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F R E N T E 3 253 Observação: Uma fonte de luz é considerada extensa quando o seu ta- manho não é desprezível em relação às outras dimensões envolvidas. Veja que, além da sombra projetada no anteparo, ob- temos também a formação de penumbra, que corresponde a uma região parcialmente iluminada. É importante salien- tar que a penumbra projetada, representada na figura 7, tem intensidade luminosa que cresce à medida que essa penumbra se afasta da sombra e se aproxima da região iluminada. Para obtermos geometricamente a sombra e a penum- bra projetadas no anteparo A, traçamos raios de luz, a partir das extremidades da fonte extensa de luz FE, que tangen- ciam o limite do corpo opaco O. Eclipse Os princípios da óptica geométrica podem ser observados em fenômenos como eclipses. O eclipse é o desaparecimento ou intercepção total ou parcial de um astro pela colocação de outro entre ele e o observador ou entre o astro iluminante e o iluminado. Esse astro pode ser chamado de objeto celeste, ou seja, qualquer objeto, de qualquer tamanho, que esteja fora da atmosfera terrestre. Como no nosso sistema a única estrela é o Sol, apenas ele é uma fonte primária de luz, consequentemente, todos os planetas e satélites formam um cone de sombra. Quando a Lua penetra, total ou parcialmente, no cone de sombra da Terra, temos um eclipse total ou parcial da Lua. Cone de sombra da Terra Terra Fig. 8 Eclipse da Lua – esquema simplificado. Quando a Terra intercepta o cone de sombra da Lua, temos um eclipse total ou parcial do Sol, dependendo da região do observador na Terra. Cone de sombra (umbra) Penumbra Terra Fig. 9 Eclipse do Sol – esquema simplificado. Observe, na figura a seguir, a percepção de um eclipse do Sol em diferentes regiões do planeta. Fig. 10 Visibilidade de um eclipse solar. S 20% 100% Eclipse anular do Sol (22/09/2006) 80% 60% 40% Sombra Penumbra N P1 8: 00 0.20 .40 . 0.80 0.80 0.60 0.40 0.20 8: 30 9: 0 0 9 :3 0 10 :3 0 10 :0 0 P2 P3 P4 W E FÍSICA Capítulo 7 Introdução à óptica geométrica254 Câmara escura de orifício A câmara escura de orifício evidencia o princípio da propagação retilínea da luz e constitui a base de funciona- mento das máquinas fotográficas. Coloquemos um objeto luminoso, de extremidades A e B, diante de uma câmara de paredes opacas dotada de um pequeno orifício O. Raios de luz emitidos pelo objeto atravessarão o orifício O e se projetarão no fundo da câmara, produzindo uma figura de extremidades A’B’, semelhante ao objeto AB, conforme a figura 11. A figura A’B’ é chamada de imagem e está em uma posição invertida em relação ao objeto AB. A B Pequeno orifício P’P Fig. 11 Câmara escura de orifício. Da figura 11, obtemos⇒ 1 Um edifício de altura H projeta no solo uma sombra de 20 m. No mesmo instante, uma pessoa toma uma haste vertical de 0,20 m e nota que sua sombra mede 0,40 m. Qual é a altura H do edifício? Revisando Ângulo visual O ângulo visual, pelo qual se observa um objeto, é delimitado pelos raios de luz provenientes das extremidades do objeto e que atingem os olhos do observador. Percebemos facilmente que, quanto maior for a distância entre o observador e o objeto, menor será o ângulo visual. O menor ângulo visual pelo qual a visão humana ainda percebe dois pontos distintos (limite de acuidade visual) é da ordem de um minuto de arco (1º/60). É por isso que temos um limite de visão a longas distâncias. A partir de uma certa distância, fica impossível distinguir dois pontos. Lem- bre-se do teste que fazemos em uma consulta oftalmológica. Fig. 12 Ângulo visual. Saiba mais 2 O esquema a seguir representa o corte de uma câmara escura de orifício, diante do qual existe um corpo luminoso AB de 40 cm de comprimento. a b A B A’ B’ O Figura fora de escala F R E N T E 3 255 Considerando a = 100 cm e b = 20 cm, calcule o comprimento da gura A’B’ projetada no fundo da câmara. 