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1. UERN 2015
Observe o quadro.
A partir da análise do quadro e tendo em vista o contexto do
Brasil no I Império, é possível classificar o voto, naquele
período, como
a. censitário, amplo, indireto e irrestrito.
b. universal, masculino, direto e representativo.
c. censitário, masculino, indireto e em dois graus.
d. universal, apartidário, direto e em quatro graus.
2. ENEM 2004
Constituição de 1824:
“Art. 98. O Poder Moderador é a chave de toda a
organização política, e é delegado privativamente ao
Imperador
(…) para que incessantemente vele sobre a manutenção da
Independência, equilíbrio, e harmonia dos demais
poderes políticos (...) dissolvendo a Câmara dos Deputados
nos casos em que o exigir a salvação do Estado.”
Frei Caneca:
“O Poder Moderador da nova invenção maquiavélica é a
chave mestra da opressão da nação brasileira e o garrote
mais forte da liberdade dos povos. Por ele, o imperador pode
dissolver a Câmara dos Deputados, que é a
representante do povo, ficando sempre no gozo de seus
direitos o Senado, que é o representante dos
apaniguados do imperador.”
(Voto sobre o juramento do projeto de Constituição)
Para Frei Caneca, o Poder Moderador definido pela
Constituição outorgada pelo Imperador em 1824 era
a. adequado ao funcionamento de uma monarquia
constitucional, pois os senadores eram escolhidos pelo
Imperador.
b. eficaz e responsável pela liberdade dos povos, porque
garantia a representação da sociedade nas duas esferas do
poder legislativo.
c. arbitrário, porque permitia ao Imperador dissolver a
Câmara dos Deputados, o poder representativo da
sociedade.
d. neutro e fraco, especialmente nos momentos de crise,
pois era incapaz de controlar os deputados representantes
da Nação.
e. capaz de responder às exigências políticas da nação, pois
supria as deficiências da representação política.
3. ENEM 2012
Após o retorno de uma viagem a Minas Gerais, onde Pedro l
fora recebido com grande frieza, seus partidários prepararam
uma série de manifestações a favor do imperador no Rio de
Janeiro, armando fogueiras e luminárias na cidade. Contudo,
na noite de 11 de março, tiveram inicio os conflitos que
ficaram conhecidos como a Noite das Garrafadas, durante
os quais os "brasileiros" apagavam as fogueiras
"portuguesas" e atacavam as casas iluminadas, sendo
respondidos com cacos de garrafas jogadas das janelas.
VAINFAS, R. (Org.). Dicionário do Brasil Imperial. Rio de
Janeiro: Objetiva, 2008 (adaptado).
Os anos finais do I Reinado (1822-1831) se caracterizaram
pelo aumento da tensão política. Nesse sentido, a análise
dos episódios descritos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro
revela
a. estímulos ao racismo.
b. apoio ao xenofobismo.
c. críticas ao federalismo.
d. repúdio ao republicanismo.
e. questionamentos ao autoritarismo.
4. UNESP 2011
O fechamento da Assembleia Constituinte, por D. Pedro I,
em novembro de 1823,
PRIMEIRO REINADO
a. impediu a tentativa de recolonização portuguesa e
eliminou a influência política da Igreja Católica.
b. isolou politicamente o imperador e determinou o imediato
final do Primeiro Reinado brasileiro.
c. representou a centralização do regime monárquico e
provocou reações separatistas.
d. ampliou a força política dos estados do nordeste e facilitou
o avanço dos projetos federalistas.
e. assegurou o caráter liberal da nova Constituição e
aumentou os poderes do judiciário.
5. UERN 2015
No Brasil, logo após a independência politica em relação a
Portugal, foi necessário obter o reconhecimento internacional
para consolidar-se política e economicamente no quadro das
nações de fato independentes. Sobre o(s) primeiro(s)
país(es) a reconhecer(em) o Brasil como país soberano,
assinale a alternativa correta.
a. Foi a França, interessada em avançar com seu território
da Guiana Francesa e estabelecer novas colônias.
b. Trata-se da Inglaterra, interessada em efetivar o
imperialismo que já vinha exercendo desde antes da
independência.
c. Foram os EUA, que tinham em vista as futuras alianças
comerciais e a diminuição das influências inglesas em nosso
país.
d. Foram a Argentina e o Paraguai, recentemente
independentes, interessados em formar uma América Latina
forte e ampliar o comércio na Bacia do Prata.
