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TERAPIA NUTRICIONAL NAS DOENÇAS ESOFÁGICAS 
 
Prof. Cristina Fajardo Diestel – cristinadiestel@nutmed.com.br 
 
 
Revisão de Anatomia: 
 
 O esôfago é um tubo muscular oco de 
aproximadamente 25 cm, que se estende da faringe 
ao estômago e é fixado apenas em suas 
extremidades proximal e distal. Sua função é 
conduzir os alimentos desde a faringe até o 
estômago. 
 Diâmetro máximo 2,5 cm 
 O esôfago passa através do HIATO ESOFAGIANO 
do diafragma e termina na junção com o estômago 
– o CARDIA 
 
 
 
Pode ser divididos em terços ou porções anatômicas: 
 
 
mailto:cristinadiestel@nutmed.com.br
 
 
Camadas celulares: 
 
 Mucosa 
 Submucosa 
 Muscular - camada circular interna 
 - camada longitudinal externa 
 Não possui serosa 
 
• Entre as 02 camadas musculares encontra-se o 
plexo de Auerbach  peristaltismo 
 
 
 
Musculatura: 
 1/3 superior: musculatura estriada, 
 2/3 inferior: musculatura lisa 
 
 
 
 
 
Fisiologia: 
 
 Funções: 
- Função motora 
- Função de resistência ao fluxo 
 
 Ponto de vista fisiológico: 
- Esfíncter esofagiano superior 
- Corpo do esôfago 
- Esfíncter esofagiano inferior 
Deglutição: 
 
 1ª fase : é voluntária e consciente, ocorrendo a 
formação do bolo alimentar através de movimentos 
da língua, lábios, dentes e bochecha 
 2ª fase: também é voluntária e consciente, sendo o 
bolo alimentar impulsionado para trás, através de 
movimentos ondulatórios da língua. Este bolo entra 
em contato com a faringe e desencadeia o reflexo da 
deglutição faríngea. 
 3ª fase; é involuntária e consciente, quando é 
iniciado o movimento peristáltico faríngeo, 
transportando o bolo até o esôfago, e nesta fase a 
musculatura entra em ação para impedir a aspiração 
 4ª fase: é involuntária e inconsciente e o bolo 
alimentar é transportado após abertura do esfíncter 
faringeoesofágico através de movimentos 
peristálticos até o estômago  Fase esofágica 
 
Peristalse esofágica: 
 
 O esôfago tem três tipos de ondas peristálticas: 
 
- Primária: são contrações seqüenciais que levam o 
alimento da boca até o estômago. 
- Secundárias: vem logo após as primárias para 
limpar o que sobrou no esôfago após a deglutição. É 
um mecanismo normal de limpeza. 
- Terciária: são ondas patológicas e ocorrem sem 
continuidade, criando as vezes uma luta do esôfago 
contra um obstáculo criado por ele mesmo, ou seja, 
uma contração sobre outra contração e não sobre 
uma área relaxada. Constituem a doença de 
dismotilidade do esôfago. 
 
Mecanismos anti-refluxo: 
 Ângulo esôfago-gástrico (ângulo de His) – 
normalmente agudo 
 Musculatura diafragmática 
 Segmento do esôfago intra-abdominal 
 Enfíncter esofagiano inferior (permite regular o 
escoamento esofágico e impede refluxo) 
 
 
O esôfago tem 02 funções básicas: 
 
1. Fazer com que o alimento da boca seja “empurrado” 
até o estômago 
2. Evitar que este alimento retorne do estômago 
• A grande maioria dos distúrbios do esôfago se deve 
a interferência em uma ou ambas destas funções. 
 
