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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 1 UNESP Exasiu Prof. Lucas Costa Aula 18 – Física Moderna. vestibulares.estrategia.com EXTENSIVO 2024 Exasi u Interações fundamentais da natureza: identificação, comparação de intensidades e alcances. Estrutura da matéria. Modelo atômico: sua utilização na explicação da interação da luz com diferentes meios. Conceito de fóton. Fontes de luz. Estrutura nuclear: constituição dos núcleos, sua estabilidade e vida média. Radioatividade, fissão e fusão. Energia nuclear. Riscos, benefícios e procedimentos adequados para o uso de radiações. Fontes de energia, seus usos sociais e eventuais impactos ambientais. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 2 SUMÁRIO 1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS 4 2 - A EVOLUÇÃO DA FÍSICA 4 3 – MODELOS ATÔMICOS PRIMITIVOS 5 3.1 - Modelo Atômico de Dalton 6 3.2 - Modelo Atômico de Thomson 7 3.3 - Modelo Atômico de Rutherford 8 4 - TEORIA QUÂNTICA 11 4.1 - Efeito Fotoelétrico 13 5 – MODELOS ATÔMICOS MODERNOS 21 5.1 - Modelo Atômico de Bohr 21 5.2 - Teoria do Orbital Atômico 23 5.2.1 - Princípio da Incerteza de Heisenberg 23 6 - RADIOATIVIDADE 26 6.1 - Conceitos iniciais 26 6.1.1 - Composição de Prótons e Nêutrons 26 6.1.2 - Forças Nucleares 27 6.1.3 - Razão N/P 27 6.1.4 - Defeito de Massa 28 6.2 - Equações Nucleares 29 6.2.1 - Conservação da Carga 29 6.2.2 - Conservação do Número de Massa 30 6.3 - Tipos de Decaimento 31 6.3.1 - Emissão de partículas Alfa 33 6.3.2 - Emissão de Partículas Beta 34 6.3.3 - Isomerização 35 6.3.4 - Emissão de Pósitrons 37 6.4 - Cinética das Emissões Radioativas 38 6.4.1 - Constante de Decaimento 39 6.4.2 - Tempo de Meia-Vida 39 6.4.3 - Relação entre o Tempo de Meia-Vida e a Constante de Decaimento 44 6.4.4 - Interpretações do Tempo de Meia-Vida 45 6.4.5. Dose de Radiação Letal ao Ser Humano 47 6.5 - Fissão e Fusão Nuclear 53 t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 3 6.5.1 - Fissão Nuclear 53 6.5.2 - Reação em Cadeia 55 6.5.3 - Fusão Nuclear 56 7 - RESUMO DA AULA EM MAPAS MENTAIS 61 8 - LISTA DE QUESTÕES 62 8.1 Já caiu nos principais vestibulares 62 9 - GABARITO DAS QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS 76 9.1 Já caiu nos principais vestibulares 76 10 - QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS 77 10.1 - Já caiu nos principais vestibulares 77 11 - CONSIDERAÇÕES FINAIS 106 12 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 106 13 - VERSÃO DE AULA 106 t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 4 1 - Considerações iniciais Nesta aula de número 18, serão abordados os seguintes tópicos do seu edital: • Interações fundamentais da natureza: identificação, comparação de intensidades e alcances. Estrutura da matéria. • Modelo atômico: sua utilização na explicação da interação da luz com diferentes meios. Conceito de fóton e Fontes de luz. • Estrutura nuclear: constituição dos núcleos, sua estabilidade e vida média. • Radioatividade, fissão e fusão. Energia nuclear. Riscos, benefícios e procedimentos adequados para o uso de radiações. Fontes de energia, seus usos sociais e eventuais impactos ambientais. Esses assuntos se enquadram no subtópico denominado Física Moderna. A Física Moderna costuma ser abordada na forma de questões conceituais. Nessa aula, muitos dos tópicos costumam ser pouco explorados no ensino médio. Por esse motivo, tenha atenção redobrada. A evolução dos modelos atômicos, comparando os avanços e principais características de cada uma delas é bastante cobrado. Saiba que esse tópico também é abordado no seu curso de química e aqui terá como principal foco que você compreenda o efeito fotoelétrico. Também abordaremos a radioatividade. Os processos radioativos podem ser naturais ou artificiais. Embora a palavra “radiação” seja muito associada a contaminação e a transmutações genéticas provocadas pela exposição à energia associadas a esses processos, a Radioatividade tem inúmeras aplicações práticas. Por exemplo, tratamentos médicos, como o raio-X, e a produção de energia por meio dos processos de Fissão Nuclear. 2 - A evolução da Física A Física Clássica compreende, sobretudo, a mecânica newtoniana, desenvolvida por Galileu e Newton nos séculos XVII e XVIII. Essa havia sido aperfeiçoada nos anos subsequentes, vindo a ser capaz de descrever com precisão, por exemplo, o movimento dos corpos celestes. Além da mecânica, podemos citar a teoria eletromagnética de Maxwell, que era muito bem aplicada aos fenômenos elétricos e magnéticos e a termodinâmica de Boltzmann. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 5 No final do século XIX, a humanidade havia chegado a um estágio mais avançado do desenvolvimento técnico científico, no contexto da Segunda Revolução Industrial e dos novos motores elétricos. Entretanto, existiam alguns problemas ditos como “triviais” para resolver. Dentre esses, devemos destacar o resultado negativo dos experimentos de Michelson-Morley e a catástrofe do ultravioleta da lei de Rayleigh-Jeans. Os resultados não podiam ser explicados pela mecânica clássica. Mal sabia Lord Kelvin que haveria algumas quebras de paradigmas e rapidamente mudaria toda a Física. A solução do experimento de Michelson-Morley daria lugar a teoria especial da relatividade, conforme propôs Einstein em 1905. A formulação proposta por Einstein mudaria os conceitos de espaço e de tempo absolutos estabelecidos por Newton. A Teoria da Relatividade Restrita de Einstein traz a ideia de espaço-tempo como uma entidade geométrica unificada. Paralelamente, a catástrofe do ultravioleta foi resolvida por Max Planck mediante a uma ideia revolucionária de descontinuidade de energia. Planck propôs que a energia radiante contínua de Maxwell na verdade se propagava em forma de descontínua, ou seja, em pequenos pacotes chamados quantum de energia. Assim, as nuvens obscuras de Kelvin vieram a ser solucionadas com o surgimento da teoria da relatividade e a teoria quântica, iniciando o que nós chamamos de Física Moderna. 3 – Modelos atômicos primitivos Neste tópico, vamos falar sobre a Estrutura do Átomo, começando com as primeiras teorias que foram propostas para explicar a constituição básica da matéria até a mais aceita atualmente. Três primeiros modelos atômicos tiveram grande importância para o estudo da Química. São eles: t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 6 Figura 18.1: Resumo dos Modelos Atômicos Primitivos Vamos investigar um pouco mais profundamente cada um desses modelos. 3.1 - Modelo Atômico de Dalton O Modelo Atômico de Dalton foi um grande marco na história da Química, porque pôs fim à teoria dos cinco elementos proposta por Aristóteles e foi a primeira base para muitas respostas dos alquimistas. Em 1803, Dalton publicou os princípios de seu modelo atômico, proposto com base nos seguintes postulados: • O átomo simples é a menor porção da matéria, e são esferas maciças, indivisíveis e indestrutíveis; • Os átomos de um mesmo elemento possuem propriedades iguais e a mesma massa; • Os átomos compostos são formados pela combinação de vários átomos simples, e a sua massa é igual à soma das massas dos átomos dos elementos que o constituem; • As reações químicas acontecem por meio de recombinação de átomos simples. Dalton • Modelo da Bola de Bilhar • Esferas Indivisíveis • Explicava as Leis Ponderais Thomson • Pudim com ameixas ou pudim de passas • Elétrons Incrustados em uma massa de carga positiva • Explicava o experimento da Ampola de Crookes Rutherford • Modelo Planetário • Massa Concentrada no Núcleo • Elétrons em volta do núcleo • Explicava o experimentoda Folha de Ouro t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 7 Para Dalton, o átomo simples seria uma esfera maciça, indivisível e indestrutível. Além disso, todos os átomos de um mesmo elemento químico seriam iguais entre si, portanto, não poderia haver diferenças de propriedades. Vários átomos simples poderiam se combinar formando átomos compostos. O conceito de átomo composto é o que conhecemos hoje como “substância”. 3.2 - Modelo Atômico de Thomson O Modelo Atômico de Dalton não trazia nenhuma explicação ou previsão para a eletricidade. Porém, tal fenômeno já era conhecido desde a Grécia Antiga. Em 1730, ainda antes do Modelo Atômico de Dalton, o físico inglês Stephen Gray identificou que alguns materiais conduziam a eletricidade com maior eficácia do que outros. Gray inaugurou os conceitos de condutor e isolante elétricos. Em 1897, com base nas observações da Ampola de Crookes, Thomson propôs que os átomos não deveriam ser esferas maciças e indivisíveis. Em vez disso, eles deveriam ser constituídos por: • Uma massa esférica de carga positiva; • Elétrons de carga negativas incrustados na superfície da esfera positiva. M o d e lo A tô m ic o d e D al to n Esferas maciças, indivisíveis e indestrutíveis Átomos de um mesmo elemento são todos iguais Reações químicas ocorrem pela recombinação entre os átomos t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 8 Figura 18.2: Representação do Modelo Atômico de Thomson Em inglês, esse modelo foi apelidado de “plum pudding” que significa “pudim com ameixas”. Em português, foi traduzido para “pudim de passas”. O apelido se devia à analogia entre as ameixas ou passas (os elétrons) incrustadas no pudim, (a massa esférica). O modelo de Thomson excluiu apenas a suposição da indivisibilidade dos átomos do Modelo de Dalton, mantendo todas as demais, inclusive de que o átomo seria maciço. 3.3 - Modelo Atômico de Rutherford O Modelo Atômico de Thomson ainda previa que o átomo fosse maciço, tal qual uma parede. No entanto, em 1911, Ernest Rutherford fez um experimento semelhante com átomos e obteve um resultado surpreendente. Na época, já eram conhecidas as partículas alfa e beta, emitidas por elementos radioativos. Então, Rutherford bombardeou uma finíssima lâmina de ouro, de cerca de 10−4𝑚𝑚 de diâmetro, com partículas alfa emitidas por uma amostra radioativa de polônio. A amostra radioativa foi protegida por um bloco de chumbo. Já a lâmina de ouro foi cercada por um anteparo cilíndrico revestido por um material fluorescente (sulfeto de zinco). Cada vez que o anteparo era atingido por uma radiação alfa, ele emitia luz visível. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 9 Figura 18.3: Experimento de Rutherford Se o átomo fosse, de fato, uma esfera maciça, era de se esperar que a maior parte das partículas alfa se chocasse com o átomo e fosse refletida. Portanto, esperava-se uma incidência muito grande em um ângulo superior a 90º. No entanto, Rutherford notou que a maior parte das partículas simplesmente atravessava a folha de ouro. Portanto, não fazia sentido a suposição de que o átomo era uma esfera maciça, como propunham Dalton e Thomson. A matéria deveria ser predominantemente oca. Com base nisso, Rutherford apresentou o seu modelo, conhecido como modelo planetário ou átomo nucleado, em que propunha que o átomo é constituído por: • Um caroço ou núcleo formado por cargas positivas, onde se concentra a maior parte da massa do átomo; • Uma eletrosfera, onde estão localizados os elétrons. • A maioria das partículas simplesmente atravessa, sem sofrer nenhuma deflexão, porque o átomo é predominantemente oco. O modelo atômico de Rutherford implicava um paradoxo que somente pode ser compreendido à luz do Eletromagnetismo. Quando uma partícula carregada circula em torno de um campo elétrico, ela produzirá ondas eletromagnéticas. Consequentemente, perderá t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 10 energia. Como o elétron deveria constantemente perder energia, ele se aproximaria cada vez mais do núcleo até entrar em colapso. Figura 18.4: Átomo de Rutherford entrando em colapso (1999/ITA) Em 1803, John Dalton propôs um modelo de teoria atômica. Considere que sobre a base conceitual desse método sejam feitas as seguintes afirmações: I – O átomo apresenta a configuração de uma esfera rígida; II – Os átomos caracterizam os elementos químicos e somente os átomos de um mesmo elemento químico são idênticos em todos os aspectos; III – As transformações químicas consistem de combinação, separação e/ou rearranjo de átomos; IV – Compostos químicos são formados de átomos de dois ou mais elementos em uma razão fixa. São corretas as afirmações: a) I e IV; b) II e III; c) II e IV; d) II, III e IV; e) I, II, III e IV. Comentários As quatro afirmativas sintetizam muito bem o Modelo Atômico de Dalton, conhecido como o modelo da bola de bilhar, faltando apenas a hipótese de que os átomos não podem ser criados nem destruídos. Gabarito: “e”. A partir desse momento, para melhor compreendermos o modelo atômico de Bohr e a Teoria do Orbital Molecular, é interessante antes entendermos a Teoria Quântica e o Efeito Fotoelétrico. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 11 4 - Teoria Quântica O físico alemão Max Planck, laureado com o Prêmio Nobel de Física de 1918, é considerado o pai da física quântica. Sua teoria apareceu pela primeira vez nos seus estudos sobre a radiação dos corpos negros. Para entender o que é a Física Quântica, você precisa entender a diferença entre uma variável contínua e uma variável quantizada ou discreta. A altura de uma pessoa é um número contínuo, porque pode assumir basicamente qualquer valor real. Uma pessoa pode medir 1,80m, pode medir 1,79 m, pode medir 1,787 m ou ainda 1,7295 m. Ou seja, a altura de uma pessoa pode ser qualquer número real. Porém, o número de livros na sua estante é uma variável quantizada. Isso significa que você pode ter apenas um número inteiro de livros. Você pode ter 3 livros ou 28 livros, mas não pode ter 4,5 livros na sua estante. A Física clássica supunha que a energia luminosa era contínua, mas essa teoria não conseguia explicar o problema da radiação dos corpos negros. O corpo negro é uma abstração de uma estrutura que tem a capacidade de absorver toda a energia que nele incide, independente da frequência dessa radiação eletromagnética. Além disso, ele deve ser capaz de emitir toda a radiação por ele próprio gerada. O corpo negro não é necessariamente negro. Devemos imaginá-lo como uma cavidade com um pequeno furo de forma que a radiação incidente fique aprisionada em seu interior. Como forma de tentar explicar a radiação emitida pelo corpo negro, pensava-se que a agitação térmica provocava oscilações nos átomos do material, o que gerava a formação de ondas eletromagnéticas. O problema sem solução, era o fato de que a curva de distribuição de energia emitida por um corpo negro, a uma dada temperatura, era função do comprimento de onda. Foram formuladas equações, baseadas nas teorias clássicas do eletromagnetismo e da termodinâmica para a distribuição de energia, contudo, essas eram falhas quando o comprimento de onda tendia para pequenos valores, em especial na faixa do ultravioleta. Essa contradição ficou conhecida como catástrofe do ultravioleta. Como solução do problema, Planck propunha que a luz não era contínua, mas sim que seria transmitida na forma de pacotes, denominados quantum (plural quanta), cuja energia dependia exclusivamente da frequência associada àquela luz. Na luz, afrequência está relacionada à cor do feixe de luz. Essas hipóteses foram as primeiras hipóteses da Física Quântica. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 12 A constante de proporcionalidade entre a frequência da onda e a energia do pacote é dada pela Constante de Planck (h), que é uma das constantes fundamentais da natureza. 𝑬 = 𝒉 ⋅ 𝒇 A energia de um fóton [𝑬] = 𝑱 [𝒉] = 𝑱 ⋅ 𝒔 [𝒇] = 𝑯𝒛 Essa relação demonstra que um oscilador não pode ter uma energia qualquer, mas apenas uma que seja um múltiplo inteiro de um pulso, os chamados quanta, ou pacotes. Dessa forma, a energia não é algo contínuo, ela é discreta, quantizada. A energia não é algo contínuo, ela é discreta, quantizada. A relação entre comprimento de onda e frequência de uma onda eletromagnética é dada pela velocidade da luz no vácuo, que também é uma das constantes fundamentais da natureza e pode ser expressa na equação fundamental da ondulatória: 𝒗 = 𝝀 ⋅ 𝒇 A velocidade da luz [𝒗] = 𝒎/𝒔 [𝝀] = 𝒎 [𝒇] = 𝑯𝒛 Podemos substituir a frequência pela razão entre a velocidade da luz e o comprimento de onda na equação da energia de um fóton: 𝐸 = ℎ ⋅ 𝑓 = ℎ ⋅ 𝑣 𝜆 A energia de um fóton Podemos destrinchar os termos dessa equação da seguinte forma: 𝐸𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎 𝑑𝑜 𝐹ó𝑡𝑜𝑛 = 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑃𝑙𝑎𝑛𝑐𝑘 × 𝐹𝑟𝑒𝑞𝑢ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝐸𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎 𝑑𝑜 𝐹ó𝑡𝑜𝑛 = 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑃𝑙𝑎𝑛𝑐𝑘 × 𝑉𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑎 𝐿𝑢𝑧 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑂𝑛𝑑𝑎 Saiba que a constante de Planck tem valor ℎ = 6,602.10−34 𝐽 ⋅ 𝑠 e a velocidade da luz 𝑐 = 3 ⋅ 108 𝑚/𝑠. O quantum é a menor quantidade de energia que pode ser absorvido por um corpo. É interessante que consideremos o caso de três feixes de energia. Cor da Luz Comprimento de Onda Quantum (J) Quantum (eV) UV-1 100 nm 2.10-18 12,4 eV UV-2 200 nm 1.10-18 6,2 eV Azul 400 nm 4,95. 10-19 3,1 eV Verde 500 nm 3,96. 10-19 2,5 eV Vermelho 700 nm 2,83. 10-19 1,8 eV Tabela 18.1: Quantum para diversas tonalidades de luz t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 13 A Tabela 18.1 exibe três cores diferentes e seus respectivos comprimento de onda e quantum de energia. Repare que na última coluna foi feita a conversão para a unidade elétron- volt (eV), que é mais compatível com a ordem de grandeza das conversões de energia em nível subatômico. Para fazer a conversão, basta dividir a energia em Quantum pela carga elétrica fundamental: 𝒆 = 𝟏, 𝟔𝟎𝟐. 𝟏𝟎−𝟏𝟗𝑪 A carga elétrica fundamental Observe que, quanto maior for o comprimento de onda de uma radiação, menor será a energia do fóton a ela correspondente. Uma interpretação errônea da Teoria Quântica é dizer que a luz azul tem uma certa quantidade de energia. O certo é dizer que o fóton de luz azul possui uma quantidade de energia característica. É possível ter intensidades luminosas variadas luz azul. A intensidade da luz se relaciona com a quantidade de fótons que são emitidos por unidade de área e por segundo daquela luz. 4.1 - Efeito Fotoelétrico Quando um metal é atravessado por um feixe de luz, é possível arrancar-lhe elétrons, gerando uma corrente elétrica. O interessante é que, quando se ilumina um pedaço de metal com luz vermelha – que possui maior comprimento de onda – não se consegue produzir uma corrente elétrica, não importa qual seja a intensidade da luz. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 14 Figura 18.5: Efeito Fotoelétrico diante de Luz de Elevado Comprimento de Onda Esse primeiro resultado é incoerente com a Física Clássica. Segundo a interpretação clássica, os elétrons deveriam absorver luz acumulando energia até que tivessem energia suficiente para serem arrancados. Porém, não é isso o que acontece. Por outro lado, tal situação é plenamente compreensível sob a luz da Teoria Quântica. O metal somente pode absorver um fóton de luz – não pode absorver nem metade nem dois fótons ao mesmo tempo. Dessa maneira, se o fóton de luz vermelha, que possui 1,8 𝑒𝑉, for insuficiente para arrancar um elétron do metal, ele simplesmente será ignorado. O metal não pode acumular fótons de energia até que se tenha energia suficiente para retirar-lhe elétrons. Outro fato interessante sobre o Efeito Fotoelétrico é que, quando se utiliza luz de menor comprimento de onda, como a luz azul, observa-se corrente elétrica. A corrente elétrica é mais intensa quanto maior a intensidade da luz, porém, a velocidade com que os elétrons são retirados não varia. A corrente elétrica é mais intensa quanto maior a intensidade da luz, porém, a velocidade com que os elétrons são retirados não varia. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 15 Figura 18.6: Efeito Fotoelétrico com Luz Azul Quando se diminui ainda mais o comprimento de onda, passando para o ultravioleta, observa-se que: • Em dois experimentos com luz UV, sendo um caso de luz mais fraca e outro de luz mais intensa, a velocidade com que saem os elétrons é a mesma. Quanto mais intensa a luz, mais elétrons são arrancados, porém, a velocidade de saída é a mesma em ambos os casos. • Quando é utilizada luz UV de mesma intensidade de luz azul, o número de elétrons que são arrancados do metal é o mesmo, porém, os elétrons arrancados com a luz UV saem com velocidade maior; Figura 18.7: Efeito Fotoelétrico com Luz Ultravioleta A explicação para o Efeito Fotoelétrico foi dada por Albert Einstein em 1905 e lhe rendeu o Prêmio Nobel de Física em 1921. Einstein aproveitou e expandiu a Teoria Quântica de Max Planck. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 16 Um elétron somente pode absorver um fóton por vez. Isso significa que, pouco importa a intensidade da luz, se o fóton não tiver energia suficiente para arrancar o elétron, não será possível criar corrente elétrica. A menor energia necessária para arrancar elétrons de uma barra metálica é denominada função trabalho (Φ). A função trabalho está relacionada à energia de ionização, que é uma propriedade periódica. Se o fóton tiver energia inferior à função trabalho, ele não será capaz de arrancar elétrons do metal. Por outro lado, se o fóton tiver energia superior, ele poderá arrancar os elétrons. A energia que sobra é convertida em energia cinética para os elétrons. Para entender o Efeito Fotoelétrico, devemos nos lembrar que a energia do fóton depende somente da sua frequência ou do seu comprimento de onda, que são diretamente relacionados com a cor da luz. 