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1 01 - (Unichristus) Para evitar a hemólise significativa em transfusões sanguíneas, entre outros problemas, deve-se verificar o fator Rh das pessoas envolvidas: pessoas com fator Rh– não podem receber sangue Rh+; por sua vez, pessoas com Rh+ podem receber sangue Rh– e Rh+. O quadro seguinte indica fenótipos e genótipos em relação ao fator Rh. TIPO SANGUÍNEO Fenótipo Genótipo Grupo Rh+ (Rh positivo) RR ou Rr Grupo Rh– (Rh negativo) rr Um casal, a mulher com Rh+ e o marido com Rh–, tem três filhos e duas filhas. Desconhecendo-se o grupo sanguíneo dos filhos, numa situação de urgência que exija transfusão de sangue, pode-se considerar que, por medida de segurança, no que se refere ao fator Rh, a) todos os três filhos podem doar sangue tanto para o pai quanto para a mãe. b) os filhos podem doar sangue para o pai, e apenas as duas filhas podem doar sangue para a mãe. c) todos os filhos e todas as filhas podem doar sangue para a mãe, mas não para o pai. d) apenas os filhos podem doar sangue para o pai, mas não para a mãe. e) apenas a mãe pode doar sangue para o pai. 02 - (Fps) A eritroblastose fetal é uma doença relacionada ao fator Rh, que se caracteriza pela destruição das hemácias do recém-nascido. Esta doença só pode ocorrer quando: a) mulheres Rh- têm filho Rh+ cujo pai é Rh+. b) mulheres Rh- têm filho Rh+ cujo pai é Rh-. c) mulheres Rh+ têm filho Rh- cujo pai é Rh-. d) mulheres Rh+ têm filho Rh- cujo pai é Rh+. e) mulheres Rh- têm filho Rh- cujo pai é Rh-. 03 - (Fip) A eritroblastose fetal pode ocorrer em filhos de mãe Rh–. Se o filho for Rh–, terá o mesmo padrão da mãe e não haverá incompatibilidade entre eles. Se for Rh+, o organismo materno é estimulado a produzir anticorpo anti-Rh, de modo que em segunda gestação, os anticorpos maternos concentrados no sangue desencadeiam a DHRN. Quando a mãe é Rh+ e o filho é Rh–, a consequência é que: a) Há problema para a criança. b) Não há problema para a mãe. c) Há problema para a mãe e para a criança. d) Há problema para a mãe, apenas. e) Não há problema para a mãe, mas há para a criança. 04 - (Unifor) Dona Maria, 40 anos, moradora da zona rural de uma cidade no interior do estado, sem acesso a hospital, deu à luz três filhos com a ajuda de uma parteira da localidade, em sua própria residência. Da primeira gestação, nasceu uma criança saudável. Sua segunda criança teve que ser levada ao hospital da cidade vizinha e foi diagnosticada com eritroblastose fetal (Doença Hemolítica do Recém Nascido – DHRN). A terceira criança nasceu bem, sem sinais de eritroblastose fetal ou de qualquer outro problema. Com base na situação descrita, é possível concluir que: a) Se ocorreu DHRN, a mulher era Rh negativo, pois só assim viria a produzir antígenos anti-Rh. b) A primeira criança foi responsável pela sensibilização de sua mãe, já que a segunda criança teve DHRN. c) A terceira criança era Rh negativo, livre da ação destruidora dos antígenos anti-Rh que recebeu de sua mãe. d) Os genótipos das crianças, por ordem de nascimento, são respectivamente: DD, Dd e DD. e) Como a terceira criança é Rh negativo, o pai obrigatoriamente tem o genótipo homozigoto (dd). 05 - (Fuvest) Lúcia e João são do tipo sanguíneo Rh positivo e seus irmãos, Pedro e Marina, são do tipo Rh negativo. Quais dos quatro irmãos podem vir a ter filhos com eritroblastose fetal? a) Marina e Pedro. b) Lúcia e João. c) Lúcia e Marina. d) Pedro e João. e) João e Marina. www.professorferretto.com.br ProfessorFerretto ProfessorFerretto Sistema Rh ee 2 06 - (Enem) Uma mulher deu à luz o seu primeiro filho e, após o parto, os médicos testaram o sangue da criança para a determinação de seu grupo sanguíneo. O sangue da criança era do tipo O+. Imediatamente, a equipe médica aplicou na mãe uma solução contendo anticorpos anti-Rh, uma vez que ela tinha sangue O-. Qual é a função dessa solução de anticorpos? a) Modificar o fator Rh do próximo filho. b) Destruir as células sanguíneas do bebê. c) Formar uma memória imunológica na mãe. d) Neutralizar os anticorpos produzidos pela mãe. e) Promover a alteração do tipo sanguíneo materno. 07 -(Uncisal) Uma mulher com tipo sanguíneo AB– teve um filho com um homem A+, gerando uma criança A+. Ao engravidar do seu segundo filho, a mulher foi orientada que, para evitar o desenvolvimento da doença hemolítica do recém-nascido em seu segundo filho, deveria tomar uma injeção intravenosa, no momento do parto, com anticorpos anti-Rh. Considerando o exposto, é correto afirmar que essa orientação foi a) adequada, pois os anticorpos destruirão rapidamente as hemácias fetais Rh+ que penetrarem na circulação materna durante o parto, evitando que causem sensibilização na mulher. b) inadequada e perigosa, pois esses anticorpos podem penetrar no corpo do bebê causando a destruição imediata das hemácias fetais, resultando em forte anemia. c) adequada, para evitar o processo de acúmulo de bilirrubina no sangue do bebê, que é produzida no fígado a partir dos antígenos Rh+ e que causa icterícia. d) inadequada, já que a injeção deveria ter sido aplicada no parto do primeiro filho, para evitar que a mulher produzisse anticorpos anti-Rh que comprometeriam a segunda gestação. e) incorreta, porém adequada, já que a sensibilização da mulher e a consequente produção de anticorpos anti-Rh só ocorrerão na segunda gestação de um filho Rh–. 