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Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 
31 Biologia 
A formação da substância h é condicionada geneticamente 
por um alelo dominante H, e a não formação pelo alelo recessivo 
h. 
Imagine um indivíduo com o genótipo hhIAIB . Dependendo 
apenas dos alelos do sistema ABO, este indivíduo seria do grupo 
AB. Mas para ele formar substâncias A e B, eles precisariam de 
substância h. Como ele é duplo recessivo para h, ele não produz 
substâncias A e B e fenotipicamente ele será do grupo O. Esta 
situação é chamada fenótipo Bombaim ou falso O. 
Em termos de transfusão, o falso O comporta-se 
rigorosamente da mesma maneira que o O (o fenótipo é o mesmo, 
apesar do genótipo diferente). 
O fenótipo Bombaim só deve ser considerado se for 
explicitada sua presença na questão ou quando perguntado a 
respeito dele. Se nada for mencionado, suponha que esta situação 
não existe! 
 
Sistema Rh de grupos sanguíneos 
 
O fator Rh foi descoberto em 1940 por Landsteiner e 
Wiener, quando trabalhavam com sangue de macacos Rhesus. Os 
pesquisadores perceberam que o sangue desse animal, quando 
injetado em cobaia, provocava produção gradativa de anticorpos. 
Concluíram que existe um antígeno nas hemácias de Rhesus; 
esse antígeno foi chamado de fator Rh. O anticorpo produzido 
pela cobaia foi denominado anti-Rh. 
Misturando-se o soro de cobaia contendo o anticorpo anti-
Rh com hemácias humanas, verificou-se que 85% dos sangues 
testados foram aglutinados, o que é explicado pela presença do 
mesmo antígeno Rh. Esses indivíduos foram denominados Rh+ 
(Rh positivo). Os 15% restantes, que não possuem o fator Rh nas 
hemácias, foram chamados Rh- (Rh negativo). 
É evidente que, se introduzirmos sangue Rh+ num receptor 
Rh-, não ocorre aglutinação, pois não existe anticorpo anti-Rh em 
seu plasma. Esse anticorpo, no entanto, é produzido aos poucos, 
de modo que transfusões subseqüentes, reforçando a produção 
de anticorpos, podem vir a ser fatais. 
 
Genética do fator Rh 
 
Considera-se um único par de genes R (dominante) e r 
(recessivo). Os indivíduos Rh+ serão, portanto, RR ou Rr. Os 
homozigotos recessivos (rr) serão Rh-. 
Análises mais detalhadas mostraram que a herança do 
sistema Rh é mais complexa do que dissemos. Na realidade, 
foram descobertos três antígenos diferentes: C, D e E, podendo 
ocorrer no indivíduo isolado ou simultaneamente. Somente as 
pessoas com o antígeno D são ditas Rh+; esse antígeno ocorre na 
população com maior frequência. É por isso que o anticorpo anti-
Rh também pode ser chamado anti-D. 
A genética do Rh pode ser explicada como sendo um caso 
de alelos múltiplos (segundo Wiener), que condicionam os 
diversos fenótipos existentes. Segundo Fisher seriam três pares 
de alelos muito próximos, vinculados (no mesmo cromossomo). 
Já que estamos interessados somente no modo de 
transmissão do antígeno D, consideremos a existência de apenas 
um par de genes alelos (R e r), que funcionam como herança 
mendeliana simples, com dominância. 
 
