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chapéu estreado na missa, bolo encomendado nas Matil des, que os seus quatro olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem – e que a sua solta língua, entre os dentes ralos, não comentasse com malícia estridente. Eça de Queirós. A ilustre casa de Ramires A correlação de tempos que neste texto se verica entre as formas verbais existia, descortinassem e co- mentasse, mantém se apenas em: A não existe; não descortinem, não comente. não existiu; não teriam descortinado; não teria co- mentado. C não existira; não tinham descortinado; não tinha co- mentado. D não existirá; não tiverem descortinado; não tiver comentado. E não existiria; não descortinavam; não comentava. 37 EEAR 2019 Em qual alternativa a lacuna não pode ser preenchida com o verbo indicado nos parênteses no modo subjuntivo? A Era necessário que outra pessoa a li- derança (assumir) Saiu sorrateiramente, sem que ninguém a sua ausência (notar) C Acordou de madrugada, esperando que alguém lhe um copo d’água (dar) D O encarregado me denunciou para o patrão: disse que eu sempre atrasado (chegar) 38 EEAR 2020 Assinale a alternativa que apresenta um verbo defectivo. A pedir andar C matar D abolir 39 EEAR 2020 Assinale a alternativa em que o verbo está corretamente conjugado. A Se eu pôr todo o meu dinheiro neste investimento, estarei me arriscando. Embora essa aplicação seje bastante rentável, é um investimento de alto risco. C Se ela reavesse o dinheiro que perdeu, iria investi- -lo em uma aplicação de baixo risco. D Se eles expuserem os riscos do mercado para mim, poderei analisar a situação com mais segurança. 40 EEAR 2019 Corríamos atrás uns dos outros na nossa in fância Corremos, hoje, atrás da felicidade de outrora Nas frases acima, os verbos destacados encontram- se, respectivamente, no: A Pretérito perfeito do indicativo Presente do indi cativo Pretérito imperfeito do indicativo Presente do in dicativo. C Pretérito imperfeito do indicativo Pretérito perfei to do indicativo. D Pretérito imperfeito do indicativo – Pretérito mais que perfeito do indicativo. 41 Assinale a opção que preenche correta e respectiva- mente as lacunas. Quando os dirigentes às funcionárias que se das cervejinhas e que seus passatempos e diversões , muitas delas não se ; pegaram seus pertences e retiraram-se. A proporam – abstessem – revessem – preferidas – contiveram propuseram – abstivessem – revissem – preferidos – conteram C proporam – abstenham – revejam – preferidas – conteram D proporem abstenhem revejam preferidos contêm E propuseram abstivessem revissem preferidos contiveram 42 Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas a seguir. Como mais de mil desentendimentos entre e ele, um amigo , de nos reconciliar. A aconteceu; eu; interveio; afim aconteceram; mim; interveio; a fim C aconteceu; mim; interveio; a fim D houveram; eu; interviu; a fim E houve; mim; interviu; a fim 43 “Naquele exato momento, sentiu o peso da respon- sabilidade. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que preten- dia fazer da vida, passados os primeiros dias da euforia pela conclusão do curso. Feita a pergunta, de modo claro e objetivo, só conseguiu responder que começa- ria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses” Os verbos que indicam corretamente a sucessão cro- nológica dos fatos narrados são, nessa ordem: A sabia sentiu chamara. pretendia – sentiu – sabia. C tinha marcado – sentiu – visitara. D chamara – sentiu – começaria. E conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. 