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Aula 5 - Crédito tributário: conceito e constituição;
Lançamento: conceito, modalidades de lançamento e hipóteses de
alteração
1. Introdução
Olá prezados (as) concursandos (as),
Fiz uma pequena inversão na sequencia dos temas do nosso curso,
sem qualquer tipo de prejuízo para o conteúdo, que é o mesmíssimo, a
saber: Aula 6 - Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário. Extinção
do Crédito Tributário. Pagamento Indevido (01/07); Aula 7 - Exclusão do
Crédito Tributário. Garantias e Privilégios do Crédito Tributário (08/07);
Aula 8 - Limitações Constitucionais do Poder de Tributar: Imunidades e
Princípios Constitucionais Tributários; (15/07); Aula 9 - Responsabilidade
Tributária (22/07); Aula 10 - Legislação Tributária. Vigência, Aplicação,
Interpretação e Integração da Legislação Tributária (29/07); Aula 11 -
Sujeição Ativa e Passiva. Solidariedade. Capacidade Tributária (05/08);
Aula 12 - Administração Tributária. Fiscalização. Dívida Ativa. Certidões
Negativas (12/08); Aula 13 - Tributos de Competência dos Estados.
Tributos de Competência dos Municípios (19/08); Aula 14 – Simples
Nacional (26/08).
De início, quero destacar que o tema de hoje é fundamental para
compreensão do fenômeno da relação tributária.
Este fenômeno, de acordo com o previsto expressamente no CTN,
pode ser visualizado parcialmente com a seguinte sequência cronológica de
atos, a saber:
Hipótese de
incidência
ou
Fato
gerador in
abstrato
Fato
imponível
ou
Fato
gerador in
concreto
Obrigação
tributária
Lançamento
Crédito
Tributário
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Ou com o seguinte gráfico:
Crédito Tributário
Lançamento
Obrigação tributária
Fato imponível
ou
Hipótese de
incidência
ou
Fato gerador
in abstrato
Fato gerador in
concreto
Obrigação tributária
Lançamento
Crédito tributário
Os gráficos servem para demonstrar que no direito tributário posto
no CTN existe uma linha cronológica de atos ou momentos diferentes da
relação tributária.
Primeiro, existe a hipótese de incidência ou o fato gerador in
abstrato. Depois, ocorre o fato imponível ou o fato gerador in concreto.
Daí surge à obrigação tributária, que, com o lançamento tributário,
transforma-se em crédito tributário.
Hipótese de Incidência + Fato Gerador in concreto = Obrigação Tributária
+ Lançamento = Crédito Tributário.
Rememorando: a hipótese de incidência é a previsão abstrata na lei
do fato gerador (ex.: art. 43 do CTN - hipótese de incidência do imposto de
renda); e fato gerador in concreto ou fato imponível é a concretização da
hipótese de incidência (ex.: determinada pessoa obtêm renda com o ganho
do prêmio de uma loteria ou com o salário no início do mês seguinte ao
trabalho).
Decerto, apesar de se dizer comumente que o tributo é obrigatório a
partir da concretização da hipótese de incidência (fato imponível), não se
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pode falar de forma alguma que o tributo já é exigível, uma vez que a
exigibilidade do crédito tributário é dependente do lançamento tributário ou
da constituição do crédito tributário.
Dito isto, vamos estudar o crédito tributário e o lançamento
tributário com maiores detalhes.
2. Crédito Tributário
O crédito tributário decorre da obrigação tributária principal e
tem a mesma natureza desta (art. 139, do CTN).
Isto é, o credito tributário se origina da existência do tributo ou da
multa fiscal e tem natureza tributária idêntica a da obrigação tributária
principal.
Nesse rumo, o crédito tributário representa o momento da
exigibilidade da relação tributária, tendo seu nascimento com a ocorrência
lançamento tributário, nos termos do art.142 do CTN.
Entretanto, já deixo registrado que existem duas hipóteses já
reconhecidas na jurisprudência do STJ e do STF (vamos estudar no
próximo tópico) que constituem o crédito tributário ou que acarretam o
nascimento ao crédito tributário, sem a necessidade de lançamento, que
são: (i) a constituição do crédito tributário pelo particular com entrega de
declarações tributárias, tais como a Declaração de Contribuições de
Tributos Federais (DCTF) ou a Guia de Informação e Apuração do ICMS
(GIA); (ii) a constituição do crédito tributário por ato judicial no que
concerne às contribuições previdenciárias na Justiça do Trabalho.
Neste tópico aqui, vamos estudar apenas o nascimento do crédito
tributário a partir da ocorrência lançamento tributário.
Assim, nos termos enunciados no CTN, pode-se definir o crédito
tributário com uma obrigação tributária lançada ou uma obrigação
tributária exigível, sendo o lançamento o instrumento que confere a
exigibilidade à obrigação tributária, quantificando-a (aferição do quanto se
deve) e qualificando-a (identificação do que se deve).
Deste modo, o lançamento tributário transforma a obrigação
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tributária antes ilíquida em líquida e certa que passa a ser denominada de
crédito tributário. Isto significa que o crédito tributário é a obrigação
tributária em um renovado momento após o lançamento tributário.
É a partir do lançamento tributário que se pode falar em
exigibilidade da obrigação tributária principal ou acessória pela autoridade
fiscal.
Deste modo, a autoridade fiscal não pode exigir a obrigação
tributária com a simples ocorrência do fato gerador, pois se entende
que apenas com a formalização da dívida tributária através do lançamento é
que esta se torna líquida, certa e exigível, podendo o Fisco exigir o
cumprimento da obrigação tributária.
Por exigibilidade no direito tributário se entende que o Fisco pode
cobrar o crédito tributário do sujeito passivo (contribuinte ou responsável
tributário), exigindo-se o cumprimento da obrigação tributária.
A exigibilidade significa, em outras palavras, tornar passível de
cobrança. Na interpretação do CTN, o termo exigibilidade está
umbilicalmente ligado ao lançamento tributário.
Por exemplo, a obrigação tributária acessória, pelo simples fato de
sua inobservância, converte-se em obrigação tributária principal
relativamente à multa. E para exigir esta multa é necessário o lançamento
tributário (auto de infração), segundo o art. 142 do CTN, pois, se o
contribuinte cumpre com a obrigação acessória, não há exigibilidade pela
autoridade fiscal, mas sim obrigatoriedade de cumprir com a sua
obrigação tributária.
Neste sentido, afirma de forma exemplar Ruy Barbosa Nogueira:
“A exigibilidade surge com o inadimplemento por parte do sujeito passivo,
que permite o Fisco promover a cobrança amigável do seu crédito. A
exequibilidade judicial, porém, vem num momento posterior, quando o
Fisco inscreve em dívida ativa tributária e extrai o respectivo termo,
obtendo, assim, o título executivo extrajudicial que dará sustentação à
Execução Fiscal”.
Então, podemos simplificar a situação explicada até agora assim: a)
obrigação tributário existente que corresponde à lei mais o fato gerador
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in concreto; b) crédito tributário exigível que é considerado à lei mais
fato gerador in concreto mais lançamento; c) crédito tributário exeqüível
ou executável que é igual à lei mais fato gerador in concreto mais
lançamento mais inscrição em dívida ativa.
Podemos visualizar também da seguinte formaos estágios da
relação tributária:
Relação Jurídico-Tributária
Obrigação tributário existente = lei + fato gerador in concreto
Crédito tributário exigível = lei + fato gerador in concreto + lançamento
Crédito tributário exeqüível ou executável = lei + fato gerador in
concreto + lançamento + inscrição em dívida ativa.
Assim sendo, no direito tributário, diferentemente do direito civil, a
obrigação do devedor (sujeito passivo) não surge simultaneamente com o
direito de crédito do credor (sujeito ativo), pois a obrigação tributária
surge com a ocorrência do fato gerador e o crédito tributário se
constitui com o lançamento tributário, evidenciando-se que há obrigação
tributária antes do lançamento e independentemente dele.
A autonomia entre obrigação e crédito tributário fica clara quando
se estabelece que as circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua
extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilégios a ele atribuídos,
ou que excluem sua exigibilidade não afetam a obrigação tributária que lhe
deu origem (art. 140, do CTN).
Logo, no direito tributário, as alterações em relação ao crédito
tributário podem afetar o lançamento tributário, mas não a obrigação
tributária, exceto na lógica hipótese de extinção do crédito tributário que
também extingue a respectiva obrigação tributária.
São causas de extinção do crédito tributário (art. 156, do CTN):
(i) Pagamento; (ii) Compensação; (iii) Transação; (iv) Remissão; (v)
Prescrição e a Decadência; (vi) Conversão de depósito em renda; (vii)
Pagamento antecipado e a respectiva homologação do lançamento; (viii) A
consignação em pagamento; (ix) A decisão administrativa irreformável,
assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa
ser objeto de ação anulatória; (x) A decisão judicial passada em julgado ou
transitada em julgado; (xi) A dação em pagamento em bens imóveis, na
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forma e condições estabelecidas em lei. Todas estas hipóteses serão
estudadas na aula 6.
Por sua vez, em decorrência do princípio da legalidade, o crédito
tributário regularmente constituído através do lançamento apenas se
modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída, nos
casos previstos no Código Tributário Nacional (CTN), fora dos quais
não podem ser dispensada a sua efetivação ou as respectivas garantias, sob
pena de responsabilidade funcional na forma da lei (art. 141, do CTN).
Ou seja, em princípio, o agente público não pode dispensar,
modificar, extinguir, suspender ou excluir a exigibilidade do crédito
tributário e as suas respectivas garantias, exceto nas hipóteses previstas no
CTN, sob pena de responsabilidade funcional, que significa
responsabilização administrativa ou até mesmo penal.
Por fim, cumpre também dizer a vocês que no nosso sistema
tributário existe uma hipótese disciplinada pela CF/88 em que o crédito
tributário pode ser exigido antes da ocorrência do fato gerador da obrigação
principal. É a disposta no art. 150, §7°, que afirma:
“A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação
tributária a condição de responsável pelo pagamento de
imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer
posteriormente, assegurada a imediata e preferencial
restituição da quantia paga, caso não se realize o fato
gerador presumido”.
Trata-se do instituto denominado de substituição tributária para
frente ou substituição tributária subseqüente ou progressiva, que é
juridicamente realizável no pagamento de imposto ou contribuição.
A pessoa que a lei ordena que substitua o contribuinte é chamada de
“responsável por substituição” ou, ainda, “contribuinte substituto”, ou
“substituto tributário”.
Este é uma terceira pessoa escolhida pela lei, que vem e ocupa o
lugar do contribuinte, antes da ocorrência do fato gerador.
Assim, acontece a antecipação do recolhimento do tributo cujo fato
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gerador ocorrerá (se ocorrer) em um momento posterior (“para frente”).
Neste sentido, a substituição tributária para frente é considerada
uma ficção jurídica, pois ocorre a antecipação do pagamento do tributo,
sem que se disponha de base de cálculo apta a dimensionar o fato gerador,
uma vez que este ainda não ocorreu (fato gerador presumido), visando
facilitar a arrecadação do tributo pelo fisco.
Por exemplo, no caso de veículos novos, ao deixarem a indústria
em direção às concessionárias, antes de ocorrer o fato gerador, deve-se
pagar o ICMS.
Do mesmo modo, nas indústrias de cigarro e refrigerante, em que
o ICMS é recolhido na saída da indústria.
Noutro exemplo, o ICMS é recolhido nas refinarias de
combustíveis e não nos postos varejistas. Ou seja, o recolhimento do ICMS
se dá antes da ocorrência do fato gerador.
3. Lançamento
O lançamento tributário é o ato documental de cobrança do tributo,
por meio do qual se declara a obrigação tributária que surge com o fato
gerador in concreto e se constitui o crédito tributário.
Assim, a natureza jurídica do lançamento tributário é dúplice, sendo
declaratória e constitutiva, pois declara a obrigação tributária e constitui
o crédito tributário.
Assim, consideramos que o lançamento tributário possui efeito
ex tunc, pois retroage para declarar a existência da obrigação tributária
surgida com a ocorrência do fato gerador.
Veja o seguinte quadro para nunca mais confundir efeitos ex tunc
com efeitos ex nunc:
Efeitos jurídicos
Efeitos ex tunc = efeitos retroativos, a partir da origem, efeitos que
retornam ao passado.
Efeitos ex nunc = efeitos prospectivos, a partir de agora, efeitos que não
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retroagem.
Observamos, por sua vez, que o lançamento tributário é uma
atividade administrativa vinculada, uma vez que esta deve ser balizada
pela lei, e também é atividade obrigatória, sob pena de responsabilidade
funcional da autoridade administrativa competente que não lançar o tributo
quando este é devido.
No lançamento tributário não há conveniência ou oportunidade, que
são características da atividade administrativa discricionária, mas sim
atividade administrativa vinculada e obrigatória decorrente do princípio
da indisponibilidade do interesse público.
Com efeito, o lançamento tributário é conceituado como o
procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato
gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável,
calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo
caso, propor a aplicação da penalidade cabível.
Neste rumo, na atividade de lançamento existem algumas etapas
que a autoridade administrativa deve percorrer, a saber: (1) verificar a
ocorrência do fato gerador in concreto; (2) determinar o que deve ser
tributado; (3) calcular o montante do tributo devido, com base na
identificação da base de cálculo e da alíquota; (4) determinar quem é o
sujeito passivo (contribuinte ou responsável) da relação tributária e, (5)
sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível, isto é, da multa em
caso de descumprimento de obrigação tributária principal ou acessória.
A competência para efetivar o lançamento é privativa da
autoridade administrativa (art. 142, do CTN).
Entretanto, como já afirmamos no tópico anterior, de acordo com
decisão atual do STF e decisões reiteradas do STJ, a formalização ou
constituição do crédito tributário também pode ocorrer por (i) ato judicial
na Justiça do Trabalho no que diz respeito a contribuição social referente
ao salário cujo pagamento foi determinado em decisão trabalhista e
tambémpor (ii) declaração de débitos do sujeito passivo em que o tributo
correspondente não foi pago, importando em confissão de dívida do
débito tributário.
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Vejamos a seguinte notícia (Informativo 519) sobre a recentíssima
decisão do STF em relação a competência da Justiça do Trabalho para
formalizar o crédito referente as contribuições previdenciárias:
A competência da Justiça do Trabalho, nos termos do disposto no art. 114,
VIII, da CF, limita-se à execução, de ofício, das contribuições sociais
previstas no art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das
sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores objeto
de acordo homologado que integrem o salário de contribuição, não
abrangendo, portanto, a execução de contribuições atinentes ao vínculo
de trabalho reconhecido na decisão, mas sem condenação ou acordo
quanto ao pagamento das verbas salariais que lhe possam servir como
base de cálculo ("Art. 114. ... VIII - a execução, de ofício, das contribuições
sociais previstas no art. 195, I, a , e II, e seus acréscimos legais, decorrentes
das sentenças que proferir;"). Com base nesse entendimento, o Tribunal
desproveu recurso extraordinário interposto pelo INSS em que sustentava a
competência da Justiça especializada para executar, de ofício, as
contribuições previdenciárias devidas, incidentes sobre todo o período de
contrato de trabalho, quando houvesse o reconhecimento de serviços
prestados, com ou sem vínculo trabalhista, e não apenas quando houvesse
o efetivo pagamento de remunerações. Salientou-se que a decisão
trabalhista que não dispõe sobre pagamento de salário, mas apenas se
restringe a reconhecer a existência do vínculo empregatício não
constitui título executivo no que se refere ao crédito de contribuições
previdenciárias. Assim, considerou-se não ser possível admitir uma
execução sem título executivo. Asseverou-se que, em relação à
contribuição social referente ao salário cujo pagamento foi determinado
em decisão trabalhista é fácil identificar o crédito exeqüendo e, por
conseguinte, admitir a substituição das etapas tradicionais de sua
constituição por ato típico, próprio, do magistrado. Ou seja, o
lançamento, a notificação, a apuração são todos englobados pela
intimação do devedor para o seu pagamento, porque a base de cálculo
para essa contribuição é o valor mesmo do salário que foi objeto da
condenação. Já a contribuição social referente ao salário cujo pagamento
não foi objeto da sentença condenatória, e, portanto, não está no título
exeqüendo, ou não foi objeto de algum acordo, dependeria, para ser
executada, da constituição do crédito pelo magistrado sem que este tivesse
determinado o pagamento do salário, que é exatamente a causa e a base da
sua justificação. O Min. Ricardo Lewandowski, em acréscimo aos
fundamentos do relator, aduziu que a execução de ofício de contribuição
social antes da constituição do crédito, apenas com base em sentença
trabalhista que reconhece o vínculo empregatício sem fixar quaisquer
valores, viola também o direito ao contraditório e à ampla defesa. Em
seguida, o Tribunal, por maioria, aprovou proposta do Min. Menezes
Direito, relator, para edição de súmula vinculante sobre o tema, e cujo teor
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será deliberado nas próximas sessões.
