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Apostila - Módulo 01

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PORTUGUÊS MÓDULO 01 SOLDADO COMBATENTE 
 
1 
Todas os exercícios da apostila que tiverem essa câmera , estão 
gravados em vídeo para você. Nossos professores resolveram as 
questões, comentando cada detalhe para te ajudar na hora de estudar. 
Muitas questões trazem dicas preciosas. Não deixe de assistir aos 
vídeos dentro da plataforma on-line do Perspectiva e bons estudos! 
 
AVISO: Alguns textos não foram colocados nesta apostila, por não serem 
obrigatórios para resolver os exercícios. Você vai conseguir responder 
essas questões lendo, com atenção, cada enunciado! 
 
Gêneros Textuais 
 
Gêneros Textuais 
 
Ao longo da história da humanidade, percebemos que existem diversas 
formas de comunicação, destacando-se a textual. Há muitas formas e 
maneiras de elaborar textos, o que implica que existem muitos gêneros 
textuais, os quais promovem uma interação entre os interlocutores 
(emissor e receptor) de determinado discurso. 
 
Dessa forma, salienta-se que cada tipo de gênero textual tem um objetivo 
e uma particularidade e, portanto, o entendimento de cada um deles é 
essencial. 
 
Narrativo 
 
O texto narrativo é aquele que conta uma história dentro de um 
delimitado tempo e espaço, e, por isso, possui um narrador e também 
personagens. Agora, vamos estudar mais detalhadamente cada um 
desses elementos. 
 
Estrutura da Narrativa 
 
Apresentação: Introdução – apresentação dos personagens, do local e 
do tempo em que se desenvolverá a trama. 
Desenvolvimento: Grande parte da história é desenvolvida com foco nas 
ações dos personagens. 
Clímax: Momento em que ocorre a mais alta tensão da narrativa. Alguns 
livros tratam como o momento mais emocionante da narrativa, mas isso 
pode variar de acordo com a subjetividade de cada leitor. 
Desfecho: Conclusão – parte final da narrativa, na qual a partir dos 
acontecimentos, os conflitos vão sendo desenvolvidos. 
 
Elementos do texto narrativo 
 
Foco narrativo 
Uma história pode ser narrada sob diferentes pontos de vista. O narrador 
pode fazer parte da trama e, assim, expor sua visão particular dos fatos, 
mas pode também estar de fora, apenas como um observador dos 
acontecimentos ou mesmo detentor de um conhecimento prévio acerca 
do enredo. É importante ressaltar que autor e narrador são seres 
distintos. 
 
Narrador personagem (onipresente) 
É um narrador em 1a pessoa, portanto, é um personagem da história. Ele 
não só relata os fatos, como também participa dos acontecimentos 
narrados. 
 
“Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no 
trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de 
chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da Lua e dos 
ministros, e acabou recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos 
pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que, como 
eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou 
para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso.” 
Trecho do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis. 
 
 
Narrador observador 
É um narrador em 3a pessoa que narra apenas o que vê, o que observa, 
isto é, não participa da história e nem tem conhecimento total dos fatos 
e personagens: 
“Em seguida, os homens caíram na gargalhada ao ver o garoto 
enfurecido, empunhando uma espada que mais parecia um brinquedo. 
Um deles segurou Abel pela túnica, de modo a deixá-lo imobilizado. Ainda 
assim, ele agitava a espada no ar, tentando atingir seu desafeto, o que 
só fez crescer o riso de todos.” 
Trecho do romance A lenda de Abelardo, de Dionisio Jacob. 
 
Narrador onisciente 
É um narrador em 3a pessoa, ou seja, ele não participa da história, mas 
tem total conhecimento dos fatos e dos personagens. 
 
“Clarissa fica ali parada com uma sensação de culpa, com as flores no 
braço, torcendo para que a estrela apareça de novo, constrangida com 
seu interesse. Ela não é dada a bajular celebridades, não mais do que a 
maioria das pessoas, mas não consegue evitar a atração exercida pela 
aura da fama — mais do que fama, imortalidade mesmo — [...]. Clarissa 
se deixa ficar parada ali [...]. Depois de alguns minutos (quase dez, 
embora deteste admiti-lo), parte de supetão, indignada, [...].” 
Trecho do romance As horas, de Michael Cunningham, tradução de Beth Vieira. 
 
Tipos de personagem 
 
As personagens são os participantes da história, quem age ou quem é 
afetado pelo enredo, podendo ser planas (sem complexidade, superficial 
e previsível) ou redondas (complexa, com profundidade e imprevisível). 
Assim, a personagem redonda ou esférica é muito semelhante a um ser 
real. Por exemplo, Capitu, personagem do livro Dom Casmurro (1899), de 
Machado de Assis (1839-1908), é uma personagem redonda, já que é 
complexa a ponto de, até os nossos dias, não sabermos se ela era 
inocente da traição ou dissimulada. 
 
Já como exemplo de personagens planas, podemos citar o vilão e o herói 
da série de livros infantil juvenil Harry Potter (1997-2007), de J. K. 
Rowling. Nessa obra, tanto Voldemort quanto Harry são previsíveis, pois 
se comportam da forma que um vilão e um herói comportam-se, pois 
representam a luta do bem contra o mal. Esse tipo de personagem é 
típico de narrativas de entretenimento, pois complexidade demais pode 
afastar leitores e leitoras que querem apenas “passar o tempo” e divertir-
se. 
 
Além dessas duas classificações, os personagens também podem ser 
classificados de acordo com a importância que eles têm no texto: 
 
Protagonista 
É o personagem principal da obra, em torno da qual a história é 
desenvolvida. É um herói (ou anti-herói) e, em alguns casos, pode existir 
um ou mais personagens desse tipo. 
 
Co-protagonista 
É o segundo personagem mais importante da obra. Possui uma relação 
próxima com o protagonista e o auxilia na busca de seus objetivos. Em 
alguns casos, também pode haver mais de um. 
 
Antagonista 
O antagonista se contrapõe ao protagonista, mas nem sempre está 
presente nas narrativas. Geralmente é o vilão da história e pode não ser 
uma pessoa, mas algo que dificulta os objetivos do protagonista, como 
um objeto, monstro, espírito, instituição, dentre outras. 
 
Oponente 
O oponente é o parceiro do antagonista, em uma relação similar à 
existente entre protagonista e co-protagonista. Pode ser um amigo, 
parente ou funcionário do antagonista principal. 
 
 
PORTUGUÊS MÓDULO 01 SOLDADO COMBATENTE 
 
 
2 
Coadjuvante/Secundário 
É um personagem que auxilia no desenvolvimento da trama, exercendo 
uma função que pode, ou não, estar relacionada com a história principal. 
A quantidade de sua aparição e sua importância pode variar conforme o 
enredo. 
 
Figurante 
O figurante não é fundamental para o enredo principal e tem o objetivo 
de ilustrar o ambiente. 
 
Em relação à sua existência, temos as seguintes classificações: 
Real ou histórico 
O personagem real ou histórico é alguém que existe ou que existiu. 
 
Fictício ou ficcional 
São personagens criados pela imaginação do autor, porém, em alguns 
casos, podem ser inspirados em pessoas reais. 
 
Real-ficcional 
O personagem é real, mas possui personalidade fictícia. 
 
Ficcional-ficcional 
São personagens totalmente ficcionais, com características possíveis 
apenas na ficção. 
 
Tempo 
O tempo se refere à duração das ações da narrativa e desenrolar dos 
fatos na história. Ele pode ser cronológico, quando se trata de 
acontecimentos marcados pelas horas, dias e anos, ou pode ser 
psicológico, quando se refere às lembranças e às vivências das 
personagens. 
 
Tempo cronológico 
Semelhante ao tempo do relógio, ou seja, regular. É indicado pelos 
segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos, enfim, o 
chamado tempo físico. Assim, passado, presente e a projeção do futuro 
são bem demarcados. Leia o trecho do conto A nova Califórnia (1910), 
de Lima Barreto (1881-1922): 
 
“Havia já anos que o químico vivia em Tubiacanga, quando, uma bela 
manhã, Bastos o viu entrar pela botica adentro. O prazer do farmacêutico 
foi imenso. O sábio não sedignara até aí visitar fosse quem fosse e, [...].” 
 
Tempo psicológico 
Não está relacionado ao espaço, mas ao interior da personagem, é 
o tempo do fluxo de consciência, ocorrido na mente da personagem, 
portanto, é relativo, possibilitando a indefinição das fronteiras entre 
presente, passado e futuro. Veja o trecho do romance A paixão segundo 
G.H. (1964), de Clarice Lispector (1920-1977): 
 
“Oh, meu amor desconhecido, lembra-te de que eu estava ali presa na 
mina desabada, e que a essa altura o quarto já se tornara de um familiar 
inexprimível, igual ao familiar verídico do sonho. E, como do sonho, o que 
não te posso reproduzir é a cor essencial de sua atmosfera. Como no 
sonho, a ‘lógica’ era outra, era uma que não faz sentido quando se acorda, 
pois a verdade maior do sonho se perde. 
Mas lembra-te que isso tudo acontecia eu acordada e imobilizada pela 
luz do dia, e a verdade um sonho estava se passando sem a anestesia da 
noite. Dorme comigo acordado e só assim poderás saber de meu sono 
grande e saberás o que é o deserto vivo. 
De súbito, ali sentada, um cansaço todo endurecido e sem nenhuma 
lassidão me tomara. Um pouco mais e ele me petrificaria.” 
 
