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1 
 
 
 
 
01 - (Unichristus) Para evitar a hemólise significativa 
em transfusões sanguíneas, entre outros problemas, 
deve-se verificar o fator Rh das pessoas envolvidas: 
pessoas com fator Rh– não podem receber sangue Rh+; 
por sua vez, pessoas com Rh+ podem receber sangue 
Rh– e Rh+. O quadro seguinte indica fenótipos e 
genótipos em relação ao fator Rh. 
 
TIPO SANGUÍNEO 
Fenótipo Genótipo 
Grupo Rh+ (Rh positivo) RR ou Rr 
Grupo Rh– (Rh negativo) rr 
 
Um casal, a mulher com Rh+ e o marido com Rh–, tem 
três filhos e duas filhas. Desconhecendo-se o grupo 
sanguíneo dos filhos, numa situação de urgência que 
exija transfusão de sangue, pode-se considerar que, 
por medida de segurança, no que se refere ao fator Rh, 
a) todos os três filhos podem doar sangue tanto para o 
pai quanto para a mãe. 
b) os filhos podem doar sangue para o pai, e apenas as 
duas filhas podem doar sangue para a mãe. 
c) todos os filhos e todas as filhas podem doar sangue 
para a mãe, mas não para o pai. 
d) apenas os filhos podem doar sangue para o pai, mas 
não para a mãe. 
e) apenas a mãe pode doar sangue para o pai. 
 
 
02 - (Fps) A eritroblastose fetal é uma doença 
relacionada ao fator Rh, que se caracteriza pela 
destruição das hemácias do recém-nascido. Esta 
doença só pode ocorrer quando: 
a) mulheres Rh- têm filho Rh+ cujo pai é Rh+. 
b) mulheres Rh- têm filho Rh+ cujo pai é Rh-. 
c) mulheres Rh+ têm filho Rh- cujo pai é Rh-. 
d) mulheres Rh+ têm filho Rh- cujo pai é Rh+. 
e) mulheres Rh- têm filho Rh- cujo pai é Rh-. 
 
 
03 - (Fip) A eritroblastose fetal pode ocorrer em filhos 
de mãe Rh–. Se o filho for Rh–, terá o mesmo padrão da 
mãe e não haverá incompatibilidade entre eles. Se for 
Rh+, o organismo materno é estimulado a produzir 
anticorpo anti-Rh, de modo que em segunda gestação, 
os anticorpos maternos concentrados no sangue 
desencadeiam a DHRN. Quando a mãe é Rh+ e o filho é 
Rh–, a consequência é que: 
a) Há problema para a criança. 
b) Não há problema para a mãe. 
c) Há problema para a mãe e para a criança. 
d) Há problema para a mãe, apenas. 
e) Não há problema para a mãe, mas há para a criança. 
 
 
04 - (Unifor) Dona Maria, 40 anos, moradora da zona 
rural de uma cidade no interior do estado, sem acesso 
a hospital, deu à luz três filhos com a ajuda de uma 
parteira da localidade, em sua própria residência. Da 
primeira gestação, nasceu uma criança saudável. Sua 
segunda criança teve que ser levada ao hospital da 
cidade vizinha e foi diagnosticada com eritroblastose 
fetal (Doença Hemolítica do Recém Nascido – DHRN). 
A terceira criança nasceu bem, sem sinais de 
eritroblastose fetal ou de qualquer outro problema. 
Com base na situação descrita, é possível concluir que: 
a) Se ocorreu DHRN, a mulher era Rh negativo, pois só 
assim viria a produzir antígenos anti-Rh. 
b) A primeira criança foi responsável pela sensibilização 
de sua mãe, já que a segunda criança teve DHRN. 
c) A terceira criança era Rh negativo, livre da ação 
destruidora dos antígenos anti-Rh que recebeu de sua 
mãe. 
d) Os genótipos das crianças, por ordem de 
nascimento, são respectivamente: DD, Dd e DD. 
e) Como a terceira criança é Rh negativo, o pai 
obrigatoriamente tem o genótipo homozigoto (dd). 
 
 
05 - (Fuvest) Lúcia e João são do tipo sanguíneo Rh 
positivo e seus irmãos, Pedro e Marina, são do tipo Rh 
negativo. Quais dos quatro irmãos podem vir a ter 
filhos com eritroblastose fetal? 
a) Marina e Pedro. 
b) Lúcia e João. 
c) Lúcia e Marina. 
d) Pedro e João. 
e) João e Marina. 
www.professorferretto.com.br
ProfessorFerretto ProfessorFerretto
Sistema Rh 
ee 
2 
 
06 - (Enem) Uma mulher deu à luz o seu primeiro filho 
e, após o parto, os médicos testaram o sangue da 
criança para a determinação de seu grupo sanguíneo. 
O sangue da criança era do tipo O+. Imediatamente, a 
equipe médica aplicou na mãe uma solução contendo 
anticorpos anti-Rh, uma vez que ela tinha sangue O-. 
Qual é a função dessa solução de anticorpos? 
a) Modificar o fator Rh do próximo filho. 
b) Destruir as células sanguíneas do bebê. 
c) Formar uma memória imunológica na mãe. 
d) Neutralizar os anticorpos produzidos pela mãe. 
e) Promover a alteração do tipo sanguíneo materno. 
 
07 -(Uncisal) Uma mulher com tipo sanguíneo AB– teve 
um filho com um homem A+, gerando uma criança A+. 
Ao engravidar do seu segundo filho, a mulher foi 
orientada que, para evitar o desenvolvimento da 
doença hemolítica do recém-nascido em seu segundo 
filho, deveria tomar uma injeção intravenosa, no 
momento do parto, com anticorpos anti-Rh. 
Considerando o exposto, é correto afirmar que essa 
orientação foi 
a) adequada, pois os anticorpos destruirão 
rapidamente as hemácias fetais Rh+ que penetrarem na 
circulação materna durante o parto, evitando que 
causem sensibilização na mulher. 
b) inadequada e perigosa, pois esses anticorpos podem 
penetrar no corpo do bebê causando a destruição 
imediata das hemácias fetais, resultando em forte 
anemia. 
c) adequada, para evitar o processo de acúmulo de 
bilirrubina no sangue do bebê, que é produzida no 
fígado a partir dos antígenos Rh+ e que causa icterícia. 
d) inadequada, já que a injeção deveria ter sido 
aplicada no parto do primeiro filho, para evitar que a 
mulher produzisse anticorpos 
anti-Rh que comprometeriam a segunda gestação. 
e) incorreta, porém adequada, já que a sensibilização 
da mulher e a consequente produção de anticorpos 
anti-Rh só ocorrerão na segunda gestação de um filho 
Rh–. 
 
