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Professor Me. Victor Vinicius Biazon
Professor Esp. Renato Valença
ADMINISTRAÇÃO DE 
RECURSOS MATERIAIS E 
PATRIMONIAIS
gRADUAÇÃO
gESTÃO PúblICA
MARINgÁ-PR
2013
Reitor: Wilson de Matos Silva
Vice-Reitor: Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de Administração: Wilson de Matos Silva Filho
Presidente da Mantenedora: Cláudio Ferdinandi
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Diretoria do NEAD: Willian Victor Kendrick de Matos Silva
Diretor Comercial, de Expansão e Novos Negócios: Marcos Gois
Coordenação de Marketing: Bruno Jorge
Coordenação Comercial: Helder Machado
Coordenação de Tecnologia: Fabrício Ricardo Lazilha
Coordenação de Polos: Reginaldo Carneiro
Coordenação de Pós-graduação, Extensão e Produção de Materiais: Renato Dutra
Coordenação de graduação: Kátia Coelho
Coordenação Administrativa/Serviços Compartilhados: Evandro Bolsoni
Coordenação de Curso: Ariane Maria Machado de Oliveira
Supervisora do Núcleo de Produção de Materiais: Nalva Aparecida da Rosa Moura
Capa e Editoração: Daniel Fuverki Hey, Fernando Henrique Mendes, Humberto Garcia da Silva, Jaime de Marchi Junior, 
José Jhonny Coelho, Robson Yuiti Saito e Thayla Daiany Guimarães Cripaldi
Supervisão de Materiais: Nádila de Almeida Toledo 
Revisão Textual e Normas: Amanda Polli, Hellyery Agda Gonçalves da Silva, Janaína Bicudo Kikuchi, Jaquelina Kutsunugi 
Keren Pardini, Maria Fernanda Canova Vasconcelos e Nayara Valenciano
“As imagens utilizadas neste livro foram obtidas a partir dos sites PHOTOS.COM e SHUTTERSTOCK.COM”.
Av. Guedner, 1610 - Jd. Aclimação - (44) 3027-6360 - CEP 87050-390 - Maringá - Paraná - www.cesumar.br
NEAD - Núcleo de Educação a Distância - bl. 4 sl. 1 e 2 - (44) 3027-6363 - ead@cesumar.br - www.ead.cesumar.br
 
 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação
 a Distância:
 
C397 Administração de recursos materiais e patrimoniais/ Victor 
Vinicius Biazon, Renato Valença Maringá - PR, 2013.
 149 p.
 “Graduação em Gestão Pública - EaD”.
 
 1. Administração de materiais. 2. Administração pública. I.Título.
 CDD - 22 ed. 658.7 
 CIP - NBR 12899 - AACR/2
 
Ficha catalográica elaborada pela Biblioteca Central - CESUMAR
ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS 
MATERIAIS E PATRIMONIAIS
Professor Me. Victor Vinicius Biazon
Professor Esp. Renato Valença
5ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
APRESENTAÇÃO DO REITOR
Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos. 
A busca por tecnologia, informação, conhecimento de qualidade, novas habilidades para 
liderança e solução de problemas com eficiência tornou-se uma questão de sobrevivência no 
mundo do trabalho.
Cada um de nós tem uma grande responsabilidade: as escolhas que fizermos por nós e pelos 
nossos fará grande diferença no futuro.
Com essa visão, o Cesumar – Centro Universitário de Maringá – assume o compromisso 
de democratizar o conhecimento por meio de alta tecnologia e contribuir para o futuro dos 
brasileiros.
No cumprimento de sua missão – “promover a educação de qualidade nas diferentes áreas 
do conhecimento, formando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento 
de uma sociedade justa e solidária” –, o Cesumar busca a integração do ensino-pesquisa-ex-
tensão com as demandas institucionais e sociais; a realização de uma prática acadêmica que 
contribua para o desenvolvimento da consciência social e política e, por fim, a democratização 
do conhecimento acadêmico com a articulação e a integração com a sociedade.
Diante disso, o Cesumar almeja ser reconhecido como uma instituição universitária de referên-
cia regional e nacional pela qualidade e compromisso do corpo docente; aquisição de compe-
tências institucionais para o desenvolvimento de linhas de pesquisa; consolidação da extensão 
universitária; qualidade da oferta dos ensinos presencial e a distância; bem-estar e satisfação 
da comunidade interna; qualidade da gestão acadêmica e administrativa; compromisso social 
de inclusão; processos de cooperação e parceria com o mundo do trabalho, como também 
pelo compromisso e relacionamento permanente com os egressos, incentivando a educação 
continuada.
Professor Wilson de Matos Silva
Reitor
6 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está iniciando um processo de transformação, 
pois quando investimos em nossa formação, seja ela pessoal ou profissional, nos transformamos 
e, consequentemente, transformamos também a sociedade na qual estamos inseridos. De 
que forma o fazemos? Criando oportunidades e/ou estabelecendo mudanças capazes de 
alcançar um nível de desenvolvimento compatível com os desafios que surgem no mundo 
contemporâneo. 
O CESUMAR mediante o Núcleo de Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo 
este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens se educam juntos, na transformação 
do mundo”.
Os materiais produzidos oferecem linguagem dialógica e encontram-se integrados à 
proposta pedagógica, contribuindo no processo educacional, complementando sua formação 
profissional, desenvolvendo competências e habilidades, e aplicando conceitos teóricos em 
situação de realidade, de maneira a inseri-lo no mercado de trabalho. Ou seja, estes materiais 
têm como principal objetivo “provocar uma aproximação entre você e o conteúdo”, desta forma 
possibilita o desenvolvimento da autonomia em busca dos conhecimentos necessários para a 
sua formação pessoal e profissional.
Portanto, nossa distância nesse processo de crescimento e construção do conhecimento 
deve ser apenas geográfica. Utilize os diversos recursos pedagógicos que o CESUMAR 
lhe possibilita. Ou seja, acesse regularmente o AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem, 
interaja nos fóruns e enquetes, assista às aulas ao vivo e participe das discussões. Além disso, 
lembre-se que existe uma equipe de professores e tutores que se encontra disponível para 
sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de aprendizagem, possibilitando-lhe trilhar 
com tranquilidade e segurança sua trajetória acadêmica.
Então, vamos lá! Desejo bons e proveitosos estudos!
Professora Kátia Solange Coelho
Coordenadora de Graduação do NEAD - CESUMAR
7ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
APRESENTAÇÃO
livro: ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS
Professor Me. Victor Vinicius Biazon
Professor Esp. Renato Valença
Buscando pela eficiência da gestão empresarial, seja na esfera pública ou privada, é 
importantíssima a compreensão e utilização dos conceitos da Administração de Recursos 
Materiais e Patrimoniais, bem todos os elementos que compõe essa vertente. Este livro vem 
contribuir para absorção desses conteúdos, apresentando ao aluno considerações importantes 
sobre a evolução e conceitos de administração de materiais e administração patrimonial, 
sobre armazenamento e processo de compra e a forma de conservação do patrimônio, todas 
voltadas às organizações públicas. 
Na Unidade I, intitulada Evolução e Conceitos de Administração de Materiais apresentaremos, 
além de um breve histórico sobre o assunto, os conceitos, fundamentos e objetivos da 
administração de materiais de modo que, após a leitura do capítulo, você, como futuro gestor 
público esteja apto a tomar a melhor decisão quanto ao controle de estoque, armazenamento, 
compra, distribuição, entre outros aspectos pertinentes.
A Unidade II apresentará os conceitos da administração patrimonial voltados para a 
conscientização de conservação do bem público. O aluno terá conhecimento da classificação 
e codificação desses bens e saberá qual a ferramenta utilizada para controlar a veracidade 
das informações do controle de estoque.
Na Unidade III serão expostos os principais aspectos do armazenamento de materiais, 
garantindo a qualidade do item e sua localização quando for necessário utilizá-lo. Procura 
mostrar a importânciade se utilizar mecanismos de armazenagem com particularidades e 
organização para garantir a posterior agilidade de distribuição externa.
Aprofundando o estudo sobre o processo de compra de serviços e bens públicos, a Unidade 
IV trata da fonte de fornecimento dos materiais, enfatizando o processo licitatório, com uma 
abordagem sustentável. O aluno, após a leitura deste capítulo perceberá a importância de atos 
públicos corretos no que diz respeito à aquisição de materiais, relacionando os impactos que 
essa ação positiva com o meio ambiente e a vida em sociedade.
8 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Para finalizar, a Unidade V trabalhará com as normativas do patrimônio público, abordando o 
tombamento do patrimônio cultura. 
Professor Me. Victor Vinicius biazon
E-mail: victor.biazon@ead.cesumar.br
Professor Esp. Renato Valença
E-mail: renato.professor@hotmail.com
A administração é uma ciência social que para ser perfeita precisa se apoiar em um tripé 
harmonioso, sendo recursos financeiros, materiais e humanos. A interdependência destes 
fatores torna a gestão de empresas, tanto públicas quanto privadas, mais produtivas. 
Não se constrói nada sem capital ou os recursos financeiros. Sem os recursos materiais, 
os equipamentos, matérias-primas, peças e etc., juntamente com os recursos humanos, as 
pessoas, a Administração não acontece.
Segundo Martins (2000), das muitas mudanças que ocorreram no pensamento gerencial nos 
últimos 10 anos, talvez a mais significativa tenha sido a ênfase dada à procura de estratégias 
que proporcionassem um valor superior aos olhos do cliente. A vantagem competitiva não pode 
ser compreendida olhando para uma empresa como um todo. Ela deriva das muitas atividades 
discretas que uma organização desempenha projetando, produzindo, comercializando, 
entregando e apoiando seu produto. Cada uma dessas atividades pode contribuir para a 
posição de custo relativo da empresa e criar a base para a diferenciação. A cadeia de valor 
desdobra a empresa em suas atividades estrategicamente relevantes, para compreender 
o comportamento dos custos e as fontes de diferenciação existentes ou potenciais. Uma 
organização ganha vantagem competitiva executando estas atividades estrategicamente 
importantes de maneira mais barata ou melhor do que seus concorrentes.
Segundo Chiavenato (2005) Toda a produção depende da existência conjunta de certos 
componentes indispensáveis. No decorrer da era industrial esses componentes eram 
tradicionalmente denominados fatores de produção: natureza, capital e trabalho. Integrados 
por um quarto fator denominado empresa. Para os economistas, todo processo produtivo se 
fundamenta na conjunção desses quatro fatores de produção. 
Neste livro abordaremos o conceito e a aplicação dos recursos materiais e patrimoniais das 
9ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
empresas, focados sempre nas da esfera pública. A gerência de materiais é um conceito 
vital que pode resultar na redução de custos e no aperfeiçoamento do desempenho de uma 
organização de produção quando é adequadamente entendida e executada. É um conceito 
que deve estar contido na filosofia da empresa e em sua organização.
Conforme Pozzo (2004), os materiais em geral representam a maior parcela de custo de 
produtos acabados, mostrando que são responsáveis por aproximadamente 52% do custo do 
produto numa média empresa e, em alguns casos, podem chegar a 85%. O investimento em 
estoque de materiais é tipicamente de 1/3 do ativo de uma empresa.
O autor afirma ainda que administrar materiais é fazer um exercício de provedor, analista, 
pesquisador e programador. É, acima de tudo, colocar a empresa como um organismo viável 
a todos que dela participam.
O controle desses materiais se faz por meio da administração patrimonial através do registro, 
conservação, e controle do acervo de bens permanentes, nesse caso, de um órgão público. 
Abordaremos assim a gestão patrimonial, envolvendo conscientização dos usuários para 
conservação do bem público; a classificação e codificação desses bens bem como os 
balanços físicos. 
Você aprenderá a classificar um bem e diferenciá-lo em bem de uso comum, especial ou 
dominical. Estará apto a compreender a necessidade e importância da codificação desses 
bens. Como gestor público, você irá perceber o quanto o controle de estoque é igualmente 
importante no setor público e que para comprovação desse tipo de informação é realizado o 
inventário.
Dando sequência ao nosso estudo, teremos uma unidade sobre o armazenamento de 
materiais, pois será em vão o trabalho de gestão de uma empresa, pública ou privada, se esta 
se preocupar somente com o processo de compra e controle de seus bens. É fundamental 
que a armazenagem seja de acordo com o tipo de bem estocado e sempre de forma eficiente 
facilitando o acesso quando necessário e garantindo a qualidade quando utilizado.
Uma importante divisão da administração de materiais é o setor de compras, responsável pela 
aquisição de bens ou serviços de melhor qualidade, com garantia de preço acessível, garantindo 
que estejam a disposição na quantidade certa e período desejado. Todavia, no setor público, 
esse processo é amparado por lei e dotado de características próprias. A licitação permite 
10 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
que os bens sejam adquiridos em conformidade com o princípio da isonomia, ou igualdade 
de critérios, atendendo os interesses da administração pública com a melhor proposta, o que 
envolve, como já observamos, qualidade, melhor preço e tempo hábil de entrega.
No capítulo sobre as fontes de fornecimento, especificamente sobre licitação sustentável, 
estudaremos a conduta sustentável no processo de compras do poder público, conciliando 
fatores ambientais e sociais durante todas as etapas do processo de compra, reduzindo 
impactos ao meio ambiente e à própria sociedade.
Para finalizar, estudaremos ainda as normativas do patrimônio público, focados no tombamento 
para valorização do patrimônio cultural e histórico bem como sua origem.
Desejamos desde já uma leitura proveitosa e que os conceitos apresentados neste livro 
possam ser assimilados de forma tal que possam ser aplicados de forma eficiente na gestão 
pública.
SUMÁRIO
UNIDADE I
EVOLUÇÃO E CONCEITOS DE ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................15
CONCEITOS EM GESTÃO DE MATERIAIS ...........................................................................15
A MODERNIZAÇÃO DOS RECURSOS MATERIAIS .............................................................28
CONSIDERAÇõES FINAIS ....................................................................................................32
UNIDADE II
EVOLUÇÃO E CONCEITOS DE ADMINISTRAÇÃO PATRIMONIAL
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................39
GESTÃO PATRIMONIAL .........................................................................................................41
BALANÇOS FÍSICOS .............................................................................................................57
CONSIDERAÇõES FINAIS ....................................................................................................63
UNIDADE III
ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................67
ESTRUTURA E LAYOUT DO ALMOXARIFADO ....................................................................69
ADMINISTRAÇÃO DOS ESTOQUES E ARMAZENAMENTO ...............................................78
UTILIZAÇÃO DE SISTEMAS GERENCIAIS PARA O 
CONTROLE DE ARMAZENAMENTO DE ESTOQUES..........................................................82CONSIDERAÇõES FINAIS ....................................................................................................85
UNIDADE IV
FONTES DE FORNECIMENTO E A SUSTENTABILIDADE NAS COMPRAS PÚBLICAS
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................91
FONTES DE FORNECIMENTO ..............................................................................................92
SUSTENTABILIDADE NAS COMPRAS PÚBLICAS .............................................................105
CONSIDERAÇõES FINAIS .................................................................................................. 114
UNIDADE V
NORMATIVAS DO PATRIMÔNIO PÚBLICO (TOMBAMENTO)
INTRODUÇÃO ......................................................................................................................121
ORIGEM HISTÓRICA DA PRESERVAÇÃO PATRIMONIAL .................................................122
PATRIMÔNIO CULTURAL (MATERIAL E IMATERIAL) ........................................................127
CONSIDERAÇõES FINAIS .................................................................................................. 141
CONCLUSÃO ........................................................................................................................144
REFERêNCIAS .....................................................................................................................146
UNIDADE I
EVOlUÇÃO E CONCEITOS DE 
ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS
Professor Me. Victor Vinicius Biazon
Objetivos de Aprendizagem
•	 Conhecer	os	conceitos	iniciais	quanto	à	gestão	de	materiais	tanto	públicos	quanto	
privados.
•	 Visualizar	o	que	vem	a	ser	uma	cadeia	de	suprimentos	e	sua	importância	para	os	
resultados.
•	 Destacar	os	objetivos	da	ARMP.
•	 Estudar		quais	os	avanços	do	setor	e	sua	inluência.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
•	 Conceitos	em	gestão	de	materiais
•	 Gerenciamento	da	cadeia	de	suprimentos
•	 Objetivos	do	setor	da	Administração	de	Recursos	Materiais	e	Patrimoniais
•	 A	modernização	dos	recursos	materiais
15ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
INTRODUÇÃO
Prezado aluno, nesta unidade você aprenderá os conceitos de Administração de Materiais, sua 
importância e seus objetivos. Antes, porém, é interessante para sua formação, e como gestor 
público, saber um pouco da história dessa ciência.
A relação do indivíduo com a atividade material é antiga, desde as civilizações mais remotas, 
onde para satisfazer as necessidades, trocavam-se caças e objetos. A Revolução Industrial 
modernizou esse cenário com os conceitos de concorrência e valorização de mercadorias 
e estoques, contribuindo diretamente para evolução dos meios e processos de fabricação e 
estocagem. A produção, qualquer que seja o ramo, assume matizes tecnológicos e dá impulso 
a administração de materiais, que tem sua importância como ciência ressaltada nos momentos 
de guerra, em que abastecimento, suprimento e disponibilidade de munições, equipamentos e 
alimentos, por exemplo, se constituem como elementos vitais se disponíveis no local e tempo 
certo.
CONCEITOS EM gESTÃO DE MATERIAIS
Depois de uma breve alusão histórica, torna-se mais fácil aprender conceitos. Sendo assim, a 
Administração de Materiais é definida como sendo um conjunto de atividades desenvolvidas 
dentro de uma empresa, de forma centralizada ou não, destinadas a suprir as diversas 
unidades, com os materiais necessários ao desempenho normal das respectivas atribuições. 
Tais atividades abrangem desde o circuito de reaprovisionamento, inclusive compras, o 
recebimento, a armazenagem dos materiais, o fornecimento dos mesmos aos órgãos 
16 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
requisitantes, até as operações gerais de controle de estoques. Neste último caso, auxiliando 
o gestor/administrador na definição do seu estoque ótimo para o desempenho de suas funções 
de produção, sendo capaz de apontar o nível de estoque mínimo, máximo e de segurança.
Costin (2010, p.183) reforça que a administração de materiais é uma área da gestão que visa 
assegurar que a organização disponha de modo contínuo, dos insumos necessários para 
suas atividades e elenca cinco (5) elementos fundamentais para gestão de recursos materiais: 
(1) qualidade do material; (2) quantidade necessária; (3) prazo de entrega; (4) preço e (5) 
condições de pagamento.
Em outras palavras: “A Administração de Materiais visa a garantia de existência contínua de 
um estoque, organizado de modo à nunca faltar nenhum dos itens que o compõem, sem tornar 
excessivo o investimento total”. 
A administração de recursos materiais engloba a sequência de operações que tem início 
na identificação do fornecedor, na compra do seu bem, em seu recebimento, transporte 
interno e acondicionamento, em seu transporte durante o processo produtivo, em sua 
armazenagem como produto acabado e, finalmente em sua distribuição ao consumidor 
final (MARTINS; ATL. 2005, p. 5).
A administração de materiais consiste no departamento responsável pelo fluxo de materiais a 
partir do fornecedor, passando pela produção até o cidadão. Como afirma Arnold (2008), se 
as empresas desejam minimizar seus custos totais nesta área e prover um melhor nível de 
serviços aos clientes devem obedecer a esse processo.
Para um prefeito, por exemplo, cabe a ele a gestão municipal de todos os setores e secretarias 
de modo que com o menor custo possível possa entregar à sua cidade os serviços de que ela 
necessita.
Na visão de Chiavenato (2005, p. 37) “a administração de materiais consiste em ter os 
materiais necessários na quantidade certa, no local certo e no tempo certo à disposição (...)”. 
A administração de materiais é uma função coordenadora responsável pelo planejamento 
e controle do fluxo de materiais cujos objetivos são maximizar a utilização dos recursos e 
17ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
fornecer o nível requerido de serviços ao consumidor.
Dias (2006) diz que “um sistema de materiais deve estabelecer uma integração desde a 
previsão de vendas, passando pelo planejamento de programa-mestre de produção, até a 
entrega do produto final”. Ainda cabe à gestão do acondicionamento de matérias-primas e 
insumos que serão como mão de obra e equipamentos necessários para a execução. Logo, 
um bom gestor público, precisa de planejamento, alicerçando seu mandato como base em 
bons projetos, fundamentados na melhoria da qualidade de vida da população, sendo descritos 
os problemas, os objetivos, os custos e os insumos necessários para a realização do mesmo.
Chiavenato (2005, p. 38) completa dizendo que “refere-se à totalidade das funções relacionadas 
com os materiais”, programação, compra, estocagem e distribuição. Logo, o controle da 
entrada, manutenção e saída.
Sabendo-se que nem sempre o volume do capital é o esperado, devido à busca de recursos 
que por vezes não é recebido no prazo ou na quantia necessária, a utilização de um sistema 
integrado visando à operacionalização das necessidades reais adaptando-se a variações e 
restrições faz-se necessária.
Uma tradicional organização de sistema de materiais pode ser dividida conforme Dias (2006) 
em:
•	 Controle de estoque: se faz necessário para que o processo de produção/vendas opere 
com o mínimo de preocupações e desníveis. Os estoques podem ser de matéria-prima, 
produtos em fabricação e produtos acabados (no caso público podemos nos referir a 
obras públicas). Este setor acompanha e controla o nível de estoque e o investimento 
financeiro envolvido.
Arnold (2008) inclui o planejamento como responsabilidade da administração de estoques 
e elenca estoque agregado, que lida com estoque de acordo com a classificação e função 
que os itens desempenham, e não o com nível de itens finais; e estoquepor itens. O autor 
18 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
propõe ainda o fluxo de materiais que auxiliará na visualização do que entra, passa e sai 
de uma empresa.
De acordo com a logística, conforme aponta Bowersox e Closs (2010), a formulação de 
políticas de estoque requer o conhecimento do papel deste setor nas demais áreas da 
empresa. Os autores citam ainda três tipos de estoque - produção, atacado e varejo – e 
retoma a importância do gerenciamento dos estoques para evitar os altos custos.
•	 Compras: preocupa-se com o estoque de matéria-prima e de todos os insumos neces-
sários. Inclui nesta atividade a responsabilidade pela quantidade correta, prazo e preço 
(levando-se em conta o processo licitatório).
Batista e Maldonado (2008) sugerem a preocupação com o cliente no processo de com-
pra, pois este depende dos produtos ou serviços para alcançarem seus objetivos, o que 
justifica a necessidade de estarem engajados na melhoria do sistema para maximização 
dos resultados esperados. De acordo com os autores, o modelo de desenvolvimento 
organizacional eficiente otimiza os processos e procedimentos relativos às compras re-
alizadas, deixando-as mais claras e transparentes e de fácil verificação pelos usuários 
envolvidos.
Na condição de gestor público, é importante que você, aluno, conheça alguns dos obje-
tivos de compra, elencados, conforme Batista e Maldonado (2008) em: suprir a organi-
zação com um fluxo seguro de materiais e serviços para atender as suas necessidades; 
garantir a continuidade de fornecimento ou para manter relacionamentos efetivos com 
fontes existentes, ou para atender as necessidades emergentes ou planejadas; comprar 
de forma eficiente, obtendo por meios éticos o melhor valor por centavo gasto; administrar 
estoques, proporcionando a melhor prestação de serviço ao menor custo; manter relacio-
namentos cooperativos com outros departamentos, fornecendo informações necessárias 
garantindo o desenvolvimento de atividades eficazes na organização e desenvolver fun-
cionários, políticas, procedimentos e organização para assegurar o alcance dos objetivos 
previstos.
19ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
•	 Almoxarifado: também conhecido como depósito ou armazém, é o local responsável 
pela guarda física destes estoques, dos produtos, medicamentos, alimentos e etc. Para 
Arnold (2008) deve desempenhar 4 funções: oferecer atendimento pontual; manter um 
controle dos itens para sejam encontrados de forma rápida; minimizar o esforço físico 
total e, consequentemente, o custo de transporte e; fornecer elos de comunicação com 
os clientes. 
•	 Planejamento e controle da produção: é o setor responsável pela programação e 
controle do processo produtivo, ou no caso ao qual estamos estudando, esfera pública, 
podemos enfatizar o acompanhamento do processo de entrega de valor ao cidadão. Ao 
falar de previsões, Bowersox e Closs (2010) afirmam que essas são projeções de valores 
e quantidades que provavelmente serão produzidas, vendidas ou despachadas, permitin-
do o equilíbrio da demanda por recursos e a diminuição dos custos tanto de capacidade 
quanto de estoque, além de aumentar a eficiência da logística.
•	 Transportes e distribuição: a entrega de valor, do produto ou do serviço ao cidadão, 
como a merenda escolar, por exemplo, vai chegar até a creche municipal, ou como os 
dutos chegarão até a obra de esgoto de um novo conjunto residencial. É importante que 
você, aluno e gestor público, saiba que o transporte de materiais é dividido em duas 
funções, suprimento físico, significando o transporte e armazenamento dos produtos ori-
ginários dos fornecedores para a produção e distribuição física, relacionada ao transporte 
e armazenamento do produto acabado, desde final da produção até o cliente (ARNOLD, 
2008).
Viana (2000) salienta que o objetivo da Administração de materiais é determinar quando 
e quanto adquirir para repor o estoque, o que determina que a estratégia de abasteci-
mento sempre seja acionada pelo usuário a medida que, como consumidor, ele detona 
o processo.
20 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Esses objetivos podem ser mais bem visualizados no quadro 1: 
Quadro 1: Compra de materiais
PROCEDIMENTO ESClARECIMENTO
O que deve ser comprado
Implica a especificação de compra, que 
traduz as necessidades da empresa
Como deve ser comprado
Revela o procedimento melhor 
recomendável
Quando deve ser comprado Identifica a melhor época
Onde deve ser comprado
Implica o conhecimento dos melhores 
segmentosde mercado
De quem deve ser comprado
Implica o conhecimentodos fornecedores da 
empresa
Por que preço deve ser comprado
Estabelece a quantidade ideal, por meio da 
qual haja economia na compra
Fonte: Viana (1999, p.40)
Fica claro que a Administração de materiais compreende as certezas que a empresa precisa 
ter para continuar produzindo seus bens e serviços, ligadas aos insumos necessários para a 
produção contínua. Na esfera pública, a A.M. reflete as compras, armazenamento e distribuição 
de materiais para que o setor não pare e continue operando de forma contínua e eficiente. 
