Logo Passei Direto
Buscar

FUNDAMENTOS DE CUSTOS FINANCAS E CONT GERENCIAL - AUDITORIA E GESTAO HOSPITALAR 04 2022

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

fundamentos de custos, finanças e contabilidade gerencial
Prof.ª Me. Shayanne Moura
SUMÁRIO
HOSPITAL
GESTÃO FINANCEIRA
GESTÃO FINANCEIRA HOSPITALAR
GERENCIAMENTO DE CUSTOS
CUSTOS HOSPITALARES
DEFINIÇÕES E CONCEITOS
CUSTO E DESPESA
CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS
CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE CUSTEIO
CUSTOS, DESPESAS, PREÇOS E LUCROS
ELEMENTOS DE CUSTOS
ESTRUTURA DA ENTIDADE HOSPITALAR
REFERENCIAS
GERENCIAMENTO E OTIMIZAÇÃO DOS CUSTOS
	
Fornecer informações sobre a rentabilidade e desempenho das atividades da organização; 
• Auxiliar no planejamento, controle e desenvolvimento das operações; 
• Fornecer informações para a tomada de decisões.
Identificar problemas e priorizar soluções e uma ótima tática de otimização de custos.
CUSTOS HOSPITALARES
	O profissional de Saúde, engajado no processo gerencial das Instituições de saúde, seja como Gerente ou Diretor de Divisão de Serviço, ou Chefe de Unidade, necessitam mais do que nunca, buscar conhecimentos a respeito de Custos Hospitalares, reconhecendo seu papel como agente de mudanças, no alcance de resultados positivos, bem como buscando o equilíbrio entre qualidade, quantidade e custos. 
CUSTOS HOSPITALARES
	Controlar os custos, de modo que se conheça sua origem, seus valores monetários, assim como suas implicações qualitativas, é essencial para que se possa bem administrar uma empresa, seja ela de qualquer ramo de atividade, e assim atingir verdadeiramente todo e qualquer objetivo almejado pela alta direção da empresa. 
 “calcular custos nada mais é do que entender a realidade da empresa” 
(WAELKENS. Custos Hospitalares. 2002) 
Sobre custos hospitalares Martins, D. (2000, p.21) acrescenta ainda:
“ Custos hospitalares é um instrumento de trabalho fundamental para a otimização das operações do hospital, alertando a administração para quaisquer resultados que exijam correção.”
	Os custos em um hospital funcionam como em qualquer outra atividade, com particularidades a cada área: 
trata-se de prestação de serviços, cujo produto final é a recuperação e satisfação do paciente (cliente) e de seus acompanhantes. 
Por esse motivo, para a maioria dos leigos seria um absurdo um hospital falar em custos, no entanto, a redução de custo não implica perda de qualidade, ao contrário: um hospital com bom gerenciamento financeiro tem condições de reverter o resultado deste trabalho em educação continuada para seus profissionais, modernização do espaço físico (hotelaria) e também em equipamentos médicos de última geração.
DEFINIÇÕES E CONCEITOS
	Para se ter conhecimento sobre a gestão de custos necessita-se compreensão e interpretação das Demonstrações Contábeis, sendo as mais relevantes o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado, além das diversas formas de classificação de algumas dessas terminologias, como é o caso principalmente dos “custos” e das “despesas”. 
DEFINIÇÕES E CONCEITOS
Custo: É tudo o que é gasto, direta ou indiretamente, na produção de um produto ou na prestação de um serviço. 
Desembolso: Pagamento propriamente dito. É quando o dinheiro sai da organização e vai para outra ou para um funcionário. 
Investimento: Aquisição de algo que será utilizado na prestação de serviço ou na produção do bem, ou adequação de infraestrutura (predial ou tecnológica), buscando maior ganho de resultados. Não deixa de ser gasto!
DEFINIÇÕES E CONCEITOS
Perda: Recurso financeiro empregado no consumo de um bem ou serviço de forma anormal. 
Exemplo: Medicamentos que perdem a validade, materiais que estragam no estoque, exame que precisa ser refeito, exigindo retrabalho do profissional, mais tempo ocupando o equipamento e material para impressão do laudo; Ar condicionado ligado com janela aberta...	
DEFINIÇÕES E CONCEITOS
“Os custos se transformam à medida que caminham pela organização”. FHEMIG
	
