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<p>1</p><p>Departamento de Desenvolvimento Profissional</p><p>CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA</p><p>Profª Adriana Valente</p><p>E-mail: adrianatvalente@hotmail.com</p><p>Set/2019</p><p>Rua 1º de Março, 33 – Centro – Rio de Janeiro/RJ – Cep: 20.010-000</p><p>Telefone: (21) 2216-9544 e 2216-9545 cursos@crcrj.org.br – www.crc.org.br</p><p>mailto:cursos@crcrj.org.br</p><p>http://www.crc.org.br/</p><p>2</p><p>O presente material foi estruturado exclusivamente para aplicação da aula</p><p>Contabilidade Tributária no Conselho Regional de Contabilidade (CRCRJ).</p><p>A parte conceitual foi extraída, principalmente, da Constituição da</p><p>República Federativa do Brasil, do Código Tributário Nacional, de Leis,</p><p>Normas e de bibliografias consagradas sobre o Tema.</p><p>A reprodução textual é apenas um resumo, cuja finalidade é auxiliar na</p><p>fixação dos assuntos aqui abordados e na resolução dos exercícios</p><p>propostos.</p><p>Os exercícios foram extraídos de livros, periódicos e de bancas</p><p>organizadoras de concurso público.</p><p>Caso o participante tenha interesse em aprofundar seus conhecimentos</p><p>sobre qualquer tema abordado neste material, recomenda-se a</p><p>participação em cursos específicos oferecidos pelo CRC/RJ e/ou leitura</p><p>complementar.</p><p>Bom Estudo!</p><p>3</p><p>1 ESTRUTURA DO CURSO</p><p>1.1 Objetivos</p><p>Transmitir aos participantes os conhecimentos básicos necessários para</p><p>apuração dos seguintes impostos: Imposto de Renda Lucro Real, Lucro</p><p>Presumido, Lucro Arbitrado, Retenção do Imposto de Renda na Fonte,</p><p>ICMS, ISSQN, PIS e COFINS.</p><p>1.2 Carga Horária</p><p>12 Horas/aula.</p><p>1.3 Metodologia</p><p>Exposição teórica com aplicação de exercícios práticos.</p><p>1.4 Programa</p><p>1. Contabilidade Tributária</p><p>2. Estrutura do Sistema Tributário Nacional</p><p>3. Elisão e Evasão Fiscal</p><p>4. Princípios Constitucionais Tributários</p><p>5. Tributos</p><p>6. Imposto Sobre as Renda das Pessoas Jurídicas</p><p>6.1 Lucro Real – Trimestral</p><p>6.2 Lucro Real - Anual</p><p>6.3 Lucro Presumido</p><p>6.4 Lucro Arbitrado</p><p>7. Imposto de Renda Retido na Fonte</p><p>8. Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS</p><p>9. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN</p><p>10. PIS e COFINS</p><p>4</p><p>1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA</p><p>A complexidade da contabilidade tributária representa uma tarefa</p><p>significativamente difícil para as empresas. E também um desafio</p><p>constante para os profissionais da área da contabilidade, haja vista as</p><p>constantes mudanças no que tange sobre normas tributárias, bem como</p><p>as possibilidades de interpretação sobre os tributos que incidem sobre as</p><p>diferentes atividades e operações das empresas.</p><p>Assim, o controle dos tributos incidentes sobre as atividades aparece</p><p>como tarefa vital para qualquer organização. É aí que a contabilidade</p><p>tributária atua. Podemos afirmar que a contabilidade tributária é o ramo</p><p>da contabilidade que tem foco na apuração, controle e planejamento dos</p><p>tributos das empresas.</p><p>A contabilidade tributária é a área de atuação do contador que se dedica à</p><p>gestão tributária das organizações. Por isso, representa importante espaço</p><p>no mercado de trabalho para esse profissional.</p><p>O contador que trabalha com os tributos exerce as seguintes funções:</p><p> Análise das atividades e operações das empresas com o intuito de</p><p>identificar os tributos devidos por elas. Uma das atribuições do</p><p>profissional é verificar quais são os tributos devidos por uma indústria,</p><p>por exemplo. Neste caso, ele deve identificar alguns dos impostos</p><p>envolvidos nas atividades da organização, como o IPI, o IRPJ, a CSLL,</p><p>entre outros. Da mesma forma, se a corporação também atua na</p><p>prestação de serviços, como instalação ou manutenção, é possível saber</p><p>que o ISSQN também estará envolvido nas atividades.</p><p>http://portal.blbbrasilescoladenegocios.com.br/como-se-manter-atualizado/?utm_source=blog&utm_campaign=rc_blogpost</p><p>http://portal.blbbrasilescoladenegocios.com.br/responsabilidades-do-contador/?utm_source=blog&utm_campaign=rc_blogpost</p><p>5</p><p> Identificar a legislação aplicável a cada caso e necessidade das</p><p>empresas. Portanto, ele precisa compreender tudo o que está envolvido</p><p>em termos legais com os tributos devidos.</p><p> Analisar e interpretar, ou seja, conhecendo os termos que regulam o</p><p>IPI, por exemplo, o profissional precisará avaliar diferentes</p><p>desdobramentos desses termos. Além de saber quais operações podem</p><p>conceder direito ao crédito, ou então em quais hipóteses existirá a</p><p>isenção ou imunidade para a companhia, entre outros.</p><p> Orientação e assessoramento interno aos departamentos da empresa.</p><p>Estes podem solicitar diferentes tipos de questões ao departamento de</p><p>gestão tributária. Cabe ao contador tributarista prestar os devidos</p><p>esclarecimentos até mesmo para que a equipe funcione em sincronia.</p><p> Estabelecer as rotinas de apuração e de cumprimento das obrigações</p><p>tributárias. Neste aspecto, o profissional tributarista precisa estruturar o</p><p>departamento e dividir as tarefas. Além de criar meios para fazer com</p><p>que todos os objetivos sejam alcançados por meio do gerenciamento</p><p>eficaz dos recursos humanos e dos materiais disponíveis.</p><p> identificar alternativas lícitas para reduzir o ônus tributário a partir do</p><p>desenvolvimento do planejamento tributário.</p><p> representação do contribuinte junto aos órgãos fiscais competentes.</p><p>Executando o trabalho de requerimentos administrativos, consultas,</p><p>impugnações, entre outros.</p><p>6</p><p>2. ESTRUTURA DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL</p><p>O sistema tributário brasileiro considera a autonomia entre os entes</p><p>políticos, no caso a União, os Estados, Distrito Federal e os Municípios.</p><p>Esse sistema tributário reporta a uma legislação tributária. Portanto, todos</p><p>devem obedecer às leis, aos tratados, às convenções internacionais, aos</p><p>decretos e normas complementares que tratam, no todo ou em parte, dos</p><p>tributos e das relações jurídicas existentes entre o sujeito ativo e passivo.</p><p>É essa estrutura o que permeia a relação entre Estado e contribuinte, seja</p><p>ele pessoa física ou jurídica. Isso significa que, para lidar com tributos, é</p><p>preciso conhecer uma série de elementos. Tais como: quais são eles, a</p><p>quem são aplicados obrigatoriamente, por quem são estabelecidos, entre</p><p>outros. Saber lidar com essa série de elementos de maneira competente é</p><p>fundamental para apurar e pagar corretamente os tributos.</p><p>Hierarquia das Normas</p><p>Constituição Federal</p><p>Emendas Constitucionais</p><p>Leis Complementares Fontes Primárias</p><p>Leis Ordinárias</p><p>Leis Delegadas</p><p>Medidas Provisórias</p><p>Decretos Fontes Secundárias</p><p>Normas Complementares</p><p>No que concerne ao poder de tributar, o art. 145 da CF/88, dispõe que a</p><p>União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir</p><p>os seguintes tributos: Impostos, Taxas e Contribuição de Melhoria.</p><p>7</p><p>COMPETÊNCIA LEGISLATIVA DA UNIÃO</p><p>IMPOSTOS</p><p> Imposto de Renda – IR</p><p> Imposto sobre Produtos Insdustrializados – IPI</p><p> Imposto sobre Operações de Crédito, Cambio e</p><p>Seguro ou relativas a Títulos e Valores Mobiliários</p><p>– IOF</p><p> Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural– ITR</p><p> Imposto de Importação– II</p><p> Imposto de Exportação – IE</p><p>CONTRIBUIÇÕES</p><p>SOCIAIS</p><p> Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL</p><p> Contribuição sobre a Movimentação Financeira –</p><p>CPMF</p><p> Contribuição Previdenciária – INSS</p><p> Contribuição para o Financiamento da Seguridade</p><p>Social – COFINS</p><p> Programa de Integração Social e de Formação do</p><p>Patrimônio do Servidor</p><p> Público – PIS/PASEP</p><p> Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS</p><p> Contribuição</p><p>a parcela resultante da aplicação do</p><p>percentual correspondente sobre a receita bruta da atividade da empresa</p><p>auferida no trimestre.</p><p>Percentuais Aplicáveis para o IR</p><p>9,6%</p><p>Revenda de mercadorias, venda de produtos de fabricação própria, prestação de</p><p>serviços hospitalares, transporte de carga, representação comercial por conta</p><p>própria, atividade imobiliária, atividade rural, industrialização por encomenda,</p><p>venda através de agentes ou representantes de empresa estrangeira.</p><p>38,4 Prestação de serviços em geral, inclusive profissão legalmente regulamentada,</p><p>intermediação de negócios, administração, locação ou cessão de bens móveis e</p><p>imóveis, administração de consórcios de bens duráveis, cessão de direitos de</p><p>qualquer natureza, factoring, construção por administração ou por empreitada</p><p>unicamente de mão-de-obra.</p><p>1,92 Revenda para consumo de combustível, derivado de petróleo, álcool etílico</p><p>carburante e gás natural.</p><p>1,92 Demais serviços de transporte.</p><p>70</p><p>As empresas exclusivamente prestadoras de serviços em geral, cuja</p><p>receita bruta anual seja de até R$ 120.000,00, poderão utilizar, para</p><p>determinação do lucro arbitrado trimestral, o percentual de 19,2%. Essa</p><p>redução não se aplica as prestadoras de serviços de profissão legalmente</p><p>regulamentada.</p><p> Receita Bruta não Reconhecida</p><p>Quando a receita bruta da pessoa jurídica for desconhecida, a autoridade</p><p>lançadora, poderá de acordo com a natureza do negócio arbitrar o lucro</p><p>mediante a utilização de uma das seguintes alternativas de cálculo.</p><p>1,5 Do lucro real referente ao último período em que a pessoa</p><p>jurídica manteve escrituração de acordo com as leis</p><p>comerciais e fiscais.</p><p>0,12 Do ativo total existente no último balanço</p><p>0,21 Do valor do capital</p><p>0,15 Do patrimônio líquido constante do último balanço</p><p>0,4 Das compras das mercadorias efetuadas no último trimestre</p><p>0,4 Da soma, em cada trimestre, dos valores da folha de</p><p>pagamento dos empregados e das compras de matérias-</p><p>primas, produtos intermediários e materiais de embalagens.</p><p>0,8 Da soma dos valores devidos no trimestre a empregados.</p><p>71</p><p>CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO</p><p>No caso de arbitramento, aplica-se à contribuição social sobre o lucro</p><p>líquido as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas</p><p>para pessoas jurídicas optantes pelo Lucro Presumido.</p><p>Observe-se que a alíquota da CSLL é a normal, ou seja, não existe o majoramento como no</p><p>Imposto de Renda.</p><p>Atividade Alíquota</p><p>CSLL</p><p>Revenda de Combustíveis 12%</p><p>Serviços hospitalares / transporte de cargas 12%</p><p>Serviços com faturamento anual de até $ 120.000 32%</p><p>Demais Serviços 32%</p><p>Intermediação de negócios, administração de imóvel,</p><p>locação de administração de bens móveis.</p><p>32%</p><p>Comércio e Indústria 12%</p><p>Compensação de Prejuízos</p><p>O regime de tributação com base no lucro arbitrado não prevê a hipótese</p><p>de compensar prejuízos fiscais apurados em períodos de apuração</p><p>anteriores nos quais a pessoa jurídica tenha sido tributada com base no</p><p>lucro real.</p><p>Entretanto, tendo em vista que não existe mais prazo para a</p><p>compensação de prejuízos fiscais, caso a pessoa jurídica retorne ao</p><p>sistema de tributação com base no lucro real poderá nesse período</p><p>compensar, desde que mantenha o controle desses valores no Lalur, Parte</p><p>B, os prejuízos fiscais anteriores, obedecidas as regras vigentes no</p><p>período de compensação.</p><p>http://www.portaltributario.com.br/cgi-local/guia/clientes/goto.cgi?lucro_presumido_csl.html</p><p>http://www.portaltributario.com.br/cgi-local/guia/clientes/goto.cgi?lucro_presumido_csl.html</p><p>72</p><p>Exercícios - Lucro Arbitrado</p><p>1.</p><p>(I) Quando o contribuinte não mantiver escrituração na forma das leis</p><p>comerciais e fiscais, a que estiver obrigado, e deixar de elaborar as</p><p>demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal, será ele</p><p>tributado obrigatoriamente pelo lucro ___________________</p><p>(II) Quando conhecida a receita bruta o _______________ ou</p><p>___________________poderá calcular o imposto com base naquela</p><p>modalidade.</p><p>As lacunas acima são corretamente preenchidas, respectivamente, com as</p><p>seguintes expressões:</p><p>a) real - o fisco;</p><p>b) arbitrado - o fisco ou o próprio contribuinte;</p><p>c) presumido - o próprio contribuinte;</p><p>d) apurado - o fisco;</p><p>e) real - o próprio contribuinte.</p><p>73</p><p>2. Assinale a alternativa incorreta, com relação ao lucro arbitrado:</p><p>a) o arbitramento do lucro é, via de regra, uma prerrogativa das</p><p>autoridades fiscais. O arbitramento do lucro representa, quase sempre,</p><p>maior carga tributária para a pessoa jurídica;</p><p>b) o fisco não pode se valer da alternativa do arbitramento do lucro</p><p>quando o contribuinte obrigado à apuração do lucro real optar</p><p>indevidamente pela tributação pelo lucro presumido;</p><p>c) o fisco pode desconsiderar a escrituração contábil se houver indícios de</p><p>utilização de documentos comprobatórios falsos e manipuláveis no</p><p>faturamento;</p><p>d) o fisco pode-se valer da alternativa do arbitramento do lucro quando o</p><p>contribuinte recusar-se a apresentar os livros e documentos contábeis e</p><p>fiscais;</p><p>e) o fisco pode-se valer da alternativa do arbitramento do lucro quando o</p><p>contribuinte não mantém um sistema de custos integrado e coordenado</p><p>com a contabilidade, são apuradas significativas fraquezas nos controles</p><p>de estoques, nos bens do imobilizado, falta de escrituração do LALUR do</p><p>registro de inventário físico ou mesmo o atraso na escrituração contábil e</p><p>fiscal.</p><p>74</p><p>7. RETENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA NA NOTA FISCAL</p><p>Conforme a natureza do serviço prestado, os rendimentos pagos a pessoa</p><p>jurídica sofrerão retenção na nota fiscal, de acordo com o Decreto 9.580</p><p>de 22/11/2018 – Artigos 714 a 716.</p><p>Alíquota de 1,5%</p><p>Serviços de advocacia; análises técnicas; consultoria; desenho técnico;</p><p>elaboração de projetos; engenharia (exceto construção de estradas,</p><p>pontes, prédios e obras assemelhadas); geologia; administração de bens</p><p>ou negócios em geral.</p><p>Alíquota de 1,0%</p><p>Prestação de serviços de limpeza, conservação, segurança, vigilância e por</p><p>locação de mão-de-obra.</p><p>Outros serviços a alíquota de 1,5%</p><p>Mediação de negócios, propaganda e publicidade art. 651 do RIR/99.</p><p>Pagamentos a cooperativas de trabalho e associações profissionais ou</p><p>assemelhadas.</p><p>Por meio da Lei 10.833 de 29/12/2003, as pessoas jurídicas que</p><p>efetuarem pagamentos a outras pessoas jurídicas de direito privado, pela</p><p>prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção, segurança,</p><p>vigilância transporte de valores e locação de mão-de–obra, pela prestação</p><p>de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito,</p><p>seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, bem como</p><p>pela remuneração de serviços de profissão legalmente regulamentada,</p><p>estão sujeitas a retenção na fonte da Contribuição Social (1%), da</p><p>COFINS (3%) e da Contribuição para o PIS/PASEP (0,65%).