Partindo de um exemplo bastante simplista, porém esclarecedor, podemos apontar o caso 
de uma prefeitura, onde determinada secretaria necessita de materiais de escritório, como 
papel, caneta e cartucho de impressora para despachar documentos, impressão de guias, 
memorandos e etc. Logo, é necessário observar quando estes insumos estão se esgotando 
no estoque para que possa ser aberto um processo de licitação, que depois de vencido por 
uma empresa que ofereça as condições necessárias, serão adquiridos para a manutenção da 
rotina administrativa. 
21ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Ainda, em se tratando das rotinas de uma prefeitura, salientamos outro caso que demanda 
controle e eficácia da Administração de Materiais: a Secretaria Municipal de Saúde, que abarca 
grande parte dos recursos destinados ao município e de tantos outros recursos provenientes do 
governo estadual e federal. Nesta secretaria, o controle deve ser minucioso e possuir exatidão 
de dados alimentados pelo setor de materiais devido à complexidade e relevância dos serviços 
prestados a população e pelo caráter de responsabilidade por ser detentora da gestão plena 
de saúde do município. Neste caso, o gerenciamento de materiais terá grande sucesso quando 
possuir uma retaguarda administrativa que dê suporte para a solicitação de compras, trocas, 
permutas de materiais e medicamentos, sendo estes adquiridos por força de licitação ou por 
qualquer outra modalidade de aquisição, seja esta por caráter de excepcionalidade ou outro 
motivo de base jurídica para sua compra.
gerenciamento da cadeia de suprimentos
Fo
nt
e:
 S
H
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ST
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K.
C
O
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Quando falamos em gerenciamento de materiais, é fundamental que você, caro aluno, entenda 
que estamos falando de cadeia de suprimentos, que nada mais é que o conjunto de processos 
requeridos para aquisição de materiais e fornecimento na data e local desejado. Assim, 
conforme Christopher (2010) menciona, o gerenciamento da cadeia de suprimentos propicia 
a criação de vínculos e coordenação entre fornecedores e clientes e a organização. O foco 
22 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
passa a ser a gestão das relações, atingido resultados lucrativos para todas as partes da 
cadeia.
O gerenciamento da cadeia de suprimentos (supplychain management) veio revolucionar 
a forma de comprar, produzir e distribuir bens e serviços. A tecnologia da informação veio 
auxiliar a administração de forma geral inclusive reduzir o tempo de estocagem e do número 
de fornecedores e pelo aumento da satisfação de clientes. Eis o conceito de gerenciamento 
da cadeia de suprimento “administrar o sistema de logísticaintegrada da empresa (...) uso de 
tecnologias avançadas, entre elas o gerenciamento de informações e pesquisa operacional 
para planejar e controlar uma complexa rede de fatores visando produzir e distribuir produtos 
e serviços para satisfazer o cliente” (MARTINS; ALT, 2009, p. 377-378).
De forma sucinta a você, nosso aluno, o gestor desta cadeia de suprimento deve ter em 
mente a diminuição de custos e desperdícios, maximização de lucros, criando um diferencial 
competitivo, armazenamento, transportes e controles. 
Veja um exemplo da cadeia de suprimentos de uma empresa amplamente conhecida:
Figura 1: Cadeia de suprimentos
Fonte: Logística de Suprimentos FURG. Disponível em: <http://logisticadesuprimentos.blogspot.com.br/2012/04/
perdigao-redesenhando-operacao.html>
23ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Neste caso a cadeia é simples de entender, porém a ilustração nos mostra com clareza onde 
inicia o processo da construção do produto que o consumidor final compra no supermercado. 
No setor público, não se compra algo, necessariamente, mas para que seu filho possa receber 
a merenda escolar, ela passa por um processo desde o plantio da semente do arroz, que 
cresce, é colhida, beneficiada por uma empresa que irá selar (dar um nome, uma marca), 
vai participar do processo de licitação, ser a empresa vencedora por atender aos requisitos, 
entregar os sacos de arroz na data e local predeterminados e este arroz no município será 
encaminhado até a escola e de lá para o prato do aluno.
Fala-se hoje em gerenciamento Integrado da Cadeia de suprimentos, onde segundo 
Martins e Alt (2009) o Massachusets Institute of Technology (MIT) a define como um enfoque 
integrado com foco nos processos, objetivando produzir e entregar produtos e serviços aos 
clientes. Esta cadeia de suprimentos integrada contempla subfornecedores, fornecedores, 
operações internas de transformações, estocagens e distribuição, cobrindo também o 
gerenciamento do fluxo de materiais, informações e fundos.
Como exemplo, podemos visualizar a complexa e completa rede logística da cadeia de 
suprimentos na figura abaixo.
Figura 2: Cadeia de abastecimento mais completa
Fonte: Visão Sistêmica da Cadeia Logística. Disponível em <http://www.guiadotrc.com.br/logistica/logistica.asp>
24 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Para melhor compreensão da figura, destacamos três fases no fluxo de materiais que, conforme 
Arnold (2008) possibilita que as matérias-primas fluam para uma empresa fabricante com base 
em um sistema de suprimento físico, são processadas pela produção e finalmente produtos 
acabados são distribuídos para os clientes finais por meio de um sistema de distribuição física:
•	 A cadeia de suprimento inclui todas as atividades e processos necessários ao forneci-
mento de produto/serviço ao consumidor/população.
•	 Um cliente pode ser também um fornecedor de outro cliente, de modo que a cadeia total 
possua muitas relações do tipo fornecedor-cliente.
•	 O sistema de distribuição se dá diretamente do fornecedor para o consumidor, depen-
dendo dos produtos e dos mercados podendo conter ainda diversos intermediários (ou 
distribuidores).
Neste caso temos uma ampla cadeia se movimentando para que o produto chegue ao seu 
destino.
Pensando nisso e transportando para área pública, podemos pensar, e creio que vocês 
concordem comigo, dificilmente, ou em raras situações, a esfera pública vai produzir um bem, 
porque estamos mais acostumados a receber serviços, e a merenda escolar, os remédios 
distribuídos nos posto de saúde, nos hospitais, não são produzidos e sim comprados por meio 
de licitação, logo essa cadeia integrada de suprimentos, está mais voltada a área privada que 
efetivamente cria, desenvolve produtos, e a área pública não se preocupa com a produção, 
mas sim com a compra, armazenagem e distribuição destes bens aos usuários cidadãos.
Contudo isso não significa que não possamos adotar, ou que não é importante conhecer este 
conceito, pois, é de extrema importância que saibamos, como agentes públicos, a efetuar a 
parte que nos cabe neste emaranhado de fases que compõem esta cadeia.
25ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Segundo Arnold (2008), para que as empresas possam ter mais lucros é necessária a obtenção 
de quatro objetivos principais:
1. Prover o melhor serviço ao cliente.
2. Prover os mais baixos custos de produção.
3. Prover o menor investimento em estoques.
4. Prover os menores custos de distribuição.
Esses objetivos podem ser adaptados e interpretados diante do setor público onde os serviços 
à população precisam ser entregues, pois esta é a função dos governantes; os processos de 
licitação são justamente, dentre outras, uma forma de obter produtos e serviços de qualidade 
por um preço satisfatório; sendo comprados somente suprimentos necessários à gestão de 
determinado setor ou projeto e a entrega ao cidadão, pode ser feito o mais direto possível.
É possível que tais objetivos criem conflitos entre os departamentos de uma empresa tanto 
quanto entre as secretarias municiais, pois cada qual sabe da sua necessidade específica, 
porém é preciso lembrar que o bem total é conseguido quando há sinergia entre as partes, 
ou seja, o maior beneficiado precisa ser o morador, o estudante, o doente que depende da 
boa gestão dos materiais desde a percepção da necessidade de um material ou serviço, a 
aquisição e entrega do mesmo.
Além dos propostos por Arnold (2008), abordaremos no próximo tópico nove objetivos para 
que você, nosso aluno, aumente ainda mais seus conhecimentos sobre a importante área que 
é a gestão de materiais.
26 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Objetivos do setor da Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais
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A administração de materiais é como uma subespecialidade da administração que apresenta 
uma preocupação constante de procurar medir seu desempenho. E como todo setor da 
administração, também falamos em objetivos a serem alcançados, afinal se nos dedicamos 
tanto a uma atividade é porque esperamos algo dela não é mesmo? 
Na administração de materiais não é diferente, cabe a ela uma série de responsabilidades 
que precisam estar em dia para que todos os envolvidos tenham seus objetivos alcançados. E 
como falamos em administração pública os envolvidos somos também eu e você.
Como nós já sabemos que a ARMP existe para não deixar que o produto ou serviço falte 
ao consumidor final é preciso que o departamento, os gestores, os responsáveis pensem 
mercadologicamente também para que, analisando alguns itens ou critérios, possam fazer o 
melhor com o dinheiro que possuem, com o tempo que possuem e ainda com a demanda que 
bate a sua porta.
Sendo assim autores abordam os objetivos, os critérios desta gestão:
a) Preço baixo: Pensando em maximizar os lucros, este é o objetivo mais óbvio e, pos-
27ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
sivelmente um dos mais importantes. Uma vez que reduzir o preço de compra (custos) 
melhora as chances de maximizar os lucros, não podendo ainda esquecer-se de manter 
a mesma qualidade.
b) Alto giro de Estoques: Não deixar estoques parados no armazém, está ligado na me-
lhor utilização do capital (dinheiro público), aumentando o retorno sobre os investimentos 
e reduzindo o valor do capital de giro. No caso da Administração pública não se corre o 
risco de estragar matéria-prima antes de ser destruída.
c) baixo Custo de Compra e Posse: Dependem fundamentalmente da eficácia das áreas 
de Controle de Estoques, Armazenamento e Compras. Exige competência e planejamen-
to dos gestores ao analisar o processo de licitação e cuidar alocar adequadamente esses 
produtos no armazém. Manter estoques custa dinheiro, e isso precisa ser observado.
d)Manutenção e Continuidade de Fornecimento: É resultado de uma análise criteriosa 
quando da escolha dos fornecedores (processo de licitação). Os custos de produção, ex-
pedição e transportes são afetados diretamente por este item. Na administração pública 
todos esses processos devem estar implícitos no edital de licitação.
e) Consistência de Qualidade: A área de materiais é responsável apenas pela qualidade 
de materiais e serviços provenientes de fornecedores externos. Em algumas empresas a 
qualidade dos produtos e/ou serviços constitui-se no único objetivo da Gerência de Mate-
riais. E na gestão pública a qualidade do que se entrega está diretamente ligado também 
à satisfação do usuário/cidadão.
f) Despesas com Recurso Humanos: Às vezes compensa investir mais em pessoal por-
que se pode alcançar com isto outros objetivos, propiciando maior benefício com relação 
aos custos. No caso da gestão pública as pessoas são contratadas por meio de testes 
seletivos ou concursos, logo as atribuições também estarão contidas no contrato de tra-
balho. O que em muitos casos acontece (não generalizando) é a falta de atitude imediata 
de servidores por contarem com sua estabilidade no emprego, isso pode por vezes atra-
sar o processo de compra e entrega.
g) bom Relacionamento com Fornecedores: A posição de uma empresa no mundo dos 
negócios é, em alto grau determinada pela maneira como negocia com seus fornecedo-
res (é claro que cabe aos “juízes” da licitação verificar todas as questões possíveis antes 
mesmo de fazer a escolha pelo fornecedor).
28 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
h) Capacitação e aperfeiçoamento de Pessoal: toda unidade deve estar interessada em 
aumentar a aptidão de seu pessoal (isso está mais ligado a iniciativa privada).
i) Fazer Registros: Anotar todos os detalhes, fazer registro de preço, quantidade, datas, 
são considerados como o objetivo primário, pois contribuem para o papel da Adminis-
tração de Material, na sobrevivência e nos lucros da empresa, de forma indireta. Esses 
registros podem ser posteriormente observados em caso de processos administrativos.
A MODERNIZAÇÃO DOS RECURSOS MATERIAIS
A Administração de Materiais moderna é conceituada e estudada como um Sistema Integrado 
em que diversos subsistemas próprios interagem para constituir um todo organizado. Destina-
se a dotar a administração dos meios necessários ao suprimento de materiais imprescindíveis 
ao funcionamento da organização, no tempo oportuno, na quantidade necessária, na qualidade 
requerida e pelo menor custo.
A oportunidade, no momento certo para o suprimento de materiais, influi no tamanho dos 
estoques. Assim, suprir antes do momento oportuno acarretará, em regra, estoques altos, acima 
das necessidades imediatas da organização. Por outro lado, a providência do suprimento após 
esse momento poderá levar a falta do material necessário ao atendimento de determinada 
necessidade da administração. Do mesmo modo, o tamanho do Lote de Compra acarreta 
as mesmas consequências: quantidades além do necessário representam inversões em 
estoques ociosos, assim como, quantidades aquém do necessário podem levar à insuficiência 
de estoque, o que é prejudicial à eficiência operacional da organização.
Estes dois eventos, tempo oportuno e quantidade necessária, acarretam, se mal planejados, 
além de custos financeiros indesejáveis, lucros cessantes, fatores esses decorrentes de 
quaisquer das situações assinaladas. Da mesma forma, a obtenção de material sem os 
atributos da qualidade requerida para o uso a que se destina acarreta custos financeiros 
maiores, retenções ociosas de capital e oportunidades de lucro não realizadas. Isto porque 
29ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
materiais, nestas condições podem implicar em paradas de máquinas, defeitos na fabricação 
ou no serviço, inutilização de material, compras adicionais etc. 
Viana (2000) traz à tona as técnicas de administração japonesas estão sendo assimiladas 
por empresas brasileiras pelo seu alto teor de inovação referente à produtividade, qualidade e 
envolvimento participativo. Esta técnica é denominada “perda zero”, fundamentada no sentido 
de que havendo perda há aumento de custo desnecessário, devendo então manter uma 
produção sem perdas com melhor qualidade e sem aumento de custos.
Surge então a Toyota com o sistema Kanban para atender a dois quesitos:
Just in time: é a produção na quantidade necessária, no momento necessário para atender 
a variação de vendas com o mínimo de estoques em produtos acabados, em processos e 
em matéria-prima. A produção Just in time é a eliminação de todo desperdício e a melhoria 
continua da produtividade. Como resultado da eliminação do desperdício, tem-se uma 
organização eficiente em custos, orientada para a qualidade e que responda as necessidades 
dos clientes (ARNOLD, 2008).
Corroborando com o modelo de produção Just in Time, temos ainda um ciclo de verificações 
contínuas, que auxilia no controle e planejamento dos recursos materiais e patrimoniais das 
organizações. Este ciclo tem como pressupostos básicos o planejamento (plan), execução 
(do), verificação (check) e ação (action). Assim como mencionado anteriormente, várias 
ferramentas de gestão e controle são utilizadas tanto nas empresas de capital privado, quanto 
nas empresas públicas.
A seguir, apresentamos o ciclo de Deming em forma de figura para uma melhor visualização 
e entendimento.
30 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Jidoka: também chamado de autocontrole, é um controle visual em que cada operador poderá 
controlar sua qualidade e sua produção com um mínimo de perdas.
Transportando essas técnicas ao setor público, podemos propor a compra de materiais 
suficientes para o uso dentro de um período especifico (um mês, por exemplo) para que não 
haja desperdício e a participação de todos os servidores no sentido de fazer a sua parte não 
desperdiçando material e tendo controle do seu consumo.
Os subsistemas da Administração de Materiais, integrados de forma sistêmica fornecem 
portanto, os meios necessários à consecução das quatro condições básicas alinhadas acima, 
para uma boa Administração de material.
Podemos atribuir a Gestão de recursos materiais um conjunto de atividades com a finalidade 
de assegurar o suprimento de materiais necessários ao funcionamento da organização privada 
e também da administração pública, no tempo correto, na quantidade necessária, na qualidade 
requerida e pelo melhor preço.
•	 Antes do tempo correto – estoques altos, acima da necessidade da empresa.
31ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
•	 Após o tempo correto – falta de material para atendimento das necessidades.
•	 Além da quantidade necessária – representam imobilizações em estoque ocioso.
•	 Sem atributos de qualidade – acarreta custos maiores oportunidades de lucros não rea-
lizados.
•	 Aquém da quantidade necessária – podem levar à insuficiência de estoques.
É claro que determinar o tempo na esfera pública é mais complicado do que na iniciativa 
privada, pois após o processo de identificar a necessidade, a escolha do fornecedor passa pelo 
processo de licitação, o que pode demorar mais do que o esperado, por isso a necessidade de 
um planejamento mais apurado quanto aos níveis de insumos em estoque para que possa ser 
aberto o edital o quanto antes não prejudicando a compra desses materiais.
Por exemplo, nada mais chato do que em plena semana de provas em uma instituição de 
ensino pública os professores pereçam com a falta de papel A4, ou toner de impressão. Fruto 
da má utilização dos recursos públicos ou da falta de gestão no setor de compras.
Para finalizar nosso estudo, apresentamos resumidamente as responsabilidades e atribuição 
da administração de materiais:
a) Suprir, através de compras, a empresa, de todos os materiaisnecessários ao seu funcio-
namento.
b) Avaliar outras empresas como possíveis fornecedores.
c) Supervisionar os almoxarifados da empresa.
d) Controlar os estoques.
e) Aplicar um sistema de reaprovisionamento adequado, fixando Estoques Mínimos, Lotes 
Econômicos e outros índices necessários ao gerenciamento dos estoques, segundo cri-
térios aprovados pela direção da empresa.
f) Manter contato com as Gerências de Produção, Controle de Qualidade, Engenharia de 
32 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Produto, Financeira etc. 
g) Estabelecer sistema de estocagem adequado.
CONSIDERAÇõES FINAIS
Fica claro então que o objetivo primordial da Administração de Materiais é determinar o que, 
quando e quanto adquirir para estocar ou já distribuir aos subsetores que farão uso destes 
insumos. A área de materiais é indispensável no sentido de alcance de fins para proporcionar 
os resultados esperados pelo poder público, pois a compra e entrega destes insumos, destes 
materiais fará uma grande diferença na manutenção desta gestão e no bom andamento dos 
subsetores como saúde, educação, saneamento e etc., sem contar que a reputação do gestor 
estará vinculada a boa manutenção deste processo.
Sem dúvida é necessário que o gestor de materiais faça uma administração eficaz dos 
sistemas otimizando o capital disponível, ou seja, o dinheiro público e os materiais adquiridos. 
Ainda se faz necessário balancear os objetivos distintos dos subsetores e coordenar os fluxos 
assegurando que o local certo receberá o material correto no tempo exato.
Na próxima unidade abordaremos o controle do patrimônio público, que deve ser feito com a 
máxima eficácia. Estudaremos a classificação e a codificação dos bens públicos e a confecção 
de inventários.
33ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Administração Pública
Autora: Claudia Costin
Editora: Elsevier
Para	além	das	dei	nições	conceituais	relativas	a	cada	tema	abor-
dado, há em cada capítulo o histórico do Estado e da Adminis-
tração Pública brasileira no que se refere ao assunto. Contém 
igualmente	 questões	 para	 aprofundamento	 e	 uma	 bibliograi	a	
complementar. E alguns capítulos contam com o depoimento de 
um dirigente público sobre uma vivência importante que possa 
ilustrar o tema na prática. Naturalmente, dada a experiência que 
a autora teve como ministra da Administração Federal e Reforma 
do Estado e, anteriormente, como titular ou assessora em diferentes secretarias da Administração 
federal e estadual, os comentários puderam ser enriquecidos também por uma experiência prática 
pessoal. Como tudo o que se refere à Administração Pública, o tratamento dado é interdisciplinar, com 
contribuições da Ciência Política, da Economia, do Direito Administrativo e Constitucional e de Teoria 
Geral da Administração.
lOgÍSTICA EMPRESARIAl: O Processo de Integração da Ca-
deia de Suprimento
Autor: David J. Closs e Donald J. bowersox
Editora: Atlas
Sinopse: Este livro trata do desenvolvimento e dos fundamentos 
da logística empresarial. Apresenta a visão dos autores em rela-
ção ao futuro da logística nas empresas e seu papel na compe-
titividade entre elas. Expande o assunto e as perspectivas para 
rel	etir	a	crescente	 importância	do	papel	da	 logística	na	estraté-
gia competitiva globalizada. Apresenta também os objetivos, os 
procedimentos das operações e as estratégias necessárias para 
atingir o gerenciamento integrado de uma cadeia de suprimento. Com essa abordagem, os autores 
pretendem alcançar três objetivos fundamentais: (1) apresentar uma descrição abrangente das prá-
ticas logísticas existentes nos setores particular e público; (2) descrever formas e meios de aplicar 
princípios logísticos para atingir vantagens competitivas e (3) proporcionar uma base conceitual para 
integrar a logística como um núcleo de competência na estratégia empresarial.
34 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
lOgÍSTICA E gERENCIAMENTO DA CADEIA DE 
SUPRIMENTOS: CRIANDO REDES QUE AgREgAM 
VAlOR
Autor: Martin Christopher
Editora: Cengage learning
Sinopse: No mercado globalizado e altamente competitivo 
dos dias de hoje, é cada vez mais forte a pressão para que 
as organizações encontrem novas maneiras de criar e en-
tregar valor para os clientes. Cada vez mais se reconhece 
que	é	por	meio	da	ei	ciência	 logística	e	de	um	gerencia-
mento	ei	caz	da	cadeia	de	suprimentos	que	se	podem	al-
cançar as metas de redução de custo e aprimoramento do 
serviço. Diante dessas premissas, publicamos a 2ª edição 
de Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, 
com um novo capítulo sobre gerenciamento de riscos na cadeia de suprimentos. Incrementado com 
diagramas, estudos de caso e resumos de capítulos, a obra focaliza as ferramentas, os principais 
processos e iniciativas para assegurar lucratividade nos negócios e manter a vantagem competitiva.
Pensando um pouquinho a nossa obrigação, como gestores de materiais, devemos nos preocupar 
com todo o processo, ou participar de todo o processo desde a elaboração do edital a ser publicado 
chamando a participação das empresas fornecedoras; observar critérios como os preços praticados 
pelo mercado, a índole ou o histórico desses fornecedores; sempre trabalhar com pessoas interessa-
das (utopia possível) e isso tudo para quê?
Pensando	no	bem	estar	do	cidadão	que	no	nosso	caso	é	o	consumidor	i	nal.	Ele	é	quem	precisa	
ser	um	benei	ciado	de	todo	esse	processo,	nosso	maior	objetivo	como	gestor	público	é	o	bem	estar	
dessas pessoas que muitas vezes dependem da nossa competência para receberem assistência em 
hospitais, escolas, creches, praças, asfalto e etc. Imaginem um senhor da melhor idade que não pode 
mais caminhar na rua de sua casa devido ao estado deplorável do asfalto que ali se encontra? Tentem 
imaginar como resolver esse problema levando em consideração os objetivos da ARMP.
35ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Caro	aluno	este	é	o	vídeo	mais	completo	sobre	as	origens	do	Sistema	Toyota	de	Produção.	O	i	lme	
mostra a história da Toyota desde os tempos da fabricação de teares até os dias atuais. Autonomação, 
Just in Time, Poka Yoke, Desperdícios, e Kanban são alguns dos temas abordados pelo vídeo: Vale 
a pena assistir!
- <http://www.youtube.com/watch?v=c6KVeDbgRgU> – parte 1
- <http://www.youtube.com/watch?v=6vmdVRzPM&feature=related> – parte 2
ATIVIDADE DE AUTOESTUDO
Leia o texto abaixo
Preparação do Estoque na Motorola
Em fevereiro de 1995, a Motorola Inc. concluiu que suas estimativas de ganhos para o ano 
anterior apresentavam um quadro exageradamente otimista de sua posição financeira. A 
Motorola relatou ganhos recordes no quarto trimestre, de US$ 515 milhões sobre vendas 
de US$ 6,45 bilhões. As altas estimativas de lucros provinham de pedidos superestimados 
de telefones celulares por parte de distribuidores varejistas. O ímpeto nas vendas durante 
a temporada de férias de final de ano pode ter vindo graças a suas vendas para a primeira 
metade do ano anterior (1994). Novos pedidos de telefones celulares declinaram neste período.
De acordo com fontes da indústria, muitos distribuidores, incluindo a US West e a BellSouth, 
haviam feito pedidos muito grandes. Parte do problema era que os distribuidores estavam 
reagindo defensivamente. Durante as duas temporadas anteriores de férias, a Motorola não 
pôde atender às demandas dos consumidores de aparelhos portáteis, forçando a Bells e 
outros distribuidores perderem vendas.
Esperando não repetir o erro, as unidades de celulares da Bells fizeram pedidos mais cedo e 
com maior frequência, duplicando-os. Os distribuidores não avisaram à Motorola para diminuir 
sua produção a tempo em razão desse fato.
36 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Os distribuidores estavam alarmados quando os telefones pedidoscomeçaram a jorrar, a 
Motorola estava entregando tudo. Trabalhando sob um sistema de qualidade total, a Motorola 
eliminou praticamente todos os gargalos e estava completamente capacitada a atender à 
demanda das férias de final de ano. Um analista do setor eletrônico afirma que a Motorola 
não monitorou adequadamente os pedidos que chegavam. O analista acrescenta: A Motorola 
deveria ter sabido que os pedidos estavam indo muito além da demanda.
A Motorola Inc. não defrontou com um sério problema financeiro por causa desses 
supercarregamentos de produtos (elevados estoques), pois a alta administração prefere que 
os distribuidores não enfrentem problemas de estocagem.
Todavia é um problema para os acionistas, já que o preço das ações caiu 10% devido ao 
elevado estoque.
FONTE: POZO, Hamilton. Administração de recursos materiais e patrimoniais: uma abordagem logística. 
