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LUCRO PRESUMIDO: 
 
 O termo lucro presumido, na legislação tributária, refere-se a um sistema de 
determinação de alíquotas, pela presunção de lucro, que serão aplicadas à base de cálculo, 
a fim de determinar o valor de certos tributos. Este sistema de apuração tributária, possui 
determinadas limitações, tanto no que se refere a atividades, tipo de empresa, quanto no 
valor total do faturamento anual. A seguir temos: 
 
4.1 - PESSOAS JURÍDICAS QUE NÃO PODEM OPTAR PELO LUCRO 
PRESUMIDO: 
 
A lei nº 9.718/98, alterada pela lei n.º 10.637/2002 define critérios que obrigam pessoas 
jurídicas à tributação pelo Lucro Real e conseqüentemente proibidas de optarem pelo 
Lucro Presumido. 
 
a) Estão obrigadas a apuração do lucro real as pessoas jurídicas (art. 14 da Lei nº 
9.718, de 27/11/98): 
 
I - cuja receita total, no ano calendário anterior seja superior ao limite de R$ 
78.000.000,00, ou proporcional ao número de meses do período, quando inferior a 12 
(doze) meses; 
 
II - cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de 
desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e 
investimento, sociedade de crédito imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores 
mobiliários e câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de 
arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de 
capitalização e entidades de previdência privada aberta; 
 
III - que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior; 
 
IV - que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais relativos à 
isenção ou redução do imposto; 
 
V - que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal pelo regime 
de estimativa (balancete mensal), na forma do artigo 2º da Lei nº 9.430, de 1996; 
 
VI - que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de 
assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de 
contas a pagar e a receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis 
a prazo ou de prestação de serviços (factoring).” 
 
 
 
 
b) Momento da opção (art. 13 da Lei nº 9.718/98, alterado pela lei n.º 10.637/2002): 
 
Página 2 de 14 
 
A pessoa jurídica, cuja receita bruta total, no ano-calendário anterior, tenha sido 
igual ou inferior a R$ 78.000.000.00, ou a R$ 6.500.000.00, multiplicado pelo número de 
meses de atividade do ano-calendário anterior, quando inferior a doze meses, poderá optar 
pelo regime de tributação com base no lucro presumido. 
 
§ 1º - A opção pela tributação com base no lucro presumido será definitiva em relação a 
todo o ano-calendário. 
 
§ 2º - Relativamente aos limites estabelecidos neste artigo, a receita bruta auferida no ano 
anterior será considerada segundo o regime de competência ou de caixa, observado o 
critério adotado pela pessoa jurídica, caso tenha, naquele ano, optado pela tributação com 
base no lucro presumido. 
 
 
 
Notas: 
 
a) Se a empresa ultrapassar, o limite de faturamento no primeiro ano de atividade, 
em qualquer mês, não perderá a condição naquele ano, porém no ano seguinte 
estará fora o lucro presumido. 
 
b) Para evitar que os optantes pelo pagamento mensal do imposto de renda e da 
contribuição social alterem sua opção de lucro real para lucro presumido, a 
retificação dos códigos dos DARF´s será analisada caso a caso e autorizada pelo 
órgão local que jurisdiciona a empresa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.2 - IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA: 
 
Página 3 de 14 
 
a) Alíquota e prazo de pagamento: 
 
O imposto de renda da pessoa jurídica (IRPJ) tributada pelo lucro presumido será 
calculado, trimestralmente, em 15% sobre a base de cálculo. 
Se a base de calculo for superior a R$ 60.000,00 no trimestre (ou R$ 20.000,00 
multiplicado pelo número de meses do período de apuração, se inferior a 3 meses), sobre 
o valor excedente incidirá o adicional de imposto de renda, em 10% a título de adicional 
de imposto de renda. 
O prazo para o pagamento do IRPJ das empresas tributados pelo lucro presumido 
é o último dia útil do mês subseqüente ao período de apuração; 
 
b) Base de Cálculo do IRPJ: 
 
A base de cálculo do imposto de renda das pessoas jurídicas tributadas pelo lucro 
presumido, será determinada mediante a aplicação dos percentuais abaixo, sobre a receita 
bruta auferida no período de apuração: 
 
