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AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A https://passeiapostila.com.br/ AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A SUMÁRIO Conhecimentos Básicos 4 1 Língua Portuguesa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 1.1 Concordância Verbal e Nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 1.1.1 Concordância Verbal: Regra Geral e Casos Especiais (Sujeito Composto e Invertido) . . 4 1.1.2 Questões de Fixação selecionadas do tópico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 2 Informática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 2.1 Segurança da Informação — Pilares (Cid) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 2.1.1 Pilares da Segurança (Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade). . . . . . . . . . . . 12 2.1.2 Questões de Fixação selecionadas do tópico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 3 Raciocínio Lógico e Matemático . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 3.1 Conectivos Lógicos Fundamentais (e, ou, Se…então, se e Somente se) . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 3.1.1 Conectivos Lógicos Fundamentais (e, ou, Se...então, se e Somente se) . . . . . . . . . . . . . 20 3.1.2 Questões de Fixação selecionadas do tópico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 Conhecimentos Específicos 28 4 Direito Administrativo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 4.1 Princípio da Legalidade — Diferença entre Particular e Administração Pública . . . . . . . . . . . . . 28 4.1.1 Legalidade: a Fronteira entre a Liberdade Privada e o Dever Público. . . . . . . . . . . . . . 28 4.1.2 Questões de Fixação selecionadas do tópico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 Legislação 37 5 Constituição Federal — da Administração Pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 5.1 Princípios e Regras (Art. 37 ao 41) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 5.1.1 O Coração da Administração Pública na Constituição (Arts. 37 e 38) . . . . . . . . . . . . . 37 5.1.2 Questões de Fixação selecionadas do tópico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 3 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A Conhecimentos Básicos 1 LÍNGUA PORTUGUESA 1.1 CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL 1.1.1 Concordância Verbal: Regra Geral e Casos Especiais (Sujeito Composto e Invertido) A Lógica da Concordância Verbal: o Princípio da Harmonia Sintática A concordância verbal não é meramente uma regra de ”plural com plural”. Ela é o mecanismo sintático que estabelece a flexão do verbo para se ajustar ao núcleo do sujeito em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª). Em concursos públicos, este tema é o ”coração”das provas de gramática, sendo explorado tanto em questões diretas de preenchimento de lacunas quanto em itens complexos de reescritura de frases. BOOK-OPEN Conceito: Definição de Concordância Verbal É a relação morfossintática pela qual o verbo varia suas desinências para concordar com o núcleo do sujeito. Regra de Ouro: O verbo nunca concorda com adjuntos adnominais, complementos ou termos preposicionados; ele busca o núcleo do sujeito. O Mecanismo da Concordância: Regra Geral e a Dinâmica do Sujeito Composto Para dominar a concordância, o candidato deve primeiro identificar o sujeito e seu núcleo. A partir daí, aplicam-se as regras baseadas na posição e na natureza desses núcleos. A Regra Geral (Sujeito Simples) – Quando o sujeito possui apenas um núcleo, o verbo concorda com ele em número e pessoa. 4 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 1. Língua Portuguesa 1.1. Concordância Verbal e Nominal Exclamation-Triangle Atenção Na Prova! Cuidado com o Núcleo Preposicionado! As bancas (especialmente FGV e Cebraspe) costumam colocar um termo no plural próximo ao verbo para induzir o erro. Exemplo: ”A lista de aprovados no concurso saiu ontem.”(O núcleo é ”lista”, não ”aprovados”). Sujeito Composto Anteposto ao Verbo – Quando o sujeito composto (dois ou mais núcleos) aparece antes do verbo, a regra é clara: o verbo deve ir para o plural. Chevron-right Exemplo: ”O diretor e o coordenador assinaram o documento.” Sujeito Composto Posposto (Invertido) ao Verbo – Esta é uma das maiores fontes de questões de prova. Quando o sujeito composto aparece depois do verbo, existem duas possibilidades de concordância: 1. Concordância Gramatical (Lógica): O verbo vai para o plural. 2. Concordância Atrativa: O verbo concorda apenas com o núcleo mais próximo. Balance-Scale Sujeito Posposto: Plural Vs. Atrativa Concordância no Plural ”Chegaram o professor e o aluno.”(Ênfase na totalidade dos agentes) Concordância Atrativa ”Chegou o professor e o aluno.”(Ênfase no primeiro núcleo; gramaticalmente correto) Casos Especiais de Sujeito Composto – Existem situações em que a natureza dos núcleos altera a regra geral: Chevron-right Núcleos Sinônimos ou Próximos: Se os núcleos forem sinônimos ou formarem uma gradação, o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural. ○ Exemplo: ”A paz e o sossego me domina/dominam.” Chevron-right Núcleos Ligados por ”OU”: ○ Exclusão: Verbo no singular. (Ex: ”Pedro ou Paulo será o presidente- apenas um pode ser.) ○ Inclusão/Retificação: Verbo no plural. (Ex: ”O fumo ou o álcool prejudicam a saúde- ambos prejudicam.) Chevron-right Núcleos Ligados por ”NEM”: O verbo vai preferencialmente para o plural. ○ Exemplo: ”Nem o frio nem o calor o impediram de treinar.” 5 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 1. Língua Portuguesa 1.1. Concordância Verbal e Nominal Armadilhas de Prova: Onde o Candidato Perde a Questão As bancas examinadoras não cobram apenas a regra; elas cobram a sua atenção aos detalhes que parecem intuitivos, mas seguem normas rígidas. Exclamation-Triangle Atenção Na Prova! O Sujeito Composto com ”COM” Quando os núcleos são ligados pela preposição ”com”, a concordância depende da pontuação: 1. Sem vírgulas: O verbo vai para o plural (valor aditivo). Ex: ”O pai com o filho saíram.” 1. Com vírgulas: O verbo fica no singular (o termo entre vírgulas vira adjunto). Ex: ”O pai, com o filho, saiu.” O que verificar antes de marcar a alternativa: Check-Square Identifiquei o núcleo do sujeito? Check-Square O sujeito está antes ou depois do verbo? Check-Square Existe alguma conjunção (ou, nem) que mude a lógica? Check-Square Há vírgulas isolando um dos núcleos? Nuances Avançadas: Hierarquia de Pessoas e Sujeito Oracional Para provas de alto rendimento (Magistratura, Fiscais, Tribunais), é necessário dominar a hierarquia das pessoas gramaticais e a estrutura do sujeito oracional. Hierarquia das Pessoas Gramaticais – Se o sujeito composto for formado por pessoas gramaticais diferentes, a concordância segue uma ordem de prioridade: 1. 1ª pessoa (Eu/Nós) tem prioridade sobre a 2ª e a 3ª. 2. 2ª pessoa (Tu/Vós) tem prioridade sobre a 3ª. Brain Para Memorizar Mnemônico de Prioridade: 1ª > 2ª > 3ª (Eu + Tu + Ele = NÓS) (Tu + Ele = VÓS ou VOCÊS) 6 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 1. Língua Portuguesa 1.1. Concordância Verbal e Nominal Sujeito Oracional – Quando o sujeito é uma oração inteira (geralmente iniciada por ”que”, ”se”ou verbo no infinitivo), o verbo principal deve ficar obrigatoriamente no singular. GRADUATION-CAP Aprofundamento O Sujeito Oracional e a FGV/Cebraspe As bancas adoram frases longas onde o sujeito é uma oração. Exemplo: ”É necessário que todos os candidatos mantenham o foco.”O verbo ”É”está no singular porque seu sujeito é a oração ”que todos os candidatos mantenham o foco”. Nãose deixe enganar pelo plural ”candidatos”. Guia de Consulta Rápida: Resumo Estratégico Tabela 1.1: Resumo: Concordância com Sujeito Composto Tipo de Sujeito Regra de Concordância Exemplo Anteposto Verbo no Plural O sol e a lua brilham. Posposto Plural ou Atrativa (mais próximo) Faltaram/Faltou coragem e determinação. Pessoas Diferentes Hierarquia (1ª > 2ª > 3ª) Eu e tu iremos (nós). Núcleos Sinônimos Singular ou Plural O medo e o pavor me persegue/perseguem. Ligados por ”OU” Exclusão (Singular) / Inclusão (Plural) João ou José casará com Maria. Sujeito Oracional Sempre Singular Convém que eles estudem. Como resolver questões de concordância verbal: 1 Localize o verbo da oração. 