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1. UERN 2015 Observe o quadro. A partir da análise do quadro e tendo em vista o contexto do Brasil no I Império, é possível classificar o voto, naquele período, como a. censitário, amplo, indireto e irrestrito. b. universal, masculino, direto e representativo. c. censitário, masculino, indireto e em dois graus. d. universal, apartidário, direto e em quatro graus. 2. ENEM 2004 Constituição de 1824: “Art. 98. O Poder Moderador é a chave de toda a organização política, e é delegado privativamente ao Imperador (…) para que incessantemente vele sobre a manutenção da Independência, equilíbrio, e harmonia dos demais poderes políticos (...) dissolvendo a Câmara dos Deputados nos casos em que o exigir a salvação do Estado.” Frei Caneca: “O Poder Moderador da nova invenção maquiavélica é a chave mestra da opressão da nação brasileira e o garrote mais forte da liberdade dos povos. Por ele, o imperador pode dissolver a Câmara dos Deputados, que é a representante do povo, ficando sempre no gozo de seus direitos o Senado, que é o representante dos apaniguados do imperador.” (Voto sobre o juramento do projeto de Constituição) Para Frei Caneca, o Poder Moderador definido pela Constituição outorgada pelo Imperador em 1824 era a. adequado ao funcionamento de uma monarquia constitucional, pois os senadores eram escolhidos pelo Imperador. b. eficaz e responsável pela liberdade dos povos, porque garantia a representação da sociedade nas duas esferas do poder legislativo. c. arbitrário, porque permitia ao Imperador dissolver a Câmara dos Deputados, o poder representativo da sociedade. d. neutro e fraco, especialmente nos momentos de crise, pois era incapaz de controlar os deputados representantes da Nação. e. capaz de responder às exigências políticas da nação, pois supria as deficiências da representação política. 3. ENEM 2012 Após o retorno de uma viagem a Minas Gerais, onde Pedro l fora recebido com grande frieza, seus partidários prepararam uma série de manifestações a favor do imperador no Rio de Janeiro, armando fogueiras e luminárias na cidade. Contudo, na noite de 11 de março, tiveram inicio os conflitos que ficaram conhecidos como a Noite das Garrafadas, durante os quais os "brasileiros" apagavam as fogueiras "portuguesas" e atacavam as casas iluminadas, sendo respondidos com cacos de garrafas jogadas das janelas. VAINFAS, R. (Org.). Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008 (adaptado). Os anos finais do I Reinado (1822-1831) se caracterizaram pelo aumento da tensão política. Nesse sentido, a análise dos episódios descritos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro revela a. estímulos ao racismo. b. apoio ao xenofobismo. c. críticas ao federalismo. d. repúdio ao republicanismo. e. questionamentos ao autoritarismo. 4. UNESP 2011 O fechamento da Assembleia Constituinte, por D. Pedro I, em novembro de 1823, PRIMEIRO REINADO a. impediu a tentativa de recolonização portuguesa e eliminou a influência política da Igreja Católica. b. isolou politicamente o imperador e determinou o imediato final do Primeiro Reinado brasileiro. c. representou a centralização do regime monárquico e provocou reações separatistas. d. ampliou a força política dos estados do nordeste e facilitou o avanço dos projetos federalistas. e. assegurou o caráter liberal da nova Constituição e aumentou os poderes do judiciário. 5. UERN 2015 No Brasil, logo após a independência politica em relação a Portugal, foi necessário obter o reconhecimento internacional para consolidar-se política e economicamente no quadro das nações de fato independentes. Sobre o(s) primeiro(s) país(es) a reconhecer(em) o Brasil como país soberano, assinale a alternativa correta. a. Foi a França, interessada em avançar com seu território da Guiana Francesa e estabelecer novas colônias. b. Trata-se da Inglaterra, interessada em efetivar o imperialismo que já vinha exercendo desde antes da independência. c. Foram os EUA, que tinham em vista as futuras alianças comerciais e a diminuição das influências inglesas em nosso país. d. Foram a Argentina e o Paraguai, recentemente independentes, interessados em formar uma América Latina forte e ampliar o comércio na Bacia do Prata. 