 Base de Cálculo IRPJ 
Comércio/Indústria 8,00% 
Transporte de Carga 8,00% 
Serviços em Geral 32,00% 
Serviço Profissional 32,00% 
Transporte, exceto de carga 16,00% 
Revenda Combustível 1,60% 
Serviço Hospitalar 8,00% 
 
 
 
O art. 40 da Lei nº 9250/95 determina que a base de cálculo mensal do imposto de 
renda das pessoas jurídicas prestadoras de serviços em geral (sujeitas a base de calçudo 
de 32%), cuja receita bruta anual seja de até R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais), será 
determinada mediante a aplicação do percentual de 16% sobre a receita bruta auferida 
mensalmente (esta condição deve ser durante todo o ano, sendo que se extrapolar durante 
o ano, a mesma deve, desde o mês que ultrapassar os R$120.000,00 tributar pela base de 
calculo de 32%). 
A determinação não é aplicada às pessoas jurídicas que prestam serviços 
hospitalares e de transporte, bem como às sociedades prestadoras de serviços de 
profissões legalmente regulamentadas. 
 
b1) Não integram a base de cálculo: 
 
Não integram a receita bruta para fins de apuração da base de cálculo do 
imposto de renda, os valores: 
 
- das vendas canceladas e dos descontos incondicionais concedidos; 
- referentes a reversões de provisões e recuperações de créditos baixados 
como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo 
da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e 
dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que 
tenham sido computados como receita. 
Página 4 de 14 
 
 
b2) Adicionar à base de cálculo: 
 
Na base de cálculo resultante da aplicação do percentual acima referido 
sobre o faturamento ajustado, conforme item anterior, somam-se os ganhos de 
capital e demais receitas e resultados positivos decorrentes de receitas auferidas 
pela pessoa jurídica no período de apuração, dentre os quais: 
- Rendimentos auferidos em aplicações financeiras de renda fixa (se 
houver IR retido, este 
 poderá ser deduzido do IRPJ a pagar); 
- Alugueis recebidos (aluguel líquido recebido, desde que a receita de 
locação de imóvel 
 não for o objeto social da pessoa jurídica). 
- Juros cobrados de clientes; 
- Juros sobre capital próprio auferidos; 
- Resultado positivo da venda de imobilizado. 
 
c) Regime de competência versus Regime de caixa: 
 
A pessoa jurídica tributada pelo lucro presumido poderá, para efeito do cálculo do 
Imposto de renda - IRPJ, considerar a base de calculo auferida pelo regime de 
competência (pela data da operação efetuada e data de emissão da nota fiscal) ou regime 
de caixa (pela data do recebimento). 
Mesmo adotando o critério do regime de competência, os rendimentos auferidos 
em aplicações de renda fixa e variável podem ser tributados pelo regime de caixa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exemplo: Determine o IR e adicional da empresa XX, com atividade de comercio e 
serviços, referente as receitas nos períodos abaixo: 
 
- 01 a 03/2012 = comercio R$200.000,00. 
- 04 a 06/2012 = comercio R$210.000,00 e serviços R$140.000,00. 
- 07 a 09/2012 = comercio R$220.000,00, serviços R$150.000,00 e juros cobrados de 
clientes R$4.000,00. 
- 10 a 12/2012 = comercio R$230.000,00, serviços R$160.000,00, juros cobrados de 
clientes R$5.000,00 e Aluguel líquido (valor bruto menos taxa de administração da 
imobiliária)R$6.000,00 e rendimento aplicação financeira R$ 1.000,00 (houve IRRF, 
20%, R$ 200,00 em outubro). 
 