Espaço 
 
É o lugar onde acontece a trama. A sua escolha pode ser aleatória, mas 
pode também estar diretamente associada às características da 
personagem. Na maioria das vezes, a escolha do espaço da narrativa 
pelo autor varia de acordo com o enredo. Observe que no romance Vidas 
secas (1938), de Graciliano Ramos (1892-1953), o espaço dessa 
narrativa, caracterizado pela seca, determina o caráter das personagens, 
que acabam assimilando, em suas personalidades, a brutalidade e 
sequidão do ambiente: 
 
“Era bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. 
Estava preso por isso? Como era? Então mete-se um homem na cadeia 
porque ele não sabe falar direito? Que mal fazia a brutalidade dele? Vivia 
trabalhando como um escravo. Desentupia o bebedouro, consertava as 
cercas, curava os animais — aproveitara um casco de fazenda sem valor. 
Tudo em ordem, podiam ver. Tinha culpa de ser bruto? Quem tinha 
culpa?” 
 
Tipos de discurso 
A transmissão ou referência que o narrador faz da fala ou do pensamento 
das personagens pode ocorrer de três diferentes maneiras. O discurso 
pode ser direto, indireto ou indireto livre. Os tipos de discurso tratam da 
participação, da fala da personagem dentro da narração. 
 
Discurso direto 
O discurso direto ocorre quando são os próprios personagens que falam. 
O narrador, interrompe a narrativa e dá espaço para que as falas sejam 
transcritas no texto. Esse tipo de discurso conta com a presença de 
alguns elementos básicos, como os dois-pontos, aspas ou travessão 
para marcar o início fala. Além disso, indica-se o interlocutor e sua fala 
é caracterizada por meio dos verbos de elocução, tais como: dizer, 
exclamar, perguntar, responder, pedir, concluir e gritar. Esses verbos 
traduzem os sentimentos, as emoções e as reações psicológicas das 
personagens. 
 
Exemplo: José Dias recusou, dizendo: É justo levar a saúde à casa de 
sapé do pobre. 
 
Discurso indireto 
No discurso indireto não há diálogo, a fala da personagem aparece por 
meio do narrador, quem transmite ao leitor o que disseram ou pensaram. 
Normalmente essa fala aparece dentro de uma oração subordinada 
substantiva (objetiva direta ou subjetiva). 
 
Exemplo: José Dias recusou, dizendo que era justo levar a saúde à casa 
de sapé do pobre. 
 
Discurso indireto livre 
 
O discurso indireto livre resulta da mistura dos discursos direto e 
indireto. É uma espécie de monólogo interior das personagens, mas 
expresso pelo narrador. A narrativa é interrompida para registrar e inserir 
reflexões ou pensamentos das personagens. A fala da personagem se 
insere no meio do discurso, dando a impressão de que se trata do 
pensamento do narrador, mas na verdade se trata do pensamento do 
personagem. Não há marcas linguísticas claras indicando a fala. Na 
maioria das provas, o discurso indireto livre vem pontuado por ponto de 
exclamação ou interrogação. 
 
Exemplo: José Dias recusou. Era justo levar a saúde à casa de sapé do 
pobre? 
 
Descritivo 
 
O texto descritivo que tem como principal função detalhar 
minuciosamente um determinado lugar, acontecimento, pessoa, objeto 
ou animal. O objetivo do autor é justamente transmitir as impressões, 
qualidades, sensações, características e observações sobre aquilo que 
está sendo detalhado. Nesse tipo de texto também são pontuados 
detalhes físicos, como altura, textura, peso, comprimento, dimensões, 
clima, função, como também aspectos psicológicos e comportamentais, 
como personalidade, caráter e humor. 
 
PORTUGUÊS MÓDULO 01 SOLDADO COMBATENTE 
 
3 
A linguagem desse tipo de texto será sempre dinâmica e clara, com uso 
também de figuras de linguagem, comparações e enumerações. A 
utilização de muitos substantivos, adjetivos e locuções adjetivas ajudam 
o leitor a ter uma ideia exata do que está sendo detalhado são alguns 
exemplos. Outra característica é o uso de verbos de estado, como ser, 
estar, permanecer, parecer, ficar, continuar, entre outros. 
 
As reportagens, biografias, listas de compras, relatos históricos ou sobre 
viagens, anúncios de classificados e currículo são exemplos de textos 
descritivos. 
 
Os textos descritivos podem ser divido em duas categorias. São elas: 
 
Descrição objetiva: descrição realista ou denotativa sobre algo. Não há a 
presença de juízo de valor. 
Descrição subjetiva: descrição que envolve as impressões pessoais do 
autor e, por isso, apresenta o sentido conotativo da linguagem. 
 
Em geral, podemos adotar a estrutura abaixo para elaborar ou identificar 
um texto descritivo: 
 
Introdução: apresentação sobre o que (ou quem) será descrito. 
Desenvolvimento: realização da descrição (objetiva ou subjetiva) de algo. 
Conclusão: término da descrição. 
 
Veja abaixo a Carta de Pero Vaz de Caminha, um relato de viagem, sendo, 
portanto, um exemplo de descrição: 
 
"Também andavam, entre eles, quatro ou cinco mulheres moças, nuas 
como eles, que não pareciam mal. Entre elas andava uma com uma coxa, 
do joelho até o quadril, e a nádega, toda tinta daquela tintura preta; e o 
resto, tudo da sua própria cor. Outra trazia ambos os joelhos, com as 
curvas assim tintas, e também os colos dos pés; e suas vergonhas tão 
nuas e com tanta inocência descobertas, que nisso não havia nenhuma 
vergonha. Também andava aí outra mulher moça com um menino ou 
menina ao colo, atado com um pano (não sei de quê) aos peitos, de modo 
que apenas as perninhas lhe apareciam. Mas as pernas da mãe e o resto 
não traziam pano algum." 
 
Injuntivo 
 
Também chamado de instrucional, está pautado na explicação e no 
método para a concretização de uma ação. Ele indica o procedimento 
para realizar algo, por exemplo, uma receita de bolo, bula de remédio, 
manual de instruções, editais e propagandas. 
Os verbos no imperativo são recorrentes nesse tipo de texto e visam, 
além da instrução, à persuasão do receptor, como no caso das 
propagandas. Ao desenvolver um texto injuntivo, o escritor tem um 
objetivo claro em mente e precisa ser certeiro para que sua mensagem 
seja recebida como o esperado. 
O texto injuntivo pode ser classificado em dois tipos: 
Texto injuntivo-instrucional: Quando o objetivo do interlocutor é instruir o 
receptor a fazer algo, sem a necessidade de convencê-lo. Exemplo: 
receitas e manuais de instrução. 
Texto injuntivo-prescritivo: Quando o objetivo do interlocutor é o de impor 
algo ao leitor, dar uma ordem, persuadi-lo a fazer ou adquirir algo. 
Exemplo: editais de concursos, contratos e leis. 
 
Dissertativo-Argumentativo 
 
O principal objetivo do texto dissertativo-argumentativo é convencer o 
leitor do seu ponto de vista. A persuasão é o principal ponto dessa 
categoria de textos dissertativos. Assim, o uso de argumentações e 
contra argumentações são fundamentais. 
 
Esse tipo de texto aparece em redações de concursos, artigo de opinião, 
carta argumentativa,editorial, resenha argumentativa, dentre outros. 
 
O texto argumentativo sempre se baseia em uma tese, ou seja, o ponto 
de vista central pelo qual se pretende convencer esse interlocutor. Essa 
tese deve ser apresentada, de maneira clara, logo de início e, depois, por 
meio de uma argumentação objetiva e de diversidade lexical, deve ser 
sustentada/defendida, com vistas ao mencionado convencimento. 
 
A estrutura geral de um texto argumentativo consiste de introdução, 
desenvolvimento e conclusão, nesta ordem. Cada uma dessas partes, por 
sua vez tem função distinta dentro da composição do texto: 
 
Introdução: é a parte do texto argumentativo em que apresentamos o 
assunto de que trataremos e a tese a ser desenvolvida a respeito desse 
assunto. 
 
Desenvolvimento: é a argumentação propriamente dita, correspondendo 
aos desdobramentos da tese apresentada. Essa é a parte mais 
importante do texto, por isso, comumente se desdobra em mais de um 
parágrafo. De modo geral, cada argumento corresponde a um parágrafo. 
 
Conclusão: a parte final do texto em que retomamos a tese central, agora 
já respaldada pelos argumentos desenvolvidos ao longo do texto. 
 
Confira o exemplo: 
 
“O governo gasta, todos os anos, bilhões de reais no tratamento das mais 
diversas doenças relacionadas ao tabagismo; os ganhos com os 
impostos nem de longe compensam o dinheiro gasto com essas 
doenças. Além disso, as empresas têm grandes prejuízos por causa de 
afastamentos de trabalhadores devido aos males causados pelo 
fumo. Portanto, é mister que sejam proibidas quaisquer propagandas de 
cigarros em todos os meios de comunicação.” 
 
Expositivo 
 
Os textos expositivos visam, assim como o próprio nome já expõe, à 
exposição de determinada ideia, por meio de recursos como: definição, 
conceituação, informação, descrição e comparação. Dessa forma, 
percebe-se um viés objetivo no texto, ou seja, tendo, na maioria dos 
casos, escassos pontos de subjetividade. 
 
Os casos mais comuns do gênero expositivo são ligados a artigos e 
trabalhos científicos, seminários, palestras, conferências, entrevistas e 
enciclopédias. 
 
Você sabe a diferença entre o texto literário e não literário? 
 
O texto literário busca a criatividade, ou seja, propõe uma nova maneira 
de ver o mundo sem estar apegado necessariamente à realidade que nos 
limita. Por isso, esse tipo de texto tem um cuidado maior com a seleção 
lexical. Ele expressa o pensamento do autor de forma reflexiva e não 
necessariamente de acordo com a realidade. Exemplos: contos, 
romances, poemas. 
 
