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a) Em qual das câmaras do coração, identificadas por A, B, C e D, chega o sangue rico em gás oxigênio? b) Em qual dessas câmaras chega o sangue rico em gás carbônico? c) Qual dos vasos, identificados por I, II, III e IV, leva sangue do coração para os pulmões? d) Qual desses vasos traz sangue dos pulmões? 11 Unicamp Os esquemas A, B e C mostram o sistema cardiovascular de vertebrados. A B C 12 a) Classifique o tipo de circulação sanguínea apre- sentada em cada esquema, indicando em qual grupo de vertebrados ocorre. b) Identifique qual o tipo de vaso representado por 1 e 2, explicando como varia a pressão sanguínea e a velocidade de condução do sangue nesses vasos. 12 Famerp 2019 A figura ilustra o coração humano. (Cleveland P. Hickman et al. Princípios integrados de zoologia, 2010. Adaptado.) A sístole indicada pelas setas 1 e 2 está ocorrendo nos A ventrículos, e promove a redução da pressão das artérias aorta e pulmonares. B átrios, e promove o aumento da pressão das arté- rias aorta e pulmonares. C átrios, e promove o aumento da pressão das veias cavas e pulmonares. ventrículos, e promove a redução da pressão das artérias cavas e pulmonares. ventrículos, e promove o aumento da pressão das artérias aorta e pulmonares. 13 Uerj Artérias são vasos sanguíneos que transportam o sangue do coração para os tecidos, enquanto veias trazem o sangue para o coração. Admita, no entan- to, que as artérias fossem definidas como vasos que transportassem sangue oxigenado; e as veias, vasos que transportassem sangue desoxigenado. Nesse caso, a artéria e a veia que deveriam inverter suas denominações, no ser humano, seriam, respectiva- mente, as conhecidas como: A renal e renal. B aorta e cava. C coronária e porta. pulmonar e pulmonar. 14 Mackenzie 2018 O esquema abaixo mostra, de forma simplificada, o caminho do sangue no corpo humano, indicado por setas. As câmaras cardíacas estão legen dadas por A (átrio direito), A (átrio esquerdo), V (ventrículo direito) e V (ventrículo esquerdo) e os prin- cipais vasos sanguíneos estão numerados de 1 a 4. Fonte da ilustração: www.planetabio.com A artéria aorta e as veias cavas estão representadas, respectivamente, pelos números A 2 e 1. B 4 e 3. C 4 e 2. 2 e 3. 1 e 3. 15 Fatec A figura a seguir esquematiza o coração de um mamífero, com suas câmaras (representadas por le- tras), veias e artérias (representadas por algarismos). II IIII B IV C D A F R E N T E 3 369 Identique cada parte do coração e assinale a alterna- tiva que apresenta a correspondência correta. A O sangue rico em O2 chega às câmaras A e B. B O sangue rico em CO2 chega à câmara B. C Os vasos identificados por I, II e III são, respecti- vamente, veia cava superior, artéria pulmonar e artéria aorta. O vaso indicado por IV traz sangue arterial dos pul- mões ao coração. O vaso indicado por III leva o sangue arterial do coração para o corpo. 16 UEL 2016 Além do transporte de gases, a circulação sanguínea transporta outros solutos, calor e nutrientes. Cada classe de vertebrados tem um tipo muito unifor- me de circulação, mas as diferenças entre as classes são substanciais, principalmente quando se comparam os vertebrados aquáticos com os terrestres. As guras a seguir representam dois tipos de circula- ção sanguínea observados em vertebrados. A letra V representa os ventrículos e a letra A representa os átrios. As setas indicam a direção do uxo sanguíneo. (Adaptado de: <http://wikiciencias.casadasciencias org/wiki/index.php/ Sistemas_de_Transporte_nos_Animais>. Acesso em: 31 jul. 2015.) Com base na gura e nos conhecimentos sobre circu- lação sanguínea, responda aos itens a seguir. a) Que órgãos são representados pelos números 1 e 2? Cite uma classe animal à qual pode pertencer o orga- nismo X e outra à qual pode pertencer o organismo Y. b) Que vantagens apresenta a circulação dupla