Prévia do material em texto
234 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) Do ponto de vista cultural, a França legou ao mundo inúmeros escritores, poetas filósofos, pintores, escultores e outros artistas. Do século XVII a meados do século XX, o francês serviu de língua internacional na diplomacia e nas relações internacionais e só recentemente perdeu sua posição para o inglês, desde que os Estados Unidos se tornaram uma grande potência mundial. INDUSTRIALIZAÇÃO FRANCESA O processo de industrialização da França foi iniciado após a Revolução Francesa (1789), quando a burguesia chegou ao poder. No entanto, diferentemente do que ocorreu no Reino Unido, diversos fatores retardaram a industrialização do país: a falta de mão-de-obra excedente para a indústria; a perda dos principais mercados coloniais para os ingleses; o pouco interesse dos capitalistas franceses, que preferiam altos cargos públicos, terra e títulos de nobreza; a desorganização dos mercados de capitais; o conservadorismo dos empresários franceses; a concorrência das inovações tecnológicas e dos produtos ingleses que retirava mercado dos ingleses. O país so conseguiu estabelecer sua produção industrial após 1830, quando se estabilizou politicamente, depois de passar por um período conturbado em decorrência da Revolução Liberal (1830) e das Guerras Napoleônicas (1803-1815). As jazidas de carvão mineral também determinaram a localização da indústria francesa nas regiões da Alsácia e Lorena, na fronteira com a Alemanha. Os principais tipos de indústrias dessa fase foram a indústria siderúrgica e a têxtil. O desenvolvimento dos transportes, na segunda metade do século XIX, acelerou a concentração de atividades industriais em outras áreas, principalmente próximas dos grandes centros urbanos, como Paris. De 1870 a 1913, a França consolidou a industrialização com a expansão das ferrovias e de atividades interligadas e voltadas basicamente para o mercado interno. O perído entre-guerras (1918-1939) foi marcado por profundas agitações políticas entre comunistas, socialistas e radicais, além da instabilidade econômica e do pouco progresso na industrialização. A França, mais do que o Reino Unido, teve seu território e sua economia devastados pela Segunda Guerra Mundial. Entretanto, alguns fatores possiblitaram a reconstrução de sua economia após o conflito: a ajuda financeira dos Estados Unidos com o Plano Marshall, o apoio decisivo do governo e a fusão de pequenos grupos empresariais, o que resultou em maior concentração industrial no país. Com as mudanças estabelecidas ao longo do tempo, novos combustíveis e novas tecnologias passaram a ser utilizados no processo de industrialização francês e, hoje, a distribuição espacial da indústria no país alterou-se significativamente. Na região central do país, onde localiza-se a área metropolitana de Paris, destacaram-se os setores automobilístico, aeronáutico, de informática e farmacêutico. As principais montadoras francesas têm instalações industriais nessa região. Encontram-se aí também industriais mecânicas, de eletrônicos, químicas, alimentícias, entre outras. A indústria francesa também é muito desenvolvida em outras regiões do país, como o Sudeste, o Norte-Nordeste e o Oeste- Sudoeste. Na região Sudeste estão instaladas as indústrias mais modernas e mais dinâmicas, que têm na alta tecnologia sua principal característica. Destacam-se as indústrias químicas, de biotecnologia e de informática, localizadas nas cidade de Lyon, Marselha e Grenoble. Nessa região também existem tecnopolos, cujos principais setores industriais são o de biotecnologia, farmácia, material de transportes, eletrônicos e têxtil de alta tecnologia, petroquímico, químico, siderúrgico e naval. Um dos mais importantes tecnopolos é o Sophia Antipolis, localizado ao sul