2. Ed. São Paulo: Atlas, 2002. p.30.
QUESTõES:
Em face do exposto, e do que você já estudou até aqui:
1. Como a Motorola poderia evitar o excesso de estoque, em face do que ocorreu?
2. Como a Motorola poderia agir para que os pedidos exagerados não ocorram novamente?
3. Que conselho sobre administração de estoques você daria aos distribuidores da Motorola?
UNIDADE II
EVOlUÇÃO E CONCEITOS DE 
ADMINISTRAÇÃO PATRIMONIAl
Professor Me. Victor Biazon
Professor Esp. Renato Valença 
Objetivos de Aprendizagem
•	 Compreender	os	conceitos	evolutivos	da	gestão	patrimonial.
•	 Entender	a	diferenciação	da	gestão	patrimonial	de	bem	público	e	privado.
•	 Saber	qual	a	importância	de	se	monitorar	os	bens	por	meio	da	codiicação	e	calcu-
lar sua depreciação.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
•	 Gestão	Patrimonial
•	 Classiicação	dos	bens	patrimoniais
•	 Codiicação	de	bens	do	patrimônio	público
•	 Vida	econômica	e	depreciação	de	bens
•	 Balanços	físicos
39ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
INTRODUÇÃO
Em nível de estado, a administração é a gestão de todos os recursos público a fim de executar 
a prestação de serviços, dar direção ou ainda governar buscando alcanção o objetivo de ser 
eficaz para a sociedade. E a gestão patrimonial, aquela que cuida dos bens, terrenos, prédios, 
instalações veículos e etc. É uma das grandes atribuições da administração pública inclusive 
para que se amplie ao máximo a permanência, duração destes bens servindo a todos os 
usuários/cidadãos pela maior quantidade de tempo possível e de preferência com qualidade.
E historicamente a origem da repartição pública que zela e controla o patrimônio estatal vem 
de longa data iniciando na descoberta do Brasil em 22 de abril de 1500, e em 1530 quando 
Portugal pensou em povoar e colonizar nossas terras.
A partir de 1531, a ocupação do solo, com a adoção do sistema das Capitanias Hereditárias. 
Dai os problemas fundiários, inicialmente, afetos aos donatários, responsáveis pela distribuição 
de sesmarias, bem como a fiscalização do uso da terra.
Com a criação do Governo-Geral sediado em Salvador-BA, esses problemas fundiários 
passaram aos Governadores-Gerais. Expandindo-se o povoamento da terra, coube a tarefa 
da distribuição de áreas e sua fiscalização a autoridades locais.
O sistema fundiário seguiu no curso do tempo sem grandes alterações, de forma mais ou 
menos desordenada, até a Independência do Brasil, em 1822.
Naquela época, diante da situação fundiária, totalmente tumultuada e até caótica, adotou-
se pouco antes da independência uma solução drástica, por intermédio da Resolução de 17 
de julho de 1822, quando suspenderam-se todas as concessões de terras, até que uma lei 
especial regulasse, por completo, a matéria.
Somente com a Lei nº 601, de 18 de setembro de 1850, disciplinou-se o regime jurídico 
aplicável às terras públicas. A referida lei, segundo Messias Junqueira (“Estudos sobre o 
40 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
sistema sesmaria”, Recife, 1965), constituiu uma das leis mais perfeitas que o Brasil já teve: 
humana, liberal, conhecedora da realidade brasileira, sábio código de terras, que tanto mais se 
admira quanto mais se lhe aprofunda o espírito, superiormente inspirado”.
Possui, também, a referida lei, outra particularidade interessante: dela se originou a primeira 
repartição pública, especificamente incumbida do problema fundiário, denominada “Repartição-
Geral de Terras Públicas”, criada no seu art. 21 e regulamentada pelo Decreto nº 1.318, de 30 
de janeiro de 1854.
Já após a promulgação da República, pela Lei nº 2.083, de 30 de julho de 1909, criou-se novo 
órgão, para cuidar das terras públicas, denominado Diretoria do Patrimônio Nacional. 
No curso do tempo, passou-se a denominar o Órgão: Diretoria do Domínio da União (Decreto 
nº 22.250/32), Serviço do Patrimônio da União” (Decreto-lei nº 6.871/44), recebendo, por 
força do Decreto nº 96.911, de 3 de outubro de 1988, sua atual denominação, Secretaria do 
Patrimônio da União, quando ainda integrava a estrutura do Ministério da Fazenda.
Atualmente a SPU integra a estrutura do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão 
(MP), tendo em vista a alteração em lei ocorrida em 1999, que dispõe sobre a estrutura da 
Presidência da República e seus Ministérios. 
As atuais atribuições conferidas à Secretaria do Patrimônio da União encontram-se descritas 
no art. 29 do Decreto nº 3.858, de 04 de julho de 2001, que aprovou a estrutura regimental do 
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão1.
Com a criação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) pode administrar, planejar, 
organizar, dirigir e controlar melhor o patrimônio público ou efetuar uma Gestão Patrimonial 
que iremos entender melhor a partir de agora. Sejam bem vindos a leitura!
1 Texto disponível no portal do governo federal www.planejamento.gov.br
41ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
gESTÃO PATRIMONIAl
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Caro aluno, na unidade anterior estudamos a administração de recursos materiais e a 
importância que o fluxo de material tem, principalmente no setor público, para que o produto 
ou serviço esteja no local certo, no momento certo e com a quantidade necessária. Dando 
sequência ao nosso plano de trabalho, nessa unidade trabalharemos sobre Gestão Patrimonial 
e sua relação com a Administração de Materiais.
Entende-se por Gestão Patrimonial, conforme Correia (2009), o processo de aquisição, 
registro, conservação, e controle do acervo de bens permanentes de um órgão público ou que 
tenha este tipo de controle exigido regimentalmente.
O controle patrimonial é uma atividade administrativa que visa à preservação e defesa deste 
acervo. Este controle consiste no registro (tombamento), na identificação da utilização e do 
estado da conservação dos bens e na sua localização no espaço físico da organização ou 
fora dela. Consiste também na retirada (baixa) do bem do acervo. O patrimônio ou acervo 
patrimonial de uma organização é normalmente representado pelo conjunto de seus bens 
imóveis e permanentes móveis.
42 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
De acordo com a Garcia (2004)2, patrimônio público é o conjunto de bens e direitos que 
pertence a todos e não a um determinado indivíduo ou entidade, é um direito difuso, um 
transindividual, de natureza indivisível de que são titulares pessoas indeterminadas e ligadas 
pelo fato de serem cidadãos, serem o povo, para o qual o Estado e a Administração existem.
Podemos simplificar dizendo que o patrimônio público não tem um titular individualizado ou 
individualizável – é de toda a sociedade.
Assim é que o patrimônio público abrange não só os bens materiais e imateriais pertencentes 
às entidades da administração pública (os bens públicos referidos pelo Código Civil, como 
imóveis, os móveis, a imagem etc.), mas também aqueles bens materiaise imateriais que 
pertencem a todos, de uma maneira geral, como o patrimônio cultural, o patrimônio ambiental 
e o patrimônio moral.
A GESTÃO PATRIMONIAL envolve uma fase importante: a CONSCIENTIZAÇÃO dos usuários 
sobre a importância da mencionada CONSERVAÇÃO do bem público.
Recursos patrimoniais, conforme Martins; Alt (2005) é a sequência de operações que, assim 
como a administração dos recursos materiais tem início na identificação do fornecedor, 
passando pela compra e recebimento do bem para depois lidar com sua conservação, 
manutenção e ainda alienação (quando for o caso).
No que se refere à alienação, a constituição brasileira exige o procedimento licitatório, nos 
termos do XXI do art. 37 nos seguintes termos: verbis... “Art. 37: A administração pública 
direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência e, também, ao seguinte:” ressalvando em seu inciso XXI que “ressalvados os casos 
especificados na legislação, as alienações serão contratados mediante processo de licitação 
2 Procuradora Regional da República, mestre em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da USP, autora do 
livro “Responsabilidade do Agente Público” (Fórum, 2004).
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pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes”.
Ainda abrangendo o conceito de Patrimônio, de acordo com Martins; Alt (2005, p. 6), este se 
apresenta como “um conjunto de bens, valores, direitos e obrigações de uma pessoa física ou 
jurídica que possa ser avaliado pecuniariamente e que seja utilizado na consecução de seus 
objetivos sociais”. 
Mas então, caro aluno, você deve estar se perguntando, especificamente o que é um patrimônio 
público, ou qual a caracterização dele?
O artigo 1º, parágrafo 1º da Lei da Ação Popular (Lei 4.717, de 29.6.65) define patrimônio 
público, como o conjunto de bens e direitos de valor econômico, artístico, estético, histórico ou 
turístico, pertencentes aos entes da administração pública direta e indireta.
Ainda conforme a referida lei, o que caracteriza o patrimônio público é o fato de pertencer ele 
a um ente público – em nível federal, estadual ou municipal, uma autarquia ou uma empresa 
pública, por exemplo. Considera-se que o patrimônio público é formado pelos bens públicos, 
definidos no Código Civil como sendo os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas 
jurídicas de direito público interno, diferençando-os, portanto, dos bens particulares (artigo 98). 
Mas então nos perguntamos o que são esses bens públicos? 
Garcia (2004) nos responde que de acordo com o Código Civil, são, entre outros, os rios, 
mares, estradas, ruas e praças (bens de uso comum do povo), edifícios ou terrenos destinados 
a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, 
inclusive os de suas autarquias (bens de uso especial) e outros bens pertencentes a cada um 
dos entes públicos (bens dominicais).
Pública ou privada a gestão deste patrimônio é indispensável, Correia (2009) fala sobre esta 
importância inclusive juridicamente, e que necessita ter à frente um profissional capacitado e 
com conhecimento dos principais pontos da legislação que regulamenta a área. 
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Neste sentido e contabilmente falando administrar o patrimônio significa gerir os direitos 
e obrigações, ou de outro modo, os ativos e passivos da empresa pública. Muitas vezes, 
conforme o autor, o passivo é maior que o ativo, gerando o que se denomina patrimônio líquido 
negativo.
Patrimônio	líquido	=	Ativo	-	Passivo
A Portaria 828 de 14 de Dezembro de 2011 da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério 
da Fazenda efetuou padronização dos procedimentos contábeis referentes à gestão de 
bens patrimoniais (Ativo Imobilizado) ligados ao Governo (União, Estados e Municípios) para 
sustentar administração patrimonial aplicada ao setor público na forma estabelecida na LC 101 
/ 2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal.
A Secretaria de Patrimônio da União possui algumas atribuições no sentido de regularizar e 
fiscalizar ações que envolvam a incorporação do patrimônio público.
É de competência da SPU principalmente ações que regulamentam a incorporação de imóveis 
como pode ser visto no quadro abaixo:
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Quadro 1: Competências da SPU
I - Administrar o patrimônio imobiliário da União e zelar por sua conservação.
II - Adotar as providências necessárias à regularidade dominial dos bens da União.
III - Lavrar, com força de escritura pública, os contratos de aquisição, alienação, locação, 
arrendamento, aforamento, cessão e demais atos relativos a imóveis da União e providenciar 
os registros e as averbações junto aos cartórios competentes.
IV - Promover o controle, fiscalização e manutenção dos imóveis da União utilizados em 
serviço público.
V - Proceder à incorporação de bens imóveis ao patrimônio da União.
VI - Formular, propor, acompanhar e avaliar a política nacional de gestão do patrimônio da 
União, e os instrumentos necessários à sua implementação.
VII - Formular e propor a política de gestão do patrimônio das autarquias e das fundações 
públicas federais.
VIII - Integrar a Política Nacional de Gestão do Patrimônio da União com as demais políticas 
públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável.
Fonte: www.planejamento.gov.br
Pelo quadro podemos ver como os preceitos da administração geral estão se fazendo valer 
pelo governo federal, onde cabe a SPU planejar, organizar, dirigir e controlar os bens imóveis 
zelando pela sua integridade. 
Mas ainda precisamos saber como os bens podem ser classificados até para que possamos 
entender de quem é a responsabilidade pela gestão deles. No próximo tópico veremos as 
classificações destes bens para esclarecer ainda mais nossas dúvidas e ampliar nossos 
conceitos.
46 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Classificação dos bens Patrimoniais
Uma das atividades mais importantes na administração dos recursos patrimoniais é registrar e 
controlar todos os bens patrimoniais da empresa. Para que essa ação possa desenvolver-se 
com melhor acuracidade e perfeito controle, torna-se necessário classificar e codificar todos 
os bens pertencentes à empresa. 
Conforme o professor Epiphânio (s/d3), o objetivo da classificação e codificação de materiais 
e bens é simplificar, especificar e padronizar com uma numeração todos os bens da empresa, 
tanto os materiais como os patrimoniais. Com a codificação do bem, passamos a ter um registro 
que nos informará todo o seu histórico, tais como: data de aquisição, preço inicial, localização, 
vida útil esperada, valor depreciado, valor residual, manutenção realizada e previsão de 
sua substituição. Após o bem estar codificado, recebe uma plaqueta com sua numeração 
e controle. Vale salientar, que esta modalidade de controle, codificação e mapeamento dos 
bens é uma prática também muito utilizada nas empresas privadas, que por sua vez, têm no 
patrimônio e nos seus bens sua fonte de diferenciação frente aos seus concorrentes.
Os bens patrimoniais podem ser entendidos como as instalações, prédios, terreno, 
equipamentos, veículos, maquinários, bem como todo o arranjo físico necessário para que 
ocorra o processo produtivo da empresa, seja esta prestadora de serviços ou manufatureira. 
Desta forma, os equipamentos podem ser exemplificados como, máquinas operatrizes, 
caldeiras, reatores, pontes rolantes, computadores e móveis, já os prédios e terrenos são os 
edifícios e instalações prediais em geral.
Exemplo: São bens patrimoniais de uma cidade, da prefeitura: os computadores, os móveis, o 
carro oficial que o prefeito utiliza, a sededa prefeitura e demais bens do gênero.
3 s/d – sem data.
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Os bens permanentes possuem algumas características conforme Correia (2009):
•	 Não ser caracterizado como material de consumo.
•	 Não ser peça de reposição.
•	 Ter seu prazo de vida útil superior a 02 (dois) anos conforme o artigo 15, parágrafo 2º, da 
Lei nº 4.320/64.
São assim considerados: móveis e utensílios, equipamentos, livros, máquinas, mapas, veículos 
etc.
Os Bens Públicos são todos aqueles que estão incorporados ao patrimônio da Administração 
Pública, de forma direta ou indireta, por sua vez, todos os demais bens são considerados 
particulares.
De acordo com o Código Civil, artigo 98, “são públicos os bens de domínio nacional pertencentes 
às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual fora 
pessoa a que pertencerem”. Todavia, as empresas públicas e as sociedades de economia, 
mesmo que sejam pessoas jurídicas de direito privado, integram as pessoas jurídicas de direito 
público interno, assim os bens destas pessoas também são públicos.
Conforme preconizado pelo artigo 99 do Código Civil, a destinação do bem é utilizada para a 
classificação dos bens públicos, conforme demonstrado a seguir: 
•	 bens de uso comum: São aqueles destinados ao uso indistinto de toda a população. Ex: 
Mar, rio, rua, praça, estradas, parques (art. 99, I do CC). 
•	 bens de uso especial: São aqueles destinados a uma finalidade específica. Ex: Biblio-
tecas, teatros, escolas, fóruns, quartel, museu, repartições públicas em geral (art. 99, II 
do CC).
•	 bens dominicais: Não estão destinados nem a uma finalidade comum e nem a uma 
especial. “Constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto 
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de direito pessoal ou real, de cada uma dessas entidades” (art. 99, III do CC). Um exemplo 
são as terras devolutas dos Estados.
Há ainda outras classificações de bens conforme Martins (2005) quanto a:
MATÉRIA
•	 Corpóreos: quando possui uma forma identificável, um corpo.
•	 Incorpóreos: são os bens não constituídos de matéria, não possuem corpo ou forma 
(como direito de uso de marca, fórmula, imagem).
•	 Materiais: quando possuem substância material, palpável (mesa, cadeira, veículo).
•	 Imateriais: os que não possuem matéria (como registros de jazidas, e projetos de pro-
dutos).
•	 Tangíveis: quando possuem substância ou massa (caneta, folha de papel).
•	 Intangíveis: são os que não possuem substância ou massa (como patentes e direitos 
autorais).
MOBILIDADE
•	 Móveis: quando podem ser deslocados sem alteração de sua forma física (móveis e 
utensílios, máquinas e veículos).
•	 Imóveis: quando não podem ser deslocados sem perder sua forma física (prédios, pon-
tes) ou não podem ser locomovidos (terrenos).
DIVISIBILIDADE
•	 Divisíveis: quando podem ser divididos sem que as partes percam sua característica 
inicial (terrenos, lotes, fazendas).
•	 Indivisíveis: quando não tem possibilidade de divisão, constituindo uma unidade (auto-
móvel).
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FUNGIBILIDADE : sua capacidade de serem fundidos uns nos outros sem perder sua 
característica inicial.
•	 Fungíveis: podem ser substituídos por outro da mesma natureza (commodities: trigo, 
algodão, arroz e ouro).
•	 Infungíveis: Insubstituíveis, únicos.
DISPONIBILIDADE: Disponíveis quando usados de imediato ou indisponíveis.
Ainda temos outras denominações como bens numerários que são bens em forma de dinheiro 
ou títulos de liquidez imediata; semoventes, constituídos por animais domésticos como bovinos, 
equinos e suínos e ainda os dominicais, bens do poder público como praça, ruas e rios e de 
domínio publico.
Falamos até aqui de bens, equipamentos, terrenos e construções, porém Garcia (2004) 
apresenta outros tipos de Patrimônio como o cultural, ambiental e também o moral:
O	patrimônio	cultural é integrado, nos termos do artigo 216, da Constituição da República, 
pelos bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores 
de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade 
brasileira, nos quais se incluem: as formas de expressão; os modos de criar, fazer e viver; as 
criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e 
demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; os conjuntos urbanos e sítios 
de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
O	patrimônio	ambiental corresponde ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, referido 
no artigo 225 da Constituição da República, como sendo bem de uso comum do povo e 
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever 
de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. O patrimônio ambiental é 
aquele em que mais nitidamente se percebe o caráter difuso, transindividual e indivisível do 
patrimônio público.
50 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
O	 patrimônio	 moral é composto pelos princípios éticos que regem a atividade pública, 
sintetizados no princípio da moralidade, consagrado no artigo 37 da Constituição. A atuação 
segundo o princípio da moralidade, por parte de todos os agentes públicos, garante a observância 
de um padrão de atuação dentro da moral, da boa-fé, da lealdade e da honestidade, essencial 
ao bom e correto funcionamento da administração pública.
Assim como cuidamos das nossas coisas lá na nossa casa, na faculdade, porque sabemos 
que se nós não cuidarmos, nossos pertences serão degradados, assim também acontece com 
o patrimônio público, alguém precisa ser responsável pelo cuidado, pelo acompanhamento. E 
este cuidado é compartilhado, pois há diversas entidades que dividem estas responsabilidades.
A	Secretaria	de	Patrimônio	da	União4 é dividia em departamentos que nos facilita o 
entendimento de suas atribuições no sentido de responsabilidades. Por exemplo, 
quando se fala em caracterizar, incorporar ou dar destino a um bem imóvel.
Ao Departamento de Incorporação de Imóveis compete: Coordenar, controlar e orientar as 
atividades de incorporação imobiliária ao Patrimônio da União, nas modalidades de aquisição 
por compra e venda, por dação em pagamento5, doação, usucapião, administrativa, e de 
imóveis oriundos da extinção de órgãos da administração pública federal direta, autárquica ou 
fundacional, liquidação de empresa pública ou sociedade de economia mista, cabendo-lhe, 
ainda, o levantamento e a verificação in loco dos imóveis a serem incorporados, a preservação e 
regularização dominial desses imóveis e a articulação com entidades e instituições envolvidas. 
Departamento de gestão de Receitas Patrimoniais compete: Coordenar, controlar 
e orientar as atividades relativas aos processos de arrecadação e cobrança de créditos 
4 Fonte: www.planejamento.gov.br
5 O contribuinte propõe para regularização da dívida bens móveis ou imóveis que se encontrem livres de ónus ou 
encargos ou em outras palavraasa extinção de uma obrigação consistente no pagamento da dívida mediante 
a entrega de um objeto diverso daquele convencionado. Nesses termos, o devedor transfere ao credor da 
obrigação um bem imóvel que é de sua propriedade.
51ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
patrimoniais. 
Departamento	de	Caracterização	do	Patrimônio	compete:	Coordenar, controlar e orientar 
as atividades relacionadas à identificação, ao cadastramento e à fiscalização dos imóveis da 
União.
Departamento de Destinação Patrimonial compete: Coordenar, controlar e orientar as 
atividades relacionadas com o desenvolvimento de ações e projetos voltados à destinação, à 
regularização fundiária,à normatização de uso e à análise vocacional dos imóveis da União. 
Cabem aos departamentos específicos atividades que lhe competem com a finalidade de 
preservar o patrimônio público. A isto podemos chamar de Gestão Patrimonial, cuidar, zelar, 
gerir ou então administrar o que temos. 
A título de exemplificação, podemos dizer que a gestão patrimonial está sujeita a leis gerais 
(constitucional), porém, os estados da federação podem usufruir de uma legislação mais 
específica como é o caso do Decreto Nº 16.109, de 1º de Dezembro de 1994 que disciplina a 
Administração e o controle dos bens patrimoniais do Distrito Federal, e dá outras providências.
Garcia (2004) ainda nos fala que sendo o patrimônio público pertencente a todo o povo, cabe 
também a nós todos zelar, preservando e defendendo. Quando o patrimônio estiver vinculado a 
um determinado ente, a ele cabe, em primeiro lugar, adotar todas as providências necessárias 
à sua preservação e conservação.
A autora ainda afirma que às vezes, são os próprios dirigentes e representantes que atacam e 
ofendem o patrimônio. Quanto ao patrimônio público difuso – como o meio ambiente, a cultura, 
a moralidade administrativa – não se pode atribuir apenas ao cidadão, individualmente, que 
promova ações em sua defesa, ainda que seja, também, titular desse patrimônio. É que essas 
ações são, na maior parte das vezes, especializadas e demandam um conhecimento técnico 
de que o cidadão comum nem sempre dispõe.
52 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
A autora completa que a Constituição da República atribui a uma instituição, especificamente, 
a tarefa de defender e proteger o patrimônio público. Trata-se do Ministério Público, que tem 
como uma de suas funções institucionais promover o inquérito civil e a ação civil pública, para 
a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e 
coletivos (art. 129, III, da Constituição, art. 5º, III e art. 6º, VII, b, da Lei Complementar nº 75/93, 
artigo 25, IV, b, da Lei 8.625/93).
O Ministério Público Federal (MPF) utiliza diversos recursos para defender o patrimônio público 
e social brasileiro. A ação civil pública por improbidade administrativa é um meio muito 
usado. Em alguns casos, como a dispensa ilegal de licitação, os fatos levam a instituição a 
propor também uma ação criminal, o que possibilita sanções nas duas áreas6.
As ações integradas do MPF nas áreas cível e criminal já resultaram em condenação judicial 
de agentes políticos, servidores públicos e outros por: formação de quadrilha; fraudes em 
licitação, em benefícios previdenciários do INSS e bancárias; desvio de recursos públicos; 
contratação irregular de mão de obra; quebra de sigilo; irregularidades em desapropriações 
para reforma agrária.
E como vimos no decorrer do tópico, não apenas os terrenos, imóveis fazem parte do patrimônio 
público. Os equipamentos que usamos no dia a dia de nosso trabalho em repartições públicas, 
as mesas, as cadeiras também foram incorporadas ao patrimônio e precisam ser zelados, por 
cada usuário. 
Uma forma de garantir um maior e melhor controle sobre cada item é colocar códigos para 
que sejam facilmente localizados. Este é o assunto que veremos a seguir com a codificação 
de bens.
6 Ministério Público federal – Procuradoria da República em Roraima. Disponível em <http://www.prrr.mpf.gov.br/
areas-de-atuacao/patrimonio-publico>
53ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Codificação	de	Bens	do	Patrimônio	Público
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A codificação de um bem é o processo de numeração do mesmo, dando um registro 
sequenciado único para o mesmo. Esta gestão de ativo imobilizado é feita em sua maior parte 
por uma unidade organizacional denominada controle de ativo fixo ou imobilizado.
A função básica é registrar, controlar e codificar os bens considerados imobilizados (passiveis 
de depreciação). Este controle é feito sob o auxilio de uma ficha individual (física ou virtual) 
onde se registram normalmente a data da aquisição do bem; o código (colocando-se chapas 
em bens móveis), o valor inicial, critério e prazo para a depreciação, depreciação do período 
e acumulada, centro de custo em que o bem encontra-se alocado e espaço para registrar 
possíveis melhorias deste bem desde que não alterem seu valor contábil (MARTINS 2005).
Usando como exemplo Conselho Federal de Psicologia, a identificação é feita pela Plaqueta de 
Identificação, metálica e padronizada, com número sequencial, afixada em local determinado, 
para o reconhecimento do bem e controle patrimonial. A plaqueta fixada não pode ser retirada, 
alterada ou reutilizada, permanecendo afixada pelo tempo de vida do material permanente. 
Dentre os critérios para se identificar um bem vale trabalhar com uma estrutura padrão:
54 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
A numeração adotada é de livre escolha do gestor patrimonial, mas deve priorizar a maior 
facilidade de agrupamento do mesmo em relatórios específicos, como os inventários. Correia 
(2009) apresenta um exemplo: 
Patrimônio número 5.1.37.502 - Máquina fotográica digital,5 mega-
pixels, lente especial, onde:
 5.1 – Codiicação contábil de bem permanente onde se agrupa as 
máquinas fotográicas.
 37 – Codiicação da unidade setorial onde se localiza o bem 
(pode ser o centro de custo).
 502 – Número sequencial de registro do bem.
Após a definição desta codificação, o bem deverá ser incorporado à relação geral de bens do 
órgão, com a posterior destinação à unidade setorial detentora de sua guarda.
