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06 12 (Sintaxe - Orações coordenadas) - [NOVO]

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Questões resolvidas

(UNIFESP/SP - 2019) Em “Não é de admirar. Eram senhores, os das casas-grandes, que mandavam matar os próprios filhos.” (3º parágrafo), a conjunção que poderia unir as duas frases, sem alteração de sentido, é:

a) como.
b) mas.
c) embora
d) se.
e) pois.

(UNIFESP/SP - 2019) “Os ladrões, naqueles tempos piedosos, raramente ousavam entrar nas capelas e roubar os santos. É verdade que um roubou o esplendor e outras joias de São Benedito; mas sob o pretexto, ponderável para a época, de que ‘negro não devia ter luxo’.” (1º parágrafo) Em relação à frase anterior, a frase sublinhada constitui uma

a) condição.
b) ratificação.
c) conclusão.
d) redundância.
e) ressalva.

Observe o emprego da conjunção “e” nos enunciados abaixo, considerando o contexto de onde foram recortados, e as respectivas análises. I. “Ele sequer imaginaria que não seria a televisão a grande responsável pela interligação mundial absoluta, e sim a internet...” (ref. 2) – A conjunção é aditiva. II. “O tempo passou, e essa revolução não se instaurou.” (ref. 7) – A relação estabelecida é de adversidade. III. “A internet mudou definitivamente a maneira como nos comunicamos e percebemos o mundo.” (ref. 3) – A conjunção estabelece uma relação de finalidade. IV. “...copiar e colar, e depois partilhar.” (ref. 12) – A repetição da conjunção visa enfatizar o automatismo das ações. Estão corretas as análises apresentadas apenas nos itens
a) I e III.
b) III e IV.
c) I e II.
d) II e IV.

Considere as seguintes propostas de substituição de nexos do texto e assinale com 1 aquelas que mantêm o sentido do texto e com 2 aquelas que alteram. ( )Mas (ref. 2) por sobretudo. ( ) De fato (ref. 11) por No entanto. ( ) portanto (ref. 23) por todavia. ( ) pois (ref. 25) por porque A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) 1 – 2 – 1 – 1.
b) 1 – 1 – 2 – 2.
c) 2 – 1 – 2 – 1.
d) 2 – 2 – 1 – 1.
e) 2 – 2 – 2 – 1.

O termo destacado nessa passagem exprime ideia de

a) condição.
b) conclusão.
c) oposição.
d) causalidade.
e) comparação.

Vieira é um homem do século XVII. É possível detectar, no texto de Vieira, características da língua portuguesa que divergem de seu uso contemporâneo. Pensando nessa diferença entre o português atual e o português usado por Vieira, considere as seguintes afirmativas:
1. Diferentemente de hoje, o pronome pessoal oblíquo átono antecedia a negação.
2. O “porque” é empregado no texto como conjunção explicativa e sua grafia é a mesma usada atualmente.
3. A conjunção “ou” tem no texto um uso que não é o de alternância.
a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
b) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
c) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
e) As afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.

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Questões resolvidas

(UNIFESP/SP - 2019) Em “Não é de admirar. Eram senhores, os das casas-grandes, que mandavam matar os próprios filhos.” (3º parágrafo), a conjunção que poderia unir as duas frases, sem alteração de sentido, é:

a) como.
b) mas.
c) embora
d) se.
e) pois.

(UNIFESP/SP - 2019) “Os ladrões, naqueles tempos piedosos, raramente ousavam entrar nas capelas e roubar os santos. É verdade que um roubou o esplendor e outras joias de São Benedito; mas sob o pretexto, ponderável para a época, de que ‘negro não devia ter luxo’.” (1º parágrafo) Em relação à frase anterior, a frase sublinhada constitui uma

a) condição.
b) ratificação.
c) conclusão.
d) redundância.
e) ressalva.

