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1 LISTA DE EXERCÍCIOS: HUMANIZANDO 15 – HISTÓRIA DO BRASIL TEMAS ABORDADOS AULA 11: Brasil Colônia – Sociedade Colonial (Parte 01). AULA 12: Brasil Colônia – Sociedade Colonial (Parte 02). 1. (Ufrgs 2018) Observe o mapa abaixo. Considere as seguintes afirmações sobre a origem dos grupos étnicos africanos escravizados, trazidos para o Brasil entre os séculos XV e XIX. I. A maior parte dos grupos étnicos são oriundos do norte da África. II. As principais áreas de saída de africanos foram os atuais territórios de Moçambique e Angola. III. Os grupos étnicos africanos escravizados, levados ao nordeste, vêm do leste da África, e aqueles levados para o sudeste e o sul são oriundos da África ocidental. Quais estão corretas? A) Apenas I. B) Apenas II. C) Apenas III. D) Apenas II e III. E) I, II e III. 2 2. (Ufpr 2018) Leia o texto abaixo: [...] O quilombo aparecia onde quer que a escravidão surgisse. Não era simples manifestação tópica. Muitas vezes, surpreende pela capacidade de organização, pela resistência que oferece; destruído parcialmente dezenas de vezes e novamente aparecendo, em outros locais, plantando a sua roça, constituindo suas casas, reorganizando a sua vida social e estabelecendo novos sistemas de defesa. O quilombo não foi, portanto, apenas um fenômeno esporádico. Constituía-se em fato normal dentro da sociedade escravista. Era reação organizada de combate a uma forma de trabalho contra a qual se voltava o próprio sujeito que a sustentava. (MOURA, Clóvis. Rebeliões da Senzala. Editora Conquista, Rio de Janeiro, 1972, p. 87.) A respeito da história dos quilombos no Brasil, considere as seguintes afirmativas: 1. Foi uma forma de organização dos escravos libertos, que não encontraram lugar na sociedade brasileira pós-abolição. 2. O quilombo marcou sua presença durante todo o período escravista, existindo praticamente em toda a extensão do território nacional. 3. Sua estrutura social respondia a uma lógica particularmente militar, que visava desestabilizar a estrutura social dos senhores de escravos. 4. A quilombolagem se constituiu na unidade básica de resistência, fruto das contradições estruturais do sistema escravista, e sua dinâmica refletia a negação desse sistema. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. B) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras. C) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. D) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. E) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. 3. (Enem 2017) 3 A fotografia, datada de 1860, é um indício da cultura escravista no Brasil, ao expressar a A) ambiguidade do trabalho doméstico exercido pela ama de leite, desenvolvendo uma relação de proximidade e subordinação em relação aos senhores. B) integração dos escravos aos valores das classes médias, cultivando a família como pilar da sociedade imperial. C) melhoria das condições de vida dos escravos observada pela roupa luxuosa, associando o trabalho doméstico a privilégios para os cativos. D) esfera da vida privada, centralizando a figura feminina para afirmar o trabalho da mulher na educação letrada dos infantes. E) distinção étnica entre senhores e escravos, demarcando a convivência entre estratos sociais como meio para superar a mestiçagem. 4. (Ufrgs 2020) Leia o seguinte texto a respeito das disputas fronteiriças entre as coroas ibéricas no sul do continente americano, ao longo do século XVIII, e o protagonismo indígena no contexto de tais disputas. Durante um período de conflito agudo nas reduções, em meados do século XVIII, os Guarani escreveram intensamente, os documentos produzidos por eles permitem repensar as relações estabelecidas com o território missioneiro e, especialmente, suas formas de ação política. Esse conjunto de documentos indica uma discussão pouco referida pela historiografia dedicada ao tema, ou seja, a existência da defesa por escrito de um direito a resistir a uma ordem real injusta dos Guarani em redução [...]