6. ENEM 2011 Art. 92. São excluídos de votar nas Assembleias Paroquiais: I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais não se compreendam os casados, e Oficiais Militares, que forem maiores de vinte e um anos, os Bacharéis Formados e Clérigos de Ordens Sacras. [...] IV. Os Religiosos, e quaisquer que vivam em Comunidade claustral. V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por bens de raiz, indústria, comércio ou empregos. Constituição Política do Império do Brasil (1824). Disponível em: https://legislação.planalto.gov.br. Acesso em: 27 abr. 2010 (adaptado). A legislação espelha os conflitos políticos e sociais do contexto histórico de sua formulação. A Constituição de 1824 regulamentou o direito de voto dos “cidadãos brasileiros” com o objetivo de garantir a. o fim da inspiração liberal sobre a estrutura política brasileira. b. a ampliação do direito de voto para maioria dos brasileiros nascidos livres. c. a concentração de poderes na região produtora de café, o Sudeste brasileiro. d. o controle do poder político nas mãos dos grandes proprietários e comerciantes. e. a diminuição da interferência da Igreja Católica nas decisões político-administrativas. 7. FGV 2013 A independência, porém, pregou uma peça nessas elites. Um ano após ser convocada, a Assembleia Constituinte foi dissolvida e em seu lugar, o imperador designou um pequeno grupo para redigir uma Constituição "digna dele", ou seja, que Ihe garantisse poderes semelhantes aos dos reis absolutistas. Um exemplo disso foi a criação do Poder Moderador (...) (Mary del Priore e Renato Venancio, Uma breve história do Brasil) Esse poder a. ampliava os direitos das Assembleias Provinciais, restringia a ação do Imperador no tocante à administração pública e a ação do Senado. b. permitia que o Imperador reformasse a Constituição por decreto-lei e que escolhesse parte dos deputados provinciais. c. sofria de uma única limitação institucional, pois o Estado brasileiro não tinha direito de interferir nos assuntos relacionados com a Igreja Católica. d. proporcionava ao soberano poderes limitados, o que permitiu alargamento da autonomia política e econômica das províncias do Império. e. oferecia importantes prerrogativas ao Imperador, como indicar presidentes de províncias, nomear senadores e suspender magistrados. 8. UEPA 2014 A crise política do I Império Brasileiro, que resultou na abdicação de D. Pedro I, teve como cerne a disputa entre a inclinação centralista-absolutista do monarca e a defesa do federalismo pelas elites econômicas regionais. A renúncia do imperador em 1831 resultou: a. na transferência de poder às elites regionais e aos regentes, ordem política que se mostrou frágil e abriu caminho para levantes oposicionistas e populares. b. na transformação imediata de Pedro II em monarca do Reino Português na linha de sucessão da Casa de Bragança. c. no fortalecimento de movimentos separatistas regionais, em desacordo com a manutenção do regime monárquico e da escravidão. d. no surgimento de grupos políticos republicanos, que seriam embrionários do movimento que promoveu a Proclamação da República em 1889. e. na emergência de uma identidade nacional brasileira, em oposição a qualquer posição de mando de autoridades portuguesas em território nacional. 