Prévia do material em texto
PANCREAS · Cabeça, colo, corpo e cauda · Processo uncinado da cabeça do pâncreas: passa por trás da VMS até a AMS · Colo: anterior e se sobrepõe a VMS · Corpo e cauda: até o hilo esplênico · Irrigação da AMS e do tronco celíaco - Cabeça e uncinado: pancreatoduodenais superior (da gastroduodenal) e inferior (da AMS) - Colo, corpo e cauda: ramos vindos da Esplênica e da a. pancreática dorsal · Veia pancreatoduodenal: drena pra VMS e veia esplênica · 4ª semana de gestação – inicia pâncreas exócrino · Broto dorsal: cabeça superior, colo, corpo e cauda · Broto ventral: cabeça inferior e processo uncinado · 4ª a 8ª semana: broto ventral com rotação posterior + fusão com broto dorsal · Pancreas divisum: até 10% da população - Ducto de Santorini (acessório) – ducto pancreático dorsal – pode causar obstrução – pancreatite · Pâncreas anular: - Migração aberrante do broto pancreático ventral – deixa o duodeno estreito (2ª porção do duodeno) - Síndromes: Down, má rotação, atresia intestinal e má formação cardíaca - Obstrução: tratamento com duodenojejunostomia (desvio intestinal) · Pâncreas ectópico: - Qualquer local do intestino - Estômago, duodeno e divertículos de meckel - Clínica: obstrução, sangramento, instussucepção - Tratamento geralmente não é necessário Pâncreas: - 85% são células acinares - Principal função exócrina: enzimas digestivas (inativas nos ácinos) - Proteases – proteínas - Amilases (polissacarídeos) - Lipases (gordura) - Secreção exócrina durante o período interdigestivo e após ingestão de alimentos - Fase cefálica: nervo vago - Fase gástrica: distensão gástrica - Fase intestinal – duodeno PANCREATITE AGUDA · Ativação anormal de enzimas dentro do pâncreas · 90%: evolução branda e limitada · 10-20% evolução grave · Mortalidade: - Fase inicial (2 semanas): disfunção múltipla de órgãos – resposta inflamatória exacerbada - SIRS - Fase final (após 2 semanas): complicações sépticas Causas: - Cálculos biliares e abuso de etanol - Crianças: trauma abdominal fechado e doenças sistêmicas · Pancreatite biliar: - Mais comum - Mulheres de 50 a 70 anos - Aumento da pressão e refluxo: ducto pancreático · Pancreatite por álcool: - Segunda causa - Homens 30-45 anos - Etanol >100g/dia/5 anos; fumo; genética - Reduz perfusão e contrai/obstrui ductos · CPRE · MEDICAMENTOS (sulfonamidas, metronidazol, eritromicina...) · OBSTRUÇÃO ANATÔMICA - Tumores pâncreas - Verminoses - Pancreas anular - Congenita (pâncreas divisium) · Metabolicos (hipertrigliceridemia/hipercalcemia) · Trauma · Manipulação do pâncreas e hipotensão prolongada Clínica: · Dor epigástrica/periumbilical irradiada para as costas – em faixa; · 90% têm náuseas e/ou vômitos · Dor constante · Taquicardia/Hipotensão · Desidratação · Confusão mental · Icterícia (coledocolitíase) · Abdomen normal ou > da sensibilidade epigástrica · Grave: dor à descompressão, rigidez abdominal · Sinais: - Grey turner: equimose de flancos - Cullen: equimose periumbilical · Tórax esquerdo: macicez e ruídos ventilatórios diminuídos sugerem derrame pleural Diagnóstico · História clínica · Elevação das enzimas séricas · Aumento acima de 3x o LSN de amilase e/ou lipase - Amilase <48h - Lipase >48 h (mais específico) · Hiperglicemia, leucocitose · Aumento das enzimas hepáticas · RX de abdômen agudo: tórax, abdômen em pé e deitado - Níveis hidroaéreos - Excluir pneumoperitonio - Interrupção abrupta do cólon transverso - Alargamento C duodenal · USG abdominal: - Limitada por gordura intra-abdominal e gás - Sensibilidade elevada para cálculos biliares - Cálculo biliar + aumento das transaminases: especificidade de 100% pra pancreatite aguda biliar · TC abdominal com contraste: - PADRÃO OURO para avaliar pâncreas - Fase venosa portal: viabilidade e grau de infiltração pâncreas, avalia gás ou líquido no abdômen · RNM: - Avalia extensão da necrose, líquido livre, grau de inflamação · USG endoscópico: - Avaliar coledocolitíase · CPRE: - Pode agravar pancreatite - Pode ser usada como terapia em pancreatite + coledocolitíase Gravidade: critérios de Ranson NA ADMISSÃO: - Idade >70 anos - Leucócitos - Glicose - Desidrogenose láctica - Aspartato transaminase 48H INICIAIS: - Queda do hematócrito - Elevação da ureia sérica - Cálcio - Deficit de base - Sequestro de líquido Critérios de Balthazar: tomografia Tratamento: · Hidratação vigorosa · Analgesia · Jejum e após nutrição enteral/parenteral · Antibiótico profilático não altera o curso da doença · UTI em casos graves · CPRE: - Pancreatite aguda biliar grave - Usada em colangite e obstrução persistente · Colecistectomia videolaparoscópica - 30% terão novas pancreatites - Pancreatite Leve: mesma internação - Pancreatite Grave: após 6 semanas - Realizar colangiografia intra-operatória ou CPRE Complicações: · Coleções líquidas - Sem epitélio e cápsula - Maioria é reabsorvida - Leucocitose + dor abdominal + febre: infecção - Drenagem percutânea e antibióticos EV · Necrose pancreática e necrose infectada - Necrose: pâncreas não viável - Diagnóstico por TC de abdômen - 20% das pancreatites desenvolvem necrose (vira necrose a partir de 48-72h) - Principal complicação da necrose é infecção – risco de acordo com a extensão da necrose - <30% de necrose: risco de infecção de 22% - 30-50% de necrose: risco de infecção de 37% - >70% de necrose: risco de infecção de 46% - Infecção por translocação bacteriana entérica (E. coli, enterococo, pseudomonas, klebsiela) - TC com gás em necrose = infecção - PAAF – cultura - Infecção confirmada: carbapenemicos EV (meropenem) // quinolonas, cefalosporinas de 3ª geração, metronidazol... - TTO definitivo: desbridamento cirúrgico com necrosectomia (precisa operar) - Necrosectomia: mortalidade 75% até 14 dias // 45% entre 15 e 29 dias // 8% após 30 dias · Pseudocistos pancreáticos - Cápsula: colágeno e granulação e sem epitélio - 4 a 8 semanas do início da pancreatite - >50% terão sintomas - Dor persistente, saciedade precoce, náusea, perda de peso, enzimas pancreáticas elevadas - TC ou RNM mostram imagem - USGE: punção na dúvida diagnóstica – líquido com amilase elevada, sem mucina, baixo CEA ASSINTOMÁTICO Observar – regressão em até 70% dos casos: <4cm, na cauda, sem obstrução, e sem comunicação ductal SINTOMÁTICOS ou dúvida se é pseudocisto ou cisto (neoplasia – mais de 4 a 8 semanas) Intervenção: - Drenagem trans-gástrica/duodenal por EDA se contato com órgão de pelo menos 1cm - Drenagem transpapilar (CPRE) - Drenagem cirúrgica - Complicações: Sangramento Fístula pancreatopleural Obstrução ducto biliar Obstrução duodenal Ruptura para peritônio Infecção e fistula cutânea Hipertensão portal · Ascite pancreática: - Ruptura completa do ducto é rara - Suspeita: ascite + distensão - Paracentese faz diagnóstico: líquido com amilase e