6. ENEM 2011
Art. 92. São excluídos de votar nas Assembleias Paroquiais:
I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais não se
compreendam os casados, e Oficiais Militares, que forem
maiores de vinte e um anos, os Bacharéis Formados e
Clérigos de Ordens Sacras. [...]
IV. Os Religiosos, e quaisquer que vivam em Comunidade
claustral.
V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis
por bens de raiz, indústria, comércio ou empregos.
Constituição Política do Império do Brasil (1824).
Disponível em: https://legislação.planalto.gov.br. Acesso em: 27 abr. 2010
(adaptado).
A legislação espelha os conflitos políticos e sociais do
contexto histórico de sua formulação. A Constituição de 1824
regulamentou o direito de voto dos “cidadãos brasileiros”
com o objetivo de garantir
a. o fim da inspiração liberal sobre a estrutura política
brasileira.
b. a ampliação do direito de voto para maioria dos brasileiros
nascidos livres.
c. a concentração de poderes na região produtora de café, o
Sudeste brasileiro.
d. o controle do poder político nas mãos dos
grandes proprietários e comerciantes.
e. a diminuição da interferência da Igreja Católica
nas decisões político-administrativas.
7. FGV 2013
A independência, porém, pregou uma peça nessas elites.
Um ano após ser convocada, a Assembleia Constituinte foi
dissolvida e em seu lugar, o imperador designou um
pequeno grupo para redigir uma Constituição "digna dele",
ou seja, que Ihe garantisse poderes semelhantes aos dos
reis absolutistas. Um exemplo disso foi a criação do Poder
Moderador (...)
(Mary del Priore e Renato Venancio, Uma breve história do
Brasil)
Esse poder
a. ampliava os direitos das Assembleias Provinciais,
restringia a ação do Imperador no tocante à administração
pública e a ação do Senado.
b. permitia que o Imperador reformasse a Constituição por
decreto-lei e que escolhesse parte dos deputados
provinciais.
c. sofria de uma única limitação institucional, pois o Estado
brasileiro não tinha direito de interferir nos assuntos
relacionados com a Igreja Católica.
d. proporcionava ao soberano poderes limitados, o que
permitiu alargamento da autonomia política e econômica das
províncias do Império.
e. oferecia importantes prerrogativas ao Imperador, como
indicar presidentes de províncias, nomear senadores e
suspender magistrados.
8. UEPA 2014
A crise política do I Império Brasileiro, que resultou na
abdicação de D. Pedro I, teve como cerne a disputa entre a
inclinação centralista-absolutista do monarca e a defesa do
federalismo pelas elites econômicas regionais. A renúncia do
imperador em 1831 resultou:
a. na transferência de poder às elites regionais e aos
regentes, ordem política que se mostrou frágil e abriu
caminho para levantes oposicionistas e populares.
b. na transformação imediata de Pedro II em monarca do
Reino Português na linha de sucessão da Casa de
Bragança.
c. no fortalecimento de movimentos separatistas regionais,
em desacordo com a manutenção do regime monárquico e
da escravidão.
d. no surgimento de grupos políticos republicanos, que
seriam embrionários do movimento que promoveu a
Proclamação da República em 1889.
e. na emergência de uma identidade nacional brasileira, em
oposição a qualquer posição de mando de autoridades
portuguesas em território nacional.
9. FGV 2015
Observe o mapa.
