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Meio Ambiente
DIAGRAMA DE ISHIKAWA
Inicio caixa destaque
O Diagrama de Ishikawa, também chamado de
Diagrama de Espinha de Peixe ou Diagrama de Causa e
Efeito é uma ferramenta que demonstra de forma
ordenada as causas e os efeitos que contribuem para
um determinado resultado, ou seja, a ferramenta
organiza as possíveis causas que geram um
determinado problema prioritário, sendo este problema,
o efeito indesejado. (Nunes, 2006 e Maximiano, 2000
apud Nunes, 2006).
Fim caixa destaque
O diagrama foi idealizado por Kaoru Ishikawa e
introduzido em 1982. O nome diagrama de Ishikawa faz
referência ao seu idealizador. É uma ferramenta
amplamente utilizada e difundida no mundo inteiro faz
parte de um conjunto de ferramentas criadas por
Ishikawa.
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A nomenclatura diagrama de espinha de peixe deve-
se ao fato de a sua estrutura se assemelhar com uma
espinha de peixe.
Figura 1 – Estrutura do diagrama de Ishikawa.
 e: CRUZ (2002) apud NUNES (2006).
O diagrama é constituído pela seguinte estrutura: o
resultado (efeito ou problema) é colocado no quadro
mais à direita e as categorias principais de causas são
agrupadas nos quadros laterais. Dentro de cada
categoria principal são relacionadas às causas
específicas também chamadas de causas secundárias,
todas sendo direcionadas ao resultado, como podem ser
observados os sentidos das setas, conforme a figura
1(NUNES, 2006).
Como a maioria das ferramentas de qualidade que
tem a finalidade de levantar informações, o diagrama de
espinha de peixe deve ser elaborado em equipe, a fim
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de que as informações trazidas (causas e categorias do
problema) possam ser agrupadas contemplando
perspectivas multidisciplinares, o que aumenta a
possibilidade de sucesso da ferramenta.
Inicio caixa destaque
Para construir o diagrama de Ishikawa é necessário
seguir as seguintes etapas (EME, 1996 apud NUNES,
2006):
1. Definir o resultado (efeito) com clareza e objetividade;
2. Realizar uma seção de brainstorming, ou seja, uma tempestade de
ideias, para levantar as causas do problema.
3. Identificar as categorias principais de causas ou as etapas do processo
e dentro de cada categoria identificar as causas especificas;
4. Pesquisar as causas básicas de problema;
5. Realize verificações para confirmar as causas identificadas;
6. Estabeleça ações adequadas aos propósitos.
Fim caixa destaque
A grande vantagem da utilização deste diagrama é
que se pode atuar de modo mais específico e
direcionado no detalhamento das possíveis causas de
um problema (para, posteriormente pensar em medidas
para eliminar ou minimizar o problema identificado.
Pensando na prática
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Vamos conhecer um caso de utilização do diagrama
de Ishikawa utilizado no contexto ambiental.
Em um empreendimento que transporta produtos
derivados do petróleo foi realizado o diagnóstico
ambiental utilizando a ferramenta do Diagrama de
Ishikawa para analisar os impactos ambientais nas
atividades de carregamento, transporte e descarga de
produtos derivados de petróleo (NUNES, 2006).
Para a construção do diagrama de Ishikawa foram
definidas e realizadas as seguintes etapas:
1. Definição dos aspectos ambientais gerados no processo;
2. Realização de uma pesquisa documental no manual de avaliações e
risco de uma determinada empresa para levantamento das principais
ameaças e eventos que geram os aspectos ambientais;
3. Identificação das causas principais e as causas secundárias no
processo a partir dos dados relacionados.
4. Construção do diagrama de causa e efeito ou diagrama de Ishikawa a
partir dos dados levantados.