08 - (Fsm) A eritroblastose (de grego eritro, “vermelho”, e blastos, “germe”, “broto”) fetal, doenças de Rhesus, doença hemolítica por incompatibilidade Rh ou doença hemolítica do recém- nascido é quando o sangue de um feto sofre hemólise, ou seja, é aglutinado pelos anticorpos do sangue da mãe. Imagine o seguinte caso clínico sobre essa doença: Uma mulher que nunca recebeu transfusão de sangue dá a luz, numa segunda gravidez, a uma criança com eritroblastose fetal. Numa terceira gravidez, nasce uma criança normal. Classifique, quanto ao genótipo para o fator Rh, a mulher, seu marido e as três crianças e marque a alternativa correta correspondente. Considere que o primeiro filho da mulher seja o Filho 1, o segundo filho seja o Filho 2 e o terceiro filho seja o filho 3. a Marido: Rh+; Mulher: Rh-; Filho 1: Rh+; Filho 2: Rh+; Filho 3: Rh-. b) Marido: Rh+; Mulher: Rh-; Filho 1: Rh-; Filho 2: Rh+; Filho 3: Rh-. c) Marido: Rh+; Mulher: Rh-; Filho 1: Rh+; Filho 2: Rh+; Filho 3: Rh-. d) Marido: Rh+; Mulher: Rh-; Filho 1: Rh+; Filho 2: Rh-; Filho 3: Rh+ e) Marido: Rh+; Mulher: Rh-; Filho 1: Rh-; Filho 2: Rh-; Filho 3: Rh-. 09 - (Enem) Um jovem suspeita que não é filho biológico de seus pais, pois descobriu que o seu tipo sanguíneo é O Rh negativo, o de sua mãe é B Rh positivo e de seu pai é A Rh positivo. A condição genotípica que possibilita que ele seja realmente filho biológico de seus pais é que a) o pai e a mãe sejam heterozigotos para o sistema sanguíneo ABO e para o fator Rh. b) o pai e a mãe sejam heterozigotos para o sistema sanguíneo ABO e homozigotos para o fator Rh. c) o pai seja homozigoto para as duas características e a mãe heterozigota para as duas características. d) o pai seja homozigoto para as duas características e a mãe heterozigota para o sistema ABO e homozigota para o fator Rh. e) o pai seja homozigoto para o sistema ABO e heterozigoto para o fator Rh e a mãe homozigota para as duas características. 10 - (Unesp) No romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, Bentinho vive uma incerteza: Ezequiel, seu filho com Capitu, é mesmo seu filho biológico ou Capitu teria cometido adultério com Escobar? O drama de Bentinho começa quando, no velório de Escobar, momentos houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva. Escobar havia sido o melhor amigo de Bentinho e fora casado com Sancha, com quem tivera uma filha. Suponha que, à época, fosse possível investigar a paternidade usando os tipossanguíneos dos envolvidos. O resultado dos exames revelou que Bentinho era de sangue tipo O Rh–, Capitu era de tipo AB Rh+ e Ezequiel era do tipo A Rh–. Como Escobar já havia falecido, foi feita a tipagem sanguínea de sua mulher, Sancha, que era do tipo B Rh+, e da filha de ambos, que era do tipo AB Rh–. Com relação à identificação do pai biológico de Ezequiel, a partir dos dados da tipagem sanguínea, é correto afirmar que a) permaneceria a dúvida, pois os tipos sanguíneos de Sancha e de sua filha indicam que Escobar ou tinha sangue tipo O Rh+, e nesse caso ele, mas não Bentinho, poderia ser o pai, ou tinha sangue tipo AB Rh–, o que 3 excluiria a possibilidade de Escobar ser o pai de Ezequiel. b) permaneceria a dúvida, pois os tipos sanguíneos dos envolvidos não permitem excluir a possibilidade de Bentinho ser o pai de Ezequiel, assim como não permitem excluir a possibilidade de Escobar o ser. c) permaneceria a dúvida, pois, no que se refere ao sistema ABO, os resultados excluem a possibilidade de Escobar ser o pai e indicam que Bentinho poderia ser o pai de Ezequiel; mas, no que se refere ao sistema Rh, os resultados excluem a possibilidade de Bentinho ser o pai e indicam que Escobar poderia sê-lo. d) seria esclarecida a dúvida, pois, tanto no sistema ABO quanto no sistema Rh, os resultados excluem a possibilidade de Bentinho, mas não de Escobar, ser o pai de Ezequiel. e) seria esclarecida a dúvida, pois os tipos sanguíneos de Ezequiel e da filha de Sancha indicam que eles não poderiam ser filhos de um mesmo pai, o que excluiria a possibilidade de Escobar ser o pai de Ezequiel. 