Já o texto não-literário tem como o objetivo maior passar ao leitor 
informações. Portanto, o autor deve ser imparcial e objetivo no jeito de 
escrever, oferecendo apenas uma interpretação daquilo que está sendo 
dito. A subjetividade e o ponto de vista do escritor não possuem espaço 
nesse tipo de texto. Exemplos: notícias e livros didáticos). 
 
Gêneros Literários 
 
Os três gêneros clássicos que abordaremos em seguida foram 
organizados há muito tempo atrás. Aristóteles, no seu livro A poética, foi 
quem ressaltou que existiam basicamente três gêneros literários. 
Observe e entenda um pouco mais sobre cada um deles: 
 
 
 
PORTUGUÊS MÓDULO 01 SOLDADO COMBATENTE 
 
 
4 
Lírico 
A lírica clássica pode ser hoje comparada com a poesia. Nos textos 
desse gênero há uma forte marca subjetiva, pois os sentimentos e 
emoções dos poetas são a base das produções. Neles há a 
predominância de pronomes e verbos na 1ª pessoa, além da exploração 
da musicalidade das palavras. 
“O amor agita meu espírito 
como se fosse o vendaval 
a desabar sobre os carvalhos” 
Safo de Lesbos 
 
No gênero lírico, o eu lírico será a voz do poema. É importante termos 
atenção para não confundir autor com eu lírico. Ao longo desse tipo de 
texto, o eu lírico irá exteriorizar as suas emoções e sentimentos. 
 
Abaixo, você poderá entender melhor sobre a estrutura dos poemas: 
 
Versos 
Cada uma das linhas de um poema é chamada de verso. De tal modo, a 
poesia é formada por uma quantidade de versos, que apresentam ou não 
rimas, os quais são agrupados em estrofes. Assim: 
 
“De tudo, ao meu amor serei atento” à 1º verso 
“E rir meu riso e derramar meu pranto” à 7º verso 
 
Os versos são classificados de acordo com o número de sílabas 
poéticas ou métricas que eles contêm. Veja abaixo as classificações que 
mais aparecem: 
 
Monossílabo: uma sílaba poética 
Redondilha menor: cinco sílabas poéticas 
Redondilha maior: sete sílabas poéticas 
Decassílabo ou heroico: dez sílabas poéticas 
Dodecassílabo ou Alexandrino: doze sílabas poéticas 
Verso Bárbaro: verso com mais de doze sílabas poéticas 
 
É importante ressaltar também os versos livres, que são aqueles que não 
possuem qualquer tipo de métrica. 
 
Estrofes 
A estrofe representa a união de versos que compõem os poemas e 
segundo sua estrutura. Cada um dos blocos de versos é chamado 
de estrofe. Observe o exemplo abaixo retirado de um poema: 
 
1ª estrofe: “De tudo, ao meu amor serei atento / Antes, e com tal zelo, e 
sempre, e tanto / Que mesmo em face do maior encanto / Dele se encante 
mais meu pensamento.” 
2ª estrofe: “Quero vivê-lo em cada vão momento / E em seu louvor hei de 
espalhar meu canto / E rir meu riso e derramar meu canto / Ao seu pesar 
ou seu contentamento.” 
 
As estrofes serão classificadas em: 
Monóstico: estrofe de 1 verso 
Terceto: estrofe de 3 versos 
Quarteto ou Quadra: estrofe de 4 versos 
Décima: estrofe de 10 versos 
Irregulares: estrofe com mais de 10 versos. 
 
Uma forma fixa que costuma aparecer bastante nos poemas é o soneto. 
O soneto possui dois quartetos e dois tercetos em sua estrutura. 
 
Rimas 
Rima é o nome que se dá à igualdade de sons nas sílabas poéticas. A 
rima é um recurso literário que designa a aproximação sonora entre duas 
palavras que compõem o verso, oferecendo mais musicalidade à poesia. 
De acordo com o tipo de rima utilizada elas são classificadas em: 
 
 
Alternadas ou cruzadas 
 
Esquema ABAB, quando se alternam – o primeiro verso rima com o 
terceiro; o segundo rima com o quarto. Se formam entre versos pares e 
os versos ímpares: 
Na névoa da manhã, tranquila e suave (A) 
Vieste do fundo incerto do passado; (B) 
Ainda tinhas o mesmo passo da ave (A) 
E o mesmo olhar magoado... (B) 
[...] 
(Ronald de Carvalho, “Romance”) 
 
Emparelhadas ou paralelas 
Esquema AABB, quando o primeiro verso rima com o segundo, o terceiro 
rima com o quarto, o quinto rima com o sexto e assim sucessivamente. 
Veja um exemplo: 
 
Filho meu, de nome escrito (A) 
Da minh’alma no Infinito. (A) 
Escrito a estrelas e sangue (B) 
No farol da lua langue... (B) 
Das tuas asas serenas (C) 
Faz manto para estas penas. (C) 
[...] 
(Cruz e Sousa, “Recolta de Estrelas”) 
 
Opostas ou interpolada 
Esquema ABBA, quando as rimas se opõem – o primeiro verso rima com 
o quarto; o segundo rima com o terceiro: 
De tudo, ao meu amor serei atento (A) 
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto (B) 
Que mesmo em face do maior encanto (B) 
Dele se encante mais meu pensamento (A) 
(Vinicius de Moraes) 
 
Versos brancos 
Quando o poema não possui rimas. Por exemplo: 
[...] 
Uma flor nasceu na rua! 
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego. 
Uma flor ainda desbotada 
ilude a polícia, rompe o asfalto. 
Façam completo silêncio, paralisem os negócios, 
garanto que uma flor nasceu. 
[...] 
(Carlos Drummond de Andrade, “A Flor e a Náusea”) 
 
Épico ou Narrativo 
No gênero épico ou narrativo há a presença de um narrador, responsável 
por contar uma história, e de personagens, que atuam em um 
determinado espaço e tempo. Assim, esse gênero refere-se aos textos 
que contam uma história. Para isso, é necessário um narrador ou 
narradora, personagem, enredo, tempo e espaço. O narrador pode ser 
onisciente, observador ou personagem da narrativa, que pode conter um 
discurso direto, indireto ou indireto livre. Esses elementos serão 
estudados mais a frente. 
 
Exemplos: novela, contos, crônicas. 
 
Dramático 
O gênero dramático éconhecido popularmente como o gênero do teatro. 
Ele designa os textos literários feitos para serem representados no 
palco. Sua origem, que remonta à Grécia Antiga, liga-se às festas 
religiosas em homenagem ao deus Dionísio (Baco). 
 
Ao longo dos séculos, esse gênero desprendeu-se da ligação com a 
religiosidade e foi incorporando as marcas de seu tempo e as 
características dos momentos literários em que foi produzido, sendo, 
ainda, produzido, lido e encenado. Assim, o texto teatral possui 
PORTUGUÊS MÓDULO 01 SOLDADO COMBATENTE 
 
5 
características peculiares e se distancia de outros tipos de texto pela 
principal função que lhe é atribuída: a encenação. São, portanto, peças 
de teatro escritas por dramaturgos e dirigidos por produtores teatrais. 
Pelo fato de ser encenado, a linguagem corporal e gestual será de 
extrema importância. 
 
Elementos do texto dramático 
Tempo: o tempo teatral é classificado em "tempo real" (que indica o da 
representação), "tempo dramático" (quando acontece os fatos narrados) 
e o "tempo da escrita" (indica quando foi produzida a obra). 
Espaço: o chamado “espaço cênico” determina o local em que será 
apresentado a história. Já o “espaço dramático” corresponde ao local em 
que serão desenvolvidas as ações dos personagens. 
Personagens: segundo a importância, os personagens dos textos teatrais 
são classificados em: personagens principais (protagonistas), 
personagens secundários e figurantes. 
 
Protagonista: personagem central da ação dramática. 
Antagonista: personagem que se opõe ao protagonista. 
Coro: conjunto de atores que comentam a ação ao longo da peça. 
 
Estrutura Dramática 
Um texto dramático está dividido, quanto a sua estrutura externa 
em atos e cenas. 
Ato: parte de uma peça de teatro que corresponde a um ciclo de ação 
num determinado espaço e que é separada das outras por um intervalo 
(muda-se de ato quando se muda de cenário). 
Cena: momento da ação em que os atores estão a representar (muda-se 
de cena quando existe alguma entrada ou saída de personagens). 
 
Nesse momento, podemos dar destaque as rubricas, indicações cênicas 
que auxiliam a representação e também podem aparecer na descrição do 
espaço e/ou da situação antes de cada ato. 
 
Quanto a sua estrutura interna básica, você deve entender: 
Apresentação: faz-se a exposição, tanto dos personagens, quanto da 
ação a ser desenvolvida. 
Conflito: o momento em que surge as aventuras da ação dramática. 
Desenlace: Momento de conclusão, encerramento ou desfecho da ação 
dramática. 
 
O texto dramático é constituído pelas falas ou réplicas das personagens, 
que são apresentadas em discurso direto, na forma de: 
 
Diálogo: as personagens falam umas com as outras 
Monólogo: uma personagem fala consigo mesma 
Aparte: uma personagem faz um comentário para os espetadores 
 
O texto dramático pode conter ainda indicações cénicas (ou didascálias) 
que fornecem informações sobre o cenário, a luz, o som, o tempo e o 
espaço da ação, os adereços, os figurinos, os gestos, as atitudes, o tom 
de voz, os movimentos e as características físicas e psicológicas das 
personagens. 
 
