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204 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência Aula 20 - Simbolismo 01) O primeiro verso do poema já apresenta uma característica formal marcante do Simbolismo, escola da qual Cruz e Sousa faz parte: o uso de aliterações, recurso que intensifica o potencial melódico da linguagem. 02) No primeiro terceto, as referências ao vago e ao fugidio relacionam-se com a proposta literária do Simbolismo, que opta pelo sugestivo e pelo intuitivo em detrimento de uma representação objetiva e direta da realidade. 04) Reagindo aos ditames formais do Parnasianismo contemporâneo, a lírica de Cruz e Sousa apresenta, em diversas ocasiões, poemas em versos nos quais a métrica irregular antecipa o Modernismo vindouro. A ode “Beleza morta” é um exemplo de tal procedimento. 08) O reconhecimento imediato do valor artístico da obra de Cruz e Sousa, que se mostrou semelhante, no fim do século XIX, àquele experimentado pela de Olavo Bilac, contrasta com a crítica generalizada que essa obra sofreu no início do século seguinte, sobretudo por parte de Manuel Bandeira em seu primeiro livro publicado, Cinza das horas. 16) A utilização de termos preciosos e vocábulos incomuns por parte dos autores simbolistas, tal como se percebe no poema “Beleza morta”, é fruto da recuperação de um dos procedimentos mais marcantes do Barroco: o conceptismo, no qual se verifica uma elaboração rebuscada da linguagem. Questão 07 (Ucs 2012) O Simbolismo foi um movimento literário de grande repercussão na produção dos escritores brasileiros. Nesse período, eles buscaram evocar e sugerir imagens, explorando as experiências sensoriais. Leia o fragmento do poema Cárcere das Almas, de Cruz e Souza, um dos representantes do Simbolismo. Tudo se veste de uma igual grandeza Quando a alma entre grilhões as liberdades Sonha e sonhando, as imortalidades Rasga no etéreo Espaço da Pureza. (TUFANO, Douglas. Estudos de literatura brasileira. 4 ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 1988. p. 173.) Analise a veracidade (V) ou a falsidade (F) das proposições abaixo, sobre o fragmento do poema. ( ) Nesse fragmento, é possível perceber o estado onírico, uma das características típicas do período literário em questão. ( ) O sujeito-lírico deseja a liberdade, buscando encontrá-la no mundo das aparências. ( ) Ao grafar as palavras Espaço e Pureza em maiúsculo, o poeta sugere uma personificação das ideias contidas nesses vocábulos. Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses de cima para baixo. a) V – F – F b) V – V – V c) F – V – F d) V – F – V e) F – V – V Questão 08 (Uepa 2012) Respirando os ares da modernidade literária, a estética simbolista revela-se uma reação artística à referencialidade que violentamente restringe a palavra poética ao mundo das coisas e conceitos. No intuito de libertar a linguagem poética, o Simbolismo explora diversos recursos sensoriais a fim de sugerir mistérios. Simbolista, Alphonsus de Guimaraens escreve muitos textos que apelam para o símbolo visual, a imagem, carregado de insinuações de misticismo e morte. Marque a alternativa cujos versos se relacionam ao comentário acima. a) Queimando a carne como brasas, Venham as tentações daninhas, Que eu lhes porei, bem sob as asas, A alma cheia de ladainhas. b) Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar... Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. c) Encontrei-te. Era o mês... Que importa o mês? agosto, Setembro, outubro, maio, abril, janeiro ou março, Brilhasse o luar, que importa? ou fosse o sol já posto, No teu olhar todo o meu sonho andava esparso. d) Lua eterna que não tiveste fases, Cintilas branca, imaculada brilhas, E poeiras de astros nas sandálias trazes... e) Venham as aves agoireiras, De risada que esfria os ossos... Minh’alma, cheia de caveiras, Está branca de padre-nossos. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO Questão 01 (Unifesp 2016) O Simbolismo é, antes de tudo, antipositivista, antinaturalista e anticientificista. Com esse movimento, nota-se o despontar de uma poesia nova, que ressuscitava o culto do vago em substituição ao culto da forma e do descritivo. (Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1994. Adaptado.) Considerando esta breve caracterização, assinale a alternativa em que se verifica o trecho de um poema simbolista. a) “É um velho paredão, todo gretado, Roto e negro, a que o tempo uma oferenda Deixou num cacto em flor ensanguentado E num pouco de musgo em cada fenda.” b) “Erguido em negro mármor luzidio, Portas fechadas, num mistério enorme, Numa terra de reis, mudo e sombrio, Sono de lendas um palácio dorme.” c) “Estranho mimo aquele vaso! Vi-o, Casualmente, uma vez, de um perfumado Contador sobre o mármor luzidio, Entre um leque e o começo de um bordado.” d) “Sobre um trono de mármore sombrio, Num templo escuro e ermo e abandonado, Triste como o silêncio e inda mais frio, Um ídolo de gesso está sentado.” CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) 205 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência e) “Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas!... Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas... Incensos dos turíbulos das aras...” Questão 02 (Pucrs 2013) Leia o poema “Encarnação”. Carnais, sejam carnais tantos desejos, carnais, sejam carnais tantos anseios, palpitações e frêmitos e enleios, das harpas da emoção tantos arpejos... Sonhos, que vão, por trêmulos adejos, à noite, ao luar, intumescer os seios láteos, de finos e azulados veios de virgindade, de pudor, de pejos... Sejam carnais todos os sonhos brumos de estranhos, vagos, estrelados rumos onde as Visões do amor dormem geladas... Sonhos, palpitações, desejos e ânsias formem, com claridades e fragrâncias, a encarnação das lívidas Amadas! Com base no poema e em seu contexto, afirma-se: I. A atmosfera onírica, a sugestão através de símbolos, a musicalidade das palavras por meio da aliteração são características que permitem associar o poema à escola simbolista. II. O eu lírico, em tom quase de súplica, ambiciona a concretização daquilo que pensa e deseja. III. O autor do poema também escreveu as obras Missal e Broquéis. Seu nome é Alphonsus de Guimaraens. A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. Questão 03 (Espm 2017) TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES Acrobata da Dor Gargalha, ri, num riso de tormenta, como um palhaço, que desengonçado, nervoso, ri, num riso absurdo, inflado de uma ironia e de uma dor violenta. Da gargalhada atroz, sanguinolenta, agita os guizos, e convulsionado salta, 1gavroche, salta clown, varado pelo 2estertor dessa agonia lenta... Pedem-se bis e um bis não se despreza! Vamos! retesa os músculos, retesa nessas macabras piruetas d’aço... E embora caias sobre o chão, 3fremente, afogado em teu sangue 4estuoso e quente, ri! Coração, tristíssimo palhaço. (Cruz e Sousa) 1gavroche: garotos de Paris, figuradamente artista. 2estertor: respiração anormal própria de moribundos. 3fremente: vibrante, agitado, violento. 4estuoso: que ferve, ardente, febril. Ainda sobre o soneto, assinale a afirmação errônea: a) há uma alusão ao fato de o palhaço, interiormente dilacerado, mascarar seus sentimentos para transmitir alegria. b) a fachada de alegria e o sofrimento interior compõem a natureza conflitante do coração do poeta, sensibilizando o público. c) há um vocabulário sugestivo, remetendo ao coração: “gargalhada sanguinolenta”, “convulsionado”, “retesa os músculos”. d) o poema pode ser visto também como uma metáfora da condição do artista, em que se revelam as relações entre arte e poeta. e) a condiçãodo artista se espelha na do palhaço, sendo este forçado a rir, numa espécie de tortura interna e eterna. Questão 04 (Espm 2017) Fazendo uma análise mais detalhada do soneto, assinale a afirmação incorreta: a) ao longo do texto, constata-se que o acrobata da dor, desempenhando o papel de um triste e sofrido palhaço, é metáfora do próprio coração. b) o acrobata precisa acolher a manifestação da audiência e seguir desempenhando seu papel, mesmo que o leve à morte. c) essa espécie de clown, que vive de agradar às multidões, paga um preço alto: a ocultação de sua dor interior. d) cena grotesca, o bis é a sedução da plateia que acaba conduzindo o acrobata para a tragédia. e) a plateia pedindo bis corresponde à elite política que exige do cidadão, em sua luta diária, as