</p><p>75</p><p>Exemplo de registro contábil quando dessas retenções:</p><p>PRESTADORA DO SERVIÇO</p><p>DÉBITO CRÉDITO</p><p>NOTA FISCAL</p><p>Total dos serviços prestados R$ 100.000,00</p><p>Retenções</p><p>IRRF – 1,50% = R$ 1.500,00</p><p>CSLL – 1,0% = R$ 1.000,00</p><p>PIS – 0,65% = R$ 650,00</p><p>COFINS – 3,0% = R$ 3.000,00</p><p>Total da Nota Fiscal R$ 100.000,00</p><p>Líquido a pagar R$ 93.850,00</p><p>76</p><p>TOMADOR DO SERVIÇO</p><p>DEBITO CREDITO</p><p>1. A Comercial Roer contratou duas outras empresas para a realização</p><p>dos serviços profissionais listados na tabela abaixo.</p><p>Serviço Valor (em R$)</p><p>Administração de bens</p><p>40.000,00</p><p>Vigilância 50.000,00</p><p>Considerando exclusivamente a retenção do Imposto de Renda na Fonte,</p><p>nos termos da legislação fiscal em vigor, o valor líquido total a ser pago</p><p>pela Comercial Roer a estas empresas prestadoras dos serviços, em reais,</p><p>é</p><p>(A) 90.000,00 (B) 89.100,00 (C) 88.900,00 (D) 88.850,00 (E) 88.650,00</p><p>Alíquota Retenção</p><p>Administração Bens</p><p>Vigilância</p><p>77</p><p>Retenção Líquido NF</p><p>Administração de Bens</p><p>Vigilância</p><p>2. Em 20 fev. 2011, a Companhia N. S/A registrou a nota fiscal de</p><p>serviços, emitida pela C. Ltda., referente ao contrato de prestação de</p><p>serviços de consultoria contábil e fiscal, no valor de R$ 20.000,00, com</p><p>vencimento para o dia 28 fev. 2011.</p><p>Considerando-se as determinações societárias e fiscais (Imposto de</p><p>Renda), o registro contábil feito no dia 20 fev. 2011, pela Companhia N.</p><p>S/A, em reais, foi</p><p>(A) D: Despesa Administrativa 20.000,00</p><p>C: Contas a Pagar 20.000,00</p><p>(B) D: Despesa Financeira 20.000,00</p><p>C: Contas a Pagar 20.000,00</p><p>(C) D: Despesa Administrativa 20.000,00</p><p>C: Contas a Pagar 19.800,00</p><p>C: IRRF a Recolher 200,00</p><p>(D) D: Despesa Administrativa 20.000,00</p><p>C: Contas a Pagar 19.700,00</p><p>C: IRRF a Recolher 300,00</p><p>(E) D: Despesa Administrativa 20.000,00</p><p>C: Contas a Pagar 17.000,00</p><p>C: IRRF a Recolher 3.000,00</p><p>78</p><p>3. Sempre que se manifestar a necessidade do contratante, pessoa</p><p>jurídica, proceder à retenção do Imposto de Renda na Fonte</p><p>(IRRF), quando da prestação de serviços por outra pessoa jurídica,</p><p>o fato gerador da retenção se manifesta no</p><p>(A) início do trabalho em decorrência da assinatura do contrato.</p><p>(B) pagamento efetivo em dinheiro do serviço contratado, somente.</p><p>(C) crédito ou pagamento dos serviços, dos dois o que ocorrer primeiro.</p><p>(D) encerramento do trabalho, quando o contratante aceitar o trabalho</p><p>realizado.</p><p>(E) momento da realização do crédito determinado pelo encerramento do</p><p>trabalho.</p><p>79</p><p>8. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E</p><p>SERVIÇOS – ICMS</p><p>O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de</p><p>Serviços) é um tributo de competência dos Estados e do Distrito</p><p>Federal.</p><p>O ICMS</p><p> será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada</p><p>operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de</p><p>serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou</p><p>outro Estado ou pelo Distrito Federal;</p><p> poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias</p><p>e dos serviços;</p><p> por meio de resolução do Senado Federal, de iniciativa do Presidente</p><p>da República ou de um terço dos Senadores, aprovada pela maioria</p><p>absoluta de seus membros estabelecerá as alíquotas aplicáveis às</p><p>operações e prestações, interestaduais e de exportação.</p><p>É facultado ao Senado Federal:</p><p>a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, mediante</p><p>resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta</p><p>de seus membros;</p><p>b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver</p><p>conflito específico que envolva interesse de Estados, mediante</p><p>resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços</p><p>de seus membros;</p><p>O imposto incide sobre a circulação de mercadorias, serviços de</p><p>transporte interestadual e intermunicipal, de comunicações, de</p><p>80</p><p>energia elétrica, de entrada de mercadorias importadas e aqueles</p><p>serviços prestados no exterior.</p><p>O ICMS é regulamentado pela Lei Complementar 87/1996, a chamada</p><p>"Lei Kandir". Cada Estado possui autonomia para estabelecer suas</p><p>próprias regras de cobrança do imposto, respeitando as regras previstas</p><p>na lei.</p><p>O ICMS é um imposto não-cumulativo, ele incide sobre cada etapa da</p><p>circulação de mercadorias separadamente. Em cada uma dessas etapas,</p><p>deve haver a emissão de nota ou cupom fiscal. Isso é necessário</p><p>devido ao fato de que esses documentos serão escriturados e serão</p><p>através deles que o imposto será calculado e arrecadado pelo governo.</p><p>Na maioria dos casos, as empresas repassam esse imposto ao</p><p>consumidor, embutindo-o nos preços dos produtos. As mercadorias são</p><p>tributadas de acordo com sua essencialidade. Assim, para produtos</p><p>básicos, como o arroz e o feijão, o ICMS cobrado é menor do que no caso</p><p>de produtos supérfluos, como cigarros e perfumes, por exemplo.</p><p>Do fato gerador</p><p>O ICMS tem como fato gerador a operação relativa à circulação de</p><p>mercadoria e à prestação de serviço de transporte interestadual e</p><p>intermunicipal e de comunicação, ainda que a operação ou a prestação se</p><p>inicie no exterior.</p><p>Direito ao Crédito</p><p>81</p><p>O direito de crédito, para efeito de compensação com débito do imposto,</p><p>reconhecido ao estabelecimento que tenha recebido as mercadorias ou</p><p>para o qual tenham sido prestados os serviços, está condicionado à</p><p>idoneidade da documentação e, se for o caso, à escrituração nos prazos e</p><p>condições estabelecidos na legislação.</p><p>A legislação tributária estadual disporá sobre o período de apuração do</p><p>imposto. As obrigações consideram-se vencidas na data em que termina o</p><p>período de apuração e são liquidadas por compensação ou mediante</p><p>pagamento em dinheiro.</p><p>Vedação de Crédito</p><p>Não dão direito a crédito as entradas de mercadorias ou utilização de</p><p>serviços resultantes de operações ou prestações isentas ou não</p><p>tributadas, ou que se refiram a mercadorias ou serviços alheios à</p><p>atividade do estabelecimento.</p><p>É vedado o crédito relativo à mercadoria entrada no estabelecimento ou a</p><p>prestação de serviços a ele feita:</p><p>I – para integração ou consumo em processo de industrialização ou</p><p>produção rural, quando a saída do produto resultante não for tributada ou</p><p>estiver isenta do imposto, exceto se tratar-se de saída para o exterior;</p><p>II – para comercialização ou prestação de serviço, quando a saída ou a</p><p>prestação subseqüente não forem tributadas ou estiverem isentas do</p><p>imposto, exceto as destinadas ao exterior.</p><p>82</p><p>Prescrição do Crédito</p><p>O direito de utilizar o crédito extingue-se depois de decorridos cinco anos</p><p>contados da data de emissão do documento (parágrafo único do art. 23 da</p><p>LC 87/96).</p><p>As alíquotas aplicadas internamente</p><p>A alíquota interna é determinada individualmente em cada Estado pela</p><p>legislação estadual. Regra geral é de 17%, porém alguns Estados utilizam</p><p>a alíquota de 18%.</p><p>Exemplos de Alíquotas Aplicadas no Estado do Rio de Janeiro</p><p>Regra Geral: 18%, sendo que 2% destinado ao adicional do Fundo da Lei</p><p>estadual nº 4.056/2002.</p><p>7% - Cesta básica</p><p>26% - Bebida alcoólica, exceto cerveja, chope e aguardente de cana e de</p><p>melaço.</p><p>12% - Fornecimento de alimentação, incluídos os serviços prestados,</p><p>promovido por restaurante, lanchonete, bar, café e similares.</p><p>Convênios do ICMS</p><p>Nos termos do artigo 100, inciso IV, do Código Tributário Nacional (CTN),</p><p>os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal</p><p>e os Municípios, são normas complementares das leis, dos tratados e das</p><p>convenções internacionais e dos decretos.</p><p>Uma vez firmado um Convênio entre dois ou mais Estados ou DF, o</p><p>mesmo deverá ser, ratificado (ou não) pelas respectivas Assembléias</p><p>Estaduais.</p><p>http://www.portaltributario.com.br/obras/ctn.htm</p><p>83</p><p>Só após aprovados legislativamente, os convênios passam a ter eficácia,</p><p>pois é o Poder Legislativo de cada Estado e do Distrito Federal que,</p><p>ratificando o Convênio, o estabelecem como válido naquele Estado ou DF.</p><p>CONFAZ</p><p>É de responsabilidade do CONFAZ - Conselho Nacional de Política</p><p>Fazendária - promover a celebração de convênios, para efeito de</p><p>concessão ou revogação de isenções, incentivos e benefícios fiscais do</p><p>imposto.</p><p>O Conselho é constituído por representante de cada Estado e Distrito</p><p>Federal</p><p>e um representante do Governo Federal.</p><p>Base de Cálculo</p><p>Na apuração da base de cálculo de Operações com Mercadorias, deverá</p><p>ser considerado:</p><p> inclusão de frete, seguro e de mais importâncias pagas; e</p><p> exclusão das vendas canceladas e dos descontos incondicionais.</p><p>Base de Cálculo do ICMS quando houver Imposto sobre Produtos</p><p>Industrializados - IPI</p><p> Quando ocorrer venda da indústria para contribuinte do ICMS, o</p><p>IPI não integra a Base de Cálculo do ICMS.</p><p> Quando da venda de indústria para consumidor final/consumo</p><p>final, o IPI deve ser incluído na base de cálculo do ICMS, inclusive</p><p>quando na compra de imobilizado.</p><p>84</p><p>IPI - será seletivo, em função da essencialidade do produto; será não</p><p>cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o</p><p>montante cobrado nas anteriores.</p><p>Nota: Na base de cálculo do IPI considera o ICMS, frete e o seguro, mas</p><p>não se deduz os descontos incondicionais. (Decreto 4.544/2002, art.131)</p><p>ICMS - REGIME NORMAL DE TRIBUTAÇÃO</p><p>Adriana Valente 130</p><p>X</p><p>18%=180ICMS</p><p>X</p><p>18% =234,00</p><p>X</p><p>18%=270,00</p><p>RECOLHERECOLHE 180,00 180,00</p><p>54,0054,00</p><p>(234 -180)</p><p>1.000,00 1.000,00 1.300,001.300,00 1.500,001.500,00Vende porVende por</p><p>Fabricante Atacadista Varejista</p><p>Consumidor</p><p>Final</p><p>No regime normal de tributação</p><p>em cada uma destas etapas HÁ incidência normal do ICMS</p><p>36,0036,00</p><p>(270-234)</p><p>Total recebido pelo Estado = 270,00 (180 + 54 + 36)(180 + 54 + 36)</p><p>ICMS</p><p>Não-cumulatividadeNãoNão--cumulatividadecumulatividade</p><p>130</p><p>AUTOR: Heraldo da Costa Belo</p><p>Valor Agregado</p><p>1.000+300+200 = 1.500</p><p>1.500 x 18% = 270,00</p><p>85</p><p>ALÍQUOTAS INTERESTADUAL</p><p>Adriana Valente 125</p><p></p><p>REGIÃO NORTE:REGIÃO NORTE:</p><p>AC, AM, AP, PA, RO, RR, TO</p><p>NORDESTENORDESTE</p><p>AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI,</p><p>RN, SE E ES</p><p>CENTROCENTRO--OESTE:OESTE:</p><p>DF, GO, MS, MT</p><p>7%</p><p>12%12%</p><p>12%</p><p>• Interestadual para não contribuinte = % Interna</p><p>• Interestadual para contribuintes = % por região</p><p>Resolução do Senado</p><p>Federal 22/89</p><p>ICMS Alíquotas Interestaduais</p><p>REGIÃO</p><p>SUDESTE:</p><p>SP, RJ, MG</p><p>REGIÃO SUL:</p><p>PR, SC, RS</p><p>7%</p><p>125</p><p>AUTOR: Heraldo da Costa Belo</p><p>Na operação interestadual será aplicada a alíquota interna quando a</p><p>operação for para não contribuintes e será aplicada a alíquota</p><p>interestadual quando a operação for para contribuintes.</p><p>Diferencial de Alíquota</p><p>Haverá complementação do imposto na estrada do estabelecimento do</p><p>contribuinte de mercadoria recebida de outro estado e que for destinada a</p><p>consumo ou ativo imobilizado. O imposto a pagar será o valor resultante</p><p>da aplicação do percentual equivalente à diferença entre a alíquota interna</p><p>e a interestadual sobre o valor da operação. (§2º da LC 87/96).</p><p>Exemplo:</p><p>Venda de mercadoria para uso e consumo do RJ (vendedor) para SP</p><p>(comprador), no valor de R$ 1.000,00.</p><p>ICMS destacado na NF do RJ = R$ 1.000,00 x 12% = R$ 120,00.</p><p>86</p><p>A empresa compradora da mercadoria, sediada em SP, é contribuinte do</p><p>ICMS, cuja alíquota é de 18%, assim, a empresa teria um ICMS de R$</p><p>1.000,00 x 18% = R$ 180,00.</p><p>O diferencial de alíquota representa a diferença entre a alíquota interna e</p><p>a alíquota interestadual. Assim SP complementaria o imposto, referente</p><p>ao diferencial de alíquota, no montante de R$ 60,00, que representa R$</p><p>1.000,00 x 6% (18% - 12%).</p><p>Contribuinte optante pelo Simples Nacional x DIFAL EC 87/2015</p><p>Em razão da suspensão pelo Supremo Tribunal Federal - STF da Cláusula 9ª do</p><p>Convênio ICMS 93/2015, o DIFAL instituído pela EC 87/2015 não aplica aos</p><p>contribuintes do ICMS optantes pelo Simples Nacional.</p><p>https://www.confaz.fazenda.gov.br/legislacao/convenios/2015/cv093_15</p><p>https://www.confaz.fazenda.gov.br/legislacao/convenios/2015/cv093_15</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc87.htm</p><p>87</p><p>Exercícios - ICMS</p><p>1. Os impostos seletivos e não-cumulativos:</p><p>a) o ICMS e o IPVA;</p><p>b) o IPTU e o IPTR;</p><p>c) o IRPJ e o IPI;</p><p>d) o IPI e o ICMS;</p><p>e) o ICMS e o ISS.</p><p>2. Bens foram adquiridos de uma empresa industrial, cujo valor total da</p><p>nota fiscal é de R$ 12.000,00, incluindo 20% de IPI (calculado sobre o</p><p>valor da mercadoria) e 12% de ICMS (embutido no preço).</p><p>Tais bens devem ser contabilizados em uma empresa tipicamente</p><p>comercial (que utilizará tais bens para revenda), para efeito de</p><p>lançamento no estoque, como custo da mercadoria, no valor em reais, de</p><p>(A) 8.560,00 (B) 8.800,00 (C) 10.000,00 (D) 10.800,00 (E) 12.000,00</p><p>3. A comercial MO comprou a prazo um lote de produtos para seu próprio</p><p>consumo, fora da atividade operacional, no decorrer do próximo semestre,</p><p>como segue:</p><p>Informações dos produtos</p><p>Valor dos produtos 20.000,00</p><p>IPI destacado na nota fiscal 2.000,00</p><p>(=) Total da Nota Fiscal 22.000,00</p><p>Outras informações</p><p>• Frete dos produtos cobrado diretamente pelo vendedor: 3.000,00</p><p>• ICMS (alíquota incidente na operação): 18%</p><p>88</p><p>Considerando-se as informações recebidas e as determinações fiscais para</p><p>o cálculo do ICMS, o valor do mesmo, a ser destacado nessa nota fiscal,</p><p>em reais, é de</p><p>(A) 3.600,00 (B) 3.780,00 (C) 3.960,00 (D) 4.140,00 (E) 4.500,00</p><p>4. A Comercial Alegria, do Espírito Santo, comprou mercadorias a prazo</p><p>da Comercial Festa, do Rio de Janeiro, por R$ 200.000,00 conforme Nota</p><p>Fiscal da operação realizada. Nenhuma das empresas está enquadrada no</p><p>SIMPLES e as alíquotas internas de ICMS são: Espírito Santo 17% e Rio de</p><p>Janeiro 19%.</p><p>Considerando as determinações constitucionais referentes ao ICMS, o</p><p>valor do estoque registrado pela Comercial Alegria, relativo a esta</p><p>operação exclusivamente, em reais, é</p><p>(A) 200.000,00 (B) 186.000,00 (C) 176.000,00 (D) 166.000,00</p><p>(E) 162.000,00</p><p>5. Uma empresa comercial localizada no Rio de Janeiro/RJ adquiriu</p><p>mercadorias de um fornecedor, localizado em São Paulo/SP, nas seguintes</p><p>condições:</p><p>Valor das mercadorias compradas R$ 180.000,00</p><p>Desconto incondicional auferido R$ 30.000,00</p><p>ICMS destacado na nota fiscal R$ 27.000,00</p><p>Considerando-se única e exclusivamente as informações acima, a alíquota</p><p>real de ICMS nessa operação é</p><p>(A) 12,00% (B) 15,00% (C) 17,64% (D) 18,00% (E) 21,95%</p><p>89</p><p>6. A Companhia Industrial Alpha adquiriu matérias-primas para serem</p><p>utilizadas na produção. A nota fiscal do fornecedor continha os seguintes</p><p>dados:</p><p>- valor das matérias-primas $ 1.000 - IPI $ 200</p><p>- valor total da nota fiscal $ 1.200 - ICMS destacado na nota fiscal $ 170</p><p>Sabendo que o IPI e o ICMS são impostos recuperáveis para a empresa,</p><p>assinale a alternativa que contém o valor a que pode· ser computado no</p><p>custo das matérias-primas:</p><p>a) $ 630; b) $ 830; c) $ 1.030; d) $ 1.170; e) $ 1.200.