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VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) 
 
 
Do ponto de vista cultural, a França legou ao mundo inúmeros 
escritores, poetas filósofos, pintores, escultores e outros artistas. 
Do século XVII a meados do século XX, o francês serviu de língua 
internacional na diplomacia e nas relações internacionais e só 
recentemente perdeu sua posição para o inglês, desde que os 
Estados Unidos se tornaram uma grande potência mundial. 
 
INDUSTRIALIZAÇÃO FRANCESA 
O processo de industrialização da França foi iniciado após a 
Revolução Francesa (1789), quando a burguesia chegou ao poder. 
No entanto, diferentemente do que ocorreu no Reino Unido, 
diversos fatores retardaram a industrialização do país: 
 a falta de mão-de-obra excedente para a indústria; 
 a perda dos principais mercados coloniais para os ingleses; 
 o pouco interesse dos capitalistas franceses, que preferiam altos 
cargos públicos, terra e títulos de nobreza; 
 a desorganização dos mercados de capitais; 
 o conservadorismo dos empresários franceses; 
 a concorrência das inovações tecnológicas e dos produtos 
ingleses que retirava mercado dos ingleses. 
 
O país so conseguiu estabelecer sua produção industrial após 
1830, quando se estabilizou politicamente, depois de passar por 
um período conturbado em decorrência da Revolução Liberal 
(1830) e das Guerras Napoleônicas (1803-1815). 
As jazidas de carvão mineral também determinaram a localização 
da indústria francesa nas regiões da Alsácia e Lorena, na fronteira 
com a Alemanha. Os principais tipos de indústrias dessa fase 
foram a indústria siderúrgica e a têxtil. O desenvolvimento dos 
transportes, na segunda metade do século XIX, acelerou a 
concentração de atividades industriais em outras áreas, 
principalmente próximas dos grandes centros urbanos, como Paris. 
De 1870 a 1913, a França consolidou a industrialização com a 
expansão das ferrovias e de atividades interligadas e voltadas 
basicamente para o mercado interno. O perído entre-guerras 
(1918-1939) foi marcado por profundas agitações políticas entre 
comunistas, socialistas e radicais, além da instabilidade econômica 
e do pouco progresso na industrialização. 
A França, mais do que o Reino Unido, teve seu território e sua 
economia devastados pela Segunda Guerra Mundial. Entretanto, 
alguns fatores possiblitaram a reconstrução de sua economia após 
o conflito: a ajuda financeira dos Estados Unidos com o Plano 
Marshall, o apoio decisivo do governo e a fusão de pequenos 
grupos empresariais, o que resultou em maior concentração 
industrial no país. 
Com as mudanças estabelecidas ao longo do tempo, novos 
combustíveis e novas tecnologias passaram a ser utilizados no 
processo de industrialização francês e, hoje, a distribuição espacial 
da indústria no país alterou-se significativamente. 
Na região central do país, onde localiza-se a área metropolitana de 
Paris, destacaram-se os setores automobilístico, aeronáutico, de 
informática e farmacêutico. As principais montadoras francesas 
têm instalações industriais nessa região. Encontram-se aí também 
industriais mecânicas, de eletrônicos, químicas, alimentícias, entre 
outras. 
A indústria francesa também é muito desenvolvida em outras 
regiões do país, como o Sudeste, o Norte-Nordeste e o Oeste-
Sudoeste. 
Na região Sudeste estão instaladas as indústrias mais modernas e 
mais dinâmicas, que têm na alta tecnologia sua principal 
característica. Destacam-se as indústrias químicas, de 
biotecnologia e de informática, localizadas nas cidade de Lyon, 
Marselha e Grenoble. Nessa região também existem tecnopolos, 
cujos principais setores industriais são o de biotecnologia, 
farmácia, material de transportes, eletrônicos e têxtil de alta 
tecnologia, petroquímico, químico, siderúrgico e naval. Um dos 
mais importantes tecnopolos é o Sophia Antipolis, localizado ao sul 
da cidade de Nice. 
O maior destaque na região Oeste-Sudoeste é o setor 
aeroespacial, no tecnopolo de Toulouse. Aì está localizada a sede 
do consórcio Airbus (França, Alemanha, Reino Unido e Espanha), 
a segunda mairo construtora de aviões do mundo, que só perde 
para a americana Boeing. Encontram-se em Toulouse, entre outros 
setores industriais, o automobilístico (Citroën) e o químico. Estão 
localizadas nessa região, além de Toulouse, cidades industriais 
como Boudeaux e Nantes. 
Na região Norte-Noroeste estão as indústriais típicas da Segunda 
Revolução Industrial: siderúrgicas, metalúrgicas e têxteis. 
Atualmente, seus principais centros – Estrasburgo, Dunquerque, 
Metz, Lille e Nancy – procuram investir em tecnologia de ponta 
para se destacar na economia do país. 
 
