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Olá, Humanizandxs!
Sejam bem-vindas e bem-vindos ao nosso primeiro simulado!
Leiam atentamente as orientações a seguir:
• Nosso simulado é composto por 45 questões de Ciências Humanas e a duração é de
duas horas e quinze minutos (das 14h às 16h15);
• Nosso gabarito consistirá num formulário (que já foi enviado no grupo do WhatsApp).
Preencham com muita atenção. O formulário não receberá mais respostas após o tempo
estipulado para a prova;
• Ao fim do tempo do simulado vocês receberão o gabarito das questões;
• Dentro de alguns dias, vocês receberão as estatísticas do simulado (porcentagem de
acerto de cada questão e nota média).
Obrigada por participarem do nosso projeto!
Boa prova!
1. Sobre o Mito no mundo atual, considere o texto a se-
guir:
Os meios de comunicação (televisão, jornais, etc.) utili-
zam a palavra Mito com um significado diferente,
quando se referem a artistas, que, num determinado
momento, ganham destaque por causa de um filme ou
música de sucesso. Mas, mesmo nesse caso, os “Mi-
tos” do mundo artístico são assim chamados, porque
atribuímos a eles qualidades que consideramos dignas
de um deus.
CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. 2002, p. 23. Disponível em:
www.4hd.com.br
Assim, é CORRETO afirmar que no mundo atual
a) o Mito narra as habilidades divinas, transmitidas aos ho-
mens pelos deuses.
b) o Mito retrata tanto a significância quanto a primeira atri-
buição de sentido ao mundo.
c) o Mito tem importância pelo fato de ser a primeira forma
de dar significado ao mundo.
d) o Mito na totalidade do real, não apresenta mais abran-
gência nem o distintivo existencial que havia na sua origem,
isto é, no Mito primitivo.
e) o Mito possibilita ao homem lutar e viver criticamente con-
tra tudo o que lhe é adverso.
2. TEXTO I
Convicto de que a reorganização da sociedade exigiria
a elaboração de uma nova maneira de conhecer a reali-
dade, Comte procurou estabelecer os princípios que
deveriam nortear os conhecimentos humanos. Seu
ponto de partida era a ciência e o avanço que ela vinha
obtendo em todos os campos de investigação. (...) O
advento da sociologia representava para Comte o coro-
amento da evolução do conhecimento científico, já
constituído em várias áreas do saber.
MARTINS, Carlos Benedito. O que é Sociologia. São Paulo: Brasili-
ense, 2006, p. 44.
TEXTO II
O conjunto da nova filosofia tenderá sempre a fazer so-
bressair, tanto na vida ativa como na especulativa, a li-
gação de cada um a todos, sob uma série de aspectos
diversos, de modo a tornar involuntariamente familiar o
sentimento íntimo da solidariedade social, (...) Não so-
mente a ativa busca do bem público será sempre priva-
da, será sempre representada como a maneira mais
conveniente de assegurar a felicidade privada; mas, por
uma influência (...) dos pendores generosos, se tornará
a principal fonte da felicidade pessoal.
COMTE, August. Discurso sobre o espírito positivo. São Paulo: Es-
cala, s/d, p. 74.
A Revolução Industrial e a Revolução Francesa impul-
sionaram o surgimento da Sociologia como ciência vol-
tada para compreender as novas relações entre as pes-
soas. Essas relações envolviam agora um complexo de
hábitos e costumes e eram provocadas por causa da
maneira de se produzirem e se consumirem os exce-
dentes na Europa do século XIX.
Sobre esse período da Sociologia e com base na con-
cepção apresentada nos textos I e II, é CORRETO afir-
mar que
a) a Sociologia foi chamada de física social e deveria utilizar
os métodos da filosofia teológica como instrumento de com-
preensão da sociedade.
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b) as investigações sociológicas deveriam utilizar os mes-
mos procedimentos das ciências naturais, ou seja, a obser-
vação, a experimentação e a comparação.
c) o positivismo foi a corrente filosófica, que fundamentou o
surgimento da Sociologia como ciência da sociedade, pois
tinha uma visão metafísica das relações entre as pessoas.
d) o principal representante da Sociologia nesse período foi
August Comte, que tinha uma visão positiva de sociedade,
ou seja, uma reflexão sobre a essência e o significado abs-
trato das relações sociais.
e) as ideias de Comte tinham como objetivo encontrar leis
universais para explicar as relações sociais, com base nos
princípios de subjetividade e parcialidade, utilizados pelas
ciências da natureza.
3. O cartograma abaixo apresenta cinco municípios do
estado do Paraná:
Sabendo-se a coordenada de um ponto localizado no
centro do município de Curitiba (Latitude: 25,47 S e
Longitude: 49,28 W.Gr.), identifique as coordenadas
do centro dos demais municípios em destaque:
a) Guarapuava (Latitude: 25,37 S e Longitude:
51,49 W ).Gr. – Londrina (Latitude: 23,51 S e Longitude:
51,11 W ).Gr. – Maringá (Latitude: 23,40 S e Longitude:
51,96 W ).Gr. – Cascavel (Latitude: 25,02 S e Longitude:
53,37 W ..Gr.)
b) Guarapuava (Latitude: 25,87 S e Longitude:
53,69 W ).Gr. – Londrina (Latitude: 23,51 S e Longitude:
51,11 W ).Gr. – Maringá (Latitude: 23,40 S e Longitude:
51,96 W ).Gr. – Cascavel (Latitude: 25,92 S e Longitude:
53,37 W ..Gr.)
c) Guarapuava (Latitude: 25,37 S e Longitude:
51,49 W.Gr.) – Londrina (Latitude: 23,51 S e Longitude:
53,51 W.Gr.) – Maringá (Latitude: 26,40 S e Longitude:
51,96 W.Gr.) – Cascavel (Latitude: 20,20 S e Longitude:
53,37 W.Gr.).
d) Guarapuava (Latitude: 25,37 S e Longitude:
51,49 W.Gr.) – Londrina (Latitude: 23,51 S e Longitude:
53,51 W.Gr.) – Maringá (Latitude: 23,40 S e Longitude:
51,96 W.Gr.) – Cascavel (Latitude: 20,20 S e Longitude:
53,37 W.Gr.).
e) Guarapuava (Latitude: 25,87 S e Longitude:
53,49 W.Gr.) – Londrina (Latitude: 23,51 S e Longitude:
51,11 W.Gr.) – Maringá (Latitude: 26,40 S e Longitude:
51,96 W.Gr.) – Cascavel (Latitude: 25,92 S e Longitude:
53,37 W.Gr.).