Eritroblastose fetal 
 
A eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-
nascido (DHRN) ocorre em situações de gravidez em que a mãe 
é Rh- e o filho é Rh+. 
Durante a gravidez, não há problemas em relação a esta 
incompatibilidade sangüínea porque a placenta não permite a 
troca de hemácias entre mãe e filho; apenas de plasma (e seus 
componentes, como algumas proteínas, inclusive alguns 
anticorpos). Como o fator Rh encontra-se na membrana das 
hemácias, o fator Rh do filho não entra em contato com a mãe Rh-. 
Nos estágios finais da gravidez, entretanto, devido ao 
movimento do feto, ou mesmo no parto, há rupturas microscópicas 
ou macroscópicas na placenta permitindo a troca de hemácias 
entre mãe e filho. As hemácias Rh- da mãe no filho não causam 
nenhum problema. As hemácias Rh+ do filho na mãe, entretanto, 
por ela ser Rh-, levam a produção de anticorpos anti-Rh na mãe 
(lembre-se que não há anticorpos pré-formados no sistema Rh 
como ocorre no sistema ABO). Como é o primeiro contato da mãe 
com o fator Rh, a produção de anticorpos é demorada, cerca de 
poucos meses (devido à sensibilização de linfócitos B, expansão 
clonal, etc). O filho nasce sem que os anticorpos anti-Rh da mãe o 
afete (ao contrário das hemácias, os anticorpos podem atravessar 
a placenta junto com o plasma). 
Numa segunda gravidez de um filho Rh+ dessa mesma 
mamãe Rh-, vem a eritroblastose fetal. Os anticorpos anti-Rh 
produzidos na primeira gravidez já foram eliminados há muito 
tempo do organismo materno, não representando problema para 
este novo bebê (como não havia mais fator Rh porque o primeiro 
filho nasceu, os anticorpos anti-Rh desaparecem em poucos 
meses). Nos estágios finais da gravidez, entretanto, repete-se 
aquela situação de microrrupturas da placenta pelo movimento do 
bebê. As hemácias Rh+ do novo bebê em contato com a mãe vão 
então induzir à síntese de anticorpos anti-Rh. Dessa vez, porém, 
como é o segundo contato com o anticorpo anti-Rh, a produção de 
anticorpos é imediata (devido à memória imunológica, linfócitos B 
de memória, etc de novo). 
O bebê ainda está na barriga da mãe quando ocorre a 
produção de anticorpos anti-Rh, que atravessam a placenta e 
provocam a eritroblastose no bebê. 
 
Sintomas 
Os anticorpos anti-Rh da mãe no bebê promovem uma 
série de efeitos, com destaque para alguns, como: 
- destruição das hemácias do filho, o que leva à dificuldade no 
transporte de oxigênio no bebê e anemia; 
- aumento da síntese de bilirrubina (produzida a partir da 
hemoglobina das hemácias destruídas), substância tóxica que 
passa a se acumular na pele conferindo-lhe um aspecto amarelo-
esverdeado, causando uma condição conhecida como icterícia; 
- produção de eritroblastos pelo bebê, o que caracteriza a 
eritroblastose propriamente dita. Esta produção ocorre devido à 
destruição das hemácias, o que leva o bebê a tentar produzir mais 
hemácias; estas são lançadas no sangue na forma imatura de 
eritroblastos; antes que os eritroblastos consigam originar 
hemácias maduras, eles são destruídos pelos anticorpos anti-Rh, 
de tal maneira que o sangue do bebê afetado não possui 
hemácias, mas eritroblastos apenas. 
 
 
Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 
32 Biologia 
Prevenção 
A eritroblastose fetal pode ser facilmente evitada. Após o 
nascimento de um filho Rh+ em mãe Rh-, administra-se na mãe um 
soro contendo anticorpos que destroem as hemácias Rh+ dos 
filhos antes que elas sensibilizem o sistema imune e levem à 
produção de anticorpos anti-Rh que poderiam afetar um segundo 
filho. 
 
Tratamento 
O tratamento envolve fototerapia para a destruição da 
bilirrubina na pele e reversão do quadro de icterícia. A cura é feita 
pela substituição do sangue Rh+ do filho por sangue Rh-. Sem 
hemácias Rh+, os anticorpos anti-Rh perdem o efeito e 
desaparecem. Quando o bebê voltar a produzir suas próprias 
hemácias Rh+ depois de cerca de 120 dias, os anticorpos anti-Rh 
já terão desaparecidos do sangue do bebê e não há mais 
problemas. 
 
