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AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA
Tipos de Textos
Os tipos de textos são classificados de acordo com sua estrutura, objetivo e finalidade.
1. Texto Narrativo
A marca fundamental do texto narrativo é a existência de um enredo, no qual são desenvolvidas as ações das personagens, marcadas pelo tempo e pelo espaço.
Assim, a narração engloba o que chamamos de 5 elementos da narrativa:
1. Enredo: designa a história da narrativa. Dependendo de como a trama é contada, ele é classificado em dois tipos: enredo linear (sequência cronológica) e enredo não linear (não possui uma sequência cronológica).
2. Narrador: também chamado de foco narrativo, representa a "voz do texto", ou seja, determina quem está contando a história. Os tipos de narrador são: narrador observador (não faz parte da história, sendo somente um observador), narrador personagem (faz parte da história) e narrador onisciente (conhece todos os detalhes da narração).
3. Personagens: são aqueles que fazem parte da história e podem ser: personagens principais (protagonista e antagonista) ou personagens secundárias (adjuvante ou coadjuvante).
4. Tempo: marca o momento em que a trama está sendo desenvolvida. Ele é dividido em dois tipos: tempo cronológico e tempo psicológico.
5. Espaço: representa o local (ou locais) onde se desenvolve a história e que pode ser: físico, psicológico ou social.
Alguns exemplos de textos narrativos
· 
· Conto
· Fábula
· Romance
· Novela
· Crônica
Texto narrativo
Um texto narrativo é um texto que relata eventos reais ou imaginários nos quais um ou mais personagens são os protagonistas, ocorrendo em um espaço e tempo específicos. Por exemplo: um romance, um filme, uma piada, uma história.
Os textos narrativos podem ser orais ou escritos e são uma parte essencial de nossa comunicação diária, uma vez que os usamos sempre que contamos a alguém uma situação específica, tal como uma história ou uma viagem.
São também um recurso fundamental na literatura, pois permitem a criação de histórias fictícias e também no campo do jornalismo, onde são encontradas em gêneros como notícias ou reportagens. O discurso histórico também utiliza textos narrativos, pois eles servem para organizar uma sucessão de ações seguindo uma cronologia.
Elementos do texto narrativo
Os textos narrativos geralmente têm os seguintes elementos:
· Narrador ou foco narrativo. É o ponto de vista a partir do qual os eventos são contados. O narrador pode ser protagonista, observador ou onisciente, e contar a história em primeira, segunda ou terceira pessoa.
· 
· Enredo. São as ações, conteúdos ou eventos contados para a construção da história. Estes eventos contados podem ser reais ou fictícios, e acontecem em um espaço e tempo específicos; este tempo pode ser cronológico ou psicológico. Dentro do enredo há um conflito.
· Personagens. São eles que levam a ação adiante, e podem ser principais/protagonistas ou secundários, dependendo de sua relevância no desenvolvimento da história.
· Intenção. O que é dito tem um propósito específico, que, dependendo do gênero, pode ser contar uma história, entreter o leitor, dar uma lição ou informar sobre um evento, entre outras possibilidades.
· Estrutura. Além da estrutura interna (introdução, desenvolvimento e desfecho), os textos narrativos têm uma estrutura externa, dependendo do gênero. Pode incluir capítulos, atos, seções, partes ou volumes, entre outros.
Tipos de textos narrativos
Há vários tipos de textos narrativos literários, entre eles:
· Conto. É uma narrativa curta, com poucas personagens e uma única trama central que leva rapidamente a um desfecho. Por exemplo: O Gato de Botas, de Charles Perrault.
· Romance. É uma história escrita em prosa, geralmente longa, que tem um desenvolvimento com certa complexidade e um número variado de personagens. Por exemplo: Cem anos de Solidão, de Gabriel García Márquez.
· Mito. É uma história fantástica de tradição oral ou escrita que idealiza e explica a origem do mundo, eventos extraordinários ou históricos relacionados a deuses e/ou seres sobrenaturais. Por exemplo: o mito de Rômulo e Remo.
· Fábula. Trata-se de uma pequena história, geralmente estrelada por animais personificados. Contém um ensinamento final chamado moral e se destina a transmitir a moral de uma sociedade. Por exemplo: a fábula da lebre e a tartaruga.
· Epopeia. Trata-se de um relato das façanhas de um herói, da glória de um povo ou de um evento memorável, cujo narrador está fora dos fatos e busca objetividade. Por exemplo: Os Lusíadas, de Camões.
· Canções de gesta. É uma forma épica de narrativa que destaca as façanhas dos cavaleiros na Idade Média. São chamados de cânticos porque foram transmitidos por trovadores que recitaram estas histórias nos séculos XI e XII. Por exemplo: O Cantar de Mio Cid.