</p><p>7. Uma empresa comercial adquiriu em abril mercadorias para</p><p>comercialização, como segue:</p><p>valor das mercadorias, incluindo o ICMS: $ 2.000.000</p><p>fretes pagos ao fornecedor: $ 20.000</p><p>IPI = 10%</p><p>ICMS destacado na nota: 18%</p><p>No mês de abril, a empresa revendeu 40% dessas mercadorias.</p><p>Com base nessas informações, assinale a alternativa correspondente ao</p><p>saldo em 30 de abril dos estoques de mercadorias para comercialização</p><p>supondo que não havia saldo anterior em estoques:</p><p>a) $ 1.200.000; b) $ 742.560; c) $ 993.840; d) $ 1.115.040;</p><p>e) $ 1.856.400.</p><p>90</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>8. Considere as informações a seguir, relacionadas com as atividades do</p><p>mês de outubro, de uma empresa comercial.</p><p>$</p><p>Compras de 3.600 unidades de mercadorias para revendas,</p><p>diretamente do fabricante, incluindo 18% de ICMS</p><p>360.000</p><p>IPI de 15% destacado na nota fiscal do fornecedor 54.000</p><p>Total da nota fiscal do fornecedor, paga à vista 414.000</p><p>Vendas de 4.000 unidades, a $ 150 cada, incluindo ICMS, sendo</p><p>que 30% foram recebidas à vista e o restante a prazo</p><p>600.000</p><p>ICMS de 18% sobre as vendas 108.000</p><p>Em 30 de setembro havia um estoque de 800 unidades de mercadorias</p><p>para revendas, corretamente contabilizadas e valorizadas a $ 92,00 a</p><p>unidade.</p><p>Com base nessas informações:</p><p>a) contabilize as compras;</p><p>b) contabilize as vendas no mês, destacando o ICMS incidente;</p><p>91</p><p>c) utilizando a metodologia do custo médio para valorização dos estoques,</p><p>calcule o custo médio após a contabilização das compras, utilizando três</p><p>casas decimais;</p><p>d) demonstre o saldo em 31 de outubro dos estoques, em reais;</p><p>e) supondo que em 30 de setembro havia saldo a recuperar de ICMS ($</p><p>10.000), demonstre os saldos a recolher ou a recuperar do ICMS em 31</p><p>de outubro.</p><p>10. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s). Pode haver mais de uma:</p><p>a) nas empresas industriais, os tributos indiretos IPI e ICMS pagos pela</p><p>empresa compradora em decorrência da aquisição de matérias-primas,</p><p>materiais de embalagem e demais mercadorias utilizadas na produção</p><p>representam, de acordo com a legislação pertinente, créditos da empresa</p><p>compradora junto ao governo;</p><p>b) os valores dos impostos recuperáveis pagos na aquisição das matérias-</p><p>primas e demais materiais utilizados na produção devem compor o custo</p><p>de aquisição que NÃO serão incorporados aos estoques desses materiais;</p><p>c) uma empresa industrial adquiriu 3.000 quilos de matérias-primas para</p><p>uso na industrialização, pagando ao fornecedor o total de $ 201.219,51,</p><p>incluindo 18% de ICMS e $ 18.292,68 de IPI. Com base nessas</p><p>informações, o estoque de matérias-primas deve registrar como custo</p><p>unitário de compras o valor de $ 50,00;</p><p>92</p><p>9. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA - ISSQN</p><p>A Lei Complementar nº 116 de 31/07/2003, dispõe sobre o Imposto Sobre</p><p>Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), de competência dos Municípios e</p><p>do Distrito Federal.</p><p>O Imposto tem como fato gerador a prestação de serviços constantes da</p><p>lista anexa, da citada Lei, ainda que esses não se constituam como</p><p>atividade preponderante do prestador. O imposto incide também sobre o</p><p>serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado</p><p>no exterior do País.</p><p>A incidência do imposto não depende da denominação dada ao serviço</p><p>prestado.</p><p>Conforme o Art. 3º, o serviço considera-se prestado, e o imposto, devido,</p><p>no local do estabelecimento prestador ou, na falta do estabelecimento, no</p><p>local do domicílio do prestador, exceto nas hipóteses previstas nos incisos</p><p>I a XXV, da LC 116/2003, com alteração dada pela LC 157/2016, quando</p><p>o imposto será devido no local.</p><p>Art. 4º, Considera-se estabelecimento prestador o local onde o</p><p>contribuinte desenvolva a atividade de prestar serviços, de modo</p><p>permanente ou temporário, e que configure unidade econômica ou</p><p>profissional, sendo irrelevantes para caracterizá-lo as denominações de</p><p>sede, filial, agência, posto de atendimento, sucursal, escritório de</p><p>representação ou contato ou quaisquer outras que venham a ser</p><p>utilizadas.</p><p>Art. 5º - Contribuinte é o prestador do serviço.</p><p>93</p><p>Art. 6º - Os Municípios e o Distrito Federal, mediante lei, poderão atribuir</p><p>de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira</p><p>pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a</p><p>responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter</p><p>supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação, inclusive</p><p>no que se refere à multa e aos acréscimos legais. -</p><p>Art. 7º - A base de cálculo do imposto é o preço do serviço.</p><p>As alíquotas mínimas e máximas do Imposto Sobre Serviços de Qualquer</p><p>Natureza são as seguintes:</p><p>Mínima: Emenda Constitucional 37/2002 2%</p><p>Não será objeto de concessão de isenções, incentivos e benefícios</p><p>fiscais, que resulte, direta ou indiretamente, na redução da alíquota</p><p>mínima estabelecida no inciso I, da EC 37/2002.</p><p>Máxima: Lei complementar 116/2003 5%.</p><p>Governo federal sancionou Lei que altera regras do Imposto Sobre Serviços – ISS</p><p>Trata-se da Lei Complementar nº 157/2016 (DOU de 30/12), que alterou a Lei</p><p>Complementar nº 116/2003 que dispõe sobre o Imposto Sobre Serviços de Qualquer</p><p>Natureza, de competência dos Municípios e do Distrito Federal, e dá outras</p><p>providências.</p><p>Com esta medida a alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza</p><p>foi fixada em 2% (dois por cento), art. 8A.</p><p>A Lei Complementar nº 157/2016 é resultado do Projeto de Lei nº 386/2012</p><p>http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=30/12/2016&jornal=1&pagina=1&totalArquivos=384</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp116.htm</p><p>http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=30/12/2016&jornal=1&pagina=1&totalArquivos=384</p><p>94</p><p>Exercícios - ISSQN</p><p>1. O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) é da</p><p>competência dos Municípios nos termos das determinações da</p><p>Constituição Federal/88, em vigor.</p><p>Entretanto, apesar dessa atribuição constitucional de competência, o ISS</p><p>é regido, a partir de 2003, pela Lei Complementar no 116/2003, sendo</p><p>dela, também, a determinação da alíquota máxima permitida para a</p><p>cobrança desse imposto, que a fixou para jogos e diversão pública, no</p><p>percentual de</p><p>(A) 2%</p><p>(B) 3%</p><p>(C) 4%</p><p>(D) 5%</p><p>(E) 10%</p><p>2. A respeito do ISS, NÃO é correto afirmar que:</p><p>(A) incide sobre o serviço proveniente do exterior do País ou cuja</p><p>prestação se tenha iniciado no exterior do País.</p><p>(B) incide sobre os serviços prestados mediante a utilização de bens e</p><p>serviços públicos explorados economicamente mediante autorização,</p><p>permissão ou concessão, com o pagamento de tarifa, preço ou pedágio</p><p>pelo usuário final do serviço.</p><p>(C) incide sobre as exportações de serviços para o exterior do País.</p><p>(D) a base de cálculo do imposto é o preço do serviço.</p><p>(E) a alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é</p><p>de 2% (dois por cento).</p><p>95</p><p>3. O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, regulamentado pela</p><p>Lei Complementar no 116/2003,</p><p>(A) incide sobre todos os tipos de serviços, inclusive os serviços de</p><p>transportes e fornecimento de energia elétrica.</p><p>(B) não incide sobre os serviços prestados mediante a utilização de bens e</p><p>serviços públicos explorados economicamente, mediante autorização,</p><p>permissão ou concessão.</p><p>(C) é de competência estadual, sendo que um quarto de seu valor deve</p><p>compulsoriamente ser repassado aos municípios sediados no estado da</p><p>Federação.</p><p>(D) incide somente sobre os serviços constantes da lista anexa da referida</p><p>lei complementar, ainda que esses não se constituam como atividade</p><p>preponderante do prestador.</p><p>(E) não incide sobre o serviço proveniente do exterior do País ou cuja</p><p>prestação tenha se iniciado no exterior do País.</p><p>4. Por prestação de serviços pode-se entender a transferência onerosa de</p><p>um bem imaterial, estando tal transferência sujeita à incidência do</p><p>imposto sobre serviços de qualquer natureza – ISS.</p><p>Com relação ao assunto, são contribuintes do ISS os prestadores de</p><p>serviços, somente, pessoas</p><p>(A) físicas</p><p>(B) jurídicas</p><p>(C) jurídicas exclusivamente com fins lucrativos</p><p>(D) físicas e pessoas jurídicas com estabelecimentos fixos</p><p>(E) físicas e pessoas jurídicas com ou sem estabelecimento fixo</p><p>96</p><p>5. Analise as seguintes afirmações em relação ao Imposto Sobre Serviços</p><p>de Qualquer Natureza – ISSQN:</p><p>I – a alíquota máxima do ISSQN definida na Lei Complementar n°</p><p>116/2003 é de 5% para os serviços em geral;</p><p>II – a base de cálculo do ISSQN é o preço do serviço prestado, sendo que</p><p>no município do Rio de Janeiro, a base pode ser por um valor fixo, no caso</p><p>das sociedades uniprofissionais,</p><p>conforme previsto na legislação</p><p>municipal;</p><p>III – O ISS será sempre devido no município onde o contribuinte estiver</p><p>domiciliado.</p><p>Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmação(ões):</p><p>(A) I (B) II (C) I e II (D) I e III (E) II e III</p><p>6. Uma empresa negocia o recebimento de R$ 3.800,00, líquido de ISS</p><p>(alíquota de 5%), pela prestação de serviços, sendo 50% na emissão da</p><p>nota e o restante, 15 dias depois. O valor total do imposto devido nesta</p><p>operação, em reais, será de:</p><p>(A) 95,00 (B) 100,00 (C) 190,00 (D) 195,00 (E) 200,00</p><p>97</p><p>7. O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) é devido na</p><p>prestação de serviços, constantes na lista anexa à Lei Complementar no</p><p>116/2003, realizados por pessoas físicas, sem vínculo empregatício, ou</p><p>por pessoas jurídicas, e sua incidência se manifesta na ocorrência do fato</p><p>gerador.</p><p>Nos serviços realizados por pessoas jurídicas, atuando exclusivamente</p><p>como prestadoras de serviços, o ISS é devido quando o trabalho for</p><p>(A) contratado</p><p>(B) encomendado</p><p>(C) fornecido</p><p>(D) recebido</p><p>(E) vistoriado</p><p>98</p><p>10. PIS E COFINS</p><p>Existem três modalidades de contribuição para o Pis/Pasep, sendo elas:</p><p> Sobre o Faturamento (0,65% ou 1,65%)</p><p> Sobre a Importação (2,1%)</p><p> Sobre a Folha de Pagamento (1%)</p><p>A Cofins possui duas modalidades, sendo elas:</p><p> Sobre o Faturamento (3% ou 7,6%)</p><p> Sobre a Importação (9,75% + 1% Adicional)</p><p>As principais atividades empresariais que mesmo sendo do Lucro Real são</p><p>obrigadas a apurar o Pis e Cofins pelo regime Cumulativo.</p><p>Todas exceções estão listadas no Art. 10 da lei 10.833/2003, segue</p><p>algumas:</p><p> Sociedades cooperativas, exceto as de produção agropecuária;</p><p> Prestação de Serviços de Telecomunicações;</p><p> Venda de jornais e periódicos e de prestação de serviços das</p><p>empresas jornalísticas e de radiodifusão;</p><p> Prestação de serviços de transporte coletivo rodoviário, metroviário,</p><p>ferroviário e aquaviário de passageiros;</p><p> Hospital, pronto-socorro, clínica médica, odontológica, de</p><p>fisioterapia e de fonoaudiologia, e de laboratório de anatomia,</p><p>patológica, citológica ou de análises clínicas, diálise, raios X,</p><p>radiodiagnóstico e radioterapia, quimioterapia e de banco de</p><p>sangue;</p><p> Educação infantil, ensinos fundamental e médio e educação</p><p>superior;</p><p> Prestação de serviços com aeronaves de uso agrícola;</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.833compilado.htm</p><p>99</p><p> Serviços das empresas de call center, telemarketing, telecobrança e</p><p>e teleatendimento em geral;</p><p> Administração, empreitada ou subempreitada, de obras de</p><p>construção civil;</p><p> Parques temáticos, e as decorrentes de serviços de hotelaria e de</p><p>organização de feiras e eventos, conforme definido em ato conjunto</p><p>dos ministérios da fazenda e do turismo;</p><p> Agências de viagem e de viagens e turismo;</p><p> Empresas de serviços de informática, decorrentes das atividades de</p><p>desenvolvimento de software e o seu licenciamento ou cessão de</p><p>direito de uso, bem como de análise, programação, instalação,</p><p>configuração, assessoria, consultoria, suporte técnico e manutenção</p><p>ou atualização de software e páginas eletrônicas.</p><p>Direito ao Crédito</p><p>O direito ao crédito aplica-se, exclusivamente, em relação a:</p><p>a) bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País;</p><p>b) custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a pessoa jurídica</p><p>domiciliada no País;</p><p>Não dará direito a crédito o valor da mão-de-obra paga a pessoa física e a</p><p>aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição,</p><p>inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados</p><p>como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota zero (0), isentos</p><p>ou não alcançados pela contribuição (art.21 e 37, da Lei nº 10.865/2004).</p><p>As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não-</p><p>incidência da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a</p><p>manutenção pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações</p><p>(art. 17, da Lei nº 11.033, de 21/12/2004)</p><p>100</p><p>Apuração do Valor do Crédito</p><p>O crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota de 1,65% e</p><p>7,6% sobre o valor:</p><p>a) dos bens adquiridos para revenda;</p><p>b) dos bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e</p><p>na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda,</p><p>inclusive combustíveis e lubrificantes;</p><p>c) da energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa</p><p>jurídica;</p><p>d) dos aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa</p><p>jurídica, utilizados nas atividades da empresa, incorridos no mês;</p><p>e) das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de</p><p>pessoa jurídica, exceto de optante pelo SIMPLES;</p><p>f) dos encargos de depreciação e amortização de máquinas,</p><p>equipamentos e outros bens incorporados ao Ativo Imobilizado adquiridos</p><p>ou fabricados para locação a terceiros, ou para utilização na produção de</p><p>bens destinados à venda ou na prestação de serviços.</p><p>g)dos encargos de depreciação e amortização de edificações e benfeitorias</p><p>em imóveis próprios ou de terceiros utilizados nas atividades da empresa;</p><p>h) das devoluções de mercadorias cuja receita tenha integrado</p><p>faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada na modalidade não-</p><p>cumulativa;</p><p>i) armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, quando o</p><p>ônus for suportado pelo vendedor.