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Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 1 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO (QUESTÕES DE CONCURSO) .......................................... 2 1.1 INVESTIMENTOS SUJEITOS AO MÉTODO DA EPL ................................................................ 2 1.2 APLICAÇÃO DO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL ...................................................... 5 1.3 MÉTODO DO CUSTO .............................................................................................. 19 1.4 OUTROS ASSUNTOS – RELATIVOS A PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS ......................................... 20 2 GABARITO ........................................................................................................... 22 3 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO (QUESTÕES DE CONCURSO – RESOLVIDAS E COMENTADAS) ............................................................................................................ 23 3.1 INVESTIMENTOS SUJEITOS AO MÉTODO DA EPL .............................................................. 23 3.1.1 AFRF 2003 – Contabilidade avançada ......................................................... 23 3.1.2 AFRF 2003 – Contabilidade avançada ......................................................... 24 3.1.3 AFTN 1996 – Contabilidade avançada ......................................................... 26 3.1.4 AFRF 2002-2 – Contabilidade avançada ...................................................... 29 3.1.5 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF).................................................. 31 3.1.6 ICMS – Distrito Federal – 2001 (FCC) ......................................................... 35 3.1.7 TRT 10 - Analista Judiciário – Contabilidade (FCC 2004) ............................... 39 3.1.8 Analista de Transportes Urbanos CESPE (2008) ........................................... 40 3.2 APLICAÇÃO DO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL .................................................... 42 3.2.1 AFTN 1996 – Contabilidade avançada ......................................................... 42 3.2.2 AFTN 1996 – contabilidade avançada ......................................................... 46 3.2.3 AFTN 1996 – contabilidade avançada ......................................................... 50 3.2.4 AFTN 1996 – contabilidade avançada ......................................................... 52 3.2.5 AFTN 1996 – contabilidade avançada ......................................................... 55 3.2.6 AFTN 1996 – contabilidade avançada ......................................................... 55 3.2.7 AFRF 2003 – Contabilidade avançada ......................................................... 57 3.2.8 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF).................................................. 58 3.2.9 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) .................................................................... 66 3.2.10 ICMS Paraíba – 2006 (FCC) ................................................................... 75 3.2.11 CVM – Comissão de Valores Mobiliários – 2000 (ESAF) ............................. 77 3.2.12 Analista do Banco Central do Brasil (Área 3) – jan/2006 – FCC .................. 86 3.2.13 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) .................... 90 3.2.14 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 2001 (ESAF) .......... 98 3.2.15 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 2001 (ESAF) .........105 3.2.16 Analista de Controle Externo – TCU – 2002 (ESAF)..................................110 3.2.17 Tribunal de Contas do Estado – TCE/RS – 2007 (FAURGS) .......................117 3.2.18 TRT 10 - Analista Judiciário – Contabilidade (FCC-2004) ..........................118 3.2.19 TRF 4a região - Analista Judiciário - Contadoria (FCC-jan/2001) ...............119 3.2.20 SEAD/UEPA - formação: ciências contábeis, CESPE/2008 .........................123 3.2.21 Cespe 2008 – equivalência patrimonial ..................................................126 3.2.22 MDIC – Analista de Comércio Exterior – CESPE 2008 ...............................128 Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 1 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 3.2.23 MPE/RR – Contador – 2008 – CESPE – Equivalência patrimonial................130 3.2.24 STN-2008 (ESAF) Questão 30 – Equivalência Patrimonial .........................134 3.3 MÉTODO DO CUSTO .............................................................................................137 3.3.1 AFRF 2003 – contabilidade avançada.........................................................137 3.3.2 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) .......................138 3.4 OUTROS ASSUNTOS – RELATIVOS A PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS ........................................140 3.4.1 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) ...................................................................140 3.4.2 Analista Judiciário STF (CESPE 2008)–provisão para perda em investimento ..148 3.4.3 Equivalência patrimonial - TCU/UNB (CESPE) .............................................157 1 Exercícios de Fixação (Questões de concurso) 1.1 Investimentos sujeitos ao método da EPL 1.1.1 AFRF 2003 – Contabilidade avançada Para responder às questões de nºs 06 e 07 considere a situação descrita a seguir. A Cia. Boreal, empresa agrícola atuante nesse mercado há 22 anos, no início de 1997 participa como acionista na constituição da Cia. Beneficiadora de Cereais, cujo capital social é totalmente integralizado e formado por 1.200.000 ações distribuídas, de acordo com os limites legais, em ações ordinárias e preferenciais com valores nominais de R$10,00 cada uma. No início de 2003 a diretoria da Cia. Boreal, obedecendo a seu planejamento estratégico para expansão, decide fazer uma proposta de aquisição para o controle acionário da Cia. Transportadora Carga Pesada que, no momento, passa por problemas de gestão, apesar de ter sido constituída em janeiro de 2002, dentro dos limites máximos de classes de ações permitidos pela legislação da época. Com capital social representado por 900.000 ações ordinárias e preferenciais com valor unitário de R$10,00/ação, seus acionistas estão dispostos a negociar a venda do controle acionário pelo valor nominal das ações desde que essa operação seja realizada a vista. Enunciado 06- Com base nas informações acima, indique o valor mínimo que a Cia. Boreal deveria pagar para tornar-se a controladora da empresa transportadora. a) R$ 4.500.000 b) R$ 3.000.010 c) R$ 3.000.000 d) R$ 2.250.010 Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 2 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias e) R$ 1.500.000 1.1.2 AFRF 2003 – Contabilidade avançada Enunciado 07- Para possuir a preponderância nas deliberações sociais de modo permanente e com segurança na Cia. Beneficiadora de Cereais, a Cia. Boreal deve possuir pelo menos: a) 50% do capital total da investida. b) 40% das ações totais da investida. c) 33,3% do patrimônio líquido da investida. d) 25% das ações ordinárias da investida. e) 16,7% do capital votante da investida. 1.1.3 AFTN 1996 – Contabilidade avançada Enunciado Questão 34: São métodos de avaliação das Participações Societárias: A Método de Custo e Custo ou Mercado, dos dois o menor B Método do Valor Presente e Equivalência Patrimonial C Método do Custo e Equivalência Patrimonial D Método do Valor de Realização e Equivalência Patrimonial E Método do Valorde Realização e Valor Presente 1.1.4 AFRF 2002-2 – Contabilidade avançada Enunciado 01- Um investimento é considerado relevante quando: a) o valor inscrito na conta de participação societária de cada coligada e controlada, considerado em seu conjunto, não exceder a 5% do Patrimônio Líquido da investidora. b) o valor contábil dos investimentos em controladas e coligadas considerados em seu conjunto for igual ou superior a 15% do Patrimônio Líquido da investidora. c) o valor inscrito em investimento permanente em cada uma das empresas coligadas for igual ou inferior a 5% do Patrimônio Líquido da investidora. d) o custo de aquisição do investimento nas coligadas for igual ou inferior a 5% do patrimônio líquido da investidora e igual a 8% do Patrimônio Líquido da investida. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 3 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias e) o valor pago na aquisição do investimento em coligadas for igual ou inferior a 5% do patrimônio líquido da investidora e igual a 8% do Patrimônio Líquido da investida. 1.1.5 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF) ENUNCIADO 41- Em cada círculo está inscrito o nome de uma empresa. A seta indica a participação no capital da outra empresa. No retângulo, está o percentual dessa participação. Alfa 80% 90% Beta Gama 10% 10% Lamina Assinale a opção correta. a) A empresa Alfa controla indiretamente a empresa Lâmina. b) A empresa Beta controla a empresa Lâmina. c) A empresa Gama controla a empresa Lâmina. d) A empresa Gama controla a empresa Beta. e) A empresa Alfa controla a empresa Beta. 1.1.6 ICMS – Distrito Federal – 2001 (FCC) ENUNCIADO 28. A conta contábil investimentos em Controladas deve ser avaliada, no Balanço Patrimonial, pelo método (A) do fluxo de caixa descontado. (B) de custo. (C) do valor de reposição. (D) do valor de mercado. (E) da equivalência patrimonial. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 4 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 1.1.7 TRT 10 - Analista Judiciário – Área Administrativa – especialidade: Contabilidade (12/12/2004) ENUNCIADO Assinale (C) – certo ou (E) – errado. 52 Sociedade controladora é a que detém, diretamente ou por meio de outras controladas, direitos de sócio que lhe assegurem, permanentemente, a condição de predominância nas assembléias e a prerrogativa de escolher a maioria dos administradores. 1.1.8 Analista de Transportes Urbanos CESPE (2008) ENUNCIADO 104. A contabilização dos investimentos permanentes que fazem parte de um mesmo grupo ou que estejam sob controle comum deve ser efetuada pelo método de equivalência patrimonial, independentemente de sua relevância. 1.2 Aplicação do método da equivalência patrimonial 1.2.1 AFTN 1996 – Contabilidade avançada Enunciado Questão 35: Quando a Participação Societária for relevante, o efeito gerado por prejuízos apurados na investida deve ser registrado pela empresa controladora da seguinte forma : A Lucros / Prejuízos Acumulados a Participações Societárias B Participações Societárias a Lucros / Prejuízos Acumulados C Lucros / Prejuízos Acumulados a Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas D Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas a Lucros / Prejuízos Acumulados E Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas a Participações Societárias Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 5 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 1.2.2 AFTN 1996 – contabilidade avançada Enunciado Questão 36: Nas participações Societárias relevantes, os dividendos pagos pelas investidas são tratados como: A Receitas não operacionais B Resultados de exercícios futuros C Receitas operacionais do período D Redução do valor dos investimentos E Resultado positivo de equivalência 1.2.3 AFTN 1996 – contabilidade avançada Enunciado Em 31.12.1994 os balancetes finais das Cias. PARÁ e SERGIPE eram os seguintes : Cia Pará Cia Sergipe contas saldos ajustados saldos ajustados ativo circulante 12.000,00 5.000,00 ativo realiz longo prazo 18.000,00 - ativo permanente investimentos 30.000,00 - imobilizado lí 110.000,00 49.000,00 passivo cirsulante 25.000,00 15.000,00 passivo exig longo prazo 15.000,00 5.000,00 patrimonio líquido capital 80.000,00 50.000,00 reservas 10.000,00 1.000,00 LPA 20.000,00 (14.000,00) despesas operacionais 60.000,00 45.000,00 receitas operacionais 80.000,00 42.000,00 Outras informações: I - para apuração dos resultados de 1994, das empresas, falta apenas a avaliação dos Investimentos Permanentes. II - a Cia PARÁ detinha 60% do capital da Cia. SERGIPE e consituía-se na única participação societária da empresa . III - a inflação no período foi ZERO IV - até o exercício contábil de 1993 os investimentos não eram avaliados pela equivalência patrimonial Com base nas informações anteriores, identifique a resposta correta para as questões de números 37 a 39. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 6 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Questão 37: Aplicando o método da equivalência patrimonial, o valor correto dos Investimentos Permanentes na Cia PARÁ seria: A $ 30.000 B $ 20.400 C $ 9.600 D $ 22.000 E $ 1.800 1.2.4 AFTN 1996 – contabilidade avançada Enunciado Questão 38: O resultado apurado na aplicação da equivalência patrimonial deveria ser lançado pela Cia. PARÁ como: A Lucros/ Prejuízos Acumulados - Ajustes de Exercícios Anteriores 7.800,00 Outras Despesas Operacionais – Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 1.800,00 a Investimentos 9.600,00 B Provisão para Perdas com Investimentos Permanentes 9.600,00 a receitas não Operacionais - Ganhos c/Investimentos 7.800,00 a Investimentos 1.800,00 C Lucros / Prejuízos Acumulados – Ajustes de Exercícios Anteriores 1.800,00 Outras Despesas Operacionais – Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 7.800,00 a Investimentos 9.600,00 D Ganhos / Perdas com Alienação de Investimentos 7.800,00 Despesas não-operacionais - Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 1.800,00 a Investimentos 9.600,00 E Investimentos 1.800,00 Despesas não-operacionais - Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 7.800,00 A Ganhos e Perdas c/ Investimentos 9.600,00 Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 7 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 1.2.5 AFTN 1996 – contabilidade avançada Enunciado Questão 39: Considerando o valor apurado na equivalência patrimonial, o Resultado do Exercício de 19x4 da Cia. PARÁ é: A $ . 24.200 B $. 10.400 C $. 12.200 D $. 22.200 E $. 18.200 1.2.6 AFTN 1996 – contabilidade avançada Enunciado Questão 41: A figura contábil do ágio pode ocorrer por origens e circunstâncias diversas, entre elas a expectativa: A De rentabilidade futura da Participação Societária adquirida B Das despesas futurasda Participação Societária adquirida C De o valor do Imobilizado Líquido da empresa investida tender para zero D De prejuízos futuros da Participação Societária adquirida E De o Patrimônio Líquido da empresa investida Ser negativo 1.2.7 AFRF 2003 – Contabilidade avançada Enunciado 08- Indique a opção que não corresponde a procedimentos exigidos pela Instrução CVM 247/96 para a determinação da base de cálculo da equivalência patrimonial. a) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia investidora que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial da controlada. b) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de estoques de matérias-primas no balanço patrimonial da investidora. c) O lucro não realizado incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de bens não de uso no balanço patrimonial de outra empresa coligada. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 8 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias d) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial da investidora. e) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial de outra controlada. 1.2.8 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF) ENUNCIADO 38- A empresa Participações S/A. adquiriu 60% do capital da empresa Contrata Ltda., tomando o seu controle com intenção de permanência, pelo valor de R$ 30.000,00, em 02/01/2003: Contrata Ltda. Balanço de 30 de novembro de 2002 Valores em R$ Capital Social 40.000,00 Reserva de Capital 1.000,00 Reserva Legal 2.000,00 Lucro Líquido do Exercício (janeiro a novembro de 2002) 5.000,00 Com base nos dados da empresa Contrata Ltda., acima, assinale o lançamento que corresponde a este fato contábil. Valores em R$ Contas Débito Crédito a) Carteira de Ações (Realizável LP) 30.000,00 a Bancos Conta Movimento 30.000,00 b) Diversos a Bancos Conta Movimento 30.000,00 Investimentos Avaliados pelo PL - Contrata Ltda. 28.800,00 Investimentos - Ágio – Contrata Ltda. 1.200,00 c) Diversos a Bancos Conta Movimento 30.000,00 Investimentos Avaliados pelo PL - Contrata Ltda. 24.000,00 Investimentos - Ágio – Contrata Ltda. 6.000,00 d) Investimento em Ações 30.000,00 a Bancos Conta Movimento 30.000,00 e) Bancos Conta Movimento 30.000,00 a Diversos a Investimentos Avaliados pelo PL - Contrata Ltda. 24.000,00 a Investimentos - Ágio – Contrata Ltda. 6.000,00 Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 9 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 1.2.9 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) ENUNCIADO Instruções: Para responder às questões de números 9 e 10, observe os saldos das contas do Razão da Cia. Imperial do Nordeste em 31/12/2005 e as informações adicionais, antes da contabilização da Equivalência Patrimonial e da Apuração do Resultado do Exercício de 2005. BALANCETE DE VERIFICAÇÃO EM 31/12/2005 SALDOS (em R$) CONTAS CREDORES Caixa.......................................................................................................... 2.000,00 - Bancos conta Movimento ........................................................................... 25.000,00 - Clientes ...................................................................................................... 90.000,00 - Estoques (Estoque Final) ........................................................................... 108.000,00 - Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP)...................................................... 9.000,00 - Participação Societária – Cia. América....................................................... 60.000,00 - Imobilizado ................................................................................................. 270.000,00 - Depreciação Acumulada............................................................................. - 45.000,00 Passivo Circulante (PC).............................................................................. - 157.500,00 Passivo Exigível a Longo Prazo (PELP) ..................................................... - 45.000,00 Capital Social ............................................................................................. - 135.000,00 Lucros Acumulados .................................................................................... - 27.000,00 Receita de Vendas ..................................................................................... - 469.500,00 Devoluções de Vendas............................................................................... 15.000,00 - Impostos Incidentes sobre Vendas............................................................. 75.000,00 - Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) .................................................... 135.000,00 - Despesas Administrativas .......................................................................... 36.000,00 - Despesas com Vendas............................................................................... 30.000,00 - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)...................................... 24.000,00 - TOTAIS 879.000,00 879.000,00 INFORMAÇÕES ADICIONAIS: – Valor do Patrimônio Líquido da investida Cia. América no Balanço Patrimonial, levantado em 31/12/2005, somava o valor total de R$ 210.000,00. – O percentual de participação da Investidora Cia. Imperial do Nordeste no patrimônio líquido de sua investida (Cia. América) em 31 de dezembro de 2005 é de 60%. – A participação societária da investidora no capital da investida Cia. América é considerada relevante e influente. – O valor da Provisão para o Imposto de Renda a ser contabilizado em 31 de dezembro de 2005 (apurado sobre o valor do Lucro Real) é de R$ 20.500,00. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 10 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 9. O lucro líquido do exercício apurado na Demonstração do Resultado do Exercício levantada em 31/12/2005 foi, em R$, de: (A) 134.000,00 (B) 180.500,00 (C) 194.560,00 (D) 200.000,00 (E) 266.000,00 1.2.10 ICMS Paraíba – 2006 (FCC) ENUNCIADO 10. Os valores correspondentes ao total do ativo, do passivo circulante e do patrimônio líquido no Balanço Patrimonial da Cia. Imperial do Nordeste, levantado em 31/12/2005, nessa ordem, foram, em R$, de: (A) 585.000,00; 178.000,00 e 362.000,00 (B) 669.000,00; 187.000,00 e 326.000,00 (C) 670.000,00; 190.000,00 e 375.000,00 (D) 700.675,00; 200.555,00 e 400.555,00 (E) 785.550,00; 202.550,00 e 402.250,00 1.2.11 CVM – Comissão de Valores Mobiliários – 2000 (ESAF) Responder as questões de nos 09 a 12, tomando por base unicamente: - os dados contidos nas Demonstrações Contábeis indicadas, - as informações complementares, e - os enunciados fornecidos em cada uma das questões solicitadas. I - Demonstrações Contábeis Indicadas Balanços Patrimoniais em 31.12.19x9: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 11 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias ATIVO CIA.A CIA. B CIA. C Disponibilidade 5.000,00 14.000,00 8.000,00 Clientes 20.000,00 26.000,00 28.000,00 Estoques 30.000,00 12.000,00 19.000,00 Valores a Receber Intercompanhias 20.000,00 6.000,00 - Participações Societárias: Cia. B 24.800,00 - - Cia. C 30.000,00 - - Outras empresas - - 2.000,00 Bens não de Uso 16.000,00 - - Imobilizado 24.200,00 22.000,00 28.000,00 Gastos Pré-operacionais - - 15.000,00 Total do Ati vo 170.000,00 80.000,00 100.000,00 PASSIVO Fornecedores 20.000,00 20.000,00 14.000,00 Valores Provisionados 8.000,00 4.000,00 9.000,00 Empréstimos Intercompanhias 6.000,00 - 20.000,00 Financiamentos de Longo Prazo 16.000,00 25.000,00 7.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital 100.000,00 25.000,00 30.000,00 Reservas 5.000,00 4.000,00 6.000,00 Lucros/Prejuízos Acumulados 15.000,00 2.000,00 14.000,00 TOTAL DO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO 170.000,00 80.000,00 100.000,00 Demonstrações do Resultado do Exercício, findo em 31.12.19x9: Item CIA. A CIA. B CIA. C 1- Vendas 600.000,00 300.000,00 280.000,00 2- (-) CMV (371.000,00) (200.000,00) (182.000,00) 3- Resultado Bruto Operacional 229.000,00 100.000,00 98.000,00 4- (-) Despesas Operacionais (211.000,00) (97.300,00) (84.500,00) 5- Resultado do Exercício antes do IR 18.000,00 2.700,00 13.500,00 6- (-) Provisão p/ IR (6.000,00) (900,00) (4.500,00) 7- Resultado Líquido do Exercício 12.000,00 1.800,00 9.000,00 II – As informações complementares: Os Valores a Receber Intercompanhias registram empréstimos efetuados entre as empresas do grupo; As receitas da CIA. B são obtidas unicamente com operações de venda de estoques realizadas com a CIA. A. ENUNCIADO 09- Comparando os valores inscritos no Patrimônio Líquido das Cias. B e C e o valor dos Investimentos Permanentes da Cia. A, pode-se dizer que: a) A Cia. B é uma empresa controlada da Cia. A e a Cia. C é apenas uma coligada, logo esse investimento deve ser avaliado pelo custo histórico Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 12 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias b) As participações societárias da Cia. A não são relevantes devendo ser avaliadas pelo valor de mercado das ações c) A Cia. C é uma empresa controlada da Cia. A e a avaliação do Permanente deve ser feita pelo custo corrente d) A Cia. B é uma empresa coligada da Cia. A e a avaliação dessa participação societária deve ser feita pela equivalência patrimonial e) As Participações Societárias da Cia. A são relevantes e devem ser avaliadas pelo método de equivalência patrimonial 1.2.12 Analista do Banco Central do Brasil (Área 3) – jan/2006 – FCC ENUNCIADO 12. O Banco BFG tem registrado no seu Ativo a participação permanente em 90% das ações da empresa Controlada S/A. No final de 2005, a Controlada S/A anunciou a distribuição de dividendos aos seus acionistas no início do ano seguinte, devendo esse anúncio gerar o seguinte lançamento no Banco: (A) Débito: Dividendos e Bonificações em Dinheiro a Receber. Crédito: Rendas de Ajuste em Investimento em Coligadas e Controladas. (B) Débito: Investimentos _ Participação em Coligadas e Controladas. Crédito: Dividendos e Bonificações em Dinheiro a Receber. (C) Débito: Dividendos e Bonificações em Dinheiro a Receber. Crédito: Investimento _ Participação em Coligadas e Controladas. (D) Débito: Investimentos _ Participação em Coligadas e Controladas. Crédito: Rendas de Ajuste em Investimento em Coligadas e Controladas. (E) Débito e Crédito: não devem ser registrados pelo Banco, tendo em vista que este efetua a atualização do investimento pelo Método de Equivalência Patrimonial. 1.2.13 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) ENUNCIADO 6. A Cia. Santo Amaro possui 80% das ações com direito a voto de sua controlada, a Cia. Santa Maria, que representam 40% do total do capital social da investida. No exercício de 2005, a Cia. Santa Maria vendeu um lote de mercadorias para a investidora por R$ 400.000,00, auferindo um Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 13 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias lucro de R$ 100.000,00 na transação. Sabendo-se que, em 31.12.2005, o Patrimônio Líquido da controlada era de R$ 750.000,00 e que a investidora mantinha integralmente o referido lote de mercadorias em seus estoques, a participação societária, avaliada pelo método da equivalência patrimonial na contabilidade da Cia. Santo Amaro, corresponderá a, em R$: (A) 175.000,00 (B) 200.000,00 (C) 260.000,00 (D) 400.000,00 (E) 520.000,00 1.2.14 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 2001 (ESAF) ENUNCIADO 58- Alfa S/A possui 22% das ações emitidas por Beta S/A. Beta S/A apurou lucro líquido do exercício no valor de R$ 40.000,00 e distribuiu 30% deste lucro para seus acionistas, na forma de dividendos. Sabendo-se que o investimento deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial, pode-se observar na escrituração contábil, em decorrência desses fatos, um a) débito de R$ 12.000,00 no passivo circulante de Beta S/A. b) crédito de R$ 12.000,00 no patrimônio líquido de Beta S/A. c) débito de R$ 8.800,00 no ativo circulante de Alfa S/A. d) débito de R$ 2.640,00 no ativo permanente de Alfa S/A. e) crédito de R$ 2.640,00 no ativo permanente de Alfa S/A. 1.2.15 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 2001 (ESAF) ENUNCIADO 59- Quando um investimento permanente é avaliado pelo método da equivalência patrimonial e a empresa controlada apura prejuízo líquido no exercício, teremos que contabilizar nos livros da controladora a) um crédito na conta Perdas em Investimentos. b) um crédito na conta Ações de Controladas. c) um crédito na conta Dividendos a Devolver. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 14 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias d) um débito na conta Ações de Controladas. e) um débito na conta Perdas em Investimentos. 1.2.16 Analista de Controle Externo – TCU – 2002 (ESAF) Enunciado. 34- A empresa Cia. Aços Especiais investiu R$ 200.000,00 em ações da empresa S.A. Armamentos Gerais e contabilizou o investimento em “Ações de Coligadas”, constituindo uma participação acionária de 30%, a ser avaliada pelo método da equivalência patrimonial. No fim do exercício de 1999 a S.A. Armamentos Gerais contabilizou um lucro líquido anual de R$ 20.000,00 e destinou 25% desse lucro para dividendos na forma do lançamento abaixo: Lucros (ou Prejuízos) Acumulados a Dividendos a Pagar Valor que ora se distribui aos acionistas...................................................R$ 5.000,00. Ao receber a comunicação sobre os dividendos propostos e contabilizados na forma acima, o Contador da empresa investidora, Cia. Aços Especiais, deverá promover o seguinte lançamento: a) Dividendos a Receber A Receitas de Dividendos R$ 1.500,00 b) Ações de Coligadas A Receitas de Dividendos R$ 1.500,00 c) Dividendos a Receber A Ações de Coligadas R$ 1.500,00 d) Dividendos a Receber A Receitas de Dividendos R$ 5.000,00 e) Ações de Coligadas A Receitas de Dividendos R$ 6.000,00 1.2.17 Tribunal de Contas do Estado – TCE/RS – 2007 (FAURGS) ENUNCIADO 61. A avaliação dos investimentos pelo método da equivalência patrimonial tem como base Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 15 de165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias (A) A variação do patrimônio líquido da investidora. (B) A Demonstração do Resultado do Exercício da investida. (C) A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido da investidora. (D) A Demonstração de Lucro e Prejuízos Acumulados da investida. (E)A variação do patrimônio líquido da investida. 1.2.18 TRT 10 - Analista Judiciário – Área Administrativa – especialidade: Contabilidade (12/12/2004) ENUNCIADO Com base nos critérios contábeis aplicáveis aos investimentos societários, julgue o item seguinte. 67 Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas com base na equivalência patrimonial são registrados como redução do valor dos respectivos investimentos, no ativo da sociedade investidora. 1.2.19 TRF 4a região - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Contadoria (jan/2001) CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS ENUNCIADO 35. A controladora detém 60% do capital da investida, que teve no exercício um lucro de 5000 e lhe atribuiu lucros acumulados de 2000, resultando em acréscimo do valor desse seu investimento: (A) 1 000 (B) 1 800 (C) 3 000 (D) 5 000 (E) 7 000 1.2.20 SEAD/UEPA - formação: ciências contábeis, CESPE/2008 ENUNCIADO Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 16 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias empresas PL Particp. societária lucro auf. I 2.400,00 240,00 1.500,00 II 25.800,00 3.870,00 3.000,00 III 12.500,00 3.125,00 5.000,00 IV 7.580,00 2.653,00 6.000,00 V 25.800,00 1.290,00 10.000,00 A cia X, cujo patrimônio líquido é de R$ 32.500,00 investiu, nas empresas I, II, III, IV e V, os valores ilustrados no quadro acima. Essas empresas distribuíram 40% de seus resultados e já efetuaram o respectivo repasse aos investidores. Questão 35: Os valores que devem ser acrescidos ao ativo circulante e ao ativo permanente da cia X, respectivamente: a)R$1.780 e R$1.260 b)R$1.260 e R$1.780 c)R$1.260 e R$3.280 d)R$0 e R$4.450 1.2.21 Cespe 2008 – equivalência patrimonial BALANÇOS Cia A Cia B ativo caixa 1.000,00 1.000,00 estoques 1.000,00 1.000,00 investimento em B 2.800,00 imobilizado 3.000,00 3.000,00 total do ativo 7.800,00 5.000,00 passivo contas a pagar 2.600,00 1.200,00 patrimônio líquido 5.200,00 3.800,00 total do passivo 7.800,00 5.000,00 demonstração do resultado do exercício Cia A Cia B vendas 5.000,00 8.000,00 CMV (4.000,00) (5.500,00) lucro bruto 1.000,00 2.500,00 despesas (500,00) (500,00) resultado de equivalência patrimonial 1.360,00 lucro líquido 1.860,00 2.000,00 A Cia A detém 80% do capital da Cia. B. A Cia. B vendeu R$ 3.000,00 para a Cia. A. A Cia. A mantém R$ 800,00 das compras de B em estoque. A Cia. B vende com 30% de lucro sobre o valor das vendas. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 17 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Com base nas informações e nas demonstrações contábeis acima apresentadas, em reais, e desconsiderando os efeitos tributários dos itens subseqüentes, julgue os itens a seguir. Enunciado 69- De acordo com a instrução CVM 247, o resultado de equivalência patrimonial informado na demonstração do resultado está incorreto, ou seja, o valor correto é de R$ 1.600,00 (R$ 2.000,00 × 80%). 1.2.22 MDIC – Analista de Comércio Exterior – CESPE 2008 ENUNCIADO 51 Caso uma empresa adquira 20% das ações de outra, pelo valor de R$ 16.000.000,00, e o patrimônio líquido da investida seja composto pelo capital social de R$ 50.000.000,00, e por reservas, no valor de R$ 30.000.000,00, nessa situação, de acordo com o critério da equivalência patrimonial, a investidora deverá registrar em seu ativo R$ 10.000.000,00 a título de participação societária e R$ 6.000.000,00 a título de ágio. 1.2.23 MPE/RR – Contador – 2008 – CESPE – Equivalência patrimonial Enunciado 68. Na empresa investidora, a contabilização de equivalência patrimonial com saldo devedor na investida proporciona débito no ativo permanente e crédito no resultado do exercício. 1.2.24 STN-2008 (ESAF) Questão 30 – Equivalência Patrimonial Enunciado 30- A empresa Alfa Beta S/A comprou 10 mil ações de Delta Ômega S/A ao custo unitário de R$ 14,00, quando o valor patrimonial dessas ações era avaliado em apenas R$ 10,00. Entretanto, em 31 de dezembro de 2007, a empresa Delta Ômega mostrou sua capacidade de negócios apresentando um lucro líquido da ordem de 70% do capital, tendo dele distribuído, como dividendos aos acionistas, o equivalente a 20% do capital social. As operações, na Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 18 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias empresa Alfa Beta, são avaliadas e contabilizadas pelo método da equivalência patrimonial. Em 15 de janeiro de 2008, ao vender essas ações a R$ 15,00 por unidade, Alfa Beta terá computado um lucro efetivo de a) R$ 70.000,00. b) R$ 50.000,00. c) R$ 30.000,00. d) R$ 10.000,00. e) R$ 0,00. 1.3 Método do custo 1.3.1 AFRF 2003 – contabilidade avançada Enunciado 09- A Cia. ABC adquire 2% do total de ações da Cia. Lavandisca. Na ocasião da operação, o preço acordado envolvia o valor das ações e dividendos adquiridos, relativos a saldos, de Reservas e Lucros Acumulados, pré-existentes e ainda não distribuídos. No momento em que ocorrer o efetivo pagamento dos dividendos referentes a esses itens, o tratamento contábil dado a esse evento deverá ser: a) creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de receita não operacional em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. b) ajustar o resultado do exercício e creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de deságio em aquisição de investimentos permanentes em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. c) lançar o valor correspondente a esse dividendo a crédito da conta participação societária em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. d) registrar os dividendos recebidos como receita operacional em contrapartida ao lançamento de débito na conta caixa. e) considerar o valor recebido como receita não operacional e debitando em contrapartida da conta ágio em investimentos societários. 1.3.2 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) ENUNCIADO Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 19 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 7. O recebimento de dividendos de participações societárias avaliados pelo custo deve ser registrado, na escrituração da empresa investidora, a crédito de conta representativa (A) de receita operacional. (B) de receita não-operacional. (C) de resultado da eqüivalência patrimonial. (D) da própria participação societária. (E) de deságio na aquisição de investimentos. 1.4 Outros assuntos – relativos a participações societárias 1.4.1 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) ENUNCIADO 2. É INCORRETO afirmar: (A) A situação de passivo a descoberto ocorre quando o valor do passivo exigível da sociedade é superior aomontante dos bens e direitos que compõe o seu ativo. (B) No balanço patrimonial as contas do ativo são classificadas em ordem crescente do grau de liquidez, enquanto as contas do passivo são classificadas em ordem crescente do grau de exigibilidade. (C) A diferença entre o valor total do ativo circulante e o valor total passivo circulante de uma entidade representará o montante do capital circulante líquido. (D) O objeto e o campo de aplicação da contabilidade são respectivamente o patrimônio e a azienda. (E) Os investimentos relevantes em sociedades controladas, ou coligadas com participação mínima de 20% no capital social ou que tenha influência na administração, serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial. 1.4.2 Analista Judiciário STF (CESPE 2008) – provisão para perdas em investimentos ENUNCIADO 91. O registro da provisão para perda de investimentos afetará o saldo do ativo permanente e também o saldo do resultado do exercício de maneira negativa. O registro da perda de investimentos provisionada Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 20 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias será a débito da provisão para perda de investimentos e a crédito da conta de investimento. 1.4.3 Equivalência patrimonial - TCU/UNB (CESPE) ENUNCIADO De acordo com a Instrução CVM n° 247, de 27 de março de 1996, que dispõe, entre outras coisas, a respeito da avaliação de investimentos em sociedades coligadas, julgue os itens abaixo: (1) O valor contábil do investimento relevante e influente em coligada ou controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não amortizado, deduzidos os deságio não amortizado e a provisão para perdas. (2) O investimento em controlada deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. (3) É considerada exemplo de evidência de influência na administração da coligada a significativa dependência tecnológica e/ou econômico- financeira. (4) O investimento em sociedade coligada, cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização, deixará de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial, imediatamente após a decisão de venda. (5) O investimento em coligada que, por redução do valor contábil do investimento, deixar de ser relevante, deixará de ser avaliado pela equivalência patrimonial, mesmo que a redução não seja considerada de caráter permanente. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 21 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 2 Gabarito Assunto / Concurso-questão Gab. 1 Investimentos sujeitos ao método da EPL - 1.1 AFRF 2003 – Contabilidade avançada D 1.2 AFRF 2003 – Contabilidade avançada E 1.3 AFTN 1996 – Contabilidade avançada C 1.4 AFRF 2002-2 – Contabilidade avançada B 1.5 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF) E 1.6 ICMS – Distrito Federal – 2001 (FCC) E 1.7 TRT 10 - Analista Judiciário – Contabilidade (12/12/2004) C 1.8 Analista de Transportes Urbanos CESPE (2008) C 2 Aplicação do método da equivalência patrimonial - 2.1 AFTN 1996 – Contabilidade avançada E 2.2 AFTN 1996 – contabilidade avançada D 2.3 AFTN 1996 – contabilidade avançada B 2.4 AFTN 1996 – contabilidade avançada A 2.5 AFTN 1996 – contabilidade avançada E 2.6 AFTN 1996 – contabilidade avançada A 2.7 AFRF 2003 – Contabilidade avançada A 2.8 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF) B 2.9 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) D 2.10 ICMS Paraíba – 2006 (FCC) A 2.11 CVM – Comissão de Valores Mobiliários – 2000 (ESAF) E 2.12 Analista do Banco Central do Brasil (Área 3) – jan/2006 – FCC C 2.13 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) B 2.14 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 2001 (ESAF) E 2.15 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 2001 (ESAF) B 2.16 Analista de Controle Externo – TCU – 2002 (ESAF) C 2.17 Tribunal de Contas do Estado – TCE/RS – 2007 (FAURGS) E 2.18 TRT 10 - Analista Judiciário – Contabilidade (12/12/2004) C 2.19 TRF 4a região - Analista Judiciário - Contadoria (jan/2001) A 2.20 SEAD/UEPA - formação: ciências contábeis, CESPE/2008 A 2.21 Cespe 2008 – equivalência patrimonial E 2.22 MDIC – Analista de Comércio Exterior – CESPE 2008 E 2.23 MPE/RR – Contador – 2008 – CESPE – Equivalência patrimonial - cabe recurso E 2.24 STN-2008 (ESAF) Questão 30 – Equivalência Patrimonial C 3 Método do custo - 3.1 AFRF 2003 – contabilidade avançada C 3.2 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) A 4 Outros assuntos – relativos a participações societárias - 4.1 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) B 4.2 Analista Judiciário STF (CESPE 2008) – provisão para perdas em investimentos C 4.3 Equivalência patrimonial - TCU/UNB (CESPE) CCCEE Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 22 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 3 Exercícios de Fixação (Questões de concurso – resolvidas e comentadas) 3.1 Investimentos sujeitos ao método da EPL 3.1.1 AFRF 2003 – Contabilidade avançada Para responder às questões de nºs 06 e 07 considere a situação descrita a seguir. A Cia. Boreal, empresa agrícola atuante nesse mercado há 22 anos, no início de 1997 participa como acionista na constituição da Cia. Beneficiadora de Cereais, cujo capital social é totalmente integralizado e formado por 1.200.000 ações distribuídas, de acordo com os limites legais, em ações ordinárias e preferenciais com valores nominais de R$10,00 cada uma. No início de 2003 a diretoria da Cia. Boreal, obedecendo a seu planejamento estratégico para expansão, decide fazer uma proposta de aquisição para o controle acionário da Cia. Transportadora Carga Pesada que, no momento, passa por problemas de gestão, apesar de ter sido constituída em janeiro de 2002, dentro dos limites máximos de classes de ações permitidos pela legislação da época. Com capital social representado por 900.000 ações ordinárias e preferenciais com valor unitário de R$10,00/ação, seus acionistas estão dispostos a negociar a venda do controle acionário pelo valor nominal das ações desde que essa operação seja realizada a vista. Enunciado 06- Com base nas informações acima, indique o valor mínimo que a Cia. Boreal deveria pagar para tornar-se a controladora da empresa transportadora. a) R$ 4.500.000 b) R$ 3.000.010 c) R$ 3.000.000 d) R$ 2.250.010 e) R$ 1.500.000 Comentários Em 2002 já estava em vigor a Lei 10.303/01 que determinou a modificação dos limites percentuais para ações ordinárias e preferenciais. Capital da Cia Transportadora – 50% de ações ordinárias (450.000 ações de valor R$ 4.500.000) e Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 23 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias – 50% de ações preferenciais (450.000 ações de valor R$ 4.500.000). Aquisição do controle – metade mais uma ação ordinária: => 225.001 ações * 10,00 = R$ 2.250.010,00 Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e(2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos. Cabem aqui dois comentários: (1) a questão coloca o ano em que os fatos ocorreram, de forma explícita. Assim, pode-se entender que a resolução não é afetada por modificação de legislação posterior à ocorrência dos fatos no enunciado descrita. (2) para fins didáticos, mesmo com a referência ao ano de ocorrência dos fatos, cabe analisar a questão sob o seguinte prisma: “se os fatos descritos no enunciado ocorressem hoje, como seria a resolução da questão?”. Nesse caso, cabe esclarecer que, em que pese ter havido alteração normativa, o conceito teórico/normativo de controle permaneceu o mesmo. Assim, as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. Gabarito – D 3.1.2 AFRF 2003 – Contabilidade avançada Enunciado 07- Para possuir a preponderância nas deliberações sociais de modo permanente e com segurança na Cia. Beneficiadora de Cereais, a Cia. Boreal deve possuir pelo menos: a) 50% do capital total da investida. b) 40% das ações totais da investida. c) 33,3% do patrimônio líquido da investida. d) 25% das ações ordinárias da investida. e) 16,7% do capital votante da investida. Comentários Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 24 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Em 1997, o limite de percentuais máximo para distribuição de ações ordinárias / preferenciais era de 1/3 de ordinárias para 2/3 de preferenciais. Para adquirir o controle, bastava adquirir a maioria das ações ordinárias. Essa maioria representava ½ * 2/3 * total das ações +1 ação: => ½ * 1/3 * = 16,7% do total. Infelizmente, possivelmente por falha de digitação, o gabarito foi 16,7% do capital votante. Ora, isso é inadmissível, pois 16,7% dos votos é menos do que sua metade e, portanto, há a possibilidade de que outro acionista controle até 83,3% dos votos (o que é – indiscutivelmente – mais). Entendo que essa questão deveria ter sido anulada. Uma interpretação – muito extremada – para tentar defender o gabarito oficial é a de se entender que, na letra E, onde está escrito “16,7% do capital votante da investida” entenda-se “16,7% do capital, desde que votante, da investida”. Assim, poder-se-ia entender que, na alternativa E, o examinador teria a intenção de referir que seria necessário possuir 16,7% do capital total, desde que em ações com direito a voto. Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos. Cabem aqui dois comentários: (1) a questão coloca o ano em que os fatos ocorreram, de forma explícita. Assim, pode-se entender que a resolução não é afetada por modificação de legislação posterior à ocorrência dos fatos no enunciado descrita. (2) para fins didáticos, mesmo com a referência ao ano de ocorrência dos fatos, cabe analisar a questão sob o seguinte prisma: “se os fatos descritos no enunciado ocorressem hoje, como seria a resolução da questão?”. Nesse caso, cabe esclarecer que, em que pese ter havido alteração normativa, o conceito teórico/normativo de controle permaneceu o mesmo. Assim, as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam aplicáveis. Gabarito – E Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 25 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 3.1.3 AFTN 1996 – Contabilidade avançada Enunciado Questão 34: São métodos de avaliação das Participações Societárias: A Método de Custo e Custo ou Mercado, dos dois o menor B Método do Valor Presente e Equivalência Patrimonial C Método do Custo e Equivalência Patrimonial D Método do Valor de Realização e Equivalência Patrimonial E Método do Valor de Realização e Valor Presente Resolução e comentários A regra geral é o método do custo, pela aplicação do princípio fundamental de contabilidade do registro pelo valor original. A regra especial é o método da equivalência patrimonial, prevista no art. 248 da Lei das S/A para investimentos mais importantes. Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Conclui-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. Com efeito, a Lei das S/A determina o custo como regra geral e excepciona a equivalência patrimonial, conforme depreende-se da leitura dos arts. 183 e 248 da Lei das S/A. A seguir, encontra-se parcialmente reproduzido o art. 183: Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: ... III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; ... Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 26 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Com efeito, sucederam-se três regras, a saber (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: (1) Regra original Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias abertas Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. (2) Regra intermediária Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa,ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 2008 – aplicável a companhias abertas Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, quando a investidora tenha influência significativa na administração ou quando a porcentagem de participação, Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 27 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante; e III – o investimento em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. (3) Regra atual Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação da regra da Lei das S/A a companhias abertas. Equivalência patrimonial 30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação do método da equivalência patrimonial dos investimentos em coligadas classificados no ativo permanente. A partir da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os investimentos em sociedades em que a administração tenha influência significativa, ou nas quais participe com 20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos dispositivos na data de transição devem ser assim registrados: ... Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: - conceito original § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, sem controlá-la - conceito atual § 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... § 4o Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 28 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Gabarito C 3.1.4 AFRF 2002-2 – Contabilidade avançada Enunciado 01- Um investimento é considerado relevante quando: a) o valor inscrito na conta de participação societária de cada coligada e controlada, considerado em seu conjunto, não exceder a 5% do Patrimônio Líquido da investidora. b) o valor contábil dos investimentos em controladas e coligadas considerados em seu conjunto for igual ou superior a 15% do Patrimônio Líquido da investidora. c) o valor inscrito em investimento permanente em cada uma das empresas coligadas for igual ou inferior a 5% do Patrimônio Líquido da investidora. d) o custo de aquisição do investimento nas coligadas for igual ou inferior a 5% do patrimônio líquido da investidora e igual a 8% do Patrimônio Líquido da investida. e) o valor pago na aquisição do investimento em coligadas for igual ou inferior a 5% do patrimônio líquido da investidora e igual a 8% do Patrimônio Líquido da investida. Resolução e comentários A definição de relevância é dada pelo parágrafo único do artigo 247 da Lei das S/A que considera individualmente relevante o investimento em cada sociedade coligada ou controlada, se o valor contábil é igual ou superior a dez por cento do valor do patrimônio líquido da companhia ou coletivamente o investimento no conjunto de sociedades coligadas e controladas, se o valor contábil é igual ou superior a quinze por cento do valor do patrimônio líquido da companhia. A seguir, para fins de clareza, encontra-se reproduzido o citado parágrafo: Parágrafo único. Considera-se relevante o investimento: a) em cada sociedade coligada ou controlada, se o valor contábil é igual ou superior a 10% (dez por cento) do valor do patrimônio líquido da companhia; Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 29 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias b) no conjunto das sociedades coligadas e controladas, se o valor contábil é igual ou superior a 15% (quinze por cento) do valor do patrimônio líquido da companhia. No mesmo sentido, a Instrução CVM define relevância, em seu art. 4o, abaixo: Art. 4º - Considera-se relevante o investimento: I - Quando o valor contábil do investimento em cada coligada for igual ou superior a 10% (dez por cento) do patrimônio líquido da investidora; ou II - Quando o valor contábil dos investimentos em controladas e coligadas, considerados em seu conjunto, for igual ou superior a 15% (quinze por cento) do patrimônio líquido da investidora. § 1º - O valor contábil do investimento em coligada e controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não amortizado, deduzido do deságio não amortizado e da provisão para perdas. § 2º - Para determinação dos percentuais referidos nos incisos I e II deste artigo, ao valor contábil do investimento deverá ser adicionado o montante dos créditos da investidora contra suas coligadas e controladas. Pelo texto acima, verifica-se que a única alternativa correta é a de letra B Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Com efeito, o referido art. 247 da Lei das S/A não foi alterado, apesar do art. 4o da Instrução CVM nº 247, de 1996, ter sido revogado pela Instrução CVM 469, de 2008. Saliente-se, apenas, que o conceito de relevância deixou de ser aplicável à identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial;entretanto, ele continua presente no art. 247 da Lei das S/A. Conclui-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. Gabarito Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 30 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias B 3.1.5 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF) ENUNCIADO 41- Em cada círculo está inscrito o nome de uma empresa. A seta indica a participação no capital da outra empresa. No retângulo, está o percentual dessa participação. Alfa Alfa 80% 90% Beta Gama 10% 10% Lâmina Assinale a opção correta. a) A empresa Alfa controla indiretamente a empresa Lâmina. b) A empresa Beta controla a empresa Lâmina. c) A empresa Gama controla a empresa Lâmina. d) A empresa Gama controla a empresa Beta. e) A empresa Alfa controla a empresa Beta. RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Trata-se de uma questão cuja resolução demanda o conhecimento do conceito de controle (direto e indireto). A palavra chave – para o entendimento do conceito de controle – é “mandar”. Assim, controlar é mandar, o que permite chegar às seguintes conclusões: - mandar não é o mesmo que possuir e, portanto, é possível que se controle algo que não se possua por completo (nem na maior porcentagem); - quem manda pode fazê-lo diretamente ou através de terceiros e, portanto, é possível haver controle direto ou indireto. Confirmando a idéia acima, de que controlar é mandar, o artigo 243 da Lei das S/A, em seu parágrafo 2o estabelece o conceito de controle, conforme abaixo: § 2º Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de outras Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 31 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores. Repare que o texto acima reproduzido refere que a investidora deverá ser “titular de direitos de sócio” que lhes assegurem “preponderância nas deliberações sociais” e “poder de eleger a maioria dos administradores”. Ora, isso é mandar na empresa investida! A partir dessa premissa, podemos apresentar os conceitos de controle direto e de controle indireto. Controle direto é aquele em que a empresa investidora “manda” na administração da empresa investida diretamente, através de seu próprio voto, na Assembléia Geral de Acionistas. Aqui faremos uma breve referência ao Direito Societário, que determina as condições para que alguém possa mandar na administração de uma companhia. Assim, veremos o conceito de Assembléia Geral de Acionistas e de ações com e sem direito a voto. Inicialmente, cabe colocar que o órgão máximo deliberativo de uma companhia é a Assembléia Geral de Acionistas e que ela funciona num misto de democracia e capitalismo, pois: (1) as decisões são tomadas pelo voto dos acionistas reunidos, mas (2) os votos dos acionistas não têm o mesmo valor, sendo esse valor proporcional à quantidade de ações com direito a voto da titularidade de cada acionista. Assim, resta saber o que é ação com direito a voto. Com relações às espécies de ações, temos que a Lei das S/A define – basicamente – duas espécies importantes, são elas: as ações ordinárias e as ações preferenciais1. As ações ordinárias são as que têm direito a voto e as preferenciais não. No que se refere à controlada, vale a referência de que ela também pode ser uma Limitada e que, nesse caso, tudo o que foi dito com relação a ações com direito a voto pode ser aplicado a cotas de capital. A preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores de modo permanente ocorrem, normalmente e com segurança quando a empresa investidora possui o controle acionário, representado por mais de 50% do capital votante da outra sociedade. Quanto ao controle, cumpre referir que ele pode ser exercido de forma indireta. Esse aspecto é mencionado especificamente, no art. 243, a Lei 1 Há também uma terceira espécie, a ação de fruição, conceito já tratado no tópico em que foi estudado o PL e que, por não ter relevância para a matéria aqui apresentada, não será mais referenciada. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 32 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias das S/A, que se refere a controle “diretamente ou através de outras controladas” e, no mesmo sentido, a Instrução CVM 247, de 1996, se refere a controlar “diretamente ou indiretamente”. O conceito de controle indireto está de acordo com a idéia de que controlar é “mandar”. Isso ocorre porque nada impede que uma pessoa possa mandar em outra através de terceiros. Exemplificando, esse é o caso de um General que, sem nunca ter dado uma ordem direta a um soldado teve sua vontade sempre obedecida pela tropa, durante toda a batalha. Isso ocorre porque o General pode dar ordens a seus subordinados, oficiais, que as transmitem aos soldados. Para entender o mecanismo que permite o controle indireto no âmbito de uma S/A, faz-se necessário voltar ao conceito de Assembléia Geral de Acionistas, onde são tomadas as decisões mais importantes da companhia. Na Assembléia cada acionista tem o direito de apresentar seu voto quanto às importantes questões nela tratadas (eleição dos órgãos de administração, destinação dos resultados, aumento ou redução de capital, etc.). Entretanto, se uma empresa investidora (Dora S/A) controla uma empresa intermediária (Interm S/A) e esta última controla a empresa investida (Tida S/A), o voto que a empresa intermediária irá apresentar na Assembléia de Acionistas da empresa investida será “controlado” pela vontade da empresa investidora (Dora S/A). Isso ocorre porque os administradores da empresa intermediária foram escolhidos pela empresa investidora. Vistos os conceitos teóricos necessários à resolução da questão, passaremos a sua resolução propriamente dita, através da análise de cada assertiva do enunciado. Alfa Alfa 80% 90% Beta Gama 10% 10% Lâmina Assinale a opção correta. a) A empresa Alfa controla indiretamente a empresa Lâmina. Errado. A empresa Alfa não é possuidora de NENHUMA PARTICIPAÇÃO DIRETA NA EMPRESA Lamina. Apesar da empresa Alfa possuir participação nas Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 33 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias empresas Berta e Gama, que – por sua vez – possuem participação na empresa Lâmina, o percentual é insuficiente para manter preponderância nas deliberações sociais de Lâmina. b) A empresa Beta controla a empresa Lâmina. Errado. A empresa Beta é titular de apenas 10% do capital da empresa Lamina. Esse percentual é insuficiente para manter preponderância nas deliberações sociais de Lâmina. c) A empresa Gama controla a empresa Lâmina. Errado. A empresa Gama é titular de apenas 10% do capital da empresa Lamina. Esse percentual é insuficiente para manter preponderância nas deliberações sociais de Lâmina. d) A empresa Gama controla a empresa Beta. Errado. A empresa Gama não é possuidora de NENHUMA PARTICIPAÇÃO DIRETA OU INDIRETA NA EMPRESA Beta.e) A empresa Alfa controla a empresa Beta. Correto, a partir de 2002, com o advento da Lei n° 10.303, de 2001, (que atualizou o texto da Lei das S/A), do total de ações, no mínimo metade deve ser composta por ações ordinárias (com direito a voto), podendo o restante ser composto com ações preferenciais, conforme art. 15 § 2o, da Lei das S/A: Art. 15. As ações, conforme a natureza dos direitos ou vantagens que confiram a seus titulares, são ordinárias, preferenciais …. § 2o O número de ações preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas a restrição no exercício desse direito, não pode ultrapassar 50% (cinqüenta por cento) do total das ações emitidas. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) A tabela a seguir ilustra a situação acima descrita: Ti po de ação de até ordinária 50,00% 100% preferencial 50,00% 0% total 100,00% 100% Assim, após o advento da Lei n° 10.303, de 2001, se a empresa investida tivesse seu capital formado em 50% por ações ordinárias (limite mínimo previsto pela Lei das S/A) e, conseqüentemente, em 50% por ações preferenciais, um investidor que tivesse Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 34 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias metade das ações ordinárias, mais uma, teria o controle acionário. Exemplificando, considere um capital formado por 1.000 ações, sendo 500 ações ordinárias e 500 ações preferenciais. Nesse caso, o investidor com 50% das ordinárias, mais uma, ou seja, com 251 ações, tem o controle acionário, no entanto possui menos do que 26% do capital total. Isso confirma – mais uma vez – nosso conceito, de que controlar é mandar (e não possuir). No caso, a empresa Alfa, sendo titular de 80% do capital da empresa Beta, resta, aos demais investidores, apenas o percentual de 20% - insuficiente para controlar Beta. Dessa forma, deduz-se que Alfa é – necessariamente – controladora de Beta. Pelo que foi acima exposto, depreende-se que a alternativa correta é a de letra (E). Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 49, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos: - os dispositivos citados não sofreram modificação; - os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos comentários acima continuam válidas. GABARITO 41 – E 3.1.6 ICMS – Distrito Federal – 2001 (FCC) ENUNCIADO 28. A conta contábil investimentos em Controladas deve ser avaliada, no Balanço Patrimonial, pelo método (A) do fluxo de caixa descontado. (B) de custo. (C) do valor de reposição. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 35 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias (D) do valor de mercado. (E) da equivalência patrimonial. RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja alteração – também – no gabarito da questão. I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO Essa questão parece de simples resolução, mas eu a reputo como uma das mais difíceis desta prova. De acordo com seu gabarito (alternativa – E) poder-se-ia concluir, apressadamente, que todo e qualquer investimento em Controladas deveria ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Entretanto, isso somente é verdadeiro quando se trata de Sociedades Anônimas de Capital Aberto (Companhias abertas). Com base no texto da Lei das S/A, com relação aos investimentos em controladas, somente os investimentos RELEVANTES são avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Nesse sentido, cumpre reproduzir (em parte) o conteúdo do art. 248 da referida lei, abaixo: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, ... Repare que a Lei das S/A é aplicável às Companhias fechadas (Sociedades Anônimas de Capital Fechado) e que o enunciado não esclarece se a Cia Maranhão é – ou não – Companhia de capital fechado. Por outro lado, se a Cia Maranhão fosse Companhia de capital aberto, ela necessariamente teria de avaliar seu investimento em controlada pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com o art. 5o da IN CVM 247, de 1996, abaixo: Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - O investimento em cada controlada; e Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 36 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. Ora, se a Cia Maranhão fosse uma Companhia aberta, sem dúvida, a resposta deveria ser alternativa (E). Se a Cia Maranhão fosse uma Companhia fechada, não haveria dados suficientes para saber se o método de avaliação do investimento por ela mantido em controlada deveria ser avaliado pelo método do custo ou da equivalência patrimonial. Assim, como, das duas possíveis interpretações para o texto, apenas uma delas leva univocamente a uma das alternativas apresentadas, é ela que deve ser utilizada, descartando-se a outra interpretação. Dessa maneira, resta correta a alternativa (E) – considerando a Cia Maranhão como companhia aberta. II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO Cabe Colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam-se três regras, a saber (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) regra atual. A seguir, encontram- se reproduzidas essas regras: (1) Regra original Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, deacordo com as seguintes normas: Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias abertas Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 37 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias (2) Regra intermediária Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 2008 – aplicável a companhias abertas Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, quando a investidora tenha influência significativa na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante; e III – o investimento em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. (3) Regra atual Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação da regra da Lei das S/A a companhias abertas. Equivalência patrimonial 30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação do método da equivalência patrimonial dos investimentos em coligadas classificados no ativo permanente. A partir da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os investimentos em sociedades em que a administração tenha influência significativa, ou nas quais participe com 20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 38 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos dispositivos na data de transição devem ser assim registrados: ... Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: - conceito original § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, sem controlá-la - conceito atual § 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... § 4o Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Com a nova redação dada ao art. 248 da Lei das S/A, passaram a estar sujeitos ao Método da Equivalência patrimonial os seguintes investimentos (independentemente de serem relevantes). Dessa forma, pela nova legislação, deixa de haver qualquer dificuldade na resolução da questão, permanecendo a alternativa (E) como resposta. GABARITO E 3.1.7 TRT 10 - Analista Judiciário – Contabilidade (FCC 2004) ENUNCIADO Assinale (C) – certo ou (E) – errado. 52 Sociedade controladora é a que detém, diretamente ou por meio de outras controladas, direitos de sócio que lhe assegurem, Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 39 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias permanentemente, a condição de predominância nas assembléias e a prerrogativa de escolher a maioria dos administradores. RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS É correta a afirmação, visto que está alicerçada nas disposições do parágrafo 2º do art. 243 da Lei nº 6.404 de 1976, como indicamos a seguir: Art. 243. O relatório anual da administração deve relacionar os investimentos da companhia em sociedades coligadas e controladas e mencionar as modificações ocorridas durante o exercício. ... § 2º Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores. Está, pois, correta a afirmação. Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos: - os dispositivos citados não sofreram modificação; - os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos comentários acima continuam válidas. GABARITO C (certo) 3.1.8 Analista de Transportes Urbanos CESPE (2008) ENUNCIADO Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 40 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 104. A contabilização dos investimentos permanentes que fazem parte de um mesmo grupo ou que estejam sob controle comum deve ser efetuada pelo método de equivalência patrimonial, independentemente de sua relevância. RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Essa questão é relativa a concurso de 2008, portanto, após a alteração da Lei das S/A pela Lei nº 11.638, de 2007 e antes de sua alteração pela Medida Provisória nº 449, de 2008. Repare, a título de informação, que, de acordo com a redação anterior da Lei das S/A, para companhias em geral, a regra prevista no art. 248, consistia em sujeitar ao métododa equivalência patrimonial os investimentos relevantes que fossem realizados em (1) controladas ou em (2) coligadas, sendo que, no caso de coligadas, somente com a presença de influência ou em percentual igual ou superior a 20%, conforme a seguir: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: A redação original não fazia referência a “investimentos permanentes que fazem parte de um mesmo grupo ou que estejam sob controle comum”. Portanto, naquele contexto normativo, a afirmativa estaria errada. De acordo com a redação dada à Lei das S/A, pela Lei nº 11.638, de 2007, entretanto, para companhias em geral, a regra prevista no art. 248, passou a sujeitar ao método da equivalência patrimonial os investimentos realizados em (1) controladas, inclusive com controle comum ou em (2) coligadas, sendo que, no caso de coligadas, somente com a presença de influência ou em percentual igual ou superior a 20% ou, ainda, (3) que façam parte de um mesmo grupo, conforme a seguir: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 41 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Repare que o conceito de RELEVÂNCIA deixou de ser utilizado para identificação do investimento sujeito ao método da equivalência patrimonial. Assim, pode-se concluir que a assertiva está correta. COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO Cabe Colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve alteração da Lei das S/A, pela Medida Provisória nº 449, de 2008, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial, para os termos a seguir: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... Repare que, mesmo com a alteração acima apresentada: - ficam sujeitos ao MEP os “investimentos permanentes que fazem parte de um mesmo grupo ou que estejam sob controle comum”; - o conceito de RELEVÂNCIA não é utilizado para identificação do investimento sujeito ao método da equivalência patrimonial. Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos comentários acima continuam válidas. GABARITO 104 C 3.2 Aplicação do método da equivalência patrimonial 3.2.1 AFTN 1996 – Contabilidade avançada Enunciado Questão 35: Quando a Participação Societária for relevante, o efeito gerado por prejuízos apurados na investida deve ser registrado pela empresa controladora da seguinte forma: A Lucros / Prejuízos Acumulados a Participações Societárias B Participações Societárias Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 42 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias a Lucros / Prejuízos Acumulados C Lucros / Prejuízos Acumulados a Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas D Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas a Lucros / Prejuízos Acumulados E Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas a Participações Societárias Resolução e comentários Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja alteração – também – no gabarito da questão. I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO A resolução dessa questão demanda a capacidade de deduzir que o investimento relevante em controlada é avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Após esse passo, é necessário saber que a aplicação do método da equivalência patrimonial implica o registro de despesas (resultados negativos em participações societárias) no patrimônio da investidora quando a investida apura prejuízos. Isso ocorre porque: (1) o prejuízo reduz o patrimônio líquido da empresa investida, (2) a redução do PL da investida, por aplicação do método da EPL, implica a redução do valor do investimento na empresa investidora e (3) a redução do investimento, na empresa investidora, implica o registro de despesas (resultado negativo em participações societária), conforme lançamento padrão abaixo: D = Resultados negativos em participação societárias C = a Investimentos em participações societárias Comparando-se o lançamento padrão com as alternativas da questão, verifica-se que a única alternativa correta é a alternativa de letra E II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO Cabe Colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 43 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias patrimonial. Com efeito, sucederam-se três regras, a saber (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) regra atual. A seguir, encontram- se reproduzidas essas regras: (1) Regra original Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias abertas Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. (2) Regra intermediária Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonialda companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 2008 – aplicável a companhias abertas Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, quando a investidora tenha influência significativa na administração ou quando a porcentagem de participação, Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 44 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante; e III – o investimento em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. (3) Regra atual Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação da regra da Lei das S/A a companhias abertas. Equivalência patrimonial 30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação do método da equivalência patrimonial dos investimentos em coligadas classificados no ativo permanente. A partir da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os investimentos em sociedades em que a administração tenha influência significativa, ou nas quais participe com 20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos dispositivos na data de transição devem ser assim registrados: ... Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: - conceito original § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, sem controlá-la - conceito atual § 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... § 4o Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 45 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Com a nova redação dada ao art. 248 da Lei das S/A, passaram a estar sujeitos ao Método da Equivalência Patrimonial, entre outros, todos os investimentos em controladas (independentemente de serem relevantes). Repare que o enunciado se refere ao registro feito pela “controladora”, portanto trata-se de investimento avaliado pelo MEP. Conclui-se, assim, que o gabarito da questão continua o mesmo. Gabarito E 3.2.2 AFTN 1996 – contabilidade avançada Enunciado Questão 36: Nas participações Societárias relevantes, os dividendos pagos pelas investidas são tratados como: A Receitas não operacionais B Resultados de exercícios futuros C Receitas operacionais do período D Redução do valor dos investimentos E Resultado positivo de equivalência Resolução e comentários Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja alteração – também – no gabarito da questão. I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO O enunciado está incompleto, participações societárias relevantes podem estar sujeitos à aplicação de ambos os métodos (custo ou equivalência patrimonial). Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 46 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 1) Em companhias em geral são avaliados pelo método da EPL: (a) investimentos relevantes, em controladas, ou em coligadas (onde haja mais de 20% de participação ou influência); aplica-se o método da equivalência patrimonial; (b) nos demais casos, aplica-se o método do custo. 2) Nas companhias abertas, segundo a IN CVM 247/96, deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: (a) o investimento em cada controlada; e (b) o investimento RELEVANTE em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando o percentual de participação, direta ou indireta da investidora representar 20% ou mais do capital social da coligada. Cumpre referir que: (1) no método da equivalência patrimonial, o recebimento de dividendos deve ser registrado sempre a crédito da própria conta do investimento e (2) no método do custo (a) como regra geral, os dividendos oriundos de lucros auferidos pela empresa investida após a aquisição da participação societária por parte da empresa investidora, deverão ser registrados a crédito de receita e (b) quando os dividendos forem oriundos de lucros auferidos pela empresa investida ANTES da aquisição do investimento, por parte da empresa investidora (presumidamente em até 6 meses dessa aquisição), eles deverão ser registrados a crédito do próprio investimento. Assim, em princípio, a questão deveria ser anulada. Entretanto, essa questão não foi anulada. Vista a questão sob o prisma técnico, realizaremos – agora – uma abordagem sob o prisma da resolução de questões de concurso. Pelo enunciado vê-se que o examinador está se referindo a investimento “relevante” e, se interpretarmos a palavra “relevante” em seu sentido não-técnico, veremos que o examinador se refere a investimentos “importantes”. Ora investimentos “importantes” devem ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Assim, caberia – entre as alternativas – a mais provável que se refere a redução do valor do investimento (alternativa D). II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativaà questão em comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: (1) Regra original Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 47 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias abertas Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. (2) Regra intermediária Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 2008 – aplicável a companhias abertas Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, quando a investidora tenha influência significativa na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante; e III – o investimento em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. (3) Regra atual Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 48 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação da regra da Lei das S/A a companhias abertas. Equivalência patrimonial 30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação do método da equivalência patrimonial dos investimentos em coligadas classificados no ativo permanente. A partir da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os investimentos em sociedades em que a administração tenha influência significativa, ou nas quais participe com 20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos dispositivos na data de transição devem ser assim registrados: ... Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: - conceito original § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, sem controlá-la - conceito atual § 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... § 4o Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 49 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Com a nova redação dada ao art. 248 da Lei das S/A, passaram a estar sujeitos ao Método da Equivalência patrimonial os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum (independentemente de serem relevantes). Assim, a interpretação do enunciado fica mais dificultada, não havendo resposta correta para a questão. Permaneceria, entretanto, o gabarito, caso – no enunciado: (a) onde consta a expressão “relevantes”, (b) fosse considerada a expressão “avaliadas pelo método da equivalência patrimonial”. Gabarito D 3.2.3 AFTN 1996 – contabilidade avançada Enunciado Em 31.12.1994 os balancetes finais das Cias. PARÁ e SERGIPE eram os seguintes : Cia Pará Cia Sergipe contas saldos ajustados saldos ajustados ativo circulante 12.000,00 5.000,00 ativo realiz longo prazo 18.000,00 - ativo permanente investimentos 30.000,00 - imobilizado lí 110.000,00 49.000,00 passivo cirsulante 25.000,00 15.000,00 passivo exig longo prazo 15.000,00 5.000,00 patrimonio líquido capital 80.000,00 50.000,00 reservas 10.000,00 1.000,00 LPA 20.000,00 (14.000,00) despesas operacionais 60.000,00 45.000,00 receitas operacionais 80.000,00 42.000,00 Outras informações: I - para apuração dos resultados de 1994, das empresas, falta apenas a avaliação dos Investimentos Permanentes. II - a Cia PARÁ detinha 60% do capital da Cia. SERGIPE e consituía-se na única participação societária da empresa . III - a inflação no período foi ZERO Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 50 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias IV - até o exercício contábil de 1993 os investimentos não eram avaliados pela equivalência patrimonial Com base nas informações anteriores, identifique a resposta correta para as questões de números 37 a 39. Questão 37: Aplicando o método da equivalência patrimonial, o valor correto dos Investimentos Permanentes na Cia PARÁ seria: A $ 30.000 B $ 20.400 C $ 9.600 D $ 22.000 E $ 1.800 Resolução e comentários Dado que o método do custoé a regra básica de avaliação de investimentos em participações permanentes (por consistir em mera aplicação do Princípio Fundamental de Contabilidade do Registro pelo Valor Original), o método da Equivalência Patrimonial é a exceção – aplicável apenas a investimentos especiais (considerados importantes). Trata-se de uma exceção expressa ao princípio contábil citado, prevista pela Lei das S/A, em seu art. 248, reproduzido em parte a seguir: Art. 248. ... … II - o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada; Através do método de avaliação pela equivalência patrimonial, a empresa investidora reconhece como valor de seu investimento (participações permanentes – ações ou cotas do capital da empresa investida) uma parcela do valor do patrimônio líquido da empresa investida. Essa parcela é calculada através da multiplicação do valor do patrimônio líquido da empresa investida pelo percentual de participação (ou seja, pelo percentual de ações ou cotas de capital da empresa investida na titularidade da empresa investidora em relação ao total), conforme tabela a seguir: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 51 de 165 A Lucros/ Prejuízos Acumulados - Ajustes de Exercícios Anteriores 7.800,00 Outras Despesas Operacionais – Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 1.800,00 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Apuração do valor do investimento em participações societárias pelo método da equivalência patrimonial (. ) Quantidade de ações ou cotas da empresa investida na capital de titularidade da empresa investidora (/ ) Quantidade total de ações ou cotas de capital da empresa investida (=) Percentual de participação (. ) Valor contábil do Patrimônio Líquido da empresa investida (*) Percentual de participação (=) Valor pré-definido do investimento Saliente-se que, na questão, é afirmado que o método a ser aplicado é o da Equivalência Patrimonial. Portanto, cabe aplicá-lo aos dados do enunciado, nos termos da tabela abaixo. Investimentos permanentes na Cia Pará PL da Cia Sergipe 37.000,00 PL antes do resultado do exercício (3.000,00) resultado do exercício 34.000,00 PL ajustado 60% percentual de participação 20.400,00 investimento da Cia pará Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos: - os dispositivos citados não sofreram modificação; - os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos comentários acima continuam válidas. Gabarito B 3.2.4 AFTN 1996 – contabilidade avançada Enunciado Questão 38: O resultado apurado na aplicação da equivalência patrimonial deveria ser lançado pela Cia. PARÁ como: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 52 de 165 a Investimentos B Provisão para Perdas com Investimentos Permanentes 9.600,00 a receitas não Operacionais - Ganhos c/Investimentos 7.800,00 a Investimentos 1.800,00 C Lucros / Prejuízos Acumulados – Ajustes de Exercícios Anteriores 1.800,00 Outras Despesas Operacionais – Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 7.800,00 a Investimentos 9.600,00 D Ganhos / Perdas com Alienação de Investimentos 7.800,00 Despesas não-operacionais - Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 1.800,00 a Investimentos 9.600,00 E Investimentos 1.800,00 Despesas não-operacionais - Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 7.800,00 A Ganhos e Perdas c/ Investimentos 9.600,00 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 9.600,00 Resolução e comentários Quando há mudança de critério de avaliação, antes de aplicação do método da equivalência patrimonial (para fins de apuração do resultado com a aplicação do método no período) é necessário realizar um ajuste de exercícios anteriores, para iniciar o saldo do investimento como se o método sempre tivesse sido esse. Assim, os valores devem ser apurados conforme tabela a seguir. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 53 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Lançamento de equivalência patrimonial da Cia Pará (3.000,00) resultado do exercício da Cia Sergipe 60% percentual de participação (1.800,00) resultado negativo de equivalência patrimonial 30.000,00 valor do investimento anterior 20.400,00 valor do investimento atual 9.600,00 diferença (1.800,00) resultado negativo do ano (7.800,00) resultados negativos de anos anteriores lançamento D = LPA (resultados negativos de períodos anteriores) (7.800,00) D = resultado negativo de equivalência patrimonial 1.800,00 C = a Investimento 9.600,00 Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Ao contrário, pelo conteúdo da Deliberação CVM nº 565, de 2008, eles foram CONFIRMADOS, nos termos de seu item 31, a seguir: 31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos dispositivos na data de transição devem ser assim registrados: (a) Para os investimentos adquiridos antes da data de transição que passarem a ser avaliados pelo método de equivalência patrimonial, a diferença apurada na aplicação do método de equivalência patrimonial, na data de transição, deve ser registrada contra lucros ou prejuízos acumulados. Alternativamente, a entidade pode retroagir o cálculo de equivalência, apurando ágio ou deságio … (b) Para os investimentos permanentes que deixarem de ser avaliados pelo método de equivalência patrimonial: ... Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos comentários acima continuam válidas. Gabarito A Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 54 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 3.2.5 AFTN 1996 – contabilidade avançada Enunciado Questão 39: Considerando o valor apurado na equivalência patrimonial, o Resultado do Exercício de 19x4 da Cia. PARÁ é: A $ . 24.200 B $. 10.400 C $. 12.200 D$. 22.200 E $. 18.200 Resolução e comentários A resolução da presente questão se encontra parcialmente apresentada no âmbito dos comentários à questão anterior, na qual foram apurados os valores dos ajustes de exercícios anteriores e do resultado de equivalência patrimonial do período. A seguir, encontra-se apresentada a memória de cálculo do lucro líquido do período, considerando o resultado negativo de equivalência patrimonial antes apurado: Resultado do exercício da Cia Pará em X4 receitas 80.000,00 despesas (60.000,00) resultado negativo de equivalencia patrimonial (1.800,00) lucro liquido 18.200,00 Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos comentários acima continuam válidas. Gabarito E 3.2.6 AFTN 1996 – contabilidade avançada Enunciado Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 55 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Questão 41: A figura contábil do ágio pode ocorrer por origens e circunstâncias diversas, entre elas a expectativa: A De rentabilidade futura da Participação Societária adquirida B Das despesas futuras da Participação Societária adquirida C De o valor do Imobilizado Líquido da empresa investida tender para zero D De prejuízos futuros da Participação Societária adquirida E De o Patrimônio Líquido da empresa investida Ser negativo Resolução e comentários Os fundamentos do ágio podem ser: a) valor de mercado de bens do ativo da coligada ou controlada superior ou inferior ao custo registrado na sua contabilidade; b) valor de rentabilidade da coligada ou controlada, com base em previsão dos resultados nos exercícios futuros (A CVM inclui também, no item “b”, uma situação especial de rentabilidade futura, trata-se do ágio relativo à aquisição de participação societária em empresa que tenha direito de exploração, concessão ou permissão, delegados pelo Poder Público); c) fundo de comércio, intagíveis e outras razões econômicas (tanto a doutrina contábil, quanto a IN CVM 247, de 1996, criticam a classificação deste terceiro tipo de ágio/deságio, sob o argumento de que todas as razões podem ser resumidas nas duas situações acima e que, assim, teríamos um ágio sem razão). Nas alternativas da questão, apenas a assertiva “A” tratava de uma dessas opções, a do ágio por rentabilidade futura. Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos comentários acima continuam válidas. Gabarito Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 56 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias A 3.2.7 AFRF 2003 – Contabilidade avançada Enunciado 08- Indique a opção que não corresponde a procedimentos exigidos pela Instrução CVM 247/96 para a determinação da base de cálculo da equivalência patrimonial. a) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia investidora que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial da controlada. b) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de estoques de matérias-primas no balanço patrimonial da investidora. c) O lucro não realizado incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de bens não de uso no balanço patrimonial de outra empresa coligada. d) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial da investidora. e) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial de outra controlada. Comentários Antes de entrar no assunto da questão propriamente dita, cabe uma referência aos termos do enunciado. Repare que é pedida a identificação de um PROCEDIMENTO em dissonância com o que dispõe a IN CVM 247, de 1996. Entretanto, nas cinco alternativas, FALTOU APRESENTAR O VERBO. Ora, sem a explicitação do verbo, fica impossível a identificação do procedimento. Assim, em tese, a questão seria passível de recurso. Entretanto, como a questão não foi anulada, vamos resolvê-la, incluindo EM TODAS AS ALTERNATIVAS, o verbo “subtrair”, que é o verbo que se encontra no art. 9o da IN CVM 247, de 1996. Segundo determinado pelo art. 9o da IN CVM 247, temos que Art. 9º - O valor do investimento, pelo método da equivalência patrimonial, será obtido mediante o seguinte cálculo: I - Aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da controlada; e Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 57 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias II - Subtraindo-se, do montante referido no inciso I, os lucros não realizados, conforme definido no § 1º deste artigo, líquidos dos efeitos fiscais. § 1º - Para os efeitos do inciso II deste artigo, serão considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas, quando: a) - o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial da investidora; ou b) - o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial de outras coligadas e controladas. A assertiva “A” se refere a lucros apurados pela investidora, na alienação de imobilizado para a investida. A IN CVM exige o ajuste relativo à operação contrária: lucro da investida pela alienação de imobilizado para a investidora. Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das DemonstraçõesContábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos - os dispositivos citados não sofreram modificação; - os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos comentários acima continuam válidas. Gabarito – A 3.2.8 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF) ENUNCIADO 38- A empresa Participações S/A. adquiriu 60% do capital da empresa Contrata Ltda., tomando o seu controle com intenção de permanência, pelo valor de R$ 30.000,00, em 02/01/2003: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 58 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Contrata Ltda. Balanço de 30 de novembro de 2002 Valores em R$ Capital Social 40.000,00 Reserva de Capital 1.000,00 Reserva Legal 2.000,00 Lucro Líquido do Exercício (janeiro a novembro de 2002) 5.000,00 Com base nos dados da empresa Contrata Ltda., acima, assinale o lançamento que corresponde a este fato contábil. Valores em R$ Contas Débito Crédito a) Carteira de Ações (Realizável LP) 30.000,00 a Bancos Conta Movimento 30.000,00 b) Diversos a Bancos Conta Movimento 30.000,00 Investimentos Avaliados pelo PL - Contrata Ltda. 28.800,00 Investimentos - Ágio – Contrata Ltda. 1.200,00 c) Diversos a Bancos Conta Movimento 30.000,00 Investimentos Avaliados pelo PL - Contrata Ltda. 24.000,00 Investimentos - Ágio – Contrata Ltda. 6.000,00 d) Investimento em Ações 30.000,00 a Bancos Conta Movimento 30.000,00 e) Bancos Conta Movimento 30.000,00 a Diversos a Investimentos Avaliados pelo PL - Contrata Ltda. 24.000,00 a Investimentos - Ágio – Contrata Ltda. 6.000,00 RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja alteração – também – no gabarito da questão. I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 59 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias A questão trata de registro de aquisição de participações societárias avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. Ocorre que o enunciado da questão merece uma crítica contundente: ELE NÃO FORNECE DADOS SUFICIENTES PARA AFIRMAÇÃO – COM CERTEZA – DE QUE O INVESTIMENTO ADQUIRIDO SEJA AVALIADO PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL. Existem dois métodos de avaliação de investimentos: - o método de custo; e - o método da equivalência patrimonial. O método de custo é adotado para os investimentos menores (vistos como menos “importantes”) e o método da equivalência patrimonial para os mais significativos (por decorrência, mais “importantes” em termos do nível de participação acionária na investida e de sua relevância na investidora). Em seguida, analisaremos separadamente cada um deles. Dado que o método do custo é a regra básica de avaliação de investimentos em participações permanentes (por consistir em mera aplicação do Princípio Fundamental de Contabilidade do Registro pelo Valor Original), o método da Equivalência Patrimonial é a exceção – aplicável apenas a investimentos especiais (considerados importantes). Trata-se de uma exceção expressa ao princípio contábil citado, prevista pela Lei das S/A, em seu art. 248, reproduzido em parte a seguir: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos ... serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: … II - o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada; Através do método de avaliação pela equivalência patrimonial, a empresa investidora reconhece como valor de seu investimento (participações permanentes – ações ou cotas do capital da empresa investida) uma parcela do valor do patrimônio líquido da empresa investida. Essa parcela é calculada através da multiplicação do valor do patrimônio líquido da empresa investida pelo percentual de participação (ou seja, pelo percentual de ações ou cotas de capital da empresa investida na titularidade da empresa investidora em relação ao total), conforme tabela a seguir: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 60 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Apuração do valor do investimento em participações societárias pelo método da equivalência patrimonial (. ) Quantidade de ações ou cotas da empresa investida na capital de titularidade da empresa investidora (/ ) Quantidade total de ações ou cotas de capital da empresa investida (=) Percentual de participação (. ) Valor contábil do Patrimônio Líquido da empresa investida (*) Percentual de participação (=) Valor pré-definido do investimento O caput do art. 248 da Lei das S/A determina que estejam sujeitos ao método da equivalência patrimonial os investimentos relevantes em coligadas ou em controlada nas quais haja participação de no mínimo 20% ou influência. A seguir, encontra-se reproduzido o citado artigo: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas; II - o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada; III - a diferença entre o valor do investimento, de acordo com o número II, e o custo de aquisição corrigido monetariamente; somente será registrada como resultado do exercício: a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada; b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos; c) no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. § 1º Para efeito de determinar a relevância do investimento, nos casos deste artigo, serão computados como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da companhia contra as coligadas e controladas. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página61 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias § 2º A sociedade coligada, sempre que solicitada pela companhia, deverá elaborar e fornecer o balanço ou balancete de verificação previsto no número I. No enunciado não foi feita nenhuma alusão à relevância do investimento. Caso o investimento não seja relevante, o método de avaliação deve ser o do custo. Ao contrário, caso o investimento seja relevante (visto que a participação alcança o percentual de 60% - conforme dados do enunciado) o método de avaliação deve ser o da equivalência patrimonial. Dessa forma, não havendo dados suficientes para resolução da questão – com certeza – por um dos possíveis métodos de avaliação de participações societárias, o caminho é resolver pelos dois métodos: - método do custo D = investimentos permanentes – empresa Contrata C = a caixa ou bancos 30.000,00 - método da equivalência patrimonial (1) avaliação do PL da investida Contrata Ltda. Balanço de 30 de novembro de 2002 Valores em R$ Capital Social 40.000,00 Reserva de Capital 1.000,00 Reserva Legal 2.000,00 Lucro Líquido do Exercício (janeiro a novembro de 2002) 5.000,00 Total do PL 48.000,00 (2) valor esperado para o investimento PL da investida 48.000,00 (x) % de participação 60% (=) valor esperado para o investimento 28.800,00 (3) ágio Valor pago pelo investimento 30.000,00 (-) Valor esperado para o investimento (28.800,00) (=) ágio na aquisição do investimento 1.200,00 (4) lançamento D = diversos C = a caixa ou bancos 30.000,00 D = investimentos permanentes – empresa Contrata 28.800,00 D = ágio 1.200,00 Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 62 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Pelas alternativas apresentadas no enunciado verifica-se que: (1) não há alternativa que permita a solução da questão pelo método do custo (lembrando que a alternativa “a” trata de lançamento de aquisição de investimentos não permanentes) e (2) há alternativa correta para a solução da questão utilizando o método da equivalência patrimonial – alternativa “B”. Pela redação da Lei das S/A à época da prova, o fato de uma sociedade tomar o controle da outra não suficiente para concluir que o método de avaliação do investimento aplicável seria o MEP, pois apenas os investimentos relevantes em controlada é que estariam sujeitos a tal método. Quanto o enunciado não nos fornece dados suficientes para a resolução de uma questão de uma única forma, havendo possibilidade de dupla interpretação, é necessário resolvê-la das duas maneiras possíveis (possibilitadas pelas duas interpretações aplicáveis aos dados do enunciado). Após a resolução, é necessário fazer a seguinte consideração: (a) caso uma das interpretações utilizadas nos leve a um valor que não conste entre as cinco alternativas da questão, ou que satisfaça mais um uma das cinco alternativas, essa interpretação DEVE SER DESCARTADA; (b) caso uma das interpretações utilizadas nos leve a um valor que satisfaça apenas uma das cinco alternativas da questão, essa interpretação DEVE SER CONSIDERADA; (c) a questão será passível de recurso e anulação, caso ambas as interpretações nos levem: - a um valor que não conste entre as cinco alternativas da questão, ou que satisfaça mais um uma das cinco alternativas; ou - a um valor que satisfaça apenas uma das cinco alternativas da questão. Foi exatamente isso que fizemos na resolução da questão, não tendo como definir - com certeza, pelos dados do enunciado - o método de avaliação do investimento, resolvemos a questão das duas maneiras e, somente utilizando o MEP, encontramos solução que se adequa a uma e apenas uma alternativa, dentre as cinco do enunciado. Portanto, optamos por essa interpretação e assinalamos a respectiva alternativa como resposta. II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 63 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: (1) Regra original Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias abertas Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. (2) Regra intermediária Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 2008 – aplicável a companhias abertas Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, quando a investidora tenha influência significativa na administração ou quando a porcentagem de participação, Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 64 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante; e III – o investimento em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. (3) Regra atual Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... DeliberaçãoCVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação da regra da Lei das S/A a companhias abertas. Equivalência patrimonial 30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação do método da equivalência patrimonial dos investimentos em coligadas classificados no ativo permanente. A partir da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os investimentos em sociedades em que a administração tenha influência significativa, ou nas quais participe com 20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos dispositivos na data de transição devem ser assim registrados: ... Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: - conceito original § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, sem controlá-la - conceito atual § 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... § 4o Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 65 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) De acordo com o que foi exposto acima, cumpre referir, que - com o advento da Lei n. 11.638, de 2007, e, em seguida, da Medida Provisória nº 449, de 2008, os critérios para avaliação de investimento pelo MEP foram alterados e, pela nova redação, o enunciado traz dados suficientes para concluir que o método de avaliação do investimento era o MEP. Com a nova redação dada ao art. 248 da Lei das S/A, passaram a estar sujeitos ao Método da Equivalência patrimonial os investimentos em controladas (independentemente de serem relevantes). Dessa forma, pela nova legislação, deixa de haver qualquer dificuldade na resolução da questão, permanecendo a alternativa (B) como resposta. GABARITO 38 – B 3.2.9 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) ENUNCIADO Instruções: Para responder às questões de números 9 e 10, observe os saldos das contas do Razão da Cia. Imperial do Nordeste em 31/12/2005 e as informações adicionais, antes da contabilização da Equivalência Patrimonial e da Apuração do Resultado do Exercício de 2005. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 66 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias BALANCETE DE VERIFICAÇÃO EM 31/12/2005 SALDOS (em R$) CONTAS CREDORES Caixa.......................................................................................................... 2.000,00 - Bancos conta Movimento ........................................................................... 25.000,00 - Clientes ...................................................................................................... 90.000,00 - Estoques (Estoque Final) ........................................................................... 108.000,00 - Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP)...................................................... 9.000,00 - Participação Societária – Cia. América....................................................... 60.000,00 - Imobilizado ................................................................................................. 270.000,00 - Depreciação Acumulada............................................................................. - 45.000,00 Passivo Circulante (PC).............................................................................. - 157.500,00 Passivo Exigível a Longo Prazo (PELP) ..................................................... - 45.000,00 Capital Social ............................................................................................. - 135.000,00 Lucros Acumulados .................................................................................... - 27.000,00 Receita de Vendas ..................................................................................... - 469.500,00 Devoluções de Vendas............................................................................... 15.000,00 - Impostos Incidentes sobre Vendas............................................................. 75.000,00 - Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) .................................................... 135.000,00 - Despesas Administrativas .......................................................................... 36.000,00 - Despesas com Vendas............................................................................... 30.000,00 - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)...................................... 24.000,00 - TOTAIS 879.000,00 879.000,00 INFORMAÇÕES ADICIONAIS: – Valor do Patrimônio Líquido da investida Cia. América no Balanço Patrimonial, levantado em 31/12/2005, somava o valor total de R$ 210.000,00. – O percentual de participação da Investidora Cia. Imperial do Nordeste no patrimônio líquido de sua investida (Cia. América) em 31 de dezembro de 2005 é de 60%. – A participação societária da investidora no capital da investida Cia. América é considerada relevante e influente. – O valor da Provisão para o Imposto de Renda a ser contabilizado em 31 de dezembro de 2005 (apurado sobre o valor do Lucro Real) é de R$ 20.500,00. 9. O lucro líquido do exercício apurado na Demonstração do Resultado do Exercício levantada em 31/12/2005 foi, em R$, de: (A) 134.000,00 (B) 180.500,00 (C) 194.560,00 (D) 200.000,00 (E) 266.000,00 Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 67 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja alteração – também – no gabarito da questão. I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO Na questão, é pedido o valor do lucro líquido do exercício. Nesse caso, é necessário: (a) apurar e registrar o valor do resultado da equivalência patrimonial e (b) apurar o valor do lucro líquido, conforme estrutura da DRE. Inicialmente, vamos apurar o valor do resultado de equivalência patrimonial. Através do método de avaliação pela equivalência patrimonial, a empresa investidora reconhece como valor de seu investimento (participações permanentes – ações ou cotas do capital da empresa investida) uma parcela do valor do patrimônio líquido da empresa investida. Essa parcela é calculadaatravés da multiplicação do valor do patrimônio líquido da empresa investida pelo percentual de participação (ou seja, pelo percentual de ações ou cotas de capital da empresa investida na titularidade da empresa investidora em relação ao total), conforme tabela a seguir: Apuração do valor do investimento em participações societárias pelo método da equivalência patrimonial (. ) Quantidade de ações ou cotas da empresa investida na capital de titularidade da empresa investidora (/ ) Quantidade total de ações ou cotas de capital da empresa investida (=) Percentual de participação (. ) Valor contábil do Patrimônio Líquido da empresa investida (*) Percentual de participação (=) Valor pré-definido do investimento De acordo com o método: (a) se o PL da empresa investida aumenta (geralmente por lucro), o investimento (no ativo da empresa investidora) deve aumentar proporcionalmente – mediante o registro de uma receita denominada Resultados positivos em participações societárias; (b) se o PL da empresa investida diminui (geralmente por prejuízo), o investimento (no ativo da empresa investidora) deve ser reduzido proporcionalmente – mediante o registro de uma despesa denominada Resultados negativos em participações societárias. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 68 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Aplicando esse conceito aos dados do enunciado temos que o percentual de participação era de 60% e que o valor do PL da investida era R$ 210.000,00. Assim, podemos calcular o valor do investimento (avaliado pelo método da equivalência patrimonial): PL da investida 210.000,00 (x) percentual de participação 60% (=) valor do investimento (no ativo da investidora) 126.000,00 Porém, note-se, o investimento (no ativo da investidora) estava registrado por R$ 60.000,00 (conforme conta “Participação Societária – Cia América”), assim, calcula-se o resultado com equivalência patrimonial, de acordo com a memória de cálculo a seguir: Valor calculado para o investimento ######## (-) Valor anteriormente registrado - para o investimento ######## (=) resultado de equivalência patrimonial ######## O lançamento contábil para o ajuste acima apurado é o seguinte: D = Participação Societária - Cia América C = a Resultado positivo em participações societárias 66.000,00 A partir disso, é possível calcular o lucro líquido da Cia Imperial do Nordeste, conforme tabela a seguir: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 69 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Faturame nto B ruto (-) IPI faturado Item Valor descrição no enunciado (=) Re ce ita B ruta de ve ndas (-) deduções Descontos incondicionais abatimentos vendas canceladas devoluções tributos sobre a venda ICMS PIS Cofins ISS (=) Re ce ita Líquida de Ve ndas (-) Custo das Mercadorias Vendidas (=) Lucro B ruto (-) Despesas Operacionais comerciais administrativas financeira outras outras (-) Resultados negativos em part. Societ. (-) Variações monetárias passivas (+) Receitas Financeiras (+) Resultados positivos em part. Societ. (+) Variações monetárias ativas (+) Outras receitas operacionais (=) Lucro ope racional (+) receitas não operacionais (-) despesas não operacionais (=) Lucro ante s dos tributos (-) Provisão para CSLL (-) Provisão para CSLL e IR (=) Lucro após os tributos (-) participações no lucro debenturistas empregados administradores partes beneficiárias contribuições para prev. Priv. Dos empreg. (=) Lucro Líquido 469.500,00 Receita de Vendas (15.000,00) Devoluções de Vendas (75.000,00) Impostos Incidentes sobre Vendas 379.500,00 (135.000,00) Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 244.500,00 (30.000,00) Despesas com Vendas (36.000,00) Despesas Administrativas 66.000,00 conforme calculado acima 244.500,00 244.500,00 (24.000,00) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) (20.500,00) Provis ão para o IR 200.000,00 200.000,00 Assim, percebe-se que o lucro líquido é de R$ 200.000,00, conforme alternativa (D). II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 70 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: (1) Regra original Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias abertas Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. (2) Regra intermediária Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 2008 – aplicável a companhias abertas Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, quando a investidora tenha influência significativa na administração ou quando a porcentagem de participação, Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 71 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante; e III – o investimento em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. (3) Regra atual Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentosem coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação da regra da Lei das S/A a companhias abertas. Equivalência patrimonial 30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação do método da equivalência patrimonial dos investimentos em coligadas classificados no ativo permanente. A partir da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os investimentos em sociedades em que a administração tenha influência significativa, ou nas quais participe com 20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos dispositivos na data de transição devem ser assim registrados: ... Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: - conceito original § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, sem controlá-la - conceito atual § 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... § 4o Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 72 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Pelo que foi exposto acima, um investimento influente é um investimento em coligada e, sendo os investimentos em coligadas avaliados pelo MEP, permanece válida a apuração de valores e o lançamento, antes realizados e, a seguir, repetidos (apenas por motivos didáticos): Valor calculado para o investimento ######## (-) Valor anteriormente registrado - para o investimento ######## (=) resultado de equivalência patrimonial ######## D = Participação Societária - Cia América C = a Resultado positivo em participações societárias 66.000,00 Quanto à apuração do resultado, cabe referir que houve – também – alteração no art. 187, que trata da estrutura da DRE, alterando-se a denominação das receitas e despesas não-operacionais para outras despesas e outras receitas. Assim, a DRE passa a ter a seguinte configuração: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 73 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Faturamento Bruto (-) IPI faturado Item Valor descrição no enunciado (=) Receita Bruta de vendas (-) deduções Descontos incondicionais abatimentos vendas canceladas devoluções tributos sobre a venda ICMS PIS Cofins ISS (=) Receita Líquida de Vendas (-) Custo das Mercadorias Vendidas (=) Lucro Bruto (-) Despesas Operacionais comerciais administrativas financeira outras outras (-) Resultados negativos em part. Societ. (-) Variações monetárias passivas (+) Receitas Financeiras (+) Resultados positivos em part. Societ. (+) Variações monetárias ativas (+) Outras receitas operacionais (=) Lucro operacional (+) outras receitas (antes, não operacionais) (-) Outras despesas (antes, não operacionais) (=) Lucro antes dos tributos (-) Provisão para CSLL (-) Provisão para CSLL e IR (=) Lucro após os tributos (-) participações no lucro debenturistas empregados administradores partes beneficiárias contribuições para prev. Priv. Dos empreg (=) Lucro Líquido 469.500,00 Receita de Vendas (15.000,00) Devoluções de Vendas (75.000,00) Impostos Incidentes sobre Vendas 379.500,00 (135.000,00) Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 244.500,00 (30.000,00) Despesas com Vendas (36.000,00) Despesas Administrativas 66.000,00 conforme calculado acima 244.500,00 244.500,00 (24.000,00) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) (20.500,00) Provisão para o IR 200.000,00 200.000,00 Repare que o resultado (lucro líquido) continua o mesmo. Portanto, em eu pesem as alterações normativas, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. GABARITO D Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 74 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 3.2.10 ICMS Paraíba – 2006 (FCC) ENUNCIADO 10. Os valores correspondentes ao total do ativo, do passivo circulante e do patrimônio líquido no Balanço Patrimonial da Cia. Imperial do Nordeste, levantado em 31/12/2005, nessa ordem, foram, em R$, de: (A) 585.000,00; 178.000,00 e 362.000,00 (B) 669.000,00; 187.000,00 e 326.000,00 (C) 670.000,00; 190.000,00 e 375.000,00 (D) 700.675,00; 200.555,00 e 400.555,00 (E) 785.550,00; 202.550,00 e 402.250,00 RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Apesar da questão não tratar diretamente de participações societárias, decidimos classificá-la neste ponto da matéria em vista de sua íntima relação com a questão anterior (que trata especificamente do assunto – participações societárias / equivalência patrimonial). Para resolver essa questão, é necessário, realizar o fechamento do exercício, transferindo o lucro líquido (no valor de R$ 200.000,00 – acima calculado) para o PL, na conta Lucros e Prejuízos Acumulados, para, em seguida, classificando as contas em grupos patrimoniais, apurar o valor de cada um dos grupos pedidos na questão. Importante: dois ajustes aos saldos das contas patrimoniais devem ser feitos, em função das “informações adicionais” do enunciado da questão: (1) o aumento do valor da Participação Societária – Cia América, de R$ 60.000,00 para R$ 126.000,00 (pela aplicação do método da equivalência patrimonial) e (2) o registro da provisão para IR, no valor de R$ 20.500,00. A tabela a seguir demonstra a situação patrimonial da Cia Imperial do Nordeste: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 75 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Ativo Passivo 1 - Ativo Circulante 1 - Passivo Circulante Caixa 2.000,00 Passivo Circulante (PC) 157.500,00 Bancos conta Movimento 25.000,00 Provisão par IR 20.500,00 Clientes 90.000,00 Estoques (Estoque Final) 108.000,00 2 - Ativo Realizável a Longo Prazo 2 - Passivo Exigível a Longo Prazo Passivo Exigível a Longo Prazo ARLP 9.000,00 (PELP) 45.000,00 3 - Ativo Permanente ------------------------------------ Patrimônio Líquido Participação Societária – Cia. América 126.000,00 CapitalSocial 135.000,00 Imobilizado 270.000,00 Lucros Acumulados 227.000,00 Depreciação Acumulada (45.000,00) TOTAL ######## TOTAL 585.000,00 De acordo com a tabela acima, o ativo circulante alcança o valor de R$ 225.000,00, o passivo circulante é de R$ 178.000,00 e o PL é de 362.000,00, conforme alternativa (A). Nota de atualização. Posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ocorreram, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos. Nessa alteração, houve modificação da estrutura do ativo e do passivo, nos seguintes termos: (1) o antigo ativo permanente foi extinto e seus subgrupos, juntamente com o ARLP, passaram a compor o ativo não circulante. (2) a denominação do PELP passou a ser “passivo não-circulante”. (3) foram extintos os grupos “ativo diferido” e “REF”. Com essas alterações, o balanço acima apresentado passa a ter a seguinte configuração: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 76 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Ativo Passivo 1 - Ativo Circulante 1 - Passivo Circulante Caixa 2.000,00 Passivo Circulante (PC) 157.500,00 Bancos conta Movimento 25.000,00 Provisão par IR 20.500,00 Clientes 90.000,00 Estoques (Estoque Final) 108.000,00 2 - Ativo não-circulante 2 - Passivo não-circulante ARLP 9.000,00 Antigas contas do PELP 45.000,00 Participação Societária – Cia. ------------------------------------ Patrimônio Líquido América 126.000,00 Capital Social 135.000,00 Imobilizado 270.000,00 Lucros Acumulados 227.000,00 Depreciação Acumulada (45.000,00) TOTAL 585.000,00 TOTAL 585.000,00 Portanto, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. GABARITO A 3.2.11 CVM – Comissão de Valores Mobiliários – 2000 (ESAF) Responder as questões de nos 09 a 12, tomando por base unicamente: - os dados contidos nas Demonstrações Contábeis indicadas, - as informações complementares, e - os enunciados fornecidos em cada uma das questões solicitadas. I - Demonstrações Contábeis Indicadas Balanços Patrimoniais em 31.12.19x9: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 77 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias ATIVO CIA. A CIA. B CIA. C Disponibilidade 5.000,00 14.000,00 8.000,00 Clientes 20.000,00 26.000,00 28.000,00 Estoques 30.000,00 12.000,00 19.000,00 Valores a Receber Intercompanhias 20.000,00 6.000,00 - Participações Societárias: Cia. B 24.800,00 - - Cia. C 30.000,00 - - Outras empresas - - 2.000,00 Bens não de Uso 16.000,00 - - Imobilizado 24.200,00 22.000,00 28.000,00 Gastos Pré-operacionais - - 15.000,00 Total do Ati vo 170.000,00 80.000,00 100.000,00 PASSIVO Fornecedores 20.000,00 20.000,00 14.000,00 Valores Provisionados 8.000,00 4.000,00 9.000,00 Empréstimos Intercompanhias 6.000,00 - 20.000,00 Financiamentos de Longo Prazo 16.000,00 25.000,00 7.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital 100.000,00 25.000,00 30.000,00 Reservas 5.000,00 4.000,00 6.000,00 Lucros/Prejuízos Acumulados 15.000,00 2.000,00 14.000,00 TOTAL DO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO 170.000,00 80.000,00 100.000,00 Demonstrações do Resultado do Exercício, findo em 31.12.19x9: Item CIA. A CIA. B CIA. C 1- Vendas 600.000,00 300.000,00 280.000,00 2- (-) CMV (371.000,00) (200.000,00) (182.000,00) 3- Resultado Bruto Operacional 229.000,00 100.000,00 98.000,00 4- (-) Despesas Operacionais (211.000,00) (97.300,00) (84.500,00) 5- Resultado do Exercício antes do IR 18.000,00 2.700,00 13.500,00 6- (-) Provisão p/ IR (6.000,00) (900,00) (4.500,00) 7- Resultado Líquido do Exercício 12.000,00 1.800,00 9.000,00 II – As informações complementares: Os Valores a Receber Intercompanhias registram empréstimos efetuados entre as empresas do grupo; As receitas da CIA. B são obtidas unicamente com operações de venda de estoques realizadas com a CIA. A. ENUNCIADO 09- Comparando os valores inscritos no Patrimônio Líquido das Cias. B e C e o valor dos Investimentos Permanentes da Cia. A, pode-se dizer que: a) A Cia. B é uma empresa controlada da Cia. A e a Cia. C é apenas uma coligada, logo esse investimento deve ser avaliado pelo custo histórico Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 78 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias b) As participações societárias da Cia. A não são relevantes devendo ser avaliadas pelo valor de mercado das ações c) A Cia. C é uma empresa controlada da Cia. A e a avaliação do Permanente deve ser feita pelo custo corrente d) A Cia. B é uma empresa coligada da Cia. A e a avaliação dessa participação societária deve ser feita pela equivalência patrimonial e) As Participações Societárias da Cia. A são relevantes e devem ser avaliadas pelo método de equivalência patrimonial RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja alteração – também – no gabarito da questão. I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO A resolução da presente questão demanda o conhecimento do disposto no art. 248 da Lei das S/A: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: A Cia A possui participação na Cia B e na Cia C, nos seguintes valores: Participações Societárias: Cia. B 24.800,00 Cia. C 30.000,00 Resta saber se essas participações são: (1) relevantes e (2) alternativamente: (2.a) em controladas ou (2.b) em coligadas, nas quais haja participação igual ou superior a 20% ou influência. Para determinar a relevância das participações é necessário verificar dois limites: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 79 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias (1) o limite individual – segundo o qual uma participação é relevante quando seu valor contábil é igual ou superior a 10% do PL da investidora; (2) o limite coletivo – segundo o qual o conjunto de participações em controladas e coligadas é relevante quando o somatório dos respectivos valores contábeis são iguais ou superiores a 15% do PL da investidora. Pois bem, o PL da Cia A é R$ 120.000,00 (apurado pela diferença entre seu ativo e seu passivo). Verificandoa relevância individual da participação na Cia B, temos que seu valor é R$ 24.800,00. Esse valor supera – de longe - 10% do PL da investidora e, portanto, a participação é relevante. Verificando a relevância individual da participação na Cia C, tempo que seu valor é R$ 30.000,00. Esse valor supera – de longe - 10% do PL da investidora e, portanto, a participação também é relevante. Visto que ambos os investimentos são relevantes do ponto de vista individual, resta desnecessária a verificação da relevância coletiva. Comparando o patrimônio líquido da Cia B com o valor do investimento mantido pela Cia A, temos a seguinte situação: PL da Cia B 31.000,00 Investimento da Cia A na Cia B 24.800,00 relação percentual 80% Antes de mais nada, cabe colocar que a relação percentual acima pode ser encarada de duas maneiras: (1) aquisição de um pequeno percentual (inferior a 20% do capital da investida) por um valor EXTREMAMENTE alto, que, pelo método do custo, resultaria na avaliação do investimento pelo referido valor2; ou (2) aquisição de um percentual superior a 20%, que, sujeito ao método da equivalência patrimonial, resulta na avaliação do investimento pela multiplicação do PL da investida pelo percentual de participação. Em que pese as duas situações serem possíveis, pelo fato da segunda situação ser a mais comum (verossímil), será utilizada na resolução da questão. O percentual de 80% não é suficiente para saber com certeza se é um investimento em controlada, mas temos certeza que esse investimento é, alternativamente, em controlada ou em coligada com participação superior a 20%. Assim, vemos que o investimento na Cia B está sujeito ao método da equivalência patrimonial. 2 Trata-se de uma situação possível, porém inverossímil. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 80 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Comparando o patrimônio líquido da Cia C com o valor do investimento mantido pela Cia A, temos a seguinte situação: PL da Cia C 50.000,00 Investimento da Cia A na Cia C 30.000,00 relação percentual 60% Antes de mais nada, cabe colocar que a relação percentual acima pode ser encarada de duas maneiras: (1) aquisição de um pequeno percentual (inferior a 20% do capital da investida) por um valor EXTREMAMENTE alto, que, pelo método do custo, resultaria na avaliação do investimento pelo referido valor3; ou (2) aquisição de um percentual superior a 20%, que, sujeito ao método da equivalência patrimonial, resulta na avaliação do investimento pela multiplicação do PL da investida pelo percentual de participação. Em que pese as duas situações serem possíveis, pelo fato da segunda situação ser a mais comum (verossímil), será utilizada na resolução da questão. O percentual de 60% não é suficiente para saber com certeza se é um investimento em controlada, mas temos certeza que esse investimento é, alternativamente, em controlada ou em coligada com participação superior a 20%. Assim, vemos que o investimento na Cia C está sujeito ao método da equivalência patrimonial. Feitas as considerações iniciais, passaremos a analisar cada uma das assertivas da questão: a) A Cia. B é uma empresa controlada da Cia. A e a Cia. C é apenas uma coligada, logo esse investimento deve ser avaliado pelo custo histórico Errado, não foram dadas informações suficientes para verificar se os investimentos são em controladas ou em coligadas e, ainda que tivessem sido dadas, os investimentos em coligadas não estariam necessariamente sujeitos ao método do custo . b) As participações societárias da Cia. A não são relevantes devendo ser avaliadas pelo valor de mercado das ações Errado, a avaliação patrimonial de participações societárias permanentes está sujeita aos métodos do custo e da equivalência patrimonial, sendo irrelevante o valor indicado pelo mercado de ações . c) A Cia. C é uma empresa controlada da Cia. A e a avaliação do Permanente deve ser feita pelo custo corrente Errado, a avaliações de participações societárias permanentes deve ser alternativamente realizada pelo método do custo histórico ou da 3 Trata-se de uma situação possível, porém inverossímil. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 81 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias equivalência patrimonial, não sendo a elas aplicável o conceito “custo corrente”, referido na assertiva. d) A Cia. B é uma empresa coligada da Cia. A e a avaliação dessa participação societária deve ser feita pela equivalência patrimonial Errado, por estar incompleto – não há qualquer referência ao outro investimento, o que é feito na assertiva seguinte . e) As Participações Societárias da Cia. A são relevantes e devem ser avaliadas pelo método de equivalência patrimonial Certo, conforme considerações acima. II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: (1) Regra original Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias abertas Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. (2) Regra intermediária Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – aplicável para companhias em geral Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 82 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 2008 – aplicável a companhias abertas Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, quando a investidora tenha influênciasignificativa na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante; e III – o investimento em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. (3) Regra atual Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação da regra da Lei das S/A a companhias abertas. Equivalência patrimonial 30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação do método da equivalência patrimonial dos investimentos em coligadas classificados no ativo permanente. A partir da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os investimentos em sociedades em que a administração tenha influência significativa, ou nas quais participe com 20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 83 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos dispositivos na data de transição devem ser assim registrados: ... Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: - conceito original § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, sem controlá-la - conceito atual § 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... § 4o Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Quanto ao conceito de relevância, não houve modificação – temos apenas que esse conceito não é mais aplicável para identificação dos investimentos sujeitos ao MEP. Portanto, o PL da Cia A é R$ 120.000,00 (apurado pela diferença entre seu ativo e seu passivo). Verificando a relevância individual da participação na Cia B, temos que seu valor é R$ 24.800,00. Esse valor supera – de longe - 10% do PL da investidora e, portanto, a participação é relevante. Verificando a relevância individual da participação na Cia C, tempo que seu valor é R$ 30.000,00. Esse valor supera – de longe - 10% do PL da investidora e, portanto, a participação também é relevante. Com base na nova normatização, verifica-se que: A Cia A possui participação na Cia B e na Cia C, nos seguintes valores: Participações Societárias: Cia. B 24.800,00 Cia. C 30.000,00 PL da Cia B 31.000,00 Investimento da Cia A na Cia B 24.800,00 relação percentual 80% Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 84 de 165 PL da Cia C Investimento da Cia A na Cia C 30.000,00 relação percentual 60% Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 50.000,00 Veja que, com 80% das ações, necessariamente temos mais do que 75%, que é o limite para aquisição de todas as eventuais ações preferenciais e a metade das ações ordinárias. Portanto, o investimento em B é em controlada e sujeito ao MEP. Entretanto, com 60% de participação, não se pode dizer que temos controle. Entretanto, há participação de até todas as eventuais ações preferenciais, sobrando ainda valor para possuir EXATAMENTE 20% das ações com direito a voto. Portanto, o investimento tem relevância presumida, sendo em coligada e, assim, avaliado pelo MEP. Feitas as considerações iniciais, passaremos a analisar cada uma das assertivas da questão: a) A Cia. B é uma empresa controlada da Cia. A e a Cia. C é apenas uma coligada, logo esse investimento deve ser avaliado pelo custo histórico Errado, o investimento em B é em controlada e o investimento em C é em coligada. b) As participações societárias da Cia. A não são relevantes devendo ser avaliadas pelo valor de mercado das ações Errado, a avaliação patrimonial de participações societárias permanentes está sujeita aos métodos do custo e da equivalência patrimonial, sendo irrelevante o valor indicado pelo mercado de ações . c) A Cia. C é uma empresa controlada da Cia. A e a avaliação do Permanente deve ser feita pelo custo corrente Errado, a avaliações de participações societárias permanentes deve ser alternativamente realizada pelo método do custo histórico ou da equivalência patrimonial, não sendo a elas aplicável o conceito “custo corrente”, referido na assertiva. d) A Cia. B é uma empresa coligada da Cia. A e a avaliação dessa participação societária deve ser feita pela equivalência patrimonial Errado, a Cia B é controlada da Cia A. e) As Participações Societárias da Cia. A são relevantes e devem ser avaliadas pelo método de equivalência patrimonial Certo, conforme considerações acima. Pela nova legislação, permanece a alternativa (E) como resposta, pois as participações continuam sendo relevantes e continuam (pelas novas regras) sujeitas ao MEP. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 85 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias GABARITO 09 – E 3.2.12 Analista do Banco Central do Brasil (Área 3) – jan/2006 – FCC ENUNCIADO 12. O Banco BFG tem registrado no seu Ativo a participação permanente em 90% das ações da empresa Controlada S/A. No final de 2005, a Controlada S/A anunciou a distribuição de dividendos aos seus acionistas no início do ano seguinte, devendo esse anúncio gerar o seguinte lançamento no Banco: (A) Débito: Dividendos e Bonificações em Dinheiro a Receber. Crédito: Rendas de Ajuste em Investimento em Coligadas e Controladas. (B) Débito: Investimentos _ Participação em Coligadas e Controladas. Crédito: Dividendos e Bonificações em Dinheiro a Receber. (C) Débito: Dividendos e Bonificações em Dinheiro a Receber. Crédito: Investimento _ Participação em Coligadas e Controladas. (D) Débito: Investimentos _ Participação em Coligadas e Controladas. Crédito: Rendas de Ajuste em Investimento em Coligadas e Controladas. (E) Débito e Crédito: não devem ser registrados pelo Banco, tendo em vista que este efetua a atualização do investimento pelo Método de Equivalência Patrimonial. RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, como estratégia de análisedo assunto, analisaremos a resolução da questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja alteração – também – no gabarito da questão. I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO A presente questão trata do recebimento de dividendos relativos a investimentos. Para sua resolução, é necessário: (a) verificar se os Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 86 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias investimentos em questão são, ou não, avaliados pelo método da equivalência patrimonial e (b) conforme o tipo de investimento, registrar o respectivo recebimento de dividendos. Para companhias em geral, essa regra, prevista no caput do art. 248 da Lei das S/A, consiste em sujeitar ao método da equivalência patrimonial os investimentos relevantes que sejam realizados em (1) controladas ou em (2) coligadas, sendo que, no caso de coligadas, somente com a presença de influência ou em percentual igual ou superior a 20%, conforme a seguir: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: Nas companhias abertas, segundo a IN CVM 247/96, deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: (1) o investimento em cada controlada; e (2) o investimento RELEVANTE em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando o percentual de participação, direta ou indireta da investidora representar 20% ou mais do capital social da coligada. Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. No exemplo, com 90% do capital da Controlada, a Controladora está obrigada ao método da equivalência patrimonial. A regra de registro de dividendos recebidos, quando a participação societária é avaliada pelo método da equivalência patrimonial, é simples: Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas pela equivalência patrimonial deverão ser registrados SEMPRE como redução do valor contábil do investimento. Dessa forma, o lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora – Controladora – é o seguinte: D = Dividendos a receber C = a Investimentos - participação em Controladas Assim, verifica-se que a alternativa correta é a de letra (C). II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 87 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: (1) Regra original Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias abertas Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. (2) Regra intermediária Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 2008 – aplicável a companhias abertas Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 88 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, quando a investidora tenha influência significativa na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante; e III – o investimento em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. (3) Regra atual Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação da regra da Lei das S/A a companhias abertas. Equivalência patrimonial 30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação do método da equivalência patrimonial dos investimentos em coligadas classificados no ativo permanente. A partir da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os investimentos em sociedades em que a administração tenha influência significativa, ou nas quais participe com 20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos dispositivos na data de transição devem ser assim registrados: ... Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma modificação no conceitode coligação, nos seguintes termos: - conceito original § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, sem controlá-la - conceito atual § 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 89 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias ... § 4o Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Com a nova redação dada aos diplomas normativos citados, passaram a estar sujeitos ao Método da Equivalência patrimonial, entre outros, os investimentos em controladas (independentemente de serem relevantes). Portanto, verifica-se que as conclusões expostas nos comentários à resolução da questão à luz da legislação vigente na data do concurso, continuam válidas. GABARITO C 3.2.13 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) ENUNCIADO 6. A Cia. Santo Amaro possui 80% das ações com direito a voto de sua controlada, a Cia. Santa Maria, que representam 40% do total do capital social da investida. No exercício de 2005, a Cia. Santa Maria vendeu um lote de mercadorias para a investidora por R$ 400.000,00, auferindo um lucro de R$ 100.000,00 na transação. Sabendo-se que, em 31.12.2005, o Patrimônio Líquido da controlada era de R$ 750.000,00 e que a investidora mantinha integralmente o referido lote de mercadorias em seus estoques, a participação societária, avaliada pelo método da equivalência patrimonial na contabilidade da Cia. Santo Amaro, corresponderá a, em R$: (A) 175.000,00 (B) 200.000,00 (C) 260.000,00 (D) 400.000,00 (E) 520.000,00 RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 90 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja alteração – também – no gabarito da questão. I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO Trata-se de uma questão que versa sobre a avaliação de investimentos pelo método da equivalência patrimonial e, em específico, sobre o ajuste relativo a resultados não realizados. O método da Equivalência Patrimonial é uma exceção ao princípio fundamental de contabilidade do registro pelo valor original – aplicável apenas a investimentos especiais (considerados importantes). Trata-se de uma exceção expressa ao princípio contábil citado, prevista pela Lei das S/A, em seu art. 248, reproduzido em parte a seguir: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos ... serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: … II - o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada; Através do método de avaliação pela equivalência patrimonial, a empresa investidora reconhece como valor de seu investimento (participações permanentes – ações ou cotas do capital da empresa investida) uma parcela do valor do patrimônio líquido da empresa investida. Essa parcela é calculada através da multiplicação do valor do patrimônio líquido da empresa investida pelo percentual de participação (ou seja, pelo percentual de ações ou cotas de capital da empresa investida na titularidade da empresa investidora em relação ao total), conforme tabela a seguir: Apuração do valor do investimento em participações societárias pelo método da equivalência patrimonial (. ) Quantidade de ações ou cotas da empresa investida na capital de titularidade da empresa investidora (/ ) Quantidade total de ações ou cotas de capital da empresa investida (=) Percentual de participação (. ) Valor contábil do Patrimônio Líquido da empresa investida (*) Percentual de participação (=) Valor pré-definido do investimento Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 91 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Pode ocorrer que, em função de operações realizadas entre a empresa investida e a empresa investidora, o Patrimônio Líquido da investida, cuja participação é avaliada pelo método da equivalência, aumente por conta de lucro na venda para a própria investidora. Nesse caso, o patrimônio líquido da empresa investida estará (pela aplicação do princípio de competência) majorado, mas o valor desse lucro é um valor que saiu (em dinheiro, por compra à vista, ou em obrigação de entrega futura de dinheiro, por compra a prazo) do patrimônio da própria empresa investidora. Saliente-se que o bem que saiu do patrimônio da empresa investida – na alienação para a empresa investidora – saiu por um valor inferior àquele pelo qual esse mesmo bem ingressou no patrimônio da empresa investidora. Em outras palavras, a empresa investidora pagou pelo lucro da investida na operação. Repare que, pelo princípio da entidade, trata-se de uma venda entre duas pessoas jurídicas diversas e que, portanto, deve ter reconhecido seu lucro (no patrimônio da empresa investida – vendedora). Ocorre, porém, que – para fins de aplicação do método da equivalência patrimonial – esse lucro não deveria ser considerado para aumentar o valor do investimento da empresa investidora, pois isso geraria uma incoerência: quanto mais a empresa investidora pagasse por uma aquisição, mais receita (de equivalência patrimonial) ela teria. Metaforicamente, considerando o grupo econômico como um único corpo, a “troca de dinheiro entre dois bolsos” não pode gerar ganhos. A solução encontrada para esse problema é a de se desconsiderar o ganho auferido pela empresa investida para fins de aplicação do método da equivalência patrimonial. Conforme será detalhadamente colocado e exemplificado adiante, o leitor perceberá que essa solução também resulta em uma quebra da equivalência entre patrimônio e investimento, pois o ajuste proposto resulta na existência de uma diferença entre o valor do PL da empresa investida e o valor do investimento. Conforme já referido, o disposto neste artigo tem por objetivo evitar que a investidora reconheça ganhos da equivalência em função de lucros na investida, registrados em obediência ao princípio da competência, mas ainda não realizados. Assim, na apuração do PL da empresa investida, não devem ser computados os lucros auferidos sobre a própria investidora ou sobreoutras investidas, quando corresponder a resultado na baixa de ativos de qualquer natureza: - alienados à investidora e que permaneçam no ativo da investidora, na data de seu balanço patrimonial, ou; Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 92 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias - alienados a outras controladas ou coligadas à investidora, avaliadas pela equivalência patrimonial, e que constarem do Ativo destas outras controladas ou coligadas. Cumpre referir que a solução – sempre com o mesmo espírito – é levemente diferente para companhias em geral (seguindo a Lei das S/A) e para sociedades anônimas de capital aberto (seguindo a IN CVM 247, de 1996). A parte final do inciso I do artigo 248 da Lei das S/A determina, quanto ao cálculo da avaliação pela equivalência patrimonial, que, no valor do patrimônio líquido, não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas, conforme a seguir: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, ...: I - ... no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas; Para companhias abertas, a IN CVM 247, de 1996, também prevê ajustes decorrentes de resultados não realizados, porém com duas diferenças: (1) a IN não se refere a resultados, mas especificamente a lucros não realizados e (2) a IN não determina a exclusão desse valor do PL, para fins de aplicação do método da equivalência patrimonial, mas sua exclusão do valor do investimento após a aplicação do método. A seguir, para fins de esclarecimento, encontra-se reproduzido o art. 9o da IN CVM 247, de 1996: Art. 9º - O valor do investimento, pelo método da equivalência patrimonial, será obtido mediante o seguinte cálculo: I - Aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da controlada; e II - Subtraindo-se, do montante referido no inciso I, os lucros não realizados, conforme definido no § 1º deste artigo, líquidos dos efeitos fiscais. § 1º - Para os efeitos do inciso II deste artigo, serão considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas, quando: a) - o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial da investidora; ou Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 93 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias b) - o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial de outras coligadas e controladas. § 2º - Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora, coligadas e controladas não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial. § 3º - Os lucros e os prejuízos, assim como as receitas e as despesas decorrentes de negócios que tenham gerado, simultânea e integralmente, efeitos opostos nas contas de resultado das coligadas e controladas, não serão excluídos para fins de cálculo do valor do investimento. Aplicando os conceitos acima aos dados do problema, temos: I – considerando a regra da Lei das S/A (1) situação inicial Dora - Sto Amaro ativo Passivo Outros sócios Caixa - Inv - Tida Z * 40% --------------PL 40% 60% Despesas Receitas Tida - Santa Maria ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL Z (2) Venda ocorrida no período (. ) Valor da venda para a investidora 400.000,00 (-) Valor contábil da mercadoria vendida (300.000,00) (=) Lucro auferido na venda para a investidora 100.000,00 (3) Situação final da investida Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 94 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL Z Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Tida - Santa Maria Despesas Receitas lucro novo PL (+) W (=) 750.000,00 conforme lançamentos ==> ganho 100.000,00 de apuração do resultado do exercício CMV 300.000,00 RBV 400.000,00 -- lucro ==> W (4) memória de cálculo de atualização do investimento, pela empresa investidora: Novo PL 750.000,00 (-) lucro não realizado (100.000,00) (=) Novo PL - para fins de aplicação do método da equivalência patrimonial 650.000,00 (*) % de participação 40,00% (=) valor atualizado do investimento 260.000,00 (5) configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir apresentada. Dora - Santo Amaro ativo Passivo Outros sócios Caixa - Estoque X Inv - Tida 260.000,00 --------------PL 40% 60% Despesas Receitas Tida - Santa Maria ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL 750.000,00 Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 95 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Pelo que foi acima exposto, considerando a regra do art. 248 da Lei das S/A (aplicável às sociedades anônimas de capital fechado), verifica-se que o investimento mantido pela empresa Santo Amaro na empresa Santa Maria deve ser avaliado por R$ 260.000,00, conforme alternativa (C). II – considerando a regra da IN CVM 247, de 1996. (1) situação inicial Dora - Sto Amaro ativo Passivo Outros sócios Caixa - Inv - Tida Z * 40% --------------PL 40% 60% Despesas Receitas Tida - Santa Maria ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL Z (2) Venda ocorrida no período (. ) Valor da venda para a investidora 400.000,00 (-) Valor contábil da mercadoria vendida (300.000,00) (=) Lucro auferido na venda para a investidora 100.000,00 (3) Situação final da investida Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 96 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL Z Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Tida - Santa Maria Despesas Receitas lucro novo PL (+) W (=) 750.000,00 conforme lançamentos ==> ganho 100.000,00 de apuração do resultado do exercício CMV 300.000,00 RBV 400.000,00 -- lucro ==> W (4) memória de cálculo de atualização do investimento, pela empresa investidora: Novo PL 750.000,00 (*) % de participação 40,00% (=) valor proporcional do investimento 300.000,00 (-) lucro não realizado (100.000,00) (=) valor atualizado do investimento 200.000,00 (5) configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir apresentada. Dora - Santo Amaro ativo Passivo Caixa - Estoque X Outros sócios Inv - Tida 200.000,00 --------------PL 40% 60% Despesas Receitas Tida - Santa Maria ativoPassivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL 750.000,00 Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 97 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Pelo que foi acima exposto, de acordo com a regra da IN CVM 247, de 1996, (aplicável às sociedades anônimas de capital aberto), verifica-se que o investimento mantido pela empresa Santo Amaro na empresa Santa Maria deve ser avaliado por R$ 200.000,00, conforme alternativa (B). Ora, enunciado permite duas interpretações corretas – com aplicação de duas matrizes normativas diferentes. Entre as alternativas da questão há resposta para ambas as interpretações. Nessa situação, a resolução da questão torna-se IMPOSSÍVEL. Portanto, salvo melhor juízo, entendo que essa questão devia ter sido anulada. II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Em que pesem as alterações normativas, os investimentos em controladas continuaram a ser avaliados pelo MEP e os ajustes por resultados não realizados continuam aplicáveis. Portanto, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. GABARITO 006 - B 3.2.14 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 2001 (ESAF) ENUNCIADO 58- Alfa S/A possui 22% das ações emitidas por Beta S/A. Beta S/A apurou lucro líquido do exercício no valor de R$ 40.000,00 e distribuiu 30% deste lucro para seus acionistas, na forma de dividendos. Sabendo-se que o investimento deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial, pode-se observar na escrituração contábil, em decorrência desses fatos, um a) débito de R$ 12.000,00 no passivo circulante de Beta S/A. b) crédito de R$ 12.000,00 no patrimônio líquido de Beta S/A. c) débito de R$ 8.800,00 no ativo circulante de Alfa S/A. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 98 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias d) débito de R$ 2.640,00 no ativo permanente de Alfa S/A. e) crédito de R$ 2.640,00 no ativo permanente de Alfa S/A. RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Trata-se de uma questão cuja resolução demanda o conhecimento dos lançamentos referentes a dividendos em investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial. A regra de registro de dividendos recebidos, quando a participação societária é avaliada pelo método da equivalência patrimonial, é simples: Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas pela equivalência patrimonial deverão ser registrados SEMPRE como redução do valor contábil do investimento – em oposição ao que ocorre no método do custo, no qual, os dividendos recebidos podem ser ALTERNATIVAMENTE registrados como receita ou como redução do investimento, conforme o caso. Isso ocorre porque todas as alterações sofridas pelo Patrimônio líquido da empresa investida deverão ser refletidas no valor contábil do investimento, na investidora. A destinação de dividendos configura uma redução na conta “lucros acumulados” da investida – e por conseqüência uma redução de seu PL, assim, pelo método da equivalência patrimonial, esse fato deverá corresponder a uma redução, proporcional, na conta Investimentos da empresa investidora. Aplicando esse conceito aos dados do enunciado, a figura a seguir ilustra a regra de aplicação do método da equivalência patrimonial no caso de recebimento de dividendos. Alfa S/A possui 22% das ações emitidas por Beta S/A. Beta S/A, conforme figura a seguir Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 99 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL X Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Dora - Alfa ativo Passivo Caixa - Outros sócios Inv - Tida X * 22% --------------PL 22% 78% Despesas Receitas Tida - Beta ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL X Foi colocado que a empresa Beta, apurou lucro líquido do exercício no valor de R$ 40.000,00, conforme balancete enviado à investidora Alfa abaixo: Tida - Beta Despesas Receitas lucro novo PL (+) 40.000,00 (=) X + 40.000,00 conforme lançamentos de apuração do resultado do exercício -- lucro ==> 40.000,00 Nesse caso, a empresa investidora Alfa S/A deverá atualizar o valor de seu investimento da seguinte forma: Novo PL X + 40.000,00 (*) % de participação 22,00% (=) valor atualizado do investimento (X+40.000,00)*22% (- ) valor inicial do investimento X * 22% (=) resultado em participações societárias - método da equivalência patrimonial 8.800,00 Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 100 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL demais contas do PL X LPA 40.000,00 Total do PL X+40.000,00 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias O fato contábil referente ao ajuste acima apurado encontra-se apresentado na figura a seguir: Caixa - Dora - Alfa ativo Passivo Inv - Tida X * 22% --------------PL 8.800,00 X * 22% + 8.800,00 Despesas Receitas RPPS-EP 8.800,00 O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora – Dora Alfa – é o seguinte: D = Investimentos - Tida - Beta C = a RPPS-EP 8.800,00 A configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir apresentada. Dora - Alfa ativo Passivo Outros sócios Caixa - Inv - Tida X*22% + 8.800,00 --------------PL 22% 78% Despesas Receitas Tida - Beta RPPS-EP 8.800,00 Foi informado, ainda, que após a apuração do resultado, a empresa Tida - Beta tenha deliberado distribuir 30% do lucro auferido a seus Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 101 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias acionistas, na forma de dividendos a pagar. Nessa situação, haverá o seguinte fato na empresa Tida - Beta Tida S/A ativo Passivo dividendos a pagar 12.000,00 (+) Bens (+) Outras obrigações Direitos --------------PL Demais contas do PL X LPA 40.000,00 PL após a distribuição de dividendos (12.000,00) X (+) 40.000,00 (-) 12.000,00 (=) X (+) 28.000,00 28.000,00 O correspondente lançamento na empresa Tida - Beta é o seguinte: D = LPA C = a Dividendos a pagar 12.000,00 Repare que o fato acima registrado resulta em uma redução do PL da empresa investida Tida - Beta, no valor de 12.000,00. Portanto, nesse caso, a empresa investidora Dora - Alfa deverá atualizar o valor de seu investimento da seguinte forma: 1 - Cálculo do valor atualizado do investimento - e sua redução por conta dos dividendos Novo PL X + 40.000 - 12.000 (*) % de participação - de Dora S/A no capital de Tida S/A 22,00% (=) valor atualizado do investimento(X + 40.000 - 12.000) * 22 (- ) valor inicial do investimento (X + 40.000) * 22% (=) redução do valor do investimento (2.640,00) 1 - Cálculo do valor dos dividendos a receber Total de dividendos destinados por Tida S/A aos acionistas 12.000,00 (*) % de participação - de Dora S/A no capital de Tida S/A 22,00% (=) valor dos dividendos a receber a que Dora S/A faz jus 2.640,00 Obs.: repare que o valor dos dividendos a receber é idêntico ao valor da redução do investimento O fato contábil referente ao ajuste acima apurado encontra-se apresentado na figura a seguir: Dora - Alfa ativo Passivo Caixa - Dividendos a receber 2.640,00 Inv - Tida X+8.800 --------------PL (2.640,00) X+6160 O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora – Dora - Alfa – é o seguinte: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 102 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias D = Dividendos a receber - Tida - Beta C = a Investimentos - Tida - Beta 2.640,00 Pelo método da equivalência patrimonial, o valor do investimento (registrado no ativo da empresa investidora) deve sempre acompanhar o valor do PL da empresa investida. Assim: - se a empresa investida tem lucro (seu PL aumenta), a empresa investidora deve aumentar o valor de seu investimento – em contrapartida de uma receita; - quando a empresa investida resolve distribuir dividendos (seu PL diminui), a empresa investidora deve reduzir o valor do seu investimento – em contrapartida do direito “dividendos a receber”. Cuidado! O examinador aproveita, parta induzir o estudante a erro, uma dificuldade vivenciada por vários candidatos, ao tentar resolver questões que envolvam o valor do resultado da empresa investida (a ser reconhecido pelo método da equivalência patrimonial na empresa investidora), e o valor dos dividendos (sobre esse resultado) destinados aos acionistas: o fato do estudante se perder ao tentar misturar os dois conceitos e os dois fatos (lucro e dividendos) em um único lançamento. Auferir lucro e distribuir dividendos são dois fatos contábeis separados que afetam o PL da empresa investida e cujos efeitos no investimento da empresa investidora devem ser registrados em separado, conforme acima apresentado. Feitas as considerações acima, analisaremos cada uma das assertivas do enunciado: a) débito de R$ 12.000,00 no passivo circulante de Beta S/A. Errado. É registrado um crédito no passivo circulante (dividendos a pagar) da investida Beta, no valor de R$ 12.000,00.. b) crédito de R$ 12.000,00 no patrimônio líquido de Beta S/A. Errado. É registrado um débito no PL (conta LPA) da investida Beta, no valor de 12.000,00. c) débito de R$ 8.800,00 no ativo circulante de Alfa S/A. Errado. É registrado um débito no ativo permanente (conta Investimentos) da investidora Alfa, no valor de 8.800,00. d) débito de R$ 2.640,00 no ativo permanente de Alfa S/A. Errado. É registrado um crédito no ativo no ativo permanente (conta Investimentos) da investidora Alfa, no valor de 2.640,00. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 103 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias e) crédito de R$ 2.640,00 no ativo permanente de Alfa S/A. Correto. Conforme lançamentos anteriormente apresentados. Pelo que foi acima exposto, verifica-se que a alternativa correta para a questão é a de letra (E). Nota de atualização. Posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ocorreu, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos. A alteração fundamental para essa questão foi a modificação da NOMENCLATURA. Onde está escrito “ativo permanente” deve-se ler “ativo não-circulante”. Com essa alteração: a- os lançamentos ficariam conforme abaixo: O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora – Dora Alfa – é o seguinte: D = Investimentos - Tida - Beta C = a RPPS-EP 8.800,00 O correspondente lançamento na empresa Tida - Beta é o seguinte: D = LPA C = a Dividendos a pagar 12.000,00 O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora – Dora - Alfa – é o seguinte: D = Dividendos a receber - Tida - Beta C = a Investimentos - Tida - Beta 2.640,00 b- as alternativas ficariam conforme a seguir: a) débito de R$ 12.000,00 no passivo circulante de Beta S/A. Errado. É registrado um crédito no passivo circulante (dividendos a pagar) da investida Beta, no valor de R$ 12.000,00. b) crédito de R$ 12.000,00 no patrimônio líquido de Beta S/A. Errado. É registrado um débito no PL (conta LPA) da investida Beta, no valor de 12.000,00. c) débito de R$ 8.800,00 no ativo circulante de Alfa S/A. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 104 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Errado. É registrado um débito no ativo NÃO-CIRCULANTE (conta Investimentos) da investidora Alfa, no valor de 8.800,00. d) débito de R$ 2.640,00 no ativo NÃO-CIRCULANTE de Alfa S/A. Errado. É registrado um crédito no ativo no ativo NÃO-CIRCULANTE (conta Investimentos) da investidora Alfa, no valor de 2.640,00. e) crédito de R$ 2.640,00 no ativo NÃO-CIRCULANTE de Alfa S/A. Correto. Conforme lançamentos anteriormente apresentados. Pelo que foi acima exposto, tomadas as providências sugeridas, verifica- se que a alternativa correta para a questão continua sendo a de letra (E). GABARITO 58 - E 3.2.15 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 2001 (ESAF) ENUNCIADO 59- Quando um investimento permanente é avaliado pelo método da equivalência patrimonial e a empresa controlada apura prejuízo líquido no exercício, teremos que contabilizar nos livros da controladora a) um crédito na conta Perdas em Investimentos. b) um crédito na conta Ações de Controladas. c) um crédito na conta Dividendos a Devolver. d) um débito na conta Ações de Controladas. e) um débito na conta Perdas em Investimentos. RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS No caso de investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial, a investidora deve realizar um ajuste (para aumentar ou reduzir o valor do seu investimento), conforme haja aumento ou redução no PL da investida. Esse ajuste é realizado no momento do balanço patrimonial, ou seja, para que a empresa investidora levante seu balanço patrimonial, ela deve atualizar o valor de seu investimento (quando avaliado pelo método da equivalência patrimonial). Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 105 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Os incisos I e II do artigo 248 da Lei das S/A dispõe que: (1) primeiro deverá ser determinado o valor do patrimônio líquido da empresa investida, através de um balanço ou balancete de verificação, para (2) em seguida, ser atualizado o valor do investimento, através da multiplicação do valor do patrimônio líquido da investida pelo respectivo percentual de participação. Para que seja feito esse ajuste, o balanço/balancete da empresa investida deveser referente à mesma data do balanço da empresa investidora, ou até sessenta dias antes. A seguir, para fins de clareza, o citado dispositivo encontra-se reproduzido: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas; II - o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada; Como o valor do investimento deverá guardar, sempre, uma mesma proporção com o valor do Patrimônio Líquido da investida, esta deverá entregar à investidora, em balanço ou balancete, os dados necessários à correta avaliação da participação societária. A situação ideal de comparação seria a existência de dados reportados à mesma data, ou seja, balanços realizados em datas coincidentes. Em decorrência da complexidade dos grupos econômicos, muitas vezes se torna necessário prazo para a obtenção e elaboração dos dados relativos às investidas. Por isso, a lei possibilitou a defasagem de até sessenta dias, mesmo em detrimento da exatidão do valor do investimento à data do levantamento do balanço. A variação do valor do Patrimônio Líquido da investida decorre, principalmente, da geração de resultados. Mas pode decorrer também de outros motivos como, por exemplo, novos aportes de Capital, ajustes Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 106 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias à conta de “Lucros Acumulados”, surgimento de reservas de capital ou de reavaliação. Como o investimento é avaliado por um percentual fixo, aplicável sobre o valor – variável – do Patrimônio Líquido da investida, poderá ter seu valor aumentado ou diminuído, afetando o resultado da investidora através de ganhos ou perdas na equivalência patrimonial. Nesse sentido, o inciso III do art. 248 da Lei das S/A determina que o aumento ou a redução no valor do investimento deverá ser considerado uma receita ou uma despesa sempre que decorrer de lucro ou prejuízo ocorrido na empresa investida ou corresponder a ganhos ou perdas efetivas, conforme a seguir: III - a diferença entre o valor do investimento, de acordo com o número II, e o custo de aquisição corrigido monetariamente; somente será registrada como resultado do exercício: a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada; b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos; c) no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. No caso da empresa investida apresentar prejuízo (no balanço ou balancete enviado à empresa investidora – para fins de atualização do valor do investimento pelo método da equivalência patrimonial): (1) o patrimônio líquido da empresa investida fica reduzido (por conta do prejuízo); (2) o investimento, no ativo da empresa investidora, será ajustado e deverá ser reduzido, proporcionalmente, pela aplicação do método; (3) o patrimônio da empresa investidora reduz-se – por conta desse ajuste – o que caracteriza uma despesa (que nesse curso denominaremos “resultados negativos em participações societárias – método da equivalência patrimonial – RPPS-EP”4). Para ilustrar a situação, é proposto o exemplo a seguir. Seja uma empresa investidora Dora S/A, que é titular de participação societária correspondente a 50% do capital da empresa investida Tida S/A, avaliada pelo método da equivalência patrimonial, conforme figura a seguir 4 Conforme já colocado neste curso, não há uma regra específica para nomes de contas, portanto essa despesa é, muitas vezes, denominada de (a) resultado devedor de equivalência patrimonial, (b) despesa de equivalência patrimonial, (c) perdas por equivalência patrimonial, etc. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 107 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL 1.000.000,00 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Dora ativo Passivo Outros sócios Caixa - Inv - Tida 500.000,00 --------------PL 50% 50% Despesas Receitas Tida ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL 1.000.000,00 Considere que a empresa Tida S/A, ao final do exercício, tenha apurado um prejuízo de R$ 300.000,00, conforme balancete enviado à investidora Dora S/A abaixo: Tida S/A Despesas Receitas Prejuízo novo PL (-) (300.000,00) (=) 700.000,00 conforme lançamentos de apuração do resultado do exercício prejuízo => (300.000,00) Nesse caso, a empresa investidora Dora S/A deverá atualizar o valor de seu investimento da seguinte forma: Novo PL 700.000,00 (*) % de participação 50,00% (=) valor atualizado do investimento 350.000,00 (- ) valor inicial do investimento (500.000,00) (=) resultado em participações societárias - método da equivalência patrimonial (150.000,00) Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 108 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL 700.000,00 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias O fato contábil referente ao ajuste acima apurado encontra-se apresentado na figura a seguir: Dora ativo Passivo Caixa - Inv - Tida 500.000,00 --------------PL (150.000,00) 350.000,00 Despesas Receitas RNPS-EP 150.000,00 O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora – Dora S/A – é o seguinte: D = RNPS-EP C = a Investimentos - Tida S/A 150.000,00 A configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir apresentada. Dora ativo Passivo Caixa - Outros sócios Inv - Tida 350.000,00 --------------PL 50% 50% Despesas Receitas Tida RNPS-EP 15.000,00 Repare que o valor do investimento – no ativo de Dora S/A – manteve- se na proporção de 50% do patrimônio líquido de Tida S/A. Como houve redução do valor de um ativo (participações societárias – inv. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 109 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Tida) sem o aparecimento de outro ativo ou o desaparecimento de uma obrigação, o patrimônio foi reduzido e, portanto, teve que ser registrada uma despesa (resultados negativos em participações societárias – método da equivalência patrimonial). Seguindo a metáfora da “sanfona”, nessecaso, o acordeão fechou o fole (o PL da de Tida S/A foi reduzido em R$ 300.000,00 – de R$ 1.000.000,00 para R$ 700.000,00), então o bandoneon também teve que fechar o fole – proporcionalmente (o investimento, do ativo de Dora S/A foi reduzido em 50% (*) R$ 300.000,00 (=) R$ 150.000,00 – de R$ 500.000,00 para R$ 350.000,00). Pelo que foi acima exposto, verifica-se que – no caso de prejuízo na investida – deve ser creditada a conta de investimento (do ativo permanente da investidora) Ações de Controladas, conforme alternativa (B). Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 49, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. GABARITO 59 - B 3.2.16 Analista de Controle Externo – TCU – 2002 (ESAF) Enunciado. 34- A empresa Cia. Aços Especiais investiu R$ 200.000,00 em ações da empresa S.A. Armamentos Gerais e contabilizou o investimento em “Ações de Coligadas”, constituindo uma participação acionária de 30%, a ser avaliada pelo método da equivalência patrimonial. No fim do exercício de 1999 a S.A. Armamentos Gerais contabilizou um lucro líquido anual de R$ 20.000,00 e destinou 25% desse lucro para dividendos na forma do lançamento abaixo: Lucros (ou Prejuízos) Acumulados Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 110 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias a Dividendos a Pagar Valor que ora se distribui aos acionistas...................R$ 5.000,00. Ao receber a comunicação sobre os dividendos propostos e contabilizados na forma acima, o Contador da empresa investidora, Cia. Aços Especiais, deverá promover o seguinte lançamento: a) Dividendos a Receber a Receitas de Dividendos R$ 1.500,00 b) Ações de Coligadas A Receitas de Dividendos R$ 1.500,00 c) Dividendos a Receber A Ações de Coligadas R$ 1.500,00 d) Dividendos a Receber A Receitas de Dividendos R$ 5.000,00 e) Ações de Coligadas A Receitas de Dividendos R$ 6.000,00 Resolução e comentários A regra de registro de dividendos recebidos, quando a participação societária é avaliada pelo método da equivalência patrimonial, é simples: Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas pela equivalência patrimonial deverão ser registrados SEMPRE como redução do valor contábil do investimento – em oposição ao que ocorre no método do custo, no qual, os dividendos recebidos podem ser ALTERNATIVAMENTE registrados como receita ou como redução do investimento, conforme o caso. Isso ocorre porque todas as alterações sofridas pelo Patrimônio líquido da empresa investida deverão ser refletidas no valor contábil do investimento, na investidora. A destinação de dividendos configura uma redução na conta “lucros acumulados” da investida – e por conseqüência uma redução de seu PL, assim, pelo método da equivalência patrimonial, esse fato deverá corresponder a uma redução, proporcional, na conta Investimentos da empresa investidora. A seguir, apresentaremos um exemplo – utilizando os dados do enunciado – que ilustra a regra de aplicação do método da equivalência patrimonial no caso de recebimento de dividendos. Seja uma empresa investidora Aços especiais é titular de participação societária correspondente a 30% do capital da empresa investida Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 111 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL 666.666,67 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Armamentos gerais. Essa participação é avaliada pelo método da equivalência patrimonial, conforme figura a seguir Dora - Aços especiais ativo Passivo Caixa - Outros sócios Inv - Tida 200.000,00 --------------PL 30% 70% Despesas Receitas Tida - Armamentos gerais ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL 666.666,67 Considere que a empresa Armamentos gerais, ao final do exercício, tenha apurado um lucro de R$ 20.000,00, conforme balancete enviado à investidora, abaixo: Tida S/A Despesas Receitas lucro novo PL (+) 20.000,00 (=) 686.666,67 conforme lançamentos de apuração do resultado do exercício -- lucro ==> 20.000,00 Nesse caso, a empresa investidora deverá atualizar o valor de seu investimento da seguinte forma: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 112 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Novo PL 686.666,67 (*) % de participação 30,00% (=) valor atualizado do investimento 206.000,00 (- ) valor inicial do investimento (200.000,00) (=) resultado em participações societárias - método da equivalência patrimonial 6.000,00 O fato contábil referente ao ajuste acima apurado encontra-se apresentado na figura a seguir: Dora ativo Passivo Caixa - Inv - Tida 200.000,00 --------------PL 6.000,00 206.000,00 Despesas Receitas RPPS-EP 6.000,00 O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora é o seguinte: D = Investimentos C = a RPPS-EP 6.000,00 A configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir apresentada. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 113 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL demais contas do PL 666.666,67 LPA 20.000,00 Total do PL 686.666,67 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Dora - Aços especiais ativo Passivo Outros sócios Caixa - Inv - Tida 206.000,00 --------------PL 30% 70% Despesas Receitas Tida - Armamentos gerais RPPS-EP 6.000,00 Considere, ainda, que após a apuração do resultado, a empresa Armamentos gerais tenha deliberado distribuir 25% do lucro auferido a seus acionistas, na forma de dividendos a pagar. Nessa situação, haverá o seguinte fato na empresa Armamentos gerais Tida - Armamentos gerais ativo Passivo dividendos a pagar 5.000,00 (+) Bens (+) Outras obrigações Direitos --------------PL Demais contas do PL 666.666,67 LPA 20.000,00 PL após a distribuição de dividendos (5.000,00) 686.666,67 (-) 5.000,00 (=) 681.666,67 681.666,67 O correspondente lançamento na empresa Armamentos gerais é o seguinte: D = LPA C = a Dividendos a pagar 5.000,00 Repare que o fato acima registrado resulta em uma redução do PL da empresa investida, de R$ 686.666,67 para R$ 681.666,67. Portanto, nesse caso, a empresa investidora deverá atualizar o valor de seu investimento da seguinte forma: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 114 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 1 - Cálculo do valor atualizado do investimento - e sua redução por conta dos dividendos Novo PL 681.666,67 (*) % de participação - de Dora S/A no capital de Tida S/A 30,00% (=) valor atualizado do investimento 204.500,00 (- ) valor inicial do investimento (206.000,00) (=) redução do valor do investimento (1.500,00) 1 - Cálculo do valor dos dividendos a receber Total de dividendos destinados por Tida S/A aos acionistas 5.000,00 (*) % de participação - de Dora S/A no capital de Tida S/A 30,00% (=) valor dos dividendos a receber a que Dora S/A faz jus 1.500,00 Obs.: repare que o valor dos dividendos a receber é idêntico ao valor da redução do investimento O fato contábil referente ao ajuste acima apurado encontra-se apresentado na figura a seguir: Dora - Aços especiais ativo Passivo Caixa - Dividendos a receber 1.500,00 Inv - Tida 206.000,00 --------------PL (1.500,00) 204.500,00 O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora é o seguinte: D = Dividendos a receber C = a Investimentos 1.500,00 A configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir apresentada. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 115 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Dividendos a pagar 5.000,00 --------------PL demais contas do PL 666.666,67 LPA 15.000,00 Total do PL 681.666,67 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Dora - Aços especiais ativo Passivo Caixa - Outros sócios dividendos a receber 1.500,00 Inv - Tida 204.500,00 --------------PL 30% 70% Despesas Receitas Tida - Armamentos gerais RPPS-EP 6.000,00 Pelo método da equivalência patrimonial, o valor do investimento (registrado no ativo da empresa investidora) deve sempre acompanhar o valor do PL da empresa investida. Assim: - se a empresa investida tem lucro (seu PL aumenta), a empresa investidora deve aumentar o valor de seu investimento – em contrapartida de uma receita; - quando a empresa investida resolve distribuir dividendos (seu PL diminui), a empresa investidora deve reduzir o valor do seu investimento – em contrapartida do direito “dividendos a receber”. De acordo com o que foi acima exposto, verifica-se que a alternativa correta para a questão é a alternativa de letra (C). Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 49, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. Gabarito Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 116 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 34 – C 3.2.17 Tribunal de Contas do Estado – TCE/RS – 2007 (FAURGS) ENUNCIADO 61. A avaliação dos investimentos pelo método da equivalência patrimonial tem como base (A) a variação do patrimônio líquido da investidora. (B) A Demonstração do Resultado do Exercício da investida. (C) A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido da investidora. (D) A Demonstração de Lucro e Prejuízos Acumulados da investida. (E)A variação do patrimônio líquido da investida. RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Trata-se de uma questão teórica, cuja resolução demanda apenas o conhecimento do disposto no art. 248 da Lei das S/A, a seguir transcrito em parte: Art. 248. ...: I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas; ... Pela legislação acima referida, percebe-se que o método da equivalência patrimonial tem como base a variação do PL da investida, conforme alternativa “E”. Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 49, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 117 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos: - a legislação referida não foi alterada em específico; e - os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. GABARITO E 3.2.18 TRT 10 - Analista Judiciário – Contabilidade (FCC-2004) ENUNCIADO Com base nos critérios contábeis aplicáveis aos investimentos societários, julgue o item seguinte. 67 Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas com base na equivalência patrimonial são registrados como redução do valor dos respectivos investimentos, no ativo da sociedade investidora. RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS A regra de registro de dividendos recebidos, quando a participação societária é avaliada pelo método da equivalência patrimonial, é simples: Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas pela equivalência patrimonial deverão ser registrados como redução do valor contábil do investimento – em oposição ao que ocorre no método do custo, no qual, os dividendos recebidos podem ser ALTERNATIVAMENTE registrados como receita ou como redução do investimento, conforme o caso. Isso ocorre porque todas as alterações sofridas pelo Patrimônio líquido da empresa investida deverão ser refletidas no valor contábil do investimento, na investidora. A destinação de dividendos configura uma redução na conta “lucros acumulados” da investida – e por conseqüência uma redução de seu PL, assim, pelo método da equivalência patrimonial, esse fato deverá corresponder a uma redução, proporcional, na conta Investimentos da empresa investidora. Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 118 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 49, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentostécnicos: - a legislação referida não foi alterada em específico; e - os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. GABARITO C (certo) 3.2.19 TRF 4a região - Analista Judiciário - Contadoria (FCC- jan/2001) ENUNCIADO 35. A controladora detém 60% do capital da investida, que teve no exercício um lucro de 5000 e lhe atribuiu lucros acumulados de 2000, resultando em acréscimo do valor desse seu investimento: (A) 1 000 (B) 1 800 (C) 3 000 (D) 5 000 (E) 7 000 RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja alteração – também – no gabarito da questão. I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 119 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Duas considerações são necessárias à resolução da questão: (1) que o investimento na controlada é relevante – e, portanto, avaliado pelo MEP e (2) que a única variação no PL da investida foi aquela decorrente do lucro referido no enunciado. Assim, na falta da informação do valor final do Patrimônio Líquido, devemos utilizar a informação do Lucro apurado (constante do enunciado), como sendo o único acréscimo ao valor do patrimônio para fins de cálculo da equivalência patrimonial, bem como o reconhecimento contábil (a débito) do investimento, sendo que a destinação do resultado requer o registro da transação (a crédito) no investimento também. A seguir, a visualização gráfica, bem como a memória de cálculos Conta Débito Crédito Participação na Investida (60% de 5.000.000) 3.000,00 A Resultado de Equivalência Patrimonial 3.000,00 Dividendos a Receber (conforme enunciado) 2.000,00 A Participação na Investida 2.000,00 Pela observação dos lançamentos acima, verifica-se que a conta representativa do investimento é debitada por 3 000 (pela equivalência patrimonial gerada pelo lucro) e creditada por 2 000 (pelo registro do dividendo destinado aos acionistas), o que nos mostra que a conta representativa do investimento sofreu um aumento líquido de 1 000. II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: (1) Regra original Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 120 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias abertas Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. (2) Regra intermediária Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 2008 – aplicável a companhias abertas Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, quando a investidora tenha influência significativa na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante; e III – o investimento em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. (3) Regra atual Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 121 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação da regra da Lei das S/A a companhias abertas. Equivalência patrimonial 30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação do método da equivalência patrimonial dos investimentos em coligadas classificados no ativo permanente. A partir da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os investimentos em sociedades em que a administração tenha influência significativa, ou nas quais participe com 20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos dispositivos na data de transição devem ser assim registrados: ... Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: - conceito original § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, sem controlá-la - conceito atual § 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ...§ 4o Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Pelas colocações acima, repare que, não sendo mais necessário que o investimento em controladas seja relevante para estar sujeito ao MEP, a primeira consideração – colocada no início dos comentários à resolução da presente questão – é desnecessária; facilitando a resolução da questão nos moldes acima propostos. As demais colocações apresentadas nos comentários à resolução continuam aplicáveis. Verifica-se, assim, que as respectivas conclusões apresentadas continuam válidas. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 122 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias GABARITO A 3.2.20 SEAD/UEPA - formação: ciências contábeis, CESPE/2008 ENUNCIADO empresas PL Particp. societária lucro auf. I 2.400,00 240,00 1.500,00 II 25.800,00 3.870,00 3.000,00 III 12.500,00 3.125,00 5.000,00 IV 7.580,00 2.653,00 6.000,00 V 25.800,00 1.290,00 10.000,00 A cia X, cujo patrimônio líquido é de R$ 32.500,00 investiu, nas empresas I, II, III, IV e V, os valores ilustrados no quadro acima. Essas empresas distribuíram 40% de seus resultados e já efetuaram o respectivo repasse aos investidores. Questão 35: Os valores que devem ser acrescidos ao ativo circulante e ao ativo permanente da cia X, respectivamente: a)R$1.780 e R$1.260 b)R$1.260 e R$1.780 c)R$1.260 e R$3.280 d)R$0 e R$4.450 RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Trata-se de uma questão de resolução rápida. Entretanto, antes da resolução propriamente dita, farei alguns comentários que considero importantes. Nota-se que não foram fornecidos dados suficientes para definição, com certeza de quais investimentos deveriam ser avaliados pelo MEP ou pelo CUSTO. Assim, há - em tese - várias opções de possíveis resoluções. Entretanto, é interessante verificar que o comportamento do ativo circulante (no que pertine aos dividendos) é independente do método de avaliação do investimento, conforme a seguir: (1) médoto do custo D = dividendos a receber (AC) C = a receita (resultado) XXX,XX (2) MEP Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 123 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias D = dividendos a receber (AC) C = a Investimento (AP) YYY,YY Ora, a partir da constatação acima, basta: (a) multiplicar o valor do lucro de cada investida pelo percentual de 40%, para achar o valor dos dividendos distribuídos por cada uma: I 1.500,00 (*) 40% (=) 600,00 II 3.000,00 (*) 40% (=) 1.200,00 III 5.000,00 (*) 40% (=) 2.000,00 IV 6.000,00 (*) 40% (=) 2.400,00 V 10.000,00 (*) 40% (=) 4.000,00 (b) identificar o percentual de participação em cada investida (dividindo o valor do investimento pelo valor do PL da respectiva investida): I - 240,00 (/) 2.400,00 (=) 10% II - 3.870,00 (/) 25.800,00 (=) 15% III - 3.125,00 (/) 12.500,00 (=) 25% IV - 2.653,00 (/) 7.580,00 (=) 35% V - 1.290,00 (/) 25.800,00 (=) 5% (c) multiplicar o valor dos dividendos distribuídos por cada investida pelo percentual de participação, para calcular o respectivo valor devido à investidora: I 600,00 (*) 10% (=) 60,00 II 1.200,00 (*) 15% (=) 180,00 III 2.000,00 (*) 25% (=) 500,00 IV 2.400,00 (*) 35% (=) 840,00 V 4.000,00 (*) 5% (=) 200,00 (d) somar os valores devidos à investidora I - 60,00 II - 180,00 III - 500,00 IV - 840,00 V - 200,00 Total - 1.780,00 A única alternativa com aumento do AC em 1.780,00 é a alternativa (A), que é o gabarito da questão. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 124 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Apenas para fins de esclarecimento, cabe colocar que, pelo valor do gabarito, apenas o investimento IV foi considerado avaliado pelo MEP, conforme memória de cálculo a seguir: variação do AP variação do AC empresas PL Particp. societária lucro auf. % part. MEP dividendos dividendos I 2.400,00 240,00 1.500,00 10% - - 60,00 II 25.800,00 3.870,00 3.000,00 15% - - 180,00 III 12.500,00 3.125,00 5.000,00 25% - - 500,00 IV 7.580,00 2.653,00 6.000,00 35% 2.100,00 (840,00) 840,00 V 25.800,00 1.290,00 10.000,00 5% - - 200,00 Totais 2.100,00 (840,00) 1.780,00 Variação AP 1.260,00 AC 1.780,00 NOTA DE ATUALIZAÇÃO Após a aplicação da prova cuja questão se encontra acima comentada, a Lei das S/A foi alterada pela Medida Provisória nº 449, de 2008. A modificação normativa relevante para a questão em comento foi a alteração de nomenclatura: (a) onde está escrito “ativo permanente”, (b) deve-se ler “ativo não-circulante”. Nesses termos , a tabela antes apresentada fica com a seguinte configuração: variação do ANC variação do AC empresas PL Particp. societária lucro auf. % part. MEP dividendos dividendos I 2.400,00 240,00 1.500,00 10% - - 60,00 II 25.800,00 3.870,00 3.000,00 15% - - 180,00 III 12.500,00 3.125,00 5.000,00 25% - - 500,00 IV 7.580,00 2.653,00 6.000,00 35% 2.100,00 (840,00) 840,00 V 25.800,00 1.290,00 10.000,00 5% - - 200,00 Totais 2.100,00 (840,00) 1.780,00 Variação ANC 1.260,00 AC 1.780,00 Pelo que foi acima exposto, verifica-se que – mesmo com a modificação normativa – o gabarito da questão permanece A. GABARITO A Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 125 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 3.2.21 Cespe 2008 – equivalência patrimonial BALANÇOS Cia A Cia B ativo caixa 1.000,00 1.000,00 estoques 1.000,00 1.000,00 investimento em B 2.800,00 imobilizado 3.000,00 3.000,00 total do ativo 7.800,00 5.000,00 passivo contas a pagar 2.600,00 1.200,00 patrimônio líquido 5.200,00 3.800,00 total do passivo 7.800,00 5.000,00 demonstração do resultado do exercício Cia A Cia B vendas 5.000,00 8.000,00 CMV (4.000,00) (5.500,00) lucro bruto 1.000,00 2.500,00 despesas (500,00) (500,00) resultado de equivalência patrimonial 1.360,00 lucro líquido 1.860,00 2.000,00 A Cia A detém 80% do capital da Cia. B. A Cia. B vendeu R$ 3.000,00 para a Cia. A. A Cia. A mantém R$ 800,00 das compras de B em estoque. A Cia. B vende com 30% de lucro sobre o valor das vendas. Com base nas informações e nas demonstrações contábeis acima apresentadas, em reais, e desconsiderando os efeitos tributários dos itens subseqüentes, julgue os itens a seguir. Enunciado 69- De acordo com a instrução CVM 247, o resultado de equivalência patrimonial informado na demonstração do resultado está incorreto, ou seja, o valor correto é de R$ 1.600,00 (R$ 2.000,00 × 80%). COMENTÁRIOS Venda de B para A: 3.000,00 Lucro da venda: 30% * 3.000,00 = 900,00 Custo da venda: 3.000,00 – 900,00 = 2.100,00 Lançamento: D = Caixa C = a Receita Bruta de vendas 3.000,00 Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 126 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações SocietáriasD = CMV C = a Estoques 2.100,00 No momento da venda: - Lucro no estoque da Cia A: 900,00 - Valor no estoque da Cia A: 3.000,00 No final do período: - Valor do estoque da Cia A: 800,00 - lucro no estoque da Cia A: (800,00 / 3.000,00) * 900,00 = 240,00 Memória de cálculo da equivalência patrimonial (segundo a IN CVM 247/96): PL da Cia B: 3.800,00 (*) percentual de participação: 80% (=) valor intermediário: 3.040,00 (-) lucro no estoque da Cia A: (240,00) (=) valor do investimento: 2.800,00 Valor da receita de equivalência patrimonial Lucro da Cia B: 2.000,00 (*) percentual de participação: 80% (=) valor intermediário: 1.600,00 (-) lucro no estoque da Cia A: (240,00) (=) receita de equivalência patrimonial: 1.360,00 Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração de pronunciamentos técnicos do CPC, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. gabarito: E Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 127 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 3.2.22 MDIC – Analista de Comércio Exterior – CESPE 2008 ENUNCIADO 51 Caso uma empresa adquira 20% das ações de outra, pelo valor de R$ 16.000.000,00, e o patrimônio líquido da investida seja composto pelo capital social de R$ 50.000.000,00, e por reservas, no valor de R$ 30.000.000,00, nessa situação, de acordo com o critério da equivalência patrimonial, a investidora deverá registrar em seu ativo R$ 10.000.000,00 a título de participação societária e R$ 6.000.000,00 a título de ágio. RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Ao adquirir a participação societária com intenção de permanência, faz- se necessário que a empresa investidora identifique, de imediato, a que método de avaliação estará sujeito o investimento. Se a avaliação se der pelo método custo, o valor contábil do investimento é o valor por ele pago, sem registro de qualquer ágio ou deságio referente à operação. Por outro lado, se o investimento estiver sujeito ao método da equivalência patrimonial, haverá: (1) uma primeira avaliação, quando do registro contábil da aquisição, com apuração de ágio ou deságio (eventualmente resultante da operação), que será registrado e mantido em conta específica, sujeita à amortização5, e (2) novas avaliações, a cada Balanço Patrimonial da Investidora. A aquisição de participação societária sujeita à equivalência patrimonial é uma operação significativa tanto para a investidora (Importante, do ponto de vista dos direitos societários adquiridos) como para a investida (em relação ao percentual de seu Capital Social que está sendo negociado). Faz-se necessário que uma operação de tal importância seja precedida do levantamento do balanço (por parte da investida) com, no máximo, defasagem de 60 dias de balanço patrimonial. A investidora deverá comparar o valor efetivamente despendido na operação de aquisição da participação com o valor patrimonial das ações ou quotas, tomando como base o valor do Patrimônio Líquido da investida constante desse Balanço Patrimonial. Este procedimento evidenciará a existência de ágio ou deságio na aquisição. 5 Além da amortização, o ágio também está sujeito à redução a seu valor recuperável. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 128 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias O ágio é um valor pago a maior (e deságio um valor pago a menor) com relação a um valor pré-definido, para algum bem. Portanto, ágio ou deságio na aquisição de participações societárias (avaliadas pelo método da equivalência patrimonial) são diferenças para mais ou para menos, existentes entre o valor de aquisição de um investimento e o valor patrimonial das ações ou quotas adquiridas, pois esse é seu valor pré- definido (o valor do PL da empresa investida, multiplicado pelo percentual de participação). Resumidamente: - Ágio – ocorre quando o valor pago pelo investimento excede ao valor patrimonial do investimento. - Deságio – ocorre quando o valor pago pelo investimento é menor que o valor patrimonial do investimento. Vistos o conceito, podemos resolver a questão, mediante uma simples memória de cálculo. Memória de cálculo: Capital 50.000,00 (+) reservas 30.000,00 (=) PL da investida 80.000,00 (*) percentual de participação 20% (=) valor contábil do investimento 16.000,00 Valor pago 16.000,00 (-) valor contábil do investimento (16.000,00) (=) ágio na aquisição de participação - Nessa situação, não há ágio e, portanto, o lançamento é simplesmente: D = investimento C = a caixa 16.000,00 Pelo que foi acima descrito, percebe-se que a assertiva está errada. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração de pronunciamentos técnicos do CPC, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. GABARITO 51 E Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 129 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 3.2.23 MPE/RR – Contador – 2008 – CESPE – Equivalência patrimonial Enunciado 68. Na empresa investidora, a contabilização de equivalência patrimonial com saldo devedor na investida proporciona débito no ativo permanente e crédito no resultado do exercício. Resolução e comentários A REDAÇÃO DESSA QUESTÃO ESTÁ SOFRÍVEL! A expressão “equivalência patrimonial com saldo devedor na investida” admite duas interpretação (com sentidos diferentes): (a) resultado devedor de equivalência patrimonial (interpretação utilizada pelo examinador – por dedução – pelo gabarito da questão); ou (b) investimento (no ativo) com saldo devedor (interpretação não considerada pelo examinador). Ora, cada uma dessas interpretações leva a uma conclusão diversa. Assim, entendo que – tecnicamente – essa questão devia ter sido anulada. Contudo, realizaremos sua resolução considerando a interpretação do examinador. Quando a investidora registra resultado devedor de equivalência patrimonial, ela está demonstrando o efeito que uma redução no PL da investidora teve no valor de seu investimento. Essa redução no PL da investida é – geralmente – devida a prejuízos por ela suportados. O exemplo a seguir ilustra a situação acima referida. No caso da empresa investida apresentar prejuízo (no balanço ou balancete enviado à empresa investidora – para fins de atualização do valor do investimento pelo método da equivalência patrimonial): (1) o patrimônio líquido da empresa investida fica reduzido (por conta do prejuízo); (2) o investimento, no ativo da empresa investidora, será ajustado e deverá ser reduzido, proporcionalmente, pela aplicação do método; (3) o patrimônio da empresa investidorareduz-se – por conta desse ajuste – o que caracteriza uma despesa (que nesse curso denominaremos “resultados negativos em participações societárias – método da equivalência patrimonial – RPPS-EP”6). 6 Conforme já colocado neste curso, não há uma regra específica para nomes de contas, portanto essa despesa é, muitas vezes, denominada de (a) resultado devedor Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 130 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Para ilustrar a situação, é proposto o exemplo a seguir. Seja uma empresa investidora Dora S/A, que é titular de participação societária correspondente a 50% do capital da empresa investida Tida S/A, avaliada pelo método da equivalência patrimonial, conforme figura a seguir Dora ativo Passivo Outros sócios Caixa - Inv - Tida 500.000,00 --------------PL 50% 50% Despesas Receitas Tida ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL 1.000.000,00 Considere que a empresa Tida S/A, ao final do exercício, tenha apurado um prejuízo de R$ 300.000,00, conforme balancete enviado à investidora Dora S/A abaixo: de equivalência patrimonial, (b) despesa de equivalência patrimonial, (c) perdas por equivalência patrimonial, etc. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 131 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL 1.000.000,00 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Tida S/A Despesas Receitas Prejuízo novo PL (-) (300.000,00) (=) 700.000,00 conforme lançamentos de apuração do resultado do exercício prejuízo => (300.000,00) Nesse caso, a empresa investidora Dora S/A deverá atualizar o valor de seu investimento da seguinte forma: Novo PL 700.000,00 (*) % de participação 50,00% (=) valor atualizado do investimento 350.000,00 (- ) valor inicial do investimento (500.000,00) (=) resultado em participações societárias - método da equivalência patrimonial (150.000,00) O fato contábil referente ao ajuste acima apurado encontra-se apresentado na figura a seguir: Dora ativo Passivo Caixa - Inv - Tida 500.000,00 --------------PL (150.000,00) 350.000,00 Despesas Receitas RNPS-EP 150.000,00 O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora – Dora S/A – é o seguinte: D = RNPS-EP C = a Investimentos - Tida S/A 150.000,00 Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 132 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Total do PL 700.000,00 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias A configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir apresentada. Dora ativo Passivo Caixa - Outros sócios Inv - Tida 350.000,00 --------------PL 50% 50% Despesas Receitas Tida RNPS-EP 15.000,00 Repare que o valor do investimento – no ativo de Dora S/A – manteve- se na proporção de 50% do patrimônio líquido de Tida S/A. Como houve redução do valor de um ativo (participações societárias – inv. Tida) sem o aparecimento de outro ativo ou o desaparecimento de uma obrigação, o patrimônio foi reduzido e, portanto, teve que ser registrada uma despesa (resultados negativos em participações societárias – método da equivalência patrimonial). Seguindo a metáfora da “sanfona”, nesse caso, o acordeão fechou o fole (o PL da de Tida S/A foi reduzido em R$ 300.000,00 – de R$ 1.000.000,00 para R$ 700.000,00), então o bandoneon também teve que fechar o fole – proporcionalmente (o investimento, do ativo de Dora S/A foi reduzido em 50% (*) R$ 300.000,00 (=) R$ 150.000,00 – de R$ 500.000,00 para R$ 350.000,00). Pelo que foi acima exposto, o registro – pela investidora – de resultado devedor de equivalência patrimonial consiste no seguinte lançamento: D = resultado negativo de EP (despesa) C = a investimento (ativo permanente) X Portanto, verifica-se que a assertiva está errada. NOTA DE ATUALIZAÇÃO Após a aplicação da prova cuja questão se encontra acima comentada, a Lei das S/A foi alterada pela Medida Provisória nº 449, de 2008. A modificação normativa relevante para a questão em comento foi a Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 133 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias alteração de nomenclatura: (a) onde está escrito “ativo permanente”, (b) deve-se ler “ativo não-circulante”. Tomando-se essa providência, vemos que o registro – pela investidora – de resultado devedor de equivalência patrimonial consiste no seguinte lançamento: D = resultado negativo de EP (despesa) C = a investimento (ativo não-circulante) X Portanto, verifica-se que a assertiva continua errada. Gabarito 68 E 3.2.24 STN-2008 (ESAF) Questão 30 – Equivalência Patrimonial Enunciado 30- A empresa Alfa Beta S/A comprou 10 mil ações de Delta Ômega S/A ao custo unitário de R$ 14,00, quando o valor patrimonial dessas ações era avaliado em apenas R$ 10,00. Entretanto, em 31 de dezembro de 2007, a empresa Delta Ômega mostrou sua capacidade de negócios apresentando um lucro líquido da ordem de 70% do capital, tendo dele distribuído, como dividendos aos acionistas, o equivalente a 20% do capital social. As operações, na empresa Alfa Beta, são avaliadas e contabilizadas pelo método da equivalência patrimonial. Em 15 de janeiro de 2008, ao vender essas ações a R$ 15,00 por unidade, Alfa Beta terá computado um lucro efetivo de a) R$ 70.000,00. b) R$ 50.000,00. c) R$ 30.000,00. d) R$ 10.000,00. e) R$ 0,00. Resolução e Comentários Antes de resolver a questão propriamente dita, cabem algumas críticas ao enunciado. A frase, do enunciado, “... em 31 de dezembro de 2007, a empresa Delta Ômega mostrou sua capacidade de negócios apresentando um lucro líquido da ordem de 70% do capital, tendo dele distribuído, como dividendos aos acionistas, o equivalente a 20% do capital social” é INCONCLUSIVA, pois não são especificados os valores do “capital” ou do “capital social”, nela referidos. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 134 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Ora, sem essa informação, fica impossível calcular o valor do lucro líquido e dos dividendos pagos por Delta Ômega. Assim, para que seja possível a resolução da questão, vamos considerar que o capital, o capital social e o PL sejam equivalentes (que – no início do período – somente haja a conta “capital” no PL de Delta Ômega). Outra simplificação que deve ser feita é a não-amortização do ágio pago na aquisição do investimento durante o período tratado na questão. O que – também – não é o que ocorre. Aceitas essas duas premissas, é possível resolver a questão, pelo acompanhamento do fluxo de valores recebido a partir do investimento e – também – pelas regras de equivalência patrimonial. I - Considerando o fluxo de valores, gerado pelo investimento: (1) Apuração do ganho na venda do investimento Valor de venda 15,00 (*) 10.000,00 (=) 150.000,00 (-)Valor decompra 14,00 (*) 10.000,00 (=) 140.000,00 (=) ganho na venda 10.000,00 (2) Receita recebida de dividendos Capital social (parte relativa à investidora) 10.000,00 (*) 10,00 (=) 100.000,00 (*) Percentual distribuído 20% (=) Receita de dividendos 20.000,00 (3) somatório – (1) + (2) ganho na venda 10.000,00 (+) Receita de dividendos 20.000,00 (=) lucro efetivo 30.000,00 (2) considerando a receita de equivalência patrimonial Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 135 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias (1) investimento inicial – 140.000,00 Investimento 100.000,00 (+) ágio 40.000,00 (=) total 140.000,00 (2) resultado de equivalência patrimonial – 70.000,00 Investimento 170.000,00 (+) ágio 40.000,00 (=) total 210.000,00 Obs.: receitas de 70.000,00 (3) dividendos – 20.000,00 Investimento 150.000,00 (+) ágio 40.000,00 (=) total 190.000,00 (4) alienação por – 150.000,00 Receitas de alienação 150.000,00 (-) Custo total do investimento (190.000,00) (=) perda (40.000,00) (5) cômputo do ganho efetivo ( ) receita de equivalência patrimonial 70.000,00 (-) perda na alienação (40.000,00) (=) ganho efetivo 30.000,00 Em que pese termos conseguido calcular o valor considerado como gabarito da questão, reitero, pela necessidade de considerar premissas que não estavam no enunciado, entendo que a questão deveria ter sido anulada. Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração de pronunciamentos técnicos do CPC, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, que as conclusões – inclusive as críticas – apresentadas nos comentários acima continuam válidas. Gabarito 30 C Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 136 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 3.3 Método do custo 3.3.1 AFRF 2003 – contabilidade avançada Enunciado 09- A Cia. ABC adquire 2% do total de ações da Cia. Lavandisca. Na ocasião da operação, o preço acordado envolvia o valor das ações e dividendos adquiridos, relativos a saldos, de Reservas e Lucros Acumulados, pré-existentes e ainda não distribuídos. No momento em que ocorrer o efetivo pagamento dos dividendos referentes a esses itens, o tratamento contábil dado a esse evento deverá ser: a) creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de receita não operacional em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. b) ajustar o resultado do exercício e creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de deságio em aquisição de investimentos permanentes em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. c) lançar o valor correspondente a esse dividendo a crédito da conta participação societária em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. d) registrar os dividendos recebidos como receita operacional em contrapartida ao lançamento de débito na conta caixa. e) considerar o valor recebido como receita não operacional e debitando em contrapartida da conta ágio em investimentos societários. Comentários De início, cumpre esclarecer que – com 2% de participação – o investimento não está sujeito ao MEP, sendo avaliado, portanto, pela regra geral – que é o método do custo. Esclarecido o método de avaliação do investimento, é necessário colocar que – como regra geral – os dividendos a receber relativos a investimentos avaliados pelo método do custo devem ser registrados a crédito de receita. Ocorre que, como exceção, quando os valores dos dividendos já estavam inclusos no preço da participação adquirida, esse registro deve ser realizado a crédito do próprio investimento. Portanto o lançamento correto é o seguinte: D = dividendos a receber C = a investimentos – participações societárias Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 137 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Conforme já colocado, este é o caso da ação já comprada com os valores de dividendos incluídos. Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos, os conceitos necessários à resolução da questão não foram objeto de modificação. Verifica-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. Gabarito - C 3.3.2 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) ENUNCIADO 7. O recebimento de dividendos de participações societárias avaliados pelo custo deve ser registrado, na escrituração da empresa investidora, a crédito de conta representativa (A) de receita operacional. (B) de receita não-operacional. (C) de resultado da eqüivalência patrimonial. (D) da própria participação societária. (E) de deságio na aquisição de investimentos. RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Trata-se de questão cuja resolução demanda o conhecimento do tratamento dado aos dividendos recebidos de investimentos avaliados pelo método do custo. Os dividendos são a parte do lucro que cabe a cada ação e que, a partir desse conceito, os dividendos a receber são a parte do lucro que – cabendo à ação – a empresa investida entrega ao acionista (empresa investidora). O registro dos dividendos a receber, referentes a investimentos avaliados pelo método do custo está sujeito a duas regras: (1) a primeira, regra geral, em que o surgimento do direito ao recebimento dos dividendos é registrado a crédito de receitas operacionais e (2) uma regra especial, em que o surgimento do direito ao recebimento dos dividendos é registrado a crédito do próprio investimento – resultando em uma redução do investimento. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 138 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Quanto à regra geral, basta lembrar que – como no método do custo, o valor original não é alterado no tempo – a entrada de um direito ao recebimento de dividendos (referentes ao lucro apurado pela empresa investida) aumenta o patrimônio da empresa investidora e assim consiste em receita. Quanto à regra especial, cumpre referir que se trata de uma presunção de que o lucro então distribuído não foi gerado após a aquisição do investimento e, portanto, já fazia parte do patrimônio da empresa investida quando da aquisição da participação societária (compondo o valor por ela pago), introduzida pelo art. 20 do Decreto-lei n° 2.072, de 1983, a seguir: Art. 2º Os lucros ou dividendos recebidos pela pessoa jurídica, em decorrência de participação societária avaliada pelo custo de aquisição, adquirida até seis meses antes da data da respectivapercepção, serão registrados pelo contribuinte como diminuição do valor do custo e não influenciarão as contas de resultado. Nessa situação, considerando a regra geral, temos como resposta a alternativa (A) receita operacional e, considerando a regra especial, teríamos como resposta a alternativa (D) a própria participação societária. Tal questão merece crítica, por não ter sido clara quanto ao fato dos lucros distribuídos (na forma de dividendos) terem sido auferidos antes ou após a aquisição do investimento, pela empresa investidora que recebe os dividendos. Entendo que merece recurso, porém sua anulação é mais difícil, visto que entre uma regra geral e uma exceção, o examinador pode argumentar que preferir-se-ia a regra geral. Ainda assim, repito, a questão merece crítica. Nota de atualização. Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos, os conceitos necessários à resolução da questão não foram objeto de modificação. Verifica-se, assim, que as conclusões – inclusive as críticas – apresentadas nos comentários acima continuam válidas. GABARITO Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 139 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 007 - A 3.4 Outros assuntos – relativos a participações societárias 3.4.1 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) ENUNCIADO 2. É INCORRETO afirmar: (A) A situação de passivo a descoberto ocorre quando o valor do passivo exigível da sociedade é superior ao montante dos bens e direitos que compõe o seu ativo. (B) No balanço patrimonial as contas do ativo são classificadas em ordem crescente do grau de liquidez, enquanto as contas do passivo são classificadas em ordem crescente do grau de exigibilidade. (C) A diferença entre o valor total do ativo circulante e o valor total passivo circulante de uma entidade representará o montante do capital circulante líquido. (D) O objeto e o campo de aplicação da contabilidade são respectivamente o patrimônio e a azienda. (E) Os investimentos relevantes em sociedades controladas, ou coligadas com participação mínima de 20% no capital social ou que tenha influência na administração, serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial. RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS Antes da resolução da questão, cabe uma explicação, pelo fato dela estar sendo apresentada neste ponto. Esta é uma questão teórica, cuja resolução demanda o conhecimento de vários conceitos, incluindo: (1) o texto da Lei das S/A e (2) a teoria contábil. Portanto, neste ponto da matéria, o aluno deve estar preparado para entender todos esses assuntos, na resolução da questão referidos. Para resolução da questão, portanto, analisaremos – individualmente – cada uma das assertivas do enunciado, apresentando os comentários pertinentes. (A) A situação de passivo a descoberto ocorre quando o valor do passivo exigível da sociedade é superior ao montante dos bens e direitos que compõe o seu ativo. A assertiva trata apenas da definição de passivo a descoberto (sem fazer qualquer referência a sua localização no Balanço Patrimonial). Trata-se de uma assertiva correta. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 140 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias A título de ilustração, cabe colocar que à época da prova, havia definição dada pelo CFC na NBC-T (Norma Brasileira de Contabilidade – Técnica) de n° 03 – conceito, estrutura e nomenclatura das demonstrações contábeis. Tal norma, em seu item 3.2.2.13 determinava que, no caso de Patrimônio Líquido negativo, seu valor deve ser demonstrado após o ativo, conforme a seguir transcrito. 3.2.2.13 – No caso do patrimônio líquido ser negativo, será demonstrado após o Ativo, e seu valor final denominado de Passivo a Descoberto. O item 3.2.2.13 foi alterados pela Resolução CFC n° 847, de 16 de junho de 1999. Saliente-se que este item foi excluído, a partir de 08/11/2005, pela Resolução CFC n° 1.049/05 – remanescendo, entretanto, a denominação “Passivo a Descoberto” para o caso de PL negativo, deixando apenas de existir a determinação de sua apresentação após o ativo. Saliente-se que a apresentação fica ao final do passivo (respeitando o sinal negativo do saldo). Assim, mesmo com a alteração normativa posteriormente ocorrida, a assertiva continua sendo CORRETA. (B) No balanço patrimonial as contas do ativo são classificadas em ordem crescente do grau de liquidez, enquanto as contas do passivo são classificadas em ordem crescente do grau de exigibilidade. Errado. O ativo está disposto em grupos de contas homogêneas ou de mesma características e tem seus itens agrupados de acordo com a sua liquidez, isto é, de acordo com a rapidez com que podem ser convertidos em dinheiro, nos termos do art. 178 da Lei das S/A, a seguir: Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. § 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: ... . (grifos na transcrição) No que diz respeito à disposição das contas do passivo, a lei das S/A não é tão clara, quanto quando trata do ativo, indicando apenas, em seu art. 178 § 2o, que os grupos Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 141 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias componentes do passivo deverão ser apresentados na ordem crescente do prazo de exigibilidade, conforme a seguir: § 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: a) passivo circulante; b) passivo exigível a longo prazo; c) resultados de exercícios futuros; d) ... . Assim, a classificação dos elementos do passivo não deve ser necessariamente na ordem crescente do prazo de exigibilidade mas, pelo menos, a apresentação dos grupos do passivo deve ser realizada com base no mesmo princípio que norteia a classificação dos elementos do ativo – o prazo: (1) no ativo, o prazo de realização, (2) no passivo, o prazo de exigibilidade. A presente questão confunde prazo de exigibilidade com grau de exigibilidade – que são conceitos opostos. Ora, um prazo de exigibilidade maior implica um grau de exigibilidade menor. Assim, por decorrência lógica, o passivo (pelo menos seus grupos) deveria ser classificado na ordem decrescente do grau de exigibilidade. (C) A diferença entre o valor total do ativo circulante e o valor total passivo circulante de uma entidade representará o montante do capital circulante líquido. Correto. Este era um conceito utilizado na elaboração da DOAR – Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, prevista no art. 188 da Lei das S/A (em sua redação anterior), a seguir: Art. 188. A demonstração das origens e aplicações de recursos indicaráas modificações na posição financeira da companhia, discriminando: I - as origens dos recursos, agrupadas em: ... II - as aplicações de recursos, agrupadas em: ... III - o excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações, representando aumento ou redução do capital circulante líquido; Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 142 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias IV - os saldos, no início e no fim do exercício, do ativo e passivo circulantes, o montante do capital circulante líquido e o seu aumento ou redução durante o exercício. Saliente-se que os incisos III e IV da Lei das S/A estão vigendo até o presente momento, assim o conceito de CCL continua o mesmo. (D) O objeto e o campo de aplicação da contabilidade são respectivamente o patrimônio e a azienda. Correto. Por campo, entende-se aquela parcela da realidade estudada por uma ou mais ciências. A Contabilidade, portanto, tem como campo a azienda. Por azienda, entende-se toda entidade organizada passível de ter um patrimônio (bens, direitos e obrigações). Por objeto, entende-se o viés, o ponto de vista, a preocupação principal que a ciência tem ao observar seu campo de estudo. No caso, a Contabilidade apresenta como seu objeto o patrimônio, entendido como o conjunto de bens, direitos e obrigações referentes à azienda. O conceito de patrimônio, como objeto da Contabilidade está formalizado na, Resolução 774, de 1994, do Conselho Federal de Contabilidade – CFC, a seguir: Item 1.1 - A Contabilidade possui objeto próprio – o Patrimônio das Entidades – e consiste em conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condições de generalidade, certeza e busca das causas, em nível qualitativo semelhante às demais ciências sociais. (E) Os investimentos relevantes em sociedades controladas, ou coligadas com participação mínima de 20% no capital social ou que tenha influência na administração, serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial. A assertiva estava correta, conforme art. 248 da Lei das S/A vigente à época da prova, a seguir: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 143 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas; II - o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada; III - a diferença entre o valor do investimento, de acordo com o número II, e o custo de aquisição corrigido monetariamente; somente será registrada como resultado do exercício: a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada; b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos; c) no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. § 1º Para efeito de determinar a relevância do investimento, nos casos deste artigo, serão computados como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da companhia contra as coligadas e controladas. § 2º A sociedade coligada, sempre que solicitada pela companhia, deverá elaborar e fornecer o balanço ou balancete de verificação previsto no número I. Como a questão busca a alternativa incorreta, conclui-se pela asssertiva (B) como resposta. Nota de atualização. Posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ocorreram, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 49, de 2008) e (2) a elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros pronunciamentos técnicos. Assim, analisaremos – de novo – cada uma das assertivas, à luz, porém, da legislação atualmente em vigor. (A) A situação de passivo a descoberto ocorre quando o valor do passivo exigível da sociedade é superior ao montante dos bens e direitos que compõe o seu ativo. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 144 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias A assertiva trata apenas da definição de passivo a descoberto (sem fazer qualquer referência a sua localização no Balanço Patrimonial). Trata-se de uma assertiva correta. A título de ilustração, cabe colocar que à época da prova, havia definição dada pelo CFC na NBC-T (Norma Brasileira de Contabilidade – Técnica) de n° 03 – conceito, estrutura e nomenclatura das demonstrações contábeis. Tal norma, em seu item 3.2.2.13 determinava que, no caso de Patrimônio Líquido negativo, seu valor deve ser demonstrado após o ativo, conforme a seguir transcrito. 