DEFINIÇÕES E CONCEITOS
“Os custos se transformam à medida que caminham pela organização”. FHEMIG
Depreciação: Forma de recuperação do valor investido pelo uso do equipamento ou da infraestrutura. Um tomógrafo não pode ser definido como custo quando é adquirido. A depreciação é, então, o custo gradual do equipamento à medida que vai sendo utilizado ao longo de sua vida útil.
	
CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS
Forma de aplicação	
•Diretos 
•Indiretos
Quantidade de produção 
 •Fixos 
•Variáveis
CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS 
forma de aplicação
Custos Diretos 
São os custos que são identificáveis diretamente no produto ou no serviço. Consegue-se identificar a quantidade consumida ao se observar o produto sendo construído ou o serviço sendo prestado.
CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS
forma de aplicação
Custos Diretos 
Materiais de consumo: agulhas, seringas, sondas, equipos, luvas, aventais, gazes, soluções, fios cirúrgicos e outros; 
Medicamentos, soros, sangue e derivados, alimentações terapêuticas e outros; 
Exames: exames de laboratório, eletrocardiografia, ecocardiografia, radiografia, etc; 
Recursos humanos específicos: médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, farmacêuticos, técnicos, instrumentadores e outros.
CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS
forma de aplicação
Custos Indiretos	
São os custos que não tem possibilidade de identificação direta com o produto ou com o serviço prestado. 
Exemplo: Consumo de energia elétrica, água, gás, telefone, aluguel do imóvel, alimentação, lavanderia, gastos com limpeza, manutenção, administração, segurança e outros.
CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS
Quantidade de produção
Custos Fixos	
• São aqueles cujo valor não se altera quando se aumenta ou diminui a quantidade de produtos ou o volume dos serviços produzidos em determinado período de tempo; 
• Existem mesmo que não haja produção. Por exemplo, não importa se você atender 10, 20 ou 30 pacientes, os custos com a segurança e aluguel não vão alterar, eles são fixos no período de cada mês. 
• Gastos rotineiros, como pagamento de contas, fornecedores, funcionários, aluguel, entre outros.
CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS
Quantidade de produção
Custos Variáveis
• São aqueles cujo valor se altera quando aumenta ou diminui a quantidade da produção ou o volume dos serviços prestados; 
• O melhor exemplo de custos variáveis é aquele relacionado ao consumo de matéria-prima. Se forem produzidos 10, 20 ou 30 produtos, serão consumidos, respectivamente, 10, 20 ou 30 quantidades de matéria-prima necessárias para fazer estes produtos; 
CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS
Quantidade de produção
Custos Variáveis
• O aumento ou diminuição do número de raios-X causa um aumento ou diminuição proporcional do consumo de lâminas e reveladores;
• Os custos variáveis correspondem a tudo o que é gasto para produzir ou comercializar o seu produto ou serviço: os impostos sobre mercadoria e comissão de vendedores. 
CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE CUSTEIO
	Os sistemas de custeio referem-se às formas como os custos são registrados e transferidos internamente dentro da entidade. É o fundamento da Contabilidade de Custos ligado à decisão de como deve ser mensurado o custo do produto. Então, podemos dizer que é o método de custeio um modelo para a decisão, mensuração e informação.
	Custeio significa método de Apropriação de Custos. Assim, existe vários sistemas de custeio, dentre eles iremos abordar Custeio por Absorção, Custeio Direto.
CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE CUSTEIO
Custeio por absorção:
Custeio por Absorção é o método de custeio em que são apropriados todos os custos de fabricação, sejam eles diretos ou indiretos, fixos ou variáveis. 
Custeio por Absorção é a “expressão utilizada para designar o processo de apuração de custos que se baseia em dividir ou ratear todos os elementos do custo, de modo que, cada centro ou núcleo absorva ou receba aquilo que lhe cabe por cálculo ou atribuição”. 							Moura (2005) apud Lopes de Sá (1990, p.109)
CUSTEIO POR ABSORÇÃO
CARACTERÍSTICAS
• Todos os custos de produção são alocados aos bens produzidos ou serviços prestados, compreendendoos custos fixos, variáveis, diretos e indiretos; 
• Necessita de critérios de rateios, no caso de apropriação dos custos indiretos (gastos gerais de produção) quando houver mais de um produto ou serviço prestado; 
• Por ser o método derivado da aplicação dos Princípios Fundamentais da Contabilidade é o critério legal exigido no Brasil;
CUSTEIO POR ABSORÇÃO
CARACTERÍSTICAS
•Os resultados apresentados são influenciados pelo volume da produção; 
• Não identifica a margem de contribuição (diferença entre o preço de venda e o custo do produto); 
• Estabelece o custo total unitário do produto e do serviço; 
• Indicado para decisões realizadas a longo prazo. 
CUSTEIO POR ABSORÇÃO
CARACTERÍSTICAS
Desvantagens 
Utiliza-se rateios para distribuir os custos entre os departamentos ou produtos, uma vez que nem sempre tais critérios são claros e objetivos, podendo distorcer os resultados, penalizando alguns produtos e beneficiando outros e mascarando problemas, como ineficiências e desperdícios produtivos.
Admitindo-se os seguintes custos para produção de XYZ, pelo método do sistema de absorção, teremos:
 
