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VestCursos – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.VestCursos.com.br 
171 Curso de Biologia 
 
LOTE TRATAMENTO RESPOSTA 
1 As folhas da metade inferior da planta 
foram expostas a 10 horas de luz e 14 de 
escuro, e a metade superior (sem folhas) 
foi exposta a 14 horas de luz e 10 de 
escuro. 
Surgiram 
flores em 
todos os 
ápices 
caulinares 
das plantas. 
2 As folhas da metade inferior da planta 
foram expostas a 14 horas de luz e 10 de 
escuro, e a metade superior (sem folhas) 
foi exposta a 10 horas de luz e 14 de 
escuro. 
As plantas 
não 
floresceram. 
Com base no experimento acima, pergunta-se: 
D) Que órgão da planta foi o responsável pela percepção do 
estímulo para a floração? 
E) Como se explica o surgimento de flores em todos os ápices 
caulinares das plantas do lote 1? 
 
18. (UNIRIO) O fotoperiodismo é uma reação do organismo às 
proporções relativas de luminosidade e escuridão num ciclo de 24 
horas. Esse termo também pode ser aplicado para explicar a 
floração nas Angiospermas. Nesse caso, ao invés de uma 
estrutura, existe um pigmento especial relacionado à captação da 
luz - o fitocromo. Cite um outro fenômeno que ocorra nas plantas e 
que aconteça em virtude de ação dos fitocromos. 
 
19. (UFMG) Para avaliar-se o ritmo biológico de duas plantas de 
espécies diferentes - I e II -, elas foram submetidas, artificialmente, 
a dias longos (16 horas) e noites longas (20 horas). 
1. Observe estas figuras: 
 
 
 
Explique por que apenas a planta da espécie I floresceu. 
2. Uma planta mantida no escuro por 12 horas, após receber um 
feixe de luz vermelha diretamente sobre uma de suas folhas por 15 
minutos, floresceu, conforme mostrado nestas figuras: 
 
Explique o que ocorreria se a folha fotoinduzida fosse retirada da 
planta imediatamente após sua iluminação. Justifique sua 
resposta. 
 
3. Observe este quadro: 
PERÍODOS DE FLORAÇÃO DE TRÊS ESPÉCIES VEGETAIS 
CULTIVADAS EM CONDIÇÕES NATURAIS EM ALGUNS PAÍSES 
DE CLIMA TEMPERADO 
 PERÍODOS DE FLORAÇÃO 
Jan/mar Abril/jun Jul/set Out/dez 
Lycopersicum 
esculentum (tomate) 
X X X X 
Triticum aestivum 
(trigo) 
 X X 
Glycine max (soja) X X 
Com base nos dados desse quadro, cite os prováveis períodos de 
floração das três espécies, se fossem cultivadas em condições 
naturais no Brasil. Justifique sua resposta. 
 
20. (UFG) Ao visitar, no mês de julho, uma instituição de pesquisa 
nos EUA, um pesquisador brasileiro observou uma angiosperma 
florida e se interessou pelo estudo do ciclo reprodutivo desse 
vegetal. Ao retornar ao Brasil, iniciou uma pesquisa, a esse 
respeito, com a mesma planta. Contudo, observou que o 
florescimento dessa angiosperma ocorreu no mês de janeiro. O 
estudo foi concluído após a observação de todas as fases do ciclo 
reprodutivo da planta. Considerando as observações feitas pelo 
pesquisador, no Brasil, 
A) como se explica a floração das plantas ter ocorrido no mês de 
janeiro? 
B) cite quatro fases consecutivas do ciclo reprodutivo dessa planta. 
 