· Parábola. Esta narrativa é mais curta do que a fábula, mas também procura transmitir um ensinamento moral, e neste caso o faz através do uso de analogia ou simbolismo. Por exemplo: a parábola do filho pródigo.
· Lenda. É uma narrativa que combina eventos sobrenaturais e reais, que é transmitida de geração em geração e forma parte de uma determinada cultura. Por exemplo: a lenda do Saci-pererê.
Além disso, há textos narrativos de natureza não literária, entre eles:
· Biografia. É um relato escrito em terceira pessoa sobre a vida de uma personagem e seus momentos mais importantes. Por exemplo: Frida Kahlo. Uma biografia, de María Hesse.
· Crônica. É um texto que respeita a ordem temporal dos acontecimentos com o objetivo de contar uma história verdadeira, e às vezes permite o uso de recursos literários. Por exemplo: a crônica de um roubo.
· Notícia. É um gênero jornalístico que reporta de forma breve e concisa um evento real e atual com uma função informativa. Por exemplo: uma notícia sobre as eleições presidenciais no Brasil.
· Reportagem. Trata-se de uma investigação jornalística de certa duração, na qual um evento ou série de eventos de natureza jornalística são reconstruídos. Por exemplo: uma reportagem sobre o bullying.
Alguns exemplos de textos narrativos
1. Conto
Houve um tempo em que eu costumava pensar muito em axolote. Ia vê-los no aquário do Jardim das Plantas e passava horas olhando para eles, observando sua imobilidade, seus sombrios movimentos. Agora eu sou um axolote. O acaso me levou até eles numa manhã de primavera quando Paris abriu sua cauda de pavão após uma lenta invernada. Desci pelo Boulevard Port-Royal, peguei Saint Marcel e 
l’Hôpital, vi os verdes em meio a todos os cinzas e lembrei-me dos leões. Eu era amigo de leões e panteras, mas nunca havia entrado no edifício escuro e úmido dos aquários. Deixei a minha bicicleta junto 
às grades e fui ver as tulipas. Os leões estavam feios e tristes e a minha pantera dormia. Optei pelos aquários, contornei os peixes vulgares até que inesperadamente me deparei com os axolotes. Fiquei por uma hora olhando para eles e saí, incapaz de qualquer outra coisa.
Início de Axolote, de Julio Cortázar (Tradução Etecé)
1. Romance
Alice já estava cansada de ficar sentada no banco sem nada para fazer. Por uma ou duas vezes ela xeretou o livro que a irmã lia a seu lado, mas nele não havia figuras nem diálogos. “Para que serve um livro sem figuras nem diálogos?”, Alice pensou.
Ela considerava o tanto quanto podia (afinal, o dia quente a deixava zonza e sonolenta) se o prazer de montar uma guirlanda de margaridas valeria o esforço de se levantar para colhê-las. Foi quando, de repente, um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa passou correndo perto dela.
Início de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll (Edição Bilíngue). https//santatereza.go.gov.br
1. Lenda
O Negrinho do Pastoreio
Naquele tempo os campos ainda eram abertos, não havia entre eles nem divisas nem cercas; somente numas volteadas se apanhava uma gadaria chucra e os veados e as avestruzes corriam sem empecilhos… Era uma vez um estancieiro, que tinha uma ponta de surrões cheios de onças e meias doblas e mais muita prataria; porém era muito cauíla e muito mau, muito. Não dava posada a ninguém, não emprestavaum cavalo a um andante; no inverno o fogo de sua casa não fazia brasas, as geadas e o minuano, podiam entanguir gente, que a sua porta não se abria; no verão a sombra dos seus umbus só abrigava os cachorros; e ninguém de fora bebia água das suas cacimbas.
Só para três viventes ele olhava nos olhos: era para o filho, menino cargoso como uma mosca, para um baio de cabos negros, que era o seu parelheiro de confiança, e para um escravo, pequeno ainda, muito bonitinho e preto como carvão e a quem todos chamavam somente o — Negrinho.
Início da lenda O Negrinho do Pastoreio, de Simões Lopes Neto.
1. Mito
Teseu e o Minotauro (Mito Grego)
O Minotauro era um ser monstruoso em um labirinto na ilha de Creta que se alimentava de humanos. Teseu se apresentou em Creta para dizer a Minos, o rei deste lugar, que ele poderia matar o monstro.
Ariadne, filha de Minos, se apaixonou por Teseu e decidiu ajudá-lo: deu-lhe um novelo de lã mágica para que ele pudesse amarrá-la na entrada do labirinto, matar o monstro e logo sair. Teseu cumpriu a sua missão e mais tarde se casou com Ariadne.