com- pleta, no organismo Y, em relação à circulação en- contrada no organismo X? 17 FGV No filme Viagem insólita (direção de Joe Dante, Warner Bros. EUA, 1987), um grupo de pesquisadores desenvolveu uma nave submergível que, juntamente com seu comandante, é miniaturizada e, em vez de ser injetada em um coelho, como previsto, é acidental- mente injetada na corrente sanguínea de um dos pro- tagonistas da estória. Assim que chega a um dos va- sos, o computador de bordo traça o trajeto da nave: [...] da veia ilíaca à veia cava inferior, à aorta, chegando ao primeiro destino: a área de junção do nervo óptico ao globo ocular. Supondo que a nave acompanhe o uxo da corrente sanguínea, entre a veia cava inferior e a aorta, a nave deve percorrer o seguinte trajeto: A átrio esquerdo; ventrículo esquerdo; pulmão; átrio direito; ventrículo direito. B átrio direito; ventrículo direito; pulmão; átrio esquer- do; ventrículo esquerdo. C ventrículo direito; átrio direito; pulmão; ventrículo esquerdo; átrio esquerdo. ventrículo direito; átrio direito; ventrículo esquerdo; átrio esquerdo; pulmão. pulmão; átrio direito; ventrículo direito; átrio esquer- do; ventrículo esquerdo. 18 Unitau 2016 O sistema circulatório é responsável pelo transporte de nutrientes, excretas, gases, hormônios e outras substâncias, entre as diferentes partes do orga- nismo da maioria dos animais. Com relação ao sistema circulatório, assinale a alter- nativa CORRETA. A Os parasitas do gênero Taenia apresentam sistema circulatório aberto, sem capilares, com um coração que bombeia sangue para vasos, de onde o san- gue segue para banhar as células. B Os peixes e as larvas de anfíbios apresentam um coração constituído de um átrio e de um ventrículo, e o sangue arterial não entra no coração. C Os anfíbios adultos e répteis não crocodilianos apresentam coração com um átrio e dois ventrícu- los, um dos quais envia o sangue para os pulmões, e o outro, para todo o corpo. Nas aves e nos mamíferos, o coração apresenta dois átrios e dois ventrículos, mas, nas aves, a se- paração entre os ventrículos é incompleta. Na circulação humana, o ritmo da contração car- díaca é determinado pela geração de impulsos elétricos no fascículo atrioventricular, o que provo- ca contração dos átrios. 19 UFRGS As figuras 1 e 2 a seguir representam, esquema- ticamente, os dois tipos de sistemas circulatórios apre- sentados pelos vertebrados. As setas indicam o trajeto percorrido pelo sangue em cada tipo de circulação. Figura 1 Figura 2 Órgãos respiratórios Corpo Corpo Coração Coração Órgãos respiratórios BIOLOGIA Capítulo 11 Sistema circulatório370 Com base nas informações anteriores, assinale a al- ternativa que apresenta, pela ordem, um exemplo de um grupo de vertebrados com o tipo de circulação representado na gura 1 e outro com o tipo de circula- ção representado na gura 2. A anfíbios – aves B répteis – mamíferos C anfíbios – mamíferos peixes – répteis mamíferos – peixes 20 UNIG 2018 O débito cardíaco define a intensidade ou a velocidade com que o coração bombeia sangue. Em um adulto normal, seu valor é de cerca de 5 litros/min, mas pode atingir até 20 litros/min em adulto jovem normal, durante o exercício extenuante e, algumas ve- zes, até 35 a 40 litros/min, no corredor de maratona bem treinado. Em relação ao débito cardíaco e com base nos conhe- cimentos acerca da siologia do sistema circulatório, é correto armar: A A resistência do fluxo sanguíneo oposta pelos vasos sanguíneos sistêmicos e a pressão de esva- ziamento sistêmico são fatores que influenciam no débito cardíaco. B O valor do débito cardíaco imprescinde da capa- cidade que tem o coração de bombear o sangue, bem como de sua capacidade de fluir pela circula- ção sistêmica. C Ele é regulado, normalmente, pelos fatores da cir- culação pulmonar que controlam o fluxo sanguíneo a partir dos vasos periféricos. Em condições normais, a