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Técnico em
Enfermagem
Módulo I
MICROBIOLOGIA
E
PARASITOLOGIA
Introdução
� A microbiologia é uma ciência que deriva da biologia. Ela vem se
desenvolvendo nos últimos tempos, devido à contribuição dos
profissionais da área e demais estudiosos que se dedicam a
conhecer um mundo invisível, aparentemente, como afirmam
Silva; Souza (2013).
� A microbiologia tem como fim estudar os aspectos relativos ao
mundo microbiano, constituído por bactérias, fungos,
protozoários, vírus e algas microscópicas, como ilustra a seguir.
Importância da Microbiologia
� A microbiologia abrange várias áreas de estudo, tais como:
• Odontologia: estudo de microrganismos associados à
placa dental, cárie dental e doenças periodontais. Estudos
com abordagem preventiva;
• Medicina e enfermagem: doenças infecciosas e infecções
hospitalares;
• Nutrição: doenças transmitidas por alimentos, controle de
qualidade de alimentos, produção de alimentos (queijos,
bebidas);
Importância da Microbiologia
� A microbiologia abrange várias áreas de estudo, tais como:
• Biologia: aspectos básicos e biotecnológicos. Produção de
antibióticos, hormônios (insulina, GH), enzimas (lipases,
celulases), insumos (ácidos, álcool), despoluição (herbicidas
- Pseudomonas, Petróleo), bio-filme (Acinetobacter), etc.;
• Biotecnologia: uso de microrganismos com finalidades
industriais, como agentes de biodegradação, de limpeza
ambiental, etc.
Importância da Microbiologia
� De acordo com Lins (2010), um dos aspectos mais
negligenciados quando se estuda a microbiologia refere-se às
profundas mudanças que ocorreram no curso das civilizações,
decorrentes das doenças infecciosas.
� Durante as guerras, de forma geral, as doenças provocavam um
abatimento físico e moral da população e das tropas, muitas
vezes influenciando no desenrolar e no resultado de um conflito.
Importância da Microbiologia
� A mobilização de tropas, provocando aglomerações, muitas
vezes longas, de soldados, em ambientes onde as condições de
higiene e de alimentação eram geralmente inadequadas,
também colaborava na disseminação de doenças infecciosas,
para as quais não existiam recursos terapêuticos.
� Ao mesmo tempo, em áreas urbanas em expansão, os
problemas mencionados acima eram também de grande
importância, dado que rapidamente as cidades cresciam,
sendo que as instalações sanitárias geralmente eram
completamente precárias. A prática do comércio entre as
diferentes nações emergentes também colaborou para a
disseminação dos organismos para outras populações, muitas
vezes susceptíveis a aqueles agentes infecciosos.
Importância da Microbiologia
� A seguir alguns exemplos dos efeitos das doenças
microbianas no desenvolvimento de diferentes civilizações:
• O declínio do Império Romano, com Justiniano (565 AC),
acelerado por epidemias de peste bubônica e varíola;
• Durante a Idade Média várias novas epidemias se sucederam,
sendo algumas amplamente disseminadas pelos diferentes
continentes e outras mais localizadas, tais como: Tifo, varíola,
sífilis, cólera e peste;
Importância da Microbiologia
� A seguir alguns exemplos dos efeitos das doenças microbianas
no desenvolvimento de diferentes civilizações:
• Em 1346, houve uma grande epidemia da peste, que se
disseminou pela “rota da seda” (a principal rota mercante para a
China), provocando um grande número de mortes na Ásia e
posteriormente espalhando-se pela Europa, resultando em um
total de cerca de 25 milhões de pessoas mortas, em poucos anos;
• Nos séculos XVI e XVII ocorreram novas epidemias de peste. Em
1566, Maximiliano II da Alemanha reuniu um exército de 80.000
homens para enfrentar o Sultão Soliman da Hungria. Devido a
uma epidemia de tifo, o exército alemão foi profundamente
dizimado, sendo necessária a dispersão dos sobreviventes;
Importância da Microbiologia
� A seguir alguns exemplos dos efeitos das doenças microbianas
no desenvolvimento de diferentes civilizações:
• Na guerra dos 30 anos (1618-1648), além do desgaste
decorrente da longa duração do confronto, as doenças foram
determinantes no resultado final;
• No século XVIII (entre 1720 e 1722), uma última grande
epidemia ocorreu na França, matando cerca de 60% da
população de Marselha, de Toulon, 44% em Arles, 30% em Aix e
Avignon;
Importância da Microbiologia
� A seguir alguns exemplos dos efeitos das doenças microbianas
no desenvolvimento de diferentes civilizações:
• No século XIX, uma grande epidemia de peste originou-se na
China, em 1892, disseminando-se pela Índia, atingindo Bombaim
em 1896, sendo responsável pela morte de cerca de 6 milhões
de indivíduos, somente na Índia;
• Na época de Napoleão, em 1812, seu exército foi quase que
completamente dizimado por tifo, disenteria e pneumonia,
durante campanha de retirada de Moscou. No ano seguinte,
Napoleão perdeu cerca de 220.000 soldados jovens, em
decorrência de doenças infecciosas.