	DESCRIÇÃO	VALOR R$
	Matérias Primas transferidas para produção	                                      25.000,00
	Custo da Mão de Obra da Produção apurada no mês	                                      10.000,00
	Gastos Gerais de Produção apurados no mês	                                        8.000,00
	TOTAL DO CUSTO DE PRODUÇÃO DO MÊS	                                      43.000,00
	Unidades Produzidas no mês	                                             5.000
	Custo Unitário de Produção de XYZ	                                               8,60
CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE CUSTEIO
Custeio Direto ou Variável:
Somente são apropriados como custos de fabricação e produção os custos variáveis, diretos e indiretos.
Os custos fixos, pelo fato de existirem mesmo que não haja produção, não são considerados como custo de produção e sim como despesas, sendo encerrados diretamente contra o resultado do período.
CUSTEIO VARIÁVEL
CARACTERÍSTICAS
• Engloba custos variáveis diretos e indiretos; 
• Não necessita de critérios de rateios. Os custos fixos são considerados como despesa e não como custo do produto; 
• Os resultados apresentados são influenciados pelo volume de vendas; • Identifica a margem de contribuição unitária e global; 
• Estabelece o custo parcial unitário do produto e serviço, uma vez que considera os custos variáveis; 
• Indicado para decisões realizadas a curto prazo. 
CUSTEIO VARIÁVEL
CARACTERÍSTICAS
Desvantagens 
O Custeio Variável tem como desvantagem o fato das informações não serem apropriadas para decisões a longo prazo. Além disso, os resultados do custeio variável não são aceitos para a preparação de demonstrações contábeis de uso externo.
DIFERENÇAS ENTRE O CUSTEIO POR ABSORÇÃO E CUSTEIO VARIÁVEL
ELEMENTOS DE CUSTOS
	Os principais elementos que influenciam no resultado de qualquer entidade são representados por meio das receitas auferidas, dos custos - diretos ou indiretos, e despesas incorridas.
Enquanto os custos diretos podem ser facilmente associados aos produtos fabricados, os custos indiretos precisam passar por etapa intermediária, denominada rateio, para, a partir daí, serem incorporados aos produtos. Na óptica contábil, receitas e despesas são confrontadas diretamente no momento de apuração do resultado.
ELEMENTOS DE CUSTOS
	Em relação ao custo da produção, sob a óptica contábil este poderia ser expresso por meio de uma composição formada por três elementos básicos, 
descritos como:
material direto (MD): todo material que pode ser identificado como uma unidade do produto: (i) que está sendo fabricado; e (ii) que sai da fábrica incorporado ao produto ou utilizado como embalagem;
 mão-de-obra direta (MOD): todo salário devido ao operário que trabalha diretamente no produto, cujo tempo pode ser identificado com a unidade que está sendo produzida;