capacidade do coração em bombear o sangue é muitas vezes menor do que o próprio débito cardíaco. (e) A capacidade de bombear o sangue é fator limi- tante na determinação do débito cardíaco. Texto para aquestão 21. Pesquisas mostram que, em modalidades que exigem bom condicionamento aeróbico, o coração do atleta dila- ta, pois precisa trabalhar com grande volume de sangue. Em um esforço rápido e súbito, como um saque no tênis, uma pessoa normal pode ter o pulso elevado de 70 a 100 batimentos por minuto; para um atleta, pode se ele- var de 60 a 120 bpm, como mostra o gráfico a seguir. 21 PUC-Campinas Batimentos por minuto (bpm) Momento da marcação do ponto Momento do saque Segundos Pessoa normal Atleta120 110 100 90 80 70 60 0 1 2 3 4 Folha de S.Paulo, 6 jun. 2004. (Adapt). A frequência cardíaca corresponde à frequência com que as câmaras cardíacas realizam um ciclo de sístole e diástole. A sístole dos ventrículos bombeia sangue para: A os átrios direito e esquerdo. B as artérias pulmonar e aorta. C as veias cava inferior e cava superior. as veias pulmonares e aorta. as artérias coronárias e os átrios. Coronárias, infarto e colesterol Na saída do sangue arterial pela artéria aorta, o refluxo sanguíneo é impedido pela válvula aórtica (ou semilunar). Logo em seguida, na parede da aorta e acima da válvula, há dois orifícios, de onde partem as artérias coronárias – que se ramificam intensamente e levam sangue para toda a musculatura cardíaca (figura a seguir). Ateroma Artéria coronária Artéria coronária com aterosclerose Coronária esquerda Coronária direita Localização das coronárias e detalhe da formação de um ateroma. A obstrução ou o estreitamento de um setor das coronárias – ou de suas ramificações – pode impedir ou reduzir o fluxo sanguíneo para parte da musculatura cardíaca, privando-a da oxigenação necessária. Esse estado é denominado isquemia e pode causar a morte do tecido cardíaco, condição conhecida como infarto do miocárdio. Uma das causas do infarto é o acúmulo de placas de gordura nas paredes das coronárias, formando-se ateromas. A aterosclerose é o enrijecimento da parede arterial por causa dos ateromas formados, e o colesterol é um tipo de lipídeo que se relaciona com a formação desses ateromas. O colesterol e outros lipídeos associam-se a proteínas e formam lipo- proteínas, que circulam pelo organismo. Há duas principais modalidades delas: HDL e LDL; nos dois casos, a letra “L” designa “lipoproteína”, e a letra “D” refere-se à “densidade”. No caso do HDL, a letra “H” vem da palavra inglesa high, que em português significa alta; HDL é, portanto, lipoproteína de alta densidade. Já o primeiro “L” de LDL refere-se à palavra inglesa low, que significa baixo em português; então LDL significa lipoproteína de baixa densidade. A HDL associa-se principalmente a fosfolipídeos, portanto pode trans portar colesterol; dessa maneira, constitui o chamado “bom colesterol”. Já o LDL associa-se ao colesterol, mas com maior dificuldade de trans- portá-lo; por isso, corresponde ao chamado “mau colesterol”. eTextos complementares F R E N T E 3 371 O organismo sintetiza colesterol naturalmente, a partir de outras substâncias, mas também podemos obtê-lo na dieta, sendo alguns alimentos ricos em colesterol, por exemplo, gorduras animais e gema de ovo. Quando uma pessoa ingere alimentos ricos em colesterol, produz LDL, que é levado ao fígado, no qual o colesterol será empregado no meta- bolismo como componente estrutural da membrana plasmática. Outros derivados do colesterol também podem ser produzidos e são de grande importância fisiológica, como a vitamina D, hormônios esteroides e sais biliares. Se a ingestão de alimentos ricos em colesterol for muito grande, o excedente desse composto que não é aproveitado pode se depositar nas paredes arteriais, formando os ateromas. Por essa razão, o LDL foi designado “mau colesterol”. A molécula