 
 
 
Principais sinais e sintomas esofagianos: 
 
• Disfagia – dificuldade na deglutição 
• Odinofagia – dor à deglutição 
• Pirose – sensação de queimação retroesternal 
 
 
DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO 
 
 Definição: sintomas e danos teciduais decorrentes 
do refluxo de material gástrico e/ou entérico para o 
esôfago. 
 Fatores agressivos X Fatores de defesa mucosa  
determinam a existência ou não de lesão - 
esofagite 
 
Mecanismos que impedem o refluxo gastroesofágico: 
 
Fatores anatômicos 
o Pinçamento diafragmático 
o Ângulo de entrada do esôfago no 
estômago 
 
Fatores Fisiológicos 
o Pressão do EEI 
o Clearence esofágico 
o Resistência epitelial 
o Fatores gástricos 
 
 
 
Pressão do EEI 
 Normal  15 a 30 mmHg 
 Níveis em torno de 10 mmHg  episódios 
freqüentes de refluxo 
 Menor que 5mmHg  ausência de barreira, refluxo 
livre 
 Problema não está relacionado à competência da 
válvula mas a aberturas freqüentes em momentos 
inadequados. 
 
Clearence Esofágico 
 
 Peristalse e salivação 
 Saliva – rica em HCO3 
 
Hérnia de Hiato 
 Deslizamento: localização da linha Z 2cm ou mais 
acima do pinçamento diafragmático. 
 Reduz a pressão do EEI 
 Causa alterações peristáticas -  clearence 
 Produção de ácido intratorácica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hérnia de Hiato por Deslizamento: 
 
 
 
 
 
 
Hérnia de Hiato Paraesofágica: 
 
 
 
 
 
Hérnia de Hiato Mista 
 
 
 
Resistência Epitelial do Esôfago 
 Muco – camada pouco espessa 
 Tampões intra-celulares 
 Regeneração epitelial do esôfago 
 
Fatores gástricos 
 Esvaziamento gástrico retardado – gastroparesia 
diabética. 
 
Sinais e Sintomas do DRGE: 
• Típicos: 
– pirose retroesternal 
– regurgitação alimentar 
– disfagia: estenose de esôfago, espasmo 
do esôfago 
• Atípicos: dor torácica 
• Extra-esofagianos: 
– tosse crônica 
– rouquidão 
– asma por refluxo 
– pneumonias de repetição 
 
Diagnóstico da DRGE 
 
 pHmetria prolongada de 24 horas – padrão ouro 
o Onda de refluxo – pH < 4 
o Indicações: 
 sintomas atípicos DRGE como 
tosse crônica, rouquidão, asma. 
 Pré e pós-operatório de cirurgia 
anti-refluxo 
 Endoscopia – não faz diagnóstico de DRGE e sim 
das alterações macroscópicas, diagnostica as 
hérnias de hiato e as esofagites 
 
 
 
 
Complicações 
 Esofagite 
 Úlcera de esôfago – evolução da erosão até a 
submucosa, podem sangrar, perfurar e estenosar 
 Estenose 
 Esôfago de Barrett – presença de metaplasia 
intestinal completa (epitélio colunar com células 
caliciformes) 
o Lesão pré-maligna para adenocarcinoma 
o Acompanhamento endoscópico anual com 
biópsias 
 
 
 
 
 
Esofagite: 
 
 
 
Tratamento 
 
 Medicamentoso: 
 Procinéticos:  a pressão do EEI,  o 
clearence esofágico e o esvaziamento 
gástrico. Ex: bromoprida, metoclopramida, 
domperidona 
 Bloqueadores dos receptores H2: 
ranitidina, cimetidina 
 Inibidores da bomba de prótons: 
omeprazol, pantoprazol, lanzoprazol. 
 
