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SIMULADO 1 - PROVA

Simulado de Ciências Humanas: orientações sobre duração e gabarito e 45 questões; inclui questões objetivas sobre mito no mundo atual, positivismo/Comte e exercício de coordenadas geográficas de municípios do Paraná.

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1 
 
Olá, Humanizandxs! 
Sejam bem-vindas e bem-vindos ao nosso primeiro simulado! 
 
Leiam atentamente as orientações a seguir: 
• Nosso simulado é composto por 45 questões de Ciências Humanas e a duração é de 
duas horas e quinze minutos (das 14h às 16h15); 
• Nosso gabarito consistirá num formulário (que já foi enviado no grupo do WhatsApp). 
Preencham com muita atenção. O formulário não receberá mais respostas após o tempo 
estipulado para a prova; 
• Ao fim do tempo do simulado vocês receberão o gabarito das questões; 
• Dentro de alguns dias, vocês receberão as estatísticas do simulado (porcentagem de 
acerto de cada questão e nota média). 
 
Obrigada por participarem do nosso projeto! 
Boa prova! 
 
 
 
1. Sobre o Mito no mundo atual, considere o texto a se-
guir: 
 
 
 
Os meios de comunicação (televisão, jornais, etc.) utili-
zam a palavra Mito com um significado diferente, 
quando se referem a artistas, que, num determinado 
momento, ganham destaque por causa de um filme ou 
música de sucesso. Mas, mesmo nesse caso, os “Mi-
tos” do mundo artístico são assim chamados, porque 
atribuímos a eles qualidades que consideramos dignas 
de um deus. 
CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. 2002, p. 23. Disponível em: 
www.4hd.com.br 
 
Assim, é CORRETO afirmar que no mundo atual 
a) o Mito narra as habilidades divinas, transmitidas aos ho-
mens pelos deuses. 
b) o Mito retrata tanto a significância quanto a primeira atri-
buição de sentido ao mundo. 
c) o Mito tem importância pelo fato de ser a primeira forma 
de dar significado ao mundo. 
d) o Mito na totalidade do real, não apresenta mais abran-
gência nem o distintivo existencial que havia na sua origem, 
isto é, no Mito primitivo. 
e) o Mito possibilita ao homem lutar e viver criticamente con-
tra tudo o que lhe é adverso. 
 
 
2. TEXTO I 
Convicto de que a reorganização da sociedade exigiria 
a elaboração de uma nova maneira de conhecer a reali-
dade, Comte procurou estabelecer os princípios que 
deveriam nortear os conhecimentos humanos. Seu 
ponto de partida era a ciência e o avanço que ela vinha 
obtendo em todos os campos de investigação. (...) O 
advento da sociologia representava para Comte o coro-
amento da evolução do conhecimento científico, já 
constituído em várias áreas do saber. 
MARTINS, Carlos Benedito. O que é Sociologia. São Paulo: Brasili-
ense, 2006, p. 44. 
 
TEXTO II 
O conjunto da nova filosofia tenderá sempre a fazer so-
bressair, tanto na vida ativa como na especulativa, a li-
gação de cada um a todos, sob uma série de aspectos 
diversos, de modo a tornar involuntariamente familiar o 
sentimento íntimo da solidariedade social, (...) Não so-
mente a ativa busca do bem público será sempre priva- 
da, será sempre representada como a maneira mais 
conveniente de assegurar a felicidade privada; mas, por 
uma influência (...) dos pendores generosos, se tornará 
a principal fonte da felicidade pessoal. 
COMTE, August. Discurso sobre o espírito positivo. São Paulo: Es-
cala, s/d, p. 74. 
 
A Revolução Industrial e a Revolução Francesa impul-
sionaram o surgimento da Sociologia como ciência vol-
tada para compreender as novas relações entre as pes-
soas. Essas relações envolviam agora um complexo de 
hábitos e costumes e eram provocadas por causa da 
maneira de se produzirem e se consumirem os exce-
dentes na Europa do século XIX. 
 
Sobre esse período da Sociologia e com base na con-
cepção apresentada nos textos I e II, é CORRETO afir-
mar que 
a) a Sociologia foi chamada de física social e deveria utilizar 
os métodos da filosofia teológica como instrumento de com-
preensão da sociedade. 
 
 
 
2 
b) as investigações sociológicas deveriam utilizar os mes-
mos procedimentos das ciências naturais, ou seja, a obser-
vação, a experimentação e a comparação. 
c) o positivismo foi a corrente filosófica, que fundamentou o 
surgimento da Sociologia como ciência da sociedade, pois 
tinha uma visão metafísica das relações entre as pessoas. 
d) o principal representante da Sociologia nesse período foi 
August Comte, que tinha uma visão positiva de sociedade, 
ou seja, uma reflexão sobre a essência e o significado abs-
trato das relações sociais. 
e) as ideias de Comte tinham como objetivo encontrar leis 
universais para explicar as relações sociais, com base nos 
princípios de subjetividade e parcialidade, utilizados pelas 
ciências da natureza. 
 
3. O cartograma abaixo apresenta cinco municípios do 
estado do Paraná: 
 
 
 
Sabendo-se a coordenada de um ponto localizado no 
centro do município de Curitiba (Latitude: 25,47 S e 
Longitude: 49,28 W.Gr.), identifique as coordenadas 
do centro dos demais municípios em destaque: 
a) Guarapuava (Latitude: 25,37 S e Longitude: 
51,49 W ).Gr. – Londrina (Latitude: 23,51 S e Longitude: 
51,11 W ).Gr. – Maringá (Latitude: 23,40 S e Longitude: 
51,96 W ).Gr. – Cascavel (Latitude: 25,02 S e Longitude: 
53,37 W ..Gr.) 
b) Guarapuava (Latitude: 25,87 S e Longitude: 
53,69 W ).Gr. – Londrina (Latitude: 23,51 S e Longitude: 
51,11 W ).Gr. – Maringá (Latitude: 23,40 S e Longitude: 
51,96 W ).Gr. – Cascavel (Latitude: 25,92 S e Longitude: 
53,37 W ..Gr.) 
c) Guarapuava (Latitude: 25,37 S e Longitude: 
51,49 W.Gr.) – Londrina (Latitude: 23,51 S e Longitude: 
53,51 W.Gr.) – Maringá (Latitude: 26,40 S e Longitude: 
51,96 W.Gr.) – Cascavel (Latitude: 20,20 S e Longitude: 
53,37 W.Gr.). 
d) Guarapuava (Latitude: 25,37 S e Longitude: 
51,49 W.Gr.) – Londrina (Latitude: 23,51 S e Longitude: 
53,51 W.Gr.) – Maringá (Latitude: 23,40 S e Longitude: 
51,96 W.Gr.) – Cascavel (Latitude: 20,20 S e Longitude: 
53,37 W.Gr.). 
e) Guarapuava (Latitude: 25,87 S e Longitude: 
53,49 W.Gr.) – Londrina (Latitude: 23,51 S e Longitude: 
51,11 W.Gr.) – Maringá (Latitude: 26,40 S e Longitude: 
51,96 W.Gr.) – Cascavel (Latitude: 25,92 S e Longitude: 
53,37 W.Gr.). 
 