4. Desde 2002, o Instituto do Patrimônio Histórico e Ar-
tístico Nacional (lphan) tem registrado certos bens ima-
teriais como patrimônio cultural do país. Entre as mani-
festações que já ganharam esse status está o ofício das
baianas do acarajé. Enfatize-se: o ofício das baianas,
não a receita do acarajé. Quando uma baiana prepara o
acarajé, há uma série de códigos imperceptíveis para
quem olha de fora. A cor da roupa, a amarra dos panos
e os adereços mudam de acordo com o santo e com a
hierarquia dela no candomblé. O lphan conta que, re-
gistrando o ofício, “esse e outros mundos ligados ao
preparo do acarajé podem ser descortinados”.
KAZ, R. A diferença entre o acarajé e o sanduiche de Bauru.
De acordo com o autor, o Iphan evidencia a necessi-
dade de se protegerem certas manifestações históricas
para que continuem existindo, destacando-se nesse
caso a
a) mistura de tradições africanas, indígenas e portuguesas
no preparo do alimento por parte das cozinheiras baianas.
b) relação com o sagrado no ato de preparar o alimento,
sobressaindo-se o uso de símbolos e insígnias pelas cozi-
nheiras.
c) utilização de certos ingredientes que se mostram cada
vez mais raros de encontrar, com as mudanças nos hábitos
alimentares.
d) necessidade de preservação dos locais tradicionais de
preparo do acarajé, ameaçados com as transformações ur-
banas no país.
e) importância de se treinarem as cozinheiras baianas a fim
de resgatar o modo tradicional de preparo do acarajé, que
remonta à escravidão.
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5. O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Vou na estrada há muitos anos
Sou um artista brasileiro
CHICO BUARQUE. Paratodos. 1993. Disponível em: www.chicobuar-
que.com.br. Acesso em: 29 jun. 2015 (fragmento).
A característica familiar descrita deriva do seguinte as-
pecto demográfico:
a) Migração interna.
b) População relativa.
c) Expectativa de vida.d) Taxa de mortalidade.
e) Índice de fecundidade.
6. Os cartógrafos portugueses teriam falseado as repre-
sentações do Brasil nas cartas geográficas, fazendo
concordar o meridiano com os acidentes geográficos
de forma a ressaltar uma suposta fronteira natural dos
domínios lusos. O delineamento de uma grande lagoa
que conectava a bacia platina com a amazônica já era
visível nas primeiras descrições geográficas e mapas
produzidos por Gaspar Viegas, no Atlas de Lopo Ho-
mem (1519), nas cartas de Diogo Ribeiro (1525-27), no
planisfério de André Homen (1559), nos mapas de Bar-
tolomeu Velho (1561).
KANTOR, Í. Usos diplomáticos da ilha-Brasil: polêmicas cartográfi-
cas e historiográficas. Varia Historia, n. 37, 2007 (adaptado).
De acordo com a argumentação exposta no texto, um
dos objetivos das representações cartográficas menci-
onadas era
a) garantir o domínio da Metrópole sobre o território cobi-
çado.
b) demarcar os limites precisos do Tratado de Tordesilhas.
c) afastar as populações nativas do espaço demarcado.
d) respeitar a conquista espanhola sobre o Império Inca.
e) demonstrar a viabilidade comercial do empreendimento
colonial.
7. As primeiras expedições na costa africana a partir da
ocupação de Ceuta em 1415, ainda na terra de povos
berberes, foram registrando a geografia, as condições
de navegação e de ancoragem. Nas paradas, os portu-
gueses negociavam com as populações locais e se-
questravam pessoas que chegavam às praias, levando-
as para os navios para serem vendidas como escravas.
Tal ato era justificado pelo fato de esses povos serem
infiéis, seguidores das leis de Maomé, considerados
inimigos, e portanto podiam ser escravizados, pois
acreditavam ser justo guerrear com eles. Mais ao sul,
além do rio Senegal, os povos encontrados não eram
islamizados, portanto não eram inimigos, mas eram pa-
gãos, ignorantes das leis de Deus, e no entender dos
portugueses da época também podiam ser escraviza-
dos, pois ao se converterem ao cristianismo teriam uma
chance de salvar suas almas na vida além desta.
(Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano, 2007.)
O texto caracteriza
a) o mercado atlântico de africanos escravizados em seu
período de maior intensidade e o controle do tráfico pelas
Companhias de Comércio.
b) o avanço gradual da presença europeia na África e a con-
formação de um modelo de exploração da natureza e do
trabalho.
c) as estratégias da colonização europeia e a sua busca por
uma exploração sustentável do continente africano.
d) o caráter laico do Estado português e as suas ações di-
plomáticas junto aos reinos e às sociedades organizadas
da África.
e) o pioneirismo português na expansão marítima e a con-
centração de sua atividade exploradora nas áreas centrais
do continente africano.
8. TEXTO I
Fragmento B91: Não se pode banhar duas vezes no
mesmo rio, nem substância mortal alcançar duas vezes
a mesma condição; mas pela intensidade e rapidez da
mudança, dispersa e de novo reúne.
HERÁCLITO. Fragmentos (Sobre a natureza). São Paulo: Abril Cultu-
ral, 1996 (adaptado).
TEXTO II
Fragmento B8: São muitos os sinais de que o ser é in-
gênito e indestrutível, pois é compacto, inabalável e
sem fim; não foi nem será, pois é agora um todo homo-
gêneo, uno, contínuo. Como poderia o que é perecer?
Como poderia gerar-se?
PARMÊNIDES. Da natureza. São Paulo: Loyola, 2002 (adaptado).
Os fragmentos do pensamento pré-socrático expõem
uma oposição que se insere no campo das
a) investigações do pensamento sistemático.
b) preocupações do período mitológico.
c) discussões de base ontológica.
d) habilidades da retórica sofística.
e) verdades do mundo sensível.
9. Para representar a superfície terrestre de maneira re-
duzida em um mapa, calcula-se essa superfície através
de uma escala cartográfica.