2 Pergunte ao verbo: ”Quem é que...?”para encontrar o sujeito. 3 Elimine os adjuntos adnominais e preposições para achar o núcleo. 4 Verifique a posição do sujeito (anteposto ou posposto). 5 Aplique a regra correspondente e verifique se há casos especiais (ou, nem, com). 7 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 1. Língua Portuguesa 1.1. Concordância Verbal e Nominal 1.1.2 Questões de Fixação selecionadas do tópico 1 Questão 1 LÍNGUA PORTUGUESA · CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL ○ ○ ○ FÁCIL Considerando as normas de concordância verbal, assinale a alternativa em que a flexão do verbo respeita rigorosamente a regra geral de concordância com o núcleo do sujeito: A A série de relatórios apresentados pelos consultores chegaram com atraso. B O grupo de manifestantes, após horas de espera, decidiram encerrar o ato. C A lista de candidatos aprovados no último certame foi publicada hoje. D Grande parte dos problemas detectados na obra foram resolvidos ontem. E O conjunto de novas diretrizes administrativas serão aplicadas em breve. 1 Resolução da Questão 1 LÍNGUA PORTUGUESA · CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a C O núcleo do sujeito é ’lista’ (singular). O verbo ’foi’ concorda corretamente com o núcleo, ignorando o adjunto preposicionado ’de candidatos aprovados’. LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas Times (A) Incorreta. O núcleo é ’série’ (singular), portanto o verbo deveria ser ’chegou’. Times (B) Incorreta. O núcleo é ’grupo’ (singular), exigindo o verbo no singular: ’decidiu’. Check (C) Correta. Concordância perfeita com o núcleo ’lista’. 8 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 1. Língua Portuguesa 1.1. Concordância Verbal e Nominal Times (D) Incorreta. Embora ’grande parte de’ admita concordância facultativa em alguns contextos, a regra geral foca no núcleo ’parte’ (singular). No entanto, como distrator, foca-se na regra de ouro do texto: o verbo busca o núcleo. Times (E) Incorreta. O núcleo é ’conjunto’ (singular), logo o verbo deveria ser ’será’. 2 Questão 2 LÍNGUA PORTUGUESA · CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL ○ ○ ○ MÉDIO No que tange à concordância do sujeito composto posposto ao verbo, analise a frase abaixo: ’__________ o empenho e a dedicação dos servidores durante a crise.’ Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna, considerando as possibilida- des previstas na norma culta: A Bastou apenas B Bastaram apenas C Basta apenas D Bastaram ou bastou E Bastariam apenas 2 Resolução da Questão 2 LÍNGUA PORTUGUESA · CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a D Quando o sujeito composto está posposto (depois do verbo), a concordância pode ser gramatical (no plural, concordando com a soma dos núcleos) ou atrativa (concordando com o núcleo mais próximo). 9 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 1. Língua Portuguesa 1.1. Concordância Verbal e Nominal LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas Times (A) Incorreta. Embora ’bastou’ esteja correto pela concordância atrativa, a alterna- tiva ignora a possibilidade do plural. Times (B) Incorreta. Embora ’bastaram’ esteja correto pela concordância gramatical, a alternativa ignora a possibilidade do singular. Times (C) Incorreta. Tempo verbal inadequado ao contexto e ignora a dupla possibilidade. Check (D) Correta. Reflete as duas normas aceitas para sujeitos compostos pospostos: plural ou atrativa. Times (E) Incorreta. Tempo verbal condicional sem contexto e ignora a dupla possibili- dade. 3 Questão 3 LÍNGUA PORTUGUESA · CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL ○ ○ ○ MÉDIO Assinale a alternativa que apresenta a concordância verbal correta, observando a hierar- quia das pessoas gramaticais: A Eu, tu e ele fareis o relatório final da auditoria amanhã. B Tu e teu irmão fizestes um excelente trabalho na recepção. C Eu e os demais diretores assinou o termo de posse na segunda. D Nem eu nem você conseguiu resolver o impasse técnico. E Tu e ele saíram cedo da reunião ministerial ontem. 10 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 1. Língua Portuguesa 1.1. Concordância Verbal e Nominal 3 Resolução da Questão 3 LÍNGUA PORTUGUESA · CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a E Na hierarquia, a 2ª pessoa (tu) tem prioridade sobre a 3ª (ele). A concordância deve ser feita na 2ª do plural (vós - saístes) ou, modernamente aceito, na 3ª do plural (vocês - saíram). LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas Times (A) Incorreta. A 1ª pessoa (Eu) tem prioridade total. O verbo deveria ser ’faremos’ (nós). Times (B) Incorreta. ’Tu e teu irmão’ equivale a ’vós’ ou ’vocês’. ’Fizestes’ está correto para vós, mas a alternativa E é mais precisa no contexto de concursos para a 3ª pessoa plural quando não há 1ª. Times (C) Incorreta. ’Eu e os diretores’ equivale a ’nós’, logo o verbo deve ser ’assinamos’. Times (D) Incorreta. ’Nem eu nem você’ exige plural: ’conseguimos’. Check (E) Correta. ’Tu e ele’ resulta em ’vós’ (saístes) ou ’vocês’ (saíram). Como ’saíram’ é a forma padrão para o plural de 3ª pessoa que engloba a 2ª em contextos brasileiros, está correta. 11 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 2 INFORMÁTICA 2.1 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO — PILARES (CID) 2.1.1 Pilares da Segurança (Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade) Fundamentos e a Tríade Clássica da Segurança da Informação A Segurança da Informação (SI) não se resume a softwares antivírus ou firewalls; ela é uma disciplina estratégica voltada à proteção de ativos de informação. Para fins de concursos públicos, a base de todo o conhecimento reside na chamada Tríade CID (Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade). Estes pilares são os objetivos fundamentais que qualquer política de segurança visa alcançar. In- dependentemente da banca (FGV, Cebraspe ou FCC), as questões costumam explorar a definição teórica de cada pilar e, principalmente, quais tecnologias ou ataques afetam cada um deles. BOOK-OPEN Conceito: Segurança da Informação É a proteção da informação de um conjunto de ameaças, de modo a garantir a continuidade do negócio, minimizar os danos e maximizar o retorno dos investimentos e as oportunidades de negócio. A informação, aqui, é entendida como um ativo que possui valor e precisa ser protegido. Anatomia dos Pilares: Definições, Ameaças e Mecanismos Para dominar o assunto, é preciso entender que a quebra de um pilar não necessariamente implica a quebra dos outros, embora eles sejam interdependentes. Confidencialidade (Sigilo) – A confidencialidade garante que a informação seja acessível somente por pessoas ou sistemas autorizados. O foco aqui é o sigilo e a prevenção contra o acesso não autorizado. Chevron-right Ameaças comuns: Sniffing (interceptação de tráfego), Engenharia Social, Spywares, roubo 12 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 2. Informática 2.1. Segurança da Informação — Pilares (Cid) de senhas. Chevron-right Mecanismos de proteção: Criptografia (o principal), Controle de Acesso (ACLs), Autentica- ção biométrica. Integridade (Exatidão e Completude) – A integridade garante que a informação não foi alterada de forma indevida ou não autorizada durante o seu armazenamento ou transmissão. Ela foca na precisão e na fidedignidade dos dados. Chevron-right Ameaçascomuns: Malwares que alteram arquivos, erros de transmissão, invasão de banco de dados para alteração de valores. Chevron-right