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FR EN TE 2 AULAS 13 e 14 Distribuição da indústria mundial 357 Mais ao sul, sobretudo no estado do Texas, a industrialização se desenvolveu no século XX, com a descoberta de imensas bacias petrolíferas, justamente em um momento em que esse recurso natural passava a ganhar muita relevância no processo industrial, como fonte de energia e matériaprima. A exploração do petróleo possibilitou a acumulação de capital e a instalação de infraestruturas variadas e complexas no território. Além disso, estimulou a indústria petrolífera e química, atraindo também outros ramos industriais, como a indústria aeronáutica e aeroespacial, principalmente durante a Segunda Guerra Mundial. Essa condição alavancou o mercado consumidor e revelou a necessidade estratégica desse tipo de indústria e tecnologia para as pretensões políticas e econômicas dos Estados Unidos. Destacamse nesse setor a cidade de Houston, com o Centro Espacial da Nasa e o Cabo Canaveral, na Flórida, com sua base de lançamentos de foguetes. Já na Costa Oeste, o processo de industrialização é mais recente e está associado às empresas de alta tecnologia, vinculadas às características que determinaram a Terceira Revolução Industrial. Os atributos naturais da região, as políticas governamentais de incentivo à ocupação e exploração desse território e a instalação de infraestrutura de transporte e energia foram essenciais para criar condições para o desenvolvimento industrial local. A Califórnia, o estado mais rico do país, concentra a maior parte das indústrias e dos centros de pesquisa da Costa Oeste e lidera o novo cinturão industrial dos Estados Unidos, o Sun Belt, ‘’cinturão do sol’’, nome dado em alusão ao clima quente e ensolarado dessa região. O eixo entre San Diego e São Francisco, passando por Los Angeles, apresenta um parque industrial formado por indústrias petroquímicas, automobilísticas, navais, alimentícias, aeronáuticas e muitas outras ligadas à alta tecnologia. Os tecnopolos estadunidenses O primeiro e mais importante tecnopolo mundial localizase no Vale do Silício, área ao norte da Califórnia que com preende as cidades de Palo Alto, Cupertino, Santa Clara e outras dispersas no eixo entre San Francisco e San Jose. Esse nome é uma alusão à mais significativa matériaprima utilizada na produção de microprocessadores: o silício. A corrida armamentista, no contexto da Guerra Fria, direcionou o investimento estatal para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e garantiu recursos e outros incentivos, como a instalação de centros de pesquisa, universidades e laboratórios na região. Esse investimento gerou ainda um mercado consumidor para tudo aquilo que era produzido. Vontade política, capital disponível, presença de mão de obra qualificada e grande demanda por tecnologia de ponta explicam a concentração atual das mais significativas empresas relacionadas à informática, biotecnologia e internet no Vale do Silício. Por lá, estão as sedes de empresas, como Apple, Google, Oracle, HP, Facebook, Adobe, Intel e muitas outras. E mesmo as grandes empresas do setor com sedes em outros locais, como IBM e Microsoft, possuem filiais instaladas por essa região. Outro significativo tecnopolo estadunidense está localizado na Costa Leste, curiosamente em meio a uma área de industrialização tradicional, que é a região metropolitana de Boston, no estado de Massachusetts. Ao contrário das cidades vizinhas, em relativa ou acentuada decadência, Boston conseguiu se destacar por ter sido capaz de promover um proces so de reconversão industrial, graças à concentração de renomados centros de pesquisa em tecnologia localizados por lá, como Cambridge, o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e Harvard, uma das mais importantes universidades do mundo. Além da mão de obra altamente qualificada, as empresas de ponta também puderam contar com um espaço equipado com moderna tecnologia para os rápidos fluxos exigidos pelas indústrias de tecnologia de ponta. Este tecnopolo também é conhecido como Route 128. Tecnopolos O que é necessário para uma região ser considerada um tecnopolo? Primeiro, ser uma área de confluência entre universidades (que detém centros de pesquisa e desenvolvem tecnolo gias de ponta) e unidades produtivas, ou seja, indústrias que aplicarão as novas tecnologias desenvolvidas. Esses polos dinamizam toda a economia local, em especial o setor de serviços. Exercícios de sala 1 Famerp 2018 A Embraer, terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, anunciou que vai estabelecer equipes no Vale do Silício, nos Estados Unidos. A Embraer não é a primeira fabricante de aviões a se estabelecer nessa região. Em 2015, a Airbus contratou um ex-executivo do Google para dirigir seus negócios no Vale do Silício. (https://economia.uol.com.br, 14.03.2017. Adaptado.) O Vale do Silício, importante cenário produtivo mundial, destacase por concentrar A empresas de alta tecnologia. B indústrias siderúrgicas. c empresas de tecnologia militar. D indústrias de monitoramento por radar. E agências de pesquisas espaciais. MED_2021_L1_GEO_F2.INDD / 24-09-2020 (18:09) / GISELE.BAPTISTA / PROVA FINAL MED_2021_L1_GEO_F2.INDD / 24-09-2020 (18:09) / GISELE.BAPTISTA / PROVA FINAL GEoGRAfIA AULAS 13 e 14 Distribuição da indústria mundial358 2 UFJF 2016 *Português de Portugal Disponível em: <http://pt.slideshare.net/mekie/5-alteraes-na-industria>. Acesso em: 24 out. 2015. O mapa representa uma nova geografia industrial, que tem como característica: A a inclusão das metrópoles dos NIP’s no circuito da produção industrial. B a transferência dos centros da economia mundial para a periferia do Sul. c o controle dos impactos ambientais nos recursos hídricos do meio urbano. D o deslocamento das unidades produtivas do Sul para o Norte desenvolvido. E o uso intensivo de mão de obra feminina e dos minerais não metálicos. 3 Fuvest 2017 Níveis per capita de industrialização, 1750-1913 (Reino Unido em 1900 = 100) País 1750 1800 1860 1913 Alemanha 8 8 15 85 Bélgica 9 10 28 88 China 8 6 4 3 Espanha 7 7 11 22 EUA 4 9 21 126 França 9 9 20 59 Índia 7 6 3 2 Itália 8 8 10 26 Japão 7 7 7 20 Reino Unido 10 16 64 115 Rússia 6 6 8 20 Ronald Findlay e Kevin O’Rourke. Power and Plenty: Trade, War, and the World Economy in the Second Millennium. Princeton: Princeton University Press, 2007. (Adapt.). MED_2021_L1_GEO_F2.INDD / 24-09-2020 (18:09) / GISELE.BAPTISTA / PROVA FINAL MED_2021_L1_GEO_F2.INDD / 24-09-2020 (18:09) / GISELE.BAPTISTA / PROVA FINAL