11 - (Unesp) Um laboratorista realizou exames de sangue em cinco indivíduos e analisou as reações obtidas com os reagentes anti-A, anti-B, anti-Rh, para a determinação da tipagem sanguínea dos sistemas ABO e Rh. Os resultados obtidos encontram-se no quadro seguinte. INDIVÍDUO SORO ANTI-A SORO ANTI-B SORO ANTI-Rh 1 aglutinou não aglutinou não aglutinou 2 aglutinou aglutinou não aglutinou 3 aglutinou aglutinou aglutinou 4 não aglutinou não aglutinou não aglutinou 5 não aglutinou não aglutinou aglutinou Com base nesses resultados, indique quais os indivíduos que serão considerados, respectivamente, receptor e doador universal. a) 5 e 2. b) 4 e 3. c) 3 e 4. d) 2 e 5. e) 1 e 4. 12 - (Ufrn) Três indivíduos foram ao banco de sangue e tiveram seus tipos sanguíneos identificados a fim de se tornarem doadores. As figuras abaixo mostram os resultados da identificação de tipagem sanguínea ABO Rh obtida, em cada um dos indivíduos, após a realização dos testes de aglutinação. Para a realização desse teste, são adicionados os anticorpos específicos à amostra de sangue do indivíduo. A partir dos resultados obtidos nos testes, pode-se afirmar que o indivíduo a) 1 é um doador universal. b) 1 pode doar sangue para o indivíduo 2. c) 2 pode doar sangue para o indivíduo 3. d) 3 apresenta anticorpos anti-A 13 - (Pucpsp) O sangue de um determinado casal foi testado com a utilização dos soros anti-A, anti-B e anti- Rh (anti-D). Os resultados são mostrados abaixo. O sinal + significa aglutinação de hemácias e – significa ausência de reação. Esse casal tem uma criança pertencente ao grupo O e Rh negativo. Qual a probabilidade de o casal vir a ter uma criança que apresente aglutinogênios (antígenos) A, B e Rh nas hemácias? a) 1/2. b) 1/4. c) 1/8. d) 1/16. e) 3/4. 14 - (Fcm) Aloimunização é a formação de anticorpos quando há a ocorrência de exposição do indivíduo a antígenos não próprios, como ocorre, por exemplo, na transfusão de sangue incompatível e nas gestantes, cujos fetos expressam em suas células sanguíneas antígenos exclusivamente de origem paterna, os quais podem chegar à circulação materna durante a gestação ou no parto. A ocorrência de hemorragia fetomaterna constitui a base da etiopatogenia de várias afecções, como a doença hemolítica perinatal (DHPN), a plaquetopenia aloimune perinatal, a neutropenia aloimune neonatal, reações do tipo enxerto versus hospedeiro e, possivelmente, a gênese de algumas doenças autoimunes. 4 Rev. Bras. Ginecol. Obstet.; 2009. Com relação ao mecanismo de aloimunização, indique se essas alternativas são verdadeiras (V) ou falsas (F): (_) Uma pessoa Rh- só produzirá anticorpos anti-Rh se for sensibilizada. (_) A sensibilização de uma pessoa Rh- ocorre quando ela recebe transfusão de sangue Rh+. (_) A sensibilização de uma pessoa Rh- ocorre quando mulheres Rh- geram um filho Rh+. (_) A sensibilização de uma pessoa Rh+ ocorre quando ela recebe transfusão de sangue Rh-. (_) A sensibilização de uma pessoa Rh+ ocorre quando mulheres Rh+ geram um filho Rh-. Marque a alternativa correta: a) VFFFV. b) FVVFV. c) VVVFF. d) VVFFV. e) FFFVF. 15 - (Fsm) Carla recebe uma transfusão sanguínea. Ao nascer seu primeiro filho teve o diagnóstico de Doença Hemolítica do Neonato. Classifique respectivamente, quanto ao fator Rh, o sangue de Carla, o sangue doado, o de seu primeiro filho e o de seu marido. a) Rh+, Rh+, Rh+ e Rh+. b) Rh+, Rh-, Rh+ e Rh-. c) Rh-, Rh+, Rh+ e Rh+. d) Rh-, Rh-, Rh+ e Rh+. e) Rh+, Rh-, Rh- e Rh+. 16 - (Unichristus) A gravidez é um momento ímpar na vida de uma mulher. Uma mulher, que já teve um menino de sangue A+, engravidou novamente. Ela está preocupada porque possui sangue O– e não tomou a gamaglobulina anti-Rh. Próximo a dar à luz, a mulher e o marido procuraram o Dr. Biologia para avaliar a situação. O médico disse que a criança poderia nascer com a Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN) ou Eritroblastose fetal. Os pais ficaram angustiados. Chegado o dia do parto, o Dr. Biologia foi chamado e realizou um procedimento cesariano, dando à luz um menino. Fizeram a tipagem sanguínea do filho e foi confirmado que o sangue era A+ e o mesmo não apresentava DHRN. Qual foi a explicação mais coerente do Dr. Biologia para o fato ocorrido? a) Estou errado, pois, nessas condições, não há possibilidades do desenvolvimento da DHRN. b) As aglutininas anti-A e anti-B do primeiro filho destruíram os aglutinógenos A e B da mãe, impedindo sua sensibilização. c) As aglutininas anti-A da mãe destruíram as hemácias do primeiro filho, impedindo a sensibilização dela. d) Os aglutinógenos A e B da mãe destruíram as aglutininas anti-A e anti-B do primeiro filho, impedindo a sensibilização dela. e) A criança já nasceu com anticorpos anti-Rh que destruíram as hemácias da mãe quando o sangue se misturou. 