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Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 31 Biologia A formação da substância h é condicionada geneticamente por um alelo dominante H, e a não formação pelo alelo recessivo h. Imagine um indivíduo com o genótipo hhIAIB . Dependendo apenas dos alelos do sistema ABO, este indivíduo seria do grupo AB. Mas para ele formar substâncias A e B, eles precisariam de substância h. Como ele é duplo recessivo para h, ele não produz substâncias A e B e fenotipicamente ele será do grupo O. Esta situação é chamada fenótipo Bombaim ou falso O. Em termos de transfusão, o falso O comporta-se rigorosamente da mesma maneira que o O (o fenótipo é o mesmo, apesar do genótipo diferente). O fenótipo Bombaim só deve ser considerado se for explicitada sua presença na questão ou quando perguntado a respeito dele. Se nada for mencionado, suponha que esta situação não existe! Sistema Rh de grupos sanguíneos O fator Rh foi descoberto em 1940 por Landsteiner e Wiener, quando trabalhavam com sangue de macacos Rhesus. Os pesquisadores perceberam que o sangue desse animal, quando injetado em cobaia, provocava produção gradativa de anticorpos. Concluíram que existe um antígeno nas hemácias de Rhesus; esse antígeno foi chamado de fator Rh. O anticorpo produzido pela cobaia foi denominado anti-Rh. Misturando-se o soro de cobaia contendo o anticorpo anti- Rh com hemácias humanas, verificou-se que 85% dos sangues testados foram aglutinados, o que é explicado pela presença do mesmo antígeno Rh. Esses indivíduos foram denominados Rh+ (Rh positivo). Os 15% restantes, que não possuem o fator Rh nas hemácias, foram chamados Rh- (Rh negativo). É evidente que, se introduzirmos sangue Rh+ num receptor Rh-, não ocorre aglutinação, pois não existe anticorpo anti-Rh em seu plasma. Esse anticorpo, no entanto, é produzido aos poucos, de modo que transfusões subseqüentes, reforçando a produção de anticorpos, podem vir a ser fatais. Genética do fator Rh Considera-se um único par de genes R (dominante) e r (recessivo). Os indivíduos Rh+ serão, portanto, RR ou Rr. Os homozigotos recessivos (rr) serão Rh-. Análises mais detalhadas mostraram que a herança do sistema Rh é mais complexa do que dissemos. Na realidade, foram descobertos três antígenos diferentes: C, D e E, podendo ocorrer no indivíduo isolado ou simultaneamente. Somente as pessoas com o antígeno D são ditas Rh+; esse antígeno ocorre na população com maior frequência. É por isso que o anticorpo anti- Rh também pode ser chamado anti-D. A genética do Rh pode ser explicada como sendo um caso de alelos múltiplos (segundo Wiener), que condicionam os diversos fenótipos existentes. Segundo Fisher seriam três pares de alelos muito próximos, vinculados (no mesmo cromossomo). Já que estamos interessados somente no modo de transmissão do antígeno D, consideremos a existência de apenas um par de genes alelos (R e r), que funcionam como herança mendeliana simples, com dominância. Eritroblastose fetal A eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém- nascido (DHRN) ocorre em situações de gravidez em que a mãe é Rh- e o filho é Rh+. Durante a gravidez, não há problemas em relação a esta incompatibilidade sangüínea porque a placenta não permite a troca de hemácias entre mãe e filho; apenas de plasma (e seus componentes, como algumas proteínas, inclusive alguns anticorpos). Como o fator Rh encontra-se na membrana das hemácias, o fator Rh do filho não entra em contato com a mãe Rh-. Nos estágios finais da gravidez, entretanto, devido ao movimento do feto, ou mesmo no parto, há rupturas microscópicas ou macroscópicas na placenta permitindo a troca de hemácias entre mãe e filho. As hemácias Rh- da mãe no filho não causam nenhum problema. As hemácias Rh+ do filho na mãe, entretanto, por ela ser Rh-, levam a produção de anticorpos anti-Rh na mãe (lembre-se que não há anticorpos pré-formados no sistema Rh como ocorre no sistema ABO). Como é o primeiro contato da mãe com o fator