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Humanizando 15 - Aulas 11 e 12 - HISTÓRIA DO BRASIL

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1 
LISTA DE EXERCÍCIOS: HUMANIZANDO 15 – HISTÓRIA DO BRASIL 
 
TEMAS ABORDADOS 
AULA 11: Brasil Colônia – Sociedade Colonial (Parte 01). 
AULA 12: Brasil Colônia – Sociedade Colonial (Parte 02). 
 
1. (Ufrgs 2018) Observe o mapa abaixo. 
 
 
 
Considere as seguintes afirmações sobre a origem dos grupos étnicos africanos 
escravizados, trazidos para o Brasil entre os séculos XV e XIX. 
 
I. A maior parte dos grupos étnicos são oriundos do norte da África. 
II. As principais áreas de saída de africanos foram os atuais territórios de Moçambique e 
Angola. 
III. Os grupos étnicos africanos escravizados, levados ao nordeste, vêm do leste da África, 
e aqueles levados para o sudeste e o sul são oriundos da África ocidental. 
 
Quais estão corretas? 
 
A) Apenas I. 
B) Apenas II. 
C) Apenas III. 
D) Apenas II e III. 
E) I, II e III. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
2. (Ufpr 2018) Leia o texto abaixo: 
 
[...] O quilombo aparecia onde quer que a escravidão surgisse. Não era simples 
manifestação tópica. Muitas vezes, surpreende pela capacidade de organização, pela 
resistência que oferece; destruído parcialmente dezenas de vezes e novamente 
aparecendo, em outros locais, plantando a sua roça, constituindo suas casas, 
reorganizando a sua vida social e estabelecendo novos sistemas de defesa. O quilombo 
não foi, portanto, apenas um fenômeno esporádico. Constituía-se em fato normal dentro 
da sociedade escravista. Era reação organizada de combate a uma forma de trabalho 
contra a qual se voltava o próprio sujeito que a sustentava. 
(MOURA, Clóvis. Rebeliões da Senzala. Editora Conquista, Rio de Janeiro, 1972, p. 87.) 
 
A respeito da história dos quilombos no Brasil, considere as seguintes afirmativas: 
 
1. Foi uma forma de organização dos escravos libertos, que não encontraram lugar na 
sociedade brasileira pós-abolição. 
2. O quilombo marcou sua presença durante todo o período escravista, existindo 
praticamente em toda a extensão do território nacional. 
3. Sua estrutura social respondia a uma lógica particularmente militar, que visava 
desestabilizar a estrutura social dos senhores de escravos. 
4. A quilombolagem se constituiu na unidade básica de resistência, fruto das contradições 
estruturais do sistema escravista, e sua dinâmica refletia a negação desse sistema. 
 
Assinale a alternativa correta. 
 
A) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. 
B) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras. 
C) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. 
D) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. 
E) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. 
 
3. (Enem 2017) 
 
 
 
 
3 
A fotografia, datada de 1860, é um indício da cultura escravista no Brasil, ao expressar a 
 
A) ambiguidade do trabalho doméstico exercido pela ama de leite, desenvolvendo uma 
relação de proximidade e subordinação em relação aos senhores. 
B) integração dos escravos aos valores das classes médias, cultivando a família como 
pilar da sociedade imperial. 
C) melhoria das condições de vida dos escravos observada pela roupa luxuosa, associando 
o trabalho doméstico a privilégios para os cativos. 
D) esfera da vida privada, centralizando a figura feminina para afirmar o trabalho da 
mulher na educação letrada dos infantes. 
E) distinção étnica entre senhores e escravos, demarcando a convivência entre estratos 
sociais como meio para superar a mestiçagem. 
 
4. (Ufrgs 2020) Leia o seguinte texto a respeito das disputas fronteiriças entre as coroas 
ibéricas no sul do continente americano, ao longo do século XVIII, e o protagonismo 
indígena no contexto de tais disputas. 
 