custos indiretos de fabricação (CIF): todos os custos relacionados com a fabricação que não podem ser economicamente identificados com as unidades que estão sendo produzidas. Exemplos: aluguel da fábrica, materiais indiretos, mão-de-obra indireta, seguro, impostos, depreciação, etc.
TODO HOSPITAL TEM UM SISTEMA DE CUSTOS IMPLANTADO?
• Sistema de Informação Integrado 
• Cultura Organizacional Favorável 
• Tempo, organização e envolvimento de todos os setores, departamentos e unidades
DIFICULDADES
• Desconhecimento dos mecanismos de levantamento dos custos de serviços; 
• O julgamento antecipado de que é muito trabalhoso e, ao mesmo tempo, difícil e complicado controlar, acompanhar e tomar decisões que envolvam os custos dos serviços; 
• Pensamento equivocado de que o trabalho com custos não melhora a assistência, fortalecido pela ideia de que saúde não tem preço.
BENEFÍCIOS DE IMPLANTAR O SISTEMA DE CUSTOS NA ORGANIZAÇÃO
• Conhecimento sobre o negócio e Controle; 
• Tomada de Decisão; 
• Poder de Negociação; 
• Redução de gastos;
BENEFÍCIOS DE IMPLANTAR O SISTEMA DE CUSTOS NA ORGANIZAÇÃO
•Com a análise de custo o gestor pode buscar economias e tomar certas decisões para melhorar a eficácia dos processos e ponderar se convém fazer investimentos ou cortes; 
• O estudo de Custos deve ser feito sistematicamente, pois os valores obtidos sofrem variações mensais nos preços, alguns por motivos sazonais outros por motivos inflacionários; 
• Aumentar a Competitividade perante outras instituições concorrentes.
CUSTO E DESPESA
Uma grande polêmica na terminologia da contabilidade de custos refere-se à distinção entre custos e despesas. 
De modo geral, os custos "vão para as prateleiras", sendo armazenados nos estoques - são consumidos pelos produtos ou serviços durante seu processo de elaboração. 
Já as despesas estão associadas ao período - não repercutem, diretamente, na elaboração dos produtos ou serviços prestados. 
Custos são os Gastos incorridos para a elaboração do produto são contabilmente classificados como custos. Gastos incorridos após a disponibilização do produto devem ser classificados como despesa. 
Despesas estão associadas a gastos administrativos e/ou com vendas e incidência de juros (despesas financeiras). Possuem natureza não fabril, integrando a Demonstração do Resultado do período em que incorrem. Diz-se que as despesas estão associadas ao momento de seu consumo ou ocorrência. São, portanto, temporais.
CUSTOS, DESPESAS, PREÇOS E LUCROS
	A equação do resultado pode ser apresentada como resultado das receitas, subtraídas dos custos e despesas, ou:
 L = R – C – D	
Onde: L = lucro; R = receita; C = custo; e D = despesa
O lucro é genericamente expresso por meio das margens de lucro - que podem ser apresentadas em unidades monetárias ou em percentual sobre o preço de venda.
	