Figura 3: Exemplo de codificação
Fonte: http://www.3tecinfor.com.br/
A tecnologia permite que as repartições públicas possam3 ter a chapa com o número do 
código de barras que facilita a leitura e o controle do patrimônio imobilizado. Cabe lembrar 
55ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
que na esfera pública existem normas e resoluções fixando critérios para a codificação de 
materiais como, por exemplo, o decreto Decreto n° 9617 de 1966, que dispõe sobre o controle 
patrimonial da Administração Pública Estadual de Minas Gerais7.
Vida	Econômica	e	Depreciação	de	Bens
A vida econômica de um bem é a duração, normalmente medida em anos, em que o custo 
anual equivalente de possuir e operar o bem é mínimo. E vida útil é o período de tempo em 
que o bem consegue exercer as funções que se espera dele, claro que isso depende também 
de como esse bem é utilizado.
A depreciação de um bem nada mais é do que a perda do seu valor devido ao uso, deterioração 
ou obsolescência tecnológica. É comum vermos em repartições públicas os móveis e 
eletrônicos com idade avançada, destoando em beleza e agilidade, da iniciativa privada. Neste 
caso, podemos dizer que este bem está em grande estágio de depreciação.
A forma como a depreciação de um bem será calculada define a perda que cada item sofrerá 
no decorrer do tempo e como esses critérios de avaliação e a vida deste bem impactam no 
resultado no resultado operacional da empresa, ambos, são regulados pela Receita Federal 
por meio de instruções normativas.
A depreciação está atrelada à contabilidade junto aos ativos da empresa e por isso, até para 
efeito de imposto de renda, se faz necessário o cálculo da depreciação. A maioria dos bens 
do Imobilizado, com exceção de terrenos, tem vida útil limitada. Em função disso, os princípios 
contábeis exigem que os gastos incorridos com sua aquisição sejam apropriados às despesas 
(depreciação) nos exercícios contábeis relacionados com sua utilização. 
7 Decreto n°9617 de 1966 - Legislação referente a material PERMANENTE disponível em <http://www.
planejamento.mg.gov.br/governo/gestao_logistica/leg_mat/legislacao_tema.asp?op=view&txtOrigem=NaoTem
a&txtTipo=E&txtVerLegNum=9617&txtVerLegAno=1966&txtVerNtrCod=1&txtVerTipCod=8> Acesso em26 nov 
2012.
56 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Veja as principais classes de bens do Ativo Imobilizado e suas respectivas vidas úteis, de 
acordo com a legislação do Imposto de Renda8: 
•	 Edifícios 25 anos.
•	 Máquinas 10 anos.
•	 Instalações 10 anos.
•	 Móveis e utensílios 10 anos.
•	 Veículos 5 anos.
•	 Equipamentos e software3 anos.
Para Martins; Alt (2009) o critério aceito pelos órgãos da Receita Federal é o Linear, ou de linha 
reta, onde se depreciam em partes iguais durante toda a vida útil do bem. Como vimos, a vida 
útil de um bem é fixada em função de sua natureza e podemos calcular da seguinte forma:
Dt	=	P	–VR	/	N
Exemplo: Calcular a depreciação física anual de um veículo que custou R$ 25.000,00 e que 
terá uma vida útil de 5 anos. Sua taxa anual de depreciação é de 20%. Temos:
P	= R$ 25.000,00
VR (Valor Residual)= 0 (nulo)
N = 5 anos
Dt	=	25.000	–	0	/	5=	R$	5.000,00	ao	ano
Sendo assim, sabendo que os bens como equipamentos, veículos e etc. se desgastam com 
o uso, acabam precisando de manutenções, logo espera-se que os custos operacionais 
8 Disponível em <http://www.crcsp.org.br/portal_novo/publicacoes/arbitragem/22.htm>
57ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
aumentem paralelamente a diminuição do seu valor de venda. A partir de um determinado 
tempo não se torna mais interessante manter o bem, assim dissemos que ele atingiu o ápice 
de sua vida econômica.
Caro aluno, a arte de fiscalizar precisa ser constante, e depois de codificados os bens, é 
preciso de tempos em tempos saber se ele ainda está lá, independente da sua idade ou 
depreciação. Isso é o que fazemos com os balanços físicos.
bAlANÇOS FÍSICOS
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Paoleschi (2008, p. 16) cita que “a empresa a realizar o balanço físico anual terá que fazer um 
inventário anual conforme determina a lei, demonstrando aos fiscais ou órgão responsáveis o 
real valor desse patrimônio”. E que grandes partes desses balanços são realizadas no final 
do ano, porque no Brasil o ano fiscal inicie se em 1 (um) de janeiro e termina 31 de dezembro.
O autor ainda diz que conforme tais procedimentos sejam efetuados o responsável pelo 
inventário deve observar se os resultados obtidos expressão a verdades dos fatos, ou seja, 
se o controle de estoque está correto e se os saldos são verdadeiros através da acuracidade, 
controle preciso, do inventário (ativo fixo).
58 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Conforme o manual de Correia (2009) o levantamento físico dos materiais permanentes e de 
consumo será realizado pelo menos uma vez ao ano e no início e término de gestão, bem 
como, nas trocas dos responsáveis por sua guarda e conservação.
Um levantamento poderá ser realizado em datas especiais, determinadas em razão de 
auditorias especiais ou sindicâncias.
O inventário dos bens permanentes apurará a existência física dos mesmos e os respectivos 
valores monetários, em confronto com as informações registradas no sistema de administração 
de material e ou patrimonial próprio, e deverão:
I – Informar o estado de conservação dos bens e materiais.
II – Confirmar os agentes responsáveis pelos bens.
III – Manter atualizados e conciliados os registros do sistema de material, patrimonial e os 
contábeis.
Os bens móveis com estrutura de madeira considerados inservíveis e irrecuperáveis que não 
apresentarem	valor	econômico poderão ser incinerados em local seguro, após vistoria e 
autorização por escrito do setor competente.
Por meio do inventário físico, segundo Correia (2009), confirmamos a localização e atribuição 
da carga de cada material permanente permitindo a atualização dos registros dos bens 
permanentes bem como o levantamento da situação dos equipamentos e materiais em uso, 
apurando a ocorrência de dano, extravio ou qualquer outra irregularidade além de verificar 
as necessidades de manutenção e reparo e constatação de possíveis ociosidades de bens 
móveis possibilitando maior racionalização e minimização de custos.
“O departamento do patrimônio em via a todas as unidades uma lista de bens permanentes 
por departamento/seção.” (PAOLESCHI, 2008, p. 16). Cada departamento/seção deve ter 
59ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
um responsável para acompanhar, que será de responsabilidade do setor de patrimônio ou 
na falta deste algum funcionário do setor contábil será responsável pelos bens de uso da 
empresa do qual essa responsabilidade na empresa investigada são os próprios proprietários 
e sucessores.
O autor ainda complementa que para realização do inventário físico anual será criado o comitê 
de inventário de responsabilidade do setor contábil para discutir as normas que conduzirão o 
inventário.
De acordo com Correia (2009) o Inventário pode ser:
Anual – com a finalidade de comprovar a quantidade e o valor dos bens patrimoniais do acervo 
de cada Unidade Gestora, existente em 31 de dezembro.
Inicial – quando da criação de uma unidade, para identificação e registro dos bens sob sua 
responsabilidade.
Transferência de Responsabilidades – realizado quando da mudança do dirigente da Unidade 
Gestora.
Por extinção ou transformação – quando da extinção ou transformação da unidade gestora.
Eventual – realizado em qualquer época, por iniciativa do dirigente da unidade ou por iniciativa 
do órgão de fiscalização.
O gestor do comitê do inventário vai convocar os auditores contábeis que acompanharão o 
inventário e os funcionários que participarem dele. Os convocados para realização do inventário 
físico devem ser treinados para um bom desempenho. Dar preferências à convocação de 
funcionários que conheçam os itens do inventário (PAOLESCHI, 2008).
60 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
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O comitê vai rodar a lista de todos os itens que serão inventariados e as fichas numeradas 
sequencialmente, de cada item, em quatro vias. A primeira via colocada da embalagem do 
item contado. Se houver mais de uma embalagem, marcar nelas o número da ficha utilizada.
A segunda via é preenchida e enviada ao comitê depois de o item ser contado. A terceira via 
será usada quando for necessário efetuar uma nova contagem. A quarta via é de uso exclusivo 
dos auditores.
As fichas devem ser separadas por setores do almoxarifado ou armazém, nas quais devem 
constar os dados do item. Depois de realizada a primeira contagem, as fichas são enviadas 
para o comitê (com exceção da primeira via que fica no estoque contado) e os auditores 
confrontam os números encontrados fisicamente com os dos registros contábil constantes na 
lista do inventário.
61ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Se os números baterem, a contagem do item fica encerrada. Se não baterem, é enviada a 
terceira via da ficha para nova contagem, que deve ser efetuada por outro funcionário. Se os 
números físicos se repetirem e a diferença por mais ou para menos estiver dentro da tolerância 
preestabelecida, a contagem é aprovada.
Se os números encontrados divergirem da primeira contagem o comitê pode solicitar o 
acompanhamento de uma nova contagem por um dos auditores internos, e se for o caso, do 
auditor externo. Se as tolerâncias persistirem, o comitê deve decidir pela aprovação ou não 
da contagem. Se o comitê decidir pela não aprovação, o item é discutido pela diretoria da 
empresa (PAOLESCHI, 2008).
Todos os casos devem ser decididos até o final do lançamento do inventário para fins do 
balanço.
O Centro	de	Apoio	Operacional	do	Patrimônio	Público	-	CAOPP, criado no Estado de Minas Ge-
rais pela Resolução nº 064/2001 publicada no D.O.MG. de 14/9/2001, tem como função fundamental, 
no âmbito interno, promover a articulação, integração e intercâmbio dos órgãos de execução do Minis-tério Público, prestando aos Promotores de Justiça com atuação perante as Promotorias de Defesa do 
Patrimônio Público todo o auxílio material e jurídico para que possam desempenhar, satisfatoriamente, 
as	funções	institucionais	identii	cadas	pela	garantia	de	efetivo	respeito	da	probidade	e	legalidade	ad-
ministrativas e da proteção do patrimônio público e social. Disponível em <http://www.mp.mg.gov.br/
portal/public/interno/index/id/19>
Portal	do	Patrimônio	da	Prefeitura	de	Ouro	Preto,	Minas	Gerais.	É	possível	encontrar	conceitos,	
listas de bens inventariados, composição e objetivos do inventário. Um excelente case prático 
disponível	em	<http://www.ouropreto.mg.gov.br/patrimonio/index/secao.php?id=4>
Veja	mais	detalhes	sobre	como	é	feita	a	codii	cação	dos	recursos	por	meio	deste	estudo. CODIFI-
CAÇÃO DE RECURSOS PATRIMONIAIS. Disponível em <http://www.ans.gov.br/portal/upload/per-
i	l_operadoras/informacoescadastraisoperadora/planosdecontas/planosdecontas_baixar_arquivos/
cod_planodecontas_RN136.pdf>
62 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Reportagem veiculada no programa Justiça Gaúcha aborda o problema de vandalismo contra o Patri-
mônio Público e ainda aborda as penas para os infratores deste tipo de crime.
Vídeo: Saiba o que diz a lei sobre vandalismo contra o patrimônio público. Disponível em <http://www.youtube.
com/watch?v=b2UBry15-rA>
Reportagem exibida no Programa Direitos do Cidadão - Tv Unifev com o tema “Crimes contra o Patri-
mônio” tendo como convidados Roberto Farinazzo e Dr. Jaime Pimentel (Delegado de Polícia classe 
especial aposentado, Advogado criminalista, Mestre em Processo Penal, Autor do livro “Crimes de 
Trânsito comentados” e Professor Universitário.
Vídeo: Direitos do Cidadão - Crimes contra o patrimônio. Disponível em <http://www.youtube.com/
watch?v=qmLZzQD4jRA>
Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais - 3ª Ed. 2011.
Autor: Martins, Petronio Garcia; Alt, Paulo Renato Campos
Editora: Saraiva
Sinopse: Esta é uma obra inédita no mercado, pois foi voltada 
para atender às exigências do novo currículo da disciplina, des-
tacando as recentes transformações da área. Traz também ques-
tões para discussão, exemplos resolvidos, exercícios propostos, 
casos e sugestão de livros e sites na Internet.
63ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Administração de materiais: uma introdução.
Autor: Arnold, J R Tony
Editora: ATLAS
Sinopse: Esta obra descreve os fundamentos de administração 
da cadeia de suprimentos, sistemas de planejamentos e controle 
de produção, compras e distribuição física.
CONSIDERAÇõES FINAIS
Podemos dizer então que contabilmente falando, o patrimônio das entidades, sejam elas 
públicas ou privadas, compreende o conjunto de seus bens, direitos e obrigações, avaliado 
em moeda corrente, destinado à realização de seus fins. E ainda de acordo com o art. 98 
da Constituição Federal “são públicos os bens de domínio nacional pertencentes às pessoas 
jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual fora pessoa a 
que pertencerem”. 
O controle do patrimônio público, ou a gestão deste patrimônio também deve ser feito com a 
máxima eficácia como se fossem os bens que possuímos em nossa casa, devemos zelar pelo 
que temos, para que a maior quantidade possível de pessoas, cidadãos possam fazer uso 
destes bens.
Uma atividade importante desta gestão é a codificação destes bens para que possa ser feitos 
inventários de tempos em tempos e localizados todos os bens que foram adquiridos para a 
gestão.
Se beneficiando desta codificação, facilita a realização de balanços físicos e inventários onde 
confirmaremos a localização de bens equipamentos e demais itens do patrimônio, bem como 
o levantamento da situação dos equipamentos e materiais em uso. 
64 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Garcia (2004) afirma que o patrimônio público pertence a todos e por todos deve ser 
preservado, protegido e defendido (digo pela sociedade em geral, Administração Pública e 
Ministério Público). Existem, ainda, diversos órgãos encarregados de exercer o controle da 
atividade administrativa, preventiva e repressivamente, adotando medidas tendentes a diminuir 
práticas lesivas ao patrimônio (como atos de corrupção) bem como punindo aqueles que 
incidem nessas práticas (Tribunais de Contas, Corregedorias, Controladorias, entre outros).
A efetiva responsabilização penal, civil e administrativa daqueles que causam lesão ao 
patrimônio público é de suma importância devendo ser punida por meio de ações penais, ações 
de improbidade administrativa, processos administrativos e ações civis de ressarcimento de 
danos.
ATIVIDADE E AUTOESTUDO
1. O que você compreendeu como sendo Patrimônio e qual a importância da gestão 
Patrimonial?
2. De quem é a responsabilidade por zelar pelo Patrimônio Público?
3. O que é a depreciação e qual a diferença entre vida útil e vida econômica de um bem
UNIDADE III
ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS
Professor Me. Victor Vinicius Biazon
Professor Esp. Renato Valença
Objetivos de Aprendizagem
•	 Conhecer	os	mecanismos	de	armazenagem	de	materiais.	
•	 Entender	como	fazer	a	alocação	por	endereçamento	no	armazém.
•	 Visualizar	a	importância	de	utilizar	recursos	tecnológicos	no	processo	de	armaze-
nagem.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
•	 Estrutura	e	layout	do	almoxarifado
•	 Endereçamento	de	itens
•	 Administração	dos	estoques	e	armazenamento
•	 Curva	A,	B,	C
•	 Utilização	de	sistemas	gerenciais	para	o	controle	de	armazenamento	de	esto-
ques
67ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
INTRODUÇÃO
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A armazenagem está se tornando mais e mais uma atividade crítica na cadeia de abastecimento 
para superar concorrentes no serviço ao cliente, prazos de entrega e custos. 
Se armazenagem é uma fonte de vantagem competitiva, é fato que uma boa armazenagem 
de materiais contribui para o processo de qualidade total, porém para direcionar esta atividade 
alguns passos básicos precisam ser seguidos e respeitados para uma correta manutenção 
dos estoques da empresa.
Costumeiramente quando pensamos em almoxarifado, a visão é um local grande e cheio de 
objetos alocados a espera de uso, porém nem sempre a realidade condiz com um espaço 
organizado. Na esfera pública não seria diferente, em muitos casos a ausência de planejamento 
nas compras e a falta de pessoal especializado para armazenar podem transformar o 
almoxarifado em um local extremamente bagunçado, logo, dinheiro público gasto de forma 
inadequada, fazendo transparecer a ideia de desorganização e por consequência a má gestão 
do gestor público.
Quem não guarda direito, não pode distribuir direito, portanto o almoxarifado, não só guarda 
68 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
como também distribui, e para isso é preciso seguir algumas regras básicas.
O termo Almoxarifado é derivado de um vocábulo árabe que significa “depositar”.
De acordo com Cavalcante (2012) almoxarifado é o local destinado à guarda e conservação 
de materiais, em recinto coberto ou não, adequado à sua natureza, tendo a função de destinar 
espaços onde permanecerá cada item aguardando a necessidade do seu uso, ficando sua 
localização, equipamentos e disposição interna acondicionados à política geral de estoques 
da empresa.
A armazenagem compreende a guarda, localização, segurança e preservação do material 
adquirido pelo órgão/entidade, a fim de suprir adequadamente as necessidades operacionais 
das suas unidades administrativas (SILVA; KINOSHITA, 2011).
Executar esta fase corretamente por meio do espaço físico disponível no armazém de forma 
organizada e eficiente, possibilitando a correta movimentação destes materiais dentro do 
almoxarifadocom os devidos cuidados evitando estragos.
A gestão do espaço necessário para manter os estoques inclui: localização, dimensionamento 
de área, arranjo físico, equipamentos para movimentação, estruturas de armazenagem e 
sistemas informatizados para auxiliar na operação.
Os autores dizem ainda que o objetivo principal deste processo é garantir o atendimento 
dos pedidos efetuados pelas demandas, garantindo assim uma boa execução das políticas 
públicas e das atividades cotidianas dos órgãos/entidades, não bastando meramente uma boa 
atividade de compra, devendo também possuir um bom controle e rastreamento das atividades 
inerentes a movimentação destas mercadorias dentro do armazém de guarda e distribuição.
 Acredita-se que agindo dentro dos padrões disponíveis é possível garantir a boa aplicação dos 
recursos públicos, uma vez que se prioriza a armazenagem (posicionamento e identificação 
dos materiais) e a movimentação adequadas dos itens, reduzindo assim as perdas por guarda 
69ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
e manuseio incorretos. 
A padronização do layout dos armazéns, independentemente de estar se tratando de uma 
empresa pública ou privada, é bastante particular, devendo esta atender as necessidades do 
perfeito fluxo de movimentação de mercadorias e também que resguarde a integridade da 
guarda e manutenção destas mercadorias.
ESTRUTURA E lAYOUT DO AlMOXARIFADO
 
Fonte: Jorgenca (2012)
Segundo Cavalcante (2012) os almoxarifados primitivos eram constituídos em um depósito em 
um local inadequado dentro das empresas sendo os materiais armazenados e acondicionados 
de uma forma errônea por uma mão de obra desqualificada. Com a evolução dos tempos 
e o surgimento de sistemas de manuseio e de armazenagem sofisticados, o aumento da 
produtividade com mais segurança nas operações de controle e rapidez na obtenção das 
informações se tornou uma realidade cada vez mais exigida.
Tão importante quanto decisões de o que comprar, quando comprar e onde comprar, acontece 
assim que os materiais chegam à fase de armazenamento. Para que os recursos materiais 
tenham maior garantia de não perder qualidade. 
70 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
As estruturas de armazenagem são elementos básicos para a organização e o uso ideal do 
espaço do almoxarifado, que podem atender aos mais diversos tipos de carga. As estruturas 
de armazenagem são elementos básicos para a organização e o uso ideal do espaço do 
almoxarifado, que podem atender aos mais diversos tipos de carga (SILVA e KINOSHITA, 
2011). 
Os novos layouts apresentam várias características como a modularidade, adaptabilidade, 
densidade, acessibilidade, flexibilidade e distribuição de movimento para permitir que esta 
estrutura de armazenamento responda às condições de mudança, melhorar a utilização do 
espaço, e reduzir o congestionamento e movimento.
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Normalmente, antes de serem armazenados, os itens devem ter sua estrutura de armazenagem 
definida (palete, blocado, prateleira etc.). Para estabelecer qual item deve ser armazenado em 
determinada estrutura, devem ser levados em consideração os seguintes aspectos: 
•	 O tipo de produto (suas características, peso, dimensões etc.).
•	 A área disponível no almoxarifado.
•	 As condições do espaço, tais como o pé direito e as condições do piso.
71ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
•	 As condições operacionais, como por exemplo, a quantidade de itens a armazenar. 
Nesta fase a preparação de um local preparado para acondicionar os materiais adquiridos 
se faz necessário com algumas características que possam permitir melhor aproveitamento 
de espaço, isso pode ser alcançado por meio do layout. A eficiência das operações de 
movimentação e armazenagem está ligada ao planejamento deste layout.
Layout é o arranjo de homens, máquinas e materiais; é a integração do fluxo típico de materiais, 
da operação dos equipamentos de movimentação, combinados com as características 
que conferem maior produtividade ao elemento humano; isto para que a armazenagem de 
determinado produto se processe dentro do padrão máximo de economia (VIANA, 1998, 
citado por FREITAS, 2006).
O layout é uma estrutura que já foi bastante ignorada por seus administradores, sendo 
considerado secundário nos seus planejamentos. Hoje, o meio empresarial concebe que 
não se pode obter eficiência nas operações logísticas, sem que haja um arranjo físico bem 
planejado da área do armazém, mas para o Setor Público, essa concepção ainda não é bem 
evidente, pois em muitos deles, o layout do armazém não possui projeto de instalação para ser 
um armazém, e são apenas prédios adaptados para tal função.
De acordo com a Apostila de Almoxarifado de São Paulo, Almoxarifado é um local de grande 
circulação de pessoas e dos mais variados tipos de produtos, assim, ao programar o LAYOUT 
de um Almoxarifado não se esqueça: 
a) A carga e a descarga de materiais devem ser sempre feitas de forma segura e ágil, por 
isso é necessário que os veículos transportadores (empilhadeiras, guindastes, carregado-
res etc.) e os responsáveis pelo armazenamento estejam sempre disponíveis. 
b) As entradas e as saídas dos materiais não devem possuir bloqueios e devem ser suficien-
temente compatíveis com a dimensão dos produtos em circulação. 
c) A altura do Almoxarifado deve ser compatível com o tipo de produto a ser estocado, assim 
como as portas de entrada e saída. 
72 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
d) Os pavimentos devem ser projetados de maneira a suportar empilhamentos e/ou o peso 
dos materiais estocados. 
e) A largura, o comprimento, a altura, o volume etc. dos materiais que serão transportados 
em veículos são importantes fatores que deverão compor o planejamento do LAYOUT do 
Almoxarifado. 
f) Estruturar o trânsito interno dos veículos dentro do Almoxarifado, levando-se em conta 
suas dimensões, tamanho dos produtos e circulação interna.
Freitas (2006) afirma ainda que o almoxarifado é um “motor” para qualquer organização, por 
guardar os materiais que sustentam o funcionamento delas. Desta forma, o almoxarifado 
precisa ter condições para assegurar que o material correto, na quantidade correta, estarão 
disponíveis na localização adequada, no momento oportuno seguindo as normas que objetivam 
resguardar, além de preservar a qualidade e as exatas quantidades. 
As passagens dos corredores devem ser retas e não devem conter obstruções causadas 
por empilhamento de materiais ou colunas, de forma a permitir a direta comunicação entre 
as portas e todos os setores do Almoxarifado, que devem estar devidamente identificados e 
divididos por critérios de conveniência (cores, números etc.).
Figura 4: Corredores de almoxarifado
73ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Para tanto, Viana (2002), aborda alguns procedimentos que precisam ser cumpridos: 
•	 Realização de cargas e descargas de veículos mais rápidas.
•	 Agilidade dos fluxos internos, tanto de materiais quanto de informação.
•	 Melhor utilização de sua capacidade volumétrica.
•	 Acesso fácil a todos os itens (grau de seletividade).
•	 Máxima proteção aos itens estocados.
•	 Maior otimização do layout para reduzir distâncias e perdas de espaço.
Cabe lembrar que os materiais devem ser armazenados de acordo com sua frequência de 
saída. Os que tiverem mais saída devem ser deixados próximos a porta de saída já aqueles 
que têm pouca saída, podem ser armazenados mais próximo da entrada.
Figura	5:	Arranjos	de	almoxarifados	quadrados	ou	retangulares.
Fonte: elaborado pelo autor.
Para fechar, o Portal da Educação (2012) apresenta outros itens importantes para a busca da 
qualidade e agilidade que é a proposta da organização do almoxarifado: 
•	 Definição e demarcação de local específicopara cada material.
74 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
•	 Identificação e codificação dos itens.
•	 Localização dos materiais a fim de que os maiores, mais pesados e de difícil manuseio 
sejam dispostos próximos à entrada e saída do ambiente.
•	 Confinamento de materiais perigosos, produtos químicos.
•	 Acepção da saída dos itens materiais. Por via de regra, o primeiro item a entrar no es-
toque, deve ser o primeiro a sair. Este princípio é inquestionável, principalmente para os 
itens considerados perecíveis (PEPS).
Para que haja essa eficiência interna, a averiguação do espaço físico é importante. Assim 
como verificar se os recursos disponíveis (mão de obra e equipamentos de movimentação) são 
suficientes para atender prontamente as operações logísticas.
Todo processo de armazenagem deve ser planejado e os equipamentos utilizados devem ser 
simples, flexíveis e de baixo custo, neste sentido busque utilizar:
•	Estruturas	de	metal	modulares	que	possam	ser	ampliadas.
•	Espaços	em	sentido	vertical.
•	 Paletes	 e	 contentores	 modulares,	 preferencialmente,	 em	 tela	 de	 arame	 e/ou	 dobráveis	 e	
sempre que possível padronizado.