Importância da Microbiologia
� Até a década de 30, ainda e acordo com Lins (2010), o quadro
era este. Foi quando Alexander Fleming, incidentalmente, por
assim dizer, descobriu a penicilina, como já descrito
anteriormente.
� Vale ressaltar a importância das diferentes epidemias de gripe
que assolaram o mundo e que continuam a manifestar-se de
forma bastante intensa até hoje, como a H1N1, e o Ebola, que
vem fazendo vítimas a cada dia nos países do continente africano.
� Há, ainda, o problema mundial envolvendo a Aids, o retorno da
tuberculose (17 milhões de casos no Brasil, até o ano de 2008) e
do aumento progressivo dos níveis de resistência aos agentes
antimicrobianos que vários grupos de bactérias vêm
apresentando atualmente.
• Podemos dizer que a
microbiologia surgiu depois que
o homem aprendeu a polir
lentes... Que combinadas entre
si, possuíam um aumento na
imagem.
Bem antes, no
séc XIII até séc
XV, alguns
estudiosos já
insistiam que
algumas doenças
eram causas por
seres invisíveis...
Mas essas teorias eram
descartadas, principalmente pela
igreja, já que não possuíam
provas.
Teoria
Miasmática
De acordo comestudos de Lins
(2010), esta área do conhecimento
teve seu início com os relatos de
Robert Hooke e Antony Van
Leeuwenhoek, que desenvolveram
microscópios que possibilitaram as
primeiras observações de bactérias e
outros micro-organismos, além de
diversos espécimes biológicos.
1665
Apesar de Leeuwenhoek ser considerado o
"pai" da microbiologia, os relatos de
Hooke, descrevendo a estrutura de
umbolor, foram publicados anteriormente aos
de Leeuwenhoek. Na verdade, estes dois
pesquisadores devem ser considerados
como pioneiros nesta ciência.
Porém, esses
micro-
organismos
ainda não eram
associados a
doenças.
ABIOGÊNES
E
Alguns cientistas acreditavam que
os micro-organismos se
formavam espontaneamente a
partir da matéria orgânica em
decomposição ou putrefação.
Essa forma de multiplicação
chamou-se abiogênese ou
geração espontânea.
Outros acreditavam que as
“sementes” destas criaturas
microscópicas estavam sempre
presentes no ar, de onde ganham
acesso aos materiais e ali crescem
desde que as condições sejam
adequadas ao seu desenvolvimento.
Organismos vivos provêm apenas de
outros organismos vivos, a essa forma
de multiplicação dos micro-
organismos chamou-se biogênese.
BIOGÊNESE
✔ Apesar de muitos estudos acerca do tema, é sabido que a
compreensão da natureza e importância destes
microrganismos progrediu lentamente. Somente no século XIX,
com a disseminação e melhoria dos microscópios e a evolução
de técnicas laboratoriais, a microbiologia ganhou o
reconhecimento. A seguir algumas descobertas históricas
importantes acerca do tema.