3 Define-se um ano-luz como sendo a distância percorrida por um sinal luminoso no vácuo durante um ano terrestre. Sabendo que no vácuo a luz viaja com velocidade de 3,00 · 105 km/s, calcule, em metros, o comprimento equivalente a um ano-luz. 1 UEM Assinale a alternativa incorreta. A A luz visível é uma forma de radiação eletromag- nética. b A frequência de uma radiação aumenta à medida que se aumenta o seu comprimento de onda. C A energia de uma radiação aumenta conforme se aumenta a frequência. d A radiação chamada de “visível” possui compri- mento de onda menor do que a radiação emitida por emissoras de rádio. A radiação gama, produzida em reações nucleares, possui frequência maior do que a radiação infraver- melha. 2 Das alternativas seguintes, aponte aquela que traz ex- clusivamente fontes luminosas primárias. A Lanterna acesa, espelho plano, vela apagada. b Olho de gato, Lua, palito de fósforo aceso. C Lâmpada acesa, arco voltaico, vaga-lume aceso. d Planeta Marte, fio aquecido ao rubro, parede de cor clara. Vídeo de uma TV em funcionamento, Sol, lâmpada apagada. 3 Admita que, a partir de determinado instante, o Sol deixe de emanar energia, isto é, o Sol se “apague”. Quanto tempo após o referido instante esse fato seria registrado na Terra? Considere: distância do Sol à Terra = 1,5 · 108 km; velocidade da luz no vácuo = 3 · 108 m/s. 4 Considere a seguinte citação: “Quando contemplamos o céu numa noite de tempo bom, recebemos das estrelas um relato do passado.” Utilizando argumentos cientícos, comente o pensa- mento do autor. 5 Com seu telescópio, um astrônomo visa a Lua para observar a decolagem de um módulo lunar. Ao mes- mo tempo, seu assistente observa o fenômeno pela televisão, que faz uma transmissão via satélite. No ins- tante da decolagem, o satélite S e o observatório O (onde estão o astrônomo e seu assistente) acham-se sobre uma mesma circunferência, que tem centro na Lua, conforme mostra o esquema a seguir. Exercícios propostos FÍSICA Capítulo 7 Introdução à óptica geométrica256 A distância OS vale 6,0 · 104 km. Terra S O Lua Órbita do satélite O astrônomo e seu assistente cronometram o ins- tante em que aparecem as chamas do foguete do módulo lunar. Adotando-se, para as ondas eletro- magnéticas, a velocidade 3,0 · 108 m/s (no vácuo e na atmosfera terrestre), pode-se armar que o assis- tente vê o fenômeno: A no mesmo instante que o astrônomo. b 0,20 s antes do astrônomo. C 0,20 s após o astrônomo. d 2,0 s antes do astrônomo. 2,0 s após o astrônomo. 6 UFBA As comemorações dos 40 anos da chegadado homem à Lua trouxeram à baila o grande núme- ro de céticos que não acreditam nessa conquista humana. Em um programa televisivo, um cientista informou que foram deixados na Lua espelhos re- fletores para que, da Terra, a medida da distância Terra-Lua pudesse ser realizada periodicamente e com boa precisão, pela medida do intervalo de tem- po DT que um feixe de laser percorre o caminho de ida e volta. Um grupo acompanhou uma medida realizada por um cientista, na qual DT = 2,5 s. Considerando que a velocidade da luz, no vácuo, é igual a 3 ⋅ 108 m/s e desprezando os efeitos da rotação da Terra, calcule a distância Terra-Lua. 7 A velocidade de propagação das ondas luminosas: A é infinitamente grande. b é máxima no ar. C é maior na água do que no vácuo. d vale 300 000 km/s no vidro. vale 3,00 · 1010 cm/s no vácuo. 8 EEAR 2017 Associe corretamente os princípios da óptica geométrica, com suas respectivas denições, constantes abaixo. I. Princípio da propagação retilínea da luz. II. Princípio da independência dos raios de luz. III. Princípio da reversibilidade dos raios de luz. J Num meio homogêneo a luz se propaga em linha reta. J A trajetória ou caminho de um raio não depende do sentido da propagação. J Os raios de luz se propagam independentemente dos demais. Assinale a alternativa que apresenta a sequência cor- reta para o preenchimento das lacunas acima. A I, II e III. b II, I e III. C III, II e I. d I, III e II. 9 Famema 2019 Tomando como referência a sombragerada por uma cadeira de 60 cm de altura, uma pessoa decidiu determinar a altura de um muro construído próximo à lateral de sua casa por meio de métodos geométricos. A casa, o muro e a cadeira es- tavam sobre o mesmo chão horizontal e, como não era possível obter uma sombra completa do muro, a pessoa providenciou um espelho plano que pren- deu paralelamente à lateral da casa, como mostra a gura, que representa os resultados obtidos em um mesmo instante. A pessoa concluiu que o muro tinha uma altura de A 2,1 m. b 3,2 m. C 3,0 m. d 2,4 m. 2,7 m.