17 - (Unichristus) O heredograma abaixo se refere à genealogia de uma família. As letras e os sinais dentro de cada símbolo representam o tipo sanguíneo de acordo com o sistema ABO e o sistema Rh. Sobre o heredograma indicado, pode-se afirmar que a) a probabilidade de o casal II.1 e II.2 ter um filho (de qualquer sexo) com sangue B+ é de 1/8. b) o indivíduo I.1 apresenta aglutinogênio A em suas hemácias. c) o indivíduo II.2 apresenta aglutinina anti-A e aglutinina anti-B no plasma. d) o indivíduo III.1 possui 50% de chance de apresentar a eritroblastose fetal. e) a probabilidade de o indivíduo III.1 ser do sangue tipo O é de 25%. 18 - (Unicamp) O sangue humano costuma ser classificado em diversos grupos, sendo os sistemas ABO e Rh os métodos mais comuns de classificação. A primeira tabela abaixo fornece o percentual da população brasileira com cada combinação de tipo sanguíneo e fator Rh. Já a segunda tabela indica o tipo de aglutinina e de aglutinogênio presentes em cada grupo sanguíneo. Tipo Fator Rh + - A 34% 8% B 8% 2% AB 2,5% 0,5% O 36% 9% 5 Tipo Aglutinogênios Aglutininas A A Anti-B B B Anti-A AB A e B Nenhuma O Nenhum Anti-A e Anti-B Em um teste sanguíneo realizado no Brasil, detectou- se, no sangue de um indivíduo, a presença de aglutinogênio A. Nesse caso, a probabilidade de que oindivíduo tenha sangue A+ é de cerca de a) 34%. b) 81%. c) 76%. d) 39% notas 6 VESTIBULARES: As questões abaixo são direcionadas para quem prestará vestibulares tradicionais. Se você está estudando apenas para a prova do ENEM, fica a seu critério, de acordo com o seu planejamento, respondê-las ou não. 19 - (Unifor) Uma criança é do tipo sanguíneo AB, MN, Rh- e sua mãe B, N, Rh+. O pai dessa criança poderia ser: a) A, M, Rh-. b) AB, N, Rh-. c) O, MN, Rh-. d) B, M, Rh-. e) B, MN, Rh-. 20 - (Uft) Os grupos sanguíneos na espécie humana são classificados de acordo com o sistema ABO, o sistema Rh e o sistema MN. Avalie o caso a seguir e marque a alternativa correta: Uma criança que estava desaparecida foi encontrada e dois casais afirmam que são os pais. Os envolvidos apresentam os seguintes grupos sanguíneos: a) A partir da avaliação dos três grupos sanguíneos, a criança pode ser filha dos dois casais, portanto outros testes devem ser realizados. b) Com relação ao sistema Rh, o casal 2 não poderia ter filhos Rh negativos. c) Com relação ao sistema MN, tanto o casal 1 como o casal 2 poderiam ser os pais da criança. d) A partir dos testes realizados, não há possibilidade dos casais 1 e 2 serem os pais da criança. e) Se apenas o sistema ABO fosse analisado no caso acima, os dois casais poderiam ser os pais da criança. notas 7 Gabarito: Questão 1: C Comentário: Se a mulher é Rh+, tem genótipo R_; se o homem é Rh-, tem genótipo rr; não se sabe o genótipo dos filhos, apenas que possuem um alelo r proveniente do pai duplo recessivo. Não há relação entre sistema Rh e sexo. Assim, analisando cada item: Item A: falso. Indivíduos Rh- não podem receber sangue de indivíduos Rh+, de modo que, se algum filho for Rh+, não poderá doar sangue para o pai Rh-. Item B: falso. Como mencionado, se algum filho for Rh+, não poderá doar sangue para o pai Rh-. Qualquer filho e filha pode doar sangue para a mãe, uma vez que ela é Rh+ e indivíduos Rh+ podem receber sangue Rh+ ou Rh-. Item C: verdadeiro. Como a mãe é Rh+, pode receber sangue de todos os filhos, não interessando o sexo e o tipo sanguíneo, uma vez que indivíduos Rh+ podem receber sangue Rh+ ou Rh-. Item D: falso. Como já mencionado, se algum filho for Rh+, não poderá doar sangue para o pai Rh-. Qualquer filho e filha pode doar sangue para a mãe, uma vez que ela é Rh+ e indivíduos Rh+ podem receber sangue Rh+ ou Rh-. Item E: falso. O pai Rh- pode receber sangue de qualquer filho que seja Rh-, mas não da mãe Rh+ ou de filhos que sejam Rh+. Questão 2: A Comentário: A DHRN ocorre quando uma mulher de sangue Rh- tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades do parto, transfere hemácias com fator Rh para a mãe, que é sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. Como o 1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 1ª, a produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não afeta a criança, que já tem nascido quando tais anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com células de memória, de modo que, nas proximidades do parto, quando transfere hemácias com fator Rh para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e em grandes quantidades, afetando a criança ainda na gestação. Questão 3: B Comentário: A DHRN ocorre quando uma mulher de sangue Rh- tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades do parto, transfere hemácias com fator Rh para a mãe, que é sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. Como o 1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 1ª, a produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não afeta a criança, que já tem nascido