4. Desde 2002, o Instituto do Patrimônio Histórico e Ar-
tístico Nacional (lphan) tem registrado certos bens ima-
teriais como patrimônio cultural do país. Entre as mani-
festações que já ganharam esse status está o ofício das 
baianas do acarajé. Enfatize-se: o ofício das baianas, 
não a receita do acarajé. Quando uma baiana prepara o 
acarajé, há uma série de códigos imperceptíveis para 
quem olha de fora. A cor da roupa, a amarra dos panos 
e os adereços mudam de acordo com o santo e com a 
hierarquia dela no candomblé. O lphan conta que, re-
gistrando o ofício, “esse e outros mundos ligados ao 
preparo do acarajé podem ser descortinados”. 
KAZ, R. A diferença entre o acarajé e o sanduiche de Bauru. 
 
De acordo com o autor, o Iphan evidencia a necessi-
dade de se protegerem certas manifestações históricas 
para que continuem existindo, destacando-se nesse 
caso a 
a) mistura de tradições africanas, indígenas e portuguesas 
no preparo do alimento por parte das cozinheiras baianas. 
b) relação com o sagrado no ato de preparar o alimento, 
sobressaindo-se o uso de símbolos e insígnias pelas cozi-
nheiras. 
c) utilização de certos ingredientes que se mostram cada 
vez mais raros de encontrar, com as mudanças nos hábitos 
alimentares. 
d) necessidade de preservação dos locais tradicionais de 
preparo do acarajé, ameaçados com as transformações ur-
banas no país. 
e) importância de se treinarem as cozinheiras baianas a fim 
de resgatar o modo tradicional de preparo do acarajé, que 
remonta à escravidão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
5. O meu pai era paulista 
Meu avô, pernambucano 
O meu bisavô, mineiro 
Meu tataravô, baiano 
Vou na estrada há muitos anos 
Sou um artista brasileiro 
CHICO BUARQUE. Paratodos. 1993. Disponível em: www.chicobuar-
que.com.br. Acesso em: 29 jun. 2015 (fragmento). 
 
A característica familiar descrita deriva do seguinte as-
pecto demográfico: 
a) Migração interna. 
b) População relativa. 
c) Expectativa de vida.d) Taxa de mortalidade. 
e) Índice de fecundidade. 
 
6. Os cartógrafos portugueses teriam falseado as repre-
sentações do Brasil nas cartas geográficas, fazendo 
concordar o meridiano com os acidentes geográficos 
de forma a ressaltar uma suposta fronteira natural dos 
domínios lusos. O delineamento de uma grande lagoa 
que conectava a bacia platina com a amazônica já era 
visível nas primeiras descrições geográficas e mapas 
produzidos por Gaspar Viegas, no Atlas de Lopo Ho-
mem (1519), nas cartas de Diogo Ribeiro (1525-27), no 
planisfério de André Homen (1559), nos mapas de Bar-
tolomeu Velho (1561). 
KANTOR, Í. Usos diplomáticos da ilha-Brasil: polêmicas cartográfi-
cas e historiográficas. Varia Historia, n. 37, 2007 (adaptado). 
 
De acordo com a argumentação exposta no texto, um 
dos objetivos das representações cartográficas menci-
onadas era 
a) garantir o domínio da Metrópole sobre o território cobi-
çado. 
b) demarcar os limites precisos do Tratado de Tordesilhas. 
c) afastar as populações nativas do espaço demarcado. 
d) respeitar a conquista espanhola sobre o Império Inca. 
e) demonstrar a viabilidade comercial do empreendimento 
colonial. 
 
7. As primeiras expedições na costa africana a partir da 
ocupação de Ceuta em 1415, ainda na terra de povos 
berberes, foram registrando a geografia, as condições 
de navegação e de ancoragem. Nas paradas, os portu-
gueses negociavam com as populações locais e se-
questravam pessoas que chegavam às praias, levando-
as para os navios para serem vendidas como escravas. 
Tal ato era justificado pelo fato de esses povos serem 
infiéis, seguidores das leis de Maomé, considerados 
inimigos, e portanto podiam ser escravizados, pois 
acreditavam ser justo guerrear com eles. Mais ao sul, 
além do rio Senegal, os povos encontrados não eram 
islamizados, portanto não eram inimigos, mas eram pa-
gãos, ignorantes das leis de Deus, e no entender dos 
portugueses da época também podiam ser escraviza-
dos, pois ao se converterem ao cristianismo teriam uma 
chance de salvar suas almas na vida além desta. 
(Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano, 2007.) 
 
O texto caracteriza 
a) o mercado atlântico de africanos escravizados em seu 
período de maior intensidade e o controle do tráfico pelas 
Companhias de Comércio. 
b) o avanço gradual da presença europeia na África e a con-
formação de um modelo de exploração da natureza e do 
trabalho. 
c) as estratégias da colonização europeia e a sua busca por 
uma exploração sustentável do continente africano. 
d) o caráter laico do Estado português e as suas ações di-
plomáticas junto aos reinos e às sociedades organizadas 
da África. 
e) o pioneirismo português na expansão marítima e a con-
centração de sua atividade exploradora nas áreas centrais 
do continente africano. 
 
8. TEXTO I 
Fragmento B91: Não se pode banhar duas vezes no 
mesmo rio, nem substância mortal alcançar duas vezes 
a mesma condição; mas pela intensidade e rapidez da 
mudança, dispersa e de novo reúne. 
HERÁCLITO. Fragmentos (Sobre a natureza). São Paulo: Abril Cultu-
ral, 1996 (adaptado). 
 
TEXTO II 
Fragmento B8: São muitos os sinais de que o ser é in-
gênito e indestrutível, pois é compacto, inabalável e 
sem fim; não foi nem será, pois é agora um todo homo-
gêneo, uno, contínuo. Como poderia o que é perecer? 
Como poderia gerar-se? 
PARMÊNIDES. Da natureza. São Paulo: Loyola, 2002 (adaptado). 
 
Os fragmentos do pensamento pré-socrático expõem 
uma oposição que se insere no campo das 
a) investigações do pensamento sistemático. 
b) preocupações do período mitológico. 
c) discussões de base ontológica. 
d) habilidades da retórica sofística. 
e) verdades do mundo sensível. 
 
9. Para representar a superfície terrestre de maneira re-
duzida em um mapa, calcula-se essa superfície através 
de uma escala cartográfica. 
 
