Prévia do material em texto
CINESIOLOGIA APLICADA À TERAPIA OCUPACIONAL AULA 6 ABERTURA Olá! A base científica de conhecimento permite que vários métodos sejam desenvolvidos para o estudo de eventos relacionados a movimento. Trata-se de análises e avaliações com base em diversas situações e ambientes que são essenciais para que as variáveis referentes ao movimento humano sejam compreendidas. Nesta aula, você vai conhecer os ambientes que podem ser utilizados para mensurar o movimento humano, bem como os métodos de medição e algumas descrições de movimentos específicos. Bons estudos. Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise REFERENCIAL TEÓRICO Os conhecimentos nas áreas de Cinesiologia e Biomecânica favorecem as mensurações relacionadas ao movimento. Para isso, é importante ter conhecimento e também considerar o local onde toda a movimentação ocorre, relacionando as ferramentas e as variáveis envolvidas nessas observações, para que os níveis de complexidade sejam compreendidos. No capítulo "Possibilidades de inserção do estudo da Cinesiologia em diferentes ambientes de análise", da obra Estudo do movimento: Cinesiologia, você vai saber mais sobre os ambientes em que os estudos acontecem, bem como identificar as ferramentas utilizadas em suas análises; além disso, vai conhecer algumas descrições de movimentos em determinados ambientes. Ao finalizar, você será capaz de: • Distinguir os diferentes ambientes de análise para o estudo da cinesiologia. • Descrever as principais ferramentas utilizadas para análise dos movimentos em diferentes ambientes. • Analisar, sob o viés cinesiológico, os principais movimentos realizados em diferentes ambientes. Boa leitura. Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Distinguir os diferentes ambientes de análise para o estudo da cinesiologia. Descrever as principais ferramentas utilizadas para análise dos movi- mentos em diferentes ambientes. Analisar, sob o viés cinesiológico, os principais movimentos realizados em diferentes ambientes. Introdução A educaç ã o fí sica representa uma ampla área de estudos científicos e, como um componente pedagógico, pode ser aplicada em escolas e muitos outros ambientes. Como disciplina acadêmica, a educação física considera o corpo não somente sob o ponto de vista estrutural, mas também em seus aspectos funcionais e de movimento. Nessa perspectiva, destaca-se a cinesiologia e a biomecânica. E a fim compreender a com- plexidade dos movimentos humanos, é essencial conhecer e considerar os ambientes em que ocorrem, bem como correlacionar as ferramentas e variáveis envolvidas em suas análises. Neste capítulo, você vai conhecer diferentes ambientes de análise para o estudo da cinesiologia, bem como as principais ferramentas utili- zadas para análise dos movimentos em diferentes contextos. Além disso, examinará sob o viés cinesiológico os principais movimentos realizados em diferentes ambientes. 1 Ambientes de análise para o estudo da cinesiologia A palavra cinesiologia signifi ca “estudo do movimento humano”, e tem a sua origem acadêmica nos Estados Unidos, destacando a vasta infl uência americana nessa área (BROOKS, 1981). O perfi l de estudo da cinesiologia é objetivo, fragmentado ou parcial, com enfoque nas formas de deslocamento do corpo e de suas partes, correlacionados ao tempo, espaço e forças que possam interferir no trabalho corporal. Na tradição de estudos do Brasil, as pesquisas abrangem os fatores biodinâmicos corporais, o comportamento motor humano e o perfi l sociocultural do movimento humano (TANI, 1996). Nessa perspectiva, com base nos últimos três fatores citados, os estudos aplicados podem abranger a parte pedagógica do movimento humano, e as adaptaç ões do movimento humano (DARIDO; RANGEL, 2017). A biodinâmica corporal inclui estudos sobre a base do movimento, enquanto o comportamento motor prioriza os meios de controle, desenvolvimento e aprendizagem motora. A parte sociocultural tem enfoque filosó fico, social e antropoló gico vinculado ao movimento humano propriamente dito, enquanto a pedagogia do movimento humano tem como foco o processo de ensino/ aprendizagem, inclusive no ambiente escolar. Enfim, a adaptaç ã o do movimento prioriza as particularidades de indivíduos engajados em qualquer programa na área de educaç ã o fí sica (DARIDO; RANGEL, 2017). Diariamente, seres humanos executam diferentes formas de movimentos, desde os mais simples até os mais complexos. Uma maneira de classificar e de descrever esses tipos de movimentos é a seguinte (DARIDO; RANGEL, 2017; HOUGLUM; BERTOTI, 2014): Atividades esportivas e recreativas: incluem diversas análises de movimento, em vários ambientes, como interescolares, clubes e/ou ambientes específicos para atividades recreativas. Um exemplo que pode ser citado neste item é o nado livre na natação. Tarefas diárias: no dia a dia, é interessante realizar as tarefas de forma harmoniosa, de maneira que a coordenação seja eficiente, e com o mínimo esforço consciente. O controle da postura, por exemplo, é considerado uma tarefa diária muito comum. Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise2 Atividades funcionais do cotidiano: a mobilidade é essencial para as mais básicas atividades; na sua ausência, as funções ficam limitadas e/ou prejudicadas. O movimento de rolar de uma criança, por exemplo, representa uma forma básica de mobilidade. Ambiente de trabalho/profissional A área ocupacional da biomecânica está relacionada a pesquisas referentes à postura, bem como atividades profi ssionais humanas (VANICOLA; MAS- SETTO; MENDES, 2004). Assim, identifi ca-se uma interface multidisciplinar e interdisciplinar, na qual tanto os instrumentos quanto os modelos utilizados para as tabulações biomecânicas representam recursos comuns em relação a outras áreas ou disciplinas, como, por exemplo, a fi siologia e a psicologia. A biomecânica ocupacional está diretamente interligada com o setor ergonô- mico, visando a solução de problemas manifestados pelas pessoas na execução de suas atividades profi ssionais. Os principais acometimentos identifi cados são os distúrbios do aparelho locomotor, em especial as estruturas musculo- esqueléticas. Essas intercorrências são consideradas importantes problemas de saúde pública (WILSON, 2000). Em relação aos comprometimentos musculoesqueléticos, sobretudo nas extremidades superiores, são identificados como causadores o trabalho físico “pesado” e/ou realizado com alta frequência ou de forma repetitiva, atividades no computador por longos períodos, além de posturas defeituosas, estáticas e/ou dinâmicas, sem controle eficiente, etc. Portanto, a relevância da biome- cânica ocupacional está essencialmente nas correlações estabelecidas entre a postura no ambiente de trabalho e as dimensões corporais. A partir disso, é possível evitar sequelas que possam incapacitar o trabalhador, providenciando a adequação dos equipamentos, com o objetivo de preservar ou restaurar uma postura adequada e saudável em suas atividades diárias (PUNNET; WEGMAN, 2004). O setor ocupacional está diretamente relacionado com os movimentos e sobrecargas durante a jornada de trabalho. Análises biomecânicas do aparelho locomotor, da postura, da mobilidade articular e da força gerada pelos músculos são utilizadas para determinar e delimitar a melhor forma de execução das atividades laborais, sem risco de provocar lesões (VANICOLA; MASSETTO; MENDES, 2004). 3Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise Ambiente do cotidiano Desde os nossos antepassados, grande parte do nosso tempo é dedicada à locomoção — como em longas caminhadas para caça e/ou coleta e em corridas e saltos para capturar presas ou fugir— e também a ações de manipulação — como nos atos de arremessar, agarrar, carregar, entre tantas outras pos- sibilidades. Naquele tempo, os atos motores priorizavam a sobrevivências (MARCHIORETO, 2015) (Figura 1). Figura 1. Bipedalismo como elemento central da evolução humana. Fonte: Adaptada de Leaken e Lewin (1981). As posturas assumidas no cotidiano, como ficar em pé ou sentado, pegar ou carregar algum objeto, frequentemente são causas de sobrecargas articulares e musculares, sobretudo quando não respeitam os princípios biomecânicos. Os estudos que envolvem a postura estática e dinâmica são considerados importantes, porque trata-se de uma variável que pode determinar formas mecânicas eficientes do movimento humano e ainda combater ou extinguir alterações do aparelho locomotor (ROCHA; SOUZA, 1999). Ambiente esportivo A ciência do esporte considera o movimento humano como parte constituinte das práticas esportivas, apesar de tê-lo como objeto de pesquisa. Desse modo, os pontos centrais nessa área reúnem, além das diversas esportes, também Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise4 as derivações e adaptações deles, bem como as formas de treinamento e preliminares de tática e técnica. Entre as práticas adaptadas estão as ativi- dades esportivas em diversos ambientes, como em escolas “regulares” e fora delas, assim como o esporte direcionado “a todos” e com regras alteradas, capazes de promover a inclusão geral. Portanto, não se destaca um cenário que valoriza o alto rendimento e a competição, e sim um contexto que exige prioritariamente uma vasta participação nas atividades. Nesse sentido, pode ser mais adequado referenciar “ciências do esporte” de forma aplicada como práticas esportivas que estão inseridas na área de exatas, biologia e humanas, preconizando formas de organização de pesquisas e atividades próprias (DARIDO; RANGEL, 2017). Nas análises dos movimentos esportivos, a tensão nas articulações, bem como os efeitos relacionados com a motricidade e referentes ao processamento da aprendizagem, podem servir como exemplos de objetos de conhecimento, atrelados aos “diagnósticos” no esporte. A biomecânica no esporte também pode enfocar tanto aspectos legais quanto princípios físico-mecânicos corre- lacionados com os conhecimentos da anatomia e fisiologia do corpo humano. Contudo, em uma visão geral e ampla, ainda é considerada responsabilidade do