Durante um período de conflito agudo nas reduções, em meados do século XVIII, os 
Guarani escreveram intensamente, os documentos produzidos por eles permitem repensar 
as relações estabelecidas com o território missioneiro e, especialmente, suas formas de 
ação política. Esse conjunto de documentos indica uma discussão pouco referida pela 
historiografia dedicada ao tema, ou seja, a existência da defesa por escrito de um direito 
a resistir a uma ordem real injusta dos Guarani em redução [...]. A disputa pelas fronteiras 
na América do Sul, resultado da rivalidade entre as duas monarquias ibéricas, esteve 
caracterizada por uma ativa participação dos agentes locais. Diante das implicações dessa 
permuta, a elite indígena procurou estabelecer negociações que lhe garantissem o controle 
das terras orientais. 
NEUMANN, Eduardo Santos; BOIDIN, Capucine. A escrita política e o pensamento dos Guarani em 
tempos de autogoverno (c.1753). Revista Brasileira de História, v. 37, n. 75, 2017, p. 98. 
 
Em relação a essas disputas, é correto afirmar que 
 
A) a escrita serviu como importante fator de resistência e de negociação dos interesses 
indígenas e de mediação com os colonizadores europeus. 
B) as rivalidades entre Portugal e Espanha, pelo controle das terras na região das Missões, 
desconsiderou a participação dos indígenas. 
C) a historiografia sempre se referiu ao papel desempenhado pelas lideranças indígenas 
como parte da elite letrada na América do Sul. 
D) os conflitos pela definição das fronteiras garantiram a completa submissão das 
populações indígenas às reduções jesuíticas. 
E) as sociedades guaranis tinham o costume de resistir às ordens reais emitidas por escrito 
pelas coroas ibéricas. 
 
5. (G1 - cftrj 2020) Os africanos foram trazidos do chamado continente negro para o 
Brasil em um fluxo de intensidade variável. Os cálculos sobre o número de pessoas 
transportadas como escravos variam muito. Estima-se que, entre 1550 e 1855, entraram 
pelos portos brasileiros 4 milhões de escravos, na sua grande maioria jovens do sexo 
masculino. 
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1995. p. 51.) 
 
Entre as razões que justificavam o tráfico negreiro estava: 
 
 
 
4 
A) O desejo do colonizador em proteger o índio do trabalho escravo trazendo o Africano 
para substituí-lo. 
B) Permitir a livre concorrência entre trabalhadores indígenas e africanos para baratear a 
mão de obra. 
C) Possibilitar maior dinamismo comercial entre as colónias e os países europeus. 
D) A lógica de funcionamento da prática mercantilista, onde o tráfico ultramarino de 
escravos era um negócio relevante tanto para os comerciantes metropolitanos como 
para a coroa. 
 
6. (Ufms 2020) A astúcia portuguesa relativa ao processo de conquista de sua parcela do 
território americano é relatada em diversas obras da historiografia brasileira e mundial. 
Este protocolo de integração portuguesa com outros povos pode ser notado, por exemplo, 
no trecho a seguir, de autoria de Jessé Souza. 
 
“O português entra em contato com o elemento nativo e o adventício, formando, em 
contraposição ao colonizador anglo-saxão, por exemplo, uma nova ligadura, um novo 
produto social e cultural. Por outro lado, o elemento português permanece, malgrado 
todos estes contatos, sempre igual a si mesmo. O português é ele e o outro ao mesmo 
tempo. Ele é plástico por já possuir dentro de si todos os opostos. Essa espantosa 
qualidade cultural permite que, ao encontrar alguma alteridade fora dele, o português 
possa lançar mão de características assemelhadas à esse alter na sua própria 
personalidade, que possibilita interpenetração cultural sem perda da sua substância 
original.” 
(Fonte: SOUZA, Jessé. Subcidadania brasileira: para entender o país além do jeitinho brasileiro. Rio de 
Janeiro: LeYa, 2018. p. 162. Adaptado). 
Deste modo, e de acordo com seus conhecimentos, assinale a resposta correta que 
corresponde ao ápice deste processo sócio-histórico. 
 