Observe o emprego da conjunção “e” nos enunciados abaixo, considerando o contexto de onde foram recortados, e as respectivas análises. I. “Ele sequer imaginaria que não seria a televisão a grande responsável pela interligação mundial absoluta, e sim a internet...” (ref. 2) – A conjunção é aditiva. II. “O tempo passou, e essa revolução não se instaurou.” (ref. 7) – A relação estabelecida é de adversidade. III. “A internet mudou definitivamente a maneira como nos comunicamos e percebemos o mundo.” (ref. 3) – A conjunção estabelece uma relação de finalidade. IV. “...copiar e colar, e depois partilhar.” (ref. 12) – A repetição da conjunção visa enfatizar o automatismo das ações. Estão corretas as análises apresentadas apenas nos itens
a) I e III.
b) III e IV.
c) I e II.
d) II e IV.

Considere as seguintes propostas de substituição de nexos do texto e assinale com 1 aquelas que mantêm o sentido do texto e com 2 aquelas que alteram. ( )Mas (ref. 2) por sobretudo. ( ) De fato (ref. 11) por No entanto. ( ) portanto (ref. 23) por todavia. ( ) pois (ref. 25) por porque A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) 1 – 2 – 1 – 1.
b) 1 – 1 – 2 – 2.
c) 2 – 1 – 2 – 1.
d) 2 – 2 – 1 – 1.
e) 2 – 2 – 2 – 1.

O termo destacado nessa passagem exprime ideia de

a) condição.
b) conclusão.
c) oposição.
d) causalidade.
e) comparação.

Vieira é um homem do século XVII. É possível detectar, no texto de Vieira, características da língua portuguesa que divergem de seu uso contemporâneo. Pensando nessa diferença entre o português atual e o português usado por Vieira, considere as seguintes afirmativas:
1. Diferentemente de hoje, o pronome pessoal oblíquo átono antecedia a negação.
2. O “porque” é empregado no texto como conjunção explicativa e sua grafia é a mesma usada atualmente.
3. A conjunção “ou” tem no texto um uso que não é o de alternância.
a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
b) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
c) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
e) As afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.

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Prof. Gustavo 
Gramática 
 
Página 1 de 4 
 
SINTAXE – ORAÇÕES COORDENADAS 
 
1. (EEAR/BR - 2019) Marque a alternativa incorreta quanto à 
classificação das orações coordenadas sindéticas destacadas. 
 
a) Fabiano não só foi o melhor, mas também foi o mais votado. 
(aditiva) 
b) Apresente seus argumentos ou ficará sem chance de 
defesa. (conclusiva) 
c) Estude muito, pois a prova de conhecimentos específicos 
estará bem difícil. (explicativa) 
d) Ela era a mais bem preparada candidata, mas a vaga de 
emprego foi destinada a sua amiga. (adversativa) 
 
(UNIFESP/SP - 2019) Para responder à(s) questão(ões) a 
seguir, leia o trecho do livro Casa-grande e senzala, de Gilberto 
Freyre. 
 
Mas a casa-grande patriarcal não foi apenas fortaleza, 
capela, escola, oficina, santa casa, harém, convento de moças, 
hospedaria. Desempenhou outra função importante na 
economia brasileira: foi também banco. Dentro das suas grossas 
paredes, debaixo dos tijolos ou mosaicos, no chão, enterrava-se 
dinheiro, guardavam-se joias, ouro, valores. Às vezes 
guardavam-se joias nas capelas, enfeitando os santos. Daí 
Nossas Senhoras sobrecarregadas à baiana de teteias, 
balangandãs, corações, cavalinhos, cachorrinhos e correntes de 
ouro. Os ladrões, naqueles tempos piedosos, raramente 
ousavam entrar nas capelas e roubar os santos. É verdade que 
um roubou o esplendor e outras joias de São Benedito; mas sob 
o pretexto, ponderável para a época, de que “negro não devia 
ter luxo”. Com efeito, chegou a proibir-se, nos tempos coloniais, 
o uso de “ornatos de algum luxo” pelos negros. 
 (...) 
Muito dinheiro enterrado sumiu-se misteriosamente. 
Joaquim Nabuco, criado por sua madrinha na casa-grande de 
Maçangana, morreu sem saber que destino tomara a ourama 
para ele reunida pela boa senhora; e provavelmente enterrada 
em algum desvão de parede. […] Em várias casas-grandes da 
Bahia, de Olinda, de Pernambuco se têm encontrado, em 
demolições ou escavações, botijas de dinheiro. Na que foi dos 
Pires d’Ávila ou Pires de Carvalho, na Bahia, achou-se, num 
recanto de parede, “verdadeira fortuna em moedas de ouro”. 
Noutras casas-grandes só se têm desencavado do chão ossos 
de escravos, justiçados pelos senhores e mandados enterrar no 
quintal, ou dentro de casa, à revelia das autoridades. Conta-se 
que o visconde de Suaçuna, na sua casa-grande de Pombal, 
mandou enterrar no jardim mais de um negro supliciado por 
ordem de sua justiça patriarcal. Não é de admirar. Eram 
senhores, os das casas-grandes, que mandavam matar os 
próprios filhos. Um desses patriarcas, Pedro Vieira, já avô, por 
descobrir que o filho mantinha relações com a mucama de sua 
predileção, mandou matá-lo pelo irmão mais velho. 
(In: Silviano Santiago (coord.). Intérpretes do Brasil, 2000.) 
 