Variação Linguística 
 
“Nenhuma língua permanece a mesma em todo o seu domínio e, ainda 
num só local, apresenta um sem-número de diferenciações […] Mas essas 
variedades de ordem geográfica, de ordem social e até individual, pois 
cada um procura utilizar o sistema idiomático da forma que melhor lhe 
exprime o gosto e o pensamento, não prejudicam a unidade superior da 
língua, nem a consciência que têm os que a falam diversamente de se 
servirem de um mesmo instrumento de comunicação, de manifestação e 
de emoção.” 
Professor e gramático Celso Cunha 
 
Primeiramente, para entendermos um pouco mais sobre variação 
linguística, precisamos admitir a língua como um sistema mutável. 
Observamos diferenças na fala que se relacionam à idade, à região do 
país, à cultura e até mesmo ao estilo. A variação linguística é um 
fenômeno decorrente dessa característica. A língua pode ser 
compreendida por intermédio das variações históricas e regionais. As 
variações acontecem porque o princípio fundamental da língua é a 
comunicação, então é compreensível que seus falantes façam rearranjos 
de acordo com suas necessidades comunicativas. 
Por exemplo, em um mesmo país, com um único idioma oficial, a língua 
pode sofrer diversas alterações feitas por seus falantes. O português que 
é falado no Nordeste do Brasil, por exemplo, pode ser diferente do 
português falado no Sul do país. 
Temos que ter bastante cuidado e atenção com esse tema. Quando 
tratamos as variações como erro, incorremos no preconceito linguístico 
que associa, erroneamente, a língua ao status. O português falado em 
algumas cidades do interior do Nordeste, por exemplo, pode ganhar o 
estigma pejorativo de incorreto ou inculto, mas, na verdade, essas 
diferenças são justamente o que enriquecem a nossa língua portuguesa. 
 
Diastrática 
São as variedades linguísticas que dependem dos grupos sociais em que 
ele se insere, ou seja, das pessoas com quem ele convive. São as 
variedades típicas de grandes centros urbanos, já que as pessoas 
dividem-se em grupos em razão de interesses comuns, como profissão, 
classe social, nível de escolaridade, esporte, tribos urbanas, idade, 
gênero, sexualidade, religião etc. Para gerarem sentimento de 
pertencimento e de identidade, os grupos desenvolvem características 
próprias, que vão desde a vestimenta até a linguagem. 
As gírias – palavras ou expressões informais, efêmeras e normalmente 
ligadas ao público jovem – estão relacionadas a este tipo de variação 
linguística. Além delas, encontramos também os jargões, que são 
palavras ou expressões típicas de determinados ambientes 
profissionais, logo, possuem relação com o grupo de convívio social. 
 
Diatópica 
A variação diatópica é a variação regional, ou seja, se relaciona com o 
lugar onde o falante reside. Em um país com dimensões continentais 
como o Brasil, elas são extremamente ricas. Essas variantes são 
percebidas por dois fatores: 
Sotaque: fenômeno fonético (fonológico) em que pessoas de uma 
determinada região pronunciam certas palavras ou fonemas de forma 
particular. Exemplo: a forma como os paranaenses pronunciam o R ou os 
cariocas pronunciam o S. 
Regionalismo: fenômeno ligado ao léxico (vocabulário) que consiste na 
existência de palavras ou expressões típicas de determinada região. 
Exemplo: em Goiás, por exemplo, normalmente se diz “mandioca”; no Sul, 
“aipim”; no Nordeste, “macaxeira”. 
 
Diacrônica 
A variação diacrônica trata daquelas palavras ou expressões que eram 
muito usadas, mas, com o passar do tempo, caíram em desuso. Essa 
variação deixa claro como a língua varia de acordo com o período 
histórico. Por exemplo, a palavra "você"sofreu várias modificações ao 
longo do tempo, antes era “vosmecê” e hoje pode ser até "vc”, quando 
entramos no contexto das redes sociais. 
 
Diafásica 
 
São as variedades linguísticas que surgem de acordo com o contexto 
comunicacional. O nível de linguagem varia de acordo com o estilo 
exigido pelo texto ou pela situação comunicativa, ou seja, a ocasião é 
que será determinante para a escolha do modo de falar. Nesse caso, o 
vocabulário escolhido e também a formalidade – linguagem culta/formal 
ou coloquial/informal – podem variar. 
A crônica, por exemplo, é um texto cujo estilo exige uso de linguagem 
coloquial; a dissertação, por sua vez, exige do redator um estilo de escrita 
mais formal. Portanto, cabe ao falante ou redator dominar as diferentes 
variantes a fim de adequá-las à situação e ao estilo exigido pelo texto. 
 
 
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6 
Exercícios 
 
1. Texto 1 
Piratininga virou São Paulo: o colégio é hoje uma metrópole 
Os padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega subiram a Serra 
do Mar, nos idos de 1553, a fim de buscar um local seguro para se instalar 
e catequizar os índios. Ao atingir o planalto de Piratininga, encontraram o 
ponto ideal. Tinha “aresfrios e temperados como os de Espanha” e “uma 
terra mui sadia, fresca e de boas águas”. Os religiosos construíram um 
colégio numa pequena colina, próxima aos rios Tamanduateí e 
Anhangabaú, onde celebraram uma missa. Era o dia 25 de janeiro de 1554, 
data que marca o aniversário de São Paulo. Quase cinco séculos depois, 
o povoado de Piratininga se transformou numa cidade de 11 milhões de 
habitantes. Daqueles tempos, restam apenas as fundações da construção 
feita pelos padres e índios no Pateo do Collegio. 
Piratininga demorou 157 anos para se tornar uma cidade chamada São 
Paulo, decisão ratificada pelo rei de Portugal. Nessa época, São Paulo 
ainda era o ponto de partida das bandeiras, expedições que cortavam o 
interior do Brasil. Tinham como objetivos a busca de minerais preciosos e 
o aprisionamento de índios para trabalhar como escravos nas minas e 
lavouras. 
(Disponível em http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/a-cidade-de-sao-paulo) 
 
Texto 2 
Soneto sentimental à cidade de São Paulo 
Ó cidade tão lírica e tão fria! 
Mercenária, que importa - basta! - importa 
Que à noite, quando te repousas morta 
Lenta e cruel te envolve uma agonia 
 
Não te amo à luz plácida do dia 
Amo-te quando a neblina te transporta 
Nesse momento, amante, abres-me a porta 
E eu te possuo nua e fugidia. 
 
Sinto como a tua íris fosforeja 
Entre um poema, um riso e uma cerveja 
E que mal há se o lar onde se espera 
 
Traz saudade de alguma Baviera 
Se a poesia é tua, e em cada mesa 
Há um pecador morrendo de beleza? 
(Vinícius de Moraes) 
 
Sobre os textos, é correto afirmar, exceto: 
 
Opção 1) O primeiro texto explora a linguagem não literária, 
caracterizada pelo uso da função referencial, que preza pela objetividade 
e imparcialidade da informação. 
Opção 2) O segundo texto explora a linguagem literária, na qual 
podemos observar o emprego de recursos estilísticos e expressivos. 
Predominância da função poética da linguagem. 
Opção 3) As notícias, artigos jornalísticos, textos didáticos, verbetes de 
dicionários e enciclopédias, anúncios publicitários e textos científicos 
são exemplos da linguagem não literária. 
Opção 4) Os textos literários apresentam uma preocupação com o 
objeto linguístico. Suas características são bem delimitadas, como o uso 
da objetividade, a transparência e o compromisso em informar o leitor. 
 
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA 
 
2. Considerando o registro linguístico presente nos exemplos abaixo 
contidos nos textos I, II e III, assinale a alternativa correta: 
 
Opção 1) A variante culta predomina no seguinte trecho do texto III, 15° 
parágrafo: “Assim, fim de papo. Agarrou a águia e enfiou dentro de um 
saco. 
Opção 2) No seguinte trecho do texto I, 6o parágrafo: “... a instituição 
observou in loco o método aplicado...” ocorre a variante padrão, com 
predominância de termos científicos. 
Opção 3) No trecho do texto III, 13° parágrafo: “Me dá tonteira...", há a 
presença da variante coloquial. 
Opção 4) A ocorrência de siglas como Pisa e OCDE revelam um uso da 
variante coloquial nos textos I e II. 
 
3. No texto 1, nos períodos ”(…) um alemão forte pra cachorro 
levantou e gritou que não via homem pra ele ali dentro.” - linhas 06 a 08 - 
e ” Até que, lá do canto do café, levantou-se um brasileiro magrinho, cheio 
de picardia, para perguntar, como os outros:” - linhas 27 a 29 - observa-
se um tipo de variação linguística muito comum em crônicas e que pode 
ser definida como: 
 
Opção 1) variação temporal. 
Opção 2) variação histórica. 
Opção 3) linguagem informal. 
Opção 4) linguagem culta. 
Opção 5) variações diatópicas. 
 
4. Leia as assertivas abaixo e, ao final, responda o que se pede. 
 
I. A variação linguística é um interessante aspecto da língua portuguesa 
e pode ser compreendida por meio das influências históricas e regionais 
sobre os falares. 
II. A língua é um sistema que não admite nenhum tipo de variação 
linguística, sob pena de empobrecimento do léxico. 
III. O tipo de linguagem do texto compromete o seu entendimento ao 
leitor. 
 
Marque a alternativa CORRETA. 
Opção 1) Apenas a assertiva II, está correta. 
Opção 2) Apenas a assertiva I, está correta. 
Opção 3) Apenas a assertiva III, está correta. 
Opção 4) Todas as assertivas estão corretas. 
 