lipase - Tratamento: drenagem do abdômen + STENT no local da ruptura (por endoscopia) // ressecção distal e sutura do coto · Fístula pancreatopleural: - Mais em PA alcoólica - Suspeita de ruptura: Dispneia, tosse e dor torácica - Diagnóstico: toracocentese, RX ou TC tórax - Tratamento: drenagem torácica + suporte nutricional + octreotide - Stent endoscópico ou cirurgia de ressecção - Tórax à esquerda · Complicações vasculares: - Raramente - Artéria esplênica é a mais envolvida - AMS, a. cística, a. gastroduodenal - Pseudoaneurismas pela elastase pancreática - Ruptura: sangramento volumoso: dor abdominal súbita, taquicardia e hipotensão - Embolização ou ligadura vascular - Trombose da V. esplênica ou até V. porta - Exames: esplenomegalia, varizes gástricas e oclusão da v. esplênica - Tratamento conservador na maioria - Sangramentos digestivos superiores recorrentes: esplenectomia · Fístula pancreatocutânea - Rara nas pancreatites - Aumenta com outras complicações: pseudocisto, necrose infectada pós cirurgia - Maioria com tratamento conservador Pancreatite crônica · Inflamação persistente · Fibrose irreversível · Atrofia do parênquima · Dor crônica · Insuficiênciaendócrina e exócrina Causas: · Álcool: 70-80% dos casos - Aumenta concentração de proteína no suco pancreático + aumenta a secreção de glicoproteína 2 + aumenta síntese e secreção de litostatina: tampões de proteína + cálculos em ductos - Células estreladas (fibroblastos) · Tabagismo: - Aumenta risco associado ao álcool · Mutações genéticas · Obstrução crônica do ducto · Trauma · Pancreas divisum · Distrofia cística da parede duodenal Clínica · Dor com ingestão oral · Náuseas e vômitos com progressão · Diarreia + esteatorreia (90% do pâncreas destruído) · Osteoporose/osteopenia (déficit de absorção das vitaminas lipossolúveis) · 80-90% déficit exócrino · 40-80% déficit endócrino · Icterícia e/ou colangite (5-10%) Diagnóstico · TOMOGRAFIA DE ABDOMEN - Ducto pancreático dilatado - Atrofia do parênquima - Calcificações pancreáticas - Derrame peripancreáticas - Edema focal - Dilatação biliar - Irregularidade pâncreas - Avalia complicações: pseudocistos, trombose porta/esplênica/ruptura ducto/pseudoaneurismas · Ressonância de Abdomen - Sensibilidade menor pra calcificações - CPRM com secretina (estenoses/ruptura) · USGE: estágio inicial da doença - Critérios de Rosemont - AP: padrão ouro: inflamação, atrofia, fibrose Tratamento · Paliação dos sintomas (dor) · Orientar não fumar e não beber · Doença irreversível · Analgesia: AINES ou sedativos (moderada e intensa) · Reposição de enzimas pancreáticas por pelo menos 6 semanas + IBP · CPRE: obstrução ductal – dilatação + Stent - Excluir malignidade antes - Suspeita de tumor: cirurgia - Retirada dos cálculos: paciente com dor e dilatação - Obstrução biliar: Stent antes de by-pass em paciente mal-nutrido ou com colangite · Dilatação ductal por cálculos ou estenoses - Dilatação + dor intratável: cirurgia Cirurgia Puestow: pancreatojejunostomia em Y de ROUX - Biópsia das bordas por congelamento pra excluir tumor - Vantagem: mantem parênquima pancreático - 80% melhora da dor – retorna em 30% (5 anos) Cirurgia de Frey: ressecção de parte da cabeça a 1cm do duodeno - Desvantagem: ressecção do parênquima - 95% controle de dor - 34%: insuficiência pancreática · Dilatação ductal por cálculo único ou estenose - Procedimentos alternativos