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Física Simétrico Pré-Universitário – Há 23 anos ensinando com excelência os estudantes cearenses – www.simétrico.com.br 261 Questão 11 a) Determine a gravidade na superfície de um planeta em função da sua densidade volumétrica d e do seu raio R. b) Se dois planetas tiverem raios iguais, sendo que um deles é de ferro e o outro é de madeira, na superfície de qual deles a gravidade será maior ? c) Se dois planetas forem feitos de ferro (densidades iguais), sendo que um deles tem o raio duas vezes maior que o outro, na superfície de qual deles a gravidade será maior ? Questão 12 Considere o planeta Cajúpiter cuja massa é 3 vezes maior que a massa da Terra, e cujo raio é duas vezes menor que o raio R da Terra. Qual a gravidade na superfície de cajúpiter em função da gravidade g terrestre ? Questão 13 Se o raio de um planeta dobrar mas a densidade volumétrica dele permanecer constante, a gravidade em sua superfície ficará quantas vezes maior ? Física Simétrico Pré-Universitário – Há 23 anos ensinando com excelência os estudantes cearenses – www.simétrico.com.br 262 Pensando em Casa Pensando em Casa Questão 01 (FMJ 2004) A força de atração do Sol sobre a Terra vale aproximadamente 3,6 1022 N. Se a distância entre a Terra e o sol fosse três vezes maior, qual seria a nova força de atração gravitacional ? a) 4,0 1021 N b) 3,6 1021 N c) 3,2 1021 N d) 2,5 1021 N e) 2,0 1021 N Questão 02 No Sistema Solar, o planeta Saturno tem massa cerca de 100 vezes maior do que a da Terra e descreve uma órbita, em torno do Sol, a uma distância média 10 vezes maior do que a distância média da Terra ao Sol (valores aproximados). A razão (FSat / FT ) entre a força gravitacional com que o Sol atrai Saturno e a força gravitacional com que o Sol atrai a Terra é de aproximadamente: a) 1000 b) 10 c) 1 d) 0,1 e) 0,001 Questão 03 Dois corpos de massas iguais a M cada um se atraem com uma força de 400 N quando distantes 1 metro um do outro. Qual será a nova força entre eles se passarmos metade da massa de um corpo para o outro e aumentarmos a distância entre eles para 2 metros ? a) 400 N b) 200 N c) 100 N d) 75 N e) 50 N A NASA, agência especial americana, fez recentemente uma parceira com a Faculdade Christus, FMJ e com o Simétrico para contratar médicos(as) cearenses para seu programa espacial. Vejam a seguir algumas questões da prova de seleção da NASA, realizada nas dependências do Simétrico, coordenadas pelo ilustre astronauta Ranaldo Armostrong : Questão 04 (FMJ/Christus/NASA 2012) De acordo com as leis de Kepler, existe uma relação entre o raio r de um planeta, sua altitude h e sua velocidade orbital v. Se a massa da Terra vale M, a massa desse satélite que orbita a Terra vale m, ajude as futuras qual das expressões abaixo fornece a velocidade orbital v do satélite: a) G.M v (r h) b) G.m v (r h) c) 3 G.m v (r h) d) 3 G.M v (r h) e) 3 2G.m v (r h) m M Terra satélite V h r Questão 05 (FMJ/Christus/NASA 2012) A figura ilustra dois satélites A e B, que estão em órbita em volta da Terra em órbitas circulares de mesmo raio. A massa do satélite A é maior que a massa do satélite B. Com relação ao módulo das velocidades VA e VB , e aos períodos TA e TB, pode-se afirmar que: a) VA < VB e TA = TB b) VA < VB e TA >TB c) VA = VB e TA = TB d) VA = VB e TA >TB e) VA > VB e TA >TB Questão 06 (FMJ/Christus/NASA 2012) De acordo com o resultado da questão anterior, marque V ou F para as sentenças abaixo: a) A rapidez de um satélite em torno de um planeta depende da massa m do satélite e do raio R do planeta; b) A rapidez do satélite NÃO depende da massa m do