Incompatibilidade de sistema ABO entre mãe e filho: proteção 
natural à eritroblastose fetal 
Se houver incompatibilidade de sistema ABO entre mãe e 
filho, a eritroblastose não ocorre. Isso porque, quando ocorrem as 
microrrupturas na placenta e as hemácias Rh+ do filho passam 
para a mãe, os anticorpos do sistema ABO destroem essas 
hemácias Rh+ antes de haver sensibilização do sistema imune 
materno para que este produza anticorpos anti-Rh. 
Se a mãe for A e o filho B, por exemplo, a aglutinina anti-B 
da mãe destrói as hemácias A+ do filho antes do sistema imune 
materno ser sensibilizado pelo fator Rh das hemácias do filho. 
Esse fenômeno ocorre sempre que os anticorpos para o sistema 
ABO da mãe podem atacar as hemácias do filho: mãe A (anticorpo 
anti-B) e filho B, mãe B (anticorpo anti-A) e filho A, mãe O 
(anticorpos anti-A anti-B) e filhos A e B e mãe A (anticorpo anti-B) 
ou B (anticorpoanti-A) e filho AB. 
Os anticorpos do sistema ABO não atravessam a placenta 
neste caso porque são do tipo IgM, incapazes atravessar a 
barreira placentária. 
 
Sistemas MN e Ss de grupos sanguíneos 
Em Antropologia e Medicina Legal são muito usados os 
conhecimentos de outros grupos sangüíneos, como os dos 
sistemas MN e Ss. A produção de anticorpos nestes grupos não 
chega a criar problemas relativos a transfusões sanguíneas. 
No sistema MN, distinguem-se dois genes, LM e LN, alelos 
entre si, ocupando o mesmo locus em cromossomos homólogos e 
revelando codominância entre si (a letra L usada na identificação 
desses genes é uma homenagem a Landsteiner, que também os 
descobriu). Assim, distinguem-se três genótipos e três fenótipos 
diferentes, sendo os indivíduos LMLM de sangue M, os indivíduos 
LNLN de sangue N e os indivíduos LMLN de sangue MN. 
 
Genótipos Fenótipos 
LMLM Sangue M 
LMLN Sangue MN 
LNLN Sangue N 
 
No sistema Ss, considerado por alguns autores como um 
subgrupo do sistema MN, os genes S e s são alelos, mas há 
dominância de S sobre s. É possível que os genes M e N bem 
como os S e s, ocupem loci bem próximos num mesmo par de 
cromossomos homólogos. 
 
Exercícios 
Questões estilo múltipla escolha 
 
1. (UNIFOR) Uma senhora X tem sangue do grupo B. É filha de 
pais AB e é mãe de um jovem do grupo B. Esse jovem casa-se e 
tem uma filha cujo sangue é do tipo O. O marido da senhora X é 
filho de pais do grupo A, tendo avós paternos do tipo AB e B e 
maternos do tipo AB. Sendo assim, é possível afirmar que o 
esposo da senhora X: 
A) Possui sangue do tipo A e não poderá doar sangue para a 
esposa. 
B) Tem sangue do tipo A e poderá doar sangue para a esposa. 
C) Possui sangue do tipo B e não poderá receber sangue da 
esposa. 
D) Tem sangue do tipo B e poderá receber sangue da esposa. 
E) Possui sangue do tipo AB e não poderá receber sangue da 
esposa. 
 
2. (UNIFOR) Dona Maria, 40 anos, moradora da zona rural de uma 
cidade no interior do estado, sem acesso a hospital, deu à luz três 
filhos com a ajuda de uma parteira da localidade, em sua própria 
residência. Da primeira gestação, nasceu uma criança saudável. 
Sua segunda criança teve que ser levada ao hospital da cidade 
vizinha e foi diagnosticada com eritroblastose fetal (Doença 
Hemolítica do Recém Nascido – DHRN). A terceira criança nasceu 
bem, sem sinais de eritroblastose fetal ou de qualquer outro 
problema. Com base na situação descrita, é possível concluir que: 
A) Se ocorreu DHRN, a mulher era Rh negativo, pois só assim 
viria a produzir antígenos anti-Rh. 
B) A primeira criança foi responsável pela sensibilização de sua 
mãe, já que a segunda criança teve DHRN. 
C) A terceira criança era Rh negativo, livre da ação destruidora 
dos antígenos anti-Rh que recebeu de sua mãe. 
D) Os genótipos das crianças, por ordem de nascimento, são 
respectivamente: DD, Dd e DD. 
E) Como a terceira criança é Rh negativo, o pai obrigatoriamente 
tem o genótipo homozigoto (dd). 
 
