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Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 
Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
 
1 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO (QUESTÕES DE CONCURSO) .......................................... 2 
 
1.1 INVESTIMENTOS SUJEITOS AO MÉTODO DA EPL ................................................................ 2 
 
1.2 APLICAÇÃO DO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL ...................................................... 5 
 
1.3 MÉTODO DO CUSTO .............................................................................................. 19 
 
1.4 OUTROS ASSUNTOS – RELATIVOS A PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS ......................................... 20 
 
2 GABARITO ........................................................................................................... 22 
 
3 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO (QUESTÕES DE CONCURSO – RESOLVIDAS E COMENTADAS) 
............................................................................................................ 23 
3.1 INVESTIMENTOS SUJEITOS AO MÉTODO DA EPL .............................................................. 23 
 
3.1.1 AFRF 2003 – Contabilidade avançada ......................................................... 23 
 
3.1.2 AFRF 2003 – Contabilidade avançada ......................................................... 24 
 
3.1.3 AFTN 1996 – Contabilidade avançada ......................................................... 26 
 
3.1.4 AFRF 2002-2 – Contabilidade avançada ...................................................... 29 
 
3.1.5 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF).................................................. 31 
 
3.1.6 ICMS – Distrito Federal – 2001 (FCC) ......................................................... 35 
 
3.1.7 TRT 10 - Analista Judiciário – Contabilidade (FCC 2004) ............................... 39 
 
3.1.8 Analista de Transportes Urbanos CESPE (2008) ........................................... 40 
 
3.2 APLICAÇÃO DO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL .................................................... 42 
 
3.2.1 AFTN 1996 – Contabilidade avançada ......................................................... 42 
 
3.2.2 AFTN 1996 – contabilidade avançada ......................................................... 46 
 
3.2.3 AFTN 1996 – contabilidade avançada ......................................................... 50 
 
3.2.4 AFTN 1996 – contabilidade avançada ......................................................... 52 
 
3.2.5 AFTN 1996 – contabilidade avançada ......................................................... 55 
 
3.2.6 AFTN 1996 – contabilidade avançada ......................................................... 55 
 
3.2.7 AFRF 2003 – Contabilidade avançada ......................................................... 57 
 
3.2.8 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF).................................................. 58 
 
3.2.9 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) .................................................................... 66 
 
3.2.10 ICMS Paraíba – 2006 (FCC) ................................................................... 75 
 
3.2.11 CVM – Comissão de Valores Mobiliários – 2000 (ESAF) ............................. 77 
 
3.2.12 Analista do Banco Central do Brasil (Área 3) – jan/2006 – FCC .................. 86 
 
3.2.13 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) .................... 90 
 
3.2.14 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 2001 (ESAF) .......... 98 
 
3.2.15 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 2001 (ESAF) .........105 
 
3.2.16 Analista de Controle Externo – TCU – 2002 (ESAF)..................................110 
 
3.2.17 Tribunal de Contas do Estado – TCE/RS – 2007 (FAURGS) .......................117 
 
3.2.18 TRT 10 - Analista Judiciário – Contabilidade (FCC-2004) ..........................118 
 
3.2.19 TRF 4a região - Analista Judiciário - Contadoria (FCC-jan/2001) ...............119 
 
3.2.20 SEAD/UEPA - formação: ciências contábeis, CESPE/2008 .........................123 
 
3.2.21 Cespe 2008 – equivalência patrimonial ..................................................126 
 
3.2.22 MDIC – Analista de Comércio Exterior – CESPE 2008 ...............................128 
 
 
 
 
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Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 
Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
3.2.23 MPE/RR – Contador – 2008 – CESPE – Equivalência patrimonial................130 
 
3.2.24 STN-2008 (ESAF) Questão 30 – Equivalência Patrimonial .........................134 
 
3.3 MÉTODO DO CUSTO .............................................................................................137 
 
3.3.1 AFRF 2003 – contabilidade avançada.........................................................137 
 
3.3.2 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) .......................138 
 
3.4 OUTROS ASSUNTOS – RELATIVOS A PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS ........................................140 
 
3.4.1 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) ...................................................................140 
 
3.4.2 Analista Judiciário STF (CESPE 2008)–provisão para perda em investimento ..148 
 
3.4.3 Equivalência patrimonial - TCU/UNB (CESPE) .............................................157 
 
 
1 Exercícios de Fixação (Questões de concurso) 
 
1.1 Investimentos sujeitos ao método da EPL 
 
1.1.1 AFRF 2003 – Contabilidade avançada 
 
Para responder às questões de nºs 06 e 07 considere a situação descrita 
a seguir. 
 
A Cia. Boreal, empresa agrícola atuante nesse mercado há 22 anos, no 
início de 1997 participa como acionista na constituição da Cia. 
Beneficiadora de Cereais, cujo capital social é totalmente integralizado e 
formado por 1.200.000 ações distribuídas, de acordo com os limites 
legais, em ações ordinárias e preferenciais com valores nominais de 
R$10,00 cada uma. No início de 2003 a diretoria da Cia. Boreal, 
obedecendo a seu planejamento estratégico para expansão, decide fazer 
uma proposta de aquisição para o controle acionário da Cia. 
Transportadora Carga Pesada que, no momento, passa por problemas 
de gestão, apesar de ter sido constituída em janeiro de 2002, dentro 
dos limites máximos de classes de ações permitidos pela legislação da 
época. Com capital social representado por 900.000 ações ordinárias e 
preferenciais com valor unitário de R$10,00/ação, seus acionistas estão 
dispostos a negociar a venda do controle acionário pelo valor nominal 
das ações desde que essa operação seja realizada a vista. 
Enunciado 
 
06- Com base nas informações acima, indique o valor mínimo que a Cia. 
Boreal deveria pagar para tornar-se a controladora da empresa 
transportadora. 
a) R$ 4.500.000 
b) R$ 3.000.010 
c) R$ 3.000.000 
d) R$ 2.250.010 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
e) R$ 1.500.000 
 
1.1.2 AFRF 2003 – Contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
07- Para possuir a preponderância nas deliberações sociais de modo 
permanente e com segurança na Cia. Beneficiadora de Cereais, a Cia. 
Boreal deve possuir pelo menos: 
a) 50% do capital total da investida. 
 
b) 40% das ações totais da investida. 
 
c) 33,3% do patrimônio líquido da investida. 
d) 25% das ações ordinárias da investida. 
e) 16,7% do capital votante da investida. 
 
1.1.3 AFTN 1996 – Contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
Questão 34: São métodos de avaliação das Participações Societárias: 
 
A Método de Custo e Custo ou Mercado, dos dois o menor 
 
B Método do Valor Presente e Equivalência Patrimonial 
 
C Método do Custo e Equivalência Patrimonial 
 
D Método do Valor de Realização e Equivalência Patrimonial 
 
E Método do Valorde Realização e Valor Presente 
 
1.1.4 AFRF 2002-2 – Contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
01- Um investimento é considerado relevante quando: 
 
a) o valor inscrito na conta de participação societária de cada coligada e 
controlada, considerado em seu conjunto, não exceder a 5% do 
Patrimônio Líquido da investidora. 
b) o valor contábil dos investimentos em controladas e coligadas 
considerados em seu conjunto for igual ou superior a 15% do Patrimônio 
Líquido da investidora. 
c) o valor inscrito em investimento permanente em cada uma das 
empresas coligadas for igual ou inferior a 5% do Patrimônio Líquido da 
investidora. 
d) o custo de aquisição do investimento nas coligadas for igual ou 
inferior a 5% do patrimônio líquido da investidora e igual a 8% do 
Patrimônio Líquido da investida. 
 
 
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Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 
Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
e) o valor pago na aquisição do investimento em coligadas for igual ou 
inferior a 5% do patrimônio líquido da investidora e igual a 8% do 
Patrimônio Líquido da investida. 
 
1.1.5 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF) 
ENUNCIADO 
 
 
41- Em cada círculo está inscrito o nome de uma empresa. A seta indica 
a participação no capital da outra empresa. No retângulo, está o 
percentual dessa participação. 
 
Alfa 
 
 
80% 90% 
 
Beta Gama 
 
10% 10% 
 
 
Lamina 
 
Assinale a opção correta. 
 
a) A empresa Alfa controla indiretamente a empresa Lâmina. 
b) A empresa Beta controla a empresa Lâmina. 
c) A empresa Gama controla a empresa Lâmina. 
 
d) A empresa Gama controla a empresa Beta. 
e) A empresa Alfa controla a empresa Beta. 
 
1.1.6 ICMS – Distrito Federal – 2001 (FCC) 
ENUNCIADO 
 
 
28. A conta contábil investimentos em Controladas deve ser avaliada, no 
Balanço Patrimonial, pelo método 
 
(A) do fluxo de caixa descontado. 
 
(B) de custo. 
 
(C) do valor de reposição. 
 
(D) do valor de mercado. 
 
(E) da equivalência patrimonial. 
 
 
 
 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
1.1.7 TRT 10 - Analista Judiciário – Área Administrativa – 
especialidade: Contabilidade (12/12/2004) 
ENUNCIADO 
 
 
Assinale (C) – certo ou (E) – errado. 
 
52 Sociedade controladora é a que detém, diretamente ou por meio de 
outras controladas, direitos de sócio que lhe assegurem, 
permanentemente, a condição de predominância nas assembléias e a 
prerrogativa de escolher a maioria dos administradores. 
 
1.1.8 Analista de Transportes Urbanos CESPE (2008) 
 
ENUNCIADO 
 
 
104. A contabilização dos investimentos permanentes que fazem parte 
de um mesmo grupo ou que estejam sob controle comum deve ser 
efetuada pelo método de equivalência patrimonial, independentemente 
de sua relevância. 
 
1.2 Aplicação do método da equivalência patrimonial 
 
1.2.1 AFTN 1996 – Contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
Questão 35: Quando a Participação Societária for relevante, o efeito 
gerado por prejuízos apurados na investida deve ser registrado pela 
empresa controladora da seguinte forma : 
A Lucros / Prejuízos Acumulados 
a Participações Societárias 
B Participações Societárias 
 
a Lucros / Prejuízos Acumulados 
 
C Lucros / Prejuízos Acumulados 
 
a Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas 
 
D Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas 
 
a Lucros / Prejuízos Acumulados 
 
E Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas 
 
a Participações Societárias 
 
 
 
 
 
 
 
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Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 
Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
1.2.2 AFTN 1996 – contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
Questão 36: Nas participações Societárias relevantes, os dividendos 
pagos pelas investidas são tratados como: 
A Receitas não operacionais 
 
B Resultados de exercícios futuros 
 
C Receitas operacionais do período 
 
D Redução do valor dos investimentos 
 
E Resultado positivo de equivalência 
 
1.2.3 AFTN 1996 – contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
Em 31.12.1994 os balancetes finais das Cias. PARÁ e SERGIPE eram os 
seguintes : 
 Cia Pará Cia Sergipe
contas saldos ajustados saldos ajustados
ativo circulante 12.000,00 5.000,00
ativo realiz longo prazo 18.000,00 -
ativo permanente 
 investimentos 30.000,00 -
 imobilizado lí 110.000,00 49.000,00
passivo cirsulante 25.000,00 15.000,00
passivo exig longo prazo 15.000,00 5.000,00
patrimonio líquido 
 capital 80.000,00 50.000,00
 reservas 10.000,00 1.000,00
 LPA 20.000,00 (14.000,00)
despesas operacionais 60.000,00 45.000,00
receitas operacionais 80.000,00 42.000,00
 
 
Outras informações: 
 
I - para apuração dos resultados de 1994, das empresas, falta apenas a 
avaliação dos Investimentos Permanentes. 
II - a Cia PARÁ detinha 60% do capital da Cia. SERGIPE e consituía-se 
na única participação societária da empresa . 
III - a inflação no período foi ZERO 
 
IV - até o exercício contábil de 1993 os investimentos não eram 
avaliados pela equivalência patrimonial Com base nas informações 
anteriores, identifique a resposta correta para as questões de números 
37 a 39. 
 
 
 
 
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Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 
Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
Questão 37: Aplicando o método da equivalência patrimonial, o valor 
correto dos Investimentos Permanentes na Cia PARÁ seria: 
 
A $ 30.000 
B $ 20.400 
C $ 9.600
D $ 22.000
E $ 1.800 
 
1.2.4 AFTN 1996 – contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
Questão 38: O resultado apurado na aplicação da equivalência 
patrimonial deveria ser lançado pela Cia. PARÁ como: 
 
A 
 
Lucros/ Prejuízos Acumulados - Ajustes de Exercícios Anteriores
 
7.800,00 
 Outras Despesas Operacionais – Lucros e Prejuízos de Participações em 
outras Companhias 
 
 
1.800,00
 
 a Investimentos 9.600,00
 
 
B 
 
Provisão para Perdas com Investimentos Permanentes
 
9.600,00 
 a receitas não Operacionais - Ganhos c/Investimentos 7.800,00
 a Investimentos 1.800,00
 
 
C 
 
Lucros / Prejuízos Acumulados – Ajustes de Exercícios Anteriores
 
1.800,00 
 Outras Despesas Operacionais – Lucros e Prejuízos de Participações em 
outras Companhias 
 
 
7.800,00
 
 a Investimentos 9.600,00
 
 
D 
 
Ganhos / Perdas com Alienação de Investimentos
 
7.800,00 
 Despesas não-operacionais - Lucros e Prejuízos de Participações em outras 
Companhias 
 
 
1.800,00
 
 a Investimentos 9.600,00
 
 
E 
 
Investimentos 
 
1.800,00 
 Despesas não-operacionais - Lucros e Prejuízos de Participações em outras 
Companhias 
 
 
7.800,00
 
 A Ganhos e Perdas c/ Investimentos 9.600,00
 
 
 
 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
1.2.5 AFTN 1996 – contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
Questão 39: Considerando o valor apurado na equivalência 
patrimonial, o Resultado do Exercício de 19x4 da Cia. PARÁ é: 
A $ . 24.200 
 
B $. 10.400 
C $. 12.200 
D $. 22.200
E $. 18.200 
 
1.2.6 AFTN 1996 – contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
Questão 41: A figura contábil do ágio pode ocorrer por origens e 
circunstâncias diversas, entre elas a expectativa: 
A De rentabilidade futura da Participação Societária adquirida 
 
B Das despesas futurasda Participação Societária adquirida 
 
C De o valor do Imobilizado Líquido da empresa investida tender para 
zero 
D De prejuízos futuros da Participação Societária adquirida 
 
E De o Patrimônio Líquido da empresa investida Ser negativo 
 
1.2.7 AFRF 2003 – Contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
08- Indique a opção que não corresponde a procedimentos exigidos pela 
Instrução CVM 247/96 para a determinação da base de cálculo da 
equivalência patrimonial. 
a) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia 
investidora que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos 
imobilizados no balanço patrimonial da controlada. 
b) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia 
controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de 
estoques de matérias-primas no balanço patrimonial da investidora. 
c) O lucro não realizado incluído no lucro apurado de companhia 
controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de bens 
não de uso no balanço patrimonial de outra empresa coligada. 
 
 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
d) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia 
controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos 
imobilizados no balanço patrimonial da investidora. 
e) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia 
controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos 
imobilizados no balanço patrimonial de outra controlada. 
 
1.2.8 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF) 
ENUNCIADO 
 
 
38- A empresa Participações S/A. adquiriu 60% do capital da empresa 
Contrata Ltda., tomando o seu controle com intenção de permanência, 
pelo valor de R$ 30.000,00, em 02/01/2003: 
 
Contrata Ltda. 
Balanço de 30 de novembro de 2002 
Valores em R$ 
Capital Social 40.000,00 
Reserva de Capital 1.000,00 
Reserva Legal 2.000,00 
Lucro Líquido do Exercício (janeiro a novembro de 2002) 5.000,00 
 
 
 
Com base nos dados da empresa Contrata Ltda., acima, assinale o 
lançamento que corresponde a este fato contábil. 
 
 
 
Valores em R$ 
Contas Débito Crédito 
a) Carteira de Ações (Realizável LP) 30.000,00 
a Bancos Conta Movimento 30.000,00 
 
b) Diversos 
a Bancos Conta Movimento 30.000,00 
Investimentos Avaliados pelo PL - Contrata Ltda. 28.800,00 
Investimentos - Ágio – Contrata Ltda. 1.200,00 
 
c) Diversos 
a Bancos Conta Movimento 30.000,00 
Investimentos Avaliados pelo PL - Contrata Ltda. 24.000,00 
Investimentos - Ágio – Contrata Ltda. 6.000,00 
 
d) Investimento em Ações 30.000,00 
a Bancos Conta Movimento 30.000,00 
 
e) Bancos Conta Movimento 30.000,00 
a Diversos 
a Investimentos Avaliados pelo PL - Contrata Ltda. 24.000,00 
a Investimentos - Ágio – Contrata Ltda. 6.000,00 
 
 
 
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Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 
Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
1.2.9 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) 
ENUNCIADO 
 
 
Instruções: Para responder às questões de números 9 e 10, observe os 
saldos das contas do Razão da Cia. Imperial do Nordeste em 
31/12/2005 e as informações adicionais, antes da contabilização da 
Equivalência Patrimonial e da Apuração do Resultado do Exercício de 
2005. 
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO EM 31/12/2005 SALDOS (em R$)
CONTAS CREDORES
Caixa.......................................................................................................... 2.000,00 - 
Bancos conta Movimento ........................................................................... 25.000,00 - 
Clientes ...................................................................................................... 90.000,00 - 
Estoques (Estoque Final) ........................................................................... 108.000,00 - 
Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP)...................................................... 9.000,00 - 
Participação Societária – Cia. América....................................................... 60.000,00 - 
Imobilizado ................................................................................................. 270.000,00 - 
Depreciação Acumulada............................................................................. - 45.000,00
Passivo Circulante (PC).............................................................................. - 157.500,00
Passivo Exigível a Longo Prazo (PELP) ..................................................... - 45.000,00
Capital Social ............................................................................................. - 135.000,00
Lucros Acumulados .................................................................................... - 27.000,00
Receita de Vendas ..................................................................................... - 469.500,00
Devoluções de Vendas............................................................................... 15.000,00 - 
Impostos Incidentes sobre Vendas............................................................. 75.000,00 - 
Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) .................................................... 135.000,00 - 
Despesas Administrativas .......................................................................... 36.000,00 - 
Despesas com Vendas............................................................................... 30.000,00 - 
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)...................................... 24.000,00 - 
 
TOTAIS 879.000,00 879.000,00 
 
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 
 
– Valor do Patrimônio Líquido da investida Cia. América no Balanço 
Patrimonial, levantado em 31/12/2005, somava o valor total de R$ 
210.000,00. 
 
– O percentual de participação da Investidora Cia. Imperial do Nordeste 
no patrimônio líquido de sua investida (Cia. América) em 31 de 
dezembro de 2005 é de 60%. 
– A participação societária da investidora no capital da investida Cia. 
América é considerada relevante e influente. 
– O valor da Provisão para o Imposto de Renda a ser contabilizado em 
31 de dezembro de 2005 (apurado sobre o valor do Lucro Real) é de R$ 
20.500,00. 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
9. O lucro líquido do exercício apurado na Demonstração do Resultado 
do Exercício levantada em 31/12/2005 foi, em R$, de: 
(A) 134.000,00 
 
(B) 180.500,00 
 
(C) 194.560,00 
 
(D) 200.000,00 
 
(E) 266.000,00 
 
1.2.10 ICMS Paraíba – 2006 (FCC) 
ENUNCIADO 
 
 
10. Os valores correspondentes ao total do ativo, do passivo circulante e 
do patrimônio líquido no Balanço Patrimonial da Cia. Imperial do 
Nordeste, levantado em 31/12/2005, nessa ordem, foram, em R$, de: 
(A) 585.000,00; 178.000,00 e 362.000,00 
 
(B) 669.000,00; 187.000,00 e 326.000,00 
 
(C) 670.000,00; 190.000,00 e 375.000,00 
 
(D) 700.675,00; 200.555,00 e 400.555,00 
 
(E) 785.550,00; 202.550,00 e 402.250,00 
 
1.2.11 CVM – Comissão de Valores Mobiliários – 2000 (ESAF) 
 
Responder as questões de nos 09 a 12, tomando por base unicamente: 
 
- os dados contidos nas Demonstrações Contábeis indicadas, 
 
- as informações complementares, e 
 
- os enunciados fornecidos em cada uma das questões solicitadas. 
 
I - Demonstrações Contábeis Indicadas 
 
Balanços Patrimoniais em 31.12.19x9: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ATIVO CIA.A CIA. B CIA. C 
Disponibilidade 5.000,00 14.000,00 8.000,00 
Clientes 20.000,00 26.000,00 28.000,00 
Estoques 30.000,00 12.000,00 19.000,00 
Valores a Receber Intercompanhias 20.000,00 6.000,00 - 
Participações Societárias: 
Cia. B 24.800,00 - - 
Cia. C 30.000,00 - - 
Outras empresas - - 2.000,00 
Bens não de Uso 16.000,00 - - 
Imobilizado 24.200,00 22.000,00 28.000,00 
Gastos Pré-operacionais - - 15.000,00 
Total do Ati vo 170.000,00 80.000,00 100.000,00 
PASSIVO 
Fornecedores 20.000,00 20.000,00 14.000,00 
Valores Provisionados 8.000,00 4.000,00 9.000,00 
Empréstimos Intercompanhias 6.000,00 - 20.000,00 
Financiamentos de Longo Prazo 16.000,00 25.000,00 7.000,00 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Capital 100.000,00 25.000,00 30.000,00 
Reservas 5.000,00 4.000,00 6.000,00 
Lucros/Prejuízos Acumulados 15.000,00 2.000,00 14.000,00 
TOTAL DO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO 170.000,00 80.000,00 100.000,00 
 
Demonstrações do Resultado do Exercício, findo em 31.12.19x9: 
Item CIA. A CIA. B CIA. C 
1- Vendas 600.000,00 300.000,00 280.000,00
2- (-) CMV (371.000,00) (200.000,00) (182.000,00)
3- Resultado Bruto Operacional 229.000,00 100.000,00 98.000,00
4- (-) Despesas Operacionais (211.000,00) (97.300,00) (84.500,00)
5- Resultado do Exercício antes do IR 18.000,00 2.700,00 13.500,00
6- (-) Provisão p/ IR (6.000,00) (900,00) (4.500,00)
7- Resultado Líquido do Exercício 12.000,00 1.800,00 9.000,00
 
 
 
II – As informações complementares: 
 
Os Valores a Receber Intercompanhias registram empréstimos 
efetuados entre as empresas do grupo; 
As receitas da CIA. B são obtidas unicamente com operações de venda 
de estoques realizadas com a CIA. A. 
ENUNCIADO 
 
 
09- Comparando os valores inscritos no Patrimônio Líquido das Cias. B e 
C e o valor dos Investimentos Permanentes da Cia. A, pode-se dizer 
que: 
a) A Cia. B é uma empresa controlada da Cia. A e a Cia. C é apenas uma 
coligada, logo esse investimento deve ser avaliado pelo custo histórico 
 
 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
b) As participações societárias da Cia. A não são relevantes devendo ser 
avaliadas pelo valor de mercado das ações 
c) A Cia. C é uma empresa controlada da Cia. A e a avaliação do 
Permanente deve ser feita pelo custo corrente 
 
d) A Cia. B é uma empresa coligada da Cia. A e a avaliação dessa 
participação societária deve ser feita pela equivalência patrimonial 
e) As Participações Societárias da Cia. A são relevantes e devem ser 
avaliadas pelo método de equivalência patrimonial 
 
1.2.12 Analista do Banco Central do Brasil (Área 3) – jan/2006 – 
FCC 
 
ENUNCIADO 
 
12. O Banco BFG tem registrado no seu Ativo a participação permanente 
em 90% das ações da empresa Controlada S/A. No final de 2005, a 
Controlada S/A anunciou a distribuição de dividendos aos seus 
acionistas no início do ano seguinte, devendo esse anúncio gerar o 
seguinte lançamento no Banco: 
(A) Débito: Dividendos e Bonificações em Dinheiro a Receber. 
 
Crédito: Rendas de Ajuste em Investimento em Coligadas e 
Controladas. 
 
(B) Débito: Investimentos _ Participação em Coligadas e Controladas. 
Crédito: Dividendos e Bonificações em Dinheiro a Receber. 
(C) Débito: Dividendos e Bonificações em Dinheiro a Receber. 
Crédito: Investimento _ Participação em Coligadas e Controladas. 
(D) Débito: Investimentos _ Participação em Coligadas e Controladas. 
 
Crédito: Rendas de Ajuste em Investimento em Coligadas e 
Controladas. 
 
(E) Débito e Crédito: não devem ser registrados pelo Banco, tendo em 
vista que este efetua a atualização do investimento pelo Método de 
Equivalência Patrimonial. 
 
1.2.13 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 
(FCC) 
ENUNCIADO 
 
 
6. A Cia. Santo Amaro possui 80% das ações com direito a voto de sua 
controlada, a Cia. Santa Maria, que representam 40% do total do capital 
social da investida. No exercício de 2005, a Cia. Santa Maria vendeu um 
lote de mercadorias para a investidora por R$ 400.000,00, auferindo um 
 
 
 
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lucro de R$ 100.000,00 na transação. Sabendo-se que, em 31.12.2005, 
o Patrimônio Líquido da controlada era de R$ 750.000,00 e que a 
investidora mantinha integralmente o referido lote de mercadorias em 
seus estoques, a participação societária, avaliada pelo método da 
equivalência patrimonial na contabilidade da Cia. Santo Amaro, 
corresponderá a, em R$: 
(A) 175.000,00 
 
(B) 200.000,00 
 
(C) 260.000,00 
 
(D) 400.000,00 
 
(E) 520.000,00 
 
1.2.14 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 
2001 (ESAF) 
ENUNCIADO 
 
 
58- Alfa S/A possui 22% das ações emitidas por Beta S/A. Beta S/A 
apurou lucro líquido do exercício no valor de R$ 40.000,00 e distribuiu 
30% deste lucro para seus acionistas, na forma de dividendos. 
 
Sabendo-se que o investimento deve ser avaliado pelo método da 
equivalência patrimonial, pode-se observar na escrituração contábil, em 
decorrência desses fatos, um 
a) débito de R$ 12.000,00 no passivo circulante de Beta S/A. b) 
crédito de R$ 12.000,00 no patrimônio líquido de Beta S/A. 
c) débito de R$ 8.800,00 no ativo circulante de Alfa S/A. 
 
d) débito de R$ 2.640,00 no ativo permanente de Alfa S/A. e) 
crédito de R$ 2.640,00 no ativo permanente de Alfa S/A. 
 
1.2.15 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 
2001 (ESAF) 
ENUNCIADO 
 
 
59- Quando um investimento permanente é avaliado pelo método da 
equivalência patrimonial e a empresa controlada apura prejuízo líquido 
no exercício, teremos que contabilizar nos livros da controladora 
a) um crédito na conta Perdas em Investimentos. 
b) um crédito na conta Ações de Controladas. c) 
um crédito na conta Dividendos a Devolver. 
 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
d) um débito na conta Ações de Controladas. 
 
e) um débito na conta Perdas em Investimentos. 
 
1.2.16 Analista de Controle Externo – TCU – 2002 (ESAF) 
Enunciado. 
 
 
34- A empresa Cia. Aços Especiais investiu R$ 200.000,00 em ações da 
empresa S.A. Armamentos Gerais e contabilizou o investimento em 
“Ações de Coligadas”, constituindo uma participação acionária de 30%, 
a ser avaliada pelo método da equivalência patrimonial. 
 
No fim do exercício de 1999 a S.A. Armamentos Gerais contabilizou um 
lucro líquido anual de R$ 20.000,00 e destinou 25% desse lucro para 
dividendos na forma do lançamento abaixo: 
Lucros (ou Prejuízos) Acumulados 
a Dividendos a Pagar 
Valor que ora se distribui aos 
acionistas...................................................R$ 5.000,00. 
Ao receber a comunicação sobre os dividendos propostos e 
contabilizados na forma acima, o Contador da empresa investidora, Cia. 
Aços Especiais, deverá promover o seguinte lançamento: 
a) Dividendos a Receber 
 
A Receitas de Dividendos R$ 1.500,00 
 
b) Ações de Coligadas 
 
A Receitas de Dividendos R$ 1.500,00 
 
c) Dividendos a Receber 
 
A Ações de Coligadas R$ 1.500,00 
 
d) Dividendos a Receber 
 
A Receitas de Dividendos R$ 5.000,00 
 
e) Ações de Coligadas 
 
A Receitas de Dividendos R$ 6.000,00 
 
 
 
1.2.17 Tribunal de Contas do Estado – TCE/RS – 2007 (FAURGS) 
ENUNCIADO 
 
 
61. A avaliação dos investimentos pelo método da equivalência 
patrimonial tem como base 
 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
(A) A variação do patrimônio líquido da investidora. 
(B) A Demonstração do Resultado do Exercício da investida. 
(C) A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido da
investidora. 
 
(D) A Demonstração de Lucro e Prejuízos Acumulados da 
investida. 
(E)A variação do patrimônio líquido da investida. 
 
1.2.18 TRT 10 - Analista Judiciário – Área Administrativa – 
especialidade: Contabilidade (12/12/2004) 
 
ENUNCIADO 
 
Com base nos critérios contábeis aplicáveis aos investimentos 
societários, julgue o item seguinte. 
67 Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas com 
base na equivalência patrimonial são registrados como redução do valor 
dos respectivos investimentos, no ativo da sociedade investidora. 
 
1.2.19 TRF 4a região - Analista
 Judiciário - Área Apoio Especializado -
 Especialidade Contadoria (jan/2001) 
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
ENUNCIADO 
 
 
35. A controladora detém 60% do capital da investida, que teve no 
exercício um lucro de 5000 e lhe atribuiu lucros acumulados de 2000, 
resultando em acréscimo do valor desse seu investimento: 
(A) 1 000 
 
(B) 1 800 
 
(C) 3 000 
 
(D) 5 000 
 
(E) 7 000 
 
1.2.20 SEAD/UEPA - formação: ciências contábeis, CESPE/2008 
 
ENUNCIADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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empresas PL Particp. societária lucro auf. 
I 2.400,00 240,00 1.500,00 
II 25.800,00 3.870,00 3.000,00 
III 12.500,00 3.125,00 5.000,00 
IV 7.580,00 2.653,00 6.000,00 
V 25.800,00 1.290,00 10.000,00 
 
A cia X, cujo patrimônio líquido é de R$ 32.500,00 investiu, nas 
empresas I, II, III, IV e V, os valores ilustrados no quadro acima. Essas 
empresas distribuíram 40% de seus resultados e já efetuaram o 
respectivo repasse aos investidores. 
Questão 35: Os valores que devem ser acrescidos ao ativo circulante e 
ao ativo permanente da cia X, respectivamente: 
a)R$1.780 e R$1.260 
b)R$1.260 e R$1.780 
c)R$1.260 e R$3.280 
d)R$0 e R$4.450 
 
1.2.21 Cespe 2008 – equivalência patrimonial 
 
 
BALANÇOS
 Cia A Cia B
ativo 
caixa 1.000,00 1.000,00
estoques 1.000,00 1.000,00
investimento em B 2.800,00
imobilizado 3.000,00 3.000,00
total do ativo 7.800,00 5.000,00
passivo contas a pagar 2.600,00 1.200,00
patrimônio líquido 5.200,00 3.800,00
total do passivo 7.800,00 5.000,00
 
demonstração do resultado do exercício
 Cia A Cia B
vendas 5.000,00 8.000,00
CMV (4.000,00) (5.500,00)
lucro bruto 1.000,00 2.500,00
despesas (500,00) (500,00)
resultado de equivalência patrimonial 1.360,00
lucro líquido 1.860,00 2.000,00
 
A Cia A detém 80% do capital da Cia. B. 
 
A Cia. B vendeu R$ 3.000,00 para a Cia. A. 
 
A Cia. A mantém R$ 800,00 das compras de B em estoque. 
 
A Cia. B vende com 30% de lucro sobre o valor das vendas. 
 
 
 
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Com base nas informações e nas demonstrações contábeis acima 
apresentadas, em reais, e desconsiderando os efeitos tributários dos 
itens subseqüentes, julgue os itens a seguir. 
 
 
Enunciado 
 
69- De acordo com a instrução CVM 247, o resultado de equivalência 
patrimonial informado na demonstração do resultado está incorreto, ou 
seja, o valor correto é de R$ 1.600,00 (R$ 2.000,00 × 80%). 
 
1.2.22 MDIC – Analista de Comércio Exterior – CESPE 2008 
 
ENUNCIADO 
 
 
51 Caso uma empresa adquira 20% das ações de outra, pelo valor de R$ 
16.000.000,00, e o patrimônio líquido da investida seja composto pelo 
capital social de R$ 50.000.000,00, e por reservas, no valor de R$ 
30.000.000,00, nessa situação, de acordo com o critério da equivalência 
patrimonial, a investidora deverá registrar em seu ativo R$ 
10.000.000,00 a título de participação societária e R$ 6.000.000,00 a 
título de ágio. 
 