A) O legado português na formação da sociedade brasileira pode ser notado na 
manifestação do idioma, na religiosidade, na organização social e, principalmente, no 
que o difere dos demaismodelos colonizadores, na integração com diferentes culturas, 
como a africana e a indígena, por exemplo. 
B) A herança cultural portuguesa é predominante na formação da sociedade brasileira, 
sendo que os aspectos culturais adventícios são pouco notáveis ou quase imperceptíveis 
quando levamos em consideração a real situação do Brasil em comparação com os 
demais países sul-americanos. 
C) A habilidade social portuguesa pode ser notada, principalmente, em regiões fronteiras 
limítrofes, quando o elemento português precisou se associar ao elemento nativo 
indígena, e nas regiões produtivas canavieiras como o Nordeste, quando foi 
imprescindível contar com o suporte da mão de obra africana, já que nas demais regiões 
do País o que se percebe é a predominância do elemento cultural branco europeu em 
detrimento das demais culturas. 
D) A conquista da América portuguesa ocorre quando o português forja sua integração 
social por meio da exploração de africanos escravizados e de nativos indígenas, no 
momento em que eles eram úteis unicamente como fonte de mão de obra para a 
manutenção do sistema colonial, visando a acumular recursos para a Coroa portuguesa. 
E) Ao chegar ao Brasil, o colonizador português permanece isento no processo de 
miscigenação para o surgimento da sociedade brasileira, ao contrário de outras culturas 
e sociedades (africanos e nações indígenas) que precisam se reorganizar e se moldar 
para que possam continuar presentes enquanto elementos formativos do povo 
brasileiro. 
 
 
 
5 
7. (G1 - cftrj 2020) "A religião aparece desde o início como o discurso legitimador da 
expansão que era vista, assim como a conquista espiritual; é junto ao papado que os reinos 
ibéricos, pioneiros da colonização e expansão, buscam autoridade para dirimir as disputas 
pela partilha dos mundos a descobrir e, a partir daí, a legitimação da conquista pela 
catequese" 
(NOVAIS, Fernando A. In SOUZA, Laura de Mello. História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida 
privada na América portuguesa. São Paulo Companhia das Letras, 1997.) 
O papel da Igreja Católica foi preponderante na colonização portuguesa no Brasil. Entre 
as opções abaixo aponte aquela que representa uma ação da igreja católica durante todo 
o período colonial que esteja presente no texto citado. 
 
A) A fundação das missões jesuítas com o objetivo de catequizar os índios. 
B) A criação do Conselho ultramarino pelo papado. 
C) Adoção do Calvinismo como princípio regulador da ação dos jesuítas. 
D) A elaboração de justificativas teológicas que condenavam a escravidão africana e o 
tráfico negreiro. 
 
8. (Espcex (Aman) 2020) Na segunda metade do século XVIII, durante a administração 
do marquês de Pombal (1750 a 1777), foram adotadas medidas que objetivavam tornar 
mais ágil e eficiente a administração da colônia portuguesa do Brasil, dentre as quais se 
destaca: 
 
A) a elevação do Estado do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarve. 
B) o reconhecimento da importância das Regiões do Sul e Sudeste, em função do 
incremento do ciclo econômico do café. 
C) a transferência da capital do estado do Brasil, de Salvador para o Rio de Janeiro. 
D) o estado do Grão-Pará e Maranhão recebeu a denominação de estado do Maranhão. 
E) a restauração do sistema de Capitanias Hereditárias. 
 
9. (Ufpr 2020) Aqui no Brasil tratou-se desde o início de aproveitar o índio, não apenas 
para obtenção dele, pelo tráfico mercantil, de produtos nativos, ou simplesmente como 
aliado, mas sim como elemento participante da colonização. Os colonos viam nele um 
trabalhador aproveitável; a metrópole, um povoador para a área imensa que tinha de 
ocupar, muito além de sua capacidade demográfica. Um terceiro fator entrará em jogo e 
vem complicar os dados do problema: as missões religiosas. 
(PRADO JÚNIOR, Caio. A formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1963, p. 91.) 
Baseando-se no trecho acima sobre o trabalho indígena no Brasil Colônia, assinale a 
alternativa correta. 
 
A) Os indígenas serviram como um elemento ativo e fundamental na colonização da 
região Nordeste, enquanto na região Centro-Sul sua mão de obra foi utilizada de 
maneira escassa. 
B) Os jesuítas segregavam os indígenas em aldeias, para evitar a escravização da mão de 
obra nativa durante a colonização portuguesa. 
C) Os colonizadores espanhóis, ao contrário dos portugueses, não utilizaram a mão de 
obra indígena, constituindo uma sociedade baseada na colonização de povoamento. 
D) O tipo de trabalho executado pelos indígenas era bastante rudimentar, e a dependência 
da metrópole em relação a essa mão de obra provocou atraso econômico e cultural para 
a colônia brasileira. 
E) Com o início do tráfico de escravos africanos, a mão de obra indígena deixou de ser 
utilizada no processo de colonização. 
 