9. FGV 2015 Observe o mapa. Os dados do mapa mostram que a emancipação política do Brasil a. efetivou-se com o chamado Grito do Ipiranga, porque todas as províncias do Brasil, imediatamente, passaram a obedecer as ordens vindas do Rio de Janeiro na pessoa do Imperador Dom Pedro I e romperam todos os laços com as Cortes de Lisboa, defensoras da recolonização brasileira. b. ocorreu de forma homogênea, coma divisão da liderança do movimento emancipacionista entre os principais comandos regionais do Brasil e com a constituição de acordos políticos que garantiram a unidade territorial e a efetivação do federalismo. c. dividiu as regiões brasileiras entre as defensoras de uma emancipação vinculada ao fim do tráfico de escravos, caso das províncias do Norte e do Nordeste, e as províncias do Centro-Sul, contrárias à separação definitiva de Portugal e favoráveis a constituição de uma monarquia dual. d. foi um processo complexo, no qual não houve adesão imediata de algumas províncias ao Rio de Janeiro, representado pelo poder do imperador Dom Pedro I, pois essas províncias continuaram fiéis às Cortes de Lisboa, levando a guerras de independência. e. diferencia-se radicalmente das experiências da América espanhola, porque a América portuguesa obteve a sua independência sem que houvesse qualquer movimento de resistência armada por parte dos colonos ou da metrópole, interessados em uma separação negociada. 10. PUC-RS 2014 Depois de declarada a Independência do Brasil, foi necessário dar uma ordenação legal ao novo país por meio da sua primeira constituição. Sobre esse processo, é INCORRETO afirmar que: a. O primeiro projeto de constituição recebeu o nome de Constituição da Mandioca, porque estabelecia que, para votar ou se eleger, a pessoa deveria comprovar uma renda mínima, equivalente a determinada quantidade de alqueires plantados desse vegetal. b. A Assembleia Legislativa reunida em 1823 para elaborar a primeira Constituição do Brasil foi dissolvida por D. Pedro I, por ter proposto um projeto que privilegiava os grandes proprietários de terra e excluía os pobres da participação política. c. A primeira Constituição do Brasil foi outorgada por D. Pedro I e estabelecia o voto censitário e a formação de quatro poderes - Legislativo, Judiciário, Executivo e Moderador -, ficando os dois últimos sob controle do Imperador. d. A primeira Constituição brasileira, estabelecida em 25 de março de 1824, instituiu uma monarquia hereditária no Brasil e o catolicismo como religião oficial do novo País, subordinando a Igreja ao controle do Estado. e. Instituído pela Constituição outorgada de 1824, o Poder Moderador garantia a D. Pedro I o direito de nomear ministros, dissolver a Assembleia Legislativa, controlar as Forças Armadas e nomear os presidentes das províncias, favorecendo a concentração de poderes no Imperador. 11. UNESP 2013 O Brasil assistiu, nos últimos meses de 1822 e na primeira metade de 1823, a. ao reconhecimento da Independência brasileira pelos Estados Unidos, pela Inglaterra e por Portugal. b. ao esforço do imperador para impor seu poder às províncias que não haviam aderido a Independência. c. à libertação da Província Cisplatina, que se tornou independente e recebeu o nome de Uruguai. d. à pacífica unificação de todas as partes do território nacional, sob a liderança do governo central, no Rio de Janeiro. e. à confirmação, pelas Cortes portuguesas e pela Assembleia Constituinte, do poder constitucional do imperador. 12. UECE 2015 Dentre as afirmações a seguir, assinale aquela que está INCORRETA no que diz respeito à Confederação do Equador (1824). a. A Confederação do Equador estava afinada com os ideais de federação que serviram de base para a implantação da República dos Estados Unidos da América. b. A revolta começou com a exigência de que o Presidente da Província de Pernambuco, indicado por D. Pedro I, renunciasse ao cargo em favor do liberal Manuel de Carvalho Pais de Andrade. c. A Confederação do Equador uniu Pernambuco e as Províncias da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. d. Cedendo as forças de repressão comandadas pelo Brigadeiro Francisco Lima e Silva, após cinco meses de resistência, os rebeldes se entregaram, sendo, por este motivo, anistiados. 