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FILOSOFIA Capítulo 11 Filosofia Contemporânea: século XIX 148
O filósofo denuncia a tradição que acreditou encontrar 
a verdade na natureza ou na história, afirmando que essa 
verdade não passava de uma ilusão. Era necessário comba-
ter a crença de que a verdade pode orientar nossos valores 
e legitimar nossas ações, ou seja, de que a verdade nos 
guiaria, pelo conhecimento, ao bem em si. Para Nietzsche, 
aqui reside a condenação da sensibilidade que desvaloriza o 
que é subjetivo e propõe sua crítica à vontade de verdade.
Segundo Nietzsche, era necessário abandonar a 
pergunta sobre a verdade, pois ela traz consigo a ideia 
de valor. A busca pela evidência da verdade torna-se um 
problema filosófico, afinal qual é a vontade que institui a ver-
dade como valor absoluto? Quem quer a verdade? Quem 
prefere a verdade à ilusão? Desse modo, Nietzsche mostra 
que querer a verdade a todo preço é somente uma fachada. 
O que deveria ser feito, segundo o autor, é perceber a 
natureza prescritiva que existe na moral (as obrigações) 
e, embora a história e as culturas apresentem diferentes 
tipos de moral, o traço essencial de todas elas é a coer-
ção, isto é, a exigência de obediência. Nietzsche chega 
a empreender uma História da Moral Cristã, denunciando 
o caráter prescritivo contido em seus valores e sistemas 
de avaliação. Perceber isso, segundo o filósofo, é a chave 
para poder se libertar desses valores e tecer a crítica que 
denuncia a relação entre o projeto político da moderni-
dade e a moral cristã.
Na obra Para uma genealogia da moral (1887), Nietzsche 
desenvolve hipóteses sobre a origem dos principais valores 
morais vigentes no mundo ocidental. Para Nietzsche, não 
há nada que seja bom ou mau em si mesmo, o que mostra 
que os valores morais não podem partir de uma essência. 
Para algo ser bom ou mau deve haver um motivo, uma razão 
de ser. Em seus textos, Nietzsche apresenta, por meio de 
exemplos, como a moral foi construída, tanto pelo utilitarismo 
de classe social quanto pelo cristianismo.
Quanto ao utilitarismo, Nietzsche diz: afirmaram que 
algo é bom porque é útil, mas esqueceram de mostrar a 
origem da utilidade, isto é, “para quem” é útil? Por outro 
lado, é com o cristianismo que a moral dos escravos triunfa 
sobre todos os outros ideais. Essa moral carrega consigo a 
marca do ressentimento, da reação. O homem do ressen-
timento não cria valores através da ação, pois sua ação é 
essencialmente reação. Ele primeiro é ferido, agido, movido, 
perturbado e depois age. 
Nietzsche se pergunta: quem é bom segundo sua 
perspectiva? E a resposta vem: ele mesmo, claro. É dessa 
maneira que a palavra “bom” também se associa com fraco, 
humilde, inofensivo, manso. Portanto, nessa visão, o bem 
torna-se aquilo que se faz pela preservação, paz, união, 
igualdade e compaixão. E Nietzsche ironiza: que mais quer 
o ressentido do que alguém que entenda seu sofrimento, 
que sinta pena de suas dores?
1 Unioeste 2017 Em sua crítica a Tales de Mileto, o pensador alemão Hegel afirmou que a proposição pela qual o pri-
meiro filósofo ficou conhecido – cuja formulação seria aproximadamente ‘a água é o princípio essencial de todos 
os seres’ – é filosófica porque enunciaria a concepção de que tudo é um. Assim, a infinda multiplicidade dos seres 
remeteria a uma unidade essencial. Para Hegel, porém, esse princípio essencial deve ser absolutamente diferente 
dos seres que ele gera, sustenta e comanda.
Com base no que foi dito, é CORRETO afirmar:
A Hegel concorda com a tese de Tales de que a água é o princípio essencial dos múltiplos seres.
b Hegel afirma que a multiplicidade não pode ser submetida a um princípio essencial.
c O primeiro filósofo afirma que o princípio essencial é universalmente diferente dos seres gerados.
d Hegel supõe que a filosofia diz a unidade dos seres, mas que a essência não é um ser entre outros.