Esta proporção pode ser representada através de uma
escala numérica. Suponha um mapa em uma escala
1: 500.000 e assinale a alternativa CORRETA em que a
distância no mapa representa a superfície real.
a) 10 cm no mapa 5 km= na superfície real.
b) 1cm no mapa 50 km= na superfície real.
c) 2 cm no mapa 1km= na superfície real.
d) 5 cm no mapa 25 km= na superfície real.
e) 20 cm no mapa = 20 km na superfície real.
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10. Os gráficos, em forma de pirâmides, referem-se à
distribuição da população, por continente, no ano de
2010, comparada à respectiva representação ponti-
lhada de 1950.
Os gráficos retratam a distribuição da população, res-
pectivamente, nos continentes
a) africano e americano.
b) europeu e americano.
c) americano e europeu.
d) asiático e africano.
e) europeu e africano.
11. A história não corresponde exatamente ao que foi
realmente conservado na memória popular, mas àquilo
que foi selecionado, escrito, descrito, popularizado e
institucionalizado por quem estava encarregado de
fazê-lo. Os historiadores, sejam quais forem seus obje-
tivos, estão envolvidos nesse processo, uma vez que
eles contribuem, conscientemente ou não, para a cria-
ção, demolição e reestruturação de imagens do pas-
sado que pertencem não só ao mundo da investigação
especializada, mas também à esfera pública na qual o
homem atua como ser político.
HOBSBAWN, E.; RANGER, T. A Invenção das tradições. Rio de Ja-
neiro: Paz e Terra, 1984 (adaptado).
Uma vez que a neutralidade é inalcançável na atividade
mencionada, é tarefa do profissional envolvido
a) criticar as ideias dominantes.
b) respeitar os interesses sociais.
c) defender os direitos das minorias.
d) explicitar as escolhas realizadas.
e) satisfazer os financiadores de pesquisas.
12. Os fenômenos sociais são objeto de investigação
desde o surgimento da filosofia, na Grécia Antiga, por
volta dos séculos VII e VI a.C.; mas a constituição de
uma ciência específica da sociedade remonta apenas
ao século XIX.
Considerando-se o enunciado acima, assinale a alter-
nativa que apresenta as principais causas que contri-
buíram para o nascimento da Sociologia na Europa do
século XIX.
a) As modificações no modo vigente de compreender os po-
vos tribais na Europa do século XIX possibilitaram a consti-
tuição da Sociologia.
b) As alterações na mentalidade religiosa na Europa do sé-
culo XIX condicionaram o surgimento da Sociologia.
c) As mudanças econômicas, políticas e sociais que molda-
ram as sociedades europeias do século XIX geraram per-
guntas ('questão social') que demandaram a constituição da
Sociologia.
d) As mutações ocorridas na filosofia e na moral das socie-
dades europeias do século XVI contribuíram para o surgi-
mento da Sociologia.
e) As transformações na sensibilidade estética das socie-
dades europeias do século XIX favoreceram o processo de
formação da Sociologia.
13. Leia com atenção o fragmento retirado da Carta de
Pero Vaz de Caminha.
“E quando veio ao Evangelho, que nos erguemos todos
em pé, com as mãos levantadas, eles [os índios] se le-
vantaram conosco e alçaram as mãos, ficando assim,
até ser acabado; e então tornaram-se a assentar como
nós. E quando levantaram a Deus, que nos pusemos de
joelhos, eles se puseram assim todos, como nós está-
vamos com as mãos levantadas, e em tal maneira sos-
segados, que, certifico a Vossa Alteza, nos fez muita
devoção.”
Pero Vaz de Caminha. In: OLIVIERI, A. C. e VILLA, M. A. Crônicas do
descobrimento. São Paulo: Ática, 1999, p. 23.
Em relação à Carta de Caminha para o Rei de Portugal,
pode-se dizer que é:
a) Uma narrativa que projeta sobre as populações nativas
uma visão de mundo cristão, como se o Brasil fosse uma
espécie de paraíso edênico.
b) Um relato imparcial sobre as populações indígenas, por-
que o autor narra exatamente o que viu e viveu no Brasil.
c) Uma narrativa capaz de identificar a verdadeira essência
das populações indígenas brasileiras que já conheciam o
cristianismo,e traziam no seu íntimo um conhecimento pré-
vio dos ensinamentos pregados por Cristo a seus discípu-
los.
d) Um relato que expressa total ignorância e despreparo do
cronista sobre o caráter dissimulado e estratégico das po-
pulações indígenas, que desejavam tão somente ganhar a
confiança dos viajantes europeus para obter lucros e fazer
alianças políticas para derrotar seus inimigos.
e) Um relato sem valor histórico, pois está marcado por uma
perspectiva eurocêntrica e preconceituosa sobre os habi-
tantes nativos do Brasil.
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14. Leia a letra da canção a seguir.
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo [...]
Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Como uma onda. In: Álbum
MTV ao vivo. Rio de Janeiro: Sony-BMG, 2004.
Da mesma forma como canta o poeta contemporâneo,
que vê a realidade passando como uma onda, assim
também pensaram os primeiros filósofos conhecidos
como Pré-socráticos que denominavam a realidade de
physis. A característica dessa realidade representada,
também, na música de Lulu Santos é o(a)
a) fluxo.
b) estática.
c) infinitude.
d) desordem.
e) multiplicidade.
15.
O processo registrado no gráfico gerou a seguinte con-
sequência demográfica:
a) Decréscimo da população absoluta.
b) Redução do crescimento vegetativo.
c) Diminuição da proporção de adultos.
d) Expansão de políticas de controle da natalidade.
e) Aumento da renovação da população economicamente
ativa.
16. A Praça da Concórdia, antiga Praça Luís XV, é a
maior praça pública de Paris. Inaugurada em 1763, tinha
em seu centro uma estátua do rei. Situada ao longo do
Sena, ela é a intersecção de dois eixos monumentais.
Bem nesse cruzamento está o Obelisco de Luxor, deco-
rado com hieróglifos que contam os reinados dos fa-
raós Ramsés II e Ramsés III. Em 1829, foi oferecido pelo
vice-rei do Egito ao povo francês e, em 1836, instalado
na praça diante de mais de 200 mil espectadores e da
família real.
NOBLAT, R. Disponível em: www.oglobo.com Acesso em: 12 dez.
2012.
A constituição do espaço público da Praça da Concór-
dia ao longo dos anos manifesta o(a)
a) lugar da memória na história nacional.
b) caráter espontâneo das festas populares.
c) lembrança da antiguidade da cultura local.
d) triunfo da nação sobre os países africanos.
e) declínio do regime de monarquia absolutista.