O diagrama de Ishikawa aplicado às atividades de
transporte de derivados do petróleo possibilitou
identificar os impactos ambientais causados pelas
atividades e com isso, é possível formular medidas
mitigadoras para minimizar e/ou eliminar os impactos
identificados. O diagrama demonstra de forma objetiva
as principais ameaças e conseqüências ambientais que
afetam o processo, relacionando as causas mais
relevantes e as causas mais específicas que geram os
aspectos e riscos ambientais (NUNES, 2006).
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Na figura 2 podemos observar que o efeito são os
aspectos ambientais: derrame, vazamento, transbordo,
centelha e perda de contenção. E as causas principais
para que ocorra este efeito são: condições climáticas,
condições das vias e rodovias, falha humana, quebra de
procedimento e falha mecânica. E para cada causa
principal existem inúmeras falhas secundárias citadas a
cada uma na espinha de peixe.
Na imagem representa o diagrama de Ishikawa
aplicado às atividades de transporte de derivados do
petróleo. Como efeito, no quadro à direita, estão
pontuados aspectos ambientais: derrame, vazamento,
transbordo, centelha e perda de contenção. Nas
extremidades das espinhas do peixe, estão indicadas 5
causas principais: falha humana, condições de vias e
rodovias, condições climáticas, quebra de
procedimentos e falha mecânica.
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Para cada causa principal, estão relacionadas as
causas secundárias, listadas em setas direcionadas à
causa principal proporcional. As causas secundárias
para Falha humana são: condições físicas e
psicológicas do motorista; consumo de álcool / drogas;
consumo de medicamentos; sono / cansaço; problemas
pessoais; falta de atenção; ultrapassagem em local
proibido. As causas secundárias para Condições das
vias e rodovias são: via de mão dupla; cruzamentos mal
sinalizados; desnível e buracos na pista; animais da
pista; trafego de veículo intenso; pista sem
acostamento.
As causas secundárias para Condições climáticas
são: chuva intensa / enchente; vendaval / temporal
granizo; queimada / fumaça; neblina; noite.
As causas secundárias para Quebra de
procedimentos são: Parada do veículo em local
perigoso; trafegar com faróis desligados; oferecer
carona; não utilizar o cinto de segurança; consumir
álcool ou drogas; estouro da jornada de trabalho;
trafegar com o veículo em horários proibidos por lei; uso
inadequado dos EPI´S.
As causas secundárias para Falha mecânica são:
quebra de componentes elétricos ou mecânicos do
veículo; acoplamento cavalo-carreta mal executado;
estouro / furo de pneu; falha nas válvulas de fundo e
fecho rápido do caminhão; mangotes e descarga selada
com defeito; eletricidade estática.
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Figura 2 – Diagrama de Ishikawa aplicado às
atividades de transportes de derivados do petróleo.
 e: Nunes e Ferreira (2009).
No exemplo apresentado anteriormente foi possível
observar que o levantamento de causas do problema
pode se basear também em pesquisa documental ou na
análise de dados, e não apenas em percepções
conhecidas por brainstorming. Este levantamento de
dados nos dá subsídios para a identificação de impactos
ambientais no determinado empreendimento e com isso,
podemos planejar e realizar as medidas mitigadoras que
minimizam e/ou eliminam os impactos ambientais da
atividade.
Inicio caixa destaque: fundamental
Esta ferramenta é bastante útil para o levantamento das
causas, pois é possível visualizar de forma simples
todas as possíveis causas de uma situação indesejada
e alinhar ao efeito ou problema. Devido a esta facilidade
é possível identificar de forma rápida os impactos
ambientais de cada setor do empreendimento ou
atividade.
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Referências
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NUNES, A. Risco ambiental: mapeamento dos
processos no transporte de produtos derivados de
petróleo. (Monografia) - FACULDADES JK.
Administração de Empresas. Brasília, 2006.
NUNES, A. C.; FERREIRA, L. B. Risco ambiental:
mapeamento dos processos no transporte de produtos
derivados de petróleo. In: XXIX ENCONTRO
NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO: A
Engenharia de Produçãoe o Desenvolvimento
Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão. Salvador,
2009.

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