2. (UNIFESP/SP - 2019) Em “Não é de admirar. Eram senhores, 
os das casas-grandes, que mandavam matar os próprios filhos.” 
(3º parágrafo), a conjunção que poderia unir as duas frases, sem 
alteração de sentido, é: 
 
a) como. 
b) mas. 
c) embora 
d) se. 
e) pois. 
 
 
 
3. (UNIFESP/SP - 2019) “Os ladrões, naqueles tempos 
piedosos, raramente ousavam entrar nas capelas e roubar os 
santos. É verdade que um roubou o esplendor e outras joias 
de São Benedito; mas sob o pretexto, ponderável para a 
época, de que ‘negro não devia ter luxo’.” (1º parágrafo) 
 
Em relação à frase anterior, a frase sublinhada constitui uma 
a) condição. 
b) ratificação. 
c) conclusão. 
d) redundância. 
e) ressalva. 
 
4. (ITA/SP - 2018) Leia o texto e responda à questão a seguir. 
 
O Brasil será, em poucas décadas, um dos países com 
maior número de idosos do mundo, e precisa correr para poder 
atendê-los no que eles têm de melhor e mais saudável: o desejo 
de viver com independência e autonomia. [...] O mantra da 
velhice no século XXI é “envelhecer no lugar”, o que os 
americanos chamam de aging in place. O conceito que guia 
novas políticas e negócios voltados para os longevos tem como 
principal objetivo fazer com que as pessoas consigam 
permanecer em casa o maior tempo possível, sem que, para 
isso, precisem de um familiar por perto. Não se trata de apologia 
da solidão, mas de encarar um dado da realidade 
contemporânea: as residências não abrigam mais três gerações 
sob o mesmo teto e boa parte dos idosos de hoje prefere, de 
fato, morar sozinha, mantendo-se dona do próprio nariz. 
 
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/brasillenvelhecer-no-seculo-xxi/>, 18 mar. 
2016.Adaptado. Acesso em: 10 ago. 17. 
 
4. (ITA/SP - 2018) A conjunção em destaque na frase “Não se 
trata de apologia da solidão, mas de encarar um dado da 
realidade contemporânea: ...” possui a função semântica de 
 
a) retificação. 
b) compensação. 
c) complementação. 
d) separação. 
e) acréscimo. 
 
(UERJ/RJ - 2018) Leia o texto e responda à questão. 
 
