Logo Passei Direto
Buscar

Fascículo do módulo sobre orçamento público que apresenta definição e enquadramento legal, princípios orçamentários, classificação de receitas e despesas, o ciclo orçamentário e instrumentos de planejamento, execução e acompanhamento, além de orçamento participativo.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Orçamento Público
2
MÓDULO
CORREALIZAÇÃO REALIZAÇÃO
GESTÃO FISCAL INTERFEDERATIVA
Expediente
Copyright @ 2024 by Fundação Demócrito Rocha
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA (FDR)
Presidente
Luciana Dummar
Diretor Administrativo-Financeiro
André Avelino de Azevedo
Gerente-Geral
Marcos Tardin
Gerente de Criação de Projetos
Raymundo Netto
Gerente de Audiovisual
Chico Marinho
Gerente Editorial
Lia Leite
Gerente de Marketing e Design
Andrea Araujo
Analistas de Projetos
Aurelino Freitas e Fabrícia Góis
Analista de Contas
Narcez Bessa
UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE 
(UANE)
Gerente Educacional
Prof. Dr. Deglaucy Jorge Teixeira
Coordenadora Pedagógica
Profa. Ms, Jôsy Braga Cavalcante
Coordenadora de Cursos e Secretária 
Escolar
Esp. Marisa Ferreira
Desenvolvedora Front-End
Isabela Marques
GESTÃO FISCAL INTERFEDERATIVA
Coordenadora Geral
Valéria Xavier
Analista de Operações
Alexandra Carvalho
Coordenador de Conteúdo
Marcelo Lettieri
Coordenador Editorial
Raymundo Netto
Revisora
Daniele Andrade
Projeto Gráfico 
e Editora de Design
Andrea Araújo
Designer Gráfico
Mariana Araujo
Ilustrador
Carlus Campos
Analista de Projetos
Daniele Andrade
Social Media
Beatriz Araújo
Este fascículo é parte integrante do projeto 
Ceará Mais Digital: Transformação Digital 
para Governança Interfederativa Eficaz, 
em decorrência do Contrato celebrado entre a 
Fundação Demócrito Rocha (FDR) e a Escola 
de Gestão Pública do Estado do Ceará.
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA
UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE
2
Sumário
Sumário 3
Apresentação 4
1. Orçamento Público: conceito 5
2. Princípios Orçamentários 6
3. Classificação Orçamentária das 
Receitas e Despesas 7
4. Instrumentos de planejamento, 
execução e acompanhamento 
do Orçamento Público 9
5. Orçamento Participativo 14
Referências Bibliográficas 15
Perfil do Autor e do Ilustrador 16
GESTÃO FISCAL INTERFEDERATIVA
3
Neste módulo, apresentaremos o conceito de or-
çamento público, uma introdução à classificação 
das receitas e despesas públicas, o ciclo orça-
mentário e os instrumentos de planejamento, execução 
e acompanhamento do orçamento público brasileiro, 
com o intuito de fazer uma introdução ao estudo do or-
çamento público, que será aprofundado nos módulos 3 
e 4 de nosso curso.
Ementa: Princípios orçamentários, metodologias de 
classificação das receitas e despesas públicas, o ciclo 
orçamentário e os instrumentos de planejamento, exe-
cução e acompanhamento do orçamento público. Orça-
mento participativo.
Apresentação
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA
UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE
4
ORÇAMENTO PÚBLICO: CONCEITOORÇAMENTO PÚBLICO: CONCEITO
Oorçamento público é um plano esta-
belecido em lei que especifica as re-
ceitas estimadas e os gastos previstos 
em um dado período, estabelecendo objeti-
vos e programas. 
Em termos jurídicos, o orçamento públi-
co “é o ato pelo qual o Poder Executivo pre-
vê e o Poder Legislativo autoriza, por certo 
período de tempo, a execução das despe-
sas destinadas ao funcionamento dos ser-
viços públicos e outros fins adotados pela 
política econômica ou geral do país, assim 
como a arrecadação das receitas já criadas 
em lei” (BALEEIRO, 2008).
Ou seja, em síntese, orçamento público 
é um conjunto de atos legais que exprime a 
alocação dos recursos públicos em ter-
mos financeiros. Configura-se como um 
instrumento de planejamento que espelha 
as decisões políticas da sociedade, estabe-
lecendo as ações prioritárias para o atendi-
mento do interesse público (SIQUEIRA, 2014).