1. Fábula
Pedro e o lobo
Pedro costumava se divertir zombando de seus vizinhos: gritava que havia um lobo e quando todos iam ajudá-lo, ele ria e lhes dizia que era mentira. Um dia, um lobo realmente apareceu e quis atacar seu rebanho. O problema foi que quando Pedro começou a pedir ajuda, ninguém acreditou nele, então o lobo acabou comendo todas as suas ovelhas.
Moral da história: Não devemos mentir, senão ninguém vai acreditar em nós quando falarmos a verdade.
1. Crônica
Assalto à luz do dia em uma concessionária de automóveis
Em 12 de julho passado, quatro criminosos invadiram uma concessionária de automóveis e roubaram uma grande soma de dinheiro.
Naquela quarta-feira, a concessionária abriu às 8h da manhã, como faz todos os dias. Minutos depois, quatro indivíduos entraram no local encapuzados e portando armas de fogo.
Em questão de minutos, conseguiram reduzir o gerente de segurança e o resto dos funcionários, que foram forçados a jogar-se no piso.
Os assaltantes fugiram com uma grande soma de dinheiro, pois sabiam como burlar a segurança dos caixas onde a concessionária mantinha o dinheiro guardado.
Os assaltantes fugiram e a polícia chegou ao local minutos depois, alertada por vizinhos que ouviram gritos e golpes. Os investigadores disseram ter pistas sólidas para rastrear a quadrilha, mas ainda não podem revelar mais informações.
2. Texto Descritivo
O texto descritivo é um tipo de texto que apresenta a descrição de algo, seja de uma pessoa, um objeto, um local, etc. Assim, ele expõe apreciações, impressões e observações de algo indicando os aspectos, as características, os detalhes singulares e os pormenores.
Alguns recursos linguísticos relevantes na estruturação dos textos descritivos são: a utilização de adjetivos, verbos de ligações, metáforas e comparações.
Estrutura dos textos descritivos
De forma geral, os textos descritivos seguem a estrutura básica:
· Introdução: apresentação sobre o que (ou quem) será descrito.
· desenvolvimento: realização da descrição (objetiva ou subjetiva) de algo.
· conclusão: término da descrição.
Tipos de textos descritivos
A descrição é classificada de 2 formas:
1. Descrição objetiva: descrição realista ou denotativa sobre algo sem que haja algum juízo de valor.
2. Descrição subjetiva: descrição que envolve as impressões pessoais do autor e, por isso, apresenta o sentido conotativo da linguagem.
Alguns exemplos de textos descritivos
· 
· Diário
· Relatos
· Biografia
· Notícia
· Cardápio
Exemplo de texto descritivo
A Carta de Pero Vaz de Caminha é um relato de viagem, sendo, portanto, um exemplo de descrição:
"Também andavam, entre eles, quatro ou cinco mulheres moças, nuas como eles, que não pareciam mal. Entre elas andava uma com uma coxa, do joelho até o quadril, e a nádega, toda tinta daquela tintura preta; e o resto, tudo da sua própria cor. Outra trazia ambos os joelhos, com as curvas assim tintas, e também os colos dos pés; e suas vergonhas tão nuas e com tanta inocência descobertas, que nisso não havia nenhuma vergonha. Também andava aí outra mulher moça com um menino ou menina ao colo, atado com um pano (não sei de quê) aos peitos, de modo que apenas as perninhas lhe apareciam. Mas as pernas da mãe e o resto não traziam pano algum."
3. Texto Dissertativo
O texto dissertativo busca defender uma ideia e, logo, é baseado na argumentação e no desenvolvimento de um tema. Geralmente, os textos dissertativos-argumentativos, além de serem opinativos, buscam persuadir o leitor.
Estrutura dos textos dissertativos
A estrutura dos textos dissertativos é dividida em três partes fundamentais:
1. Introdução: também chamada de tese, essa é uma pequena parte do texto que apresenta a ideia, o tema ou assunto principal que será dissertado.
2. Desenvolvimento: também chamada de antítese (ou anti tese), é a maior parte do texto em que é apresentado os argumentos contra e a favor sobre o tema.
3. Conclusão: também chamada de nova tese, essa parte sugere uma nova ideia, que pode ser uma solução sobre o tema exposto.
Tipos de textos dissertativos
Os textos dissertativos são classificados de duas maneiras:
1. Dissertativo-expositivo: foco na exposição de alguma ideia, fato, tema ou assunto. Nesse caso, não há a intenção de persuadir o leitor.
2. Dissertativo-argumentativo: a persuasão é o principal ponto dessa categoria de textos dissertativos. Assim, o uso de argumentações e contra argumentações são fundamentais.