Louis Pasteur
1861
Esses micro-
organismos só foram
associados a
doenças com os
trabalhos de Louis
Pasteur e
Buscou soluções para eliminar os micro-
organismos existentes no suco de uva, que seria
usado para a produção do vinho. Ele
desenvolveu, então, um método de
aquecimento e resfriamento, chamado de
pasteurização, amplamente empregado na
indústria alimentícia hoje em dia.Pasteur:
• Não existe geração espontânea.
• Calor destrói mico-organismos (pasteurização).
• Desenvolveu técnicas de manipulação e controle
de
crescimento microbiano.
• Teoria microbiana da doença.
• O médico alemão Robert Koch
(1843 - 1910) tentava encontrar a
causa do carbúnculo, ou antraz,
doença que estava dizimando o
gado na Europa.
• Koch, então, descobriu que o agente
causador do carbúnculo era uma
bactéria em forma de bastão.
Assim, pôde constatar que bactérias
específicas causam doenças
distintas.
• Utilizando-se das melhorias da
microscopia e de técnicas de
coloração, visto que muitos micro-
organismos são incolores,
juntamente com suas técnicas de
inoculações e cultivo em meio de
cultura, Koch conseguiu isolar a
bactéria que causava a doença,
vindo a receber o Prêmio Nobel,
em 1905, por esta descoberta.
Outro nome importante foi o do microbiologista escocês
Fleming (1881-1955), que pela sua quase
descoberta, abriu novas fronteiras
para a
Alexander
acidental
produção
de drogas que combatessem os micro-
organismos. A contaminação por bolor (como eram mais
conhecidos os fungos) em algumas placas, nas quais ele
cultivava bactérias, chamou sua atenção, posto que nelas,
ao redor do fungo, as colônias de bactérias não cresciam.
Este estranho fenômeno levou-o a descobrir que o
fungo ali instalado, o Penicillium notatum, liberava
uma substância que inibia o crescimento dos outros
micro-organismos. Surgia, então, a penicilina.
Outros cientistas haviam anteriormente identificado
e produzido substâncias com ação antibiótica, porém
a descoberta de Fleming foi um grande avanço. Pois
a produção da penicilina tornou-se rapidamente
viável a partir de um organismo simples, como um
tipo de bolor.
Muitas doenças de origem bacteriana puderam ser
combatidas eficientemente com a nova substância
Os avanços ocorridos nos anos posteriores, nas
mais diversas áreas da ciência, encontraram nos
micro-organismos um grande aliado para a
fabricação de medicamentos, melhoria na
produção da indústria alimentícia, mediante
técnicas utilizando transgênicos, além de
fornecer importantes informações sobre o
funcionamento de organismos mais complexos...
Brilhando também na Biotecnologia e Engenharia
Genética na produção de vacinas.
Através da manipulação
genética em bactérias.
Inserindo em seu genoma,
a informação genética
necessária para produção
de insulina.
Revisão de conceitos:
PROCARIONTE EUCARIONTE
Composição das células
A maioria dos micro-organismos auxiliam na
manutenção do equilíbrio da vida, e no nosso
ambiente.
Como por exemplo, na fotossíntese, cadeia alimentar,
em oceanos e rios, nossa flora residual...
Nem todos são patógenos.
Mas qual é a classificação desses seres?
Bactérias
Bacteriologia
Vírus
Virologia
Fungos
Micologia
Protozoários
Parasitologia
Principais Características dos
Micro-organismos
� Vírus:
• Os vírus são seres muito simples e pequenos, que medem menos
de 0,2 µm, formados basicamente por uma cápsula proteica,
envolvendo o material genético, que, dependendo do seu tipo,
pode ser o DNA, RNA ou os dois juntos (citomegalovírus).
• Por ser um parasita intracelular obrigatório, os vírus não são
considerados organismos vivos, pois quando estes estão fora de
uma célula hospedeira não conseguem realizar nenhuma de suas
funções.
Principais Características dos
Micro-organismos
� Vírus:
Principais Características dos
Micro-organismos
� Vírus:
� Os vírus são organismos que não possuem
célula (acelulares), sendo sua estrutura
formada basicamente por proteínas e
ácido nucleico.
� A proteína forma um envoltório
denominado de capsídio, que é formado
por vários capsômeros e pode ser usado
como forma de classificação dos vírus. De
acordo com a simetria viral, podemos
classificá-los em icosaédricos, helicoidais e
complexos.