E Tales se baseou na necessidade da água para os seres vivos, para fundar a filosofia da natureza.
2 UEM 2017 “O que é racional, é efetivo; e o que é efetivo, é racional. Nesta convicção está toda consciência desprevenida, 
bem como a filosofia, e é daqui que esta parte para a consideração tanto do universo espiritual quanto do natural.[...] O 
que importa, então, é reconhecer na aparência do temporal e do transitório a substância que é imanente, e o eterno que é 
presente. Com efeito, o racional, que é sinônimo da ideia, quando ele entra em sua efetividade simultaneamente na exis-
tência externa, emerge uma riqueza infinita de formas, fenômenos e configurações, e reveste o seu núcleo com uma casca 
multicolor, na qual a consciência inicialmente se instala, e que só o conceito transpassa, para encontrar o pulso interno e 
sentir igualmente o seu batimento nas configurações externas”.
(HEGEL, G. F. Excertos e parágrafos traduzidos. In: MARÇAL, J. Antologia de textos filosóficos. Curitiba: Seed, 2009, p. 313 e 314.)
A partir do texto de Hegel, assinale o que for correto.
01 A filosofia não pode se ater às manifestações externas, às aparências dos fenômenos e suas diversas configurações.
02 A imanência é uma qualidade sensível da substância, um dado exterior às coisas.
04 O racional torna-se ideia quando a consciência ultrapassa os fenômenos e os leva ao plano dos conceitos.
08 O processo do conhecimento parte do plano sensível, dos fenômenos, e atinge o plano do conceito, quando se 
torna efetivamente racional.
16 A filosofia busca reconhecer o que permanece na substância apesar dos diversos aspectos transitórios e variáveis 
presentes, como a cor, a extensão, a quantidade e outros.
Soma: 
Revisando
PV_2021_FIL_FU_CAP11.INDD / 14-09-2020 (20:28) / LEONEL.MANESKUL / PROVA FINAL
FR
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3 Unesp 2017 A genuína e própria filosofia começa no Ocidente. Só no Ocidente se ergue a liberdade da autoconsciência. No 
esplendor do Oriente desaparece o indivíduo; só no Ocidente a luz se torna a lâmpada do pensamento que se ilumina a si 
própria, criando por si o seu mundo. Que um povo se reconheça livre, eis o que constitui o seu ser, o princípio de toda a sua 
vida moral e civil. Temos a noção do nosso ser essencial no sentido de que a liberdade pessoal é a sua condição fundamen-
tal, e de que nós, por conseguinte, não podemos ser escravos. O estar às ordens de outro não constitui o nosso ser essencial, 
mas sim o não ser escravo. Assim, no Ocidente, estamos no terreno da verdadeira e própria filosofia.
(Hegel. Estética, 2000. Adaptado.)
De acordo com o texto de Hegel, a filosofia 
A visa ao estabelecimento de consciências servis e representações homogêneas.
b é compatível com regimes políticos baseados na censura e na opressão.
c valoriza as paixões e os sentimentos em detrimento da racionalidade.
d é inseparável da realização e expansão de potenciais de razão e de liberdade.
E fundamenta-se na inexistência de padrões universais de julgamento.
4 UFMS 2020 Karl Marx foi um filósofo alemão que se destacou ao desenvolver um método de análise que ficou conhe-
cido como materialismo histórico. Para Marx, a dimensão econômica era a base da sociedade. Para explicá-la, Marx 
analisou a sociedade do ponto de vista produtivo, os chamados “modos de produção”.
A respeito do modo de produção escravista, segundo as ideias de Marx, assinale a alternativa correta.
A Era caracterizado por religião primitiva; organização comunitária; propriedade coletiva, sem classes sociais; as 
forças produtivas baseadas no cultivo da terra, caça e colheita.
b Era caracterizado por uma religião de Estado; impérios centralizados; senhores × escravos; e cultivo da terra com 
base na escravidão.
c Era caracterizado por uma religião primitiva; impérios centralizados; senhores × escravos; e cultivo da terra com 
base na escravidão.
d Era caracterizado por uma religião de Estado; impérios centralizados; estados × escravos; propriedade estatal; e 
escravidão.