Os dados do mapa mostram que a emancipação política do
Brasil
a. efetivou-se com o chamado Grito do Ipiranga, porque
todas as províncias do Brasil, imediatamente, passaram a
obedecer as ordens vindas do Rio de Janeiro na pessoa do
Imperador Dom Pedro I e romperam todos os laços com as
Cortes de Lisboa, defensoras da recolonização brasileira.
b. ocorreu de forma homogênea, coma divisão da liderança
do movimento emancipacionista entre os principais
comandos regionais do Brasil e com a constituição de
acordos políticos que garantiram a unidade territorial e a
efetivação do federalismo.
c. dividiu as regiões brasileiras entre as defensoras de uma
emancipação vinculada ao fim do tráfico de escravos, caso
das províncias do Norte e do Nordeste, e as províncias do
Centro-Sul, contrárias à separação definitiva de Portugal e
favoráveis a constituição de uma monarquia dual.
d. foi um processo complexo, no qual não houve adesão
imediata de algumas províncias ao Rio de Janeiro,
representado pelo poder do imperador Dom Pedro I, pois
essas províncias continuaram fiéis às Cortes de Lisboa,
levando a guerras de independência.
e. diferencia-se radicalmente das experiências da América
espanhola, porque a América portuguesa obteve a sua
independência sem que houvesse qualquer movimento de
resistência armada por parte dos colonos ou da metrópole,
interessados em uma separação negociada.
10. PUC-RS 2014
Depois de declarada a Independência do Brasil, foi
necessário dar uma ordenação legal ao novo país por meio
da sua primeira constituição. Sobre esse processo, é
INCORRETO afirmar que:
a. O primeiro projeto de constituição recebeu o nome de
Constituição da Mandioca, porque estabelecia que, para
votar ou se eleger, a pessoa deveria comprovar uma renda
mínima, equivalente a determinada quantidade de alqueires
plantados desse vegetal.
b. A Assembleia Legislativa reunida em 1823 para elaborar a
primeira Constituição do Brasil foi dissolvida por D. Pedro I,
por ter proposto um projeto que privilegiava os grandes
proprietários de terra e excluía os pobres da participação
política.
c. A primeira Constituição do Brasil foi outorgada por D.
Pedro I e estabelecia o voto censitário e a formação de
quatro poderes - Legislativo, Judiciário, Executivo e
Moderador -, ficando os dois últimos sob controle do
Imperador.
d. A primeira Constituição brasileira, estabelecida em 25 de
março de 1824, instituiu uma monarquia hereditária no Brasil
e o catolicismo como religião oficial do novo País,
subordinando a Igreja ao controle do Estado.
e. Instituído pela Constituição outorgada de 1824, o Poder
Moderador garantia a D. Pedro I o direito de nomear
ministros, dissolver a Assembleia Legislativa, controlar as
Forças Armadas e nomear os presidentes das províncias,
favorecendo a concentração de poderes no Imperador.
11. UNESP 2013
O Brasil assistiu, nos últimos meses de 1822 e na primeira
metade de 1823,
a. ao reconhecimento da Independência brasileira pelos
Estados Unidos, pela Inglaterra e por Portugal.
b. ao esforço do imperador para impor seu poder às
províncias que não haviam aderido a Independência.
c. à libertação da Província Cisplatina, que se tornou
independente e recebeu o nome de Uruguai.
d. à pacífica unificação de todas as partes do território
nacional, sob a liderança do governo central, no Rio de
Janeiro.
e. à confirmação, pelas Cortes portuguesas e pela
Assembleia Constituinte, do poder constitucional do
imperador.
12. UECE 2015
Dentre as afirmações a seguir, assinale aquela que está
INCORRETA no que diz respeito à Confederação do
Equador (1824).
a. A Confederação do Equador estava afinada com os ideais
de federação que serviram de base para a implantação da
República dos Estados Unidos da América.
b. A revolta começou com a exigência de que o Presidente
da Província de Pernambuco, indicado por D. Pedro I,
renunciasse ao cargo em favor do liberal Manuel de
Carvalho Pais de Andrade.
c. A Confederação do Equador uniu Pernambuco e as
Províncias da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
d. Cedendo as forças de repressão comandadas pelo
Brigadeiro Francisco Lima e Silva, após cinco meses de
resistência, os rebeldes se entregaram, sendo, por este
motivo, anistiados.
13. UEL 2011
A Constituição Imperial de 1824 estabeleceu a divisão dos
poderes em Legislativo, Executivo, Judiciário e Moderador.
O poder Moderador era exercido pelo imperador e tinha
caráter centralizador.