 
 
6 
10. (Ufjf-pism 1 2019) Os textos abaixo tratam da relação entre índios e brancos em 
momentos distintos. O Documento 1 traz a memória contemporânea de um dos netos de 
mulheres indígenas que foram "pegas no laço", prática recorrente desde o período colonial 
até o início do século XX. O Documento 2 enfoca o conflito entre índios e colonizadores 
no sertão mineiro, no século XVIII. Leia atentamente: 
 
Documento 1: "Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que 
olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. 
Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou. Ela, 
no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros ‘índios’, mas ninguém voltou, e meu 
avô a levou para casa e com ela teve nove filhos. Meu avô contou para meu pai que vovó 
era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas 
sentada na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte. 
Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua ‘tribo’ viesse resgatá-la. 
Nunca ninguém apareceu." 
(Texto adaptado. Disponível em: <https://bit.ly/2OQmemL>. Acesso em: 31 jul. 2018.) 
 
Documento 2: "O ápice da violência que colocou soldados e posseiros contra os índios 
no sertão mineiro aconteceu não no início da corrida do ouro, como se poderia imaginar, 
mas durante a segunda metade do século XVIII, na região oriental da capitania. Durante 
os séculos XVI e XVII, diversos grupos indígenas haviam se retirado para o interior, 
fugindo da colonização da costa. No século XVIII, a explosão da mineração provocou 
uma linha consolidada de construção de vilas e lugarejos coloniais a oeste desses grupos 
[...]. O resultado foi a criação de uma zona de refúgio nas florestas a leste da capitania. 
[...] A apropriação brusca da terra dos nativos do sertão do leste relativiza a alegação dos 
posseiros e dos oficiais da colônia de que os portugueses entraram na floresta virgem 
como mensageiros da civilização, forçados a usar a violência em autodefesa quando 
atacados pelos incorrigíveis ‘selvagens’." 
(RESENDE, Maria Leônia Chaves de; LANGFUR, Hal. Minas Gerais indígena: a resistência dos índios 
nos sertões e nas vilas de El-Rei. Tempo, Niterói, v. 12, n. 23, p. 5-22, 2007, p. 8.) 
 
Sobre este assunto, assinale a alternativa CORRETA: 
 
A) O contato entre índios e colonizadores foi marcado por uma relação de violência 
vinculada, quase sempre, aos avanços dos europeus contra grupos e territórios 
indígenas. 
B) De acordo com os documentos, no processo de consolidação do território colonial não 
sobrou espaço para os índios se refugiarem. 
C) Os documentos deixam claro como, na história brasileira, mulheres indígenas foram 
salvas pelos brancos que as sequestraram de suas tribos. 
D) Os índios aceitaram o processo de conquista, pois não podiam enfrentar os 
colonizadores, fossem eles soldados ou posseiros. 
E) Soldados e posseiros levavam o progresso para os índios eajudavam para que estes 
conhecessem a religião e fossem convertidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
11. (Ufsc 2019) Especialmente nos primeiros três séculos da História do Brasil, a base 
econômica centrou-se na produção de açúcar com mão de obra escrava. Em relação à 
escravidão no Brasil, é correto afirmar que: 
 
01) a maior parte dos escravos trazidos ao Brasil era oriunda da África Subsaariana. 
02) considerando-se as más condições de trabalho às quais os escravos eram submetidos, 
não lhes foi permitido nem lhes era possível qualquer manifestação cultural de origem 
africana, razão pela qual se verifica grande pobreza na cultura afro-brasileira. 
04) o comércio de escravos foi uma atividade econômica praticada no continente 
americano apenas por portugueses e espanhóis, o que tornou Portugal e Espanha 
potências escravistas. 
08) a maior parte dos escravos trazidos ao Brasil já conhecia técnicas de agricultura 
tropical, bem como ferramentas agrícolas. 
16) o termo “negros da terra” era usado para designar os indígenas do Brasil, no entanto 
eles não foram utilizados como escravos porque nunca se submeteram à escravidão. 
32) em meados do século XIX, em função da baixa rentabilidade nas fazendas de café, os 
grandes proprietários optaram pela mão de obra baseada em imigrantes europeus, o 
que interrompeu o comércio de escravos no Brasil. 
 