08 - (Fsm) A eritroblastose (de grego eritro, 
“vermelho”, e blastos, “germe”, “broto”) fetal, 
doenças de Rhesus, doença hemolítica por 
incompatibilidade Rh ou doença hemolítica do recém-
nascido é quando o sangue de um feto sofre hemólise, 
ou seja, é aglutinado pelos anticorpos do sangue da 
mãe. Imagine o seguinte caso clínico sobre essa 
doença: Uma mulher que nunca recebeu transfusão de 
sangue dá a luz, numa segunda gravidez, a uma criança 
com eritroblastose fetal. Numa terceira gravidez, nasce 
uma criança normal. Classifique, quanto ao genótipo 
para o fator Rh, a mulher, seu marido e as três crianças 
e marque a alternativa correta correspondente. 
Considere que o primeiro filho da mulher seja o Filho 
1, o segundo filho seja o Filho 2 e o terceiro filho seja o 
filho 3. 
a Marido: Rh+; Mulher: Rh-; Filho 1: Rh+; Filho 2: Rh+; 
Filho 3: Rh-. 
b) Marido: Rh+; Mulher: Rh-; Filho 1: Rh-; Filho 2: Rh+; 
Filho 3: Rh-. 
c) Marido: Rh+; Mulher: Rh-; Filho 1: Rh+; Filho 2: Rh+; 
Filho 3: Rh-. 
d) Marido: Rh+; Mulher: Rh-; Filho 1: Rh+; Filho 2: Rh-; 
Filho 3: Rh+ 
e) Marido: Rh+; Mulher: Rh-; Filho 1: Rh-; Filho 2: Rh-; 
Filho 3: Rh-. 
 
09 - (Enem) Um jovem suspeita que não é filho 
biológico de seus pais, pois descobriu que o seu tipo 
sanguíneo é O Rh negativo, o de sua mãe é B Rh 
positivo e de seu pai é A Rh positivo. A condição 
genotípica que possibilita que ele seja realmente filho 
biológico de seus pais é que 
a) o pai e a mãe sejam heterozigotos para o sistema 
sanguíneo ABO e para o fator Rh. 
b) o pai e a mãe sejam heterozigotos para o sistema 
sanguíneo ABO e homozigotos para o fator Rh. 
c) o pai seja homozigoto para as duas características e 
a mãe heterozigota para as duas características. 
d) o pai seja homozigoto para as duas características e 
a mãe heterozigota para o sistema ABO e homozigota 
para o fator Rh. 
e) o pai seja homozigoto para o sistema ABO e 
heterozigoto para o fator Rh e a mãe homozigota para 
as duas características. 
 
10 - (Unesp) No romance Dom Casmurro, de Machado 
de Assis, Bentinho vive uma incerteza: Ezequiel, seu 
filho com Capitu, é mesmo seu filho biológico ou Capitu 
teria cometido adultério com Escobar? O drama de 
Bentinho começa quando, no velório de Escobar, 
momentos houve em que os olhos de Capitu fitaram o 
defunto, quais os da viúva. Escobar havia sido o melhor 
amigo de Bentinho e fora casado com Sancha, com 
quem tivera uma filha. Suponha que, à época, fosse 
possível investigar a paternidade usando os tipossanguíneos dos envolvidos. O resultado dos exames 
revelou que Bentinho era de sangue tipo O Rh–, Capitu 
era de tipo AB Rh+ e Ezequiel era do tipo A Rh–. Como 
Escobar já havia falecido, foi feita a tipagem sanguínea 
de sua mulher, Sancha, que era do tipo B Rh+, e da filha 
de ambos, que era do tipo AB Rh–. Com relação à 
identificação do pai biológico de Ezequiel, a partir dos 
dados da tipagem sanguínea, é correto afirmar que 
a) permaneceria a dúvida, pois os tipos sanguíneos de 
Sancha e de sua filha indicam que Escobar ou tinha 
sangue tipo O Rh+, e nesse caso ele, mas não Bentinho, 
poderia ser o pai, ou tinha sangue tipo AB Rh–, o que 
3 
 
excluiria a possibilidade de Escobar ser o pai de 
Ezequiel. 
b) permaneceria a dúvida, pois os tipos sanguíneos dos 
envolvidos não permitem excluir a possibilidade de 
Bentinho ser o pai de Ezequiel, assim como não 
permitem excluir a possibilidade de Escobar o ser. 
c) permaneceria a dúvida, pois, no que se refere ao 
sistema ABO, os resultados excluem a possibilidade de 
Escobar ser o pai e indicam que Bentinho poderia ser o 
pai de Ezequiel; mas, no que se refere ao sistema Rh, 
os resultados excluem a possibilidade de Bentinho ser 
o pai e indicam que Escobar poderia sê-lo. 
d) seria esclarecida a dúvida, pois, tanto no sistema 
ABO quanto no sistema Rh, os resultados excluem a 
possibilidade de Bentinho, mas não de Escobar, ser o 
pai de Ezequiel. 
e) seria esclarecida a dúvida, pois os tipos sanguíneos 
de Ezequiel e da filha de Sancha indicam que eles não 
poderiam ser filhos de um mesmo pai, o que excluiria 
a possibilidade de Escobar ser o pai de Ezequiel. 
 