Figura 6: Estruturas de almoxarifado
Fonte: www.protecpe.com.br
75ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Como exemplo público a prefeitura de Itápolis-SP tem um local próprio para efetuar o 
armazenamento correto de seus materiais. 
Imagem Externa Imagem Interna
Fonte: Prefeitura Municipal de Itápolis-SP-2012
Para que possa atender melhor a população e ter garantias da qualidade dos materiais, o 
armazenamento precisa ser feito de forma adequada e segura.
Outro item importante que precisa ser pensado e realizado é o endereçamento dos materiais. 
Cada item, cada corredor (chamado também de rua) tem uma identificação singular para 
facilitar a localização dos itens.
Endereçamento de Itens
O endereçamento é uma ferramenta que auxilia na localização de materiais dentro de um 
armazém. Seu objetivo é auxiliar na identificação de locais específicos para a armazenagem 
dos itens, facilitando também as operações de movimentação, de separação e de inventários 
(SILVA; KINOSHITA, 2011).
Destaca-se que essa ferramenta é um diferencial dentro da armazenagem e estocagem, pois 
influencia de forma precisa no espaço que deverá ser utilizado.
Os autores citam que o método mais comum de endereçamento é o sistema de endereçamento 
76 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
fixo, em que é definida uma localização específica de cada material, de acordo com o layout 
e estruturas de armazenagem disponíveis. Com essas definições, institui-se um código 
alfanumérico, que associa letras e números (exemplo B5P3) que determinará o posicionamento 
do item, o qual deve seguir as seguintes diretrizes: 
•	 Agrupamento por classe de material (medicamentos, alimentos).
•	 Agrupamento conforme quantidade x valor do item (porções maiores ou menores x bara-
tos ou caros).
•	 Itens que têm maior volume de saída devem ficar em posições próximas à área de sepa-
ração.
•	 Itens de maior peso ou volume devem ficar nas posições mais baixas dos paletes.
•	 O empilhamento deve levar em consideração a capacidade máxima do material informa-
da pelo fornecedor, bem como o espaço disponível no almoxarifado (ex. máximo 3 caixas 
empilhadas).
•	 Os itens devem ser organizados conforme a data de vencimento, os quais os mais antigos 
devem estar nas posições de mais fácil acesso. 
Rua A
Prateleira 2
Palete 3 (de baixo pra cima)
R PALETE A5 R PALETE B5 R PALETE C5
U PALETE A4 U PALETE B4 U PALETE C4
A PALETE A3 A PALETE B3 A PALETE C3
PALETE A2 PALETE B2 PALETE C2
A PALETE A1 b PALETE B1 b PALETE C1
Figura 7: Endereçamento por ruas
Fonte: elaborado pelo autor
77ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Os paletes ainda apresentam divisões dependendo do tamanho de cada armazém, desta 
forma ainda pode haver divisões em cada estrutura como por exemplo:
R PALETE A5a PALETE A5b PALETE A5c PALETE A5d
U PALETE A4a PALETE A4b PALETE A4c PALETE A4d
A PALETE A3a PALETE A3b PALETE A3c PALETE A3d
PALETE A2a PALETE A2b PALETE A2c PALETE A2d
A PALETE A1a PALETE A1b PALETE A1c PALETE A1d
Figura 8: Endereçamento horizontal
Fonte: elaborado pelo autor
Desta forma cada repartição da RUA A terá o andar dos paletes e ainda outra repartição 
horizontal.
Autores apresentam outras formas de se identificar materiais nos almoxarifados separando por 
horizontal e vertical como na figura 09:
Figura 9: Endereçamento AA.b.C.D.E
Fonte: (SILVA; KINOSHITA, 2011).
78 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
ADMINISTRAÇÃO DOS ESTOQUES E ARMAZENAMENTO
As organizações, tanto públicas, quanto privadas, necessariamente precisam gerenciar 
seus estoques e por consequência administrar seu armazenamento dentro do almoxarifado. 
A este respeito, várias empresas possuem estilos distintos de almoxarifados, dependendo 
de sua área de atuação ou segmento, dentre este destacamos os almoxarifados centrais, 
de fábrica, de distribuição – também conhecidos como C.D. (centrais de distribuição), onde 
independentemente de seu estilo, precisam de um controle minucioso de controle de entradas 
e saídas de produtos.
Sobre a tipologia dos estoques, estes podem ser mencionados como os estoques de produtos 
acabados, em processamento, de materiais comprados e armazenados para distribuição. 
Neste último, podemos salientar um dos tipos mais utilizados pelas empresas públicas, como 
exemplo o armazenamento, distribuição e/ou dispensar dispensação de medicamentos de 
uma secretaria de saúde.
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a.
sp
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.b
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De acordo com Tubino (2008), a administração e armazenamento de estoques são desenvolvidas 
para: a) garantir a independência entre etapas produtivas, onde os estoques de matérias primas 
ou de materiais para distribuição possam permitir que a produção possa ser protegida em caso 
de não atendimento em prazo hábil de seus fornecedores; b) permitir uma produção constante, 
79ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
e em caso de aumento da demanda, o material estocado é distribuído/comercializado, não 
comprometendo desta forma o ritmo da produção; c) possibilitar o uso de lotes econômicos, pois 
em algumas etapas do ciclo de produtivo, a produção ou a movimentação das mercadorias só 
será atendida com lotes maiores do que a necessidade demandada de consumo, ocasionado 
um excedente que necessariamente deverá ser controlado pelos gestores; d) redução dos lead 
times produtivos, uma vez possuindo estoques intermediários, isso acarretará a diminuição do 
tempo de entrega das mercadorias demandas – o termo lead time também pode ser entendido 
como tempo de aprovisionamento; e) como fator de segurança, onde as inúmeras variações da 
demanda são gerenciadas através da criação dos estoques de segurança. 
Dentro da função da administração de materiais, os estoques de segurança, quando 
empregados, são projetados para absorver as variações na demanda durante o tempo 
de ressuprimento, ou variações no próprio tempo de ressuprimento, dado que é apenas 
durante este período que os estoques podem acabar e causar problemas ao fluxo 
produtivo [...]. Desta forma, quanto maiores forem as variações na demanda prevista e/
ou variações nos tempos previstos de ressuprimento, maiores deverão ser os estoques 
de segurança do sistema para garantir o abastecimento contínuo. (TUBINO, p.81, 2008)
Figura 10: Estoque de segurança
Fonte: www.ilos.com.br
80 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Deste modo, todos os tipos mencionados surgem para suprir determinados problemas 
resultantes das intempéries de mercado, fornecedores, demanda e programação de compra.
Ainda segundo o autor, o lote econômico é uma das ferramentas quemais auxilia no controle e 
manutenção do estoque. A este respeito, estes podem ser considerados como sendo a busca 
por uma faixa econômica que colabora consideravelmente para a minimização dos custos de 
gerenciamento e contenção dos problemas oriundos das complexidades de manutenção dos 
materiais nas organizações, públicas ou privadas.
Atualmente, as empresas precisam operar cada vez mais com lotes econômicos menores, 
desta forma, esta alcançará maior agilidade e, por consequência, eficácia na gestão de 
armazenagens.
Curva A, b, C
O método de controle de estoque e de materiais foi desenvolvido por Wilfredo Pareto, logo 
após a Segunda Guerra Mundial, em seu estudo, ele pode identificar que 20% da população 
detinham cerca de 80% da riqueza de uma nação, dados estes percentuais este método também 
foi identificado como modelo 80-20. Trazendo seus estudos para o aspecto organizacional, 
podemos perceber que nas empresas, de um modo generalista, cerca de 20 % dos estoques 
impactam diretamente sobre 80% das compras e movimentação dos estoques.
Analisando a sistemática do modelo 80-20, podemos identificar três tipos de categorias de 
materiais: A, B e C, conforme identificados a seguir:
Categoria A: corresponde a uma pequena parcela de quantidade de itens do estoque, cerca de 
20%, contudo, este percentual representa cerca de 80% do valor transacionado nas compras 
e que deverão ter um controle bastante sistemático na sua movimentação no estoque, pois 
perfazem grande fatia do valor financeiro adquirido pela empresa.
Categoria B: refere-se aos materiais que estão na intersecção entre as categorias A e B e que 
81ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
representam aproximadamente 15% dos itens do estoque e na mesma proporção do valor 
financeiro comprado.
Categoria C: concentra 70% dos itens estocados e que agrupados perfazem apenas 20% das 
compras efetuadas em valor financeiro.
Desta forma, analisando as categorias mencionadas, podemos perceber que o prazo de 
abastecimento e suprimento dos estoques, para os itens constantes da Categoria A, deverá 
ser curto, pois o seu alto tempo de estoque impactará diretamente na saúde financeira da 
empresa. Em contrapartida, os itens constantes da Categoria C poderão ter um giro mais 
lento, de entrada e saída (movimentação interna), pois, por mais que a quantidade de itens 
seja extremamente superior aos constantes da Categoria A, estes, por sua vez, causam menor 
impacto financeiro para a organização.
Quadro 2: Curva A, b, C
Item Consumo
Valor 
por 
unidade
Valor 
total
Ordem Percentual
Percentual 
Acumulado
Categoria
1 250 120 30000,00 1 46,70 46,70 A
5 170 54 9180,00 2 14,30 61,00 A
2 342 26,80 9.165,60 3 14,30 75,30 A
4 87 57,90 5.037,30 4 7,80 83,10 B
3 25 158,90 3.972,50 5 6,20 89,30 B
10 15 245,60 3.684,00 6 7,70 95,00 C
6 38 35,20 1.337,60 7 2,10 97,10 C
9 120 10,64 1.276,80 8 2,00 99,10 C
8 312 1,65 514,80 9 0,80 99,90 C
7 210 0,25 52,50 10 0,10 100,00 C
Valor 
Total
- - 64.221,10 - - 100,00 -
Fonte: www.cff.org.br
82 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Figura 11: Curva A, b, C
Fonte: www.cff.org.br
UTIlIZAÇÃO DE SISTEMAS gERENCIAIS PARA O 
CONTROlE DE ARMAZENAMENTO DE ESTOQUES
Para o auxílio dos gestores na manutenção e controle dos estoques, a tecnologia da 
informação está sendo empregada como uma grande ferramenta de apoio e suporte nas 
tomadas de decisões, colocando as empresas em um patamar de diferenciação pela eficácia 
nos resultados do acompanhamento do fluxo de materiais. Não distante desta realidade, 
as empresas públicas também estão inseridas neste contexto, para atender não somente a 
eficácia do gestor pública, mas também a celeridade e transparência do gasto público previsto 
na legislação de responsabilidade fiscal.
Dado este fato, um sistema de informações bastante difundido em empresas privadas também 
passa a fazer parte da empresa pública, a este respeito estamos nos referindo ao sistema 
WMS (Warehouse Management System), que busca otimizar a armazenagem de materiais 
nos estoques, bem como promover o melhor arranjo físico dos layouts dos armazéns.
83ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Segundo Barros (2005), este sistema trouxe maior agilidade e qualidade das informações 
referentes ao trâmite dos materiais nos depósitos de armazenagem de mercadorias, tendo 
como foco a minimização dos custos e uma maior qualidade dos serviços prestados aos 
clientes/usuários da empresa.
Figura 12: Características do WMS
Fonte: www.logisticaeideias.com
(Artigo WMS no gerenciamento de depósitos, armazéns e centros de distribuição – Autora Mônica 
Barros – www.ilos.com.br)
Um dos benefícios gerados pelo WMS é a otimização do espaço na área de estocagem. O sistema 
tem como uma de suas funções a sugestão do melhor local para armazenar um determinado produto 
na hora do seu recebimento, evitando assim que o operador percorra todo o centro de distribuição em 
busca de um local disponível para armazenar. 
Um WMS possibilita a otimização operacional através do aumento da produtividade, otimização dos 
espaços e melhoria da utilização dos recursos (equipamentos de movimentação e estocagem). Esses 
benefícios são devidos aos seguintes pontos, conforme apresentado em Banzato (1998): 
•	Controle	Operacional	(o	WMS	fornece	as	tarefas	a	serem	feitas).
84 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
•	Redução	do	tempo	perdido	com	esperas.
•	Redução	do	tempo	morto	dos	recursos	de	movimentação.
•	Otimização	do	percurso	de	separação	de	pedidos.
•	Aumento	da	densidade	de	estocagem,	diminuindo	distâncias	a	serem	percorridas.	
Outro benefício associado ao WMS é a disponibilidade online da real quantidade em estoque. Fun-
cionando em tempo real, um WMS pode apoiar reduções nos lead times tanto para o processamento 
de pedidos quanto para o gerenciamento de inventário. Esses benefícios, por sua vez, podem propor-
cionar um melhor nível de serviço ao cliente e um giro mais rápido do estoque, podendo, assim, ser 
traduzidos	em	economias	i	nanceiras	às	operações	do	centro	de	distribuição.	
O WMS, por meio do seu gerenciamento de tarefas e da possibilidade de trabalhar com equipamentos 
de movimentação automatizados, pode proporcionar grande redução de custos com pessoal, já que 
reduz a necessidade de equipamentos para uma mesma quantidade de movimentações, em compa-
ração com os sistemas tradicionais. 
Alguns autores destacam que, nos sistemas ERP (Enterprise Resource Planning), o WMS é um dos 
muitos	módulos	já	disponíveis	no	mercado,	cujo	principal	objetivo	é	gerenciar	o	l	uxo	de	informações,	
através do controle de posições, entre outras funcionalidades. Ao se ter um WMS aliado a um ERP, a 
possibilidade de troca de dados entre eles é maior. Com isso evitam-se retrabalhos, como por exem-
plo, a atualização de cadastros. Entretanto, para outros autores, o WMS é um aplicativo analítico que 
não necessariamente faz parte do ERP (sistema transacional), sendo, portanto, um software que pode 
ser comercializado à parte. 
Independentemente de ser ou não um módulo do ERP, o WMS pode otimizar os negócios de uma 
empresa com redução de custos e melhoria do serviço ao cliente, sendo a sua integração com os 
sistemas	ERP	fortemente	recomendável.	A	redução	de	custo	está	associada	à	melhoria	da	ei	ciência	
de todos os recursos operacionais, tais como equipamentos e mão de obra. Por outro lado, a melhoria 
do serviço ao cliente pode ser atribuída ao fato de os erros e falhas de separação e entrega serem 
minimizados, bem como a agilização de todo o processo de atendimento ao cliente, combinando me-
lhorias	do	l	uxo	de	materiais	com	melhorias	no	l	uxo	de	informações.	
85ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
CONSIDERAÇõES FINAIS
Como pregam Silva e Kinoshita (2011) esse processo de guardae localização dos itens 
adquiridos tem relação com as estruturas de armazenagens disponíveis. Dessa forma, 
dependendo dos tipos de estruturas (palete, blocado, prateleira, contêiner etc.) constantes no 
almoxarifado e definidas para os itens, é possível organizar adequadamente o layout interno 
para determinação das posições dos materiais de acordo com necessidades específicas de 
certos itens (refrigerados, produtos químicos, grandes volumes) e da própria capacidade 
operacional do almoxarifado.
Efetuando um bom planejamento de armazenagem será possível identificar materiais sem 
uso, em quantidade excessiva, duplicados etc. Outro objetivo de um bom armazenamento 
é diminuir o espaço alocado para estocagem dos materiais e consequentemente reduzir os 
custos. Sendo assim frente a esse cenário é preciso pensar ou repensar formas de armazenar 
e movimentar os recursos materiais com qualidade.
AlMOXARIFADO PASSA POR AMPlIAÇÃO E ADEQUAÇÃO 
PARA MElHORAR A QUAlIDADE DO SERVIÇO
O	Almoxarifado	da	Prefeitura	Municipal	que	i	ca	localizada	no	Distrito	Industrial	III	está	mais	adequado	
para armazenar materiais, máquinas e veículos da Administração. O Almoxarifado Municipal também 
abriga o estacionamento de máquinas, equipamentos e alguns veículos da Prefeitura, proporcionando 
assim maior segurança ao patrimônio público.
Disponível em <http://www.itapolis.sp.gov.br/portal3/index.php?option=com_content&view=art
icle&id=2559:almoxarifado-passa-por-ampliacao-e-adequacao-para-melhorar-a-qualidade-do-
-servico&catid=135:obras-e-servicos-publicos&Itemid=100061> Acesso em 10 dez 2012.
86 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Esta pesquisa foi realizada em um órgão público da administração indireta, onde foram entrevistados 
funcionários	 ligados	ao	almoxarifado,	onde	se	verii	cou	que	a	armazenagem	ocupa	um	 importante	
papel de suprir lacunas no processo logístico institucional.
SILVA, Joelder Alves da. logística de armazenagem intermediaria a no setor público: estudo de 
caso de uma secretaria da Universidade de brasília. Disponível em <http://bdm.bce.unb.br/bitstre-
am/10483/1329/1/2010_JoelderAlvesdaSilva.pdf >
gESTÃO DE ESTOQUES
Autores: Antônio De Pádua Salmeron Ayres, Cezar Sucupira, 
Felipe Accioly
Editora: FGV
Uma característica essencial da atividade do gestor de estoques 
é o pragmatismo. Gerir estoques é uma atividade que exige re-
sultados efetivos, passíveis de mensuração e informe periódi-
cos, aliando teoria à prática. Este livro analisa a sequência de 
implantação de um processo de gestão de estoques. Iniciando 
pela	classii	cação	e	codii	cação	dos	materiais,	planejamento	e	
gestão da demanda, inclui técnicas para dimensionamento de 
lotes e estoques de segurança, medição de desempenho e téc-
nicas de controle da operação de estoques. Finaliza com o planejamento orçamentário e a avaliação 
de desempenho da gestão.
87ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
APlICAÇõES PRÁTICAS DE 
EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO E 
ARMAZENAgEM DE MATERIAIS
Autor: Reinaldo A. Moura e Eduardo Banzato 
Editora: IMAM
Complementando O Manual de Logística, o 
IMAM publica O Volume V, dedicado a apli-
cação prática dos Equipamentos. A grande 
diversidade de tipos e modelos de equipa-
mentos de movimentação e armazenagem de 
materiais existentes no mercado e outros que estão sendo introduzidos continuamente impossibilita 
um conhecimento total e profundo sobre os mesmos. Mas, sabendo que nos dias de hoje a movimen-
tação e a armazenagem tem uma importância fundamental dentro das Estratégias Logísticas das 
Organizações, este livro tenta cobrir esta lacuna, apresentando Aplicações Práticas ilustradas dos 
tipos de equipamentos mais importantes e mais empregados. O mesmo foi estruturado com base em 
Pesquisa e Desenvolvimento de Sistemas Logísticos, objetivando apresentar casos de aplicações 
especíi	cas	que	poucas	pessoas	 têm	acesso.	Desta	 forma,	o	 leitor	poderá	apreciar	e	comprovar	o	
emprego dos mais diversos equipamentos conforme descrição de cada caso. Naturalmente, as des-
crições	e	denominações	de	equipamentos	e	sistemas	citados	em	nosso	manual	poderão	conl	itar	com	
outras que existem no mercado. Porém, procuramos utilizar os termos mais conhecidos para facilitar 
a leitura e a compreensão. Lembramos ao leitor que: “Movimentação de Materiais e a arte e a ciência 
do	l	uxo	de	materiais,	envolvendo	a	embalagem,	a	movimentação	e	a	estocagem”	(conforme	dei	nição	
do IMAM).
88 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
ATIVIDADE DE AUTOESTUDO
1. Dentro que você leu, qual a real finalidade do bom armazenamento ou acondicionamento 
de materiais? Como isso pode contribuir para uma melhor gestão?
2. O endereçamento de itens pode ser feito de diversas maneiras, dentro do seu conhecimento, 
há como sugerir uma maneira mais eficaz do que as apresentadas neste unidade? 
3. Você acredita que a utilização de um sistema de informação para melhor o acondicionamento 
dos materiais é uma opção válida e eficaz na gestão pública? Justifique.
UNIDADE IV
FONTES DE FORNECIMENTO E A SUSTENTAb-
IlIDADE NAS COMPRAS PúblICAS
Professor Me. Victor Vinicius Biazon
Objetivos de Aprendizagem
•	 Entender	como	pode	acontecer	o	fornecimento	de	materiais	e	patrimoniais	no	setor	
público.
•	 Conhecer	 as	 licitações	 sustentáveis	 e	 exemplos	 propulsores	 da	 modalidade	 no	
Brasil e no mundo.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
•	 Fontes	de	fornecimento
•	 Aquisição	de	recursos	materiais	e	patrimoniais
 - licitação
 - Compra por empenhamento direto com dispensa de licitação
 - Compra por adiantamento
•	 	Sustentabilidade	nas	compras	públicas
•	 Licitação	sustentável
91ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
INTRODUÇÃO
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Caro aluno, nesta unidade você verá que o poder de compra do setor público pode ser 
elemento indutor de mudanças nos padrões de produção e consumo da sociedade rumo à 
sustentabilidade. De acordo com Tosini (2008) as compras do setor público - nos âmbitos 
federal, estadual e municipal, movimentam cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) 
nacional. E, como gestores públicos, precisamos saber fazer o uso correto desses recursos, 
independente no cargo que ocupamos. Não somente o uso, mas tendo em vista a importância 
dos recursos e bens públicos, como o dinheiro investido, remédios, merenda escolar, mudas 
de arvore para revitalização de praças públicas, devemos, igualmente, valorizar o processo de 
aquisição.
André Trigueiro, da Globo News, explica que o setor de compras públicas brasileiro mobiliza 
setores importantes da economia ajustados à demanda já previstas nos editais de licitação. 
92 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Logo, a responsabilidade do gestor público em trabalhar as fontes de fornecimento de forma 
adequada, zelando pelo dinheiro público, pela qualidade dos materiais adquiridos e ainda 
assegurar a livre concorrência.
Segundo Batista e Maldonado (2008), a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, Lei de 
Licitações e Contratos Administrativos (Brasil, 1993), conceitua “compra como toda aquisição 
remunerada de bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente”. A compra como 
uma verdadeira função administrativa, envolve administração de materiais em uso corrente, 
desde a determinação de fontes de fornecimento e “vias de fornecimento”, até a entrega 
final nos pontos de produção. Em todos os estágios há decisões a serem tomadas, quanto à 
qualidade, quantidade, cronogramas, origem e custo.
Como a aquisição de bens e materiais acontece de forma diferente na iniciativa privada e no 
setor público, é importante que você conheça quais são as fontes de fornecimento utilizadas e 
como ela funciona tanto em uma esfera quanto na outra.Existem técnicas para que bens e patrimônios sejam adquiridos, é preciso compreender as 
modernidades desse setor (público) e aplicarmos, regidos pela legislação, tais técnicas em 
nossa atividade no meio público.
As licitações, que também fazem parte da ementa no curso de Gestão Pública, aqui serão 
vistas particularmente abordando a modalidade sustentável. Como poderemos, enquanto 
gestores, melhorar nossa imagem perante a sociedade com práticas que não agridam o meio 
ambiente e nem ferem a constituição.
FONTES DE FORNECIMENTO
Dentro do processo de compra de materiais, uma ação que também deve ser planejada é a 
fonte de fornecimento, ou seja, de onde virão os bens que o poder público utilizará em sua 
93ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
gestão, ou ainda quem serão os fornecedores, onde compraremos o que logo chamaremos 
de patrimônio.
De acordo com Arnold (2008) o objetivo da função de compras é conseguir tudo ao mesmo 
tempo: qualidade, quantidade, prazo de entrega e preço. Uma vez tomada à decisão sobre 
o que comprar, a segunda decisão mais importante refere-se ao fornecedor certo. Um bom 
fornecedor é aquele que tem a tecnologia para fabricar o produto na qualidade exigida, tem 
a capacidade de produzir as quantidades necessárias e pode administrar seu negócio com 
eficiência suficiente para ter lucros e ainda assim vender um produto a preços competitivos.
Falando em fornecedores, conforme Dias (2008) toda empresa está interessada em suprir 
necessidades de outra empresa em termos de matéria-prima, serviços e mão de obra.
Há três tipos de fontes conforme Arnold (2008, p. 218):
1. Fonte única implica que apenas um fornecedor está disponível devido a patentes, 
especificações técnicas, matéria-prima, localização, e assim por diante.
2. Fonte múltipla é a utilização de mais de um fornecedor para um item. As vantagens 
potenciais da fonte múltipla são as seguintes: a competição vai gerar preços mais 
baixos e melhores serviços, o que garantirá uma continuidade no fornecimento. 
Na prática, existe uma tendência de relação competitiva entre fornecedor e cliente.
3. Fonte simples é uma decisão planejada pela organização no sentido de selecionar 
um fornecedor para um item quando existem várias fontes disponíveis. A intenção 
é criar uma parceria de longo prazo.
A eficiência de um departamento ou um gestor de compras está diretamente ligada com o 
bom relacionamento entre o comprador e o fornecedor. Batista e Maldonado (2008) dizem 
que o comprador reativo representa uma visão simplista do ato de comprar, que consiste em 
encontrar um fornecedor que esteja disposto a trocar os bens ou serviços por uma determinada 
quantia. Já o proativo tenta estabelecer parcerias com o fornecedor, compartilha ideias e 
conhecimentos necessários para o fechamento de boa compra.
Podemos dizer que passamos por uma evolução neste relacionamento cliente x fornecedor. 
94 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Esta evolução passa por algumas fases conforme quadro abaixo:
Abordagem convencional:
O que manda é o preço. Quem pode mais impõe 
as condições. A empresa vive desconfiada da 
qualidade do produto/serviço fornecido
Melhoria da qualidade:
O que manda é a qualidade do produto. Início de 
uma relação mais duradoura onde nasce uma 
confiança recíproca.
Integração Operacional:
O que manda é o controle dos processos. Cliente e 
fornecedor pesquisam e desenvolvem juntos para 
melhoria do resultado final.
Integração estratégica
O que manda é a parceria nos negócios. 
Gerenciamento comum dos procedimentos de 
construção do produto com qualidade assegurada.
Fonte: Martins e Alt (2009)
Um termo moderno que se usa para designar o ápice da qualidade nesta relação cliente-
fornecedor é comakership que significa que foi atingido um excelente grau de confiança e 
entendimento entre ambos. 