 
PERÍODO RECEITAS IRPJ 
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comercio serviços juros aluguel financeira BASE DE 
CALCULO 
ADIC. 
DE IRPJ 
IRPJ 
TOTAL 
01 a 03/2012 200.000 0,00 0,00 0,00 0,00 16.000 2.400 - 2.400 
04 a 06/2012 210.000 140.000 0,00 0,00 0,00 61.600 9.240 160 9.400 
07 a 09/2012 220.000 150.000 4.000 0,00 0,00 69.600 10.440 960 11.400 
10 a 12/2012 230.000 160.000 5.000 6.000 1.000 81.600 12.040 2.160 14.200 
 
Cálculo: 1 – 200.000 x 8% = 16.000 x 15% = 2.400,00 
 
2 – 210.000 x 8% = 16.800 x 15% = 2.520,00 
 140.000 x 32% = 44.800 x 15% = 6.720,00 
 (16.800 + 44.800) – 60.000 = 1.600 x 10% = 160,00 
 
3 – 220.000 x 8% = 17.600 x 15% = 2.640,00 
 150.000 x 32% = 48.000 x 15% = 7.200,00 
 4.000 x 15% = 600,00 
 (17.600 + 48.000 + 4.000) – 60.000 = 9.600 x 10% = 960,00 
 
4 – 230.000 x 8% = 18.400 x 15% = 2.760,00 
 160.000 x 32% = 51.200 x 15% = 7.680,00 
 5.000 x 15% = 750,00 
 6.000 x 15% = 900,00 
 1.000 x 15% = 150,00 
 Sub Total =12.240,00 
 IRRF s/ aplicação financeira = -200,00 
 Total =12.040,00 
 
(18.400 + 51.200 + 5.000 + 6.000 + 1.000) – 60.000 = 21.600 x 10% = 2.160 
 
 
O IRPJ calculado referente ao trimestre deverá ser recolhido/pago ate o ultimo dia 
útil do mês seguinte ao do trimestre, ou em até três parcelas. 
 Para que seja possível o parcelamento, cada cota devera ser superior a R$ 
1.000,00 cada uma, onde a segunda e terceira cota terá acréscimos pela taxa Selic. 
Diante do exemplo acima, temos que o IRPJ total a pagar no primeiro trimestre é 
de R$2.400,00 então, não pode ser parcelado, pois cada parcela tem que ser superior a 
R$1.000,00. 
Já no segundo trimestre o IRPJ total a pagar foi de R$9.400,00 então pode ser 
parcelado. As parcelas ficariam assim: 
 
 
 
Vamos supor que a Taxa Selic (hipotética) para aplicar sobre as parcelas é: 
 
julho/2012 = 1,4% 
agosto/2012 = 1,6% 
setembro/2012 = 1,5% 
 
 
Mês do pagamento Valor original Juros Acréscimo Total a pagar 
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Até 31/07/12 3.133,34 - 0,00 3.133,34 
Até 31/08/12 3.133,33 1,00% 31,33 3.164,66 
Até 30/09/12 3.133,33 2,60% 81,47 3.214,80 
 
Cálculo: 9.400/ 3 = 3.133,33 
 1ª parcela = não há juros. 
 2ª parcela = Considera-se 1% para agosto, já que a taxa Selic daquele mês 
é só publicada no 
 mês seguinte, então: 3.133,33 x 1% = 31,33. 
 3ª parcela = Consideração 1% para o mês de setembro, já que a taxa Selic 
daquele mês é só 
 publicada no mês seguinte + o juros/taxa Selic de agosto (agora 
já publicada), 
 então: 3.133,33 x 2,60% (1% + 1,60%) = 81,47. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Página 7 de 14 
 
4.3 - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: 
 
a) Alíquota e prazo de pagamento: 
 
A contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL), para as pessoas jurídicas 
tributadas pelo lucro presumido, será calculada trimestralmente, e a alíquota a ser aplicada 
sobre a base de cálculo corresponde a 9 % (nove por cento). 
O prazo para o pagamento da CSLL das empresas tributadas pelo lucro presumido 
é o último dia útil do mês subseqüente ao período de apuração; 
 
b) Base de cálculo: 
 
A base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido devida pelas pessoas 
jurídicas tributadas com base no lucro presumido será determinada a aplicação dos 
percentuais abaixo, sobre a receita bruta auferida no período de apuração: 
 