3. (UNIFOR) Durante um processo judicial para reconhecimento 
de paternidade, o advogado de defesa sugeriu que fossem 
realizadas conjuntamente as tipagens sanguíneas do sistema 
ABO/Rh da mãe, do filho e do suposto pai, com a alegativa de que 
as determinações dos grupos sanguíneos poderiam esclarecer o 
caso com o mínimo de despesas financeiras para o casal, 
evitando assim a necessidade de realização de exame de DNA. 
Em parte, o advogado tinha razão, pois em alguns casos a 
tipagem sanguínea pode ser esclarecedora em relação à 
paternidade. Por sorte os resultados obtidos dos exames foram 
realmente reveladores, pois segundo o advogado de defesa do 
suposto pai, perante os resultados das classificações sanguíneas 
encontrados, era impossível o seu cliente ser o pai biológico da 
criança. Marque a alternativa que representa os resultados dos 
exames das tipagens sanguíneas que estão de acordo com a 
hipótese levantada pelo advogado 
A) a mãe era A/Rh+, o filho A/Rh+ e o suposto pai O/Rh-. 
B) a mãe era O/Rh+, o filho A/Rh+ e o suposto pai A/Rh+. 
C) a mãe era A/Rh+, o filho AB/Rh+ e o suposto pai B/Rh+. 
D) a mãe era B/Rh+, o filho O/Rh+ e o suposto pai AB/Rh-. 
E) a mãe era A/Rh+, o filho O/Rh+ e o suposto pai A/Rh+. 
 
 
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33 Biologia 
4. (UNIFOR) Por meio de uma avaliação médica e realização de 
exames para ingresso no serviço militar, um jovem descobre que 
seu tipo sanguíneo é “O” negativo. Sabendo que sua mãe e seu 
pai são do tipo “A” positivo, duvidou do resultado. Ao sair do 
consultório, dirigiu-se a outro laboratório de análises clínicas para 
refazer os exames, e o resultado anterior se repetiu. Na semana 
seguinte, procurou o médico, explicou o que o afligia e perguntou 
quais as chances de ser filho biológico de seus pais. O médico o 
tranqüilizou, justificando a possibilidade da paternidade com a 
seguinte explicação: 
A) pais homozigotos para o Sistema ABO e heterozigotos para o 
Sistema Rh têm 75% de chance de gerar um filho “O” negativo. 
B) pais heterozigotos para o Sistema ABO e heterozigotos para o 
Sistema Rh têm 25% de chance de gerar um filho “O” negativo. 
C) pais homozigotos para o Sistema ABO e homozigotos para o 
Sistema Rh têm 25% de chance de gerar um filho “O” negativo. 
D) pais heterozigotos para o Sistema ABO e homozigotos para o 
Sistema Rh têm 75% de chance de gerar um filho “O” negativo. 
E) pais homozigotos para o Sistema ABO e homozigotos para o 
Sistema Rh têm 75% de chance de gerar um filho “O” negativo. 
 
5. (UNIFOR) Uma criança é do tipo sangüíneo AB, MN, Rh- e sua 
mãe B, N, Rh+. O pai dessa criança poderia ser: 
A) A, M, Rh-. B) AB, N, Rh-. C) O, MN, Rh-. 
D) B, M, Rh-. E) B, MN, Rh-. 
 
6. (FMJ) Seu Agenor, avô paterno de Ana Lúcia, sempre foi um 
homem muito precavido. Desta forma, resolveu fazer carteiras de 
identificação para toda a família. Ao preparar a carteira da filha, 
percebeu que não se lembrava, com certeza, de seu tipo 
sanguíneo, mas acreditava ser do tipo B. Sabendo-se que Seu 
Agenor pertence ao grupo sangüíneo AB e que todos os outros 
avós de Ana Lúcia são do grupo sanguíneo O, assinale a 
probabilidade de Seu Agenor estar correto: 
A) 1/4. B) 1/8. C) 1/2. D) 3/4. E) 1/12. 
 