Esta proporção pode ser representada através de uma 
escala numérica. Suponha um mapa em uma escala 
1: 500.000 e assinale a alternativa CORRETA em que a 
distância no mapa representa a superfície real. 
a) 10 cm no mapa 5 km= na superfície real. 
b) 1cm no mapa 50 km= na superfície real. 
c) 2 cm no mapa 1km= na superfície real. 
d) 5 cm no mapa 25 km= na superfície real. 
e) 20 cm no mapa = 20 km na superfície real. 
 
 
 
4 
10. Os gráficos, em forma de pirâmides, referem-se à 
distribuição da população, por continente, no ano de 
2010, comparada à respectiva representação ponti-
lhada de 1950. 
Os gráficos retratam a distribuição da população, res-
pectivamente, nos continentes 
a) africano e americano. 
b) europeu e americano. 
c) americano e europeu. 
d) asiático e africano. 
e) europeu e africano. 
 
11. A história não corresponde exatamente ao que foi 
realmente conservado na memória popular, mas àquilo 
que foi selecionado, escrito, descrito, popularizado e 
institucionalizado por quem estava encarregado de 
fazê-lo. Os historiadores, sejam quais forem seus obje-
tivos, estão envolvidos nesse processo, uma vez que 
eles contribuem, conscientemente ou não, para a cria-
ção, demolição e reestruturação de imagens do pas-
sado que pertencem não só ao mundo da investigação 
especializada, mas também à esfera pública na qual o 
homem atua como ser político. 
HOBSBAWN, E.; RANGER, T. A Invenção das tradições. Rio de Ja-
neiro: Paz e Terra, 1984 (adaptado). 
 
Uma vez que a neutralidade é inalcançável na atividade 
mencionada, é tarefa do profissional envolvido 
a) criticar as ideias dominantes. 
b) respeitar os interesses sociais. 
c) defender os direitos das minorias. 
d) explicitar as escolhas realizadas. 
e) satisfazer os financiadores de pesquisas. 
 
12. Os fenômenos sociais são objeto de investigação 
desde o surgimento da filosofia, na Grécia Antiga, por 
volta dos séculos VII e VI a.C.; mas a constituição de 
uma ciência específica da sociedade remonta apenas 
ao século XIX. 
 
Considerando-se o enunciado acima, assinale a alter-
nativa que apresenta as principais causas que contri-
buíram para o nascimento da Sociologia na Europa do 
século XIX. 
 
a) As modificações no modo vigente de compreender os po-
vos tribais na Europa do século XIX possibilitaram a consti-
tuição da Sociologia. 
b) As alterações na mentalidade religiosa na Europa do sé-
culo XIX condicionaram o surgimento da Sociologia. 
c) As mudanças econômicas, políticas e sociais que molda-
ram as sociedades europeias do século XIX geraram per-
guntas ('questão social') que demandaram a constituição da 
Sociologia. 
d) As mutações ocorridas na filosofia e na moral das socie-
dades europeias do século XVI contribuíram para o surgi-
mento da Sociologia. 
e) As transformações na sensibilidade estética das socie-
dades europeias do século XIX favoreceram o processo de 
formação da Sociologia. 
 
13. Leia com atenção o fragmento retirado da Carta de 
Pero Vaz de Caminha. 
 
“E quando veio ao Evangelho, que nos erguemos todos 
em pé, com as mãos levantadas, eles [os índios] se le-
vantaram conosco e alçaram as mãos, ficando assim, 
até ser acabado; e então tornaram-se a assentar como 
nós. E quando levantaram a Deus, que nos pusemos de 
joelhos, eles se puseram assim todos, como nós está-
vamos com as mãos levantadas, e em tal maneira sos-
segados, que, certifico a Vossa Alteza, nos fez muita 
devoção.” 
Pero Vaz de Caminha. In: OLIVIERI, A. C. e VILLA, M. A. Crônicas do 
descobrimento. São Paulo: Ática, 1999, p. 23. 
 
Em relação à Carta de Caminha para o Rei de Portugal, 
pode-se dizer que é: 
a) Uma narrativa que projeta sobre as populações nativas 
uma visão de mundo cristão, como se o Brasil fosse uma 
espécie de paraíso edênico. 
b) Um relato imparcial sobre as populações indígenas, por-
que o autor narra exatamente o que viu e viveu no Brasil. 
c) Uma narrativa capaz de identificar a verdadeira essência 
das populações indígenas brasileiras que já conheciam o 
cristianismo,e traziam no seu íntimo um conhecimento pré-
vio dos ensinamentos pregados por Cristo a seus discípu-
los. 
d) Um relato que expressa total ignorância e despreparo do 
cronista sobre o caráter dissimulado e estratégico das po-
pulações indígenas, que desejavam tão somente ganhar a 
confiança dos viajantes europeus para obter lucros e fazer 
alianças políticas para derrotar seus inimigos. 
e) Um relato sem valor histórico, pois está marcado por uma 
perspectiva eurocêntrica e preconceituosa sobre os habi-
tantes nativos do Brasil. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
14. Leia a letra da canção a seguir. 
 
Nada do que foi será 
De novo do jeito que já foi um dia 
Tudo passa 
Tudo sempre passará 
A vida vem em ondas 
Como um mar 
Num indo e vindo infinito 
Tudo que se vê não é 
Igual ao que a gente 
Viu há um segundo 
Tudo muda o tempo todo 
No mundo [...] 
Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Como uma onda. In: Álbum 
MTV ao vivo. Rio de Janeiro: Sony-BMG, 2004. 
 
Da mesma forma como canta o poeta contemporâneo, 
que vê a realidade passando como uma onda, assim 
também pensaram os primeiros filósofos conhecidos 
como Pré-socráticos que denominavam a realidade de 
physis. A característica dessa realidade representada, 
também, na música de Lulu Santos é o(a) 
a) fluxo. 
b) estática. 
c) infinitude. 
d) desordem. 
e) multiplicidade. 
 
15. 
 
O processo registrado no gráfico gerou a seguinte con-
sequência demográfica: 
a) Decréscimo da população absoluta. 
b) Redução do crescimento vegetativo. 
c) Diminuição da proporção de adultos. 
d) Expansão de políticas de controle da natalidade. 
e) Aumento da renovação da população economicamente 
ativa. 
 
 
 
 
16. A Praça da Concórdia, antiga Praça Luís XV, é a 
maior praça pública de Paris. Inaugurada em 1763, tinha 
em seu centro uma estátua do rei. Situada ao longo do 
Sena, ela é a intersecção de dois eixos monumentais. 
Bem nesse cruzamento está o Obelisco de Luxor, deco-
rado com hieróglifos que contam os reinados dos fa-
raós Ramsés II e Ramsés III. Em 1829, foi oferecido pelo 
vice-rei do Egito ao povo francês e, em 1836, instalado 
na praça diante de mais de 200 mil espectadores e da 
família real. 
NOBLAT, R. Disponível em: www.oglobo.com Acesso em: 12 dez. 
2012. 
 