</p><p>É vedado utilizar o crédito relativo a aluguel e contraprestação de</p><p>arrendamento mercantil de bens que já tenham integrado o patrimônio da</p><p>pessoa jurídica.</p><p>Poderão ser aproveitados os créditos apurados sobre a depreciação ou</p><p>amortização de bens e direitos de Ativo Imobilizado adquiridos a partir de</p><p>1º de maio de 2004.</p><p>101</p><p>Caso a pessoa jurídica não aproveite o crédito em determinado mês</p><p>poderá aproveitá-lo nos meses subsequentes.</p><p>Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitar-se à incidência Não Cumulativa</p><p>do PIS e da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o</p><p>crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e</p><p>encargos vinculados a essas receitas.</p><p>Em relação aos custos e despesas comuns às duas receitas, o crédito será</p><p>determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de:</p><p>I – apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de</p><p>sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a</p><p>escrituração; ou</p><p>II – rateio proporcional, aplicando-se aos custos, despesas e encargos</p><p>comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à</p><p>incidência não-cumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês.</p><p>O método eleito pela pessoa jurídica para determinação do crédito será</p><p>aplicado consistentemente por todo o ano-calendário.</p><p>Exclusões ou Deduções da Base de Cálculo</p><p>Para fins de determinação da base de cálculo, podem ser excluídos do</p><p>faturamento, quando o tenham integrado, os valores: (Lei nº 10.637, de</p><p>2002, art 1º, §3º e Lei nº 10.833, de 2003, art. 1º, § 3º; IN SRF nº 247,</p><p>de 2002, art. 24):</p><p> das receitas isentas ou não alcançadas pela incidência da</p><p>contribuição ou sujeitas à alíquota 0 (zero);</p><p> das vendas canceladas;</p><p> dos descontos incondicionais concedidos;</p><p> do IPI;</p><p>102</p><p> do ICMS, quando destacado em nota fiscal e cobrado pelo vendedor</p><p>dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto</p><p>tributário;</p><p>Não integra a base de cálculo:</p><p> das reversões de provisões e das recuperações de créditos baixados</p><p>como perdas, que não representem ingresso de novas receitas;</p><p> dos resultados positivos da avaliação de investimentos pelo valor do</p><p>patrimônio líquido;</p><p> dos lucros e dividendos derivados de investimentos</p><p>avaliados pelo</p><p>custo de aquisição, que tenham sido computados como receita; e</p><p> das receitas não-operacionais, decorrentes da venda de bens do</p><p>ativo permanente;</p><p> das receitas de revenda de bens em que a contribuição já foi</p><p>recolhida pelo substituto tributário;</p><p> das receitas excluídas do regime de incidência não-cumulativa,</p><p>constantes do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003.</p><p>A PARTIR DE 01.07.2015</p><p>A partir de 01.07.2015, as alíquotas do PIS e COFINS sobre receitas</p><p>financeiras, inclusive decorrentes de operações realizadas para fins de</p><p>hedge, auferidas pelas pessoas jurídicas sujeitas ao regime de apuração</p><p>não-cumulativa das referidas contribuições, serão de 0,65% e 4%,</p><p>respectivamente.</p><p>AS RF FORMAM A BC DE PIS (0.65%) E COFINS (4%) PELO METODO NÃO</p><p>CUMULATIVO.</p><p>103</p><p>Exercícios - PIS e COFINS</p><p>1. A contribuição para o PIS/PASEP será apurada mensalmente pelas</p><p>pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela</p><p>legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as</p><p>sociedades de economia mista e suas subsidiárias; pessoas jurídicas de</p><p>direito público interno; entidades sem fins lucrativos discriminadas no art.</p><p>13 da Medida Provisória no 2.037.</p><p>Para pessoas jurídicas tributadas pelo lucro presumido, a alíquota do</p><p>PIS/Pasep incidente sobre o seu faturamento mensal é</p><p>(A) 0,165% (B) 0,650% (C) 1,000% (D) 1,650% (E) 3,000%</p><p>2. A legislação fiscal vigente estabelece que a Cofins pode ser calculada</p><p>pelo método cumulativo ou pelo método não cumulativo, dependendo da</p><p>forma de tributação das empresas.</p><p>Estão sujeitas à Cofins calculada pelo método não cumulativo as empresas</p><p>tributadas pelo lucro</p><p>(A) real</p><p>(B) presumido</p><p>(C) real e presumido</p><p>(D) presumido, somente quando empresa de grande porte</p><p>(E) real, somente quando sociedades anônimas e empresa de grande</p><p>porte</p><p>104</p><p>3. O PIS/Pasep tornou-se um tributo não cumulativo a partir de 2002,</p><p>mas, com a permissão de empresas continuarem no método (sistema)</p><p>antigo, hoje estão em plena vigência os dois métodos; o cumulativo e o</p><p>não cumulativo.</p><p>O sistema não cumulativo, além da elevação da alíquota do PIS/Pasep, de</p><p>0,65% para 1,65% trouxe, paralelamente, um aumento significativo na</p><p>complexidade de sua aplicabilidade prática, notadamente no que se refere</p><p>às receitas que podem ser excluídas da sua base de cálculo.</p><p>Considere os tipos de receitas a seguir quanto à exclusão da base de</p><p>cálculo do PIS/Pasep pelo método não cumulativo.</p><p>I – Ganho na venda de bens pertencentes ao ativo permanente</p><p>II - Lucros e dividendos de investimentos avaliados pelo custo</p><p>III – Receita Financeira</p><p>IV - Reversão da provisão de perdas em processos cíveis, trabalhistas e</p><p>fiscais</p><p>Excluem-se as seguintes receitas:</p><p>(A) I e II, apenas.</p><p>(B) III e IV, apenas.</p><p>(C) I, II e IV, apenas.</p><p>(D) II, III e IV, apenas.</p><p>(E) I, II, III e IV.</p><p>105</p><p>Utilize as informações a seguir para responder às questões de nos</p><p>4 e 5. Operações com mercadorias realizadas pela Comercial X, em 30</p><p>maio 2015.</p><p>► Compra a prazo na Indústria Y, conforme detalhamento na Nota Fiscal:</p><p>Custo IPI Total</p><p>2.000,00 200,00 2.200,00</p><p>► Venda à vista das mesmas mercadorias para a Transportadora Z por R$</p><p>3.000,00</p><p>Informações complementares sobre as três empresas:</p><p>• são tributadas pelo lucro real</p><p>• estão submetidas ao método não cumulativo do PIS e COFINS</p><p>• não têm créditos tributários anteriores de nenhum imposto ou taxa</p><p>• estão localizadas no mesmo estado</p><p>• só operam no território nacional</p><p>• submetem-se às alíquotas da tabela abaixo.</p><p>ICMS IPI PIS COFINS</p><p>18% 10% 1,65% 7,6%</p><p>4. Considerando somente as operações apresentadas, as informações</p><p>recebidas e as determinações tributárias em vigor, a COFINS a ser paga</p><p>pela Comercial X, em reais,</p><p>(A) 228,00</p><p>(B) 79,04</p><p>(C) 76,00</p><p>(D) 62,32</p><p>(E) 60,80</p><p>106</p><p>5. Considerando somente as operações apresentadas, as informações</p><p>recebidas e as determinações tributárias em vigor, o PIS a ser pago pela</p><p>Comercial X, em reais, é</p><p>(A) 10,23 (B) 13,20 (C) 13,53 (D) 16,50 (E) 49,50</p><p>6. Uma empresa sujeita à COFINS pelo regime de incidência cumulativa</p><p>apresentou as seguintes informações referentes a um determinado mês:</p><p>• Vendas 225.000,00</p><p>• Devolução de vendas 15.000,00</p><p>• Compras 80.000,00</p><p>• Descontos incondicionais concedidos 10.000,00</p><p>Considerando as informações recebidas e os procedimentos técnicos</p><p>referentes à COFINS cumulativa, o valor devido dessa empresa, ao final</p><p>do mês das operações apresentadas, em reais, é</p><p>(A) 3.900,0</p><p>(B) 0</p><p>(B) 4.350,00</p><p>(C) 6.000,00</p><p>(D) 9.880,00</p><p>(E) 15.200,00</p><p>107</p><p>7. Uma empresa mista, que tem em seu estatuto social previsão de</p><p>atividades comerciais e de prestação de serviços, é tributada pelo lucro</p><p>presumido. Ao final do 1o trimestre de 2015, apresenta as seguintes</p><p>contas de resultado, em reais:</p><p>• Receita Bruta de Vendas 100.000,00</p><p>• Receita de Prestação de Serviços 50.000,00</p><p>• Receitas Financeiras 2.000,00</p><p>• Despesas Dedutíveis 120.000,00</p><p>Considerando apenas as informações apresentadas e sabendo que a</p><p>alíquota utilizada no método cumulativo é de 3%, enquanto a alíquota</p><p>utilizada no método não cumulativo é de 7,6%, a Cofins devida pela</p><p>empresa, em reais, é:</p><p>(A) 4.500,00 (B) 4.560,00 (C) 5.320,00 (D) 5.472,00 (E) 11.552,00</p><p>8. O Supermercado Capixaba é uma empresa que fez a opção, em 2015,</p><p>pelo lucro presumido. Em janeiro, adquiriu R$ 200.000,00 em</p><p>mercadorias, além de ter R$ 100.000,00 de estoque inicial. A receita de</p><p>revenda de mercadorias montou R$ 400.000,00 no mês, com o</p><p>supermercado obtendo, ainda, receitas financeiras, no valor de R$</p><p>10.000,00. Sabendo-se que a alíquota da COFINS é de 7,6% para o</p><p>método não cumulativo e de 3% para o método cumulativo, a COFINS</p><p>devida pelo Supermercado Capixaba, em reais, referente ao mês de</p><p>janeiro de 2016, será:</p><p>(A) 7.600,00 (B) 8.360,00 (C) 12.000,00 (D) 12.300,00 (E) 14.950,00</p><p>108</p><p>9. Uma empresa tributada pelo lucro presumido apresentou os</p><p>seguintes dados, ao final do mês de janeiro de 2014:</p><p>Receita Bruta de Vendas R$ 1.200.000,00</p><p>Descontos Incondicionais Concedidos (N.Fiscal) R$ 60.000,00</p><p>Devolução de Vendas R$ 20.000,00</p><p>Perda na Venda de Bens do Ativo Imobilizado R$ 10.000,00</p><p>Considerando apenas as informações apresentadas e sabendo que a</p><p>alíquota do PIS/PASEP é de 0,65% para as empresas tributadas pelo lucro</p><p>presumido, o valor da contribuição, devido em janeiro de 2007, em reais,</p><p>monta a:</p><p>(A) 7.215,00 (B) 7.280,00 (C) 7.345,00 (D) 7.670,00 (E) 7.800,00</p><p>10. Uma empresa comercial tributada pelo lucro real apresentou as</p><p>seguintes informações no mês de outubro de 2016:</p><p>Em reais</p><p>Estoque Inicial 20.000,00</p><p>Compras de Mercadorias 100.000,00</p><p>Estoque Final 30.000,00</p><p>Vendas de Mercadorias 200.000,00</p><p>Despesas com Energia Elétrica 20.000,00</p><p>Receitas Financeiras 2.000,00</p><p>Despesas Financeiras 3.000,00</p><p>Sabe-se que a alíquota da Cofins para as empresas que estão no método</p><p>cumulativo é de 3% e de 7,6% para as empresas obrigadas a utilizar o</p><p>método não cumulativo.</p><p>109</p><p>Com base apenas nas informações apresentadas e na legislação tributária</p><p>vigente, a Cofins devida pela empresa referente ao mês de outubro de</p><p>2016 será, em reais:</p><p>(A) 6.060,00</p><p>(B) 6.080,00</p><p>(C) 6.840,00</p><p>(D) 6.992,00</p><p>(E) 6.160,00</p><p>11.Os seguintes dados foram extraídos da escrituração contábil da Cia.</p><p>XYZ, relativos ao mês de setembro de 2010, em R$:</p><p>Receita Bruta de Vendas...............................</p><p>900.000,00</p><p>Devoluções de Vendas.................................. 20.000,00</p><p>Despesas de Arrendamento Mercantil Operacional (o arrendador é pessoa</p><p>jurídica) 40.000,00</p><p>Despesas de Depreciação de Bens Utilizados na Produção .... 90.000,00</p><p>Valor de Aquisição de Bens para Revenda ... 400.000,00</p><p>Despesas de Energia Elétrica ....................... 60.000,00</p><p>Sabendo-se que a Cia. XYZ é tributada pela COFINS e PIS com base na</p><p>sistemática não cumulativa, o valor da referida contribuição devida nesse</p><p>mês é, em R$, de</p><p>(A) 23.560,00 e 6.780,00</p><p>(B) 26.600,00 e 7.115,00</p><p>(C) 24.040,00 e 5.775,00</p><p>(D) 25.080,00 e 5.445,00</p><p>(E) 22.040,00 e 4.785,00</p><p>ao Fundo Nacional de</p><p>Desenvolvimento da Educação (Salário Educação)</p><p>CONTRIBUIÇÕES</p><p>DE</p><p>INTERVENÇÃO</p><p> Contribuição de Intervenção no Domínio</p><p>Econômico – CIDE</p><p> Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria</p><p>Cinematográfica -</p><p> CONDECINE</p><p> Contribuição de Intervenção de Domínio</p><p>Econômico destinada a financiar o</p><p> Programa de Estímulo à Interação Universidade-</p><p>Empresa para o Apoio à</p><p> Inovação</p><p>CONTRIBUIÇÕES DE</p><p>INTERESSE DE</p><p>CATEGORIAS</p><p>PROFISSIONAIS OU</p><p>ECONÔMICAS</p><p> Contribuições Sindicais</p><p> Contribuições ao Serviço Social (SENAI, SENAC,</p><p>SENAR, SEBRAE, SESI,</p><p> SENAT, SEST, SESCOOP);</p><p> Contribuições a Conselhos de Profissões</p><p> Contribuição à Direção de Portos e Costas (DPC)</p><p>TAXAS</p><p> Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental</p><p> Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos</p><p>Químicos</p><p> Taxa de Autorização do Trabalho Estrangeiro</p><p> Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária</p><p> Taxa de Avaliação das Instituições de Educação e</p><p>Cursos de Graduação</p><p> Taxa de Fiscalização dos Produtos Controlados</p><p>pelo Exército Brasileiro</p><p> Taxa de Fiscalização e Controle da Previdência</p><p>Complementar</p><p> Taxa de Fiscalização da Aviação Civil - TFAC</p><p> Taxa de Classificação, Inspeção e Fiscalização de</p><p>Produtos Animais e</p><p> Vegetais e de Consumo nas Atividades</p><p>Agropecuárias</p><p> Taxa de Pesquisa Mineral - DNPM</p><p> Taxa de Serviços Metrológicos - IMETRO</p><p> Taxas de Outorgas (Radiodifusão,</p><p>Telecomunicações, Transporte</p><p> Rodoviário e Ferroviário, etc.)</p><p> Fundo de Fiscalização das Telecomunicações -</p><p>FISTEL</p><p>8</p><p> Taxa Processual do Conselho Administrativo de</p><p>Defesa Econômica - CADE</p><p> Adicional de Frete para Renovação da Marinha</p><p>Mercante – AFRMM</p><p> Taxas ao Conselho Nacional de Petróleo - CNP</p><p> Taxas de Saúde Suplementar</p><p> Taxa de emissão de documentos</p><p> Taxa de Cadastro no Ministério do Turismo</p><p> Taxa de Fiscalização dos Mercados de Seguro e</p><p>Resseguro, de Capitalização e de Previdência</p><p>Complementar Aberta.</p><p>COMPETÊNCIA LEGISLATIVA DOS ESTADOS E DO DISTRITO FEDERAL</p><p>IMPOSTOS</p><p> Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e</p><p>Serviços de Transporte Interestadual e</p><p>Intermunicipal e de Comunicações – ICMS</p><p> Imposto de Transmissão Causas Mortis e Doação</p><p>de Bens e Direitos – ITCMD</p><p> Imposto sobre a Propriedade de Veículos</p><p>Automotores – IPVA</p><p>TAXAS</p><p> Taxa de Combate a Incêndios</p><p> Taxa de Licenciamento Anual de Veículo</p><p> Taxa de Registro de Documentos e Livros</p><p> Taxas do Registro Público de Empresas</p><p> Taxas de Serviços Estaduais</p><p>COMPETÊNCIA LEGISLATIVA DOS MUNICÍPIOS E DO DISTRITO FEDERAL</p><p>IMPOSTOS</p><p> Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza –</p><p>ISS</p><p> Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial</p><p>Urbana – IPTU</p><p> Imposto de Transmissão Intervivos de Bens</p><p>Imóveis e Direitos Reais sobre Imóveis e Cessão</p><p>de Direitos sobre a sua Aquisição - ITBI</p><p>CONTRIBUIÇÕES</p><p>DE</p><p>MELHORIA</p><p> Contribuição para Custeio da Iluminação Pública</p><p>TAXAS</p><p> Taxa de Coleta de Lixo</p><p> Taxa de Conservação e Limpeza Públicas</p><p> Taxa de Licenciamento para Funcionamento e</p><p>Alvará Municipal</p><p> Taxa de Publicidade</p><p> Taxa de Inspeção Sanitária</p><p>9</p><p>A Organização Política Administrativa da Republica Federativa do Brasil,</p><p>conforme previsto no art. 18 da Constituição Federal do Brasil – CF/1988</p><p>compreende:</p><p> a União;</p><p> os Estados;</p><p> o Distrito Federal; e</p><p> os Municípios.</p><p>Os entes da federação são todos autônomos, nos termos da Constituição.</p><p>A Lei 5.172 de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional – CTN,</p><p>dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de</p><p>direito tributário aplicáveis à União, ao Distrito Federal, aos Estados e aos</p><p>Municípios.