Trazendo a discussão para o campo dos atributos, sabemos que é muito importante determinar 
alguns itens, algumas características como quantidade, serviço e preço. Esses elementos 
definem o que se espera do fornecedor, e forma uma base para a seleção e avaliação. 
Considerando isso, há vários fatores que influem na seleção de um fornecedor como diz 
Arnold (2008):
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95ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Habilidade técnica: O fornecedor precisa ter a habilidade técnica para produzir ou fornecer o 
produto desejado, ter um programa de desenvolvimento e melhoria para o produto, a capacidade 
de auxiliar na melhoria dos produtos entre outras. Esses aspectos são importantes, pois, 
muitas vezes, o comprador depende do fornecedor no sentido de que ele forneça as melhorias 
no produto que poderão aumentar ou reduzir o custo dos produtos comprados. 
Capacidade de produção: Deve ser capaz de produzir ao máximo e errar o mínimo. O 
fornecedor deve ter um bom programa de controle de qualidade, pessoal de produção 
competente e capaz, e bons sistemas de planejamento e controle de produção, para garantir 
uma entrega pontual. 
Confiabilidade: Nenhuma empresa, ou repartição, vai selecionar um fornecedor no qual 
não confia. Se a relação deve continuar, deve haver uma atmosfera de confiança mútua e a 
garantia de que o fornecedor tem solidez financeira para permanecer no negócio.
Serviço pós-vendas: Alguns produtos precisam de peças de reposição ou apoio técnico, por 
isso a necessidade do bom atendimento também após o fornecimento do produto.
localização do fornecedor: Muitas vezes fornecedor perto significa diminuir custos de 
transporte e tempo de entrega.
Preço: O fornecedor deve ser capaz de oferecer preços competitivos. 
No ambiente de negócios moderno, o tipo de relação entre fornecedor e comprador é crucial 
para ambos. Idealmente, a relação será baseada numa dependência mútua e duradoura. O 
fornecedor pode confiar em negócios futuros, e o comprador terá garantia de fornecimento de 
produtos de qualidade, apoio técnico ambiente de produto. A comunicação entre comprador e 
fornecedor deve ser aberta e plena, de modo que ambas as partes entendam o problema uma 
da outra, e possam trabalhar juntas na solução de problemas que beneficiará ambas. Assim, 
a seleção do fornecedor e a relação com ele estabelecida são de fundamental importância.
96 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Mesmo sabendo que há particularidades no fornecimento voltado ao setor público, para efeito 
de conhecimento, podemos ter uma classificação de tipos de fornecimento conforme o quadro 
a seguir:
Fornecimento Monopolista:
Monopolistas são os fabricantes de produtos 
exclusivos dentro de um mercado interno 
e normalmente o grau de atendimento e 
relacionamento determina o volume da compra 
(o comprador tem de demonstrar interesse pela 
compra).
Fornecedores habituais:
São os fornecedores que sempre são consultados 
numa “tomada de preços”. Geralmente são aqueles 
que prestam melhor atendimento por saberem que 
existe concorrência e que o volume de vendas 
está ligado a qualidade de seus produtos e ao 
tratamento com o cliente.
Fornecedores especiais
São aqueles que ocasionalmente poderão prestar 
serviços, mão de obra ou fabricação de produtos 
e que requerem equipamentos especiais ou 
processos específicos (que não são habituais).
Fonte: Dias (2008)
É importante que o departamento de compras tenha um cadastro com opções de fornecedores 
e não fique a mercê de um único fornecedor.
Zanon (2008) tem a mesma opinião e complementa que esta “não dependência” gera maior 
segurança na reposição, maior liberdade de negociação e maior possibilidade de intercâmbio 
com produtos e fornecedores. 
Em empresas privadas são feitos cadastros de fornecedor por tipo de produto ou serviços 
para a realização de orçamentos. Cada uma estabelece critérios para selecionar e avaliar 
(recursos, corpo técnico, equipamentos,knowhow, conceito no mercado e grau de interesse) 
esses fornecedores.
97ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Conforme Arnold (2008), na iniciativa privada uma das principais responsabilidades do 
departamento de compras é continuar a pesquisa de todas as fontes disponíveis de 
fornecimento. Há fatores que fazem a diferenciação das fontes de fornecimento:
•	 Pessoal de vendas da empresa fornecedora.
•	 Catálogos.
•	 Listas telefônicas especializadas.
•	 Informação obtida junto ao pessoal de vendas da empresa compradora.
As compras no setor público, a diferenciação ocorre de forma diferente e, segundo Zanon 
(2008), apresentam uma diversidade de possibilidades como, por exemplo, compra direta, 
eletrônica, governamental, industrial, internacional, nova, organizacional, profissional, 
simulada, centralizada, com estoque zero, entre outras.
Vejamos alguns métodos utilizados:
a) Três cotações: o que permite estimular a concorrência.
b) Preço objetivo: a força, a competitividade dos fornecedores onde os preços reais favore-
cem a argumentação para o comprador.
c) Duas ou mais aprovações: não se decide sozinho pelo fornecedor, as compras ficam su-
jeitas a um assessoramento e/ou supervisão. Pessoas se comprometem com as grandes 
questões prioritárias (orçamento, fluxo de caixa, disponibilidade).
Como o comprador público normalmente lida com grandes somas de dinheiro, o contato com 
os fornecedores e compradores tendem a ser mais estreitos devido ao tempo de convivência. 
Há a necessidade do comprador se manter distante dos interesses dos fornecedores. O 
comprador, durante a avaliação de um processo de compra de determinado material ou de 
contratação de serviço, deve manter-se equidistante de todos os fornecedores, evitando 
que aspectos pessoais e subjetivos interfiram nas suas decisões, beneficiando um único 
98 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
fornecedor em detrimento de outros e, consequentemente, da sua própria empresa (BATISTA 
e MALDONADO, 2008).
Os compradores públicos têm como responsabilidades éticas, não permitir que fornecedores 
coloquem à sua disposição qualquer tipo de favor, sendo esses monetários ou em forma de 
presente, é recomendável que esse tipo de relação seja mantido em bases iguais (equivalentes).
Aquisição de recursos materiais e patrimoniais
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Vamos falar agora sobre as modalidades de compra no setor público. A maneira de adquirir ou 
contratar como já sabemos, diz respeito à maneira como o fornecedor será selecionado e no 
setor público acontece de maneira diferente das empresas particulares. 
Conforme Martins e Alt (2009) a aquisição dos bens produtivos ou não (se incorporam ou não 
ao produto final) é tratada pelas empresas privadas de forma simples por meio de seu setor de 
compras. Esses recursos materiais, entendidos como os itens ou componentes utilizados pela 
empresa nas operações do dia a dia, com o qual formamos os estoques e fabricamos nossos 
produtos, possuem uma classificação conforme quadro abaixo:
99ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Materiais auxiliares ou indiretos/não 
produtivos
Não se incorporam ao produto final (material de 
escritório e manutenção).
Matéria-prima
Materiais que se incorporam ao produto final, 
inclusive a embalagem.
Produtos em processo
Materiais que ainda estão em processo de 
transformação para se tornarem um produto 
acabado.
Produtos acabados
São aqueles que já passaram por transformação e 
hoje são produtos prontos a serem comercializados.
Fonte: Martins e Alt (2009).
Esses materiais precisam ser monitorados para que possam ser adquiridos o mais rápido 
possível, de acordo com o sistema utilizado pela empresa, a fim de não faltarem quando forem 
ser utilizados na produção.
O Sinal da demanda é uma forma utilizada para saber quando é a hora de comprar, seja um 
material ou um patrimônio. “Já no caso de obras públicas, ele (o patrimônio) pode ser resultado, 
entre outros, de um estudo de mercado ou de necessidades sociais” (MARTINS e ALT, 2009, 
p. 117).
Os contratos possuem formalização do acordo de aquisição de um bem patrimonial e 
tais contratos são regidos por legislação especifica. Um pedido de compra (PC) ou de 
fornecimento (PF) são modelos de contratos, uma das formas mais expeditas de formalizar 
uma aquisição “principalmente para a entrega de itens de compras repetitivas, de baixo valor, 
curto prazo de entrega e itens padronizados” (MARTINS e ALT, 2009, p. 156).
No caso de materiais, qualquer funcionário, ou servidor (salvo autonomia) pode utilizar o 
que chamamos de solicitação de compras ou requisição que será enviada ao setor, ou 
autoridade competente, para que a partir dos procedimentos necessários, seja suprida a 
necessidade do bem ou patrimônio.
100 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Corriqueiramente nas empresas ou setores públicos, essa função também funciona para 
reposição de materiais, onde o servidor verifica a necessidade de algo (caneta, cartucho de 
impressora) e por meio de requisição solicita junto ao almoxarifado.
A aquisição	de	patrimônio	no setor público possui regulamentação própria onde os principais 
meios são a licitação, a tomada de preço e a carta-convite. No que chamamos de concorrência 
pública, o patrimônio e suas condições de fornecimento são divulgados por órgãos da 
imprensa. É colocada a disposição dos interessados o edital, no qual estão detalhadas as 
condições deste fornecimento (em geral as propostas são divididas em três envelopes sendo 
(1) demonstração do atendimento dos pré-requisitos legais; (2) proposta técnica e (3) proposta 
financeira (MARTINS e ALT, 2009)).
Conforme Silva (2008, p.34) “os procedimentos para essa escolha são regulamentados pela 
Lei de Licitações e Contratos (Lei nº. 8.666/93)”. Essa é a melhor fonte de pesquisa para que 
saibamos onde buscar respostas, “todas as modalidades de compras no setor público são 
regulamentadas pela Lei nº. 8.666/93” e dentro desta lei apresentam-se alguns mecanismos 
para realizar essa aquisição, conforme veremos nos próximos tópicos.
licitação
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Esta é a modalidade mais conhecida para que produtos e serviços sejam adquiridos pelo 
poder público e se destina a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia1 
e a seleção da proposta mais interessante para a administração pública. Esta proposta será 
processada e julgada de acordo com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, 
1 Isonomia: diz a respeito de lei, igualdade, utilizando os mesmos critérios a todos.
101ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao 
instrumento convocatório (edital), do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatados.
Santos (2008) ainda nos explica que existem regras gerais para compras (ou contratação de 
serviços) sendo a seleção do fornecedor mediante licitação pré-estabelecida. Assim sendo, 
verificaremos algumas modalidades previstas na referida Lei de Licitações:
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a) Concorrência: modalidade de licitação que se realiza com ampla publicidade, para que 
todos que preencham os pré-requisitos dispostos no edital possam participar igualmente. 
É apropriada para os contratos de grande valor, não sendo exigido registro prévio ou cadastro 
dos interessados, deve-se apenas cumprir o edital nas seguintes situações:
1) Compra de bens imóveis.
2) Alienações de bens imóveis para as quais não tenha sido adotada a modalidade leilão.
3) Concessões de direito real de uso, serviço ou obra pública.
4) Licitações internacionais.
102 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
b) Tomada de preços:modalidade de licitação realizada entre os interessados que foram 
previamente cadastrados ou que estejam em conformidade com os requisitos para serem 
cadastrados até três dias antes à data do recebimento das propostas, observada a necessária 
qualificação.
Costumeiramente utilizada nas contratações de obras, serviços e compras dentro dos limites 
de valor estabelecidos em lei e corrigidos por ato administrativo competente.
O que a difere da concorrência é o fato de haver habilitação prévia dos licitantes, através dos 
registros cadastrais (registros de fornecedores de bens/obras/serviços que já se inscreveram e 
foram mantidos por órgãos e entidades administrativas que frequentemente realizam licitações).
c) Convite: modalidade simples, destinada a pequenas contratações (valores) onde no mínimo 
três fornecedores são convidados formalmente. Mesmo que outros fornecedores não tenham 
sido convidados, mas estando cadastrados e qualificados a fornecer o objeto licitado, podem 
participar desde que se manifestem 24 horas antes da apresentação das propostas. 
Sua duração leva de duas a três semanas (do encaminhamento do convite até o resultado). 
Não exige publicação de edital uma vez que a convocação já é feita por escrito obedecendo a 
uma antecedência legal de cinco dias úteis, por meio da carta-convite.
d) Concurso: nesta modalidade de licitação podem participar todos os interessados para 
escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmio ou 
remuneração aos vencedores, conforme edital publicado na imprensa oficial. 
Normalmente é utilizado na seleção de projetos nos quais se busca a melhor técnica e não o 
menor preço. É considerado especial porque mesmo sendo regido pela publicidade e princípios 
constitucionais, dispensa as formalidades específicas da concorrência.
e) leilão: ocorre entre todo e qualquer interessado para a venda de produtos legalmente 
apreendidos ou penhorados, de bens móveis que não servem para a administração pública 
103ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
ou ainda para a alienação2 de bens imóveis de aquisição derivada de procedimento judicial ou 
por falta de pagamento.
Existem dois tipos: comum - privativo do leiloeiro oficial e é regido pela legislação federal 
pertinente, podendo a Administração estabelecer as condições específicas; e administrativo 
realizado por servidor público.
f) Pregão: uma modalidade de licitação regida pela Lei nº. 10.520 de 17 de julho de 2002 com 
o objetivo de adquirir bens e serviços comuns podendo ser adotada por todas as esferas do 
poder público sendo aplicada onde a disputa pelo fornecimento de bens ou pela prestação de 
serviços comuns é feita por meio de proposta de preços escrita e lances verbais sucessivos 
em sessão pública. 
Para a aquisição	de	patrimônio conforme Martins e Alt (2009) o processo de julgamento 
(dos três envelopes) e adjudicação3 segue um roteiro em que acontece sessão pública prevista 
no edital com todos os concorrentes; envelopes abertos e verificado o descumprimento do 
exigido; os concorrentes podem ser eliminados. A tomada de preço ocorre quase que da 
mesma forma da concorrência pública e os processos de adjudicação e julgamento são os 
mesmos. Na carta-convite um número limitado de proponentes é convidado a apresentar 
suas propostas atendendo ao edital.
Compra por empenhamento direto com dispensa de licitação
Silva (2008) fala sobre os casos que a própria lei de licitações dispensa a licitação. 
Frequentemente compras e contratação de serviços (não vinculados à engenharia) com valor 
inferior a R$8.000,00. 
2 Alienação: transferência de domínio de uma coisa, de um para outro.
3 Advém do direito sendo um ato que concede a posse de determinados bens.
104 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Compra por adiantamento
Modalidade de compra usada somente para despesas pequenas e emergenciais (no máximo 
R$100,00), não sendo permitida a compra de bens de capital (móveis, equipamentos, livros 
etc.).
Martins e Alt (2009) falam ainda sobre a aquisição de bens patrimoniais como equipamentos, 
que merecem atenção especial, pois é difícil criar um critério para hierarquizar os concorrentes. 
Faz-se necessário predeterminar uma série de critérios para que possa ser elencado o melhor 
fornecedor dentre os proponentes, como por exemplo, prazo para o equipamento atingir o 
desempenho especificado; garantia; peças sobressalentes; manutenção e serviço pós-venda; 
manuais de operação; treinamento; dentre outros.
Por fim, Batista e Maldonado (2008) dizem que os compradores públicos devem estar cientes 
de que, para realização das compras, se torna necessário a especificação completa do bem, a 
definição das unidades e das quantidades. Além de garantir a perfeita aquisição dos bens ou 
serviços necessários, permite clareza e exatidão por parte de quem está cotando os preços, 
no caso, o fornecedor. 
A dinâmica do relacionamento com o compartilhamento de informações entre a montadora e 
o fornecedor no processo faz com que as características do papel proativo de compras sejam 
mantidas.
Na avaliação de fornecedores potenciais, alguns fatores são quantitativos, e é possível atribuir 
um valor monetário a eles. O preço é o exemplo mais óbvio. Outros fatores são qualitativos 
e sua determinação exige alguma ponderação. Geralmente, são determinados de forma 
descritiva. A competência técnica do fornecedor pode ser um exemplo. O desafio é encontrar 
algum método de combinar esses dois fatores principais de modo que o comprador possa 
selecionar o melhor fornecedor. 
105ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
SUSTENTAbIlIDADE NAS COMPRAS PúblICAS
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Neste tópico poderemos perceber conforme Biderman et. al. (s/d4) que historicamente a noção 
de sustentabilidade está vinculada ao “imperativo de se garantir a disponibilidade dos recursos 
da Terra para nossos descendentes, por meio de uma gestão que contemple a proteção 
ambiental, a justiça social e o desenvolvimento sadio da economia em nossas sociedades”. 
Logo, é interessante que o próprio poder público apresente uma conduta sustentável em suas 
compras, buscando fontes de fornecimento que estejam “limpas” neste quesito. 
Os autores ainda afirmam que sempre que uma compra ou contratação pública é realizada 
(serviços ou produtos) os recursos públicos são gastos, e tal ação causa impacto, sendo que 
(1) é necessário avaliar a real necessidade de aquisição do(s) produto(s); (2) tomar decisão de 
4 Sem data. Publicação disponível em: <http://www.cqgp.sp.gov.br/gt_licitacoes/publicacoes/Guia-de-compras-
publicas-sustent%C3%A1veis.pdf>
106 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
compra ou contratação baseando-se nas circunstâncias de produção do bem, nos materiais 
utilizados e nas condições de trabalho de quem o gerou; (3) avaliar a manutenção e conservação 
deste produto, ou seja, como se comportará durante sua fase útil e após a sua disposição final.
André Trigueiro, da Globo News, questiona a possibilidade das compras públicas influenciarem 
de forma positiva a ampliação do mercado de produtos e serviços que causam menos impacto 
ao meio ambiente e ainda um sistema de descarte ecologicamente correto (reciclagem). 
Para ele é importante considerar a escala das compras governamentais e o efeito cascata 
que uma licitação produz sobre os fornecedores, multiplicando investimentos na direção da 
sustentabilidade.
O jornalista fala a respeito de experiências que comprovam que a licitação sustentável é uma 
prática que se dissemina rapidamente pelo mundo e já inspira algumas ações de governo no 
Brasil.
Podemos citar aqui a legislação que coíbe a compra de madeira clandestina ou ainda produtos 
que colaborem para a destruição da camada de ozônio, combustíveis que prejudiquemmenos, 
reaproveitamento de água e etc.
Tosini (2008) nos fala ainda da grande resistência na adoção de critérios socioambientais e 
de sustentabilidade na decisão das compra. O principal argumento é a Lei de Licitações e 
Contratos da Administração Pública, Lei nº 8.666, de 1993, que privilegia o menor preço no 
ato da compra. 
No Brasil, a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), iniciada em 1999, sob a 
coordenação do Ministério do Meio Ambiente, visa estimular os gestores públicos a “incorporar 
princípios e critérios de gestão ambiental em suas atividades rotineiras, levando à economia 
de recursos naturais e à redução de gastos institucionais por meio do uso racional dos bens 
públicos e da gestão dos resíduos” (VALENTE, 2011, p. 5).
A Agenda Ambiental na Administração Pública pode ser considerada como o marco indutor de 
107ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
adoção da gestão socioambiental sustentável no âmbito da Administração Pública brasileira.
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, por meio de sua Secretaria de Logística 
e Tecnologia da Informação, adotou a Instrução Normativa nº 1, de 19 de janeiro de 2010, 
que estabelece critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens, contratação 
de serviços ou obras na Administração Pública Federal, trazendo a imposição para compras 
nesta modalidade.
De acordo com Biderman et. al. (s.d) as compras sustentáveis possuem, dentre outras, 
algumas condições legais que precisam ser levadas em consideração como o fato de compras 
sustentáveis não poderem permitir gastos adicionais significativos; e que a sustentabilidade 
será mais facilmente alcançada se muitos considerarem apenas alguns critérios ao invés de 
poucos avaliarem muitos critérios ao tomar as decisões de compras e contratações.
Em mais uma etapa para a consecução de objetivos sustentáveis, em 19 de abril de 2010, 
o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão lança o Portal de Contratações 
Sustentáveis do governo Federal5, cuja intenção é difundir informações e práticas de 
contratação sustentável e onde também estão reunidas normas, editais, contratos e compras 
sustentáveis.
Alguns produtos são certificados no Brasil. Ainda são poucas as iniciativas, mas já bastante 
relevantes. O programa mais conhecido e que mais avançou é o de certificação florestal, 
que busca contribuir para o uso responsável dos recursos naturais, atestando que um 
empreendimento florestal (empresa, produtor ou comunidade) obtém seus produtos de forma 
ambientalmente correta, socialmente benéfica e economicamente viável.
5 Portal de Contratações Sustentáveis do Governo Federal - http://cpsustentaveis.planejamento.gov.br/
108 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
licitação sustentável
A licitação sustentável nas palavras de Biderman et. al. (s.d) pode ser vista como solução “para 
integrar considerações ambientais e sociais em todos os estágios do processo da compra e 
contratação dos agentes públicos (de governo) com o objetivo de reduzir impactos à saúde 
humana, ao meio ambiente e aos direitos humanos”.
Uma vez reconhecida a importância de se fazer uso correto dos recursos públicos, a 
Constituição Federal de 1988 trouxe no inciso XXI, do art. 37, a previsão legal obrigando 
que as obras, serviços, compras e alienações públicas sejam feitos por meio de processo 
licitatório, assegurando igualdade de condições a todos os concorrentes.
A partir desta determinação legal elaboraram-se normas gerais sobre licitações e contratos 
com a administração pública descritas na Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. A legislação 
foi atualizada pelas leis nº 8.883, de 8 de junho de 1994; nº 9.032 de 28 de abril de 1995; nº 
9.648 de 27 de maio de 1998 e, mais recentemente, a Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002, 
que instituiu a sexta modalidade de licitação denominada pregão.
Conforme Biderman et. al. (s.d, p. 35) a Constituição Federal de 1988 tem, entre os princípios 
que regem a atividade econômica, a busca pela defesa do meio ambiente e a livre concorrência. 
“Ambos encontram-se descritos no mesmo art. 170 a demonstrar a preocupação do nosso 
Estado pelo denominado desenvolvimento sustentável”. Uma vez que a Constituição Federal é 
a norma maior na hierarquia e prevalência das demais normas, “a interpretação das leis por ela 
recepcionadas e que a seguiram deve estar em consonância com os seus princípios e ordens”.
Também, incumbe ao Poder Público controlar o emprego de técnicas, métodos e substâncias 
que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente (art. 225). Como diz 
Tosini (2008), entre os princípios da administração pública, princípios que norteiam a licitação, 
consta o da eficiência (art. 37).
109ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Segundo o autor, a licitação sustentável permite o atendimento das necessidades específicas 
dos consumidores finais por meio da compra do produto que oferece o maior número de 
benefícios para o ambiente e a sociedade. A licitação sustentável é também conhecida como 
“compras públicas sustentáveis”, “eco aquisição”, “compras verdes”, “compra ambientalmente 
amigável” e “licitação positiva”.
Com base em dispositivos legais, como a Lei nº 8.666, sobre licitação, podemos entender que 
seria um despropósito o próprio Poder Público adquirir produtos que provocassem danos ao 
meio ambiente, flagrantemente contrariando princípios constitucionais (TOSINI, 2008).
Como vemos, as leis existem tanto advindas da própria constituição quanto de melhorias 
posteriores, e em suma, em função da interpretação dos artigos 23, VI; 37, XXI; 170, VI, e 225 
da Constituição Federal. A Administração Pública deve procurar compatibilizar os bens 
e serviços a serem contratados com exigências relativas à proteção do meio ambiente 
(TOSINI, 2008).
Dentro desse processo de compra, não se pode negar que os consumidores têm uma grande 
influência na economia. Devemos entender esse consumidor como os cidadãos que querem, 
precisam ou desejam produtos e serviços de seus governantes. 
Pensando em fornecimento de mão de obra e principalmente de produtos, sabemos que muitas 
vezes o que chama atenção é o preço, o menor preço possível. Se os consumidores estiverem 
somente interessados em pagar menos, a competição global entre empresas, ou até mesmo 
entre economias inteiras, a noção de sustentabilidade poderia estar fadada ao fracasso.
Por outro lado, se consumidores requisitarem produtos levando em conta a qualidade, alto 
desempenho e cuja produção aconteça sob circunstâncias justas e com menores impactos 
ambientais, os fornecedores competirão com base na sustentabilidade, e não somente 
baseado no menor preço.
O projeto de três anos do Iclei intitulado “Relief” (Environmental Relief Potential of Urban 
110 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Actionon Avoidance and Detoxification of Waste Streams Through Green Public Procurement), 
apoiado pela EC-DG Research, calculou o potencial ambiental da contribuição das compras 
sustentáveis e apresentou como resultado que uma mudança para 100% de consumo de 
produção orgânica de trigo, carne e leite feita por autoridades públicas produziria uma redução 
nos efeitos de eutrofização6 equivalente aos produzidos por 2,1 milhões de pessoas em função 
da redução do uso de agrotóxicos.
Inclusive, de acordo com Biderman et. al. (s.d) o projeto Relief provou que as compras 
sustentáveis na esfera pública poderiam ocupar um papel-chave no cumprimento da legislação 
ambiental.
Tosini (2008) trás a discussão a Lei nº 9.605, de 1998, Lei de Crimes ambientais, sancionada 
depois da Lei de Licitações, e estabelece como sanção para infratores de normas ambientais 
a impossibilidade de contratar com a Administração Pública pelo período de até três anos (art. 
72, §8º, V). Logo,praticar compras social e ambientalmente corretas, é desejável. E não estar 
atentos a tais critérios poderia colocar o agente público responsável pela licitação em situação 
de irregularidade.
A licitação sustentável também ajuda as autoridades públicas a alcançarem os objetivos no 
tocante à minimização do impacto de resíduos, obrigatória por decorrência de várias leis.
No Brasil, como exemplo, a promoção da aquisição de produtos de limpeza ambientalmente 
interessantes pode ajudar a garantir os padrões de qualidade da água, conforme consta na 
legislação ambiental brasileira. A já mencionada compra de produtos florestais (madeira) 
devidamente certificada vem de encontro ao cumprimento da legislação florestal do país.