Rh, a produção de anticorpos é demorada, cerca de poucos meses (devido à sensibilização de linfócitos B, expansão clonal, etc). O filho nasce sem que os anticorpos anti-Rh da mãe o afete (ao contrário das hemácias, os anticorpos podem atravessar a placenta junto com o plasma). Numa segunda gravidez de um filho Rh+ dessa mesma mamãe Rh-, vem a eritroblastose fetal. Os anticorpos anti-Rh produzidos na primeira gravidez já foram eliminados há muito tempo do organismo materno, não representando problema para este novo bebê (como não havia mais fator Rh porque o primeiro filho nasceu, os anticorpos anti-Rh desaparecem em poucos meses). Nos estágios finais da gravidez, entretanto, repete-se aquela situação de microrrupturas da placenta pelo movimento do bebê. As hemácias Rh+ do novo bebê em contato com a mãe vão então induzir à síntese de anticorpos anti-Rh. Dessa vez, porém, como é o segundo contato com o anticorpo anti-Rh, a produção de anticorpos é imediata (devido à memória imunológica, linfócitos B de memória, etc de novo). O bebê ainda está na barriga da mãe quando ocorre a produção de anticorpos anti-Rh, que atravessam a placenta e provocam a eritroblastose no bebê. Sintomas Os anticorpos anti-Rh da mãe no bebê promovem uma série de efeitos, com destaque para alguns, como: - destruição das hemácias do filho, o que leva à dificuldade no transporte de oxigênio no bebê e anemia; - aumento da síntese de bilirrubina (produzida a partir da hemoglobina das hemácias destruídas), substância tóxica que passa a se acumular na pele conferindo-lhe um aspecto amarelo- esverdeado, causando uma condição conhecida como icterícia; - produção de eritroblastos pelo bebê, o que caracteriza a eritroblastose propriamente dita. Esta produção ocorre devido à destruição das hemácias, o que leva o bebê a tentar produzir mais hemácias; estas são lançadas no sangue na forma imatura de eritroblastos; antes que os eritroblastos consigam originar hemácias maduras, eles são destruídos pelos anticorpos anti-Rh, de tal maneira que o sangue do bebê afetado não possui hemácias, mas eritroblastos apenas. Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 32 Biologia Prevenção A eritroblastose fetal pode ser facilmente evitada. Após o nascimento de um filho Rh+ em mãe Rh-, administra-se na mãe um soro contendo anticorpos que destroem as hemácias Rh+ dos filhos antes que elas sensibilizem o sistema imune e levem à produção de anticorpos anti-Rh que poderiam afetar um segundo filho. Tratamento O tratamento envolve fototerapia para a destruição da bilirrubina na pele e reversão do quadro de icterícia. A cura é feita pela substituição do sangue Rh+ do filho por sangue Rh-. Sem hemácias Rh+, os anticorpos anti-Rh perdem o efeito e desaparecem. Quando o bebê voltar a produzir suas próprias hemácias Rh+ depois de cerca de 120 dias, os anticorpos anti-Rh já terão desaparecidos do sangue do bebê e não há mais problemas. Incompatibilidade de sistema ABO entre mãe e filho: proteção natural à eritroblastose fetal Se houver incompatibilidade de sistema ABO entre mãe e filho, a eritroblastose não ocorre. Isso porque, quando ocorrem as microrrupturas na placenta e as hemácias Rh+ do filho passam para a mãe, os anticorpos do sistema ABO destroem essas hemácias Rh+ antes de haver sensibilização do sistema imune materno para que este produza anticorpos anti-Rh. Se a mãe for A e o filho B, por exemplo, a aglutinina anti-B da mãe destrói as hemácias A+ do filho antes do sistema imune materno ser sensibilizado pelo fator Rh das hemácias do filho. Esse fenômeno ocorre sempre que os anticorpos para o sistema ABO da mãe podem atacar as hemácias do filho: mãe A (anticorpo anti-B) e filho B, mãe B (anticorpo anti-A) e filho A, mãe O (anticorpos anti-A anti-B) e filhos A e B e mãe A (anticorpo anti-B) ou B (anticorpoanti-A) e filho AB. Os anticorpos do sistema ABO não atravessam a placenta neste caso porque são do tipo IgM, incapazes atravessar a barreira placentária. Sistemas MN e Ss de grupos