11 - (Unesp) Um laboratorista realizou exames de 
sangue em cinco indivíduos e analisou as reações 
obtidas com os reagentes anti-A, anti-B, anti-Rh, para a 
determinação da tipagem sanguínea dos sistemas ABO 
e Rh. Os resultados obtidos encontram-se no quadro 
seguinte. 
 
INDIVÍDUO SORO 
ANTI-A 
SORO 
ANTI-B 
SORO 
ANTI-Rh 
1 aglutinou não 
aglutinou 
não 
aglutinou 
2 aglutinou aglutinou não 
aglutinou 
3 aglutinou aglutinou aglutinou 
4 não 
aglutinou 
não 
aglutinou 
não 
aglutinou 
5 não 
aglutinou 
não 
aglutinou 
aglutinou 
 
Com base nesses resultados, indique quais os 
indivíduos que serão considerados, respectivamente, 
receptor e doador universal. 
a) 5 e 2. 
b) 4 e 3. 
c) 3 e 4. 
d) 2 e 5. 
e) 1 e 4. 
 
12 - (Ufrn) Três indivíduos foram ao banco de sangue e 
tiveram seus tipos sanguíneos identificados a fim de se 
tornarem doadores. As figuras abaixo mostram os 
resultados da identificação de tipagem sanguínea ABO 
Rh obtida, em cada um dos indivíduos, após a 
realização dos testes de aglutinação. Para a realização 
desse teste, são adicionados os anticorpos específicos 
à amostra de sangue do indivíduo. 
 
 
 
A partir dos resultados obtidos nos testes, pode-se 
afirmar que o indivíduo 
a) 1 é um doador universal. 
b) 1 pode doar sangue para o indivíduo 2. 
c) 2 pode doar sangue para o indivíduo 3. 
d) 3 apresenta anticorpos anti-A 
 
13 - (Pucpsp) O sangue de um determinado casal foi 
testado com a utilização dos soros anti-A, anti-B e anti-
Rh (anti-D). Os resultados são mostrados abaixo. O 
sinal + significa aglutinação de hemácias e – significa 
ausência de reação. 
 
 
 
Esse casal tem uma criança pertencente ao grupo O e 
Rh negativo. Qual a probabilidade de o casal vir a ter 
uma criança que apresente aglutinogênios (antígenos) 
A, B e Rh nas hemácias? 
a) 1/2. 
b) 1/4. 
c) 1/8. 
d) 1/16. 
e) 3/4. 
 
14 - (Fcm) Aloimunização é a formação de anticorpos 
quando há a ocorrência de exposição do indivíduo a 
antígenos não próprios, como ocorre, por exemplo, na 
transfusão de sangue incompatível e nas gestantes, 
cujos fetos expressam em suas células sanguíneas 
antígenos exclusivamente de origem paterna, os quais 
podem chegar à circulação materna durante a gestação 
ou no parto. A ocorrência de hemorragia fetomaterna 
constitui a base da etiopatogenia de várias afecções, 
como a doença hemolítica perinatal (DHPN), a 
plaquetopenia aloimune perinatal, a neutropenia 
aloimune neonatal, reações do tipo enxerto versus 
hospedeiro e, possivelmente, a gênese de algumas 
doenças autoimunes. 
4 
 
Rev. Bras. Ginecol. Obstet.; 2009. 
 
Com relação ao mecanismo de aloimunização, indique 
se essas alternativas são verdadeiras (V) ou falsas (F): 
 
(_) Uma pessoa Rh- só produzirá anticorpos anti-Rh se 
for sensibilizada. 
(_) A sensibilização de uma pessoa Rh- ocorre quando 
ela recebe transfusão de sangue Rh+. 
(_) A sensibilização de uma pessoa Rh- ocorre quando 
mulheres Rh- geram um filho Rh+. 
(_) A sensibilização de uma pessoa Rh+ ocorre quando 
ela recebe transfusão de sangue Rh-. 
(_) A sensibilização de uma pessoa Rh+ ocorre quando 
mulheres Rh+ geram um filho Rh-. 
 
Marque a alternativa correta: 
a) VFFFV. 
b) FVVFV. 
c) VVVFF. 
d) VVFFV. 
e) FFFVF. 
 
15 - (Fsm) Carla recebe uma transfusão sanguínea. Ao 
nascer seu primeiro filho teve o diagnóstico de Doença 
Hemolítica do Neonato. Classifique respectivamente, 
quanto ao fator Rh, o sangue de Carla, o sangue doado, 
o de seu primeiro filho e o de seu marido. 
a) Rh+, Rh+, Rh+ e Rh+. 
b) Rh+, Rh-, Rh+ e Rh-. 
c) Rh-, Rh+, Rh+ e Rh+. 
d) Rh-, Rh-, Rh+ e Rh+. 
e) Rh+, Rh-, Rh- e Rh+. 
 
16 - (Unichristus) A gravidez é um momento ímpar na 
vida de uma mulher. Uma mulher, que já teve um 
menino de sangue A+, engravidou novamente. Ela está 
preocupada porque possui sangue O– e não tomou a 
gamaglobulina anti-Rh. Próximo a dar à luz, a mulher e 
o marido procuraram o Dr. Biologia para avaliar a 
situação. O médico disse que a criança poderia nascer 
com a Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN) 
ou Eritroblastose fetal. Os pais ficaram angustiados. 
Chegado o dia do parto, o Dr. Biologia foi chamado e 
realizou um procedimento cesariano, dando à luz um 
menino. Fizeram a tipagem sanguínea do filho e foi 
confirmado que o sangue era A+ e o mesmo não 
apresentava DHRN. Qual foi a explicação mais coerente 
do Dr. Biologia para o fato ocorrido? 
a) Estou errado, pois, nessas condições, não há 
possibilidades do desenvolvimento da DHRN. 
b) As aglutininas anti-A e anti-B do primeiro filho 
destruíram os aglutinógenos A e B da mãe, impedindo 
sua sensibilização. 
c) As aglutininas anti-A da mãe destruíram as hemácias 
do primeiro filho, impedindo a sensibilização dela. 
d) Os aglutinógenos A e B da mãe destruíram as 
aglutininas anti-A e anti-B do primeiro filho, impedindo 
a sensibilização dela. 
e) A criança já nasceu com anticorpos anti-Rh que 
destruíram as hemácias da mãe quando o sangue se 
misturou. 
 