A constituição do espaço público da Praça da Concór-
dia ao longo dos anos manifesta o(a) 
a) lugar da memória na história nacional. 
b) caráter espontâneo das festas populares. 
c) lembrança da antiguidade da cultura local. 
d) triunfo da nação sobre os países africanos. 
e) declínio do regime de monarquia absolutista. 
 
17. Num mapa, na escala 1: 21.000.000, a distância 
aproximada (em linha reta) entre as cidades A e B é de 
2,9 cm. Um lojista que regularmente faz compras na ci-
dade C pretende também conhecer a cidade B. A dis-
tância, em linha reta, que ele terá de percorrer entre as 
cidades A e B será de 
a) 6.009 quilômetros. 
b) 7.241.379 metros. 
c) 6.090.000 metros. 
d) 609 quilômetros. 
e) 724 quilômetros. 
 
18. De modo geral, os logradouros de Fortaleza, até me-
ados do século XIX, eram conhecidos por designações 
surgidas da tradição ou de funções e edificações que 
lhes caracterizavam. Assim, chamava-se Travessa da 
Municipalidade (atual Guilherme Rocha) por ladear o 
prédio da Intendência Municipal; S. Bernardo (hoje Pe-
dro Pereira) por conta de igreja homônima; Rua do Ca-
jueiro (atual Pedro Borges) por abrigar uma das mais 
antigas e populares árvores da capital. Já a Praça José 
de Alencar, na década de 1850, era popularmente desig-
nada por Praça do Patrocínio, pois em seu lado norte 
se encontrava uma igreja homônima. 
SILVA FILHO, A. L. M. Fortaleza: imagens da cidade. Fortaleza: Mu-
seu do Ceará; Secult-CE, 2001 (adaptado). 
 
Os atos de nomeação dos logradouros, analisados de 
uma perspectiva histórica, constituem 
a) formas de promover os nomes das autoridades imperiais. 
b) modos oficiais e populares de produção da memória nas 
cidades. 
c) recursos arquitetônicos funcionais à racionalização do 
espaço urbano. 
d) maneiras de hierarquizar estratos sociais e dividir as po-
pulações urbanas. 
e) mecanismos de imposição dos itinerários sociais e fluxos 
econômicos na cidade. 
 
 
 
 
6 
19. Os deuses disseram entre si depois de criar o ho-
mem: “O que os homens comerão, oh deuses? Vamos 
já todos buscar o alimento.” Enquanto isso, as formi-
gas vermelhas estavam colhendo e carregando os 
grãos de milho que traziam de dentro do Tonacatepetl 
(Montanha do Sustento). O deus Quetzalcoatl encon-
trou as formigas e lhes disse: “Digam-me, onde vocês 
colheram os grãos de milho?”. Muitas vezes lhes per-
guntou, mas as formigas não quiseram responder. Al-
gum tempo depois, as formigas disseram a Quetzalco-
atl: “Lá.” E apontaram o lugar. Quetzalcoatl se transfor-
mou em formiga negra e as acompanhou. Desse modo, 
Quetzalcoatl acompanhou as formigas vermelhas até o 
depósito, arranjou o milho e em seguida o levou a Ta-
moanchan (moradia dos deuses e onde o homem havia 
sido criado). Ali os deuses o mastigaram e o puseram 
na nossa boca para nos robustecer. 
Apud Eduardo Natalino dos Santos. Cidades pré-hispânicas do Mé-
xico e da América Central, 2004. 
 
O texto asteca 
a) promove a divulgação das qualidades nutricionais do mi-
lho para o fortalecimento dos guerreiros mesoamericanos. 
b) oferece uma explicação mítica para a importância do mi-
lho na base da alimentação dos povos mesoamericanos. 
c) demonstra sustentação histórica e claro desenvolvimento 
de pensamento lógico e racional. 
d) procura justificar o fato de apenas os governantes dos 
povos mesoamericanos poderem exercer atividades agríco-
las. 
e) revela a influência das fábulas europeias na construção 
do imaginário dos povos mesoamericanos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20. 
Os gráficos acima dizem respeito às pirâmides etárias 
brasileiras organizadas de acordo com os dados divul-
gados nos censos de 1980 e 2000 realizados pelo IBGE. 
Na comparação, observa-se que a base da pirâmide etá-
ria da população brasileira está se tornando cada vez 
mais estreita e o ápice mais largo. Verifica-se também 
que o corpo está cada vez maior, o que reflete a dimi-
nuição das taxas de crescimento vegetativo, o que pro-
vocou uma mudança no perfil da pirâmide etária brasi-
leira nessa comparação entre 1980 e 2000. 
 
A respeito da análise das pirâmides etárias apresenta-
das acima, é correto afirmar que 
a) a análise das pirâmides etárias permite verificar a com-
posição etária de uma população e seu reflexo na estrutura 
da População Economicamente Ativa (PEA), a qual é for-
mada por pessoas que exercem atividades remuneradas. 
b) a análise das pirâmides etárias servem como subsídios 
para a elaboração de políticas previdenciárias e influencia 
diretamente em questões que dizem respeito à concessão 
de benefícios, na medida em que diminui o número de pes-
soas aposentadas. 
c) a análise das pirâmides etárias subsidia o Estado na ela-
boração de políticas públicas nas áreas de educação, sa-
úde, saneamento e cultura, de modo que possam ser ela-
boradas ações que atendam às expectativas de uma popu-
lação cada vez mais jovem. 
d) a análise das pirâmides etárias permite verificar a com-
posição da população feminina brasileira e serve como sub-
sídio para a elaboração de políticas públicas de gênero para 
uma população feminina cada vez mais jovem. 
e) a análise das pirâmides etárias auxilia o Estado na ela-
boração de programas sociais que objetivam a inclusão so-
cial e a distribuição de renda na intenção de corrigir as dis-
torções do crescimento desigual entre a população brasi-
leira. 
 
 
 
7 
21. A imagem abaixo apresenta um ritual antropofágico 
de um povo indígena do território onde hoje é o Brasil. 
 
 
 
Sobre os povos indígenas do Brasil, assinale a alterna-
tiva CORRETA. 
a) Os povos indígenas nãoforam escravizados pelos portu-
gueses, pois praticavam o escambo. 
b) A imagem acima é falsa, pois os indígenas brasileiros 
não praticavam a antropofagia. 
c) Todos os povos indígenas brasileiros eram amistosos, o 
que facilitou a colonização portuguesa. 
d) Os povos indígenas brasileiros apresentavam muitas di-
ferenças entre si, possuíam línguas diferentes, alguns pra-
ticavam a antropofagia, outros eram nômades, enquanto 
outros, sedentários. 
e) Os portugueses só tiveram contato com os povos indíge-
nas após a chegada do primeiro Governador Geral. 
 