1
GESTÃO FISCAL INTERFEDERATIVA
5
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS 
Anona edição do Manual de Conta-
bilidade Aplicada ao Setor Público 
(MCASP, 9ª ed., 2021)1 elenca os se-
guintes princípios orçamentários: (1) Uni-
dade ou Totalidade, (2) Universalidade, (3) 
Anualidade ou Periodicidade, (4) Exclusivi-
dade, (5) Orçamento Bruto, (6) Legalidade, 
(7) Publicidade, (8) Transparência e (9) Não 
Vinculação das Receita de Impostos. 
Vejamos, a seguir e em detalhes, aqueles 
considerados mais importantes pelos estu-
diosos do orçamento público no Brasil.
2.1. Unidade ou Totalidade
O princípio da Unidade estabelece que o 
orçamento deve ser uno, ou seja, cada ente 
governamental deve elaborar um único or-
çamento. Este princípio é mencionado no 
caput do art. 2º da Lei nº 4.320, de 1964, e 
visa evitar múltiplos orçamentos dentro da 
mesma pessoa política.
2.2. Universalidade
Segundo este princípio, o orçamento de 
cada ente federado deverá conter todas as 
receitas e as despesas de todos os Poderes, 
órgãos, entidades, fundos e fundações insti-
tuídas e mantidas pelo poder público. Este 
princípio é mencionado no caput do art. 2º 
da Lei nº 4.320, de 1964, recepcionado e 
normatizado pelo § 5º do art. 165 da CF.
2.3. Anualidade ou Periodicidade
Este princípio determina que o exercício 
financeiro é o período ao qual se referem a 
previsão das receitas e a fixação das despe-
sas registradas na Lei Orçamentária. Segun-
do o art. 34 da Lei nº 4.320, de 1964, o exercí-
cio financeiro coincidirá com o ano civil (1º 
de janeiro a 31 de dezembro).
2.4. Exclusividade
O princípio da exclusividade, previsto no 
§ 8º do art. 165 da CF, estabelece que o Or-
çamento não conterá dispositivo estranho à 
previsão da receita e à fixação da despesa. 
2.5. Orçamento Bruto
O princípio do orçamento bruto, previs-
to no art. 6º da Lei nº 4.320/1964, preconiza 
o registro das receitas e despesas pelo valor 
total e bruto, vedadas quaisquer deduções.
2.6. Não Vinculação da Receita de 
Impostos
Estabelecido pelo inciso IV do art. 167 
da CF, este princípio veda a vinculação da 
receita de impostos a órgão, fundo ou des-
pesa, salvo exceções estabelecidas pela 
própria CF. 
2
VOCÊ SABIA?
Exceções na Própria CF/88: 
1. A repartição do produto da 
arrecadação dos impostos a que 
se referem os arts. 158 e 159;
2. A destinação de recursos 
para as ações e serviços públi-
cos de saúde, para manutenção 
e desenvolvimento do ensino e 
para realização de atividades da 
administração tributária, como 
determinado, respectivamente, 
pelos arts. 198, 212 e 37, XXII; e
3. A prestação de garantias 
às operações de crédito por an-
tecipação de receita, previstas 
no art. 165.
1 MCASP, 9ª Ed. 2021, pp. 35-37, Disponível em: https://sisweb.tesouro.gov.br/apex/f?p=2501:9::::9:P9_ID_PU-
BLICACAO:41943
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA
UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE
6
Highlight
CLASSIFICAÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
DAS RECEITAS E DESPESAS
3
Compõem a receita pública, como 
fontes de financiamento do Estado, as 
receitas tributárias, de contribuições, 
patrimonial, agropecuária, industrial, de ser-
viços, as provenientes da realização de re-
cursos financeiros oriundos de constituição 
de dívidas ou da conversão, em espécie, de 
bens e direitos e os recursos recebidos de 
outras pessoas de direito público ou privado. 
Segundo o Manual de Contabilidade 
Aplicada ao Setor Público, “a despesa or-
çamentária pública é o conjunto de dispên-
dios realizados pelos entes públicos para o 
funcionamento e manutenção dos serviços 
públicos prestados à sociedade”. Os dispên-
dios, assim como os ingressos, são tipifica-
dos em orçamentários e extraorçamen-
tários, segundo o Manual de Contabilidade 
Aplicada ao Setor Público, 9ª Edição (p. 77).