 
17 - (Unichristus) O heredograma abaixo se refere à 
genealogia de uma família. As letras e os sinais dentro 
de cada símbolo representam o tipo sanguíneo de 
acordo com o sistema ABO e o sistema Rh. 
 
 
 
Sobre o heredograma indicado, pode-se afirmar que 
a) a probabilidade de o casal II.1 e II.2 ter um filho (de 
qualquer sexo) com sangue B+ é de 1/8. 
b) o indivíduo I.1 apresenta aglutinogênio A em suas 
hemácias. 
c) o indivíduo II.2 apresenta aglutinina anti-A e 
aglutinina anti-B no plasma. 
d) o indivíduo III.1 possui 50% de chance de apresentar 
a eritroblastose fetal. 
e) a probabilidade de o indivíduo III.1 ser do sangue 
tipo O é de 25%. 
 
 
18 - (Unicamp) O sangue humano costuma ser 
classificado em diversos grupos, sendo os sistemas 
ABO e Rh os métodos mais comuns de classificação. A 
primeira tabela abaixo fornece o percentual da 
população brasileira com cada combinação de tipo 
sanguíneo e fator Rh. Já a segunda tabela indica o tipo 
de aglutinina e de aglutinogênio presentes em cada 
grupo sanguíneo. 
 
Tipo Fator Rh 
+ - 
A 34% 8% 
B 8% 2% 
AB 2,5% 0,5% 
O 36% 9% 
 
5 
 
Tipo Aglutinogênios Aglutininas 
A A Anti-B 
B B Anti-A 
AB A e B Nenhuma 
O Nenhum Anti-A e Anti-B 
 
Em um teste sanguíneo realizado no Brasil, detectou-
se, no sangue de um indivíduo, a presença de 
aglutinogênio A. Nesse caso, a probabilidade de que oindivíduo tenha sangue A+ é de cerca de 
a) 34%. 
b) 81%. 
c) 76%. 
d) 39% 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
notas
6 
 
VESTIBULARES: 
As questões abaixo são direcionadas para quem prestará vestibulares tradicionais. 
Se você está estudando apenas para a prova do ENEM, fica a seu critério, de acordo com o seu planejamento, 
respondê-las ou não. 
 
19 - (Unifor) Uma criança é do tipo sanguíneo AB, MN, 
Rh- e sua mãe B, N, Rh+. O pai dessa criança poderia ser: 
a) A, M, Rh-. 
b) AB, N, Rh-. 
c) O, MN, Rh-. 
d) B, M, Rh-. 
e) B, MN, Rh-. 
 
 
20 - (Uft) Os grupos sanguíneos na espécie humana são 
classificados de acordo com o sistema ABO, o sistema 
Rh e o sistema MN. Avalie o caso a seguir e marque a 
alternativa correta: 
Uma criança que estava desaparecida foi encontrada e 
dois casais afirmam que são os pais. Os envolvidos 
apresentam os seguintes grupos sanguíneos: 
 
 
a) A partir da avaliação dos três grupos sanguíneos, a 
criança pode ser filha dos dois casais, portanto outros 
testes devem ser realizados. 
b) Com relação ao sistema Rh, o casal 2 não poderia ter 
filhos Rh negativos. 
c) Com relação ao sistema MN, tanto o casal 1 como o 
casal 2 poderiam ser os pais da criança. 
d) A partir dos testes realizados, não há possibilidade 
dos casais 1 e 2 serem os pais da criança. 
e) Se apenas o sistema ABO fosse analisado no caso 
acima, os dois casais poderiam ser os pais da criança. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
notas
7 
 
Gabarito: 
 
Questão 1: C 
 
Comentário: Se a mulher é Rh+, tem genótipo R_; se o 
homem é Rh-, tem genótipo rr; não se sabe o genótipo 
dos filhos, apenas que possuem um alelo r proveniente 
do pai duplo recessivo. Não há relação entre sistema 
Rh e sexo. Assim, analisando cada item: 
Item A: falso. Indivíduos Rh- não podem receber 
sangue de indivíduos Rh+, de modo que, se algum filho 
for Rh+, não poderá doar sangue para o pai Rh-. 
Item B: falso. Como mencionado, se algum filho for 
Rh+, não poderá doar sangue para o pai Rh-. Qualquer 
filho e filha pode doar sangue para a mãe, uma vez que 
ela é Rh+ e indivíduos Rh+ podem receber sangue Rh+ 
ou Rh-. 
Item C: verdadeiro. Como a mãe é Rh+, pode receber 
sangue de todos os filhos, não interessando o sexo e o 
tipo sanguíneo, uma vez que indivíduos Rh+ podem 
receber sangue Rh+ ou Rh-. 
Item D: falso. Como já mencionado, se algum filho for 
Rh+, não poderá doar sangue para o pai Rh-. Qualquer 
filho e filha pode doar sangue para a mãe, uma vez que 
ela é Rh+ e indivíduos Rh+ podem receber sangue Rh+ 
ou Rh-. 
Item E: falso. O pai Rh- pode receber sangue de 
qualquer filho que seja Rh-, mas não da mãe Rh+ ou de 
filhos que sejam Rh+. 
 
Questão 2: A 
 
Comentário: A DHRN ocorre quando uma mulher de 
sangue Rh- tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades 
do parto, transfere hemácias com fator Rh para a mãe, 
que é sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. 
Como o 1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 
1ª, a produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não 
afeta a criança, que já tem nascido quando tais 
anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no 
entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com 
células de memória, de modo que, nas proximidades 
do parto, quando transfere hemácias com fator Rh 
para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da 
mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e 
em grandes quantidades, afetando a criança ainda na 
gestação. 
 
