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Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 
11 Biologia 
Questões discursivas 
 
30. (FMJ) Analise o esquema ao lado, que representa parte do 
processo de gametogênese animal em fêmeas. 
 
A) Identifique as células indicadas: 
B) O que se representam os processos A e B? 
C) Qual seria a explicação, tendo em vista a função da célula 4, de 
os processos A e B levarem à formação de células tão diferentes 
em tamanho? 
 
31. (FUVEST) Considere um indivíduo heterozigoto Aa. 
 
A) O esquema abaixo representa o ciclo celular. Numa célula 
desse indivíduo heterozigoto, indique quantas unidades de cada 
alelo haverá ao final das fases 
- G1 (intervalo 1). 
- S (Síntese). 
- M (Mitose). 
 
B) No esquema da folha de respostas, está representado o 
processo de divisão de um espermatócito desse mesmo indivíduo. 
Preencha as células esquematizadas, nas fases I e II, indicando o 
tipo e o número de alelos em cada uma delas. Considere que não 
tenha ocorrido permutação. 
 
 
32. (FUVEST) O esquema a seguir representa um espermatozoide 
humano e algumas das estruturas que o compõem. Qual é a 
importância de cada uma das estruturas numeradas de 1 a 4 para 
a reprodução? 
 
 
33. (FUVEST) Se uma abelha operária tem o gene A herdado de 
seu pai, qual é a probabilidade de que uma sua irmã tenha esse 
mesmo gene A? Por quê? 
 
34. (UNICAMP) Nos animais a meiose é o processo básico para a 
formação dos gametas. Nos mamíferos há diferenças entre a 
gametogênese masculina e a feminina. 
A) Nos machos, a partir de um espermatócito primário obtêm-se 4 
espermatozóides. Que produtos finais são obtidos de um oócito 
primário? Em que número? 
B) Se um espermatócito primário apresenta 20 cromossomos, 
quantos cromossomos serão encontrados em cada 
espermatozóide? Explique. 
C) Além do tamanho, os gametas masculinos e femininos 
apresentam outras diferenças entre si. Cite uma delas. 
 
35. (UNESP) 
APELO ASSEXUAL 
Caso único na natureza, espécie de formiga dispensou seus 
machos e descobriu que, ao menos para ela, sexo não vale a 
pena. Trata-se da Mycocepurus smithii, uma espécie de formiga 
que não tem machos: a rainha bota ovos que crescem sem 
precisar de fertilização, originando operárias estéreis ou futuras 
rainhas. Aparentemente, este mecanismo de reprodução traz uma 
desvantagem, que é a falta de diversidade genética que pode 
garantir a sobrevivência da espécie em desafios ambientais 
futuros. Duas hipóteses foram levantadas para explicar a origem 
destes ovos diploides: a primeira delas diz que os ovos são 
produzidos por mitoses e permanecem diploides sem passar por 
uma fase haploide; a segunda sugere que se formam dois ovos 
haploides que fertilizam um ao outro. 
Unesp Ciência, novembro de 2009. Adaptado. 
Considere as duas hipóteses apresentadas pelo texto. Cada uma 
dessas hipóteses, isoladamente, reforça ou fragiliza a suposição 
de que essa espécie teria desvantagem por perda de variabilidade 
genética? Justifique suas respostas. 
 
36. (UNESP) Foram coletadas três amostras de espermatozóides 
de um rato adulto apto para reprodução e colocadas 
separadamente em três tubos de ensaio. Cada uma destas 
amostras foi submetida a uma situação experimental: 
Tubo 1: Todos os espermatozoides tiveram um determinado tipo 
de organoide extraído do citoplasma através de uma microagulha. 
Tubo 2: Todos os espermatozoides tiveram outro tipo de 
organoide citoplasmático extraído. 
Tubo 3: Todos os espermatozoides foram mantidos intactos e 
utilizados como controle. 
Em seguida, as três amostras foram introduzidas, cada uma 
separadamente, nos colos uterinos de três ratazanas em 
condições de serem fertilizadas. Durante o experimento, verificou-
se que: 
 
Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 
12 Biologia 
- os espermatozoides do tubo 1 se aproximaram dos óvulos, mas 
nenhum deles conseguiu perfurar suas membranas plasmáticas; 
- os espermatozoides do tubo 2 não foram além do colo uterino e 
sofreram um processo degenerativo após 48 horas; 
- os espermatozoides do tubo 3 caminharam até os óvulos e todos 
foram fertilizados. 
A) Quais foram os organoides extraídos dos espermatozoides dos 
tubos 1 e 2? 
B) Quais as funções desses organoides? 
 