 
 
 
 
 
 
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172 Curso de Biologia 
AULA 15 – Introdução à Zoologia 
 
A categoria taxonômica mais elevada que será estudada a 
partir deste capítulo é o Reino Animal, definida segundo 
características comuns a todos os animais: organismos 
eucariontes, multicelulares, heterotróficos e que obtêm seus 
alimentos por ingestão de nutrientes do meio. 
Mesmo dentro de critérios assim tão amplos, podemos 
encontrar exceções, em função de fatores diversos, como 
adaptações de organismos a meios de vida especiais. É o que 
ocorre, por exemplo, com alguns endoparasitas que perderam a 
capacidade de ingestão de nutrientes, obtendo-se por absorção 
direta dos líquidos do corpo dos organismos parasitados. 
Neste capítulo, vamos discutir algumas das características 
mais generalizadas dos grupos situados logo abaixo do reino – os 
filos –, que são muito utilizadas na tentativa de se entender a 
filogenia do Reino Animal. Essas características, frequentemente 
encontramos durante o desenvolvimento embrionário e não apenas 
no organismo adulto, são: níveis de organização do corpo, 
simetria, disposição das estruturas relacionadas com a 
digestão, número de folhetos germinativos e presença de 
celoma. Além dessas, mencionaremos também a metameria, 
embora ela não tenha um caráter filogenético e apareça em grupos 
com histórias evolutivas distintas. 
 
Níveis de organização do corpo 
Todos os animais começam seu desenvolvimento a partir 
de uma única célula: a célula-ovo ou zigoto. Essa célula sofre 
várias divisões mitóticas, dando origem a organismos 
multicelulares. Alguns animais desenvolvem-se até um conjunto de 
células que não chega a formar tecidos verdadeiros, enquanto a 
maioria atinge níveis de organização superior a tecidos, tais como 
órgãos e sistemas. É possível, assim, distinguir dois grandes 
grupos: 
- Parazoa (parazoário): representado pelos Porifera (esponjas), no 
qual não há formação de tecidos verdadeiros; 
- Eumetazoa (eumetazoário): representado por todos os outros 
animais, que possuem tecidos diferenciados. 
Dentre os Eumetazoa distinguem-se dois outros grupos: o 
dos organismos que não passam do nível e organização superior a 
tecidos, do qual fazem parte os cnidários, e o dos organismos que 
já apresentam os órgãos reunidos em sistemas definidos, 
compreendendo a maioria dos Eumetazoa. 
 
 
Número de folhetos germinativos 
Dois grandes grupos de animais distinguem-se com base 
no número de folhetos germinativos que surgem durante o 
desenvolvimento do embrião: os diploblásticos, ou diblásticos, e 
os triploblásticos, ou triblásticos. Os diblásticos possuem dois 
folhetos germinativos: a ectoderme, mais externa, e a 
endoderme, mais interna. Os triblásticos possuem três folhetos 
germinativos: a ectoderme, a endoderme e um folheto denominado 
mesoderme, que ocorre entre os outros dois. São animais 
diblásticos os cnidários. Os demais eumetazoários são triblásticos. 
 
Presença de celoma 
Entre os animais triploblásticos distinguem-se três grandes 
grupos: celomados, acelomados e pseudocelomados. 
Os celomados são aqueles que possuem celoma, 
cavidade interna do corpo totalmente delimitada pela mesoderme. 
Nos acelomados, a mesoderme preenche totalmente o espaço 
entre a ectoderme e a endoderme, não havendo formação de 
cavidade. Já os pseudocelomados possuem cavidade interna 
denominada pseudoceloma (falso celoma), pois é delimitada pela 
mesoderme e pela endoderme. 
São acelomados os platelmintos; pseudocelomados os 
nemátodas e celomados os demais eumetazoários triploblásticos. 
 
Acelomado. 
 
 
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173 Curso de Biologia 
 
Pseudocelomado. 
 
 
Celomado. 
 