. A disputa pelas fronteiras na América do Sul, resultado da rivalidade entre as duas monarquias ibéricas, esteve caracterizada por uma ativa participação dos agentes locais. Diante das implicações dessa permuta, a elite indígena procurou estabelecer negociações que lhe garantissem o controle das terras orientais. NEUMANN, Eduardo Santos; BOIDIN, Capucine. A escrita política e o pensamento dos Guarani em tempos de autogoverno (c.1753). Revista Brasileira de História, v. 37, n. 75, 2017, p. 98. Em relação a essas disputas, é correto afirmar que A) a escrita serviu como importante fator de resistência e de negociação dos interesses indígenas e de mediação com os colonizadores europeus. B) as rivalidades entre Portugal e Espanha, pelo controle das terras na região das Missões, desconsiderou a participação dos indígenas. C) a historiografia sempre se referiu ao papel desempenhado pelas lideranças indígenas como parte da elite letrada na América do Sul. D) os conflitos pela definição das fronteiras garantiram a completa submissão das populações indígenas às reduções jesuíticas. E) as sociedades guaranis tinham o costume de resistir às ordens reais emitidas por escrito pelas coroas ibéricas. 5. (G1 - cftrj 2020) Os africanos foram trazidos do chamado continente negro para o Brasil em um fluxo de intensidade variável. Os cálculos sobre o número de pessoas transportadas como escravos variam muito. Estima-se que, entre 1550 e 1855, entraram pelos portos brasileiros 4 milhões de escravos, na sua grande maioria jovens do sexo masculino. (FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1995. p. 51.) Entre as razões que justificavam o tráfico negreiro estava: 4 A) O desejo do colonizador em proteger o índio do trabalho escravo trazendo o Africano para substituí-lo. B) Permitir a livre concorrência entre trabalhadores indígenas e africanos para baratear a mão de obra. C) Possibilitar maior dinamismo comercial entre as colónias e os países europeus. D) A lógica de funcionamento da prática mercantilista, onde o tráfico ultramarino de escravos era um negócio relevante tanto para os comerciantes metropolitanos como para a coroa. 6. (Ufms 2020) A astúcia portuguesa relativa ao processo de conquista de sua parcela do território americano é relatada em diversas obras da historiografia brasileira e mundial. Este protocolo de integração portuguesa com outros povos pode ser notado, por exemplo, no trecho a seguir, de autoria de Jessé Souza. “O português entra em contato com o elemento nativo e o adventício, formando, em contraposição ao colonizador anglo-saxão, por exemplo, uma nova ligadura, um novo produto social e cultural. Por outro lado, o elemento português permanece, malgrado todos estes contatos, sempre igual a si mesmo. O português é ele e o outro ao mesmo tempo. Ele é plástico por já possuir dentro de si todos os opostos. Essa espantosa qualidade cultural permite que, ao encontrar alguma alteridade fora dele, o português possa lançar mão de características assemelhadas à esse alter na sua própria personalidade, que possibilita interpenetração cultural sem perda da sua substância original.” (Fonte: SOUZA, Jessé. Subcidadania brasileira: para entender o país além do jeitinho brasileiro. Rio de Janeiro: LeYa, 2018. p. 162. Adaptado). Deste modo, e de acordo com seus conhecimentos, assinale a resposta correta que corresponde ao ápice deste processo sócio-histórico. A) O legado português na formação da sociedade brasileira pode ser notado na manifestação do idioma, na religiosidade, na organização social e, principalmente, no que o difere dos demaismodelos colonizadores, na integração com diferentes culturas, como a africana e a indígena, por exemplo. B) A herança cultural portuguesa é predominante na formação da sociedade brasileira, sendo que os aspectos culturais adventícios são pouco notáveis ou quase imperceptíveis quando levamos em consideração a real situação do Brasil em comparação com os demais países sul-americanos. C) A habilidade social portuguesa pode ser notada, principalmente, em regiões fronteiras limítrofes, quando o elemento português precisou se associar ao elemento nativo indígena, e nas regiões