13. UEL 2011 A Constituição Imperial de 1824 estabeleceu a divisão dos poderes em Legislativo, Executivo, Judiciário e Moderador. O poder Moderador era exercido pelo imperador e tinha caráter centralizador. Pode-se a■rmar que o poder Moderador: a. Impediu o imperador de nomear membros vitalícios do Conselho de Estado. b. Garantiu independência e autonomia aos magistrados do poder Judiciário. c. O■cializou ao Legislativo o exercício de controlar o Estado. d. Garantiu prerrogativas para o imperador controlar a política do país. e. Garantiu ao Executivo a suspensão dos atos imperiais. 14. UFRRJ Leia os textos a seguir, reflita e responda. Após a Independência política do Brasil, em 1822, era necessário organizar o novo Estado, fazendo leis e regulamentando a administração por meio de uma Constituição. Para tanto, reuniu-se em maio de 1823, uma Assembléia Constituinte composta por 90 deputados pertencentes à aristocracia rural.(...) Na abertura dos trabalhos, o Imperador D. Pedro I revelou sua posição autoritária, comprometendo-se a defender a futura Constituição desde que ela fosse digna do Brasil e dele próprio. VICENTINO, C; DORIGO, G. "História Geral do Brasil." São Paulo: Scipione, 2001. A Independência política do Brasil, em 1822, foi cercada de divergências, entre elas, o desagrado do Imperador com a possibilidade, prevista no projeto constitucional, de o seu poder vir a ser limitado, o que resultou no fechamento da Constituinte em novembro de 1823. Uma comissão, então, foi nomeada por D. Pedro I para elaborar um novo projeto constitucional, outorgado por este imperador, em 25 de março de 1824. Em relação à Constituição Imperial, de 1824, é correto afirmar que nela a. foi consagrada a extinção do tráfico de escravos, devido à pressão da sociedade liberal do Rio de Janeiro. b. foi introduzido o sufrágio universal, somente para os homens maiores de 18 anos e alfabetizados, mantendo a exigência do voto secreto. c. foi abolido o padroado, assegurando ampla liberdade religiosa a todos os brasileiros natos, limitando os cultos religiosos aos seus templos. d. o poder moderador era atribuição exclusiva do Imperador, conferindo a ele, proeminência sobre os demais poderes. e. o poder executivo seria exercido pelos ministros de Estado, tendo estes total controle sobre o poder moderador. 15. UNIFENAS 2017 A sociedade imperial brasileira, que tinha a Constituição de 1824 como base, apresentava um caráter contraditório: o Império se alinhava aos princípios liberais que se espalhavam pela Europa, no entanto mantinha a escravidão, justificada com a predominância do direito à propriedade privada. Um importante elemento presente na Constituição de 1824 outorgada por D. Pedro I foi a. a adoção da República como forma de governo. b. a criação do Poder Moderador. c. o direito de voto extensivo a toda a população. d. a extinção do tráfico de escravos. e. o rompimento de relações diplomáticas com a Inglaterra. 16. UFES 1999 "Se o voto deixasse de ser obrigatório, o senhor iria votar nas próximas eleições?" Conforme a pesquisa do Ibope, divulgada pelo jornal O Globo de 03/08/98, mais da metade dos eleitores não fazia questão de votar. Segundo alguns especialistas, esse número continua grande em nosso país. Entretanto, durante o período de Império, de acordo com a Constituição de 1824, no Brasil era o sistema eleitoral que restringia a participação política da maioria, pois a. garantia a vitaliciedade do mandato dos deputados, tornando raras as eleições. b. convocava eleições apenas para o cargo de Primeiro Ministro, conforme regulamentação do Parlamentarismo. c. concedia o direito de votar somente a quem tivesse certa renda, sendo os votantes selecionados segundo critérios censitários. d. promovia eleições em Portugal, com validade para o Brasil. e. permitia apenas às camadas da elite portuguesa o direito de eleger seus representantes, limitando a influência da aristocracia rural brasileira. 