COM O OUTRO NO CORPO, O ESPELHO PARTIDO 
“É o reconhecimento do outro que nos confirma que 
existimos e que somos (mais ou menos) os mesmos ao longo 
da vida, na medida em que as pessoas próximas continuam a 
nos devolver nossa “identidade”. O rosto é a sede do olhar que 
reconhece e que também busca reconhecimento. 4É que o rosto 
não se reduz à dimensão da imagem: ele é a própria 
presentificação de um ser humano, em sua singularidade 
irrecusável. 5Além disso, dentre todas as partes do corpo, o rosto 
é a que faz apelo ao outro. 6A parte que se comunica, expressa 
amor ou ódio e, sobretudo, demanda amor. 
7A literatura pode nos ajudar a amenizar o drama da 
paciente francesa. O personagem Robinson Crusoé do livro 
Sexta-feira ou os limbos do Pacífico, de Michel Tournier, perde 
a noção de sua identidade e enlouquece, na falta do olhar de um 
semelhante que lhe confirme que ele é um ser humano. No início 
do romance, o náufrago solitário tenta fazer da natureza seu 
espelho. Faz do estranho, familiar, trabalhando para “civilizar” a 
ilha e representando diante de si mesmo o papel de senhor sem 
escravos, mestre sem discípulos. Mas depois de algum tempo o 
isolamento degrada sua humanidade. 
 
Prof. Gustavo 
Gramática 
 
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8A paciente francesa, que agradeceu aos médicos a 
recomposição de uma face humana, ainda que não seja a “sua”, 
vai agora depender de um esforço de tolerância e generosidade 
por parte dos que lhe são próximos. Parentes e amigos terão de 
superar o desconforto de olhar para ela e não encontrar a 
mesma de antes. Diante de um rosto outro, deverão ainda assim 
confirmar que ela continua sendo ela. E amar a mulher estranha 
a si mesma que renasceu daquela operação. 
MARIA RITA KEHL Adaptado de folha.uol.com.br, 11/12/2005. 
________________________________________________ 
*narcisismo − amor do indivíduo por sua própria imagem 
 
5. (UERJ/RJ - 2018) É que o rosto não se reduz à dimensão da 
imagem: ele é a própria presentificação de um ser humano, 
em sua singularidade irrecusável. (ref. 4) 
 
 Em relação à declaração feita antes dos dois-pontos, o trecho 
sublinhado possui valor de: 
 
a) condição 
b) conclusão 
c) explicação 
d) comparação 
 
(UERJ/RJ - 2018) Leia o texto e responda à questão. 
 
REDES SOCIAIS E COLABORAÇÃO EXTREMA: O FIM DO 
SENSO CRÍTICO? 
Eugênio Mira 
Conectados. Essa palavra nunca fez tanto sentido 
quanto agora. 1Quando se discutia no passado sobre como os 
homens agiriam com o advento da aldeia global (...) não se 
imaginava o quanto esse processo seria rápido e devastador. 
(...) quando McLuhan apresentou o termo, em 1968, 2ele sequer 
imaginaria que não seria a televisão a grande responsável pela 
interligação mundial absoluta, e sim a internet, que na época não 
passava de um projeto militar do governo dos Estados Unidos. 
3A internet mudou definitivamente a maneira como nos 
comunicamos e percebemos o mundo. Graças a ela temos 
acesso a toda informação do mundo à distância de apenas um 
toque de botão. 4E quando começaram a se popularizar as redes 
sociais, 5um admirável mundo novo abriu-se ante nossosolhos. 
Uma ferramenta colaborativa extrema, que possibilitaria o 
contato imediato com outras pessoas através de suas 
afinidades, fossem elas políticas, religiosas ou mesmo 
geográficas. Projetos colaborativos, revoluções instantâneas... 
6Tudo seria maior e melhor quando as pessoas se alinhassem 
na órbita de seus ideais. 7O tempo passou, e essa revolução não 
se instaurou. 
Basta observar as figuras que surgem nos sites de 
humor e outros assemelhados. Conhecidos como memes (termo 
cunhado pelo pesquisador Richard Dawkins, que representaria 
para nossa memória o mesmo que os genes representam para 
o corpo, ou seja, uma parcela mínima de informação), 8essas 
figuras surgiram com a intenção de demonstrar, de maneira 
icônica, algum sentimento ou sensação. 9Ao fazer isso, a 
tendência de ter uma reação diversa daquelas expressas pelas 
tirinhas é cada vez menor. Tudo fica branco e preto. 10Ou se 
aceita a situação, ou revolta-se. Sem chance para o debate ou 
questionamento. 
(...) 
A situação é ainda mais grave quando um dos poucos 
entes criativos restantes na internet produz algum comentário 
curto, espirituoso ou reflexivo, a respeito de alguma situação 
atual ou recente... Em minutos pipocam cópias da frase por todo 
lugar. 11Copia-se sem o menor bom senso, sem créditos. Pensar 
e refletir, e depois falar, são coisas do passado. O importante 
agora é 12copiar e colar, e depois partilhar. 13As redes sociais 
desfraldaram um mundo completamente novo, e o uso que o 
homem fará dessas ferramentas é o que dirá o nosso futuro 
cultural. 14Se enveredarmos pela partilha de ideias, gestando-as 
em nossas mentes e depois as passando a outros, será uma 
estufa mundial a produzir avanços incríveis em todos os campos 
de conhecimento. Se, no entanto, as redes sociais se 
transformarem em uma rede neural de apoio à preguiça de 
pensar, a humanidade estará fadada ao processo antinatural de 
regressão. O advento das redes sociais trouxe para perto das 
pessoas comuns os amigos distantes, os ídolos e as ideias 
consumistas mais arraigados, mas aparentemente está levando 
para longe algo muito mais humano e essencial na vida em 
sociedade: o senso crítico. Será uma troca justa? 
http://obviousmag.org/archives/2011/09/redes_sociais_e_colaboracao_extrema_
O_fim_do_senso_critico-.htm. Adaptado. Acesso em: 21 fev 2017. 
 