produtivas canavieiras como o Nordeste, quando foi imprescindível contar com o suporte da mão de obra africana, já que nas demais regiões do País o que se percebe é a predominância do elemento cultural branco europeu em detrimento das demais culturas. D) A conquista da América portuguesa ocorre quando o português forja sua integração social por meio da exploração de africanos escravizados e de nativos indígenas, no momento em que eles eram úteis unicamente como fonte de mão de obra para a manutenção do sistema colonial, visando a acumular recursos para a Coroa portuguesa. E) Ao chegar ao Brasil, o colonizador português permanece isento no processo de miscigenação para o surgimento da sociedade brasileira, ao contrário de outras culturas e sociedades (africanos e nações indígenas) que precisam se reorganizar e se moldar para que possam continuar presentes enquanto elementos formativos do povo brasileiro. 5 7. (G1 - cftrj 2020) "A religião aparece desde o início como o discurso legitimador da expansão que era vista, assim como a conquista espiritual; é junto ao papado que os reinos ibéricos, pioneiros da colonização e expansão, buscam autoridade para dirimir as disputas pela partilha dos mundos a descobrir e, a partir daí, a legitimação da conquista pela catequese" (NOVAIS, Fernando A. In SOUZA, Laura de Mello. História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo Companhia das Letras, 1997.) O papel da Igreja Católica foi preponderante na colonização portuguesa no Brasil. Entre as opções abaixo aponte aquela que representa uma ação da igreja católica durante todo o período colonial que esteja presente no texto citado. A) A fundação das missões jesuítas com o objetivo de catequizar os índios. B) A criação do Conselho ultramarino pelo papado. C) Adoção do Calvinismo como princípio regulador da ação dos jesuítas. D) A elaboração de justificativas teológicas que condenavam a escravidão africana e o tráfico negreiro. 8. (Espcex (Aman) 2020) Na segunda metade do século XVIII, durante a administração do marquês de Pombal (1750 a 1777), foram adotadas medidas que objetivavam tornar mais ágil e eficiente a administração da colônia portuguesa do Brasil, dentre as quais se destaca: A) a elevação do Estado do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarve. B) o reconhecimento da importância das Regiões do Sul e Sudeste, em função do incremento do ciclo econômico do café. C) a transferência da capital do estado do Brasil, de Salvador para o Rio de Janeiro. D) o estado do Grão-Pará e Maranhão recebeu a denominação de estado do Maranhão. E) a restauração do sistema de Capitanias Hereditárias. 9. (Ufpr 2020) Aqui no Brasil tratou-se desde o início de aproveitar o índio, não apenas para obtenção dele, pelo tráfico mercantil, de produtos nativos, ou simplesmente como aliado, mas sim como elemento participante da colonização. Os colonos viam nele um trabalhador aproveitável; a metrópole, um povoador para a área imensa que tinha de ocupar, muito além de sua capacidade demográfica. Um terceiro fator entrará em jogo e vem complicar os dados do problema: as missões religiosas. (PRADO JÚNIOR, Caio. A formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1963, p. 91.) Baseando-se no trecho acima sobre o trabalho indígena no Brasil Colônia, assinale a alternativa correta. A) Os indígenas serviram como um elemento ativo e fundamental na colonização da região Nordeste, enquanto na região Centro-Sul sua mão de obra foi utilizada de maneira escassa. B) Os jesuítas segregavam os indígenas em aldeias, para evitar a escravização da mão de obra nativa durante a colonização portuguesa. C) Os colonizadores espanhóis, ao contrário dos portugueses, não utilizaram a mão de obra indígena, constituindo uma sociedade baseada na colonização de povoamento. D) O tipo de trabalho executado pelos indígenas era bastante rudimentar, e a dependência da metrópole em relação a essa mão de obra provocou atraso econômico e cultural para a colônia brasileira. E) Com o início do tráfico de escravos africanos, a mão de obra indígena deixou de ser utilizada no processo de colonização. 