17. UNIMONTES 2014 Os líderes da Confederação do Equador (1824) opunham-se à Constituição de 1824, principalmente,devido à/ao a. união do Estado à Igreja e à naturalização dos estrangeiros. b. direito de Beneplácito e Padroado concedido ao Imperador. c. divisão do poder legislativo entre a Câmara de Deputados e o Senado. d. implantação do Poder Moderador e à centralização política. 18. UEFS 2015 Eleições, no Império, eram um acontecimento muito especial. Nesses dias sempre solenes, marcados por muita liturgia cívica, o mais modesto cidadão vestia sua melhor roupa, ou a menos surrada, e exibia até sapatos, peças do vestuário tão valorizadas entre aqueles que pouco tinham. Em contraste com essa maioria de gente nada refinada no trajar, destacava-se uma minoria sempre vestida com pompa e circunstância. Vestimentas de gala de autoridades civis, militares e eclesiásticas, roupas importadas — tudo do bom e do melhor compunha a indumentária de quem era mais que um cidadão qualquer e queria exibir em público essa sua privilegiada condição. Esse desfile de contrastes mostrava o que as eleições representavam: um momento de afirmação de hierarquias e distinções sociais. A estratificação ficava ainda mais visível nos direitos dos cidadãos brasileiros definidos na Constituição. (CAVANI, 2007, p. 56-57). As diferentes hierarquias sociais referidas no texto se reproduziam no sistema eleitoral do Brasil Monárquico, a. mediante a liberdade dada a toda a população de se eleger para cargos do Poder Executivo, a exemplo dos Presidentes das Províncias. b. pela oportunidade aberta aos votantes, independentemente da condição social, de que se elegeram para os diversos cargos do Legislativo Imperial. c. no sistema de eleição direta, no qual escravos, mulheres e idosos tinham iguais oportunidades de participação. d. através do voto censitário, que distinguia, pela renda e pela origem, os eleitores de primeiro grau (votantes) e os eleitores de segundo grau (eleitores). e. no pleito aberto, restrito às populações urbanas cuja renda podia ser comprovada anualmente. 19. CESGRANRIO A Constituição imperial brasileira, promulgada em 1824, estabeleceu linhas básicas da estrutura e do funcionamento do sistema político imperial tais como o(a): a. equilíbrio dos poderes com o controle constitucional do Imperador e as ordens sociais privilegiadas. b. ampla participação política de todos os cidadãos, com exceção dos escravos. c. laicização do Estado por influência das idéias liberais. d. predominância do poder do imperador sobre todo o sistema através do Poder Moderador. e. autonomia das Províncias e, principalmente, dos Municípios, reconhecendo-se a formação regionalizada do país. 20. UNIMONTES 2015 “As constituições, as leis e todas as instituições humanas são feitas para os povos e não os povos para elas”. (Trecho de um manifesto divulgado em 2 de março de 1824. CARNEIRO, Reinaldo Pessoa. A ideia republicana no Brasil através de documentos. São Paulo: Alfa-Omega, 1973, p. 14-16.) Esse manifesto foi escrito: a. Pelos revolucionários da Praieira, revoltados com a nomeação de um político conservador para a presidência da província. b. Pelos participantes da Conjuração dos Alfaiates, influenciados pelos acontecimentos da Revolução Francesa. c. Pelos inconfidentes mineiros, influenciados pelo Iluminismo e pela independência dos Estados Unidos da América. d. Pelos revolucionários da Confederação do Equador, descontentes com o excesso de poderes de Dom Pedro na Constituição. 