</p><p>Art. 6º do CTN - A atribuição constitucional de competência tributária</p><p>compreende a competência legislativa plena, ressalvadas as limitações</p><p>contidas na Constituição Federal, nas Constituições dos Estados e nas Leis</p><p>Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios, e observado o disposto no</p><p>CTN.</p><p>Art. 2º - O Sistema Tributário Nacional é regido pelo disposto</p><p>na Emenda Constitucional n. 18, de 1º de dezembro de 1965, em leis</p><p>complementares, em resoluções do Senado Federal e, nos limites das</p><p>respectivas competências, em leis federais, nas Constituições e em leis</p><p>estaduais, e em leis municipais.</p><p>Conforme Art. 96, do CTN - A expressão "legislação tributária"</p><p>compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os</p><p>decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em</p><p>parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc_anterior1988/emc18-65.htm</p><p>10</p><p>Art. 7º do CTN - A competência tributária é indelegável, salvo</p><p>atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar</p><p>leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária,</p><p>conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra.</p><p>Conforme o art. 97, do CTN, somente a lei pode estabelecer:</p><p>I - a instituição de tributos, ou a sua extinção;</p><p>II - a majoração de tributos, ou sua redução.</p><p>III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal;</p><p>IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo;</p><p>V - a cominação (fixação) de penalidades para as ações ou omissões</p><p>contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas;</p><p>VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos</p><p>tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades.</p><p>Exclusão São causas ou fatos que inibem a ocorrência do crédito</p><p>tributário, motivados por promulgação de lei que determina a sua não</p><p>exigibilidade por parte do Estado (WIKIPÉDIA, 2009). Pode ocorrer antes</p><p>ou após a ocorrência do crédito tributário ( TRETTIN, 2007).</p><p>Modalidades previstas: isenção – art 176 CTN, é a dispensa do tributo;</p><p>anistia- concedida por lei – exclui a infração; imunidade – proibição legal</p><p>de tributar; remissão – exclui o tributo em caso de catastrofes.</p><p>Suspensão É a ocorrência de normas tributária que paralisem</p><p>temporariamente a exigibilidade da execução do crédito tributário, O</p><p>crédito tributário continua a existir apenas sua cobrança não é realizado,</p><p>11</p><p>este fato, não exime o contribuinte do seu dever e de suas obrigações</p><p>(TRETTIN, 2007 p.63).</p><p>Extinção É o ato ou fato jurídico que faça desaparecer a obrigação</p><p>ou lançamento do crédito tributário, extingue a própria obrigação</p><p>tributária.</p><p>Imunidade e Isenção Tributária</p><p>Imunidade é a vedação constitucional destinadas às entidades políticas</p><p>que detêm a competência tributária, de tributar determinadas pessoas,</p><p>seja pela natureza jurídica que possuem, pelo tipo de atividade que</p><p>desempenham ou ainda ligadas a determinados fatos, bens ou situações.</p><p>Já a isenção, não é a vedação, mais sim a dispensa legal do pagamento</p><p>do tributo.</p><p>12</p><p>3. ELISÃO E EVASÃO FISCAL</p><p>São duas formas de evitar o pagamento de tributos.</p><p>A evasão fiscal é o uso de meios ilícitos para evitar o pagamento</p><p>de taxas, impostos e outros tributos. Entre os métodos usados para evadir</p><p>tributos estão a omissão de informações, as falsas declarações e a</p><p>produção de documentos que contenham informações falsas ou</p><p>distorcidas, como a contratação de notas fiscais, faturas, duplicatas etc.</p><p>A elisão fiscal configura-se num planejamento que utiliza métodos</p><p>legais para diminuir o peso da carga tributária num</p><p>determinado orçamento. Respeitando o ordenamento jurídico, o</p><p>administrador faz escolhas prévias (antes dos eventos que sofrerão</p><p>agravo fiscal) que permitem minorar o impacto tributário nos gastos do</p><p>ente administrado.</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Tributo</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Evasão_fiscal</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Taxa</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Imposto</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Tributos</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Notas_fiscais</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Fatura</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Duplicata</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Elisão_fiscal</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Orçamento</p><p>13</p><p>4. PRINCIPIO CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS</p><p>São exemplos de princípios constitucionais tributários:</p><p> Legalidade: a instituição ou aumento de tributo somente através</p><p>de lei.</p><p> Competência: definição dos tributos que podem ser cobrados pela</p><p>União, pelos Estados, Distrito Federal e pelos Municípios.</p><p> Irretroatividade: em relação ao nascimento do tributo. Estabelece</p><p>que não haverá cobrança de tributo sobre fatos que aconteceram</p><p>antes da entrada em vigor da lei que o instituiu.</p><p> Anterioridade: em relação a cobrança do tributo. Estabelece que</p><p>não haverá cobrança de tributo no mesmo exercício fiscal da lei que</p><p>o instituiu.</p><p> Isonomia: o tratamento tributário deve ser igual para contribuintes</p><p>iguais.</p><p> Capacidade Contributiva: os tributos devem ser graduados</p><p>conforme a capacidade econômica do contribuinte.</p><p> Princípio da Anterioridade: divide-se em Anualidade e</p><p>Nonagesimal.</p><p>(i) Anualidade: Os tributos não podem ser aumentados, seja por</p><p>elevação de base de cálculo ou aumento de alíquota no mesmo ano</p><p>de sua publicação. Ex. Imposto de Renda.</p><p>(ii) Nonagesimal: A lei que aumentou o tributo só entrará em</p><p>vigor noventa dias após. Ex. Contribuição Social sobre o Lucro</p><p>Líquido, IPI.</p><p>http://www.direitoeleis.com.br/Tributo</p><p>http://www.direitoeleis.com.br/index.php?title=Lei&action=edit&redlink=1</p><p>http://www.direitoeleis.com.br/Tributo</p><p>http://www.direitoeleis.com.br/index.php?title=Exercício_fiscal&action=edit&redlink=1</p><p>http://www.direitoeleis.com.br/index.php?title=Lei&action=edit&redlink=1</p><p>14</p><p>"O princípio da irretroatividade, estabelece que a lei deve anteceder</p><p>ao fato por ela escolhido para dar nascimento ao tributo; o princípio da</p><p>anterioridade, exige a anterioridade da lei em relação à data inicial</p><p>para cobrança do tributo.”</p><p>OBS: Conforme a Emenda Constitucional nº 42/2003, o Imposto de</p><p>Importação (II), Imposto de Exportação (IE) e Imposto sobre Operações</p><p>Financeiras (IOF), não estão sujeitos ao princípio da anterioridade:</p><p>Esses impostos, existentes em todos os países, têm a função de regular</p><p>o comércio internacional, sempre sujeito às oscilações</p><p>conjunturais. Por isso, acham-se livres do princípio da anterioridade</p><p>tributária, a fim de propiciar ao governo da União flexibilidade no</p><p>exercício do poder ordinatório, através desses impostos Nesse</p><p>sentido, em sendo instituídos ou majorados ambos os impostos acima</p><p>referidos, mesmo que através de Medida Provisória, sua eficácia será</p><p>imediata desde sua edição, independentemente de ser convertida em lei,</p><p>que de acordo com Eduardo Sabbag (2011, p. 122), “havendo uma</p><p>medida provisória que altere, por exemplo, as alíquotas de um imposto de</p><p>importação, a incidência da norma majoradora será de imediato,</p><p>independentemente da conversão em lei”</p><p>15</p><p>5. TRIBUTOS</p><p>Conforme art. 3º, do CTN, TRIBUTO é: toda prestação pecuniária</p><p>compulsória, em moeda ou cujo valor nela possa exprimir, que não</p><p>constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante</p><p>atividade administrativa plenamente vinculada.</p><p> Prestação pecuniária compulsória: Decorre da lei. Trata-se de</p><p>um dever de pagar o tributo, não depende da vontade.</p><p> Prestação que não constitua sanção de ato ilícito: o tributo é</p><p>oriundo de fatos lícitos.</p><p> Prestação instituída em lei: a obrigação existe apenas em virtude</p><p>de lei.</p><p> Prestação cobrada mediante atividade administrativa</p><p>plenamente vinculada: independe da oportunidade e conveniência</p><p>da administração pública.</p><p>Os Tributos representam: os impostos, as taxas e as contribuições de</p><p>melhorias.</p><p>Imposto: É um tributo cuja exigência não tem qualquer vínculo com</p><p>uma atividade específica do Estado. Esta é a característica que o</p><p>diferencia dos demais tributos. Exemplos: ICMS, ISS.</p><p>Taxa: Tem a característica de ser cobrada em razão do poder de polícia</p><p>ou pela utilização, efetiva ou potencial de serviços públicos, prestados</p><p>ao contribuinte ou postos à sua disposição. Exemplos: taxa de água, lixo,</p><p>esgoto, etc.</p><p>16</p><p>O poder de polícia limita ou disciplina atividade de interesse público,</p><p>como os direitos individuais e coletivos, mercado, higiene, tranqüilidade</p><p>pública.</p><p>Contribuição de Melhoria: Será devida, no caso de valorização de</p><p>imóveis de propriedade privada, em virtude de obras públicas que</p><p>representa acréscimo do valor do imóvel localizado nas áreas</p><p>beneficiadas direta ou indiretamente por essas obras. Exemplos:</p><p>pavimentação, iluminação, construção e ampliação de parques, campos de</p><p>desportos, pontes, túneis e viadutos, etc.</p><p>Contribuições Especiais: Também chamadas de Contribuição</p><p>Social ou Parafiscais, estão previstas nos artigos 149 e 149-A da</p><p>Constituição Federal, sendo tributos cuja característica principal é a</p><p>finalidade para a qual é destinada sua arrecadação. Podem ser: sociais, de</p><p>intervenção no domínio econômico, de interesse de categorias econômicas</p><p>ou profissionais e para custeio do serviço de iluminação pública (COSIP).</p><p>As contribuições especiais possuem finalidade e destino certo, definidos na</p><p>lei que institui cada contribuição.</p><p>Elementos Fundamentais que representam a obrigação tributária é a lei, o</p><p>objeto e o fato gerador.</p><p>A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador</p><p>da respectiva obrigação, sendo irrelevante para qualificá-la:</p><p>I – a denominação e demais características formais adotadas pela lei;</p><p>II – a destinação legal do produto da sua arrecadação.</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Contribuição_Social</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Contribuição_Social</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Contribuições_Parafiscais</p><p>17</p><p>Sujeito Ativo (Art. 119. da Lei 5.172 de 25/10/1966): É a pessoa jurídica</p><p>de direito público, titular da competência para exigir o seu</p><p>cumprimento a União, Estados, Distrito Federal e Municípios.</p><p>Sujeito Passivo (Art. 121. da Lei 5.172 de 25/10/1966): É a pessoa</p><p>obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária,</p><p>podendo ser pessoa física e jurídica.</p><p>Fato Gerador: É a concretização da hipótese de incidência tributária</p><p>prevista em abstrato na lei, que gera (faz nascer) a obrigação tributária.</p><p>Exemplos:</p><p>Prestar serviços – ISS</p><p>Fazer circular mercadorias – ICMS</p><p>Receber renda – IR</p><p>Propriedade de automóvel - IPVA</p><p>O fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como</p><p>necessária e suficiente à sua ocorrência.</p><p>O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma</p><p>da legislação aplicável, impõe à prática ou a abstenção de ato que não</p><p>configure obrigação principal.</p><p>Tributos Vinculados e não Vinculados</p><p> Vinculados: O tributo é pago vinculado a um serviço já prestado</p><p>ou a prestar. Exemplos: taxas, contribuição de melhoria e</p><p>contribuições sociais (INSS, PIS, COFINS e CSLL).</p><p>.</p><p> Não vinculados: Os Impostos, pois independe de qualquer</p><p>atividade estatal relacionada ao contribuinte.</p><p>18</p><p>Os impostos são classificados em diretos e indiretos</p><p>Diretos: São os impostos que os governos (federal, estadual e municipal)</p><p>arrecadam sobre o patrimônio (bens) e renda (salários, aluguéis,</p><p>rendimentos de aplicações financeiras) dos trabalhadores. São</p><p>considerados impostos diretos, pois o governo arrecada diretamente dos</p><p>cidadãos.</p><p>Ex.: IR, IPTU, IPVA</p><p>Indiretos: São os impostos que incidem sobre os produtos e serviços que</p><p>as pessoas consomem. São cobrados de produtores e comerciantes,</p><p>porém acabam atingindo indiretamente os consumidores, pois estes</p><p>impostos são</p><p>repassados para os preços destes produtos e serviços.</p><p>EX.: ICMS, IPI, ISS.</p><p>Impostos sobre a renda, patrimônio e consumo</p><p> Imposto sobre a renda: São os considerados sobre o produto do</p><p>capital, do trabalho e da combinação de ambos. Exemplos:</p><p>Contribuição social sobre o lucro, imposto de renda.</p><p> Imposto sobre o patrimônio: Cobrado sobre o Patrimônio das</p><p>pessoas físicas e jurídicas. Exemplo: IPTU, IPVA, ITBI.</p><p> Imposto sobre o consumo: São considerados os que incidem sobre</p><p>a cadeia produtiva. Exemplos: IPI, ICMS, ISS, PIS, COFINS.</p><p>19</p><p>6. IMPOSTO SOBRE A RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS - IRPJ</p><p>20</p><p>Conforme a CFRB/88, o Imposto sobre a renda possui as seguintes</p><p>características:</p><p>Generalidade: Toda e qualquer forma de renda ou provento</p><p>Universalidade: Todos que auferirem renda</p><p>Progressividade: Cobra-se mais de quem tem mais e vice- versa</p><p>A pessoa jurídica é tributada de acordo com as seguintes</p><p>modalidades:</p><p> Lucro Real, Lucro Presumido, Lucro Arbitrado e Simples Nacional</p><p>Período de apuração:</p><p> Lucro Real – Trimestral ou Mensal (Estimado)</p><p> Lucro Presumido - Trimestral</p><p> Lucro Arbitrado - Trimestral</p><p> Simples Nacional – Mensal</p><p>21</p><p>6.1 Lucro Real – Apuração Trimestral</p><p>Conceito</p><p>O Lucro Real é o resultado (Lucro ou Prejuízo) do período de apuração</p><p>(antes de computar a provisão para o imposto de renda), ajustado pelas</p><p>adições, exclusões e compensações prescritas ou autorizadas pela</p><p>legislação do imposto sobre a renda.</p><p>Verifica-se de imediato que, como ponto de partida para determinação</p><p>do lucro real é o resultado líquido apurado na escrituração</p><p>comercial. As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real são</p><p>obrigadas a mantê-la em boa ordem e guarda, com a estrita observância</p><p>das leis comerciais e fiscais e dos princípios contábeis geralmente aceitos.</p><p>Estão obrigadas à tributação com base no Lucro Real, as pessoas</p><p>jurídicas:</p><p> Até 31/12/2013 – R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões). A</p><p>partir de 01/01/2014 - Receita bruta igual ou superior a R$</p><p>78.000.000 (setenta e oito milhões), e proporcional de R$</p><p>6.500.000 (seis milhões e quinhentos mil reais);</p><p>Cujas atividades sejam bancos comerciais, bancos de investimentos,</p><p>bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de</p><p>créditos, financiamentos e investimentos, sociedades de crédito</p><p>imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e</p><p>câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de</p><p>arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de</p><p>seguros privados e de capitalização e entidades de previdência</p><p>privada aberta;</p><p>22</p><p>Que tiverem lucros, rendimentos e ganhos de capital oriundos do</p><p>exterior;</p><p>Notas:</p><p>Não confundir rendimentos ou ganhos de capital oriundos do</p><p>exterior com receitas de exportação. As exportadoras podem optar</p><p>pelo Lucro Presumido, desde que não estejam nas hipóteses de</p><p>vedação. A restrição deste item alcança aquelas empresas que</p><p>tenham lucros gerados no exterior (como empresas Offshore, filiais</p><p>controladas e coligadas no exterior, etc.).