Questão 3: B 
 
Comentário: A DHRN ocorre quando uma mulher de 
sangue Rh- tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades 
do parto, transfere hemácias com fator Rh para a mãe, 
que é sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. 
Como o 1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 
1ª, a produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não 
afeta a criança, que já tem nascido quando tais 
anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no 
entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com 
células de memória, de modo que, nas proximidades 
do parto, quando transfere hemácias com fator Rh 
para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da 
mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e 
em grandes quantidades, afetando a criança ainda na 
gestação. Quando a mãe é Rh+, não tem como produzir 
anticorpos anti-Rh, uma vez que já possui 
naturalmente fator Rh, de modo que se a mãe é Rh+ e 
o filho é Rh–, não há problema para a mãe nem para a 
criança. 
 
Questão 4: B 
 
Comentário: A DHRN afeta a partir do 2º filho Rh+ de 
mãe Rh-. Assim, se a segunda criança teve DHRN, 
conclui-se que a 1ª criança era Rh+ e sensibilizou a mãe, 
que é Rh- e teve a 2ª criança Rh+ afetada pela doença. 
Se a 3ª criança nasceu sem DHRN, a mesma possui 
sangue Rh-. Assim: 
Item A: falso. Se ocorreu DHRN, a mulher era Rh-, não 
apresentando antígeno Rh (fator Rh), mas produzindo 
anticorpos anti-Rh quando sensibilizada com sangue 
Rh+. 
Item B: verdadeiro. A 1ª criança Rh+ sensibilizou a mãe 
para a produção de anticorpos anti-Rh, os quais, 
produzidos em grande quantidade na segunda gravidez 
Rh+, afetaram a 2ª criança para que tivesse DHRN. 
Item C: falso. A 3ª criança era Rh-, livre da ação 
destruidora dos anticorpos anti-Rh que recebeu de sua 
mãe Rh+. 
Item D: falso. Chamando de D o alelo dominante para 
a produção de fator Rh e de d o alelo recessivo para a 
não produção de fator Rh, temos mãe Rh- (dd), 1ª 
criança Rh+ de mãe Rh- (Dd), 2ª criança Rh+ de mãe Rh- 
(Dd) e 3ª criança Rh- (dd). 
Item E: falso. Para que haja filhos Rh+ (D_) de mãe Rh- 
(dd), o pai obrigatoriamente tem um alelo D, sendo, 
pois, de sangue Rh+ (D_); como a 3ª criança tem sangue 
Rh- (dd), o pai tem que ser Rh+ heterozigoto (Dd). 
 
Questão 5: E 
 
Comentário: O sistema Rh de grupos sanguíneos é um 
caso de genética mendeliana convencional, onde 
ocorrem dois alelos, sendo R dominante e r recessivo. 
Assim, indivíduos RR e Rr são Rh+ (possuindo fator Rh 
em suas hemácias) e indivíduos rr são Rh- (não 
possuindo fator Rh em suas hemácias). A eritroblastose 
fetal ou doença hemolítica do recém-nascido afeta o 2º 
filho Rh+ de mãe Rh-. O primeiro filho Rh+ transfere 
8 
 
hemácias com fator Rh para a mãe, que é sensibilizada, 
mas nasce antes de receber anticorpos anti-Rh. O 
segundo filho Rh+ encontra a mãe já sensibilizada, de 
modo a transferir para ele os anticorpos anti-Rh. Desse 
modo, se a mãe é Rh-, tem genótipo rr, e se as crianças 
têm que ser Rh+ para ter eritroblastose fetal, têm 
genótipo Rr (sendo heterozigotas, uma vez que sua 
mãe apenas pode passar um alelo r aos filhos). A 
criança Rh+ só pode ter herdado o alelo dominante do 
pai, que tem que ser então de genótipo RR ou Rr, sendo 
então de sangue Rh+. Assim, para haver filhos com 
eritroblastose fetal, o pai tem que ser Rh+ como João e 
a mãe tem que ser Rh- como Marina. 
 
Questão 6: B 
 
Comentário: A DHRN ocorre quando uma mulher de 
sangue Rh- tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades 
do parto, transfere hemácias com fator Rh para a mãe, 
que é sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. 
Como o 1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 
1ª, a produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não 
afeta a criança, que já tem nascido quando tais 
anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no 
entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com 
células de memória, de modo que, nas proximidades 
do parto, quando transfere hemácias com fator Rh 
para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da 
mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e 
em grandes quantidades, afetando a criança ainda na 
gestação. A prevenção se dá pela aplicação de soro 
com anticorpos anti-Rh (gamaglobulina anti-Rh) na 
mãe Rh- logo após o parto de filho Rh+, sendo que esse 
soro leva à destruição das hemácias com fator Rh do 
filho que passaram para a mãe, impedindo que seja 
sensibilizada. 
 
Questão 7: D 
 
Comentário: A DHRN ocorre quando umamulher de 
sangue Rh- tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades 
do parto, transfere hemácias com fator Rh para a mãe, 
que é sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. 
Como o 1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 
1ª, a produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não 
afeta a criança, que já tem nascido quando tais 
anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no 
entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com 
células de memória, de modo que, nas proximidades 
do parto, quando transfere hemácias com fator Rh 
para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da 
mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e 
em grandes quantidades, afetando a criança ainda na 
gestação. A prevenção se dá pela aplicação de soro 
com anticorpos anti-Rh (gamaglobulina anti-Rh) na 
mãe Rh- logo após o parto de filho Rh+, sendo que esse 
soro leva à destruição das hemácias com fator Rh do 
filho que passaram para a mãe, impedindo que seja 
sensibilizada. Assim, no caso em questão, não 
adiantaria aplicar o soro após o parto do 2º filho Rh+, 
uma vez que a mãe já estaria sensibilizada, sendo que 
o soro deveria ter sido aplicado após o parto do 1º filho 
Rh+. 
 