Para melhor compreensão da natureza 
das receitas e despesas no orçamento pú-
blico, é importante conhecer os critérios de 
classificação destas nas contas públicas. Os 
principais tipos de classificação visam facili-
tar e padronizar as informações constantes 
do orçamento público.
Na estrutura atual do orçamento pú-
blico, as programações orçamentárias das 
despesas estão organizadas em programas 
de trabalho, que contêm informações qua-
litativas e quantitativas. A programação 
orçamentária quantitativa tem duas dimen-
sões: a física e a financeira, conforme o
Manual Técnico de Orçamento da SOF 2025.
SAIBA MAIS
Segundo o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor 
Público (MCASP, 9ªED.), “em sentido amplo, os ingressos de 
recursos financeirosnos cofres do Estado denominam-se 
receitas públicas, registradas como receitas orçamen-
tárias, quando representam disponibilidades de recursos 
financeiros para o erário, ou ingressos extraorçamentá-
rios, quando representam apenas entradas compensa-
tórias. Em sentido estrito, chamam-se públicas apenas as 
receitas orçamentárias. (MCASP, 9ª Ed. 2021, p. 38).
5 Despesa orçamentária é toda transação que de-
pende de autorização legislativa, na forma de consignação 
de dotação orçamentária, para ser efetivada.
5 Dispêndio extraorçamentário é aquele que não 
consta na lei orçamentária anual, compreendendo deter-
minadas saídas de numerários decorrentes de depósitos, 
pagamentos de restos a pagar, resgate de operações de 
crédito por antecipação de receita e recursos transitórios.
5 A programação qualitativa é composta dos seguin-
tes blocos de informação: classificação por esfera, clas-
sificação institucional, classificação funcional, estrutura 
programática e principais informações do Programa e da 
Ação. 
5 A dimensão física define a quantidade de bens e 
serviços a serem entregues.
5 A dimensão financeira estima o montante necessá-
rio para o desenvolvimento da ação orçamentária de acor-
do com alguns classificadores.
CLASSIFICAÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
GESTÃO FISCAL INTERFEDERATIVA
7
Apresentaremos, aqui, uma introdução 
às duas classificações mais comuns: por 
categoria econômica, para as receitas; e a 
funcional, para as despesas1. 
No próximo módulo 3, aprofundaremos 
o tema.
3.1. Classificação das Receitas 
por Categoria Econômica2
A classificação por categoria econômica 
das receitas públicas está prevista no artigo 
11 da Lei nº 4.320/1964, que as subdividem 
em receitas correntes e de capital.
São receitas correntes as tributárias 
(impostos, taxas, contribuições de melho-
ria), de contribuições, patrimonial, agrope-
cuária, industrial, de serviços e outras e, ain-
da, as provenientes de recursos financeiros 
recebidos de outras pessoas de direito pú-
blico ou privado, quando destinadas a aten-
der despesas classificadas como correntes 
(transferências correntes)
As receitas de capital são aquelas pro-
venientes de operações de crédito, alienação 
de bens, amortização de empréstimos, trans-
ferências de capital e outras receitas classifi-
cadas como de capital.
3.2. Classificação Funcional das 
Despesas3
A base legal da classificação funcional 
das despesas é a Portaria do Ministério de 
Orçamento e Gestão nº 42, de 14 de abril 
de 1999, atualizada pela Portaria SOF/ME nº 
2.520, de 21 de março de 2022. 
saúde, defesa, que guarda relação com os 
respectivos Ministérios. 
A subfunção representa um nível de 
agregação imediatamente inferior à função e 
deve evidenciar a natureza da atuação gover-
namental. Eis alguns exemplos: as subfun-
ções Ensino Fundamental, Médio e Superior 
(da função Educação); e Planejamento e 
Orçamento, Administração Financeira e Con-
trole Interno (da função Administração).
A classificação funcional é representada 
por cinco dígitos, sendo os dois primeiros re-
lativos às funções e os três últimos às subfun-
ções. Ou seja, a classificação funcional prevê 
duas categorias: a função e a subfunção.
A função corresponde ao maior nível 
de agregação das diversas áreas de despe-
sa que competem à Administração Pública. 