6. (EPCAR (AFA) 2018) Observe o emprego da conjunção “e” 
nos enunciados abaixo, considerando o contexto de onde foram 
recortados, e as respectivas análises. 
 
I. “Ele sequer imaginaria que não seria a televisão a grande 
responsável pela interligação mundial absoluta, e sim a 
internet...” (ref. 2) – A conjunção é aditiva. 
II. “O tempo passou, e essa revolução não se instaurou.” (ref. 7) 
– A relação estabelecida é de adversidade. 
III. “A internet mudou definitivamente a maneira como nos 
comunicamos e percebemos o mundo.” (ref. 3) – A conjunção 
estabelece uma relação de finalidade. 
IV. “...copiar e colar, e depois partilhar.” (ref. 12) – A repetição 
da conjunção visa enfatizar o automatismo das ações. 
 
 Estão corretas as análises apresentadas apenas nos itens 
 
a) I e III. 
b) III e IV. 
c) I e II. 
d) II e IV. 
 
A(s) questão(ões) a seguir está(ão) relacionada(s) ao texto 
abaixo. 
 
Nada mais importante para chamar a atenção sobre 
1uma verdade do que exagerá-la. 2Mas também, nada mais 
perigoso, _________ um dia vem 3a 4reação indispensável e 5a 
relega injustamente para a categoria do erro, até que se efetue 
a operação difícil de 6chegar a um ponto de vista objetivo, sem 
desfigurá-7la de um lado nem de outro. 8É o que tem ocorrido 
com o estudo da relação entre a obra e o seu condicionamento 
social, que a certa altura chegou a ser vista como 9chave para 
compreendê-la, depois foi 10rebaixada como falha de visão, — 
e talvez só agora comece a ser proposta nos devidos termos. 
11De fato, antes se procurava mostrar que o valor e o significado 
de uma obra dependiam de ela 12exprimir ou não certo aspecto 
da realidade, e que este aspecto constituía o que ela tinha de 
essencial. Depois, chegou-se à posição oposta, procurando-se 
mostrar que a matéria de uma obra é secundária, e que a sua 
importância deriva das operações formais postas em jogo, 
conferindo-lhe uma peculiaridade que a torna de fato 
independente de 13quaisquer condicionamentos, sobretudo 
social, considerado inoperante como elemento de compreensão. 
14Hoje sabemos que a integridade da obra não permite adotar 
15nenhuma dessas visões _________; e que só a podemos 
entender fundindo texto e contexto numa interpretação 
16dialeticamente íntegra, em que tanto o velho ponto de vista que 
17explicava pelos fatores 18externos, quanto o outro, norteado 
pela 19convicção de que a estrutura é virtualmente 
independente, se combinam como momentos 20necessários do 
processo interpretativo. Sabemos, ainda, que o 21externo (no 
caso, o social) importa, não como causa, nem como significado, 
mas como elemento que desempenha certo papel na 
constituição da estrutura, tornando-22se, 23portanto, interno. 
Neste caso, saímos dos aspectos periféricos da 
sociologia, ou da história sociologicamente orientada, para 
 