</p><p>A prestação direta de serviços no exterior (sem a utilização de filiais,</p><p>sucursais, agências, representações, coligadas, controladas e outras</p><p>unidades descentralizadas da pessoa jurídica que lhes sejam</p><p>assemelhadas) não obriga á tributação do lucro real.</p><p>Que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios</p><p>fiscais relativos à isenção ou redução de impostos;</p><p>Nota: como exemplo de benefícios fiscais: o</p><p>programa BEFIEX (isenção do lucro de exportação), redução do IR</p><p>pelo Programa de Alimentação do Trabalhador, projetos incentivados</p><p>pela SUDENE e SUDAM, etc.</p><p>Que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamentos</p><p>mensal por estimativa ou tenham reduzido ou suspendido o</p><p>pagamento mensal por estimativa, mediante levantamento do</p><p>balanço ou balancete específico para esse fim;</p><p>Nota: o regime de estimativa é a opção de pagamento mensal,</p><p>estimado, do Imposto de Renda, para fins de apuração do Lucro Real</p><p>23</p><p>em Balanço Anual.</p><p>Que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de</p><p>serviços de assessoria de crédito, seleção e riscos,</p><p>administração de contas a pagar e a receber, compras de direitos</p><p>creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação</p><p>de serviços (factoring).</p><p>Notas:</p><p>1ª As pessoas jurídicas que não se enquadrarem nas hipóteses acima</p><p>poderão optar, por ocasião do pagamento do imposto correspondente</p><p>ao 1º trimestre do ano-calendário em vigor, pela tributação com base</p><p>no lucro presumido.</p><p>2ª considera-se receita bruta total, para fins de determinação do limite</p><p>referido, o somatório:</p><p>receita bruta OPERACIONAL total;</p><p>demais receitas e ganhos de capital; GANHO COM MEP</p><p>ganhos líquidos obtidos em operações realizadas nos mercados de renda</p><p>variável;</p><p>rendimentos nominais produzidos por aplicações financeiras de renda fixa;</p><p>parcela das receitas auferidas nas exportações às pessoas vinculadas ou</p><p>aos países com tributação favorecida que exceder ao valor já</p><p>apropriado na escrituração da empresa, na forma da Instrução</p><p>Normativa SRF nº 38, e 30/04/1997.</p><p>24</p><p>3ª os agentes autônomos de seguros (corretores de seguros) não são</p><p>considerados instituições financeiras e, portanto, não são obrigados à</p><p>tributação com base no Lucro Real.</p><p>4ª a pessoa jurídica que auferir receita de exportação de mercadorias</p><p>e/ou prestação direta de serviços ao exterior não está enquadrada na</p><p>hipótese já mencionada, ou seja, lucros, rendimentos e ganhos de capital</p><p>oriundos do exterior.</p><p>Lucro Contábil e Lucro Fiscal/Real</p><p>Lucro Contábil – É o lucro líquido do exercício apurado de acordo com</p><p>Práticas Contábeis Brasileiras.</p><p>Lucro Fiscal/Real – É o lucro apurado após adições, exclusões e</p><p>compensações permitidas pela legislação tributária. Constitui-se base de</p><p>cálculo para o pagamento do imposto de renda com base no lucro real.</p><p>25</p><p>Condições de Dedutibilidade dos Custos e Despesas</p><p>Para que um custo ou uma despesa possa ser considerado dedutível, é</p><p>necessário o atendimento das seguintes condições (Decreto 9.580/2018):</p><p>“Art. 311. São operacionais as despesas não computadas nos custos, necessárias à</p><p>atividade da empresa e à manutenção da fonte produtora (Lei nº 4.506, de 1964, art.</p><p>47,caput).</p><p>§ 1º São necessárias as despesas pagas ou incorridas para a realização das transações ou</p><p>operações exigidas pela atividade da empresa (Lei nº 4.506, de 1964, art. 47, § 1º).</p><p>§ 2º As despesas operacionais admitidas são as usuais ou normais no tipo de transações,</p><p>operações ou atividades da empresa (Lei nº 4.506, de 1964, art. 47, § 2º).</p><p>§ 3º O disposto neste artigo aplica-se também às gratificações pagas aos empregados,</p><p>independentemente da designação que tiverem.</p><p>Art. 312. As disposições sobre dedutibilidade de rendimentos pagos a terceiros aplicam-se</p><p>aos custos e às despesas operacionais (Lei nº 4.506, de 1964, art. 45, § 2º).</p><p>Aplicações de capital</p><p>Art. 313. O custo de aquisição de bens do ativo não circulante imobilizado e intangível não</p><p>poderá ser deduzido como despesa operacional (Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art.</p><p>15,caput).</p><p>§ 1º O disposto nocaputnão se aplica nas seguintes hipóteses (Decreto-Lei nº 1.598, de</p><p>1977, art. 15,caput):</p><p>I - se o bem adquirido tiver valor unitário não superior a R$ 1.200,00 (mil e duzentos</p><p>reais); ou</p><p>II - se o prazo de vida útil do bem adquirido não for superior a um ano.</p><p>§ 2º Nas aquisições de bens cujo valor unitário esteja dentro do limite a que se refere este</p><p>artigo, o disposto no § 1º não contempla a hipótese em que a atividade exercida</p><p>exija a</p><p>utilização de um conjunto desses bens.</p><p>26</p><p>§ 3º Exceto disposições especiais, o custo dos bens adquiridos ou das melhorias realizadas,</p><p>cuja vida útil ultrapasse o período de um ano, deverá ser ativado para ser depreciado</p><p>ou amortizado (Lei nº 4.506, de 1964, art. 45, § 1º).”</p><p>OBS.: A despesa é dedutível no regime de competência, ou seja, no</p><p>momento em que é considerada incorrida – quando ocorre o fato gerador</p><p>– independe de pagamento.</p><p>Apuração do Lucro Fiscal/Real</p><p>Exemplo:</p><p>Lucro antes do Imposto de Renda (LAIR)</p><p>(+) Adições ao Lucro Líquido</p><p>(-) Exclusões ao Lucro Líquido</p><p>(=) Lucro antes da Compensação do Prejuízo Fiscal</p><p>(-) Compensação do Prejuízo Fiscal</p><p>(=) Lucro Real ou Lucro Tributável</p><p>Adições – são despesas realizadas (contabilizadas) pelas empresas, mas</p><p>não consideradas como dedutíveis para apuração da base de cálculo</p><p>para pagamento do Imposto de Renda. Exemplo: multa de trânsito.</p><p>Exclusões – são as receitas auferidas (contabilizadas) pelas empresas,</p><p>mas que não são tributadas pela legislação. Exemplo: dividendos</p><p>recebidos pela participação societária em outras empresas avaliadas pelo</p><p>Método do Custo.</p><p>Compensações – A legislação admite que, prejuízos fiscais apurados</p><p>anteriormente possam ser compensados com lucros futuros. Essa</p><p>compensação está limitada a 30% (trinta) do lucro fiscal apurado no</p><p>período base.</p><p>27</p><p>Notas:</p><p>I. O Prejuízo Fiscal não poderá ser compensado se, entre a data da</p><p>apuração e da compensação do prejuízo fiscal, ocorrer, cumulativamente,</p><p>modificação do controle societário e modificação do ramo de atividade.</p><p>II. Não há prazo para prescrição do Prejuízo Fiscal.</p><p>Parte B – controla as diferenças temporárias, ou seja, todos os</p><p>lançamentos que podem afetar a base fiscal de períodos posteriores.</p><p>Assim, todas as despesas que representem adições temporárias devem</p><p>ser registradas na parte B, pois em algum período seguinte, esta</p><p>despesa será dedutível para fins fiscais e, com o adequado controle na</p><p>parte B , a exclusão pode ser feita sem nenhuma preocupação.</p><p>Exemplos de resultados passivos de controle na parte B: Prejuízos a</p><p>Compensar, Depreciação Acelerada Incentivada.</p><p>Adições e Exclusões Temporárias – são consideradas, na pratica como</p><p>despesas dedutíveis e receitas tributadas, mas apenas nos próximos</p><p>períodos.</p><p>Alguns exemplos de Adições definitivas e temporárias, para</p><p>apuração do Lucro Real:</p><p>Adições Definitivas - Uma despesa que não é aceita agora, nem será</p><p>num período futuro. Representam despesas não necessárias às</p><p>operações, tais como: multas fiscais não compensatórias, multa de</p><p>trânsito, despesas particulares de diretores, resultado de equivalência</p><p>patrimonial (despesas), despesas com brindes.</p><p>OBS.: As multas por infrações fiscais, como regra geral, não são</p><p>dedutíveis como custo ou despesa operacional. Entretanto, poderão ser</p><p>28</p><p>dedutíveis as multas de natureza compensatória e as impostas por</p><p>infrações de que não resultem falta ou insuficiência de pagamento de</p><p>tributo (Decreto 9.580 de 22/11/2018).</p><p>A multa de natureza compensatória destina-se a compensar o sujeito</p><p>ativo da obrigação tributária pelo prejuízo suportado em virtude do atraso</p><p>no pagamento que lhe era devido. É penalidade de caráter civil, posto que</p><p>comparável à indenização prevista no direito civil. Em decorrência disso,</p><p>nem a própria denúncia espontânea é capaz de excluir a responsabilidade</p><p>por esses acréscimos, usualmente chamados moratórios.</p><p>Porém, nem todos os acréscimos moratórios previstos na legislação</p><p>tributária podem ser considerados compensatórios. A multa moratória</p><p>somente terá natureza compensatória quando, cumulativamente,</p><p>preencher as seguintes condições:</p><p>Adições Temporárias - Uma despesa que não é aceita pelo fisco num</p><p>período, por não reencher determinados requisitos, que será preenchido</p><p>em outro período. Representa provisões (contingências trabalhistas e</p><p>outras), exceto provisões para férias, 13º salário e técnicas,</p><p>Exclusão Definitiva - Uma receita que não é tributada agora nem será</p><p>tributada em períodos futuros. Exemplos: Receita auferida pela</p><p>Equivalência Patrimonial, Receita de dividendos recebidos pela</p><p>avaliação do investimento pelo método de custo.</p><p>Exclusão Temporária - Uma despesa que o fisco aceita como dedução</p><p>fiscal antes do seu reconhecimento contábil, representará uma</p><p>dedução antecipada do IR devido, gerando um ajuste extracontábil no</p><p>LALUR, para reduzir o lucro tributável. Quando ocorrer o efetivo</p><p>registro na contabilidade, esta despesa não poderá ser aceita pelo fisco,</p><p>uma vez que já foi considerada dedutível no período anterior. Exemplo:</p><p>29</p><p>Despesa com a exploração do petróleo cru, mesmo antes de</p><p>registrar a despesa.</p><p>Alíquotas Aplicáveis para o cálculo do Imposto de Renda (IR) e</p><p>Adicional de Imposto de Renda.</p><p>IR – 15% - Adicional – 10%</p><p>Adicional do Imposto de Renda</p><p>Representa a parcela da base de cálculo que exceder o limite de R$</p><p>60.000,00 (sessenta mil reais), no trimestral e R$ 240.000,00 para</p><p>apuração anual. No caso de início de atividades, o limite trimestral será</p><p>proporcional ao número de meses, ou seja, R$ 20.000,00 (vinte mil</p><p>reais).</p><p>Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido - CSLL</p><p>A contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL ou CSSL) foi instituída</p><p>pela Lei 7.689/1988.</p><p>Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento</p><p>estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas, mantidas a</p><p>base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação em vigor (Lei 8.981,</p><p>de 1995, artigo 57).</p><p>A pessoa jurídica optante pelo Lucro Real, Presumido ou Arbitrado deverá</p><p>recolher a Contribuição Social sobre o Lucro pela modalidade escolhida de</p><p>tributação.</p><p>Não é possível, por exemplo, a empresa optar por recolher o IRPJ</p><p>pelo Lucro Real e a CSLL pelo Lucro Presumido.</p><p>Alíquota - 9%</p><p>http://www.normaslegais.com.br/legislacao/tributario/lei7689.htm</p><p>30</p><p>Base de Cálculo: É o lucro contábil, ajustado pelas adições, exclusões e</p><p>compensações previstas na legislação.</p><p>O mesmo procedimento, aplicado para apuração da base de cálculo do IR,</p><p>será aplicado para o cálculo da CSLL. Assim, quando do cálculo desse</p><p>imposto, haverá também adições e exclusões, compensações que serão</p><p>controladas.</p><p>Caso haja em algum período base de cálculo negativa da CSLL, está</p><p>poderá ser compensada em períodos futuros, limitada ao máximo de</p><p>30% do lucro líquido ajustado. Não existe prazo de prescrição para a</p><p>compensação.</p><p>Prazo Para Pagamento</p><p>O Imposto de Renda devido e a Contribuição Social, apurados</p><p>trimestralmente, serão pagos em quota única, até o último dia útil do mês</p><p>subsequente ao do encerramento do período de apuração.</p><p>À opção da pessoa jurídica, o imposto devido poderá ser pago em até três</p><p>quotas mensais, iguais e sucessivas, vencíveis no último dia útil dos três</p><p>meses subsequentes ao do encerramento do período de apuração a que</p><p>corresponder, observado o seguinte:</p><p>a) nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.000,00 (mil reais) e o</p><p>imposto de valor inferior a R$ 2.000,00 (dois mil reais) será pago em</p><p>quota única, até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento</p><p>do período de apuração;</p><p>b) as quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa</p><p>Selic, acumulada mensalmente, a partir do primeiro dia do segundo mês</p><p>31</p><p>subsequente ao do encerramento do período de apuração até o último dia</p><p>do mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no mês do</p><p>pagamento.</p><p>Como são apurados, controlados e compensados os prejuízos</p><p>fiscais não operacionais?</p><p>Os prejuízos não-operacionais apurados somente poderão ser</p><p>compensados nos períodos subsequentes ao da sua apuração (trimestral</p><p>ou anual) com lucros da mesma natureza,</p><p>observado o limite de 30%</p><p>(trinta por cento) do referido lucro.</p><p>Conforme a IN SRF nº 11, de 1996, art. 36, os resultados não</p><p>operacionais de todas as alienações de bens do ativo permanente</p><p>ocorridas durante o período de apuração deverão ser apurados</p><p>englobadamente entre si.</p><p>No período de apuração de ocorrência de alienação de bens do ativo</p><p>permanente, os resultados não operacionais, positivos ou negativos,</p><p>integrarão o lucro real.</p><p>A separação em prejuízos não operacionais e em prejuízos das demais</p><p>atividades somente será exigida se, no período, forem verificados,</p><p>cumulativamente, resultados não operacionais negativos e lucro real</p><p>negativo (prejuízo fiscal).</p><p>Verificada esta hipótese, a pessoa jurídica deverá comparar o prejuízo não</p><p>operacional com o prejuízo fiscal apurado na demonstração do lucro real,</p><p>observado o seguinte:</p><p>32</p><p>a) se o prejuízo fiscal for maior, todo o resultado não operacional negativo</p><p>será considerado prejuízo fiscal não operacional e a parcela excedente</p><p>será considerada, prejuízo fiscal das demais atividades;</p><p>b) se todo o resultado não operacional negativo for maior ou igual ao</p><p>prejuízo fiscal, todo o prejuízo fiscal será considerado não operacional. Os</p><p>prejuízos não operacionais e os decorrentes das atividades operacionais</p><p>da pessoa jurídica deverão ser controlados em folhas específicas,</p><p>individualizadas por espécie, na parte B do Lalur, para compensação, com</p><p>lucros da mesma natureza apurados nos períodos subsequentes.</p><p>O valor do prejuízo fiscal não operacional a ser compensado em cada</p><p>período-base subsequente não poderá exceder o total dos resultados não</p><p>operacionais positivos apurados no período de compensação.