atividade, sempre questione os alunos que vierem contar sobre os comportamentos dos outros. Se necessário, repita as perguntas feitas durante a atividade, como: “Alguém pode ficar muito triste com isso?”; “Alguém está correndo perigo?”; “Esse problema é grande ou pequeno?”. Quando necessário, lembre seus alunos de que denunciar não é legal e incentive-os a resolver seus problemas sozinhos. É importante que você auxilie o aluno a refletir sobre o melhor modo de resolver aquela situação e que ele pode acioná-lo sempre que tiver dúvidas sobre como agir. 172 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S Imagem de referência: PEDIR AJUDA OU CONVERSAR Recortar e colar nas paredes de cada lado da sala de aula A N EX O 1 PE D IR A JU D A O U C O N VE R SA R • IN TE R VE N Ç Õ E S • 6 /1 0 173 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S A N EX O 2 PE D IR A JU D A O U C O N VE R SA R • IN TE R VE N Ç Õ E S • 7 /1 0 EU ESTAVA PASSANDO E UM AMIGO ME MOSTROU A LÍNGUA UMA AMIGA ENTROU NA FILA NA MINHA FRENTE SEM PEDIR NA HORA DO RECREIO, DUAS CRIANÇAS COMEÇARAM A BRIGAR DANDO CHUTES E SOCOS UM AMIGO MEU ESTÁ SOFRENDO BULLYING NA ESCOLA TODOS OS DIAS EU VI UMA CRIANÇA RASGANDO UM LIVRO NA BIBLIOTECA DA ESCOLA UM MENINO PEGOU O LÁPIS QUE EU ESTAVA USANDO E NEM ME PEDIU POR FAVOR NA HORA DO RECREIO, NINGUÉM QUIS BRINCAR COMIGO EU VI UMA MENINA CORRENDO NO CORREDOR DA ESCOLA E ISSO É PROIBIDO UMA MENINA ESTAVA CORRENDO, CAIU NO CHÃO E SE MACHUCOU UMA CRIANÇA ME DEU UM CHUTE O MENINO QUE SENTA AO MEU LADO NÃO ESTÁ FAZENDO A TAREFA MINHA MELHOR AMIGA COMPARTILHOU COM OUTROS COLEGAS UM SEGREDO QUE EU CONTEI SOMENTE PARA ELA UM COLEGA ME CHAMOU DE BURRO QUANDO EU TIREI UMA NOTA BAIXA NO TESTE EU EMPRESTEI MEU CADERNO PARA UMA COLEGA LEVAR PARA CASA E COPIAR A LIÇÃO, MAS ELA NÃO TROUXE MEU CADERNO NO DIA SEGUINTE Cartas: PEDIR AJUDA OU CONVERSAR? 174 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S PE D IR A JU D A O U C O N VE R SA R • IN TE R VE N Ç Õ E S • 8 /9 175 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S PE D IR A JU D A O U C O N VE R SA R • IN TE R VE N Ç Õ E S • 9 /9 A N EX O 2 10 cartas para o professor usar 177 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 1/6 RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS Respirando as Formas Geométricas é uma atividade que pode ser usada de forma individual ou com a turma inteira. Os alunos irão respirar de forma lenta e profunda enquanto acompanham os traços de linhas em formato de figuras geométricas, desenhadas no papel. A cada linha percorrida, o aluno deverá ora inspirar e ora expirar. A atividade será acompanhada por uma música de fundo auxiliando no relaxamento dos alunos. JUSTIFICATIVA: O propósito desta intervenção é fazer com que, através da respiração, os alunos entrem em um estado de foco, tranquilidade e relaxamento, para assim poderem aprender melhor, desfrutar de relacionamentos sociais e aproveitar a escola. O foco é uma competência importante porque nos ajuda a ter concentração em uma tarefa e ignorar as outras distrações. Além disso, esta prática pode ser utilizada de forma individual para auxiliar alunos a administrar sentimentos e emoções fortes. Através do exercício da respiração, a criança torna-se mais capaz de lidar com a preocupação, a raiva e a irritação, assim como em situações em que está mais agitada ou dispersa. Dessa forma, esta atividade também fortalece a tolerância ao estresse dos alunos. CONTEXTO: Esta atividade pode ser utilizada com um grupo de alunos ou com a turma inteira. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Foco › Tolerância ao estresse As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 178 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 2/6 O professor deve fazer esta escolha de acordo com as suas observações e as necessidades de seus alunos. Esta atividade poderá ser utilizada com a turma toda em momentos agitados, como a volta do recreio, com o objetivo de criar uma transição e preparar os alunos para a aula. FORMATO: Intervenção DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa; Matemática. <<Essa atividade pode ser realizada durante qualquer disciplina>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA (1° AO 5° ANO) PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. Objeto de Conhecimento: Escuta de textos orais › Habilidade: (EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. COMPONENTE: MATEMÁTICA (1° ANO) UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas: reconhecimento do formato das faces de figuras geométricas espaciais › Habilidade: (EF01MA14) Identificar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo) em desenhos apresentados em diferentes disposições ou em contornos de faces de sólidos geométricos. 