à Puestow ou Frey - Duodenopancreactomia / pancreatectomia distal - Devantagem: resseca parênquima – insuficiência pancreática · Massa inflamatória focal e sem dilatação - Massa predominante e sem dilatação em cabeça ou cauda - Pancreatite crônica é fator de risco pra carcinoma de pâncreas - Cirurgia de ressecção · Envolvimento de pâncreas difuso e sem dilatação - Pancreatecomia total - Autotransplante de ilhota associado · Estreitamentos biliares: - Fibrose da cabeça do pâncreas - 1/3 dos pacientes com dilatação do colédoco - Stent e antibiótico em pacientes com colangite - Duodenopancreatectomia em pacientes que possam ter malignidade - Hepaticojejunostomia · Estenose duodenal - Dor, náusea, perda de peso - Gastrojejunostomia · Pseudocistos pancreáticos - Mais frequentes que na aguda - Regressão menos comum por obstrução ductal - Compressão gástrica, duodenal, biliar, sangramentos, fístulas pancreatopleurais, ruptura ou sangramento - Tratamento: cirurgia ou endoscopia NEOPLASIAS CÍSTICAS DO PÂNCREAS · Segunda neoplasia mais comum no pâncreas exócrino (adenocarcinoma mais comum) Neoplasia císctica mucinosa · Neoplasias císticas mais comuns do pâncreas · Epitélio produtor de mucina · Podem se transformar em malignos · Mulheres de 50 anos · Localização: corpo e cauda do pâncreas · 50% com dor abdominal vaga · História de pancreatite crônica em 20% · TC de abdômen: cisto solitario, septações finas, circundado por calcificações - Malignidade na TC: tumor maior + nódulo mural + calcificação em casca de ovo · USGE com aspiração: aumento de CEA, presença de mucina, amilase baixa – precisão maior de diagnóstico · Tratamento: ressecção da lesão – pancreatectomia corpo-caudal ou duodenopancreatectomia · Prognóstico ruim, mas melhor que adenocarcinoma Neoplasia cística serosa · Predileção pela cabeça do pâncreas · Mulheres de 60-70 anos · Dor abdominal vaga, perda de peso, icterícia · TC de abdômen: cicatriz central com septos radiantes (“queimadura sol”) e volumosos · AP: pequenos cistos multiloculados com glicogênio · USGE: amilase baixa, CEA baixo, sem mucina Pseudocisto era amilase alta, CEA baixo e sem mucina · Pancreatectomia: dúvida de malignidade ou sintomáticas - Duodenopancreatectomia se na cabeça - Pancreatectomia corpo-caudal se no corpo e cauda · Ressecção: cistos >4cm ou crescimento rápido Neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN) · 60-70 anos de idade · Vários pequenos cistos · CEA alto, mucina presente, Amilase alta · Dilatação de ductos: - IPMN ducto principal - IPMN ramo lateral - IPMN misto · IPMN ramo lateral - Dilatação ductos laterais, focais ou multifocais - Malignidade: tamanho >3cm , dilatação, nódulos murais, espessamento da parede cística, icterícia, dor, diabetes, comunicação ducto principal - Baixa malignidade: <3cm e assintomático - <1cm: TC ou RNM em 1 ano - 1-3 cm assintomáticos: TC ou RNM em 6 meses e depois em um ano - >3 cm: ressecção cirúrgica - Sintomático/característica preocupante: cirurgia - Risco geral de malignidade: 10-15% · IPMN ducto principal - Dilatação do ducto principal, focal ou difuso - Risco de malignidade de 30-50% - Dor abdominal 50% e pancreatite aguda em 25% - Malignidade: dilatação >7mm, espessamento da parede cística, icterícia, FA sérica elevada - TC: ducto dilatado, nódulos murais, cistos - RNM colangio: localizar nódulos e planejar cirurgia - USGE: líquido claro, viscoso e com mucina - Tratamento cirúrgico · IPMN misto (principal e lateral) - Dilatação do ducto lateral que se estende para o principal - Comportamento parecido com IPMN de ducto principal; - Malignidade de 30-50% - Tratamento cirúrgico · Ressecção: - Pancreatectomia parcial: ducto principal, sintomáticos, cisto >3cm - Evitar pancreatectomia total Adenocarcinoma do Pâncreas · 9º câncer mais comum; 4º câncer que mais leva a óbito · Prognóstico ruim · Menos de 5% sobrevivem após 5 anos · Idade média de 72 anos · Maioria esporádica (progressão neoplasia intra-ductal para adenocarcinoma) · Fatores de risco ambientais: - Tabagismo (principal fator) - Obesidade - Pancreatite crônica - DM - Exposição ocupacional - Fatores hereditários (Sd Lynch, Sd Peutz-Jeghers, CA mama/ovário, PAF) Sintomas clínicos: · Icterícia (75%) – periambular · Perda de peso (51%) · Dor epigástrica para dorso (corpo e cauda) · Náusea/vômito · Prurido · Febre · Hemorragia digestiva · Icterícia · Vesícula biliar palpável (sinal de courvoisier) · Nódulo supraclavicular esquerdo (virchow) · Linfadenopatia peri umbilical (irmã maria josé) · Toque retal endurecido (prateleira de Blumer) Diagnóstico · Função hepática (TGO, TGP, BTF, FA, GGT) · Coagulopatia (TAP, TTPA, TS, TC, Plaquetas) · Avaliação nutricional (albumina e proteínas) · CEA · CA 19-9 (normal até 37) · Alfa fetoproteína · TC: - Identifica obstrução - Tumor x vascularização - Doença linfonodal ou metastática · CPRE: - Biópsia - Prótese (paliação) · USGE: - Biópsia por aspiração - Avalia vasos e linfonodos · ColagioRNM: - Avalia anatomia biliar - Lesões císticas do pâncreas · PET-SCAN: - Carcinomatose - Diferencia pancreatite auto-imune Estadiamento: · Biópsia se possível · TC de abdomen · RX de tórax · TC de tórax (se alterações em outros exames) · Cirurgia: - Tumor confinado ao pâncreas - sem envolver AMS ou VSM - Sem metástase - Estadio IA ou IIB · Ressecáveis: - Restrito ao pâncreas - Sem envolver porta ou VMS - Gordura entre tumor e AMS · Limítrofes: - Invasão de VMS ou porta - <180 graus na AMS - Envolve a. hepática - Oclusão da VMS · Irressecáveis: metástase à distância e ascite · Mortalidade Whipple: 2% em grandes centros · Morbidade whipple: 30-50% · Sobrevida média de 22 meses e 5 anos (15 a 20%) · Recidiva da doença (metástase): 85% · Recorrêncialocal: 40% · QT paliativa: 12m (sem metástase) / 6m (com metástase) · Morbidade: - Esvaziamento gástrico retardado - Fístula do pâncreas - Infecção da ferida - Abscesso intra-abdominal - Eventos cardíacos - Fístula biliar - Reoperação geral · Adjuvância: - QT ou RT · Neoadjuvância: - Ajuda a selecionar pacientes para cirurgia - indicações: ressecções limítrofes · Paliativo: 80 a 85% com doença localmente avançada ou metástases Obstrução biliar: - Não candidatos à cirurgia - CPRE com Stent - Drenagem externa percutânea - Hepaticojejunostomia em Y de Roux Obstrução gástrica/duodenal: - Stent endoscópico - Gastrojejunostomia ou by-pass duplo (colestase) Alívio da dor: - AINES ou opioides - Bloqueio do nervo celíaco PÂNCREAS ENDÓCRINO TUMORES – ILHOTAS · Maioria benigno · Malignidade: 10% em insulinomas, até 100% em glucagonomas e somatostatinomas · Imuno-histoquímica determina o conteúdo endócrino · Malignidade: presença ou não de metástases · Morbidade: decorrente da secreção dos hormônios gastrointestinais ativos e do potencial de