𝐸 = ℎ ⋅ 𝑓 = ℎ ⋅ 𝑣 𝜆 A energia de um fóton Desse modo, pouco importa a intensidade de luz vermelha, a energia do seu fóton é sempre a mesma. Como um átomo somente pode absorver um único fóton de cada vez, não é possível induzir o efeito fotoelétrico aumentando-se a intensidade da luz vermelha. Também não é possível alterar a velocidade de saída dos elétrons, porque a energia cinética de saída deles é dada pela diferença entre a energia do fóton de luz e a função trabalho. A Equação do Efeito Fotoelétrico pode ser obtida diretamente a partir do princípio da Conservação de Energia. Figura 18.8: Esquematização do Efeito Fotoelétrico Na situação inicial, temos a energia do fóton incidente. Parte dessa energia é utilizada para promover a ionização do elétron. O que sobra é convertido na forma de energia cinética. 𝐸𝑓ó𝑡𝑜𝑛 𝑖𝑛𝑐𝑖𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒 = 𝐸𝑖𝑜𝑛𝑖𝑧𝑎çã𝑜 + 𝐸𝑐𝑖𝑛é𝑡𝑖𝑐𝑎 Utilizando a Equação de Planck, podemos calcular a energia do fóton incidente. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 17 ℎ ⋅ 𝑐 𝜆 = Φ + 𝐸𝑐𝑖𝑛é𝑡𝑖𝑐𝑎 Então,podemos calcular a energia cinética dos elétrons pela seguinte expressão. 𝐸𝑐𝑖𝑛é𝑡𝑖𝑐𝑎 = ℎ ⋅ 𝑐 𝜆 − Φ A energia cinética dos elétrons Uma das aplicações mais conhecidas do Efeito Fotoelétrico é o controle remoto. Quando acionado, o controle emite um feixe de luz que provoca o aparecimento de corrente nos elétrica nos aparelhos por ele controlados. Outras aplicações incluem o cinema, a transmissão de imagens animadas e os equipamentos de visão noturna. (2020/INÉDITA) Julgue o item a seguir. Um fóton pode ter a sua energia calculada pelo produto entre a constante de Planck e o quadrado da velocidade da luz, dividido pelo seu comprimento de onda. Comentários Podemos usar a equação de Planck em conjunto com a equação fundamental da ondulatória para determinarmos e energia de um fóton: 𝐸 = ℎ ⋅ 𝑓 ⇒ 𝐸 = ℎ ⋅ 𝑐 𝜆 Gabarito: Incorreta. (2020/INÉDITA) Considere que a constante de Planck seja 𝒉, a massa de um elétron 𝒎𝒆, e que o comprimento de onda de um fóton de determinada radiação luminosa seja dado por 𝝀 e que ela se mova na velocidade da luz 𝒄. Se um determinado elétron foi ejetado com velocidade 𝒗, a função trabalho da placa metálica, expressa a partir das constantes citadas, se dá por 𝑎) 2⋅ℎ⋅𝑐−𝜆⋅[𝑚𝑒⋅(𝑣) 2] 2⋅𝜆 𝑏) ℎ⋅𝑐−𝜆⋅[𝑚𝑒⋅(𝑣) 2] 4⋅𝜆 𝑐) ℎ⋅𝑐−𝑚𝑒⋅[𝜆⋅(𝑣) 2] 2⋅𝜆 𝑑) 4⋅ℎ⋅𝑐−𝜆⋅[𝑚𝑒⋅(𝑣) 2] 𝜆 𝑒) 2⋅ℎ⋅𝑣−𝜆⋅[𝑚𝑒⋅(𝑐) 2] 2⋅𝜆 Comentários Sabemos que a energia do fóton é usada para vencer a função trabalho, relacionada com a ejeção do elétron, e a energia restante é convertida em energia cinética: 𝐸𝑓ó𝑡𝑜𝑛 = Φ + 𝐸𝑐 t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 18 Φ = 𝐸𝑓ó𝑡𝑜𝑛 − 𝐸𝑐 = ℎ ⋅ 𝑓 − 𝑚𝑒 ⋅ (𝑣) 2 2 Podemos usar a equação fundamental da ondulatória para expressarmos e energia do fóton em função do comprimento de onda e da velocidade da radiação eletromagnética do qual ele faz parte: Φ = ℎ ⋅ 𝑐 𝜆 − 𝑚𝑒 ⋅ (𝑣) 2 2 = 2 ⋅ ℎ ⋅ 𝑐 − 𝜆 ⋅ [𝑚𝑒 ⋅ (𝑣) 2] 2 ⋅ 𝜆 Gabarito: “a”. (2020/INÉDITA/LUCAS COSTA) Acerca do efeito fotoelétrico, julgue os itens a seguir. I - Em dois experimentos com luz UV, sendo um caso de luz mais fraca e outro de luz mais intensa, a velocidade com que são ejetados os elétrons é a mesma. II - Se o fóton da radiação eletromagnética tiver energia inferior àquela da função trabalho da placa metálica, ele não será capaz de lhe arrancar elétrons. III - Uma das aplicações mais conhecidas do Efeito Fotoelétrico é a automação via sensores que operam em redes sem fio domésticas. IV- Quanto maior o comprimento de onda de uma radiação eletromagnética, maior a energia dos seus fótons. V – O feito fotoelétrico é facilmente compreendido à luz da Física Clássica, sendo os elétrons capazes de absorver mais de um fóton por vez. a) São corretas as assertivas I, III e V e incorretas as assertivas II e IV. b) São corretas as assertivas I e V e incorretas as assertivas II, III e IV. c) São corretas as assertivas II e V e incorretas as assertivas I, III e IV. d) São corretas as assertivas I e II e incorretas as assertivas III, IV e V. e) São corretas as assertivas I, II, III, IV e V t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 19 Comentários I – Correta. Quanto mais intensa a luz, mais elétrons são arrancados, porém, a velocidade de saída é a mesma em ambos os casos. II – Correta. Se o fóton tiver energia inferior à função trabalho, ele não será capaz de arrancar elétrons do metal. Por outro lado, se o fóton tiver energia superior, ele poderá arrancar os elétrons. A energia que sobra é convertida em energia cinética para os elétrons. III – Incorreta. As redes sem fio usam ondas de rádio de frequência 2,4 GHz ou 5,0 GHz, diferentes daquelas das radiações eletromagnéticas usadas em controles remotos, por exemplo, que se utilizam do efeito fotoelétrico. IV – Incorreta. A energia dos fótons de uma radiação eletromagnética é diretamente proporcional à frequência dessa radiação e inversamente proporcional ao seu comprimento de onda. V – Incorreta. Um elétron somente pode absorver um fóton por vez. Essa foi uma das grandes observações que levaram ao surgimento da Física Quântica. Gabarito: “d”. (2019/INÉDITA) Uma barra de zinco é atingida por radiação eletromagnética cujo comprimento de onda igual a 𝟑𝟑𝟎 𝒏𝒎. A máxima energia cinética de um dos elétrons emitidos é de a) 1,4 ⋅ 10−20 𝐽 b) 1,8 ⋅ 10−20 𝐽 c) 2,0 ⋅ 10−20 𝐽 d) 6,0 ⋅ 10−19 𝐽 e) 5,8 ⋅ 10−19 𝐽 Note e adote: A constante de Planck é ℎ = 6,6 ⋅ 10−34 𝐽 ⋅ 𝑠. A velocidade da luz no vácuo é 𝑐 = 3 ⋅ 108 𝑚/𝑠. A função trabalho do zinco metálico é da ordem 5,8 ⋅ 10−19 𝐽. Admita que a velocidade da radiação seja a velocidade da luz no vácuo. Comentários A questão cobrou o Efeito Fotoelétrico. Quando um fóton incide sobre um elétron, ele deve ter energia suficiente para cobrir a função trabalho, necessária para retirar o elétron. O que sobra de energia é transferida ao elétron como energia cinética. 𝐸𝑓ó𝑡𝑜𝑛 = 𝛷𝑧𝑖𝑛𝑐𝑜 + 𝐸𝑐𝑖𝑛é𝑡𝑖𝑐𝑎 A energia do fóton deve ser calculada pela Equação de Planck. 𝐸𝑓ó𝑡𝑜𝑛 = ℎ ⋅ 𝑐 𝜆 = 6,6 ⋅ 10−34 ⋅ 3 ⋅ 108 330 ⋅ 10−9 = 6,6 ⋅ 3 ⋅ 10−26 3,3 ⋅ 10−7 = 6,0 ⋅ 10−19 𝐽 Agora, podemos calcular a energia cinética transferida ao elétron. 𝐸𝑓ó𝑡𝑜𝑛 = 𝐸𝑖𝑜𝑛𝑖𝑧𝑎çã𝑜 + 𝐸𝑐𝑖𝑛é𝑡𝑖𝑐𝑎 t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 20 6,0 ⋅ 10−19 = 5,8 ⋅ 10−19 + 𝐸𝑐 𝐸𝐶 = 6,0 ⋅ 10 −19 − 5,8 ⋅ 10−19 = 0,2 ⋅ 10−19 J = 2,0 ⋅ 10−20 𝐽 Gabarito: “c”. (2020/INÉDITA/LUCAS COSTA) O gráfico indica a Energia Cinética de elétrons emitidos por duas placas metálicas, indicadas por “I” e “II”, em função da frequência da radiação eletromagnética incidente. Julgue as afirmações abaixo. I – A Energia Cinética Ec de um fotoelétron emitido por uma placa metálica ao ser incidida por radiação eletromagnética de frequência f0 é igual a Ec = h.f0 - W, onde h é a Constante de Planck e W a Função Trabalho do material da placa. II – A placa “I” tem Função Trabalho menor que a placa “II”. Assim, um fóton incidente com frequência fII será capaz de arrancar um elétron de qualquer uma das duas placas, mas, o elétron arrancado da placa “I” terá maior Ec que um elétron da placa “II”, que terá Ec=0. III – Um fóton com frequência fe, onde fI < fe < fII, consegue arrancar um elétron da placa “I”, mas não da placa “II”, pois sua energia, dada por Efóton=h.fe, é maior que a Função Trabalho da placa “I”, que vale WI=h.fI. Quais são corretas? A) Todas. B) Nenhuma. C) Somente a I. D) Somente a II e a III. E) Somente a I e a III. Comentários I – CORRETA. Conforme a explicação dada para o Efeito Fotoelétrico por Albert Einstein, no início do século XX, a Energia Cinética Ec de um fotoelétron emitido por uma placa metálica ao ser incidida por radiação eletromagnética de frequência f0 é igual a Ec = h.f0 - W, t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 21 onde h é a Constante de Planck e W a Função Trabalho do material da placa, que é a menor energia de um fóton capaz de realizar esse efeito. II – CORRETA. Um fóton de radiação eletromagnética de frequência fII tem energia igual a h.fII, que, conforme o gráfico, coincide com a energia mínima para arrancar um elétron da placa “II”. Por isso, um elétron arrancado desta placa por esse fóton, sai da placa com Ec nula. Para a placa “I”, esta energia é mais que suficiente para o Efeito Fotoelétrico, sendo maior que sua Função Trabalho WI, onde um fotoelétron arrancado por um fóton com essa energia sai dessa placa com Ec = h.fII - WI. III – CORRETA. A Função Trabalho da placa “II” vale WII=h.fII, que é maior que aFunção Trabalho da placa “I”, que vale WI=h.fI, que é menor. Assim, um fóton com frequência fe, onde fI < fe < fII, consegue arrancar um elétron da placa “I”, mas não da placa “II”. A energia desse fóton vale Efóton=h.fe. Esta energia é maior que a Função Trabalho da placa “I”, mas não da placa “II”. Gabarito: “a”. 5 – Modelos atômicos modernos Agora somos capazes de melhor compreender o modelo atômico de Bohr e a Teoria do Orbital Atômico. 5.1 - Modelo Atômico de Bohr O Modelo Atômico de Bohr, por vezes, conhecido como Rutherford-Bohr, foi uma importante evolução do modelo de Rutherford com base nas observações sobre o Efeito Fotoelétrico e no Espectro do Átomo de Hidrogênio. Nesse novo foi aproveitado o conceito da divisão entre núcleo e eletrosfera. O núcleo é formado por Z prótons (em que Z é o número atômico). Cada próton possui exatamente a mesma carga, que é a carga elétrica fundamental, cujo valor foi determinado experimentalmente por Millikan: 𝒆 = 𝟏, 𝟔𝟎𝟐. 𝟏𝟎−𝟏𝟗𝑪 A carga elétrica fundamental A carga do núcleo é, portanto, igual ao produto do número de prótons pela sua carga, ou seja, é igual ao produto +𝑍 ⋅ 𝑒. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 22 Bohr não conhecia o conceito de nêutron. Portanto, o modelo atômico de Bohr não levava em conta as diferenças entre os isótopos, já que os nêutrons só foram descobertos por Chadwick em 1935. Para Bohr, o núcleo era formando somente pelos prótons. A principal inovação de Bohr consistiu na proposição de seus postulados em 1913. • O elétron é capaz de girar em torno do núcleo mantendo órbitas estacionárias circulares sem irradiar nenhum tipo de energia; • O momento angular dos elétrons é quantizado e somente pode atingir valores múltiplos da Constante de Planck reduzida (comumente chamada de “h cortado”): • Elétrons somente podem ganhar ou perder energia saltando de uma órbita permitida para outra, absorvendo ou emitindo radiação eletromagnética com frequência calculada pela Equação de Planck. Os postulados de Bohr são bastante sofisticados e seu modelo incorpora aspectos tanto da Mecânica Clássica como da Mecânica Quântica. A visão geral do átomo de Bohr está ilustrada na abaixo, no exemplo em que um único elétron é atraído por um núcleo. Esse elétron pode ocupar diversos níveis de energia que são representados por números inteiros (n = 1, 2, 3…), mas não pode ocupar a região entre eles. Figura 18.8: Visão Geral do Átomo de Bohr O primeiro ponto é que Bohr postulou que o elétron não irradiava energia constantemente como presumia a Mecânica Clássica. Para Bohr, o elétron só poderia perder um determinado quantum de energia que seria necessário para efetivamente mudar entre dois níveis de energia. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 23 Figura 18.9: O átomo de Bohr não entra em colapso Outro ponto é que, se o elétron já estiver no primeiro nível de energia, não existe nenhuma região permitida entre esse nível e o núcleo. Portanto, o elétron do primeiro nível não pode se aproximar mais do núcleo. As únicas mudanças de nível permitidas são as que envolvem os níveis de energia. 5.2 - Teoria do Orbital Atômico É a teoria mais utilizada atualmente para explicar os fenômenos da eletrosfera. O objetivo da Teoria do Orbital Atômico é descrever regiões de probabilidade de encontrar o elétron, sem se preocupar com a sua trajetória – posição e velocidade a cada instante. Boa parte da inspiração desta teoria revolucionária foram a Hipótese de Broglie e o Princípio da Incerteza de Heisenberg. 5.2.1 - Princípio da Incerteza de Heisenberg Há muito já se sabia que era impossível observar um sistema físico sem alterá-lo. Por exemplo, um termômetro mede a temperatura de um corpo, porque entra em equilíbrio térmico com ele, retirando calor do corpo ou cedendo a ele. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 24 No entanto, um termômetro clínico consegue medir bem a temperatura do corpo humano, porque o corpo humano é muito maior que o termômetro. Sendo assim, o calor que o corpo humano perde (ou ganha) é desprezível, de modo que sua temperatura não é significativamente alterada pelo termômetro. Assim, o termômetro realmente consegue uma medida efetiva da temperatura do corpo humano. Seria possível medir a temperatura de um inseto com um termômetro humano? Figura 18.10: É impossível medir a temperatura de um mosquito com um termômetro Nesse caso, o termômetro é do mesmo tamanho (ou maior) que o inseto. Por isso, a quantidade de calor envolvida até os dois atingirem o equilíbrio térmico seria muito grande para o inseto. Por causa disso, um termômetro humano não pode medir a temperatura de um inseto sem alterá-la significativamente. Mas, então, como medir a temperatura do inseto? Nesse caso, poderíamos construir um termômetro muito pequeno, de modo que fosse de tamanho desprezível em relação ao inseto. Mas, e se quisermos observar um elétron com um microscópio? Um microscópio eletrônico emite fótons de luz. Porém, a energia desses fótons é de ordem de grandeza próxima à ordem de grandeza de energia dos elétrons que se deseja observar. Por conta disso, qualquer microscópio eletrônico afetará sensivelmente os elétrons, de modo que não conseguirá observá-lo adequadamente. Nenhum microscópico será capaz de determinar simultaneamente a velocidade e a posição dos elétrons de um átomo. Todas as vezes que o microscópio tenta captar perfeitamente a posição de um elétron, seus fótons de luz se chocam com a partícula, provocando alterações na sua energia cinética. Dessa forma, o microscópio que capta muito bem a posição de um elétron provoca alterações na sua velocidade. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 25 Analogamente, quanto melhor um microscópio mede a velocidade de um elétron, mais incerteza ele terá na sua posição. Assim, podemos delinear o famoso Princípio da Incerteza de Heisenberg. É impossível medir a posição e a velocidade de um elétron simultaneamente com precisão. Quanto melhor se conhece a posição de um elétron, menos é possível ter certeza sobre sua velocidade. Quanto melhor se conhece a velocidade de um elétron, menos é possível ter certeza sobre sua posição Os Modelos Atômicos de Bohr e Sommerfield falavam de órbitas, isto é, trajetórias circulares ou elípticas para os elétrons. Porém, trajetória se refere a um conjunto de posições bem definidas. Tendo-se um conjunto de posições bem definidas, as velocidades instantâneas também são bem definidas. Com base no Princípio da Incerteza de Heiseinberg, ainda que os elétrons desenvolvessem esse tipo de trajetória, seria impossível observá-las experimentalmente, por melhor que fossem os microscópios. Portanto, não faria mais sentido falar de órbitas para os elétrons. O conceito de órbitas deu lugar, então ao conceito de orbital atômico. Orbital Atômico: regiões em que existe uma probabilidade de encontrar o elétron. A probabilidade de encontrar o elétron é definida pelas Funções de Onda ou Equações de Schröndinger. Essas equações são bastante complexas, envolvendo derivadas parciais, e fogem ao escopo desse livro. Além disso, só possuem soluções exatas para o átomo de hidrogênio e para íons hidrogenóides, como 𝐻𝑒+, 𝐿𝑖2+etc. Para as demais espécies químicas, existem apenas soluções aproximadas. Também é importante, que você saiba que existem regiões nodais, sendo essa uma região em que a probabilidade de encontrar o elétron é nula. Regiões nodais: porções do espaço em que a probabilidade de encontrar o elétron é nula. (2020/INÉDITA) Julgue o item que se segue. Um microscópio eletrônico emite fótons cuja energia éde ordem de grandeza próxima à da energia dos elétrons que se deseja observar, de modo que não conseguirá observá-los adequadamente. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 26 Comentários Um microscópio eletrônico emite fótons de luz. Porém, a energia desses fótons é de ordem de grandeza próxima à ordem de grandeza de energia dos elétrons que se deseja observar. Por conta disso, qualquer microscópio eletrônico afetará sensivelmente os elétrons, de modo que não conseguirá observá-lo adequadamente. Nenhum microscópico será capaz de determinar simultaneamente a velocidade e a posição dos elétrons de um átomo. Todas as vezes que o microscópio tenta captar perfeitamente a posição de um elétron, seus fótons de luz se chocam com a partícula, provocando alterações na sua energia cinética. Dessa forma, o microscópio que capta muito bem a posição de um elétron provoca alterações na sua velocidade. Analogamente, quanto melhor um microscópio mede a velocidade de um elétron, mais incerteza ele terá na sua posição. Assim, podemos delinear o famoso Princípio da Incerteza de Heisenberg. Gabarito: Correta. 6 - Radioatividade Antes de compreendermos a radioatividade, precisamos entender, ainda que superficialmente, como funciona o núcleo de um átomo. 6.1 - Conceitos iniciais Ainda se conhece pouco a respeito do núcleo atômico. Muitas pesquisas recentes estão sendo realizadas, porém, você não precisa ficar saber dos mínimos detalhes que estão sendo revelados nos últimos anos. O núcleo corresponde a uma porção muito pequena do átomo, mas que concentra a maior parte de sua massa. A título de comparação, se o núcleo atômico fosse do tamanho de 2 cm – uma moeda –, o átomo teria a dimensão de 600 metros. 6.1.1 - Composição de Prótons e Nêutrons Os prótons e nêutrons são chamados em conjuntos de nucleons. Eles não são indivisíveis, mas sim, são formados por quarks up e down. O próton é formado por dois quarks up e um quark down, sendo referenciado como uud. Já o nêutron é formado por um quark up e dois quarks down, sendo referenciado como udd. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 27 Figura 18.12: Composição dos Prótons e Nêutrons Os quarks são unidos pela conhecida Força Nuclear Forte, que é uma das forças fundamentais da natureza. Essas forças são intermediadas pelos glúons. 6.1.2 - Forças Nucleares Em um núcleo estável, deve haver algum tipo de força de atração entre os prótons e nêutrons que seja capaz de equilibrar essa repulsão. Caso contrário, o núcleo se partiria espontaneamente. É importante destacar que as forças de atração no interior do núcleo não podem ter natureza eletrostática, já que não existem partículas com cargas de sinais opostas nessa região. Entre dois prótons, existe sempre a força de repulsão de natureza eletrostática que tende a partir o núcleo. Em contrapartida, existem as forças nucleares de atração entre próton- próton, próton-nêutron e nêutron-nêutron. Porém, essas forças possuem um alcance muito pequeno. Devido a essa limitação de alcance, os núcleos maiores tendem a ser instáveis. Não se conhecem elementos estáveis com número atômico maior que o urânio (Z = 92). Todos os elementos acima desse número atômico são artificiais, conhecidos como transurânicos. 6.1.3 - Razão N/P O núcleo do hidrogênio leve (prótio ou hidrogênio-1) é o único núcleo formado por apenas um único nucleon 𝐻1 1 . Esse átomo é formado apenas por um próton e por um elétron. Sendo assim, não existe repulsão nuclear. E, por isso, esse núcleo é bastante estável. A título de curiosidade, o elemento hidrogênio corresponde a cerca de 88% de todos os átomos do Universo. Em todos os demais núcleos, existem interações entre prótons e nêutrons. Nos demais elementos químicos, sempre existe repulsão entre os prótons. Essa repulsão é suavizada pela presença dos nêutrons. Portanto, a estabilidade de um núcleo depende do número de prótons e de nêutrons presentes. Up (+2/3) Up (+2/3) Down (-1/3) Próton (+1) Up (+2/3) Down (-1/3) Down (-1/3) Nêutron (0) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 28 Os isótopos mais estáveis dos primeiros elementos da Tabela Periódica apresentam a razão N/P igual a aproximadamente 1. À medida que o número atômico do elemento cresce, a razão N/P começa a ficar significativamente mais alta. Figura 18.11: Relações entre Número de Prótons e Número de Nêutrons nos Isótopos mais estáveis de cada elemento 6.1.4 - Defeito de Massa Albert Einstein publicou em 1905 um artigo revolucionário “A inércia de um corpo depende da sua quantidade de energia?” em que propôs que a equivalência entre massa e energia como um princípio geral da Física. Einstein propôs que a massa e a energia seriam conversíveis entre si. Dessa maneira, a massa poderia ser aniquilada resultando em energia ou produzida a partir da reunião de fótons. A relação entre essas duas grandezas é regida por uma das equações mais famosas da história. 𝐸 = 𝑚 ⋅ 𝑐2 = 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 ⋅ (𝑣𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑎 𝑙𝑢𝑧)2 Relação entre massa e energia Apesar de muito simples, essa equação trata de fenômenos de altíssima complexidade. Para fazer as contas com essa equação, é conveniente conhecer o valor da velocidade da luz nas unidades adequadas. 𝒄𝟐 = 𝟗𝟑𝟏, 𝟓 𝑴𝒆𝑽/𝒖 Somente em 20 de novembro de 2008, uma equipe internacional de físicos do Centro de Física Teórica de Marselha, com o auxílio do supercomputador Blue Gene, confirmou experimentalmente pela primeira vez que a massa do próton provém da energia liberada por quarks e glúons. Essa foi a primeira comprovação prática da relação entre massa e energia, conforme havia sido teorizado por Einstein mais de cem anos antes. Uma das mais sérias consequências desse princípio é que, excetuando-se o núcleo do hidrogênio-1, a massa de um núcleo estável é sempre inferior às massas somadas dos prótons e nêutrons que o constituem. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 29 A massa de um núcleo estável é sempre inferior às massas somadas dos prótons e nêutrons que o constituem. 6.2 - Equações Nucleares Um processo radioativo é aquele em que ocorrem transformações nos núcleos dos átomos. Assim, o átomo de um elemento se transforma em um átomo de outro. São representados por meio de Equações Nucleares. 𝑼𝟗𝟐 𝟐𝟑𝟓 → 𝜶𝟐 𝟒 + 𝑻𝒉𝟗𝟎 𝟐𝟑𝟏 Nessa equação, o átomo de urânio decai, se transformando em um átomo de tório (Th) e liberando uma partícula alfa. Nos processos radioativos, as partículas subatômicas (prótons, nêutrons e elétrons) podem se transformar em outras partículas. Portanto, não é possível falar em conservação dessas espécies químicas. No entanto, existem dois princípios gerais que podemos aplicar. Para aprendermos esse princípio, primeiramente, vamos nos lembrar da representação geral de um isótopo químico, que é representado pelo seu número atômico e pelo número de massa. Vamos nos recordar das definições. 6.2.1 - Conservação da Carga O número atômico corresponde à contagem do número de prótons no núcleo de um elemento. Essa definição é bastante utilizada em outros ramos da Química. As principais partículas subatômicas possuem a mesma carga variando apenas o seu módulo. Considere um processo radioativo qualquer: 𝑋𝑍1 𝐴1 + 𝑌𝑍2 𝐴2 → 𝑊𝑍3 𝐴3 + 𝑍𝑍4 𝐴4 Como a carga elétrica não pode ser criada nem destruída, a soma dos números atômicos inicial deve ser igual à soma dos números atômicos finais. 𝒁𝟏 + 𝒁𝟐 = 𝒁𝟑 + 𝒁𝟒 t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 30 É importante observar que, no caso dos processos radioativos,a carga não é exclusiva dos prótons. Algumas outras partículas subatômicas também apresentam carga, em especial, os pósitrons e os elétrons. Representação Partícula Breve Descrição 𝒑+𝟏 𝟏 Próton Partícula com carga positiva e com massa 𝜷+𝟏 𝟎 Pósitron Partícula com carga positiva e massa desprezível 𝜷−𝟏 𝟎 Elétron Partícula com carga negativa e massa desprezível Tabela 18.2: Partículas Carregadas Dessa maneira, é bastante possível que um próton se transforme em nêutron de duas formas: • Emissão de Pósitrons: 𝑝+1 1 → 𝛽+1 0 + 𝑛0 1 • Absorção de um Elétron: 𝑝+1 1 + 𝛽+1 0 → 𝑛0 1 As transformações inversas também são possíveis. Dessa maneira, os processos radioativos são exceções à Lei de Lavoisier, ou Lei da Conservação das Massas. Nesse tipo de processo, partículas e elementos são criados e destruídos 6.2.2 - Conservação do Número de Massa O número de massa corresponde à contagem do número de prótons com o número de neutros. Como já explicamos, a massa não se conserva nos processos nucleares. Porém, a soma total do número de massa se conserva. A conservação do número de massa se deve ao fato de que os quarks não podem ser observados isoladamente. Como a força de atração entre eles é muito grande, a massa dos prótons e dos nêutrons nunca é aniquilada completamente. O que pode acontecer em um processo radioativo é a conversão de um próton em nêutron, ou vice-versa. Portanto, se temos um processo radioativo qualquer: 𝑋𝑍1 𝐴1 + 𝑌𝑍2 𝐴2 → 𝑊𝑍3 𝐴3 + 𝑍𝑍4 𝐴4 Podemos escrever a equação de conservação do número de massa. 𝑨𝟏 + 𝑨𝟐 = 𝑨𝟑 + 𝑨𝟒 Vamos sintetizar as leis que regem as equações nucleares. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 31 6.3 - Tipos de Decaimento O decaimento radioativo é o processo espontâneo, por meio do qual a estrutura de um núcleo se altera, com a emissão de partículas, que serão estudadas nessa seção. É importante que o decaimento deve ser necessariamente espontâneo. É muito comum em aceleradores de partículas bombardear um núcleo com nêutrons, partículas alfa ou até mesmo núcleos inteiros. Esses processos são provocados, portanto, não são decaimentos radioativos. Não é decaimento 𝑩𝒊𝟖𝟑 𝟐𝟎𝟖 + 𝑭𝒆𝟐𝟔 𝟓𝟖 → 𝑴𝒕𝟏𝟎𝟗 𝟐𝟔𝟔 É decaimento 𝐿𝑖3 8 → 𝐵𝑒4 8 + 𝛽−1 0 O primeiro processo não é um decaimento, porque o núcleo de bismuto foi bombardeado com núcleos de ferro-58. Logo, o processo foi provocado, não foi espontâneo. O segundo processo é um decaimento, porque o isótopo lítio-8 espontaneamente emitiu partículas beta, transformando-se em outro núcleo. Quando um isótopo de um elemento qualquer sofre um decaimento radioativo, ele é classificado como um radioisótopo. Todos os elementos apresentam pelo menos um isótopo radioativo. Essa classificação é importante, porque o decaimento radioativo é sempre exotérmico, ou seja, sempre acontece com intensa liberação de energia. Essa energia é quase sempre liberada na forma de raios gama. Os raios gama correspondem aos menores comprimentos de onda no espectro eletromagnético. Portanto, de acordo com a Equação de Planck, que diz que a energia é inversamente proporcional ao comprimento de onda, elas possuem os fótons de maior energia. Eq u aç õ es N u cl ea re s Conservação da Carga Z1 + Z2 = Z3 + Z4 Conservação do Número de Massa A1 + A2 = A3 + A4 t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 32 Figura 18.12: Espectro Eletromagnético Portanto, ainda que haja a emissão de outras partículas, os decaimentos radioativos quase sempre liberam raios gama. Os raios X, que encontram muitas aplicações na Medicina, são partículas de comprimento de onda muito superior aos raios gama, da ordem de 10 picometros a 10 nanômetros. Os raios gama jamais podeiram ser utilizados em tratamentos, pois o seu poder de causar danos aos tecidos dos seres vivos é muito grande devido à quantidade de energia que eles carregam. Radiações menos energéticas, em especial os chamados “raios X moles”, que são os menos energéticos, com comprimento de onda superior a 100 picometros, são produzidas a partir de transformações na eletrosfera. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 33 Portanto, os raios gama são produzidos a partir de transformações nucleares e os raios X a partir de transformações da eletrosfera. 6.3.1 - Emissão de partículas Alfa As partículas Alfa são as partículas radioativas mais conhecidas. Elas foram primeiramente teorizadas por Frederick Soddy, que elaborou as famosas Leis de Soddy da Radioatividade. A sua primeira lei dita que: “Quando um radioisótopo emite uma partícula alfa (α), ele se transforma em outro elemento com número atômico inferior em duas unidades e número de massa inferior em quatro unidades.” Vejamos alguns exemplos da Lei de Soddy. 𝑈92 238 → 𝛼2 4 + 𝑇ℎ90 234 𝑅𝑛86 222 → 𝛼2 4 + 𝑃𝑜84 218 Note que, nas escritas de ambas as equações, foram conservadas tanto a soma das cargas como a soma dos números de massa. As partículas Alfa correspondem ao núcleo do isótopo mais estável do hélio. São representadas por 𝛼2 4 . Um fato interessante é que as partículas Alfa diminuem o tamanho do núcleo, portanto, são normalmente emitidas por radioisótopos de número atômico mais elevado, que se transformam em isótopos de menor núcleo. Como já falamos, os núcleos de número atômico muito elevado dificilmente são estáveis, porque eles já comecem a exceder o raio de atuação das forças nucleares. Portanto, eles tendem a sofrer decaimento por emissão de partículas alfa. É muito raro que nuclídeos com Z < 83 emitam partículas alfa. Como são núcleos relativamente pesados, as partículas Alfa são lentas e possuem baixo poder de penetração, podendo ser facilmente detidas por uma folha de papel ou mesmo pela pele humana. Por conta disso, essa radiação não provocará sérios danos em seres pluricelulares, como o ser humano. Eletrosfera Raios-X Núcleo Raios Gama t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 34 Elas são emitidas apenas com dois prótons e dois elétrons. Mas, assim que encontram algum átomo pelo seu caminho, roubam-lhe dois elétrons, formando um átomo de hélio. Por conta disso, elas são ditas radiações ionizantes. As radiações ionizantes trazem sérios riscos aos seres vivos, pois podem afetar o seu metabolismo de diversas formas: • Pode incidir diretamente sobre uma molécula importante, como o DNA, provocando alterações genéticas em algumas células do indivíduo. Dependendo da intensidade de atuação • Pode incidir sobre alguma molécula, como a água, que compõe cerca de 70% das células, induzindo a produção de íons livres, que podem ser transformados em outros produtos, como o peróxido de hidrogênio (H2O2), que é fortemente oxidante. Esse tipo de composto é muito reativo e pode atacar outras moléculas que sejam importantes no metabolismo do ser vivo, como o próprio DNA. É importante reforçar que os elétrons pouco importam para a escrita das equações nucleares. Porém, nesse caso específico, é importante comentar, pois a maior parte do hélio presente na superfície terrestre é originado de emissões de partículas alfa. 6.3.2 - Emissão de Partículas Beta As partículas Beta também foram teorizadas primeiramente por Frederick Soddy e estão expressão na Segunda Lei de Soddy: “Quando um radioisótopo emite uma partícula beta (β), ele se transforma em outro elemento com número atômico superior em uma unidade e com o mesmo número de massa.” A emissão de partículas beta diminui o valor da relação N/P, portanto, só acontece com isótopos que apresentam uma elevada quantidade de nêutrons em relação ao número deprótons. Além disso, a emissão de partículas beta é acompanhada pela emissão de um neutrino. 𝐶6 14 → 𝛽−1 0 + 𝑁7 14 + 𝑣0 0 𝐾19 40 → 𝛽−1 0 + 𝑁𝑒20 40 + 𝑣0 0 𝐼53 132 → 𝛽−1 0 + 𝑇𝑒54 132 + 𝑣0 0 Mais uma vez, foram respeitadas as duas regras que aprendemos sobre as equações nucleares. Tanto a carga nuclear como o número de massa foram conservados. Há muito pouco a se falar a respeito dos neutrinos e antineutrinos que acompanham as partículas beta. Eles são extremamente leves (algumas centenas de vezes mais leves que os elétrons) e extremamente abundantes (são as segundas partículas mais abundantes do Universo, perdendo apenas para o fóton). Porém, eles interagem muito pouco com a matéria, t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 35 pois não possuem carga elétrica, nem massa. Somente interagem por meio da força nuclear fraca e por força gravitacional. A respeito da própria partícula beta negativa, ela nada mais é do que um elétron, que possui número de massa nulo e carga negativa. Porém, no âmbito da Radioatividade, prefere- se falar em partícula beta, representada por 𝛽−1 0 , do que em elétron, que é representado por 𝑒−. Essa preferência é apenas uma forma de escrever melhor as equações nucleares. As partículas Beta são muito leves, por conta disso, são emitidas a uma velocidade bem superior à velocidade das partículas alfa. Isso se reflete no seu poder de penetração, que é bem superior. Essas partículas são capazes de atravessar a pele humana, mas podem ser detidas por uma chapa de alumínio. Como são partículas carregadas, elas interagem com campos elétricos, sendo, inclusive, bem mais susceptíveis que as partículas Alfa, já que são muito mais leves e possuem uma relação carga/massa mais elevada. A partícula beta também é considerada uma radiação ionizante. Como é carregada, pode induzir a formação de íons no corpo humano, causando danos biológicos. Além disso, na maioria das emissões de partículas beta, é formado inicialmente uma versão instável do nuclídeo final. Esse nuclídeo sofre o processo de isomerização, com liberação de raios gama, que será comentado na próxima seção. 6.3.3 - Isomerização Dois núcleos isômeros são aqueles formados pela mesma quantidade de prótons e nêutrons, porém, possuem energias diferentes. Não se sabe ao certo o que faz com que dois núcleos formados pela mesma quantidade de partículas sejam diferentes, mas a hipótese das camadas nucleares traz uma luz para essa explicação desse fenômeno. Considere a eletrosfera de um átomo de hélio, que é estável, em seu estado excitado. Figura 18.13: Transformação de um Núcleo Instável em outro Estável pela Emissão de uma Partícula Gama Nesse processo, não há alteração no número atômico nem no número de massa do isótopo, porém, houve liberação de energia, já que o núcleo passou de um estado excitado para o estado fundamental. Essa energia é liberda na forma de uma partícula gama. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 36 𝑯𝒆∗𝟐 𝟒 → 𝑯𝒆𝟐 𝟒 + 𝜸𝟎 𝟎 Nesse decaimento, o núcleo instável é assinalado com um asterisco para indicar que se trata de um estado excitado do núcleo de hélio-4. As partículas gama são radiações eletromagnéticas, portanto, se movem na velocidade da luz. Seu comprimento de onda é muito pequeno, podendo atingir alguns picometros (1 𝑝𝑚 = 10−12 𝑚), mas também podem apresentar comprimentos de onda muito menores, até mesmo próximos do comprimento de Planck (1,6 ⋅ 10−35 𝑚) – que é o menor comprimento de onda possível para uma onda. Como o comprimento de onda dos raios gama é muito pequeno, essas ondas são muito energéticas, sendo sua energia na casa Megaelétron-volts (MeV). Por conta disso, elas são muito perigosas, pois podem ocasionar facilmente o rompimento de ligações químicas nas moléculas de seres vivos. Seu poder de penetração é muito grande, somente podendo ser detidos por placas de chumbo. É importante destacar, ainda, que, nas emissões de partículas alfa e beta, é comum ocorrer a liberação de energia. E essa energia é liberada geralmente na forma de raios gama. O maior perigo das emissões alfa e beta não são essas partículas propriamente, mas sim, a grande quantidade energia que é liberada de forma conjunta, na configuração de raios gama. A figura abaixo resume o poder de penetração das partículas estudadas e também inclui os nêutrons. Quando liberados, os nêutrons são partículas de altíssima penetração, porém, não causam muita preocupação, pois eles não interagem com elétrons, somente com núcleos. Estudaremos mais adiante alguns processos radioativos envolvendo nêutrons. Por hora, o que você precisa saber é que, por não serem radiações ionizantes, eles tendem a ser menos agressivos para os seres vivos. Preocupe-se mais, portanto, com as partículas alfa, beta, gama e com os raios X. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 37 Figura 18.14: Tipos de Radiação e Poder de Penetração Outro ponto a se comentar sobre os raios gama é que eles não possuem carga nem massa, por isso, não interagem com campos elétricos ou magnéticos. Figura 18.15: Partículas Subatômicas sob a Ação de um Campo Magnético 6.3.4 - Emissão de Pósitrons O pósitron é conhecido também como partícula beta positiva, representado por 𝛽+1 0 . Podemos dizer, simplificadamente, que um próton se converte em um nêutron e emite um pósitron pelo equilíbrio das cargas. A emissão de pósitrons diminui o número atômico de um núcleo, sem alterar o seu número de massa. Sendo assim, ela aumenta a razão N/P, portanto, acontece com núcleos que possuem poucos nêutrons. Vejamos alguns exemplos de núcleos emissores de prótons. 𝑁𝑒10 19 → 𝐹9 19 + 𝛽+1 0 + �̅�0 0 𝐶6 11 → 𝐵5 11 + 𝛽+1 0 + �̅�0 0 t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 38 Uma das principais aplicações dos pósitrons é na tomografia por emissão de pósitrons (PET). Nessa técnica, injeta-se no paciente glicose ligada a um elemento radioativo, como o flúor radioativo. As regiões que metabolizam a glicose em excesso, tais como tumores ou regiões do cérebro em intensa atividade serão detectadas. (2020/INÉDITA/LUCAS COSTA) O Urânio 238 ( 𝑼𝟗𝟐 𝟐𝟑𝟖 ) apresenta um decaimento espontâneo, emitindo uma Partícula Alfa (𝛂) e se transformando em Tório ( 𝑻𝒉𝟗𝟎 𝟐𝟑𝟒 ). Considere as seguintes afirmativas acerca desse tipo de decaimento I. As Partículas Alfa aumentam o tamanho do núcleo, sendo emitidas por radioisótopos de número atômico elevado. II. As Partículas Alfa são relativamente lentas e possuem baixo poder de penetração. III. As Partículas Alfa podem incidir diretamente sobre o DNA, podendo ser um fator cancerígeno. É correto apenas o que se afirma em a) I. b) II. c) III. d) I e III. e) II e III. Comentários I. Incorreta. As Partículas Alfa, por serem compostas de 2 nêutrons e 2 prótons, quando elas são emitidas o núcleo diminui de tamanho. Normalmente são emitidas por radioisótopos de número atômico elevado, sendo muito raro que nuclídeos com número de massa menor que 83 emitam partículas alfa. II. Correta. Como as partículas alfa são núcleos relativamente pesado, elas são lentas e possuem baixo poder de penetração. Sendo detidas por uma folha de papel ou mesmo pela pele humana. III. Correta. Como as partículas alfa não possuem elétrons, quando encontram algum átomo pelo seu caminho, roubam-lhe dois elétrons, sendo assim, radiações ionizantes. Essa radiação, atingindo diretamente a pele, pode alterar geneticamente o DNA das células epiteliais causando câncer de pele. Porém, elas também já são usadas para o tratamento do câncer de próstata. Gabarito: “e” 6.4 - Cinética das EmissõesRadioativas Os processos radioativos possuem ordem de reação unitária. Em Cinética Química, isso significa que a velocidade instantânea de decaimento (ou atividade) é proporcional ao número de mols presentes na amostra. A atividade de uma amostra radioativa é normalmente medida em Becquerel (Bq), que corresponde a desintegrações por segundo. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 39 6.4.1 - Constante de Decaimento A constante de decaimento é o número medido em unidade inversa de tempo (s-1, dia-1 etc.) que estabelece a relação entre a atividade de uma amostra radioativa e a quantidade de núcleos nela presentes. O principal ponto que você precisa saber sobre essa constante é que ela é invariante. Em outras palavras, não é influenciada por fatores como temperatura, substância em que está o radioisótopo ou estado físico da matéria. Dessa maneira, uma amostra urânio-238 apresenta exatamente a mesma atividade seja ela encontrada no minério UO2, que é sólido, ou seja ela encontrada no UF6, que é um composto gasoso. Também pouco importa se essa amostra foi aquecida ou não. Nenhum desses fatores é capaz de afetar a constante de decaimento, portanto, não afetam a velocidade de decaimento. 6.4.2 - Tempo de Meia-Vida Um sinônimo para uma reação de ordem unitária muito conhecido é decaimento exponencial. Nos processos radioativos, a massa ou o número de mols do radioisótopo decaem exponencialmente com o tempo. Isso significa que existe um tempo de meia-vida constante. Substância Estado Físico Temperatura não influenciam a velocidade de decaimento t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 40 O tempo de meia-vida, também conhecido como período de semidesintegração, é representado por t1/2. Corresponde ao tempo necessário para que a massa (o número de mols ou a atividade também, já que todas essas grandezas são proporcionais) inicial do radioisótopo seja reduzido à metade. Por exemplo, o 14C (carbono-14) decai por radiação beta com tempo de meia-vida igual a 5600 anos. Isso significa que, se hoje, temos uma amostra de carbono-14, ela será reduzida a 50% do seu valor inicial daqui a 5600 anos. Como o tempo de meia-vida é constante, depois de passada uma segunda meia-vida, ou seja, depois de 11200 anos, essa amostra será reduzida novamente à metade, passando a 25% (ou 1/4) do seu valor inicial. Passadas exatamente três meias-vidas, ou seja, 16800 anos, a atividade inicial da amostra será reduzida passando a 1/8 da sua atividade inicial: Podemos representar esse decaimento por meio de uma equação: 𝑀 = 𝑀0 2𝑛 Relação entre a massa e o tempo de meia vida A quantidade de núcleos pode ser expressa em número de mols, mas muitas vezes é expressa diretamente em número de átomos. Você só precisa se lembrar que a taxa de conversão de número de átomos para número de mols é o Número de Avogadro (6,02 ⋅ 1023). É também possível escrever essa equação em função da constante de decaimento radioativo. O gráfico do número de mols (ou átomos) do radioisótopo em função do tempo corresponde a um decaimento exponencial. Considere um decaimento radioativo que pode ocorrer por meio de qualquer partícula (alfa, beta, gama, pósitron etc.) 𝐴 → 𝐵 + 𝑝𝑎𝑟𝑡í𝑐𝑢𝑙𝑎 É comum nesse tipo de decaimento referir-se ao nuclídeo A como pai e ao B como filho. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 41 Figura 18.16: Curva de Decaimento Exponencial Nesse gráfico, podemos visualizar o tempo de meia-vida. No início, a quantidade de núcleos era 100. Ela se reduz à metade depois de 10 unidades de tempo. Vejamos. Figura 18.17: Amostra Radioativa depois um tempo de meia-vida Decorridas as 10 primeiras unidades de tempo, a quantidade de núcleos diminui pela metade, passando de 100 para 50. Decorridas mais 10 unidades de tempo, portanto 2 tempos de meia-vida, ocorreu nova redução à metade, passando a 25. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 42 Figura 18.18: Amostra Radioativa depois dois tempos de meia-vida Ao observar o terceiro tempo de meia vida, ou seja, em 30 (3 ⋅ 10 = 30), concluímos que, mais uma vez, a amostra se reduziu à metade. Figura 18.19: Amostra Radioativa depois de três tempos de meia-vida É interessante observar que também podemos calcular o número de mols presentes do nuclídeo filho. Para isso, devemos saber que a soma dos números de mols de ambos os nuclídeos deve ser mantida constante. Isso acontece, porque todo o nuclídeo B que nasceu veio a partir do decaimento de um nuclídeo A. (2019/INÉDITA) A meia-vida de um material radioativo é definida como o tempo para que a sua emissão caia à metade. Admita que uma amostra de material radioativo emitia 240 partículas 𝜶 a cada hora. Depois de 4 meses, passou a emitir 30 partículas 𝜶 a cada hora. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 43 A meia-vida da amostra desse material radioativo é igual a a) 10 dias b) 20 dias c) 40 dias d) 80 dias e) 160 dias Note e adote: Admita que um mês seja formado por 30 dias. Comentários Podemos relacionar a massa existente em relação à original de uma certa amostra radioativa após 𝑛 meias vidas pela expressão: 𝐴 = 𝐴0 2𝑛 Se a amostra emitia 240 partículas por hora e depois de 4 meses, ou 120 dias, passou a emitir 30 partículas por hora, temos: 𝐴 = 𝐴0 2𝑛 ⇒ 𝐴 𝐴0 = 1 2𝑛 30 240 = 1 2𝑛 1 8 = 1 2𝑛 1 23 = 1 2𝑛 23 = 2𝑛 ⇒ 𝑛 = 3 Dessa forma, sabemos que 3 meias vidas equivalem a 120 dias: 3 ⋅ 𝑡1/2 = 120 𝑡1/2 = 40 Gabarito: “c”. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 44 6.4.3 - Relação entre o Tempo de Meia-Vida e a Constante de Decaimento O tempo de meia-vida é inversamente proporcional à constante de decaimento. É bastante simples de entender o motivo. Quanto maior for a constante de decaimento, mais rápida será a desintegração radioativo do isótopo, portanto, menor será o tempo necessário para reduzir a sua massa à metade. Essa relação de proporcionalidade inversa é expressa pela equação: 𝑡1/2 = ln 2 𝑘 ≅ 0,693 𝑘 Tempo de meia vida em função da constante de decaimento Com base nessa equação, podemos calcular a constante de decaimento do carbono-14, cujo tempo de meia vida é de 5600 anos: 𝑡1/2 = ln 2 𝑘 ∴ 𝑘 = ln 2 𝑡1/2 = 0,693 5600 ≅ 1,24.10−4 𝑎𝑛𝑜−1 Podemos ir além. Como sabemos a atividade dessa amostra, podemos calcular a massa de carbono-14 que apresenta a atividade exatamente igual a 1 Bq. Para isso, devemos nos lembrar que a atividade se relaciona com o número de mols presentes na amostra através da constante de decaimento. 𝐴 = 𝑘 ⋅ 𝑛 Como a atividade está em Becquerel (desintegrações por segundo), é conveniente obter a constante de decaimento em segundo também. 𝑘 = ln 2 𝑡1/2 = 0,693 5600 ⋅ 365 ⋅ 24 ⋅ 60 ⋅ 60 = 3,9.10−12 𝑠−1 1 = 3,9 ⋅ 10−12 ⋅ 𝑛 ∴ 𝑛 = 1 3,9 ⋅ 10−12 = 2,55 ⋅ 1011 á𝑡𝑜𝑚𝑜𝑠 Vale ressaltar que, como o Becquerel equivale ao número de desintegrações por segundo, o resultado obtido não foi em número de mols, mas em número de átomos. Podemos converter dividindo pelo Número de Avogadro, que corresponde ao número de átomos que compõem um mol. 𝑛 = 2,55.1011 6,02.1023 = 4,2.10−13 𝑚𝑜𝑙 Para obter a massa de carbono presente em 4,2 ⋅ 10−13 𝑚𝑜𝑙, precisamos multiplicar esse valor pela massa molar, que é 14 𝑔/𝑚𝑜𝑙, tendo em vista que não estamos falando do elemento carbono, mas sim do isótopo 14C. 𝑚 = 4,2 ⋅ 10−13 ⋅ 14 ≅ 59 ⋅ 10−13 = 5,9 ⋅ 10−12 𝑔 = 5,9 ⋅ 10−6𝜇𝑔 t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIAVESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 45 Trata-se, portanto, de uma massa ínfima de carbono-14 que já é suficiente para ter uma desintegração por segundo. Outro ponto a se comentar é que, como o tempo de meia-vida depende exclusivamente da constante de decaimento, os fatores que não afetam essa constante k também não afetam o tempo de meia-vida. Portanto, o tempo de meia-vida também é independente de todo e qualquer fenômeno da eletrosfera. Podemos dizer que o tempo de meia-vida e a constante de decaimento radioativo são características do decaimento, não sendo influenciadas por nenhum fator externo. 6.4.4 - Interpretações do Tempo de Meia-Vida Em geral, costuma-se dizer que, passadas 10 meias-vidas, a atividade de um radioisótopo qualquer se reduz a zero. Na verdade, essa é uma força de expressão, porque, matematicamente, a atividade somente se anula depois de um tempo infinito. Porém, em termos de ciência, podemos calcular o fator de redução da atividade depois de passadas 10 meias-vidas. Em termos de ciência, podemos calcular o fator de redução da atividade depois de passadas 10 meias-vidas. 𝐴 = 𝐴0. ( 1 2 ) 10 = 𝐴0 1024 < 0,1% 𝑑𝑒 𝐴0 Sendo assim, depois de passadas dez meias-vidas, a atividade de uma amostra radioativa atingiu menos de 0,1% do seu valor inicial. Trata-se, portanto, de uma redução muito grande. Por isso, esse fator de 10 meias-vidas é bastante utilizado para estimar o tempo necessário para que um radioisótopo qualquer ofereça perigos ao ser humano. (2019/QUESTÃO) Apresentamos, a seguir, um conjunto de três radioisótopos. Qual deles você acredita que ofereçam um maior risco à população, caso venham a ser jogados na natureza? Lítio-8: 838 ms (milissegundos); Césio-140: 30 anos; Substância Estado Físico Temperatura não influenciam no tempo de meia-vida t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 46 Urânio-238: 4,5 bilhões de anos. Comentários O lítio-8 praticamente não oferece nenhum perigo ao ser humano. Se houver algum acidente com esse material, em pouco mais de 8 segundos, sua atividade se reduzirá a praticamente zero. Em caso de um acidente em uma usina nuclear com esse isótopo, o seu tempo de meia-vida é tão curto que não dá tempo de os radioisótopos se dispersarem e atingirem alguma região em que haja uma população, mesmo um pequeno vilarejo. Até mesmo, se pensarmos nos funcionários da usina que estão trabalhando próximos ao material, o tempo de 8 segundos é provavelmente insuficiente para atingir algum deles, mesmo que eles estejam a poucos metros de distância da fonte da radiação. Por outro lado, no caso da atividade do urânio-238, devemos nos lembrar que a constante de decaimento é inversamente proporcional ao tempo de meia-vida. Portanto, devido ao seu elevadíssimo tempo de meia-vida, essa constante é praticamente nula, no caso do urânio-238. A atividade radioativa é igual ao produto da constante de decaimento pelo número de átomos presentes na amostra. Como a constante é muito pequena, a própria atividade do isótopo será muito pequena. A atividade de 1 g de urânio-238 é de 12 400 Bq, aproximadamente a mesma atividade da massa de 73. 10-9 g de 14C. Por outro lado, no caso do Césio, que tem meia-vida de 30 anos, tem-se o caso mais sério. Esse tempo de meia-vida não é tão curto para que a sua radioatividade se disperse rapidamente, como acontece na amostra de lítio-8; mas também não é tão longo a ponto que a sua atividade seja muito pequena. O césio possui atividade apreciável, suficiente para provocar danos ao ser humano que seja exposto à sua radiação. Além disso, essa atividade somente se reduzirá a 0,1% do valor original depois de 300 anos. Isso significa que, em caso de acidente com césio-140, a amostra liberada terá uma atividade radioativa considerável nesse período. É por isso que o lixo radioativo é considerado tão nocivo. Os radioisótopos mais perigosos ao ser humano são aqueles que possuem tempo de meia-vida intermediários. Os materiais de tempo de meia-vida muito curto rapidamente dispersam sua atividade e ela se reduz a frações insignificantes em pouco tempo. Já os materiais de tempo de meia-vida muito longo apresentam atividades muito baixas devido ao seu baixo valor de constante de decaimento. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 47 Os radioisótopos de tempo meia-vida relativamente curto encontram bastante aplicações na Medicina. Por exemplo, o iodo-131, cuja meia-vida é de 8 dias, é um radioisótopo muito utilizado para o tratamento de hipertireoidismo e câncer na tireoide. A tireoide é uma glândula que tem grande afinidade pelo iodo, pois consome o elemento para a produção de seus hormônios. O tratamento consiste em injetar o iodo radioativo no corpo, que vai ser absorvido por essa glândula. As partículas gama emitidas por sua radiação eliminam as células cancerígenas e o excesso de produção de hormônios. O interessante é que ele somente é absorvido pela tireoide, portanto, não provoca efeitos em outras partes do corpo humano. Considerando um prazo de 10 meias-vidas, a sua atividade se reduz significativamente somente após 80 dias. Porém, como esse elemento é eliminado pelo metabolismo normal do corpo, é comum que o paciente tenha alta em algumas semanas após o tratamento. Recomenda-se apenas o cuidado com a urina e fezes, pois elas podem conter traços do elemento radioativo. É interessante observar que o iodo-123, cuja meia vida é de apenas 13 horas, é também utilizado na Medicina, mas com o propósito de diagnóstico. No caso de tratamento de câncer, como sua atividade se esgotaria em 130 horas (ou pouco mais de 5 dias) e esse período não seria suficiente para eliminar as células cancerígenas, ele teria que ser administrado várias vezes no paciente. 6.4.5. Dose de Radiação Letal ao Ser Humano O primeiro ponto que precisamos entender é que a atividade em Becquerel ou em Curie de uma amostra radioativa qualquer é pouco relevante para saber se oferece potenciais danos ao ser humano. Pouco importa se você está exposto a uma atividade muito elevada de radiação, se essa radiação não for ionizante. O que nos interessa avaliar em uma amostra radioativa é o seu poder ionizante, que depende não só da atividade radioativa, mas também do tipo de partícula e da velocidade que ela é emitida. A primeira unidade que é bastante utilizada no cálculo da dose de radiação absorvida pelo corpo humano é o Gray (Gy), que representa a quantidade de energia de radiação ionizante absorvida por unidade de massa. O Gray, portanto, é uma razão de J/kg. O interessante dessa unidade de medida é que ela leva em consideração quanto de energia de radiação é absorvida pelo corpo. Essa energia, que vem principalmente na forma de raios gama, é o que causa os maiores efeitos biológicos maléficos. Outra unidade comum é o Sievert (Sv), que multiplica a dose de radiação em Gy por um fator que leva em consideração os efeitos biológicos da radiação. O diagnóstico de uma pessoa atingida por uma dose intensa de radiação é a Síndrome Aguda de Radiação (SAR). É interessante observar que, como a radiação pode atacar diretamente moléculas essenciais ao metabolismo humano, os seus efeitos se prolongam por vários dias. Sendo assim, mesmo a exposição por um curtíssimo período de tempo pode ser suficiente para levar um ser humano à morte. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 48 A dose de radiação média durante um exame raio-X é da ordem de mGy (10-3 Gy), que é uma dose muito leve. Vale lembrar que os raios-X, que são provenientes de transformações na eletrosfera, são muito menos energéticos que os raios gama, que são provenientes de fenômenos nucleares. Acima de 1 Gy de radiação,a radiação incomoda bastante o ser humano, podendo provocar de náuseas e vômitos à morte de células sanguíneas. Acima de 4 Gy, a dose pode ser fatal, causando sérios danos neurológicos às pessoas expostas. O Contador Geiger mede sempre a atividade radioativa, mas pode ser configurado para calcular a dose de radiação em Gy ou Sv. (2020/INÉDITA/LUCAS COSTA) Em setembro de 1987 aconteceu o acidente com o Césio- 137 (137Cs) em Goiânia, capital do Estado de Goiás, Brasil. O manuseio indevido de um aparelho de radioterapia abandonado, onde funcionava o Instituto Goiano de Radioterapia, gerou um acidente que envolveu direta e indiretamente centenas de pessoas. A fonte, com radioatividade de 𝟓𝟎, 𝟗 𝑻𝒃𝒒 (𝟏𝟑𝟕𝟓 𝑪𝒊) continha cloreto de césio, composto químico de alta solubilidade. O 137Cs, isótopo radioativo artificial do Césio tem comportamento, no ambiente, semelhante ao do potássio e outros metais alcalinos, podendo ser concentrado em animais e plantas. Sua meia-vida física é de cerca de 33 anos. www.cesio137goiania.go.gov.br/o-acidente/ Considerando que na amostra radioativa a qual as pessoas foram expostas encontravam-se 𝟐𝟎 𝒈 de 137Cs, depois de quantos anos teremos menos de 𝟎, 𝟏 % da atividade inicial do composto. a) 90 b) 120 c) 240 d) 330 e) 580 Comentários Passadas 10 meias-vidas, o fator de atividade de um composto radioativo decai a menos de 0,1% da atividade inicial: 𝐴 = 𝐴0. ( 1 2 ) 10 = 𝐴0 1024 𝐴 = 0,00098 ⋅ 𝐴0 = 0,098% ⋅ 𝐴0 𝐴 < 0,1% 𝑑𝑒 𝐴0 Sendo o tempo de meia-vida do 137Cs de cerca de 33 anos, temos: t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 49 10 ⋅ 𝑡1 2 = 10 ⋅ 33 = 330 𝑎𝑛𝑜𝑠 Gabarito: “d”. (2020/INÉDITA/LUCAS COSTA) Na madrugada de 26 de abril de 1986, ocorreu o que foi classificado como "pior desastre nuclear da história". Um dos quatro reatores da planta de Chernobyl, na Ucrânia (então parte da União Soviética), explodiu e causou um incêndio que liberou enormes quantidades de partículas radioativas na atmosfera. https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150808_hiroshima_nagasaki_chernobil_rm Acesso em 12. jun. 2019. O Plutônio-239 tem seu tempo de meia vida de 24 mil anos. Quanto tempo será necessário para que sua atividade decaia 87,5% da atividade radioativa inicial? A) 36 mil anos. B) 48 mil anos. C) 72 mil anos. D) 96 mil anos. Comentários Primeiro vamos calcular o número de meia-vidas necessário para o plutônio decair 87,5%. 𝑁 = 100 − 87,5 100 ⋅ 𝑁0 = 12,5 100 ⋅ 𝑁0 = 1 8 ⋅ 𝑁0 1 8 ⋅ 𝑁0 = 𝑁0 ⋅ ( 1 2 ) 𝑛 ∴ 𝑛 = 3 Portanto foram 3 tempos de meia vida para que a atividade decaia 87,5%. Multiplicando pelo tempo de meia vida, temos 72 mil anos. Gabarito: “c”. (2020/INÉDITA/HENRIQUE GOULART) Uma determinada fonte radioativa leva 12 anos para reduzir sua atividade à metade. Com o uso de um detector do tipo Geiger-Muller, posicionado a 2m da fonte, conseguiu registrar uma atividade Ai. Ao se passar 60 anos, um detector idêntico, a uma distância de 50cm da fonte, irá detectar uma atividade igual a a) Ai/2 b) Ai/4 c) Ai/8 d) Ai/16 e) Ai/32 Note e Adote: Considere a amostra radioativa como uma fonte pontual. Comentários Toda amostra radioativa reduz sua atividade de forma exponencial, de modo que após decorrido um Tempo de Meia-Vida essa atividade se reduz à metade do que era antes. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 50 A cada linha se adiciona um tempo de meia-vida, ao mesmo tempo que se divide todos os outros dados por dois. Esta é a regra. Com um tempo de meia-vida de 12 anos, após se passarem 60 anos, equivalente a 5 tempos de meia-vida, a atividade da amostra fica: Início → 100% = 1 12 anos → 1t1/2 → 50% = 1/2 24 anos → 2t1/2 → 25% = 1/4 36 anos → 3t1/2 → 12,5% = 1/8 48 anos → 4t1/2 → 6,25% = 1/16 60 anos → 5t1/2 → 3,125% = 1/32 Após 60 anos, a atividade da amostra, se for medida com um detector idêntico e à mesma distância da fonte, a atividade terá se reduzido a Ai/32. Mas, como o medidor foi posicionado mais próximo à fonte, a atividade medida terá sofrido um acréscimo, pois a atividade radioativa depende da distância. Como a fonte pode ser considerada pontual, podemos utilizar a Lei do Inverso do Quadrado da Distância. Esta lei é válida para fontes que emitam energia ou radiação radialmente, para todos os lados, e que tenham tamanho pequeno. Então, temos que: 𝐴 ∝ 1 𝑑2 Como a nova medida foi obtida a uma distância 4 vezes menor que a primeira, então a atividade será aumentada em 4² vezes. Assim, temos que: 𝐴𝑓 = 𝐴𝑖 32 ⋅ 42 = 𝐴𝑖 32 ⋅ 16 = 𝐴𝑖 2 Gabarito: “a”. (2020/INÉDITA/LUCAS COSTA) Um fóssil encontrado no Marrocos demonstrou que os Homo Sapiens estavam lá presentes há pelo menos 56000 anos. Considere que a massa de Carbono-14 atualmente presente no fóssil seja de 𝟏, 𝟎𝟎 𝒈 e julgue as afirmativas a seguir. I. Há 5600 anos, a massa de Carbono-14 na amostra era de 𝟓, 𝟏𝟐 ⋅ 𝟏𝟎−𝟏 𝒌𝒈. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 51 II. A massa inicial do Carbono-14 presente na amostra era menor que 𝟏, 𝟎𝟎 𝒌𝒈. III. Quando o fóssil tinha 11200 anos em relação ao instante inicial de formação, a massa de Carbono-14 nele presente era de 𝟐, 𝟓𝟔 ⋅ 𝟏𝟎𝟐 𝒈. Apenas é correto o que se afirma em a) I. b) II. c) III. d) I e III. e) II e III. Note e Adote: O tempo de meia-vida do Carbono-14 é de 5600 anos. Comentários Pelo enunciado, percebemos que a questão fala de tempo de Meia-vida, e que o fóssil tem 56000 anos. A partir disso, analisaremos as afirmativas. I. Afirmativa falsa. Aplicando a fórmula de tempo de Meia-vida podemos afirmar que há 5600 anos (1 decaimento somente n=1) a massa de Carbono-14 era de 2,0 gramas. 𝑀 = 𝑀0 2𝑛 𝑀0′ = 𝑀 ⋅ 2 𝑛 = 1 ⋅ 21 = 2,00 𝑔 II. Afirmativa falsa. Aplicando a fórmula de tempo de Meia-vida podemos afirmar que há 56000 anos, o Carbono-14 se decaiu 10 vezes. Portanto, sua massa inicial era de 1,024 kg. 𝑀0′′ = 𝑀 ⋅ 2 𝑛 = 1 ⋅ 210 = 1024 𝑔 = 1,024 𝑘𝑔 III. Afirmativa correta. Sabendo que a massa inicial de Carbono-14 era de 1,024 𝑘𝑔, quando o fóssil tinha 11200 anos, haviam se passado 2 tempos de meia vida, e a massa de Carbono-14 restante era de 256 gramas. 𝑀 = 𝑀0 2𝑛 = 1024 𝑔𝑟𝑎𝑚𝑎𝑠 22 = 1024 4 = 256 𝑔 Gabarito: “c”. (2020/INÉDITA/HENRIQUE GOULART) “Quando um material radioativo apresenta uma desintegração por segundo, dizemos que sua atividade é um Becquerel (Bq). Uma outra unidade importante é a da energia absorvida por um organismo quando a radiação ionizante o atinge. Quando a energia de 1 Joule (J) é absorvida por um quilograma de material dizemos que a dose absorvida é 1 Gray (Gy). A energia, porém, não é suficiente t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 52 para caracterizar os danos provocados pela radiação em organismos vivos. A distribuição destes danos depende da energia, da massa e da carga da radiação. Para expressar estes danos existe uma outra unidade chamada Sievert (Sv). Por exemplo: uma dose de 1 Gy para radiação gama faz menos danos do que a mesma dose absorvida de radiação beta. Este fator que quantifica o efeito de cada tipo de radiação é chamado fator de qualidade e deve ser multiplicado pela dose absorvida (Gy) para se obter o equivalente de dose em Sv. No caso da radiação gama, X e beta, este fator é igual a 1 e no caso da radiação alfa este fator é igual a 20.” Fonte: http://www.if.ufrgs.br/cref/radio/capitulo3.htm Sobre as medidas de doses e as radiações citadas no texto, assinale a alternativa correta. A) RadiaçãoBeta, assim como os Raios X, são radiações eletromagnéticas ionizantes. Além disso, a unidade de medida para um equivalente de dose é o J/kg. B) Radiação Alfa, assim como os Raios X, são radiações eletromagnéticas não ionizantes. Além disso, a unidade de medida para um equivalente de dose é o J/m². C) Radiação Alfa, assim como os Raios X, são radiações eletromagnéticas não ionizantes. Além disso, a unidade de medida para um equivalente de dose é o J/kg. D) Radiação Gama, assim como os Raios X, são radiações eletromagnéticas não ionizantes. Além disso, a unidade de medida para um equivalente de dose é o J/m². E) Radiação Gama, assim como os Raios X, são radiações eletromagnéticas ionizantes. Além disso, a unidade de medida para um equivalente de dose é o J/kg. Comentários As radiações eletromagnéticas das faixas do Ultravioleta, Raios X e Raios Gama são consideradas ionizantes, pois já possuem energia suficiente para romper ligações químicas e liberar elétrons, podendo causar danos celulares e, consequentemente, doenças como câncer. Dose Equivalente é medida em Sievert (Sv), que indica uma quantidade de Dose Absorvida, em Gray (Gy), corrigida por um fator adimensional. Assim, a unidade Sv equivale à J/kg, indicando uma quantidade de energia por unidade de massa absorvida por um corpo ao ser exposto a determinada radiação. As radiações Alfa e Beta não são eletromagnéticas. A radiação Alfa é um núcleo de Hélio, com dois prótons e dois nêutrons, enquanto a radiação beta é composta por elétrons ou pósitrons. Gabarito: “e”. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 53 6.5 - Fissão e Fusão Nuclear Os processos de fissão e fusão nuclear são os processos da natureza que envolvem a maior liberação de energia. São empregados nas usinas nucleares para a produção de energia. O núcleo mais estável em termos de energia de ligação por nucleon é o ferro-56. Portanto, os núcleos menores que o ferro-56 tendem a se fundir, enquanto os núcleos maiores que eles tendem a se partir – processo de fissão nuclear. 6.5.1 - Fissão Nuclear A fissão nuclear é o processo de fragmentação de um núcleo grande em núcleos menores. Quando espontâneo, é bastante exotérmico, ou seja, libera energia. O processo de fissão nuclear mais conhecido é a fissão do urânio-235. Quando esse isótopo absorve um nêutron, ele se transforma no isótopo instável urânio-236, que possui energia suficiente para se partir. 𝑼𝟗𝟐 𝟐𝟑𝟓 + 𝒏𝟎 𝟏 → 𝑼∗𝟗𝟐 𝟐𝟑𝟔 → 𝑲𝒓𝟑𝟔 𝟗𝟐 + 𝑩𝒂𝟓𝟔 𝟏𝟒𝟏 + 𝟑. 𝒏𝟎 𝟏 + 𝟏𝟕𝟗, 𝟒 𝑴𝒆𝑽 É importante esclarecer que a fissão nuclear não envolve somente a quebra do núcleo de urânio-235. Quando falamos em quebrar um núcleo, falamos em afastar completamente os prótons e nêutrons que o compõem. Esse processo é sempre bastante endotérmico, ou seja, requer muita energia. Considere, por exemplo, a quebra do núcleo de hélio-4. Esse núcleo possui energia de ligação de 28,3 MeV. Isso significa que é necessário fornecer essa quantidade imensa de energia para romper o núcleo. Núcleos menores que o 56Fe podem se fundir Núcleos maiores que o 56Fe podem se partir t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 54 Figura 18.20: Quebra pura e simples de um núcleo Figura 18.21: Fissão Nuclear do Urânio (Fonte: Shutterstock) No processo de fissão nuclear, não ocorre a quebra pura e simples do átomo de urânio, mas sim a formação de outros núcleos. Portanto, a fissão nuclear pode ser esquematizada. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 55 Figura 18.22: Esquematização da Fissão Nuclear 6.5.2 - Reação em Cadeia Observe que a fissão de um núcleo de urânio libera, além dos nuclídeos filhos – como são chamados os núcleos derivados –, alguns nêutrons. Esses nêutrons podem colidir com outros núcleos de urânio-235, provocando a sua fissão. E, assim, serão liberados novos nêutrons que vão colidir novos núcleos de urânio. O processo gerará um ciclo. Figura 18.23: Fissão do 235U é uma reação em cadeia Dessa maneira, podemos concluir que a parte difícil de acontecer em uma fissão nuclear é a quebra do primeiro núcleo de urânio-235. Uma vez quebrado o primeiro núcleo, ele liberará energia e nêutrons que serão suficientes para quebrar os próximos núcleos. Portanto, o estudo da fissão nuclear passa por entender o que é necessário para iniciar a reação, tendo em vista que, uma vez iniciada, o processo se alimenta. Nêutron colide com o núcleo Núcleo pai se quebra (requer energia) Nuclídeos filhos se formam (libera energia) 235U recebe nêutron Forma 236U instável 236U se decompõe em núcleos menores 2 a 3 nêutrons são liberado t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 56 O primeiro ponto é a energia necessária para começar a fissão de um núcleo pesado, que é da ordem de 7 a 8 MeV. Essa quantidade de energia é inferior ao que é necessário para quebrar completamente um núcleo – por exemplo, a quebra do hélio-4 requer 28,3 MeV. Porém, é muito superior à quantidade de energia que é liberada nas reações químicas, que são fenômenos da eletrosfera. Por esse motivo, a fissão nuclear é muito difícil de ser detonada. Se o isótopo não se fissionar espontaneamente, não será possível processar a transmutação. É por isso que o urânio-238, que é o isótopo mais abundante desse elemento, não fissiona. Embora ele possa absorver um nêutron, formando o isótopo instável urânio-239, a energia de excitação é de apenas 5 MeV, não sendo suficiente para iniciar a fissão. 𝑈92 238 + 𝑛0 1 → 𝑈∗92 239 Como não há energia suficiente para fissionar o núcleo de 239U*, esse núcleo atinge a estabilidade por meio da simples emissão de partículas gama ou pela emissão de partículas alfa, formando núcleos menores. Um problema que pode acontecer nos processos de fissão nuclear é que, como o movimento dos núcleos é aleatório, eles podem simplesmente escapar sem colidir com outros núcleos de urânio. Como já foi visto no Experimento de Rutherford, a grande maioria das partículas alfa atravessa o átomo sem colidir com o núcleo. Imagina o que acontece com os núcleos, que são ainda menores que elas. Dessa maneira, é preciso haver uma quantidade mínima do material fissionável para que haja uma probabilidade grande de que os nêutrons gerados fiquem realmente aprisionados dentro da amostra. Essa quantidade mínima é denominada massa crítica. A massa crítica depende não só do isótopo fissionável, mas também da forma geométrica em que ele está arranjado. É muito mais fácil o nêutron escapar de uma barra reta do que de uma esfera, pois, na barra, ele pode atravessar a espessura, que tem um comprimento bem inferior às demais dimensões. 6.5.3 - Fusão Nuclear Os núcleos menores podem se combinam para formar núcleos maiores. Como vimos, a energia de ligação por nucleon dos elementos mais leves é pequena e vai crescendo com o aumento da quantidade de prótons e nêutrons até o núcleo de ferro-56. A reação de fusão nuclear mais simples e conhecida envolvido os dois isótopos hidrogênio: deutério e trítio, liberando o estável núcleo de hélio-4 segundo a equação. 𝑯𝟏 𝟐 + 𝑯𝟏 𝟑 → 𝑯𝒆𝟐 𝟒 + 𝒏𝟎 𝟏 Outras reações também muito comuns envolvem apenas o deutério. 𝑯𝟏 𝟐 + 𝑯𝟏 𝟐 → 𝑯𝟏 𝟑 + 𝑯𝟏 𝟏 𝑯𝟏 𝟐 + 𝑯𝟏 𝟐 → 𝑯𝒆𝟐 𝟑 + 𝒏𝟎 𝟏 t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 57 Chama a atenção que, ao contrário do processo de fissão nuclear, os produtos formados não representam riscos radioativos. Por conta disso, a fusão nuclear é considerada uma fonte limpa de energia, o que faz que seja estudada em laboratórios do mundo inteiro.Figura 18.24: Vantagens da Fusão Nuclear em Relação à Fissão Outro ponto a se comentar é que a energia liberada é muito superior. Enquanto a fissão completa de 1 g de urânio leva à liberação de energia correspondente a 18 toneladas de TNT, a fusão completa de 1 g de deutério leva à liberação da mesma quantidade de energia corresponde a incríveis 58 toneladas de TNT. Vale ressaltar, ainda, que o hidrogênio é muito mais abundante na Terra do que o urânio, portanto, o combustível seria praticamente ilimitado. A grande dificuldade para iniciar essa reação é vencer a forte repulsão entre os núcleos de dois átomos de hidrogênio, quando aproximados. Figura 18.28: Repulsão Eletrostática entre dois prótons As forças nucleares só possuem alcance muito curto, de certa de alguns centímetros. Até conseguir aproximar tanto dois átomos de hidrogênio, é necessário vencer a intensa repulsão eletrostática entre eles, já que os prótons são cargas de mesmo sinal. Os métodos mais comuns de promover essa aproximação são: Fonte Limpa de Eneriga Subprodutos não são radioativos Quantidade de energia liberada é muito superior O hidrogênio é muito abundante na Terra t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 58 • Acelerador de Partículas: nesse equipamento, os materiais são rotacionados em velocidades extremamente rápidas, o que permite maior incidência de colisão entre núcleos. • Temperaturas Altíssimas: em temperaturas superiores a um milhão de graus Celsius, forma-se um plasma gasoso. O plasma, considerado o quarto estado da matéria, é formado por íons gasosos envoltos por uma matriz de elétrons livres. Como os átomos tiveram seus elétrons retirados, as colisões se darão entre seus núcleos. Já comentamos que a temperatura não influencia nos processos radioativos, tendo em vista que a agitação térmica comum somente influencia a distância entre duas eletrosferas, o que altera apenas propriedades, como as forças intermoleculares, que nada influenciam o núcleo. Porém, no estado de plasma, a milhões de graus Celsius, as temperaturas são tão elevadas que a energia cinética dos átomos é suficiente para desafia a repulsão eletrostática entre os prótons, o que começa a influenciar os fenômenos nucleares, entre os quais, se inclui a fusão nuclear. Devido às alturas temperaturas necessárias para iniciar o processo de fusão nuclear, não se conhece ainda atualmente um modo de se processar essa transmutação de modo controlado. A fusão não poderia acontecer dentro de um recipiente sólido, por exemplo, um reator de aço, pois, ao entrar em contato com esse material, o plasma provocaria a sua rápida vaporização, sendo impossível de controlá-lo. Um dos principais métodos a respeito de que se pesquisa é o confinamento magnético. Nessa técnica, o plasma poderia ser confinado no interior de um campo magnético extremamente elevado. O estudo mais aprofundado da fusão até construir um reator de fusão em que a reação poderia acontecer de maneira controlada é uma das invenções mais aguardadas pela Ciência. Considero também que será uma grande revolução na produção de energia no mundo inteiro, tendo em vista o seu leque de vantagens. (2017/MACKENZIE) A respeito dos processos de fissão e fusão nuclear, assinale a alternativa correta. a) A fusão nuclear é o processo de junção de núcleos atômicos menores formando núcleos atômicos maiores, absorvendo uma grande quantidade de energia. b) A fissão nuclear é o processo utilizado na produção de energia nas usinas atômicas, com baixo impacto ambiental, sendo considerada uma energia limpa e sem riscos. c) No Sol ocorre o processo de fissão nuclear, liberando uma grande quantidade de energia. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 59 d) A equação: 0n1 + 92U235 → 56Ba140 + 36Kr93 + 3. 0n1 representa uma reação de fissão nuclear. e) O processo de fusão nuclear foi primeiramente dominado pelos americanos para a construção das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Comentários A questão busca confundir os conceitos de fissão e fusão nuclear. a) Incorreta. A fusão libera energia, não absorve. b) Incorreta. A fissão nuclear, de fato, é utilizada nas usinas atômicas. Mas a sua grande desvantagem reside no fato de que possui elevado impacto ambiental, pois pode gerar isótopos radioativos, como césio-140 e iodo-131. c) Incorreta. A energia do Sol é liberada por fusão nuclear. d) Correta. A equação representada representa a fissão do núcleo de urânio. e) Incorreta. A bomba atômica se baseia em um processo de fissão nuclear, não fusão. Gabarito: “d”. (2020/INÉDITA/HENRIQUE GOULART) “O Brasil tem apenas duas usinas nucleares, Angra 1 e Angra 2, responsáveis pela produção de 3% da energia consumida no país - para comparação, a usina hidrelétrica de Itaipu gera 15%. Angra 1 entrou em operação comercial em 1985 e, Angra 2, em 2001. A construção de uma terceira usina, Angra 3, foi iniciada há 35 anos, tem 62% das obras executadas, mas atualmente o canteiro encontra-se paralisado.” Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-48683942. Sobre a geração de energia nuclear, assinale a alternativa correta. A) As usinas termonucleares geram energia a partir da queima de combustível nuclear, como o Urânio e Plutônio. B) A energia nuclear é considerada um processo de energia limpa, pois os resíduos que sobram da queima são reciclados. C) As usinas termonucleares geram energia a partir da fusão nuclear do carbono. D) A energia nuclear é considerada um processo renovável, pois os resíduos radioativos podem ser reutilizados no reator. E) As usinas termonucleares geram energia limpa a partir do processo de fissão nuclear. Comentários a) Incorreta. Não é feita a queima, tal como numa combustão, mas sim o processo de fissão nuclear. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 60 b) Incorreta. Ela pode ser considerada um processo de energia limpa, ainda que não seja renovável. c) Incorreta. Fissão, e não fusão. A humanidade busca dominar o processo de fusão, que traz rendimentos teóricos bem melhores na produção de energia. d) Incorreta. Resíduos radioativos devem ser armazenados em recipientes especiais, não podendo ser reaproveitados. e) Correta. As usinas termonucleares realizam um processo controlado de reação em cadeia a partir da fissão nuclear. Este processo libera energia e aquece o ambiente. Esta energia, então, é utilizada para aquecer e vaporizar água. Este vapor pressurizado movimenta turbinas que estão acopladas a um gerador elétrico, produzindo eletricidade. Embora a energia nuclear não seja renovável, pois o combustível nuclear disponível é finito, ela é considerada um processo de energia limpa, pois não libera gases estufa no ambiente. Além disso, seus resíduos são tratáveis e podem ser armazenados adequadamente sem causar dano ambiental. Gabarito: “e”. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 61 7 - Resumo da aula em mapas mentais Use o(s) mapa(as) mental(ais) como forma de fixar o conteúdo e para consulta durante a resolução das questões. Não tente decorar as fórmulas específicas para cada situação, ao invés disso entenda como deduzi-las. Tente elaborar os seus mapas mentais, eles serão de muito mais fácil assimilação do que um montado por outra pessoa. Além disso, leia um mapa mental a partir da parte superior direita, e siga em sentido horário. O mapa mental foi disponibilizado como um arquivo .pdf na sua área do aluno. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 62 8 - Lista de questões 8.1 Já caiu nos principais vestibulares 1. (2020/UEL) Leia o texto a seguir. Nomuseu do Amanhã, a exposição “Cosmos” faz uma abordagem científica, associando a composição atômica humana à composição de parte de uma estrela, contribuindo para o entendimento de como se comporta a matéria do ponto de vista atômico e subatômico. Com base nos conhecimentos sobre Física Moderna, considere as afirmativas a seguir. I. No efeito fotoelétrico, uma luz monocromática que incide na superfície de um metal, cuja energia seja 𝒉𝒇 = 𝒇𝒖𝒏çã𝒐 𝒕𝒓𝒂𝒃𝒂𝒍𝒉𝒐 (𝜴), arranca elétrons se, e somente se, a soma das energias cinética e da função trabalho forem iguais a 𝒉𝒇. II. No átomo de hidrogênio, os níveis de energia são indicados por n, onde a energia calculada para cada nível é dada por 𝑬𝒏 = − ( 𝟏 𝒏𝟐 ) 𝟐, 𝟏𝟖 ⋅ 𝟏𝟎−𝟏𝟖 𝑱. III. Max Planck considerou que os átomos que constituem um corpo aquecido se comportam como osciladores anarmônicos, que têm suas energias distribuídas de forma contínua, independentemente da temperatura do corpo. IV. Na teoria da relatividade especial, as Leis Físicas são as mesmas para quaisquer observadores em qualquer movimento, e a velocidade da luz no vácuo possui valores específicos para observadores em diferentes referenciais. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 63 d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 2. (2019/UEG) No passado, muitos cientistas se dedicaram a compreender o comportamento da luz. Diversos experimentos foram criados por eles para poderem observar esse comportamento. Dos experimentos a seguir, qual deles comprova a natureza corpuscular da luz? a) A imagem produzida por uma luz incidindo em uma fenda dupla. b) A corrente elétrica gerada por uma placa metálica iluminada. c) Um laser sendo refletido por um espelho plano. d) Um lápis visto dentro de um copo com água. e) Um disco colorido posto a girar rapidamente. 3. (2019/UFJF/PISM III) Um eletroscópio pode ser construído por duas tiras de metal suspensas por uma pequena haste de metal em um invólucro eletricamente isolante. A haste é conectada a uma chapa de zinco no topo do invólucro. Quando a chapa de zinco é carregada negativamente por uma fonte externa, as tiras se afastam uma da outra, conforme a Figura (a). Se, nesta situação, você iluminar o zinco com a luz do sol, o zinco e o eletroscópio serão descarregados, e as abas do eletroscópio irão se juntar novamente, conforme a Figura (b). Se, por outro lado, colocarmos um pedaço de vidro acima do zinco e iluminarmos o eletroscópio com a luz do sol passando pelo vidro antes de atingir o zinco, nada acontecerá, mesmo com o eletroscópio e o zinco inicialmente carregados negativamente, conforme mostra a Figura (c). Dentre as alternativas abaixo, qual delas explica corretamente o resultado mostrado na Figura (c)? a) O vidro bloqueia luz ultravioleta, cujos fótons possuem energia maior do que a função trabalho do zinco. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 64 b) O vidro bloqueia luz infravermelha, parte do espectro do sol com fótons mais energéticos, responsáveis pela emissão dos elétrons em excesso do zinco. c) O vidro reduz a intensidade da luz total que incide no zinco, implicando em uma quantidade de energia menor do que a função trabalho do zinco. d) Quando a luz do sol incide na placa de vidro, pelo efeito fotoelétrico, elétrons são ejetados, e esta placa fica carregada. Isto impede que elétrons em excesso do eletroscópio também sejam ejetados. e) A placa de vidro é isolante, impedindo a ejeção dos elétrons em excesso do zinco. 4. (2019/UEMG) Leia o trecho a seguir: O efeito fotoelétrico foi descoberto em 1886 pelo físico alemão Heinrich Hertz (1857- 1894). Na ocasião, Hertz percebeu que a incidência da luz ultravioleta em chapas metálicas auxiliava a produção de faíscas. A explicação teórica para o efeito fotoelétrico, entretanto, só foi apresentada pelo físico alemão Albert Einstein em 1905. A dúvida que existia na época estava relacionada com a energia cinética dos elétrons que eram ejetados do metal: essa grandeza não dependia do(a) ................... da luz incidente. Einstein percebeu que o agente responsável pela ejeção de cada elétron era um único fóton, uma partícula de luz que transferia aos elétrons uma parte de sua energia, ejetando-o do material, desde que seu(sua) ..................... fosse grande o suficiente para tal. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/fisica/o-que-e-efeitofotoeletrico.htm Acesso: 11 dez. 2018. (Fragmento: Adaptado). Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas. A) frequência – comprimento de onda. B) comprimento de onda – intensidade. C) intensidade – frequência. D) comprimento de onda – frequência. 5. (2019/UFSC) Na medicina, os Raios X são usados para o diagnóstico das condições dos órgãos internos, para a detecção de fraturas e para o tratamento de cânceres e de tumores, entre outras aplicações. Sobre os Raios X, é correto afirmar que: 01) os Raios X produzidos por freamento surgem quando um feixe de elétrons em alta velocidade colide com um alvo metálico que produz a desaceleração dos elétrons. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 65 02) como os Raios X possuem grande poder de penetração, as instalações em que há máquinas de Raio X necessitam de blindagem, que pode ser feita principalmente com alumínio e vidro comuns, para a proteção adequada do ser humano. 04) na colisão com o alvo metálico, os elétrons perdem energia cinética e ocorre a produção de energia térmica. 08) os Raios X não podem causar mutações no DNA humano. 16) a energia de um fóton de Raio X produzido por freamento é igual à variação da energia cinética do elétron quando desviado pelo núcleo dos átomos do material do alvo. 32) todos os fótons de Raio X possuem o mesmo comprimento de onda. 6. (2019/UFRGS) Na coluna da esquerda, estão listados eventos ou situações físicas; na da direita, grandes áreas das teorias físicas. A alternativa que relaciona corretamente o evento ou situação com a área usada para descrevê-lo é a) 1(a), 2(b) e 3(c). b) 1(a), 2(c) e 3(b). c) 1(b), 2(c) e 3(a). d) 1(c), 2(a) e 3(b). e) 1(c), 2(b) e 3(a). 7. (2019/UEPG) Albert Einstein foi um cientista que revolucionou o modo como entendemos algumas áreas da Física. Em relação às teorias de Einstein, assinale o que for correto. 01) De acordo com a teoria especial da Relatividade, a velocidade de propagação da luz no vácuo tem o mesmo valor para todos os observadores, independente do movimento do observador ou da fonte. 02) Dois eventos em um sistema de referência não são necessariamente simultâneos em outro sistema de referência que se move em relação ao primeiro. 04) As leis da Física são diferentes para sistemas de referência que se movem, com velocidades uniformes, um em relação ao outro. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 66 08) De acordo com a teoria da Relatividade, relógios em movimentos relativos entre si, marcam intervalos de tempo diferentes. 8. (2019/UPF) A teoria da relatividade restrita (TRR), também conhecida como teoria de relatividade especial, foi proposta por Albert Einstein em 1905. Sobre essa teoria, é correto afirmar: a) A TRR afirma que as leis da Física são idênticas em relação a qualquer sistema referencial inercial. b) A TRR afirma que a velocidade da luz no vácuo é a mesma, independentemente do tipo de sistemade referência em que ela é medida. c) A TRR é válida em todos tipos de sistemas de referência. d) Para a TRR, não é possível a contração do espaço. e) Na TRR, não é possível a dilatação do tempo. 9. (2019/UEPG) A radioatividade está presente no dia a dia, no tratamento de doenças e na esterilização de objetos e alimentos. Em relação aos fenômenos relacionados com a radioatividade, assinale o que for correto. 01) As trajetórias dos raios gama emitidos por fontes radioativas não são afetadas pela presença de um campo magnético externo. 02) Meia-vida pode ser definida como o tempo necessário para que a quantidade de átomos, de um isótopo radioativo, decaia à metade. 04) Quando um núcleo radioativo emite uma partícula alfa, é produzido por esse processo um novo elemento químico. 08) Elementos radioativos como o C-14 podem ser utilizados na datação de objetos. 10. (2019/CPS) O acidente nuclear de Chernobyl foi responsável por uma série de modificações na biodiversidade local, quando espalhou pela região grandes quantidades de material radioativo, cuja principal emissão consiste em ondas eletromagnéticas com os menores comprimentos de onda e, portanto, maiores energias. Uma das modificações da biodiversidade que chamou a atenção de pesquisadores foi a diminuição de muitas espécies de insetos. Há estudos sobre a esterilização de insetos machos do Aedes aegypti na esperança de atacar diretamente esse mosquito. Mosquitos machos são expostos a radiações t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 67 semelhantes às de Chernobyl, sofrendo modificações críticas em seu material genético, que inibem sua proliferação. A figura apresenta o espectro das ondas eletromagnéticas e logo abaixo a ordem de grandeza de seus comprimentos de onda em metros. De acordo com o texto, o tipo de radiação potencialmente capaz de combater o mosquito citado é a) micro-ondas. b) infravermelho. c) ultravioleta. d) raios X. e) raios gama. 11. (2019/UECE) Define-se a meia vida de um material radioativo como o tempo para que sua emissão caia à metade. Suponha que uma amostra de material radioativo emitia 120 partículas 𝜶 por minuto. Depois de 60 dias a amostra passou a emitir 15 partículas 𝜶 por minuto. A meia-vida da amostra de material radioativo é, em dias, igual a a) 20. b) 40. c) 10. d) 30. 12. (2019/UEL/MODIFICADA) Em relação ao princípio físico de funcionamento das bombas nucleares usadas em Hiroshima e Nagasaki, assinale a alternativa correta. a) A bomba de fissão nuclear, conhecida como bomba H, libera energia quando ocorre o processo de fragmentação de núcleos de 𝑼𝟐𝟑𝟖. b) A bomba de fissão nuclear, conhecida como bomba A, libera energia quando ocorre o processo de fragmentação de núcleos de 𝑼𝟐𝟑𝟓. c) A bomba de fissão nuclear, conhecida como bomba H, absorve energia quando ocorre o processo de fragmentação de núcleos de 𝑼𝟐𝟑𝟖. d) A bomba de fusão nuclear, conhecida como bomba A, libera energia quando ocorre o processo de fragmentação de núcleos de 𝑼𝟐𝟑𝟖. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 68 e) A bomba de fusão nuclear, conhecida como bomba H, absorve energia quando ocorre o processo de fragmentação de núcleos de 𝑼𝟐𝟑𝟓. 