satélite. c) Quanto mais distante o satélite estiver do planeta, mais rápido ele se moverá; d) Todos os satélites que estiverem numa mesma órbita, ou seja, que estiverem a uma mesma altitude, estão necessariamente com uma mesma rapidez, independente de suas massas; e) É possível que existam 2 satélites de massas respectivamente iguais a 4 toneladas e 6 toneladas, todos numa orbitando a uma mesma altitude h = 30.000 km; f) É possível que existam dois satélites com velocidades diferentes orbitando em torno da Terra em uma mesma altitude. Questão 07 Para que um satélite seja geoestacionário, qual condição abaixo é incorreta: a) O satélite precisa ter a mesma velocidade linear v = .R de um ponto sobre o equador Terrestre; b) O satélite precisa ter período de rotação igual ao da Terra; c) O satélite precisa ter a mesma velocidade angular da Terra; Física Simétrico Pré-Universitário – Há 23 anos ensinando com excelência os estudantes cearenses – www.simétrico.com.br 263 d) Girar em torno da Terra com a mesma freqüência f de rotação da Terra; e) Ele precisa estar numa altitude própria (órbita própria) para satélites geoestacionários. Questão 08 (UNIFOR 2011.1) Os satélites artificiais são artefatos de larga utilização nos nossos dias. São usados nas telecomunicações, como bases para o funcionamento do GPS, como sensores de radiação, no geomonitoramento do desmatamento global e das plantações, para fins militares etc. Considere um satélite cuja altura em relação à superfície da Terra seja h. Se a massa da Terra é M, o raio da Terra é R e a constante de gravitação universal é G, o período (tempo necessário para uma volta completa em torno da Terra) deste satélite é: a) 3 GM T 2 (R h) b) 2(R h) T 4 GM c) 2(R h) T 2 GM d) 3(R h) T 4 GM e) 3(R h) T 2 GM Questão 09 (FMJ) Satélites utilizados para telecomunicações são colocados em órbitas geoestacionárias ao redor da Terra, ou seja, de tal forma que permaneçam sempre acima de um mesmo ponto da superfície da Terra. Considere algumas condições que poderiam corresponder a esses satélites: I. ter o mesmo período, de cerca de 24 horas II. ter aproximadamente a mesma massa III. estar aproximadamente à mesma altitude O conjunto de todas as condições, que satélites em órbita geoestacionária devem necessariamente obedecer, corresponde a: a) I e III b) I, e II c) II e III d) todas e) nenhuma delas Questão 10 A partir do resultado da 3ª questão de classe, elevando ao quadrado ambos os membros, chegamos a uma interessante relação conhecida como a 3ª lei de Kepler mostrada abaixo: 2 22 2 2 2 júpiter halleyterra marte vênus 3 3 3 3 3 solterra marte júpiter vênus halley 4 G.MR R R R R A figura ilustra dois planetas A e B que gravitam em órbitas circulares de raios 9R e R em torno do sol. A B sol a) Qual dos planetas tem maior velocidade angular ? b) Qual dos planetas tem maior velocidade linear ? c) A duração ano é maior em qual planeta ? d) Se o ano no planeta B valer 5 anos terrestres, o ano do planeta A equivalerá a quantos anos terrestres ? Questão 11 Se o raio de um planeta duplica, sem alterar a sua densidade, a gravidade nesse planeta fica quantas vezes maior ? Dica: Veja questão 11 de classe, letra a. Questão 12 Se A, B e C fossem planetas respectivamente feitos de ferro, isopor e isopor. Sobre a gravidade na superfície de cada um deles, pode-se afirmar que: ferro isopor isopor A B C a) gB > gA b) gB > gC c) gA > gC d) gC > gB e) gA > gC > gB Dica: Veja questão 11 de classe Questão 13 Considere o planeta Cajúpiter cuja massa é 2 vezes maior que a massa da Terra, e cujo raio é duas vezes menor que o raio R da Terra. Qual a gravidade na