quando tais anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com células de memória, de modo que, nas proximidades do parto, quando transfere hemácias com fator Rh para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e em grandes quantidades, afetando a criança ainda na gestação. Quando a mãe é Rh+, não tem como produzir anticorpos anti-Rh, uma vez que já possui naturalmente fator Rh, de modo que se a mãe é Rh+ e o filho é Rh–, não há problema para a mãe nem para a criança. Questão 4: B Comentário: A DHRN afeta a partir do 2º filho Rh+ de mãe Rh-. Assim, se a segunda criança teve DHRN, conclui-se que a 1ª criança era Rh+ e sensibilizou a mãe, que é Rh- e teve a 2ª criança Rh+ afetada pela doença. Se a 3ª criança nasceu sem DHRN, a mesma possui sangue Rh-. Assim: Item A: falso. Se ocorreu DHRN, a mulher era Rh-, não apresentando antígeno Rh (fator Rh), mas produzindo anticorpos anti-Rh quando sensibilizada com sangue Rh+. Item B: verdadeiro. A 1ª criança Rh+ sensibilizou a mãe para a produção de anticorpos anti-Rh, os quais, produzidos em grande quantidade na segunda gravidez Rh+, afetaram a 2ª criança para que tivesse DHRN. Item C: falso. A 3ª criança era Rh-, livre da ação destruidora dos anticorpos anti-Rh que recebeu de sua mãe Rh+. Item D: falso. Chamando de D o alelo dominante para a produção de fator Rh e de d o alelo recessivo para a não produção de fator Rh, temos mãe Rh- (dd), 1ª criança Rh+ de mãe Rh- (Dd), 2ª criança Rh+ de mãe Rh- (Dd) e 3ª criança Rh- (dd). Item E: falso. Para que haja filhos Rh+ (D_) de mãe Rh- (dd), o pai obrigatoriamente tem um alelo D, sendo, pois, de sangue Rh+ (D_); como a 3ª criança tem sangue Rh- (dd), o pai tem que ser Rh+ heterozigoto (Dd). Questão 5: E Comentário: O sistema Rh de grupos sanguíneos é um caso de genética mendeliana convencional, onde ocorrem dois alelos, sendo R dominante e r recessivo. Assim, indivíduos RR e Rr são Rh+ (possuindo fator Rh em suas hemácias) e indivíduos rr são Rh- (não possuindo fator Rh em suas hemácias). A eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-nascido afeta o 2º filho Rh+ de mãe Rh-. O primeiro filho Rh+ transfere 8 hemácias com fator Rh para a mãe, que é sensibilizada, mas nasce antes de receber anticorpos anti-Rh. O segundo filho Rh+ encontra a mãe já sensibilizada, de modo a transferir para ele os anticorpos anti-Rh. Desse modo, se a mãe é Rh-, tem genótipo rr, e se as crianças têm que ser Rh+ para ter eritroblastose fetal, têm genótipo Rr (sendo heterozigotas, uma vez que sua mãe apenas pode passar um alelo r aos filhos). A criança Rh+ só pode ter herdado o alelo dominante do pai, que tem que ser então de genótipo RR ou Rr, sendo então de sangue Rh+. Assim, para haver filhos com eritroblastose fetal, o pai tem que ser Rh+ como João e a mãe tem que ser Rh- como Marina. Questão 6: B Comentário: A DHRN ocorre quando uma mulher de sangue Rh- tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades do parto, transfere hemácias com fator Rh para a mãe, que é sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. Como o 1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 1ª, a produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não afeta a criança, que já tem nascido quando tais anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com células de memória, de modo que, nas proximidades do parto, quando transfere hemácias com fator Rh para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e em grandes quantidades, afetando a criança ainda na gestação. A prevenção se dá pela aplicação de soro com anticorpos anti-Rh (gamaglobulina anti-Rh) na mãe Rh- logo após o parto de filho Rh+, sendo que esse soro leva à destruição das hemácias com fator Rh do filho que passaram para a mãe, impedindo que seja sensibilizada. Questão 7: D Comentário: A DHRN ocorre quando umamulher de sangue Rh- tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades do parto, transfere hemácias com fator Rh para a mãe, que é sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. Como o 1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 1ª, a produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não afeta a criança, que já tem nascido quando tais anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com células de memória, de modo que, nas proximidades do parto, quando transfere hemácias com fator Rh para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e em grandes quantidades, afetando a criança ainda na gestação. A prevenção se dá pela aplicação de soro com anticorpos anti-Rh (gamaglobulina anti-Rh) na mãe Rh- logo após o parto de filho Rh+, sendo que esse soro leva à destruição das hemácias com fator Rh do filho que passaram para a mãe, impedindo que seja sensibilizada. Assim, no caso em questão, não adiantaria