Mecanismos de proteção: Funções de Hash (resumo criptográfico), Assinatura Digital, Controle de Versões. Disponibilidade (Acesso e Prontidão) – A disponibilidade garante que a informação e os sistemas estejam prontos para uso sempre que os usuários autorizados necessitarem. Chevron-right Ameaças comuns: Ataques DoS/DDoS (Negação de Serviço), incêndios em data centers, falhas de hardware, falta de energia elétrica. Chevron-right Mecanismos de proteção: Backup, Redundância (de servidores, links e energia), No-breaks (UPS), Planos de Recuperação de Desastres. Balance-Scale Diferença Prática: Integridade Vs. Confidencialidade Se um hacker invade um sistema e lê um e-mail privado, ele quebrou a Confidencialidade. Se um hacker invade um sistema e altera o valor de um boleto bancário, ele quebrou a Integridade. Armadilhas de Prova e Sutilezas da Tríade As bancas adoram confundir os conceitos de ”quem acessa”com ”o que é acessado”. Fique atento aos detalhes que diferenciam uma questão fácil de uma questão de alto nível. Exclamation-Triangle Atenção Na Prova! Disponibilidade não é Performance: Uma rede lenta, mas que ainda permite o acesso, tecnicamente ainda mantém a disponibilidade. A disponibilidade só é considerada ”que- brada”em prova quando o serviço se torna inacessível ou inutilizável para o fim a que se destina. 13 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 2. Informática 2.1. Segurança da Informação — Pilares (Cid) Exclamation-Triangle Atenção Na Prova! Integridade vs. Autenticidade: Muitas questões afirmam que a Integridade garante a identidade do autor. Cuidado! A Integridade garante que a mensagem não mudou. Quem garante a identidade do autor é a Autenticidade. Embora a Assinatura Digital proteja ambas, os conceitos teóricos são distintos. Visão Avançada: a Extensão dos Pilares (ISO/IEC 27001 e 27002) Embora a tríade CID seja o núcleo, a doutrina moderna e as normas internacionais (como a ISO/IEC 27001) e a legislação brasileira (como o Decreto nº 9.637/2018) expandem esses conceitos para o que chamamos de CIDAN ou CIDALI. GRADUATION-CAP Aprofundamento Além do CID, as bancas (especialmente Cebraspe e FGV) cobram frequentemente: 1. Autenticidade: Garantia de que a informação provém da fonte anunciada (identificação fidedigna). 2. Não Repúdio (Irretratabilidade): Garantia de que o autor não possa negar a autoria de uma ação ou informação. 3. Conformidade: Garantia de que o sistema segue as leis, normas e regulamentos aplicáveis. Como a Assinatura Digital protege os pilares: 1 O autor gera um Hash do documento (Garante a Integridade). 2 O autor cifra o Hash com sua chave privada (Garante a Autenticidade). 3 Como só o autor possui a chave privada, ele não pode negar o envio (Garante o Não Repúdio). INFO-CIRCLE A assinatura digital padrão NÃO garante a Confidencialidade (o documento continua legível). Quadro Sinóptico e Memorização Para facilitar a revisão rápida, utilize os recursos abaixo. 14 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 2. Informática 2.1. Segurança da Informação — Pilares (Cid) Brain Para Memorizar Mnemônico: C.I.D. Chevron-right Confidencialidade = Sigilo (Só quem deve, vê). Chevron-right Integridade = Alteração (O dado é o original). Chevron-right Disponibilidade = Acesso (Sempre que precisar). Tabela 2.1: Resumo Estratégico dos Pilares Pilar Objetivo Principal Exemplo de Tecnologia Confidencialidade Proteger contra acesso não autorizado Criptografia Integridade Proteger contra modificação não autorizada Hash / Assinatura Digital Disponibilidade Garantir o acesso contínuo Backup / Redundância Autenticidade Validar a identidade da origem Certificado Digital Não Repúdio Impedir a negação de autoria Assinatura Digital O que revisar antes da prova: Check-Square [ ] Confidencialidade = Criptografia. Check-Square [ ] Integridade = Hash (Resumo). Check-Square [ ] Disponibilidade = Backup e Redundância. Check-Square [ ] Ataque DoS ataca a Disponibilidade. Check-Square [ ] Ataque Sniffing ataca a Confidencialidade. Check-Square [ ] Assinatura Digital = Integridade + Autenticidade + Não Repúdio. 15 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 2. Informática 2.1. Segurança da Informação — Pilares (Cid) 2.1.2 Questões de Fixação selecionadas do tópico 4 Questão 4 INFORMÁTICA · SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO — PILARES (CID) ○ ○ ○ FÁCIL No âmbito da Segurança da Informação, a tríade fundamental, conhecida como CID, estabelece os objetivos básicos para a proteção de ativos. O pilar que garante que a infor- mação seja acessível exclusivamente por pessoas ou sistemas devidamente autorizados, prevenindo o acesso não autorizado, é denominado: A Integridade. B Disponibilidade. C Autenticidade. D Confidencialidade. E Não Repúdio. 4 Resolução da Questão 4 INFORMÁTICA · SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO — PILARES (CID) Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a D A Confidencialidade é o pilar que visa garantir o sigilo da informação, assegurando que apenas usuários autorizados tenham acesso a ela. LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas Times (A) A Integridade foca na proteção contra alterações não autorizadas, não no sigilo do acesso. Times (B) A Disponibilidade garante que o sistema esteja pronto para uso quando neces- sário, não tratando do sigilo. 16 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 2. Informática 2.1. Segurança da Informação — Pilares (Cid) Times (C) A Autenticidade garante a identidade da fonte, sendo um conceito estendido da tríade clássica. Check (D) Correta. Define precisamente o conceito de sigilo e controle de acesso à informação. Times (E) O Não Repúdio garante que o autor não negue a autoria de uma ação. 5 Questão 5 INFORMÁTICA · SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO — PILARES (CID) ○ ○ ○ FÁCIL Ataques do tipo DoS (Denial of Service) e DDoS (Distributed Denial of Service) visam sobrecarregar os recursos de um servidor para que ele pare de responder às solicitações legítimas. Esse tipo de ameaça compromete diretamente qual pilar da segurança da informação? A Confidencialidade. B Integridade. C Disponibilidade. D Conformidade. E Irretratabilidade. 5 Resolução da Questão 5 INFORMÁTICA · SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO — PILARES (CID) Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a C Ataques de Negação de Serviço (DoS) visam tornar um recurso indisponível para seus usuários, afetando a Disponibilidade. LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas 17 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 2. Informática 2.1. Segurança da Informação — Pilares (Cid) Times (A) Ataques DoS não visam necessariamente ler dados sigilosos. Times (B) Ataques DoS não visam necessariamente alterar o conteúdo dos dados. Check (C) Correta. A disponibilidade é o pilar que garante o acesso e a prontidão do sistema. Times (D) Conformidade refere-se ao cumprimento de leis e normas, não sendo o alvo direto de um DoS. Times (E) Irretratabilidade é sinônimo de Não Repúdio e não é o foco de ataques de negação de serviço. 6 Questão 6 INFORMÁTICA · SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO — PILARES (CID) ○ ○ ○ MÉDIO Para garantir que um arquivo não tenha sido modificado de forma indevida durante o seu armazenamento ou transmissão, o administrador de segurança deve utilizar mecanismos que assegurem a fidedignidade e a exatidão dos dados. O principal mecanismo técnico utilizado para validar esse pilar é: A A criptografia simétrica para cifrar o conteúdo. B O uso de funções de Hash (resumo criptográfico). C A implementação de redundância de hardware e links. D A utilização de firewalls de borda e sistemas de IPS. E O emprego de biometria para controle de acesso físico. 