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II Simpósio Sobre 
Ritualística e Filosofismo 
do Rito Brasileiro
De 26/08/2023 a 29/08/2023
Fortaleza, Ceará
A Maçonaria no Ceará
1834 – 1989
Ir∴ Felipe Titonel Abreu, M∴ M∴ 
Ir∴ André Casimiro, Apr∴ M∴ 
Organizadores
_
Alguns Marcos da Presença Maçônica 
no Ceará Durante o Império
Os Antecedentes
1797 – 1831
Maçonaria Insurgente entre o período 
Colonial e o Primeiro Reinado
O Prelúdio da História Maçônica 
na Província do Ceará 
1797
Fragata Francesa La Preneuse
Foto: Luta entre o navio Júpiter e a fragata La Preneuse, nas 
proximidades de Madagascar, em 11 de outubro de 1799. J. Bennetter. 
Arq. National Gallery of Victoria, Melbourne
_
Antoine René Larcher, 
Chefe da Divisão das Armadas Navais Francesas
Cypriano José Barata de Almeida (1762 —1838)
José da Silva Lisboa, Visconde de Cayru (1756 —1835)
Francisco Muniz (ou Moniz) Barreto (1804 – 1868)
Pe. Francisco Agostinho Gomes (1769 – 1842)
Joaquim Inácio de Siqueira Bulcão (1768 —1829)
A primeira manifestação Maçônica no Brasil
aconteceu nos domínios marítimos da Bahia. 
Proto-História Maçônica
1797
Salvador, Bahia
Imagem: Vista da cidade de Salvador em 1860. Autor desconhecido. Acervo da 
Pinacoteca do Estado de São Paulo. Coleção Brasiliana/ Fundação Estudar. 
_
Tinha pouco mais, pouco menos, que 70 mil 
habitantes e era a maior cidade do Brasil. 
Com o declínio da produção de ouro e diamantes, 
em Minas Gerais, a Bahia voltava a assumir o 
posto de capitania mais rica da América 
Lusitana, com sua produção de açúcar, tabaco e 
algodão. 
A elite voltava-se a estabelecer seus 
ofícios naquela capitania e, com isso, 
estabelecia-se ali um significante número 
de homens instruídos.
1797
Cypriano Barata
Cirurgião e jornalista, que estudou na Universidade de 
Coimbra. Era Maçom e, também, passou a divulgar os 
ideais republicanos quando retornou a Salvador, em 
1792. 
Cypriano Barata
(1762 —1838)
Retorno da Elite 
1798–1799
Conjuração Baiana
Grande parte das discussões e atos 
preparatórios para a Conjuração Baiana 
ocorreram sob a guarita da Maçonaria.
Movimento emancipacionista, ocorrido no final do século 
XVIII (1798-1799), na Capitania da Bahia, no Brasil 
Colonial. Diferentemente da Inconfidência Mineira (1789-
1792), foi difundido pela historiografia tradicional como 
um movimento popular. Defendia a independência, 
igualdade racial, um governo republicano e democrático, 
liberdades plenas, livre comércio e abertura dos portos 
como principais pontos, além de um salário maior para 
os soldados.
Imagem: Igreja do Hospício de Nossa Senhora da Piedade da Bahia, litogravura. Johann 
Moritz Rugendas. Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo, São Paulo
_
1817
Revolução Pernambucana
Conhecida como Revolução dos Padres, um 
movimento de caráter liberal e republicano que 
eclodiu no dia 6 de março de 1817 em Pernambuco. 
Dentre as suas causas, destacam-se a influência das 
ideias iluministas propagadas pelas sociedades 
maçônicas, contra o absolutismo monárquico 
português e os enormes gastos da Família Real e seu 
séquito recém-chegados ao Brasil.
Imagem: Momento em que o pai de José Peregrino, Augusto Xavier de Carvalho, com um crucifixo 
na mão, pede que o jovem filho se entregue às tropas portuguesas. Antônio Parreiras.
_
Padres Maçons
|Bahia 
Pe. Francisco Agostinho Gomes 
|Pernambuco 
Pe. Antônio Félix Cardoso 
Pe. Miguel Joaquim de Almeida 
Pe. João Ribeiro Pessoa 
Monsenhor Muniz Tavares.
Igreja Católica e Maçonaria
1738
Bula Papal de Clemente XII 
Papa Clemente XII 
(Lorenzo Corsini, 1652 —1740) 
Papa de 1730 — 1740
Proibia católicos, sob pena de excomunhão, de se filiarem à 
Lojas Maçônicas. Ordenava aos clérigos que largassem essas 
práticas e ditava a total incompatibilidade entre maçonaria e 
a condição de cristão integrado na Igreja Católica, submisso 
às disposições da cúria Romana.
In Eminenti Apostolatus Specula 
Faculdade de Direito
Foco do ideário Liberal e Revolucionário no Nordeste.
Faculdade de Direito do Recife, formou toda uma 
geração de homens que apostaram suas ideias e 
esperanças na transformação do país pela via 
político-jurídica. Surgem bandeiras para Monarquia 
Constitucional, casamento e batismo civil e 
bandeiras mais radicais como a da República.