aplicar o soro após o parto do 2º filho Rh+, uma vez que a mãe já estaria sensibilizada, sendo que o soro deveria ter sido aplicado após o parto do 1º filho Rh+. Questão 8: A Comentário: A Doença Hemolítica do Recém-Nascido ou DHRN ocorre quando uma mulher de sangue Rh- tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades do parto, transfere hemácias com fator Rh para a mãe, que é sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. Como o 1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 1ª, a produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não afeta a criança, que já tem nascido quando tais anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com células de memória, de modo que, nas proximidades do parto, quando transfere hemácias com fator Rh para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e em grandes quantidades, afetando a criança ainda na gestação. Assim, se a mulher teve filho com DHRN, tem que ser Rh- (rr), sendo que o filho com DHRN tem que ser Rh+ (R_), o que significa que seu pai tem que ser R_, ou seja, Rh+. O 1º filho sensibilizou a mãe, sendo Rh+; o 2º filho teve a doença, sendo Rh+; e o 3º filho nasceu normal, sendo, então, Rh-. Questão 9: A Comentário: Se a mãe é B+, tem genótipo IB_R_, e se o pai é A+, tem genótipo IA_R_. Assim, para que o filho seja O-, ou seja, iirr, basta que a mãe seja IBiRr e o pai seja IAiRr, ou seja, basta que sejam ambos heterozigotos. Questão 10: B Comentário: Segundo o texto, Bentinho seria O Rh–, ou seja, ii rr, Capitu seria AB Rh+, ou seja, IAIB R_, Ezequiel seria A Rh–, ou seja, IA_ rr, Sancha seria B Rh+, ou seja, IB_ R_, e a filha de Escobar seria AB Rh–, ou seja, IAIB rr. Desse modo, Escobar teria que ter mandado os genes IA e R à filha, apresentando tais genes e tendo que ter sangue A ou AB Rh+. Ezequiel IA_ rr poderia ser filho de Bentinho ii rr, desde que Ezequiel fosse IAi rr e recebesse o alelo i de Bentinho, ou poderia ser filho de Escobar, tendo recebido o alelo IA de Escobar, que teria que ser heterozigoto Rr e teria enviado o alelo r a Ezequiel. Assim, os tipos sanguíneos não excluem a 9 possibilidade de Bentinho ou Escobar serem pais biológicos de Ezequiel, permanecendo assim a dúvida. Questão 11: C Comentário: Analisando: - Se 1 reage ao anticorpo anti-A, possui aglutinogênio A, se não reage ao anticorpo anti-B, não possui aglutinogênio B, e se não reage ao anticorpo anti-Rh, não possui fator Rh. Desse modo, tem sangue A-. - Se 2 reage ao anticorpo anti-A, possui aglutinogênio A, se reage ao anticorpo anti-B, possui aglutinogênio B, e se não reage ao anticorpo anti-Rh, não possui fator Rh. Desse modo, tem sangue AB-. - Se 3 reage ao anticorpo anti-A, possui aglutinogênio A, se reage ao anticorpo anti-B, possui aglutinogênio B, e se reage ao anticorpo anti-Rh, possui fator Rh. Desse modo, tem sangue AB+. - Se 4 não reage ao anticorpo anti-A, não possui aglutinogênio A, se não reage ao anticorpo anti-B, não possui aglutinogênio B, e se não reage ao anticorpo anti-Rh, não possui fator Rh. Desse modo, tem sangue O-. - Se 5 não reage ao anticorpo anti-A, não possui aglutinogênio A, se não reage ao anticorpo anti-B, não possui aglutinogênio B, e se reage ao anticorpo anti-Rh, possui fator Rh. Desse modo, tem sangue O+. Considerando os sistemas ABO e Rh, os indivíduos considerados receptor e doador universal, são, respectivamente, AB+ (3) e O- (4). Questão 12: C Comentário: Analisando: - Se 1 reage ao anticorpo anti-A, possui aglutinogênio A, se reage ao anticorpo anti-B, possui aglutinogênio B, e se não reage ao anticorpo anti-Rh, não possui fator Rh. Desse modo, tem sangue AB-. - Se 2 não reage ao anticorpo anti-A, não possui aglutinogênio A, se não reage ao anticorpo anti-B, não possui aglutinogênio B, e se reage ao anticorpo anti-Rh, possui fator Rh. Desse modo, tem sangue O+. - Se 3 reage ao anticorpo anti-A, possui aglutinogênio A, se não reage ao anticorpo anti-B, não possui aglutinogênio B, e se reage ao anticorpo anti-Rh, possui fator Rh. Desse modo, tem sangue A+. Analisando cada item: Item A: falso. 1 tem sangue AB, sendo receptor universal; 2 tem sangue O, sendo doador universal. Item B: falso. 1 tem sangue AB, sendo doador único, ou seja, só podendo doar sangue para indivíduos também AB. Item C: verdadeiro. 2 tem sangue O, sendo doador universal. Item D: falso. 