 Medidas comportais 
 Elevação cabeceira 15 cm 
 Evitar o tabagismo  nicotina - ↓ pressão 
do EEI, ↑ refluxo, ↑ secreção ácida, ↓ ação 
da cimetidina e outros fármacos usados 
para ↓ secreção ácida noturna) 
 Evitar ingestão etílica 
 Não deitar ou carregar peso após 
refeições 
 Perda de peso 
 Evitar roupas apertadas 
 Orientações alimentares 
 Fazer refeição até 03h antes de dormir 
 Evitar atividade física intensa após as 
refeições 
 
 Cuidados nutricionais: 
 
Objetivos: 
 
• Prevenir a dor e irritação da mucosa esofágica 
inflamada; 
• Prevenir o refluxo gastroesofágico; 
• Reduzir a capacidade ou acidez das secreções 
gástricas; 
• Corrigir e manter o peso ideal. 
Dieta: 
 
 VET: de acordo com a necessidade do paciente 
evitando obesidade ( pressão intra-abdominal) 
 Proteína: hiper (↑ gastrina e cicatrização) 
 Glicídios: normo/hipo (evitar fermentação e desconforto 
abdominal) 
 Lipídios: normo/hipo (devido a liberação de CCK que  
PEEI) 
 Vitaminas: ANP, destaque para vit A, complexo B 
(especial B6), vit C, folato 
 Minerais: ANP, destaque: Fe (interação 
medicamentosa), e diminuída em enxofre 
 Líquidos: normo a hiper 
 Fibras: ANP 
 Caldos concentrados em purinas: isento 
 Fracionamento: aumentado 
 Volume: diminuído 
 Temperatura: normal de acordo com a preparação 
 Consistência: ANP 
 Alimentos de difícil digestibilidade flatulentos, 
fermentáveis: isentos (excitam mucosa do TGI) 
 Infusos concentrados: isentos (PEEI e excitam 
mucosa) 
 Suco de laranja, tomate e carminativos (hortelã e 
menta): isentos (PEEI) 
 Chocolate: isento (PEEI) 
 Pimenta – irritante de mucosa evitar. 
 Bebidas gaseificadas – evitar, pois  pressão abdominal 
 Leite desnatado: alimento benéfico - libera gastrina e 
aumenta pressão do EEI 
 Esofagite  evitar a ingestão de alimentos ácidos 
 
 Suplementos a serem considerados: 
- Enzimas digestivas 
- Probióticos – devido aos Inibidores de bomba deprótons 
 
Chás protetores de mucosa: 
 Camomila (Capítulos florais, Matricaria recutita/ 
Matricaria chamomilla) 
 Espinheira santa (mytenus ilicifola) 
 Guaçatong (Cesaria sylvestris) 
 
 Tratamento Cirúrgico para DRGE 
 
Indicações: 
 Grandes hérnias de hiato sintomáticas. 
 Não responsividade ao tratamento clínico 
 
 
 Úlceras profundas 
 Barrett 
 
 
 
 
 
 
Cirurgia 
 
Fundoplicatura de Nissen (total) ou Lind (parcial) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conduta Nutricional nas Cirurgias: 
 
• Fundoplicatura a Nissen  método de escolha. 
• Edema – manipulação cirúrgica pode durar até 3 
meses pós-operatório. 
• Dependendo a plicatura e do edema  disfagia 
transitória ou permanente. 
• Pós-operatório: VDL – início dieta no mesmo dia ou 
1° DPO 
 Aberta – 01 ou 02° Dia de pós operatório 
• Dependendo da plicatura  dieta líquida/semi-
líquida por 07 a 14 dias pós-operatórios. 
• Evoluir então progressivamente em consistência. 
• Importância mastigação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico Diferencial – DRGE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACALÁSIA 
 
 Ocorre destruição do plexo mioentérico de 
Auerbach 
 Incapacidade de relaxamento do EEI 
 Etilogia: 
 Idiopática: possíveis causas genéticas, 
auto-imunes 
 Chagásica: Trypanossoma cruzi destrói o 
plexo mioentérico, acarretando disfunção 
da musculatura lisa do órgão. 
 