Alguns exemplos de textos dissertativos
· 
· Resenha
· Artigo
· Ensaio
· Monografia
· Editorial
Exemplo de texto dissertativo
(FAZER UM NO QUADRO)
4. Texto Expositivo
O texto expositivo pretende apresentar um tema a partir de recursos como a conceituação, a definição, a descrição, a comparação, a informação e enumeração. Dessa forma, o objetivo central do emissor é explanar, discutir e explicar sobre um determinado assunto.
Tipos de textos expositivos
Os textos expositivos são classificados em dois tipos:
1. Texto informativo-expositivo: tem como objetivo a transmissão de informações, sem que haja juízo de valor.
2. Texto expositivo-argumentativo: foca na exposição de tema com defesa de opinião.
Alguns exemplos de textos expositivos
· 
· Seminários
· Entrevistas
· Palestras
· Enciclopédia
· Verbete de dicionário
Exemplo de texto expositivo
É um tipo textual em que prevalece a descrição de determinado objeto, pessoa, paisagem etc.
Sua estrutura básica é composta pela apresentação do objeto a ser descrito e pela descrição propriamente dita. As demais características desse tipo dependerão de qual gênero ao qual ele está associado (relatos, anúncios, relatórios etc.).
Pode ser subdividido em descritivo objetivo e descritivo subjetivo.
Enquanto o texto narrativo depende de uma sequência lógica dos fatos, o texto descritivo funciona como um recorte de cena.
Características e estrutura do texto descritivo
O texto descritivo é um modo textual com uma série de aspectos linguísticos como os lexical, sintático, linguístico, estilístico, tempos verbais e relações lógicas. Seu objetivo é apresentar impressões ou um retrato (por meio da escrita) de algo (objeto, pessoa, lugar etc.).
Assim, o tipo descritivo contém uma diversidade de gêneros marcados pela descrição. Podemos citar uma forte presença da descrição em gêneros como os relatos históricos, anúncios, relatórios etc. A estrutura do texto descritivo dependerá das exigências do gênero textual a ser utilizado por ele. 
Tipos de texto descritivo
O texto descritivo pode ser dividido em duas categorias: descritivo objetivo (ou descrição objetiva) e descritivo subjetivo (ou descrição subjetiva).
Texto descritivo objetivo
Trata-se de um texto de linguagem denotativa que tem como característica fazer uma descrição da forma mais concretamente possível. Nele não há espaço para metáforas e demais figuras de linguagem. Seu caráter é muito mais próximo do técnico do que do artístico.
Texto descritivo subjetivo
Diferentemente da descrição objetiva, aqui há espaçopara marcadores de subjetividade e, principalmente, para o uso de figuras de linguagem como a metáfora. Sendo assim, ele faz uso frequente da linguagem conotativa e é muito comum em obras literárias.
Exemplos de texto descritivo
A Polícia Militar encontrou, na manhã de sexta-feira (18/05), o corpo da vítima. Ela era magra, com meia altura, olhos castanhos e cabelos longos e loiros.
O trecho pode ser considerado descritivo. Em vermelho, percebemos o uso do verbo de ligação (verbo ser), e, em verde, os adjetivos. Assim, o trecho se utiliza de uma descrição objetiva, pois se atenta às características físicas da vítima para informar o seu leitor da maneira mais realista possível, por meio da linguagem denotativa.
Nos olhos castanhos de Luísa, eu via brasa. Ela estava em fúria, e eu, cada vez mais enlouquecido de amor. O que eu poderia fazer? Absolutamente nada. Eu era o homem que destruiu a sua vida. Era isso que passava pela cabeça dela. Tenho certeza! Voltemos à Luísa: ela me encarava. Olhos firmes, arregalados, faíscas. De minha parte: medo, temor, amor… O que eu poderia fazer?
No trecho, os verbos em vermelho ajudam na visualização e construção da cena. Em verde, temos os adjetivos que caracterizam ambas as personagens envolvidas na cena. Em determinados momentos, percebemos que termos como “brasa” e “faísca” são metáforas para se referir ao comportamento da personagem Luísa, que, por algum motivo, estava enfurecida. Dessa maneira, temos o uso da descrição subjetiva, isto é, a presença da linguagem conotativa no texto.
O texto Injuntivo ou instrucional está pautado na explicação e no método para a realização de algo.
Assim, um dos recursos linguísticos marcantes desse tipo de texto é a utilização dos verbos no imperativo, de modo a indicar uma "ordem".