Reflete a competência institucional do ór-
gão, como, por exemplo, cultura, educação, 
1 Estas e outras modalidades de classificação podem ser consultadas no Manual Técnico de Orçamento da SOF 2025.
2 Conforme o Manual Técnico de Orçamento da SOF 2025.
3 Conforme o Manual Técnico de Orçamento da SOF 2025.
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA
UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE
8
Highlight
INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO, 
EXECUÇÃO E ACOMPANHAMENTO 
DO ORÇAMENTO PÚBLICO
(1) a Lei do Plano Plurianual (PPA), 
(2) a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e 
(3) a Lei Orçamentária Anual (LOA).
A Lei do Plano Plurianual (PPA)
O PPA é o instrumento de planejamento de 
médio prazo, que estabelece, de forma regio-
nalizada, as diretrizes, os objetivos e as metas 
da Administração Pública para as despesas de 
capital e outras delas decorrentes e para as re-
lativas aos programas de duração continuada.
Os instrumentos legais de planejamento, 
execução e acompanhamento do orça-
mento público estão previstos na Cons-
tituição Federal de 1988 e em vários diplomas 
infraconstitucionais, sendo a Lei Nº 4.320, de 
17 de março de 1964 (conhecida como Lei das 
Finanças Públicas) e a Lei Complementar nº 
101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabi-
lidade Fiscal), os principais deles.
4
Os instrumentos de planejamento estão 
previstos, principalmente, na Seção II - DOS 
ORÇAMENTOS, do CAPÍTULO II - DAS FINAN-
ÇAS PÚBLICAS, do TÍTULO VI - Da Tributação 
e do Orçamento da CF/1988; os de execução, 
na Lei nº 4.320/64 e na Lei de Responsabili-
dade Fiscal; e os de acompanhamento/fisca-
lização, na Seção IX - DA FISCALIZAÇÃO CON-
TÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA, do 
Capítulo I – Do Poder Legislativo, do TÍTULO 
IV - DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES.
Todas as leis orçamentárias são de ini-
ciativa do Poder Executivo, que as envia, 
sob a forma de proposta, para apreciação 
e aprovação do Poder Legislativo. Cabe ao 
Chefe do Poder Executivo sancioná-las e 
executá-las. Compete ao Poder Legislativo 
acompanhar e fiscalizar sua execução.
Vamos introduzir o tema aqui, que será 
aprofundado no Módulo 4.
4.1. Sistema Orçamentário Bra-
sileiro1
O art. 165 da Constituição Federal de 
1988 estabelece o sistema orçamentário 
brasileiro em três leis ordinárias, que são 
os instrumentos de planejamento do Orça-
mento Público: 
PARA REFLETIR
Está em debate no Congresso Na-
cional um projeto de nova Lei das Fi-
nanças Públicas que pretende trazer 
mais transparência e organização às 
contas públicas. 
O texto, se aprovado, substituirá a Lei 
nº 4.320, de 17 de março de 1964. O prin-
cipal argumento entre parlamentares e 
especialistas é que o texto em vigência 
está desatualizado e possui muitos pro-
blemas que o tornam complexo. 
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 
295/16 já foi aprovado pelos senadores e 
aguarda instalação de uma comissão es-
pecial na Câmara para ser analisado.
1 O presente capítulo foi baseado no Manual Técnico de Orçamento da SOF 2025.
PARA IR MAIS ALÉM...
Toda a legislação orçamentária federal 
atualizada pode ser consultada no 
site do Senado, no seguinte endereço: 
https://www12.senado.leg.br/orca-
mento/legislacao-orcamentaria. 
Para o caso do estado do Ceará, as LOA 
podem ser consultadas no endereço: 
https://www.seplag.ce.gov.br/planeja-
mento/menu-lei-orcamentaria-anual
As LDO no link: https://www.seplag.
ce.gov.br/planejamento/menu-lei-de-
-diretrizes-orcamentarias/
e os PPA no link: https://www.seplag.
ce.gov.br/planejamento/menu-plano-
-plurianual/
9
No âmbito federal, o projeto de lei do 
Plano Plurianual é elaborado pelo Poder 
Executivo e encaminhado ao Congresso 
Nacional até o dia 31 de agosto do primeiro 
ano do mandato do presidente da Repúbli-
ca, para ser discutido e votado até dezem-
bro do mesmo ano. Depois de aprovado, o 
PPA é válido para os quatro anos seguintes, 
vigendo até o final do primeiro ano do man-
dato do próximo presidente.