da cidade de Nice. O maior destaque na região Oeste-Sudoeste é o setor aeroespacial, no tecnopolo de Toulouse. Aì está localizada a sede do consórcio Airbus (França, Alemanha, Reino Unido e Espanha), a segunda mairo construtora de aviões do mundo, que só perde para a americana Boeing. Encontram-se em Toulouse, entre outros setores industriais, o automobilístico (Citroën) e o químico. Estão localizadas nessa região, além de Toulouse, cidades industriais como Boudeaux e Nantes. Na região Norte-Noroeste estão as indústriais típicas da Segunda Revolução Industrial: siderúrgicas, metalúrgicas e têxteis. Atualmente, seus principais centros – Estrasburgo, Dunquerque, Metz, Lille e Nancy – procuram investir em tecnologia de ponta para se destacar na economia do país. Fonte: CHARLIER, Jacques. Atlas du 21e siécle. Paris: Nathan, 2002. p. 19. Aula 4 – Os Grandes Centros Econômicos e sua Organização Territorial 235 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência INDICADORES SOCIOECONÔMICO DO REINO UNIDO IDH 0,884 / 18º EXPECTATIVA DE VIDA 81,4 anos / 14º PIB (EM TRIHÕES DE DÓLARES) 2776 / 5º PIB Per Capita (PPC, em dólar) 35.600 / 35º POPULAÇÃO 65 / 20º ÍNDICE DE COMPETITITVIDADE 5,11 / 21º EXPORTAÇÕES (EM BILHÕES DE US$) 578, 4 / 6º IMPORTAÇÕES 684,6 / 6º Fonte: ONU-Pnud ITÁLIA A Itália conta com um parque industrial diversificado e moderno. Ao término da Segunda Guerra, o capital privado e o estatal se uniram com o objetivo de promover a reconstrução da indústria italiana, além de promover a modernização tecnológica do país, com o intuito de torná-lo mais produtivo e competitivo. Atualmente, existem, na Itália, importantes conglomerados, como a Fiat, a Olivetti, a Pirelli, etc. Fonte: CHARLIER, Jacques. Atlas du 21e siécle. Paris: Nathan, 2002. p. 20 Antes da Unificação, ocorrida no século XIX, as cidades-estado do norte italiano dominavam o comércio com o oriente. Esse fato permitiu uma grande acumulação de capitais na região. Em contrapartida, nas cidades-estado situadas ao sul, havia o predomínio da aristocracia rural, que preservou a agricultura como principal atividade. Dessa forma, após a Unificação, o norte e o sul constituíram áreas de enormes contrastes socioeconômicos dentro de um mesmo país. O norte do país possui as menores taxas de desemprego, que ficam em torno de 4%. Há uma forte concentração industrial no Vale do rio Pó, principalmente nas regiões de Piemonte e de Lombardia. Nessa área, está localizado o triângulo financeiro, que compreende as cidades de Milão (centro industrial, financeiro e comercial), Turim (indústria automobilística) e Gênova (indústria naval e principal porto da Itália), havendo também uma importante atividade têxtil em que se sobressai a produção de tecidos de algodão, lã e seda natural. A economia do sul do país ainda depende da agricultura. A taxa de desemprego é de, aproximadamente, 20%, cinco vezes maior do que no norte do país. Por essas razões, foi criado um organismo do Estado em 1950 para lançar ações em favor do desenvolvimento do sul, o Mezzogiorno, expressão italiana que significa meio-dia e que marca a divisão econômica do país. Na porção meridional, as indústrias localizam-se, principalmente, nas proximidades das siderúrgicas e petroquímicas. Os polos de maior desenvolvimento da região são Nápoles (construção naval), Brindisi (petroquímica) e Sicília (mecânica e petroquímica). ALEMANHA No século XIX, o atual espaço territorial da Alemanha era constituído por 39 reinos diferentes, ducados e cidades livres, que tinham em comum apenas a mesma raiz linguística (o alemão) e a mesma base cultural. Essas regiões só foram unificadas em 1871. Como esse território demorou a se constituir como um Estado- Nacional, o processo de industrialização alemão ocorreu tardiamente em relação ao Reino Unido. Antes