44 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da seguinte frase Quando você seu irmão, o aqui para nos A ver, traze, cumprimentarmos vir, traga, cumprimentarmos C vir, traze, comprimentarmos D ver, traga, cumprimentarmos E ver, traze, comprimentarmos 45 Uerj 2019 Três teses sobre o avanço da febre amarela Como a febre amarela rompeu os limites da Floresta Amazônica e alcançou o Sudeste, atingindo os grandes LÍNGUA PORTUGUESA Capítulo 16 Verbo100 centros urbanos? A partir do ano passado, o número de casos da doença alcançou níveis sem precedentes nos últimos cinquenta anos. Desde o início de 2017, foram confirmados 779 casos, 262 deles resultando em mortes Trata-se do maior surto da forma silvestre da doença já registrado no país Outros 435 registros ainda estão sob investigação. Como tudo começou? Os navios portugueses vindos da África nos séculos XVII e XVIII não trouxeram ao Brasil somente escravos e mercadorias. Dois inimigos silencio- sos vieram junto: o vírus da febre amarela e o mosquito Aedes aegypti. A consequência foi uma série de surtos de febre amarela urbana no Brasil, com milhares de mortos. Por volta de 1940, a febre amarela urbana foi erradicada Mas o vírus migrou, pelo trânsito de pessoas infectadas, para zonas de floresta na região Amazônica No início dos anos 2000, a febre amarela ressurgiu em áreas da Mata Atlântica. Três teses tentam explicar o fenômeno. Segundo o professor Aloísio Falqueto, da Universidade Federal do Espírito Santo, “uma pessoa pegou o vírus na Amazônia e entrou na Mata Atlântica depois, possivel- mente na altura de Montes Claros, em Minas Gerais, onde surgiram casos de macacos e pessoas infectadas”. O vírus teria se espalhado porque os primatas da mata eram vul neráveis: como o vírus desaparece da região na década de 1940, não desenvolveram anticorpos. Logo os maca- cos passaram a ser mortos por seres humanos que temem contrair a doença. O massacre desses bichos, porém, é um “tiro no pé”, o que faz crescer a chance de contaminação de pessoas. Sem primatas para picar na copa das árvores, os mosquitos procuram sangue humano. De acordo com o pesquisador Ricardo Lourenço, do Instituto Oswaldo Cruz, os mosquitos transmissores da doença se deslocaram do Norte para o Sudeste, voando ao longo de rios e corredores de mata. Estima-se que um mosquito seja capaz de voar 3 km por dia. Tanto o homem quanto o macaco, quando picados, só carregam o vírus da febre amarela por cerca de três dias. Depois disso, o organismo produz anticorpos Em cerca de dez dias, pri- matas e humanos ou morrem ou se curam, tornando-se imunes à doença. Para o infectologista Eduardo Massad, professor da Universidade de São Paulo, o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), em 2015, teve papel re- levante na disseminação acelerada da doença no Sudeste. A destruição do habitat natural de diferentes espécies te- ria reduzido significativamente os predadores naturais dos mosquitos. A tragédia ambiental ainda teria afetado o sistema imunológico dos macacos, tornando-os mais suscetíveis ao vírus. Por que é importante determinar a “viagem” do vírus? Basicamente, para orientar as campanhas de vacinação. Em 2014, Eduardo Massad elaborou um plano de imuni- zação depois que 11 pessoas morreram vítimas de febre amarela em Botucatu (SP): “Eu fiz cálculos matemáticos para determinar qual seria a proporção da população nas áreas não vacinadas que deveria ser imunizada, conside rando os riscos de efeitos adversos da vacina. Infelizmente, a Secretaria de Saúde não adotou essa estratégia. Os casos acontecem exatamente nas áreas onde eu havia reco- mendado a vacinação. A Secretaria está correndo atrás do prejuízo” Desde julho de 2017, mais de 100 pessoas foram contaminadas em São Paulo e mais de 40 morreram O Ministério da Saúde afirmou em nota que, desde 2016, os estados e municípios vêm sendo orientados para a necessidade de intensificar as medidas de prevenção. A orientação é que pessoas em áreas de risco se vacinem NATHALIA PASSARINHO Adaptado de bbc.com, 06/02/2018. No quinto parágrafo, são apresentadas duas hipó- teses acerca da disseminação da febre amarela. A marca verbal que evidencia a formulação dessas hi- póteses é o uso de: A voz ativa modo subjuntivo C futuro do pretérito D forma no gerúndio 46 Preencha o espaço das frases a seguir com o verbo estrear. a) Quando se ofereceua primeira oportunidade, ele como escritor. b) Se ele naquela noite, a plateia o aclamaria. 