sanguíneos Em Antropologia e Medicina Legal são muito usados os conhecimentos de outros grupos sangüíneos, como os dos sistemas MN e Ss. A produção de anticorpos nestes grupos não chega a criar problemas relativos a transfusões sanguíneas. No sistema MN, distinguem-se dois genes, LM e LN, alelos entre si, ocupando o mesmo locus em cromossomos homólogos e revelando codominância entre si (a letra L usada na identificação desses genes é uma homenagem a Landsteiner, que também os descobriu). Assim, distinguem-se três genótipos e três fenótipos diferentes, sendo os indivíduos LMLM de sangue M, os indivíduos LNLN de sangue N e os indivíduos LMLN de sangue MN. Genótipos Fenótipos LMLM Sangue M LMLN Sangue MN LNLN Sangue N No sistema Ss, considerado por alguns autores como um subgrupo do sistema MN, os genes S e s são alelos, mas há dominância de S sobre s. É possível que os genes M e N bem como os S e s, ocupem loci bem próximos num mesmo par de cromossomos homólogos. Exercícios Questões estilo múltipla escolha 1. (UNIFOR) Uma senhora X tem sangue do grupo B. É filha de pais AB e é mãe de um jovem do grupo B. Esse jovem casa-se e tem uma filha cujo sangue é do tipo O. O marido da senhora X é filho de pais do grupo A, tendo avós paternos do tipo AB e B e maternos do tipo AB. Sendo assim, é possível afirmar que o esposo da senhora X: A) Possui sangue do tipo A e não poderá doar sangue para a esposa. B) Tem sangue do tipo A e poderá doar sangue para a esposa. C) Possui sangue do tipo B e não poderá receber sangue da esposa. D) Tem sangue do tipo B e poderá receber sangue da esposa. E) Possui sangue do tipo AB e não poderá receber sangue da esposa. 2. (UNIFOR) Dona Maria, 40 anos, moradora da zona rural de uma cidade no interior do estado, sem acesso a hospital, deu à luz três filhos com a ajuda de uma parteira da localidade, em sua própria residência. Da primeira gestação, nasceu uma criança saudável. Sua segunda criança teve que ser levada ao hospital da cidade vizinha e foi diagnosticada com eritroblastose fetal (Doença Hemolítica do Recém Nascido – DHRN). A terceira criança nasceu bem, sem sinais de eritroblastose fetal ou de qualquer outro problema. Com base na situação descrita, é possível concluir que: A) Se ocorreu DHRN, a mulher era Rh negativo, pois só assim viria a produzir antígenos anti-Rh. B) A primeira criança foi responsável pela sensibilização de sua mãe, já que a segunda criança teve DHRN. C) A terceira criança era Rh negativo, livre da ação destruidora dos antígenos anti-Rh que recebeu de sua mãe. D) Os genótipos das crianças, por ordem de nascimento, são respectivamente: DD, Dd e DD. E) Como a terceira criança é Rh negativo, o pai obrigatoriamente tem o genótipo homozigoto (dd). 3. (UNIFOR) Durante um processo judicial para reconhecimento de paternidade, o advogado de defesa sugeriu que fossem realizadas conjuntamente as tipagens sanguíneas do sistema ABO/Rh da mãe, do filho e do suposto pai, com a alegativa de que as determinações dos grupos sanguíneos poderiam esclarecer o caso com o mínimo de despesas financeiras para o casal, evitando assim a necessidade de realização de exame de DNA. Em parte, o advogado tinha razão, pois em alguns casos a tipagem sanguínea pode ser esclarecedora em relação à paternidade. Por sorte os resultados obtidos dos exames foram realmente reveladores, pois segundo o advogado de defesa do suposto pai, perante os resultados das classificações sanguíneas encontrados, era impossível o seu cliente ser o pai biológico da criança. Marque a alternativa que representa os resultados dos exames das tipagens sanguíneas que estão de acordo com a hipótese levantada pelo advogado A) a mãe era A/Rh+, o filho A/Rh+ e o suposto pai O/Rh-. B) a mãe era O/Rh+, o filho A/Rh+ e o suposto pai A/Rh+. C) a mãe era A/Rh+, o filho AB/Rh+ e o suposto pai B/Rh+. D) a mãe era B/Rh+, o filho O/Rh+ e o suposto pai AB/Rh-. E) a mãe era A/Rh+, o filho O/Rh+ e o suposto pai A/Rh+. Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 33 Biologia 4. (UNIFOR) Por meio de uma avaliação médica e realização de exames para ingresso no serviço militar, um jovem descobre que seu tipo sanguíneo é “O” negativo. Sabendo que sua mãe e seu pai são do tipo “A” positivo, duvidou do resultado. Ao sair do consultório, dirigiu-se a outro laboratório de análises clínicas para refazer os exames, e o resultado anterior se repetiu. Na semana seguinte, procurou o médico, explicou o que o afligia e perguntou quais as chances de ser filho biológico de seus pais. O médico o tranqüilizou, justificando a possibilidade da paternidade com a seguinte explicação: A) pais homozigotos para o Sistema ABO e heterozigotos para o Sistema Rh têm 75% de chance de gerar um filho “O” negativo. B) pais heterozigotos para o Sistema ABO e heterozigotos para o Sistema Rh têm 25% de chance de gerar um filho “O” negativo. C) pais homozigotos para o Sistema ABO e homozigotos para o Sistema Rh têm 25% de chance de gerar um filho “O” negativo. D) pais heterozigotos para o Sistema ABO e homozigotos para o Sistema Rh têm 75% de chance de gerar um filho “O” negativo. E) pais homozigotos para o Sistema ABO e homozigotos para o Sistema Rh têm 75% de chance de gerar um filho “O” negativo. 5. (UNIFOR) Uma criança é do tipo sangüíneo AB, MN, Rh- e sua mãe B, N, Rh+. O pai dessa criança poderia ser: A) A, M, Rh-. B) AB, N, Rh-. C) O, MN, Rh-. D) B, M, Rh-. E) B, MN, Rh-. 6. (FMJ) Seu Agenor, avô paterno de Ana Lúcia, sempre foi um homem muito precavido. Desta forma, resolveu fazer carteiras de identificação para toda a família. Ao preparar a carteira da filha, percebeu que não se lembrava, com certeza, de seu tipo sanguíneo, mas acreditava ser do tipo B. Sabendo-se que Seu Agenor pertence ao grupo sangüíneo AB e que todos os outros avós de Ana Lúcia são do grupo sanguíneo O, assinale a probabilidade de Seu Agenor estar correto: A) 1/4. B) 1/8. C) 1/2. D) 3/4. E) 1/12. 7. (UNICHRISTUS) A gravidez é um momento ímpar na vida de uma mulher. Uma mulher, que já teve um menino de sangue A+, engravidou novamente. Ela está preocupada porque possui sangue O– e não tomou a gamaglobulina anti-Rh. Próximo a dar à luz, a mulher e o marido procuraram o Dr. Biologia para avaliar a situação. O médico disse que a criança poderia nascer com a Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN) ou Eritroblastose fetal. Os pais ficaram angustiados. Chegado o dia do parto, o Dr. Biologia foi chamado e realizou um procedimento cesariano, dando à luz um menino. Fizeram a tipagem sanguínea do filho e foi confirmado que o sangue era A+ e o mesmo não apresentava DHRN. Qual foi a explicação mais coerente do Dr. Biologia para o fato ocorrido? A) Estou errado, pois, nessas condições, não há possibilidades do desenvolvimento da DHRN. B) As aglutininas anti-A e anti-B do primeiro filho destruíram os aglutinógenos A e B da mãe, impedindo sua sensibilização. C) As aglutininas anti-A da mãe destruíram as hemácias do primeiro filho, impedindo a sensibilização dela. D) Os aglutinógenos A e B da mãe destruíram as aglutininas anti- A e anti-B do primeiro filho, impedindo a sensibilização dela. E) A criança já nasceu com anticorpos anti-Rh que destruíram as hemácias da mãe quando o sangue se misturou. 8. (UECE) Sabe-se que na herança de grupos sanguíneos do sistema ABO temos um caso de polialelia associada à co- dominância. Analise as afirmações abaixo. I. O doador universal é um fenótipo puro, pois só concorre para sua expressão um tipo de alelo; II. Tanto o fenótipo do doador universal, quantodo receptor universal refletem a razão 1:3 encontrada na dominância completa, em relação aos fenótipos tipo “A” e tipo “B”; III. Um casal de doadores universais poderá ter um filho receptor universal e, inversamente, um casal de receptores universais poderá ter um filho doador universal. É (são) correta(s): A) I. B) II. C) III. D) I, II, III. 9. (UECE) Sabe-se que em ratos a cor amarela, Ay é condicionada por um gene letal quando em homozigose. Encontramos ainda os fenótipos selvagem A, preto Ap e albino a, sendo a seguinte a sequência de dominância Ay > A > Ap > a. Do cruzamento de um rato amarelo descendente de um rato selvagem portador do alelo para albino, com outro amarelo heterozigoto para preto pode-se afirmar corretamente que será obtida uma descendência, apresentando os fenótipos: A) amarelos e selvagens ou pretos e albinos. B) selvagens e albinos ou amarelos e pretos. C) amarelos e selvagens ou amarelos e pretos, todos heterozigotos. D) amarelos e selvagens ou amarelos e pretos. Dentre os amarelos os homozigotos são em menor número. 