da unificação, a Prússia, região mais forte economicamente, já havia iniciado o processo de industrialização,que foi acelerado a partir de 1870. Mesmo não tendo acompanhado os países pioneiros da Primeira Revolução Industrial, no fim do século XIX a Alemanha já havia superado essas ações, apesar de ter se industrializado um século depois da França e do Reino Unido. Alguns fatores contribuíram para a rápida industrialização alemã: a disponibilidade de riquezas minerais, como o ferro e o carvão mineral; as transformações ocorridas no setor agrícola e o expressivo êxodo rural que direcionava esse contingente populacional para a indústria; o rápido crescimento da rede ferroviária, que permitiu a circulação de matérias-primas e de produtos industriais; a atração de capitais estrangeiros e a importação de tecnologias. a atração de capitais estrangeiros e a importação de tecnologias; a união aduaneira entre as antigas divisões administrativas de 1834, o Zollverein; a adoção de uma moeda única e a formação de um mercado consumidor. Além disso, a industrialização alemã não foi caracterizada pelo liberalismo econômico, e sim pelo protecionismo estatal. Ao iniciar seu processo de industrialização durante a Segunda Revolução Industrial, o país pôde competir em igualdade de condições com seus principais concorrentes. No século XIX surgiram também novas organizações empresariais e de monopólio. Entre elas, os Konzerns, grupos empresarias, 236 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) semelhantes aos trustes. Porém nos Konzerns, as empresas agrupadas conservavam sua independência jurídica. Os principais ramos desses conglomerados com integração menor eram o siderúrgico, o metalúrgico e o químico. Um exemplo atual dessa situação é a ThyssenKrupp, produtora de aço, armas e munição, localizada na cidade de Essen. Apesar de ter ocorrido uma dispersão das indústrias, o parque industrial alemão ainda está concentrado na região da Renânia. Isso se deve às reservas de carvão, às facilidades de escoamento da produção e, ainda, à proximidade do mercado consumidor. Há praticamente todos os ramos industriais na região denominada Vale do Ruhr, porém se destacam alguns setores: o siderúrgico, o bélico, o de refino de petróleo e o metalúrgico. Em outras áreas do país, há várias cidades médias e pequenas que sediam empresas bastante avançadas tecnologicamente. INDÚSTRIA NA ALEMANHA Áreas de destaque para o espaço industrial alemão: Stuttgart: concentra indústrias mecânicas com destaque para a automobilística. Nessa cidade, está localizada a Daimler-Benz, que fabrica os automóveis Mercedez-Benz; Frankfurt: concentra indústrias diversificadas e é um importante mercado de capitais do país, além de um dos mais importantes do globo; Wolfsburg: cidade-sede da Volkswagen; Hannover: concentra indústrias variadas; Munique: é a sede dos grandes conglomerados químicos farmacêuticos do mundo. A Bayer localiza-se nessa região; Hamburgo: situada na foz do Rio Elba, constitui uma região de concentração da indústria naval; Düsseldorf: grande metrópole comercial e financeira. ESTADOS UNIDOS: A REORGANIZAÇÃO TERRITORIAL DA INDÚSTRIA Os primeiro europeus, principalmente holandeses, chegaram ao Nordeste da América do Norte no século XVI. No início do século XVII, os ingleses fundaram Virgínia (1606), a primeira colônia britânica, seguida de Massachussetts (1620). Após a expulsão dos holandeses (1624), foram criadas mais 11 núcleos de povoamento. Em 1776, essas treze colônias se tornaram se tornaram independentes e deram início à constituição do território que conhecemos hoje como Estados Unidos. Desde sua sua independência até o fim do século XIX, esse país ocupou todas as terras até o Oceano Pacífico. Essa expansão ficou conhecida como a Marcha para o Oeste, que envolveu