CUSTOS, DESPESAS, PREÇOS E LUCROS
CÁLCULO DO PONTO DE EQUILÍBRIO DA EMPRESA POR UNIDADES VENDIDAS
Passo 1: Calcular margem de contribuição:
subtrair da receita líquida por unidade o custo variável por unidade
Passo 2: Calcular o volume do ponto de equilíbrio:
dividir os custos fixos pelo valor obtido na margem de contribuição
Para ilustrar o cálculo do ponto de equilíbrio de uma empresa usa-se a situação: 
Um hospital quer prestar determinado serviço no valor de R$20,00 . O empresário calculou que vai ter um custo de R$3 mil mensais em gastos fixos, como aluguel, luz, salários da administração, etc. O empreendedor também calculou que a empresa vai gastar R$8,50 pela prestação de cada serviço, contando a mão de obra dos funcionários e matéria prima para o atendimento.
Dessa forma:
A margem de contribuição será de R$ 20,00 – R$ 8,50 = R$ 11.50, 
já o volume do ponto de equilíbrio será de R$ 3.000 / R$ 11.50 = 260 unidades. Isso quer dizer que a empresa precisa prestar 260 atendimentos por mês para operar sem lucro ou sem prejuízo no mês.
Está correta a seguinteafirmativa: 
a) os custos variáveis unitários diminuem quando aumenta a produção;
b) os custos fixos unitários diminuem na mesma proporção da redução da produção; 
c) os custos fixos totais decrescem na mesma proporção em que o volume produzido diminui; 
d) os custos fixos unitários variam em proporção inversa às variações do volume produzido; 
e) os custos variáveis unitários crescem na mesma proporção em que o volume produzido aumenta. 
Dados para responder as questões sugeridas:
Informações:
Custos Fixos 800.000
Custo Variável Unitário 300
Receita Unitária 700
1) O ponto de equilíbrio é igual a:
a. ( ) 2.000 atendimentos. b. ( ) 1.000 atendimentos.
c. ( ) 2.500 atendimentos. d. ( ) 1.200 atendimentos.
2) A receita total do ponto de equilíbrio é de:
a. ( ) 1.000.000 b. ( ) 300.000
c. ( ) 1.400.000 d. ( ) 1.250.000
3) O lucro, no ponto de equilíbrio, é de:
a. ( ) zero. b. ( ) 400.000
c. ( ) 500.000 d. ( ) 300.000
4) Se a prestação do serviço passar para 2.250 atendimentos, o lucro será de:
a. ( ) 20.000 b. ( ) 100.000
c. ( ) 1.300.000 d. ( ) 400.000
1 Solução do exercício 
 1) a
 2) c 
3) a 
4) b 
ENTIDADE HOSPITALAR - ESTRUTURA
Hospital como organização complexa
ENTIDADE HOSPITALAR - ESTRUTURA
	A estrutura de atividades dentro de um hospital pode ser segmentada em três grandes blocos de setores:
Setores administrativos;
Setores de apoio;
Setores produtivos.
Estrutura Organizacional Hospitalar
Administração e Finanças
Setores de apoio
Setores Produtivos
Setores Administrativos
Administração e Finanças
Conselho e Direção
Adm. Geral
Controladoria
 Orçamento e Custos
 Contabilidade
 Controle Patrimonial
Finanças
 Faturamento
 Contas a Receber
 Contas a Pagar
 Fluxo de Caixa
Tecnologia de Informação
Recursos Humanos
Compras
Almoxarifado
Setores de Apoio
Setores de Apoio
CME - Esterilização
Engenharia Clinica
Higiene e Limpeza
Rouparia
SND – Nutrição e Dietética
SAME – Arq. Médico e Estatísticas
Transporte
Farmácia
Manutenção Geral
Os setores de apoio devem ser divididos em dois grandes grupos:
Setores de Apoio Direto – são os prestadores de serviços internos para os setores produtivos do hospital, para onde são canalizados os demais custos.
	São eles: CME – Esterilização, SND – Nutrição e dietética, Higiene e limpeza e Rouparia. 
Setores de Apoio Indireto – São considerados indiretos porque os serviços prestados têm relação com a entidade muito mais do que com os serviços oferecidos e cobrados.
	São eles: Engenharia clinica, SAME, Transporte, Farmácia e manutenção geral.
(PADOVEZE, 2013)
Setores Produtivos
Setores Produtivos
Centro Cirúrgico
Ambulatório
Efetivo / Urgência
Unidades de Internamento
Enfermarias / UTI
SADT (Serv. Exames e diagnósticos)
Laboratório / Central de imagens / Raio X / Mamografia / Quimioterapia
