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a	EXPansão	EuroPEia	 17
ção de seus privilégios, contrabalançando a expansão 
burguesa. Dessa forma, tanto nobres como burgueses 
continuavam dependentes do rei. Juntos e articulados 
na estrutura do Estado moderno, monarcas, burgue-
ses e nobres combinavam poderes que asseguravam a 
ordem, a submissão da população, a dinâmica comer-
cial e os privilégios. Essas características correspon-
deram ao chamado Antigo Regime, denominação 
criada mais tarde, durante a Revolução Francesa, em 
referência ao período anterior, de domínio absolutista.
as navegações portuguesas
REpREsEntaçõEs CaRtogRáFiCas
Tratados como evidências históricas materiais, os mapas reve-
lam projetos, estudos, escolhas, técnicas e valores, como explica a 
historiadora da arquitetura Beatriz Siqueira Bueno:
Convém mencionar que, ao contrário dos cosmógrafos encar-
regados de realizar as cartas náuticas e auxiliar no processo de ex-
pansão ultramarina portuguesa, a partir do fim do século XVI, coube 
aos engenheiros militares realizar o mapeamento (geográfico, coro-
gráfico e topográfico) e efetivar a conquista das terras descobertas, 
auxiliando a Coroa nos seus desígnios de conhecimento e definição 
de “territórios”.
Longe de serem uma reprodução fidedigna do real, mapas são 
representações. A transposição dos levantamentos de campo para o 
papel implica a representação gráfica da natureza por meio de uma 
série de convenções e códigos de representação. Em vez de ques-
tionar a precisão e o rigor dos nossos primeiros mapas, achamos 
interessante observar as condições técnicas da sua produção. Ape-
sar de dizerem mais do que mil palavras, mapas merecem cuidados 
na interpretação da sua linguagem.
Para uma análise dos diferentes níveis de representação, par-
timos da metodologia de [...] Christian Jacob. Esse autor parte do 
pressuposto que as cartas são objetos culturais, nos quais coexis-
tem e se justapõem diferentes estratos e códigos figurativos. [...] As 
particularidades gráficas revelam determinadas escolhas culturais, 
concepções de mundo, estado do conhecimento científico e conven-
ções cartográficas – medidas, códigos de figuração, paleta cromáti-
ca, grafismos, ornamentos – próprios de cada período.
A indiscutível beleza dos mapas setecentistas portugueses 
nos remete à indagação: quais os instrumentos, técnicas e conven-
ções empregados na sua feitura? Como os engenheiros militares, 
em Portugal e no Brasil, realizavam os levantamentos de campo, 
preparavam seu gabinete, sua mesa de trabalho, suas folhas de 
papel, seu estojo de desenho? Como riscavam as primeiras linhas 
a lápis, apagavam-nas com miolo de pão, preparavam as penas, 
empunhavam-nas corretamente, riscavam a nanquim, preparavam 
as tintas, davam as aguadas, colavam as diversas folhas, orna-
mentavam o conjunto?
BUENO, Beatriz P. Siqueira. Decifrando mapas: sobre o 
conceito de “território” e suas vinculações com a cartografia. 
Anais do Museu Paulista, v. 12, jan-dez. 2004. p. 194.
A participação dos portugueses no comércio 
europeu ganhou impulso no início do século XV. A 
precoce centralização monárquica – com a Revolu-
ção de Avis, em 1385, como você já viu –, associando 
os poderes políticos concentrados nas mãos do rei 
aos interesses do setor mercantil, teve papel deci-
sivo na organização das grandes navegações portu-
guesas.
p	 mapa	da	parte	leste	da	África,	do	cartógrafo	arnold	Florent	
van	Langren,	1596.	
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Questões interdisciplinares
1.	 	De	acordo	com	Beatriz	siqueira	Bueno,	a	produção	dos	mapas	exige	o	emprego	de	diversas	convenções	e	códigos	
de	representação.	identifique	no	mapa	da	costa	leste	africana	que	acompanha	o	texto	pelo	menos	quatro	conven-
ções	e/ou	códigos	de	representação	utilizados	pelo	cartógrafo	arnold	Florent	van	Langren.