37. (UFV) Observe as regiões (I, II, III e IV) do corte histológico 
abaixo, de um testículo humano normal, e responda às questões 
seguintes. 
 
A) As regiões I, II e III estão evidenciando qual componente do 
testículo? 
B) A etapa final da gametogênese está representada por qual 
número? 
C) Quantos cromossomos tem cada célula presente na região III? 
D) Cite o nome da célula produtora de testosterona e o número 
correspondente à região onde ela se encontra: 
 
38. (UFC) Em recente pesquisa, biólogo cearense concluiu que 
caranguejos Ucides cordatus estão entrando, precocemente, em 
maturação reprodutiva em decorrência da intensa captura desses 
animais. Ele baseou-se em estudos anteriores, análises 
biométricas e histológicas. Com base nessas informações, 
responda ao que se pede. 
A) A qual categoria taxonômica refere-se o termo Ucides? 
B) Nesse estudo, o pesquisador utilizou análises histológicas, para 
chegar à conclusão da maturação reprodutiva. Quais células 
germinativas ele deve ter buscado em ovários e testículos que o 
levaram a tal conclusão? 
C) As células germinativas que foram encontradas nos ovários e 
testículos dos caranguejos, e que levaram o cientista a concluir 
que eles estão em maturação sexual, sofreram especializações 
para desempenhar seu papel na reprodução. Tal fato também 
acontece em todo o reino animal. Cite uma especialização para a 
célula germinativa masculina e uma para a célula germinativa 
feminina, aptas para reprodução, encontradas, respectivamente, 
nos testículos e nos ovários de mamíferos. 
 
39. (UFRN) A espécie Strongyloides stercoralis é um pequeno 
verme que habita o intestino delgado humano. A forma parasita 
desse verme é a fêmea partenogenética, que fica inserida na 
mucosa intestinal (ciclo direto). Já no solo, essa espécie pode 
desenvolver as formas macho e fêmea, ambas de vida livre, 
permitindo a reprodução sexuada (ciclo indireto). Considerando as 
referidas adaptações, em termos reprodutivos e de habitat, 
responda: 
A) Cite e explique uma vantagem de cada um dos tipos de 
reprodução (sexuada e partenogênese) para essa espécie. 
B) Quando esse parasito é submetido a uma faixa de temperatura 
entre 15 e 31oC, qual dos dois ciclos se desenvolve 
adequadamente? Justifique sua resposta. 
 
40. (UNIRIO) 
FÊMEAS ‘VIRGENS’ DE LAGARTOS DÃO À LUZ NA GRÃ-
BRETANHA 
No início de 2007, no Zoológico de Chester (Inglaterra), uma 
fêmea de dragão-de-komodo (Varanus komodensis) teve quatro 
filhotes, dois anos após seu último contato com um macho da 
espécie. Uma das explicações para os nascimentos pode ser o 
fato de algumas fêmeas terem sido mantidas em cativeiro por 
muitos anos sem a presença de machos. 
http//www.bbc.co.uk 
A) Descreva que processo reprodutivo possibilitou a geração 
destes filhotes. 
B) Qual a vantagem evolutiva deste processo? 
 
 
 
 
 
 
Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 
13 Biologia 
Aula 26 – Sistemas Reprodutores 
Humanos 
 
A determinação genética do sexo na 
espécie humana 
 
Nos mamíferos, inclusive na espécie humana, a 
determinação genética do sexo é o XY. Apesar disso, a 
localização dos genes masculinizantes e feminilizantes é diferente 
daquela encontrada na Drosophila, na qual o sexo depende de um 
balanço gênico entre cromossomos X e autossomos. 
Na espécie humana, indivíduos com 44 autossomos e 2 
cromossomos X são do sexo feminino (44A2X); indivíduos 44AXY 
são do sexo masculino. O cromossomo X é portador de genes 
feminilizantes e o cromossomo Y é masculinizante. Em todos os 
casos de alterações numéricas dos cromossomos sexuais, 
constata-se que indivíduos com Y são machos, independendo do 
número de cromossomos X. Poroutro lado, se há apenas 
cromossomos X, o sexo é feminino. Assim, durante o 
desenvolvimento, a determinação do sexo passaria pelos 
seguintes estágios: 
 