Esses setores são denominados produtivos porque o cliente identifica claramente o serviço prestado e a cobrança que deverá ser feita por cada tipo de serviço consumido.
Procedimento Hospitalar
	É o conjunto de atividades médicas, de enfermagem e de outros profissionais de saúde para solucionar um diagnostico de correção de saúde de um paciente.
	Um procedimento hospitalar contempla as estruturas de sistemas de informação aplicável a serviços, que são a estrutura do serviço e o processo de execução.
Estrutura de um procedimento Hospitalar
Estrutura do Procedimento
Materiais e Medicamentos
Material 1
Material 2
Material N
Medicamento 1
Medicamento 2
Medicamento N
Qtde.
Unidade de medida
Preço Unitário
Total por material
Total Geral
Processo de Execução
Serviços Médicos
Especialidade 1
Especialidade 2
Especialidade 3
Qtde.
Unidade de medida
Preço Unitário
Total por Serviço
Total Geral
A estrutura do procedimento contempla os materiais e medicamentos necessários para cada atuação médica, para cada procedimento.
O processo de execução compreende os serviços médicos necessários para realização dos procedimentos.
	Esses dois conjuntos de dados representam os custos diretos do procedimento. Em seguida, são adicionados os serviços recebidos dos setores de apoio direto e os procedimentos de absorção dos setores de apoio indiretos. 
VISÃO GERAL DE CUSTEAMENTO DE PROCEDIMENTO HOSPITALAR E FORMAÇÃO DE PREÇOS DE VENDA
	O sistema de custo identifica todos os serviços diretos de um procedimento hospitalar realizados pelos setores produtivos de apoio ( setores de apoio direto), bem como os serviços realizados pelos setores produtivos, no conjunto denominado custo do atendimento. Esses custos compreendem os materiais e medicamentos (Mat./Med) do procedimento que são requisitados. Compreende também todos os serviços médicos executados.
	Os custos dos setores indiretos gerais são alocados por procedimentos de absorção ou rateio, formando o custo hospitalar total do atendimento ou procedimento.
	Para formação do preço de venda define-se a margem desejada e calcula-se o mark-up que cubra o custo hospitalar, os gastos administrativos e comerciais corporativos e dê a margem desejada.
CUSTO PADRÃO
Uma das características dos serviços hospitalares é que nem sempre é possível realizar o procedimento hospitalar recomendado, principalmente nos casos não eletivos, de urgência, dada a possibilidade de necessidades adicionais de serviços em função de cada atendimento e do paciente.
Todos os procedimentos hospitalares devem ter sua estrutura e seu processo de execução identificados, quantificados e custeados. E cada procedimento hospitalar deve ter a sua ficha padrão ou técnica, identicamente a qualquer indústria ou empresa de serviços.
As variações que ocorrerem deverão ser justificadas e explicadas por meio do procedimento da analise das variações entre o custo real e o custo padrão.
HOSPITAL – CARACTERISTICAS	
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO:	
Especializada e competitiva.
Qualidade e excelência.
OBS: Consultar site CNES
GESTÃO FINANCEIRA/gerencial
	A atividade financeira reproduz-se por meio dos valores monetários que as empresas possuem. A forma como a gestão é reproduzida, ou seja, a partir dos valores monetários que possui, realiza-se nos departamentos internos, do mesmo modo que se relaciona com partes externas, como investidores por exemplo. 
	Faz parte das funções das empresas adquirir bens e serviços, produzir ou transformar e adequar à venda e a de vender bens ou prestar serviços a outros sujeitos econômicos. 
	A gestão financeira define como metas: 
Alimentar a empresa de disponibilidades quando necessário; 
Assegurar a melhor situação dos recursos financeiros da empresa; 
Controlar para que nenhum bem seja inutilizado ou mal utilizado; 
Otimizar a rotação dos recursos e das aplicações; 