13. (2019/UFU) Há processos que ocorrem na estrutura eletrônica dos átomos em que um elétron pode ganhar ou perder energia. Nesses processos, o elétron passa de um nível de energia para outro, e a diferença de energia desses dois níveis, em alguns desses processos, pode ser emitida como um fóton de luz. O fóton possui energia que pode ser determinada por uma relação direta com a frequência da luz por meio da equação 𝑬 = 𝒉 ⋅ 𝒇, onde 𝑬 é a energia do fóton, 𝒉 é a constante de Planck (𝒉 = 𝟔, 𝟔 ⋅ 𝟏𝟎−𝟑𝟒 𝑱 ⋅ 𝒔) e 𝒇 é a frequência da luz emitida. Nessas situações, uma unidade de energia muito utilizada é o elétron-volt (eV), sendo que 𝟏 𝒆𝑽 = 𝟏, 𝟔 ⋅ 𝟏𝟎−𝟏𝟗 𝑱. Considere dois níveis de energia eletrônicos com valores de 𝑬𝟏 = −𝟐, 𝟗𝟑 𝒆𝑽 e de 𝑬𝟐 = −𝟏, 𝟐𝟖 𝒆𝑽, e um elétron que decai do nível 𝑬𝟐 para o nível 𝑬𝟏, emitindo um fóton. Qual é, aproximadamente, a frequência da luz associada a esse fóton? a) 𝟒, 𝟎𝟎 ⋅ 𝟏𝟎𝟏𝟒 𝑯𝒛 b) 𝟐, 𝟒𝟐 ⋅ 𝟏𝟎𝟏𝟓 𝑯𝒛 c) 𝟏, 𝟎𝟎 ⋅ 𝟏𝟎𝟏𝟓 𝑯𝒛 d) 𝟔, 𝟔𝟒 ⋅ 𝟏𝟎𝟏𝟑 𝑯𝒛 14. (2019/CFTMG) Os fenômenos que ocorrem a nossa volta, como as explosões de fogos de artifício, podem ser entendidos a partir das teorias e dos modelos propostos para o átomo. De acordo com a teoria atômica apropriada, as diferentes cores produzidas no exemplo citado são decorrentes de transições de a) elétrons de níveis mais internos para níveis mais externos. b) elétrons de níveis mais externos para níveis mais internos. c) prótons de níveis mais internos para níveis mais externos. d) prótons de níveis mais externos para níveis mais internos. 15. (2019/UFRGS) Leia o enunciado abaixo, sobre as órbitas eletrônicas. “As órbitas eletrônicas em torno dos núcleos atômicos devem conter um número inteiro N de comprimentos de onda de Broglie do elétron." Considere as seguintes afirmações sobre o enunciado acima. I. Ele evidencia o comportamento onda-partícula do elétron. II. Ele assegura que as órbitas eletrônicas são sempre circunferenciais. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 69 III. Ele define o número quântico N que identifica a órbita ocupada pelo elétron. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas I e III. d) Apenas II e III. e) I, II e III. 16. (2019/UFRGS) Um átomo instável perde energia emitindo alguma forma de radiação. Quando a perda de energia ocorre devido a transições na eletrosfera do átomo, pode acontecer a emissão de a) pósitrons. b) luz visível. c) partículas alfa. d) radiação beta. e) radiação gama. 17. (2018/UEM) Em relação a fenômenos envolvendo ondas eletromagnéticas e. portanto, Eletromagnetismo em geral, assinale o que for correto 01) A variação temporal de um campo magnético em determinada região do espaço induz um campo elétrico nessa mesma região. 02) A variação temporal de um campo elétrico em determinada região do espaço induz um campo magnético nessa mesma região. 04) Campos elétricos e campos magnéticos, propagando-se pelo espaço devido a induções reciprocas e incessantes, estão presentes em uma onda eletromagnética. 08) A velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas depende de onde ela se propaga. 16) Ao incidir sobre uma placa metálica condutora, uma onda eletromagnética pode transferir energia, mas não pode transferir quantidade de movimento. 18. (2018/UPF) Analise as afirmações sobre tópicos de Física Moderna. I. A Física Moderna é a Física desenvolvida até o século XIX. II. A Mecânica Quântica, a Teoria da Relatividade e a Mecânica Newtoniana formam parte do conjunto de teorias da Física Moderna. III. A Física Moderna destaca que, em algumas situações, a luz se comporta como onda, e, em outras situações, como partícula. IV. O efeito fotoelétrico é um dos fenômenos explicados pela Física Moderna. Está correto apenas o que se afirma em: a) II e III. b) II. c) III e IV. d) II e IV. e) I, II e IV. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 70 19. (2018/UFU) As radiações eletromagnéticas possuem diversas aplicabilidades na vida cotidiana, e o espectro das mais utilizadas pela humanidade é formado por radiações que possuem comprimentos de onda que vão desde dimensões atômicas (raios X e radiação gama) até centenas de metros (ondas de rádio). Conforme a ciência atual postula, a radiação eletromagnética possui caráterdual: pode ser considerada partícula ou onda, dependendo da situação em estudo. Pode-se associar a cada feixe de radiação eletromagnética um feixe de partículas chamadas de fótons, e a energia de cada fóton depende de uma constante, chamada de constante de Planck (𝒉 = 𝟔, 𝟔𝟒 ⋅ 𝟏𝟎−𝟑𝟒 𝑱 ⋅ 𝒔), e é diretamente proporcional à frequência da radiação. Sobre as radiações eletromagnéticas são feitas as seguintes afirmações: I. Quanto menor o comprimento de onda da radiação eletromagnética maior a energia do fóton a ela associado. II. Quanto menor a energia de um dado fóton associado a uma dada radiação eletromagnética menor a sua velocidade de propagação. III. A energia de um feixe eletromagnético constituído de radiação de frequência constante é discreta, ou seja, só pode assumir valores múltiplos inteiros de um valor mínimo. Em relação às afirmações acima, marque V para as verdadeiras e F para as falsas e assinale a alternativa correta. a) I – V; II – V; III – F. b) I – V; II – F; III – V. c) I – F; II – V; III – F. d) I – F; II – F; III – V. 20. (2001/UFPI) Um elétron no estado excitado pode retornar ao estado fundamental de duas formas diferentes emitindo fótons de comprimento de onda 𝝀 de acordo com as figuras a seguir: Assinale entre as opções a equação que relaciona corretamente 𝝀𝟏, 𝝀𝟐 e 𝝀𝟑: a) λ1 + λ2 = λ3 b) 1/λ1 = 1/λ2 + 1/λ3 c) λ12 = λ2.λ3 d) 1/λ1 = 1/ (λ2 + λ3) e) λ1 = (λ2 + λ3) /2 21. (2018/FMAMBC) Algumas rochas vulcânicas, chamadas geiseritas, foram criadas por um gêiser vulcânico na superfície da Terra. Elas criaram bolhas quando o gás ficou t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 71 preso em um filme pegajoso, provavelmente produzido por uma camada fina de micro- organismos bacterianos. As rochas de superfície e indicações de biofilmes dão suporte acerca de como e onde a vida começou. A evidência apontou para fontes termais e piscinas vulcânicas, em terra, a 3,5 bilhões de anos. (Revista Scientific American Brasil, setembro de 2017) Considere o seguinte gráfico de decaimento radioativo. Sabendo que a meia-vida do 238U é 4,5 bilhões de anos e que esse isótopo é utilizado para datação da idade da Terra, a porcentagem de 238U atual, considerando a época de formação das geiseritas, corresponde a, aproximadamente, a) 60,0% b) 75,0% c) 12,5% d) 30,0% e) 50,0% 22. (2014/UECE) De acordo com a publicação Química Nova na Escola, vol. 33, de maio de 2011, no limiar do século XX, o conhecimento ainda incipiente sobre a radioatividade e seus efeitos atribuiu ao rádio poderes extraordinários, como a capacidade de ser responsável pela vida, pela cura de doenças tidas como irreversíveis e, ainda, pelo embelezamento da pele. A partir dessas concepções, foram criados cremes, xampus, compressas e sais de banho, com presença de rádio. Sobre os efeitos e aplicações da radiação, assinale a única afirmação FALSA. a) A energia cinética das partículas (alfa) oriundas da desintegração do rádio é convertida em energia térmica após as colisões. b) A radioatividade está presente em todos os seres humanos, como por exemplo, o isótopo radioativo carbono-14. c) Os raios gama e os nêutrons não apresentam efeitos graves nos seres humanos, por conta de sua pequena capacidade de penetração. d) As radiações nucleares provocam ionização com alterações moleculares, formando espécies químicas que causam danos às células. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 72 23. (2014/UFU-MG) O iodo-132, devido à sua emissão de partículas beta e radiação gama, tem sido muito empregado no tratamento de problemas na tireoide. A curva abaixo ilustra o decaimento radioativo desse isótopo. A análise da curva de decaimento revela que o iodo: a) desintegra-se, emitindo partículas de carga positiva. b) estabiliza-se a partir de trinta e dois dias. c) possui meia-vida de oito dias. d) alcança a massa de 25 gramas em três meias vidas. 24. (2015/UNCISAL) Um dos maiores acidentes com o isótopo 137Cs aconteceu em setembro de 1987, na cidade de Goiânia, Goiás, quando um aparelho de radioterapia desativado foi desmontado em um ferro velho. O desastre fez centenas de vítimas, todas contaminadas através de radiações emitidas por uma cápsula que continha 137Cs, sendo o maior acidente radioativo do Brasil e o maior ocorrido fora das usinas nucleares. O lixo radioativo encontra-se confinado em contêineres (revestidos com concreto e aço) em um depósito que foi construído para este fim. Se no lixo radioativo encontra-se 20 g de 137Cs e o seu tempo de meia vida é 30 anos, depois de quantos anos teremos aproximadamente 0,15 g de 137Cs? a) 90 b) 120 c) 150 d) 180 e) 210 25. (2015/UERJ) Em um experimento, foi utilizada uma amostra de 200 mg contendo partes iguais dos radioisótopos bismuto-212 e bismuto-214. Suas respectivas reações nucleares de decaimento estão indicadas abaixo: 212Bi → 212Po + 214Bi → 210Tl + Observe o gráfico, cujas curvas representam as variações das massas desses radioisótopos ao longo das duas horas de duração do experimento. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 73 Determine o tempo de meia-vida do radioisótopo 214Bi. Calcule, também, a velocidade média de formação de partículas , em partícula h–1, no tempo total do experimento. 26. (2017/ITA) Considere que a radiação de comprimento de onda igual a 427 nm seja usada no processo de fotossíntese para a produção de glicose. Suponha que esta radiação seja a única fonte de energia para este processo. Considere também que o valor da variação de entalpia padrão da reação de produção de glicose, a 25°C, seja igual a +2802 kJ.mol-1. a) Escreva a equação que representa a reação química de produção de um mol de glicose pelo processo de fotossíntese. b) Calcule a variação de entalpia envolvida na produção de uma molécula de glicose, via fotossíntese, a 25°C. c) Calcule a energia de um fóton de radiação com comprimento de onda de 427 nm. d) Quantos desses fótons (427 nm), no mínimo, são necessários para produzir uma molécula de glicose? 27. (2016/ITA) Sabendo que a função trabalho do zinco metálico é 5,82 x 10-19 J, assinale a opção que apresenta a energia cinética máxima, em joules, de um dos elétrons emitidos, quando luz de comprimento de onda igual a 140 nm atinge a superfície do zinco. a) 14,2 x 10-18 b) 8,4 x 10-18 c) 14,2 x 10-19 d) 8,4 x 10-19 e) 14,2 x 10-20 28. (2018/ITA) Considere as seguintes proposições: I. Massa crítica representa a massa mínima de um nuclídeo físsil em um determinado volume necessária para manter uma reação em cadeia. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 74 II. Reações nucleares em cadeia referem-se a processos, nos quais elétrons liberados na fissão produzem nova fissão em, no mínimo, um outro núcleo. III. Os núcleos de 226Ra podem sofrer decaimentos radioativos consecutivos até atingirem a massa de 206 (chumbo), adquirindo estabilidade. Das proposições acima, está(ão) CORRETA(S): a) apenas I. b) apenas II. c) apenas III. d) apenas I e II. e) apenas I e III. 29. (2016/ITA) Assinale a opção que apresenta a afirmação ERRADA. a) O número de massa, A, de um isótopo é um número inteiro positive adimensional que corresponde à soma do número de prótons e nêutrons no núcleo daquele isótopo. b) Massa atômica refere-se à massa de um único átomo, e é invariante para átomos de um mesmo isótopo. Quando medida em unidades padrão de massa atômica, ela nunca é um número inteiro, exceto para o 12C. c) A soma do número de prótons e nêutrons em qualquer amostra dematéria cuja massa é exatamente 1 g vale exatamente 1 mol. d) A massa molar de um dado elemento químico pode variar em diferentes pontos do Sistema solar. e) Multiplicando-se a unidade padrão de massa atômica pela constante de Avogadro, obtém-se exatamente 1 g/mol. 30. (2016/UFES) A emissão radioativa do polônio-218 (A = 218 e Z = 84), diante de um campo elétrico e/ou campo magnético, forma partículas α e β. a) A reação de decaimento do átomo de 84Po218 se transforma na espécie estável 82Pb206. Calcule quantas partículas α e β são emitidas nesse processo. b) Calcule a quantidade residual de polônio-218 após 15 minutos de reação, partindo de uma massa inicial de 3,2 g desse isótopo radioativo. Considere que o tempo de meia-vida do polônio-218 é de 3,0 minutos. c) Ernest Rutherford e colaboradores, em seus experimentos com partículas α, incidiram um feixe dessas partículas sobre uma lâmina de ouro e observaram que a maior parte delas atravessava diretamente a lâmina, sem sofrer desvios, e algumas sofriam grandes desvios ou até mesmo retrocediam. Explique se é correto afirmar que Ernest Rutherford descobriu, com esses experimentos, a existência tanto do elétron quanto do núcleo atômico. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 75 31. (2015/ITA) O acidente nuclear ocorrido em Chernobyl (Ucrânia), em abril de 1986, provocou a emissão radioativa predominantemente de Iodo-131 e Césio-137. Assinale a opção CORRETA que melhor apresenta os respectivos períodos de tempo para que a radioatividade provocada por esses dois elementos radioativos decaia para 1% dos seus respectivos valores iniciais. Considere o tempo de meia-vida do Iodo-131 igual a 8,1 dias e do Césio-137 igual a 30 anos. Dados: ln 100 = 4,6; ln 2 = 0,69. a) 45 dias e 189 anos. b) 54 dias e 201 anos. c) 61 dias e 235 anos. d) 68 dias e 274 anos. e) 74 dias e 296 anos. 32. (2015/ITA) O elemento Plutônio-238 é utilizado para a geração de eletricidade em sondas espaciais. Fundamenta-se essa utilização porque esse isótopo tem a) longo tempo de meia-vida e é emissor de partículas beta. b) longo tempo de meia-vida e é emissor de partículas gama. c) longo tempo de meia-vida e é emissor de partículas alfa. d) longo tempo de meia-vida e é emissor de partículas delta. e) tempo de meia-vida curto e é emissor de partículas alfa. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 76 9 - Gabarito das questões sem comentários 9.1 Já caiu nos principais vestibulares 1. “A” 2. “B”. 3. “A”. 4. “C”. 5. 01 + 04 + 16 = 21. 6. “E”. 7. 01 + 02 + 08 = 11. 8. “A”. 9. 01 + 02 + 04 + 08 = 15 10. “E”. 11. “A”. 12. “B”. 13. “A”. 14. “B”. 15. “C”. 16. “B”. 17. 01 + 02 + 04 + 08 = 15. 18. “C”. 19. “B”. 20. “B”. 21. “A”. 22. “C”. 23. “C”. 24. “E”. 25. 20 MINUTOS; 1,06 ⋅ 1020 PARTÍCULA ⋅ H-1. 26. 10 FÓTONS. 27. “D”. 28. “E”. 29. “C”. 30. DISCURSIVA. 31. “B”. 32. “C”. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 77 10 - Questões resolvidas e comentadas 10.1 - Já caiu nos principais vestibulares 1. (2020/UEL) Leia o texto a seguir. No museu do Amanhã, a exposição “Cosmos” faz uma abordagem científica, associando a composição atômica humana à composição de parte de uma estrela, contribuindo para o entendimento de como se comporta a matéria do ponto de vista atômico e subatômico. Com base nos conhecimentos sobre Física Moderna, considere as afirmativas a seguir. I. No efeito fotoelétrico, uma luz monocromática que incide na superfície de um metal, cuja energia seja 𝒉𝒇 = 𝒇𝒖𝒏çã𝒐 𝒕𝒓𝒂𝒃𝒂𝒍𝒉𝒐 (𝜴), arranca elétrons se, e somente se, a soma das energias cinética e da função trabalho forem iguais a 𝒉𝒇. II. No átomo de hidrogênio, os níveis de energia são indicados por n, onde a energia calculada para cada nível é dada por 𝑬𝒏 = − ( 𝟏 𝒏𝟐 ) 𝟐, 𝟏𝟖 ⋅ 𝟏𝟎−𝟏𝟖 𝑱. III. Max Planck considerou que os átomos que constituem um corpo aquecido se comportam como osciladores anarmônicos, que têm suas energias distribuídas de forma contínua, independentemente da temperatura do corpo. IV. Na teoria da relatividade especial, as Leis Físicas são as mesmas para quaisquer observadores em qualquer movimento, e a velocidade da luz no vácuo possui valores específicos para observadores em diferentes referenciais. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 78 d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. Comentários I – Correta. No efeito fotoelétrico, para que ocorra a remoção de elétrons é preciso que a energia dos fótons, ℎ ⋅ 𝑓, seja superior à função trabalho, 𝜙. Quando isso ocorre: 𝐸𝑐𝑒 = ℎ ⋅ 𝑓 − 𝜙 Ou, como trazido pelo item: 𝐸𝑐𝑒 + 𝜙 = ℎ ⋅ 𝑓 II – Correta. De acordo com os postulados de Bohr, os níveis de energia são dados por: 𝐸𝑛 = −13,6 𝑒𝑉 𝑛2 Como 1 𝑒𝑉 = 1,6 ⋅ 10−19 𝐽, então: 𝐸𝑛 = −13,6 𝑒𝑉 𝑛2 ⋅ 1,6 ⋅ 10−19 𝐸𝑛 = −2,18 ⋅ 10−18 𝐽 𝑛2 III – Incorreta. Max Planck quantizou a energia, dada por pacotes discretos cuja energia vale ℎ ⋅ 𝑓. IV – Incorreta. Segundo o segundo postulado de Einstein a velocidade da luz no vácuo não depende da velocidade da fonte emissora de luz nem do movimento do observador. Ela não depende do sistema de referência inercial adotado. Gabarito: “a” 2. (2019/UEG) No passado, muitos cientistas se dedicaram a compreender o comportamento da luz. Diversos experimentos foram criados por eles para poderem observar esse comportamento. Dos experimentos a seguir, qual deles comprova a natureza corpuscular da luz? a) A imagem produzida por uma luz incidindo em uma fenda dupla. b) A corrente elétrica gerada por uma placa metálica iluminada. c) Um laser sendo refletido por um espelho plano. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 79 d) Um lápis visto dentro de um copo com água. e) Um disco colorido posto a girar rapidamente. Comentários Com exceção da alternativa “b”, todas mostram o comportamento ondulatório da luz. A corrente elétrica gerada por uma placa metálica iluminada remete ao Efeito Fotoelétrico, o que comprova a natureza corpuscular da luz. Gabarito: “b”. 3. (2019/UFJF/PISM III) Um eletroscópio pode ser construído por duas tiras de metal suspensas por uma pequena haste de metal em um invólucro eletricamente isolante. A haste é conectada a uma chapa de zinco no topo do invólucro. Quando a chapa de zinco é carregada negativamente por uma fonte externa, as tiras se afastam uma da outra, conforme a Figura (a). Se, nesta situação, você iluminar o zinco com a luz do sol, o zinco e o eletroscópio serão descarregados, e as abas do eletroscópio irão se juntar novamente, conforme a Figura (b). Se, por outro lado, colocarmos um pedaço de vidro acima do zinco e iluminarmos o eletroscópio com a luz do sol passando pelo vidro antes de atingir o zinco, nada acontecerá, mesmo com o eletroscópio e o zinco inicialmente carregados negativamente, conforme mostra a Figura (c). Dentre as alternativas abaixo, qual delas explica corretamente o resultado mostrado na Figura (c)? a) O vidro bloqueia luz ultravioleta, cujos fótons possuem energia maior do que a função trabalho do zinco. b) O vidro bloqueia luz infravermelha, parte do espectro do sol com fótons mais energéticos, responsáveis pela emissão dos elétrons em excesso do zinco. c) O vidro reduz aintensidade da luz total que incide no zinco, implicando em uma quantidade de energia menor do que a função trabalho do zinco. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 80 d) Quando a luz do sol incide na placa de vidro, pelo efeito fotoelétrico, elétrons são ejetados, e esta placa fica carregada. Isto impede que elétrons em excesso do eletroscópio também sejam ejetados. e) A placa de vidro é isolante, impedindo a ejeção dos elétrons em excesso do zinco. Comentários a) Correta. O vidro bloqueia a luz ultravioleta, que possui fótons de maior energia em comparação à função trabalho do zinco, impedindo que o efeito fotoelétrico ocorra. Dessa forma, as tiras de metal continuam separadas em função da força elétrica repulsiva gerada por cargas de mesmo sinal. b) Incorreta. A luz infravermelha, de menor frequência, apresenta fótons menos energéticos. c) Incorreta. A energia do fóton é função da sua frequência. A menor intensidade não impediria o efeito fotoelétrico de ocorrer por completo, como observado. d) Incorreta. Em razão do efeito fotoelétrico, a placa fica em equilíbrio eletrostático, impedindo que as tiras de metal se afastem. e) Incorreta. A placa de vidro bloqueia a radiação ultravioleta. Gabarito: “a”. 4. (2019/UEMG) Leia o trecho a seguir: O efeito fotoelétrico foi descoberto em 1886 pelo físico alemão Heinrich Hertz (1857- 1894). Na ocasião, Hertz percebeu que a incidência da luz ultravioleta em chapas metálicas auxiliava a produção de faíscas. A explicação teórica para o efeito fotoelétrico, entretanto, só foi apresentada pelo físico alemão Albert Einstein em 1905. A dúvida que existia na época estava relacionada com a energia cinética dos elétrons que eram ejetados do metal: essa grandeza não dependia do(a) ................... da luz incidente. Einstein percebeu que o agente responsável pela ejeção de cada elétron era um único fóton, uma partícula de luz que transferia aos elétrons uma parte de sua energia, ejetando-o do material, desde que seu(sua) ..................... fosse grande o suficiente para tal. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/fisica/o-que-e-efeitofotoeletrico.htm Acesso: 11 dez. 2018. (Fragmento: Adaptado). Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas. A) frequência – comprimento de onda. B) comprimento de onda – intensidade. C) intensidade – frequência. D) comprimento de onda – frequência. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 81 Comentários A energia cinética dos elétrons que eram ejetados do metal não dependia da intensidade da luz incidente, mas sim da sua frequência, já que cada fóton está relacionado a certa quantidade de energia. Gabarito: “c”. 5. (2019/UFSC) Na medicina, os Raios X são usados para o diagnóstico das condições dos órgãos internos, para a detecção de fraturas e para o tratamento de cânceres e de tumores, entre outras aplicações. Sobre os Raios X, é correto afirmar que: 01) os Raios X produzidos por freamento surgem quando um feixe de elétrons em alta velocidade colide com um alvo metálico que produz a desaceleração dos elétrons. 02) como os Raios X possuem grande poder de penetração, as instalações em que há máquinas de Raio X necessitam de blindagem, que pode ser feita principalmente com alumínio e vidro comuns, para a proteção adequada do ser humano. 04) na colisão com o alvo metálico, os elétrons perdem energia cinética e ocorre a produção de energia térmica. 