10. (UECE) Em 1940, num rumoroso processo de paternidade não-reconhecida, a atriz Joan Barry incriminou o famoso Charles Chaplin, celebrizado como Carlitos, acusando-o de ser pai de seu filho. No julgamento, Chaplin foi considerado “culpado”. No entanto, o sangue da criança era B, o da mãe (acusadora de Chaplin) era A, e o sangue do grande cineasta era “O”. E agora, José? Baseado neste texto podemos afirmar: A) O exame dos grupos sanguíneos são meios seguros de garantir a paternidade da descendência. B) Embora exista uma probabilidade elevada da exclusão da paternidade, Chaplin poderia apresentar o fenótipo Bombaim. Desta forma, poderia ser o pai da criança. O teste do DNA, atualmente é o meio mais seguro de resolver esta polêmica diante da justiça. C) O teste de DNA é menos preciso do que o teste de exclusão da paternidade, pelo exame de grupo sangüíneo. D) De nada adiantaria associar-se ao sistema ABO, outros tipos de sistema de classificação do sangue, como o MN, para se excluir a paternidade de um filho. 11. (FACID) Desde o século XVII, as transfusões de sangue têm sido uma tentativa de remediar as perdas de sangue causadas por traumas, partos, hemorragias e cirurgias. Antes da identificação dos anticorpos isoaglutinantes (fator Rh), as transfusões provocaram muitas mortes. A disponibilidade do sangue para a transfusão sempre foi um problema. A dificuldade ainda era maior durante as guerras, períodos onde a pesquisa de químicos em busca de um substituto sintético para o sangue sempre foi intensa. Com relação a esse tema, é correto afirmar que: A) pelo fato de apresentarem os dois tipos de aglutinogênios no plasma, as pessoas do grupo O- (IiIi Rr) são considerados doadores universais. Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 34 Biologia B) as aglutininas anti-A e anti-B são encontradas na superfície das hemácias das pessoas AB+ (IAIB rr). C) um dos requisitos para que ocorra a eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém nascido (DHRN), é que a mãe seja rr e o feto R_. D) pessoas do grupo A (IAIA ou IAIi) só podem receber sangue de doadores portadores de aglutininas anti-A e anti-B. E) pelo fato de serem completamente recessivas as pessoas do grupo O- (IiIi rr) podem receber sangue de qualquer grupo. 12. (FCM-JP) A Doença Hemolítica do Recém Nascido (DHRN), provocada pelo fator Rh, é caracterizada pela destruição das hemácias do feto ou do recém-nascido. A DHRN só ocorre quando: A) Mulheres Rh+ têm filho Rh+, o que pode acontecer quando o pai é Rh-. B) A DHRN ocorre somente quando mulheres Rh- tem filho Rh+, o que pode acontecer quando o pai é Rh+. C) A DHRN ocorre quando durante a gestação anticorpos anti - A passa através da placenta. D) A DHRN ocorre somente quando mulheres Rh- têm filho Rh+, o que pode acontecer quando o pai é Rh. E) Mulheres Rh- tem filho Rh+, o que pode acontecer quando o pai é Rh-. 13. (FSM) Carla recebe uma transfusão sanguínea. Ao nascer seu primeiro filho teve o diagnóstico de Doença Hemolítica do Neonato. Classifique respectivamente, quanto ao fator Rh, o sangue de Carla, o sangue doado, o de seu primeiro filho e o de seu marido. A) Rh+, Rh+, Rh+ e Rh+. B) Rh+, Rh-, Rh+ e Rh-. C) Rh-, Rh+, Rh+ e Rh+. D) Rh-, Rh-, Rh+ e Rh+. E) Rh+, Rh-, Rh- e Rh+. 