Exemplos de textos injuntivos
· 
· Regulamento
· Propaganda
· Receita culinária
· Bula de remédio
· Manual de instruções
TEXTOS INJUNTIVOS E TEXTOS PRESCRITIVOS
Embora parecidas, injunção e prescrição apresentam elementos que permitem diferenciar esses tipos textuais
Os textos injuntivos e os textos prescritivos possuem uma mesma finalidade, que é a de instruir o leitor. Eles não só fornecem uma informação, como também orientam e guiam a conduta daquele que está lendo. Embora eles sejam bem parecidos, existem algumas diferenças que nos permitem identificá-los: enquanto o texto injuntivo informa, ajuda, aconselha, recomenda e propõe, o texto prescritivo obriga, ordena, impõe, exigindo que as determinações sejam cumpridas rigorosamente. Veja algumas características que são encontradas em seus enunciados:
Características do texto injuntivo:
Também conhecido como texto instrucional, o texto injuntivo apresenta as seguintes características:
→ Instrui ou induz o leitor a proceder de determinada forma;
→ Utiliza uma linguagem simples e objetiva;
→ Permite a liberdade de ação do leitor;
→ Emprega verbos no infinitivo, imperativo ou presente do indicativo, sempre indeterminando o sujeito.
Exemplos de texto injuntivo: bula de remédio, manual de instrução, receita culinária etc. 
Ingredientes
· Calda
1 xícara (chá) de açúcar
meia xícara (chá) de água quente
· Pudim
1 Leite MOÇA® (lata ou caixinha) 395 g
2 medidas (da lata) de Leite Líquido NINHO® Forti+ Integral (790 ml)
3 ovos
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Pause
Modo de Preparo
Calda
1.  Em uma panela de fundo largo, derreta o açúcar até ficar dourado.
2.  Junte a água quente e mexa com uma colher.
3.  Deixe ferver até dissolver os torrões de açúcar e a calda engrossar.
4.  Forre com a calda uma forma com furo central (19 cm de diâmetro) e reserve.
Pudim
5.  Em um liquidificador, bata todos os ingredientes do pudim e despeje na forma reservada.
6.  Cubra com papel-alumínio e leve ao forno médio (180°C), em banho-maria, por cerca de 1 hora e 30 minutos.
7.  Depois de frio, leve para gelar por cerca de 6 horas.
8.  Desenforme e sirva a seguir.
DICAS
- É essencial que o pudim seja preparado em banho-maria para que asse de forma lenta e controlada, para atingir a textura ideal.
- Para que o seu pudim não forme furinhos, verifique se a temperatura do forno está regulada conforme indicação da receita. Leve a forma ao forno na grade superior, longe da chama.
Características do texto prescritivo
O texto prescritivo apresenta as seguintes características:
→ Instrui o leitor sobre um determinado procedimento;
→ Exige que o leitor siga suas determinações;
→ Não permite a liberdade de ação do leitor;
→ Emprega verbos no infinitivo, imperativo ou presente do indicativo, sempre indeterminando o sujeito.
Exemplos de texto prescritivo: regras de trânsito, edital de concursos públicos, constituição, cláusulas contratuais, leis etc.
Os tipos textuais e os gêneros textuais
Os tipos de textos reúnem 5 tipos (narrativo, descritivo, dissertativo, expositivo e injuntivo) sendo caracterizados por conterem um objetivo e uma estrutura geralmente fixa.
Já os gêneros textuais são estruturas que surgem dos tipos de textos. Eles são classificados de acordo com suas características relacionadas com a linguagem utilizada bem como seu conteúdo.
Assim, além dos citados acima, existem muitos tipos de gêneros textuais, por exemplo:
· Gêneros textuais narrativos: lendas e contos de fada.
· Gêneros textuais descritivos: currículo e anúncio de classificados.
· Gêneros textuais dissertativos: dissertação de mestrado e tese de doutorado.
· Gêneros textuais expositivos: conferências e colóquios.
· Gêneros textuais injuntivos: carta aberta e texto prescritivo.
Exercícios sobre tipos textuais
1-Preencha os parênteses com os números correspondentes; em seguida, assinale a alternativa que indica a correspondência correta.
1. 
2. Narrar
3. Argumentar
4. Expor
5. Descrever
6. Prescrever
(    ) Ato próprio de textos em que há a presença de conselhos e indicações de como realizar ações, com emprego abundante de verbos no modo imperativo.
(    ) Ato próprio de textos em que há a apresentação de ideias sobre determinado assunto, assim como explicações, avaliações e reflexões. Faz-se uso de linguagem clara, objetiva e impessoal.
(    ) Ato próprio de textos em que se conta um fato, fictício ou não, acontecido num determinado espaço e tempo, envolvendo personagens e ações. A temporalidade é fator importante nesse tipo de texto.
(    ) Ato próprio de textos em que retrata, de forma objetiva ou subjetiva, um lugar, uma pessoa, um objeto etc., com abundância do uso de adjetivos. Não há relação de temporalidade.