A principal finalidade do PPA é estabele-
cer objetivos e metas que façam com que o 
Poder Executivo dê continuidade aos seus 
projetos e programas e sua importância é 
reforçada no próprio texto constitucional.
Além da função de planejamento, o PPA 
também pode ser utilizado como instru-
mento de controle, pois a sociedade pode 
participar tanto da elaboração, quanto do 
acompanhamento das metas e objetivos 
definidos para o exercício financeiro. É im-
prescindível a participação da sociedade 
nesta fase, quando poderá averiguar, por 
exemplo, se o governo está cumprindo o 
que foi prometido nas eleições.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
A LDO é o instrumento norteador da ela-
boração da LOA na medida em que dispõe, 
para cada exercício financeiro, sobre: (1)as prioridades e metas da Administração 
Pública; (2) a estrutura, as diretrizes para 
elaboração e execução e a organização 
dos orçamentos e suas alterações; (3) a dí-
vida pública; (4) as despesas com pessoal 
e encargos sociais; (5) a política de aplica-
ção dos recursos das agências financeiras 
oficiais de fomento; (6) as alterações na le-
gislação tributária; e (7) a fiscalização pelo 
Poder Legislativo sobre as obras e os servi-
ços com indícios de irregularidades graves, 
conforme o Manual Técnico de Orçamento 
da SOF 2020 (p. 128).
A LDO não pode conter dispositivos que 
contrariem o PPA. Em caso de conflito, pre-
valece o disposto no PPA, por ser este hie-
rarquicamente superior à LDO, embora am-
bas sejam leis ordinárias.
O projeto da LDO é elaborado pelo Poder 
Executivo e deve ser encaminhado ao Poder 
Legislativo até o dia 15 de abril de cada ano. 
O projeto da LDO deve ser apreciado pelo 
Poder Legislativo até 30 de junho de cada 
exercício. Depois de aprovado, o projeto é 
sancionado pelo Chefe do Poder Executivo.
A Lei Orçamentária Anual (LOA)
A LOA tem vigência anual, a sua função 
é estimar a receita orçamentária e fixar a 
despesa pública para o respectivo exercício 
financeiro e deve compreender três orça-
mentos (CF/88: art. 167, § 1º):
5 Orçamento fiscal;
5 Orçamento de investimento das estatais;
5 Orçamento da seguridade social.
O Poder Executivo deve encaminhar o 
projeto de LOA ao Congresso Nacional até 
o dia 31 de agosto de cada ano. A Lei nº 
4.320/1964, em seu art. 22, define o conteú-
do e a forma da proposta orçamentária em 
complemento ao dispositivo constitucional 
que rege a matéria (CF, § 5° do art. 165), de-
terminando que ela deve conter: (1) a Men-
sagem do Chefe do Poder Executivo, (2) o 
Projeto de Lei do Orçamento, (3) as Tabelas 
Explicativas e (4) a Especificação dos pro-
gramas especiais de trabalho.
SE LIGA
Acompanha o PLOA do gover-
no Federal uma mensagem do 
presidente da República, que 
deve conter uma análise da con-
juntura econômica e um resumo 
da política econômica do país, 
um resumo das políticas setoriais 
do governo e uma avaliação das 
necessidades de financiamento 
do Governo Central relativas aos 
Orçamentos Fiscal e da Segurida-
de Social.
Devem acompanhar, ainda, o projeto de 
lei orçamentária o demonstrativo regionali-
zado do efeito, sobre as receitas e despesas, 
decorrente de isenções, anistias, remissões, 
subsídios e benefícios de natureza financeira, 
tributária e creditícia (art. 165, § 6º, e LRF, art. 
5º, inc. II.), o Demonstrativo da compatibili-
dade da programação dos orçamentos com 
os objetivos e as metas constantes do docu-
mento de que trata o § 1º do art. 4º (Anexo de 
Metas Fiscais, nos termos da LRF, art. 5º, inc. I).
O processo orçamentário – explicitado, 
aqui, principalmente para o Governo Federal 
SAIBA MAIS
5 O Orçamento Fiscal é o 
referente aos Poderes da União, 
seus fundos, órgãos e entidades 
da administração direta e indi-
reta, inclusive fundações insti-
tuídas e mantidas pelo Poder 
Público.