12. (Uece 2019) Atente para o que disse o jesuíta André João Antonil sobre a escravidão 
no Brasil: 
 
“No Brasil, costumam dizer que para o escravo são necessários três PPP, a saber, pau, 
pão e pano. E, posto que comecem mal, principiando pelo castigo que é o pau, contudo, 
prouvera a Deus que tão abundante fosse o comer e o vestir como muitas vezes é o castigo, 
dado por qualquer causa pouco provada, ou levantada; e com instrumentos de muito 
rigor(...), de que se não usa com os brutos animais, fazendo algum senhor mais caso de 
um cavalo que de meia dúzia de escravos...” 
ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil. 3. ed. Belo Horizonte: Itatiaia/Edusp, 1982, p. 37. 
(Coleção Reconquista do Brasil).Disponível em: 
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1737 
 
Com base no trecho acima e no que se sabe sobre o sistema escravista ocorrido no Brasil, 
é correto dizer que 
 
A) a visão do jesuíta Antonil apresenta uma perspectiva da colonização portuguesa em 
que a escravidão aparece de uma forma humanizada, pois eram garantidos aos escravos 
o alimento e as vestimentas. 
B) não há, no texto de Antonil, qualquer crítica ao sistema escravista, aos castigos físicos 
dados aos escravos nem a sua desvalorização como ser humano. 
C) o sistema escravista, centrado no trabalho compulsório, no tráfico de africanos para a 
colônia e em uma rígida estrutura de controle e punição, foi a base da economia colonial 
e criou uma sociedade desigual. 
D) apesar de aparentar opressão e violência, o sistema escravista foi positivo para os 
africanos trazidos ao Brasil, pois possibilitou a eles acesso a uma cultura superior e a 
uma religião organizada, já que, na África, viviam primitivamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
13. (G1 - cps 2019) Leia o trecho do poema Quilombo, de José Carlos Limeira. 
Queria ver você negro 
negro queria te ver 
se Palmares ainda vivesse 
em Palmares queria viver. 
O gosto da liberdade 
Sentido 
Cravado 
No peito 
Correr, 
Sentir os campos 
ter 
a vida. 
(LIMEIRA, José Carlos; “Quilombos”. In: Atabaques. Rio de Janeiro: Max, 1979. p.19-24) 
O poema faz referência a Palmares e à ideia de liberdade, os quais caracterizam 
 
A) a execução de Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, movimento 
emancipacionista frustrado, ocorrido em Minas Gerais no século XVIII. 
B) a demarcação de terras indígenas no Pará, garantidas pela Constituição Federal de 
1988, promulgada após aproximadamente duas décadas de regime autoritário. 
C) a demolição do Complexo Penitenciário do Carandiru, em São Paulo, onde, na segunda 
metade do século XX, ocorreu uma das maiores chacinas da história do estado. 
D) o mais duradouro quilombo da história do Brasil, localizado em Alagoas, no qual se 
refugiaram milhares de escravos fugidos de cidades e fazendas ao longo do século 
XVII. 
E) as comunidades pobres do Rio de Janeiro que, por volta de 1910, foram expulsas dos 
cortiços no centro da cidade, no processo de reformas urbanas conduzido por Pereira 
Passos. 
 
14. (Uepg 2019) Em Raízes do Brasil, clássico de 1936, o sociólogo e historiador Sergio 
Buarque de Holanda buscou compreender a sociedade colonial brasileira e concluiu que 
diversos problemas vividos no Brasil contemporâneo decorrem do modelo construído 
pela colonização portuguesa. 
 
A respeito da sociedade colonial brasileira, assinale o que for correto. 
 
01) A escravidão (indígena e africana) se baseou num sistema marcado pelo controle, pela 
vigilância e pela violência constantes por parte dos senhores. 
02) O trabalho braçal foi visto como algo inferior executado por índios e negros 
escravizados. Apesar disso, mesmo que em menor proporção, existiam trabalhadores 
livres na colônia. 
04) Apesar de grande extensão territorial, a colônia não possuía porções de terras férteis 
em seu interior. Esse foi o motivo que levou os portugueses a desenvolver a produção 
do açúcar numa estreita faixa litorânea do Nordeste, notadamente em Pernambuco. 
08) A mestiçagem foi um traço marcante da sociedade brasileira colonial e se deu entre 
africanos e indígenas. Os portugueses acreditavam na superioridade racial europeia e 
evitaram a miscigenação com os demais povos presentes na colônia. 
16) O idioma português se consolidou no Brasil apenas no século XIX. Na sociedade 
colonial brasileira o predomínio da língua foi exercido pelo tupi-guarani, idioma 
falado por um significativo contingente nativo que foi escravizado pelos europeus. 
 