18 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 2. Informática 2.1. Segurança da Informação — Pilares (Cid) 6 Resolução da Questão 6 INFORMÁTICA · SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO — PILARES (CID) Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a B As funçõesde Hash geram um resumo único de um arquivo; qualquer alteração no arquivo resultará em um Hash diferente, garantindo a Integridade. LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas Times (A) A criptografia foca primordialmente na Confidencialidade. Check (B) Correta. O Hash é a ferramenta clássica para verificação de integridade de dados. Times (C) Redundância é um mecanismo para garantir a Disponibilidade. Times (D) Firewalls e IPS são ferramentas de proteção perimetral, não mecanismos de validação de integridade de arquivos. Times (E) Biometria foca na Autenticação/Confidencialidade de acesso. 19 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 3 RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO 3.1 CONECTIVOS LÓGICOS FUNDAMENTAIS (E, OU, SE…ENTÃO, SE E SOMENTE SE) 3.1.1 Conectivos Lógicos Fundamentais (e, ou, Se...então, se e Somente se) A Engrenagem do Raciocínio: o Papel dos Conectivos Lógicos Se as proposições simples são os ”átomos”da lógica, os conectivos lógicos (ou operadores) são as ligações químicas que permitem a criação de estruturas complexas: as proposições compostas. Para o candidato, entender conectivos não é apenas decorar nomes, mas compreender a regra de valoração de cada um. O valor lógico de uma proposição composta depende exclusivamente de dois fatores: o valor das proposições simples que a compõem e o conectivo que as une. BOOK-OPEN Conceito: Proposição Composta É aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições simples, conectadas por operadores lógicos. Sua principal característica é que seu valor lógico (V ou F) é determinado por uma função de verdade. Os Operadores Lógicos e Suas Regras de Valoração Cada conectivo possui um símbolo, um nome técnico e, o mais importante, uma condição de verdade. Conjunção (e) — Símbolo: ∧ – A conjunção é o conectivo da exigência. Para que o conjunto seja verdadeiro, tudo o que foi dito deve ser verdade. Chevron-right Regra de Ouro: Só é Verdadeira se ambas as proposições forem verdadeiras. Chevron-right Exemplo: ”Estudo e passo.”(Só é verdade se eu fizer as duas coisas). 20 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 3. Raciocínio Lógico e Matemático 3.1. Conectivos Lógicos Fundamentais (e, ou, … Disjunção Inclusiva (ou) — Símbolo: ∨ – A disjunção é o conectivo da liberdade ou união. Ela aceita que apenas uma parte seja verdade, ou ambas. Chevron-right Regra de Ouro: Só é Falsa se ambas as proposições forem falsas. Se houver pelo menos uma verdade, o resultado é V. Chevron-right Exemplo: ”Vou ao cinema ou ao teatro.”(Se eu for a apenas um deles, ou aos dois, a frase é verdade). Disjunção Exclusiva (ou... ou) — Símbolo: ∨ – Embora menos citada em alguns editais básicos, é onipresente em provas da FGV e Cebraspe. Aqui, a exclusão é mútua. Chevron-right Regra de Ouro: Só é Verdadeira se os valores lógicos forem diferentes (um V e outro F). Chevron-right Exemplo: ”Ou nasci em Brasília ou nasci em Lima.”(Não posso ter nascido nos dois lugares ao mesmo tempo). Condicional (se... Então) — Símbolo: → – Este é o conectivo mais cobrado em concursos. Ele estabelece uma relação de causa e efeito (ou condição suficiente e necessária). Chevron-right Regra de Ouro: Só é Falsa em um único caso: quando a primeira (antecedente) é Verdadeira e a segunda (consequente) é Falsa. Chevron-right Exemplo: ”Se chover, eu levo o guarda-chuva.”(A única forma de eu ter mentido é se choveu e eu NÃO levei o guarda-chuva). Bicondicional (se e Somente se) — Símbolo: ↔ – É o conectivo da equivalência ou mútua dependência. Chevron-right Regra de Ouro: Só é Verdadeira se os valores lógicos forem iguais (ambos V ou ambos F). Chevron-right Exemplo: ”Eu viajo se e somente se tiver dinheiro.”(Se eu tiver dinheiro, viajo; se não tiver, não viajo. As duas situações caminham juntas). Armadilhas Linguísticas e Sinônimos de Banca As bancas examinadoras raramente usam apenas os conectivos ”puros”. Elas utilizam sinônimos da língua portuguesa para testar se o candidato realmente compreendeu a lógica por trás das palavras. Exclamation-Triangle Atenção Na Prova! 1. O ”Mas”é Conjunção: Em 100% das provas de lógica, a palavra ”mas”(e suas variações: porém, contudo, entretanto, todavia) equivale ao conectivo ”e”(∧). 2. O ”Então”Oculto: Na condicional, o ”então”pode ser substituído por uma vírgula. Ex: ”Se chover, molha”= 21 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 3. Raciocínio Lógico e Matemático 3.1. Conectivos Lógicos Fundamentais (e, ou, … ”Se chover, então molha”. 3. Sinônimos da Condicional: As bancas amam trocar ”Se P, então Q”por: Chevron-right ”Q, caso P” Chevron-right ”P é condição suficiente para Q” Chevron-right ”Q é condição necessária para P” Chevron-right ”Quando P, Q” Balance-Scale Condição Suficiente Vs. Condição Necessária Condição Suficiente (O Antecedente) É o ”Se”. Se ele ocorrer, já é o bastante para garantir o resultado. Ex: Ser brasiliense é suficiente para ser brasileiro. Condição Necessária (O Consequente) É o ”Então”. Ele precisa ocorrer para que o primeiro seja possível. Ex: Ser brasileiro é necessário para ser brasiliense. Aprofundamento: Precedência e a Vera Fischer Para resolver expressões lógicas complexas (com vários conectivos), existe uma ordem de prioridade que deve ser respeitada, assim como na matemática (+, −, ×, ÷). GRADUATION-CAP Aprofundamento Ordem de Precedência dos Conectivos: 1. Negação (¬ ou ∼): Resolve-se primeiro. 2. Conjunção (∧) e Disjunção (∨): Têm o mesmo nível de prioridade. 3. Condicional (→): Resolve-se depois. 4. Bicondicional (↔): É o último a ser resolvido. INFO-CIRCLE Parênteses, colchetes e chaves sempre alteram essa ordem, devendo ser resolvidos de dentro para fora. O Macete da Condicional – A única forma de uma condicional ser falsa é o famoso caso V→ F = F. Os concurseiros utilizam diversos mnemônicos para isso: Chevron-right Vera Fischer é Falsa/Feia. Chevron-right Vai Fugir? Foge! Chevron-right Vasco Freguês do Flamengo. 22 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 3. Raciocínio Lógico e Matemático 3.1. Conectivos Lógicos Fundamentais (e, ou, … Síntese Estratégica: Tabela-Verdade Unificada Este quadro é o seu maior aliado. Decore as ”Regras de Ouro”em vez de tentar decorar todas as linhas da tabela. Tabela 3.1: Resumo das Operações Lógicas Operação Conectivo Símbolo Regra de Ouro para ser VERDADE Conjunção e ∧ Tudo V dá V. Disjunção ou ∨ Pelo menos um V dá V. Disj. Exclusiva ou...ou ∨ Valores diferentes dão V. Condicional se...então → Tudo, exceto V→ F. Bicondicional se e somente se ↔ Valores iguais dão V. Brain Para Memorizar Mnemônico de Valoração: Chevron-right E (Conjunção): Exigente (Só quer V). Chevron-right OU (Disjunção): Otimista (Qualquer V serve). Chevron-right OU...OU (Exclusiva): Excludente (Iguais se odeiam). Chevron-right SE...ENTÃO (Condicional): Fiel (Só a Vera Fischer trai). Chevron-right SE E SOMENTE SE (Bicondicional): Casamento (Só dão certo se forem iguais). Como valorar uma proposição composta em prova: 1 Identifique os conectivos presentes na frase. 2 Substitua as proposições simples pelos seus valores lógicos (V ou F) dados pela questão. 3 Respeite a ordem de precedência (Parênteses primeiro, depois ¬, ∧/∨,→,↔). 4 Aplique a ”Regra de Ouro”de cada conectivo para chegar ao resultado final. 