5. 
Texto Eloquência Singular 
 
'Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou: 
— Senhor Presidente: não sou daqueles que... 
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. 
No entanto, podia perfeitamente ser o singular: 
— Não sou daqueles que... 
Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era 
preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem - que recusa 
? -, ele facilmente caía nelas, e era logo massacrado com um aparte. Não 
sou daqueles que ... Resolveu ganhar tempo: 
— ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades, 
como representante do povo nesta Casa, não sou... 
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado em 
plural ? Era um desses casos que os gramáticas registram nas suas 
questiúnculas de português: ia para o singular, não tinha dúvida. 
Idiotismo de linguagem, devia ser. 
...daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o 
Brasil atravessa... 
Safara-se porque nem se lembrava do verbo que pretendia usar: 
— Não sou daqueles que... 
Daqueles que o quê? Qualquer coisa, contanto que atravessasse de uma 
vez essa traiçoeira pinguela gramatical em que sua oratória 
lamentavelmente se havia metido logo de saída. Mas a concordância? 
Qualquer verbo servia, desde que conjugado corretamente, no singular. 
Ou no plural: 
— Não sou daqueles que, dizia eu - e é bom que se repita sempre, senhor 
Presidente, para que possamos ser dignos da confiança em nós 
depositada... 
Intercalava orações e mais orações, voltando sempre ao ponto de 
partida, incapaz de se definir por esta ou aquela concordância. Ambas 
PORTUGUÊS MÓDULO 01 SOLDADO COMBATENTE 
 
7 
com aparência castiça. Ambas legítimas. Ambas gramaticalmente 
lídimas, segundo o vernáculo: 
— Neste momento tão grave para os destinos da nossa nacionalidade. 
Ambas legítimas? Não, não podia ser. Sabia bem que a expressão 
"daqueles que" era coisa já estudada e decidida por tudo quanto é 
gramaticóide por aí, qualquer um sabia que levava sempre o verbo ao 
plural: 
— ...não sou daqueles que, conforme afirmava... 
Ou ao singular? Há exceções, e aquela bem podia ser uma delas. 
Daqueles que. Não sou UM daqueles que. Um que recusa, daqueles que 
recusam. Ah! o verbo era recusar: 
— Senhor Presidente. Meus nobres colegas. 
A concordância que fosse para o diabo. Intercalou mais uma oração e foi 
em frente com bravura, disposto a tudo, afirmando não ser daqueles 
que... 
— Como? 
Acolheu a interrupção com um suspiro de alívio: 
— Não ouvi bem o aparte do nobre deputado. 
Silêncio. Ninguém dera aparte nenhum. 
— Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que não ouvi 
bem — e apontava, agoniado, um dos deputados mais próximos. 
— Eu ? Mas eu não disse nada... 
— Terei o maior prazer em responder ao aparte do nobre colega. Qualquer 
aparte. 
O silêncio continuava. Interessados, os demais deputados se agrupavam 
em torno do orador, aguardando o desfecho daquela agonia, que agora 
já era, como no verso de Bilac ***, a agonia do herói e a agonia da tarde. 
— Que é que você acha ? — cochichou um. 
— Acho que vai para o singular. 
— Pois eu não: para o plural, é lógico. 
O orador prosseguia na sua luta: 
— Como afirmava no começo de meu discurso, senhor Presidente... 
Tirou o lenço do bolso e enxugou o suor da testa. Vontade de aproveitar-
se do gesto e pedir ajuda ao próprio Presidente da mesa: por favor, apura 
aí pra mim, como é que é, me tira desta... 
— Quero comunicar ao nobre orador que o seu tempo se acha esgotado. 
— Apenas algumas palavras, senhor Presidente, para terminar o meu 
discurso: e antes de terminar, quero deixar bem claro que, a esta altura 
de minha existência depois de mais de vinte anos de vida pública... 
E entrava pornovos desvios: 
— Muito embora... sabendo perfeitamente... os imperativos de minha 
consciência cívica... senhor Presidente e o declaro peremptoriamente... 
não sou daqueles que... 
O Presidente voltou a adverti-lo que seu tempo se esgotara. Não havia 
mais por onde fugir: 
— Senhor Presidente, meus nobres colegas! 
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou: 
— Em suma: não sou daqueles. Tenho dito. 
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam: 
— Muito bem! Muito bem! 
O orador foi vivamente cumprimentado.' 
Fernando Sabino 
 
Assinale a alternativa que apresente o correto enquadramento do gênero 
e subgênero do texto II. 
Opção 1) narrativo – epopeia 
Opção 2) lírico – ode 
Opção 3) dramático – auto 
Opção 4) narrativo – crônica 
Opção 5) narrativo – conto 
 
6. Passeio à Infância 
 
Primeiro vamos lá embaixo no córrego; pegaremos dois pequenos carás 
dourados. E como faz calor, veja, os lagostins saem da toca. Quer ir de 
batelão, na ilha, comer ingás? Ou vamos ficar bestando nessa areia onde 
o sol dourado atravessa a água rasa? Não catemos pedrinhas redondas 
para atiradeira, porque é urgente subir no morro; os sanhaços estão 
bicando os cajus maduros. É janeiro, grande mês de janeiro! 
 
Podemos cortar folhas de pita, ir para o outro lado do morro e descer 
escorregando no capim até a beira do açude. Com dois paus de pita, 
faremos uma balsa, e, como o carnaval é no mês que vem, vamos 
apanhar tabatinga para fazer formas de máscaras. Ou então vamos jogar 
bola-preta: do outro lado do jardim tem um pé de saboneteira. 
 
Se quiser, vamos. Converta-se, bela mulher estranha, numa simples 
menina de pernas magras e vamos passear nessa infância de uma terra 
longe. É verdade que jamais comeu angu de fundo de panela? 
 
Bem pouca coisa eu sei: mas tudo que sei lhe ensino. Estaremos debaixo 
da goiabeira; eu cortarei uma forquilha com o canivete. Mas não consigo 
imaginá-la assim; talvez se na praia ainda houver pitangueiras... Havia 
pitangueiras na praia? Tenho uma ideia vaga de pitangueiras junto à 
praia. Iremos catar conchas cor-de-rosa e búzios crespos, ou armar o 
alçapão junto do brejo para pegar papa-capim. Quer? Agora devem ser 
três horas da tarde, as galinhas lá fora estão cacarejando de sono, você 
gosta de fruta-pão assada com manteiga? Eu lhe dou aipim ainda quente 
com melado. Talvez você fosse como aquela menina rica, de fora, que 
achou horrível nosso pobre doce de abóbora e coco. 
 
Mas eu a levarei para a beira do ribeirão, na sombra fria do bambual; ali 
pescarei piaus. Há rolinhas. Ou então ir descendo o rio numa canoa bem 
devagar e de repente dar um galope na correnteza, passando rente às 
pedras, como se a canoa fosse um cavalo solto. Ou nadar mar afora até 
não poder mais e depois virar e ficar olhando as nuvens brancas. Bem 
pouca coisa eu sei; os outros meninos riram de mim porque cortei uma 
iba de assa-peixe. Lembro-me que vi o ladrão morrer afogado com os 
soldados de canoa dando tiros, e havia uma mulher do outro lado do rio 
gritando. 
 
Mas como eu poderia, mulher estranha, convertê-la em menina para subir 
comigo pela capoeira? Uma vez vi uma urutu junto de um tronco 
queimado; e me lembro de muitas meninas. Tinha uma que era para mim 
uma adoração. Ah, paixão da infância, paixão que não amarga. Assim eu 
queria gostar de você, mulher estranha que ora venho conhecer, homem 
maduro. Homem maduro, ido e vivido; mas quando a olhei, você estava 
distraída, meus olhos eram outra vez os encantados olhos daquele 
menino feio do segundo ano primário que quase não tinha coragem de 
olhar a menina um pouco mais alta da ponta direita do banco. 
 
Adoração de infância. Ao menos você conhece um passarinho chamado 
saíra? E um passarinho miúdo: imagine uma saíra grande que de súbito 
aparecesse a um menino que só tivesse visto coleiros e curiós, ou pobres 
cambaxirras. Imagine um arco-íris visto na mais remota infância, sobre 
os morros e o rio. O menino da roça que pela primeira vez vê as algas do 
mar se balançando sob a onda clara, junto da pedra. 
 
Ardente da mais pura paixão de beleza é a adoração da infância. Na 
minha adolescência você seria uma tortura. Quero levá-la para a 
meninice. Bem pouca coisa eu sei; uma vez na fazenda riram: ele não 
sabe nem passar um barbicacho! Mas o que sei lhe ensino; são pequenas 
coisas do mato e da água, são humildes coisas, e você é tão bela e 
estranha! Inutilmente tento convertê-la em menina de pernas magras, o 
joelho ralado, um pouco de lama seca do brejo no meio dos dedos dos 
pés. 
 
Linda como a areia que a onda ondeou. Saíra grande! Na adolescência 
me torturaria; mas sou um homem maduro. Ainda assim às vezes é como 
um bando de sanhaços bicando os cajus de meu cajueiro, um cardume 
de peixes dourados avançando, saltando ao sol, na piracema; um 
bambual com sombra fria, onde ouvi silvo de cobra, e eu quisera tanto 
dormir. Tanto dormir! Preciso de um sossego de beira de rio, com 
remanso, com cigarras. Mas você é como se houvesse demasiadas 
cigarras cantando numa pobre tarde de homem. 
Julho, 1945 
Crônica extraída do livro “200 crônicas escolhidas”, de Rubem Braga. 
 
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8 
A crônica Passeio à Infância, de Rubem Braga, é um texto: 
Opção 1) que apresenta, simultaneamente, elementos narrativos e 
descritivos 
Opção 2) predominantemente descritivo, com vocabulário regional 
variado, linguagem objetiva e, por vezes, irônica. 
Opção 3) de caráter narrativo, apresentando contrastes de sentimentos 
e uma reflexão sobre os problemas da vida rural. 
Opção 4) descritivo, apresentando marcas de subjetividade para 
contrastar com o mundo em que vivemos. 
Opção 5) predominantemente narrativo, em primeira pessoa, fazendo 
uso da fauna e da flora para retratar problemas sociais e cotidianos da 
vida no campo. 
 