Pode-se a■rmar que o poder Moderador:
a. Impediu o imperador de nomear membros vitalícios do
Conselho de Estado.
b. Garantiu independência e autonomia aos magistrados do
poder Judiciário.
c. O■cializou ao Legislativo o exercício de controlar o
Estado.
d. Garantiu prerrogativas para o imperador controlar a
política do país.
e. Garantiu ao Executivo a suspensão dos atos imperiais.
14. UFRRJ
Leia os textos a seguir, reflita e responda.
Após a Independência política do Brasil, em 1822, era
necessário organizar o novo Estado, fazendo leis e
regulamentando a administração por meio de uma
Constituição. Para tanto, reuniu-se em maio de 1823, uma
Assembléia Constituinte composta por 90 deputados
pertencentes à aristocracia rural.(...) Na abertura dos
trabalhos, o Imperador D. Pedro I revelou sua posição
autoritária, comprometendo-se a defender a futura
Constituição desde que ela fosse digna do Brasil e dele
próprio.
VICENTINO, C; DORIGO, G. "História Geral do Brasil." São Paulo: Scipione,
2001.
A Independência política do Brasil, em 1822, foi cercada de
divergências, entre elas, o desagrado do Imperador com a
possibilidade, prevista no projeto constitucional, de o seu
poder vir a ser limitado, o que resultou no fechamento da
Constituinte em novembro de 1823. Uma comissão, então,
foi nomeada por D. Pedro I para elaborar um novo projeto
constitucional, outorgado por este imperador, em 25 de
março de 1824.
Em relação à Constituição Imperial, de 1824, é correto
afirmar que nela 
a. foi consagrada a extinção do tráfico de escravos, devido à
pressão da sociedade liberal do Rio de Janeiro.
b. foi introduzido o sufrágio universal, somente para os
homens maiores de 18 anos e alfabetizados, mantendo a
exigência do voto secreto.
c. foi abolido o padroado, assegurando ampla liberdade
religiosa a todos os brasileiros natos, limitando os cultos
religiosos aos seus templos.
d. o poder moderador era atribuição exclusiva do Imperador,
conferindo a ele, proeminência sobre os demais poderes.
e. o poder executivo seria exercido pelos ministros de
Estado, tendo estes total controle sobre o poder moderador.
15. UNIFENAS 2017
A sociedade imperial brasileira, que tinha a Constituição de
1824 como base, apresentava um caráter contraditório: o
Império se alinhava aos princípios liberais que se
espalhavam pela Europa, no entanto mantinha a escravidão,
justificada com a predominância do direito à propriedade
privada.
Um importante elemento presente na Constituição de 1824
outorgada por D. Pedro I foi
a. a adoção da República como forma de governo.
b. a criação do Poder Moderador.
c. o direito de voto extensivo a toda a população.
d. a extinção do tráfico de escravos.
e. o rompimento de relações diplomáticas com a Inglaterra.
16. UFES 1999
"Se o voto deixasse de ser obrigatório, o senhor iria votar
nas próximas eleições?"
Conforme a pesquisa do Ibope, divulgada pelo jornal O
Globo de 03/08/98, mais da metade dos eleitores não fazia
questão de votar. Segundo alguns especialistas, esse
número continua grande em nosso país.
Entretanto, durante o período de Império, de acordo com a
Constituição de 1824, no Brasil era o sistema eleitoral que
restringia a participação política da maioria, pois 
a. garantia a vitaliciedade do mandato dos deputados,
tornando raras as eleições.
b. convocava eleições apenas para o cargo de Primeiro
Ministro, conforme regulamentação do Parlamentarismo.
c. concedia o direito de votar somente a quem tivesse certa
renda, sendo os votantes selecionados segundo critérios
censitários.
d. promovia eleições em Portugal, com validade para o
Brasil.
e. permitia apenas às camadas da elite portuguesa o direito
de eleger seus representantes, limitando a influência da
aristocracia rural brasileira.