1.2.23 MPE/RR – Contador – 2008 – CESPE – 
Equivalência patrimonial 
Enunciado 
 
 
68. Na empresa investidora, a contabilização de equivalência patrimonial 
com saldo devedor na investida proporciona débito no ativo permanente 
e crédito no resultado do exercício. 
 
1.2.24 STN-2008 (ESAF) Questão 30 – Equivalência Patrimonial 
 
Enunciado 
 
 
30- A empresa Alfa Beta S/A comprou 10 mil ações de Delta Ômega S/A 
ao custo unitário de R$ 14,00, quando o valor patrimonial dessas ações 
era avaliado em apenas R$ 10,00. 
Entretanto, em 31 de dezembro de 2007, a empresa Delta Ômega 
mostrou sua capacidade de negócios apresentando um lucro líquido da 
ordem de 70% do capital, tendo dele distribuído, como dividendos aos 
acionistas, o equivalente a 20% do capital social. As operações, na 
 
 
 
 
 
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empresa Alfa Beta, são avaliadas e contabilizadas pelo método da 
equivalência patrimonial. 
Em 15 de janeiro de 2008, ao vender essas ações a R$ 15,00 por 
unidade, Alfa Beta terá computado um lucro efetivo de 
a) R$ 70.000,00. 
b) R$ 50.000,00. 
c) R$ 30.000,00. 
d) R$ 10.000,00. 
e) R$ 0,00. 
 
 
 
1.3 Método do custo 
 
1.3.1 AFRF 2003 – contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
09- A Cia. ABC adquire 2% do total de ações da Cia. Lavandisca. Na 
ocasião da operação, o preço acordado envolvia o valor das ações e 
dividendos adquiridos, relativos a saldos, de Reservas e Lucros 
Acumulados, pré-existentes e ainda não distribuídos. 
No momento em que ocorrer o efetivo pagamento dos dividendos 
referentes a esses itens, o tratamento contábil dado a esse evento 
deverá ser: 
a) creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de receita 
não operacional em contrapartida do registro do ingresso do recurso no 
caixa. 
b) ajustar o resultado do exercício e creditar o valor correspondente a 
esse dividendo em conta de deságio em aquisição de investimentos 
permanentes em contrapartida do registro do ingresso do recurso no 
caixa. 
c) lançar o valor correspondente a esse dividendo a crédito da conta 
participação societária em contrapartida do registro do ingresso do 
recurso no caixa. 
d) registrar os dividendos recebidos como receita operacional em 
contrapartida ao lançamento de débito na conta caixa. 
e) considerar o valor recebido como receita não operacional e debitando 
em contrapartida da conta ágio em investimentos societários. 
 
1.3.2 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) 
ENUNCIADO 
 
 
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7. O recebimento de dividendos de participações societárias avaliados 
pelo custo deve ser registrado, na escrituração da empresa investidora, 
a crédito de conta representativa 
 
(A) de receita operacional. 
 
(B) de receita não-operacional. 
 
(C) de resultado da eqüivalência patrimonial. 
 
(D) da própria participação societária. 
 
(E) de deságio na aquisição de investimentos. 
 
1.4 Outros assuntos – relativos a participações societárias 
 
1.4.1 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) 
ENUNCIADO 
 
 
2. É INCORRETO afirmar: 
 
(A) A situação de passivo a descoberto ocorre quando o valor do passivo 
exigível da sociedade é superior aomontante dos bens e direitos que 
compõe o seu ativo. 
(B) No balanço patrimonial as contas do ativo são classificadas em 
ordem crescente do grau de liquidez, enquanto as contas do passivo são 
classificadas em ordem crescente do grau de exigibilidade. 
(C) A diferença entre o valor total do ativo circulante e o valor total 
passivo circulante de uma entidade representará o montante do capital 
circulante líquido. 
(D) O objeto e o campo de aplicação da contabilidade são 
respectivamente o patrimônio e a azienda. 
(E) Os investimentos relevantes em sociedades controladas, ou 
coligadas com participação mínima de 20% no capital social ou que 
tenha influência na administração, serão avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial. 
 
1.4.2 Analista Judiciário STF (CESPE 2008) – provisão para perdas em 
investimentos 
ENUNCIADO 
 
 
91. O registro da provisão para perda de investimentos afetará o saldo 
do ativo permanente e também o saldo do resultado do exercício de 
maneira negativa. O registro da perda de investimentos provisionada 
 
 
 
 
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será a débito da provisão para perda de investimentos e a crédito da 
conta de investimento. 
 
1.4.3 Equivalência patrimonial - TCU/UNB (CESPE) 
 
ENUNCIADO 
 
De acordo com a Instrução CVM n° 247, de 27 de março de 1996, que 
dispõe, entre outras coisas, a respeito da avaliação de investimentos em 
sociedades coligadas, julgue os itens abaixo: 
(1) O valor contábil do investimento relevante e influente em coligada 
ou controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência 
patrimonial e o ágio não amortizado, deduzidos os deságio não 
amortizado e a provisão para perdas. 
(2) O investimento em controlada deve ser avaliado pelo método da 
equivalência patrimonial. 
(3) É considerada exemplo de evidência de influência na administração 
da coligada a significativa dependência tecnológica e/ou econômico- 
financeira. 
(4) O investimento em sociedade coligada, cuja venda por parte da 
investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de 
realização, deixará de ser avaliado pelo método da equivalência 
patrimonial, imediatamente após a decisão de venda. 
(5) O investimento em coligada que, por redução do valor contábil do 
investimento, deixar de ser relevante, deixará de ser avaliado pela 
equivalência patrimonial, mesmo que a redução não seja considerada de 
caráter permanente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
2 Gabarito 
 
Assunto / Concurso-questão Gab. 
1 Investimentos sujeitos ao método da EPL - 
1.1 AFRF 2003 – Contabilidade avançada D 
1.2 AFRF 2003 – Contabilidade avançada E 
1.3 AFTN 1996 – Contabilidade avançada C 
1.4 AFRF 2002-2 – Contabilidade avançada B 
1.5 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF) E 
1.6 ICMS – Distrito Federal – 2001 (FCC) E 
1.7 TRT 10 - Analista Judiciário – Contabilidade (12/12/2004) C 
1.8 Analista de Transportes Urbanos CESPE (2008) C 
2 Aplicação do método da equivalência patrimonial - 
2.1 AFTN 1996 – Contabilidade avançada E 
2.2 AFTN 1996 – contabilidade avançada D 
2.3 AFTN 1996 – contabilidade avançada B 
2.4 AFTN 1996 – contabilidade avançada A 
2.5 AFTN 1996 – contabilidade avançada E 
2.6 AFTN 1996 – contabilidade avançada A 
2.7 AFRF 2003 – Contabilidade avançada A 
2.8 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF) B 
2.9 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) D 
2.10 ICMS Paraíba – 2006 (FCC) A 
2.11 CVM – Comissão de Valores Mobiliários – 2000 (ESAF) E 
2.12 Analista do Banco Central do Brasil (Área 3) – jan/2006 – FCC C 
2.13 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) B 
2.14 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 2001 (ESAF) E 
2.15 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 2001 (ESAF) B 
2.16 Analista de Controle Externo – TCU – 2002 (ESAF) C 
2.17 Tribunal de Contas do Estado – TCE/RS – 2007 (FAURGS) E 
2.18 TRT 10 - Analista Judiciário – Contabilidade (12/12/2004) C 
2.19 TRF 4a região - Analista Judiciário - Contadoria (jan/2001) A 
2.20 SEAD/UEPA - formação: ciências contábeis, CESPE/2008 A 
2.21 Cespe 2008 – equivalência patrimonial E 
2.22 MDIC – Analista de Comércio Exterior – CESPE 2008 E 
2.23 MPE/RR – Contador – 2008 – CESPE – Equivalência patrimonial - cabe recurso E 
2.24 STN-2008 (ESAF) Questão 30 – Equivalência Patrimonial C 
3 Método do custo - 
3.1 AFRF 2003 – contabilidade avançada C 
3.2 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) A 
4 Outros assuntos – relativos a participações societárias - 
4.1 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) B 
4.2 Analista Judiciário STF (CESPE 2008) – provisão para perdas em investimentos C 
4.3 Equivalência patrimonial - TCU/UNB (CESPE) CCCEE
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
3 Exercícios de Fixação (Questões de concurso – resolvidas e 
comentadas) 
 
3.1 Investimentos sujeitos ao método da EPL 
 
3.1.1 AFRF 2003 – Contabilidade avançada 
 
Para responder às questões de nºs 06 e 07 considere a situação descrita 
a seguir. 
 
A Cia. Boreal, empresa agrícola atuante nesse mercado há 22 anos, no 
início de 1997 participa como acionista na constituição da Cia. 
Beneficiadora de Cereais, cujo capital social é totalmente integralizado e 
formado por 1.200.000 ações distribuídas, de acordo com os limites 
legais, em ações ordinárias e preferenciais com valores nominais de 
R$10,00 cada uma. No início de 2003 a diretoria da Cia. Boreal, 
obedecendo a seu planejamento estratégico para expansão, decide fazer 
uma proposta de aquisição para o controle acionário da Cia. 
Transportadora Carga Pesada que, no momento, passa por problemas 
de gestão, apesar de ter sido constituída em janeiro de 2002, dentro 
dos limites máximos de classes de ações permitidos pela legislação da 
época. Com capital social representado por 900.000 ações ordinárias e 
preferenciais com valor unitário de R$10,00/ação, seus acionistas estão 
dispostos a negociar a venda do controle acionário pelo valor nominal 
das ações desde que essa operação seja realizada a vista. 
Enunciado 
 
06- Com base nas informações acima, indique o valor mínimo que a Cia. 
Boreal deveria pagar para tornar-se a controladora da empresa 
transportadora. 
a) R$ 4.500.000 
b) R$ 3.000.010 
c) R$ 3.000.000 
d) R$ 2.250.010 
e) R$ 1.500.000 
Comentários 
 
Em 2002 já estava em vigor a Lei 10.303/01 que determinou a 
modificação dos limites percentuais para ações ordinárias e 
preferenciais. 
Capital da Cia Transportadora 
 
– 50% de ações ordinárias (450.000 ações de valor R$ 4.500.000) e 
 
 
 
 
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– 50% de ações preferenciais (450.000 ações de valor R$ 4.500.000). 
Aquisição do controle – metade mais uma ação ordinária: 
=> 225.001 ações * 10,00 = R$ 2.250.010,00 
 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e(2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos. Cabem aqui dois comentários: 
(1) a questão coloca o ano em que os fatos ocorreram, de forma 
explícita. Assim, pode-se entender que a resolução não é afetada por 
modificação de legislação posterior à ocorrência dos fatos no enunciado 
descrita. 
(2) para fins didáticos, mesmo com a referência ao ano de ocorrência 
dos fatos, cabe analisar a questão sob o seguinte prisma: “se os fatos 
descritos no enunciado ocorressem hoje, como seria a resolução da 
questão?”. Nesse caso, cabe esclarecer que, em que pese ter havido 
alteração normativa, o conceito teórico/normativo de controle 
permaneceu o mesmo. Assim, as conclusões apresentadas nos 
comentários acima continuam válidas. 
 
 
Gabarito – D 
 
3.1.2 AFRF 2003 – Contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
07- Para possuir a preponderância nas deliberações sociais de modo 
permanente e com segurança na Cia. Beneficiadora de Cereais, a Cia. 
Boreal deve possuir pelo menos: 
a) 50% do capital total da investida. 
 
b) 40% das ações totais da investida. 
 
c) 33,3% do patrimônio líquido da investida. 
d) 25% das ações ordinárias da investida. 
e) 16,7% do capital votante da investida. 
Comentários 
 
 
 
 
 
 
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Em 1997, o limite de percentuais máximo para distribuição de ações 
ordinárias / preferenciais era de 1/3 de ordinárias para 2/3 de 
preferenciais. 
Para adquirir o controle, bastava adquirir a maioria das ações ordinárias. 
Essa maioria representava ½ * 2/3 * total das ações +1 ação: 
=> ½ * 1/3 * = 16,7% do total. 
 
Infelizmente, possivelmente por falha de digitação, o gabarito foi 16,7% 
do capital votante. Ora, isso é inadmissível, pois 16,7% dos votos é 
menos do que sua metade e, portanto, há a possibilidade de que outro 
acionista controle até 83,3% dos votos (o que é – indiscutivelmente – 
mais). Entendo que essa questão deveria ter sido anulada. 
Uma interpretação – muito extremada – para tentar defender o gabarito 
oficial é a de se entender que, na letra E, onde está escrito “16,7% do 
capital votante da investida” entenda-se “16,7% do capital, desde que 
votante, da investida”. Assim, poder-se-ia entender que, na alternativa 
E, o examinador teria a intenção de referir que seria necessário possuir 
16,7% do capital total, desde que em ações com direito a voto. 
Nota de atualização. 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos. Cabem aqui dois comentários: 
(1) a questão coloca o ano em que os fatos ocorreram, de forma 
explícita. Assim, pode-se entender que a resolução não é afetada por 
modificação de legislação posterior à ocorrência dos fatos no enunciado 
descrita. 
(2) para fins didáticos, mesmo com a referência ao ano de ocorrência 
dos fatos, cabe analisar a questão sob o seguinte prisma: “se os fatos 
descritos no enunciado ocorressem hoje, como seria a resolução da 
questão?”. Nesse caso, cabe esclarecer que, em que pese ter havido 
alteração normativa, o conceito teórico/normativo de controle 
permaneceu o mesmo. Assim, as conclusões apresentadas nos 
comentários acima continuam aplicáveis. 
 
 
Gabarito – E 
 
 
 
 
 
 
 
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3.1.3 AFTN 1996 – Contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
Questão 34: São métodos de avaliação das Participações Societárias: 
 
A Método de Custo e Custo ou Mercado, dos dois o menor 
 
B Método do Valor Presente e Equivalência Patrimonial 
 
C Método do Custo e Equivalência Patrimonial 
 
D Método do Valor de Realização e Equivalência Patrimonial 
 
E Método do Valor de Realização e Valor Presente 
Resolução e comentários 
 
A regra geral é o método do custo, pela aplicação do princípio 
fundamental de contabilidade do registro pelo valor original. A regra 
especial é o método da equivalência patrimonial, prevista no art. 248 da 
Lei das S/A para investimentos mais importantes. 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos, os conceitos teóricos necessários à 
resolução da presente questão não foram alterados. Conclui-se, assim, 
que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam 
válidas. 
Com efeito, a Lei das S/A determina o custo como regra geral e 
excepciona a equivalência patrimonial, conforme depreende-se da 
leitura dos arts. 183 e 248 da Lei das S/A. 
A seguir, encontra-se parcialmente reproduzido o art. 183: 
 
Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão 
avaliados segundo os seguintes critérios: 
... 
 
III - os investimentos em participação no capital 
social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos 
artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de 
provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, 
quando essa perda estiver comprovada como permanente, 
e que não será modificado em razão do recebimento, sem 
custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; 
... 
 
 
 
 
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Com efeito, sucederam-se três regras, a saber (1) regra original, (2) 
regra intermediária e (3) regra atual. A seguir, encontram-se 
reproduzidas essas regras: 
(1) Regra original 
 
Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em 
geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias 
abertas 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
(2) Regra intermediária 
 
Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – 
aplicável para companhias em geral 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas sobre cuja administração 
tenha influência significativa,ou de que participe com 20% 
(vinte por cento) ou mais do capital votante, em 
controladas e em outras sociedades que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de 
acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei 
nº 11.638,de 2007) 
Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 
2008 – aplicável a companhias abertas 
 
Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência 
patrimonial: 
I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; 
 
II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, 
quando a investidora tenha influência significativa na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
 
 
 
 
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direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital votante; e 
III – o investimento em outras sociedades que façam parte 
de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. 
(3) Regra atual 
 
Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, 
de 2008) – aplicável para companhias em geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas ou em controladas e em outras 
sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou 
estejam sob controle comum serão avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes 
normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
... 
 
Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação 
da regra da Lei das S/A a companhias abertas. 
Equivalência patrimonial 
 
30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 
alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação 
do método da equivalência patrimonial dos investimentos 
em coligadas classificados no ativo permanente. A partir 
da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os 
investimentos em sociedades em que a administração 
tenha influência significativa, ou nas quais participe com 
20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão 
avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 
31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos 
dispositivos na data de transição devem ser assim 
registrados: 
... 
 
Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma 
modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: 
- conceito original 
 
§ 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, 
com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, 
sem controlá-la 
- conceito atual 
§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a 
investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
... 
§ 4o Considera-se que há influência significativa 
quando a investidora detém ou exerce o poder de participar 
 
 
 
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nas decisões das políticas financeira ou operacional da 
investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória 
nº 449, de 2008) 
§ 5o É presumida influência significativa quando a 
investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital 
votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
Gabarito 
 
C 
 
3.1.4 AFRF 2002-2 – Contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
01- Um investimento é considerado relevante quando: 
 
a) o valor inscrito na conta de participação societária de cada coligada e 
controlada, considerado em seu conjunto, não exceder a 5% do 
Patrimônio Líquido da investidora. 
b) o valor contábil dos investimentos em controladas e coligadas 
considerados em seu conjunto for igual ou superior a 15% do Patrimônio 
Líquido da investidora. 
c) o valor inscrito em investimento permanente em cada uma das 
empresas coligadas for igual ou inferior a 5% do Patrimônio Líquido da 
investidora. 
d) o custo de aquisição do investimento nas coligadas for igual ou 
inferior a 5% do patrimônio líquido da investidora e igual a 8% do 
Patrimônio Líquido da investida. 
e) o valor pago na aquisição do investimento em coligadas for igual ou 
inferior a 5% do patrimônio líquido da investidora e igual a 8% do 
Patrimônio Líquido da investida. 
Resolução e comentários 
 
A definição de relevância é dada pelo parágrafo único do artigo 247 da 
Lei das S/A que considera individualmente relevante o investimento em 
cada sociedade coligada ou controlada, se o valor contábil é igual ou 
superior a dez por cento do valor do patrimônio líquido da companhia ou 
coletivamente o investimento no conjunto de sociedades coligadas e 
controladas, se o valor contábil é igual ou superior a quinze por cento do 
valor do patrimônio líquido da companhia. A seguir, para fins de 
clareza, encontra-se reproduzido o citado parágrafo: 
Parágrafo único. Considera-se relevante o investimento: 
 
a) em cada sociedade coligada ou controlada, se o valor 
contábil é igual ou superior a 10% (dez por cento) do valor 
do patrimônio líquido da companhia; 
 
 
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b) no conjunto das sociedades coligadas e controladas, se 
o valor contábil é igual ou superior a 15% (quinze por 
cento) do valor do patrimônio líquido da companhia. 
No mesmo sentido, a Instrução CVM define relevância, em seu art. 4o, 
abaixo: 
Art. 4º - Considera-se relevante o investimento: 
 
I - Quando o valor contábil do investimento em cada 
coligada for igual ou superior a 10% (dez por cento) do 
patrimônio líquido da investidora; ou 
II - Quando o valor contábil dos investimentos em 
controladas e coligadas, considerados em seu conjunto, for 
igual ou superior a 15% (quinze por cento) do patrimônio 
líquido da investidora. 
§ 1º - O valor contábil do investimento em coligada e 
controlada abrange o custo de aquisição mais a 
equivalência patrimonial e o ágio não amortizado, deduzido 
do deságio não amortizado e da provisão para perdas. 
§ 2º - Para determinação dos percentuais referidos nos 
incisos I e II deste artigo, ao valor contábil do 
investimento deverá ser adicionado o montante dos 
créditos da investidora contra suas coligadas e 
controladas. 
Pelo texto acima, verifica-se que a única alternativa correta é a de letra 
B 
 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos, os conceitos teóricos necessários à 
resolução da presente questão não foram alterados. 
Com efeito, o referido art. 247 da Lei das S/A não foi alterado, apesar 
do art. 4o da Instrução CVM nº 247, de 1996, ter sido revogado pela 
Instrução CVM 469, de 2008. 
 
Saliente-se, apenas, que o conceito de relevância deixou de ser 
aplicável à identificação dos investimentos sujeitos ao método da 
equivalência patrimonial;entretanto, ele continua presente no art. 247 
da Lei das S/A. 
Conclui-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários 
acima continuam válidas. 
Gabarito 
 
 
 
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B 
 
3.1.5 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF) 
ENUNCIADO 
 
 
41- Em cada círculo está inscrito o nome de uma empresa. A seta indica 
a participação no capital da outra empresa. No retângulo, está o 
percentual dessa participação. 
 
Alfa Alfa 
 
80% 90% 
 
Beta Gama 
 
10% 10% 
 
 
Lâmina 
 
Assinale a opção correta. 
 
a) A empresa Alfa controla indiretamente a empresa Lâmina. 
b) A empresa Beta controla a empresa Lâmina. 
c) A empresa Gama controla a empresa Lâmina. 
d) A empresa Gama controla a empresa Beta. 
e) A empresa Alfa controla a empresa Beta. 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Trata-se de uma questão cuja resolução demanda o conhecimento do 
conceito de controle (direto e indireto). 
A palavra chave – para o entendimento do conceito de controle – é 
“mandar”. Assim, controlar é mandar, o que permite chegar às 
seguintes conclusões: 
- mandar não é o mesmo que possuir e, portanto, é possível que 
se controle algo que não se possua por completo (nem na maior 
porcentagem); 
- quem manda pode fazê-lo diretamente ou através de terceiros e, 
portanto, é possível haver controle direto ou indireto. 
Confirmando a idéia acima, de que controlar é mandar, o artigo 243 da 
Lei das S/A, em seu parágrafo 2o estabelece o conceito de controle, 
conforme abaixo: 
§ 2º Considera-se controlada a sociedade na qual a 
controladora, diretamente ou através de outras 
 
 
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controladas, é titular de direitos de sócio que lhe 
assegurem, de modo permanente, preponderância nas 
deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos 
administradores. 
Repare que o texto acima reproduzido refere que a investidora deverá 
ser “titular de direitos de sócio” que lhes assegurem “preponderância 
nas deliberações sociais” e “poder de eleger a maioria dos 
administradores”. Ora, isso é mandar na empresa investida! A partir 
dessa premissa, podemos apresentar os conceitos de controle direto e 
de controle indireto. 
Controle direto é aquele em que a empresa investidora “manda” na 
administração da empresa investida diretamente, através de seu próprio 
voto, na Assembléia Geral de Acionistas. 
Aqui faremos uma breve referência ao Direito Societário, que determina 
as condições para que alguém possa mandar na administração de uma 
companhia. Assim, veremos o conceito de Assembléia Geral de 
Acionistas e de ações com e sem direito a voto. 
Inicialmente, cabe colocar que o órgão máximo deliberativo de uma 
companhia é a Assembléia Geral de Acionistas e que ela funciona num 
misto de democracia e capitalismo, pois: (1) as decisões são tomadas 
pelo voto dos acionistas reunidos, mas (2) os votos dos acionistas não 
têm o mesmo valor, sendo esse valor proporcional à quantidade de 
ações com direito a voto da titularidade de cada acionista. Assim, resta 
saber o que é ação com direito a voto. 
Com relações às espécies de ações, temos que a Lei das S/A define – 
basicamente – duas espécies importantes, são elas: as ações ordinárias 
e as ações preferenciais1. As ações ordinárias são as que têm direito a 
voto e as preferenciais não. No que se refere à controlada, vale a 
referência de que ela também pode ser uma Limitada e que, nesse caso, 
tudo o que foi dito com relação a ações com direito a voto pode ser 
aplicado a cotas de capital. 
A preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria 
dos administradores de modo permanente ocorrem, normalmente e com 
segurança quando a empresa investidora possui o controle acionário, 
representado por mais de 50% do capital votante da outra sociedade. 
Quanto ao controle, cumpre referir que ele pode ser exercido de forma 
indireta. Esse aspecto é mencionado especificamente, no art. 243, a Lei 
 
 
 
 
 
1 Há também uma terceira espécie, a ação de fruição, conceito já tratado no tópico em 
que foi estudado o PL e que, por não ter relevância para a matéria aqui apresentada, 
não será mais referenciada. 
 
 
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das S/A, que se refere a controle “diretamente ou através de outras 
controladas” e, no mesmo sentido, a Instrução CVM 247, de 1996, se 
refere a controlar “diretamente ou indiretamente”. 
O conceito de controle indireto está de acordo com a idéia de que 
controlar é “mandar”. Isso ocorre porque nada impede que uma pessoa 
possa mandar em outra através de terceiros. Exemplificando, esse é o 
caso de um General que, sem nunca ter dado uma ordem direta a um 
soldado teve sua vontade sempre obedecida pela tropa, durante toda a 
batalha. Isso ocorre porque o General pode dar ordens a seus 
subordinados, oficiais, que as transmitem aos soldados. 
Para entender o mecanismo que permite o controle indireto no âmbito 
de uma S/A, faz-se necessário voltar ao conceito de Assembléia Geral 
de Acionistas, onde são tomadas as decisões mais importantes da 
companhia. Na Assembléia cada acionista tem o direito de apresentar 
seu voto quanto às importantes questões nela tratadas (eleição dos 
órgãos de administração, destinação dos resultados, aumento ou 
redução de capital, etc.). Entretanto, se uma empresa investidora (Dora 
S/A) controla uma empresa intermediária (Interm S/A) e esta última 
controla a empresa investida (Tida S/A), o voto que a empresa 
intermediária irá apresentar na Assembléia de Acionistas da empresa 
investida será “controlado” pela vontade da empresa investidora (Dora 
S/A). Isso ocorre porque os administradores da empresa intermediária 
foram escolhidos pela empresa investidora. 
Vistos os conceitos teóricos necessários à resolução da questão, 
passaremos a sua resolução propriamente dita, através da análise de 
cada assertiva do enunciado. 
 
Alfa Alfa 
 
80% 90% 
 
Beta Gama 
 
10% 10% 
 
 
Lâmina 
 
Assinale a opção correta. 
 
a) A empresa Alfa controla indiretamente a empresa Lâmina. 
Errado. A empresa Alfa não é possuidora de NENHUMA PARTICIPAÇÃO 
DIRETA NA EMPRESA Lamina. Apesar da empresa Alfa possuir participação nas 
 
 
 
 
 
 
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empresas Berta e Gama, que – por sua vez – possuem participação na empresa Lâmina, o 
percentual é insuficiente para manter preponderância nas deliberações sociais de Lâmina. 
 
b) A empresa Beta controla a empresa Lâmina. 
Errado. A empresa Beta é titular de apenas 10% do capital da empresa 
Lamina. Esse percentual é insuficiente para manter preponderância nas deliberações 
sociais de Lâmina. 
 
c) A empresa Gama controla a empresa Lâmina. 
Errado. A empresa Gama é titular de apenas 10% do capital da empresa 
Lamina. Esse percentual é insuficiente para manter preponderância nas deliberações 
sociais de Lâmina. 
 
d) A empresa Gama controla a empresa Beta. 
Errado. A empresa Gama não é possuidora de NENHUMA PARTICIPAÇÃO 
DIRETA OU INDIRETA NA EMPRESA Beta.e) A empresa Alfa controla a empresa Beta. 
Correto, a partir de 2002, com o advento da Lei n° 10.303, de 2001, (que 
atualizou o texto da Lei das S/A), do total de ações, no mínimo metade deve ser composta 
por ações ordinárias (com direito a voto), podendo o restante ser composto com ações 
preferenciais, conforme art. 15 § 2o, da Lei das S/A: 
 
Art. 15. As ações, conforme a natureza dos direitos ou 
vantagens que confiram a seus titulares, são ordinárias, 
preferenciais …. 
§ 2o O número de ações preferenciais sem direito a voto, 
ou sujeitas a restrição no exercício desse direito, não pode 
ultrapassar 50% (cinqüenta por cento) do total das ações 
emitidas. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) 
A tabela a seguir ilustra a situação acima descrita: 
 
Ti po de ação de até
ordinária 50,00% 100%
preferencial 50,00% 0%
total 100,00% 100%
 
Assim, após o advento da Lei n° 10.303, de 2001, se a empresa investida tivesse 
 
seu capital formado em 50% por ações ordinárias (limite mínimo previsto pela Lei das 
 
S/A) e, conseqüentemente, em 50% por ações preferenciais, um investidor que tivesse 
 
 
 
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metade das ações ordinárias, mais uma, teria o controle acionário. Exemplificando, 
considere um capital formado por 1.000 ações, sendo 500 ações ordinárias e 500 ações 
preferenciais. Nesse caso, o investidor com 50% das ordinárias, mais uma, ou seja, com 
251 ações, tem o controle acionário, no entanto possui menos do que 26% do capital total. 
Isso confirma – mais uma vez – nosso conceito, de que controlar é mandar (e não possuir). 
 
No caso, a empresa Alfa, sendo titular de 80% do capital da empresa Beta, 
resta, aos demais investidores, apenas o percentual de 20% - insuficiente para controlar 
Beta. Dessa forma, deduz-se que Alfa é – necessariamente – controladora de Beta. 
 
Pelo que foi acima exposto, depreende-se que a alternativa correta é a 
de letra (E). 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 49, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos: 
- os dispositivos citados não sofreram modificação; 
 
- os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não 
foram alterados. 
Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos 
comentários acima continuam válidas. 
 
 
GABARITO 
 
 
41 – E 
 
3.1.6 ICMS – Distrito Federal – 2001 (FCC) 
ENUNCIADO 
 
 
28. A conta contábil investimentos em Controladas deve ser avaliada, no 
Balanço Patrimonial, pelo método 
 
(A) do fluxo de caixa descontado. 
 
(B) de custo. 
 
(C) do valor de reposição. 
 
 
 
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(D) do valor de mercado. 
 
(E) da equivalência patrimonial. 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve 
alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos 
investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, 
como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da 
questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, 
apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se 
que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja 
alteração – também – no gabarito da questão. 
I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO 
VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO 
 
Essa questão parece de simples resolução, mas eu a reputo como uma 
das mais difíceis desta prova. De acordo com seu gabarito (alternativa 
– E) poder-se-ia concluir, apressadamente, que todo e qualquer 
investimento em Controladas deveria ser avaliado pelo método da 
equivalência patrimonial. Entretanto, isso somente é verdadeiro quando 
se trata de Sociedades Anônimas de Capital Aberto (Companhias 
abertas). Com base no texto da Lei das S/A, com relação aos 
investimentos em controladas, somente os investimentos RELEVANTES 
são avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Nesse sentido, 
cumpre reproduzir (em parte) o conteúdo do art. 248 da referida lei, 
abaixo: 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, ... 
Repare que a Lei das S/A é aplicável às Companhias fechadas 
(Sociedades Anônimas de Capital Fechado) e que o enunciado não 
esclarece se a Cia Maranhão é – ou não – Companhia de capital 
fechado. 
 
Por outro lado, se a Cia Maranhão fosse Companhia de capital aberto, 
ela necessariamente teria de avaliar seu investimento em controlada 
pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com o art. 5o da IN 
CVM 247, de 1996, abaixo: 
 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
 
 
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II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
Ora, se a Cia Maranhão fosse uma Companhia aberta, sem dúvida, a 
resposta deveria ser alternativa (E). Se a Cia Maranhão fosse uma 
Companhia fechada, não haveria dados suficientes para saber se o 
método de avaliação do investimento por ela mantido em controlada 
deveria ser avaliado pelo método do custo ou da equivalência 
patrimonial. Assim, como, das duas possíveis interpretações para o 
texto, apenas uma delas leva univocamente a uma das alternativas 
apresentadas, é ela que deve ser utilizada, descartando-se a outra 
interpretação. 
Dessa maneira, resta correta a alternativa (E) – considerando a Cia 
Maranhão como companhia aberta. 
II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO 
 
Cabe Colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em 
comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de 
identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência 
patrimonial. Com efeito, sucederam-se três regras, a saber (1) regra 
original, (2) regra intermediária e (3) regra atual. A seguir, encontram- 
se reproduzidas essas regras: 
(1) Regra original 
 
Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em 
geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, deacordo 
com as seguintes normas: 
Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias 
abertas 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
 
 
 
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(2) Regra intermediária 
 
Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – 
aplicável para companhias em geral 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas sobre cuja administração 
tenha influência significativa, ou de que participe com 20% 
(vinte por cento) ou mais do capital votante, em 
controladas e em outras sociedades que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de 
acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei 
nº 11.638,de 2007) 
Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 
2008 – aplicável a companhias abertas 
 
Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência 
patrimonial: 
I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; 
 
II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, 
quando a investidora tenha influência significativa na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital votante; e 
III – o investimento em outras sociedades que façam parte 
de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. 
(3) Regra atual 
 
Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, 
de 2008) – aplicável para companhias em geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas ou em controladas e em outras 
sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou 
estejam sob controle comum serão avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes 
normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
... 
 
Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação 
da regra da Lei das S/A a companhias abertas. 
Equivalência patrimonial 
 
30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 
alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação 
do método da equivalência patrimonial dos investimentos 
em coligadas classificados no ativo permanente. A partir 
da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os 
investimentos em sociedades em que a administração 
tenha influência significativa, ou nas quais participe com 
20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de 
 
 
 
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um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão 
avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 
31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos 
dispositivos na data de transição devem ser assim 
registrados: 
... 
 
Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma 
modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: 
- conceito original 
 
§ 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, 
com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, 
sem controlá-la 
- conceito atual 
§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a 
investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
... 
§ 4o Considera-se que há influência significativa 
quando a investidora detém ou exerce o poder de participar 
nas decisões das políticas financeira ou operacional da 
investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória 
nº 449, de 2008) 
§ 5o É presumida influência significativa quando a 
investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital 
votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
 
Com a nova redação dada ao art. 248 da Lei das S/A, passaram a estar 
sujeitos ao Método da Equivalência patrimonial os seguintes 
investimentos (independentemente de serem relevantes). Dessa forma, 
pela nova legislação, deixa de haver qualquer dificuldade na resolução 
da questão, permanecendo a alternativa (E) como resposta. 
GABARITO 
 
 
E 
 
3.1.7 TRT 10 - Analista Judiciário – Contabilidade (FCC 2004) 
ENUNCIADO 
 
 
Assinale (C) – certo ou (E) – errado. 
 
52 Sociedade controladora é a que detém, diretamente ou por meio de 
outras controladas, direitos de sócio que lhe assegurem, 
 
 
 
 
 
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permanentemente, a condição de predominância nas assembléias e a 
prerrogativa de escolher a maioria dos administradores. 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
É correta a afirmação, visto que está alicerçada nas disposições do 
parágrafo 2º do art. 243 da Lei nº 6.404 de 1976, como indicamos a 
seguir: 
Art. 243. O relatório anual da administração deve 
relacionar os investimentos da companhia em sociedades 
coligadas e controladas e mencionar as modificações 
ocorridas durante o exercício. 
... 
 
§ 2º Considera-se controlada a sociedade na qual a 
controladora, diretamente ou através de outras 
controladas, é titular de direitos de sócio que lhe 
assegurem, de modo permanente, preponderância nas 
deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos 
administradores. 
Está, pois, correta a afirmação. 
Nota de atualização. 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos: 
- os dispositivos citados não sofreram modificação; 
 
- os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não 
foram alterados. 
Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos 
comentários acima continuam válidas. 
 
 
GABARITO 
 
 
C (certo) 
 
3.1.8 Analista de Transportes Urbanos CESPE (2008) 
 
ENUNCIADO 
 
 
 
 
 
 
 
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104. A contabilização dos investimentos permanentes que fazem parte 
de um mesmo grupo ou que estejam sob controle comum deve ser 
efetuada pelo método de equivalência patrimonial, independentemente 
de sua relevância. 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Essa questão é relativa a concurso de 2008, portanto, após a alteração 
da Lei das S/A pela Lei nº 11.638, de 2007 e antes de sua alteração 
pela Medida Provisória nº 449, de 2008. 
Repare, a título de informação, que, de acordo com a redação anterior da 
Lei das S/A, para companhias em geral, a regra prevista no art. 248, 
consistia em sujeitar ao métododa equivalência patrimonial os 
investimentos relevantes que fossem realizados em (1) controladas ou em 
(2) coligadas, sendo que, no caso de coligadas, somente com a 
presença de influência ou em percentual igual ou superior a 20%, 
conforme a seguir: 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
A redação original não fazia referência a “investimentos permanentes 
que fazem parte de um mesmo grupo ou que estejam sob controle 
comum”. Portanto, naquele contexto normativo, a afirmativa estaria 
errada. 
De acordo com a redação dada à Lei das S/A, pela Lei nº 11.638, de 
2007, entretanto, para companhias em geral, a regra prevista no art. 
248, passou a sujeitar ao método da equivalência patrimonial os 
investimentos realizados em (1) controladas, inclusive com controle 
comum ou em (2) coligadas, sendo que, no caso de coligadas, somente 
com a presença de influência ou em percentual igual ou superior a 20% 
ou, ainda, (3) que façam parte de um mesmo grupo, conforme a seguir: 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas sobre cuja administração 
tenha influência significativa, ou de que participe com 20% 
(vinte por cento) ou mais do capital votante, em 
controladas e em outras sociedades que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de 
acordo com as seguintes normas: 
 
 
 
 
 
 
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Repare que o conceito de RELEVÂNCIA deixou de ser utilizado para 
identificação do investimento sujeito ao método da equivalência 
patrimonial. Assim, pode-se concluir que a assertiva está correta. 
COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO 
 
Cabe Colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em 
comento, houve alteração da Lei das S/A, pela Medida Provisória nº 
449, de 2008, com modificação da regra de identificação dos 
investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial, para os 
termos a seguir: 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas ou em controladas e em outras 
sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou 
estejam sob controle comum serão avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes 
normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
... 
 
Repare que, mesmo com a alteração acima apresentada: 
 
- ficam sujeitos ao MEP os “investimentos permanentes que fazem parte 
de um mesmo grupo ou que estejam sob controle comum”; 
- o conceito de RELEVÂNCIA não é utilizado para identificação do 
investimento sujeito ao método da equivalência patrimonial. 
Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos 
comentários acima continuam válidas. 
 
 
GABARITO 
 
 
104 C 
 
 
 
3.2 Aplicação do método da equivalência patrimonial 
 
3.2.1 AFTN 1996 – Contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
Questão 35: Quando a Participação Societária for relevante, o efeito 
gerado por prejuízos apurados na investida deve ser registrado pela 
empresa controladora da seguinte forma: 
A Lucros / Prejuízos Acumulados 
a Participações Societárias 
B Participações Societárias 
 
 
 
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a Lucros / Prejuízos Acumulados 
 
C Lucros / Prejuízos Acumulados 
 
a Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas 
 
D Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas 
 
a Lucros / Prejuízos Acumulados 
 
E Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas 
 
a Participações Societárias 
Resolução e comentários 
 
Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve 
alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos 
investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, 
como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da 
questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, 
apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se 
que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja 
alteração – também – no gabarito da questão. 
I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO 
VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO 
A resolução dessa questão demanda a capacidade de deduzir que o 
investimento relevante em controlada é avaliado pelo método da 
equivalência patrimonial. Após esse passo, é necessário saber que a 
aplicação do método da equivalência patrimonial implica o registro de 
despesas (resultados negativos em participações societárias) no 
patrimônio da investidora quando a investida apura prejuízos. Isso 
ocorre porque: (1) o prejuízo reduz o patrimônio líquido da empresa 
investida, (2) a redução do PL da investida, por aplicação do método da 
EPL, implica a redução do valor do investimento na empresa investidora 
e (3) a redução do investimento, na empresa investidora, implica o 
registro de despesas (resultado negativo em participações societária), 
conforme lançamento padrão abaixo: 
 
D = Resultados negativos em participação societárias 
 
C = a Investimentos em participações societárias 
 
Comparando-se o lançamento padrão com as alternativas da questão, 
verifica-se que a única alternativa correta é a alternativa de letra E 
II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO 
 
Cabe Colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em 
comento, houve alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de 
identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência 
 
 
 
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patrimonial. Com efeito, sucederam-se três regras, a saber (1) regra 
original, (2) regra intermediária e (3) regra atual. A seguir, encontram- 
se reproduzidas essas regras: 
(1) Regra original 
 
Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em 
geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias 
abertas 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
(2) Regra intermediária 
 
Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – 
aplicável para companhias em geral 
 
Art. 248. No balanço patrimonialda companhia, os 
investimentos em coligadas sobre cuja administração 
tenha influência significativa, ou de que participe com 20% 
(vinte por cento) ou mais do capital votante, em 
controladas e em outras sociedades que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de 
acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei 
nº 11.638,de 2007) 
Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 
2008 – aplicável a companhias abertas 
 
Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência 
patrimonial: 
I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; 
 
II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, 
quando a investidora tenha influência significativa na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
 
 
 
 
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direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital votante; e 
III – o investimento em outras sociedades que façam parte 
de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. 
(3) Regra atual 
 
Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, 
de 2008) – aplicável para companhias em geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas ou em controladas e em outras 
sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou 
estejam sob controle comum serão avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes 
normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
... 
 
Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação 
da regra da Lei das S/A a companhias abertas. 
Equivalência patrimonial 
 
30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 
alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação 
do método da equivalência patrimonial dos investimentos 
em coligadas classificados no ativo permanente. A partir 
da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os 
investimentos em sociedades em que a administração 
tenha influência significativa, ou nas quais participe com 
20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão 
avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 
31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos 
dispositivos na data de transição devem ser assim 
registrados: 
... 
 
Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma 
modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: 
- conceito original 
 
§ 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, 
com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, 
sem controlá-la 
- conceito atual 
§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a 
investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
... 
§ 4o Considera-se que há influência significativa 
quando a investidora detém ou exerce o poder de participar 
 
 
 
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nas decisões das políticas financeira ou operacional da 
investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória 
nº 449, de 2008) 
§ 5o É presumida influência significativa quando a 
investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital 
votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
Com a nova redação dada ao art. 248 da Lei das S/A, passaram a estar 
sujeitos ao Método da Equivalência Patrimonial, entre outros, todos os 
investimentos em controladas (independentemente de serem 
relevantes). Repare que o enunciado se refere ao registro feito pela 
“controladora”, portanto trata-se de investimento avaliado pelo MEP. 
Conclui-se, assim, que o gabarito da questão continua o mesmo. 
Gabarito 
E 
 
3.2.2 AFTN 1996 – contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
Questão 36: Nas participações Societárias relevantes, os dividendos 
pagos pelas investidas são tratados como: 
A Receitas não operacionais 
 
B Resultados de exercícios futuros 
 
C Receitas operacionais do período 
 
D Redução do valor dos investimentos 
E Resultado positivo de equivalência 
Resolução e comentários 
Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve 
alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos 
investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, 
como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da 
questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, 
apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se 
que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja 
alteração – também – no gabarito da questão. 
I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO 
VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO 
O enunciado está incompleto, participações societárias relevantes 
podem estar sujeitos à aplicação de ambos os métodos (custo ou 
equivalência patrimonial). 
 
 
 
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1) Em companhias em geral são avaliados pelo método da EPL: (a) 
investimentos relevantes, em controladas, ou em coligadas (onde haja 
mais de 20% de participação ou influência); aplica-se o método da 
equivalência patrimonial; (b) nos demais casos, aplica-se o método do 
custo. 
2) Nas companhias abertas, segundo a IN CVM 247/96, deverão ser 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial: (a) o investimento 
em cada controlada; e (b) o investimento RELEVANTE em cada coligada 
e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando o percentual de participação, direta ou indireta 
da investidora representar 20% ou mais do capital social da coligada. 
Cumpre referir que: (1) no método da equivalência patrimonial, o 
recebimento de dividendos deve ser registrado sempre a crédito da 
própria conta do investimento e (2) no método do custo (a) como regra 
geral, os dividendos oriundos de lucros auferidos pela empresa investida 
após a aquisição da participação societária por parte da empresa 
investidora, deverão ser registrados a crédito de receita e (b) quando os 
dividendos forem oriundos de lucros auferidos pela empresa investida 
ANTES da aquisição do investimento, por parte da empresa investidora 
(presumidamente em até 6 meses dessa aquisição), eles deverão ser 
registrados a crédito do próprio investimento. 
Assim, em princípio, a questão deveria ser anulada. Entretanto, essa 
questão não foi anulada. 
Vista a questão sob o prisma técnico, realizaremos – agora – uma 
abordagem sob o prisma da resolução de questões de concurso. Pelo 
enunciado vê-se que o examinador está se referindo a investimento 
“relevante” e, se interpretarmos a palavra “relevante” em seu sentido 
não-técnico, veremos que o examinador se refere a investimentos 
“importantes”. Ora investimentos “importantes” devem ser avaliados 
pelo método da equivalência patrimonial. Assim, caberia – entre as 
alternativas – a mais provável que se refere a redução do valor do 
investimento (alternativa D). 
II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO 
 
Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativaà questão em 
comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras 
aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei 
das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos 
sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- 
se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) 
regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: 
(1) Regra original 
 
 
 
 
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Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em 
geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias 
abertas 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
(2) Regra intermediária 
 
Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – 
aplicável para companhias em geral 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas sobre cuja administração 
tenha influência significativa, ou de que participe com 20% 
(vinte por cento) ou mais do capital votante, em 
controladas e em outras sociedades que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de 
acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei 
nº 11.638,de 2007) 
Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 
2008 – aplicável a companhias abertas 
 
Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência 
patrimonial: 
I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; 
 
II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, 
quando a investidora tenha influência significativa na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital votante; e 
III – o investimento em outras sociedades que façam parte 
de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. 
(3) Regra atual 
 
 
 
 
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Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, 
de 2008) – aplicável para companhias em geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas ou em controladas e em outras 
sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou 
estejam sob controle comum serão avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes 
normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
... 
 
Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação 
da regra da Lei das S/A a companhias abertas. 
Equivalência patrimonial 
 
30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 
alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação 
do método da equivalência patrimonial dos investimentos 
em coligadas classificados no ativo permanente. A partir 
da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os 
investimentos em sociedades em que a administração 
tenha influência significativa, ou nas quais participe com 
20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão 
avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 
31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos 
dispositivos na data de transição devem ser assim 
registrados: 
... 
 
Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma 
modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: 
- conceito original 
 
§ 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, 
com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, 
sem controlá-la 
- conceito atual 
§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a 
investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
... 
§ 4o Considera-se que há influência significativa 
quando a investidora detém ou exerce o poder de participar 
nas decisões das políticas financeira ou operacional da 
investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória 
nº 449, de 2008) 
§ 5o É presumida influência significativa quando a 
investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital 
 
 
 
 
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votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
 
Com a nova redação dada ao art. 248 da Lei das S/A, passaram a estar 
sujeitos ao Método da Equivalência patrimonial os investimentos em 
coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum (independentemente 
de serem relevantes). Assim, a interpretação do enunciado fica mais 
dificultada, não havendo resposta correta para a questão. 
Permaneceria, entretanto, o gabarito, caso – no enunciado: (a) onde 
consta a expressão “relevantes”, (b) fosse considerada a expressão 
“avaliadas pelo método da equivalência patrimonial”. 
Gabarito 
 
D 
 
3.2.3 AFTN 1996 – contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
Em 31.12.1994 os balancetes finais das Cias. PARÁ e SERGIPE eram os 
seguintes : 
 Cia Pará Cia Sergipe
contas saldos ajustados saldos ajustados
ativo circulante 12.000,00 5.000,00
ativo realiz longo prazo 18.000,00 -
ativo permanente 
 investimentos 30.000,00 -
 imobilizado lí 110.000,00 49.000,00
passivo cirsulante 25.000,00 15.000,00
passivo exig longo prazo 15.000,00 5.000,00
patrimonio líquido 
 capital 80.000,00 50.000,00
 reservas 10.000,00 1.000,00
 LPA 20.000,00 (14.000,00)
despesas operacionais 60.000,00 45.000,00
receitas operacionais 80.000,00 42.000,00
 
 
Outras informações: 
 
I - para apuração dos resultados de 1994, das empresas, falta apenas a 
avaliação dos Investimentos Permanentes. 
II - a Cia PARÁ detinha 60% do capital da Cia. SERGIPE e consituía-se 
na única participação societária da empresa . 
III - a inflação no período foi ZERO 
 
 
 
 
 
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IV - até o exercício contábil de 1993 os investimentos não eram 
avaliados pela equivalência patrimonial Com base nas informações 
anteriores, identifique a resposta correta para as questões de números 
37 a 39. 
 
Questão 37: Aplicando o método da equivalência patrimonial, o valor 
correto dos Investimentos Permanentes na Cia PARÁ seria: 
 
A $ 30.000 
B $ 20.400 
C $ 9.600
D $ 22.000
E $ 1.800 
 
Resolução e comentários 
 
Dado que o método do custoé a regra básica de avaliação de 
investimentos em participações permanentes (por consistir em mera 
aplicação do Princípio Fundamental de Contabilidade do Registro pelo 
Valor Original), o método da Equivalência Patrimonial é a exceção – 
aplicável apenas a investimentos especiais (considerados importantes). 
Trata-se de uma exceção expressa ao princípio contábil citado, prevista 
pela Lei das S/A, em seu art. 248, reproduzido em parte a seguir: 
Art. 248. ... 
 
… 
 
II - o valor do investimento será determinado mediante a 
aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no 
número anterior, da porcentagem de participação no 
capital da coligada ou controlada; 
Através do método de avaliação pela equivalência patrimonial, a 
empresa investidora reconhece como valor de seu investimento 
(participações permanentes – ações ou cotas do capital da empresa 
investida) uma parcela do valor do patrimônio líquido da empresa 
investida. Essa parcela é calculada através da multiplicação do valor do 
patrimônio líquido da empresa investida pelo percentual de participação 
(ou seja, pelo percentual de ações ou cotas de capital da empresa 
investida na titularidade da empresa investidora em relação ao total), 
conforme tabela a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A 
 
Lucros/ Prejuízos Acumulados - Ajustes de Exercícios Anteriores
 
7.800,00 
 Outras Despesas Operacionais – Lucros e Prejuízos de Participações em 
outras Companhias 
 
 
1.800,00
 
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Apuração do valor do investimento em participações societárias pelo método da equivalência patrimonial 
(. ) Quantidade de ações ou cotas da empresa investida na capital de titularidade da empresa investidora 
(/ ) Quantidade total de ações ou cotas de capital da empresa investida
(=) Percentual de participação 
(. ) Valor contábil do Patrimônio Líquido da empresa investida
(*) Percentual de participação 
(=) Valor pré-definido do investimento 
 
Saliente-se que, na questão, é afirmado que o método a ser aplicado é o 
da Equivalência Patrimonial. Portanto, cabe aplicá-lo aos dados do 
enunciado, nos termos da tabela abaixo. 
Investimentos permanentes na Cia Pará 
 PL da Cia Sergipe 37.000,00 PL antes do resultado do exercício
 (3.000,00) resultado do exercício
 34.000,00 PL ajustado
 60% percentual de participação
 20.400,00 investimento da Cia pará
 
 
 
 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos: 
- os dispositivos citados não sofreram modificação; 
 
- os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não 
foram alterados. 
Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos 
comentários acima continuam válidas. 
Gabarito 
 
B 
 
3.2.4 AFTN 1996 – contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
Questão 38: O resultado apurado na aplicação da equivalência 
patrimonial deveria ser lançado pela Cia. PARÁ como: 
 
 
 
 
 
 
 
 
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a Investimentos 
 
 
B 
 
Provisão para Perdas com Investimentos Permanentes
 
9.600,00 
 a receitas não Operacionais - Ganhos c/Investimentos 7.800,00
 a Investimentos 1.800,00
 
 
C 
 
Lucros / Prejuízos Acumulados – Ajustes de Exercícios Anteriores
 
1.800,00 
 Outras Despesas Operacionais – Lucros e Prejuízos de Participações em 
outras Companhias 
 
 
7.800,00
 
 a Investimentos 9.600,00
 
 
D 
 
Ganhos / Perdas com Alienação de Investimentos
 
7.800,00 
 Despesas não-operacionais - Lucros e Prejuízos de Participações em 
outras Companhias 
 
 
1.800,00
 
 a Investimentos 9.600,00
 
 
E 
 
Investimentos 
 
1.800,00 
 Despesas não-operacionais - Lucros e Prejuízos de Participações em 
outras Companhias 
 
 
7.800,00
 
 A Ganhos e Perdas c/ Investimentos 9.600,00
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9.600,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resolução e comentários 
 
Quando há mudança de critério de avaliação, antes de aplicação do 
método da equivalência patrimonial (para fins de apuração do resultado 
com a aplicação do método no período) é necessário realizar um ajuste 
de exercícios anteriores, para iniciar o saldo do investimento como se o 
método sempre tivesse sido esse. Assim, os valores devem ser 
apurados conforme tabela a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Lançamento de equivalência patrimonial da Cia Pará 
 (3.000,00) resultado do exercício da Cia Sergipe 
 60% percentual de participação 
 (1.800,00) resultado negativo de equivalência patrimonial 
 
 30.000,00 valor do investimento anterior 
 20.400,00 valor do investimento atual 
 9.600,00 diferença 
 (1.800,00) resultado negativo do ano 
 (7.800,00) resultados negativos de anos anteriores 
 lançamento 
 D = LPA (resultados negativos de períodos anteriores) (7.800,00) 
 D = resultado negativo de equivalência patrimonial 1.800,00 
 C = a Investimento 9.600,00
 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos, os conceitos teóricos necessários à 
resolução da presente questão não foram alterados. 
Ao contrário, pelo conteúdo da Deliberação CVM nº 565, de 2008, eles 
foram CONFIRMADOS, nos termos de seu item 31, a seguir: 
31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos 
dispositivos na data de transição devem ser assim 
registrados: 
(a) Para os investimentos adquiridos antes da data de 
transição que passarem a ser avaliados pelo método de 
equivalência patrimonial, a diferença apurada na aplicação 
do método de equivalência patrimonial, na data de 
transição, deve ser registrada contra lucros ou prejuízos 
acumulados. 
Alternativamente, a entidade pode retroagir o cálculo de 
equivalência, apurando ágio ou deságio … 
(b) Para os investimentos permanentes que deixarem de 
ser avaliados pelo método de equivalência patrimonial: 
... 
 
Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos 
comentários acima continuam válidas. 
 
 
Gabarito 
 
A 
 
 
 
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3.2.5 AFTN 1996 – contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
Questão 39: Considerando o valor apurado na equivalência 
patrimonial, o Resultado do Exercício de 19x4 da Cia. PARÁ é: 
A $ . 24.200 
 
B $. 10.400 
C $. 12.200 
D$. 22.200
E $. 18.200 
 
Resolução e comentários 
 
A resolução da presente questão se encontra parcialmente apresentada 
no âmbito dos comentários à questão anterior, na qual foram apurados 
os valores dos ajustes de exercícios anteriores e do resultado de 
equivalência patrimonial do período. A seguir, encontra-se apresentada 
a memória de cálculo do lucro líquido do período, considerando o 
resultado negativo de equivalência patrimonial antes apurado: 
Resultado do exercício da Cia Pará em X4 
 receitas 80.000,00
 despesas (60.000,00)
 resultado negativo de equivalencia patrimonial (1.800,00)
 lucro liquido 18.200,00
 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, os 
conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não 
foram alterados. Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações 
apresentadas nos comentários acima continuam válidas. 
 
 
Gabarito 
 
E 
 
3.2.6 AFTN 1996 – contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
 
 
 
 
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Questão 41: A figura contábil do ágio pode ocorrer por origens e 
circunstâncias diversas, entre elas a expectativa: 
A De rentabilidade futura da Participação Societária adquirida 
 
B Das despesas futuras da Participação Societária adquirida 
 
C De o valor do Imobilizado Líquido da empresa investida tender para 
zero 
D De prejuízos futuros da Participação Societária adquirida 
 
E De o Patrimônio Líquido da empresa investida Ser negativo 
Resolução e comentários 
 
Os fundamentos do ágio podem ser: 
 
a) valor de mercado de bens do ativo da coligada ou controlada superior 
ou inferior ao custo registrado na sua contabilidade; 
b) valor de rentabilidade da coligada ou controlada, com base em 
previsão dos resultados nos exercícios futuros (A CVM inclui também, no 
item “b”, uma situação especial de rentabilidade futura, trata-se do ágio 
relativo à aquisição de participação societária em empresa que tenha 
direito de exploração, concessão ou permissão, delegados pelo Poder 
Público); 
c) fundo de comércio, intagíveis e outras razões econômicas (tanto a 
doutrina contábil, quanto a IN CVM 247, de 1996, criticam a 
classificação deste terceiro tipo de ágio/deságio, sob o argumento de 
que todas as razões podem ser resumidas nas duas situações acima e 
que, assim, teríamos um ágio sem razão). 
Nas alternativas da questão, apenas a assertiva “A” tratava de uma 
dessas opções, a do ágio por rentabilidade futura. 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos, os conceitos teóricos necessários à 
resolução da presente questão não foram alterados. Conclui-se, assim, 
que as afirmações e explicações apresentadas nos comentários acima 
continuam válidas. 
 
 
Gabarito 
 
 
 
 
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A 
 
3.2.7 AFRF 2003 – Contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
08- Indique a opção que não corresponde a procedimentos exigidos pela 
Instrução CVM 247/96 para a determinação da base de cálculo da 
equivalência patrimonial. 
a) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia 
investidora que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos 
imobilizados no balanço patrimonial da controlada. 
b) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia 
controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de 
estoques de matérias-primas no balanço patrimonial da investidora. 
c) O lucro não realizado incluído no lucro apurado de companhia 
controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de bens 
não de uso no balanço patrimonial de outra empresa coligada. 
d) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia 
controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos 
imobilizados no balanço patrimonial da investidora. 
e) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia 
controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos 
imobilizados no balanço patrimonial de outra controlada. 
Comentários 
 
Antes de entrar no assunto da questão propriamente dita, cabe uma 
referência aos termos do enunciado. Repare que é pedida a 
identificação de um PROCEDIMENTO em dissonância com o que dispõe a 
IN CVM 247, de 1996. Entretanto, nas cinco alternativas, FALTOU 
APRESENTAR O VERBO. 
Ora, sem a explicitação do verbo, fica impossível a identificação do 
procedimento. Assim, em tese, a questão seria passível de recurso. 
 
Entretanto, como a questão não foi anulada, vamos resolvê-la, incluindo 
EM TODAS AS ALTERNATIVAS, o verbo “subtrair”, que é o verbo que se 
encontra no art. 9o da IN CVM 247, de 1996. 
Segundo determinado pelo art. 9o da IN CVM 247, temos que 
 
Art. 9º - O valor do investimento, pelo método da 
equivalência patrimonial, será obtido mediante o seguinte 
cálculo: 
I - Aplicando-se a percentagem de participação no capital 
social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da 
controlada; e 
 
 
 
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II - Subtraindo-se, do montante referido no inciso I, os 
lucros não realizados, conforme definido no § 1º deste 
artigo, líquidos dos efeitos fiscais. 
§ 1º - Para os efeitos do inciso II deste artigo, serão 
considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de 
negócios com a investidora ou com outras coligadas e 
controladas, quando: 
a) - o lucro estiver incluído no resultado de uma 
coligada e controlada e correspondido por inclusão 
no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza 
no balanço patrimonial da investidora; ou 
b) - o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e 
controlada e correspondido por inclusão no custo de 
aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço 
patrimonial de outras coligadas e controladas. 
A assertiva “A” se refere a lucros apurados pela investidora, na 
alienação de imobilizado para a investida. A IN CVM exige o ajuste 
relativo à operação contrária: lucro da investida pela alienação de 
imobilizado para a investidora. 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das DemonstraçõesContábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos 
- os dispositivos citados não sofreram modificação; 
 
- os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não 
foram alterados. 
Conclui-se, assim, que as afirmações e explicações apresentadas nos 
comentários acima continuam válidas. 
Gabarito – A 
 
3.2.8 Auditor Municipal do Recife – 2003 (ESAF) 
ENUNCIADO 
 
 
38- A empresa Participações S/A. adquiriu 60% do capital da empresa 
Contrata Ltda., tomando o seu controle com intenção de permanência, 
pelo valor de R$ 30.000,00, em 02/01/2003: 
 
 
 
 
 
 
 
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Contrata Ltda. 
Balanço de 30 de novembro de 2002 
Valores em R$ 
Capital Social 40.000,00 
Reserva de Capital 1.000,00 
Reserva Legal 2.000,00 
Lucro Líquido do Exercício (janeiro a novembro de 2002) 5.000,00 
 
 
 
Com base nos dados da empresa Contrata Ltda., acima, assinale o 
lançamento que corresponde a este fato contábil. 
 
 
 
Valores em R$ 
Contas Débito Crédito 
a) Carteira de Ações (Realizável LP) 30.000,00 
a Bancos Conta Movimento 30.000,00 
 
b) Diversos 
a Bancos Conta Movimento 30.000,00 
Investimentos Avaliados pelo PL - Contrata Ltda. 28.800,00 
Investimentos - Ágio – Contrata Ltda. 1.200,00 
 
c) Diversos 
a Bancos Conta Movimento 30.000,00 
Investimentos Avaliados pelo PL - Contrata Ltda. 24.000,00 
Investimentos - Ágio – Contrata Ltda. 6.000,00 
 
d) Investimento em Ações 30.000,00 
a Bancos Conta Movimento 30.000,00 
 
e) Bancos Conta Movimento 30.000,00 
a Diversos 
a Investimentos Avaliados pelo PL - Contrata Ltda. 24.000,00 
a Investimentos - Ágio – Contrata Ltda. 6.000,00 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve 
alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos 
investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, 
como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da 
questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, 
apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se 
que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja 
alteração – também – no gabarito da questão. 
I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO 
VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO 
 
 
 
 
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A questão trata de registro de aquisição de participações societárias 
avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. Ocorre que o 
enunciado da questão merece uma crítica contundente: ELE NÃO 
FORNECE DADOS SUFICIENTES PARA AFIRMAÇÃO – COM CERTEZA – 
DE QUE O INVESTIMENTO ADQUIRIDO SEJA AVALIADO PELO MÉTODO 
DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL. 
Existem dois métodos de avaliação de investimentos: 
 
- o método de custo; e 
 
- o método da equivalência patrimonial. 
 
O método de custo é adotado para os investimentos menores (vistos 
como menos “importantes”) e o método da equivalência patrimonial 
para os mais significativos (por decorrência, mais “importantes” em 
termos do nível de participação acionária na investida e de sua 
relevância na investidora). Em seguida, analisaremos separadamente 
cada um deles. 
Dado que o método do custo é a regra básica de avaliação de 
investimentos em participações permanentes (por consistir em mera 
aplicação do Princípio Fundamental de Contabilidade do Registro pelo 
Valor Original), o método da Equivalência Patrimonial é a exceção – 
aplicável apenas a investimentos especiais (considerados importantes). 
Trata-se de uma exceção expressa ao princípio contábil citado, prevista 
pela Lei das S/A, em seu art. 248, reproduzido em parte a seguir: 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos ... serão avaliados pelo valor de patrimônio 
líquido, de acordo com as seguintes normas: 
… 
 
II - o valor do investimento será determinado mediante a 
aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no 
número anterior, da porcentagem de participação no 
capital da coligada ou controlada; 
Através do método de avaliação pela equivalência patrimonial, a 
empresa investidora reconhece como valor de seu investimento 
(participações permanentes – ações ou cotas do capital da empresa 
investida) uma parcela do valor do patrimônio líquido da empresa 
investida. Essa parcela é calculada através da multiplicação do valor do 
patrimônio líquido da empresa investida pelo percentual de participação 
(ou seja, pelo percentual de ações ou cotas de capital da empresa 
investida na titularidade da empresa investidora em relação ao total), 
conforme tabela a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Apuração do valor do investimento em participações societárias pelo método da equivalência patrimonial 
(. ) Quantidade de ações ou cotas da empresa investida na capital de titularidade da empresa investidora 
(/ ) Quantidade total de ações ou cotas de capital da empresa investida
(=) Percentual de participação 
(. ) Valor contábil do Patrimônio Líquido da empresa investida
(*) Percentual de participação 
(=) Valor pré-definido do investimento 
 
 
O caput do art. 248 da Lei das S/A determina que estejam sujeitos ao 
método da equivalência patrimonial os investimentos relevantes em 
coligadas ou em controlada nas quais haja participação de no mínimo 
20% ou influência. A seguir, encontra-se reproduzido o citado artigo: 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da 
controlada será determinado com base em balanço 
patrimonial ou balancete de verificação levantado, com 
observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 
60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço 
da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão 
computados os resultados não realizados decorrentes de 
negócios com a companhia, ou com outras sociedades 
coligadas à companhia, ou por ela controladas; 
II - o valor do investimento será determinado mediante a 
aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no 
número anterior, da porcentagem de participação no 
capital da coligada ou controlada; 
III - a diferença entre o valor do investimento, de acordo 
com o número II, e o custo de aquisição corrigido 
monetariamente; somente será registrada como resultado 
do exercício: 
a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou 
controlada; 
b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou 
perdas efetivos; 
c) no caso de companhia aberta, com observância das 
normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. 
§ 1º Para efeito de determinar a relevância do 
investimento, nos casos deste artigo, serão computados 
como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da 
companhia contra as coligadas e controladas. 
 