22. A filosofia grega parece começar com uma ideia ab-
surda, com a proposição: a água é a origem e a matriz 
de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos 
nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em pri-
meiro lugar, porque essa proposição enuncia algo so-
bre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o 
faz sem imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar, 
porque nela embora apenas em estado de crisálida, 
está contido o pensamento: Tudo é um. 
NIETZSCHE. F. Crítica moderna. In: Os pré-socráticos. São Paulo: 
Nova Cultural. 1999 
 
O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgi-
mento da filosofia entre os gregos? 
a) O impulso para transformar, mediante justificativas, os 
elementos sensíveis em verdades racionais. 
b) O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos 
seres e das coisas. 
c) A necessidade de buscar, de forma racional, a causa pri-
meira das coisas existentes. 
d) A ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças 
entre as coisas. 
e) A tentativa de justificar, a partir de elementos empíricos, 
o que existe no real. 
 
23. Considerando-se as grandes mudanças que ocorre-
ram na história da humanidade, aquelas que acontece-
ram no século XVIII — e que se estenderam no século 
XIX — só foram superadas pelas grandes transforma-
ções do final do século XX. As mudanças provocadas 
pela revolução científico-tecnológica, que denomina-
mos Revolução Industrial, marcaram profundamente a 
organização social, alterando-a por completo, criando 
novas formas de organização e causando modificações 
culturais duradouras, que perduram até os dias atuais. 
DIAS, Reinaldo. Introdução à sociologia. São Paulo: Persons Pren-
tice Hall, 2004. 
 
Sobre o surgimento da Sociologia e as mudanças ocor-
ridas na modernidade, é correto afirmar: 
a) A intensificação da economia agrária em larga escala nas 
metrópoles gerou o êxodo para o campo. 
b) O aparecimento das fábricas e o seu desenvolvimento 
levou ao crescimento das cidades rurais. 
c) O aumento do trabalho humano nas fábricas ocasionou 
a diminuição da divisão do trabalho. 
d) A agricultura familiar desse período foi o objeto de estudo 
que fez surgir as ciências sociais. 
e) A antiga forma de ver o mundo não podia mais solucionar 
os novos problemas sociais. 
 
24. Leia o texto. 
 
DigitalGlobe divulga imagens de satélite do local da 
captura de Osama Bin Laden 
 
A DigitalGlobe divulgou em seu site, nesta quinta-feira, 
imagens de satélite da região de Abbottabad, Paquis-
tão, onde Osama Bin Laden estava refugiado. De 
acordo com a agência Fox News, uma equipe de 40 sol-
dados Seal da marinha dos Estados Unidos capturou e 
matou o terrorista responsável pela morte de milhares 
de cidadãos americanos. A comparação de imagens de 
satélite de junho de 2005 e janeiro de 2011, feita pela 
DigitalGlobe, revela a expansão da mansão onde 
Osama se escondia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Sobre o tipo de imagem de satélite mostrado na repor-
tagem acima, assinale a alternativa correta. 
a) É usado para monitorar espaços menores, uma vez que 
tem alta resolução espacial. 
b) Está disponível apenas para uso militar, por isso não 
pode ser comercializado. 
c) É obtido através de um sensor transportado por aviões 
que voam em baixa altitude. 
d) É um produto da tecnologia do Sistema de Posiciona-
mento Global – GPS. 
e) É indispensável a utilização de aviões satélites para que 
as imagens sejam captadas. 
 
25. 
 
 
A Estátua do Laçador, tombada como patrimônio em 
2001, é um monumento de Porto Alegre/RS, que repre-
senta o gaúcho (em trajes típicos). 
Disponível em: www.portoalegre.tur.br. Acessado em: 3 ago. 2012 
(adaptado). 
 
O monumento identifica um(a) 
a) exemplo de bem imaterial. 
b) forma de exposição da individualidade. 
c) modo de enaltecer os ideais de liberdade. 
d) manifestação histórico-cultural de uma população. 
e) maneira de propor mudanças nos costumes. 
 
26. 
 
A análise da pirâmide etária acima somente permite 
concluir que: 
 
 
a) reflete uma política rigorosa de controle de natalidade 
como podemos observar nos países ricos da Europa. 
b) pertence a um país que vem reduzindo suas elevadas 
taxas de natalidade, como observado na base da pirâmide. 
c) representa o comportamento demográfico de um país en-
velhecido como o Japão, por exemplo. 
d) é a pirâmide média dos dois países representantes da 
América Anglo-Saxônica. 
e) mostra a projeção futura da pirâmide da América Latina 
onde a natalidade tende sempre a crescer. 
 
27. As misteriosas cidades e edificações da civilização 
maia que resistiram ao tempo incluem obras reconhe-
cidas como patrimônio mundial. Tais achados vêm in-
trigando pesquisadores até a atualidade, já que pouco 
se sabe sobre as origens, a organização social e as cau-
sas do fim dessa civilização, no século X. 
 
Assinale a alternativa que apresenta corretamente as 
principais características da civilização maia. 
a) Desenvolveu-se na floresta Amazônica (atuais Peru, Bo-
lívia e Suriname) e sua economia se baseava na coleta de 
tributos provenientes do comércio com os incas e os aste-
cas. 
b) Ocupava a região das atuais Guatemala, Honduras e Pe-
nínsula de Yucatán (Sul do México), e desenvolveu saberes 
matemáticos, astronômicos e arquitetura sofisticados para 
a época. 
c) O poder era centralizado nas mãos do Imperador, cuja 
origem era considerada divina, e a capital, Machu Picchu, 
foi construída no topo de uma grande montanha para evitar 
ataques de povos inimigos. 
d) Habitava a região do Rio da Prata, atuais Uruguai e Ar-
gentina, onde desenvolveu a cultura de algodão, com o qual 
fabricava tecidos para exportação, e projetou um sistema 
de vigilância eficaz para se proteger de ataques inimigos. 
e) A organização social igualitária favorecia a distribuição 
equilibrada dos recursos naturais provenientes do comércio 
marítimo, realizado no Caribe, e os grandes templos e pirâ-
mides honravam as divindades do Sol (Rá) e da Lua (Anú-
bis). 
 
28. A Sociologia como ciência da modernidade foi influ-
enciada por várias mudanças decorrentes das revolu-
ções burguesas, especialmente na Europa nos séculos 
XVIII e XIX. Para Bourdieu, a singularidade dos estudos 
sociológicos ocorre porque 
 
A sociologia descobre o arbitrário, a contingência, ali 
onde as pessoas gostam de ver a necessidade ou natu-
reza. Descobre a necessidade, a coação social, ali onde 
se gostaria de ver a escolha, o livre arbítrio. Uma das 
características das realidades históricas é que sempre 
é possível estabelecer que as coisas poderiam ser dife-
rentes, que são diferentes em outros lugares, em outras 
condições. O que se quer dizer é que, ao historicizar, a 
Sociologia desnaturaliza, desfataliza. 
BOURDIEU, Pierre. A distinção: crítica ao julgamento social. São 
Paulo: Edusp, 2007. 
 