23 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 3. Raciocínio Lógico e Matemático 3.1. Conectivos Lógicos Fundamentais (e, ou, … 3.1.2 Questões de Fixação selecionadas do tópico 7 Questão 7 CONECTIVOS LÓGICOS FUNDAMENTAIS (E, OU, SE…ENTÃO, SE E SO- … ○ ○ ○ FÁCIL No âmbito da lógica sentencial, as proposições compostas são formadas a partir de proposições simples unidas por conectivos lógicos. Sobre o conectivo de conjunção (e), assinale a alternativa que descreve corretamente sua regra de valoração. A A conjunção é verdadeira se pelo menos uma das proposições simples for verda- deira. B A conjunção é falsa apenas quando ambas as proposições simples são falsas. C A conjunção é verdadeira somente quando ambas asproposições simples são verdadeiras. D A conjunção é verdadeira quando os valores lógicos das proposições simples são diferentes. E A conjunção é falsa sempre que o antecedente for verdadeiro e o consequente for falso. 7 Resolução da Questão 7 CONECTIVOS LÓGICOS FUNDAMENTAIS (E, OU, SE…ENTÃO, SE E SO- … Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a C A conjunção (representada pelo símbolo �) é o conectivo da exigência, sendo verdadeira apenas se todos os seus componentes forem verdadeiros. LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas Times (A) Incorreta. Esta é a regra da disjunção inclusiva (ou). Times (B) Incorreta. Esta é a regra da disjunção inclusiva (ou). 24 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 3. Raciocínio Lógico e Matemático 3.1. Conectivos Lógicos Fundamentais (e, ou, … Check (C) Correta. Reflete a ’Regra de Ouro’ da conjunção: V � V = V. Times (D) Incorreta. Esta é a regra da disjunção exclusiva (ou...ou). Times (E) Incorreta. Esta é a regra da condicional (se...então). 8 Questão 8 CONECTIVOS LÓGICOS FUNDAMENTAIS (E, OU, SE…ENTÃO, SE E SO- … ○ ○ ○ FÁCIL Considere a proposição composta: ’Se o candidato estuda, então ele é aprovado’. De acordo com a lógica proposicional, essa estrutura é classificada como uma condicional. O único caso em que essa proposição será considerada FALSA é quando: A O candidato não estuda e não é aprovado. B O candidato estuda e é aprovado. C O candidato não estuda e é aprovado. D O candidato estuda e não é aprovado. E O candidato decide não realizar o exame. 8 Resolução da Questão 8 CONECTIVOS LÓGICOS FUNDAMENTAIS (E, OU, SE…ENTÃO, SE E SO- … Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a D A condicional (P→ Q) só é falsa no caso ’Vera Fischer’, ou seja, quando o antecedente (P) é verdadeiro e o consequente (Q) é falso. LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas Times (A) Incorreta. F→ F resulta em uma condicional verdadeira. 25 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 3. Raciocínio Lógico e Matemático 3.1. Conectivos Lógicos Fundamentais (e, ou, … Times (B) Incorreta. V→ V resulta em uma condicional verdadeira. Times (C) Incorreta. F→ V resulta em uma condicional verdadeira. Check (D) Correta. Representa o caso V→ F, que é o único que torna a condicional falsa. Times (E) Incorreta. Não se refere aos valores lógicos das proposições apresentadas. 9 Questão 9 CONECTIVOS LÓGICOS FUNDAMENTAIS (E, OU, SE…ENTÃO, SE E SO- … ○ ○ ○ MÉDIO As bancas examinadoras frequentemente utilizam sinônimos e estruturas gramaticais variadas para representar conectivos lógicos. Assinale a alternativa em que a frase apresentada NÃO possui o valor lógico de uma condicional (P→ Q). A Caso chova, eu levarei o guarda-chuva. B Como sou brasileiro, sou sul-americano. C Pagar as contas é condição necessária para ter crédito. D Ser aprovado é condição suficiente para ser nomeado. E O sol brilha, mas o frio permanece intenso. 9 Resolução da Questão 9 CONECTIVOS LÓGICOS FUNDAMENTAIS (E, OU, SE…ENTÃO, SE E SO- … Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a E A palavra ’mas’ e suas variações adversativas (porém, contudo, entretanto) possuem valor lógico de conjunção (e), não de condicional. 26 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 3. Raciocínio Lógico e Matemático 3.1. Conectivos Lógicos Fundamentais (e, ou, … LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas Times (A) Incorreta. ’Caso’ é um sinônimo clássico para o ’Se’ da condicional. Times (B) Incorreta. O ’Como’ no início da frase estabelece uma relação de causalidade/- condição (Se sou brasileiro...). Times (C) Incorreta. A estrutura de ’condição necessária’ é uma das formas de expressar a condicional (o consequente). Times (D) Incorreta. A estrutura de ’condição suficiente’ é uma das formas de expressar a condicional (o antecedente). Check (E) Correta. O ’mas’ equivale ao conectivo ’e’ (conjunção). 27 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A Conhecimentos Específicos 4 DIREITO ADMINISTRATIVO 4.1 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE — DIFERENÇA ENTRE PARTICULAR E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 4.1.1 Legalidade: a Fronteira entre a Liberdade Privada e o Dever Público O Princípio da Legalidade Como Pilar do Estado Democrático de Direito O Princípio da Legalidade é a base de sustentação de todo o Direito Administrativo. Ele representa a transição do Estado Absolutista (onde a vontade do soberano era a lei) para o Estado de Direito (onde o próprio Estado se submete às normas que criou). Para fins de concurso público, a legalidade não deve ser vista apenas como ”obedecer à lei”, mas como o parâmetro que define a validade de qualquer conduta, seja ela praticada por um cidadão comum ou por um agente público. No entanto, a aplicação desse princípio ocorre de formas diametralmente opostas a depender de quem é o sujeito da ação. BOOK-OPEN Conceito: Legalidade Administrativa É a diretriz segundo a qual a Administração Pública só pode atuar conforme a lei e o Direito. Diferente do particular, o administrador não possui vontade própria; sua atuação deve ser sempre voltada à persecução do interesse público, nos limites estabelecidos pelo ordenamento jurídico. A Dualidade da Legalidade: Autonomia da Vontade Vs. Estrita Legalidade A compreensão deste tópico exige que o candidato domine a distinção entre a legalidade aplicada ao indivíduo (esfera privada) e a legalidade aplicada ao Estado (esfera pública). 28 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 4. Direito Administrativo 4.1. Princípio da Legalidade — Diferença entre Par- … A Legalidade para o Particular (Autonomia da Vontade) – Fundamentada no Art. 5º, inciso II, da Constituição Federal, a legalidade para o particular é um princípio de liberdade. O cidadão pode fazer tudo aquilo que a lei não proíbe. O silêncio da lei, para o particular, significa permissão. A Legalidade para a Administração Pública (Subordinação à Lei) – Fundamentada no Art. 37, caput, da CF/88, a legalidade administrativa é um princípio de subordinação. O agente público só pode fazer o que a lei autoriza ou determina. O silêncio da lei, para a Administração, significa proibição. Balance-Scale Diferença Fundamental: Particular Vs. Administração Atuação do Particular Chevron-right Critério: Não proibição. Chevron-right Fundamento: Autonomia da Vontade. Chevron-right Regra: Pode fazer tudo o que a lei não veda. Chevron-right O silêncio da lei é liberdade. Atuação da Administração Chevron-right Critério: Autorização/Determinação. Chevron-right Fundamento: Indisponibilidade do Interesse Público. Chevron-right Regra: Só pode fazer o que a lei permite ou manda. Chevron-right O silêncio da lei é interdição. O Bloco de Legalidade e a Juridicidade – A doutrina moderna (e as bancas como FGV e Cebraspe) tem substituído a visão de ”legalidade estrita”(apenas a lei ordinária/complementar) pela ideia de Princípio da Juridicidade. GRADUATION-CAP Aprofundamento Princípio da Juridicidade: Representa a ampliação do conceito de legalidade. O adminis- trador não está preso apenas ao texto da lei em sentido estrito, mas a todo o ordenamento jurídico, o que inclui a Constituição Federal, os princípios gerais de direito, os tratados internacionais e a jurisprudência vinculante. Assim, um ato pode estar conforme a lei, mas ser inválido por violar a Constituição ou a Moralidade. Distinções Cruciais e Armadilhas de Prova Nesta seção, focamos em como as bancas tentam confundir o candidato misturando conceitos correlatos. 