tanto guerras como o extermínio da população nativa. Após o final da Guerra Civil (1861-1865) – também conhecida como Guerra de Secessão –, o eixo industrial passou a se deslocar para o interior, na direção das bacias carboníferas dos Montes Apalaches e das cidades da região dos Grandes Lagos. Nas últimas décadas do século XIX emergiu uma estrutura espacial centralizada por um vasto e nítido polo industrial: o Manufacturing Belt, ou Cinturão Fabril, no nordeste e nos Grandes Lagos. Nessas áreas desenvolveram-se as indústrias de bens de produção, baseadas no carvão e minério de ferro, e nasceu a indústria automobilística. A navegação através do Rio São Lourenço foi interligada por grandes obras de engenharia ao sistema lacustre, abrindo toda a região às embarcações que cruzavam o Oceano Atlântico. Os centros siderúrgicos de Chicago e Pittsburgh se interligaram à indústria mecânica, concentrada em Detroit. Logo, essa área passou a representar cerca de três quartos da produção industrial nacional. Aula 4 – Os Grandes Centros Econômicos e sua Organização Territorial 237 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência ESPAÇO INDUSTRIAL ESTADUNIDENSE Fonte: CHALIAND, Gérard; RAGEAU, Jean-Pierre. Atlas stratégique geopolitique. Paris: Complexe, 1997.p.90 ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO ECONÔMICO Após a Segunda Guerra Mundial, um conjunto de fatores contribuiu para abalar a supremacia industrial do Manufacturing Belt. Um Volume crescente de investimentos industriais passou a se dirigir para o sul e para o oeste; a política de construção de estradas de rodagem e os programas de desenvolvimento das bacias dos rios Tennessee e Colúmbia dinamizaram novas áreas; os campos petrolíferos do Golfo do México e da Califórnia, com produção crescente, atraíram mais investimentos e a reconstrução econômica do Japão, por seu turno; despertou o interesse comercial pela Bacia do Pacífico e, portanto, pela costa oeste. Essas transformações originaram o chamado Sun Belt, o Cinturão do Sol, que abrange as variadas novas áreas, emergentes do sul e do oeste. O dinamismo econômico dessas áreas contrasta com a estagnação ou mesmo regressão do Manufacturing Belt. MANUFACTURING BELT Essa região que se estende do Nordeste dos Estados Unidos até os Grandes Lagos, onde se iniciou a industrialização do país, forma atualmente a maior concentração urbano-industrial do mundo,embora tenha precisado se adaptar a novas tecnologias e a novos fatores locacionais da Terceira Revolução Industrial. O Manufacturing Belt era composto de indústrias típicas da Primeira e da Segunda Revolução Industrial – indústrias de bens de produção, bens intermediários e bens de consumo duráveis. Em virtude da decadência de muitas delas, passou a ser chamado de Rust Belt (Cinturão de Ferrugem). Em Detroit, que ja foi considerada a capital do automóvel, estão as sedes das principais montadoras de automóveis dos Estados Unidos, mas, atualmente, a cidade se encontra em franca decadência. Nos últimos anos, muitas indústrias da Terceira Revolução Industrial, como as de informática, biotecnologia e robótica, têm se instalado no Cinturão Fabril. Em virtude do grande número de siderúrgicas, Pittsburg ainda é conhecida como “a cidade do aço”, mas muitas delas, extremamente poluidoras, foram substitu´pidas por indústrias de alta tecnologia. Fora do Japão, a cidad de Pittsburg é uma das maiores produtoras de equipamentos robóticos do mundo. Sua produção de aço, atualmente não se destina à exportação, as siderúrgicas locais trabalham agora com um tipo de aço usado pela indústria automobilística nacional. Boston, capital de Massachussetts, é uma cidade antiga (1630) e tradicional. Tornou-se o centro de um parque tecnológico denominado Rota 128, que concentra, principalmente, empresas do