O motivo pelo qual a gestão financeira se faz indispensável para qualquer organização é o de assegurar que a empresa tenha conhecimento de quanto dinheiro vai precisar, como conseguir esse dinheiro e de que forma investir o dinheiro disponível, com a intenção de alcançar os objetivos traçados. 
	A gestão financeira é uma atividade que abrange o passado, o presente e o futuro. 
Organizar o registro de todo o dinheiro que a organização já recebeu e gastou, faz parte de uma boa gestão; essa ação se refere ao passado. Controlar o dinheiro pertencente à organização é uma atividade relacionada ao presente da gestão financeira. Baseado nas ações do passado e presente é possível fazer projeções para o futuro. 
A administração das finanças do passado, presente e futuro passa por três tarefas de gestão financeira, que embora distintas, estão interligadas. São elas: 
Planejamento financeiro; 
Controle financeiro; 
Monitorização financeira.
Planejamento Financeiro 
Identificar os objetivos da organização para o futuro, de quanto dinheiro irá precisar para alcançar esses objetivos e como ouonde encontrará recursos financeiros suficientes para alcançar esses objetivos e manter a organização em atividade no futuro. 
Controle Financeiro
 Abrange vários procedimentos: 
Fixar uma política: A organização deve decidir quais as normas e procedimentos que devem ser seguidos para assegurar que o dinheiro seja gasto prudente e seguramente; 
Fixar as atribuições: A organização deve decidir quem será permitido a gastar dinheiro, quanto lhes será permitido gastar e quando poderão gastá-lo;
Fixar a responsabilidade: Há que decidir quem é responsável pelos recursos financeiros da organização. É importante que a responsabilidade pelo dinheiro da organização seja assumida por uma determinada pessoa ou pessoas. 
Monitorização
São atribuições de atividade: 
Registrar a informação financeira - função do tesoureiro; 
Preparar demonstrações financeiras; 
Analisar as demonstrações financeiras; 
A gestão financeira está fundamentada em dois princípios muito importantes: Responsabilidade Financeira e Prestação de contas.
Responsabilidade financeira 
Deve procurar sempre gerir as suas finanças de modo responsável e sustentável. Todas as organizações precisam de dinheiro para sobreviver e alcançar os seus objetivos. A única forma de assegurar isto é administrar o dinheiro sem colocar a organização em risco desnecessário. Se a organização prevê continuar a existir no futuro, deve certificar-se de que recebe dinheiro suficiente e que o gasta com prudência. 
Prestação de contas 
A organização deve poder explicar de onde recebe o dinheiro e de que forma ele é gasto. A prestação de contas ajuda-o não só, a saber, o que fez com o dinheiro, mas também o ajuda a explicar as suas atividades às partes interessadas. 
As principais funções da Análise Financeira são: 
Análise e Planejamento Financeiro: analisar os resultados financeiros e planear ações necessárias para obter melhorias. 
Captação e Aplicação de Recursos Financeiros: analisar e negociar a captação dos recursos financeiros necessários, bem como a aplicação dos recursos financeiros disponíveis. 
Crédito e Cobrança: analisar a concessão de crédito aos clientes e administrar o recebimento dos créditos concedidos. 
Caixa: efetuar os recebimentos e os pagamentos, controlando o saldo de caixa. 
Contas a Receber: controlar as contas a receber relativas às vendas a prazo.
Contas a Pagar: controlar as contas a pagar relativas às compras a prazo, impostos, despesas operacionais e outras.
Contabilidade: registrar as operações realizadas pela empresa e emitir os relatórios.
GESTÃO FINANCEIRA HOSPITALAR
	Os hospitais operam em um ambiente econômico bastante complexo. Não apenas é necessária atualização técnica e tecnológica para garantir qualidade e competência na prestação dos serviços, como também são crescentes a demanda por serviços e a insuficiência de recursos advindos dos SUS e das operadoras de planos de saúde para fazer frente aos custos operacionais dessas organizações.
	