Principais Características dos
Micro-organismos
� Vírus:
Principais Características dos
Micro-organismos
� Vírus:
� Existem três principais métodos
para se desenvolver uma vacina:
Utilização do um vírus ou bactéria
inteiros;
Estruturas que ativam o sistema
imunológico;
Material genético que fornece as
instruções para fazer proteínas
específicas e não o vírus inteiro.
� Vírus:
� Vacina inativada
A primeira forma de fazer uma vacina é a partir de um vírus ou
bactéria que carrega a doença, ou um muito semelhante a ele, e
inativá-lo ou matá-lo usando produtos químicos, calor ou
radiação.
Essa abordagem usa tecnologia que comprovadamente funciona
em pessoas – é assim que as vacinas contra gripe e poliomielite
são feitas – e as vacinas podem ser fabricadas em uma escala
razoável.
No entanto, requer instalações laboratoriais especiais para
cultivar o vírus ou bactéria com segurança, pode ter um tempo de
produção relativamente longo e provavelmente exigirá duas ou
três doses para serem administradas.
Principais Características dos
Micro-organismos
� Vírus:
Vacina viva atenuada
Uma vacina viva atenuada usa uma versão viva, mas enfraquecida do vírus ou
uma versão muito semelhante. A vacina contra sarampo, caxumba, rubéola
(MMR), varicela e herpes zoster são exemplos desse tipo.
Esta abordagem usa tecnologia semelhante à vacina inativada e pode ser
fabricada em grande escala. No entanto, vacinas como essa podem não ser
adequadas para pessoas com sistema imunológico comprometido.
Principais Características dos
Micro-organismos
� Vírus:
� Vacina de vetor viral
Este tipo de vacina usa um vírus seguro para entregar subpartes específicas
– chamadas proteínas – do organismo de interesse para que possa
desencadear uma resposta imunológica sem causar doenças. Para fazer isso,
as instruções para fazer partes específicas do patógeno de interesse são
inseridas em um vírus seguro.
O vírus seguro serve então como uma plataforma ou vetor para entregar a
proteína ao corpo. A proteína desencadeia a resposta imunológica. A vacina
do Ebola é uma vacina de vetor viral e este tipo pode ser desenvolvido
rapidamente.
Principais Características dos
Micro-organismos
A abordagem de subunidade
Uma vacina de subunidade é aquela que usa
apenas as partes específicas (as subunidades)
de um vírus ou bactéria que o sistema
imunológico precisa reconhecer. Ele não contém
o micro-organismo inteiro nem usa um vírus
seguro como vetor.
As subunidades podem ser proteínas ou
açúcares. A maioria das vacinas do calendário
infantil são vacinas de subunidade, protegendo
as pessoas de doenças como coqueluche,
tétano, difteria e meningite meningocócica.
Principais Características dos
Micro-organismos
Vírus: Abordagem genética
A vacina de ácido nucleico usa apenas um
fragmento do material genético que fornece as
instruções para proteínas específicas, ao
contrário das abordagens de vacinas que usam
um micro-organismo inteiro enfraquecido,
morto ou partes de um.
A princípio, o DNA e RNA são as informações
que nossas células usam para produzir
proteínas. Em nossas células, o DNA é primeiro
transformado em RNA mensageiro (mRNA),
que é então usado como o projeto para fazer
proteínas específicas.
Principais Características dos
Micro-organismos
� Vírus:
Uma vacina de ácido nucléico fornece um conjunto específico de
instruções às nossas células, como DNA ou mRNA, para que façam a
proteína específica que queremos que nosso sistema imunológico
reconheça e responda. A abordagem do ácido nucléico é uma nova
forma de desenvolver vacinas.
Por causa da pandemia, a pesquisa nessa área progrediu muito rápido e
algumas vacinas de mRNA para COVID-19 estão recebendo autorização
de uso de emergência, o que significa que agora podem ser
administradas a pessoas que não as utilizem apenas em ensaios clínicos.