7. O MEDO QUE DIVIDE OS DOIS BRASIS 
 
A primeira reação à estridência em torno do banditismo é o medo. Do 
medo à defesa pessoal o passo é pequeno. E da defesa vai-se aos 
exageros de segurança – aos condomínios fechados e guaritas, às 
cancelas, aos guarda-costas e carros blindados. E dos exageros ao 
delírio de ter medo de todos os desconhecidos. 
 
Claro está que o problema da criminalidade nas metrópoles existe, é 
grave. Que em algumas cidades a polícia se misturou com a bandidagem. 
Que o medo tem razão de ser. O que não se explica é como será o país 
que se pretende construir, no qual se quer viver, se uma parte expressiva 
da população se cerca e constrói muros cada vez mais altos para se 
defender de uma outra categoria de brasileiros que considera 
ameaçadora. Não existe país viável baseado na exclusão de uma 
categoria de cidadãos. [...] A segregação e a exclusão não podem ser as 
vigas mestras para fazer uma civilização democrática. 
 
As metrópoles brasileiras não irão virar paraísos de tranquilidade do dia 
para a noite. O desafio, justamente, é melhorá-las para o conjunto de seus 
habitantes, não deixando que se criem guetos – sejam eles de miseráveis 
ou de triliardários. Os problemas das grandes cidades do Brasil não são 
simplesmente policiais ou urbanos. São problemas sociais. A 
concentração de renda, os desníveis nas condições de vida, os extremos 
de riqueza e pobreza abrem um fosso dividindo o país. Fazendo com que 
uma parte tenha medo da outra. O desafio, portanto, é de outra natureza: 
em vez de separar com muros, é preciso juntar os Brasis, fazê-lo justo e 
democrático. 
 Revista Veja, 23/11/1994. 
 
O texto, “O medo que divide os dois Brasis”, é quanto ao gênero textual 
classificado como: 
Opção 1) Argumentativo. 
Opção 2) Expositivo. 
Opção 3) Injuntivo. 
Opção 4) Narrativo. 
 
8. 
 
 
 
No Texto II, há o predomínio da narração, como se pode comprovar 
através do seguinte exemplo: 
 
Opção 1) “Guerras entre gangues têm dilacerado o Michoacán [...]” (l.9-
10) 
Opção 2) “Acho que a podemos definir como resignação [...]”(l.18-19)Opção 3) “A resignação é uma das armas preferidas do diabo!” (l.27) 
Opção 4) “Nas ruas de Morelia, o entusiasmo pela visita do Papa é 
enorme." (l.33-34) 
Opção 5) “[...] Juárez é uma cidade caracterizada pela violência 
[...]”(l.42-43) 
9. Considere as passagens: 
 
• “A quarentena é um período curto diante da vida escolar das crianças e 
adolescentes. Se o trabalho for bem feito. A pandemia passa e eles não 
terão perdas ao longo da vida.” 
(Veja São Paulo, 8 de julho de 2020, p. 15. Adaptado) 
 
• Um suco de laranja sem gelo e um chopinho bem gelado. O garçom 
colocou o chope diante dele e o suco, diante dela. O casal, sorrindo, 
trocou as bebidas e brindou aquele momento especial. 
(Gislene Carvalho. In: Tic Tac & outros microcontos, 2019, p. 81) 
 
• Embusteiro! Saia! Já não suporto sua presença. Eu também já sinto 
vergonha de ser mãe de semelhante ingrato! Saia! Não quero mais vê-lo! 
(Júlia Lopes de Almeida. A caolha. In: Os cem melhores contos brasileiros do 
século. 2001, p. 53. Adaptado) 
 
• A caolha (...) morava numa casa pequena, paga pelo filho único, 
operário numa oficina de alfaiate; ela lavava roupa para hospitais e dava 
conta de todo o serviço. 
(Júlia Lopes de Almeida. A caolha. In: Os cem melhores contos brasileiros do 
século. 2001, p. 53. Adaptado) 
 
 
 
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9 
Os quatro gêneros textuais que estão representados nas passagens 
acima pela respectiva ordem são: 
Opção 1) dissertativo, narrativo, injuntivo, descritivo. 
Opção 2) descritivo, injuntivo, narrativo, dissertativo. 
Opção 3) narrativo, descritivo, dissertativo, injuntivo. 
Opção 4) injuntivo, narrativo, injuntivo, descritivo. 
Opção 5) injuntivo, descritivo, narrativo, dissertativo. 
10. 
A tecnologia contra o vírus 
 
Além de confrontar a humanidade, em nível pessoal e civilizacional, um 
dos efeitos da pandemia é transportar o futuro de um horizonte 
longínquo para o aqui e agora. Com o confinamento generalizado, a 
sociedade está sofrendo um choque de digitalização. Mas enquanto o 
mundo do trabalho e o do lazer têm tempo para se adaptar a esse futuro 
tornado prematuramente contemporâneo pela força de um vírus, aqueles 
que combatem este vírus com tecnologias como inteligência artificial 
(IA), robótica e big data precisam acelerar dramaticamente seus 
procedimentos para enfrentar a velocidade da sua disseminação. Afinal, 
além de permitir a continuidade do trabalho e das relações sociais, essas 
tecnologias podem fazer a diferença entre a vida e a morte no front de 
batalha. 
Segundo a revista especializada em saúde STAT, a IA está sendo 
experimentada pelas redes hospitalares para pré- -examinar e instruir 
possíveis infectados; identificar pacientes de alto risco para que os 
médicos possam se antecipar proativamente; examinar profissionais de 
saúde na linha de frente; detectar a covid-19 e diferenciá-la de outras 
doenças respiratórias; prever quais quadros irão se deteriorar; rastrear 
leitos e equipamentos; acompanhar os pacientes fora do hospital; 
detectar a distância altas temperaturas e impedir que pessoas doentes 
entrem em espaços públicos; e avaliar respostas a tratamentos 
experimentais. 
Além disso, a IA pode acelerar a criação de remédios e vacinas, prever a 
evolução da epidemia, mensurar o impacto de políticas públicas e 
aprimorá-las para nos defender contra os surtos futuros que com toda 
probabilidade virão. 
Um rastreamento robusto do vírus é decisivo para frear os primeiros 
estágios de um surto e será decisivo para as estratégias de transição da 
quarentena para as atividades normais. O procedimento tradicional de 
rastrear e notificar os contatos de um infectado é lento, mas pode ser 
feito instantaneamente através da localização e dos dados dos celulares 
e de aplicativos para notificação de resultados positivos. 
Em tempos excepcionais, os processos regulatórios também precisam 
avançar em condições excepcionais. Como tudo o mais nesta pandemia, 
a chave está na agilidade. Assim como os tecnólogos estão acelerando 
seus processos de criação e produção de novas máquinas, as agências 
reguladoras, autoridades políticas e sociedade civil precisarão acelerar o 
processo de deliberação sobre o que é ou não aceitável. Como em todo 
avanço científico e tecnológico, as soluções virão por sucessivas 
tentativas e erros. A única atitude inaceitável é não tentar. 
 (Estadão. Opinião. https://opiniao.estadao.com.br, 20.04.2020. Adaptado) 
 
Analisando as informações textuais, conclui-se corretamente que a 
tipologia predominante no texto é a: 
 
Opção 1) expositiva, pois se trata de um artigo de opinião em que se 
detalham usos políticos da inteligência artificial, a qual será útil para 
coibir o acesso das pessoas a informações relevantes sobre a pandemia. 
Opção 2) narrativa, pois se trata de uma crônica reflexiva em que se 
analisa o impacto da inteligência artificial, a qual será útil para autorizar 
o uso dos espaços públicos à população, para evitar a convulsão social. 
Opção 3) descritiva, pois se trata de uma resenha em que se expressa a 
ideia de que a inteligência artificial será útil para implementar o 
procedimento tradicional de notificação de infectados. 
Opção 4) injuntiva, pois se trata de uma carta eletrônica em que se 
explica ao leitor o papel da inteligência artificial, que será útil para 
economizar recursos financeiros com a dispensa de profissionais da 
saúde. 
Opção 5) argumentativa, pois se trata de um editorial em que se defende 
o ponto de vista de que a inteligência artificial será útil para frear os 
primeiros estágios de um surto por meio de rastreamento robusto. 
 
11. Receita 
Tome-se um poeta não cansado, 
Uma nuvem de sonho e uma flor, 
Três gotas de tristeza, um tom dourado, 
Uma veia sangrando de pavor. 
Quando a massa já ferve e se retorce 
Deita-se a luz dum corpo de mulher, 
Duma pitada de morte se reforce, 
Que um amor de poeta assim requer. 
SARAMAGO, J. Os poemas possíveis. 
Alfragide: Caminho, 1997. 
 
Os gêneros textuais caracterizam-se por serem relativamente estáveis e 
podem reconfigurar-se em função do propósito comunicativo. Esse texto 
constitui uma mescla de gêneros, pois 
 
Opção 1) introduz procedimentos prescritivos na composição do 
poema. 
Opção 2) explicita as etapas essenciais à preparação de uma receita. 
Opção 3) explora elementos temáticos presentes em uma receita. 
Opção 4) apresenta organização estrutural típica de um poema. 
Opção 5) utiliza linguagem figurada na construção do poema. 
 