Questão 8: A 
 
Comentário: A Doença Hemolítica do Recém-Nascido 
ou DHRN ocorre quando uma mulher de sangue Rh- 
tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades do parto, 
transfere hemácias com fator Rh para a mãe, que é 
sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. Como o 
1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 1ª, a 
produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não 
afeta a criança, que já tem nascido quando tais 
anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no 
entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com 
células de memória, de modo que, nas proximidades 
do parto, quando transfere hemácias com fator Rh 
para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da 
mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e 
em grandes quantidades, afetando a criança ainda na 
gestação. Assim, se a mulher teve filho com DHRN, tem 
que ser Rh- (rr), sendo que o filho com DHRN tem que 
ser Rh+ (R_), o que significa que seu pai tem que ser R_, 
ou seja, Rh+. O 1º filho sensibilizou a mãe, sendo Rh+; o 
2º filho teve a doença, sendo Rh+; e o 3º filho nasceu 
normal, sendo, então, Rh-. 
 
Questão 9: A 
 
Comentário: Se a mãe é B+, tem genótipo IB_R_, e se o 
pai é A+, tem genótipo IA_R_. Assim, para que o filho 
seja O-, ou seja, iirr, basta que a mãe seja IBiRr e o pai 
seja IAiRr, ou seja, basta que sejam ambos 
heterozigotos. 
 
Questão 10: B 
 
Comentário: Segundo o texto, Bentinho seria O Rh–, ou 
seja, ii rr, Capitu seria AB Rh+, ou seja, IAIB R_, Ezequiel 
seria A Rh–, ou seja, IA_ rr, Sancha seria B Rh+, ou seja, 
IB_ R_, e a filha de Escobar seria AB Rh–, ou seja, IAIB rr. 
Desse modo, Escobar teria que ter mandado os genes 
IA e R à filha, apresentando tais genes e tendo que ter 
sangue A ou AB Rh+. Ezequiel IA_ rr poderia ser filho de 
Bentinho ii rr, desde que Ezequiel fosse IAi rr e 
recebesse o alelo i de Bentinho, ou poderia ser filho de 
Escobar, tendo recebido o alelo IA de Escobar, que teria 
que ser heterozigoto Rr e teria enviado o alelo r a 
Ezequiel. Assim, os tipos sanguíneos não excluem a 
9 
 
possibilidade de Bentinho ou Escobar serem pais 
biológicos de Ezequiel, permanecendo assim a dúvida. 
 
Questão 11: C 
 
Comentário: Analisando: 
- Se 1 reage ao anticorpo anti-A, possui aglutinogênio 
A, se não reage ao anticorpo anti-B, não possui 
aglutinogênio B, e se não reage ao anticorpo anti-Rh, 
não possui fator Rh. Desse modo, tem sangue A-. 
- Se 2 reage ao anticorpo anti-A, possui aglutinogênio 
A, se reage ao anticorpo anti-B, possui aglutinogênio 
B, e se não reage ao anticorpo anti-Rh, não possui fator 
Rh. Desse modo, tem sangue AB-. 
- Se 3 reage ao anticorpo anti-A, possui aglutinogênio 
A, se reage ao anticorpo anti-B, possui aglutinogênio 
B, e se reage ao anticorpo anti-Rh, possui fator Rh. 
Desse modo, tem sangue AB+. 
- Se 4 não reage ao anticorpo anti-A, não possui 
aglutinogênio A, se não reage ao anticorpo anti-B, não 
possui aglutinogênio B, e se não reage ao anticorpo 
anti-Rh, não possui fator Rh. Desse modo, tem sangue 
O-. 
- Se 5 não reage ao anticorpo anti-A, não possui 
aglutinogênio A, se não reage ao anticorpo anti-B, não 
possui aglutinogênio B, e se reage ao anticorpo anti-Rh, 
possui fator Rh. Desse modo, tem sangue O+. 
Considerando os sistemas ABO e Rh, os indivíduos 
considerados receptor e doador universal, são, 
respectivamente, AB+ (3) e O- (4). 
 
Questão 12: C 
 
Comentário: Analisando: 
- Se 1 reage ao anticorpo anti-A, possui aglutinogênio 
A, se reage ao anticorpo anti-B, possui aglutinogênio 
B, e se não reage ao anticorpo anti-Rh, não possui fator 
Rh. Desse modo, tem sangue AB-. 
- Se 2 não reage ao anticorpo anti-A, não possui 
aglutinogênio A, se não reage ao anticorpo anti-B, não 
possui aglutinogênio B, e se reage ao anticorpo anti-Rh, 
possui fator Rh. Desse modo, tem sangue O+. 
- Se 3 reage ao anticorpo anti-A, possui aglutinogênio 
A, se não reage ao anticorpo anti-B, não possui 
aglutinogênio B, e se reage ao anticorpo anti-Rh, possui 
fator Rh. Desse modo, tem sangue A+. 
Analisando cada item: 
Item A: falso. 1 tem sangue AB, sendo receptor 
universal; 2 tem sangue O, sendo doador universal. 
Item B: falso. 1 tem sangue AB, sendo doador único, ou 
seja, só podendo doar sangue para indivíduos também 
AB. 
Item C: verdadeiro. 2 tem sangue O, sendo doador 
universal. 
Item D: falso. 3 tem sangue A, apresentando 
aglutinogênio A e anticorpos anti-B. 
 
Questão 13: C 
 
Comentário: Analisando: 
- Se I reage ao anticorpo anti-A, possui aglutinogênio 
A, se não reage ao anticorpo anti-B, não possui 
aglutinogênio B, e se não reage ao anticorpo anti-Rh, 
não possui fator Rh. Desse modo, tem sangue A-. 
- Se II não reage ao anticorpo anti-A, não possui 
aglutinogênio A, se reage ao anticorpo anti-B, possui 
aglutinogênio B, e se reage ao anticorpo anti-Rh, 
possui fator Rh. Desse modo, tem sangue B+. 
Se o casal tem uma criança O- (iirr), ambos os genitores 
possuem alelos i e r, de modo que I é A- com ir, sendo 
IAirr, e II é B+ com ir, sendo IBiRr. Assim, para o casal ter 
uma criança que tenha A, B e Rh, ou seja, AB+, de 
genótipo IAIBR_, temos que: 
(1) para a criança ser IAIB: 
Indivíduo I IAi x indivíduo II IBi 
↓ 
25% indivíduos IAi (sangue A) : 25% indivíduos IBi 
(sangue B) : 25% indivíduos ii (sangue O) : 25% 
indivíduos IAIB (sangue AB). 
Assim, a probabilidade de a criança ser IAIB é de 1/4; 
(2) para a crianças ser R_: 
Indivíduo I rr x indivíduo II Rr 
↓ 
50% indivíduos Rr (sangue Rh+) : 50% indivíduos rr 
(sangue Rh-). 
Assim, a probabilidade de a criança ser Rr é de 1/2. 
Para a crianças ter genótipo IAIBR_, temos que a 
probabilidade é: P(IAIB) e P(R_) = 1/4 x 1/2 = 1/8. 
 