 
 Base de Cálculo 
Comércio/Indústria 12,00% 
Transporte de Carga 12,00% 
Serviços em Geral 32,00% 
Serviço Profissional 32,00% 
Transporte, exceto de carga 12,00% 
Revenda Combustível 12,00% 
Serviço Hospitalar 12,00% 
 
b1)Não integram a base de cálculo: 
 
Não integram a receita bruta para fins de apuração da base de cálculo do imposto 
de renda, os valores: 
- das vendas canceladas e dos descontos incondicionais concedidos; 
- referentes a reversões de provisões e recuperações de créditos baixados 
como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo 
da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e 
dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que 
tenham sido computados como receita; 
 
b2)Adicionar à base de cálculo: 
 
Na base de cálculo resultante da aplicação do percentual acima referido sobre o 
faturamento ajustado, conforme item anterior, somam-se os ganhos de capital e demais 
receitas e resultados positivos decorrentes de receitas auferidas pela pessoa jurídica no 
período de apuração, dentre os quais: 
 
- Rendimentos auferidos em aplicações financeiras de renda fixa; 
- Alugueis recebidos (aluguel líquido recebido, desde de que a receita de 
locação de imóvel, 
 não for o objeto social da pessoa jurídica). 
- Juros cobrados de clientes; 
- Juros sobre capital próprio auferidos; 
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- Resultado positivo da venda de imobilizado. 
 
 
 
c) Regime de competência versus Regime de caixa: 
 
A pessoa jurídica tributada pelo lucro presumido poderá, para efeito do cálculo da 
Contribuição Social - CSLL, considerar a base de calculo auferida pelo regime de 
competência (pela data da operação efetuada e data de emissão da nota fiscal) ou regime 
de caixa (pela data do recebimento). 
Mesmo adotando o critério do regime de competência, os rendimentos auferidos 
em aplicações de renda fixa e variável podem ser tributados pelo regime de caixa. 
 
Exemplo: Determine a CSLL da empresa XX, com atividade de comercio e serviços, 
referente as receitas nos períodos abaixo: 
 
- 01 a 03/2012 = comercio R$200.000,00. 
- 04 a 06/2012 = comercio R$210.000,00 e serviços R$140.000,00. 
- 07 a 09/2012 = comercio R$220.000,00, serviços R$150.000,00 e juros cobrados de 
clientes R$4.000,00. 
- 10 a 12/2012 = comercio R$230.000,00, serviços R$160.000,00, juros cobrados de 
clientes R$5.000,00 e Aluguel líquido (valor bruto menos taxa de administração da 
imobiliária) R$6.000,00 e rendimento aplicação financeira R$ 1.000,00 (houve IRRF, 
20%, R$ 200,00 em outubro). 
 
 
PERÍODO RECEITAS BASE DE 
CALCULO 
CSLL 
comercio serviços juros aluguel Renda aplicação 
financeira 
01 a 03/2012 200.000 0,00 0,00 0,00 0,00 24.000 2.160,00 
04 a 06/2012 210.000 140.000 0,00 0,00 0,00 70.000 6.300,00 
07 a 09/2012 220.000 150.000 4.000 0,00 0,00 78.400 7.056,00 
10 a 12/2012 230.000 160.000 5.000 6.000 1.000 90.800 8.172,00 
 
Cálculo: 1 – 200.000 x 12% = 24.000 x 9% = 2.160,00 
 
2 – 210.000 x 12% = 25.200 x 9% = 2.268,00 
 140.000 x 32% = 44.800 x 9% = 4.032,00 
 
3 – 220.000 x 12% = 26.400 x 9% = 2.376,00 
 150.000 x 32% = 48.000 x 9% = 4.320,00 
 4.000 x 9% = 360,00 
 
4 – 230.000 x 12% = 27.600 x 9% = 2.484,00 
 160.000 x 32% = 51.200 x 9% = 4.608,00 
 5.000 x 9% = 450,00 
 6.000 x 9% = 540,00 
 1.000 x 9% = 90,00 
 