29 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 4. Direito Administrativo 4.1. Princípio da Legalidade — Diferença entre Par- … Exclamation-Triangle Atenção Na Prova! Legalidade vs. Reserva Legal: Muitas questões afirmam que são sinônimos, mas não são. 1. Legalidade (Gênero): Submissão a todo o ordenamento jurídico (leis, decretos, princí- pios). 2. Reserva Legal (Espécie): Quando a Constituição exige que determinada matéria seja regulamentada especificamente por lei em sentido estrito (Lei Ordinária ou Complementar), vedando ouso de atos infralegais (como decretos). Ex: Criação de cargos públicos ou definição de crimes. O Papel da Discricionariedade – É comum a banca sugerir que, na discricionariedade, o admi- nistrador estaria ”livre”da legalidade. Cuidado! Mesmo no ato discricionário, a lei define os limites (competência, finalidade e forma). A liberdade existe apenas na escolha da conveniência e oportunidade (mérito), mas sempre dentro da moldura legal. Evolução Doutrinária e Entendimento dos Tribunais Para provas de alto rendimento, é necessário compreender que a legalidade administrativa sofreu mutações importantes: 1. Legalidade como ”Reserva de Lei”: A lei como limite negativo (o Estado não pode invadir a esfera do particular sem lei). 2. Legalidade como ”Precedência da Lei”: Todo ato administrativo deve ter um fundamento legal prévio. 3. Deslegitimação do Ato Administrativo sem Base Legal: O STF e o STJ consolidam que a ausência de previsão legal impede a concessão de benefícios ou a imposição de obrigações pela Administração, mesmo sob o pretexto de ”justiça social”ou ”interesse público”genérico. GRADUATION-CAP Aprofundamento A Legalidade e os Atos de Gestão: Quando a Administração Pública pratica atos de gestão (ex: alugar um imóvel de um particular sob o regime de direito privado), a legalidade é mitigada pela autonomia privada, mas nunca desaparece por completo. O procedimento para chegar ao contrato (licitação) e a competência para assinar continuam regidos pela legalidade estrita. 30 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 4. Direito Administrativo 4.1. Princípio da Legalidade — Diferença entre Par- … Síntese Estratégica para Revisão Utilize este quadro para memorizar as diferenças fundamentais e revisar antes da prova. Tabela 4.1: Quadro Sinóptico: Legalidade no Direito Administrativo Aspecto Particular (Direito Privado) Administração (Direito Público) Vontade Autonomia da Vontade Vontade da Lei (Heteronomia) Liberdade Ampla (Regra) Restrita (Exceção) Silêncio da Lei Permissão Proibição Fundamento CF Art. 5º, II Art. 37, caput Finalidade Interesses Próprios Interesse Público Brain Para Memorizar Mnemônico da Legalidade: Chevron-right Particular: ”Pode tudo, menos o que a lei proíbe.” Chevron-right Público: ”Só pode o que a lei permite.” (Dica: Lembre-se que o Agente Público é um ”escravo”da lei, enquanto o Particular é o ”senhor”de suas escolhas, respeitados os limites legais). O que revisar sobre este tema: Check-Square [ ] Diferença entre Legalidade e Juridicidade. Check-Square [ ] Diferença entre Legalidade e Reserva Legal. Check-Square [ ] Aplicação da legalidade nos atos vinculados vs. discricionários. Check-Square [ ] A ideia de que o silêncio da lei para o Estado é proibição de agir. 31 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 4. Direito Administrativo 4.1. Princípio da Legalidade — Diferença entre Par- … 4.1.2 Questões de Fixação selecionadas do tópico 10 Questão 10 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE — DIFERENÇA ENTRE PARTICULAR E ADMI- … ○ ○ ○ FÁCIL No que tange ao Princípio da Legalidade, a doutrina clássica do Direito Administrativo estabelece uma distinção fundamental entre a atuação do particular e a da Administração Pública. Sobre essa distinção, assinale a alternativa correta: A O particular e a Administração Pública submetem-se ao mesmo regime de legali- dade, podendo ambos praticar qualquer ato que não seja expressamente proibido por lei. B Para o particular, o silêncio da lei importa em interdição, enquanto para a Admi- nistração Pública, o silêncio legal representa liberdade de agir. C A Administração Pública rege-se pelo princípio da autonomia da vontade, o que lhe permite buscar o interesse público independentemente de previsão legal expressa. D Enquanto o particular pode fazer tudo o que a lei não proíbe, a Administração Pública só pode atuar quando a lei autoriza ou determina. E A legalidade administrativa impede que o agente público exerça qualquer margem de escolha, sendo todos os atos administrativos necessariamente vinculados. 10 Resolução da Questão 10 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE — DIFERENÇA ENTRE PARTICULAR E ADMI- … Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a D A alternativa reflete a dualidade clássica: o particular goza de autonomia da vontade (liberdade), enquanto a Administração está subordinada à lei (dever de agir conforme a norma). LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas 32 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 4. Direito Administrativo 4.1. Princípio da Legalidade — Diferença entre Par- … Times (A) Incorreta. Os regimes são distintos: o particular rege-se pela não proibição, e a Administração pela autorização/determinação legal. Times (B) Incorreta. A alternativa inverteu os conceitos: o silêncio é liberdade para o particular e interdição para a Administração. Times (C) Incorreta. A autonomia da vontade é característica do direito privado (par- ticular). A Administração rege-se pela estrita legalidade e indisponibilidade do interesse público. Check (D) Correta. Esta é a definição clássica da distinção entre a legalidade privada (Art. 5º, II, CF) e a legalidade administrativa (Art. 37, caput, CF). Times (E) Incorreta. A legalidade não exclui a discricionariedade; o administrador possui margem de escolha (conveniência e oportunidade) dentro dos limites fixados pela lei. 11 Questão 11 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE — DIFERENÇA ENTRE PARTICULAR E ADMI- … ○ ○ ○ MÉDIO A evolução do Direito Administrativo contemporâneo consagrou o Princípio da Juridici- dade em substituição à visão tradicional de legalidade estrita. Sobre o tema, assinale a afirmação correta: A O Princípio da Juridicidade desobriga o administrador de observar as leis ordinárias, priorizando apenas os princípios constitucionais. B A juridicidade implica a submissão da Administração ao ’bloco de legalidade’, que compreende não apenas a lei em sentido estrito, mas todo o ordenamento jurídico e os princípios constitucionais. C Pelo princípio da juridicidade, o ato administrativo é considerado válido desde que respeite o texto literal da lei, independentemente de sua compatibilidade com a moralidade administrativa. D A juridicidade aplica-se exclusivamente aos atos vinculados, permanecendo a discricionariedade administrativa regida apenas pela vontade política do agente. E O conceito de juridicidade restringe a atuação do Poder Judiciário, que passa a 33 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 4. Direito Administrativo 4.1. Princípio da Legalidade — Diferença entre Par- … analisar apenas a conformidade do ato com a lei ordinária, vedando o controle baseado em princípios. 11 Resolução da Questão 11 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE — DIFERENÇA ENTRE PARTICULAR E ADMI- … Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a B A juridicidade amplia o espectro de controle e atuação, exigindo conformidade com o Direito como um todo (Constituição, princípios, jurisprudência), e não apenas com a lei formal. LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas Times (A) Incorreta. A juridicidade soma os princípios e a Constituição à lei, não exclui a necessidade de observância das leis ordinárias. Check (B) Correta. O conceito moderno de juridicidade exige que o administrador observe o ordenamento jurídico de forma integral, incluindo princípios e normas constitucionais. Times (C) Incorreta. Um ato pode ser legal (conforme a lei) mas antijurídico (por violar princípios como a moralidade ou a razoabilidade). Times (D) Incorreta. A juridicidade aplica-se a toda a atividade administrativa, inclusive limitando a discricionariedade por meio de princípios. Times (E) Incorreta. A juridicidade amplia o controle judicial, permitindo que o juiz anule atos que, embora formalmente legais, violem o Direito (princípios). 