17. Num mapa, na escala 1: 21.000.000, a distância
aproximada (em linha reta) entre as cidades A e B é de
2,9 cm. Um lojista que regularmente faz compras na ci-
dade C pretende também conhecer a cidade B. A dis-
tância, em linha reta, que ele terá de percorrer entre as
cidades A e B será de
a) 6.009 quilômetros.
b) 7.241.379 metros.
c) 6.090.000 metros.
d) 609 quilômetros.
e) 724 quilômetros.
18. De modo geral, os logradouros de Fortaleza, até me-
ados do século XIX, eram conhecidos por designações
surgidas da tradição ou de funções e edificações que
lhes caracterizavam. Assim, chamava-se Travessa da
Municipalidade (atual Guilherme Rocha) por ladear o
prédio da Intendência Municipal; S. Bernardo (hoje Pe-
dro Pereira) por conta de igreja homônima; Rua do Ca-
jueiro (atual Pedro Borges) por abrigar uma das mais
antigas e populares árvores da capital. Já a Praça José
de Alencar, na década de 1850, era popularmente desig-
nada por Praça do Patrocínio, pois em seu lado norte
se encontrava uma igreja homônima.
SILVA FILHO, A. L. M. Fortaleza: imagens da cidade. Fortaleza: Mu-
seu do Ceará; Secult-CE, 2001 (adaptado).
Os atos de nomeação dos logradouros, analisados de
uma perspectiva histórica, constituem
a) formas de promover os nomes das autoridades imperiais.
b) modos oficiais e populares de produção da memória nas
cidades.
c) recursos arquitetônicos funcionais à racionalização do
espaço urbano.
d) maneiras de hierarquizar estratos sociais e dividir as po-
pulações urbanas.
e) mecanismos de imposição dos itinerários sociais e fluxos
econômicos na cidade.
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19. Os deuses disseram entre si depois de criar o ho-
mem: “O que os homens comerão, oh deuses? Vamos
já todos buscar o alimento.” Enquanto isso, as formi-
gas vermelhas estavam colhendo e carregando os
grãos de milho que traziam de dentro do Tonacatepetl
(Montanha do Sustento). O deus Quetzalcoatl encon-
trou as formigas e lhes disse: “Digam-me, onde vocês
colheram os grãos de milho?”. Muitas vezes lhes per-
guntou, mas as formigas não quiseram responder. Al-
gum tempo depois, as formigas disseram a Quetzalco-
atl: “Lá.” E apontaram o lugar. Quetzalcoatl se transfor-
mou em formiga negra e as acompanhou. Desse modo,
Quetzalcoatl acompanhou as formigas vermelhas até o
depósito, arranjou o milho e em seguida o levou a Ta-
moanchan (moradia dos deuses e onde o homem havia
sido criado). Ali os deuses o mastigaram e o puseram
na nossa boca para nos robustecer.
Apud Eduardo Natalino dos Santos. Cidades pré-hispânicas do Mé-
xico e da América Central, 2004.
O texto asteca
a) promove a divulgação das qualidades nutricionais do mi-
lho para o fortalecimento dos guerreiros mesoamericanos.
b) oferece uma explicação mítica para a importância do mi-
lho na base da alimentação dos povos mesoamericanos.
c) demonstra sustentação histórica e claro desenvolvimento
de pensamento lógico e racional.
d) procura justificar o fato de apenas os governantes dos
povos mesoamericanos poderem exercer atividades agríco-
las.
e) revela a influência das fábulas europeias na construção
do imaginário dos povos mesoamericanos.
20.
Os gráficos acima dizem respeito às pirâmides etárias
brasileiras organizadas de acordo com os dados divul-
gados nos censos de 1980 e 2000 realizados pelo IBGE.
Na comparação, observa-se que a base da pirâmide etá-
ria da população brasileira está se tornando cada vez
mais estreita e o ápice mais largo. Verifica-se também
que o corpo está cada vez maior, o que reflete a dimi-
nuição das taxas de crescimento vegetativo, o que pro-
vocou uma mudança no perfil da pirâmide etária brasi-
leira nessa comparação entre 1980 e 2000.
A respeito da análise das pirâmides etárias apresenta-
das acima, é correto afirmar que
a) a análise das pirâmides etárias permite verificar a com-
posição etária de uma população e seu reflexo na estrutura
da População Economicamente Ativa (PEA), a qual é for-
mada por pessoas que exercem atividades remuneradas.
b) a análise das pirâmides etárias servem como subsídios
para a elaboração de políticas previdenciárias e influencia
diretamente em questões que dizem respeito à concessão
de benefícios, na medida em que diminui o número de pes-
soas aposentadas.
c) a análise das pirâmides etárias subsidia o Estado na ela-
boração de políticas públicas nas áreas de educação, sa-
úde, saneamento e cultura, de modo que possam ser ela-
boradas ações que atendam às expectativas de uma popu-
lação cada vez mais jovem.
d) a análise das pirâmides etárias permite verificar a com-
posição da população feminina brasileira e serve como sub-
sídio para a elaboração de políticas públicas de gênero para
uma população feminina cada vez mais jovem.
e) a análise das pirâmides etárias auxilia o Estado na ela-
boração de programas sociais que objetivam a inclusão so-
cial e a distribuição de renda na intenção de corrigir as dis-
torções do crescimento desigual entre a população brasi-
leira.
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21. A imagem abaixo apresenta um ritual antropofágico
de um povo indígena do território onde hoje é o Brasil.
Sobre os povos indígenas do Brasil, assinale a alterna-
tiva CORRETA.
a) Os povos indígenas nãoforam escravizados pelos portu-
gueses, pois praticavam o escambo.
b) A imagem acima é falsa, pois os indígenas brasileiros
não praticavam a antropofagia.
c) Todos os povos indígenas brasileiros eram amistosos, o
que facilitou a colonização portuguesa.
d) Os povos indígenas brasileiros apresentavam muitas di-
ferenças entre si, possuíam línguas diferentes, alguns pra-
ticavam a antropofagia, outros eram nômades, enquanto
outros, sedentários.
e) Os portugueses só tiveram contato com os povos indíge-
nas após a chegada do primeiro Governador Geral.