(    ) Ato próprio de textos em que há posicionamentos e exposição de ideias, cuja preocupação é a defesa de um ponto de vista. Sua estrutura básica é: apresentação de ideia principal, argumentos e conclusão.
a) 3, 5, 1, 2, 4
b) 5, 3, 1, 4, 2
c) 4, 2, 3, 1, 5
d) 5, 3, 4, 1, 2
e) 2, 3, 1, 4, 5
2-Internet e a importância da imprensa
Este artigo não é sobre a pornografia no mundo virtual nem tampouco sobre os riscos de as redes sociais empobrecerem o relacionamento humano. Trata de um dos aspectos mais festejados da internet: o empowerment (“empoderamento”, fortalecimento) do cidadão proporcionado pela grande rede.
É a primeira vez na História em que todos, ou quase todos, podem exercer a sua liberdade de expressão, escrevendo o que quiserem na internet. De forma instantânea, o que cada um publica está virtualmente acessível aos cinco continentes. Tal fato, inimaginável décadas atrás, vem modificando as relações sociais e políticas: diversos governos caíram em virtude da mobilização virtual, notícias antes censuradas são agora publicadas na rede, etc. Há um novo cenário democrático mais aberto, mais participativo, mais livre.
E o que pode haver de negativo nisso tudo? A facilidade de conexão com outras pessoas tem provocado um novo fenômeno social. Com a internet, não é mais necessário conviver (e conversar) com pessoas que pensam de forma diferente. Com enorme facilidade, posso encontrar indivíduos “iguais” a mim, por mais minoritária que seja a minha posição.
O risco está em que é muito fácil aderir ao seu clube” e, por comodidade,quase sem perceber, ir se encerrando nele. Não é infrequente que dentro dos guetos, físicos ou virtuais, ocorra um processo que desemboca no fanatismo e no extremismo.
Em razão da ausência de diálogo entre posições diversas, o ativismo na internet nem sempre tem enriquecido o debate público. O empowerment digital é frequentemente utilizado apenas como um instrumento de pressão, o que é legítimo democraticamente, mas, não raras vezes, cruza a linha, para se configurar como intimidação, o que já não é tão legítimo assim...
A internet, como espaço de liberdade, não garante por si só a criação de consensos nem o estabelecimento de uma base comum para o debate.
Evidencia-se, aqui, um ponto importante. A internet não substitui a imprensa. Pelo contrário, esse fenômeno dos novos guetos põe em destaque o papel da imprensa no jogo democrático. Ao selecionar o que se publica, ela acaba sendo um importante moderador do debate público. Aquilo que muitos poderiam ver como uma limitação é o que torna possível o diálogo, ao criar um espaço de discussão num contexto de civilidade democrática, no qual o outro lado também é ouvido.
A racionalidade não dialogada é estreita, já que todos nós temos muitos condicionantes, que configuram o nosso modo de ver o mundo. Sozinhos, nunca somos totalmente isentos, temos sempre um determinado viés. Numa época de incertezas sobre o futuro da mídia, aí está um dos grandes diferenciais de um jornal em relação ao que simplesmente é publicado na rede.
Imprensa e internet não são mundos paralelos: comunicam-se mutuamente, o que é benéfico a todos. No entanto, seria um empobrecimento democrático para um país se a primeira página de um jornal fosse simplesmente o reflexo da audiência virtual da noite anterior. Nunca foi tão necessária uma ponderação serena e coletiva do que será manchete no dia seguinte.
O perigo da internet não está propriamente nela. O risco é considerarmos que, pelo seu sucesso, todos os outros âmbitos devam seguir a sua mesma lógica, predominantemente quantitativa. O mundo contemporâneo, cada vez mais intensamente marcado pelo virtual, necessita também de outros olhares, de outras cores. A internet, mesmo sendo plural, não tem por que se tornar um monopólio. 
                                       (CAVALCANTI, N. da Rocha. Jornal “O Estado de S. Paulo”, 12/05/14, com adaptações.)
Pelas características da organização do discurso, a respeito do texto pode-se afirmar que se trata de uma:
a) dissertação de caráter expositivo, pois explica, reflete e avalia ideias de modo objetivo, com intenção de informar ou esclarecer.
b) narração, por reportar-se a fatos ocorridos em determinado tempo e lugar, envolvendo personagens, numa relação temporal de anterioridade e posterioridade.
c) dissertação de caráter argumentativo, pois faz a defesa de uma tese com base em argumentos, numa progressão lógica de ideias, com o objetivo de persuasão.
d) descrição, por retratar uma realidade do mundo objetivo a partir de caracterizações, pelo uso expressivo de adjetivos.
e) expressão injuntiva, por indicar como realizar uma ação, utilizando linguagem simples e objetiva, com verbos no modo imperativo.