34 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 4. Direito Administrativo 4.1. Princípio da Legalidade — Diferença entre Par- … 12 Questão 12 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE — DIFERENÇA ENTRE PARTICULAR E ADMI- … ○ ○ ○ MÉDIO Emborafrequentemente confundidos, os conceitos de Princípio da Legalidade e Princípio da Reserva Legal possuem distinções técnicas importantes. Assinale a alternativa que descreve corretamente essa diferença: A A legalidade exige que toda matéria seja disciplinada por lei complementar, en- quanto a reserva legal admite decretos autônomos. B A reserva legal é o gênero que engloba a legalidade, aplicando-se a todos os atos da vida civil e administrativa. C A legalidade é a submissão geral ao ordenamento jurídico; a reserva legal ocorre quando a Constituição exige que matéria específica seja regulada obrigatoriamente por lei em sentido estrito. D Não há distinção técnica entre os termos, sendo ambos sinônimos utilizados para designar a submissão do Estado ao Direito. E A reserva legal aplica-se apenas ao Direito Penal, enquanto a legalidade é um princípio exclusivo do Direito Administrativo. 12 Resolução da Questão 12 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE — DIFERENÇA ENTRE PARTICULAR E ADMI- … Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a C A legalidade é ampla (submissão ao Direito), enquanto a reserva legal é específica (exigência constitucional de lei formal para certas matérias). LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas Times (A) Incorreta. A legalidade não exige lei complementar para tudo; a reserva legal é que impõe a necessidade de lei formal (ordinária ou complementar) para temas específicos. 35 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 4. Direito Administrativo 4.1. Princípio da Legalidade — Diferença entre Par- … Times (B) Incorreta. A legalidade é o gênero; a reserva legal é a espécie. Check (C) Correta. A alternativa define precisamente a relação de gênero (legali- dade) e espécie (reserva legal) conforme a doutrina majoritária. Times (D) Incorreta. A distinção é clássica em concursos e na doutrina: legalidade (ampla) vs. reserva legal (estrita/específica). Times (E) Incorreta. Ambos os princípios perpassam diversos ramos do Direito Público, incluindo o Administrativo, o Tributário e o Penal. 36 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A Legislação 5 CONSTITUIÇÃO FEDERAL — DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 5.1 PRINCÍPIOS E REGRAS (ART. 37 AO 41) 5.1.1 O Coração da Administração Pública na Constituição (Arts. 37 e 38) A Base de Tudo: Princípios e o Ingresso no Setor Público Este trecho da Constituição é, sem dúvida, um dos mais cobrados em provas de qualquer nível. Ele estabelece a ”espinha dorsal”de como o Estado deve se comportar e como você, futuro servidor, entrará e se manterá no sistema. As bancas adoram este tópico porque ele mistura regras rígidas (prazos e proibições) com conceitos abstratos (princípios). A ”pegada”aqui é entender que a Administração Pública não tem vontade própria; ela segue estritamente o que a lei manda e busca sempre o interesse público. Regras de Ouro para a Gestão e o Servidor Para facilitar seu aprendizado, vamos agrupar os temas por relevância e lógica de prova. Esqueça a ordem dos incisos; foque na lógica do funcionamento do Estado. Os Princípios Expressos (o Famoso Limpe) – A Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes deve seguir cinco princípios fundamentais. Se a banca citar qualquer outro (como ”supremacia do interesse público”), ele pode até ser um princípio da Administração, mas não é um princípio expresso no caput do art. 37. 37 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 5. Constituição Federal — da Administração Pú- … 5.1. Princípios e Regras (Art. 37 ao 41) Brain Para Memorizar Mnemônico: L.I.M.P.E. Chevron-right Legalidade (Fazer só o que a lei permite) Chevron-right Impessoalidade (Não beneficiar amigos nem perseguir inimigos) Chevron-right Moralidade (Ética e boa-fé) Chevron-right Publicidade (Transparência, salvo sigilo legal) Chevron-right Eficiência (Fazer mais com menos, com qualidade) Acesso e Concurso Público – O acesso aos cargos é para brasileiros (natos ou naturalizados) e também para estrangeiros, mas atenção: para o estrangeiro, a lei deve dizer como isso ocorre. Sobre o concurso público, o ponto que mais gera confusão é o prazo. A Constituição diz que a validade é de até dois anos. Isso significa que o edital pode prever 6 meses, 1 ano ou 2 anos. A prorrogação é uma escolha da Administração (ato discricionário), deve ser por igual período e apenas uma vez. Exclamation-Triangle Atenção Na Prova! CUIDADO! A banca vai dizer que o concurso tem validade de ”2 anos, prorrogável por mais 2”. Errado. O correto é ”até 2 anos, prorrogável uma vez por igual período”. Se o edital prever 1 ano, só pode prorrogar por mais 1 ano. Cargos em Comissão Vs. Funções de Confiança – Aqui está um dos temas favoritos para trocas maldosas em enunciados. Ambos servem para Direção, Chefia e Assessoramento (DCA), mas quem pode ocupá-los é o que diferencia o jogo. Balance-Scale Função de Confiança Vs. Cargo em Comissão Função de Confiança: Exclusiva para quem já é servidor de carreira (concursado efetivo). Cargo em Comissão: Livre nomeação e exoneração. Preenchido por servidores de carreira (em percentuais mínimos da lei) OU por pessoas de fora da administração. Acumulação de Cargos: a Regra É Não Acumular – A regra geral é que você só pode ter um vínculo. A exceção exige dois requisitos: compatibilidade de horários e que os cargos estejam no ”trio elétrico”das exceções: 1. Dois cargos de Professor; 2. Um de Professor com outro Técnico ou Científico; 38 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 5. Constituição Federal — da Administração Pú- … 5.1. Princípios e Regras (Art. 37 ao 41) 3. Dois cargos ou empregos privativos de Profissionais de Saúde (com profissão regulamen- tada). Exclamation-Triangle Atenção Na Prova! A proibição de acumular não vale só para a Prefeitura ou o Estado. Ela abrange TUDO: au- tarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e até as subsidiárias delas. Se recebe dinheiro público, a regra de não acumular se aplica. Responsabilidade Civil do Estado – Se um agente público (você, no futuro), agindo nessa quali- dade, causar dano a um particular, o Estado responde de forma objetiva. Isso significa que a vítima não precisa provar que você teve ”culpa”ou ”dolo”, apenas que houve o dano e que você era o agente. GRADUATION-CAP Aprofundamento Direito de Regresso: O Estado paga a vítima, mas depois ele ”cobra”do servidor. Para o servidor pagar o Estado, aí sim é necessário provar que ele agiu com Dolo (vontade) ou Culpa (negligência, imprudência ou imperícia). Pontos de Atenção Cirúrgica Chevron-right Publicidade Educativa: A publicidade oficial não pode ter nomes, símbolos ou imagens que promovam autoridades. É para informar, não para fazer campanha com dinheiro público. Chevron-right Direito de Greve e Sindicato: O servidor civil tem direito à livre associação sindical. Já o direito de greve depende de uma lei específica (que até hoje não foi criada, por isso o STF manda aplicar a lei da iniciativa privada). Chevron-right Improbidade Administrativa: Lembre-se das 4 consequências constitucionais: Suspensão dos direitos políticos, Perda da função pública, Indisponibilidade dos bens e Ressarcimento ao erário. (Mnemônico: S.P.I.R.). Resumo Estratégico: Servidor em Mandato Eletivo (Art. 38) Este artigo é pura regra de ”se... então...”