21. UFAM 2010 Em 1824, o carmelita frei Caneca, figura importante da Confederação do Equador, criticou a Constituição outorgada por D. Pedro I. Frei Caneca dizia que a mesma, além de oprimir a Nação brasileira, não lhe garantia a Independência, ameaçava sua integridade e atacava sua soberania, pois naquela havia um dispositivo, adotado das ideias do filósofo francês Benjamin Constant, considerado por frei Caneca a chave-mestra da opressão. Identifique esse dispositivo nas alternativas a seguir: a. O Ato Adicional. b. O Conselho de Estado. c. O Poder Moderador. d. O Senado Vitalício. e. A Lei de Interpretação do Ato Adicional. 22. UFLA 2014 No intuito de iniciar a construção do Estado brasileiro, após a Independência, D. Pedro I outorgou a Constituição de 1824, que determinava: a. Existência do bipartidarismo concretizado na Aliança Renovadora Nacional e no Movimento Democrático Brasileiro. b. Monarquia hereditária, constitucional, representativa e com uma divisão dos poderes em Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador. c. Eleições diretas para todos os cargos dos poderes Legislativo e Executivo e a supressão da exigência de renda mínima para votar e ser votado. d. Extinção dos partidos políticos com ampliação do poder do Chefe do Executivo e a criação dos sindicatos e organizações corporativas de trabalhadores. 23. UNIR 2010 O texto abaixo foi extraído da Constituição do Império outorgada em 1824. Art. 91 Têm votos nestas eleições primárias: 1º Os cidadãos brasileiros que estão no gozo de seus direitos políticos; 2º Os estrangeiros naturalizados; Art. 92 São excluídos de votar nas assembleias paroquiais: [...] 5º Os que não tiverem renda líquida anual de 100$rs por bens de raiz, indústria, comércio ou empregos. Com base no texto, analise as afirmativas. I - O Império nasceu como uma democracia plena na qual os direitos políticos de todos foram assegurados. II - O Império nasceu como um estado desigual no qual apenas as pessoas com posses e status social podiam votar e ser votadas. III - A maioria da população do Brasil durante o Império podia votar e ser votada. IV - A maioria da população no Brasil Império ficou excluída do direito a voto. Estão corretas as afirmativas a. I e III, apenas. b. II e III, apenas. c. I e IV, apenas. d. I e II, apenas. e. II e IV, apenas. 24. UFES 1996 Confederação do Equador: Manifesto Revolucionário Brasileiros do Norte! Pedro de Alcântara, filho de D. João VI, rei de Portugal, a quem vós, após uma estúpida condescendência com os brasileiros do Sul, aclamastes vosso imperador, quer descaradamente escravizar-vos. Que desaforo atrevimento de um europeu no Brasil. Acaso pensara esse estrangeiro ingrato e sem costumes que tem algum direito à Coroa, por descender da casa de Bragança na Europa, de quem já fomos independentes de fato e de direito? Não há delírio igual (...). (BRANDÃO, Ulysses de Carvalho. A Confederação do Equador, Pernambuco: Publicações Oficiais, 1924). A causa da Confederação do Equador foi a: a. extinção do Poder Legislativo pela Constituição de 1824 e sua substituição pelo Poder Moderador; b. mudança do sistema eleitoral na Constituição de 1824, que vedava aos brasileiros o direito de se candidatar ao Parlamento, o que só era possível aos portugueses; c. atitude absolutista de D. Pedro I, ao dissolver a Constituinte de 1823 e outorgar uma Constituição que conferia amplos poderes ao imperador; d. liberação do sistema de mão-de-obra nas disposições constitucionais, por pressão do grupo português, que já não detinha o controle das grandes fazendas e da produção do açúcar; e. restrição às vantagens do comércio do açúcar pelo reforço do monopólio português e aumento dos tributos contidos na Carta Constitucional. 