Dois outros grandes grupos podem ser distinguidos entre 
os celomados, com base no tipo de desenvolvimento embrionário 
da mesoderme e do celoma. Em um deles, a mesoderme origina-
se a partir de células situadas ao redor da estrutura que dará 
origem ao tubo digestivo do adulto; são formadas várias células a 
partir de fendas que se abrem na endoderme; tais células são 
denominadas teloblastos. Estas posteriormente se organizam 
formando uma membrana que delimita o celoma. O celoma assim 
formado chama-se esquizoceloma (do grego ‘cavidade dividida’), 
e os animais que o apresentam são denominados 
esquizocelomados. 
Outro modo de formação da mesoderme e do celoma é a 
partir de evaginações da endoderme, formando bolsas que se 
dispõem entre a ectoderme e a endoderme. Essas bolsas se 
desprendem, havendo diferenciação de mesoderme e da cavidade 
por ela delimitada: o celoma. Nesses casos, o celoma é 
denominado enteroceloma, e os animais que o possuem, 
enterocelomados. São esquizocelomados os moluscos, os 
anelídeos e os artrópodes; são enterocelomados os equinodermos 
e os cordados. 
 
 
Disposição das estruturas relacionadas com a 
digestão 
São três ostipos básicos de disposição: rede de canais, 
tubo com uma abertura e tubo com duas aberturas. 
A disposição em rede de canais é exclusiva das esponjas. 
Nessa rede, existem células flageladas que, em função do 
batimento dos flagelos, estabelecem correntes de água que entram 
no corpo do animal por pequenos poros e que saem por uma 
abertura única denominada ósculo. Essas correntes transportam 
partículas alimentares, que são capturadas pelas células 
flageladas. Não existe um tubo digestivo. 
A presença de um tubo digestivo começa a ser verificada a 
partir dos cnidários. Animais com tubo digestivo são chamados de 
enterozoários, e o tubo digestivo pode ter uma abertura 
(enterozoários incompletos) ou duas aberturas (enterozoários 
completos) para o exterior. 
A disposição em tubo ou saco aberto em um só ponto é 
típica dos cnidários e dos platelmintos. Nesses casos, a abertura 
única atua como boca e ânus. 
A disposição em um tubo com duas aberturas ocorre nos 
demais bilatérias. Durante o desenvolvimento embrionário, esse 
tubo começa como um saco aberto em um só ponto; 
posteriormente, este se alonga e outra abertura se forma, 
geralmente no extremo oposto à primeira. Uma dessas aberturas 
desenvolve-se em boca e a outra em ânus. Estabelece-se a 
passagem de alimento em um só sentido: da boca para o ânus. No 
tubo que se forma entre esses dois orifícios, há diferenciação de 
regiões com funções específicas, a órgãos como faringe, esôfago, 
estômago e intestino. 
Entre os eumetazoários podem-se distinguir dois outros 
grandes grupos de animais: o dos protostômios e o dos 
deuterostômios. 
 
 
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174 Curso de Biologia 
Nos protostômios a primeira abertura do tubo digestivo, 
surgida durante o desenvolvimento embrionário, diferencia-se em 
boca e, nos deuterostômios, em ânus. São protostômios os 
nemátodas, anelídeos, moluscos e artrópodes; são 
deuterostômios os equinodermos e os cordados. Entre os 
eumetazoas com uma abertura, os platelmintos são animais 
protostômios. Não se aplica o termo protostômio ou deuterostômio 
para cnidários, pois esse termo tem sido aplicado tradicionalmente 
somente para animais triblásticos. 
 
Esquema da origem da boca e do ânus nos metazoários. 
 
Simetria 
A simetria é a divisão imaginária do corpo de um 
organismo em metades especulares. Quanto a esse caráter, os 
animais podem ter simetria radial (ou radiada) ou bilateral. 
Na simetria radial, existem vários planos de simetria 
(vários planos que passam pelo centro do corpo geram simetria). 
Apenas duas faces do corpo podem ser reconhecidas, a dorsal e a 
ventral. 
Na simetria bilateral, existe um único plano de simetria, 
chamado plano sagital, que divide o corpo metades direita e 
esquerda, e serve de referência para a identificação das regiões 
anterior (cefálica, cabeça) e posterior (caudal, cauda). 
Existem, no entanto, animais cujo corpo não pode ser 
dividido em metades especulares. Nesses casos, não existe 
simetria, falando-se em animais assimétricos. 
 