esporte caracterizar e otimizar as formas técnicas de movimentos com base científica (AMADIO et al., 2010). Ambiente educacional No ambiente educacional, o estudo do movimento pode ser compreendido de maneira básica, considerando diferentes combinações, com vistas ao atendimento específi co ou regional ambiental, assim como aspectos sociais e culturais integrados. Partindo desse pressuposto, a expressividade corporal pode ser identifi cada como a “cultura corporal de movimento”, consistindo em objeto de estudo da educação física escolar (SOARES et al., 1992). As práticas esportivas, por exemplo, representam a cultura do movimento no ambiente escolar desde a metade do século XX, com a interface científi ca de ciências do esporte (BRACHT, 1995). O ensino na área da educaç ã o fí sica teve início com a proposta da cultura corporal de movimento como representação fundamental da intervenção de um “mediador”. No Brasil, por exemplo, são estudados nessa área os jogos, os esportes, as giná sticas, as danç as, as lutas, bem como a capoeira, por expres- sarem aspectos típicos locais. Dessa forma, o ambiente em que essas práticas acontecem são considerados, além das regras, aspectos técnicos e/ou táticos do 5Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise processo de assimilação desses conteúdos. Mundialmente, a cultura corporal de movimento é considerada parte da constituição da cultura humana, sendo conceituada pela própria cultura global, em uma relação teórica (científica), com o “senso comum” (DARIDO; RANGEL, 2017). A educação física escolar permite que as crianças vivenciem diversas experiências relacionadas com o movimento. Nesse contexto “motor”, as oportunidades relacionam várias formas de conhecimento, considerando inúmeras variáveis, que podem extrapolar a “mecânica das ações”, como, alterações funcionais referentes ao corpo humano. Trata-se de elementos que podem ser agregados ao conteúdo programático da educação física escolar. Do 9 a 10 anos de idade, por exemplo, as crianças vivenciam o segundo ciclo na escola; portanto, este é considerado um momento adequado para propor conteúdos com perfil abstrato, mas com ênfase no movimento humano e de forma “bem estruturada” (FREITAS; COSTA, 2000). Ambiente de recreação e/ou lazer A ludicidade culturalmente comum em diversas concepções de recreação e lazer em relação ao movimento humano concretiza-se em jogo, brincadeira, brinquedo e “festa”. Portanto, determinadas concepções entendem que pode ser atribuído o mesmo signifi cado, nesse contexto, para brinquedo, brinca- deira e “festa”; entretanto, os excessos alteram o sentido de “festa” e jogo (CAILLOIS, 1988). A cultura corporal de movimento contempla tanto valores quanto padrõ es de exercício, com ênfase nas formas com perfil institucionalizado, como o esporte. Nesse contexto, é viável considerar o esporte em vários ambientes sociais, incluindo a área cientí fica, porque os fatores culturais do esporte predeterminam na cultura corporal contemporâ nea. Assim, o nível simbó lico encontrado na cultura corporal de movimento deve ser abstraído e teorizado como parte da corporeidade, da percepção e dos relacionamentos (BETTI, 1993). Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise6 A “festa”, por sua vez, possui o perfil essencial do jogo, mas acrescenta elementos que transbordam e configuram-se em todas as formas de excesso. Já o jogo reporta comportamentos e dimensões espaciais; a recreação e/ou lazer possui uma consideração privilegiada, tendo em vista os espaços, nos quais os jogos acontecem (PINTO, 1992). As propostas de recreação e lazer que envolvem o movimento humano podem ocorrer em diversos locais, como escolas, ambiente profissional, no esporte, no cotidiano e até em ambientes clínicos, desde que as atividades sejam desprovidas de regras formais e tenham perfil lúdico (PINTO, 1992). A seguir, vamos conhecer os métodos que podem ser utilizados para realizar análises cinesiológicas e biomecânicas do movimento humano em diferentes ambientes. 2 Ferramentas para análise de movimentos em diferentes ambientes Para investigar e analisar os movimentos em cinesiologia e biomecânica, é preciso empregar métodos específi cos de mensuração. Trata-se de um evento conhecido como “complexa investigação” do movimento. Os procedimentos devem envolver todas as ferramentas de estudo que as variáveis a serem men- suradas requeiram para suas análises. Em alguns casos, pode ser necessária a utilização simultânea e sincronizada de mais de um procedimento para a devida interpretação do movimento (AMADIO, 2010). Os métodos ou ferramentas de medição podem ser classificados como procedimentos mecânicos, com observações diretas (com transdutores externos ao corpo ou observações e detecções externas) e que passam por alterações lentas; procedimentos eletrônicos, com grandezas de perfil “mecânico”, que se transformam em grandezas elétricas, favorecendo a mensuração de grandezas, que passam por alterações rápidas, e, consequen- temente, vão se adaptando ao processamento dos dados de forma dinâmica; e os procedimentos ópticos-eletrônicos, que fazem referência a imagens processadas com representação tanto óptica quanto geométrica do objeto considerado para análise. Assim as mensurações são realizadas com base em um modelo, de forma indireta (ABDEL-AZIS; KARARA, 1971; CHAO, 1986; AMADIO et al., 2010). 7Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologiaem diferentes ambientes de análise Em relação aos métodos que dão suporte ao desenvolvimento e evolução científica na mensuração do movimento, destacam-se, em resumo, a simu- lação e otimização computacional da técnica de movimento, o comando e controle da técnica de movimento por computação, e a análise da sobrecarga do aparelho locomotor (CHAO, 1986; AMADIO et al., 2010). Em cinesiologia e biomecânica, as análises de movimento podem ter um perfil interno ou externo. A biomecânica interna se concentra nas forças decorrentes de estruturas corporais internas, como aquelas relacionadas aos músculos, articulações, ossos e cartilagens. Já as forças que estabelecem relações diretas tanto com a realização dos movimentos quanto com as “cargas mecânicas” que recaem sobre o aparelho locomotor fazem referência ao perfil externo. Essas forças são representadas pelo estímulo mecânico que é exigido, tendo em vista o desenvolvimento e o crescimento do corpo sob o ponto de vista estrutural (CHAO, 1986; AMADIO et al., 2010). Na área de educacão física, uma habilidade considerada essencial em um treinador é a capacidade de fazer análises técnicas eficientes no esporte. Trata-se de um tipo de análise que transita entre um perfil subjetivo/qualitativo e objetivo/quantitativo. Em geral, os contextos dos treinos são analisados de forma subjetiva ou qualitativa, ou seja, as análises ficam definidas como formas sistemáticas de observação, além de serem julgadas de maneira introspectiva, tendo em vista o nível de qualidade do movimento humano. Assim, o objetivo é intervir de forma adequada, aprimorando o desempenho (KNUDSON; MORRISON, 2002). O maior benefício identificado nas análises qualitativas faz referência ao conhecimento do próprio treinador, que pode ser acessado de forma rápida e utilizado para promover um feedback na forma de instrução imediata ao jogador/atleta. O treinador também pode utilizar meios tecnológicos que favorecem as análises quantitativas, como um cronômetro ou replay de vídeo (ACKLAND; ELLIOTT; BLOOMFIELD, 2011). Vejamos a seguir como a antropometria, a cinemetria, a dinamometria e a eletrofisiologia podem contribuir com as análises do movimento humano (AMADIO et al., 2002): A antropometria mensura características corporais, com utilização de fita métrica, balanças, paquímetros digitais e ainda, algumas formas de Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise8 digitação a laser, para os devidos registros d parâmetros antropomé- tricos. Os dados medidos são tabulados conforme os modelos físico- -matemáticos preconizados e de acordo com as simulações. A cinemetria utiliza sistemas orientados para as mensurações tanto de movimentos quanto de posturas e gestos frequentes nas práticas espor- tivas. Trata-se de registros por meio de imagens, trajetórias, decursos de tempo, definição de curvas referentes à velocidade, bem como de aceleração, entre outras formas associadas e/ou derivadas (ALLARD; STOKES; BLANCHI, 1995). Frequentemente, são utilizados sistemas de videografia, com acoplamento de uma ou mais câmeras de alta frequ- ência, capazes de fazer reconstruções bidimensionais e tridimensionais dos movimentos. Já é possível fazer mensurações e registros digitais de imagens em tempo real, alta resolução e alta frequência. A dinamometria faz medições orientadas para obter forças de reação do solo, as chamadas forças externas e as formas dinâmicas de pressões ocasionadas por segmentações corporais que interagem com o meio ambiente. São identificadas também algumas formas de avaliação de grupos musculares, que determinam seus momentos resultantes. Assim, são avaliadas as forças de reação do solo por meio de plataformas de forças, células de cargas e formas atenuadas e transdutoras de carga, que determinam as relações entre força e deformação estrutural dos materiais esportivos. Além disso, a forma de distribuição das pressões plantares pode ser investigada e a dinamometria computadorizada pode ser aplicada em sistemas isocinéticos (NICOL; HENNIG, 1978; BAUMANN, 1994). A eletrofisiologia diz respeito a formas de medir o potencial elétrico com o objetivo de avaliar funcionalmente a participação de cada músculo e de suas partes, como na eletromiografia dos músculos esqueléticos e na eletrocardiologia do miocárdio no coração, entre outros procedimentos diagnósticos ou terapêuticos. O potencial elétrico muscular pode ser mensurado pela eletromiografia (EMG). Trata-se de uma técnica que detecta as alterações nos potenciais das membranas no momento em que os potenciais de ação vão sendo propagados nas fibras musculares. A análise e estudo da musculatura por meio da EMG é conside- rada altamente eficaz, por colher informações acerca do controle do movimento, tanto os voluntários quanto os “reflexos”. Durante uma determinada tarefa, a EMG consegue quantificar o nível de resposta elétrica muscular, além de sinalizar quais músculos estão ativos, bem como o início e fim das ações (HAMILL; KNUTZEN; DERRICK, 2016). 9Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise Enfim, com a utilização adequada das ferramentas ou métodos disponíveis para as análises do movimento é possível descrever seus aspectos funcionais e, sobretudo, criar modelos quantitativos ou matemáticos, de acordo com os protocolos específicos. Os dados obtidos favorecem uma compreensão maior das formas reguladoras e de execução interna do movimento propriamente dito (AMADIO et al., 2002). A Figura 2 apresenta exemplos aplicados de métodos e ferramentas utilizadas para analisar os movimentos humanos. Figura 2. Ferramentas de análise de movimentos humanos: (a) sistemas optorreflexivos, baseados no rastreamento de marcadores pelo espaço, ligados a um software apropriado, para a quantificação do movimento (cinemetria); (b) perfil de força de uma remada (dinamo- metria); (c) atividade bruta da EMG de músculos selecionados do membro inferior durante a prática na bicicleta ergométrica (RF = reto femoral; BF = bíceps femoral); (d) abordagem vetorial para descrever (A) um ângulo do cotovelo em 3D e (B) o ângulo projetado no plano sagital (análise de vídeo planar). Fonte: (a) Ackland, Elliott e Bloomfield (2011, p. 305); (b) adaptada de Smith e Spinks (1989); (c) Ackland, Elliott e Bloomfield (2011, p. 310); (d) Ackland, Elliott e Bloomfield (2011, p. 316). Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise10 Depois de conhecermos as ferramentas que podem ser utilizadas para mensurar as diversas formas de movimentos, vamos descrever como a biome- cânica se relaciona com diferentes tipos de análise nos ambientes de trabalho/ profissional, no cotidiano, no esporte e no ambiente educacional. 3 Análise de movimentos em diferentes ambientes Ambiente de trabalho/profissional A postura é defi nida como uma forma de alinhar partes do corpo para uma ação específi ca ou como modo de sustentação do pró prio corpo. A postura e o movimento se relacionam de forma íntima; todo movimento parte de uma postura inicial e acaba em uma postural diferente no mesmo lugar ou em postura igual, mas em local diferente (HOUGLUM; BERTOTI, 2014). Na maioria das vezes, ajustes posturais acontecem de forma rápida e automática. Esse mecanismo que controla a postura depende das várias integrações sistêmicas, como a propriocepção. Entre as formas de apresen- tações posturais estão incluídas a posição ortostática ou em pé, a postura sentada e as diversas possibilidades de controle postural (HOUGLUM; BERTOTI, 2014). A postura considerada normal apresenta poucas variações entre as pessoas, mas sofre influências do biótipo, faixa etária e sexo de cada indivíduo. Em pé, em geral, a postura apresenta algumas características comuns. A postura normal deve ser avaliada com o indivíduo “relaxado”, com os pés posicio- nados de acordo com a largura dos quadris, os braçostambém “relaxados”, lateralizados em relação ao corpo, e os olhos direcionados anteriormente. A cabeça, os ombros, o tronco, os quadris, os joelhos e os tornozelos devem estar alinhados, tendo vista as observações nas vistas anterior, posterior e sagital (Figura 3a, 3b e 3c) (HOUGLUM; BERTOTI, 2014). 11Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise Figura 3. Linha gravitacional em vistas: (a) anterior; (b) posterior; e (c) sagital. Na posiç ã o em pé relaxada, a linha de forç a gravitacional atravé s do centro de massa recai atrá s da articulaç ã o do quadril, na frente da articulaç ã o do joelho e na frente da articulaç ã o do tornozelo. Em (c), sã o destacados os mú sculos considerados antigravitacionais. Observe nos membros inferiores a necessidade de contraç ã o ativa dos mú sculos para a obtenç ã o de equilí brio, principalmente o gastrocnê mio e o só leo e, em menor grau, o tibial anterior. Em (d), é demonstrada uma operária em linha de montagem e em (e), um modelo biomecânico de sua postura laboral. Fonte: Houglum e Bertoti (2014, p. 538); Rodriguez-Añez (2000, p. 9). É importante considerar que diversas posturas podem ser assumidas em relação à posição anatômica padrão, e que também são consideradas “nor- mais”, como sentar, deitar, reclinar, etc. As alterações posturais estáticas estão relacionadas com o equilíbrio do corpo humano, bem como de seus segmentos articulados que dependem de uma tênue neutralidade gravitacional. A postura classificada como a menos complexa, na qual o indivíduo consegue ter mais equilíbrio, é a posição de decúbito, porque o centro de gravidade do corpo fica mais próximo da superfície que o sustenta (RODRIGUEZ-AÑEZ, 2000). Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise12 O nível de estresse produzido pela postura foi investigado em mulheres operárias que trabalhavam predominantemente na postura sentada, com uti- lização de um microscópio, para montar memórias de computadores (Figura 2d). O método utilizado para essa análise foi a EMG de superfície no músculo trapézio e no grupo dos eretores da espinha, nas regiões torácica e lombar. De forma simultânea, foram feitos registros fotográficos utilizados para as análises biomecânicas (RODRIGUEZ-AÑEZ, 2000). As estações do local de trabalho das operárias foram ajustadas de acordo com as alturas individuais, e com inclinação de 5° para frente e para trás, para analisar as tarefas ao nível da mesa. Com base na análise biomecânica e eletromiográfica, foi considerado um modelo biomecânico (Figura 2e). A proposição diante das análises foi que a combinação de aspectos posturais e das tarefas pode contribuir para a ocorrência de dores cervicais e no dorso das operárias. A medida ergonômica proposta foi passar a utilizar uma bancada ajustável para diminuir o estresse postural e, por conseguinte, os problemas de saúde ocupacional (BASMAJIAN, 1976; RODRIGUEZ-AÑEZ, 2000). Ambiente do cotidiano Tanto “sentar” quanto “levantar” de uma cadeira representam atividades integradas do cotidiano que acontecem com grande frequência (BALDISSE- ROTTO, 2006). Um indivíduo pode ser analisado ao sentar e levantar de uma cadeira, iniciando na posição sentado, em torno de 46 cm de altura, sem o apoio lateral específi co para braços, mas com apoio adequado para as costas. O movimento deve ser iniciado com as costas recostadas na cadeira, os pés apoiados no chão e descalços e os joelhos e os quadris posicionados em ângulo de 90°. Essa sequência de ações deve ser repetida três vezes, com intervalos combinados previamente. A contagem deve ser iniciada com 5 segundos de repouso na posição sentado e 3 segundos reservados para a ação de levantar, com 5 segundo de intervalo em posição ortostática e 3 segundos para a ação de sentar (BALDISSEROTTO, 2006). Com a intenção de fazer a seleção apenas da EMG que corresponda às ações do indivíduo, ou fazer um recorte do sinal inicial e final do movimento, com ausência de análises dos tempos ou intervalos de repouso, devem ser feitas filmagens das análises cinesiológicas em tempo real, sendo a contagem reali- zada por meio de um cronômetro. Tanto o começo quanto o término de cada fase do movimento devem ser registrados utilizando um efeito luminoso, que pode ser emitido por um dispositivo que sincroniza eventos. Esse dispositivo 13Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise deve ser controlado por alguém que também seja registrado pelas filmagens, além de estar conectado a um computador, que, por sua vez, regista a EMG. Assim, é possível demarcar o começo e o fim do movimento em um arquivo de sinais, para análises subsequentes (BALDISSEROTTO, 2006). Ambiente esportivo A popularização dos exercícios físicos, incluindo a intensifi cação das ativida- des nos esportes de rendimento, além de promover e manter a saúde também ocasiona o aumento da ocorrência de lesões. A sobrecarga gerada em função do movimento é considerada o principal agente causador, por exemplo, de lesões degenerativas envolvendo o aparelho locomotor (WINTER; BISHOP, 1992). A determinação exata de limites reais da tolerância das estruturas locomotoras e das demandas mecânicas que são geradas, somadas às forças aplicadas ao aparelho locomotor, pode ser muito útil para os profi ssionais que atuam na área de educação física e, sobretudo, do esporte de rendimento (AMADIO; SERRÃO, 2011). As mensurações de intensidades das cargas externas, mediadas pela de- terminação da força de reação do solo (FRS), que pode ser mensurada por dinamometria, permitem que o profissional avaliador faça uma análise do estresse mecânico gerado por uma atividade física, como, por exemplo, a cor- rida. A partir dos dados analisados, é possível conhecer a intensidade máxima da FRS gerada nessa mesma situação (MUNRO, MILLER; FUGLEVAND, 1987) a níveis de referência, como a marcha e os saltos. Uma comparação dessa natureza seria capaz de revelar que uma sobrecarga externa em torno de 1,2 maior que o peso corporal de quem realiza a ação é imposta aos cons- tituintes do aparelho locomotor ao longo da execução da corrida. Isso indica uma similaridade à sobrecarga externa da marcha e grande discrepância com a sobrecarga referente à produção nos saltos atléticos (AMADIO et al., 1999; BRUNIERA, 1994; RAB, 1994; WINTER, 1990). Partindo da comparação anterior, é válido afirmar que a corrida varia entre níveis baixos e moderados de demanda mecânica, determinando um perfil compatível em relação à delimitação de grau de tolerância do aparelho locomotor. Mesmo que fosse possível considerar uma hierarquia para as forças externas geradas pelas diversas possibilidades de movimento humano, tendo em vista uma forma de compreensão das cargas mecânicas, vale destacar que os níveis de sobrecarga representam um critério complexo, que requer Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise14 mais indicadores, sobretudo de natureza interna. Dessa maneira, ainda que os