	A ineficiente gestão financeira dos hospitais, associada à defasada remuneração do SUS e das operadoras de planos de saúde, acentua o problema para todos os tipos de organizações hospitalares, sejam publicas ou privadas, filantrópicas ou não. Consequentemente, cresce o endividamento dos hospitais, que deixam de realizar investimentos e manutenções em equipamentos e acabam por oferecer serviços com qualidade inferior.
	Segundo Mendes (1998, p.57), o conceito de eficiência é “ a relação favorável entre os resultados obtidos e os recursos alocados” e Souza (2009), no caso de analise financeira de hospitais, como a obtenção do máximo de resultados ao menor custo possível.
	
	Conforme Bernet et al. (2008), para a obtenção de eficiência financeira, é necessário adquirir informações que possibilitem o controle e a avaliação 
(i)dos investimentos; 
(ii) dos financiamentos de longo prazo; e
(iii) do capital de giro da organização.
	Devido ao caráter social dos serviços prestados e ao contexto econômico-financeiro dessas organizações, em diversos casos, a situações de procedimentos clínicos sendo custeados por outros serviços prestados no hospital.
A gestão financeira na área da saúde envolve manipulação das operações financeiras de rotina, tais como a negociação de contratos, gerir bem o fluxo de caixa, controlar todas as entradas e saídas, manter um capital de giro para as despesas, tais como, folha de pagamento e materiais de escritório, e principalmente, manter reservas líquidas para custos inesperados.
A gestão financeira de hospitais, especificamente a gestão de custos, é um fator critico para as organizações hospitalares. Informações mais detalhadas sobre custos oferecem aos gestores esclarecimentos sobre o comportamento desses custos e possibilitam a analise das demais variáveis que influenciam a eficiência na prestação dos diversos serviços de saúde (preço, qualidade, materiais e medicamentos).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Fornecer informações sobre a rentabilidade e desempenho das atividades da organização pois possibilita o controle, auxilia no planejamento e na tomada de decisões. 
• Hospital é uma organização complexa, com todos os tipos de custos. Cabe aos gestores avaliar e ponderar qual é a melhor metodologia de custos a ser adotada. 
• Engloba diversas informações de todos os setores do Hospital e por isso precisa de um SI integrado e envolvimento de todos os colaboradores. 
• Fixos e Variáveis; Diretos e Indiretos. 
• Custeio por Absorção e Custeio Variável. 
• A importância de se conhecer a entidade hospitalar e a estrutura dos procedimentos realizado.
REFERÊNCIAS
ASSEF, R. Guia Prático de formação de preços. 7. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
BRUNI, A. L.; FAMÁ, R. Gestão de custos e formação de preços: com aplicações na calculadora HP 12C e Excel. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
CREPALDI, S. A; CREPALDI, G. S. Contabilidade Gerencial: teoria e prática. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2014 .
IUDÍCIBUS; Sérgio de. Análise de Custos. 3ed. São Paulo: Atlas, 1993.
MARTINS, Domingos. Custos e Orçamentos Hospitalares. São Paulo: Atlas, 2000. 
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
MENDES, E. V.A organização da saúde no nível local. São Paulo: Hucitec, 1998.
MOURA, H. da S. O CUSTEIO POR ABSORÇÃO E O CUSTEIO VARIÁVEL: QUAL SERIA O MELHOR MÉTODO A SER ADOTADO PELA EMPRESA? Sitientibus, Feira de Santana, n.32, p.129-142, jan./jun. 2005 
PADOVEZE, C. L.; TAKAKURA JR., F. K. Custo e Preços de Serviços: Logística, Hospitais, Transporte, Hotelaria, Mão de Obra, Serviços em Geral. São Paulo: Atlas. 2013.
Souza, Antônio Artur de. Gestão financeira e de custos em hospitais. São Paulo: Atlas, 2013.
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke {
 stroke:#4472C4; 
}
 
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke {
 stroke:#4472C4; 
}
 
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke {
 stroke:#4472C4; 
}
 
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke {
 stroke:#4472C4; 
}
 
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke {
 stroke:#4472C4; 
}
 
A equação seguinte ilustra a obtenção da margem de lucro percentual: 
L
 um
% = lucro unitário percentual ou margem de lucro percentual 
L
 um 
= lucro unitário ou margem de lucro em unidades monetárias 
R
 um
 = receita unitária ou preço de venda unitário 
un
R
un
L
un%
L 
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke {
 stroke:#4472C4; 
}
 
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke {
 stroke:#4472C4; 
}
 
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke {
 stroke:#4472C4; 
}

Mais conteúdos dessa disciplina