Página 9 de 14 
 
 A CSLL calculado referente ao trimestre deverá ser recolhido/pago ate o ultimo 
dia útil do mês seguinte ao do trimestre, ou em até três parcelas. 
 Para que seja possível o parcelamento, cada cota devera ser superior a R$ 
1.000,00 cada uma, onde a segunda e terceira cota terá acréscimos pela taxa Selic. 
Diante do exemplo acima, temos que a CSLL a pagar no primeiro trimestre é de 
R$2.160,00 então, não pode ser parcelado, pois cada parcela tem que ser superior a 
R$1.000,00. 
Já no segundo trimestre a CSLL a pagar foi de R$6.300,00 então pode ser 
parcelado. As parcelas ficariam assim: 
 
 
Vamos supor que a Taxa Selic (hipotética) para aplicar sobre as parcelas é: 
 
julho/2012 =1,4% 
agosto/2012 = 1,6% 
setembro/2012 = 1,5% 
 
 
Mês do pagamento Valor original Juros Acréscimo Total a pagar 
Até 31/07/12 2.100,00 - 0,00 2.100,00 
Até 31/08/12 2.100,00 1,00% 21,00 2.121,00 
Até 30/09/12 2.100,00 2,60% 54,60 2.154,60 
 
Cálculo: 6.300,00/ 3 = 2.100,00 
 1ª parcela = não há juros. 
 2ª parcela = Considera-se 1% para agosto, já que a taxa Selic daquele mês 
é só publicada no 
 mês seguinte, então: 2.100,00 x 1% = 21,00 
 3ª parcela = Consideração 1% para o mês de setembro, já que a taxa Selic 
daquele mês é só 
 publicada no mês seguinte + o juros/taxa Selic de agosto (agora 
já publicada), 
 então: 2.100,00 x 2,60% (1% + 1,60%) = 54,60 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4.4 – PIS e COFINS: 
 
 Os tributos PIS e COFINS que possuem a base de calculo sobre o Lucro 
Presumido, são denominados de tributos cumulativos, ou seja, quando se faz o 
recolhimento do tributo é de forma definitiva, não permitindo, em uma outra etapa, o 
desconto do valor pago. 
 
a) Alíquota e prazo de pagamento: 
 
O PIS e a COFINS para as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro presumido, serão 
calculados mensalmente e as alíquotas a serem aplicadas sobre a base de cálculo são as 
seguintes: 
 
- PIS = 0,65% 
- COFINS = 3,00% 
 
b) Base de cálculo: 
 
A base de calculo para PIS e COFINS é a receita bruta decorrente das atividades 
exercidas pela empresa (comercio e serviços), sendo que se houver outras receitas 
(financeira, venda de imobilizado, alugueis, etc) que não constam em contrato social 
(Limitadas) ou ata de constituição (sociedade anônima), estas não devem ser tributadas 
pelo PIS e COFINS. 
 
b1)Receitas que não estão sujeitas a incidência do PIS e da COFINS: 
 
A Contribuição para o PIS e a COFINS não incidem sobre as receitas 
decorrentes de: 
 
- exportação de mercadorias para o exterior; 
- prestação de serviços para pessoa física ou jurídica domiciliada no 
exterior, que representa 
 ingresso de divisas; 
- venda a comercial exportadora com o fim específico de exportação; 
 
Exemplo: considerando as receitas mensais abaixo, temos:: 
 
Mês Base Calculo 
Receita Bruta Total 
PIS a Pagar Cofins a Pagar 
Janeiro/2012 120.000,00 780,00 3.600,00 
Fevereiro/2012 130.000,00 845,00 3.900,00 
Março/2012 150.000,00 975,00 4.500,00 
 
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a) Regime de competência versus Regime de caixa: 
 
A pessoa jurídica tributada pelo lucro presumido poderá, para efeito do cálculo da 
Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social – COFINS e do Programa 
de Integração Social - PIS, considerar a base de calculo auferida pelo regime de 
competência (pela data da operação efetuada e data de emissão da nota fiscal) ou regime 
de caixa (pela data do recebimento). 
Mesmo adotando o critério do regime de competência, os rendimentos auferidos 
em aplicações de renda fixa e variável podem ser tributados pelo regime de caixa. 
 