2.	 	Que	relação	existe	entre	a	tentativa	de	confecção	de	mapas	cada	vez	mais	precisos	na	idade	moderna	e	a	defini-
ção	dos	territórios	coloniais	controlados	pelas	potências	marítimas	europeias?
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18	 EuroPa,	o	cEntro	Do	munDo
Esse contexto foi favorecido pelos estudos náu-
ticos liderados por dom Henrique, o navegador 
(1394-1460). Esse filho mais novo dos monarcas por-
tugueses atraiu para sua residência, em Sagres, Al-
garve, navegadores, cosmógrafos, cartógrafos, merca-
dores e aventureiros, desde o início do século XV. O 
conjunto de conhecimentos ali desenvolvidos tornou 
viável o projeto expansionista português, que acabou 
por superar as limitações ao comércio continental eu-
ropeu do século XV.
As viagens pelo oceano Atlântico, que recebe-
ram na historiografia a denominação de expansão 
marítima europeia, tiveram como pano de fundo, 
desse modo, o estímulo governamental, somado ao 
interesse do grupo mercantil em ampliar sua área 
de atuação comercial. Os nobres também se envol-
veram nas expedições, interessados em conquistas 
e novos domínios. O evento considerado o marco 
inicial dessa expansão foi a tomada de Ceuta pelos 
portugueses, em 1415.
∏	 representação	 de	 ceuta	 no	 século	
XVi,	 em	 gravura	 publicada	 na	 obra	
Civitates Orbis Terrarum,	de	1582.
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CEuta, pRé-EstREia da avEntuRa ultRamaRina
O pretexto da luta contra infiéis moveu caravelas
Onde tudo começou? Tudo começou em Ceuta, no Marrocos. 
Em uma visão um tanto hiperbólica dos fatos, pode-se mesmo 
afirmar que o Brasil português nasceu no norte da África, no portal 
do deserto. Em 14 de agosto de 1415, uma poderosa frota lusitana 
invadiu o rico entreposto de Ceuta, antiga possessão muçulmana, 
para onde convergia todo o comércio entre a África árabe e a África 
negra. Aquele foi um momento chave na história, pois estabeleceu o 
início da expansão portuguesa ao redor do globo.
A tomada de Ceuta foi a primeira ação imperialista dos por-
tugueses e, depois dela, os súditos do rei dom João I sentiram-se 
seguros para iniciar seu avanço por mares nunca dantes navegados. 
A decisão de invadir Ceuta foi audaciosa e astuta: a cidade, locali-
zada próxima ao estreito de Gibraltar, não apenas era riquíssima e 
relativamente desprotegida, como se tratava de um autêntico ninho 
de piratas, cuja ação impedia o fluxo do comércio mediterrâneo.
Dispostos a obter o apoio da Igreja – então dividida entre três 
papas – e ver reconhecida sua independência com relação a Caste-
la, os portugueses concluíram que um ataque aos “mouros infiéis” 
elevaria seu prestígio na Europa. E assim, durante os primeiros me-
ses de 1415, dom João I armou uma poderosa frota: 33 galés, 27 
trirremes, 32 birremes e 120 outros barcos, onde se amontoaram 
50 mil soldados – todos “cruzados” (ou seja, com cruzes de tecido 
coladas aos uniformes, já que partiam para uma guerra santa).
O comando da armada foi entregue aos filhos do rei dom 
João I, entre os quais o infante dom Henrique. Na manhã de 14 
de agosto de 1415, com Ceuta desprotegida – por um inexplicável 
desleixo do soberano Sala-bin-Sala –, os lusos invadiram a cidade 
como uma horda de bárbaros. Mataram milhares de mouros, sa-
queando tudo o que podiam encontrar. Arrancaram dedos e orelhas 
das vítimas para roubar brincos e anéis, destruindo lojas, bazares, 
mesquitas e o palácio do governante. Depois de dez horas de ba-
talha desigual, contra adversários desarmados, os portugueses 
tornaram-se senhores de Ceuta.
O principal saque foi perpetrado por dom Afonso de Barcelos, 
membro da Casa Real lusitana e meio-irmão de dom Henrique. Dom 
Afonso levou para Portugal mais de 600 colunas de alabastro e már-
more arrancadas do palácio de Sala-bin-Sala. Aquela foi a última 
cruzada e a primeira vitória dos eu-
ropeus na África muçulmana desde 
os dias de glória do Império Roma-
no. Foi também o início da expansão 
ultramarinalusitana – que, 85 anos 
depois, os conduziria até o Brasil.