5 O Orçamento de Inves-
timento das Estatais é o orça-
mento das empresas em que a 
União, direta ou indiretamente, 
detenha a maioria do capital so-
cial com direito a voto.
5 Orçamento da Seguridade 
Social é o orçamento de todas as 
entidades e órgãos a ela vincula-
dos, da administração direta ou 
indireta, bem como os fundos e 
fundações instituídos e mantidos 
pelo Poder Público.
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA
UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE
10
Highlight
Highlight
Fig. 1. Sistema Orçamentário Brasileiro
PPA Plano Plurianual 2021-2024
LDO
2021
LOA
2021
LDO
2023
LOA
2023
LDO
2022
LOA
2022
LDO
2024
LOA
2024
PLANEJAR
ORIENTAR
EXECUTAR
– é o mesmo para os estados, o Distrito Fede-
ral e os municípios, que devem, obrigatoria-
mente, respeitar as mesmas regras e prazos.
A Figura 1, a seguir, sintetiza o Sistema 
Orçamentário no Brasil.
A Figura 2 nos apresenta os prazos 
constitucionais.
Fig. 2. Prazos Constitucionais (PPA, LDO e LOA)
2024 2025 2026
15/ABR Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias enviado ao Congresso Nacional
Projeto de Lei do Plano Plurianual e Projeto de Lei Orçamentária Anual enviada 
ao Congresso Nacional
Lei de Diretrizes Orçamentárias votada no Congresso Nacional
Lei do Plano Plurianual e Lei Orçamentária Anual votadas 
no Congresso Nacional
31/AGO
30/JUN
15/DEZ
GESTÃO FISCAL INTERFEDERATIVA
11
Fig. 3. Ciclo orçamentário
Elaboração do 
projeto de Lei 
orçamentária 
anual - LOA
Execução 
orçamentária e 
financeira
Discussão, 
votação e 
aprovação da lei 
orçamentária
Controle e 
avaliação 
da execução 
orçamentária e 
financeira
Execução 
orçamentária e 
financeira
Controle e 
avaliação 
da execução 
orçamentária e 
financeira
4.2. Ciclo Orçamentário
O ciclo orçamentário se dá por meio 
de uma sequência de fases ou etapas que 
deve ser cumprida como parte do proces-
so orçamentário, obedecendo a seguinte 
ordem: (1) elaboração, (2) apreciação le-
gislativa, execução e acompanhamento, 
(3) controle e avaliação, quando o ciclo se 
fecha e se reinicia.
A Figura 3, a seguir, sintetiza este ciclo:
Vamos, então, analisar cada uma des-
sas fases2.
PRIMEIRA FASE: 
Elaboração do Orçamento
A primeira fase pela qual passa o orça-
mento público é a de elaboração do proje-
to de lei orçamentária. 
Essa fase tem início com a definição da 
proposta parcial de orçamento de cada uni-
dade gestora. Depois, cada setor orçamen-
tário de cada órgão de cada um dos Pode-
res encaminha as propostas setoriais para 
o órgão central do sistema de orçamento e 
gestão, para nova consolidação. 
Uma vez feita a consolidação (com os 
devidos ajustes e cortes orçamentários), 
surge o projeto de lei orçamentária
(PLOA). Esse projeto deverá ser submetido 
ao Chefe do Poder Executivo, que fará o seu 
encaminhamento ao Poder Legislativo, por 
meio de mensagem.
SEGUNDA FASE: 
Apreciação Legislativa
Depois de consolidado pelo Poder Execu-
tivo, o PLOA deve ser remetido ao Parlamen-
to. Naquela Casa, ele será apreciado por uma 
Comissão Mista Permanente de Orçamento. 
Essa comissão tem a função de examinar e 
emitir parecer sobre o projeto, bem como 
acompanhar e fiscalizar o orçamento. 
O PLOA, assim como as emendas pro-
postas ao projeto após parecer da comissão 
de orçamento, será apreciado pelo plenário 
das Casas do Poder Legislativo. Com a apro-
vação pelo plenário, o projeto será devolvi-
do ao Chefe do Poder Executivo, que pode-
rá sancioná-lo ou propor vetos. Havendo a 
sanção, o projeto deverá ser encaminhado 
para publicação.