 
 
4.5 - LUCROS E DIVIDENDOS DISTRIBUÍDOS: 
 
 
A legislação do imposto de renda determina, a partir de 01/01/1996, que os lucros 
distribuídos aos sócios são isentos de tributação na fonte e na declaração de imposto de 
renda dos mesmos. 
 As pessoas jurídicas tributadas pelo lucro presumido, segundo a legislação, 
poderá determinar o lucro a ser distribuído aos sócios, isento de tributação, de duas 
formas: 
 
a) resultado apurado contabilmente (escrituração contábil regular dentro dos 
preceitos e princípios contábeis – Livro diário e Razão) ou; 
 
b) Resultado da equação abaixo, onde a base de calculo do IRPJ é diminuída de 
alguns tributos e contribuições pagos: 
 
Lucro a distribuir aos sócios isento = BCIRPJ - (IRPJ + CSLL + PIS + COFINS), onde, 
 BCIRPJ – é a base 
 de calculo presumida do Imposto de renda. 
 
Como exemplo, se distribuirmos os lucros no trimestre, temos: 
 
Lucro a distribuir aos sócios isento = (1.000.000,00 x 32%) - (48.000,00+ 26.000,00 + 28.800,00 
+ 6.500,00 +30.000,00) 
Lucro a distribuir aos sócios isento = 320.000,00 – 139.300,00 
Lucro a distribuir aos sócios isento = 180.700,00 (limite de distribuição). 
 
Cabe destacar que se o resultado, apurado e distribuído aos sócios, for superior ao 
lucro contábil (diante de escrita contábil regular), a Previdência Social tem se 
manifestado, colocando que é tributável (na forma de pro-labore), ou seja, a diferença 
positiva entre o valor apurado, segundo os critérios acima, e o apurado contabilmente, 
possui tributação normal. 
 Por outro lado, se houver lucro contábil (diante de escrita contábil regular) maior 
que o apurado na formula acima, então poderá ser distribuído o lucro contábil aos sócios 
de forma isenta. 
 Se a empresa não possuir escrita contábil regular (exigido pelo normas do CFC), 
apenas o livro caixa (exigido pela legislação tributária), o lucro a distribuir isento deve 
ser igual ou menor ao apurado pelos critérios acima demonstrados (formula). 
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O lucro a distribuir aos sócios deve ser feita na proporcionalidade que cada sócio 
tem na empresa, sendo que outra forma de remuneração (pró-labore) é tributada 
normalmente. 
 
Exemplo (com apuração pelo regime de caixa): 
 
Dados do 1º trimestre de 2012: 
 
Vendas de produtos R$ 122.000,00 a 
Vendas de Serviços R$ 30.000,00 
Ganho na alienação de um terreno R$ 5.000,00 
Perda na alienação de um veículo R$ 10.000,00 
Ganho na alienação de uma máquina R$ 4.000,00 
Recuperação de perdas de clientes de anos anteriores R$ 2.000,00 c 
Juros cobrados de Clientes R$ 1.500,00 
Rendimento de Aplicação financeira R$ 3.000,00 d 
Aluguel líquido recebido R$ 1.800,00 e 
Devolução de Vendas R$ 12.000,00 
 
Observações: 
 
a) O total das vendas a receber de clientes, em 31 de março de 2012, é de R$ 
30.000,00. Neste trimestre foi recebido R$ 10.000,00 de clientes de vendas 
efetuadas no trimestre anterior; 
 
b) Para efeito do PIS/Cofins, receitas com vendas e serviços correspondem R$40.000, 
para cada mês. As demais receitas ocorreram em março. 
 
c) Recuperação de uma fatura de R$ 7.500,00 de clientes de 2009 já tributada na 
época pelo lucro presumido, regime de competência. R$1.500,00 referem-se a 
juros. 
 
d) Aplicação em 10/12/2000, resgatada em 10/03/2010 com IRRF de R$ 600,00. 
 
e) O aluguel bruto corresponde a R$ 2.000,00, sendo que foi descontado R$ 200,00 
de taxa de corretagem pela imobiliária. 
 
f) A receita de serviços não tem IR retido na fonte. 
 