12. Sobre os gêneros literários, afirma-se: 
 
I. O gênero dramático abrange textos que tematizam o sofrimento e a 
aflição da condição humana. 
II. Textos pertencentes ao gênero lírico privilegiam a expressão subjetiva 
de estados interiores. 
III. O gênero épico compreende textos sobre acontecimentos grandiosos 
protagonizados por heróis. 
IV. Em literatura, o romance e a novela são formas narrativas 
pertencentes ao gênero dramático. 
 
Estão corretas apenas as afirmativas 
Opção 1) I e II. 
Opção 2) I e IV. 
Opção 3) III e IV. 
Opção 4) II e III. 
 
13. 
Óia eu aqui de novo xaxando 
Óia eu aqui de novo pra xaxar 
Vou mostrar pr’esses cabras 
Que eu ainda dou no couro 
Isso é um desaforo 
Que eu não posso levar 
Que eu aqui de novo cantando 
Que eu aqui de novo xaxando 
Óia eu aqui de novo mostrando 
Como se deve xaxar. 
Vem cá morena linda 
Vestida de chita 
Você é a mais bonita 
Desse meu lugar 
Vai, chama Maria, chama Luzia 
Vai, chama Zabé, chama Raque 
Diz que tou aqui com alegria. 
(BARROS, A. Óia eu aqui de novo. Disponível em Acesso em 5 mai 2013) 
 
 
 
 
PORTUGUÊS MÓDULO 01 SOLDADO COMBATENTE 
 
 
10 
A letra da canção de Antônio Barros manifesta aspectos do 
repertório linguístico e cultural do Brasil. O verso que singulariza 
uma forma do falar popular regional é 
 
Opção 1) “Isso é um desaforo” 
Opção 2) “Diz que eu tou aqui com alegria” 
Opção 3) “Vou mostrar pr’esses cabras” 
Opção 4) “Vai, chama Maria, chama Luzia” 
Opção 5) “Vemcá, morena linda, vestida de chita” 
 
14. Leia o fragmento do texto “Antigamente”, de Carlos Drummond 
de Andrade: 
Antigamente 
Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas 
mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, 
em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé de 
alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio. 
 
Com base nos estudos de variantes linguísticas, compreende-se que a 
variante apresentada no fragmento é a: 
Opção 1) geografia. 
Opção 2) histórica. 
Opção 3) estilística. 
Opção 4) social. 
Opção 5) geográfica e a social. 
 
15. São características do gênero dramático: 
 
I. Representa sentimentos e emoções a partir da expressão individual e 
subjetiva. Nos textos dramáticos há a predominância de pronomes e 
verbos na 1ª pessoa e a exploração da musicalidade das palavras. 
II. Nos textos dramáticos o poeta despoja-se do seu “eu” sentimental 
para atirar-se na direção dos acontecimentos que o rodeiam. O amor é 
uma temática, mas na narrativa dramática ele é abordado em episódios 
isolados. 
III. Os textos dramáticos são produzidos para serem representados, pois 
a voz narrativa está entregue às personagens, que contam a história por 
meio de diálogos ou monólogos sem mediação do narrador. 
IV. O auto, a comédia, a tragédia, a tragicomédia e a farsa integram-se ao 
gênero dramático. 
 
Opção 1) III e IV estão corretas. 
Opção 2) I e III estão corretas. 
Opção 3) I e II estão corretas. 
Opção 4) I e IV estão corretas. 
Opção 5) II, III e IV estão corretas. 
 
16. Na verdade, o que se chama genericamente de índios é um grupo de 
mais de trezentos povos que, juntos, falam 
mais de 180 línguas diferentes. Cada um desses povos possui diferentes 
histórias, lendas, tradições, conceitos e olhares sobre a vida, sobre a 
liberdade, sobre o tempo e sobre a natureza. Em comum, tais comunidades 
apresentam a profunda comunhão com o ambiente em que vivem, o 
respeito em relação aos indivíduos mais velhos, a preocupação com as 
futuras gerações, e o senso de que a felicidade individual depende do êxito 
do grupo. Para eles, o sucesso é resultado de uma construção coletiva. 
Estas ideias, partilhadas pelos povos indígenas, são indispensáveis para 
construir qualquer noção moderna de civilização. Os verdadeiros 
representantes do atraso no nosso país não são os índios, mas aqueles 
que se pautam por visões preconceituosas e ultrapassadas de 
“progresso”. 
AZZI, R. As razões de ser guarani-kaiowá. Disponível em: www.outraspalavras.net. 
Acesso em: 7 dez. 2012. 
 
Considerando-se as informações abordadas no texto, ao iniciá-lo com a 
expressão “Na verdade”, o autor tem como objetivo principal 
 
Opção 1) expor as características comuns entre os povos indígenas no 
Brasil e suas ideias modernas e civilizadas. 
Opção 2) trazer uma abordagem inédita sobre os povos indígenas no 
Brasil e, assim, ser reconhecido como especialista no assunto. 
Opção 3) mostrar os povos indígenas vivendo em comunhão com a 
natureza e, por isso, sugerir que se deve respeitar o meio ambiente e 
esses povos. 
Opção 4) usar a conhecida oposição entre moderno e antigo como uma 
forma de respeitar a maneira ultrapassada como vivem os povos 
indígenas em diferentes regiões do Brasil. 
Opção 5) apresentar informações pouco divulgadas a respeito dos 
indígenas no Brasil, para defender o caráter desses povos como 
civilizações, em contraposição a visões preconcebidas. 
 
Textos para as questões 17, 18 e 19: 
 
TEXTO I 
O açúcar 
 
O branco açúcar que adoçará meu café 
nesta manhã de Ipanema 
não foi produzido por mim 
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre. 
Vejo-o puro 
e afável ao paladar 
como beijo de moça, água 
na pele, flor 
que se dissolve na boca. Mas este açúcar 
não foi feito por mim. 
Este açúcar veio 
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia. 
Este açúcar veio 
de uma usina de açúcar em Pernambuco 
ou no Estado do Rio 
e tampouco o fez o dono da usina. 
Este açúcar era cana 
e veio dos canaviais extensos 
que não nascem por acaso 
no regaço do vale. 
Em lugares distantes, onde não há hospital 
nem escola, 
homens que não sabem ler e morrem de fome 
aos 27 anos 
plantaram e colheram a cana 
que viraria açúcar. 
Em usinas escuras, 
homens de vida amarga 
e dura 
produziram este açúcar 
branco e puro 
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema. 
fonte: “O açúcar” (Ferreira Gullar. Toda poesia. Rio de Janeiro, Civilização 
Brasileira, 1980, pp.227-228) 
 
TEXTO II 
A cana-de-açúcar 
 
Originária da Ásia, a cana-de-açúcar foi introduzida no Brasil pelos 
colonizadores portugueses no século XVI. A região que durante séculos 
foi a grande produtora de cana-de-açúcar no Brasil é a Zona da Mata 
nordestina, onde os férteis solos de massapé, além da menor distância 
em relação ao mercado europeu, propiciaram condições favoráveis a 
esse cultivo. Atualmente, o maior produtor nacional de cana-de-açúcar é 
São Paulo, seguido de Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro e Minas 
Gerais. Além de produzir o açúcar, que em parte é exportado e em parte 
abastece o mercado interno, a cana serve também para a produção de 
álcool, importante nos dias atuais como fonte de energia e de bebidas. A 
imensa expansão dos canaviais no Brasil, especialmente em São Paulo, 
está ligada ao uso do álcool como combustível. 
(Comentários sobre os textos: “O açúcar” e “A cana-de-açúcar” ) 
 
PORTUGUÊS MÓDULO 01 SOLDADO COMBATENTE 
 
11 
17. Para que um texto seja literário: 
Opção 1) basta somente a correção gramatical; isto é, a expressão 
verbal segundo as leis lógicas ou naturais. 
Opção 2) deve prescindir daquilo que não tenha correspondência na 
realidade palpável e externa. 
Opção 3) deve fugir do inexato, daquilo que confunda a capacidade de 
compreensão do leitor. 
Opção 4) deve assemelhar-se a uma ação de desnudamento. O escritor 
revela ao escrever, revela o mundo, e em especial o Homem, aos outros 
homens. 
Opção 5) deve revelar diretamente as coisas do mundo: sentimentos, 
ideias, ações. 
 
18. Sobre o textos I e II, só é possível afirmar que: 
I. O texto I é literário também pela forma com que se apresenta. 
II. O texto II poderia ser literário pela forma. 
III. Pela pluralidade significativa da linguagem, só é possível afirmar que 
o literário é o texto II. 
 
Está(ao) correta(s) apenas 
Opção 1) a I e a II 
Opção 2) a II e a III 
Opção 3) a I e a III 
Opção 4) apenas a II 
Opção 5) Todas estão corretas 
 
19. Ainda com relação ao textos I e II, assinale a opção incorreta 
Opção 1) No texto I, em lugar de apenas informar sobre o real, ou de 
produzi-lo, a expressão literária é utilizada principalmente como um meio 
de refletir e recriar a realidade. 
Opção 2) No texto II, de expressão não-literária, o autor informa o leitor 
sobre a origem da cana-de-açúcar, os lugares onde é produzida, como 
teve início seu cultivo no Brasil, etc. 
Opção 3) O texto I parte de uma palavra do domínio comum – açúcar – 
e vai ampliando seu potencial significativo, explorando recursos formais 
para estabelecer um paralelo entre o açúcar – branco, doce, puro – e a 
vida do trabalhador que o produz – dura, amarga, triste. 
Opção 4) O texto I, a expressão literária desconstrói hábitos de 
linguagem, baseando sua recriação no aproveitamento de novas formas 
de dizer. 
Opção 5) O texto II não é literário porque, diferentemente do literário, 
parte de um aspecto da realidade, e não da imaginação. 
 