BUENO, Eduardo. Época on-line. 
Disponível em: <http://epoca.globo.com/
especiais/500anos/990816.htm>. 
Acesso em: 4 set. 2012.
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Para os portugueses, o oceano era um velho conhecido, devido 
a sua posição geográfica, ao comércio e à pesca. Mas aventurar-se 
para áreas pouco conhecidas era um grande desafio, e havia gran-
de probabilidade de morrer na viagem, tais eram os perigos do mar, 
bem como os problemas de higiene e alimentação a bordo. Armar 
uma nau foi, nessas primeiras décadas, um empreendimento de 
grande porte que exigia grandes capitais. Em certo sentido, a pre-
paração para uma expedição a mares desconhecidos pode ser com-
parada à preparação das primeiras viagens espaciais: conhecem-se 
os objetivos e os perigos, mas há grandes riscos, exatamente pelos 
elementos que não se conhecem.
No caso das viagens por mar, com grande número de tripulan-
tes, muitas vezes as condições dentro dos navios ou nos desembar-
ques em regiões tropicais com focos de malária representavam uma 
catástrofe, dizimando a tripulação.
O historiador Fábio Pestana Ramos relata as condições das 
viagens:
O cotidiano em Portugal era sofrido para as pessoas humildes, 
mas nada comparado aos dramas vividos a bordo das embarcações. 
Embora as naus da Índia fossem mais amplas, a superlotação, com 
cargas e passageiros – frequentemente, novecentos embarcados –, 
deixava o ambiente muito apertado [...]
O volume de víveres, so-
mado ao transporte ganancio-
so de mercadorias e de passa-
geiros, que apinhavam as em-
barcações, restringia o espaço 
por pessoa a cerca de 50 cm2 
em média, nunca excedendo o 
dobro dessa metragem. Havia 
portanto pouquíssimo espaço 
para as pessoas se movimen-
tarem.
RAMOS, Fábio Pestana. Por mares 
nunca dantes navegados. São Paulo: 
Contexto, 2008. p. 91.
Pouco a pouco, ganhou corpo o objetivo por-
tuguês de realizar a viagem em torno da África. A 
cada ano, as expedições portuguesas avançavam 
mais milhas em direção ao sul, atingindo pontos 
cada vez mais distantes do litoral da África e ilhas 
do Atlântico (Açores, Madeira, Cabo Verde). Em 
1488, o navegador Bartolomeu Dias chegou ao 
Cabo da Boa Esperança (antes chamado de Cabo 
das Tormentas), isto é, ao extremo meridional da 
África, demonstrando a existência de uma passa-
gem para outro oceano, o Índico. Em 1498, Vasco 
da Gama alcançou finalmente as Índias, em expe-
dição de reconhecimento. Dois anos depois, partiu 
a primeira grande frota destinada a fazer comércio 
em larga escala com o Oriente, comandada por Pe-
dro Álvares Cabral, que chegou também ao litoral 
do novo continente, a América, na costa do territó-
rio que viria a ser o Brasil.
uma viagEm FantástiCa
∏	 a	gravura	do	século	XV	
mostra	a	construção	de	
uma	caravela.
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Durante o período em que as navegações 
avançaram até que se conseguisse contornar a 
África, Portugal prosperou: seus navegadores ad-
quiriam mais conhecimentos náuticos, e Lisboa 
tornava-se importante entreposto comercial. En-
tretanto, o enriquecimento do reino português era 
apenas aparente. Além de contar com escassos re-
cursos humanos e materiais, seus empreendimen-
tos marítimos não condiziam com a dependência 
financeira em relação a outros centros, especial-
mente as companhias comerciais holandesas e 
italianas.
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20	 europa,	o	centro	do	mundo
0º
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ÍNDICO
EUROPA
ÁFRICA
ÁSIA
Trópico de Capricórnio
Trópico de Câncer
Equador
0º
30º L
Lisboa
PORTUGAL
Ceuta
Arguim
Guiné
São Jorge
da Mina
Calicute
Açores
Madeira
Cabo
Bojador
Cabo
Verde
São Tomé
e Príncipe
Cabo da Boa
Esperança
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 1415: Tomada de Ceuta, no
 norte da África.