Questão 14: C 
 
Comentário: Analisando cada item: 
1º item: verdadeiro. Não existem anticorpos anti-Rh 
previamente presentes no sangue de indivíduos de tipo 
sanguíneo Rh-, de modo que só haverá produção 
desses anticorpos se houver exposição ao fator Rh, ou 
seja, se houver sensibilização pela exposição ao fator 
Rh (em hemácias de indivíduos de sangue Rh+). 
2º item: verdadeiro. Uma das possibilidades de 
sensibilização dos indivíduos Rh- se dá pela transfusão 
de sangue Rh+. 
3º item: verdadeiro. Outra possibilidade de 
sensibilização dos indivíduos Rh- ocorre quando 
mulheres Rh- engravidam de um filho Rh+, o qual, por 
rupturas de placenta, transfere hemácias com fator Rh 
para a mãe. 
4º item: falso. Indivíduos Rh+ possuem fator Rh e não 
produzem anticorpos anti-Rh, uma vez que o fator Rh 
não age como antígeno para eles, de modo a não 
10 
 
serem sensibilizados por transfusões de sangue Rh- ou 
Rh+. 
5º item: falso. Como mencionado, indivíduos Rh+ 
possuem fator Rh e não produzem anticorpos anti-Rh, 
uma vez que o fator Rh não age como antígeno para 
eles, de modo a não serem sensibilizados quando 
engravidam de um filho de sangueRh- ou Rh+. 
 
Questão 15: C 
 
Comentário: A Doença Hemolítica do Recém-Nascido 
ou DHRN ocorre quando uma mulher de sangue Rh- 
tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades do parto, 
transfere hemácias com fator Rh para a mãe, que é 
sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. Como o 
1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 1ª, a 
produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não 
afeta a criança, que já tem nascido quando tais 
anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no 
entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com 
células de memória, de modo que, nas proximidades 
do parto, quando transfere hemácias com fator Rh 
para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da 
mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e 
em grandes quantidades, afetando a criança ainda na 
gestação. Entretanto, se a mãe Rh- for previamente 
sensibilizada por uma transfusão Rh+, o 1º filho Rh+ já 
pode nascer com DHRN. Assim, no caso em questão, a 
mãe (Carla) tem que ser Rh-, o sangue doado tem que 
ser Rh+ para sensibilizá-la, o primeiro filho tem que ser 
Rh+ para ser afetado, e o pai tem que ser Rh+ (R_) para 
que a mãe Rh- (rr) possa ter um filho Rh+ (R_). 
 
Questão 16: C 
 
Comentário: A DHRN ocorre quando uma mulher de 
sangue Rh- tem um 1º filho Rh+, que, nas proximidades 
do parto, transfere hemácias com fator Rh para a mãe, 
que é sensibilizada para produzir anticorpos anti-Rh. 
Como o 1º filho Rh+ representa a resposta imunológica 
1ª, a produção de anticorpos anti-Rh é demorada e não 
afeta a criança, que já tem nascido quando tais 
anticorpos estiverem formados. O 2º filho Rh+, no 
entanto, encontra a mãe Rh- já sensibilizada, com 
células de memória, de modo que, nas proximidades 
do parto, quando transfere hemácias com fator Rh 
para a mãe, enfrenta a resposta imunológica 2ª da 
mãe, com a produção de anticorpos anti-Rh imediata e 
em grandes quantidades, afetando a criança ainda na 
gestação. A prevenção se dá pela aplicação de soro 
com anticorpos anti-Rh (gamaglobulina anti-Rh) na 
mãe Rh- logo após o parto de filho Rh+, sendo que esse 
soro leva à destruição das hemácias com fator Rh do 
filho que passaram para a mãe, impedindo que seja 
sensibilizada. Existem, no entanto, casos onde a 
aplicação do soro é desnecessária, uma vez que a 
incompatibilidade de sistema ABO entre mãe e filho faz 
com os anticorpos da mãe para o sistema ABO 
eliminam as hemácias do filho que foram transferidas, 
impedindo a sensibilização da mãe. No caso da 
questão, se a mãe tem sangue O-, possui anticorpos 
(aglutininas) anti-A e anti-B, os quais levam à 
destruição as hemácias do filho A+, que possuem em 
sua estrutura fator Rh e aglutinogênio A. Com a 
destruição das hemácias Rh+ do filho que passaram 
para a mãe, não ocorre sensibilização nem DHRN, 
consequentemente. 
 