Por sua vez, apesar de o lançamento ser juridicamente uma
atividade administrativa obrigatória e vinculada, sob pena de
responsabilidade funcional (art. 142, parágrafo único), o STJ tem entendido
que a declaração de débitos de contribuinte em GIA ou DCTF em que o
tributo correspondente não foi pago importa em confissão de dívida do
débito, tornando-se dispensável a homologação formal do lançamento e a
prévia notificação ou a instauração de procedimento administrativo fiscal,
podendo ser prontamente inscrito em dívida ativa o tributo declarado e não
pago.
Senão, vejamos diversas decisões neste sentido:
“Nos casos em que o contribuinte declara o débito do ICMS por meio da
Guia de Informação e Apuração (GIA), considera-se constituído
definitivamente o crédito tributário a partir da apresentação dessa
declaração perante o Fisco. A partir de então, inicia-se a contagem do
prazo de cinco anos para a propositura da execução fiscal”.
“Tratando-se de crédito tributário originado de informações prestadas pelo
próprio contribuinte através de Guia de Informação e Apuração do ICMS
(GIA), a constituição definitiva do crédito tributário dá-se no exato
momento em que há a apresentação desse documento. Outro entendimento
não é passível de aceitação quando se contrapõe o fato de que a partir do
momento em que há o depósito da GIA a Fazenda encontra-se apta a
executar o crédito declarado.
“Tratando-se de Declaração de Contribuições de Tributos Federais (DCTF)
cujo débito declarado não foi pago pelo contribuinte, torna-se prescindível a
homologação formal, passando a ser exigível independentemente de prévia
notificação ou da instauração de procedimento administrativo fiscal”.
“A Declaração de Contribuições e Tributos Federais - DCTF constitui
confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente à exigência do referido
crédito, ex vi do art. 5º, § 1º, do DL 2.124/84. 2. O reconhecimento do
débito tributário pelo contribuinte, mediante a DCTF, com a indicação
precisa do sujeito passivo e a quantificação do montante devido, equivale
ao próprio lançamento, restando o Fisco autorizado a proceder à inscrição
do respectivo crédito em dívida ativa. Assim, não pago o débito no
vencimento, torna-se imediatamente exigível, independentemente de
qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte,
sendo indevida a expedição de certidão negativa de sua existência”.
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Destarte, a jurisprudência do STJ firma posicionamento de que o
reconhecimento do suposto débito pelo sujeito passivo, mediante
declaração de débitos de tributos, equivale à constituição formal do crédito
pelo lançamento. Esta é a praticidade do mundo real que o intérprete e
aplicador do direito devem analisar, sob pena de construir doutrina obsoleta
e sem utilidade.
Com efeito, José Eduardo Soares de Melo, manifesta-se de forma
enfática sobre o assunto: “Embora o CTN estipule a vinculabilidade do lançamento,
no direito brasileiro (legislação ordinária) existe tributo sem lançamento, como ocorre
na sistemática adotada para diversos impostos, a saber: a) ICMS, IPI, ISS – o
contribuinte registra suas operações ou prestações em notas fiscais, consignando o valor
do tributo, escritura seus livros fiscais, apura o quantum tributário; e, no final de um
determinado período de tempo, procede ao seu recolhimento; b) IR – as pessoas arcam
com os valores tributários (retenção na fonte ou recolhimentos pertinentes a ganhos de
capital etc.), promovendo futura declaração anual de ajustes (inclusive complementando
saldo devedor); c) ITCMD e ITBI – os recolhimentos nas transmissões patrimoniais são
efetuados com desconhecimento fazendário; d) As contribuições sociais, em sua
maioria, também são liquidadas sem lançamento, como é o caso da Cofins, PIS, CSLL,
Salário- Educação e contribuições previdenciárias”.
ALERTA: Tome cuidado com as questões objetivas de concurso público,
verificando sempre se questão é cobrada segundo o previsto
literalmente no art. 142 do CTN ou não.
Noutro ponto, é importante saber que, salvo disposição de lei em
contrário, quando o valor tributário esteja expresso em moeda estrangeira,
no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio do
dia da ocorrência do fato geradorda obrigação (art. 143, do CTN).
É muito importante você saber também que, em princípio, o
lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da
obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente
modificada ou revogada (art.144, caput, do CTN), salvo as seguintes
exceções, em que se aplica ao lançamento a legislação posterior à
ocorrência do fato gerador:
(i) legislação que instituí novos critérios de apuração ou
processos de fiscalização, ampliando os poderes de
investigação das autoridades administrativas. Por exemplo, lei
nova que autoriza a quebra do sigilo bancário para fins fiscais
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poderá ser aplicada de forma retroativa, podendo a autoridade
administrativa competente investigar um contribuinte em período
anterior ao advento desta nova lei e efetivar o lançamento
tributário com base nos novos dados averiguados à época do
respectivo lançamento;
(ii) legislação que outorgue ao crédito maiores garantias ou
privilégios, exceto para o efeito de atribuir responsabilidade
tributária a terceiros.
Assim sendo, normalmente, a lei aplicável ao lançamento é a
vigente na data da ocorrência do fato gerador, que é chamada pela ESAF de
lei de conteúdo material, mesmo que seja revogada ou modificada,
exceto nos casos acima relatados.
Por exemplo, imagina-se “o indivíduo que realizou um serviço em
janeiro, quando a alíquota do ISS era de 3,5%, em fevereiro foi publicada
lei municipal reduzindo a alíquota para 3%, e em março é efetuado um
lançamento relativo à prestação de serviço realizada (fato gerador do ISS)
no mês de janeiro, a alíquota do ISS utilizada no lançamento para cálculo
do tributo dever ser a vigente na data da ocorrência do fato gerador, que
é 3,5%”.
Por sua vez, em relação às exceções, a legislação aplicável ao
lançamento é aquela vigente à época em que for efetuado, que são as
hipóteses em que a legislação tenha instituído novos critérios de apuração
ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das
autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores
garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de
atribuir responsabilidade tributária a terceiros.
Estas hipóteses excepcionais são denominadas pela ESAF e pela
jurisprudência do STJ de legislação de conteúdo formal ou processual,
sendo prerrogativas instrumentais ou procedimentais do Fisco que têm
aplicação imediata.
Vejamos a seguinte decisão do STJ (REsp 1039364/ES, DJe 16/09/2008)
que trata do entendimento dominante a respeito da interpretação do art.
144, §1°, do CTN: “O artigo 144, § 1º, do CTN prevê que as normas
tributárias procedimentais ou formais têm aplicação imediata, ao
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contrário daquelas de natureza material, que somente alcançariam
fatos geradores ocorridos durante a sua vigência. Os dispositivos que
autorizam a utilização de dados da CPMF pelo Fisco para apuração de
eventuais créditos tributários referentes a outros tributos são normas
procedimentais e, por essa razão, não se submetem ao princípio da
irretroatividade das leis, ou seja, incidem de imediato, ainda que relativas a
fato gerador ocorrido antes de sua entrada em vigor”.
Neste sentido, podemos exemplificar a lei de conteúdo material
com o caput, do art. 144, do CTN: “O lançamento reporta-se à data da
ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente,
ainda que posteriormente modificada ou revogada”. E lei de conteúdo
formal com o §1°, do art. 144, do CTN, quando se refere aos “novos
critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de
investigação das autoridades administrativas”.
O CTN ainda dispõe que no caso impostos lançados por períodos
certos de tempo (IPTU, ITR, dentre outros), aplica-se ao lançamento a lei
vigente na data em que o fato gerador se considera ocorrido, sendo esta a
interpretação predominante do art. 144, §2°.
Aqui também merece destaque que a modificação introduzida, de
ofício ou em conseqüência de decisão administrativa ou judicial, nos
critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício
do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo
sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua
introdução (art. 146, do CTN).
Este dispositivo consolida o princípio da confiança no âmbito do
direito tributário, porque protege o contribuinte que confiou e acreditou na
correta aplicação dos critérios jurídicos adotados pela autoridade
administrativa no momento do lançamento.
Portanto, nesta hipótese do art. 146 do CTN, novos critérios
jurídicos somente podem ser utilizados em relação ao mesmo contribuinte
em situações igualmente novas, que acarretam fatos geradores in concreto
(fatos imponíveis) inéditos, protegendo a boa fé do contribuinte contra
mudanças jurídicas repentinas e de efeitos retroativos (“ex tunc”).
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Neste tema, tem pertinência e é correta a interpretação disposta na
Súmula 227 do extinto Tribunal Federal de Recursos (TFR), dizendo que a
“mudança de critério jurídico adotado pelo Fisco não autoriza a revisão de
lançamento”.
Isto é, na hipótese de erro de direito ou modificação de
interpretação jurídica pelo fisco não será possível alterar o lançamento
tributário já realizado, sendo possível esta alteração apenas no caso de
erro de fato, desde que ainda não tenha decorrido o prazo de decadência
para lançar o tributo 1, já que a revisão do lançamento só pode ser iniciada
enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública.
Com efeito, podemos dizer que erro de fato se situa no mundo real,
no mundo do conhecimento dos fatos, independentemente do conhecimento
da norma jurídica. Por exemplo, a autoridade administrativa verifica que os
valores registrados na nota fiscal pelo contribuinte foram transcritos de
forma incorreta (R$ 100,00 ao invés de R$ 1.000,00).
Já o erro de direito acontece no mundo do direito, isto é, é um erro
na aplicação e interpretação da norma jurídica. Por exemplo, o Fisco
compreende como adequada determinada interpretação da norma tributária
e depois verifica que esta interpretação é equivocada.
Assim, o importante é você saber que se o Fisco quiser promover
a modificação do entendimento por erro de direito, deve-se aplicar o art.
146 do CTN, protegendo o direito do contribuinte no que diz respeito aos
lançamentos tributários já efetivados.
Podemos também citar o seguinte exemplo doutrinário:
“Imagine um fiscal que lança um tributo, aplicando uma alíquota
de 5% pois identificou a operação tributada como sendo a venda
de um motor elétrico, mas posteriormente verifica que se trata de
venda de motor a gasolina, cuja alíquota é de 10%, tal fiscal
cometeu um erro de fato e deve rever o lançamento corrigindo a
alíquota aplicável dentro do prazo legal (decadência).
1 O prazo de decadência é assunto da próxima aula.
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Entretanto, se o mesmo fiscal identificou corretamente a
operação tributada como sendo a venda de um motor a gasolina,
mas interpretou de forma equivocada a lei, entendendo que era
caso de aplicação da alíquota de 5%, não poderá posteriormente
modificar o lançamento, pois ocorreu aqui um erro de direito ou
modificação de interpretação jurídica pelo fisco”.
Com estas informações, vocês já podem responder os seguintes
questionamentos:
1.(ESAF/AFRF/2000) Ao procedimento administrativo tendente a verificar
a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a
matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o
sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível, o
Código Tributário Nacional dá o nome de
a) processo administrativo fiscal
b) Auto de Infração
c) lançamento
d) Representação Fiscal
e) Notificação de Lançamento
2. (ESAF/AFTE-RN/2005) Avalie as indagações abaixo e em seguida
assinale a resposta correta.
• É vedada a aplicação ao lançamento da legislação que, posteriormente à
ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha ampliado os poderes de
investigação das autoridades administrativas?
• O crédito tributário tem a mesma natureza da obrigação tributária
principal?
• A lei vigente à data da ocorrência do fato gerador da obrigação, que tenha
sido posteriormente revogada, é aplicável ao lançamento do crédito
tributário?
a) Sim, sim, sim
b) Sim, sim, não
c) Sim, não, sim
d) Não, sim, sim
e) Não, sim, não
3. (ESAF/AFTE/PI/ 2002) - Após a ocorrência do fato gerador, nova lei foi
publicada, aumentando as alíquotas do tributo. Neste caso, o lançamento
será regido pela lei em vigor na data A
a) da ocorrência do fato gerador.
b) da feitura do lançamento.
c) do pagamento do tributo.
d) da cobrança do tributo.
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e) escolhida pelo sujeito passivo.
4. (ESAF/AFRFB/2005) O lançamento, a teor do art. 142 do Código
Tributário Nacional, é o procedimento administrativo tendente a verificar a
ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a
matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o
sujeito passivo e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível.
Sobre o lançamento, avalie o acerto das afirmações adiante e marque com
(V) as verdadeiras e com (F) as falsas; em seguida, marque a opção correta.
( ) Trata-se de uma atividade vinculada e obrigatória, sob pena de
responsabilidade funcional.
( ) No sistema tributário brasileiro, o crédito tributário pode ser exigido
antes da ocorrência do fato gerador da obrigação principal. V
( ) Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja
expresso em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em
moeda nacional ao preço médio do câmbio do mês da ocorrência do fato
gerador da obrigação.
a) F, F, V
b) V, F, F
c) V, V, F
d) F, F, V
e) V, F, V
5. (ESAF/AFTE/PA/2002) O ato ou procedimento administrativo de
lançamento tem as finalidades abaixo, exceto
a) identificar o sujeito passivo da obrigação tributária.
b) determinar a matéria tributável.
c) quantificar o montante do tributo devido.
d) verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária.
e) ensejar o nascimento da obrigação tributária.
6. (CESPE/PGE-ES/2004/adaptada) Avalie o acerto das afirmações adiante
e marque com (V) as verdadeiras e com (F) as falsas; em seguida, assinale a
resposta correta.
(i) Considere a seguinte situação hipotética. Uma determinada lei autoriza a
quebra do sigilo bancário para fins fiscais. A autoridade administrativa, de
acordo com essa lei em vigor, investigou um contribuinte e descobriu que
ele sonegara tributos relativamente ao período anterior ao advento daquela
lei e lançou o crédito tributário. Nessa situação, a lei nova poderá ser
aplicada de forma retroativa, sem que haja qualquer violação às disposições
do CTN ou à Constituição.
(ii) O lançamento é regido pela lei em vigência no momento da ocorrência
do fato gerador da obrigação tributária, inclusive no que se refere à
definição das garantias e privilégios do crédito tributário e aos poderes de
investigação das autoridades fiscais.
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(iii) Lançamento é o procedimento administrativo tendente a constituir a
obrigação tributária, tendo em vista a ocorrência do fato gerador previsto em
lei.
(iv) Lançamento é o procedimento administrativo pelo qual se constitui o
crédito tributário, a partir da verificação da ocorrência do fato gerador do
tributo.
(v) Tendo em vista a capacidade econômica do sujeito passivo, por motivo
de eqüidade, a autoridade administrativa pode deixar de promover o
lançamento.
a) F, V, V, F, V.
b) F, F, V, V, F.
c) F, V, F, V, F.
d) V, F, F, V, F.
e) V, V, F, V, F.