Os filhos das elites cearenses iam para estudar na 
Europa, principalmente Coimbra, Portugal e 
Montepellier na França. Com a fundação da 
Faculdade de Direito do Recife, passaram a estudar 
no estado vizinho e ter contato com os ideais 
liberal-ilustrados.
1818
Alvará de D. João VI
D. João VI 
(1652 —1740) 
Nenhuma sociedade ou congregação poderia 
funcionar sem autorização real precedida de 
aprovação dos respectivos estatutos. 
Imputação de crimes de 
conspiração, inconfidência e traição.
Degredo ou prisão 
de 4 a 10 anos
Bispo Azeredo Coutinho
Seminário de Olinda
Foco do ideário Iluminista e Revolucionário no Pernambuco.
Bispo de Olinda em 1794, bispo-auxiliar de Bragança 
e Miranda em 1802 e de Elvas em 1806.
1824
Confederação do Equador
Movimento revolucionário de caráter republicano e 
separatista que eclodiu no dia 2 de julho de 1824 em 
Pernambuco, alastrando-se para outras províncias do 
Nordeste do Brasil.
Em janeiro de 1824, as câmaras de Quixeramobim e do 
Icó chegaram a proclamar a república. E, em outras 
vilas do interior cearense, foram manifestadas várias 
posições contrárias ao Regime Imperial pelos 
vereadores.
Imagem: Bandeira da Confederação do Equador. Ulysses de Carvalho Soares Brandão. Instituto Histórico 
e Geográfico de Pernambuco/Officinas Graphicas da Repartição de Publicações Officiaes. 1924
_
Origens da 
Maçonaria no Ceará
1834 – 1882
A fundação das primeiras Lojas 
Maçônicas e construção do 
ideário liberal no Ceará
1833–1834
Loja Maçônica União e Beneficência
Imagem: Início da Rua das Flores (Castro e Silva), ao lado da Praça 
Caio Prado (da Sé). Arq. Assis Lima
Funcionou em um sobrado no terceiro 
quarteirão da Rua Boa Vista, hoje 
Floriano Peixoto, de propriedade de 
Manuel Caetano de Gouveia.
_
Primeiras Lojas Maçônicas
1834
Primeiros focos Maçônicos em Aracati.
1833
União e Beneficência
Diogo Antônio Feijó 
(1784 —1843) 
Filósofo e sacerdote 
católico, um dos 
fundadores do Partido 
Liberal. 
Primeiras Lojas Maçônicas
José Martiniano Pereira de 
Alencar (1794 —1843) 
Havia tomado parte da Revolução 
Pernambucana e da Confederação 
do Equador. Presidente da 
Província do Ceará, em 1834. 
Imagem: Primeira Folha do Livro de Atas da Loja Capitular 
Igualdade. Arquivo da Loja Igualdade.
_
1859| Loja Fraternidade Cearense 
Foi a primeira loja regular, tendo sido organizada 
com registro de 1 de dezembro de 1859 junto ao 
Grande Oriente Unido do Brasil.
1882| Loja Igualdade
Fundada em 27 de junho de 1882, com 45 membros no 
seu quadro de obreiros, tendo sido organizada com 
registro de junto ao Grande Oriente Unido do Brasil.
1859–1882
Primeiras Lojas Maçônicas
A Questão Religiosa 
no Ceará
1872 – 1875
As disputas entre Maçons e 
Católicos Ultramontanos no Ceará 
e o Papel da Imprensa Maçônica
1872–1875
Maçons e Ultramontanos
Propaganda Anti-Maçônica de D. Vital
Dom Frei Vital Maria 
Gonçalves de Oliveira
(1844 –1878)
1872–1875
Maçons e Ultramontanos
Durante a Questão Religiosa foi fundado o jornal 
Fraternidade (entre 1873 e 1875) que era redigido 
por maçons em defesa dos ideais do Liberalismo, 
notadamente a separação entre Igreja e Estado.
ü Irmandades Católicas dirigidas por Maçons.
ü Conflito entre Maçons e Católicos Ultramontanos.
ü Importante papel da Imprensa Jornalística.
ü Fraternidade vs. Tribuna Católica.
Construtores do 
Progresso
1834 – 1889
A Maçonaria Cearense e seu 
engajamento nas causas sociais, 
humanitárias, educacionais, na 
urbanização da província e nas 
questões sanitárias.
Século XIX
Papel das Lojas Maçônicas
Ambiente de sociabilidade da elite intelectual 
cearense. As Lojas Maçônicas ocuparam 
espaço de promoção do debate político e 
ideológico fundamental,e quase que exclusivo, 
na sociabilidade de uma elite culta cearense no 
período do Império. 
ABREU, B., Intrépidos Romeiros do Progresso: maçons
cearenses no Império. Fortaleza: Museu do Ceará/Secult, 2009.