Virologia
� A virologia é o estudo dos vírus e suas propriedades. Por
essência, os vírus são “ácido nucléico envolvido por um pacote
protéico”, inertes no ambiente extracelular, somente sendo
capazes de reprodução dentro da célula hospedeira, por isso
são frequentemente classificados como "parasitas
intracelulares obrigatórios",podendo causar inúmeras doenças
no homem.
� As formas de organismos dos vírus são bastante diferencias. Em
comum, todos possuem uma cápsula feita de proteína, onde
fica o material genético destes seres.
Virologia
� Tal material genético sofre modificações com frequência,
levando ao surgimento de variedades (subtipos) de um mesmo
vírus, o que dificulta o seu combate e compromete a eficiência
de várias vacinas, que são preparadas para combater tipos
específicos de microorganismo.
� Um das características que os vírus têm em comum com os
seres vivos é justamente a capacidade de sofrer mutações
genéticas. Praticamente, todos os tecidos e órgãos humanos
são afetados por alguma infecção viral.
� A palavra vírus tem origem latina e significa "veneno", de
acordo com a autora citada acima. Provavelmente este nome
foi dado devido às viroses, que são doenças causadas por vírus.
Virologia
� O corpo humano tem defesas naturais, os anticorpos, que são
proteínas produzidas por células especiais do sangue, que agem
contra os agentes causadores de doenças. A febre, por
exemplo, é um mecanismo de combate às infecções, visto que o
aumento da temperatura ativa o metabolismo e acelera a
reação dos glóbulos brancos.
� No entanto, se a temperatura axilar ultrapassar 37,5o Celsius,
deve ser imediatamente tratada pelo médico. De modo geral,
as viroses provocam mal-estar, dores e febre, mas cada virose
tem seus sintomas próprios e pode ser mais ou menos grave.
De modo geral, as viroses provocam mal-estar, dores e febre,
mas cada virose tem seus sintomas próprios e pode ser mais ou
menos grave.
• Descoberto na década de 70
• Via sanguínea
• Via vertical
• Pode gerar a AIDS (Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida)
HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana)
IST (Infecção Sexualmente Transmissível)
HIV ou aids? Qual é a diferença?
HIV e aids não são sinônimos.
HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o vírus causador da
aids, que ataca células específicas do sistema imunológico (os
linfócitos T-CD4+), responsáveis por defender o organismo
contra doenças.
Ao contrário de outros vírus, como o da gripe, o corpo humano
não consegue se livrar do HIV. Ter HIV não significa que a pessoa
desenvolverá aids; porém, uma vez infectada, a pessoa viverá
com o HIV durante toda sua vida. Não existe vacina ou cura para
infecção pelo HIV, mas há tratamento.
Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é a doença
causada pelo HIV, que ataca células específicas do sistema
imunológico, responsáveis por defender o organismo de
doenças.
Em um estágio avançado da infecção pelo HIV, a pessoa pode
apresentar diversos sinais e sintomas, além de infecções
oportunistas (pneumonias atípicas, infecções fúngicas e
parasitárias) e alguns tipos de câncer.
Sem o tratamento antirretroviral, o HIV usa essas células do
sistema imunológico para replicar outros vírus e as destroem,
tornando o organismo incapaz de lutar contra outras
infecções e doenças.
A transmissão do HIV se dá por meio de relações sexuais
desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas, materiais
perfurocortantes contaminados e não esterilizados e por meio
da transmissão vertical durante a gravidez, parto e/ou
amamentação, quando não tomadas as devidas medidas de
prevenção.
Aproximadamente 866 mil pessoas vivem com HIV no Brasil e, a
cada ano, são registrados cerca de 40 mil novos casos de HIV,
principalmente entre os jovens. Muitas pessoas ainda
desconhecem o seu status sorológico; por isso, é necessário
que todos os indivíduos com vida sexual ativa façam a testagem
regular para o HIV. Além disso, é importante conhecer as
formas de transmissão e prevenção ao HIV.
• Verrugas, por sexo vaginal, anal ou oral.
• Transmitido também através de objetos
• Via vertical
• Câncer do colo do útero
 HPV (Papiloma Vírus Humano)
• Esse vírus fica alojado em qualquer parte da região genital,
não só na vagina e no pênis. Vulva, períneo, bolsa escrotal
e região pubiana também podem alojar o HPV. Daí porque
o preservativo masculino ajuda a evitar a doença, mas não
anula o risco de contágio.