maiores acrobacias. Questão 05 (Espm 2017) Assinale a alternativa em que a indicação entre parênteses não está de acordo com o verso: a) “Gargalha, ri, num riso de tormenta,” (pleonasmo vicioso) b) “salta, gavroche, salta clown, varado” (assonância) c) “Da gargalhada atroz, sanguinolenta,” (sinestesia) d) “nessas macabras piruetas d’aço...” (metáfora) e) “afogado em teu sangue estuoso e quente,” (aliteração) Questão 06 (Enem 2014) Vida obscura Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro, 206 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência Aula 20 - Simbolismo ó ser humilde entre os humildes seres, embriagado, tonto de prazeres, o mundo para ti foi negro e duro. Atravessaste no silêncio escuro a vida presa a trágicos deveres e chegaste ao saber de altos saberes tornando-te mais simples e mais puro. Ninguém te viu o sentimento inquieto, magoado, oculto e aterrador, secreto, que o coração te apunhalou no mundo, Mas eu que sempre te segui os passos sei que cruz infernal prendeu-te os braços e o teu suspiro como foi profundo! SOUSA, C. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1961. Com uma obra densa e expressiva no Simbolismo brasileiro, Cruz e Sousa transpôs para seu lirismo uma sensibilidade em conflito com a realidade vivenciada. No soneto, essa percepção traduz-se em : a) sofrimento tácito diante dos limites impostos pela discriminação. b) tendência latente ao vício como resposta ao isolamento social. c) extenuação condicionada a uma rotina de tarefas degradantes. d) frustração amorosa canalizada para as atividades intelectuais. e) vocação religiosa manifesta na aproximação com a fé cristã. Questão 07 (Unifesp 2015) Leia o soneto de Cruz e Sousa. Silêncios Largos Silêncios interpretativos, Adoçados por funda nostalgia, Balada de consolo e simpatia Que os sentimentos meus torna cativos; Harmonia de doces lenitivos, Sombra, segredo, lágrima, harmonia Da alma serena, da alma fugidia Nos seus vagos espasmos sugestivos. Ó Silêncios! Ó cândidos desmaios, Vácuos fecundos de celestes raios De sonhos, no mais límpido cortejo... Eu vos sinto os mistérios insondáveis Como de estranhos anjos inefáveis O glorioso esplendor de um grande beijo! (Cruz e Sousa. Broquéis, Faróis, Últimos Sonetos, 2008.) A análise do soneto revela como tema e recursos poéticos, respectivamente: a) a aura de mistério e de transcendentalidade suaviza o sofrimento do eu lírico; rimas alternadas e sinestesias se evidenciam nos versos de redondilha maior. b) o esforço de superação do sofrimento coexiste com o esgotamento das forças do eu lírico; assonâncias e metonímias reforçam os contrastes das rimas alternadas em versos livres. c) a religiosidade como forma de superação do sofrimento humano; metáforas e antíteses reforçam o negativismo da desagregação existencial nos versos livres. d) a apresentação da condição existencial do eu lírico, marcada pelo sofrimento, em uma abordagem transcendente; assonâncias e aliterações reforçam a sonoridade nos versos decassílabos. e) o apelo à subjetividade e à espiritualidade denota a conciliação entre o eu lírico e o mundo; metáforas e sinestesias reforçam o sentido de transcendentalidade nos versos de doze sílabas. Questão 08 (Insper 2011) Ismália Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar... Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar... Queria subir ao céu, Queria descer ao mar... E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar... Estava perto do céu, Estava longe do mar... E como um anjo pendeu As asas para voar... Queria a lua do céu, Queria a lua do mar... As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par... Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar... (Alphonsus de Guimaraens) Coloque V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações que seguem. ( ) Os temas centrais desse poema, bem marcados nas duas primeiras estrofes, são o amor e a saudade. ( ) Um dos mais significativos poemas simbolistas, Ismália aborda a dualidade entre corpo e alma. ( ) A partir de um jogo intertextual, o poema de Alphonsus de Guimaraens parodia o drama de Narciso diante do espelho. A sequência correta é: a) F, V, F. b) V, V, F. c) V, F, F. d) F, F, V. e) V, F, V. Questão 09 (UFES) "O Assinalado" Tu és o louco da imortal loucura, O louco da loucura mais suprema. A Terra é sempre a tua negra algema, Prende-te nela a extrema Desventura. CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) 207 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência Mas essa mesma algema de amargura, Mas essa mesma Desventura extrema Faz que tu'alma suplicando gema E rebente em estrelas de ternura. Tu és o Poeta, o grande Assinalado Que povoas o mundo despovoado, De belezas eternas, pouco a pouco ... Na Natureza prodigiosa e rica Toda a audácia dos nervos justifica Os teus espasmos imortais de louco! O poema acima encontra-se na obra "Últimos sonetos", de Cruz e Sousa, poeta cujo centenário de morte foi comemorado em 1998. Leia as afirmativas seguintes acerca do poema e assinale a opção CORRETA. I - Ocorre hipérbole no verso 4; anáfora, nos versos 5 e 6; antítese, no verso 9; sinestesia, nos versos13-14. II - O poeta é considerado um ser diferente cuja alma, mesmo algemada à Terra, rebenta "em estrelas de ternura". III - O uso da letra maiúscula em substantivos comuns singulariza- os e empresta-lhes uma dimensão simbólica. a) Apenas a afirmativa I está correta. b) Apenas a afirmativa II está correta. c) Apenas a afirmativa III está correta. d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. e) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. Questão 10 (Espm 2014) Para as Estrelas de cristais gelados As ânsias e os desejos vão subindo, Galgando azuis e siderais noivados De nuvens brancas a amplidão vestindo... (Cruz e Sousa) Assinale a opção em que expresse incorretamente a análise do poema: a) As “nuvens brancas” mencionadas sugerem as vestes tradicionais de noiva. b) A aliteração do /s/ em “As ânsias e os desejos vão subindo” produz cacofonia. c) Os “cristais gelados” estão de acordo com a frialdade do espaço sideral. d) As “Estrelas”, com maiúscula alegorizante, podem significar uma dimensão humana superior. e) Galgar “azuis e siderais noivados” é imagem que remete ao anseio de atingir um mundo espiritual. Questão 11 (Udesc 2014) Cavador do Infinito Com a lâmpada do Sonho desce aflito E sobe aos mundos mais imponderáveis, Vai abafando as queixas implacáveis, Da alma o profundo e soluçado grito. Ânsias, Desejos, tudo a fogo escrito Sente, em redor, nos astros inefáveis. Cava nas fundas eras insondáveis O cavador do trágico Infinito. E quanto mais pelo Infinito cava Mais o Infinito se transforma em lava E o cavador se perde nas distâncias... Alto levanta a lâmpada do Sonho E com seu vulto pálidoe tristonho Cava os abismos das eternas ânsias! SOUZA, Cruz e. Últimos Sonetos. www.dominiopublico.gov.br. Analise as proposições em relação ao soneto “Cavador do Infinito”, Cruz e Souza. I. A leitura do poema leva o leitor a inferir que o cavador do infinito é a representação da imagem do próprio poeta, ou seja, um autorretrato do poeta simbolista. II. Da leitura do poema infere-se que a metáfora está centrada na lâmpada do sonho, a qual se refere à imaginação onírica do poeta e ilumina o seu inconsciente. III. O sinal de pontuação – reticências – no verso 11, acentua o clima de indefinível, levando o leitor a inferir sobre a situação – o drama vivido pelo eu lírico. IV. No plano formal, o uso de letra maiúscula em substantivos comuns é uma característica do Simbolismo, como ocorre em: “Sonho” (versos 1 e 12), “Ânsias” e “Desejos” (verso 5); “Infinito” (versos 8 e 9). Usada como alegoria, a letra maiúscula tenciona dar um sentido de transcendência, de valor absoluto. V. Da leitura do poema e do contexto literário simbolista, infere-se que o título do poema “Cavador do Infinito” reforça a ideia a que o soneto remete: o poeta simbolista busca a transcendência, a transfiguração da realidade cotidiana para uma dimensão metafísica, que é uma característica da estética simbolista. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras. c) Somente as afirmativas II, III, IV e V são verdadeiras. d) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras. e) Todas as afirmativas são verdadeiras. Questão 12 Texto para as próximas 2 questões SIDERAÇÕES Para as Estrelas de cristais gelados As ânsias e os desejos vão subindo, Galgando azuis e siderais noivados De nuvens brancas a amplidão vestindo... Num cortejo de cânticos alados Os arcanjos, as cítaras ferindo, Passam, das vestes nos troféus prateados, As asas de ouro finamente abrindo... Dos etéreos turíbulos de neve Claro incenso aromal, límpido e leve, 208 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência Aula 20 - Simbolismo Ondas nevoentas de Visões levanta... E as ânsias e os desejos infinitos Vão com os arcanjos formulando ritos Da Eternidade que nos Astros canta... Os elementos formais e temáticos relacionados ao contexto cultural do Simbolismo encontrados no poema Siderações, de Cruz e Souza, são A) uso da linguagem simples e direta na abordagem de temas filosóficos. B) a prevalência do lirismo em relação à temática purista parnasiana. C) o refinamento da linguagem e a busca do transcendental. D) a evidente preocupação com a realidade social expressa através da poesia. E) a liberdade formal da estrutura poética quanto ao uso de rimas e métricas Questão 13 Observa-se uma aproximação entre Simbolismo e Romantismo uma vez que a) o poeta idealiza seus desejos, projetando-os para uma instância inatingível. b) o poema emprega descrições nítidas que garantem uma compreensão exata dos versos. c) o poeta expõe a sua avaliação sobre a realidade objetiva, utilizando imagens da natureza em linguagem precisa e direta. d) o poema, em forma de epigrama, traduz uma visão materialista do amor e da sensualidade. e) se trata da descrição de fantasias e alucinações apresentadas nos moldes de ficção científica. Questão 14 (Pucsp 98) Leia o fragmento do poema "Antífona", de Cruz e Sousa, e responda "Ó Formas , brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas!... Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas... Incensos dos turíbulos das aras... Formas do Amor, constelarmente puras, De Virgens e de Santas vaporosas... Brilhos errantes, mádidas frescuras E dolências de lírios e de rosas... Indefiníveis músicas supremas, Harmonias da Cor e do Perfume. Horas do Ocaso, trêmulas, extremas, Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume..." Esse trecho do poema, que abre o livro BROQUÉIS, é considerado uma espécie de profissão de fé simbolista. Reflita sobre as afirmações a seguir. I - O fragmento revela a preocupação do eu lírico pelas formas caracterizadas pela cor branca, pelas cintilações, pela vaguidade, pelo diáfano o pelo transparente. II - O fragmento apresenta uma construção apoiada na justaposição de frases nominais, com o intuito de descrever os objetos com clareza. III - O fragmento mostra alguns procedimentos estilísticos do Simbolismo, como, por exemplo, a musicalidade das palavras, o uso de reticências, o emprego de letras maiúsculas e a identificação do referente. Conforme se verifica, está correto o que se afirma a) apenas em I e II b) apenas em I e III c) apenas em II e III d) apenas em I e) em I, II e III Questão 15 (UFPA 2012) “CREPUSCULAR” Há no ambiente um murmúrio de queixume, De desejos de amor, dais comprimidos... Uma ternura esparsa de balidos, Sente-se esmorecer como um perfume. As madressilvas murcham nos silvados E o aroma que exalam pelo espaço, Tem delíquios de gozo e de cansaço, Nervosos, femininos, delicados. Sentem-se espasmos, agonias dave, Inapreensíveis, mínimas, serenas... Tenho entre as mãos as tuas mãos pequenas, O meu olhar no teu olhar suave. As tuas mãos tão brancas danemia... Os teus olhos tão meigos de tristeza... É este enlanguescer da natureza, Este vago sofrer do fim do dia. Camilo Pessanha é considerado o expoente máximo da poesia simbolista portuguesa. Os seus versos reúnem o que há de mais marcante nesse estilo de época por traduzirem sugestões, imagens visuais, sonoras e estados de alma, além de notória ausência de elementos que se detenham em descrição ou em referência objetiva. É correto afirmar que os versos do soneto “Crepuscular” transcritos nas opções, a seguir, traduzem as considerações postas nesses comentários, com exceção de: a) “Uma ternura esparsa de balidos,” b) “As madressilvas murcham nos silvados” c) “É este enlanguescer da natureza,” d) “Há no ambiente um murmúrio de queixume,” e) “Este vago sofrer do fim do dia.”