7. (ESAF/TRF/2000/adaptada) 1) Uma nova lei do imposto de renda,
reduzindo a alíquota de um imposto, entrou em vigor e há uma exigência
tributária relativa a fatos ocorridos antes dessa lei. O lançamento do imposto
deve levar em consideração a lei nova?
2) A modificação introduzida nos critérios jurídicos adotados pela
autoridade administrativa no exercício do lançamento pode ser efetivada,
em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fatos geradores ocorridos
anteriormente à sua introdução?
3) O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador e se rege
pela lei vigente à época dessa ocorrência?
a) não, não, não
b) sim, sim, sim
c) não, não, sim
d) não, sim, sim
e) sim, não, não
8. (ESAF/IRB 2004) Avalie as indagações abaixo e em seguida assinale a
resposta correta.
• A obrigação tributária principal nasce com o lançamento do respectivo
crédito tributário?
• É permitido que autoridade judiciária realize lançamento de crédito
tributário, na hipótese de concluir que o contribuinte deixou de recolher
tributo devido à Fazenda Pública?
• Considere a seguinte situação hipotética: Após responder consulta à
associação de importadores de que seu produto enquadrou-se na alíquota de
3% do IPI, a autoridade administrativa, em novo entendimento, passou a
aplicar a alíquota de 5%, tendo em vista decisão judicial em processo
movido por associado. Nessa situação, haverá incidência da nova alíquota
aos fatos geradores anteriores ao novo entendimento, cobrando-se o crédito
suplementar?
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a) Não, não, sim
b) Não, sim, sim
c) Não, não, não
d) Sim, não, sim
e) Sim, sim, não
9. (ESAF/AFM/Natal/2001) O ato administrativo tributário que se reporta à
data da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária e rege-se pela lei
então vigente, constituindo atividade administrativa vinculada e obrigatória,
é:
a) notificação.
b) responsabilização.
c) integração.
d) lançamento.
e) conversão.
10. (CESPE/UNB/PGE/PI/2008). Assinale a opção correta acerca de crédito
tributário.
A As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou
seus efeitos afetam a obrigação tributária que lhe deu origem.
B As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou
seus efeitos ou as garantias ou os privilégios a eles atribuídos, ou que
excluem a sua exigibilidade, podem afetar o seu lançamento, mas não, a
obrigação que lhe deu origem.
C As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou
seus efeitos ou as garantias ou os privilégios a eles atribuídos, ou que
excluem a sua exigibilidade, não afetam o lançamento que lhe deu origem,
apenas a obrigação.
D As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou
seus efeitos podem modificar a obrigação tributária apenas no que diz
respeito aos seus elementos principais.
E A autoridade administrativa não pode, mesmo amparada na lei, extinguir
o crédito tributário devidamente constituído.
11. (CESPE/UNB/PGE-AL/2009) Um contribuinte foi autuado por ter
praticado infração tributária. Assim, contra ele foi lavrado auto de infração
cobrando o tributo sonegado e estipulando as penalidades. Após a defesa
administrativa, ele conseguiu diminuir o valor referente à multa aplicada.
Nasituação hipotética acima descrita,
A o crédito tributário foi alterado, ficando intacta a obrigação tributária.
B o fato gerador foi modificado e, por isso, também foi modificado o crédito
tributário.
C uma vez que o crédito tributário tem origem na obrigação tributária, a
modificação feita em um causa alteração no outro.
D o crédito tributário faz nascer a obrigação tributária e, por esse motivo,
qualquer modificação no crédito altera a obrigação.
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E a multa alterada modifica o fato gerador e, portanto, o crédito tributário.
12. (CESPE/UNB/Advogado/Petrobras/2007) Pelo instituto da substituição
tributária progressiva, o substituto paga o tributo em razão de fato gerador já
ocorrido no passado.
13. (ESAF/Auditor-Fiscal/MG/2005) Assinale a opção correta.
“A lei poderá atribuir a sujeito passivo da obrigação tributária a condição de
responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador
deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata restituição da quantia
paga, caso não se realize o fato gerador presumido” – art. 150, § 7º da
CRFB/88. O dispositivo referido veicula:
a) o instituto da substituição tributária para frente.
b) o lançamento por homologação.
c) um privilégio do crédito tributário.
d) hipótese de responsabilidade por sucessão.
e) sujeição passiva extraordinária.
14. (FGV/ICMS/RJ/2007) De acordo com o art. 150, § 7º, da CRFB/88, a
atribuição a sujeito passivo de obrigação tributária da condição de
responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição cujo fato gerador
deva ocorrer posteriormente depende de:
(A) convênio entre os Estados e o Distrito Federal.
(B) decreto do Chefe do Poder Executivo, desde que autorizado em lei
específica.
(C) convênio entre os Estados e o Distrito Federal e lei específica.
(D) decreto do Chefe do Poder Executivo.
(E) lei.
A primeira questão é a letra “c”.
Ao procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência
do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria
tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito
passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível, o Código
Tributário Nacional dá o nome de lançamento.
A segunda questão é a letra “d” (Não, sim, sim).
No primeiro item, não é vedada (proibida) a aplicação ao
lançamento da legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador
da obrigação, tenha ampliado os poderes de investigação das autoridades
administrativas, conforme o §1°, art. 144, do CTN, que dispõe: “Aplica-se
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ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato
gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou
processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das
autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou
privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir
responsabilidade tributária a terceiros”.
No segundo item, o crédito tributário tem sim a mesma natureza da
obrigação tributária principal, conforme art. 139, do CTN.
No terceiro item, a lei vigente à data da ocorrência do fato gerador
da obrigação, que tenha sido posteriormente revogada, é aplicável ao
lançamento do crédito tributário, conforme o art. 144, caput, do CTN, in
verbis: “O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da
obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente
modificada ou revogada”.
A terceira questão é a letra “a”.
O lançamento será regido pela lei em vigor na data da ocorrência do
fato gerador, mesmo que após esta data uma nova lei seja publicada e
aumente as alíquotas do tributo
A quarta questão é a letra “c” (V, V, F).
O primeiro item é verdadeiro, eis que o lançamento tributário é
uma atividade vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade
funcional.
O segundo item é verdadeiro, pois, no sistema tributário brasileiro,
o crédito tributário pode ser exigido antes da ocorrência do fato gerador da
obrigação principal, no caso de substituição tributária para frente
disciplinada no art. 150, §7°, da CF/88: “A lei poderá atribuir a sujeito
passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento
de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente,
assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não
se realize o fato gerador presumido”.
O terceiro item é falso, porque, salvo disposição de lei em contrário,
quando o valor tributário esteja expresso em moeda estrangeira, no
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lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia
da ocorrência do fato gerador da obrigação (art. 143 do CTN) e não ao
preço médio do câmbio do mês da ocorrência do fato gerador da obrigação.
A quinta questão é a letra “e”.
O ato ou procedimento administrativo de lançamento possui as
finalidades de identificar o sujeito passivo da obrigação tributária;
determinar a matéria tributável; quantificar o montante do tributo devido;
verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, mas não tem
a finalidade de ensejar o nascimento da obrigação tributária, que surge com
o fato gerador e não com o lançamento tributário.
A sexta questão é a letra “d” (V, F, F, V, F).
O primeiro item é verdadeiro, porque a lei nova poderá ser aplicada
de forma retroativa, sem que haja qualquer violação às disposições do CTN
ou à Constituição, pois o §1°, do art. 144, do CTN dispõe que “Aplica-se
ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato
gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou
processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das
autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou
privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir
responsabilidade tributária a terceiros”.
O segundo item é falso, uma vez que o lançamento é regido pela lei
em vigência no momento da ocorrência do fato gerador da obrigação
tributária, exceto e não inclusive no que se refere à definição das garantias
e privilégios do crédito tributário e aos poderes de investigação das
autoridades fiscais, como citado acima pelo §1°, do art. 144, do CTN.
O terceiro item é falso, pois o lançamento não constituir a obrigação
tributária. O lançamento tributário constitui o crédito tributário e declara
a obrigação tributária.
O quarto item é verdadeiro, porque o lançamento é o procedimento
administrativo pelo qual se constitui o crédito tributário, a partir da
verificação da ocorrência do fato gerador do tributo.
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O quinto item é falso, pois não juridicamente possível que, tendo
em vista a capacidade econômica do sujeito passivo, por motivo de
eqüidade, a autoridade administrativa possa deixar de promover o
lançamento, que é atividade administrativa vinculada e obrigatória, sob
pena de responsabilidade funcional.
A sétima é “c” (não, não, sim).
No primeiro item, o lançamento do imposto de renda não deve levar
em consideração a lei nova, eis que, no caso, o lançamento deve se reportar
à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então
vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.
No segundo item, a modificação introduzida nos critérios jurídicos
adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento não
pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeitopassivo, quanto a fatos
geradores ocorridos anteriormente à sua introdução, mas somente a fatos
geradores ocorridos posteriormente à sua introdução, conforme art. 146,
do CTN.
No terceiro item, o lançamento reporta-se sim à data da ocorrência
do fato gerador e se rege pela lei vigente à época dessa ocorrência (art. 144,
caput, CTN)
A oitava questão é a letra “c” (não, não, não).
No primeiro item, a obrigação tributária principal não nasce com o
lançamento do respectivo crédito tributário, mas sim o fato gerador.
No segundo item, não é permitido que autoridade judiciária realize
o lançamento de crédito tributário, mas somente a autoridade
administrativa competente.
No terceiro item, não pode haver incidência da nova alíquota aos
fatos geradores anteriores ao novo entendimento, cobrando-se o crédito
suplementar, porque o art. 146 do CTN dispõe: “A modificação
introduzida, de ofício ou em conseqüência de decisão administrativa ou
judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa
no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um
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mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à
sua introdução”.
A nona questão é a alternativa “d”. O ato administrativo tributário
que se reporta à data da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária e
rege-se pela lei então vigente, constituindo atividade administrativa
vinculada e obrigatória, é o lançamento.
A décima questão é a letra “b”.
O art. 140 do CTN dispõe que “as circunstâncias que modificam o
crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os
privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade não afetam a
obrigação tributária que lhe deu origem”.
Portanto, são falsas as alternativas “a”, “c” e “d”.
Todavia, é correto dizer que as circunstâncias que modificam o
crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos ou as garantias ou os
privilégios a eles atribuídos, ou que excluem a sua exigibilidade, podem
afetar o seu lançamento, pois, por exemplo, uma inexatidão a respeito do
valor do crédito tributário pode acarretar novo lançamento, de acordo com
o previsto no inc. V, do art. 149, do CTN.
A letra “e” é falsa, uma vez que a autoridade administrativa pode,
quando amparada na lei, extinguir o crédito tributário devidamente
constituído. Por exemplo, no caso de prescrição do crédito tributário.
A décima primeira (11) questão é a letra “a”.
A resposta da questão é novamente o art. 140 do CTN,
estabelecendo que “as circunstâncias que modificam o crédito tributário,
sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilégios a ele
atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade não afetam a obrigação
tributária que lhe deu origem”.
O auto de infração é uma espécie de documentação do ato de
lançamento.
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A décima segunda (12) é errada, porque pelo instituto da
substituição tributária progressiva, o substituto paga o tributo em razão de
fato gerador ainda não ocorrido, de acordo com o art. 150, §7°, da CF/88.
A décima terceira (13) é letra “a”.
“A lei poderá atribuir a sujeito passivo da obrigação tributária a
condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo
fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata restituição
da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido”, segundo o
art. 150, § 7º, da CRFB/88.
Tal dispositivo referido veicula o instituto da substituição
tributária para frente ou substituição tributária subseqüente ou
progressiva.
A décima quarta (14) é letra “e” conforme disposto literalmente no
art. 150, § 7º, da CF/88.
3.1 Modalidades de lançamento
Existem apenas três modalidades de lançamento tributário, que são
determinadas de acordo com característica de nenhum, maior ou total
auxílio do sujeito passivo (contribuinte ou responsável) da relação
tributária no ato de lançar, que são as seguintes em ordem decrescente de
auxílio:
(a) lançamento de ofício, direto, ex officio ou unilateral;
(b) lançamento por declaração ou misto;
(c) lançamento por homologação ou “autolançamento”.
Em outras palavras, no lançamento de ofício não há auxílio do
sujeito passivo; no lançamento por declaração há um maior auxílio do
sujeito passivo e no lançamento por homologação há total auxílio do sujeito
passivo no ato ou procedimento de efetuar o lançamento tributário.
Por exemplo, a ESAF já considerou como correta a alternativa que
dizia que o lançamento por homologação é aquele efetuado pelo
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contribuinte.
Vamos para as características fundamentais de cada modalidade de
lançamento para acertar todas as questões a respeito do tema.
(a) Lançamento de ofício, direto, ex officio ou unilateral – É
aquele em que o Fisco, dispondo de dados suficientes para efetuar a
cobrança, realiza-o, dispensando o auxílio do contribuinte ou do
responsável tributário.
Exemplos: IPTU (lançamento de ofício, por excelência), IPVA,
autos de infração, a grande maioria das taxas e a contribuição de
iluminação pública.
O art. 149, do CTN, estabelece nove (9) hipóteses expressas em que
autoridade administrativa deve efetuar o lançamento de ofício ou realizar
a sua revisão de ofício, a saber:
(i) quando a lei assim o determine;
(ii) quando a declaração não seja prestada, por quem de direito,
no prazo e na forma da legislação tributária;
(iii) quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado
declaração nos termos do inciso anterior, deixe de atender, no
prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de
esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recuse-
se a prestá-lo ou não o preste satisfatoriamente, a juízo daquela
autoridade;
(iv) quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a
qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo
de declaração obrigatória;
(v) quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da
pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a que se
refere o item seguinte;
Joel
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(vi) quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou
de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de
penalidade pecuniária;
(vii) quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em
benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação;
(viii) quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não
provado por ocasião do lançamento anterior;
(ix) quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu
fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou
omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade especial.
Os itens acima são normalmente cobrados em provas de concurso!!!
Entretanto, é perceptível da análise de algumas hipóteses do art.
149, do CTN, que todos os tributos podem vir a ser lançados de forma
direta (ex officio), uma vez que a autoridade administrativa competente é
obrigada a lançar de ofício o tributo no caso de omissão ou incorreção do
auxílio praticado pelo sujeito passivo no lançamento por declaração ou no
lançamento por homologação.
Assim, é correto dizer que o lançamento de ofício pode ser utilizado
quando da inobservância, conforme o tributo devido, do lançamento por
homologação ou por declaração.
Por sua vez, o lançamento de ofício pode ser realizado, inclusive se
já foi procedido outro lançamento de ofício, sendo o casode revisão de
ofício.
É a hipótese, por exemplo, de comprovação que, no lançamento
anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou
omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade especial, previsto
no art. 149, IX, do CTN.
É relevante saber também que a revisão do lançamento só pode ser
iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública (art. 149,
parágrafo único, do CTN).
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Isto é, extinto o direito do Fisco não pode mais existir o lançamento
ou revisão do próprio.
A extinção decorre do término do prazo para o fisco lançar o
tributo, sendo este prazo de decadência, que iremos estudar com mais
afinco na próxima aula.
Mas já destacamos neste momento que, no direito tributário, é
muito importante você saber que a constituição formal do crédito tributário
é o ponto culminante da distinção entre a decadência do direito de lançar e
a prescrição do direito de o Fisco cobrar o crédito tributário.
Portanto, com o acontecimento do fato gerador e antes de ser
constituído formalmente, é prazo decadencial e, após a sua constituição
formal, é prazo prescricional.
Nesse contexto, entende-se que a decadência é a regra que se refere
ao prazo para o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento.