3 tem sangue A, apresentando aglutinogênio A e anticorpos anti-B. Questão 13: C Comentário: Analisando: - Se I reage ao anticorpo anti-A, possui aglutinogênio A, se não reage ao anticorpo anti-B, não possui aglutinogênio B, e se não reage ao anticorpo anti-Rh, não possui fator Rh. Desse modo, tem sangue A-. - Se II não reage ao anticorpo anti-A, não possui aglutinogênio A, se reage ao anticorpo anti-B, possui aglutinogênio B, e se reage ao anticorpo anti-Rh, possui fator Rh. Desse modo, tem sangue B+. Se o casal tem uma criança O- (iirr), ambos os genitores possuem alelos i e r, de modo que I é A- com ir, sendo IAirr, e II é B+ com ir, sendo IBiRr. Assim, para o casal ter uma criança que tenha A, B e Rh, ou seja, AB+, de genótipo IAIBR_, temos que: (1) para a criança ser IAIB: Indivíduo I IAi x indivíduo II IBi ↓ 25% indivíduos IAi (sangue A) : 25% indivíduos IBi (sangue B) : 25% indivíduos ii (sangue O) : 25% indivíduos IAIB (sangue AB). Assim, a probabilidade de a criança ser IAIB é de 1/4; (2) para a crianças ser R_: Indivíduo I rr x indivíduo II Rr ↓ 50% indivíduos Rr (sangue Rh+) : 50% indivíduos rr (sangue Rh-). Assim, a probabilidade de a criança ser Rr é de 1/2. Para a crianças ter genótipo IAIBR_, temos que a probabilidade é: P(IAIB) e P(R_) = 1/4 x 1/2 = 1/8. Questão 14: C Comentário: Analisando cada item: 1º item: verdadeiro. Não existem anticorpos anti-Rh previamente presentes no sangue de indivíduos de tipo sanguíneo Rh-, de modo que só haverá produção desses anticorpos se houver exposição ao fator Rh, ou seja, se houver sensibilização pela exposição ao fator Rh (em hemácias de indivíduos de sangue Rh+). 2º item: verdadeiro. Uma das possibilidades de sensibilização dos indivíduos Rh- se dá pela transfusão de sangue Rh+. 3º item: verdadeiro. Outra possibilidade de sensibilização dos indivíduos Rh- ocorre quando mulheres Rh- engravidam de um filho Rh+, o qual, por rupturas de placenta, transfere hemácias com fator Rh para a mãe. 4º item: falso. Indivíduos Rh+ possuem fator Rh e não produzem anticorpos anti-Rh, uma vez que o fator Rh não age como antígeno para eles, de modo a não 10 serem sensibilizados por transfusões de sangue Rh- ou Rh+. 5º item: falso. Como mencionado, indivíduos Rh+ possuem fator Rh e não produzem anticorpos anti-Rh, uma vez que o fator Rh não age como antígeno para eles, de modo a não serem sensibilizados quando engravidam de um filho de sangueRh- ou Rh+. Questão 15: C Comentário: A Doença Hemolítica do Recém-Nascido ou DHRN ocorre quando uma mulher de sangue Rh- tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades do parto, transfere hemácias com fator Rh para a mãe, que é sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. Como o 1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 1ª, a produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não afeta a criança, que já tem nascido quando tais anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com células de memória, de modo que, nas proximidades do parto, quando transfere hemácias com fator Rh para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e em grandes quantidades, afetando a criança ainda na gestação. Entretanto, se a mãe Rh- for previamente sensibilizada por uma transfusão Rh+, o 1º filho Rh+ já pode nascer com DHRN. Assim, no caso em questão, a mãe (Carla) tem que ser Rh-, o sangue doado tem que ser Rh+ para sensibilizá-la, o primeiro filho tem que ser Rh+ para ser afetado, e o pai tem que ser Rh+ (R_) para que a mãe Rh- (rr) possa ter um filho Rh+ (R_). Questão 16: C Comentário: A DHRN ocorre quando uma mulher de sangue Rh- tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades do parto, transfere hemácias com fator Rh para a mãe, que é sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. Como o 1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 1ª, a produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não afeta a criança, que já tem nascido quando tais anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com células de memória, de modo que, nas proximidades do parto, quando transfere hemácias com fator Rh para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e em grandes quantidades, afetando a criança ainda na gestação. A prevenção se dá pela aplicação de soro com anticorpos anti-Rh (gamaglobulina anti-Rh) na mãe Rh- logo após o parto de filho Rh+, sendo que esse soro leva à destruição das hemácias com fator Rh do filho que passaram para a mãe, impedindo que seja sensibilizada. Existem, no entanto, casos onde a aplicação do soro é desnecessária, uma vez que a incompatibilidade de sistema ABO entre mãe e filho faz com os anticorpos da mãe para o sistema ABO eliminam as hemácias do filho que foram transferidas, impedindo a sensibilização da mãe. No caso da questão, se a mãe tem sangue O-, possui anticorpos (aglutininas) anti-A e anti-B, os quais levam à destruição as hemácias do filho A+, que possuem em sua estrutura fator Rh e aglutinogênio A. Com a destruição das hemácias Rh+ do filho que passaram para a mãe, não ocorre sensibilização nem DHRN, consequentemente. Questão 17: A Comentário: Analisando o heredograma: Assim, analisando cada item: Item A: verdadeiro. No cruzamento entre o casal II.1 IAirr x II.2 