setor de eletrônica, influenciada pelas universidades da região como o Massachussetts Institute of Tecnology (MIT) e a Harvard University. Esse parque tem ainda indústrias bélicas, de equipamentos médicose da biotecnologia. Outro parque tecnológico, localziado na costa leste do país é o The Research Triangle Park (RTP), no estado da Carolina do Norte, criado ao redor de três universidades; Duke University, North Carolina State University e University of North Carolina. SUN BELT OU CINTURÃO DO SOL Sun Belt, ou Cinturão do Sol, é a região onde se concentram as novas áreas industriais criadas principalmente após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que se diferenciaram da tradicional industrialização do Nordeste por utilizar novas tecnologias, como a indormática, a biotecnologia, a indústria aeroespacial e a microeletrônica, típicas da Terceira Revolução Industrial. As regiões Sul e Oeste do país beneficiaram-se dessa descentralização industrial, gerada pela busca de novas áreas que oferecessem menor custo de produção e uma mão de obra mais barata e qualificada. Os estímulos do governo e a descentralização da indústria bélica também foram fundamentais para a mudança de localização das indústrias. Os centros dessas novas áreas industriais estão localizados nos estados do Texas, Flórida, Washington e Califórnia, onde se destaca o Vale do Silício, uma grande região ao sul de São Francisco, que abrange as cidade de Palo Alto, Santa Clara, San José e Cupertino, a partir da década de 1950, foram instaladas indústrias com o objetivo de gerar novas tecnologias e produtos nas áreas de microeletrônica e informática. Muitas empresas que aparecessem hoje como as maiores do planeta nasceram aí: Apple Inc, Google, Facebook, Yahoo!, Intel, Hewlett-Packard (HP), Microsoft, etc. O pioneiro dos parques tecnológicos do Vale do Silício foi o Stanford Research Park, localizado na cidade de Palo Alto, onde se encontra o campus da Universidade de Stanford, próximo às cidade de San José e de São Francisco. Na Costa Oeste, também há grandes centros industriais, como Seattle, no estado de Washington, sede atual da Microsoft, com indústria de softwares, biotecnologia e “tecnologia verde”, e Portland, no Oregon, com indústrias de madeira e eletrônicos. Na cidade de Everett, no estado de Washington, está o maior edifício industrial do mundo, onde a Boeing, fabrica aviões. No Sul, sobressai o estado do Texas, com importantes indústrias petrolíferas, petroquímicas, farmacêuticas, de tecnologia de ponta e aeroespacial, principalmente. Na cidade de Houston está o Centro Espacial da Lyndon B. Johnson, que comanda os voos tripulados da NASA. Austin, a capital do estado ganhou o apelido de “colinas do silício” por abrigar um parque tecnológico de indústrias de eletrônica e de informática ligado à Universidade do Texas. Aí estão empresas como a Dell e a IBM. 238 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) INDICADORES SOCIOECONÔMICO DOS ESTADOS UNIDOS IDH 0,910 / 4º EXPECTATIVA DE VIDA 78,4 anos / 51º PIB (EM TRIHÕES DE DÓLARES) 15,6 / 1º PIB Per Capita (PPC, em dólar) 49.800 / 12º POPULAÇÃO 313,8/ 5º Fonte: ONU-Pnud JAPÃO No Japão, os principais parques industriais situam-se junto ao litoral do Pacífico, na costa leste. O intenso comércio externo japonês, que inclui volumosas exportações industriais (automóveis, eletroeletrônicos, equipamentos de telecomunicação) e importação de matérias-primas (minério de ferro, petróleo, carvão mineral), determinou a concentração litorânea de sua indústria. O maior centro industrial fica na megalópole por Yokohama, Nagoya e Kyoto. POLOS INDUSTRIAIS JAPONESES A industrialização japonesa ocorreu a partir de 1868, início da Era Meiji, que corresponde ao reinado do Imperador Mutsuhito (1868- 1912). O período marcou o fim do