(b) Lançamento misto ou “por declaração” – É aquele
representado pela ação conjugada do fisco e do sujeito passivo
(contribuinte ou o responsável tributário), restando ao fisco o trabalho
privativo de efetuar o lançamento.
O fisco, não dispondo de dados suficientes para realizar o
lançamento, conta com o auxílio do contribuinte que supre a deficiência da
informação por meio da declaração prestada (art. 147).
Os exemplos são raríssimos no sistema tributário brasileiro, tais
como imposto de importação (II) sobre bagagem acompanhada e o imposto
sobre transmissão de bens imóveis (ITBI) de competência municipal.
Com efeito, o ato ou procedimento do lançamento por declaração
ou misto é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de
terceiro (obrigação tributária acessória), quando um ou outro, na forma da
legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações
sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação.
Em síntese, no lançamento por declaração o fisco lança o tributo
com base nas informações prestadas pelo sujeito passivo.
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Destaco que a retificação da declaração por iniciativa do próprio
declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível
mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o
lançamento (art. 147, § 1°, do CTN).
Portanto, o contribuinte pode pedir a retificação de declaração já
realizada, visando a reduzir ou excluir o tributo, desde que o faça antes da
notificação do lançamento e mediante comprovação do erro na declaração.
Por usa vez, os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu
exame serão retificados de ofício pela autoridade administrativa a que
competir a revisão da declaração (art. 147, § 2°, do CTN).
(c) Lançamento por homologação ou “autolançamento” – É
aquele em que o sujeito passivo (contribuinte ou responsável tributário)
auxilia ostensivamente a Fazenda Pública na atividade de lançamento,
cabendo ao Fisco homologando-o, conferindo sua exatidão (art. 150 do
CTN).
Exemplos: ICMS, IR, ITR, IPI, ISS, e a maior parte dos impostos,
uma vez que tal lançamento simplifica a vida do fisco, independendo o
pagamento do tributo de qualquer providência estatal.
Deste modo, o lançamento tributário por homologação ocorre
quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de
antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade
administrativa, operando-se pelo ato em que a referida autoridade,
tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado,
expressamente a homologa (art. 150, caput, do CTN).
O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos do lançamento
por homologação extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior
homologação ao lançamento (art. 150, §1°, do CTN).
Assim, por exemplo, o imposto de renda pessoa física (IRPF) ou o
imposto de renda pessoa jurídica (IRPJ) são tributos lançados por
homologação, uma vez que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever
de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa,
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operando-se a extinção do crédito tributário sob condição resolutória da
ulterior homologação.
Lembramos que quando resolutória a condição, verifica-se os
efeitos tributários desde o momento da prática do ato ou celebração do
negócio jurídico. Já quando suspensiva a condição, verifica-se os efeitos
tributários quando acontece a condição.
Por sua vez, conforme o próprio CTN, não influem sobre a
obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados
pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do
crédito (art. 150, §2°).
Todavia, estes atos anteriores à homologação, praticados pelo
sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do
crédito serão considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo
o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação (art. 150, § 3°, do
CTN).
Nesse rumo, se a lei não fixar prazo para homologação do
lançamento, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador;
expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado,
considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito,
salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação (art. 150,
§4°, do CTN).
Com efeito, no lançamento por homologação, o contribuinte, ou o
responsável tributário, deve realizar o pagamento antecipado do tributo,
antes de qualquer procedimento administrativo, ficando a extinção do
crédito condicionada à futura homologação expressa ou tácita pela
autoridade fiscal competente.
Estes dois últimos parágrafos serão estudos detalhadamente na
próxima aula, pois se referem aos prazos de extinção da obrigação
tributária.
Noutro ponto, observo que quando o cálculo do tributo tenha por
base, ou tome em consideração, o valor ou o preço de bens, direitos,
serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo
regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou
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não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os
documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente
obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação contraditória,
administrativa ou judicial (art. 148, do CTN).
É o chamado lançamento por arbitramento, que, na verdade,
segundo as provas de concurso da ESAF, não é uma quarta modalidade de
lançamento, mas sim uma técnica para definir a base de cálculo do
tributo, uma vez que a atividade realizada pelo sujeito passivo não foi
correta (não merece fé) ou o sujeito passivo foi omisso.
Assim sendo, destaco que o arbitramento é medida excepcional
que somente se verifica na hipótese de recusa ou sonegação de documentos
ou informações pelo sujeito passivo, pois existindo elementos suficientes
para apuração do valor real da base de cálculo do tributo (recibos, rescisões
contratuais, relações de empregado etc.), é ilegítimo o lançamento efetuado
com base em arbitramento.
Realçamos também que estecontraditório, administrativo ou
judicial, previsto no art. 148 do CTN, significa dizer que o contribuinte
tem o direito de contestar o arbitramento, ou seja, o contribuinte pode se
defender da forma como o Auditor-Fiscal realizou o arbitramento, que não
é caracterizado como de presunção absoluta (não admite prova em
contrário).
Portanto, o contribuinte pode fazer prova em contrário do
arbitramento feito pela autoridade fiscal, procurando mostrar a real base de
cálculo do tributo.
Nessa esteira, cita-se a esclarecedora decisão do STJ:
“TRIBUTÁRIO. ICMS. ART. 148 DO CTN. ARBITRAMENTO DA
BASE DE CÁLCULO. INDÍCIOS DE SUBFATURAMENTO.
1. A pauta fiscal é valor fixado prévia e aleatoriamente para a
apuração da base de cálculo do tributo. Não se pode confundi-la com
o arbitramento de valores previsto no artigo 148 do Código Tributário
Nacional, que é modalidade de lançamento, regularmente prevista na
legislação tributária.
2. O art. 148 do CTN deve ser invocado para a determinação da base
de cálculo do tributo quando certa a ocorrência do fato imponível, o
valor ou preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos registrados
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pelo contribuinte não mereçam fé, ficando a Fazenda Pública, nesse
caso, autorizada a proceder ao arbitramento mediante processo
administrativo-fiscal regular, assegurados o contraditório e a ampla
defesa.
3. Ao final do procedimento previsto no art. 148 do CTN, nada
impede que a administração fazendária conclua pela veracidade dos
documentos fiscais do contribuinte e adote os valores ali consignados
como base de cálculo para a incidência do tributo.
4. Caso se entenda pela inidoneidade dos documentos, a autoridade
fiscal irá arbitrar, com base em parâmetros fixados na legislação
tributária, o valor a ser considerado para efeito de tributação.
5. No caso, havendo indícios de subfaturamento, os fiscais
identificaram o sujeito passivo, colheram os documentos necessários à
comprovação da suposta infração e abriram processo administrativo
para apurar os fatos e determinar a base de cálculo do imposto a ser
pago, liberando na seqüência as mercadorias. Não se trata, portanto,
de pauta fiscal, mas de arbitramento da base de cálculo do imposto,
nos termos do que autoriza o art. 148 do CTN”.
Destarte, é correto afirmar que a utilização de pauta fiscal pela
administração tributária é uma forma de arbitramento da base de cálculo
para o pagamento do tributo.
Por seu turno, é importante dizer que, apesar do acórdão afirmar
expressamente que o arbitramento é modalidade de lançamento, o
entendimento prevalecente até hoje em bancas de concurso é que o
lançamento por arbitramento é modalidade que se enquadra no lançamento
direto ou ex officio e não uma quarta modalidade autônoma de lançamento.
Por último, observo igualmente que o lançamento regularmente
notificado ao sujeito passivo da relação tributária só pode ser alterado em
virtude de: (i) impugnação do sujeito passivo; (ii) recurso de ofício; (iii)
iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no
artigo 149 do CTN (lançamento de ofício).
Vamos agora para as questões:
15. (ESAF/PFN/2004) Consideradas as disposições do Código Tributário
Nacional, é correto afirmar que é lícito à autoridade administrativa rever de
ofício o lançamento já procedido
a) somente no caso de lançamento anterior por homologação.
b) no caso de qualquer lançamento anterior, exceto o de ofício.
c) no caso de qualquer lançamento anterior, inclusive o de ofício.
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d) somente no caso de lançamento anterior com base na declaração do
sujeito passivo.
e) somente no caso de lançamento anterior relativo à empresa concordatária.
16. (ESAF/AFTN/1994) O ato mediante o qual o contribuinte antecipa o
pagamento de imposto, sem prévio exame da autoridade administrativa, e
fica aguardando a ratificação do seu proceder, de modo expresso ou tácito,
chama-se
a) pagamento por consignação
b) lançamento por homologação
c) lançamento por declaração ou misto
d) antecipação de pagamento, sob condição suspensiva
e) denúncia espontânea de pagamento para evitar a mora fiscal e aplicação
de penalidades pela fazenda pública
17. (ESAF/AFTE/MS/2001) Lançamento por homologação é aquele
efetuado
a) de ofício.
b) pelo contribuinte.
c) pela repartição fiscal.
d) pelo sujeito passivo, com prévio exame da autoridade fiscal.
e) por presunção, pelo agente fiscal.
18. (ESAF/AFRF/2002/adaptada) Preencha a lacuna com a expressão
oferecida entre as cinco opções abaixo. Se a lei atribui ao contribuinte o
dever de prestar declaração de imposto de renda e de efetuar o pagamento
sem prévio exame da autoridade, o lançamento é por _________.
a) declaração.
b) direto.
c) arbitramento.
d) homologação.
e) misto.
19. (ESAF/AFTN/1996) É incorreto afirmar que:
a) o lançamento regularmente notificado pode ser alterado mediante recurso
de ofício;
b) quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer
elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração
obrigatória, o lançamento pode ser efetuado e revisto de ofício;
c) o lançamento pode ser revisto de ofício quando se comprove ação ou
omissão do sujeito passivo ou de terceiro legalmente obrigado que dê lugar
à aplicação de penalidade pecuniária;
d) o ato administrativo do lançamento pode ser alterado de ofício quando se
comprove que o sujeito passivo agiu com dolo, fraude ou simulação;
e) a impugnação do sujeito passivo não pode alterar lançamento tributário
regularmente notificado.
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20. (ESAF/AFTE-MG/2005/adaptada) Considerando o tema “crédito
tributário”, marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa,
assinalando ao final a opção correspondente.
( ) O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo somente poderá
ser alterado por iniciativa de ofício da autoridade administrativa.
( ) A utilização de pauta fiscal pela administração tributária é uma forma de
arbitramento da base de cálculo para o pagamento do tributo.
( ) O lançamento pode ser revisto de ofício, mesmo se efetuado em qualquer
modalidade.
a) V, F, V.
b) V, V, V.
c) F, F, F.
d) F, V, F.
e) F, V, V.
21. (TTN/98/ESAF) No que diz respeito ao lançamento tributário, pode
afirmar-se que, de acordo com o Código Tributário Nacional,
a) apesar de decorrente de lei, a atividade fiscal que culmina com o
lançamento tem caráter discricionário, a ser sopesado pelo agente fiscal.
b) as modalidades de lançamento são: direto, por homologação e de ofício,
somente.
c) ele somente pode ser efetuado de ofício quando se comprove ação ou
omissão do sujeito passivo que dê lugar à aplicação de penalidade
pecuniária.
d) pagamento antecipado pelo obrigado, nos tributos sujeitos a lançamento
por homologação, extingue o crédito tributário, sob condição resolutória.
e) a alteração do lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo
somente pode dar-se por meio de impugnação deste último.
22. (TRF/2005/ESAF) Sobre as modalidades de lançamento do crédito
tributário, podemos afirmar que
a) lançamento por homologação é feito quanto aos tributos cuja legislação
atribua ao sujeito passivo o dever de calcular o tributo, submetê-lo ao prévio
exame da autoridade administrativa, e realizar seu pagamento.
b) o lançamento por declaração é aquele feito em face da declaração
prestada pelo próprio contribuinte ou por terceiro.
c) o lançamento de ofício é aquele feito pela autoridade administrativa, com
base nas informações prestadas pelo contribuinte.
d) a revisão do lançamento, emquaisquer de suas modalidades, pode ser
iniciada mesmo após a extinção do direito da Fazenda Pública, nos casos de
erro por parte do contribuinte.
e) na hipótese do lançamento por homologação, não fixando a lei ou o
regulamento prazo diverso para homologação, seu prazo será de cinco anos,
contados do fato gerador.
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23. (AFTE/PI/2001/ESAF) Escolha o tipo de imposto em que é adotado o
lançamento de ofício, unilateral ou direto.
a) imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza.
b) imposto sobre produtos industrializados.
c) imposto sobre a propriedade territorial rural.
d) imposto sobre a propriedade de veículos automotores.
e) imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre
prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação.
24. (ESAF/Auditor/TCE/GO/2008/adaptada) Em relação ao crédito
tributário, assinale a opção correta.
a) O lançamento de ofício somente é utilizado quando da inobservância,
conforme o tributo devido, do lançamento por homologação ou por
declaração.
b) O lançamento por homologação ocorre quando existe determinação legal
para que o sujeito passivo verifique a ocorrência do fato gerador e antecipe
o pagamento do tributo, ficando a extinção do crédito tributário sob
condição resolutória da posterior homologação pelo fisco.
c) Quando o fisco tem responsabilidade pela verificação da ocorrência do
fato gerador, do montante do tributo e da identificação e notificação do
sujeito passivo, diz-se ocorrer lançamento de ofício, que ocorre, por
exemplo, quanto ao IPTU e ao IR.
d) As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão,
efeitos, garantias ou privilégios a ele atribuídos afetam igualmente a
obrigação tributária que lhe deu origem, eis que o crédito tributário decorre
da obrigação principal e tem a sua mesma natureza.
e) A atividade administrativa de lançamento é discricionária quando
propicia à Administração Tributária verificar o melhor momento de aferição
do fato gerador.
25. (ESAF/AFRE/CE/2006) Sobre o lançamento tributário, procedimento
administrativo tendente a verificar, entre outras coisas, a ocorrência do fato
gerador da obrigação correspondente e determinar a
matéria tributável, pode-se afirmar que
a) a sua revisão só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da
Fazenda Pública.
b) o CTN não admite hipótese em que a legislação a ele aplicável seja
aquela vigente à época em que for efetuado.
c) só pode ser alterado por impugnação do sujeito passivo.
d) se o cálculo do tributo tiver por base valor de bens ou direitos, e estes não
forem corretamente informados pelo sujeito passivo, a autoridade que
efetivar o lançamento arbitrará estes valores, não podendo mais o sujeito
passivo contraditá-los.
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e) trata-se de uma atividade administrativa vinculada e obrigatória, mas que
pode ser postergada, a critério da autoridade lançadora, por razões de
conveniência e oportunidade.
26. (ESAF/MPE/GO/2008) Sobre a constituição do crédito tributário pode-
se afirmar, exceto
a) que a atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória.
b) que o lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo pode ser
alterado no caso de recurso de ofício.
c) que o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da
obrigação e rege-se pela lei então vigente, salvo se posteriormente
modificada ou revogada.
d) que compete privativamente à autoridade administrativa constituir o
crédito tributário pelo lançamento.
e) que, salvo disposição legal em contrário, quando o valor tributário estiver
expresso em moeda estrangeira, no lançamento se fará sua conversão em
moeda nacional ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da
obrigação.
27. (ESAF/TTN/1997) No que diz respeito ao lançamento tributário, é
correto afirmar que
a) o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação
e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou
revogada.
b) não é permitida retificação da declaração por iniciativa do próprio
declarante.
c) o lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo não pode ser
alterado.
d) o Código Tributário Nacional diz haver duas modalidades de lançamento:
por declaração e ex officio.
e) quando o valor tributário estiver expresso em moeda estrangeira, far-se-á
a sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia do lançamento.