Fonte: CHARLIER, Jacques. Atlas du 21e siécle. Paris: Nathan, 2002. p. 19. 
Aula 4 – Os Grandes Centros Econômicos e sua Organização Territorial 
 
 
 
 
 
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VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
INDICADORES SOCIOECONÔMICO DO REINO UNIDO 
 
IDH 0,884 / 18º 
EXPECTATIVA DE 
VIDA 
81,4 anos / 14º 
PIB (EM TRIHÕES DE 
DÓLARES) 
2776 / 5º 
PIB Per Capita (PPC, 
em dólar) 
35.600 / 35º 
POPULAÇÃO 65 / 20º 
ÍNDICE DE 
COMPETITITVIDADE 
5,11 / 21º 
EXPORTAÇÕES (EM 
BILHÕES DE US$) 
578, 4 / 6º 
IMPORTAÇÕES 684,6 / 6º 
Fonte: ONU-Pnud 
 
ITÁLIA 
A Itália conta com um parque industrial diversificado e moderno. Ao 
término da Segunda Guerra, o capital privado e o estatal se uniram 
com o objetivo de promover a reconstrução da indústria italiana, 
além de promover a modernização tecnológica do país, com o 
intuito de torná-lo mais produtivo e competitivo. Atualmente, 
existem, na Itália, importantes conglomerados, como a Fiat, a 
Olivetti, a Pirelli, etc. 
 
 
Fonte: CHARLIER, Jacques. Atlas du 21e siécle. Paris: Nathan, 2002. p. 20 
 
Antes da Unificação, ocorrida no século XIX, as cidades-estado do 
norte italiano dominavam o comércio com o oriente. Esse fato 
permitiu uma grande acumulação de capitais na região. Em 
contrapartida, nas cidades-estado situadas ao sul, havia o 
predomínio da aristocracia rural, que preservou a agricultura como 
principal atividade. Dessa forma, após a Unificação, o norte e o sul 
constituíram áreas de enormes contrastes socioeconômicos dentro 
de um mesmo país. 
O norte do país possui as menores taxas de desemprego, que 
ficam em torno de 4%. Há uma forte concentração industrial no 
Vale do rio Pó, principalmente nas regiões de Piemonte e de 
Lombardia. Nessa área, está localizado o triângulo financeiro, que 
compreende as cidades de Milão (centro industrial, financeiro e 
comercial), Turim (indústria automobilística) e Gênova (indústria 
naval e principal porto da Itália), havendo também uma importante 
atividade têxtil em que se sobressai a produção de tecidos de 
algodão, lã e seda natural. 
A economia do sul do país ainda depende da agricultura. A taxa de 
desemprego é de, aproximadamente, 20%, cinco vezes maior do 
que no norte do país. Por essas razões, foi criado um organismo 
do Estado em 1950 para lançar ações em favor do 
desenvolvimento do sul, o Mezzogiorno, expressão italiana que 
significa meio-dia e que marca a divisão econômica do país. Na 
porção meridional, as indústrias localizam-se, principalmente, nas 
proximidades das siderúrgicas e petroquímicas. Os polos de maior 
desenvolvimento da região são Nápoles (construção naval), 
Brindisi (petroquímica) e Sicília (mecânica e petroquímica). 
 
ALEMANHA 
No século XIX, o atual espaço territorial da Alemanha era 
constituído por 39 reinos diferentes, ducados e cidades livres, que 
tinham em comum apenas a mesma raiz linguística (o alemão) e a 
mesma base cultural. Essas regiões só foram unificadas em 1871. 
Como esse território demorou a se constituir como um Estado-
Nacional, o processo de industrialização alemão ocorreu 
tardiamente em relação ao Reino Unido. Antes da unificação, a 
Prússia, região mais forte economicamente, já havia iniciado o 
processo de industrialização,que foi acelerado a partir de 1870. 
 