17. UNIMONTES 2014
Os líderes da Confederação do Equador (1824) opunham-se
à Constituição de 1824, principalmente,devido à/ao
a. união do Estado à Igreja e à naturalização dos
estrangeiros.
b. direito de Beneplácito e Padroado concedido ao
Imperador.
c. divisão do poder legislativo entre a Câmara de Deputados
e o Senado.
d. implantação do Poder Moderador e à centralização
política.
18. UEFS 2015
Eleições, no Império, eram um acontecimento muito
especial. Nesses dias sempre solenes, marcados por muita
liturgia cívica, o mais modesto cidadão vestia sua melhor
roupa, ou a menos surrada, e exibia até sapatos, peças do
vestuário tão valorizadas entre aqueles que pouco tinham.
Em contraste com essa maioria de gente nada refinada no
trajar, destacava-se uma minoria sempre vestida com pompa
e circunstância. Vestimentas de gala de autoridades civis,
militares e eclesiásticas, roupas importadas — tudo do bom
e do melhor compunha a indumentária de quem era mais
que um cidadão qualquer e queria exibir em público essa
sua privilegiada condição. Esse desfile de contrastes
mostrava o que as eleições representavam: um momento de
afirmação de hierarquias e distinções sociais. A
estratificação ficava ainda mais visível nos direitos dos
cidadãos brasileiros definidos na Constituição.
(CAVANI, 2007, p. 56-57).
As diferentes hierarquias sociais referidas no texto se
reproduziam no sistema eleitoral do Brasil Monárquico,
a. mediante a liberdade dada a toda a população de se
eleger para cargos do Poder Executivo, a exemplo dos
Presidentes das Províncias.
b. pela oportunidade aberta aos votantes,
independentemente da condição social, de que se elegeram
para os diversos cargos do Legislativo Imperial.
c. no sistema de eleição direta, no qual escravos, mulheres e
idosos tinham iguais oportunidades de participação.
d. através do voto censitário, que distinguia, pela renda e
pela origem, os eleitores de primeiro grau (votantes) e os
eleitores de segundo grau (eleitores).
e. no pleito aberto, restrito às populações urbanas cuja renda
podia ser comprovada anualmente.
19. CESGRANRIO
A Constituição imperial brasileira, promulgada em 1824,
estabeleceu linhas básicas da estrutura e do funcionamento
do sistema político imperial tais como o(a):
a. equilíbrio dos poderes com o controle constitucional do
Imperador e as ordens sociais privilegiadas.
b. ampla participação política de todos os cidadãos, com
exceção dos escravos.
c. laicização do Estado por influência das idéias liberais.
d. predominância do poder do imperador sobre todo o
sistema através do Poder Moderador.
e. autonomia das Províncias e, principalmente, dos
Municípios, reconhecendo-se a formação regionalizada do
país.
20. UNIMONTES 2015
“As constituições, as leis e todas as instituições humanas
são feitas para os povos e não os povos para elas”.
(Trecho de um manifesto divulgado em 2 de março de 1824. CARNEIRO,
Reinaldo Pessoa. A ideia republicana no Brasil através de documentos.
São Paulo: Alfa-Omega, 1973, p. 14-16.)
Esse manifesto foi escrito:
a. Pelos revolucionários da Praieira, revoltados com a
nomeação de um político conservador para a presidência da
província.
b. Pelos participantes da Conjuração dos Alfaiates,
influenciados pelos acontecimentos da Revolução Francesa.
c. Pelos inconfidentes mineiros, influenciados pelo
Iluminismo e pela independência dos Estados Unidos da
América.
d. Pelos revolucionários da Confederação do Equador,
descontentes com o excesso de poderes de Dom Pedro na
Constituição.
21. UFAM 2010
Em 1824, o carmelita frei Caneca, figura importante da
Confederação do Equador, criticou a Constituição outorgada
por D. Pedro I. Frei Caneca dizia que a mesma, além de
oprimir a Nação brasileira, não lhe garantia a Independência,
ameaçava sua integridade e atacava sua soberania, pois
naquela havia um dispositivo, adotado das ideias do filósofo
francês Benjamin Constant, considerado por frei Caneca a
chave-mestra da opressão. Identifique esse dispositivo nas
alternativas a seguir:
a. O Ato Adicional.
b. O Conselho de Estado.
c. O Poder Moderador.
d. O Senado Vitalício.
e. A Lei de Interpretação do Ato Adicional.