A maioria dos animais possui o mesmo tipo de simetria 
desde a fase embrionária até a fase adulta. Alguns, entretanto, têm 
um tipo de simetria na fase embrionária e outro na fase adulta, 
caso em que a mudança está geralmente associada a adaptações 
dos adultos a modos de vida especiais. A simetria observada no 
embrião ou na larva é denominada primária e no adulto, 
secundária. Se, durante o desenvolvimento embrionário de um 
indivíduo, a simetria do embrião ou da larva for diferente da 
simetria do adulto, é a simetria primária que fornece indícios da 
real estrutura do corpo do animal, sob o ponto de vista taxonômico-
evolutivo. 
Os animais com simetria primária radial são chamados 
radiados e os com simetria primária bilateral, bilatérias. São 
radiados os poríferos e os cnidários, e bilatérias todos os demais. 
As esponjas, apesar de terem simetria primária radial, 
podem apresentar-se assimétricas na fase adulta, como ocorre 
com muitas de suas espécies. Alguns cnidários, como é o caso das 
anêmonas-do-mar, possuem simetria secundária bilateral, com 
base na organização interna do corpo. Entre os bilatérias, alguns 
possuem simetria secundária radial, como é o caso dos 
equinodermos, representados pelas estrelas-do-mar. 
 
 
 
 
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175 Curso de Biologia 
Metameria 
Um organismo metamérico apresenta o corpo dividido em porções semelhantes, ordenadas ao longo do eixo do corpo e separadas 
umas das outras por tabiques de mesoderme. Cada porção dessas é um segmento individualizado, que recebe o nome de metâmero; fala-se, 
então, em segmentação metamérica ou metameria. 
A metameria só ocorre em bilatérias, triblásticos e celomados, estando restrita aos anelídeos, artrópodes e cordados. 
Nos anelídeos, os metâmeros são bem evidentes, enquanto, nos artrópodes, verifica-se fusão de segmentos formando os tagmas, 
como a cabeça, o tórax e o abdome. 
 
 
Metameria em anelídeos. 
 
 
 
Metameria com tagmatização em artrópodes. 
 
Nos cordados, percebe-se a metameria apenas em 
algumas estruturas, como é o caso de certos músculos que têm 
organização metamérica. 
 
 
Metameria parcial em cordados (evidente em algumas estruturas 
do corpo, como é o caso da musculatura sob a pele, formando os 
blocos musculares chamados miótomos). 
 
Uma provável filogenia dos animais 
Com base nas características generalizadas discutidas, é 
possível tentar compreender a evolução dos animais. O esquema a 
seguir apresenta uma provável história evolutiva (filogenia) dos 
animais, aceita por muitos zoólogos. Não é, no entanto, a única. 
De acordo com ela, os animais surgiram provavelmente de 
protozoários flagelados coloniais, que teriam se especializado, 
aumentando a interdependência celular. Dessa maior 
especialização, teriam surgido, de um lado, os parazoários, 
representados pelas esponjas, e, de outro, os eumetazoários, que 
apresentam maior interdependência entre suas células, formando 
tecidos verdadeiros. Entre os eumetazoa, apenas os cnidários são 
diblásticos; os demais já apresentam três folhetos germinativos. O 
metazoário ancestral, que deu origem aos cnidários e platelmintos, 
provavelmente tinha simetria radial, mantida nos cnidários e 
modificada para simetria bilateral na linhagem da qual provêm os 
platelmintos. Estes são triblásticos acelomados. Acredita-se que 
dos platelmintos teriam surgido os pseudocelomados e os 
celomados. 
Estes últimos teriam se especializado segundo duas 
principais linhas evolutivas: a dos esquizocelomados e a dos 
enterocelomados. Os esquizocelomados e os pseudocelomados 
mantiveram muitas das características do desenvolvimento 
embrionário do ancestral acelomado, sendo uma delas a 
protostomia. Os enterocelomados apresentam desenvolvimento 
embrionário com características distintas, sendo uma delas a 
deuterostomia. 
A metameria ocorreu independentemente em duas linhas 
evolutivas: na dos esquizocelomados, dando origem aos anelídeos 
e artrópodes, e na dos enterocelomados, dando origem aos 
cordados.

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