25. UESC 2011 A democracia ateniense era direta. A moderna, porém, é representativa. O direito à participação tornou-se, portanto, indireto, por meio da escolha de representantes. Esse direito parece ter sofrido diminuição em lugar de ampliação. Essa aparência é falsa e verdadeira. Falsa porque a democracia moderna foi instituída na luta contra o Antigo Regime e, portanto, em relação a esse último, ampliou a participação dos cidadãos no poder, ainda que sob a forma da representação. Verdadeira porque a república liberal tinha a tendência de limitar os direitos políticos aos proprietários privados dos meios de produção e aos profissionais liberais da classe média, aos homens adultos “independentes”. Todavia, as lutas socialistas e populares forçarama ampliação dos direitos políticos com a criação do sufrágio universal (todos são cidadãos eleitores: homens, mulheres, jovens, negros, analfabetos, trabalhadores, Índios) e a garantia da elegibilidade de qualquer um que, não estando sob a suspeita de crime, se apresente para um cargo eletivo. As lutas por igualdade e liberdade ampliaram os direitos políticos (civis) e, a partir destes, criaram os direitos sociais — trabalho, moradia, saúde, transporte, educação, lazer, cultura —, os direitos das chamadas “minorias” — mulheres, idosos, negros, homossexuais, crianças, índios — e o direito à segurança planetária — as lutas ecológicas e contra as armas nucleares. (CHAUÍ; OLIVEIRA, 2010, p. 80). A “tendência de limitar os direitos políticos aos proprietários privados dos meios de produção” se fez valer, no Brasil, a. na época colonial, quando apenas os elementos de nacionalidade portuguesa podiam ser representantes nas estruturas políticas coloniais, como as Câmaras Municipais. b. no Brasil Império, na medida em que o voto censitário excluía da vida política nacional os trabalhadores assalariados em geral, consolidando o poder nas mãos da aristocracia agrária escravocrata. c. no período da Primeira República, época em que o voto de cabresto era controlado pelos coronéis do sertão, o que impedia a participação popular nas eleições para os poderes Executivo e Legislativo. d. na vigência do populismo, quando a legislação trabalhista se restringia à população urbana, excluindo os trabalhadores rurais de qualquer participação no processo eleitoral. e. no regime ditatorial militar, momento em que o voto sofreu restrição e as eleições se mantiveram apenas nas zonas rurais, região desmobilizada politicamente e carente de movimentos sociais organizados. 26. UNIMONTES 2009 Hei por bem, como Imperador e defensor perpétuo do Brasil, dissolver a (...) Assembleia e convocar já uma outra (...) a qual deverá trabalhar sobre o projeto de Constituição que eu lhe hei de em breve apresentar, que será mais duplicadamente liberal do que o que a extinta Assembleia acabou de fazer. (D. Pedro I, 12 de novembro de 1823. In: COSTA, L. C. A.; MELLO, L. I. História do Brasil. São Paulo: Scipione, 1999, p. 154) As informações acima guardam relação com a. o caráter autoritário de D. Pedro I e os seus atritos políticos com a primeira Assembleia Constituinte da história do Brasil. b. o pensamento absolutista, ideologia política prevalecente entre as elites brasileiras no início da história do Brasil independente. c. a ação preventiva de D. Pedro I contra as ameaças oferecidas pela Constituinte de 1823 à escravidão e à grande propriedade. d. o pensamento liberal de D. Pedro I, contrário às tendências centralizadoras compartilhadas pela maioria dos participantes da Assembleia por ele dissolvida. 27. UNISC 2008 Durante o reinado de D. Pedro I, uma série de acontecimentos abalou profundamente seu prestígio político. Estes acontecimentos ajudam a entender o processo que culminou com a sua abdicação do trono do Brasil em 1831. Aponte esses acontecimentos. I- O fechamento da Assembléia Constituinte em 1823. II- A Confederação do Equador e a conseqüente execução de Frei Caneca em 1824. III- O assassinato do jornalista liberal e opositor de D. Pedro I, Libero Badaró, em 1830. IV- A derrota na Guerra da Cisplatina, que tornou a Província Cisplatina independente do Brasil em 1828. V- A