indicadores não apresentem um quantitativo alto em comparação com as forças externas, devem ser considerados que os níveis de sobrecarga também dependem das forças internas (AMADIO; SERRÃO, 2011). Ambiente educacional Na faixa etária entre 4 e 5 anos, considerando a idade escolar, as crianças fi cam grande parte do tempo na postura sentada. Essa predominância postural requer um cuidado maior tanto dos pais quanto dos educadores e pesquisado- res de aspectos posturais. Devido ao elevado número de alunos que podem ser acolhidos em uma sala, os professores precisam ser mais criteriosos em relação ao controle do movimento. Nem sempre as mesas e cadeiras escolares são ajustadas à estatura das crianças, podendo oferecer pouco ou nenhum conforto. Trata-se de um cenário que oportuniza posturas compensatórias que podem causar danos à coluna vertebral e a membros inferiores,por exemplo (FREIRE et al., 2008). As crianças menores são as que mais sofrem prejuízo, porque os padrões das carteiras escolares são de maior porte, a fim de serem utilizadas por mais tempo, além de serem aproveitadas para idades mais avançadas. Como as crianças e os adolescentes permanecem por tempos prolongados na escola, e muitas vezes sem orientação educativa postural, são propensos a formar o hábito de posturas defeituosas. Com o tempo, as posturas incorretas se tornam rotina e acabam prejudicando a saúde. Assim, crianças e adolescentes fazem parte de um grupo de alta vulnerabilidade a alterações na coluna vertebral (FREIRE; TEIXEIRA; SALES, 2008). Em relação a essa situação, é possível registrar imagens fotográficas para efeito de estudo acerca dos hábitos posturais. A imagem, nesse caso, permite identificar e acompanhar as mudanças nas posturas. Trata-se de um método diagnóstico capaz de favorecer modificações que permitam preservar ou melhorar os aspectos posturais (FREIRE; TEIXEIRA; SALES, 2008). As análises cinesiológicas e biomecânicas são objetos de estudo com ampla exploração, tendo em vista a importância dos seus métodos de medição e consequentes resultados, que podem ser aplicados em vários ambientes, como em escolas, locais de prática esportiva, de recreação e de trabalho. 15Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise ABDEL-AZIZ, Y. I.; KARARA, H. M. Direct linear transformation from comparator coordi- nates into object space coordinates in close-range photogrammetry. In: SYMPOSIUM ON CLOSE-RANGE PHOTOGRAMMETRY, 6., 1971. Proceedings […]. Falls Church, VA: American Society of Photogrammetry, 1971. p. 1–18 ACKLAND, T. R.; ELLIOTT, B. C.; BLOOMFIELD, J. Anatomia e biomecânica aplicadas no esporte. 2. ed. Barueri: Manole, 2011. ALLARD, P.; STOKES, A. F.; BLANCHI, J. P. (Ed.). Three-dimensional analysis of human movement. Champaign: Human Kinetics, 1995. AMADIO, A. C. et al. Introdução à análise do movimento humano: descrição e aplicação dos métodos biomecânicos de medição. Revista Brasileira de Fisioterapia, v. 3, n. 2, p. 41–45, 1999. AMADIO, A. C. et al. Introdução à biomecânica para análise do movimento humano: descrição e aplicação dos métodos de medição. Luzimar Teixeira, 2010. Disponível em: http://www.luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2010/02/biomecanica- descricao-e-aplicacao-de-metodos.pdf. Acesso em: 12 fev. 2020. AMADIO, A. C. et al. Métodos de medição em biomecânica do esporte: descrição de protocolos para aplicação nos centros de excelência esportiva (REDE CENESP–MET). Revista Brasileira de Biomecânica, São Paulo, v. 3, n.4, p. 57–67, 2002. AMADIO, A. C. Metodologia biomecânica para o estudo das forças internas ao aparelho locomotor: importância e aplicações no movimento humano. Luzimar Teixeira, 2010. Disponível em: http://www.luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ forcas-internas.pdf. Acesso em: 12 fev. 2020. AMADIO, A. C.; SERRÃO, J. C. A biomecânica em educação física e esporte. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 25, n. esp., p. 15–24, dez. 2011. BALDISSEROTTO, S. M. Análise eletromiográfica em usuários de prótese total durante ativi- dades de vida diária. 2006. 92 f. Dissertação (Mestrado) — Faculdade de Odontologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2006. BASMAJIAN, J. V. Electro-fisiologia de la acción muscular. Buenos Aires Argentina: Médica Panamericana, 1976. BAUMANN, W. Druckverteilungsmessungen im Schuh. CAMARC II — ein Projekt der Europäischen Gemeinschaft. Köln: IfB-DSHS, 1994. BETTI, M. Cultura corporal e cultura esportiva. São Paulo: Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. Revista Paulista de Educação Física, v. 7, n. 2, p. 44–51, 1993. Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise16 BRACHT, V. As ciências do esporte no Brasil: uma avaliação crítica. In: FERREIRA NETO, A.; GOELLNER, S. V.; BRACHT, V. (Org.). As ciências do esporte no Brasil. Campinas: Autores Associados, 1995. p. 29–49. BRACHT, V. Educação física & ciência: cenas de um casamento (in)feliz. Ijuí : Unijuí , 1999. BROOKS, G. A. (Ed.). Perspectives on the academic discipline of physical education: a tribute to G. Lawrence Rarick. Champaign: Human Kinetics Publishers, 1981. BRUNIERA, C. A. V. Estudo biomecânico da locomoção humana: análise de variáveis descritivas para o andar e correr. 