 
 
 
 
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§ 2º A sociedade coligada, sempre que solicitada pela 
companhia, deverá elaborar e fornecer o balanço ou 
balancete de verificação previsto no número I. 
No enunciado não foi feita nenhuma alusão à relevância do 
investimento. Caso o investimento não seja relevante, o método de 
avaliação deve ser o do custo. Ao contrário, caso o investimento seja 
relevante (visto que a participação alcança o percentual de 60% - 
conforme dados do enunciado) o método de avaliação deve ser o da 
equivalência patrimonial. 
Dessa forma, não havendo dados suficientes para resolução da questão 
– com certeza – por um dos possíveis métodos de avaliação de 
participações societárias, o caminho é resolver pelos dois métodos: 
- método do custo 
 
D = investimentos permanentes – empresa Contrata 
 
C = a caixa ou bancos 30.000,00 
 
- método da equivalência patrimonial 
 
(1) avaliação do PL da investida 
 
Contrata Ltda. 
Balanço de 30 de novembro de 2002 
Valores em R$ 
Capital Social 40.000,00 
Reserva de Capital 1.000,00 
Reserva Legal 2.000,00 
Lucro Líquido do Exercício (janeiro a novembro de 2002) 5.000,00 
Total do PL 48.000,00 
 
(2) valor esperado para o investimento 
PL da investida 48.000,00
(x) % de participação 60%
(=) valor esperado para o investimento 28.800,00
 
(3) ágio 
Valor pago pelo investimento 30.000,00
(-) Valor esperado para o investimento (28.800,00)
(=) ágio na aquisição do investimento 1.200,00
 
(4) lançamento 
 
D = diversos 
 
C = a caixa ou bancos 30.000,00 
 
D = investimentos permanentes – empresa Contrata 
28.800,00 
 
D = ágio 1.200,00 
 
 
 
 
 
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Pelas alternativas apresentadas no enunciado verifica-se que: (1) não 
há alternativa que permita a solução da questão pelo método do custo 
(lembrando que a alternativa “a” trata de lançamento de aquisição de 
investimentos não permanentes) e (2) há alternativa correta para a 
solução da questão utilizando o método da equivalência patrimonial – 
alternativa “B”. 
Pela redação da Lei das S/A à época da prova, o fato de uma sociedade 
tomar o controle da outra não suficiente para concluir que o método de 
avaliação do investimento aplicável seria o MEP, pois apenas os 
investimentos relevantes em controlada é que estariam sujeitos a tal 
método. 
Quanto o enunciado não nos fornece dados suficientes para a resolução 
de uma questão de uma única forma, havendo possibilidade de dupla 
interpretação, é necessário resolvê-la das duas maneiras possíveis 
(possibilitadas pelas duas interpretações aplicáveis aos dados do 
enunciado). Após a resolução, é necessário fazer a seguinte 
consideração: 
 
(a) caso uma das interpretações utilizadas nos leve a um valor que não 
conste entre as cinco alternativas da questão, ou que satisfaça mais um 
uma das cinco alternativas, essa interpretação DEVE SER DESCARTADA; 
(b) caso uma das interpretações utilizadas nos leve a um valor 
que satisfaça apenas uma das cinco alternativas da questão, essa 
interpretação DEVE SER CONSIDERADA; 
(c) a questão será passível de recurso e anulação, caso ambas as 
interpretações nos levem: 
- a um valor que não conste entre as cinco alternativas da questão, 
ou que satisfaça mais um uma das cinco alternativas; ou 
- a um valor que satisfaça apenas uma das cinco alternativas da 
questão. 
Foi exatamente isso que fizemos na resolução da questão, não tendo 
como definir - com certeza, pelos dados do enunciado - o método de 
avaliação do investimento, resolvemos a questão das duas maneiras e, 
somente utilizando o MEP, encontramos solução que se adequa a uma e 
apenas uma alternativa, dentre as cinco do enunciado. Portanto, 
optamos por essa interpretação e assinalamos a respectiva alternativa 
como resposta. 
II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO 
 
Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em 
comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras 
aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei 
 
 
 
 
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das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos 
sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- 
se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) 
regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: 
(1) Regra original 
 
Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em 
geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias 
abertas 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
(2) Regra intermediária 
 
Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – 
aplicável para companhias em geral 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas sobre cuja administração 
tenha influência significativa, ou de que participe com 20% 
(vinte por cento) ou mais do capital votante, em 
controladas e em outras sociedades que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de 
acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei 
nº 11.638,de 2007) 
Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 
2008 – aplicável a companhias abertas 
 
Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência 
patrimonial: 
I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; 
 
II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, 
quando a investidora tenha influência significativa na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
 
 
 
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direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital votante; e 
III – o investimento em outras sociedades que façam parte 
de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. 
(3) Regra atual 
 
Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, 
de 2008) – aplicável para companhias em geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas ou em controladas e em outras 
sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou 
estejam sob controle comum serão avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes 
normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
... 
 
DeliberaçãoCVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação 
da regra da Lei das S/A a companhias abertas. 
Equivalência patrimonial 
 
30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 
alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação 
do método da equivalência patrimonial dos investimentos 
em coligadas classificados no ativo permanente. A partir 
da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os 
investimentos em sociedades em que a administração 
tenha influência significativa, ou nas quais participe com 
20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão 
avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 
31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos 
dispositivos na data de transição devem ser assim 
registrados: 
... 
 
Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma 
modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: 
- conceito original 
 
§ 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, 
com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, 
sem controlá-la 
- conceito atual 
§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a 
investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
... 
§ 4o Considera-se que há influência significativa 
quando a investidora detém ou exerce o poder de participar 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
nas decisões das políticas financeira ou operacional da 
investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória 
nº 449, de 2008) 
§ 5o É presumida influência significativa quando a 
investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital 
votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
De acordo com o que foi exposto acima, cumpre referir, que - com o 
advento da Lei n. 11.638, de 2007, e, em seguida, da Medida Provisória 
nº 449, de 2008, os critérios para avaliação de investimento pelo MEP 
foram alterados e, pela nova redação, o enunciado traz dados 
suficientes para concluir que o método de avaliação do investimento era 
o MEP. 
 
Com a nova redação dada ao art. 248 da Lei das S/A, passaram a estar 
sujeitos ao Método da Equivalência patrimonial os investimentos em 
controladas (independentemente de serem relevantes). 
Dessa forma, pela nova legislação, deixa de haver qualquer dificuldade 
na resolução da questão, permanecendo a alternativa (B) como 
resposta. 
 
 
GABARITO 
 
 
38 – B 
 
3.2.9 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) 
ENUNCIADO 
 
 
Instruções: Para responder às questões de números 9 e 10, observe os 
saldos das contas do Razão da Cia. Imperial do Nordeste em 
31/12/2005 e as informações adicionais, antes da contabilização da 
Equivalência Patrimonial e da Apuração do Resultado do Exercício de 
2005. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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BALANCETE DE VERIFICAÇÃO EM 31/12/2005 SALDOS (em R$)
CONTAS CREDORES
Caixa.......................................................................................................... 2.000,00 - 
Bancos conta Movimento ........................................................................... 25.000,00 - 
Clientes ...................................................................................................... 90.000,00 - 
Estoques (Estoque Final) ........................................................................... 108.000,00 - 
Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP)...................................................... 9.000,00 - 
Participação Societária – Cia. América....................................................... 60.000,00 - 
Imobilizado ................................................................................................. 270.000,00 - 
Depreciação Acumulada............................................................................. - 45.000,00
Passivo Circulante (PC).............................................................................. - 157.500,00
Passivo Exigível a Longo Prazo (PELP) ..................................................... - 45.000,00
Capital Social ............................................................................................. - 135.000,00
Lucros Acumulados .................................................................................... - 27.000,00
Receita de Vendas ..................................................................................... - 469.500,00
Devoluções de Vendas............................................................................... 15.000,00 - 
Impostos Incidentes sobre Vendas............................................................. 75.000,00 - 
Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) .................................................... 135.000,00 - 
Despesas Administrativas .......................................................................... 36.000,00 - 
Despesas com Vendas............................................................................... 30.000,00 - 
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)...................................... 24.000,00 - 
 
TOTAIS 879.000,00 879.000,00 
 
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 
 
– Valor do Patrimônio Líquido da investida Cia. América no Balanço 
Patrimonial, levantado em 31/12/2005, somava o valor total de R$ 
210.000,00. 
 
– O percentual de participação da Investidora Cia. Imperial do Nordeste 
no patrimônio líquido de sua investida (Cia. América) em 31 de 
dezembro de 2005 é de 60%. 
– A participação societária da investidora no capital da investida Cia. 
América é considerada relevante e influente. 
– O valor da Provisão para o Imposto de Renda a ser contabilizado em 
31 de dezembro de 2005 (apurado sobre o valor do Lucro Real) é de R$ 
20.500,00. 
 
9. O lucro líquido do exercício apurado na Demonstração do Resultado 
do Exercício levantada em 31/12/2005 foi, em R$, de: 
(A) 134.000,00 
 
(B) 180.500,00 
 
(C) 194.560,00 
 
(D) 200.000,00 
 
(E) 266.000,00 
 
 
 
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RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve 
alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos 
investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, 
como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da 
questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, 
apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se 
que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja 
alteração – também – no gabarito da questão. 
I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO 
VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO 
Na questão, é pedido o valor do lucro líquido do exercício. Nesse caso, 
é necessário: (a) apurar e registrar o valor do resultado da equivalência 
patrimonial e (b) apurar o valor do lucro líquido, conforme estrutura da 
DRE. 
Inicialmente, vamos apurar o valor do resultado de equivalência 
patrimonial. Através do método de avaliação pela equivalência 
patrimonial, a empresa investidora reconhece como valor de seu 
investimento (participações permanentes – ações ou cotas do capital da 
empresa investida) uma parcela do valor do patrimônio líquido da 
empresa investida. Essa parcela é calculadaatravés da multiplicação do 
valor do patrimônio líquido da empresa investida pelo percentual de 
participação (ou seja, pelo percentual de ações ou cotas de capital da 
empresa investida na titularidade da empresa investidora em relação ao 
total), conforme tabela a seguir: 
Apuração do valor do investimento em participações societárias pelo método da equivalência patrimonial 
(. ) Quantidade de ações ou cotas da empresa investida na capital de titularidade da empresa investidora 
(/ ) Quantidade total de ações ou cotas de capital da empresa investida
(=) Percentual de participação 
(. ) Valor contábil do Patrimônio Líquido da empresa investida
(*) Percentual de participação 
(=) Valor pré-definido do investimento 
 
 
 
De acordo com o método: (a) se o PL da empresa investida aumenta 
(geralmente por lucro), o investimento (no ativo da empresa 
investidora) deve aumentar proporcionalmente – mediante o registro de 
uma receita denominada Resultados positivos em 
 participações societárias; (b) se o PL da empresa investida 
diminui (geralmente por prejuízo), o investimento (no ativo da 
empresa investidora) deve ser reduzido proporcionalmente – 
mediante o registro de uma despesa denominada Resultados 
negativos em participações societárias. 
 
 
 
 
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Aplicando esse conceito aos dados do enunciado temos que o percentual 
de participação era de 60% e que o valor do PL da investida era R$ 
210.000,00. Assim, podemos calcular o valor do investimento (avaliado 
pelo método da equivalência patrimonial): 
PL da investida 210.000,00
(x) percentual de participação 60%
(=) valor do investimento (no ativo da investidora) 126.000,00
 
Porém, note-se, o investimento (no ativo da investidora) estava 
registrado por R$ 60.000,00 (conforme conta “Participação Societária – 
Cia América”), assim, calcula-se o resultado com equivalência 
patrimonial, de acordo com a memória de cálculo a seguir: 
Valor calculado para o investimento ########
(-) Valor anteriormente registrado - para o investimento ########
(=) resultado de equivalência patrimonial ########
 
O lançamento contábil para o ajuste acima apurado é o seguinte: 
 
D = Participação Societária - Cia América 
C = a Resultado positivo em participações societárias 66.000,00 
 
A partir disso, é possível calcular o lucro líquido da Cia Imperial do 
Nordeste, conforme tabela a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Faturame nto B ruto 
(-) IPI faturado 
 
Item 
 
Valor descrição no enunciado 
(=) Re ce ita B ruta de ve ndas 
(-) deduções 
Descontos incondicionais 
abatimentos 
vendas canceladas 
devoluções 
tributos sobre a venda 
ICMS 
PIS 
Cofins 
ISS 
(=) Re ce ita Líquida de Ve ndas 
(-) Custo das Mercadorias Vendidas 
(=) Lucro B ruto 
(-) Despesas Operacionais 
comerciais 
administrativas 
financeira 
outras 
outras 
(-) Resultados negativos em part. Societ. 
(-) Variações monetárias passivas 
(+) Receitas Financeiras 
(+) Resultados positivos em part. Societ. 
(+) Variações monetárias ativas 
(+) Outras receitas operacionais 
(=) Lucro ope racional 
(+) receitas não operacionais 
(-) despesas não operacionais 
(=) Lucro ante s dos tributos 
(-) Provisão para CSLL 
(-) Provisão para CSLL e IR 
(=) Lucro após os tributos 
(-) participações no lucro 
debenturistas 
empregados 
administradores 
partes beneficiárias 
contribuições para prev. Priv. Dos empreg. 
(=) Lucro Líquido 
469.500,00 Receita de Vendas 
 
 
 
 
 
(15.000,00) Devoluções de Vendas 
(75.000,00) Impostos Incidentes sobre Vendas 
 
 
 
 
 
379.500,00 
(135.000,00) Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 
244.500,00 
 
(30.000,00) Despesas com Vendas 
(36.000,00) Despesas Administrativas 
 
 
 
 
 
 
 
66.000,00 conforme calculado acima 
 
 
 
244.500,00 
 
 
 
244.500,00 
(24.000,00) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) 
(20.500,00) Provis ão para o IR 
200.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
200.000,00 
 
 
Assim, percebe-se que o lucro líquido é de R$ 200.000,00, conforme 
alternativa (D). 
II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO 
 
Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em 
comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras 
aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei 
 
 
 
 
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das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos 
sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- 
se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) 
regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: 
(1) Regra original 
 
Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em 
geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias 
abertas 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
(2) Regra intermediária 
 
Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – 
aplicável para companhias em geral 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas sobre cuja administração 
tenha influência significativa, ou de que participe com 20% 
(vinte por cento) ou mais do capital votante, em 
controladas e em outras sociedades que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de 
acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei 
nº 11.638,de 2007) 
Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 
2008 – aplicável a companhias abertas 
 
Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência 
patrimonial: 
I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; 
 
II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, 
quando a investidora tenha influência significativa na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
 
 
 
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direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital votante; e 
III – o investimento em outras sociedades que façam parte 
de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. 
(3) Regra atual 
 
Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, 
de 2008) – aplicável para companhias em geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentosem coligadas ou em controladas e em outras 
sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou 
estejam sob controle comum serão avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes 
normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
... 
 
Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação 
da regra da Lei das S/A a companhias abertas. 
Equivalência patrimonial 
 
30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 
alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação 
do método da equivalência patrimonial dos investimentos 
em coligadas classificados no ativo permanente. A partir 
da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os 
investimentos em sociedades em que a administração 
tenha influência significativa, ou nas quais participe com 
20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão 
avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 
31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos 
dispositivos na data de transição devem ser assim 
registrados: 
... 
 
Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma 
modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: 
- conceito original 
 
§ 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, 
com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, 
sem controlá-la 
- conceito atual 
§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a 
investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
... 
§ 4o Considera-se que há influência significativa 
quando a investidora detém ou exerce o poder de participar 
 
 
 
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nas decisões das políticas financeira ou operacional da 
investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória 
nº 449, de 2008) 
§ 5o É presumida influência significativa quando a 
investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital 
votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
Pelo que foi exposto acima, um investimento influente é um 
investimento em coligada e, sendo os investimentos em coligadas 
avaliados pelo MEP, permanece válida a apuração de valores e o 
lançamento, antes realizados e, a seguir, repetidos (apenas por motivos 
didáticos): 
Valor calculado para o investimento ########
(-) Valor anteriormente registrado - para o investimento ########
(=) resultado de equivalência patrimonial ########
 
 
 
D = Participação Societária - Cia América 
C = a Resultado positivo em participações societárias 66.000,00 
 
 
 
Quanto à apuração do resultado, cabe referir que houve – também – 
alteração no art. 187, que trata da estrutura da DRE, alterando-se a 
denominação das receitas e despesas não-operacionais para outras 
despesas e outras receitas. Assim, a DRE passa a ter a seguinte 
configuração: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Faturamento Bruto 
(-) IPI faturado 
Item Valor descrição no enunciado 
(=) Receita Bruta de vendas 
(-) deduções 
Descontos incondicionais 
abatimentos 
vendas canceladas 
devoluções 
tributos sobre a venda 
ICMS 
PIS 
Cofins 
ISS 
(=) Receita Líquida de Vendas 
(-) Custo das Mercadorias Vendidas 
(=) Lucro Bruto 
(-) Despesas Operacionais 
comerciais 
administrativas 
financeira 
outras 
outras 
(-) Resultados negativos em part. Societ. 
(-) Variações monetárias passivas 
(+) Receitas Financeiras 
(+) Resultados positivos em part. Societ. 
(+) Variações monetárias ativas 
(+) Outras receitas operacionais 
(=) Lucro operacional 
(+) outras receitas (antes, não operacionais) 
(-) Outras despesas (antes, não operacionais) 
(=) Lucro antes dos tributos 
(-) Provisão para CSLL 
(-) Provisão para CSLL e IR 
(=) Lucro após os tributos 
(-) participações no lucro 
debenturistas 
empregados 
administradores 
partes beneficiárias 
contribuições para prev. Priv. Dos empreg 
(=) Lucro Líquido 
469.500,00 Receita de Vendas 
 
 
 
 
 
(15.000,00) Devoluções de Vendas 
(75.000,00) Impostos Incidentes sobre Vendas 
 
 
 
 
 
379.500,00 
(135.000,00) Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 
244.500,00 
 
(30.000,00) Despesas com Vendas 
(36.000,00) Despesas Administrativas 
 
 
 
 
 
 
 
66.000,00 conforme calculado acima 
 
 
244.500,00 
 
 
244.500,00 
(24.000,00) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) 
(20.500,00) Provisão para o IR 
200.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
200.000,00 
 
Repare que o resultado (lucro líquido) continua o mesmo. Portanto, em 
eu pesem as alterações normativas, os conceitos teóricos necessários à 
resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, 
que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam 
válidas. 
 
 
GABARITO 
 
 
D 
 
 
 
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3.2.10 ICMS Paraíba – 2006 (FCC) 
ENUNCIADO 
 
 
10. Os valores correspondentes ao total do ativo, do passivo circulante e 
do patrimônio líquido no Balanço Patrimonial da Cia. Imperial do 
Nordeste, levantado em 31/12/2005, nessa ordem, foram, em R$, de: 
(A) 585.000,00; 178.000,00 e 362.000,00 
 
(B) 669.000,00; 187.000,00 e 326.000,00 
 
(C) 670.000,00; 190.000,00 e 375.000,00 
 
(D) 700.675,00; 200.555,00 e 400.555,00 
 
(E) 785.550,00; 202.550,00 e 402.250,00 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Apesar da questão não tratar diretamente de participações societárias, 
decidimos classificá-la neste ponto da matéria em vista de sua íntima 
relação com a questão anterior (que trata especificamente do assunto – 
participações societárias / equivalência patrimonial). 
Para resolver essa questão, é necessário, realizar o fechamento do 
exercício, transferindo o lucro líquido (no valor de R$ 200.000,00 – 
acima calculado) para o PL, na conta Lucros e Prejuízos Acumulados, 
para, em seguida, classificando as contas em grupos patrimoniais, 
apurar o valor de cada um dos grupos pedidos na questão. 
Importante: dois ajustes aos saldos das contas patrimoniais devem ser 
feitos, em função das “informações adicionais” do enunciado da 
questão: (1) o aumento do valor da Participação Societária – Cia 
América, de R$ 60.000,00 para R$ 126.000,00 (pela aplicação do 
método da equivalência patrimonial) e (2) o registro da provisão para 
IR, no valor de R$ 20.500,00. 
A tabela a seguir demonstra a situação patrimonial da Cia Imperial do 
Nordeste: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Ativo Passivo 
1 - Ativo Circulante 1 - Passivo Circulante 
Caixa 2.000,00 Passivo Circulante (PC) 157.500,00 
Bancos conta Movimento 25.000,00 Provisão par IR 20.500,00 
Clientes 90.000,00 
Estoques (Estoque Final) 108.000,00
 
2 - Ativo Realizável a Longo Prazo 2 - Passivo Exigível a Longo Prazo 
Passivo Exigível a Longo Prazo 
ARLP 9.000,00 (PELP) 45.000,00 
 
 
3 - Ativo Permanente ------------------------------------ Patrimônio Líquido 
Participação Societária – Cia. 
América 126.000,00 CapitalSocial 135.000,00 
Imobilizado 270.000,00 Lucros Acumulados 227.000,00 
Depreciação Acumulada (45.000,00)
 
 
 
 
 
 
TOTAL ######## TOTAL 585.000,00 
 
 
De acordo com a tabela acima, o ativo circulante alcança o valor de R$ 
225.000,00, o passivo circulante é de R$ 178.000,00 e o PL é de 
362.000,00, conforme alternativa (A). 
Nota de atualização. 
Posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas 
contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ocorreram, entre 
outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 
2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do 
“Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a 
Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros 
pronunciamentos técnicos. Nessa alteração, houve modificação da 
estrutura do ativo e do passivo, nos seguintes termos: 
(1) o antigo ativo permanente foi extinto e seus subgrupos, juntamente 
com o ARLP, passaram a compor o ativo não circulante. 
(2) a denominação do PELP passou a ser “passivo não-circulante”. 
 
(3) foram extintos os grupos “ativo diferido” e “REF”. 
 
Com essas alterações, o balanço acima apresentado passa a ter a 
seguinte configuração: 
 
 
 
 
 
 
 
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Ativo Passivo 
1 - Ativo Circulante 1 - Passivo Circulante 
Caixa 2.000,00 Passivo Circulante (PC) 157.500,00 
Bancos conta Movimento 25.000,00 Provisão par IR 20.500,00 
Clientes 90.000,00 
Estoques (Estoque Final) 108.000,00
 
2 - Ativo não-circulante 2 - Passivo não-circulante 
ARLP 9.000,00 Antigas contas do PELP 45.000,00 
 
 
 
Participação Societária – Cia. 
------------------------------------ Patrimônio Líquido 
América 126.000,00 Capital Social 135.000,00 
Imobilizado 270.000,00 Lucros Acumulados 227.000,00 
Depreciação Acumulada (45.000,00) 
 
 
 
 
 
TOTAL 585.000,00 TOTAL 585.000,00 
 
 
 
 
Portanto, os conceitos teóricos necessários à resolução da presente 
questão não foram alterados. Verifica-se, assim, que as conclusões 
apresentadas nos comentários acima continuam válidas. 
 
 
GABARITO 
 
 
A 
 
3.2.11 CVM – Comissão de Valores Mobiliários – 2000 (ESAF) 
 
Responder as questões de nos 09 a 12, tomando por base unicamente: 
 
- os dados contidos nas Demonstrações Contábeis indicadas, 
 
- as informações complementares, e 
 
- os enunciados fornecidos em cada uma das questões solicitadas. 
 
I - Demonstrações Contábeis Indicadas 
 
Balanços Patrimoniais em 31.12.19x9: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ATIVO CIA. A CIA. B CIA. C 
Disponibilidade 5.000,00 14.000,00 8.000,00 
Clientes 20.000,00 26.000,00 28.000,00 
Estoques 30.000,00 12.000,00 19.000,00 
Valores a Receber Intercompanhias 20.000,00 6.000,00 - 
Participações Societárias: 
Cia. B 24.800,00 - - 
Cia. C 30.000,00 - - 
Outras empresas - - 2.000,00 
Bens não de Uso 16.000,00 - - 
Imobilizado 24.200,00 22.000,00 28.000,00 
Gastos Pré-operacionais - - 15.000,00 
Total do Ati vo 170.000,00 80.000,00 100.000,00 
PASSIVO 
Fornecedores 20.000,00 20.000,00 14.000,00 
Valores Provisionados 8.000,00 4.000,00 9.000,00 
Empréstimos Intercompanhias 6.000,00 - 20.000,00 
Financiamentos de Longo Prazo 16.000,00 25.000,00 7.000,00 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Capital 100.000,00 25.000,00 30.000,00 
Reservas 5.000,00 4.000,00 6.000,00 
Lucros/Prejuízos Acumulados 15.000,00 2.000,00 14.000,00 
TOTAL DO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO 170.000,00 80.000,00 100.000,00 
 
Demonstrações do Resultado do Exercício, findo em 31.12.19x9: 
Item CIA. A CIA. B CIA. C 
1- Vendas 600.000,00 300.000,00 280.000,00
2- (-) CMV (371.000,00) (200.000,00) (182.000,00)
3- Resultado Bruto Operacional 229.000,00 100.000,00 98.000,00
4- (-) Despesas Operacionais (211.000,00) (97.300,00) (84.500,00)
5- Resultado do Exercício antes do IR 18.000,00 2.700,00 13.500,00
6- (-) Provisão p/ IR (6.000,00) (900,00) (4.500,00)
7- Resultado Líquido do Exercício 12.000,00 1.800,00 9.000,00
 
 
 
II – As informações complementares: 
 
Os Valores a Receber Intercompanhias registram empréstimos 
efetuados entre as empresas do grupo; 
As receitas da CIA. B são obtidas unicamente com operações de venda 
de estoques realizadas com a CIA. A. 
ENUNCIADO 
 
 
09- Comparando os valores inscritos no Patrimônio Líquido das Cias. B e 
C e o valor dos Investimentos Permanentes da Cia. A, pode-se dizer 
que: 
a) A Cia. B é uma empresa controlada da Cia. A e a Cia. C é apenas uma 
coligada, logo esse investimento deve ser avaliado pelo custo histórico 
 
 
 
 
 
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b) As participações societárias da Cia. A não são relevantes devendo ser 
avaliadas pelo valor de mercado das ações 
c) A Cia. C é uma empresa controlada da Cia. A e a avaliação do 
Permanente deve ser feita pelo custo corrente 
 
d) A Cia. B é uma empresa coligada da Cia. A e a avaliação dessa 
participação societária deve ser feita pela equivalência patrimonial 
e) As Participações Societárias da Cia. A são relevantes e devem ser 
avaliadas pelo método de equivalência patrimonial 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve 
alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos 
investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, 
como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da 
questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, 
apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se 
que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja 
alteração – também – no gabarito da questão. 
I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO 
VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO 
A resolução da presente questão demanda o conhecimento do disposto 
no art. 248 da Lei das S/A: 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
A Cia A possui participação na Cia B e na Cia C, nos seguintes valores: 
 
Participações Societárias: 
 
Cia. B 24.800,00
 
Cia. C 30.000,00
 
 
 
Resta saber se essas participações são: (1) relevantes e (2) 
alternativamente: (2.a) em controladas ou (2.b) em coligadas, nas 
quais haja participação igual ou superior a 20% ou influência. 
Para determinar a relevância das participações é necessário verificar 
dois limites: 
 
 
 
 
 
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(1) o limite individual – segundo o qual uma participação é 
relevante quando seu valor contábil é igual ou superior a 
10% do PL da investidora; 
 
(2) o limite coletivo – segundo o qual o conjunto de 
participações em controladas e coligadas é relevante 
quando o somatório dos respectivos valores contábeis são 
iguais ou superiores a 15% do PL da investidora. 
Pois bem, o PL da Cia A é R$ 120.000,00 (apurado pela diferença entre 
seu ativo e seu passivo). 
Verificandoa relevância individual da participação na Cia B, temos que 
seu valor é R$ 24.800,00. Esse valor supera – de longe - 10% do PL da 
investidora e, portanto, a participação é relevante. 
Verificando a relevância individual da participação na Cia C, tempo que 
seu valor é R$ 30.000,00. Esse valor supera – de longe - 10% do PL da 
investidora e, portanto, a participação também é relevante. 
Visto que ambos os investimentos são relevantes do ponto de vista 
individual, resta desnecessária a verificação da relevância coletiva. 
Comparando o patrimônio líquido da Cia B com o valor do investimento 
mantido pela Cia A, temos a seguinte situação: 
PL da Cia B 31.000,00
Investimento da Cia A na Cia B 24.800,00
relação percentual 80%
 
Antes de mais nada, cabe colocar que a relação percentual acima pode 
ser encarada de duas maneiras: (1) aquisição de um pequeno 
percentual (inferior a 20% do capital da investida) por um valor 
EXTREMAMENTE alto, que, pelo método do custo, resultaria na avaliação 
do investimento pelo referido valor2; ou (2) aquisição de um percentual 
superior a 20%, que, sujeito ao método da equivalência patrimonial, 
resulta na avaliação do investimento pela multiplicação do PL da 
investida pelo percentual de participação. Em que pese as duas 
situações serem possíveis, pelo fato da segunda situação ser a mais 
comum (verossímil), será utilizada na resolução da questão. 
O percentual de 80% não é suficiente para saber com certeza se é um 
investimento em controlada, mas temos certeza que esse investimento 
é, alternativamente, em controlada ou em coligada com participação 
superior a 20%. Assim, vemos que o investimento na Cia B está sujeito 
ao método da equivalência patrimonial. 
 
 
 
 
 
 
2 Trata-se de uma situação possível, porém inverossímil. 
 
 
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Comparando o patrimônio líquido da Cia C com o valor do investimento 
mantido pela Cia A, temos a seguinte situação: 
PL da Cia C 50.000,00
Investimento da Cia A na Cia C 30.000,00
relação percentual 60%
 
Antes de mais nada, cabe colocar que a relação percentual acima pode 
ser encarada de duas maneiras: (1) aquisição de um pequeno 
percentual (inferior a 20% do capital da investida) por um valor 
EXTREMAMENTE alto, que, pelo método do custo, resultaria na avaliação 
do investimento pelo referido valor3; ou (2) aquisição de um percentual 
superior a 20%, que, sujeito ao método da equivalência patrimonial, 
resulta na avaliação do investimento pela multiplicação do PL da 
investida pelo percentual de participação. Em que pese as duas 
situações serem possíveis, pelo fato da segunda situação ser a mais 
comum (verossímil), será utilizada na resolução da questão. 
O percentual de 60% não é suficiente para saber com certeza se é um 
investimento em controlada, mas temos certeza que esse investimento 
é, alternativamente, em controlada ou em coligada com participação 
superior a 20%. Assim, vemos que o investimento na Cia C está sujeito 
ao método da equivalência patrimonial. 
 
Feitas as considerações iniciais, passaremos a analisar cada uma das 
assertivas da questão: 
a) A Cia. B é uma empresa controlada da Cia. A e a Cia. C é apenas uma 
coligada, logo esse investimento deve ser avaliado pelo custo histórico 
Errado, não foram dadas informações suficientes para verificar se os 
investimentos são em controladas ou em coligadas e, ainda que 
tivessem sido dadas, os investimentos em coligadas não estariam 
necessariamente sujeitos ao método do custo . 
b) As participações societárias da Cia. A não são relevantes devendo ser 
avaliadas pelo valor de mercado das ações 
Errado, a avaliação patrimonial de participações societárias permanentes 
está sujeita aos métodos do custo e da equivalência patrimonial, sendo 
irrelevante o valor indicado pelo mercado de ações . 
c) A Cia. C é uma empresa controlada da Cia. A e a avaliação do 
Permanente deve ser feita pelo custo corrente 
 
Errado, a avaliações de participações societárias permanentes deve ser 
alternativamente realizada pelo método do custo histórico ou da 
 
 
 
 
 
3 Trata-se de uma situação possível, porém inverossímil. 
 
 
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equivalência patrimonial, não sendo a elas aplicável o conceito “custo 
corrente”, referido na assertiva. 
d) A Cia. B é uma empresa coligada da Cia. A e a avaliação dessa 
participação societária deve ser feita pela equivalência patrimonial 
Errado, por estar incompleto – não há qualquer referência ao outro 
investimento, o que é feito na assertiva seguinte . 
e) As Participações Societárias da Cia. A são relevantes e devem ser 
avaliadas pelo método de equivalência patrimonial 
Certo, conforme considerações acima. 
 
II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO 
 
Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em 
comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras 
aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei 
das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos 
sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- 
se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) 
regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: 
(1) Regra original 
 
Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em 
geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias 
abertas 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
(2) Regra intermediária 
 
Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – 
aplicável para companhias em geral 
 
 
 
 
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Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas sobre cuja administração 
tenha influência significativa, ou de que participe com 20% 
(vinte por cento) ou mais do capital votante, em 
controladas e em outras sociedades que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de 
acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei 
nº 11.638,de 2007) 
Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 
2008 – aplicável a companhias abertas 
 
Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência 
patrimonial: 
I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; 
 
II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, 
quando a investidora tenha influênciasignificativa na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital votante; e 
III – o investimento em outras sociedades que façam parte 
de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. 
(3) Regra atual 
 
Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, 
de 2008) – aplicável para companhias em geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas ou em controladas e em outras 
sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou 
estejam sob controle comum serão avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes 
normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
... 
 
Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação 
da regra da Lei das S/A a companhias abertas. 
Equivalência patrimonial 
 
30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 
alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação 
do método da equivalência patrimonial dos investimentos 
em coligadas classificados no ativo permanente. A partir 
da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os 
investimentos em sociedades em que a administração 
tenha influência significativa, ou nas quais participe com 
20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão 
avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 
 
 
 
 
 
 
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31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos 
dispositivos na data de transição devem ser assim 
registrados: 
... 
 
Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma 
modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: 
- conceito original 
 
§ 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, 
com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, 
sem controlá-la 
- conceito atual 
§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a 
investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
... 
§ 4o Considera-se que há influência significativa 
quando a investidora detém ou exerce o poder de participar 
nas decisões das políticas financeira ou operacional da 
investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória 
nº 449, de 2008) 
§ 5o É presumida influência significativa quando a 
investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital 
votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
Quanto ao conceito de relevância, não houve modificação – temos 
apenas que esse conceito não é mais aplicável para identificação dos 
investimentos sujeitos ao MEP. Portanto, o PL da Cia A é R$ 120.000,00 
(apurado pela diferença entre seu ativo e seu passivo). 
 
Verificando a relevância individual da participação na Cia B, temos que 
seu valor é R$ 24.800,00. Esse valor supera – de longe - 10% do PL da 
investidora e, portanto, a participação é relevante. 
Verificando a relevância individual da participação na Cia C, tempo que 
seu valor é R$ 30.000,00. Esse valor supera – de longe - 10% do PL da 
investidora e, portanto, a participação também é relevante. 
Com base na nova normatização, verifica-se que: 
 
A Cia A possui participação na Cia B e na Cia C, nos seguintes valores: 
 
Participações Societárias: 
 
Cia. B 24.800,00
 
Cia. C 30.000,00
 
PL da Cia B 31.000,00
Investimento da Cia A na Cia B 24.800,00
relação percentual 80%
 
 
 
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PL da Cia C 
Investimento da Cia A na Cia C 30.000,00
relação percentual 60%
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50.000,00 
 
 
 
Veja que, com 80% das ações, necessariamente temos mais do que 
75%, que é o limite para aquisição de todas as eventuais ações 
preferenciais e a metade das ações ordinárias. Portanto, o investimento 
em B é em controlada e sujeito ao MEP. 
Entretanto, com 60% de participação, não se pode dizer que temos 
controle. Entretanto, há participação de até todas as eventuais ações 
preferenciais, sobrando ainda valor para possuir EXATAMENTE 20% das 
ações com direito a voto. Portanto, o investimento tem relevância 
presumida, sendo em coligada e, assim, avaliado pelo MEP. 
Feitas as considerações iniciais, passaremos a analisar cada uma das 
assertivas da questão: 
a) A Cia. B é uma empresa controlada da Cia. A e a Cia. C é apenas uma 
coligada, logo esse investimento deve ser avaliado pelo custo histórico 
Errado, o investimento em B é em controlada e o investimento em C é 
em coligada. 
b) As participações societárias da Cia. A não são relevantes devendo ser 
avaliadas pelo valor de mercado das ações 
Errado, a avaliação patrimonial de participações societárias permanentes 
está sujeita aos métodos do custo e da equivalência patrimonial, sendo 
irrelevante o valor indicado pelo mercado de ações . 
c) A Cia. C é uma empresa controlada da Cia. A e a avaliação do 
Permanente deve ser feita pelo custo corrente 
 
Errado, a avaliações de participações societárias permanentes deve ser 
alternativamente realizada pelo método do custo histórico ou da 
equivalência patrimonial, não sendo a elas aplicável o conceito “custo 
corrente”, referido na assertiva. 
d) A Cia. B é uma empresa coligada da Cia. A e a avaliação dessa 
participação societária deve ser feita pela equivalência patrimonial 
Errado, a Cia B é controlada da Cia A. 
 
e) As Participações Societárias da Cia. A são relevantes e devem ser 
avaliadas pelo método de equivalência patrimonial 
Certo, conforme considerações acima. 
 
Pela nova legislação, permanece a alternativa (E) como resposta, pois 
as participações continuam sendo relevantes e continuam (pelas novas 
regras) sujeitas ao MEP. 
 
 
 
 
 
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GABARITO 
 
 
09 – E 
 
3.2.12 Analista do Banco Central do Brasil (Área 3) – jan/2006 – 
FCC 
 
ENUNCIADO 
 
12. O Banco BFG tem registrado no seu Ativo a participação permanente 
em 90% das ações da empresa Controlada S/A. No final de 2005, a 
Controlada S/A anunciou a distribuição de dividendos aos seus 
acionistas no início do ano seguinte, devendo esse anúncio gerar o 
seguinte lançamento no Banco: 
(A) Débito: Dividendos e Bonificações em Dinheiro a Receber. 
 
Crédito: Rendas de Ajuste em Investimento em Coligadas e 
Controladas. 
 
(B) Débito: Investimentos _ Participação em Coligadas e Controladas. 
Crédito: Dividendos e Bonificações em Dinheiro a Receber. 
(C) Débito: Dividendos e Bonificações em Dinheiro a Receber. 
 
Crédito: Investimento _ Participação em Coligadas e Controladas. 
(D) Débito: Investimentos _ Participação em Coligadas e Controladas. 
Crédito: Rendas de Ajuste em Investimento em Coligadas e 
Controladas. 
 
(E) Débito e Crédito: não devem ser registrados pelo Banco, tendo em 
vista que este efetua a atualização do investimento pelo Método de 
Equivalência Patrimonial. 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve 
alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos 
investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, 
como estratégia de análisedo assunto, analisaremos a resolução da 
questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, 
apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se 
que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja 
alteração – também – no gabarito da questão. 
I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO 
VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO 
A presente questão trata do recebimento de dividendos relativos a 
investimentos. Para sua resolução, é necessário: (a) verificar se os 
 
 
 
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investimentos em questão são, ou não, avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial e (b) conforme o tipo de investimento, registrar 
o respectivo recebimento de dividendos. 
 
Para companhias em geral, essa regra, prevista no caput do art. 248 da 
Lei das S/A, consiste em sujeitar ao método da equivalência patrimonial 
os investimentos relevantes que sejam realizados em (1) controladas ou 
em (2) coligadas, sendo que, no caso de coligadas, somente com a 
presença de influência ou em percentual igual ou superior a 20%, 
conforme a seguir: 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
Nas companhias abertas, segundo a IN CVM 247/96, deverão ser 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial: (1) o investimento 
em cada controlada; e (2) o investimento RELEVANTE em cada coligada 
e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando o percentual de participação, direta ou indireta 
da investidora representar 20% ou mais do capital social da coligada. 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
No exemplo, com 90% do capital da Controlada, a Controladora está 
obrigada ao método da equivalência patrimonial. 
A regra de registro de dividendos recebidos, quando a participação 
societária é avaliada pelo método da equivalência patrimonial, é 
simples: Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas 
pela equivalência patrimonial deverão ser registrados SEMPRE como 
redução do valor contábil do investimento. 
Dessa forma, o lançamento contábil a ser registrado pela empresa 
investidora – Controladora – é o seguinte: 
 
D = Dividendos a receber 
C = a Investimentos - participação em Controladas 
 
Assim, verifica-se que a alternativa correta é a de letra (C). 
II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO 
 
 
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Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em 
comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras 
aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei 
das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos 
sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- 
se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) 
regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: 
(1) Regra original 
 
Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em 
geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias 
abertas 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
(2) Regra intermediária 
 
Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – 
aplicável para companhias em geral 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas sobre cuja administração 
tenha influência significativa, ou de que participe com 20% 
(vinte por cento) ou mais do capital votante, em 
controladas e em outras sociedades que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de 
acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei 
nº 11.638,de 2007) 
Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 
2008 – aplicável a companhias abertas 
 
Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência 
patrimonial: 
I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; 
 
 
 
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II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, 
quando a investidora tenha influência significativa na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital votante; e 
III – o investimento em outras sociedades que façam parte 
de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. 
(3) Regra atual 
 
Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, 
de 2008) – aplicável para companhias em geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas ou em controladas e em outras 
sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou 
estejam sob controle comum serão avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes 
normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
... 
 
Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação 
da regra da Lei das S/A a companhias abertas. 
Equivalência patrimonial 
 
30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 
alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação 
do método da equivalência patrimonial dos investimentos 
em coligadas classificados no ativo permanente. A partir 
da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os 
investimentos em sociedades em que a administração 
tenha influência significativa, ou nas quais participe com 
20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão 
avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 
31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos 
dispositivos na data de transição devem ser assim 
registrados: 
... 
 
Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma 
modificação no conceitode coligação, nos seguintes termos: 
- conceito original 
 
§ 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, 
com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, 
sem controlá-la 
- conceito atual 
§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a 
investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
 
 
 
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... 
§ 4o Considera-se que há influência significativa 
quando a investidora detém ou exerce o poder de participar 
nas decisões das políticas financeira ou operacional da 
investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória 
nº 449, de 2008) 
§ 5o É presumida influência significativa quando a 
investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital 
votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
 
Com a nova redação dada aos diplomas normativos citados, passaram a 
estar sujeitos ao Método da Equivalência patrimonial, entre outros, os 
investimentos em controladas (independentemente de serem 
relevantes). Portanto, verifica-se que as conclusões expostas nos 
comentários à resolução da questão à luz da legislação vigente na data 
do concurso, continuam válidas. 
 
 
GABARITO 
 
C 
 
3.2.13 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 
(FCC) 
ENUNCIADO 
 
 
6. A Cia. Santo Amaro possui 80% das ações com direito a voto de sua 
controlada, a Cia. Santa Maria, que representam 40% do total do capital 
social da investida. No exercício de 2005, a Cia. Santa Maria vendeu um 
lote de mercadorias para a investidora por R$ 400.000,00, auferindo um 
lucro de R$ 100.000,00 na transação. Sabendo-se que, em 31.12.2005, 
o Patrimônio Líquido da controlada era de R$ 750.000,00 e que a 
investidora mantinha integralmente o referido lote de mercadorias em 
seus estoques, a participação societária, avaliada pelo método da 
equivalência patrimonial na contabilidade da Cia. Santo Amaro, 
corresponderá a, em R$: 
(A) 175.000,00 
 
(B) 200.000,00 
 
(C) 260.000,00 
 
(D) 400.000,00 
 
(E) 520.000,00 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
 
 
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Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve 
alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos 
investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, 
como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da 
questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, 
apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se 
que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja 
alteração – também – no gabarito da questão. 
I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO 
VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO 
Trata-se de uma questão que versa sobre a avaliação de investimentos 
pelo método da equivalência patrimonial e, em específico, sobre o ajuste 
relativo a resultados não realizados. 
O método da Equivalência Patrimonial é uma exceção ao princípio 
fundamental de contabilidade do registro pelo valor original – aplicável 
apenas a investimentos especiais (considerados importantes). Trata-se 
de uma exceção expressa ao princípio contábil citado, prevista pela Lei 
das S/A, em seu art. 248, reproduzido em parte a seguir: 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos ... serão avaliados pelo valor de patrimônio 
líquido, de acordo com as seguintes normas: 
… 
 
II - o valor do investimento será determinado mediante a 
aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no 
número anterior, da porcentagem de participação no 
capital da coligada ou controlada; 
Através do método de avaliação pela equivalência patrimonial, a 
empresa investidora reconhece como valor de seu investimento 
(participações permanentes – ações ou cotas do capital da empresa 
investida) uma parcela do valor do patrimônio líquido da empresa 
investida. Essa parcela é calculada através da multiplicação do valor do 
patrimônio líquido da empresa investida pelo percentual de participação 
(ou seja, pelo percentual de ações ou cotas de capital da empresa 
investida na titularidade da empresa investidora em relação ao total), 
conforme tabela a seguir: 
Apuração do valor do investimento em participações societárias pelo método da equivalência patrimonial 
(. ) Quantidade de ações ou cotas da empresa investida na capital de titularidade da empresa investidora 
(/ ) Quantidade total de ações ou cotas de capital da empresa investida
(=) Percentual de participação 
(. ) Valor contábil do Patrimônio Líquido da empresa investida
(*) Percentual de participação 
(=) Valor pré-definido do investimento 
 
 
 
 
 
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Pode ocorrer que, em função de operações realizadas entre a empresa 
investida e a empresa investidora, o Patrimônio Líquido da investida, 
cuja participação é avaliada pelo método da equivalência, aumente por 
conta de lucro na venda para a própria investidora. Nesse caso, o 
patrimônio líquido da empresa investida estará (pela aplicação do 
princípio de competência) majorado, mas o valor desse lucro é um valor 
que saiu (em dinheiro, por compra à vista, ou em obrigação de entrega 
futura de dinheiro, por compra a prazo) do patrimônio da própria 
empresa investidora. 
Saliente-se que o bem que saiu do patrimônio da empresa investida – 
na alienação para a empresa investidora – saiu por um valor inferior 
àquele pelo qual esse mesmo bem ingressou no patrimônio da empresa 
investidora. Em outras palavras, a empresa investidora pagou pelo 
lucro da investida na operação. 
Repare que, pelo princípio da entidade, trata-se de uma venda entre 
duas pessoas jurídicas diversas e que, portanto, deve ter reconhecido 
seu lucro (no patrimônio da empresa investida – vendedora). Ocorre, 
porém, que – para fins de aplicação do método da equivalência 
patrimonial – esse lucro não deveria ser considerado para aumentar o 
valor do investimento da empresa investidora, pois isso geraria uma 
incoerência: quanto mais a empresa investidora pagasse por uma 
aquisição, mais receita (de equivalência patrimonial) ela teria. 
Metaforicamente, considerando o grupo econômico como um único 
corpo, a “troca de dinheiro entre dois bolsos” não pode gerar ganhos. 
A solução encontrada para esse problema é a de se desconsiderar o 
ganho auferido pela empresa investida para fins de aplicação do método 
da equivalência patrimonial. Conforme será detalhadamente colocado e 
exemplificado adiante, o leitor perceberá que essa solução também 
resulta em uma quebra da equivalência entre patrimônio e 
investimento, pois o ajuste proposto resulta na existência de uma 
diferença entre o valor do PL da empresa investida e o valor do 
investimento. 
Conforme já referido, o disposto neste artigo tem por objetivo evitar que 
a investidora reconheça ganhos da equivalência em função de lucros na 
investida, registrados em obediência ao princípio da competência, mas 
ainda não realizados. Assim, na apuração do PL da empresa investida, 
não devem ser computados os lucros auferidos sobre a própria 
investidora ou sobreoutras investidas, quando corresponder a resultado 
na baixa de ativos de qualquer natureza: 
- alienados à investidora e que permaneçam no ativo da 
investidora, na data de seu balanço patrimonial, ou; 
 
 
 
 
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- alienados a outras controladas ou coligadas à investidora, 
avaliadas pela equivalência patrimonial, e que constarem do 
Ativo destas outras controladas ou coligadas. 
Cumpre referir que a solução – sempre com o mesmo espírito – é 
levemente diferente para companhias em geral (seguindo a Lei das 
S/A) e para sociedades anônimas de capital aberto (seguindo a IN CVM 
247, de 1996). 
 
A parte final do inciso I do artigo 248 da Lei das S/A determina, quanto 
ao cálculo da avaliação pela equivalência patrimonial, que, no valor do 
patrimônio líquido, não serão computados os resultados não realizados 
decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades 
coligadas à companhia, ou por ela controladas, conforme a seguir: 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, ...: 
 
I - ... no valor de patrimônio líquido não serão computados 
os resultados não realizados decorrentes de negócios com 
a companhia, ou com outras sociedades coligadas à 
companhia, ou por ela controladas; 
 
 
Para companhias abertas, a IN CVM 247, de 1996, também prevê 
ajustes decorrentes de resultados não realizados, porém com duas 
diferenças: (1) a IN não se refere a resultados, mas especificamente a 
lucros não realizados e (2) a IN não determina a exclusão desse valor 
do PL, para fins de aplicação do método da equivalência patrimonial, 
mas sua exclusão do valor do investimento após a aplicação do método. 
A seguir, para fins de esclarecimento, encontra-se reproduzido o art. 9o 
da IN CVM 247, de 1996: 
 
Art. 9º - O valor do investimento, pelo método da 
equivalência patrimonial, será obtido mediante o seguinte 
cálculo: 
I - Aplicando-se a percentagem de participação no capital 
social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da 
controlada; e 
II - Subtraindo-se, do montante referido no inciso I, os 
lucros não realizados, conforme definido no § 1º deste 
artigo, líquidos dos efeitos fiscais. 
§ 1º - Para os efeitos do inciso II deste artigo, serão 
considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de 
negócios com a investidora ou com outras coligadas e 
controladas, quando: 
a) - o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e 
controlada e correspondido por inclusão no custo de 
aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço 
patrimonial da investidora; ou 
 
 
 
 
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b) - o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e 
controlada e correspondido por inclusão no custo de 
aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço 
patrimonial de outras coligadas e controladas. 
§ 2º - Os prejuízos decorrentes de transações com a 
investidora, coligadas e controladas não devem ser 
eliminados no cálculo da equivalência patrimonial. 
§ 3º - Os lucros e os prejuízos, assim como as receitas e 
as despesas decorrentes de negócios que tenham gerado, 
simultânea e integralmente, efeitos opostos nas contas de 
resultado das coligadas e controladas, não serão excluídos 
para fins de cálculo do valor do investimento. 
 
 
Aplicando os conceitos acima aos dados do problema, temos: 
 
I – considerando a regra da Lei das S/A 
 
(1) situação inicial 
 
Dora - Sto Amaro 
ativo Passivo Outros sócios 
Caixa - 
 
 
 
Inv - Tida Z * 40% 
--------------PL 
 
 
40% 
60% 
 
Despesas Receitas Tida - Santa Maria 
ativo Passivo
 
Bens (+) 
Direitos 
 
Obrigações 
 
--------------PL 
Total do PL Z 
 
 
 
 
(2) Venda ocorrida no período 
(. ) Valor da venda para a investidora 400.000,00
(-) Valor contábil da mercadoria vendida (300.000,00)
(=) Lucro auferido na venda para a investidora 100.000,00
 
(3) Situação final da investida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ativo Passivo
 
 
Bens (+) 
Direitos 
 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
Total do PL Z 
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Tida - Santa Maria 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Despesas Receitas
 
 
 
 
 
 
lucro novo PL 
(+) W (=) 750.000,00 
 
 
 
conforme lançamentos 
==> ganho 100.000,00 de apuração do 
resultado do 
exercício 
 
CMV 300.000,00 
 
RBV 400.000,00 
 
 
 
-- lucro ==> W 
 
 
(4) memória de cálculo de atualização do investimento, pela empresa 
 
investidora: 
 
Novo PL 750.000,00 
(-) lucro não realizado (100.000,00) 
(=) Novo PL - para fins de aplicação do método da equivalência patrimonial 650.000,00 
(*) % de participação 40,00% 
(=) valor atualizado do investimento 260.000,00 
 
(5) configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir 
 
apresentada. 
 
 
Dora - Santo Amaro 
ativo Passivo Outros sócios 
Caixa - 
Estoque X 
 
 
Inv - Tida 260.000,00 
--------------PL 
 
 
40% 
60% 
 
Despesas Receitas Tida - Santa Maria 
ativo Passivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
Total do PL 750.000,00
 
 
 
 
 
 
 
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Pelo que foi acima exposto, considerando a regra do art. 248 da Lei das 
S/A (aplicável às sociedades anônimas de capital fechado), verifica-se 
que o investimento mantido pela empresa Santo Amaro na empresa 
Santa Maria deve ser avaliado por R$ 260.000,00, conforme alternativa 
(C). 
 
II – considerando a regra da IN CVM 247, de 1996. 
 
(1) situação inicial 
 
Dora - Sto Amaro 
ativo Passivo Outros sócios 
Caixa - 
 
 
 
Inv - Tida Z * 40% 
--------------PL 
 
 
40% 
60% 
 
Despesas Receitas Tida - Santa Maria 
ativo Passivo
 
Bens (+) 
Direitos 
 
Obrigações 
 
--------------PL 
Total do PL Z 
 
 
 
 
(2) Venda ocorrida no período 
(. ) Valor da venda para a investidora 400.000,00
(-) Valor contábil da mercadoria vendida (300.000,00)
(=) Lucro auferido na venda para a investidora 100.000,00
 
(3) Situação final da investida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ativo Passivo
 
 
Bens (+) 
Direitos 
 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
Total do PL Z 
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Tida - Santa Maria 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Despesas Receitas
 
 
 
 
 
 
lucro novo PL 
(+) W (=) 750.000,00 
 
 
 
conforme lançamentos 
==> ganho 100.000,00 de apuração do 
resultado do 
exercício 
 
CMV 300.000,00 
 
RBV 400.000,00 
 
 
 
-- lucro ==> W 
 
 
(4) memória de cálculo de atualização do investimento, pela empresa 
 
investidora: 
 
Novo PL 750.000,00 
(*) % de participação 40,00% 
(=) valor proporcional do investimento 300.000,00 
(-) lucro não realizado (100.000,00) 
(=) valor atualizado do investimento 200.000,00 
 
(5) configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir 
 
apresentada. 
 
 
Dora - Santo Amaro 
ativo Passivo 
Caixa - 
Estoque X 
 
Outros sócios 
 
 
Inv - Tida 200.000,00 
--------------PL 
 
 
40% 
60% 
 
Despesas Receitas Tida - Santa Maria 
ativoPassivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
Total do PL 750.000,00
 
 
 
 
 
 
 
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Pelo que foi acima exposto, de acordo com a regra da IN CVM 247, de 
1996, (aplicável às sociedades anônimas de capital aberto), verifica-se 
que o investimento mantido pela empresa Santo Amaro na empresa 
Santa Maria deve ser avaliado por R$ 200.000,00, conforme alternativa 
(B). 
 
Ora, enunciado permite duas interpretações corretas – com aplicação de 
duas matrizes normativas diferentes. Entre as alternativas da questão 
há resposta para ambas as interpretações. Nessa situação, a resolução 
da questão torna-se IMPOSSÍVEL. Portanto, salvo melhor juízo, 
entendo que essa questão devia ter sido anulada. 
II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO 
 
Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em 
comento, no processo de convergência das práticas contábeis 
brasileiras aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve 
alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de 
identificação dos investimentos sujeitos ao método da equivalência 
patrimonial. Em que pesem as alterações normativas, os 
investimentos em controladas continuaram a ser avaliados pelo 
MEP e os ajustes por resultados não realizados continuam 
aplicáveis. Portanto, os conceitos teóricos necessários à resolução 
da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, que 
as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam 
válidas. 
 
 
GABARITO 
 
 
006 - B 
 
3.2.14 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 
2001 (ESAF) 
ENUNCIADO 
 
 
58- Alfa S/A possui 22% das ações emitidas por Beta S/A. Beta S/A 
apurou lucro líquido do exercício no valor de R$ 40.000,00 e distribuiu 
30% deste lucro para seus acionistas, na forma de dividendos. 
 
Sabendo-se que o investimento deve ser avaliado pelo método da 
equivalência patrimonial, pode-se observar na escrituração contábil, em 
decorrência desses fatos, um 
a) débito de R$ 12.000,00 no passivo circulante de Beta S/A. b) 
crédito de R$ 12.000,00 no patrimônio líquido de Beta S/A. 
c) débito de R$ 8.800,00 no ativo circulante de Alfa S/A. 
 
 
 
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d) débito de R$ 2.640,00 no ativo permanente de Alfa S/A. e) 
crédito de R$ 2.640,00 no ativo permanente de Alfa S/A. 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Trata-se de uma questão cuja resolução demanda o conhecimento dos 
lançamentos referentes a dividendos em investimentos avaliados pelo 
método da equivalência patrimonial. 
A regra de registro de dividendos recebidos, quando a participação 
societária é avaliada pelo método da equivalência patrimonial, é 
simples: Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas 
pela equivalência patrimonial deverão ser registrados SEMPRE como 
redução do valor contábil do investimento – em oposição ao que ocorre 
no método do custo, no qual, os dividendos recebidos podem ser 
ALTERNATIVAMENTE registrados como receita ou como redução do 
investimento, conforme o caso. 
Isso ocorre porque todas as alterações sofridas pelo Patrimônio líquido 
da empresa investida deverão ser refletidas no valor contábil do 
investimento, na investidora. A destinação de dividendos configura uma 
redução na conta “lucros acumulados” da investida – e por conseqüência 
uma redução de seu PL, assim, pelo método da equivalência 
patrimonial, esse fato deverá corresponder a uma redução, 
proporcional, na conta Investimentos da empresa investidora. 
Aplicando esse conceito aos dados do enunciado, a figura a seguir ilustra 
a regra de aplicação do método da equivalência patrimonial no caso de 
recebimento de dividendos. 
Alfa S/A possui 22% das ações emitidas por Beta S/A. Beta S/A, 
conforme figura a seguir 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ativo Passivo
 
 
Bens (+) 
Direitos 
 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
Total do PL X 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
 
 
Dora - Alfa 
ativo Passivo 
Caixa - 
 
Outros sócios 
 
 
 
Inv - Tida X * 22% 
--------------PL 
 
 
22% 
78% 
 
Despesas Receitas Tida - Beta 
ativo Passivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
Total do PL X 
 
 
 
Foi colocado que a empresa Beta, apurou lucro líquido do exercício no 
valor de R$ 40.000,00, conforme balancete enviado à investidora Alfa 
abaixo: 
 
Tida - Beta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Despesas Receitas 
 
 
 
 
 
 
 
lucro novo PL 
(+) 40.000,00 (=) X + 40.000,00 
 
 
 
 
conforme lançamentos 
de apuração do 
resultado do 
exercício 
 
 
 
 
 
-- lucro ==> 40.000,00
 
Nesse caso, a empresa investidora Alfa S/A deverá atualizar o valor de 
seu investimento da seguinte forma: 
Novo PL X + 40.000,00 
(*) % de participação 22,00%
(=) valor atualizado do investimento (X+40.000,00)*22%
(- ) valor inicial do investimento X * 22% 
(=) resultado em participações societárias - método da equivalência patrimonial 8.800,00
 
 
 
 
 
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ativo Passivo
 
Bens (+) 
Direitos 
 
Obrigações 
 
--------------PL 
demais contas do PL X 
LPA 40.000,00 
 
Total do PL X+40.000,00
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
O fato contábil referente ao ajuste acima apurado encontra-se 
apresentado na figura a seguir: 
 
 
 
 
Caixa - 
Dora - Alfa 
ativo Passivo 
 
 
Inv - Tida X * 22% --------------PL 
8.800,00 
X * 22% + 8.800,00 
 
 
Despesas Receitas 
 
RPPS-EP 8.800,00 
 
 
 
 
 
O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora – Dora 
Alfa – é o seguinte: 
 
D = Investimentos - Tida - Beta 
C = a RPPS-EP 8.800,00 
 
A configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir 
apresentada. 
 
 
Dora - Alfa 
ativo Passivo Outros sócios 
Caixa - 
 
 
 
Inv - Tida X*22% + 8.800,00 
--------------PL 
 
 
22% 
78% 
 
Despesas Receitas Tida - Beta 
 
RPPS-EP 8.800,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foi informado, ainda, que após a apuração do resultado, a empresa Tida 
- Beta tenha deliberado distribuir 30% do lucro auferido a seus 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
acionistas, na forma de dividendos a pagar. Nessa situação, haverá o 
seguinte fato na empresa Tida - Beta 
 
 
Tida S/A 
ativo Passivo 
dividendos a pagar 12.000,00 
(+) 
Bens (+) Outras obrigações 
Direitos --------------PL 
Demais contas do PL X 
LPA 40.000,00 PL após a distribuição de dividendos 
(12.000,00) X (+) 40.000,00 (-) 12.000,00 (=) X (+) 28.000,00 
28.000,00 
 
O correspondente lançamento na empresa Tida - Beta é o seguinte: 
 
D = LPA 
C = a Dividendos a pagar 12.000,00 
 
Repare que o fato acima registrado resulta em uma redução do PL da 
empresa investida Tida - Beta, no valor de 12.000,00. Portanto, nesse 
caso, a empresa investidora Dora - Alfa deverá atualizar o valor de seu 
investimento da seguinte forma: 
1 - Cálculo do valor atualizado do investimento - e sua redução por conta dos dividendos 
 Novo PL X + 40.000 - 12.000
 (*) % de participação - de Dora S/A no capital de Tida S/A 22,00%
 (=) valor atualizado do investimento(X + 40.000 - 12.000) * 22
 (- ) valor inicial do investimento (X + 40.000) * 22%
 (=) redução do valor do investimento (2.640,00)
 
1 - Cálculo do valor dos dividendos a receber
 Total de dividendos destinados por Tida S/A aos acionistas 12.000,00
 (*) % de participação - de Dora S/A no capital de Tida S/A 22,00%
 (=) valor dos dividendos a receber a que Dora S/A faz jus 2.640,00
 
Obs.: repare que o valor dos dividendos a receber é idêntico ao valor da redução do investimento 
 
O fato contábil referente ao ajuste acima apurado encontra-se 
apresentado na figura a seguir: 
 
 
Dora - Alfa 
ativo Passivo 
Caixa - 
Dividendos a receber 2.640,00 
 
Inv - Tida X+8.800 --------------PL 
(2.640,00) 
X+6160 
 
 
 
O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora – Dora 
- Alfa – é o seguinte: 
 
 
 
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D = Dividendos a receber - Tida - Beta 
C = a Investimentos - Tida - Beta 2.640,00 
 
Pelo método da equivalência patrimonial, o valor do investimento 
(registrado no ativo da empresa investidora) deve sempre acompanhar 
o valor do PL da empresa investida. Assim: 
 
- se a empresa investida tem lucro (seu PL aumenta), a empresa 
investidora deve aumentar o valor de seu investimento – em 
contrapartida de uma receita; 
- quando a empresa investida resolve distribuir dividendos (seu 
PL diminui), a empresa investidora deve reduzir o valor do seu 
investimento – em contrapartida do direito “dividendos a 
receber”. 
Cuidado! O examinador aproveita, parta induzir o estudante a erro, 
uma dificuldade vivenciada por vários candidatos, ao tentar resolver 
questões que envolvam o valor do resultado da empresa investida (a ser 
reconhecido pelo método da equivalência patrimonial na empresa 
investidora), e o valor dos dividendos (sobre esse resultado) destinados 
aos acionistas: o fato do estudante se perder ao tentar misturar os dois 
conceitos e os dois fatos (lucro e dividendos) em um único lançamento. 
Auferir lucro e distribuir dividendos são dois fatos contábeis separados 
que afetam o PL da empresa investida e cujos efeitos no investimento 
da empresa investidora devem ser registrados em separado, conforme 
acima apresentado. 
Feitas as considerações acima, analisaremos cada uma das assertivas 
do enunciado: 
a) débito de R$ 12.000,00 no passivo circulante de Beta S/A. 
Errado. É registrado um crédito no passivo circulante (dividendos a pagar) da 
investida Beta, no valor de R$ 12.000,00.. 
 
b) crédito de R$ 12.000,00 no patrimônio líquido de Beta S/A. 
Errado. É registrado um débito no PL (conta LPA) da investida Beta, no valor 
de 12.000,00. 
 
c) débito de R$ 8.800,00 no ativo circulante de Alfa S/A. 
Errado. É registrado um débito no ativo permanente (conta Investimentos) da 
investidora Alfa, no valor de 8.800,00. 
 
d) débito de R$ 2.640,00 no ativo permanente de Alfa S/A. 
Errado. É registrado um crédito no ativo no ativo permanente (conta 
 
Investimentos) da investidora Alfa, no valor de 2.640,00. 
 
 
 
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Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 
Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
e) crédito de R$ 2.640,00 no ativo permanente de Alfa S/A. 
Correto. Conforme lançamentos anteriormente apresentados. 
 
 
Pelo que foi acima exposto, verifica-se que a alternativa correta para a 
questão é a de letra (E). 
Nota de atualização. 
 
Posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas 
contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ocorreu, entre outros 
eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 2007, e 
pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração do 
“Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a 
Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros 
pronunciamentos técnicos. 
A alteração fundamental para essa questão foi a modificação da 
NOMENCLATURA. Onde está escrito “ativo permanente” deve-se ler 
“ativo não-circulante”. Com essa alteração: 
 
a- os lançamentos ficariam conforme abaixo: 
 
O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora – Dora 
Alfa – é o seguinte: 
 
D = Investimentos - Tida - Beta 
C = a RPPS-EP 8.800,00 
 
O correspondente lançamento na empresa Tida - Beta é o seguinte: 
 
D = LPA 
C = a Dividendos a pagar 12.000,00 
 
O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora – Dora 
- Alfa – é o seguinte: 
 
D = Dividendos a receber - Tida - Beta 
C = a Investimentos - Tida - Beta 2.640,00 
 
b- as alternativas ficariam conforme a seguir: 
 
a) débito de R$ 12.000,00 no passivo circulante de Beta S/A. 
Errado. É registrado um crédito no passivo circulante (dividendos a pagar) da 
investida Beta, no valor de R$ 12.000,00. 
 
b) crédito de R$ 12.000,00 no patrimônio líquido de Beta S/A. 
Errado. É registrado um débito no PL (conta LPA) da investida Beta, no valor 
de 12.000,00. 
 
c) débito de R$ 8.800,00 no ativo circulante de Alfa S/A. 
 