. Use a tabela abaixo para não errar mais nenhuma questão sobre o servidor que vira político. Tabela 5.1: Regras para o Servidor Político 39 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 5. Constituição Federal — da Administração Pú- … 5.1. Princípios e Regras (Art. 37 ao 41) Mandato Afastamento? Remuneração Federal, Estadual ou Distrital Sim, obrigatório Recebe apenas o do mandato Prefeito Sim, obrigatório Pode optar (escolher a melhor) Vereador (com compatibilidade) Não se afasta Acumula as duas remunerações Vereador (sem compatibilidade) Sim, afasta Pode optar (igual ao Prefeito) Nota Final do Mentor: Em qualquer caso de afastamento para mandato, o tempo de serviço conta para tudo(aposentadoria, adicionais), EXCETO para promoção por merecimento. Afinal, se você não está trabalhando na repartição, não há como avaliar seu merecimento frente aos colegas. 5.1.2 Questões de Fixação selecionadas do tópico 13 Questão 13 PRINCÍPIOS E REGRAS (ART. 37 AO 41) ○ ○ ○ FÁCIL De acordo com o caput do Art. 37 da Constituição Federal de 1988, a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá a princípios fundamentais. Assinale a alternativa que apresenta apenas princípios expressamente previstos no referido dispositivo: A Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. B Legalidade, Finalidade, Motivação, Razoabilidade e Proporcionalidade. C Supremacia do Interesse Público, Especialidade, Autotutela e Hierarquia. D Moralidade, Publicidade, Eficiência, Continuidade e Indisponibilidade. E Impessoalidade, Economicidade, Publicidade, Eficiência e Razoabilidade. 40 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 5. Constituição Federal — da Administração Pú- … 5.1. Princípios e Regras (Art. 37 ao 41) 13 Resolução da Questão 13 PRINCÍPIOS E REGRAS (ART. 37 AO 41) Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a A A alternativa A reflete exatamente o mnemônico LIMPE (Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência), que são os cinco princípios expressos no caput do art. 37 da CF/88. LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas Check (A) Correta. Estes são os cinco princípios expressamente previstos no caput do art. 37 da Constituição Federal. Times (B) Incorreta. Finalidade, Motivação, Razoabilidade e Proporcionalidade são princípios da Administração, mas não estão expressos no caput do art. 37 da CF. Times (C) Incorreta. Supremacia do Interesse Público, Especialidade e Autotutela são prin- cípios reconhecidos pela doutrina e jurisprudência (implícitos), mas não constam no caput do art. 37. Times (D) Incorreta. Continuidade e Indisponibilidade do Interesse Público são princípios implícitos, não constando no rol taxativo do caput do art. 37. Times (E) Incorreta. Embora a Economicidade seja um princípio aplicado ao controle externo, ela não consta no caput do art. 37, assim como a Razoabilidade. 14 Questão 14 PRINCÍPIOS E REGRAS (ART. 37 AO 41) ○ ○ ○ FÁCIL No que tange às regras constitucionais sobre o concurso público, assinale a alternativa que descreve corretamente o prazo de validade e as condições de prorrogação: A O prazo de validade será de 2 anos, obrigatoriamente, prorrogável por mais 2 anos. B O prazo de validade será de até 2 anos, prorrogável uma vez, por igual período. 41 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 5. Constituição Federal — da Administração Pú- … 5.1. Princípios e Regras (Art. 37 ao 41) C O prazo de validade será de até 2 anos, prorrogável quantas vezes a Administração julgar necessário. D O prazo de validade será de 1 ano, prorrogável por igual período, desde que haja interesse público. E O prazo de validade será de até 2 anos, sendo a prorrogação automática após o vencimento do primeiro período. 14 Resolução da Questão 14 PRINCÍPIOS E REGRAS (ART. 37 AO 41) Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a B A Constituição Federal estabelece no art. 37, inciso III, que o prazo é de ’até dois anos’, permitindo flexibilidade no edital, com uma única prorrogação por período idêntico ao fixado inicialmente. LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas Times (A) Incorreta. O erro está em dizer que o prazo é de ’2 anos obrigatoriamente’. O texto constitucional diz ’até dois anos’. Check (B) Correta. Esta alternativa reproduz fielmente o texto do art. 37, III, da CF/88. Times (C) Incorreta. A prorrogação só pode ocorrer uma única vez, e não sucessivas vezes. Times (D) Incorreta. Embora o prazo possa ser de 1 ano, a alternativa limita a validade a esse período fixo, contrariando o limite máximo de ’até 2 anos’. Times (E) Incorreta. A prorrogação não é automática; trata-se de um ato discricionário da Administração Pública. 42 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 5. Constituição Federal — da Administração Pú- … 5.1. Princípios e Regras (Art. 37 ao 41) 15 Questão 15 PRINCÍPIOS E REGRAS (ART. 37 AO 41) ○ ○ ○ MÉDIO Sobre a distinção constitucional entre funções de confiança e cargos em comissão, assinale a afirmativa correta: A Ambos destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento, podendo ser preenchidos por qualquer cidadão. B As funções de confiança podem ser exercidas por servidores de carreira ou por profissionais externos de notório saber. C Os cargos em comissão devem ser preenchidos exclusivamente por servidores ocupantes de cargo de carreira. D As funções de confiança são exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. E Os cargos em comissão não admitem a nomeação de servidores de carreira, sendo destinados apenas a recrutamento amplo. 15 Resolução da Questão 15 PRINCÍPIOS E REGRAS (ART. 37 AO 41) Check-Circle GABARITO A alternativa correta é a D Conforme o art. 37, V, da CF/88, as funções de confiança são exclusivas de servidores de carreira (efetivos), enquanto os cargos em comissão são de livre nomeação e exoneração, com percentuais mínimos reservados aos servidores de carreira. LIST-UL Análise Detalhada das Alternativas Times (A) Incorreta. Embora a finalidade (DCA) esteja correta, a função de confiança não pode ser preenchida por ’qualquer cidadão’, apenas por servidores efetivos. Times (B) Incorreta. As funções de confiança são restritas a servidores de carreira (con- cursados). 43 / 44 AM O ST R A D EM O N ST R AT IV A 5. Constituição Federal — da Administração Pú- … 5.1. Princípios e Regras (Art. 37 ao 41) Times (C) Incorreta. Os cargos em comissão são de livre nomeação, podendo ser preen- chidos por pessoas sem vínculo prévio, respeitados os percentuais mínimos legais para servidores de carreira. Check (D) Correta. Esta é a regra constitucional expressa para as funções de confi- ança. Times (E) Incorreta. Servidores de carreira podem e devem ocupar cargos em comissão, conforme os percentuais mínimos definidos em lei. 44 / 44 Conhecimentos Básicos Língua Portuguesa Concordância Verbal e Nominal Concordância Verbal: Regra Geral e Casos Especiais (Sujeito Composto e Invertido) Questões de Fixação selecionadas do tópico Informática Segurança da Informação — Pilares (Cid) Pilares da Segurança (Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade) Questões de Fixação selecionadas do tópico Raciocínio Lógico e Matemático Conectivos Lógicos Fundamentais (e, ou, Se…então, se e Somente se) Conectivos Lógicos Fundamentais (e, ou, Se...então, se e Somente se) Questões de Fixação selecionadas do tópico Conhecimentos Específicos Direito Administrativo Princípio da Legalidade — Diferença entre Particular e Administração Pública Legalidade: a Fronteira entre a Liberdade Privada e o Dever Público Questões de Fixação selecionadas do tópico Legislação Constituição Federal — da Administração Pública Princípios e Regras (Art. 37 ao 41) O Coração da Administração Pública na Constituição (Arts. 37 e 38) Questões de Fixação selecionadas do tópico