7. (UNICHRISTUS) A gravidez é um momento ímpar na vida de 
uma mulher. Uma mulher, que já teve um menino de sangue A+, 
engravidou novamente. Ela está preocupada porque possui 
sangue O– e não tomou a gamaglobulina anti-Rh. Próximo a dar à 
luz, a mulher e o marido procuraram o Dr. Biologia para avaliar a 
situação. O médico disse que a criança poderia nascer com a 
Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN) ou Eritroblastose 
fetal. Os pais ficaram angustiados. Chegado o dia do parto, o Dr. 
Biologia foi chamado e realizou um procedimento cesariano, 
dando à luz um menino. Fizeram a tipagem sanguínea do filho e 
foi confirmado que o sangue era A+ e o mesmo não apresentava 
DHRN. Qual foi a explicação mais coerente do Dr. Biologia para o 
fato ocorrido? 
A) Estou errado, pois, nessas condições, não há possibilidades do 
desenvolvimento da DHRN. 
B) As aglutininas anti-A e anti-B do primeiro filho destruíram os 
aglutinógenos A e B da mãe, impedindo sua sensibilização. 
C) As aglutininas anti-A da mãe destruíram as hemácias do 
primeiro filho, impedindo a sensibilização dela. 
D) Os aglutinógenos A e B da mãe destruíram as aglutininas anti-
A e anti-B do primeiro filho, impedindo a sensibilização dela. 
E) A criança já nasceu com anticorpos anti-Rh que destruíram as 
hemácias da mãe quando o sangue se misturou. 
 
8. (UECE) Sabe-se que na herança de grupos sanguíneos do 
sistema ABO temos um caso de polialelia associada à co-
dominância. Analise as afirmações abaixo. 
I. O doador universal é um fenótipo puro, pois só concorre para 
sua expressão um tipo de alelo; 
II. Tanto o fenótipo do doador universal, quantodo receptor 
universal refletem a razão 1:3 encontrada na dominância 
completa, em relação aos fenótipos tipo “A” e tipo “B”; 
III. Um casal de doadores universais poderá ter um filho receptor 
universal e, inversamente, um casal de receptores universais 
poderá ter um filho doador universal. 
É (são) correta(s): 
A) I. B) II. C) III. D) I, II, III. 
 
9. (UECE) Sabe-se que em ratos a cor amarela, Ay é condicionada 
por um gene letal quando em homozigose. Encontramos ainda os 
fenótipos selvagem A, preto Ap e albino a, sendo a seguinte a 
sequência de dominância Ay > A > Ap > a. Do cruzamento de um 
rato amarelo descendente de um rato selvagem portador do alelo 
para albino, com outro amarelo heterozigoto para preto pode-se 
afirmar corretamente que será obtida uma descendência, 
apresentando os fenótipos: 
A) amarelos e selvagens ou pretos e albinos. 
B) selvagens e albinos ou amarelos e pretos. 
C) amarelos e selvagens ou amarelos e pretos, todos 
heterozigotos. 
D) amarelos e selvagens ou amarelos e pretos. Dentre os 
amarelos os homozigotos são em menor número. 
 
10. (UECE) Em 1940, num rumoroso processo de paternidade 
não-reconhecida, a atriz Joan Barry incriminou o famoso Charles 
Chaplin, celebrizado como Carlitos, acusando-o de ser pai de seu 
filho. No julgamento, Chaplin foi considerado “culpado”. No 
entanto, o sangue da criança era B, o da mãe (acusadora de 
Chaplin) era A, e o sangue do grande cineasta era “O”. E agora, 
José? Baseado neste texto podemos afirmar: 
A) O exame dos grupos sanguíneos são meios seguros de garantir 
a paternidade da descendência. 
B) Embora exista uma probabilidade elevada da exclusão da 
paternidade, Chaplin poderia apresentar o fenótipo Bombaim. 
Desta forma, poderia ser o pai da criança. O teste do DNA, 
atualmente é o meio mais seguro de resolver esta polêmica diante 
da justiça. 
C) O teste de DNA é menos preciso do que o teste de exclusão da 
paternidade, pelo exame de grupo sangüíneo. 
D) De nada adiantaria associar-se ao sistema ABO, outros tipos 
de sistema de classificação do sangue, como o MN, para se 
excluir a paternidade de um filho. 
 