Entendendo a legislação, o município e o estado de São Paulo, bem como outras cidades 
brasileiras, vêm adotando políticas de compras de produtos ambientalmente mais eficientes. 
6 Eutrofização: proliferação de matéria orgânica em meio hibrido, e que resulta na multiplicação de matéria 
vegetal que por decomposição, provoca a diminuição do oxigênio necessário à vida animal.
111ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
São inúmeras as iniciativas nesse sentido. 
Como exemplo de compra sustentável, Silvia Nascimento, procuradora chefe da Secretaria 
de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, especialista em licitações públicas e em direito 
ambiental, defende a licitação sustentável não só como ação possível de ser realizada pelo 
Estado, mas desejável. 
Na 9ª edição do Fórum Empresarial, promovido pelo Centro de Estudos em 
Sustentabilidade da Eaesp/FGV, Silvia Nascimento apresentou os fundamentos 
legais da opção do governo do estado de São Paulo em promover obras, compras 
e contratações, considerando aspectos ambientais. Trata-se de iniciativa pioneira no 
Brasil, que integra várias pastas de governo na definição de critérios de sustentabilidade 
para a licitação pública. Essa ação é muito relevante, tendo em vista que o governo tem 
enorme poder de compra e, portanto de influenciar tendências de mercado (BIDERMAN 
et. al. s.d, p. 36).
Muitos países como México, Japão, Itália, Suécia efetuam compras públicas pensando na 
sustentabilidade.
Discutimos alguns pontos suficientes sobre os benefícios da licitação sustentável, mas para 
nosso conhecimento e efeito didático/prático precisamos também conhecer quais recompensas 
teremos, como autoridades públicas, uma vez que nos comprometemos com a modalidade de 
compra. 
Então como gestores públicos, se buscarmos fornecedores comprometidos com o meio 
ambiente poderemos colher alguns frutos citados por Biderman et. al. (s.d, p. 55-56):
- Melhorar sua imagem política — Uma autoridade pública pode melhorar sua imagem política 
informando os objetivos do programa de licitação sustentável à comunidade local, empregados 
e fornecedores, e ampliando seus impactos pela mídia. Implantar a licitação sustentável significa 
que uma autoridade pública está se comprometendo com a proteção ambiental, melhoria da 
qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável em ações concretas significativas.
- Melhorar a eficiência — A licitação é um dos instrumentos mais importantes à 
disposição de uma autoridade pública e é estrategicamente importante para melhorar 
112 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
a eficiência organizacional do governo. A licitação sustentável requer análise e 
gerenciamento cuidadosos de práticas de compras. Permite melhor tomada de decisão 
sobre aquisições e contratações.
- Alcançar níveis mais elevados de sustentabilidade com o mesmo capital — alguns 
produtos sustentáveis tendem a custar um pouco mais do que os convencionais. 
Algumas autoridades públicas desconsideram os custos adicionais, ao se convencer 
dos benefícios que a licitação sustentável traz à economia local, ao desenvolvimento 
da comunidade e ao ambiente regional e global. Entretanto, em longo prazo, as 
autoridades não precisam pagar mais pelos produtos ou serviços, já que compras 
evitadas, alternativas sustentáveis mais baratas e economia em energia elétrica e nos 
custos da água acabam equilibrando o custo adicional inicial.
- Melhorar a qualidade de vida da comunidade local — Alguns dos benefícios ambientais 
da licitação sustentável atingem diretamente a comunidade local. A mudança para 
o transporte com maior eficiência energética e menos poluente, por exemplo, alivia 
problemas locais de poluição do ar. Os recursos financeiros economizados em 
decorrência da licitação sustentável podem ser investidos em programas que mais 
adiante contribuirão para a melhoria da qualidade de vida da comunidade.
- Desenvolvimento local — A opção por alternativas sustentáveis deve levar em conta 
a geração local de produtos e a prestação de serviços sustentáveis, o que pode ser um 
mecanismo estimulador de geração de renda e emprego para as populações rurais e 
urbanas de um dado município, estado ou região. Em algumas cidades do sul do Brasil, 
por exemplo, prefeituras adquirem merenda escolar orgânica, de pequenos produtores 
familiares da cidade, gerando emprego e renda para a população rural e alimentação 
saudável para os estudantes do sistema público de ensino.
Alguns avanços, mesmo que modestos, podem ser verificados em nível nacional como o 
fornecimento de materiais e contratação de serviços pensados na sustentabilidade dos 
negócios. Um exemplo que consta em Biderman et. al. (s.d, p. 75) é que “O Ministério do Meio 
Ambiente estuda encaminhar proposta de alteração da Lei de Licitações ao Congresso (Lei 
nº 8.666), para inclusão de critérios de sustentabilidade ambiental nas contratações públicas”.
Temos ainda na prestação de serviços um projeto de lei apresentado ao Congresso Nacional 
estabelecendo que toda empresa que esteja participante de licitação para fornecer serviços 
no setor de construção civil, deve apresentar um plano de manejo de resíduos sólidos como 
pré-requisito para participar do processo de licitação.
113ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
O estado do Rio de Janeiro aprovou a Lei nº 3.908 de 25 de julho de 2002, que proíbe o 
uso de alimentos geneticamente modificados nas merendas escolares. E ainda abordando 
as merendas, algumas cidades dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul 
iniciaram a compra de produtos alimentícios orgânicos para serem servidos às crianças nas 
escolas públicas - os chamados programas de merendas ecológicas.
Para fechar o assunto, os autores sugerem uma maneira de iniciar o processo para legalizar o 
fornecimento, ou a abertura do processo de fornecimento de produtos/serviços sustentáveis, 
onde o ideal é que se aprove um documento de política pública que contenha descrição de 
objetivos e princípios orientadores da política de licitação sustentável. 
Esse documento tem o objetivo de aumentar a percepção e educar o público em 
geral. Deve delinear os princípios-chave, como: o comprometimento com o consumo 
sustentável e as metas da campanha; a incorporação de considerações éticas 
e ambientais na política de compras; o estímulo a fornecedores ambientalmente 
conscientes, que tenham uma política ambiental ou que tenham um sistema de gestão 
ambiental já instalado e o comprometimento de levar em conta os custos do ciclo de 
vida dos produtos, sempre que viável (BIDERMAN et. at. (s/d, p. 92).
Poderiam também ser indicados os grupos de produtos não cobertos pelos objetivos 
estabelecidos, dando preferência aos que preencham requisitos de certificações publicamente 
controladas. Além de expressar o comprometimento de abrir as comunicações a fornecedores, 
aumentando a conscientização ambiental entre os consumidores finais, trabalhar em parceria 
com outras organizações de compras e participantes da campanha.
Esta modalidade de fornecimento pode ser uma excelente forma de se obter cada vez mais 
fornecedores cujos produtos e serviços sejamde alta qualidade, com preços competitivos 
e publicamente bem aceitos, melhorando o processo público de compra e fomentando os 
processos licitatórios.
Como diz Tosini (2008) a adoção de critérios de sustentabilidade ambiental nas compras 
públicas possui importante efeito indutor para que o mercado venha adotar padrões de 
produção lastreados em protocolos ambientais. Assim, o Estado, como importante consumidor 
114 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
de bens e serviços, conduzirá o setor produtivo a uma progressiva revisão de suas práticas 
fabris, ampliando a oferta de bens sustentáveis para a sociedade brasileira.
CONSIDERAÇõES FINAIS
É importante sabermos quem serão os responsáveis pelas compras, bem como determinar os 
critérios que serão utilizados para a confecção do edital que possibilitará abrir concorrência no 
processo de licitação.
Aspectos legais como os contidos na Lei Nº 8.666, de 21 de junho de 1993, e o art. 37, inciso 
XXI, da Constituição Federal, instituem normas para licitações e contratos da Administração 
Pública e dá outras providências que precisam ser levadas em conta durante a confecção 
deste edital.
O que diz respeito às licitações sustentáveis, algo relativamente novo a ser discutido, mas 
já previsto na Constituição, possibilita que as empresas sejam fornecedoras de materiais e 
de patrimônio público sem que prejudiquem o ambiente em que vivemos, contribuindo para 
melhora da imagem pública com a utilização destes meios.
Os benefícios das licitações públicas sustentáveis são muitos e alcançam a todos. Além das 
vantagens ambientais, insita um processo fabril mais competitivo e responsável e produz 
efeitos positivos na economia local.
115ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Segundo	Arnold	(2008,	p.220)	uma	forma	de	fazer	a	seleção	i	nal	de	fornecedor	equilibrando	preço	e	
competência técnica é o método	de	classii	cação:
Selecionar os fatores que devem ser considerados na avaliação de fornecedores potenciais.
Atribuir um peso a cada fator. Esse peso determina a importância de um fator em relação aos outros. 
Geralmente, uma escala de 1 a 10 é utilizada. Se a um fator é atribuído peso 5, e a outro peso 10, o 
segundo fator é considerado duas vezes mais importante que o primeiro.
Atribuir uma pontuação para os fornecedores quanto a cada um dos fatores. Essa pontuação não 
é	associada	ao	peso.	Em	vez	disso,	os	 fornecedores	são	classii	cados	segundo	sua	habilidade	de	
satisfazer às exigências para cada fator. Mais uma vez, geralmente se utiliza uma escala de 1 a 10.
Classii	car	os	fornecedores.	Para	cada	fornecedor,	o	peso	de	cada	fator	é	multiplicado	por	sua	pontu-
ação naquele fator. Por exemplo, se um fator teve peso 8 e a pontuação do fornecedor quanto a ele 
é	3,	o	valor	classii	catório	para	aquele	fator	seria	24.	As	classii	cações	de	cada	fornecedor	são	então	
reunidas	para	reproduzir	uma	classii	cação	total.	Os	fornecedores	podem,	com	base	nisso,	ser	listados	
pela	classii	cação	total,	o	que	possibilitará	a	escolha	do	melhor	fornecedor.
- Texto compilado da Lei 8.666/93 
Medida Provisória nº 544, de 2011 (Vide Lei nº 12.598, de 2012) que regulamenta o art. 37, inciso 
XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e 
dá outras providências.
Disponível em <http://portal.conlicitacao.com.br/licitacao/legislacao/lei-8666-93/>
116 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Este	texto	fala	sobre	as	vantagens	de	se	vender	para	o	poder	público	e	desmistii	ca	que	esta	prática	
seja apenas coisa para empresas grandes. Pequenos empresários podem conseguir bastante lucro 
comercializando seus produtos com o Estado. 
- Vender para a administração pública é boa opção para pequenos e médios. Advogado Antonio Cecí-
lio Moreira Pires dá dicas para os empresários que querem começar a participar de licitações públicas. 
Disponível em: <http://www.rcc.com.br/v8/rccdigital/detail.asp?iNews=5573&amp;iType=64>
A lICITAÇÃO PúblICA NO bRASIl E SUA NOVA FINAlIDADE 
LEGAL	–	A	promoção	do	desenvolvimento	nacional	sustentável
Autor: Daniel Ferreira
Editora: Fórum
São analisados sucessivos diplomas legais para amparar o operador 
do direito a aplicar um conceito de desenvolvimento sustentável em 
sentido amplo, conectado com a função social da licitação pública. 
Posteriormente, o controle administrativo e judicial de todo o proces-
so de busca pelo desenvolvimento por intermédio da licitação é anali-
sado sob um viés, ao mesmo tempo, aprofundado e didático.
lICITAÇõES E CONTRATAÇõES PúblICAS SUSTENTÁVEIS
Coordenadores: Murillo Giordan Santos, Teresa Villac Pinheiro Barki
Editora: Fórum
O dever constitucional e legal do Estado de preservação do meio am-
biente traz uma nova forma de gestão administrativa, obrigando o 
Poder Público a preservar os recursos naturais também por meio de 
seu poder de consumo. Com isso, as contratações públicas devem 
passar a privilegiar bens, serviços e obras sustentáveis, ou seja, que 
causem menor impacto ambiental e social.
117ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
ATIVIDADE DE AUTOESTUDO
1. O que são recursos materiais e no que difere seu sistema de compras em relação às 
compras de bens patrimoniais?
2. O que significa sinal de demanda? E como surge a solicitação de compras?
3. Como acontece uma sessão de concorrência pública para a aquisição de um bem 
patrimonial?
4. O que é e quais as vantagens de se realizar uma licitação sustentável?
5. Além de preservar o meio ambiente, como as compras sustentáveis podem auxiliar os 
gestores públicos?
UNIDADE V
NORMATIVAS DO PATRIMÔNIO PúblICO 
(TOMbAMENTO)
Professor Esp. Renato Valença
Objetivos de Aprendizagem
•	 Aprender	como	surgiram	as	noções	de	preservação	cultural	e	ambiental.
•	 Conhecer	 conceitos	 da	 Carta	 de	 Veneza	 (1964)	 quanto	 à	 necessidade	 de	
preservação, manutenção e controle do patrimônio público. 
•	 Entender	a	Convenção	do	Patrimônio	Mundial	(UNESCO)	e	Entender	como	se	dá	
o tombamento no Brasil.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
•	 Origem	histórica	da	preservação	patrimonial
•	 Conhecendo	o	Patrimônio	Brasileiro
•	 Patrimônio	Cultural	(material	e	imaterial)
•	 Tombamento
•	 Patrimônio	Natural
121ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
INTRODUÇÃO
Há quem diga que quem tem passado tem história e quem não tem história não existe. E 
talvez pensando nisso é que procuramos deixar registros de nossa passagem por aqui para 
que outros saibam que aqui estivemos e que fomos responsáveis para o registro da história 
de um povo.
Mas de fato, como será possível deixar registro de uma nação, de uma época, de cultura 
existente, de construções magníficas? Como permitir que futuras gerações possam vislumbrar 
uma história de um lugar, de uma cidade, de um país? A resposta, evidentemente não é fácil, 
nem tampouco permeada em argumentos superficiais. Precisaremos, antes de mais nada, de 
comprometimento e conhecimento da legislação e de exemplos de sucesso na preservação e 
manutenção de nossa história.
A conservação patrimonial é uma maneira de permitir que artefatos, construções, lugares 
e costumes sejam eternizados e uma maneira disso acontecer é por meio do tombamento 
patrimonial, que como poderemos observar, trata-se de uma série de registros e obrigações, 
que na sua maior parte caberá ao setor público, que tem por natureza básica executar e 
legislar sobre a necessidade da proteção e perpetuação do patrimônio de um povo.
Historicamente veremos que a instituição do tombamento, com o intuito de proteção do 
patrimônio, surgiu ou tomou corpo no contexto da Modernidade e que existem categorias 
distintas para as diferentes possibilidades de tombamento.
Compreenderemos ainda as definições e exemplificaçõessobre os estilos de patrimônio 
e a responsabilidade do poder público para com a sua fiscalização e controle, através de 
legislação específica, bem como com o suporte de institutos e organizações internacionais 
para a proteção do patrimônio mundial.
122 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
ORIgEM HISTÓRICA DA PRESERVAÇÃO PATRIMONIAl
Para Funari e Carvalho (2005), as expressões de herança paterna ou outros fazem menção 
a moneo, que em latim significa “levar a pensar”. Portanto, as noções de patrimônio cultural 
mantêm-se vinculadas às de lembrança e de memória — uma categoria basal na esfera das 
ações patrimonialistas, uma vez que os bens culturais são preservados em função dos sentidos 
que despertam e dos vínculos que mantêm com as identidades culturais.
Conforme Pelegrini (2006) no âmbito do patrimônio, o restabelecimento da acepção 
antropológica da cultura como “todo conhecimento que uma sociedade tem de si mesma, 
sobre outras sociedades, sobre o meio material em que vive e sobre sua própria existência” 
provocou a ampliação do conceito.
Este passou a abarcar também as maneiras de o ser humano existir, pensar e se expressar, 
bem como as manifestações simbólicas dos seus saberes, práticas artísticas e cerimoniais, 
sistemas de valores e tradições. Essa noção de cultura, fomentada desde o início da década 
de 1980 nas convenções internacionais promovidas pela Organização das Nações Unidas 
para a Educação, Ciência e Cultura — UNESCO, adquiriu maior magnitude em 1985, por 
ocasião da “Declaração do México”. A caracterização ampliada da cultura, apresentada nesse 
documento, definiu o patrimônio como produções de “artistas, arquitetos, músicos, escritores 
e sábios”, “criações anônimas surgidas da alma popular” e “valores que dão sentido à vida”. 
Nessa linha argumentativa, a referida declaração frisou a importância da preservação de 
“obras materiais e não materiais que expressassem a criatividade de um povo: a língua, os 
ritos, as crenças, os lugares e monumentos históricos, a cultura, as obras de arte e os arquivos 
e bibliotecas”. E também salientou que a “preservação” e o “apreço” pelo patrimônio cultural 
permitem aos povos a “defesa da sua soberania e independência”.
Há que se admitir que embora a definição de patrimônio cultural busque contemplar as 
mais diversas formas de expressão dos bens da humanidade, tradicionalmente o referido 
123ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
conceito continua sendo apresentado de maneira fragmentada, associado às distintas áreas 
do conhecimento científico que o definem como patrimônio cultural, natural, paisagístico, 
arqueológico.
A emergência de uma “consciência preservacionista” na esfera ambiental se consolidou na 
década de 1980, mas essa mobilização não partiu do Estado como ocorreu com o patrimônio 
histórico durante a Revolução Francesa, no século XVIII. Pelo contrário, o movimento em 
prol do direito e da proteção ao meio ambiente se irradiou através da comunidade científica e 
acabou difundido entre organizações não governamentais que passaram a reivindicar melhor 
“qualidade de vida” no planeta. 
Entretanto, a questão da preservação do patrimônio natural vem suscitando polêmicas desde 
longa data. Para as correntes naturalistas do século XIX, a maneira mais adequada de garantir 
a proteção das áreas naturais residia em afastá-las do homem. Esse entendimento, por sua 
vez, consistia em uma reação à corrente culturalista, segundo a qual a natureza representava 
uma ameaça de volta à condição “selvagem” do homem.
A instituição do tombamento para fins de proteção do patrimônio também se engendrou no 
contexto da Modernidade.
Curiosamente, a proteção de ecossistemas, paisagens naturais, conjuntos arquitetônicos, 
centros urbanos, monumentos, sítios arqueológicos, peças móveis, manifestações culturais e 
artísticas prefigurou-se, por algum tempo, como um movimento anacrônico devotado a refrear 
as trajetórias progressivas do desenvolvimento e a domesticação da natureza. Em meio às 
contínuas transformações advindas da modernização, a defesa do meio ambiente e das 
tradições culturais foi dotada do sentido de afiançar a imortalidade dos signos da identidade 
nacional, cultural e ecológica. Portanto, somente nos últimos anos do século passado a 
preservação dos bens naturais e culturais passou a ser admitida como uma atitude positiva e 
inteligível. 
124 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Desta forma, para a proteção do patrimônio, seja este cultural, material, imaterial ou natural, 
deve-se haver uma profunda inter-relação e comprometimento dos mais diversos especialistas, 
público e privados.
Conforme o disposto no artigo 216 da Constituição Federal configura patrimônio como:
As formas de expressão; os modos de criar; as criações científicas, artísticas e 
tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços às 
manifestações artístico-culturais; além de conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, 
paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
A Carta de Veneza, publicada em 1964, discorre sobre a necessidade de preservação, 
manutenção e controle do patrimônio público (no caso arquitetônico), pormenorizando 
princípios essenciais e diversas recomendações para efetivamente promover a proteção dos 
patrimônios, pois nestes, estão inseridas as experiências vivas de culturas, costumes e valores 
de uma população. 
Visualizemos o fragmento introdutório da Carta de Veneza (Texto aprovado no II Congresso 
Internacional de Arquitetos e Técnicos de Monumentos Históricos, em Veneza, no período de 
25 a 31 de maio de 196):
Art.1 - O conceito de monumento histórico engloba, não só as criações arquitetônicas 
isoladamente, mas também os sítios, urbanos ou rurais, nos quais sejam patentes os 
testemunhos de uma civilização particular, de uma fase significativa da evolução ou do 
progresso, ou algum acontecimento histórico. Este conceito é aplicável, quer às grandes 
criações, quer às realizações mais modestas que tenham adquirido significado cultural com o 
passar do tempo.
Art.2 - A conservação e o restauro dos monumentos devem recorrer à colaboração de 
todas as ciências e técnicas que possam contribuir para o estudo e a proteção do patrimônio 
monumental.
Art.3 - A conservação e o restauro dos monumentos têm como objetivo salvaguardar tanto a 
125ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
obra de arte como as respectivas evidências históricas [...].
Diante do exposto, podemos observar a necessidade da proteção do patrimônio construído 
por uma sociedade, bem como, a responsabilidade do poder público para a criação, 
desenvolvimento e acompanhamento de políticas públicas para, de fato, fazer cumprir a 
preservação de patrimônios nacionais, estaduais e municipais.
Conhecendo	o	Patrimônio	Brasileiro
A Organização das Nações Unidas para a Ciência e a Cultura (UNESCO), criou em 1972 a 
Convenção do Patrimônio Mundial, tendo como princípio básico a preservação de bens que 
sejam considerados de extrema relevância em termos mundiais, a este respeito, citamos os 
patrimônios culturais (materiais e imateriais) e naturais.
A seguir, apresentaremos alguns exemplos de patrimônios brasileiros:
Patrimônio	 Cultural,	 onde	 são	 citados	 aqueles	 considerados	 Patrimônio	 Mundial	
Cultural:
Praça São Francisco – São Cristóvão (Sergipe).
•	 São Cristóvão foi a primeira capital do estado de Sergipe e fundada em 1590.
Fonte: http://www.altodapraiahotel.com.br
126 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
•	 Cidade Histórica de Ouro Preto – Ouro Preto (Minas Gerais).
Ouro Preto, município mineiro fundado em 1698 e uma das antigas capitais do estado.
Fonte: http://brasilportuguesecultura.blogspot.com.br
•	 Missões Jesuíticas Guarani– Ruínas de São Miguel das Missões (Rio Grande do Sul)
Fonte:http://ailisor-literaturabrasileira.blogspot.com.br
Município localizado na região de fronteira entre o Paraguai e Argentina e que preserva uma 
das maiores riquezas jesuíticas do Brasil.
•	 Centro Histórico de Diamantina (Minas Gerais).
127ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Fonte: http://www.educacional.com.br
Localizada no Vale do Jequitinhonha, onde a paisagem caracteriza-se pela fusão de montanhas 
e urbanismo.
Ainda assim, apresentamos os demais Patrimônios Mundiais Cultural do Brasil: Centro 
Histórico de Salvador (Bahia), Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas 
do Campo (Minas Gerais), Plano Piloto de Brasília (Distrito Federal), Parque Nacional Serra 
da Capivara em São Raimundo Nonato (Piauí), Centro Histórico de São Luís do Maranhão 
(Maranhão) e Centro Histórico da Cidade de Goiás (Goiás).
PATRIMÔNIO CUlTURAl (MATERIAl E IMATERIAl)
Fonte: http://www.une.org.br
A definição de patrimônio cultural pode ser entendida em dois conceitos, o material, que são 
os bens considerados de grande significado para a cultura material brasileira e imateriais, 
relevantes para o encontro da identidade nacional.
O Brasil conta com o IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, onde lhe 
128 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
são atribuídas as tarefas de preservação e manutenção do patrimônio histórico nacional, de 
ordem material e imaterial.
Sobre o IPHAN:
O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional foi criado em 13 de janeiro de 
1937 pela Lei nº 378, no governo de Getúlio Vargas. Já em 1936, o então Ministro da 
Educação e Saúde, Gustavo Capanema, preocupado com a preservação do patrimônio 
cultural brasileiro, pediu a Mário de Andrade a elaboração de um anteprojeto de Lei 
para salvaguarda desses bens. Em seguida, confiou a Rodrigo Melo Franco de Andrade 
a tarefa de implantar o Serviço do Patrimônio. Posteriormente, em 30 de novembro 
de 1937, foi promulgado o Decreto-Lei nº 25, que organiza a “proteção do patrimônio 
histórico e artístico nacional”. O Iphan está hoje vinculado ao Ministério da Cultura.
Rodrigo Melo Franco de Andrade contou com a colaboração de outros brasileiros ilustres 
como Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Afonso Arinos, Lúcio Costa e Carlos 
Drummond de Andrade. Técnicos foram preparados e tombamentos, restaurações e 
revitalizações foram realizadas, assegurando a permanência da maior parte do acervo 
arquitetônico e urbanístico brasileiro, assim como do acervo documental e etnográfico, 
das obras de arte integradas e dos bens móveis.
A próxima etapa consistiu na proteção dos acidentes geográficos notáveis e paisagens 
agenciadas pelo homem. Há mais de 75 anos, o Iphan vem realizando um trabalho 
permanente de identificação, documentação, proteção e promoção do patrimônio 
cultural brasileiro. (portal.iphan.gov.br)
Para conhecermos e entendermos sobre os patrimônios culturais materiais e imateriais, 
podemos exemplificá-los da seguinte forma:
•	 Patrimônios culturais materiais: são aqueles identificados como bens culturais conforme 
sua característica paisagística, arqueológica, histórica e artes aplicadas, podendo ser 
subdivididos em bens imóveis, como centros urbanos, sítios arqueológicos, conforme já 
exemplificados anteriormente (Patrimônio Mundial Cultural) e os bens móveis, tais como 
os acervos de museus, música, vídeos, fotografias, dentre outros.
•	 Patrimônios culturais imateriais: caracterizados como o modo de vida de uma determi-
nada população, seus ritos, costumes e saberes. Estes bens, patrimônios muito parti-
culares estão relacionados com uma determinada vocação local. Dentre os patrimônios 
culturais imateriais brasileiros podemos salientar o samba, os rituais afro-brasileiros, o 
maracatu, o queijo mineiro.
129ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Fonte: http://charmedance.blogspot.com.br Fonte: http://noticiasdacozinha.blogspot.com.br
Tombamento
Segundo o IPHAN, o tombamento refere-se a um ato administrativo realizado pelo Poder 
Público, tendo como foco a preservação, por meio da legislação, de bens de valor histórico, 
cultural, arquitetônico, ambiental, afim de que não venham ser destruídos ou descaracterizados.