6 10. (Ufjf-pism 1 2019) Os textos abaixo tratam da relação entre índios e brancos em momentos distintos. O Documento 1 traz a memória contemporânea de um dos netos de mulheres indígenas que foram "pegas no laço", prática recorrente desde o período colonial até o início do século XX. O Documento 2 enfoca o conflito entre índios e colonizadores no sertão mineiro, no século XVIII. Leia atentamente: Documento 1: "Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou. Ela, no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros ‘índios’, mas ninguém voltou, e meu avô a levou para casa e com ela teve nove filhos. Meu avô contou para meu pai que vovó era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas sentada na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte. Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua ‘tribo’ viesse resgatá-la. Nunca ninguém apareceu." (Texto adaptado. Disponível em: <https://bit.ly/2OQmemL>. Acesso em: 31 jul. 2018.) Documento 2: "O ápice da violência que colocou soldados e posseiros contra os índios no sertão mineiro aconteceu não no início da corrida do ouro, como se poderia imaginar, mas durante a segunda metade do século XVIII, na região oriental da capitania. Durante os séculos XVI e XVII, diversos grupos indígenas haviam se retirado para o interior, fugindo da colonização da costa. No século XVIII, a explosão da mineração provocou uma linha consolidada de construção de vilas e lugarejos coloniais a oeste desses grupos [...]. O resultado foi a criação de uma zona de refúgio nas florestas a leste da capitania. [...] A apropriação brusca da terra dos nativos do sertão do leste relativiza a alegação dos posseiros e dos oficiais da colônia de que os portugueses entraram na floresta virgem como mensageiros da civilização, forçados a usar a violência em autodefesa quando atacados pelos incorrigíveis ‘selvagens’." (RESENDE, Maria Leônia Chaves de; LANGFUR, Hal. Minas Gerais indígena: a resistência dos índios nos sertões e nas vilas de El-Rei. Tempo, Niterói, v. 12, n. 23, p. 5-22, 2007, p. 8.) Sobre este assunto, assinale a alternativa CORRETA: A) O contato entre índios e colonizadores foi marcado por uma relação de violência vinculada, quase sempre, aos avanços dos europeus contra grupos e territórios indígenas. B) De acordo com os documentos, no processo de consolidação do território colonial não sobrou espaço para os índios se refugiarem. C) Os documentos deixam claro como, na história brasileira, mulheres indígenas foram salvas pelos brancos que as sequestraram de suas tribos. D) Os índios aceitaram o processo de conquista, pois não podiam enfrentar os colonizadores, fossem eles soldados ou posseiros. E) Soldados e posseiros levavam o progresso para os índios eajudavam para que estes conhecessem a religião e fossem convertidos. 7 11. (Ufsc 2019) Especialmente nos primeiros três séculos da História do Brasil, a base econômica centrou-se na produção de açúcar com mão de obra escrava. Em relação à escravidão no Brasil, é correto afirmar que: 01) a maior parte dos escravos trazidos ao Brasil era oriunda da África Subsaariana. 02) considerando-se as más condições de trabalho às quais os escravos eram submetidos, não lhes foi permitido nem lhes era possível qualquer manifestação cultural de origem africana, razão pela qual se verifica grande pobreza na cultura afro-brasileira. 04) o comércio de escravos foi uma atividade econômica praticada no continente americano apenas por portugueses e espanhóis, o que tornou Portugal e Espanha potências escravistas. 08) a maior parte dos escravos trazidos ao Brasil já conhecia técnicas de agricultura tropical, bem como ferramentas agrícolas. 16) o termo “negros da terra” era usado para designar os indígenas do Brasil, no entanto eles não foram utilizados como escravos porque nunca se submeteram à escravidão. 32) em meados do século XIX, em função da baixa rentabilidade nas fazendas de café, os grandes proprietários optaram pela mão de obra baseada em imigrantes europeus, o que interrompeu o comércio de escravos no Brasil. 