11. (FACID) Desde o século XVII, as transfusões de sangue têm 
sido uma tentativa de remediar as perdas de sangue causadas por 
traumas, partos, hemorragias e cirurgias. Antes da identificação 
dos anticorpos isoaglutinantes (fator Rh), as transfusões 
provocaram muitas mortes. A disponibilidade do sangue para a 
transfusão sempre foi um problema. A dificuldade ainda era maior 
durante as guerras, períodos onde a pesquisa de químicos em 
busca de um substituto sintético para o sangue sempre foi intensa. 
Com relação a esse tema, é correto afirmar que: 
A) pelo fato de apresentarem os dois tipos de aglutinogênios no 
plasma, as pessoas do grupo O- (IiIi Rr) são considerados 
doadores universais. 
 
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34 Biologia 
B) as aglutininas anti-A e anti-B são encontradas na superfície das 
hemácias das pessoas AB+ (IAIB rr). 
C) um dos requisitos para que ocorra a eritroblastose fetal ou 
doença hemolítica do recém nascido (DHRN), é que a mãe seja rr 
e o feto R_. 
D) pessoas do grupo A (IAIA ou IAIi) só podem receber sangue de 
doadores portadores de aglutininas anti-A e anti-B. 
E) pelo fato de serem completamente recessivas as pessoas do 
grupo O- (IiIi rr) podem receber sangue de qualquer grupo. 
 
12. (FCM-JP) A Doença Hemolítica do Recém Nascido (DHRN), 
provocada pelo fator Rh, é caracterizada pela destruição das 
hemácias do feto ou do recém-nascido. A DHRN só ocorre 
quando: 
A) Mulheres Rh+ têm filho Rh+, o que pode acontecer quando o pai 
é Rh-. 
B) A DHRN ocorre somente quando mulheres Rh- tem filho Rh+, o 
que pode acontecer quando o pai é Rh+. 
C) A DHRN ocorre quando durante a gestação anticorpos anti - A 
passa através da placenta. 
D) A DHRN ocorre somente quando mulheres Rh- têm filho Rh+, o 
que pode acontecer quando o pai é Rh. 
E) Mulheres Rh- tem filho Rh+, o que pode acontecer quando o pai 
é Rh-. 
 
13. (FSM) Carla recebe uma transfusão sanguínea. Ao nascer seu 
primeiro filho teve o diagnóstico de Doença Hemolítica do 
Neonato. Classifique respectivamente, quanto ao fator Rh, o 
sangue de Carla, o sangue doado, o de seu primeiro filho e o de 
seu marido. 
A) Rh+, Rh+, Rh+ e Rh+. B) Rh+, Rh-, Rh+ e Rh-. 
C) Rh-, Rh+, Rh+ e Rh+. D) Rh-, Rh-, Rh+ e Rh+. 
E) Rh+, Rh-, Rh- e Rh+. 
 
14. (UERN) 
AÇÃO SOCIAL... Mais do que uma obrigação, é a nossa vocação! 
Em projetos sociais, “a educação é o foco, com ações baseadas 
nos princípios da transformação, da inclusão social, da 
solidariedade e da participação! Campanhas que estimulam a 
doação de sangue merecem destaque entre as ações sociais mais 
significativas. Porém, se as campanhas desenvolvidas 
encontrassem eco, não teríamos, hoje, bancos de sangue com tão 
poucos litros disponíveis, como é o caso de grandes hospitais em 
algumas metrópoles brasileiras, que têm à disposição apenas uma 
média de 65 litros de sangue, aproximadamente nas seguintes 
quantidades: sangue com o aglutinogênio A = 18 litros; sangue 
com aglutinina anti-A = 12 litros; sangue desprovido de aglutininas 
= 10 litros; sangue desprovido de aglutinogênios = 25 litros. Essa 
pequena disponibilidade de sangue faz com que, numa ocasião de 
emergência, não se possa seguir à risca a regra de se aplicar 
transfusão apenas de sangue idêntico ao do receptor. Baseado 
nos dados anteriores, tendo em vista as informações sobre o 
sistema ABO e não considerando o fator Rh, indique quantos litros 
de sangue estariam disponíveis para receptores dos grupos 
sangüíneos A, B, AB e O respectivamente: 
A) 28, 32, 10 e 65. B) 37, 43, 25 e 65. 
C) 32, 28, 65 e 10. D) 43, 37, 65 e 25. 
 