 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
Errado. É registrado um débito no ativo NÃO-CIRCULANTE (conta 
 
Investimentos) da investidora Alfa, no valor de 8.800,00. 
 
 
d) débito de R$ 2.640,00 no ativo NÃO-CIRCULANTE de Alfa S/A. 
Errado. É registrado um crédito no ativo no ativo NÃO-CIRCULANTE (conta 
 
Investimentos) da investidora Alfa, no valor de 2.640,00. 
 
 
e) crédito de R$ 2.640,00 no ativo NÃO-CIRCULANTE de Alfa S/A. 
Correto. Conforme lançamentos anteriormente apresentados. 
 
 
Pelo que foi acima exposto, tomadas as providências sugeridas, verifica- 
se que a alternativa correta para a questão continua sendo a de letra 
(E). 
 
 
GABARITO 
 
 
58 - E 
 
3.2.15 Agente Fiscal de Tributos Municipais – Pref. Teresina – 
2001 (ESAF) 
ENUNCIADO 
 
 
59- Quando um investimento permanente é avaliado pelo método da 
equivalência patrimonial e a empresa controlada apura prejuízo líquido 
no exercício, teremos que contabilizar nos livros da controladora 
a) um crédito na conta Perdas em Investimentos. 
b) um crédito na conta Ações de Controladas. c) 
um crédito na conta Dividendos a Devolver. 
d) um débito na conta Ações de Controladas. 
 
e) um débito na conta Perdas em Investimentos. 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
No caso de investimento avaliado pelo método da equivalência 
patrimonial, a investidora deve realizar um ajuste (para aumentar ou 
reduzir o valor do seu investimento), conforme haja aumento ou 
redução no PL da investida. Esse ajuste é realizado no momento do 
balanço patrimonial, ou seja, para que a empresa investidora levante 
seu balanço patrimonial, ela deve atualizar o valor de seu investimento 
(quando avaliado pelo método da equivalência patrimonial). 
 
 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
Os incisos I e II do artigo 248 da Lei das S/A dispõe que: (1) primeiro 
deverá ser determinado o valor do patrimônio líquido da empresa 
investida, através de um balanço ou balancete de verificação, para (2) 
em seguida, ser atualizado o valor do investimento, através da 
multiplicação do valor do patrimônio líquido da investida pelo respectivo 
percentual de participação. Para que seja feito esse ajuste, o 
balanço/balancete da empresa investida deveser referente à mesma 
data do balanço da empresa investidora, ou até sessenta dias antes. A 
seguir, para fins de clareza, o citado dispositivo encontra-se 
reproduzido: 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da 
controlada será determinado com base em balanço 
patrimonial ou balancete de verificação levantado, com 
observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 
60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço 
da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão 
computados os resultados não realizados decorrentes de 
negócios com a companhia, ou com outras sociedades 
coligadas à companhia, ou por ela controladas; 
II - o valor do investimento será determinado mediante a 
aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no 
número anterior, da porcentagem de participação no 
capital da coligada ou controlada; 
 
 
Como o valor do investimento deverá guardar, sempre, uma mesma 
proporção com o valor do Patrimônio Líquido da investida, esta deverá 
entregar à investidora, em balanço ou balancete, os dados necessários à 
correta avaliação da participação societária. A situação ideal de 
comparação seria a existência de dados reportados à mesma data, ou 
seja, balanços realizados em datas coincidentes. Em decorrência da 
complexidade dos grupos econômicos, muitas vezes se torna necessário 
prazo para a obtenção e elaboração dos dados relativos às investidas. 
Por isso, a lei possibilitou a defasagem de até sessenta dias, mesmo em 
detrimento da exatidão do valor do investimento à data do 
levantamento do balanço. 
A variação do valor do Patrimônio Líquido da investida decorre, 
principalmente, da geração de resultados. Mas pode decorrer também 
de outros motivos como, por exemplo, novos aportes de Capital, ajustes 
 
 
 
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à conta de “Lucros Acumulados”, surgimento de reservas de capital ou 
de reavaliação. Como o investimento é avaliado por um percentual fixo, 
aplicável sobre o valor – variável – do Patrimônio Líquido da investida, 
poderá ter seu valor aumentado ou diminuído, afetando o resultado da 
investidora através de ganhos ou perdas na equivalência patrimonial. 
Nesse sentido, o inciso III do art. 248 da Lei das S/A determina que o 
aumento ou a redução no valor do investimento deverá ser considerado 
uma receita ou uma despesa sempre que decorrer de lucro ou prejuízo 
ocorrido na empresa investida ou corresponder a ganhos ou perdas 
efetivas, conforme a seguir: 
III - a diferença entre o valor do investimento, de acordo 
com o número II, e o custo de aquisição corrigido 
monetariamente; somente será registrada como resultado 
do exercício: 
a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou 
controlada; 
b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou 
perdas efetivos; 
c) no caso de companhia aberta, com observância das 
normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. 
 
 
No caso da empresa investida apresentar prejuízo (no balanço ou 
balancete enviado à empresa investidora – para fins de atualização do 
valor do investimento pelo método da equivalência patrimonial): (1) o 
patrimônio líquido da empresa investida fica reduzido (por conta do 
prejuízo); (2) o investimento, no ativo da empresa investidora, será 
ajustado e deverá ser reduzido, proporcionalmente, pela aplicação do 
método; (3) o patrimônio da empresa investidora reduz-se – por conta 
desse ajuste – o que caracteriza uma despesa (que nesse curso 
denominaremos “resultados negativos em participações societárias – 
método da equivalência patrimonial – RPPS-EP”4). 
Para ilustrar a situação, é proposto o exemplo a seguir. 
 
Seja uma empresa investidora Dora S/A, que é titular de participação 
societária correspondente a 50% do capital da empresa investida Tida 
S/A, avaliada pelo método da equivalência patrimonial, conforme figura 
a seguir 
 
 
 
 
 
4 Conforme já colocado neste curso, não há uma regra específica para nomes de 
contas, portanto essa despesa é, muitas vezes, denominada de (a) resultado devedor 
de equivalência patrimonial, (b) despesa de equivalência patrimonial, (c) perdas por 
equivalência patrimonial, etc. 
 
 
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ativo Passivo
 
 
Bens (+) 
Direitos 
 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
Total do PL 1.000.000,00
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
 
 
Dora 
ativo Passivo Outros sócios 
Caixa - 
 
 
 
Inv - Tida 500.000,00 
--------------PL 
 
 
50% 
50% 
 
Despesas Receitas Tida 
ativo Passivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
Total do PL 1.000.000,00
 
 
 
Considere que a empresa Tida S/A, ao final do exercício, tenha apurado 
um prejuízo de R$ 300.000,00, conforme balancete enviado à 
investidora Dora S/A abaixo: 
 
Tida S/A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Despesas Receitas 
 
 
 
 
 
 
 
Prejuízo novo PL 
(-) (300.000,00) (=) 700.000,00 
 
 
 
 
conforme lançamentos 
de apuração do 
resultado do 
exercício 
 
 
 
 
 
prejuízo => (300.000,00)
 
Nesse caso, a empresa investidora Dora S/A deverá atualizar o valor de 
seu investimento da seguinte forma: 
Novo PL 700.000,00 
(*) % de participação 50,00% 
(=) valor atualizado do investimento 350.000,00 
(- ) valor inicial do investimento (500.000,00) 
(=) resultado em participações societárias - método da equivalência patrimonial (150.000,00) 
 
 
 
 
 
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ativo Passivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
Total do PL 700.000,00
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
O fato contábil referente ao ajuste acima apurado encontra-se 
apresentado na figura a seguir: 
 
 
Dora 
ativo Passivo 
Caixa - 
 
 
Inv - Tida 500.000,00 --------------PL 
(150.000,00) 
350.000,00 
 
 
Despesas Receitas 
 
RNPS-EP 150.000,00 
 
 
 
 
 
O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora – Dora 
S/A – é o seguinte: 
 
D = RNPS-EP 
C = a Investimentos - Tida S/A 150.000,00 
 
A configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir 
apresentada. 
 
 
Dora 
ativo Passivo 
Caixa - 
 
Outros sócios 
 
 
 
Inv - Tida 350.000,00 
--------------PL 
 
 
50% 
50% 
 
Despesas Receitas Tida 
 
 
RNPS-EP 15.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Repare que o valor do investimento – no ativo de Dora S/A – manteve- 
se na proporção de 50% do patrimônio líquido de Tida S/A. Como 
houve redução do valor de um ativo (participações societárias – inv. 
 
 
 
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Curso on-line – AFRFB 2009 – Contabilidade Decifrada – Aula 19 
Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
Tida) sem o aparecimento de outro ativo ou o desaparecimento de uma 
obrigação, o patrimônio foi reduzido e, portanto, teve que ser registrada 
uma despesa (resultados negativos em participações societárias – 
método da equivalência patrimonial). 
Seguindo a metáfora da “sanfona”, nessecaso, o acordeão fechou o fole 
(o PL da de Tida S/A foi reduzido em R$ 300.000,00 – de R$ 
1.000.000,00 para R$ 700.000,00), então o bandoneon também teve 
que fechar o fole – proporcionalmente (o investimento, do ativo de Dora 
S/A foi reduzido em 50% (*) R$ 300.000,00 (=) R$ 150.000,00 – de R$ 
500.000,00 para R$ 350.000,00). 
 
Pelo que foi acima exposto, verifica-se que – no caso de prejuízo na 
investida – deve ser creditada a conta de investimento (do ativo 
permanente da investidora) Ações de Controladas, conforme alternativa 
(B). 
 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 49, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos, os conceitos teóricos necessários à 
resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, 
que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam 
válidas. 
 
 
GABARITO 
 
 
59 - B 
 
3.2.16 Analista de Controle Externo – TCU – 2002 (ESAF) 
Enunciado. 
 
 
34- A empresa Cia. Aços Especiais investiu R$ 200.000,00 em ações da 
empresa S.A. Armamentos Gerais e contabilizou o investimento em 
“Ações de Coligadas”, constituindo uma participação acionária de 30%, 
a ser avaliada pelo método da equivalência patrimonial. 
 
No fim do exercício de 1999 a S.A. Armamentos Gerais contabilizou um 
lucro líquido anual de R$ 20.000,00 e destinou 25% desse lucro para 
dividendos na forma do lançamento abaixo: 
Lucros (ou Prejuízos) Acumulados 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
a Dividendos a Pagar 
 
Valor que ora se distribui aos acionistas...................R$ 5.000,00. 
 
Ao receber a comunicação sobre os dividendos propostos e 
contabilizados na forma acima, o Contador da empresa investidora, Cia. 
Aços Especiais, deverá promover o seguinte lançamento: 
a) Dividendos a Receber 
 
a Receitas de Dividendos R$ 1.500,00 
 
b) Ações de Coligadas 
 
A Receitas de Dividendos R$ 1.500,00 
 
c) Dividendos a Receber 
 
A Ações de Coligadas R$ 1.500,00 
 
d) Dividendos a Receber 
 
A Receitas de Dividendos R$ 5.000,00 
 
e) Ações de Coligadas 
 
A Receitas de Dividendos R$ 6.000,00 
 
 
Resolução e comentários 
 
 
A regra de registro de dividendos recebidos, quando a participação 
societária é avaliada pelo método da equivalência patrimonial, é 
simples: Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas 
pela equivalência patrimonial deverão ser registrados SEMPRE como 
redução do valor contábil do investimento – em oposição ao que ocorre 
no método do custo, no qual, os dividendos recebidos podem ser 
ALTERNATIVAMENTE registrados como receita ou como redução do 
investimento, conforme o caso. 
Isso ocorre porque todas as alterações sofridas pelo Patrimônio líquido 
da empresa investida deverão ser refletidas no valor contábil do 
investimento, na investidora. A destinação de dividendos configura uma 
redução na conta “lucros acumulados” da investida – e por conseqüência 
uma redução de seu PL, assim, pelo método da equivalência 
patrimonial, esse fato deverá corresponder a uma redução, 
proporcional, na conta Investimentos da empresa investidora. 
A seguir, apresentaremos um exemplo – utilizando os dados do 
enunciado – que ilustra a regra de aplicação do método da equivalência 
patrimonial no caso de recebimento de dividendos. 
Seja uma empresa investidora Aços especiais é titular de participação 
societária correspondente a 30% do capital da empresa investida 
 
 
 
 
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ativo Passivo
 
 
Bens (+) 
Direitos 
 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
Total do PL 666.666,67
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Armamentos gerais. Essa participação é avaliada pelo método da 
equivalência patrimonial, conforme figura a seguir 
 
 
Dora - Aços especiais 
ativo Passivo 
Caixa - 
 
Outros sócios 
 
 
 
Inv - Tida 200.000,00 
--------------PL 
 
 
30% 
70% 
 
Despesas Receitas Tida - Armamentos gerais 
ativo Passivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
Total do PL 666.666,67
 
 
 
Considere que a empresa Armamentos gerais, ao final do exercício, 
tenha apurado um lucro de R$ 20.000,00, conforme balancete enviado à 
investidora, abaixo: 
 
Tida S/A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Despesas Receitas 
 
 
 
 
 
 
 
lucro novo PL 
(+) 20.000,00 (=) 686.666,67 
 
 
 
 
conforme lançamentos 
de apuração do 
resultado do 
exercício 
 
 
 
 
 
-- lucro ==> 20.000,00
 
Nesse caso, a empresa investidora deverá atualizar o valor de seu 
 
investimento da seguinte forma: 
 
 
 
 
 
 
 
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Novo PL 686.666,67 
(*) % de participação 30,00% 
(=) valor atualizado do investimento 206.000,00 
(- ) valor inicial do investimento (200.000,00) 
(=) resultado em participações societárias - método da equivalência patrimonial 6.000,00 
 
O fato contábil referente ao ajuste acima apurado encontra-se 
apresentado na figura a seguir: 
 
 
Dora 
ativo Passivo 
Caixa - 
 
 
Inv - Tida 200.000,00 --------------PL 
6.000,00 
206.000,00 
 
 
Despesas Receitas 
 
RPPS-EP 6.000,00 
 
 
 
 
 
O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora é o 
seguinte: 
 
D = Investimentos 
C = a RPPS-EP 6.000,00 
 
A configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir 
apresentada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ativo Passivo
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
demais contas do PL 666.666,67 
LPA 20.000,00 
 
Total do PL 686.666,67
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Dora - Aços especiais 
ativo Passivo Outros sócios 
Caixa - 
 
 
 
Inv - Tida 206.000,00 
--------------PL 
 
 
30% 
70% 
 
Despesas Receitas Tida - Armamentos gerais 
 
RPPS-EP 6.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
Considere, ainda, que após a apuração do resultado, a empresa 
Armamentos gerais tenha deliberado distribuir 25% do lucro auferido a 
seus acionistas, na forma de dividendos a pagar. Nessa situação, 
haverá o seguinte fato na empresa Armamentos gerais 
 
 
Tida - Armamentos gerais 
ativo Passivo 
dividendos a pagar 5.000,00 
(+) 
Bens (+) Outras obrigações 
Direitos --------------PL 
Demais contas do PL 666.666,67
LPA 20.000,00 PL após a distribuição de dividendos
 
(5.000,00) 686.666,67 (-) 5.000,00 (=) 681.666,67 
681.666,67 
 
 
O correspondente lançamento na empresa Armamentos gerais é o 
seguinte: 
 
D = LPA 
C = a Dividendos a pagar 5.000,00 
 
Repare que o fato acima registrado resulta em uma redução do PL da 
empresa investida, de R$ 686.666,67 para R$ 681.666,67. Portanto, 
nesse caso, a empresa investidora deverá atualizar o valor de seu 
investimento da seguinte forma: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 - Cálculo do valor atualizado do investimento - e sua redução por conta dos dividendos 
 Novo PL 681.666,67 
 (*) % de participação - de Dora S/A no capital de Tida S/A 30,00%
 (=) valor atualizado do investimento 204.500,00 
 (- ) valor inicial do investimento (206.000,00)
 (=) redução do valor do investimento (1.500,00)
 
1 - Cálculo do valor dos dividendos a receber
 Total de dividendos destinados por Tida S/A aos acionistas 5.000,00 
 (*) % de participação - de Dora S/A no capital de Tida S/A 30,00%
 (=) valor dos dividendos a receber a que Dora S/A faz jus 1.500,00 
 
Obs.: repare que o valor dos dividendos a receber é idêntico ao valor da redução do investimento 
 
O fato contábil referente ao ajuste acima apurado encontra-se 
apresentado na figura a seguir: 
 
 
Dora - Aços especiais 
ativo Passivo 
Caixa - 
Dividendos a receber 1.500,00 
 
Inv - Tida 206.000,00 --------------PL 
(1.500,00) 
204.500,00 
 
 
 
O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora é o 
seguinte: 
 
D = Dividendos a receber 
C = a Investimentos 1.500,00 
 
A configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir 
apresentada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ativo Passivo
 
Bens (+) 
Direitos 
 
Dividendos a pagar 5.000,00 
 
--------------PL 
demais contas do PL 666.666,67 
LPA 15.000,00 
 
Total do PL 681.666,67
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Dora - Aços especiais 
ativo Passivo 
Caixa - 
 
Outros sócios 
 
dividendos a receber 1.500,00 
 
Inv - Tida 204.500,00 
 
--------------PL 
 
 
30% 
70% 
 
Despesas Receitas Tida - Armamentos gerais 
 
RPPS-EP 6.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pelo método da equivalência patrimonial, o valor do investimento 
(registrado no ativo da empresa investidora) deve sempre acompanhar 
o valor do PL da empresa investida. Assim: 
 
- se a empresa investida tem lucro (seu PL aumenta), a empresa 
investidora deve aumentar o valor de seu investimento – em 
contrapartida de uma receita; 
- quando a empresa investida resolve distribuir dividendos (seu 
PL diminui), a empresa investidora deve reduzir o valor do seu 
investimento – em contrapartida do direito “dividendos a 
receber”. 
De acordo com o que foi acima exposto, verifica-se que a alternativa 
correta para a questão é a alternativa de letra (C). 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 49, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos, os conceitos teóricos necessários à 
resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, 
que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam 
válidas. 
Gabarito 
 
 
 
 
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34 – C 
 
 
3.2.17 Tribunal de Contas do Estado – TCE/RS – 2007 (FAURGS) 
ENUNCIADO 
 
 
61. A avaliação dos investimentos pelo método da equivalência 
patrimonial tem como base 
 
(A) a variação do patrimônio líquido da investidora. 
(B) A Demonstração do Resultado do Exercício da investida. 
(C) A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido da
investidora. 
 
(D) A Demonstração de Lucro e Prejuízos Acumulados da 
investida. 
(E)A variação do patrimônio líquido da investida. 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Trata-se de uma questão teórica, cuja resolução demanda apenas o 
conhecimento do disposto no art. 248 da Lei das S/A, a seguir transcrito 
em parte: 
Art. 248. ...: 
 
I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da 
controlada será determinado com base em balanço 
patrimonial ou balancete de verificação levantado, 
com observância das normas desta Lei, na mesma 
data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da 
data do balanço da companhia; no valor de patrimônio 
líquido não serão computados os resultados não realizados 
decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras 
sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas; 
... 
 
 
Pela legislação acima referida, percebe-se que o método da equivalência 
patrimonial tem como base a variação do PL da investida, conforme 
alternativa “E”. 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 49, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
 
 
 
 
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para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos: 
- a legislação referida não foi alterada em específico; e 
 
- os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não 
foram alterados. 
Verifica-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários 
acima continuam válidas. 
 
 
GABARITO 
 
 
E 
 
3.2.18 TRT 10 - Analista Judiciário – Contabilidade (FCC-2004) 
 
ENUNCIADO 
 
Com base nos critérios contábeis aplicáveis aos investimentos 
societários, julgue o item seguinte. 
67 Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas com 
base na equivalência patrimonial são registrados como redução do valor 
dos respectivos investimentos, no ativo da sociedade investidora. 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
A regra de registro de dividendos recebidos, quando a participação 
societária é avaliada pelo método da equivalência patrimonial, é 
simples: Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas 
pela equivalência patrimonial deverão ser registrados como redução do 
valor contábil do investimento – em oposição ao que ocorre no método 
do custo, no qual, os dividendos recebidos podem ser 
ALTERNATIVAMENTE registrados como receita ou como redução do 
investimento, conforme o caso. 
Isso ocorre porque todas as alterações sofridas pelo Patrimônio líquido 
da empresa investida deverão ser refletidas no valor contábil do 
investimento, na investidora. A destinação de dividendos configura uma 
redução na conta “lucros acumulados” da investida – e por conseqüência 
uma redução de seu PL, assim, pelo método da equivalência 
patrimonial, esse fato deverá corresponder a uma redução, 
proporcional, na conta Investimentos da empresa investidora. 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
 
 
 
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n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 49, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentostécnicos: 
- a legislação referida não foi alterada em específico; e 
 
- os conceitos teóricos necessários à resolução da presente questão não 
foram alterados. 
Verifica-se, assim, que as conclusões apresentadas nos comentários 
acima continuam válidas. 
 
 
GABARITO 
 
 
C (certo) 
 
3.2.19 TRF 4a região - Analista Judiciário - Contadoria 
(FCC- jan/2001) 
ENUNCIADO 
 
 
35. A controladora detém 60% do capital da investida, que teve no 
exercício um lucro de 5000 e lhe atribuiu lucros acumulados de 2000, 
resultando em acréscimo do valor desse seu investimento: 
(A) 1 000 
 
(B) 1 800 
 
(C) 3 000 
 
(D) 5 000 
 
(E) 7 000 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve 
alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos 
investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, 
como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da 
questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, 
apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se 
que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja 
alteração – também – no gabarito da questão. 
I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO 
VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO 
 
 
 
 
 
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Duas considerações são necessárias à resolução da questão: (1) que o 
investimento na controlada é relevante – e, portanto, avaliado pelo MEP 
e (2) que a única variação no PL da investida foi aquela decorrente do 
lucro referido no enunciado. 
Assim, na falta da informação do valor final do Patrimônio Líquido, 
devemos utilizar a informação do Lucro apurado (constante do 
enunciado), como sendo o único acréscimo ao valor do patrimônio para 
fins de cálculo da equivalência patrimonial, bem como o reconhecimento 
contábil (a débito) do investimento, sendo que a destinação do 
resultado requer o registro da transação (a crédito) no investimento 
também. A seguir, a visualização gráfica, bem como a memória de 
cálculos 
Conta Débito Crédito 
Participação na Investida (60% de 5.000.000) 3.000,00 
A Resultado de Equivalência Patrimonial 3.000,00 
Dividendos a Receber (conforme enunciado) 2.000,00 
A Participação na Investida 2.000,00 
 
Pela observação dos lançamentos acima, verifica-se que a conta 
representativa do investimento é debitada por 3 000 (pela equivalência 
patrimonial gerada pelo lucro) e creditada por 2 000 (pelo registro do 
dividendo destinado aos acionistas), o que nos mostra que a conta 
representativa do investimento sofreu um aumento líquido de 1 000. 
II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO 
 
Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em 
comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras 
aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei 
das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos 
sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- 
se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) 
regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: 
(1) Regra original 
 
Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em 
geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
 
 
 
 
 
 
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Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias 
abertas 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
(2) Regra intermediária 
 
Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – 
aplicável para companhias em geral 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas sobre cuja administração 
tenha influência significativa, ou de que participe com 20% 
(vinte por cento) ou mais do capital votante, em 
controladas e em outras sociedades que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de 
acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei 
nº 11.638,de 2007) 
Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 
2008 – aplicável a companhias abertas 
 
Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência 
patrimonial: 
I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; 
 
II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, 
quando a investidora tenha influência significativa na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital votante; e 
III – o investimento em outras sociedades que façam parte 
de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. 
(3) Regra atual 
 
Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, 
de 2008) – aplicável para companhias em geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas ou em controladas e em outras 
sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou 
estejam sob controle comum serão avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes 
normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
... 
 
 
 
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Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação 
da regra da Lei das S/A a companhias abertas. 
Equivalência patrimonial 
 
30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 
alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação 
do método da equivalência patrimonial dos investimentos 
em coligadas classificados no ativo permanente. A partir 
da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os 
investimentos em sociedades em que a administração 
tenha influência significativa, ou nas quais participe com 
20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão 
avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 
31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos 
dispositivos na data de transição devem ser assim 
registrados: 
... 
 
Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma 
modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: 
- conceito original 
 
§ 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, 
com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, 
sem controlá-la 
- conceito atual 
§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a 
investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
...§ 4o Considera-se que há influência significativa 
quando a investidora detém ou exerce o poder de participar 
nas decisões das políticas financeira ou operacional da 
investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória 
nº 449, de 2008) 
§ 5o É presumida influência significativa quando a 
investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital 
votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
Pelas colocações acima, repare que, não sendo mais necessário que o 
investimento em controladas seja relevante para estar sujeito ao MEP, a 
primeira consideração – colocada no início dos comentários à resolução 
da presente questão – é desnecessária; facilitando a resolução da 
questão nos moldes acima propostos. 
As demais colocações apresentadas nos comentários à resolução 
continuam aplicáveis. Verifica-se, assim, que as respectivas conclusões 
apresentadas continuam válidas. 
 
 
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GABARITO 
 
 
A 
 
3.2.20 SEAD/UEPA - formação: ciências contábeis, CESPE/2008 
 
ENUNCIADO 
 
 
empresas PL Particp. societária lucro auf. 
I 2.400,00 240,00 1.500,00 
II 25.800,00 3.870,00 3.000,00 
III 12.500,00 3.125,00 5.000,00 
IV 7.580,00 2.653,00 6.000,00 
V 25.800,00 1.290,00 10.000,00 
 
A cia X, cujo patrimônio líquido é de R$ 32.500,00 investiu, nas 
empresas I, II, III, IV e V, os valores ilustrados no quadro acima. Essas 
empresas distribuíram 40% de seus resultados e já efetuaram o 
respectivo repasse aos investidores. 
Questão 35: Os valores que devem ser acrescidos ao ativo circulante e 
ao ativo permanente da cia X, respectivamente: 
a)R$1.780 e R$1.260 
b)R$1.260 e R$1.780 
c)R$1.260 e R$3.280 
d)R$0 e R$4.450 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Trata-se de uma questão de resolução rápida. Entretanto, antes da 
resolução propriamente dita, farei alguns comentários que considero 
importantes. 
Nota-se que não foram fornecidos dados suficientes para definição, com 
certeza de quais investimentos deveriam ser avaliados pelo MEP ou pelo 
CUSTO. Assim, há - em tese - várias opções de possíveis resoluções. 
Entretanto, é interessante verificar que o comportamento do ativo 
circulante (no que pertine aos dividendos) é independente do método de 
avaliação do investimento, conforme a seguir: 
(1) médoto do custo 
 
D = dividendos a receber (AC) 
 
C = a receita (resultado) XXX,XX 
 
(2) MEP 
 
 
 
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D = dividendos a receber (AC) 
 
C = a Investimento (AP) YYY,YY 
Ora, a partir da constatação acima, basta: 
(a) multiplicar o valor do lucro de cada investida pelo percentual de 
40%, para achar o valor dos dividendos distribuídos por cada uma: 
 
I 1.500,00 (*) 40% (=) 600,00 
 
II 3.000,00 (*) 40% (=) 1.200,00 
 
III 5.000,00 (*) 40% (=) 2.000,00
IV 6.000,00 (*) 40% (=) 2.400,00
 
V 10.000,00 (*) 40% (=) 4.000,00 
 
(b) identificar o percentual de participação em cada investida (dividindo 
o valor do investimento pelo valor do PL da respectiva investida): 
 
I - 240,00 (/) 2.400,00 (=) 10% 
II - 3.870,00 (/) 25.800,00 (=) 15% 
III - 3.125,00 (/) 12.500,00 (=) 25% 
IV - 2.653,00 (/) 7.580,00 (=) 35% 
V - 1.290,00 (/) 25.800,00 (=) 5% 
 
(c) multiplicar o valor dos dividendos distribuídos por cada investida 
pelo percentual de participação, para calcular o respectivo valor devido 
à investidora: 
 
I 600,00 (*) 10% (=) 60,00 
 
II 1.200,00 (*) 15% (=) 180,00 
 
III 2.000,00 (*) 25% (=) 500,00
IV 2.400,00 (*) 35% (=) 840,00
 
V 4.000,00 (*) 5% (=) 200,00 
 
(d) somar os valores devidos à investidora 
 
I - 60,00 
 
II - 180,00 
 
III - 500,00 
 
IV - 840,00 
 
V - 200,00 
 
Total - 1.780,00 
 
A única alternativa com aumento do AC em 1.780,00 é a alternativa (A), 
que é o gabarito da questão. 
 
 
 
 
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Apenas para fins de esclarecimento, cabe colocar que, pelo valor do 
gabarito, apenas o investimento IV foi considerado avaliado pelo MEP, 
conforme memória de cálculo a seguir: 
 variação do AP variação do AC
empresas PL Particp. societária lucro auf. % part. MEP dividendos dividendos
I 2.400,00 240,00 1.500,00 10% - - 60,00
II 25.800,00 3.870,00 3.000,00 15% - - 180,00
III 12.500,00 3.125,00 5.000,00 25% - - 500,00
IV 7.580,00 2.653,00 6.000,00 35% 2.100,00 (840,00) 840,00
V 25.800,00 1.290,00 10.000,00 5% - - 200,00
Totais 2.100,00 (840,00) 1.780,00
 
Variação AP 1.260,00 
 AC 1.780,00 
 
 
 
NOTA DE ATUALIZAÇÃO 
 
Após a aplicação da prova cuja questão se encontra acima comentada, a 
Lei das S/A foi alterada pela Medida Provisória nº 449, de 2008. A 
modificação normativa relevante para a questão em comento foi a 
alteração de nomenclatura: (a) onde está escrito “ativo permanente”, 
(b) deve-se ler “ativo não-circulante”. 
 
Nesses termos , a tabela antes apresentada fica com a seguinte 
configuração: 
 variação do ANC variação do AC
empresas PL Particp. societária lucro auf. % part. MEP dividendos dividendos
I 2.400,00 240,00 1.500,00 10% - - 60,00
II 25.800,00 3.870,00 3.000,00 15% - - 180,00
III 12.500,00 3.125,00 5.000,00 25% - - 500,00
IV 7.580,00 2.653,00 6.000,00 35% 2.100,00 (840,00) 840,00
V 25.800,00 1.290,00 10.000,00 5% - - 200,00
Totais 2.100,00 (840,00) 1.780,00
 
Variação ANC 1.260,00 
 AC 1.780,00 
 
 
 
Pelo que foi acima exposto, verifica-se que – mesmo com a modificação 
normativa – o gabarito da questão permanece A. 
GABARITO 
 
 
A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3.2.21 Cespe 2008 – equivalência patrimonial 
 
 
BALANÇOS
 Cia A Cia B
ativo 
caixa 1.000,00 1.000,00
estoques 1.000,00 1.000,00
investimento em B 2.800,00
imobilizado 3.000,00 3.000,00
total do ativo 7.800,00 5.000,00
passivo contas a pagar 2.600,00 1.200,00
patrimônio líquido 5.200,00 3.800,00
total do passivo 7.800,00 5.000,00
 
demonstração do resultado do exercício
 Cia A Cia B
vendas 5.000,00 8.000,00
CMV (4.000,00) (5.500,00)
lucro bruto 1.000,00 2.500,00
despesas (500,00) (500,00)
resultado de equivalência patrimonial 1.360,00
lucro líquido 1.860,00 2.000,00
 
A Cia A detém 80% do capital da Cia. B. 
 
A Cia. B vendeu R$ 3.000,00 para a Cia. A. 
 
A Cia. A mantém R$ 800,00 das compras de B em estoque. 
 
A Cia. B vende com 30% de lucro sobre o valor das vendas. 
 
Com base nas informações e nas demonstrações contábeis acima 
apresentadas, em reais, e desconsiderando os efeitos tributários dos 
itens subseqüentes, julgue os itens a seguir. 
 