12. (Uece 2019) Atente para o que disse o jesuíta André João Antonil sobre a escravidão no Brasil: “No Brasil, costumam dizer que para o escravo são necessários três PPP, a saber, pau, pão e pano. E, posto que comecem mal, principiando pelo castigo que é o pau, contudo, prouvera a Deus que tão abundante fosse o comer e o vestir como muitas vezes é o castigo, dado por qualquer causa pouco provada, ou levantada; e com instrumentos de muito rigor(...), de que se não usa com os brutos animais, fazendo algum senhor mais caso de um cavalo que de meia dúzia de escravos...” ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil. 3. ed. Belo Horizonte: Itatiaia/Edusp, 1982, p. 37. (Coleção Reconquista do Brasil).Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1737 Com base no trecho acima e no que se sabe sobre o sistema escravista ocorrido no Brasil, é correto dizer que A) a visão do jesuíta Antonil apresenta uma perspectiva da colonização portuguesa em que a escravidão aparece de uma forma humanizada, pois eram garantidos aos escravos o alimento e as vestimentas. B) não há, no texto de Antonil, qualquer crítica ao sistema escravista, aos castigos físicos dados aos escravos nem a sua desvalorização como ser humano. C) o sistema escravista, centrado no trabalho compulsório, no tráfico de africanos para a colônia e em uma rígida estrutura de controle e punição, foi a base da economia colonial e criou uma sociedade desigual. D) apesar de aparentar opressão e violência, o sistema escravista foi positivo para os africanos trazidos ao Brasil, pois possibilitou a eles acesso a uma cultura superior e a uma religião organizada, já que, na África, viviam primitivamente. 8 13. (G1 - cps 2019) Leia o trecho do poema Quilombo, de José Carlos Limeira. Queria ver você negro negro queria te ver se Palmares ainda vivesse em Palmares queria viver. O gosto da liberdade Sentido Cravado No peito Correr, Sentir os campos ter a vida. (LIMEIRA, José Carlos; “Quilombos”. In: Atabaques. Rio de Janeiro: Max, 1979. p.19-24) O poema faz referência a Palmares e à ideia de liberdade, os quais caracterizam A) a execução de Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, movimento emancipacionista frustrado, ocorrido em Minas Gerais no século XVIII. B) a demarcação de terras indígenas no Pará, garantidas pela Constituição Federal de 1988, promulgada após aproximadamente duas décadas de regime autoritário. C) a demolição do Complexo Penitenciário do Carandiru, em São Paulo, onde, na segunda metade do século XX, ocorreu uma das maiores chacinas da história do estado. D) o mais duradouro quilombo da história do Brasil, localizado em Alagoas, no qual se refugiaram milhares de escravos fugidos de cidades e fazendas ao longo do século XVII. E) as comunidades pobres do Rio de Janeiro que, por volta de 1910, foram expulsas dos cortiços no centro da cidade, no processo de reformas urbanas conduzido por Pereira Passos. 14. (Uepg 2019) Em Raízes do Brasil, clássico de 1936, o sociólogo e historiador Sergio Buarque de Holanda buscou compreender a sociedade colonial brasileira e concluiu que diversos problemas vividos no Brasil contemporâneo decorrem do modelo construído pela colonização portuguesa. A respeito da sociedade colonial brasileira, assinale o que for correto. 01) A escravidão (indígena e africana) se baseou num sistema marcado pelo controle, pela vigilância e pela violência constantes por parte dos senhores. 02) O trabalho braçal foi visto como algo inferior executado por índios e negros escravizados. Apesar disso, mesmo que em menor proporção, existiam trabalhadores livres na colônia. 04) Apesar de grande extensão territorial, a colônia não possuía porções de terras férteis em seu interior. Esse foi o motivo que levou os portugueses a desenvolver a produção do açúcar numa estreita faixa litorânea do Nordeste, notadamente em Pernambuco. 08) A mestiçagem foi um traço marcante da sociedade brasileira colonial e se deu entre africanos e indígenas. Os portugueses acreditavam na superioridade racial europeia e evitaram a miscigenação com os demais povos presentes na colônia. 