 
 
 
9 
A partir das singularidades dos estudos sociológicos 
expressos na assertiva de Bourdieu, as correntes de 
pensamento que determinaram o aparecimento da So-
ciologia como ciência da modernidade são conhecidas 
como 
a) Nazismo, Criticismo, Anarquismo e Marxismo. 
b) Socialismo, Idealismo, Comunismo e Empirismo. 
c) Cristianismo, Naturalismo, Capitalismo e Fascismo. 
d) Iluminismo, Liberalismo, Racionalismo e Positivismo. 
e) Materialismo Histórico, Democracia, Feudalismo e Utili-
tarismo. 
 
29. Parecer CNE/CPnº 3/2004, que instituiu as Diretrizes 
Curriculares Nacionais para a Educação das Relações 
Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura 
Afro-Brasileira e Africana. Procura-se oferecer uma res-
posta, entre outras, na área da educação, à demanda da 
população afrodescendente, no sentido de políticas de 
ações afirmativas. Propõe a divulgação e a produção de 
conhecimentos, a formação de atitudes, posturas que 
eduquem cidadãos orgulhosos de seu pertencimento 
étnico-racial — descendentes de africanos, povos indí-
genas, descendentes de europeus, de asiáticos — para 
interagirem na construção de uma nação democrática, 
em que todos igualmente tenham seus direitos garanti-
dos. 
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Disponível em: www.se-
mesp.org.br. Acesso em: 21 nov. 2013 (adaptado). 
 
A orientação adotada por esse parecer fundamenta 
uma política pública e associa o princípio da inclusão 
social a 
a) práticas de valorização identitária. 
b) medidas de compensação econômica. 
c) dispositivos de liberdade de expressão. 
d) estratégias de qualificação profissional. 
e) instrumentos de modernização jurídica. 
 
30. 
 
 
 
Considerando o mapa e o contexto histórico, é correto 
constatar que essas viagens 
 
a) estabeleceram as bases de uma economia planetária, 
com plena integração comercial entre as diversas partes do 
mundo. 
b) contribuíram para a globalização, ao conectar partes do 
mundo que até então se ignoravam ou não se ligavam dire-
tamente. 
c) resultaram de equívocos e erros de navegação, mais do 
que de cálculos ou de um projeto expansionista organizado. 
d) representaram a ampliação da hegemonia romana sobre 
o planeta, iniciada na Antiguidade Clássica. 
e) tiveram por objetivo a aquisição de escravos, daí privile-
giarem rotas na direção da África e da Ásia. 
 
31. Sobre a gênese da filosofia entre os gregos, observe 
o texto a seguir: 
Seja como termo, seja como conceito, a filosofia é con-
siderada pela quase totalidade dos estudiosos como 
uma criação própria do gênio dos gregos. Quem não le-
var isso em conta não poderá compreender por que, 
sob o impulso dos gregos, a civilização ocidental to-
mou uma direção completamente diferente da oriental. 
(ANTISERI, Dario e RELAE, Giovanni. História da Filosofia, 1990, p. 
11). 
 
Sobre a gênese do pensamento filosófico entre os gre-
gos, é CORRETO afirmar que 
a) a experiência concreta da racionalidade estava isenta da 
vida política na Pólis Grega. 
b) a prática político-democrática, atrelada ao enfoque irraci-
onal da vida em sociedade, foi o terreno fértil para a gênese 
do pensamento filosófico. 
c) sob o impulso dos gregos, a dimensão racional se impõe 
como critério de verdade. A filosofia é fruto desse projeto da 
razão. 
d) a filosofia é fruto do momento cultural em que a sensibi-
lidade e a fantasia impõem-se sobre a razão. 
e) na gênese do pensamento filosófico grego, na civilização 
ocidental, a forma de sabedoria que se sobrepunha à ciên-
cia filosófica, eram as convicções religiosas fundamentadas 
na razão pura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
32. A mente humana é naturalmente inquiridora: quer 
conhecer as razões das coisas; basta ver uma criança 
fazendo perguntas aos pais. Mas às mesmas perguntas 
podem ser dadas diversas respostas: míticas, científi-
cas, filosóficas. 
MONDIN, Batista. Curso de filosofia. São Paulo: Paulus, 1981. (Adap-
tado) 
 
O pensamento mítico na atualidade reflete-se naquelas 
respostas que estão repletas de explicações valorati-
vas sobre a personalidade do super-herói, a exaltação 
do cientificismo, valorando o ‘desejo desenfreado’ e 
dando primazia ao poder midiático. Sendo assim, assi-
nale a alternativa CORRETA. 
a) A verdadeira função do mito, na atualidade, é orientar a 
ação humana. 
b) O papel atual do mito é dar sentido ao mundo humano. 
c) O pensamento mítico, no mundo atual, identifica-se como 
uma resistência às invenções científicas e tecnológicas. 
d) Nos dias atuais, a função fabuladora presente nos contos 
e nas estórias populares remetem aos valores arquetípicos. 
e) O mito, na atualidade, promove o desenvolvimento do 
homem no seu cotidiano, pela eficácia na linguagem das 
formas ideológicas. 
 
33. O “coração” econômico da época, Veneza, tem cada 
vez mais dificuldades em assegurar a competitividade 
de seus produtos. Em 1504, os navios venezianos já 
quase não encontram pimenta em Alexandria. As espe-
ciarias desta proveniência se revelam muito mais caras 
do que as que são encaminhadas da Índia portuguesa: 
a pimenta embarcada pelos portugueses em Calicute é 
quarenta vezes menos onerosa do que a que transita 
por Alexandria. 
(Jacques Attali. 1492, 1991. Adaptado.) 
 
O historiador descreve um processo de mudança co-
mercial que é resultado da 
a) vinculação marítima direta do mercado europeu com as 
regiões fornecedoras de produtos orientais. 
b) sofisticação dos hábitos de consumo das sociedades eu-
ropeias com o crescimento das cidades. 
c) exploração pela burguesia europeia dos novos produtos 
comestíveis encontrados na América. 
d) divisão de territórios na Ásia e na África pelos Estados 
europeus emergentes banhados pelo oceano Atlântico. 
e) falta de integração e de comunicação dos centros econô-
micos no interior do continente europeu. 
 