22. A filosofia grega parece começar com uma ideia ab-
surda, com a proposição: a água é a origem e a matriz
de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos
nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em pri-
meiro lugar, porque essa proposição enuncia algo so-
bre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o
faz sem imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar,
porque nela embora apenas em estado de crisálida,
está contido o pensamento: Tudo é um.
NIETZSCHE. F. Crítica moderna. In: Os pré-socráticos. São Paulo:
Nova Cultural. 1999
O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgi-
mento da filosofia entre os gregos?
a) O impulso para transformar, mediante justificativas, os
elementos sensíveis em verdades racionais.
b) O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos
seres e das coisas.
c) A necessidade de buscar, de forma racional, a causa pri-
meira das coisas existentes.
d) A ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças
entre as coisas.
e) A tentativa de justificar, a partir de elementos empíricos,
o que existe no real.
23. Considerando-se as grandes mudanças que ocorre-
ram na história da humanidade, aquelas que acontece-
ram no século XVIII — e que se estenderam no século
XIX — só foram superadas pelas grandes transforma-
ções do final do século XX. As mudanças provocadas
pela revolução científico-tecnológica, que denomina-
mos Revolução Industrial, marcaram profundamente a
organização social, alterando-a por completo, criando
novas formas de organização e causando modificações
culturais duradouras, que perduram até os dias atuais.
DIAS, Reinaldo. Introdução à sociologia. São Paulo: Persons Pren-
tice Hall, 2004.
Sobre o surgimento da Sociologia e as mudanças ocor-
ridas na modernidade, é correto afirmar:
a) A intensificação da economia agrária em larga escala nas
metrópoles gerou o êxodo para o campo.
b) O aparecimento das fábricas e o seu desenvolvimento
levou ao crescimento das cidades rurais.
c) O aumento do trabalho humano nas fábricas ocasionou
a diminuição da divisão do trabalho.
d) A agricultura familiar desse período foi o objeto de estudo
que fez surgir as ciências sociais.
e) A antiga forma de ver o mundo não podia mais solucionar
os novos problemas sociais.
24. Leia o texto.
DigitalGlobe divulga imagens de satélite do local da
captura de Osama Bin Laden
A DigitalGlobe divulgou em seu site, nesta quinta-feira,
imagens de satélite da região de Abbottabad, Paquis-
tão, onde Osama Bin Laden estava refugiado. De
acordo com a agência Fox News, uma equipe de 40 sol-
dados Seal da marinha dos Estados Unidos capturou e
matou o terrorista responsável pela morte de milhares
de cidadãos americanos. A comparação de imagens de
satélite de junho de 2005 e janeiro de 2011, feita pela
DigitalGlobe, revela a expansão da mansão onde
Osama se escondia.
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Sobre o tipo de imagem de satélite mostrado na repor-
tagem acima, assinale a alternativa correta.
a) É usado para monitorar espaços menores, uma vez que
tem alta resolução espacial.
b) Está disponível apenas para uso militar, por isso não
pode ser comercializado.
c) É obtido através de um sensor transportado por aviões
que voam em baixa altitude.
d) É um produto da tecnologia do Sistema de Posiciona-
mento Global – GPS.
e) É indispensável a utilização de aviões satélites para que
as imagens sejam captadas.
25.
A Estátua do Laçador, tombada como patrimônio em
2001, é um monumento de Porto Alegre/RS, que repre-
senta o gaúcho (em trajes típicos).
Disponível em: www.portoalegre.tur.br. Acessado em: 3 ago. 2012
(adaptado).
O monumento identifica um(a)
a) exemplo de bem imaterial.
b) forma de exposição da individualidade.
c) modo de enaltecer os ideais de liberdade.
d) manifestação histórico-cultural de uma população.
e) maneira de propor mudanças nos costumes.
26.
A análise da pirâmide etária acima somente permite
concluir que:
a) reflete uma política rigorosa de controle de natalidade
como podemos observar nos países ricos da Europa.
b) pertence a um país que vem reduzindo suas elevadas
taxas de natalidade, como observado na base da pirâmide.
c) representa o comportamento demográfico de um país en-
velhecido como o Japão, por exemplo.
d) é a pirâmide média dos dois países representantes da
América Anglo-Saxônica.
e) mostra a projeção futura da pirâmide da América Latina
onde a natalidade tende sempre a crescer.
27. As misteriosas cidades e edificações da civilização
maia que resistiram ao tempo incluem obras reconhe-
cidas como patrimônio mundial. Tais achados vêm in-
trigando pesquisadores até a atualidade, já que pouco
se sabe sobre as origens, a organização social e as cau-
sas do fim dessa civilização, no século X.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente as
principais características da civilização maia.
a) Desenvolveu-se na floresta Amazônica (atuais Peru, Bo-
lívia e Suriname) e sua economia se baseava na coleta de
tributos provenientes do comércio com os incas e os aste-
cas.
b) Ocupava a região das atuais Guatemala, Honduras e Pe-
nínsula de Yucatán (Sul do México), e desenvolveu saberes
matemáticos, astronômicos e arquitetura sofisticados para
a época.
c) O poder era centralizado nas mãos do Imperador, cuja
origem era considerada divina, e a capital, Machu Picchu,
foi construída no topo de uma grande montanha para evitar
ataques de povos inimigos.
d) Habitava a região do Rio da Prata, atuais Uruguai e Ar-
gentina, onde desenvolveu a cultura de algodão, com o qual
fabricava tecidos para exportação, e projetou um sistema
de vigilância eficaz para se proteger de ataques inimigos.
e) A organização social igualitária favorecia a distribuição
equilibrada dos recursos naturais provenientes do comércio
marítimo, realizado no Caribe, e os grandes templos e pirâ-
mides honravam as divindades do Sol (Rá) e da Lua (Anú-
bis).
28. A Sociologia como ciência da modernidade foi influ-
enciada por várias mudanças decorrentes das revolu-
ções burguesas, especialmente na Europa nos séculos
XVIII e XIX. Para Bourdieu, a singularidade dos estudos
sociológicos ocorre porque
A sociologia descobre o arbitrário, a contingência, ali
onde as pessoas gostam de ver a necessidade ou natu-
reza. Descobre a necessidade, a coação social, ali onde
se gostaria de ver a escolha, o livre arbítrio. Uma das
características das realidades históricas é que sempre
é possível estabelecer que as coisas poderiam ser dife-
rentes, que são diferentes em outros lugares, em outras
condições. O que se quer dizer é que, ao historicizar, a
Sociologia desnaturaliza, desfataliza.