xogunato2 e o surgimento das empresas familiares denominadas zaiabatsus. As zaiabatsus foram proibidas durante a ocupação norte-americana, após a Segunda Guerra Mundial, mas ressurgiram durante o processo de 2 Xogunato: sistema de organização social e econômica do Japão que antecedeu a Era Meiji e dominou a história medieval japonesa. O xogum era um chefe militar que governava de fato o Japão. As terras pertenciam aos daimyos que se beneficiavam com a cobrança de impostos dos camponeses. recuperação econômica japonesa. É o caso, por exemplo, das empresas Mitsubishi, Mitsui e Sumitomo. Nos últimos cinquenta anos, o Japão não só acompanhou o ritmo de desenvolvimento tecnológico mundial como chegou a lidera-lo em alguns setores. Criou seus próprios tecnopolos e é o país que mais investiu no processo de robotização industrial no planeta. No mercado externo, o Japão passou a sofrer com a competitividade industrial de seus vizinhos mais próximos, como a Coreia do Sul, Taiwan, China e outros. Ao mesmo tempo, encontrou limitações para a ampliação de seu mercado interno. Aula 4 – Os Grandes Centros Econômicos e sua Organização Territorial 239 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM TODOS RESOLVIDOS EM VÍDEO Questão 01 A área hachurada no mapa representa o Vale do Ruhr, sobre o qual foi publicada a seguinte matéria: Sucata vira pólo turístico na Alemanha Muros de escalada nas paredes de velhas fábricas. Parques e muito verde em meio a antigas minas de ..1.. Festivais de teatro, de design e de música em antigas indústrias ..2.. abandonadas. O entretenimento, o turismo e até o verde estão mudando a fisionomia dos antigos complexos industriais de uma das regiões mais decadentes e feias da Europa. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas 1 e 2 da frase. a) cobre têxteis b) bauxita petroquímica c) ferro alimentícia d) carvão siderúrgicas e) estanho metalúrgica Questão 02 Sobre os Estados Unidos destacamos as seguintes afirmativas: I) Os EUA dispõem da menor rede ferroviária articulada do mundo, contando com apenas 170 mil km, e o seu maior entroncamento ferroviário situa-se na cidade de Washington. II) Chipitts e Boswash, próximas à região dos Grandes Lagos, formam megalópoles que contém um pólo industrial alta-mente diversificado, onde encontramos indústrias siderúrgica, metalúrgica, mecânica, naval, eletrônica, automotiva, petroquímica, alimentícia, têxtil entre outras. III) No Estado do Kansas há um destaque para as indústrias mecatrônica e bélica além da aeroespacial. IV) O Sun Belt ocupa a área ocidental meridional. Nesta faixa encontramos empresas características da 3ª revolução industrial como a microinformática, microeletrônica, mecatrônica e biotecnologia entre outras. V) A concentração das indústrias cinema-tográficas e Disney World se verificam no Estado de Utah. Estão corretas somente: a) I e II. b) I e V. c) II e III. d) II e IV. e) I e IV. Questão 03 Embora as atividades industriais na segunda metade do século XX tenham se dispersado para áreas consideradas periféricas, o que se nota é que elas permanecem bastante concentradas nos países centrais onde há importantes pesquisas em novas tecnologias, o mercado é mais dinâmico e os recursos financeiros são abundantes. Considerando, nesse contexto, as indústrias nos países do G7, assinale a alternativa incorreta. a) A política imperialista dos Estados Unidos, através da expansão mundial das empresas multinacionais, fortaleceu a indústria estadunidense. b) A reunificação das duas Alemanhas, em 1990, revelou que as indústrias da porção oriental operavam com tecnologias arcaicas. c) A entrada de capitais através do Plano Marshall e a ampliação de mercado consumidor foram decisivos para o desenvolvimento da indústria italiana no pós-Segunda Guerra Mundial. AnotaçõesAnotações