E Era caracterizado pela religião católica; poder descentralizado; senhores × servos; cultivo da terra; e arrendamento.
5 UEM 2019 A Filosofiaocupa um papel crítico no pensamento do jovem Marx. Trata-se da crítica ao estado não de-
mocrático e da crítica à religião, como se observa na Introdução de sua obra de 1844, Sobre a crítica da filosofia de 
Hegel. A respeito do pensamento político de Marx, assinale o que for correto.
01 Marx se insurge contra a monarquia prussiana e trabalha para a constituição de um Estado de Direito na Prússia.
02 Marx rompe com os hegelianos de esquerda ao defender uma democracia radical.
04 Ao colocar a Filosofia a serviço da História sua tarefa principal é desmascarar a autoalienação humana.
08 A crítica de Marx à religião não sofreu influência dos estudos de Feuerbach sobre o cristianismo.
16 A religião é o ópio do povo em uma sociedade opressora e desprovida de cidadania.
Soma: 
6 UEG 2019 O termo alienação é polêmico e possui diversas interpretações filosóficas e científicas. O filósofo Hegel foi 
um dos primeiros a oferecer relevância para esse termo. A concepção mais conhecida de alienação, no entanto, é a 
de Karl Marx, que desenvolveu uma discussão aprofundada sobre o trabalho alienado, que, segundo ele, é
A um processo mental no qual o trabalhador se vê alienado e fora da realidade, ficando completamente alheio ao 
mundo, tal como diziam os alienistas do século XIX.
b um termo filosófico abstrato e ideológico, que deveria ser substituído pelo conceito de exploração, que revelava a 
verdadeira relação entre capitalistas e trabalhadores.
c um conceito universal existente em todas as sociedades humanas, pois o ser humano precisa efetivar o trabalho 
para sobreviver e, assim, é constrangido a fazer o que não gosta.
d uma relação social na qual o não trabalhador controla a atividade do trabalhador e, por conseguinte, o resultado 
do trabalho, explicando assim a origem da propriedade.
E uma ideia ultrapassada produzida por filósofos materialistas que queriam transferir a alienação da consciência, tal 
como colocava Hegel, para o trabalho humano.
7 Unesp 2017 Nossa felicidade depende daquilo que somos, de nossa individualidade; enquanto, na maior parte das vezes, 
levamos em conta apenas a nossa sorte, apenas aquilo que temos ou representamos. Pois, o que alguém é para si mesmo, o 
que o acompanha na solidão e ninguém lhe pode dar ou retirar, é manifestamente mais essencial para ele do que tudo quan-
to puder possuir ou ser aos olhos dos outros. Um homem espiritualmente rico, na mais absoluta solidão, consegue se divertir 
primorosamente com seus próprios pensamentos e fantasias, enquanto um obtuso, por mais que mude continuamente de 
sociedades, espetáculos, passeios e festas, não consegue afugentar o tédio que o martiriza.
(Schopenhauer. Aforismos sobre a sabedoria de vida, 2015. Adaptado.)
PV_2021_FIL_FU_CAP11.INDD / 12-09-2020 (09:44) / WALTER.TIERNO / PROVA FINAL PV_2021_FIL_FU_CAP11.INDD / 12-09-2020 (09:44) / WALTER.TIERNO / PROVA FINAL
FILOSOFIA Capítulo 11 Filosofia Contemporânea: século XIX 150
Com base no texto, é correto afirmar que a ética de Schopenhauer
A corrobora os padrões hegemônicos de comportamento da sociedade de consumo atual.
b valoriza o aprimoramento formativo do espírito como campo mais relevante da vida humana.
c valoriza preferencialmente a simplicidade e a humildade, em vez do cultivo de qualidades intelectuais.
d prioriza a condição social e a riqueza material como as determinações mais relevantes da vida humana.
E realiza um elogio à fé religiosa e à espiritualidade em detrimento da atração pelos bens materiais.
