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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UNIDADE DE VOLTA REDONDA 
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS – ICHS 
PROGRAMA NACIONAL DE FORMAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – PNAP/UAB 
BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro 
Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro 
 
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AVALIAÇÃO À DISTÂNCIA I 
 
Disciplina: Contabilidade Pública 
Aluno: Erlenya Ferreira de Sousa Rufino Aragão 
Matrícula: 20213110134 
Pólo: Belford Roxo 
Fazer uma pesquisa e desenvolver os seguintes assuntos: 
a) Legislação pertinente ao Orçamento Público e suas alterações, apontando os avanços 
no planejamento após a CF/88. 
 De acordo Xerez (2013, p. 7) a Constituição Federal de 1988 trouxe mudanças quanto as 
normas de finanças pública e particularmente, para o orçamento. No art., 165 parágrafos 1, 2 e 
5 introduziu novos Instrumentos de Planejamento: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes 
Orçamentário (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). 
• Plano Plurianual (PPA): estabelece de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e as 
metas da Administração Pública. Fixa as despesas de capital e outras provenientes dela e 
aquelas relacionadas ao programa de duração continuada. A duração da Lei que institui o PPA 
será de 4 anos. 
• Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO): baseada no Plano Plurianual, estabelece que as metas 
e prioridades da Administração Pública, tem como função orientar a elaboração e execução da 
lei orçamentária anual e dispor sobre as alterações na legislação tributária. Inclui as despesas 
de capital para o exercício financeiro subsequente. 
• Lei Orçamentária Anual (LOA): define a previsão da receita e a fixação da despesa necessária 
para desenvolver as ações e serviços públicos, em cada exercício financeiro, tendo em vista 
sempre alcançar os objetivos determinados. 
 Ainda segundo Xerez (2013, p. 8) a Constituição Federal de 1988, Art. 66, parágrafo 3, o 
projeto de Lei do Orçamento, poderá receber emendas, porém que estas não alterem o total dos 
recursos orçamentários previstos. As emendas só podem ser aprovadas caso: 
• sejam de acordo com o Plano Plurianual (PPA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). 
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INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS – ICHS 
PROGRAMA NACIONAL DE FORMAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – PNAP/UAB 
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• sejam associadas com a correção de erros ou omissões, ou com os dispositivos do texto do 
projeto de Lei. 
 Cada município tem seu orçamento, possuindo tempo determinado para elaboração do 
Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual. Os prazos devem 
ser previstos na Lei Orgânica de cada Município. 
 O autor afirma que os instrumentos de planejamento, agindo uniformemente, dão eficiência 
na utilização dos recursos pelos administradores públicos, fazendo com que atuem de forma 
transparente e de acordo com o regimento. A CF/88 se utilizou dos princípios da unidade e da 
universalidade, estabelecendo que o projeto orçamentário dê a devida atenção aos orçamentos 
das autarquias, fundações, empresas públicas, sociedade de economia mista e fundos. 
b) Os fatos geradores para o reconhecimento das Receitas e Despesas Orçamentárias e 
os fatos geradores para as Variações Patrimoniais Aumentativas e Diminutivas. 
 Segundo a Lei n° 4.320/64, a receita pública provém da entrada de dinheiro nos cofres 
públicos de maneira definitiva, incondicional e que acrescente positivamente o patrimônio do 
Estado. Portanto, as receitas públicas podem ser verbas originadas de vendas de bens ou se 
adquirindo empréstimos, ou simplesmente através dos impostos e cargas tributárias. (LEAL, 
2013) 
 Podemos considerar como fato gerador de receita pública, a fase de lançamento, 
diferentemente do ramo privado, onde geralmente o fato gerador de receita é a ocorrência. 
(HADDAD & MOTA, 2010). A despesa pública é quando se aplica o dinheiro arrecado com 
as receitas a fim de custear os serviços públicos que são prestados à sociedade e também para 
que sejam feitos investimentos. 
 São necessários três estágios definidos pela Lei n° 4.320/64 para que possamos realizar a 
execução da despesa pública: 
i) o empenho, que consiste na reserva feita pelo governo para pagar o bem entregue ou o serviço 
realizado; 
ii) liquidação, fase em que o governo confere o bem ou serviço entregue; 
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iii) pagamento, estágio da entrega do dinheiro ao credor. 
Haddad e Motta (2010) afirmam que o fato gerador de despesa é o recebimento dos serviços e 
consumo e/ou uso dos bens e materiais. 
 Ainda conforme Lei n° 4.320/64, as variações patrimoniais demonstram quais foram as 
alterações aplicadas no patrimônio, indicando o resultado patrimonial do exercício. Sendo 
assim, as alterações ativas provêm das receitas orçamentárias durante o exercício, causadas pela 
entrada da moeda, refletindo dessa forma alteração patrimonial aumentativa. As variações 
passivas são causadas pela saída da moeda durante o exercício, sendo representadas pelas 
despesas orçamentárias, causando uma diminuição no patrimonial (HADDAD & MOTA, 
2010). Os autores destacam as variações ativas surgem pelos fatos subsequentes aos ativos, 
aumentando o Ativo e diminuindo o Passivo, entretanto, sempre de maneira ativa. Por último, 
as variações passivas são originadas de fatos decorrentes de passivos, aumentando o Passivo e 
diminuindo o Ativo, sempre de maneira passiva e independente da execução orçamentária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BRASIL. Lei nº 4320, de 17 de março de 1964. Normas Gerais de Direito Financeiro para 
elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do 
Distrito Federal. Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, Brasília, DF, ano 143, 17 Mar. 
1974. Disponível em < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4320.htm > Acessado em: 
19/03/2022. 
HADDAD, Rosaura Conceição, MOTA, Francisco Glauber Lima. Contabilidade Pública; 
UFSC; Brasília; CAPES: UAB; p. 152; 2010. ISBN: 978-85-7988-085-8 
LEAL, Marcelo. Receitas Públicas Orçamentárias e Extraorçamentárias. Jul. de 2013. 
Disponível em: < https://marcelloleal.jusbrasil.com.br/artigos/111813697/receitas-publicas-
orcamentarias-e-extraorcamentarias >. Acessado em: 18/03/2022. 
XEREZ, Sebastião. A EVOLUÇÃO DO ORÇAMENTO PÚBLICO E SEUS 
INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO. Revista Científica Semana Acadêmica. Fortaleza, 
ano MMXIII, Nº. 000043, 01/11/2013. Disponível em: 
https://semanaacademica.org.br/artigo/evolucao-do-orcamento-publico-e-seus-instrumentos-
de-planejamento. Acessado em: 18/03/2022. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4320.htm
https://marcelloleal.jusbrasil.com.br/artigos/111813697/receitas-publicas-orcamentarias-e-extraorcamentarias
https://marcelloleal.jusbrasil.com.br/artigos/111813697/receitas-publicas-orcamentarias-e-extraorcamentariashttps://semanaacademica.org.br/artigo/evolucao-do-orcamento-publico-e-seus-instrumentos-de-planejamento
https://semanaacademica.org.br/artigo/evolucao-do-orcamento-publico-e-seus-instrumentos-de-planejamento

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