3-Sobre os tipos textuais, é correto afirmar, exceto:
a) Os tipos textuais são caracterizados por propriedades linguísticas, como vocabulário, relações lógicas, tempos verbais, construções frasais, etc.
b) Os tipos textuais são: narração, argumentação, descrição, injunção e exposição.
c) Geralmente variam entre cinco e nove tipos.
d) Possuem um conjunto ilimitado de características, que são determinadas de acordo com o estilo do autor, conteúdo, composição e função.
e) Os tipos de textos apresentam características intrínsecas e invariáveis, ou seja, não sofrem a influência do contexto de nossas atividades comunicativas. De maneira predeterminada, apresentam vocabulário, relações lógicas, tempos verbais e construções frasais que acolhem os diversos gêneros.
4-Analise os fragmentos a seguir e assinale a alternativa que indique as tipologias textuais às quais eles pertencem:
Texto I -“Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de ataque (...)”. (Dalton Trevisan – Uma vela para Dario).
Texto 2 -“Era um homem alto, robusto, muito forte, que caminhava lentamente, como se precisasse fazer esforço para movimentar seu corpo gigantesco. Tinha, em contrapartida, uma cara de menino, que a expressão alegre acentuava ainda mais.”
Texto 3 - Novas tecnologias
Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das novas tecnologias, principalmente aquelas ligadas às atividades de telecomunicações. Expressões frequentes como “o futuro já chegou”, “maravilhas tecnológicas” e “conexão total com o mundo” “fetichizam” novos produtos, transformando-os em objetos do desejo, de consumo obrigatório. Por esse motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas e mochilas o “futuro” tão festejado.
Todavia, não podemos reduzir-nos a meras vítimas de um aparelho midiático perverso, ou de um aparelho capitalista controlador. Há perversão, certamente, e controle, sem sombra de dúvida. Entretanto, 
desenvolvemos uma relação simbiótica de dependência mútua com os veículos de comunicação, que se estreita a cada imagem compartilhada e a cada dossiê pessoal transformado em objeto público de entretenimento.
Não mais como aqueles acorrentados na caverna de Platão, somos livres para nos aprisionar, por espontânea vontade, a esta relação sadomasoquista com as estruturas midiáticas, na qual tanto controlamos quanto somos controlados.
Texto 4
Modo de preparo:
1. Bata no liquidificador primeiro a cenoura com os ovos e o óleo, acrescente o açúcar e bata por 5 minutos;
2. Depois, numa tigela ou na batedeira, coloque o restante dos ingredientes, misturando tudo, menos o fermento;
3. Esse é misturado lentamente com uma colher;
4. Asse em forno preaquecido (180° C) por 40 minutos.
a) narração – descrição – dissertação – injuntivo.
b) descrição – narração – dissertação – prescrição.
c) dissertação – prescrição – descrição – narração.
d) prescrição – descrição – dissertação – narração.
INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
	ME FALTA A CORAGEM QUE SOBRA AOS CAMINHONEIROS
      Eu quero que o Brasil mude para melhor. Porém, não me esforço o tanto quanto deveria para que isso aconteça. Me falta a coragem que sobra aos caminhoneiros. Enquanto isso, fico na torcida para que esses sofridos e destemidos trabalhadores consigam, sozinhos, realizar a mudança que eu sonho em ver no Brasil. Entretanto, sem o apoio de todos nós, a resistência deles tem um limite. E tomara que esse limite seja do tamanho de todas as nossas necessidades.
      Me senti representado pela operação Lava Jato, que, na prática, serviu apenas para resolver uma pequena parte do nosso problema mais grave: a corrupção. Apesar da lição, seguimos “obrigados” a conviver com as mazelas governamentais.
      Não são, nunca foram e nunca serão os caminhoneiros que impedem, impediram ou impedirão a população brasileira de ter acesso aos direitos sociais básicos. Quem sempre fez isso   foram os políticos eleitos pela nossa ignorância e pouco caso, por uma arma tão importante e poderosa: o VOTO! Voto que carrega consigo toda a confiança e a esperança de uma nação inteira.
      Sinceramente, torço para que essa greve dos caminhoneiros não acabe logo. E mais: tomara que ela atinja em cheio não apenas os mais necessitados, mas, também, pessoas com um padrão financeiro mais elevado, como eu mesmo. Acredito que só assim haverá mudança de verdade. Digo isso com a propriedade de quem, por inúmeras vezes em um passado não tão distante, já passou por dificuldades até para se alimentar.