08) os Raios X não podem causar mutações no DNA humano. 16) a energia de um fóton de Raio X produzido por freamento é igual à variação da energia cinética do elétron quando desviado pelo núcleo dos átomos do material do alvo. 32) todos os fótons de Raio X possuem o mesmo comprimento de onda. Comentários 01) Verdadeira. Essa é a maneira como são formados raios X por freamento. Os raios X são produzidos nas transições eletrônicas, durante o processo de frenagem, os elétrons são acelerados de um nível infinito e são absorvidos pelos cátions do metal. Isso significa que eles vão passando para os níveis mais internos da eletrosfera do cátion. Ao sofrer essa transição eletrônica, a energia é liberada. Como acontece em qualquer transição eletrônica, essa energia cai na faixa dos raios X. 02) Falsa. A blindagem das instalações que utilizam máquinas de Raio X deve ser feita usando materiais específicos, feitos na sua maioria por Chumbo de alta pureza. Além disso, deve ser usada argamassa baritada na construção das paredes, portas radiológicas, visores plumbíferos (feitos com chumbo). Alumínio e vidro comum não são indicados para essa blindagem. 04) Verdadeira. Durante a colisão com o alvo metálico, ocorre a conversão da energia cinética em energia térmica. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 82 08) Falsa. A radiação X é capaz de causar danos ao DNA humano e possíveis mutações. Isso acontece porque possui comprimentos de ondas e energias favoráveis a essa ocorrência. 16) Verdadeira. A energia do fóton é proporcional à variação da energia cinética do elétron. Essa energia é variável e energia cinética antes e depois do choque com o alvo metálico. 32) Falsa. Como as energias são variáveis, os comprimentos de onda também serão, conforme a equação de Planck: 𝐸 = ℎ ⋅ 𝑓 = ℎ 𝜆 Gabarito: 01 + 04 + 16 = 21. 6. (2019/UFRGS) Na coluna da esquerda, estão listados eventos ou situações físicas; na da direita, grandes áreas das teorias físicas. A alternativa que relaciona corretamente o evento ou situação com a área usada para descrevê-lo é a) 1(a), 2(b) e 3(c). b) 1(a), 2(c) e 3(b). c) 1(b), 2(c) e 3(a). d) 1(c), 2(a) e 3(b). e) 1(c), 2(b) e 3(a). Comentários 1) “c”. A descrição de sistemas que envolvam objetos que se movam com velocidades próximas da velocidade da luz foi abordada pela Física Relativística. 2) “b”. A Física Quântica é capaz de descrever fenômenos que ocorrem em dimensões muito pequenas, como as de um átomo. 3) “a”. Maxwell unificou a eletricidade e o magnetismo no escopo da Física Clássica. Gabarito: “e”. 7. (2019/UEPG) Albert Einstein foi um cientista que revolucionou o modo como entendemos algumas áreas da Física. Em relação às teorias de Einstein, assinale o que for correto. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 83 01) De acordo com a teoria especial da Relatividade, a velocidade de propagação da luz no vácuo tem o mesmo valor para todos os observadores, independente do movimento do observador ou da fonte. 02) Dois eventos em um sistema de referência não são necessariamente simultâneos em outro sistema de referência que se move em relação ao primeiro. 04) As leis da Física são diferentes para sistemas de referência que se movem, com velocidades uniformes, um em relação ao outro. 08) De acordo com a teoria da Relatividade, relógios em movimentos relativos entre si, marcam intervalos de tempo diferentes. Comentários 01) Verdadeira. A velocidade da luz no vácuo tem o mesmo valor para qualquer referencial inercial. 02) Verdadeira. Sendo a velocidade da luz constante para quaisquer dois observadores inerciais, caso ocorra movimento relativo entre esses referenciais, não existirá simultaneidade entre os eventos vistos por observadores nesses referenciais. 04) Falsa. As leis da Física devem ser as mesmas para quaisquer referenciais inerciais. 08) Verdadeira. O exemplo mais usado para ilustrar essa afirmação é o de duas crianças nascidas em um mesmo momento. Caso um deles permaneça na Terra e o outro viaje em uma nave espacial capaz de atingir velocidades próximas à da luz no vácuo, o viajante observará o tempo mais lentamente do que a quepermaneceu na Terra. Gabarito: 01 + 02 + 08 = 11. 8. (2019/UPF) A teoria da relatividade restrita (TRR), também conhecida como teoria de relatividade especial, foi proposta por Albert Einstein em 1905. Sobre essa teoria, é correto afirmar: a) A TRR afirma que as leis da Física são idênticas em relação a qualquer sistema referencial inercial. b) A TRR afirma que a velocidade da luz no vácuo é a mesma, independentemente do tipo de sistema de referência em que ela é medida. c) A TRR é válida em todos tipos de sistemas de referência. d) Para a TRR, não é possível a contração do espaço. e) Na TRR, não é possível a dilatação do tempo. Comentários a) Correta. A teoria da relatividade restrita afirma que as leis da Física devem ser as mesmas em todos os sistemas de referência inerciais. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 84 b) Incorreta. A velocidade da luz no vácuo pode variar em função de sistemas de referência não inerciais (acelerados). c) Incorreta. A TRR não é válida para sistemas de referência não inerciais. d) Incorreta. A TRR admite a contração do tempo. e) Incorreta. A TRR admite a dilatação do tempo. Gabarito: “a”. 9. (2019/UEPG) A radioatividade está presente no dia a dia, no tratamento de doenças e na esterilização de objetos e alimentos. Em relação aos fenômenos relacionados com a radioatividade, assinale o que for correto. 01) As trajetórias dos raios gama emitidos por fontes radioativas não são afetadas pela presença de um campo magnético externo. 02) Meia-vida pode ser definida como o tempo necessário para que a quantidade de átomos, de um isótopo radioativo, decaia à metade. 04) Quando um núcleo radioativo emite uma partícula alfa, é produzido por esse processo um novo elemento químico. 08) Elementos radioativos como o C-14 podem ser utilizados na datação de objetos. Comentários 01) Verdadeira. Raios gama não possuem carga elétrica. Dessa forma, não sofrem desvios ao atravessar campos elétricos ou magnéticos. 02) Verdadeira. A meia-vida é conhecida como o tempo necessário para que a quantidade de certos materiais com propriedades radioativas se decomponha à metade. 04) Verdadeira. A partícula alfa possui dois prótons e dois nêutrons, equivalente ao núcleo do átomo de hélio. Após a emissão, forma-se um novo elemento químico, já que a quantidade de prótons no núcleo é alterada. 08) Verdadeira. A datação com carbono 14 é muito usada na datação de objetos. A meia-vida desse composto é superior a 5 mil anos. Gabarito: 01 + 02 + 04 + 08 = 15 10. (2019/CPS) O acidente nuclear de Chernobyl foi responsável por uma série de modificações na biodiversidade local, quando espalhou pela região grandes quantidades de material radioativo, cuja principal emissão consiste em ondas eletromagnéticas com os menores comprimentos de onda e, portanto, maiores energias. Uma das modificações da biodiversidade que chamou a atenção de pesquisadores foi a diminuição de muitas espécies de insetos. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 85 Há estudos sobre a esterilização de insetos machos do Aedes aegypti na esperança de atacar diretamente esse mosquito. Mosquitos machos são expostos a radiações semelhantes às de Chernobyl, sofrendo modificações críticas em seu material genético, que inibem sua proliferação. A figura apresenta o espectro das ondas eletromagnéticas e logo abaixo a ordem de grandeza de seus comprimentos de onda em metros. De acordo com o texto, o tipo de radiação potencialmente capaz de combater o mosquito citado é a) micro-ondas. b) infravermelho. c) ultravioleta. d) raios X. e) raios gama. Comentários As ondas eletromagnéticas com o menor comprimento de onda observadas na figura são os Raios Gama. Gabarito: “e”. 11. (2019/UECE) Define-se a meia vida de um material radioativo como o tempo para que sua emissão caia à metade. Suponha que uma amostra de material radioativo emitia 120 partículas 𝜶 por minuto. Depois de 60 dias a amostra passou a emitir 15 partículas 𝜶 por minuto. A meia-vida da amostra de material radioativo é, em dias, igual a a) 20. b) 40. c) 10. d) 30. Comentários Podemos relacionar a massa existente em relação à original de uma certa amostra radioativa após 𝑛 meias vidas pela expressão: 𝑀 = 𝑀0 2𝑛 t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 86 Se a amostra emitia 120 partículas por minutos e depois de 60 dias passou a emitir 15 partículas por minuto, temos: 𝑀 = 𝑀0 2𝑛 ⇒ 𝑀 𝑀0 = 1 2𝑛 15 120 = 1 2𝑛 1 8 = 1 2𝑛 1 23 = 1 2𝑛 23 = 2𝑛 ⇒ 𝑛 = 3 Dessa forma, sabemos que 3 meias vidas equivalem a 60 dias: 3 ⋅ 𝑡1/2 = 60 𝑡1/2 = 20 Gabarito: “a”. 12. (2019/UEL/MODIFICADA) Em relação ao princípio físico de funcionamento das bombas nucleares usadas em Hiroshima e Nagasaki, assinale a alternativa correta. a) A bomba de fissão nuclear, conhecida como bomba H, libera energia quando ocorre o processo de fragmentação de núcleos de 𝑼𝟐𝟑𝟖. b) A bomba de fissão nuclear, conhecida como bomba A, libera energia quando ocorre o processo de fragmentação de núcleos de 𝑼𝟐𝟑𝟓. c) A bomba de fissão nuclear, conhecida como bomba H, absorve energia quando ocorre o processo de fragmentação de núcleos de 𝑼𝟐𝟑𝟖. d) A bomba de fusão nuclear, conhecida como bomba A, libera energia quando ocorre o processo de fragmentação de núcleos de 𝑼𝟐𝟑𝟖. e) A bomba de fusão nuclear, conhecida como bomba H, absorve energia quando ocorre o processo de fragmentação de núcleos de 𝑼𝟐𝟑𝟓. Comentários t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 87 As bombas usadas pelo exército norte-americano nas cidades de Hiroshima e Nagasaki durante a segunda Guerra Mundial eram bombas de fissão nuclear. Nesse tipo de dispositivo, os materiais radioativos usados continham núcleos grandes e instáveis e o acionamento de explosivos convencionais acoplados às bombas leva o material à sua massa crítica, gerando uma reação em cadeia que libera uma enorme quantidade de energia e se fragmenta em elementos químicos de núcleos mais leves. A bomba de fissão nuclear é conhecida como bomba A. Fisicamente, o seu processo é explicado através da liberação de energia quando ocorre o processo de fragmentação de núcleos de urânio (𝑈235). Por outro lado, a bomba de fusão nuclear é conhecida como bomba H. Nesse caso, os átomos de hidrogênio (deutério e trítio) se unem para liberar energia. a) Incorreta. A bomba de fissão nuclear é conhecida como bomba A. Além disso, ocorre o processo de fragmentação de núcleos de U235 e não de U238. b) Correta. A bomba de fissão nuclear é conhecida como bomba A. c) Incorreta. A bomba de fissão nuclear é conhecida como bomba A d) Incorreta. A bomba de fusão nuclear é conhecida como bomba H. e) Incorreta. A bomba de Hidrogênio, conhecida como bomba H, libera energia quando os átomos de hidrogênio (deutério e trítio) se unem para liberar energia. Gabarito: “b”. 13. (2019/UFU) Há processos que ocorrem na estrutura eletrônica dos átomos em que um elétron pode ganhar ou perder energia. Nesses processos, o elétron passa de um nível de energia para outro, e a diferença de energia desses dois níveis, em alguns desses processos, pode ser emitida como um fóton de luz. O fóton possui energia que pode ser determinada por uma relação direta com a frequência da luz por meio da equação 𝑬 = 𝒉 ⋅ 𝒇, onde 𝑬 é a energia do fóton, 𝒉 é a constante de Planck (𝒉 = 𝟔, 𝟔 ⋅ 𝟏𝟎−𝟑𝟒 𝑱 ⋅ 𝒔) e 𝒇 é a frequência da luz emitida. Nessas situações, uma unidade de energia muito utilizada é o elétron-volt (eV), sendo que 𝟏 𝒆𝑽 = 𝟏, 𝟔 ⋅ 𝟏𝟎−𝟏𝟗𝑱. Considere dois níveis de energia eletrônicos com valores de 𝑬𝟏 = −𝟐, 𝟗𝟑 𝒆𝑽 e de 𝑬𝟐 = −𝟏, 𝟐𝟖 𝒆𝑽, e um elétron que decai do nível 𝑬𝟐 para o nível 𝑬𝟏, emitindo um fóton. Qual é, aproximadamente, a frequência da luz associada a esse fóton? a) 𝟒, 𝟎𝟎 ⋅ 𝟏𝟎𝟏𝟒 𝑯𝒛 b) 𝟐, 𝟒𝟐 ⋅ 𝟏𝟎𝟏𝟓 𝑯𝒛 c) 𝟏, 𝟎𝟎 ⋅ 𝟏𝟎𝟏𝟓 𝑯𝒛 d) 𝟔, 𝟔𝟒 ⋅ 𝟏𝟎𝟏𝟑 𝑯𝒛 Comentários O módulo da variação da energia entre os níveis energéticos está relacionado pela energia dos fótons, segundo a equação de Planck-Einstein: t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 88 ∆𝐸 = ℎ ⋅ 𝑓 = ℎ 𝜆 𝐸2 − 𝐸1 = ℎ ⋅ 𝑓 Devemos converter a energia do elétron volt para o Joule: 𝐸2 − 𝐸1 = [−1,28 − (−2,93)] = 1,65 𝑒𝑉 = 1,65 ⋅ 1,6 ⋅ 10 −19 𝐽 Agora podemos calcular a frequência em 𝐻𝑧: 1,65 ⋅ 1,6 ⋅ 10−19 = ℎ ⋅ 𝑓 1,65 ⋅ 1,6 ⋅ 10−19 = 6,6 ⋅ 10−34 ⋅ 𝑓 𝑓 = 1,65 ⋅ 1,6 ⋅ 10−19 6,6 ⋅ 10−34 = 0,4 ⋅ 1015 𝐻𝑧 = 4,0 ⋅ 1014 𝐻𝑧 Gabarito: “a”. 14. (2019/CFTMG) Os fenômenos que ocorrem a nossa volta, como as explosões de fogos de artifício, podem ser entendidos a partir das teorias e dos modelos propostos para o átomo. De acordo com a teoria atômica apropriada, as diferentes cores produzidas no exemplo citado são decorrentes de transições de a) elétrons de níveis mais internos para níveis mais externos. b) elétrons de níveis mais externos para níveis mais internos. c) prótons de níveis mais internos para níveis mais externos. d) prótons de níveis mais externos para níveis mais internos. Comentários De acordo com o modelo atômico de Bohr, a explosão dos fogos de artifício fornece energia aos átomos, fazendo com que os elétrons que ocupam níveis mais internos sofram o salto quântico para níveis mais externos. Ao retornarem para níveis mais internos emitem fótons correspondentes à energia ora absorvida e de transição entre os níveis energéticos. Alguns desses fótons se encontram na faixa visível do espectro eletromagnético, caracterizando a cor por nós observada. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 89 Vale destacar que os átomos são responsáveis por emitir fótons de outras frequências além das percebidas pelos nossos olhos. Gabarito: “b”. 15. (2019/UFRGS) Leia o enunciado abaixo, sobre as órbitas eletrônicas. “As órbitas eletrônicas em torno dos núcleos atômicos devem conter um número inteiro N de comprimentos de onda de Broglie do elétron." Considere as seguintes afirmações sobre o enunciado acima. I. Ele evidencia o comportamento onda-partícula do elétron. II. Ele assegura que as órbitas eletrônicas são sempre circunferenciais. III. Ele define o número quântico N que identifica a órbita ocupada pelo elétron. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas I e III. d) Apenas II e III. e) I, II e III. Comentários I – Verdadeira. A afirmativa remete à hipótese de Broglie acerca da dualidade onda- partícula. Nessa hipótese, temos que as órbitas dos elétrons em torno dos núcleos podiam ser representadas por uma onda cujo seu comprimento deveria ter um número inteiro N associado. II – Falsa. Foram os postulados de Bohr para o átomo de hidrogênio que impõe a forma circular para a órbita do elétron. As órbitas elípticas, além das circulares, já haviam sido propostas para os elétrons em torno do núcleo de átomos de raios maiores que o hidrogênio. III – Verdadeira. A órbita ocupada pelo elétron é quantizada de acordo com o número inteiro N, relacionado com o número inteiro de comprimentos de onda para o elétron. Gabarito: “c”. 16. (2019/UFRGS) Um átomo instável perde energia emitindo alguma forma de radiação. Quando a perda de energia ocorre devido a transições na eletrosfera do átomo, pode acontecer a emissão de a) pósitrons. b) luz visível. c) partículas alfa. d) radiação beta. e) radiação gama. Comentários Quando um átomo recebe energia, ocorre a transição de elétrons de camadas menos energéticas para outras de maior energia. O retorno dos elétrons é caracterizado por um processo de liberação energética na forma de fótons. A perda de energia que ocorre em decorrência de transições na eletrosfera do átomo emite fótons cujas frequências podem caracterizar a radiação eletromagnética como ondas de rádio, micro-ondas, luz visível, ultravioleta ou raios-X. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 90 Por outro lado, as emissões nucleares são a partícula alfa, a radiação beta, radiação gama, e pósitrons. Gabarito: “b”. 17. (2018/UEM) Em relação a fenômenos envolvendo ondas eletromagnéticas e. portanto, Eletromagnetismo em geral, assinale o que for correto 01) A variação temporal de um campo magnético em determinada região do espaço induz um campo elétrico nessa mesma região. 02) A variação temporal de um campo elétrico em determinada região do espaço induz um campo magnético nessa mesma região. 04) Campos elétricos e campos magnéticos, propagando-se pelo espaço devido a induções reciprocas e incessantes, estão presentes em uma onda eletromagnética. 08) A velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas depende de onde ela se propaga. 16) Ao incidir sobre uma placa metálica condutora, uma onda eletromagnética pode transferir energia, mas não pode transferir quantidade de movimento. Comentários 01) Verdadeiro. A variação de um campo magnético induz a formação de um campo elétrico na mesma região. 02) Verdadeiro. Um campo elétrico que varia no tempo é capaz de produzir um campo magnético na mesma região. 04) Verdadeiro. A variação de um campo magnético e de um campo elétrico no tempo caracterizam ondas eletromagnéticas. 08) Verdadeiro. A velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas depende do meio no qual ela viaja, sendo máxima no vácuo. 16) Falso. A onda eletromagnética também é capaz de transferir quantidade de movimento. A emissão de elétrons, considerados partículas, presente no efeito fotoelétrico, caracteriza a transferência desse tipo de grandeza. Gabarito: 01 + 02 + 04 + 08 = 15. 18. (2018/UPF) Analise as afirmações sobre tópicos de Física Moderna. I. A Física Moderna é a Física desenvolvida até o século XIX. II. A Mecânica Quântica, a Teoria da Relatividade e a Mecânica Newtoniana formam parte do conjunto de teorias da Física Moderna. III. A Física Moderna destaca que, em algumas situações, a luz se comporta como onda, e, em outras situações, como partícula. IV. O efeito fotoelétrico é um dos fenômenos explicados pela Física Moderna. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 91 Está correto apenas o que se afirma em: a) II e III. b) II. c) III e IV. d) II e IV. e) I, II e IV. Comentários I. Incorreto. A Física Moderna representa as descobertas científicas feitas, sobretudo, a partir do século XX. II. Incorreto. A mecânica newtoniana não faz parte do conjunto de teorias da Física Moderna. III. Correto. O efeito fotoelétrico evidenciou o comportamento da luz de onda e partícula. Entretanto, não podemos deixar de destacar que o comportamento ondulatório da luz já era algo estudado, ao menos, desde o século XVII, no contexto do ponto de Arago. Segundo Augustin-Jean Fresnel (1788-1827), o ponto mais claro da sombra de um objeto esférico é justamente no centro dessa sombra. Isso ocorre em decorrência do comportamento ondulatório da luz, e foi provado por François Arago (1786-1853). IV. Correto. O efeito fotoelétrico evidenciou que a luz também se comporta como uma partícula. Isso é demonstrado pelo fato de a luz transferir momento linear para elétrons de uma chapa metálica, por exemplo ao fazer a ejeção dos elétrons do metal. Gabarito: “c”. 19. (2018/UFU) Asradiações eletromagnéticas possuem diversas aplicabilidades na vida cotidiana, e o espectro das mais utilizadas pela humanidade é formado por radiações que possuem comprimentos de onda que vão desde dimensões atômicas (raios X e radiação gama) até centenas de metros (ondas de rádio). Conforme a ciência atual postula, a radiação eletromagnética possui caráter dual: pode ser considerada partícula ou onda, dependendo da situação em estudo. Pode-se associar a cada feixe de radiação eletromagnética um feixe de partículas chamadas de fótons, e a energia de cada fóton depende de uma constante, chamada de constante de Planck (𝒉 = 𝟔, 𝟔𝟒 ⋅ 𝟏𝟎−𝟑𝟒 𝑱 ⋅ 𝒔), e é diretamente proporcional à frequência da radiação. Sobre as radiações eletromagnéticas são feitas as seguintes afirmações: I. Quanto menor o comprimento de onda da radiação eletromagnética maior a energia do fóton a ela associado. II. Quanto menor a energia de um dado fóton associado a uma dada radiação eletromagnética menor a sua velocidade de propagação. III. A energia de um feixe eletromagnético constituído de radiação de frequência constante é discreta, ou seja, só pode assumir valores múltiplos inteiros de um valor mínimo. Em relação às afirmações acima, marque V para as verdadeiras e F para as falsas e assinale a alternativa correta. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 92 a) I – V; II – V; III – F. b) I – V; II – F; III – V. c) I – F; II – V; III – F. d) I – F; II – F; III – V. Comentários I – Correta. Pela equação fundamental da ondulatória: 𝑣 = 𝜆 ⋅ 𝑓 Podemos perceber que a frequência 𝑓 e o comprimento de onda 𝜆 são grandezas inversamente proporcionais. Usando a equação de Planck, temos: 𝐸𝑓ó𝑡𝑜𝑛 = ℎ ⋅ 𝑓 = ℎ 𝜆 Isso nos permite concluir que quanto menor o comprimento de onda maior é a energia do fóton. II – Incorreta. A velocidade de propagação da radiação eletromagnética no vácuo é constante e igual à velocidade da luz. Essa velocidade não tem influência na energia do fóton. III – Correta. Para uma dada frequência constante, notamos que a energia de cada fóton também é constante. Contudo, a energia de um feixe eletromagnético depende de quantos fótons existem no feixe. Dessa forma, os valores referentes à essa energia dependem do número inteiro de fótons pertencentes ao feixe eletromagnético, sendo um múltiplo inteiro do valor mínimo referente a um fóton apenas. Gabarito: “b”. 20. (2001/UFPI) Um elétron no estado excitado pode retornar ao estado fundamental de duas formas diferentes emitindo fótons de comprimento de onda 𝝀 de acordo com as figuras a seguir: Assinale entre as opções a equação que relaciona corretamente 𝝀𝟏, 𝝀𝟐 e 𝝀𝟑: a) λ1 + λ2 = λ3 b) 1/λ1 = 1/λ2 + 1/λ3 c) λ12 = λ2.