34. “Os primeiros trinta anos da História do Brasil são 
conhecidos como período Pré-Colonial. Nesse período, 
a coroa portuguesa iniciou a dominação das terras bra-
sileiras, sem, no entanto, traçar um plano de ocupação 
efetiva. […] A atenção da burguesia metropolitana e do 
governo português estavam voltados para o comércio 
com o Oriente, que desde a viagem de Vasco da Gama, 
no final do século XV, havia sido monopolizado pelo Es-
tado português. […] O desinteresse português em rela-
ção ao Brasil estava em conformidade com os interes-
ses mercantilistas da época, como observou o nave-
gante Américo Vespúcio, após a exploração do litoral 
brasileiro, pode-se dizer que não encontramos nada de 
proveito”. 
Berutti, 2004. 
 
Sobre o período retratado no texto, pode-se afirmar que 
o(a) 
a) desinteresse português pelo Brasil nos primeiros anos de 
colonização, deu-se em decorrência dos tratados comerci-
ais assinados com a Espanha, que tinha prioridade pela ex-
ploração de terras situadas a oeste de Greenwich. 
b) maior distância marítima era a maior desvantagem brasi-
leira em relação ao comércio com as Índias. 
c) desinteresse português pode ser melhor explicado pela 
resistência oferecida pelos indígenas que dificultavam o de-
sembarque e o reconhecimento das novas terras. 
d) abertura de um novo mercado na América do Sul, ampli-
ava as possibilidades de lucro da burguesia metropolitana 
portuguesa. 
e) relativo descaso português pelo Brasil, nos primeiros 
trinta anos de História, explica-se pela aparente inexistência 
de artigos (ou produtos) que atendiam aos interesses da-
queles que patrocinavam as expedições. 
 
35. A partir de levantamentos demográficos, o órgão da 
ONU que estuda a população elaborou as pirâmides 
etárias que representam modelos de estrutura demo-
gráfica dos continentes. 
 
Observe as pirâmides I, II e III, referentes ao ano de 
2010, apresentadas a seguir. 
Considerando a dinâmica demográfica predominante 
em cada continente, pode-se afirmar que a pirâmide 
 
 
 
 
 
11 
a) I é representativa da explosão demográfica observada 
nas décadas de 1960/80 na América Latina. 
b) II é característica da Ásia, onde o crescimento demográ-
fico é garantido pelos imigrantes. 
c) II é típica da Europa, que reduziu a natalidade a partir das 
últimas décadas do século XX. 
d) III é característica da África, onde a transição demográ-
fica encontra-se nas fases iniciais. 
e) III é típica da Oceania, onde os grupos humanos apre-
sentam elevada taxa de fecundidade. 
 
36. Todas as coisas são diferenciações de uma mesma 
coisa e são a mesmacoisa. E isto é evidente. Porque se 
as coisas que são agora neste mundo – terra, água ar e 
fogo e as outras coisas que se manifestam neste 
mundo –, se alguma destas coisas fosse diferente de 
qualquer outra, diferente em sua natureza própria e se 
não permanecesse a mesma coisa em suas muitas mu-
danças e diferenciações, então não poderiam as coisas, 
de nenhuma maneira, misturar-se umas às outras, nem 
fazer bem ou mal umas às outras, nem a planta poderia 
brotar da terra, nem um animal ou qualquer outra coisa 
vir à existência, se todas as coisas não fossem com-
postas de modo a serem as mesmas. Todas as coisas 
nascem, através de diferenciações, de uma mesma 
coisa, ora em uma forma, ora em outra, retomando sem-
pre a mesma coisa. 
DIÓGENES, In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré-socráticos. São 
Paulo, Cultrix, 1967. 
 
O texto descreve argumentos dos primeiros pensado-
res, denominados pré-socráticos. Para eles, a principal 
preocupação filosófica era de ordem 
a) cosmológica, propondo uma explicação racional do 
mundo fundamentada nos elementos da natureza. 
b) política, discutindo as formas de organização da pólis ao 
estabelecer as regras de democracia. 
c) ética, desenvolvendo uma filosofia dos valores virtuosos 
que tem a felicidade como o bem maior. 
d) estética, procurando investigar a aparência dos entes 
sensíveis. 
e) hermenêutica, construindo uma explicação unívoca da 
realidade. 
 
37. A língua de que usam, por toda a costa, carece de 
três letras; convém a saber, não se acha nela F, nem L, 
nem R, coisa digna de espanto, porque assim não têm 
Fé, nem Lei, nem Rei, e dessa maneira vivem desorde-
nadamente, sem terem além disto conta, nem peso, 
nem medida. 
GÂNDAVO, P M. A primeira historia do Brasil: história da província 
de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil. Rio de Janeiro: 
Zahar, 2004 (adaptado). 
 
A observação do cronista português Pero de Maga-
lhães de Gândavo, em 1576, sobre a ausência das letras 
F, L e R na língua mencionada, demonstra a 
 
 
 
 
a) simplicidade da organização social das tribos brasileiras. 
b) dominação portuguesa imposta aos índios no início da 
colonização. 
c) superioridade da sociedade europeia em relação à soci-
edade indígena. 
d) incompreensão dos valores socioculturais indígenas pe-
los portugueses. 
e) dificuldade experimentada pelos portugueses no apren-
dizado da língua nativa. 
 
38. Sobre o conhecimento mitológico, atente ao texto a 
seguir: 
 
 
Para os gregos, mito é um discurso pronunciado ou 
proferido para ouvintes que recebem como verdadeira 
a narrativa, porque confiam naquele que narra; é uma 
narrativa feita em público, baseada, portanto, na autori-
dade e confiabilidade da pessoa do narrador. 
(CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia, 1996, p. 28). 
 
Sobre esse aspecto do conhecimento mitológico, é 
CORRETO afirmar que 
a) a função do mito é obscura, e o discurso a ele referente, 
pronunciado pela autoridade, está fundado na realidade e 
não explica a existência. 
b) o mito retrata um tipo de compreensão não significativa, 
possibilitando ao homem viver e lutar contra tudo o que lhe 
é contraditório. 
c) na narrativa mitológica, proferida para os ouvintes, está 
presente o puro delírio da fantasia e a confiabilidade na pes-
soa do narrador. 
d) a narrativa do mito é baseada na lógica da abstração e 
deixa, à margem, o desejo de dominação do mundo. 
e) o mito revela alguma coisa que é aceita sem contestação 
nem questionamento. Trata-se, portanto, de uma primeira 
narrativa que atribui sentido ao mundo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
39. 1. É o valor angular do arco de meridiano compre-
endido entre o equador e o paralelo do lugar de referên-
cia. Será sempre norte ou sul. 
2. É o valor angular, junto ao eixo da Terra, do plano 
formado pelo prolongamento das extremidades do arco 
compreendido entre o meridiano de Greenwich e o arco 
do lugar de referência, considerando-se este plano 
sempre paralelo ao plano do equador. Será sempre 
leste ou oeste. 
(Paulo A. Duarte. Fundamentos de cartografia, 2008. Adaptado.) 
 