1994. 104 f. Dissertação (Mestrado) — Universidade de São Paulo, São Paulo, 1994. CAILLOIS, R. O homem e o sagrado. Lisboa: Edições 70, 1988. CHAO, E. Y. S. Biomechanics of the human gait. In: SCHMID-SCHÖNBEIN, G. W.; WOO, L. Y.; ZWEIFACH, B. W. (Ed.). Frontiers in biomechanics. New York: Springer-Verlag, 1986. p. 225–242. DARIDO, S. C.; RANGEL, I. C. A. Educação física na escola: implicações para a prática pedagógica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. FREIRE, I. A.; TEIXEIRA, T. G.; SALES, C. R. Hábitos posturais: diagnóstico a partir de fo- tografias. CONEXÕES, Revista da Faculdade de Educação Física da UNICAMP, Campinas, v. 6, n. 2, p. 28–41, 2008. FREITAS, F. F.; COSTA, P. H. L. O conteúdo biomecânico na educação física escolar: uma análise a partir dos parâmetros curriculares nacionais. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, v. 14, n. 1, p. 65–71, jan./jun. 2000. HAMILL, J.; KNUTZEN, K. M.; DERRICK, T. R. Bases biomecânicas do movimento humano. 4. ed. Barueri: Manole, 2016. HOUGLUM, P. A.; BERTOTI, D. B. Cinesiologia clí nica de Brunnstrom. 6. ed. Barueri: Manole, 2014. KNUDSON, D.; MORRISON, C. Qualitative analysis of human movement. 2. ed. Champaign: Human Kinetics, 2002. MARCHIORETO, F. A importância do movimentar-se para a vida humana, aspectos histó- ricos, educacionais e do cotidiano. 2015. 188 f. Dissertação (Mestrado) — Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2015. MUNRO, C. F.; MILLER, D. I.; FUGLEVAND, A. J. Ground reaction forces in running: a reexamination. Journal of Biomechanics, New York, v. 20, n. 2, p. 147–155, 1987. NICOL, K.; HENNIG, E. M. Measurement of pressure distribuition by means of a flexible, large surface mat. In: ASMUSSEN, E.; JORGENSEN, K. (Ed.). Biomechanics VI-A. Baltimore: University Park, 1978. p. 374–380 17Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise PINTO, L. M. S. M. A recreação/lazer e a educação física: a manobra da autenticidade do jogo. 1992. 137 f. Dissertação (Mestrado) — Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1992. PUNNETT, L.; WEGMAN, D. H. Work-related musculoskeletal disorders: the epidemio- logic evidence and the debate. Journal Electromyography and Kinesiology, v. 14, n. 1, p. 13–23, 2004. RAB, G. T. Human locomotion. In: ROSE, J.; GAMBLE, J. G. Human walking. 2. ed. Baltimore: Willians & Wilkins, 1994. p. 101–121. ROCHA, A. S.; SOUZA, J. L. Observação das atividades de vida diária através de vídeo. Movimento, v. 5, n. 11, p. 16–22, 1999. RODRIGUEZ-AÑEZ, C. R. A eletromiografia na análise da postura. Bio Cursos, 2000. Disponível em: http://docplayer.com.br/43608439-A-eletromiografia-na-analise-da- -postura.html. Acesso em: 12 fev. 2020. SOARES, C. L. et al. Metodologia do ensino de educação física. São Paulo: Cortez, 1992. TANI, G. Cinesiologia, educaç ã o fí sica e esporte: ordem imanente do caos na estrutura aca- dê mica. Motus Corporis, Rio de Janeiro, v. 3, n. 2, p. 9–50, dez. 1996. VANICOLA, M. C.; MASSETTO, S. T.; MENDES, E. F. Biomecânica ocupacional: uma revisão de literatura. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, São Paulo, v. 2, n. 3, p. 38–44. jun. 2004. WILSON, J. R. Fundamentals of ergonomics in theory and practice. Applied Ergonomics, London, v. 31, n. 6, p. 557–567, 2000. WINTER, D. A. Biomechanics and motor control of human movement. New York: John Wiley, 1990. WINTER, D. A.; BISHOP, P. J. Lower extremity injury: biomechanicalfactors associated with chronic injury to the lower extremity. Sports Medicine, Auckland, v. 14, n. 3, p. 149–156, 1992. Leituras recomendadas MOORE, K. L.; DALLEY, A. F.; AGUR, A. M. R. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Guanabara Koogan, 2014. SÉ RGIO, M. Motricidade humana: contribuições para um paradigma emergente. Lisboa: Instituto Piaget, 1994. TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de anatomia e fisiologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise18 Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun- cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links. 19Possibilidades de inserção do estudo da cinesiologia em diferentes ambientes de análise PORTFÓLIO Elementos da avaliação Terapêutica Ocupacional da criança com deficiência https://www.youtube.com/watch?v=3BJP1gYBkYA Assista ao vídeo e descreva quais são os elementos da avaliação Terapêutica Ocupacional da criança portadora de deficiência. PESQUISA Qual é a importância da Terapia Ocupacional? https://www.youtube.com/watch?v=n0eFbuQXy1s A Terapia Ocupacional tem um papel muito importante para o tratamento dos pacientes, pois além de cuidar da parte motora, também cuida da saúde mental, resgatando a autoestima e diminuindo a ansiedade. No vídeo, o terapeuta ocupacional da Unidade de Cuidados Prolongados da Santa Casa BH, Gleudson de Aquino, fala mais sobre esse assunto. N