       Se o governo atender aos pedidos da classee esse movimento for interrompido, tudo voltará à estaca zero, a exemplo da Laja Jato, que hoje, graças a “conchavos”, já está perdendo suas forças. Não podemos permitir que isso aconteça.
       Não vamos nos esquecer de que uma greve como essa foi capaz de derrubar o governo chileno na década de 70. Se não tive a oportunidade de estudar além da sétima série, hoje me esforço para ler e entender melhor o contexto que vivo.
       Quem dera se os nossos problemas sociais se restringissem somente a alguns partidos políticos. Ficaria fácil de resolvê-los. Infelizmente, essa doença é crônica e já se alastrou por quase todo o corpo nacional: o famoso jeitinho brasileiro. Enquanto não tivermos educação suficiente para entendermos que o dinheiro público tem dono (o povo), as “maracutaias” nunca terão fim. A solução? Transformar a corrupção em crime hediondo, inafiançável.
      Que país é esse? Digo, sem medo de errar que é um país belo, rico, de um povo guerreiro, trabalhador, hospitaleiro e, sem sombra de dúvida, abençoado por Deus. Estamos todos no mesmo barco. Ou melhor: na mesma boleia de caminhão.
(Fred, atacante do Cruzeiro e da seleção brasileira na Copa de 2014. Texto disponível em: https://bhaz.com.br/2018/05/27/fred-cruzeiro-apoio-greve/)
1.  De acordo com o texto, quem impede de a população ter acesso aos direitos básicos sociais são:
a)  São os caminhoneiros que fecharam estradas e impediram o transporte das necessidades básicas da população.
b)    A Polícia Federal e a operação Lava Jato que não deixam nossos representantes trabalharem pelo bem da população.
c)    São os eleitores que críticos e compromissados com a política do país.
d)    São os políticos corruptos, eleitos pelo povo, que se apoderam do dinheiro público.
2.   Esse texto pertence ao gênero
a)    notícia
b)    opinião
c)    conto
d)    reportagem
3.   O trecho que apresenta um FATO mostrado no texto é:
a)    “uma greve como essa foi capaz de derrubar o governo chileno na década de 70”.
b)    “Digo, sem medo de errar que é um país belo”.
c)    “Estamos todos no mesmo barco”.
d)    “Eu quero que o Brasil mude para melhor”.
4.   Nesse texto predomina um sentimento de:
a)    desespero
b)    tristeza
c)    revolta
d)    desdém
5.   No trecho
"Se o governo atender aos pedidos DA CLASSE e esse movimento for interrompido, 
tudo voltará à estaca zero."
A palavra em destaque refere-se dentro do texto:
a)    aos políticos
b)    aos eleitores
c)    aos jogadores de futebol
d)    aos caminhoneiros
6.   No trecho:
	Enquanto isso, fico na torcida para que esses sofridos e destemidos trabalhadores consigam, sozinhos, realizar a mudança que eu sonho em ver no Brasil. ENTRETANTO, sem o apoio de todos nós, a resistência deles tem um limite.
A palavra em destaque pode ser substituída sem alterar o sentido original do texto, por:
a)    Já que
b)    Sendo assim
c)    Porém
d)    Portanto
7.   Observe a imagem abaixo:
O que provoca o efeito de sentido dessa charge é:
a)    A figura do presidente Michel Temer.
b)    A combinação de informações visuais e o duplo sentido da expressão “a carga tá pesada”.
c)    Apenas a ilustração da carga do caminhão.
d)    Somente a resposta dada pelo motorista.
8.   Leia o texto abaixo:
	O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
(Manuel Bandeira. Rio, 27 de dezembro de 1947)
Sobre o texto acima, é correto afirmar que:
a)   É um texto literário, uma vez que se trata de um poema, usa a linguagem de forma figurada e criativa.
b)    Não é um texto literário, pois o que é tratado nele acontece na nossa realidade.
c)    Não é um texto literário, porque utiliza a linguagem de forma objetiva e simples.
d)  Apesar de ser escrito em versos, esse texto não é um poema, tendo em vista não apresentar rimas.
9.   Sobre o texto de Manuel Bandeira, assinale a única opção CORRETA:
a)    A revolta sobre como os bichos são tratados na cidade é tema deste texto.
b)  O texto fala da surpresa a respeito do comportamento mal-educado de um homem que comia como um animal.
c)    Há no texto expressão de forte indignação frente à condição sub-humana de vida de uma pessoa que se alimentava de restos retirados do lixo.
d)    Existe um tom de preconceito do autor em achar que as pessoas pobres são bichos.
10.       No trecho:
	O bicho, meu Deus, era um homem.
O autor expressa o sentimento de:
a)  Súplica   
b) tristeza   
c) raiva    
d) ansiedade
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