Prof. Gustavo 
Gramática 
 
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chegar a uma interpretação estética que assimilou a dimensão 
social como fator de arte. Quando isto se dá, ocorre o 24paradoxo 
assinalado inicialmente: o externo se torna interno e a crítica 
deixa de ser sociológica, para ser apenas crítica. Segundo esta 
ordem de ideias, o ângulo sociológico adquire uma validade 
maior do que tinha. Em __________, não pode mais ser imposto 
como critério único, ou mesmo preferencial, 25pois a importância 
de cada fator depende do caso a ser analisado. Uma crítica que 
se queira integral deve 26deixar de ser unilateralmente 
sociológica, psicológica ou 27linguística, para utilizar livremente 
os elementos capazes de conduzirem a uma interpretação 
coerente. 
 
Adaptado de: CANDIDO, Antônio. Literatura e sociedade. 9. ed.Rio de Janeiro: 
Ouro sobre Azul, 2006. 
 
7. (UFRGS/RS - 2018) Considere as seguintes propostas de 
substituição de nexos do texto e assinale com 1 aquelas que 
mantêm o sentido do texto e com 2 aquelas que alteram. 
 
( )Mas (ref. 2) por sobretudo. 
( ) De fato (ref. 11) por No entanto. 
( ) portanto (ref. 23) por todavia. 
( ) pois (ref. 25) por porque 
 
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima 
para baixo, é 
 
a) 1 – 2 – 1 – 1. 
b) 1 – 1 – 2 – 2. 
c) 2 – 1 – 2 – 1. 
d) 2 – 2 – 1 – 1. 
e) 2 – 2 – 2 – 1. 
 
(ESPCEX (AMAN) 2017) Leia o texto e responda à questão. 
“Pela primeira vez na história, pesquisadores 
conseguiram projetar do zero o genoma de um ser vivo (uma 
bactéria, para ser mais exato) e ‘instalá-lo’ com sucesso numa 
célula, como quem instala um aplicativo no celular. 
É um feito e tanto, sem dúvida. Paradoxalmente, porém, o 
próprio sucesso do americano Craig Venter e de seus colegas 
deixa claro o quanto ainda falta para que a humanidade domine 
os segredos da vida. Cerca de um terço do DNA da nova 
bactéria (apelidada de syn3.0) foi colocado lá por puro processo 
de tentativa e erro – os cientistas não fazem a menor ideia do 
porquê ele é essencial.” 
Folha de S. Paulo, 26/03/2016. 
 
8. (ESPCEX (AMAN) 2017) O texto informativo acima, que 
apresenta ao público a criação de uma bactéria apenas com 
genes essenciais à vida, contém vários conectivos, 
propositadamente destacados. Pode-se afirmar que 
 
a) para inicia uma oração adverbial condicional, pois restringe o 
genoma à condição de bactéria. 
b) e introduz uma oração coordenada sindética aditiva, pois 
adiciona o projeto à instalação do genoma. 
c) como introduz uma oração adverbial conformativa, pois 
exprime acordo ou conformidade de um fato com outro. 
d) porém indica concessão, pois expressa um fato que se 
admite em oposição ao da oração principal. 
e) para que exprime uma explicação: falta muito para a 
humanidade dominar os segredos davida. 
 