malignidade · A secreção do hormônio por tumores funcionantes leva a síndromes características - Glucagon: hiperglicemia - Insulina: hipoglicemia - Gastrina: úlcera péptica · Podem estar associados à síndromes genéticas: - NEM1 (neoplasias endócrinas): tumores endócrinos pancreáticos, hiperplasia das paratireoides e adenomas hipofisários · Após fazer o diagnóstico do tumor funcionante: é necessário exame de imagem para localizar – TC ou RNM · Insulinomas e gastrinomas são menores e mais difíceis de localizar · Tumores funcionantes: - Blush vascular - RNM demonstra contraste entre pâncreas e tumor endócrino - US endoscópico – possibilita PAAF - Cintilografia com receptor de somatostatina EV (octreotide): útil em gastrinomas, ruim em insulinomas // não mostra localização exata // útil pra detectar metástase hepática não insulinoma - Angiografia - Cirurgia: USG + palpação + EDA transiluminação INSULINOMAS: - Tumor funcionante mais comum do pâncreas endócrino - Média de 45 anos - 97 % Localizados no pâncreas - Pequenos (1-1,5cm) - Hiperatenuantes em TC ou RNM pela hipervascularização - Tríade de Whipple: Sintomas de hipoglicemia por jejum (sudorese, agitação, confusão, obnubilação, convulsão) Baixos níveis de glicose (40-50) Alívio de sintomas com glicose - Ganho de peso após o início dos sintomas (ingestão de glicose pra evitar hipoglicemia) - Localização: TC ou RNM – USGE – angiografia - Exploração operatória às cegas na falha de localizaçao - Laboratorial: Glicose baixa Insulina aumentada Proinsulina aumentada Peptideo C aumentada Tratamento: - Cirurgia é única forma de cura - Diazóxido diminui insulina no pré-operatório - Enucleação (preserva o pâncreas) - Duodenopancreatectomia, pancreatectomia distal ou central (ducto pancreático ou grande tumor) - Complicação mais comum: fístula GASTRINOMAS - 2º tumor funcionante mais comum do pâncreas endócrino - Mais comum em homens, 50 anos - 60% no duodeno - Síndrome de Zollinger-Ellison: Superprodução de gastrina pelo tumor Hipergastrinemia, úlcera péptica grave e diarreia grave - IBP pode aumentar gastrina, n necessariamente tem gastrinoma Sintomas: hipersecreção gástrica - Dor abdominal - Diarreia - Úlceras pépticas (duodenal mais comum) - DRGE - 90% no triangulo do gastrinoma: ducto cístico + junção 2ª e 3ª porção duodenal + corpo do pâncreas - Diagnóstico: hipergastrinemia + aumento de secreção de ácido gástrico OBS: IBP e anemia perniciosa podem aumentar gastrina, mas sem aumento de ácido IBP deve ser suspenso 2 semanas antes dos testes - Pode estar associado a neoplasias endócrinas múltiplas (NEM tipo 1) - Sobrevida de 96% em 10 anos Localização: sequência 1. TC de abomen 2. Cintilografia 3. USGE ou RNM 4. Angiografia 5. Exploração cirúrgica com USG e trans-iluminação por EDA Tratamento: - Alta malignidade e maior possibilidade de cura - Cirurgia quando ressecção tem perspectiva curativa ou controle dos sintomas - Investigar todo abdômen e ressecar lesões - Pequenos tumores: enucleação - Duodenopancreatectomia + pancreatecomia distal - 50% dos pacientes têm metástases: tratamento insatisfatório – RT e QT não eficazes - Quimioembolização ou ablação por radiofrequência - Metástase irressecável e sintomática: controle com IBP - Gastrectomia total é rara - SZE sem metástase: cirurgia - SZE + NEM: cirurgia menos evidente - Preditor de sobrevida: metástase hepática (e não linfonodos)