3.2.2.13 – No caso do patrimônio líquido ser negativo, será demonstrado após o Ativo, e seu valor final denominado de Passivo a Descoberto. O item 3.2.2.13 foi alterados pela Resolução CFC n° 847, de 16 de junho de 1999. Saliente-se que este item foi excluído, a partir de 08/11/2005, pela Resolução CFC n° 1.049/05 – remanescendo, entretanto, a denominação “Passivo a Descoberto” para o caso de PL negativo, deixando apenas de existir a determinação de sua apresentação após o ativo. Saliente-se que a apresentação fica ao final do passivo (respeitando o sinal negativo do saldo). Assim, mesmo com a alteração normativa posteriormente ocorrida, a assertiva continua sendo CORRETA. (B) No balanço patrimonial as contas do ativo são classificadas em ordem crescente do grau de liquidez, enquanto as contas do passivo são classificadas em ordem crescente do grau de exigibilidade. Errado. O ativo está disposto em grupos de contas homogêneas ou de mesma características e tem seus itens agrupados de acordo com a sua liquidez, isto é, de acordo com a rapidez com que podem ser convertidos em dinheiro, nos termos do art. 178 da Lei das S/A, a seguir: Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 145 de 165 reservas de capital, reservas de lucros, Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias § 1º No ativo, as contasserão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: ... . (grifos na transcrição) No que diz respeito à disposição das contas do passivo, a lei das S/A não é tão clara, quanto quando trata do ativo, indicando apenas, em seu art. 178 § 2o, que os grupos componentes do passivo deverão ser apresentados na ordem crescente do prazo de exigibilidade, conforme a seguir: § 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: I - passivo circulante; (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) II - passivo não-circulante; e (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) III - patrimônio líquido, dividido em capital social, ajustes de avaliação patrimonial, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Assim, a classificação dos elementos do passivo não deve ser necessariamente na ordem crescente do prazo de exigibilidade mas, pelo menos, a apresentação dos grupos do passivo deve ser realizada com base no mesmo princípio que norteia a classificação dos elementos do ativo – o prazo: (1) no ativo, o prazo de realização, (2) no passivo, o prazo de exigibilidade. A presente questão confunde prazo de exigibilidade com grau de exigibilidade – que são conceitos opostos. Ora, um prazo de exigibilidade maior implica um grau de exigibilidade menor. Assim, por decorrência lógica, o passivo (pelo menos seus grupos) deveria ser classificado na ordem decrescente do grau de exigibilidade. (C) A diferença entre o valor total do ativo circulante e o valor total passivo circulante de uma entidade representará o montante do capital circulante líquido. Correto. Este era um conceito utilizado na elaboração da DOAR – Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, prevista no art. 188 da Lei das S/A (em sua redação anterior). Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 146 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Saliente-se que o art. 188 foi totalmente alterado, tendo sido retirada a referência ao CCL. Entretanto, o conceito – teórico – de CCL continua o mesmo. (D) O objeto e o campo de aplicação da contabilidade são respectivamente o patrimônio e a azienda. Correto. Por campo, entende-se aquela parcela da realidade estudada por uma ou mais ciências. A Contabilidade, portanto, tem como campo a azienda. Por azienda, entende-se toda entidade organizada passível de ter um patrimônio (bens, direitos e obrigações). Por objeto, entende-se o viés, o ponto de vista, a preocupação principal que a ciência tem ao observar seu campo de estudo. No caso, a Contabilidade apresenta como seu objeto o patrimônio, entendido como o conjunto de bens, direitos e obrigações referentes à azienda. O conceito de patrimônio, como objeto da Contabilidade está formalizado na, Resolução 774, de 1994, do Conselho Federal de Contabilidade – CFC, a seguir: Item 1.1 - A Contabilidade possui objeto próprio – o Patrimônio das Entidades – e consiste em conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condições de generalidade, certeza e busca das causas, em nível qualitativo semelhante às demais ciências sociais. (E) Os investimentos relevantes em sociedades controladas, ou coligadas com participação mínima de 20% no capital social ou que tenha influência na administração, serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial. A assertiva estava correta, conforme art. 248 da Lei das S/A vigente à época da prova. Saliente-se que, atualmente, TODO investimento em que a investidora possua influência relevante deve ser avaliado pelo MEP, conforme a seguir: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... Art. 243. ... ... Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 147 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias § 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... § 4o Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Pelo que foi acima exposto, mesmo ocorrendo modificações legislativas, O gabarito continuaria sendo o mesmo – alternativa B. GABARITO B 3.4.2 Analista Judiciário STF (CESPE 2008)–provisão para perda em investimento ENUNCIADO 91. O registro da provisão para perda de investimentos afetará o saldo do ativo permanente e também o saldo do resultado do exercício de maneira negativa. O registro da perda de investimentos provisionada será a débito da provisão para perda de investimentos e a crédito da conta de investimento. RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS A resolução dessa questão demanda um esclarecimento inicial: a definição do INVESTIMENTO que está sujeito a perdas. Caso se trate de um investimento temporário, não haverá falar em saldo do permanente (pois o investimento estará registrado no ativo circulante – AC), ao contrário, caso se trata de um investimento permanente, que deve ser registrado no ativo permanente investimento – APinv – teremos a provisão reduzindo o ativo permanente. Assim, de uma forma mais rígida e formal, entendo que a questão esteja sujeita a críticas, sendo – inclusive – passível de recurso, requerendo-se sua anulação. Entretanto, como no enunciado é referido Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 148 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias o termo “permanente” e, repetidamente, o termo “investimento” (dando a entender que se trata de Ativo Permanente Investimento), vamos resolver a questão considerando que o “investimento” a que o enunciado se refere seja um investimento permanente, lembrando que ele pode ser registrado, alternativamente, pelos métodos do custo ou da equivalência patrimonial. O critério de avaliação das participações societárias no método do custo é, simplesmente, a aplicação do Princípio Fundamental de Contabilidade do Registro pelo Valor Original. Ocorre que, juntamente com o princípio do Registro pelo Valor Original, deve ser aplicado o Princípio Fundamental de Contabilidade da Prudência determinado pelo art. 10 da Resolução CFC n° 750, de 1993 e, em especial, seu parágrafo 2o. A seguir, para fins de esclarecimento, o citado artigo encontra-se parcialmente transcrito: Art. 10. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alteremo patrimônio líquido. § 1º O Princípio da PRUDÊNCIA impõe a escolha da hipótese de que resulte menor patrimônio líquido, quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos demais Princípios Fundamentais de Contabilidade. § 2º Observado o disposto no art. 7º, o Princípio da PRUDÊNCIA somente se aplica às mutações posteriores, constituindo-se ordenamento indispensável à correta aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA. Repare que, caso ocorra uma mutação posterior – reduzindo o valor do investimento – essa mutação deve ser reconhecida no patrimônio, com a respectiva constituição de uma provisão7. Nesse sentido, a Lei das S/A determina, em seu art. 183, III, a constituição de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor8, quando essa perda estiver comprovada como permanente,nos seguintes termos: 7 Quanto ao conceito de provisão, cabe colocar que se trata de uma perda já incorrida, sobre a qual pairam dúvidas quanto ao efetivo valor e/ou ao momento de sua liquidação, ou seja, “uma perda na penumbra”. 8 Conforme já visto neste curso, cumpre referir que a idéia mais simples e didática para exprimir o conceito de “realização” é a de que “realizar algo” equivale a “transformar essa coisa em outra – geralmente na sua troca por dinheiro ou na sua perda”. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 149 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: … III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; … Assim, a provisão para perdas deverá ser constituída para cobrir as perdas prováveis, porém comprovadamente permanentes, na realização do investimento. Normalmente, para determinar se uma empresa investidora tem perdas com seus investimentos em outras sociedades, é necessário saber qual a situação dessas outras sociedades. Para tanto, a base normal é obter as demonstrações financeiras dessas empresas e apurar o valor patrimonial das ações possuídas para comparar com o valor registrado na conta de investimentos das investidora. Se a empresa onde foi feito o investimento está operando com prejuízos, o valor de seu patrimônio fica reduzido e a comparação acima indicará a necessidade da constituição de uma provisão, pois a perda seria já comprovada como permanente (exceto em casos de investimentos novos com prejuízo inicial e previsão de lucro posterior). Outro caso de perdas já comprovadas é o dos investimentos em empresas falidas ou em má situação, ou em empresas cujos projetos não mais sejam viáveis. A seguir, apresentaremos um exemplo de investimento em empresa cujo projeto (atividade) torna-se inviável por conta de um acontecimento superveniente. a) situação inicial A empresa investidora – Dora S/A – mantém em seu Ativo Permanente um investimento (em participações societárias), avaliado pelo custo de aquisição, representada por 3.000 ações ordinárias da empresa Tida S/A, cuja atividade consiste no engarrafamento e distribuição de cerveja, autorizado por uma terceira empresa (Beer inc.), detentora da patente, com sede no exterior. No final do exercício anterior, em 31/12, o investimento apresentava o valor contábil de R$ 40.000,00. A seguir, apresentamos figura ilustrativa da situação patrimonial acima descrita. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 150 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Dora ativo Passivo Caixa - Inv - Tida 40.000,00 --------------PL x% ==> 3.000 ações Tida ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL b) ocorrência de fato superveniente e constituição da provisão Durante o exercício, em abril deste ano, a empresa investidora (Dora S/A), sabendo que em 30 de junho o prazo de concessão de uso da patente se extinguirá, recebe a informação – de fonte segura – de que o contrato de concessão não será renovado. As máquinas e equipamentos constantes do ativo da empresa Tida S/A, apesar de atualmente adequados a sua atual atividade operacional, com o término do prazo de concessão, certamente perderão sua utilidade. O prejuízo decorrente da cessação da exploração econômica de engarrafamento, tem efeito no valor de mercado da participação societária mantida por Dora S/A. A partir de avaliações técnicas, Dora S/A conclui pela ocorrência de uma perda definitiva e de improvável recuperação, avaliada no valor equivalente a 60% do investimento. Nessa situação, a investidora deverá imediatamente constituir uma provisão para perda no investimento, conforme representado esquematicamente na figura abaixo e apresentado no lançamento a seguir. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 151 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Dora ativo Passivo Caixa - Inv - Tida 40.000,00 (-) Prov perdas (24.000,00) --------------PL x% ==> 3.000 ações Despesas Receitas desp. c/ prov. 24.000,00 Tida D = Despesa com provisão C = a Provisão para perdas em investimentos perm 24.000,00 c) Alienação da participação societária e reversão da provisão Considerando a situação acima, a empresa Dora S/A, desde abril procurou comprador interessado em suas ações e, em 15 de junho daquele ano (portanto, antes da data prevista para o término do contrato), conseguiu alienar suas 30.000 ações da empresa Tida S/A, a prazo, por R$ 19.000,00. A seguir, encontram-se (1) figura, representando o fluxo de valores entre elementos patrimoniais, decorrente da alienação realizada e (2) apresentação do respectivo lançamento contábil. Dora ativo Passivo Caixa - 19.000,00 19.000,00 Inv - Tida 40.000,00 (40.000,00) - --------------PL (-) Prov perdas 24.000,00 x% ==> 3.000 ações Despesas Receitas desp. c/ prov. 24.000,00 Tida ativo Passivo desp n. oper. 40.000,00 rec. n. oper. 19.000,00 Obrigações Bens (+) Direitos --------------PL Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 152 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias D = Caixa C = a Receitas não operacionais 19.000,00 D = Despesas não operacionais C = a Investimentos permanentes - TIDA 40.000,00 Imediatamente após o lançamento acima temos a seguinte configuração patrimonial: Dora ativo Passivo Caixa 19.000,00 Inv - Tida - --------------PL (-) Prov perdas 24.000,00 x% ==> 3.000 ações Despesas Receitas Tida desp. c/ prov. 24.000,00 desp n. oper. 40.000,00 rec. n. oper. 19.000,00 Repare, entretanto, que a provisão registrada no valor de R$ 24.000,00 representava um ônus que acompanhao investimento, caracterizado por uma “perda na penumbra” (conforme conceito de provisão – exaustivamente discutido neste curso), ou seja, uma possível perda na alienação do investimento – sobre cujo valor deve pairar alguma dúvida. Ocorre que o investimento já foi alienado e não há mais dúvida nenhuma acerca da perda em sua alienação (no exemplo, a perda está claramente apresentada, no valor de R$ 21.000,00 R$ 40.000,00 (-) R$ 19.000,00 (=) R$ 21.000,00). Assim, não há mais qualquer motivo para manutenção – no patrimônio – da informação acerca da perda provável de R$ 24.000,00 (ela não mais existe, o que há é uma perda efetiva de R$ 21.000,00). Portanto, a providência necessária é a de reversão da provisão antes constituída, conforme figura e lançamento abaixo: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 153 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Dora ativo Passivo Caixa 19.000,00 Inv - Tida - (-) Prov perdas 24.000,00 (24.000,00) --------------PL - x% ==> 3.000 ações Despesas Receitas desp. c/ prov. 24.000,00 desp n. oper. 40.000,00 rec. n. oper. 19.000,00 rec. rev. Prov 24.000,00 Tida D = Prov. Perdas C = a Receita de Reversão de Provisão 24.000,00 Assim, apresentamos o patrimônio final da seguinte forma: Dora ativo Passivo Caixa 19.000,00 Inv - Tida - (-) Prov perdas - --------------PL x% ==> 0 ações Despesas Receitas desp. c/ prov. 24.000,00 desp n. oper. 40.000,00 rec. n. oper. 19.000,00 rec. rev. Prov. 24.000,00 Tida Observação: a provisão para perdas no investimento poderia ter sido realizada contra a conta investimentos antes da baixa do referido investimento, nos termos a seguir demonstrados: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 154 de 165 ativo Passivo Bens (+) Direitos Obrigações --------------PL Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Dora ativo Passivo Caixa - 19.000,00 19.000,00 Inv - Tida 40.000,00 (24.000,00) 16.000,00 (16.000,00) - --------------PL (-) Prov perdas 24.000,00 x% ==> 3.000 ações (24.000,00) 16.000,00 Despesas Receitas desp. c/ prov. 24.000,00 Tida ativo Passivo desp n. oper. 16.000,00 rec. n. oper. 19.000,00 Obrigações Bens (+) Direitos --------------PL D = Caixa C = a Receitas não operacionais 19.000,00 D = Provisão para perdas em investimentos C = a Investimentos permanentes - TIDA 24.000,00 D = Despesas não operacionais C = a Investimentos permanentes - TIDA 16.000,00 O resultado patrimonial final seria equivalente, conforme a seguir: Dora ativo Passivo Caixa 19.000,00 Inv - Tida - (-) Prov perdas - --------------PL x% ==> 0 ações Despesas Receitas Tida desp. c/ prov. 24.000,00 desp n. oper. 16.000,00 rec. n. oper. 19.000,00 Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 155 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias A provisão para perdas ocorre com mais freqüência nos investimentos avaliados pelo método do custo de aquisição (porque ele não acompanha os eventuais prejuízos inerentes à evolução patrimonial da empresa). Nos investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial, devem ser provisionadas as perdas potenciais, em virtude de: - tendência de perecimento do investimento; - elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas; - eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento ou do montante de créditos contra as coligadas e controladas; ou - cobertura de garantias, avais, fianças, hipotecas ou penhor concedidos, em favor de coligadas e controladas, referentes a obrigações vencidas ou vincendas quando caracterizadas a incapacidade de pagamentos pela controlada ou coligada. Sobre o assunto, a IN CVM 247, de 1996, dispõe, em seu art. 12, o seguinte: Art. 12 - A investidora deverá constituir provisão para cobertura de: I - Perdas efetivas, em virtude de: a) - eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis; ou b) - responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto. II - Perdas potenciais, estimadas em virtude de: a) - tendência de perecimento do investimento; b) - elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas; c) - eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento ou do montante de créditos contra as coligadas e controladas; ou d) - cobertura de garantias, avais, fianças, hipotecas ou penhor concedidos, em favor de coligadas e controladas, referentes a obrigações vencidas ou vincendas quando Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 156 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias caracterizada a incapacidade de pagamentos pela controlada ou coligada. § 1º - Independentemente do disposto na letra " b" do inciso I, deve ser constituída ainda provisão para perdas, quando existir passivo a descoberto e houver intenção manifesta da investidora em manter o seu apoio financeiro à investida. § 2º - A provisão para perdas deverá ser apresentada no ativo permanente por dedução e até o limite do valor contábil do investimento a que se referir, sendo o excedente apresentado em conta específica no passivo. Pelo que foi acima exposto, a provisão para perdas é registrada a débito de despesas (reduzindo o resultado) e a crédito de conta retificadora do ativo permanente (reduzindo o saldo desse grupo). Foi visto, ainda, que a realização de uma perda antes provisionada pode ser feito a débito da própria conta de provisão e a crédito da conta de investimentos. Em vista das considerações acima, pode-se considerar a assertiva correta. NOTA DE ATUALIZAÇÃO Após a aplicação da prova cuja questão se encontra acima comentada, a Lei das S/A foi alterada pela Medida Provisória nº 449, de 2008. A modificação normativa relevante para a questão em comento foi a alteração de nomenclatura: (a) onde está escrito “ativo permanente”, (b) deve-se ler “ativo não-circulante”. Tomando-se essa providência, a provisão para perdas deve ser registrada a débito de despesas (reduzindo o resultado) e a crédito de conta retificadora do ativo não- circulante (reduzindo o saldo desse grupo). Foi visto, ainda, que a realização de uma perda antes provisionada pode ser feito a débito da própria conta de provisão e a crédito da conta de investimentos. Feitas essas considerações, pode-se considerar a assertiva correta. GABARITO 91 C 3.4.3 Equivalência patrimonial - TCU/UNB (CESPE) ENUNCIADO De acordo com a Instrução CVM n° 247, de 27 de março de 1996, que dispõe, entre outras coisas, a respeito da avaliação de investimentos em sociedades coligadas, julgue os itens abaixo: (1) O valor contábil do investimento relevante e influente em coligada ou controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.brPágina 157 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias patrimonial e o ágio não amortizado, deduzidos os deságio não amortizado e a provisão para perdas. (2) O investimento em controlada deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. (3) É considerada exemplo de evidência de influência na administração da coligada a significativa dependência tecnológica e/ou econômico- financeira. (4) O investimento em sociedade coligada, cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização, deixará de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial, imediatamente após a decisão de venda. (5) O investimento em coligada que, por redução do valor contábil do investimento, deixar de ser relevante, deixará de ser avaliado pela equivalência patrimonial, mesmo que a redução não seja considerada de caráter permanente. Resolução e Comentários Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja alteração – também – no gabarito da questão. I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO A presente questão trata dos investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as normas previstas pela Instrução CVM 247/96. Analisaremos em separado cada assertiva da questão. (1) O valor contábil do investimento relevante e influente em coligada ou controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não amortizado, deduzidos os deságio não amortizado e a provisão para perdas. Certo. De acordo com o texto do art. 5º da IN CVM 247/96: Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 158 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. (2) O investimento em controlada deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Certo. De acordo com o texto do art. 5º da IN CVM 247/96: Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. (3) É considerada exemplo de evidência de influência na administração da coligada a significativa dependência tecnológica e/ou econômico- financeira. Certo, conforme expressamente disposto na IN CVM 247/96: Parágrafo Único - Serão considerados exemplos de evidências de influência na administração da coligada: a) - participação nas suas deliberações sociais, inclusive com a existência de administradores comuns; b) - poder de eleger ou destituir um ou mais de seus administradores; c) - volume relevante de transações, inclusive com o fornecimento de assistência técnica ou informações técnicas essenciais para as atividades da investidora; d) - significativa dependência tecnológica e/ou econômico- financeira; e) - recebimento permanente de informações contábeis detalhadas, bem como de planos de investimento; ou f) - uso comum de recursos materiais, tecnológicos ou humanos. (4) O investimento em sociedade coligada, cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização, deixará de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial, imediatamente após a decisão de venda. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 159 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Errado. Pelo contrário, está prevista a continuação da avaliação pelo MEP, nos seguintes termos: Art. 7º O investimento em sociedade coligada e controlada cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização, continuará sendo avaliado pelo método da equivalência patrimonial até a data-base considerada para a venda. (5) O investimento em coligada que, por redução do valor contábil do investimento, deixar de ser relevante, deixará de ser avaliado pela equivalência patrimonial, mesmo que a redução não seja considerada de caráter permanente. Errado. Pelo contrário, está prevista a continuação da avaliação pelo MEP, nos seguintes termos: Art. 8º O investimento em coligada que, por redução do valor contábil do investimento, deixar de ser relevante, continuará sendo avaliado pela equivalência patrimonial, caso essa redução não seja considerada de caráter permanente, devendo todos os seus reflexos ser evidenciados, segregadamente, em nota explicativa. II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: (1) Regra original Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social, e em sociedades controladas, serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo com as seguintes normas: Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias abertas Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 160 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. (2) Regra intermediária Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentosem coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 2008 – aplicável a companhias abertas Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, quando a investidora tenha influência significativa na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante; e III – o investimento em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. (3) Regra atual Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) – aplicável para companhias em geral Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação da regra da Lei das S/A a companhias abertas. Equivalência patrimonial Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 161 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação do método da equivalência patrimonial dos investimentos em coligadas classificados no ativo permanente. A partir da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os investimentos em sociedades em que a administração tenha influência significativa, ou nas quais participe com 20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos dispositivos na data de transição devem ser assim registrados: ... Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: - conceito original § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, sem controlá-la - conceito atual § 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) ... § 4o Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) A partir da nova regulamentação, analisaremos, novamente, cada uma das assertivas. (1) O valor contábil do investimento relevante e influente em coligada ou controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não amortizado, deduzidos os deságio não amortizado e a provisão para perdas. Estava certo. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 162 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias Essa era a definição do parágrafo único do art. 4o, que definia o valor contábil do investimento a ser considerado relevante, para os fins dispostos no art. 5º da IN CVM 247/96, ambos abaixo referidos. Art. 4o ... Parágrafo 1º O valor contábil do investimento em coligada e controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não amortizado, deduzido do deságio não amortizado e da provisão para perdas. DOS INVESTIMENTOS A SEREM AVALIADOS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, quando a investidora tenha influência significativa na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante; e III – o investimento em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. Redação dada pela Instrução CVM nº 469, de 2 de maio de 2008. Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I - O investimento em cada controlada; e II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada. Ocorre que o art. 4o foi revogado pela IN CVM 469, e 2008. e o art. 5o ficou prejudicado pela nova redação do art. 248 da Lei das S/A (dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) que passou a ser aplicável para companhias abertas, conforme Deliberação CVM nº 565, de 2008. Porém, mesmo com as alterações normativas, o valor contábil (conceito teórico) em qualquer investimento avaliado pelo MEP é igual ao custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não amortizado, deduzidos os deságio não amortizado e a provisão para perdas. Portanto, entendo que a assertiva continua certa. Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 163 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias (2) O investimento em controlada deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Certo. De acordo com o texto do art. 248 da Lei das S/A, com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008, que – por conta da Deliberação CVM nº 575, de 2008, passou a ser aplicável a companhias abertas, conforme a seguir: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (3) É considerada exemplo de evidência de influência na administração da coligada a significativa dependência tecnológica e/ou econômico- financeira. Estava certo, conforme expressamente disposto na IN CVM 247/96: Parágrafo Único - Serão considerados exemplos de evidências de influência na administração da coligada: a) - participação nas suas deliberações sociais, inclusive com a existência de administradores comuns; b) - poder de eleger ou destituir um ou mais de seus administradores; c) - volume relevante de transações, inclusive com o fornecimento de assistência técnica ou informaçõestécnicas essenciais para as atividades da investidora; d) - significativa dependência tecnológica e/ou econômico- financeira; e) - recebimento permanente de informações contábeis detalhadas, bem como de planos de investimento; ou f) - uso comum de recursos materiais, tecnológicos ou humanos. Ocorre que a Lei das S/A passou a fazer referência a um conceito semelhante “influência significativa”, nos termos do art. 243, a seguir: Art. 243. ... ... § 4o Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 164 de 165 Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias § 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Considerando influência como termo equivalente a influência significativa, podemos considerar que a assertiva continua correta. (4) O investimento em sociedade coligada, cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização, deixará de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial, imediatamente após a decisão de venda. Errado. Pelo contrário, está prevista a continuação da avaliação pelo MEP, nos seguintes termos: Art. 7º O investimento em sociedade coligada e controlada cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização, continuará sendo avaliado pelo método da equivalência patrimonial até a data-base considerada para a venda. (5) O investimento em coligada que, por redução do valor contábil do investimento, deixar de ser relevante, deixará de ser avaliado pela equivalência patrimonial, mesmo que a redução não seja considerada de caráter permanente. Estava errado porque, pelo contrário, era prevista a continuação da avaliação pelo MEP, nos seguintes termos: Art. 8º O investimento em coligada que, por redução do valor contábil do investimento, deixar de ser relevante, continuará sendo avaliado pela equivalência patrimonial, caso essa redução não seja considerada de caráter permanente, devendo todos os seus reflexos ser evidenciados, segregadamente, em nota explicativa. Ocorre que o referido art. 8o foi revogado pela IN CVM 469, de 2008. Entretanto, como a relevância deixou de ser um critério para avaliação pelo MEP, a assertiva continua errada, pois não se deixa de avaliar pelo MEP o investimento em coligada ou controlada que tenha deixado de ser relevante. Gabarito CCCEE Luiz Eduardo Santos www.pontodosconcursos.com.br Página 165 de 165