</p><p>A soma dos prejuízos fiscais não operacionais com os prejuízos</p><p>decorrentes de outras atividades da pessoa jurídica, a ser compensada,</p><p>não poderá exceder o limite de 30% (trinta por cento) do lucro líquido do</p><p>período-base da compensação, ajustado pelas adições e exclusões</p><p>previstas ou autorizadas pela legislação do imposto de renda.</p><p>No período-base em que for apurado resultado não operacional positivo,</p><p>todo o seu valor poderá ser utilizado para compensar os prejuízos fiscais</p><p>não operacionais de períodos anteriores, ainda que a parcela do lucro real</p><p>admitida para compensação não seja suficiente ou que tenha sido apurado</p><p>prejuízo fiscal.</p><p>Neste caso, a parcela dos prejuízos fiscais não operacionais compensados</p><p>com os lucros não operacionais que não puder ser compensada com o</p><p>lucro real, seja em virtude do limite de 30% (trinta por cento) ou de ter</p><p>ocorrido prejuízo fiscal no período, passará a ser considerada prejuízo das</p><p>demais atividades, devendo ser promovidos os devidos ajustes na parte B</p><p>do Lalur.</p><p>33</p><p>Exercícios - Apuração do Imposto de Renda Lucro Real</p><p>1. O Imposto de Renda é um imposto:</p><p>a) de competência residual;</p><p>b) indireto;</p><p>c) de competência comum;</p><p>d) direto.</p><p>2. Em face da Constituição Federal, o imposto sobre a renda e</p><p>proventos de qualquer natureza tem as seguintes características:</p><p>a) universalidade e progressividade;</p><p>b) generalidade e seletividade;</p><p>c) comutatividade e essencialidade;</p><p>d) não-cumulatividade e seletividade;</p><p>e) progressividade e seletividade.</p><p>3. As alíquotas aplicáveis sobre a base de cálculo apurada na</p><p>forma do lucro real, presumido ou arbitrado, para determinar o</p><p>imposto de renda e a contribuição social devido pela pessoa</p><p>jurídica em cada período-base, a partir do ano-calendário de 1996</p><p>é:</p><p>(A) 27,5% e 8% (B) 19,0% e 12% (C) 1,2%; e 15%</p><p>(D) 15,0% e 9% (E) 4,8%. e 12%</p><p>34</p><p>4. Com base nas informações abaixo, calcule e contabilize e IR e</p><p>a CSLL na modalidade de Lucro Real trimestral.</p><p>PARTE A DO LALUR</p><p>Trimestres Jan a mar Abr a Jun Jul a Set Out a Dez</p><p>LAIR (lucro contábil) 1.000 1.000 1.000 1.000</p><p>(+) Adições 200 100 400 1.000</p><p>(-) Exclusões (400) (1.500) (200) (600)</p><p>(=) Resultado antes da</p><p>compensação do prejuízo</p><p>fiscal</p><p>800 (400) 1.200 1.400</p><p>(-) Compensação do</p><p>prejuízo Fiscal – 30%</p><p>Resultado Real/Fiscal</p><p>IR 15%</p><p>Adicional de IR 10%</p><p>Despesa com IR</p><p>35</p><p>PARTE B DO LALUR</p><p>Controle do Prejuízo Fiscal</p><p>Valores</p><p>Saldo Anterior Zero</p><p>Cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido</p><p>Trimestres</p><p>Jan a mar</p><p>Abr a Jun</p><p>Jul a Set</p><p>Out a Dez</p><p>LAIR 1.000 1.000 1.000 1.000</p><p>(+) Adições 200 100 400 1.000</p><p>(-) Exclusões (400) (1.500) (200) (600)</p><p>(=) Resultado antes da</p><p>compensação</p><p>800 (400) 1.200 1.400</p><p>36</p><p>Controle da Base de Cálculo Negativa da CSLL Valores</p><p>Saldo anterior zero</p><p>5. (Fundação Cesgranrio/Liquigas/2-2012/Q.49) Uma sociedade</p><p>anônima que iniciou suas atividades em março de 2014, sujeita à</p><p>tributação pelo lucro real e optante pela tributação em bases trimestrais,</p><p>informou um lucro, no primeiro trimestre/2014, apurado na parte “A” do</p><p>LALUR, de R$ 300.000,00.</p><p>Considerando exclusivamente as informações recebidas e as</p><p>determinações da legislação tributária vigente, o imposto de renda devido</p><p>por essa sociedade, em reais, é</p><p>(A) 45.000,00 (B) 69.000 (C) 71.000,00 (D) 73.000,00 (E) 75.000,00</p><p>6. (Fundação Cesgranrio/com adaptações) Uma empresa tributada</p><p>pelo lucro real fez a opção do pagamento trimestral para o ano de 2012.</p><p>Obteve lucro tributável de R$ 300.000,00 no primeiro trimestre, de R$</p><p>150.000,00 no segundo trimestre, apresentou prejuízo fiscal no terceiro</p><p>trimestre de R$ 100.000,00 e resultado positivo no quarto trimestre de R$</p><p>200.000,00. Assim, terminou o ano com um resultado fiscal de R$</p><p>550.000,00.</p><p>Considerando as informações acima, o total de Imposto de Renda a ser</p><p>pago pela empresa, referente ao ano de 2012, em reais, será:</p><p>37</p><p>(A) 119.500,00 (B) 129.500,00 (C) 137.000,00</p><p>(D) 141.500,00 (E) 147.500,00</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>Trimestres Jan a mar Abr a Jun Jul a Set Out a Dez</p><p>LAIR (lucro contábil) ? ? ? ?</p><p>(+) Adições ? ? ? ?</p><p>(-) Exclusões ? ? ? ?</p><p>Resultado antes da</p><p>Compensação do PF</p><p>300.000 150.000 (100.000) 200.000</p><p>Compensação do PF –</p><p>30%</p><p>Base de Cálculo do IR</p><p>Alíquota – 15%</p><p>Adicional do IR – 10%</p><p>Despesa com IR</p><p>38</p><p>7. (Fundação Cesgranrio/Liquigas/Q.44) Os contribuintes sujeitos à</p><p>Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) são as pessoas jurídicas</p><p>domiciliadas no Brasil, bem como aquelas que a elas são equiparadas pela</p><p>legislação fiscal do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (RIR/1999).</p><p>O fato gerador da CSLL, nos termos da Constituição Federal/1988, é o(a)</p><p>(A) lucro (B) receita bruta (C) receita líquida (D) venda de mercadorias</p><p>(E) venda de mercadorias e serviços</p><p>8. (Fundação Cesgranrio/Liquigas/Q. 45) O Imposto de Renda de</p><p>uma pessoa jurídica, com mais de dez anos de atividades ininterruptas,</p><p>tributada pelo lucro real, optante pelo lucro real trimestral, será</p><p>determinado pela aplicação da alíquota de 15% sobre o lucro</p><p>(A) antes do imposto de renda, apurado na demonstração do resultado,</p><p>acrescido de R$ 240.000,00.</p><p>(B) líquido contábil ajustado por adições e subtrações, deduzido da</p><p>compensação de prejuízos fiscais, mais 10% sobre o imposto excedente a</p><p>R$ 20.000,00.</p><p>(C) real, apurado no LALUR, menos 10% aplicados sobre R$ 240.000,00.</p><p>(D) real, apurado no LALUR, mais 10% aplicados sobre o lucro que</p><p>exceder a R$ 60.000,00.</p><p>(E) real, apurado no LALUR, mais 10% sobre o lucro excedente a R$</p><p>240.000,00.</p><p>39</p><p>9. Analise as afirmações a seguir em relação às formas de</p><p>tributação sobre o lucro.</p><p>I - Uma empresa com receita</p><p>total no valor de 50 milhões de reais, em</p><p>2004, sendo 5% oriunda de resultado positivo, com participação em</p><p>controladas (MEP), será obrigada a utilizar, em 2005, o lucro real como</p><p>forma de tributação sobre o lucro, estando impedida de utilizar o lucro</p><p>presumido em 2005, mesmo que a receita total fique abaixo de 48</p><p>milhões de reais nesse ano.</p><p>II - No lucro real, o prejuízo fiscal apurado poderá ser compensado nos</p><p>anos seguintes, mas com limitação de 30% da soma algébrica de receitas</p><p>e despesas apuradas na contabilidade, sem qualquer ajuste de adições ou</p><p>exclusões.</p><p>III - A empresa que vender seus produtos ao exterior, ainda que através</p><p>de empresa comercial exportadora, estará, automaticamente, obrigada ao</p><p>lucro real, qualquer que seja sua receita total no ano anterior.</p><p>Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmação(ões):</p><p>(A) I</p><p>(B) II</p><p>(C) I e II</p><p>(D) I e III</p><p>(E) II e III</p><p>40</p><p>10. Determinada empresa comercial iniciou suas atividades em</p><p>janeiro de 2013, sendo tributada pelo lucro real trimestral. No</p><p>primeiro trimestre, apresentou prejuízo contábil de R$ 15.000,00,</p><p>com despesas não dedutíveis no valor de R$ 1.000,00 incluídas no</p><p>resultado. No 2o trimestre, obteve lucro contábil de R$ 90.000,00,</p><p>incluindo receitas não tributáveis de R$ 10.000,00. Considerando</p><p>as alíquotas vigentes no país (alíquota básica de 15% e adicional</p><p>de 10% sobre a parcela que ultrapassar R$ 240.000,00/ano ou R$</p><p>20.000,00/mês), o imposto de renda devido pela empresa</p><p>referente ao 2o trimestre, em reais, é:</p><p>(A) 9.600,00 (B) 9.900,00 (C) 10.000,00 (D) 10.500,00</p><p>(E) 15.500,00</p><p>1º TRIM 2º TRIM</p><p>RESULTADO CONTABIL (15.000) 90.000</p><p>(+) Adições</p><p>(-) Exclusões</p><p>41</p><p>6.2 Lucro Real Anual - Apuração Mensal - Base Estimativa</p><p>A pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real,</p><p>alternativamente à sistemática de sua apuração trimestral, poderá optar</p><p>pelo pagamento mensal do imposto por estimativa e determinar o lucro</p><p>real apenas em 31 de dezembro do ano calendário.</p><p>Nota: A opção pelo pagamento por estimativa ou trimestral será</p><p>irretratável para todo o ano calendário e será manifestada com o</p><p>pagamento do imposto correspondente ao mês de janeiro ou no primeiro</p><p>trimestre.</p><p>Para cálculo do IR mensal, na modalidade de lucro estimado, será apurado</p><p>de acordo com o percentual definido pela legislação tributária para cada</p><p>atividade, conforme tabela abaixo:</p><p>Atividade Base para o</p><p>IR</p><p>Base para a</p><p>CSLL</p><p>Revenda de Combustíveis 1,6% 12%</p><p>Serviços hospitalares / transporte de cargas 8% 12%</p><p>Serviços com faturamento anual de até $ 120.000 16% 32%</p><p>Demais Serviços 32% 32%</p><p>Intermediação de negócios, administração de</p><p>imóvel, locação de administração de bens</p><p>móveis.</p><p>32% 32%</p><p>Comércio e Indústria 8% 12%</p><p>Prestadora de Serviços</p><p>OBS.: Empresas com mais de uma atividade aplica-se o % correspondente a</p><p>cada atividade.</p><p>42</p><p>Como a empresa somente apurará o imposto de renda no final do ano</p><p>calendário, a diferença entre o imposto devido e o somatório das</p><p>importâncias pagas por estimativa será:</p><p>a) se positivo, pago em quota única até o último dia do mês de março do</p><p>ano subsequente, acrescido de juros equivalentes (juros Selic mais</p><p>1%)</p><p>b) se negativo, compensado com o imposto devido a partir do mês de</p><p>janeiro do ano-calendário subsequente, assegurada a alternativa de</p><p>requerer a restituição do montante pago a maior.</p><p>43</p><p>Suspensão ou Redução do Imposto de Renda Apurado por</p><p>Estimativa</p><p>A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto</p><p>mensal por estimativa, caso demonstre que os valores já pagos,</p><p>correspondentes a meses anteriores, excedem o valor do imposto,</p><p>inclusive adicional, calculado com base no lucro real do período em curso,</p><p>através da elaboração de balanços ou balancetes levantados para tal fim.</p><p>Considere a seguinte situação hipotética:</p><p>Mês Base Mês de</p><p>Recolhimento</p><p>Imposto</p><p>Mensal – R$</p><p>Valor</p><p>Acumulado - R$</p><p>Valor a</p><p>Recolher – R$</p><p>Janeiro Fevereiro 3.500,00 3.500,00 3.500,00</p><p>Fevereiro Março 2.500,00 6.000,00 2.500,00</p><p>Março Abril 4.000,00 10.000,00 ?</p><p>BALANÇO OU BALACENTE DE SUSPENSÃO PARA PAGAMENTO DO</p><p>IR</p><p>Se a pessoa jurídica levantar balanço ou balancete em 31 de março</p><p>(01/01 A 31/03) e apurar imposto devido, por exemplo, de R$ 5.000,00,</p><p>ela não precisará efetuar em abril o recolhimento por estimativa de R$</p><p>4.000,00, relativo ao mês de março (suspensão), pois já pagou até março</p><p>a importância de R$ 6.000,00, superior ao devido com base no balanço ou</p><p>balancete.</p><p>BALANÇO OU BALANCETE DE REDUÇÃO PARA PAGAMENTO DO IR</p><p>Caso o valor do imposto devido, apurado no balancete ou balanço, tivesse</p><p>sido de, por exemplo, R$ 7.500,00, a pessoa jurídica poderia recolher</p><p>apenas R$ 1.500,00 em abril (redução), em vez dos R$ 4.000,00</p><p>calculados por estimativa, pois já recolheu R$ 6.000,00 até março e</p><p>bastaria complementar a diferença em relação ao imposto devido, ou seja,</p><p>(R$ 7.500,00 – R$ 6.000,00 = R$ 1.500,00).</p><p>44</p><p>Exercícios - Cálculo do Imposto de Renda Estimado</p><p>1. Considere a seguinte situação:</p><p>A empresa Indústria, Comércio e Assistência Técnica de Aparelhos</p><p>Náuticos Ltda. (Icatan) está obrigada à tributação pelo lucro real, tendo</p><p>escolhido a opção da apuração de lucro real anual. Mensalmente, apura e</p><p>recolhe o Imposto de Renda com base em estimativa sobre suas receitas.</p><p>Com base nas informações abaixo, apure e contabilize o Imposto de</p><p>Renda a recolher, com base no lucro estimado de outubro de 2014.</p><p>Indústria</p><p>Comércio</p><p>Serviços</p><p>Receitas brutas (as vendas de mercadorias</p><p>incluem o IPI)</p><p>600.000,00 40.000,00</p><p>Deduções das receitas brutas</p><p>Imposto sobre produtos industrializados 30.000,00</p><p>Imposto sobre circulação de mercadorias 102.600,00</p><p>Imposto sobre serviços 2.000,00</p><p>Vendas canceladas e devoluções 10.000,00</p><p>Descontos incondicionais 4.000,00</p><p>Total das deduções 146.600,00 2.000,00</p><p>Receita Liquida 453.400,00 38.000,00</p><p>45</p><p>Memória de cálculo do Imposto</p><p>de Renda</p><p>Lucro Real Anual</p><p>Vendas de</p><p>Mercadorias</p><p>Prestação de</p><p>Serviços</p><p>RECEITA BRUTA 600.000 40.000</p><p>Memória de cálculo da CSLL Vendas de</p><p>Mercadorias</p><p>Prestação de</p><p>Serviços</p><p>RECEITA BRUTA 600.000 40.000</p><p>46</p><p>2.(Fundação Cesgranrio/FINEP/ Q. 34 e 35) Considere os dados a</p><p>seguir para responder às questões de nos 4 e 5.</p><p>A Companhia Comercial H. S/A é tributada pelo Lucro Real anual, com</p><p>antecipações mensais em bases estimadas.</p><p>Apresentou as seguintes informações, referentes às receitas auferidas no</p><p>mês de fevereiro/2011:</p><p>Venda de mercadorias R$ 250.000,00</p><p>Serviços prestados a terceiros R$ 75.000,00</p><p>Considerando-se as informações recebidas da Companhia Comercial H.</p><p>S/A e as determinações da legislação fiscal do Imposto de Renda, para as</p><p>empresas tributadas pelo Lucro Real com antecipação mensal em bases</p><p>estimadas, o valor do Imposto de Renda a recolher, referente ao mês de</p><p>fevereiro, em reais, é</p><p>(A) 4.500,00 (B) 6.600,00 (C) 9.000,00 (D) 15.600,00</p><p>(E) 24.000,00</p><p>47</p><p>Memória de cálculo do Imposto de Renda</p><p>Lucro Real Anual</p><p>Vendas de</p><p>Mercadorias</p><p>Prestação de</p><p>Serviços</p><p>RECEITAS 250.000 75.000</p><p>Memória de cálculo da CSLL</p><p>Vendas de</p><p>Mercadorias</p><p>Prestação de</p><p>Serviços</p><p>RECEITAS 250.000 75.000</p><p>3. (Fundação Cesgranrio/FINEP/Q.35) Considerando-se</p><p>as</p><p>informações recebidas da Companhia H. S/A e as determinações da</p><p>legislação fiscal do Imposto de Renda, para as empresas tributadas pelo</p><p>Lucro Real com antecipação mensal em bases estimadas, o valor da</p><p>Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) a recolher, referente ao</p><p>mês de fevereiro, em reais, é</p><p>(A) 3.510,00 (B) 4.860,00 (C) 5.400,00 (D) 22.500,00 (E) 28.800,00</p><p>48</p><p>Memória de cálculo Da CSLL Vendas de</p><p>Mercadorias</p><p>Prestação de</p><p>Serviços</p><p>4. Levando em consideração que o regime de tributação</p><p>adotado pelo contribuinte é o Lucro Real Anual com levantamento</p><p>mensal de balanços ou balancetes, para fins de suspensão ou</p><p>redução do imposto de renda, os lançamentos no LALUR devem ser</p><p>feitos:</p><p>(A) anualmente apenas, em caso de lucro;</p><p>(B) mensalmente apenas, em caso de lucro;</p><p>(C) anualmente apenas, em caso de prejuízo;</p><p>(D) mensalmente em caso de lucro ou prejuízo;</p><p>(E) anualmente em caso de lucro ou prejuízo.