179 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 3/6 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão praticar a respiração enquanto traçam as linhas de figuras geométricas, como forma de acalmá-los e auxiliar na concentração para a aula, além de propiciar o conhecimento para os alunos destas formas. DURAÇÃO: 5 a 15 minutos MATERIAL OPCIONAL: › Lápis e borracha;› Folhas de papel; › Caneta ou lápis de cor; › Aparelho de som ou celular; › Músicas para relaxamento. COMPONENTE: MATEMÁTICA (2° ANO) UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo): reconhecimento e características › Habilidade: (EF02MA15) Reconhecer, comparar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo), por meio de características comuns, em desenhos apresentados em diferentes disposições ou em sólidos geométricos. COMPONENTE: MATEMÁTICA (3° ANO) UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas (triângulo, quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo): reconhecimento e análise de características › Habilidade: (EF03MA15) Classificar e comparar figuras planas (triângulo, quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo) em relação a seus lados (quantidade, posições relativas e comprimento) e vértices. COMPONENTE: MATEMÁTICA (5° ANO) UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas: características, representações e ângulos › Habilidade: (EF05MA17) Reconhecer, nomear e comparar polígonos, considerando lados, vértices e ângulos, e desenhá- los, utilizando material de desenho ou tecnologias digitais. OBS: A BNCC não inclui “figuras geométricas planas” como um objeto de conhecimento para alunos do 4° ano do Ensino Fundamental. 180 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 4/6 PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Pergunte aos alunos sobre as formas geométricas que eles conhecem. Escute algumas respostas e desenhe-as no quadro ou opte por pedir para os alunos se levantarem e desenharem aquelas que conhecem no quadro, nominando-as. Depois, comente sobre momentos em que você sente a turma agitada ou dispersa e que, possivelmente, eles iriam se beneficiar da prática da respiração concentrada: “Quando voltamos do recreio, às vezes vocês ainda estão muito agitados. Como vocês estão menos focados, fica mais difícil aprender”. Explique que respirar com consciência é muito importante. Ressalte que: “Quando prestamos atenção em nossa respiração nos sentimos bem, focamos mais e conseguimos ir nos acalmando”. E o que tem as figuras geométricas com isso? Conte que é possível aliar o ritmo da respiração com o traçado das formas geométricas e que, a partir desse movimento, eles podem se acalmar, ao mesmo tempo em que memorizam essas figuras. Avise que hoje você vai colocar uma música antes de começar a aula para praticarem o Respirando as formas geométricas. DEMONSTRAÇÃO: Aponte para uma forma geométrica desenhada no quadro e avise que ela servirá como exemplo para o início da atividade. É importante que os alunos, além do formato, também saibam os nomes de cada figura. Questione os alunos sobre as palavras inspirar e expirar. Se necessário, defina cada termo, como: “Inspirar quer dizer puxar o ar para dentro e expirar é quando soltamos o ar para fora” e demonstre a ação. Depois, peça para os alunos inspirarem e expirarem e verifique se eles entenderam o conceito. Explique que, ao longo da música, façam o exercício de inspiração e expiração: eles devem inspirar enquanto acompanham com o dedo ou lápis uma reta da figura e, ao começar a outra reta, devem expirar. A inspiração e expiração devem ser lentas para que seja possível traçar, com calma, até o final da reta (lado da figura geométrica). Demonstre essa ação puxando o ar pelo nariz e soltando pela boca. Comece inspirando e, ao passar para o próximo lado da forma, solte o ar. Após completar todos os lados da forma escolhida, repita a ação e peça para os alunos te acompanharem dessa vez. Solicite que eles usem o dedo para desenhar a forma geométrica no ar enquanto respiram junto com você. No caso do círculo, explique que você demarcará dois pontos na circunferência. O primeiro é o de partida e o segundo indica quando os alunos devem começar a expirar. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Você(s) deve(m) inspirar ou expirar ao acompanhar os traços de cada lado da forma geométrica” PRÁTICA: Peça para cada aluno escolher uma forma geométrica para praticar a respiração. Se for necessário, use as formas geométricas desenhadas 181 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 5/6 no quadro como referência para eles. Avise que é importante que cada criança escolha uma forma geométrica que conheça bem. Comunique que você irá marcar três minutos e que os alunos devem fazer o exercício de usar uma forma geométrica para respirar. Você, professor(a), deve decidir se os alunos vão desenhar a forma no ar ou em um pedaço de papel. Isso vai depender da idade e do comportamento deles. A prática de usar um lápis e papel pode ajudar crianças que têm maior necessidade de segurar um objeto para focar. Anuncie quando iniciar e terminar o tempo determinado. Ao decorrer da música, passe mais algumas instruções como: “Percebam se o seu coração está batendo mais devagar ou ainda continua a bater rápido”. “Percebam também como está seu corpo, se ele está mais relaxado ou permanece mais rígido”. Quando a música acabar, peça para que eles se sentem em roda. ENCERRAMENTO: Em roda, questione os alunos sobre a prática: “Como foi usar uma forma geométrica para respirar? Como foi ouvir a música e trabalhar a respiração ao mesmo tempo?”, “Como vocês estão se sentindo?”, “Como estavam se sentindo antes do exercício?”, “Houve alguma mudança? Qual?”. Depois de conversar com a turma sobre a atividade, anuncie que ela será implementada para ajudá-los a focar e se acalmar – em diversos momentos. Diga que vocês poderão praticá-la juntos, como fizeram hoje, ou individualmente. DIFERENCIAÇÃO: Durante esta atividade, é importante considerar que algumas crianças irão demonstrar mais facilidade que outras para focar no exercício de respiração. Lembre-se que cada aluno tem o seu próprio tempo de foco e procure respeitá-lo, adaptando as suas expectativas de acordo com o seu conhecimento sobre as crianças. Se necessário, sugira que um aluno mais disperso escolha um lugar que facilite a sua concentração. Outra possibilidade seria ficar próximo a este aluno e fazer o exercício junto com ele. Outra diferenciação possível envolve a forma como os alunos irão usar ou desenhar as formas geométricas. Alguns alunos irão se beneficiar de desenhar a forma em um papel enquanto respiram. Segurar o lápis e se ocupar do desenho aumentará a concentração de algumas crianças. Outra ideia seria dar ao aluno uma folha com várias formas geométricas já desenhadas e pedir para ele usar o dedo para contornar as laterais das formas enquanto respira. Esta atividade motora também estimulará o foco de algumas crianças. AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos conseguiram usar a forma geométrica para praticar a respiração. Observe o comportamento deles antes e após a atividade para verificar se houve alguma mudança significativa, e se a atividade foi uma maneira eficiente de acalmá-los e prepará-los para aula. Além disso, escute o relato das crianças sobre o efeito que o exercício teve nelas. Por fim, aproveite a ocasião para conferir o conhecimento da turma sobre as formas geométricas. Isso poderá auxiliar o seu ensino nas próximas aulas de matemática. 182 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 6/6 CRIANDO UMA ROTINA: Esta atividade pode ser utilizada em momentos pontuais, em que um ou mais alunos possam se beneficiar de uma pausa para a respiração, ou em horários pré-determinados. Você, professor(a), pode definir um momento do dia ou da semana para este exercício. Sendo assim, recomendamos escolher momentos de transição, como a volta do recreio ou do almoço, em que as crianças costumam ficar mais agitadas. Dessa forma, esta atividade pode se tornar rotinada turma. 