 
Enunciado 
 
69- De acordo com a instrução CVM 247, o resultado de equivalência 
patrimonial informado na demonstração do resultado está incorreto, ou 
seja, o valor correto é de R$ 1.600,00 (R$ 2.000,00 × 80%). 
COMENTÁRIOS 
 
Venda de B para A: 3.000,00 
 
Lucro da venda: 30% * 3.000,00 = 900,00 
 
Custo da venda: 3.000,00 – 900,00 = 2.100,00 
 
Lançamento: 
D = Caixa 
C = a Receita Bruta de vendas 3.000,00 
 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações SocietáriasD = CMV 
 
C = a Estoques 2.100,00 
 
No momento da venda: 
 
- Lucro no estoque da Cia A: 900,00 
 
- Valor no estoque da Cia A: 3.000,00 
 
No final do período: 
 
- Valor do estoque da Cia A: 800,00 
 
- lucro no estoque da Cia A: (800,00 / 3.000,00) * 900,00 = 240,00 
 
Memória de cálculo da equivalência patrimonial (segundo a IN CVM 
247/96): 
 
PL da Cia B: 3.800,00 
 
(*) percentual de participação: 80% 
 
(=) valor intermediário: 3.040,00 
 
(-) lucro no estoque da Cia A: (240,00) 
 
(=) valor do investimento: 2.800,00 
 
Valor da receita de equivalência patrimonial 
 
Lucro da Cia B: 2.000,00 
 
(*) percentual de participação: 80% 
 
(=) valor intermediário: 1.600,00 
 
(-) lucro no estoque da Cia A: (240,00) 
 
(=) receita de equivalência patrimonial: 1.360,00 
 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração de 
pronunciamentos técnicos do CPC, os conceitos teóricos necessários à 
resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, 
que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam 
válidas. 
 
 
gabarito: 
 
E 
 
 
 
 
 
 
 
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3.2.22 MDIC – Analista de Comércio Exterior – CESPE 2008 
 
ENUNCIADO 
 
 
51 Caso uma empresa adquira 20% das ações de outra, pelo valor de R$ 
16.000.000,00, e o patrimônio líquido da investida seja composto pelo 
capital social de R$ 50.000.000,00, e por reservas, no valor de R$ 
30.000.000,00, nessa situação, de acordo com o critério da equivalência 
patrimonial, a investidora deverá registrar em seu ativo R$ 
10.000.000,00 a título de participação societária e R$ 6.000.000,00 a 
título de ágio. 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Ao adquirir a participação societária com intenção de permanência, faz- 
se necessário que a empresa investidora identifique, de imediato, a que 
método de avaliação estará sujeito o investimento. 
Se a avaliação se der pelo método custo, o valor contábil do 
investimento é o valor por ele pago, sem registro de qualquer ágio ou 
deságio referente à operação. Por outro lado, se o investimento estiver 
sujeito ao método da equivalência patrimonial, haverá: (1) uma 
primeira avaliação, quando do registro contábil da aquisição, com 
apuração de ágio ou deságio (eventualmente resultante da operação), 
que será registrado e mantido em conta específica, sujeita à 
amortização5, e (2) novas avaliações, a cada Balanço Patrimonial da 
Investidora. 
 
A aquisição de participação societária sujeita à equivalência patrimonial 
é uma operação significativa tanto para a investidora (Importante, do 
ponto de vista dos direitos societários adquiridos) como para a investida 
(em relação ao percentual de seu Capital Social que está sendo 
negociado). Faz-se necessário que uma operação de tal importância 
seja precedida do levantamento do balanço (por parte da investida) 
com, no máximo, defasagem de 60 dias de balanço patrimonial. A 
investidora deverá comparar o valor efetivamente despendido na 
operação de aquisição da participação com o valor patrimonial das ações 
ou quotas, tomando como base o valor do Patrimônio Líquido da 
investida constante desse Balanço Patrimonial. 
Este procedimento evidenciará a existência de ágio ou deságio na 
aquisição. 
 
 
 
 
 
 
5 Além da amortização, o ágio também está sujeito à redução a seu valor recuperável. 
 
 
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O ágio é um valor pago a maior (e deságio um valor pago a menor) com 
relação a um valor pré-definido, para algum bem. Portanto, ágio ou 
deságio na aquisição de participações societárias (avaliadas pelo método 
da equivalência patrimonial) são diferenças para mais ou para menos, 
existentes entre o valor de aquisição de um investimento e o valor 
patrimonial das ações ou quotas adquiridas, pois esse é seu valor pré- 
definido (o valor do PL da empresa investida, multiplicado pelo 
percentual de participação). 
Resumidamente: 
 
- Ágio – ocorre quando o valor pago pelo investimento excede ao 
valor patrimonial do investimento. 
- Deságio – ocorre quando o valor pago pelo investimento é 
menor que o valor patrimonial do investimento. 
Vistos o conceito, podemos resolver a questão, mediante uma simples 
memória de cálculo. 
Memória de cálculo: 
Capital 50.000,00
(+) reservas 30.000,00
(=) PL da investida 80.000,00
(*) percentual de participação 20%
(=) valor contábil do investimento 16.000,00
 
Valor pago 16.000,00
(-) valor contábil do investimento (16.000,00)
(=) ágio na aquisição de participação -
 
Nessa situação, não há ágio e, portanto, o lançamento é simplesmente: 
 
D = investimento 
 
C = a caixa 16.000,00 
 
Pelo que foi acima descrito, percebe-se que a assertiva está errada. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração de 
pronunciamentos técnicos do CPC, os conceitos teóricos necessários à 
resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, 
que as conclusões apresentadas nos comentários acima continuam 
válidas. 
GABARITO 
 
 
51 E 
 
 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
3.2.23 MPE/RR – Contador – 2008 – CESPE – 
Equivalência patrimonial 
Enunciado 
 
 
68. Na empresa investidora, a contabilização de equivalência patrimonial 
com saldo devedor na investida proporciona débito no ativo permanente 
e crédito no resultado do exercício. 
Resolução e comentários 
 
 
A REDAÇÃO DESSA QUESTÃO ESTÁ SOFRÍVEL! A expressão 
“equivalência patrimonial com saldo devedor na investida” admite duas 
interpretação (com sentidos diferentes): 
(a) resultado devedor de equivalência patrimonial (interpretação 
utilizada pelo examinador – por dedução – pelo gabarito da questão); ou 
(b) investimento (no ativo) com saldo devedor (interpretação não 
considerada pelo examinador). 
Ora, cada uma dessas interpretações leva a uma conclusão diversa. 
Assim, entendo que – tecnicamente – essa questão devia ter sido 
anulada. Contudo, realizaremos sua resolução considerando a 
interpretação do examinador. 
Quando a investidora registra resultado devedor de equivalência 
patrimonial, ela está demonstrando o efeito que uma redução no PL da 
investidora teve no valor de seu investimento. Essa redução no PL da 
investida é – geralmente – devida a prejuízos por ela suportados. 
O exemplo a seguir ilustra a situação acima referida. 
 
No caso da empresa investida apresentar prejuízo (no balanço ou 
balancete enviado à empresa investidora – para fins de atualização do 
valor do investimento pelo método da equivalência patrimonial): (1) o 
patrimônio líquido da empresa investida fica reduzido (por conta do 
prejuízo); (2) o investimento, no ativo da empresa investidora, será 
ajustado e deverá ser reduzido, proporcionalmente, pela aplicação do 
método; (3) o patrimônio da empresa investidorareduz-se – por conta 
desse ajuste – o que caracteriza uma despesa (que nesse curso 
denominaremos “resultados negativos em participações societárias – 
método da equivalência patrimonial – RPPS-EP”6). 
 
 
 
 
 
6 Conforme já colocado neste curso, não há uma regra específica para nomes de 
contas, portanto essa despesa é, muitas vezes, denominada de (a) resultado devedor 
 
 
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Para ilustrar a situação, é proposto o exemplo a seguir. 
 
Seja uma empresa investidora Dora S/A, que é titular de participação 
societária correspondente a 50% do capital da empresa investida Tida 
S/A, avaliada pelo método da equivalência patrimonial, conforme figura 
a seguir 
 
 
Dora 
ativo Passivo Outros sócios 
Caixa - 
 
 
 
Inv - Tida 500.000,00 
--------------PL 
 
 
50% 
50% 
 
Despesas Receitas Tida 
ativo Passivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
Total do PL 1.000.000,00
 
 
 
Considere que a empresa Tida S/A, ao final do exercício, tenha apurado 
um prejuízo de R$ 300.000,00, conforme balancete enviado à 
investidora Dora S/A abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
de equivalência patrimonial, (b) despesa de equivalência patrimonial, (c) perdas por 
equivalência patrimonial, etc. 
 
 
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ativo Passivo
 
 
Bens (+) 
Direitos 
 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
Total do PL 1.000.000,00
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Tida S/A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Despesas Receitas
 
 
 
 
 
 
 
Prejuízo novo PL 
(-) (300.000,00) (=) 700.000,00 
 
 
 
 
conforme lançamentos 
de apuração do 
resultado do 
exercício 
 
 
 
 
 
 
prejuízo => (300.000,00)
 
Nesse caso, a empresa investidora Dora S/A deverá atualizar o valor de 
seu investimento da seguinte forma: 
Novo PL 700.000,00 
(*) % de participação 50,00% 
(=) valor atualizado do investimento 350.000,00 
(- ) valor inicial do investimento (500.000,00) 
(=) resultado em participações societárias - método da equivalência patrimonial (150.000,00) 
 
O fato contábil referente ao ajuste acima apurado encontra-se 
apresentado na figura a seguir: 
 
 
Dora 
ativo Passivo 
Caixa - 
 
 
Inv - Tida 500.000,00 --------------PL 
(150.000,00) 
350.000,00 
 
 
Despesas Receitas 
 
RNPS-EP 150.000,00 
 
 
 
 
 
O lançamento contábil a ser registrado pela empresa investidora – Dora 
S/A – é o seguinte: 
 
D = RNPS-EP 
C = a Investimentos - Tida S/A 150.000,00 
 
 
 
 
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ativo Passivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
Total do PL 700.000,00
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A configuração patrimonial após o ajuste encontra-se a seguir 
apresentada. 
 
 
Dora 
ativo Passivo 
Caixa - 
 
Outros sócios 
 
 
 
Inv - Tida 350.000,00 
--------------PL 
 
 
50% 
50% 
 
Despesas Receitas Tida 
 
 
RNPS-EP 15.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Repare que o valor do investimento – no ativo de Dora S/A – manteve- 
se na proporção de 50% do patrimônio líquido de Tida S/A. Como 
houve redução do valor de um ativo (participações societárias – inv. 
Tida) sem o aparecimento de outro ativo ou o desaparecimento de uma 
obrigação, o patrimônio foi reduzido e, portanto, teve que ser registrada 
uma despesa (resultados negativos em participações societárias – 
método da equivalência patrimonial). 
Seguindo a metáfora da “sanfona”, nesse caso, o acordeão fechou o fole 
(o PL da de Tida S/A foi reduzido em R$ 300.000,00 – de R$ 
1.000.000,00 para R$ 700.000,00), então o bandoneon também teve 
que fechar o fole – proporcionalmente (o investimento, do ativo de Dora 
S/A foi reduzido em 50% (*) R$ 300.000,00 (=) R$ 150.000,00 – de R$ 
500.000,00 para R$ 350.000,00). 
 
Pelo que foi acima exposto, o registro – pela investidora – de resultado 
devedor de equivalência patrimonial consiste no seguinte lançamento: 
D = resultado negativo de EP (despesa) 
 
C = a investimento (ativo permanente) X 
Portanto, verifica-se que a assertiva está errada. 
NOTA DE ATUALIZAÇÃO 
Após a aplicação da prova cuja questão se encontra acima comentada, a 
Lei das S/A foi alterada pela Medida Provisória nº 449, de 2008. A 
modificação normativa relevante para a questão em comento foi a 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
alteração de nomenclatura: (a) onde está escrito “ativo permanente”, 
(b) deve-se ler “ativo não-circulante”. Tomando-se essa providência, 
vemos que o registro – pela investidora – de resultado devedor de 
equivalência patrimonial consiste no seguinte lançamento: 
D = resultado negativo de EP (despesa) 
 
C = a investimento (ativo não-circulante) X 
 
Portanto, verifica-se que a assertiva continua errada. 
Gabarito 
 
 
68 E 
 
3.2.24 STN-2008 (ESAF) Questão 30 – Equivalência Patrimonial 
 
Enunciado 
 
 
30- A empresa Alfa Beta S/A comprou 10 mil ações de Delta Ômega S/A 
ao custo unitário de R$ 14,00, quando o valor patrimonial dessas ações 
era avaliado em apenas R$ 10,00. 
Entretanto, em 31 de dezembro de 2007, a empresa Delta Ômega 
mostrou sua capacidade de negócios apresentando um lucro líquido da 
ordem de 70% do capital, tendo dele distribuído, como dividendos aos 
acionistas, o equivalente a 20% do capital social. As operações, na 
empresa Alfa Beta, são avaliadas e contabilizadas pelo método da 
equivalência patrimonial. 
Em 15 de janeiro de 2008, ao vender essas ações a R$ 15,00 por 
unidade, Alfa Beta terá computado um lucro efetivo de 
a) R$ 70.000,00. 
b) R$ 50.000,00. 
c) R$ 30.000,00. 
d) R$ 10.000,00. 
e) R$ 0,00. 
Resolução e Comentários 
 
 
Antes de resolver a questão propriamente dita, cabem algumas críticas ao 
enunciado. A frase, do enunciado, “... em 31 de dezembro de 2007, 
a empresa Delta Ômega mostrou sua capacidade de negócios 
apresentando um lucro líquido da ordem de 70% do capital, tendo dele 
distribuído, como dividendos aos acionistas, o equivalente a 20% do 
capital social” é INCONCLUSIVA, pois não são especificados os valores 
do “capital” ou do “capital social”, nela referidos. 
 
 
 
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Ora, sem essa informação, fica impossível calcular o valor do lucro 
líquido e dos dividendos pagos por Delta Ômega. Assim, para que seja 
possível a resolução da questão, vamos considerar que o capital, o 
capital social e o PL sejam equivalentes (que – no início do período – 
somente haja a conta “capital” no PL de Delta Ômega). 
Outra simplificação que deve ser feita é a não-amortização do ágio pago 
na aquisição do investimento durante o período tratado na questão. O 
que – também – não é o que ocorre. 
Aceitas essas duas premissas, é possível resolver a questão, pelo 
acompanhamento do fluxo de valores recebido a partir do investimento 
e – também – pelas regras de equivalência patrimonial. 
 
 
I - Considerando o fluxo de valores, gerado pelo investimento: 
(1) Apuração do ganho na venda do investimento
Valor de venda 15,00 (*) 10.000,00 (=) 150.000,00 
(-)Valor decompra 14,00 (*) 10.000,00 (=) 140.000,00 
(=) ganho na venda 10.000,00
(2) Receita recebida de dividendos
Capital social (parte relativa à investidora) 10.000,00 (*) 10,00 (=) 100.000,00 
(*) Percentual distribuído 20%
(=) Receita de dividendos 20.000,00
(3) somatório – (1) + (2)
ganho na venda 10.000,00
(+) Receita de dividendos 20.000,00
(=) lucro efetivo 30.000,00
 
(2) considerando a receita de equivalência patrimonial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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(1) investimento inicial – 140.000,00 
Investimento 100.000,00 
(+) ágio 40.000,00 
(=) total 140.000,00 
(2) resultado de equivalência patrimonial – 70.000,00
Investimento 170.000,00 
(+) ágio 40.000,00 
(=) total 210.000,00 
Obs.: receitas de 70.000,00 
(3) dividendos – 20.000,00
Investimento 150.000,00 
(+) ágio 40.000,00 
(=) total 190.000,00 
(4) alienação por – 150.000,00
Receitas de alienação 150.000,00 
(-) Custo total do investimento (190.000,00) 
(=) perda (40.000,00) 
(5) cômputo do ganho efetivo
( ) receita de equivalência patrimonial 70.000,00 
(-) perda na alienação (40.000,00) 
(=) ganho efetivo 30.000,00 
 
Em que pese termos conseguido calcular o valor considerado como 
gabarito da questão, reitero, pela necessidade de considerar premissas 
que não estavam no enunciado, entendo que a questão deveria ter sido 
anulada. 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a elaboração de 
pronunciamentos técnicos do CPC, os conceitos teóricos necessários à 
resolução da presente questão não foram alterados. Verifica-se, assim, 
que as conclusões – inclusive as críticas – apresentadas nos comentários 
acima continuam válidas. 
 
 
Gabarito 
 
 
30 C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3.3 Método do custo 
 
3.3.1 AFRF 2003 – contabilidade avançada 
 
Enunciado 
 
09- A Cia. ABC adquire 2% do total de ações da Cia. Lavandisca. Na 
ocasião da operação, o preço acordado envolvia o valor das ações e 
dividendos adquiridos, relativos a saldos, de Reservas e Lucros 
Acumulados, pré-existentes e ainda não distribuídos. 
No momento em que ocorrer o efetivo pagamento dos dividendos 
referentes a esses itens, o tratamento contábil dado a esse evento 
deverá ser: 
a) creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de receita 
não operacional em contrapartida do registro do ingresso do recurso no 
caixa. 
b) ajustar o resultado do exercício e creditar o valor correspondente a 
esse dividendo em conta de deságio em aquisição de investimentos 
permanentes em contrapartida do registro do ingresso do recurso no 
caixa. 
c) lançar o valor correspondente a esse dividendo a crédito da conta 
participação societária em contrapartida do registro do ingresso do 
recurso no caixa. 
d) registrar os dividendos recebidos como receita operacional em 
contrapartida ao lançamento de débito na conta caixa. 
e) considerar o valor recebido como receita não operacional e debitando 
em contrapartida da conta ágio em investimentos societários. 
Comentários 
 
De início, cumpre esclarecer que – com 2% de participação – o 
investimento não está sujeito ao MEP, sendo avaliado, portanto, pela 
regra geral – que é o método do custo. 
Esclarecido o método de avaliação do investimento, é necessário colocar 
que – como regra geral – os dividendos a receber relativos a 
investimentos avaliados pelo método do custo devem ser registrados a 
crédito de receita. Ocorre que, como exceção, quando os valores dos 
dividendos já estavam inclusos no preço da participação adquirida, esse 
registro deve ser realizado a crédito do próprio investimento. 
Portanto o lançamento correto é o seguinte: 
D = dividendos a receber 
C = a investimentos – participações societárias 
 
 
 
 
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Conforme já colocado, este é o caso da ação já comprada com os 
valores de dividendos incluídos. 
Nota de atualização. 
 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos, os conceitos necessários à resolução 
da questão não foram objeto de modificação. Verifica-se, assim, que as 
conclusões apresentadas nos comentários acima continuam válidas. 
Gabarito - C 
 
3.3.2 Auditor-Fiscal do Município de São Paulo – ISS – 2007 (FCC) 
ENUNCIADO 
 
 
7. O recebimento de dividendos de participações societárias avaliados 
pelo custo deve ser registrado, na escrituração da empresa investidora, 
a crédito de conta representativa 
 
(A) de receita operacional. 
 
(B) de receita não-operacional. 
 
(C) de resultado da eqüivalência patrimonial. 
 
(D) da própria participação societária. 
 
(E) de deságio na aquisição de investimentos. 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Trata-se de questão cuja resolução demanda o conhecimento do 
tratamento dado aos dividendos recebidos de investimentos avaliados 
pelo método do custo. 
Os dividendos são a parte do lucro que cabe a cada ação e que, a partir 
desse conceito, os dividendos a receber são a parte do lucro que – 
cabendo à ação – a empresa investida entrega ao acionista (empresa 
investidora). O registro dos dividendos a receber, referentes a 
investimentos avaliados pelo método do custo está sujeito a duas 
regras: (1) a primeira, regra geral, em que o surgimento do direito ao 
recebimento dos dividendos é registrado a crédito de receitas 
operacionais e (2) uma regra especial, em que o surgimento do direito 
ao recebimento dos dividendos é registrado a crédito do próprio 
investimento – resultando em uma redução do investimento. 
 
 
 
 
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Quanto à regra geral, basta lembrar que – como no método do custo, o 
valor original não é alterado no tempo – a entrada de um direito ao 
recebimento de dividendos (referentes ao lucro apurado pela empresa 
investida) aumenta o patrimônio da empresa investidora e assim 
consiste em receita. 
Quanto à regra especial, cumpre referir que se trata de uma presunção 
de que o lucro então distribuído não foi gerado após a aquisição do 
investimento e, portanto, já fazia parte do patrimônio da empresa 
investida quando da aquisição da participação societária (compondo o 
valor por ela pago), introduzida pelo art. 20 do Decreto-lei n° 2.072, de 
1983, a seguir: 
 
Art. 2º Os lucros ou dividendos recebidos pela pessoa 
jurídica, em decorrência de participação societária avaliada 
pelo custo de aquisição, adquirida até seis meses antes da 
data da respectivapercepção, serão registrados pelo 
contribuinte como diminuição do valor do custo e não 
influenciarão as contas de resultado. 
 
 
Nessa situação, considerando a regra geral, temos como resposta a 
alternativa (A) receita operacional e, considerando a regra especial, 
teríamos como resposta a alternativa (D) a própria participação 
societária. 
Tal questão merece crítica, por não ter sido clara quanto ao fato dos 
lucros distribuídos (na forma de dividendos) terem sido auferidos antes 
ou após a aquisição do investimento, pela empresa investidora que 
recebe os dividendos. 
Entendo que merece recurso, porém sua anulação é mais difícil, visto 
que entre uma regra geral e uma exceção, o examinador pode 
argumentar que preferir-se-ia a regra geral. 
Ainda assim, repito, a questão merece crítica. 
Nota de atualização. 
Em que pese, posteriormente ao concurso, no processo de convergência 
das práticas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ter 
ocorrido, entre outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei 
n° 11.638, de 2007, e pela Medida Provisória nº 449, de 2008) e (2) a 
elaboração do “Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual 
para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre 
outros pronunciamentos técnicos, os conceitos necessários à resolução 
da questão não foram objeto de modificação. Verifica-se, assim, que as 
conclusões – inclusive as críticas – apresentadas nos comentários acima 
continuam válidas. 
GABARITO 
 
 
 
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007 - A 
 
3.4 Outros assuntos – relativos a participações societárias 
 
3.4.1 ICMS – Paraíba – 2006 (FCC) 
ENUNCIADO 
 
 
2. É INCORRETO afirmar: 
 
(A) A situação de passivo a descoberto ocorre quando o valor do passivo 
exigível da sociedade é superior ao montante dos bens e direitos que 
compõe o seu ativo. 
(B) No balanço patrimonial as contas do ativo são classificadas em 
ordem crescente do grau de liquidez, enquanto as contas do passivo são 
classificadas em ordem crescente do grau de exigibilidade. 
(C) A diferença entre o valor total do ativo circulante e o valor total 
passivo circulante de uma entidade representará o montante do capital 
circulante líquido. 
(D) O objeto e o campo de aplicação da contabilidade são 
respectivamente o patrimônio e a azienda. 
(E) Os investimentos relevantes em sociedades controladas, ou 
coligadas com participação mínima de 20% no capital social ou que 
tenha influência na administração, serão avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial. 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
Antes da resolução da questão, cabe uma explicação, pelo fato dela 
estar sendo apresentada neste ponto. Esta é uma questão teórica, cuja 
resolução demanda o conhecimento de vários conceitos, incluindo: (1) o 
texto da Lei das S/A e (2) a teoria contábil. Portanto, neste ponto da 
matéria, o aluno deve estar preparado para entender todos esses 
assuntos, na resolução da questão referidos. 
Para resolução da questão, portanto, analisaremos – individualmente – 
cada uma das assertivas do enunciado, apresentando os comentários 
pertinentes. 
(A) A situação de passivo a descoberto ocorre quando o valor do passivo 
exigível da sociedade é superior ao montante dos bens e direitos que 
compõe o seu ativo. 
A assertiva trata apenas da definição de passivo a descoberto (sem fazer 
 
qualquer referência a sua localização no Balanço Patrimonial). Trata-se de uma assertiva 
correta. 
 
 
 
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A título de ilustração, cabe colocar que à época da prova, havia definição dada 
pelo CFC na NBC-T (Norma Brasileira de Contabilidade – Técnica) de n° 03 – conceito, 
estrutura e nomenclatura das demonstrações contábeis. Tal norma, em seu item 3.2.2.13 
determinava que, no caso de Patrimônio Líquido negativo, seu valor deve ser demonstrado 
após o ativo, conforme a seguir transcrito. 
 
3.2.2.13 – No caso do patrimônio líquido ser negativo, será 
demonstrado após o Ativo, e seu valor final denominado de 
Passivo a Descoberto. 
O item 3.2.2.13 foi alterados pela Resolução CFC n° 847, 
de 16 de junho de 1999. 
 Saliente-se que este item foi excluído, a partir de 08/11/2005, pela Resolução
CFC n° 1.049/05 – remanescendo, entretanto, a denominação “Passivo a Descoberto”
para o caso de PL negativo, deixando apenas de existir a determinação de sua
 
apresentação após o ativo. Saliente-se que a apresentação fica ao final do passivo 
 
(respeitando o sinal negativo do saldo). 
 
Assim, mesmo com a alteração normativa posteriormente ocorrida, a assertiva 
continua sendo CORRETA. 
 
(B) No balanço patrimonial as contas do ativo são classificadas em 
ordem crescente do grau de liquidez, enquanto as contas do passivo são 
classificadas em ordem crescente do grau de exigibilidade. 
Errado. 
 
O ativo está disposto em grupos de contas homogêneas ou de mesma 
características e tem seus itens agrupados de acordo com a sua liquidez, isto é, de acordo 
com a rapidez com que podem ser convertidos em dinheiro, nos termos do art. 178 da Lei 
das S/A, a seguir: 
 
Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas 
segundo os elementos do patrimônio que registrem, e 
agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise 
da situação financeira da companhia. 
§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem 
decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas 
registrados, nos seguintes grupos: 
... . (grifos na transcrição) 
No que diz respeito à disposição das contas do passivo, a lei das S/A não é tão 
clara, quanto quando trata do ativo, indicando apenas, em seu art. 178 § 2o, que os grupos 
 
 
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componentes do passivo deverão ser apresentados na ordem crescente do prazo de 
exigibilidade, conforme a seguir: 
 
§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos 
seguintes grupos: 
a) passivo circulante; 
 
b) passivo exigível a longo prazo; 
 
c) resultados de exercícios futuros; 
 
d) ... . 
Assim, a classificação dos elementos do passivo não deve ser necessariamente 
 
na ordem crescente do prazo de exigibilidade mas, pelo menos, a apresentação dos grupos 
 
do passivo deve ser realizada com base no mesmo princípio que norteia a classificação dos 
elementos do ativo – o prazo: (1) no ativo, o prazo de realização, (2) no passivo, o prazo 
de exigibilidade. 
 
A presente questão confunde prazo de exigibilidade com grau de exigibilidade – 
que são conceitos opostos. Ora, um prazo de exigibilidade maior implica um grau de 
exigibilidade menor. Assim, por decorrência lógica, o passivo (pelo menos seus grupos) 
deveria ser classificado na ordem decrescente do grau de exigibilidade. 
 
(C) A diferença entre o valor total do ativo circulante e o valor total 
passivo circulante de uma entidade representará o montante do capital 
circulante líquido. 
Correto. 
 
Este era um conceito utilizado na elaboração da DOAR – Demonstração de 
Origens e Aplicações de Recursos, prevista no art. 188 da Lei das S/A (em sua redação 
anterior), a seguir: 
 
Art. 188. A demonstração das origens e aplicações de 
recursos indicaráas modificações na posição financeira da 
companhia, discriminando: 
I - as origens dos recursos, agrupadas em: 
 
... 
 
II - as aplicações de recursos, agrupadas em: 
 
... 
 
III - o excesso ou insuficiência das origens de recursos em 
relação às aplicações, representando aumento ou redução 
do capital circulante líquido; 
 
 
 
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IV - os saldos, no início e no fim do exercício, do ativo e 
passivo circulantes, o montante do capital circulante 
líquido e o seu aumento ou redução durante o exercício. 
Saliente-se que os incisos III e IV da Lei das S/A estão vigendo até o presente 
 
momento, assim o conceito de CCL continua o mesmo. 
 
 
(D) O objeto e o campo de aplicação da contabilidade são 
respectivamente o patrimônio e a azienda. 
Correto. 
 
Por campo, entende-se aquela parcela da realidade estudada por uma ou mais 
ciências. A Contabilidade, portanto, tem como campo a azienda. Por azienda, entende-se 
toda entidade organizada passível de ter um patrimônio (bens, direitos e obrigações). 
 
Por objeto, entende-se o viés, o ponto de vista, a preocupação principal que a 
ciência tem ao observar seu campo de estudo. No caso, a Contabilidade apresenta como 
seu objeto o patrimônio, entendido como o conjunto de bens, direitos e obrigações 
referentes à azienda. O conceito de patrimônio, como objeto da Contabilidade está 
formalizado na, Resolução 774, de 1994, do Conselho Federal de Contabilidade – CFC, a 
seguir: 
 
Item 1.1 - A Contabilidade possui objeto próprio – o 
Patrimônio das Entidades – e consiste em conhecimentos 
obtidos por metodologia racional, com as condições de 
generalidade, certeza e busca das causas, em nível 
qualitativo semelhante às demais ciências sociais. 
(E) Os investimentos relevantes em sociedades controladas, ou 
coligadas com participação mínima de 20% no capital social ou que 
tenha influência na administração, serão avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial. 
A assertiva estava correta, conforme art. 248 da Lei das S/A vigente à época da 
 
prova, a seguir: 
 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da 
controlada será determinado com base em balanço 
 
 
 
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patrimonial ou balancete de verificação levantado, com 
observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 
60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço 
da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão 
computados os resultados não realizados decorrentes de 
negócios com a companhia, ou com outras sociedades 
coligadas à companhia, ou por ela controladas; 
II - o valor do investimento será determinado mediante a 
aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no 
número anterior, da porcentagem de participação no 
capital da coligada ou controlada; 
III - a diferença entre o valor do investimento, de acordo 
com o número II, e o custo de aquisição corrigido 
monetariamente; somente será registrada como resultado 
do exercício: 
a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou 
controlada; 
b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou 
perdas efetivos; 
c) no caso de companhia aberta, com observância das 
normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. 
§ 1º Para efeito de determinar a relevância do 
investimento, nos casos deste artigo, serão computados 
como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da 
companhia contra as coligadas e controladas. 
§ 2º A sociedade coligada, sempre que solicitada pela 
companhia, deverá elaborar e fornecer o balanço ou 
balancete de verificação previsto no número I. 
Como a questão busca a alternativa incorreta, conclui-se pela asssertiva 
(B) como resposta. 
Nota de atualização. 
Posteriormente ao concurso, no processo de convergência das práticas 
contábeis brasileiras aos padrões internacionais, ocorreram, entre 
outros eventos, (1) a alteração da Lei das S/A (pela Lei n° 11.638, de 
2007, e pela Medida Provisória nº 49, de 2008) e (2) a elaboração do 
“Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a 
Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis”, entre outros 
pronunciamentos técnicos. Assim, analisaremos – de novo – cada uma 
das assertivas, à luz, porém, da legislação atualmente em vigor. 
(A) A situação de passivo a descoberto ocorre quando o valor do passivo 
exigível da sociedade é superior ao montante dos bens e direitos que 
compõe o seu ativo. 
 
 
 
 
 
 
 
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A assertiva trata apenas da definição de passivo a descoberto (sem fazer 
qualquer referência a sua localização no Balanço Patrimonial). Trata-se de uma assertiva 
correta. 
 
A título de ilustração, cabe colocar que à época da prova, havia definição dada 
pelo CFC na NBC-T (Norma Brasileira de Contabilidade – Técnica) de n° 03 – conceito, 
estrutura e nomenclatura das demonstrações contábeis. Tal norma, em seu item 3.2.2.13 
determinava que, no caso de Patrimônio Líquido negativo, seu valor deve ser demonstrado 
após o ativo, conforme a seguir transcrito. 
 
3.2.2.13 – No caso do patrimônio líquido ser negativo, será 
demonstrado após o Ativo, e seu valor final denominado de 
Passivo a Descoberto. 
O item 3.2.2.13 foi alterados pela Resolução CFC n° 847, 
de 16 de junho de 1999. 
 Saliente-se que este item foi excluído, a partir de 08/11/2005, pela Resolução
CFC n° 1.049/05 – remanescendo, entretanto, a denominação “Passivo a Descoberto”
para o caso de PL negativo, deixando apenas de existir a determinação de sua
 
apresentação após o ativo. Saliente-se que a apresentação fica ao final do passivo 
 
(respeitando o sinal negativo do saldo). 
 
Assim, mesmo com a alteração normativa posteriormente ocorrida, a assertiva 
continua sendo CORRETA. 
 
(B) No balanço patrimonial as contas do ativo são classificadas em 
ordem crescente do grau de liquidez, enquanto as contas do passivo são 
classificadas em ordem crescente do grau de exigibilidade. 
Errado. 
 
O ativo está disposto em grupos de contas homogêneas ou de mesma 
características e tem seus itens agrupados de acordo com a sua liquidez, isto é, de acordo 
com a rapidez com que podem ser convertidos em dinheiro, nos termos do art. 178 da Lei 
das S/A, a seguir: 
 
Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas 
segundo os elementos do patrimônio que registrem, e 
agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise 
da situação financeira da companhia. 
 
 
 
 
 
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reservas de capital,
reservas de lucros,
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§ 1º No ativo, as contasserão dispostas em ordem 
decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas 
registrados, nos seguintes grupos: 
... . (grifos na transcrição) 
No que diz respeito à disposição das contas do passivo, a lei das S/A não é tão 
clara, quanto quando trata do ativo, indicando apenas, em seu art. 178 § 2o, que os grupos 
componentes do passivo deverão ser apresentados na ordem crescente do prazo de 
exigibilidade, conforme a seguir: 
 
§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos 
seguintes grupos: 
I - passivo circulante; (Incluído pela Medida 
Provisória nº 449, de 2008) 
 
II - passivo não-circulante; e (Incluído pela Medida 
Provisória nº 449, de 2008) 
 
III - patrimônio líquido, dividido em capital social, 
ajustes de avaliação patrimonial, 
ações em tesouraria e prejuízos 
acumulados. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
 
Assim, a classificação dos elementos do passivo não deve ser necessariamente 
 
na ordem crescente do prazo de exigibilidade mas, pelo menos, a apresentação dos grupos 
 
do passivo deve ser realizada com base no mesmo princípio que norteia a classificação dos 
elementos do ativo – o prazo: (1) no ativo, o prazo de realização, (2) no passivo, o prazo 
de exigibilidade. 
 