Mesmo não tendo acompanhado os países pioneiros da Primeira 
Revolução Industrial, no fim do século XIX a Alemanha já havia 
superado essas ações, apesar de ter se industrializado um século 
depois da França e do Reino Unido. 
 
Alguns fatores contribuíram para a rápida industrialização alemã: 
 a disponibilidade de riquezas minerais, como o ferro e o carvão 
mineral; 
 as transformações ocorridas no setor agrícola e o expressivo 
êxodo rural que direcionava esse contingente populacional para a 
indústria; 
 o rápido crescimento da rede ferroviária, que permitiu a 
circulação de matérias-primas e de produtos industriais; 
 a atração de capitais estrangeiros e a importação de tecnologias. 
 a atração de capitais estrangeiros e a importação de tecnologias; 
 a união aduaneira entre as antigas divisões administrativas de 
1834, o Zollverein; 
 a adoção de uma moeda única e a formação de um mercado 
consumidor. 
 
Além disso, a industrialização alemã não foi caracterizada pelo 
liberalismo econômico, e sim pelo protecionismo estatal. 
Ao iniciar seu processo de industrialização durante a Segunda 
Revolução Industrial, o país pôde competir em igualdade de 
condições com seus principais concorrentes. 
 
No século XIX surgiram também novas organizações empresariais 
e de monopólio. Entre elas, os Konzerns, grupos empresarias, 
 
 
 
 
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VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) 
semelhantes aos trustes. Porém nos Konzerns, as empresas 
agrupadas conservavam sua independência jurídica. Os principais 
ramos desses conglomerados com integração menor eram o 
siderúrgico, o metalúrgico e o químico. Um exemplo atual dessa 
situação é a ThyssenKrupp, produtora de aço, armas e munição, 
localizada na cidade de Essen. 
 
Apesar de ter ocorrido uma dispersão das indústrias, o parque 
industrial alemão ainda está concentrado na região da Renânia. 
Isso se deve às reservas de carvão, às facilidades de escoamento 
da produção e, ainda, à proximidade do mercado consumidor. Há 
praticamente todos os ramos industriais na região denominada 
Vale do Ruhr, porém se destacam alguns setores: o siderúrgico, o 
bélico, o de refino de petróleo e o metalúrgico. Em outras áreas do 
país, há várias cidades médias e pequenas que sediam empresas 
bastante avançadas tecnologicamente. 
 
INDÚSTRIA NA ALEMANHA 
 
Áreas de destaque para o espaço industrial alemão: 
 Stuttgart: concentra indústrias mecânicas com destaque para a 
automobilística. Nessa cidade, está localizada a Daimler-Benz, que 
fabrica os automóveis Mercedez-Benz; 
 Frankfurt: concentra indústrias diversificadas e é um importante 
mercado de capitais do país, além de um dos mais importantes do 
globo; 
 Wolfsburg: cidade-sede da Volkswagen; 
 Hannover: concentra indústrias variadas; 
 Munique: é a sede dos grandes conglomerados químicos 
farmacêuticos do mundo. A Bayer localiza-se nessa região; 
 Hamburgo: situada na foz do Rio Elba, constitui uma região de 
concentração da indústria naval; 
 Düsseldorf: grande metrópole comercial e financeira. 
 
ESTADOS UNIDOS: A REORGANIZAÇÃO TERRITORIAL DA 
INDÚSTRIA 
Os primeiro europeus, principalmente holandeses, chegaram ao 
Nordeste da América do Norte no século XVI. No início do século 
XVII, os ingleses fundaram Virgínia (1606), a primeira colônia 
britânica, seguida de Massachussetts (1620). Após a expulsão dos 
holandeses (1624), foram criadas mais 11 núcleos de povoamento. 
Em 1776, essas treze colônias se tornaram se tornaram 
independentes e deram início à constituição do território que 
conhecemos hoje como Estados Unidos. Desde sua sua 
independência até o fim do século XIX, esse país ocupou todas as 
terras até o Oceano Pacífico. Essa expansão ficou conhecida como 
a Marcha para o Oeste, que envolveu tanto guerras como o 
extermínio da população nativa. 
 