Guerra dos Farrapos, que separou o Rio Grande do Sul do Império em 1835. Quais estão corretas? a. I, II, III e V b. II, IV e V c. I, II, III e IV d. III, IV e V e. I, III e V 28. UNIPAM 2014 Estudar as constituições brasileiras faz com que se tome consciência dos principais conteúdos da nossa história. Assim, pela análise das constituições, pode-se perceber todo o processo de evolução pelo qual o Brasil passou. (RODRIGUES, P. A. R. Constituições Brasileiras. Disponível em: <http://www.infoescola.com>. Acesso em 15 set. 2013). Caracterize as constituições, associando a 2ª coluna com a 1ª. (1) Constituição de 1824 (2) Constituição de 1891 (3) Constituição de 1934 (4) Constituição de 1937 (5) Constituição de 1946 (6) Constituição de 1967 (7) Constituição de 1988 ( ) Fundamentou a separação entre os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador e estabeleceu as funções deles. ( ) Tornou-se a primeira a constitucionalizar os direitos sociais, estabelecendo um Título referente à ordem econômica e social, e manteve a proibição de voto a mendigos e a analfabetos. ( ) Estabeleceu o mandato presidencial de cinco anos, e o vice-presidente da República passou a ser eleito separadamente. ( ) Concentrou poderes na União e privilegiou o Poder Executivo em detrimento dos outros poderes; baseou toda a estrutura de Poder na Segurança Nacional. ( ) Foi a primeira a fazer a separação entre a Igreja e o Estado, não sendo mais assegurado à religião católica o status de religião oficial. ( ) Criou o mandado de injunção e o mandado de segurança coletivo; estabeleceu o voto facultativo a jovens de 16 a 18 anos, a analfabetos e a maiores de 70 anos. ( ) Reduziu a esfera dos direitos individuais, desconstitucionalizando o mandado de segurança e a ação popular; por meio dela, os Prefeitos Municipais passaram a ser nomeados pelo Governador de Estado. A sequência CORRETA é a. 1, 3, 5, 6, 2, 7 e 4. b. 2, 1, 4, 7, 6, 3 e 5. c. 4, 3, 2, 6, 5, 1 e 7. d. 7, 6, 4, 5, 1, 3 e 2. 29. UPE 2013 No Pernambuco da primeira metade do século XIX, ocorreram algumas revoltas políticas que conturbaram os anos finais da colonização portuguesa na América e as décadas iniciais do período imperial. Sobre esse contexto, assinale a alternativa CORRETA. a. A Revolução Praieira exigiu, em 1817, o retorno da família real para Portugal e a Independência do Brasil. b. A Revolução Pernambucana de 1817, liderada por escravos e ex■escravos, pregou a abolição da escravatura logo após a independência política do Brasil. c. A Revolução Praieira contestou o regime monarquista adotado após a independência, pregando a necessidade de a jovem nação aderir ao sistema político republicano. d. A Confederação do Equador, ocorrida em 1824, contestou o projeto político de D. Pedro I para o Brasil independente, exigindo a implantação do federalismo político. e. A Guerra dos Mascates foi um conflito liderado pela elite de Olinda que questionou a abdicação de D. Pedro I e a implantação de uma regência política no país. 30. FCMS-JF 2011 O primeiro reinado no Brasil (1822-1831) se constituiu no período de construção do Estado Nacional , pautado em ampla crise econômica e financeira. Caracteriza, essa crise, EXCETO: a. A outorga da Constituição de 1824, apresentando privilégios às elites e caracterizando o poder autoritário do soberano. b. A incorporação do Acre ao Brasil, colaborando para o avanço integral da exportação de borracha, num momento de Revolução Industrial. c. Falência do Banco do Brasil, paralelamente à alta da inflação e perda de arrecadação tributária. d. A independência da Província Cisplatina, incorporada ao Brasil, anteriormente por D. João VI. GABARITO: 1) c, 2) c, 3) e, 4) c, 5) c, 6) d, 7) e, 8) a, 9) d, 10) b, 11) b, 12) d, 13) d, 14) d, 15) b, 16) c, 17) d, 18) d, 19) d, 20) d, 21) c, 22) b, 23) e, 24) c, 25) b, 26) a, 27) c, 28) a, 29) d, 30) b,