 
 
Transmissão: transfusão, transplantes, placenta e leite materno 
Açaí e cana  devem ser pasteurizados 
Carne crua e mal cozida de caça 
 
Sintomas: 
 
 Disfagia: inicialmente para sólidos, progredindo 
para líquidos 
 Regurgitação devido ao acúmulo de resíduos 
 Dor 
 Pirose – relacionada a fermentação bacteriana dos 
alimentos 
 Perda ponderal 
 Constipação – Megacólon Chagásico 
 
Diagnóstico: 
 
Radiológico: 
 Grau I – até 3 cm. Retardo no esvaziamento. 
Ondas terciárias. 
 Grau II- 3-7 cm, nível liquido, resíduos, ondas 
terciárias, hipotonia. 
 Grau III- 7-10 cm retenção de contraste, atividade 
motora reduzida, afilamento distal. 
 Grau IV- maior que 10cm – Dolicomegaesôfago. 
 
 
 
 Endoscopia: difícil detecção de estágios iniciais, útil 
na avaliação da mucosa (pseudo-acalásia por 
neoplasia) 
 
 
 Manometria: não relaxamento do EEI, ondas 
síncronas e de baixa amplitude, aperistálticas. 
 Sorologia para Doença de Chagas, reação de 
Machado-Guerreiro, imunofluorescência indireta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento: 
 
Clínico 
 Bloqueadores dos canais de cálcio (nifedipina) 
 Relaxantes da musculatura lisa (nitratos, isordil) 
 Pouco eficazes, utilizados nos casos iniciais sem 
dilatação do esôfago. 
 
Endoscópico: 
 Dilatação com balão não complacente: terapia mais 
utilizada e com melhores resultados. 
 Toxina botulínica: 
 alto índice de recidivas, necessitando de 
aplicações semestrais. Alto custo. 
 Indicado para pacientes de alto risco: 
diabéticos, idosos, coronariopatas. 
 
 
 
Cirúrgico: 
 
 Pacientes não responsivos ao tratamento 
endoscópico 
 Procedimento de escolha: Miotomia de Heller, 
associado ou não a fundoplicatura (evitar refluxo). 
 Dolicomegaesofago: esofagectomia subtotal com 
esofagogastroplastia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Normal Acalásia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conduta Nutricional: 
 
• Desnutrição não é tão grave  geralmente pctes 
não necessitam SN pré-op. 
• Pré-op  Trabalhar com Consistência Alimentar 
• Eventualmente é necessário passar CNG 
• Preparo pré-operatório às vezes exige dieta zero no 
dia anterior + lavagem pelo CNG 
• Dieta zero 1d 
• Evolução nutricional pós-op normal: líquida de prova 
 consistência normal. Verificar existência de 
disfagia. 
• Se houver CNG, fazer nutrição enteral. 
 
DIVERTÍCULO DE ZENCKER 
 
 Divertículo mais comum 
 3 vezes mais freqüente em homens do que em 
mulheres 
 mais comum em pessoas c/ mais de 60 anos de 
idade 
 Pulsão, resulta abertura transitória incompleta o 
EES. 
 O bolo deglutido exerce pressão na faringe acima do 
EES 
 bolsa - projetada para a região paravertebral 
esquerda 
 
 
 
 
• Sinais e Sintomas : 
– em geral, assintomáticos 
– disfagia (associado ao tamanho do 
divertículo) 
– regurgitação de alimentos ñ digeridos 
– aumento do tamanho do pescoço 
– som de gargarejo após comer 
– halitose 
– gosto ácido-metálico na boca 
– aspiração noturna 
 
• Diagnóstico: esofagografia contrastada 
 
• Tratamento: 
– Cirúrgico – indivíduos sintomáticos 
independente do tamanho do divertículo. 
– Divertículo pequeno (1 a 2 cm) - Miotomia 
do EES 
– Divertículo grande - diverticulectomia + 
Miotomia 
 
 
 
 
 
CÂNCER DE ESÔFAGO 
 
 No Brasil, o câncer de esôfago é o sexta mais 
frequente entre homens e o 15º entre as mulheres, 
excetuando-se o câncer de pele não malnoma. É o oitavo 
mais frequente no mundo e a incidência em homens é duas 
vezes maior que nas mulheres. 
 