de HDL pode contribuir para a manutenção de níveis adequados de colesterol, transportando o ex cesso dele para o fígado, a fim de que seja metabolizado, formando, por exemplo, sais biliares (eliminado com a digestão). Por essa razão, o HDL é considerado “bom colesterol”. Dinossauros tinham sangue quente Os dinossauros ganharam esse nome do biólogo inglês Richard Owen (1804-1892), com o significado de “lagartos terríveis”. Mas estudos feitos por paleontólogos nos últimos anos têm enfatizado não a semelhan- ça, mas sim a diferença entre a fisiologia dos vertebrados gigantescos pré-históricos e a dos lagartos atuais. Uma nova pesquisa, publicada pela revista PLoS One, investiga se os dinossauros eram endotérmicos ou ectotérmicos. Ou seja, se eram mais parecidos com os mamíferos e as aves atuais, com sangue quente; ou com o répteis, com sangue frio. A questão tem implicações importantes. Se os dinossauros eram endo térmicos, eles teriam tido capacidades físicas similares às dos mamíferos e das aves. Poderiam, por exemplo, ter sobrevivido a hábitats mais frios, como montanhas e regiões polares, que matariam os animais ectotérmicos. Mas essas vantagens têm um preço. Os animais de sangue quente pre- cisam de mais comida do que os outros, porque seu metabolismo mais acelerado exige uma provisão constante de energia. Segundo o estudo, os dinossauros provavelmente foram endotérmicos. Eram animais atléticos, com exigências energéticas muito superiores às que os animais de sangue frio são capazes de suprir. A pesquisa combinou análise de fósseis, dados da fisiologia de animais atuais e técnicas de modelagem em computador. Um importante dado utilizado foi que o gasto energético de andar e correr está fortemente associado com o tamanho da perna – a medida do quadril aos pés é capaz de estimar com 98% de eficácia o gasto energético de diversos animais terrestres. Estudos anteriores feitos com animais atuais mostraram que os endotér- micos podem sustentar taxas muito mais elevadas de gasto energético Mamíferos e aves estão sempre em movimento e queimando energia. Como se estima que os dinossauros também se movimentavam bastante, os cientistas sugerem que eles não poderiam ter sido ectotérmicos. No novo trabalho, Herman Pontzer, da Universidade de Washington, em Saint Louis, nos Estados Unidos, e colegas aplicaram esses princípios para examinar modelos anatômicos de 14 espécies de dinossauros. Em computador, os pesquisadores reconstruíram os membros dos animais extintos, calculando o volume de músculo necessário para andar ou correr em diferentes velocidades. Ao comparar os resultados para cada espécie, e organizá-las em uma árvore familiar evolucionária, os autores verificaram que a endotermia pode ter sido uma condição ancestral para todos os dinossauros. Isso levaria a característica de sangue quente para muito tempo antes do que se imaginava Os pesquisadores apontam que a endotermia pode ter sido um dos principais motivos do sucesso evolucionário dos dinossauros durante os períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo. O artigo de Herman Pontzer e colegas pode ser lido na PLoS One (acesso livre), em www.plosone.org. Agência FAPESP, 11 nov 2009 Disponível em: <http://agencia.fapesp.br/11337> . Acesso em: 16 nov. 2020. Gênero Therapsida, os répteis mamaliformes. Os Therapsida sp. são os ancestrais mais próximos dos mamíferos. As carac- terísticas similares dos dois grupos incluem os mecanismos de regulação da temperatura (homeotermia) e, em algumas espécies, a presença de pelos. To m C a tX /W ik ip e d ia Esqueleto fóssil de Tyrannosaurus rex, que, apesar do tamanho avantajado, podia chegar facil- mente aos 50 km/h. B ill io n /W ik im e d ia C o m m o n s Esqueleto fóssil do gênero Velociraptor, exímio corredor; exibia elevado gasto energético. C o p y le ft /W ik ip e d ia BIOLOGIA Capítulo 11 Sistema circulatório372