BOURDIEU, Pierre. A distinção: crítica ao julgamento social. São
Paulo: Edusp, 2007.
9
A partir das singularidades dos estudos sociológicos
expressos na assertiva de Bourdieu, as correntes de
pensamento que determinaram o aparecimento da So-
ciologia como ciência da modernidade são conhecidas
como
a) Nazismo, Criticismo, Anarquismo e Marxismo.
b) Socialismo, Idealismo, Comunismo e Empirismo.
c) Cristianismo, Naturalismo, Capitalismo e Fascismo.
d) Iluminismo, Liberalismo, Racionalismo e Positivismo.
e) Materialismo Histórico, Democracia, Feudalismo e Utili-
tarismo.
29. Parecer CNE/CPnº 3/2004, que instituiu as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação das Relações
Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura
Afro-Brasileira e Africana. Procura-se oferecer uma res-
posta, entre outras, na área da educação, à demanda da
população afrodescendente, no sentido de políticas de
ações afirmativas. Propõe a divulgação e a produção de
conhecimentos, a formação de atitudes, posturas que
eduquem cidadãos orgulhosos de seu pertencimento
étnico-racial — descendentes de africanos, povos indí-
genas, descendentes de europeus, de asiáticos — para
interagirem na construção de uma nação democrática,
em que todos igualmente tenham seus direitos garanti-
dos.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Disponível em: www.se-
mesp.org.br. Acesso em: 21 nov. 2013 (adaptado).
A orientação adotada por esse parecer fundamenta
uma política pública e associa o princípio da inclusão
social a
a) práticas de valorização identitária.
b) medidas de compensação econômica.
c) dispositivos de liberdade de expressão.
d) estratégias de qualificação profissional.
e) instrumentos de modernização jurídica.
30.
Considerando o mapa e o contexto histórico, é correto
constatar que essas viagens
a) estabeleceram as bases de uma economia planetária,
com plena integração comercial entre as diversas partes do
mundo.
b) contribuíram para a globalização, ao conectar partes do
mundo que até então se ignoravam ou não se ligavam dire-
tamente.
c) resultaram de equívocos e erros de navegação, mais do
que de cálculos ou de um projeto expansionista organizado.
d) representaram a ampliação da hegemonia romana sobre
o planeta, iniciada na Antiguidade Clássica.
e) tiveram por objetivo a aquisição de escravos, daí privile-
giarem rotas na direção da África e da Ásia.
31. Sobre a gênese da filosofia entre os gregos, observe
o texto a seguir:
Seja como termo, seja como conceito, a filosofia é con-
siderada pela quase totalidade dos estudiosos como
uma criação própria do gênio dos gregos. Quem não le-
var isso em conta não poderá compreender por que,
sob o impulso dos gregos, a civilização ocidental to-
mou uma direção completamente diferente da oriental.
(ANTISERI, Dario e RELAE, Giovanni. História da Filosofia, 1990, p.
11).
Sobre a gênese do pensamento filosófico entre os gre-
gos, é CORRETO afirmar que
a) a experiência concreta da racionalidade estava isenta da
vida política na Pólis Grega.
b) a prática político-democrática, atrelada ao enfoque irraci-
onal da vida em sociedade, foi o terreno fértil para a gênese
do pensamento filosófico.
c) sob o impulso dos gregos, a dimensão racional se impõe
como critério de verdade. A filosofia é fruto desse projeto da
razão.
d) a filosofia é fruto do momento cultural em que a sensibi-
lidade e a fantasia impõem-se sobre a razão.
e) na gênese do pensamento filosófico grego, na civilização
ocidental, a forma de sabedoria que se sobrepunha à ciên-
cia filosófica, eram as convicções religiosas fundamentadas
na razão pura.
10
32. A mente humana é naturalmente inquiridora: quer
conhecer as razões das coisas; basta ver uma criança
fazendo perguntas aos pais. Mas às mesmas perguntas
podem ser dadas diversas respostas: míticas, científi-
cas, filosóficas.
MONDIN, Batista. Curso de filosofia. São Paulo: Paulus, 1981. (Adap-
tado)
O pensamento mítico na atualidade reflete-se naquelas
respostas que estão repletas de explicações valorati-
vas sobre a personalidade do super-herói, a exaltação
do cientificismo, valorando o ‘desejo desenfreado’ e
dando primazia ao poder midiático. Sendo assim, assi-
nale a alternativa CORRETA.
a) A verdadeira função do mito, na atualidade, é orientar a
ação humana.
b) O papel atual do mito é dar sentido ao mundo humano.
c) O pensamento mítico, no mundo atual, identifica-se como
uma resistência às invenções científicas e tecnológicas.
d) Nos dias atuais, a função fabuladora presente nos contos
e nas estórias populares remetem aos valores arquetípicos.
e) O mito, na atualidade, promove o desenvolvimento do
homem no seu cotidiano, pela eficácia na linguagem das
formas ideológicas.
33. O “coração” econômico da época, Veneza, tem cada
vez mais dificuldades em assegurar a competitividade
de seus produtos. Em 1504, os navios venezianos já
quase não encontram pimenta em Alexandria. As espe-
ciarias desta proveniência se revelam muito mais caras
do que as que são encaminhadas da Índia portuguesa:
a pimenta embarcada pelos portugueses em Calicute é
quarenta vezes menos onerosa do que a que transita
por Alexandria.
(Jacques Attali. 1492, 1991. Adaptado.)
O historiador descreve um processo de mudança co-
mercial que é resultado da
a) vinculação marítima direta do mercado europeu com as
regiões fornecedoras de produtos orientais.
b) sofisticação dos hábitos de consumo das sociedades eu-
ropeias com o crescimento das cidades.
c) exploração pela burguesia europeia dos novos produtos
comestíveis encontrados na América.
d) divisão de territórios na Ásia e na África pelos Estados
europeus emergentes banhados pelo oceano Atlântico.
e) falta de integração e de comunicação dos centros econô-
micos no interior do continente europeu.