 
 
9 
15. (Ufrgs 2019) Sobre as atividades econômicas e a mão de obra na América Portuguesa, 
entre os séculos XVI e XVII, é correto afirmar que a produção 
 
A) era voltada exclusivamente para o mercado externo, restrita ao cultivo em plantations, 
e a mão de obra era exclusivamente de indígenas e africanos escravizados. 
B) era voltada para além do mercado externo, com diversas culturas ligadas ao mercado 
interno, e a mão de obra era majoritariamente de escravizados, mas com a presença de 
trabalhadores livres. 
C) era voltada exclusivamente para o mercado interno, através do cultivo de itens de 
subsistência, e a mão de obra era exclusivamente de indígenas e africanos escravizados. 
D) não se resumia ao mercado externo, com diversas culturas voltadas ao mercado 
interno, e a mão de obra era exclusivamente de indígenas e africanos escravizados. 
E) era voltada exclusivamente para o mercado externo, restrita ao cultivo em plantations, 
e a mão de obra era majoritariamente de escravizados, mas com a presença de 
trabalhadores livres. 
 
 
RESOLUÇÕES 
 
Resposta da questão 1: [B] 
 
A afirmativa [I] está incorreta porque, como o próprio mapa mostra, a maior parte dos 
africanos escravizados era oriunda da África Subsaariana. 
A afirmativa [III] está incorreta porque boa parte dos africanos escravizados no Nordeste 
brasileiro veio do Oeste africano, e não do Leste. 
 
Resposta da questão 2: [C] 
 
[1] Incorreta porque os quilombos eram formados por escravos que fugiam de seus 
senhores, numa clara manifestação de resistência à escravidão; 
 
[3] Incorreta porque a lógica social dos quilombos visava dar aos quilombolas o oposto 
do que os escravos viviam nas fazendas coloniais. Nesse sentido, estruturas africanas 
de solidariedade e comunidade eram reproduzidas nos quilombos. 
 
Resposta da questão 3: [A] 
 
O indício citado no comando da questão, pertencente à cultura escravista brasileira, era aclara diferenciação entre os escravos braçais e os escravos “de casa”, ou seja, aqueles que 
exerciam suas funções dentro das casas dos senhores. Dentre as funções exercidas por 
esses escravos, estava a de ama de leite, o que criava um laço de proximidade entre as 
escravas e as crianças brancas. Apesar de não perder a condição de escravidão, as amas 
de leite chegavam a ser chamadas de “mães pretas” pelas crianças que amamentavam. 
 
Resposta da questão 4: [A] 
 
Independente do resultado das disputas territoriais envolvendo os Sete Povos das 
Missões, o fragmento registra que o uso da escrita pelos Guarani foi de fundamental 
importância para mostrar a resistência indígena. Além disso, a escrita também ajudou os 
nativos a se posicionarem diante dos europeus, o que também contribuiu para a afirmação 
do posicionamento indígena na disputa. 
 
 
 
10 
Resposta da questão 5: [D] 
 
Dentro do contexto do capitalismo comercial e mercantil, séculos XVI ao XVIII, o tráfico 
de escravos da África para a América gerava muito lucro para os traficantes bem como 
para as monarquias nacionais modernas que necessitavam de recursos para manter o 
aparato estatal. Gabarito [D]. 
 
Resposta da questão 6: [A] 
 
O fragmento de texto do sociólogo Jessé de Souza aponta para uma particularidade da 
colonização portuguesa na América, “o elemento português permanece sempre igual a si 
mesmo, o português é ele e o outro ao mesmo tempo”. Isso significa que, ao colonizar, o 
português deixa marcas profundas no colonizado. No idioma, religiosidade, organização 
social, etc. Gabarito [A]. 
 
Resposta da questão 7: [A] 
 
Conforme o texto do historiador Fernando Novais, a função dos padres jesuítas no 
contexto da colonização, era catequisar os nativos visando a obediência dos mesmos e 
contribuindo para a exploração e a colonização. Gabarito [A]. 
 