28. (ESAF/AFTM/Natal/2008) Sobre o crédito tributário e o lançamento,
assinale a única opção correta.
a) O lançamento é o ato administrativo declaratório do crédito tributário e
constitutivo da obrigação tributária. Sua finalidade é a de tornar líquido e
certo o crédito tributário já existente e constituído por ocasião da ocorrência
do fato gerador.
b) A competência atribuída à autoridade administrativa para efetuar o
lançamento não é exclusiva, podendo a autoridade judiciária, quando
constatado vício formal, promover as devidas retificações.
c) A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, não
restando à autoridade administrativa possibilidade de análise quanto à
conveniência e oportunidade do ato.
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d) Sobrevindo lei de conteúdo material mais benéfica ao contribuinte, após a
ocorrência do fato gerador e antes de efetuado o lançamento do tributo, deve
a autoridade administrativa aplicá-la.
e) O lançamento por arbitramento constitui uma das modalidades de
lançamento. Ocorre nas situações em que a autoridade fiscal rejeita o valor
de um bem declarado pelo contribuinte e aplica as “pautas fiscais”.
29. (AFTN/ ESAF/1994)
I - Dá-se o nome de crédito tributário ao valor que o sujeito ativo da
obrigação tributária tem o direito de receber de sujeito passivo determinado,
relativo a certo tributo, fixado consoante procedimento administrativo
plenamente vinculado denominado lançamento.
II - Deve a autoridade administrativa ter em consideração a lei que, no
período entre a data do fato gerador e a do lançamento, for mais favorável
ao contribuinte.
III - Quando o lançamento é efetuado pelo Fisco em razão de o contribuinte
obrigado a declarar não ter apresentado sua declaração, diz-se que se trata
de lançamento por declaração substitutiva.
a) A primeira afirmação é verdadeira. As demais são falsas.
b) A primeira e a segunda afirmações são verdadeiras. A terceira é falsa.
c) A segunda afirmação é verdadeira. As demais são falsas.
d) A terceira afirmação é verdadeira. As demais são falsas.
e) A primeira afirmação é falsa. A segunda e a terceira são verdadeiras.
30. (AFTN/94/ESAF) O lançamento por declaração não pode ser alterado
a) mediante recurso de ofício.
b) quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer
elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração
obrigatória.
c) quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro
legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária.
d) após a extinção do direito do Fisco.
e) em conseqüência de decisão administrativa.
31. (AFTE/PA/2002/ESAF) O lançamento regularmente notificado ao
sujeito passivo poderá ser alterado em decorrência de
a) transferência da sujeição passiva a pessoa isenta.
b) majoração superveniente das alíquotas do tributo.
c) modificação posterior da lei tributária.
d) interposição de recurso de ofício.
e) decurso do prazo decadencial.
32. (AFTN/94/ESAF) Não pode ser alterado o lançamento no caso de
a) impugnação do contribuinte ou responsável.
b) recurso de ofício interposto pela autoridade contra sua própria decisão.CURSO ON-LINE - DIREITO TRIBUTÁRIO P/ AFRFB, ATRFB, ICMS/SP E
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c) iniciativa da autoridade quando comprovada omissão de informação
obrigatória, na declaração do contribuinte.
d) iniciativa da autoridade quando comprovada falta funcional da autoridade
que efetuou o lançamento.
e) retificação da declaração, pelo contribuinte, depois de notificado, para
reduzir tributo.
33. (AFTN/98/ESAF) Diz-se lançamento por homologação aquele que se
efetua quando
a) a lei determine que o lançamento seja efetivado e revisto pela autoridade
administrativa por iniciativa própria
b) a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma
da legislação tributária
c) a legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento
sem prévio exame da autoridade administrativa
d) se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento
definido em lei como sendo de declaração obrigatória
e) quando se comprove que terceiro, em benefício do contribuinte, agiu com
simulação ou dolo
34. (AFM/Fortaleza/98/ESAF) A constituição do crédito tributário relativo
ao Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) é efetuada mediante
a) autolançamento.
b) lançamento ex officio.
c) lançamento por declaração.
d) lançamento indireto.
e) lançamento por homologação.
35. (CESPE/UNB/PGE-PI/2008). Assinale a opção correta em relação a
lançamento.
A O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo não pode ser
modificado.
B O lançamento por homologação deve ser feito no prazo de cinco anos, a
contar do primeiro ano seguinte ao fato.
C O lançamento é regido pela lei vigente à data da ocorrência do fato
gerador, desde que ela não seja revogada posteriormente.
D O lançamento é o ato que dá origem à obrigação tributária.
E O lançamento pode ser alterado por impugnação do sujeito passivo.
36. (FGV/ICMS/RJ/2007) Nos termos do Código Tributário Nacional, o
lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos
seguintes casos:
I. quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração,
deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de
esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-
lo ou não o preste satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade;
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II. quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer
elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração
obrigatória;
III. quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício
daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação.
Analise os itens acima e assinale:
(A) se nenhum item estiver correto.
(B) se somente os itens I e III estiverem corretos.
(C) se somente os itens II e III estiverem corretos.
(D) se somente os itens I e II estiverem corretos.
(E) se todos os itens estiverem corretos.
37. (FGV/ICMS/RJ/2007) Assinale a afirmação incorreta.
(A) Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito
tributário pelo lançamento.
(B) O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da
obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente
modificada ou revogada.
(C) O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser
alterado em virtude de impugnação ou recurso administrativo.
(D) A modificação introduzida nos critérios jurídicos adotados pela
autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser
efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador
ocorrido posteriormente à sua introdução.
(E) A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob
pena de responsabilidade funcional.
38. (FCC/Fiscal de Rendas/SP/2006) Analise as seguintes afirmações sobre
o lançamento tributário:
I. Tem efeito “ex tunc”.
II. Depois de regularmente notificado, o lançamento não pode mais ser
alterado, a não ser, unicamente, em caso de impugnação do sujeito passivo.
III. O lançamento reporta-se à legislação vigente à data do fato gerador,
exceto quanto ocorrer redução de alíquota ou base de cálculo do imposto,
circunstâncias que beneficiam o sujeito passivo.
IV. É admissível, na hipótese de lançamento efetuado com base na
declaração do sujeito passivo ou de terceiro, que estes retifiquem a
declaração para aumentar ou fixar a existência de tributo, nunca para o fim
de reduzir ou excluir tributo.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) I.
(C) II.
(D) III e IV.
(E) IV.
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39. (FCC/Fiscal de Rendas/SP/2006) A respeito do lançamento, é correto
afirmar que
(A) sua formalização no qüinqüênio legal impede a conservação da
prescrição tributária.
(B) é cabível a retificação por declaração do sujeito passivo em lançamento
de ofício devidamente notificado, mediante a comprovação de erro em que
se funde, desde que não vise a reduzir ou excluir tributo.
(C) deve verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente,
determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido,
identificar o sujeito passivo e, quando for o caso, propor a aplicação da
penalidade cabível.
(D) o recurso de ofício não tem o condão de alterar o lançamento, do qual o
contribuinte não tenha sido notificado.
(E) segundo o Código Tributário Nacional, opera efeitos “ex nunc”.
40. (FCC/Procurador municipal/Recife/2008) Se o sujeito passivo tem que
prestar declaração com informações sobre matéria de fato, indispensáveis à
sua efetivação, para só então o Fisco proceder ao lançamento, notificando o
sujeito passivo, está-se diante da modalidade de lançamento
(A) por homologação.
(B) por autolançamento.
(C) por declaração.
(D) direto.
(E) de ofício.
41. (ESAF/ATA/MF/2009) Nos termos do Código Tributário Nacional, o
lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos
seguintes casos, exceto:
a) quando a lei assim o determine.
b) quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na
forma da legislação tributária.
c) quando se suspeite que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício
daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação.
d) quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer
elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração
obrigatória.
e) quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração,
deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de
esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-
lo ou não o preste satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade.
42. (CESPE/UNB/PGE-AL/2009) O lançamento de obrigação tributária
regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude
de
A impugnação de terceiro interessado.
B recurso interposto pela procuradoria fiscal.
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C iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no
CTN.
D interesse do sujeito passivo.
E impugnação do sujeito ativo.STÃO
43. (ESAF/Auditor/TCE/PR/2003) É correto afirmar que, em consonância
com o Código Tributário Nacional, não se admite alteração do lançamento
de crédito tributário, regularmente notificado ao sujeito passivo da
obrigação tributária, entre outras hipóteses, em virtude de:
a) iniciativa de ofício da autoridade administrativa, quando deva ser
apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento
anterior.
b) impugnação do sujeito passivo.
c) iniciativa de ofício da autoridade administrativa, quando se comprove
que, no lançamento anterior,ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade
que o efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade
essencial.
d) recurso de ofício.
e) iniciativa de ofício da autoridade administrativa, em face de posterior
modificação introduzida, de ofício ou em conseqüência de decisão
administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade
administrativa no exercício do lançamento.
44. (ESAF/Procurador/Fortaleza2002) É incorreto afirmar que o lançamento
de crédito tributário:
a) reporta-se à data de ocorrência do fato gerador da obrigação tributária e
rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou
revogada, exceto em relação aos impostos lançados por períodos certos de
tempo, desde que, nesse caso, a respectiva lei fixe expressamente a data em
que o fato gerador se considera ocorrido.
b) tem natureza jurídica declaratória da obrigação tributária preexistente.
c) pode ser entendido como o procedimento administrativo tendente a
verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente,
determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido,
identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade
cabível.
d) regularmente notificado ao sujeito passivo, não pode ser alterado por
iniciativa de ofício de autoridade administrativa, exceto na hipótese de
prévia instauração da fase litigiosa do processo administrativo-tributário.
e) constitui atividade administrativa vinculada e obrigatória.
45. (ESAF/TRF/2002.2) Avalie a correção das afirmações abaixo. Atribua a
letra V para as verdadeiras e F para as falsas. Em seguida, marque a opção
que contenha a seqüência correta.
( ) O crédito tributário não é atingido pela decadência.
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( ) Modificados a extensão e os efeitos do crédito tributário, altera-se a
obrigação tributária que lhe deu origem.
( ) O lançamento é regido pela legislação vigente à época da ocorrência do
fato gerador, não lhe sendo aplicável a legislação posterior.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) V, F, V.
A décima quinta (15) questão é a letra “c”, pois, conforme a leitura
atenta do art. 149 do CTN, é correto afirmar que é lícito à autoridade
administrativa rever de ofício o lançamento já procedido no caso de
qualquer lançamento anterior, inclusive o de ofício.
Deste modo, por exemplo, toda vez que o contribuinte comete uma
irregularidade no lançamento por declaração ou no lançamento por
homologação pode a autoridade administrativa realizar o lançamento de
ofício. E estas hipóteses são previstas no art. 149, do CTN.
A décima sexta (16) questão é a letra “b”.
O ato mediante o qual o contribuinte antecipa o pagamento de
imposto, sem prévio exame da autoridade administrativa, e fica aguardando
a ratificação do seu proceder, de modo expresso ou tácito, chama-se
lançamento por homologação.
A décima sétima (17) questão é a letra “b”. A resposta mais correta
é que o lançamento por homologação é aquele efetuado pelo contribuinte.
A décima oitava (18) questão é a letra “d”.
Se a lei atribui ao contribuinte o dever de prestar declaração de
imposto de renda e de efetuar o pagamento sem prévio exame da
autoridade, o lançamento é por homologação.
A décima nona (19) questão é a letra “e”.
A letra “a” é verdadeira, eis que o lançamento regularmente
notificado pode ser alterado mediante recurso de ofício (art. 145, inc. II, do
CTN).
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A letra “b” é verdadeira, pois quando se comprove falsidade, erro
ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária
como sendo de declaração obrigatória, o lançamento pode ser efetuado e
revisto de ofício (art. 149, inc. IV, do CTN).
A letra “c” é verdadeira, eis que o lançamento pode ser revisto de
ofício quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo ou de
terceiro legalmente obrigado que dê lugar à aplicação de penalidade
pecuniária (art. 149, inc. VI, do CTN).
A letra “d” é verdadeira, eis que o ato administrativo do lançamento
pode ser alterado de ofício quando se comprove que o sujeito passivo agiu
com dolo, fraude ou simulação (art. 149, inc. VII, do CTN).
A letra “e” é incorreta, uma vez que a impugnação do sujeito
passivo pode alterar lançamento tributário regularmente notificado (art.
145, inc. I, do CTN).
A vigésima (20) questão é a letra “e” (F, V, V).
O primeiro item é falso, porque o lançamento regularmente
notificado ao sujeito passivo poderá ser alterado por iniciativa de ofício da
autoridade administrativa, mas não é este o único caso, conforme prevê o
art. 145 do CTN, a saber: “O lançamento regularmente notificado ao sujeito
passivo só pode ser alterado em virtude de: I - impugnação do sujeito
passivo; II - recurso de ofício; III - iniciativa de ofício da autoridade
administrativa, nos casos previstos no artigo 149”.
O segundo item é verdadeiro, uma vez que a utilização de pauta
fiscal pela administração tributária é uma forma de arbitramento da base de
cálculo para o pagamento do tributo e não nova modalidade de lançamento
tributário.
O terceiro item é verdadeiro, pois o lançamento tributário pode ser
revisto de ofício, mesmo se efetuado em qualquer modalidade de
lançamento (de ofício ou direto, por declaração ou misto, por homologação
ou “autolançamento”).
A vigésima primeira (21) é “d”.
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A letra “a” é falsa, pois a atividade fiscal que culmina com o
lançamento não tem caráter discricionário, a ser sopesado pelo agente
fiscal, mas sim caráter vinculado e obrigatório. Sopesado quer dizer
ponderado, o que é característica da atividade discricionária e não da
atividade vinculada, tal como o lançamento tributário.
A letra “b” é falsa, pois as modalidades de lançamento não são
somente: direto, por homologação e de ofício. De ofício é a mesma
hipótese que direto.
Assim as modalidades de lançamento são três, a saber: lançamento
de ofício, direto, ex officio ou ainda unilateral; lançamento por declaração
ou misto; lançamento por homologação ou “autolançamento”.
A letra “c” é falsa, eis que o lançamento pode ser efetuado de ofício
quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo que dê lugar à
aplicação de penalidade pecuniária (art. 149, inc. VI, do CTN) e todas as
outras oito hipóteses previstas no art. 149, do CTN.
A letra “d” é verdadeira, eis que o pagamento antecipado pelo
obrigado, nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, extingue o
crédito tributário, sob condição resolutória da ulterior homologação ao
lançamento (art. 150, § 1°, do CTN).
A letra “e” é falsa, uma vez que a alteração do lançamento
regularmente notificado ao sujeito passivo pode dar-se por meio de
impugnação deste último e nos outros caos previstos no art. 145, do CTN.
A vigésima segunda (22) questão é a letra “b”, porque o lançamento
por declaração é aquele feito em face da declaração prestada pelo próprio
contribuinte ou por terceiro (art. 147, do CTN).
A letra “a” é falsa, pois o lançamento por homologação, que ocorre
quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de
antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa,
opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da
atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa (art.
150, caput, do CTN).
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A letra “c” é falsa, eis que o lançamentopor declaração e não o
de ofício é aquele feito pela autoridade administrativa, com base nas
informações prestadas pelo contribuinte.
A letra “d” é falsa, eis que a revisão do lançamento, em quaisquer
de suas modalidades, não pode ser iniciada mesmo após a extinção do
direito da Fazenda Pública, mesmo nos casos de erro por parte do
contribuinte, uma vez que a revisão do lançamento só pode ser iniciada
enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública (art. 149, parágrafo
único, do CTN).
A letra “e” é falsa, uma vez que na hipótese do lançamento por
homologação, não fixando a lei e não o regulamento prazo diverso para
homologação, seu prazo será de cinco anos, contados do fato gerador.