 O tipo de câncer de esôfago mais frequente é o 
carcinoma epidermoide escamoso, responsável por 96% 
dos casos. Outro tipo, o adenocarcinoma, vem aumentando 
significativamente. (relacionado ao Esôfago de Barret) 
 
Fatores de risco: 
 O consumo frequente de bebidas muito quentes 
como chimarrão, chá e café, em temperatura de 
65ºC ou mais, pode levar ao câncer de esôfago. 
 O consumo de bebidas alcoólicas pode causar 
câncer de esôfago, não havendo níveis seguros de 
ingestão. É importante destacar que, não só o 
consumo regular, como também o consumo 
excessivo e esporádico de qualquer tipo de bebida 
alcóolica. 
 O excesso de gordura corporal favorece o 
desenvolvimento de câncer de esôfago. A 
obesidade também facilita o desenvolvimento da 
doença do refluxo gastroesofagiano (DRGE), 
importante fator de risco para o desenvolvimento 
da doença. 
 Consumo de carnes processadas (exemplo: 
salsicha, presunto, blanquette de peru, entre 
outros). 
 O tabagismo isoladamente é responsável por 25% 
dos casos de câncer de esôfago. O risco aumenta 
rapidamente com a quantidade de cigarros 
consumida. Mesmo as pessoas que já fumaram, 
mas interromperam, possuem risco aumentado de 
desenvolver este câncer quando comparadas aos 
que nunca fumaram. 
 Estão associadas à maior incidência desse tumor 
história pessoal de câncer de cabeça, pescoço ou 
pulmão. 
 Infecção pelo Papilomavírus humano (HPV). 
 Tilose (espessamento da pele nas palmas das 
mãos e na planta dos pés), acalasia (falta de 
relaxamento do esfíncter entre o esôfago e o 
estômago), esôfago de Barrett (crescimento 
anormal de células do tipo colunar para dentro do 
esôfago), lesões cáusticas (queimaduras) no 
esôfago e Síndrome de Plummer-Vinson 
(deficiência de ferro). 
 Exposição a poeiras da construção civil, de carvão 
e de metal, vapores de combustíveis fósseis, óleo 
mineral, herbicidas, ácido sulfúrico e negro de 
fumo está associada ao desenvolvimento de 
câncer de esôfago. Os trabalhadores da 
construção civil, metalurgia, indústria de couro, 
eletrônica, mineração e agricultura, engenheiros 
eletricistas, mecânicos, extratores de petróleo, 
motoristas de veículos a motor, trabalhadores de 
lavanderias/lavagem a seco e serviços gerais 
podem apresentar risco aumentado de 
desenvolvimento da doença. 
 
Estadiamento do Câncer: 
 
 O estadiamento mensura: 
 o volume/tamanho tumoral 
 a distribuição da doença em um paciente 
individual 
 onde o tumor está em sua história natural 
 
 Útil para: 
 definir o melhor tratamento 
 estimar taxa de sobrevida/prognóstico 
 
 
 Fases da evolução do tumor maligno: 
 velocidade do crescimento tumoral 
 órgão-sede do tumor primário 
 
 
 fatores constitucionais do hospedeiro 
 fatores ambientais, etc. 
 
 Curso biológico + ou – comum: 
 crescimento 
 invasão local 
 invasão de órgãos vizinhos 
 disseminação regional e sistêmica Doença tratável raramente curável: 
 
 Doença Tratável, raramente Curável: 
 
Tumores pequenos e assintomáticos, confinados à 
mucosa ou à submucosa são detectados por acaso 
Maior parte do diagnóstico é feito em fases avançadas 
da doença 
 
 Sintomas: 
Principal – disfagia 
Quando presente, normalmente a lesão invadiu a 
muscular própria ou além e pode ter provocado 
metástase para linfonodos ou outros órgãos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento e Prognóstico  são dependentes do estágio do 
tumor. Podem ser usadas cirurgia, quimioterapia e 
radioterapia isoladas ou combinadas. 
 