No excerto, 1 e 2 correspondem, respectivamente, a 
a) longitude e latitude. 
b) latitude e longitude. 
c) longitude e meridiano. 
d) trópico e paralelo. 
e) latitude e paralelo. 
 
40. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A partir da análise da tabela, uma importante mudança 
em processo na demografia estadunidense e a respec-
tiva causa associada ao grupo populacional atingido 
são: 
a) redução de brancos − alta taxa de mortalidade. 
b) crescimento de negros − diminuição da emigração. 
c) elevação de latinos − maiores índices de imigração. 
d) aumento de asiáticos − grande contingente de refugia-
dos. 
e) estagnação dos grupos minoritários – estabilidade demo-
gráfica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41. Chegança 
 
Sou Pataxó 
Sou Xavante e Carriri 
Ianomâmi, sou Tupi 
Guarani, sou Carajá. 
Sou Pancaruru, 
Carijó, Tupinajé, 
Sou Potiguar, sou Caeté, 
Ful-ni-ô, Tupinambá. 
Eu atraquei num porto muito seguro, 
Céu azul, paz e ar puro... 
Botei as pernas pro ar. 
Logo sonhei que estava no paraíso, 
Onde nem era preciso dormir para sonhar. 
 
Mas de repente me acordei com a surpresa: 
Uma esquadra portuguesa veio na praia atracar. 
Da grande-nau, 
Um branco de barba escura, 
Vestindo uma armadura me apontou pra me pegar. 
E assustado dei um pulo da rede, 
Pressenti a fome, a sede, 
Eu pensei: “vão me acabar”. 
Levantei-me de Borduna já na mão. 
Aí, senti no coração, 
O Brasil vai começar. 
NÓBREGA. A.; e FREIRE, W. CD Pernambuco falando para o mundo, 
1998. 
 
A letra da canção apresenta um tema recorrente na his-
tória da colonização brasileira, as relações de poder en-
tre portugueses e povos nativos, e representa uma crí-
tica à ideia presente no chamado mito 
a) da democracia racial, originado das relações cordiais es-
tabelecidas entre portugueses e nativos no período anterior 
ao início da colonização brasileira. 
b) da cordialidade brasileira, advinda da forma como os po-
vos nativos se associaram economicamente aos portugue-
ses, participando dos negócios coloniais açucareiros. 
c) do brasileiro receptivo, oriundo da facilidade com que os 
nativos brasileiros aceitaram as regras impostas pelo colo-
nizador, o que garantiu o sucesso da colonização. 
d) da natural miscigenação, resultante da forma como a me-
trópole incentivou a união entre colonos, ex-escravas e na-
tivas para acelerar o povoamento. 
e) do encontro, que identifica a colonização portuguesa 
como pacífica em função das relações de troca estabeleci-
das nos primeiros contatos entre portugueses e nativos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
POPULAÇÃO DOS ESTADOS 
UNIDOS (% por ano) 
Grupos 2000 2010 2050 
Brancos 69,1 65,0 47,0 
Latinos 12,5 15,0 29,0 
Negros 12,1 13,0 13,0 
Asiáticos 3,7 4,0 9,0 
Outros 2,6 3,0 2,0 
Adaptado de OLIC, N. B. Caleidoscópios geopolíti-
cos. São Paulo: Moderna, 2014. 
 
 
 
13 
42. As Coordenadas Geográficas são compostas de li-
nhas imaginárias no sentido Norte-Sul e Leste-Oeste 
que possibilitam um processo de localização. Obser-
vando o planisfério a seguir, é correto afirmar-se que 
 
 
a) a localização geográfica do ponto 1 refere-se à América 
do Sul, exatamente na porção central do continente. 
b) o ponto 4 encontra-se no hemisfério meridional e oriental 
com latitude 180 sul e longitude 60 leste. 
c) o ponto 3 pode ser considerado o ponto mais setentrional 
apresentado no planisfério. 
d) o ponto 5 está localizado no hemisfério meridional e oci-
dental na latitude 60 sul e na longitude 180 leste. 
e) o ponto 2 encontra-se no hemisfério setentrional e oci-
dental na latitude 30 norte e longitude 120 oeste. 
 
43. Este grupo tende a crescer no Brasil nas próximas 
décadas, como aponta a Projeção da População, do 
IBGE, atualizada em 2018. A consultora em demografia 
e políticas de saúde, Cristina Guimarães Rodrigues, 
considera necessárioter políticas públicas voltadas 
para tratamentos de saúde, alimentação mais saudável 
e exercícios físicos, além de construções e transportes 
mais acessíveis. “Há o aumento de doenças crônicas”, 
cita, “que são doenças mais caras e requerem trata-
mentos um pouco mais custosos”. 
(Camille Perissé e Mônica Marli. Retratos: a revista do IBGE, no 16, 
fevereiro de 2019. Adaptado.) 
 
O excerto apresenta características relacionadas 
a) ao fluxo migratório. 
b) às políticas antinatalistas. 
c) às mudanças na população relativa. 
d) ao adensamento demográfico. 
e) ao envelhecimento da população. 
 
 
 
 
 
 
44. 
 
 
 
A circulação dos homens pelo planeta, desde o período 
moderno, é baseada no menor tempo de deslocamento 
entre continentes, devendo-se levar em conta a geodé-
sica da terra. 
 
Nesse sentido, o modelo apresentado no cartograma 
indica que a 
a) maior distância entre dois pontos é muitas vezes definida 
pelas latitudes 
b) maior distância entre dois pontos é, algumas vezes, a 
dos fusos horários 
c) menor distância entre dois pontos é sempre definida pe-
las longitudes 
d) menor distância entre dois pontos nem sempre é uma 
reta 
e) menor distância entre dois pontos sempre é uma reta 
 
45. Os conquistadores espanhóis dos povos da Amé-
rica Pré-Colombiana adaptaram as formas de explora-
ção do trabalho indígena, antes praticadas nos impé-
rios Asteca e Inca (mita, yanacona, coatequitl), aos in-
teresses mercantilistas europeus. Isto foi possível em 
razão da: 
a) aliança firmada entre os conquistadores e os governan-
tes locais em torno da administração partilhada da força de 
trabalho. 
b) servidão estatal vigente entre povos pré-colombianos 
corresponder à condição de servidão que se impunha aos 
camponeses europeus no século XVI. 
c) manutenção parcial da hierarquia preexistente nas soci-
edades ameríndias combinada à exploração do trabalho de 
camponeses e servos do estado. 
d) incompatibilidade da introdução de formas modernas de 
produção entre os povos ameríndios, habituados ao traba-
lho compulsório. 
e) abolição das formas tradicionais de exploração do traba-
lho e imposição de modernas relações de produção.