Somente a lei pode fixar este prazo (art. 150, § 4°, do CTN).
A vigésima terceira (23) questão é a alternativa “d”. O IPVA é o
tipo de imposto em que é adotado o lançamento de ofício, unilateral ou
direto.
O IR, o IPI, o ITR e o ICMS são impostos em que é adotado o
lançamento por homologação.
A vigésima quarta (24) questão é a letra “b”, porque é correto
afirmar que o lançamento por homologação ocorre quando existe
determinação legal para que o sujeito passivo verifique a ocorrência do fato
gerador e antecipe o pagamento do tributo, ficando a extinção do crédito
tributário sob condição resolutória da posterior homologação pelo fisco
(art. 150, caput e §1°, do CTN).
A letra “a” é falsa, pois o lançamento de ofício não é somente
utilizado quando da inobservância, conforme o tributo devido, do
lançamento por homologação ou por declaração, mas sim em todas as nove
hipóteses estabelecidas pelo art. 149, do CTN. O lançamento de ofício
somente é utilizado quando da inobservância, conforme o tributo devido,
do lançamento por homologação ou por declaração.
A letra “c” é falsa, uma vez que quando o fisco tem
responsabilidade pela verificação da ocorrência do fato gerador, do
montante do tributo e da identificação e notificação do sujeito passivo, diz-
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se ocorrer lançamento de ofício, que ocorre, por exemplo, quanto ao IPTU.
Todavia, o imposto de renda (IR) é lançamento por homologação.
A letra “d” é falsa, eis que as circunstâncias que modificam o
crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os
privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade não afetam a
obrigação tributária que lhe deu origem.
A letra “e” é falsa, uma vez que a atividade administrativa de
lançamento é vinculada e obrigatória, não propiciando à Administração
Tributária verificar o melhor momento de aferição do fato gerador. A
Administração Tributária deve atuar de acordo com o que está fixado em
lei.
A vigésima quinta (25) questão é a letra “a”, uma vez que a revisão
do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da
Fazenda Pública (art. 149, parágrafo único, do CTN).
A letra “b” é falsa, pois o CTN admite hipótese em que a legislação
aplicável ao lançamento seja aquela vigente à época em que for efetuado,
de acordo com o art. 144, §1°, que dispõe: “Aplica-se ao lançamento a
legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação,
tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização,
ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou
outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último
caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros”.
A letra “c” é falsa, uma vez que impugnação pelo sujeito passivo
não é a única hipótese de alteração do lançamento, conforme prevê o art.
145 do CTN: “O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só
pode ser alterado em virtude de: I - impugnação do sujeito passivo; II -
recurso de ofício; III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos
casos previstos no artigo 149”.
A letra “d” é falsa, eis que quando o cálculo do tributo tenha por
base, ou tome em consideração, o valor ou o preço de bens, direitos,
serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo
regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não
mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os
documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente
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obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação contraditória,
administrativa ou judicial (art. 148, do CTN).
A letra “e” é falsa, uma vez que a atividade administrativa de
lançamento é vinculada e obrigatória, que não pode ser postergada, a
critério da autoridade lançadora, por razões de conveniência e
oportunidade.
A vigésima sexta (26) é letra “c”, porque, em princípio, o
lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e
rege-se pela lei então vigente, mesmo ou ainda que posteriormente
modificada ou revogada (art. 144, caput, do CTN).
A letra “a” é verdadeira, eis que a atividade administrativa de
lançamento é vinculada e obrigatória (art. 142, parágrafo único, do CTN).
A letra “b” é verdadeira, pois o lançamento regularmente notificado
ao sujeito passivo pode ser alterado no caso de recurso de ofício (art. 145,
inc. II, do CTN).
A letra “d” é verdadeira, eis que compete privativamente à
autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento
(art. 142, caput, do CTN).
A letra “e” é verdadeira, eis que, salvo disposição legal em
contrário, quando o valor tributário estiver expresso em moeda estrangeira,
no lançamento se fará sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia
da ocorrência do fato gerador da obrigação (art. 143, caput, do CTN).
A vigésima sétima (27) é letra “a”, pois no que diz respeito ao
lançamento tributário, é correto afirmar que o lançamento reporta-se à data
da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente,
ainda que posteriormente modificada ou revogada (art. 144, caput, do
CTN).
A letra “b” é falsa, eis que é permitida retificação da declaração por
iniciativa do próprio declarante (art. 147, §1°, do CTN).
A letra “c” é falsa, uma vez que o lançamento regularmente
notificado ao sujeito passivo pode ser alterado, conforme dispõe o art. 145
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do CTN: “O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode
ser alterado em virtude de: I - impugnação do sujeito passivo; II - recurso
de ofício; III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos
previstos no artigo 149”.
A letra “d” é falsa, eis que o Código Tributário Nacional diz haver
três modalidades de lançamento: lançamento de ofício, direto, ex officio ou
ainda unilateral; lançamento por declaração ou misto; lançamento por
homologação ou “autolançamento”.
A letra “e” é falsa, uma vez que, salvo disposição legal em
contrário, quando o valor tributário estiver expresso em moeda estrangeira,
no lançamento se fará sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia
da ocorrência do fato gerador da obrigação (art. 143, caput, do CTN) e
não ao câmbio do dia do lançamento.
A vigésima oitava (28) é letra “c”, sendo correto dizer que a
atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória (art. 142,
parágrafo único, do CTN), não restando à autoridade administrativa
possibilidade de análise quanto à conveniência e oportunidade do ato.
A letra “a” é falsa, eis que é o lançamento é o ato ou procedimento
administrativo declaratório da obrigação tributária e constitutivo do
crédito tributário. Sua finalidade é a de tornar líquida e certa a
obrigação tributária já existente,que surge por ocasião da ocorrência do
fato gerador.
A letra “b” é falsa, uma vez que a competência atribuída à
autoridade administrativa para efetuar o lançamento é privativa, não
podendo a autoridade judiciária, quando constatado vício formal,
promover as devidas retificações.
A letra “d” é falsa, eis que sobrevindo lei de conteúdo material mais
benéfica ao contribuinte, após a ocorrência do fato gerador e antes de
efetuado o lançamento do tributo, não deve a autoridade administrativa
aplicá-la.
Podemos exemplificar a lei de conteúdo material com o caput, do
art. 144, do CTN: “O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato
gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que
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posteriormente modificada ou revogada”. E lei de conteúdo formal com o
§1°, do art. 144, do CTN, quando se refere aos “novos critérios de apuração
ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das
autoridades administrativas”.
A letra “e” é falsa, uma vez que o lançamento por arbitramento não
constitui uma das modalidades de lançamento, mas sim uma técnica de
arrecadação tributária prevista no art. 148 do CTN: “Quando o cálculo do
tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou o preço de
bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante
processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam
omissos ou não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos
prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo
terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação
contraditória, administrativa ou judicial”.
A vigésima nona (29) é a letra “a”. A primeira afirmação é
verdadeira. As demais são falsas.
A primeira afirmação é verdadeira, porque se dá o nome de crédito
tributário ao valor que o sujeito ativo da obrigação tributária tem o direito
de receber de sujeito passivo determinado, relativo a certo tributo, fixado
consoante procedimento administrativo plenamente vinculado denominado
lançamento.
A segunda afirmação é falsa, porque, em regra, a autoridade
administrativa deve ter em consideração à data da ocorrência do fato
gerador da obrigação, pois o lançamento rege-se pela lei então vigente
nesta data, ainda que posteriormente modificada ou revogada.
A terceira afirmação é falsa, porque quando o lançamento é
efetuado pelo Fisco em razão de o contribuinte obrigado a declarar não ter
apresentado sua declaração, diz-se que se trata de lançamento de ofício,
direto, ex officio ou ainda unilateral.
A trigésima (30) é letra “d”, uma vez que o lançamento tributário
por declaração ou misto não pode ser alterado após a extinção do direito do
Fisco (art. 149, parágrafo único, do CTN).
A trigésima primeira (31) é letra “d”, pois o lançamento
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regularmente notificado ao sujeito passivo poderá ser alterado em
decorrência de interposição de recurso de ofício (art. 145, inc. II, do CTN).
A trigésima segunda (32) é letra “e”, uma vez que não pode ser
alterado o lançamento no caso de retificação da declaração, pelo
contribuinte, depois de notificado, para reduzir tributo.
O art. 147, § 1º, do CTN, estabelece que a “retificação da
declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a
excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que
se funde, e antes de notificado o lançamento”.
A trigésima terceira (33) é letra “c”, porque se diz lançamento por
homologação aquele que se efetua quando a legislação atribua ao sujeito
passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade
administrativa.
A trigésima quarta (34) é letra “b”, pois a constituição do crédito
tributário relativo ao Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) é efetuada
mediante lançamento ex officio.
A trigésima quinta (35) é letra “e”, uma vez que o lançamento pode
ser alterado por impugnação do sujeito passivo (art. 145, I, do CTN).
A letra “a” é falsa, eis que o lançamento regularmente notificado ao
sujeito passivo pode ser modificado, conforme dispõe o art. 145 do CTN,
em virtude de: I - impugnação do sujeito passivo; II - recurso de ofício; III -
iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no
artigo 149.
A letra “b” é falsa, uma vez que se a lei não fixar prazo a
homologação do lançamento, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência
do fato gerador (art. 150, §4°, do CTN).
A letra “c” é falsa, eis que o lançamento é regido pela lei vigente à
data da ocorrência do fato gerador, ainda que ela posteriormente seja
modificada ou revogada, segundo art. 144 do CTN.
A letra “d” é falsa, uma vez que o fato gerador é o ato que dá
origem à obrigação tributária.
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A trigésima sexta (36) é letra “e”, pois todos os itens estão corretos.
Nos termos do CTN, o lançamento é efetuado e revisto de ofício
pela autoridade administrativa nos seguintes casos: (i) quando a pessoa
legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração, deixe de atender,
no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento
formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o
preste satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade (art. 149, III); (ii)
quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento
definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória (art.
149, IV); (iii) quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em
benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação (art. 149, VII).
A trigésima sétima (37) é letra “c”, sendo incorreto dizer que o
lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado
em virtude de impugnação ou recurso administrativo.
O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo pode ser
modificado, de acordo com o art. 145 do CTN, em virtude de: (i)
impugnação do sujeito passivo; (ii) recurso de ofício; (iii) iniciativa de
ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149.
A letra “a” é correta, eis que é compete privativamente à autoridade
administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento (art. 142,
caput).
A letra “b” é correta, uma vez que o lançamento reporta-se à data da
ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente,
ainda que posteriormente modificada ou revogada (art. 144 do CTN).
A letra “d” é correta, eis que a modificação introduzida nos critérios
jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do
lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito
passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução
(art. 146 do CTN).
A letra “e” é correta, porque a atividade administrativa de
lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade
funcional (art. 142, parágrafo único).
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A trigésima oitava (38) é letra “b”, pois apenas o item I está
correto.
O lançamento tributário possui efeito ex tunc, pois retroage para
declarar a existência da obrigação tributária surgida com a ocorrência do
fato gerador.
O item II está incorreto, porque o lançamento regularmente
notificado ao sujeito passivo pode ser modificado, de acordo com o art. 145
do CTN, em virtude de: (i) impugnação do sujeito passivo; (ii) recurso de
ofício; (iii) iniciativa de ofício da autoridade administrativa,nos casos
previstos no artigo 149.
O item III está incorreto, porque o lançamento reporta-se à data da
ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente,
ainda que posteriormente modificada ou revogada (art. 144 do CTN).
O item IV está incorreto, porque a retificação da declaração por
iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo é
admissível mediante comprovação do erro em que se funde e desde que
ocorra antes da notificação do lançamento, de acordo com §1°, do art. 147,
do CTN.
A trigésima nona (39) é letra “c”, sendo correto dizer que o
lançamento deve verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação
correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do
tributo devido, identificar o sujeito passivo e, quando for o caso, propor a
aplicação da penalidade cabível (art. 142 do CTN).
A letra “a” é falsa, eis que a formalização do lançamento no
qüinqüênio legal impede a decadência tributária, mas não a prescrição
tributária, que se refere a momento posterior ao lançamento. A prescrição
diz respeito ao prazo para cobrança judicial do tributo após o lançamento
tributário (vamos estudar na próxima aula).
A letra “b” é falsa, uma vez que a retificação da declaração por
iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo é
admissível mediante comprovação do erro em que se funde e desde que
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ocorra antes da notificação do lançamento, segundo o §1°, do art. 147, do
CTN.
A letra “d” é falsa, eis que o recurso de ofício pode alterar o
lançamento, mesmo do qual o contribuinte não tenha sido notificado. Por
exemplo, no caso do art. 149, IX, do CTN, se ocorrer a comprovação que,
no lançamento anterior, ocorreu fraude da autoridade que o efetuou, ou
omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade especial.
A letra “e” é falsa, uma vez que o lançamento, segundo o CTN,
opera efeitos “ex tunc”.
A quadragésima (40) é letra “c”, pois, se o sujeito passivo tem que
prestar declaração com informações sobre matéria de fato, indispensáveis à
sua efetivação, para só então o Fisco proceder ao lançamento, notificando o
sujeito passivo, está-se diante da modalidade de lançamento por declaração.
A quadragésima primeira (41) é letra “c”, sendo cobrado novamente
o conhecimento do art. 149 do CTN, eis que o certo é quando se
comprove e não quando se quando se suspeite que o sujeito passivo, ou
terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação (art.
149, inc. VII, do CTN).
A letra “a” é verdadeira (art. 149, inc. I, do CTN).
A letra “b” é verdadeira (art. 149, inc. II, do CTN).
A letra “d” é verdadeira (art. 149, inc. IV, do CTN).
A letra “e” é verdadeira (art. 149, inc. III, do CTN).
A quadragésima segunda (42) é letra “c”, cobrando literalmente o
art. 145, III, do CTN, eis que o lançamento regularmente notificado ao
sujeito passivo pode ser modificado, de acordo com todo o art. 145 do
CTN, em virtude de: (i) impugnação do sujeito passivo; (ii) recurso de
ofício; (iii) iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos
previstos no artigo 149.
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Poderia se questionar esta questão em virtude do enunciado que
afirma “só” e existem também as hipóteses do I e II, do art. 145, do CTN,
mas a questão não foi anulada no gabarito definitivo.
A quadragésima terceira (43) é letra “e”, uma vez que a
modificação introduzida nos critérios jurídicos adotados pela autoridade
administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em
relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido
posteriormente à sua introdução (art. 146 do CTN).
A quadragésima quarta (44) é letra “d”, uma vez que o lançamento
regularmente notificado ao sujeito passivo pode ser modificado em virtude
de: (i) impugnação do sujeito passivo; (ii) recurso de ofício; (iii)
iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no
artigo 149.
A letra “a” é correta, eis que reporta-se à data de ocorrência do fato
gerador da obrigação tributária e rege-se pela lei então vigente, ainda que
posteriormente modificada ou revogada, exceto em relação aos impostos
lançados por períodos certos de tempo, desde que, nesse caso, a respectiva
lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido
(art. 144, caput e §2°, do CTN).
A letra “b” é correta, uma vez que o lançamento tem natureza
jurídica declaratória da obrigação tributária preexistente (art. 142 do CTN).
A letra “c” é correta, eis que o lançamento tributário pode ser
entendido como o procedimento administrativo tendente a verificar a
ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a
matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o
sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível (art.
142 do CTN).
A letra “e” é correta, porque a atividade administrativa de
lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade
funcional (art. 142, parágrafo único).
A quadragésima quinta (45) é letra “c” (V, F, F), conforme o
gabarito oficial.