</p><p>49</p><p>5. A Companhia Comercial Sulca S/A, enquadrada na tributação</p><p>pelo lucro real, ao final de um determinado exercício social,</p><p>apresentou as seguintes informações:</p><p>Custo das Vendas 300.000,00</p><p>Despesa de Depreciação 25.000,00</p><p>Perdas com Créditos 10.000,00</p><p>Despesas Comerciais 100.000,00</p><p>Despesas Financeiras Líquidas 80.000,00</p><p>Dividendo recebido, Investimento Avaliado pelo Custo 8.000,00</p><p>Ganho na Venda de Imobilizado 15.000,00</p><p>Perda pelo Método da Equivalência Patrimonial 20.000,00</p><p>Vendas Líquidas 800.000,00</p><p>Considerando as determinações de apuração do lucro real, quais foram os</p><p>valores apurados, em reais, referentes ao lucro contábil (LAIR) e ao lucro</p><p>real, respectivamente?</p><p>(A) 288.000,00 e 300.000,00</p><p>(B) 280.000,00 e 290.000,00</p><p>(C) 288.000,00 e 310.000,00</p><p>(D) 288.000,00 e 318.000,00</p><p>(E) 300.000,00 e 298.000,00</p><p>50</p><p>APURAÇÕES</p><p>CONTAS LUCRO</p><p>CONTÁBIL</p><p>LUCRO</p><p>FISCAL/REAL</p><p>LAIR</p><p>6. A parcela do lucro que exceder o valor resultante da</p><p>multiplicação de vinte mil reais pelo número de meses do</p><p>respectivo período de apuração, se sujeita à incidência de</p><p>adicional de imposto de renda à alíquota de dez por cento. Esta</p><p>regra é usada sobre a(s) seguinte(s) forma(s) de tributação:</p><p>(A) lucro real, presumido e arbitrado;</p><p>(B) lucro real e presumido, apenas;</p><p>(C) lucro presumido e arbitrado;</p><p>(D) lucro real e arbitrado;</p><p>(E) lucro real.</p><p>51</p><p>7. Julgue os itens abaixo em certos ou errados:</p><p>a) exercício social é determinado espaço de tempo no final do qual os</p><p>contribuintes pessoas jurídicas são obrigados a apurar seus resultados e</p><p>preparar as demonstrações contábeis, para efeitos comerciais, tributários</p><p>e societários. O exercício social deve ter a duração de um trimestre, com</p><p>exceção do primeiro ano de existência da empresa;</p><p>b) a data do término do exercício social deve ser fixada no estatuto ou</p><p>contrato social da pessoa jurídica;</p><p>c) ano-calendário é o período de 12 meses consecutivos, compreendido do</p><p>dia 1º de janeiro a 31 de dezembro, sendo que a legislação do Imposto de</p><p>Renda utiliza tal expressão para identificar o ano de ocorrência do fato</p><p>gerador da obrigação tributária;</p><p>d) período-base é a expressão que designa o período de incidência do</p><p>Imposto de Renda das pessoas jurídicas, ou seja, o período de apuração</p><p>da base de cálculo. O período-base de apuração definitiva do Imposto de</p><p>Renda das pessoas jurídicas pode ser:</p><p>a) trimestral, com base no lucro real, presumido ou arbitrado;</p><p>b) anual, com base no lucro real, no caso de opção pelos</p><p>pagamentos mensais por estimativas.</p><p>e) o montante do prejuízo fiscal que pode ser objeto de compensação com</p><p>o lucro real é aquele apurado e controlado no Livro de Apuração do Lucro</p><p>Real (LALUR);</p><p>52</p><p>f) no caso de apuração do Imposto de Renda e contribuição social pelo</p><p>lucro real trimestral, cada trimestre é considerado um período de</p><p>apuração distinto, sendo que o lucro tributável apurado num trimestre</p><p>pode ser compensado com prejuízos fiscais ou bases negativas de</p><p>contribuição social sobre o lucro de trimestres subsequentes;</p><p>g) a compensação do prejuízo fiscal está limitada ao máximo de 25% do</p><p>lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas em lei.</p><p>h) Não existe prazo de prescrição para a compensação do prejuízo fiscal.</p><p>i) as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real podem optar pela</p><p>apuração do lucro real anual, alternativamente pela apuração em cada</p><p>trimestre. No entanto, os recolhimentos dos tributos devem ser efetuados</p><p>uma vez por trimestre.</p><p>j) na opção pelo lucro real anual, as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro</p><p>real devem efetuar os recolhimentos mensais com base em estimativas.</p><p>A partir dessa opção, a empresa está obrigada à apuração do lucro real</p><p>anual, não podendo mudar a base de tributação pelo lucro presumido.</p><p>l) o Imposto de Renda pago mensalmente pelo critério de estimativa deve</p><p>ser calculado sobre a receita bruta do contribuinte, que é o somatório dos</p><p>montantes das vendas de mercadorias ou produtos e dos serviços</p><p>prestados, não devendo ser acrescidos os ganhos de capital, demais</p><p>receitas e resultados positivos.</p><p>m) se a opção for pela apuração do lucro real trimestral, este deve ser</p><p>determinado em períodos de apuração encerrados em 31 de março, 30 de</p><p>junho, 30 de setembro e 31 de dezembro, com base no resultado líquido</p><p>de cada trimestre.</p><p>53</p><p>n) o Imposto de Renda trimestral será calculado mediante a aplicação da</p><p>alíquota normal de 15% (quinze por cento) sobre a totalidade da base de</p><p>cálculo, ou seja, 15% do lucro real e mais uma alíquota adicional de 10%</p><p>sobre a parcela da base de cálculo que exceder o limite de R$ 60.000,00</p><p>no trimestral.</p><p>o) no caso de início de atividades, o limite trimestral não será proporcional</p><p>ao número de meses.</p><p>8. Assinale a alternativa incorreta, com relação ao conceito de</p><p>lucro real:</p><p>a) a palavra real é usada pelo Código Tributário Nacional em oposição aos</p><p>termos presumido e arbitrado, com o principal objetivo de exprimir o que</p><p>existe de fato, verdadeiro, ou seja, o que não é presumido ou arbitrado;</p><p>b) contabilmente falando, pode-se concluir que o lucro real é aquele</p><p>realmente apurado pela contabilidade, com base na completa escrituração</p><p>contábil fiscal, com a estrita e rigorosa observância dos princípios de</p><p>contabilidade e demais normas fiscais e comerciais;</p><p>c) a legislação, ao introduzir a figura do lucro real, que é uma alternativa</p><p>de tributação opcional para algumas pessoas jurídicas, visou facilitar as</p><p>rotinas burocráticas e administrativas de algumas organizações,</p><p>geralmente algumas empresas de menor porte e menor nível de</p><p>estrutura;</p><p>d) a apuração do lucro real envolve maior complexidade na execução das</p><p>rotinas contábeis e tributárias, para a completa escrituração das</p><p>atividades e posterior apuração do lucro real, que é a base para cálculo</p><p>54</p><p>dos tributos com o Imposto de Renda e contribuição social sobre o lucro</p><p>das empresas que não podem optar pelo lucro presumido.</p><p>e) o lucro real é apurado com base na escrituração mercantil das</p><p>organizações, o que compreende a adoção de um conjunto de</p><p>procedimentos corriqueiros no ambiente profissional do contabilista.</p><p>9. Assinale a alternativa correspondente ao conceito de lucro</p><p>real:</p><p>a) É uma forma simplificada de apuração da base de cálculo dos tributos</p><p>com o Imposto de Renda e da contribuição social, restritas aos</p><p>contribuintes que não estão obrigados ao regime de apuração de</p><p>tributação com base no estimado;</p><p>b) É um recurso utilizado</p><p>pelas autoridades fiscais, quase sempre como</p><p>última alternativa, que se deve ser aplicado quando houver ausência</p><p>absoluta de confiança na escrituração contábil do contribuinte;</p><p>c) É uma opção do contribuinte, quando há falta ou insuficiência de</p><p>elementos concretos que permitam a identificação ou verificação da base</p><p>de cálculo utilizada na tributação pelo lucro presumido;</p><p>d) É o lucro líquido do período apurado na escrituração comercial,</p><p>denominado lucro contábil, ajustado pelas adições, exclusões e</p><p>compensações autorizadas pela legislação do Imposto de Renda.</p><p>55</p><p>Multa punitiva é aquela que é fundamentada no interesse público de punir</p><p>o inadimplente. É a multa proposta por ocasião do lançamento; aquela</p><p>cuja aplicação é excluída pela denúncia espontânea a que se refere o art.</p><p>138 do Código Tributário Nacional, onde o arrependimento da infração,</p><p>oportuno e formal, faz cessar o motivo de punir.</p><p>A multa de natureza compensatória, por sua vez, destina-se não a afligir o</p><p>infrator, mas a compensar o sujeito ativo pelo prejuízo suportado em</p><p>virtude do atraso no pagamento que lhe era devido. É uma penalidade de</p><p>caráter civil, posto que comparável à indenização prevista no direito civil.</p><p>Em decorrência disso, nem a própria denúncia espontânea é capaz de</p><p>excluir a responsabilidade por esses acréscimos, que são chamados de</p><p>moratórios.</p><p>Decreto 9.580/2018 – Art. 352 § 5</p><p>10. Demonstração do resultado do exercício (em reais)</p><p>Resultado operacional 750.000,00</p><p>(-) Despesas de brindes (20.000,00)</p><p>(-) Despesas com vendas (200.000,00)</p><p>(-) Despesas Administrativas (220.000,00)</p><p>(-) Multas ambientais (10.000,00)</p><p>(-) Multas por atraso no pagamento de impostos (5.000,00)</p><p>(-) Lucro antes do Imposto de Renda 295.000,00</p><p>Considerando-se as informações recebidas e as determinações da</p><p>legislação fiscal, o Imposto de Renda devido pela companhia M, no 1o</p><p>trimestre/2013, em reais, é</p><p>(A) 48.750,00 (B) 49.500,00 (C) 72.750,00 (D) 75.250,00</p><p>(E) 76.500,00</p><p>56</p><p>11. (Petrobras/Cesgranrio/2014/Q.51) Uma companhia tributada</p><p>pelo lucro real apresentou as seguintes informações referentes ao 2o</p><p>trimestre de 2014:</p><p>I. Lucro apurado no 2o trimestre/2014 (abr./mai./jun.) = R$ 30.000,00</p><p>II. Valores inclusos no valor do lucro apurado no 2o trimestre/2014 (item</p><p>I.)</p><p>• Multa de INSS, por insuficiência de recolhimento = R$ 2.500,00.</p><p>• Multa pelo recolhimento espontâneo do Imposto de Renda, em atraso =</p><p>R$ 3.500,00.</p><p>Considerando exclusivamente as informações da companhia e as normas</p><p>tributárias vigentes, o valor da base de cálculo do imposto de renda, em</p><p>reais, é</p><p>(A) 29.000,00</p><p>(B) 30.000,00</p><p>(C) 32.500,00</p><p>(D) 33.500,00</p><p>(E) 36.000,00</p><p>57</p><p>6.3 Imposto de Renda Lucro Presumido</p><p>É uma modalidade optativa de apurar o lucro e, consequentemente, o</p><p>Imposto de Renda das pessoas jurídicas e a Contribuição Social sobre o</p><p>Lucro das empresas que não estiverem obrigadas à apuração do lucro</p><p>real.</p><p>A pessoa jurídica habilitada à opção pelo regime de tributação com base</p><p>no lucro presumido deverá manter escrituração contábil nos termos da</p><p>legislação comercial. No entanto, poderá ficar dispensada da</p><p>escrituração contábil a pessoa jurídica que, no decorrer do ano-</p><p>calendário, mantiver Livro Caixa, no qual deverá ser escriturada toda</p><p>a movimentação financeira, inclusive bancária. É preciso esclarecer,</p><p>entretanto, que essa dispensa de escrituração é apenas para fins de</p><p>legislação do imposto de renda, sendo que nada impede que, por</p><p>exemplo, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) exija</p><p>escrituração contábil com o objetivo de apurar a contribuição patronal</p><p>devida à previdência social.</p><p>Em qualquer caso a pessoa jurídica deverá:</p><p>a) Caso se dedique a atividades industriais ou comerciais, escriturar o</p><p>Livro de Registro de Inventário, no qual deverão constar os estoques</p><p>existentes de cada produto no término do ano-calendário.</p><p>b) Manter em boa guarda e ordem, enquanto não decorrido o prazo</p><p>decadencial e não prescritas eventuais ações que lhe sejam pertinentes,</p><p>todos os livros obrigatórios por legislação específica, bem como todos</p><p>os documentos e demais papéis que serviram de base para a</p><p>escrituração comercial e fiscal.</p><p>58</p><p>Apuração do Imposto</p><p>O lucro presumido será o montante determinado pela soma das</p><p>seguintes parcelas:</p><p>a) o valor resultante da aplicação de percentuais, variáveis</p><p>conforme o ramo de atividade da pessoa jurídica, sobre a receita bruta</p><p>auferida nos trimestre civis de cada ano-calendário;</p><p>b) os ganhos de capital, os rendimentos e ganhos líquidos auferidos</p><p>em aplicações financeiras e todos os resultados positivos decorrentes</p><p>de receitas de atividades acessórias da pessoa jurídica.</p><p>Atividade Alíquota</p><p>IR</p><p>Alíquota</p><p>CSLL</p><p>Revenda de Combustíveis 1,6% 12%</p><p>Serviços hospitalares / transporte de cargas 8% 12%</p><p>Serviços com faturamento anual de até $ 120.000 16% 32%</p><p>Demais Serviços 32% 32%</p><p>Intermediação de negócios, administração de imóvel,</p><p>locação de administração de bens móveis.</p><p>32% 32%</p><p>Comércio e Indústria 8% 12%</p><p>Nota: Empresa com mais de uma atividade: aplica-se o % correspondente a cada</p><p>atividade</p><p>59</p><p>OBS.:</p><p>1 Na opção pelo lucro presumido não há compensação de prejuízo fiscal</p><p>apurado pelo lucro real em períodos anteriores. A compensação poderá</p><p>ocorrer quando a empresa retornar ao lucro real.</p><p>2 O imposto de renda pago como antecipação poderá ser compensado</p><p>do valor do imposto apurado.</p><p>Da receita bruta deverá ser deduzido:</p><p> Vendas canceladas, devolvidas ou anuladas.</p><p> Descontos incondicionais</p><p> IPI, quando registrado como receita de vendas.</p><p> ICMS substituição tributária</p><p>Resultados que serão adicionados à base de cálculo:</p><p> Ganho na venda dos ativos investimentos, imobilizado e intangível;</p><p> Rendimentos e ganhos auferidos em aplicação financeira de renda</p><p>fixa e variável;</p><p> Receita de Juros sobre o capital próprio;</p><p> Receita de locação de imóvel, quando este não for o objeto da</p><p>empresa;</p><p> Rendimentos e ganhos contratos de mútuo;</p><p> Juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de</p><p>Liquidação e Custódia – Selic, para os títulos federais que serão</p><p>restituídos compensados;</p><p> Outros, conforme legislação em vigor.</p><p>60</p><p>Prazo Para Pagamento</p><p>O Imposto de Renda devido e a Contribuição Social, apurados</p><p>trimestralmente, serão pagos em quota única, até o último dia útil do mês</p><p>subsequente ao do encerramento do período de apuração.</p><p>À opção da pessoa jurídica, o imposto devido poderá ser pago em até três</p><p>quotas mensais, iguais e sucessivas, vencíveis no último dia útil dos três</p><p>meses subsequentes ao do encerramento do período de apuração a que</p><p>corresponder, observado o seguinte:</p><p>a) nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.000,00 (mil reais) e o</p><p>imposto de valor inferior a R$ 2.000,00 (dois mil reais) será pago em</p><p>quota única, até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento</p><p>do período de apuração;</p><p>b) as quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa</p><p>Selic, acumulada mensalmente, a partir do primeiro dia do segundo mês</p><p>subsequente ao do encerramento do período de apuração até o último dia</p><p>do mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no mês do</p><p>pagamento.</p><p>61</p><p>Exercícios - Apuração do IR modalidade Lucro Presumido</p><p>1. Com base nas informações abaixo, calcule e contabilize o IR e a CSLL na</p><p>modalidade Lucro Presumido.</p><p>APURAÇÃO LUCRO PRESUMIDO = APURAÇÃO TRIMESTRAL = 1º TRIMESTRE</p><p>IR Comércio e</p><p>Indústria</p><p>Serviços Posto de</p><p>Gasolina</p><p>Receita Bruta 800.000 800.000 800.000</p><p>% da atividade</p>900.000,00 Devoluções de Vendas.................................. 20.000,00 Despesas de Arrendamento Mercantil Operacional (o arrendador é pessoa jurídica) 40.000,00 Despesas de Depreciação de Bens Utilizados na Produção .... 90.000,00 Valor de Aquisição de Bens para Revenda ... 400.000,00 Despesas de Energia Elétrica ....................... 60.000,00 Sabendo-se que a Cia. XYZ é tributada pela COFINS e PIS com base na sistemática não cumulativa, o valor da referida contribuição devida nesse mês é, em R$, de (A) 23.560,00 e 6.780,00 (B) 26.600,00 e 7.115,00 (C) 24.040,00 e 5.775,00 (D) 25.080,00 e 5.445,00 (E) 22.040,00 e 4.785,00