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1) Imposto de Renda: 
 
Vendas (122.000 + 10.000 – 12.000 – 30.000) x 8% R$ 7.200,00 
Serviços (30.000,00 x 32%) R$ 9.600,00 
Ganho na alienação de Imobilizado R$ 9.000,00 
Juros cobrados de Clientes R$ 1.500,00 
Aluguel recebido R$ 1.800,00 
Rendimento de Aplicação financeira R$ 3.000,00 
Base de Cálculo R$ 32.100,00 
 
IRPJ = R$ 32.100,00 x 15% = R$ 4.815,00 – R$ 600,00 (IRRF s/ Aplic. Financ.) = R$ 
4.215,00 (Imposto devido). 
 
2) Contribuição Social: 
 
Vendas (122.000 + 10.000 – 12.000 – 30.000) x 12% 
 
 R$ 10.800,00 
Serviços (30.000,00 X 32 %) R$ 9.600,00 
Ganho na alienação de Imobilizado R$ 9.000,00 
Juros cobrados de Clientes R$ 1.500,00 
Aluguel recebido R$ 1.800,00 
Rendimento de Aplicação financeira R$ 3.000,00 
Base de Cálculo R$ 35.700,00 
 
Contribuição Social = R$ 35.700,00 x 9% = R$ 3.213,00 
 
3) PIS e COFINS: 
 
MÊS BASE DE CALCULO PIS COFINS 
janeiro 40.000,00 260,00 1.200,00 
fevereiro 40.000,00 260,00 1.200,00 
março 40.000,00 260,00 1.200,00 
 
 
4) Lucros a Distribuir para os Sócios: 
 
Lucro isento = 32.100,00 – 12.408,00 (4.815,00 + 3.213,00 + 780,00 + 3.600,00) = 
19.692,00Página 14 de 14 
 
 
 
Exemplo de empresas prestadoras de serviços com faturamento de ate R$ 
120.000,00/ano: 
 
 Verificaremos a seguir, a situação das empresas prestadoras de serviços com 
faturamento acumulado anual de ate R$ 120.000,00/ano, que, para o IRPJ a base de 
calculo presumida é de 32,00%, mas conforme legislação poderá reduzir para 16,00%. 
 
Exemplo: Calculo IRPJ: 
 
1º trimestre/2012: 
Faturamento R$ 50.000,00 (acumulado ano R$ 50.000,00) 
Base de calculo 16 % R$ 8.000,00 
IRPJ 15 % R$ 1.200,00 
 
2º trimestre/2012: 
Faturamento R$ 60.000,00 (acumulado ano R$ 110.000,00) 
Base de calculo 16 % R$ 9.600,00 
IRPJ 15 % R$ 1.440,00 
 
3º trimestre/2012: 
Faturamento R$ 70.000,00 (acumulado ano R$ 180.000,00) 
Base de calculo 32 % R$ 22.400,00 
IRPJ 15 % R$ 3.360,00 
 
4º trimestre/2012: 
Faturamento R$ 80.000,00 (acumulado ano R$ 260.000,00) 
Base de calculo 32 % R$ 25.600,00 
IRPJ 15 % R$ 3.840,00 
 
 
 
No 3º trimestre ocorreu o faturamento acumulado maior que R$ 120.000,00, logo 
a empresa deve calcular o IRPJ, no trimestre, com base presumida normais, ou seja, com 
32%. 
A empresa deve ser recolher, sem acréscimos, as diferenças (da aplicação de 16% 
para 32%) referentes aos 1º e 2º trimestres, conforme calculo abaixo: 
 
1º trimestre/2012: 
Faturamento R$ 50.000,00 (acumulado ano R$ 50.000,00) 
Base de calculo 32 % R$ 16.000,00 
IRPJ 15 % R$ 2.400,00 - R$ 1.200,00 = R$ 1.200,00 a recolher em 31/10 
 
2º trimestre/2012: 
Faturamento R$ 60.000,00 (acumulado ano R$ 110.000,00) 
Base de calculo 32 % R$ 19.200,00 
IRPJ 15 % R$ 2.880,00 - R$ 1.440,00 = R$ 1.440,00 a recolher em 31/10

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