183 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 1/8 ROLETA DE OPÇÕES Esta atividade consiste na criação de uma roleta com opções de estratégias para ajudar os alunos a lidarem com situações que envolvem a experiência de emoções difíceis. Depois de construída, a Roleta de Opções se tornará uma ferramenta para os alunos utilizarem quando sentirem necessidade. As estratégias presentes na Roleta de Opções visam ajudar a criança a se acalmar, permanecer no ambiente de sala de aula e voltar à atividade que foi interrompida em consequência de uma situação que envolve emoções difíceis de manejar. JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o objetivo de fortalecer as competências relacionadas à resiliência emocional. A Roleta de Opções inclui estratégias para ajudar os alunos a lidarem com situações que envolvem a experiência de emoções difíceis, como raiva, medo, tristeza, frustração, ansiedade, preocupação ou estresse. Para manejar estas situações, a tolerância à frustração e a tolerância ao estresse precisam ser desenvolvidas e/ou fortalecidas. Além disso, ser capaz de lidar com essas emoções de forma construtiva tem impacto positivo no desenvolvimento da autoconfiança. A ferramenta também promove a autonomia das crianças. Por um lado, elas precisam identificar quando sentem emoções difíceis em consequência de algum acontecimento na escola; por outro, precisam assumir responsabilidade pela sua regulação, realizando a estratégia sugerida pela Roleta de Opções. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Responsabilidade › Autoconfiança › Tolerância à frustração › Tolerância ao estresse As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 184 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 2/8 FORMATO: Intervenção DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa; Artes. <<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. Objeto de Conhecimento: Escuta de textos orais › Habilidade: (EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. COMPONENTE: ARTES UNIDADE TEMÁTICA: ARTES VISUAIS Objeto de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais. Objeto de Conhecimento: Processos de criação › Habilidade: (EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade. 185 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 3/8 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão listar estratégias que podem ajudá-los a lidar com experiências de emoções difíceis. DURAÇÃO: 60 minutos MATERIAIS: › Materiais necessários para fazer a Roleta de Opções, como: papéis coloridos, cola, tesoura, cartolina, grampo ou pino. › Material para desenho e escrita, como: caneta hidrográfica, lápis de cor, giz de cera etc. › Material opcional: livro ou história que fale sobre a experiência de emoções difíceis e de como lidar com elas. (sugestões ANEXO 1) › Modelo para fazer a Roleta de Opções. (ANEXO 2) PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Ao introduzir esta atividade, você, professor(a), pode optar por ler uma história sobre a experiência de emoções fortes. Opcionalmente você pode seguir direto para a etapa de “Participação”. Entretanto, o uso da história pode ser importante porque oferece às crianças a possibilidade de perceberem que elas não são as únicas que sentem emoções difíceis; outras crianças (como a personagem do livro, por exemplo) também experienciam estas emoções. PARTICIPAÇÃO: Questione os alunos sobre situações em que sentiram emoções difíceis. Se você tiver contado uma história, faça conexões com as emoções sentidas pela personagem. Explique que sentir emoções negativas pode ser algo natural, todos podemos nos sentir assim, às vezes. O importante é sabermos que elas são temporárias e que podemos lidar com elas de forma construtiva, para que voltemos a nos sentir bem o mais rápido possível. Diga que às vezes quando sentimos uma emoção muito forte como raiva, medo ou tristeza, nós temos dificuldade em controlar o nosso comportamento (por exemplo, podemos ser rudes, gritar com alguém, podemos nos recusar a participar de uma brincadeira ou ajudar um colega). Explique que isso acontece porque emoções muito fortes ocupam um espaço grande na nossa mente, atrapalham o nosso pensamento e por isso acaba sendo difícil agir de forma tranquila, clara e racional. PREPARAÇÃO PARA AULA: Decida como será construída a Roleta de Opções (ver modelo de referência). É importante que se incluam entre oito e 10 espaços para estratégias e uma seta que se movimente. Para ser possível construir a Roleta de Opções, é necessário organizar todos os materiais que serão utilizados. 