 
Após o final da Guerra Civil (1861-1865) – também conhecida 
como Guerra de Secessão –, o eixo industrial passou a se deslocar 
para o interior, na direção das bacias carboníferas dos Montes 
Apalaches e das cidades da região dos Grandes Lagos. Nas 
últimas décadas do século XIX emergiu uma estrutura espacial 
centralizada por um vasto e nítido polo industrial: o Manufacturing 
Belt, ou Cinturão Fabril, no nordeste e nos Grandes Lagos. Nessas 
áreas desenvolveram-se as indústrias de bens de produção, 
baseadas no carvão e minério de ferro, e nasceu a indústria 
automobilística. A navegação através do Rio São Lourenço foi 
interligada por grandes obras de engenharia ao sistema lacustre, 
abrindo toda a região às embarcações que cruzavam o Oceano 
Atlântico. Os centros siderúrgicos de Chicago e Pittsburgh se 
interligaram à indústria mecânica, concentrada em Detroit. Logo, 
essa área passou a representar cerca de três quartos da produção 
industrial nacional. 
Aula 4 – Os Grandes Centros Econômicos e sua Organização Territorial 
 
 
 
 
 
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VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
ESPAÇO INDUSTRIAL ESTADUNIDENSE 
 
 
Fonte: CHALIAND, Gérard; RAGEAU, Jean-Pierre. Atlas stratégique geopolitique. 
Paris: Complexe, 1997.p.90 
 
ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO ECONÔMICO 
Após a Segunda Guerra Mundial, um conjunto de fatores contribuiu 
para abalar a supremacia industrial do Manufacturing Belt. Um 
Volume crescente de investimentos industriais passou a se dirigir 
para o sul e para o oeste; a política de construção de estradas de 
rodagem e os programas de desenvolvimento das bacias dos rios 
Tennessee e Colúmbia dinamizaram novas áreas; os campos 
petrolíferos do Golfo do México e da Califórnia, com produção 
crescente, atraíram mais investimentos e a reconstrução 
econômica do Japão, por seu turno; despertou o interesse 
comercial pela Bacia do Pacífico e, portanto, pela costa oeste. 
 
Essas transformações originaram o chamado Sun Belt, o Cinturão 
do Sol, que abrange as variadas novas áreas, emergentes do sul e 
do oeste. O dinamismo econômico dessas áreas contrasta com a 
estagnação ou mesmo regressão do Manufacturing Belt. 
 
MANUFACTURING BELT 
Essa região que se estende do Nordeste dos Estados Unidos até 
os Grandes Lagos, onde se iniciou a industrialização do país, 
forma atualmente a maior concentração urbano-industrial do 
mundo,embora tenha precisado se adaptar a novas tecnologias e a 
novos fatores locacionais da Terceira Revolução Industrial. 
 
O Manufacturing Belt era composto de indústrias típicas da 
Primeira e da Segunda Revolução Industrial – indústrias de bens 
de produção, bens intermediários e bens de consumo duráveis. Em 
virtude da decadência de muitas delas, passou a ser chamado de 
Rust Belt (Cinturão de Ferrugem). 
 
Em Detroit, que ja foi considerada a capital do automóvel, estão as 
sedes das principais montadoras de automóveis dos Estados 
Unidos, mas, atualmente, a cidade se encontra em franca 
decadência. 
 
Nos últimos anos, muitas indústrias da Terceira Revolução 
Industrial, como as de informática, biotecnologia e robótica, têm se 
instalado no Cinturão Fabril. 
 
Em virtude do grande número de siderúrgicas, Pittsburg ainda é 
conhecida como “a cidade do aço”, mas muitas delas, 
extremamente poluidoras, foram substitu´pidas por indústrias de 
alta tecnologia. Fora do Japão, a cidad de Pittsburg é uma das 
maiores produtoras de equipamentos robóticos do mundo. Sua 
produção de aço, atualmente não se destina à exportação, as 
siderúrgicas locais trabalham agora com um tipo de aço usado pela 
indústria automobilística nacional. 
 
Boston, capital de Massachussetts, é uma cidade antiga (1630) e 
tradicional. Tornou-se o centro de um parque tecnológico 
denominado Rota 128, que concentra, principalmente, empresas 
do setor de eletrônica, influenciada pelas universidades da região 
como o Massachussetts Institute of Tecnology (MIT) e a Harvard 
University. Esse parque tem ainda indústrias bélicas, de 
equipamentos médicose da biotecnologia. 
 