(EFOMM/BR - 2017) Leia o fragmento abaixo e responda à 
questão. 
A PIPOCA 
Rubem Alves 
A culinária me fascina. De vez em quando eu até me 
até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente 
com as palavras que com as panelas. Por isso tenho mais 
escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que 
poderia ter o nome de “culinária literária”. Já escrevi sobre as 
mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-
nóbis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, 
bacalhoada, suflês, sopas, churrascos. Cheguei mesmo a 
dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação 
sobre o filme A festa de Babette, que é uma celebração da 
comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações 
e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como 
filósofo, poeta, psicanalista e teólogo – porque a culinária 
estimula todas essas funções do pensamento. 
As comidas, para mim, são entidades oníricas. 
Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, 
entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer 
sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu. A pipoca, 
milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples 
molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas 
ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma 
paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha 
mente aconteceu. Minhas ideias começaram a estourar como 
pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o 
ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca 
que estoura, de forma inesperada e imprevisível. A pipoca se 
revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. 
Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento 
se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro 
de uma panela. 
Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido 
religioso? Pois tem. Para os cristãos, religiosos são o pão e o 
vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura 
de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é 
vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria 
devem existir juntas. Lembrei-me, então, de lição que aprendi 
com a Mãe Stella, sábia poderosa do candomblé baiano: que a 
pipoca é a comida sagrada do candomblé... (...) 
 
Disponível em http://www.releituras.com/rubemalves_pipoca.asp.Acessado em 
31 de mai. 2016. 
 
Obs.: O texto foi adaptado às regras do Novo Acordo 
Ortográfico. 
 
9. (EFOMM/BR - 2017) Mas o fato é que sou mais competente 
com as palavras que com as panelas. Por isso tenho mais 
escrito sobre comidas que cozinhado. 
 
 O termo destacado nessa passagem exprime ideia de 
 
a) condição. 
b) conclusão. 
c) oposição. 
d) causalidade. 
e) comparação. 
 
(UFPR/PR - 2017) Leia o texto abaixo e responda à questão. 
 
Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os 
pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque 
quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir 
a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a 
nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou 
qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não 
salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal 
não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; 
ou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo 
verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou 
é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e 
fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes 
querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. 
Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e 
não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os 
 
Prof. Gustavo 
Gramática 
 
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ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não 
é tudo isto verdade? Ainda mal! 
(Antônio Vieira, Sermão de Santo Antônio, em: 
<http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000033.pdf>.) 
 
10. (UFPR/PR - 2017) Vieira é um homem do século XVII. É 
possível detectar, no texto de Vieira, características da língua 
portuguesa que divergem de seu uso contemporâneo. 
Pensando nessa diferença entre o português atual e o português 
usado por Vieira, considere as seguintes afirmativas: 
 
1. Diferentemente de hoje, o pronome pessoal oblíquo átono 
antecedia a negação. 
2. O “porque” é empregado no texto como conjunção explicativa 
e sua grafia é a mesma usada atualmente. 
3. A conjunção “ou” tem no texto um uso que não é o de 
alternância. 
 
 Assinale a alternativa correta. 
 
a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira. 
b) Somente a afirmativa 3 é verdadeira. 
c) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. 
e) As afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. 
 
(UERJ/RJ - 2017) Leia o texto abaixo e responda à questão. 
 