8 UEM 2017 “Søren Kierkegaard (1813-1885), pensador dinamarquês, é um dos precursores do existencialismo contemporâ-
neo. […] Para Kierkegaard, a existência é permeada de contradições que a razão é incapaz de solucionar. Critica o sistema 
hegeliano por explicar o dinamismo da dialética por meio do conceito. Ao contrário, deveria fazê-lo pela paixão, sem a qual 
o espírito não receberia o impulso para o salto qualitativo, entendido como decisão, ou seja, como ato de liberdade. Por isso 
é importante na filosofia de Kierkegaard a reflexão sobre a angústia que precede o ato livre.”
(ARANHA, M. L. de A. Filosofar com textos: temas e história da filosofia. São Paulo: Moderna, 2012, p. 461 e 462.)
A partir do excerto acima, assinale o que for correto.
01 A compreensão filosófica sobre o sentido da vida não pode ser apenas racional, mas também existencial.
02 O pensamento de Kierkegaard sobre a liberdade é determinista, pois nossas decisões são inconscientes.
04 Entre os sentimentos humanos destaca-se a angústia, pois ela possui uma dimensão prática e, ao mesmo tempo, filosófica.
08 As paixões representam as ilusões dos sentidos, razão pela qual Kierkegaard critica o sistema de Hegel.
16 As determinações da existência, longe de serem claras, são enigmáticas e acarretam incertezas.
Soma: 
9 UEPG 2019 Conforme o viés filosófico, assinale o que for correto em relação ao conceito de moral.
01 Conforme Nietzsche, a moral antinatural é aquela que “castra” o homem e o obriga a negar os valores vitais.
02 Nietzsche concorda com a universalidade da moral, proposta por Kant.
04 Kant acreditava que era possível desenvolver um sistema moral consistente e particular, utilizando apenas as 
experiências sensíveis.
08 Na teoria moral kantiana, o conceito de “dever” pode também ser compreendido como a necessidade de uma 
ação por respeito à lei moral.
Soma: 
10 Enem PPL 2019 Eis o ensinamento de minha doutrina: “Viva de forma a ter de desejar reviver – é o dever –, pois, em todo 
caso, você reviverá! Aquele que ama antes de tudo se submeter, obedecer e seguir, que obedeça! Mas que saiba para o que 
dirige sua preferência, e não recue diante de nenhum meio! É a eternidade que está em jogo!”.
NIETZSCHE apud FERRY, L. Aprender a viver: filosofia para os novos tempos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010 (adaptado).
O trecho contém uma formulação da doutrina nietzscheana do eterno retorno, que apresenta critérios radicais de 
avaliação da 
A qualidade de nossa existência pessoal e coletiva.
b conveniência do cuidado da saúde física e espiritual.
c legitimidade da doutrina pagã da transmigração da alma.
d veracidade do postulado cosmológico da perenidade do mundo.
E validade de padrões habituais de ação humana ao longo da história.
Exercícios propostos
1 UEM 2013 O filósofo alemão Hegel (1770-1831) afirma que “É tarefa da filosofia conceber o que é, pois, aquilo que é a 
razão. No que concerne ao indivíduo, cada um é, de todo modo, um filho de seu tempo; do mesmo modo que a filosofia é 
seu tempo apreendido em pensamentos”
(HEGEL, G. W. F. Excertos e parágrafos traduzidos. In: Antologia de Textos Filosóficos. MARÇAL, J. (org.). Curitiba: SEED-PR, 2009, p. 314). 
A partir do trecho citado, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01 A razão de algo é o conceito desse algo concebido filosoficamente pelo seu tempo.
02 Aquilo que é, a essência de algo, é para o filósofo um conceito racional.
04 O indivíduo, que é filho de seu tempo, do ponto de vista filosófico, pensa os seus problemas a partir de seu mo-
mento histórico.
08 Os conceitos filosóficos, por serem determinados historicamente, estão restritos ao seu tempo e à sua época, não 
sendo, pois, universais.
16 A reflexão filosófica está intimamente ligada ao seu momento histórico, visto que leva esse mundo ao plano do conceito.
Soma: 
PV_2021_FIL_FU_CAP11.INDD / 14-09-2020 (20:28) / LEONEL.MANESKUL / PROVA FINAL PV_2021_FIL_FU_CAP11.INDD / 14-09-2020 (20:28) / LEONEL.MANESKUL / PROVA FINAL

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