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Introdução à ergonomia
Introdução
A seguir, serão apresentados os principais conceitos e aplicações da ergonomia, compreendendo sua importância histórica, científica e das abordagens práticas, direcionadas para a transformação das situações de trabalho.
 
Objetivos da aula
· Apresentar e discutir os pilares conceituais e científicos da ergonomia.
· Entender as classificações e abordagens utilizadas.
· Compreender a interação entre os sistemas homem-máquina e homem-tarefa.
 
Resumo
A ergonomia é uma ciência prática que busca compreender o trabalho para transformá-lo, partindo de construções coletivas acerca das demandas de saúde e/ou produtividade, envolvendo todos os atores que fazem parte em cada situação de trabalho.
Os primeiros relatos da ergonomia remetem aos primórdios da civilização, com o cientista polonês Wojciech Jastrzebowski, formalizando os primeiros pilares em 1857, descrevendo-a como uma “ciência do trabalho, entendendo esforços, pensamento, relacionamento e dedicação”.
Neste primeiro momento, o impulsionador de destaque da área foi o período pós-revolução industrial, uma vez que os processos produtivos passaram de uma forma muito artesanal para uma produção em larga escala, com jornadas longas, ambientes insalubres e as mais variadas formas de agressão à saúde.
Conforme as pessoas começam a adoecer e ausentar-se do trabalho, os níveis de produtividade caem, obrigando as empresas, órgãos reguladores e os próprios trabalhadores a estabelecerem limites para o trabalho humano em termos de esforço, exposição química, física, entre outros.
No entanto, o maior destaque na evolução da ergonomia surge no período da segunda guerra mundial, momento em que houve a necessidade de se pensar em estratégias diferentes para criação de roupas, equipamentos e armas, que pudessem ser mais bem manuseadas, com pesos reduzidos, adaptados às necessidades dos indivíduos.
Vale destacar que, esse ponto é fundamental para a aplicação da ergonomia atualmente, em razão da premissa de adaptar as condições de trabalho às pessoas e não ao contrário (as pessoas se adequarem ao trabalho), é objeto dos profissionais que atuam diretamente no diagnóstico e melhoria das situações de trabalho.
Em 2020, a Associação Internacional de Ergonomia (IEA) publicou a definição mais atual até então do que é ergonomia ou fatores humanos:
Ergonomia (ou fatores humanos) é a disciplina científica preocupada com a compreensão das interações entre humanos e outros elementos de um sistema, e a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos para projetar a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral do sistema (IEA, 2020).
O termo “fatores humanos” aparece da definição como um sinônimo para ergonomia de forma a contemplar a escola do Human Factors de influência americana e que tem objetivos muito ligados aos métodos quantitativos, como ferramentas e métodos de avaliação, projetos, medidas.
Junto com a escola Francofônica, de origem francesa e belga, que é mais direcionada para a atividade real das pessoas, formam os dois principais pilares da ergonomia como ciência.
A escola francofônica foi muito importante e influente para estabelecer um conceito muito empregado na prática do dia a dia dos profissionais da área que é chamado de ergonomia situada.
Toda atividade de trabalho compreende uma série de exigências físicas, cognitivas e organizacionais, sendo impossível identificar “apenas” um fator de risco. As necessidades (e oportunidades) de melhoria surgem sempre de um conjunto de ações que representam o trabalho em sua maior amplitude, como demonstrado na Figura 1.
Figura 1 - Ergonomia Situada
É importante compreender que as atividades de trabalho possuem exigências diversas, por exemplo, um trabalhador em uma linha de produção de um abatedouro de frangos, que é uma atividade reconhecidamente repetitiva.
Em um primeiro olhar, o profissional tenderá a classificar apenas o risco relacionado à repetitividade, pois em sua observação ele poderá constatar os movimentos rápidos, cíclicos, e por consequência, repetitivos.
Entretanto, ao ampliar esse olhar, novas questões podem surgir, exigindo uma maior reflexão com base na ergonomia situada:
· Será que essa repetição de movimentos acontece o dia todo? Qual a exposição na jornada de trabalho? 🡪 Fator Organizacional
· Existe algum rodízio/mudança de atividade? E pausas? 🡪 Fator Organizacional
· Qual o impacto do ambiente frio sobre o organismo? 🡪 Fator Físico
· O ambiente tem ruído elevado? 🡪 Fator Físico
· As pessoas gostam do seu trabalho e sentem-se recompensadas ao final do dia? 🡪 Fator Cognitivo
· Receberam treinamento adequado para execução da função? – Fator Cognitivo
Todos os pontos acima são exemplos de questionamentos que o profissional de ergonomia deve fazer durante sua avaliação, e não focar apenas em um aspecto do trabalho, super ou subestimando determinado fator de risco presente na situação.
Uma das formas mais utilizadas em ergonomia para compreender todos os fatores presentes em uma situação de trabalho, é caracterizar o sistema homem-máquina e o sistema homem-tarefa.
Também chamado de Sistema-Homem-Tarefa-Máquina (SHTM), é um conceito importante para determinar todas as entradas (inputs) e saídas (outputs) do sistema de trabalho, envolvendo os trabalhadores, a empresa e, principalmente, a atividade em si, conforme observado na Figura 2.
Figura 2 - Sistema Homem Tarefa Máquina (SHTM)
É possível notar que a atividade de trabalho sempre deverá estar no centro das avaliações, como agregador das condições pessoais dos indivíduos (por exemplo, experiência, formação, condições de saúde) e das exigências formais da empresa (processos, equipamentos, ferramentas).
A ergonomia tende a ser muito efetiva quando os resultados produzidos por uma melhoria das condições de trabalho refletem diretamente na satisfação e bem-estar dos indivíduos, ao mesmo tempo que gera ganhos em produtividade para a empresa.
A prática nos mostra que ambientes mais saudáveis tendem a ser mais produtivos!
 
Como aplicar na prática o que aprendeu
Existem diversas formas de atuação para os profissionais de ergonomia, em todas as áreas do conhecimento.
Para os profissionais que irão atuar com foco voltado aos processos, é fundamental o conhecimento das metodologias de avaliação, além da avaliação dos riscos presentes nos ambientes de trabalho.
Se você busca uma atuação mais voltada para os projetos, deverá focar nas questões de usabilidade, nas dimensões e como os indivíduos utilizarão determinado produto/máquina/equipamento.
Independentemente de onde (e como) você pretende se especializar, não se esqueça que uma boa análise do SHTM permitirá executar boas ações, com foco nas pessoas, na empresa e principalmente na atividade executada.
 
Conteúdo bônus
Tópicos avançados
Para ampliar o conhecimento sugiro a leitura do e-book “Guia para o ergonomista iniciante”. É gratuito, basta fazer o download.
Link: https://topergonomia.com.br/produto/livro-guia-ergonomista-iniciante 
Neste e-book são apresentados em maior profundidade os principais conceitos e aplicações da ergonomia, fundamentação legal, formas de atuação, entre muitos outros.
 
 
Referência Bibliográfica
GUÉRIN, F. et al. Compreender o trabalho para transformá-lo: a prática da ergonomia. São Paulo: Edgar Blucher, 2001.
GRANDJEAN, Etienne. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. 4. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
PEGATIN, T.O. Guia para o ergonomista iniciante. 2020. Disponível em: <https://topergonomia.com.br/produto/livro-guia-ergonomista-iniciante>.

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