• Outra forma de transmissão mais rara é a vertical (da mãe
para o bebê durante o parto).
• Esses sintomas demoram de seis meses a dois anos para
aparecer.
• O diagnostico pode ser realizado através do padrão das
verrugas.
• Papanicolau e colposcopia.
• Há testes que detectam a presença do HPV.
• Não existe um antiviral específico, o que se faz é tratar as
eventuais lesões deixadas por ele e acompanhar o
paciente para evitar o câncer.
• A principal medida preventiva é a vacinação
• Via sanguínea
• Via vertical
• Problemas hepáticos (fígado)
Hepatite B e C
• As hepatites B e C costumam ser silenciosas e acabam
sendo descobertas quando a doença já está muito evoluída,
com cirrose ou até com câncer de fígado (hepatocarcinoma).
• A Hepatite B é transmitida pelo esperma e secreção vaginal
(via sexual) e pelo contato com sangue (via parenteral,
percutânea e vertical).
• A transmissão do vírus da Hepatite C ocorre, principalmente,
pelo contato com sangue (por via parenteral).
• Contato com a ferida
• Baixa na imunidade
• Lesões dolorosas
Herpes
O herpes é uma infecção causada pelo Herpes simplex
virus. O contato com o vírus ocorre geralmente na
infância, mas muitas vezes a doença não se manifesta
nesta época. O vírus atravessa a pele e, percorrendo
um nervo, se instala no organismo de forma inativa, até
que venha a ser reativado.
De onde vem o herpes-zóster?
• Estima-se que até um terço da população acima dos 75 anos
possa apresentar o herpes-zóster, também conhecido como
cobreiro, que faz pipocarem lesões na pele e provoca dores
intensas.
• Na infância, quase todos temos contato com o vírus Varicela
zóster, causador da catapora, mesmo que a doença em si e
suas típicas manchas vermelhas não apareçam.
• Depois desse primeiro encontro, o invasor se esconde no sistema
nervoso, mais especificamente nos gânglios.
• Saliva de mamíferos contaminados
• Grave
• Hidrofobia
• Problema neurológico
 Raiva (hidrofobia)
• Esse vírus é capaz de comprometer gravemente o sistema
nervoso central, causando grande inchaço no cérebro e, por isso,
a raiva é considerada uma doença grave, com um alto nível de
letalidade.
• Se um animal, inclusive cães e gatos, estiver infectado com
a raiva e morder, lamber ou arranhar um indivíduo, ele pode
acabar por desenvolver a doença.
• A vacinação é a melhor forma de prevenir a difusão da raiva e os
animais domésticos devem ser vacinados pelo menos uma vez
por ano.
• À medida que a doença vai se desenvolvendo, começam a
aparecer outros sintomas relacionados com a função cerebral,
como ansiedade, confusão, agitação, comportamento anormal,
alucinações e insônia.
Como identificar um animal com raiva?
• Numa primeira fase da infecção, os animais infectados pelo vírus
da raiva podem se apresentar sem forças, com vômitos
constantes e perda de peso, no entanto, esses sintomas acabam
progredindo para salivação excessiva, comportamento anormal e
auto- mutilação.
O que fazer se for mordido por animal com raiva?
• Quando a pessoa é mordida por um animal, mesmo que não
apresente sintomas de raiva, e especialmente se for um animal
de rua, deve lavar o local com água e sabão e, depois, ir no posto
de saúde ou no pronto-socorro, para avaliar o risco de ter pego
raiva e, assim, iniciar o protocolo de exposição ao vírus, que
geralmente é feito com várias doses da vacina antirrábica.
Transmitido por picada de
mosquito
8- Dengue, Zika,
Chikungunya
• Dores
• Febre
• Manchas vermelhas
• Microcefalia (zika)
Transmitido pela
saliva
 Gripe (Influenza)
• Contato pela saliva
• Febre alta
• Dores no corpo e cabeça
• Espirros
• Fadiga
• Contato através da saliva
• Fraqueza
• Febre
• Paralisia infantil
 Poliomielite

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