Resposta da questão 8: [C] 
 
O ministro Pombal, um déspota esclarecido do rei português José I, 1750-1777, realizou 
algumas reformas visando modernizar o Estado Português, torná-lo mais eficiente e 
menos de dependente da Inglaterra. As medidas pombalinas atingiram também a colônia 
através de ajustes fiscais rígidos como a criação da derrama, expulsão dos jesuítas, criação 
de companhias de comércio, mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro, entre 
outras medidas, Gabarito [C]. 
 
Resposta da questão 9: [B] 
 
Na América Portuguesa, os padres jesuítas defenderam a escravidão Africana e foram 
contrários à escravidão indígena. Os nativos foram levados para o interior da colônia, 
sofreram um processo de aculturação ao serem catequizados nas Missões ou reduções, os 
nativos também foram explorados na extração das Drogas do Sertão na Amazônia 
beneficiando os padres jesuítas. Desta forma, a atuação dos religiosos contribuiu para a 
colonização bem como para a escravidão dos negros. Gabarito [B]. 
 
Resposta da questão 10: [A] 
 
Desde o início da colonização portuguesa no Brasil, o branco europeu era etnocêntrico e 
racista, acreditando na superioridade racial e cultural do homem branco europeu diante 
de outros povos. Nesse sentido, a relação entre o colonizador com o índio e também com 
o negro era pautado na violência física e simbólica, contribuindo para que diversos grupos 
indígenas migrassem para o interior. Vale lembrar, que ainda hoje no Brasil há violência 
contra negros e índios. Gabarito [A]. 
 
 
 
 
 
 
11 
Resposta da questão 11: 01 + 08 = 09. 
 
A afirmativa [02] está incorreta porque apesar das restrições, os escravos encontraram 
meios de manifestar e preservar sua cultura, o que contribuiu para a grandiosidade da 
cultura afro-brasileira; 
A afirmativa [04] está incorreta porque o tráfico de escravos tornou Portugal uma potência 
escravista. Era esse Reino que comandava o processo de trânsito escravo; 
A afirmativa [16] está incorreta porque os indígenas, apesar da resistência, foram 
escravizados no Brasil, no Ciclo do Açúcar, nas Bandeiras e, principalmente, nas Drogas 
do Sertão; 
A afirmativa [32] está incorreta porque a opção pelos imigrantes se deu em razão das 
dificuldades na obtenção da mão-de-obra escrava, uma vez que o tráfico intercontinental 
estava proibido desde 1850. 
 
Resposta da questão 12: [C] 
 
O texto clássico de padre Antonil aponta para a principal relação de trabalho no Brasil 
colonial: a escravidão. Diferente da América espanhola, no Brasil prevaleceu a escravidão 
africana em função, principalmente, do lucro do tráfico de escravos gerando recursos para 
os europeus. Os três PPP mencionados representam exatamente como os escravos eram 
tratados, muito trabalho e castigo e pouca comida. Gabarito [C]. 
 
Resposta da questão 13: [D] 
 
A poesia “Quilombos” de José Carlos Limeira faz referência aos quilombos em especial 
a “Palmares” e a ideia de liberdade. O quilombo dos Palmares foi o mais importante do 
período colonial. Localizado na Capitania de Pernambuco, surgiu no final do século XVI 
e seu auge ocorreu no século XVII. Formado por quilombolas, escravos fugidos das 
fazendas, Palmares tornou-se símbolo da resistência negra à escravidão. Somente a 
proposição [D] está correta. 
 
Resposta da questão 14: 01 + 02 = 03. 
 
Correção a partir das incorretas, [04], [08] e [16]. O Brasil possuía e possui um grande 
território com muitas terras férteis. A miscigenação no Brasil ocorreu a partir da mistura 
de índios, negros e brancos portugueses. Desde o início da colonização no século XVI, a 
língua portuguesa era utilizada pelos colonizadores. No século XVII, com a invasão 
holandesa no Brasil, a língua holandesa também foi importante. O Português que já era a 
língua oficial do Estado passa a ser a língua mais falada no Brasil. 
 
Resposta da questão 15: [B] 
 
A partir do século XVII, principalmente, intensificou-se a interiorização do território, que 
acabou levando ao estabelecimento de ciclos econômicos secundários na Colônia, como 
a pecuária e as drogas do sertão. Por isso, havia a ocorrência de atividades econômicas 
voltadas tanto para o mercado externo (açúcar e drogas do sertão) como para o mercado 
interno (pecuária), com a utilização de mão de obra escrava (negra no açúcar e indígena 
nas drogas do sertão) e livre (pecuária).

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