superfície de cajúpiter em função da gravidade g terrestre ? a) 2g b) 4g c) 8g d) 16 g e) 12 g Questão 14 Marque Verdadeiroou Falso com base nos seus conhecimentos sobre as marés lendo as páginas 265 e 266 da nossa apostila: a) Em Fortaleza, assim como no Japão, ocorrem duas marés altas e duas marés baixas, por dia, alternando aproximadamente a cada 6h; b) Sempre que for maré alta em Fortaleza, simultaneamente será maré alta no Japão; c) As marés altas em uma mesma cidade ocorrem a cada 12h, em média, assim como as marés baixas. d) A atração gravitacional extra exercida pelo sol sobre os oceanos terrestres é cerca de 2,5 vezes menor do que a atração exercida pela lua. Ainda assim, o sol também colabora para o efeito das marés, embora em menor escala. e) Na lua nova e na lua cheia, o sol e a lua encontram-se alinhados com a Terra. Nessas fases da lua, as marés altas são Física Simétrico Pré-Universitário – Há 23 anos ensinando com excelência os estudantes cearenses – www.simétrico.com.br 264 mais altas do que o normal. São as chamadas marés de sizígia, ou marés de águas vivas, como dizem os marujos. f) As marés são explicadas basicamente pela atração exercida pela Lua e pelo sol sobre os oceanos terrestres, aliada ao efeito centrífugo gerado pela rotação da Terra em torno do centro da Terra. Revisando as fases da lua Terra lua crescente lua minguante lua nova lua cheia SOL Questão 15 (CEFET 2008.2) Sabe-se que a atração gravitacional do Sol (S) e a da Lua (L) determinam o nível do mar (M) na superfície da Terra (T). As figuras ao lado tentam representar, fora de escala, as posições relativas do Sol, da Lua, da Terra e do mar. As representações corretas do nível do mar, durante a Lua cheia e a Lua nova, são, respectivamente: a) IV e II b) III e I c) IV e I d) III e II e) I e III Questão 16 As marés mais altas de cada mês (marés de Sizígia ou marés das águas vivas), ocorrem nas seguintes fases da lua: a) lua nova e quarto crescente b) lua cheia e quarto minguante c) lua minguante e lua nova d) lua crescente e lua minguante e) lua nova e lua cheia. Questão 17 (ITA 2003) Sabe-se que a atração gravitacional da lua sobre a camada de água é a principal responsável pelo aparecimento de marés oceânicas na Terra. A figura mostra a Terra, supostamente esférica, homogeneamente recoberta por uma camada de água. Nessas condições, considere as seguintes afirmativas: I. As massas de água próximas das regiões A e B experimentam marés altas simultaneamente; II. As massas de água próximas das regiões A e B experimentam marés opostas, isto é, quando A tem maré alta, B tem maré baixa e vice-versa; III. Durante o intervalo de tempo de um dia ocorrem duas marés altas e duas marés baixas. Então, está(ão) correta(s), apenas: a) a afirmativa I. b) a afirmativa II. c) a afirmativa III. d) as afirmativas I e II. e) as afirmativas I e III. Espelhos PlanosAula 10 Simétrico Pré-Universitário – Há 25 anos ensinando com excelência os estudantes cearenses – www.simétrico.com.br 01 - INTRODUÇÃO Espelhos Planos: é aquele em que a superfície refletora é plana. De maneira geral, os espelhos são feitos de uma superfície metálica bem polida. Comumente, usa-se uma placa de vidro onde é depositada uma camada bem fina de prata (ou alumínio) numa das fases – a outra é o espelho. LEIS DA REFLEXAO Duas leis regem a reflexão: 1a LEI: O raio incidente ( Ri ), a normal ( N ) e o raio refletido ( Rr ) estão contidos num mesmo plano (são coplanares). 