O DISCURSO 
Natividade é que não teve distrações de espécie 
alguma. Toda ela estava nos filhos, e agora especialmente na 
carta e no discurso. Começou por não dar resposta às 1efusões 
políticas de Paulo; foi um dos conselhos do conselheiro. Quando 
o filho tornou pelas férias tinha esquecido a carta que escrevera. 
O discurso é que ele não esqueceu, mas quem é que 
esquece os discursos que faz? Se são bons, a memória os grava 
em bronze; se ruins, deixam tal ou qual amargor que dura muito. 
2O melhor dos remédios, no segundo caso, é supô-los 
excelentes, e, se a razão não aceita esta imaginação, consultar 
pessoas que a aceitem, e crer nelas. A opinião é um velho óleo 
incorruptível. 
Paulo tinha talento. O discurso naquele dia podia pecar 
aqui ou ali por alguma ênfase, e uma ou outra ideia vulgar e 
exausta. Tinha talento Paulo. Em suma, o discurso era bom. 
Santos achou-o excelente, leu-o aos amigos e resolveu 
transcrevê-lo nos jornais. 3Natividade não se opôs, mas entendia 
que algumas palavras deviam ser cortadas. 
– Cortadas, por quê? perguntou Santos, e ficou 
esperando a resposta. 
– Pois você não vê, Agostinho; estas palavras têm 
sentido republicano, explicou ela relendo a frase que a afligira. 
Santos ouvia-as ler, leu-as para si, e não deixou de lhe 
achar razão. Entretanto, não havia de as suprimir. 
– Pois não se transcreve o discurso. 
– Ah! isso não! O discurso é magnífico, e não há de 
morrer em S. Paulo; é preciso que a Corte o leia, e as províncias 
também, e até não se me daria fazê-lo traduzir em francês. Em 
francês, pode ser que fique ainda melhor. 
– Mas, Agostinho, isto pode fazer mal à carreira do 
rapaz; o imperador pode ser que não goste... 
Pedro, que assistia desde alguns instantes ao debate, 
interveio docemente para dizer que os receios da mãe não 
tinham base; era bom pôr a frase toda, e, a rigor, não diferia 
muito do que os liberais diziam em 1848. 
– Um monarquista liberal pode muito bem assinar esse 
trecho, concluiu ele depois de reler as palavras do irmão. 
– Justamente! 4assentiu o pai. 
5Natividade, que em tudo via a inimizade dos gêmeos, 
suspeitou que o intuito de Pedro fosse justamente comprometer 
Paulo. Olhou para ele a ver se lhe descobria essa intenção 
torcida, mas a cara do filho tinha então o aspecto do entusiasmo. 
Pedro lia trechos do discurso, acentuando as belezas, repetindo 
as frases mais novas, cantando as mais redondas, revolvendo-
as na boca, tudo com tão boa sombra que a mãe perdeu a 
suspeita, e a impressão do discurso foi resolvida. Também se 
tirou uma edição em folheto, e o pai mandou encadernar 
ricamente sete exemplares, que levou aos ministros, e um ainda 
mais rico para a Regente. 
MACHADO DE ASSIS Esaú e Jacó. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. 
__________________________________ 
1efusão − manifestação expansiva de sentimentos 
4assentir − concordar 
 
11. (UERJ/RJ - 2017) O melhor dos remédios, no segundo 
caso, é supô-los excelentes, e, se a razão não aceita esta 
imaginação, consultar pessoasque a aceitem, e crer nelas. (ref. 
2) 
 
A conjunção sublinhada e estabelece paralelismo 
sintático entre duas orações. Identifique-as. Reescreva o trecho 
acima, substituindo a conjunção e por outra conjunção 
coordenativa, mantendo o mesmo sentido e a mesma estrutura 
do período original. 
 
(ITA/SP - 2017) Observe a tirinha a seguir e responda à(s) 
questão(ões). 
 
 
12. (ITA/SP - 2017) Os dois primeiros quadros da tirinha criam 
no leitor uma expectativa de desfecho que não se concretiza, 
gerando daí o efeito de humor. Nesse contexto, a conjunção e 
estabelece a relação de 
 
a) conclusão. 
b) explicação. 
c) oposição. 
d) consequência. 
e) alternância 
 
 
Gabarito 
Resposta da questão 1: [B] 
Resposta da questão 2: [E] 
Resposta da questão 3: [E] 
Resposta da questão 4: [A] 
Resposta da questão 5: [C] 
Resposta da questão 6: [D] 
Resposta da questão 7: [E] 
Resposta da questão 8: [B] 
Resposta da questão 9: [B] 
Resposta da questão 10: [C] 
Resposta da questão 11: Orações: supô-los 
excelentes/consultar pessoas. O melhor dos remédios, no 
segundo caso, é supô-los excelentes, ou, se a razão não aceita 
esta imaginação, consultar pessoas que a aceitam, e crer nelas. 
Resposta da questão 12: [C]

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