15. (UERN) Em certa espécie de cobaias, um conjunto de alelos 
múltiplos controla a cor da pelagem. O alelo Gm produz pêlo 
marrom-escuro; o alelo gc produz pêlo castanho-claro e o alelo gb 
produz pêlo branco. Estes alelos foram citados em ordem 
decrescente de dominância. Analise o heredograma abaixo: 
 
Pode-se concluir que os genótipos dos indivíduos 5 e 9 são, 
respectivamente: 
A) Gmgc e gcgc. B) Gmgb e gcgb. C) GmGm e gcgc. D) GmGb e gcgc. 
 
16. (UPE) Uma ação de paternidade envolvendo o famoso ator de 
cinema Charlie Chaplin é discutida no texto abaixo: 
Em 1941, Chaplin conheceu uma jovem atriz chamada Joan Barry, 
com quem teve um namoro. Esse romance terminou em fevereiro 
de 1942, mas, 20 meses mais tarde, Joan teve uma menina e 
disse que Chaplin era o pai. Joan abriu um processo de sustento à 
criança. Nessa época, o tipo sanguíneo tinha acabado de ter um 
amplo uso, e os advogados de Chaplin mandaram testar os 
grupos sanguíneos de Chaplin, de Joan e da criança. Joan tinha 
tipo A, sua filha tipo B, e Chaplin tipo O. 
Fonte: PIERCE, B. A. Genética: um enfoque conceitual. Rio de Janeiro, RJ. Editora Guanabara 
Koogan. 2004. 
Os testes baseados nos grupos sanguíneos permitem apenas 
negar a paternidade, mas não podem confirmá-la. Atualmente 
têm-se empregado testes baseados na análise do DNA para a 
determinação da paternidade, o conhecido teste de paternidade. 
Empregando essas duas metodologias para a resolução desse 
caso de paternidade, observe as proposições a seguir: 
I. Joan, grupo sanguíneo tipo A, poderia ter os genótipos IAIA ou 
IAi, sua filha, grupo sanguíneo tipo B, poderia ter os genótipos IBIB 
ou IBi. Logo, como alelo IB não está presente na sua mãe, a 
criança só pode ter herdado o mesmo do seu pai. Como Chaplin 
tinha grupo sanguíneo tipo O produzido pelo genótipo ii, ele não 
poderia ser o pai da menina. 
II. Caso Chaplin fosse Falso O (Fenótipo Bombaim), uma pequena 
porcentagem da população que pode ter genótipos IAIA, IAi, IBIB,IBi 
ou IAIB, mas são sempre identificados como grupo O, quando são 
empregadas as técnicas convencionais dedeterminação dos 
grupos sanguíneos, ele poderia ser o pai da menina. 
III. Atualmente, seria solicitada a análise do DNA dos envolvidos, 
método que tem por base o modo de as pessoas diferirem entre si 
quanto ao material genético que possuem (com exceção dos 
gêmeos univitelinos), exibindo um padrão genético típico delas, 
comparável a um código de barras ou a uma impressão digital 
molecular. 
IV. A análise do DNA permite confirmar a paternidade com 99,9% 
de certeza, comparando-se o DNA da criança, o da mãe e o do 
suposto pai. Esse tipo de estudo é possível, pois o perfil genético 
de um indivíduo é herdado da mesma maneira que os genes: o 
indivíduo recebe 3/4 do padrão do pai e 1/4 da mãe. 
 
Apenas está correto o que se afirma em 
A) I e II. 
B) II e III. 
C) II e IV. 
D) I, II e III. 
E) I, II e IV.

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