Outro parque tecnológico, localziado na costa leste do país é o The 
Research Triangle Park (RTP), no estado da Carolina do Norte, 
criado ao redor de três universidades; Duke University, North 
Carolina State University e University of North Carolina. 
 
SUN BELT OU CINTURÃO DO SOL 
Sun Belt, ou Cinturão do Sol, é a região onde se concentram as 
novas áreas industriais criadas principalmente após a Segunda 
Guerra Mundial (1939-1945), que se diferenciaram da tradicional 
industrialização do Nordeste por utilizar novas tecnologias, como a 
indormática, a biotecnologia, a indústria aeroespacial e a 
microeletrônica, típicas da Terceira Revolução Industrial. 
 
As regiões Sul e Oeste do país beneficiaram-se dessa 
descentralização industrial, gerada pela busca de novas áreas que 
oferecessem menor custo de produção e uma mão de obra mais 
barata e qualificada. Os estímulos do governo e a descentralização 
da indústria bélica também foram fundamentais para a mudança de 
localização das indústrias. 
 
Os centros dessas novas áreas industriais estão localizados nos 
estados do Texas, Flórida, Washington e Califórnia, onde se 
destaca o Vale do Silício, uma grande região ao sul de São 
Francisco, que abrange as cidade de Palo Alto, Santa Clara, San 
José e Cupertino, a partir da década de 1950, foram instaladas 
indústrias com o objetivo de gerar novas tecnologias e produtos 
nas áreas de microeletrônica e informática. Muitas empresas que 
aparecessem hoje como as maiores do planeta nasceram aí: Apple 
Inc, Google, Facebook, Yahoo!, Intel, Hewlett-Packard (HP), 
Microsoft, etc. O pioneiro dos parques tecnológicos do Vale do 
Silício foi o Stanford Research Park, localizado na cidade de Palo 
Alto, onde se encontra o campus da Universidade de Stanford, 
próximo às cidade de San José e de São Francisco. 
 
Na Costa Oeste, também há grandes centros industriais, como 
Seattle, no estado de Washington, sede atual da Microsoft, com 
indústria de softwares, biotecnologia e “tecnologia verde”, e 
Portland, no Oregon, com indústrias de madeira e eletrônicos. Na 
cidade de Everett, no estado de Washington, está o maior edifício 
industrial do mundo, onde a Boeing, fabrica aviões. 
 
No Sul, sobressai o estado do Texas, com importantes indústrias 
petrolíferas, petroquímicas, farmacêuticas, de tecnologia de ponta 
e aeroespacial, principalmente. Na cidade de Houston está o 
Centro Espacial da Lyndon B. Johnson, que comanda os voos 
tripulados da NASA. Austin, a capital do estado ganhou o apelido 
de “colinas do silício” por abrigar um parque tecnológico de 
indústrias de eletrônica e de informática ligado à Universidade do 
Texas. Aí estão empresas como a Dell e a IBM. 
 
 
 
 
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VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) 
INDICADORES SOCIOECONÔMICO DOS ESTADOS UNIDOS 
 
IDH 0,910 / 4º 
EXPECTATIVA DE 
VIDA 
78,4 anos / 51º 
PIB (EM TRIHÕES DE 
DÓLARES) 
15,6 / 1º 
PIB Per Capita (PPC, 
em dólar) 
49.800 / 12º 
POPULAÇÃO 313,8/ 5º 
Fonte: ONU-Pnud 
 
JAPÃO 
No Japão, os principais parques industriais situam-se junto ao 
litoral do Pacífico, na costa leste. O intenso comércio externo 
japonês, que inclui volumosas exportações industriais (automóveis, 
eletroeletrônicos, equipamentos de telecomunicação) e importação 
de matérias-primas (minério de ferro, petróleo, carvão mineral), 
determinou a concentração litorânea de sua indústria. O maior 
centro industrial fica na megalópole por Yokohama, Nagoya e 
Kyoto. 
 