2 Conforme análise empreendida em Siqueira (2014), atualizada nos 
termos do MTO 2025.
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA
UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE
12
PARA IR ALÉM...
Conhecer quais os recursos que 
o governo dispõe e como é feita 
a alocação deles no orçamento é 
essencial para o exercício da cida-
dania. No entanto, devido a sua 
linguagem técnica e o volume de 
informações que contempla, a Lei 
Orçamentária pode apresentar 
uma leitura difícil e árida à maioria 
dos cidadãos. Para tornar o assun-
to mais acessível, todos os anos o 
Ministério do Planejamento e Or-
çamento elabora o Orçamento 
Cidadão. O documento faz uma in-
trodução simples e clara aos prin-
cipais temas e números do Projeto 
de Lei Orçamentária (PLOA). 
O Orçamento Cidadão pode ser 
acessado no seguinte link: 
https://www.gov.br/planeja-
mento/pt-br/assuntos/orcamento/
orcamento-cidadao.
No site do Senado Federal você 
encontra estudos orçamentários 
elaborados pela equipe da Consul-
toria de Orçamentos, Fiscalização 
e Controle. Estão disponíveis para 
consulta textos da série Orçamen-
to em Discussão, notas técnicas, 
estudos, informativos e outras pu-
blicações. 
Acesse o material a partir do se-
guinte link: 
https://www12.senado.leg.br/
orcamento/estudos-orcamentarios
TERCEIRA FASE: 
Execução e Acompanhamento
Executar o orçamento é realizar as des-
pesas nele previstas. 
A Lei nº 4.320/64 definiu três estágios para 
a execução das despesas orçamentárias:(1) 
Empenho, (2) Liquidação e (3) Pagamento. 
Analisaremos detalhadamente cada um 
desses estágios no Módulo 4.
QUARTA FASE: 
Controle e Avaliação
Na quarta fase do ciclo orçamentário, 
ocorre o acompanhamento, o controle e a 
avaliação da execução orçamentária.
Há dois tipos de controle: o interno, 
quando realizado pelo próprio Poder que está 
executando o orçamento; ou externo, quan-
do realizado pelo Poder Legislativo, auxiliado 
tecnicamente pelo Tribunal de Contas. 
Analisaremos esses tipos de controle, 
além do controle social, no Módulo 4.
GESTÃO FISCAL INTERFEDERATIVA
13
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO
OOrçamento Participativo (OP) é um 
mecanismo governamental de demo-
cracia participativa que permite aos 
cidadãos intervirem diretamente sobre a 
gestão financeira, orçamentária e contábil 
das entidades públicas (COSTA, 2010). Nele, 
a população decide as prioridades de inves-
timentos em obras e serviços a serem reali-
zados a cada ano com os recursos do orça-
mento municipal. Além disso, ele estimula 
o exercício da cidadania, o compromisso da 
população com o bem público e a corres-
ponsabilização entre governo e sociedade 
sobre a gestão da cidade.
Para Mendes (2004, apud COSTA, 2010), 
“o período compreendido entre 1989 e 1996 
foi a fase mais importante para o desenvol-
vimento do OP no Brasil, não apenas como 
política de governo do Partido dos Traba-
lhadores, mas também de outros partidos, 
entre eles, PMDB, PSDB, PSB, PDT e PFL. 
É nessa fase que se iniciaram as experiên-
cias mais conhecidas, como a de Porto Ale-
gre (RS), Piracicaba (SP), Santo André (SP), 
Ipatinga (MG), Betim (MG), São Paulo (SP), 
Santos (SP) e Jabuticabal (SP). A partir de 
então, o OP no Brasil passou a se propagar 
para outros municípios, chegando a atingir 
194 cidades em 2004”.
No Nordeste, as primeiras experiências 
de OP surgiram nas cidades de Icapuí (CE), 
Teresina (PI) e Recife (PE), as duas primei-
ras já a partir de 1989, e a última a partir de 
1993. No Ceará, a experiência do Orçamen-
to Participativo como instrumento de de-
5
mocracia participativa se espalhou por vá-
rios municípios ao longo da década de 1990 
e da primeira década deste século, como no 
caso de Sobral, a partir de 1997, e de Forta-
leza, a partir de 2005, considerados os dois 
exemplos mais exitosos, apesar de alguns 
descompassos1. No entanto, os orçamentos 
participativos têm sido deixados de lado 
pelos municípios cearenses. Um retrocesso, 
infelizmente.