1. sexo cromossômico: depende dos cromossomos sexuais; 
2. sexo genital: no início do desenvolvimento, as gônadas são 
indiferenciadas, podendo transformar-se em testículos ou ovários. 
O que determina a diferenciação é a produção nos machos de 
uma substância chamada antígeno-HY, produzida por um gene 
localizado numa região do cromossomo Y (região SRY), e que 
causa a diferenciação da gônada em testículo. Na ausência da 
substância, a gônada se diferencia em ovário. Em seguida, por 
ação hormonal, diferenciam-se os dutos (ou canais) das gônadas, 
e os órgãos genitais externos. 
No homem, a presença de testículos permite a produção 
de hormônios sexuais masculinos, como testosterona e, no início 
do desenvolvimento, principalmente diidrotestosterona (DHT). Este 
último, DHT, diferenciará os órgãos genitais externos em pênis e 
saco escrotal (para onde descerão os testículos quando próximo 
do nascimento). Os canais de Wolff formarão os canais deferentes 
e os canais de Müller se tornarão rudimentares. Estes são os 
caracteres sexuais primários masculinos, isto é, visíveis ao nascer. 
Na mulher, a ausência de hormônios masculinos (ela não 
produzirá hormônios femininos até a puberdade) levará à 
formação de vulva e clitóris. Os canais de Wolff serão atrofiados e 
os canais de Müller formarão a vagina. 
3. sexo somático ou fenotípico: manifesta-se na puberdade, 
induzido pelos hormônios masculinos ou femininos, determinando 
as características sexuais secundárias. 
 
Dá-se o nome de caracteres sexuais primários àqueles 
que se manifestam desde o nascimento, correspondendo, pois, 
ao sexo genital. A presença de testosterona, desencadeada 
pelo cromossomo Y, leva ao surgimento de pênis e saco 
escrotal, caracteres sexuais primários masculinos. A ausência 
de testosterona, desencadeada pela ausência de cromossomo 
Y, leva ao surgimento de vagina e vulva, caracteres sexuais 
primários femininos. 
Os caracteres sexuais secundários são aqueles que se 
manifestam na puberdade, quando ocorre o amadurecimento 
sexual, ou seja, a transição para a idade adulta, e corresponde ao 
sexo fenotípico. No homem, sob influência do ICSH (hormônio 
estimulante das células intersticiais de Leydig), os testículos 
produzem quantidades maciças de testosterona. O aumento na 
produção de testosterona na puberdade leva ao aumento do 
pênis, produção de espermatozóides, surgimento de pelos 
faciais e aumento de massa muscular, bem como torna a voz 
mais grave. Esses são caracteres sexuais secundários 
masculinos. Na mulher, sob influência do FSH (hormônio folículo-
estimulante), haverá produção de estrógenos nos ovários (que até 
então não eram funcionais). A produção de hormônios sexuais 
femininos, estrógenos e progesterona, pelos ovários, o que só 
ocorre a partir da puberdade, leva ao desenvolvimento de 
mamas, surgimento de pelos pubianos e desenvolvimento de 
ciclos ovarianos. Esses são caracteres sexuais secundários 
femininos. Na verdade, a mera ausência de hormônios 
masculinos na puberdade já leva ao desenvolvimento desses 
caracteres sexuais secundários femininos. 
 
Hermafroditismo e Pseudo-hermafroditismo 
 
O termo hermafrodita designa indivíduos que seja 
simultaneamente do sexo masculino, possuindo simultaneamente 
testículos e ovários. O nome vem de Hermes, deus grego da 
velocidade, dos mensageiros e dos ladrões, um dos símbolos para 
a masculinidade e de Afrodite, deusa grega da beleza, símbolo 
para a feminilidade. 
 
Hermafroditismo 
Hermafroditas na espécie humana são quimeras, 
resultantes da fusão de embriões do sexo masculino com do sexo 
feminino, numa situação extremamente rara. 
 
Pseudo-hermafroditismo 
Na espécie humana, há uma condição patológica mais 
comum denominada pseudo-hermafroditismo, em que o 
indivíduo não tem as duas gônadas, mas tem uma delas e se 
assemelha ao sexo oposto. Ou seja, ou indivíduo tem testículos 
mas parece ser do sexo feminino, ou ele tem ovários mas parece 
ser do sexo masculino. O surgimento de pseudo-hermafroditas 
pode se dar de várias maneiras. 
Pode acontecer de um indivíduo XY possuir testículos mas 
apresentar a falta de uma enzima denominada 5--redutase, o 
que permite a produção da diidrotestosterona, responsável pela 
origem dos caracteres sexuais primários masculinos. Assim, a 
falta de diidrotestosterona levará ao surgimento de características 
sexuais femininas: os testículos ficarão retidos na cavidade 
abdominal (sua posição original), porque o indivíduo terá vulva ao 
invés de saco escrotal, e um pênis atrofiado como um clitóris. 
Como a aparência externa é feminina, bota-se um vestido cor-de-
rosa na criança e ensina-se a mesma a brincar de Barbie... 
Entretanto, na puberdade, um aumento na produção de 
testosterona (cuja produção não depende da 5--redutase) fará 
com que o “clitóris” cresça e assuma o tamanho de um pênis, a 
massa muscular aumente e demais características sexuais 
secundárias masculinas. Até agora, a criança era do sexo 
feminino, aparentemente. E agora? Bem, a criança pode ter duas 
opções: submete-se a uma cirurgia de extração dos testículos e 
recebe hormônios femininos para assumir seu lado feminino ou 
assume suas características masculinas. 
 
Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 
14 Biologia 
Pode acontecer também de um indivíduo XY não 
apresentar receptores para hormônios masculinos. Assim, por 
mais que se produz\a testosterona e diidrotestosterona, seu corpo 
não perceberá. Como o organismo terá a impressão de que não 
há hormônios masculinos, a criança desenvolverá caracteres 
sexuais primários masculinos. Na puberdade, continua esta 
impressão, surgindo caracteres sexuais femininos. Neste caso, a 
aparência externa do indivíduo se mantém como feminina (apesar 
de serem “mulheres” bem altas e com musculatura bem 
desenvolvida, uma vez que são homens, na verdade). Só se 
percebe o problema ao verificar que esta “mulher” não menstrua, e 
com exames detalhados, que não possui útero, apresentando a 
vagina em fundo cego. Neste caso, só resta se conformar 
(inclusive com o fato de que não se poderá ter filhos...). 
Às vezes, o indivíduo é XX e nasce com características 
sexuais primárias femininas, desenvolve características sexuais 
secundárias femininas na puberdade, mas apresenta um tumor na 
parte do córtex da glândula suprarrenal que produz androgênios 
na mulher, havendo uma virilização: a mulher passará a 
apresentar um crescimento do clitóris, que então se assemelhará 
a um pênis, haverá hirsutismo (pelos faciais), as menstruações 
cessarão, etc. Com isso, a mulher se apresentará como uma 
pseudo-hermafrodita. 
 
Homens XX e Mulheres XY 
A região do cromossomo Y que produz antígeno-HY 
(região SRY) é Y-específica, o que significa que não possui região 
homóloga no cromossomo X, não ocorrendo crossing-over. 
Entretanto, em situações raríssimas, ocorre crossing-over nessa 
área, de modo que a região SRY é transferida do cromossomo Y 
para o X. A partir de agora, o cromossomo X com região SRY 
passa a determinar o sexo masculino, e o cromossomo Y sem a 
região SRY passa a determinar o sexo feminino. Assim, por 
ocasião da fecundação, pode ocorrer do espermatozóide com o 
cromossomo X e região SRY fecunde o óvulo, originando um 
indivíduo XX do sexo masculino, ou pode ocorrer do 
espermatozóide com o cromossomo Y e sem região SRY fecunde 
o óvulo, originando um indivíduo XY do sexo feminino. O curioso é 
que esses cromossomos sexuais alterados são transmitidos aos 
descendentes, gerando então filhos homens também XX e filhas 
também XY. Ô marmota... 
 
Aparelhos reprodutores 
 
Os aparelhos reprodutores masculinos e femininos são 
conjuntos de órgãos especializados não apenas na produção dos 
gametas, mas em todosos processos e fenômenos que irão 
possibilitar o mecanismo de reprodução. Ambos os sistemas estão 
baseados nas gônadas produtoras de gametas. Além disso, há 
outros órgãos relacionados ao ato sexual em si. 
Esta aula trata da descrição anatômica e funcional dos 
órgãos dos aparelhos reprodutores masculino e feminino, 
enquanto que os aspectos relacionados à produção de gametas e 
fecundação serão tratados nas aulas seguintes. 
 
1. Aparelho reprodutor masculino 
 
 
 
O aparelho reprodutor masculino consiste dos seguintes 
órgãos: 
 
- testículos e saco escrotal; 
- epidídimo; 
- canal deferente; 
- ducto ejaculatório; 
- vesícula seminal; 
- próstata; 
- glândulas de Cowper; 
- uretra; 
- pênis. 
 
Testículos e saco escrotal 
Os testículos são as gônadas masculinas, ou seja, são 
responsáveis pela produção dos espermatozóides. Além disso, 
funcionam como glândulas produtoras de hormônios sexuais 
masculinos, os androgênios. 
Os testículos são órgãos em formato ovoide encontrados 
aos pares. Eles são divididos em lobos, sendo cada qual formado 
por uma série de canais enrolados denominados túbulos 
seminíferos. 
 
Corte de testículo (1) e de epidídimo (2), mostrando os túbulos 
seminíferos (a) e os canais enovelados epididimais (b), que 
acumulam e depois conduzem os espermatozóides para o canal 
deferente (3).