Tumores em estágio I  ressecção endoscópica ou 
esofagectomia 
Tumores em Estágios II e III  esofagectomia 
Tumores em Estágio IV  avançados, tratamento paliativo 
Tumores na região cervical  geralmente tratado com Rtx + 
Qtx devido a possibilidade de TQT definitiva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESOFAGECTOMIA 
 
 
 
 
 
 
a) Via transtorácica b) Com 3 acessos – acesso torácico pode ser por vídeo c) Via Transhiatal 
 
 Esofagectomia - restauração do trânsito : 
 Como norma é feita no mesmo tempo cirúrgico 
 Pode ser feita num 2° tempo 
 Utilização preferencial do estômago 
 Utilização do cólon ou intestino delgado (essa é á última opção porque apresenta mais complicações) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1: confecção do tubo gástrico com grampeador na cirurgia convencional. Figura 2: anastomose do tubo gástrico com o 
esôfago com utilização de grampeador. Figura 3: apsecto final após a reconstrução 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prognóstico Câncer de Esôfago: 
 
Local. Quando o tumor está crescendo apenas no esôfago. 
Ele inclui os estágios I e alguns tumores estágio II, como 
aqueles que são T1, T2 ou T3, N0, M0. O estágio 0 não está 
incluído nessas estatísticas. 
Regional. Quando o câncer se disseminou para os tecidos ou 
linfonodos próximos. Isso inclui os tumores T4 e aqueles com 
disseminação para os linfonodos (N1, N2 ou N3). 
A distância. Quando o tumor se espalhou para órgãos ou 
linfonodos distantes, e inclui todos os tumores M1 (estágio 
IV). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento Nutricional: 
 
Pré-operatório: 
 
 Disfagia, desnutrição, perda de peso 
 Trabalhar com consistência alimentar + 
suplementação 
 Imunomodulação  50 a 60% VET, 500-600ml ao 
dia (03 unidades de suplemento) 
 Nutrição enteral  tentar passar CNG 
 Não se faz gastrostomia  estômago 
usado para reconstrução do trânsito 
 Jejunostomia – normalmente não é opção 
de pré-operatório 
 Se não for possível passar CNG  NPT 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento Nutricional: 
 
Pós-operatório: 
 
 
 Repouso da região da anastomose por 5 a 8 dias 
 Jejunostomia intra-operatória para NE precoce 
 - Dieta Enteral – Polimérica Imunomoduladora (7d) 
 
4 Esofagectomia: 
 5º DPO – Esofagografia contrastada - Líquida de Prova 
 6º DPO - Líquida Completa 
 7º DPO - Pastosa 
 8º DPO – Branda 
 Retirada da dieta enteral 
 Ingestão VO de 60-75% das necessidades 
 
 Dieta oral precoce  algo discutido e estudado atualmente, porém, sem realização na prática na maioria dos 
centro do país 
 
 
Estágio Taxa de Sobrevida em 
5 anos 
Local 43% 
Regional 23% 
A distância 5% 
 
 
Restabelecimento da Alimentação VO: 
 
 Problemas adaptativos ou de deglutição 
 Alto nível de ansiedade do paciente 
 Saciedade precoce 
 Refluxo e Regurgitação – esvaziamento pior 
 Disfagia, Estenose anastomose – em geral, surge mais tardiamente 
 
Dieta Oral: 
 Fracionamento aumentado e volume diminuído 
 Monitorar deficiências 
 Suplemento oral para atingir recomendações 
 Observar diarreia, má absorção de lipídios e síndrome de dumping 
 
 
Tratamento Paliativo: 
 
 By pass 
 Prótese (Malafaia, auto-distensível) 
 Esofagostomia / gastrostomia

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