λ3 d) 1/λ1 = 1/ (λ2 + λ3) e) λ1 = (λ2 + λ3) /2 Comentários A forma mais fácil de resolver o problema é utilizando o Princípio da Conservação de Energia. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 93 Devido a esse princípio, a energia liberada na transição eletrônica diretamente (E1) é igual à energia liberada na transição eletrônica quando ela é feita em duas etapas (E2 + E3). 𝐸1 = 𝐸2 + 𝐸3 ℎ𝑐 𝜆1 = ℎ𝑐 𝜆2 + ℎ𝑐 𝜆3 Podemos simplificar o termo “hc” na expressão, chegando a: 1 𝜆1 = 1 𝜆2 + 1 𝜆3 Gabarito: “b”. 21. (2018/FMAMBC) Algumas rochas vulcânicas, chamadas geiseritas, foram criadas por um gêiser vulcânico na superfície da Terra. Elas criaram bolhas quando o gás ficou preso em um filme pegajoso, provavelmente produzido por uma camada fina de micro- organismos bacterianos. As rochas de superfície e indicações de biofilmes dão suporte acerca de como e onde a vida começou. A evidência apontou para fontes termais e piscinas vulcânicas, em terra, a 3,5 bilhões de anos. (Revista Scientific American Brasil, setembro de 2017) Considere o seguinte gráfico de decaimento radioativo. Sabendo que a meia-vida do 238U é 4,5 bilhões de anos e que esse isótopo é utilizado para datação da idade da Terra, a porcentagem de 238U atual, considerando a época de formação das geiseritas, corresponde a, aproximadamente, a) 60,0% b) 75,0% c) 12,5% d) 30,0% e) 50,0% t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 94 Comentários O número de meias-vidas que decorram é obtido dividindo a idade das fontes termais pela meia-vida do radioisótopo. 𝑡 = 3,5 4,5 = 7 9 ≅ 0,78 Agora, vamos olhar no gráfico para ter um valor aproximado do estágio do decaimento. Pelo gráfico, temos que a massa restante de 238U é aproximadamente 60 % da massa inicial. Gabarito: “a”. 22. (2014/UECE) De acordo com a publicação Química Nova na Escola, vol. 33, de maio de 2011, no limiar do século XX, o conhecimento ainda incipiente sobre a radioatividade e seus efeitos atribuiu ao rádio poderes extraordinários, como a capacidade de ser responsável pela vida, pela cura de doenças tidas como irreversíveis e, ainda, pelo embelezamento da pele. A partir dessas concepções, foram criados cremes, xampus, compressas e sais de banho, com presença de rádio. Sobre os efeitos e aplicações da radiação, assinale a única afirmação FALSA. a) A energia cinética das partículas (alfa) oriundas da desintegração do rádio é convertida em energia térmica após as colisões. b) A radioatividade está presente em todos os seres humanos, como por exemplo, o isótopo radioativo carbono-14. c) Os raios gama e os nêutrons não apresentam efeitos graves nos seres humanos, por conta de sua pequena capacidade de penetração. d) As radiações nucleares provocam ionização com alterações moleculares, formando espécies químicas que causam danos às células. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 95 Comentários a) Correta. De fato, em uma colisão qualquer, é liberada energia. b) Correta. O ser humano absorve o carbono naturalmente como parte do seu metabolismo. Como o radioisótopo 14C apresenta as mesmas propriedades químicas dos demais isótopos, nós o absorvemos na mesma proporção em que ele existe no ambiente. Portanto, o nosso corpo, de fato, emana radioatividade. c) Incorreta. Pelo contrário, essas partículas são as que possuem maior poder de penetração. Os raios Gama somente podem ser detidos por uma parede de chumbo. Já os nêutrons são ainda mais penetrantes que os raios gama. d) Correta. Esse é o grande perigo das radiações. Quando atingem a matéria, podem ionizar e provocar alterações estruturais em moléculas vitais ao metabolismo celular. Gabarito: “c”. 23. (2014/UFU-MG) O iodo-132, devido à sua emissão de partículas beta e radiação gama, tem sido muito empregado no tratamento de problemas na tireoide. A curva abaixo ilustra o decaimento radioativo desse isótopo. A análise da curva de decaimento revela que o iodo: a) desintegra-se, emitindo partículas de carga positiva. b) estabiliza-se a partir de trinta e dois dias. c) possui meia-vida de oito dias. d) alcança a massa de 25 gramas em três meias vidas. Comentários A curva de decaimento mostra a quantidade de iodo-132 presente pelo tempo. Portanto, traz informações sobre a cinética, o que inclui o tempo de meia-vida. Notamos que 8 dias após a emissão, restou 50% da amostra inicial, portanto, esse é o período de meia-vida. Logo, a letra C está correta. Na curva de decaimento, não há nenhuma informação sobre as partículas liberadas. Porém, é de se esperar que ele emita partículas beta, pois possui muitos nêutrons – o único isótopo estável do iodo é o 127. Logo, a letra A está errada. A radiação não para depois dos 32 dias. Ela continua. Enquanto houver iodo presente, ele continuará decaindo. Portanto, está erradaa letra B. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 96 Após três meias-vidas, a massa atingida é de 12,5 g, não de 25 g. Note que 3 meias- vidas equivale ao tempo de 24 dias (3x8 = 24). Gabarito: “c”. 24. (2015/UNCISAL) Um dos maiores acidentes com o isótopo 137Cs aconteceu em setembro de 1987, na cidade de Goiânia, Goiás, quando um aparelho de radioterapia desativado foi desmontado em um ferro velho. O desastre fez centenas de vítimas, todas contaminadas através de radiações emitidas por uma cápsula que continha 137Cs, sendo o maior acidente radioativo do Brasil e o maior ocorrido fora das usinas nucleares. O lixo radioativo encontra-se confinado em contêineres (revestidos com concreto e aço) em um depósito que foi construído para este fim. Se no lixo radioativo encontra-se 20 g de 137Cs e o seu tempo de meia vida é 30 anos, depois de quantos anos teremos aproximadamente 0,15 g de 137Cs? a) 90 b) 120 c) 150 d) 180 e) 210 Comentários O decaimento do césio é exponencial, portanto, podemos 𝑚 = 𝑚0. ( 1 2 ) 𝑡/𝑡1/2 ∴ 0,15 = 20. ( 1 2 ) 𝑡/𝑡1/2 0,15 20 = ( 1 2 ) 𝑡/𝑡1/2 ∴ ( 1 2 ) 𝑡/𝑡1/2 = 0,0075 Como não foi fornecido nenhum logaritmo na questão, nos resta testar algumas potências. ( 1 2 ) 4 = 1 16 = 0,0625 Vamos dividir por 2. ( 1 2 ) 5 = 0,0625 2 = 0,03125 Vamos dividir por 2 novamente. ( 1 2 ) 6 = 0,03125 2 = 0,01625 E mais uma vez. ( 1 2 ) 7 = 0,01625 4 = 0,0078125 ≅ 0,0075 Dessa forma: t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 97 ( 1 2 ) 𝑡/𝑡1/2 = 0,0075 = ( 1 2 ) 7 ∴ 𝑡 𝑡1/2 = 7 ∴ 𝑡 = 7. 𝑡1/2 = 7.30 = 210 𝑎𝑛𝑜𝑠 Gabarito: “e”. 25. (2015/UERJ) Em um experimento, foi utilizada uma amostra de 200 mg contendo partes iguais dos radioisótopos bismuto-212 e bismuto-214. Suas respectivas reações nucleares de decaimento estão indicadas abaixo: 212Bi → 212Po + 214Bi → 210Tl + Observe o gráfico, cujas curvas representam as variações das massas desses radioisótopos ao longo das duas horas de duração do experimento. Determine o tempo de meia-vida do radioisótopo 214Bi. Calcule, também, a velocidade média de formação de partículas , em partícula h–1, no tempo total do experimento. Comentários Vamos traçar no gráfico o momento em que a massa do bismuto-214 se reduz à metade. Encontramos, portanto, o valor de 20 minutos. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 98 Já as partículas Beta são formadas pelo bismuto-212. Observe que tínhamos uma massa inicial de 100 g que se reduziu a 25 g no período de 120 minutos (ou 2 horas). Vamos calcular a variação de número de mols ocorrida. Δ𝑛 = 𝑣𝑎𝑟𝑖𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑚𝑜𝑙𝑎𝑟 = (100 − 25). 10−3 212 = 75.10−3 212 ≅ 0,35.10−3 𝑚𝑜𝑙 O número de mols de partícula beta produzidas corresponde exatamente ao número de mols decaídos de 212Bi. 𝑣 = Δ𝑛 Δ𝑡 = 0,35.10−3 2 = 0,175.10−3 𝑚𝑜𝑙/ℎ Para converter de mol por hora em partícula por hora, devemos multiplicar pelo Número de Avogadro. 𝑣 = 0,176.10−3 ⋅ 6 ⋅ 1023 = 1,06 ⋅ 1020 𝑝𝑎𝑟𝑡í𝑐𝑢𝑙𝑎 ⋅ ℎ−1 Gabarito: 20 minutos; 𝟏, 𝟎𝟔 ⋅ 𝟏𝟎𝟐𝟎 𝒑𝒂𝒓𝒕í𝒄𝒖𝒍𝒂 ⋅ 𝒉−𝟏. 26. (2017/ITA) Considere que a radiação de comprimento de onda igual a 427 nm seja usada no processo de fotossíntese para a produção de glicose. Suponha que esta radiação seja a única fonte de energia para este processo. Considere também que o valor da variação de entalpia padrão da reação de produção de glicose, a 25°C, seja igual a +2802 kJ.mol-1. a) Escreva a equação que representa a reação química de produção de um mol de glicose pelo processo de fotossíntese. b) Calcule a variação de entalpia envolvida na produção de uma molécula de glicose, via fotossíntese, a 25°C. c) Calcule a energia de um fóton de radiação com comprimento de onda de 427 nm. d) Quantos desses fótons (427 nm), no mínimo, são necessários para produzir uma molécula de glicose? Comentários Essa questão cobrou alguns conhecimentos de outros pontos da matéria mais avançados, como as Reações de Combustão, que serão estudadas no Capítulo sobre Reações Inorgânicas, e a variação de entalpia, que será estudada em mais detalhes no Capítulo sobre Termoquímica. Para resolver essa questão, você precisa saber que a variação de entalpia positiva em uma reação química é nada mais do que a energia necessária para que a reação aconteça. Se a variação de entalpia for negativa, então, ela é associada à energia liberada pela reação quando ela acontece. Vamos comentar item por item. a) A glicose é produzida nas folhas a partir da reação inversa à combustão da glicose. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 99 6𝐶𝑂2(𝑔) + 6𝐻2𝑂(𝑙) → 𝐶6𝐻12𝑂6(𝑠) + 6𝑂2(𝑔) b) A questão forneceu a variação de entalpia por mol de glicose produzido. Para converter em energia em molécula, devemos dividir pelo número de Avogadro, pois essa é a quantidade de moléculas presentes em um mol. 𝑄 = 2808 6.1023 = 468.10−23 = 4,68.10−21 𝑘𝐽 Podemos lembrar também que o kJ é igual a 10³ J. 𝑄 = 4,68.10−18𝐽 c) A energia do fóton é dada pela Equação de Planck. 𝐸 = ℎ𝑐 𝜆 = 6,626.10−34. 3.108 427.10−9 = 0,047.10−34+8+9 = 0,047.10−17 = 4,7.10−19 𝐽 d) Para saber o número de fótons necessários para produzir uma molécula de glicose 𝑁 = 4,68.10−18 4,7.10−17 ≅ 10 Gabarito: 10 fótons. 27. (2016/ITA) Sabendo que a função trabalho do zinco metálico é 5,82 x 10-19 J, assinale a opção que apresenta a energia cinética máxima, em joules, de um dos elétrons emitidos, quando luz de comprimento de onda igual a 140 nm atinge a superfície do zinco. a) 14,2 x 10-18 b) 8,4 x 10-18 c) 14,2 x 10-19 d) 8,4 x 10-19 e) 14,2 x 10-20 Comentários A questão cobrou o Efeito Fotoelétrico. Quando um fóton incide sobre um elétron, ele deve ter energia suficiente para cobrir a energia de ionização, que é a função trabalho, necessária para retirar o elétron. O que sobra de energia é transferida ao elétron como energia cinética. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 100 𝐸𝑓ó𝑡𝑜𝑛 = 𝐸𝑖𝑜𝑛𝑖𝑧𝑎çã𝑜 + 𝐸𝑐𝑖𝑛é𝑡𝑖𝑐𝑎 A energia do fóton deve ser calculada pela Equação de Planck. 𝐸𝑓ó𝑡𝑜𝑛 = ℎ𝑐 𝜆 = 6,626.10−34. 3.108 140.10−9 = 0,142.10−34+8+9 = 0,142.10−17𝐽 = 14,2.10−19𝐽 Agora, podemos calcular a energia cinética transferida ao elétron. 𝐸𝑓ó𝑡𝑜𝑛 = 𝐸𝑖𝑜𝑛𝑖𝑧𝑎çã𝑜 + 𝐸𝑐𝑖𝑛é𝑡𝑖𝑐𝑎 14,2.10−19 = 5,82.10−19 + 𝐸𝑐 ∴ 𝐸𝐶 = 14,2.10 −19 − 5,82.10−19 = 8,38.10−19 ≅ 8,4.10−19 Gabarito: “d”. 28. (2018/ITA) Considere as seguintes proposições: I. Massa crítica representa a massa mínima de um nuclídeo físsil em um determinado volume necessária para manter uma reação em cadeia. II. Reações nucleares em cadeia referem-se a processos, nos quais elétrons liberados na fissão produzem nova fissão em, no mínimo, um outro núcleo. III. Os núcleos de 226Ra podem sofrer decaimentos radioativos consecutivos até atingirem a massa de 206 (chumbo), adquirindo estabilidade. Das proposições acima, está(ão) CORRETA(S): a) apenas I. b) apenas II. c) apenas III. d) apenas I e II. e) apenas I e III. Comentários I – Na fissão nuclear, a massa crítica é a mínima porção necessária para manter os nêutrons dentro do sistema reacional, evitando que eles escapem. Item correto. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 101 II – Na fissão nuclear, nêutrons são liberados. São eles que colidem com os novos núcleos para provocar o encadeamento da reação. III – O rádio-226 é radioativo e sofre desintegraçãoaté atingir um isótopo estável do chumbo. Note que a diferença de números de massa é igual a 20, que é múltiplo de 4. Portanto, foram feitas 5 emissões de partículas alfa para atingir o chumbo-206. 𝑅𝑎88 226 → 5. 𝛼2 4 + 𝛽−1 0 + 𝑃𝑏82 206 Vale ressaltar que o rádio possui mais de 25 isótopos diferentes, sendo apenas 4 encontrados na natureza, sendo o rádio-226 o mais comum e que possui o tempo de meia-vida mais longo (1600 anos). Esse isótopo é produto do decaimento do urânio-238. Gabarito: “e”. 29. (2016/ITA) Assinale a opção que apresenta a afirmação ERRADA. a) O número de massa, A, de um isótopo é um número inteiro positive adimensional que corresponde à soma do número de prótons e nêutrons no núcleo daquele isótopo. b) Massa atômica refere-se à massa de um único átomo, e é invariante para átomos de um mesmo isótopo. Quando medida em unidades padrão de massa atômica, ela nunca é um número inteiro, exceto para o 12C. c) A soma do número de prótons e nêutrons em qualquer amostra de matéria cuja massa é exatamente 1 g vale exatamente 1 mol. d) A massa molar de um dado elemento químico pode variar em diferentes pontos do Sistema solar. e) Multiplicando-se a unidade padrão de massa atômica pela constante de Avogadro, obtém-se exatamente 1 g/mol. Comentários a) Definição exata do número de massa. Como esse número é uma contagem, ele é, de fato, adimensional. Afirmativa correta. b) Muito interessante. De fato, todos os átomos de um mesmo isótopo apresentam exatamente a mesma massa atômica. Afirmativa correta. c) A massa dos prótons e dos nêutrons é ligeiramente diferente de 1 g/mol. Além disso, a massa de um núcleo é ligeiramente menor que a soma das massas dos prótons e dos nêutrons, o que se chama defeito de massa. O defeito de massa é diferente em cada núcleo, portanto, 1 g de uma massa de matéria tem uma quantidade diferente de prótons e nêutrons. O número de prótons e nêutrons presentes só é exatamente igual a 1 mol no caso do 12C. Afirmativa errada. d) Muito interessante essa afirmativa. A massa do elemento químico é dada pela média ponderada das massas de seus isótopos. Como o teor de cada isótopo pode variar em t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 102 diferentes pontos do Sistema Solar, então, a massa molar do elemento químico também pode variar. Por exemplo, o Sol tem um teor de deutério diferente da Terra, pois lá acontece o processo de fusão nuclear com mais intensidade. Por exemplo, certamente, no Sol, a massa do hidrogênio é diferente da massa do hidrogênio na Terra. Portanto, uma afirmativa correta. e) O número de Avogadro é a conversão entre unidade de massa atômica e o grama. De fato, basta multiplicar. Afirmativa correta. Gabarito: “c”. 30. (2016/UFES) A emissão radioativa do polônio-218 (A = 218 e Z = 84), diante de um campo elétrico e/ou campo magnético, forma partículas α e β. a) A reação de decaimento do átomo de 84Po218 se transforma na espécie estável 82Pb206. Calcule quantas partículas α e β são emitidas nesse processo. b) Calcule a quantidade residual de polônio-218 após 15 minutos de reação, partindo de uma massa inicial de 3,2 g desse isótopo radioativo. Considere que o tempo de meia-vida do polônio-218 é de 3,0 minutos. c) Ernest Rutherford e colaboradores, em seus experimentos com partículas α, incidiram um feixe dessas partículas sobre uma lâmina de ouro e observaram que a maior parte delas atravessava diretamente a lâmina, sem sofrer desvios, e algumas sofriam grandes desvios ou até mesmo retrocediam. Explique se é correto afirmar que Ernest Rutherford descobriu, com esses experimentos, a existência tanto do elétron quanto do núcleo atômico. Comentários a) A diferença entre os números de massa do polônio-218 e do chumbo-206 é igual a 12. A redução do número de massa se deve apenas às partículas alfa, pois a emissão de partículas beta não o modifica. Como o número de massa das partículas alfa é igual a 4, foram emitidas exatamente 3 partículas. Vamos calcular, agora qual nuclídeo X seria obtido pelo decaimento do polônio somente com 3 partículas alfa. 𝑃𝑜84 218 → 3 ( 𝛼2 4 ) + 𝑋𝑍 206 Pela Conservação da Carga, temos: 84 = 3.2 + 𝑍 ∴ 𝑍 = 84 − 6 = 78 Ainda é preciso aumentar o número atômico do elemento em 4 unidades. Para isso, precisamos da emissão de 4 partículas beta. 𝑃𝑜84 218 → 3 ( 𝛼2 4 ) + 4( 𝛽−1 0 ) + 𝑋𝑍 206 Portanto, são emitidas 3 partículas alfa e 4 partículas beta. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 103 b) Passaram-se, portanto, 5 tempos de meia-vida. Logo, a massa residual do isótopo pode ser calculada pela equação de decaimento radioativo. 𝑚 = 𝑚0. ( 1 2 ) 5 = 3,2. ( 1 32 ) = 0,1 𝑔 c) No Experimento de Rutherford, as partículas Alfa sofrem desvios quando encontram uma massa mais densa. Ao descobrir que a maioria delas atravessava, Rutherford concluiu sobre a existência do núcleo atômico. Nesse experimento, não há nenhum indício sobre a existência do elétron, tendo em vista que não há nenhuma interação das partículas alfa com eles. Portanto, Rutherford só pode ser capaz de concluir sobre a existência do núcleo. O elétron havia sido descoberto anteriormente por Thomson com o experimento da Ampola de Crookes. Gabarito: discursiva. 31. (2015/ITA) O acidente nuclear ocorrido em Chernobyl (Ucrânia), em abril de 1986, provocou a emissão radioativa predominantemente de Iodo-131 e Césio-137. Assinale a opção CORRETA que melhor apresenta os respectivos períodos de tempo para que a radioatividade provocada por esses dois elementos radioativos decaia para 1% dos seus respectivos valores iniciais. Considere o tempo de meia-vida do Iodo-131 igual a 8,1 dias e do Césio-137 igual a 30 anos. Dados: ln 100 = 4,6; ln 2 = 0,69. a) 45 dias e 189 anos. b) 54 dias e 201 anos. c) 61 dias e 235 anos. d) 68 dias e 274 anos. e) 74 dias e 296 anos. Comentários Devemos nos lembrar que a atividade radioativa decai exponencialmente com o tempo. Portanto, podemos escrever: 𝐴(𝑡) = 𝐴0. 𝑒 −𝑘𝑡 𝐴(𝑡) = 𝐴0 100 Substituindo, temos: 𝐴0 100 = 𝐴0𝑒 −𝑘𝑡 Simplificando a atividade inicial (A0) de ambos os lados da equação, temos: 1 100 = 𝑒−𝑘𝑡 ∴ 𝑒𝑘𝑡 = 100 Tomando o logaritmo natural de ambos os lados, temos: 𝑘𝑡 = ln 100 = 4,6 t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 104 A constante de desintegração pode ser calculada em função do tempo de meia-vida: ( ln 2 𝑡1/2 ) . 𝑡 = 4,6 ∴ 𝑡 = ( 4,6 ln 2 ) 𝑡1/2 = ( 4,6 0,69 ) 𝑡1/2 = 460 69 . 𝑡1/2 Observe que é possível simplificar por 23 a fração. 𝑡 = 20 3 . 𝑡1/2 Agora, basta substituir para cada elemento. Para o iodo-131, temos: 𝑡𝐼 = 20 3 . 8,1 = 162 3 = 54 𝑑𝑖𝑎𝑠 Para o césio-137, cujo tempo de meia-vida é igual a 30 anos, temos: 𝑡𝐶𝑠 = 20 3 . 30 = 20.10 = 200 𝑎𝑛𝑜𝑠 Gabarito: “b”. 32. (2015/ITA) O elemento Plutônio-238 é utilizado para a geração de eletricidade em sondas espaciais. Fundamenta-se essa utilização porque esse isótopo tem a) longo tempo de meia-vida e é emissor de partículas beta. b) longo tempo de meia-vida e é emissor de partículas gama. c) longo tempo de meia-vida e é emissor de partículas alfa. d) longo tempo de meia-vida e é emissor de partículas delta. e) tempo de meia-vida curto e é emissor de partículas alfa. Comentários Acredito que essa questão pode trazer bastante confusão, mas você precisa se preparar para lidar com questões desse tipo. O polônio apresenta um núcleo muito grande, portanto, deve ser um emissor de partículas alfa. Porém, você deve avaliar se ele possui um tempo de meia-vida curto ou longo. Note que, se o tempo de meia-vida for muito curto, rapidamente, a sua capacidade de gerar energia vai ser esgotada.Por exemplo, é comum que alguns elementos transurânicos muito pesados apresentem tempo de meia-vida de alguns segundos. Se esse fosse o caso do polônio, em poucos minutos, sua capacidade de gerar energia teria sido esgotada. Portanto, é preciso que o radioisótopo utilizado na geração de eletricidade apresente tempo de meia-vida relativamente longo. No caso, o plutônio-239 apresenta tempo de meia- vida de 87,7 anos. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 105 Vale ressaltar que não existem as partículas delta, como escrito na letra D. O plutônio não é um emissor de partículas beta, mas sim de partículas alfa, como explicado na resolução, portanto, a letra A está errada. É interessante o que foi afirmado na letra B, pois os raios gama acompanham a maioria dos decaimentos radioativos com intensa liberação de energia. A meu ver, poderia caber um recurso para considerar correto esse item, pois é justamente esses raios que são absorvidos na forma de energia pelas sondas especiais. Porém, como técnica de resolver provas, o aluno deve identificar a emissão principal do plutônio, que é a partícula alfa, com objetivo de diminuir o tamanho do seu núcleo. Os raios gama são apenas acessórios e, por isso, não devem ser marcados. 𝑃𝑢94 238 → 𝛼2 4 + 𝑈92 234 Gabarito: “c”. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – PROFESSOR LUCAS COSTA AULA 18 – FÍSICA MODERNA. 106 11 - Considerações finais “O segredo do sucesso é a constância no objetivo” Parabéns por mais uma aula concluída. Ela significa menos um degrau até a sua aprovação. É importante frisar que um dos principais diferencias do Estratégia é o famoso fórum de dúvidas. O fórum é um ambiente no qual, prevalecendo o respeito, ocorre a troca de informações e o esclarecimento das dúvidas dos alunos. Para acessar o fórum de dúvidas faça login na área do aluno, no site do Estratégia Vestibulares. Pelo link https://www.estrategiavestibulares.com.br/ e busque pela opção “Fórum de Dúvidas”. 12 - Referências Bibliográficas [1] H. Fritszch, Quarks: The Stuff of Matter, Penguin, 1983, pp. 164-168. 13 - Versão de Aula Versão Data Modificações 1.0 23/05/2022 Primeira versão do texto. t.me/CursosDesignTelegramhub