34. “Os primeiros trinta anos da História do Brasil são
conhecidos como período Pré-Colonial. Nesse período,
a coroa portuguesa iniciou a dominação das terras bra-
sileiras, sem, no entanto, traçar um plano de ocupação
efetiva. […] A atenção da burguesia metropolitana e do
governo português estavam voltados para o comércio
com o Oriente, que desde a viagem de Vasco da Gama,
no final do século XV, havia sido monopolizado pelo Es-
tado português. […] O desinteresse português em rela-
ção ao Brasil estava em conformidade com os interes-
ses mercantilistas da época, como observou o nave-
gante Américo Vespúcio, após a exploração do litoral
brasileiro, pode-se dizer que não encontramos nada de
proveito”.
Berutti, 2004.
Sobre o período retratado no texto, pode-se afirmar que
o(a)
a) desinteresse português pelo Brasil nos primeiros anos de
colonização, deu-se em decorrência dos tratados comerci-
ais assinados com a Espanha, que tinha prioridade pela ex-
ploração de terras situadas a oeste de Greenwich.
b) maior distância marítima era a maior desvantagem brasi-
leira em relação ao comércio com as Índias.
c) desinteresse português pode ser melhor explicado pela
resistência oferecida pelos indígenas que dificultavam o de-
sembarque e o reconhecimento das novas terras.
d) abertura de um novo mercado na América do Sul, ampli-
ava as possibilidades de lucro da burguesia metropolitana
portuguesa.
e) relativo descaso português pelo Brasil, nos primeiros
trinta anos de História, explica-se pela aparente inexistência
de artigos (ou produtos) que atendiam aos interesses da-
queles que patrocinavam as expedições.
35. A partir de levantamentos demográficos, o órgão da
ONU que estuda a população elaborou as pirâmides
etárias que representam modelos de estrutura demo-
gráfica dos continentes.
Observe as pirâmides I, II e III, referentes ao ano de
2010, apresentadas a seguir.
Considerando a dinâmica demográfica predominante
em cada continente, pode-se afirmar que a pirâmide
11
a) I é representativa da explosão demográfica observada
nas décadas de 1960/80 na América Latina.
b) II é característica da Ásia, onde o crescimento demográ-
fico é garantido pelos imigrantes.
c) II é típica da Europa, que reduziu a natalidade a partir das
últimas décadas do século XX.
d) III é característica da África, onde a transição demográ-
fica encontra-se nas fases iniciais.
e) III é típica da Oceania, onde os grupos humanos apre-
sentam elevada taxa de fecundidade.
36. Todas as coisas são diferenciações de uma mesma
coisa e são a mesmacoisa. E isto é evidente. Porque se
as coisas que são agora neste mundo – terra, água ar e
fogo e as outras coisas que se manifestam neste
mundo –, se alguma destas coisas fosse diferente de
qualquer outra, diferente em sua natureza própria e se
não permanecesse a mesma coisa em suas muitas mu-
danças e diferenciações, então não poderiam as coisas,
de nenhuma maneira, misturar-se umas às outras, nem
fazer bem ou mal umas às outras, nem a planta poderia
brotar da terra, nem um animal ou qualquer outra coisa
vir à existência, se todas as coisas não fossem com-
postas de modo a serem as mesmas. Todas as coisas
nascem, através de diferenciações, de uma mesma
coisa, ora em uma forma, ora em outra, retomando sem-
pre a mesma coisa.
DIÓGENES, In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré-socráticos. São
Paulo, Cultrix, 1967.
O texto descreve argumentos dos primeiros pensado-
res, denominados pré-socráticos. Para eles, a principal
preocupação filosófica era de ordem
a) cosmológica, propondo uma explicação racional do
mundo fundamentada nos elementos da natureza.
b) política, discutindo as formas de organização da pólis ao
estabelecer as regras de democracia.
c) ética, desenvolvendo uma filosofia dos valores virtuosos
que tem a felicidade como o bem maior.
d) estética, procurando investigar a aparência dos entes
sensíveis.
e) hermenêutica, construindo uma explicação unívoca da
realidade.
37. A língua de que usam, por toda a costa, carece de
três letras; convém a saber, não se acha nela F, nem L,
nem R, coisa digna de espanto, porque assim não têm
Fé, nem Lei, nem Rei, e dessa maneira vivem desorde-
nadamente, sem terem além disto conta, nem peso,
nem medida.
GÂNDAVO, P M. A primeira historia do Brasil: história da província
de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil. Rio de Janeiro:
Zahar, 2004 (adaptado).
A observação do cronista português Pero de Maga-
lhães de Gândavo, em 1576, sobre a ausência das letras
F, L e R na língua mencionada, demonstra a
a) simplicidade da organização social das tribos brasileiras.
b) dominação portuguesa imposta aos índios no início da
colonização.
c) superioridade da sociedade europeia em relação à soci-
edade indígena.
d) incompreensão dos valores socioculturais indígenas pe-
los portugueses.
e) dificuldade experimentada pelos portugueses no apren-
dizado da língua nativa.
38. Sobre o conhecimento mitológico, atente ao texto a
seguir:
Para os gregos, mito é um discurso pronunciado ou
proferido para ouvintes que recebem como verdadeira
a narrativa, porque confiam naquele que narra; é uma
narrativa feita em público, baseada, portanto, na autori-
dade e confiabilidade da pessoa do narrador.
(CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia, 1996, p. 28).
Sobre esse aspecto do conhecimento mitológico, é
CORRETO afirmar que
a) a função do mito é obscura, e o discurso a ele referente,
pronunciado pela autoridade, está fundado na realidade e
não explica a existência.
b) o mito retrata um tipo de compreensão não significativa,
possibilitando ao homem viver e lutar contra tudo o que lhe
é contraditório.
c) na narrativa mitológica, proferida para os ouvintes, está
presente o puro delírio da fantasia e a confiabilidade na pes-
soa do narrador.
d) a narrativa do mito é baseada na lógica da abstração e
deixa, à margem, o desejo de dominação do mundo.
e) o mito revela alguma coisa que é aceita sem contestação
nem questionamento. Trata-se, portanto, de uma primeira
narrativa que atribui sentido ao mundo.
12
39. 1. É o valor angular do arco de meridiano compre-
endido entre o equador e o paralelo do lugar de referên-
cia. Será sempre norte ou sul.
2. É o valor angular, junto ao eixo da Terra, do plano
formado pelo prolongamento das extremidades do arco
compreendido entre o meridiano de Greenwich e o arco
do lugar de referência, considerando-se este plano
sempre paralelo ao plano do equador. Será sempre
leste ou oeste.
(Paulo A. Duarte. Fundamentos de cartografia, 2008. Adaptado.)