_
Século XIX
Construção do Ideário
Liberdade religiosa, Estado e ensino laicos, 
casamento civil, educação popular, abolição da 
escravatura e mudança de regime. Crença que 
somente através de reformas jurídico/legais 
seriam garantidas certas liberdades e 
igualdades sociais.
ABREU, B., Intrépidos Romeiros do Progresso: maçons 
cearenses no Império. Fortaleza: Museu do Ceará/Secult, 2009.
_
1872–1890
A Imprensa Maçônica
A imprensa ocupou espaço de promoção do 
debate político e ideológico, exercendo 
significativo papel de difusão cultural e 
civilizatório. 
ü LIBERTADOR (Mantido por Maçons)
ü O CEARENSE JACAÚNA (Manuel Antônio de Gouveia)
ü O CEARENSE (Francisco Barbosa de Paula Pessoa)
Imagem: Primeira Folha do Jornal Libertador. Arquivo da 
Biblioteca Nacional.
_
1834–1860
Imagem: Lagoa do Garrote, atual Parque da Liberdade/Cidade 
da Criança. Arq. Leila Nobre
Fortaleza mantinha fisionomia acanhada, não 
havia alinhamento urbano e a cidade era 
esquadrinhada por meia dúzia de ruas. A 
principal artéria, indo do norte a sul, a Rua dos 
Mercadores, na margem oriental do Riacho 
Pajeú, que não passava da Lagoa do Garrote, 
atual Parque da Liberdade/Cidade da Criança.
_
Urbanização da Província
Adolfo Herbster desembarcou nessa cidade em 29 de 
janeiro de 1855 para trabalhar como engenheiro da 
Província. Fez um levantamento cartográfico da capital 
cearense e foi responsável pelo arruamento de 
diversas avenidas, à época denominadas boulevards.
Traçado Urbano da Província
1855–1888
João Adolfo Herbster
 (1826 —1893)
1861
Imagem: Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza (CE). Arquivo 
Leila Nobre 
O primeiro hospital da cidade e foi construído 
inicialmente com recursos públicos fornecidos à 
província para resolver os problemas decorrentes 
da última epidemia de febre amarela.
O hospital foi inaugurado em 1861, a princípio com 
80 leitos, tinha como mantenedora a Irmandade 
Beneficente da Santa Casa da Misericórdia de 
Fortaleza.
_
Santa Casa de Misericórdia
Antônio Mendes da Cruz Guimarães Sobrinho
 Se formou Doutor em Medicina pela Academia do Rio de 
Janeiro em 1859, foi um dos médicos mais competentes a 
trabalhar na Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza. 
Santa Casa de Misericórdia
Antônio Mendes da Cruz 
Guimarães Sobrinho 
(1838-1878)
1866–1880
Imagem: Cemitério São João Batista em Fortaleza (CE). 
Cemitério São João Batista
Foi inaugurado no dia 5 de abril de 1866 para substituir 
o Cemitério de São Casemiro que ficava no local onde 
está construída a Estação João Felipe.
O fechamento do Cemitério de São Casemiro foi 
determinado em virtude do terreno sofrer influência de 
dunas móveis e por ficar próximo do núcleo urbano de 
então. 
_
Urbanização da Província
Imagem: Crianças durante a seca, 1878. Autor 
desconhecido. Domínio Público.
Na cidade de Fortaleza, em doze meses, sepultaram-se nos 
cemitérios de São João Batista e da Lagoa 124 mil corpos, 
vítimas de doenças, como a febre biliosa, o beri-beri, a 
anasarca, a varíola, a disenteria e de outras em 
consequência da fome.
_
Maçonaria contra a Seca
“A hecatombe principiou com a fome e 
terminaria com a peste.” 
Rodolfo Teófilo.
1877–1879
1884
Dentre as diversas causas em que a Maçonaria 
Cearense esteve empenhada, destaca-se a causa 
abolicionista e a libertação dos escravos no estado do 
Ceará, em 25 de março de 1884, quatro anos antes da 
assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888. 
Há notícia de sessões internas da Igualdade, onde se 
organizavam eventos para levantar numerários 
destinados à causa, quer seja para suporte do ideário 
da abolição, quer seja, como muitas vezes, empregados 
na compra de escravos para dar-lhes alforria.
Maçonaria e a Abolição
A tipografia responsável pela edição do jornal 
Libertador, órgão da Sociedade Cearense Libertadora, 
entre os anos de 1881-1884, contava com diversos 
sócios pertencentes ao quadro da Loja Igualdade. 
Maçonaria e a Abolição
1881–1884
Assim como é imprescindível que se mencione o 
importante papel da Sociedade Cearense Libertadora, 
do Centro Abolicionista 25 de Dezembro e da Comissão 
Libertadora da Imprensa durante a campanha para a 
libertação dos escravos na cidade de Fortaleza e no 
estado do Ceará, não se deve ocultar que o 
protagonismo de diversos membros da Loja Igualdade, 
à época, foi determinante para a aprovação do projeto 
de lei elaborado pelos deputados Justiniano de Serpa, 
Frederico Borges e Felippe Sampaio, 
1884
Festival na Loja Igualdade
OBRIGADO
pela atenção

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