14. (UERN) AÇÃO SOCIAL... Mais do que uma obrigação, é a nossa vocação! Em projetos sociais, “a educação é o foco, com ações baseadas nos princípios da transformação, da inclusão social, da solidariedade e da participação! Campanhas que estimulam a doação de sangue merecem destaque entre as ações sociais mais significativas. Porém, se as campanhas desenvolvidas encontrassem eco, não teríamos, hoje, bancos de sangue com tão poucos litros disponíveis, como é o caso de grandes hospitais em algumas metrópoles brasileiras, que têm à disposição apenas uma média de 65 litros de sangue, aproximadamente nas seguintes quantidades: sangue com o aglutinogênio A = 18 litros; sangue com aglutinina anti-A = 12 litros; sangue desprovido de aglutininas = 10 litros; sangue desprovido de aglutinogênios = 25 litros. Essa pequena disponibilidade de sangue faz com que, numa ocasião de emergência, não se possa seguir à risca a regra de se aplicar transfusão apenas de sangue idêntico ao do receptor. Baseado nos dados anteriores, tendo em vista as informações sobre o sistema ABO e não considerando o fator Rh, indique quantos litros de sangue estariam disponíveis para receptores dos grupos sangüíneos A, B, AB e O respectivamente: A) 28, 32, 10 e 65. B) 37, 43, 25 e 65. C) 32, 28, 65 e 10. D) 43, 37, 65 e 25. 15. (UERN) Em certa espécie de cobaias, um conjunto de alelos múltiplos controla a cor da pelagem. O alelo Gm produz pêlo marrom-escuro; o alelo gc produz pêlo castanho-claro e o alelo gb produz pêlo branco. Estes alelos foram citados em ordem decrescente de dominância. Analise o heredograma abaixo: Pode-se concluir que os genótipos dos indivíduos 5 e 9 são, respectivamente: A) Gmgc e gcgc. B) Gmgb e gcgb. C) GmGm e gcgc. D) GmGb e gcgc. 16. (UPE) Uma ação de paternidade envolvendo o famoso ator de cinema Charlie Chaplin é discutida no texto abaixo: Em 1941, Chaplin conheceu uma jovem atriz chamada Joan Barry, com quem teve um namoro. Esse romance terminou em fevereiro de 1942, mas, 20 meses mais tarde, Joan teve uma menina e disse que Chaplin era o pai. Joan abriu um processo de sustento à criança. Nessa época, o tipo sanguíneo tinha acabado de ter um amplo uso, e os advogados de Chaplin mandaram testar os grupos sanguíneos de Chaplin, de Joan e da criança. Joan tinha tipo A, sua filha tipo B, e Chaplin tipo O. Fonte: PIERCE, B. A. Genética: um enfoque conceitual. Rio de Janeiro, RJ. Editora Guanabara Koogan. 2004. Os testes baseados nos grupos sanguíneos permitem apenas negar a paternidade, mas não podem confirmá-la. Atualmente têm-se empregado testes baseados na análise do DNA para a determinação da paternidade, o conhecido teste de paternidade. Empregando essas duas metodologias para a resolução desse caso de paternidade, observe as proposições a seguir: I. Joan, grupo sanguíneo tipo A, poderia ter os genótipos IAIA ou IAi, sua filha, grupo sanguíneo tipo B, poderia ter os genótipos IBIB ou IBi. Logo, como alelo IB não está presente na sua mãe, a criança só pode ter herdado o mesmo do seu pai. Como Chaplin tinha grupo sanguíneo tipo O produzido pelo genótipo ii, ele não poderia ser o pai da menina. II. Caso Chaplin fosse Falso O (Fenótipo Bombaim), uma pequena porcentagem da população que pode ter genótipos IAIA, IAi, IBIB,IBi ou IAIB, mas são sempre identificados como grupo O, quando são empregadas as técnicas convencionais dedeterminação dos grupos sanguíneos, ele poderia ser o pai da menina. III. Atualmente, seria solicitada a análise do DNA dos envolvidos, método que tem por base o modo de as pessoas diferirem entre si quanto ao material genético que possuem (com exceção dos gêmeos univitelinos), exibindo um padrão genético típico delas, comparável a um código de barras ou a uma impressão digital molecular. IV. A análise do DNA permite confirmar a paternidade com 99,9% de certeza, comparando-se o DNA da criança, o da mãe e o do suposto pai. Esse tipo de estudo é possível, pois o perfil genético de um indivíduo é herdado da mesma maneira que os genes: o indivíduo recebe 3/4 do padrão do pai e 1/4 da mãe. Apenas está correto o que se afirma em A) I e II. B) II e III. C) II e IV. D) I, II e III. E) I, II e IV.