A presente questão confunde prazo de exigibilidade com grau de exigibilidade – 
que são conceitos opostos. Ora, um prazo de exigibilidade maior implica um grau de 
exigibilidade menor. Assim, por decorrência lógica, o passivo (pelo menos seus grupos) 
deveria ser classificado na ordem decrescente do grau de exigibilidade. 
 
(C) A diferença entre o valor total do ativo circulante e o valor total 
passivo circulante de uma entidade representará o montante do capital 
circulante líquido. 
Correto. 
 
Este era um conceito utilizado na elaboração da DOAR – Demonstração de 
Origens e Aplicações de Recursos, prevista no art. 188 da Lei das S/A (em sua redação 
anterior). 
 
 
 
 
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Saliente-se que o art. 188 foi totalmente alterado, tendo sido retirada a 
referência ao CCL. Entretanto, o conceito – teórico – de CCL continua o mesmo. 
 
(D) O objeto e o campo de aplicação da contabilidade são 
respectivamente o patrimônio e a azienda. 
Correto. 
 
Por campo, entende-se aquela parcela da realidade estudada por uma ou mais 
ciências. A Contabilidade, portanto, tem como campo a azienda. Por azienda, entende-se 
toda entidade organizada passível de ter um patrimônio (bens, direitos e obrigações). 
 
Por objeto, entende-se o viés, o ponto de vista, a preocupação principal que a 
ciência tem ao observar seu campo de estudo. No caso, a Contabilidade apresenta como 
seu objeto o patrimônio, entendido como o conjunto de bens, direitos e obrigações 
referentes à azienda. O conceito de patrimônio, como objeto da Contabilidade está 
formalizado na, Resolução 774, de 1994, do Conselho Federal de Contabilidade – CFC, a 
seguir: 
 
Item 1.1 - A Contabilidade possui objeto próprio – o 
Patrimônio das Entidades – e consiste em conhecimentos 
obtidos por metodologia racional, com as condições de 
generalidade, certeza e busca das causas, em nível 
qualitativo semelhante às demais ciências sociais. 
(E) Os investimentos relevantes em sociedades controladas, ou 
coligadas com participação mínima de 20% no capital social ou que 
tenha influência na administração, serão avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial. 
A assertiva estava correta, conforme art. 248 da Lei das S/A vigente à época da 
 
prova. Saliente-se que, atualmente, TODO investimento em que a investidora possua 
influência relevante deve ser avaliado pelo MEP, conforme a seguir: 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas ou em controladas e em outras 
sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou 
estejam sob controle comum serão avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes 
normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
 
... 
 
Art. 243. ... 
 
... 
 
 
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§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a 
investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
... 
§ 4o Considera-se que há influência significativa 
quando a investidora detém ou exerce o poder de participar 
nas decisões das políticas financeira ou operacional da 
investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória 
nº 449, de 2008) 
§ 5o É presumida influência significativa quando a 
investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital 
votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
 
Pelo que foi acima exposto, mesmo ocorrendo modificações legislativas, 
O gabarito continuaria sendo o mesmo – alternativa B. 
 
 
GABARITO 
 
 
B 
 
3.4.2 Analista Judiciário STF (CESPE 2008)–provisão para perda em 
investimento 
ENUNCIADO 
 
 
91. O registro da provisão para perda de investimentos afetará o saldo 
do ativo permanente e também o saldo do resultado do exercício de 
maneira negativa. O registro da perda de investimentos provisionada 
será a débito da provisão para perda de investimentos e a crédito da 
conta de investimento. 
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS 
 
 
A resolução dessa questão demanda um esclarecimento inicial: a 
definição do INVESTIMENTO que está sujeito a perdas. Caso se trate de 
um investimento temporário, não haverá falar em saldo do permanente 
(pois o investimento estará registrado no ativo circulante – AC), ao 
contrário, caso se trata de um investimento permanente, que deve ser 
registrado no ativo permanente investimento – APinv – teremos a 
provisão reduzindo o ativo permanente. 
Assim, de uma forma mais rígida e formal, entendo que a questão 
esteja sujeita a críticas, sendo – inclusive – passível de recurso, 
requerendo-se sua anulação. Entretanto, como no enunciado é referido 
 
 
 
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o termo “permanente” e, repetidamente, o termo “investimento” (dando 
a entender que se trata de Ativo Permanente Investimento), vamos 
resolver a questão considerando que o “investimento” a que o 
enunciado se refere seja um investimento permanente, lembrando que 
ele pode ser registrado, alternativamente, pelos métodos do custo ou da 
equivalência patrimonial. 
O critério de avaliação das participações societárias no método do custo 
é, simplesmente, a aplicação do Princípio Fundamental de Contabilidade do 
Registro pelo Valor Original. Ocorre que, juntamente com o princípio do
 Registro pelo Valor Original, deve ser aplicado o Princípio 
Fundamental de Contabilidade da Prudência determinado pelo art. 10 da 
Resolução CFC n° 750, de 1993 e, em especial, seu parágrafo 2o. A 
seguir, para fins de esclarecimento, o citado artigo encontra-se 
parcialmente transcrito: 
 
Art. 10. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do 
menor valor para os componentes do ATIVO e do maior 
para os do PASSIVO, sempre que se apresentem 
alternativas igualmente válidas para a quantificação das 
mutações patrimoniais que alteremo patrimônio líquido. 
§ 1º O Princípio da PRUDÊNCIA impõe a escolha da 
hipótese de que resulte menor patrimônio líquido, quando 
se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos 
demais Princípios Fundamentais de Contabilidade. 
§ 2º Observado o disposto no art. 7º, o Princípio da 
PRUDÊNCIA somente se aplica às mutações posteriores, 
constituindo-se ordenamento indispensável à correta 
aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA. 
Repare que, caso ocorra uma mutação posterior – reduzindo o valor do 
investimento – essa mutação deve ser reconhecida no patrimônio, com 
a respectiva constituição de uma provisão7. 
 
Nesse sentido, a Lei das S/A determina, em seu art. 183, III, a 
constituição de provisão para perdas prováveis na realização do seu 
valor8, quando essa perda estiver comprovada como permanente,nos 
seguintes termos: 
 
 
 
 
 
 
7 Quanto ao conceito de provisão, cabe colocar que se trata de uma perda já incorrida, 
sobre a qual pairam dúvidas quanto ao efetivo valor e/ou ao momento de sua 
liquidação, ou seja, “uma perda na penumbra”. 
8 Conforme já visto neste curso, cumpre referir que a idéia mais simples e didática 
para exprimir o conceito de “realização” é a de que “realizar algo” equivale a 
“transformar essa coisa em outra – geralmente na sua troca por dinheiro ou na sua 
perda”. 
 
 
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Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão 
avaliados segundo os seguintes critérios: 
… 
 
III - os investimentos em participação no capital social de 
outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 
250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para 
perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa 
perda estiver comprovada como permanente, e que não 
será modificado em razão do recebimento, sem custo para 
a companhia, de ações ou quotas bonificadas; 
 
… 
 
Assim, a provisão para perdas deverá ser constituída para cobrir as 
perdas prováveis, porém comprovadamente permanentes, na realização do 
investimento. Normalmente, para determinar se uma empresa 
investidora tem perdas com seus investimentos em outras sociedades, é 
necessário saber qual a situação dessas outras sociedades. Para tanto, 
a base normal é obter as demonstrações financeiras dessas empresas e 
apurar o valor patrimonial das ações possuídas para comparar com o 
valor registrado na conta de investimentos das investidora. Se a 
empresa onde foi feito o investimento está operando com prejuízos, o 
valor de seu patrimônio fica reduzido e a comparação acima indicará a 
necessidade da constituição de uma provisão, pois a perda seria já 
comprovada como permanente (exceto em casos de investimentos 
novos com prejuízo inicial e previsão de lucro posterior). 
Outro caso de perdas já comprovadas é o dos investimentos em 
empresas falidas ou em má situação, ou em empresas cujos projetos 
não mais sejam viáveis. 
A seguir, apresentaremos um exemplo de investimento em empresa 
cujo projeto (atividade) torna-se inviável por conta de um 
acontecimento superveniente. 
a) situação inicial 
 
A empresa investidora – Dora S/A – mantém em seu Ativo Permanente 
um investimento (em participações societárias), avaliado pelo custo de 
aquisição, representada por 3.000 ações ordinárias da empresa Tida 
S/A, cuja atividade consiste no engarrafamento e distribuição de 
cerveja, autorizado por uma terceira empresa (Beer inc.), detentora da 
patente, com sede no exterior. No final do exercício anterior, em 31/12, 
o investimento apresentava o valor contábil de R$ 40.000,00. 
 
A seguir, apresentamos figura ilustrativa da situação patrimonial acima 
descrita. 
 
 
 
 
 
 
 
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Dora 
ativo Passivo 
Caixa - 
 
 
 
Inv - Tida 40.000,00 
--------------PL 
 
 
x% ==> 3.000 ações 
 
Tida 
ativo Passivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
 
 
 
b) ocorrência de fato superveniente e constituição da provisão 
 
Durante o exercício, em abril deste ano, a empresa investidora (Dora 
S/A), sabendo que em 30 de junho o prazo de concessão de uso da 
patente se extinguirá, recebe a informação – de fonte segura – de que o 
contrato de concessão não será renovado. 
As máquinas e equipamentos constantes do ativo da empresa Tida S/A, 
apesar de atualmente adequados a sua atual atividade operacional, com 
o término do prazo de concessão, certamente perderão sua utilidade. O 
prejuízo decorrente da cessação da exploração econômica de 
engarrafamento, tem efeito no valor de mercado da participação 
societária mantida por Dora S/A. A partir de avaliações técnicas, Dora 
S/A conclui pela ocorrência de uma perda definitiva e de improvável 
recuperação, avaliada no valor equivalente a 60% do investimento. 
Nessa situação, a investidora deverá imediatamente constituir uma 
provisão para perda no investimento, conforme representado 
esquematicamente na figura abaixo e apresentado no lançamento a 
seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ativo Passivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
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Dora 
ativo Passivo 
Caixa - 
 
 
 
Inv - Tida 40.000,00 
(-) Prov perdas (24.000,00) 
--------------PL 
 
x% ==> 3.000 ações 
 
Despesas Receitas 
desp. c/ prov. 24.000,00 
Tida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
D = Despesa com provisão 
C = a Provisão para perdas em investimentos perm 24.000,00 
 
c) Alienação da participação societária e reversão da provisão 
 
Considerando a situação acima, a empresa Dora S/A, desde abril 
procurou comprador interessado em suas ações e, em 15 de junho 
daquele ano (portanto, antes da data prevista para o término do 
contrato), conseguiu alienar suas 30.000 ações da empresa Tida S/A, a 
prazo, por R$ 19.000,00. A seguir, encontram-se (1) figura, 
representando o fluxo de valores entre elementos patrimoniais, 
decorrente da alienação realizada e (2) apresentação do respectivo 
lançamento contábil. 
 
 
Dora 
ativo Passivo 
Caixa - 
19.000,00 
19.000,00 
 
Inv - Tida 40.000,00 
(40.000,00) 
- 
--------------PL 
(-) Prov perdas 24.000,00 x% ==> 3.000 ações 
 
Despesas Receitas 
desp. c/ prov. 24.000,00 
Tida 
ativo Passivo 
 
desp n. oper. 40.000,00 rec. n. oper. 19.000,00 Obrigações 
Bens (+) 
Direitos --------------PL 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ativo Passivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
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D = Caixa 
C = a Receitas não operacionais 19.000,00 
 
D = Despesas não operacionais 
C = a Investimentos permanentes - TIDA 40.000,00 
 
Imediatamente após o lançamento acima temos a seguinte configuração 
patrimonial: 
 
 
Dora 
ativo Passivo 
Caixa 19.000,00 
 
 
 
Inv - Tida - 
--------------PL 
 
 
(-) Prov perdas 24.000,00 x% ==> 3.000 ações 
 
Despesas Receitas Tida 
desp. c/ prov. 24.000,00 
 
desp n. oper. 40.000,00 rec. n. oper. 19.000,00
 
 
Repare, entretanto, que a provisão registrada no valor de R$ 24.000,00 
representava um ônus que acompanhao investimento, caracterizado 
por uma “perda na penumbra” (conforme conceito de provisão – 
exaustivamente discutido neste curso), ou seja, uma possível perda na 
alienação do investimento – sobre cujo valor deve pairar alguma dúvida. 
Ocorre que o investimento já foi alienado e não há mais dúvida 
nenhuma acerca da perda em sua alienação (no exemplo, a perda está 
claramente apresentada, no valor de R$ 21.000,00 R$ 40.000,00 (-) 
R$ 19.000,00 (=) R$ 21.000,00). Assim, não há mais qualquer motivo 
para manutenção – no patrimônio – da informação acerca da perda 
provável de R$ 24.000,00 (ela não mais existe, o que há é uma perda 
efetiva de R$ 21.000,00). Portanto, a providência necessária é a de 
reversão da provisão antes constituída, conforme figura e lançamento 
abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ativo Passivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
ativo Passivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
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Dora 
ativo Passivo 
Caixa 19.000,00 
 
 
 
Inv - Tida - 
(-) Prov perdas 24.000,00 
(24.000,00) 
--------------PL 
- x% ==> 3.000 ações 
 
Despesas Receitas 
desp. c/ prov. 24.000,00 
 
desp n. oper. 40.000,00 rec. n. oper. 19.000,00 
rec. rev. Prov 24.000,00 
Tida 
 
 
 
 
 
 
D = Prov. Perdas 
C = a Receita de Reversão de Provisão 24.000,00 
 
 
 
Assim, apresentamos o patrimônio final da seguinte forma: 
 
 
Dora 
ativo Passivo 
Caixa 19.000,00 
 
 
 
Inv - Tida - 
(-) Prov perdas - 
--------------PL 
 
x% ==> 0 ações 
 
Despesas Receitas 
desp. c/ prov. 24.000,00 
 
desp n. oper. 40.000,00 rec. n. oper. 19.000,00 
rec. rev. Prov. 24.000,00 
Tida 
 
 
 
 
 
 
Observação: a provisão para perdas no investimento poderia ter sido 
realizada contra a conta investimentos antes da baixa do referido 
investimento, nos termos a seguir demonstrados: 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ativo Passivo 
 
Bens (+) 
Direitos 
Obrigações 
 
--------------PL 
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Dora 
ativo Passivo 
Caixa - 
19.000,00 
19.000,00 
 
Inv - Tida 40.000,00 
(24.000,00) 
16.000,00 
(16.000,00) 
- 
--------------PL 
(-) Prov perdas 24.000,00 x% ==> 3.000 ações 
(24.000,00) 
16.000,00 
 
Despesas Receitas 
desp. c/ prov. 24.000,00 
Tida 
ativo Passivo 
 
desp n. oper. 16.000,00 rec. n. oper. 19.000,00 Obrigações 
Bens (+) 
Direitos --------------PL 
 
 
 
 
 
D = Caixa 
C = a Receitas não operacionais 19.000,00 
 
D = Provisão para perdas em investimentos 
C = a Investimentos permanentes - TIDA 24.000,00 
 
D = Despesas não operacionais 
C = a Investimentos permanentes - TIDA 16.000,00 
 
O resultado patrimonial final seria equivalente, conforme a seguir: 
 
 
Dora 
ativo Passivo 
Caixa 19.000,00 
 
 
 
Inv - Tida - 
(-) Prov perdas - 
--------------PL 
 
x% ==> 0 ações 
 
Despesas Receitas Tida 
desp. c/ prov. 24.000,00 
 
desp n. oper. 16.000,00 rec. n. oper. 19.000,00
 
 
 
 
 
 
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A provisão para perdas ocorre com mais freqüência nos investimentos 
avaliados pelo método do custo de aquisição (porque ele não 
acompanha os eventuais prejuízos inerentes à evolução patrimonial da 
empresa). 
Nos investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial, 
devem ser provisionadas as perdas potenciais, em virtude de: 
- tendência de perecimento do investimento; 
 
- elevado risco de paralisação de operações de coligadas e 
controladas; 
 
- eventos que possam prever perda parcial ou total do valor 
contábil do investimento ou do montante de créditos contra as 
coligadas e controladas; ou 
 
- cobertura de garantias, avais, fianças, hipotecas ou penhor 
concedidos, em favor de coligadas e controladas, referentes a 
obrigações vencidas ou vincendas quando caracterizadas a 
incapacidade de pagamentos pela controlada ou coligada. 
 
Sobre o assunto, a IN CVM 247, de 1996, dispõe, em seu art. 12, o 
seguinte: 
Art. 12 - A investidora deverá constituir provisão para 
cobertura de: 
I - Perdas efetivas, em virtude de: 
 
a) - eventos que resultarem em perdas não provisionadas 
pelas coligadas e controladas em suas demonstrações 
contábeis; ou 
b) - responsabilidade formal ou operacional para cobertura 
de passivo a descoberto. 
II - Perdas potenciais, estimadas em virtude de: 
 
a) - tendência de perecimento do investimento; 
 
b) - elevado risco de paralisação de operações de coligadas 
e controladas; 
 
c) - eventos que possam prever perda parcial ou total do 
valor contábil do investimento ou do montante de créditos 
contra as coligadas e controladas; ou 
d) - cobertura de garantias, avais, fianças, hipotecas ou 
penhor concedidos, em favor de coligadas e controladas, 
referentes a obrigações vencidas ou vincendas quando 
 
 
 
 
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caracterizada a incapacidade de pagamentos pela 
controlada ou coligada. 
§ 1º - Independentemente do disposto na letra " b" do 
inciso I, deve ser constituída ainda provisão para perdas, 
quando existir passivo a descoberto e houver intenção 
manifesta da investidora em manter o seu apoio financeiro 
à investida. 
 
§ 2º - A provisão para perdas deverá ser apresentada no 
ativo permanente por dedução e até o limite do valor 
contábil do investimento a que se referir, sendo o 
excedente apresentado em conta específica no passivo. 
Pelo que foi acima exposto, a provisão para perdas é registrada a débito 
de despesas (reduzindo o resultado) e a crédito de conta retificadora do 
ativo permanente (reduzindo o saldo desse grupo). Foi visto, ainda, que 
a realização de uma perda antes provisionada pode ser feito a débito da 
própria conta de provisão e a crédito da conta de investimentos. 
Em vista das considerações acima, pode-se considerar a assertiva 
correta. 
NOTA DE ATUALIZAÇÃO 
 
Após a aplicação da prova cuja questão se encontra acima comentada, a 
Lei das S/A foi alterada pela Medida Provisória nº 449, de 2008. A 
modificação normativa relevante para a questão em comento foi a 
alteração de nomenclatura: (a) onde está escrito “ativo permanente”, 
(b) deve-se ler “ativo não-circulante”. Tomando-se essa providência, a 
provisão para perdas deve ser registrada a débito de despesas 
(reduzindo o resultado) e a crédito de conta retificadora do ativo não- 
circulante (reduzindo o saldo desse grupo). Foi visto, ainda, que a 
realização de uma perda antes provisionada pode ser feito a débito da 
própria conta de provisão e a crédito da conta de investimentos. 
Feitas essas considerações, pode-se considerar a assertiva correta. 
GABARITO 
 
 
91 C 
 
3.4.3 Equivalência patrimonial - TCU/UNB (CESPE) 
 
ENUNCIADO 
 
De acordo com a Instrução CVM n° 247, de 27 de março de 1996, que 
dispõe, entre outras coisas, a respeito da avaliação de investimentos em 
sociedades coligadas, julgue os itens abaixo: 
(1) O valor contábil do investimento relevante e influente em coligada 
ou controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência 
 
 
 
 
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patrimonial e o ágio não amortizado, deduzidos os deságio não 
amortizado e a provisão para perdas. 
(2) O investimento em controlada deve ser avaliado pelo método da 
equivalência patrimonial. 
(3) É considerada exemplo de evidência de influência na administração 
da coligada a significativa dependência tecnológica e/ou econômico- 
financeira. 
(4) O investimento em sociedade coligada, cuja venda por parte da 
investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de 
realização, deixará de ser avaliado pelo método da equivalência 
patrimonial, imediatamente após a decisão de venda. 
(5) O investimento em coligada que, por redução do valor contábil do 
investimento, deixar de ser relevante, deixará de ser avaliado pela 
equivalência patrimonial, mesmo que a redução não seja considerada de 
caráter permanente. 
 
Resolução e Comentários 
 
Após a aplicação da prova relativa à questão em comento, houve 
alteração da Lei das S/A, com modificação da regra de identificação dos 
investimentos sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Assim, 
como estratégia de análise do assunto, analisaremos a resolução da 
questão conforme legislação vigente à época e, em seguida, 
apresentaremos os necessários comentários de atualização. Saliente-se 
que, com a alteração da legislação ocorrida, é possível que haja 
alteração – também – no gabarito da questão. 
I – RESOLUÇÃO DA QUESTÃO CONFORME LEGISLAÇÃO 
VIGENTE À ÉPOCA DO CONCURSO 
 
A presente questão trata dos investimentos avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial, de acordo com as normas previstas pela 
Instrução CVM 247/96. 
Analisaremos em separado cada assertiva da questão. 
 
(1) O valor contábil do investimento relevante e influente em coligada 
ou controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência 
patrimonial e o ágio não amortizado, deduzidos os deságio não 
amortizado e a provisão para perdas. 
Certo. 
 
De acordo com o texto do art. 5º da IN CVM 247/96: 
 
 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
 
 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
(2) O investimento em controlada deve ser avaliado pelo método da 
equivalência patrimonial. 
Certo. 
 
De acordo com o texto do art. 5º da IN CVM 247/96: 
 
 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
(3) É considerada exemplo de evidência de influência na administração 
da coligada a significativa dependência tecnológica e/ou econômico- 
financeira. 
Certo, conforme expressamente disposto na IN CVM 247/96: 
 
 
Parágrafo Único - Serão considerados exemplos de 
evidências de influência na administração da coligada: 
a) - participação nas suas deliberações sociais, inclusive 
com a existência de administradores comuns; 
b) - poder de eleger ou destituir um ou mais de seus 
administradores; 
c) - volume relevante de transações, inclusive com o 
fornecimento de assistência técnica ou informações 
técnicas essenciais para as atividades da investidora; 
d) - significativa dependência tecnológica e/ou econômico- 
financeira; 
e) - recebimento permanente de informações contábeis 
detalhadas, bem como de planos de investimento; ou 
f) - uso comum de recursos materiais, tecnológicos ou 
humanos. 
(4) O investimento em sociedade coligada, cuja venda por parte da 
investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de 
realização, deixará de ser avaliado pelo método da equivalência 
patrimonial, imediatamente após a decisão de venda. 
 
 
 
 
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Errado. Pelo contrário, está prevista a continuação da avaliação pelo MEP, 
nos seguintes termos: 
 
Art. 7º O investimento em sociedade coligada e 
controlada cuja venda por parte da investidora, em futuro 
próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização, 
continuará sendo avaliado pelo método da equivalência 
patrimonial até a data-base considerada para a venda. 
(5) O investimento em coligada que, por redução do valor contábil do 
investimento, deixar de ser relevante, deixará de ser avaliado pela 
equivalência patrimonial, mesmo que a redução não seja considerada de 
caráter permanente. 
Errado. Pelo contrário, está prevista a continuação da avaliação pelo MEP, 
 
nos seguintes termos: 
 
 
Art. 8º O investimento em coligada que, por redução do 
valor contábil do investimento, deixar de ser relevante, 
continuará sendo avaliado pela equivalência patrimonial, 
caso essa redução não seja considerada de caráter 
permanente, devendo todos os seus reflexos ser 
evidenciados, segregadamente, em nota explicativa. 
II - COMENTÁRIO DE ATUALIZAÇÃO 
 
Cabe colocar que, após a aplicação da prova relativa à questão em 
comento, no processo de convergência das práticas contábeis brasileiras 
aos padrões internacionais, entre outros eventos, houve alteração da Lei 
das S/A, com modificação da regra de identificação dos investimentos 
sujeitos ao método da equivalência patrimonial. Com efeito, sucederam- 
se três regras, a saber: (1) regra original, (2) regra intermediária e (3) 
regra atual. A seguir, encontram-se reproduzidas essas regras: 
(1) Regra original 
 
Redação original da Lei das S/A – aplicável para companhias em 
geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos relevantes (artigo 247, parágrafo único) em 
sociedades coligadas sobre cuja administração tenha 
influência, ou de que participe com 20% (vinte por cento) 
ou mais do capital social, e em sociedades controladas, 
serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido, de acordo 
com as seguintes normas: 
Redação original IN CVM 247, de 1996 – aplicável a companhias 
abertas 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
 
 
 
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I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
(2) Regra intermediária 
 
Redação da Lei das S/A dada pela Lei nº 11.638, de 2007 – 
aplicável para companhias em geral 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentosem coligadas sobre cuja administração 
tenha influência significativa, ou de que participe com 20% 
(vinte por cento) ou mais do capital votante, em 
controladas e em outras sociedades que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão 
avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de 
acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei 
nº 11.638,de 2007) 
Redação da IN CVM nº 247, de 1996, dada pela IN CVM 469, de 
2008 – aplicável a companhias abertas 
 
Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência 
patrimonial: 
I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; 
 
II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, 
quando a investidora tenha influência significativa na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital votante; e 
III – o investimento em outras sociedades que façam parte 
de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. 
(3) Regra atual 
 
Lei das S/A (com a redação dada pela Medida Provisória nº 449, 
de 2008) – aplicável para companhias em geral 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas ou em controladas e em outras 
sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou 
estejam sob controle comum serão avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes 
normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
... 
 
Deliberação CVM nº 565, de 2008 – que determinou a aplicação 
da regra da Lei das S/A a companhias abertas. 
Equivalência patrimonial 
 
 
 
 
 
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30. A Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08 
alteraram o conceito de coligada e o alcance da aplicação 
do método da equivalência patrimonial dos investimentos 
em coligadas classificados no ativo permanente. A partir 
da vigência dessas Lei e Medida Provisória, os 
investimentos em sociedades em que a administração 
tenha influência significativa, ou nas quais participe com 
20% ou mais do capital votante, ou que façam parte de 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão 
avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 
31. Os ajustes decorrentes da aplicação desses novos 
dispositivos na data de transição devem ser assim 
registrados: 
... 
 
Importante notar que, além da alteração de regra, acima, houve uma 
modificação no conceito de coligação, nos seguintes termos: 
- conceito original 
 
§ 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, 
com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, 
sem controlá-la 
- conceito atual 
§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a 
investidora tenha influência significativa. (Redação dada pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
... 
§ 4o Considera-se que há influência significativa 
quando a investidora detém ou exerce o poder de participar 
nas decisões das políticas financeira ou operacional da 
investida, sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória 
nº 449, de 2008) 
§ 5o É presumida influência significativa quando a 
investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital 
votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
 
A partir da nova regulamentação, analisaremos, novamente, cada uma 
das assertivas. 
(1) O valor contábil do investimento relevante e influente em coligada 
ou controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência 
patrimonial e o ágio não amortizado, deduzidos os deságio não 
amortizado e a provisão para perdas. 
Estava certo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Essa era a definição do parágrafo único do art. 4o, que definia o valor contábil 
 
do investimento a ser considerado relevante, para os fins dispostos no art. 5º da IN CVM 
 
247/96, ambos abaixo referidos. 
 
 
Art. 4o ... 
 
Parágrafo 1º O valor contábil do investimento em coligada 
e controlada abrange o custo de aquisição mais a 
equivalência patrimonial e o ágio não amortizado, deduzido 
do deságio não amortizado e da provisão para perdas. 
 
 
DOS INVESTIMENTOS A SEREM AVALIADOS PELO MÉTODO 
DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 
Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência 
patrimonial: 
I - o investimento em cada controlada direta ou indireta; 
 
II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, 
quando a investidora tenha influência significativa na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital votante; e 
III – o investimento em outras sociedades que façam parte 
de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. 
Redação dada pela Instrução CVM nº 469, de 2 de 
maio de 2008. 
 
 
Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial: 
I - O investimento em cada controlada; e 
 
II - O investimento relevante em cada coligada e/ou em 
sua equiparada, quando a investidora tenha influência na 
administração ou quando a porcentagem de participação, 
direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte 
por cento) ou mais do capital social da coligada. 
Ocorre que o art. 4o foi revogado pela IN CVM 469, e 2008. e o art. 5o ficou 
 
prejudicado pela nova redação do art. 248 da Lei das S/A (dada pela Medida Provisória nº 
 
449, de 2008) que passou a ser aplicável para companhias abertas, conforme Deliberação 
 
CVM nº 565, de 2008. 
 
Porém, mesmo com as alterações normativas, o valor contábil (conceito 
teórico) em qualquer investimento avaliado pelo MEP é igual ao custo de aquisição mais a 
equivalência patrimonial e o ágio não amortizado, deduzidos os deságio não amortizado e 
a provisão para perdas. Portanto, entendo que a assertiva continua certa. 
 
 
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Tópicos específicos – Exercícios sobre Participações Societárias 
(2) O investimento em controlada deve ser avaliado pelo método da 
equivalência patrimonial. 
Certo. 
 
De acordo com o texto do art. 248 da Lei das S/A, com a redação dada pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008, que – por conta da Deliberação CVM nº 575, de 2008, 
passou a ser aplicável a companhias abertas, conforme a seguir: 
 
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os 
investimentos em coligadas ou em controladas e em outras 
sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou 
estejam sob controle comum serão avaliados pelo método 
da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes 
normas: (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) 
(3) É considerada exemplo de evidência de influência na administração 
da coligada a significativa dependência tecnológica e/ou econômico- 
financeira. 
Estava certo, conforme expressamente disposto na IN CVM 247/96: 
 
 
Parágrafo Único - Serão considerados exemplos de 
evidências de influência na administração da coligada: 
a) - participação nas suas deliberações sociais, inclusive 
com a existência de administradores comuns; 
b) - poder de eleger ou destituir um ou mais de seus 
administradores; 
c) - volume relevante de transações, inclusive com o 
fornecimento de assistência técnica ou informaçõestécnicas essenciais para as atividades da investidora; 
d) - significativa dependência tecnológica e/ou econômico- 
financeira; 
e) - recebimento permanente de informações contábeis 
detalhadas, bem como de planos de investimento; ou 
f) - uso comum de recursos materiais, tecnológicos ou 
humanos. 
Ocorre que a Lei das S/A passou a fazer referência a um conceito semelhante 
 
“influência significativa”, nos termos do art. 243, a seguir: 
 
 
Art. 243. ... 
 
... 
§ 4o Considera-se que há influência significativa quando a 
investidora detém ou exerce o poder de participar nas 
decisões das políticas financeira ou operacional da investida, 
sem controlá-la. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, 
de 2008) 
 
 
 
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§ 5o É presumida influência significativa quando a 
investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital 
votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela 
Medida Provisória nº 449, de 2008) 
Considerando influência como termo equivalente a influência significativa, 
podemos considerar que a assertiva continua correta. 
 
(4) O investimento em sociedade coligada, cuja venda por parte da 
investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de 
realização, deixará de ser avaliado pelo método da equivalência 
patrimonial, imediatamente após a decisão de venda. 
Errado. Pelo contrário, está prevista a continuação da avaliação pelo MEP, 
 
nos seguintes termos: 
 
 
Art. 7º O investimento em sociedade coligada e 
controlada cuja venda por parte da investidora, em futuro 
próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização, 
continuará sendo avaliado pelo método da equivalência 
patrimonial até a data-base considerada para a venda. 
(5) O investimento em coligada que, por redução do valor contábil do 
investimento, deixar de ser relevante, deixará de ser avaliado pela 
equivalência patrimonial, mesmo que a redução não seja considerada de 
caráter permanente. 
Estava errado porque, pelo contrário, era prevista a continuação da avaliação 
 
pelo MEP, nos seguintes termos: 
 
 
Art. 8º O investimento em coligada que, por redução do 
valor contábil do investimento, deixar de ser relevante, 
continuará sendo avaliado pela equivalência patrimonial, 
caso essa redução não seja considerada de caráter 
permanente, devendo todos os seus reflexos ser 
evidenciados, segregadamente, em nota explicativa. 
Ocorre que o referido art. 8o foi revogado pela IN CVM 469, de 2008. 
 
Entretanto, como a relevância deixou de ser um critério para avaliação pelo MEP, a 
assertiva continua errada, pois não se deixa de avaliar pelo MEP o investimento em 
coligada ou controlada que tenha deixado de ser relevante. 
 
Gabarito 
 
CCCEE 
 
 
 
 
 
 
 
 
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