 Ocupação do arqui-
 pélago dos Açores, 
 com a introdução do
 sistema de capitanias
 hereditárias.
 1434: Gil Eanes dobra o ca-
 bo Bojador.
 1444: Descoberta do arqui-
 pélago de Cabo Verde.
 1482: Diogo Cão atinge a
 foz do rio Zaire.
 1486: D. João II organiza
 duas expedições para
 o Índico: uma terres-
 tre, comandada por
 Pero da Covilhã, e
 outra marítima, co-
 mandada por Bartolo-
 meu Dias.
 1488: Bartolomeu Dias do-
 bra o cabo da Boa
 Esperança.
 1498: Vasco da Gama atin-
 ge Calicute, na costa
 oeste da Índia.
 1500: Cabral oficializa a
 posse sobre o Brasil.
1418-32:
Mar Mediterrâneo 
0 1240
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2480
A expansão marítima portuguesa
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p	 na	legenda	do	mapa	estão	relacionadas	as	conquistas	portuguesas	do	século	XV.
O capital gerado no processo de expansão ma-
rítima acabou sendo transferido para outros centros 
europeus, seja pela dependência de financiamentos 
externos, seja pelos gastos da Coroa e da nobreza, o 
que impediu a acumulação de capitais para investi-
mento dentro do próprio reino.
capitalismofeudalismo
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XI
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XII
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XIII
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XIV
p
XV
p
XVI
séculos
renascimento 
comercial e urbano
•	escassez de 
moeda
•	limitação do 
mercado
•	monopólio do 
Mediterrâneo 
(Gênova e 
Veneza)
guerra
peste 
fome
Cruzadas
dinamização 
comercial
crise
superação: 
expansão marítima
chegada à América 
e sua colonização
retração 
comercial e 
demográfica
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PArA recordAr: comércio europeu entre os séculos XI e XVI
ATIVIdAde
• 	descreva	em	seu	caderno	o	esquema-resumo	e	relacione	os	acontecimentos	nele	apontados	para	explicar	a	transi-
ção	do	feudalismo	para	o	capitalismo.
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1 Leitura e reflexão
	 Leia	o	texto	a	seguir,	do	poeta	português	Fernando	Pessoa,	e	depois	faça	o	que	se	pede.
EXERCíCios dE HistóRia
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: “Navegar é preciso; viver não é preciso”.
Quero para mim o espírito [d]esta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: viver não 
é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso 
tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade, ainda que para isso tenha de a perder como minha [...].
PESSOA,	Fernando.	Nota	solta,	(s.d.),	manuscrita	a	tinta	pelo	próprio	poeta.	Foi	publicada		
pela	primeira	vez	em	1960,	na	primeira	edição	de	Obra poética.	In:	Obra poética.		
Rio	de	Janeiro:	Nova	Aguilar,	2005.	p.	2.	(Biblioteca	Luso-brasileira,	Série	Portuguesa.)
Mar português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele espelhou o céu
PESSOA,	Fernando.	Mensagem.	In:	Obra poética.	
Rio	de	Janeiro:	Nova	Aguilar,	1986.	p.	16.		
(Biblioteca	Luso-brasileira,	Série	Portuguesa).
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele espelhou o céu
a)	 Desenvolva	as	ideias	que	a	frase	“Navegar	é	preciso;	viver	não	é	preciso”	pode	inspirar,	no	contexto	do	
período	das	Navegações.
b)	Transformada	pelo	poeta,	a	frase	ficou	assim:	“Viver	não	é	necessário;	o	que	é	necessário	é	criar”.	Ela-
bore	uma	nova	frase,	a	partir	dessas	duas.
2 Leitura de poema
	 Leia	este	poema,	que	se	refere	à	expansão	marítima	portuguesa,	e	depois	responda	às	questões.
a)	 Quais	foram	as	consequências	das	Navegações,	para	o	
povo	português,	segundo	o	poema?
b)	Explique	o	sentido	que	estes	versos	têm	para	você:
p	 Gravurade	theodore	de	Bry	mostrando	navegação	em	mar	
da	américa	portuguesa	(século	XVi).
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