1 Veja, nesse sentido, os trabalhos de ROCHA (2009) e de ARAO (2012).
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA
UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE
14
Highlight
ARAO, M. R. M. de S. Orçamento participati-
vo em Fortaleza: práticas e percepções. Dis-
sertação (Mestrado) – Universidade Estadual 
do Ceará, Centro de Humanidades, Curso de 
Mestrado Acadêmico em Políticas Públicas e 
Sociedade, Fortaleza, 2012. 128f.
BALEEIRO, A. Uma introdução à ciência das 
finanças. Rio de Janeiro: Forense, 2008.
COSTA, D. M. D. Vinte Anos de Orçamento Par-
ticipativo: análise das experiências em muni-
cípios brasileiros. Cadernos gestão pública e 
cidadania / v. 15, n. 56. São Paulo: 2010.
MENDES, M. J. Sistema Orçamentário Bra-
sileiro: planejamento, equilíbrio fiscal e qua-
lidade do gasto público. Texto para Discussão 
nº 39. Consultoria Legislativa do Senado Fede-
ral. Brasília, 2008.
ROCHA, A. A. Orçamento participativo em 
Sobral/Ceará (1997 A 2004): trajetória histó-
rica e percursos avaliativos. Dissertação (Mes-
trado). Programa de Pós-Graduação em Ava-
liação de Políticas Públicas, da Universidade 
Federal do Ceará. 2009. 135p.
SIQUEIRA, M. L. Educação fiscal e cidadania 
(ensino superior). Fortaleza: Edições Demócri-
to Rocha, 2014. 152 p. (Coleção “Educação Fis-
cal e Cidadania”).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
cal e Cidadania”).
GESTÃO FISCAL INTERFEDERATIVA
15
ILUSTRADOR
Carlus Campos
É artista gráfico, pintor e gravador, começou a carreira em 
1987 como ilustrador no jornal O POVO. Na construção do seu 
trabalho, aborda várias técnicas como: xilogravura, pintura, in-
fogravura, aquarelas e desenho. Ilustrou revistas nacionais im-
portantes como a Caros Amigos e a Bravo. Dentro da produção 
gráfica ganhou prêmios em salões de Recife, São Paulo, Rio de 
Janeiro e Rio Grande do Sul.
AUTOR
Marcelo Lettieri Siqueira 
É auditor-fiscal da Receita Federal e professor colaborador e 
pesquisador da Universidade Federal do Ceará (UFC). Graduado 
em Engenharia Mecânica-Aeronáutica pelo Instituto Tecnológi-
co de Aeronáutica (ITA/1994), com mestrado (2002) e doutorado 
(2004) em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco 
(UFPE), é também professor convidado do FGV/Management da 
Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atua academicamente nas áreas 
de política e administração tributárias, evasão fiscal, educação 
fiscal, crescimento econômico, pobreza e desigualdade de ren-
da. É diretor do Instituto Justiça Fiscal e já coordenou projetos e 
produziu conteúdo para diversos cursos da Fundação Demócrito 
Rocha (FDR).
É artista gráfico, pintor e gravador, começou a carreira em 
1987 como ilustrador no jornal O POVO. Na construção do seu 
trabalho, aborda várias técnicas como: xilogravura, pintura, in-
fogravura, aquarelas e desenho. Ilustrou revistas nacionais im-
É auditor-fiscal da Receita Federal e professor colaborador e 
pesquisador da Universidade Federal do Ceará (UFC). Graduado 
em Engenharia Mecânica-Aeronáutica pelo Instituto Tecnológi-
co de Aeronáutica (ITA/1994), com mestrado (2002) e doutorado 
(2004) em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco 
Management da Management da Management
Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atua academicamente nas áreas 
de política e administração tributárias, evasão fiscal, educação 
fiscal, crescimento econômico, pobreza e desigualdade de ren-
da. É diretor do Instituto Justiça Fiscal e já coordenou projetos e 
produziu conteúdo para diversos cursos da Fundação Demócrito 
REALIZAÇÃOAPOIO CORREALIZAÇÃO

Mais conteúdos dessa disciplina