22. UFLA 2014
No intuito de iniciar a construção do Estado brasileiro, após a
Independência, D. Pedro I outorgou a Constituição de 1824,
que determinava:
a. Existência do bipartidarismo concretizado na Aliança
Renovadora Nacional e no Movimento
Democrático Brasileiro.
b. Monarquia hereditária, constitucional, representativa e
com uma divisão dos poderes em Executivo, Legislativo,
Judiciário e Moderador.
c. Eleições diretas para todos os cargos dos poderes
Legislativo e Executivo e a supressão da exigência de renda
mínima para votar e ser votado.
d. Extinção dos partidos políticos com ampliação do poder
do Chefe do Executivo e a criação dos sindicatos
e organizações corporativas de trabalhadores.
23. UNIR 2010
O texto abaixo foi extraído da Constituição do Império
outorgada em 1824.
Art. 91 Têm votos nestas eleições primárias:
1º Os cidadãos brasileiros que estão no gozo de seus
direitos políticos;
2º Os estrangeiros naturalizados;
Art. 92 São excluídos de votar nas assembleias paroquiais:
[...]
5º Os que não tiverem renda líquida anual de 100$rs por
bens de raiz, indústria, comércio ou empregos.
Com base no texto, analise as afirmativas.
I - O Império nasceu como uma democracia plena na qual os
direitos políticos de todos foram assegurados.
II - O Império nasceu como um estado desigual no qual
apenas as pessoas com posses e status social podiam votar
e ser votadas.
III - A maioria da população do Brasil durante o Império
podia votar e ser votada.
IV - A maioria da população no Brasil Império ficou excluída
do direito a voto.
Estão corretas as afirmativas
a. I e III, apenas.
b. II e III, apenas.
c. I e IV, apenas.
d. I e II, apenas.
e. II e IV, apenas.
24. UFES 1996
Confederação do Equador:
Manifesto Revolucionário Brasileiros do Norte! Pedro de
Alcântara, filho de D. João VI, rei de Portugal, a quem vós,
após uma estúpida condescendência com os brasileiros do
Sul, aclamastes vosso imperador, quer descaradamente
escravizar-vos. Que desaforo atrevimento de um europeu no
Brasil. Acaso pensara esse estrangeiro ingrato e sem
costumes que tem algum direito à Coroa, por descender da
casa de Bragança na Europa, de quem já fomos
independentes de fato e de direito? Não há delírio igual (...).
(BRANDÃO, Ulysses de Carvalho. A Confederação do Equador, Pernambuco:
Publicações Oficiais, 1924).
A causa da Confederação do Equador foi a:
a. extinção do Poder Legislativo pela Constituição de 1824 e
sua substituição pelo Poder Moderador;
b. mudança do sistema eleitoral na Constituição de 1824,
que vedava aos brasileiros o direito de se candidatar ao
Parlamento, o que só era possível aos portugueses;
c. atitude absolutista de D. Pedro I, ao dissolver a
Constituinte de 1823 e outorgar uma Constituição que
conferia amplos poderes ao imperador;
d. liberação do sistema de mão-de-obra nas disposições
constitucionais, por pressão do grupo português, que já não
detinha o controle das grandes fazendas e da produção do
açúcar;
e. restrição às vantagens do comércio do açúcar pelo reforço
do monopólio português e aumento dos tributos contidos na
Carta Constitucional.
25. UESC 2011
A democracia ateniense era direta. A moderna, porém, é
representativa. O direito à participação tornou-se, portanto,
indireto, por meio da escolha de representantes. Esse direito
parece ter sofrido diminuição em lugar de ampliação. Essa
aparência é falsa e verdadeira.
Falsa porque a democracia moderna foi instituída na luta
contra o Antigo Regime e, portanto, em relação a esse
último, ampliou a participação dos cidadãos no poder, ainda
que sob a forma da representação.
Verdadeira porque a república liberal tinha a tendência de
limitar os direitos políticos aos proprietários privados dos
meios de produção e aos profissionais liberais da classe
média, aos homens adultos “independentes”.