IAIBRr, para que haja um filho (de qualquer sexo) com sangue B+, temos que: (1) Calculando a probabilidade de o filho ser B: II.1 IAi x II.2 IAIB ↓ 25% IAIA (sangue A) : 25% IAIB (sangue AB) : 25% IAi (sangue A) : 25% IBi (sangue B) Desse modo, a probabilidade de o filho ser B é de 1/4. (2) Calculando a probabilidade de o filho ser Rh positivo: II.1 rr x II.2 Rr ↓ 50% Rr (sangue Rh positivo) : 50% rr (sangue Rh negativo) Desse modo, a probabilidade de o filho ser Rh positivo é de 1/2. (3) Calculando a probabilidade de o filho ser B+: P(B+) = P(B) e P(Rh+) = P(B) x P(Rh+) = 1/4 x 1/2 = 1/8. Item B: falso. O indivíduo I.1 tem sangue O, de modo que não possui aglutinogênio algum em suas hemácias, mas possui aglutininas (anticorpos) anti-A e anti-B no plasma. 11 Item C: falso. O indivíduo II.2 tem sangue AB, de modo que possui aglutinogênios A e B em suas hemácias, mas não possui aglutinina alguma no plasma. Item D: falso. Como a mãe de III.1 tem sangue Rh positivo, não há risco de seus filhos nascerem com eritroblastose fetal, uma vez que essa doença só afeta filhos Rh positivos de mães Rh negativas. Item E: falso. Não há possibilidade de III.1 ser do sangue tipo O, como foi demonstrado no item A. Questão 18: C Comentário: O sistema ABO de grupos sanguíneos é um caso de polialelismo determinado por três alelos, IA e IB codominantes e i recessivo em relação aos dois primeiros. Assim, indivíduos IAIA e IAi têm sangue A (aglutinogênio A e aglutinina anti-B), indivíduos IBIB e IBi têm sangue B (aglutinogênio B e aglutinina anti-A), indivíduos IAIB têm sangue AB (aglutinogênios A e B e ausência de aglutininas) e indivíduo ii têm sangue O (ausência de aglutinogênios e aglutininas anti-A e anti- B). O sistema Rh de grupos sanguíneos é um caso de genética mendeliana convencional, onde ocorrem dois alelos, sendo R dominante e r recessivo. Assim, indivíduos RR e Rr são Rh+ (possuindo fator Rh em suas hemácias) e indivíduos rr são Rh- (não possuindo fator Rh em suas hemácias). Indivíduos com aglutinogênio tipo A podem ser dos grupos sanguíneos A ou AB. Assim, a probabilidade de, dentro desses indivíduos, ocorrer um indivíduo A+ é de: (% de indivíduos A+) ÷ (% de indivíduos A + % de indivíduos AB) = 34% ÷ (34% + 8% + 2,5% + 0,5%) = 75,5 %. Questão 19: A Comentário: O sistema ABO de grupos sanguíneos é um caso de polialelismo determinado por três alelos, IA e IB codominantes e i recessivo em relação aos dois primeiros. Assim, indivíduos IAIA e IAi têm sangue A (aglutinogênio A e aglutinina anti-B), indivíduos IBIB e IBi têm sangue B (aglutinogênio B e aglutinina anti-A), indivíduos IAIB têm sangue AB (aglutinogênios A e B e ausência de aglutininas) e indivíduo ii têm sangue O (ausência de aglutinogênios e aglutininas anti-A e anti- B). O sistema Rh de grupos sanguíneos é um caso de genética mendeliana convencional, onde ocorrem dois alelos, sendo R dominante e r recessivo. Assim, indivíduos RR e Rr são Rh+ (possuindo fator Rh em suas hemácias) e indivíduos rr são Rh- (não possuindo fator Rh em suas hemácias). O sistema MN de grupos sanguíneos é um caso de codominância entre dois alelos, LM e LN. Assim, indivíduos LMLM são M, indivíduos LMLN são MN e indivíduos LNLN são N. Deste modo, se uma criança é do tipo sanguíneo AB, MN, Rh-, possui genótipo IAIB,LMLN,rr, e se e sua mãe é do tipo sanguíneo B, N, Rh+, possui genótipo IBIB ou IBi,LNLN,Rr (notem que a mãe não pode ser RR por ter um filho rr, possuindo então o alelo recessivo a). Desse modo, o pai dessa criança possui os alelos IA, sendo de sangue A (IAIA ou IAi) ou AB (IAIB), LM, sendo de sangue M (LMLM) ou MN (LMLN), e r, sendo de sangue Rh+ heterozigoto (Rr) ou Rh-(rr). Questão 20: E Comentário: Analisando os genótipos: - criança A, M, Rh- tem genótipo IA_ LMLM rr; - o pai do casal 1 O, MN, Rh+ tem genótipo ii LMLN R_ e a mãe do casal 1 AB, N, Rh- tem genótipo IAIB LNLN rr, não podendo ter filhos M de genótipo LMLM, uma vez que deve um alelo LN vindo da mãe. - o pai do casal 2 AB, MN, Rh+ tem genótipo IAIB LMLN R_ e a mãe do casal 2 AB, N, Rh- tem genótipo IAIB LNLN R_, podendo ter filhos A, M, Rh- de genótipo IA_ LMLM rr, desde que ambos sejam heterozigotos Rr. Assim: Item A: falso. A partir da avaliação dos três grupos sanguíneos, a criança só pode ser filha do casal 2. Item B: falso. Com relação ao sistema Rh, o casal 2 poderia ter filhos Rh negativos rr se fossem ambos os pais heterozigotos Rr. Item C: falso. Com relação ao sistema MN, apenas o casal 2 poderia ser os pais da criança. Item D: falso. Como mencionado, há possibilidade de o casal 2 ser os pais da criança. Item E: verdadeiro. Se apenas o sistema ABO fosse analisado, o casal 1 pode ter filhos A (IAi) e B (IB1) e o casal 2 pode ter filhos AB (IAIB), A (IAIA) e B (IBIB), podendo ser pais de uma criança A. notas