16) O idioma português se consolidou no Brasil apenas no século XIX. Na sociedade colonial brasileira o predomínio da língua foi exercido pelo tupi-guarani, idioma falado por um significativo contingente nativo que foi escravizado pelos europeus. 9 15. (Ufrgs 2019) Sobre as atividades econômicas e a mão de obra na América Portuguesa, entre os séculos XVI e XVII, é correto afirmar que a produção A) era voltada exclusivamente para o mercado externo, restrita ao cultivo em plantations, e a mão de obra era exclusivamente de indígenas e africanos escravizados. B) era voltada para além do mercado externo, com diversas culturas ligadas ao mercado interno, e a mão de obra era majoritariamente de escravizados, mas com a presença de trabalhadores livres. C) era voltada exclusivamente para o mercado interno, através do cultivo de itens de subsistência, e a mão de obra era exclusivamente de indígenas e africanos escravizados. D) não se resumia ao mercado externo, com diversas culturas voltadas ao mercado interno, e a mão de obra era exclusivamente de indígenas e africanos escravizados. E) era voltada exclusivamente para o mercado externo, restrita ao cultivo em plantations, e a mão de obra era majoritariamente de escravizados, mas com a presença de trabalhadores livres. RESOLUÇÕES Resposta da questão 1: [B] A afirmativa [I] está incorreta porque, como o próprio mapa mostra, a maior parte dos africanos escravizados era oriunda da África Subsaariana. A afirmativa [III] está incorreta porque boa parte dos africanos escravizados no Nordeste brasileiro veio do Oeste africano, e não do Leste. Resposta da questão 2: [C] [1] Incorreta porque os quilombos eram formados por escravos que fugiam de seus senhores, numa clara manifestação de resistência à escravidão; [3] Incorreta porque a lógica social dos quilombos visava dar aos quilombolas o oposto do que os escravos viviam nas fazendas coloniais. Nesse sentido, estruturas africanas de solidariedade e comunidade eram reproduzidas nos quilombos. Resposta da questão 3: [A] O indício citado no comando da questão, pertencente à cultura escravista brasileira, era aclara diferenciação entre os escravos braçais e os escravos “de casa”, ou seja, aqueles que exerciam suas funções dentro das casas dos senhores. Dentre as funções exercidas por esses escravos, estava a de ama de leite, o que criava um laço de proximidade entre as escravas e as crianças brancas. Apesar de não perder a condição de escravidão, as amas de leite chegavam a ser chamadas de “mães pretas” pelas crianças que amamentavam. Resposta da questão 4: [A] Independente do resultado das disputas territoriais envolvendo os Sete Povos das Missões, o fragmento registra que o uso da escrita pelos Guarani foi de fundamental importância para mostrar a resistência indígena. Além disso, a escrita também ajudou os nativos a se posicionarem diante dos europeus, o que também contribuiu para a afirmação do posicionamento indígena na disputa. 10 Resposta da questão 5: [D] Dentro do contexto do capitalismo comercial e mercantil, séculos XVI ao XVIII, o tráfico de escravos da África para a América gerava muito lucro para os traficantes bem como para as monarquias nacionais modernas que necessitavam de recursos para manter o aparato estatal. Gabarito [D]. Resposta da questão 6: [A] O fragmento de texto do sociólogo Jessé de Souza aponta para uma particularidade da colonização portuguesa na América, “o elemento português permanece sempre igual a si mesmo, o português é ele e o outro ao mesmo tempo”. Isso significa que, ao colonizar, o português deixa marcas profundas no colonizado. No idioma, religiosidade, organização social, etc. Gabarito [A]. Resposta da questão 7: [A] Conforme o texto do historiador Fernando Novais, a função dos padres jesuítas no contexto da colonização, era catequisar os nativos visando a obediência dos mesmos e contribuindo para a exploração e a colonização. Gabarito [A]. Resposta da questão 8: [C] O ministro Pombal, um déspota esclarecido do rei português José I, 1750-1777, realizou algumas reformas visando modernizar o Estado Português, torná-lo