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O primeiro item é verdadeiro, pois, segundo entendimento tributário
dominante, o crédito tributário não é atingido pela decadência, mas só pela
prescrição (assunto a ser estudado na próxima aula).
No direito tributário, a constituição formal do crédito tributário é o
ponto culminante da distinção entre a decadência do direito de lançar e a
prescrição do direito de o Fisco cobrar o crédito tributário.
Portanto, com o acontecimento do fato gerador e antes de ser
constituído formalmente, é prazo decadencial e, após a sua constituição
formal, é prazo prescricional.
Nesse contexto, entende-se que a decadência é a regra que se refere
ao prazo para o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento.
Então, não se pode falar que o crédito tributário é atingido pela
decadência.
Deste modo, a decadência atinge a obrigação tributária, porque a
decadência é antes do crédito tributário, que, nesta perspectiva, deve ser
atingido pela prescrição e não pela decadência.
Note que a resposta definitiva da ESAF vai contra a interpretação
literal do art. 156, V, que dispõe que a decadência extingue o crédito
tributário.
O item II é falso, uma vez que as circunstâncias que modificam o
crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os
privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade não afetam a
obrigação tributária que lhe deu origem (art. 140 do CTN).
O item III é falso, porque se aplica ao lançamento a legislação que,
posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído
novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os
poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao
crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o
efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros, segundo +1°, do
art. 144 do CTN.
Até mais e bons estudos.
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SÍNTESE FUNDAMENTAL DA AULA
(I) O crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma
natureza desta.
(II) As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou
seus efeitos, ou as garantias ou os privilégios a ele atribuídos, ou que
excluem sua exigibilidade não afetam a obrigaçãotributária que lhe deu
origem.
(III) O crédito tributário regularmente constituído somente se modifica ou
extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída, nos casos
previstos nesta Lei, fora dos quais não podem ser dispensadas, sob pena de
responsabilidade funcional na forma da lei, a sua efetivação ou as
respectivas garantias.
(IV) Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o
crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento
administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da
obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o
montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso,
propor a aplicação da penalidade cabível. A atividade administrativa de
lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade
funcional.
(V) O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da
obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente
modificada ou revogada. Entretanto, aplica-se ao lançamento a legislação
que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha
instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização,
ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou
outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último
caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. Aos
impostos lançados por períodos certos de tempo, aplica-se ao lançamento a
lei vigente na data em que o fato gerador se considera ocorrido.
(VI) O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser
alterado em virtude de: (i) impugnação do sujeito passivo; (ii) recurso de
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ofício; (iii) iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos
previstos para o lançamento de ofício.
(VII) A modificação introduzida, de ofício ou em conseqüência de decisão
administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade
administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em
relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido
posteriormente à sua introdução.
(VIII) As modalidades de lançamento são três, a saber: lançamento de
ofício, direto, ex officio ou unilateral; lançamento por declaração ou misto;
lançamento por homologação ou “autolançamento”.
(IX) O lançamento por declaração ou misto é efetuado com base na
declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma
da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações
sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. A retificação da
declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a
excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se
funde, e antes de notificado o lançamento. Os erros contidos na declaração
e apuráveis pelo seu exame serão retificados de ofício pela autoridade
administrativa a que competir a revisão daquela.
(X) Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração,
o valor ou o preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade
lançadora, mediante processo regular, arbitrará aquele valor ou preço,
sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as declarações ou os
esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito
passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de
contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial.
(XI) O lançamento denominado de ofício, direto, ex officio ou unilateral é
efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes
casos: (i) quando a lei assim o determine; (ii) quando a declaração não seja
prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária;
(iii) quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado
declaração nos termos do inciso anterior, deixe de atender, no prazo e na
forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento formulado pela
autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o preste
satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade; (iv) quando se comprove
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falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na
legislação tributária como sendo de declaração obrigatória; (v) quando se
comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada,
no exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte; (vi) quando se
comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente
obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária; (vii) quando
se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu
com dolo, fraude ou simulação; (viii) quando deva ser apreciado fato não
conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior; (ix) quando
se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional
da autoridade que o efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou
formalidade especial.
(XII) A revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o
direito da Fazenda Pública.
(XIII) O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja
legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem
prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a
referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida
pelo obrigado, expressamente a homologa. O pagamento antecipado pelo
obrigado nos termos do lançamento por homologação extingue o crédito,
sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. Não
influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à
homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à
extinção total ou parcial do crédito. Todavia, os atos anteriores à
homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à
extinção total ou parcial do crédito serão considerados na apuração do
saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou
sua graduação. Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco
anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a
Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o
lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a
ocorrência de dolo, fraude ou simulação.
QUESTÕES TRATADAS EM AULA
1. (ESAF/AFRF/2000) Ao procedimento administrativo tendente a verificar a
ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável,
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calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor
a aplicação da penalidade cabível, o Código Tributário Nacional dá o nome de
a) processo administrativo fiscal
b) Auto de Infração
c) lançamento
d) Representação Fiscal
e) Notificação de Lançamento
2. (ESAF/AFTE-RN/2005) Avalie as indagações abaixo e em seguida assinale a
resposta correta.
• É vedada a aplicação ao lançamento da legislação que, posteriormente à ocorrência do
fato gerador da obrigação, tenha ampliado os poderes de investigação das autoridades
administrativas?
• O crédito tributário tem a mesma natureza da obrigação tributária principal?
• A lei vigente à data da ocorrência do fato gerador da obrigação, que tenha sido
posteriormente revogada, é aplicável ao lançamento do crédito tributário?
a) Sim, sim, sim
b) Sim, sim, não
c) Sim, não, sim
d) Não, sim, sim
e) Não, sim, não
3. (ESAF/AFTE/PI/ 2002) - Após a ocorrência do fato gerador, nova lei foi publicada,
aumentando as alíquotas do tributo. Neste caso,o lançamento será regido pela lei em
vigor na data A
a) da ocorrência do fato gerador.
b) da feitura do lançamento.
c) do pagamento do tributo.
d) da cobrança do tributo.
e) escolhida pelo sujeito passivo.
4. (ESAF/AFRFB/2005) O lançamento, a teor do art. 142 do Código Tributário
Nacional, é o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato
gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o
montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor a
aplicação da penalidade cabível. Sobre o lançamento, avalie o acerto das afirmações
adiante e marque com (V) as verdadeiras e com (F) as falsas; em seguida, marque a
opção correta.
( ) Trata-se de uma atividade vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade
funcional.
( ) No sistema tributário brasileiro, o crédito tributário pode ser exigido antes da
ocorrência do fato gerador da obrigação principal. V
( ) Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso em
moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao preço
médio do câmbio do mês da ocorrência do fato gerador da obrigação.
a) F, F, V
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b) V, F, F
c) V, V, F
d) F, F, V
e) V, F, V
5. (ESAF/AFTE/PA/2002) O ato ou procedimento administrativo de lançamento tem as
finalidades abaixo, exceto
a) identificar o sujeito passivo da obrigação tributária.
b) determinar a matéria tributável.
c) quantificar o montante do tributo devido.
d) verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária.
e) ensejar o nascimento da obrigação tributária.
6. (CESPE/PGE-ES/2004/adaptada) Avalie o acerto das afirmações adiante e marque
com (V) as verdadeiras e com (F) as falsas; em seguida, assinale a resposta correta.
(i) Considere a seguinte situação hipotética. Uma determinada lei autoriza a quebra do
sigilo bancário para fins fiscais. A autoridade administrativa, de acordo com essa lei em
vigor, investigou um contribuinte e descobriu que ele sonegara tributos relativamente ao
período anterior ao advento daquela lei e lançou o crédito tributário. Nessa situação, a
lei nova poderá ser aplicada de forma retroativa, sem que haja qualquer violação às
disposições do CTN ou à Constituição.
(ii) O lançamento é regido pela lei em vigência no momento da ocorrência do fato
gerador da obrigação tributária, inclusive no que se refere à definição das garantias e
privilégios do crédito tributário e aos poderes de investigação das autoridades fiscais.
(iii) Lançamento é o procedimento administrativo tendente a constituir a obrigação
tributária, tendo em vista a ocorrência do fato gerador previsto em lei.
(iv) Lançamento é o procedimento administrativo pelo qual se constitui o crédito
tributário, a partir da verificação da ocorrência do fato gerador do tributo.
(v) Tendo em vista a capacidade econômica do sujeito passivo, por motivo de eqüidade,
a autoridade administrativa pode deixar de promover o lançamento.
a) F, V, V, F, V.
b) F, F, V, V, F.
c) F, V, F, V, F.
d) V, F, F, V, F.
e) V, V, F, V, F.
7. (ESAF/TRF/2000/adaptada) 1) Uma nova lei do imposto de renda, reduzindo a
alíquota de um imposto, entrou em vigor e há uma exigência tributária relativa a fatos
ocorridos antes dessa lei. O lançamento do imposto deve levar em consideração a lei
nova?
2) A modificação introduzida nos critérios jurídicos adotados pela autoridade
administrativa no exercício do lançamento pode ser efetivada, em relação a um mesmo
sujeito passivo, quanto a fatos geradores ocorridos anteriormente à sua introdução?
3) O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador e se rege pela lei
vigente à época dessa ocorrência?
a) não, não, não
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b) sim, sim, sim
c) não, não, sim
d) não, sim, sim
e) sim, não, não
8. (ESAF/IRB 2004) Avalie as indagações abaixo e em seguida assinale a resposta
correta.
• A obrigação tributária principal nasce com o lançamento do respectivo crédito
tributário?
• É permitido que autoridade judiciária realize lançamento de crédito tributário, na
hipótese de concluir que o contribuinte deixou de recolher tributo devido à Fazenda
Pública?
• Considere a seguinte situação hipotética: Após responder consulta à associação de
importadores de que seu produto enquadrou-se na alíquota de 3% do IPI, a autoridade
administrativa, em novo entendimento, passou a aplicar a alíquota de 5%, tendo em
vista decisão judicial em processo movido por associado. Nessa situação, haverá
incidência da nova alíquota aos fatos geradores anteriores ao novo entendimento,
cobrando-se o crédito suplementar?
a) Não, não, sim
b) Não, sim, sim
c) Não, não, não
d) Sim, não, sim
e) Sim, sim, não
9. (ESAF/AFM/Natal/2001) O ato administrativo tributário que se reporta à data da
ocorrência do fato gerador da obrigação tributária e rege-se pela lei então vigente,
constituindo atividade administrativa vinculada e obrigatória, é:
a) notificação.
b) responsabilização.
c) integração.
d) lançamento.
e) conversão.
10. (CESPE/UNB/PGE/PI/2008). Assinale a opção correta acerca de crédito tributário.
A As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos
afetam a obrigação tributária que lhe deu origem.
B As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos ou
as garantias ou os privilégios a eles atribuídos, ou que excluem a sua exigibilidade,
podem afetar o seu lançamento, mas não, a obrigação que lhe deu origem.
C As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos ou
as garantias ou os privilégios a eles atribuídos, ou que excluem a sua exigibilidade, não
afetam o lançamento que lhe deu origem, apenas a obrigação.
D As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos
podem modificar a obrigação tributária apenas no que diz respeito aos seus elementos
principais.
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E A autoridade administrativa não pode, mesmo amparada na lei, extinguir o crédito
tributário devidamente constituído.
11. (CESPE/UNB/PGE-AL/2009) Um contribuinte foi autuado por ter praticado
infração tributária. Assim, contra ele foi lavrado auto de infração cobrando o tributo
sonegado e estipulando as penalidades. Após a defesa administrativa, ele conseguiu
diminuir o valor referente à multa aplicada. Na situação hipotética acima descrita,
A o crédito tributário foi alterado, ficando intacta a obrigação tributária.
B o fato gerador foi modificado e, por isso, também foi modificado o crédito tributário.
C uma vez que o crédito tributário tem origem na obrigação tributária, a modificação
feita em um causa alteração no outro.
D o crédito tributário faz nascer a obrigação tributária e, por esse motivo, qualquer
modificação no crédito altera a obrigação.
E a multa alterada modifica o fato gerador e, portanto, o crédito tributário.
12. (CESPE/UNB/Advogado/Petrobras/2007) Pelo instituto da substituição tributária
progressiva, o substituto paga o tributo em razão de fato gerador já
ocorrido no passado.
13. (ESAF/Auditor-Fiscal/MG/2005) Assinale a opção correta.
“A lei poderá atribuir a sujeito passivo da obrigação tributária a condição de
responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer
posteriormente, assegurada a imediata restituição da quantia paga, caso não se realize o
fato gerador presumido” – art. 150, § 7º da CRFB/88. O dispositivo referido veicula:
a) o instituto da substituição tributária para frente.
b) o lançamento por homologação.
c) um privilégiodo crédito tributário.
d) hipótese de responsabilidade por sucessão.
e) sujeição passiva extraordinária.
14. (FGV/ICMS/RJ/2007) De acordo com o art. 150, § 7º, da CRFB/88, a atribuição a
sujeito passivo de obrigação tributária da condição de responsável pelo pagamento de
imposto ou contribuição cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente depende de:
(A) convênio entre os Estados e o Distrito Federal.
(B) decreto do Chefe do Poder Executivo, desde que autorizado em lei específica.
(C) convênio entre os Estados e o Distrito Federal e lei específica.
(D) decreto do Chefe do Poder Executivo.
(E) lei.
15. (ESAF/PFN/2004) Consideradas as disposições do Código Tributário Nacional, é
correto afirmar que é lícito à autoridade administrativa rever de ofício o lançamento já
procedido
a) somente no caso de lançamento anterior por homologação.
b) no caso de qualquer lançamento anterior, exceto o de ofício.
c) no caso de qualquer lançamento anterior, inclusive o de ofício.
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d) somente no caso de lançamento anterior com base na declaração do sujeito passivo.
e) somente no caso de lançamento anterior relativo à empresa concordatária.
16. (ESAF/AFTN/1994) O ato mediante o qual o contribuinte antecipa o pagamento de
imposto, sem prévio exame da autoridade administrativa, e fica aguardando a ratificação
do seu proceder, de modo expresso ou tácito, chama-se
a) pagamento por consignação
b) lançamento por homologação
c) lançamento por declaração ou misto
d) antecipação de pagamento, sob condição suspensiva
e) denúncia espontânea de pagamento para evitar a mora fiscal e aplicação de
penalidades pela fazenda pública
17. (ESAF/AFTE/MS/2001) Lançamento por homologação é aquele efetuado
a) de ofício.
b) pelo contribuinte.
c) pela repartição fiscal.
d) pelo sujeito passivo, com prévio exame da autoridade fiscal.
e) por presunção, pelo agente fiscal.
18. (ESAF/AFRF/2002/adaptada) Preencha a lacuna com a expressão oferecida entre as
cinco opções abaixo. Se a lei atribui ao contribuinte o dever de prestar declaração de
imposto de renda e de efetuar o pagamento sem prévio exame da autoridade, o
lançamento é por _________.
a) declaração.
b) direto.
c) arbitramento.
d) homologação.
e) misto.
19. (ESAF/AFTN/1996) É incorreto afirmar que:
a) o lançamento regularmente notificado pode ser alterado mediante recurso de ofício;
b) quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido
na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória, o lançamento pode ser
efetuado e revisto de ofício;
c) o lançamento pode ser revisto de ofício quando se comprove ação ou omissão do
sujeito passivo ou de terceiro legalmente obrigado que dê lugar à aplicação de
penalidade pecuniária;
d) o ato administrativo do lançamento pode ser alterado de ofício quando se comprove
que o sujeito passivo agiu com dolo, fraude ou simulação;
e) a impugnação do sujeito passivo não pode alterar lançamento tributário regularmente
notificado.