47 Assinale a letra correspondente à alternativa que preen- che corretamente as lacunas da frase apresentada. Se você não o que sacou da minha conta e se eu não meu crédito junto à gerência, responder a um processo. A repuser – reaver – caber-lhe-á repuser reouver caber lhe-á C repor – reouver – couber-lhe-á D repor – reaver – caber-lhe-á E repuser reouver couber lhe-á 48 Assinale a letra correspondente à alternativa que preen- che corretamente as lacunas da frase apresentada. Daquela escola recursos para que os funcionários se contra novas crises e a cantina A provieram precavissem provissem provieram – precavessem – provessem C proviram – precavessem – provessem D proviram precavissem provissem E provieram – precavissem – provessem 49 Dos verbos destacados, só está corretamente empre- gado o que aparece na frase: A A atual administração quer crescer a arrecadação do IPTU em 40%. A economia latino-americana se modernizou sem que a estrutura de renda da região acompanhou as transformações. C Se fazer previsões sobre a situação econômica já era difícil antes das eleições, agora ficou ainda mais complicado D A indústria ficará satisfeita só quando vender me- tade do estoque e transpor o obstáculo dos juros. E Por mais que os leitores se apropriam de um livro, no final, livro e leitor tornam-se uma só coisa F R E N T E 1 101 50 O verbo está corretamente conjugado na alternativa: A Tu és o futuro do Brasil! Cante teus versos alegre- mente! Tu és bela! Não desperdice tua mocidade! C Você é livre! Opta pelo melhor caminho! D Vós sois o sal da terra! Sede felizes! 51 Quando cheguei à estação, o trem já partira. A desinência modo-temporal do verbo destacado identica o pretérito: A perfeito do indicativo. imperfeito do subjuntivo. C imperfeito do indicativo. D mais-que-perfeito do indicativo. 52 Mackenzie Amava Simão uma sua vizinha, menina de quinze anos, rica herdeira, regularmente bonita e bem-nascida. Da janela do seu quarto é que ele a vira pela primeira vez, para amá-la sempre. Não ficara ela incólume da ferida que fizera no coração do vizinho: amou-o também, e com mais seriedade que a usual nos seus anos. [...] Camilo Castelo Branco. Amor de perdição. “Da janela do seu quarto é que ele a vira pela primeira vez”. Passando-se a oração em destaque para a voz passiva analítica, a forma verbal correspondente é: A foi vista. havia visto. C estava sendo visto. D seria vista. E fora vista 53 Leia a piada a seguir. Professor, por que os peixes não falam? Porque se falassem, entraria água pela boca! Inicie o segundo diálogo, utilizando o futuro do sub- juntivo. As questões de números 54 e 55 baseiam-se na tirinha. S in fr o n io 54 O futuro do pretérito, na charge: A expressa dúvida metafórica. expressa polidez irônica. C traduz uma incerteza de forma hiperbólica D traduz uma delicadeza que no contexto é sincera E expressa certeza de forma paradoxal. 55 Assinale a alternativa em que a forma verbal substitui o futuro do pretérito, mantendo o mesmo efeito de sentido. A O senhor pode. O senhor poderá. C O senhor podia.. D O senhor pudera... E O senhor tinha podido. 56 Unifesp Leia o texto a seguir. R o te ir o I n d ig o /D e s e n h o s : B ir a D a n ta s /C o re s C a io F re it a s e M a u ri lio D N A Releitura de uma passagem do início do romance Memórias de um sargento de milícias Disponível em: <www.fotolog.terra com.br> Biradantas (adapt ) Observando as formas verbais Fora, Aborrecera se e viera, é correto armar que representam ações: A simultâneas, expressas todas no mesmo tempo e modo verbal inconclusas em um tempo anterior ao plano das ações narradas no pretérito imperfeito. C simultâneas e frequentes no tempo passado, daí a opção pelo pretérito imperfeito. D situadas em diferentes momentos, por isso expres- sas em diferentes tempos verbais. E situadas num tempo anterior ao plano das ações narradas no pretérito perfeito. LÍNGUA PORTUGUESA Capítulo 16 Verbo102