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MONITORIZAÇÃO O QUE MONITORIZAR NA UTI OU NO ATO CIRURGICO - ANESTESIA? FUNÇÃO CARDIOVASCULAR E RESPIRATÓRIA (PRINCIPAIS e OBRIGATÓRIAS) Os demais dependem da situação do paciente e da cirurgia: FUNÇÃO RENAL FUNÇÃO NEUROMUSCULAR: Bloqueio adequado para que o cirurgião possa manipular o paciente. TEMPERATURA: É comum ocorrer hipotermia nos pacientes cirúrgicos, pois os cirurgiões ficam com calor pela paramentação, mas isso é algo a se tomar cuidado pois altera a hemodinâmica do paciente. COAGULAÇÃO: em pacientes que sangram muito (cirurgias complexas, como na aorta) -> pode ser preciso fazer a reposição de fatores da coagulação , soro, criopreciptado, concentrado de hemácias (vai depender das suas ferramentas para saber qual a necessidade do paciente, se não sabe precisamente ele fala que pode fazer reposição de tudo) PROFUNDIDADE ANESTÉSICA: Com o BIS (índice bispectral) MONITORIZAÇÃO MÍNIMA PARA PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS DE ACORDO COM A RESOLUÇÃO TÉCNICA DA PRÁTICA ANESTÉSICA PRESSÃO ARTERIAL BATIMENTOS CARDIACOS RITMOS CARDIACOS e FC OXIMETRIA DE PULSO CAPNÓGRAFO!!! TEMPERATURA: Em cirurgias que duram mais de 60 minutos ou em recém-nascidos, prematuros, história de hipertermia maligna e síndromes neurolépticas MONITORIZAÇÃO CARDIOVASCULAR ELETROCARDIOGRÁFICA (ECG): Analisa atividade cardíaca, arritmias, alterações hidroeletrolíticas (hipocalcemia, hiper ou hipocalemia, etc), função de um marcapasso artificial, presença de isquemia HEMODINÂMICA: Garante a perfusão tecidual PNI: (Mais usada) Pressão não invasiva com o esfigmomanômetro, de modo a avaliar pelo método oscilométrico (percebe os níveis de oscilações) – pode ser conturbada pela movimentação do paciente, de modo voluntário ou por tremores!!! PAI: Pressão arterial invasiva, que mede pulso a pulso (monitorização contínua, precisa e rápida). Geralmente realiza-se a punção da artéria radial com o Jelco (30- 40º)-acopla o equipo. Indicações: Pacientes com risco de isquemia (IAM, tabagista) Monitorizar continuamente a PA Estimar a DC e resposta volêmica Amostra de sangue arterial continuamente Se você prevê que vai precisar fazer várias gasometrias -> deixa logo a artéria puncionada! PVC: Pressão venosa central, medindo continuamente a pressão venosa Mais avançados, difícil aqui no nordeste: SWAN-GANZ ECO TRANSESOFAGICO PERFUSÃO TECIDUAL: Gasometria - medidas precisas (Hb, Saturação e outros) MELHOR QUE OXIMETRO DE PULSO: Aqui não se diferencia entre CARBOhemoglobina e OXIhemoglobina, de modo que os valores podem ser não valorizados MONITORIZAÇÃO RESPIRATÓRIA OXIMETRIA DE PULSO - avalia oxigenação: Analisar sempre a curva de pletismografia de maneira adequada CAPNOGRAFIA: Consegue ler alterações imediatamente Padrão ouro para avaliar se a intubação foi correta QUANDO USAR? Sempre que for manipular via aérea do paciente com manipulação artificial (máscara laríngea, intubar, ventilação com máscara facial) O QUE ANALISAR? A presença da curva (até paciente com parada cardiorrespiratória tem curva, mesmo que ela seja pequena) FASES DA CURVA: PRIMEIRA: Espaço morto (regiões onde não há troca gasosa) anatômico passando pelo capnógrafo (brônquio, traqueia e bronquíolo proximal que não tem trocas e não tem CO2) SEGUNDA: Passa pelos bronquíolos respiratórios ou alvéolos, captando o CO2 TERCEIRA: Levemente ascendente até o ápice da curva (ETCO2) que é o momento do final da expiração, que tem a maior quantidade de CO2 (margem de erro de 3, sendo indicado ficar próximo de 40) ETCO2: Fica indicado no monitor que mostra a curva do capnógrafo e é o valor que mais se aproxima da PaCO2 (vr 35-45) QUARTA: Fase de inspiração em que não está passando CO2, por isso que a curva cai. MONITORIZAÇÃO ALTERAÇÕES NA CURVA DA CAPNOGRAFIA: 1) FASE 1 ALTA: Inspirando CO2 - Reinalação de CO2. Perceba que a fase 1 não está rente ao eixo X Pode ser causado por ventiladores que só tem uma traqueia (1 tubo) por onde vai passar o O2 e o CO2 do paciente, daí ele pode inspirar ainda um pouco do CO2 que acabou de expirar -> cuidado para ele não reter CO2 e causar uma acidose respiratória (PaCo2 > 45mmHg) 2) PACIENTE NÃO ADEQUADAMENTE SEDADO/BLOQUEADO: Na metade da expiração, o paciente inspira, de modo a estar brigando com o aparelho (gastando energia desnecessariamente) Como o capnógrafo lê a passagem de CO2, se o paciente inspira O2, a curva cai. Essa situação pode acabar levando a um maior gasto de O2 pelo paciente já com a respiração debilitada RESOLVENDO: Ou inicia desmame da ventilação Ou sedar mais, adequadamente 3) FASE INSPIRATÓRIA MUITO PROLONGADA: Obstrução de tubo, dobradura de tubo (acotovelamento), presença de rolha O ventilador está com dificuldade de empurrar o O2, então a inspiração fica bem arrastada 5) ELEVAÇÃO CONTÍNUA DO ETCO2: Acúmulo de CO2 por ventilação inadequada (hipoventilação - pode fazer acidose respiratória) ou aumento da produção de CO2 (sepse, hipertermia maligna, por exemplo) Hipertermia maligna é uma reação a uma substância, em geral, a succinilcolina, que usa para intubar (bloqueador neuromuscular), onde o paciente tem uma contração muscular generalizada e hipertermia acentuada, abrupta e rápida - grave 4) FASE EXPIRATÓRIA PROLONGADA: Crise asmática, broncospasmo. A expiração é um processo passivo, mas como nesses casos há uma obstrução das vias aéreas do paciente, ele vai começar a fazer um esforço na expiração 6) BAIXA CONTÍNUA DO ETCO2: Perda de CO2 por hiperventilação, normalmente por falta de ajuste adequado da máquina para as características individuais do paciente. 7) QUEDA ABRUPTA DO ETCO2: Parada da respiração ou parada da circulação, impedindo essa troca gasosa. Também pode ser por questões técnicas como retirada do tubo. MONITORIZAÇÃO 8) RCP COM TÉCNICA ADEQUADA: ETCO2 no nível de pelo menos 20, que fica na parte intermediaria da imagem. Logo, quando retornar a nível de 40/50 é por que teve a RCE (retorno da circulação espontânea) MONITORIZAÇÃO GASOMETRIA Componentes de oxigenação adequada: boa função pulmonar, bom DC e bom nível de HB USO: QUANDO PRECISA DADOS MAIS ESPECIFICOS: A SATURAÇÃO PODE NÃO SER SUFICIENTE: Paciente tem TODAS as hemoglobinas saturadas, mas com pouquíssimas hemoglobinas | Paciente pode ter problemas na distribuição do oxigênio (hemodinâmica) - hemorragias OU OS DADOS OFERTADOS ATÉ AGORA ESTÃO DUVIDOSOS: Na maioria das vezes dá para confiar no oxímetro de pulso, pois a carbo e metahemoglobina são normalmente muito baixos e não afetam a medição de oxihemoglobina Em estados de choques distributivos (vasodilatação periférica - neurogênico e séptico), o paciente, pode não ter alterações na função pulmonar, DC, HB, mas vai estar com o lactato aumentado (desvio do fluxo sanguíneo e os tecidos fazendo anaerobiose), assim, quem avalia o lactato é a gaso! Choques no geral! Os tecidos extraem cerca de 30% do O2 das HB, então se a saturação venosa estiver > 30%, significa que os tecidos estão extraindo mais O2, assim, pode ser uma manifestação de um estado de choque, antes de haver o estado de anaerobiose! PARAMETROS BASES: pH (VR 7,35-7,45) PCO2 (VR 35-45mmHg) PO2 (VR 80-100mmHg) HEMOGLOBINA E FRAÇÕES TOTAL (VR > 12g/dL mulher; >13 homem) OXIHEMOGLOBINA Oxigênio + hemoglobina HEMOGLOBINA REDUZIDA/DESOXIHEMOGLOBINA Hemoglobina que deixou o O2 no tecido CARBOHEMOGLOBINA Dióxido de carbono (CO2) + hemoglobina METAHEMOGLOBINA É uma forma da hemoglobina que está oxidada, modificando o ferro para a forma férrica (Fe3+). A mudança traz prejuízo à função primordial do eritrócito, pois a forma férrica não se liga ao oxigênio e impede o transporte adequado do nutriente aos tecidos. ELETROLITOS GLICOSE LACTATO ( 5,7 a 22,0 mg/dL ou 0,63 a 2,44 mmol/L) ANION-GAP SaO2 – SATURAÇÃO ARTERIAL (VR >92%) SvO2 – SATURAÇÃO VENOSA O QUE A GASOMETRIA PODE LHE OFERECER DE INFORMAÇÃO ALÉM: 1. COMO MEDIR A OFERTA DE O2 PARA OS TECIDOS PERIFERICOS? DO2 (DÉBITO DE O2): CaO2 x DC CaO2 (CONTEUDO ARTERIAL) – DEPENDE PRINCIPALMENTE DA HEMOGLOBINA AUMENTO DA HB: Processo crônico de ausênciade entrega de oxigênio e, assim, manter o conteúdo arterial adequado 2. COMO MEDIR O CONSUMO DE O2 PELOS TECIDOS PERIFERICOS (VO2): Deve ficar em torno de 3,5 mL/kg/min no repouso a. TAXA DE EXTRAÇÃO DE O2 (ER O2): Cálculo superimportante para indicar precocemente um choque circulatório, ou seja, uma condição em que não está havendo circulação suficiente para entregar oxigênio para os tecidos. De modo geral, isso poderia ser observado através do lactato alto, mas isso indicaria um diagnóstico tardio, ou seja, uma situação em que várias células já teriam entrado em apoptose pela ausência de oxigênio. i. PARAMETRO: Ocorre aumento da taxa de extração de O2 como uma resposta a uma diminuição da quantidade de sangue que chega no tecido, para manter os níveis de O2 adequados no tecido em relação à quantidade de sangue que está chegando. Nesse ponto ainda não tem ANAEROBIOSE nem LESÃO CELULAR nem LACTATO ALTO, ou seja, PRECOCE!! ii. POUCO FEITA: Pois precisaria tanto de gaso arterial como gaso venosa