20. (ESAF/AFTE-MG/2005/adaptada) Considerando o tema “crédito tributário”,
marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa, assinalando ao final a opção
correspondente.
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( ) O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo somente poderá ser alterado
por iniciativa de ofício da autoridade administrativa.
( ) A utilização de pauta fiscal pela administração tributária é uma forma de
arbitramento da base de cálculo para o pagamento do tributo.
( ) O lançamento pode ser revisto de ofício, mesmo se efetuado em qualquer
modalidade.
a) V, F, V.
b) V, V, V.
c) F, F, F.
d) F, V, F.
e) F, V, V.
21. (TTN/98/ESAF) No que diz respeito ao lançamento tributário, pode afirmar-se que,
de acordo com o Código Tributário Nacional,
a) apesar de decorrente de lei, a atividade fiscal que culmina com o lançamento tem
caráter discricionário, a ser sopesado pelo agente fiscal.
b) as modalidades de lançamento são: direto, por homologação e de ofício, somente.
c) ele somente pode ser efetuado de ofício quando se comprove ação ou omissão do
sujeito passivo que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária.
d) pagamento antecipado pelo obrigado, nos tributos sujeitos a lançamento por
homologação, extingue o crédito tributário, sob condição resolutória.
e) a alteração do lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo somente pode
dar-se por meio de impugnação deste último.
22. (TRF/2005/ESAF) Sobre as modalidades de lançamento do crédito tributário,
podemos afirmar que
a) lançamento por homologação é feito quanto aos tributos cuja legislação atribua ao
sujeito passivo o dever de calcular o tributo, submetê-lo ao prévio exame da autoridade
administrativa, e realizar seu pagamento.
b) o lançamento por declaração é aquele feito em face da declaração prestada pelo
próprio contribuinte ou por terceiro.
c) o lançamento de ofício é aquele feito pela autoridade administrativa, com base nas
informações prestadas pelo contribuinte.
d) a revisão do lançamento, em quaisquer de suas modalidades, pode ser iniciada
mesmo após a extinção do direito da Fazenda Pública, nos casos de erro por parte do
contribuinte.
e) na hipótese do lançamento por homologação, não fixando a lei ou o regulamento
prazo diverso para homologação, seu prazo será de cinco anos, contados do fato
gerador.
23. (AFTE/PI/2001/ESAF) Escolha o tipo de imposto em que é adotado o lançamento
de ofício, unilateral ou direto.
a) imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza.
b) imposto sobre produtos industrializados.
c) imposto sobre a propriedade territorial rural.
d) imposto sobre a propriedade de veículos automotores.
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e) imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de
serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.
24. (ESAF/Auditor/TCE/GO/2008/adaptada) Em relação ao crédito tributário, assinale a
opção correta.
a) O lançamento de ofício somente é utilizado quando da inobservância, conforme o
tributo devido, do lançamento por homologação ou por declaração.
b) O lançamento por homologação ocorre quando existe determinação legal para que o
sujeito passivo verifique a ocorrência do fato gerador e antecipe o pagamento do tributo,
ficando a extinção do crédito tributário sob condição resolutória da posterior
homologação pelo fisco.
c) Quando o fisco tem responsabilidade pela verificação da ocorrência do fato gerador,
do montante do tributo e da identificação e notificação do sujeito passivo, diz-se ocorrer
lançamento de ofício, que ocorre, por exemplo, quanto ao IPTU e ao IR.
d) As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão, efeitos, garantias
ou privilégios a ele atribuídos afetam igualmente a obrigação tributária que lhe deu
origem, eis que o crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a sua mesma
natureza.
e) A atividade administrativa de lançamento é discricionária quando propicia à
Administração Tributária verificar o melhor momento de aferição do fato gerador.
25. (ESAF/AFRE/CE/2006) Sobre o lançamento tributário, procedimento
administrativo tendente a verificar, entre outras coisas, a ocorrência do fato gerador da
obrigação correspondente e determinar a
matéria tributável, pode-se afirmar que
a) a sua revisão só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública.
b) o CTN não admite hipótese em que a legislação a ele aplicável seja aquela vigente à
época em que for efetuado.
c) só pode ser alterado por impugnação do sujeito passivo.
d) se o cálculo do tributo tiverpor base valor de bens ou direitos, e estes não forem
corretamente informados pelo sujeito passivo, a autoridade que efetivar o lançamento
arbitrará estes valores, não podendo mais o sujeito passivo contraditá-los.
e) trata-se de uma atividade administrativa vinculada e obrigatória, mas que pode ser
postergada, a critério da autoridade lançadora, por razões de conveniência e
oportunidade.
26. (ESAF/MPE/GO/2008) Sobre a constituição do crédito tributário pode-se afirmar,
exceto
a) que a atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória.
b) que o lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo pode ser alterado no
caso de recurso de ofício.
c) que o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-
se pela lei então vigente, salvo se posteriormente modificada ou revogada.
d) que compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário
pelo lançamento.
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e) que, salvo disposição legal em contrário, quando o valor tributário estiver expresso
em moeda estrangeira, no lançamento se fará sua conversão em moeda nacional ao
câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação.
27. (ESAF/TTN/1997) No que diz respeito ao lançamento tributário, é correto afirmar
que
a) o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se
pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.
b) não é permitida retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante.
c) o lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo não pode ser alterado.
d) o Código Tributário Nacional diz haver duas modalidades de lançamento: por
declaração e ex officio.
e) quando o valor tributário estiver expresso em moeda estrangeira, far-se-á a sua
conversão em moeda nacional ao câmbio do dia do lançamento.
28. (ESAF/AFTM/Natal/2008) Sobre o crédito tributário e o lançamento, assinale a
única opção correta.
a) O lançamento é o ato administrativo declaratório do crédito tributário e constitutivo
da obrigação tributária. Sua finalidade é a de tornar líquido e certo o crédito tributário já
existente e constituído por ocasião da ocorrência do fato gerador.
b) A competência atribuída à autoridade administrativa para efetuar o lançamento não é
exclusiva, podendo a autoridade judiciária, quando constatado vício formal, promover
as devidas retificações.
c) A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, não restando à
autoridade administrativa possibilidade de análise quanto à conveniência e oportunidade
do ato.
d) Sobrevindo lei de conteúdo material mais benéfica ao contribuinte, após a ocorrência
do fato gerador e antes de efetuado o lançamento do tributo, deve a autoridade
administrativa aplicá-la.
e) O lançamento por arbitramento constitui uma das modalidades de lançamento. Ocorre
nas situações em que a autoridade fiscal rejeita o valor de um bem declarado pelo
contribuinte e aplica as “pautas fiscais”.
29. (AFTN/ ESAF/1994)
I - Dá-se o nome de crédito tributário ao valor que o sujeito ativo da obrigação
tributária tem o direito de receber de sujeito passivo determinado, relativo a certo
tributo, fixado consoante procedimento administrativo plenamente vinculado
denominado lançamento.
II - Deve a autoridade administrativa ter em consideração a lei que, no período entre a
data do fato gerador e a do lançamento, for mais favorável ao contribuinte.
III - Quando o lançamento é efetuado pelo Fisco em razão de o contribuinte obrigado a
declarar não ter apresentado sua declaração, diz-se que se trata de lançamento por
declaração substitutiva.
a) A primeira afirmação é verdadeira. As demais são falsas.
b) A primeira e a segunda afirmações são verdadeiras. A terceira é falsa.
c) A segunda afirmação é verdadeira. As demais são falsas.
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d) A terceira afirmação é verdadeira. As demais são falsas.
e) A primeira afirmação é falsa. A segunda e a terceira são verdadeiras.
30. (AFTN/94/ESAF) O lançamento por declaração não pode ser alterado
a) mediante recurso de ofício.
b) quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido
na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória.
c) quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente
obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária.
d) após a extinção do direito do Fisco.
e) em conseqüência de decisão administrativa.
31. (AFTE/PA/2002/ESAF) O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo
poderá ser alterado em decorrência de
a) transferência da sujeição passiva a pessoa isenta.
b) majoração superveniente das alíquotas do tributo.
c) modificação posterior da lei tributária.
d) interposição de recurso de ofício.
e) decurso do prazo decadencial.
32. (AFTN/94/ESAF) Não pode ser alterado o lançamento no caso de
a) impugnação do contribuinte ou responsável.
b) recurso de ofício interposto pela autoridade contra sua própria decisão.
c) iniciativa da autoridade quando comprovada omissão de informação obrigatória, na
declaração do contribuinte.
d) iniciativa da autoridade quando comprovada falta funcional da autoridade que
efetuou o lançamento.
e) retificação da declaração, pelo contribuinte, depois de notificado, para reduzir tributo.
33. (AFTN/98/ESAF) Diz-se lançamento por homologação aquele que se efetua quando
a) a lei determine que o lançamento seja efetivado e revisto pela autoridade
administrativa por iniciativa própria
b) a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação
tributária
c) a legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio
exame da autoridade administrativa
d) se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido em lei
como sendo de declaração obrigatória
e) quando se comprove que terceiro, em benefício do contribuinte, agiu com simulação
ou dolo
34. (AFM/Fortaleza/98/ESAF) A constituição do crédito tributário relativo ao Imposto
Predial Territorial Urbano (IPTU) é efetuada mediante
a) autolançamento.
b) lançamento ex officio.
c) lançamento por declaração.
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d) lançamento indireto.
e) lançamento por homologação.
35. (CESPE/UNB/PGE-PI/2008). Assinale a opção correta em relação a lançamento.
A O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo não pode ser modificado.
B O lançamento por homologação deve ser feito no prazo de cinco anos, a contar do
primeiro ano seguinte ao fato.
C O lançamento é regido pela lei vigente à data da ocorrência do fato gerador, desde
que ela não seja revogada posteriormente.
D O lançamento é o ato que dá origem à obrigação tributária.
E O lançamento pode ser alterado por impugnação do sujeito passivo.
36. (FGV/ICMS/RJ/2007) Nos termos do Código Tributário Nacional, o lançamento é
efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos:
I. quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração, deixe de
atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento
formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o preste
satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade;
II. quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido
na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória;
III. quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu
com dolo, fraude ou simulação.
Analise os itens acima e assinale:
(A) se nenhum item estiver correto.
(B) se somenteos itens I e III estiverem corretos.
(C) se somente os itens II e III estiverem corretos.
(D) se somente os itens I e II estiverem corretos.
(E) se todos os itens estiverem corretos.
37. (FGV/ICMS/RJ/2007) Assinale a afirmação incorreta.
(A) Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário
pelo lançamento.
(B) O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se
pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.
(C) O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em
virtude de impugnação ou recurso administrativo.
(D) A modificação introduzida nos critérios jurídicos adotados pela autoridade
administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um
mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução.
(E) A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de
responsabilidade funcional.
38. (FCC/Fiscal de Rendas/SP/2006) Analise as seguintes afirmações sobre o
lançamento tributário:
I. Tem efeito “ex tunc”.
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II. Depois de regularmente notificado, o lançamento não pode mais ser alterado, a não
ser, unicamente, em caso de impugnação do sujeito passivo.
III. O lançamento reporta-se à legislação vigente à data do fato gerador, exceto quanto
ocorrer redução de alíquota ou base de cálculo do imposto, circunstâncias que
beneficiam o sujeito passivo.
IV. É admissível, na hipótese de lançamento efetuado com base na declaração do sujeito
passivo ou de terceiro, que estes retifiquem a declaração para aumentar ou fixar a
existência de tributo, nunca para o fim de reduzir ou excluir tributo.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) I.
(C) II.
(D) III e IV.
(E) IV.
39. (FCC/Fiscal de Rendas/SP/2006) A respeito do lançamento, é correto afirmar que
(A) sua formalização no qüinqüênio legal impede a conservação da prescrição tributária.
(B) é cabível a retificação por declaração do sujeito passivo em lançamento de ofício
devidamente notificado, mediante a comprovação de erro em que se funde, desde que
não vise a reduzir ou excluir tributo.
(C) deve verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar
a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo
e, quando for o caso, propor a aplicação da penalidade cabível.
(D) o recurso de ofício não tem o condão de alterar o lançamento, do qual o contribuinte
não tenha sido notificado.
(E) segundo o Código Tributário Nacional, opera efeitos “ex nunc”.
40. (FCC/Procurador municipal/Recife/2008) Se o sujeito passivo tem que prestar
declaração com informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação, para
só então o Fisco proceder ao lançamento, notificando o sujeito passivo, está-se diante da
modalidade de lançamento
(A) por homologação.
(B) por autolançamento.
(C) por declaração.
(D) direto.
(E) de ofício.
41. (ESAF/ATA/MF/2009) Nos termos do Código Tributário Nacional, o lançamento é
efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos, exceto:
a) quando a lei assim o determine.
b) quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da
legislação tributária.
c) quando se suspeite que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com
dolo, fraude ou simulação.
d) quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido
na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória.
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e) quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração, deixe de
atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento
formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o preste
satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade.
42. (CESPE/UNB/PGE-AL/2009) O lançamento de obrigação tributária regularmente
notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de
A impugnação de terceiro interessado.
B recurso interposto pela procuradoria fiscal.
C iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no CTN.
D interesse do sujeito passivo.
E impugnação do sujeito ativo.
43. (ESAF/Auditor/TCE/PR/2003) É correto afirmar que, em consonância com o
Código Tributário Nacional, não se admite alteração do lançamento de crédito
tributário, regularmente notificado ao sujeito passivo da obrigação tributária, entre
outras hipóteses, em virtude de:
a) iniciativa de ofício da autoridade administrativa, quando deva ser apreciado fato não
conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior.
b) impugnação do sujeito passivo.
c) iniciativa de ofício da autoridade administrativa, quando se comprove que, no
lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou
omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade essencial.
d) recurso de ofício.
e) iniciativa de ofício da autoridade administrativa, em face de posterior modificação
introduzida, de ofício ou em conseqüência de decisão administrativa ou judicial, nos
critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento.
44. (ESAF/Procurador/Fortaleza2002) É incorreto afirmar que o lançamento de crédito
tributário:
a) reporta-se à data de ocorrência do fato gerador da obrigação tributária e rege-se pela
lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada, exceto em relação
aos impostos lançados por períodos certos de
tempo, desde que, nesse caso, a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato
gerador se considera ocorrido.
b) tem natureza jurídica declaratória da obrigação tributária preexistente.
c) pode ser entendido como o procedimento administrativo tendente a verificar a
ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável,
calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor
a aplicação da penalidade cabível.
d) regularmente notificado ao sujeito passivo, não pode ser alterado por iniciativa de
ofício de autoridade administrativa, exceto na hipótese de prévia instauração da fase
litigiosa do processo administrativo-tributário.
e) constitui atividade administrativa vinculada e obrigatória.
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45. (ESAF/TRF/2002.2) Avalie a correção das afirmações abaixo. Atribua a letra V para
as verdadeiras e F para as falsas. Em seguida, marque a opção que contenha a seqüência
correta.
( ) O crédito tributário não é atingido pela decadência.
( ) Modificados a extensão e os efeitos do crédito tributário, altera-se a obrigação
tributária que lhe deu origem.
( ) O lançamento é regido pela legislação vigente à época da ocorrência do fato gerador,
não lhe sendo aplicável a legislação posterior.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) V, F, V.
GABARITO
1. C 2. D 3. A 4. C 5. E 6. D 7. C 8. C 9. D 10. B
11. A 12. ERRADA 13. A 14. E 15. C 16. B 17. B 18. D 19. E 20. E
21. D 22. B 23. D 24. B 25. A 26. C 27. A 28. C 29. A 30. D
31. D 32. E 33. C 34. B 35. E 36. E 37. C 38. B 39. C 40. C
41. C 42. C 43. E 44. D 45. C