Este pode ser realizado sobre os bens móveis e imóveis, sendo feito pela União, intermediado 
pelo IPHAN, pelos Governos Estaduais ou pelos Governos Municipais, pautados em legislação 
específica.
Vale ressaltar que o tombamento não se refere à desapropriação do bem ou seu usufruto, na 
verdade, ele vem resguardar a sua integridade e proteção.
O bem tombado, desde que continue sendo preservado e que seja comprovada a sua proteção, 
não haverá impedimento legal para a sua venda, contanto que seja previamente comunicada 
esta intenção ao órgão/instituição que procedeu a seu tombamento. 
A seguir, apresentamos um fragmento da lei nº 25, de 20 de novembro de 1937, que organiza 
a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional.
130 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
CAPÍTULO II - DO TOMBAMENTO
Art. 4º O Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional possuirá quatro Livros do Tombo, 
nos quais serão inscritas as obras a que se refere o art. 1º desta lei, a saber:
1. No Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, as coisas pertencentes às 
categorias de arte arqueológica, etnográfica, ameríndia e popular, e bem assim as men-
cionadas no § 2º do citado art. 1º.
2. No Livro do Tombo Histórico, as coisas de interesse histórico e as obras de arte histórica.
3. No Livro do Tombo das Belas Artes, as coisas de arte erudita, nacional ou estrangeira.
4. No Livro do Tombo das Artes Aplicadas, as obras que se incluírem na categoria das artes 
aplicadas, nacionais ou estrangeiras.
§ 1º Cada um dos Livros do Tombo poderá ter vários volumes.
§ 2º Os bens, que se incluem nas categorias enumeradas nas alíneas 1, 2, 3 e 4 do presente 
artigo, serão definidos e especificados no regulamento que for expedido para execução da 
presente lei.
Art. 5º O tombamento dos bens pertencentes à União, aos Estados e aos Municípios se fará de 
ofício, por ordem do diretor do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, mas deverá 
ser notificado à entidade a quem pertencer, ou sob cuja guarda estiver a coisa tombada, a fim 
de produzir os necessários efeitos.
Art. 6º O tombamento de coisa pertencente à pessoa natural ou à pessoa jurídica de direito 
privado se fará voluntária ou compulsoriamente.
Art. 7º Proceder-se-á ao tombamento voluntário sempre que o proprietário o pedir e a coisa 
se revestir dos requisitos necessários para constituir parte integrante do patrimônio histórico e 
artístico nacional, a juízo do Conselho Consultivo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico 
Nacional, ou sempre que o mesmo proprietário anuir, por escrito, à notificação, que se lhe fizer, 
131ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
para a inscrição da coisa em qualquer dos Livros do Tombo.
Art. 8º Proceder-se-á ao tombamento compulsório quando o proprietário se recusar a anuir à 
inscrição da coisa.
Art. 9º O tombamento compulsório se fará de acordo com o seguinte processo:
1. O Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por seu órgão competente, noti-
ficará o proprietário para anuir ao tombamento, dentro do prazo de quinze dias, a contar 
do recebimento da notificação, ou para, si o quiser impugnar, oferecer dentro do mesmo 
prazo as razões de sua impugnação.
2. No caso de não haver impugnação dentro do prazo assinado, que é fatal, o diretor do 
Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional mandará por simples despacho que 
se proceda à inscrição da coisa no competente Livro do Tombo.
3. Se a impugnação for oferecida dentro do prazo assinado, far-se-á vista damesma, dentro 
de outros quinze dias fatais, ao órgão de que houver emanado a iniciativa do tombamento, 
afim de sustentá-la. Em seguida, independentemente de custas, será o processo remeti-
do ao Conselho Consultivo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que 
proferirá decisão a respeito, dentro do prazo de sessenta dias, a contar do seu recebi-
mento. Dessa decisão não caberá recurso.
Art. 10. O tombamento dos bens, a que se refere o art. 6º desta lei, será considerado provisório 
ou definitivo, conforme esteja o respectivo processo iniciado pela notificação ou concluído pela 
inscrição dos referidos bens no competente Livro do Tombo.
Parágrafo único. Para todos os efeitos, salvo a disposição do art. 13 desta lei, o tombamento 
provisório se equiparará ao definitivo [...].
CAPÍTULO III - DOS EFEITOS DO TOMBAMENTO
Art. 11. As coisas tombadas, que pertençam à União, aos Estados ou aos Municípios, 
inalienáveis por natureza, só poderão ser transferidas de uma à outra das referidas entidades.
132 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Parágrafo único. Feita a transferência, dela deve o adquirente dar imediato conhecimento ao 
Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Art. 12. A alienabilidade das obras históricas ou artísticas tombadas, de propriedade de pessoas 
naturais ou jurídicas de direito privado sofrerá as restrições constantes da presente lei.
Art. 13. O tombamento definitivo dos bens de propriedade particular será, por iniciativa do 
órgão competente do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, transcrito para os 
devidos efeitos em livro a cargo dos oficiais do registro de imóveis e averbado ao lado da 
transcrição do domínio.
§ 1º No caso de transferência de propriedade dos bens de que trata este artigo, deverá 
o adquirente, dentro do prazo de trinta dias, sob pena de multa de dez por cento sobre o 
respectivo valor, fazê-la constar do registro, ainda que se trate de transmissão judicial ou 
causa mortis.
§ 2º Na hipótese de deslocação de tais bens, deverá o proprietário, dentro do mesmo prazo e 
sob pena da mesma multa, inscrevê-los no registro do lugar para que tiverem sido deslocados.
§ 3º A transferência deve ser comunicada pelo adquirente, e a deslocação pelo proprietário, ao 
Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, dentro do mesmo prazo e sob a mesma 
pena.
Art. 14. A. coisa tombada não poderá sair do país, senão por curto prazo, sem transferência 
de domínio e para fim de intercâmbio cultural, a juízo do Conselho Consultivo do Serviço do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Art. 15. Tentada, a não ser no caso previsto no artigo anterior, a exportação, para fora do país, 
da coisa tombada, será esta sequestrada pela União ou pelo Estado em que se encontrar.
§ 1º Apurada a responsabilidade do proprietário, ser-lhe-á imposta a multa de cinquenta por 
133ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
cento do valor da coisa, que permanecerá sequestrada em garantia do pagamento, e até que 
este se faça.
§ 2º No caso de reincidência, a multa será elevada ao dobro.
§ 3º A pessoa que tentar a exportação de coisa tombada, além de incidir na multa a que se 
referem os parágrafos anteriores, incorrerá, nas penas cominadas no Código Penal para o 
crime de contrabando.
Art. 16. No caso de extravio ou furto de qualquer objeto tombado, o respectivo proprietário 
deverá dar conhecimento do fato ao Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 
dentro do prazo de cinco dias, sob pena de multa de dez por cento sobre o valor da coisa.
Art. 17. As coisas tombadas não poderão, em caso nenhum ser destruídas, demolidas ou 
mutiladas, nem, sem prévia autorização especial do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico 
Nacional, ser reparadas, pintadas ou restauradas, sob pena de multa de cinquenta por cento 
do dano causado.
Parágrafo único. Tratando-se de bens pertencentes á União, aos Estados ou aos municípios, 
a autoridade responsável pela infração do presente artigo incorrerá pessoalmente na multa.
 Art. 18. Sem prévia autorização do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, não 
se poderá, na vizinhança da coisa tombada, fazer construção que lhe impeça ou reduza a 
visibilidade, nem nela colocar anúncios ou cartazes, sob pena de ser mandada destruir a obra 
ou retirar o objeto, impondo-se neste caso a multa de cinquenta por cento do valor do mesmo 
objeto.
Art. 19. O proprietário de coisa tombada, que não dispuser de recursos para proceder às obras 
de conservação e reparação que a mesma requerer, levará ao conhecimento do Serviço do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a necessidade das mencionadas obras, sob pena de 
multa correspondente ao dobro da importância em que for avaliado o dano sofrido pela mesma 
134 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
coisa.
§ 1º Recebida a comunicação, e consideradas necessárias as obras, o diretor do Serviço do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional mandará executá-las, a expensas da União, devendo 
as mesmas ser iniciadas dentro do prazo de seis meses, ou providenciará para que seja feita 
a desapropriação da coisa.
§ 2º À falta de qualquer das providências previstas no parágrafo anterior, poderá o proprietário 
requerer que seja cancelado o tombamento da coisa.
§ 3º Uma vez que verifique haver urgência na realização de obras e conservação ou reparação 
em qualquer coisa tombada, poderá o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional 
tomar a iniciativa de projetá-las e executá-las, a expensas da União, independentemente da 
comunicação a que alude este artigo, por parte do proprietário.
Art. 20. As coisas tombadas ficam sujeitas à vigilância permanente do Serviço do Patrimônio 
Histórico e Artístico Nacional, que poderá inspecioná-los sempre que for julgado conveniente, 
não podendo os respectivos proprietários ou responsáveis criar obstáculos à inspeção, sob 
pena de multa de cem mil réis, elevada ao dobro em caso de reincidência.
Art. 21. Os atentados cometidos contra os bens de que trata o art. 1º desta lei são equiparados 
aos cometidos contra o patrimônio nacional.
Patrimônio	Natural
O Patrimônio Natural de um país reúne um conjunto de especificidades que marcam a 
identidade preservacionista, histórica e do passado de seu povo. Traz consigo a importância 
da preservação ambiental, bem como a responsabilidade do poder público em salvaguardar 
para as gerações posteriores a maior riqueza de uma nação, que são seus recursos naturais 
e ambientais.
135ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
O Brasil ocupa uma posição de destaque no seleto rol de nações que possuem uma das 
maiores diversidades em seus ecossistemas. A seguir, apresentamos os principais sítios 
ambientais considerados como patrimônio mundial da natureza, onde neles destacam-se a 
preservação associada à geração sustentável de lucros da população local, principalmente 
através do ecoturismo.
Parque Nacional do Iguaçu
Fonte: http://www.portalangels.com
Situado no oeste paranaense, fazendo divisa com a Argentina, é detentor de uma das maiores 
reservas florestais da América Latina. Nela podemos encontrar um imenso patrimônio de 
espécies animais e vegetais, sendo ainda o berço das Cataratas do Iguaçu, eleita no ano de 
2012, como uma das Sete Maravilhas da Natureza. 
136 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Costa do Descobrimento (Reservas de Mata Atlântica)
Fonte: http://portoseguropasseios.blogspot.com.br
Uma das maiores regiões contínuas da Mata Atlântica, está situada na costa do descobrimento, 
em Porto Seguro (Bahia).
Área de Conservação do Pantanal (Mato Grosso do Sul e Mato Grosso)
Situa-se entre o sudoeste do Mato Grosso e noroeste do Mato Grosso do Sul, sendo 
considerada a maior área pantaneira do mundo, abrigandoem seu interior várias espécies de 
animais ameaçados de extinção.
Fonte: www.ecodebate.com.br
137ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
Ainda assim, destacamos os demais sítios naturais brasileiros considerados como Patrimônio 
Natural da Humanidade: Mata Atlântica (Reservas do Sudoeste), Complexo de Conservação 
da Amazônia Central, Ilhas Atlânticas Brasileiras (Fernando de Noronha e Atol das Rocas), 
Parques Nacionais da Chapada dos Veadeiros e das Emas (Goiás).
Vale destacar ainda, que a preservação do patrimônio natural ainda é objeto de grande 
discussão e opiniões antagônicas entre seus principais atores. 
Atualmente, a preservação ambiental deixou de ser apenas o apoio a uma causa, a um lema, 
e sim uma necessidade para a manutenção e sustentação da vida em todos os seus sentidos, 
cabendo ao setor público o acompanhamento e a fiscalização das medidas implantadas para 
o seu desenvolvimento.
A este respeito, trazemos à luz um exemplo da Estrada do Colono. Trata-se de uma estrada 
(de chão) de 17,6 km., aberta em 1950, que cortava o Parque Nacional do Iguaçu, entre os 
municípios de Capanema, Serranópolis do Iguaçu e Medianeira, no estado do Paraná, sendo 
o principal portal de acesso do sudoeste paranaense e o oeste da região sul do Brasil à Foz 
do Iguaçu uma região rica de flora brasileira regional e conta ainda com diversas espécies de 
animais que dali retiram seu sustento
A estrada foi pela primeira vez fechada em 1986 devido aos fortes movimentos ambientais, 
alegando a intensa degradação ambiental e a vitimização de várias espécies de animais que 
habitavam o parque. 
Pelo fato deste haver sido considerado Patrimônio Natural da Humanidade, e somado aos 
vários argumentos contra a manutenção da estrada, a UNESCO no ano de 1999, inscreveu 
o parque como sendo um patrimônio em perigo, onde várias ações, inclusive ilegais de 
reabertura, assim como a ocorrida em 1997, trouxeram inquietude aos ambientalistas e políticos 
contra a sua manutenção, sendo somente com a ação do Exército Brasileiro, Polícia Federal 
e Ibama, no ano de 2001, fazendo cumprir determinação judicial para o fechamento definitivo 
138 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
da estrada, fez com que a UNESCO retirasse o Parque Nacional do Iguaçu de patrimônios 
naturais em perigo.
Fonte: http://molinacuritiba.blogspot.com.br
Mesmo com todos os argumentos contra, várias lideranças políticas locais estão tentando 
viabilizar a reabertura, como sendo uma estrada ecologicamente correta, sem pavimentação, 
transformando-a em estrada parque. O projeto de lei, encaminhado para apreciação e votação 
na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.
Este exemplo reflete o fundamental papel do setor público no balizar de leis que regulamentem 
a proteção e manutenção do patrimônio natural. Observamos que mesmo na esfera pública, 
há vários argumentos pró e contra, cabendo a esta a determinação legal para sua deliberação 
favorável ou contra.
139ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
A falta de apoio e recursos está ruindo uma obra de milhares de anos: o Parque Nacional da Serra da 
Capivara, no Piauí, um dos maiores conjuntos de pinturas rupestres do mundo, não consegue mais se 
manter e a administração ameaça encerrar suas atividades de preservação.
Com	isso,	estão	seriamente	ameaçadas	milhares	de	espécies	animais,	que	i	carão	sujeitas	aos	ca-
çadores, e milhares de pinturas rupestres, preservadas e recuperadas por trinta anos pela equipe 
chei	ada	pela	arqueóloga	Dra.	Niéde	Guidon,	 diretora	da	Fundação	Museu	do	Homem	Americano	
(FUMDHAM), que administra a preservação do Parque.
“É, no mínimo, de partir o coração”, desabafa dra.Guidon, que se mudou para o Piauí há 13 anos para 
cuidar dos sítios arqueológicos e desde então dedica sua vida a esse projeto. “Tantos anos de pesqui-
sa, dedicação e trabalho para preservar obras rupestres tão importantes, e agora ver tudo isso ruir. É 
triste constatar que o Brasil não sabe preservar a grandeza de seus Parques Nacionais”.
O Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, sul do Piauí, foi considerado 
pelas Nações Unidas como a UC - Unidade de Conservação com melhor infraestrutura da América 
Latina. Os mais de 1,2 mil Km² de caatinga do Parque abrigam 105 sítios arqueológicos preparados 
para a visitação turística em um total de 735 sítios.
Com a interrupção das atividades de conservação e defesa do Parque, que é Patrimônio da Huma-
nidade (UNESCO), a destruição das pinturas rupestres e dos animais da região seria apenas uma 
questão de tempo.
“Já é possível encontrar sítios arqueológicos vizinhos pichados. Como muitas vezes a pichação é com 
tinta	a	óleo,	i	ca	impossível	recuperar	o	que	foi	danii	cado”,	diz	Dr.ª	Niéde.
A salvação do Parque e o desenvolvimento da região se concentram especialmente na construção do 
aeroporto em São Raimundo Nonato para permitir o acesso dos visitantes.
O aeroporto já teve sua obra licitada e construção aprovada por duas vezes, sendo que a última delas 
aconteceu na semana passada, com o aval de autoridades federais, como o Ministro de Comunicação 
de Governo, Luiz Gushiken, e o Ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, e o governador do 
Piauí, Wellington Dias.
“Sem o aeroporto não haverá mais nenhuma iniciativa aqui. Conseguimos em 1996 que fosse criado 
um aeroporto internacional. Em 1997 o aeroporto foi licitado. Em 1998 foi liberada a primeira parcela 
de R$ 5 milhões, que não chegou às nossas mãos. Em 2003 foi licitado de novo e o ministro Mares 
Guia já liberou R$ 5 milhões, sendo que R$ 1 milhão já está com o governo do Estado”, conta a dire-
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tora da FUMDHAM.
Hoje a FUMDHAM não recebe os recursos prometidos nem do Governo Federal nem do Estadual e 
está se mantendo graças às economias pessoais de Dr.ª Niéde.
“Mas agora não há mais de onde tirar e como o apoio do Governo não chega, nossa única alternativa 
é fechar as portas”, conclui Dr.ª Niéde.
“São trinta anos de consagração nacional e internacional jogados fora e o Parque Nacional da Serra 
da Capivara, Patrimônio da Humanidade e um patrimônio cultural e histórico mundial vai ser entregue 
à depredação e à pichação”.
Com o encerramento das atividades de preservação dos sítios, o que acontecerá é que a FUMDHAM 
deixará a proteção do Parque por conta do IBAMA, que é o responsável, pela Constituição e pelas leis 
federais, da proteção, manejo dos Parques Nacionais.
“E	se	eles	não	o	i	zerem	por	falta	de	recursos,	de	funcionários	(têm	3	funcionários	aqui),	de	vontade,	
nós	simplesmente	vamos	testemunhar	o	fato”,	ai	rma	Niéde.
A proteção e manutenção das pinturas e sítios arqueológicos é de responsabilidade do Instituto do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura, que não tem nenhum funcionário no 
Parque Nacional da Serra da Capivara, apesar de ser um sítio tombado pela UNESCO e pelo IPHAN.
Fonte: ZenzaAmerica (www.ecoviagem.uol.com.br)
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CONSIDERAÇõES FINAIS
Pelo que aprendemos até aqui o tombamento é um ato administrativo realizado pelo Poder 
Público, onde por meio de legislação tem com o objetivo a preservação de bens de valor 
histórico, cultural, arquitetônico, ambiental, afim de que não venham ser destruídos ou 
descaracterizados.
O Livro do Tombo é subdivido em partes como Histórico, Belas Artes, Artes Aplicadas que por 
sua vez possuem itens que se enquadram nas categorias para que os tombamentos possam 
ser devidamente registrados.
O patrimônio a ser tombado pertence à União, Estado ou Municípios será feito por meio 
de ofício ordenado pelo diretor do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. E 
no caso do tombamento de algo pertence à pessoa jurídica de iniciativa provadaserá feito 
voluntariamente ou por compulsório.
Pudemos ainda compreender, que o bem tombado, não poderá ser impedido de ser vendido, 
comercializado, negociado, uma vez que respeite as condições imperiosas de preservação do 
bem e sua proteção contra a descaracterização ou destruição.
Vimos à diferença de patrimônio material e imaterial sendo o primeiro caracterizado pela 
tangibilidade como bens moveis e imóveis, e imateriais caracterizando os costumes de um povo, 
por exemplo. Já o Patrimônio Natural de um país traz consigo a importância da preservação 
ambiental, para que futuras gerações possam ter acesso à riqueza desses recursos naturais 
e vale saber que o Brasil apresenta diversos tombamentos considerado Patrimônio natural da 
Humanidade.
Percebemos ainda, que o assunto pertinente às especificidades e características 
preservacionistas é bastante complexo e carregado de interpretações variadas, um exemplo 
citado refere-se à Estrada do Colono, que pelo fato de ser considerada pelo UNESCO como 
Patrimônio Natural da Humanidade, foi fechada por força judicial, contudo, membros do poder 
público e autoridades locais ainda tentam, de forma legal, a sua reabertura condicionada em 
adaptações que atendam os quesitos de preservação e manutenção das características da 
fauna e flora do Parque Nacional do Iguaçu.
É importante que o poder público esteja ciente da história nacional e das belezas que aqui 
142 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
tempos a fim de procurar tornar esses bens, construções, meio ambiente vivo e seguro. A 
legislação é necessária para que seja fundamentado o destino e as condições com que cada 
patrimônio, cada categoria seja incorporado à proteção. 
Nossa responsabilidade, como cidadãos e agente de mudanças, é de sermos propulsores e 
acima de tudo, condutores de políticas que venham preservar e eternizar nossa cultura, arte, 
costumes e riquezas naturais, pois a sociedade necessita de gestores públicos voltados não só 
para a responsabilidade social e econômica, mas acima de tudo, calçados na responsabilidade 
ambiental, fazendo com que desta forma consigamos fechar e disseminar os princípios da 
sustentabilidade, tão importante e necessária para nossa sobrevivência e para a marca do 
legado que deixaremos para as futuras gerações.
PATRIMÔNIOS DA HUMANIDADE NO bRASIl
Autor: Percival Tirapeli
Editora: Metalivros
Sinopse: Patrimônios da Humanidade no Brasil, belíssi-
ma obra que chega agora à quarta edição revisada, traz 
os dezessete sítios culturais e naturais declarados pela 
UNESCO	no	Brasil	até	o	i	nal	de	2007,	como	Patrimônio	
Mundial da Humanidade. Com texto de Percival Tirapeli e 
colaboração	de	Aziz	Ab’Sáber,	é	ilustrado	com	mais	de	250	imagens	de	proi	ssionais	de	renome	e	ofe-
rece um amplo retrato de conjuntos urbanos históricos e reservas naturais preservadas, apresentando 
a complexidade e a relevância de cada um de forma organizada e atraente.
O	QUE	É	PATRIMÔNIO	HISTÓRICO.
Autor: Carlos A. C. Lemos
Editora Brasiliense.
Sinopse: Nem só de cidades e monumentos é formado o patrimônio his-
tórico:	quadros,	livros	ou	mesmo	fotograi	as	que	documentam	a	memória	
e os costumes de uma época também fazem parte do acervo cultural e 
artístico. Devem ser preservados. Não importa a forma: se através de 
coleções particulares, do mercado de arte ou da proteção de entidades 
governamentais. O necessário é preservar, já que o que não é patrimô-
nio histórico desaparece com o tempo.
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Secretaria	do	Estado	da	Cultura	–	Coordenação	do	Patrimônio	Cultural	do	Paraná.	A expressão 
Tombamento e Livro de Tombo, provém do Direito Português, onde a palavra tombar tem o sentido de 
registrar, inventariar inscrever bens nos arquivos do Reino. Disponível em: <http://www.patrimoniocul-
tural.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=46>
Este vídeo cujo título é Curso de gestão de Estoque e Materiais para Concurso Público abor-
da todos os conceito trazido neste livro. Pode ser uma excelente forma de assimillar, compreender 
com outra linguagem a gestão material e patrimonial, focando concurso público. Um vídeocarente 
de	 recursos	 visuais	 diversii	cadoss,	 mas	 interessante.	 Disponível em <http://www.youtube.com/
watch?v=ut6JPDdrrWk>.
Este outro vídeo é um compilado curto que aborda rapidamente a gestão de estoques e sua impor-
tância para as empresas. Serve como um bom lembrete, um resumo! Disponível em < http://www.
youtube.com/watch?v=EsL-cxNR33I	>
Abordamos aqui temas como o just in time, Kanban e este vídeo ilustra de forma interessan-
te e resumida como esses processos funcionam. Disponível em < http://www.youtube.com/
watch?v=GXxkX4eCZgE>	
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CONClUSÃO
Agora já que nós aprendemos vários conceitos e pudemos visualizar claramente os preceitos 
da administração de materiais e patrimoniais, tanto privada como na área pública (nosso foco), 
creio que facilmente poderemos dizer que o objetivo primordial da Administração de Materiais 
é determinar a movimentação do que é necessário para a entrega de um bem, ou um serviço. 
De forma geral podemos dizer que a administração de Recursos Materiais e Patrimoniais 
possuem funções básicas e também auxiliares conforme quadro abaixo:
Quadro 3: Funções da ARMP
Funções básicas Funções auxiliares
Compras
Recebimento
Armazenagem
Distribuição
Transporte Interno
Planejamento e Controle de Estoques
Contabilidade de materiais
Inspeção
Embalagem
Fonte: http://www.fesppr.br
Conhecer esta área da gestão pública é indispensável para buscarmos alcançar os objetivos e 
resultados esperados pelo poder público e principalmente pelo cidadão. 
Uma gestão patrimonial, sendo a responsável pelos bens, terrenos, prédios, instalações 
veículos e etc torna-se importante para todos no sentido de durabilidade destes bens e 
par servindo a todos os usuários/cidadãos pela maior quantidade de tempo possível e de 
preferência com qualidade. Este controle precisa ser feito com a máxima eficácia. 
E entendendo que para as empresas a armazenagem é uma fonte de vantagem competitiva, 
é fato que para o poder público essa vantagem será bastante grande tanto financeiramente 
(por efetuar uma boa manutenção do que já foi comprado evitando uma recompra) como em 
preocupações desnecessárias de abrir outro processo de licitação.
Segundo Batista e Maldonado (2008), a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, Lei de Licitações 
e Contratos Administrativos (Brasil, 1993), conceitua “compra como toda aquisição remunerada 
de bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente”. E agora já sabemos também 
que é necessário que alguém responda pela aquisição dos materiais e também do patrimônio 
145ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
público para que cada vez com mais perfeição saiba-se determinar os critérios que serão 
utilizados para a confecção do edital que possibilitará abrir concorrência no processo de 
licitação.
E para preservação o tombamento é um ato administrativo realizado pelo Poder Público, 
onde por meio de legislação poderemos manter bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, 
ambiental, afim de que não venham ser destruídos ou descaracterizados.
A administração dos materiais e do patrimônio público é uma boa maneira de se evitar gastos 
desnecessários e é muito importante que todos os cidadãos estejam atentos para que não 
sejam enganados, roubados e também para que tenham suas necessidades básica regidas 
pela constituição sanadas.
Esperamos que este livro tenha sido útil para o seu aprendizado e que possam ser cada vez 
mais competentes em suas funções de agentes públicos.
146 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS | Educação a Distância
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