POLOS INDUSTRIAIS JAPONESES 
 
 
A industrialização japonesa ocorreu a partir de 1868, início da Era 
Meiji, que corresponde ao reinado do Imperador Mutsuhito (1868-
1912). O período marcou o fim do xogunato2 e o surgimento das 
empresas familiares denominadas zaiabatsus. As zaiabatsus 
foram proibidas durante a ocupação norte-americana, após a 
Segunda Guerra Mundial, mas ressurgiram durante o processo de 
 
2 Xogunato: sistema de organização social e econômica do Japão que antecedeu a Era Meiji e 
dominou a história medieval japonesa. O xogum era um chefe militar que governava de fato o 
Japão. As terras pertenciam aos daimyos que se beneficiavam com a cobrança de impostos dos 
camponeses. 
recuperação econômica japonesa. É o caso, por exemplo, das 
empresas Mitsubishi, Mitsui e Sumitomo. 
 
Nos últimos cinquenta anos, o Japão não só acompanhou o ritmo 
de desenvolvimento tecnológico mundial como chegou a lidera-lo 
em alguns setores. Criou seus próprios tecnopolos e é o país que 
mais investiu no processo de robotização industrial no planeta. No 
mercado externo, o Japão passou a sofrer com a competitividade 
industrial de seus vizinhos mais próximos, como a Coreia do Sul, 
Taiwan, China e outros. Ao mesmo tempo, encontrou limitações 
para a ampliação de seu mercado interno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 4 – Os Grandes Centros Econômicos e sua Organização Territorial 
 
 
 
 
 
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VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
 
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM TODOS RESOLVIDOS EM VÍDEO 
 
Questão 01 
 
A área hachurada no mapa representa o Vale do Ruhr, sobre o qual foi publicada a seguinte matéria: 
 
Sucata vira pólo turístico na Alemanha 
 
Muros de escalada nas paredes de velhas fábricas. Parques e muito verde em meio a antigas minas 
de ..1.. Festivais de teatro, de design e de música em antigas indústrias ..2.. abandonadas. O 
entretenimento, o turismo e até o verde estão mudando a fisionomia dos antigos complexos industriais 
de uma das regiões mais decadentes e feias da Europa. 
 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas 1 e 2 da frase. 
a) cobre têxteis 
b) bauxita petroquímica 
c) ferro alimentícia 
d) carvão siderúrgicas 
e) estanho metalúrgica 
 
Questão 02 
Sobre os Estados Unidos destacamos as seguintes afirmativas: 
I) Os EUA dispõem da menor rede ferroviária articulada do mundo, contando com apenas 170 mil km, 
e o seu maior entroncamento ferroviário situa-se na cidade de Washington. 
II) Chipitts e Boswash, próximas à região dos Grandes Lagos, formam megalópoles que contém um 
pólo industrial alta-mente diversificado, onde encontramos indústrias siderúrgica, metalúrgica, 
mecânica, naval, eletrônica, automotiva, petroquímica, alimentícia, têxtil entre outras. 
III) No Estado do Kansas há um destaque para as indústrias mecatrônica e bélica além da 
aeroespacial. 
IV) O Sun Belt ocupa a área ocidental meridional. Nesta faixa encontramos empresas características 
da 3ª revolução industrial como a microinformática, microeletrônica, mecatrônica e biotecnologia entre 
outras. 
V) A concentração das indústrias cinema-tográficas e Disney World se verificam no Estado de Utah. 
 
Estão corretas somente: 
a) I e II. b) I e V. c) II e III. d) II e IV. e) I e IV. 
 
Questão 03 
Embora as atividades industriais na segunda metade do século XX tenham se dispersado para áreas 
consideradas periféricas, o que se nota é que elas permanecem bastante concentradas nos países 
centrais onde há importantes pesquisas em novas tecnologias, o mercado é mais dinâmico e os 
recursos financeiros são abundantes. 
 
Considerando, nesse contexto, as indústrias nos países do G7, assinale a alternativa incorreta. 
a) A política imperialista dos Estados Unidos, através da expansão mundial das empresas 
multinacionais, fortaleceu a indústria estadunidense. 
b) A reunificação das duas Alemanhas, em 1990, revelou que as indústrias da porção oriental 
operavam com tecnologias arcaicas. 
c) A entrada de capitais através do Plano Marshall e a ampliação de mercado consumidor foram 
decisivos para o desenvolvimento da indústria italiana no pós-Segunda Guerra Mundial. 
AnotaçõesAnotações

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