20. “(...) Pegue duas medidas de estupidez 
Junte trinta e quatro partes de mentira 
Coloque tudo numa forma 
Untada previamente 
Com promessas não cumpridas 
Adicione a seguir o ódio e a inveja 
As dez colheres cheias de burrice 
Mexa tudo e misture bem 
E não se esqueça: antes de levar ao forno 
Temperar com essência de espírito de porco, 
Duas xícaras de indiferença 
E um tablete e meio de preguiça (…)”. 
(Os anjos – Legião Urbana) 
 
A letra da música Os anjos, de autoria de Renato Russo, apresenta 
elementosque a identificam com o seguinte tipo textual: 
Opção 1) Narração. 
Opção 2) Descrição. 
Opção 3) Injunção. 
Opção 4) Dissertação. 
 
 
 
 
 
21. Sobre os textos injuntivos e prescritivos, estão corretas: 
 
I. Ambos estão pautados na explicação e no método para a 
concretização de uma ação através do emprego de uma linguagem 
simples e objetiva. 
 
II. Os textos injuntivos não têm como finalidade a coerção do leitor, isto 
é, sugere o cumprimento das regras, e não as impõe. São exemplos as 
receitas culinárias e os manuais de instruções. 
 
III. Os textos prescritivos apresentam um discurso coercitivo, isto é, as 
normas apresentadas devem ser seguidas à risca. São exemplos as 
cláusulas de um contrato e as regras gramaticais. 
 
IV. Não é possível delimitar as diferenças entre os textos injuntivos e 
prescritivos, pois ambos sugerem o cumprimento de regras para a 
realização de um trabalho ou a utilização correta de instrumentos e/ou 
ferramentas. 
 
Opção 1) I e III. 
Opção 2) Apenas IV. 
Opção 3) II e III. 
Opção 4) I, II e III. 
22. Preencha os parênteses com os números correspondentes; em 
seguida, assinale a alternativa que indica a correspondência correta. 
 
1. Narrar 
2. Argumentar 
3. Expor 
4. Descrever 
5. Prescrever 
 
( ) Ato próprio de textos em que há a presença de conselhos e 
indicações de como realizar ações, com emprego abundante de verbos 
no modo imperativo. 
 
( ) Ato próprio de textos em que há a apresentação de ideias sobre 
determinado assunto, assim como explicações, avaliações e reflexões. 
Faz-se uso de linguagem clara, objetiva e impessoal. 
 
( ) Ato próprio de textos em que se conta um fato, fictício ou não, 
acontecido num determinado espaço e tempo, envolvendo personagens 
e ações. A temporalidade é fator importante nesse tipo de texto. 
 
( ) Ato próprio de textos em que se retrata, de forma objetiva ou 
subjetiva, um lugar, uma pessoa, um objeto etc., com abundância do uso 
de adjetivos. Não há relação de temporalidade. 
 
( ) Ato próprio de textos em que há posicionamentos e exposição de 
ideias, cuja preocupação é a defesa de um ponto de vista. Sua estrutura 
básica é: apresentação de ideia principal, argumentos e conclusão. 
 
Opção 1) 3, 5, 1, 2, 4 
Opção 2) 5, 3, 1, 4, 2 
Opção 3) 4, 2, 3, 1, 5 
Opção 4) 5, 3, 4, 1, 2 
Opção 5) 2, 3, 1, 4, 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PORTUGUÊS MÓDULO 01 SOLDADO COMBATENTE 
 
 
12 
23. Quanto à tipologia, o texto classifica-se, predominantemente, 
Como 
 
 
 
Opção 1) dissertativo, pois estabelece uma relação, com base em uma 
estimativa, entre o uso de agrotóxicos e o aumento do risco à saúde de 
trabalhadores rurais que têm contato com tais produtos. 
Opção 2) narrativo, pois faz um relato de fatos envolvendo doenças 
provocadas pelo uso de agrotóxicos no campo. 
Opção 3) dissertativo, pois apresenta uma sequência de fatos. 
Opção 4) narrativo, pois relata um fato ocorrido em Bento Gonçalves. 
Opção 5) descritivo, pois destaca as características principais dos 
agrotóxicos. 
 
24. Do ponto de vista da tipologia textual, o texto “Memória" é, 
predominantemente, 
 
 
 
Opção 1) dissertativo, já que nele prevalece a opinião do autor sobre o 
assunto abordado. 
Opção 2) dissertativo, mas com algumas passagens descritivas. 
Opção 3) descritivo, uma vez que nele predomina o registro das 
características da estrutura do metrô de Brasília. 
Opção 4) narrativo, pois constitui-se de uma sequência de fatos que se 
relacionam por meio do nexo temporal. 
Opção 5) narrativo, mas com algumas passagens dissertativas, nas 
quais o autor emite a própria opinião sobre o assunto abordado. 
 
25. 
 
 
O texto lido pode ser classificado como: 
 
Opção 1) dissertativo expositivo, pois fornece uma série de informações 
sem a pretensão de defender qualquer linha ideológica de pensamento. 
Opção 2) descritivo, já que fornece ao leitor características da 
sociedade atual 
Opção 3) narrativo, visto que apresenta uma série de fatos em sequência 
cronológica 
Opção 4) conversacional, porque, do primeiro ao último parágrafo, 
simula uma conversação com o leitor 
Opção 5) 
dissertativo argumentativo, já que apresenta uma tese sobre 
o cenário atual e argumenta com sinais de esperança para o futuro 
 
 
 
 
 
PORTUGUÊS MÓDULO 01 SOLDADO COMBATENTE 
 
13 
26. 
 
 
A fala da vizinha "Só deu para entrar e tirar ele" é exemplo de: 
Opção 1) fala popular; 
Opção 2) linguagem muito culta; 
Opção 3) gíria de marginais; 
Opção 4) linguagem regional; 
Opção 5) fala de jovens. 
 
27. 
 
 
 
O fragmento do Texto II que NÃO apresenta linguagem informal é: 
 
Opção 1) Mãe, o que é esse tal de efeito estufa? 
Opção 2) Dizem que os poluentes que lançamos no ar irão reter o calor 
do sol 
Opção 3) Claro que você já vai ter batido as botas 
Opção 4) Que belo planeta vocês estão deixando para mim, hein? 
Opção 5) Ei, não me falaram nada sobre as calotas polares, tá? 
 
28. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PORTUGUÊS MÓDULO 01 SOLDADO COMBATENTE 
 
 
14 
Existe entre os Textos I e II uma variação na linguagem, variação 
linguística. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta. 
 
Opção 1) Existe uma diferença de formalidade entre os textos. No caso, 
a variação se deu em função do contexto comunicativo, é, portanto, 
denominada variação diafásica. 
Opção 2) Com o passar do tempo, a linguagem muda, sofre 
transformações. No caso, a variação regional é visível no Texto II, em que 
os personagens utilizam redução de palavras, gíria e outros fenômenos 
que passaram a acontecer na atualidade, como o uso do "a gente” no 
lugar do pronome "nós”. 
Opção 3) No Texto II, como no Texto I, predominam as características 
típicas de língua falada (cara, ia voltar, né, a gente, tá, pior...). Apesar de 
serem gêneros textuais diferentes, não existe a variação diamésica. 
Opção 4) A variação entre os textos é regional, ou seja, diatópica. A 
variação linguística utilizada no Texto II é típica da região sul do Brasil. 
 
29. O trecho que segue foi extraído do conto “Lâmpadas e Ventiladores”, 
de Humberto de Campos: 
 
A tarde estava quente, abafada, ameaçando tempestade. Na sala da 
sorveteria onde tomávamos chá, os ventiladores ronronavam, como 
gatos, refrescando o ambiente. Lufadas ardentes, fortes, brutais, 
varreram, lá fora, o asfalto da Avenida. O céu escureceu, de repente, e um 
trovão estalou, rolando pelo céu. Nesse momento, as lâmpadas do salão, 
abertas àquela hora, apagaram-se todas, ao mesmo tempo em que, 
dependendo da mesma corrente elétrica, os ventiladores foram, pouco a 
pouco, diminuindo a marcha, até que pararam, de todo, como aves que 
acabam de chegar de um grande voo. 
Sobre a tipologia textual dessa passagem do conto, pode-se dizer a 
organização predominante é 
Opção 1) argumentativa. 
Opção 2) descritiva. 
Opção 3) expositiva. 
Opção 4) narrativa. 
Opção 5) poética. 
30. “Quinta-feira à tarde, pouco mais de três horas, vi uma coisa tão 
interessante, que determinei logo de começar por ela esse texto. Agora, 
porém, no momento de pegar na pena, receio achar no leitor menor gosto 
que eu para um espetáculo, que lhe parecerá vulgar, e porventura torpe. 
Releve a importância; os gostos não são iguais”. 
(Machado de Assis) (Adaptado: www.eeagorajose.kt.net) 
 
Pelas características, esse texto é um[a] 
Opção 1) crônica. 
Opção 2) ensaio. 
Opção 3) artigo. 
Opção 4) crítica. 
Opção 5) resenha. 
Gabarito 
1. Opção 4 
2. Opção 3 
3. Opção 3 
4. Opção 2 
5. Opção 4 
6. Opção 1 
7. Opção 1 
8. Opção 1 
9. Opção 1 
10. Opção 5 
11. Opção 1 
12. Opção 4 
13. Opção 3 
14. Opção 2 
15. Opção 1 
16. Opção 5 
17. Opção 4 
18. Opção 1 
19. Opção 5 
20. Opção 3 
21. Opção 4 
22. Opção 2 
23. Opção 1 
24. Opção 4 
25. Opção 5 
26. Opção 1 
27. Opção 2 
28. Opção 1 
29. Opção 2 
30. Opção 1 
 
 
 
 
 
 
 
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