No excerto, 1 e 2 correspondem, respectivamente, a
a) longitude e latitude.
b) latitude e longitude.
c) longitude e meridiano.
d) trópico e paralelo.
e) latitude e paralelo.
40.
A partir da análise da tabela, uma importante mudança
em processo na demografia estadunidense e a respec-
tiva causa associada ao grupo populacional atingido
são:
a) redução de brancos − alta taxa de mortalidade.
b) crescimento de negros − diminuição da emigração.
c) elevação de latinos − maiores índices de imigração.
d) aumento de asiáticos − grande contingente de refugia-
dos.
e) estagnação dos grupos minoritários – estabilidade demo-
gráfica.
41. Chegança
Sou Pataxó
Sou Xavante e Carriri
Ianomâmi, sou Tupi
Guarani, sou Carajá.
Sou Pancaruru,
Carijó, Tupinajé,
Sou Potiguar, sou Caeté,
Ful-ni-ô, Tupinambá.
Eu atraquei num porto muito seguro,
Céu azul, paz e ar puro...
Botei as pernas pro ar.
Logo sonhei que estava no paraíso,
Onde nem era preciso dormir para sonhar.
Mas de repente me acordei com a surpresa:
Uma esquadra portuguesa veio na praia atracar.
Da grande-nau,
Um branco de barba escura,
Vestindo uma armadura me apontou pra me pegar.
E assustado dei um pulo da rede,
Pressenti a fome, a sede,
Eu pensei: “vão me acabar”.
Levantei-me de Borduna já na mão.
Aí, senti no coração,
O Brasil vai começar.
NÓBREGA. A.; e FREIRE, W. CD Pernambuco falando para o mundo,
1998.
A letra da canção apresenta um tema recorrente na his-
tória da colonização brasileira, as relações de poder en-
tre portugueses e povos nativos, e representa uma crí-
tica à ideia presente no chamado mito
a) da democracia racial, originado das relações cordiais es-
tabelecidas entre portugueses e nativos no período anterior
ao início da colonização brasileira.
b) da cordialidade brasileira, advinda da forma como os po-
vos nativos se associaram economicamente aos portugue-
ses, participando dos negócios coloniais açucareiros.
c) do brasileiro receptivo, oriundo da facilidade com que os
nativos brasileiros aceitaram as regras impostas pelo colo-
nizador, o que garantiu o sucesso da colonização.
d) da natural miscigenação, resultante da forma como a me-
trópole incentivou a união entre colonos, ex-escravas e na-
tivas para acelerar o povoamento.
e) do encontro, que identifica a colonização portuguesa
como pacífica em função das relações de troca estabeleci-
das nos primeiros contatos entre portugueses e nativos.
POPULAÇÃO DOS ESTADOS
UNIDOS (% por ano)
Grupos 2000 2010 2050
Brancos 69,1 65,0 47,0
Latinos 12,5 15,0 29,0
Negros 12,1 13,0 13,0
Asiáticos 3,7 4,0 9,0
Outros 2,6 3,0 2,0
Adaptado de OLIC, N. B. Caleidoscópios geopolíti-
cos. São Paulo: Moderna, 2014.
13
42. As Coordenadas Geográficas são compostas de li-
nhas imaginárias no sentido Norte-Sul e Leste-Oeste
que possibilitam um processo de localização. Obser-
vando o planisfério a seguir, é correto afirmar-se que
a) a localização geográfica do ponto 1 refere-se à América
do Sul, exatamente na porção central do continente.
b) o ponto 4 encontra-se no hemisfério meridional e oriental
com latitude 180 sul e longitude 60 leste.
c) o ponto 3 pode ser considerado o ponto mais setentrional
apresentado no planisfério.
d) o ponto 5 está localizado no hemisfério meridional e oci-
dental na latitude 60 sul e na longitude 180 leste.
e) o ponto 2 encontra-se no hemisfério setentrional e oci-
dental na latitude 30 norte e longitude 120 oeste.
43. Este grupo tende a crescer no Brasil nas próximas
décadas, como aponta a Projeção da População, do
IBGE, atualizada em 2018. A consultora em demografia
e políticas de saúde, Cristina Guimarães Rodrigues,
considera necessárioter políticas públicas voltadas
para tratamentos de saúde, alimentação mais saudável
e exercícios físicos, além de construções e transportes
mais acessíveis. “Há o aumento de doenças crônicas”,
cita, “que são doenças mais caras e requerem trata-
mentos um pouco mais custosos”.
(Camille Perissé e Mônica Marli. Retratos: a revista do IBGE, no 16,
fevereiro de 2019. Adaptado.)
O excerto apresenta características relacionadas
a) ao fluxo migratório.
b) às políticas antinatalistas.
c) às mudanças na população relativa.
d) ao adensamento demográfico.
e) ao envelhecimento da população.
44.
A circulação dos homens pelo planeta, desde o período
moderno, é baseada no menor tempo de deslocamento
entre continentes, devendo-se levar em conta a geodé-
sica da terra.
Nesse sentido, o modelo apresentado no cartograma
indica que a
a) maior distância entre dois pontos é muitas vezes definida
pelas latitudes
b) maior distância entre dois pontos é, algumas vezes, a
dos fusos horários
c) menor distância entre dois pontos é sempre definida pe-
las longitudes
d) menor distância entre dois pontos nem sempre é uma
reta
e) menor distância entre dois pontos sempre é uma reta
45. Os conquistadores espanhóis dos povos da Amé-
rica Pré-Colombiana adaptaram as formas de explora-
ção do trabalho indígena, antes praticadas nos impé-
rios Asteca e Inca (mita, yanacona, coatequitl), aos in-
teresses mercantilistas europeus. Isto foi possível em
razão da:
a) aliança firmada entre os conquistadores e os governan-
tes locais em torno da administração partilhada da força de
trabalho.
b) servidão estatal vigente entre povos pré-colombianos
corresponder à condição de servidão que se impunha aos
camponeses europeus no século XVI.
c) manutenção parcial da hierarquia preexistente nas soci-
edades ameríndias combinada à exploração do trabalho de
camponeses e servos do estado.
d) incompatibilidade da introdução de formas modernas de
produção entre os povos ameríndios, habituados ao traba-
lho compulsório.
e) abolição das formas tradicionais de exploração do traba-
lho e imposição de modernas relações de produção.