Questão 17: A 
 
Comentário: Analisando o heredograma: 
 
 
 
Assim, analisando cada item: 
Item A: verdadeiro. No cruzamento entre o casal II.1 
IAirr x II.2 IAIBRr, para que haja um filho (de qualquer 
sexo) com sangue B+, temos que: 
(1) Calculando a probabilidade de o filho ser B: 
II.1 IAi x II.2 IAIB 
↓ 
25% IAIA (sangue A) : 25% IAIB (sangue AB) : 25% IAi 
(sangue A) : 25% IBi (sangue B) 
Desse modo, a probabilidade de o filho ser B é de 1/4. 
(2) Calculando a probabilidade de o filho ser Rh 
positivo: 
II.1 rr x II.2 Rr 
↓ 
50% Rr (sangue Rh positivo) : 50% rr (sangue Rh 
negativo) 
Desse modo, a probabilidade de o filho ser Rh positivo 
é de 1/2. 
(3) Calculando a probabilidade de o filho ser B+: 
P(B+) = P(B) e P(Rh+) = P(B) x P(Rh+) = 1/4 x 1/2 = 1/8. 
Item B: falso. O indivíduo I.1 tem sangue O, de modo 
que não possui aglutinogênio algum em suas hemácias, 
mas possui aglutininas (anticorpos) anti-A e anti-B no 
plasma. 
11 
 
Item C: falso. O indivíduo II.2 tem sangue AB, de modo 
que possui aglutinogênios A e B em suas hemácias, mas 
não possui aglutinina alguma no plasma. 
Item D: falso. Como a mãe de III.1 tem sangue Rh 
positivo, não há risco de seus filhos nascerem com 
eritroblastose fetal, uma vez que essa doença só afeta 
filhos Rh positivos de mães Rh negativas. 
Item E: falso. Não há possibilidade de III.1 ser do 
sangue tipo O, como foi demonstrado no item A. 
 
Questão 18: C 
 
Comentário: O sistema ABO de grupos sanguíneos é 
um caso de polialelismo determinado por três alelos, IA 
e IB codominantes e i recessivo em relação aos dois 
primeiros. Assim, indivíduos IAIA e IAi têm sangue A 
(aglutinogênio A e aglutinina anti-B), indivíduos IBIB e IBi 
têm sangue B (aglutinogênio B e aglutinina anti-A), 
indivíduos IAIB têm sangue AB (aglutinogênios A e B e 
ausência de aglutininas) e indivíduo ii têm sangue O 
(ausência de aglutinogênios e aglutininas anti-A e anti-
B). O sistema Rh de grupos sanguíneos é um caso de 
genética mendeliana convencional, onde ocorrem dois 
alelos, sendo R dominante e r recessivo. Assim, 
indivíduos RR e Rr são Rh+ (possuindo fator Rh em suas 
hemácias) e indivíduos rr são Rh- (não possuindo fator 
Rh em suas hemácias). Indivíduos com aglutinogênio 
tipo A podem ser dos grupos sanguíneos A ou AB. 
Assim, a probabilidade de, dentro desses indivíduos, 
ocorrer um indivíduo A+ é de: (% de indivíduos A+) ÷ (% 
de indivíduos A + % de indivíduos AB) = 34% ÷ (34% + 
8% + 2,5% + 0,5%) = 75,5 %. 
 
Questão 19: A 
 
Comentário: O sistema ABO de grupos sanguíneos é 
um caso de polialelismo determinado por três alelos, IA 
e IB codominantes e i recessivo em relação aos dois 
primeiros. Assim, indivíduos IAIA e IAi têm sangue A 
(aglutinogênio A e aglutinina anti-B), indivíduos IBIB e IBi 
têm sangue B (aglutinogênio B e aglutinina anti-A), 
indivíduos IAIB têm sangue AB (aglutinogênios A e B e 
ausência de aglutininas) e indivíduo ii têm sangue O 
(ausência de aglutinogênios e aglutininas anti-A e anti-
B). O sistema Rh de grupos sanguíneos é um caso de 
genética mendeliana convencional, onde ocorrem dois 
alelos, sendo R dominante e r recessivo. Assim, 
indivíduos RR e Rr são Rh+ (possuindo fator Rh em suas 
hemácias) e indivíduos rr são Rh- (não possuindo fator 
Rh em suas hemácias). O sistema MN de grupos 
sanguíneos é um caso de codominância entre dois 
alelos, LM e LN. Assim, indivíduos LMLM são M, indivíduos 
LMLN são MN e indivíduos LNLN são N. Deste modo, se 
uma criança é do tipo sanguíneo AB, MN, Rh-, possui 
genótipo IAIB,LMLN,rr, e se e sua mãe é do tipo 
sanguíneo B, N, Rh+, possui genótipo IBIB ou IBi,LNLN,Rr 
(notem que a mãe não pode ser RR por ter um filho rr, 
possuindo então o alelo recessivo a). Desse modo, o pai 
dessa criança possui os alelos IA, sendo de sangue A 
(IAIA ou IAi) ou AB (IAIB), LM, sendo de sangue M (LMLM) 
ou MN (LMLN), e r, sendo de sangue Rh+ heterozigoto 
(Rr) ou Rh-(rr). 
 
Questão 20: E 
 
Comentário: Analisando os genótipos: 
- criança A, M, Rh- tem genótipo IA_ LMLM rr; 
- o pai do casal 1 O, MN, Rh+ tem genótipo ii LMLN R_ e 
a mãe do casal 1 AB, N, Rh- tem genótipo IAIB LNLN rr, 
não podendo ter filhos M de genótipo LMLM, uma vez 
que deve um alelo LN vindo da mãe. 
- o pai do casal 2 AB, MN, Rh+ tem genótipo IAIB LMLN R_ 
e a mãe do casal 2 AB, N, Rh- tem genótipo IAIB LNLN R_, 
podendo ter filhos A, M, Rh- de genótipo IA_ LMLM rr, 
desde que ambos sejam heterozigotos Rr. 
Assim: 
Item A: falso. A partir da avaliação dos três grupos 
sanguíneos, a criança só pode ser filha do casal 2. 
Item B: falso. Com relação ao sistema Rh, o casal 2 
poderia ter filhos Rh negativos rr se fossem ambos os 
pais heterozigotos Rr. 
Item C: falso. Com relação ao sistema MN, apenas o 
casal 2 poderia ser os pais da criança. 
Item D: falso. Como mencionado, há possibilidade de 
o casal 2 ser os pais da criança. 
Item E: verdadeiro. Se apenas o sistema ABO fosse 
analisado, o casal 1 pode ter filhos A (IAi) e B (IB1) e o 
casal 2 pode ter filhos AB (IAIB), A (IAIA) e B (IBIB), 
podendo ser pais de uma criança A. 
 
 
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