Todavia, as lutas socialistas e populares forçarama
ampliação dos direitos políticos com a criação do sufrágio
universal (todos são cidadãos eleitores: homens, mulheres,
jovens, negros, analfabetos, trabalhadores, Índios) e a
garantia da elegibilidade de qualquer um que, não estando
sob a suspeita de crime, se apresente para um cargo eletivo.
As lutas por igualdade e liberdade ampliaram os direitos
políticos (civis) e, a partir destes, criaram os direitos sociais
— trabalho, moradia, saúde, transporte, educação, lazer,
cultura —, os direitos das chamadas “minorias” — mulheres,
idosos, negros, homossexuais, crianças, índios — e o direito
à segurança planetária — as lutas ecológicas e contra as
armas nucleares.
(CHAUÍ; OLIVEIRA, 2010, p. 80).
A “tendência de limitar os direitos políticos aos proprietários
privados dos meios de produção” se fez valer, no Brasil,
a. na época colonial, quando apenas os elementos de
nacionalidade portuguesa podiam ser representantes nas
estruturas políticas coloniais, como as Câmaras Municipais.
b. no Brasil Império, na medida em que o voto censitário
excluía da vida política nacional os trabalhadores
assalariados em geral, consolidando o poder nas mãos da
aristocracia agrária escravocrata.
c. no período da Primeira República, época em que o voto
de cabresto era controlado pelos coronéis do sertão, o que
impedia a participação popular nas eleições para os poderes
Executivo e Legislativo.
d. na vigência do populismo, quando a legislação trabalhista
se restringia à população urbana, excluindo os trabalhadores
rurais de qualquer participação no processo eleitoral.
e. no regime ditatorial militar, momento em que o voto sofreu
restrição e as eleições se mantiveram apenas nas zonas
rurais, região desmobilizada politicamente e carente de
movimentos sociais organizados.
26. UNIMONTES 2009
Hei por bem, como Imperador e defensor perpétuo do Brasil,
dissolver a (...) Assembleia e convocar já uma outra (...) a
qual deverá trabalhar sobre o projeto de Constituição que eu
lhe hei de em breve apresentar, que será mais
duplicadamente liberal do que o que a extinta Assembleia
acabou de fazer.
(D. Pedro I, 12 de novembro de 1823. In: COSTA, L. C. A.; MELLO, L. I.
História do Brasil. São Paulo: Scipione, 1999, p. 154)
As informações acima guardam relação com
a. o caráter autoritário de D. Pedro I e os seus atritos
políticos com a primeira Assembleia Constituinte da história
do Brasil.
b. o pensamento absolutista, ideologia política prevalecente
entre as elites brasileiras no início da história do Brasil
independente.
c. a ação preventiva de D. Pedro I contra as ameaças
oferecidas pela Constituinte de 1823 à escravidão e à
grande propriedade.
d. o pensamento liberal de D. Pedro I, contrário às
tendências centralizadoras compartilhadas pela maioria dos
participantes da Assembleia por ele dissolvida.
27. UNISC 2008
Durante o reinado de D. Pedro I, uma série de
acontecimentos abalou profundamente seu prestígio político.
Estes acontecimentos ajudam a entender o processo que
culminou com a sua abdicação do trono do Brasil em 1831.
Aponte esses acontecimentos.
I- O fechamento da Assembléia Constituinte em 1823.
II- A Confederação do Equador e a conseqüente execução
de Frei Caneca em 1824.
III- O assassinato do jornalista liberal e opositor de D. Pedro
I, Libero Badaró, em 1830.
IV- A derrota na Guerra da Cisplatina, que tornou a Província
Cisplatina independente do Brasil em 1828.
V- A Guerra dos Farrapos, que separou o Rio Grande do Sul
do Império em 1835.
Quais estão corretas? 
a. I, II, III e V
b. II, IV e V
c. I, II, III e IV
d. III, IV e V
e. I, III e V
28. UNIPAM 2014
Estudar as constituições brasileiras faz com que se tome
consciência dos principais conteúdos da nossa história.