186 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 4/8 Portanto, quando experimentamos emoções difíceis nem sempre conseguimos fazer as melhores escolhas. Pergunte aos alunos se isso já aconteceu com eles: “Vocês já deixaram de fazer uma boa escolha por causa de uma emoção forte?”; “Uma emoção forte já fez vocês fazerem algo de que se arrependeram depois?”. Diga que quando sentimos uma emoção forte, que nos impede de fazer boas escolhas, a melhor coisa é esperar ela passar. Explique que da mesma forma que as emoções vêm, elas também vão embora. Por isso, é importante não agir de modo precipitado quando sentimos emoções difíceis. O melhor será pensar e se acalmar antes de agir. Podemos nos perguntar: Temos um plano para enfrentar as nossas emoções e conseguir superá-las? Assim, evitamos agir de maneira impulsiva, podendo magoar o outro ou piorar ainda mais uma situação. Com esse plano, conseguimos administrar o nosso comportamento e nos acalmar para depois retomar o que estávamos fazendo. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Hoje nós vamos refletir sobre e listar estratégias para lidar com emoções difíceis”. ATIVIDADE – LISTA DE ESTRATÉGIAS: Solicite que os alunos fechem os olhos e tentem lembrar de uma situação em que sentiram uma emoção difícil, em um momento que era complicado manter a calma. Peça que reflitam sobre a maneira como agiram naquele momento e se acham que poderiam ter agido de maneira diferente. Em seguida, diga para os alunos abrirem os olhos. Solicite que dois voluntários contem sobre como se sentiram e agiram na situação que lembraram. Comente, novamente, sobre como temos dificuldade para fazer boas escolhas quando estamos sentindo umaemoção difícil, negativa. Lembre-os que o ideal é que primeiro a gente se acalme para depois poder agir de uma forma construtiva. Peça para que os alunos pensem e listem estratégias que podem tentar usar para se acalmar e lidar com situações que envolvam emoções difíceis. Se possível, use o(s) exemplo(s) dado(s) pelos próprios alunos: “O João contou que sentiu muita raiva quando a sua irmã quebrou o seu carrinho de brinquedo. O que o João poderia ter feito para se sentir melhor?” Anote, no quadro, as estratégias sugeridas pelos alunos. Se necessário, dê algumas ideias. Alguns exemplos são: › Contar até 30; › Fazer 10 respirações profundas; › Falar sobre o que sente; › Desenhar o que sente; › Escrever sobre o que sente; › Beber lentamente um copo de água; 187 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 5/8 › Fazer um intervalo; › Ir no banheiro para sair da situação; › Conversar com um colega; › Pedir ajuda. É importante que você, professor(a), adapte esta lista para melhor atender os seus alunos. Considere a idade das crianças e os tipos de emoções e comportamentos que você mais precisa trabalhar com elas. Se os seus alunos já estiverem familiarizados com atividades disponíveis neste material, como: Respirando as formas geométricas, Eu preciso de um intervalo ou Pote da tempestade vocês podem incluir as ideias aqui como possíveis estratégias para lidar com emoções difíceis. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE – CRIANDO UMA ROLETA DE OPÇÕES: Diga que vocês vão montar uma Roleta de Opções, que será uma ferramenta para ajudar os alunos a lembrarem das tantas opções de estratégias que eles podem usar quando precisarem lidar com emoções muito fortes. Se acreditar ser necessário, explique o que é uma roleta: A roleta é um círculo com uma seta no meio. Essa seta é parecida com o ponteiro de um relógio, pois ela dá voltas no círculo. Em um jogo de roleta, o jogador dá um peteleco na seta, a seta começa a rodar e o jogador espera para ver onde a seta parou”. Comunique que essa roleta vai se chamar Roleta de Opções porque quando sentimos emoções fortes sempre temos a opção de escolher uma estratégia que nos ajude a nos acalmar. Aproveite para dar qualquer outra explicação necessária para a feitura da roleta. Solicite que os alunos reflitam sobre as estratégias listadas e selecionem oito ou 10 delas que consideram mais eficientes para lidar com emoções fortes. Você pode incluir uma votação. Após a seleção, avise que estas oito ou 10 estratégias serão incluídas na roleta. CRIANDO UMA ROLETA DE OPÇÕES: Crie a Roleta de Opções com os alunos. Procure incentivar a participação de diferentes alunos nesse processo. ENCERRAMENTO: Ao terminar a Roleta de Opções faça combinados com os alunos sobre como e quando utilizá-la. Avise que da próxima vez que sentirem emoções fortes, eles podem girar a Roleta de Opções para terem a opção de uma boa estratégia para se acalmarem. Diga que se eles não acharem aquela estratégia apropriada, eles poderão girar a roleta novamente e escolher uma outra opção. Explique que a Roleta de Opções ficará na sala de aula para que eles a usem individualmente quando desejarem. 188 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 6/8 DIFERENCIAÇÃO: Com a Roleta de Opções pronta e exposta em sala de aula, ela deverá ser utilizada por um aluno de cada vez, que terá a opção de girá-la até encontrar uma estratégia que julgue efetiva. Por isso, ela sempre poderá ser diferenciada para atender as necessidades de cada aluno. Como as estratégias foram sugeridas pelos próprios alunos, as opções da roleta são de antemão diferenciadas e relevantes para eles. É importante que você, professor(a), acompanhe o uso da Roleta de Opções e observe quais estratégias funcionam melhor para cada criança. Assim, você pode conversar com o seu aluno e comentar sobre quais estratégias parecem funcionar bem para ele. AVALIAÇÃO: Examine se os alunos são capazes de listar estratégias para ajudá- los a se acalmarem e lidarem com emoções difíceis, negativas. Depois de realizar a atividade Roleta de Opções, avalie se os alunos estão utilizando-a corretamente. Analise, também, a eficiência das estratégias ao observar o impacto delas no comportamento dos alunos. CRIANDO UMA ROTINA: A Roleta de Opções deve estar sempre disponível para uso dos alunos. Sempre que possível, incentive o uso da ferramenta: “Pedro, parece que você está sentindo uma emoção forte, porque não usa a Roleta de Opções para escolher uma estratégia para se acalmar?” Observe os efeitos da atividade ao longo do tempo e faça adaptações de acordo com suas percepções. Se você acreditar que uma estratégia da roleta não é eficiente para ajudar o(s) aluno(s) a lidarem com suas emoções, converse com a(s) criança(s) sobre isso e encontrem uma alternativa para ela. Observe, ao longo do tempo, a eficiência dessa atividade para ajudar os seus alunos a lidarem com emoções fortes. A partir de suas observações, decida se a Roleta de Opções deve ou não deve ser mantida como uma atividade de rotina para os seus alunos. 189 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 7/8 ANEXO 1 Sugestões de livros de história que falam sobre a experiência de emoções difíceis e sobre como lidar com elas. › Menina Amarrotada, Aline Abreu › Tromba Tromba, David McKee › A Raiva, Blandina Franco e José Carlos Lollo › Ernesto, Blandina Franco e José Carlos Lollo › Sinto Medo, Mike Gordon › Sinto Tristeza, Mike Gordon › Vavá e Popó Descobrem as Famílias das Emoções, Miriam Rodrigues › A Lata de Sentimentos, Monica Guttman › Eu Não Tenho Medo, Todd Parr › O Livro dos Sentimentos, Todd Parr › Tenho Monstros na Barriga, Tonia Casarin › Tenho Mais Monstros na Barriga, Tonia Casarin 190 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 8/8 ANEXO 2 Imagem de referência: Roleta de Opções Contar até 30 Fazer 10 respirações profundas Falar sobre o que sente Desenhar o que sente Escrever sobre o que sente Beber lentamente um copo de água Fa ze r u m int erv alo Ir a o ba nh ei ro pa ra s ai r da s it ua çã o Co nv er sa r c om um c ol eg a Pe dir aju da