mais eficiente e menos de dependente da Inglaterra. As medidas pombalinas atingiram também a colônia através de ajustes fiscais rígidos como a criação da derrama, expulsão dos jesuítas, criação de companhias de comércio, mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro, entre outras medidas, Gabarito [C]. Resposta da questão 9: [B] Na América Portuguesa, os padres jesuítas defenderam a escravidão Africana e foram contrários à escravidão indígena. Os nativos foram levados para o interior da colônia, sofreram um processo de aculturação ao serem catequizados nas Missões ou reduções, os nativos também foram explorados na extração das Drogas do Sertão na Amazônia beneficiando os padres jesuítas. Desta forma, a atuação dos religiosos contribuiu para a colonização bem como para a escravidão dos negros. Gabarito [B]. Resposta da questão 10: [A] Desde o início da colonização portuguesa no Brasil, o branco europeu era etnocêntrico e racista, acreditando na superioridade racial e cultural do homem branco europeu diante de outros povos. Nesse sentido, a relação entre o colonizador com o índio e também com o negro era pautado na violência física e simbólica, contribuindo para que diversos grupos indígenas migrassem para o interior. Vale lembrar, que ainda hoje no Brasil há violência contra negros e índios. Gabarito [A]. 11 Resposta da questão 11: 01 + 08 = 09. A afirmativa [02] está incorreta porque apesar das restrições, os escravos encontraram meios de manifestar e preservar sua cultura, o que contribuiu para a grandiosidade da cultura afro-brasileira; A afirmativa [04] está incorreta porque o tráfico de escravos tornou Portugal uma potência escravista. Era esse Reino que comandava o processo de trânsito escravo; A afirmativa [16] está incorreta porque os indígenas, apesar da resistência, foram escravizados no Brasil, no Ciclo do Açúcar, nas Bandeiras e, principalmente, nas Drogas do Sertão; A afirmativa [32] está incorreta porque a opção pelos imigrantes se deu em razão das dificuldades na obtenção da mão-de-obra escrava, uma vez que o tráfico intercontinental estava proibido desde 1850. Resposta da questão 12: [C] O texto clássico de padre Antonil aponta para a principal relação de trabalho no Brasil colonial: a escravidão. Diferente da América espanhola, no Brasil prevaleceu a escravidão africana em função, principalmente, do lucro do tráfico de escravos gerando recursos para os europeus. Os três PPP mencionados representam exatamente como os escravos eram tratados, muito trabalho e castigo e pouca comida. Gabarito [C]. Resposta da questão 13: [D] A poesia “Quilombos” de José Carlos Limeira faz referência aos quilombos em especial a “Palmares” e a ideia de liberdade. O quilombo dos Palmares foi o mais importante do período colonial. Localizado na Capitania de Pernambuco, surgiu no final do século XVI e seu auge ocorreu no século XVII. Formado por quilombolas, escravos fugidos das fazendas, Palmares tornou-se símbolo da resistência negra à escravidão. Somente a proposição [D] está correta. Resposta da questão 14: 01 + 02 = 03. Correção a partir das incorretas, [04], [08] e [16]. O Brasil possuía e possui um grande território com muitas terras férteis. A miscigenação no Brasil ocorreu a partir da mistura de índios, negros e brancos portugueses. Desde o início da colonização no século XVI, a língua portuguesa era utilizada pelos colonizadores. No século XVII, com a invasão holandesa no Brasil, a língua holandesa também foi importante. O Português que já era a língua oficial do Estado passa a ser a língua mais falada no Brasil. Resposta da questão 15: [B] A partir do século XVII, principalmente, intensificou-se a interiorização do território, que acabou levando ao estabelecimento de ciclos econômicos secundários na Colônia, como a pecuária e as drogas do sertão. Por isso, havia a ocorrência de atividades econômicas voltadas tanto para o mercado externo (açúcar e drogas do sertão) como para o mercado interno (pecuária), com a utilização de mão de obra escrava (negra no açúcar e indígena nas drogas do sertão) e livre (pecuária).