2ª LEI: O ângulo de incidência ( i ) é congruente ao ângulo de reflexão ( r ) , isto é, i = r. Na figura 1: a reta ( N ) normal é perpendicular à superfície S. o ângulo ( i ) de incidência é formado por Ri e N . o ângulo ( r ) de reflexão é formado por N e Rr. A figura 2 representa esquematicamente a figura 1. A figura 3 representa o caso particular da incidência normal (i = 0º = r). Figura 1 Representação do espelho plano Figura 2 Incidência normal Figura 3 2 - IMAGEM DE UM OBJETO PONTUAL Uma fonte puntiforme A (primária ou secundária), colocada à frente de um espelho plano, forma (ou conjuga) uma imagem A’, que pode ser vista pelo observador, pois o raio refletido chega ao seu globo ocular. Figura 4 O observador vê a imagem A’ como se a fonte estivesse atrás do espelho. Isso ocorre porque o prolongamento do raio refletido Rr passa por A’ ( figura 4). Figura 5 Se o observador estiver em qualquer posição a, b ou c, verá a mesma imagem A’ pelo mesmo motivo. Note-se que qualquer que seja a posição do observador, os valores dos ângulos de incidência e reflexão mudam, mas sempre i = r (figura 5) Pela construção da figura 6, o triângulo AlB é congruente ao triângulo A’IB; então, os segmentos AB e A’B são congruentes. Isso quer dizer que o ponto objeto A e o ponto imagem A’ são simétricos em relação ao espelho. Atenção: Portanto, para se obter geometricamente a imagem de um objeto pontual, basta traçar por ele, perpendicularmente ao espelho, uma reta e marca simetricamente o ponto imagem. A figura 7 mostra a construção de três pontos imagem. Física Simétrico Pré-Universitário – Há 25 anos ensinando com excelência os estudantes cearenses – www.simétrico.com.br 266 Observação: O ponto imagem A’, quando à natureza, pode ser chamado de: ponto imagem virtual, ponto imagem real ou ponto imagem imprópria, dependendo dos tipos dos feixes luminosos incidentes e refletidos, em relação ao espelho: A’ é ponto imagem virtual. É obtido pela intersecção dos prolongamentos dos raios refletidos. São os casos de imagens obtidas em espelhos planos. O ponto A é chamado de ponto objeto real. A’ é ponto imagem real. É obtido pela intersecção efetiva dos próprios raios refletidos. Essa imagem é captável num anteparo. O ponto A é chamado de ponto objeto virtual. A’ é o “ponto” imagem impróprio. Não é obtido. A imagem não se forma (ou forma-se no infinito). O “ponto” A é chamado de ponto objeto impróprio (também no infinito). 3 - IMAGEM DE UM CORPO EXTENSO Sabendo-se que o corpo extenso é constituído de infinitos pontos, e que a imagem de cada ponto está igualmente distanciada em relação ao espelho, isto é, o ponto objeto e o ponto imagem são simétricos em relação ao mesmo, obtém-se a imagem de um corpo extenso, ponto por ponto. Retomando-se a figura 7 e ligando-se os pontos objetos A, B e C, ter-se-á um corpo extenso triangular. Procedendo-se da mesma forma com os pontos imagens A’, B’ e C’, ter-se-á obtido a imagem do triângulo, de natureza virtual. Atenção Observando a figura ao lado, nota-se que a imagem e o objeto são simétricos em relação ao espelho e de mesmo tamanho. Observação Diz-se que a imagem formada é DIREITA (ou DIRETA), pois não há inversão entre o “cima” e o “baixo”. Resumindo: Um espelho plano conjuga imagem virtual, direita, de mesmo tamanho do objeto e posicionada simetricamente ao objeto em relação ao plano do espelho. 4 - DESLOCAMENTO E VELOCIDADE DA IMAGEM Considere-se a figura a seguir onde um observador O que está parado tem diante de si um espelho vertical na posição 1. Suponha-se que, em um intervalo de tempo t, o espelho se desloque de xe (afastando-se de O) e passe a ocupar a posição 2, também vertical. A imagem, simultaneamente, então, passa de I1 para I2, deslocando-se de xi: Observa-se, pela figura, que: aula 91 opticanovo Anual 2015