Assim, pela análise das constituições, pode-se perceber todo
o processo de evolução pelo qual o Brasil passou.
(RODRIGUES, P. A. R. Constituições Brasileiras. Disponível
em: <http://www.infoescola.com>. Acesso em 15 set. 2013).
Caracterize as constituições, associando a 2ª coluna com a
1ª.
(1) Constituição de 1824
(2) Constituição de 1891
(3) Constituição de 1934
(4) Constituição de 1937
(5) Constituição de 1946
(6) Constituição de 1967
(7) Constituição de 1988
( ) Fundamentou a separação entre os Poderes Executivo,
Legislativo, Judiciário e Moderador e estabeleceu as funções
deles.
( ) Tornou-se a primeira a constitucionalizar os direitos
sociais, estabelecendo um Título referente à ordem
econômica e social, e manteve a proibição de voto a
mendigos e a analfabetos.
( ) Estabeleceu o mandato presidencial de cinco anos, e o
vice-presidente da República passou a ser eleito
separadamente.
( ) Concentrou poderes na União e privilegiou o Poder
Executivo em detrimento dos outros poderes; baseou toda a
estrutura de Poder na Segurança Nacional.
( ) Foi a primeira a fazer a separação entre a Igreja e o
Estado, não sendo mais assegurado à religião católica o
status de religião oficial.
( ) Criou o mandado de injunção e o mandado de segurança
coletivo; estabeleceu o voto facultativo a jovens de 16 a 18
anos, a analfabetos e a maiores de 70 anos.
( ) Reduziu a esfera dos direitos individuais,
desconstitucionalizando o mandado de segurança e a ação
popular; por meio dela, os Prefeitos Municipais passaram a
ser nomeados pelo Governador de Estado.
A sequência CORRETA é
a. 1, 3, 5, 6, 2, 7 e 4.
b. 2, 1, 4, 7, 6, 3 e 5.
c. 4, 3, 2, 6, 5, 1 e 7.
d. 7, 6, 4, 5, 1, 3 e 2.
29. UPE 2013
No Pernambuco da primeira metade do século XIX,
ocorreram algumas revoltas políticas que conturbaram os
anos finais da colonização portuguesa na América e as
décadas iniciais do período imperial. Sobre esse contexto,
assinale a alternativa CORRETA.
a. A Revolução Praieira exigiu, em 1817, o retorno da família
real para Portugal e a Independência do Brasil.
b. A Revolução Pernambucana de 1817, liderada por
escravos e ex■escravos, pregou a abolição da escravatura
logo após a independência política do Brasil.
c. A Revolução Praieira contestou o regime monarquista
adotado após a independência, pregando a necessidade de
a jovem nação aderir ao sistema político republicano.
d. A Confederação do Equador, ocorrida em 1824, contestou
o projeto político de D. Pedro I para o Brasil independente,
exigindo a implantação do federalismo político.
e. A Guerra dos Mascates foi um conflito liderado pela elite
de Olinda que questionou a abdicação de D. Pedro I e a
implantação de uma regência política no país.
30. FCMS-JF 2011
O primeiro reinado no Brasil (1822-1831) se constituiu no
período de construção do Estado Nacional , pautado em
ampla crise econômica e financeira. Caracteriza, essa crise,
EXCETO:
a. A outorga da Constituição de 1824, apresentando
privilégios às elites e caracterizando o poder autoritário do
soberano.
b. A incorporação do Acre ao Brasil, colaborando para o
avanço integral da exportação de borracha, num momento
de Revolução Industrial.
c. Falência do Banco do Brasil, paralelamente à alta da
inflação e perda de arrecadação tributária.
d. A independência da Província Cisplatina, incorporada ao
Brasil, anteriormente por D. João VI.
GABARITO: 1) c, 2) c, 3) e, 4) c, 5) c, 6) d, 7) e, 8) a, 9) d,
10) b, 11) b, 12) d, 13) d, 14) d, 15) b, 16) c, 17) d, 18) d, 19)
d, 20) d, 21) c, 22) b, 23) e, 24) c, 25) b, 26) a, 27) c, 28) a,
29) d, 30) b,

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